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STF decide se Eduardo Bolsonaro será condenado no processo do tarifaço

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (15) se o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será condenado pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista.

O caso trata da articulação de Eduardo para incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras para pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.   

O julgamento está previsto para começar às 14h. O primeiro a falar será o relator, ministro Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório do processo, um resumo de todas as etapas percorridas. 

Em seguida, a acusação será lida pelo representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa de Eduardo Bolsonaro será feita pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Após as sustentações, a palavra será concedida a Moraes, que votará pela condenação ou absolvição do filho do ex-presidente.

Os demais votos serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.

O quórum do julgamento será composto pelos quatro ministros. No ano passado, após o ministro Luiz Fux se transferir para a Segunda Turma, a quinta cadeira ficou vaga. A vacância ocorreu em função da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

Acusação 

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte e a aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Segundo a PGR, Eduardo cometeu condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras para tentar “livrar” Jair Bolsonaro da condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista.

Para a procuradoria,  as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para as exportações brasileiras.

“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, afirmou a PGR.

Conforme o Código Penal, a pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia entre um e quatro anos de prisão. Além disso, podem incidir agravantes, que podem elevar a pena.

A PGR também solicitou ao STF a fixação de um valor para reparação pelos danos econômicos provocados por Eduardo. 

Defesa 

Durante a tramitação do processo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU. 

Nas alegações apresentadas ao Supremo, o órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse o órgão. 

A DPU também alegou que a turma está com quatro ministros. Dessa forma,  um ministro da Segunda Turma deveria ser convocado para compor o quórum do julgamento.

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Governo do RS alerta para golpe envolvendo falsos Agentes de Desenvolvimento da Família

Foto: Brayan Martins/Ascom Sedes

O Governo do Estado* emitiu um comunicado reforçando que todos os ADFs (Agentes de Desenvolvimento Familiar) estão oficialmente identificados através de uniforme específico de atuação no Programa Família Gaúcha. O aviso ocorre após relatos envolvendo a presença de supostos ADFs em visitas domiciliares.

Conforme o governo, o uniforme inclui boné, camiseta, colete ou jaqueta e crachá de identificação. Além disso, os agentes utilizam um veículo especialmente adesivado com os emblemas do Estado, do programa e da parceira executora.

“Com essa identificação, os usuários do programa podem receber os agentes com segurança em suas casas. Em caso de dúvida sobre a autenticidade do agente, a família pode entrar em contato com o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) da sua região”, diz a nota. 

O Programa

Os ADFs são responsáveis por acompanhar cada família selecionada. Junto ao Comitê Local Intersetorial, eles elaboram os Planos de Autonomia com o objetivo de mitigar as vulnerabilidades encontradas. 

O Programa Família Gaúcha foi lançado em 2025 e atende cerca de 10 mil famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, distribuídas em 92 municípios do RS. A iniciativa prevê acompanhamento personalizado e intersetorial por um período de 22 meses, com foco na promoção da autonomia das famílias atendidas. 

Cada núcleo familiar conta com o suporte de um ADF, além do acompanhamento de comitês nas esferas local, municipal e estadual. Ao final do ciclo, a proposta é possibilitar a emancipação social das famílias. Ao todo, são 314 ADFs e cerca de 170 Cras envolvidos em no RS.

*Por meio da Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social)

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