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Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

Imagem mostra o logotipo do Facebook em um fundo de cor azul bebê. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Facebook busca recuperar relevância entre usuários mais jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta anunciou novos recursos e aprimorou o algoritmo de recomendação de vídeos do Facebook.
  • A plataforma agora mostra até 50% mais Reels por dia e inclui o recurso “bolhas de amigos”, que destaca curtidas e interações sociais.
  • O objetivo é atrair usuários mais jovens e competir diretamente com o TikTok.

O Facebook continua seu movimento para se aproximar do TikTok. Ontem (07/10), a Meta anunciou uma série de mudanças voltadas aos Reels. Entre as novidades, está o aprimoramento do sistema de recomendações dos vídeos, que agora deve aprender mais rapidamente os interesses dos usuários e exibir conteúdos recentes e mais relevantes.

A atualização faz parte da estratégia da empresa para revitalizar a rede social e reconquistar o público mais jovem — algo que Tom Alison, vice-presidente global da plataforma, comentou com exclusividade ao Tecnoblog. Segundo Alison, o foco é atrair usuários entre 18 aos 29 anos.

Mark Zuckerberg também tem destacado desde o início deste ano que está “animado para voltar ao Facebook original”. As alterações nos vídeos refletem essa tentativa, especialmente nos de curta duração, que dominam a plataforma rival.

Quais são as novas funções lançadas pela Meta?

GIF animado mostra o novo recurso bolha de amigos nos Reels do Facebook. Ele exibe o rosto do perfil que curtiu o mesmo vídeo curto no cantor inferior esquerdo
“Bolhas de amigos” exibe um balão flutuante com a foto de amigos que curtiram o mesmo Reels (imagem: divulgação)

De acordo com a empresa, o Facebook agora exibe 50% mais Reels publicados no mesmo dia, o que significa que os usuários devem ver com mais frequência vídeos novos de criadores que seguem ou que o algoritmo considera interessantes. Outra adição é o recurso “bolhas de amigos”, que mostra no canto inferior esquerdo do vídeo quando um amigo já curtiu aquele conteúdo.

A Meta afirma que a ideia é reforçar o aspecto social da plataforma. “Ver as curtidas dos seus amigos sempre foi parte essencial da experiência no Facebook, e estamos criando recursos — como as bolhas — que nos reconectam às nossas origens”, explicou a empresa em comunicado.

Além disso, ao tocar na bolha, o usuário pode abrir um chat privado para comentar o vídeo diretamente com o amigo, incentivando mais interações dentro do aplicativo.

Meta tenta recuperar tempo perdido com os jovens

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Zuckerberg renova o Facebook com foco em vídeos curtos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A companhia tem investido pesado para que o Facebook volte a crescer entre as gerações mais novas — e não apenas com vídeos. No mês passado, a rede reintroduziu o recurso “cutucar”, implementou novos filtros de privacidade e ajustou o feed para priorizar conteúdos recomendados por IA.

Esses esforços parecem surtir efeito: segundo o último relatório de resultados da Meta, o tempo gasto assistindo a vídeos no Facebook aumentou mais de 20% em relação ao ano anterior.

Em junho, a empresa já havia anunciado que todos os vídeos da plataforma passariam a ser Reels, sem limite de duração, consolidando de vez o formato na rede.

Com informações do The Verge

Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

Facebook (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

GIF mostra a interface do Meta Vibes. À esquerda, uma miniatura mostra um personagem peludo e laranja, com dois olhos redondos, sentado em uma motocicleta e segurando uma caixa. No centro, um círculo gradiente em tons de azul, roxo e rosa representa uma paleta de cores. No centro-superior, uma barra mostra o texto "Remix". À esquerda do círculo, estão os botões "Add music", "Change image" e "Change animation". À direita do círculo, estão miniaturas de diversas imagens, incluindo um gato de óculos de sol e pepinos nos olhos, e um carro em uma paisagem com pôr do sol.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (GIF: reprodução)
Resumo
  • Meta lançou o Vibes, um feed de vídeos curtos criados por inteligência artificial, disponível no app Meta AI e no site meta.ai.
  • O formato é semelhante ao TikTok e Reels e permite gerar vídeos do zero ou remixar clipes com opções de personalização.
  • Pelo menos nessa fase inicial, a empresa desenvolve o Vibes em parceria com a Midjourney e Black Forest Labs.

A Meta anunciou ontem (25/09) o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por inteligência artificial. Disponível no app Meta AI e na versão web (meta.ai), a novidade lembra o TikTok e o Reels, mas com um diferencial: todo o conteúdo é criado por IA.

O CEO Mark Zuckerberg mostrou em uma publicação no Instagram exemplos de vídeos criados pelo sistema: criaturas felpudas saltando entre cubos, um gato sovando massa de pão e até a simulação de uma mulher tirando selfie em uma sacada com vista para o Egito Antigo.

Como funciona o Vibes?

Três imagens geradas por inteligência artificial são exibidas lado a lado em formato de story. A primeira imagem, à esquerda, mostra várias criaturas fofas, redondas e peludas, em tons de branco e rosa. A segunda, no centro, é uma foto de um **gatinho ruivo** filhote usando um chapéu de padeiro e amassando uma massa de pão em uma cozinha rústica. A terceira, à direita, mostra uma **mulher vestida como a rainha Cleópatra** egípcia, tirando uma *selfie* com um celular em uma varanda com vista para um vale montanhoso e um rio ao pôr do sol.
Mark Zuckerberg compartilhou exemplos de vídeos criados no Vibes (imagem: reprodução)

De acordo com a Meta, o feed exibe vídeos feitos tanto por criadores quanto por outros usuários. O algoritmo da plataforma deve personalizar o conteúdo ao longo do tempo, mas o público terá a opção de gerar vídeos do zero ou remixar clipes já existentes no feed, adicionando novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo antes da publicação.

Os vídeos podem ser postados diretamente no Vibes, enviados por mensagem privada ou compartilhados em outras plataformas da empresa, como Instagram e Facebook.

O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, explicou que, nesta fase inicial, a empresa conta com parcerias externas com os geradores de imagens de IA Midjourney e o Black Forest Labs para a primeira versão do Vibes, enquanto ainda desenvolvem seus próprios modelos.

Duas telas de celular mostram a interface do Meta Vibes. A tela à esquerda tem o título "Restyle" e mostra duas fotos: a superior é de quatro pessoas sorrindo em um parque; a inferior é de uma mulher com uma jaqueta branca. Abaixo, o texto "90s hip-hop". A tela à direita tem o título "Remix" e mostra uma foto de um monstro peludo e laranja em pé em uma rua molhada, segurando um guarda-chuva preto.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)

Novidade contraditória?

A recepção inicial não foi tão positiva, pelo menos na publicação de Zuckerberg. Nos comentários, usuários afirmam que “ninguém quer” esse tipo de recurso, e que a novidade é “lixo de IA”.

Vale lembrar: em julho, o Facebook anunciou medidas para barrar conteúdo inautêntico criado por IA. Antes, o YouTube começou a adotar ações no mesmo sentido.

Contudo, todo o setor de IA da Meta está passando por uma reestruturação. Em junho, a empresa criou o Meta Superintelligence Labs, mas após a saída de pesquisadores importantes precisou reorganizar a área em quatro frentes: modelos de base, pesquisa, integração em produtos e infraestrutura.

Com informações do TechCrunch

Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

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