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Bolsonarista Cassia Kis é investigada por transfobia após denúncia ao Ministério Público

26 de Abril de 2026, 15:00
A atriz Cassia Kis. Foto: Divulgação

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu uma investigação sobre uma acusação de transfobia contra a atriz bolsonarista Cassia Kis, de 68 anos. O caso, que ocorreu no Barra Shopping, zona sudoeste da capital fluminense, envolve a denúncia da atriz e auxiliar de restaurante, Roberta Santana, uma mulher trans de 25 anos, que afirmou ter sido constrangida e atacada verbalmente por Kis enquanto aguardava na fila para utilizar o banheiro feminino.

A denúncia foi feita pelo ativista LGBTQIA+ Agripino Magalhães Júnior e foi confirmada pelo MP-RJ neste domingo (26). As diligências terão início nesta segunda-feira (27), e Cassia Kis será intimada a prestar sua defesa.

De acordo com Roberta, a atriz a abordou no banheiro e passou a questionar sua presença no local. “Fui vítima de transfobia, a autora desse crime de ódio, a atriz Cassia Kis. Assim que entrei no banheiro ela estava atrás de mim aguardando a fila, e começou os ataques. Ouvi coisas absurdas, entrei em uma das cabines e ao sair ela continuava falando coisas horríveis, e questionando minha presença no banheiro”.

A vítima de transfobia também revelou que Kis continuou a agredi-la verbalmente ao sair da cabine, tornando a situação ainda mais constrangedora. Roberta, que se identifica como travesti, explicou que a violência verbal foi ainda mais agressiva quando Kis a seguiu pelo shopping e continuou gritando.

“Ela disse que o Brasil estava perdido porque tinha ‘homem’ no banheiro, que não tinha uma placa ali autorizando minha entrada, coisas absurdas e deploráveis. Nunca me senti tão constrangida em todo minha vida”. Apesar de não conhecer ela pessoalmente, Roberta se sentiu humilhada e vulnerável durante o ocorrido.

A atriz e auxiliar de restaurante, Roberta Santana. Foto: Divulgação

O caso não é o primeiro enfrentado por Cassia Kis em relação à intolerância. Em outubro de 2024, a Justiça Federal aceitou uma denúncia contra a atriz por homofobia, em um caso que ainda está em andamento na 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

A ação civil pública pode resultar em uma multa de até R$ 1 milhão para a atriz. A ação civil pública, movida pelo coletivo Antra (Articulação Nacional dos Transgêneros) e pelo ator José de Abreu, acusa ela de praticar homofobia ao afirmar em entrevista que casais homoafetivos “não dão filhos” e que certas atitudes buscam “destruir a família” e “a vida humana”.

Roberta Santana, que afirmou estar recebendo apoio jurídico, anunciou que tomará medidas legais contra a atriz, incluindo o registro do caso na polícia, que será feito nesta segunda-feira (27). “Ela tem que pagar pelo que fez”, afirmou.

“Bonitão”: policial que fazia segurança de jogadores é preso nos EUA por esquema com traficante

24 de Abril de 2026, 20:42
Luciano de Lima, o 'Bonitão', sério, olhando para a câmera
Luciano de Lima, o ‘Bonitão’ – Reprodução

O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como Bonitão, foi preso nesta sexta-feira (24) nos Estados Unidos. Ele estava foragido da Operação Anomalia e era procurado desde março. Com informações do g1.

A prisão foi feita por agentes da DEA, agência antidrogas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, após troca de informações com a Polícia Federal no Rio de Janeiro. Luciano deve passar por audiência de custódia na Justiça americana, que vai avaliar medidas como a deportação para o Brasil.

Bonitão estava incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Ele é suspeito de atuar para tentar atrasar a extradição de Gerel Lusiano Palm, traficante internacional de drogas preso no Rio em 2021.

