Visualização de leitura

Apple institui fidelidade de 12 meses na App Store

Capturas de uma tela de pagamento no iOS
Usuários poderão parcelar pagamento anual (imagem: divulgação/Apple)
Resumo
  • A Apple lançou um novo modelo de cobrança para aplicativos na App Store, permitindo que desenvolvedores ofereçam descontos para assinaturas anuais com pagamento mensal.
  • O usuário paga parcelas mensais durante 12 meses, mantendo o desconto associado a planos anuais, mas permanece obrigado a pagar as parcelas restantes mesmo após cancelar a assinatura.
  • O recurso está disponível globalmente, exceto nos Estados Unidos e Singapura, devido a disputas judiciais relacionadas ao funcionamento da App Store.

A Apple anunciou nesta segunda-feira (27/04) um novo modelo de cobrança para aplicativos na App Store que combina pagamento mensal com fidelidade de 12 meses. Com isso, desenvolvedores poderão oferecer descontos típicos de assinaturas anuais, enquanto permitem a divisão do pagamento em parcelas mensais.

A novidade chega aos usuários da versão 26.4 dos sistemas operacionais da empresa. Eles já podem configurar o novo formato na plataforma App Store Connect.

Como funciona?

A proposta é que, em vez de pagar o valor da assinatura anual de uma só vez, o usuário possa dividir o custo ao longo de um ano, como já ocorre em plataformas de streaming, por exemplo. Em troca, ele consegue o desconto normalmente associado a planos mais longos.

A condição é que, mesmo que o usuário cancele a assinatura antes do fim do período, ele continuará obrigado a pagar as parcelas restantes até completar os 12 meses. O sistema poderá enviar lembretes por email e notificações antes de cada ciclo de cobrança, e exibirá quantos pagamentos ainda faltam.

O recurso está disponível globalmente, com exceção dos Estados Unidos e Singapura. A Apple não informou quando pretende liberar o modelo nesses mercados. Essa exclusão acontece em meio a disputas judiciais relacionadas ao funcionamento da App Store e ao sistema de pagamentos da empresa, incluindo o caso envolvendo a Epic Games.

Parte de uma estratégia maior

Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Apple trabalha em novidades nos métodos de pagamento dentro dos sistemas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A nova opção de cobrança se soma a outras mudanças recentes. No ano passado, a Apple retirou a opção de pagamento antecipado de dois anos para a garantia estendida/premium do AppleCare, concentrando-se em planos mensais ou anuais. Também lançou a Retention Messaging API, ferramenta que permite aos desenvolvedores enviar mensagens para reduzir cancelamentos.

Com o novo modelo de fidelidade de 12 meses, a Apple amplia o conjunto de mecanismos voltados a manter consumidores com assinaturas por mais tempo.

Apple institui fidelidade de 12 meses na App Store

(imagem: divulgação/Apple)

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

O que é App Store? Conheça a loja de aplicativos do iPhone, iPad e Mac

Ícone da App Store
App Store da Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A App Store é a loja digital de aplicativos para dispositivos da Apple. A plataforma funciona como um canal de distribuição e venda de aplicativos mobile e para desktop, além de permitir a atualização de ferramentas baixadas, e assinaturas de serviços do ecossistema da Apple.

Você pode usar a App Store gratuitamente por meio de um ID Apple, mas alguns apps ou serviços só são disponibilizados mediante pagamento. Já desenvolvedores de aplicativos precisam pagar uma assinatura para publicar na plataforma, e ainda dão uma fatia de comissão à big tech referente ao montante total de vendas.

A App Store é exclusiva para dispositivos da Apple, como iPhone (iOS), iPad (iPadOS) e Mac (macOS). Isso significa que usuários de Android não podem usar a plataforma, já que o sistema operacional não é compatível.

A seguir, entenda o que é a App Store, saiba como ela funciona, e confira em quais dispositivos a plataforma está disponível.

O que é App Store?

App Store é a plataforma de distribuição de aplicativos voltados para dispositivos Apple. Em outras palavras, App Store é a loja digital gerenciada pela empresa da maçã, que reúne apps para iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, Apple TV, Apple Vision Pro e alguns modelos de iPod.

Para que serve a App Store?

A App Store tem a função de listar, comercializar e distribuir aplicativos e serviços voltados para o ecossistema Apple de maneira segura. Inclusive, a nomenclatura “App Store” significa “Loja de aplicativos” em tradução livre, o que reforça sua proposta como uma plataforma para descoberta, aquisição e download de apps.

Para usuários, a App Store serve como uma biblioteca virtual para descobrir novos apps, instalá-los em seu aparelho Apple, bem como atualizar ferramentas já baixadas. Na plataforma, também é possível comprar aplicativos pagos e assinar serviços digitais.

Já para desenvolvedores, a App Store serve como uma vitrine para que eles possam disponibilizar ou vender os aplicativos criados.

Como funciona a App Store

O funcionamento da Apple Store é baseado em algumas etapas, que vão desde a publicação de uma ferramenta até a experiência pós-instalação.

Tudo começa quando um desenvolvedor elegível envia o aplicativo criado para a Apple. A big tech então valida questões de segurança, usabilidade e diretrizes da ferramenta e, se tudo estiver em conformidade, o app será publicado na App Store.

Conforme esse processo se repete, a App Store passa a catalogar mais aplicações em sua vitrine. Isso faz com que a plataforma se transforme em uma vasta biblioteca virtual de aplicativos que atende aos diferentes sistemas da Apple — como o sistema operacional do iPhone (iOS) ou de Mac (macOS), por exemplo.

Ilustração da App Store para Mac
Interface da App Store para Mac (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Os usuários então acessam a plataforma e buscam pelo aplicativo desejado. Algumas ferramentas podem ser baixadas e instaladas gratuitamente, enquanto outras exigem compra ou assinatura — que são feitas dentro da própria App Store.

Na plataforma, usuários poderão ver os aplicativos baixados na App Store, atualizar ferramentas e gerenciar compras e assinaturas de serviços vinculados ao ID Apple. Também será possível avaliar os apps e deixar comentários com elogios, sugestões ou críticas.

Os feedbacks de usuários são analisados pela Apple, que pode retirar ferramentas da App Store, se necessário. A empresa também gerencia tudo que acontece na plataforma para mantê-la segura e intuitiva.

