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Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

“Todas as chaves eram falsas”, relatou consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Kabum expulsou lojas que vendiam softwares piratas da Microsoft, incluindo chaves falsas do Windows e Office.
  • A expulsão ocorreu após relatos de consumidores que compraram licenças supostamente vitalícias, mas perderam o acesso após um tempo.
  • O Kabum afirmou que monitora continuamente a operação para garantir a qualidade e originalidade dos produtos e que inativa imediatamente lojistas e ofertas irregulares.

O site de vendas Kabum confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que expulsou pelo menos uma loja flagrada comercializando softwares piratas da Microsoft. Outras empresas participantes da plataforma também estão sob análise, após uma escalada no número de consumidores reclamando do Kabum nas redes.

Na última semana, diversos relatos começaram a surgir na internet. As pessoas se queixavam de comprar licenças do Windows e do Office supostamente vitalícias, mas ficarem sem acesso às tecnologias após um tempo.

“Ao receber os produtos, a suspeita começou pela mídia física bizarra. Entrei em contato com o suporte oficial da Microsoft e a bomba caiu: todas as chaves eram falsas.” Foi assim que um usuário do Reddit resumiu a situação.

O usuário classificou a atuação do site Kabum como “negligência” e “conivência”. De acordo com ele, a origem dos softwares não é informada aos potenciais compradores porque “no fim das contas, estão lucrando em cima de cada venda pirata”.

Não custa lembrar: o Kabum opera tanto com estoque próprio quanto com vendas de terceiros, que são identificadas assim. O e-commerce declarou que monitora continuamente a operação “para garantir a qualidade e originalidade“ dos produtos. Ele esclareceu ainda que “inativa imediatamente o lojista e a oferta irregulares”.

Windows e Office com acesso “vitalício”

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)

As suspeitas sobre a procedência dos programas de computador podem ser visualizadas no Reclame Aqui. Um cliente de Marataízes, no Espírito Santo, contou que esbarrou com anúncios altamente suspeitos dos seguintes produtos:

  • Windows Server 2025 Datacenter em mídia física
  • Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia
  • Visual Studio 2026 Enterprise
  • Pacote Office 2024 com funcionamento perpétuo e envio imediato

“Ao consultar o diretório oficial de parceiros da Microsoft, a empresa mencionada não consta como parceira autorizada, o que reforça a suspeita de irregularidade.” O Kabum nos disse que mantém contato direto com as fabricantes, com acesso a lista de parceiros autorizados.

“Diretamente prejudicado”, diz consumidor

O cliente capixaba relatou insatisfação pois, após a compra de “softwares corporativos por valores inferiores a R$ 200”, a Microsoft passou a não reconhecer as licenças. “Minha empresa foi diretamente prejudicada”, concluiu.

Ainda não se sabe quantos outros lojistas serão expulsos do marketplace. O Kabum foi fundado em 2003 por dois irmãos em Limeira, no interior de São Paulo. Em 2021, foi comprado e passou a fazer parte do grupo Magazine Luiza.

Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

Windows pirata (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)
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Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

Microsoft Edge
Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • pesquisador de segurança descobriu que Edge mantinha senhas descriptografadas na memória RAM;

  • Microsoft havia sido alertada na época, mas argumentou que esse comportamento era esperado e, portanto, nada mudaria;

  • após repercussão negativa, Microsoft mudou de postura e implementou mudanças no Edge a partir da versão 148.

No início do mês, um especialista em segurança relatou ter descoberto que o Edge armazena senhas na memória RAM em forma de texto simples. A Microsoft foi alertada sobre isso, mas respondeu que… bom, é assim mesmo. Mas não deveria ser. Nesta semana, a companhia reconheceu o deslize e tomou providências.

Assim como o Chrome, o Firefox e outros navegadores, o Edge oferece uma função de gerenciamento de senhas que faz preenchimento automático de campos de login. Mas eis que o pesquisador de segurança norueguês Tom Jøran Sønstebyseter Rønning descobriu que o Edge armazena essas senhas em um espaço de memória usando o formato de texto simples:

Quando você salva senhas no Edge, o navegador descriptografa cada credencial na inicialização e as mantém residentes na memória do processo. Isso acontece mesmo se você nunca acessar um site que usa essas credenciais.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Isso significa que não há criptografia ou outro mecanismo avançado para proteger as combinações durante a sua permanência na memória. Na eventualidade de um hacker ou um malware alcançar esse espaço, as senhas poderão ser descobertas ou capturadas com mais facilidade.

A resposta da Microsoft ao pesquisador causou mais espanto. Basicamente, a companhia argumentou que este é um comportamento esperado para o navegador e que só haveria riscos à segurança se o computador já estivesse comprometido.

Diante disso, Rønning foi taxativo:

É verdade, até certo ponto, que um invasor com controle total do sistema pode causar grandes estragos, mas isso não significa que se deva facilitar as coisas para ele.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Microsoft Edge loads all your saved passwords into memory in cleartext — even when you’re not using them. pic.twitter.com/ci0ZLEYFLB

— Tom Jøran Sønstebyseter Rønning (@L1v1ng0ffTh3L4N) May 4, 2026

Microsoft mudou de postura e já providenciou correção

A reação da Microsoft pegou mal. Talvez seja por isso que houve uma mudança de postura. A companhia ainda defende que a tal abordagem não se enquadra em seus critérios de vulnerabilidade, mas admitiu que, com relação a esse aspecto, “há oportunidade de melhora”.

Pois bem, a Microsoft afirma que o seu navegador não carrega mais senhas na memória durante a sua inicialização, embora não tenha explicado como essa mudança foi feita e qual é a abordagem a partir de agora.

De todo modo, o ajuste já vale para o Edge 148 (versão atual) em todos os canais (Estável, Beta, Dev e Canary). O usuário não precisa executar nenhuma ação para se ver livre da vulnerabilidade. A simples atualização do navegador é suficiente para isso.

Via X, Tom Rønning celebrou a decisão da Microsoft, ainda que com algum nível de surpresa: “devo admitir que não achei que eles mudariam de ideia sobre isso”.

Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Imagem mostra o logotipo do Windows 11 em fonte de cor azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
  • CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
  • recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.

A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.

Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.

Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.

É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.

Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.

Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.

Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.

Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?

De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.

Convém lembrar que outra promessa da Microsoft que envolve o Windows Update é uma nova configuração que permite ao usuário pausar facilmente as atualizações do Windows 11.

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Novo recurso promete turbinar o sistema da Microsoft (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 está sendo testado com um novo recurso chamado “Perfil de Baixa Latência” que aumenta o uso da CPU por curtos períodos.
  • Esse recurso eleva a frequência da CPU ao máximo por um período curto de tempo, quando o sistema identifica uma tarefa de alta prioridade.
  • Os resultados preliminares mostram uma redução de até 40% no tempo de carregamento de aplicativos nativos e uma inicialização até 70% mais ágil.

A Microsoft está testando uma nova funcionalidade no Windows 11 que pode resolver uma frustração comum: a lentidão na hora de abrir aplicativos ou navegar pela interface do sistema. O recurso, identificado como “Perfil de Baixa Latência”, aumenta o uso do processador em momentos essenciais para garantir um tempo de resposta quase instantâneo, aproximando a experiência da agilidade já observada por usuários do macOS.

Essa iniciativa faz parte de um esforço da empresa para otimizar o desempenho e a confiabilidade da plataforma. O objetivo é entregar um ambiente de trabalho mais responsivo, mesmo que o usuário não tenha um hardware tão potente.

Como o recurso “acelera” o Windows 11?

A novidade eleva a frequência da CPU ao máximo, mas apenas por um período curto de tempo — geralmente variando entre um e três segundos. Isso ocorre sempre que o sistema identifica que o usuário iniciou uma tarefa de alta prioridade.

O Windows Central observa que esse pico de processamento é ativado ao realizar ações como abrir um software, expandir o menu Iniciar ou acionar menus de contexto com o botão direito do mouse.

Os resultados preliminares são promissores. O recurso está sendo liberado no programa de testes Windows Insider, e os dados indicam que o tempo de carregamento de aplicativos nativos — incluindo Edge, Outlook, Microsoft Store e Paint — pode ser reduzido em até 40%.

A melhoria mais sensível, no entanto, aparece na navegação principal: elementos pesados, como o Explorador de Arquivos e menus flutuantes, chegam a registrar uma inicialização até 70% mais ágil.

TESTED: Windows 11's upcoming "Low Latency Profile" mode brings genuine performance improvements to the OS, speeding up flyout and app launches significantly.

We've benchmarked opening some apps on video with the Low Latency Profile enabled and disabled, and you can see… pic.twitter.com/BCNtsXmx31

— Windows Central (@WindowsCentral) May 8, 2026

Uma preocupação natural com esse tipo de abordagem é o impacto no consumo de energia e no aquecimento da máquina. Porém, até o momento, os testes indicam que os efeitos na bateria de notebooks e na temperatura do computador são praticamente nulos. Como a aceleração dura poucos segundos, o processador retorna rapidamente ao seu estado base.

Atualmente, o mecanismo funciona em segundo plano, não havendo confirmação se a Microsoft oferecerá uma opção para ativá-lo ou desativá-lo manualmente na versão final.

“Apple faz isso e vocês adoram”

Apesar dos ganhos nos testes iniciais, a descoberta do recurso gerou debates nas redes sociais. Parte da comunidade criticou a abordagem, acusando a Microsoft de criar picos artificiais de energia para “mascarar” ineficiências no código-fonte do Windows 11.

A repercussão negativa fez com que o vice-presidente da equipe técnica de CoreAI, GitHub e Windows, Scott Hanselman, defendesse a estratégia. Ele afirma que o recurso não é um truque, mas sim uma prática padrão da indústria.

“Seu smartphone já faz isso”, argumentou o executivo, destacando que priorizar tarefas com picos breves de processamento é uma técnica consolidada. “A Apple faz isso e vocês adoram. Deixem o Windows funcionar”, completou.

Vale mencionar que a novidade faz parte de um projeto interno conhecido como Windows K2. A iniciativa é basicamente um esforço da Microsoft para refinar o Windows 11, desde a reescrita de códigos antigos até a modernização de mais áreas da interface e do sistema operacional.

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
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Headset Gamer JBL Quantum 100M2 sai com 31% de desconto em oferta no Magalu

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Prós
  • Design feito de almofadas respiráveis
  • Compatível com multiplataforma
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Contras
  • Sem ANC
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O JBL Quantum 100M2 aparece por R$ 157 no Pix em oferta no Magazine Luiza. Esse valor corresponde a um desconto de 31% em comparação ao preço original de R$ 229. O headset gamer oferece bons recursos a um preço mais acessível.

JBL Quantum 100M2 tem áudio imersivo e conexão multiplataforma

Homem sentado em frente a um computador jogando um jogo de corrida e utilizando o JBL Quantum 100M2
JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)

O headset de entrada da JBL oferece aos gamers compatibilidade multiplataforma. Isso significa que o jogador pode manter o periférico e alternar entre consoles portáteis, de mesa e até no PC sem se preocupar em perder a conexão. Além disso, uma função interessante aos videogames da Microsoft são o suporte ao som surround nativo.

O JBL Quantum 100M2 apresenta drivers de 40 mm com frequência entre 20 Hz a 20 kHz que possibilitam ao gadget entregar um áudio imersivo. Portanto, principalmente em jogos de primeira pessoa (FPS), o gamer vai conseguir escutar os mínimos detalhes que podem ser cruciais na gameplay.

No aspecto de design e construção, o fone de ouvido utiliza internamente almofadas com tecido respirável ao redor da saída de áudio, segundo a fabricante. Outra característica interessante se dá pelo microfone removível, entregando ao usuário mais autonomia e liberdade de escolha para utilizá-lo.

Homem utilizando o JBL Quantum 100M2 na cor branca e segurando um controle de videogame nas mãos.
JBL Quantum 100M2 é fone do tipo over-ear (imagem: Divulgação/JBL)

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JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)

JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)
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Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

Código do 86-DOS original, em papel
Código do 86-DOS original, em papel (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00, sistemas operacionais que precederam o MS-DOS;
  • 86-DOS, criado por Tim Paterson em 1980, foi adquirido pela Microsoft em 1981 e adaptado para se tornar o MS-DOS;
  • liberação do código-fonte permite que desenvolvedores e entusiastas estudem e preservem a história de dois sistemas operacionais marcantes.

A última terça-feira (28/04) marcou o aniversário de 45 anos do 86-DOS 1.00, o sistema operacional que preparou o terreno para a chegada do popular MS-DOS. A Microsoft decidiu comemorar a data de uma forma peculiar: abrindo o código-fonte tanto do 86-DOS 1.00 quanto do PC-DOS 1.00.

Peculiar, mas não inédita. Talvez você se lembre que, dois anos atrás, a Microsoft liberou o código-fonte do MS-DOS 4.0 sob uma licença aberta MIT.

Agora, a companhia repete esse gesto. Stacey Haffner e Scott Hanselman, dois executivos da Microsoft, explicam que a liberação inclui “o código-fonte do kernel do 86-DOS 1.00, vários snapshots de desenvolvimento do kernel do PC-DOS 1.00 e alguns utilitários conhecidos, como o CHKDSK”.

Mas o que é 86-DOS e PC-DOS?

86-DOS é o nome de um sistema operacional baseado em linha de comando criado por Tim Paterson. A primeira versão oficial foi lançada em 1981. Originalmente, o projeto era batizado como QDOS (Quick and Dirty Operating System), mas mudou para 86-DOS em alusão ao processador Intel 8086, relativamente popular na época.

Ainda em 1981, a Microsoft comprou os direitos do 86-DOS e adaptou o sistema para o que, mais tarde, ficou conhecido como MS-DOS. Nesse período, a companhia fechou um acordo para fornecer um sistema operacional para o IBM PC, computador lançado no mesmo ano.

A versão fornecida para a IBM era chamada de PC-DOS. Já a versão do sistema que a Microsoft licenciava para outras empresas foi batizada como MS-DOS. Assim, podemos dizer que o 86-DOS é o “pai” de ambos os sistemas operacionais.

IBM PC rodando o PC-DOS
IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Por que a abertura do código do 86-DOS e do PC-DOS é importante?

Por várias razões. Para começar, a liberação do código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00 permite que desenvolvedores e entusiastas estudem as entranhas de dois sistemas que marcaram a história da computação pessoal.

Falando em história, a decisão da Microsoft também contribui para a preservação desses sistemas.

Levemos em conta também que a liberação mais recente passa a integrar um “pacote”: cerca de dez anos antes de liberar o código do MS-DOS 4.0, a companhia havia feito o mesmo com os códigos-fonte do MS-DOS 1.25 e do MS-DOS 2.0.

Os códigos relacionados ao 86-DOS 1.00 e ao PC-DOS 1.00 estão disponíveis no GitHub, novamente sob licença MIT.

É interessante o comentário que Hanselman fez sobre o anúncio:

O código-fonte mais antigo do DOS foi encontrado em papel de impressora na garagem de Tim Paterson, então o disponibilizamos como código aberto no 45º aniversário do 86-DOS 1.00! Isso é arqueologia de software de última geração para preservação e pura curiosidade.

Scott Hanselman, VP e membro da equipe técnica da Microsoft/GitHub

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)
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Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão nos termos de sua parceria, permitindo que a Microsoft continue a ter acesso aos modelos de IA da OpenAI, mas não de forma exclusiva.
  • A divisão de receitas será aplicada apenas ao faturamento da OpenAI, com a empresa pagando 20% de seu faturamento à Microsoft até 2030, com um limite total.
  • A OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem, não apenas na Azure da Microsoft, mas a Azure será a primeira a receber os produtos.

Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta segunda-feira (27/04), uma revisão nos termos de sua parceria. Com o novo acordo, a Microsoft continua tendo as licenças dos modelos de inteligência artificial da OpenAI, mas não mais de forma exclusiva.

Além disso, houve mudanças na divisão de receitas, e a OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem — a Azure, da Microsoft, será apenas a primeira a receber.

O que mudou no acordo entre Microsoft e OpenAI?

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019 (foto: divulgação/Microsoft)

A divisão de receitas vai se aplicar apenas ao dinheiro da OpenAI — a Microsoft não fará mais pagamentos à startup. A desenvolvedora do ChatGPT fará pagamentos até 2030, sujeitos a um limite total, independentemente do progresso tecnológico dos modelos.

Essa última parte é importante: o acordo anterior incluía mudanças após a OpenAI atingir a chamada inteligência artificial geral, ou AGI, na sigla em inglês. Esse é um conceito controverso e difícil de definir — por isso, ele se tornou objeto de disputa entre as duas empresas. Agora, o termo some dos contratos.

O anúncio não entra em detalhes, mas, segundo a CNBC, a OpenAI paga à Microsoft 20% de seu faturamento, porcentagem que não sofrerá alteração nos novos termos.

O acordo mantém que a Microsoft é o principal provedor de cloud e que os produtos da OpenAI devem fazer sua estreia na Azure. Por outro lado, a startup pode oferecê-los em qualquer provedor, como AWS e Google Cloud.

A Microsoft ainda terá licenças das propriedades intelectuais da OpenAI até 2032, mas elas não serão exclusivas, segundo as empresas. Isso significa que a desenvolvedora do ChatGPT pode fazer acordos envolvendo seus modelos de inteligência artificial com outras empresas.

Relembre a parceria

A Microsoft foi uma das primeiras investidoras da OpenAI: ela apostou na empresa em 2019, anos antes do ChatGPT surgir. Ao todo, foram US$ 13 bilhões de investimentos. Graças a isso, a companhia esteve bem posicionada e foi capaz de acelerar o lançamento de produtos com IA generativa no Bing, no Edge e no Windows, por exemplo.

Em outubro de 2025, a OpenAI fez uma reestruturação em seu braço com fins lucrativos, criando uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. A Microsoft tem uma fatia de cerca de 27% da empresa — na época, a fatia estava avaliada em cerca de US$ 135 bilhões.

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

Aplicativo do Outlook para iOS
Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Outlook para iOS e Android está instável para muitos usuários, com relatos de pedidos constantes de senha ao acessar o aplicativo;
  • Microsoft reconheceu que alguns serviços do Microsoft 365, especialmente o Outlook, estão instáveis;
  • companhia está investigando o problema, mas não deu prazo para a solução.

Usa o Outlook para iOS ou Android e, nas últimas horas, se deparou com mensagens de erro no aplicativo? Saiba que não é só com você. Nesta segunda-feira (27/04), a Microsoft reconheceu que alguns serviços atrelados à plataforma Microsoft 365, especialmente o Outlook.com, estão instáveis.

A falha não parece afetar todos os usuários. De todo modo, as queixas a respeito são numerosas em plataformas online, a exemplo dos registros deste tópico no Reddit.

De acordo com os relatos, os usuários prejudicados abrem o Outlook em um iPhone, mas se deparam com uma mensagem pedindo para a senha ser inserida, mesmo nos casos em que já havia login prévio no aplicativo.

Quando o login é feito, alguns usuários até conseguem acessar a caixa de entrada por alguns instantes, mas logo se deparam com o pedido de digitação de senha novamente. Se a autenticação for feita outra vez, o ciclo do problema se repete.

Também há queixas relacionadas ao Outlook para Android, embora em frequência menor em relação aos problemas relatados por usuários do iPhone.

Tela de senha do Outlook para iPhone
Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que está causando a falha no Outlook?

A Microsoft ainda não deu detalhes sobre o problema, mas, via X, revelou que duas falhas distintas aparentam estar causando instabilidades na plataforma do Outlook:

Descobrimos que alguns usuários podem estar enfrentando falhas intermitentes de login, incluindo erros de “muitas solicitações”, ou desconexões inesperadas.

(…) Após revisar ainda mais a telemetria do serviço, identificamos um aumento inesperado nas taxas de erro que afeta dois cenários de erro separados. Suspeitamos que isso possa estar contribuindo para a criação de impacto, e estamos realizando uma análise adicional para confirmar isso.

O que fazer se eu tiver sido afetado pelo problema?

A Microsoft já está trabalhando em uma correção, mas não deu prazo para o problema ser solucionado. Para quem está tendo problemas, uma dica temporária consiste em tentar o acesso à versão web do Outlook (via navegador). Para alguns usuários, essa opção está funcionando normalmente.

Já usar outro cliente de e-mail como alternativa pode não surtir efeito. Isso porque também há relatos de problemas no Outlook com apps de terceiros.

Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 permitirá escolher um período específico para pausar as atualizações do sistema operacional;

  • pausas no Windows Update poderão durar até 35 dias, mas serem renovadas após esse prazo;
  • outros ajustes no Windows Update permitem pular downloads durante a instalação do Windows 11 e garantem botões de desligamento e reinicialização sem atualização obrigatória.

Quem já passou pela experiência de ter que aguardar uma atualização do Windows 11 ser concluída antes de uma jogatina ou reunião online sabe o quão frustrante isso é. Felizmente, a Microsoft começou a liberar um recurso que permite agendar pausas no Windows Update para prevenir situações como essas.

Em março, a Microsoft fez uma série de promessas para melhorar a experiência de uso do Windows 11, entre elas, a de permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações do sistema operacional. É o que estamos vendo aqui.

A mudança mais recente permite que você escolha uma data para as atualizações do Windows Update serem pausadas. Isso significa que, até que a data chegue, as atualizações do sistema operacional não serão aplicadas. Isso permitirá que você evite que o Windows 11 seja atualizado durante um período de viagem, por exemplo.

É possível escolher uma data com até 35 dias à frente. Porém, se essa quantidade de dias não for suficiente, você poderá renovar o período de pausa, novamente com limite de até 35 dias.

Na abordagem atual, só é possível pausar atualizações por períodos que vão de uma a cinco semanas, mas sem especificação de data ou possibilidade de renovar a paralisação.

A renovação poderá ser feita indefinidamente, mas é prudente não abusar desse recurso para o sistema operacional não deixar de receber atualizações de segurança e recursos importantes.

Programando pausas no Windows Update do Windows 11
Programando pausas no Windows Update do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A Microsoft anunciou mais novidades sobre o Windows Update?

Sim. Outra novidade é a confirmação do recurso que permite que você pule o download de atualizações durante a instalação do Windows 11. Com isso, o tempo de duração do procedimento, que pode superar uma hora, tende a cair drasticamente.

A Microsoft também prometeu assegurar que os botões “Desligar” e “Reiniciar” apareçam no Menu Iniciar quando houver atualizações pendentes de reinicialização para serem instaladas.

Na abordagem atual, essas circunstâncias fazem os botões “Atualizar e desligar” e “Atualizar e reiniciar” aparecerem com prioridade. O problema é que a reinicialização que instala as atualizações pode ser demorada. Então, se o usuário escolher “Desligar” ou “Reiniciar”, a atualização não será efetuada naquele momento.

Por fim, a Microsoft prometeu:

  • dar descrições mais claras sobre as atualizações disponíveis para Windows 11;
  • agrupar atualizações para que o usuário seja interrompido menos vezes quando elas surgirem;
  • reduzir o tempo de atualização e implementar mecanismos de recuperação automática em caso de falha durante o procedimento para garantir a segurança do sistema.
Botões Desligar e Reiniciar do Windows 11
Botões Desligar e Reiniciar estão garantidos (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando as novidades do Windows Update serão liberadas?

Os incrementos do Windows Update começaram a ser liberados para usuários que participam do programa de testes Windows Insider, especificamente nos canais Dev e Experimental (novo, substituirá os canais Dev e Canary).

Ainda não há data definida para os novos recursos chegarem à versão final do Windows 11, mas isso deve ser feito no decorrer dos próximos meses.

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
  • Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
  • Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.

Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.

Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.

Além de cortes, Meta congelará vagas

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.

Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.

Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.

Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.

O foco da divisão, atualmente, é apoiar o desenvolvimento de tecnologias de IA para vestíveis, como os óculos da empresa em parcerias com a Ray-Ban e Oakley.

Microsoft oferece demissão voluntária

Logotipo da Microsoft
Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.

Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.

O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.

Bilhões direcionados à IA

As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.

A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.

O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Xbox voltou a ser o centro da divisão de jogos da Microsoft (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerrou a marca “Microsoft Gaming” e voltou a adotar “Xbox” como identidade central da divisão de games.
  • A mudança foi anunciada pela CEO Asha Sharma em reunião interna.
  • Medida acompanha a redução no preço do Game Pass Ultimate, que ficou 36% mais barato no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 ao mês.

A Microsoft decidiu abandonar de vez a marca Microsoft Gaming. A partir de agora, o nome Xbox volta a ser a identidade central e oficial da companhia no mercado de games. A mudança foi anunciada pela nova CEO da divisão, Asha Sharma, durante uma reunião interna com funcionários nesta semana.

Segundo informações apuradas pelo The Verge, o cancelamento do selo — criado em 2022 na gestão de Phil Spencer para englobar consoles, PC, nuvem e mobile — é uma tentativa de reaproximar a gigante da tecnologia dos jogadores. A sede da companhia, inclusive, já exibe um novo logotipo do Xbox, além de mensagens nas paredes sobre “o retorno do Xbox” e o foco em “grandes jogos”.

Straight up. No stops. 💚 pic.twitter.com/hTGpUwFyB3

— Stein (@steinekin) April 22, 2026

A movimentação de bastidores prepara o terreno para o próximo grande passo da marca: o Project Helix. Esse é o codinome interno do sucessor do Xbox Series X/S, que promete uma arquitetura híbrida com suporte nativo a jogos de PC.

Game Pass Ultimate ficou mais barato no Brasil

A reestruturação acompanha um fôlego financeiro para os assinantes. A mensalidade do Game Pass Ultimate caiu 36% no Brasil, passando de R$ 119,90 para R$ 76,90. O PC Game Pass também foi reduzido e agora custa R$ 59,99.

A medida tenta conter a fuga de usuários gerada pelo aumento agressivo de quase 100% aplicado em outubro do ano passado. Recentemente, Sharma admitiu que o serviço havia ficado “caro demais” e que a relação custo-benefício precisava ser ajustada para manter a plataforma atrativa.

Os planos Essential e Premium (antigos Core e Standard) não sofreram alterações e seguem custando R$ 43,90 e R$ 59,90 por mês, respectivamente.

Fim do Day One para Call of Duty

O alívio no preço da mensalidade, no entanto, custou uma das grandes promessas da plataforma após a aquisição da Activision Blizzard. A Microsoft reverteu sua estratégia e encerrou a inclusão de lançamentos da franquia Call of Duty no primeiro dia (o chamado Day One) no catálogo do Game Pass.

Títulos inéditos da franquia não chegarão mais de imediato aos planos Ultimate e PC. Com a nova regra, os jogadores precisarão aguardar um hiato de aproximadamente um ano, com os novos jogos de tiro desembarcando no serviço apenas na temporada de festas do ano seguinte ao lançamento oficial.

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
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Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui o antivírus Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft afirma que Segurança do Windows/Microsoft Defender atende às necessidades de proteção da maioria dos usuários do Windows 11;

  • segurança nativa do Windows evoluiu significativamente ao longo do tempo, tornando-se satisfatória para grande parte dos usuários;

  • antivírus de terceiros ainda são recomendados para quem busca recursos extras, como VPN, backup em nuvem ou controle parental.

Você já deve ter visto anúncios ou até recebido ofertas para instalar um antivírus em seu computador. Contudo, o Windows 11 tem uma ferramenta nativa para esse fim. Será, então, que antivírus de terceiros são necessários? A Microsoft diz que não, pelo menos para a maioria dos usuários.

A tal ferramenta contra vírus está disponível na função Segurança do Windows, que pode ser acessada via Menu Iniciar ou por meio de um ícone correspondente no canto direito da Barra de Tarefas.

Quem quiser ir além pode baixar o Microsoft Defender, que permite gerenciar recursos de segurança para vários dispositivos de uma só vez (incluindo celulares) e é integrado ao Microsoft 365.

Recursos de combate a malwares existem pelo menos desde o Windows Vista e foram melhorados com o passar do tempo, até chegarmos ao Windows 8, que passou a ter um antivírus próprio completo.

Mas ainda há quem se pergunte se convém instalar soluções de terceiros, seja para ter proteção superior, seja para obter algum ganho de desempenho. Pois saiba que, em uma publicação recente, a Microsoft declarou que a maioria dos usuários não precisa de um antivírus adicional:

Para muitos usuários do Windows 11, o Microsoft Defender Antivirus [integrado à Segurança do Windows] cobre os riscos do dia a dia sem a necessidade de software adicional. A decisão de adicionar um antivírus de terceiros depende de como você usa seu computador e quais recursos você valoriza.

Na sequência, a Microsoft explica que o antivírus do próprio sistema operacional é suficiente quando o Windows 11 é executado com as proteções padrão ativadas, é atualizado regularmente e o usuário é cuidadoso com downloads.

Microsoft Defender
O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os argumentos da Microsoft fazem sentido ou são “marketing”?

Há, sim, algum nível de marketing no texto. Mas os argumentos da Microsoft são coerentes. Antivírus de terceiros eram imprescindíveis em épocas passadas, quando o Windows não oferecia o nível de proteção existente hoje.

Quem é das antigas vai se lembrar, como exemplo, que o Windows XP foi um sistema operacional bastante suscetível a problemas de segurança, tendo sido afetado por malwares que causaram grandes estragos, como o Blaster e o Sasser. Por conta disso, era praticamente obrigatório ter um antivírus no Windows XP, mesmo que gratuito, como o Avast e o AVG.

Com o passar do tempo, a Microsoft aprimorou a segurança da plataforma. Por conta disso, o Windows 10 e o Windows 11 se tornaram satisfatoriamente seguros, a ponto de o antivírus nativo ser, de fato, suficiente para a maioria dos usuários.

Isso não quer dizer que soluções de terceiros não valem a pena. A própria Microsoft explica:

Pode-se considerar o uso de software de segurança adicional [de terceiros] se você gerencia vários dispositivos, compartilhar equipamentos com familiares ou deseja serviços como monitoramento de identidade ou controle parental.

Nesse sentido, vale destacar que soluções de terceiros costumam oferecer recursos que vão além da segurança nativa, como VPN, backup nas nuvens e o já mencionado controle parental. Mas, nessas circunstâncias, cabe a cada usuário avaliar se os custos associados valem a pena.

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prepara melhorias para o Windows 11 com foco em agilidade; Explorador de Arquivos e área de configurações estão entre os recursos beneficiados;

  • atualizações otimizam ainda consumo de memória RAM em processos de segundo plano;

  • parte das mudanças deve ser liberada oficialmente a partir de maio de 2026.

A Microsoft tem planejado e lançado atualizações para o Windows 11 direcionadas a recursos do sistema (como o Menu Iniciar) e a aplicativos nativos (como o Bloco de Notas). Mas a leva mais recente de updates foca em aspectos tão ou mais importantes: desempenho e estabilidade.

Não que a Microsoft já não tenha trabalhado com esses parâmetros. Mas, agora, parecer haver mais ênfase nisso. Apuradas pelo Windows Latest, as tais atualizações dizem respeito às versões mais recentes do Windows 11 nas canais Release Preview, Beta, Dev e Canary para quem participa do programa de testes Windows Insider.

Em linhas gerais, os usuários dessas versões podem esperar que o Explorador de Arquivos abra e exiba informações mais rapidamente. Ainda não dá para dizer que o carregamento da ferramenta ficou mais rápido do que no Windows 10, mas usuários mais detalhistas poderão notar algum ganho de desempenho.

Outro aprimoramento vem da área Configurações, que demorava para mostrar os aplicativos instalados no sistema operacional devido à necessidade de compilar essa lista, trazer ícones correspondentes e calcular o espaço de armazenamento ocupado por cada um. Esse processo ficou mais ágil, beneficiando principalmente quem conta com muitos apps instalados.

Da minha parte, tenho boas expectativas com relação à inicialização. A Microsoft dá a entender que aprimorou o carregamento de aplicativos que inicializam junto com o Windows 11, de modo que você possa ter acesso mais rápido aos recursos do sistema após uma reinicialização.

Nesse sentido, também merece menção a otimização do consumo de memória RAM em determinados mecanismos que rodam em segundo plano. Por exemplo, você já deve ter percebido queda de desempenho no computador quando o Windows Update está baixando atualizações; a partir de agora, esse problema será menos perceptível (tomara!).

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando essas mudanças chegarão à versão final do Windows 11?

Depende de cada recurso. Os ajustes no Explorador de Arquivos, na inicialização e no gerenciamento de memória devem ser liberados a partir de maio, pois chegaram ao canal Release Preview (o último antes da liberação oficial).

Já o aprimoramento da área Configurações está no canal Dev, portanto, deve levar um pouco mais de tempo para ser liberado massivamente. Mas não muito: vale relembrar que a Microsoft pretende melhorar diversos parâmetros do Windows 11 até o fim de 2026; isso também deve valer para parâmetros de desempenho.

Ainda no que diz respeito às mudanças mais recentes, também podemos esperar por:

  • ajustes de desempenho no histórico da Área de Transferência (Windows + V);
  • interface otimizada no gerenciamento de discos e volumes da área Configurações;
  • Windows Hello que não atrasa o reconhecimento da impressão digital após o computador sair do estado de suspensão;
  • digitação aprimorada no painel de emojis (Windows + .).

Bônus: também pode esperar por mais mudanças no Menu Iniciar do Windows 11, embora não necessariamente ligadas ao desempenho.

Se essas e as demais alterações serão suficientes para diminuir as queixas relacionadas ao Windows 11, é cedo para dizer. Mas fiquemos de olho.

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Logo do GitHub
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
  • A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
  • O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.

O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso

O que mudou?

O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.

  • Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
  • Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
  • Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.

GitHub quer combater custos altos

“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.

Captura de tela de uma interface de chat de inteligência artificial intitulada "ADDING MISSING UNIT TESTS". No topo, há um balão azul com a pergunta: "Can you make sure to add unit tests to the new load balancing functionality that was introduced?". Abaixo, a resposta da IA diz: "I've evaluated the current test cases and identified additional unit tests. Creating additional tests and updating relevant documentation.". Um quadro de aviso exibe um ícone de alerta amarelo e o texto: "You've used 75% of your weekly rate limit. Your weekly rate limit will reset on April 27 at 8:00 PM.", seguido pelo link "Learn More". Na barra inferior, o modelo selecionado é o "Claude Opus 4.7". No canto inferior esquerdo, lê-se "Local" e "Default Approvals". O fundo da interface é cinza escuro com textos em branco e azul.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”

Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”

A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.

Com informações do The Next Web e do Neowin

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)
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Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft quer aprimorar Menu Iniciar do Windows 11 com base na estrutura WinUI 3;
  • Menu Iniciar deve ganhar mais recursos de personalização, como opção de ativar ou desativar segmentos específicos;
  • componente deve permitir também escolha de layout pequeno ou grande e priorizar desempenho.

Depois de uma série de testes, a Microsoft implementou um novo Menu Iniciar no Windows 11 durante o fim de outubro de 2025. Mas não pense que as mudanças pararam por aí: a companhia vem trabalhando em mais ajustes no componente, desta vez para deixá-lo ainda mais personalizável.

Pelo menos é o que fontes próximas à Microsoft revelaram ao Windows Central. De acordo com elas, o Menu Iniciar está sendo retrabalhado com base no WinUI 3, uma estrutura de criação de interface de usuário voltada a aplicativos para Windows que oferece benefícios como padronização visual e renderização de alto desempenho.

Na prática, podemos esperar por recursos como a possibilidade de ativar ou desativar segmentos específicos do Menu Iniciar a partir das configurações do sistema, quase como se esses elementos fossem moduláveis. Hoje, você pode decidir o que aparece na área Recomendações ou desativar o painel lateral, por exemplo, mas não vai muito além disso.

Outra possibilidade prevista é a de o usuário decidir se quer adotar um layout pequeno ou grande para o Menu Iniciar. Atualmente, o Windows 11 determina as dimensões do componente com base no tamanho da tela, sem oferecer opções diretas de ajuste desse parâmetro.

As mudanças podem beneficiar até quem não se importa com recursos de personalização. Isso porque os ajustes devem refinar o desempenho do Menu Iniciar, de modo que ele abra rapidamente mesmo quando a CPU estiver com alta carga de processamento.

As quatro áreas do novo Menu Iniciar
Menu Iniciar atual do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando esse novo Menu Iniciar estará disponível?

Ainda não há informações precisas sobre prazos, mas sabe-se que a Microsoft pretende incluir as mudanças do Menu Iniciar no projeto “Windows K2”, que visa melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. É possível que tenhamos novidades a respeito ainda em 2026, portanto.

Entre as demais novidades estará o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11, vale relembrar.

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

As quatro áreas do novo Menu Iniciar (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reverteu a atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop.
  • O erro TM1283300 travava o Teams na tela de carregamento e ocorria por falha de regressão no cache de compilação.
  • Caso o erro persista, a dona do Windows orienta fechar e reiniciar o Teams, já que a reversão no lado do servidor deve descartar o cache corrompido.

A Microsoft removeu uma atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop. O problema, registrado sob o código TM1283300, impedia que parte dos usuários acessasse a plataforma, mantendo o aplicativo travado em uma tela de carregamento infinita.

Segundo o portal BleepingComputer, o erro ocorreu devido a uma falha de regressão no sistema de cache de compilação, que fez com que versões específicas entrassem em um “estado instável”, impedindo o uso da ferramenta. Em muitos casos, o software exibia a mensagem: “Estamos com problemas para carregar sua mensagem. Tente atualizar”.

Como resolver o problema?

Para os usuários que ainda enfrentam dificuldades, a orientação oficial da Microsoft é apenas fechar e reiniciar o aplicativo. Como a atualização problemática foi revertida no lado do servidor, o simples ato de reiniciar o Teams deve forçar o descarte do cache corrompido que causava o travamento.

A companhia afirmou que seu sistema de recuperação automático já solucionou a maior parte dos casos. “Confirmamos que nosso sistema de recuperação automatizado solucionou o problema com sucesso e estamos entrando em contato com representantes para garantir que a solução esteja disponível para todos”, declarou a Microsoft em nota.

Embora a dona do Windows não tenha detalhado o número de usuários atingidos ou quais regiões sofreram mais com o erro, o caso foi classificado internamente como um “incidente de serviço”, categoria reservada para falhas que geram interrupção de funções críticas em larga escala.

