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Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

Fedora Linux 44 com ambiente Gnome
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Distribuição Fedora 44 é lançada em variantes com ambientes de desktop Gnome 50 e KDE Plasma 6.6;

  • nova versão inclui kernel Linux 6.19 e suporte ao NTSync para otimizar a execução softwares de Windows;

  • Fedora 44 era esperado para 14 de abril; distribuição chegou com um atraso de duas semanas.

A versão final do Fedora 44 era esperada para 14 de abril. Houve um atraso de duas semanas, mas aqui está a distribuição. Ela chega com o Gnome 50 na variante principal, bem como com o Plasma 6.6 para quem prefere o ambiente de desktop da KDE.

Fedora 44 Workstation (a variante com Gnome 50)

Se você simpatiza com o Gnome, deve escolher o Fedora Linux 44 Workstation para contar com esse ambiente. Lançado em março deste ano, o Gnome 50 traz algumas novidades interessantes. As que os próprios desenvolvedores do Fedora destacam são estas:

  • mais recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual);
  • função de área de trabalho remota com desempenho aprimorado;
  • visualizador de documentos, gerenciador de arquivos e calendário (agenda) melhorados.

Vale destacar também que o Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland, considerado mais moderno e seguro. Com isso, o antigo mecanismo X11/X.Org acabou sendo aposentado.

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50
O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 KDE Plasma Desktop

Já a variante com KDE é baseada no Plasma 6.6, como já dito. Aqui, os recursos de destaque incluem um gerenciador de login renovado e, principalmente, mais opções de personalização.

Os desenvolvedores do Fedora ressaltam ainda que o processo de instalação desta variante foi simplificado, “permitindo que você configure facilmente o Fedora KDE Plasma Desktop no computador de um amigo ou ente querido”.

É interessante esta “abordagem dupla” da distribuição. Embora a variante com Gnome continua sendo a proposta padrão, os desenvolvedores também dão a merecida atenção à opção com KDE Plasma.

O que mais há de novo no Fedora Linux 44?

Independentemente do ambiente de desktop escolhido, o Fedora Linux 44 traz o Linux 6.19 como kernel padrão. O kernel Linux 7.0 já está disponível (e, inclusive, foi implementado no também recém-lançado Ubuntu 26.04), razão pela qual pode chegar à distribuição em uma atualização próxima.

Outro atributo da nova versão está na ativação do módulo de kernel NTSync para pacotes específicos, como aqueles ligados ao Wine (executa aplicativos de Windows no Linux) e à plataforma Steam. O NTSync tem a função de melhorar a compatibilidade e o desempenho de softwares Windows no Linux, e isso deve agradar em cheio à comunidade gamer.

Os desenvolvedores do Fedora explicam que a ativação para pacotes específicos permite que o NTSync seja configurado automaticamente nas próximas inicializações, dispensando o usuário de ter que fazer esse trabalho manualmente.

Como sempre, também há um pacote de softwares. Para desenvolvedores, por exemplo, a distribuição traz: Ansible 13, CMake 4.0, Golang 1.26, LLVM 22, PHP 8.5 e Ruby 4.0.

Já na categoria produtividade encontramos softwares como o Firefox 150 e o pacote de escritório LibreOffice 26.2.

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19
Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Fedora Linux 44?

O Fedora 44 pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a versão Workstation para usar o Gnome ou a versão KDE Plasma Desktop para contar com esse ambiente.

Para gerar um pendrive de instalação ou para teste (o modo “live” que aparece nas imagens deste texto), fica a dica de usar o Fedora Media Writer. Com versões para Windows, macOS e Linux, a ferramenta é de uso bastante fácil, sendo capaz inclusive de baixar automaticamente a imagem da variante que você escolher.

Também é possível usar o Rufus para criar o pendrive.

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Xbox voltou a ser o centro da divisão de jogos da Microsoft (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerrou a marca “Microsoft Gaming” e voltou a adotar “Xbox” como identidade central da divisão de games.
  • A mudança foi anunciada pela CEO Asha Sharma em reunião interna.
  • Medida acompanha a redução no preço do Game Pass Ultimate, que ficou 36% mais barato no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 ao mês.

A Microsoft decidiu abandonar de vez a marca Microsoft Gaming. A partir de agora, o nome Xbox volta a ser a identidade central e oficial da companhia no mercado de games. A mudança foi anunciada pela nova CEO da divisão, Asha Sharma, durante uma reunião interna com funcionários nesta semana.

Segundo informações apuradas pelo The Verge, o cancelamento do selo — criado em 2022 na gestão de Phil Spencer para englobar consoles, PC, nuvem e mobile — é uma tentativa de reaproximar a gigante da tecnologia dos jogadores. A sede da companhia, inclusive, já exibe um novo logotipo do Xbox, além de mensagens nas paredes sobre “o retorno do Xbox” e o foco em “grandes jogos”.

Straight up. No stops. 💚 pic.twitter.com/hTGpUwFyB3

— Stein (@steinekin) April 22, 2026

A movimentação de bastidores prepara o terreno para o próximo grande passo da marca: o Project Helix. Esse é o codinome interno do sucessor do Xbox Series X/S, que promete uma arquitetura híbrida com suporte nativo a jogos de PC.

Game Pass Ultimate ficou mais barato no Brasil

A reestruturação acompanha um fôlego financeiro para os assinantes. A mensalidade do Game Pass Ultimate caiu 36% no Brasil, passando de R$ 119,90 para R$ 76,90. O PC Game Pass também foi reduzido e agora custa R$ 59,99.

A medida tenta conter a fuga de usuários gerada pelo aumento agressivo de quase 100% aplicado em outubro do ano passado. Recentemente, Sharma admitiu que o serviço havia ficado “caro demais” e que a relação custo-benefício precisava ser ajustada para manter a plataforma atrativa.

Os planos Essential e Premium (antigos Core e Standard) não sofreram alterações e seguem custando R$ 43,90 e R$ 59,90 por mês, respectivamente.

Fim do Day One para Call of Duty

O alívio no preço da mensalidade, no entanto, custou uma das grandes promessas da plataforma após a aquisição da Activision Blizzard. A Microsoft reverteu sua estratégia e encerrou a inclusão de lançamentos da franquia Call of Duty no primeiro dia (o chamado Day One) no catálogo do Game Pass.

Títulos inéditos da franquia não chegarão mais de imediato aos planos Ultimate e PC. Com a nova regra, os jogadores precisarão aguardar um hiato de aproximadamente um ano, com os novos jogos de tiro desembarcando no serviço apenas na temporada de festas do ano seguinte ao lançamento oficial.

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
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iPhone 15 cai 47% em oferta por até 12x sem juros na loja Magalu no AliExpress

R$ 7.299,0047% OFF

Oferta encerrada 🙁
Avise-me por e-mail
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O iPhone 15 está saindo por apenas R$ 3.840,44 em até 12x sem juros com o cupom NIVER6 na loja do Magazine Luiza no AliExpress. Mas corra porque o cupom acaba ainda hoje. O desconto é de 47% sobre o preço original de R$ 7.299, e a título de comparação, o preço em oferta também fica 34% abaixo do iPhone 17e (R$ 5.799).

E o celular da Apple leva vantagem pelo conjunto de câmeras mais avançado e versátil em relação a outros modelos.

iPhone 15 tem câmera ultrawide e modo Cinema

A principal vantagem do iPhone 15 em relação a outros celulares mais baratos da Apple (leia-se a linha iPhone e) se concentra nas câmeras. Enquanto o iPhone 16e e o iPhone 17e trazem apenas uma lente traseira principal de 48 MP, o iPhone 15 também é equipado com um ultrawide de 12 MP, mais adequado para fotos amplas de paisagem.

Além disso, o iPhone 15 oferece mais modos de câmera, que também contribuem para a qualidade e versatilidade dos conteúdos produzidos. Aqui, se destacam o modo Cinema e o modo Ação, ausentes no iPhone 16e e iPhone 17e. Respectivamente, as funções entregam efeito de profundidade e estabilização em filmagens.

O Dynamic Island também se destaca por não aparecer nos outros modelos, e torna a tela do iPhone 15 mais interativa e funcional em comparação. E a própria qualidade do display é superior, com já que oferece maior resolução (2.556 x 1.179 pixels) e brilho mais intenso (até 1.200 nits), garantindo melhor visibilidade sob luz solar.

Tela do iPhone 15 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Tela do iPhone 15 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Contudo, vale reconhecer que o iPhone 17e corrigiu a falta do MagSafe nessa geração, e tanto ele quanto o iPhone 16e são equipados com processadores mais recentes. Mesmo assim, o chip A16 Bionic do iPhone 15 que sai por R$ 3.840,44 em até 12x com o cupom NIVER6 ainda deve entregar excelente desempenho para jogos e apps pesados.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

iPhone 15 cai 47% em oferta por até 12x sem juros na loja Magalu no AliExpress

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iPhone 15 tem câmera ultrawide, modo Cinema e tela mais brilhante que a do iPhone 17e; cupom em celular da Apple acaba hoje

Tela do iPhone 15 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Mais de 120 anos depois, um dos primeiros filmes com robô é restaurado nos EUA

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos restaurou recentemente Gugusse et l’Automate (“Gugusse e o Autômato”), um dos primeiros filmes da história a mostrar um robô. Dirigido pelo pioneiro francês Georges Méliès em 1897, o curta surgiu apenas dois anos depois de L’Arrivée d’un train en gare de La Ciotat, dos irmãos Auguste Lumière e Louis Lumière, considerado um dos primeiros filmes da história.

O filme era considerado como perdido até 2025, quando um exemplar foi encontrado na coleção de William Delisle Frisbee, artista itinerante que andava com um projetor e algumas das obras mais antigas do mundo.

As 10 bobinas de nitrato que guardavam pedaços do curta-metragem permaneceram guardadas em porões até serem doadas para a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Assim que a descoberta foi feita, o Centro Nacional de Conservação Audiovisual do país iniciou o processo de restauração e digitalização.

