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Economia americana perde fôlego no fim de 2025 com PIB de 0,7% e inflação acima da meta

13 de Março de 2026, 16:45

A economia dos Estados Unidos cresceu apenas 0,7% no quarto trimestre de 2025, em taxa anual ajustada sazonalmente. O PIB, divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), representa uma queda acentuada em relação ao avanço de 4,4% registrado no trimestre anterior e ficou bem abaixo da projeção de 1,5% do consenso do mercado.

A leitura é a segunda estimativa do BEA para o período e revisou para baixo o dado anterior de 1,4%, uma correção de 0,7 ponto percentual. No acumulado de 2025, o PIB americano cresceu 2,1%, um décimo de ponto percentual abaixo da estimativa prévia e inferior ao avanço de 2,8% registrado em 2024.

Evolução do PIB americano por trimestre, em percentuais; fonte: BEA

Revisão do PIB puxada por consumo e exportações

Segundo o BEA, a revisão para baixo refletiu ajustes negativos em gastos do consumidor, gastos do governo e exportações. A queda nas importações, que tecnicamente subtrai do cálculo do PIB, foi menor do que a estimativa anterior, contribuindo para atenuar parte da revisão.

O shutdown do governo federal entre outubro e novembro de 2025 também pesou no resultado. O BEA estima que a redução nos serviços prestados por funcionários federais subtraiu cerca de 1,0 ponto percentual do crescimento do PIB no trimestre.

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Inflação acima do conforto do Fed

Ao mesmo tempo em que o crescimento decepciona, os dados de inflação de janeiro de 2026 mostram pressão persistente sobre os preços. O índice PCE, principal termômetro do Federal Reserve para inflação, avançou 0,3% no mês, com taxa anual de 2,8%.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia e é acompanhado de perto pelo Fed, subiu 0,4% em janeiro e acumulou alta de 3,1% em 12 meses, 0,1 ponto percentual acima de dezembro e acima da meta de 2% da autoridade monetária americana.

Tarifas e conflito no Oriente Médio ampliam incertezas

Os dados ainda não capturam os efeitos das tarifas impostas pelo governo Trump, posteriormente anuladas pela Suprema Corte sob as provisões da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Economistas estimavam que as tarifas adicionavam cerca de meio ponto percentual ou mais às tendências de inflação.

O cenário ganhou novos elementos de pressão após os ataques lançados pelos EUA e por Israel contra o Irã no início de março. Os preços de energia dispararam nas duas semanas seguintes ao início do conflito, com o barril de petróleo Brent atingindo US$ 100 na quinta-feira (12).

Consumo ainda sustenta atividade no PIB

Apesar da desaceleração, o consumo das famílias e o investimento privado seguiram como os principais motores do crescimento no trimestre. As vendas finais reais a compradores domésticos privados, que somam gastos do consumidor e investimento fixo privado bruto, avançaram 1,9%, revisão de 0,5 ponto percentual abaixo da estimativa anterior.

A próxima leitura do PIB americano, com a terceira estimativa do quarto trimestre de 2025, está prevista para 9 de abril.

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China estabelece menor meta de crescimento do PIB já registrada para 2026

4 de Março de 2026, 21:37

A China estabeleceu na quinta-feira (5), no horário local, sua meta de crescimento do PIB para 2026 em 4,5% a 5%, a meta mais baixa já registrada, informou a Reuters. A decisão ocorre enquanto Pequim enfrenta pressões deflacionárias persistentes e tensões comerciais com os EUA.

Isso representa uma leve revisão para baixo em relação à meta de “cerca de 5%” estabelecida nos últimos três anos e o objetivo mais modesto já registrado para a segunda maior economia do mundo, com exceção de 2020, quando Pequim não estabeleceu uma meta de crescimento devido à pandemia.

Pequim também teria fixado sua meta de déficit orçamentário em “cerca de 4%” do PIB, igualando-se à do ano passado, enquanto o principal órgão legislativo do país realizava sua reunião anual nesta semana.

