Nubank e outros bancos brasileiros estão no Config 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Nubank não irá parar de contratar pessoas devido à IA, segundo Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank.
A empresa prioriza candidatos com conhecimento ou exposição às ferramentas de IA, tornando este um fator determinante nas contratações.
O Nubank utiliza o Figma para seu design system, NuDS, que padroniza as telas do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes.
A discussão em torno do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou um novo elemento nesta semana: a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, disse que o conglomerado financeiro não fez layoffs por conta disso. Muito pelo contrário: manteve o ritmo já estabelecido de contratações, porém com uma mudança na forma de escolher os novos trabalhadores.
De acordo com a executiva, o Nubank passou a priorizar os candidatos que já possuam conhecimento ou algum nível de exposição às ferramentas de IA. O movimento está em linha com o adotado pela GM no mês passado. Ellen disse que este se tornou um fator determinante. Não custa lembrar: a empresa está inserida num setor bastante competitivo, em que foi pioneira, mas viu, nos últimos anos, os bancões avançarem no processo de digitalização.
Ellen Kiss é diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank (imagem: divulgação)
Contraponto ao discurso de outras empresas
As falas de Ellen são um contraponto ao que temos ouvido em feiras e congressos voltados à tecnologia e inovação. Uma fonte contou durante o Web Summit Rio que as lideranças das grandes empresas brasileiras já fazem pressão para que os profissionais em nível gerencial cortem os funcionários júnior.
Ellen participou de um painel com jornalistas durante o Config, evento produzido pelo aplicativo Figma nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo de perto. Até agora, um dos destaques foi o anúncio de uma ferramenta de motion graphics que pode colocá-lo em rota de colisão com o After Effects.
Empresa agnóstica, mas com design system no Figma
O Nubank revelou que o Figma foi usado para construir o seu design system, chamado de o NuDS. Ele é usado para padronizar e tornar mais acessíveis as telas do aplicativo nos mais de 118 milhões de clientes do banco no Brasil, no México e na Colômbia.
Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)
Mais de 200 designers do Nubank trabalham na ferramenta nos três países. O sistema reúne mais de 100 componentes reutilizáveis, sustentando cerca de 320 mil linhas de código na plataforma.
Apesar de participar de um evento produzido pelo Figma, a executiva explicou que o banco adota uma abordagem “agnóstica” em relação à IA. Isso significa que, além do Figma, também utiliza outras ferramentas de mercado, como Cursor.
O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma
Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)
O Figma vai adicionar novas ferramentas de inteligência artificial ao seu editor para brigar diretamente com o After Effects, da Adobe. A novidade chamada Motion permite criar animações, transições e transformações 3D diretamente no canvas do Figma, com geração via IA, estilos predefinidos ou ajuste manual em uma linha do tempo. O recurso fica conectado a sistemas de design e já gera código pronto para implementação.
A novidade faz parte da nova atualização do Figma, cujo anúncio ocorre nesta quarta-feira (24/06) durante o Config, evento anual realizado nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo diretamente de San Francisco.
O que mais o Figma anunciou?
Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)
Confira as principais ferramentas anunciadas:
Motion: criação de animações, transições e transformações 3D no canvas, com geração via IA ou ajuste manual em linha do tempo. Durante uma conversa com jornalistas, o fundador e CEO da empresa, Dylan Field, prometeu que os usuários iriam dizer “uau!” quando vissem os resultados.
Code layer: permitem clonar repositórios, gerar variações com o agente de IA do Figma, extrair fluxos para camadas editáveis e sincronizar mudanças de volta ao código
Shader: cria efeitos visuais e preenchimentos personalizados via comando de texto, usando WebGPU, incluindo dither, pixelização e diferentes tipos de blur
Fluxos no Figma Weave: mais de 20 ferramentas integradas para gerar imagens consistentes direto no canvas.
Habilidades para agentes de IA: transformam tarefas repetitivas em habilidades reutilizáveis por toda a equipe, com mais contexto vindo de conectores de terceiros, busca na web e anexos de arquivo
Plugins generativos: criação de ferramentas personalizadas a partir de comandos de texto, sem necessidade de desenvolvedores
Os fluxos do Figma Weave são descritos pela empresa como o primeiro passo para uma integração completa entre o Figma e o Figma Weave, prevista ainda para este ano.
Segundo o Figma, as mudanças respondem a um cenário em que a inteligência artificial está borrando os limites entre software e trabalho criativo. Mais pessoas estão criando produtos digitais, mas o trabalho passou a se distribuir entre seres humanos, ferramentas e agentes de IA. A liberação dos novos recursos deve ocorrer nas próximas semanas, com disponibilidade variando conforme cada um deles.
Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)
Relatório de IA e design
A companhia também divulgou seu terceiro relatório anual sobre inteligência artificial e design, com base em 8.403 respostas de pesquisa e 639 entrevistas qualitativas coletadas em três anos, com amostras em dez países. Brasil, Índia e Coreia do Sul entram pela primeira vez na pesquisa de 2026, somando-se a Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Austrália.
Segundo o levantamento, 57% dos profissionais entrevistados afirmam que o design ganhou mais importância em seus trabalhos. Entre desenvolvedores, esse percentual saltou de 44% para 65% em 2026. A pesquisa também identificou um movimento de sobreposição de funções: designers que atuam em desenvolvimento passaram de 21% para 41% entre 2025 e 2026, enquanto desenvolvedores que atuam em design foram de 44% para 60% no mesmo período.
Figma realiza o evento Config nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O relatório aponta ainda que 91% dos designers, 96% dos desenvolvedores e 96% dos gerentes de produto consideram que a fluência em IA será essencial para o sucesso profissional no futuro. A proporção de entrevistados que afirmam construir projetos com IA subiu de 65% para 83%. Já o percentual dos que dizem que pelo menos metade do trabalho atual envolve produtos ou recursos de IA dobrou, de 23% para 46%, no mesmo intervalo.
O Config chega à décima edição em 2026 e reúne mais de 10 mil participantes no Moscone Center, em San Francisco, além de transmissão gratuita via internet. A programação oficial ocorre entre os dias 24 e 25 de junho, com mais de 125 palestrantes.
Assista ao keynote do Config ao vivo
O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma
Emily Wilson’s 2017 translation of Homer’s epic—the first by a woman—was called a woke “abomination” by online reactionaries. Christopher Nolan’s film is facing similar critiques.
KDE Plasma 6.7 traz área de trabalho individual para cada tela do computador, recurso aguardado há 21 anos;
novo recurso permite que as configurações e conteúdos de uma tela não afetem a outra;
outras novidades incluem botão na bandeja do sistema para testar e ajustar microfone e acesso rápido ao modo escuro.
Usuários de Linux que são fãs ou querem experimentar o KDE, atenção: a versão final do ambiente de desktop KDE Plasma 6.7 foi lançada oficialmente. A principal novidade é algo que chega em clima de “antes tarde do que mais tarde”: a possibilidade de abrir uma área de trabalho individual para cada tela do computador.
Não é que você já não pudesse usar dois ou mais monitores com o KDE Plasma. Na prática, o que o novo recurso permite é que você crie uma área de trabalho distinta para cada tela, de modo que as configurações e o conteúdo visualizado em uma não afetem a outra.
É algo que os próprios desenvolvedores reconheceram que exigiu 21 anos para chegar ao KDE Plasma. Mas isso não torna o recurso menos valioso, afinal, antes disso, a alternância entre diferentes áreas de trabalho virtuais fazia todas as telas exibirem o mesmo espaço.
KDE Plasma 6.7 traz áreas virtuais para cada tela (imagem: reprodução/KDE)
O que mais há de novo no KDE Plasma 6.7?
Entre as demais novidades do KDE Plasma 6.7 está um recurso pequeno, mas potencialmente útil: uma função que permite testar e ajustar o volume do microfone rapidamente por meio de um botão na bandeja do sistema (a área no lado direito do que podemos entender como barra de tarefas).
Ainda na bandeja do sistema, agora é possível verificar se aplicativos Flatpak (padrão de distribuição de software que inclui as dependências necessárias) estão sendo executados em segundo plano. Isso é um avanço porque, no KDE Plasma, apps Flatpak precisam de permissão para interagir com a bandeja do sistema.
KDE Plasma 6.7 facilita teste de microfone e tem botão rápido de modo escuro (imagem: reprodução/OMG Ubuntu)
As demais novidades do KDE Plasma 6.7 incluem:
teclado virtual: agora é possível acessar rapidamente caracteres especiais, basta pressionar e segurar uma tecla específica por alguns segundos para obter a lista de caracteres relacionados a ela;
tema escuro rápido: a bandeja do sistema agora tem um botão que permite alternar rapidamente entre os temas escuro e claro;
mais detalhes sobre impressões: o ícone de impressão agora exibe a quantidade de trabalhos a serem executados, isto é, que estão na fila;
comparação de fuso horário: o widget de relógio agora exibe o fuso horário de várias cidades ao mesmo tempo para permitir comparações;
arrastar e soltar de apps favoritos: agora você pode arrastar e soltar ícones de apps favoritos nos widgets Lançador de Aplicativos, Menu de Aplicativos e Painel de Aplicativos;
Discover melhorado: o gerenciador de aplicativos agora tem um botão de instalação mais visível e exibe mais informações sobre cada software disponível;
temas renovados: o tema Oxygen, padrão no KDE 4, foi atualizado como parte do 30º aniversário do KDE, e isso inclui o retorno do estilo Air; já o tema a Breeze passou por pequenos aprimoramentos.
Fusos horários diferentes no KDE Plasma 6.7 (imagem: reprodução/KDE)
Como obter o KDE Plasma 6.7?
O modo mais fácil consiste em esperar que o KDE Plasma 6.7 chegue à distribuição Linux que você usa. O ambiente é usado em projetos como Ubuntu (Kubuntu), Fedora, Manjaro e OpenSUSE.
Microsoft pode repassar a fabricação de futuros consoles para empresas parceiras (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)Resumo
Microsoft deve realizar demissões em massa na divisão de games do Xbox, com objetivo de reduzir custos e reverter a queda na receita.
Empresa investiu mais de US$ 20 bilhões nos últimos cinco anos em conteúdo, infraestrutura e subsídios comerciais para o Xbox, mas a receita anual caiu.
A dona do Windows planeja mudar seu modelo de negócios, com possibilidade de licenciar a marca Xbox para outras fabricantes e reestruturar o desenvolvimento de jogos, o que pode resultar em até mil demissões.
A divisão do Xbox passará por uma rodada de demissões em massa e cortes de orçamento a partir de julho. A medida foi comunicada ontem (10/06) aos funcionários e seria uma tentativa urgente de frear a queda nas receitas e enfrentar a escalada de custos de produção de hardware.