Esta é uma daquelas coleções que nos faz perceber por que fazemos isso”, disse Courtney Holschuh, técnica do Centro Nacional de Conservação Audiovisual dos Estados Unidos que restaurou o arquivo, em entrevista à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

Para quem tem pressa:

  • A Biblioteca do Congresso dos EUA divulgou a restauração de um dos primeiros filmes do mundo e o primeiro com a representação de um robô;
  • O filme era considerado como perdido até que, em 2025, foi encontrado um exemplar da obra na coleção pessoal de William Delisle Frisbee;
  • O conceito ousado da obra mostra uma ideia atual que parece mais antiga do que se pensava: as máquinas podem se rebelar contra os humanos?

Descoberta e enredo de uma obra (atual)

Bill McFarland contou à Biblioteca do Congresso dos EUA que ficou muito animado quando fez a descoberta das obras deixadas por seu bisavô, William Delisle Frisbee. Seu antepassado dirigia uma charrete de cidade em cidade, divulgando alguns dos primeiros filmes do mundo. Assim que Bill encontrou as bobinas, decidiu doá-las para a instituição.

O filme mostra em aproximadamente 40 segundos cenas em que Gugusse, um palhaço, manipula uma espécie de robô, interpretado por outro ator. Gugusse gira uma manivela, fazendo com que o “autômato” se mova. Durante o curta, o robô “se rebela” contra o manipulador e acerta o palhaço com um bastão, gerando um conflito entre os dois. Por fim, Gugusse acaba destruindo seu rival.

O conceito ousado da obra mostra uma ideia atual que parece mais antiga do que se pensava: as máquinas podem se rebelar contra os humanos?

Leia mais:

George Méliès e a história do cinema

Filme é o mais famoso de Georges Méliès.
O diretor do famoso curta, “Viagem à lua”, Georges Méliès era também ilusionista e trouxe inovações para o cinema. Imagem: Domínio público.

Dono das consideradas primeiras obras cinematográficas de ficção científica, Marie Georges Jean Méliès nasceu no ano de 1861 em Paris, na França. Inspirado pelos livros do escritor Júlio Verne, ele não seguiu a linha de outros cineastas que apenas retratavam cenas reais, ele criava cenários e efeitos que geravam uma ideia de movimento e ilusão, trazendo à tela histórias fantasiosas que encantavam o público.

De acordo com a New Atlas, suas ideias cinematográficas começaram em 1896, quando sua câmera emperrou durante uma gravação na Place de l’Opéra, em Paris. O problema técnico fez com que um ônibus se parecesse com um carro fúnebre, o que inspirou o cineasta a explorar essa técnica de ilusão em seus filmes.

Criador de obras como Le Voyage dans la Lune” (Viagem à Lua – 1902), Voyage à travers l’impossible (Viagem Através do Impossível – 1904) e o considerado primeiro filme de terror da história, “Le Manoir du Diable” (A Mansão do Diabo – 1896), George Méliès produziu mais de 400 filmes e ficou conhecido como “o mágico do cinema”. Até hoje, é conhecido como uma das figuras mais importantes e influentes da história da indústria cinematográfica.

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Meta revela quatro chips MTIA para impulsionar IA

Meta pretende lançar novos chips a cada semestre (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta anunciou quatro chips MTIA (300, 400, 450, 500) para IA, com lançamentos semestrais até 2027.
  • Os chips usam arquitetura de “chiplets” para atualizações rápidas e são otimizados para diferentes cargas de trabalho de IA.
  • A empresa desenvolveu um ecossistema de software nativo em PyTorch, eliminando a necessidade de reescrever códigos para os novos chips.

A Meta anunciou quatro novas gerações de chips proprietários para infraestrutura de inteligência artificial. Os novos modelos — batizados de MTIA 300, 400, 450 e 500 — devem sustentar a operação de LLMs avançados em escala global com custos menores. Segundo a Meta, alguns já estão em fase de testes nos data centers da empresa e outros têm implantação prevista até 2027.

Os quatro compartilham características como a arquitetura baseada em “chiplets”, pequenos blocos independentes de silício que formam o processador. Segundo a Meta, eles permitem atualizações de hardware mais rápidas do que o modelo convencional. Com isso, a empresa afirma ser capaz de lançar um novo processador a cada seis meses, mantendo o hardware alinhado às necessidades do software

A empresa também implementou um ecossistema de software construído nativamente para o padrão PyTorch. Ele dispensa a necessidade de reescrever códigos para que os modelos funcionem nos novos chips.

MTIA (de Meta Training and Inference Accelerator) é uma família desenvolvida pela empresa em parceria com a Broadcom. As duas gerações anteriores — MTIA 1 e MTIA 2i, hoje chamadas de MTIA 100 e MTIA 200 — já foram testadas com os modelos de linguagem da companhia, como o Llama.

MTIA 300

MTIA 300 (imagem: reprodução/Meta)

O mais básico da nova linha, o MTIA 300 foi projetado como uma base de baixo custo. Ele é otimizado para trabalhos de classificação e recomendação da Meta (como os algoritmos de feed dos usuários), e já está em produção, segundo a empresa, atuando no treinamento desses algoritmos.

A arquitetura dele combina um chiplet de computação com núcleos RISC-V, dois chiplets de rede e pilhas de memória rápida HBM, que otimizam o trânsito de grandes volumes de dados. O chip opera a 800 W de consumo, oferece 216 GB de memória e 6,1 TB/s de largura de banda, atingindo 1,2 PFLOPs em cálculos no formato FP8/MX8 e 0,6 PFLOPs em BF16 — formatos de baixa precisão que tornam a execução da IA mais rápida e eficiente energeticamente.

Como diferencial, o modelo tem motores de mensagens dedicados, que aliviam o processamento de comunicação do sistema e reduzem a latência.

MTIA 400

Diagrama de arquitetura do chip MTIA400, com o título "Architecture Diagram - Large 1D Mesh". O diagrama apresenta uma grade PE abstrata rotulada como uma malha grande de 6x48 PE Clusters. Contém componentes como HBM, LLC e conexões de rede de 4x800 Gbps RoCE.
MTIA 400 (imagem: reprodução/Meta)

O MTIA 400 é voltado para cargas de trabalho gerais de IA generativa. Para isso, combina dois chiplets de computação — dobrando a densidade de processamento — e eleva o consumo para 1.200 W. O chip tem 288 GB de memória e 51% mais largura de banda HBM em relação ao modelo 300, atingindo 9,2 TB/s. O desempenho chega a 6 PFLOPs no formato FP8/MX8 e 12 PFLOPs em MX4.

O chip já concluiu a fase de testes e está a caminho da implantação oficial. Na infraestrutura, 72 aceleradores são conectados em um único rack, com resfriamento líquido auxiliado por ar, o que pode permitir a instalação mesmo em data centers mais antigos.

MTIA 450

Diagrama de arquitetura do chip MTIA450, intitulado "Architecture Diagram - Large PE Grid". O diagrama exibe uma grade PE maior, com o detalhe de grades menores de 6x48 PE Clusters. Inclui componentes como HBM, LLC e conexões de rede de 6x800 Gbps RoCE.
MTIA 450 (imagem: reprodução/Meta)

O MTIA 450 tem foco na etapa de geração de conteúdo para os usuários, ou etapa de inferência, com a IA já treinada. Para acelerar esse processo, o chip mantém os 288 GB de memória HBM com o dobro da largura de banda do modelo anterior, chegando a 18,4 TB/s, operando a 1.400 W. O chip também aumenta o desempenho em 75% ao utilizar o MX4, outro formato de dados de precisão ainda mais baixa otimizado para inferência.

Em desempenho, atinge 7 PFLOPs em FP8/MX8 e robustos 21 PFLOPs em MX4. Traz também aceleração em hardware para operações de Softmax e FlashAttention, algoritmos que as redes neurais usam para calcular probabilidades e entender o contexto durante a geração de texto.

A implantação em massa está prevista para o início de 2027.

MTIA 500

Diagrama de arquitetura do chip MTIA500, com o título "Architecture Diagram - PE Clusters". O diagrama mostra a estrutura interna, incluindo HBM (High Bandwidth Memory), LLC (Local Last-Level Cache) e conexões de rede de 4x800 Gbps RoCE. A grade central detalha "PE Grid 1" e "PE Grid 2".
MTIA 500 (imagem: reprodução/Meta)

O mais avançado da nova linha tem uma configuração quadrada de chiplets de computação menores, cercados por pilhas de memória e rede.

A principal novidade é um chiplet SoC — que agrupa diversas funções em uma única peça —, responsável por oferecer conexão direta de alta velocidade com o processador principal do servidor.

Com consumo de 1.700 W, o chip eleva a largura de banda HBM para 27,6 TB/s e oferece capacidade de memória expansível entre 384 GB e 512 GB. O desempenho máximo chega a 10 PFLOPs em FP8/MX8 e 30 PFLOPs em MX4. A implantação em massa também está prevista para 2027.

Meta revela quatro chips MTIA para impulsionar IA

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Ciclone e frente fria devem mudar o tempo em parte do Brasil neste fim de semana

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical no litoral do Rio Grande do Sul avança pelas regiões Sul e Sudeste do Brasil neste fim de semana. O fenômeno meteorológico aumenta o risco de temporais isolados, com rajadas de vento de até 50 km/h e chuvas intensas em diversos estados brasileiros.

Há previsão de acumulados elevados de chuva em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas o alerta para pancadas fortes também se estende ao Centro-Oeste. Enquanto o calor extremo persiste em parte do Sudeste e no Nordeste, uma massa de ar frio deve reduzir as temperaturas no território gaúcho a partir de domingo.

