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Jatinho particular cai em rodovia do Texas, nos EUA, e uma pessoa morre

Uma pessoa morreu após a queda de um jatinho particular em uma rodovia da cidade de Laredo, no Texas (EUA). Ao todo, seis pessoas estavam a bordo da aeronave no momento do acidente; ao menos cinco foram resgatadas com vida mas não há informações sobre os respectivos estados de saúde. Quanto à vítima fatal, não se sabe se era uma das pessoas que ocupava o avião ou se estava no solo quando foi atingida.

Imagens do momento mostram motoristas tentando quebrar a janela da cabine da aeronave para resgatar as vítimas. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver o avião de lado, colidindo contra uma barreira de proteção da rodovia. A cauda foi arrancada da fuselagem.

O acidente aconteceu por volta das 22h (20h em Brasília) a poucos metros do Aeroporto Internacional de Laredo. O Cessna Citation Latitude havia decolado do Aeroporto Internacional de Los Cabos, no México, às 18h19 (16h19 em Brasília).

Segundo o diretor do terminal aéreo americano, a aeronave sofreu uma falha mecânica. (Fonte: Associated Press)

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Migração, protestos e mais: ONGs apontam preocupações com direitos humanos na Copa

Muito além de um campeonato de futebol, a Copa do Mundo FIFA 2026, assim como os Jogos Olímpicos, é também conhecida por ser um momento de união e integração entre as nações. Nestes cenários, espera-se que apenas o esporte ocupe o foco, trazendo assim uma atmosfera de paz.

No entanto, em meio a protestos no México e incontáveis polêmicas envolvendo as políticas e o governo dos Estados Unidos, esta vem sendo considerada por muitos como a Copa mais politizada da história. Assim, com o início do torneio, organizações de defesa dos direitos humanos chamam atenção para abusos e violações nos países-sede.

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A Anistia Internacional, por exemplo, lançou o relatório “Humanity Must Win” (Humanidade Precisa Vencer, em tradução livre). “A Copa do Mundo da FIFA de 2026 está acontecendo em meio a uma grave crise de direitos humanos, com riscos e impactos significativos para torcedores, jogadores, jornalistas, trabalhadores e comunidades locais”, argumenta a entidade.

A Sports and Rights Alliance (Aliança Esporte e Direitos, em tradução livre), que também reúne uma série de organizações da sociedade civil, publicou uma carta aberta direcionada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. No documento, a aliança pede respeito aos direitos humanos durante o torneio, sob o mote “Mantenha o mundo na Copa do Mundo”.

Da mesma forma, nos Estados Unidos, uma coalizão de mais de 120 organizações da sociedade civil criou um guia de viagem para apoiar pessoas que vão ao país durante a Copa do Mundo, para assistir ou trabalhar, com orientações a respeito de direitos que devem ser assegurados.

Em resposta ao guia, a Fifa afirmou ao site The Athletic que “conforme o artigo 3º do Estatuto da Fifa, a Fifa está comprometida com o respeito a todos os direitos humanos reconhecidos internacionalmente e se empenhará em promover a proteção desses direitos.”

Ao mesmo veículo, Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo rechaçou qualquer ameaça à segurança do torneio e afirmou que “sob a liderança do presidente Trump, a Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo trabalhou incansavelmente para garantir que a Copa do Mundo de 2026 seja o evento esportivo mais incrível da história dos EUA”.

Políticas migratórias em foco nos Estados Unidos

3 de junho de 2026 – Protesto contra a política migratória do governo Trump em Chicago. Foto: REUTERS/Jim Vondruska

Os Estados Unidos são o principal foco de preocupações no campo dos direitos humanos. O ponto mais em evidência é a política migratória repressiva, que nos últimos meses incluiu abordagens violentas, detenção de crianças e deportação de milhares de pessoas.

“Talvez a ameaça mais grave tanto para os participantes visitantes quanto para os locais na Copa do Mundo venha da máquina de aplicação abusiva, discriminatória e mortal das leis de imigração e detenção em massa nos EUA”, avalia a Anistia Internacional.

