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Cristália tem fábrica aprovada pela Anvisa para produzir sua versão do Ozempic

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a fábrica em que a farmacêutica Cristália irá produzir sua versão da caneta emagrecedora à base da semaglutida. Técnicos da agência estiveram na província chinesa de Guangdong para liberar o parque fabril da farmacêutica Livzon, uma farmacêutica que já obteve o registro na China e que também […]

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Dona do Mounjaro corta preços e acirra a disputa das canetas emagrecedoras no Brasil

A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do registro da primeira semaglutida nacional, no fim de maio, que será produzida pela EMS, acirrou a guerra pela queda do preço das canetas emagrecedoras no mercado brasileiro. Agora, a líder do mercado, a americana Eli Lilly, dona do Mounjaro, caneta análoga ao GLP-1 à base […]

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Governos agora investigam se ‘efeito Ozempic’ se estende em estímulo ao mercado de trabalho

O novo governo da Dinamarca, país de origem da Novo Nordisk, do Ozempic, vai investigar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a entrarem no mercado de trabalho, adicionando uma nova dimensão econômica ao debate sobre os tratamentos para a obesidade.

A Novo, fabricante do Wegovy e do Ozempic, já transformou a economia dinamarquesa, com impulso a um crescimento significativo nos últimos anos, mesmo diante da concorrência crescente enfrentada pela gigante farmacêutica, como pela americana Eli Lilly.

O país nórdico agora investiga se os remédios também podem gerar benefícios econômicos ao aumentar a produtividade.

Em seu programa de governo divulgado nesta semana, a nova administração do país propôs um projeto-piloto para pessoas com obesidade grave, a fim de avaliar como medicamentos como o Wegovy afetam a economia além dos resultados de saúde, incluindo seu impacto na oferta de trabalho.

Não foram detalhadas as características do programa. A ideia reflete um interesse crescente entre formuladores de políticas públicas sobre os efeitos econômicos mais amplos dos tratamentos contra a obesidade, para além de efeitos mais evidentes no consumo de alimentos.

Estudo do ‘efeito Ozempic’ no Reino Unido

O governo britânico, no final de 2024, firmou parceria com a Eli Lilly para um ensaio de cinco anos destinado a analisar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a retornarem ao trabalho e aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde.

Uma pesquisa apresentada no ano passado estimou que o princípio ativo por trás do Wegovy e do Ozempic da Novo poderia gerar mais de 4,5 bilhões de libras (6 bilhões de dólares) em ganhos anuais de produtividade no Reino Unido, segundo o jornal The Guardian.

A análise de 2.660 participantes com três ensaios clínicos concluiu que o medicamento adiciona o equivalente a cinco dias de trabalho e 12 dias de trabalho não remunerado por paciente a cada ano.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que conquistou um terceiro mandato nesta semana, já declarou ser uma “grande fã” do Ozempic e do Wegovy, demonstrando apoio à empresa farmacêutica.

Frederiksen firmou um acordo de coalizão na segunda-feira (1), quase dez semanas após a eleição geral, reunindo Social-Democratas, Esquerda Verde, Liberais Sociais e Moderados em um governo minoritário apoiado por partidos de esquerda.

A Dinamarca foi um dos primeiros países onde a Novo lançou o Wegovy, no final de 2022, e quase 5% da população já utilizou o medicamento desde então, de acordo com dados do governo.

Cerca de 8% dos dinamarqueses preenchem os critérios para o tratamento, segundo uma análise divulgada no ano passado.

A crescente popularidade dos medicamentos para obesidade da Novo também pressionou as finanças públicas, levando a Dinamarca a reduzir os subsídios para o Ozempic em 2024 e a rejeitar os pedidos da empresa para reembolso público do Wegovy. 

É um mercado crescente que começa a ganhar ainda mais força em países em que a patente expirou, o que leva à venda de medicamentos genéricos, caso recente do Brasil.

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Genética pode influenciar a eficácia de canetas emagrecedoras, diz pesquisa

Uma nova pesquisa indica que mutações em dois genes específicos, responsáveis por regular a fome e o processamento de alimentos, influenciam a eficácia de tratamentos contra a obesidade com fármacos como o Mounjaro e o Wegovy, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”. Indivíduos que possuem essas alterações genéticas tendem a apresentar uma redução de medidas mais acentuada.

