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Petrobras (PETR4) amplia presença na Bacia de Campos com aquisição de fatia de Argonauta

27 de Abril de 2026, 18:48

A Petrobras (PETR4) anunciou na noite desta segunda-feira (27) a aquisição de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, reforçando sua participação na jazida compartilhada de Jubarte e consolidando sua estratégia de focar em ativos de maior rentabilidade.

A operação envolve ativos atualmente detidos por Shell, ONGC e Brava (antiga Enauta), e prevê um desembolso total de R$ 700 milhões, além de US$ 150 milhões, com pagamentos divididos em três parcelas ao longo dos próximos anos.

Com a conclusão do negócio, a estatal passará a deter 98,11% da jazida de Jubarte, enquanto a União, representada pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), manterá 1,89% da participação.

A companhia destacou que a transação permite simplificar a gestão do ativo e encerrar negociações relacionadas à individualização da produção e eventuais equalizações com as demais empresas envolvidas, o que tende a reduzir complexidades operacionais.

“A aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, simplifica a gestão do ativo e está em consonância com o Plano de Negócios da Petrobras, fortalecendo nossa atuação na Bacia de Campos e maximizando valor com foco em ativos rentáveis”, diz o fato relevante.

O ring-fence, citado na operação, é uma delimitação técnica e contratual dentro de um campo de petróleo usada para separar direitos de exploração entre empresas. Na prática, funciona como uma “cerca” que define qual parte do reservatório pertence a cada operador — algo essencial em casos de jazidas compartilhadas, onde o petróleo pode se estender por diferentes áreas.

No caso de Argonauta e Jubarte, essa divisão evita que uma empresa produza além da sua participação e organiza a distribuição de receitas e responsabilidades entre os sócios.

Foco em ativos estratégicos

A área adquirida está integrada ao chamado Parque das Baleias, um dos principais polos de produção da Petrobras na Bacia de Campos. A região opera com quatro plataformas — P-57, P-58, FPSO Cidade de Anchieta e FPSO Maria Quitéria — e produz cerca de 210 mil barris de óleo por dia.

Apesar de a fatia adquirida representar apenas 0,86% da jazida compartilhada, o movimento reforça a estratégia da companhia de ampliar participação em ativos já operados, onde há maior previsibilidade operacional e ganhos de eficiência.

Na prática, esse tipo de operação costuma ser bem visto pelo mercado, já que aumenta o controle sobre campos maduros e reduz riscos de governança e conflitos entre sócios.

A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em decisão liminar, Justiça suspende licenciamento da Etapa 4 do Pré-Sal na Bacia de Santos

20 de Março de 2026, 19:01

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta sexta-feira, 20, que a Justiça Federal em Angra dos Reis (RJ) atendeu ao pedido da suspensão imediata da Licença Prévia (LP) emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a Etapa 4 do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, que prevê a instalação de dez plataformas e a perfuração de 132 poços.

Com a decisão liminar, a Petrobras está impedida de avançar com o empreendimento. Procurada, a estatal não se manifestou até a publicação deste texto.

O pedido do MPF faz parte de duas ações civis públicas apresentadas no fim do ano passado contra a Petrobras e órgãos federais envolvidos no processo de licenciamento. A alegação é que o processo conduzido pelo Ibama se deu de forma acelerada – em apenas 11 dias – e que havia “pendências técnicas relevantes”, como os estudos ambientais apresentados que não contemplaram pelo menos 25 impactos socioambientais.

Ao acolher o pedido do MPF, a Justiça determinou que a União, o Ibama, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deverão apresentar, no prazo de 60 dias, um plano detalhado para a realização da consulta prévia às comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e pescadores artesanais do litoral sul fluminense.

Além da elaboração de um novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA), MPF requer, no mérito das ações, a revisão dos planos de emergência para vazamentos de óleo e a condenação dos réus ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, em razão das falhas e omissões no processo de licenciamento.

Solução para restrição de oferta de combustíveis é reajuste da Petrobras, dizem fontes do setor

20 de Março de 2026, 18:35

A solução para a atual crise de restrição de oferta de combustíveis no Brasil seria um reajuste de preços pela Petrobras (PETR4), para que se abra novamente uma janela de importação e mais agentes tenham segurança de trazer o produto do exterior e remunerar suas atividades, afirmaram fontes diversas do setor de distribuição à Reuters.