PRISÃO "BONITÃO" | Policial penal é preso durante operação nos Estados Unidos. #sbtrio2 #sbt #noticias pic.twitter.com/0bIv1R7Glv

— SBT Rio (@sbtrio) April 24, 2026

A Operação Anomalia foi deflagrada no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II. A investigação mira um núcleo suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer interesses de Gerel Palm, condenado por homicídio na Holanda e investigado pela DEA por tráfico internacional.

Luciano é servidor da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, mas já esteve cedido a outros órgãos estaduais e federais. No início da década de 2010, atuou como segurança de jogadores de futebol, principalmente atletas brasileiros que jogavam na Rússia.

Em 2014, ele foi preso na Maré, apontado como informante do traficante Marcelo das Dores, o Menor P. Segundo a investigação da época, ele seria elo entre Menor P e Antonio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Luciano foi condenado, cumpriu pena e obteve reabilitação criminal na Justiça.

O policial penal também foi alvo de investigação da Seap em 2021, após uma apuração sobre visitas ao empresário Glaidson Acácio, o “Faraó dos Bitcoins”, em período de quarentena no presídio. À época, ele negou ter visitado Glaidson.

Depois, Luciano foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio e também esteve cedido ao gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP), em Brasília, até fevereiro de 2025. Na primeira fase da Operação Anomalia, em 9 de março, foram expedidos quatro mandados de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

8,8% dos adolescentes brasileiros já foram vítimas de violência sexual, revela IBGE

25 de Março de 2026, 19:40
Cartaz apresentado em manifestação dos alunos do Colégio Pedro II. Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (25), o IBGE divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) de 2024, revelando dados alarmantes sobre a violência sexual entre adolescentes brasileiros. Entre os jovens de 13 a 17 anos, 8,8% afirmam já ter sido forçados a ter relação sexual, o que representa mais de 1,1 milhão de adolescentes vítimas de violência sexual no Brasil.

O aumento de 2,5 pontos percentuais em comparação com 2019 chama atenção, sendo um reflexo de um problema persistente e de grande gravidade. A pesquisa, que abrangeu mais de 118 mil estudantes de escolas públicas e privadas em 1.282 cidades de todas as regiões do país, também indicou uma queda preocupante na orientação sexual nas escolas.

O índice de adolescentes que afirmam ter recebido orientação sobre sexo seguro, prevenção de gravidez e uso de preservativos caiu mais de 10 pontos percentuais entre 2019 e 2024, o que pode agravar ainda mais a situação da saúde sexual e reprodutiva entre os jovens. O aumento no número de adolescentes que relataram ter sido forçados a ter relações sexuais também traz à tona a falta de consciência sobre o abuso sexual em muitos casos.

Para Leiliane Rocha, psicóloga especialista em sexualidade, a ausência de uma educação sexual mais aprofundada nas escolas impede que as vítimas reconheçam comportamentos abusivos e busquem ajuda. “O fato da maioria das vítimas terem menos de 13 anos indica que muitas talvez nem saibam que foram violentadas. Esse número, que já é assustador, tende a ser ainda maior na realidade”, alertou.

Entre as vítimas, a grande maioria (66,2%) tinha 13 anos ou menos quando sofreu a violência. As meninas são as mais afetadas, com 11,7% afirmando ter sido forçadas a ter relações sexuais, contra 5,8% dos meninos.

Além disso, a pesquisa revelou que a violência sexual ocorre com maior frequência em escolas públicas, onde 9,3% dos estudantes relataram ser vítimas, enquanto na rede privada o índice é de 5,7%. A região Norte apresentou a maior taxa de incidência, com 11,7%.

Figuras representando corpos masculinos e femininos utilizadas em aulas de educação sexual. Foto: Divulgação

Outro dado alarmante da pesquisa foi o aumento de casos de assédio sexual, que afetam 18,5% dos estudantes, contra 14,7% em 2019. Esse tipo de violência é mais prevalente entre as meninas, com 26,0% delas afirmando já ter sido vítimas, enquanto 10,9% dos meninos relataram o mesmo.

