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Vance diz que negociações criaram ‘boa base’ para acordo definitivo com o Irã

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou na segunda-feira (22) que as negociações com o Irã criaram uma “boa base para um acordo final bem-sucedido” que encerre a guerra definitivamente. Vance citou avanços em múltiplas frentes, como a criação de “mecanismos” para a manutenção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e pelo fim do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano. Ele deixou a Suíça na segunda, enquanto equipes técnicas permaneceram nas conversas com representantes iranianos.

O acordo provisório para encerrar os combates no Irã, assinado na semana passada, estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre temas centrais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerã.

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O principal negociador da delegação iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou que o Estreito de Ormuz será administrado pelo Irã, em conformidade com as leis internacionais. “Esperamos conseguir ativar o estreito novamente, em termos de passagem, e trazer prosperidade de volta à economia regional e global”, disse Ghalibaf.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu na segunda uma licença de 60 dias que suspende as sanções sobre o petróleo iraniano, como parte do acordo provisório.

Enquanto isso, o tráfego de petroleiros continuou a aumentar no Estreito de Ormuz. Segundo a empresa de dados e análises Kpler, houve 71 travessias confirmadas no fim de semana. Antes da guerra, de 100 a 130 embarcações cruzavam o estreito por dia. 

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Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã

O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.

De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.

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“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.

“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.

Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.

Fundo de reconstrução

Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.

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O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.

Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.

O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Venda de petróleo

Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.

A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.

Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.

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Trump diz que os EUA vão “voltar a lançar bombas” se não gostar do acordo com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a conferência do G7, que os EUA vão “voltar a lançar bombas” caso não goste do acordo com o Irã.

Trump disse que o acordo proposto para encerrar o conflito no Oriente Médio, que deve ser formalizado em uma cerimônia de assinatura em Genebra na sexta-feira, “não é final”.

“É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, vamos voltar a atirar contra eles, lançando bombas sobre suas cabeças. Eu não gosto disso se eles não se comportarem. Vamos voltar a lançar bombas exatamente no meio da cabeça deles”, afirmou o presidente durante a cúpula em Évian, na França.

Líderes dos países mais ricos do Grupo dos Sete — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão — estão reunidos na cidade alpina para a cúpula, que também conta com representantes da União Europeia e da Ucrânia entre os convidados.

Em atualização.

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Irã resiste à pressão por data e mantém cautela sobre desfecho de acordo com os EUA

O Presidente Donald Trump disse no sábado (13) que um acordo para acabar com a guerra com o Irã será assinado neste domingo, seguido pela abertura do Estreito de Ormuz, mas a mídia estatal iraniana informou que o país permaneceu cauteloso sobre os prazos.

“O Acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após ser assinado, o Estreito de Ormuz estará aberto para todos”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.

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A agência de notícias Fars, do Irã, citou neste domingo que uma “fonte informada próxima à equipe de negociação do Irã” afirmou que o país não anunciou uma decisão final sobre “o entendimento proposto com os Estados Unidos, acrescentando que análises políticas, jurídicas e técnicas das propostas ainda estão em andamento”.

Trump também sugeriu que os EUA trabalharão com o Irã para remover o urânio enriquecido do país em uma data indeterminada.

“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, nós entraremos e pegaremos a Poeira Nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas”, disse ele.

“Esperamos trabalhar com o Irã, e com todo o Oriente Médio, por muito tempo no futuro”, acrescentou.

No sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, foi citado pela mídia estatal dizendo que era necessária cautela em relação ao momento da assinatura de qualquer acordo.

“Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não seja amanhã”, informou a mídia estatal. “A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação do outro lado, devemos ser cautelosos ao fazer qualquer comentário sobre este processo.”

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A publicação de Trump no sábado foi concluída com o que pareceu ser uma ameaça velada contra o Irã caso seus líderes não cumpram as exigências dos EUA.

“Esperamos que todo este processo funcione de forma rápida, fácil e tranquila. Se não funcionar, temos a alternativa definitiva, que esperamos nunca mais ter de usar!”

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido da CNBC para esclarecimentos sobre as declarações de Trump.

