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Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg quer empresa mais enxuta para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Insatisfeitos, funcionários da Meta expressam desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa.
  • A Meta prepara demissão de cerca de 8 mil trabalhadores, o que representa quase 10% do seu quadro global de colaboradores.
  • A companhia justifica as demissões, mesmo em um momento de lucratividade recorde, como redirecionamento de capital para a inteligência artificial.

O clima nos bastidores da Meta é de forte insegurança e descontentamento. De acordo com a revista Wired, funcionários já expressam abertamente o desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa, que inclui 16 semanas de indenização e 18 meses de plano de saúde custeado pela big tech.

Segundo a revista, o mais novo motivo do pânico é o corte de 8 mil postos de trabalho, que deve ocorrer mesmo em um momento de alta lucratividade da empresa. O número representa quase 10% do quadro global de colaboradores da Meta, e a previsão é que as demissões comecem na próxima quarta-feira (20/05).

No primeiro trimestre de 2026, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp faturou US$ 56,31 bilhões (mais de R$ 283 bilhões), um salto de 33% que marca seu ritmo de expansão mais acelerado desde 2021.

Por que demitir mesmo com lucros recordes?

A justificativa oficial da diretoria da Meta é o redirecionamento de capital para a inteligência artificial. Conforme um memorando divulgado pela Bloomberg, as demissões visam compensar gastos massivos com infraestrutura de IA, que devem somar até US$ 145 bilhões (R$ 730 bilhões) em 2026. A diretora financeira Susan Li destacou que a adoção de um modelo operacional mais enxuto ajudará a equilibrar o caixa.

O próprio CEO Mark Zuckerberg confirmou que os cortes refletem esses custos e não descartou novas reduções no segundo semestre. Desde 2022, a dona do Facebook já eliminou mais de 33 mil empregos, segundo a revista Fortune, acompanhando uma reestruturação que já soma 135 mil demissões em todo o Vale do Silício em 2026, conforme dados da plataforma Layoffs.fyi.

Cortes nos bônus e vigilância agressiva

A insatisfação interna aumentou após a Meta reduzir em 5% a fatia das bonificações anuais. Com a mudança, a remuneração média anual caiu quase 7%, passando para US$ 388.200 (cerca de R$ 2 milhões). Em contrapartida, a empresa tem oferecido pacotes multimilionários para atrair novos pesquisadores.

Para piorar a relação com a equipe, a companhia implantou em abril o software Model Capability Initiative nos EUA. O programa monitora cliques, digitação e faz capturas de tela para treinar modelos de IA que replicam o trabalho humano.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que o rastreamento é obrigatório para os funcionários, mas os escritórios na Europa ficaram de fora devido às restrições da Lei Geral de Proteção de Dados (GDPR).

Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Meta AI está integrada ao WhatsApp e em app próprio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Modo anônimo com privacidade total: A Meta AI recebeu uma função de conversa anônima que utiliza a tecnologia de Processamento Privado. Segundo a empresa, os dados são processados em um ambiente seguro que nem a própria Meta pode acessar, e as mensagens desaparecem por padrão após o uso.
  • Diferenciação dos concorrentes: O anúncio foca no fato de que, ao contrário de outros modos anônimos do mercado (como os do ChatGPT e Gemini), a solução da Meta não armazena as perguntas ou respostas para acesso interno, permitindo o compartilhamento de dados sensíveis, como finanças e saúde.
  • Novidades no horizonte: Além da disponibilidade imediata no WhatsApp e em um aplicativo dedicado, a Meta confirmou que lançará nos próximos meses a “conversa paralela”, um recurso que permitirá usar a IA dentro de outros chats para obter ajuda contextual sem interromper o fluxo da conversa principal.

Mais privacidade para os usuários. Essa é a promessa da Meta ao anunciar nesta terça-feira (12/05) a função de conversa anônima na Meta AI. A ferramenta está disponível dentro do WhatsApp e por meio de um aplicativo independente. A liberação começa hoje, de forma gradual, para todos os países onde a tecnologia está disponível.

O Tecnoblog participou de um bate-papo com o diretor-geral do WhatsApp, Will Cathcart, junto de outros veículos de imprensa da América Latina. Ele defendeu que a ferramenta é totalmente anônima e que a Meta não terá acesso a nenhum dado compartilhado com a inteligência artificial.

Como funciona o modo anônimo da Meta AI?

Conversa privada com a Meta AI (imagem: divulgação)

Cathcart explica que o projeto bebe da fonte da mesma tecnologia que faz o resumo das conversas no WhatsApp, batizada de Processamento Privado. Ela coleta informações, manda para a nuvem em um ambiente privado e depois destrói os dados. O executivo não chega a citar nomes, mas nitidamente está mirando no ChatGPT e Gemini, ferramentas concorrentes em que, mesmo na função anônima, os dados podem ficar armazenados e acessíveis para a OpenAI e o Google.

De acordo com Cathcart, a novidade permite que os usuários façam consultas que normalmente não gostariam de expor a uma IA que salva as conversas. Por exemplo, compartilhar documentos financeiros ou expor questões de saúde.

Sistema pode parar em assuntos muito sensíveis

Durante a conversa com jornalistas, o executivo disse que esta modalidade da Meta AI segue as mesmas diretrizes de segurança do serviço tradicional. Isso significa que, numa consulta envolvendo ideações suicidas, por exemplo, a ferramenta pode indicar maneiras de obter ajuda ou simplesmente parar de responder.