A American Civil Liberties Union (ACLU), aponta que muitas das cidades-sede abrigam grandes comunidades de migrantes e ressalta que elas “vivem hoje com medo constante de discriminação racial, detenção desumana, separação de seus entes queridos e deportação sumária devido à política agressiva de imigração do presidente Trump.”

A Human Rights Watch pediu por uma “trégua do ICE” durante os jogos e instou os patrocinadores do evento a fazer o mesmo: “Os patrocinadores corporativos da FIFA pagam bilhões de dólares porque querem se associar ao ‘jogo bonito’, e não à cruel repressão à imigração promovida pelo governo dos EUA”, disse Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch. “Os patrocinadores e parceiros da Copa do Mundo devem pedir uma trégua ao ICE como a melhor maneira de garantir que o torneio não seja prejudicado pelas políticas abusivas de imigração do governo Trump.”

Apesar dos alertas e apelos, os efeitos desta política já foram sentidos no Mundial. O caso que ganhou mais repercussão foi o do árbitro somali Omar Artan que foi impedido de entrar nos EUA ao desembarcar em Miami e não poderá mais apitar na competição.

Ele, porém, não foi o único. O fotógrafo oficial da seleção iraquiana, Talal Salah, também teve sua entrada negada e 15 membros da equipe técnica do Irã tiveram vistos negados, entre outros casos.

Liberdades de expressão e de imprensa em xeque

Duas ONGs que trabalham com a proteção das liberdades de expressão e de imprensa divulgaram alertas a jornalistas que cobrem o Mundial poucos dias antes do início do torneio. O Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ) instou os profissionais a tomar precauções. “Jornalistas já enfrentaram assédio, detenções, ameaças e violência enquanto cobrem grandes eventos esportivos”, explicou a organização.

Nos EUA, os alertas se voltam principalmente para a intensificação das operações de imigração e fiscalização alfandegária. “No México, a violência contra jornalistas locais é a mais preocupante. No Canadá, houve casos de jornalistas detidos na fronteira e, muito raramente, prisões de repórteres que cobriam protestos.”

Da mesma forma, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) “alerta os profissionais da imprensa para se prepararem para um ambiente de cobertura mais complexo, marcado por vigilância reforçada, fiscalização rigorosa nas fronteiras e crescentes preocupações com a liberdade de imprensa no México e nos Estados Unidos.”

Os Estados Unidos estão hoje na posição 64 – de um total de 180 – do ranking de liberdade de imprensa da RSF, a pior posição já registrada para o país. Além disso, no fim de 2025, a Relatoria Especial para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou preocupação com o que chamou de um “crescente clima de violência” no país.

No México a questão da liberdade de expressão e de imprensa também preocupa especialistas. O México é considerado o país mais perigoso do Ocidente para jornalistas porque sete profissionais foram mortos em 2025 em decorrência do exercício da profissão, de acordo com o CPJ.

11 de junho de 2026 – Membros de grupos de busca de pessoas desaparecidas cujos parentes são vítimas de carteis de drogas mexicanos protestam perto do Estádio Azteca, na Cidade do México, no dia da abertura da Copa do Mundo. Foto: REUTERS/Rolando Ramos

Além disso, grandes manifestações vêm tomando as ruas do país, com cidadãos protestando por questões como acesso à terra, água, moradia, reajuste salarial de professores e reivindicando respostas pelas mais de 133.500 pessoas que estão desaparecidas no país. A reação das autoridades aos atos inspira preocupação.

Em Guadalajara, uma das cidades que receberá jogos da Copa, a Anistia Internacional reporta que autoridades ameaçaram remover cartazes em busca de pessoas desaparecidas da “Rotatória dos Desaparecidos”, enquanto em Monterrey a polícia tentou prender mulheres que participavam das buscas e exibiam faixas em uma ponte.

Os riscos à liberdade de expressão atingem até mesmo o Canadá. Recentemente, relembra a Anistia Internacional, o país presenciou uma onda de protestos contra o genocídio de palestinos na Faixa de Gaza, o que incorreu em ações da polícia durante a dispersão que foram consideradasindevidas pela entidade. Outro ponto destacado é que a cidade de Toronto, uma das sedes do Mundial, introduziu “zonas de exclusão de protestos”, proibindo manifestações em determinados pontos da cidade.