Microsoft Teams como sala de aula virtual
Microsoft Teams apresentou instabilidade após atualização de serviço (imagem: reprodução)

Mais um bug

Esse caso se soma a outros bugs que ocorreram neste começo de ano. Em fevereiro, a empresa precisou lidar com bugs no Outlook, que tornavam o cliente de e-mail inutilizável devido a conflitos com suplementos de reunião.

Além disso, falhas de autenticação nas atualizações KB5085516 e KB5079473 quebraram o sistema de login de Contas Microsoft, bloqueando o acesso a aplicativos do Office e serviços na nuvem.

A companhia também lançou patches de emergência no último final de semana para conter loops de reinicialização no Windows Server.

Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

Ilustração mostra um laptop cercado por biscoitos. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Pesquisadores afirmam que uma linha de código resolveria o problema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Auditoria da webXray analisou o tráfego de mais de 7 mil sites e encontrou instalação de cookies após recusa em 55% dos casos.
  • Segundo a empresa, 78% dos banners de consentimento não executaram ações para garantir a escolha do visitante.
  • Google, Microsoft e Meta foram apontadas por ignorar recusas de privacidade, mas todas negaram as acusações.

Você já perdeu tempo clicando em “rejeitar tudo” naqueles banners de cookies ao acessar um site? É uma ação de rotina, mas talvez ela não tenha efeito nenhum. Uma auditoria independente de tráfego web revelou que gigantes da tecnologia — incluindo Google, Microsoft e Meta — continuam rastreando os usuários na internet, mesmo após a recusa explícita.

Procuradas pelo portal 404 Media, as três companhias contestaram o levantamento e rejeitaram as conclusões. O Google afirmou que o relatório parte de um “mal-entendido fundamental” sobre o funcionamento de seus produtos e garantiu que respeita a exclusão exigida por lei.

A Microsoft argumentou que a privacidade é prioridade, justificando que certos cookies são tecnicamente indispensáveis para o funcionamento das páginas, devendo ser instalados mesmo sem a aprovação do usuário. Já a Meta declarou oferecer o recurso de Uso Limitado de Dados, que permite que os próprios sites indiquem as permissões que possuem, restringindo os dados repassados à empresa.

Apesar das justificativas, o levantamento, conduzido na Califórnia em março pela empresa webXray, sugere que as corporações frequentemente ignoram os pedidos de privacidade por encararem possíveis sanções bilionárias como uma espécie de custo operacional.

Clicar em “rejeitar cookies” não protege o usuário?

Cookies
Banners não executam o bloqueio de cookies na prática (imagem: Cleo Stracuzza/Unsplash)

Os pop-ups de consentimento inundaram a web nos últimos anos como resposta a legislações mais rigorosas. A premissa era garantir que o internauta tivesse a opção real de bloquear o rastreamento publicitário. A pesquisa, que analisou o tráfego de mais de 7 mil sites populares, mostrou que, na prática, essa regra é amplamente burlada.

O problema está em uma falha nas Plataformas de Gerenciamento de Consentimento (CMPs), os sistemas responsáveis por exibir e gerenciar os banners nas páginas. Segundo o levantamento, em 55% dos sites avaliados, os cookies são instalados mesmo após a recusa formal. Pior ainda: 78% desses banners de consentimento não executam qualquer ação nos bastidores para garantir a escolha do visitante.

A webXray também destaca ainda um grave conflito de interesses. O Google, um dos maiores distribuidores de cookies do mundo, opera um serviço chamado “Cookiebot”, que certifica essas mesmas plataformas de consentimento. O resultado final é: nenhuma delas funciona com 100% de eficácia.

Bilhões tratados como despesa operacional

A auditoria estima que as empresas de tecnologia podem ter que pagar cerca de US$ 5,8 bilhões em multas (quase R$ 29 bilhões na cotação atual) em vez de cumprirem as normas. O detalhamento divulgado ilustra o tamanho do problema:

  • Google: a empresa ignorou 86% das solicitações de desativação. Segundo o relatório, o rastreamento se manteve ativo em 77% dos sites de clientes. A multa potencial para a gigante das buscas é estimada em US$ 2,31 bilhões.
  • Meta: a infraestrutura da empresa de Mark Zuckerberg apresentou uma taxa de falha de 69%, com rastreamento ativo em 21% dos sites. A auditoria aponta que o código fornecido pela Meta dispara o evento de rastreamento sem sequer verificar as preferências do consumidor. A estimativa aponta que a empresa estaria sujeita a até US$ 9,3 bilhões em sanções acumuladas.
  • Microsoft: a companhia ignorou cerca de metade dos sinais de desativação e continuou monitorando os visitantes em 35% dos sites analisados. As multas estimadas nesse caso rondam a casa dos US$ 390 milhões.

Solução é mais simples do que parece

Mesmo com as defesas apresentadas pelas gigantes da tecnologia, a webXray sustenta que a solução para o impasse seria extremamente simples. Na visão da auditoria, bastaria adicionar uma única linha de código. Quando o servidor recebe o sinal de recusa, ele deveria apenas retornar o código de status HTTP 451 (Não Disponível por Motivos Legais).

Isso indicaria que o conteúdo publicitário não pode ser exibido devido à opção de privacidade do consumidor, bloqueando imediatamente a instalação do cookie.

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cookies de terceiros rastreiam usuário em diferentes sites (Imagem: Cleo Stracuzza / Unsplash)
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Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • usuário encontrou nos termos do Copilot frase que diz que serviço destina-se apenas a fins de entretenimento; texto também informa que Copilot não deve ser usado para conselhos importantes;
  • mas Microsoft informou que frase “para fins de entretenimento” vem da época do Bing Chat e está desatualizada;
  • empresa disse ainda que texto não reflete uso atual do Copilot e será alterado na próxima atualização.

Você lê os termos de uso dos serviços que assina? Um participante do Reddit leu os do Copilot e descobriu um termo que afirma que o serviço de IA serve apenas para “entretenimento”. Seria prudente não confiar nas respostas da ferramenta, então? A Microsoft tratou de explicar que não é bem assim.

Os tais termos de uso relatados no Reddit têm o seguinte ponto como o mais polêmico (grifo nosso):

O Copilot destina-se apenas a fins de entretenimento. O serviço pode cometer erros e não funcionar como o esperado. Não confie no Copilot para obter conselhos importantes. Use o Copilot por sua conta e risco.

Preocupante, não? Ainda mais para quem usa o Copilot para tratar de questões profissionais ou de saúde, por exemplo.

Contudo, também houve quem entendesse o polêmico termo de uso apenas como uma forma de a Microsoft se resguardar de eventuais responsabilizações por transtornos causados por respostas equivocadas do Copilot.

Mas somente a Microsoft pode explicar as suas reais intenções com relação a esse texto. E a companhia o fez.

Os polêmicos termos de uso do Copilot
Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft nega que Copilot seja só para entretenimento

Ao Windows Latest, a Microsoft deu seguinte explicação sobre os termos de uso do Copilot:

A expressão ‘para fins de entretenimento’ é uma linguagem herdada da época em que o Copilot foi lançado originalmente como um serviço complementar de pesquisa no Bing. À medida que o produto evoluiu, essa linguagem não refletiu mais como o Copilot é usado hoje e será alterada em nossa próxima atualização.

Microsoft

De fato, em seus primórdios, a ferramenta de IA da Microsoft era chamada de Bing Chat. O nome Copilot foi adotado no fim de 2023, quando o logotipo do serviço também foi apresentado.

Naquela época, o Copilot ainda era visto como uma tecnologia experimental, o que justifica a decisão da Microsoft de adotar termos de uso do tipo “use por sua conta e risco”.

Como você já sabe, a Microsoft prometeu atualizar a página em questão. Mas, por ora, os termos de uso polêmicos continuam no ar.

Outro detalhe curioso relacionado à inteligência artificial da Microsoft: recentemente, uma versão de testes do Bloco de Notas teve as referências ao Copilot removidas, mas os recursos de IA da ferramenta continuam por lá.

Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

Microsoft Excel
Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft Excel mantém “bug do ano 1900”, que trata esse ano como bissexto (não é);
  • Microsoft avisa que não corrigirá bug porque mudança alteraria cálculos de datas em planilhas existentes e afetaria compatibilidade com outros arquivos de planilha;
  • problema vem do Lotus 1-2-3, lançado em janeiro de 1983; Excel adotou o mesmo sistema de datas para manter compatibilidade.

Quando uma falha é descoberta em um software, os seus desenvolvedores trabalham na solução. Mas não neste caso: o Microsoft Excel tem um bug que o faz assumir 1900 como um ano bissexto (não é). Mas a correção poderia causar grandes transtornos. Isso explica o fato de o problema ter sido descoberto no Lotus 1-2-3 e nunca ter sido corrigido.

A própria Microsoft explica o contexto nesta página de ajuda:

Quando o Lotus 1-2-3 foi lançado, o programa assumia que o ano de 1900 era bissexto, embora na realidade não fosse. Isso facilitava o processamento de anos bissextos e não afetava praticamente nenhum cálculo de datas no Lotus 1-2-3.

O Lotus 1-2-3 foi lançado em janeiro de 1983, inicialmente para MS-DOS. Já o Microsoft Excel foi introduzido pouco tempo depois, em setembro de 1985, mas para Mac. A versão para PCs só chegou em 1987. Isso pode ter contribuído para o Lotus 1-2-3 reinar nos anos 1980. O Excel só assumiu a liderança do mercado na década de 1990.

Dada a relevância do software de planilhas rival, a Microsoft tomou o cuidado de fazer o Excel utilizar o mesmo sistema de datas do Lotus 1-2-3. Era uma forma de garantir alguma compatibilidade entre os dois programas e, nesse sentido, permitir que planilhas de um pudessem ser migradas para o outro.

Bom, o Lotus 1-2-3 virou assunto de museu, mas o Excel é, até hoje, a solução de planilhas mais popular que existe. O problema é que, paralelamente a tamanha longevidade, o Excel manteve o “bug do ano 1900”.

Talvez esse não seja exatamente um bug. Até hoje não há confirmação sobre se tratar 1900 como um ano bissexto foi um erro ou uma decisão dos desenvolvedores do Lotus 1-2-3 para simplificar o cálculo de datas em uma época em que os recursos de processamento e memória eram severamente limitados.

Você pode reproduzir o erro com um teste simples: abra o Excel e, em uma célula, digite:

=DATA(1900;2;29)

O Excel deveria retornar a data 01/03/1900, mas exibirá 29/02/1900, data que não existiu.

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel
Reproduzindo o “bug do ano 1900” no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft não vai corrigir o “bug do ano 1900” no Excel?

É tecnicamente possível corrigir a tal falha, admite a Microsoft. Mas a companhia declarou que não o fará porque as consequências poderiam ser maiores do que os benefícios. Muito maiores!

Em planilhas já existentes, funções que tratam de datas poderiam acabar gerando valores diferentes. Isso porque a correção faria o Excel executar cálculos com um dia a menos no calendário, afinal, o bug considera que o dia 29 de fevereiro de 1900 existiu.

Além disso, o Excel também poderia exibir valores diferentes em planilhas oriundas de softwares concorrentes, tornando os dados pouco confiáveis.

Para muitos profissionais e organizações, esses problemas poderiam causar enormes transtornos.

Mas a própria Microsoft ressalta: os demais anos, bissextos ou não, são tratados corretamente pelo Excel. Somente planilhas que precisam realizar cálculos que envolvam o ano de 1900 é que podem ter problemas com o tal bug.

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

Copilot no Bloco de Notas
Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prometeu reduzir a presença do Copilot no Windows 11 em março de 2026;
  • Bloco de Notas, na versão 11.2512.28.0 para Windows Insider, remove nome e ícone do Copilot;
  • mas os recursos de IA continuam no editor de texto, como as funções de reescrever e resumir textos.

Recentemente, a Microsoft prometeu diminuir a presença do Copilot no Windows 11. A promessa começou a ser cumprida: o Bloco de Notas (Notepad) para participantes do programa de testes Windows Insider já não menciona esse nome. Mas a tecnologia de IA ainda está por lá.

Vale contextualizar desde já. No Windows 11, o Bloco de Notas deixou de ser o editor de texto “basicão” que aparece no Windows 10 e versões anteriores do sistema operacional. Entre os aprimoramentos que a Microsoft implementou estão recursos de IA que começaram a ser introduzidos no Notepad em 2024.

Os recursos de inteligência artificial do Bloco de Notas ajudam você a reescrever ou resumir textos, por exemplo. E qual o problema disso? Há quem entenda que a Microsoft deve preservar a natureza simplista do Notepad para não deixá-lo pesado ou complexo.

Mas, no entendimento de muitos usuários, o problema não está no Bloco de Notas em si, mas na percepção de que a Microsoft está colocando o Copilot em todo canto do Windows 11, de modo exagerado.

Foi então que, em março de 2026, a companhia prometeu melhorar a experiência do usuário com o Windows 11 em vários aspectos, o que inclui remover o “excesso de Copilot” do sistema. Aparentemente, essa promessa começou a ser cumprida a partir do Bloco de Notas.

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA
Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA

O Windows Central notou que, na versão 11.2512.28.0 do Bloco de Notas para participantes do programa Windows Insider, o editor de texto não tem referências ao Copilot. Porém, os recursos de IA ainda estão disponíveis ali.

Sendo preciso, o botão que permite reescrever ou resumir textos ainda está na barra superior do Notepad, mas teve o ícone do Copilot removido. Em seu lugar está o ícone de uma caneta.

Além disso, o menu Configurações não exibe mais uma área com o nome “Recursos de IA” para permitir ativar ou desativar o Copilot. Agora, essa opção é descrita como “Recursos Avançados”.

Isso significa que a Microsoft não está reduzindo a implementação de recursos de inteligência artificial no Windows 11 neste momento, mas controlando o “marketing” em torno do Copilot.

Se é uma estratégia eficiente para melhorar a imagem do Windows 11, eu não sei. Mas acho coerente não eliminar as funções de IA: como os recursos já foram apresentados, convém mantê-los se não há problemas técnicos impeditivos, como queda no desempenho.

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)
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Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

O clássico Painel de Controle no Windows 11
O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft trabalha na migração de controles antigos do Painel de Controle para o moderno aplicativo Configurações do Windows 11;
  • March Rogers, da Microsoft, afirmou que processo exige cuidado por causa da compatibilidade com dispositivos e drivers de rede e de impressora;
  • Microsoft não informou prazo para concluir a migração ou, eventualmente, descontinuar o Painel de Controle.

Chega a ser engraçado. O Windows 11 tem uma interface moderna, mas alguns de seus componentes preservam o visual das versões anteriores do sistema operacional por serem herdados, por assim dizer. É o caso do Painel de Controle que, de tão antigo, tende a deixar de existir.

Pelo menos é o que March Rogers, diretor de design na Microsoft, deu a entender. Em declarações recentes no X, o executivo explicou que a companhia está fortemente focada em melhorar a qualidade de design do sistema. Parte desses esforços já será visível nas atualizações de abril do Windows 11 para participantes do programa de testes Windows Insider.

Foi quando um usuário comentou que o Painel de Controle é melhor do que a função Configurações do Windows 11 para ajustes de rede e sugeriu que esse aspecto seja melhorado. Ele também destacou que, mesmo na área Configurações, o acesso às propriedades de impressoras ainda leva ao Painel de Controle, o que é um contrassenso.

Rogers respondeu:

Nós estamos trabalhando na migração de todos os controles antigos do Painel de Controle para os modernos aplicativos de Configurações. Estamos fazendo isso com cuidado, pois há muitos dispositivos e drivers de rede e impressora diferentes que precisamos garantir que não sejam afetados durante o processo.

March Rogers, diretor parceiro de design da Microsoft

Embora Rogers não tenha afirmado que o Painel de Controle será descontinuado, a migração de seus recursos para a função Configurações dá abertura para isso.

Quando a migração for concluída, é possível que a Microsoft mantenha o Painel de Controle no sistema para atender a usuários acostumados com essa área. Por outro lado, a permanência de recursos obsoletos pode aumentar os custos ou o tempo de manutenção do sistema ou, em situações extremas, elevar os riscos de vulnerabilidades.

Área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a área Configurações será aprimorada?

Nenhum prazo foi dado. Como Rogers enfatizou, os aprimoramentos do Windows 11 estão sendo implementados com cuidado para prevenir intercorrências, e isso pode exigir algum tempo.

Porém, a Microsoft prometeu uma série de ajustes e novidades para o sistema no decorrer de 2026, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11. Talvez a área Configurações seja incluída nesses ajustes.

Coincidência ou não, o discurso de March Rogers condiz com outro plano recente da Microsoft: o de criar aplicativos 100% nativos para o Windows 11, isto é, que não dependam de interface web.

No fim das contas, parece que o Windows 11 está caminhando para um cenário promissor. Mas, por ora, apenas parece.

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft instalará Windows 11 25H2 de forma automática em PCs com versão 24H2;
  • companhia usará “distribuição inteligente”, com aprendizado de máquina, para liberar a atualização em PCs considerados aptos;
  • Windows 11 24H2 perderá suporte em 13 de outubro de 2026; versão 25H2 será exigida para continuar recebendo atualizações de segurança.

Usa o Windows 11? Então digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas. Se a janela que abrir mostrar que o sistema operacional está com a versão 24H2 instalada, prepare-se: a versão 25H2 será instalada em seu computador em breve, obrigatoriamente.

Bom, quase obrigatoriamente. De acordo com a Microsoft, a atualização será aplicada seguindo um processo de “distribuição inteligente”, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada computador desatualizado está apto ou não a receber a versão 25H2.

O processo tende a seguir adiante se essa checagem concluir que os riscos de falha no sistema operacional após a atualização são baixos. Estando tudo ok, a atualização será aplicada sem que o usuário tenha que executar alguma ação para isso.

Por que a Microsoft vai forçar a atualização para o Windows 11 25H2?

A documentação da Microsoft dá a entender que essa é uma medida de segurança. Isso porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela companhia em 13 de outubro de 2026, o que significa que essa versão não receberá mais updates de segurança. Para continuar recebendo as atualizações, é necessário migrar para a versão 25H2.

Como já dito, a atualização será aplicada de modo automático, embora esse processo siga uma dinâmica progressiva. Por conta dessa abordagem, alguns PCs receberão a atualização antes do que outros. Mas a intenção da Microsoft é a de que todas as máquinas aptas para a versão 25H2 a recebam antes de outubro.

Quem quiser acelerar esse processo pode fazê-lo indo em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Posso impedir a instalação da versão 25H2?

Você pode adiar a instalação do pacote. Para isso, no Windows Update, vá em “Pausar atualizações”. Ali, escolha o período de pausa (de uma a cinco semanas).

Normalmente, não é recomendável ignorar a atualização para não deixar o sistema suscetível a vulnerabilidades em momentos futuros. Mas o adiamento pode ser uma opção para quem está preocupado com o histórico de problemas com atualizações do Windows 11.

Leve em conta, porém, que a atualização automática é válida para licenças individuais do Windows 11 Home ou não administradas do Windows 11 Pro. Já as licenças para organizações podem seguir dinâmicas diferentes, que são determinadas por departamentos de TI, por exemplo.

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

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Atualização para o Windows 11 25H2 será instalada automaticamente em computadores que ainda rodam a versão 24H2 do sistema.

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
  • O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
  • O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.

A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.

O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.

Mais gamers escolhem o Linux

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.

O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.

Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Trajetória de recordes

Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.

O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).

Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)
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Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

Ilustração mostra o logotipo do Microsoft Edge ao centro, nas cores azul e verde, em gradiente. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Edge é o navegador oficial da Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está testando a abertura automática do Edge ao iniciar o Windows 11, ativada por padrão.
  • Nos testes, o Edge abriu automaticamente mesmo quando o Google Chrome estava marcado como navegador padrão.
  • Tudo indica que o teste está sendo realizado com uma pequena parcela de usuários e pode não chegar à versão estável.

Há poucos dias, a Microsoft revelou um plano para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Pois bem, no caso do Edge, a abordagem pode ser um pouco diferente: a companhia está testando a abertura automática do navegador sempre que o sistema é iniciado.

Não é o primeiro aplicativo a adotar esse comportamento no Windows. O que chama atenção é que, ao contrário da maioria dos apps — que pedem autorização prévia para iniciar com o sistema —, a função já viria ativada por padrão, cabendo ao usuário desativá-la.

O pessoal do Windows Central visualizou a “novidade”. Um banner aparece no topo informando que o Edge “agora é iniciado quando você entra no Windows”. 

Captura de tela mostra um recurso em versão beta no navegador Microsoft Edge
Banner no topo do navegador avisa que o Edge abrirá sozinho (imagem: reprodução/Windows Central)

De acordo com o portal, tudo indica que o teste tem sido feito com uma parcela pequena de usuários. E, como é apenas um beta, pode ser que não chegue à versão estável do browser.

Vale citar que, por padrão, o Windows já pré-carrega o Edge em segundo plano para iniciar mais rápido. Hoje, é possível configurar o navegador para inicializar com o sistema, mas isso ainda é opcional.

Edge abre mesmo sem ser navegador padrão

Nos testes, o comportamento do Edge se manteve mesmo com o Google Chrome marcado como navegador padrão. Resta aguardar para ver se a Microsoft manterá a mudança.

Também não custa lembrar que a empresa vem integrando cada vez mais o Edge ao Copilot — o que, na prática, pode transformar essa abertura automática em mais uma porta de entrada para a IA.

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

Microsoft Edge (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • engenheiro da Microsoft divulgou vídeo, já apagado, mostrando Barra de Tarefas móvel do Windows 11;
  • como previsto, Barra de Tarefas móvel permitirá movimentação para a esquerda, direita, topo ou inferior;
  • não há data prevista de liberação, mas espera-se que novidade até o fim de 2026.

Depois de muitas críticas de usuários, a Microsoft prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11. Mas deve demorar para essa novidade chegar, certo? Talvez não demore: um engenheiro da companhia divulgou um vídeo que sugere que o recurso já está em fase avançada de desenvolvimento.

No Windows 10 (e versões anteriores), você pode posicionar a Barra de Tarefas na parte superior, bem como nas laterais esquerda e direita da Área de Trabalho. Mas, no Windows 11, a Barra de Tarefas fica presa à parte inferior da tela.

Embora a grande maioria dos usuários prefira usar a Barra de Tarefas a partir da parte inferior (é o meu caso), há quem queira ter liberdade para mover esse componente, seja para fins estéticos, seja para melhorar a experiência com uma aplicação específica.

Recentemente, a Microsoft causou surpresa ao anunciar um pacote de novidades para o sistema operacional. No meio desse pacote está justamente uma Barra de Tarefas móvel no Windows 11.

Em breve, a novidade será liberada para usuários que participam do programa de testes Windows Insider. Porém, antes do que deveria, um engenheiro da Microsoft publicou um vídeo no X que mostra a Barra de Tarefas móvel em ação.

Barra de Tarefas à direita do Windows 11
Barra de Tarefas à direita do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Como funciona a nova Barra de Tarefas do Windows 11?

O vídeo foi apagado, mas o Windows Latest conseguiu guardar o conteúdo antes de sua exclusão. As imagens não têm alta qualidade porque a demonstração foi feita a partir de uma máquina virtual, mas dão uma noção de como o recurso funcionará.

Sabemos, com base nas imagens divulgadas pela Microsoft na ocasião do anúncio, que o campo de pesquisa some se a Barra for posicionada à esquerda ou à direita, dando lugar a um ícone de lupa.

Já com base nas capturas do vídeo (as imagens desta notícia), vemos um menu que surge com um clique sobre a Barra de Tarefas que dá opções de movimentação para a esquerda, a direita, o topo ou a parte inferior. O Windows Latest ressalta que essas opções estão ali apenas para depuração, então, não está claro se elas farão parte da novidade. Tomara que sim.

Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11
Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Eu espero que também seja possível reposicionar a Barra de Tarefas arrastando-a com o cursor do mouse, tal como no Windows 10.

De todo modo, será possível alterar a posição da Barra de Tarefas na área de configurações do Windows 11. Por ali também deverá estar outra funcionalidade prometida: a possibilidade de ajustar as dimensões da Barra de Tarefas (e não apenas o tamanho de seus ícones, como é possível atualmente).

Quando a Barra de Tarefas móvel chegará ao Windows 11?

A Microsoft não deu um prazo para isso, mas sinalizou que as mudanças prometidas para o Windows 11 chegarão até o fim de 2026, o que deve incluir a Barra de Tarefas móvel.

Há boas chances de que a liberação do recurso para testadores do Windows Insider seja feita ainda neste trimestre.

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
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Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando para melhorar o modo escuro do Windows 11, incluindo interfaces legadas como o Regedit, afirma executivo;
  • Marcus Ash, da Microsoft, confirmou que a empresa está empenhada em implementar o tema escuro em mais áreas do sistema;
  • não há prazo para a atualização do modo escuro no Windows 11, mas melhorias gerais do sistema são esperadas até o fim de 2026.

O modo escuro do Windows 11 funciona minimamente bem, mas ainda não cobre o sistema operacional por completo. Contudo, um nome importante da Microsoft afirmou recentemente que a companhia segue trabalhando para melhorar esse recurso a ponto de considerar até interfaces legadas.

Imagine que você está dormindo e, de repente, alguém te acorda e acende a luz. O desconforto visual é intenso nessas circunstâncias, certo? Digamos que é mais ou menos isso o que um usuário do Windows 11 sente ao ativar o modo escuro e se deparar com uma janela que não segue essa configuração.

Quer um exemplo de onde isso ocorre? No Regedit (Editor do Registro) do Windows 11. Mesmo se você ativar o modo escuro no sistema operacional, o Regedit aparecerá claro como a luz do Sol quando aberto.

No X, um usuário se queixou disso. Zac Bowden, do Windows Central, se envolveu na conversa. Então, ninguém menos que Marcus Ash, da Microsoft, apareceu por ali para informar que a companhia sabe do problema e tem trabalhado em uma solução:

Estamos empenhados em aprimorar nossas ferramentas e técnicas para que possamos implementar o tema escuro em mais áreas do Windows.

Ainda não temos prazos definidos para o Regedit. Conforme avançarmos com os diversos painéis e [caixas de] diálogos de sistemas legados, continuaremos aprimorando a consistência.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde"
Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como “rebelde” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que o modo escuro não cobre todo o Windows 11?

Ainda que a explicação de Ash tenha sido protocolar, a sua mensagem contém pelo menos parte da resposta: “sistemas legados”. O Windows 11 ainda conta com componentes nativos que foram desenvolvidos em versões anteriores do sistema operacional e não tiveram a sua interface atualizada.

É o caso do Editor do Registro. No Windows 11, a ferramenta tem a mesma cara de sua implementação para Windows 10 que, por sua vez, é similar ao Regedit das versões anteriores da plataforma.

Embora não haja prazo para que o modo escuro seja ampliado no sistema operacional, recentemente, a Microsoft prometeu melhorar vários aspectos do Windows 11, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel. Essa e outras mudanças devem ser implementadas até o fim de 2026. É torcer para que o modo escuro seja incluído nessa lista de aprimoramentos.

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

Windows 95
Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos (imagem: tsuyo16/Wallpapers.com)
Resumo
  • Windows 95 usava pasta C:\Windows\SYSBCKUP para armazenar backups de componentes do sistema frequentemente sobrescritos;
  • após instalação de softwares, Windows 95 verificava se arquivos em backup foram sobrescritos e restaurava versões mais recentes, se necessário;
  • Microsoft não impedia sobrescrições de arquivos de sistema devido a limitações técnicas, preferindo corrigir erros após a instalação.

Raymond Chen é um engenheiro de software da Microsoft que trabalhou no desenvolvimento de versões antigas do Windows. É por isso que, vira e mexe, ele revela curiosidades da plataforma. Aqui vai uma delas: o Windows 95 seguia um truque simples para não parar de funcionar se arquivos do sistema fossem sobrescritos.

Há muito tempo que o Windows tem mecanismos que evitam que componentes do sistema operacional sejam sobrescritos ou apagados indevidamente. Mas Chen conta que, nos tempos do Windows de 16 bits, esses componentes eram “redistribuíveis”.

O que Chen quer dizer é que instaladores de softwares podiam conter cópias de componentes específicos que eram instaladas por cima de arquivos já existentes no Windows 95, desde que a seguinte condição fosse respeitada: a reescrita só seria feita se o instalador tivesse uma versão mais atual do componente.

Quando essa regra era seguida, não costumava haver problemas, pois os componentes do sistema eram atualizados de modo a manter compatibilidade com funções existentes em suas versões anteriores.

Mas diz a sabedoria popular que regras existem para serem quebradas. Pois bem, Chan relata que não era incomum arquivos de sistema serem sobrescritos por versões mais antigas:

Era comum que os instaladores de programas sobrescrevessem qualquer arquivo que estivesse no caminho, independentemente do número da versão do arquivo existente.

Quando esses instaladores eram executados no Windows 95, eles substituíam as versões do Windows 95 desses componentes pelas versões do Windows 3.1. Você pode imaginar o desastre que isso causava ao resto do sistema.

Raymond Chen, engenheiro da Microsoft

Tela do Windows 95
Área de Trabalho do Windows 95 (imagem: Reprodução/Microsoft)

Como a Microsoft evitava panes no Windows 95 com arquivos sobrescritos?

Para contornar o problema, os desenvolvedores da Microsoft recorreram a uma ideia bastante simples, mas funcional: fazer backup de arquivos do sistema.

De acordo com Chen, o Windows 95 mantinha uma pasta oculta no endereço C:\Windows\SYSBCKUP que guardava cópias de componentes importantes do sistema que eram frequentemente sobrescritos.

Sempre que a instalação de um software era concluída, o Windows 95 checava se um ou mais arquivos mantidos em backup tinham sidos sobrescritos. Se positivo, acontecia o seguinte:

  • arquivo sobrescrito por uma versão mais recente: neste caso, o componente era copiado para a pasta SYSBCKUP para o sistema ter uma cópia mais atual;
  • arquivo sobrescrito por uma versão anterior: o Windows 95 sobrescrevia essa versão pela cópia mais recente existente na pasta SYSBCKUP.

Não era mais fácil impedir que arquivos de sistema fossem sobrescritos?

Raymond Chen também conta que a Microsoft tentou fazer isso, mas havia uma série de limitações nessa abordagem. Por exemplo, o instalador poderia sobrescrever determinado arquivo durante a reinicialização do sistema operacional, quando não havia bloqueio.

“A melhor solução era deixar o instalador sobrescrever o que quisesse e depois tentar corrigir os erros”, concluiu Chen.

Eram outros tempos. Na época do Windows 95, não havia acesso fácil à internet a ponto de permitir que componentes essenciais estivessem sempre atualizados. As abordagens de segurança também não eram tão evoluídas. Se levarmos tudo isso em conta, o truque da pasta SYSBCKUP era simples, mas genial.

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

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Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11
WSL rodando o Fedora Linux no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar Windows Subsystem for Linux (WSL) no Windows 11, focando em aspectos como desempenho e facilidade de configuração;
  • melhorias no WSL foram anunciadas junto com outros avanços no Windows 11;
  • expectativa é a de que atualizações do WSL cheguem até o final de 2026.

Na semana passada, a Microsoft causou certa surpresa ao anunciar uma série de medidas para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Mas um aspecto do anúncio quase passou despercebido, talvez por ser mais técnico do que os demais: a promessa de ajustes no WSL para aprimorar a execução do Linux no Windows 11.

Para quem está por fora do assunto, vale uma rápida explicação: WSL é a sigla para Windows Subsystem for Linux. Trata-se de uma ferramenta nativa que, tal como o nome indica, permite a execução de determinadas distribuições Linux em ambientes Windows.

O WSL é interessante porque permite que desenvolvedores, profissionais de TI, estudantes de computação e afins possam trabalhar com o Linux usando um computador com Windows, sem ter que depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

A Microsoft introduziu o WSL em 2016, ainda no auge do Windows 10, e a ferramenta recebeu diversos aprimoramentos com o passar do tempo. A companhia deu a entender que, até o fim do ano, poderemos esperar ainda mais avanços.

O que vai melhorar no WSL do Windows 11?

A Microsoft prometeu melhorar a experiência de uso do Windows Subsystem for Linux com base nos seguintes aspectos (em tradução livre):

  • desempenho de arquivos mais rápido entre Linux e Windows;
  • compatibilidade e taxa de transferência de rede aprimoradas;
  • experiência de configuração inicial e integração mais simplificada;
  • melhor gerenciamento corporativo com maior controle de políticas, segurança e governança.

O aspecto do desempenho chama a atenção, pois sugere que a Microsoft quer melhorar a experiência de abrir, no Linux, arquivos que estão em ambiente Windows e vice-versa. Em outras palavras, a companhia provavelmente melhorará a interoperabilidade entre os dois ecossistemas.

A mencionada “experiência de configuração inicial” também parece ser um aspecto importante. O WSL já não é tão difícil de ser configurado quanto era em suas primeiras versões, mas ainda há margem para avanços nesse quesito, principalmente devido ao fato de a ferramenta depender de linha de comando para muitas tarefas.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Várias distribuições Linux são compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando veremos novidades no WSL?

Não está claro. Mas, no anúncio, a Microsoft explica que o Windows 11 receberá uma série de melhorias até o fim de 2026, e entre elas deverão estar os prometidos avanços no WSL.

Vale lembrar que a Microsoft também prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11 (tal como no Windows 10 e versões anteriores), bem como fazer uma integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Vale a pena ficarmos de olho.

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 pode deixar de exigir uma conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 atualmente exige uma conta Microsoft para instalação do sistema;
  • exigência de conta Microsoft requer conexão à internet e também gera preocupações com privacidade;
  • executivo da companhia sinalizou que exigência de conta Microsoft poderá ser revista em um futuro próximo.

Entre as características do Windows 11 com forte potencial de causar irritação nos usuários está a exigência de login com uma conta Microsoft na configuração do sistema operacional durante a sua instalação. Um executivo da companhia sinalizou que essa abordagem poderá deixar de existir em breve, porém.

Até um passado recente, era relativamente fácil fazer uma instalação do sistema usando uma conta local, criada na hora. Porém, em 2024 e em 2025, a companhia desativou os principais recursos que permitiam instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft.

Um dos problemas dessa abordagem é que ela requer que o computador esteja conectado à internet para a instalação do Windows 11 ser concluída. Além disso, há usuários que rejeitam fazer login em serviços nas nuvens, tanto quanto possível, por preocupações com o aspecto da privacidade.

Eis que, na sexta-feira passada (20/03), a Microsoft anunciou várias medidas para melhorar a experiência do usuário com seu sistema operacional, entre elas, a de permitir que a Barra de Tarefas do Windows 11 seja reposicionada na Área de Trabalho (algo que o Windows 10 e versões anteriores permitem).

Diante disso, no X, um usuário perguntou a Scott Hanselman se a companhia pretende remover a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11. O executivo, que atua como vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft, respondeu: “É, eu odeio isso. Estamos trabalhando nisso”.

Ya I hate that. Working on it

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) March 20, 2026

Não há mais detalhes. Nem confirmação de que a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11 será derrubada. Mas, como até um importante executivo da companhia manifestou incômodo com a exigência, podemos imaginar, sim, o sistema operacional funcionando normalmente com contas locais em um futuro não muito distante.

Microsoft promete melhorar experiência com o Windows 11

Além do retorno da Barra de Tarefas móvel, a Microsoft anunciou uma série de medidas que, até o fim do 2026, prometem deixar o Windows 11 mais amigável ao usuário. Entre elas estão a otimização do Explorar de Arquivos, maior controle do usuário sobre as atualizações do Windows Update e integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Fica a torcida para que, de fato, a não exigência de uma conta Microsoft faça parte dessas mudanças.

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Windows 11 permitirá reposicionar a Barra de Tarefas, atendendo a pedidos frequentes dos usuários;
  • Microsoft planeja ainda otimizar o Explorador de Arquivos e dar mais controle sobre atualizações via Windows Update;
  • empresa também reduzirá pontos de entrada do Copilot em aplicativos como Ferramenta de Captura e Bloco de Notas.

Ao contrário do Windows 10 (e de versões anteriores do sistema), o Windows 11 não permite mover a Barra de Tarefas para as laterais ou para o topo da tela. Mas isso vai mudar: em clima de “antes tarde do que mais tarde”, a Microsoft revelou que a Barra de Tarefas poderá ser reposicionada no Windows 11 em breve.

O motivo da decisão? O número de queixas ou solicitações que a Microsoft recebeu sobre essa limitação:

Reposicionar a Barra de Tarefas é um dos pedidos mais frequentes que recebemos de vocês. Estamos introduzindo a possibilidade de reposicioná-la na parte superior ou nas laterais da tela, facilitando a personalização do seu espaço de trabalho.

Pavan Davuluri, chefe de Windows na Microsoft

Curiosamente, a decisão chega na mesma semana em que o PowerToys 0.98 foi lançado trazendo uma opção de barra adicional na Área de Trabalho (gratuito, o PowerToys é o “canivete suíço” do Windows, vale destacar).

Mas esta não é a única novidade que a Microsoft reserva para o Windows 11. Entre as demais está o plano de melhorar o desempenho e a praticidade do sistema operacional, o que será feito por meio da otimização do Explorador de Arquivos, só para exemplificar.

A companhia também fala em permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações disponibilizadas via Windows Update. Será possível definir um período de pausa no recebimento das atualizações, por exemplo, o que pode ser útil para prevenir bugs causados por elas (o que tem sido frequente).

Para quem não aguenta mais se deparar com o Copilot em todo canto do Windows 11, a Microsoft prometeu ser mais cuidadosa com isso: “estamos reduzindo os pontos de entrada desnecessários do Copilot, começando com aplicativos como Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas”, conta Davuluri.

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11
Copilot vai ficar menos “enxerido” no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Windows 11 receberá todas essas novidades?

Como de hábito, as mudanças no Windows 11 serão implementadas de modo gradual. Inicialmente, terão acesso às novidades os participantes do programa de testes Windows Insider, já nas próximas semanas.

Em linhas gerais, a expectativa é de que esse “novo” Windows 11 fique disponível massivamente até o fim de 2026. Tomara!

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11, outro recurso em teste (imagem: reprodução/Microsoft)
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Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
  • A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
  • Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.

A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.

Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.

Qual é a solução alternativa?

Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.

Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.

Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.

A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Procedimento não é solução definitiva

A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.

O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows
PowerToys 0.98, o “canivete suíço” do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.98 introduz barra de atalhos integrada à Paleta de Comandos, suportando widgets e personalização;
  • Gerenciador de Teclado ganhou um editor com interface moderna e modo de visualização única;
  • outras novidades incluem melhorias no CursorWrap, no modo Sempre Visível e no recurso Colar Avançado.

Uma das ferramentas para Windows mais versáteis já criadas pela Microsoft acaba de ganhar mais uma versão: o PowerToys 0.98 deixa a poderosa Paleta de Comandos mais rápida e personalizável, aperfeiçoa a função que permite reprogramar o teclado, entre várias outras novidades.

Comecemos pela Paleta de Comandos, pois esse é um dos recursos mais importantes do PowerToys. Estamos falando de uma função que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Quando você se habitua a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado. Para tanto, basta pressionar Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.

No PowerToys 0.98, a Paleta de Comandos é complementada com o Dock (Encaixe, em português), uma barra que, quando ativada, fica sempre visível na tela para dar acesso rápido aos recursos que você mais acessa.

O Dock ainda está em fase de prévia, mas já é funcional, podendo ser posicionado na parte superior, inferior, esquerda ou direita da tela e permitindo personalização dos atalhos. O Dock suporta ainda complementos, como widgets que informam o uso de CPU, GPU e memória RAM.

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo
A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para completar, a Paleta de Comandos ficou mais rápida na resposta a comandos e, no aspecto da personalização, agora permite ajustar o nível de transparência da janela, por exemplo.

Outra novidade interessante está no Gerenciador de Teclado, função que permite personalizar o… teclado. Ela é útil, por exemplo, para remapear teclas. O PowerToys 0.98 introduz um editor de teclado renovado, que traz uma interface mais moderna e intuitiva, bem como permite edições em visualização única, abordagem mais prática que o atual modo de visualização em duas janelas.

Porém, o novo editor do Gerenciador de Teclado também está em fase de prévia, razão pela qual deve ser ativado manualmente para ser acessado.

O que mais há de novo no PowerToys 0.98?

Entre as demais novidades estão:

  • CursorWrap: a função que permite levar o cursor do mouse de uma extremidade à outra da tela rapidamente agora funciona melhor com vários monitores e permite sua desativação automática quando apenas um visor estiver em uso;
  • Sempre Visível: esse modo permite fixar uma janela acima das outras, sendo útil para você deixar um aplicativo sempre visível na tela; agora, é possível acionar esse recurso usando o botão direito do mouse, e não somente um atalho de teclado;
  • Colar Avançado: agora oferece cópia automática para teclas de atalho de ações personalizadas, permitindo que um único atalho copie e execute uma ação.
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o PowerToys 0.98?

O PowerToys 0.98 pode ser baixado em sua página no GitHub. Ali, você deve escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.98 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.

A ferramenta é gratuita e, cá entre nós, recomendo o seu download. O PowerToys tem numerosos recursos que realmente podem otimizar as suas atividades diante do computador.

PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

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Barra de atalhos também suporta widgets e é integrada à Paleta de Comandos. PowerToys 0.98 também melhora Gerenciador de Teclado, modo Sempre Visível e mais.

PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Usuários de notebooks Samsung relatam erro que bloqueia acesso ao disco C: (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Um bug em notebooks Samsung tem bloqueado o acesso ao disco C:, afetando principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11.
  • Aparentemente, a falha está ligada ao app Samsung Galaxy Connect, e não a uma atualização do Windows.
  • Modelos afetados incluem NP750XGJ, NP750XGL, NP754XGJ, NP754XFG, NP754XGK, DM500SGA, DM500TDA, DM500TGA, DM501SGA.

Usuários de notebooks da Samsung têm relatado um bug que bloqueia completamente o acesso ao Disco Local (C:) no Windows 11. O problema é que essa é a unidade principal do sistema.

Segundo os relatos, o erro exibe a mensagem “C:\ não é acessível – Acesso negado”, impedindo a leitura e a gravação de arquivos essenciais nas máquinas afetadas.

Inicialmente, comunidades no Reddit e nos fóruns da Microsoft indicaram que a atualização KB5077181, liberada pela Microsoft no tradicional Patch Tuesday, poderia ser a causa. No entanto, outras investigações rastrearam a falha até um aplicativo pré-instalado nos computadores da marca sul-coreana, isentando o pacote de segurança do sistema operacional.

Por que o bug bloqueia o disco C: em PCs Samsung?

Tudo indica que o bloqueio da unidade não é causado por uma falha nativa do Windows 11. A Microsoft, na verdade, afirma que a causa do problema está no Samsung Galaxy Connect, app pré-instalado em alguns computadores da marca.

Quando o erro se manifesta, o sistema perde subitamente a permissão para acessar o diretório raiz do disco C:. Isso compromete o funcionamento de diversos aplicativos e serviços em segundo plano que dependem da leitura de dados no armazenamento principal para operar.

Na prática, o bloqueio gera um efeito cascata no uso diário do computador. Sem acesso ao diretório raiz, o usuário fica impossibilitado de instalar novos programas, salvar documentos na partição principal ou executar tarefas rotineiras. Como muitos softwares criam arquivos temporários ou de configuração na unidade principal durante o uso, a falta de privilégios resulta em travamentos repentinos.

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator
Notebooks da linha Galaxy Book 4 têm apresentado o bug (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O bug parece ser o resultado de uma implementação incorreta da Lista de Controle de Acesso Discricionário (DACL). Esse é um recurso de segurança vital do Windows que define com precisão quais usuários, grupos ou programas têm permissão para ler, gravar ou modificar determinados arquivos e pastas.

Se essa hipótese for confirmada, o erro teria ocorrido durante a configuração da imagem do sistema operacional — um processo de preparação feito pela própria Samsung antes de os computadores chegarem às lojas.

Alguma solução?

De acordo com os relatos no Reddit, as ferramentas convencionais de reparo do Windows não estão sendo suficientes para contornar o bloqueio. A única solução eficaz seria o uso do utilitário de linha de comando Diskpart, inserindo o comando list disk no terminal (CMD) e, depois, executando o comando clean no disco afetado.

Mas, atenção: não é uma medida oficial e se trata de um método destrutivo. Ao executar o comando “clean”, a tabela de partição é removida e todos os dados do SSD/HD são apagados, permitindo apenas uma instalação limpa do sistema do zero.

O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Quais são os modelos afetados?

Os relatórios de falha concentram-se principalmente nos notebooks da linha Galaxy Book 4, embora alguns computadores de mesa da Samsung também figurem na lista oficial de dispositivos impactados.

Os modelos específicos que apresentam o bloqueio de disco incluem os seguintes códigos:

  • NP750XGJ
  • NP750XGL
  • NP754XGJ
  • NP754XFG
  • NP754XGK
  • DM500SGA
  • DM500TDA
  • DM500TGA
  • DM501SGA

Todos esses equipamentos rodam as versões mais recentes do sistema da Microsoft (24H2 e 25H2). Para conter o avanço do problema, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11
Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Confirmado: botão de teste de velocidade na Barra de Tarefas do Windows 11 é um atalho para o Bing;
  • Recurso abre o navegador padrão no Bing, que utiliza o Speedtest para medir a conexão à internet;
  • Não é possível desativar ou configurar o botão para outros serviços de medição.

Em fevereiro de 2026, a Microsoft começou a liberar um pacote de pequenas novidades para o Windows 11. Entre elas está um botão na Barra de Tarefas que permite medir a velocidade da sua conexão à internet. É um recurso bem-vindo, mas que revelou-se frustrante até certo ponto: trata-se apenas de um atalho para o Bing.

Não foi surpresa. Já se sabia, desde a fase interna de testes do botão de velocidade, que o recurso levava ao testador do Bing. Porém, havia expectativa de que a Microsoft transformasse o botão em um recurso executado pelo próprio Windows 11 ou em um widget para o recurso do Bing que não exige a sua abertura no navegador.

Mas, na realidade, funciona assim: você clica com o botão direito do mouse no ícone de conexão Wi-Fi ou Ethernet, no canto direito da Barra de Tarefas, e escolhe “Executar teste de velocidade” no menu que aparecer.

Na sequência, o Windows 11 abrirá o seu navegador padrão (ainda bem que isso é respeitado) em uma página do Bing que traz o medidor de velocidade da conexão à internet que, por sua vez, é baseado no popular Speedtest. Aí é só clicar em “Iniciar” e esperar o resultado.

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador
Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Funciona. Então, qual o problema?

Funciona, de fato. Os resultados mostram as taxas de download e upload da conexão, bem como a latência (ping). Apesar disso, era de se esperar que um botão de teste de velocidade levasse para uma ferramenta do próprio sistema operacional, não a um atalho para uma página web.

É como se a Microsoft tivesse ficado com “preguiça” de desenvolver algo nativo ou, pior, estivesse tentando aumentar artificialmente os acessos ao Bing, até porque o botão não deixa claro, em nenhum momento, que esse buscador será acessado para o teste.

Além disso, me pergunto se, caso o navegador esteja com muitas abas abertas, o consequente consumo de RAM ou processamento não poderia interferir nos resultados.

Para completar, pelo menos por ora, não é possível desativar o tal botão, muito menos configurá-lo para funcionar com outros serviços de medição.

Felizmente, nem tudo está perdido. Há recursos recentes no Windows 11 que são bons, a exemplo dos ícones coloridos de bateria, que informam com mais precisão o status de carga do notebook.

Em tempo: a Ookla, dona do Speedtest, foi comprada recentemente pela Accenture. Antes da parceria com a Ookla, o Bing exibia um teste de velocidade de internet próprio, baseado no Azure, segundo Windows Latest. Ou seja, bagagem para implementar algo próprio a Microsoft tem.

Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft anuncia Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Microsoft anuncia Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft revelou Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas, interpretando exames e dados de dispositivos vestíveis, por exemplo;
  • nos EUA, serviço integra plataformas de saúde como HealthEx e Function Health, mas garante privacidade e segurança dos dados;
  • Copilot Health não substitui médicos e estará disponível inicialmente nos EUA para maiores de 18 anos.

Quem nunca usou ferramentas de IA generativa para perguntar sobre uma dorzinha ou um mal-estar que atire o primeiro mouse! Essa prática é tão comum que a Microsoft decidiu criar o Copilot Health, variação de seu serviço de inteligência artificial focada em questões de saúde.

A novidade pode te ajudar a interpretar exames médicos, dados registrados por dispositivos vestíveis (como smartwatches e smartbands) e históricos médicos.

Nos Estados Unidos, onde a ferramenta estreará, essas informações podem ser obtidas a partir da integração com serviços de saúde, como HealthEx (plataforma online de registros médicos) e Function Health (para exames), desde que o acesso seja autorizado pelo usuário, é claro.

No anúncio sobre o Copilot Health, a própria Microsoft reconhece que filas de espera e acesso desigual a cuidados médicos levam pessoas a buscar informações sobre saúde na internet. Essas pesquisas incluem compreensão sobre laudos médicos, sintomas, efeitos colaterais de remédios e por aí vai.

Se até um passado recente essas buscas se limitavam ao Google ou, quando muito, a plataformas como Doctoralia, hoje, muita gente recorre a serviços como ChatGPT, Gemini e Copilot para esclarecer dúvidas sobre saúde.

Não por acaso, a Microsoft revelou que a sua plataforma (considerando o Copilot e o Bing) já responde a mais de 50 milhões de perguntas do tipo por dia, e é isso que justifica a criação de um serviço dedicado.

A ideia é oferecer informações mais precisas e personalizadas, sem desconsiderar o aspecto da privacidade:

Hoje, estamos lançando o Copilot Health, um espaço separado e seguro dentro do Copilot, onde a inteligência médica interpreta suas informações e fornece insights de saúde personalizados que você pode usar.

(…) Reconhecemos que ter acesso às suas informações pessoais e sensíveis de saúde é uma responsabilidade importante. Suas conversas e dados no Copilot Health são isolados do Copilot geral e mantidos sob controles adicionais de acesso, privacidade e segurança.

A Microsoft também tratou de deixar claro que o Copilot Health não fecha diagnósticos ou define tratamentos, por exemplo:

O Copilot Health não substitui seu médico. Ele faz com que cada minuto que você passa com ele valha mais a pena. Você chega preparado, com as perguntas certas, o contexto certo e a confiança que vem de um melhor entendimento de seu próprio corpo.

Disponibilidade do Copilot Health

Inicialmente, o Copilot Health estará disponível nos Estados Unidos, em inglês e para usuários com 18 anos de idade ou mais. Mesmo por lá, é necessário se cadastrar em uma lista de espera no final da página do anúncio oficial para ter acesso ao serviço.

A Microsoft já trabalha em versões do serviço baseadas em outros idiomas, mas não deu prazo para liberação da novidade em outros países.

Vale destacar que a Microsoft não está sozinha com esta ideia. No começo do ano, a OpenAI anunciou um serviço parecido, de nome ChatGPT Health, também ainda em fase de desenvolvimento.

Microsoft anuncia Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas

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Copilot Health é uma variação da IA da Microsoft focada em ajudar usuário a entender exames e dados de dispositivos vestíveis, por exemplo.

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Semana do Consumidor: TV 4K Samsung QLED Ultra 50″ com menor preço desde dezembro


Oferta encerrada 🙁
Avise-me por e-mail
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A Smart TV 4K Samsung QLED Ultra QEF1 de 50″ está em oferta por R$ 2.298 no Pix no Mercado Livre, um desconto de 31% na Semana do Consumidor sobre o valor original de R$ 3.349.

O televisor traz um painel com tecnologia de pontos quânticos e processador com suporte a IA, oferecendo alta qualidade de imagem para quem deseja trocar de TV para assistir aos jogos da Copa do Mundo 2026.

TV Samsung QEF1 tem painel QLED 4K e funções de IA

O painel de 50 polegadas da QEF1 usa QLED, tecnologia de pontos quânticos com iluminação LED para reproduzir cores com alta fidelidade. A Samsung diz que o recurso Color Booster Pro, que conta com certificação da Pantone, entrega mais de um bilhão de tons diferentes.

O processador IA Q4 é capaz de otimizar a qualidade de imagem e som via plataforma Vision AI, e oferece upscaling para conteúdos legados, ajustando-os à resolução 4K com riqueza de detalhes. O aparelho também pode criar um papel de parede personalizado para o ambiente quando deixado em espera.

Outras funções de IA incluem o suporte dos assistentes inteligentes Bixby da própria Samsung, Copilot da Microsoft e Alexa da Amazon, que podem ser acionados pelo controle remoto. Entre as ferramentas oferecidas, destacam-se pesquisa inteligente, chatbot e recomendações de imagens baseadas no clima.

Mão segura controle remoto preto Samsung com botões de voz e acesso rápido a Netflix, YouTube e Prime Video, TV ao fundo.
Controle remoto da TV Samsung QLED QEF1 é alimentado por energia solar (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O controle remoto SolarCell da QEF1 é alimentado por energia solar por meio de uma célula fotovoltaica nas costas. A fabricante garante que a exposição à luz do Sol por poucos minutos garante energia para um dia inteiro.

O sistema operacional Tizen oferece acesso a diversos serviços de streaming, como Netflix, Globoplay, YouTube, Amazon Prime Video, Spotify, Apple TV, HBO Max e outros. Além de suportar jogos por streaming pelos serviços Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now, bastando ter uma assinatura ativa e parear um controle Bluetooth à TV.

Sobre conectividade, o aparelho traz 3 portas HDMI, uma USB-A, uma Ethernet e é compatível com Wi-Fi e Bluetooth. O som é provido por duas saídas de áudio de 20 W, experiência que pode ser melhorada com soundbars instaladas.

Plataforma Tizen (imagem: Divulgação/Samsung)
Plataforma Tizen suporta diversos serviços de streaming (imagem: Divulgação/Samsung)

A Smart TV 4K Samsung QLED Ultra QEF1 de 50″ está saindo por R$ 2.298 no Pix no Mercado Livre, um abatimento de 31% durante a Semana do Consumidor sobre o preço de lançamento de um aparelho que é uma opção interessante para quem deseja renovar a sala de estar antes do início da Copa do Mundo 2026.

Quando é o Dia do Consumidor 2026?

O Dia Mundial do Consumidor 2026 é comemorado todos os anos em 15 de março, mas o varejo vem oferecendo promoções com condições especiais desde o início do mês, estratégia que deve se manter até o fim de março. Fique ligado na cobertura do Achados do TB para não perder nenhuma oferta.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Semana do Consumidor: TV 4K Samsung QLED Ultra 50″ com menor preço desde dezembro

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TV Samsung QLED Ultra de 50" traz painel 4K e assistentes de IA da Microsoft e Amazon; modelo QEF1 recebe desconto de 31% no Pix durante a semana do Dia do Consumidor
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Microsoft revela mais detalhes sobre o Project Helix, seu próximo Xbox

Imagem mostra múltiplos consoles Xbox Series S brancos e um Xbox Series X preto, juntamente com seus respectivos controles sem fio, dispostos sobre um fundo verde brilhante. O Xbox Series X preto está no centro, em destaque, com um controle preto ao lado. O logo da Xbox é visível em cada console e controle. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Próximo Xbox deve usar chip AMD personalizado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Project Helix terá chip AMD personalizado com foco em gráficos avançados e ray tracing até 10 vezes mais eficiente.
  • O console usará AMD FidelityFX Super Resolution com aprendizado de máquina para melhorar a fluidez dos jogos.
  • Microsoft deve integrar Xbox e Windows, criando um ambiente de desenvolvimento unificado para jogos em ambas as plataformas.

A Microsoft revelou mais detalhes sobre o próximo console Xbox. Anunciado na semana passada com o codinome Project Helix, o videogame deve chegar aos desenvolvedores em versões alfa — fase inicial usada para testar mecânicas e desempenho dos jogos — apenas em 2027.

A informação veio do vice-presidente responsável pela próxima geração do Xbox, Jason Ronald, durante a Game Developers Conference (GDC). O executivo confirmou que o console terá um chip personalizado da AMD com foco em gráficos avançados, conforme informou Tom Warren, do The Verge

Não se trata exatamente de uma novidade: sabemos dessa informação desde junho de 2025. No entanto, Ronald afirmou que o Project Helix está sendo desenvolvido junto com a próxima geração do DirectX — conjunto de APIs da Microsoft que permite ao software interagir com o hardware de áudio e vídeo no Windows —, o que indica uma integração mais profunda entre o console e o sistema operacional.

Project Helix https://t.co/OFuoOjmS67 pic.twitter.com/MGGAwL26xY

— Tom Warren (@tomwarren) March 11, 2026

A empresa também reforçou a promessa de um salto de até 10 vezes no desempenho de ray tracing, além de suporte a path tracing, técnica mais avançada de iluminação em tempo real.

O hardware deve utilizar uma nova geração da tecnologia AMD FidelityFX Super Resolution (FSR) com aprendizado de máquina e geração de quadros. Esse recurso cria frames adicionais entre os já renderizados para aumentar a fluidez percebida dos jogos.

Xbox e Windows mais integrados

Imagem em fundo preto mostra um círculo branco centralizado, com as palavras Project Helix abaixo
Project Helix é o codinome da próxima geração do Xbox (imagem: divulgação)

Ainda segundo Ronald, o ecossistema Xbox deve continuar se aproximando do Windows. A ideia é que o Project Helix rode jogos de PC e de console, reduzindo as diferenças entre as plataformas.

O The Verge menciona que há uma preocupação da Microsoft em simplificar o trabalho dos desenvolvedores. Para facilitar a integração, a empresa está criando um ambiente de desenvolvimento unificado para que os estúdios produzam basicamente a mesma versão do jogo para Xbox e Windows, em vez de duas versões separadas.

Além disso, a Microsoft também trabalha no recurso Advanced Shader Delivery, que permite baixar shaders pré-compilados junto com o jogo ou atualizações. Isso deve evitar o tempo de compilação que normalmente ocorre quando o jogador inicia um game pela primeira vez.

Microsoft revela mais detalhes sobre o Project Helix, seu próximo Xbox

Xbox Series X + Series S (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Project Helix é a próxima geração do Xbox (imagem: divulgação)
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Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

Eventos no calendário do Windows 11
Como seriam os eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft adiou adição de eventos ao calendário do Windows 11, inicialmente prevista para testes no final de 2025;
  • função ainda está nos planos, mas data de liberação da prévia não foi especificada;
  • recurso já existia no Windows 10, mas foi retirado do Windows 11 pela Microsoft.

Em novembro de 2025, a Microsoft revelou estar trabalhando em uma atualização que faria o calendário do Windows 11 permitir inserção de eventos ou lembretes. A companhia não deu data para liberar a funcionalidade, mas havia expectativa de que isso ocorresse no início de 2026. Sabemos, agora, que não será assim.

Essa expectativa girava em torno da promessa da Microsoft de iniciar testes do recurso com participantes do programa Windows Insider no fim do ano passado. Mas, até agora, não há sinal da nova função.

Foi então que o Windows Central descobriu que a Microsoft atualizou o anúncio original para remover o trecho que falava sobre a prévia do recurso em dezembro de 2025.

Teria a Microsoft desistido da ideia, então? Felizmente, não. Procurada pelo veículo, a companhia explicou que ainda está trabalhando na funcionalidade, mas que a liberação da prévia irá ocorrer nos “próximos meses”, sem dar uma data precisa.

Em outras palavras, a função de eventos do calendário flutuante do Windows 11 ainda está nos planos da Microsoft, a companhia apenas decidiu tirá-la da agenda (desculpa a ironia).

Motivo? Não está claro. Mas, quando o recurso foi anunciado, descobriu-se que o seu desenvolvimento estava sendo feito em WebView (com interface web), o que poderia afetar o seu desempenho.

O Windows Central levanta a possibilidade de a companhia ter recebido queixas contra isso e, assim, ter decidido basear o projeto na interface nativa do Windows, o que requer mais tempo de desenvolvimento.

O calendário do Windows 10 permite evento
O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que eventos no calendário do Windows 11 são importantes?

Porque, atualmente, o calendário flutuante que aparece quando você clica na área à direita da Barra de Tarefas do Windows 11 serve apenas para consulta de datas.

No Windows 10, você pode usar o calendário para adicionar eventos ou lembretes facilmente, o que torna a ferramenta muito mais útil. A remoção desse recurso no Windows 11 foi uma das derrapadas que a Microsoft deu com essa versão do sistema operacional.

Com o retorno do recurso ao Windows 11, espera-se que, além de eventos e lembretes, o calendário também permita ao usuário visualizar um botão direto para reuniões online agendadas.

Há boas chances de a funcionalidade ser realmente útil, portanto. É esperar que a Microsoft faça um bom trabalho (e em tempo hábil, de preferência).

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

Eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot Cowork quer ser seu colega de equipe (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft apresentou o Copilot Cowork, uma IA corporativa capaz de executar tarefas de forma autônoma.

  • A ferramenta analisa dados do Microsoft 365 para organizar agendas, preparar reuniões e gerar relatórios.

  • O recurso está em testes no programa Research Preview e deve chegar primeiro a clientes do programa Frontier.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (09/03) o Copilot Cowork, uma versão autônoma da sua inteligência artificial voltada para o mundo corporativo. O lançamento marca a transição dos chats interativos para a delegação real de tarefas, uma jogada que tenta consolidar a posição da gigante de Redmond diante do avanço rápido de concorrentes como ChatGPT e Gemini.

Desenvolvida em colaboração com a Anthropic, dona da IA Claude, a ferramenta lê o ecossistema de trabalho do usuário para resolver demandas sozinha, sem precisar de comandos ou monitoramento contínuo humano.

Como o Copilot Cowork funciona?

Na prática, o Cowork atua como um colega de equipe: você delega o que precisa e a IA se vira para executar. A solicitação vira um plano de ação rodando em segundo plano. O bot só entra em contato caso precise de aprovação ou para esclarecer dúvidas, liberando o profissional para focar em outras atividades.

No comunicado, o presidente de aplicativos e agentes de negócios da Microsoft, Charles Lamanna, indicou que o sistema pretende ser uma mudança de paradigma. Como exemplo, ele citou sua própria rotina: a IA analisou sua agenda e histórico de e-mails dos próximos três meses, identificou reuniões dispensáveis e gerou um gráfico de recomendações.

Após a aprovação do executivo, o Cowork recusou os convites indesejados automaticamente. O processo de 40 minutos, segundo Lamanna, poupou horas de trabalho manual da equipe.

Usuário delega a demanda e a IA exibe o progresso em tempo real (imagem: reprodução/Microsoft)

Para garantir esse nível de precisão, a Microsoft desenvolveu o que chama de Work IQ, uma tecnologia que cruza dados do Outlook, Teams, Excel e outras aplicações do Microsoft 365. Segundo a companhia, a ferramenta atua principalmente nos seguintes fluxos:

  • Gestão de agenda: o agente analisa prioridades, identifica conflitos e sugere o cancelamento de compromissos de baixa importância.
  • Preparação de reuniões: o sistema puxa o histórico de e-mails para montar documentos de briefing e apresentações de slides para clientes.
  • Pesquisas complexas: a IA consegue compilar relatórios, juntar notícias e entregar tudo mastigado em planilhas do Excel organizadas.
  • Planos de lançamento: a ferramenta elabora comparações diretas com a concorrência, sintetiza propostas e define responsáveis para projetos.
IA autônoma da Microsoft promete analisar relatórios e montar apresentações (imagem: reprodução/Microsoft)

Já está disponível?

O Copilot Cowork encontra-se atualmente em fase de testes restritos no programa Research Preview. A expansão do acesso está prevista para o final deste mês, sendo liberada primeiramente aos clientes corporativos inscritos no programa Frontier da Microsoft.

Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Papel de parede exibindo os ícones das ferramentas do LibreOffice
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)
Resumo
  • Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
  • Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
  • A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.

A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).

Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.

Por que a exigência gerou controvérsia?

A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.

No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.

Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.

Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Document Foundation cobra neutralidade

Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.

A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.

A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.

A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Desenvolvedor do LibreOffice tem conta bloqueada pela Microsoft (imagem ilustrativa: reprodução/The Document Foundation)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Project Helix é o próximo console Xbox

Imagem em fundo preto mostra um círculo branco centralizado, com as palavras Project Helix abaixo
Console vai rodar jogos de Xbox e PC (imagem: divulgação)
Resumo
  • Microsoft anunciou o Project Helix, codinome do seu próximo console, que rodará jogos de Xbox e PC.
  • A CEO da divisão de games, Asha Sharma, indicou que o console terá uma proposta mais aberta que gerações anteriores.
  • Detalhes do hardware serão revelados na próxima semana durante a GDC.

A Microsoft revelou nesta quinta-feira (05/03), por meio do perfil oficial do Xbox, o codinome do seu próximo console: Project Helix. Segundo a nova CEO da divisão de games, Asha Sharma, o dispositivo será capaz de rodar jogos tanto de Xbox quanto de PC.

A executiva não entrou em detalhes, mas indicou que o console seguirá uma proposta mais aberta do que as gerações atuais. Esse movimento já vinha sendo especulado desde o ano passado, conforme revelamos aqui no Tecnoblog.

Great start to the morning with Team Xbox, where we talked about our commitment to the return of Xbox including Project Helix, the code name for our next generation console.

Project Helix will lead in performance and play your Xbox and PC games. Looking forward to chatting about… pic.twitter.com/Xx5rpVnAZI

— Asha (@asha_shar) March 5, 2026

Por enquanto, não há detalhes técnicos e informações do hardware, mas os rumores sugerem um conceito semelhante ao das Steam Machines, da Valve.

Mais detalhes sobre o Project Helix devem ser apresentados durante a Game Developers Conference (GDC), que começa na próxima segunda-feira (09/03) em São Francisco (EUA).

Nova liderança no Xbox

Imagem mostra a executiva Asha Sharma, da Microsoft, sorrindo
Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

O anúncio do Project Helix marca o primeiro grande movimento da nova liderança da Microsoft na divisão de games. Asha Sharma assumiu o comando do Xbox no fim de fevereiro, após a saída de Phil Spencer, veterano que liderava a marca desde 2001.

A mudança surpreendeu o setor. Além de Spencer, também deixou a empresa Sarah Bond, então diretora de operações do Xbox vista como a sucessora natural do executivo.

Antes de assumir a divisão de games, Sharma presidia o grupo de produtos CoreAI da Microsoft, responsável por iniciativas ligadas à inteligência artificial. A origem da executiva nesse setor levantou preocupações em parte da comunidade de jogadores sobre o uso intensivo de ferramentas generativas nos estúdios da marca.

Em um memorando interno, no entanto, Sharma tentou afastar os temores. Segundo ela, a empresa não pretende inundar o ecossistema com o que chamou de “conteúdo de IA sem alma”.

Project Helix é o próximo console Xbox

Asha Sharma lidera a divisão de games de Microsoft (imagem: divulgação)
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Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot para Windows quer facilitar o login nos sites (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft atualizou o Copilot para sincronizar senhas e dados de formulários.
  • O recurso é opcional, desativado por padrão, e requer consentimento do usuário.
  • Por enquanto, a novidade está disponível apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider.

A Microsoft começou a liberar uma atualização para o aplicativo Copilot no Windows que permite à inteligência artificial sincronizar suas senhas e dados de formulários. A novidade, por enquanto distribuída apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider, deve facilitar o login em sites acessados diretamente pela interface do assistente, eliminando a chateação de digitar a mesma credencial várias vezes.

Colocar um gerenciador de senhas dentro de um aplicativo de IA, no entanto, levanta debates sobre segurança. Mas calma: o modelo de linguagem não deve “ler” a sua senha. Conforme apontado pelo portal XDA Developers, o recurso apenas importa o banco de dados de preenchimento automático que você já usa no seu navegador principal.

Dessa forma, as credenciais são gerenciadas pelo sistema interno, sem que a inteligência artificial utilize esses dados sensíveis para gerar respostas ou processar comandos de texto.

É seguro confiar senhas a uma IA?

Do ponto de vista da segurança cibernética, a proximidade entre o seu cofre de senhas e um chatbot exige cautela. Especialistas alertam para o risco de que agentes maliciosos possam, eventualmente, enganar a inteligência artificial por meio de engenharia social, forçando a ferramenta a revelar dados de acesso pessoais ou corporativos.

Ciente da polêmica, a Microsoft confirmou no blog oficial do Windows Insider que a sincronização é um recurso opcional. A ferramenta vem desativada por padrão e exige o consentimento explícito do usuário nas configurações para funcionar.

Ainda assim, para quem prefere manter uma muralha entre a navegação assistida por IA e as credenciais bancárias e de redes sociais, o uso de gerenciadores de senhas dedicados e independentes continua sendo a principal recomendação.

Copilot ganha navegador embutido

Novo painel lateral do Copilot abre links sem sair do app (imagem: reprodução/Microsoft)

Embora as senhas sejam o assunto do momento, a versão 146.0.3856.39 do aplicativo traz outras mudanças importantes. A principal delas é o novo painel lateral. Agora, ao clicar em um link fornecido pelo Copilot, a página é carregada ali mesmo, ao lado do bate-papo, em vez de abrir uma nova aba no Microsoft Edge.

Além de manter tudo na mesma tela, a Microsoft ampliou a leitura de contexto da IA. O Copilot agora consegue analisar os dados de todas as abas abertas dentro de uma conversa específica. Isso permite, por exemplo, pedir para a ferramenta cruzar e resumir informações de três sites diferentes de uma só vez. O app também salva essas abas no histórico para você retomar a pesquisa de onde parou.

A atualização promete ser mais rápida e traz ainda recursos da versão web, como os modos “Podcasts” e “Estudar e Aprender” (Study and Learn). Ainda não há previsão de quando a versão será liberada para todos os usuários.

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico

Com o avanço da tecnologia e das inteligências artificiais, os data centers têm se tornado cada vez mais presentes nos planos de grandes empresas. Dessa vez, a Microsoft, em parceria com a empresa britânica Nscale e a norueguesa Aker, instalará um data center na cidade de Narvik, na Noruega, a menos de 250 km do Círculo Polar Ártico. O investimento será de quase US$ 6,2 bilhões.

Para quem tem pressa:

  • A Microsoft, em conjunto com as empresas europeias Nscale e Aker, anunciou a instalação de data centers a 250 km do Círculo Polar Ártico;
  • De acordo com o CEO da Aker, Øyvind Eriksen, a ideia é minimizar os impactos ambientais com a utilização de energia renovável da região fria.

Atração econômica e climática

Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock

Atualmente, um dos maiores gastos na manutenção dos data centers é no seu resfriamento. Em 2023, o Google divulgou em estudo que utilizou quase 23 bilhões de litros de água para controlar a temperatura dos seus data centers. Com isso, o posicionamento dos grandes servidores no Círculo Polar Ártico tem como ideia diminuir os gastos dessa manutenção.

Além disso, a região apresenta uma grande capacidade energética renovável, o que seria mais um atrativo para as empresas. Em nota divulgada à imprensa, o presidente e CEO da Aker, Øyvind Eriksen, comentou que a ideia é se utilizar da energia renovável da região.

A inteligência artificial e os centros de dados estão se tornando fundamentais para os negócios globais, e o norte da Noruega está numa posição única para se beneficiar. A região oferece energia hidrelétrica abundante e acessível, além de energia limpa, juntamente com as condições necessárias para atrair investimentos e fomentar a inovação.

— Øyvind Eriksen, CEO da Aker

Levar os data centers para ambientes inóspitos e frios pode ser uma solução para as questões citadas acima, porém, exigirá um desenvolvimento estrutural para manter os servidores em funcionamento.

Mesmo que a intenção seja o resfriamento facilitado, os servidores terão de suportar as baixas temperaturas do ambiente. Já no quesito estrutural, a manutenção feita deverá superar a estrutura instável do Círculo Polar Ártico, que pode facilmente ser derretida ou se movimentar.

Leia mais:

O avanço dos data centers no Ártico pode ser prejudicial o meio ambiente?

Geleiras e derretimento do gelo no Oceano Ártico em imagem de satélite do sistema Copernicus Sentinel (Imagem: Trismegist san/Shutterstock)

Ainda não existe confirmação sobre os impactos ecológicos dos data centers na região, porém, o calor emitido pelos servidores e as condições de temperatura no Ártico devem ser considerados.

O Círculo Polar Ártico tem sofrido um aumento de temperaturas cada vez mais acelerado. De acordo com o Centro Internacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), desde a década de 1980, o Ártico tem aquecido de duas a quatro vezes mais rápido que o resto do planeta.

Em entrevista ao G1, Julienne Stroeve, cientista de pesquisa sênior no NSIDC, afirmou que “o aquecimento do Ártico contribui para o aquecimento global acelerado e todos os fenômenos climáticos associados a isso”. Essa análise se torna ainda mais alarmante ao considerar um estudo feito pela Copernicus o qual destacou que, em 2024, o aquecimento global atingiu seu “limite seguro” de 1,5°C acima da temperatura pré-industrial.

O post Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico apareceu primeiro em Olhar Digital.

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Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada
Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 agora possui ícones coloridos de status de bateria: verde, laranja, vermelho e preto, indicando diferentes níveis de carga e conexão à tomada;
  • porcentagem de carga pode ser exibida na Barra de Tarefas, mas precisa ser ativada manualmente em Configurações / Energia e bateria;
  • atualização que inclui ícones coloridos está sendo liberada gradativamente no Windows 11 25H2 ou 24H2.

Depois de pouco mais de um ano de testes, a Microsoft tornou os ícones coloridos de status de bateria oficiais no Windows 11. Eles não são um mero capricho: as cores ajudam o usuário a saber rapidamente se é preciso ligar o notebook à tomada ou não. A novidade já está sendo liberada massivamente.

São quatro cores:

  • ícone verde: indica que o notebook está ligado à tomada e que sua bateria tem alto nível de carga;
  • ícone laranja: informa que o notebook está operando em modo de economia de energia, que ocorre quando há 30% de carga ou menos;
  • ícone vermelho: indica que o nível de carga está abaixo de 6% e que o computador deve ser ligado à tomada o quanto antes;
  • ícone preto: informa que a carga está em 100% ou em um nível próximo a isso, mas sem o notebook estar ligado à tomada.

Também é possível mostrar a porcentagem de carga

Além de assumir cores condizentes com o status da bateria, o ícone também pode mostrar a porcentagem de carga disponível, informação que fica permanentemente visível na Barra de Tarefas.

Porém, essa opção precisa ser ativada manualmente pelo usuário. Para isso, basta ir em Configurações / Energia e bateria e ativar a opção Porcentagem de bateria. O mesmo caminho permite que a exibição de porcentagem seja desativada, obviamente.

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga
Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como ativar os ícones coloridos de bateria no Windows 11?

Os ícones coloridos de bateria consistem em uma mudança de interface no Windows 11, por isso, a sua ativação é automática e depende de uma atualização do sistema operacional.

Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que essa atualização começou a ser liberada massivamente no Windows 11 25H2 ou 24H2 há alguns dias, mas de modo gradativo, com mais usuários devendo receber a novidade no decorrer das próximas semanas.

Se a sua instalação do Windows 11 ainda não exibe os novos ícones, é possível tentar acelerar esse processo instalando a atualização KB5077241. Para tanto, você pode verificar se esse pacote já aparece no Windows Update como atualização opcional.

A instalação também pode ser feita a partir do catálogo online do Microsoft Update (observe que o pacote tem cerca de 4,5 GB, afinal, traz outras funções e modificações).

Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
  • Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
  • repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.

A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.

Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).

Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.

Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?

Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.

Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)

Como será o repositório da OpenAI?

Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.

Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.

Seria algo semelhante ao GitHub Copilot, portanto. Aliás, essa IA está tão presente na plataforma que, incomodados com isso, os desenvolvedores da distribuição Gentoo Linux decidiram abandonar o GitHub recentemente.

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
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LibreOffice vai ter versão online, mas não do jeito esperado

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • LibreOffice Online será retomado, mas não será hospedado pela The Document Foundation; organizações interessadas deverão hospedar versão online em seus próprios servidores;
  • Collabora Online oferece versão online do LibreOffice desde 2015. Ela é mantida por uma organização que emprega boa parte dos desenvolvedores do LibreOffice;
  • Mais detalhes sobre o projeto LibreOffice Online serão divulgados em breve.

