Visualização normal

Received before yesterdayMoney Times

Depois da Superquarta: o corte veio, mas a credibilidade aguenta?

19 de Junho de 2026, 18:09

A Superquarta veio e foi embora, mas deixou uma conclusão mais importante do que a simples fotografia das decisões de juros: o mundo ainda não voltou ao conforto monetário que muitos investidores gostariam de enxergar.

]O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, ajudou a aliviar parte do prêmio do petróleo e retirou dos mercados um risco extremo. Isso é positivo. Mas positivo não significa suficiente.

A crise no Oriente Médio já havia feito seu trabalho. Energia mais cara, seguros de navegação mais elevados, cadeias logísticas tensionadas e expectativas de inflação mais sensíveis não desaparecem no dia seguinte a um memorando diplomático.

Mesmo que a rota energética volte gradualmente à normalidade, o choque já contaminou a discussão dos bancos centrais. É por isso que a Superquarta deve ser lida menos como um ponto de virada benigno e mais como um teste de credibilidade para as autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, nasceu um Fed menos previsível

Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve não surpreendeu: os juros foram mantidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A surpresa esteve no tom. Sob Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária, o Fed sinalizou uma mudança importante de postura.

O comitê ficou mais preocupado com a persistência da inflação, revisou projeções para cima e mostrou que o espaço para cortes ficou muito mais estreito.

O ponto mais relevante foi a mudança no regime de comunicação. O Fed retirou a inclinação implícita a cortes, reduziu o forward guidance e passou a depender ainda mais dos dados.

Para o investidor pessoa física, isso significa o seguinte: o banco central americano está dizendo que não quer mais prometer o caminho dos juros com tanta antecedência. Em vez disso, prefere preservar flexibilidade para reagir à inflação, ao mercado de trabalho e às condições financeiras.

Essa mudança importa porque os mercados vinham operando com a expectativa de que a próxima etapa natural seria a retomada dos cortes.

Depois da reunião, essa hipótese ficou bem menos confortável. Com inflação ainda acima da meta, atividade resiliente e investimentos fortes, especialmente em tecnologia e infraestrutura, o Fed não tem pressa para aliviar. Pior: parte do mercado passou a tratar novas altas de juros como um cenário possível, ainda que não necessariamente provável.

O Copom cortou, mas a comunicação ficou no meio do caminho

No Brasil, o Copom entregou o corte de 25 pontos-base e levou a Selic para 14,25% ao ano. A decisão, em si, estava dentro do radar. O debate começa na comunicação.

O Banco Central reconheceu um ambiente mais difícil: atividade acima do esperado, mercado de trabalho resiliente, expectativas de inflação deterioradas, projeções mais altas e quadro fiscal mais desafiador. Em tese, esse diagnóstico recomendaria uma postura claramente mais restritiva.

Ainda assim, o comunicado não fechou completamente a porta para novos cortes. O comitê elevou a régua para novas reduções, mas preservou flexibilidade.

Essa escolha pode ser defensável se a inflação ceder, se o câmbio ajudar e se o fiscal não piorar. O problema é que, hoje, o conjunto da obra ainda é desconfortável. A inflação segue acima da meta, as expectativas continuam frágeis e o fiscal permanece como principal fonte de incerteza doméstica.

Em outras palavras, o corte veio. A dúvida é se a credibilidade aguenta uma comunicação que, ao mesmo tempo, reconhece a piora dos fundamentos e deixa a porta entreaberta para novos estímulos.

O risco é o mercado interpretar essa flexibilidade como tolerância maior com a inflação. Se isso acontecer, o custo aparecerá rapidamente no câmbio, nos juros longos e nos ativos mais sensíveis à queda da Selic.

Paz ajuda o humor, mas política monetária manda no ciclo

O acordo entre Estados Unidos e Irã melhora o ambiente externo, mas não muda a principal conclusão da semana: a política monetária voltou a comandar o preço dos ativos.

