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Ouro fecha queda com continuidade do conflito no Irã em foco

24 de Março de 2026, 15:29

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas da véspera, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais Bancos Centrais do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy.

Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.



Intensificação do conflito no Irã

O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico nesta terça, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral. “O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, afirma.

Guerra do Irã estressa os mercados; Ibovespa em dólar cai hoje (23)

23 de Março de 2026, 07:12

 Os mercados globais operam em queda nesta segunda-feira (23), pressionados pela escalada das tensões entre Irã e os Estados Unidos, em meio à troca de ameaças entre Teerã e o presidente Donald Trump.

O conflito na região entra em sua quarta semana em um cenário considerado crítico, à beira de uma escalada mais intensa. Durante o fim de semana, a crise se intensificou: no sábado, o presidente norte-americano declarou que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por 48 horas, poderá ordenar ataques à infraestrutura energética iraniana.

Em resposta, Teerã lançou novos ataques, após prometer retaliação às ameaças de Washington, elevando ainda mais o nível de tensão entre as duas potências.

No mercado de commodities, os preços do petróleo seguem em alta, refletindo o risco de interrupções no fornecimento global. O movimento intensifica preocupações com um possível efeito cascata sobre a inflação global.

Mercado brasileiro

 Por aqui, os investidores aguardam a divulgação do Relatório Focus, o primeiro após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom na última reunião. Na temporada de balanços do quarto trimestre, o destaque vai para os dados da Movida (MOVI3).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — sobe 0,05% no pré-market, cotado a US$ 36,52.

Mercados internacionais

 Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam.
  • Criptomoedas: O mercado cripto está em baixa. O bitcoin (BTC) cai 0,6%, negociado em torno de US$ 68 mil. O ethereum (ETH) recua 1,9%, cotado a US$ 2 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 7h – Zona do euro – Balança comercial

Lula

  • O presidente não tem compromissos agendados para hoje

Dario Durigan

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 11h – ​Reunião com Luiz Antonio Guariente, Auditor do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil)
  • 15h30 – ​Reunião com Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF)

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -3,68%
  • Hong Kong/Hang Seng: -3,54%
  • China/Xangai: -3,63%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: -2,13%
  • Frankfurt/DAX: -2,06%
  • Paris/CAC 40: -1,91%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,70%
  • S&P 500: -0,63%
  • Dow Jones: -0,49%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +2,33%, a US$ 108,87 barril
  • Petróleo/WTI: +1,18%, a US$ 99,37 barril
  • Ouro:  -6,92%, a US$ 4.292,90 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): -0,6%, a US$ 68.309,24
  • Ethereum (ETH): -1,9%, a US$ 2.044,57

Choque inflacionário pode mudar planos do Copom; Ibovespa em dólar cai hoje (17)

17 de Março de 2026, 07:25

Nesta terça-feira (17), o Banco Central inicia o primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em um cenário de tensão geopolítica, disparada dos preços do petróleo e riscos de choque inflacionário, fatores que podem alterar os planos para a Selic.

A autoridade monetária já havia sinalizado que estava pronta para iniciar o ciclo de afrouxamento monetário em março. No entanto, a guerra no Irã tem levado o mercado a revisar o ritmo dos cortes: nos últimos dias, expectativas de redução de 0,50 ponto percentual deram lugar a projeções de 0,25 pp.

O mercado de opções do Copom, medido pela B3, reflete essa mudança, com o corte de 0,25 pp ganhando força, mas com a possibilidade de manutenção da taxa básica de juros entrando no radar dos investidores.

Mercado brasileiro

No cenário corporativo, serão divulgados os balanços do quarto trimestre de 2025 da EcoRodovias e da Taesa. Além disso, investidores repercutem o pagamento de R$ 583,6 milhões em juros sobre capital próprio da Sabesp (SBSP3) e de R$ 1,3 bilhão da Itaúsa (ITSA4).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2298, com queda de 1,63%.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,19% no pré-market, cotado a US$ 36,46.

Mercados internacionais

Lá fora, o mercado acompanha de perto o desenrolar da guerra e a alta dos preços do petróleo. Entre as notícias corporativas, Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, projeta uma receita de US$ 1 trilhão com chips de inteligência artificial entre 2025 e 2027.

Nos mercados asiáticos, as bolsas fecharam mistas. Na Europa, os principais índices operam em alta, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura negativa.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam, com o tipo Brent no patamar de US$ 100 o barril.
  • Criptomoedas: O mercado cripto avança. O bitcoin (BTC) sobe 1,4%, negociado em torno de US$ 74 mil. O ethereum (ETH) avança 3,1%, cotado a US$ 2,3 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 08h – Brasil – IGP-10
  • 11h – EUA – Vendas pendentes de imóveis

Lula

  • 09h – Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
  • 11h – Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck
  • 15h30 – Encontro com o atleta Cristian Ribera, medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, e delegação
  • 16h30 – Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira
  • 17h30 – Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin

Fernando Haddad

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 10h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura
  • 14h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -0,22%
  • Hong Kong/Hang Seng: +0,13%
  • China/Xangai: -0,85%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: +0,48%
  • Frankfurt/DAX: -0,04%
  • Paris/CAC 40: +0,48%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,19%
  • S&P 500: -0,13%
  • Dow Jones: -0,03%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +3,31%, a US$ 103,50 barril
  • Petróleo/WTI: +3,89%, a US$ 96,07 barril
  • Ouro:  +0,20%, a US$ 5.011,44 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): +1,4%, a US$ 74.293,46
  • Ethereum (ETH): +3,1%, a US$ 2.325,04

Ouro cai 1% com dólar forte e escalada das tensões no Irã

11 de Março de 2026, 16:03

O ouro, considerado um dos ativos mais seguros do mundo, encerrou a sessão desta quarta-feira (11) em forte queda, em meio a escalada das tensões no Irã e fortalecimento do dólar.

O contrato mais líquido do ouro, com vencimento em abril, fechou com recuo de 1,20%, a US$ 5.179,10 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.



O que mexeu com o ouro?

Os investidores continuaram a monitorar a guerra no Irã e as possíveis consequências do conflito na inflação e trajetória dos juros dos Estados Unidos.

Hoje, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a dizer que a guerra no Oriente Médio deve ser encerrada “em breve”, já que não há mais estruturas a serem atacadas.

O Irã, porém, intensificou a sua ofensiva. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou mais três navios no Golfo Pérsico bloqueado, enquanto Teerã disparou contra Israel e alvos em toda a região. O país também disse que o mundo deveria estar preparado para que o petróleo atinja US$ 200 por barril.

O mercado acompanhou novos dados econômicos. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país.

inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 2,4%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

Apesar de ser considerada a referência inflacionária pelo Fed, o mercado consolidou a aposta de corte nos juros pelo Fed a partir de julho. Para a próxima decisão de política monetária, que acontece na semana que vem, há 99,3% de chance de o BC manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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