Pessoas em situação de rua no Canadá

No Canadá, pessoas em situação de rua estão arriscadas a perder acesso a serviços essenciais, ter seus pertences confiscados e serem expulsas de locais públicos. A experiência prévia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 em Vancouver e uma crescente crise habitacional no país fazem crescer os temores de que estas pessoas sejam desalojadas, aponta a Anistia Internacional.

O receio ganhou força quando, em Toronto, um abrigo que acolhe pessoas em situação de rua no inverno foi fechado um mês antes do previsto. O motivo foi o fato de que o local já estava reservado para uso pela FIFA como parte do acordo de organização da Copa do Mundo.

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SpaceX: como o apelo do IPO foi além da euforia do mercado em torno das ações

(Bloomberg) –Wall Street passou a última semana oscilando entre a macroeconomia e a euforia.

Os investidores analisaram dados mistos sobre a inflação, desdobramentos positivos no conflito do Oriente Médio e oscilações bruscas nos preços do petróleo. Ao mesmo tempo, a corrida por exposição à SpaceX se estendeu muito além da oferta pública inicial de ações da empresa, com investidores buscando maneiras alternativas de participar de uma das estreias na bolsa mais aguardadas dos últimos anos.

O resultado foi um mercado com dificuldades para se consolidar em uma narrativa única, com investidores oscilando entre desenvolvimentos macroeconômicos e operações especulativas. Segundo uma métrica, o Nasdaq 100 registrou esta semana suas maiores oscilações médias intradiárias desde abril de 2025.

A SpaceX tornou-se o ponto crucial da semana. Investidores de varejo enviaram mais de US$ 100 bilhões em pedidos para a oferta, superando em muito as alocações disponíveis por meio de corretoras.

Mas, diferentemente de frenesis anteriores de IPOs, a demanda não se limitou ao livro de ofertas tradicional. Investidores que não conseguiram garantir ações buscaram exposição em outros lugares. Isso ajudou a impulsionar grandes fluxos de entrada pré-IPO em fundos, incluindo o ETF Baron First Principles de US$ 2 bilhões, além de alimentar a atividade em uma rede crescente de plataformas de negociação alternativas.

A Polymarket gerou mais de US$ 25 milhões em volume de negociações em contratos relacionados à SpaceX. Essa atividade também se estendeu aos mercados nativos de criptomoedas, com investidores negociando contratos futuros perpétuos vinculados à empresa na plataforma descentralizada Hyperliquid. O que antes seria uma simples história de IPO passou a se desenrolar simultaneamente em diversas plataformas de negociação.

“O fato de estarmos vendo uma proliferação de ETFs atrelados a ações populares demonstra o momento atual”, disse Peter Atwater, presidente da consultoria Financial Insyghts. “O público agora está especulando com base em seu próprio impulso maníaco, utilizando toda a força que consegue encontrar.”

Mais de 20 ETFs ligados à SpaceX já foram registrados, abrangendo desde produtos alavancados e inversos até estratégias baseadas em opções. Um ETF alavancado atrelado à SpaceX teve uma alta de mais de 80% antes de praticamente paralisar suas negociações na sexta-feira, segundo dados compilados pela Bloomberg e informações publicadas no site da bolsa Cboe, devido a preocupações regulatórias.

As empresas emissoras de ETFs, que antes esperavam meses após um IPO para lançar produtos relacionados, agora correm para registrar seus pedidos quase imediatamente, o que demonstra a rapidez com que Wall Street se mobiliza para atender à demanda especulativa.

“Certamente há espaço para especulação, mas eu prefiro que os investidores invistam”, disse Nancy Tengler, CEO da Laffer Tengler Investments, que tem uma convicção de longo prazo na empresa.

Os produtos usados ​​para expressar visões especulativas estão se tornando grandes o suficiente para influenciar as negociações no mercado em geral. Estrategistas da Nomura estimam que os ETFs alavancados, de forma mais ampla, geram atualmente cerca de US$ 8 bilhões em demanda de rebalanceamento para cada variação de 1% no mercado, enquanto o posicionamento em opções contribui com bilhões a mais.