Nesta versão, a ferramenta não é capaz de gerar imagens. A função pode chegar no futuro, ainda segundo o executivo.

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

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Mark Zuckerberg testa IA para ajudá-lo a comandar a Meta

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg aposta em agente de IA como parte de mudanças na estrutura da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mark Zuckerberg está testando um agente de IA para auxiliar em suas funções como CEO da Meta.
  • Segundo o Wall Street Journal, a empresa tem acelerado o uso interno de IA com assistentes personalizados.
  • Demais funcionários já adotam ferramentas que acessam dados e interagem com colegas.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está testando um novo uso de inteligência artificial dentro da companhia: um agente pessoal criado para ajudá-lo diretamente em suas funções executivas. Segundo o The Wall Street Journal, a ferramenta ainda está em desenvolvimento.

O jornal afirma que o movimento é reflexo das novas diretrizes da Meta para acelerar o ritmo de trabalho e adaptar sua estrutura à concorrência com empresas nativas em IA.

Como funciona o agente de IA de Zuckerberg?

De acordo com pessoas familiarizadas com o projeto, o agente tem ajudado Zuckerberg oferecendo respostas rápidas a perguntas que antes exigiriam consultas internas mais demoradas. Como lembrou o WSJ, o CEO comentou a estratégia da empresa durante uma teleconferência em janeiro, na qual afirmou que a Meta está “investindo em ferramentas nativas de IA para que as pessoas consigam fazer mais”.

A criação desse tipo de ferramenta está alinhada a uma estratégia mais ampla da empresa de incentivar o uso de IA em diferentes níveis. Segundo Zuckerberg, as mudanças devem permitir que a companhia produza mais e com maior eficiência.

Internamente, funcionários já teriam adotado soluções semelhantes, como assistentes personalizados que acessam documentos, conversas e até interagem com colegas — ou com os agentes deles.

O Wall Street Journal também cita o “Second Brain”, uma ferramenta desenvolvida por um funcionário com base no Claude. O sistema funciona como um assistente capaz de organizar e consultar dados de projetos, sendo descrito como “pensado para funcionar como um chefe de gabinete com IA”.

Meta passa por reestruturação

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Agentes de IA atuam como assistentes para organizar dados e processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta também criou uma nova divisão de engenharia voltada a acelerar o desenvolvimento de modelos de linguagem, com uma estrutura mais enxuta e menos camadas de gestão. Em comunicado interno, a empresa destacou que está “projetando essa organização para ser nativa em IA desde o primeiro dia”.

O uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial já estaria impactando, inclusive, avaliações de desempenho dos funcionários.

Ao mesmo tempo, a transformação tem gerado percepções distintas dentro da Meta. O jornal afirma que alguns colaboradores veem o momento como produtivo e inovador, mas outros demonstram preocupação com possíveis impactos na força de trabalho, especialmente após as recentes rodadas de demissões.

A Meta, no entanto, entrou de cabeça nessa reorganização e já anunciou que vai trocar seus moderadores terceirizados por IA. A empresa chegou a ter mais de 87 mil funcionários durante a pandemia, reduziu esse número após demissões em massa e voltou a crescer, atingindo cerca de 78 mil empregados atualmente.

Mark Zuckerberg testa IA para ajudá-lo a comandar a Meta

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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“Desacato”: juíza repreende smart glasses durante audiência de Zuckerberg

Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom. Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

O depoimento de Mark Zuckerberg em um processo que acusa redes sociais de estimularem comportamentos nocivos em jovens começou com um aviso pouco comum. Logo no início da audiência, nos Estados Unidos, a juíza responsável deixou claro que qualquer pessoa utilizando óculos inteligentes para gravar o julgamento poderia responder por desacato à Justiça.

A advertência ocorreu no caso K.G.M. v. Meta et al., que discute o suposto design viciante de plataformas como Instagram e Facebook para crianças e adolescentes. O processo foi movido por uma jovem da Califórnia que associa anos de uso dessas redes a problemas de saúde mental.

Alerta direto contra gravações no tribunal

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg depôs em processo que acusa plataformas da Meta de estimular comportamentos nocivos em jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A juíza Carolyn Kuhl demonstrou preocupação específica com a capacidade de gravação dos smart glasses. Segundo ela, qualquer registro não autorizado da audiência pode gerar consequências imediatas. “Se você fez isso, deve apagar, ou será considerado em desacato ao tribunal”, afirmou a magistrada.

De acordo com as regras da Suprema Corte da Califórnia, gravações de áudio, vídeo ou fotos são proibidas nas salas de audiência. O descumprimento pode resultar em multas, expulsão do local ou outras sanções legais. O aviso ganhou ainda mais peso porque Zuckerberg chegou ao prédio acompanhado por uma comitiva, incluindo pessoas usando óculos inteligentes da própria Meta.

Os óculos smart da Meta estão à venda no Brasil. O Ray-Ban Meta custa a partir de R$ 3.299, enquanto outras versões com a Oakley saem por a partir de R$ 3.459. Definitivamente não é para todo tipo de bolso, apesar das condições facilitadas de pagamento, como o parcelamento em 18 vezes.