Chuva e ventania: a previsão do tempo para este fim de semana

Confira abaixo os destaques da previsão do tempo para cada região:

Sul

  • Sábado: A frente fria chegou logo cedo. No Rio Grande do Sul, a chuva deve ser forte em várias áreas, inclusive em Porto Alegre, podendo vir com raios e ventos. Em Santa Catarina e no Paraná, o céu fica nublado e chove em vários momentos, principalmente no litoral;
  • Domingo: O frio começa a aparecer no Rio Grande do Sul, baixando um pouco as temperaturas. A chuva enfraquece no estado gaúcho, mas continua com força no Paraná e no norte de Santa Catarina;
  • Temperaturas: Porto Alegre terá mínima de 21°C e máxima de 27°C no sábado. Curitiba deve variar entre 17°C e 29°C;

Sudeste

  • Sábado: O tempo fica instável em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com pancadas de chuva ao longo do dia. Há risco de temporais no interior e no litoral paulista, além da região serrana do Rio;
  • Domingo: A frente fria avança pela costa, aumentando a umidade e a chance de chuva no Rio e no centro-sul de Minas. Mesmo assim, o calor continua em muitas cidades;
  • Temperaturas: No Rio de Janeiro, a expectativa é que o calor aumente no domingo, podendo chegar a 35°C. Em Vitória (ES), o domingo deve ser de calor intenso, atingindo os 36°C. Em São Paulo, a temperatura deve variar entre 20°C e 29°C durante o fim de semana.

Centro-Oeste

  • O ar continua quente e úmido, o que favorece a formação de nuvens de chuva.
  • Sábado e Domingo: Estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul devem ter pancadas de chuva, algumas com trovoadas, principalmente entre tarde e noite;
  • Sensação térmica: O tempo continuará abafado e com temperaturas altas. Cuiabá deve ter máximas de 29°C e Brasília chegará aos 28°C no domingo.

Nordeste

  • A chuva se concentra mais na parte norte da região por causa da influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT);
  • Sábado: Deve chover no Maranhão, Piauí, Ceará e no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, com chance de temporais isolados;
  • Domingo: A chuva continua no norte, mas o sol aparece mais no interior da região. O calor e a sensação de abafamento devem ser predominantes em quase todo o Nordeste.

Norte

  • A região segue o ritmo do “verão amazônico”, ou seja, muito calor e chuvas frequentes;
  • Tanto no sábado quanto no domingo, estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia devem ter chuvas de moderadas a fortes, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.

(Essa matéria usou informações de G1.)

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Project Helix é o próximo console Xbox

Imagem em fundo preto mostra um círculo branco centralizado, com as palavras Project Helix abaixo
Console vai rodar jogos de Xbox e PC (imagem: divulgação)
Resumo
  • Microsoft anunciou o Project Helix, codinome do seu próximo console, que rodará jogos de Xbox e PC.
  • A CEO da divisão de games, Asha Sharma, indicou que o console terá uma proposta mais aberta que gerações anteriores.
  • Detalhes do hardware serão revelados na próxima semana durante a GDC.

A Microsoft revelou nesta quinta-feira (05/03), por meio do perfil oficial do Xbox, o codinome do seu próximo console: Project Helix. Segundo a nova CEO da divisão de games, Asha Sharma, o dispositivo será capaz de rodar jogos tanto de Xbox quanto de PC.

A executiva não entrou em detalhes, mas indicou que o console seguirá uma proposta mais aberta do que as gerações atuais. Esse movimento já vinha sendo especulado desde o ano passado, conforme revelamos aqui no Tecnoblog.

Great start to the morning with Team Xbox, where we talked about our commitment to the return of Xbox including Project Helix, the code name for our next generation console.

Project Helix will lead in performance and play your Xbox and PC games. Looking forward to chatting about… pic.twitter.com/Xx5rpVnAZI

— Asha (@asha_shar) March 5, 2026

Por enquanto, não há detalhes técnicos e informações do hardware, mas os rumores sugerem um conceito semelhante ao das Steam Machines, da Valve.

Mais detalhes sobre o Project Helix devem ser apresentados durante a Game Developers Conference (GDC), que começa na próxima segunda-feira (09/03) em São Francisco (EUA).

Nova liderança no Xbox

Imagem mostra a executiva Asha Sharma, da Microsoft, sorrindo
Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

O anúncio do Project Helix marca o primeiro grande movimento da nova liderança da Microsoft na divisão de games. Asha Sharma assumiu o comando do Xbox no fim de fevereiro, após a saída de Phil Spencer, veterano que liderava a marca desde 2001.

A mudança surpreendeu o setor. Além de Spencer, também deixou a empresa Sarah Bond, então diretora de operações do Xbox vista como a sucessora natural do executivo.

Antes de assumir a divisão de games, Sharma presidia o grupo de produtos CoreAI da Microsoft, responsável por iniciativas ligadas à inteligência artificial. A origem da executiva nesse setor levantou preocupações em parte da comunidade de jogadores sobre o uso intensivo de ferramentas generativas nos estúdios da marca.

Em um memorando interno, no entanto, Sharma tentou afastar os temores. Segundo ela, a empresa não pretende inundar o ecossistema com o que chamou de “conteúdo de IA sem alma”.

Project Helix é o próximo console Xbox

Asha Sharma lidera a divisão de games de Microsoft (imagem: divulgação)
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Cinema: lançamentos de filmes da semana (5 de março)

Os filmes que estreiam nos cinemas nesta semana vão desde clássicos reinventados até produções nacionais intimistas. O destaque fica para releituras de monstros icônicos e a aguardada versão estendida de um sucesso de Quentin Tarantino.

Da Chicago estilizada dos anos 1930 ao Japão profundo das tradições milenares, o público é convidado a uma viagem que atravessa fronteiras geográficas e temporais, unindo o peso de grandes astros de Hollywood a produções internacionais premiadas que trazem novas texturas para a telona. Mas se a ideia é um programa mais leve, a lista também traz animações e romances.

(Veja horários no cinema mais próximo em plataformas como Ingresso.com e Adoro Cinema)

Filmes que chegam ao cinema nesta semana (26 de fevereiro)

Confira trailers e sinopses dos filmes que chegam às telonas nesta quinta-feira (26) no Brasil:

A Noiva!

  • Drama | Romance | Suspense | Terror | Ficção científica | Estados Unidos
  • Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal
  • Ambientado na Chicago dos anos 1930, o longa de Maggie Gyllenhaal traz uma releitura estilizada do clássico de terror. Na trama, Mary (Jessie Buckley) é uma mulher ligada ao mundo do crime que, após ser assassinada, é trazida de volta à vida pelo monstro de Frankenstein (Christian Bale). Com o auxílio da cientista Dr. Euphronius (Annete Bening), a protagonista renasce como a Noiva, mas logo subverte os desejos de seus criadores ao buscar vingança em meio a um romance explosivo e violento.

Kill Bill: The Whole Bloody Affair

  • Ação | Suspense | Estados Unidos
  • Direção e roteiro: Quentin Tarantino
  • Quentin Tarantino entrega sua visão original de quatro horas e meia ao reunir os dois volumes da saga num único épico. A trama foca na vingança implacável de Beatrix “Black Mamba” Kiddo (Uma Thurman), ex-assassina que sobrevive ao massacre de seu próprio casamento planejado por seu antigo mentor, Bill (David Carradine). Esta versão elimina as recapitulações de meio de filme e acrescenta sequências inéditas, consolidando a maratona de espadas e kung fu como um tributo definitivo ao cinema de artes marciais.

Cara de Um, Focinho de Outro

  • Animação | Aventura | Comédia | Estados Unidos
  • Direção: Daniel Chong | Roteiro: Daniel Chong e Jesse Andrews
  • A nova aposta da Pixar traz Mabel, estudante que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robótico e explorar a vida selvagem de perto. O que começa como um estudo científico ganha tons de aventura quando ela precisa proteger seus novos amigos do prefeito Jerry, político hostil que planeja eliminar a fauna local para expandir a cidade. Entre descobertas e trapalhadas, a jovem incentiva os bichos a reagirem à invasão urbana, descobrindo que entender o outro, seja ele humano ou animal, exige muito mais do que apenas um disfarce tecnológico.

Push: No Limite do Medo

  • Drama | Suspense | Terror | Estados Unidos
  • Direção e roteiro: David Charbonier e Justin Powell
  • O filme coloca uma corretora de imóveis no centro de um pesadelo. Grávida de oito meses e ainda lidando com o luto pelo falecimento do noivo, Natalie Flores (Alicia Sanz) tenta retomar a carreira vendendo uma mansão de luxo que foi palco de um crime terrível. O que deveria ser um recomeço profissional vira uma luta desesperada pela sobrevivência quando um suposto cliente se revela um perseguidor implacável, forçando a protagonista a proteger a própria vida e a do bebê antes do parto.

Queens of the Dead

  • Comédia | Terror | Estados Unidos
  • Direção: Tina Romero | Roteiro: Tina Romero e Erin Judge
  • Unindo o “glitter” ao “gore”, a diretora apresenta uma comédia de terror ambientada no Brooklyn que resgata a mitologia criada por seu pai, George Romero. Em Queens of The Dead, um apocalipse zumbi interrompe abruptamente um show de drag queens, forçando grupos rivais de artistas e club kids a unirem forças contra os mortos-vivos. O longa utiliza o estilo “terrir” para equilibrar o humor e o banho de sangue numa sobrevivência nada convencional.

A Vida Secreta de Meus Três Homens

  • Ficção científica | Brasil
  • Direção e roteiro: Letícia Simões
  • A cineasta Letícia Simões usa a voz da atriz Nash Laila para repassar a própria identidade e as feridas do Brasil por meio de três figuras masculinas centrais. O longa resgata as histórias de Arnaud (Guga Patriota), avô que se juntou ao cangaço; Fernando (Giordano Castro), pai boêmio que colaborou com a ditadura militar; e Sebastião (Murilo Sampaio), padrinho e fotógrafo que silenciou sua homossexualidade. Com uma abordagem minimalista e teatral, o filme confronta o passado familiar com as estruturas de violência que moldaram o país.

