O procurador geral da república Paulo Gonet, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/Secom/MPF
A Procuradoria-Geral da República informou nesta sexta-feira (24) que não se opõe ao pedido de Jair Bolsonaro para realizar uma cirurgia no ombro direito. A decisão final, porém, continua nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Na manifestação enviada ao Supremo, Paulo Gonet afirmou que, diante das informações médicas apresentadas pela defesa, “não se vislumbra óbice” ao acolhimento do pedido. O parecer menciona que Bolsonaro relata dores recorrentes e intermitentes no ombro direito, tanto em repouso quanto nos movimentos do braço.
O pedido da defesa foi apresentado ao STF com solicitação de urgência e prevê cirurgia por artroscopia para reparar lesões no manguito rotador e problemas associados no ombro direito. Os advogados também pediram que eventual autorização cubra as etapas do tratamento, do pré-operatório à reabilitação.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, tossindo em evento durante isolamento social da pandemia. Foto: Reprodução
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar em Brasília. A medida foi autorizada por Moraes por 90 dias, depois de manifestação favorável da própria PGR, no contexto da execução da pena imposta ao ex-presidente.
Segundo apuração da CNN, a tendência é que Moraes autorize o procedimento no hospital DF Star, em Brasília. O ministro, no entanto, ainda não definiu prazo para decidir nem a data de eventual cirurgia.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta terça-feira (24) prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes atendeu ao pedido feito pela defesa do ex-presidente.
Segundo os advogados, Bolsonaro não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde. A domiciliar passará a ser cumprida após Bolsonaro receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde recupera de um quadro de pneumonia bacteriana desde o dia 13.
Conforme a decisão de Moraes, a domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisado pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.
Moraes também determinou que Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento. Pela decisão de Moraes, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da casa de Bolsonaro para evitar fuga.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista e cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda – conhecido como Papudinha – em Brasília.
Jair Bolsonaro internado em hospital. Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma melhora clínica em seu quadro de saúde, mas segue sem previsão de alta, conforme o boletim médico divulgado nesta terça (24) pelo Hospital DF Star. Ele está sendo tratado por pneumonia bacteriana bilateral, uma complicação decorrente de broncoaspiração.
Internado desde o dia 13 de março, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, condição provocada por broncoaspiração, que ocorre quando conteúdo do estômago ou secreções entram nas vias respiratórias, podendo levar a uma infecção pulmonar.
O ex-presidente foi hospitalizado após apresentar febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. Desde a internação, a evolução do quadro clínico tem sido gradual.
Embora os indicadores médicos mostrem melhora, Bolsonaro segue no hospital por precaução, já que é necessário um monitoramento constante e fisioterapia para evitar complicações respiratórias, comuns em casos como o dele.
O ex-presidente Jair Bolsonaro na garagem da casa onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. Foto: Scarlett Rocha/Estadão Conteúdo
A situação de saúde de Bolsonaro também impactou as discussões jurídicas sobre o cumprimento da sua pena. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar devido à sua condição de saúde. Seus aliados aguardam que, com a melhora do quadro clínico, Bolsonaro possa cumprir sua pena em casa.
A equipe médica do Hospital DF Star estima que o período total de internação de Bolsonaro possa chegar a 14 dias, dependendo da resposta do paciente ao tratamento. A decisão sobre a alta será tomada com base na evolução do estado de saúde e na necessidade de cuidados médicos contínuos.
Jair Bolsonaro recebendo atendimento médico. Crédito: X de Carlos Bolsonaro
O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue com quadro de saúde “muito delicado” durante internação no Hospital DF Star, em Brasília. Em publicação nas redes sociais, ele relatou que Bolsonaro foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas ainda apresenta sintomas associados à broncopneumonia bacteriana.
No texto, postado em suas redes sociais, Carluxo descreveu as condições clínicas do ex-presidente: “Saio do DF Star após visitar o Presidente @jairbolsonaro. Ele foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas sua pneumonia bacteriana persiste, mantendo sua respiração muito debilitada. Isso também tem afetado sua voz, equilíbrio e a condição de seus pulmões, que seguem sob observação permanente.”
O filho também mencionou dificuldades na comunicação e outros sintomas. “Seu estado continua muito delicado e está sendo monitorado constantemente para evitar qualquer nova piora no quadro. Consegui conversar um pouco com ele, mas a dificuldade para falar ainda é grande, assim como os soluços que permanecem. Todo o processo de observação segue sensível e necessário.”