Por que os smart glasses viraram um problema?

ilustração sobre smart glasses ou óculos inteligentes
A capacidade de gravação dos smart glasses motivou alerta direto da juíza durante a audiência (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A popularização dos óculos inteligentes reacendeu debates sobre privacidade, especialmente em ambientes sensíveis. Embora modelos como os Meta Ray-Ban exibam um LED quando estão gravando, especialistas apontam que modificações podem ocultar esse sinal visual, aumentando o receio de registros não consentidos.

Casos recentes fora do ambiente judicial também alimentaram a controvérsia. Em 2025, um relato viral no TikTok descreveu o desconforto de uma cliente ao perceber que uma funcionária usava smart glasses durante um atendimento estético, mesmo com a empresa afirmando que os dispositivos permanecem desligados nessas situações.

No mérito do processo, Zuckerberg reconheceu que usuários podem mentir sobre a idade ao criar contas no Instagram, que oficialmente exige idade mínima de 13 anos. Documentos internos apresentados pelos advogados da acusação indicam que, em 2015, milhões de usuários americanos da plataforma tinham menos de 13 anos. A exigência formal da data de nascimento só passou a ser aplicada em 2019, período em que a autora da ação teria ingressado na rede aos 9 anos.

“Desacato”: juíza repreende smart glasses durante audiência de Zuckerberg

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como funcionam os óculos inteligentes e como eles podem auxiliar no dia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom.  Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Meta quer identificar conhecidos e desconhecidos em tempo real (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta planeja lançar ainda este ano um sistema de reconhecimento facial para óculos inteligentes.
  • Segundo o New York Times, o sistema pretende identificar pessoas em tempo real, acessando informações biográficas.
  • A plataforma enfrenta críticas sobre privacidade, mas aposta no ambiente político dos EUA para minimizar a resistência ao novo recurso.

A Meta planeja adotar, ainda em 2026, um sistema de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban e Oakley). O projeto, identificado internamente como “Name Tag”, pode permitir reconhecer pessoas em tempo real e acessar informações biográficas usando o Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa.

A informação é do jornal The New York Times, que obteve um documento interno sobre o projeto. De acordo com o arquivo, a Meta pretende aproveitar o atual “ambiente político dinâmico” dos Estados Unidos para lançar a tecnologia. A cúpula da empresa acredita que a atenção de críticos e grupos de defesa dos direitos civis estará voltada para outras pautas, o que reduziria a resistência ao novo recurso de monitoramento.

A segunda geração do Ray-Ban Meta é vendida no Brasil desde setembro do ano passado, por R$ 3.299.

Como funcionará o reconhecimento facial da Meta?

Mark Zuckerberg aparece de perfil no lado esquerdo de um palco iluminado, vestindo uma camiseta preta e calças cáqui, gesticulando enquanto fala. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ligadas ao projeto revelam que a Meta explora atualmente dois níveis de identificação. O primeiro foca em reconhecer pessoas que já possuem conexão com o usuário nas plataformas da empresa, como amigos no Facebook ou seguidores em comum no Instagram. O segundo nível, considerado mais sensível, permitiria identificar desconhecidos, caso possuam perfis públicos nas redes sociais da companhia.

O objetivo seria transformar o Meta AI em um consultor social. Ao olhar para alguém em um evento, o usuário receberia dados básicos de forma discreta. Segundo o New York Times, essa é a novidade que Zuckerberg quer tornar um diferencial de mercado. Vale lembrar que a OpenAI já trabalha no desenvolvimento de hardwares próprios.

Além do Name Tag, o laboratório de hardware da Meta, o Reality Labs, trabalha no projeto “super sensor”. Esse dispositivo manteria câmeras e sensores operando o dia todo para registrar o cotidiano do usuário.

O sistema poderia, por exemplo, emitir lembretes de tarefas assim que o usuário fizesse contato visual com um colega de trabalho, cruzando a imagem facial com uma lista de pendências.

Projeto é antigo

Documentos internos indicam que a Meta considerou incluir a função já na primeira geração dos Ray-Ban Meta, em 2021, mas recuou devido a limitações técnicas e ao clima político desfavorável, conforme relatado pelo BuzzFeed News. O cenário mudou em janeiro de 2025, quando a Meta relaxou seus processos de revisão de riscos de privacidade.

Vale lembrar que a big tech possui um histórico financeiro pesado nesse setor: a empresa pagou uma multa recorde de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) à Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos EUA focada na proteção do consumidor, por violações de privacidade.

Outros US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) foram pagos para resolver processos nos estados de Illinois e Texas, onde foi acusada de coletar dados faciais sem permissão.

A estratégia agora, no entanto, marca uma guinada da empresa de Mark Zuckerberg no mercado de vestíveis e ocorre em um momento de fortalecimento. Segundo dados recentes divulgados pela EssilorLuxottica, a parceria com a Meta já resultou na venda de mais de sete milhões de óculos inteligentes apenas em 2024, consolidando o acessório como um sucesso comercial.

Acessibilidade x Vigilância

Imagem mostra capturas de tela de vários vídeos do TikTok gravados com smart glasses
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (imagem: reprodução)

Para tentar melhorar a percepção do público, a Meta tem focado na utilidade social da ferramenta para pessoas com deficiência visual. A empresa colabora com organizações como a Be My Eyes para integrar a IA de reconhecimento aos óculos, que classifica a ferramenta como “poderosa e transformadora” para garantir autonomia a usuários PCDs.

