❌

Visualização de leitura

Trump diz que vai proibir acesso a veículos de comunicação à Casa Branca

WASHINGTON, 18 Set (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que está banindo três grandes veículos de comunicação – CNN, MS NOW e Politico – da Casa Branca, em sua mais recente medida para reprimir a imprensa independente.

É quase certo que a medida enfrentará contestação judicial, já que especialistas em liberdade de expressão afirmaram que ela entra em conflito com as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA relativas à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.

Trump acusou os veículos de divulgar “FAKE NEWS” em uma postagem nas redes sociais e disse que eles “não deveriam poder escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS ao cobrir o presidente dos Estados Unidos”. Trump acrescentou: “Outros veículos de mídia que divulgam notícias falsas serão os próximos”.

Representantes dos três veículos de comunicação foram vistos trabalhando na Casa Branca na tarde desta sexta-feira, após a postagem de Trump.

Em comentários posteriores a repórteres no Salão Oval, Trump disse que não houve nenhum incidente específico que motivasse a proibição, acrescentando: “Na verdade, são apenas matérias acumuladas ao longo dos últimos anos”.

Trump acrescentou: “Não preciso deixá-los entrar na minha casa, na casa do povo.”

A extensão da proibição anunciada por Trump não ficou clara imediatamente, e a legalidade de qualquer medida poderia depender de seu alcance.

Os tribunais têm concedido aos presidentes ampla discricionariedade sobre o acesso seletivo a eventos como reuniões no Salão Oval e pequenos grupos de imprensa, enquanto exclusões mais amplas das instalações de imprensa da Casa Branca geralmente disponíveis ou das credenciais poderiam enfrentar contestações mais fortes com base na Primeira Emenda e nas proteções constitucionais ao devido processo legal.

A medida de Trump ocorreu semanas antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, nas quais os pares republicanos de Trump defendem maiorias estreitas no Congresso. Pesquisas Reuters/Ipsos mostram que a opinião pública está se voltando contra os republicanos, conforme os índices de aprovação do próprio Trump estão próximos de mínimos históricos em meio à guerra contra o Irã — profundamente impopular — que ele iniciou e que fez os preços da energia dispararem.

Décadas de tradição

O governo Trump abalou décadas de tradição nas relações entre a Casa Branca e a imprensa, restringindo o acesso que muitas das principais organizações de notícias tinham ao presidente, ao mesmo tempo em que aumentou a presença de novos veículos de mídia considerados mais favoráveis ao governo.

A CNN, em comunicado, afirmou que apoia seus jornalistas que cobrem a Casa Branca. A equipe da CNN permaneceu na Casa Branca trabalhando como se fosse uma tarde normal de sexta-feira, disse o repórter da CNN Brian Stelter ao vivo.

“Temos o direito, garantido pela Constituição dos Estados Unidos, de fazer essa cobertura sem impedimentos ou interferências do governo”, afirmou a CNN em comunicado. “Caso a proibição ameaçada pelo presidente Trump venha a ocorrer, seria um ataque ilegal a esse direito fundamental e protegido pela Constituição.”

O MS NOW e o Politico não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

“É difícil imaginar uma violação mais flagrante da Primeira Emenda do que Trump proibir veículos de comunicação de entrar na Casa do Povo por criticarem o governo”, disse Seth Stern, chefe do grupo ativista Freedom of the Press Foundation, em um comunicado.

Jameel Jaffer, diretor-executivo do Knight First Amendment Institute da Universidade de Columbia, disse que a Primeira Emenda proíbe o presidente de punir jornalistas por não gostar de sua cobertura.

“Se o presidente Trump pretende expulsar esses veículos de comunicação do grupo de imprensa da Casa Branca, sua ação é duplamente inconstitucional, pois o grupo de imprensa é um ‘fórum público’ nos termos da Primeira Emenda, o que significa que o presidente não pode excluir jornalistas dele com base em seus pontos de vista”, disse Jaffer em um comunicado.

História dos tabloides

Trump ganhou fama como um incorporador imobiliário de Nova York, hábil em fazer com que os jornais sensacionalistas da cidade cobrissem sua vida social, e passou a construir sua imagem como personalidade de reality shows antes de se lançar seriamente na política.

Desde sua campanha vitoriosa em 2016, Trump tem criticado regularmente a imprensa, intensificando suas reclamações durante seu segundo mandato. Ele tem instado repetidamente as emissoras a retirarem do ar programas de comédia ou noticiários dos quais não gosta ou que tenham feito piadas ou críticas a ele ou ao seu governo, pedindo à Comissão Federal de Comunicações que retire as licenças das emissoras indesejadas.