“Enquanto a Petrobras não equalizar seus preços aos dos importados e mantiver a prática de não atender pedidos adicionais e suspender leilões — mesmo que estes cheguem a negociar produtos, em alguns casos, a até R$2,50 por litro acima do preço de lista — a situação tende a se agravar”, disse uma fonte do setor, na condição de anonimato.

Com sua produção, a Petrobras responde por mais de 50% do consumo de diesel no país, com aproximadamente 20% vindo das refinarias privadas e o restante da importação, realizada por uma série de players, entre grandes e pequenos — e pela própria estatal.

Por isso a importância de equiparar as cotações do país, que estão defasadas em mais de 70% em relação ao produto no exterior, para viabilizar as compras externas, e a retomada dos leilões, que incluem o produto importado pela Petrobras, disseram as fontes.

Na véspera, a agência reguladora ANP pediu que a Petrobras retome leilões de combustíveis, que foram interrompidos repentinamente no início da semana, após o sindicato Sindicom, que representa as distribuidoras nacionais Raízen, Vibra e Ipiranga, apontar riscos ao abastecimento em carta enviada à autarquia e ao governo. A associação Brasilcom, que representa mais de 40 distribuidoras regionais, também manifestou preocupação com o abastecimento, fazendo coro contra a ausência de paridade com o diesel importado.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, justificou a jornalistas na semana passada que a parada foi para reavaliar estoques, sem dar detalhes, e a companhia ainda não indicou se as concorrências serão retomadas.

Questionada sobre o pedido da ANP, a Petrobras afirmou que analisaria o assunto, mas destacou que continua entregando ao mercado todo o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, que estão operando em carga máxima. A petroleira relatou também que tem ampliado e antecipado entregas às distribuidoras, fornecendo volumes cerca de 15% superiores aos montantes acordados no início do mês.

A paralisação das ofertas extras de diesel pela petroleira em leilões, que estavam sendo negociadas entre R$1,80 e R$2,00 por litro acima do preço de referência das refinarias da própria companhia, segundo entidades do setor, ocorre enquanto o governo busca meios para evitar o impacto ao consumidor, em meio a um ano importante de eleições.

O governo cortou tributos federais sobre os combustíveis e lançou um programa de subsídio ao diesel. Agora, tem feito pressão sobre os Estados, para que eles reduzam o ICMS sobre os combustíveis, enquanto tem conseguido evitar uma greve de caminhoneiros.

“Se o governo quer salvar os caminhoneiros, pode reativar o cartão do caminhoneiro, ao invés de pressionar Estados a perder ICMS, ameaçar agentes privados com tabela de preços”, disse uma outra fonte de uma distribuidora. “Tabelar fretes mais altos como estão fazendo vira preço no final… vai impactar até o diesel, a gasolina, o etanol.”

As medidas do governo, segundo fontes e especialistas, buscam endereçar impactos ao consumidor, mas não atenuam as restrições à oferta, já sentidas pelo mercado, e muito menos os riscos ao desabastecimento nacional.

Procurada para comentar as afirmações das pessoas integrantes do mercado de combustíveis, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

Inexorável

Mas, segundo fontes do mercado, o impacto da disparada recente dos preços do petróleo no mercado externo chega ao consumidor brasileiro de qualquer forma, mesmo que atenuado por algumas medidas do governo, uma vez que o Brasil não é autossuficiente na produção de combustíveis.

Além disso, regras do mercado impedem que empresas comprem produtos no exterior e vendam com prejuízo em benefício do governo federal e da sociedade, sem serem remuneradas por isso. Até mesmo a Petrobras, uma empresa de capital misto, não pode tomar prejuízo para abastecer o mercado, pois há regras que a impedem em seu estatuto e por ter ações negociadas na Bolsa de Nova York, sob risco dos membros de sua diretoria serem acionados na Justiça.

Prova disso, segundo agentes do mercado, é que a Petrobras reduziu a oferta de diesel dentro do permitido em contratos e por preços bem abaixo da paridade de importação, e estava vendendo os volumes excedentes nos leilões, a valores mais altos.