Entretanto, o uso da tecnologia nas ruas levanta alertas de vigilância. Um dos argumentos é que o reconhecimento facial vestível representa uma “ameaça ao anonimato” da vida cotidiana.

O potencial de mau uso já foi visto fora dos laboratórios da Meta. Em 2024, estudantes de Harvard integraram os óculos Ray-Ban Meta ao motor de busca facial PimEyes para identificar estranhos no metrô de Boston em tempo real. O experimento viralizou e expôs a fragilidade da sinalização do produto — que utiliza apenas um pequeno LED branco para avisar que a câmera está gravando.

Em janeiro deste ano, conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses também viralizaram no TikTok e Instagram, com milhões de visualizações.

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

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Recurso pode ser capaz de identificar conhecidos e desconhecidos com apoio da Meta AI. Projeto envolve identificação em tempo real e sensores ativos o dia todo.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (Imagem: Reprodução/Instagram)
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Ex-chefe da Meta diz que benchmarks do Llama 4 foram manipulados

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta aposta em LLMs para chegar à superinteligência (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta manipulou testes do Llama 4, usando variantes diferentes do modelo para otimizar resultados, o que levou à perda de confiança de Mark Zuckerberg no departamento de IA.
  • Como consequência, a Meta investiu US$ 15 bilhões na Scale AI e nomeou Alexandr Wang para liderar uma nova unidade de pesquisa em IA, além de contratar cientistas de elite com bônus de até US$ 100 milhões.
  • Yann LeCun, ex-chefe de IA da Meta, criticou a estratégia da empresa e fundou sua própria startup, a AMI Labs, em Paris, para focar em treinamentos de IA com vídeos e dados espaciais.

Yann LeCun, ex-chefe do departamento de inteligência artificial da Meta, confirmou que a empresa “manipulou um pouco” os testes de benchmarking do Llama 4. Segundo o executivo, os engenheiros usaram diferentes variantes do modelo em cada uma das provas para otimizar os resultados.

A declaração de LeCun, dada em uma entrevista ao Financial Times, retoma uma polêmica da época do lançamento do Llama 4, em abril de 2025. Poucos dias após o anúncio, especialistas observaram que os testes foram feitos com um modelo diferente do liberado para o público. Na ocasião, a Meta afirmou que usou diversas versões experimentais e que todas tiveram bons resultados.

A situação ficou mais feia quando usuários e desenvolvedores começaram a usar o Llama 4 e ficaram desapontados com o desempenho do modelo em condições reais.

Quais foram as consequências da manipulação?

LeCun relata que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, não gostou da atitude e “basicamente perdeu a confiança em todos os envolvidos”. A resposta, nas palavras do ex-líder de IA, foi imediata, com a decisão de “jogar para escanteio” toda a organização de IA generativa. O cientista contou que “muitos já saíram, e muitos que ainda não saíram vão sair”.

A companhia, então, mudou sua estratégia: investiu US$ 15 bilhões na Scale AI e colocou Alexandr Wang, CEO da startup, para chefiar uma unidade de pesquisa em modelos de IA. Além disso, a empresa fez diversas contratações, atraindo cientistas de elite de concorrentes com bônus de até US$ 100 milhões.

LeCun critica estratégia da Meta

Alexandr Wang
Wang, CEO da Scale AI, assumiu chefia de IA da Meta (foto: Dlabrot/reprodução)

LeCun passou a ser chefiado por Wang — e não gostou. Na entrevista para o FT, ele dispara: o novo líder “não tem experiência em pesquisa ou como fazer pesquisas”. O até então chefe de IA da Meta tem um currículo acadêmico de peso, incluindo um prêmio Turing por seu trabalho com redes neurais profundas.

Além disso, LeCun discordou dos rumos da empresa, que aposta alto em escalar modelos de linguagem de larga escala (LLMs). Ele considera que esse tipo de IA não é capaz de atingir a superinteligência tão desejada por Zuckerberg. “Minha integridade como cientista não me permite fazer isso”, ressalta.

O cientista defende que os LLMs não conseguem processar informações suficientes para desenvolver inteligência. Para LeCun, uma criança de quatro anos recebe 50 vezes mais dados do que o presente em todos os textos publicados na internet.

Ele explica que tentar fazer um modelo desse tipo desenvolver inteligência é como tentar aprender carpintaria lendo todos os livros já publicados sobre madeira, mas sem tocar em um martelo. Por isso, o pesquisador acredita que treinamentos com vídeos e dados espaciais são necessários para a IA conseguir um aprendizado baseado em física.

Fora da Meta, LeCun criou sua própria startup, a AMI Labs. Ela tem sede em Paris, e seu fundador diz que há um motivo para isso. “O Vale do Silício está completamente hipnotizado por modelos generativos, então você tem que fazer esse tipo de trabalho longe de lá”, explica.

Com informações do Implicator.ai

Ex-chefe da Meta diz que benchmarks do Llama 4 foram manipulados

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Wang, CEO da Scale AI, é considerado um prodígio da inteligência artificial (foto: Dlabrot/reprodução)
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Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é o programador e empresário conhecido por ser o cocriador do Facebook em 2004. Ele iniciou sua formação em Harvard, onde cursava Ciências da Computação e Psicologia, mas abandonou os estudos para focar na expansão da rede social.