O déficit de 4% foi o maior já registrado desde 2010, de acordo com dados obtidos pela Wind Information. O recorde anterior era de 3,6% em 2020.

Segundo a Reuters, as autoridades chinesas também mantiveram a meta anual de inflação ao consumidor estável em “cerca de 2%”. Estabelecida inicialmente para 2025, essa é a meta mais baixa em mais de duas décadas e sinaliza um reconhecimento implícito por Pequim da fraca demanda interna.

Deflação e tarifas

A meta de inflação funciona mais como um teto do que como um objetivo a ser alcançado. Ao longo de 2025, o crescimento dos preços foi nulo e de 0,7% quando excluídos os preços de alimentos e energia, já que a confiança do consumidor permaneceu baixa.

A reunião anual do parlamento chinês, conhecida como “Duas Sessões”, começou nesta quarta-feira (4) com a cerimônia de abertura da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês — o principal órgão consultivo de políticas.

A Assembleia Popular Nacional iniciou sua reunião na quinta-feira e deve encerrar sua sessão anual em 12 de março. O ministro das Relações Exteriores e os chefes de vários departamentos econômicos devem conceder coletivas de imprensa nesse período.

Embora a economia chinesa tenha crescido 5% no ano passado, o país entrou no quarto ano consecutivo de deflação, em meio à crise imobiliária, à fraca confiança do consumidor e ao endividamento dos governos locais. As vendas no varejo aumentaram 3,6% em 2025, e a deflação na porta da fábrica se aprofundou, caindo 2,6% em relação ao ano anterior.

O investimento em ativos fixos caiu 3,8% no ano passado — a primeira queda anual em décadas. O impacto negativo no setor imobiliário se intensificou, com o investimento despencando 17,2%.

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Acordo Mercosul-União Europeia é aprovado por unanimidade no Senado

4 de Março de 2026, 21:24
Assinatura do acordo do Mercosul-UE
Assinatura do acordo do Mercosul-UE – Reprodução/YouTube

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A votação foi unânime. A aprovação encerra a etapa de análise do tratado no Congresso brasileiro para que o acordo avance no processo de entrada em vigor.

O tratado foi assinado em 17 de janeiro no Paraguai. O texto prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação que abrangem mais de 90% do comércio entre os dois blocos. A medida inclui regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, além de disposições sobre investimentos e padrões regulatórios.

Negociado por mais de 25 anos, o acordo cria uma zona comercial que reúne um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. A expectativa é ampliar o fluxo de bens e investimentos entre países da América do Sul e da União Europeia.

No Senado, a relatoria ficou com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela afirmou que o tratado tem alcance amplo nas relações econômicas entre os blocos. “O alcance do Acordo ultrapassa, de forma incomensurável, a redução de tarifas ou o estabelecimento de quotas. Seu potencial realmente transformador reside nas disciplinas voltadas a temas emergentes que estruturam as bases da competitividade contemporânea: investimentos, fluxos financeiros, serviços, meios de pagamento, transferência de tecnologia, acesso a compras governamentais e regras de concorrência, entre outros”, declarou.

A relatora também mencionou o contexto econômico internacional durante a análise do texto. “O mundo atual é mais fragmentado, mais cético e mais protecionista. Isso torna o acordo com nossos parceiros europeus ainda mais atual — e ainda mais necessário”, disse.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destacou a tramitação do acordo no Congresso brasileiro. “O parlamento brasileiro demonstra mais uma vez uma maturidade institucional que nós temos e que a cada movimento como este é a constatação de que o parlamento brasileiro está ao lado dos grandes temas de interessa da sociedade”, afirmou.

Na mesma quarta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que regulamenta medidas chamadas de “salvaguardas bilaterais”. O mecanismo permite adoção de instrumentos de proteção comercial em acordos de livre comércio ou em tratados com preferências tarifárias.

