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Gasolina mais barata: Governo calcula tamanho do impacto nas contas públicas

9 de Setembro de 2026, 19:09

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta quarta-feira, 9, o impacto somado de R$ 7 bilhões, aproximadamente, com as novas medidas para aliviar os preços dos combustíveis diante da guerra no Oriente Médio. Estão sendo detalhados em coletiva de imprensa dois anúncios: subvenção adicional ao diesel e as desonerações da gasolina e do etanol.

O governo federal anunciou o decreto que reduz em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zera as contribuições sobre o etanol hidratado. O impacto é de R$ 2 bilhões ao mês, aproximadamente.

Esse benefício ao consumidor substitui e amplia os efeitos da subvenção da gasolina já prevista via Medida Provisória no valor de R$ 0,44 por litro. A vigência dessa medida, que já está em vigor, termina nesta quarta-feira.

A outra medida anunciada nesta quarta foi a assinatura de uma medida provisória que autoriza a subvenção econômica ao óleo diesel. O valor da subvenção será de R$ 1,00 por litro.

O impacto estimado é de R$ 5 milhões por mês. O valor da subvenção por litro será definido por ato do Ministério da Fazenda e poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

Bruno Moretti reforçou que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis não dependem de espaço fiscal adicional. “Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou em coletiva.

MBRF (MRFG3): alavancagem sobe a 3,41x, mas empresa espera redução no 2º semestre

13 de Agosto de 2026, 19:00

A MBRF espera iniciar uma trajetória de redução da alavancagem financeira no segundo semestre, após o indicador atingir 3,41 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda no segundo trimestre. Segundo o CFO da companhia, José Ignacio Scoceria, a manutenção do nível de alavancagem no trimestre, apesar da expansão do Ebitda, foi provocada principalmente pelo consumo de capital de giro.

“Temos, como companhia, condições para gradualmente ir trazendo a alavancagem para baixo”, afirmou Scoceria em conversa com jornalistas. Segundo ele, a MBRF consumiu cerca de R$ 1,2 bilhão em capital de giro no segundo trimestre, o que pressionou a geração de caixa e impediu uma redução do indicador.

A dívida líquida da MBRF encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% em relação ao primeiro trimestre, enquanto a alavancagem passou de 3,37 vezes para 3,41 vezes no período. Estoques pressionam capital de giro O principal impacto sobre o capital de giro veio da dinâmica dos estoques, especialmente em razão do conflito no Oriente Médio.

O aumento do prazo para abastecimento da região exigiu que a companhia mantivesse volumes maiores de produtos em trânsito. Segundo Scoceria, a estratégia permitiu à MBRF abastecer a região e obter “uma rentabilidade muito boa”, mas teve impacto no ciclo de caixa da companhia.

O executivo também citou o aumento da produção do portfólio de comemorativos e ajustes nos prazos de pagamento a fornecedores como fatores que pressionaram o capital de giro no trimestre. Apesar disso, Scoceria considera que o movimento é pontual e sazonal e espera observar redução desse capital no segundo semestre. “Esse capital de giro vai retornar na segunda metade do ano”, afirmou.

A expectativa, portanto, é de que a recuperação do capital de giro permita à companhia retomar a trajetória de desalavancagem.

MBRF vê dívida sob controle

O CEO da MBRF, Miguel Gularte, afirmou que a companhia está confortável com o atual nível de endividamento diante das circunstâncias do negócio, mas reforçou que a redução da alavancagem continua entre as prioridades da gestão.

“Desalavancar a companhia faz parte da nossa disciplina e da forma que fazemos gestão da companhia”, disse. Segundo Gularte, a manutenção de estoques elevados no Oriente Médio é uma contingência necessária diante do aumento do prazo para abastecimento da região. Em contrapartida, a estratégia contribuiu para uma forte melhora da rentabilidade no mercado. “A rentabilidade no Oriente Médio [dobrou] do que o ano anterior”, afirmou o executivo.

*Com informações do Broadcast

Paquistão diz que acordo entre EUA e Irã pode ser concluído nas próximas 24 horas

13 de Junho de 2026, 10:31

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou neste sábado (13) que Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre a redação de um acordo destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio. Segundo Sharif, a conclusão do tratado pode ocorrer nas próximas 24 horas.

O primeiro-ministro afirmou que os dois países já concordaram com um “texto final e consensual”, enquanto mediadores trabalham nos últimos ajustes para formalizar o acordo.

“Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a conclusão provável nas próximas 24 horas, o Paquistão se prepara para a assinatura eletrônica do acordo imediatamente depois, seguida de conversas técnicas na próxima semana”, escreveu o premiê na rede social X.

O Paquistão assumiu papel central nos esforços de mediação e, segundo Sharif, segue em contato com as duas partes para definir os próximos passos das negociações. “A paz nunca esteve tão próxima como está agora”, reforçou.

O aparente avanço diplomático ocorre após três dias de confrontos entre Irã, Estados Unidos e Israel nesta semana, o que reacendeu temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia afirmado que um acordo “nunca esteve tão próximo”, em publicação nas redes sociais. A mensagem foi compartilhada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nas últimas semanas tem reiterado que as negociações caminham para um desfecho.

A guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro provocou instabilidade em toda a região e afetou os embarques de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico. Um cessar-fogo está em vigor desde 7 de abril.

Programa nuclear será discutido após acordo

Em entrevista à TV estatal iraniana na sexta, Araghchi afirmou que as partes trabalham para firmar um acordo inicial que declare o fim da guerra “em todas as frentes, incluindo o Líbano”.

Israel combate o Hezbollah, grupo aliado de Teerã, no Líbano desde o início de março. Embora não participe diretamente das negociações entre Estados Unidos e Irã, o governo israelense afirma que não pretende retirar suas tropas do território libanês.

Segundo Araghchi, as definições sobre o programa nuclear iraniano ficariam para uma etapa posterior, com prazo de até 60 dias após a assinatura do acordo inicial. Ele acrescentou que esse período poderá ser prorrogado por consenso entre as partes.

O programa nuclear do Irã permanece como um dos principais pontos de divergência nas negociações. Estados Unidos e Israel afirmam que o programa pode abrir caminho para o desenvolvimento de armas nucleares, enquanto Teerã sustenta que suas atividades têm fins exclusivamente pacíficos.

Também na sexta, um alto funcionário do governo americano afirmou, sob condição de anonimato, que o acordo em discussão prevê o início do processo de destruição ou retirada do urânio altamente enriquecido armazenado pelo Irã.

De acordo com ele, o período de 60 dias após a assinatura do acordo serviria justamente para definir os detalhes técnicos dessa operação. O representante não informou quem seria responsável pela remoção do material, que, segundo estimativas, está armazenado em instalações nucleares subterrâneas alvo de ataques dos Estados Unidos no ano passado.

Estreito de Ormuz

Outro tema sensível nas negociações é a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural. O fechamento da passagem pelo Irã afetou o abastecimento de energia, pressionou os preços dos combustíveis e teve reflexos sobre o custo de alimentos e outros produtos em diferentes partes do mundo.

Segundo um integrante do governo americano, o acordo em discussão prevê medidas para restabelecer o tráfego marítimo na região. Araghchi afirmou que o Irã defende um entendimento que permita ao país cobrar dos navios pelos serviços prestados durante a travessia do estreito.

Durante a guerra, Teerã implementou um sistema de pedágio que, segundo os Estados Unidos e outros países, viola o direito internacional. “Haverá custos envolvidos”, disse Araghchi. “E esses custos devem ser pagos.” (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Conflito no Oriente Médio traz dúvidas ao BC e exige ‘serenidade’, segundo Nilton David

5 de Março de 2026, 11:44

O diretor de política monetária do Banco Central do Brasil, Nilton David, afirmou nesta quinta-feira (5) que a autoridade monetária deve agir com cautela diante do aumento das incertezas globais, especialmente após a escalada das tensões no Oriente Médio.

Segundo ele, a postura do BC exige “serenidade”, mas isso não significa falta de ação. “Serenidade não significa inação, significa tirar emoção do tratamento dos dados”, afirmou durante participação na Latam Macro Conference 2026, evento organizado pelo Goldman Sachs, em São Paulo.

Nilton destacou que o conflito no Oriente Médio traz dúvidas relevantes para o cenário econômico, principalmente por causa dos possíveis impactos do petróleo sobre a inflação. “É natural pensar que quando o petróleo sobe há pressão inflacionária, mas por quanto tempo? Não sabemos a duração”, disse.

Para o diretor, caso o choque geopolítico tivesse ocorrido há alguns meses, o ambiente seria mais complexo para a condução da política monetária.

No momento, ele avalia que já é possível observar uma inflexão da atividade econômica, com o nível de atividade retornando ao seu potencial. Ainda assim, o cenário exige cautela na interpretação dos dados e no ritmo das decisões, disse.

Nilton também relembrou que, após a queda da volatilidade do real e dos juros em dezembro, houve questionamentos sobre a comunicação do BC. Em janeiro, porém, segundo ele, os dados passaram a evoluir de forma mais próxima do esperado, reforçando a percepção de que o próximo movimento da autoridade monetária seria apenas de “calibração”.

“É um processo de calibração, não é um processo de afrouxamento da política monetária. A busca aqui não é a taxa de juro neutro”, afirmou. “Esse processo de calibração passa por terminar em ponto restritivo.”

Segundo ele, o próprio BC entende que o ambiente de mercado deve ficar mais volátil ao longo deste ano por causa das eleições presidenciais, o que tende a reduzir a eficácia da política monetária. Nesse contexto, a “camada extra de juros” aplicada até agora pela autoridade monetária deve ajudar a lidar com esse cenário.

“Com tudo isso posto, o Comitê decidiu que o processo de calibração deve começar na próxima reunião, e por isso que é uma calibração, a gente está vendo até onde a gente pode ir”, disse.

Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de iniciar o processo de corte dos juros neste mês.

No mercado, a principal dúvida agora é o tamanho desse corte. Com o aumento das incertezas globais após o início da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, investidores reduziram as apostas em uma queda de 0,50 pontos percentuais e passaram a elevar as posições em um corte menor, de 0,25 p.p.

Durante sua fala, David afirmou que não pode antecipar a decisão do Copom, acrescentando que os acontecimentos envolvendo o Irã são relevantes, mas cercados de incertezas

*Com informações da Broadcast

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