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Atentados com arma de fogo contra presidentes nos EUA são comuns: relembre casos

Atentado contra o presidente norte-americano Donald Trump neste sábado (25) está longe de ser caso isolado na história da política nacional dos Estados Unidos, um país em que ataques com armas de fogo são, infelizmente, cotidianos. Leia em TVT News quais presidentes foram mortos ou sofreram tentativas de assassinato com armas de fogo nos EUA.

Presidentes dos EUA que foram mortos por armas de fogo

No total, 4 presidentes em exercício foram mortos na história política dos Estados Unidos da América, entre eles estão: Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John F. Kennedy (1963). Além desses nomes, 2 presidentes em exercício foram feridos com balka de fogo, são eles, Ronald Reagan (1981) e Donald Trump (2024). Além desses casos, muitos outros sofreraram atentatados e não saíram feridos. Continue lendo para descobrir.

Abraham Licoln

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Abraham Lincoln morreu baleado por arma de fogo em atentado – Foto: Reprodução

1865 – O primeiro presidente a ser baleado e morrer nos Estados Unidos foi Abraham Lincoln. Ele estava no Teatro Ford, quando um ator conhecido da peça que Lincoln assistiria, John Wilkes Booth, mirou e atirou em sua nuca. Booth simpatizava com os confederados e o motivo do crime seria o posicionamento do presidente. O atirador era contrário à abolição da escravidão e fugiu da cena após o crime. Ele foi capturado apenas semanas depois, na Virgínia, e foi baleado. Theodor Rossevelt, em 1912, também foi baleado em um atentaado, mas na época ele estava em campanha de reeleição e não era mais presidente desde 1909.

James Garfield

1881 – O 20º presidente dos EUA, James Garfield, estava em uma estação de trem em Washington, em julho, quando o Charles Guiteau atirou contra ele. Ele morreu devido aos ferimentos meses depois por infecção generalizada, em setembro, em Nova Jersey. O atirador era um ex-apoiador que estava furioso por não ter conseguido um emprego na administração de Garfield. Guiteau foi condenado e enforcado em menos de um ano.

William McKinley

1901 – William McKinley estava em uma fila para a Exposição Pan-Americana de Buffalo quando foi baleado com dois tiros por Leon Czolgosz, um anarquista. McKinley morreu 8 dias após o ataque. O ex-presidente assassinado foi homenageado por Trump, que queria rebatizar montanha mais alta da América do Norte com seu nome. A montanha havia deixado de ter seu nome durante o governo Obama por pressão dos povos originários da região, que queriam renomear o local de acordo com seus próprios termos.

McKinley foi conhecido por políticas economicas protecionistas, com altas tarifas para produtos importados e pela expansão do imperialismo americano no Pacífico e no Caribe.

John F. Kennedy

1963 – Um dos casos mais conhecidos de presidentes norte-americanos mortos durante exercício do mandato presidencial é o de John F. Kennedy. Seu assassino era um fuzileiro naval de elite, que abandonou o serviço em 1859, quando viajou para a então União Soviética.

Seu nome era Lee Harvey Oswald e após não conseguir se tornar um cidadão na U.S. ele retornou ao país norte-americano, onde se tornou um grande crítico à administração de Kennedy. Oswald foi contra a política de Kennedy de integrar racialmente as escolas do sul, com fim de pôr um fim à segregação.

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Foto do presidente Kennedy na limusine em Dallas, Texas, na Main Street, minutos antes do assassinato. Também na limusine presidencial estão Jackie Kennedy, o governador do Texas, John Connally, e sua esposa, Nellie. Foto: Walt Cisco, Dallas Morning News / Wikimedia Commons

Kennedy foi morto em novembro, enquanto era conduzido em um desfile em uma limusine aberta. Oswald foi preso e morto na delegacia de polícia de Dallas. No mesmo ano, o assassino de Kennedy já havia tentado atirar e matar um anticomunista declarado, o ex-general do exército dos EUA Edwin Walker.

Presidentes dos EUA que foram feridos em atentados com armas de fogo

Entre os presidentes em exercício que foram feridos durante atentados temos o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Trump já foi alvo de outras duas tentativas de assassinato além do atentado deste sábado (25). Em julho de 2024, uma bala raspou em sua orelha enquanto discursava em Butler. Em setembro do mesmo ano, Trump sofreu outra tentativa de assassinato, mas não saiu ferido.

Desde 1981, nenhum presidente havia sido ferido em um ataque. Antes de Trump, apenas Ronald Reagan, quem foi gravemente ferido do lado de fora do Hilton, em Washington, após discursar. Seu secretário de imprensa, James Brady, ficou gravemente ferido e mais tarde tornou-se um ativista pelo controle de armas.

O atirador de Reagan, John Hinckley, passou décadas em uma instituição mental. Ele foi liberado em 2022.

Não foram feridos com armas de fogo

Arma falhou – Em 1835, pré-Guerra Civil, o 7º presidente em exercício, Andrew Jackson, foi alvo de tiros em funeral no Capitólio. O atirador chegou a disprar duas vezes, mas arma não funcionou.

Matou a pessoa errada – Em 1933, Franklin D. Roosevelt, um assassino disparou contral ele em Miami. Tratava-se de Guiseppe Zangara, que, errando o alvo, acabou matando o prefeito de Chicago, Anton Cermak. Zangara morreu na cadeira elétrica.