Atualmente, ele comanda a Meta, empresa que detém o controle de grandes plataformas como o Instagram e o WhatsApp. A carreira de Zuckerberg é focada na evolução das redes sociais e no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o futuro do metaverso.

Como CEO da Meta, Zuckerberg é um dos responsáveis por moldar o futuro da tecnologia e liderar iniciativas de inovação que conectam bilhões de usuários ao redor do mundo. Além disso, ele investe em filantropia e ciência por meio da Chan Zuckerberg Initiative.

A seguir, saiba mais sobre a história de Mark Zuckerberg, sua trajetória profissional e as empresas que fazem parte da Meta. Também descubra a importância do executivo para o mercado tecnológico.

Quem é Mark Zuckerberg?

Mark Zuckerberg é o cofundador e CEO da Meta, conglomerado que controla plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. O programador norte-americano é uma das figuras mais influentes na evolução da conectividade e do metaverso.

Nascido em 14 de maio de 1984, em White Plains (Nova York), ele se destacou precocemente em Harvard ao demonstrar talento precoce para a computação desde a juventude. Atualmente, foca sua atuação no desenvolvimento de inteligência artificial e em projetos filantrópicos por meio da Chan Zuckerberg Initiative.

Qual é a formação de Mark Zuckerberg?

Zuckerberg estudou na Phillips Exeter Academy e ingressou em Harvard em 2002 para cursar Ciências da Computação e Psicologia. Durante o segundo ano na faculdade, desenvolveu o Facebook e decidiu abandonar a graduação para focar na empresa.

Apesar de não ter concluído o currículo acadêmico regular, ele se dedicou integralmente à expansão da rede social. Em 2017, Harvard lhe concedeu um doutorado honorário, simbolizando seu reconhecimento e sucesso profissional.

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da Meta
Mark Zuckerberg abandonou a faculdade de Ciências da Computação para focar no Facebook, hoje chamado de Meta (imagem: Reprodução/Meta)

Qual é a carreira profissional de Mark Zuckerberg?

A trajetória profissional de Zuckerberg começou em 2004 com a criação do Facebook no campus de Harvard, expandindo-se rapidamente após aportes de capital de risco. Sob sua liderança, a startup recusou propostas de aquisição e transferiu a sede para o Vale do Silício.

Ele comandou a abertura de capital da rede social em maio de 2012, seguida da agressiva estratégia de expansão por meio de fusões. Assim, Zuckerberg consolidou o domínio do mercado ao adquirir plataformas fundamentais como a rede social Instagram e o mensageiro WhatsApp.

Em 2021, o executivo reposicionou a holding como Meta Platforms para liderar a tecnologia do metaverso e de inteligência artificial. O foco atual reside na integração de hardware de realidade virtual e no desenvolvimento de modelos de linguagem de código aberto.

Atualmente, Zuckerberg exerce os cargos de CEO e presidente da Meta, sendo uma das figuras mais influentes da tecnologia mundial. Paralelamente, ele gerencia a Chan Zuckerberg Initiative, organização voltada para o avanço da ciência e da educação mundial.

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Desde que alterou o nome para Meta em 2021, Zuckerberg tem guiado a empresa pelo caminho do metaverso e inteligência artifícial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as empresas de Mark Zuckerberg?

As empresas de Mark Zuckerberg estão centralizadas na Meta Platforms, conglomerado com foco na inovação em redes sociais, inteligência artificial e tecnologia de realidade virtual:

  • Facebook: plataforma de rede social com bilhões de usuários que permite às pessoas criar perfis para se conectar com amigos, familiares e comunidades, funcionando como um centro de compartilhamento pessoal;
  • Messenger: mensageiro instantâneo gratuito da Meta que conecta contatos pessoais e profissionais por meio de mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo;
  • Instagram: a rede social Instagram é focada no compartilhamento visual de fotos e vídeos, sendo um pilar fundamental para criadores de conteúdo e e-commerce mundial;
  • WhatsApp: o WhatsApp é um mensageiro instantâneo essencial para a comunicação privada e corporativa, oferecendo criptografia de ponta a ponta e ferramentas de negócios;
  • Threads: a plataforma Threads do Instagram foca em interações baseadas em texto e conversas públicas, competindo diretamente no mercado de microblogs com atualizações em tempo real;
  • Meta AI: a assistente Meta AI integra recursos de IA generativa aos aplicativos e dispositivos da Meta, sendo alimentado por modelos Llama para responder perguntas, criar conteúdo e aprimorar experiências digitais;
  • Reality Labs: divisão dedicada ao desenvolvimento do metaverso e hardwares avançados, como os óculos de realidade virtual Quest e os dispositivos de realidade aumentada.

Qual é a diferença entre Meta e Facebook?

A Meta Platforms é a empresa-mãe que detém e coordena tecnologias focadas em redes sociais, inteligência artificial e o desenvolvimento do metaverso. Ela funciona como a estrutura corporativa superior que gerencia marcas globais e define a visão estratégica de todo o grupo.

O Facebook é o serviço de rede social e a plataforma original criada em 2004, agora operando como uma subsidiária. Atualmente, ele é apenas um dos diversos produtos oferecidos pela Meta, coexistindo ao lado de outros aplicativos como Instagram e WhatsApp.