De Volta à Bahia

  • Drama | Romance | Brasil
  • Direção: Eliezer Lipnik e Joana di Carso | Roteiro: Joana di Carso
  • Esporte e romance ditam o ritmo da história protagonizada por Maya (Barbara França) e Pedro (Lucca Picon). Após um resgate no mar que viraliza na internet, os surfistas descobrem que compartilham o mesmo mentor, o treinador PH (Felipe Roque). E passam a se preparar juntos para um campeonato decisivo em Salvador. Entre as ondas e a rotina de treinos, o casal inicia um relacionamento enquanto tenta superar crises domésticas e as incertezas de suas trajetórias pessoais.

Hey Joe

  • Drama | Itália
  • Direção: Claudio Giovannesi | Roteiro: Claudio Giovannesi e Maurizio Braucci
  • Pouco mais de 20 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o veterano Dean (James Franco) decide retornar a Nápoles para enfrentar as consequências de um romance de juventude. Tendo deixado a namorada grávida e desamparada ao fim do conflito, ele tenta agora recuperar o tempo perdido com o filho que nunca conheceu. No entanto, o reencontro nos anos 1970 é marcado pelo choque: o filho foi criado por um chefe do crime organizado e não demonstra o menor interesse em criar laços com o pai “estrangeiro” que o abandonou.

Kokuho – O Preço da Perfeição

  • Drama | Japão
  • Direção: Sang-il Lee | Roteiro: Satoko Okudera
  • Maior sucesso de bilheteria do cinema japonês (fora o circuito de animes), o longa de três horas mergulha na tradição do teatro kabuki por meio da vida de Kikuo Tachibana (Ryô Yoshizawa). Após testemunhar o assassinato do pai, um chefe da Yakuza, o jovem abandona o crime para se tornar aprendiz do mestre Hanai Hanjiro (Ken Watanabe). Ao lado de Shunsuke (Ryusei Yokohama), filho biológico do mentor, ele se especializa em interpretar papéis femininos, os chamados “onnagata”, construindo uma carreira marcada por uma rivalidade artística que atravessa décadas entre palcos, escândalos e a busca obsessiva pela perfeição.

Minha Querida Família

  • Comédia | Drama | França
  • Direção: Isild Le Besco | Roteiro: Isild Le Besco e Steven Mitz
  • A ex-diva da ópera Queen (Marisa Berenson) é o centro das atenções do filme, que retrata uma reunião familiar explosiva. Enquanto Estelle (Élodie Bouchez) tenta se refugiar de um casamento abusivo na casa da mãe, o clima de suposta união é atropelado pelas neuroses dos irmãos Janet (Jeanne Balibar), Manon (Isild Le Besco) e Jean-Luc (Elie Semoun). A instabilidade chega ao limite com o aparecimento de Marc (Axel Granberger), o filho preferido que ressurge após duas décadas carregando as cinzas do pai e uma revelação que coloca em xeque o passado de todo o clã.

Bebê da Mamãe

  • Drama | Suspense | Alemanha, Áustria e Suíça
  • Direção: Johanna Moder | Roteiro: Johanna Moder e Arne Kohlweyer
  • Misturando suspense, paranoia e pitadas de comédia, a produção alemã aborda as complexidades da depressão pós-parto. A trama acompanha Julia (Marie Leuenberger), maestra que, junto do marido Georg (Hans Löw), recorre a um tratamento experimental do especialista Dr. Vilfort (Claes Bang) para conseguir engravidar. Após um parto tenso no qual o recém-nascido é isolado para supostos exames, Julia retorna para casa incapaz de se conectar com o bebê, alimentando a desconfiança de que a criança foi trocada pela clínica ou algo pior.

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Mundo está “em perigo”, diz ex-líder de segurança da Anthropic

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Pesquisador critica cultura do setor de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mrinank Sharma, ex-líder da equipe de salvaguardas da Anthropic, demitiu-se citando pressões para abandonar valores éticos, afirmando que “o mundo está em perigo” devido a crises interconectadas.
  • Sharma, com doutorado em aprendizado de máquina, trabalhou na Anthropic desde agosto de 2023, focando em defesas contra bioterrorismo assistido por IA e pesquisas sobre “sicofancia” de IA.
  • O pedido de demissão de Sharma reflete preocupações éticas crescentes na indústria de IA, semelhante a casos anteriores na OpenAI e Google DeepMind, destacando a falta de transparência e pressões corporativas.

Em uma carta de demissão publicada na rede social X, um ex-pesquisador de segurança da Anthropic chamado Mrinank Sharma revelou sua preocupação com os rumos da indústria. Segundo ele, a companhia enfrenta dificuldades para manter os princípios éticos e “o mundo está em perigo”.

Sharma liderava a equipe de pesquisa de mitigação de riscos da Anthropic, dona da IA Claude, desde a criação do grupo no ano passado. Na carta, ele agradece a oportunidade de contribuir com a maior segurança das ferramentas, mas expõe sua frustração com a cultura corporativa do setor. “Vi repetidamente o quão difícil é realmente deixar nossos valores governarem nossas ações”, disse.

Com doutorado em aprendizado de máquina pela Universidade de Oxford, Sharma ingressou na Anthropic em agosto de 2023. Por lá, trabalhava com o desenvolvimento de defesas contra o bioterrorismo assistido por IA e pesquisas sobre “sicofancia” de IA, fenômeno em que chatbots concordam excessivamente ou elogiam o usuário para agradá-lo.

Crise de segurança e ética

Embora o trabalho de Sharma fosse focado em tecnologia, ele enfatizou que o perigo ao qual se refere não vem apenas da inteligência artificial, mas de uma “série de crises interconectadas se desenrolando neste exato momento”.

“Parecemos estar nos aproximando de um limiar em que nossa sabedoria deve crescer na mesma medida que nossa capacidade de afetar o mundo, sob o risco de enfrentarmos as consequências”, escreveu Sharma.

Ele acrescenta que viu na organização os funcionários enfrentarem constantemente “pressões para deixar de lado o que mais importa”, e que essa realidade deixou claro para ele que “chegou a hora de seguir em frente”.

Today is my last day at Anthropic. I resigned.

Here is the letter I shared with my colleagues, explaining my decision. pic.twitter.com/Qe4QyAFmxL

— mrinank (@MrinankSharma) February 9, 2026

Pouco antes da própria demissão, ele publicou um estudo indicando que o uso de chatbots pode levar os usuários a formar uma percepção distorcida da realidade, destacando a necessidade de sistemas projetados para “apoiar a autonomia humana”.

Críticas não são novidade

O pedido de demissão de Sharma soma-se a uma lista crescente de profissionais de segurança que deixaram grandes empresas de IA citando preocupações éticas.

O caso relembra a dissolução de uma equipe da OpenAI em 2024, como menciona a Forbes, após a saída de Jan Leike — que, curiosamente, hoje lidera a pesquisa de segurança na própria Anthropic.

Na época, Leike afirmou ter discordado da liderança da OpenAI sobre as prioridades centrais da empresa até atingir um “ponto de ruptura”.

Naquele mesmo ano, funcionários e ex-funcionários da OpenAI e do Google DeepMind lançaram uma carta aberta alertando que as companhias estariam sendo imprudentes para lançar produtos mais rápido que as concorrentes. Outra crítica do grupo visava a falta de transparência quanto às limitações e riscos dos modelos de IA.

Vez ou outra um figurão da indústria aparece para controlar as sobre uma indústria que vive no futuro. Há poucos meses, o próprio cofundador da OpenAI, Andrej Karpathy, disse que agentes de IA ainda são disfuncionais. Ferramentas do tipo estão em alta no setor, seja para te ajudar a fazer compras ou, em breve, para operar um robô que cuidará da sua casa.

Mundo está “em perigo”, diz ex-líder de segurança da Anthropic

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Porcos híbridos de Fukushima estão se reproduzindo em ritmo acelerado

A área ao redor da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, tornou-se um laboratório natural inesperado para o estudo da hibridização animal. Após o acidente nuclear de 2011, porcos domésticos abandonados passaram a cruzar com javalis selvagens da região, dando origem a uma população híbrida que desperta o interesse de geneticistas e biólogos da vida selvagem.

O acidente nuclear aconteceu em março de 2011, quando um terremoto de magnitude 9,0 seguido por um tsunami atingiu a costa japonesa e comprometeu a usina de Fukushima Daiichi. Cerca de 164 mil pessoas foram evacuadas da região, mas animais de estimação e criações agrícolas, incluindo porcos de fazendas locais, ficaram para trás.

Parte desses animais sobreviveu e continuou vivendo na região.

Mais de uma década depois, descendentes desses porcos ainda circulam por campos e florestas próximas à usina desativada. Diferentemente de seus ancestrais domésticos, porém, eles passaram a se reproduzir com javalis nativos, formando um grupo híbrido incomum.

Em outras regiões do mundo, populações híbridas costumam ser controladas por meio do abate, devido aos danos ambientais que elas causam. Por conta da radioatividade, isso não aconteceu em Fukushima, permitindo que espécie seguisse se reproduzindo.

Javalis se alimentando no campo
Porcos domésticos cruzaram com javalis, criando uma espécie híbrida incomum (Imagem: WildMedia/Shutterstock)

Linhagem de porcas prevaleceu

Foi nesse contexto que o geneticista Shingo Kaneko, da Universidade de Fukushima, liderou um estudo para entender como os genes dos porcos domésticos influenciaram as gerações seguintes desses híbridos. Em parceria com Donovan Anderson, da Universidade de Hirosaki, a dupla analisou DNA mitocondrial e marcadores genéticos de amostras coletadas entre 2015 e 2018, incluindo porcos domésticos e quase 200 javalis da região.

Os resultados foram publicados no Journal of Forest Research e desafiaram expectativas. Em vez de uma forte presença genética dos porcos domésticos machos ao longo do tempo, os pesquisadores observaram que as linhagens maternas promoveram uma renovação genética mais rápida nos javalis. Isso porque as características reprodutivas dos porcos (como a capacidade de se reproduzir ao longo do ano todo) parecem ser transmitidas pelas fêmeas aos descendentes híbridos.

Na prática, isso significa que, embora alguns javalis ainda carreguem DNA mitocondrial de porcos, a proporção dos genes nucleares diminui rapidamente ao longo das gerações. Como javalis costumam se reproduzir apenas uma vez por ano, o ciclo reprodutivo mais frequente dos porcos acelerou a renovação dos genes.