O LibreOffice é uma das suítes de escritório mais conhecidas depois do Microsoft 365/Office. Tamanha popularidade fez os mantenedores do projeto receberem numerosos pedidos para a criação de uma versão online do pacote. Esse projeto vai finalmente ser tirado do papel, mas não da forma esperada.

Na verdade, trata-se de uma retomada. O LibreOffice Online é um projeto que existe pelo menos desde 2015, mas que foi oficialmente suspenso em 2022. É esse projeto que será retomado:

Planejamos reabrir o repositório do LibreOffice Online na The Document Foundation (TDF) para contribuições, mas forneceremos avisos sobre o estado do repositório até que a equipe da TDF concorde que ele é seguro e utilizável.

Mike Saunders, colaborador da The Document Foundation

Mas há um porém: responsável pelo LibreOffice, a TDF tratou de avisar que a versão online do pacote não será hospedada pela própria organização ou disponibilizada diretamente a partir da web.

Em vez disso, o LibreOffice Online será desenvolvido para ser hospedado nos servidores das organizações interessadas pelo projeto. Nesse sentido, uma universidade poderá oferecer uma implementação própria do LibreOffice para seus alunos e professores, com acesso a partir do navegador, só para dar um exemplo.

A TDF promete liberar mais informações sobre o LibreOffice Online em breve.

Já existe uma versão online do LibreOffice: o Collabora

O site The Register chamou a atenção para um detalhe que quase passou despercebido: apesar de o LibreOffice Online ter sido “congelado”, existe uma versão nas nuvens da suíte que atende pelo nome Collabora Online.

Esse projeto foi criado em 2015 e é mantido até hoje. De acordo com o Register, a Collabora é uma organização baseada no Reino Unido que é responsável por boa parte dos desenvolvedores remunerados que trabalham em tempo integral no código-fonte do LibreOffice.

Collabora Online
O Collabora Online (imagem: reprodução/Collabora)

Essa intimidade com o projeto permite à Collabora oferecer versões online dos softwares da LibreOffice a organizações, por meio de planos pagos. Existe também uma versão gratuita que pode ser usada por usuários domésticos ou testada por desenvolvedores: trata-se do Collabora Online Development Edition (CODE).

Note, porém, que as versões do Collabora Online também devem ser instaladas em servidores próprios ou em uma nuvem privada para serem acessadas, não funcionando diretamente como um Software as a Service (SaaS) similar ao Google Docs, por exemplo.

Neste ponto encontramos o que pode ser a principal diferença em relação ao LibreOffice Online em si: há rumores de que, quando o projeto foi suspenso, em 2022, a principal motivação para isso foi um possível conflito com o Collabora Online; nesta retomada, a TDF apenas fornecerá o software, cabendo aos interessados hospedá-lo e mantê-lo.

Enquanto isso, a Collabora continuará oferecendo um pacote mais completo de serviços atrelados ao LibreOffice, o que inclui diferentes níveis de suporte técnico.

LibreOffice vai ter versão online, mas não do jeito esperado

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Canal da Comunidade Copilot teve permissões desativadas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft bloqueou o servidor do Copilot no Discord após críticas usando o termo “Microslop”.
  • Usuários driblaram filtros de moderação com variações do termo, levando ao banimento de contas.
  • A Microsoft ocultou o histórico e restringiu o envio de mensagens no servidor.

A Microsoft tomou medidas drásticas contra o uso do termo Microslop: decidiu bloquear o acesso ao servidor oficial do Copilot no Discord após a comunidade inundar a plataforma com a expressão. Inicialmente, a empresa tentou banir apenas este termo, mas não deu muito certo. Ele é usado para criticar a estratégia focada em inteligência artificial.

O portal Windows Latest foi o primeiro a relatar que a moderação do Discord do Copilot havia configurado um filtro automático para conter as críticas. Qualquer mensagem contendo a palavra “Microslop” era imediatamente retida. O remetente não via seu texto publicado e recebia um aviso informando que o conteúdo violava as regras do servidor.

Por que a palavra “Microslop” viralizou?

O apelido é uma junção do nome da empresa com o termo slop, usado na internet para descrever conteúdos de baixa qualidade e repetitivos, gerados por inteligência artificial. A expressão ganhou força nas redes sociais como uma manifestação de desagrado de usuários, que acusam a Microsoft de priorizar a integração forçada da IA no Windows 11.

Para essa parcela da comunidade, a fabricante de software está descuidando da estabilidade e desempenho geral do sistema em favor de atualizações voltadas à inteligência artificial. Como o Copilot é o rosto mais visível dessa nova fase, o assistente acabou se tornando o principal alvo das críticas.

Efeito reverso e bloqueio do servidor

Usuários que tentavam enviar o termo proibido recebiam alerta de “frase inadequada” (imagem: reprodução/ Windows Latest)

A tentativa de censura gerou uma reação imediata. Logo após a restrição ser divulgada no X, os membros do servidor iniciaram uma disputa com a moderação. Os usuários passaram a driblar o filtro automático utilizando variações ortográficas, como “Microsl0p”, substituindo a letra “o” pelo número zero.

Como esperado, essas versões alternativas passaram pelas barreiras iniciais. O que começou como um teste das restrições de palavras-chaves escalou rapidamente para envios em massa, resultando no banimento de diversas contas que insistiam em publicar as variações do termo.

Sem conseguir controlar o volume de mensagens, a Microsoft tomou medidas mais severas: ocultou o histórico do canal da Comunidade Copilot, restringiu o acesso a diferentes partes do servidor e desativou as permissões de envio de textos para grande parte do público.

Resta saber como a empresa lidará com a crise de imagem, especialmente num momento em que sua vantagem inicial em IA começa a ser ofuscada por concorrentes como Google, OpenAI e Anthropic.

Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
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Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Copilot poderá resumir conteúdo de links recebidos por email (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Edge abrirá automaticamente o Copilot nos cliques em links do Outlook, cruzando o contexto das mensagens com o conteúdo das páginas de destino;
  • atualização, prevista para maio, visa fornecer insights e sugestões baseadas no conteúdo dos e-mails, mas levanta preocupações sobre segurança de dados;
  • administradores temem conflitos com políticas de segurança, enquanto Microsoft defende integração como um avanço na produtividade.

A Microsoft anunciou que o navegador Edge passará a abrir automaticamente o painel lateral do Copilot quando um usuário acessar um link a partir do Outlook. Com o método, a empresa espera que usuários possam entender o conteúdo mais rápido e, dessa forma, tomar ações com menos etapas, melhorando a produtividade na navegação.

De acordo com a empresa, a atualização, prevista para maio, deve “fornecer insights contextuais e opções de sugestão acionáveis com base no conteúdo do e-mail e do destino”.

Ainda não há confirmação se o usuário deverá ativar a ferramenta voluntariamente ou se isso chegará ativado por padrão. O site The Register questionou a Microsoft sobre o nível de controle que os administradores de sistemas terão sobre a função e o que acontecerá caso o Edge não seja o navegador padrão do sistema, mas ainda não obteve retorno.

Usuários temem pela segurança de dados

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
IA no Outlook burlou configurações de segurança recentemente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A estratégia de integrar o Copilot em todos os softwares tem gerado um desafio para administradores de redes corporativas que ainda não adotaram a tecnologia, segundo a reportagem.

O problema é que a sugestão de ações baseadas no conteúdo de e-mails lidos pela IA pode entrar em conflito com políticas internas de segurança de dados, já que expõe o conteúdo das mensagens lidas para gerar as sugestões no navegador.

A preocupação tem sua razão para existir, já que a ferramenta parece ter dificuldades em respeitar alguns limites. Há pouco mais de um mês, um bug confirmado pela Microsoft permitia que o assistente ignorasse rótulos de sensibilidade e lesse emails confidenciais.

Ao The Register, o CEO do projeto Vivaldi, Jon von Tetzchner, definiu a atualização como “mais um exemplo de tentativa de empurrar o Edge de todas as formas possíveis, forçando também o Copilot para usuários que podem não querê-lo”.

Microsoft ignora críticas à integração forçada

Apesar das críticas, a empresa está confiante de que a integração com a tecnologia em todos os ambientes possíveis é a melhor saída. Para o CEO da Microsoft, Satya Nadella, a percepção do público sobre a tecnologia está errada e que ela não deve ser vista como uma ferramenta que produz conteúdo de baixa qualidade.

A manifestação do executivo virou pólvora para os críticos, que apelidaram a empresa de Microslop. Além de ganhar funções nas ferramentas do pacote Office, com o mesmo argumento da produtividade, a Microsoft levou o Copilot às TVs e pretende integrá-lo até ao explorador de arquivos.

Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Executiva promete foco em histórias criadas por humanos (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft nomeou Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer em um momento de reestruturação e foco no ecossistema multiplataforma;
  • Sharma, com experiência em inteligência artificial, prometeu evitar o uso excessivo de “IA ruim” nos jogos, destacando a importância de histórias criadas por humanos;
  • nova liderança tem expectativa de reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

Na última sexta-feira (20/02), a Microsoft anunciou uma mudança histórica na liderança de sua divisão de jogos. Asha Sharma foi nomeada nova vice-presidente executiva (EVP) e CEO da Microsoft Gaming. Ela substitui Phil Spencer, que pegou o mercado de surpresa ao anunciar sua aposentadoria.

A transição ocorre em um momento crítico: a companhia busca redefinir a marca Xbox diante da queda nas vendas de hardware e da migração para um modelo focado no ecossistema multiplataforma.

A reestruturação não se limitou à saída de Spencer. Sarah Bond, presidente e COO do Xbox, também deixou a companhia após quase nove anos de atuação. Segundo o The Verge, Bond enfrentou atritos internos ao defender a estratégia “Xbox Everywhere”, focada em promover jogos em nuvem e dispositivos móveis.

Qual é o papel da IA no futuro do Xbox?

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Com vendas de hardware em baixa, console passa por redefinição de marca (imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Asha Sharma passou os últimos dois anos presidindo o grupo de produtos CoreAI da Microsoft. Por isso, a comunidade de jogadores levantou preocupações sobre o uso maciço de ferramentas generativas nos estúdios da marca. Sharma, no entanto, foi categórica em um memorando interno: a empresa não inundará o ecossistema com “conteúdo de IA sem alma”.

Em entrevista à Variety, a nova CEO detalhou essa visão e afirmou que “não tem tolerância para a má IA”. Ela reconheceu que a tecnologia faz parte do desenvolvimento há anos e continuará sendo um motor de crescimento, mas ressaltou que “grandes histórias são criadas por humanos”.

A declaração toca em um debate sensível na indústria. Conforme destacado pelo Ars Technica, a tolerância do público à inteligência artificial generativa tem sido mínima. Recentemente, o estúdio Sandfall Interactive perdeu um prêmio após admitir o uso de IA em cenários de Clair Obscur: Expedition 33.

Em contrapartida, lendas como John Carmack (criador de Doom) defendem que a tecnologia permite resultados superiores para equipes menores, enquanto Tim Sweeney (CEO da Epic Games) argumenta que a ferramenta estará em praticamente todas as produções futuras.

Um perfil diferente na liderança

A escolha da Asha Sharma marca um desvio em relação ao seu antecessor. Enquanto Phil Spencer construiu uma carreira de décadas dentro do Microsoft Game Studios, a nova CEO assume o cargo sem experiência prévia no setor de videogames. Antes, ela ocupou cargos de alta gestão em empresas como Instacart e Meta.

Apesar da falta de familiaridade com a cultura gamer, a executiva tem demonstrado abertura e afirma entrar na indústria como uma “construtora de plataformas”, com foco em reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

O primeiro grande teste da nova gestão não vai demorar. Com o aniversário de 25 anos do Xbox chegando no final de 2026, a Microsoft planeja usar o GDC Festival of Gaming em março e o Xbox Games Showcase na primavera norte-americana para definir a direção do próximo capítulo da marca.

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
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Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Versão clássica do cliente de email vem tendo problemas em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Outlook clássico tem um bug onde o cursor do mouse desaparece, mas ainda é possível interagir com o programa.
  • A Microsoft sugere soluções temporárias, como selecionar emails ou usar o PowerPoint para tentar fazer o cursor reaparecer.
  • A Microsoft enfrenta outros problemas, incluindo bugs no Windows 11 e serviços de armazenamento em nuvem.

O Outlook clássico está com um problema: para alguns usuários, o cursor do mouse desaparece ao entrar na interface do cliente de email. Mesmo assim, ainda é possível interagir com o programa.

Esse é mais um bug a assombrar a Microsoft em 2026. Durante o mês de janeiro, o Outlook começou a travar e não abrir novamente, obrigando o usuário a matar o processo ou reiniciar o computador. A falha estava em outro lugar — na sincronização com o OneDrive, mais especificamente.

O que acontece com o Outlook?

Em uma página de suporte atualizada em 19 de fevereiro, a Microsoft descreve o problema.

Ao usar o Outlook clássico, o ponteiro ou cursor do mouse pode desaparecer ao movê-lo sobre a interface. Embora o ponteiro não esteja visível, a cor do email na lista de mensagens muda conforme você passa o cursor sobre ele. Esse problema também foi relatado, embora em menor grau, no OneNote e em outros aplicativos do Microsoft 365.

A empresa diz que a equipe responsável pelo programa está investigando a questão e que o tópico será atualizado quando houver mais informações.

Como resolver o bug do Outlook?

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos
Por algum motivo, o PowerPoint ajuda a solucionar o problema (imagem: divulgação)

Enquanto uma correção oficial não chega, a Microsoft sugere três jeitinhos para conseguir navegar pelos emails — e o item 2 da lista é uma gambiarra bastante esquisita.

  1. Selecionar um email quando a cor da mensagem na lista mudar. O cursor pode reaparecer.
  2. Abrir o PowerPoint, clicar em uma janela editável, clicar de volta no Outlook. O cursor pode reaparecer.
  3. Reiniciar o computador.

Microsoft está tendo problemas

Além dos dois bugs já citados envolvendo o Outlook, a Microsoft atravessa uma má fase que também afeta outros produtos.

Com informações do Neowin

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos (Imagem: Divulgação/Microsoft)
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Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta registrou uma patente de IA que simula interações em redes sociais após a morte do usuário, reacendendo debates éticos.
  • O sistema usaria grandes modelos de linguagem para simular atividades online, como publicações e interações, usando dados históricos do perfil.
  • A Meta afirma não ter planos de desenvolver a tecnologia, mas a patente garante direitos sobre a ideia para uso futuro.

A Meta registrou uma patente que descreve um modelo de inteligência artificial capaz de continuar publicando, curtindo e interagindo em redes sociais em nome de uma pessoa ausente — inclusive após sua morte. A informação foi revelada pelo Business Insider, com base em um pedido concedido no fim de dezembro, que detalha um sistema baseado em grandes modelos de linguagem (LLMs) que simulariaa atividade online de usuários por longos períodos.

Embora a empresa afirme que não pretende levar o projeto adiante, o simples registro da patente já foi suficiente para reacender discussões sobre limites éticos, uso de dados pessoais e o impacto emocional de tecnologias que recriam a presença digital de pessoas falecidas.

Como funcionaria a “presença digital pós-vida”?

De acordo com a patente, o sistema foi pensado para usuários com forte presença nas redes, como influenciadores que desejam se afastar temporariamente das plataformas sem perder engajamento. A IA poderia responder comentários, reagir a publicações e até simular chamadas de áudio ou vídeo com seguidores, sempre usando dados históricos do perfil.

O pedido foi apresentado em 2023 pelo então CTO da Meta, Andrew Bosworth. Em um dos trechos do documento, a empresa reconhece que o efeito da tecnologia seria diferente em casos de falecimento. “O impacto nos usuários é muito mais severo e permanente se esse usuário estiver morto e nunca mais puder retornar à plataforma de rede social”, afirma o texto.

Em declaração ao Business Insider, a Meta afirmou que não tem planos atuais de desenvolver ou lançar esse tipo de LLM. Ainda assim, a patente garante à empresa os direitos sobre a ideia, caso decida revisitá-la no futuro.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Tecnologias de IA ampliam discussões sobre identidade digital e pós-vida (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Até onde vai o limite ético desse tipo de IA?

A Meta não é a única a explorar esse território. A Microsoft registrou, em 2021, uma patente semelhante para um chatbot que imitava pessoas falecidas, mas acabou abandonando o projeto. Na época, executivos da empresa classificaram a proposta como “perturbadora”.

Enquanto grandes empresas recuam, startups passaram a ocupar esse espaço. Serviços conhecidos como “deadbots” usam IA para criar versões digitais de pessoas mortas, levantando alertas entre juristas, profissionais da saúde mental e especialistas em luto. Plataformas como Replika AI e 2wai são frequentemente citadas nesse debate.

A preocupação não se limita ao usuário comum. Celebridades como Matthew McConaughey já tomaram medidas legais para proteger imagem e voz após a morte, registrando marcas relacionadas à própria identidade. Especialistas em planejamento sucessório recomendam que qualquer pessoa estabeleça regras claras sobre o uso de dados, imagens e conteúdos digitais no pós-vida.

Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens

Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens
Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens, de acordo com anúncio;
  • Microsoft confirmou que suporte a imagens está em testes internos, mas sem data de lançamento definida;
  • Suporte a imagens poderá ser desativado nas configurações, e Microsoft afirma que impacto no desempenho é mínimo.

Quem acha que o Bloco de Notas (Notepad) está ficando “inchado” no Windows 11 precisa se preparar psicologicamente: a Microsoft pretende adicionar ao editor de textos suporte a imagens, embora ainda não se saiba em quais formatos.

A informação vem do Windows Latest, que descobriu o futuro novo recurso de um modo curioso: o Bloco de Notas para usuários que participam do programa de testes Windows Insider tem um botão de novidades à direita da barra superior; ali, o veículo encontrou um anúncio que mostra o botão de imagens no Notepad (captura de tela acima).

Esse botão ainda não é visível no editor de texto, mas, no anúncio, aparece ao lado de outro recurso recente: o botão para inserção de tabelas no Bloco de Notas.

Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que o suporte a imagens no Notepad não só está a caminho como já vem sendo testado internamente pela companhia. Não há data definida para o seu lançamento, porém. Fala-se apenas em liberação nos próximos meses.

Tabela no Bloco de Notas do Windows 11
Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Pode o suporte a imagens deixar o Bloco de Notas pesado?

De acordo com a Microsoft, o suporte a recursos como Markdown (outra função recente do Notepad) e imagens causa impacto mínimo no desempenho do Bloco de Notas. Mas somente testando para termos certeza, afinal, imagens tendem a demandar mais recursos de processamento para serem renderizadas.

De todo modo, a Microsoft já confirmou que a exibição de imagens no Bloco de Notas poderá ser desativada nas configurações do aplicativo.

Os novos recursos têm feito o Bloco de Notas sair do status de editor de textos simples para um substituto para o finado WordPad.

Se por um lado a ferramenta tem ficado mais útil, por outro, está suscetível a um número maior de problemas. Vide a recente falha de segurança que explorava o suporte a Markdown do Bloco de Notas. Felizmente, esse problema já foi corrigido pela Microsoft.

Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens

Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft avança no Project Silica e quer guardar dados por 10 mil anos

Microsoft demonstra tecnologia de armazenamento em vidro para arquivos de longo prazo (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Projeto Silica da Microsoft Research usa vidro para armazenamento de dados, gravando terabytes em placas de vidro estáveis por milênios sem consumo de energia quando inativo.
  • O sistema grava dados dentro do vidro usando lasers de femtossegundo, criando voxels que aumentam a densidade de dados, e utiliza inteligência artificial para leitura.
  • Um bloco de vidro pode armazenar até 4,84 TB, com testes indicando durabilidade de mais de 10 mil anos, mas o processo de escrita é lento, limitando a escalabilidade para grandes volumes de dados.

Armazenar grandes volumes de dados por décadas — ou séculos — segue sendo um desafio técnico e econômico. Fitas magnéticas, discos rígidos e servidores consomem energia, sofrem desgaste e exigem manutenção constante. Em busca de alternativas mais duráveis, pesquisadores vêm testando soluções pouco convencionais, que vão de DNA sintético a novos materiais físicos.

É nesse contexto que a Microsoft apresentou avanços do Project Silica, iniciativa que transforma placas de vidro em mídia de armazenamento digital. Em um estudo publicado na revista Nature, a empresa mostrou um sistema funcional capaz de gravar e ler dados diretamente no interior do material, com densidade superior a 1 gigabit por milímetro cúbico.

Por que usar vidro para guardar dados?

Apesar da fama de frágil, o vidro pode ser extremamente estável do ponto de vista químico e térmico. Dependendo de sua composição, ele resiste bem à umidade, variações de temperatura e interferências eletromagnéticas. Segundo os pesquisadores, trata-se de um meio que oferece exatamente o tipo de durabilidade desejada para armazenamento arquivístico.

No Project Silica, os dados não são gravados na superfície, mas “queimados” dentro do vidro com lasers de altíssima precisão. O uso de lasers de femtossegundo — pulsos ultracurtos emitidos milhões de vezes por segundo — permite criar estruturas microscópicas chamadas voxels. Esses pontos podem representar mais de um bit de informação, aumentando significativamente a densidade de dados.

Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
O Project Silica integra as iniciativas de pesquisa da Microsoft em armazenamento de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Armazenamento em vidro é viável?

A leitura dessas informações é feita por microscopia capaz de detectar variações no índice de refração do vidro. O sistema captura imagens camada por camada e utiliza redes neurais convolucionais para interpretar os padrões gravados. A inteligência artificial é treinada para reconhecer sutis diferenças visuais, inclusive a influência de voxels vizinhos.

Antes da gravação, os dados passam por um processo de codificação com correção de erros semelhante ao usado em redes 5G. Isso garante maior confiabilidade na recuperação futura. Hoje, um único bloco de vidro pode armazenar até 4,84 TB, mas o processo de escrita ainda é lento: preencher totalmente uma placa pode levar mais de 150 horas.

Mesmo assim, os testes de envelhecimento acelerado indicam que o vidro de borossilicato manteria os dados legíveis por mais de 10 mil anos à temperatura ambiente. Por isso, a Microsoft afirmou: “Nossos resultados demonstram que a sílica pode se tornar a solução de armazenamento de arquivos para a era digital”.

Na prática, porém, o volume crescente de dados globais impõe limites. Projetos científicos que geram centenas de petabytes por ano exigiriam milhares de placas e dezenas de máquinas operando em paralelo.

Microsoft avança no Project Silica e quer guardar dados por 10 mil anos

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

Ilustração de arte da ameaça prompt injection
Links e comandos maliciosos podem comprometer a memória de assistentes de IA e influenciar respostas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores identificaram que botões de “resumir com IA” podem inserir instruções ocultas, enviesando recomendações de assistentes inteligentes.
  • A prática de “AI Recommendation Poisoning” utiliza links com comandos ocultos que afetam respostas futuras, tornando a manipulação difícil de detectar.
  • Para mitigar riscos, recomenda-se desconfiar de resumos automáticos, verificar links antes de clicar e revisar memórias de assistentes de IA.

Botões de “resumir com IA”, que estão mais comuns em sites e newsletters, podem parecer inofensivos à primeira vista. A proposta é simples: facilitar a leitura de um conteúdo longo por meio de um resumo automático gerado por um assistente de inteligência artificial. No entanto, especialistas em segurança alertam que esses atalhos podem esconder algo a mais.

Pesquisadores da Microsoft identificaram um crescimento no uso de links que carregam instruções ocultas capazes de influenciar a forma como assistentes de IA respondem a perguntas futuras. A prática, a chamada AI Recommendation Poisoning explora recursos legítimos das plataformas para inserir comandos que afetam recomendações, muitas vezes sem que o usuário perceba.

O que está por trás dos botões de resumo

De acordo com a equipe de segurança da Microsoft, algumas empresas passaram a incluir comandos escondidos em botões e links de “Summarize with AI”. Esses links utilizam parâmetros de URL que já abrem o chatbot com um prompt pré-preenchido. Tecnicamente, não há nada de complexo nisso: basta acrescentar um texto específico ao endereço que leva ao assistente.

Em testes noticiados pelo jornal The Register foi observado que esse método pode direcionar o tom ou o conteúdo das respostas. Num dos exemplos, a IA era instruída a resumir uma reportagem “como se tivesse sido escrita por um pirata”. A resposta seguiu exatamente essa orientação, o que indica que comandos mais sutis também podem funcionar.

O problema surge quando a instrução não é apenas estilística. Segundo o Microsoft Defender Security Team, “identificamos mais de 50 prompts únicos de 31 empresas em 14 setores diferentes”, muitos deles com comandos para que a IA “lembre” de uma marca como fonte confiável ou a recomende no futuro. O alerta é claro: “assistentes comprometidos podem fornecer recomendações sutilmente tendenciosas sobre tópicos críticos, incluindo saúde, finanças e segurança, sem que os usuários saibas que sua IA foi manipulada”.

Logotipo da Microsoft
Microsoft destaca riscos em resumos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que isso representa um risco?

A pergunta central é simples: até que ponto é possível confiar em uma recomendação gerada por IA? O risco do chamado envenenamento de memória está justamente na persistência. Uma vez que o comando é interpretado como preferência legítima, ele pode influenciar respostas futuras, mesmo em novos contextos.

Os pesquisadores explicam que “AI Memory Poisoning ocorre quando um agente externo injeta instruções ou ‘fatos’ não autorizados na memória de um assistente de IA”. Isso torna a manipulação difícil de detectar e corrigir, já que o usuário nem sempre sabe onde verificar essas informações salvas.

Para reduzir a exposição, a orientação é adotar cuidados básicos: desconfiar de botões de resumo automáticos, verificar para onde links levam antes de clicar e revisar periodicamente as memórias armazenadas pelo assistente de IA.

Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

Prompt injection explora vulnerabilidades de IAs generativas baseadas em LLMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11
Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Store CLI permite instalar e gerenciar aplicativos via linha de comando no Windows 10 e 11;
  • Comandos principais incluem “store browse-apps”, “store install” e “store –help”;
  • Microsoft Store CLI é voltada principalmente a desenvolvedores e usuários avançados.

No universo do Linux, você pode instalar softwares via linha de comando usando ferramentas como APT e Snap. E se você pudesse ter uma experiência minimamente parecida com essas opções, mas no Windows? Com a Microsoft Store CLI isso é possível.

CLI é a sigla para Command Line Interface, ou seja, Interface de Linha de Comando. A ideia é permitir que você instale e gerencie aplicativos no Windows digitando instruções via Prompt de Comando (CMD) ou via Windows PowerShell.

A condição é a de os apps em questão estarem disponíveis na Microsoft Store, obviamente. Além disso, a Microsoft Store precisa estar ativada no computador.

De acordo com a companhia, a Microsoft Store CLI foi criada para atender a desenvolvedores e usuários avançados. A nova abordagem vinha sendo testada há algum tempo e, nesta semana, foi anunciada oficialmente.

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI
Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como usar a Microsoft Store CLI?

Para usar a novidade, tudo o que é necessário fazer é abrir o Prompt de Comando ou o PowerShell e digitar o comando store, tanto no Windows 11 quanto no Windows 10. Se preferir, você pode digitar diretamente comandos mais específicos. Os principais são estes:

  • descobrir aplicativos: store browse-apps [parâmetro]
  • instalar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • atualizar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • obter ajuda: store –help
Instalação de app via Microsoft Store CLI
Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por exemplo, suponha que você queira descobrir a lista de aplicativos mais populares na loja. O comando é este:

store browse-apps top-free

Ou, então, imagine que você queira instalar o Firefox no computador. O comando é este:

store install firefox

A loja buscará os aplicativos que tiverem o nome “firefox”. Na sequência, você deverá selecionar a opção a ser instalada usando as setas do teclado e a tecla Enter.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: esta não é a primeira vez que a Microsoft oferece uma opção de instalação de softwares via linha de comandos. Em 2021, quando o Windows 10 ainda era suportado, a companhia lançou o Winget 1.0 (ou Windows Package Manager 1.0), que tem uma proposta parecida.

A principal diferença entre as duas opções, um tanto óbvia, é que a Store CLI é direcionada apenas aos aplicativos disponíveis na Microsoft Store, enquanto o Winget é mais generalista.

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Logotipo do Windows 11
Windows 11 26H1 não será uma atualização de recursos do 25H2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chips Arm e não estará disponível para dispositivos com processadores Intel ou AMD.
  • Microsoft interromperá o ciclo tradicional de atualizações anuais, focando em otimizações de hardware para os novos processadores Arm.
  • A maioria dos usuários continuará na versão 25H2, recebendo atualizações mensais de segurança e correções de bugs.

A Microsoft quebrará o tradicional ciclo de atualizações anuais com o lançamento do Windows 11 26H1, que será exclusivo para novos computadores com arquitetura Arm. A maioria dos usuários, com dispositivos em x86, não poderá instalá-lo. Máquinas equipadas com os recém-anunciados chips Snapdragon X2 Elite, da Qualcomm, já chegarão com a nova versão.

Diferentemente dos pacotes de recursos que chegam habitualmente para todos via Windows Update, o 26H1 “não é uma atualização de recursos para a versão 25H2”, explica a gerente de produto Aria Hanson, em um post no blog da Microsoft. Isso significa que a vasta maioria dos PCs atuais — sejam eles equipados com processadores Intel, AMD ou até modelos Arm mais antigos — não receberá essa atualização.

Chip Snapdragon X2 Elite
Windows 11 26H1 chega para PCs com base no Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)

O sistema operacional foi bifurcado temporariamente para atender às necessidades de hardware dos novos processadores. Com a decisão, quem está hoje nas versões 24H2 ou 25H2 do Windows seguirá na versão já instalada.

De acordo com apuração do Ars Technica, usuários dos PCs que receberão a 26H1 também não devem receber a atualização do fim do ano, a 26H2, prevista para o restante do ecossistema.

A expectativa é que a Microsoft volte a unificar os ecossistemas até março de 2028, quando o suporte às atualizações de segurança do Windows 11 26H1 deve ser encerrado. Até lá, desenvolvedores e outros profissionais terão que lidar com esse período de sobreposição, testando softwares em versões distintas do sistema em hardwares diferentes.

Compromisso com arquitetura Arm

O lançamento da versão dedicada ao Arm reforça o compromisso da Microsoft com a arquitetura, após décadas de domínio do x86, usado amplamente pelas rivais Intel e AMD.

A atualização anterior, 24H2, já havia sido um marco nesse sentido, introduzindo mudanças profundas no kernel e o tradutor “Prism” para melhorar a compatibilidade de apps antigos.

Vale lembrar que a Microsoft já vem tratando as versões Arm com certa prioridade. Recursos de inteligência artificial que exigem NPUs potentes, como o polêmico Recall e o Click To Do, chegaram primeiro aos PCs com Arm meses antes de serem liberados para as versões x86.

Chip Arm
Microsoft foca em compatibilidade para chips Arm (imagem: divulgação/Arm)

Updates não param para PCs “comuns”

Apesar da exclusividade da nova atualização, a Microsoft garante que o Windows 11 26H1 não traz recursos visuais inéditos ou ferramentas exclusivas que fariam falta no uso diário. O foco, segundo a empresa, é quase inteiramente em otimizações de baixo nível para extrair o máximo dos novos processadores da Qualcomm.

Para a grande maioria dos usuários que permanecerá na versão 25H2, nada muda. A empresa continuará liberando atualizações mensais de segurança, correções de bugs e novos recursos via feature drops.

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Chip Arm (imagem: divulgação/Arm)
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Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Microsoft abriu dois prédios de processamento de dados – tecnicamente chamados de data halls – no Brasil. Eles ficam num novo data center localizado no estado de São Paulo e fazem parte do investimento de R$ 14,7 bilhões previsto para o triênio de setembro de 2024 a setembro de 2027.

O anúncio foi feito durante o evento Microsoft AI Tour, realizado na capital paulista com a presença do Tecnoblog. A presidente da Microsoft, Priscyla Laham, explicou que os dois novos prédios são dedicados à nuvem e à inteligência artificial. No caso da IA, neles vai ocorrer de tudo, desde treinamento até inferência.

A companhia tem planos de inaugurar mais data halls neste espaço e novos data centers, como parte do investimento bilionário. Os locais exatos não foram revelados por motivos de segurança. Hoje, a Microsoft mantém duas regiões do Azure no país: em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Quais são os planos da Microsoft para a IA no Brasil?

Laham afirmou que a IA tem o potencial de gerar um salto na produtividade do brasileiro. “A gente saiu de um cenário de IA como assistente pessoal para aplicação em fluxos inteiros de trabalho”, segundo a executiva. O evento contou com a participação de lideranças da Petrobras, Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Bradesco, entre outras organizações.

A Microsoft aproveitou a oportunidade para reforçar o investimento em treinamento. Cerca de 2,8 milhões de pessoas já participaram dos treinamentos em tecnologia do programa ConectAI, atualmente focado em inteligência artificial. Há desde tarefas básicas até programação com uso de ferramentas de IA.

Além da iniciativa aberta ao público em geral, a gigante americana também estima que treinou outros 40 mil funcionários de clientes no país. “Essas pessoas vão ficar mais à vontade para criar coisas com o apoio da inteligência artificial”, conclui Priscyla.

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Microsoft e parceiros mostraram formas de usar Copilot e IA no fluxo de trabalho (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como fica a formação de desenvolvedores?

A diretora de Capacitação em IA, Lucia Rodrigues, lembra que o Brasil está no top 5 do GitHub. No mundo, existem hoje cerca de 400 milhões de desenvolvedores do software, total que deve saltar para 1 bilhão até 2030. “Estamos formando a mão de obra que vai construir o futuro tecnológico do país e do mundo”.

A Microsoft anunciou um novo projeto de capacitação de jovens entre 15 e 18 anos chamado ColAI. Cerca de 20 participantes receberão treinamento em tecnologia, habilidades socioemocionais e pensamento crítico, entre outras competências. A ideia é apoiá-los na inserção no mercado de trabalho. Ele será realizado em uma favela de Poá, que fica na Região Metropolitana de São Paulo, em uma parceria com a instituição Gerando Falcões.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Microsoft

Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Microsoft: 90% dos adolescentes no Brasil já tomaram “ações defensivas” na internet

A Microsoft divulgou, nesta terça-feira (10), a décima edição de sua Pesquisa Global de Segurança Online, que analisa como pessoas de diferentes idades utilizam e veem a tecnologia online. A nova edição foi realizada com quase 15 mil adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e adultos, distribuídos em 15 países (incluindo o Brasil).

Uma das principais descobertas foi que a exposição dos adolescentes ao risco aumentou novamente: com discurso de ódio (35%), golpes (29%) e cyberbullying (23%) entre os danos mais comumente sofridos.

Contudo, esses jovens demonstraram ser bastante resilientes: 72% conversaram com alguém após enfrentarem um risco e o comportamento de comunicação aumentou pelo segundo ano consecutivo.

Além disso, é destaque que 91% das pessoas entrevistadas pela Microsoft dizem se preocupar com os danos causados pela inteligência artificial (IA).

Quais dados a Microsoft colheu dos adolescentes no Brasil?

Confira os principais números colhidos no Brasil:

  • 63% dos entrevistados vivenciaram pelo menos um risco online significativo no último ano;
  • As três principais categorias de risco vivenciadas no Brasil são discurso de ódio (36%), violência gráfica e sangrenta do mundo real (28%) e golpes e fraudes online (27%);
  • Adolescentes estão mais preocupados com cyberbullying (36%), enquanto a maioria das demais gerações se preocupa mais com fraudes e golpes online;
  • 81% dos adolescentes que vivenciaram um risco conversaram com alguém ou o denunciaram;
  • 90% dos adolescentes no Brasil tomaram ações defensivas, como bloquear a ameaça, fechar a conta, etc.

“Ano após ano, a pesquisa contou uma história sobre a evolução dos riscos de segurança online e o impacto real delas. Em 2026, o chamado à ação é mais urgente do que nunca – a menos que a indústria possa oferecer experiências seguras e adequadas a cada faixa etária, os jovens correm o risco de perder o acesso à tecnologia”, diz Courtney Gregoire, vice-presidente e diretora de Segurança Digital da Microsoft.

Criança deitada usando um smartphone
Foram ouvidos jovens de vários países (inclusive do Brasil) (Imagem: Arsenii Palivoda/Shutterstock)

Leia mais:

Outras frentes

A Microsoft também fez parceria com a Cyberlite para entender como adolescentes de 13 a 17 anos estão interagindo com companheiros de IA.

“Por meio de oficinas de co-design com estudantes na Índia e em Singapura, estamos capturando as próprias perspectivas dos jovens sobre os benefícios, riscos e dimensões emocionais do uso da IA — insights que irão informar diretamente recursos educacionais para adolescentes, pais e educadores”, prossegue Gregoire.

“As primeiras descobertas do primeiro workshop em dezembro de 2025 mostram que os jovens valorizam a IA como um espaço sem julgamentos, ao mesmo tempo em que reconhecem as desvantagens: riscos para privacidade, excesso de dependência e erosão do pensamento crítico são maiores para eles do que conselhos ruins”, afirma.

Para ter acesso à pesquisa completa, clique aqui. Já neste link, você vê os dados específicos do Brasil (em inglês).

O post Microsoft: 90% dos adolescentes no Brasil já tomaram “ações defensivas” na internet apareceu primeiro em Olhar Digital.

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Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Tanques de tinta de impressora (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinua atualizações de drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e Windows Server 2025;
  • Impressoras antigas continuarão funcionando, mas drivers V3 e V4 não serão atualizados pelo Windows Update;
  • Microsoft quer focar em drivers mais modernos, no padrão Mopria/IPP.

Se você tem uma impressora antiga, que (milagrosamente) funciona até hoje, precisa ficar atento: a Microsoft confirmou que, desde janeiro de 2026, não atualiza mais drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e no Windows Server 2025. Mas o que isso quer dizer?

Que fique claro desde já que a sua impressora antiga continua compatível com o Windows 11. A mudança em questão apenas acaba com atualizações de drivers por meio do Windows Update, com exceção para casos pontuais (que envolvem problemas de segurança, por exemplo).

O termo V3 é uma referência a uma classe de drivers para impressoras comercializadas na época em que o Windows XP e o Windows Server 2000 eram os sistemas operacionais mandatórios da Microsoft.

