Visualização de leitura

Produção acadêmica da UFRGS recebe destaque em plataforma global contra a fome e a pobreza

A UFRGS foi incluída na plataforma internacional de políticas públicas baseadas em evidências da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Com essa ação, a Universidade se torna referência para países interessados em adotar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Ou seja, a produção acadêmica da UFRGS sobre o PAA passa a integrar a chamada “cesta de políticas públicas” (policy basket, em inglês) indicada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na área de segurança alimentar.

A adesão da UFRGS à Aliança Global foi formalizada em dezembro de 2024, com assinatura realizada no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A participação das universidades na Aliança Global acontece prioritariamente no eixo estruturante do conhecimento, com o objetivo de oferecer subsídios de estudos e indicadores, a partir da catalogação de boas práticas em políticas públicas de combate à fome e à pobreza em diversos países. O Grupo de Trabalho da Cooperação Acadêmica da UFRGS é composto pelos seguintes pesquisadores: Sérgio Schneider (titular), Cátia Grisa, Diogo Joel Demarco e Paulo André Niederle (suplentes).

Dessa forma, em 2026, a UFRGS foi incluída na plataforma disponibilizada para os países consultarem referências para programas e políticas públicas no enfrentamento à insegurança alimentar. Pesquisadora na área, a professora da UFRGS Cátia Grisa aponta o significado dessa inclusão: “o foco é que universidades e centros de pesquisa dos diversos países aproveitem evidências científicas que eles têm em seus contextos sobre as políticas públicas que apresentam melhor eficiência para o enfrentamento à fome e à pobreza”.

Grisa explica que a cesta de políticas públicas reúne experiências com resultados positivos comprovados por pesquisas acadêmicas. A pesquisadora exemplifica: “o Brasil poderia olhar uma política da China, achar interessante e buscar parcerias, colaborações para troca de experiências dessas políticas”. O Brasil executa diversas políticas públicas nessa área, sendo uma delas o PAA, programa no qual a UFRGS oferece a expertise.

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado em 2003 pelo Governo Federal, consiste na compra de alimentos da agricultura familiar para doação desses itens para entidades socio-assistenciais. Cátia Grisa resume a eficiência dessa política: “com o mesmo recurso financeiro, o Governo Federal está gerando renda para a agricultura familiar e contribuindo para reduzir a fome e a vulnerabilidade em diversos territórios. Esses alimentos vão principalmente para entidades socio-assistenciais ou para cozinhas solidárias, por exemplo”. Nesse sentido, “se algum outro país quiser conhecer melhor a experiência do PAA e buscar apoio técnico e cooperação, demandará a UFRGS, que vai apresentar as evidências científicas e apoiar esses países junto ao próprio governo brasileiro, no processo de implementação do PAA nos seus diferentes contextos”, explica Grisa.

Aliança Global

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza foi lançada durante a presidência brasileira do G20, em 2024, como uma proposta para mobilizar países no enfrentamento à fome e à pobreza no mundo. O pacto está dividido em três pilares: Nacional, Financeiro e Conhecimento. A Aliança fomenta uma plataforma que reúne experiências e políticas públicas reconhecidas internacionalmente, com o objetivo de orientar países na formulação e implementação de estratégias de combate à fome e à pobreza.

Links:

O post Produção acadêmica da UFRGS recebe destaque em plataforma global contra a fome e a pobreza apareceu primeiro em UFRGS.

  •  

1º Salãozinho da Pós-Graduação da UFRGS debate mulheres, mulheridades e feminismos

O 1º Salãozinho da Pós-Graduação ocupou o Centro Cultural da UFRGS e amplificou um tema que cada vez mais precisa estar no centro do debate acadêmico. Promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), com a proposta “Mulheres, mulheridades e feminismos”, o evento, que teve início nesta quarta-feira, dia 22, proporcionou trocas e tensionamentos com discentes e docentes que buscam fortalecer, de forma coletiva, a potência crítica e transformadora dos programas de pós-graduação da UFRGS.

