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JPMorgan diz que os EUA correm o risco de não atingir metas energéticas sem energia eólica e solar

Os EUA terão dificuldade em gerar a energia necessária para impulsionar o crescimento de sua indústria de tecnologia sem incluir a energia eólica e solar, de acordo com o diretor global de soluções sustentáveis ​​do JPMorgan Chase.

“É difícil imaginar uma situação em que os Estados Unidos não precisem recorrer a essas fontes de energia”, disse Chuka Umunna, do JPMorgan, em entrevista a Tom Mackenzie, da Bloomberg Television, antes da Cúpula da BNEF em Londres, na terça-feira (14).

O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a energia renovável de “piada” e classificou as turbinas eólicas como “patéticas”, em um discurso recente nas Nações Unidas. Ele também chamou o próprio conceito de mudança climática de “a maior farsa já perpetrada no mundo”.

Em vez disso, a Casa Branca busca aumentar a produção de combustíveis fósseis e destacou a energia nuclear e a geotérmica como suas fontes de energia de baixo carbono preferidas.

Energia nuclear

A preocupação com a energia nuclear é que ela “leva anos para entrar em operação”, disse Umunna. Portanto, “as energias renováveis ​​são uma parte essencial da resposta”.

Nesse contexto, as ações de energias renováveis ​​tiveram uma recuperação este ano, com a segurança energética impulsionando as avaliações. “A natureza do debate realmente mudou”, disse ele.
Não se trata apenas do clima e do meio ambiente, mas sim de “como se tornar autossuficiente”, disse Umunna.

O foco do JPMorgan nessa questão é um dos motivos pelos quais o banco divulgou na segunda-feira (13) planos de canalizar US$ 1,5 trilhão para setores que reforçam a segurança e a resiliência econômica dos EUA nos próximos 10 anos, disse ele.

“A sustentabilidade está interligada a essas questões de competitividade e geopolítica”, disse Umunna. Portanto, o debate sobre o que é sustentável está mudando, disse ele. “Não é mais um debate binário.”
Construir a infraestrutura necessária para atender à crescente demanda por energia “será muito difícil”, disse Ulrik Fugmann, codiretor de investimentos de estratégias ambientais da BNP Paribas Asset Management, na cúpula da BNEF. “Precisaremos de muito mais do que as pessoas pensam para modernizar uma rede elétrica com 40 a 50 anos, e é por isso que adoro esse tema.”

“As perspectivas de crescimento apenas para o armazenamento de energia são alucinantes”, disse ele.

A BNEF estima que o mercado global de armazenamento de energia atingirá novos patamares novamente em 2025, impulsionado por incorporadoras que constroem projetos de maior escala para serviços públicos.

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Eletrobras conclui venda da usina termelétrica Santa Cruz para a J&F

UTE Santa Cruz

A Eletrobras concluiu a venda do usina termelétrica UTE Santa Cruz para o grupo J&F, sucedendo a Âmbar Energia no acordo. A transação, que inclui o recebimento de R$ 703,5 milhões, encerra o processo de desinvestimento dos ativos termelétricos da empresa.

Segundo a Eletrobras, o montante total arrecadado com a venda das termelétricas, incluindo a UTE Santa Cruz e ativos da Eletronorte, alcança R$ 3,6 bilhões. A empresa ainda mantém o direito ao recebimento de um earn-out no valor de R$ 1,2 bilhão.

Com a conclusão do desinvestimento, a Eletrobras agora possui um portfólio de geração de energia composto exclusivamente por fontes renováveis, em linha com seu compromisso Net Zero 2030.

A Eletrobras, maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica da América Latina, é responsável por boa parte da energia limpa do Brasil. Privatizada em 2022, mantém um papel estratégico no setor elétrico nacional.