Sob a direção da nova CEO, Asha Sharma, a Microsoft anunciou um período de reestruturação de 100 dias, focado em redefinir a estratégia de consoles e o futuro da marca.
Segundo informações da Bloomberg, o enxugamento da folha de pagamento ocorrerá logo após o encerramento do ano fiscal da gigante da tecnologia, em 30 de junho. Fontes revelaram que a liderança planeja cortar os orçamentos destinados a campanhas de marketing e os gastos em diversos departamentos para equilibrar as contas.
Por que o Xbox mudará seu modelo de negócios?
Atual modelo de negócios do Xbox se mostrou financeiramente insustentável (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
O principal motivo para essa transformação está na instabilidade financeira do atual formato de operação do Xbox, aliada ao custo elevado de desenvolvimento das tecnologias de nova geração.
O memorando interno detalha a gravidade da situação. O texto revela que a Microsoft investiu mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) nos últimos cinco anos em criação de conteúdo, manutenção de infraestrutura e subsídios comerciais para tentar baratear o hardware nas prateleiras.
Apesar da injeção massiva de capital, o retorno ficou bem abaixo das expectativas dos investidores. A receita anual encolheu quase meio bilhão de dólares no mesmo período e o cenário de alerta vermelho piorou com a crise de componentes.
Os custos de fabricação projetados para a temporada de vendas do final de 2027, por exemplo, devem ser mais de cinco vezes maiores do que os valores pagos pela indústria há apenas dois anos. Vale mencionar que os preços globais das memórias acompanharam a mesma tendência de encarecimento.
Futuro do projeto Helix e impacto nos estúdios
A inflação na linha de montagem obrigou a Microsoft a buscar alternativas comerciais. A alteração mais sensível envolve a fabricação física dos aparelhos. Embora a empresa reitere o compromisso com o projeto Helix (codinome para a próxima geração do Xbox), os executivos destacaram a necessidade de estabelecer um novo modelo de negócios baseado em parcerias de hardware.
Na prática, isso reforça os indícios de que outras fabricantes de eletrônicos poderão ser licenciadas para criar dispositivos com a marca Xbox. Essa estratégia diluiria a pesada carga de produção e repassaria o risco financeiro da montagem a empresas terceirizadas, assim como no mercado de PCs, aliviando o caixa da Microsoft.
As mudanças programadas também mexerão com a estrutura de desenvolvimento de jogos. O movimento pode resultar em reestruturações severas nas equipes e até no fechamento definitivo de produtoras que operam sob o guarda-chuva do Xbox Game Studios. Segundo rumores, o corte da Microsoft pode afetar até mil profissionais.
Em meio à contenção de gastos, Asha Sharma já tem implementado mudanças na estratégia de distribuição para tentar valorizar o ecossistema Xbox, garantindo que títulos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution sejam lançados com exclusividade para os consoles Xbox. A decisão freia, ao menos temporariamente, a tendência de lançamentos multiplataforma que vinha sendo testada pela gestão anterior.
Apesar das demissões iminentes, o documento destaca que o atual período de reavaliação servirá para “evoluir e reconstruir” as bases da marca. A Microsoft sinalizou ainda que continuará atenta a possíveis fusões e aquisições para se consolidar de forma mais eficiente nos mercados de hardware, computadores, dispositivos móveis e no streaming de jogos em nuvem.
Duolingo é conhecido pelos cursos de idiomas, mas também ensina xadrez e até matemática (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Duolingo é uma plataforma de aprendizado online, que oferece cursos de idiomas e outros campos de estudo. O serviço está disponível na versão web ou como aplicativo para Android, iOS e Windows.
O funcionamento do Duolingo se baseia em lições e no progresso gradual, de acordo com o nível de conhecimento do usuário. Também há um sistema de liga e divisões semanal, que estimula uma competição saudável entre a comunidade.
Todos os cursos do Duolingo são oferecidos de maneira gratuita. No entanto, há planos pagos para remover anúncios e conseguir recursos adicionais, além de microtransações dentro da plataforma.
A seguir, saiba o que é o Duolingo, entenda sobre o seu funcionamento, e confira os principais recursos do serviço.
O Duolingo é uma plataforma que oferece cursos online, com foco no aprendizado de idiomas. Trata-se de um serviço com modelo gamificado, que busca estimular o estudo de usuários de uma forma dinâmica.
O que significa Duolingo?
O termo “Duolingo” significa “dois idiomas”, segundo a própria empresa. O significado vai de encontro com a proposta do Duolingo de ensinar outro idioma (diferente do idioma nativo) ao usuário.
Para que serve o Duolingo?
O Duolingo tem a função de atuar como uma plataforma gratuita de aprendizado online, oferecendo cursos gamificados e com diferentes níveis de conhecimento.
Essencialmente, o Duolingo costuma atender a usuários que querem aprender um novo idioma — e o próprio nome do serviço faz jus a isso. Mas o app também oferece cursos de matemática, música e até xadrez.
Como funciona o Duolingo
Para começar a usar o Duolingo, você precisa fazer login no aplicativo educacional. Isso pode ser feito por meio de um cadastro próprio do serviço ou com contas do Facebook e Google.
Depois de entrar na plataforma, você poderá começar o curso desejado. Será possível partir do zero (nível básico) ou fazer testes para que a própria plataforma encaixe você em um nível adequado de proficiência.
Feito isso, você pode dar início às lições. As atividades são diversificadas, e trazem recursos dinâmicos para um aprendizado atrativo para os meios digitais. Também há o monitoramento de dados como tempo de duração da lição e margem de acertos.
Exemplos de lições do Duolingo (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Como em um jogo, o Duolingo apresenta diversos elementos:
Cristais: os cristais são como a moeda do jogo, usados para reabastecer corações, entrar em desafios ou proteger sua ofensiva (dias consecutivos concluindo lições).
Energia: a energia funciona como a bateria para completar lições; cada lição consome um pouco da bateria, mas você pode aumentar a energia se acertar vários exercícios seguidos.
XP: os pontos de experiência são obtidos após a conclusão de uma lição, e são a principal métrica para progressão na liga.
Concluir lições faz com que o usuário suba de nível gradualmente. Paralelamente a isso, existem ligas semanais baseadas em divisões.
E a lógica é simples: quanto mais XP você ganhar, maiores as chances de subir de divisão; já se estiver entre os últimos colocados, poderá ser rebaixado.
O Duolingo é gratuito?
Sim. O Duolingo se coloca como um serviço de aprendizado online gratuito e acessível para qualquer usuário.
No entanto, a plataforma opera em modelo freemium, oferecendo também planos pagos (Super, Super Família, Max e Max Família) e microtransações para compras de cristais.
Em quais plataformas posso acessar o Duolingo?
Você pode usar o Duolingo pelo aplicativo disponível para Android, iOS ou desktop (Windows). Se preferir, também dá pra acessar a plataforma via web, pelo site pt.duolingo.com.
Preciso de internet pra usar o Duolingo?
Sim, na maioria dos casos. O Duolingo usa a conexão à internet para atualizar a conclusão de lições, progressão do usuário, entre outros recursos da plataforma.
Você até pode usar o Duolingo offline para fazer algumas tarefas específicas. Ainda assim, precisará de internet para carregar a lição antes de ficar offline, e para atualizar o seu progresso depois de ter finalizado a tarefa.
Quais são as divisões da liga do Duolingo?
As divisões do Duolingo são: bronze, prata, ouro, safira, rubi, esmeralda, ametista, pérola, obsidiana e diamante, em ordem da mais baixa para a mais alta.
Divisões do Duolingo estimulam o aprendizado contínuo do usuário (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Quais são os principais recursos do Duolingo?
O serviço do Duolingo inclui uma série de elementos e funcionalidades que fazem parte do sistema de aprendizado. Os principais recursos da plataforma incluem:
Aprendizado dinâmico: o serviço traz lições diversificadas e interativas para aprendizado de escrita, fala e escuta.
Diferentes modalidades: apesar de o Duolingo ser gratuito, há planos pagos com recursos extras.
Sistema de ranking: a liga gamificada baseada em divisões estimula o aprendizado dos usuários.
Cursos diversificados: o Duolingo oferece cursos de mais de 40 idiomas, incluindo cursos de xadrez, matemática e música.
Duolingo English Test: o serviço conta com um teste pago de proficiência em inglês, com direito a certificado reconhecido por mais de seis mil instituições globais.
Outras iniciativas: o Duolingo também conta com o Duolingo for Schools e Duolingo ABC, que são plataformas separadas voltadas para professores e crianças, respectivamente.
Quantos idiomas o Duolingo oferece?
O Duolingo oferece mais de 248 cursos de idiomas para mais de 40 idiomas diferentes.
Para brasileiros que têm o português como língua nativa, há cursos para inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, coreano, japonês e chinês.
Cursos do Duolingo para quem fala português (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Quais são os concorrentes do Duolingo?
O Duolingo concorre com outras plataformas de aprendizado de idiomas online, a exemplo de:
Babbel: plataforma que oferece 14 idiomas ao todo, disponibilizada na versão web ou via aplicativo para Android e iOS.
Busuu: serviço de aprendizado para 14 idiomas diferentes; a plataforma pode ser acessada pelo navegador ou pelo aplicativo para Android e iOS.
Rosetta Stone: plataforma com cursos de 25 idiomas distintos, com acesso via web ou aplicativo para Android, iOS e Mac.
Memrise: aplicativo disponível para Android e iOS ou pela versão web, com cursos de mais de 34 idiomas diferentes.
Mec Idiomas: iniciativa do Governo Federal brasileiro para aprender inglês ou espanhol, disponível para Android, iOS e na versão web.
Qual é a diferença entre as versões gratuita, Super e Max do Duolingo?
A versão gratuita do Duolingo dá direito a todos os cursos oferecidos pelo serviço. Contudo, há exibição de anúncios, a energia é limitada, e o plano não dá acesso liberado a desafios.
Já o Super Duolingo é o plano pago intermediário do serviço, com recursos extras como energia ilimitada, prática de fala e escuta, revisão de erros, acesso liberado a desafios e sem exibição de anúncios.
Por fim, o Max Duolingo é a assinatura premium do Duolingo. Ela oferece todos os recursos do plano Super, com adição de treinamento e fala (por videochamadas) com agentes de IA.
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) acaba de fazer a primeira previsão meteorológica para um exoplaneta. No mundo WASP-94Ab, um Júpiter quente localizado a 690 anos-luz da Terra, o céu começa o dia encoberto por nuvens de areia (silicato de magnésio vaporizado) e gradualmente se limpa ao pôr do sol. É a primeira vez que cientistas detectam um ciclo diário de nuvens em um planeta fora do Sistema Solar.
