A JBS vai fechar uma unidade de processamento de carne bovina na Pensilvânia, no mais recente sinal das dificuldades enfrentadas pelos frigoríficos diante da severa escassez de gado nos Estados Unidos.
Além da planta de carne bovina em Souderton, na Pensilvânia, a maior fornecedora de carne do mundo também informou que encerrará as atividades de uma unidade em Memphis, no Tennessee, dedicada ao processamento e embalagem de proteínas com maior valor agregado. Os fechamentos ocorrem após a companhia informar, no mês passado, que enfrentou perdas crescentes em sua divisão de carne bovina nos EUA.
O rebanho bovino americano está no menor nível em 75 anos, já que pecuaristas afetados por secas e custos elevados de produção precisaram reduzir seus plantéis. A estiagem, que voltou a se intensificar, deve atrasar ainda mais o processo de recomposição dos rebanhos, afirmou Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA, durante uma teleconferência realizada em maio.
O retorno da larva parasita conhecida como mosca-da-bicheira do Novo Mundo (New World screwworm) no Texas também aumenta as incertezas para os pecuaristas e pode afetar as perspectivas de recuperação da oferta de gado nos EUA. Analistas do Barclays afirmaram nesta semana que a recuperação dos lucros da carne bovina, inicialmente esperada para o segundo semestre de 2027, agora deve ocorrer apenas no ano fiscal de 2028.
O fechamento anunciado pela JBS é mais um movimento do setor para aumentar a eficiência e reduzir a capacidade de processamento diante da menor oferta de animais. No fim do ano passado, a empresa já havia informado que encerraria uma unidade na Califórnia. Concorrentes como a Tyson Foods e a Cargill também fecharam plantas em Nebraska e Milwaukee, respectivamente. Enquanto isso, uma medida das margens de processamento de carne bovina calculada pela HedgersEdge permanece majoritariamente negativa há cerca de um ano e meio, mesmo com os preços recordes da carne ao consumidor atraindo o escrutínio das autoridades antitruste do governo de Donald Trump.
A JBS afirmou que as medidas anunciadas nesta sexta-feira fazem parte de uma estratégia mais ampla de modernização das operações. Segundo a empresa, os investimentos realizados em unidades de outros estados estão voltados para ampliar a produção de alimentos preparados e produtos de maior valor agregado, além de modernizar processos e melhorar o atendimento aos clientes.
A companhia informou que a produção das unidades afetadas será transferida para outras plantas. A fábrica de Souderton emprega mais de 1.700 pessoas e tem capacidade para abater cerca de 2 mil cabeças de gado por dia, sendo uma das maiores instalações do tipo na Costa Leste dos Estados Unidos.
As ações da JBS chegaram a subir 1,9% nesta sexta-feira, atingindo o maior nível em duas semanas.
A JBS completa neste sábado (13) seu primeiro aniversário como uma “empresa americana”. Há um ano, a maior processadora de carnes do mundo passou a listar as suas ações na Bolsa de Nova York (NYSE), após 18 anos sendo negociada na B3 – em um IPO longínquo que, curiosamente, ajudou a bancar a aquisição da americana Swift, iniciando a incursão da família Batista no mercado dos Estados Unidos.
O grande objetivo da empresa segue como aquele que foi anunciado mais de um ano atrás: ser incluído nos principais índices de negociação da bolsa americana e, com isso, alcançar o dinheiro dos fundos passivos, como os ETFs, que seguem tais benchmarks de mercado de forma automática.
Esse fluxo adicional oferece potencial para que a JBS multiplique seu valor de mercado, uma vez que ainda é negociada com desconto frente a concorrentes, especialmente a Tyson Foods, que figura no S&P 500.
Só as três maiores gestoras passivas do mundo, Vanguard, BlackRock e State Street, somam cerca de US$ 2,6 trilhões em patrimônio com essa finalidade. Somando só os fundos que seguem o S&P 500, o mercado chega a US$ 17 trilhões.
Guilherme Cavalcanti, CFO da JBS desde janeiro de 2019, conta que nunca viveu tanto na ponte aérea entre Nova York e São Paulo, sede administrativa da companhia, como no último ano. O encontro com investidores internacionais cresceu no período, como esperado.
Se antes da listagem na NYSE a fatia de investidores estrangeiros que negociavam o papel da empresa era de 72%, hoje está em 90%, sendo a maior parcela (74%) de americanos.
“Passamos a ter diariamente pedidos de investidores que nunca haviam interagido conosco para conversas e mais detalhes. Essa é a vantagem de um mercado mais pulverizado como o dos Estados Unidos”, explicou Cavalcanti em conversa com o InvestNews.
Diretoria e acionistas da JBS tocam o sino da Bolsa de Nova York em junho de 2025 (Divulgação)
Mas, para chegar ao Olimpo das grandes empresas americanas, ao lado de nomes como as big techsApple, Microsoft, Alphabet e Nvidia, existe um grande trabalho de bastidor, sobretudo de apresentação de índices financeiros que a JBS precisa seguir.