As sessões de apresentações prosseguirão até sexta-feira, dia 24 de abril, e tem o intuito de reunir e dar visibilidade a investigações científicas de mestrado e doutorado que, a partir de diversas perspectivas teóricas e metodológicas, problematizam e contribuem para os debates contemporâneos. Entre os tópicos abordados estão saúde da mulher, mercado de trabalho, maternidade, mulheres nas ciências, história das mulheres, mulheres nas artes, relações de gênero, sexualidades, direitos humanos e justiça social.

Na abertura do evento, a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Claudia Wasserman, agradeceu a presença de participantes, ouvintes e avaliadores, ressaltando o protagonismo das pesquisadoras. “As grandes atrações do evento são as apresentadoras de trabalhos”, destacou.  Segundo a docente, existem muitas mestrandas e doutorandas e docentes pesquisadoras na UFRGS em várias áreas do conhecimento, pesquisando sobre “Mulheres, mulheridades e feminismos”. “Neste ano, escolhemos lançar o salãozinho no dia internacional da mulher e, por isso, o tema Mulheres, Mulheridades e Feminismos”, explica.

A importância do espaço para a troca de saberes acadêmicos foi reforçada pelos participantes. Adriana Duarte Garcia, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação, avaliou positivamente a troca de experiências. “A gente vai aprendendo também. Eu acho que esse contato com os colegas ajuda a apontar caminhos que eu posso seguir através das sugestões, e de pensar também que meus colegas pesquisam coisas que podem contribuir para a minha pesquisa”, afirmou. Ela também ressaltou como o Salãozinho proporciona um ambiente que permite que estudantes de diferentes cursos compartilhem vivências e identifique semelhanças em suas pesquisas.

Entre os trabalhos apresentados, destaca-se a pesquisa de Diênifer Monique da Conceição, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. O estudo, intitulado “Mulheres negras e violência: escrevivências em território de alta incidência de crimes”, é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso na graduação em Educação Física. A investigação buscou compreender como a construção individual de mulheres residentes em um município da região metropolitana de Porto Alegre contribui para explicar a desarmonia entre as denúncias de lesão corporal e estupro e os registros de feminicídio e estupro de vulneráveis. Diênifer explica que sua inquietação para a pesquisa emerge, em grande parte, de sua perspectiva como mulher negra.

A força dos relatos e a relevância das temáticas abordadas deram o tom das discussões. Ao centralizar debates sobre direitos e vivências reais, as apresentadoras elevaram o nível do diálogo, mostrando que o conhecimento produzido em suas pesquisas é uma ferramenta importante para compreender e transformar realidades complexas.

Fotos: Amanda Casartelli/Secom

A banca examinadora desta primeira sessão foi composta pelas professoras Camila Giugliani, Departamento de Medicina Social, professora Hariagi Borba Nunes, do Departamento de História e pela professora Lucimar de Fátima dos Santos Vieira, do Programa de Pós-Graduação em Geografia. Seguindo a organização do evento, as bancas avaliadoras do Salãozinho são formadas por grupos de três a quatro docentes da UFRGS.

Durante os três dias de programação, divididos em seis sessões e turnos, serão apresentados 74 trabalhos de mestrandas e doutorandas pesquisadoras da UFRGS, contemplando diversas áreas do conhecimento. Os trabalhos que se destacarem em cada sessão receberão um incentivo de até R$ 2 mil, recurso destinado a atividades de campo, participação em eventos e outras ações ligadas às suas pesquisas. O resultado da premiação será anunciado ao vivo no dia 27 de abril, pelo perfil da PROPG no Instagram @propg.ufrgs.

Próximas edições

O Salãozinho da Pós-Graduação foi planejado para ocorrer anualmente, sempre no primeiro semestre. A proposta da PROPG é selecionar temas transversais, investigados por diversas áreas do conhecimento, para potencializar essas pesquisas e formar grupos transdisciplinares capazes de compreender um mesmo objeto sob variados ângulos. Mais informações estão disponíveis no site da Pró-Reitoria de Pós-Graduação.

