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Enjoei (ENJU3) aprova redução de capital de R$ 426 milhões e prevê restituição de R$ 0,20 por ação

O Enjoei (ENJU3) informou que sua Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE) aprovou duas reduções de capital que, somadas, chegam a cerca de R$ 426 milhões.

A primeira medida envolve a redução de aproximadamente R$ 385 milhões para absorção de prejuízos acumulados referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. Com isso, o capital social da companhia foi reduzido de cerca de R$ 636 milhões para R$ 251 milhões, sem alteração no número de ações, que permanece em cerca de 205 milhões de papéis ordinários.

A segunda frente, de aproximadamente R$ 41 milhões, será destinada à restituição de capital aos acionistas, também sem cancelamento de ações. Essa operação ainda depende do prazo legal de 60 dias para eventual oposição de credores, que se encerra em 23 de junho de 2026.

Caso não haja contestações — ou após a regularização —, terão direito ao recebimento os investidores com posição acionária em 24 de junho de 2026. A partir de 25 de junho, os papéis passam a ser negociados “ex-direito” à restituição.

O valor estimado de devolução é de cerca de R$ 0,20 por ação, a ser pago em parcela única, em data ainda a ser definida pela administração. O montante pode sofrer ajustes caso haja mudança no número de ações em circulação até a data de corte.

Após a conclusão das duas operações, o capital social da Enjoei será reduzido para cerca de R$ 210 milhões, mantendo-se inalterada a quantidade de ações emitidas.

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Após aposta em brechós infantis, Enjoei encerra sociedade com a Cresci e Perdi

Durou pouco. Nesta sexta-feira, o Enjoei anunciou a venda da participação de 25% que detinha na rede de brechós infantis Cresci e Perdi por R$ 36,19 milhões, com pagamento à vista. O negócio foi aprovado pelo conselho de administração da companhia e ocorre menos de dois anos após o investimento inicial, feito em dezembro de 2023.

Segundo fato relevante, a decisão foi motivada por um descumprimento contratual relevante que inviabilizou a continuidade da sociedade “de forma imediata”. A empresa afirma que a transação foi realizada por acordo entre as partes e que não há indícios de impacto nas demonstrações financeiras do grupo Cresci e Perdi.

A Cresci e Perdi havia sido um dos pilares da estratégia do Enjoei para entrar no varejo físico e ampliar seu ecossistema no mercado de produtos de segunda mão. À época da compra, a rede contava com cerca de 550 franquias, R$ 700 milhões em GMV (valor total de mercadorias vendidas) e EBITDA de R$ 45 milhões. O Enjoei desembolsou R$ 30 milhões pela fatia inicial, com possibilidade de pagamento adicional atrelado à performance do negócio até 2027.

O acordo original previa ainda opções de compra e venda entre os sócios: o Enjoei poderia adquirir o controle total da Cresci e Perdi após 2028, enquanto os fundadores tinham o direito de vender sua participação para o marketplace no mesmo período. Caso o relacionamento societário tivesse sido mantido, o Enjoei teria a chance de incorporar integralmente a operação, reforçando sua presença no varejo físico de usados e fortalecendo a integração com a Elo7, adquirida da americana Etsy no mesmo ano.

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Em nota enviada ao InvestNews, a companhia afirmou que a decisão de sair da sociedade foi tomada “em defesa dos interesses da empresa” e reafirmou seu compromisso com ética e boas práticas de governança corporativa. O Enjoei destacou ainda que segue apostando na expansão física — movimento que já inclui cinco lojas próprias abertas desde o fim de 2023, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e Goiânia.

O Enjoei acumula uma perda de 18,3% ao longo de 2025, negociada a menos de R$ 1. Na sexta-feira, fechou cotada a R$ 0,89. A plataforma abriu capital em novembro de 2020, com ação precificada em R$ 10,25.

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