A paz reduz o risco de cauda, derruba parte do prêmio do petróleo e favorece uma recomposição de apetite por risco. Mas, se os bancos centrais mantêm uma postura dura, o rali tende a ser mais seletivo e menos linear.

Essa diferença é crucial. Quando os juros caem de forma previsível, o mercado costuma antecipar melhora para quase tudo: bolsa, crédito, small caps, fundos imobiliários e ativos de maior duration. Quando os juros ficam altos por mais tempo, a seleção volta a importar. Empresas com balanço forte, geração de caixa, poder de preço e menor dependência de financiamento tendem a atravessar melhor o ambiente. Já teses que dependem de corte rápido de juros sofrem mais.

No Brasil, isso é especialmente importante. A curva de juros ainda carrega prêmio fiscal elevado, a inflação segue distante da meta e a eleição começa a entrar no radar dos investidores.

O real pode se beneficiar do alívio geopolítico, mas precisa de credibilidade doméstica para sustentar ganhos.

A bolsa pode reagir a um petróleo mais baixo e a algum alívio externo, mas continuará separando qualidade de fragilidade. Não basta a notícia boa lá fora; é preciso que a política econômica aqui dentro ajude.

No final, a Superquarta confirmou que o pior risco geopolítico pode ter ficado para trás, mas também mostrou que o mundo não voltou ao regime de dinheiro fácil. O Fed iniciou a era Warsh com menos promessas e mais ênfase em estabilidade de preços.

O Copom cortou, mas deixou uma mensagem que ainda precisará ser testada pelos dados e pela reação do mercado. No fundo, a paz no Oriente Médio reduz o choque, mas não apaga a inflação; e a queda pontual do petróleo ajuda, mas não substitui credibilidade.

Para o investidor, a mensagem é de disciplina. O ambiente continua oferecendo oportunidades, mas exige mais seletividade. Não é um cenário para abandonar risco indiscriminadamente, nem para comprar qualquer ativo apenas porque os juros podem cair um dia.

É um mercado em que qualidade, previsibilidade, balanço sólido e geração de caixa voltam a valer mais. A Superquarta passou; agora começa a parte mais difícil: provar que a inflação pode convergir sem que os bancos centrais precisem apertar ainda mais o torniquete monetário.

O PL 5122/23 e a equalização das dívidas rurais: como as políticas públicas podem apontar novos caminhos para o futuro

13 de Junho de 2026, 10:00

O mercado acordou na quinta (12) com a notícia da votação e aprovação, no Senado da República, de um Projeto de Lei, o de n. 5122/23, que autoriza a utilização de parte dos recursos dos royalties do Pré-Sal, como fonte de recurso para a disponibilização de financiamentos especiais para equalização das dívidas de produtores rurais e suas associações adquiridas a partir de catástrofes climáticas que assolaram algumas regiões produtoras, como o Sul do país, nos últimos anos.

O projeto que dentro do trâmite legislativo deve voltar à Câmara dos Deputados para a devida votação bicameral, suscitou forte oposição do governo que, na figura do atual ministro da fazenda, se apressou em dizer que, se aprovado, prejudicaria o já combalido orçamento federal em cerca de R$ 111 bilhões, dentre outros argumentos menos técnicos e fora da ordem do dia.

Esqueceu-se o ministro de anotar em suas falas que, além de estar vinculado a novas receitas do Pré-Sal, sem deixar de alterar as dotações lá previstas para saúde e educação em relação às novas receitas e, portanto, arrecadações a serem geradas a partir desses fundos de royalties, que a dotação que se visa utilizar para a equalização das dívidas rurais dos produtores afetados por catástrofes climáticas, em verdade, impacta positivamente uma cadeia que, como temos insistido aqui nessa coluna, utilizando os números do financiamento privado ao agronegócio, tende a gerar um resultado positivo de duas vezes em números, os valores investidos nos negócios no âmbito da cadeia agroindustrial.