O encontro é uma oportunidade diferenciada para dar luz a trabalhos e temáticas relevantes, a organização já adiantou que a próxima edição do evento terá como foco o “Meio Ambiente”.

Texto: Izadora Hypólito, Acadêmica de Jornalismo
Revisão: Wagner Machado

O post 1º Salãozinho da Pós-Graduação da UFRGS debate mulheres, mulheridades e feminismos apareceu primeiro em UFRGS.

  •  

UFRGS participa de pesquisa nacional sobre perfil do graduando das Universidades Federais

Está disponível no portal do aluno a sexta edição da Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes das Universidades Federais. Os dados coletados vão apresentar um panorama do corpo discente das instituições e gerar subsídios para a elaboração de políticas públicas destinadas a atender às demandas em áreas como assistência estudantil.

Criada por iniciativa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e do Fórum Nacional de Pró-reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace), ambos garantem que os dados serão mantidos em segurança, e as informações pessoais do aluno serão utilizadas apenas para a identificação no acesso à plataforma.

A participação dos estudantes da graduação, até 4 de maio, é fundamental para garantir a qualidade e a representatividade dos resultados da pesquisa. Quanto maior o número de respondentes, mais fiel será o retrato das condições socioeconômicas e culturais do corpo discente, permitindo que as universidades e os órgãos responsáveis formulem políticas públicas mais eficazes e alinhadas às reais necessidades dos alunos. Além de contribuir para o aprimoramento da assistência estudantil, o engajamento na pesquisa fortalece a construção de uma universidade mais inclusiva, baseada em evidências e comprometida com a permanência e o sucesso acadêmico.

Os resultados da edição de 2018 da pesquisa, que é realizada desde 1996 pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), vinculado à Andifes, demonstram como a Lei de Cotas (nº 12.711/2012), o Estatuto da Juventude (nº 12.852/2013) e as políticas de ações afirmativas têm se comportado nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Os dados revelam que o perfil racial dos estudantes das instituições federais brasileiras mudou: do universo pesquisado, 51,2% dos estudantes são pretos pardos ou quilombolas. O número de indígenas aldeados dobrou da pesquisa de 2014 para a de 2018.

O post UFRGS participa de pesquisa nacional sobre perfil do graduando das Universidades Federais apareceu primeiro em UFRGS.

  •  

Pesquisa revela perfil dos novos estudantes da UFRGS

Durante as atividades das Calouradas 2026/1, a UFRGS realizou uma pesquisa com estudantes ingressantes para conhecer melhor o perfil de quem inicia a trajetória acadêmica na melhor universidade federal do Brasil.  O levantamento buscou identificar motivações para a escolha da Universidade, expectativas em relação à vida acadêmica e preferências de comunicação institucional.

O questionário, de resposta rápida, foi enviado por e-mail e preenchido por 16,6% dos ingressantes, um público vindo de diferentes modalidades de ingresso: VestibularSistema de Seleção Unificada (Sisu)DiplomadosProcesso Seletivo Unificado, Processo Seletivo Simplificado, Processo Seletivo Específico para Estudantes IndígenasConvênio de Graduação (PEC-G) e também do processo de ingresso de refugiados.  “O resultado do levantamento feito junto a nossas e nossos ingressantes corrobora o que ouvíamos de nossas e nossos estudantes”, avalia a Vice Pró-Reitora de Graduação, Irma Bueno. Segundo ela, a excelência e reputação da UFRGS, assim como esta ser uma instituição pública e gratuita, são fatores de extrema importância. “Isso nos aponta que estamos na direção correta. Outra informação importante que essa pesquisa nos trouxe é saber a maneira como ingressantes preferem receber as informações sobre a UFRGS e sobre seus cursos. A partir disso, poderemos trabalhar em aprimorar ainda mais nossa comunicação com estudantes. Da mesma maneira, saber as expectativas em relação à vida acadêmica que se inicia a partir de agora nos ajuda a pensar nossas ações futuras junto a nossas e nossos estudantes para além do Ensino”, considera.

