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JBS fecha parceria estratégica com fundo soberano da Indonésia em investimento de até US$ 5 bilhões

A JBS N.V anunciou nesta sexta-feira, 7, a celebração de um acordo com a PT Danantara Investment Management (DIM), braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia. A parceria prevê a criação de uma joint venture focada no setor de produção de proteínas, com um aporte total que pode alcançar US$ 5 bilhões entre investimentos diretos e captações externas.

O acordo une forças em regiões que abrangem aproximadamente 745 milhões de pessoas, o que representa cerca de 9,2% da população mundial. Para viabilizar a estrutura da operação, a JBS participará repassando 100% de sua participação societária nos negócios da Austrália e da Nova Zelândia para uma holding subsidiária integral na Holanda antes do fechamento do negócio.

Em contrapartida, o fundo indonésio subscreverá e integralizará 25% das ações dessa nova companhia por meio de um investimento total de US$ 2,5 bilhões. Esse aporte da DIM será realizado de forma parcelada, iniciando com US$ 800 milhões no fechamento — o que corresponde a aproximadamente 9,64% das ações — enquanto o saldo remanescente de US$ 1,7 bilhão será injetado nos três anos seguintes. Além disso, após a integralização desse montante, a expectativa é que a joint venture busque outros US$ 2,5 bilhões via dívida externa, elevando a capacidade total de capital da parceria para até US$ 5 bilhões.

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Regras de aquisições

A gestão da nova empresa ficará a cargo de um conselho de administração composto por sete membros, sendo dois executivos indicados pela JBS e cinco não executivos, dos quais três são indicados pela JBS e dois pela DIM. Para garantir a segurança do investimento, decisões corporativas relevantes, como emissões de novas ações, reorganizações societárias e a contratação de endividamento acima de índices preestabelecidos, estarão sujeitas ao voto afirmativo da DIM, assegurando direitos típicos de proteção a minoritários.

A alocação desses recursos seguirá um plano de aquisições estruturado pelo conselho. Nos dois primeiros anos após o fechamento, o investimento da DIM será direcionado exclusivamente para financiar projetos greenfield, aquisições ou investimentos em negócios novos ou existentes no setor de proteínas dentro da Indonésia. Após esse período inicial, o saldo remanescente poderá ser utilizado para uma gama mais ampla de oportunidades, incluindo o crescimento em outros mercados do Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia, além de despesas de capital para projetos em toda a região.

Planos de saída e IPO

As partes definiram um período mútuo de cinco anos de lock-up, ou seja, de vedação à negociação de suas participações. Após esse prazo, passarão a vigorar regras usuais de transferência, como direito de primeira oferta e direitos de venda conjunta ou forçada. O objetivo central é a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO) da joint venture. Contudo, caso o IPO não se concretize até o sexto aniversário da operação, a DIM terá o direito de trocar, em até duas oportunidades, suas ações na joint venture por novas ações da JBS, com o valor de permuta calculado com base no EBITDA e nos múltiplos de mercado da companhia brasileira. Vale ressaltar que a conclusão definitiva do negócio ainda depende da obtenção de aprovações regulatórias e da formalização da transferência dos ativos da Oceania.

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Filho de Nunes Marques, com 1 ano de OAB, afirma ter mais de 500 clientes e usa escritório da tia

O ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Kevin de Carvalho Marques, advogado de 25 anos e filho do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem gerado polêmica após divulgar em seu site que, em seu primeiro ano de advocacia, atendeu mais de 500 clientes e “resolveu” cerca de mil processos. A informação foi rapidamente retirada do ar pela assessoria de Marques, que alegou que o site estava em sua versão preliminar e que a página foi publicada por engano. No entanto, as informações sobre os números de clientes e processos continuam a gerar controvérsia, levantando dúvidas sobre a veracidade dos dados apresentados.

Em uma nota oficial, a assessoria de Kevin Marques não fez comentários específicos sobre o volume de clientes ou sobre o impacto que esses números tiveram na credibilidade do advogado. Embora tenha se tornado um nome conhecido no campo do Direito Tributário, a rapidez com que esses números surgiram no mercado e a falta de explicações claras em relação a sua trajetória geraram questionamentos entre colegas de profissão e no meio político.

A situação de Kevin se complicou ainda mais quando o jornal Estadão revelou que a Consult Inteligência Tributária, uma das empresas de consultoria para as quais Kevin prestou serviços, pagou R$ 281,6 mil a ele entre 2024 e 2025. Esses pagamentos foram monitorados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações atípicas, principalmente por parte do Banco Master e da JBS, empresas com as quais a Consult também manteve relações comerciais.

A presença do nome de Kevin em meio a transações financeiras envolvendo empresas de grande porte como o Banco Master e a JBS levantou suspeitas de que o advogado possa ter vínculos diretos com essas corporações, algo que ele negou veementemente. Em uma declaração, a assessoria de Kevin afirmou que ele jamais recebeu qualquer pagamento direto do Master ou da JBS e que as relações financeiras foram limitadas ao trabalho da Consult, que atende diversos clientes.

Imóvel que abriga o escritório de Kevin e Karine Marques, filho e irmã do ministro Kassio Nunes Marques. Foto: Reprodução/Google Maps

A situação se torna mais delicada, já que no período em que esses pagamentos ocorreram, o pai de Kevin, Nunes Marques, estava envolvido em um dos casos jurídicos mais disputados do país, a batalha entre a J&F, controladora da JBS, e a Paper Excellence, uma empresa indonésia, pela compra da Eldorado Celulose. O caso gerou uma série de disputas legais, com o STF, e o próprio Nunes Marques, sendo uma das figuras centrais na resolução do conflito.

Embora o escritório de Kevin tenha sido oficialmente aberto apenas em agosto de 2024, logo após sua aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ele já havia sido vinculado a um número significativo de processos e clientes. Em janeiro de 2025, Kevin se tornou um dos advogados da Refit, a antiga Refinaria Manguinhos, lidando com vários casos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), onde a relação entre o pai e o tribunal foi rapidamente lembrada.

O escritório de Kevin, localizado no Lago Sul, um dos bairros mais nobres de Brasília, também serve como local de trabalho para sua irmã, Karine Nunes Marques, que mantém seu próprio escritório de advocacia. A localização compartilhada e a proximidade com seu pai geram ainda mais especulações sobre as possíveis conexões entre o trabalho de Kevin e as atividades no STF. A prática de compartilhar um escritório com parentes é comum, mas o fato de os dois estarem no mesmo endereço, com conexões familiares tão evidentes, tem gerado críticas.

A assessoria de Kevin afirmou que a situação é uma tentativa de criminalizar a profissão de advocacia e de atacar o trabalho do ministro Nunes Marques. Segundo a nota, ele nunca defendeu nenhum caso no STF ou no TSE, e qualquer especulação em relação a sua carreira é infundada. No entanto, as polêmicas envolvendo movimentações financeiras e a revelação de clientes e processos seguem sendo um ponto delicado em sua ascensão profissional.

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