Trump entrou com várias ações judiciais contra a imprensa, incluindo o Wall Street Journal, o New York Times, a BBC e o Des Moines Register. Essas ações podem ter um efeito inibidor. Seus processos por difamação contra a ABC e a CBS foram resolvidos por US$15 milhões e US$16 milhões, respectivamente.

Em 2019, a credencial da Casa Branca de Brian Karem, correspondente da revista Playboy, foi suspensa depois que ele trocou insultos com Sebastian Gorka, então assessor do presidente, no Jardim das Rosas da Casa Branca. Posteriormente, um juiz ordenou que a Casa Branca restabelecesse a credencial de Karem.

Desde que voltou à Presidência em janeiro de 2025, Trump tem hostilizado abertamente os repórteres, especialmente os das redes de televisão norte-americanas.

No ano passado, ele também baniu a Associated Press do grupo habitual de repórteres que cobrem seus deslocamentos porque a agência de notícias não adotou o nome preferido por Trump para o Golfo do México, que Trump instruiu os funcionários do Poder Executivo a chamarem de Golfo da América.

O deputado Frank Pallone, líder democrata na Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados, classificou a ação de Trump como censura.

“Se Trump acha que banir veículos de comunicação da Casa Branca fará com que sua Presidência pareça menos um fracasso, ele está delirando”, disse Pallone.

The post Trump diz que vai proibir acesso a veículos de comunicação à Casa Branca appeared first on InfoMoney.

  •  

Trump diz que fechou acordo para controle da segurança da Groenlândia “para sempre”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (18) ter fechado um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia que garante aos EUA controle permanente sobre questões de segurança na Groenlândia “para sempre”.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que o entendimento atende “plenamente a todas as preocupações” americanas e assegura aos Estados Unidos capacidade “permanente” de atuar na Groenlândia para defender os interesses de segurança tanto da ilha quanto dos próprios EUA.

Segundo o presidente dos EUA, o acordo também impediria que países considerados adversários de Washington estabeleçam bases militares, mantenham presença militar ou realizem investimentos classificados como sensíveis sem autorização expressa dos Estados Unidos.

“De agora em diante, nenhum adversário dos EUA poderá jamais ter uma base na Groenlândia, manter presença militar na Groenlândia ou realizar investimentos sensíveis na Groenlândia sem a nossa aprovação expressa por escrito”, escreveu Trump.

O republicano classificou o entendimento como um acordo de “vida infinita”, sem prazo de validade, e disse que a medida resolve uma questão estratégica que, segundo ele, vinha sendo reconhecida por presidentes americanos há mais de um século.

Trump também anunciou que os Estados Unidos iniciarão imediatamente um processo para ampliar sua presença militar na Groenlândia. De acordo com o presidente, haverá investimentos em infraestrutura e desenvolvimento local em parceria com os habitantes da ilha.

“Começaremos imediatamente o processo de desenvolvimento de uma grande presença militar na parte apropriada da Groenlândia”, afirmou.

A Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca, ocupa posição estratégica no Ártico por estar localizada entre a América do Norte e a Europa e por sua proximidade com rotas marítimas que vêm ganhando importância à medida que o gelo polar recua. A região também desperta interesse crescente das grandes potências por seu potencial mineral e relevância para a segurança do Atlântico Norte.

Nos últimos meses, Trump fez repetidas declarações sobre a importância da Groenlândia para os interesses americanos. Durante seu atual mandato, voltou a defender uma presença ampliada dos EUA na região, argumentando que a ilha é fundamental para a segurança nacional americana em um cenário de crescente competição geopolítica no Ártico.

Na mensagem publicada nesta sexta-feira, o presidente afirmou que o acordo representa um “sonho realizado” para os Estados Unidos e descreveu o anúncio como um acontecimento “histórico e especial”.

“Esta solução é excelente para os Estados Unidos da América, para a Dinamarca, para a Groenlândia e para todos os nossos aliados”, escreveu Trump. “Nós a protegeremos zelosamente.”

Antes do anúncio, duas fontes familiarizadas com as negociações disseram à Reuters que EUA e Dinamarca estavam próximos de um possível acordo que ampliaria a presença militar americana na Groenlândia, mas que ficaria aquém da ambição de Trump de adquirir a ilha. As fontes, que falaram sob condição de anonimato, disseram que as discussões incluíam mecanismos para permitir o uso de território groenlandês pelo Golden Dome, sistema de defesa antimísseis que o governo americano pretende construir, assim como medidas para limitar a presença e a influência da China na ilha.

