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Por que essa gestora com R$ 5 bilhões na carteira vê derrota de Lula como quase certa

18 de Setembro de 2026, 18:52

A eleição presidencial de 2026 ainda está longe de ser definida pelas urnas, mas uma gestora com cerca de R$ 5 bilhões sob gestão já trabalha com um cenário bastante claro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaria ao segundo turno em desvantagem contra Flávio Bolsonaro.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (17), a Persevera estima que Flávio teria entre 50,35% e 52,6% dos votos válidos em um eventual segundo turno contra Lula. No cenário central da gestora, o placar seria de 52% a 48% para o senador.

A tese vai além da fotografia das pesquisas eleitorais, que mostram uma disputa próxima do empate. Para a Persevera, há sinais de que Lula está mais desgastado do que os levantamentos capturam e que parte da erosão de sua base já pode ser observada em regiões e grupos que foram importantes para sua vitória em 2022.

A própria gestora reconhece que não sabe quem vencerá a eleição. O argumento é outro: se a votação fosse hoje, os dados disponíveis apontariam para uma vantagem de Flávio, segundo seus modelos.

Rejeição virou o principal termômetro

Um dos pilares da análise é a rejeição dos candidatos.

Segundo os dados compilados pela Persevera, Lula aparece com 52,5% de rejeição, quase 3 pontos percentuais acima de Flávio. Para a gestora, esse indicador é particularmente importante em uma eleição de segundo turno, quando eleitores que não têm preferência por nenhum dos candidatos acabam sendo obrigados a escolher entre os dois.

A lógica é baseada no comportamento das últimas eleições presidenciais. Desde 2014, afirma a Persevera, a rejeição teria apresentado uma relação relativamente próxima com o resultado das urnas.

Por isso, a disputa de 2026 seria menos uma escolha entre dois projetos e mais um ‘concurso de feiura’, na definição usada pela própria gestora: vence quem for menos rejeitado pelo eleitor.

Nesse cálculo, a vantagem estaria hoje com Flávio.

Desgaste de Lula não aparece apenas na eleição

Outro ponto levantado pela Persevera é a avaliação do governo.

O relatório cita uma desaprovação de 55,2% para a gestão Lula. Como referência, Jair Bolsonaro chegou ao segundo turno de 2022 com 54,2% de desaprovação e 45,8% de aprovação.

A gestora faz então uma conta com base na conversão de aprovação em votos observada por Bolsonaro em 2022. Aplicando a mesma relação ao cenário atual, Lula ficaria em torno de 48,1% dos votos válidos no segundo turno.

O cálculo não significa que essa conversão necessariamente se repetirá em 2026. É, segundo o relatório, um indicador complementar para estimar o chamado ‘teto’ eleitoral do presidente.

Nordeste deixa de ser uma fortaleza tão segura

Talvez o ponto mais importante da tese esteja no Nordeste.

Em 2022, Lula conquistou aproximadamente 69% dos votos válidos da região no segundo turno. Agora, a mediana das pesquisas citadas pela Persevera aponta para algo próximo de 65%.

Parece uma diferença pequena, mas o peso eleitoral do Nordeste torna cada ponto percentual relevante. Segundo o relatório, a região representa cerca de 33,5 milhões de votos válidos. Assim, cada ponto perdido por Lula e transferido para o adversário representa aproximadamente 670 mil votos.

A Bahia seria um dos principais focos de preocupação. A AtlasIntel citada no estudo aponta queda de 5,4 pontos percentuais para Lula no estado, enquanto a Futura estima uma redução de 9 pontos.

A Persevera chama atenção ainda para o desempenho entre os jovens baianos. Na comparação com 2022, Lula teria recuado de mais de 83% para menos de 64% das intenções de voto bruto entre eleitores de 16 a 24 anos, segundo os dados apresentados no relatório.

Segurança pública entra no centro da eleição

Para a gestora, a mudança mais importante no comportamento do eleitor não está necessariamente em uma guinada ideológica, mas na mudança das prioridades.

A Persevera afirma que segurança pública passou a ocupar um espaço maior entre as principais preocupações dos brasileiros nos últimos quatro anos.

O problema é que esse tema historicamente favorece a direita e coloca o PT em uma posição mais desconfortável.

Nas pesquisas citadas no relatório, Flávio aparece à frente de Lula quando os eleitores são questionados sobre quem seria mais confiável para administrar a segurança pública: 54% a 46%.

A gestora interpreta esse movimento como uma possível explicação para a perda de apoio de Lula entre eleitores independentes, jovens e moradores de regiões mais afetadas pela criminalidade.

