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Governo Trump libera TotalEnergies de investir US$ 1 bilhão em energia eólica

O governo Donald Trump liberou a TotalEnergies e seus parceiros de contratos de cerca de US$ 1 bilhão em projetos de energia eólica offshore, permitindo que a gigante francesa redirecione esses recursos para investimentos em petróleo e gás natural nos Estados Unidos.

Pelo acordo, a empresa não está mais comprometida a desenvolver parques eólicos nas costas de Nova York, Nova Jersey e Carolina do Norte, disse o secretário do Interior, Doug Burgum, durante a conferência CERAWeek, em Houston.

Reverter políticas climáticas

Em troca dos novos investimentos em combustíveis fósseis, os EUA vão reembolsar a TotalEnergies “dólar por dólar” até o valor pago originalmente pelos contratos, segundo comunicado do Departamento do Interior.

A ofensiva do presidente Donald Trump contra a energia eólica offshore faz parte de um esforço mais amplo para reverter políticas climáticas da era Biden e reforçar o apoio aos combustíveis fósseis. Tentativas de barrar a construção de cinco parques eólicos no mar, porém, têm enfrentado reveses na Justiça nos últimos meses.

O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, afirmou que a empresa vai “acelerar” os investimentos em gás natural liquefeito (GNL) nos EUA. Segundo ele, o acordo não altera o compromisso da companhia com a energia eólica em outros países.

A empresa disse ainda que estudos indicam que projetos de eólica offshore nos EUA — ao contrário da Europa — são caros e podem encarecer a energia para os consumidores.

A TotalEnergies, já a maior exportadora de GNL dos EUA, pretende reinvestir os valores reembolsados para financiar o projeto Rio Grande LNG, no Texas, e outras atividades de petróleo e gás no país.

“Esses investimentos vão ajudar a fornecer GNL necessário para a Europa e gás para o desenvolvimento de data centers nos EUA”, disse Pouyanne.

A unidade Attentive Energy, da TotalEnergies, havia obtido licença para desenvolver mais de 3 gigawatts de energia eólica offshore entre Nova York e Nova Jersey — suficiente para abastecer mais de 1 milhão de residências. O contrato, concedido em 2022, custou US$ 795 milhões.

Posteriormente, a empresa vendeu uma participação de 44% no projeto por US$ 420 milhões para investidores, incluindo a Macquarie Group. A Total também havia obtido outro contrato, de 1 gigawatt, na costa da Carolina do Norte, por US$ 160 milhões.

As discussões sobre a desistência dos contratos foram noticiadas anteriormente pelo New York Times.

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Excesso de energia renovável está levando a rede ao seu ‘limite físico’ na Alemanha

CEO da EON, a maior distribuidora de energia elétrica da Alemanha, afirmou que a maior economia da Europa deveria frear o ritmo de expansão da energia eólica e solar, dizendo que as redes elétricas do país estão com dificuldades para lidar com a onda de novos projetos renováveis.

O sistema de eletricidade da Alemanha está chegando aos seus limites físicos em várias regiões. Isso aumenta a conta de luz, já que as distribuidoras lá precisam pagar compensações a usinas eólicas e solares que são obrigadas a reduzir a geração nos picos de fornecimento, disse o CEO Leonhard Birnbaum em entrevista ao jornal Sueddeutsche Zeitung publicada no domingo.

Dessa forma, a geração renovável tem aumentado os preços de energia. Birnbaum disse que é a favor de reduzir as metas de expansão de renováveis na Alemanha, argumentando que a demanda de energia na Europa está estagnada há anos, ao contrário do que previam projeções anteriores ligadas à eletrificação.

“As renováveis já venceram — elas já respondem por mais de 60% da nossa eletricidade”, afirmou Birnbaum na entrevista. “Neste estágio, não faz mais sentido subsidiar maciçamente nova capacidade, especialmente quando mais uma turbina eólica adiciona custos, mas quase nenhum benefício.”