É preciso pagar para usar a App Store?

Não, desde que você seja um usuário. É possível usar a App Store gratuitamente, bastando fazer login com um ID Apple para validar o acesso à plataforma. Você só terá de pagar por aplicativos ou serviços pagos que deseja adquirir.

No entanto, as regras mudam para desenvolvedores: eles precisam pagar uma taxa anual para publicar qualquer aplicativo na App Store. E além disso, devs também precisam dar parte da comissão adquirida com vendas do app (ou dentro de seus aplicativos) para a Apple.

A App Store está disponível em quais dispositivos?

A App Store está disponível para os seguintes aparelhos da Apple:

  • iPhones;
  • iPads;
  • iPods touch;
  • Macs;
  • Macbooks;
  • Apple TV;
  • Apple Watch;
  • Apple Vision Pro.

Onde fica a App Store no iPhone?

A App Store vem pré-instalada no sistema operacional do iPhone (iOS), e fica localizada na biblioteca de apps dos celulares da Apple. A plataforma pode ser identificada pelo ícone azul com um “A” branco.

Caso não esteja localizando a plataforma, basta tocar no campo de pesquisa “Buscar” e digitar “App Store” para encontrar a ferramenta.

Ilustração da plataforma App Store
Ícone da App Store no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

É possível baixar a App Store no Android?

Não. A App Store só funciona em dispositivos da Apple, e não pode ser baixada em aparelhos Android ou que usam sistemas operacionais diferentes de iOS, iPadOS, macOS, tvOS, watchOS e visionOS.

Qual é a diferença entre App Store e Google Play?

App Store é uma plataforma gerenciada pela Apple que distribui aplicativos exclusivamente para iPhones, iPads, Macs, entre outros aparelhos da marca. Somente donos de dispositivos da Apple conseguem usar a App Store para instalar os aplicativos oferecidos em seus aparelhos.

Já o Google Play é a plataforma de distribuição de apps voltados para dispositivos Android. A loja digital é bem similar à App Store, mas só está disponível para donos de smartphones, tablets, TVs, smartwatches e outros dispositivos que utilizem o sistema operacional Android.

Muitas vezes, um mesmo aplicativo pode ser encontrado tanto na App Store quanto no Google Play. Se a pessoa tiver um iPhone, terá de usar a App Store para baixá-lo. Mas caso ela tenha um smartphone Android, terá de instalar a ferramenta via Google Play.

Qual é a diferença entre App Store e Apple Store?

App Store diz respeito à loja digital de aplicativos e serviços compatíveis com o ecossistema da Apple. Já Apple Store é a loja (física ou online) que vende os eletrônicos e acessórios da Apple.

Para entender de vez e memorizar: se você precisa baixar um aplicativo em seu iPhone, terá de usar a App Store; se você quiser comprar um iPhone, vai ter que acessar o site da Apple Store ou ir até uma das lojas físicas.

Por que a App Store não funciona?

Há casos em que você talvez não consiga acessar a App Store e visualize uma mensagem “Não pode conectar”. Dentre os principais motivos que impedem o funcionamento correto da App Store, estão:

  • Interrupção de serviço: o sistema da App Store pode estar fora do ar, impedindo o funcionamento da plataforma.
  • Falha de conexão: problemas de conexão ao Wi-Fi ou rede móvel podem impactar o funcionamento da App Store.
  • Atualizações pendentes: pode ser necessário atualizar o sistema operacional para a versão mais recente para usar a App Store.
  • Data e hora errada: data e hora incorretas afetam o funcionamento de diversos apps, incluindo a App Store.

Posso desinstalar a App Store do celular?

Sim, dependendo de sua localidade. Usuários da União Europeia (UE) e Japão podem desinstalar a App Store de iPhones ou iPads, desde que instalem uma loja de aplicativos alternativa antes, e a definam como padrão para a instalação de apps.

Já usuários do Brasil e de regiões fora da UE ou Japão não podem excluir a App Store dos dispositivos Apple.

Consigo instalar aplicativos fora da App Store no meu iPhone?

Sim. Usuários Apple da União Europeia e Japão podem instalar apps no iPhone ou iPad de lojas de aplicativo alternativas. Nessas mesmas localidades, também é possível baixar e instalar ferramentas no iPhone ou iPad direto de um site, via navegador web.

Além desses meios, você pode instalar apps que não estão na App Store em um iPhone que sofreu jailbreak, estando em qualquer localidade. O processo é similar à instalação de arquivos .APK no Android, mas vale ressaltar que o processo de jailbreak remove algumas restrições de segurança do iOS, o que deixa o aparelho mais vulnerável.

O que é App Store? Conheça a loja de aplicativos do iPhone, iPad e Mac

App Store da Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Interface da App Store para Mac (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Ícone da App Store no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
  •  

Apple reduz taxas da App Store na China após pressão de reguladores

Marca da Apple
Desenvolvedores independentes ganham fôlego financeiro com a nova política (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple reduzirá a comissão da App Store na China de 30% para 25% a partir de 15 de março, após pressão regulatória.
  • Desenvolvedores no Programa de Pequenas Empresas da App Store também terão a taxa reduzida de 15% para 12%.
  • A decisão visa evitar investigações antitruste na China, um mercado que representa 17% da receita global da dona do iPhone.

A Apple vai reduzir as taxas cobradas de desenvolvedores na App Store da China. Em comunicado, a dona do iPhone confirmou que, a partir de domingo (15/03), a comissão padrão sobre a compra de apps e transações no ecossistema do iOS e iPadOS vai cair dos atuais 30% para 25%.

A decisão acontece após discussões com órgãos reguladores chineses, em uma tentativa clara da empresa de evitar a abertura de uma investigação antitruste no país asiático.

Essa mudança não beneficia apenas as grandes desenvolvedoras. Em nota, a empresa afirma que desenvolvedores qualificados no Programa de Pequenas Empresas da App Store e parceiros de miniaplicativos também terão um alívio: a taxa cai de 15% para 12%.

Por que a Apple decidiu reduzir as taxas na China?

A redução é uma resposta direta à crescente pressão do governo chinês. Em fevereiro, a CNBC relatou que a China estudava abrir uma investigação formal contra a dona do iPhone, focada justamente nas políticas restritivas e altos valores retidos pela App Store. O simples rumor gerou instabilidade no mercado e impactou negativamente o valor das ações da companhia.