(com Reuters)

The post Trump diz que fechou acordo para controle da segurança da Groenlândia “para sempre” appeared first on InfoMoney.

  •  

Ministro brasileiro se reunirá com representante dos EUA após ligação de Lula e Trump

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou que se reunirá na próxima semana com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, para discutir o tarifaço aplicado pelos americanos sobre produtos do Brasil. De acordo com o ministro, após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na manhã desta sexta-feira, Greer entrou em contato para buscar uma agenda com o brasileiro.

— O embaixador Greer fez contato ao término da ligação, dizendo que após a conversa dos dois presidentes ele gostaria de marcar uma reunião — disse o ministro ao GLOBO.

Segundo Elias Rosa, ficou acertado que eles buscarão uma agenda na próxima semana, por videoconferência, para restabelecer as negociações.

— Vejo isso como um bom sinal porque precisávamos, de fato, retomar as negociações, era isso o que o Brasil sempre buscou, trazer ele de volta à mesa— diz o ministro.

Lula e Trump se falaram na manhã desta sexta numa conversa de mais de uma hora de duração e com tom “cordial”. Na ligação, falaram sobre as taxas aplicadas pelo país americano. Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) “são infundadas”.

O governo brasileiro tem defendido essa linha nas mesas de negociação desde o começo desse processo. A avaliação é que essas medidas têm teor político, e aliados do presidente da República têm denunciado a atuação de adversários políticos, como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, para provocar essa taxação.

Na semana passada, o governo brasileiro informou ter notificado os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em razão do tarifaço imposto aos produtos do país. O Brasil foi atingido por duas tarifas pela gestão de Donald Trump: uma de 25%, específica para o país, e outra de 12,5%, que atinge também outras nações.

As taxas se somam, embora haja exceções para determinados produtos da pauta exportadora. A avaliação do entorno petista, no entanto, é que esse processo não avance neste ano. Eles defendem cautela para não tomar decisões precipitadas.

A tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA a parte dos produtos brasileiros exportados para aquele país começou a valer no dia 22 de julho. De acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida atinge 15% do volume exportado para os EUA em 2025, ou US$ 5,8 bilhões, sendo que os setores mais impactados são madeira, móveis, máquinas e equipamentos, calçados, produtos cerâmicos e açúcar.

Esse novo tarifaço foi adotado após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela política comercial do país, sobre supostas práticas “desleais” do Brasil que prejudicam as empresas americanas.

A administração de Donald Trump citou, por exemplo, o Pix, o desmatamento, corrupção, entre outros argumentos — todos rebatidos pelo governo brasileiro.

O Brasil foi atingido ainda por uma sobretaxa foi aplicada sob a alegação de, junto com outras 59 nações, falham em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado – 54 foram tarifados em 12,5% e outros seis com 10%. Os argumentos também são rechaçados pela gestão Lula.

The post Ministro brasileiro se reunirá com representante dos EUA após ligação de Lula e Trump appeared first on InfoMoney.

  •  

EUA prometem respeitar resultado de eleição no Brasil desde que ‘livre e justa’

Acusado de tentar uma interferência nas eleições presidenciais do Brasil pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que tenha como objetivo interferir na disputa e indicou que vai respeitar o resultado das urnas, desde que o País promova uma disputa “livre e justa”.

A declaração foi dada por autoridades do governo Donald Trump, com a condição de que não fosse identificada, em resposta a questionamentos de veículos de imprensa brasileiros sobre as recentes rusgas políticas com o País.

Segundo a autoridade do Departamento de Estado, haverá respeito à escolha feita pelos brasileiros por meio “de eleições livres e justas no Brasil”. Essa autoridade lembrou que os EUA já manteve relações com “governos de ambos os lados do espectro no Brasil” e que esses relacionamentos foram “muito bem-sucedidos.”

Para integrantes do governo Lula, porém, a administração trumpista planejava justamente reunir elementos no País a fim de contestar a transparência e a segurança do sistema de urnas eletrônicas. Dois diplomatas tiveram visto negado pelo Itamaraty.

Na semana passada, o Palácio do Planalto reagiu dizendo que o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, era uma atitude de viés ideológico.