Muito barulho e bala que não deu em nada – Em 1950, o presidente que assumiu após Roosevelt, Harry Truman, sofreu tentativa de assassinato de dois membros do PRNP (Partido Republicano de Porto Rico). O partido tinha como principal objetivo a independência de Porto Rico dos Estados Unidos. Segundo o National Archives dos Estados Unidos, a motivação dos atiradores se deu por conta de relatos sobre represálias militares norte-americanas contra nacionalistas na cidade natal de Torresola e Jayuya em 1850.

Após Truman adormecer, os atiradores estavam preparados nos arredores da Casa Branca. Um dos atiradore, Collazo, se aproximou sorrateiramente do policial da Casa, Donald Birdzelll, e puxou o gatilho, mas sua inexperiência entregou o plano. A arma não disparou mas fez um estalo ruidoso. Apenas um segundo puxão garantiu a bala no joelho do policial. O disparo alertou outros agentes, que rapidamente repreenderam os atiradores.

Ufa! Escapou duas vezes – Em 1975, o presidente Gerald Ford enfrentou duas tentativas de assassinato. Nesse ano, uma seguidora da seita Charles Manson tinha como objetivo matar o presidente, mas foi impedida antes que pudesse atirar em Ford em Sacramento.

A “Família Manson” foi uma seita apocalíptica liderada por Charles Manson na Califórnia no final dos anos 60 e era composta, sobretudo, por jovens. Manson se passava por uma figura messiânica e manipulava seus seguidores para cometerem assissinatos.

Semanas depois, outra mulher tentou atirar em Ford em São Francisco, mas errou porque uma pedestre a segurou.

Disparos em vão – Em 2011, um homem de Idaho foi acusado de tentativa de assassinato de Barack Obama ao disparar tiros contra a Casa Branca em 2011. O atirador se chamava Oscar Ramira Ortega-Hernandez e, na época, tinha 21 anos. Ele havia realizado disparos com um fuzil de assalto, quebrando a janela da resiência presidencial, mas Obama sequer estava na casa na ocasião.

Em 1994, um homem também foi acusado de assassinar o presidente Bill Clinton após atirar contra a Casa Branca, mas a avaliação policial preliminar foi que o disparador, Durán, não tentou matar o presidente e foi indicionado por danificação intencional de edifício público e porte ilegal de arma.

Atentado de granada

Em 2005, o presidente George W. Bush, enfrentou uma tentativa de assassinato fracassada por um homem com uma granada enquanto visitava o país da Geórgia, ex república soviética. O crime não foi nem em solo norte-americano, nem envolve arma de fogo.

Outras tentativas de assassinato: candidatos à presidência

1912 – O ex-presidente Theodore Roosevelt estava em campanha presidencial em 1912, mas já não ocupava o cargo desde 1909. Ele foi baleado a caminho de um discurso em Milwaukee. Roosevelt disse cópia dobrada de seu discurso de 50 páginas retardou a bala, que permaneceu em seu corpo pelo resto de sua vida. Mesmo após ser baleado ele discursou.

1972 – O governador do Alabama, George Wallace, segregacionista que concorria à presidência pela terceira vez foi baleado após evento de campanha perto de Washington. O tiro paralisou seu corpo da cintura para baixo.

***Informações da CNN dos EUA e do National Archives

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Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

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Veja imagens da missão Artemis II

A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

Como as imagens são feitas

Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

Fase de regresso

Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

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Últimas notícias da guerra no Oriente Médio em 7 de abril

Acompanhe as últimas atualizações sobre a guerra no Oriente Médio nesta terça-feira, 7 de abril, com a apuração da TVT News e informações da AFP na região.

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

  • Prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina às 21h nesta terça e mundo teme ataque nuclear
  • Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato.
  • 25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
  • Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
  • Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem, até terça-feira à noite, por “segurança”
  • Irã ameaça privar os EUA e seus aliados de petróleo e gás “por anos”
  • EUA tentam conter rumores sobre eventual ataque nuclear ao Irã
  • Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
  • Irã sofre novos ataques poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
  • Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
  • Com o prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina nesta terça, embaixador iraniano no Kwait diz aos países da região que é preciso evitar uma tragédia
  • Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje


Últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio

Confira as principais atualizações sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã

Mercado do petróleo aguarda com atenção ultimato de Trump ao Irã

Os preços do petróleo fecharam com resultados mistos nesta terça-feira (7), horas antes de expirar o ultimato do presidente americano, Donald Trump, ao Irã.

25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada

Trump tem saúde mental questionada por suas ameaças apocalípticas ao Irã. Donald Trump não é exatamente alheio a uma linguagem provocadora. No entanto, sua ameaça de aniquilar a civilização iraniana, juntamente com outros comentários intimidatórios recentes, levaram seus críticos a questionar a saúde mental do presidente e evocar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA

Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato

O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que “uma civilização inteira morrerá” no Irã nesta terça-feira se o regime não aceitar os termos do ultimato.

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Reprodução do post de Donad Trump ameaça acabar com uma civilização se Irã não acatar ultimato

Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente

Da AFP em Teerã, Irã

O Irã está preparado para todas as possibilidades no contexto da guerra com os Estados Unidos e Israel, afirmou o primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de aniquilar uma “civilização inteira”.

“A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, declarou Aref em uma mensagem no X.

Papa qualifica como ‘inaceitável’ ameaça de Trump contra todo o povo iraniano

O papa Leão XIV qualificou como “inaceitável”, nesta terça-feira (7), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de eliminar toda a civilização iraniana se Teerã não respeitar seu ultimato, esta noite, para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Hoje (…) foi feita esta ameaça contra todo o povo do Irã, e isto é realmente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais que isso, trata-se de uma questão moral”, disse o papa aos jornalistas, ao deixar sua residência de Castel Gandolfo, perto de Roma, rumo ao Vaticano.