Os pesquisadores identificaram animais que já estavam a mais de cinco gerações do cruzamento inicial, com presença mínima de genes nucleares de porco.

Segundo os cientistas, compreender esse processo pode ter aplicações práticas. Ao reconhecer que linhagens maternas suínas favorecem uma reprodução mais rápida, autoridades ambientais podem aprimorar estratégias de controle populacional e mitigação de espécies invasoras.

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Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

Ilustração com a marca da Apple, um cadeado, e a marca do Google
Gigantes de tecnologia buscam evitar longos processos antitruste (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple e Google comprometeram-se a flexibilizar suas lojas de apps no Reino Unido, após investigação sobre domínio no mercado de software móvel.
  • As mudanças devem incluir critérios justos para revisão de apps e proibição de uso de dados confidenciais de terceiros para vantagem competitiva.
  • O regulador britânico irá monitorar métricas como tempo de revisão de apps, e sanções financeiras são previstas em caso de descumprimento.

Apple e Google firmaram compromissos formais para flexibilizar as operações da App Store e da Play Store no Reino Unido, segundo comunicado da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) divulgado hoje (10/02). O acordo é um desdobramento de uma investigação sobre o domínio das gigantes na distribuição de softwares móveis em solo britânico.

A movimentação representa um dos primeiros testes do novo regime de fiscalização de mercados digitais da Grã-Bretanha. Em outubro do ano passado, a CMA classificou oficialmente as duas empresas como detentoras de “status estratégico de mercado”.

O objetivo é melhorar os processos de aprovação de aplicativos e garantir que desenvolvedores independentes tenham condições de competir de forma mais justa contra os serviços nativos das donas das plataformas.

Na prática, o regulador reconhece que, como o ecossistema móvel britânico é operado quase integralmente por iOS ou Android, não existe alternativa viável para que criadores de apps alcancem o público sem se submeter às regras — e taxas — impostas por Apple ou Google.

O que pode mudar?

A principal mudança é a obrigação de utilizar critérios “justos e objetivos” para a revisão e classificação de aplicativos. Durante anos, desenvolvedores relataram que as lojas funcionavam com processos de aprovação lentos e, em certos casos, utilizados para beneficiar produtos das próprias big techs.

Com o novo compromisso, Apple e Google também estão proibidas de explorar dados confidenciais coletados durante a auditoria de apps de terceiros para obter vantagem competitiva em seus próprios serviços concorrentes. Isso impede, por exemplo, que uma plataforma utilize métricas de um app rival para aprimorar uma ferramenta nativa antes mesmo de o concorrente ser aprovado na loja.

No caso específico da Apple, as exigências são mais enérgicas. A fabricante do iPhone concordou em estabelecer caminhos para que desenvolvedores solicitem acesso a recursos de nível de sistema no iOS e iPadOS. A CMA acredita que isso permitirá que empresas de setores como pagamentos móveis, carteiras de identidade digital e ferramentas de tradução concorram em pé de igualdade com as soluções nativas da Maçã.

Para garantir que as promessas não fiquem apenas no papel, o regulador — que é o equivalente ao nosso Cade — adotará um sistema de monitoramento robusto. As empresas deverão reportar métricas como:

  • Tempo médio de revisão de aplicativos;
  • Proporção de apps rejeitados e o volume de apelações;
  • Número de solicitações de interoperabilidade técnica atendidas.
iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Regulador britânico quer abrir “cadeado” dos ecossistemas móveis (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google afirma que plataforma já é aberta

A intervenção não é motivada apenas por questões técnicas, mas pelo enorme peso econômico do setor. O Reino Unido possui, atualmente, a maior economia de aplicativos da Europa: em 2025, o setor de desenvolvimento móvel no país foi avaliado em 28 bilhões de libras esterlinas (quase R$ 200 bilhões).

Isso representa cerca de 1,5% do PIB nacional, sustentando mais de 400 mil empregos diretos. Garantir um ambiente competitivo é visto como essencial para o crescimento de setores estratégicos, como o de fintechs e jogos eletrônicos.

Em um comunicado, também divulgado hoje, o Google argumenta que o Android já é uma plataforma “aberta” por permitir lojas de terceiros. A empresa destaca que sua loja oficial já gerou 9,9 bilhões de libras esterlinas em receita para desenvolvedores britânicos.

Caso a Apple ou o Google falhem na aplicação das mudanças, o órgão regulador poderá avançar para a imposição de sanções financeiras pesadas.

As propostas seguem em fase de consulta pública até o dia 3 de março de 2026. Se aprovadas sem alterações, as novas regras passarão a valer oficialmente em 1º de abril de 2026. Até o momento, a Apple tem evitado comentários sobre como será essa “abertura” de seus sistemas.

Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

Capa - Apple cadeado Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
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Ex-chefe da Meta diz que benchmarks do Llama 4 foram manipulados

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta aposta em LLMs para chegar à superinteligência (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta manipulou testes do Llama 4, usando variantes diferentes do modelo para otimizar resultados, o que levou à perda de confiança de Mark Zuckerberg no departamento de IA.
  • Como consequência, a Meta investiu US$ 15 bilhões na Scale AI e nomeou Alexandr Wang para liderar uma nova unidade de pesquisa em IA, além de contratar cientistas de elite com bônus de até US$ 100 milhões.
  • Yann LeCun, ex-chefe de IA da Meta, criticou a estratégia da empresa e fundou sua própria startup, a AMI Labs, em Paris, para focar em treinamentos de IA com vídeos e dados espaciais.

Yann LeCun, ex-chefe do departamento de inteligência artificial da Meta, confirmou que a empresa “manipulou um pouco” os testes de benchmarking do Llama 4. Segundo o executivo, os engenheiros usaram diferentes variantes do modelo em cada uma das provas para otimizar os resultados.

A declaração de LeCun, dada em uma entrevista ao Financial Times, retoma uma polêmica da época do lançamento do Llama 4, em abril de 2025. Poucos dias após o anúncio, especialistas observaram que os testes foram feitos com um modelo diferente do liberado para o público. Na ocasião, a Meta afirmou que usou diversas versões experimentais e que todas tiveram bons resultados.

A situação ficou mais feia quando usuários e desenvolvedores começaram a usar o Llama 4 e ficaram desapontados com o desempenho do modelo em condições reais.

Quais foram as consequências da manipulação?

LeCun relata que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, não gostou da atitude e “basicamente perdeu a confiança em todos os envolvidos”. A resposta, nas palavras do ex-líder de IA, foi imediata, com a decisão de “jogar para escanteio” toda a organização de IA generativa. O cientista contou que “muitos já saíram, e muitos que ainda não saíram vão sair”.

A companhia, então, mudou sua estratégia: investiu US$ 15 bilhões na Scale AI e colocou Alexandr Wang, CEO da startup, para chefiar uma unidade de pesquisa em modelos de IA. Além disso, a empresa fez diversas contratações, atraindo cientistas de elite de concorrentes com bônus de até US$ 100 milhões.

LeCun critica estratégia da Meta

Alexandr Wang
Wang, CEO da Scale AI, assumiu chefia de IA da Meta (foto: Dlabrot/reprodução)

LeCun passou a ser chefiado por Wang — e não gostou. Na entrevista para o FT, ele dispara: o novo líder “não tem experiência em pesquisa ou como fazer pesquisas”. O até então chefe de IA da Meta tem um currículo acadêmico de peso, incluindo um prêmio Turing por seu trabalho com redes neurais profundas.

Além disso, LeCun discordou dos rumos da empresa, que aposta alto em escalar modelos de linguagem de larga escala (LLMs). Ele considera que esse tipo de IA não é capaz de atingir a superinteligência tão desejada por Zuckerberg. “Minha integridade como cientista não me permite fazer isso”, ressalta.

O cientista defende que os LLMs não conseguem processar informações suficientes para desenvolver inteligência. Para LeCun, uma criança de quatro anos recebe 50 vezes mais dados do que o presente em todos os textos publicados na internet.

Ele explica que tentar fazer um modelo desse tipo desenvolver inteligência é como tentar aprender carpintaria lendo todos os livros já publicados sobre madeira, mas sem tocar em um martelo. Por isso, o pesquisador acredita que treinamentos com vídeos e dados espaciais são necessários para a IA conseguir um aprendizado baseado em física.

Fora da Meta, LeCun criou sua própria startup, a AMI Labs. Ela tem sede em Paris, e seu fundador diz que há um motivo para isso. “O Vale do Silício está completamente hipnotizado por modelos generativos, então você tem que fazer esse tipo de trabalho longe de lá”, explica.

Com informações do Implicator.ai

Ex-chefe da Meta diz que benchmarks do Llama 4 foram manipulados

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Wang, CEO da Scale AI, é considerado um prodígio da inteligência artificial (foto: Dlabrot/reprodução)
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Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Página inicial do Google
Polícia pode acessar histórico do Google sem mandado na Pensilvânia (foto: Nathana Rebouças/Unsplash)
Resumo
  • A Suprema Corte da Pensilvânia decidiu que a polícia pode acessar o histórico de pesquisas no Google sem mandado.
  • A decisão baseia-se na ideia de que usuários não têm expectativa de privacidade sobre dados compartilhados com provedores.
  • A decisão se aplica apenas à Pensilvânia e distingue buscas na internet de dados de localização, que exigem mandado.

A Suprema Corte do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira (16/12) que a polícia não precisa de um mandado judicial para obter o histórico de pesquisas de um suspeito no Google. A justificativa é de que os internautas não possuem uma “expectativa razoável de privacidade” sobre esses dados, uma vez que eles são voluntariamente compartilhados com provedores de serviço e aplicativos.

O caso, detalhado pelo portal The Record, envolveu a investigação de um estupro, na qual as autoridades procuraram por termos de busca feitos pelo acusado para incriminá-lo. Com a decisão, os magistrados estabeleceram que o rastro digital deixado em mecanismos de pesquisa não possuem as mesmas proteções constitucionais que outro dados.