Na mesma publicação, Carlos afirmou que a família segue acompanhando a situação. “Seguimos preocupados, mas tenho certeza de que as boas energias e orações enviadas por todos ajudam e o fazem se sentir mais forte.” Ele também agradeceu manifestações de apoio: “Meu muito obrigado a todos pelo carinho. Amanhã volto para lhe dar um abraço.”
Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13), após passar mal durante a madrugada e ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Exames indicaram maior comprometimento do pulmão esquerdo, e o tratamento foi iniciado com antibióticos intravenosos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital. Foto: Divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana. O boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira (16) informou que, nas últimas 24 horas, ele apresentou uma melhora clínica e laboratorial significativa.
De acordo com a equipe médica, houve recuperação parcial da função renal e uma resposta positiva aos antibióticos, resultando em uma melhora dos marcadores inflamatórios. Apesar do avanço no quadro de saúde, o ex-presidente continua sob cuidados intensivos e não há previsão para sua alta da UTI.
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13), após sofrer um episódio de broncoaspiração, que resultou em pneumonia bacteriana. Desde então, ele está recebendo suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
No boletim anterior, emitido no último sábado (14), o hospital havia relatado uma piora nas funções renais do ex-presidente, mas, felizmente, essa situação foi revertida nas últimas 24 horas. A recuperação parcial observada foi atribuída à resposta positiva aos medicamentos administrados durante o tratamento.
Bolsonaro é atendido pelo Samu após episódio de broncoaspiração. Foto: Divulgação
Bolsonaro foi internado devido à pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. A infecção aconteceu enquanto o ex-presidente estava cumprindo pena na unidade de prisão Papudinha, onde se encontra desde janeiro deste ano, após ser transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF).
Em setembro de 2025, o ex-presidente já havia enfrentado problemas de saúde, necessitando de atendimento médico por causa de vômitos, tontura e queda da pressão arterial. Na ocasião, ele estava em prisão domiciliar.
Em janeiro deste ano, durante sua detenção na Superintendência da PF, Bolsonaro também foi internado após sofrer um acidente dentro de sua cela, onde bateu a cabeça em um móvel. A situação fez com que ele fosse transferido para a unidade Papudinha, a pedido de seus advogados. A unidade oferece apoio médico contínuo, incluindo fisioterapia e acompanhamento 24 horas.
Embora a defesa dele tenha apresentado novos pedidos para sua prisão domiciliar, argumentando fragilidade na saúde do ex-presidente, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Moraes que negou as solicitações. Ele considerou que, conforme atestado pela junta médica da Polícia Federal, Bolsonaro está em condições de continuar cumprindo sua pena na unidade prisional.
Os pedidos de prisão domiciliar foram baseados na argumentação de que a saúde do ex-presidente estava comprometida, o que foi contestado por médicos e autoridades judiciais. A decisão do STF foi respaldada por laudos médicos que atestam que, apesar das condições de saúde, ele está apto a permanecer na prisão com a assistência necessária.
Três jornalistas, que preferem não se identificar, registraram boletins de ocorrência após sofrerem uma onda de intimidação de seguidores de Jair Bolsonaro em Brasília, segundo a Carta Capital. O caso teve início com um vídeo publicado por Cris Mourão, extremista que acusou os profissionais de imprensa em frente ao Hospital DF Star de estarem torcendo pela morte do ex-presidente.
A gravação foi amplificada quando Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou o conteúdo em seu Instagram, com mais de 8 milhões de seguidores, incitando uma nova onda de ataques. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) também contribuiu para a propagação do episódio ao publicar um vídeo, que depois foi deletado, onde acusava os jornalistas de desejar a morte de Bolsonaro.
A situação ganhou mais força no sábado (14), quando Michelle compartilhou o vídeo da militante, desencadeando uma campanha de ataques online e offline contra os repórteres.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) acionaram a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público e estudam ações jurídicas para evitar que a agressão a jornalistas se torne um novo precedente.
Os familiares dos profissionais também têm sofrido ataques. O filho de um dos jornalistas foi alvo de uma campanha de intimidação nas redes.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) condenou a atitude de Michelle Bolsonaro ao compartilhar o vídeo sem nenhuma contestação, chamando a atenção para a continuidade da violência contra jornalistas desde o período de 2019 a 2022, quando episódios semelhantes ocorreram sob o governo de seu marido.
“O episódio remete ao período de 2019 a 2022, em que a violência contra jornalistas foi praticada e estimulada diretamente pelo próprio Bolsonaro, então presidente da República, por meio de diversos episódios de triste memória”, disse a ABI.
A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) afirmou que é “inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação e incitar agressões contra profissionais de imprensa”.