O Barclays Plc estimou recentemente que fluxos semelhantes ligados aos principais ETFs alavancados dos EUA atingiram um recorde antes da onda de vendas ocorrida no início deste mês. Esses produtos não determinam a direção do mercado, mas podem amplificar as tendências predominantes, transformando explosões de entusiasmo — ou ansiedade — em oscilações maiores.

“O ecossistema especulativo também indica oscilações maiores em torno de ações relacionadas, porque quando a exposição é construída por meio de produtos alavancados e sintéticos, as altas e as baixas podem ocorrer mais rapidamente do que os investidores esperam”, disse Chris Murphy, co-chefe de estratégia de derivativos do Susquehanna International Group.

As oscilações da semana refletiram a rapidez com que o foco do mercado mudou. Dados relativamente moderados da inflação ao consumidor impulsionaram inicialmente os ativos de risco. Um dia depois, dados mais fortes sobre os preços ao produtor levantaram novas dúvidas sobre as pressões de custos. Enquanto isso, os comentários do presidente Donald Trump sobre o Irã alteraram repetidamente as expectativas para o conflito e fizeram com que o petróleo e as ações se movessem em direções opostas. Na sexta-feira, as esperanças de um avanço diplomático ajudaram a impulsionar as ações novamente.

“O acordo de paz intermitente está provocando fortes oscilações de curto prazo no nível do índice, tornando mais desafiador analisar e investir em ações individuais”, disse Michael O’Rourke, estrategista-chefe de mercado da JonesTrading. “Isso complica a situação enquanto as empresas tentam navegar em meio à euforia.”

Cautela?

Sinais de cautela surgiram em meio ao fervor especulativo. A Susquehanna apontou para uma atividade considerável de hedge em ETFs de semicondutores, incluindo grandes compras de proteção contra quedas no ETF de semicondutores da VanEck. Mesmo enquanto os investidores buscavam histórias de crescimento, outros se posicionavam para oscilações maiores no futuro.

A SpaceX foi a obsessão dominante da semana. Mas a notícia mais importante é a facilidade com que os investidores agora podem participar — e construir exposição a — um negócio que antes poderia ter sido restrito principalmente a investidores institucionais.

Para Aaron Korff, um empresário de 55 anos da Flórida que dirige uma empresa de software de gerenciamento de transporte de veículos, a oferta da SpaceX era impossível de ignorar. Korff disse que nunca havia investido em um IPO antes, principalmente porque considerava o processo complicado. Desta vez foi diferente. Ele enviou sua solicitação pela E-Trade na segunda-feira e recebeu uma parte das ações antes da abertura do mercado na sexta-feira, embora a enorme demanda tenha feito com que ele recebesse apenas um quarto do seu pedido inicial.

Ainda assim, Korff disse que o apelo ia além da euforia do mercado em torno das ações.

“Quem se importa se as ações sobem e descem? Você ama a empresa? Acredita no futuro dela? Esses são os motivos certos para investir nela”, disse ele. “Elon Musk fará tudo o que estiver ao seu alcance para impulsionar os negócios. Veja o que ele já fez com a SpaceX.”

© 2026 Bloomberg LP

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Atacante do Iraque foi interrogado por horas no aeroporto de Chicago, diz fonte

O ⁠atacante iraquiano da Copa do Mundo, Aymen Hussein, ‌foi detido e interrogado por quase sete horas no aeroporto O’Hare, em Chicago, depois de chegar com ‌a equipe na madrugada deste sábado, informou uma autoridade esportiva iraquiana.

Hussein foi finalmente autorizado a entrar, mas o fotógrafo da equipe foi impedido de entrar nos Estados Unidos, disse o funcionário que trabalha para o ⁠Comitê ‌Olímpico Iraquiano, mas tem contatos próximos com a ⁠equipe.

Não houve nenhum comentário imediato da Associação de Futebol do Iraque ou de Hussein, jogador que marcou o gol que garantiu a recomendação da equipe para as finais.

O Departamento de Imigração e Alfândega ​dos EUA e o Departamento de Segurança Interna não responderam imediatamente às mensagens que buscavam comentários ​sobre o interrogatório relatado, que também foi coberto pela mídia iraquiana.