As salvaguardas podem ser aplicadas quando houver aumento relevante das importações em relação à produção nacional ou ao consumo interno, situação que possa causar impacto à indústria brasileira. Entre as medidas possíveis estão elevação temporária de tarifas, limitação de volumes importados ou suspensão de preferências tarifárias.

Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia ainda precisa ser aprovado por cada país integrante dos dois blocos, conforme os procedimentos legislativos internos. Somente após a ratificação por todos os países o tratado entrará plenamente em vigor.

Enquanto esse processo ocorre, o acordo pode ser aplicado de forma provisória em alguns países. Diplomatas avaliam que a aplicação inicial pode ocorrer já a partir de março, dependendo do andamento das etapas legais nos diferentes parlamentos.

Índia adia visita comercial a Washington após mudança na tarifa dos EUA, diz fonte à CNBC

22 de Fevereiro de 2026, 12:05

A Índia decidiu adiar a visita de seus negociadores comerciais a Washington, prevista para esta semana, após a mudança na política de tarifa dos Estados Unidos. A informação foi confirmada à CNBC por uma fonte com conhecimento do assunto.

O movimento ocorre depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegais as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump com base em outra legislação. Horas depois da decisão, Trump invocou a Seção 122 do Trade Act de 1974 para impor uma tarifa global de 10%, posteriormente elevada para 15%.

Segundo a fonte, a reunião “será remarcada em data mutuamente conveniente”. Índia e EUA avaliam que o encontro deve ocorrer após ambos os lados analisarem os desdobramentos e seus impactos.

Leia também: Tarifa global de 15% imposta por Trump começa a vigorar na terça-feira; veja como fica

Tarifa de 25% poderia cair para 18%

O principal negociador indiano, Darpan Jain, e sua equipe iniciariam uma rodada de três dias de conversas com autoridades americanas, incluindo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

Antes da decisão da Suprema Corte, a Índia enfrentava uma tarifa recíproca de 25%, que seria reduzida para 18% após um acordo interino firmado no início do mês. O comunicado conjunto de 6 de fevereiro previa a possibilidade de revisão de compromissos caso qualquer das partes alterasse suas tarifas.

Com a nova tarifa global de 15%, o cenário mudou. Na prática, a Índia, assim como outros países, deve enfrentar o adicional de 15% somado às tarifas de nação mais favorecida, que costumam variar entre 2% e 3%, segundo analistas.

Estratégia sob revisão

Desde o anúncio do acordo interino, os dois países vinham realizando reuniões virtuais para definir os próximos passos. O encontro presencial desta semana era visto como etapa anterior à finalização do texto legal do acordo.

O ministro do Comércio da Índia, Piyush Goyal, havia indicado que o acordo interino poderia ser assinado em março e implementado em abril.

Analistas afirmam que a base das negociações que levariam à tarifa de 18% estava ancorada em premissas que deixaram de existir após a mudança na política americana. Com isso, ambos os lados terão de revisar suas estratégias diante do novo quadro tarifário.

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Tarifa global de 15% imposta por Trump começa a vigorar na terça-feira; veja como fica

22 de Fevereiro de 2026, 11:17

A tarifa global de 15% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começa a vigorar na terça-feira (24) e terá validade inicial de 150 dias. A medida foi formalizada por meio de proclamação presidencial e substitui parte do tarifaço anterior, derrubado pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

A nova tarifa se apoia na seção 122 do Trade Act de 1974, que autoriza o presidente a impor sobretaxa temporária de até 15% para enfrentar problemas considerados graves no balanço de pagamentos. No texto oficial, a Casa Branca afirma que os EUA enfrentam déficit elevado e persistente em transações externas, além de deterioração na posição internacional de investimentos.

Leia também: Commodities: fim das tarifas reduz poder de barganha dos EUA e reequilibra comércio global

O que a Suprema Corte derrubou

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autorizava o presidente a instituir tarifas amplas de forma unilateral. Com isso, caíram as chamadas tarifas “recíprocas” de 10% e sobretaxas adicionais aplicadas a países específicos, incluindo o Brasil.