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o SJPDF (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal) emitiram uma nota conjunta cobrando que as empresas que contrataram os profissionais “proporcionem condições seguras de trabalho” e “ofereçam apoio jurídico aos e às jornalistas e garantam o afastamento do local da cobertura caso as e os jornalistas não se sintam seguros para exercer seus trabalhos”.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) fez uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, nesta quinta-feira (15). O ex-presidente está internado há três dias, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Carlos, ao sair da visita, relatou que Bolsonaro se encontra “inchado” devido ao uso de antibióticos e “naturalmente irritado” com seu quadro de saúde.
“Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, disse Carlos Bolsonaro. O filho do ex-presidente reforçou que, se não tivesse recebido atendimento médico rapidamente, a situação poderia ter sido fatal.
Segundo Carlos, os médicos foram claros ao explicar que, caso o ex-presidente não tivesse sido tratado a tempo, ele poderia não ter sobrevivido. “Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem”, afirmou.
Imagem – BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Carlos também pediu, mais uma vez, que seu pai seja transferido para prisão domiciliar, alegando que a medida seria necessária para a preservação de sua vida. “O dia de hoje é, mais uma vez, extremamente doloroso. Um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos encontra-se preso, enquanto verdadeiros bandidos estão soltos e dando ordens no Brasil”, acrescentou o ex-vereador.
O estado de saúde de Jair Bolsonaro continua sendo monitorado de perto pela equipe médica do hospital. O último boletim, divulgado pela manhã deste domingo (15), informou que houve uma evolução clínica, com melhora na função renal, mas os marcadores inflamatórios no sangue aumentaram, exigindo o aumento da dosagem de antibióticos.
Os médicos que acompanham Bolsonaro, Cláudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, também indicaram que o ex-presidente continua com “suporte clínico intensivo” e está passando por intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI no momento.
A internação de Bolsonaro tem gerado uma série de reações, principalmente devido à sua prisão no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A visita de Carlos Bolsonaro e os relatos sobre a condição do ex-presidente aumentaram a tensão sobre a saúde do ex-mandatário e a possibilidade de mudanças nas condições de sua prisão.
A situação continua sendo acompanhada por médicos e autoridades, e a expectativa é que o quadro de saúde de Bolsonaro seja atualizado nos próximos dias.
Exames clínicos indicaram neste domingo (15) que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro teve uma melhora da função renal nas últimas horas. Ainda assim, devido a uma elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, os médicos que o atendem decidiram ampliar a dosagem de antibióticos.
Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Brasília desde a manhã da última sexta-feira (13), tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa
Segundo o boletim médico divulgado esta manhã, seu quadro clínico é estável, mas ainda não há previsão de quando ele poderá deixar a UTI. Além da ampliação da cobertura dos antibióticos, a equipe médica já havia intensificado a fisioterapia respiratória e motora.
Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
Na última sexta-feira ele passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O boletim médico é assinada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Decisão
Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.
Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.
O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.
Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro teve piora da função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, informou neste sábado (14) o Hospital DF Star, em Brasília.
Segundo o último boletim médico, ele continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.
O hospital informou que, apesar do agravamento dos rins, o ex-presidente está clinicamente estável e mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa. Bolsonaro também faz exercícios de fisioterapia respiratória e motora e recebe medidas de prevenção de trombose venosa.
Desde a manhã de sexta-feira (13), Bolsonaro está na UTI do DF Star, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele chegou à unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
O boletim médico é assinada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Decisão
Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.
Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.
O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.
Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.
O médico cardiologista Brasil Caiado durante coletiva nesta sexta (13). Foto: Luis Nova/Metrópoles
O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é grave após diagnóstico de pneumonia. A declaração foi dada durante coletiva em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente permanece internado na unidade de terapia intensiva depois de passar mal na Papudinha.
Segundo o médico, exames indicaram que a infecção pulmonar atual é mais extensa do que em episódios anteriores. “O estado dele é grave. O quadro é grave porque, na verdade, começou nesta madrugada. E tem um exame específico, que se chama procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais graves, e a dele aumentou de forma drástica”, explicou.
O cardiologista disse que a pneumonia em pacientes com idade mais avançada exige maior atenção, por causa do risco de complicações. De acordo com ele, “cada infecção tem uma característica peculiar, mas nós sabemos que a pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave, porque evolui para septicemia”.
Bolsonaro foi submetido a tomografia logo após dar entrada no hospital, e o exame confirmou broncopneumonia bilateral, mais intensa no pulmão esquerdo. O médico afirmou que “esta pneumonia é maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”.
O histórico recente também preocupa a equipe médica, segundo Caiado. Exames feitos meses atrás já mostravam resquícios de infecção anterior. “Na avaliação que nós fizemos em dezembro, ainda tinha um resquício da pneumonia de agosto. Isso mostra que o organismo fica com essa recorrência de pequenas broncoaspirações”, afirmou.