Em outras palavras, as políticas públicas que carreiam recursos ao campo brasileiro têm devolvido ao país em termos de arrecadação de impostos, faturamento, exportações e saldos positivos de balança comercial, além de empregos ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro numa proporção de R$ 2,00 para cada R$ 1,00 investido no setor.

Visão de futuro x velhos slogans

Isso nos faz lembrar da campanha do governo brasileiro de antanho: “O Petróleo é Nosso!”, ainda nos idos da chamada “Era Vargas”.

É que quando se taxa a produção de energia suja, a partir da queima do petróleo, recurso escasso e finito – além de altamente poluente e conflituoso – para se investir na saúde, alimentos, fibras renováveis, energia limpa e educação com os fundos derivados dos royalties cobrados nessa exploração de energia “suja”, o país aponta um novo caminho ao seu povo.

É dizer que, na prática, o projeto reitera o compromisso do país com os acordos do clima, com o que tem defendido nas conferências internacionais, como a COP30 que ocorreu no final do ano passado aqui mesmo no Brasil, em Belém do Pará.

Ratifica o compromisso com a sustentabilidade do ambiente de negócios, do planeta como um todo e trabalha na mitigação das mudanças climáticas, origem do problema que se visa ajustar com a dotação em questão.

Alguns países, como o Chile, por exemplo, têm feito isto ao investir recursos dos royalties da mineração – atividade preponderante no país, mas com “prazo de validade” e altamente poluente – no desenvolvimento de atividades outras, mais sustentáveis e de produção de alimentos e energia renovável.

Do verdadeiro alcance do Projeto de Lei n. 5.122/23 para dívidas rurais

E o próprio texto do projeto de lei em questão não é um “cheque em branco” para se gastar dinheiro público com poucos eleitos, aos moldes do que se está tentando fazer com o socorro a instituições financeiras de menor alcance no bojo do rescaldo da questão do escândalo do Banco Master.

Ao contrário, o projeto aprovado vincula receitas futuras e correntes, além de superávits financeiros (ganhos) à equalização de dívidas de produtores e suas associações decorrentes de operações reais, como cédulas de produto rural e crédito rural relativos a débitos apurados por produtores que sofreram com as mudanças climáticas e impactos do clima, sendo certo que com taxas subsidiadas, mas que no tempo tendem até a ser equalizadas às taxas do crédito rural vigente dada a trajetória atual da taxa Selic.

Além disso, expressamente determina o projeto de lei, que os financiamentos especiais no âmbito do projeto, serão considerados como crédito rural para todos os fins de direito, podendo ser tratados, securitizados e representados cedularmente como tais.

Enfim, quando se vai ao texto da lei, se consegue verificar que se trata de política pública consistente, dentro da lógica das políticas públicas que permeiam o agronegócio brasileiro, há décadas, governo após governo, e não mero favor orçamentário aos produtos e ao agronegócio, como quer fazer parecer o atual ministro da Fazenda.

A ver os desdobramentos na Câmara dos Deputados. Se vamos efetivamente olhar para frente como país e sociedade, buscando a sustentabilidade do planeta e do ambiente de negócios no país através do financiamento de atividades econômicas limpas e sustentáveis com recursos financeiros obtidos a partir da produção de energia “suja” ou se vamos continuar a berrar nas praças públicas que: “O Petróleo é Nosso”!

Há 20 anos, um “salve” parou São Paulo

6 de Junho de 2026, 11:00

Se você se surpreendeu com as notícias do entrelaçamento do PCC no mercado financeiro. Ou com o alcance global da facção criminosa que chamou a atenção até de Donald Trump e Marco Rubio, ou tem memória curta ou é muito jovem.

Por que quem viveu São Paulo em 2006 sabe exatamente do que o grupo criminoso é capaz.