Os torcedores saíram nas primeiras horas da manhã para cumprimentar a equipe iraquiana no aeroporto, segurando bandeiras e pedindo aos jogadores que posassem ‌para fotos, menos de uma semana ​antes do início do torneio, conforme mostrou um vídeo nas redes sociais.

O telefone de Hussein foi inspecionado depois que ele chegou, disse a ⁠autoridade iraquiana.

‘O fotógrafo ​da equipe ​nacional, Talal Salah, foi detido por mais de 10 horas, passou por ⁠verificações telefônicas semelhantes e, ​por fim, teve sua entrada nos Estados Unidos negada’, acrescentou a autoridade.

O Iraque está retornando à Copa do Mundo ​pela primeira vez desde sua estreia há 40 anos.

Hussein, de 30 anos, lidera uma potente linha ​de frente que ⁠também conta com Ali Al-Hamadi, do Ipswich Town, e os jovens ⁠talentosos Ali Jassim e Youssef Amyn.

O Iraque enfrenta a França, o Senegal e a Noruega no Grupo I. O torneio, que está sendo coorganizado pelos EUA, Canadá e México, começa na quinta-feira.

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Taxas dos DIs fecham em baixa com rumores sobre versão final de acordo entre EUA-Irã

SÃO PAULO, 21 Mai (Reuters) – As taxas dos ⁠DIs (Depósitos Interfinanceiros) sustentaram ganhos firmes até o início da tarde desta quinta-feira, ⁠mas pouco depois das 14h despencaram em sintonia com o mergulho dos rendimentos dos Treasuries no exterior, ‌em meio a rumores de que há uma versão final para um acordo entre EUA e Irã.

Em meio à esperança renovada de encerramento da guerra entre os países, no fim da tarde a taxa do DI ‌para janeiro de 2028 estava em 13,805%, em baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 13,863% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,13%, com recuo de 4 pontos-base ante o ajuste de 14,17%.

Na primeira metade da sessão, a curva de juros brasileira acompanhou a alta da curva de Treasuries, em mais um dia de preocupações nos mercados com a guerra no Oriente Médio.

Após ⁠o ‌presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na véspera que poderia esperar alguns dias pelas “respostas certas” de Teerã, nesta ⁠quinta-feira uma reportagem da Reuters informou que o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, determinou que o urânio do país, com grau de pureza próximo ao usado em armas, não seja enviado ao exterior.

O destino do estoque de urânio enriquecido é um dos pontos sensíveis nas negociações de paz entre os dois países e a determinação de Khamenei foi vista como um endurecimento de Teerã nas negociações de paz.

Pouco depois ​das 14h, no entanto, os mercados globais viraram. Rumores sobre a existência de uma versão final para um acordo entre EUA e Irã aumentaram o otimismo entre os investidores, fazendo o petróleo passar a cair ​e os rendimentos dos Treasuries cederem.

No Brasil, após marcar a máxima intradia de 14,040% (+18 pontos-base) às 9h01, logo após a abertura, a taxa do DI para janeiro de 2028 despencou para 13,760% (-10 pontos-base) às 14h45.

Perto deste horário o dólar também marcou a mínima do dia ante o real e o Ibovespa atingiu o pico da sessão, refletindo a expectativa de que um acordo possa de fato ser fechado.

Passado o impacto da tarde, as taxas ‌futuras recuperaram um pouco de fôlego, mas ainda assim encerraram em baixa.

Investidores ​também seguiram consolidando apostas de que, em função da guerra, o Banco Central reduzirá a Selic em junho, antes de paralisar o atual ciclo de cortes da taxa básica.

Na última terça-feira — dado mais recente — as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 65% de probabilidade de ⁠novo corte de 25 pontos-base da Selic ​em junho, contra 30% de ​chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 2,75% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.

Para a decisão seguinte, em agosto, os percentuais ⁠eram de 53% para manutenção, 33,5% para corte de 25 ​pontos-base e 8,5% para redução de 50 pontos-base.

No campo político, o principal foco de atenção ainda é o noticiário sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, que está preso.

Desde a semana passada, Flávio tem ​lutado para explicar um pedido de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado.