Os resultados indicam que a escolha pela UFRGS está fortemente associada à qualidade do ensino, à reputação acadêmica da instituição e ao caráter público da Universidade. A maioria dos respondentes ingressa em cursos de regime integral, com destaque para áreas como Letras, Medicina e Administração. A pesquisa também mostra que o e-mail institucional segue como o principal canal para o recebimento de informações oficiais, enquanto redes sociais e aplicativos de mensagem, especialmente Instagram e WhatsApp, aparecem como meios importantes de comunicação e engajamento com os estudantes. O site institucional permanece como espaço de consulta para editais, calendários e informações acadêmicas.

Sobre os dados

Entre os fatores que mais influenciaram a decisão de estudar na UFRGS, destacam-se a qualidade do ensino (72,5%), a reputação da instituição (71,2%) e a gratuidade (65%), indicando que o prestígio acadêmico e o caráter público da Universidade seguem como elementos centrais na escolha dos estudantes.

Pietro Scopel

Em relação ao perfil de turno, a maioria dos respondentes ingressou em cursos de regime integral (61,2%), seguida pelos turnos noturno (16,2%) e manhã (9,5%). Entre os cursos com maior número de participantes estão Letras, Medicina e Administração.

A pesquisa também investigou quais são os canais preferidos para receber informações da Universidade. O e-mail institucional aparece como principal meio de comunicação (57,3%), seguido pelo Instagram (47,3%) e pelo WhatsApp (42,3%). Já o site institucional (27,8%) é utilizado principalmente para consulta de editais, calendários e outras informações formais.

Nas respostas abertas, a palavra “acolhimento” foi a mais recorrente entre os ingressantes ao descrever suas expectativas em relação à UFRGS. Termos como aprendizado, futuro e transformação também apareceram com frequência, apontando que os estudantes associam a experiência universitária não apenas à formação profissional, mas também a mudanças significativas nas trajetórias de vida.

O post Pesquisa revela perfil dos novos estudantes da UFRGS apareceu primeiro em UFRGS.

  •  

Super 8 oferece atividades sobre pesquisa científica e uso da informação

O projeto Super 8: Pesquisa e Uso da Informação Científica, iniciativa de extensão do Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBUFRGS), promove ao longo do mês de março uma série de atividades voltadas ao desenvolvimento de competências em informação. As ações são gratuitas, realizadas em formato on-line e abertas ao público em geral. Inscrições podem ser realizadas até a data de cada módulo através deste link.

Criado com o objetivo de apoiar estudantes, pesquisadores e demais interessados no processo de busca, uso e organização da informação científica, o Super 8 oferece módulos independentes que abordam diferentes etapas da pesquisa acadêmica. As atividades apresentam ferramentas, bases de dados e estratégias que auxiliam na identificação de fontes confiáveis, na gestão de referências e na organização do trabalho acadêmico.

A programação de março inclui encontros sobre Bibliotecas da UFRGS e o sistema SAbi+, introdução à pesquisa em bases de dados, pesquisa na base PubMed e uso do gerenciador de referências Zotero, entre outros temas. Também integra a agenda o módulo literário “Me conta um conto: mulheres e a escrita – lendo Annie Ernaux e Conceição Evaristo”, que propõe um espaço de leitura e conversa sobre literatura.

As atividades são ministradas por bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da Universidade, reunindo profissionais de diferentes unidades e áreas do conhecimento. A iniciativa busca ampliar o acesso aos recursos informacionais disponíveis na Universidade e fortalecer a formação acadêmica por meio da promoção de competências informacionais, essenciais para o ensino, a pesquisa e a extensão.

Acesse a programação completa

O post Super 8 oferece atividades sobre pesquisa científica e uso da informação apareceu primeiro em UFRGS.

  •