O principal deles é comprovar que mais da metade da receita é proveniente dos EUA e que exista uma diferença de pelo menos 20 pontos percentuais sobre o segundo maior mercado. Para isso, a JBS passou a desmembrar seus resultados nos EUA para dar visibilidade aos investidores.
Atualmente, 52% da receita anual de US$ 86,2 bilhões vem do mercado americano, com o Brasil na sequência, com 26%.
Embora esses percentuais possam parecer algo trivial, os números também passam a definir a estratégia de crescimento da companhia dos irmãos Batista.
Uma aquisição de empresa em outro mercado, a depender do tamanho, pode desbalancear esse percentual e jogar contra o plano que busca acessar os grandes índices. “Eu brinco que, se fizer uma aquisição fora dos Estados Unidos, vou ter que fazer uma lá também”, prossegue o CFO.
Outra mudança, que já vai ocorrer a partir da divulgação dos resultados do segundo trimestre, previstos para agosto, é divulgar os balanços anuais e trimestrais e os fatos relevantes no mesmo prazo de empresas registradas nos EUA.
Como a companhia listada na NYSE tem sede fiscal na Holanda, a SEC (Securities and Exchange Commission, a CVM americana) permite prazos mais alongados para essas divulgações, mas, para acessar os grandes índices de ações, essa não é uma possibilidade.
Entrando nas carteiras
Os primeiros sinais de resultados da estratégia de acessar os grandes índices começaram a aparecer já no fim de maio, quando a JBS figurou na prévia do Russell 3000, índice de entrada da família Russell.
O principal, o Russell 1000, reúne as mil maiores empresas americanas por valor de mercado e é o mais observado pelos grandes fundos passivos.
A entrada no Russell 1000 é considerada uma questão de tempo, uma vez que a JBS avalia que está cumprindo todos os critérios para ingressar na carteira, sendo o valor de mercado o principal deles. Hoje a companhia tem market cap de US$ 13,1 bilhões.
Com o Russell 3000, o Citi estima uma demanda passiva imediata de US$ 210 milhões a 300 milhões, o equivalente hoje a quase três dias de negociação da JBS em Nova York. E projeta um fluxo financeiro de US$ 1 bilhão a US$ 4 bilhões ao longo de um a dois anos, conforme ETFs e gestores normalizem a posição.
“A carteira do Russell 1000 é mais objetiva. Se você seguir os critérios deles, entra naturalmente. Já o S&P 500 é um pouco mais subjetivo: além de seguir os critérios de elegibilidade, eles consideram o setor econômico da empresa e a consistência do desempenho de mercado”, prossegue Guilherme Cavalcanti.
Guilherme Cavalcanti, CFO da JBS: trabalho para entrar nos índices de ações nos EUA (Divulgação)
Pela metodologia, o S&P 500 exige valor de mercado total de no mínimo US$ 22,7 bilhões, ainda muito acima, portanto, da capitalização atual da JBS.
E há um segundo filtro de tamanho que pega a empresa: o valor de mercado ajustado pelo capital em circulação precisa ser de pelo menos metade desse piso, cerca de US$ 11,35 bilhões. Como só um terço das ações da JBS está em circulação, esse float vale hoje perto de US$ 4,3 bilhões.
A dificuldade se dá, sobretudo, pela composição acionária da JBS. A J&F, holding da família Batista, detém cerca de 48% das ações, e o BNDESPar, outros 18,61%, fatias que não contam como capital livre no cálculo dos índices. Sobram cerca de 33% de papéis em circulação. “Nosso peso no índice poderia ser maior, mas a gente tem o free float mais limitado”, reconhece o CFO.
A decisão para o S&P 500 é de um comitê e geralmente leva de três a quatro anos após uma estreia na bolsa. Cavalcanti aposta em um atalho: o setor de consumo está sub-representado no S&P 500, com apenas 6% do índice. Sobraria, em tese, um espaço setorial para uma companhia de consumo grande como é a JBS.
Efeitos do primeiro ano
Enquanto a jornada pelos grandes índices prossegue, a JBS já consegue perceber a diferença de ser uma empresa negociada no maior mercado do mundo. A liquidez das ações da empresa quase triplicou, segundo cálculos do Citi, passando de cerca de US$ 37 milhões diários para US$ 115 milhões.
E houve uma primeira reprecificação. Antes da estreia na NYSE, conta o CFO, a JBS negociava a 4,5 vezes o lurco operacional (Ebitda) projetado para os 12 meses seguintes, em linha com as conterrâneas MBRF e Minerva. Hoje negocia com um múltiplo próximo ao da Pilgrim’s, sua subsidiária americana de frango, que sempre valeu mais por estar em um índice S&P, o 400.
