Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, o Sicário. Foto: reprodução
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele havia sido preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A morte foi confirmada oficialmente após a conclusão do protocolo de morte cerebral.
Segundo relatos obtidos pela reportagem do Estadão, Mourão demonstrava nos últimos anos forte temor de voltar à prisão. Pessoas que conviveram com ele afirmaram que o investigado dizia preferir morrer a ser preso novamente. Aos 43 anos, ele tinha uma longa ficha policial e era conhecido em Belo Horizonte pelo apelido de “Mexerica”.
A aproximação com Daniel Vorcaro ocorreu por meio do empresário Fabiano Zettel, amigo da família do banqueiro e frequentador da Igreja Batista da Lagoinha. A relação se fortaleceu após Zettel se casar, em 2017, com Natália Vorcaro, irmã do ex-presidente do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, Mourão passou a integrar o círculo de confiança do banqueiro.
O pastor da Lagoinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Foto: reprodução
As investigações indicam que ele coordenava um grupo chamado “A Turma”, descrito pela PF como uma milícia privada usada para intimidar adversários e monitorar pessoas de interesse do grupo. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram ordens direcionadas ao “Sicário” para pressionar funcionários e desafetos ligados às investigações.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo também realizava coleta de informações sigilosas e monitoramento de autoridades. Investigadores afirmam que Mourão montou uma rede de inteligência em Belo Horizonte, incluindo hackers e informantes que buscavam dados sobre rotinas e encontros de figuras consideradas estratégicas pelo grupo investigado.
Antes de se aproximar de Vorcaro, Mourão já havia sido preso e investigado em outros casos. Em 2020, ele foi detido em Confins em um inquérito sobre pirâmide financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Relatórios do Coaf indicam que empresas ligadas a ele movimentaram mais de R$ 28 milhões entre 2018 e 2021. Parte dessas companhias teve as atividades suspensas por decisão do ministro André Mendonça (STF).
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” – Reprodução
A Polícia Federal investiga o suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ocorrida após sua prisão durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Mourão chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu. O caso ocorreu enquanto ele estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, todo o episódio foi registrado por câmeras de segurança da unidade. “Toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”, afirmou ao portal G1.
Os registros em vídeo serão encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal.
De acordo com informações da corporação, Mourão tentou se enforcar utilizando a própria camiseta dentro da cela. Policiais que estavam no local prestaram socorro imediato e iniciaram manobras de reanimação enquanto acionavam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
“Sicário” ao dar entrada na Superintendência da PF em MG. Foto: reprodução
Em nota, a Polícia Federal de Minas Gerais informou: “Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)”.
Equipes médicas deram continuidade ao atendimento e o detido foi encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde acabou não resistindo.
Mourão havia sido preso no mesmo dia durante a operação que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo as investigações, ele teria atuado como responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do empresário.
A defesa de Mourão afirmou que ele “se encontrava em plena integridade física e mental” até poucas horas antes do episódio registrado na carceragem da PF. O advogado Vicente Salgueiro declarou que soube “sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida” por meio de uma nota divulgada pela corporação.
Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, o Sicário. Foto: reprodução
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pela Polícia Federal como responsável por invasões hacker a sistemas da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e até de organismos internacionais como o FBI, acumulava uma extensa ficha criminal antes de ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero. Mourão também é acusado de monitorar e planejar ataques contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A prisão ocorreu na manhã de quarta-feira (4), em Belo Horizonte. Horas depois, Mourão tentou tirar a própria vida em uma cela da superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele chegou a ser reanimado por equipes do Samu e levado ao Hospital João XXII, na região Centro-Sul da capital mineira, mas não resistiu.
Segundo investigadores, Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro para executar atividades ilícitas relacionadas ao grupo investigado. A estrutura montada pelo banqueiro foi descrita pela Polícia Federal como uma espécie de “milícia” voltada a monitorar adversários, obter dados sigilosos e promover intimidação.