O médico explicou que a diferença no quadro atual é a extensão da inflamação detectada nos dois pulmões. “Quando nós verificamos uma parte grande do pulmão esquerdo e também do pulmão direito, em comparação aos outros exames, nós verificamos um quadro mais acentuado, sim”, disse, destacando que a situação exige vigilância constante.
Segundo ele, o tratamento agora está totalmente focado no controle da infecção. “Depois desta internação, o foco total é na infecção. Proteção total para o paciente. O foco agora é não deixar que a infecção progrida. É um risco. Nós não sabemos como evoluirá. Então é monitoramento o tempo todo, ajuste de medicamento o tempo todo”, completou.
O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
O ex-presidente Bolsonaro chegou à unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
O boletim médico divulgado no início da tarde informa que o ex-presidente foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bilateral.
No momento, o ex-presidente Bolsonaro está em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.
A nota é assinada pela equipe médica composta pelo cardiologista Dr. Brasil Caiado; o Coordenador da UTI Geral, Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Dr. Allisson B. Barcelos Borges.
Decisão
Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de hoje, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro no hospital, como acompanhante.
Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.
O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.
O ministro também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade aonde Bolsonaro está internado.
Notícia
Inicialmente, a informação sobre a internação de Jair Bolsonaro foi divulgada por um dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma rede social, e confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Ao deixar o hospital após visitar o pai na unidade de terapia, o senador Flávio Bolsonaro comentou com jornalistas o estado de saúde do ex-presidente
“Conversei rapidamente com os médicos, disseram que dessa vez foi a pior vez que ele se internou aqui com relação à quantidade de líquido que tinha no pulmão dele”, declarou o senador.
Flávio Bolsonaro ainda criticou as condições de encarceramento do ex-presidente na Papudinha que, segundo ele, poderiam piorar o quadro de saúde do ex-presidente.
Ele apelou para que a Justiça conceda a prisão domiciliar humanitária ao preso, alegando que o ambiente prisional impede os cuidados necessários para as patologias do pai e que este poderia ser acompanhado permanentemente pela família e por profissionais de enfermagem.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado a um hospital em Brasília na manhã desta sexta-feira (13) após passar mal durante a madrugada. A informação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em publicação nas redes sociais. Segundo o parlamentar, Bolsonaro está sendo atendido no Hospital DF Star, na capital federal.
De acordo com o primogênito, o ex-presidente apresentou sintomas logo ao acordar e precisou ser encaminhado para atendimento médico. “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu o senador ao informar sobre a situação de saúde.
Segundo relatos iniciais, Bolsonaro teria acordado com calafrios e episódios intensos de vômito. Familiares foram informados de que houve também queda na saturação de oxigênio, o que levou à decisão de removê-lo da unidade prisional onde está custodiado para avaliação médica em um hospital da rede privada.
Segundo informações do Metrópoles, o cardiologista de Bolsonaro, Brasil Caiado, foi acionado às pressas para acompanhar o caso. O ex-presidente teria passado a noite inteira tossindo de forma contínua, em episódios intensos que quase provocaram novos vômitos. Ele foi levado ao hospital em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com apoio do helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal durante a transferência.
A transferência ocorreu após avaliação de que as instalações médicas da Papudinha não seriam suficientes para atender o ex-presidente naquele momento. A unidade prisional fica no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Na mesma publicação, Flávio Bolsonaro pediu apoio de apoiadores e disse esperar que o quadro não seja grave. “Peço orações para que não seja nada grave”, afirmou o senador.
Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez…
Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela custódia na Papudinha, confirmou a saída de Bolsonaro da unidade prisional. Segundo a corporação, o ex-presidente foi encaminhado para “atendimento médico” e novas informações deverão ser divulgadas posteriormente pela equipe responsável pelo tratamento.
Bolsonaro enfrenta desde 2018 uma série de problemas de saúde relacionados ao atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial daquele ano. Desde então, ele passou por diversas internações e procedimentos médicos para tratar complicações decorrentes do ferimento abdominal.
No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um novo pedido da defesa para que o ex-presidente fosse transferido para prisão domiciliar. Na decisão, Moraes afirmou que a unidade prisional apresenta estrutura adequada para o cumprimento da pena.
O ministro também destacou a movimentação política do ex-presidente dentro da unidade. Segundo ele, a “grande quantidade de visitas” de deputados, senadores, governadores e outras figuras públicas indicaria a manutenção de “intensa atividade política”, além de evidenciar a “boa condição de saúde física e mental” de Bolsonaro.