Foi nessa época, na gestão do governador Geraldo Alckmin e seu vice, Cláudio Lembo (que viria a assumir o governo quando o titular foi candidatar-se a presidente), que o PCC parou São Paulo. Não a cidade – o que já seria muito. O Estado.

Os ataques do PCC criaram toques de recolher informais nas ruas, vitimaram dezenas de policiais, fizeram a PM criar bolsões de proteção em volta de delegacias, postos policiais e batalhões. Acuaram a população e o governo de maneira inédita.

Não vou me fazer de experiente. Nessa época, eu ainda estava longe do jornalismo, era menino. Mas lembro vivamente de sair do colégio com a orientação nervosa dos meus pais “direto para casa, sem paradas”.

Talvez por isso, a indicação que faço hoje tenha me despertado tantas memórias e traumas. Falo do podcast PCC – O Salve Geral, produzido pelos times da Rádio CBN e do jornal O Globo. A obra reconstrói detalhes dos ataques do PCC em 2006, suas razões, o medo provocado, as lendas urbanas que surgem a partir dele – e a verdade sobre o porquê e como eles terminaram.

O podcast tem 5 episódios que giram em torno de 50 minutos e é narrado pela repórter Aline Ribeiro. Há áudios inéditos, histórias nunca contadas e muitas testemunhas. Esse fato já havia sido assunto de um filme de ficção, sob o título quase homônimo, Salve Geral, com Andréa Beltrão e Denise Weinberg no elenco.

Mas a realidade é mais chocante que qualquer ficção. Nisso, o podcast nada de braçada e oferece ao ouvinte uma impressão poucas vezes vista do que houve há 20 anos.

PCC – O Salve Geral está disponível no site da Rádio CBN e nas plataformas de áudio. O filme Salve Geral, de 2009, está disponível na plataforma Mubi.

O mercado de criptomoedas não tem botão de emergência. Então, até onde vai o Bitcoin (BTC)? Essas e outras notícias destaque no Crypto Times

31 de Maio de 2026, 11:00

Olá, investidor e investidora de cripto! Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da nossa coluna semanal do Crypto Times, a editoria de criptomoedas do Money Times. Para se inscrever e receber em primeira mão em todas as manhãs de sábado, basta se inscrever aqui.

Você já deve ter ouvido falar do tal circuit breaker das bolsas. Ele é o principal “botão de emergência” dos mercados de capitais quando a coisa começa a esquentar e tudo parece que vai desabar sem fim — literalmente falando.

A história dele é curiosa. O primeiro surgiu como uma resposta direta à “Segunda-feira Negra” (Black Monday), em 19 de outubro de 1987, quando o índice Dow Jones desabou mais de 20% em um único dia.

Uma história curiosa e que já faz parte do imaginário popular dos operadores do mercado — portanto, pouco importa se é verdade ou não — é que, durante a crise de 1929, a bolsa americana estava prestes a colapsar devido às sucessivas ordens de venda sendo computadas.

As muito rudimentares máquinas daquela época apontavam para uma única direção: a queda seria brutal e imediata, uma quebradeira em tempo real.

Um sábio estagiário (este ponto foi acrescido por este que conta o conto) encontrou a única solução possível: puxar tudo da tomada, interrompendo os circuitos (daí o nome).

Acontece que o mercado de criptomoedas não tem tal mecanismo. As negociações 24/7 permitem que qualquer um, em qualquer lugar, compre ou venda bitcoin (BTC) e criptomoedas como bem entender.

Por sorte, analistas e operadores desse mercado conseguem usar os números de contratos futuros para prever quando as quedas ou saltos tendem a chegar ao seu limite.

Você pode ler aqui quais são as projeções dos especialistas e se preparar para o atual momento do mercado de criptomoedas, após o bitcoin ter perdido o suporte dos US$ 75 mil.

Fique agora com as matérias mais lidas da semana no Crypto Times.

Um forte abraço,

Renan Sousa, editor-assistente do Money Times.