Drivers V3 são caracterizados por terem muitos elementos proprietários e, principalmente, por acessarem numerosos recursos do sistema operacional. Eles são mais inseguros, portanto.

Mais tarde, com a dupla Windows 8 e Windows Server 2012, a Microsoft tentou amenizar esses problemas com uma classe mais avançada, os drivers V4, que são mais leves e baseados em menos arquivos DLL em relação aos drivers V3.

Porém, drivers V4 não tiveram a adesão esperada por parte dos fabricantes e mantêm algumas limitações técnicas importantes, e isso tudo os torna apenas “menos piores” do que os drivers V3.

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Windows 11 perderá suporte a drivers V3 e V4 via Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que acontece agora com a minha impressora no Windows 11?

Se você comprou uma impressora nos últimos dez anos, não precisa se preocupar, pois, provavelmente, o equipamento utiliza drivers no padrão Mopria/IPP, que são mais seguros, estáveis e menos dependentes de software fornecido por fabricantes.

Para quem tem uma impressora antiga, no padrão V3 ou V4, elas continuam funcionando no Windows 11 ou no Windows Server 2025.

No caso de uma instalação nova do sistema operacional, porém, drivers V3 ou V4 ainda poderão ser baixados via Windows Update, mas não há garantia de disponibilidade para todos os modelos. Diante dessas circunstâncias, a recomendação é a de que o usuário baixe os drivers junto ao fabricante da impressora.

O plano de descontinuação do suporte a drivers V3 e V4 foi anunciado pela Microsoft em setembro de 2023. A partir de julho de 2026, o Windows passará a priorizar drivers Mopria/IPP da Microsoft quando mais de uma opção estiver disponível.

Por fim, a partir de julho de 2027, drivers de impressoras fornecidos por fabricantes não poderão mais ser atualizados via Windows Update, exceto para correções de segurança. Assim, quem preferir drivers de fabricantes terá que instalá-los separadamente.

Com informações de Windows Latest

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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LibreOffice critica Microsoft por complicar formatos do Office

Representação gráfica dos novos logos do pacote Office
Ícones dos aplicativos do Office/Microsoft 365 (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • The Document Foundation critica Microsoft por dificultar implementação do OOXML, que possui especificações complexas e documentação extensa;
  • Entidade também afirma que OOXML depende de elementos proprietários e componentes específicos do Windows, dificultando implementações alternativas;
  • Segundo a The Document Foundation, o OOXML não pode ser considerado, de fato, um padrão.

Desenvolver um pacote de produtividade não é tarefa fácil, pois vários softwares complexos fazem parte do projeto. Mas os desenvolvedores do LibreOffice têm um desafio adicional: oferecer suporte aos formatos do Office. Não por acaso, a The Document Foundation voltou a criticar a Microsoft por dificultar esse trabalho.

The Document Foundation é o nome da organização responsável pelo LibreOffice. Aliás, a versão 26.2 do LibreOffice foi lançada na semana passada, trazendo, entre várias novidades, suporte melhorado a formatos do Office.

Soa repetitivo, pois toda nova versão do pacote traz anúncios relacionados ao Office. Mas não poderia ser diferente: os desenvolvedores do projeto se esforçam para fazer arquivos do Office serem tratados corretamente no LibreOffice, mas não recebem nenhum apoio da Microsoft para isso.

Na verdade, a The Document Foundation não espera um apoio direto, mas que a Microsoft torne o OOXML (Office Open XML) uma especificação realmente aberta e que segue boas práticas de desenvolvimento. Isso permitiria uma compatibilidade real com suítes de terceiros.

O que há de errado no OOXML?

O OOXML é mantido pela Microsoft como um padrão de formatos de arquivos que é implementado principalmente nos softwares do Office. É de lá que surgem formatos como DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint).

Apesar de ser descrito como um padrão aberto (observe a palavra “Open” no nome completo), o OOXML nem sempre é visto como tal, pois tem uma série de limitações. As mais importantes foram citadas na crítica publicada recentemente pela The Document Foundation.

No texto, a organização afirma que o OOXML tem especificações muito complexas, com a sua documentação envolvendo cerca de 7.000 páginas, o que dificulta a sua implementação por terceiros.

Além disso, o texto aponta que os aplicativos do Microsoft Office não implementam os formatos seguindo a versão padronizada da documentação (ISO/IEC 29500 Strict), mas uma variação “Transicional” que adiciona suporte a formatos legados, trazendo o efeito de dificultar o trabalho com arquivos resultantes em suítes alternativas.

Também há críticas sobre o OOXML ter dependência de elementos proprietários ou não documentados de versões antigas do Office (dos quais somente a Microsoft compreende), bem como de componentes específicos do Windows, que dificultam ou até impossibilitam implementações multiplataforma.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Diante desses e de outros pontos observados no texto, a The Document Foundation não considera o OOXML, de fato, um formato padronizado:

Infelizmente, continuo lendo sobre defensores do software de código aberto que alegremente usam os formatos proprietários da Microsoft, DOCX, XLSX e PPTX, para seus documentos e, assim, preferem softwares proprietários como o OnlyOffice ao LibreOffice. Outros escrevem coisas absurdas como: “OOXML é um formato padrão e temos que aceitá-lo”.

Gostaria, portanto, de aproveitar a oportunidade para esclarecer, de uma vez por todas, por que OOXML nunca foi, não é e nunca será um formato padrão, a menos que a Microsoft decida redesenhar completamente os aplicativos do Office.

Italo Vignoli, da The Document Foundation e LibreOffice

Vale lembrar que não é a primeira vez que a The Document Foundation faz críticas diretas à companhia. Em julho de 2025, a entidade acusou a Microsoft de aplicar táticas questionáveis para “prender” usuários no Office.

Apesar das críticas, não há nada sugerindo que a Microsoft irá promover mudanças no OOXML.

LibreOffice critica Microsoft por complicar formatos do Office

(imagem: divulgação/Microsoft)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Conflitos com atualização KB5074109 afetam usuários de placas de vídeo Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia recomenda desinstalar a atualização KB5074109 do Windows 11 para usuários de GPUs GeForce devido a instabilidades.
  • O conflito técnico surge da interação entre o núcleo do sistema e os drivers de vídeo GeForce após o patch, afetando o desempenho.
  • A desinstalação deve ser feita via Configurações do Windows 11, mas a Nvidia alerta que a remoção pode aumentar a vulnerabilidade do sistema.

A Nvidia recomenda que os proprietários de placas de vídeo da linha GeForce desinstalem a atualização KB5074109 do Windows 11, lançada pela Microsoft em janeiro de 2026. A orientação surge após uma onda de relatos indicando que o pacote provoca instabilidade severa, incluindo quedas na taxa de quadros (FPS), artefatos visuais e “telas pretas”.

Embora o patch seja obrigatório e resolva vulnerabilidades críticas do sistema, a Nvidia investiga um conflito técnico que compromete a execução de jogos e aplicações profissionais. Segundo o suporte, a remoção manual da atualização é, no momento, o único método eficaz para restaurar o desempenho das GPUs.

Por que a atualização afeta as GPUs Nvidia?

A comunidade de jogadores que utiliza hardware GeForce reportou perdas de performance que variam entre 15 e 20 FPS em diversos títulos, afetando desde modelos de entrada até as placas topo de linha da série RTX. O conflito técnico está na interação entre o núcleo do sistema e a forma como os drivers de vídeo gerenciam os recursos de hardware após a aplicação do patch.

A atualização KB5074109 foi projetada pela Microsoft como um pacote de segurança robusto, corrigindo 114 vulnerabilidades e introduzindo melhorias no consumo de energia para sistemas equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs). Entretanto, essas mudanças geraram uma incompatibilidade com drivers GeForce lançados recentemente (versões 582.28 e 591.86).

Inicialmente, muitos usuários acreditaram que o problema estava nos drivers da própria Nvidia, contudo, a telemetria coletada pela fabricante e os testes realizados por especialistas de hardware confirmaram que a instabilidade é desencadeada pelo código da atualização do Windows.

Alguns jogadores enfrentam apenas uma leve queda de desempenho, enquanto outros relatam artefatos gráficos — distorções visuais na tela — que tornam o uso do computador inviável.

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Conflito impede que GPU se comunique de forma eficiente com o Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além dos problemas de desempenho, a Microsoft reconheceu que o patch apresentou falhas que impediram a inicialização correta de alguns sistemas. A empresa liberou uma atualização opcional que foca na correção das telas pretas e falhas de boot.

No entanto, a Nvidia alerta que este segundo patch pode não resolver as perdas de quadros por segundo, mantendo o conselho de desinstalação do pacote de janeiro para quem busca mais estabilidade.

Como realizar a desinstalação?

O procedimento deve ser feito através do menu de Configurações do Windows 11: Windows Update > Histórico de atualizações > Desinstalar atualizações. Nessa lista, é necessário localizar o registro identificado pelo código KB5074109 e confirmar a sua remoção. Após o processo, o sistema solicitará uma reinicialização obrigatória.

Para evitar que o Windows reinstale o pacote automaticamente, recomenda-se utilizar a opção “Pausar atualizações” por algumas semanas até que uma correção definitiva seja lançada.

É fundamental ressaltar que essa orientação não vale para todos. A própria Nvidia recomenda cautela: a desinstalação só deve ser realizada por usuários de GPUs GeForce que estejam enfrentando problemas técnicos. Como o pacote KB5074109 corrige mais de uma centena de brechas de segurança, removê-lo pode deixar o computador mais vulnerável a ameaças desnecessariamente.

A Nvidia reforçou que continua monitorando os fóruns de suporte e coletando dados técnicos para auxiliar a Microsoft no desenvolvimento de uma solução definitiva. O objetivo é que uma futura atualização cumulativa resolva os conflitos de driver sem comprometer a segurança do Windows 11.

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)
Campanha de espionagem explorou falha no Microsoft Office (imagem: Jernej Furman/Flickr)
Resumo
  • Hackers ligados à Rússia exploraram uma falha Office poucas horas após a correção da Microsoft.
  • O ataque comprometeu órgãos diplomáticos, marítimos e de defesa em nove países.
  • Segundo a empresa de segurança Trellix, a campanha durou 72 horas e utilizou 29 iscas diferentes, principalmente na Europa Oriental.

Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha de espionagem cibernética que teria sido conduzida por hackers ligados ao governo da Rússia. A ofensiva explorou rapidamente uma falha crítica no Microsoft Office e começou menos de 48 horas após a Microsoft liberar uma atualização emergencial para corrigir o problema.

O ataque permitiu o comprometimento de dispositivos usados por organizações diplomáticas, marítimas e de defesa em mais de meia dúzia de países. Segundo a Trellix, empresa de cibersegurança, a velocidade da exploração reduziu drasticamente o tempo disponível para que equipes de TI aplicassem os patches e protegessem sistemas sensíveis.

Falha corrigida virou arma em menos de dois dias

A vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-21509, foi explorada pelo grupo rastreado sob nomes como APT28, Fancy Bear, Sednit, Forest Blizzard e Sofacy. Após analisar a correção liberada pela Microsoft, os invasores conseguiram desenvolver um exploit avançado capaz de instalar dois backdoors inéditos.

De acordo com a Trellix, toda a operação foi planejada para evitar detecção por soluções tradicionais de proteção de endpoints. Os códigos maliciosos eram criptografados, executados apenas na memória e não deixavam artefatos relevantes em disco. Além disso, os primeiros contatos com as vítimas partiram de contas governamentais previamente comprometidas, o que aumentou a taxa de sucesso das mensagens de phishing.

“O uso da CVE-2026-21509 demonstra a rapidez com que agentes alinhados a estados podem explorar novas vulnerabilidades, reduzindo a janela de tempo para que os defensores corrijam sistemas críticos”, escrevem os pesquisadores.

Segundo eles, “a cadeia de infecção modular da campanha — do phishing inicial ao backdoor em memória e aos implantes secundários — foi cuidadosamente projetada para explorar canais confiáveis e técnicas sem arquivos, para se esconder à vista de todos”.

A campanha de spear phishing durou cerca de 72 horas, começou em 28 de janeiro e utilizou ao menos 29 iscas diferentes, enviadas a organizações em nove países, principalmente da Europa Oriental. Oito deles foram divulgados: Polônia, Eslovênia, Turquia, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Romênia e Bolívia.

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Ataque usou ao menos 29 iscas de spear phishing em nove países (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funcionavam os malwares instalados?

O ataque resultou na instalação dos backdoors BeardShell e NotDoor. O BeardShell permitia reconhecimento completo do sistema, persistência por meio da injeção de código em processos do Windows e movimentação lateral dentro das redes comprometidas.

Já o NotDoor operava como uma macro VBA — um tipo de script de automação de tarefas comum, mas que foi usado aqui como um comando malicioso oculto –, instalada após o desarme das proteções de macro do Outlook.

Uma vez ativo, o NotDoor monitorava pastas de e-mail e feeds RSS, reunindo mensagens em arquivos .msg enviados para contas controladas pelos invasores em serviços de nuvem. Para driblar controles de segurança, o malware alterava propriedades internas dos e-mails e apagava vestígios do encaminhamento automático.

A Trellix atribuiu a campanha ao grupo APT28 com “alta confiança”, avaliação reforçada pela Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA), que classifica o mesmo como UAC-0001. “A APT28 tem um longo histórico de espionagem cibernética e operações de influência”, afirmou a empresa.

Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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CEO da AMD indica que próximo Xbox ficará pronto em 2027

Joystick para Xbox
CEO da AMD indica que próximo Xbox ficará pronto em 2027 (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • CEO da AMD, Lisa Su, indicou que o próximo Xbox pode ser lançado ou ficar pronto em 2027, com um SoC semicustomizado da AMD;
  • Documentos vazados sugerem que, se não for lançado em 2027, o console deve chegar em 2028;
  • Rumores indicam ainda que novo Xbox pode ter uma abordagem híbrida entre console e PC.

Já faz algum tempo que a Microsoft não apresenta novidades substanciais para a linha Xbox. Isso faz muita gente se perguntar: quando a companhia irá lançar a próxima geração do console? Se de modo intencional ou não, a CEO da AMD, Lisa Su, deixou escapar que poderemos ter novidades em 2027.

A revelação foi feita enquanto Su comentava os resultados financeiros mais recentes da AMD. Durante a teleconferência sobre o assunto, a executiva deu a seguinte declaração quando falava sobre projetos futuros ou em andamento pela companhia:

O desenvolvimento do Xbox de próxima geração da Microsoft, a ser equipado com um SoC semicustomizado da AMD, está progredindo bem para possibilitar um lançamento em 2027.

Lisa Su, CEO da AMD

A declaração não significa, necessariamente, que o próximo Xbox será lançado em 2027, mas que a AMD estará pronta para fornecer o SoC nesse ano, se isso estiver nos planos da Microsoft.

Se o console não for lançado em 2027, do ano seguinte não deverá passar. Isso porque trechos de uma reunião dos líderes da Microsoft que vazaram em 2023 indicavam planos de lançamento para 2028. Documentos que vazaram em ocasiões posteriores também.

Contudo, é possível que a Microsoft tenha antecipado a previsão de lançamento para 2027 por conta da pressão para oferecer um novo Xbox no mercado.

Neste ponto, vale relembrar que a atualização mais recente da linha remete a 2020, quando o Xbox Series X e o Xbox Series S foram lançados. Depois disso, a Microsoft lançou apenas atualizações ou edições especiais desses consoles.

Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)
Lisa Su, CEO da AMD (imagem: divulgação/AMD)

Como será o próximo Xbox?

Se os rumores estiverem certos, a próxima geração do Xbox pode seguir uma abordagem híbrida entre console e PC ou, ainda, combinar hardware local (o próprio console) com computação nas nuvens.

Nesse sentido, a parceria entre AMD e Microsoft vai além do chip do console: sabe-se que ambas as companhias já trabalham na próxima geração de servidores da plataforma Xbox Cloud Gaming.

CEO da AMD indica que próximo Xbox ficará pronto em 2027

Acessórios para Xbox também ficarão mais caros (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)

Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)
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“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
  • A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
  • Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.

A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.

“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.

O que está acontecendo com o Windows 11?

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.

Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.

O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.

Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.

Publicidade e IA no centro das críticas

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.

A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.

Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

Microsoft Edge
Saiba o passo a passo para excluir o Microsoft Edge no Windows 10 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Existem diferentes métodos de desinstalar o navegador Microsoft Edge no Windows 10. Quando a desinstalação está bloqueada pelo Painel de Controle do sistema, é necessário usar comandos manuais via Prompt de Comando ou Windows PowerShell.

A Microsoft impede a remoção nativa do Edge porque ele é o motor de renderização do sistema. No Windows 11, recursos como o assistente Copilot, a busca no Menu Iniciar e os Widgets dependem dessa infraestrutura para funcionar corretamente.

Assim, remover o navegador pode causar instabilidades críticas e erros em atualizações automáticas do sistema operacional. Além disso, o Windows Update costuma reinstalar o navegador silenciosamente para evitar o comprometimento dos recursos nativos.

A seguir, veja como desinstalar o Edge no Windows 10 via Painel de Controle, Prompt de Comando ou Windows PowerShell. Também saiba como a ausência do navegador pode impactar no desempenho do sistema operacional da Microsoft.

Índice

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Painel de Controle

Este método funciona ao desinstalar o Microsoft Edge em versões mais antigas e desatualizadas do Windows 10. Portanto, ela pode não estar disponível em todos os computadores com o sistema operacional.

1. Acesse as “Configurações” do Windows 10

Abra o Menu Iniciar e digite “Configurações” para acessar o painel de controle do Windows 10.

Acessando as configurações do Windows 10
Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Aplicativos”

Em “Configurações”, clique em “Aplicativos” para ver todos os softwares instalados na sua máquina com Windows 10.

Abrindo o menu "Aplicativos"
Abrindo o menu “Aplicativos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione “Aplicativos e recursos”

Clique na guia “Aplicativos e recursos”, no canto esquerdo da tela, para visualizar a lista de programas instalados no computador.

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos"
Selecionando a guia “Aplicativos e recursos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Clique em “Desinstalar” Microsoft Edge

Busque o “Microsoft Edge” na lista de aplicativos e clique no nome do software para ver mais opções. Em seguida, clique em “Desinstalar” e siga as instruções na tela para completar o processo para remover o Microsoft Edge do Windows 10.

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows
Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Prompt de Comando

1. Acesse o “Sobre o Microsoft Edge”

Abra o Microsoft Edge no seu PC e clique no botão de três pontos, no canto superior direito, para ver mais opções. Selecione “Ajuda e comentários” e clique em “Sobre o Microsoft Edge” para ver informações sobre o navegador.

Acessando as informações do Microsoft Edge
Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Copie a versão do Microsoft Edge

Na seção “Sobre”, copie ou anote os números, incluindo os pontos, da versão do Microsoft Edge instalada no computador. Essa informação será importante para desinstalar o navegador via Prompt de Comando do Windows 10.

Copiando o número da versão do Microsoft Edge
Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Abra o Prompt de Comando como Administrador

Aperte a tecla Windows e digite “Prompt de Comando”. Em seguida, clique na opção “Executar como administrador” para acessar a ferramenta com todos os privilégios.

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10
Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Insira o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge

No Prompt de Comando, digite o seguinte comando:

cd %PROGRAMFILES(X86)%\Microsoft\Edge\Application\XX\Installer

Importante: substitua o “XX” pelos números da versão do Microsoft Edge instalada no PC – incluindo os pontos – e aperte “Enter” para avançar.

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador
Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Force a desinstalação do Microsoft Edge

Ao acessar a pasta do Microsoft Edge pelo Prompt de Comando, insira o seguinte comando:

setup –uninstall –force-uninstall –system-level

Aperte “Enter”, aguarde a ação ser executada e feche a janela do Prompt de Comando. Em seguida, reinicie o computador para completar o processo e excluir o Edge.

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando
Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo PowerShell

1. Abra o Windows PowerShell

Aperte o botão Windows no teclado e digite “Windows PowerShell”. Em seguida, clique em “Executar como Administrador” para abrir o prompt de comando do PowerShell.

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador
Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Busque a versão do Microsoft Edge

Com o PowerShell aberto, digite o comando abaixo e aperte “Enter”: 

Get-AppxPackage | Select Name, PackageFullName

Essa ação listará todos os programas instalados na máquina e o nome completo do pacote. Isso facilita a localização do Microsoft Edge e o endereço da pasta do navegador.

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina
Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Copie as informações do Microsoft Edge

Veja a lista de programas instalados e localize o “Microsoft.MicrosoftEdge.Stable”. Em seguida, copie o caminho mostrado na coluna no canto direito da tela.

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge
Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Realize a remoção do Microsoft Edge

Insira o seguinte comando para desinstalar o Microsoft Edge via PowerShell:

Get-AppxPackage *MicrosoftEdge* | Remove-AppxPackage

Importante: no lugar do *MicrosoftEdge*, cole o caminho copiado nas informações obtidas pelo PowerShell. Após executar o comando, reinicie o computador para concluir a desinstalação.

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell
Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estes são alguns pontos que podem impedir a desinstalação do Edge no PC Windows:

  • Integração nativa ao sistema: o Edge é um componente essencial que fornece o motor WebView2 para widgets e aplicativos do Windows. Por ser parte do “núcleo” do sistema operacional, a opção de desinstalação fica propositalmente desativada no Painel de Controle;
  • Bloqueio no registro do Windows: chaves específicas no Registro, como a NoRemove, atuam como travas de segurança integradas pela Microsoft. Essas marcações impedem a remoção do navegador mesmo usando ferramentas de terceiro;
  • Erro ao informar a versão do Edge: o processo de desinstalação via Prompt de Comando pode não funcionar se a versão do navegador não for digitada corretamente com os pontos;
  • Restrições de versão e build: versões recentes do Windows possuem proteções que bloqueiam comandos via PowerShell. O sistema retorna erros de “parte do SO”, tratando o navegador como um arquivo protegido e imutável;
  • Processos ativos e atualizações: serviços como o EdgeUpdate e processos em segundo plano impedem qualquer tentativa de modificação nos arquivos. Além disso, o Windows Update pode baixar e reinstalar o navegador automaticamente se detectar sua ausência.

Caso não consiga remover o Edge, é possível desativar a inicialização automática no Gerenciador de Tarefas e bloquear a execução em segundo plano nas configurações do Windows. Isso minimiza o consumo de recursos sem comprometer a estabilidade do Windows.

É possível desinstalar o Microsoft Edge do Windows 11?

Não dá para desinstalar o Edge no Windows 11, pois ele atua como componente estrutural para funcionamento de widgets e da interface web do sistema. A Microsoft restringe a remoção para garantir a estabilidade do sistema e evitar falhas em processos nativos que dependem do motor de renderização.

Embora ele permaneça instalado, o usuário pode mudar o navegador padrão do Windows 11 nas configurações do sistema. Essa alteração redireciona a abertura de links e arquivos externos para o software da preferência da pessoa, reduzindo a presença do Edge no uso cotidiano.

O que acontece ao desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estas são algumas ações que ocorrem ao desinstalar o Microsoft Edge do PC:

  • Ausência de navegação emergencial: sem um navegador reserva pré-instalado na máquina, o usuário perde o principal meio de baixar drivers, novos softwares ou abrir determinados arquivos;
  • Ruptura do WebView2: muitos aplicativos de terceiros e nativos, como Widgets e Clima, perdem a capacidade de exibir conteúdo web, resultando em janelas em branco ou erros de script;
  • Comprometimento da Busca e Ajuda: a pesquisa do Menu Iniciar e os links de suporte do sistema (tecla F1) ficam inoperantes, pois são programados exclusivamente para abrir via motor do Edge;
  • Falhas em aplicativos essenciais: serviços como Outlook e Teams podem parar de funcionar corretamente, pois dependem do motor de renderização do Edge;
  • Riscos de corrupção do registro: como o Edge é integrado ao Kernel do Windows, sua remoção forçada via scripts pode corromper chaves do Registro, gerando instabilidade ou lentidão em processos;
  • Ciclo de restauração forçada: o Windows Update trata o Edge como um componente de segurança crítico, reinstalando-o automaticamente na próxima verificação para garantir a integridade do sistema operacional.

Tem algum problema desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Sim, desinstalar o Microsoft Edge compromete recursos nativos como a busca do Menu Iniciar, o Copilot e a integração do Microsoft 365, prejudicando a experiência do sistema. Essa ação também gera instabilidade técnica, afetando as atualizações de segurança e o funcionamento de diversos componentes internos do Windows.

Qual é a diferença entre desativar e desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Desativar o Microsoft Edge significa interromper os processos em segundo plano e impedir a inicialização automática, mantendo os arquivos preservados no sistema. É a escolha ideal para evitar conflitos, já que muitos recursos do Windows usam o motor do navegador para funcionar corretamente.

Desinstalar o Microsoft Edge remove permanentemente os executáveis do computador, processo que geralmente requer o uso do Prompt de Comando ou PowerShell. Embora libere espaço em disco, essa prática pode gerar instabilidade no sistema e o Windows costuma reinstalar o programa em atualizações futuras.

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Aplicativos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

O chip Maia 200, para aceleração de IA, já está em uso numa região do Azure (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Maia 200 da Microsoft oferece mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e 5 petaFLOPS em 8 bits, superando o Amazon Trainium e o TPU do Google.
  • O chip é produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, possui mais de 100 bilhões de transistores e utiliza memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s.
  • O Maia 200 será usado pela equipe Microsoft Superintelligence, no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot, com suporte para o Maia SDK.

A Microsoft anunciou hoje (26/01) o Maia 200, acelerador de inteligência artificial voltado para inferência de modelos em larga escala. A empresa promete desempenho superior ao da Amazon e do Google com o novo hardware, que apresenta custo-benefício 30% maior em relação aos sistemas anteriores da companhia. O chip já está em operação aa região Central dos Estados Unidos do Azure e deve chegar “em breve” à região West 3, no Arizona.

O Maia 200 entrega mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e cerca de 5 petaFLOPS em 8 bits. Segundo os dados técnicos, o hardware atinge desempenho FP4 três vezes maior que o Amazon Trainium de terceira geração e supera o desempenho FP8 do TPU de sétima geração do Google. Segundo a MS, um node Maia 200 é capaz de executar os modelos atuais com margem para futuras expansões.

Este hardware estava previsto para o fim de 2025, mas sofreu um atraso de cerca de seis meses. A companhia atribuiu a situação a mudanças de projeto imprevistas, restrições de pessoal e atlta rotatividade.

Quais são as especificações técnicas do hardware?

Produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, Cada chip é produzido em litografia de 3 nanômetros da TSMC e conta com mais de 100 bilhões de transistores. O hardware utiliza um sistema de memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s e 272 MB de SRAM on-chip, além de mecanismos de movimentação de dados para modelos de alta demanda. O subsistema de memória utiliza tipos de dados de precisão estreita, engine DMA e fabric NoC para garantir a largura de banda.

A arquitetura utiliza um design de scale-up de dois níveis baseado em Ethernet. Cada unidade oferece 1,4 TB/s de largura de banda para operações em clusters de até 6.144 aceleradores. No interior de cada tray, quatro chips Maia são conectados por links diretos. O protocolo de comunicação é padronizado para redes intra-rack e inter-rack, o que permite o escalonamento entre diferentes estruturas de datacenter.

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Onde o Maia 200 será aplicado?

A equipe do Microsoft Superintelligence utilizará o chip para geração de dados sintéticos e aprendizado por reforço. O acelerador também será empregado em cargas de trabalho no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot. De acordo com a empresa, a implementação nos racks de datacenter ocorreu em menos da metade do tempo registrado em projetos anteriores.

A Microsoft também anunciou hoje um preview do Maia SDK para desenvolvedores e laboratórios de pesquisa. O pacote inclui o compilador Triton, suporte para PyTorch, programação em NPL e um simulador para cálculo de custos e otimização de código.

O projeto Maia AI é planejado como uma linha multigeracional para o desenvolvimento de novos aceleradores de processamento.

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)
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Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É a segunda atualização emergencial liberada neste mês (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft lançou uma correção de emergência para o Windows 11 devido a falhas relacionadas a serviços de armazenamento na nuvem, como OneDrive e Dropbox.
  • O bug afeta as versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11, causando travamentos em aplicativos ao salvar ou abrir arquivos na nuvem.
  • A atualização de emergência é a segunda em janeiro de 2026 e corrige também problemas de login na Área de Trabalho Remota.

O Windows 11 começou a receber uma atualização de emergência para consertar um problema envolvendo apps que usam armazenamento na nuvem. É a segunda vez que a Microsoft precisa liberar um update às pressas no mesmo mês, algo que raramente acontece.

O patch de correção desse erro está disponível no Windows Update. Ele pode ter um dos seguintes códigos, dependendo da versão do Windows:

  • KB5078127 (Windows 11 25H2 ou 24H2)
  • KB5078167 (Windows 11 25H2, versão Enterprise)
  • KB5078132 (Windows 11 23H2, versões Enterprise e Education)

Qual é o bug envolvendo o Windows 11 e o armazenamento em nuvem?

Logo do OneDrive
Dados salvos no OneDrive eram o motivo dos problemas do Outlook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alguns aplicativos travam ao tentar salvar ou abrir arquivos em serviços de cloud, como o OneDrive e o Dropbox. A falha ocorre nas versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11.

Um exemplo disso é o Outlook. Devido ao bug, o programa pode travar e não abrir novamente, a menos que o processo seja encerrado ou o computador seja reiniciado. Além disso, itens enviados podem não aparecer na pasta correspondente, e o cliente pode baixar novamente mensagens já disponíveis no computador.

Esse problema foi notado há cerca de duas semanas, logo após uma atualização de segurança, mas sua causa ainda não era conhecida. Agora, tudo faz sentido: dependendo das configurações escolhidas pelo usuário, o cliente de email salva arquivos PST, com dados necessários para seu funcionamento, no OneDrive.

Microsoft sofre com bugs

É o segundo update emergencial que a Microsoft libera neste mês de janeiro de 2026, o que raramente acontece. Antes, a empresa precisou corrigir uma falha que impedia o Windows 11 de desligar — em vez disso, o computador reiniciava.

Além dos problemas do Outlook e do desligamento, o sistema também teve dificuldades envolvendo o login na Área de Trabalho Remota, que serão corrigidas nesse mesmo patch, e falhas de boot em algumas máquinas, ainda sem solução.

Com informações do Thurrott e do Verge

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
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Microsoft combina Paint e inteligência artificial para criar livros de colorir

Captura de tela mostra o recurso de criação de livros de colorir no Paint do Windows 11
Recurso gera quatro opções de arte (imagem: reprodução)
Resumo
  • Microsoft testa no Paint uma ferramenta de IA para criar livros de colorir a partir de texto.
  • É possível pintar os desenhos gerados no próprio Paint ou imprimi-los para colorir à mão.
  • A novidade está disponível apenas para PCs Copilot+ e participantes do Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11.

A Microsoft começou a testar no Paint uma ferramenta para criar modelos de livros de colorir. A ferramenta usa inteligência artificial e fica acessível no canto superior direito da interface, acessando o ícone do Copilot.

Porém, a novidade não está acessível para todos. Por enquanto, ela está sendo liberada gradualmente para participantes do programa Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11. A versão com o recurso é a 11.2512.191.0.

Como funciona?

O usuário descreve em texto o que deseja ver no desenho e o Paint gera imagens em preto e branco para colorir. Depois disso, é possível pintar o desenho no próprio Paint ou imprimir a imagem para colorir à mão.

Segundo o comunicado, o recurso só funciona em PCs Copilot+, categoria de computadores voltada a tarefas de IA, e exige login com a conta Microsoft.

Além do “Livro de colorir”, o Paint recebeu uma melhoria de controle da ferramenta Preenchimento. Agora, ao usar o recurso de balde de tinta, o usuário pode ajustar um controle deslizante na lateral da tela para delimitar melhor o preenchimento.

Gif animado mostra uma nova ferramenta da função preenchimento do Paint no Windows 11
Microsoft aprimorou a forma como a ferramenta Preenchimento aplica a cor (GIF: reprodução)

O Bloco de Notas também recebeu uma atualização nos recursos de IA. A versão 11.2512.10.0 agora mostra os resultados de forma progressiva na tela, permitindo pré-visualizar o texto enquanto ele ainda está sendo escrito em vez de esperar pela resposta completa. A ferramenta também melhorou o suporte a markdown.

Todas essas mudanças seguem restritas aos testadores do Windows Insider. A Microsoft ainda não informou quando os recursos chegam à versão estável do Windows 11 para o público geral.

Microsoft combina Paint e inteligência artificial para criar livros de colorir

(imagem: reprodução)
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CEO da Microsoft faz alerta: se IA não for útil, perderá apoio da sociedade

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, alerta que a IA precisa ser útil ou não poderá manter o acesso a recursos como energia.
  • A alta demanda por energia da IA já impacta contas de luz, consumo de água e emissões de gás carbônico.
  • A crise da RAM é um exemplo de como a IA afeta cadeias de suprimentos, encarecendo componentes de tecnologia.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, fez uma recomendação aos desenvolvedores de inteligência artificial generativa: torná-la útil para as pessoas e para a sociedade. Do contrário, o executivo teme que a própria sociedade limite o acesso da IA a recursos como energia.

“Nós perderemos rapidamente até mesmo a permissão da sociedade para pegar coisas como energia, que é um recurso escasso, e usá-la para gerar tokens, caso esses tokens não estejam melhorando a saúde, a eficiência do setor público, a competitividade do setor privado”, avaliou Nadella. “E isso, para mim, em última análise, é a meta.”

A declaração, que também pode ser lida como um alerta, foi feita durante um debate no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

Fotografia aérea da Usina Nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia. A usina está situada em uma ilha cercada por um rio calmo, sob um céu azul claro. No centro, destacam-se quatro grandes torres de resfriamento em formato de hiperboloide; as duas à direita emitem densas nuvens de vapor branco, enquanto as duas à esquerda estão inativas. Ao fundo, uma névoa baixa cobre a vegetação das margens. Em primeiro plano, vê-se um estacionamento e instalações elétricas.
Usina nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos, foi reativada após parceria com a Microsoft (imagem: divulgação/Constellation)

O líder da Microsoft não deixou de elogiar a tecnologia, dizendo que a IA generativa é um “amplificador cognitivo” que dá acesso a uma “quantidade infinita de mentes”. Mas a ênfase de sua participação no debate foi mesmo em relação à utilidade.

Em um exemplo prático, Nadella diz que um médico poderia passar mais tempo com o paciente caso a IA se encarregue de transcrever a conversa, fazer registros e enviar documentos para o plano de saúde.

Quais são os recursos usados pela IA?

De fato, a energia é um dos grandes gargalos para o desenvolvimento da IA — tanto que Google, Meta e Microsoft já têm planos para usar energia nuclear em seus data centers.

Nos Estados Unidos, essa alta demanda já tem consequências práticas, e pessoas comuns já estão pagando contas de luz mais caras. Além disso, existem questões relacionadas a consumo de água e emissões de gás carbônico.

A IA não impacta apenas recursos naturais — ela também está causando mudanças drásticas nas cadeias de suprimentos da tecnologia. O exemplo mais recente é a crise da RAM: as fabricantes direcionaram sua produção para o tipo de memória empregado nos chips de IA, deixando de lado componentes usados em computadores e celulares.

Por isso, está cada vez mais caro comprar um pente de RAM. A própria indústria deve sentir o baque: a expectativa é que notebooks e smartphones fiquem mais caros e, ao mesmo tempo, estagnados em especificações técnicas, já que não vai dar para aumentar a quantidade de memória deles.

Com informações do TechRadar e do PCGamer

CEO da Microsoft faz alerta: se IA não for útil, perderá apoio da sociedade

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)
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Microsoft PowerToys 0.97 fica mais personalizável e melhora uso do mouse

PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.97 introduz função CursorWrap, que facilita uso do mouse em telas grandes;
  • Paleta de Comandos agora permite personalização de plano de fundo e da ordem dos itens de fallback;
  • Também há novidades em funções como Modo Claro e Colar Avançado.

O “canivete suíço” do Windows ganhou mais uma versão. O PowerToys 0.97 melhora uma de suas funções mais importantes: a Paleta de Comandos, que dá acesso rápido a aplicativos e outros recursos. Mas também traz uma ferramenta nova, chamada CursorWrap, que melhora o uso do mouse por quem tem uma tela grande.

A Paleta de Comandos dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins, sendo tão versátil que pode até substituir o Menu Iniciar. Para usá-la, tudo o que você precisa fazer é acionar o atalho de teclado Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.

O PowerToys 0.97 permite que você personalize a Paleta de Comandos selecionando um plano de fundo e até definindo um padrão de cores a partir da área de configurações do recurso. Como essa é uma ferramenta que pode entrar para a rotina do usuário, faz sentido permitir que ela tenha um toque pessoal.

Também há uma novidade funcional: agora é possível personalizar a ordem dos itens de fallback, que aparecem nos resultados de pesquisa quando o que você procura não é encontrado com precisão.

Para completar, agora é possível usar a Paleta de Comandos para acessar diretamente os vários recursos do próprio Microsoft PowerToys.

Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97
Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E o que é o CursorWrap do PowerToys?

O CursorWrap é uma novidade útil para quem trabalha com uma tela grande. Com ela, você não precisa arrastar o cursor do mouse de uma extremidade à outra do monitor.

Se o cursor estiver no lado esquerdo da tela, por exemplo, você só precisa arrastá-lo até a borda esquerda que ele aparecerá, automaticamente, no lado direito. No vídeo abaixo, é possível ver uma demonstração disso a partir de 1:20:

O recurso também funciona transferindo o cursor da borda superior para a inferior e vice-versa.

O que mais há de novo no PowerToys 0.97?

Toda nova versão do PowerToys traz vários pequenos melhoramentos. Não é diferente na versão 0.97. Entre as demais pequenas novidades, estão:

  • Modo Claro: introduzido no PowerToys 0.95 e melhorado no PowerToys 0.96, o recurso agora pode ser ajustado para seguir as configurações de Luz Noturna do Windows;
  • Acesso Rápido: esse menu ficou independente, não estando mais vinculado à área de configurações, razão pela qual carrega mais rapidamente;
  • Colar Avançado: essa função agora mostra uma prévia dos valores de cores HEX, bem como suporta a entrada de imagens para transformações de IA;
  • Linha de Comando (LCI): recursos como FancyZones, File Locksmith e Redimensionador de Imagem agora podem ser controlados por linha de comando.