A principal diferença entre Meta e Facebook reside na hierarquia: a Meta é a organização que toma as decisões financeiras e de infraestrutura, enquanto o Facebook é a plataforma onde os usuários interagem diretamente.

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Liderada por Zuckerberg, a Meta abrange vários outros serviços como Instagram e WhatsApp (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Mark Zuckerberg?

O patrimônio de Mark Zuckerberg é estimado em cerca de US$ 229 bilhões, de acordo com dados da Forbes. Essa fortuna provém majoritariamente da participação na Meta, consolidando-o como a sexta pessoa mais rica do mundo.

De onde vem a fortuna de Mark Zuckerberg?

A fortuna de Mark Zuckerberg provém de sua participação na Meta Platforms, valorizadas por receitas publicitárias e pelo desempenho das ações. Com cerca de 13% da empresa, ele mantém o controle acionário e concentra a riqueza no crescimento da big tech.

O executivo não possui riqueza herdada, pois vem de uma família de classe média onde os pais eram dentista e psiquiatra. Sua ascensão é puramente empreendedora, sem suporte de heranças significativas ou capitais familiares preexistentes.

Qual é a importância de Mark Zuckerberg para o mercado tecnológico?

Zuckerberg moldou a comunicação global ao fundar o ecossistema que integra bilhões de usuários, definindo padrões mundiais de conectividade e publicidade. Como dono da Meta, ele dita o ritmo da inovação ao priorizar o desenvolvimento de infraestrutura de realidade aumentada e modelos de linguagem.

Sua liderança é estratégica ao democratizar o acesso à inteligência artificial com o projeto Llama, desafiando o monopólio de outras gigantes do setor. Essa movimentação acelera a competição no mercado, forçando a evolução constante de assistente digitais e novas interfaces de hardware vestível.

Ao integrar “superinteligência” em suas plataformas, Zuckerberg consolida a Meta como um pilar econômico indispensável para o marketing digital e desenvolvedores. Suas decisões não apenas valorizam as ações da empresa, mas moldam os aspectos técnicos da próxima década de interação humana.

Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da Meta (Imagem: Reprodução/Meta)

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta pode abandonar código aberto e lançar IA paga

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Projeto Avocado sinaliza fim da era exclusivamente open source na Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta planeja lançar o modelo Llama 4 em 2026, abandonando o código aberto para competir com OpenAI e Google.
  • A reestruturação visa priorizar a lucratividade, com investimentos de US$ 600 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA.
  • O desenvolvimento do modelo Avocado envolve o uso de dados de concorrentes e cortes em outras divisões da empresa.

A Meta estaria reestruturando a divisão de inteligência artificial para priorizar a lucratividade e o controle da tecnologia, de acordo com uma reportagem da agência Bloomberg. Com isso, a empresa de Mark Zuckerberg se afastaria da filosofia de código aberto que ela própria defendeu nos últimos anos.

O cerne da questão seria o modelo Llama 4, que ainda não foi lançado, mas já se tornou alvo de críticas por suposta manipulação de testes de desempenho. Ele está previsto para chegar ao mercado em meados de 2026 e deve ser um produto rigorosamente controlado pela Meta.

Por que a Meta decidiu mudar a estratégia?

Fontes ligadas à empresa relataram à Bloomberg que a transição foi acelerada após o cancelamento de um projeto intermediário chamado Behemoth. Desapontado com a trajetória dele, Zuckerberg teria descartado a ideia para focar numa nova arquitetura batizada de Avocado.

A mudança também responde a pressões financeiras. Segundo informações de reportagens da Bloomberg e do The Verge, o plano é alinhar a companhia aos modelos de negócios das rivais OpenAI e Google, buscando rentabilizar os investimentos trilionários no setor de IA.

Investidores de Wall Street têm questionado os gastos da Meta. Zuckerberg prometeu desembolsar US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3,2 trilhões) em projetos de infraestrutura nos Estados Unidos nos próximos três anos, a maioria relacionada à inteligência artificial. O modelo de código aberto dificulta a monetização necessária para justificar as despesas.

Treinamento com tecnologia rival e desafios

O desenvolvimento do Avocado é de responsabilidade de um grupo de elite recém-formado por Zuckerberg, denominado TBD Lab. Para treinar o novo modelo, a equipe está utilizando dados extraídos de sistemas concorrentes, como Gemma (Google), gpt-oss (OpenAI) e Qwen (da gigante chinesa Alibaba).

Alexandr Wang
Sob liderança de Alexandr Wang, novo modelo fechado será treinado com dados de rivais (foto: reprodução/Dlabrot)

Para financiar essa nova aposta, a gigante da tecnologia já realizou cortes. A unidade de pesquisa acadêmica (FAIR) sofreu redução de pessoal e verbas foram desviadas da divisão de realidade virtual e metaverso, sinalizando uma nova prioridade da empresa.

Além dos desafios técnicos, a Meta enfrenta obstáculos regulatórios. O uso interno do termo “superinteligência” para descrever projetos de longo prazo gerou reações negativas em pesquisas de mercado. Legisladores, especialmente na União Europeia, associam o termo a riscos de segurança descontrolados.