“A pauta do governo é o preço, e o governo vai ter que entender que existe a mão do mercado internacional que ele não consegue controlar. O preço é o que o mercado internacional fala, o preço é o que a Petrobras ganha quando ela vende no leilão”, disse a fonte de uma outra distribuidora, na condição de anonimato.

“O que resolve esse problema é a Petrobras praticar a paridade de preço internacional”, acrescentou, pontuando que só assim empresas que trabalham no mercado spot no Brasil poderão voltar a trazer cargas do exterior.

Segundo as fontes, as grandes distribuidoras nacionais, que têm contratos e compromissos com rede embandeirada, têm condições e importarão volumes adicionais, garantindo o abastecimento de seus clientes, inclusive sob pena de multa, apesar de forte risco nessas operações.

“Porque, se no meio do caminho de trazer esses navios (do exterior), o Trump abraçar o aiatolá, acabar a guerra, liberar o Estreito de Ormuz e o barril voltar para US$60, a gente vai tomar um prejuízo de hedge na cabeça”, disse a pessoa.

Entretanto, os fornecedores menores, que atuam apenas quando a janela de importação está aberta, ficam sem opção para atender ao mercado, em uma situação que tem causado restrição de oferta pelo Brasil, principalmente em regiões que dependem de produto importado.

Petrobras (PETR3;PETR4), Gerdau (GGBR3;GGBR4) e mais 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

15 de Março de 2026, 13:00

Quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 16 a 20 de março. 

Na segunda-feira (16), a Unifique realiza pagamento de dividendos de R$ 0,078 para a ação ordinária (FIQE3), com 29 de dezembro de 2025 como data de corte. 

Já na quarta-feira (18), a Gerdau paga dividendos de R$ 0,1oo, tanto para a ação ordinária (GGBR3) quanto para a preferencial (GGBR4), com base nos acionistas de 10 de março de 2026.  

Na quinta-feira (19), a Metalúrgica Gerdau paga dividendos de R$ 0,050 para a ação ordinária (GOAU3) a para a preferencial (GOAU4), tendo também 10 de março de 2026 como data de corte.

E na sexta-feira (20), uma empresa faz pagamentos.  

  • Petrobras: dividendos de R$ 0,296 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), com base na posição de 22 de dezembro de 2025. 
  • Petrobras: JCP de R$ 0,175 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), considerando os acionistas de 22 de dezembro de 2025.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
Unifique FIQE3 Dividendo R$ 0,078 16/03/26 29/12/25
Gerdau GGBR3 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Gerdau GGBR4 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Metalúrgica Gerdau GOAU3 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/26
Metarlúrgica Gerdau GOAU4 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/25
Petrobras PETR3 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR3 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

Petrobras (PETR4) adere à subvenção econômica ao óleo diesel

13 de Março de 2026, 06:11

A Petrobras (PETR4) informou que o seu conselho de administração aprovou a adesão da estatal à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário, de acordo com fato relevante na quinta-feira (12) à noite.

“Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia”, acrescentou a petrolífera.

A decisão da Petrobras foi tomada horas depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a medida para zerar a cobrança de PIS/Cofins que incide sobre importação e comercialização do óleo diesel após a alta de preços do petróleo por causa da eclosão do conflito militar no Irã.

Segundo o Palácio do Planalto, o corte de PIS/Cofins representa uma redução de R$ 0,32 por litro do diesel nas refinarias, enquanto a subvenção representará outros R$ 0,32 por litro.

Petrobras (PETR4) nas máximas: Melhor realizar lucro ou comprar mais?

10 de Março de 2026, 16:33

Se a disparada do petróleo animou parte dos investidores, isso não ocorreu com a Genial Investimentos. Em relatório, os analistas dizem que comprar o papel apenas por um efeito que pode acabar a qualquer momento pode ser um risco.

“Aos atuais níveis de preço, vemos as ações de empresas de petróleo passando a entregar rendimentos mais modestos se considerarmos o preço do petróleo em termos normalizados de US$ 70-80 por barril de Brent crude em doze meses”, dizem os analistas.

Para a corretora, a impressão é que “o melhor já passou”, e os investidores precisam ser mais moderados em seus portfólios. Além disso, observam esse cenário até mais como uma possibilidade de realização de lucros nos ativos do que o contrário.

A questão é: comprar petroleiras agora, quando o petróleo está nas máximas, pode não ser uma boa ideia.