Segundo o The Verge, a Maçã preferiu ceder e flexibilizar seu modelo de negócios a encarar uma briga jurídica prolongada. Do ponto de vista estratégico, a decisão faz sentido, já que a China figura como um dos mercados vitais para a empresa de Cupertino, respondendo atualmente por cerca de 17% de toda a sua receita global.

No comunicado, a Apple também justificou a alteração dizendo que quer manter o iOS e o iPadOS como uma “excelente oportunidade de negócios” na região. A empresa reforçou o compromisso com termos justos e transparentes, garantindo que as taxas na China não sejam maiores do que as praticadas em outros mercados.

Apple cede às pressões mais uma vez

O corte tem efeito imediato no bolso de estúdios de jogos, criadores independentes e empresas de serviços digitais que dependem da infraestrutura da Apple. Na prática, a medida aumenta a margem de lucro local retida pelos desenvolvedores em cada transação, o que pode impulsionar ainda mais o ecossistema de criação de software no país.

Ceder às pressões regulatórias, no entanto, não é novidade na estratégia recente da Apple. A empresa já foi forçada a fazer mudanças parecidas na União Europeia por conta da Lei dos Mercados Digitais (DMA). Por lá, a gigante da tecnologia precisou liberar a instalação de lojas de aplicativos de terceiros e autorizar o uso de métodos de pagamento alternativos para acalmar os reguladores e evitar multas bilionárias.

Apple reduz taxas da App Store na China após pressão de reguladores

Apple (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

Ilustração com a marca da Apple, um cadeado, e a marca do Google
Gigantes de tecnologia buscam evitar longos processos antitruste (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple e Google comprometeram-se a flexibilizar suas lojas de apps no Reino Unido, após investigação sobre domínio no mercado de software móvel.
  • As mudanças devem incluir critérios justos para revisão de apps e proibição de uso de dados confidenciais de terceiros para vantagem competitiva.
  • O regulador britânico irá monitorar métricas como tempo de revisão de apps, e sanções financeiras são previstas em caso de descumprimento.

Apple e Google firmaram compromissos formais para flexibilizar as operações da App Store e da Play Store no Reino Unido, segundo comunicado da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) divulgado hoje (10/02). O acordo é um desdobramento de uma investigação sobre o domínio das gigantes na distribuição de softwares móveis em solo britânico.

A movimentação representa um dos primeiros testes do novo regime de fiscalização de mercados digitais da Grã-Bretanha. Em outubro do ano passado, a CMA classificou oficialmente as duas empresas como detentoras de “status estratégico de mercado”.

O objetivo é melhorar os processos de aprovação de aplicativos e garantir que desenvolvedores independentes tenham condições de competir de forma mais justa contra os serviços nativos das donas das plataformas.

Na prática, o regulador reconhece que, como o ecossistema móvel britânico é operado quase integralmente por iOS ou Android, não existe alternativa viável para que criadores de apps alcancem o público sem se submeter às regras — e taxas — impostas por Apple ou Google.

O que pode mudar?

A principal mudança é a obrigação de utilizar critérios “justos e objetivos” para a revisão e classificação de aplicativos. Durante anos, desenvolvedores relataram que as lojas funcionavam com processos de aprovação lentos e, em certos casos, utilizados para beneficiar produtos das próprias big techs.

Com o novo compromisso, Apple e Google também estão proibidas de explorar dados confidenciais coletados durante a auditoria de apps de terceiros para obter vantagem competitiva em seus próprios serviços concorrentes. Isso impede, por exemplo, que uma plataforma utilize métricas de um app rival para aprimorar uma ferramenta nativa antes mesmo de o concorrente ser aprovado na loja.

No caso específico da Apple, as exigências são mais enérgicas. A fabricante do iPhone concordou em estabelecer caminhos para que desenvolvedores solicitem acesso a recursos de nível de sistema no iOS e iPadOS. A CMA acredita que isso permitirá que empresas de setores como pagamentos móveis, carteiras de identidade digital e ferramentas de tradução concorram em pé de igualdade com as soluções nativas da Maçã.

Para garantir que as promessas não fiquem apenas no papel, o regulador — que é o equivalente ao nosso Cade — adotará um sistema de monitoramento robusto. As empresas deverão reportar métricas como:

  • Tempo médio de revisão de aplicativos;
  • Proporção de apps rejeitados e o volume de apelações;
  • Número de solicitações de interoperabilidade técnica atendidas.
iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Regulador britânico quer abrir “cadeado” dos ecossistemas móveis (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google afirma que plataforma já é aberta

A intervenção não é motivada apenas por questões técnicas, mas pelo enorme peso econômico do setor. O Reino Unido possui, atualmente, a maior economia de aplicativos da Europa: em 2025, o setor de desenvolvimento móvel no país foi avaliado em 28 bilhões de libras esterlinas (quase R$ 200 bilhões).

Isso representa cerca de 1,5% do PIB nacional, sustentando mais de 400 mil empregos diretos. Garantir um ambiente competitivo é visto como essencial para o crescimento de setores estratégicos, como o de fintechs e jogos eletrônicos.

Em um comunicado, também divulgado hoje, o Google argumenta que o Android já é uma plataforma “aberta” por permitir lojas de terceiros. A empresa destaca que sua loja oficial já gerou 9,9 bilhões de libras esterlinas em receita para desenvolvedores britânicos.

Caso a Apple ou o Google falhem na aplicação das mudanças, o órgão regulador poderá avançar para a imposição de sanções financeiras pesadas.

As propostas seguem em fase de consulta pública até o dia 3 de março de 2026. Se aprovadas sem alterações, as novas regras passarão a valer oficialmente em 1º de abril de 2026. Até o momento, a Apple tem evitado comentários sobre como será essa “abertura” de seus sistemas.

Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

Capa - Apple cadeado Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
  •  

Stremio lança app completo para iOS, mas ele não está na App Store

Imagem horizontal com fundo preto e elementos gráficos lineares em degradê. Do lado esquerdo, linhas finas partem de um ponto inferior e se abrem em leque nas cores roxo e rosa. Do lado direito, um padrão similar de linhas em tons de laranja e amarelo irradia para as bordas. No centro, entre os dois feixes, há três elementos brancos alinhados verticalmente: o ícone do Stremio (um quadrado inclinado com um triângulo de "play" no centro), o texto "Stremio for iOS" e o logotipo da Apple.
Stremio foi removido da App Store, mas tenta retorno (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Stremio lançou um aplicativo completo para iOS, disponível via sideloading, permitindo streaming de torrents sem add-ons.
  • O aplicativo não está na App Store devido às regras da Apple contra pirataria, exigindo instalação direta com um arquivo IPA.
  • O Stremio Lite foi removido da App Store em janeiro de 2026, provavelmente por políticas contra pirataria, mas uma nova versão está aguardando aprovação.

O serviço de streaming de torrents Stremio lançou um app completo para iPhones e iPads. No entanto (e como era de se esperar), ele não está disponível na App Store da Apple. O software precisa ser baixado e instalado diretamente no dispositivo, processo também conhecido como sideloading.

Antes disso, o Stremio chegou a oferecer, na loja oficial da Apple, um aplicativo Lite para iPhones e iPads. Para seguir as normas da Apple contra pirataria, ele vinha sem o servidor de torrents. Por isso, precisava de add-ons para funcionar como a versão padrão do app.

Como é o novo Stremio para iOS?

A nova versão tem mais recursos que a Lite anteriormente disponível na App Store. Ela se equipara ao Stremio para Android, podendo fazer streaming de torrents sem componentes adicionais.

Por outro lado, o login com Apple ID e o Handoff (para continuar tarefas em outros dispositivos) estão desativados, já que não podem ser usados em apps instalados via sideloading.

Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple removeu Stremio Lite da loja de apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Stremio está disponível para download em um arquivo IPA, como são chamados os pacotes de aplicativos do iOS. Instalar um arquivo desses, porém, não é uma tarefa tão simples.

Ao contrário do Android, do Google, que aceita instalação direta de arquivos baixados, o sistema da Apple é bastante fechado para esse tipo de procedimento. Basicamente, para fazer isso, é necessário usar um computador e programas adicionais. Ter uma conta de desenvolvedor (que custa US$ 99 anuais) também ajuda.

Vale dizer que, tanto no Android quanto no iOS, o sideloading é um processo mais perigoso que a instalação pela loja oficial. Apps baixados diretamente não passam pelos mesmos processos de revisão das plataformas das grandes empresas, o que representa um risco maior de segurança.

O que aconteceu com o Stremio Lite?

O Stremio Lite foi removido da loja em meados de janeiro de 2026. Apesar de não haver uma explicação oficial, a resposta é bastante óbvia: políticas contra pirataria. Por mais que não viesse com o recurso de download de torrents, a Apple pode ter considerado que essa era a finalidade do app, o que violaria suas regras.

De acordo com o texto publicado no blog do projeto, uma nova versão Lite do app foi enviada e está aguardando resposta.

Stremio lança app completo para iOS, mas ele não está na App Store

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Projeto verão: este sensor bloqueia redes sociais até que você faça exercícios

Sensor Pavl-off preto circular sobre tapete de yoga verde entre dois halteres laranjas de 8 libras
Dispositivo Pavl-off detecta movimento e libera apps após treino (imagem: reprodução/Kickstarter)
Resumo
  • O Pavl-off bloqueia redes sociais até que o usuário complete exercícios físicos. Funciona apenas com iOS e não cobra mensalidade.
  • O dispositivo se conecta ao iPhone via Bluetooth, detecta movimento e libera aplicativos quando a meta de exercício é atingida. A bateria dura um mês e recarrega via USB-C.
  • O sensor utiliza módulo ESP32 com certificações FCC, CE e IC. A campanha no Kickstarter arrecadou US$ 1.400, superando a meta inicial de US$ 100.

Um novo sensor de movimentos vem dando o que falar no Kickstarter por basicamente obrigar o usuário a fazer exercícios antes de liberar o uso das redes sociais. Chamado de Pavl-off, ele foi criado pelo engenheiro Bar Smith, utiliza ímãs para se prender aos halteres e se conecta ao iPhone via Bluetooth.

O projeto já arrecadou US$ 1.400 (cerca de R$ 7.290) com 29 apoiadores, superando a modesta meta inicial de US$ 100 (R$ 520). A campanha termina em 13 de fevereiro, com entrega estimada para abril de 2026. Cada unidade custa US$ 35 (R$ 182) e pode ser enviada para qualquer país.

Como o dispositivo funciona?

Após instalar o aplicativo na App Store, o usuário escolhe quais redes sociais quer bloquear e define por quanto tempo precisa se exercitar. O sensor detecta o movimento durante o treino e destrava os apps quando a meta é cumprida. À meia-noite, os aplicativos são bloqueados novamente até que o exercício do dia seguinte seja realizado.

O dispositivo não tem botões e se conecta automaticamente ao iPhone quando o usuário começa a se movimentar. A bateria recarregável dura aproximadamente um mês e usa cabo USB-C para recarregar. Smith desenvolveu o produto inicialmente para uso próprio.

Limitações e certificações

O Pavl-off funciona apenas com iOS. Smith explica que bloquear aplicativos exige integração profunda com o sistema operacional, algo que ele conseguiu implementar somente na plataforma da Apple até agora. Não há menção a planos para uma versão de Android.

O sensor utiliza módulo ESP32 com certificações FCC, CE e IC. A bateria de 500 mAh segue os padrões UN38.3 e permite envio internacional sem taxas extras, pois se enquadra na categoria Section II (UN3481) de transporte.

Ao contrário do que outras marcas de bem-estar têm feito, não há qualquer mensalidade. A fabricação será feita por impressão 3D em pequenas quantidades ou moldagem por injeção se houver demanda maior.

Projeto verão: este sensor bloqueia redes sociais até que você faça exercícios

💾

Criado por um engenheiro de Seattle, o dispositivo Pavl-off utiliza ímãs e conexão Bluetooth para condicionar o uso do celular à prática de atividades físicas.