Os dados foram divulgados na última quarta-feira (8) na revista científica Nature, mostrando uma compreensão única na diferença entre os resultados clínicos: enquanto uns emagrecem drasticamente, outros podem sofrer com reações adversas severas, a exemplo de vômitos e enjoos.

A pesquisa foi feita pelo departamento de Instituto de Pesquisa 23andMe, empresa de coleta genética. “O estudo demonstra o incrível poder da nossa comunidade de pesquisa colaborativa para promover o conhecimento científico sobre a variação genética humana”, disse Adam Auton, vice-presidente de Genética Humana do Instituto de Pesquisa 23andMe e um dos autores do estudo, em comunicado à imprensa.

A investigação, que cruzou dados de DNA com as experiências dos usuários, trouxe descobertas fundamentais sobre o impacto do perfil genético no resultado desses tratamentos:

  • Eficácia no emagrecimento: Foi detectada uma mutação específica no gene GLP1R, uma troca mínima na sua sequência que altera a proteína produzida, capaz de potencializar significativamente o efeito das substâncias.
  • Enjoos e mal-estar: A pesquisa estabeleceu conexões entre alterações nos genes GIPR e GLP1R e o surgimento de episódios de vômito ou náusea em quem utiliza essas terapias.
  • Reações por tipo de remédio: Cientistas notaram que os efeitos adversos ligados ao gene GIPR ocorrem apenas com a tirzepatida (encontrada no Mounjaro e no Zepbound), sem atingir quem faz uso da semaglutida (presente no Ozempic e no Wegovy).

Segundo o estudo, profissionais de saúde destacam que o sucesso dessas terapias não depende apenas da genética, mesmo que ela tenha seu peso; fatores como a idade, o sexo e o histórico étnico do indivíduo também moldam os resultados.

No Reino Unido, as estatísticas apontam que o consumo de canetas emagrecedoras alcançou a marca de 1,6 milhão de usuários no último ano, e a tendência é que esse volume se torne ainda maior.

O acesso a esses produtos ocorre majoritariamente pelo mercado privado, sendo os principais canais as plataformas online. Já o NHS, órgão público de saúde britânico, limita a oferta de remédios como Mounjaro e Wegovy a casos muito específicos, atendendo apenas uma parcela reduzida de obesos que possuem doenças associadas.

Testes clínicos

Vale frisar que as taxas de redução de massa corporal apresentam variações conforme o medicamento utilizado. De acordo com testes clínicos, o uso de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) resulta em um decréscimo médio de 20%, enquanto a semaglutida (presente no Wegovy e no Ozempic) promove uma baixa de aproximadamente 14%.

Na pesquisa publicada recentemente, mais de 15 mil pacientes tiveram acompanhamento durante oito meses enquanto utilizavam os medicamentos, e os cientistas chegaram a uma perda média de peso total de 11,7%.

Apesar do número, o desempenho foi heterogêneo: houve casos de eliminação de até 30% da massa inicial, contrastando com usuários que tiveram pouco ou nenhum resultado prático.

Além de fazer o tratamento com as canetas emagrecedoras, os participantes também adquiriam testes genéticos da 23andMe, que cruzar milhões de informações genéticas. A partir daí, os cientistas conseguiram traçar um perfil que mostra como certas variações no organismo facilitam ou dificultam o emagrecimento durante o tratamento.

“O estudo identificou uma variante genética associada à perda de peso, que também está ligada à ocorrência de náusea”, afirmou Ruth Loos, professora da Universidade de Copenhague, em comentários sobre a pesquisa.

Segundo ela, essa marca genética está ligada a dois resultados simultâneos: uma maior redução de quilos e, ao mesmo tempo, a sensação de enjoo.

Além disso, a pesquisa também apontou que outra variante ligada ao efeitos colaterais, como de vômitos e enjoos, em quem se trata com tirzepatida. Esse fator pode fazer com que cerca de 1% dos pacientes sofram com crises severas de vômito, um índice quase 15 vezes superior ao que se vê normalmente.