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, afirmou a Presidência da República, em nota.

Em eventos públicos, o presidente brasileiro acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, figura política de histórico hostil ao petista e próximo do bolsonarismo, de “odiar o Brasil” e a América Latina. Lula chamou o chefe da diplomacia trumpista, filho de cubanos exilados, de “latino-americano frustrado”.

E disse que se beneficiaria caso os EUA enviassem uma autoridade para subir no palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal rival na disputa pela Presidência. Flávio voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, sem que nenhuma fraude jamais tenha sido comprovada.

Depois, Lula afirmou que pretendia voltar a conversar por telefone com Trump, uma chamada que não ocorreu ainda.

Nesta quarta-feira, dia 12, o ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, afirmou que os EUA miravam contra a soberania brasileira, com o vídeo do Departamento de Estado que propaga o “domínio americano” nas Américas, uma alusão à Doutrina Monroe.

O conselheiro petista também afirmou que a relação vive uma “escalada de hostilidades” e que a administração Trump atua com “opacidade total” em relação ao Brasil.

The post EUA prometem respeitar resultado de eleição no Brasil desde que ‘livre e justa’ appeared first on InfoMoney.

  •  

EUA receberam alertas de Israel sobre planos do Irã para matar Trump

Os Estados Unidos receberam vários ⁠alertas de Israel ao longo do último ano de que o Irã ⁠pretendia assassinar o presidente Donald Trump, inclusive antes de uma manobra secreta envolvendo o Air Force One ‌na Turquia — informações que as autoridades de inteligência norte-americanas não conseguiram verificar de forma independente, segundo uma autoridade atual dos EUA e duas ex-autoridades.

Os alertas, repassados às agências de inteligência dos EUA e, em alguns casos, ‌transmitidos diretamente por autoridades israelenses a funcionários seniores da Casa Branca, incluíam possíveis planos para atirar em Trump por meio de um atirador de elite ou recrutar alguém para atacá-lo com uma faca em um grande evento público, disseram as fontes. As informações começaram na véspera da guerra de 12 dias em junho de 2025 e se intensificaram antes da decisão dos EUA de entrar em guerra contra o Irã em fevereiro, disseram as fontes.

O alerta mais detalhado ocorreu ⁠antes ‌da cúpula da Otan em Ancara, em julho, disseram a autoridade norte-americana e a outra pessoa a par do ⁠assunto. Autoridades israelenses informaram a Casa Branca sobre dados de inteligência que indicavam que o Irã poderia tentar matar Trump, possivelmente com um míssil lançado do ombro, enquanto ele viajava no Air Force One para a cúpula, afirmaram as autoridades.

A comunidade de inteligência dos EUA há muito avalia que o Irã deseja retaliar pela morte do comandante militar iraniano Qassem Soleimani, ordenada por Trump em 2020. No entanto, a Agência ​Central de Inteligência não conseguiu corroborar algumas das ameaças específicas contra a vida de Trump compartilhadas pela inteligência israelense desde o início do ano passado, afirmaram as autoridades.

No caso do episódio da Otan, uma autoridade ​turca afirmou que as agências de inteligência do país também não tinham nenhuma evidência para corroborar a alegação israelense sobre a ameaça à vida de Trump, uma avaliação que o país anfitrião compartilhou com os norte-americanos.

Apesar da falta de verificação, autoridades da Casa Branca e do Serviço Secreto tomaram medidas para mitigar as ameaças por uma questão de extrema cautela, incluindo uma operação extraordinária de disfarce durante a viagem à Turquia que envolveu a ‌transferência de Trump do Air Force One para outra aeronave em seu voo ​de volta do país.

Esse episódio ressalta como a inteligência israelense está influenciando a tomada de decisões do governo Trump em relação ao Irã em um momento de tensões intensificadas com Teerã — e de divergências mais amplas entre as avaliações das agências de inteligência dos EUA e ⁠de Israel sobre a ameaça iraniana em ​geral.

No início deste ano, as ​agências de inteligência norte-americanas avaliaram que o Irã não estava desenvolvendo ativamente uma arma nuclear, mesmo com Israel argumentando que Teerã representava uma ameaça ⁠urgente. Apesar dos relatórios da comunidade de inteligência dos EUA, ​Trump seguiu adiante com os ataques no Irã em fevereiro. Trump também levou em consideração informações compartilhadas por Israel de que Teerã havia tentado assassiná-lo antes de lançar a campanha militar, conforme noticiado anteriormente pela Reuters.