Trump diz que iranianos são “animais” e por isso um ataque a usinas de eletricidade e pontes não pode ser chamado de crime de guerra

Nesta segunda (6), Trump demonstrou não estar preocupado em estar cometendo ou não crimes de guerra e, ao ser questionado sobre violar a Convenção de Genebra, o presidente dos Estados Unidos chamou os iranianos de animais.

Para Trump, o Irã deve ser tomado em único dia a partir de hoje.

Irã critica ameaça de Trump como “irresponsável” na ONU

O embaixador do Irã nas Nações Unidas criticou na terça-feira as ameaças extremas de Donald Trump contra seu país, após o presidente ter alertado que, se Teerã não aceitar…

Preços do petróleo disparam

Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

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O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons

Irã ameaça privar EUA e aliados de petróleo e gás “por anos”

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército do Irã, ameaçou, nesta terça-feira, com ações contra infraestruturas que “privarão os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás da região por anos”.

“Até agora, demonstramos grande contenção em um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas agora estão suspensas”, alertou a IRGC em um comunicado transmitido pela televisão estatal. “Se o exército terrorista dos EUA cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.

Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera

Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera

Exército israelense lamenta danos causados ​​a sinagoga no Irã por bombardeio

O exército israelense afirmou na terça-feira que lamenta os danos causados ​​a uma sinagoga em Teerã por um bombardeio que, segundo alegou, tinha objetivos militares.

Novos ataques contra o Irã poucas horas antes do fim do ultimato de Trump

O Irã sofreu novos ataques nesta terça-feira (7), que deixaram 18 mortos, poucas horas antes do fim do ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”

O Irã alerta que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”.

A empresa italiana ENI descobre um importante campo de gás natural na costa do Egito

O Egito e a gigante italiana de energia ENI anunciaram na terça-feira uma descoberta “significativa” de gás natural na costa do país norte-africano.

Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem até terça-feira à noite por “segurança”

O exército israelense alertou os iranianos na manhã de terça-feira para que evitassem viagens de trem até as 17h30 GMT, em uma mensagem publicada na rede social X que prenuncia futuros ataques à rede ferroviária da República Islâmica.

“Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de usar trens ou viajar de trem em todo o país a partir de agora até as 21h, horário do Irã”, escreveu o exército israelense em sua conta em língua persa. “Sua presença em trens e perto dos trilhos coloca suas vidas em risco”, acrescentou a mensagem.

Embaixador iraniano no Kuwait insta os países do Golfo a evitarem “tragédia” após ultimato de Trump

O embaixador do Irã no Kuwait, na terça-feira, instou os países do Golfo a encontrarem uma maneira de evitar uma “tragédia”, visto que o prazo estabelecido por Donald Trump para que Teerã aceite o acordo de cessa-fogo acaba hoje.

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Esta imagem de satélite, divulgada pela 2026 Planet Labs PBC em 1º de março de 2026, mostra uma coluna de fumaça subindo em Dubai após um ataque com projéteis. (Foto: AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS

Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita

Ataques noturnos contra a Arábia Saudita atingiram um complexo petroquímico localizado em uma extensa zona industrial na cidade de Jubail, no leste do país, informou uma fonte no local à AFP nesta terça-feira, horas depois de instalações semelhantes terem sido bombardeadas no Irã.

“Um ataque causou um incêndio nas instalações da SABIC em Jubail. O som das explosões foi muito alto”, disse a fonte, referindo-se à Corporação Saudita de Indústrias Básicas (SABIC).

Jubail, no leste da Arábia Saudita, abriga um dos maiores centros industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.

Ataques aéreos destroem sinagoga na capital do Irã, segundo a mídia local

Uma sinagoga em Teerã foi “completamente destruída” por ataques aéreos israelenses e americanos na madrugada de terça-feira, informou a agência de notícias Mehr.

Ataques no consulado israelense em Istambul

Um dos atacantes foi morto e dois ficaram feridos em um tiroteio ocorrido na terça-feira em frente ao consulado israelense em Istambul. Dois policiais também sofreram ferimentos leves.

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Guerra no Oriente Médio em 12 de março: últimos acontecimentos do conflito

Confira as atualizações sobre a guerra no Oriente Médio, com as últimas notícias de hoje, 12 de março, na TVT News.

O que acontece na guerra no Oriente Médio em 12 de março

  • Brasil anuncia medidas para proteger consumidores diante da instabilidade dos preços do petróleo
  • Redução drástica da produção de petróleo: países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários
  • Preço do petróleo volta a subir: barril de Brent superou US$ 100
  • Forças Armadas americanas “não estão preparadas para para escoltar navios em Ormuz
  • Israel anuncia ataque contra instalação do Irã que desenvolveria armas nucleares
  • Ataque dos drones: Irã ataca países do golfo com drones
  • Israel aproveita guerra para atacar o Líbano: ministro da defesa israelense ordena que exército se prepare para expandir operações no Líbano
  • Deslocamentos forçados: mais de 3 milhões de deslocados no Irã desde o início da guerra
  • Senhor das armas: Pentágono afirma que campanha contra o Irã custou US$ 11.300 milhões em uma semana

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio



Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:

Preço do petróleo: Barril de Brent volta a superar US$ 100

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial de petróleo, voltou a superar a barreira dos 100 dólares, apesar da liberação, na véspera, de enormes reservas para evitar uma escassez mundial.

A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os mercados.