A descoberta, publicada na revista Science, também resolveu um antigo problema da astronomia. As nuvens espessas dos Júpiteres quentes sempre atrapalharam as medições de sua composição atmosférica – uma “janela embaçada”, na descrição do astrônomo David Sing, da Universidade Johns Hopkins. Mas, ao observar o trânsito de WASP-94Ab com o JWST, a equipe liderada por Sing percebeu algo inesperado.
Na borda frontal do planeta (a “manhã”, onde o ar flui do lado noturno para o diurno), havia muitas nuvens. Já na borda posterior (a “noite”, onde o ar retorna ao lado escuro), o céu estava limpo. Essa visão desimpedida permitiu medir com precisão a quantidade de oxigênio e carbono na atmosfera: apenas cinco vezes mais abundantes do que em Júpiter, e não centenas de vezes como sugeriam observações anteriores do telescópio Hubble.
Com nova solução de software, James Webb pode captar imagens mais nítidas. (Imagem: Vadim Sadovski / Shutterstock)
Como as nuvens se formam e desaparecem
WASP-94Ab é um gigante gasoso 1,7 vez maior que Júpiter, orbita sua estrela a cada quatro dias e tem temperatura superior a 1.200°C. Por estar em rotação sincronizada (sempre com a mesma face voltada para a estrela), seus ventos no terminador (a linha entre o dia e a noite) podem empurrar o silicato de magnésio para as camadas altas da atmosfera, onde forma nuvens sobre o lado noturno.
Os ventos então as levam para o lado diurno, onde o calor extremo as faz descer de volta ao interior do planeta, dissipando-se. Uma segunda hipótese é que as nuvens se comportem como a neblina matinal na Terra, evaporando gradualmente ao longo do dia sob o calor intenso.
Outros planetas com ciclo semelhante
A equipe usou o JWST para estudar outros oito Júpiteres quentes e encontrou o mesmo padrão de nuvens em dois deles: WASP-17b e WASP-39b. O próximo passo é expandir a busca para uma variedade maior de mundos, incluindo um gigante gasoso em órbita altamente excêntrica, cujas drásticas mudanças de aquecimento podem revelar sistemas climáticos ainda mais poderosos.
“Não só conseguimos clarear a visão, como finalmente podemos determinar do que as nuvens são feitas e como elas se condensam e evaporam enquanto se movem pelo planeta”, disse Sing em comunicado.
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Distribuição Fedora 44 é lançada em variantes com ambientes de desktop Gnome 50 e KDE Plasma 6.6;
nova versão inclui kernel Linux 6.19 e suporte ao NTSync para otimizar a execução softwares de Windows;
Fedora 44 era esperado para 14 de abril; distribuição chegou com um atraso de duas semanas.
A versão final do Fedora 44 era esperada para 14 de abril. Houve um atraso de duas semanas, mas aqui está a distribuição. Ela chega com o Gnome 50 na variante principal, bem como com o Plasma 6.6 para quem prefere o ambiente de desktop da KDE.
Fedora 44 Workstation (a variante com Gnome 50)
Se você simpatiza com o Gnome, deve escolher o Fedora Linux 44 Workstation para contar com esse ambiente. Lançado em março deste ano, o Gnome 50 traz algumas novidades interessantes. As que os próprios desenvolvedores do Fedora destacam são estas:
mais recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual);
função de área de trabalho remota com desempenho aprimorado;
visualizador de documentos, gerenciador de arquivos e calendário (agenda) melhorados.
Vale destacar também que o Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland, considerado mais moderno e seguro. Com isso, o antigo mecanismo X11/X.Org acabou sendo aposentado.
O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Fedora 44 KDE Plasma Desktop
Já a variante com KDE é baseada no Plasma 6.6, como já dito. Aqui, os recursos de destaque incluem um gerenciador de login renovado e, principalmente, mais opções de personalização.
Os desenvolvedores do Fedora ressaltam ainda que o processo de instalação desta variante foi simplificado, “permitindo que você configure facilmente o Fedora KDE Plasma Desktop no computador de um amigo ou ente querido”.
É interessante esta “abordagem dupla” da distribuição. Embora a variante com Gnome continua sendo a proposta padrão, os desenvolvedores também dão a merecida atenção à opção com KDE Plasma.
O que mais há de novo no Fedora Linux 44?
Independentemente do ambiente de desktop escolhido, o Fedora Linux 44 traz o Linux 6.19 como kernel padrão. O kernel Linux 7.0 já está disponível (e, inclusive, foi implementado no também recém-lançado Ubuntu 26.04), razão pela qual pode chegar à distribuição em uma atualização próxima.
Outro atributo da nova versão está na ativação do módulo de kernel NTSync para pacotes específicos, como aqueles ligados ao Wine (executa aplicativos de Windows no Linux) e à plataforma Steam. O NTSync tem a função de melhorar a compatibilidade e o desempenho de softwares Windows no Linux, e isso deve agradar em cheio à comunidade gamer.
Os desenvolvedores do Fedora explicam que a ativação para pacotes específicos permite que o NTSync seja configurado automaticamente nas próximas inicializações, dispensando o usuário de ter que fazer esse trabalho manualmente.
Como sempre, também há um pacote de softwares. Para desenvolvedores, por exemplo, a distribuição traz: Ansible 13, CMake 4.0, Golang 1.26, LLVM 22, PHP 8.5 e Ruby 4.0.
Já na categoria produtividade encontramos softwares como o Firefox 150 e o pacote de escritório LibreOffice 26.2.
Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Para gerar um pendrive de instalação ou para teste (o modo “live” que aparece nas imagens deste texto), fica a dica de usar o Fedora Media Writer. Com versões para Windows, macOS e Linux, a ferramenta é de uso bastante fácil, sendo capaz inclusive de baixar automaticamente a imagem da variante que você escolher.
Também é possível usar o Rufus para criar o pendrive.
Xbox voltou a ser o centro da divisão de jogos da Microsoft (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)Resumo
Microsoft encerrou a marca “Microsoft Gaming” e voltou a adotar “Xbox” como identidade central da divisão de games.
A mudança foi anunciada pela CEO Asha Sharma em reunião interna.
Medida acompanha a redução no preço do Game Pass Ultimate, que ficou 36% mais barato no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 ao mês.
A Microsoft decidiu abandonar de vez a marca Microsoft Gaming. A partir de agora, o nome Xbox volta a ser a identidade central e oficial da companhia no mercado de games. A mudança foi anunciada pela nova CEO da divisão, Asha Sharma, durante uma reunião interna com funcionários nesta semana.
Segundo informações apuradas pelo The Verge, o cancelamento do selo — criado em 2022 na gestão de Phil Spencer para englobar consoles, PC, nuvem e mobile — é uma tentativa de reaproximar a gigante da tecnologia dos jogadores. A sede da companhia, inclusive, já exibe um novo logotipo do Xbox, além de mensagens nas paredes sobre “o retorno do Xbox” e o foco em “grandes jogos”.
A movimentação de bastidores prepara o terreno para o próximo grande passo da marca: o Project Helix. Esse é o codinome interno do sucessor do Xbox Series X/S, que promete uma arquitetura híbrida com suporte nativo a jogos de PC.
Game Pass Ultimate ficou mais barato no Brasil
A reestruturação acompanha um fôlego financeiro para os assinantes. A mensalidade do Game Pass Ultimate caiu 36% no Brasil, passando de R$ 119,90 para R$ 76,90. O PC Game Pass também foi reduzido e agora custa R$ 59,99.
A medida tenta conter a fuga de usuários gerada pelo aumento agressivo de quase 100% aplicado em outubro do ano passado. Recentemente, Sharma admitiu que o serviço havia ficado “caro demais” e que a relação custo-benefício precisava ser ajustada para manter a plataforma atrativa.
Os planos Essential e Premium (antigos Core e Standard) não sofreram alterações e seguem custando R$ 43,90 e R$ 59,90 por mês, respectivamente.
Fim do Day One para Call of Duty
O alívio no preço da mensalidade, no entanto, custou uma das grandes promessas da plataforma após a aquisição da Activision Blizzard. A Microsoft reverteu sua estratégia e encerrou a inclusão de lançamentos da franquia Call of Duty no primeiro dia (o chamado Day One) no catálogo do Game Pass.
Títulos inéditos da franquia não chegarão mais de imediato aos planos Ultimate e PC. Com a nova regra, os jogadores precisarão aguardar um hiato de aproximadamente um ano, com os novos jogos de tiro desembarcando no serviço apenas na temporada de festas do ano seguinte ao lançamento oficial.
O iPhone 15 está saindo por apenas R$ 3.840,44 em até 12x sem juros com o cupom NIVER6 na loja do Magazine Luiza no AliExpress. Mas corra porque o cupom acaba ainda hoje. O desconto é de 47% sobre o preço original de R$ 7.299, e a título de comparação, o preço em oferta também fica 34% abaixo do iPhone 17e (R$ 5.799).
E o celular da Apple leva vantagem pelo conjunto de câmeras mais avançado e versátil em relação a outros modelos.
iPhone 15 tem câmera ultrawide e modo Cinema
A principal vantagem do iPhone 15 em relação a outros celulares mais baratos da Apple (leia-se a linha iPhone e) se concentra nas câmeras. Enquanto o iPhone 16e e o iPhone 17e trazem apenas uma lente traseira principal de 48 MP, o iPhone 15 também é equipado com um ultrawide de 12 MP, mais adequado para fotos amplas de paisagem.
Além disso, o iPhone 15 oferece mais modos de câmera, que também contribuem para a qualidade e versatilidade dos conteúdos produzidos. Aqui, se destacam o modo Cinema e o modo Ação, ausentes no iPhone 16e e iPhone 17e. Respectivamente, as funções entregam efeito de profundidade e estabilização em filmagens.
O Dynamic Island também se destaca por não aparecer nos outros modelos, e torna a tela do iPhone 15 mais interativa e funcional em comparação. E a própria qualidade do display é superior, com já que oferece maior resolução (2.556 x 1.179 pixels) e brilho mais intenso (até 1.200 nits), garantindo melhor visibilidade sob luz solar.
Tela do iPhone 15 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Contudo, vale reconhecer que o iPhone 17e corrigiu a falta do MagSafe nessa geração, e tanto ele quanto o iPhone 16e são equipados com processadores mais recentes. Mesmo assim, o chip A16 Bionic do iPhone 15 que sai por R$ 3.840,44 em até 12x com o cupom NIVER6 ainda deve entregar excelente desempenho para jogos e apps pesados.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos restaurou recentemente Gugusse et l’Automate (“Gugusse e o Autômato”), um dos primeiros filmes da história a mostrar um robô. Dirigido pelo pioneiro francês Georges Méliès em 1897, o curta surgiu apenas dois anos depois de L’Arrivée d’un train en gare de La Ciotat, dos irmãos Auguste Lumière e Louis Lumière, considerado um dos primeiros filmes da história.