A decisão vale apenas para o estado da Pensilvânia até que, eventualmente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decida unificar o entendimento sobre o tema.

Qual o argumento da corte?

A corte argumentou que “é de conhecimento comum que sites, aplicativos baseados na internet e provedores de serviços coletam e, em seguida, vendem dados de usuários”.

Para os juízes, como o Google informa expressamente em seus termos de uso que monitora a atividade para fins comerciais e que não se deve esperar privacidade total, a polícia não estaria violando um direito fundamental ao requisitar essas informações sem a crivo prévio de um juiz.

A decisão distingue o histórico de buscas de outros dados, como a localização de celulares. Tribunais superiores dos EUA já haviam decidido anteriormente que o rastreamento de localização exige mandado, pois é um dado gerado involuntariamente apenas por carregar o aparelho.

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Corte entende que termosdo Google não garantem privacidade dos dados (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No entanto, no caso das pesquisas, a corte da Pensilvânia entendeu que o ato é ativo e consciente. “A trilha de dados criada pelo uso da internet não é involuntária da mesma maneira que a trilha criada pelo porte de um telefone celular”, diz o texto da decisão.

O tribunal também sugeriu que os usuários têm a opção de não expor seus dados se utilizarem métodos diferentes ou ferramentas de navegação anônima, o que validaria a tese de que o uso do Google padrão é uma escolha de “não-privacidade”.

Preocupação com privacidade

A sentença gerou reações imediatas de especialistas em direitos digitais e juristas. Eles alertam que o acesso irrestrito a esse tipo de dado é perigoso, já que as pessoas costumam fazer perguntas ao Google que não fariam, necessariamente, a uma outra pessoa na vida real.

Para especialistas ouvidos pelo The Record, a existência de um precedente em um estado pode encorajar departamentos de polícia em outras jurisdições a adotarem práticas semelhantes, normalizando a coleta de históricos de navegação sem a necessidade de justificar a “causa provável” a um juiz.

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Página inicial do Google (Imagem: Nathana Rebouças / Unsplash)

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Reddit processa a Austrália por banir menores em redes sociais

Ícone do Reddit no celular (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)
Reddit afirma que não se enquadra na definição legal de “rede social” (imagem: Brett Jordan/Unsplash)
Resumo
  • Reddit abriu um processo na Suprema Corte da Austrália para invalidar a lei que proíbe menores de 16 anos de acessar redes sociais.
  • A plataforma alega violação da liberdade de expressão política e diz que não se enquadra na categoria de “redes sociais”.
  • O governo australiano comparou a ação do Reddit a estratégias da indústria do tabaco e afirmou que a medida visa proteger os jovens.

O Reddit protocolou, nesta sexta-feira (12/12), uma ação judicial na Suprema Corte da Austrália para invalidar a legislação que proíbe o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no país. O processo foi aberto apenas dois dias após a medida, considerada inédita no mundo, entrar em vigor. Na petição, a plataforma sustenta que a proibição fere o debate democrático.

Segundo a argumentação jurídica da empresa, embora os menores de 16 anos não votem, suas opiniões influenciam as escolhas eleitorais de pais e outros cidadãos — uma forma de comunicação política protegida, ainda que implicitamente, pela Constituição australiana.

O que diz o governo australiano?

A reação foi imediata. O ministro da Saúde, Mark Butler, comparou a estratégia jurídica do Reddit às ações movidas historicamente pela indústria do tabaco contra regulações de saúde pública. “Lutaremos contra essa ação em todas as instâncias”, afirmou, sugerindo que a empresa prioriza lucros em detrimento da segurança dos jovens.

Um porta-voz da ministra das Comunicações, Anika Wells, reforçou o posicionamento, declarando que o governo está “do lado dos pais e filhos australianos, não das plataformas”.

Reddit alerta para “efeito reverso”

imagem do aplicativo Reddit no iphone
Plataforma diz que banimento expõe adolescentes a riscos maiores (imagem: AppsHunter IO/Unsplash)

Além da questão constitucional, o Reddit alega que há um paradoxo técnico: a lei pode diminuir a segurança online. A defesa explica que, ao bloquear contas de menores, a legislação força esses jovens a navegarem no modo “somente leitura” (sem login).

O problema, segundo a plataforma, é que usuários logados podem ativar filtros de segurança que bloqueiam conteúdos inadequados. Sem uma conta, os jovens ficariam expostos ao conteúdo bruto dos fóruns, perdendo as camadas de proteção que o cadastro oferece.

Outro ponto central da defesa é a própria definição do serviço. O Reddit alega não atender aos critérios da lei, pois seu propósito principal não seria a “interação social online”, mas sim a discussão de tópicos, muitas vezes anônima. A empresa busca isenção argumentando que a natureza de seus fóruns difere consideravelmente de redes focadas em exposição pessoal e conectividade direta.

Como é a nova lei australiana?

A nova legislação entrou em vigor na quarta-feira (10/12) e impõe que a responsabilidade pelo bloqueio das contas de menores seja inteiramente das plataformas. A regra prevê multas que podem chegar a 49,5 milhões de dólares australianos (quase R$ 180 milhões) para as empresas que descumprirem a decisão.

O texto da lei foca em serviços cujo propósito principal é permitir a interação social e a postagem de material. No entanto, o governo estabeleceu exceções para serviços essenciais ou de baixo risco:

  • Mensageiros: aplicativos de comunicação como WhatsApp e Facebook Messenger (sem feed social) continuam liberados;
  • Jogos e educação: plataformas como Roblox, Discord, Google Classroom e YouTube Kids estão isentas;
  • Mídia passiva: o consumo de conteúdo, como assistir a vídeos no YouTube sem estar logado, segue permitido.

Reddit processa a Austrália por banir menores em redes sociais

Ícone do Reddit no celular (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)
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Meta pode abandonar código aberto e lançar IA paga

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Projeto Avocado sinaliza fim da era exclusivamente open source na Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta planeja lançar o modelo Llama 4 em 2026, abandonando o código aberto para competir com OpenAI e Google.
  • A reestruturação visa priorizar a lucratividade, com investimentos de US$ 600 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA.
  • O desenvolvimento do modelo Avocado envolve o uso de dados de concorrentes e cortes em outras divisões da empresa.

A Meta estaria reestruturando a divisão de inteligência artificial para priorizar a lucratividade e o controle da tecnologia, de acordo com uma reportagem da agência Bloomberg. Com isso, a empresa de Mark Zuckerberg se afastaria da filosofia de código aberto que ela própria defendeu nos últimos anos.

O cerne da questão seria o modelo Llama 4, que ainda não foi lançado, mas já se tornou alvo de críticas por suposta manipulação de testes de desempenho. Ele está previsto para chegar ao mercado em meados de 2026 e deve ser um produto rigorosamente controlado pela Meta.

Por que a Meta decidiu mudar a estratégia?

Fontes ligadas à empresa relataram à Bloomberg que a transição foi acelerada após o cancelamento de um projeto intermediário chamado Behemoth. Desapontado com a trajetória dele, Zuckerberg teria descartado a ideia para focar numa nova arquitetura batizada de Avocado.

A mudança também responde a pressões financeiras. Segundo informações de reportagens da Bloomberg e do The Verge, o plano é alinhar a companhia aos modelos de negócios das rivais OpenAI e Google, buscando rentabilizar os investimentos trilionários no setor de IA.

Investidores de Wall Street têm questionado os gastos da Meta. Zuckerberg prometeu desembolsar US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3,2 trilhões) em projetos de infraestrutura nos Estados Unidos nos próximos três anos, a maioria relacionada à inteligência artificial. O modelo de código aberto dificulta a monetização necessária para justificar as despesas.

Treinamento com tecnologia rival e desafios

O desenvolvimento do Avocado é de responsabilidade de um grupo de elite recém-formado por Zuckerberg, denominado TBD Lab. Para treinar o novo modelo, a equipe está utilizando dados extraídos de sistemas concorrentes, como Gemma (Google), gpt-oss (OpenAI) e Qwen (da gigante chinesa Alibaba).

Alexandr Wang
Sob liderança de Alexandr Wang, novo modelo fechado será treinado com dados de rivais (foto: reprodução/Dlabrot)

Para financiar essa nova aposta, a gigante da tecnologia já realizou cortes. A unidade de pesquisa acadêmica (FAIR) sofreu redução de pessoal e verbas foram desviadas da divisão de realidade virtual e metaverso, sinalizando uma nova prioridade da empresa.

Além dos desafios técnicos, a Meta enfrenta obstáculos regulatórios. O uso interno do termo “superinteligência” para descrever projetos de longo prazo gerou reações negativas em pesquisas de mercado. Legisladores, especialmente na União Europeia, associam o termo a riscos de segurança descontrolados.

Meta pode abandonar código aberto e lançar IA paga

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Wang, CEO da Scale AI, é considerado um prodígio da inteligência artificial (foto: Dlabrot/reprodução)
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Eppi Cinema some da internet e revolta usuários. “Solicito ressarcimento”, diz um.

Plataforma Eppi Cinema está fora do ar desde o fim de semana (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Eppi Cinema desapareceu da internet, acumulando 1,2 mil reclamações no Reclame Aqui entre 26/10 e 03/11.
  • A Justiça da Argentina derrubou várias plataformas piratas, incluindo o Eppi Cinema, resultando em um pico de 698 reclamações em um dia.
  • Usuários relatam problemas de indisponibilidade, dificuldades de login/senha e qualidade do serviço, exigindo reembolso por planos pagos.

Os usuários do Eppi Cinema também estão órfãos da plataforma. Assim como o My Family Cinema, este streaming pirata desapareceu da internet nos últimos dias, deixando milhares de pessoas sem acesso a filmes, séries e canais ao vivo. Já são mais de 1,2 mil reclamações online, conforme o Reclame Aqui revelou com exclusividade ao Tecnoblog.