O degrau que falta é a Tyson. A rival americana negocia a cerca de 7,5 vezes o Ebitda, uma vez e meio o múltiplo atual da JBS, embora o desempenho operacional seja inferior ao do grupo brasileiro.
“Em 95% do tempo, nós performamos melhor que eles no negócio de porco; 80% no de bife e 65% no de frango”, diz Cavalcanti.
A JBS faturou US$ 86 bilhões em 2025, contra US$ 54 bilhões da Tyson, gerou quase o dobro de Ebitda e cerca de quatro vezes o lucro líquido. Ainda assim, vale menos na bolsa: os citados US$ 13,1 bilhões, contra cerca de US$ 20 bilhões da americana – uma cortesia dos grandes índices.
A Vanguard, maior gestora passiva do mundo, tinha US$ 100 milhões em ações da JBS antes da listagem na NYSE. Depois, vendeu e reduziu para US$ 26 milhões, porque a JBS saiu dos índices brasileiros e ainda não entrou nos americanos. Na Tyson, a mesma Vanguard tem US$ 2,4 bilhões alocados. Cem vezes mais, por causa justamente da presença no S&P 500.
Enquanto o prêmio na ação não vem, a listagem na NYSE trouxe outra vantagem relevante.
O custo da dívida despencou. O spread dos títulos de dez anos da JBS em relação aos da Tyson era de 3 pontos percentuais em 2019, conta Cavalcanti, e caiu para 0,2 ponto com a negociação da ação na bolsa americana. Em abril, a JBS passou a ser reconhecida pela SEC como emissor frequente bem conhecido (WKSI, na sigla em inglês), o que agiliza novas captações.
Diretoria e acionistas da JBS no dia de estreia na Bolsa de Nova York em junho de 2025 (Divulgação)
Por outro lado, o desafio do valor de mercado é grande, especialmente pela crise do gado nos Estados Unidos, que vem afetando as margens da JBS em seu principal mercado.
No primeiro trimestre deste ano, o negócio de carne bovina nos EUA registrou prejuízo operacional. O lucro consolidado caiu 56%, para US$ 221 milhões. A raiz está no boi. O rebanho americano está escasso, e isso encareceu o gado mais rapidamente do que subiu o preço da carne.
Wesley Batista Filho, presidente-executivo da JBS USA, não suavizou o quadro na teleconferência de resultados. Disse esperar que 2026 seja “um ano mais desafiador que 2025” e classificou janeiro e fevereiro como um dos períodos “mais desafiadores que já vimos na história”.
Após o balanço, os papéis da JBS saíram de seu maior patamar desde a listagem, na casa dos US$ 18 por ação, para voltarem a ser negociados perto dos US$ 12, abaixo até dos US$ 13,87 de um ano atrás.
Sob pressão do governo dos Estados Unidos desde a pandemia, a indústria de carnes enfrenta uma nova ofensiva do presidente Donald Trump, que culpa os frigoríficos de capital estrangeiro pelo preço recorde da carne bovina nos supermercados americanos.
Esse mercado se concentra em quatro grandes companhias, que respondem por cerca de 85% do abate. Duas são controladas por brasileiros. A maior delas é a JBS, da família Batista, líder em carne bovina no país e a maior processadora de carnes do mundo. Virou, assim, um dos principais alvos.
Para se defender, o grupo adota um discurso apaziguador: o de uma empresa cujo futuro está cada vez mais ligado aos Estados Unidos. “Estamos bastante otimistas em investir nos EUA”, declarou Wesley Batista Filho, neto do fundador e CEO da operação americana do grupo, em um evento promovido pelo The Wall Street Journal no início desta semana.
Enquanto a rival Tyson Foods fechou de vez sua fábrica de carne bovina em Lexington, Nebraska, em janeiro, a primeira das grandes a desativar uma planta na atual crise de gado nos EUA, Wesley Filho lembrou que a JBS foi na direção oposta e resolveu reformar a sua em Cactus, no Texas.
A unidade em questão é uma das maiores unidades de abate bovino do país: emprega mais de 3.600 pessoas e paga cerca de US$ 3,3 bilhões por ano aos pecuaristas da região pelo gado que processa.
A JBS pretende injetar US$ 150 milhões na planta, com um novo piso de desossa e uma sala ampliada de carne moída, e prevê concluir as obras no início de 2027. “Estamos modernizando nossa planta no Texas para deixá-la pronta para os próximos 30, 40, 50 anos”, disse. “Vai ser, com sorte, a melhor do Texas.”
Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA (Seeger Gray/WSJ)
A relevância do mercado americano não é só retórica. Metade da receita da JBS já vem dos EUA, que devem receber mais US$ 800 milhões em aportes neste ano, incluindo duas fábricas novas, em Iowa e na Geórgia.