“O movimento Escola sem Partido, a proibição do termo “gênero” em planos de educação, a censura a professores e materiais didáticos, e a exclusão sistemática de termos como “gênero”, “sexualidade” e “diversidade” de documentos normativos são agendas responsáveis pela redução da discussão sobre igualdade de gênero e sobre educação para sexualidade nas escolas. Não à toa, temos tido tantos ataques misóginos em escolas, que têm deixado tantas vítimas meninas e mulheres.”, destacou Andressa Pellanda, coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Os pesquisadores também observaram que os agressores, em grande parte, são pessoas próximas das vítimas, como familiares (35,5%) ou ex-namorados (22,6%). Além disso, 23,2% dos adolescentes afirmaram que os abusos foram cometidos por agressores desconhecidos.

“A maioria dos casos de violência são cometidos por pessoas de confiança da criança ou adolescente, muitas vezes acontecendo até mesmo dentro de casa. Por isso, a importância da escola tratar sobre esse assunto: a vítima pode não se sentir segurança com a família para relatar o abuso. A escola pode ser o único espaço para que ela peça ajuda”, disse Leiliane Rocha.

A PeNSE também revelou uma diminuição na idade de início da atividade sexual entre os jovens. Em 2015, 37,5% dos adolescentes relataram já ter tido a primeira relação sexual, mas em 2024 esse número caiu para 30,4%. No entanto, a pesquisa aponta que os adolescentes têm reduzido a proteção ao longo do tempo, o que aumenta os riscos de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce.

Entre os jovens que iniciaram a vida sexual, o uso de preservativos na primeira relação sexual foi de 61,7%, uma redução em relação a 2019, quando o índice foi de 63,3%. Além disso, o uso da pílula do dia seguinte é comum, com 42,1% das meninas afirmando já ter utilizado o método.

Em um cenário preocupante, a pesquisa também apontou que 121 mil meninas de 13 a 17 anos já engravidaram, o que representa 7,3% das adolescentes sexualmente ativas. O impacto disso é ainda mais intenso na rede pública de ensino, onde 98,7% das gestantes pertencem a esse sistema.

VÍDEO: Câmeras corporais revelam atrito entre policiais e tenente-coronel que matou PM

21 de Março de 2026, 20:41
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto aparece sem camisa no corredor do apartamento. Foto: Divulgação

Gravações de câmeras corporais de policiais militares mostram a disputa de poder entre o tenente-coronel Geraldo Neto e um cabo da PM no apartamento onde sua esposa, a soldado Gisele Alves, foi baleada na cabeça. O caso, ocorrido no dia 18 de fevereiro, levanta suspeitas sobre a versão de suicídio defendida por Neto, que está preso preventivamente e é réu por feminicídio e fraude processual. Gisele foi socorrida, mas morreu no mesmo dia no hospital. As informações são do g1.

Nos vídeos, captados por uma câmera corporal do cabo, é possível ver o tenente-coronel insistindo para tomar banho, mesmo contra as ordens dos policiais que estavam preservando a cena do crime. “Eu vou tomar banho, irmão”, disse Neto, desobedecendo a orientação de que ele deveria apenas vestir uma camiseta e calça para seguir à delegacia. A tensão entre os PMs e o oficial de alta patente é evidente, e o comportamento de Neto levanta suspeitas de que ele tenha tentado alterar evidências da cena do crime.

Ao ser questionado, Neto afirmou que estava no banho quando ouviu o disparo e que não havia tomado banho completo. No entanto, o cabo, ciente da importância de preservar a cena, temia que Neto apagasse possíveis provas. “Se tomar banho vai perder tudo os baguio [vestígios] da mão”, comentou o cabo, evidenciando o receio de que resquícios de pólvora fossem apagados antes da perícia.

A insistência de Neto em tomar banho, apesar das advertências, foi um ponto-chave nas investigações. O exame de resíduos feito nas mãos do oficial após o banho não encontrou vestígios de pólvora, o que corrobora a hipótese de que ele não tenha disparado a arma. “Se fosse um paisano a gente já arrasta para perto”, disse o cabo, sugerindo que, se fosse uma pessoa comum, o tratamento seria diferente.