O filme era considerado como perdido até 2025, quando um exemplar foi encontrado na coleção de William Delisle Frisbee, artista itinerante que andava com um projetor e algumas das obras mais antigas do mundo.
As 10 bobinas de nitrato que guardavam pedaços do curta-metragem permaneceram guardadas em porões até serem doadas para a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Assim que a descoberta foi feita, o Centro Nacional de Conservação Audiovisual do país iniciou o processo de restauração e digitalização.
“Esta é uma daquelas coleções que nos faz perceber por que fazemos isso”, disse Courtney Holschuh, técnica do Centro Nacional de Conservação Audiovisual dos Estados Unidos que restaurou o arquivo, em entrevista à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos
Para quem tem pressa:
A Biblioteca do Congresso dos EUA divulgou a restauração de um dos primeiros filmes do mundo e o primeiro com a representação de um robô;
O filme era considerado como perdido até que, em 2025, foi encontrado um exemplar da obra na coleção pessoal de William Delisle Frisbee;
O conceito ousado da obra mostra uma ideia atual que parece mais antiga do que se pensava: as máquinas podem se rebelar contra os humanos?
Descoberta e enredo de uma obra (atual)
Bill McFarland contou à Biblioteca do Congresso dos EUA que ficou muito animado quando fez a descoberta das obras deixadas por seu bisavô, William Delisle Frisbee. Seu antepassado dirigia uma charrete de cidade em cidade, divulgando alguns dos primeiros filmes do mundo. Assim que Bill encontrou as bobinas, decidiu doá-las para a instituição.
O filme mostra em aproximadamente 40 segundos cenas em que Gugusse, um palhaço, manipula uma espécie de robô, interpretado por outro ator. Gugusse gira uma manivela, fazendo com que o “autômato” se mova. Durante o curta, o robô “se rebela” contra o manipulador e acerta o palhaço com um bastão, gerando um conflito entre os dois. Por fim, Gugusse acaba destruindo seu rival.
O conceito ousado da obra mostra uma ideia atual que parece mais antiga do que se pensava: as máquinas podem se rebelar contra os humanos?
O diretor do famoso curta, “Viagem à lua”, Georges Méliès era também ilusionista e trouxe inovações para o cinema. Imagem: Domínio público.
Dono das consideradas primeiras obras cinematográficas de ficção científica, Marie Georges Jean Méliès nasceu no ano de 1861 em Paris, na França. Inspirado pelos livros do escritor Júlio Verne, ele não seguiu a linha de outros cineastas que apenas retratavam cenas reais, ele criava cenários e efeitos que geravam uma ideia de movimento e ilusão, trazendo à tela histórias fantasiosas que encantavam o público.
De acordo com a New Atlas, suas ideias cinematográficas começaram em 1896, quando sua câmera emperrou durante uma gravação na Place de l’Opéra, em Paris. O problema técnico fez com que um ônibus se parecesse com um carro fúnebre, o que inspirou o cineasta a explorar essa técnica de ilusão em seus filmes.
Criador de obras como “Le Voyage dans la Lune” (Viagem à Lua – 1902), “Voyage à travers l’impossible“ (Viagem Através do Impossível – 1904) e o considerado primeiro filme de terror da história, “Le Manoir du Diable” (A Mansão do Diabo – 1896), George Méliès produziu mais de 400 filmes e ficou conhecido como “o mágico do cinema”. Até hoje, é conhecido como uma das figuras mais importantes e influentes da história da indústria cinematográfica.
Meta pretende lançar novos chips a cada semestre (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta anunciou quatro chips MTIA (300, 400, 450, 500) para IA, com lançamentos semestrais até 2027.
Os chips usam arquitetura de “chiplets” para atualizações rápidas e são otimizados para diferentes cargas de trabalho de IA.
A empresa desenvolveu um ecossistema de software nativo em PyTorch, eliminando a necessidade de reescrever códigos para os novos chips.
A Meta anunciou quatro novas gerações de chips proprietários para infraestrutura de inteligência artificial. Os novos modelos — batizados de MTIA 300, 400, 450 e 500 — devem sustentar a operação de LLMs avançados em escala global com custos menores. Segundo a Meta, alguns já estão em fase de testes nos data centers da empresa e outros têm implantação prevista até 2027.
Os quatro compartilham características como a arquitetura baseada em “chiplets”, pequenos blocos independentes de silício que formam o processador. Segundo a Meta, eles permitem atualizações de hardware mais rápidas do que o modelo convencional. Com isso, a empresa afirma ser capaz de lançar um novo processador a cada seis meses, mantendo o hardware alinhado às necessidades do software
A empresa também implementou um ecossistema de software construído nativamente para o padrão PyTorch. Ele dispensa a necessidade de reescrever códigos para que os modelos funcionem nos novos chips.
MTIA (de Meta Training and Inference Accelerator) é uma família desenvolvida pela empresa em parceria com a Broadcom. As duas gerações anteriores — MTIA 1 e MTIA 2i, hoje chamadas de MTIA 100 e MTIA 200 — já foram testadas com os modelos de linguagem da companhia, como o Llama.
MTIA 300
MTIA 300 (imagem: reprodução/Meta)
O mais básico da nova linha, o MTIA 300 foi projetado como uma base de baixo custo. Ele é otimizado para trabalhos de classificação e recomendação da Meta (como os algoritmos de feed dos usuários), e já está em produção, segundo a empresa, atuando no treinamento desses algoritmos.
A arquitetura dele combina um chiplet de computação com núcleos RISC-V, dois chiplets de rede e pilhas de memória rápida HBM, que otimizam o trânsito de grandes volumes de dados. O chip opera a 800 W de consumo, oferece 216 GB de memória e 6,1 TB/s de largura de banda, atingindo 1,2 PFLOPs em cálculos no formato FP8/MX8 e 0,6 PFLOPs em BF16 — formatos de baixa precisão que tornam a execução da IA mais rápida e eficiente energeticamente.
Como diferencial, o modelo tem motores de mensagens dedicados, que aliviam o processamento de comunicação do sistema e reduzem a latência.
MTIA 400
MTIA 400 (imagem: reprodução/Meta)
O MTIA 400 é voltado para cargas de trabalho gerais de IA generativa. Para isso, combina dois chiplets de computação — dobrando a densidade de processamento — e eleva o consumo para 1.200 W. O chip tem 288 GB de memória e 51% mais largura de banda HBM em relação ao modelo 300, atingindo 9,2 TB/s. O desempenho chega a 6 PFLOPs no formato FP8/MX8 e 12 PFLOPs em MX4.
O chip já concluiu a fase de testes e está a caminho da implantação oficial. Na infraestrutura, 72 aceleradores são conectados em um único rack, com resfriamento líquido auxiliado por ar, o que pode permitir a instalação mesmo em data centers mais antigos.
MTIA 450
MTIA 450 (imagem: reprodução/Meta)
O MTIA 450 tem foco na etapa de geração de conteúdo para os usuários, ou etapa de inferência, com a IA já treinada. Para acelerar esse processo, o chip mantém os 288 GB de memória HBM com o dobro da largura de banda do modelo anterior, chegando a 18,4 TB/s, operando a 1.400 W. O chip também aumenta o desempenho em 75% ao utilizar o MX4, outro formato de dados de precisão ainda mais baixa otimizado para inferência.
Em desempenho, atinge 7 PFLOPs em FP8/MX8 e robustos 21 PFLOPs em MX4. Traz também aceleração em hardware para operações de Softmax e FlashAttention, algoritmos que as redes neurais usam para calcular probabilidades e entender o contexto durante a geração de texto.
A implantação em massa está prevista para o início de 2027.
MTIA 500
MTIA 500 (imagem: reprodução/Meta)
O mais avançado da nova linha tem uma configuração quadrada de chiplets de computação menores, cercados por pilhas de memória e rede.
A principal novidade é um chiplet SoC — que agrupa diversas funções em uma única peça —, responsável por oferecer conexão direta de alta velocidade com o processador principal do servidor.
Com consumo de 1.700 W, o chip eleva a largura de banda HBM para 27,6 TB/s e oferece capacidade de memória expansível entre 384 GB e 512 GB. O desempenho máximo chega a 10 PFLOPs em FP8/MX8 e 30 PFLOPs em MX4. A implantação em massa também está prevista para 2027.
Uma frente fria associada a um ciclone extratropical no litoral do Rio Grande do Sul avança pelas regiões Sul e Sudeste do Brasil neste fim de semana. O fenômeno meteorológico aumenta o risco de temporais isolados, com rajadas de vento de até 50 km/h e chuvas intensas em diversos estados brasileiros.
Há previsão de acumulados elevados de chuva em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas o alerta para pancadas fortes também se estende ao Centro-Oeste. Enquanto o calor extremo persiste em parte do Sudeste e no Nordeste, uma massa de ar frio deve reduzir as temperaturas no território gaúcho a partir de domingo.
Chuva e ventania: a previsão do tempo para este fim de semana
Confira abaixo os destaques da previsão do tempo para cada região:
Sul
Sábado: A frente fria chegou logo cedo. No Rio Grande do Sul, a chuva deve ser forte em várias áreas, inclusive em Porto Alegre, podendo vir com raios e ventos. Em Santa Catarina e no Paraná, o céu fica nublado e chove em vários momentos, principalmente no litoral;
Domingo: O frio começa a aparecer no Rio Grande do Sul, baixando um pouco as temperaturas. A chuva enfraquece no estado gaúcho, mas continua com força no Paraná e no norte de Santa Catarina;
Temperaturas: Porto Alegre terá mínima de 21°C e máxima de 27°C no sábado. Curitiba deve variar entre 17°C e 29°C;
Sudeste
Sábado: O tempo fica instável em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com pancadas de chuva ao longo do dia. Há risco de temporais no interior e no litoral paulista, além da região serrana do Rio;
Domingo: A frente fria avança pela costa, aumentando a umidade e a chance de chuva no Rio e no centro-sul de Minas. Mesmo assim, o calor continua em muitas cidades;
Temperaturas: No Rio de Janeiro, a expectativa é que o calor aumente no domingo, podendo chegar a 35°C. Em Vitória (ES), o domingo deve ser de calor intenso, atingindo os 36°C. Em São Paulo, a temperatura deve variar entre 20°C e 29°C durante o fim de semana.
Centro-Oeste
O ar continua quente e úmido, o que favorece a formação de nuvens de chuva.
Sábado e Domingo: Estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul devem ter pancadas de chuva, algumas com trovoadas, principalmente entre tarde e noite;
Sensação térmica: O tempo continuará abafado e com temperaturas altas. Cuiabá deve ter máximas de 29°C e Brasília chegará aos 28°C no domingo.