As mais lidas do Bitcoin (BTC) e das criptomoedas no Crypto Times

Maior ETF de bitcoin (BTC) do mundo, IBIT tem negociação de US$ 1,3 bilhão em dark pool e derruba mercado

Uma dark pool nada mais é do que uma negociação fora das bolsas tradicionais e entre investidores privados. Em geral, gestoras usam esse tipo de ambiente para transacionar grandes montantes e evitar que isso se reflita no preço do ativo, no caso, do ETF.

Leia mais.

Bitcoin (BTC) perde suporte de preços antes da inflação dos EUA e quase mais de US$ 1 bilhão são liquidados de novo

De acordo com o CoinGlass, cerca de US$ 928 milhões em contratos futuros foram liquidados nas últimas 24h, sendo a maior parte deles em long (isto é, apostando na alta) das criptomoedas.

Leia mais.

Fundos de criptomoedas têm saques de quase US$ 1,5 bilhão pela segunda semana seguida e ampliam sentimento negativo do mercado

Os investidores acompanham a gangorra do noticiário com relação aos avanços e retrocessos envolvendo o acordo de paz entre EUA e Irã, o que vem injetando ainda mais volatilidade nos ativos de risco.

Leia mais.

Hyperliquid (HYPE) dobra de preço no ano: Gestora aponta atualização como gatilho principal para valorização de mais de 120%

A criptomoeda nativa da plataforma já conta com uma valorização de mais de 120% desde o começo do ano, sendo a 10ª maior moeda digital do mundo, com um valor de mercado de US$ 16 bilhões.

Leia mais.

Agrishow: Tendências de mercado para a maior feira do agronegócio da América Latina

25 de Abril de 2026, 10:00

A Agrishow começa no próximo domingo (26) e segue até o feriado de 1º de maio, trazendo, como de costume, os holofotes do setor para a capital brasileira do agronegócio: Ribeirão Preto.

A edição deste ano deve ser maior, com cerca de 100 novas empresas expositoras. A área do evento também foi ampliada em 12 mil metros quadrados, segundo a organização.

No campo, o cenário combina mais uma supersafra com desafios relevantes: crédito mais restrito, margens pressionadas, aumento de custos fiscais e maior incerteza nos mercados. Diante disso, analisamos a seguir alguns eixos temáticos que devem pautar o evento.

Ano eleitoral reforça presença política

Em 2026, o Brasil terá eleições gerais, e a Agrishow tradicionalmente se torna palco de intensa movimentação política nesses períodos. A expectativa é de presença de pré-candidatos à Presidência, além de governadores, parlamentares e outras lideranças.

O governador de São Paulo, embora ainda não colocado como candidato à Presidência, deve aproveitar o evento para anunciar programas voltados ao agronegócio paulista. Outros governadores e representantes políticos também devem marcar presença, ampliando o caráter institucional da feira.

Crise do petróleo pode impulsionar biocombustíveis

O atual contexto de elevação de custos — influenciado pela reforma tributária, alta nos fertilizantes e pressão sobre o diesel em meio às tensões geopolíticas — tende a aumentar a atratividade dos biocombustíveis.

Além de funcionarem como alternativa em um ambiente de maior volatilidade, esses produtos seguem alinhados à agenda de sustentabilidade, ainda em evidência após a COP-30 realizada em Belém no ano passado. O cenário pode favorecer especialmente os produtores de cana-de-açúcar e os agentes ligados ao setor.

Dólar mais fraco pode destravar investimentos na Agrishow

Por outro lado, a recente desvalorização do dólar frente ao real, mesmo em um ambiente de crédito mais restrito, pode estimular investimentos em máquinas, equipamentos e tecnologia — segmentos que são destaque na feira.

Com uma visão de possível recuperação de preços, margens e crédito a partir da safra 2027/28, produtores que tiverem acesso a financiamento podem antecipar investimentos para ganho de eficiência.