Como obter o PowerToys 0.97?

O PowerToys 0.97 pode ser baixado via GitHub, gratuitamente. Nessa página, você só precisa escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Vale destacar que, apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.97 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.

Microsoft PowerToys 0.97 fica mais personalizável e melhora uso do mouse

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Nova versão do "canivete suíço" do Windows permite personalizar visual da Paleta de Comandos e traz ferramenta que facilita uso do mouse em telas grandes.

PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Atualização KB5073455 do Windows 11 23H2 causa bug que reinicia o sistema em vez de desligá-lo. Microsoft liberou correção KB5077797 para resolver problema;
  • Correção KB5077744 foi liberada para resolver falha de conexão remota nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11;
  • Atualização KB5074109 causou problemas no Outlook nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11. Ainda não há correção oficial.

As atualizações do Patch Tuesday de janeiro de 2026 para o Windows 11 causaram um bug bizarro: alguns computadores reiniciam quando o usuário vai em Menu Iniciar / Desligar. Felizmente, a Microsoft agiu rápido e já liberou uma correção para essa falha.

O Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. O primeiro pacote do ano foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema.

De acordo com a própria Microsoft, somente computadores que receberam a atualização KB5073455 (com Windows 11 23H2, portanto) foram afetados. E, neles, é preciso que o recurso de segurança Inicialização Segura (Secure Boot) esteja ativado para a falha se manifestar.

Além de impedir o computador de desligar quando há uma ordem para isso, o problema impede a máquina de entrar em hibernação (opção Suspender).

Se o seu PC foi afetado pelo problema, tudo o que você precisa fazer é buscar a atualização KB5077797 no Windows Update. É ali que está a correção para a falha. Se não encontrá-la, baixe-a a partir do Catálogo do Microsoft Update (lembre-se de que esse pacote está disponível apenas para o Windows 11 23H2).

A Microsoft também liberou a correção KB5077744, direcionada ao Windows 11 nas versões 24H2 e 25H2. Neste caso, o objetivo é solucionar uma falha que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.

Modo escuro no Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tem correção para o bug que afeta o Outlook no Windows 11?

A Microsoft reconheceu um bug que faz a versão clássica do Outlook travar ou não funcionar corretamente no Windows 11. Aqui, o problema se manifesta após a instalação do pacote KB5074109 do Patch Tuesday, ou seja, afeta as versões 24H2 e 25H2 do sistema.

Esse problema ainda não tem correção oficial, porém. Por conta disso, quem não pode esperar pela solução tem a opção de remover o pacote problemático acessando o histórico de instalações do Windows Update, indo em “Desinstalar atualizações” e selecionando a atualização KB5074109.

Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Xbox Cloud Gaming pode ganhar plano gratuito, porém com anúncios

Imagem mostra um monitor exibido a tela do Game Pass no aplicativo Xbox
Atualmente, acesso ao Cloud Gaming exige assinatura Ultimate (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft estaria planejando lançar um plano gratuito com anúncios no Xbox Cloud Gaming, permitindo streaming de jogos já adquiridos sem assinatura do Game Pass.
  • A versão gratuita incluiria anúncios antes das sessões e terá restrições, como limite de duração e uso mensal.
  • O objetivo seria expandir o alcance do Xbox, atraindo usuários que não pagam assinatura, e criar um novo fluxo de receita.

A Microsoft está mais perto de lançar um plano gratuito com anúncios no Xbox Cloud Gaming, serviço de jogos que funciona na nuvem. Indícios recentes apontam que a empresa deve permitir que jogadores acessem os títulos que já possuem digitalmente, sem precisar de uma assinatura do Xbox Game Pass Ultimate.

Ainda não anunciada oficialmente, a novidade visaria expandir o alcance do ecossistema Xbox para um público que hoje não consome o serviço por assinatura, removendo a barreira de entrada do pagamento mensal.

Como deve funcionar o Xbox Cloud Gaming gratuito?

Atualmente, o modelo de negócios do Xbox Cloud Gaming é atrelado exclusivamente ao Game Pass Ultimate: o usuário paga a mensalidade e ganha o direito de transmitir um catálogo rotativo. A nova proposta inverte essa lógica. O foco deixa de ser o “aluguel” da biblioteca da Microsoft e passa a ser o uso da infraestrutura de nuvem para rodar os jogos que o consumidor já adquiriu na loja digital da empresa.

A descoberta ganhou força após a apuração do jornalista Tom Warren. Segundo ele, usuários notaram avisos sobre uma nova categoria de acesso financiada por publicidade. As mensagens alertavam que a experiência estaria sujeita a “sessões limitadas”, sugerindo que o recurso pode ter vazado antes da hora ou que o lançamento é iminente.

Com anúncios, serviço de nuvem pode chegar a mais dispositivos (imagem: divulgação/Xbox)

Anúncios e restrições

Diferentemente do modelo atual, a versão gratuita deve operar sob regras mais rígidas. A principal mudança seria a ausência de acesso à biblioteca completa do Game Pass. Em vez disso, ela seria habilitada apenas para jogos comprados pelo usuário, além de títulos selecionados do programa Free Play Days e clássicos retro.

A mecânica de monetização funcionaria assim: em troca do acesso sem custo, o jogador precisaria assistir a propagandas. Fontes indicam que os anúncios devem ser exibidos antes do início da sessão. A proposta seria democratizar o acesso, permitindo que qualquer pessoa com uma conta Microsoft e um jogo compatível jogue via streaming, desde que aceite as limitações.

Vazamentos indicam sessões limitadas a uma hora (imagem: reprodução/Microsoft)

Conforme dados preliminares, a expectativa é que o usuário precise assistir a cerca de dois minutos de publicidade antes de ser liberado. Além disso, as sessões teriam um teto de duração contínua, possivelmente de uma hora. Para evitar o congestionamento dos servidores por usuários não pagantes, estuda-se também um limite mensal de utilização, estipulado em cerca de cinco horas.

Essas travas configuram o serviço mais como uma ferramenta de uso casual do que uma substituição para a assinatura Ultimate. A estratégia da Microsoft seria aumentar a base de consumidores ativos e criar um novo fluxo de receita.

Vale lembrar que rumores sobre esse plano circulam nos bastidores desde o final de 2025. Até o momento, a Microsoft não comentou sobre datas de lançamento ou confirmou se os tempos de uso serão mantidos na versão final do produto.

Xbox Cloud Gaming pode ganhar plano gratuito, porém com anúncios

Conheça as opções de planos do Xbox Game Pass para PC e consoles (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Xbox Cloud Gaming chega às TVs LG e Fire TV Stick (imagem: divulgação/Xbox)
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Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Problema começou após update de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A atualização de segurança KB5074109 causou problemas no Outlook clássico, como travamentos e falhas ao enviar mensagens, principalmente para usuários que utilizam o método POP.
  • A Microsoft está investigando o problema, mas ainda não encontrou uma solução. A desinstalação da atualização é uma alternativa, mas pode comprometer a segurança do sistema.
  • O problema afeta mais usuários com POP, enquanto IMAP e Exchange têm menos relatos de falhas.

Usuários do Windows 11 relatam que a versão clássica do Outlook está com problemas como travar durante o uso ou não reiniciar corretamente quando fechado. O comportamento estranho começou após a atualização de segurança KB5074109, distribuída para as versões 25H2 e 24H2 do sistema na terça-feira (13/01).

O problema parece afetar com mais frequência quem usa o software com o método POP para baixar os emails que estão em um servidor.

Ilustração do Outlook
Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)

Quem tem contas configuradas com IMAP ou Exchange escapou dos bugs, ao que tudo indica, mas há alguns relatos esparsos de problemas quando esses protocolos são utilizados.

A notícia pode causar alguma preocupação para quem acessa suas mensagens usando o método, já que o Gmail vai deixar de oferecer suporte ao POP ainda em janeiro de 2026. Se o Outlook deixar de ser confiável, restarão poucas opções de clientes desse tipo.

O que aconteceu com o Outlook?

Um usuário diz que, após fechar o software, não consegue abrir novamente o programa, a menos que vá até o Gerenciador de Tarefas e mate o processo que roda em segundo plano. Ele também relata que as mensagens enviadas não aparecem na pasta em que deveriam estar.

Outro conta que, mesmo após desinstalar a atualização e reparar o Outlook, o programa continua travando e não consegue enviar emails.

O que a Microsoft vai fazer?

A Microsoft está ciente dos travamentos, mas ainda não descobriu como solucioná-los. As equipes do Windows e do Outlook estão investigando os relatos para identificar a causa, mas ainda não há previsão de corrigir o defeito.

“Esse é um problema emergente, e ainda não temos todos os sintomas, mas vamos atualizar esse tópico assim que compreendermos melhor essa questão”, afirmou a empresa em um documento de suporte.

Enquanto isso, quem quer continuar usando o Outlook clássico tem uma alternativa para solucionar o problema, mas ela é radical: desinstalar a atualização de segurança.

A opção fica dentro do histórico do Windows Update, no app Configurações, mas é desaconselhável, já que pode deixar o computador exposto a ameaças. Além disso, alguns usuários tentaram esse método, mas nem isso fez o programa voltar a funcionar.

Com informações do Bleeping Computer

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)
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Bloco de Notas do Windows 11 começa a suportar tabelas

Tabela no Bloco de Notas do Windows 11
Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Bloco de Notas (Notepad) do Windows 11 começa a suportar tabelas simples;
  • Textos com tabelas devem ser salvos em formato markdown (MD) devido à falta de suporte a formatação em TXT;
  • Função de tabelas requer versão 11.2510.6.0 ou superior do Bloco de Notas para Windows 11.

Em novembro de 2025, a Microsoft começou a testar uma função que adiciona tabelas a textos editados no Bloco de Notas (Notepad) do Windows 11. Depois dessa fase de testes, a novidade começou a ser liberada para todos os usuários do sistema operacional, embora de modo progressivo.

É possível inserir uma tabela a partir de um botão correspondente na barra de formatação do Bloco de Notas, na parte superior do editor. Ali, você pode definir a quantidade de colunas e linhas da tabela simplesmente selecionando um conjunto de células.

No menu do mesmo botão, também é possível clicar em “Inserir tabela” e informar o número de colunas e linhas desejado na janela que abrir.

Depois que a tabela é criada, basta clicar nela com o botão direito do mouse e escolher a opção “Editar tabela” para adicionar ou excluir linhas e colunas. Essa opção também aparece quando a tabela é selecionada e o botão correspondente na barra superior é pressionado novamente.

Função de inserção de tabela no Bloco de Notas do Windows 11
Função de inserção de tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Já os textos inseridos na tabela podem ser formatados para ficar em negrito ou itálico, por exemplo, bem como serem transformados em links.

Tradicionalmente, o Bloco de Notas salva os textos gerados pelo usuário em TXT. Mas, como esse é um formato de texto simples, sem suporte a recursos de formatação e a elementos complementares, os arquivos que tiverem tabela precisam ser salvos como markdown (extensão MD).

Como arquivos markdown também são leves, acaba não havendo problemas de desempenho com essa abordagem. Aliás, a própria função de tabelas não parece afetar o desempenho geral do Notepad, o que é um alívio para quem temia que o acréscimo de funcionalidades na ferramenta a tornasse pesada.

Que fique claro, porém, que o novo recurso funciona apenas para criação de tabelas simples, não suportando inserção de fórmulas, por exemplo, até porque não estamos tratando de uma função de planilhas.

Edição de tabela no Bloco de Notas
Edição de tabela no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a função de tabelas chega ao Bloco de Notas?

A função de tabelas requer o Bloco de Notas 11.2510.6.0 ou superior para Windows 11. Essa versão do editor de textos começou a ser liberada em novembro do ano passado para participantes do programa de testes Windows Insider, nos canais Canary e Dev.

Mas veículos como o Windows Latest relatam que o Bloco de Notas 11.2510.x.x começou a ser liberado, nesta semana, para usuários finais do Windows 11. Como de hábito, essa liberação tem sido feita de modo progressivo. Ainda pode levar alguns dias para a novidade chegar ao seu PC, portanto.

Bloco de Notas do Windows 11 começa a suportar tabelas

Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Função de inserção de tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Edição de tabela no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Windows 11
Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Bug no Windows 11 faz sistema reiniciar em vez de desligar após a atualização KB5073455 para a versão 23H2;
  • Microsoft está ciente do problema e trabalha em solução, mas ainda não há previsão de liberação;
  • Problema afeta PCs com Inicialização Segura ativada e pode ser contornado usando o comando “shutdown /s /t 0” no Prompt de Comando.

Você abre o Menu Iniciar e escolhe a opção “Desligar”. Mas, em vez disso, o computador reinicia. Você tenta de novo e o comportamento se repete. Pois saiba que esse problema está afetando alguns PCs com Windows 11 após a instalação do Patch Tuesday de janeiro de 2026.

Sempre é bom lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Esse pacote foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema operacional.

O Patch Tuesday visa corrigir problemas, mas, às vezes, acaba causando falhas. É o caso aqui. Além de fazer o sistema operacional reinicializar em vez de se desligar, o bug também impede o computador de entrar em estado de hibernação.

Microsoft já está ciente do problema

A Microsoft não demorou a reconhecer a falha e afirma que já está trabalhando em uma solução. Contudo, ainda não há previsão de quando a correção será liberada.

Felizmente, o número de PCs afetados pelo bug não é expressivo. De acordo com a Microsoft, o problema afeta apenas máquinas que receberam o pacote KB5073455, ou seja, que têm o Windows 11 23H2 instalado.

Além disso, para o problema se manifestar, é preciso ter a função Inicialização Segura (Secure Boot) ativada. Esse é um recurso que ajuda a proteger o sistema operacional contra malwares durante o seu carregamento.

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Enquanto o problema não é solucionado, os computadores afetados podem ser desligados por meio do seguinte passo a passo:

  1. acesse a barra de pesquisa no topo do Menu Iniciar
  2. ali, digite o comando cmd para abrir o Prompt de Comando
  3. no Prompt de Comando, digite shutdown /s /t 0 e pressione Enter

O PC será desligado imediatamente. Mas a própria Microsoft alerta que não há opção no Prompt de Comando para fazer o computador hibernar, se for essa a intenção.

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Palavra “Microslop” vira protesto contra fixação da Microsoft em IA

Extensão que muda nome "Microsoft" por "Microslop"
Extensão que muda nome “Microsoft” por “Microslop” (imagem: reprodução/Chrome Web Store)
Resumo
  • Palavra “Microslop” é usada como protesto contra a implementação aparentemente excessiva de IA pela Microsoft;
  • Satya Nadella, CEO da Microsoft, criticou o uso do termo “slop” e defendeu a IA como tecnologia de apoio, desencadeando protestos;
  • Uma extensão do Chrome transforma nome “Microsoft” em “Microslop”, refletindo a insatisfação dos usuários.

Talvez você já tenha visto a palavra “Microslop” nas redes sociais. Ela vem sendo usada por pessoas insatisfeitas com a onda de recursos de IA que a Microsoft vem implementando em seus softwares e serviços. Após uma declaração de Satya Nadella sobre o termo, um desenvolvedor criou até uma extensão para Chrome que troca o nome “Microsoft” por “Microslop”.

Nadella é o CEO da Microsoft. É por isso que suas palavras têm tanto peso, inclusive negativamente. Prova disso é que, no fim de 2025, o executivo publicou um texto em seu blog pessoal pedindo, basicamente, para as pessoas deixarem de pensar no conteúdo gerado pela inteligência artificial como algo de baixa qualidade.

No texto, Nadella sugere que as pessoas devem superar o conflito entre imprecisão e sofisticação no campo da IA. Para imprecisão, o executou usou a palavra em inglês “slop” que, ao pé da letra, pode ser traduzida como “desleixo” ou “lixo”. Mas, aqui, a tradução direta é falha. Convém contextualizar, pois o seu uso ali não foi mero acaso.

“Slop” foi escolhida a palavra do ano de 2025 pelo dicionário Merriam-Webster. No contexto atual, o termo é usado para indicar um conteúdo digital de baixa qualidade e que, geralmente, é produzido por ferramentas de IA generativa.

Aparentemente, Satya Nadella não gostou dessa associação. A reação da opinião pública não demorou a surgir: nas redes sociais, a palavra “Microslop” (Microsoft + slop) ganhou força rapidamente.

Homem calvo de óculos e suéter preto gesticula com a mão esquerda enquanto fala, sentado em uma cadeira em ambiente moderno e aconchegante, com livros empilhados verticalmente ao fundo, plantas e fotos emolduradas sobre uma mesa (imagem: reprodução/YouTube)
Satya Nadella, CEO da Microsoft (imagem: reprodução/YouTube)

A extensão para Chrome “Microsoft to Microslop”

O ápice desse protesto, por assim dizer, veio com o surgimento de uma extensão para Chrome que transforma a palavra “Microsoft” em “Microslop” em qualquer página web que você abrir. A descrição dessa extensão tem até um “dane-se Satya Nadella” na parte final.

Tamanha “revolta” pode ter mais de uma explicação. Para começar, a Microsoft tem colocado o Copilot em numerosos produtos, principalmente no Windows 11. Muitos usuários acreditam, porém, que o sistema operacional precisa de otimizações em diversos outros aspectos, razão pela qual a companhia não deveria priorizar tanto os seus recursos de IA.

A extensão "Microslop" em ação
A extensão “Microslop” em ação (imagem: reprodução/Chrome Web Store)

Outro problema parece ser, novamente, o texto de Satya Nadella. Nele, o executivo também defendeu que a IA seja vista como uma tecnologia que ajuda as pessoas a atingirem seus objetivos, não como algo para substituir o trabalho humano. Mas o fato é que muita gente está preocupada com o risco de a inteligência artificial “roubar” seus empregos.

Note que esse não é, exatamente, um movimento contra a IA. Em linhas gerais, o que as pessoas que têm usado o termo “Microslop” expressam é uma insatisfação com a aparente estratégia da Microsoft de implementar IA a qualquer custo em seus produtos, sem oferecer contrapartidas verdadeiras.

Nesse sentido, vale destacar que, recentemente, a Dell reconheceu que os consumidores não estão muito interessados nos chamados AI PCs, que são promovidos principalmente pela Microsoft. Talvez isso mude em futuro próximo, mas, por ora, grande parte das pessoas se contenta em abrir o ChatGPT ou Gemini quando precisa de IA.

Palavra “Microslop” vira protesto contra fixação da Microsoft em IA

Extensão que muda nome "Microsoft" por "Microslop" (imagem: reprodução/Chrome Web Store)

Satya Nadella (imagem: reprodução/YouTube)
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Microsoft abre mais um código-fonte, agora o do XAML Studio

XAML Studio
O XAML Studio (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou código-fonte do XAML Studio sob licença MIT e integrou-o à .NET Foundation;
  • O XAML Studio 2.0, com lançamento previsto para 2026, terá interface baseada em Fluent UI e novos recursos como painel de propriedades e “Adorners”;
  • Microsoft já abriu código de outros softwares, incluindo o MS-DOS 4.0 e o Windows Subsystem for Linux.

A Microsoft voltou a flertar com o universo do código aberto. A mais recente iniciativa da companhia nesse sentido envolve o XAML Studio: essa ferramenta de desenvolvimento visual de interfaces teve seu código-fonte liberado pela companhia sob uma licença MIT.

O XAML Studio foi lançado há oito anos como um ambiente para desenvolvimento de interfaces de software que têm, como o próprio nome indica, origem na linguagem de marcação XAML (Extensible Application Markup Language).

Baseada em XML, a linguagem XAML facilita a criação de interfaces gráficas de usuário, principalmente em aplicações desenvolvidas via tecnologias .NET para sistemas Windows.

Não por acaso, além de ter seu código-fonte liberado sob licença MIT, o XAML Studio passou a fazer parte da .NET Foundation, organização criada em 2014 que visa promover iniciativas abertas em .NET.

Liberar código do XAML Studio estava nos planos desde o começo

Michael Hawker, engenheiro de software na Microsoft, explicou no blog de desenvolvedores para companhia que, desde o início do projeto, havia planos de transformar o XAML Studio em uma ferramenta de código aberto.

O engenheiro não explicou o porquê de a liberação ter sido feita depois de oito anos de projeto, mas é provável que a Microsoft tenha esperado a ferramenta alcançar um grau estável de desenvolvimento.

Neste ponto, é importante destacar que a versão estável atual do XAML Studio é a 1.1. Mas o XAML Studio 2.0 já está em uma etapa avançada de desenvolvimento e deverá ser liberado oficialmente ainda em 2026.

Como grande destaque, o XAML Studio 2.0 promete trazer uma interface mais moderna, baseada em Fluent UI, conceito de design da Microsoft que favorece aspectos como acessibilidade, usabilidade e padronização visual.

Ainda de acordo com a companhia, outros recursos esperados na nova versão incluem painel de propriedades com navegação em árvore, gerenciamento visual de estados e edição de propriedades em um só lugar, além de uma função de nome Adorners que permite ao desenvolvedor trabalhar com limites de elementos e camadas mais precisos.

Interface do XAML Studio 2.0, ainda em desenvolvimento
Interface do XAML Studio 2.0, ainda em desenvolvimento (imagem: reprodução/Microsoft)

Outras iniciativas de código aberto da Microsoft

Vale destacar que a Microsoft já tem um histórico de softwares cujo código-fonte foi liberado para uso público e geral. Entre eles estão:

Microsoft abre mais um código-fonte, agora o do XAML Studio

O XAML Studio (imagem: reprodução/Microsoft)
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Quem é Bill Gates? Confira a biografia do fundador da Microsoft

Ilustração sobre o Windows com a versão jovem e mais velha do Bill Gates
Bill Gates mudou o mercado de computadores pessoais ao apostar permitir que os softwares se tornassem um produto independente do hardware (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates é um empresário e filantropo americano, conhecido por ser um dos fundadores da gigante da tecnologia Microsoft. Desde da criação da empresa em 1975, ele desempenhou um papel fundamental na popularização dos computadores pessoais e dos softwares modernos.

O executivo esteve envolvido no desenvolvimento de importantes sistemas operacionais, como o MS-DOS e o Windows. Gates liderou a companhia como CEO até 2000, transformando-a em uma das principais potências tecnológicas mundiais.

Atualmente, ele se dedica quase integralmente à filantropia e ao investimento em tecnologias sustentáveis e de inteligência artificial. Através da fundação Bill & Melinda Gates, o executivo financia projetos globais de saúde, educação e combate às mudanças climáticas.

A seguir, conheça mais sobre o legado de Bill Gates, sua formação e seu patrimônio atual. Também descubra qual foi o impacto do criador da Microsoft para a história da tecnologia.

Quem é Bill Gates?

Bill Gates, nascido em 28 de outubro de 1955 em Seattle, é um empreendedor, filantropo e fundador da Microsoft. Ele teve um importante papel na revolução dos computadores pessoais, transformando a indústria tecnológica ao liderar o desenvolvimento de softwares como o sistema operacional Windows.

Qual é a formação de Bill Gates?

Gates ingressou na Universidade de Harvard em 1973, inicialmente como estudante de Direito, mas priorizou cursos avançados de Matemática e Ciências da Computação. Em 1975, ele abandonou a graduação para fundar a Microsoft, deixando a instituição sem concluir o bacharelado formal.

Mesmo sem diploma regular, ele recebeu um doutorado honorário de Harvard em 2007 por seu impacto global. Diversas outras universidades também o condecoraram com títulos semelhantes em reconhecimento às suas contribuições tecnológicas e filantrópicas.

Fotografia em preto e branco de Paul Allen e Bill Gates lado a lado, quando eram mais jovens.
Bill Gates (à direita) deixou a faculdade para fundar a Microsoft ao lado de Paul Allen (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Qual é a carreira profissional de Bill Gates?

A trajetória profissional de Bill Gates começou em 1975 ao fundar a Microsoft com Paul Allen, focando no desenvolvimento de softwares. A empresa revolucionou a computação pessoal com os sistemas operacionais MS-DOS e Windows, consolidando o executivo como uma figura central da tecnologia.

Ele atuou como CEO até 2000, liderando a expansão global da companhia antes de assumir o cargo de arquiteto-chefe de software. Em 2008, deixou as funções executivas diárias, mantendo-se no conselho administrativo até 2014 e passou a colaborar apenas como conselheiro técnico.

Fora do setor corporativo, ele dedica a maior parte de seu tempo à filantropia com Fundação Bill & Melinda Gates, focando na erradicação de doenças, redução da pobreza extrema e expansão do acesso à educação. Gates também investe em inovação energética e tecnologias sustentáveis para combater a crise climática por meio da Breakthrough Energy.

Bill Gates
Bill Gates exerceu o cargo de CEO da Microsoft até 2000 (imagem: Red Maxwell/Flickr)

O que Bill Gates faz atualmente?

Atualmente, Gates atua de forma quase integral à filantropia por meio da fundação Bill & Melinda Gates, focando em saúde, educação e erradicação de doenças. Ele lidera iniciativas para acelerar a inovação climática e reduzir as emissões globais de carbono.

Seu patrimônio pessoal e ativos diversificados são geridos pela Cascade Investment, que investe em setores como energia, hotelaria e agricultura sustentável. Essa estrutura garante solidez financeira para sustentar doações bilionárias e compromissos de longo prazo.

Por meio da Gates Ventures, ele impulsiona pesquisas avançadas em inteligência artificial, Alzheimer e biotecnologia. Além disso, o executivo compartilha análise sobre ciência, educação e políticas públicas em seu blog, Gates Notes, influenciando debates relevantes.

Bill Gates ainda é dono da Microsoft?

Não, Bill Gates não é mais o dono majoritário da empresa Microsoft, tendo deixado o conselho da big tech em 2020. Atualmente, ele detém cerca de 1,3% das ações após décadas de vendas graduais para diversificar seu patrimônio.

Esses recursos agora financiam prioritariamente a Fundação Bill & Melinda Gates e outros projetos de impacto global. Hoje, o controle da Microsoft pertence a grandes grupos de investimento institucionais, como Vanguard e BlackRock.

Melinda Gates e Bill Gates (Imagem: Reprodução/Forbes)
Bill Gates atua em importantes ações filantrópicas ao lado da ex-exposa Melinda Gates (imagem: Reprodução/Forbes)

Qual é o patrimônio de Bill Gates?

O patrimônio de Bill Gates é estimado em cerca de US$ 104 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026, ocupando a 18ª posição entre os maiores bilionários do mundo. Sua fortuna provém de participações na Microsoft e na Cascade Investment, abrangendo diversos setores que equilibram investimentos globais e filantropia.

De onde vem a fortuna de Bill Gates?

A fortuna de Bill Gates provém da valorização massiva das ações da Microsoft. Ao abrir o capital em 1986, o executivo detinha 44,9% das ações da companhia, tornando-se o bilionário mais jovem do mundo na época.

Atualmente, seu patrimônio é diversificado pela Cascade Investment em setores como energia, terras agrícolas e investimentos em tecnologia. Embora vindo de uma família de classe média alta, a riqueza de Gates não é fruto de herança, mas do empreendedorismo e gestão estratégica de ativos.

Bill Gates segurando o código impresso do Altair Basic
Bill Gates divulga código-fonte que deu origem à Microsoft (imagem: reprodução/Gates Notes)

Qual é a importância de Bill Gates para o mercado?

Gates teve um importante papel na era da computação pessoal ao transformar o software no motor central da economia digital global. Sua liderança na Microsoft estabeleceu o Windows como o padrão de mercado, consolidando o domínio dos computadores em lares e escritórios.

Ele revolucionou o modelo de negócios ao priorizar o licenciamento escalável de programas, servindo de base para o surgimento das atuais empresas de tecnologia. Essa estratégia permitiu que o software se tornasse um produto independente do hardware, maximizando o alcance de suas ferramentas.

Sob sua visão estratégica, a Microsoft pavimentou o caminho para que as big techs modernas dominassem ecossistemas complexos de serviços e produtividade. Esse legado garantiu a transição tecnológica para interfaces amigáveis e sistemas que sustentam a infraestrutura empresarial até hoje.

Atualmente, Gates é uma referência em ações filantrópicas ao usar sua fortuna para criar projetos de saúde, educação e combate às mudanças climáticas. Bem como, ele investe em empresas que focam em tecnologias sustentáveis e energia renovável.

Quem é Bill Gates? Confira a biografia do fundador da Microsoft

Saiba como a ideia de Bill Gates revolucionou o mercado de sistemas operacionais para computadores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Bill Gates divulga código-fonte que deu origem à Microsoft (imagem: reprodução/Gates Notes)
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Microsoft coloca última pá de cal no Windows Server 2008

Logotipo do Windows sobre logotipos da Microsoft
Microsoft encerra ciclos de atualização estendida do Windows Server 2008 (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Resumo

Agora é oficial: o Windows Server 2008 descansou. Segundo o portal The Register, a Microsoft finalmente encerrou o suporte estendido do sistema operacional até mesmo para os clientes corporativos que aderiram ao plano Premium Assurance (PA).

Com o fim das atualizações, a empresa encerra um ciclo de quase 18 anos de um software que, curiosamente, sobreviveu muito além do que a própria fabricante planejava inicialmente. A versão mais recente do software, Windows Server 2025, foi lançada em novembro de 2024.

Baseado no mesmo código do Windows Vista, o Windows Server 2008 já havia “morrido” oficialmente mais de uma vez. O suporte estendido padrão terminou em janeiro de 2020, seguido pelo fim das Atualizações Estendidas de Segurança (ESU) em 2023 e por uma sobrevida adicional oferecida a clientes que migraram cargas de trabalho para o Azure, encerrada em 2024.

O que se extinguiu agora foi a última exceção: os contratos remanescentes de Premium Assurance, firmados anos antes e honrados pela empresa até o fim.

O que foi o Windows Server 2008?

captura de tela do sistema operacional windows server 2008 sp2
Windows Server 2008 introduziu Hyper-V e se aproveitou de arquitetura do Windows Vista (imagem: reprodução/Microsoft)

Lançado em fevereiro de 2008, o Windows Server 2008 foi o sucessor do Windows Server 2003 e marcou uma mudança importante na infraestrutura da Microsoft.

Ele foi construído sobre o mesmo kernel do Windows Vista (NT 6.0), o que permitiu a inclusão de recursos de segurança mais robustos, como o BitLocker, e uma interface gráfica modernizada — embora o foco fosse o desempenho em servidores.

O sistema foi direcionado principalmente para empresas, data centers e ambientes corporativos que precisavam gerenciar redes, hospedagem web e virtualização.

Foi nele que a Microsoft introduziu o Hyper-V, a ferramenta nativa para criar máquinas virtuais, além da opção de instalação “Server Core”, que permitia rodar o sistema apenas com linha de comando para economizar recursos.

Sistema se estendeu por anos

O plano Premium Assurance foi uma oferta paga da Microsoft, adicionada ao Software Assurance, projetada justamente para manter atualizações de segurança por seis anos extras.

Embora a Microsoft tenha descontinuado a venda do Premium Assurance e, posteriormente, passado a adotar o modelo de Extended Security Updates (ESU), ela honrou os termos firmados com clientes que já haviam adquirido o serviço.

Com o patch final, a base de código do Windows Vista — lançado em 2006 — finalmente deixa de ser atualizada. Como nota o portal The Register, a arquitetura do sistema operacional, tão criticado durante sua vida, acabou recebendo suporte por mais tempo do que o aclamado Windows XP (quando consideramos as extensões corporativas).

Microsoft coloca última pá de cal no Windows Server 2008

Windows e Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Microsoft)
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O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Saiba como a Microsoft se transformou em uma das maiores big techs do planeta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft é uma gigante tecnológica cofundada por Bill Gates e Paul Allen em 1975. Inicialmente, a empresa focou no desenvolvimento de softwares para microcomputadores pessoais antes de expandir os negócios nas últimas cinco décadas.

Com o lançamento do sistema Windows 1.0 em 1985, a marca revolucionou a interface dos computadores pessoais. Essa inovação permitiu que ela dominasse o mercado global de sistemas operacionais por várias décadas e se tornasse uma das principais big techs.

Atualmente, a Microsoft possui um portfólio diversificado, incluindo o popular pacote Office (Microsoft 365), os serviços na nuvem Azure e a divisão de videogames Xbox. Além disso, ela é dona do LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, e realiza grandes investimentos em inteligência artificial.

A seguir, descubra mais sobre a história da Microsoft, a origem do nome e quem controla a empresa de tecnologia atualmente. Também descubra as principais áreas de atuação da companhia além dos softwares.

O que é Microsoft?

A Microsoft Company é uma multinacional de tecnologia que desenvolve o sistema operacional Windows, a plataforma de nuvem Azure e os aplicativos de produtividade Microsoft 365. A companhia também atua em hardware com Xbox e Surface, além de integrar a inteligência artificial Copilot em seu ecossistema de serviços e busca.

O que significa Microsoft?

Microsoft é resultado da união das palavras inglesas microcomputer (microcomputador, em português) e software, sintetizando o propósito da companhia. A marca reflete a visão de desenvolver programas para computadores pessoais, um setor emergente na década de 1970.

Criado por Paul Allen em 1975, o termo era inicialmente grafado como “Micro-Soft” para destacar o uso de microprocessadores. O hífen foi removido oficialmente no ano seguinte, consolidando a identidade visual da empresa há mais de 50 anos.

Imagem da entrada do campus da Microsoft em Redmond, nos Estados Unidos. Em destaque, o letreiro com o nome "Microsoft" ao lado do logo colorido da empresa. Ao fundo, há um edifício moderno com uma cobertura de madeira e vidro em arco. O céu está parcialmente nublado e algumas pessoas caminham pela calçada.
Sede da Microsoft em Redmond, nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Qual é a história da Microsoft?

Fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen, a Microsoft nasceu com o desenvolvimento do interpretador BASIC para o computador Altair 8800. Essa iniciativa marcou o início da era dos softwares pessoais, estabelecendo a base para o futuro da marca.

Em 1980, a parceria com a IBM para fornecer o MS-DOS consolidou a empresa como líder em sistemas operacionais para computadores pessoais. Cinco anos depois, em 1985, o lançamento do Windows 1.0 introduziu a interface gráfica, tornando a tecnologia acessível ao público leigo.

Após mudar para Redmond em 1986, a Microsoft abriu o capital e passou a ter milhares de ativos negociados na NASDAQ. Esse aporte de recursos permitiu investimentos em pesquisa e expansão de mercado durante as décadas seguintes.

Tela do Microsoft Windows 1.0
Microsoft Windows 1.0 revolucionou o mercado de sistemas operacionais em 1985 (imagem: Reprodução/Microsoft)

A estreia do Office em 1989 e a chegada do Windows 95 em 1995 revolucionaram a produtividade e a conectividade doméstica com o navegador Internet Explorer. Esses produtos da Microsoft definiram o padrão de software de escritório e como a sociedade interagia com a web.

A diversificação para o hardware ocorreu em 2001 com console de videogame Xbox, inserindo a marca com sucesso no competitivo mercado de games. Paralelamente, a empresa expandiu a presença em dispositivos móveis com a linha de tablets e notebooks Surface em 2012.

Sob a era da computação em nuvem, a plataforma Azure tornou-se o pilar central de crescimento da companhia desde 2010. Atualmente, a Microsoft lidera a corrida da inteligência artificial por meio de parcerias estratégicas com a OpenAI e integração do assistente Copilot.

Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Microsoft Copilot é uma das principais apostas da big tech em inteligência artificial (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Quem fundou a Microsoft?

Bill Gates e Paul Allen são os fundadores da Microsoft. Amigos de infância, a dupla uniu a visão tecnológica e o empreendedorismo para criar em 1975 a empresa que mudaria o mercado global de softwares.

Gates liderou a gestão e expansão global atuando como CEO até 2000 e como presidente executivo até 2014, consolidando o domínio do sistema Windows. Allen foi o estrategista técnico inicial da marca, mas afastou-se da operação em 1983 para tratar problemas de saúde.

Quando Microsoft foi criada?

A Microsoft foi fundada em 4 de abril de 1975 em Albuquerque, Novo México.

Fotografia em preto e branco de Paul Allen e Bill Gates lado a lado, quando eram mais jovens.
Paul Allen (à esquerda) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Onde fica a sede da Microsoft?

A sede da Microsoft fica localizada em Redmond, Washington, no campus central One Microsoft Way. O complexo de 200 hectares funciona como uma “cidade inteligente”, integrando infraestruturas modernas e sustentáveis para abrigar cerca de 50 mil funcionários.

Nos primeiros anos após a fundação em 1975, a empresa operou em espaços alugados em Albuquerque, Novo México. Em 1979, mudou-se para Bellevue, Washington, onde manteve escritórios importantes até a transição definitiva para Redmond em 1986.

Quem é o dono da Microsoft atualmente?

Não existe um único dono da Microsoft, pois ela é uma empresa de capital aberto listada na NASDAQ. Seus maiores detentores são grupos institucionais como Vanguard e BlackRock, além de milhões de investidores individuais.

Atualmente, Satya Nadella lidera a companhia como CEO e presidente do conselho, cargo que ocupa desde 2014. Embora Bill Gates, cofundador da Microsoft, tenha se afastado da governança, ele ainda mantém influência e participação acionária direta por meio da Cascade Investment.

Homem no palco
Satya Nadella é o atual CEO da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Em quais áreas a Microsoft atua?

A Microsoft se tornou uma das empresas de tecnologia com um amplo portfólio, operando em pilares que sustentam tanto o mercado corporativo quanto o de consumo. Confira as principais áreas de atuação da companhia:

  • Sistemas e software de produtividade: é o pilar da empresa Microsoft, incluindo o ecossistema do sistema operacional Windows e a suíte Microsoft 365 (Word, Excel e Teams), ferramentas essenciais para a operação de empresas e usuários domésticos;
  • Computação em nuvem (Azure): fornece infraestrutura global em escala, oferecendo serviços de armazenamento, processamento de dados e hospedagem para organizações de todos os portes;
  • Inteligência artificial: lidera a inovação no setor por meio do Microsoft Copilot, assistente inteligente integrado aos seus produtos para otimizar a criação e a análise de dados;
  • Hardware e dispositivos: desenvolve eletrônicos de consumo premium, como a linha de notebooks e tablets Surface, focados em integrar hardware e software de forma otimizada;
  • Games e entretenimento: detém uma das maiores divisões de jogos do mundo, abrangendo os consoles Xbox, o serviço de assinatura Game Pass e estúdios como Activision Blizzard, Bethesda e id Software;
  • Serviços e ferramentas para desenvolvedores: oferece recursos essenciais para programadores, incluindo o GitHub, o Visual Studio e soluções corporativas de gestão no Dynamics 365;
  • Redes sociais e networking: administra o LinkedIn, a maior plataforma profissional do mundo, conectando talentos a oportunidades de carreira e soluções de marketing B2B.
Logotipo do Windows 11
O sistema operacional Windows continua sendo o principal carro-chefe da Microsoft (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Quais foram as principais aquisições da Microsoft?