Nordeste
A chuva se concentra mais na parte norte da região por causa da influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT);
Sábado: Deve chover no Maranhão, Piauí, Ceará e no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, com chance de temporais isolados;
Domingo: A chuva continua no norte, mas o sol aparece mais no interior da região. O calor e a sensação de abafamento devem ser predominantes em quase todo o Nordeste.
Norte
A região segue o ritmo do “verão amazônico”, ou seja, muito calor e chuvas frequentes;
Tanto no sábado quanto no domingo, estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia devem ter chuvas de moderadas a fortes, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.
Console vai rodar jogos de Xbox e PC (imagem: divulgação)Resumo
Microsoft anunciou o Project Helix, codinome do seu próximo console, que rodará jogos de Xbox e PC.
A CEO da divisão de games, Asha Sharma, indicou que o console terá uma proposta mais aberta que gerações anteriores.
Detalhes do hardware serão revelados na próxima semana durante a GDC.
A Microsoft revelou nesta quinta-feira (05/03), por meio do perfil oficial do Xbox, o codinome do seu próximo console: Project Helix. Segundo a nova CEO da divisão de games, Asha Sharma, o dispositivo será capaz de rodar jogos tanto de Xbox quanto de PC.
A executiva não entrou em detalhes, mas indicou que o console seguirá uma proposta mais aberta do que as gerações atuais. Esse movimento já vinha sendo especulado desde o ano passado, conforme revelamos aqui no Tecnoblog.
Great start to the morning with Team Xbox, where we talked about our commitment to the return of Xbox including Project Helix, the code name for our next generation console.
Project Helix will lead in performance and play your Xbox and PC games. Looking forward to chatting about… pic.twitter.com/Xx5rpVnAZI
Mais detalhes sobre o Project Helix devem ser apresentados durante a Game Developers Conference (GDC), que começa na próxima segunda-feira (09/03) em São Francisco (EUA).
Nova liderança no Xbox
Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)
O anúncio do Project Helix marca o primeiro grande movimento da nova liderança da Microsoft na divisão de games. Asha Sharma assumiu o comando do Xbox no fim de fevereiro, após a saída de Phil Spencer, veterano que liderava a marca desde 2001.
A mudança surpreendeu o setor. Além de Spencer, também deixou a empresa Sarah Bond, então diretora de operações do Xbox vista como a sucessora natural do executivo.
Antes de assumir a divisão de games, Sharma presidia o grupo de produtos CoreAI da Microsoft, responsável por iniciativas ligadas à inteligência artificial. A origem da executiva nesse setor levantou preocupações em parte da comunidade de jogadores sobre o uso intensivo de ferramentas generativas nos estúdios da marca.
Em um memorando interno, no entanto, Sharma tentou afastar os temores. Segundo ela, a empresa não pretende inundar o ecossistema com o que chamou de “conteúdo de IA sem alma”.
Os filmes que estreiam nos cinemas nesta semana vão desde clássicos reinventados até produções nacionais intimistas. O destaque fica para releituras de monstros icônicos e a aguardada versão estendida de um sucesso de Quentin Tarantino.
Da Chicago estilizada dos anos 1930 ao Japão profundo das tradições milenares, o público é convidado a uma viagem que atravessa fronteiras geográficas e temporais, unindo o peso de grandes astros de Hollywood a produções internacionais premiadas que trazem novas texturas para a telona. Mas se a ideia é um programa mais leve, a lista também traz animações e romances.
Filmes que chegam ao cinema nesta semana (26 de fevereiro)
Confira trailers e sinopses dos filmes que chegam às telonas nesta quinta-feira (26) no Brasil:
A Noiva!
Drama | Romance | Suspense | Terror | Ficção científica | Estados Unidos
Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal
Ambientado na Chicago dos anos 1930, o longa de Maggie Gyllenhaal traz uma releitura estilizada do clássico de terror. Na trama, Mary (Jessie Buckley) é uma mulher ligada ao mundo do crime que, após ser assassinada, é trazida de volta à vida pelo monstro de Frankenstein (Christian Bale). Com o auxílio da cientista Dr. Euphronius (Annete Bening), a protagonista renasce como a Noiva, mas logo subverte os desejos de seus criadores ao buscar vingança em meio a um romance explosivo e violento.
Kill Bill: The Whole Bloody Affair
Ação | Suspense | Estados Unidos
Direção e roteiro: Quentin Tarantino
Quentin Tarantino entrega sua visão original de quatro horas e meia ao reunir os dois volumes da saga num único épico. A trama foca na vingança implacável de Beatrix “Black Mamba” Kiddo (Uma Thurman), ex-assassina que sobrevive ao massacre de seu próprio casamento planejado por seu antigo mentor, Bill (David Carradine). Esta versão elimina as recapitulações de meio de filme e acrescenta sequências inéditas, consolidando a maratona de espadas e kung fu como um tributo definitivo ao cinema de artes marciais.
Cara de Um, Focinho de Outro
Animação | Aventura | Comédia | Estados Unidos
Direção: Daniel Chong | Roteiro: Daniel Chong e Jesse Andrews
A nova aposta da Pixar traz Mabel, estudante que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robótico e explorar a vida selvagem de perto. O que começa como um estudo científico ganha tons de aventura quando ela precisa proteger seus novos amigos do prefeito Jerry, político hostil que planeja eliminar a fauna local para expandir a cidade. Entre descobertas e trapalhadas, a jovem incentiva os bichos a reagirem à invasão urbana, descobrindo que entender o outro, seja ele humano ou animal, exige muito mais do que apenas um disfarce tecnológico.
Push: No Limite do Medo
Drama | Suspense | Terror | Estados Unidos
Direção e roteiro: David Charbonier e Justin Powell
O filme coloca uma corretora de imóveis no centro de um pesadelo. Grávida de oito meses e ainda lidando com o luto pelo falecimento do noivo, Natalie Flores (Alicia Sanz) tenta retomar a carreira vendendo uma mansão de luxo que foi palco de um crime terrível. O que deveria ser um recomeço profissional vira uma luta desesperada pela sobrevivência quando um suposto cliente se revela um perseguidor implacável, forçando a protagonista a proteger a própria vida e a do bebê antes do parto.
Queens of the Dead
Comédia | Terror | Estados Unidos
Direção: Tina Romero | Roteiro: Tina Romero e Erin Judge
Unindo o “glitter” ao “gore”, a diretora apresenta uma comédia de terror ambientada no Brooklyn que resgata a mitologia criada por seu pai, George Romero. Em Queens of The Dead, um apocalipse zumbi interrompe abruptamente um show de drag queens, forçando grupos rivais de artistas e club kids a unirem forças contra os mortos-vivos. O longa utiliza o estilo “terrir” para equilibrar o humor e o banho de sangue numa sobrevivência nada convencional.
A Vida Secreta de Meus Três Homens
Ficção científica | Brasil
Direção e roteiro: Letícia Simões
A cineasta Letícia Simões usa a voz da atriz Nash Laila para repassar a própria identidade e as feridas do Brasil por meio de três figuras masculinas centrais. O longa resgata as histórias de Arnaud (Guga Patriota), avô que se juntou ao cangaço; Fernando (Giordano Castro), pai boêmio que colaborou com a ditadura militar; e Sebastião (Murilo Sampaio), padrinho e fotógrafo que silenciou sua homossexualidade. Com uma abordagem minimalista e teatral, o filme confronta o passado familiar com as estruturas de violência que moldaram o país.
De Volta à Bahia
Drama | Romance | Brasil
Direção: Eliezer Lipnik e Joana di Carso | Roteiro: Joana di Carso
Esporte e romance ditam o ritmo da história protagonizada por Maya (Barbara França) e Pedro (Lucca Picon). Após um resgate no mar que viraliza na internet, os surfistas descobrem que compartilham o mesmo mentor, o treinador PH (Felipe Roque). E passam a se preparar juntos para um campeonato decisivo em Salvador. Entre as ondas e a rotina de treinos, o casal inicia um relacionamento enquanto tenta superar crises domésticas e as incertezas de suas trajetórias pessoais.
Hey Joe
Drama | Itália
Direção: Claudio Giovannesi | Roteiro: Claudio Giovannesi e Maurizio Braucci
Pouco mais de 20 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o veterano Dean (James Franco) decide retornar a Nápoles para enfrentar as consequências de um romance de juventude. Tendo deixado a namorada grávida e desamparada ao fim do conflito, ele tenta agora recuperar o tempo perdido com o filho que nunca conheceu. No entanto, o reencontro nos anos 1970 é marcado pelo choque: o filho foi criado por um chefe do crime organizado e não demonstra o menor interesse em criar laços com o pai “estrangeiro” que o abandonou.
Kokuho – O Preço da Perfeição
Drama | Japão
Direção: Sang-il Lee | Roteiro: Satoko Okudera
Maior sucesso de bilheteria do cinema japonês (fora o circuito de animes), o longa de três horas mergulha na tradição do teatro kabuki por meio da vida de Kikuo Tachibana (Ryô Yoshizawa). Após testemunhar o assassinato do pai, um chefe da Yakuza, o jovem abandona o crime para se tornar aprendiz do mestre Hanai Hanjiro (Ken Watanabe). Ao lado de Shunsuke (Ryusei Yokohama), filho biológico do mentor, ele se especializa em interpretar papéis femininos, os chamados “onnagata”, construindo uma carreira marcada por uma rivalidade artística que atravessa décadas entre palcos, escândalos e a busca obsessiva pela perfeição.
Minha Querida Família
Comédia | Drama | França
Direção: Isild Le Besco | Roteiro: Isild Le Besco e Steven Mitz
A ex-diva da ópera Queen (Marisa Berenson) é o centro das atenções do filme, que retrata uma reunião familiar explosiva. Enquanto Estelle (Élodie Bouchez) tenta se refugiar de um casamento abusivo na casa da mãe, o clima de suposta união é atropelado pelas neuroses dos irmãos Janet (Jeanne Balibar), Manon (Isild Le Besco) e Jean-Luc (Elie Semoun). A instabilidade chega ao limite com o aparecimento de Marc (Axel Granberger), o filho preferido que ressurge após duas décadas carregando as cinzas do pai e uma revelação que coloca em xeque o passado de todo o clã.
Bebê da Mamãe
Drama | Suspense | Alemanha, Áustria e Suíça
Direção: Johanna Moder | Roteiro: Johanna Moder e Arne Kohlweyer
Misturando suspense, paranoia e pitadas de comédia, a produção alemã aborda as complexidades da depressão pós-parto. A trama acompanha Julia (Marie Leuenberger), maestra que, junto do marido Georg (Hans Löw), recorre a um tratamento experimental do especialista Dr. Vilfort (Claes Bang) para conseguir engravidar. Após um parto tenso no qual o recém-nascido é isolado para supostos exames, Julia retorna para casa incapaz de se conectar com o bebê, alimentando a desconfiança de que a criança foi trocada pela clínica ou algo pior.