O levantamento de queixas contra o Eppi Cinema considera registros a partir de 26 de outubro. Nos últimos dias do mês, o máximo era de 48 novos cadastros de clientes com dificuldades de acesso à plataforma. De repente, o RA passou a registrar 250 reclamações no dia 1º de novembro, quando uma decisão da Justiça da Argentina derrubou pelo menos três dezenas de plataformas piratas.

O ápice ocorreu ontem, quando 698 pessoas decidiram soltar o verbo contra o Eppi Cinema. Os principais problemas detectados entre 26/10 e 03/11 são a indisponibilidade do serviço, a dificuldade de login/senha e a qualidade do serviço prestado.

Assinantes querem ressarcimento

Assinante do Eppi Cinema exige ressarcimento (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um consumidor de Santo André (SP) disse que fez o plano anual e recebeu a mensagem de que o aplicativo foi desativado. “Quero meu dinheiro de volta de todos os meses que faltavam”, escreveu. Outra pessoa de Osasco afirmou que é um “absurdo” o encerramento da plataforma “sem aviso prévio” e pediu o ressarcimento do pacote.

Alguns usuários fazem alusão ao fato de que o mesmo streaming já utilizou três nomes diferentes: My Family Cinema, Eppi Cinema e Duna TV. Todos eles seriam a mesma coisa, mas seus responsáveis seguiriam buscando maneiras de burlar os bloqueios realizados tanto no exterior quanto no Brasil.

Apesar de não haver detalhes sobre este caso específico, é sabido que o setor de telecomunicações costuma bloquear endereços na web e IPs usados por plataformas de pirataria. Já os responsáveis por esses serviços estão sempre pulando de galho em galho para tentar reativar a plataforma.

Na mira da legislação

A oferta de serviço de telecomunicações sem autorização pode configurar crime pelo artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações (atividade clandestina). Já a distribuição deste conteúdo pode violar leis de direitos autorais.

Por fim, o uso de equipamentos não homologados para recepção ou redistribuição ilegal é considerado uma infração regulatória grave, com possibilidade de sanção pela Anatel.

Duna TV também sumiu da internet

Um padrão repetitivo de caixas de TV pretas e seus respectivos controles remotos sobre um fundo amarelo claro. As caixas de TV são pequenas e retangulares com cantos arredondados e algumas portas visíveis na parte traseira. Os controles remotos são pretos com vários botões coloridos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
My Family Cinema e outros apps piratas são instalados de fábrica em TV boxes populares (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A marca Eppi Cinema é a que mais recebeu críticas de clientes descontentes. Enquanto ela bateu 1,2 mil reclamações, o My Family Cinema (MFC) tem 234 e o Duna TV, apenas 66.

Clientes antigos das plataformas estão confiantes: afirmam que é questão de tempo até que um novo aplicativo seja liberado. Além disso, dizem acreditar que os responsáveis são capazes de restaurar as assinaturas já realizadas. O My Family Cinema custava cerca de R$ 20 por mês ou R$ 200 por ano.

Eppi Cinema some da internet e revolta usuários. “Solicito ressarcimento”, diz um.

Plataforma Eppi Cinema está fora do ar desde o fim de semana (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Assinante do Eppi Cinema exige ressarcimento (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

TV Box para IPTV (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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My Family Cinema chega ao fim e deixa clientes desamparados

Um padrão repetitivo de caixas de TV pretas e seus respectivos controles remotos sobre um fundo amarelo claro. As caixas de TV são pequenas e retangulares com cantos arredondados e algumas portas visíveis na parte traseira. Os controles remotos são pretos com vários botões coloridos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
TV box pirata do Brasil costuma ter My Family Cinema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O My Family Cinema foi desativado por decisão judicial na Argentina, gerando reclamações de consumidores sobre ressarcimento de assinaturas de cerca de R$ 200 anuais.
  • A Anatel alerta sobre os riscos das TV boxes piratas, que podem causar interferências e permitir ataques cibernéticos.
  • Outros 29 serviços de streaming também foram desativados na mesma operação judicial na Argentina.

O aplicativo de streaming pirata My Family Cinema foi desativado no fim de semana e o assunto rapidamente ganhou a internet. Já são dezenas de reclamações de consumidores, que questionam sobre o ressarcimento da assinatura. Alguns deles afirmam terem gasto cerca de R$ 200 anuais pelo acesso à plataforma e não fazem a menor ideia se vão receber o dinheiro de volta.

A chuva de queixas ocorre após o fim do aplicativo, que foi desativado por uma decisão da Justiça da Argentina. O site oficial saiu do ar e os aplicativos tanto em celulares quanto em smart TVs também pararam de funcionar, de acordo com os relatos. A decisão no país vizinho impacta diretamente o Brasil, já que o My Family Cinema costuma ser instalado de fábrica em TV boxes irregulares, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações.

Clientes se queixam

“Como fica meu ressarcimento?”, questiona usuário (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Como fica o meu ressarcimento?” Esse é o questionamento de um cliente de Goiânia, que afirma ser adepto do My Family Cinema há pelo menos dois anos e renovou a assinatura até agosto de 2026. Outra pessoa escreveu no Reclame Aqui que comprou um modelo de TV box há três meses, com tudo pago pelo período inicial de um ano. “Só usei três meses e agora estou sem!”

“Não consigo nenhum contato pra me ajudarem a logar novamente”, queixa-se um assinante de Francisco Morato (SP). Como já era de se esperar, nenhuma solicitação no Reclame Aqui recebeu resposta da empresa. O Tecnoblog contabilizou pelo menos uma centena delas desde o encerramento da plataforma, no último sábado (1º).

O My Family Cinema tinha preço a partir de R$ 19,99 por mês, com imagens em resolução Full HD. Nele havia conteúdo de empresas famosas, como Netflix, Disney e Globo.

Outros 29 serviços de streaming também foram desativados por ordem da Justiça da Argentina. O Eppi Cinema, por exemplo, está fora do ar e já acumula 1,2 mil queixas de brasileiros. Alguns sites oficiais apresentam mensagens de erro e os aplicativos também desapareceram das lojas oficiais, o que significa que novos downloads não são possíveis.

Site do My Family Cinema exibe tela de erro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Anatel reafirma luta contra a pirataria

A Anatel explicou ao Tecnoblog que não participou ativamente desta recente megaoperação. A agência ressaltou que as TV boxes piratas podem “interferir em outros aparelhos legítimos e permitir ataques hacker às redes de seus usuários, seja para o roubo de senhas e dados pessoais, seja para a promoção de ataques” como o DDoS.

Ela disse que continuará as ações de fiscalização e a cooperação “com outros órgãos públicos, entidades da sociedade civil e reguladores de outros países para o combate à pirataria”, com o objetivo de proteger consumidores, mercado legal e a segurança das redes de telecomunicações.

My Family Cinema chega ao fim e deixa clientes desamparados

TV Box para IPTV (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Como fica meu ressarcimento?”, questiona usuário (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Site do My Family Cinema exibe tela de erro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Conheça a plataforma de IA que detecta falhas elétricas e incêndios florestais melhor e mais rápido do que humanos