O caso ganhou contornos ainda mais complicados quando o tenente-coronel começou a circular pelo apartamento e a permitir que outros policiais entrassem e limpassem a cena. Segundo as gravações, Neto voltou ao imóvel diversas vezes, acompanhado de pessoas, e retirou itens do local, ações que aumentaram as dúvidas sobre a integridade da cena do crime.

A polícia agora investiga não apenas a versão de Neto, mas também o possível desvio de conduta de agentes que permitiram suas ações. Em coletiva de imprensa, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que “caso seja constatada irregularidade de qualquer agente, as medidas cabíveis serão adotadas.” A defesa de Neto ainda não se manifestou, mas já havia declarado anteriormente que o caso se tratava de um suicídio.

Intimidação – Gravações das câmeras corporais de policiais militares mostram a disputa de poder hierárquico entre um cabo _ que queria preservar o local onde a soldado Gisele Alves foi baleada na cabeça _, e a autoridade de um oficial de alta patente, o marido dela, o… pic.twitter.com/zdJNJB5cq5

— g1 (@g1) March 20, 2026

Cunhado de Daniel Vorcaro recebeu R$ 485 milhões de empresa investigada pela PF no caso Master

21 de Março de 2026, 19:15
Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, falando, de roupa de frio marrom
Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro – Reprodução

Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, recebeu R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa investigada pela Polícia Federal sob suspeita de ter sido usada como canal de pagamentos a uma suposta milícia privada do grupo e a agentes públicos. Os dados constam em extrato bancário obtido por reportagem. Os repasses teriam ocorrido entre julho de 2022 e janeiro de 2026. Com informações de Folha de S.Paulo.

Só em 2025, Zettel recebeu R$ 160 milhões da Super Empreendimentos, distribuídos em 264 transferências. Segundo a apuração, os maiores repasses ocorreram entre fevereiro e abril, em operações de R$ 5 milhões cada.

A PF aponta Zettel como responsável por intermediar e operacionalizar pagamentos relacionados a possíveis atividades ilegais ligadas ao grupo de Vorcaro, que voltou a ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, determinada pelo ministro André Mendonça, do STF.

De acordo com investigadores, mensagens analisadas pela PF mostram ordens de pagamento e referências a transações com menções a políticos. A decisão de André Mendonça que autorizou prisões preventivas e outras medidas também cita a Super Empreendimentos como empresa usada para movimentações financeiras do grupo, incluindo pagamentos atribuídos ao núcleo chamado de “A Turma”, descrito na investigação como encarregado de monitorar e pressionar pessoas vistas como adversárias de Vorcaro ou ligadas às apurações sobre o banco.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sentado, falando
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master – Reprodução

Zettel é pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha e foi alvo de prisão preventiva junto com Vorcaro no começo de março. Casado com Natalia Vorcaro, ele se projetou no setor empresarial como fundador e CEO da Moriah Asset, gestora voltada ao mercado de bem-estar.

Por meio da empresa, tornou-se sócio de negócios como Grupo Frutaria, Oakberry, Les Cinq, Desinchá e Super Nutrition. Em 2022, também foi doador das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), com cerca de R$ 5 milhões no total, sendo R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio, segundo o texto-base enviado.

A Super Empreendimentos também aparece nas investigações como parte da estrutura financeira usada para tomar empréstimos considerados fraudulentos no Banco Master. Segundo a linha investigativa, esses financiamentos seriam vendidos a fundos de investimento, enquanto recursos circulavam por uma rede que incluía compra de CDBs do próprio banco.

A empresa ainda foi mencionada em decisão judicial sobre pagamentos a dois ex-integrantes do Banco Central investigados no caso: Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana.

Outro ponto citado nas apurações envolve um imóvel de R$ 36 milhões em Brasília, anteriormente registrado em nome da Super, onde Vorcaro recebeu políticos como o senador Ciro Nogueira (PP) e o deputado Hugo Motta (Republicanos).