Um porta-voz da embaixada israelense contestou que Israel ​estivesse usando suas informações de inteligência para influenciar a política dos EUA em relação ao Irã.

“As mesmas pessoas que afirmam que Israel está tentando influenciar a política dos EUA por meio ​do suposto compartilhamento de informações de ⁠inteligência não hesitariam em acusar Israel de ocultar informações críticas se isso beneficiasse seus próprios interesses”, disse o porta-voz.

A Casa Branca e a CIA se ⁠recusaram a comentar.

O porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, se recusou a discutir questões específicas de inteligência, mas afirmou que a agência continua focada na segurança de Trump em meio às recentes tentativas de assassinato e ao aumento das ameaças contra o presidente.

“O Serviço Secreto dos EUA analisa continuamente uma ampla gama de informações para orientar nossas operações de proteção em tempo real e em todos os locais que protegemos”, disse ele.

(Reportagem de Erin Banco, em Washington; reportagem adicional de Humeyra ​Pamuk)

The post EUA receberam alertas de Israel sobre planos do Irã para matar Trump appeared first on InfoMoney.

  •  

Trump diz que EUA “não concordaram” com fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia

O presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos ‌não concordaram com a fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia, mas que as negociações estão em andamento, acrescentando que os EUA ‌devem ser “muito cautelosos ao permitir que alguém os fabrique”.

Trump disse durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Turquia neste mês que iria conceder à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis interceptadores Patriot a fim de ajudar na defesa contra ataques russos, mas ⁠desde ‌então recuou dessa promessa, apesar de ter recebido Zelensky na ⁠Casa Branca nesta semana.

Questionado sobre os mísseis Patriot durante uma reunião de gabinete no retiro de Camp David nesta sexta-feira, Trump enfatizou as preocupações quanto ao compartilhamento de armamento avançado dos EUA, incluindo tecnologia de mísseis.

“É um grande passo”, disse Trump.

“No ​caso do presidente Zelenskiy, ele gostaria de ter alguns Patriots, gostaria de ter alguns Tomahawks, que, como vocês sabem, são ​letais — um ofensivo, outro defensivo”, disse Trump.

“É preciso ser muito criterioso, mas também muito cuidadoso. Por enquanto, não concordamos com isso. Estamos discutindo o assunto, mas é difícil ceder esse tipo de tecnologia. E não acho que isso venha a acontecer, mas, como ‌vocês sabem, há pessoas a quem, se ​você fornecer essa tecnologia, podem um dia se voltar contra você”, disse Trump.

À medida que a Rússia intensificou seus ataques aéreos, a Ucrânia tem enfrentado uma escassez ⁠crônica de mísseis Patriot, que ​continuam sendo a ​única arma em seu arsenal capaz de derrubar mísseis balísticos.

A Ucrânia vem buscando há ⁠muito tempo um acordo de coprodução ​dos mísseis Patriot PAC-3 para interceptar mísseis balísticos, com o objetivo de fabricá-los no próprio país.

A promessa anterior de Trump de conceder uma licença ​para tal acordo de produção pegou muitos de surpresa, e autoridades ucranianas vêm se reunindo com representantes do Pentágono ​e executivos do ⁠setor desde então para definir detalhes mais concretos.

Esses esforços continuam, mas a embaixadora ucraniana Olha ⁠Stefanishyna afirmou na quinta-feira estar confiante de que a Lockheed Martin, fabricante dos mísseis PAC-3, está totalmente comprometida com o aprofundamento da cooperação com a Ucrânia. Executivos da Lockheed se reuniram com Zelenskiy na terça-feira, e a empresa planeja enviar executivos à Ucrânia em breve, disse ​ela.

The post Trump diz que EUA “não concordaram” com fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia appeared first on InfoMoney.

  •  

Trump diz que há milhares de mísseis prontos para acertar Irã caso seja assassinado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã neste sábado (11), declarando que há milhares de mísseis prontos para serem disparados contra o país. A manifestação ocorreu após o funeral do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, quando pessoas presentes no evento pediram o assassinato do líder norte-americano. A retórica acentua as tensões no Oriente Médio, enquanto um acordo interino para encerrar a guerra enfraquece sob sucessivos confrontos na região.

Em sua postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou que “mil mísseis estão carregados e apontados para a República Islâmica do Irã, com outros milhares prontos para seguir imediatamente, caso o governo iraniano cumpra a ameaça”.