Pesquisador critica cultura do setor de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Mrinank Sharma, ex-líder da equipe de salvaguardas da Anthropic, demitiu-se citando pressões para abandonar valores éticos, afirmando que “o mundo está em perigo” devido a crises interconectadas.
Sharma, com doutorado em aprendizado de máquina, trabalhou na Anthropic desde agosto de 2023, focando em defesas contra bioterrorismo assistido por IA e pesquisas sobre “sicofancia” de IA.
O pedido de demissão de Sharma reflete preocupações éticas crescentes na indústria de IA, semelhante a casos anteriores na OpenAI e Google DeepMind, destacando a falta de transparência e pressões corporativas.
Em uma carta de demissão publicada na rede social X, um ex-pesquisador de segurança da Anthropic chamado Mrinank Sharma revelou sua preocupação com os rumos da indústria. Segundo ele, a companhia enfrenta dificuldades para manter os princípios éticos e “o mundo está em perigo”.
Sharma liderava a equipe de pesquisa de mitigação de riscos da Anthropic, dona da IA Claude, desde a criação do grupo no ano passado. Na carta, ele agradece a oportunidade de contribuir com a maior segurança das ferramentas, mas expõe sua frustração com a cultura corporativa do setor. “Vi repetidamente o quão difícil é realmente deixar nossos valores governarem nossas ações”, disse.
Com doutorado em aprendizado de máquina pela Universidade de Oxford, Sharma ingressou na Anthropic em agosto de 2023. Por lá, trabalhava com o desenvolvimento de defesas contra o bioterrorismo assistido por IA e pesquisas sobre “sicofancia” de IA, fenômeno em que chatbots concordam excessivamente ou elogiam o usuário para agradá-lo.
Crise de segurança e ética
Embora o trabalho de Sharma fosse focado em tecnologia, ele enfatizou que o perigo ao qual se refere não vem apenas da inteligência artificial, mas de uma “série de crises interconectadas se desenrolando neste exato momento”.
“Parecemos estar nos aproximando de um limiar em que nossa sabedoria deve crescer na mesma medida que nossa capacidade de afetar o mundo, sob o risco de enfrentarmos as consequências”, escreveu Sharma.
Ele acrescenta que viu na organização os funcionários enfrentarem constantemente “pressões para deixar de lado o que mais importa”, e que essa realidade deixou claro para ele que “chegou a hora de seguir em frente”.
Pouco antes da própria demissão, ele publicou um estudo indicando que o uso de chatbots pode levar os usuários a formar uma percepção distorcida da realidade, destacando a necessidade de sistemas projetados para “apoiar a autonomia humana”.
Críticas não são novidade
O pedido de demissão de Sharma soma-se a uma lista crescente de profissionais de segurança que deixaram grandes empresas de IA citando preocupações éticas.
O caso relembra a dissolução de uma equipe da OpenAI em 2024, como menciona a Forbes, após a saída de Jan Leike — que, curiosamente, hoje lidera a pesquisa de segurança na própria Anthropic.
Na época, Leike afirmou ter discordado da liderança da OpenAI sobre as prioridades centrais da empresa até atingir um “ponto de ruptura”.
Naquele mesmo ano, funcionários e ex-funcionários da OpenAI e do Google DeepMind lançaram uma carta aberta alertando que as companhias estariam sendo imprudentes para lançar produtos mais rápido que as concorrentes. Outra crítica do grupo visava a falta de transparência quanto às limitações e riscos dos modelos de IA.
A área ao redor da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, tornou-se um laboratório natural inesperado para o estudo da hibridização animal. Após o acidente nuclear de 2011, porcos domésticos abandonados passaram a cruzar com javalis selvagens da região, dando origem a uma população híbrida que desperta o interesse de geneticistas e biólogos da vida selvagem.
O acidente nuclear aconteceu em março de 2011, quando um terremoto de magnitude 9,0 seguido por um tsunami atingiu a costa japonesa e comprometeu a usina de Fukushima Daiichi. Cerca de 164 mil pessoas foram evacuadas da região, mas animais de estimação e criações agrícolas, incluindo porcos de fazendas locais, ficaram para trás.
Parte desses animais sobreviveu e continuou vivendo na região.
Mais de uma década depois, descendentes desses porcos ainda circulam por campos e florestas próximas à usina desativada. Diferentemente de seus ancestrais domésticos, porém, eles passaram a se reproduzir com javalis nativos, formando um grupo híbrido incomum.
Em outras regiões do mundo, populações híbridas costumam ser controladas por meio do abate, devido aos danos ambientais que elas causam. Por conta da radioatividade, isso não aconteceu em Fukushima, permitindo que espécie seguisse se reproduzindo.
Porcos domésticos cruzaram com javalis, criando uma espécie híbrida incomum (Imagem: WildMedia/Shutterstock)
Linhagem de porcas prevaleceu
Foi nesse contexto que o geneticista Shingo Kaneko, da Universidade de Fukushima, liderou um estudo para entender como os genes dos porcos domésticos influenciaram as gerações seguintes desses híbridos. Em parceria com Donovan Anderson, da Universidade de Hirosaki, a dupla analisou DNA mitocondrial e marcadores genéticos de amostras coletadas entre 2015 e 2018, incluindo porcos domésticos e quase 200 javalis da região.
Os resultados foram publicados no Journal of Forest Research e desafiaram expectativas. Em vez de uma forte presença genética dos porcos domésticos machos ao longo do tempo, os pesquisadores observaram que as linhagens maternas promoveram uma renovação genética mais rápida nos javalis. Isso porque as características reprodutivas dos porcos (como a capacidade de se reproduzir ao longo do ano todo) parecem ser transmitidas pelas fêmeas aos descendentes híbridos.
Na prática, isso significa que, embora alguns javalis ainda carreguem DNA mitocondrial de porcos, a proporção dos genes nucleares diminui rapidamente ao longo das gerações. Como javalis costumam se reproduzir apenas uma vez por ano, o ciclo reprodutivo mais frequente dos porcos acelerou a renovação dos genes.
Os pesquisadores identificaram animais que já estavam a mais de cinco gerações do cruzamento inicial, com presença mínima de genes nucleares de porco.
Segundo os cientistas, compreender esse processo pode ter aplicações práticas. Ao reconhecer que linhagens maternas suínas favorecem uma reprodução mais rápida, autoridades ambientais podem aprimorar estratégias de controle populacional e mitigação de espécies invasoras.
Apple e Google comprometeram-se a flexibilizar suas lojas de apps no Reino Unido, após investigação sobre domínio no mercado de software móvel.
As mudanças devem incluir critérios justos para revisão de apps e proibição de uso de dados confidenciais de terceiros para vantagem competitiva.
O regulador britânico irá monitorar métricas como tempo de revisão de apps, e sanções financeiras são previstas em caso de descumprimento.
Apple e Google firmaram compromissos formais para flexibilizar as operações da App Store e da Play Store no Reino Unido, segundo comunicado da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) divulgado hoje (10/02). O acordo é um desdobramento de uma investigação sobre o domínio das gigantes na distribuição de softwares móveis em solo britânico.
A movimentação representa um dos primeiros testes do novo regime de fiscalização de mercados digitais da Grã-Bretanha. Em outubro do ano passado, a CMA classificou oficialmente as duas empresas como detentoras de “status estratégico de mercado”.
O objetivo é melhorar os processos de aprovação de aplicativos e garantir que desenvolvedores independentes tenham condições de competir de forma mais justa contra os serviços nativos das donas das plataformas.
Na prática, o regulador reconhece que, como o ecossistema móvel britânico é operado quase integralmente por iOS ou Android, não existe alternativa viável para que criadores de apps alcancem o público sem se submeter às regras — e taxas — impostas por Apple ou Google.
O que pode mudar?
A principal mudança é a obrigação de utilizar critérios “justos e objetivos” para a revisão e classificação de aplicativos. Durante anos, desenvolvedores relataram que as lojas funcionavam com processos de aprovação lentos e, em certos casos, utilizados para beneficiar produtos das próprias big techs.
Com o novo compromisso, Apple e Google também estão proibidas de explorar dados confidenciais coletados durante a auditoria de apps de terceiros para obter vantagem competitiva em seus próprios serviços concorrentes. Isso impede, por exemplo, que uma plataforma utilize métricas de um app rival para aprimorar uma ferramenta nativa antes mesmo de o concorrente ser aprovado na loja.
No caso específico da Apple, as exigências são mais enérgicas. A fabricante do iPhone concordou em estabelecer caminhos para que desenvolvedores solicitem acesso a recursos de nível de sistema no iOS e iPadOS. A CMA acredita que isso permitirá que empresas de setores como pagamentos móveis, carteiras de identidade digital e ferramentas de tradução concorram em pé de igualdade com as soluções nativas da Maçã.
Para garantir que as promessas não fiquem apenas no papel, o regulador — que é o equivalente ao nosso Cade — adotará um sistema de monitoramento robusto. As empresas deverão reportar métricas como:
Tempo médio de revisão de aplicativos;
Proporção de apps rejeitados e o volume de apelações;
Número de solicitações de interoperabilidade técnica atendidas.
Regulador britânico quer abrir “cadeado” dos ecossistemas móveis (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Google afirma que plataforma já é aberta
A intervenção não é motivada apenas por questões técnicas, mas pelo enorme peso econômico do setor. O Reino Unido possui, atualmente, a maior economia de aplicativos da Europa: em 2025, o setor de desenvolvimento móvel no país foi avaliado em 28 bilhões de libras esterlinas (quase R$ 200 bilhões).
Isso representa cerca de 1,5% do PIB nacional, sustentando mais de 400 mil empregos diretos. Garantir um ambiente competitivo é visto como essencial para o crescimento de setores estratégicos, como o de fintechs e jogos eletrônicos.
Em um comunicado, também divulgado hoje, o Google argumenta que o Android já é uma plataforma “aberta” por permitir lojas de terceiros. A empresa destaca que sua loja oficial já gerou 9,9 bilhões de libras esterlinas em receita para desenvolvedores britânicos.
Caso a Apple ou o Google falhem na aplicação das mudanças, o órgão regulador poderá avançar para a imposição de sanções financeiras pesadas.
As propostas seguem em fase de consulta pública até o dia 3 de março de 2026. Se aprovadas sem alterações, as novas regras passarão a valer oficialmente em 1º de abril de 2026. Até o momento, a Apple tem evitado comentários sobre como será essa “abertura” de seus sistemas.
Meta aposta em LLMs para chegar à superinteligência (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta manipulou testes do Llama 4, usando variantes diferentes do modelo para otimizar resultados, o que levou à perda de confiança de Mark Zuckerberg no departamento de IA.
Como consequência, a Meta investiu US$ 15 bilhões na Scale AI e nomeou Alexandr Wang para liderar uma nova unidade de pesquisa em IA, além de contratar cientistas de elite com bônus de até US$ 100 milhões.