A startup Buzz Solutions, da StartX, de Stanford (Califórnia), acaba de lançar sua solução de IA para ajudar as companhias elétricas a detectar, de maneira mais rápida, linhas de energia e falhas na rede elétrica para que os reparos possam ser feitos antes do início dos incêndios. A plataforma exclusiva utiliza inteligência artificial e tecnologia de visão mecânica para analisar milhões de imagens de linhas de alta tensão e torres de drones, helicópteros e aeronaves para encontrar falhas perigosas, além de vegetação exagerada, dentro e ao redor da infraestrutura da rede para ajudar as concessionárias a identificar áreas problemáticas e repará-las antes que um incêndio comece. LEIA MAIS: Forbes promove primeiro webinar sobre Saúde Mental nas empresas. Participe O sistema pode fazer a análise pela metade do custo e a um tempo menor em comparação aos humanos, em um período de horas a dias, não meses a anos. O Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia determinou que as linhas de transmissão da PG&E foram as culpadas pelo enorme incêndio de Kincade em Sonoma, na Califórnia, no ano passado. Problemas de linhas de alta tensão e equipamentos vêm sendo a causa dos incêndios florestais mais recentes, e a temporada de incêndios florestais começou novamente. Detectar falhas nos equipamentos da rede elétrica de maneira rápida, à medida que o clima fica mais quente e com mais ventos, pode ajudar as companhias a salvar vidas e economizar bilhões de dólares. A Buzz Solutions já possui pilotos sendo treinados nas principais empresas de serviços públicos do país. Atualmente, as empresas de energia revisam o status das linhas de energia todos os anos, colaborando com outras organizações para capturar milhões de imagens de linhas de energia, torres e vegetação circundante com o auxílio de drones, helicópteros e aeronaves. O processamento das imagens leva de seis a oito meses e envolve técnicos e engenheiros que mapeiam manualmente todos os dados juntos, procurando por culpados e falhas, sinalizando-os para uma inspeção pessoal. No entanto, durante o processo, as linhas podem ser interrompidas, causando incêndios florestais e forçando o desligamento ou causando impactos maiores. CONFIRA: Forbes elege as empresas mais promissoras em inteligência artificial Por outro lado, a IA da Buzz Solutions e a tecnologia de visão mecânica revisam as imagens de inspeção capturadas por tais ferramentas variadas que são armazenadas na nuvem. A IA analisa as imagens através de seus algoritmos proprietários para detectar falhas em todos os principais componentes das linhas de transmissão e distribuição. O algoritmo também procura áreas onde a vegetação pode estar invadindo o equipamento e apresentando risco de incêndio. Essa análise é feita em horas ou dias, pela metade do custo do processo tradicional. As companhias podem tomar medidas para avaliar as imagens sinalizadas e reparar ou substituir o equipamento antes que causem incêndio. “É definitivamente hora de avançar usando a IA para reduzir a ameaça de incêndio. Acreditamos que a indústria de serviços elétricos está pronta para utilizar uma abordagem melhor para manter seus equipamentos em boas condições de funcionamento e pessoas e propriedades seguras”, disse Kaitlyn Albertoli, cofundadora e CEO da Buzz Solutions. A Buzz Solutions também fornece modelos e análise preventivas a partir de dados históricos, dados de ativos e falhas e dados meteorológicos para determinar com antecedência onde falhas e áreas de alto risco provavelmente ocorrerão no futuro. “Nossa visão é usar tecnologia inovadora para proteger nossa infraestrutura elétrica e meio ambiente hoje e ajudar a prever onde os problemas surgirão no futuro. Isso é ainda mais importante uma vez que somos seriamente afetados pelas mudanças climáticas”, acrescentou Vikhyat Chaudhry, cofundador e CTO, COO da Buzz Solutions. De acordo com autoridades da região, o verdadeiro custo dos incêndios florestais nos Estados Unidos é mais complicado e envolve mais dinheiro do que se poderia pensar. Existem custos diretos de combate ao fogo e perdas diretas a partir do fogo, fumaça e água, além de custos de reabilitação, custos indiretos e alguns custos adicionais incomuns. VEJA TAMBÉM: Insitro arrecada US$ 143 milhões para unir biologia e inteligência artificial Os custos com incêndios são quantificados com mais facilidade quando há impactos imediatos e diretos. A categoria inclui gastos federais, estaduais e locais. Esses custos, por sua vez, podem ser divididos em gastos com aviação, motores, equipes de combate a incêndios e agentes pessoais. Além dos gastos de eliminação do incêndio, outras despesas diretas incluem perdas de propriedades privadas (seguradas e não seguradas), danos às linhas de serviços elétricos, danos às instalações de lazer, perda de recursos da madeira e ajuda aos moradores que tiveram que deixar a área. A maioria desses custos acontecem durante ou imediatamente após o incêndio. Os custos imediatos de reabilitação de emergência são realizados nos dias, semanas e meses após o incêndio e são claramente relacionados ao próprio incêndio. Os gastos de reabilitação a longo prazo são mais difíceis de quantificar. As bacias hidrográficas danificadas podem levar muitos anos para se recuperar e exigir atividades de restauração significativas. Inundações após o incêndio podem causar danos adicionais à paisagem já prejudicada, e os impactos subsequentes podem incluir um aumento de espécies invasoras e forte erosão do solo. Os custos indiretos de incêndios florestais incluem taxas tributárias perdidas, como impostos sobre vendas e municípios, além de impostos comerciais e perdas de propriedades que se acumulam ao longo do tempo. Por exemplo, propriedades que escapam aos danos causados ​​pelo fogo ainda podem sofrer desvalorização à medida que a área se recupera. Tais custos indiretos, às vezes, são rotulados como custos de impacto. Gastos adicionais, às vezes chamados de custos especiais, abrangem discussões como o valor de uma vida humana. Enquanto a EPA coloca o valor de uma vida humana em US$ 7 milhões, o setor de saúde paga uma média de US$ 316 mil ao longo de uma vida média, considerado por eles como um valor médio de uma vida humana na América. VEJA: Por que o programa de inteligência artificial GPT-3 é incrível, mas superestimado A perda de vidas humanas, problemas contínuos de saúde para jovens e idosos com sistemas respiratório ou imunológico fracos e cuidados de saúde mental se enquadram nessa categoria, mas raramente são quantificados. A extensa perda de beleza estética e cênica, a existência da vida da natureza e outras também são difíceis de quantificar. A síntese de estudos de caso revela uma quantidade de custos totais de incêndios florestais entre 2 e 30 vezes maiores que os custos de supressão relatados. Portanto, o enorme incêndio Kincade, que queimou 78 mil acres e causou a evacuação de 200 mil pessoas, custou US$ 725 milhões, provavelmente custará muitos bilhões de dólares quando tudo tiver realmente acabado. Essa é uma área em que a tecnologia realmente faz a diferença, e a nova solução de IA é uma parte importante disso.
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Por que o futuro das compras de uísque pode estar na IA

Para os entusiastas, beber uísque é um hobby, uma paixão, um estilo de vida. Os admiradores compram lançamentos diretamente de suas destilarias favoritas e viajam para diferentes países em busca do melhor da bebida. Uma dificuldade ainda para os produtores é atrair a atenção da população mais jovem, uma vez que o uísque é visto como uma bebida de sucesso apenas entre os mais velhos. Quando diante dos enormes displays de supermercados e restaurantes, os novatos acham difícil entender a infinita variedade e apreciá-las. E aquilo que escolhem não é, muitas vezes, adequado ao seu paladar. O SmartAisle procura mudar essa experiência - para melhor. LEIA MAIS: HBO e Diageo lançam uísques de Game of Thrones A agência mundial de marketing The Mars Agency se juntou à varejista norte-americana BevMo! para testar a iniciativa, cujo cerne é um assistente digital de compras de uísque. Com inteligência artificial, tecnologia ativada por voz e luzes de LED nas prateleiras, o SmartAisle ajuda os clientes a selecionar a garrafa perfeita para o seu perfil. Depois de perguntar quais são as preferências do consumidor, o assistente detalha as informações. Três garrafas são recomendadas e as prateleiras se iluminam para o cliente se aproximar e observá-las. Se ele já tiver algo em mente, o assistente pode recomendar outras marcas ou garrafas com sabores semelhantes. O processo dura menos de dois minutos e, com as informações - e até piadas -, o robô torna a experiência agradável e informativa. Mais de 50 uísques farão parte estratégia - um número que pode crescer se o teste for bem-sucedido. “Estamos empolgados com a parceria com a The Mars para testar a plataforma SmartAisle em nossas lojas”, diz Tamara Pattison, diretora de marketing e informações da BevMo!. “Isso aumenta nosso compromisso em usar tecnologia para oferecer melhores experiências aos clientes. Este tipo de solução inovadora está totalmente alinhada com a nossa estratégia." Em fevereiro de 2018, a The Mars Agency testou o SmartAisle em parceria com um varejista em Manhattan. Após dois meses, o assistente ajudou a aumentar em 20% as vendas na comparação anual das garrafas em destaque e trouxe um feedback extremamente positivo dos compradores que utilizaram o serviço. VEJA TAMBÉM: As 25 marcas de uísque mais vendidas do mundo Ken Barnett, CEO global da The Mars Agency, compartilhou planos para expandir o programa. “Acreditamos que o SmartAisle tenha o potencial de transformar o modo que as pessoas compram produtos em uma ampla gama de categorias. Estamos conversando com diversas marcas e varejistas para transformar esta visão uma realidade.” Embora ainda seja muito cedo para dizer, o assistente pode ser o futuro do uísque, do vinho e de várias outras bebidas. Os supermercados ao redor do mundo podem utilizar a tecnologia para guiar novos clientes em suas jornadas de compras.
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Anatel vai ativar alertas da Defesa Civil no Centro-Oeste

Ilustração retrata uma mensagem de texto que diz "Alerta Emergência - Defesa Civil: Risco de inundação ao longo da Rua Coronel Veiga”, entre outras falas. Abaixo há um botão de "OK".
Alerta de emergência apita mesmo quando celular está no silencioso (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel ativará o serviço Defesa Civil Alerta no Centro-Oeste em 1º de outubro de 2025, com teste em 27 de setembro em 13 cidades.
  • O sistema Defesa Civil Alerta cobrirá todo o Brasil a partir de outubro de 2025, enviando notificações de condições extremas e desastres naturais.
  • O sistema usa tecnologia Cell Broadcast, enviando alertas a aparelhos conectados a redes 4G ou 5G, sem necessidade de cadastro prévio.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passará a disponibilizar o serviço Defesa Civil Alerta na região Centro-Oeste a partir de 1º de outubro de 2025. No próximo sábado (27/09), haverá uma notificação de teste em 13 cidades.

Segundo o órgão, a demonstração será feita em:

  • Brasília (DF)
  • Goiânia (GO)
  • Itumbiara (GO)
  • Formosa (GO)
  • Cidade de Goiás (GO)
  • Campo Grande (MS)
  • Dourados (MS)
  • Corumbá (MS)
  • Três Lagoas (MS)
  • Cuiabá (MT)
  • Rondonópolis (MT)
  • Tangará da Serra (MT)
  • Rio Branco (MT)
Catedral Metropolitana de Brasília
Brasília será uma das cidades a receber o teste do alerta (foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

Tanto moradores quanto visitantes desses municípios receberão uma mensagem em seu celular com o seguinte texto:

“ALERTA EXTREMO – Defesa Civil: ALERTA DE DEMONSTRAÇÃO do novo sistema de alerta de emergência no estado. Mais informações, consulte o site do Defesa Civil Alerta.”

A região é a última a receber o recurso. O Defesa Civil Alerta foi lançado no Sul e Sudeste em dezembro de 2024; no Nordeste, em junho de 2025; e no Norte, na última quarta-feira (24/09). Com isso, todo o território brasileiro estará coberto pelo sistema de mensagens urgentes.

O que é o Defesa Civil Alerta?

O Defesa Civil Alerta é um sistema de emergência que envia notificações a aparelhos conectados sobre situações de risco, geralmente relacionadas a condições climáticas, como chuvas fortes, tempestades, ventos e riscos de deslizamento.

Na última segunda-feira (22/09), por exemplo, a Defesa Civil de São Paulo enviou uma mensagem de alerta severo horas antes de uma chuva com rajadas de vento, com risco de quedas de árvore e destelhamentos.

O sistema usa a tecnologia Cell Broadcast, que dispara o aviso sem a necessidade de cadastro prévio, chegando a todos os aparelhos compatíveis que estejam conectados a redes 4G ou 5G na região afetada.

As notificações aparecem em um pop-up em primeiro plano, sobre qualquer aplicativo aberto, e fazem som, mesmo que o aparelho esteja em modo “não perturbe”, no silencioso ou em uma ligação.

Com informações da Anatel

Anatel vai ativar alertas da Defesa Civil no Centro-Oeste

Alerta de emergência apita mesmo quando celular está no silencioso (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brasília e o Distrito Federal lideram listas de cidades e estados com internet móvel mais rápida (Imagem: Leonardo Sá/Agência Senado)
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