No mesmo dia, Trump anunciou o uso da seção 122 para impor nova tarifa global temporária, inicialmente de 10%. Horas depois, elevou o percentual para 15%, dentro do teto permitido pela lei.

O próprio decreto presidencial afirma que a sobretaxa será tratada como direito aduaneiro regular e poderá ser suspensa, modificada ou encerrada antes do prazo, a depender da avaliação do governo sobre o quadro externo.

Como ficam as exportações brasileiras

Com a nova regra, os produtos brasileiros passam a pagar a tarifa normal já prevista na tabela dos EUA, acrescida do adicional global de 15%, quando aplicável.

Na prática, deixam de valer as sobretaxas específicas que haviam sido impostas com base na IEEPA, inclusive a alíquota adicional de 40% que elevava o total para 50% em diversos itens brasileiros. A mudança reduz a assimetria que colocava o Brasil em desvantagem frente a concorrentes.

Por outro lado, a nova tarifa global amplia o custo de entrada de praticamente todos os países. Para o Brasil, isso significa perda de margem em setores industriais, agrícolas e de bens intermediários que não estejam nas listas de exceção.

Aço e alumínio seguem com alíquotas de 50%, pois estão enquadrados na seção 232 do Trade Expansion Act de 1962, instrumento distinto e não afetado pela decisão da Suprema Corte.

Exceções previstas na nova tarifa global

A proclamação lista uma série de exceções à nova tarifa. Entre os itens excluídos estão:

  • minerais considerados críticos;
  • metais usados em moeda e bullion;
  • energia e derivados;
  • recursos naturais e fertilizantes sem oferta doméstica suficiente;
  • determinados produtos agrícolas, como carne bovina, tomate e laranja;
  • medicamentos e insumos farmacêuticos;
  • alguns eletrônicos;
  • veículos e peças específicas;
  • produtos aeroespaciais;
  • materiais informativos e bagagens acompanhadas.

Também ficam fora da sobretaxa artigos já sujeitos a restrições adicionais sob a seção 232 e mercadorias beneficiadas por acordos comerciais específicos, como o firmado entre EUA, México e Canadá.

O texto ainda define regra para cargas em trânsito antes da entrada em vigor. Produtos embarcados antes da meia-noite de 24 de fevereiro poderão ser internalizados sem a nova cobrança, desde que cumpram prazo determinado para desembaraço.

Argumento do governo dos EUA para impor a tarifa global

Na justificativa oficial, Trump afirma que os Estados Unidos enfrentam “déficits grandes e persistentes” na balança de bens e serviços, além de deterioração na posição internacional de investimentos.

O documento cita déficit comercial de US$ 1,2 trilhão em 2024 e manutenção desse patamar em 2025. Também menciona que o saldo da conta corrente alcançou 4% do PIB, maior nível desde 2008, e que a posição internacional líquida dos EUA atingiu patamar negativo equivalente a 90% do PIB.

Segundo o governo, a tarifa é necessária para corrigir desequilíbrios e proteger interesses econômicos e de segurança nacional.

Efeitos econômicos e incerteza

A seção 122 limita a duração da medida a 150 dias, salvo prorrogação aprovada pelo Congresso. Isso confere caráter temporário à nova tarifa, mas amplia a incerteza para empresas exportadoras e importadoras.

Para companhias brasileiras, o impacto imediato pode aparecer na renegociação de contratos, ajustes de preços e reavaliação de mix de produtos destinados ao mercado americano.

A depender da evolução das negociações bilaterais e do ambiente político nos EUA, o adicional de 15% pode ser reduzido, ampliado ou substituído por outro instrumento. Até lá, a nova tarifa redefine as regras do comércio exterior com os Estados Unidos a partir da próxima terça-feira.

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