Conhecido em Minas Gerais pelo apelido de “Mexerica”, Mourão era considerado um velho conhecido da polícia e da alta sociedade de Belo Horizonte. Apesar do histórico de investigações e mandados de prisão, ele frequentemente conseguia responder aos processos em liberdade.
Sicário preso durante sua juventude. Foto: reprodução
De acordo com fontes da investigação, o histórico criminal de Mourão inclui suspeitas de estelionato, receptação e associação criminosa. Ele também possui registros por furto qualificado mediante fraude, além de envolvimento em casos de ameaça e infrações relacionadas ao trânsito.
Entre 2006 e 2009, Mourão chegou a ser indiciado por uma série de crimes previstos no Código Penal e em legislações específicas. Entre eles estão falsificação de documentos, evasão de divisas, associação criminosa, concurso de pessoas (quando duas ou mais pessoas atuam juntas para cometer um crime) e crime continuado, quando a prática ilegal ocorre de forma repetida ao longo do tempo.
Segundo o G1, fontes que acompanharam sua trajetória afirmam que Mourão também esteve envolvido em atividades como roubo de veículos para desmanche, golpes na internet e clonagem de cartões de crédito.
Em 2020, ele foi alvo de um mandado de prisão temporária em um processo que tramitava na 3ª Vara Criminal da Comarca de Contagem, em Minas Gerais, relacionado a crimes contra a ordem tributária.
Apesar das investigações, Mourão mantinha um estilo de vida luxuoso. Segundo relatos de investigadores, ele frequentava bairros nobres de Belo Horizonte e costumava ostentar bens de alto valor, incluindo uma Ferrari.
Mesmo assim, havia poucos registros públicos sobre ele na internet. Nos dados da Receita Federal, Mourão aparece como sócio de duas empresas chamadas King: uma locadora de veículos e uma imobiliária.
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” – Reprodução
A Polícia Federal aponta que Mourão teve papel central na organização investigada na Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, ele executava tarefas que incluíam monitoramento de alvos, invasão de sistemas sigilosos e coleta ilegal de dados.
Também teria atuado na organização de ações de intimidação contra pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. Essas atividades eram discutidas em um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, do qual participavam o próprio banqueiro, o pastor Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro — e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
Em um dos diálogos obtidos pela Polícia Federal, Vorcaro comenta sobre o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim, após a publicação de reportagens sobre o Banco Master.
“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele [sic]. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu o banqueiro a Mourão, que respondeu com dois sinais de positivo.
Para o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, o objetivo dessas ações era “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.
Em outras conversas analisadas pela investigação, Vorcaro também teria solicitado ao comparsa que “moer” uma ex-empregada identificada como Monique e “dar um sacode” em um chef de cozinha ligado ao empresário.
Na representação enviada ao Supremo Tribunal Federal para pedir as prisões preventivas do grupo, a Polícia Federal afirmou que a organização representava risco não apenas ao sistema financeiro nacional, mas também a pessoas consideradas adversárias.
“Nesse momento, considerando os fatos novos e contemporâneos apresentados agora a essa Suprema Corte, bem como a comprovada periculosidade do agente, não apenas ao sistema financeiro nacional, mas para todos aqueles que lhe são desafetos, cuja resposta oferecida pela organização criminosa é rápida, premeditada e violenta, com o uso reiterado de coação e grave ameaça por uma espécie de milícia privada”, destacou a Polícia Federal.
Jurista Pedro Serrano. Foto: Paulo Pinto/Agência PT
O jurista Pedro Serrano afirmou que as circunstâncias envolvendo a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, devem ser investigadas por estruturas independentes dentro da corporação. A manifestação foi publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (4), após a divulgação das informações sobre o caso envolvendo o preso da operação Compliance Zero.
Na publicação, Serrano escreveu que “o suicídio de Sicário carece ser investigado por estruturas diferenciadas no interior do PF, com peritos de reconhecida independência e agentes distintos do sistema que o guardava com acompanhamento intenso do MPF”. A mensagem foi divulgada na noite do mesmo dia.