Meta pode abandonar código aberto e lançar IA paga

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Wang, CEO da Scale AI, é considerado um prodígio da inteligência artificial (foto: Dlabrot/reprodução)
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Executivo da Meta indica IA e quer funcionários 5x mais eficientes

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta quer fazer da IA um hábito, segundo o executivo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O vice-presidente de metaverso da Meta, Vishal Shah, defende o uso da IA para aumentar a produtividade em até cinco vezes.
  • Segundo Shah, o objetivo é que a IA seja um hábito cotidiano, adotado amplamente entre os funcionários.
  • A empresa ainda enfrenta baixa adesão e altos custos no metaverso, enquanto investe no desenvolvimento de uma “superinteligência” artificial.

O vice-presidente de metaverso da Meta, Vishal Shah, enviou uma mensagem interna aos funcionários defendendo que o uso de inteligência artificial deve multiplicar a produtividade da equipe por cinco. A orientação faz parte de uma iniciativa chamada AI4P (AI for Productivity), voltada a incentivar o uso da tecnologia em todos os setores da companhia — não apenas na engenharia.

Na mensagem, obtida pelo site 404 Media, Shah reforça que a ideia não é buscar pequenas melhorias, mas uma mudança de mentalidade sobre o papel da IA no trabalho. Segundo ele, o objetivo é que a ferramenta se torne um hábito cotidiano, e não apenas uma curiosidade tecnológica.

“Trabalhar cinco vezes mais rápido

De acordo com o executivo, a proposta é que os profissionais da Meta usem a IA para eliminar barreiras e acelerar processos criativos e técnicos. Isso vale tanto para desenvolvedores quanto para designers, gerentes de produto e equipes interdisciplinares.

“Nosso objetivo é simples, mas audacioso: fazer da IA um hábito, não uma novidade”, escreveu Shah. “Isso significa priorizar o treinamento e a adoção para todos, de modo que o uso da IA se torne algo natural — assim como qualquer outra ferramenta da qual dependemos.”

Ele acrescentou que o conceito vai além da automação de tarefas repetitivas: “Quero ver gerentes de produto, designers e parceiros multifuncionais arregaçando as mangas, construindo protótipos, corrigindo bugs e expandindo os limites do que é possível”.

Shah explicou ainda que a ambição é reduzir drasticamente o tempo de desenvolvimento de ideias. “Imagine um mundo onde qualquer pessoa possa prototipar uma ideia rapidamente, e os ciclos de feedback sejam medidos em horas — não em semanas. Esse é o futuro que estamos construindo.”

Metaverso ainda é desafio para a Meta

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta quer IA para impulsionar produtividade e inovação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A mensagem chega em meio aos esforços da Meta para revitalizar seu ambicioso projeto de metaverso, lançado com grandes expectativas, mas que ainda enfrenta baixa adesão e custos elevados. A empresa já investiu dezenas de bilhões de dólares na iniciativa desde quando Mark Zuckerberg a renomeou para refletir sua aposta em realidade virtual e aumentada.

Paralelamente, a Meta também mantém um laboratório dedicado ao desenvolvimento de uma “superinteligência” artificial — embora parte dos pesquisadores contratados tenha desistido do projeto e retornado à OpenAI.

Com informações da 404 Media

Executivo da Meta indica IA e quer funcionários 5x mais eficientes

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

Imagem mostra o logotipo do Facebook em um fundo de cor azul bebê. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Facebook busca recuperar relevância entre usuários mais jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta anunciou novos recursos e aprimorou o algoritmo de recomendação de vídeos do Facebook.
  • A plataforma agora mostra até 50% mais Reels por dia e inclui o recurso “bolhas de amigos”, que destaca curtidas e interações sociais.
  • O objetivo é atrair usuários mais jovens e competir diretamente com o TikTok.

O Facebook continua seu movimento para se aproximar do TikTok. Ontem (07/10), a Meta anunciou uma série de mudanças voltadas aos Reels. Entre as novidades, está o aprimoramento do sistema de recomendações dos vídeos, que agora deve aprender mais rapidamente os interesses dos usuários e exibir conteúdos recentes e mais relevantes.

A atualização faz parte da estratégia da empresa para revitalizar a rede social e reconquistar o público mais jovem — algo que Tom Alison, vice-presidente global da plataforma, comentou com exclusividade ao Tecnoblog. Segundo Alison, o foco é atrair usuários entre 18 aos 29 anos.

Mark Zuckerberg também tem destacado desde o início deste ano que está “animado para voltar ao Facebook original”. As alterações nos vídeos refletem essa tentativa, especialmente nos de curta duração, que dominam a plataforma rival.

Quais são as novas funções lançadas pela Meta?

GIF animado mostra o novo recurso bolha de amigos nos Reels do Facebook. Ele exibe o rosto do perfil que curtiu o mesmo vídeo curto no cantor inferior esquerdo
“Bolhas de amigos” exibe um balão flutuante com a foto de amigos que curtiram o mesmo Reels (imagem: divulgação)

De acordo com a empresa, o Facebook agora exibe 50% mais Reels publicados no mesmo dia, o que significa que os usuários devem ver com mais frequência vídeos novos de criadores que seguem ou que o algoritmo considera interessantes. Outra adição é o recurso “bolhas de amigos”, que mostra no canto inferior esquerdo do vídeo quando um amigo já curtiu aquele conteúdo.