O sensor Pavl-off entre halteres de 8 lb em um tapete de exercícios. Dispositivo detecta movimento e libera apps após treino. (Imagem: Kickstarter/Reprodução)
  •  

Moradores da Groenlândia recorrem a apps para boicotar produtos dos EUA

Três capturas de tela do aplicativo Made O'Meter, uma ferramenta desenvolvida na Dinamarca para identificar a origem e os proprietários de marcas e produtos. As telas mostram a função de busca por foto ou nome, e os resultados detalhados para o shampoo Head & Shoulders (propriedade da Procter & Gamble, EUA) e para a Jolly Cola (marca local da Dinamarca).
Dinamarqueses adotam apps que indicam produtos estadunidenses (imagem: reprodução/Made O’Meter)
Resumo

Aplicativos projetados para identificar se um produto é fabricado nos Estados Unidos chegaram ao topo da lista de mais baixados na App Store da Dinamarca, loja que também atende aos moradores da Groenlândia. Dois aplicativos específicos – o NonUSA e o Made O’Meter – viram sua popularidade explodir nos últimos dias tanto no iPhone quanto no Android.

De acordo com o TechCrunch, o aumento nos downloads acompanha uma reação a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de o país assumir o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.

Apesar do crescimento expressivo, o volume absoluto de downloads na Dinamarca segue relativamente pequeno em comparação com mercados maiores.

Segundo a Appfigures, a App Store do país registra cerca de 200 mil downloads por dia no total, o que permite que aplicativos alcancem rapidamente posições de destaque nos rankings com alguns milhares de instalações.

Como os apps funcionam?

O aplicativo NonUSA, que saltou da 441ª posição para o primeiro lugar na App Store dinamarquesa nesta quarta-feira, funciona como um scanner de bolso. O usuário utiliza a câmera do celular para ler o código de barras de um item no supermercado e o sistema informa a origem do produto, sugerindo alternativas locais para evitar a compra de mercadorias americanas.

A outra ferramenta, chamada de Made O’Meter, entrou para o top 5 da Apple e tem um funcionamento similar: o software ajuda o consumidor a filtrar suas compras com base no país de fabricação, incentivando a escolha de produtos que não enviem receitas para os Estados Unidos.

Segundo dados da empresa de inteligência de mercado Appfigures, a média diária de downloads combinados desses aplicativos aumentou 867% (cerca de 9,7 vezes) nos últimos sete dias em comparação com a semana anterior.

Gráfico do Appfigures mostrando a subida meteórica de um aplicativo na App Store da Dinamarca entre 08 e 21 de janeiro de 2026. A linha rosa representa o ranking de "Top Apps", que sobe da posição 500 para o 1º lugar em apenas duas semanas.
Apps como o NonUSA explodiram na última semana (imagem: reprodução/Appfigures)

Entretanto, o jornal Economic Times aponta que o boicote não se limita a produtos físicos. Consumidores dinamarqueses e groenlandeses também estariam cancelando viagens aos Estados Unidos e assinaturas de serviços digitais sediados no país, como a Netflix.

Além disso, o próprio país vem tentando substituir tecnologias estrangeiras. Em junho de 2025, Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou que o Estado passaria a utilizar soluções de código aberto em substituição às plataformas da Microsoft.

Moradores da Groenlândia recorrem a apps para boicotar produtos dos EUA

  •  

Veja os apps mais baixados de 2025

Foto mostra o app TikTok na App Store do iPhone
TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
  • ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
  • Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.

O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.

A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Confira o ranking da América Latina

  1. TikTok — 156 milhões de downloads
  2. Temu — 128 milhões
  3. ChatGPT — 123 milhões
  4. Instagram — 83 milhões
  5. Roblox — 72 milhões
  6. Gemini — 67 milhões
  7. Facebook — 64 milhões
  8. WhatsApp — 62 milhões
  9. Mercado Livre — 62 milhões
  10. CapCut — 61 milhões
  11. ReelShort — 60 milhões
  12. DramaBox — 59 milhões
  13. Seekee — 55 milhões
  14. Shein — 55 milhões
  15. Block Blast! — 51 milhões
  16. Spotify — 47 milhões
  17. Threads — 47 milhões
  18. Telegram — 45 milhões
  19. Free Fire — 45 milhões
  20. Mercado Pago — 40 milhões

IA generativa no topo

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.

Esse desempenho não surpreende. Um levantamento recente da TIC Kids Online Brasil, divulgado pelo Cetic.br e NIC.br, revelou que 65% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizaram IA generativa para ao menos uma atividade do cotidiano.

É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.

Apenas dois apps latino-americanos no top 20

Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.

Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.

Veja os apps mais baixados de 2025

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Apple ainda poderá cobrar taxas no Brasil; veja alíquotas

CEO Tim Cook dá início a evento da Apple (imagem: reprodução/Apple)
Tim Cook é o CEO da Apple (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • O Cade decidiu permitir que a Apple continue cobrando taxas de desenvolvedores que oferecem aplicativos compatíveis com iPhone fora da App Store.
  • Compras fora do ambiente Apple pagam uma alíquota mínima de 5%; compras na App Store têm comissões de 25% ou 10% e taxas de 5% para uso do sistema de pagamento da Apple.
  • O acordo alinha o Brasil a práticas de países como Holanda, Japão e EUA, e foi iniciado pelo Mercado Livre.

O Cade formou maioria para flexibilizar as compras no ecossistema da Apple. Apesar disso, a companhia ainda poderá cobrar taxas de empresas e desenvolvedores que decidirem oferecer aplicativos compatíveis com iPhone, mesmo que optem por fazê-lo por fora da App Store.

O tema passou anos sob discussão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nesta terça-feira, o Tribunal do órgão decidiu fechar um acordo com a gigante de Cupertino. O Tecnoblog teve acesso aos detalhes do novo método de cálculo de alíquotas.

De acordo com o Cade, mesmo as compras feitas totalmente fora do ambiente controlado pela Apple devem pagar uma alíquota de pelo menos 5%. São vários cenários, conforme você abaixo:

  • Compras dentro da App Store:
    • Comissão de 25% (geral) ou de 10% (programas especiais)
    • Taxa de 5% caso use o sistema de pagamento da Apple
  • Compras de app na App Store, mas direcionada para fora da loja:
    • Sem taxa se o direcionamento envolve texto estático (sem link/botão clicável)
    • Taxa de 15% caso o dono do app coloque um botão/link e direcione para pagamento em site próprio (fora do ambiente do app)
  • Lojas alternativas:
    • 5% de Core Technology Commission

Além dos downloads de aplicativos, o tema é importante porque também normatiza a cobrança em cima de bens digitais e assinaturas digitais. Por exemplo, a Amazon poderia vender livros no aplicativo do Kindle, algo que não ocorre hoje, sem pagar comissão desde que siga as regras de direcionamento do usuário para o ambiente externo.