Flávio ​alega ter buscado recursos privados para ⁠o filme, sem oferecer qualquer vantagem em troca. Vorcaro está no centro de um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil, que levou a ⁠um desembolso de bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em um evento que “ainda vai aparecer muito mais coisa” no caso que envolve Flávio e Vorcaro.

No mercado, um dos receios é de que a candidatura de Flávio ao Planalto siga sendo desgastada pelo escândalo, elevando as chances de reeleição de Lula.

No exterior, às 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– mostrava estabilidade, a ​4,57%.

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Democratas culpam em relatório Biden e aliados por derrota em eleição de 2024 nos EUA

O Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira um documento de quase 200 páginas de uma “autópsia” interna sobre o que deu errado na campanha de 2024, encerrando meses de especulação que se tornaram um constrangimento público para o partido justamente quando ele tenta reconquistar o controle do Congresso.

O relatório atribui parte da culpa pela derrota de Kamala Harris à operação política do ex-presidente Joe Biden, argumentando que ela falhou em posicioná‑la para o sucesso na disputa após sua retirada da corrida. O texto também critica a campanha de Harris por não se distanciar de Biden e por não ter montado uma estratégia eficaz para conter a alta nos índices de aprovação de Donald Trump.

A divulgação do documento foi um desfecho extraordinário para o partido, que praticamente desautorizou o próprio relatório ao classificá‑lo como incompleto e impreciso, liberando o texto apenas depois de meses de dor de cabeça por mantê‑lo em sigilo.

No topo de cada página há um aviso em vermelho informando que o DNC “não recebeu as fontes, entrevistas ou dados de suporte para muitas das afirmações aqui contidas”. A página intitulada “Resumo Executivo” está em branco, com apenas uma nota em vermelho: “Esta seção não foi fornecida pelo autor”.

Certos trechos factuais da versão divulgada pelo DNC aparecem destacados em amarelo e anotados como não verificados ou imprecisos. O partido primeiro entregou essa cópia anotada à CNN e depois divulgou o documento em si.

Durante meses, Ken Martin, presidente do DNC, vinha resistindo a pedidos para liberar o relatório sob a justificativa de que não queria desviar o foco dos esforços para ganhar cadeiras nas eleições de meio de mandato. Nas últimas semanas, porém, o debate sobre a própria autópsia — somado à situação financeira delicada do partido — ganhou vida própria, ameaçando atrapalhar as prioridades eleitorais do comitê e alimentando apelos públicos e privados para que Martin deixe o cargo.

“Em resumo, eu não queria criar uma distração”, escreveu ele em um longo texto no Substack nesta quinta‑feira. “Ironicamente, ao fazer isso, acabei criando uma distração ainda maior. E por isso, peço sinceras desculpas.”

Muitos democratas estão alarmados com o quadro financeiro do partido. Na quarta‑feira, o balanço mais recente do DNC mostrou que a sigla tinha US$ 3 milhões a mais em dívidas do que em caixa. Já o Comitê Nacional Republicano, em contraste, tinha US$ 123,9 milhões disponíveis e nenhuma dívida.

Martin havia encarregado um aliado de longa data, Paul Rivera, de coordenar a autópsia, mas o produto final “não estava pronto para ir a público. Nem de longe”, escreveu o presidente do DNC.

O documento é desorganizado e deixa em branco seções inteiras, incluindo as dedicadas às conclusões. Ainda assim, traz algumas revelações, como o fato de que, antes das eleições de meio de mandato de 2022, a equipe de Biden orientou o partido a fazer pesquisas de opinião sobre como a primeira‑dama Jill Biden poderia ajudar o presidente e quais temas e mensagens enfatizar. Nada semelhante foi feito em relação a Harris.

O relatório também descreve dados de pesquisas considerados preocupantes, mostrando que anúncios pró‑Trump criticando Harris por declarações passadas em defesa de direitos de pessoas trans foram altamente eficazes — sem que a campanha dela tivesse oferecido resposta consistente para neutralizar as peças ou mudar o foco do debate.

Uma pessoa a par da elaboração da autópsia disse que não há lista de entrevistados, nem transcrições ou notas, o que torna praticamente impossível checar a veracidade do rascunho.

Rivera não quis comentar.