“Uma parcela cada vez maior da nossa receita deve vir dos EUA”, disse o executivo. No primeiro trimestre, a maior unidade do grupo, a de carne bovina americana, faturou US$ 7,2 bilhões, mas fechou o período no vermelho. A escassez de gado nos EUA encareceu a compra do boi e comprimiu as margens.
A importância dos Estados Unidos para a JBS também pode ser vista também na migração da listagem da companhia do Brasil para a Bolsa de Nova York, que completa um ano neste mês. “Há pouquíssimos países no mundo [como os EUA] com o conhecimento, os recursos naturais e a estabilidade jurídica para fazer o que fazemos”, prosseguiu Wesley Filho.
Crise do boi nos EUA
Enquanto reforça a aposta nos Estados Unidos, a JBS enfrenta um cerco crescente do próprio governo americano. No mês passado, o Departamento de Justiça abriu uma investigação antitruste contra as quatro maiores processadoras de carne bovina do país: Tyson Foods, JBS, Cargill e National Beef.
Duas delas são controladas por brasileiros: JBS e a National Beef, controlada pela MBRF, do empresário Marcos Molina. Ao pedir a apuração, em novembro, Trump responsabilizou os “frigoríficos majoritariamente de capital estrangeiro” pela alta dos preços da carne bovina.
O cerco não é novo, mas mudou de patamar. A investigação anterior, aberta em 2020, durante a pandemia, foi encerrada sem acusações no ano passado, poucas semanas antes de Trump pedir uma nova.
A apuração quer descobrir se os frigoríficos combinaram entre si a forma como compram gado dos pecuaristas. O Departamento de Justiça abriu até um canal para delatores, com recompensa a quem ajudar a comprovar irregularidades.
Na esfera civil, o histórico é mais antigo e fragmentado. Desde o começo da década, os quatro grupos respondem a uma série de ações movidas por pecuaristas, consumidores, atacadistas e redes como o McDonald’s, que os acusam de coordenar, desde meados dos anos 2010, a redução do abate para pagar menos ao produtor e cobrar mais do consumidor.
JBS em negociação na NYSE, a Bolsa de Nova York (Divulgação)
As empresas vêm fechando acordos aos poucos, sem admitir culpa. A JBS assinou um acordo de US$ 83,5 milhões, homologado pela Justiça em agosto de 2025, para encerrar a ação dos pecuaristas, e se comprometeu a cooperar com as autoridades. Tyson e Cargill fecharam acordo de US$ 87,5 milhões juntas na ação movida por consumidores.
A pressão política, porém, convive com uma crise estrutural real. O rebanho americano caiu a 86,2 milhões de cabeças em janeiro, o menor nível desde 1951. Anos de seca e custos altos encolheram o gado, e repor um animal leva de três a quatro anos. “A oferta de gado é uma das coisas mais inelásticas que existem”, disse Wesley Filho. “Uma decisão de hoje só afeta a oferta daqui a três, quatro anos.”
O paradoxo é que preço recorde não vira lucro para quem abate. “Oferta e demanda, simples assim. Há muito mais capacidade de processamento do que gado disponível”, resumiu o executivo. Falta boi, sobra capacidade ociosa, e as margens evaporaram.
A National Beef viu a sua ir a perto de zero, e a Tyson projeta prejuízo na divisão de carne bovina neste ano. A JBS sente menos porque tem Austrália e Brasil em ciclos de oferta mais favoráveis para compensar.
“Se existisse mesmo um cartel, seria o cartel mais burro do mundo… só perde dinheiro”, avalia um executivo do setor ouvido pelo InvestNews.
A JBS fechou 2025 com a maior receita de sua história, US$ 86 bilhões, e lucro líquido de US$ 2 bilhões. Mas o tom dos executivos que comandam a maior empresa de carnes do mundo foi menos de celebração e mais de preparo para o que vem pela frente.
Wesley Batista Filho, executivo da terceira geração da família e CEO da JBS USA, foi direto na teleconferência de resultados de 2025 da empresa: o início do primeiro trimestre de 2026 tem sido provavelmente o mais difícil que a indústria viveu em muito tempo.
Nos meses de janeiro e fevereiro, segundo Batista Filho, a diferença entre o custo do gado e o preço da carne no atacado chegou a ficar negativo, algo que ele sugeriu ser inédito na história do setor. Março está melhorando, disse, mas com ressalvas.
A declaração coloca em perspectiva o resultado do quarto trimestre, que acabou surpreendendo o mercado. A Beef North America, operação de carne bovina nos EUA que responde por cerca de um terço da receita do grupo, registrou resultado operacional (Ebitda) de US$ 56 milhões no período, uma queda de quase 50% em relação ao ano anterior, mas bem acima do que analistas esperavam.
O CEO da JBS USA explicou que a volatilidade nos preços de gado e carne, acentuada pela escassez de animais, permitiu à empresa conseguir atuar pontualmente no mercado para conseguir melhores preços e, assim, garantir um pouco mais de margem.