No início do sábado, o Primeiro-Ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os EUA e o Irã estão “mais perto de um acordo de paz do que nunca”, indicando uma finalização nas próximas 24 horas com “conversas de nível técnico na próxima semana”. Trump republicou esses comentários em sua conta no Truth Social.

O Vice-Primeiro-Ministro do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, também disse que discutiu o iminente acordo de paz em uma ligação com o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Príncipe Faisal bin Farhan.

“Eles saudaram as negociações entre EUA e Irã em sua fase final, com a cerimônia de assinatura eletrônica agendada para amanhã, e expressaram a esperança de que este importante desdobramento contribua para uma paz e estabilidade duradouras na região”, disse o vice-primeiro-ministro em uma publicação no X. Uma autoridade sênior do governo Trump disse na sexta-feira que os EUA não estão “100%” confiantes de que o acordo alcançado será assinado.

Em seu estado atual, o acordo garantiria a “paz a longo prazo na região” e recompensaria o Irã com um alívio econômico “significativo”.

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Brasil pode virar peça-chave na disputa tecnológica entre EUA e China

A disputa conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil vai além de tarifas sobre produtos. Entre os pontos levantados para implantar novas taxas pelo governo americano estão temas ligados à economia digital, propriedade intelectual, plataformas tecnológicas e serviços eletrônicos. 

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciada exclusiva CNBC, Thaíse Hittenband, cofundadora e sócia da Convex aponta que o Brasil pode até mesmo se beneficiar de uma corrida entre Estados Unidos e China nesse mercado, se colocando como personagem central na corrida da Inteligência Artificial.  

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“Temos uma oportunidade de barganha nessa disputa. Os Estados Unidos enxergam o Brasil como uma potência capaz de oferecer infraestrutura para a corrida tecnológica atual, que hoje é liderada pela disputa entre EUA e China. O Brasil pode oferecer espaço e infraestrutura para essa cadeia”, apontou. 

Brasil não pode tomar lado

China e Estados Unidos são, respectivamente, os dois maiores parceiros comerciais do Brasil. Por conta disso, Thaíse explica que o país não pode ter nenhum alinhamento ideológico a favor de qualquer um deles. O pragmatismo deve comandar as ações comerciais brasileiras nesse momento. 

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“A grande vantagem para o país é não tomar um lado, mas sim se beneficiar dessa competição global. Os Estados Unidos estão pressionando para entender quem são os seus aliados. O Brasil não tem indicado claramente uma aproximação total aos EUA, mas também não tem contrariado as diretrizes americanas; o país busca um canal de comunicação e alinhamento equilibrado, mesmo sem cooperar em tempo integral”, encerrou. 

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Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

O principal negociador iraniano alertou neste domingo que os Estados Unidos “não são confiáveis” e que Teerã não aceitará qualquer acordo com Washington sem garantias plenas de seus direitos.

As declarações de Mohammad Bagher Ghalibaf surgem em meio a relatos de que o presidente norte-americano Donald Trump teria enviado uma proposta de paz mais dura ao Irã, evidenciando o abismo que ainda separa as partes.

Mudanças no texto podem atrasar ainda mais um acordo para encerrar formalmente a guerra no Oriente Médio e reabrir o estratégico Estreito de Hormuz, após semanas de negociações tensas, marcadas por retórica agressiva e episódios de violência.

O Irã já discutia com os EUA o futuro de seu programa nuclear em fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ataques que eliminaram parte da liderança da República Islâmica. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, mas Washington e aliados ocidentais suspeitam de ambições militares.

Segundo o New York Times e o Axios, Trump teria enviado um novo “quadro mais rígido” para análise iraniana, sem detalhes divulgados. O presidente norte-americano afirma que suas prioridades são impedir o desenvolvimento de armas nucleares e reabrir a rota marítima bloqueada no Hormuz.

“Minha única garantia é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso, e foi muito interessante”, disse Trump em entrevista à nora Lara Trump, na Fox News.

Ghalibaf, porém, reforçou: “Não aprovaremos nenhum acordo até termos certeza de que os direitos do povo iraniano foram assegurados”, em vídeo transmitido pela TV estatal.