A Meta afirma que a ideia é reforçar o aspecto social da plataforma. “Ver as curtidas dos seus amigos sempre foi parte essencial da experiência no Facebook, e estamos criando recursos — como as bolhas — que nos reconectam às nossas origens”, explicou a empresa em comunicado.

Além disso, ao tocar na bolha, o usuário pode abrir um chat privado para comentar o vídeo diretamente com o amigo, incentivando mais interações dentro do aplicativo.

Meta tenta recuperar tempo perdido com os jovens

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Zuckerberg renova o Facebook com foco em vídeos curtos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A companhia tem investido pesado para que o Facebook volte a crescer entre as gerações mais novas — e não apenas com vídeos. No mês passado, a rede reintroduziu o recurso “cutucar”, implementou novos filtros de privacidade e ajustou o feed para priorizar conteúdos recomendados por IA.

Esses esforços parecem surtir efeito: segundo o último relatório de resultados da Meta, o tempo gasto assistindo a vídeos no Facebook aumentou mais de 20% em relação ao ano anterior.

Em junho, a empresa já havia anunciado que todos os vídeos da plataforma passariam a ser Reels, sem limite de duração, consolidando de vez o formato na rede.

Com informações do The Verge

Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

Facebook (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

GIF mostra a interface do Meta Vibes. À esquerda, uma miniatura mostra um personagem peludo e laranja, com dois olhos redondos, sentado em uma motocicleta e segurando uma caixa. No centro, um círculo gradiente em tons de azul, roxo e rosa representa uma paleta de cores. No centro-superior, uma barra mostra o texto "Remix". À esquerda do círculo, estão os botões "Add music", "Change image" e "Change animation". À direita do círculo, estão miniaturas de diversas imagens, incluindo um gato de óculos de sol e pepinos nos olhos, e um carro em uma paisagem com pôr do sol.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (GIF: reprodução)
Resumo
  • Meta lançou o Vibes, um feed de vídeos curtos criados por inteligência artificial, disponível no app Meta AI e no site meta.ai.
  • O formato é semelhante ao TikTok e Reels e permite gerar vídeos do zero ou remixar clipes com opções de personalização.
  • Pelo menos nessa fase inicial, a empresa desenvolve o Vibes em parceria com a Midjourney e Black Forest Labs.

A Meta anunciou ontem (25/09) o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por inteligência artificial. Disponível no app Meta AI e na versão web (meta.ai), a novidade lembra o TikTok e o Reels, mas com um diferencial: todo o conteúdo é criado por IA.

O CEO Mark Zuckerberg mostrou em uma publicação no Instagram exemplos de vídeos criados pelo sistema: criaturas felpudas saltando entre cubos, um gato sovando massa de pão e até a simulação de uma mulher tirando selfie em uma sacada com vista para o Egito Antigo.

Como funciona o Vibes?

Três imagens geradas por inteligência artificial são exibidas lado a lado em formato de story. A primeira imagem, à esquerda, mostra várias criaturas fofas, redondas e peludas, em tons de branco e rosa. A segunda, no centro, é uma foto de um **gatinho ruivo** filhote usando um chapéu de padeiro e amassando uma massa de pão em uma cozinha rústica. A terceira, à direita, mostra uma **mulher vestida como a rainha Cleópatra** egípcia, tirando uma *selfie* com um celular em uma varanda com vista para um vale montanhoso e um rio ao pôr do sol.
Mark Zuckerberg compartilhou exemplos de vídeos criados no Vibes (imagem: reprodução)

De acordo com a Meta, o feed exibe vídeos feitos tanto por criadores quanto por outros usuários. O algoritmo da plataforma deve personalizar o conteúdo ao longo do tempo, mas o público terá a opção de gerar vídeos do zero ou remixar clipes já existentes no feed, adicionando novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo antes da publicação.

Os vídeos podem ser postados diretamente no Vibes, enviados por mensagem privada ou compartilhados em outras plataformas da empresa, como Instagram e Facebook.

O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, explicou que, nesta fase inicial, a empresa conta com parcerias externas com os geradores de imagens de IA Midjourney e o Black Forest Labs para a primeira versão do Vibes, enquanto ainda desenvolvem seus próprios modelos.

Duas telas de celular mostram a interface do Meta Vibes. A tela à esquerda tem o título "Restyle" e mostra duas fotos: a superior é de quatro pessoas sorrindo em um parque; a inferior é de uma mulher com uma jaqueta branca. Abaixo, o texto "90s hip-hop". A tela à direita tem o título "Remix" e mostra uma foto de um monstro peludo e laranja em pé em uma rua molhada, segurando um guarda-chuva preto.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)

Novidade contraditória?

A recepção inicial não foi tão positiva, pelo menos na publicação de Zuckerberg. Nos comentários, usuários afirmam que “ninguém quer” esse tipo de recurso, e que a novidade é “lixo de IA”.

Vale lembrar: em julho, o Facebook anunciou medidas para barrar conteúdo inautêntico criado por IA. Antes, o YouTube começou a adotar ações no mesmo sentido.

Contudo, todo o setor de IA da Meta está passando por uma reestruturação. Em junho, a empresa criou o Meta Superintelligence Labs, mas após a saída de pesquisadores importantes precisou reorganizar a área em quatro frentes: modelos de base, pesquisa, integração em produtos e infraestrutura.

Com informações do TechCrunch

Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

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