Segundo a assessoria de Vorcaro, ele era inquilino do imóvel. Zettel deixou a diretoria da Super em julho de 2024. Em nota enviada em dezembro, a assessoria de Vorcaro confirmou que o cunhado era um dos sócios da empresa, mas afirmou que a relação entre Vorcaro e a Super era “meramente comercial”.

Gilmar Mendes deve votar pela prisão de Vorcaro, mas com discordâncias; entenda

20 de Março de 2026, 07:25
Gilmar Mendes, ministro do STF. Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve proferir nesta sexta-feira (20) o último voto no julgamento da Segunda Turma que analisa a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, decretada no último dia 4 de março. A sessão ocorre em plenário virtual e está prevista para ser concluída ainda hoje, consolidando a tendência já formada na Corte.

Com o voto do decano, o placar deve ser fechado em 4 a 0 pela manutenção da prisão de Vorcaro. Os ministros André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques já haviam se manifestado pela continuidade da detenção. Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento. Apesar de acompanhar o resultado, Gilmar Mendes deve apresentar fundamentação distinta dos colegas.

Segundo o Globo, o ministro entende que a permanência de Vorcaro em penitenciária federal exigiria justificativas específicas, como necessidade de isolamento em regime especial ou proteção à integridade física do preso, o que, na avaliação dele, não se aplica ao caso. Ainda assim, a divergência não altera a tendência de manutenção da prisão.

Na noite de quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no Setor Policial Sul da capital federal. A mudança foi autorizada por André Mendonça após pedido da defesa, que sinalizou a intenção do banqueiro de colaborar com as investigações por meio de um possível acordo de delação premiada.

Daniel Vorcaro chegando na Superintendência da Polícia Federal. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

A transferência ocorre em meio a negociações para colaboração e também sob pressão política, especialmente de setores do Centrão, diante do potencial de revelações envolvendo diferentes atores. Vorcaro é apontado como líder de uma organização criminosa que teria um “braço armado” voltado à intimidação de adversários.

Em seu voto, Mendonça afirmou que a Polícia Federal identificou ameaças concretas ligadas ao grupo. Segundo o ministro, há indícios de que essa estrutura criminosa ainda está ativa e conta com integrantes em liberdade. “Portanto, a organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta”, disse.

O relator também rejeitou os argumentos da defesa e destacou que não há sinais de interrupção das atividades ilícitas. “Nesse cenário, não se identifica qualquer indício de que as atividades ilícitas praticadas pela organização criminosa teriam cessado até o momento em que prolatada a decisão ora submetida a referendo. Bem ao contrário, do que já se conseguiu verificar, os elementos informativos apontam na direção oposta, ou seja, na permanência das atividades pelo grupo criminoso”, afirmou.

Ao decretar a prisão, Mendonça já havia apontado que os crimes investigados envolvem “valores bilionários” e representam risco ao sistema financeiro nacional, além de tentativas de obtenção de informações sigilosas e monitoramento de autoridades. “Existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações”, completou.

De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro mantinha uma estrutura paralela chamada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de dados e à coerção de críticos. Os investigadores classificam os envolvidos como “profissionais do crime”. O caso segue em andamento, com desdobramentos que podem impactar o cenário político e institucional.

Vorcaro será levado à carceragem da PF em Brasília onde Bolsonaro ficou preso

19 de Março de 2026, 23:39
Daniel Vorcaro e Jair Bolsonaro
O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro – Reprodução

A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a carceragem da Polícia Federal em Brasília colocou o dono do Banco Master no mesmo espaço onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso após a condenação pela trama golpista. A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça e ocorreu no momento em que Vorcaro iniciou tratativas para um acordo de delação premiada. Com informações do Globo.

Até então, o banqueiro estava sob custódia na Penitenciária Federal de Brasília, em regime de segurança máxima. Nesse modelo, os presos ficam em celas menores, com rotina mais restrita, isolamento mais rígido e circulação limitada, sempre sob protocolos severos de escolta e controle.