É importante ressaltar que as conclusões desse estudo ainda não foram confirmadas por outros trabalhos científicos, o que é um passo necessário para validar os dados.

Em pesquisas feitas anteriormente, cientistas descobriram que o público feminino tem uma probabilidade duas vezes maior de eliminar 15% da massa corporal com o Mounjaro do que o masculino. Outros perfis que costumam apresentar melhores resultados no emagrecimento são os mais jovens e pessoas de etnia branca ou asiática, embora a ciência ainda não saiba explicar o porquê.

Fatores práticos, como o tempo de tratamento, a dosagem escolhida e o tipo de fármaco, também interferem diretamente no sucesso da terapia. No futuro, a ideia é que o cruzamento do mapa genético com o histórico do paciente permita definir o remédio ideal para cada caso, dentro do conceito de medicina de precisão.

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Pfizer vence Novo Nordisk na guerra de ofertas e leva Metsera por US$ 10 bilhões

A farmacêutica norte-americana Pfizer fechou um acordo de US$ 10 bilhões pela desenvolvedora de medicamentos para obesidade Metsera. Com isso, encerrou uma acirrada guerra de ofertas de biotecnologia entre a gigante farmacêutica sediada em Nova York e a rival dinamarquesa Novo Nordisk.

A Metsera aceitou uma oferta melhorada da Pfizer na noite de sexta-feira (7), citando riscos antitruste nos Estados Unidos na oferta da Novo Nordisk, que antes havia sido considerada superior. A gigante dinamarquesa dos medicamentos contra a obesidade disse no sábado que sairia da disputa.

A vitória na concorrência dá à Pfizer um caminho para o lucrativo mercado de medicamentos contra a obesidade, mesmo que os tratamentos da Metsera ainda estejam a anos de chegar ao mercado. Isso representa um golpe para a Novo, que tenta recuperar o terreno perdido contra a rival norte-americana Eli Lilly.

Esgrima de ofertas

A Pfizer parecia ter fechado o negócio em setembro, antes de a Novo entrar em cena na semana passada com uma oferta não solicitada, desencadeando uma luta por um ativo cobiçado no crescente mercado de perda de peso. A Pfizer está tentando se firmar no mercado de obesidade para superar tropeços internos anteriores no desenvolvimento de medicamentos para perda de peso.

A Pfizer concordou em pagar US$ 86,25 por ação em dinheiro, um prêmio de 3,69% em relação ao fechamento da Metsera na sexta-feira, disse a Metsera em um comunicado. A oferta inclui US$ 65,60 por ação em dinheiro e um direito de valor contingente que dá direito a pagamentos adicionais de até US$ 20,65 por ação em dinheiro.

No sábado (8), Novo Nordisk disse que não faria uma oferta maior.

“Seguindo um processo competitivo e após cuidadosa consideração, a Novo Nordisk não aumentará sua oferta para adquirir a Metsera”, disse a farmacêutica dinamarquesa em um comunicado.

A Novo acrescentou que está avançando em seu próprio pipeline de opções de tratamento para obesidade e que “continuará a avaliar oportunidades de desenvolvimento de negócios e aquisições… que promovam seus objetivos estratégicos.”

Medicamentos experimentais

A Metsera, em declaração na sexta-feira, disse que a proposta da Novo apresentava “riscos legais e regulatórios inaceitavelmente altos” em comparação com a proposta de fusão com a Pfizer, citando uma ligação da Comissão Federal de Comércio dos EUA para discutir os riscos de uma transação com a Novo.

O órgão regulador enviou uma carta no início desta semana à Novo e à Metsera, dizendo que o acordo proposto corria o risco de violar as leis antitruste dos EUA.

A Novo disse em seu comunicado que acreditava que a estrutura de sua oferta estava “em conformidade com as leis antitruste”.

Em uma declaração, a Pfizer disse que estava satisfeita por ter chegado a um acordo revisado com a Metsera e espera fechar a fusão logo após a reunião de acionistas da Metsera em 13 de novembro.

Os medicamentos experimentais para obesidade da Metsera, o MET-097i, um GLP-1 injetável, e o MET-233i, que imita o hormônio pancreático amilina, devem atingir US$5 bilhões em vendas combinadas, de acordo com David Risinger, analista da Leerink Partners.

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