Em agosto de 2025, a Eletrobras viu suas ações ordinárias subirem 7,06% após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, destacando um lucro líquido ajustado de R$ 1,47 bilhão e a aprovação de R$ 4 bilhões em dividendos aos acionistas.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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Aneel muda regra para reduzir desconto bilionário a geradores de energia renovável

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (7) uma mudança nas regras para a concessão de benefícios tarifários a usinas de geração renovável, um incentivo que ajudou a tornar esses projetos economicamente mais atrativos, mas que vem onerando a conta de luz dos consumidores nos últimos anos.

A alteração aprovada vem para cumprir determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou em 2023 que empreendedores vinham usando “subterfúgios” para contornar os limites da legislação e obter os subsídios, que somam bilhões de reais.

Usinas da chamada “energia incentivada”, das fontes eólica, solar e biomassa, de até 300 megawatts (MW) têm direito a descontos de no mínimo 50% nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia.

Segundo o TCU, vários empreendimentos que superavam essa potência eram artificialmente fracionados, nos pedidos de outorga à Aneel, para se enquadrar nas regras do desconto.

A Aneel fez agora a adequação das regras para garantir que apenas empreendimentos de até 300 MW de potência injetada tenham direito ao benefício tarifário.

O órgão regulador passou a adotar nas outorgas o conceito de “complexo de geração”, que considera tanto o compartilhamento de infraestrutura (ponto de conexão com a rede elétrica) pelas usinas quanto uma avaliação societária de seus donos. Já a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ficará responsável por apurar a potência injetada dos complexos, visando averiguar o limite de até 300 MW.

Essas regras devem alcançar cerca de 150 outorgas de geração que estavam pendentes aguardando a nova regulamentação. A mudança não será aplicada retroativamente, de forma a não criar insegurança jurídica para os empreendimentos já operacionais.

Os descontos às fontes de energia incentivada somam valores bilionários e representam o principal subsídio pago pelos consumidores na conta de luz. Somente em 2025, até setembro, esses descontos já custaram R$10,3 bilhões aos consumidores, quase um terço do total de subsídios pagos no período, segundo dados da ferramenta Subsidiômetro da Aneel.

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Azevedo & Travassos fecha contrato de R$ 1,8 bilhão com a Petrobras para projeto GasLub

Heftos da Azevedo & Travassos, empresa de infraestrutura de óleo e gás
Heftos

A empresa de engenharia Azevedo & Travassos assinou um contrato com a Petrobras para o projeto UGH GasLub. O acordo, firmado por meio de um consórcio entre a controlada da A&T, Heftos Óleo e Gás, e a construtora Colares Linhares, tem valor total de R$ 1,76 bilhão e um prazo de execução de 40 meses.

As atividades incluem projeto executivo, suprimentos, construção, montagem, comissionamento e testes para a unidade de geração de hidrogênio, a ser realizada em Itaboraí, RJ.

A Heftos Óleo & Gás Construções detém 80% do projeto e a Colares Linhares participa com 20%.

A obra faz parta de um conjunto de seis grandes licitações da Petrobras nos moldes EPC (Engineering, Procurement, Construction) para as obras do Gaslub, rebatizado de Complexo de Energias Boaventura. 

O projeto retoma as obras no polo deItaboraí (RJ), que foram paralisadas em 2015. As licitações incluem serviços de engenharia, projeto, equipamentos e montagem para construção de unidades de Hidrocraqueamento Catalítico (HCC), de Hidrotratamento (HDT), de Desparafinação por Isomerização por Hidrogênio (HIDW), para o laboratório e edificações do Gaslub e para Unidade de Geração de Hidrogênio (UGH).

O Complexo de Energias Boaventura reunirá diferentes unidades de processamento e produção, de geração de energia a combustíveis, inclusive de fontes renováveis. 

Além da própria Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), o complexo da Petrobras será composto por duas usinas termelétricas (UTEs), unidades de produção de combustíveis e lubrificantes, Unidade de Hidrocraqueamento Catalítico (HCC) e várias outras.

Tradicional empresa brasileira de engenharia e construção, a Azevedo & Travassos tem forte atuação em infraestrutura, especialmente nos setores de saneamento, óleo e gás. Fundada em 1922, tem mais de um século de experiência no mercado.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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