Na estrutura da Polícia Federal, o ambiente é mais amplo e conta com condições diferentes das do sistema penitenciário federal. O local onde Vorcaro passou a ficar é o mesmo que recebeu Bolsonaro durante parte de sua prisão em Brasília, em uma área adaptada para custódia de autoridades.

Montagem de três fotos de cela da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal
Cela da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal – Reprodução

A transferência também atende à nova fase do caso, já que a permanência na PF facilita reuniões com advogados, deslocamentos internos e eventuais oitivas com investigadores. A defesa de Vorcaro vinha tentando retirá-lo do regime de segurança máxima, alegando dificuldades de contato e de andamento da estratégia jurídica.

Vorcaro chegou à Superintendência da Polícia Federal no início da noite desta quinta-feira (19), após deixar o sistema penitenciário federal de helicóptero. Ele estava preso desde 4 de março e formalizou um termo de confidencialidade antes de iniciar as conversas relacionadas à possível colaboração.

Bolsonaro, por sua vez, permaneceu por 54 dias na carceragem da PF, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, antes de ser transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

VÍDEO – Ratinho quebra o silêncio sobre ataque a Erika Hilton: “Crítica política”

13 de Março de 2026, 15:34
O apresentador Ratinho. Foto: Divulgação

O apresentador Ratinho se pronunciou após repercussão de comentários transfóbicos feitos sobre a deputada federal Erika Hilton durante seu programa no SBT. As ofensas ocorreram após ele comentar a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Após a repercussão, o apresentador afirmou que suas falas fazem parte de crítica política e negou intenção de preconceito. “Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio.”

🚨VEJA: Ratinho se pronuncia após falas contra Érika Hilton:

“Eu defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política, gente, não é preconceito, é jornalismo. E eu não vou ficar em silêncio”.

pic.twitter.com/7I2WlFrwqn

— CHOQUEI (@choquei) March 13, 2026

Durante o programa, Ratinho questionou a escolha da deputada para o cargo e fez comentários sobre identidade de gênero. “Ela não é mulher, ela é trans. Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, está tudo certo. Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, disse.

O apresentador também declarou que não concorda com a eleição da parlamentar para a comissão. “Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Ela não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela. Acho que deveria ser uma mulher.”

Em outro momento, Ratinho questionou se uma mulher trans poderia representar pautas femininas. “Para quem não sabe, a deputada Erika Hilton é trans, mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Não é fácil ser mulher. Imagine se uma mulher trans fosse defender as pautas relacionadas ao público masculino? Estaria certo? Também não. Está certo, vamos nos modernizar, ter inclusão, mas não precisa exagerar.”

DESSERVIÇO! Ratinho dispara contra Érika Hilton ao vivo, e diz que a Deputada NÃO É MULHER.

"Mulher pra ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar" #ProgramaDoRatinho pic.twitter.com/JGb9gTxVw1

— Brenno (@brenno__moura) March 12, 2026

A deputada respondeu nas redes sociais e afirmou não se preocupar com as críticas. “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que me importa. Hoje fiz história por mim, que tive minha adolescência e minha dignidade roubada pelo preconceito e discriminação.”

Ela também comentou a eleição para a presidência da comissão. “Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher? E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui.”

O SBT divulgou nota afirmando que as declarações não representam a posição da emissora. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores.”

Erika Hilton informou que acionou o Ministério Público Federal para investigar o caso e pediu abertura de ação civil pública com pedido de indenização por danos morais coletivos. Segundo ela, as falas não atingem apenas pessoas trans. “Este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram.”

A deputada também afirmou que pretende levar o caso adiante. “Ratinho e o SBT pagarão por seus atos. Eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis. Por fim, vale lembrar: eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato.”

Sim, estou processando o apresentador Ratinho.

Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.

Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim.… pic.twitter.com/F9Suqaf3b8

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 12, 2026

A longa ficha criminal de “Sicário”, o capanga de Vorcaro

5 de Março de 2026, 09:01
Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, o Sicário. Foto: reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pela Polícia Federal como responsável por invasões hacker a sistemas da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e até de organismos internacionais como o FBI, acumulava uma extensa ficha criminal antes de ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero. Mourão também é acusado de monitorar e planejar ataques contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A prisão ocorreu na manhã de quarta-feira (4), em Belo Horizonte. Horas depois, Mourão tentou tirar a própria vida em uma cela da superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele chegou a ser reanimado por equipes do Samu e levado ao Hospital João XXII, na região Centro-Sul da capital mineira, mas não resistiu.

Segundo investigadores, Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro para executar atividades ilícitas relacionadas ao grupo investigado. A estrutura montada pelo banqueiro foi descrita pela Polícia Federal como uma espécie de “milícia” voltada a monitorar adversários, obter dados sigilosos e promover intimidação.

Conhecido em Minas Gerais pelo apelido de “Mexerica”, Mourão era considerado um velho conhecido da polícia e da alta sociedade de Belo Horizonte. Apesar do histórico de investigações e mandados de prisão, ele frequentemente conseguia responder aos processos em liberdade.

Sicário preso durante sua juventude. Foto: reprodução

De acordo com fontes da investigação, o histórico criminal de Mourão inclui suspeitas de estelionato, receptação e associação criminosa. Ele também possui registros por furto qualificado mediante fraude, além de envolvimento em casos de ameaça e infrações relacionadas ao trânsito.

Entre 2006 e 2009, Mourão chegou a ser indiciado por uma série de crimes previstos no Código Penal e em legislações específicas. Entre eles estão falsificação de documentos, evasão de divisas, associação criminosa, concurso de pessoas (quando duas ou mais pessoas atuam juntas para cometer um crime) e crime continuado, quando a prática ilegal ocorre de forma repetida ao longo do tempo.

Segundo o G1, fontes que acompanharam sua trajetória afirmam que Mourão também esteve envolvido em atividades como roubo de veículos para desmanche, golpes na internet e clonagem de cartões de crédito.

Em 2020, ele foi alvo de um mandado de prisão temporária em um processo que tramitava na 3ª Vara Criminal da Comarca de Contagem, em Minas Gerais, relacionado a crimes contra a ordem tributária.

Apesar das investigações, Mourão mantinha um estilo de vida luxuoso. Segundo relatos de investigadores, ele frequentava bairros nobres de Belo Horizonte e costumava ostentar bens de alto valor, incluindo uma Ferrari.

Mesmo assim, havia poucos registros públicos sobre ele na internet. Nos dados da Receita Federal, Mourão aparece como sócio de duas empresas chamadas King: uma locadora de veículos e uma imobiliária.

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, posando para foto de camiseta branca e boné, sério, olhando para a câmera
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” – Reprodução

A Polícia Federal aponta que Mourão teve papel central na organização investigada na Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, ele executava tarefas que incluíam monitoramento de alvos, invasão de sistemas sigilosos e coleta ilegal de dados.

Também teria atuado na organização de ações de intimidação contra pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. Essas atividades eram discutidas em um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, do qual participavam o próprio banqueiro, o pastor Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro — e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Em um dos diálogos obtidos pela Polícia Federal, Vorcaro comenta sobre o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim, após a publicação de reportagens sobre o Banco Master.

“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele [sic]. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu o banqueiro a Mourão, que respondeu com dois sinais de positivo.

Para o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, o objetivo dessas ações era “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.

Em outras conversas analisadas pela investigação, Vorcaro também teria solicitado ao comparsa que “moer” uma ex-empregada identificada como Monique e “dar um sacode” em um chef de cozinha ligado ao empresário.

Na representação enviada ao Supremo Tribunal Federal para pedir as prisões preventivas do grupo, a Polícia Federal afirmou que a organização representava risco não apenas ao sistema financeiro nacional, mas também a pessoas consideradas adversárias.

“Nesse momento, considerando os fatos novos e contemporâneos apresentados agora a essa Suprema Corte, bem como a comprovada periculosidade do agente, não apenas ao sistema financeiro nacional, mas para todos aqueles que lhe são desafetos, cuja resposta oferecida pela organização criminosa é rápida, premeditada e violenta, com o uso reiterado de coação e grave ameaça por uma espécie de milícia privada”, destacou a Polícia Federal.