A Microsoft expandiu seu ecossistema por meio de aquisições estratégicas que moldaram os setores de software, nuvem e entretenimento. Conheça as marcas que são subsidiárias da Microsoft:

  • Visio Corporation (2000, US$ 1,4 bilhões): consolidou ferramentas de diagramação técnica no ecossistema Office, tornado-se o padrão corporativo para fluxogramas;
  • Skype Technologies (2011, US$ 8,5 bilhões): expandiu o alcance global em comunicações por vídeo, servindo como base tecnológica para a infraestrutura atual do Microsoft Teams;
  • Nokia – divisão de hardware (2014, US$ 7,2 bilhões): esforço para integrar hardware e software em dispositivos móveis, antes da guinada estratégica para serviços em nuvem. A divisão foi vendida em 2020;
  • Mojang (2014, US$ 2,5 bilhões): garantiu a propriedade do popular game Minecraft, permitindo à Microsoft liderar no mercado de jogos com foco em comunidades e criatividade;
  • LinkedIn (2016, US$ 26,2 bilhões): conectou a empresa a maior plataforma profissional do mundo, integrando dados de carreira aos serviços do Microsoft 365;
  • GitHub (2018, US$ 7,5 bilhões): posicionou a empresa no centro da comunidade de desenvolvedores e programadores, controlando a maior plataforma de hospedagem de código do planeta;
  • ZeniMax Media (2021, US$ 7,5 bilhões): trouxe estúdios como Bethesda e id Software para o Xbox Game Studios, garantindo títulos exclusivos como Elder Scrolls e Doom;
  • Nuance Communications (2022, US$ 8,5 bilhões): reforçou as capacidades de IA e reconhecimento de voz, com foco em soluções avançadas para o setor da saúde;
  • Activision Blizzard (2023, US$ 68,7 bilhões): a maior aquisição da história da tecnologia, incorporando franquias como o Call of Duty e fortalecendo o serviço Game Pass.
imagem exibe fotos das principais franquias da activision blizzard
A aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft foi a maior da história da tecnologia (imagem: Reprodução/Activision Blizzard)

Qual é o valor de mercado da Microsoft?

O valor de mercado da Microsoft é de aproximadamente US$ 3,5 trilhões, conforme dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Esse montante coloca a empresa na quarta posição entre as principais big techs mais valiosas do mundo.

Essa capitalização varia conforme o sentimento dos investidores, indicadores macroeconômicos e o desempenho operacional da companhia. Atualmente, os avanços estratégicos em IA e serviços de nuvem são os pilares que sustentam a alta avaliação.

Qual é a diferença entre Microsoft e Microsoft 365?

A Microsoft é uma empresa de tecnologia que desenvolve e licencia hardware, serviços em nuvem e sistemas operacionais para o mercado mundial. Ela representa a corporação completa, abrangendo desde o Windows até a infraestrutura do Azure e divisões de hardware.

O Microsoft 365 é o serviço de assinatura que reúne ferramentas de produtividade, armazenamento em nuvem e recursos de segurança avançados para usuários e empresas. Ele expande o antigo Office 365 ao incluir soluções de colaboração, como Teams, e tecnologia de inteligência artificial.

O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embarcamos para os Estados Unidos e visitamos a sede da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Satya Nadella faz a abertura do Microsoft Build 2024 em Seattle (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18
Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
  • Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
  • Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core
Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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É o fim do Microsoft Lens para Android e iOS

Microsoft Lens no iPhone
Microsoft Lens no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Lens para Android e iPhone será totalmente descontinuado em março de 2026;
  • Companhia não forneceu explicações públicas sobre a decisão, mas sugere uso do aplicativo OneDrive como alternativa;
  • App do OneDrive tem recurso de digitalização integrado, permitindo capturar e salvar documentos.

O Microsoft Lens para Android e iPhone vai mesmo ser descontinuado. A ferramenta, que permite digitalizar rapidamente documentos capturados com a câmera do celular, teve seu processo de encerramento iniciado no último dia 9. O fim propriamente dito está marcado para março de 2026.

Não é uma decisão inesperada. A Microsoft havia anunciado o fim do Lens em agosto de 2025, com previsão de desativar totalmente o aplicativo no fim do mesmo ano.

A ferramenta foi mantida após esse prazo, alimentando a esperança de uma mudança de planos. Mas tratava-se apenas de um adiamento e, consequentemente, de um reajuste de cronograma. Ficou assim, de acordo com esta página de suporte:

  • 9 de janeiro de 2026: o processo de descontinuação do Microsoft Lens tem início;
  • 9 de fevereiro de 2026: fim do suporte ao Microsoft Lens; remoção do aplicativo na App Store e na Google Play Store;
  • 9 de março de 2026: o app do Microsoft Lens não digitalizará mais imagens, apenas dará acesso às digitalizações realizadas antes dessa data.

Por que o Microsoft Lens está sendo descontinuado?

Lançado em 2015 sob o nome Office Lens, o Microsoft Lens tem notas altas nas lojas de aplicativos. Apesar disso, a ferramenta não é, exatamente, popular. Talvez essa constatação tenha pesado para a Microsoft decidir pelo fim do aplicativo.

O “talvez” deve-se ao fato de a companhia não ter dado explicações públicas sobre a decisão. Mas pelo menos a Microsoft sugeriu uma alternativa: o aplicativo do OneDrive, que tem um recurso de digitalização integrado. Eis o passo a passo para o seu uso:

  1. abra o aplicativo do OneDrive em seu celular (Android ou iPhone);
  2. toque no botão ”+” no canto inferior do app;
  3. escolha “Digitalizar foto” e capture a imagem do documento com a câmera do aparelho;
  4. Se o resultado agradar, salve o arquivo para finalizar.

É o fim do Microsoft Lens para Android e iOS

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Aplicativo de digitalização Microsoft Lens teve seu processo de encerramento iniciado. A desativação completa ocorrerá em março de 2026.

Microsoft Lens no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft quer colocar Copilot até no Explorador de Arquivos

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot ganhou botão dedicado na versão de testes do Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft pode integrar o assistente de IA Copilot no Explorador de Arquivos do Windows 11.
  • A funcionalidade está disponível em versões de testes do sistema e permite que o Copilot localize documentos sem a abrir subpastas manualmente.
  • Nos testes, administradores de TI agora conseguem remover o app Copilot de dispositivos corporativos.

Novos indícios encontrados em versões de teste apontam que a Microsoft realiza testes para chegar neste resultado. O botão identificado como “Chat with Copilot” aparece no código do sistema e indica a possível mudança na forma de interagir com o gerenciamento de documentos.

A funcionalidade foi divulgada pelo testador @phantomofearth no X. Segundo o TechRepublic, o recurso permitiria solicitar ao Copilot a localização de documentos, fotos ou tipos de arquivos específicos. Além disso, a ferramenta teria capacidade de navegar profundamente por diretórios, dispensando a abertura manual de subpastas.

IA para resolver problemas de busca?

Just a normal Windows 11 desktop screenshot, nothing to see here, keep scrolling. pic.twitter.com/EkxVf013JO

— phantomofearth ☃ (@phantomofearth) January 7, 2026

A busca nativa do Explorador de Arquivos é, historicamente, um dos pontos mais criticados do Windows. Usuários apontam lentidão, dependência de indexação que consome recursos do sistema e resultados muitas vezes imprecisos. A resposta da Microsoft às críticas pode ser a adoção de mais inteligência artificial.

Diferentemente da busca tradicional, que opera por correspondência de palavras-chave e metadados, o Copilot utilizaria a compreensão semântica para localizar arquivos. Isso permitiria entender o contexto de uma solicitação — como “encontrar o relatório que editei semana passada”, por exemplo, em vez de exigir o nome exato do arquivo.

Se concretizada, essa atualização poderia mitigar as limitações da busca do sistema. Ainda assim, mesmo com os benefícios teóricos, a estratégia de expansão agressiva de IA no Windows tem gerado críticas do outro lado.

Como lembra o TechRadar, uma parcela da comunidade apelidou essas constantes adições de IA como “Microslop” — termo pejorativo para descrever a inserção forçada de recursos de IA que acabam inflando o sistema operacional desnecessariamente.

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto
Busca de arquivos por contexto pode aposentar a indexação (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Tentando equilibrar essa equação, a build de testes também traz uma novidade para o ambiente corporativo. Administradores de TI agora têm a opção de remover o aplicativo Copilot de dispositivos gerenciados, permitindo um controle maior sobre o que está instalado nas máquinas da empresa.

No entanto, essa flexibilidade parece mais restrita a cenários empresariais do que ao usuário doméstico. Por enquanto, a Microsoft não confirmou oficialmente quando, ou se, o recurso será liberado para o público geral.

Mais IA no ecossistema Microsoft

A descoberta no Explorador de Arquivos não é um evento isolado, mas parte de uma estratégia da Microsoft para posicionar o Windows 11 como um hub central de inteligência artificial.

O TechRepublic indica que, nessa toada, o próximo passo lógico da companhia seria a implementação dos chamados Agent Launchers (Iniciadores de Agentes). Essa nova estrutura permitiria que agentes de IA — desenvolvidos tanto pela Microsoft quanto por terceiros — fossem integrados às funções do Windows.

Ao contrário dos chatbots atuais, que reagem a comandos de texto em uma janela de bate-papo, esses agentes teriam autonomia para executar tarefas complexas em segundo plano. Seria possível, portanto, estabelecer um sistema para monitorar calendários, agregar dados de múltiplos aplicativos em um painel unificado e automatizar a coleta de informações, reduzindo o trabalho manual.

Microsoft quer colocar Copilot até no Explorador de Arquivos

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
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Windows 11 terá descrições mais claras nas atualizações de drivers

Dell XPS 13 2024 tem opção de tela OLED (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft pretende melhorar descrições de atualizações de drivers no Windows 11, exibindo nome da classe de dispositivo;
  • Mudança visa substituir descrições genéricas por informações mais claras sobre o tipo de dispositivo a ser atualizado;
  • Não há prazo definido para a implementação, pois isso depende de colaboração com fabricantes de PCs e empresas relacionadas.

Talvez você já tenha se deparado com atualizações de drivers no Windows Update que usam nomes genéricos e, portanto, deixam pouco claro o que, exatamente, está sendo atualizado. Antes tarde do que mais tarde, a Microsoft promete acabar com esse problema no Windows 11.

Nessas circunstâncias, o Windows Update exibe descrições como “Microsoft Corporation Atualização de Driver” seguido de um número entre parênteses ou, quando muito, informa apenas o nome do fabricante do dispositivo a ser atualizado.

A página de descrição da atualização pode fornecer detalhes sobre o driver em questão. Mesmo assim, o ideal seria o próprio Windows Update dar essa informação em sua tela principal, para que você não precise pesquisar por mais detalhes.

Pois bem, o Windows Latest relata que a Microsoft pretende exibir um nome de classe de dispositivo na descrição das atualizações de drivers do Windows 11. O nome de classe nada mais é do que um rótulo que descreve o tipo de dispositivo que está recebendo um novo driver, como câmera, placa de vídeo, adaptador de rede e assim por diante.

Só há um problema: essa mudança não será implementada de imediato.

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a descrição das atualizações de drivers será melhorada?

Não há um prazo definido para isso. A Microsoft informou ao Windows Latest que ainda está trabalhando junto a fabricantes de PCs e empresas relacionadas para definir quais metadados podem ser obtidos para contribuir com uma descrição mais clara das atualizações de drivers.

Depois disso, será necessário definir como essas informações serão repassadas para a Microsoft. Fica claro, portanto, que a nova abordagem não depende só da companhia de Redmond. Trata-se de uma mudança que deve envolver a indústria de PCs.

Por ora, o que importa é o fato de o primeiro passo ter sido dado.

Windows 11 terá descrições mais claras nas atualizações de drivers

Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Microsoft Copilot está liberando botão de compras no chat (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Copilot agora inclui o recurso Checkout, que permite compras diretamente na conversa com o chatbot.
  • A empresa destaca que o vendedor mantém controle sobre a transação e dados do cliente, com a IA atuando como intermediária.
  • Por enquanto, o Copilot Checkout está disponível apenas nos EUA, integrando-se a plataformas como PayPal, Stripe e Shopify.

A Microsoft revelou hoje (08/01) um novo recurso para o seu assistente de inteligência artificial: o Copilot Checkout, que permite realizar compras diretamente nas conversas com o chatbot. A ideia é simples: enquanto o usuário pede sugestões de produtos — como tênis, luminária ou peça de roupa —, a IA pode apresentar opções e, se houver interesse, oferecer um botão de compra sem que seja necessário sair do aplicativo.

O recurso é similar ao Shopping Research do ChatGPT. Inclusive, no comunicado oficial, a Microsoft afirma que os “clientes já estão comprando com IA”, fazendo alusão às rivais. Na prática, o Copilot agora passa a concentrar etapas de compra que antes exigiam várias abas abertas.

Como funciona o Copilot Checkout?

O funcionamento lembra iniciativas semelhantes já vistas em outros serviços de IA. Além do já mencionado Shopping Research, do ChatGPT, o Google também passou a testar compras assistidas por agentes em resultados de busca e no AI Mode.

Um exemplo divulgado pela própria Microsoft mostra um usuário pedindo indicação de uma luminária de mesa. A resposta vem acompanhada de um botão de “Detalhes” e outro de “Comprar”. Esse botão de compra abre uma tela de checkout no Copilot para inserir os dados e finalizar a compra.

Captura de tela mostra a opção de compra que está sendo integrada ao Microsoft Copilot
Resultados das interações e experiência com o produto podem variar (imagem: divulgação/Microsoft)

Segundo a companhia, a grande diferença no recurso é o foco no varejista, e não apenas no comprador. A Microsoft afirma que o vendedor será responsável direto pela transação, mantendo controle sobre a venda, dados do cliente e relacionamento pós-compra. A IA seria uma intermediária.

Por enquanto, o recurso está sendo disponibilizado nos Estados Unidos, somente com algumas lojas parceiras. A infraestrutura de pagamentos conta com integrações de empresas como PayPal, Stripe e Shopify. Ainda não há previsão de lançamento em outros países.

Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

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Recurso adiciona checkout integrado às conversas com a IA. Novidade estreia nos EUA e ainda não tem previsão de chegada a outros países.

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os resultados das interações e a experiência com o produto podem variar de acordo com o comerciante e a disponibilidade do item (imagem: divulgação/Microsoft)
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Sway: Microsoft abandona opção ao PowerPoint que pouca gente conhece

Microsoft Sway com aviso de descontinuação
Microsoft Sway com aviso de descontinuação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinuará Sway para Windows em 1º de junho de 2026, mantendo apenas versão web;
  • Decisão visa simplificar experiência do Sway e incentivar o uso da versão online, explica Microsoft;
  • A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft.

A Microsoft começou o ano com um aviso desagradável para os usuários do Sway: visto como um complemento ou uma alternativa ao PowerPoint, o aplicativo terá a sua versão para Windows 11 e Windows 10 descontinuada. Somente a versão web será mantida — sabe-se lá até quando.

Não está claro o que motivou a companhia a tomar essa decisão. Mas é de se presumir que a baixa popularidade do Sway tenha pesado para isso, o que é uma pena: a ferramenta tem recursos interessantes, razão pela qual é merecedora de mais destaque.

O Sway surgiu em 2014, inicialmente em fase beta, com a proposta de permitir a criação de apresentações dinâmicas para web, parecendo ser, à época, uma mistura de PowerPoint com blog.

No ano seguinte, quase que de modo simultâneo ao lançamento do Windows 10, a Microsoft tornou o Sway uma ferramenta integrada ao Office. Por meio dela, o usuário pode criar, além de apresentações dinâmicas, relatórios, comunicados e outros documentos combinados com recursos de mídia.

O Sway recebeu melhorias com o avanço dos anos e, apesar de oferecer bons recursos e usabilidade satisfatória, nunca ganhou popularidade.

Apresentação no Sway para Windows 10
Apresentação no Sway para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando o Sway será descontinuado pela Microsoft?

No Message Center do Microsoft 365, a companhia informa que o Sway para Windows será descontinuado em 1º de junho de 2026, dando a seguinte explicação (em tradução livre):

Para simplificar e modernizar a experiência do Sway, a Microsoft está descontinuando o aplicativo Sway para desktop no Windows (cliente Win32) a partir de 1º de junho de 2026.

Essa mudança está alinhada aos nossos esforços para simplificar o gerenciamento de aplicativos e incentivar o uso da versão baseada na web, que oferece os mesmos recursos com acessibilidade e suporte aprimorados.

Na mesma nota, a Microsoft avisa que a versão web do Sway continuará funcionando e a recomenda aos usuários da ferramenta que será encerrada, visto que os recursos de ambas são equivalentes.

A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft para ser usada. Assinantes do Microsoft 365 têm a vantagem de ter acesso a mais recursos de mídia por lá.

Sway: Microsoft abandona opção ao PowerPoint que pouca gente conhece

Microsoft Sway com aviso de descontinuação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Apresentação no Sway para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Windows 11 agora pode espelhar apps Android em tamanho maior

Aplicativo Android em modo de tela expandida no Windows 11
Aplicativo Android em modo de tela expandida no Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • Windows 11 agora suporta espelhamento de aplicativos Android em modo “Tela expandida” por meio da função Vincular ao Celular;
  • Função foi aprimorada na versão 1.25112.36.0 e começou a ser liberada após testes com o programa Windows Insider;
  • Nem todos os aplicativos Android funcionam bem no modo de tela expandida, e a compatibilidade do Vincular ao Celular varia entre dispositivos Android.

A função Vincular ao Celular (Phone Link) permite ao Windows 11 sincronizar seu celular Android com o PC. Essa integração, que possibilita ao sistema operacional da Microsoft mostrar aplicativos executados via Android, foi aprimorada recentemente para fazer o espelhamento em tela expandida.

Entenda como espelhamento a ação de executar um aplicativo no dispositivo Android, mas fazê-lo ser exibido e manipulado no Windows 11. Até recentemente, esse recurso mostrava o app Android no PC com visualização compacta, isto é, com tamanho próximo ao do visor do celular.

Mas, a partir da versão 1.25112.36.0, o Vincular ao Celular passou a suportar o modo “Tela expandida”, que faz o computador exibir o app Android em um tamanho correspondente a até 90% da Área de Trabalho. É quase uma tela cheia, portanto.

Vincular ao Celular ganhou modo de tela expandida
Vincular ao Celular ganhou modo de tela expandida (imagem: reprodução/Windows Latest)

Para tanto, o ícone de expansão é exibido no topo da janela que exibe o aplicativo. Quando esse ícone é clicado, o aplicativo Android é reinicializado para ser executado em um layout mais amplo que, em seguida, é transmitido para o Windows 11.

A novidade começou a ser liberada oficialmente depois de um período de testes com participantes do programa Windows Insider. Isso indica que os testes deram resultados satisfatórios.

Apesar disso, é importante estar ciente de que o modo de tela expandida não funciona a contento com todos os aplicativos Android. O Windows Latest, que reportou a chegada do recurso, dá o WhatsApp como exemplo: o app ficou com a interface borrada no modo de tela expandida.

Calculadora do Android cobrindo quase toda a Área de Trabalho
Calculadora do Android cobrindo quase toda a Área de Trabalho (imagem: reprodução/Windows Latest)

Como usar o Vincular ao Celular (Phone Link) com o Android?

O passo a passo é este:

  • procure e abra a função Vincular ao Celular no Menu Iniciar do Windows 11;
  • escolha Android (o recurso também funciona com o iPhone, mas de modo mais limitado);
  • leia o QR Code exibido na sequência usando o dispositivo Android;
  • o aparelho será direcionado à Play Store para download e instalação do app Vincular ao Windows (se não instalado previamente);
  • abra o Vincular ao Windows depois da instalação e toque em “Continuar”;
  • agora, informe, no smartphone, o código que o Vincular ao Celular exibe no Windows;
  • um pedido de autorização de acesso também poderá ser solicitado via Microsoft Authenticator ou Outlook, por exemplo;
  • no celular, dê as permissões solicitadas e aguarde a sincronização entre os dois dispositivos.

Nem todos os celulares Android são compatíveis com o Vincular ao Celular. Entre os aparelhos suportados estão linhas como Galaxy S22 ao S25 (e suas variações), Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, Xiaomi 14T e similares, série Oppo Reno e modelos da Realme. Esta página da Microsoft contém uma lista de compatibilidade.

Windows 11 agora pode espelhar apps Android em tamanho maior

Aplicativo Android em modo de tela expandida no Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Vincular ao Celular ganhou modo de tela expandida (imagem: reprodução/Windows Latest)

Calculadora do Android cobrindo quase toda a Área de Trabalho (imagem: reprodução/Windows Latest)
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Xbox Game Pass recebe Resident Evil Village em janeiro; veja lista de jogos

Imagem mostra uma cena do jogo Resident Evil Village, com a personagem Alcina Dimitrescu ao centro
Game Pass recebe em janeiro Resident Evil Village, Star Wars e mais (imagem: divulgação)
Resumo
  • Xbox Game Pass revelou os jogos que entram no catálogo em janeiro de 2026.
  • O streaming adicionará Resident Evil Village, Star Wars Outlaws, uma edição especial de Warhammer 40,000: Space Marine e mais jogos.
  • Jogos como Flintlock: The Siege of Dawn e Neon White serão removidos do Game Pass a partir de 15 de janeiro.

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (06/01) a primeira leva de jogos que integrarão o catálogo do Game Pass em 2026, com adições de peso para os assinantes, como a aventura de mundo aberto da Ubisoft, Star Wars Outlows, e Resident Evil Village, oitavo título da principal franquia da Capcom.

A atualização contempla jogos para console, PC, nuvem e dispositivos portáteis. Além das novidades, a empresa também confirmou quais títulos deixarão o serviço neste mês.

Lembrando que, em outubro do ano passado, a Microsoft reformulou os planos do serviço. Desde então, Game Pass Essential (antigo Core), Game Pass Premium (antigo Standard) e Game Pass Ultimate possuem diferenças no acesso ao catálogo, multiplayer online e jogos lançados no primeiro dia.

7 de janeiro

Atomfall

Jogo de ação e sobrevivência ambientado em uma Inglaterra alternativa após um desastre nuclear.

Lost in Random: The Eternal Die

Spin-off ambientado no universo de Lost in Random, combinando combate em tempo real com mecânicas baseadas em dados.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

Rematch

Jogo de futebol multiplayer em terceira pessoa no formato 5 contra 5.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

Warhammer 40,000: Space Marine – Master Crafted Edition

Versão remasterizada do jogo de ação ambientado no universo Warhammer 40K.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

8 de janeiro

Final Fantasy

Remaster em 2D do primeiro jogo da franquia Final Fantasy, com gráficos retrabalhados e ajustes na jogabilidade.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

13 de janeiro

Star Wars Outlaws

Jogo de mundo aberto ambientado em que o jogador controla Kay Vess, uma fora da lei que lida com sindicatos do crime e forças imperiais.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

15 de janeiro

My Little Pony: A Zephyr Heights Mystery

Aventura narrativa em que personagens da franquia investigam eventos misteriosos que ameaçam a cidade de Zephyr Heights.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

20 de janeiro

Resident Evil Village

Acompanha Ethan Winters em uma vila isolada na Europa, dando continuidade direta aos eventos de Resident Evil 7.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

Mio: Memories in Orbit

Jogo de exploração em estilo metroidvania em que jogador controla um androide em busca de memórias perdidas.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

Já disponíveis

Brews & Bastards

Um shooter twin-stick focado em ação intensa e combates contra hordas de inimigos.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

Little Nightmares Enhanced Edition

A versão definitiva do aclamado jogo de plataforma e quebra-cabeças, agora otimizada com resolução 4K e 60 FPS.

Disponível para: Game Pass Premium e Ultimate.

Jogos que deixam o Game Pass

A partir de 15 de janeiro, os seguintes títulos serão removidos do catálogo:

  • Flintlock: The Siege of Dawn
  • Neon White
  • Road 96
  • The Ascent
  • The Grinch Christmas Adventures

Xbox Game Pass recebe Resident Evil Village em janeiro; veja lista de jogos

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Seleção inclui clássicos, Star Wars e edição especial de Warhammer. Disponibilidade varia entre planos de assinatura.

Resident Evil Village (Imagem: Divulgação/Capcom)
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Microsoft mudou o nome do Office? Não é bem assim

Imagem mostra o logotipo do Microsoft 365
Microsoft agora prioriza o nome Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um banner no site office.com gerou confusão sobre a mudança de nome do Microsoft Office para Microsoft 365 Copilot.
  • A marca Office continua ativa, e a alteração refere-se ao app lançado em 2019 como portal de acesso, que se tornou Microsoft 365 Copilot em 2025.
  • Microsoft 365 é um serviço de assinatura, enquanto o Office 2024 é uma versão de compra única; o Microsoft 365 Copilot unifica o acesso a eles.

A Microsoft desencadeou, na primeira semana de 2026, uma confusão sobre a identidade do Office. Usuários no Reddit e no X/Twitter sugeriram em posts que o pacote Microsoft Office teria sido renomeado para Microsoft 365 Copilot, confusão que começou com um banner no domínio office.com.

Ao acessar o site, consumidores e clientes corporativos são recepcionados com um aviso que identifica a plataforma como “aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office)”.

Para quem não acompanha as transições recentes da companhia, a frase sugere que o conjunto de ferramentas — que inclui Word, Excel e PowerPoint — teria abandonado o nome utilizado globalmente há décadas em favor da nova nomenclatura focada em IA.

Microsoft Office vai deixar de existir?

Captura de tela mostra uma mensagem da Microsoft sobre o Microsoft 365 Copilot
Marca Copilot agora chega ao site office.com (imagem: reprodução/Microsoft)

A resposta curta é não. Apesar da comunicação vaga no site, a marca Microsoft Office continua sendo utilizada para identificar produtos específicos e importantes no portfólio da gigante de Redmond. O Microsoft Office 2024, por exemplo, ainda está disponível para quem não quer aderir ao modelo de assinatura.

O que ocorreu, na realidade, foi uma transição de identidade em um software específico: o “aplicativo Office”. Este software foi lançado em 2019 para servir como um hub ou portal de entrada.

A ideia era fazer o usuário ter um único local para acessar as versões online dos editores de texto, planilhas e apresentações, além de visualizar documentos recentes salvos no OneDrive, tanto em dispositivos móveis quanto no Windows.

Em 2022, esse hub passou por sua primeira grande mudança: foi renomeado para “Microsoft 365”. Mais recentemente, em novembro de 2024, a Microsoft anunciou que o mesmo aplicativo passaria a se chamar “Microsoft 365 Copilot”.

Essa mudança foi consolidada globalmente em 15 de janeiro de 2025 para usuários de Windows, iOS e Android. Portanto, a mensagem “anteriormente Office” no site refere-se exclusivamente a este portal de acesso e não à suíte de aplicativos ou aos planos de assinatura como um todo.

Vale mencionar que o pacote de serviços por assinatura, que é o carro-chefe da empresa, também permanece sob a marca Microsoft 365 desde 2020 e não sofreu alteração.

Microsoft 365 é assinatura; Office 2024, compra única

A reação negativa nas redes sociais ilustra a complexidade das mudanças de branding que a Microsoft vem adotando. No ano passado, um veterano da Microsoft fez piada com a quantidade de versões do Outlook e seus vários nomes.

No caso do Office, a Microsoft não forneceu uma declaração oficial. Mas, para simplificar, a divisão de produtos fica assim no cenário atual: Microsoft 365 é o serviço focado na nuvem e assinatura, e o Office 2024 é a versão independente de compra única. O novo Microsoft 365 Copilot é o aplicativo que unifica o acesso a todos esses serviços.

Microsoft mudou o nome do Office? Não é bem assim

Microsoft (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Microsoft)
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Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Microsoft Copilot recebe nova atualização do modelo da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O GPT-5.2 começou a ser integrado ao Microsoft Copilot na web, Windows e dispositivos móveis, oferecendo maior desempenho para tarefas complexas.
  • O modelo da OpenAI possui três variantes: Instant para interações rápidas, Thinking para raciocínio profundo e Pro para alta performance.
  • Em benchmarks, o GPT-5.2 superou o Gemini 3 Pro, do Google, em engenharia de software e raciocínio abstrato.

A Microsoft iniciou nesta semana a distribuição do GPT-5.2, mais recente modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, para a base de usuários do Copilot. A atualização está sendo implementada nas versões web, Windows e dispositivos móveis gratuitamente. Com isso, os usuários poderão acessar o modelo através do modo “Smart Plus” no seletor.

Nos EUA, a opção já está disponível, mas, nos testes feitos pelo Tecnoblog, ainda não foi possível visualizar a opção. Entramos em contato com a Microsoft para esclarecer se a mudança será gradual e atualizaremos a matéria com a resposta.

A integração acontece poucos dias após o anúncio oficial da tecnologia pela empresa de Sam Altman, em 11/12. No mesmo dia, a Microsoft comunicou que seus serviços de IA seriam integrados ao novo modelo da OpenAI.

Com a atualização, a Microsoft amplia a capacidade do assistente em tarefas que exigem alta precisão e processamento de contexto extenso. Segundo a descrição do recurso, o novo modo deve acelerar fluxos de trabalho, como a criação de planilhas, revisão de códigos de programação e análise de documentos longos.

Apesar de o novo modelo de IA ter chegado, o Copilot ainda mantém o GPT 5.1, denominado “Smart” na plataforma. A versão anterior decide automaticamente, a depender do prompt, se a resposta pode ser rápida ou se deve se aprofundar mais na tarefa e levar mais tempo.

Captura de tela do Copilot, assistente de IA da Microsoft, aberto em um navegador.
Modelo GPT-5.2 aparece como modo “Smart Plus” no Copilot (imagem: reprodução/Bleeping Computer)

O que mudou no GPT 5.1?

O GPT-5.2 é a nova iteração da IA da OpenAI, projetada para entregar resultados com menor latência e reduzir a incidência de “alucinações” (respostas enganosas) em comparação à geração anterior.

O modelo foi estruturado em três variantes:

  • Instant: interações rápidas do cotidiano.
  • Thinking: raciocínio profundo e resolução de problemas complexos.
  • Pro: uma versão de alta performance para tarefas que exigem o máximo da capacidade da IA.

No lançamento, a OpenAI demonstrou resultados superiores aos do Gemini 3 Pro, do Google, em benchmarks. No teste SWE-bench Verified, utilizado para avaliar a capacidade de resolver problemas de engenharia de software, o GPT 5.2 registrou uma pontuação de 80%, superando os 76,2% obtidos pelo rival.

No benchmark ARC-AGI-2, que avalia raciocínio abstrato, o modelo da OpenAI marcou 52,9%, enquanto o Gemini 3 Pro atingiu 31,1%.

Além da precisão, a empresa afirma ter aprimorado a capacidade de processar prompts (comandos) longos, facilitando a interação em contextos que exigem a leitura de grandes volumes de texto.

Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Bleeping Computer)
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Como colocar resposta automática no Outlook pelo celular ou PC

Imagem de um celular aberto na página "Repostas automáticas" do Outlook
Veja ao passo a passo para configurar respostas automáticas no Outlook pelo PC ou celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A resposta automática do Outlook é o recurso ideal para comunicar a ausência de forma profissional, como durante o período de férias. Disponível nas versões Web, Desktop e Mobile, ela permite agendar o tempo exato do afastamento.

O caminho para escrever a mensagem vária em cada plataforma, mas está sempre relacionada à ferramenta “Respostas automáticas”. Nela, é possível definir o período de ausência e criar um texto padrão que será enviado aos remetentes que entrarem em contato.

A seguir, veja o passo a passo para configurar mensagens de férias no Outlook pelo PC e celular.

Índice

Como colocar aviso de férias no Outlook pelo PC

1. Acesse as configurações do Outlook

Abra o aplicativo Outlook no seu computador e toque no ícone de engrenagem no canto superior direito, para acessar as configurações do serviço de e-mail.

Importante: esse passo a passo também serve para versão web do Outlook (outlook.com).

Acessando as configurações do Outlook
Acessando as configurações do Outlook (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Selecione a guia “Conta”

Clique na guia “Conta”, no canto esquerdo da tela, para visualizar as opções relacionadas ao e-mail.

Selecionando a guia "Conta"
Selecionando a guia “Conta” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Clique em “Respostas automáticas” do Outlook

Clique em “Respostas automáticas” para abrir as opções para colocar mensagem de férias no Outlook.

Abrindo a opção "Respostas automáticas"
Abrindo a opção “Respostas automáticas” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Ative o recurso de “Respostas automáticas”

Clique na chave ao lado da opção “Ativar respostas automáticas” para iniciar a configuração.

Ativando o recurso de respostas automáticas
Ativando o recurso de respostas automáticas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Marque a caixa “Enviar respostas apenas durante um período de tempo”

Selecione a caixa “Enviar respostas apenas durante um período de tempo” para ativar a funcionalidade com a data de início e término das férias.

Marcando a opção "Enviar respostas apenas durante um período de tempo"
Marcando a opção “Enviar respostas apenas durante um período de tempo” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Defina o período de férias no Outlook

Clique nas opções “Hora de início” e “Hora de término” para definir a data de início e retorno das férias.

Definindo a data de início e término das férias ou afastamento
Definindo a data de início e término das férias ou afastamento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Escolha as opções de bloqueio e recusa automática de eventos e reuniões

Se for necessário, marque as opções para bloquear o calendário e recusar convites de reunião durante o período de férias.

Marcando as opções de bloquear ou recusar compromissos/convites
Marcando as opções de bloquear ou recusar compromissos/convites (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

8. Escreva a mensagem automática de férias ou ausência

Use a caixa de texto no final da página para escrever o e-mail que será disparado automaticamente aos remetentes que entrarem em contato durante as férias.

Escrevendo a mensagem da resposta automática
Escrevendo a mensagem da resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

9. Filtre os contatos que receberam o e-mail automático

Marque a caixa “Enviar respostas apenas para os contatos” para disparar o e-mail automático somente para remetentes conhecidos.

Filtrando o envio das respostas somente para contatos
Filtrando o envio das respostas somente para contatos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

10. Salve as configurações do aviso de férias no Outlook

Toque no botão “Salvar”, após concluir a configuração, para usar o recurso de respostas automáticas do Outlook.

Salvando a configuração de respostas automáticas no Outlook
Salvando a configuração de respostas automáticas no Outlook (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como colocar aviso de férias no Outlook Classic pelo PC

1. Acesse a guia “Arquivo” do Outlook Classic

Abra o aplicativo Outlook Classic no PC e, depois, clique na guia “Arquivo”, no canto superior esquerdo da tela.

Acessando a guia "Arquivo" do Outlook Classic
Acessando a guia “Arquivo” do Outlook Classic (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Clique em “Respostas automáticas”

No menu “Informações sobre Contas”, clique em “Respostas automáticas” para abrir a janela de configurações da ferramenta.

Abrindo a opção "Repostas Automáticas"
Abrindo a opção “Repostas Automáticas” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Ative as respostas automáticas do Outlook

Marque a opção “Enviar respostas automáticas” para iniciar a configuração da ferramenta.

Ativando a opção "Enviar repostas automáticas"
Ativando a opção “Enviar repostas automáticas” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Marque a opção “Enviar durante este intervalo”

Selecione a opção “Só enviar durante este intervalo de tempo” para usar a ferramente para o disparo das mensagens automáticas durante um período pré-definido.

Marcando a opção "Só enviar durante este intervalo de tempo"
Marcando a opção “Só enviar durante este intervalo de tempo” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Defina o período para o envio do aviso de férias

Preencha as opções “Hora de início” e “Hora de término” com as datas do início e término das férias.

Definindo as datas de início e término das férias
Definindo as datas de início e término das férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Escreva a mensagem que será enviada na resposta automática

Use a caixa de texto na parte inferior da tela para compor o e-mail que será enviado aos remetentes que entrarem em contato durante o período de férias.

Escrevendo a mensagem de resposta automática
Escrevendo a mensagem de resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Finalize a configuração do aviso de férias no Outlook

Após concluir a configuração, toque em “OK” para colocar a mensagem automática no Outlook.

Salvando a resposta automática no Outlook Classic
Salvando a resposta automática no Outlook Classic (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como colocar aviso de férias no Outlook pelo celular

1. Abra o menu do Outlook

Abra o aplicativo do Outlook no celular e toque no ícone de e-mail, no canto superior esquerdo, para abrir o menu do serviço de e-mail.

Importante: esse guia foi feito no Android, mas também serve para o iPhone.

Acessando o menu de e-mail do Outlook no celular
Acessando o menu de e-mail do Outlook no celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Acesse as configurações do app

Toque no ícone de engrenagem, no canto inferior esquerdo, para acessar as configurações do Outlook no celular.

Abrindo as configurações do Outlook
Abrindo as configurações do Outlook (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Toque em “Respostas automáticas” do Outlook

Na seção “Configurações rápidas”, toque em “Respostas rápidas” para acessar a ferramenta.

Tocando na opção "Respostas automáticas"
Tocando na opção “Respostas automáticas” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Ative a opção “Repostas automáticas”

Toque no ícone de chave, no canto superior direito, para ativar o recurso de “Respostas automáticas”.

Ativando o recurso de "Respostas automáticas"
Ativando o recurso de “Respostas automáticas” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Marque a caixa “Responder durante um período de tempo”

Marque a caixa “Responder durante um período de tempo” para iniciar a configuração da resposta automática no Outlook.