Estrutura de cobranças da Apple no país (imagem: reprodução/Cade)

O processo 08700.006953/2025-62 coloca o Brasil em linha com o que já ocorreu em países como Holanda, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, além da União Europeia. O caso foi iniciado pelo Mercado Livre, que reconheceu os esforços do Cade para enfrentar desafios concorrenciais, mas disse que as medidas resolvem apenas parte da necessidade de normas mais equilibradas.

Em nota à imprensa, a Apple disse que tomou medidas para preservar a segurança e privacidade dos consumidores, mesmo diante de possíveis novas ameaças que podem surgir com as mudanças no ecossistema do iOS.

Ainda de acordo com o Cade, o completo teor do Termo de Compromisso de Cessação (TCC) será divulgado apenas após o fim do período de votação, trâmites de revisão do documento e assinatura. O julgamento em si acaba hoje à noite.

Apple ainda poderá cobrar taxas no Brasil; veja alíquotas

CEO Tim Cook dá início a evento da Apple (imagem: reprodução/Apple)

Estrutura de cobranças da Apple no país (imagem: reprodução/Cade)
  •  

Apple terá que abrir iPhone no Brasil para compras fora da App Store

Brasileiros poderão fazer downloads sem passar pela App Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Cade aprovou um acordo com a Apple, permitindo compras de aplicativos fora da App Store no Brasil, com multa de até R$ 150 milhões em caso de descumprimento.
  • A Apple deverá permitir que desenvolvedores promovam ofertas externas e utilizem meios alternativos de pagamento, além de permitir lojas alternativas de aplicativos.
  • A investigação iniciou-se por denúncia do Mercado Livre, alegando abuso de posição dominante pela Apple no mercado de distribuição de aplicativos iOS.
  • Apple promete medidas para garantir segurança e privacidade dos usuários.

Os donos de iPhone no Brasil poderão fazer compras de aplicativos e serviços digitais fora da App Store, que é controlada pela Apple. A empresa fechou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investigava o assunto. Na prática, isso significa que haverá mais flexibilidade para os consumidores, num revés para a gigante de Cupertino.

Nesta terça-feira (23), o Tribunal do Cade formou maioria para aprovar o Termo de Compromisso de Cessação proposto pela empresa no processo que apura práticas anticoncorrenciais no ecossistema do iOS. O acordo terá duração de três anos e a Apple terá até 105 dias para implementar as mudanças.

Com este movimento, o Brasil se junta à União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Nestas localidades, regras recentes trouxeram mais flexibilidade para que usuários de iPhone obtenham apps e serviços digitais sem passar pelo “jardim murado” da Apple. A empresa era criticada por, na prática, impor uma taxa de todo o ecossistema.

Processo no Cade

O processo apurou a prática de proibição da distribuição de bens e serviços digitais de terceiros em aplicativos da App Store e a imposição obrigatória do sistema de processamento de pagamentos da Apple para transações dentro de aplicativos. A investigação também avalia cláusulas anti-direcionamento, que impediam desenvolvedores de informar usuários sobre formas alternativas de pagamento.

Pelo acordo, a Apple deverá permitir que desenvolvedores promovam ofertas externas e direcionem usuários para realizar transações fora do aplicativo. O termo desvincula o serviço de processamento de pagamentos da Apple, permitindo que desenvolvedores ofereçam outras formas de compra dentro do aplicativo. Meios alternativos de pagamento e ofertas externas devem ser expostos lado a lado com a solução de pagamento in-app da Apple.

A Apple disse em nota ao Tecnoblog que trabalhou “para manter proteções contra algumas ameaças, incluindo a preservação de salvaguardas importantes para usuários mais jovens”. Isso porque, na visão da empresa, as mudanças abrem “novos riscos à privacidade e à segurança dos usuários”.

Também de acordo com a Apple, as proteções não eliminarão todos os riscos, mas ajudarão a garantir que o iOS “continue sendo a melhor e mais segura plataforma móvel disponível no Brasil”.

Lojas alternativas

O logo da App Store da Apple domina o centro da imagem, apresentado como um quadrado azul com cantos arredondados e um "A" branco estilizado formado por três barras. Outros logos da App Store, de tamanhos variados e com diferentes graus de desfoque, flutuam ao redor em um fundo azul claro gradiente. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Compras no iPhone poderão ser feitas sem passar pela App Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A empresa também deverá permitir a abertura de lojas alternativas para distribuição de aplicativos. Eventuais avisos aos clientes feitos pela Apple terão escopo limitado, deverão adotar redação neutra e objetiva, e não poderão criar medidas de controle que dificultem a experiência do usuário.

O acordo estabelece a estrutura das taxas a serem cobradas pela Apple, alinhada com os compromissos assumidos, para garantir que os efeitos pró-competitivos sejam percebidos por desenvolvedores e usuários. Segundo o conselheiro Victor Fernandes, a proposta brasileira insere-se em cenário de iniciativas internacionais voltadas à abertura do ecossistema móvel da Apple.

Investigação a pedido do Mercado Livre

Marca do Mercado Livre cercada por moedas douradas
Mercado Livre foi responsável por início de processo no Cade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A investigação teve início em dezembro de 2022, a partir de denúncia do Mercado Livre, que apontou possível abuso de posição dominante no mercado de distribuição de aplicativos para dispositivos iOS. Em novembro de 2024, o Cade determinou instauração de processo administrativo e adoção de medida preventiva. A Apple protocolou requerimento de abertura de negociação em julho de 2025.

O Mercado Livre nos disse que as medidas resolvem apenas parte das necessidades do mercado e que experiências similares no exterior “têm apresentado resultados limitados para promover maior concorrência”. Também afirmou que seguirá atento aos desdobramentos do caso, à fiscalização e à aplicação dos termos acordados.

Com a assinatura do acordo, a Apple concordou com o encerramento do litígio judicial em que buscava declaração de nulidade da medida preventiva imposta pelo Cade.

Em caso de descumprimento total das obrigações, a empresa pode pagar multa de até R$ 150 milhões, com retomada da investigação e da medida preventiva. O processo administrativo será suspenso até o cumprimento das obrigações.