“Vamos acompanhar os próximos dias e semanas em relação à evolução do preço do Brent e, eventualmente, alterar nossas recomendações caso o rali nos preços dos ativos continue”.

A recomendação da Genial para as petrolíferas é de neutralidade para Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3).

Como analisar os preços do petróleo?

A Genial lembra que o investidor deve pensar não apenas até onde o preço do petróleo pode chegar, mas também onde ele deve se estabilizar. É aí que está o verdadeiro ganho para o investidor.

Para fins de comparação, o preço médio do Brent ao longo de 2022, quando estourou a Guerra na Ucrânia, foi de US$ 99 por barril. Naquele momento, isso acabou gerando cerca de R$ 215 bilhões em proventos.

“Vemos as empresas entregando um rendimento entre 16% e 24%. Ou seja, aos preços atuais, é como se o mercado estivesse precificando os cases com uma premissa de Brent de cerca de US$ 70-80 por barril”.

Ou seja, na prática, o potencial de alta está bem limitado para as empresas de petróleo, tendo em vista a performance recente dos papéis e a incorporação de premissas cada vez mais otimistas nos preços de mercado.

Petrobras

No caso da Petrobras, a Genial diz que a volatilidade das opções dos papéis está praticamente nas máximas. Ou seja, as opções de compra e de venda estão bem “gordas” e pagando bons prêmios.

“Entendemos que algumas estratégias baseadas na venda de volatilidade (straddle, strangle e/ou venda coberta, por exemplo) podem ser exploradas por traders habilidosos”.

Petrobras (PETR4): Petróleo pode turbinar retorno de dividendos — mas tudo depende de um fator

8 de Março de 2026, 09:56

O petróleo teve a maior alta semanal desde a década de 80 impulsionado pela guerra no Irã. Até o começo do ano, a commodity parecia estabilizada em US$ 60 em um momento de oferta elevada e demanda menos aquecida. Mas agora, tudo mudou. De acordo com especialistas, uma guerra prolongada pode deixar os preços altos por boas semanas.

Nesse caso, os mercados estão de olho em como as petrolíferas podem surfar nessa disparada, principalmente a Petrobras (PETR4), maior e empresa mais procurada por investidores. A boa notícias, segundo cálculos do Bradesco BBI, é que companhia pode ver o seu retorno de dividendos alcançar até 12,5% com a disparada dos preços.

Porém, tudo vai depender do grau de repasse aos preços. Desde que mudou a política de preços, o repasse à gasolina não é feito de maneira automática. No cálculo, é considerado outros fatores, como o preço do dólar.

Até quinta-feira o desconto do diesel da Petrobras em relação ao produto importado havia atingido cerca de 30%, a maior defasagem desde 2022, apontou o Goldman Sachs em nota aos clientes.

Petrobras: Dividendos extraordinários no radar?

Depois de anunciar R$ 8,1 bilhões em proventos, investidores tentaram entender se o patamar pode se repetir — e a diretoria reforçou que a companhia não gosta de carregar caixa “sobrando”: se enxergar um nível elevado e sem necessidade para financiar projetos, prefere devolver ao acionista.

“Reforço que nossa estratégia é gerar valor no longo prazo, conciliando investimentos e projetos de alto retorno com nossa política de dividendos”, disse o diretor financeiro (CFO), Fernando Melgarejo, ao apresentar o balanço e a proposta de distribuição.

Em meio à alta do petróleo por causa do conflito no Oriente Médio, Melgarejo admitiu que pode haver espaço para dividendos extraordinários se o caixa ficar acima do necessário.

“Se a gente entender que temos um nível elevado de caixa, a gente adoraria… fazer uma distribuição de dividendos extraordinários, desde que a gente tenha certeza que não há impacto na financiabilidade dos nossos projetos”, afirmou.

Outras petrolíferas

Mas o Bradesco não se limitou a analisar a Petrobras. Segundo os analistas, com o petróleo nas alturas, os maiores benefícios recaem sobre empresas mais alavancadas e com fluxo de caixa mais concentrado no curto prazo, como a Brava (BRAV3).

“A maior assimetria aparece em BRAV3, cujo desempenho recente não reflete integralmente o nível atual da curva futura, onde estimamos potencial de valorização adicional caso os preços do petróleo permaneçam acima dos patamares embutidos nas projeções atuais”.