O BTG Pactual classificou a operação norte-americana da JBS como a principal surpresa positiva do último trimestre de 2025, o que ajuda a explicar o otimismo do mercado com as ações da empresa, que chegaram a subir mais de 9% no pregão desta quinta-feira (26) na Bolsa de Nova York. O anúncio de US$ 1 por ação em dividendos também ajudou no otimismo.
Por outro lado, o banco reconheceu que o cenário para a disponibilidade de gado segue desafiador. No acumulado de 2025, a unidade registrou prejuízo operacional ajustado de US$ 617 milhões, contra US$ 37 milhões negativos no ano anterior.
Greve no radar
Enquanto o mercado comemorava os números, a JBS lida com a maior greve em uma planta de carne bovina dos Estados Unidos em décadas. Cerca de 3,8 mil trabalhadores da unidade de Greeley, no Colorado, pararam em 16 de março após o sindicato local rejeitar o acordo nacional fechado pela empresa com outras 14 unidades do mesmo sindicato.
A planta de Greeley pode abater cerca de 6 mil cabeças de gado por dia e representa aproximadamente 5% da capacidade de processamento de carne bovina do país, sendo uma das principais plantas da operação dos EUA.
Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA (Seeger Gray/WSJ)
A JBS sustenta que a proposta feita aos trabalhadores é justa e inclui um plano de previdência inédito no setor em décadas, mas Batista Filho não quis prever quando pode chegar a um acordo com os grevistas.
O executivo acrescentou que a fábrica está operando em turno parcial com funcionários que cruzaram a linha de piquete, e que a empresa está redirecionando entregas de gado para outras unidades, como Grand Island, no Nebraska, e Cactus, no Texas, que já operavam abaixo da capacidade por conta da própria escassez de gado.
Boi mais caro no Brasil
Se nos Estados Unidos o cenário é de escassez consolidada, no Brasil essa virada do ciclo pecuário está apenas começando. Os pecuaristas brasileiros passaram a reter fêmeas para reconstruir rebanhos, o que significa menos animais disponíveis para abate e custos crescentes para os frigoríficos.
Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, reconheceu a mudança, mas argumentou que o Brasil é estruturalmente diferente dos Estados Unidos nesse aspecto. A razão, segundo ele, é que a pecuária brasileira vive um processo de modernização acelerada, apostando que a produtividade do pecuarista pode atenuar o ciclo negativo.
Presidente Lula em visita a uma fábrica da JBS em Mato Grosso do Sul (Ricardo Stuckert/PR)
A Friboi, braço de carne bovina da JBS no Brasil, registrou o maior volume de abate da história em 2025, com cerca de 42 milhões de cabeças processadas no país. Para 2026, Tomazoni disse esperar resultados da operação brasileira de carne bovina em linha com os de 2025.
Parte da confiança se apoia na expectativa de que as cotas de importação impostas pela China a diversos países se esgotem antes do fim do ano, aliviando os preços do gado no segundo semestre.
A JBS fechou 2025 com a maior receita de sua história, US$ 86 bilhões, e lucro líquido de US$ 2 bilhões. Mas o tom dos executivos que comandam a maior empresa de carnes do mundo foi menos de celebração e mais de preparo para o que vem pela frente.
Wesley Batista Filho, executivo da terceira geração da família e CEO da JBS USA, foi direto na teleconferência de resultados de 2025 da empresa: o início do primeiro trimestre de 2026 tem sido provavelmente o mais difícil que a indústria viveu em muito tempo.
Nos meses de janeiro e fevereiro, segundo Batista Filho, a diferença entre o custo do gado e o preço da carne no atacado chegou a ficar negativo, algo que ele sugeriu ser inédito na história do setor. Março está melhorando, disse, mas com ressalvas.
A declaração coloca em perspectiva o resultado do quarto trimestre, que acabou surpreendendo o mercado. A Beef North America, operação de carne bovina nos EUA que responde por cerca de um terço da receita do grupo, registrou resultado operacional (Ebitda) de US$ 56 milhões no período, uma queda de quase 50% em relação ao ano anterior, mas bem acima do que analistas esperavam.
O CEO da JBS USA explicou que a volatilidade nos preços de gado e carne, acentuada pela escassez de animais, permitiu à empresa conseguir atuar pontualmente no mercado para conseguir melhores preços e, assim, garantir um pouco mais de margem.
O BTG Pactual classificou a operação norte-americana da JBS como a principal surpresa positiva do último trimestre de 2025, o que ajuda a explicar o otimismo do mercado com as ações da empresa, que chegaram a subir mais de 9% no pregão desta quinta-feira (26) na Bolsa de Nova York. O anúncio de US$ 1 por ação em dividendos também ajudou no otimismo.