Apple terá que abrir iPhone no Brasil para compras fora da App Store

Apple inicia encomendas do iPhone 16 no Brasil em 24/09 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ícone da App Store da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mercado Livre reduz preço do Meli+ (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Apple vai exibir mais anúncios na App Store

Ícone da App Store
Atualização espalhará publicidade pelos resultados de pesquisa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple vai aumentar a exibição de anúncios na App Store a partir de 2026.
  • A publicidade será distribuída ao longo da rolagem da página, sem controle dos anunciantes sobre a posição dos anúncios.
  • O sistema Apple Ads usará um algoritmo para determinar a posição dos anúncios com base na relevância e no valor pago pelos anunciantes.

A Apple comunicou que vai aumentar a exibição de propagandas dentro da App Store. Na página de suporte, a empresa afirma que a mudança começa a valer em 2026.

A fabricante do iPhone justifica a alteração citando o alto engajamento das pesquisas, consideradas a principal porta de entrada para downloads na plataforma e algo atraente para os anunciantes.

Segundo a Apple, quase 65% dos downloads ocorrem após uma pesquisa, razão pela qual vai introduzir “anúncios adicionais em todas as consultas de pesquisa”.

O que vai mudar?

Com a nova política, a publicidade deve ser pulverizada. Mais anúncios serão inseridos na rolagem da página, intercalados com os resultados de uma busca. Atualmente, a loja de aplicativos do iPhone limita a publicidade a um único local nobre: o topo da lista de resultados.

A nova dinâmica retira do anunciante o controle sobre a posição da propaganda. Segundo a documentação da Apple, os desenvolvedores não poderão selecionar ou dar lances exclusivos para aparecer no topo ou no meio da lista.

O sistema do Apple Ads utilizará um algoritmo para determinar o melhor local de exibição com base na relevância do aplicativo para a consulta do usuário e no valor do lance oferecido. A empresa esclarece que nenhuma ação extra será necessária por parte dos anunciantes.

App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Novos espaços publicitários estarão disponíveis em 2026 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Propaganda para ganhar mais dinheiro

A adoção de mais espaços publicitários no iOS já era prevista. Em outubro, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, relatou o plano da Apple. A ideia seria abrir novas frentes de receita via anúncios — movimento que ocorre de forma gradual há anos dentro da fabricante do iPhone.

Há não muito tempo, vale lembrar, a Apple foi duramente criticada após exibir propagandas para F1: O Filme, produção da própria Apple TV, no app Carteira (Wallet). Depois da polêmica, a empresa passou a oferecer uma opção para desativar esses anúncios.

Apple vai exibir mais anúncios na App Store

App Store da Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
  •  

Apple abre a App Store no Japão para aplicativos de terceiros

Arte com o ícone azul da App Store em foco. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple adequou regras à nova legislação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple permitirá lojas de aplicativos alternativas e métodos de pagamento fora do sistema da empresa no Japão.
  • Desenvolvedores japoneses poderão usar lojas alternativas, como a AltStore PAL, e incluir links externos para pagamentos.
  • A companhia continuará cobrando comissões sobre transações, com taxas entre 15% e 21%.

A Apple anunciou uma série de alterações na App Store no Japão para se adequar a uma nova legislação local voltada à concorrência no mercado digital. As mudanças aproximam o modelo ao que já foi implementado na União Europeia, ao permitir lojas de aplicativos alternativas e opções de pagamento fora do sistema da própria empresa.

A abertura, no entanto, não significa o fim das comissões. A Apple continuará cobrando taxas sobre transações feitas fora da App Store tradicional e exigirá a exibição de avisos aos usuários ao utilizar lojas de terceiros ou métodos alternativos de pagamento.

O que muda?

Com as novas regras, desenvolvedores japoneses poderão distribuir seus aplicativos por meio de lojas alternativas ao ecossistema oficial da Apple. Uma das primeiras a se beneficiar deve ser a AltStore PAL, que já se prepara para estrear no país antes do fim do ano, seguindo o mesmo modelo adotado recentemente na Europa.

Compras feitas dentro de aplicativos distribuídos por essas lojas de terceiros estarão sujeitas a uma comissão de 5% para a Apple. Além disso, aplicativos publicados na App Store japonesa agora podem oferecer meios de pagamento alternativos ao sistema da Apple. Também será permitido incluir links externos que direcionem o usuário a sites para que a compra seja finalizada fora do app.

Marca da Apple
Apple mantém cobrança de taxas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Taxas da Apple vão diminuir?

Apesar da abertura, a Apple manterá uma parcela significativa das receitas. Para compras feitas dentro de aplicativos usando pagamentos alternativos, a comissão pode chegar a 21%. Já no caso de bens digitais adquiridos em sites externos acessados a partir do app, a taxa será de 15%.

Outro ponto são os avisos que a empresa passará a exibir sempre que o usuário optar por lojas ou pagamentos de terceiros. Esse conjunto de taxas e alertas foi citado pelo CEO da Epic Games, Tim Sweeney, ao confirmar que o jogo Fortnite ainda não retornará ao iOS no Japão.

Segundo ele, as condições impostas pela Apple tornam a operação pouco atrativa, cenário semelhante ao observado em disputas regulatórias nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a empresa enfrenta um inquérito no Cade sobre possíveis barreiras no pagamento por aproximação.

Apple abre a App Store no Japão para aplicativos de terceiros

App Store da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google
Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)
Resumo
  • A Justiça dos EUA permitiu que a Apple cobre taxas razoáveis por compras em apps com métodos de pagamento externos, revertendo uma proibição de abril de 2025.
  • Tim Sweeney, CEO da Epic Games, celebrou a decisão, afirmando que ela encerra as regras que permitiam taxas “absurdas” da Apple.
  • A decisão judicial exige que as taxas sejam baseadas em custos genuínos e necessários para coordenar links externos para compras.

A Justiça dos Estados Unidos decidiu que a Apple pode cobrar taxas razoáveis por compras feitas em apps usando meios de pagamento externos, revertendo parcialmente uma decisão anterior. Tim Sweeney, CEO da Epic Games, demonstrou estar satisfeito com o resultado.

Para o executivo, o veredito “encerra totalmente” as regras da App Store que permitem que a Apple cobre “taxas absurdas”. “Depois de anos de obstruções da Apple, finalmente veremos mudanças em larga escala”, celebrou.