O delegado também acrescentou que considera a situação incomum. No texto publicado, afirmou: “Muito inusual e estranho o que aconteceu”, referindo-se às circunstâncias informadas após a prisão de Mourão.
O suicidio de Sicário carece ser investigado por estruturas diferenciadas no interior do PF, com peritos de reconhecida independência e agentes distintos do sistema que o guardava com acompanhamento intenso do MPF. Muito inusual e estranho o que aconteceu!
Luiz Phillipi Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação tem como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi alvo da operação.
Conhecido pelo apelido de “Sicário”, Mourão foi levado para a carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais após a prisão. Segundo informações divulgadas pela corporação, ele teria tentado tirar a própria vida dentro da cela.
De acordo com a Polícia Federal, policiais que estavam no local prestaram os primeiros atendimentos e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, para atendimento médico.
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” – Reprodução
A defesa de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, afirmou que o cliente “se encontrava em plena integridade física e mental” até por volta das 14h desta quarta-feira (4), horas antes da ocorrência registrada na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. Mourão foi levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após um episódio classificado pela corporação como tentativa de suicídio. As informações são do Metrópoles.
O advogado Vicente Salgueiro declarou que tomou conhecimento “sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida” por meio de uma nota divulgada pela Polícia Federal. Segundo ele, até o momento das declarações não havia confirmação oficial da morte do cliente.
Luiz Phillipi Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação tem como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi preso na mesma ação.
Print de ameaça contra Lauro Jardim – Reprodução
Mourão era conhecido pelo apelido de “Sicário” e, segundo informações da investigação, teria atuado como uma espécie de espião ligado a Vorcaro. Após a prisão, ele foi encaminhado para a carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais.
De acordo com a PF, Mourão teria utilizado a própria camiseta na tentativa de suicídio dentro da cela. Policiais que estavam no local prestaram os primeiros atendimentos e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que realizou o transporte do custodiado ao Hospital João XXIII.
Em nota, a Polícia Federal informou: “Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e atendimento médico”.
“Sicário”, parceiro de Vorcaro que se matou dentro de cela da PF em MG. Reprodução
A Polícia Federal informou que enviará ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), os registros em vídeo que mostram a dinâmica da tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O material reúne imagens captadas no local onde ele estava custodiado na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais.
Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação relacionada ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, ele atentou contra a própria vida enquanto permanecia sob custódia da corporação na unidade da PF em Minas Gerais.
Fachada da Superintendência da Polícia Federal em MG, onde ‘Sicário’ atentou contra a própria vida. Reprodução
De acordo com a corporação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato ao investigado assim que tomaram conhecimento da situação. Os agentes iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e, posteriormente, o custodiado foi encaminhado à rede hospitalar para avaliação e tratamento. Mourão foi levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
A Polícia Federal informou ainda que os registros em vídeo enviados ao STF mostram a sequência dos acontecimentos envolvendo o custodiado dentro da unidade policial. O material foi encaminhado ao gabinete do ministro relator responsável pelo caso no Supremo.
Segundo a corporação, será instaurado procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. A investigação interna deverá analisar os registros e demais elementos relacionados ao episódio.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão – Reprodução
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e preso na Operação Compliance Zero, morreu na noite desta quarta-feira (4) em Belo Horizonte (MG). Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal no estado quando atentou contra a própria vida. Com informações do Metrópoles.
Fontes da Polícia Federal informaram que o investigado apresentou morte encefálica após o ocorrido. Mourão era um dos presos na operação conduzida pela corporação.
De acordo com informações divulgadas pela PF, o preso foi socorrido por policiais federais que estavam no local no momento da ocorrência. Ele recebeu procedimentos de reanimação ainda na sede da instituição.
Superintendência Regional da Polícia Federal – Reprodução
Em seguida, o investigado foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, localizado no centro de Belo Horizonte. A unidade hospitalar realizou o atendimento médico após a chegada do paciente.
A Polícia Federal informou que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo relacionado à operação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a corporação, todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido serão encaminhados às autoridades competentes. A PF também informou que abrirá procedimento para apurar as circunstâncias do fato.