Yann LeCun, ex-chefe de IA da Meta, criticou a estratégia da empresa e fundou sua própria startup, a AMI Labs, em Paris, para focar em treinamentos de IA com vídeos e dados espaciais.
Yann LeCun, ex-chefe do departamento de inteligência artificial da Meta, confirmou que a empresa “manipulou um pouco” os testes de benchmarking do Llama 4. Segundo o executivo, os engenheiros usaram diferentes variantes do modelo em cada uma das provas para otimizar os resultados.
A declaração de LeCun, dada em uma entrevista ao Financial Times, retoma uma polêmica da época do lançamento do Llama 4, em abril de 2025. Poucos dias após o anúncio, especialistas observaram que os testes foram feitos com um modelo diferente do liberado para o público. Na ocasião, a Meta afirmou que usou diversas versões experimentais e que todas tiveram bons resultados.
A situação ficou mais feia quando usuários e desenvolvedores começaram a usar o Llama 4 e ficaram desapontados com o desempenho do modelo em condições reais.
Quais foram as consequências da manipulação?
LeCun relata que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, não gostou da atitude e “basicamente perdeu a confiança em todos os envolvidos”. A resposta, nas palavras do ex-líder de IA, foi imediata, com a decisão de “jogar para escanteio” toda a organização de IA generativa. O cientista contou que “muitos já saíram, e muitos que ainda não saíram vão sair”.
Wang, CEO da Scale AI, assumiu chefia de IA da Meta (foto: Dlabrot/reprodução)
LeCun passou a ser chefiado por Wang — e não gostou. Na entrevista para o FT, ele dispara: o novo líder “não tem experiência em pesquisa ou como fazer pesquisas”. O até então chefe de IA da Meta tem um currículo acadêmico de peso, incluindo um prêmio Turing por seu trabalho com redes neurais profundas.
Além disso, LeCun discordou dos rumos da empresa, que aposta alto em escalar modelos de linguagem de larga escala (LLMs). Ele considera que esse tipo de IA não é capaz de atingir a superinteligência tão desejada por Zuckerberg. “Minha integridade como cientista não me permite fazer isso”, ressalta.
O cientista defende que os LLMs não conseguem processar informações suficientes para desenvolver inteligência. Para LeCun, uma criança de quatro anos recebe 50 vezes mais dados do que o presente em todos os textos publicados na internet.
Ele explica que tentar fazer um modelo desse tipo desenvolver inteligência é como tentar aprender carpintaria lendo todos os livros já publicados sobre madeira, mas sem tocar em um martelo. Por isso, o pesquisador acredita que treinamentos com vídeos e dados espaciais são necessários para a IA conseguir um aprendizado baseado em física.
Fora da Meta, LeCun criou sua própria startup, a AMI Labs. Ela tem sede em Paris, e seu fundador diz que há um motivo para isso. “O Vale do Silício está completamente hipnotizado por modelos generativos, então você tem que fazer esse tipo de trabalho longe de lá”, explica.
Polícia pode acessar histórico do Google sem mandado na Pensilvânia (foto: Nathana Rebouças/Unsplash)Resumo
A Suprema Corte da Pensilvânia decidiu que a polícia pode acessar o histórico de pesquisas no Google sem mandado.
A decisão baseia-se na ideia de que usuários não têm expectativa de privacidade sobre dados compartilhados com provedores.
A decisão se aplica apenas à Pensilvânia e distingue buscas na internet de dados de localização, que exigem mandado.
A Suprema Corte do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira (16/12) que a polícia não precisa de um mandado judicial para obter o histórico de pesquisas de um suspeito no Google. A justificativa é de que os internautas não possuem uma “expectativa razoável de privacidade” sobre esses dados, uma vez que eles são voluntariamente compartilhados com provedores de serviço e aplicativos.
O caso, detalhado pelo portal The Record, envolveu a investigação de um estupro, na qual as autoridades procuraram por termos de busca feitos pelo acusado para incriminá-lo. Com a decisão, os magistrados estabeleceram que o rastro digital deixado em mecanismos de pesquisa não possuem as mesmas proteções constitucionais que outro dados.
A decisão vale apenas para o estado da Pensilvânia até que, eventualmente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decida unificar o entendimento sobre o tema.
Qual o argumento da corte?
A corte argumentou que “é de conhecimento comum que sites, aplicativos baseados na internet e provedores de serviços coletam e, em seguida, vendem dados de usuários”.
Para os juízes, como o Google informa expressamente em seus termos de uso que monitora a atividade para fins comerciais e que não se deve esperar privacidade total, a polícia não estaria violando um direito fundamental ao requisitar essas informações sem a crivo prévio de um juiz.
A decisão distingue o histórico de buscas de outros dados, como a localização de celulares. Tribunais superiores dos EUA já haviam decidido anteriormente que o rastreamento de localização exige mandado, pois é um dado gerado involuntariamente apenas por carregar o aparelho.
Corte entende que termosdo Google não garantem privacidade dos dados (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
No entanto, no caso das pesquisas, a corte da Pensilvânia entendeu que o ato é ativo e consciente. “A trilha de dados criada pelo uso da internet não é involuntária da mesma maneira que a trilha criada pelo porte de um telefone celular”, diz o texto da decisão.
O tribunal também sugeriu que os usuários têm a opção de não expor seus dados se utilizarem métodos diferentes ou ferramentas de navegação anônima, o que validaria a tese de que o uso do Google padrão é uma escolha de “não-privacidade”.
Preocupação com privacidade
A sentença gerou reações imediatas de especialistas em direitos digitais e juristas. Eles alertam que o acesso irrestrito a esse tipo de dado é perigoso, já que as pessoas costumam fazer perguntas ao Google que não fariam, necessariamente, a uma outra pessoa na vida real.
Para especialistas ouvidos pelo The Record, a existência de um precedente em um estado pode encorajar departamentos de polícia em outras jurisdições a adotarem práticas semelhantes, normalizando a coleta de históricos de navegação sem a necessidade de justificar a “causa provável” a um juiz.
Reddit afirma que não se enquadra na definição legal de “rede social” (imagem: Brett Jordan/Unsplash)Resumo
Reddit abriu um processo na Suprema Corte da Austrália para invalidar a lei que proíbe menores de 16 anos de acessar redes sociais.
A plataforma alega violação da liberdade de expressão política e diz que não se enquadra na categoria de “redes sociais”.
O governo australiano comparou a ação do Reddit a estratégias da indústria do tabaco e afirmou que a medida visa proteger os jovens.
O Reddit protocolou, nesta sexta-feira (12/12), uma ação judicial na Suprema Corte da Austrália para invalidar a legislação que proíbe o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no país. O processo foi aberto apenas dois dias após a medida, considerada inédita no mundo, entrar em vigor. Na petição, a plataforma sustenta que a proibição fere o debate democrático.
Segundo a argumentação jurídica da empresa, embora os menores de 16 anos não votem, suas opiniões influenciam as escolhas eleitorais de pais e outros cidadãos — uma forma de comunicação política protegida, ainda que implicitamente, pela Constituição australiana.
O que diz o governo australiano?
A reação foi imediata. O ministro da Saúde, Mark Butler, comparou a estratégia jurídica do Reddit às ações movidas historicamente pela indústria do tabaco contra regulações de saúde pública. “Lutaremos contra essa ação em todas as instâncias”, afirmou, sugerindo que a empresa prioriza lucros em detrimento da segurança dos jovens.
Um porta-voz da ministra das Comunicações, Anika Wells, reforçou o posicionamento, declarando que o governo está “do lado dos pais e filhos australianos, não das plataformas”.
Reddit alerta para “efeito reverso”
Plataforma diz que banimento expõe adolescentes a riscos maiores (imagem: AppsHunter IO/Unsplash)
Além da questão constitucional, o Reddit alega que há um paradoxo técnico: a lei pode diminuir a segurança online. A defesa explica que, ao bloquear contas de menores, a legislação força esses jovens a navegarem no modo “somente leitura” (sem login).
O problema, segundo a plataforma, é que usuários logados podem ativar filtros de segurança que bloqueiam conteúdos inadequados. Sem uma conta, os jovens ficariam expostos ao conteúdo bruto dos fóruns, perdendo as camadas de proteção que o cadastro oferece.
Outro ponto central da defesa é a própria definição do serviço. O Reddit alega não atender aos critérios da lei, pois seu propósito principal não seria a “interação social online”, mas sim a discussão de tópicos, muitas vezes anônima. A empresa busca isenção argumentando que a natureza de seus fóruns difere consideravelmente de redes focadas em exposição pessoal e conectividade direta.
Como é a nova lei australiana?
A nova legislação entrou em vigor na quarta-feira (10/12) e impõe que a responsabilidade pelo bloqueio das contas de menores seja inteiramente das plataformas. A regra prevê multas que podem chegar a 49,5 milhões de dólares australianos (quase R$ 180 milhões) para as empresas que descumprirem a decisão.
O texto da lei foca em serviços cujo propósito principal é permitir a interação social e a postagem de material. No entanto, o governo estabeleceu exceções para serviços essenciais ou de baixo risco:
Mensageiros: aplicativos de comunicação como WhatsApp e Facebook Messenger (sem feed social) continuam liberados;
Jogos e educação: plataformas como Roblox, Discord, Google Classroom e YouTube Kids estão isentas;
Mídia passiva: o consumo de conteúdo, como assistir a vídeos no YouTube sem estar logado, segue permitido.
Projeto Avocado sinaliza fim da era exclusivamente open source na Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta planeja lançar o modelo Llama 4 em 2026, abandonando o código aberto para competir com OpenAI e Google.
A reestruturação visa priorizar a lucratividade, com investimentos de US$ 600 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA.
O desenvolvimento do modelo Avocado envolve o uso de dados de concorrentes e cortes em outras divisões da empresa.
A Meta estaria reestruturando a divisão de inteligência artificial para priorizar a lucratividade e o controle da tecnologia, de acordo com uma reportagem da agência Bloomberg. Com isso, a empresa de Mark Zuckerberg se afastaria da filosofia de código aberto que ela própria defendeu nos últimos anos.
O cerne da questão seria o modelo Llama 4, que ainda não foi lançado, mas já se tornou alvo de críticas por suposta manipulação de testes de desempenho. Ele está previsto para chegar ao mercado em meados de 2026 e deve ser um produto rigorosamente controlado pela Meta.
Por que a Meta decidiu mudar a estratégia?
Fontes ligadas à empresa relataram à Bloomberg que a transição foi acelerada após o cancelamento de um projeto intermediário chamado Behemoth. Desapontado com a trajetória dele, Zuckerberg teria descartado a ideia para focar numa nova arquitetura batizada de Avocado.