Imagem de um celular exibindo a tela do jogo Fortnite com vários personagens e elementos coloridos. No centro, destaque para uma personagem feminina com roupas pretas e azuis, um personagem em um carrinho de supermercado, um personagem vestido de frango e outros personagens com armas e instrumentos musicais. Ao fundo, há um carro esportivo amarelo, um dragão roxo e veículos voadores. Fundo gradiente azul e amarelo.
Fortnite voltou a ser oferecido no iPhone no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

“Se você quer que um app passe por um processo de revisão com links externos, talvez haja muitas centenas de dólares em taxas associadas a cada envio”, prevê o executivo. Ele pondera que isso é ”perfeitamente razoável”: “Há pessoas na Apple fazendo essas coisas, e a Apple paga o salário delas, e nós devemos contribuir para isso.”

O que a Justiça dos EUA decidiu sobre as taxas da Apple?

Um painel de três juízes liberou novamente a cobrança de taxas em transações feitas usando métodos de pagamento externos à App Store, proibidas desde abril de 2025.

No entanto, a decisão determina que a comissão deve ser baseada nos “custos genuína e razoavelmente necessários para a coordenação de links externos para compras vinculadas, mas nada além disso”, nas palavras da sentença.

Imagem mostra um close-up de um smartphone iPhone sendo segurado numa mão. A tela exibe o ícone da App Store. Abaixo do ícone, as palavras "Buscar" e "Resgatar" aparecem em uma barra escura, sugerindo opções dentro da loja de aplicativos. Na parte inferior direita, está o logo do "Tecnoblog".
App Store é a loja de aplicativos e jogos da Apple (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Além disso, o veredito avalia que a Apple “tem direito a alguma compensação pelo uso de suas propriedades intelectuais que são diretamente usadas para permitir que a Epic e outras [desenvolvedoras] concluam vendas externas”.

Relembre o processo da Epic Games contra a Apple

Essa é a decisão mais recente de uma briga que começou lá em 2020, com a Epic questionando as cobranças da loja de aplicativos do iPhone.

Em 2021, o tribunal determinou que os desenvolvedores poderiam oferecer opções externas de pagamento, sem depender do processamento da App Store. A Apple cumpriu as ordens, mas continuou cobrando comissões de até 27% nesses casos.

Em abril de 2025, a juíza do caso, Yvonne Gonzalez Rogers, considerou que essas taxas e outras regras impostas pela fabricante do iPhone eram abusivas e representavam uma violação intencional da sentença.

Por isso, a corte proibiu a cobrança dessas taxas, além de determinar que a Apple não poderia ter regras sobre como links para pagamentos externos deveriam aparecer nos aplicativos. O recurso julgado nessa quinta-feira (11/12) diz respeito a essa decisão.

Vale dizer que a Epic também processou o Google. As duas empresas anunciaram um acordo em novembro de 2025, com mudanças relevantes na Play Store.

Com informações do The Verge e da Reuters

CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)

Fortnite volta a ser oferecido no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

App Store no iPhone (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
  •  

The Sims Mobile será encerrado pela EA

Como jogar The Sims Mobile / Divulgação / EA
The Sims Mobile deixará de funcionar em 20 de janeiro de 2026 (imagem: divulgação/EA)
Resumo
  • A EA encerrará The Sims Mobile em 20 de janeiro de 2026, após quase oito anos de funcionamento.
  • O encerramento ocorre durante a reorganização da franquia, com foco no novo projeto Project Rene, mas The Sims 4 continuará ativo.
  • A própria empresa vive uma reorganização e recentemente foi adquirida por um fundo saudita, em uma venda de US$ 55 bilhões.

A Electronic Arts (EA) anunciou oficialmente o encerramento de The Sims Mobile, versão para smartphones da icônica franquia de games. A atualização lançada ontem (20/10) é a última do jogo, que deixará de funcionar completamente em 20 de janeiro de 2026. Segundo a empresa, após essa data, “o jogo não estará mais acessível e será encerrado”.

O jogo será removido hoje (21/10) da App Store e Google Play, antes do desligamento definitivo dos servidores. A partir de agora, não será mais possível gastar dinheiro real dentro do app.

The Sims Mobile foi lançado em 2018 e recebeu mais de 50 atualizações ao longo dos anos, mantendo uma comunidade ativa de jogadores que buscavam reproduzir no celular a experiência do The Sims.

Por que The Sims Mobile vai acabar?

Hey Simmers,

The Sims Mobile (TSM) will be delisted from the Apple App Store and Google Play Store on October 21st at 1:30 PM UTC, but we wanted to remind you that if you’ve downloaded it before, you can redownload and play TSM until it sunsets on January 20th, 2026.

For Apple…

— The Sims Mobile (@TheSimsMobile) October 21, 2025

O encerramento ocorre em meio a uma reorganização da franquia, que vive um período de transição. Enquanto The Sims 4 segue recebendo expansões e conteúdo extra, a EA já mira o futuro com o Project Rene, o próximo grande título da companhia. É esperado que o projeto — ainda em fase inicial — una elementos de jogo single-player e multiplayer e esteja disponível para PC e dispositivos móveis.

Essa proposta mais integrada pode ter tornado o The Sims Mobile obsoleto na estratégia da empresa. Ainda que a EA não tenha detalhado completamente o novo título, a expectativa é que ele traga um ecossistema conectado, em que os jogadores possam criar, construir e interagir em diferentes plataformas.

Contudo, isso também pode mudar, já que a própria EA Games vive uma reorganização: há menos de um mês, a empresa foi vendida a um fundo saudita por US$ 55 bilhões — maior aquisição já realizada em dinheiro por um patrocinador financeiro. O consórcio de investidores também conta com a Silver Lake e Affinity Partners.

The Sims 4 continuará ativo

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)
The Sims 4 não será afetado (imagem: divulgação/EA)

A EA não revelou uma data de lançamento para o Project Rene, que foi anunciado em 2022, mas já demonstrou trechos de testes que indicam foco em personalização colaborativa.

O jogo deve permitir que vários jogadores editem um mesmo ambiente em tempo real. A empresa também reforçou que The Sims 4 continuará ativo, mesmo após o lançamento do novo game.

Com informações do The Verge

The Sims Mobile será encerrado pela EA

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)
  •