O relatório culpa tanto a campanha de Biden quanto a de Harris por falharem em construir com sucesso uma visão negativa de Trump, afirmando que os democratas optaram por não “entrar na briga com publicidade negativa na escala necessária”.

“Era essencial apresentar um caso mais eficaz sobre por que Trump deveria ter sido desclassificado para jamais voltar a ocupar o cargo”, diz o texto. “Os motivos existiam, mas a mensagem não apresentou esse caso.”

Na maior parte, porém, as conclusões do documento são limitadas, frequentemente resvalando em clichês políticos e em explicações de difícil compreensão.

“Os democratas precisam se organizar em todos os lugares para vencer em qualquer lugar, por meio de uma Estratégia de Partido Majoritário focada em todos os lugares, de forma coesa, estratégica e decisiva”, diz um dos trechos.

A forma como Martin conduziu o episódio — anunciar um relatório, depois dizer que não o divulgaria e, por fim, publicar uma versão preliminar cheia de anotações que a desautorizam — levantou novas dúvidas sobre a liderança do partido.

“Quando você está num buraco, tem que parar de cavar”, disse Devin Remiker, presidente do Partido Democrata de Wisconsin. “Agora que Ken Martin largou a pá, ele precisa cavar para fora do buraco e sair. Há muita gente com quem ele e o DNC terão que reconstruir confiança.”

Martin parece reconhecer a necessidade de recuperar a confiança tanto da base quanto dos grandes doadores.

“Agora precisamos reparar a confiança”, escreveu. “Espero que isto seja um começo.”

c.2026 The New York Times Company

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Irã e Omã discutem pedágio permanente em Ormuz; Rubio vê obstáculo a acordo

O Irã está discutindo com Omã como implementar algum tipo de sistema permanente de pedágio que formalize seu controle do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, em um desdobramento, que se for materializado, pode criar obstáculos para um acordo com os EUA.

“Irã e Omã precisam mobilizar todos os seus recursos tanto para prestar serviços de segurança quanto para administrar a navegação da maneira mais apropriada”, disse o embaixador iraniano na França, Mohammad Amin-Nejad, em entrevista à Bloomberg em Paris, na quarta-feira.

A implementação de uma cobrança na via navegável pode inviabilizar um acordo diplomático, afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, segundo a Arab News.

“Ninguém no mundo é a favor do sistema de pedágio. Isso não pode acontecer. Seria inaceitável. Tornaria um acordo diplomático inviável se eles continuassem a insistir nisso. Portanto, é uma ameaça para o mundo se eles tentassem fazer isso, e é completamente ilegal”, disse Rubio.

Rubio expressou nesta quinta-feira, 21, a esperança de que uma visita do chefe do exército paquistanês ao Irã pudesse impulsionar a diplomacia para o fim da guerra, afirmando que já houve progresso, ainda segundo a Arab News.

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“Não faz diferença”, diz Trump sobre resultado das negociações sobre a guerra

O presidente Donald Trump afirmou, neste sábado (11), que o resultado das negociações em curso no Paquistão é irrelevante para os Estados Unidos. Em conversa com a imprensa na Casa Branca, o republicano demonstrou indiferença quanto à possibilidade de um acordo com o governo iraniano, alegando que os EUA já alcançaram seus objetivos por meio da força.

Para o líder americano, o país já pode ser considerado vitorioso no conflito. Trump justificou sua posição repetindo que as capacidades militares do Irã (incluindo sua marinha, força aérea e comando central) foram desmanteladas pelas ações dos EUA. “Não faz diferença”, declarou ao ser questionado sobre o diálogo que ocorre em Islamabad.

“Independentemente do que aconteça, nós vencemos”, afirmou. “Derrotamos completamente aquele país.”

Além de subestimar as negociações diplomáticas, Trump reiterou que os esforços atuais de Washington são especificamente para manter o Estreito de Ormuz liberado. 

Segundo ele, essa operação de segurança marítima beneficia nações que ele classificou como incapazes de agir por conta própria, chamando-as de “fracas” ou “medrosas”.

O presidente também aproveitou a oportunidade para disparar críticas contra os aliados tradicionais. 

Ele afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não prestou o auxílio esperado aos Estados Unidos durante o enfrentamento, reforçando sua postura de distanciamento em relação à aliança militar.

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