A mudança também responde a pressões financeiras. Segundo informações de reportagens da Bloomberg e do The Verge, o plano é alinhar a companhia aos modelos de negócios das rivais OpenAI e Google, buscando rentabilizar os investimentos trilionários no setor de IA.
Investidores de Wall Street têm questionado os gastos da Meta. Zuckerberg prometeu desembolsar US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3,2 trilhões) em projetos de infraestrutura nos Estados Unidos nos próximos três anos, a maioria relacionada à inteligência artificial. O modelo de código aberto dificulta a monetização necessária para justificar as despesas.
Treinamento com tecnologia rival e desafios
O desenvolvimento do Avocado é de responsabilidade de um grupo de elite recém-formado por Zuckerberg, denominado TBD Lab. Para treinar o novo modelo, a equipe está utilizando dados extraídos de sistemas concorrentes, como Gemma (Google), gpt-oss (OpenAI) e Qwen (da gigante chinesa Alibaba).
Sob liderança de Alexandr Wang, novo modelo fechado será treinado com dados de rivais (foto: reprodução/Dlabrot)
Além dos desafios técnicos, a Meta enfrenta obstáculos regulatórios. O uso interno do termo “superinteligência” para descrever projetos de longo prazo gerou reações negativas em pesquisas de mercado. Legisladores, especialmente na União Europeia, associam o termo a riscos de segurança descontrolados.
Plataforma Eppi Cinema está fora do ar desde o fim de semana (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Eppi Cinema desapareceu da internet, acumulando 1,2 mil reclamações no Reclame Aqui entre 26/10 e 03/11.
A Justiça da Argentina derrubou várias plataformas piratas, incluindo o Eppi Cinema, resultando em um pico de 698 reclamações em um dia.
Usuários relatam problemas de indisponibilidade, dificuldades de login/senha e qualidade do serviço, exigindo reembolso por planos pagos.
Os usuários do Eppi Cinema também estão órfãos da plataforma. Assim como o My Family Cinema, este streaming pirata desapareceu da internet nos últimos dias, deixando milhares de pessoas sem acesso a filmes, séries e canais ao vivo. Já são mais de 1,2 mil reclamações online, conforme o Reclame Aqui revelou com exclusividade ao Tecnoblog.
O levantamento de queixas contra o Eppi Cinema considera registros a partir de 26 de outubro. Nos últimos dias do mês, o máximo era de 48 novos cadastros de clientes com dificuldades de acesso à plataforma. De repente, o RA passou a registrar 250 reclamações no dia 1º de novembro, quando uma decisão da Justiça da Argentina derrubou pelo menos três dezenas de plataformas piratas.
O ápice ocorreu ontem, quando 698 pessoas decidiram soltar o verbo contra o Eppi Cinema. Os principais problemas detectados entre 26/10 e 03/11 são a indisponibilidade do serviço, a dificuldade de login/senha e a qualidade do serviço prestado.
Assinantes querem ressarcimento
Assinante do Eppi Cinema exige ressarcimento (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Um consumidor de Santo André (SP) disse que fez o plano anual e recebeu a mensagem de que o aplicativo foi desativado. “Quero meu dinheiro de volta de todos os meses que faltavam”, escreveu. Outra pessoa de Osasco afirmou que é um “absurdo” o encerramento da plataforma “sem aviso prévio” e pediu o ressarcimento do pacote.
Alguns usuários fazem alusão ao fato de que o mesmo streaming já utilizou três nomes diferentes: My Family Cinema, Eppi Cinema e Duna TV. Todos eles seriam a mesma coisa, mas seus responsáveis seguiriam buscando maneiras de burlar os bloqueios realizados tanto no exterior quanto no Brasil.
Apesar de não haver detalhes sobre este caso específico, é sabido que o setor de telecomunicações costuma bloquear endereços na web e IPs usados por plataformas de pirataria. Já os responsáveis por esses serviços estão sempre pulando de galho em galho para tentar reativar a plataforma.
Na mira da legislação
A oferta de serviço de telecomunicações sem autorização pode configurar crime pelo artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações (atividade clandestina). Já a distribuição deste conteúdo pode violar leis de direitos autorais.
Por fim, o uso de equipamentos não homologados para recepção ou redistribuição ilegal é considerado uma infração regulatória grave, com possibilidade de sanção pela Anatel.
Duna TV também sumiu da internet
My Family Cinema e outros apps piratas são instalados de fábrica em TV boxes populares (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A marca Eppi Cinema é a que mais recebeu críticas de clientes descontentes. Enquanto ela bateu 1,2 mil reclamações, o My Family Cinema (MFC) tem 234 e o Duna TV, apenas 66.
Clientes antigos das plataformas estão confiantes: afirmam que é questão de tempo até que um novo aplicativo seja liberado. Além disso, dizem acreditar que os responsáveis são capazes de restaurar as assinaturas já realizadas. O My Family Cinema custava cerca de R$ 20 por mês ou R$ 200 por ano.
TV box pirata do Brasil costuma ter My Family Cinema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O My Family Cinema foi desativado por decisão judicial na Argentina, gerando reclamações de consumidores sobre ressarcimento de assinaturas de cerca de R$ 200 anuais.
A Anatel alerta sobre os riscos das TV boxes piratas, que podem causar interferências e permitir ataques cibernéticos.
Outros 29 serviços de streaming também foram desativados na mesma operação judicial na Argentina.
O aplicativo de streaming pirata My Family Cinema foi desativado no fim de semana e o assunto rapidamente ganhou a internet. Já são dezenas de reclamações de consumidores, que questionam sobre o ressarcimento da assinatura. Alguns deles afirmam terem gasto cerca de R$ 200 anuais pelo acesso à plataforma e não fazem a menor ideia se vão receber o dinheiro de volta.
A chuva de queixas ocorre após o fim do aplicativo, que foi desativado por uma decisão da Justiça da Argentina. O site oficial saiu do ar e os aplicativos tanto em celulares quanto em smart TVs também pararam de funcionar, de acordo com os relatos. A decisão no país vizinho impacta diretamente o Brasil, já que o My Family Cinema costuma ser instalado de fábrica em TV boxes irregulares, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações.
Clientes se queixam
“Como fica meu ressarcimento?”, questiona usuário (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
“Como fica o meu ressarcimento?” Esse é o questionamento de um cliente de Goiânia, que afirma ser adepto do My Family Cinema há pelo menos dois anos e renovou a assinatura até agosto de 2026. Outra pessoa escreveu no Reclame Aqui que comprou um modelo de TV box há três meses, com tudo pago pelo período inicial de um ano. “Só usei três meses e agora estou sem!”
“Não consigo nenhum contato pra me ajudarem a logar novamente”, queixa-se um assinante de Francisco Morato (SP). Como já era de se esperar, nenhuma solicitação no Reclame Aqui recebeu resposta da empresa. O Tecnoblog contabilizou pelo menos uma centena delas desde o encerramento da plataforma, no último sábado (1º).
O My Family Cinema tinha preço a partir de R$ 19,99 por mês, com imagens em resolução Full HD. Nele havia conteúdo de empresas famosas, como Netflix, Disney e Globo.
Outros 29 serviços de streaming também foram desativados por ordem da Justiça da Argentina. O Eppi Cinema, por exemplo, está fora do ar e já acumula 1,2 mil queixas de brasileiros. Alguns sites oficiais apresentam mensagens de erro e os aplicativos também desapareceram das lojas oficiais, o que significa que novos downloads não são possíveis.
Site do My Family Cinema exibe tela de erro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Anatel reafirma luta contra a pirataria
A Anatel explicou ao Tecnoblog que não participou ativamente desta recente megaoperação. A agência ressaltou que as TV boxes piratas podem “interferir em outros aparelhos legítimos e permitir ataques hacker às redes de seus usuários, seja para o roubo de senhas e dados pessoais, seja para a promoção de ataques” como o DDoS.
Ela disse que continuará as ações de fiscalização e a cooperação “com outros órgãos públicos, entidades da sociedade civil e reguladores de outros países para o combate à pirataria”, com o objetivo de proteger consumidores, mercado legal e a segurança das redes de telecomunicações.
Alerta de emergência apita mesmo quando celular está no silencioso (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Anatel ativará o serviço Defesa Civil Alerta no Centro-Oeste em 1º de outubro de 2025, com teste em 27 de setembro em 13 cidades.
O sistema Defesa Civil Alerta cobrirá todo o Brasil a partir de outubro de 2025, enviando notificações de condições extremas e desastres naturais.
O sistema usa tecnologia Cell Broadcast, enviando alertas a aparelhos conectados a redes 4G ou 5G, sem necessidade de cadastro prévio.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passará a disponibilizar o serviço Defesa Civil Alerta na região Centro-Oeste a partir de 1º de outubro de 2025. No próximo sábado (27/09), haverá uma notificação de teste em 13 cidades.
Segundo o órgão, a demonstração será feita em:
Brasília (DF)
Goiânia (GO)
Itumbiara (GO)
Formosa (GO)
Cidade de Goiás (GO)
Campo Grande (MS)
Dourados (MS)
Corumbá (MS)
Três Lagoas (MS)
Cuiabá (MT)
Rondonópolis (MT)
Tangará da Serra (MT)
Rio Branco (MT)
Brasília será uma das cidades a receber o teste do alerta (foto: Leonardo Sá/Agência Senado)
Tanto moradores quanto visitantes desses municípios receberão uma mensagem em seu celular com o seguinte texto:
“ALERTA EXTREMO – Defesa Civil: ALERTA DE DEMONSTRAÇÃO do novo sistema de alerta de emergência no estado. Mais informações, consulte o site do Defesa Civil Alerta.”
A região é a última a receber o recurso. O Defesa Civil Alerta foi lançado no Sul e Sudeste em dezembro de 2024; no Nordeste, em junho de 2025; e no Norte, na última quarta-feira (24/09). Com isso, todo o território brasileiro estará coberto pelo sistema de mensagens urgentes.
O que é o Defesa Civil Alerta?
O Defesa Civil Alerta é um sistema de emergência que envia notificações a aparelhos conectados sobre situações de risco, geralmente relacionadas a condições climáticas, como chuvas fortes, tempestades, ventos e riscos de deslizamento.
Na última segunda-feira (22/09), por exemplo, a Defesa Civil de São Paulo enviou uma mensagem de alerta severo horas antes de uma chuva com rajadas de vento, com risco de quedas de árvore e destelhamentos.
O sistema usa a tecnologia Cell Broadcast, que dispara o aviso sem a necessidade de cadastro prévio, chegando a todos os aparelhos compatíveis que estejam conectados a redes 4G ou 5G na região afetada.
As notificações aparecem em um pop-up em primeiro plano, sobre qualquer aplicativo aberto, e fazem som, mesmo que o aparelho esteja em modo “não perturbe”, no silencioso ou em uma ligação.