Preço do Petróleo Brent

Quantas pessoas poderia alimentar? Pentágono afirma que campanha contra o Irã custou US$ 11.300 milhões em uma semana

A primeira semana da guerra contra o Irã custou aos Estados Unidos mais de 11.300 milhões de dólares, segundo informações do Pentágono no Congresso

– Navio com bandeira das Ilhas Marshall atacado –

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou um navio com bandeira das Ilhas Marshall, que segundo Teerã pertenceria aos Estados Unidos, na parte norte do Golfo  após “ignorar e não atender as advertências”.

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– Israel anuncia ataques “em larga escala” no Irã –

O Exército israelense anunciou ataques “em larga escala” contra infraestruturas no Irã, no 13º dia da guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica.

– Redução drástica da produção de petróleo –

Os países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários diante do bloqueio do Estreito de Ormuz pela guerra no Oriente Médio, o que representa “a maior perturbação” de fornecimento da história, informou a Agência Internacional de Energia (AIE).

“Reduções importantes da oferta” foram registradas, em particular, no Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, todos alvo de ataques de represália do Irã.

Guerra no Oriente Médio, 11 de março: as últimas notícias sobre a guerra
Esta foto divulgada pela Marinha Real Tailandesa em 11 de março de 2026 mostra fumaça saindo do navio cargueiro tailandês ‘Mayuree Naree’ próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque. Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, informou a Marinha Tailandesa. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP) /

– Base militar italiana atacada no Iraque –

Um ataque contra uma base italiana no Curdistão iraquiano provocou danos, mas não deixou feridos, informaram as autoridades italianas.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, condenou o ataque e explicou que a base “fica dentro de um complexo que inclui bases de outros países, sobretudo dos Estados Unidos”, portanto não é possível saber ao certo quem era o alvo.

– Ataques de drones contra países do Golfo –

Vários drones iranianos atingiram o aeroporto internacional do Kuwait, provocando “danos materiais”, informaram as autoridades.

Também foi registrado um “incidente menor com drones” em um edifício em Dubai, depois que os aparelhos foram interceptados “com sucesso”, segundo o governo local.

– Um morto após ataque contra dois petroleiros –

Um ataque contra dois petroleiros a quase 50 quilômetros do Iraque matou pelo menos um integrante da tripulação, de nacionalidade indiana. Trinta e oito foram resgatados.

– Porta-contêineres atingido –

Um navio porta-contêineres foi atingido por um “projétil desconhecido” na costa dos Emirados Árabes Unidos, o que provocou um “pequeno incêndio” a bordo, informou a agência marítima britânica (UKMTO). Toda a tripulação está a salvo, indicou o capitão.

– Ataque contra depósitos de petróleo no Bahrein –

O Ministério do Interior do Bahrein pediu aos moradores de várias localidades que permaneçam em suas casas após um ataque, atribuído ao Irã, contra depósitos de combustíveis em Muharraq.

– Riade neutraliza drone que se aproximava das embaixadas –

O Ministério da Defesa saudita anunciou que derrubou um drone que se aproximava de um bairro da capital, Riade, onde se encontram as embaixadas estrangeiras.

O Ministério da Defesa do Kuwait também informou que suas defesas aéreas interceptaram várias aeronaves não tripuladas, enquanto o Irã lançava ataques contra os países do Golfo ricos em petróleo.

– Sete mortos em ataque em Beirute –

O Líbano afirmou que um ataque israelense contra uma zona costeira do centro de Beirute deixou ao menos sete mortos na manhã de quinta-feira.

O Hezbollah anunciou que havia atacado uma base de inteligência militar israelense em Glilot, subúrbio de Tel Aviv, “com uma série de mísseis avançados”.

O Exército israelense afirmou que lançou “uma ampla onda de ataques contra infraestruturas terroristas do Hezbollah em todo o Líbano”.

– Um morto em ataque contra petroleiros no Iraque –

Um ataque contra petroleiros perto do Iraque matou um tripulante. Farhan Al Fartousi, da Companhia Geral de Portos do Iraque, declarou que um membro da tripulação de um petroleiro faleceu e 38 foram resgatados até o momento.

– EUA libera reservas estratégicas –

O governo dos Estados Unidos vai liberar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, como parte de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio.

© Agence France-Presse

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Resistência do Irã pressiona Estados Unidos a encerrarem guerra

A capacidade de resistência da República Islâmica do Irã e as retaliações contra aliados dos Estados Unidos (EUA) no Golfo Pérsico, assim como os impactos sobre o comércio do petróleo, estão pressionando a Casa Branca a encerrar o conflito sem alcançar o objetivo de “mudança de regime” em Teerã. Essa é avaliação de especialistas consultados pela Agência Brasil. Leia em TVT News.

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que o Irã conseguiu afetar o sistema de radares dos EUA no Oriente Médio e impôs perdas importantes à cadeia do petróleo global. 

“Os EUA não têm como derrubar o governo iraniano sem invasão terrestre, o que traria baixas gigantescas. A topografia do Irã inviabiliza qualquer ação rápida. Os EUA simplesmente entraram num atoleiro e Trump não sabe como sair”, avalia o especialista em defesa e estudos sobre a Ásia.

Os radares dos EUA no Oriente Médio afetados por Teerã eram responsáveis pela interceptação dos mísseis iranianos. Há relatos de radares atingidos no Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, segundo análise de imagens de satélites e vídeos do jornal New York Times.

“Toda essa cobertura satelital e de radar faz com que os EUA tenham olhos no terreno. Com isso degradado, as baixas aumentam, o tempo do alerta [contra mísseis do Irã] em Israel diminui. Por isso, agora tem vídeo de mísseis entrando toda hora em Israel, que os interceptadores não conseguem mais barrar”, completou.

Aliados de Washington no Golfo passaram a pedir o fim do conflito, como o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari.