A mudança religiosa também pesa

A transformação do perfil religioso do eleitorado é outro fator destacado.

O relatório cita dados segundo os quais a parcela de brasileiros que se declara evangélica passou de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022. Pela extrapolação utilizada pela Persevera, o grupo poderia chegar a 28,7% do eleitorado em 2026.

A gestora afirma que pesquisas eleitorais indicam uma preferência majoritária desse grupo pela direita.

Na visão apresentada no relatório, Lula chega à eleição diante de três fraturas importantes: religiosa, geracional e regional.

Mas e as pesquisas?

É justamente aqui que a tese da Persevera fica mais distante da fotografia tradicional dos institutos.

A gestora argumenta que as pesquisas podem estar subestimando o candidato de direita por três motivos principais: o chamado ‘eleitor envergonhado’, erros de amostragem e dificuldades para capturar os efeitos da abstenção.

O primeiro ponto é baseado na experiência de 2022, quando, segundo a Persevera, pesquisas de véspera teriam subestimado em cerca de 2 pontos percentuais a votação do candidato de direita no segundo turno.

A gestora também fez dois ajustes próprios.

Ao reponderar as pesquisas pela taxa histórica de comparecimento às urnas, encontrou uma vantagem de 50,35% a 50,6% para Flávio.

Já ao aplicar aos levantamentos atuais os erros de amostragem observados pelos institutos em 2022, chegou a uma faixa de 50,5% a 51,1% para o senador.

Os modelos que incorporam a composição regional e a rejeição ampliam essa diferença.

Eleições ainda representam volatilidade passageira, não sinal estrutural para investimentos, dizem gestores

7 de Abril de 2026, 18:49

A seis meses do pleito presidencial, parte dos gestores reafirma uma postura de cautela, classificando as movimentações políticas atuais mais como volatilidade passageira do que como sinais estruturais para investimentos.

No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, especialistas disseram que a ainda estão de fora das apostas eleitorais, com a leitura de que é cedo para traçar possíveis cenários.

Para os gestores convidados, o momento exige uma distinção rigorosa entre o “ruído”, que gera oscilações diárias de preços, e o “sinal”, que efetivamente embasa a tomada de decisão de longo prazo.

“Existe ainda muita incerteza sobre como vai se dar a disputa eleitoral até o momento da eleição. A gente não acredita em ‘treidar’, em negociar esses ruídos até a eleição”, afirmou Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management.

A percepção dos gestores é de que o processo eleitoral, com debates e pesquisas de maior peso, só deve começar a partir de agosto ou setembro. Este será o momento de rever as estratégias de forma mais decisiva.

Oposição no páreo

Embora o cenário político brasileiro esteja fragmentado entre “esquerda” e “direita”, o que torna prognósticos definitivos precoces, os gestores estão otimistas com as mudanças de ares que as últimas pesquisas eleitorais trouxeram.

Houve uma dissipação do temor inicial de vitória garantida do atual governo petista. Atualmente, os dados indicam um fortalecimento da oposição, o que é lido de forma positiva pelos agentes financeiros.

Para Santoro, no atual xadrez eleitoral, a intenção de voto direta tem menos peso do que a taxa de rejeição, que surge como indicador mais relevante para o monitoramento dos gestores.

“Vai ser uma disputa apertada. Dificilmente a gente vai ter um cenário óbvio, o que nos obriga a ter cautela. Não dá para fazer uma aposta agora porque não é um cenário 80-20″, afirmou André Caldas, sócio e gestor de ações da Springs Capital.

Estatais não são mais o trade o eleitoral

Diferentemente de anos anteriores, em que ações de estatais como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4) eram trades óbvios, neste ano, essas empresas não estão apresentando descontos profundos para servirem como base de uma posição vitoriosa de um lado ou outro.

Diante desta mudança estrutural, para navegar esse período, o mercado tem priorizado três frentes de alocação:

  • Uso de Opções: Em vez de comprar ações diretamente, os gestores estão se valendo de Opções para fazer apostas direcionais com perda controlada e limitada ao custo da operação.
  • Dinheiro sobrando: A escolha por empresas com gestão sólida e, preferencialmente, com caixa líquido (mais dinheiro em caixa do que dívidas) também está no radar dos especialistas.
  • Bond Proxies e Energia: A exposição a empresas de energia e ativos que conseguem repassar a inflação ganhou mais força diante da guerra. É uma forma de se proteger caso o cenário macroeconômico global piore, pressionado pelos custos de energia.

Gestores veem Ibovespa descontado e dizem que guerra e eleições não tiram atratividade

7 de Abril de 2026, 18:29

Nem guerra nem eleições devem tirar a atratividade das ações brasileiras, embora possam gerar volatilidade. Essa é a avaliação de parte dos gestores de fundos, que veem o Ibovespa ainda descontado e com espaço para ganhos nos próximos meses.