Marcando a opção "Responder durante um período de tempo"
Marcando a opção “Responder durante um período de tempo” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Defina o período do aviso de férias ou afastamento

Toque na opção “Começa em” para abrir o calendário, marque a data do início das férias e toque em “OK”. Em seguida, toque em “Termina em” e faça o mesmo procedimento para informar a data do retorno das férias.

Selecionando as datas de início e término das Férias
Selecionando as datas de início e término das Férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Acesse a opção para escrever a resposta automática

Toque em “Responder a todos com” para abrir o menu especial para escrever o e-mail que será enviado automaticamente aos remetentes.

Abrindo o menu "Responder a todos com"
Abrindo o menu “Responder a todos com” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

8. Escreva a mensagem para a resposta automática do Outlook

Use a caixa de texto para escrever a mensagem automática que será enviada para as pessoas que entrarem em contato durante o período de férias. Depois, toque no botão de Check (✓), no canto superior direito, para salvar o conteúdo.

Criando a mensagem da resposta automática
Criando a mensagem da resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

9. Salve a configuração da resposta automática do Outlook

Toque no ícone de check (✓), no canto superior direito, para salvar a configuração e colocar o aviso de férias no Outlook.

Salvando a configuração da resposta automática do Outlook no celular
Salvando a configuração da resposta automática do Outlook no celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que a resposta automática do Outlook não funciona?

Existem alguns motivos que podem impedir o funcionamento da resposta automática do Outlook. Por exemplo:

  • Configurações não ativadas ou salvas: verifique se a opção “Enviar respostas automáticas” está marcada e que o intervalo das datas definido ainda não expirou;
  • Tipo de conta incompatível: o recurso nativo do Outlook exige contas Microsoft Exchange. Contas configuradas como IMAP ou POP3 geralmente não oferecem suporte a essa funcionalidade de servidor;
  • Armazenamento e sincronização: uma caixa de entrada cheia impede o recebimento e o disparo de e-mails automáticos. Tente configurar a ferramenta pelo Outlook Web para descartar falhas no aplicativo desktop ou mobile;
  • Software ou sistema desatualizado: mantenha o Outlook e o sistema operacional atualizados para corrigir bugs conhecidos que podem travar funcionalidades de automação;
  • Filtros de spam e lixo eletrônico: mensagens identificadas automaticamente como spam não ativam a resposta automática. Veja se os e-mails recebidos estão sendo enviados para a pasta Lixo Eletrônico.

Posso configurar resposta automática apenas para alguns contatos do Outlook?

Não, a ferramenta nativa de “Respostas automáticas” do Outlook permite filtrar somente o envio para pessoas presentes na lista de contatos. Essa função oferece um controle menos direto sobre quais remetentes receberão o aviso de ausência.

O recurso de “Regras e Alertas”, disponível na versão desktop, permite configurar respostas automáticas para contatos específicos na conta do Outlook. Esse método permite criar um modelo de mensagem e definir exceções ou critérios detalhados para quem deve recebê-la.

Tem como editar uma resposta automática no Outlook?

Sim, vá até as configurações do Outlook e acesse novamente a ferramenta de “Respostas automáticas”. Dessa forma, é possível reescrever o texto ou redefinir as datas agendadas para o período de férias.

É importante sempre verificar se o recurso se mantém ativo e salvar as alterações da funcionalidade do Outlook. No PC, basta clicar no botão “Salvar” ou “OK”, enquanto no celular é necessário tocar no ícone de check (✓).

Posso desativar as respostas automáticas no Outlook?

Sim, acesse as configurações do Outlook no PC ou celular e vá até a opção de “Respostas automáticas”. Em seguida, desative a opção de mensagens para interromper o envio de e-mails pré-programados e retomar o gerenciamento manual.

Como colocar resposta automática no Outlook pelo celular ou PC

Veja ao passo a passo para configurar respostas automáticas no Outlook pelo PC ou celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as configurações do Outlook (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a guia "Conta" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo a opção "Respostas automáticas" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando o recurso de respostas automáticas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Marcando a opção "Enviar respostas apenas durante um período de tempo" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Definindo a data de início e término das férias ou afastamento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Marcando as opções de bloquear ou recusar compromissos/convites (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escrevendo a mensagem da resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Filtrando o envio das respostas somente para contatos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Salvando a configuração de respostas automáticas no Outlook (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a guia "Arquivo" do Outlook Classic (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo a opção "Repostas Automáticas" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando a opção "Enviar repostas automáticas" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Marcando a opção "Só enviar durante este intervalo de tempo" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Definindo as datas de início e término das férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escrevendo a mensagem de resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Salvando a resposta automática no Outlook Classic (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando o menu de e-mail do Outlook no celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo as configurações do Outlook (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Tocando na opção "Respostas automáticas" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando o recurso de "Respostas automáticas" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Marcando a opção "Responder durante um período de tempo" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando as datas de início e término das Férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Responder a todos com" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Criando a mensagem da resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Salvando a configuração da resposta automática do Outlook no celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)
Resumo
  • LG comunicou que vai permitir que usuários removam o ícone do Microsoft Copilot de suas smart TVs.
  • A instalação automática do Copilot gerou críticas por ser considerada invasiva, mas a fabricante afirma que o atalho não compromete a privacidade.
  • Ainda não há uma data para a atualização que permitirá a remoção.

A LG anunciou que vai alterar o comportamento de seu sistema operacional para permitir que os usuários removam o ícone do Microsoft Copilot da tela inicial de suas smart TVs. A inclusão do sistema da Microsoft viralizou nas últimas semanas com críticas de consumidores que se sentiram invadidos pela instalação automática do recurso.

Visualmente, o Copilot aparece na interface do webOS ao lado de serviços como Netflix e YouTube, comportando-se como qualquer outro aplicativo, conforme o Tecnoblog noticiou no começo desta semana.

No entanto, a companhia esclareceu, em nota enviada ao The Verge, que o item não é um “serviço baseado em aplicativo embutido”, mas sim um “atalho” que redireciona o usuário para a versão web da IA através do navegador da TV.

Ao portal, Chris De Maria, porta-voz da fabricante, afirmou que a companhia “respeita a escolha do consumidor” e tomará medidas para permitir a exclusão do ícone de atalho.

Copilot no webOS

A polêmica começou na última semana, quando proprietários de TVs LG notaram que uma atualização automática do sistema webOS havia instalado o Copilot em seus aparelhos. O problema não era apenas a presença do software, mas a impossibilidade de removê-lo.

Diferente de aplicativos de streaming como Netflix ou Disney+, os quais os donos da TVs podem gerenciar livremente, a marca implementou o atalho da Microsoft como um aplicativo de sistema ou pré-instalado.

Segundo a documentação de suporte da própria marca, usuários não podem desinstalar apps dessa categoria, apenas ocultar ou movê-los para o final da lista. Essa impossibilidade o que gerou acusações de “bloatware” em fóruns como o Reddit.

LG nega invasão de privacidade

Além do incômodo visual, a instalação forçada levantou dúvidas sobre privacidade, mas a LG garante, no comunicado, que o atalho não ativa o microfone da TV automaticamente. “Recursos como a entrada de microfone são ativados apenas com o consentimento explícito do cliente”, reforçou a empresa.

Apesar da promessa de correção, a LG não forneceu uma data específica para a liberação do update que tornará o ícone deletável. A integração faz parte da estratégia de AI TV anunciada pela marca em parceria com a Microsoft durante a CES 2025, no início do ano.

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)
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Android agora consegue bloquear o Windows

Foto mostra a tela de um smartphone Android com o app Link to Windows aberto, exibindo nova função de bloquear o sistema
Função permite bloquear o computador à distância (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • O aplicativo Link to Windows agora permite bloquear o Windows 11 remotamente pelo Android.
  • A atualização inclui transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência entre dispositivos.
  • Informações do PC, como bateria e Wi-Fi, também são exibidas em tempo real no app.

A integração entre Android e Windows 11 ganhou um reforço importante. A Microsoft começou a liberar uma atualização que permite bloquear remotamente o computador usando o celular, além de adicionar novos recursos de transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência.

As novidades fazem parte de uma atualização do aplicativo Link to Windows para Android, que funciona em conjunto com o Phone Link no PC. Segundo o Windows Latest, a liberação começou a ocorrer na segunda semana de dezembro e está sendo feita através da atualização mais recente do app.

Bloquear o PC virou tarefa do celular

Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56 em primeiro plano, com fundo desfocado e caixa do aparelho ao fundo
Android agora pode bloquear o Windows 11 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)

A principal novidade é a possibilidade de bloquear o Windows 11 diretamente pelo smartphone. A atualização adiciona um botão de destaque no app para Android que, ao ser acionado, bloqueia o computador em poucos segundos, mesmo que o usuário esteja longe da máquina.

Além disso, o aplicativo passa a exibir informações básicas do PC em tempo real, como o nível de bateria em notebooks e a intensidade do sinal de Wi-Fi. Esses dados são atualizados automaticamente em intervalos curtos e ajudam a acompanhar o status do computador à distância.

Outro recurso que chega com a atualização é um painel de atividades recentes. Ele reúne arquivos e links compartilhados entre os dispositivos, facilitando o acesso rápido ao que foi transferido ou copiado recentemente.

Captura de tela de um smartphone Android com o app Link to Windows aberto, exibindo nova função de bloquear o sistema
App Link to Windows agora tem opção “Lock PC” (imagem: reprodução/Windows Latest)

O que mais muda na integração entre Android e Windows?

A comunicação entre celular e PC também ficou mais completa em outras frentes. Agora, usuários podem enviar arquivos do Android para o Windows e fazer o caminho inverso, diretamente do computador para o smartphone, sem depender de serviços externos.

O compartilhamento da área de transferência foi ampliado. Textos e imagens copiados em um dispositivo podem ser colados no outro automaticamente, o que reduz etapas no fluxo de trabalho. O espelhamento da tela do celular no PC também ganhou um botão dedicado, tornando o acesso mais rápido.

Essas funções já haviam aparecido em testes e em versões beta do aplicativo, mas agora começam a chegar à versão estável para o público geral. Ainda assim, como ocorre em outras liberações do tipo, pode levar algum tempo até que todos os usuários recebam os novos recursos.

Para verificar se a atualização já está disponível, é preciso acessar as configurações do Android, entrar em “Recursos avançados”, tocar em “Link to Windows” e, no menu de três pontos, selecionar “Sobre o Link to Windows” para checar se há uma nova versão.

Android agora consegue bloquear o Windows

Tela inicial do Samsung Galaxy A56 com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)
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Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Logotipo do Windows 11
Microsoft reconheceu falha no Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reconheceu que a atualização KB5070311 de novembro de 2025 causou falhas no RemoteApp em ambientes Azure Virtual Desktop.
  • A dona do Windows liberou uma solução temporária e ativou o Known Issue Rollback (KIR) para reverter atualizações problemáticas.
  • Empresas são as principais afetadas, enquanto dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro não devem ser impactados.

A Microsoft reconheceu que atualizações recentes do Windows provocam falhas de conexão no RemoteApp. O erro afeta dispositivos Windows 11 24H2/25H2 e Windows Server 2025 que operam em ambientes Azure Virtual Desktop. O problema surgiu após a instalação da atualização do sistema KB5070311 de novembro de 2025 e persiste em versões mais recentes.

O RemoteApp permite que usuários executem aplicativos individuais do Windows a partir da nuvem, sem precisar carregar um desktop virtual completo. Com o bug, essas aplicações param de funcionar, embora sessões de desktop completas continuem operando normalmente.

Empresas são as principais afetadas

Segundo a Microsoft, o problema não atinge dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro, já que o Azure Virtual Desktop é usado principalmente em ambientes corporativos. Organizações que dependem do RemoteApp para operações diárias enfrentam interrupções no acesso a aplicativos remotos.

A falha impacta especificamente a conexão entre o cliente e os aplicativos transmitidos, enquanto outras funcionalidades do sistema permanecem inalteradas.

Esse não é o único problema recente do Windows. Há poucos dias, a Microsoft precisou corrigir uma falha que causava flashes brancos no Explorador de Arquivos com o modo escuro ativado.

Placa com o nome da Microsoft ao centro e prédios no fundo
Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Solução temporária exige ajuste no registro

Se você se deparou com esse problema de alguma forma, a Microsoft já divulgou um procedimento manual para contornar o problema. Administradores de servidores ou usuários casuais (caso isso chegue a afetar alguém no Windows 11) precisam adicionar uma chave de registro com privilégios administrativos e reiniciar o sistema.

O processo envolve abrir o Prompt de Comando como administrador e executar o comando:

reg add "HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\WinLogon\ShellPrograms\RdpShell.exe" /v "ShouldStartRailRPC" /t REG_DWORD /d 1 /f

Após aplicar a mudança, basta reiniciar o sistema. O problema deve ser resolvido.

Microsoft já aplicou a reversão automática

Com o reconhecimento do problema, a empresa também ativou o recurso Known Issue Rollback (KIR) para dispositivos Windows Pro e Enterprise, que reverte automaticamente atualizações problemáticas distribuídas pelo Windows Update.

Usuários devem verificar se há novas atualizações no Windows Update, aplicá-las e reiniciar o dispositivo para receber a correção.

Já em ambientes corporativos nos quais departamentos de TI controlam as atualizações, os administradores podem aplicar manualmente a reversão instalando e configurando uma Política de Grupo específica para cada versão do Windows.

A Microsoft também informou que trabalha em uma correção definitiva, mas não divulgou previsão para o lançamento da solução permanente. Paralelamente, a empresa liberou um novo recurso que promete aumentar o desempenho do PC em até 80% com melhor uso de unidades NVMe.

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

Ilustração mostra o logo do Windows 11 ao centro
Recurso libera suporte nativo a NVMe no sistema (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft liberou o suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, com testes indicando até 80% de melhora no desempenho dos PCs.
  • O recurso, ativado via atualização KB5066835, permite que servidores com SSDs PCIe Gen5 alcancem 3,3 milhões de operações por segundo.
  • Em PCs comuns, a ativação requer ajustes no registro do sistema, e funciona apenas com o driver NVMe padrão do Windows.

A Microsoft anunciou na segunda-feira (15/12) uma nova opção para ativar o suporte nativo a unidades NVMe no Windows Server 2025. Segundo a companhia, os ganhos chegam a 80% nos PCs.

A novidade foi liberada via atualização KB5066835 e deve melhorar operações de leitura/escrita (IOPS) e reduzir 45% do uso de CPU em algumas cargas de trabalho específicas.

Apesar de ter sido anunciado para o Windows Server 2025, sistema operacional projetado para gerenciar e fornecer serviços em servidores, usuários atestam que o recurso também funciona no Windows 11 comum.

O que muda com o NVMe nativo?

Com essa alteração, o Windows deixa de usar um sistema antigo de comunicação com discos (desenvolvido na era dos HDs mecânicos) para usar diretamente os controladores dos SSDs modernos via NVMe.

Em termos práticos, servidores com SSDs PCIe Gen5 (os mais rápidos do mercado) alcançaram 3,3 milhões de operações por segundo. Para comparação, um SSD comum de PC faz cerca de 70 mil operações por segundo.

Captura de tela de testes divulgados pela Microsoft mostrando os ganhos em operações por segundo no Windows Server 2025 com NVMe nativo
Testes divulgados pela Microsoft mostram ganhos de 80% (imagem: reprodução/Microsoft)

Já em configurações profissionais com HBAs (controladores especializados), um único disco ultrapassou 10 milhões de operações por segundo, de acordo com a Microsoft.

Na comunidade técnica, a empresa afirma que atestou ganhos de 80% na velocidade de acesso a arquivos pequenos e fragmentados (como os usados em jogos ou edição de vídeo) e 45% menos uso do processador para essas tarefas. Isso foi testado em servidores com dois processadores Intel topo de linha e um SSD empresarial de 3,5 TB.

Como habilitar no Windows 11?

Apesar de destinado ao Windows Server 2025, usuários relatam sucesso ao ativar o recurso no Windows 11 24H2/25H2 — versões que compartilham base de código com o servidor.

A ativação requer ajustes manuais via registro do sistema ou Política de Grupo. O comando PowerShell para registro é o seguinte:

reg add HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Policies\Microsoft\FeatureManagement\Overrides /v 1176759950 /t REG_DWORD /d 1 /f

É recomendável criar pontos de restauração antes de alterar o registro. Administradores de servidores e usuários podem validar os ganhos usando o DiskSpd e o Monitor de Desempenho após a alteração e reinício do sistema.

A Microsoft alerta que o recurso só funciona com o driver NVMe padrão do Windows (StorNVMe.sys). Dispositivos com drivers proprietários podem não apresentar melhorias.

Oficialmente, a companhia não confirmou suporte do recurso para Windows 11, mas informou que futuras atualizações devem trazer otimizações semelhantes.

E funciona?

Usuários com Windows 11 padrão relatam melhorias em PCs com hardware compatível. O gerente de marketing técnico da Nvidia no Brasil, Alexandre Ziebert, publicou no X/Twitter que a novidade parece deixar o PC bem mais rápido.

Nos comentários dos post, outros perfis afirmam que o recurso realmente funciona, inclusive no Windows 10.

não sei que bruxaria fizeram mas apliquei aqui e o pc tá voando! O_o https://t.co/SNwv0DPFlB

— Alexandre Ziebert (@aziebert) December 16, 2025

Em jogos, as vantagens dessa configuração podem variar, mas é provável que usar o controlador NVMe nativo ajude com a consistência da taxa de quadros com quedas menos agressivas.

Benchmarks podem mostrar ganhos expressivos em servidores, mas o impacto em uso cotidiano varia conforme hardware e cargas de trabalho. Jogos e aplicativos que exigem acesso intenso a disco, como edição de vídeo, devem se beneficiar mais.

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
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LG empurra Copilot em TVs, mesmo sem autorização de usuários

Imagem mostra o app do Microsoft Copilot em uma smart TV da LG
LG começa a distribuir app Copilot sem possibilitar exclusão (imagem: reprodução/Reddit)
Resumo
  • Usuários de smart TVs LG começaram a notar a presença do Microsoft Copilot após atualização do webOS.
  • Segundo os relatos, o Copilot aparece como atalho para interface web da Microsoft, não sendo uma aplicação nativa.
  • Contudo, não há opção de remover o app, sendo possível evitá-lo apenas ao desconectar a TV da internet, o que limita as funções smart.

Alguns proprietários de smart TVs da LG foram surpreendidos nesta semana com a aparição não solicitada do Copilot nos dispositivos. Diversos relatos em fóruns online indicam que uma atualização recente do sistema operacional webOS instalou a IA, sem oferecer uma maneira nativa de removê-la.

Segundo os consumidores, o ícone do assistente de inteligência artificial aparece fixado ao lado de serviços de streaming populares, como Netflix e YouTube.

A página de suporte da própria LG confirma que certos apps pré-instalados ou de sistema não podem ser deletados, apenas ocultados ou movidos na interface. Para os usuários, a novidade se transforma em um bloatware forçado, ocupando espaço no armazenamento. “Se eu quisesse, eu mesmo instalaria, uma hora ou outra”, diz um comentário no Reddit.

Apesar da instalação intrusiva, a funcionalidade do app parece limitada no momento. De acordo com o portal especializado Tom’s Hardware, a versão do Copilot que surgiu nas TVs LG funciona basicamente como um atalho para a interface web do assistente da Microsoft, e não como uma aplicação nativa e integrada ao hardware da TV.

LG anunciou recurso na CES

CEO da LG Electronics William Cho fala durante coletiva de imprensa na CES 2025. Ele está em um palco preto, com uma tela ao fundo com o logo da LG AI. Ele veste calça preta e blazer creme.
LG Electronics fechou parceria com a Microsoft para usar a IA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Essa integração foi prometida pela sul-coreana durante a CES 2025, realizada em janeiro. O plano da companhia era incorporar o Copilot ao webOS como parte da estratégia de “AI TV”.

Na época, a empresa descreveu o recurso como uma extensão da experiência de busca, projetada para responder a perguntas e fornecer recomendações de conteúdo. A Samsung também revelou parcerias similares no evento, em que apresentou o Vision AI integrado ao Copilot.

Até o momento, a única maneira garantida de evitar a presença do Copilot, segundo os relatos, é manter a TV desconectada da internet, o que inviabiliza o uso de qualquer função smart do aparelho.

LG empurra Copilot em TVs, mesmo sem autorização de usuários

A LG Electronics acertou uma parceria com a Microsoft para usar a tecnologia de IA da fabricante norte-americana (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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O que é o Copilot? Saiba como usar a IA generativa da Microsoft

Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O Microsoft Copilot é um assistente de inteligência artificial generativa (IA gen) com capacidade para criar novos conteúdos do zero, fazer buscas e automatizar tarefas.

O funcionamento do Copilot é similar ao de outros assistentes de IA generativa: basta inserir prompts de entrada no campo de chat e aguardar pelo retorno da busca ou criação. O diferencial se dá no modo “Work” do Microsoft 365 Copilot, que permite ações integradas a aplicações como Word, Excel e PowerPoint.

Você pode usar o Copilot para tirar dúvidas, criar textos, imagens ou áudios do zero, automatizar cargas de trabalho, organizar sua rotina profissional ou obter sugestões baseadas em análises da ferramenta.

A seguir, entenda melhor o que é o Microsoft Copilot, saiba como usar a ferramenta, e confira vantagens e desvantagens de uso.

O que é o Copilot?

O Copilot é um assistente de conversação baseado em inteligência artificial generativa (IA generativa), com capacidade para criar novos conteúdos (em texto, imagem ou áudio) e otimizar tarefas. Trata-se de uma ferramenta similar às de concorrentes como ChatGPT e Google Gemini.

O que significa Copilot?

O nome “Copilot” significa “copiloto” em tradução livre. Embora a Microsoft não tenha se pronunciado sobre a origem da nomenclatura, é possível associar o nome à função profissional dos auxiliares de aeronaves. Nessa analogia, a ferramenta de IA funciona como um braço direito do piloto — que no caso é o usuário.

Quem criou o Copilot?

O Microsoft Copilot foi criado a partir de um desenvolvimento colaborativo entre Microsoft e OpenAI. No caso, a OpenAI forneceu (e ainda fornece) modelos de IA para alimentar o Copilot da Microsoft, mas a aplicação é um produto proprietário da dona do Windows.

Vale destacar que também existe o produto GitHub Copilot, que é uma aplicação proprietária do GitHub desenvolvida em parceria com a OpenAI. No entanto, o Copilot geralmente é associado ao produto da Microsoft por questões de popularidade e adesão.

Para que serve o Microsoft Copilot?

O Microsoft Copilot tem duas funções principais: criar novos conteúdos e aumentar a produtividade. Sobre o primeiro ponto, você pode usar a ferramenta inteligência artificial da Microsoft para criar textos, imagens, vídeos e áudios, com base em instruções e prompts de entrada.

Já o aumento de produtividade do Copilot se dá por meio da automatização de processos e análises de dados, que tornam as tarefas muito mais velozes em comparação às mesmas demandas feitas de forma manual.

Como usar o Microsoft Copilot

Você pode usar o Microsoft Copilot de diferentes formas, já que a ferramenta pode ser acessada em plataformas distintas e de maneiras variadas. Confira abaixo como acessar e usar a ferramenta de IA da Microsoft.

Microsoft Copilot para PC

O Microsoft Copilot já vem instalado de fábrica em computadores mais recentes com Windows 11, e também foi disponibilizado em atualizações para o Windows 10. Mas você pode baixar manualmente o Copilot para Windows (via Microsoft Store) ou para macOS (via App Store).

No chat da aplicação, insira os prompts de entrada com instruções e aguarde pelos resultados. Os ícones próximos ao chat permitem compartilhamentos de arquivos ou da tela para refinar a busca, bem como o acionamento do comando de voz para as pesquisas.

Interface do app Microsoft Copilot para PC
Interface do app Microsoft Copilot para PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft Copilot para dispositivos móveis

A versão do Copilot para dispositivos móveis (disponível na Play Store para Android e na App Store para iOS) segue o mesmo funcionamento da versão para desktop: você deve adicionar instruções de busca ou para criação de novos conteúdos no campo de chat, e aguardar pelo retorno da ferramenta.

O app móvel traz ainda abas extras para descoberta de tópicos e temas, além de um espaço para armazenar imagens e criações feitas com o Microsoft Copilot.

App do Microsoft Copilot para dispositivos móveis
Interface do app Microsoft Copilot para dispositivos móveis (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft 365 Copilot

Para usar o Microsoft 365 Copilot, você deve ter uma licença do Microsoft 365 elegível. Então, você poderá usar a ferramenta de três maneiras: por meio do aplicativo Microsoft 365 Copilot (para Windows, Mac, Android ou iOS), pela versão web do Microsoft 365 Copilot ou diretamente pelos aplicativos do Microsoft 365.

Na versão app ou web do Microsoft 365 Copilot, você poderá alternar entre os modos “Work” ou “Web”, localizados no topo da tela. O modo “Web” funciona como um chat para criação de novos conteúdos e pesquisas na web em tempo real, enquanto o modo “Work” permite ações em documentos, planilhas, e-mails e aplicações do Microsoft 365 (como Word e Excel).

Interface do app Microsoft 365 Copilot
Interface do app Microsoft 365 Copilot (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Você também pode usar o Copilot dentro de aplicações como Word ou Excel: ao abrir uma das ferramentas do Microsoft 365, você verá um ícone “Copilot” no canto superior direito. Ao clicar no ícone, você terá acesso a diversos recursos específicos para a ferramenta de produtividade aberta.

Ilustração do ícone "Copilot" no Microsoft Excel
Ilustração do ícone “Copilot” no Microsoft Excel (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Microsoft Copilot no navegador

Para usar a versão web do Microsoft Copilot, basta acessar a página copilot.microsoft.com pelo navegador de sua preferência. Você então poderá inserir prompts de entrada no campo de chat para criar novas conteúdos, e deverá aguardar pelos resultados da ferramenta.

Na barra lateral, você pode acessar guias para descoberta de novos conteúdos em texto ou imagem, entrar na sua biblioteca para salvar ou visualizar conteúdos criados, e ainda experimentar recursos do Copilot Labs.

Interface da versão web do Microsoft Copilot
Interface da versão web do Microsoft Copilot (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft Copilot no Microsoft Edge

Para usar o Copilot integrado ao Microsoft Edge, basta abrir o navegador e clicar no ícone do Copilot localizado no canto superior direito da tela. Você então poderá digitar o prompt de comando desejado no campo de chat, além de conseguir enviar fotos e capturas de tela, e adicionar guias de navegação.

Importante mencionar que você pode usar o Copilot no Microsoft Edge normalmente enquanto navega na internet, já que o chat será fixado à direita do browser para não atrapalhar a visualização dos conteúdos.

Interface do Copilot integrado ao Microsoft Edge
Interface do Copilot integrado ao Microsoft Edge (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que dá pra fazer no Copilot?

O Copilot da Microsoft apresenta diversas capacidades, principalmente voltadas para otimização de cargas de trabalho. Dentre as principais ações que você pode fazer com a ferramenta, estão:

  • Criação de novos conteúdos: você pode usar o Copilot para criar textos, imagens, vídeos e áudios do zero, incluindo redação de e-mails e produção de apresentações.
  • Aumento de produtividade: a versão integrada a ferramentas de produtividade do Microsoft 365 é capaz de facilitar tarefas profissionais em aplicações como Word, Excel e PowerPoint.
  • Automatização de tarefas: o Copilot tem capacidade para automatizar tarefas repetitivas e cargas de trabalho, o que torna os processos mais ágeis.
  • Análise de dados: a ferramenta é capaz de analisar dados de gráficos e tabelas, de modo a auxiliar nas tomadas de decisão.
  • Geração de sugestões: o Copilot fornece análises preditivas, insights e recomendações assistidas por IA para otimizar processos e cargas de trabalho.
  • Otimização de processos: a integração com Outlook e Teams facilita o gerenciamento de projetos em prol de uma rotina mais organizada.

Preciso pagar para usar o Copilot?

Não necessariamente. Você pode usar o Copilot gratuitamente pelo site copilot.microsoft.com, pela versão de aplicativo (Windows, macOS, Android ou iOS) ou pela versão integrada ao navegador Microsoft Edge. Todas essas versões gratuitas têm limitações de uso.

No entanto, a versão do Copilot aprimorada e com integração a aplicações do pacote Office exige uma assinatura paga do Microsoft 365, seja em modalidades domésticas ou empresariais. E vale destacar que o Microsoft 365 Copilot tem funcionalidades superiores às das versões gratuitas.

Quais são as vantagens do Copilot?

O Copilot AI apresenta diversas vantagens de uso. E os principais benefícios da ferramenta de IA da Microsoft incluem:

  • Aumento de produtividade: a aplicação pode otimizar a produtividade ao automatizar processos e cargas de trabalho.
  • Potencial multiuso: apesar de ser indicado para tarefas profissionais e acadêmicas, o Microsoft Copilot também serve como um assistente de IA para usos domésticos.
  • Integração a apps da Microsoft: o Copilot tem compatibilidade com aplicações de produtividade da empresa Microsoft, a exemplo de Word, Excel e Teams.
  • Capacidade colaborativa: a ferramenta demonstra boa performance ao lidar em tarefas colaborativas, com várias pessoas acessando ou editando um mesmo arquivo.
  • Diferentes formas de acesso: é possível acessar o Microsoft Copilot em PCs com sistema operacional Windows ou macOS, via app de dispositivos móveis (Android ou iPhone), pelo site próprio da ferramenta ou por meio do Microsoft Edge.

Quais são as desvantagens do Copilot?

O Copilot da Microsoft também apresenta desvantagens de uso, incluindo:

  • Versão completa tem custo: apesar do Copilot ter modalidades gratuitas, a versão com maior capacidade e integração a aplicações do Microsoft 365 exige licenças pagas de uso.
  • Riscos de exposição de dados: o uso voltado para fins profissionais e acadêmicos pode expor conteúdos sensíveis e levantar problemas sobre privacidade de dados, especialmente envolvendo documentos empresariais.
  • Limitações offline: poucas ferramentas do Microsoft Copilot podem funcionar no modo offline, já que a aplicação precisa se conectar a servidores e serviços de nuvem.
  • Risco de dependência operacional: o uso excessivo do Copilot pode impactar no pensamento crítico e causar dependência operacional da ferramenta.

Qual é a diferença entre Microsoft Copilot e Microsoft 365 Copilot?

O Microsoft Copilot é uma ferramenta de IA generativa com capacidade de gerar novos conteúdos. A aplicação pode ser aplicada em diferentes áreas, e é mais indicada para contas pessoas pessoais — segundo a própria Microsoft.

Já o Microsoft 365 Copilot é uma aplicação baseada em IA voltada para profissionais, docentes e estudantes, cuja utilização depende de uma licença para essas categorias. A ferramenta também é mais indicada para produtividade, já que pode atuar de maneira integrada com Word, Excel, One Note, entre outros serviços do Microsoft 365.

Qual é a diferença entre Microsoft Copilot e ChatGPT?

O Microsoft Copilot é uma ferramenta de inteligência artificial da Microsoft. Seu uso é mais indicado para tarefas profissionais e acadêmicas, muito em função da integração com produtos do Microsoft 365, que é um dos seus principais diferenciais.

Já o ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial generativa da OpenAI. A aplicação pode ser usada para usos domésticos ou profissionais, mas geralmente é caracterizada como um assistente geral. Além disso, a ferramenta não tem compatibilidade nativa com os apps de produtividade da Microsoft.

Qual é a diferença entre Microsoft Copilot e Google Gemini?

O Copilot da Microsoft é uma aplicação de IA generativa que usa modelos licenciados da OpenAI. A ferramenta se destaca pelo uso profissional e pela compatibilidade com apps Microsoft 365, como Word, Excel, PowerPoint, entre outros.

Já o Google Gemini é uma ferramenta de IA generativa do Google, baseado em modelos de inteligência artificial desenvolvidos pela própria big tech. A aplicação também é compatível com ferramentas de produtividade, mas do ecossistema Google (Google Docs, Planilhas, Apresentações, entre outras).

O que é o Copilot? Saiba como usar a IA generativa da Microsoft

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do app Microsoft Copilot para PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do app Microsoft Copilot para dispositivos móveis (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do app Microsoft 365 Copilot (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Ilustração do ícone "Copilot" no Microsoft Excel (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Interface da versão web do Microsoft Copilot (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do Copilot integrado ao Microsoft Edge (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
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Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Todos os atalhos do Microsoft Word
Calibri era fonte padrão do Office até 2023 (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo americano baniu a fonte Calibri de documentos oficiais, retornando à Times New Roman por ser considerada mais formal e profissional.
  • A mudança para a Calibri foi criticada por Marco Rubio, que a considerou um desperdício.
  • A Calibri foi adotada por Antony Blinken em 2023 para melhorar a acessibilidade, mas a Times New Roman agora é obrigatória para garantir formalidade.

O secretário de Estado do governo americano, Marco Rubio, determinou que documentos oficiais de seu departamento voltem a ser escritos usando a fonte Times New Roman e criticou a adoção da Calibri, da Microsoft.

Em documentos internos obtidos pelo New York Times, Rubio afirma que a mudança para a Calibri foi um “desperdício” motivado por iniciativas de diversidade e que ela contribuiu para a “degradação” do departamento. A administração de Donald Trump tem encerrado programas de inclusão desde o início do mandato.

Um homem de terno escuro e gravata listrada em tons claros aparece falando em um palco, diante de um fundo azul desfocado. Ele olha para o lado com expressão séria e a bandeirinha dos Estados Unidos está presa à lapela. Microfones estão posicionados à sua frente no púlpito.
Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Rubio considera que a Times New Roman é “mais formal e profissional”. Por isso, ela será utilizada tanto interna quanto externamente. Um porta-voz do governo dos Estados Unidos declarou à BBC que a mudança servirá para garantir que as comunicações tenham “dignidade, consistência e formalidade esperadas para uma correspondência oficial”. A medida já passou a valer nesta quarta-feira (10/12).

Calibri era usada por acessibilidade

Antony Blinken, antecessor de Rubio no cargo durante o governo de Joe Biden, adotou a Calibri em 2023, mencionando maior acessibilidade para pessoas com deficiências visuais, dislexia ou que usam leitores de tela. Ele também aumentou o tamanho padrão da fonte, passando de 14 para 15 pontos. Segundo o jornal, alguns diplomatas não gostaram da mudança já naquela época.

A imagem mostra uma amostra da fonte “Calibri”. No topo, aparecem as palavras “Calibri” e “Aa Ee Gg” em versões regular e itálica, além de um grande “a” branco com traços arredondados, característicos da fonte sem serifa. Abaixo, surge a palavra de exemplo “Eiganes”, seguida pelo alfabeto minúsculo e pelos números “0 1 2 3 4 5 6 7 8 9”.
Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)

A principal diferença entre as duas fontes está no uso de serifas, como são chamados os traços e prolongamentos nas extremidades das letras. A Calibri não usa; a Times New Roman usa. Fontes sem serifas são consideradas melhores para se ler em telas e são associadas à modernidade e ao minimalismo. Já fontes com serifas são consideradas mais formais e clássicas.

Fonte foi padrão do Office e serviu como evidência em escândalo

Lucas de Groot, designer holandês responsável pela criação da Calibri, disse à BBC que a mudança era “triste e hilária”. A fonte substituiu a Times New Roman como padrão do Microsoft Office em 2007 e permaneceu com esse status até 2023. Ela foi trocada pela Aptos, que também não tem serifas.

E, acredite, não é a primeira vez que a Calibri se vê envolvida em uma polêmica política. Em 2017, a fonte serviu como evidência de que um documento apresentado por Maryam Nawaz, filha do então primeiro-ministro Nawaz Sharif, era falso: a certidão datava de 2006, mas já usava a Calibri, que só se tornou padrão no Office em 2007.

Com informações do The New York Times, do TechCrunch e da BBC

Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Atalhos de teclado do Word podem aumentar a sua produtividade (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)
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Microsoft corrige falha no Explorador de Arquivos do Windows 11

Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Explorador de Arquivos do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft corrigiu bug no Explorador de Arquivos do Windows 11 que causa flashes brancos ao usar o modo escuro;
  • Correção está na atualização KB5072033, lançada junto ao Patch Tuesday de dezembro de 2025;
  • O pacote também corrige problemas no Windows PowerShell, Copilot e configurações de redes.

É irônico que um bug faça uma interface em modo escuro exibir flashes brancos na tela. Mas é justamente o que vem acontecendo com o Explorador de Arquivos do Windows 11. Bom, não mais: a Microsoft liberou uma correção para o sistema operacional que corrige o problema.

A tela branca aparece justamente quando o Explorador de Arquivos é aberto com o modo escuro do Windows 11 ativado, antes de pastas, arquivos e atalhos serem exibidos. A falha também se manifesta diante de outras ações, como quando o usuário sai da ou volta para a tela de início, ou abre uma nova guia na ferramenta.

O problema dos flashes no Explorador de Arquivos afeta compilações como 26100.7309 e 26200.7309 do Windows 11, mas não está descartada a possibilidade de o bug se manifestar em outras versões. Isso porque a falha ocorre após a instalação do pacote opcional KB5070311.

Até então, a única solução disponível também era irônica: desativar o modo escuro do sistema operacional.

"Flash" na inicialização do Explorador de Arquivos do Windows 11
“Flash” na inicialização do Explorador de Arquivos do Windows 11 (imagem: reprodução/The Verge)

Correção chega com Patch Tuesday de dezembro

A correção para o problema vem com a atualização KB5072033, liberada nesta semana junto ao Patch Tuesday de dezembro de 2025 (o conjunto de atualizações de software que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês).

O mesmo pacote traz correções para o PowerShell do Windows, o Copilot e para configurações de redes, por exemplo.

Para instalar a atualização, basta acessar o Windows Update no Windows 11 e verificar se o pacote KB5072033 já está disponível. Se negativo, você pode aguardar para a atualização chegar até o seu computador.

Você também pode fazer o download a partir do site da Microsoft. No link, escolha o pacote correspondente à versão do seu sistema (25H2 ou 24H2) e plataforma (x64 para Intel ou AMD, arm64 para Snapdragon ou outro chip Arm).

Microsoft corrige falha no Explorador de Arquivos do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

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