“Chegar rapidamente à mesa de negociações e suspender os ataques serviria aos interesses dos povos da região, bem como à paz e segurança internacionais, além de fortalecer a estabilidade econômica global”, disse al-Ansari, de acordo com Al Jazzera.

Sem troca de regime

O professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo (SP) Alexandre Pires ponderou à Agência Brasil que os EUA esperavam conseguir uma troca de regime rápida por meio do assassinato do líder Supremo Ali Khamenei.

“O Irã tem apresentado uma resiliência muito mais forte do que se esperava. Inclusive, escolhendo uma liderança suprema sem nenhum tipo de negociação, e que dá um sinal de que o regime vai continuar na mesma linha que já seguia com o Khamenei”, comentou. 

Pires acrescentou que a pressão sobre os mercados do petróleo, que levou o presidente estadunidense Donald Trump a relaxar as sanções contra a Rússia para aliviar os preços no mercado global, tem preocupado os aliados de Trump no mundo e internamente, com o preço do combustível aumentando nos EUA.

“Ainda que tenha sido dito no início que duraria quatro, cinco semanas, obviamente que esse não era o tempo que os EUA queriam. Isso vai fazendo com que os EUA mudem talvez o foco atual de uma guerra completa, de ter que ficar o tempo necessário até você ter uma troca das lideranças”, completou.

Donald Trump disse nesta terca-feira, em entrevista à Fox News, que não ficou feliz com a escolha do novo líder Supremo so Irã, mas que “é possível” que venha a negociar com Teerã.

Israel

Para o especialista do Ibmec SP Alexandre Pires, Israel deve resistir a encerrar o conflito uma vez que quer aproveitar o máximo para enfraquecer o Irã.

“Há um certo sinal de divisão nos dois aliados. Isso não foi tornado público, mas há um sinal de falas contraditórias de um lado e de outro”, disse.  

Para Pires, o Irã conseguiu afetar a cadeia do petróleo ao bloquear o canal comercial do Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Oman.  

“Isso faz com que tentem forçar um recuo ou uma negociação americana-israelense em razão da pressão feita pela comunidade internacional sobre Israel e EUA com relação à cadeia energética mundial”, completou.

Em entrevista nesta terça-feira (10), o ministro das relações exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que o país não quer uma guerra sem fim.

“Consultaremos nossos amigos americanos quando acharmos que é o momento certo para isso. Não estamos buscando uma guerra sem fim”, disse Saar a repórteres em Jerusalém, segundo noticiou o jornal israelense The Times of Israel.

Repercussões regionais

Uma das dificuldades para encerrar a guerra, na avaliação do cientista político Ali Ramos, é porque a manutenção do regime no Irã representaria uma derrota para Casa Branca.  

“O Irã vai ser o primeiro país da história que atacou tantas bases dos EUA ao mesmo tempo e sobreviveu. É por isso o desespero do Trump. Os países da região não vão mais confiar nos EUA no médio e longo prazo enquanto garantidor da sua segurança”, disse.

Ramos argumenta que a guerra contra o Irã deve modificar a arquitetura de poder e segurança do Oriente Médio ao mostrar que as bases dos EUA na região não poderiam defender os países aliados da Casa Branca.  

“Isso já estava acontecendo, os Emirados Árabes Unidos já firmaram um pacto de defesa com a Índia, a Arábia Saudita com o Paquistão”, completou.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Guerra no Oriente Médio, 10 de março: últimos acontecimentos

Confira as atualizações sobre a Guerra no Oriente Médio com a TVT News.

Últimos acontecimentos da Guerra no Oriente Médio

  • Preço do petróleo brent cai após declarações de Trump
  • Pentágono promete que terça-feira será o dia mais intenso de ataques no Irã
  • Do outro lado, chefe de segurança do Irã fala para Trump tomar cuidado para não ser eliminado
  • Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano
  • Explosões acontecem em Teerã e Doha
  • Guerra provocou deslocamento de mais de 100.000 pessoas no Líbano em um dia

10 de março: últimas notícias sobre a Guerra no Oriente Médio

Confira, a seguir, os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio

Fake News: Marinha dos EUA não escoltou petroleiro no Estreito de Ormuz

A Marina dos Estados Unidos não escoltou nenhum petroleiro no estreito de Ormuz, afirmou a porta-voz da Casa Blanca, depois que o secretário de Energia afirmou o contrário e depois apagou a publicação.

“Posso afirmar que a Marina dos Estados Unidos não escoltou nem um petroleiro ou um navio no momento, embora, claro seja uma opção”, disse a porta-voz, Karoline Leavitt, na sala da imprensa.

O Irã também refutou a afirmação do secretário de Energia, Chris Wright.

– Irã ataca alvos em Israel –

O Irã afirmou nesta terça-feira (10) que “as forças terrestres do exército, utilizando drones de ataque, atingiram um centro militar em Haifa e o centro de recepção de informações de satélites espiões” em Israel.

– “Olho por olho” –

O presidente do Parlamento iraniano, o influente Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu uma resposta “olho por olho, dente por dente” a qualquer ataque contra a infraestrutura do país.

“Que o inimigo saiba que, faça o que fizer, haverá sem dúvida uma resposta proporcional e imediata”, escreveu no X.

– 30 detidos por espionagem no Irã –

Trinta pessoas foram detidas no Irã por suposta espionagem, entre elas um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi revelada, que “espionava para dois países do Golfo, em nome do inimigo americano-sionista”, anunciou o Ministério da Inteligência iraniano.

– Reservas estratégicas –

A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma “reunião extraordinária” de seus países-membros para avaliar se estão recorrendo às reservas estratégicas para conter a alta dos preços do petróleo.