Por outro lado, o banco reconheceu que o cenário para a disponibilidade de gado segue desafiador. No acumulado de 2025, a unidade registrou prejuízo operacional ajustado de US$ 617 milhões, contra US$ 37 milhões negativos no ano anterior.
Greve no radar
Enquanto o mercado comemorava os números, a JBS lida com a maior greve em uma planta de carne bovina dos Estados Unidos em décadas. Cerca de 3,8 mil trabalhadores da unidade de Greeley, no Colorado, pararam em 16 de março após o sindicato local rejeitar o acordo nacional fechado pela empresa com outras 14 unidades do mesmo sindicato.
A planta de Greeley pode abater cerca de 6 mil cabeças de gado por dia e representa aproximadamente 5% da capacidade de processamento de carne bovina do país, sendo uma das principais plantas da operação dos EUA.
Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA (Seeger Gray/WSJ)
A JBS sustenta que a proposta feita aos trabalhadores é justa e inclui um plano de previdência inédito no setor em décadas, mas Batista Filho não quis prever quando pode chegar a um acordo com os grevistas.
O executivo acrescentou que a fábrica está operando em turno parcial com funcionários que cruzaram a linha de piquete, e que a empresa está redirecionando entregas de gado para outras unidades, como Grand Island, no Nebraska, e Cactus, no Texas, que já operavam abaixo da capacidade por conta da própria escassez de gado.
Boi mais caro no Brasil
Se nos Estados Unidos o cenário é de escassez consolidada, no Brasil essa virada do ciclo pecuário está apenas começando. Os pecuaristas brasileiros passaram a reter fêmeas para reconstruir rebanhos, o que significa menos animais disponíveis para abate e custos crescentes para os frigoríficos.
Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, reconheceu a mudança, mas argumentou que o Brasil é estruturalmente diferente dos Estados Unidos nesse aspecto. A razão, segundo ele, é que a pecuária brasileira vive um processo de modernização acelerada, apostando que a produtividade do pecuarista pode atenuar o ciclo negativo.
Presidente Lula em visita a uma fábrica da JBS em Mato Grosso do Sul (Ricardo Stuckert/PR)
A Friboi, braço de carne bovina da JBS no Brasil, registrou o maior volume de abate da história em 2025, com cerca de 42 milhões de cabeças processadas no país. Para 2026, Tomazoni disse esperar resultados da operação brasileira de carne bovina em linha com os de 2025.
Parte da confiança se apoia na expectativa de que as cotas de importação impostas pela China a diversos países se esgotem antes do fim do ano, aliviando os preços do gado no segundo semestre.
A JBS fechou o quarto trimestre de 2025 com crescimento de receita, mas voltou a sentir pressão nas margens, em um cenário ainda desafiador para a operação de bovinos nos Estados Unidos, o principal mercado da empresa da família Batista e que enfrenta escassez na oferta de gado pronto para o abate.
Entre outubro e dezembro, a companhia registrou vendas de US$ 23,1 bilhões, alta de 15% na comparação anual. O lucro líquido ficou praticamente estável, em US$ 415 milhões, enquanto o resultado operacional (Ebitda) ajustado recuou 7%, refletindo o aumento dos custos ao longo da cadeia.
Com o rebanho americano no menor nível em mais de sete décadas, a oferta restrita de animais continua sustentando preços elevados do gado, que sobem mais rápido do que o valor da carne vendida. Na prática, a conta não fecha: a margem dos frigoríficos encolhe mesmo com demanda ainda firme.
Esse movimento ajuda a explicar o resultado misto. Ainda assim, no consolidado de 2025, a JBS registrou receita recorde de US$ 86,2 bilhões, avanço de 12% sobre o ano anterior, e lucro líquido de US$ 2 bilhões, alta de 15%.
Apesar do crescimento de dois dígitos na primeira e na última linha do balanço, a rentabilidade perdeu força. O Ebitda ajustado caiu 5% no ano, indicando compressão de margens – uma cortesia do (pouco) gado americano. Outro problema recente vivido pela JBS nos Estados Unidos é a greve na principal planta da empresa no país, em Greeley, no Colorado.
Mas nem todas as operações seguiram essa dinâmica.
Unidades como Pilgrim’s Pride, Seara e JBS Austrália ajudaram a sustentar o resultado, com avanço em produtos de maior valor agregado, ganho de eficiência e expansão em mercados internacionais.
No Brasil, a operação também cresceu com força, com alta de 26% na receita no trimestre e recorde de volumes de abate, impulsionada pela demanda externa e preços mais altos. Ainda assim, a alta no custo do gado no país também limitou os ganhos de margem no período.
Mesmo com a pressão operacional, a companhia manteve a estrutura financeira sob controle. A alavancagem encerrou o ano em 2,4 vezes dívida líquida pelo Ebitda, dentro da faixa alvo, enquanto o retorno sobre o patrimônio ficou em torno de 25%.