“Sicário”, parceiro de Vorcaro, morre em Belo Horizonte

4 de Março de 2026, 20:21
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão olhando sério para a câmera
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão – Reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e preso na Operação Compliance Zero, morreu na noite desta quarta-feira (4) em Belo Horizonte (MG). Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal no estado quando atentou contra a própria vida. Com informações do Metrópoles.

Fontes da Polícia Federal informaram que o investigado apresentou morte encefálica após o ocorrido. Mourão era um dos presos na operação conduzida pela corporação.

De acordo com informações divulgadas pela PF, o preso foi socorrido por policiais federais que estavam no local no momento da ocorrência. Ele recebeu procedimentos de reanimação ainda na sede da instituição.

Superintendência Regional da Polícia Federal
Superintendência Regional da Polícia Federal – Reprodução

Em seguida, o investigado foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, localizado no centro de Belo Horizonte. A unidade hospitalar realizou o atendimento médico após a chegada do paciente.

A Polícia Federal informou que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo relacionado à operação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a corporação, todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido serão encaminhados às autoridades competentes. A PF também informou que abrirá procedimento para apurar as circunstâncias do fato.

Polícia prende líder da facção ‘Povo de Israel’ em churrasco no Rio

4 de Março de 2026, 14:56
Chefe da facção Povo de Israel é preso durante churrasco na Baixada Fluminense. Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (3) Márcio Cea de Paiva, de 45 anos, conhecido como “Kinca”, apontado como um dos principais integrantes da facção criminosa Povo de Israel. A captura ocorreu em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, durante uma ação da 38ª DP (Brás de Pina), após monitoramento realizado por agentes de inteligência.

Segundo a investigação, Kinca estava em um churrasco com amigos quando foi localizado pelos policiais. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto por roubo. A ação foi realizada após levantamento de informações que indicavam o paradeiro do suspeito, considerado um dos nomes de destaque dentro da organização criminosa.

Ao chegar ao local, os agentes cercaram o imóvel e realizaram a abordagem por volta das 15h. Durante a operação, os policiais identificaram outro homem com mandado de prisão pendente e cinco indivíduos que estavam com telefones celulares roubados.

Todos foram conduzidos para a delegacia. No total, sete pessoas acabaram presas na ocorrência. Cinco delas foram autuadas em flagrante pelo crime de receptação, enquanto os dois suspeitos com mandados de prisão tiveram as ordens judiciais cumpridas.

➡️ RIO DE JANEIRO | Líder de organização criminosa Povo de Israel é preso em churrasco

Segundo as investigações, o grupo atua principalmente em golpes e extorsões por telefone

Leia na coluna de @mirelle_aphttps://t.co/kL8pmERouD pic.twitter.com/9Y6rzxlh3t

— Metrópoles (@Metropoles) March 4, 2026

De acordo com dados de inteligência da Polícia Civil, Kinca ocupa posição relevante dentro da facção autodenominada Povo de Israel, sendo apontado como o terceiro na hierarquia do grupo criminoso. A organização surgiu dentro do sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro e é composta majoritariamente por detentos que continuam coordenando atividades ilegais mesmo encarcerados.

As investigações indicam que a facção se especializou em golpes e extorsões aplicados por telefone a partir de presídios, especialmente o golpe do falso sequestro. Segundo os investigadores, as fraudes movimentam milhões de reais.

Os policiais apontam que Kinca possui extenso histórico criminal, com registros por crimes como roubo de carga, receptação e estelionato. Ele também é citado em investigações relacionadas à onda de ataques ocorrida em novembro de 2010 no Rio de Janeiro, quando facções promoveram arrastões, incêndio de veículos e confrontos com forças de segurança.

Na época, o suspeito chegou a ser preso e, devido ao grau de periculosidade atribuído a ele, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

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