Chefe do Pentágono diz que terça-feira será o dia ‘mais intenso’ de ataques contra o Irã

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os ataques contra o Irã se intensificarão nesta terça-feira (10), com os bombardeios mais fortes desde o início da guerra, há 10 dias.

“Hoje será novamente o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irã”, declarou Hegseth em uma coletiva de imprensa no Pentágono.

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Outro lado: Irá diz para Trump: “Cuidado para não ser eliminado!”

O chefe do Conselho Superior de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que não tem medo das “ameaças vazias” de Donald Trump, que prometeu atacar Teerã “de maneira muito dura” se o regime iraniano bloquear o tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

“O Irã não se assusta com suas ameaças vazias. Outros, mais poderosos do que você, tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuidado para você não ser eliminado!”, publicou Larijani na rede social X.

Confira o preço atualizado do barril de petróleo brent

Qual o preço petróleo brent:

– Queda da cotação do petróleo –

O petróleo caiu 10% nesta terça-feira no comércio matinal asiático, depois de Donald Trump afirmar que a guerra contra o Irã terminará “muito em breve”.

Depois de ter sido negociado na segunda-feira a mais de 100 dólares por barril, o West Texas Intermediate (WTI) e o Brent do mar do Norte oscilavam entre 80 e 90 dólares.

– Explosões em Doha –

Jornalistas da AFP ouviram explosões em Doha, capital do Catar, onde as autoridades relataram a interceptação de um míssil e pediram aos moradores que permaneçam em casa, longe das janelas.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou os ataques contra a “infraestrutura civil” e rejeitou “qualquer justificativa” apresentada pelo Irã.

– Novos bombardeios sobre Teerã –

Um jornalista da AFP relatou fortes explosões no centro de Teerã nesta terça-feira. A imprensa iraniana noticiou detonações em vários pontos da capital.

O Exército israelense anunciou em um comunicado que lançou uma nova “onda de bombardeios” contra o Irã.

– Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano –

O Exército israelense bombardeou as imediações da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, após alertar que atacaria infraestruturas do Hezbollah na região e em Sidon, informou a imprensa estatal.

– Consequências “catastróficas” no mercado de petróleo –

O presidente e CEO da empresa saudita Aramco, Amin H. Nasser, advertiu que “quanto mais tempo durar” a guerra, “mais catastróficas serão as consequências para os mercados mundiais de petróleo e mais drásticas as consequências para a economia global”.

O governo do Catar alertou que os ataques contra infraestruturas de energia estabelecem “um precedente perigoso” e “terão consequências em todo o mundo”.

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Um barril de petróleo com a marca da gigante petrolífera americana Exxon Mobil (Foto de Gaizka IROZ / AFP)

– Cruz Vermelha pede mais de 50 milhões de dólares –

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) pediu nesta terça-feira mais de 50 milhões de dólares (258 milhões de reais) para que o Crescente Vermelho iraniano possa auxiliar “cinco milhões de pessoas em 30 províncias” afetadas pela guerra.

– “Ainda não terminamos” –

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque do país está “quebrando os ossos” do poder iraniano. Mas “ainda não terminamos”, advertiu.

– Alerta em Jerusalém –

As sirenes antiaéreas foram acionadas na manhã de terça-feira em Jerusalém após um alerta de mísseis iranianos, informaram jornalistas da AFP.

– Mísseis Patriot na Turquia –

O Ministério da Defesa turco anunciou a instalação de um sistema de defesa antiaérea Patriot no centro do país, um dia após a interceptação pela Otan de um segundo míssil lançado do território do Irã e direcionado contra seu espaço aéreo.

– Paquistão escoltará navios mercantes –

Navios militares paquistaneses escoltarão navios mercantes “para garantir um fluxo ininterrupto do abastecimento energético nacional e a segurança das rotas marítimas”, afirmou o Exército do país asiático.

– Tempo necessário –

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para continuar com os ataques de mísseis “pelo tempo que for necessário” e descartou dialogar com Washington para acabar com a guerra.

– Irã ataca países do Golfo –

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que interceptaram um ataque iraniano com drones e mísseis.

Arábia Saudita e Kuwait também anunciaram a interceptação de vários drones. O Bahrein informou duas mortes em um ataque iraniano que atingiu um prédio residencial em Manama, a capital do país.

– Hostilidades no Iraque –

Quatro combatentes do grupo pró-iraniano Kataeb Imam Ali morreram nesta terça-feira em um ataque aéreo atribuído aos Estados Unidos no norte do Iraque, informou a facção armada.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, afirmou que atacou uma base americana na região do Curdistão iraquiano.

– Síria denuncia disparos do Hezbollah –

O Exército da Síria denunciou disparos de artilharia realizados pelo Hezbollah contra seu território, em plena guerra entre Israel e o movimento xiita libanês pró-iraniano.

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Irã sinaliza levar guerra “ao limite” após míssil chegar à Turquia

O míssil procedente do Irã abatido pela Turquia, nesta quarta-feira (4), sinaliza que Teerã pode levar a guerra “ao limite” para mostrar aos adversários que o conflito poderia sair do controle, impondo perda a toda a região, aos Estados Unidos (EUA) e a Israel. Leia em TVT News.

Essa é a avaliação do professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas, Danny Zahreddine. Por ser um país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o envolvimento da Turquia poderia arrastar mais países para a guerra.

Para Zahreddine, que também é oficial de artilharia da reserva do Exército brasileiro, o Irã adotou a estratégia de “brinkmanship”, que é levar uma situação à “beira do abismo”.