Leia também: EUA ampliam sanções ao núcleo financeiro do líder supremo do Irã

Durante o funeral de Khamenei – que foi morto em um ataque aéreo em 28 de fevereiro -, manifestantes carregavam cartazes pedindo a morte de Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O Irã é agora comandado pelo novo líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei.

Trump publicou os comentários depois que autoridades do alto escalão dos EUA exigiram que o Irã declarasse publicamente a abertura do Estreito de Ormuz e garantisse que as embarcações que cruzam o corredor vital não seriam atacadas.

Até o momento, Teerã se recusou a fazê-lo, insistindo que a rota permaneça sob seu controle e que deve ter permissão para cobrar taxas dos navios, alterando décadas de precedentes que consideram o estreito uma hidrovia internacional.

Nos últimos dias, os EUA realizaram ataques aéreos contra o Irã, que respondeu com disparos contra nações do Oriente Médio. Os bombardeios foram desencadeados depois que o Irã atacou três navios em Ormuz no início dessa semana. Na sexta-feira, 10, Trump declarou o fim do cessar-fogo, mas afirmou que os EUA continuariam as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou a Omã para novas conversas neste sábado.

Autoridades norte-americanas sob anonimato afirmaram que qualquer acordo sobre o programa nuclear do Irã exigirá que Teerã entregue seu estoque de urânio altamente enriquecido, algo que o país tem recusado repetidamente.

Caso um entendimento não seja alcançado, os EUA possuem opções militares para garantir que o material permaneça enterrado no subsolo. O governo dos EUA também ressaltou que nunca fechará um acordo nuclear se o Irã não interromper os ataques a navios no Estreito de Ormuz.

Por AP

*Conteúdo traduzido com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

The post Trump diz que há milhares de mísseis prontos para acertar Irã caso seja assassinado appeared first on InfoMoney.

  •  

Kane confirma partida de golfe com Trump e diz que o presidente dos EUA joga bem

O capitão da Inglaterra, Harry Kane, confirmou que uma vez jogou golfe com o presidente dos EUA, Donald Trump, descrevendo a experiência como “surreal” e elogiando a habilidade de Trump no esporte.

Trump disse aos repórteres no início desta semana que havia jogado golfe com Kane, afirmando que o atacante da Inglaterra é um ótimo jogador e um bom golfista.

Falando nesta sexta-feira (10), na véspera das quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, Kane confirmou que a partida aconteceu em Palm Beach, na Flórida, há cerca de 18 meses.

Leia também: Com um a menos, Inglaterra resiste ao México e chega às quartas

“Joguei bem, para ser sincero”, disse Kane aos repórteres em Miami. “Ele me convidou para jogar quando eu estava em Palm Beach. Então, sim, quando o presidente te convida para algum lugar…”

“Foi uma experiência bem surreal só de conhecê-lo e, obviamente, jogar golfe com ele. Ele joga muito bem, para ser sincero”, acrescentou Kane. “Espero poder jogar tão bem quanto ele quando tiver a idade dele. Então, sim, foi uma experiência única e fiquei grato por ele ter me convidado para jogar.”

Trump havia elogiado o atacante do Bayern de Munique em sua plataforma Truth Social após a vitória da Inglaterra por 3 x 2 sobre o México nas oitavas de final, escrevendo: “Harry Kane, da Inglaterra, é um GRANDE jogador!!!”

No dia seguinte, Trump disse que os dois haviam jogado golfe juntos.

“Acho que Kane é um ótimo jogador”, afirmou Trump. “Joguei golfe com ele e gosto muito dele. Ele é um bom jogador de golfe. É realmente ótimo.”

The post Kane confirma partida de golfe com Trump e diz que o presidente dos EUA joga bem appeared first on InfoMoney.

  •  

Trump diz ter recebido ligação de De la Espriella após eleição na Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite desta segunda-feira, 22, que o candidato da direita apontado como vencedor das eleições presidenciais da Colômbia na apuração preliminar, Abelardo de la Espriella, ligou para agradecer o líder americano pelo endosso nas eleições.

“As relações com a Colômbia vão melhorar bastante”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre o resultado do pleito colombiano.

Mais cedo, Trump escreveu na Truth Social que foi uma grande honra apoiar o candidato colombiano, e disse que espera “trabalhar em conjunto para construir uma relação sólida” entre os dois países.

The post Trump diz ter recebido ligação de De la Espriella após eleição na Colômbia appeared first on InfoMoney.

  •