Por outro lado, nomes de menor sensibilidade marginal —como PRIO (PRIO3), devido à duração mais curta de geração de caixa —tendem a capturar menor variação percentual.

 

Tombo do Ibovespa, conflito no Irã e dividendos da Petrobras (PETR4): o que bombou na semana

7 de Março de 2026, 09:28

O derretimento de 5% do Ibovespa na semana com a aversão a risco, diante do conflito no Oriente Médio, e o anúncio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 8,1 bilhões pela Petrobras (PETR4) foram o centro das atenções entre os leitores.

Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, estão também a ação que pode ser beneficiada pelo conflito no Irã, segundo o BTG Pactual, e a data de divulgação das regras para o Imposto de Renda (IR) de 2026. Confira o que mais ganhou destaque nos últimos dias:

Ibovespa tomba 5% na semana

Diante do sentimento de aversão a risco, com a escalada de tensão no conflito dos Estados Unidos e Israel com o Irã, o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, caiu 5% nesta semana.

Um dos destaques positivos na bolsa, porém, foi a Petrobras (PETR4), com as ações ordinárias e preferenciais fechando em alta de 5% nesta sexta-feira (6), entre as maiores altas do índice, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Petrobras (PETR4) paga R$ 8,1 bilhões de JCP

Na quinta-feira (5), a Petrobras (PETR4) informou que seu conselho de administração aprovou o encaminhamento à assembleia de acionistas da proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em remuneração aos acionistas, referentes ao quarto trimestre de 2025.

A proposta será analisada na Assembleia Geral Ordinária (AGO) marcada para 16 de abril de 2026.

Caso a proposta seja aprovada, os proventos serão pagos em duas parcelas, ambas na forma de juros sobre capital próprio: R$ 0,31311454 por ação em 20 de maio de 2026; R$ 0,31311454 por ação em 22 de junho de 2026.

Disparada do Brent pode beneficiar uma ação, segundo o BTG

Na semana, o petróleo Brent acumulou alta de 27%, superando os US$ 90 com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo bruto.

Nesse contexto, o BTG Pactual, recomenda a compra e preço-alvo de R$ 56 para a Prio (PRIO3), considerada a principal escolha do banco no setor. Segundo os analistas, apesar das discussões recentes sobre o grau de captura da alta do petróleo pela companhia, o papel tende a acompanhar o movimento do Brent.

O resultado do quarto trimestre de 2025 e o início da produção em Wahoo reforçam a tese, que ganha ainda mais força com preços mais elevados da commodity — ao menos nos mercados futuros.

Receita Federal anuncia regras em 16 de março

Receita Federal comunicou que a divulgação das normas para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2026 ocorrerá no dia 16 de março, às 10 horas, durante coletiva de imprensa.

O anúncio, que habitualmente acontece na primeira quinzena do mês, foi postergado para o início da segunda quinzena, o que deve resultar em um período menor para o envio do documento pelos contribuintes em comparação a anos anteriores.

Como o dia 15 de março cai em um domingo e a divulgação das regras está agendada para o dia 16 (segunda-feira), a expectativa é que o início das transmissões das declarações ocorra apenas a partir do dia 17 de março.

O encerramento do prazo de entrega está previsto para o dia 29 de maio, uma vez que os dias 30 e 31 de maio coincidem com o final de semana,. Essa configuração resultará em menos tempo para preencher e transmitir a declaração do que o registrado em 2025.

XP aumenta projeção do Ibovespa

XP Investimentos revisou o preço-alvo do Ibovespa para 196 mil pontos, aumentando a projeção anterior de 190 mil, ao levar em conta o início do ciclo de cortes de juros e revisões positivas de preço-alvo de ações pelos analistas.

Durante o mês de fevereiro, o fluxo de capital estrangeiro para fora dos Estados Unidos se manteve. Além das tensões geopolíticas que envolveram o presidente dos EUA, Donald Trump, a insegurança sobre uma bolha de IA criou um cenário favorável aos mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Ao longo do mês o Ibovespa atingiu máximas históricas, com um forte rali, que a XP acredita que pode “persistir no curto prazo”. Ainda assim, os analistas ressaltam a possibilidade de que os investidores migrem para um “trade de convergência, buscando nomes e setores que ficaram para trás”.

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