O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acrescentou que “até que haja uma conclusão clara, tudo o que se diz agora é especulação”.

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O Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados antes de avançar em negociações substantivas, rejeitando como “infundadas” declarações de Trump sobre a destruição de estoques de urânio enriquecido.

Escalada militar

Um dos objetivos declarados de Washington era destruir o programa de mísseis balísticos iraniano. Em abril, o general Dan Caine estimou que mais de 80% das instalações haviam sido atingidas.

No entanto, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram que Teerã conseguiu reabrir 50 das 69 entradas de túneis bombardeadas em 18 bases subterrâneas.

Apesar da trégua temporária firmada em abril, ataques esporádicos continuam. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone militar dos EUA prestes a entrar em águas iranianas — episódio não confirmado por Washington.

Trump enfrenta pressão para garantir um acordo que alivie os bloqueios impostos por ambos os lados no Estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo. Enquanto Trump declarou que o Irã não cobraria taxas de passagem, a agência Fars negou a existência de tal cláusula.

Parlamentares iranianos discutem projeto que prevê “gestão e soberania” sobre o estreito, incluindo a cobrança de “taxas administrativas”.

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Frente no Líbano

Teerã insiste que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates seguem intensos. Beirute acusa Israel de adotar uma “política de terra arrasada” contra o Hezbollah.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada. No domingo, um ataque israelense em Deir Zahrani, sul do Líbano, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense, após a captura do castelo medieval de Beaufort — usado como base militar durante a ocupação israelense anterior.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a retomada de Beaufort como “uma mudança dramática”.

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Kardigan entra com pedido de IPO nos EUA para financiar investimentos em terapias cardiovasculares

A Kardigan entrou com pedido para abertura de capital nos EUA com o intuito de captar recursos para financiar o desenvolvimento de terapias que visam a causa raiz de doenças cardiovasculares específicas para as quais não existem tratamentos aprovados.

No documento protocolado junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, a CVM americana), a Kardigan diz que almeja listar suas ações com o código KARD na bolsa americana Nasdaq. O prospecto preliminar da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) não determina quantas ações serão ofertadas e também não cita o preço referencial dos ativos.

No prospecto, a Kardigan detalha que tem expertise em biologia cardiovascular, dados de pacientes e análises avançadas para acelerar a descoberta e o desenvolvimento de fármacos, com o objetivo de entregar terapias de alto impacto de forma eficiente e em escala.

“A doença cardiovascular é a principal causa de morte no mundo, porém a inovação tem ficado para trás devido ao desenvolvimento de medicamentos focado em abordagens amplas, a jusante e orientadas a sintomas, apesar da heterogeneidade da doença e da variabilidade genética – resultando em avanços incrementais e ensaios clínicos longos”, destacou o comunicado.

O pipeline de tratamentos da empresa inclui o Danicamtiv, que está sendo desenvolvido para restaurar a função e a disponibilidade da miosina, uma proteína motora fundamental para a contração muscular e o movimento celular. O Danicamtiv foi avaliado em 10 estudos clínicos concluídos e atualmente está sendo estudado em ensaio de Fase 2b/3, informou a empresa.

Em março de 2025, a Kardigan adquiriu a Prolaio, uma plataforma integrada e exclusiva de dados e terapêutica cardiovascular.

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Petróleo cai após avanços diplomáticos entre EUA e Irã reduzirem tensão no Oriente Médio

O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira, 21, após operar volátil, diante de novos avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para julho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 1,94% (US$ 1,91), a US$ 96,35 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 2,32% (US$ 2,44), a US$ 102,58 o barril.

O petróleo zerou a alta no pregão após relatos de que Estados Unidos e Irã alcançaram uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. No texto, os dois países concordam com um cessar-fogo e se comprometem a garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. Em troca, o Irã teria suas sanções suspensas gradualmente.

Mais cedo, o aiatolá Mojtaba Khamenei teria emitido uma diretriz determinando que o urânio enriquecido não deve deixar o Irã, um ponto de divergência nas tratativas com Washington. Horas depois, porém, uma autoridade iraniana negou os relatos. Já o presidente americano, Donald Trump, disse que os EUA vão receber esse urânio enriquecido.