No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, Sara Delfim, sócia da Dahlia Capital, disse que o investidor local ainda é excessivamente pessimista com os ativos brasileiros.

“O [investidor] local está sempre em busca dos astros alinhados, do momento exato para entrar na Bolsa, mas não é assim que funciona”, afirmou a gestora. Para ela, sempre há espaço para posição em ações, o que muda de tempos em tempos é o tamanho dessa exposição.

Delfim defendeu no painel de fundos de ações que o Brasil está bem em relação a pares. Mesmo com os juros altos, as empresas estão se mostrando resilientes e conseguindo aumentar o lucro.

Até mesmo a questão da dívida pública, que é um tópico sempre presente entre os agentes financeiros, foi relativizado pela gestora. Ela afirmou que o endividamento público é um problema global, não exclusivo do Brasil.

“Mesmo com a guerra, nosso país exporta petróleo e não está tão exposto”, afirmou.

Para Delfim, o histórico do Ibovespa nos últimos anos fala por si. No acumulado dos últimos três anos (2023, 2024, 2025 e 2026 parcial), a Bolsa pagou mais do que o CDI — indicador que acompanha os juros e é benchmark para investimentos no país. O Ibovespa entregou 71,3% enquanto o CDI pagou 48,4%.

“A Bolsa não é sempre o patinho feio. Tem oportunidade. Você tem que estar posicionado, obviamente, com seletividade”, afirmou.

Freios para o Ibovespa?

No começo deste ano, o Ibovespa passou por um rali protagonizado por investidores estrangeiros que levou o índice de ações a superar os 200 mil pontos — um recorde bastante significativo.

Para os próximos meses, André Lion, sócio e gestor da Ibiuna Investimentos, espera a continuidade desse movimento dos estrangeiros, ainda que em menor volume.

Neste momento, o fluxo perdeu tração diante da aversão ao risco gerada pela guerra no Oriente Médio. No entanto, o gestor destaca como o estrangeiro não se prende ao juro local e nem à preocupação com a dívida pública.

A grande questão nesse momento é até quando a guerra vai durar e se serão realizados acordos.

“Tudo está completamente em aberto. O que a gente sabe é que o preço de energia subiu no mundo inteiro. Então, hoje, a discussão que a gente tem é sobre preço de energia e juros”, afirmou Lion.

Para ele e os demais gestores, a queda dos juros é um gatilho importante para os investidores locais, enquanto a guerra é importante para a retomada dos investidores estrangeiros.

Nesta terça (7) acaba o prazo que os Estados Unidos deram ao Irã para firmar um acordo de cessar-fogo. Em uma postagem nas redes sociais, o presidente Donald Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá” caso Teerã não aceite as propostas norte-americanas.

Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã respondeu dizendo que um ataque relâmpago do Irã “remodelaria o planeta”, e acrescentou: “não teste a paciência que se tornou um furacão”.

Para André Caldas, sócio e gestor na Springs Capital, a disputa retórica é apenas ruído. O fato de o Irã já ter indicado que tem condições para um acordo indica que o país está disposto a negociar. O gestor vê o copo meio cheio e não acredita que a guerra se estenderá por mais de três meses.

Enquanto isso, a expectativa é de continuidade da queda dos juros. No entanto, apenas com uma resolução da guerra será possível ter mais clareza de até onde o Banco Central conseguirá ir.

Onde investir

Não são todas as ações e nem todos os setores que merecem espaço na carteira de investimentos. Embora as empresas estejam se mostrando resilientes, o ambiente ainda é de incerteza e volatilidade.

De modo geral, todos os gestores estão olhando para um setor: energia.

“No começo do ano estávamos falando em petróleo a US$ 60, a US$ 50. Agora, a discussão é em torno de US$ 80 a US$ 90. A gente já aumentou o investimento no setor de energia como um todo”, afirmou Lion.

Caldas também vê oportunidade nos títulos públicos indexados à inflação. No Tesouro Direto, é o Tesouro IPCA+, enquanto no jargão financeiro são as NTN-Bs.

Para ele, o prêmio desses títulos está muito alto por causa dos juros e da discussão sobre as contas públicas. No entanto, a expectativa atual é de queda dos juros e de mudança política nas eleições presidenciais.

“A grande oportunidade do momento são as NTN-Bs. A assimetria futura é de fechamento da taxa e isso vai refletir na Bolsa também, porque é muito upside”, disse.

Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management, disse que a casa está posicionada em ações com bons balanços, mas que podem se beneficiar de juros menores. Além disso, a posição em caixa ainda é alta, diante da volatilidade maior dos últimos tempos.

Haddad é o ‘Júnior Baiano’ da economia e Brasil está perdendo o trem da IA, diz Walter Maciel, da AZ Quest

8 de Março de 2026, 09:07

A inteligência artificial é a maior revolução tecnológica de toda a história, capaz de trazer ganhos imediatos, e o Brasil tinha chances de surfar esta onda como polo fornecedor de infraestrutura e energia limpa. Mas “a gente conseguiu tornar isso tudo inviável”, afirma Walter Maciel, CEO da AZ Quest, que tem R$ 40 bilhões sob gestão.

Ciente de que a IA deve acabar com boa parte da economia de serviços, os EUA já estão buscando se reindustrializar e atrair investimentos para o país, afirmou Maciel.

“A Micron está construindo uma planta de US$ 100 bilhões no estado de Nova York, em Syracuse. A TSMC, que é a empresa de Taiwan que faz todos os chips hoje que a Nvidia usa, está fazendo uma fábrica de US$ 65 bilhões no Arizona. Cada uma dessas fábricas acaba trazendo 30, 40, 50 mil empregos diretos e indiretos”, estima o gestor, acrescentando que a IA deve transformar, não destruir a economia.

E, enquanto os Estados Unidos estão fazendo esse movimento, o Brasil está “colocando os maiores impostos do mundo em computadores”, critica ele, que comparou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a um zagueiro famoso por sua força física e entradas violentas em campo.

“Haddad é o Júnior Baiano da economia”, disse Maciel, arrancando risos e palmas de uma plateia composta majoritariamente por assessores de investimento. “Ele pega todo mundo. Pega o pobre, pega o rico, pega a empresa, pega o assalariado, o empregador…”

A fala aconteceu no painel Visão de Mundo, em evento da Blue3 Investimentos para seu time neste sábado (7), em Ribeirão Preto (SP).

“Diferente do Brasil, os Estados Unidos não têm só agenda de governo, têm agenda de Estado, que independe do presidente, olhando para o longo prazo, como deveria ser o Brasil.”

Como ganhar com a IA

Diferentemente de outros momentos disruptivos na história, como Revolução Industrial ou a bolha da internet, em que os investimentos demoraram muito para trazer  produtividade e retorno para empresas e países, com a IA é diferente, avalia Maciel.

“A gente já viu nos Estados Unidos sinais muito claros de que essa tecnologia já está trazendo retorno para as empresas que sabem implementar – e para os próprios Estados Unidos.”

Em meio a tantas empresas disputando espaço no desenvolvimento da IA, não é possível saber qual sairá ganhando. Nesse cenário, aponta ele, a melhor saída na hora de investir é olhar para a infraestrutura necessária para esse desenvolvimento.

“Na infraestrutura, você não está apostando em para qual destino o trem vai; você está apostando no trilho. E o trem vai ter que passar por trilho de qualquer jeito.” Ele cita como exemplos a questão da energia, de data centers, redes de transmissão e semicondutores.

A IA vai roubar o seu emprego?

Muitas pessoas acreditam que a IA vai tirar empregos e quebrar negócios, mas, na visão do gestor, essa tecnologia irá “gerar milhões de outros empregos e gerar vários outros negócios”.

“Quem tem que estar com medo é quem não gera valor agregado. O cara que não gera valor agregado vai ser desempregado ao longo do tempo. E isso já está acontecendo. O cara que vai lá fazer um PowerPoint, mais dois anos esse ‘troço’ acabou. O cara que vai buscar dentro do escritório de advocacia um processo jurídico, daqui a dois anos já não tem mais emprego.”

Além disso, ao mesmo tempo em que a AI está destruindo negócios, como softwares, também está gerando uma demanda de investimentos em fábricas, que geram empregos diretos e indiretos, afirmou Maciel.

“O que você tem que prestar atenção não é se a AI vai tirar o seu emprego, mas se o que você faz é visível, se o que você faz é real. Se você realmente traz valor, você não tem que ter medo. Ao contrário, você vai usar esse troço como uma alavanca”, disse ele. “Evidentemente, fazendo um paralelo, o encanador hoje está muito mais protegido do que o escriturário.”

Maciel também cita um estudo recente divulgado pelo Bank of America, que apontou que a inteligência artificial consegue replicar 71% das estratégias que são implementadas pelos gerentes de portfólio financeiro ao redor do mundo. “Onde está o alfa? Nos 29% que eles não conseguem fazer.” É aí que entra o trabalho do bom gestor, afirma ele.

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos.

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