“É a estratégia de ‘bailar à beira de um abismo pedregoso’. É mostrar aos inimigos que, em um determinado ponto, a guerra pode sair do controle. E, ao sair do controle, todos vão perder muito, inclusive quem ataca” avalia Danny, professor brasileiro de origem libanesa que se especializou em conflitos no Oriente Médio.

Ele argumenta que, ao atacar bases dos EUA em 12 países do Golfo, e lançar um míssil sobre a Turquia, que vinha apoiando os esforços de Teerã para barrar a guerra, o governo iraniano sinaliza que está disposto a “cair no abismo”.

“Isso mostra o tamanho do custo que o Irã está disposto a assumir. E quando você convence o seu oponente que está disposto a morrer junto com você, isso aumenta muito o custo da ação”, completou.

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Turquia: país da Otan

Em nota oficial, o Ministério da Defesa da Turquia informou que um míssil procedente do Irã foi abatido após cruzar os espaços aéreos do Iraque e da Síria, tendo sido interceptado por baterias antiaéreas da Otan, sem vítimas ou feridos.

“Lembramos que nos reservamos o direito de responder a qualquer atitude hostil contra o nosso país. Instamos todas as partes a se absterem de ações que possam agravar ainda mais o conflito na região, diz comunicado de Ancara.

Nesse contexto, acrescenta o documento, “continuaremos a consultar a Otan e nossos demais aliados”. 

O Irã ainda não comentou oficialmente o caso. A Turquia, vizinha a oeste do Irã, é um dos países que condenou a agressão militar de Israel e EUA contra Teerã.

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse se tratar de uma violação do direito internacional e “uma clara violação da soberania do Irã, mas também visa a paz e o bem-estar do povo amigo e irmão do Irã”. 

Curdos do Irã incomodam Turquia

A imprensa dos EUA tem publicado, com base em fontes anônimas, que a CIA [Agência Central de Inteligência] estaria tentando armar grupos separatistas curdos no Irã para lutarem contra o governo de Teerã.  

Espalhado por países como Turquia, Irã, Iraque e Síria, o povo curdo forma uma etnia própria que, em alguns casos, luta pela formação de um estado nacional, que seria o Curdiquistão.

O governo de Ancara é um dos adversários da autodeterminação nacional dos curdos, uma vez que o futuro Estado tomaria parte do território atual da Turquia. No Irã, há grupos curdos considerados separatistas e terroristas pelo governo local.

O analista militar e de geopolítica Robinson Farinazzo, oficial da reserva da Marinha do Brasil, alerta que a suposta estratégia de armar os curdos do Irã pode irritar Erdogan, aliado dos EUA na Otan.  

“O Curdiquistão independente não é uma coisa que os turcos querem. Com isso, temos uma incógnita bastante grande. Se começarem a apoiar os curdos contra o Irã, será que a Turquia vai gostar disso? A grande incógnita é como a Turquia vai agir nessa situação porque agora os interesses dela estão em risco”, disse à Agência Brasil.

Plano B dos EUA e Israel

O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine argumenta que o “plano B” de Washington e Tel Aviv para derrubar o regime de Teerã é justamente o apoio aos grupos separatistas curdos. Porém, ele ressalta que não há unidade entre a comunidade curda iraniana.

“Há uma parte disposta a tentar se colocar contra o governo e outra que não está disposta. Esse é um projeto muito perigoso para os curdos. A história já revelou que toda vez que os curdos são armados para se colocar contra um governo em favor dos EUA, em determinado momento eles são abandonados”, disse.

O especialista em Oriente Médio lembrou que o Irã atacou, nos últimos dias, posições de grupos curdos no norte do Iraque e dentro do próprio Irã, “para tentar demovê-los de qualquer ideia de entrar nesse tipo de ação”.

Para Zahreddine, não há, neste momento, outros grupos opositores com capacidade ou condições de enfrentar Teerã, como gostariam Israel e EUA, devido aos custos que esses grupos enfrentariam em meio a uma guerra de agressão estrangeira contra o Irã.

“Mesmo que tivesse uma posição doméstica contra o governo, eles estão vivendo 40 dias de luto pela morte do Khamenei e existe um aparato de segurança que é completamente fiel ainda ao regime”, completou.

O tempo a favor do Irã

Apesar dos números de poderio militar serem favoráveis aos EUA e a Israel, que contam com mais recursos que os iranianos, o tempo estaria a favor de Teerã, na avaliação do oficial da reserva da Marinha brasileira, Robinson Farinazzo.  

“Se o Irã resistir e essa guerra se prolongar mesmo, prolongar indefinidamente, isso vai ser o maior problema da história deles, desde a guerra do Vietnã. Aí vira um vietnã mesmo. você vai ter muito questionamento na sociedade americana”, comentou.

Zahreddine avalia que é “surpreendente” como o Irã tem conseguido resistir, o que mostraria um bom preparo após a guerra de 12 dias, em junho de 2025.

“Hoje eles produzem por volta de 150 drones por dia. Imagina os milhares de drones que são produzidos nesses nove meses para cá. Tem a produção também dos mísseis balísticos. Eles têm um arsenal para uma guerra longa. Agora, a questão é o quanto eles resistem aos intensos ataques dos EUA e Israel”, avaliou.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Assassinato de líder do Irã não vai provocar colapso do regime, diz historiadora

O assassinato do líder supremo do Irã, Aiatolá Khamenei, em meio a negociações diplomáticas representa uma escalada grave, imprevisível e de consequências incertas para o Oriente Médio. A avaliação é da historiadora Samira Adel Osman, professora de História da Ásia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora do Irã, em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição. Leia em TVT News.