A JBS fechou o quarto trimestre de 2025 com crescimento de receita, mas voltou a sentir pressão nas margens, em um cenário ainda desafiador para a operação de bovinos nos Estados Unidos, o principal mercado da empresa da família Batista e que enfrenta escassez na oferta de gado pronto para o abate.
Entre outubro e dezembro, a companhia registrou vendas de US$ 23,1 bilhões, alta de 15% na comparação anual. O lucro líquido ficou praticamente estável, em US$ 415 milhões, enquanto o resultado operacional (Ebitda) ajustado recuou 7%, refletindo o aumento dos custos ao longo da cadeia.
Com o rebanho americano no menor nível em mais de sete décadas, a oferta restrita de animais continua sustentando preços elevados do gado, que sobem mais rápido do que o valor da carne vendida. Na prática, a conta não fecha: a margem dos frigoríficos encolhe mesmo com demanda ainda firme.
Esse movimento ajuda a explicar o resultado misto. Ainda assim, no consolidado de 2025, a JBS registrou receita recorde de US$ 86,2 bilhões, avanço de 12% sobre o ano anterior, e lucro líquido de US$ 2 bilhões, alta de 15%.
Apesar do crescimento de dois dígitos na primeira e na última linha do balanço, a rentabilidade perdeu força. O Ebitda ajustado caiu 5% no ano, indicando compressão de margens – uma cortesia do (pouco) gado americano. Outro problema recente vivido pela JBS nos Estados Unidos é a greve na principal planta da empresa no país, em Greeley, no Colorado.
Mas nem todas as operações seguiram essa dinâmica.
Unidades como Pilgrim’s Pride, Seara e JBS Austrália ajudaram a sustentar o resultado, com avanço em produtos de maior valor agregado, ganho de eficiência e expansão em mercados internacionais.
No Brasil, a operação também cresceu com força, com alta de 26% na receita no trimestre e recorde de volumes de abate, impulsionada pela demanda externa e preços mais altos. Ainda assim, a alta no custo do gado no país também limitou os ganhos de margem no período.
Mesmo com a pressão operacional, a companhia manteve a estrutura financeira sob controle. A alavancagem encerrou o ano em 2,4 vezes dívida líquida pelo Ebitda, dentro da faixa alvo, enquanto o retorno sobre o patrimônio ficou em torno de 25%.
Funcionários de uma importante planta de processamento de carne bovina da JBS iniciaram uma greve nesta segunda-feira, interrompendo a produção em um momento em que os preços da proteína atingem níveis recordes.
A unidade localizada em Greeley, no estado do Colorado, é uma das maiores do tipo nos Estados Unidos. A planta tem capacidade para abater cerca de 6 mil cabeças de gado por dia e responde por aproximadamente 5% da capacidade de processamento de carne bovina do país.
A paralisação de trabalhadores sindicalizados é a maior em um frigorífico em décadas. O movimento ocorre em um momento em que empresas do setor de carne têm acumulado prejuízos de bilhões de dólares por ano na produção de carne bovina. O menor rebanho bovino dos EUA em 75 anos elevou o custo de compra de gado junto a pecuaristas, pressionando as margens das processadoras.
A JBS, que tem sede no Brasil, é a maior processadora de carne do mundo e a principal produtora de carne bovina dos EUA em volume. Nos primeiros nove meses de 2025, a empresa registrou prejuízo operacional de US$ 566 milhões em seu negócio de carne bovina na América do Norte, ante perda de US$ 64 milhões no mesmo período do ano anterior.
O sindicato United Food and Commercial Workers International Union firmou no ano passado um novo contrato trabalhista de longo prazo que cobre cerca de 26 mil trabalhadores em mais de uma dúzia de unidades nos EUA.
No entanto, a seção sindical que representa cerca de 3.800 trabalhadores da planta de Greeley optou por não aderir ao acordo nacional, argumentando que o contrato não leva em conta o custo de vida mais elevado no Colorado.
A JBS e o sindicato local negociaram por meses um novo acordo trabalhista, mas não conseguiram chegar a um consenso.
Segundo o sindicato, a empresa se recusou a conceder aumentos salariais compatíveis com a inflação. A entidade também quer que a companhia pare de cobrar dos funcionários por determinados equipamentos de proteção, como luvas usadas durante o trabalho.
“A JBS parece mais interessada em um conflito trabalhista na planta de Greeley do que em resolver essas questões”, afirmou Kim Cordova, presidente da seção sindical que representa os trabalhadores da unidade.
Na semana passada, a empresa começou a cancelar embarques de gado e interromper o abate na planta, preparando-se para uma possível paralisação. A JBS também passou a redirecionar entregas de gado de confinamentos para outras grandes unidades de processamento nos EUA, como as fábricas em Grand Island, no estado de Nebraska, e em Cactus, no Texas.