Nos desdobramentos da guerra, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto. Segundo ele, pesam a combinação do pico sazonal de demanda no verão do Hemisfério Norte, o bloqueio das exportações no Estreito de Ormuz e a queda dos estoques mundiais.

Analistas da Capital Economics alertam que o caminho de volta à normalidade energética está ficando mais longo. Segundo eles, quanto mais tempo a interrupção nos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz continuar, mais complexa será qualquer retomada eventual desses fluxos. “Os preços do petróleo só tenderiam a cair quando os fundamentos do mercado de petróleo melhorarem de forma significativa”, afirmam.

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Ibovespa acompanha exterior e sobe 0,2% com alívio do preço do petróleo e avanço da pacificação no Irã 

O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (21) em alta de 0,20%, aos 177.708 pontos, refletindo a melhora no humor internacional diante dos sinais de avanço nas negociações de paz entre EUA e Irã. O movimento, em linha com as bolsas estrangeiras, também decorre do alívio nos preços do barril de petróleo, que voltaram à faixa dos US$ 100 com o avanço das tratativas. 

A virada nos mercados ocorreu por volta das 14h, após a agência iraniana Ilna divulgar que Estados Unidos e Irã teriam alcançado um acordo preliminar mediado pelo Paquistão. O país asiático vem atuando nas negociações desde o início das conversas, realizadas em Islamabad.

Mais cedo, uma fonte ligada à cúpula iraniana afirmou à Al Jazeera que os negociadores estariam próximos de um entendimento e já trabalham em uma minuta do texto. Para Bruno Cotrim, economista da corretora Elliot, apesar das incertezas, os investidores reagiram com otimismo.

“O clima do mercado já havia melhorado parcialmente no dia anterior, diante das primeiras especulações sobre um possível acordo. Nesta manhã, porém, declarações do presidente Donald Trump voltaram a pressionar os ativos. Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam adotar medidas ‘desagradáveis’ caso o Irã não aceitasse os termos propostos por Washington”, afirmou.

Segundo Farias Souza, especialista em gestão empresarial e CEO da Board Academy, o investidor local parece estar operando muito mais em modo de sobrevivência do que em modo de confiança. “O Ibovespa até tenta passar uma sensação de estabilidade, mas o mercado brasileiro continua vivendo aquele velho roteiro conhecido: sobe sem convicção e cai no primeiro sinal de ruído político, fiscal ou institucional”, afirmou.

Na sua visão, o mercado não tem reagido aos fundamentos econômicos, mas principalmente à falta de previsibilidade.

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Ouro sobe levemente com expectativa de acordo de paz entre EUA e Irã

Os contratos futuros para o ouro negociados para junho encerraram a sessão desta quinta-feira (21) em alta de 0,16% a US$ 4.542,5 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,72%, a US$ 76,732 por onça-troy. O movimento decorre da percepção por parte dos agentes do mercado de que o conflito entre Irã e Estados Unidos está próximo de um acordo de paz. Os avanços, entretanto são limitados a medida que o Federal Reserve sinalizou, na última quarta-feira (21), a continuidade do ciclo de juros no país.

O Al Arabiya, veículo de notícias saudita, relatou que Washingtoon e Teerã conseguiram alcançar um tratado de paz intermediado pelo Paquistão, o que tornou possível a alta do ouro e a recuperação de suas perdas.

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Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai receber o urânio enriquecido iraniano e que “provavelmente” irá destruí-lo. O destino do material, um dos principais pontos de tensão no conflito, também foi alvo de especulação pela imprensa global durante a manhã. Para o TD Securities, as manchetes divergentes sobre a guerra movimentam as commodities, gerando uma “volatilidade acentuada no posicionamento do ouro”.

Em meio ao cenário, o mercado aposta em alta dos juros dos Estados Unidos ainda em dezembro de 2026, segundo a ferramenta de monitoramento CME Group. Publicada ontem, a minuta da última decisão de política monetária do país – em abril – também trouxe um tom sinalizando que o Fed pode, em breve, abandonar a “postura de flexibilização monetária”, segundo a Capital Economics.

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