Para ela, o ataque promovido pelos Estados Unidos — anunciado sob justificativas que classificou como “invenções” e “fanfarronices” — surpreendeu não apenas pela violência, mas pelo timing. “Isso aconteceu justamente no momento em que as negociações estavam em curso. Talvez o ataque surpresa tenha chocado ainda mais”, afirmou.

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Samira foi enfática ao classificar o episódio como assassinato. “Não há outro nome”, disse, ressaltando o peso simbólico da liderança suprema não apenas para o Estado iraniano, mas para os xiitas em diferentes países. Segundo a historiadora, trata-se de uma autoridade religiosa com estatura comparável à de um papa para os católicos, guardadas as diferenças institucionais entre islamismo e cristianismo.

Apesar da gravidade do episódio, ela rechaça a ideia de que a morte do líder provoque colapso institucional. “O Irã tem uma estrutura de poder bem estabelecida, que não se limita ao líder supremo e não acaba com a Presidência”, explicou. Há, segundo ela, múltiplas camadas de poder — incluindo assembleias, conselhos religiosos e estruturas militares — capazes de reorganizar rapidamente o comando do país.

Guarda Revolucionária como pilar

No centro dessa engrenagem está a Guarda Revolucionária Iraniana. Para Samira, trata-se do principal pilar político, militar, ideológico e moral do regime instaurado após a Revolução de 1979.

“A ideia de que se mata o líder e tudo desmorona, como um castelo de cartas, revela desconhecimento da estrutura iraniana”, afirmou. A Guarda, segundo ela, não atua apenas na proteção militar ou nos programas estratégicos, mas como guardiã dos princípios fundadores da República Islâmica.

A historiadora destacou que essa força não se restringe às grandes cidades. Sua capilaridade territorial permite presença em áreas periféricas e rurais, consolidando vínculos sociais e políticos que dificultam qualquer mudança abrupta de regime. “Seria necessário algo muito mais profundo do que a morte de um líder para desmontar essa estrutura”, avaliou.

Ela também considera improvável qualquer “virada de lado” da Guarda, como chegou a sugerir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ideologicamente, é a parte mais estruturada do poder. Não é algo que se desfaça por intervenção externa ou promessa de recomposição política”, afirmou.

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Uma pessoa segura uma foto do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques conjuntos dos EUA e de Israel, enquanto pessoas lamentam sua morte em uma praça em Teerã, em 1º de março de 2026. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989 e inimigo declarado do Ocidente, foi morto no primeiro ataque de uma ofensiva massiva dos EUA e de Israel que se estendeu por um segundo dia, em 1º de março, enquanto as duas potências buscam derrubar a república islâmica. (Foto de ATTA KENARE / AFP)

Preconceito e “orientalismo”

Samira criticou duramente a cobertura da mídia ocidental e brasileira sobre o conflito. Para ela, há uma leitura marcada por preconceitos históricos contra o mundo islâmico, que desumanizam sociedades inteiras e naturalizam ações violentas.

Ao comentar editoriais que relativizam o assassinato, a professora comparou a situação à hipótese de execução de um papa. “Imagine se o papa fosse assassinado e a reação fosse de ligeireza”, disse.

A análise dialoga com o conceito de “orientalismo” formulado por Edward Said. Segundo Samira, a construção histórica do Islã como ameaça permanente — associada a fanatismo, terrorismo e radicalismo — alimenta uma narrativa que legitima intervenções e guerras.

Ela lembrou que, ao longo das últimas décadas, aliados e inimigos dos Estados Unidos variaram conforme interesses estratégicos, citando como exemplos o Iraque de Saddam Hussein e o Talibã no Afeganistão. “Depende da conjuntura e dos interesses imperialistas”, afirmou.

No contexto pós-Guerra Fria, acrescentou, a dissolução da União Soviética eliminou o antigo antagonista ideológico. “Era preciso um novo inimigo. A ameaça vermelha foi substituída pela ameaça verde”, disse, em referência à cor associada ao Islã.

Emirados e alianças frágeis

Questionada sobre a posição dos países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, Samira avaliou que se trata de construções políticas e econômicas frágeis, sustentadas por interesses estratégicos e financeiros.

Ela apontou que a recente corrida de milionários por jatinhos privados para deixar Dubai após bombardeios ilustra o caráter artificial dessas formações estatais. “Se o país não existe como pátria para seu cidadão, a relação é instrumental”, observou.

Ainda assim, ponderou que a dinâmica regional é complexa e que qualquer desagregação dependerá de mudanças conjunturais profundas.

Cenário imprevisível no Irã

A historiadora evitou fazer prognósticos categóricos sobre os próximos passos do conflito. “Não consigo fazer futurologia. Estamos todos impactados”, afirmou, relatando inclusive conversas recentes com colegas iranianos pouco antes da notícia do assassinato.

Para ela, o risco maior é a escalada sem controle. “Neste caso, não se pode ter nenhuma previsão sobre qual será o próximo passo dos Estados Unidos”, disse.

Ao final, reiterou que o Irã não pode ser simplificado como uma ditadura homogênea. “Há eleições, há disputas internas, há complexidade institucional”, afirmou, defendendo que análises apressadas apenas reforçam estigmas e impedem a compreensão efetiva do cenário geopolítico.

Diante da centralidade da Guarda Revolucionária e da estrutura multicamadas do poder iraniano, Samira conclui que a aposta em desestabilização rápida tende ao fracasso. “Não me surpreenderia se, daqui a alguns dias, se anunciasse que acabou. Porque não é simples desmontar essa engrenagem”, afirmou.

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