Como uma das maiores operadoras de redes de distribuição da Europa, a EON desempenha um papel central na eletrificação da economia. Os comentários de Birnbaum ressaltam a crescente preocupação em torno da transição energética alemã, à medida que a congestão nas redes se intensifica, os custos de corte de geração sobem para a casa dos bilhões e fábricas enfrentam dificuldades para obter conexão em tempo hábil.

Birnbaum disse esperar queda nos preços de energia elétrica e gás no ano que vem, ajudada por subsídios do governo às tarifas de rede, mas alertou que são necessárias mudanças regulatórias para manter a confiabilidade do sistema e apoiar a competitividade da indústria.

Mesmo após uma forte expansão das renováveis, a Alemanha continua dependendo de combustíveis fósseis para manter as luzes acesas quando a demanda dispara ou a geração eólica e solar recua. Essa dependência ficou mais evidente desde o fechamento das últimas usinas nucleares do país, em 2023. O governo lançará no ano que vem uma licitação para uma nova frota de usinas a gás que substituirão termelétricas a carvão que estão sendo desativadas.

Por Monica Raymunt


Foto da Abertura: Adobe Stock

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JPMorgan diz que os EUA correm o risco de não atingir metas energéticas sem energia eólica e solar

Os EUA terão dificuldade em gerar a energia necessária para impulsionar o crescimento de sua indústria de tecnologia sem incluir a energia eólica e solar, de acordo com o diretor global de soluções sustentáveis ​​do JPMorgan Chase.

“É difícil imaginar uma situação em que os Estados Unidos não precisem recorrer a essas fontes de energia”, disse Chuka Umunna, do JPMorgan, em entrevista a Tom Mackenzie, da Bloomberg Television, antes da Cúpula da BNEF em Londres, na terça-feira (14).

O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a energia renovável de “piada” e classificou as turbinas eólicas como “patéticas”, em um discurso recente nas Nações Unidas. Ele também chamou o próprio conceito de mudança climática de “a maior farsa já perpetrada no mundo”.

Em vez disso, a Casa Branca busca aumentar a produção de combustíveis fósseis e destacou a energia nuclear e a geotérmica como suas fontes de energia de baixo carbono preferidas.

Energia nuclear

A preocupação com a energia nuclear é que ela “leva anos para entrar em operação”, disse Umunna. Portanto, “as energias renováveis ​​são uma parte essencial da resposta”.

Nesse contexto, as ações de energias renováveis ​​tiveram uma recuperação este ano, com a segurança energética impulsionando as avaliações. “A natureza do debate realmente mudou”, disse ele.
Não se trata apenas do clima e do meio ambiente, mas sim de “como se tornar autossuficiente”, disse Umunna.

O foco do JPMorgan nessa questão é um dos motivos pelos quais o banco divulgou na segunda-feira (13) planos de canalizar US$ 1,5 trilhão para setores que reforçam a segurança e a resiliência econômica dos EUA nos próximos 10 anos, disse ele.

“A sustentabilidade está interligada a essas questões de competitividade e geopolítica”, disse Umunna. Portanto, o debate sobre o que é sustentável está mudando, disse ele. “Não é mais um debate binário.”
Construir a infraestrutura necessária para atender à crescente demanda por energia “será muito difícil”, disse Ulrik Fugmann, codiretor de investimentos de estratégias ambientais da BNP Paribas Asset Management, na cúpula da BNEF. “Precisaremos de muito mais do que as pessoas pensam para modernizar uma rede elétrica com 40 a 50 anos, e é por isso que adoro esse tema.”

“As perspectivas de crescimento apenas para o armazenamento de energia são alucinantes”, disse ele.

A BNEF estima que o mercado global de armazenamento de energia atingirá novos patamares novamente em 2025, impulsionado por incorporadoras que constroem projetos de maior escala para serviços públicos.

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