A companhia afirmou que seu objetivo é minimizar o impacto para clientes e para o mercado em geral. Também disse que empregados que não quiserem aderir à greve podem continuar trabalhando e receberão normalmente.
“Não acreditamos que uma greve seja do melhor interesse de nossos funcionários ou de suas famílias”, afirmou uma porta-voz da empresa. “Mantemos a proposta apresentada, que é forte, justa e consistente com o histórico acordo nacional firmado em 2025.”
As ações da JBS negociadas nos EUA acumulam queda de cerca de 6% no último mês.
O fechamento temporário da planta deixa os pecuaristas americanos com um comprador a menos para seu gado, o que tende a pressionar os preços do gado vivo. Isso pode tornar mais lucrativo para frigoríficos manter suas unidades operando plenamente para atender à crescente demanda por proteína no país.
Os contratos futuros de gado vivo, que indicam o preço pago pelos frigoríficos aos confinamentos, caíram cerca de 4% no último mês diante da expectativa de greve. Ainda assim, acumulam alta superior a 13% nos últimos 12 meses.
Empresas do setor têm ajustado suas operações diante da escassez de oferta de gado nos EUA. A rival da JBS, Tyson Foods, fechou uma de suas maiores plantas em Nebraska em janeiro e demitiu 3.200 trabalhadores devido ao aumento do custo do gado. No início deste ano, a companhia também reduziu pela metade a produção em uma grande unidade no Texas para cortar despesas.
Os custos do gado devem permanecer elevados nos próximos anos, já que pecuaristas têm se mostrado relutantes em recompor seus rebanhos. Para os consumidores, isso se traduziu em preços recordes da carne bovina. O preço da carne moída subiu 15% no mês passado em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA.
A Seara, unidade de aves e suínos da JBS, concluiu a compra de duas granjas da Céu Azul Alimentos em Ipiguá e Guapiaçu, no interior de São Paulo. O valor não foi divulgado e o negócio foi submetido à análise do Cade.
Segundo a companhia, a operação envolve a aquisição de ativos rurais ligados à produção de frangos de corte e consolida sob gestão direta estruturas que já abasteciam a Seara. As duas unidades forneciam ovos férteis e aves destinadas ao abate — por isso, a transação é descrita como uma internalização do fornecimento, sem ampliação da capacidade produtiva já existente.
De acordo com reportagem do Estadão, no formulário encaminhado ao Cade, o grupo controlador afirma que a compra pode otimizar a atuação na cadeia de frango de corte ao ampliar o controle sobre qualidade e custos, especialmente na etapa do ovo fértil.
Já a Céu Azul diz que a venda faz parte de uma reorganização do portfólio e de uma realocação de capital para frentes consideradas prioritárias, além de ajudar a otimizar sua estrutura financeira.
As empresas sustentam que há pouca sobreposição entre as atividades e que a integração vertical resultante é limitada, motivo pelo qual pedem análise em procedimento sumário e aprovação sem restrições.
A transação reforça o movimento da JBS de avançar em diferentes elos da cadeia de proteínas. Em 2025, a companhia entrou de forma mais direta no segmento de ovos ao adquirir 50% da Mantiqueira Brasil, uma das maiores produtoras da América do Sul.
A J&F, a holding dos irmãos Batista, contratou o Citigroup para conduzir a venda de uma participação minoritária na LHG Mining, sua empresa de mineração. A transação, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, deverá ser para buscar um sócio estratégico, ou seja, com conhecimento no setor.
A J&F já recebeu diversas ofertas não vinculantes de investidores, incluindo grandes mineradoras, fundos de private equity, tradings e siderúrgicas. A expectativa é concluir a transação no primeiro trimestre de 2026.
Uma das condições do processo é que a fatia seja vendida a investidores estrangeiros, não a players locais do setor. O tamanho exato da participação a ser negociada vai depender das propostas e da avaliação da companhia, disse a fonte.
A LHG, focada em minério de ferro e manganês, tem duas minas no Mato Grosso do Sul adquiridas da Vale em 2022, além de um porto próprio. O negócio integra o conglomerado dos irmãos Wesley e Joesley Batista, controladores da JBS.
A empresa planeja investir cerca de R$ 4 bilhões (US$ 750 milhões) para elevar a produção a 25 milhões de toneladas, com novas plantas de processamento previstas para entrar em operação até 2030 – um nível próximo ao do projeto Minas-Rio, da Anglo American, no Brasil.
Após operar por dois anos nessa capacidade ampliada, a LHG pretende iniciar uma segunda fase de expansão que pode dobrar a produção. Essa etapa demandaria aproximadamente US$ 2,5 bilhões, segundo uma das pessoas.
Desde sua criação, a LHG já multiplicou por seis o volume produzido, alcançando 12 milhões de toneladas anuais, segundo documentos da empresa. A operação escoa a produção por um sistema integrado que inclui porto, terminal marítimo e transbordo no Uruguai.