Fundamentos estruturais seguem positivos e novas tecnologias mantêm protagonismo

A expectativa de uma nova supersafra em 2026/27 pode contribuir para alguma recomposição de preços e volumes. Apesar das dificuldades no crédito — pressionado por inadimplência e maior aversão ao risco — o setor segue robusto.

Segundo o Ministério da Agricultura, o crédito ao agronegócio movimenta cerca de R$ 1,4 trilhão ao ano. Além disso, instrumentos privados como Fiagros e títulos do agronegócio ampliam a oferta de financiamento.

A demanda do mercado de capitais por esses ativos permanece firme, impulsionada também pela entrada de investidores estrangeiros em meio à realocação global de portfólios.

No comércio exterior, a demanda por produtos agropecuários brasileiros segue aquecida, com destaque para negociações diretas com países como China, Turquia, Vietnã e Japão, além da possível retomada de fluxos com o Irã.

Ademais, novas tecnologias, programas de sucessão no campo, empreendedorismo feminino, além de seminários, debates e milhares de visitantes, devem garantir o sucesso da feira, que é uma ode ao empreendedorismo no campo, sempre trazendo novas tecnologias, muitas novidades e injeção de ânimo ao setor que, frise-se, precisa cada vez mais de marcos regulatórios estáveis e políticas públicas efetivas para continuar a contribuir decisivamente com o desenvolvimento da economia brasileira.

A ‘Vitória Pírrica’ do bitcoin (BTC) e outros destaques da semana do Crypto Times

22 de Março de 2026, 11:00

Olá, investidor e investidora! Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da nossa newsletter semanal do Crypto Times, a editoria de criptomoedas do Money Times. Para se inscrever e receber em primeira mão em todas as manhãs de sábado, basta se inscrever aqui.

Você conhece o conceito de Vitória Pírrica? Vamos a um pouco de história.  

Centenas de anos antes de Cristo, o império romano não era exatamente povoado por momentos muito longos de paz. A própria estratégia de embasar a economia em guerras expansionistas foi o que, mais tarde, culminou na ruína de Roma. 

Mas vamos ao que interessa. O termo veio de Pirro de Épiro, um dos reis helenísticos do passado, havia vencido a batalha de Ásculo contra Roma.  

No entanto, o custo da vitória foi alto: os recursos chegaram ao limite do possível para as tropas — unidades estas que foram dizimadas durante a batalha. Além disso, apesar da perda momentânea, Roma tinha capacidade de repor suas tropas com maior rapidez, enquanto reinos menores não tinham a mesma condição. 

Ao anunciar a vitória para um de seus generais, Pirro de Épiro cunhou a seguinte frase: “Mais uma vitória como essa e estamos perdidos”. 

Você, caro leitor, já deve ter entendido. Existem vitórias com gosto de derrota, ou pior: os louros vêm com o peso de um custo altíssimo para o vencedor.  

Esse foi o sentimento predominante entre os investidores de criptomoedas. O bitcoin (BTC) conseguiu sustentar um patamar elevado de preços, acima dos US$ 70 mil ao longo da semana, mas o custo para isso… Bom, vocês já entenderam.  

O preço do barril do petróleo acima dos US$ 100 e o adiamento da redução da taxa de juros nos Estados Unidos foram o pano de fundo da semana. É lógico pensar que, mesmo em um cenário ruim no longo prazo, sustentar patamares de preço relativamente mais elevados é positivo.  

Acontece que a estrutura do mercado está andando em “gelo fino”, como diz a expressão em inglês. Eu conto tudo para você neste resumo da semana do mercado de criptomoedas. 

Fique agora com as notícias mais lidas da semana aqui no Crypto Times.  

Um forte abraço,  

Renan Sousa, editor-assistente do Money Times.  

Os destaques do bitcoin (BTC) e das criptomoedas nesta semana

Perdas com bitcoin (BTC) fazem Méliuz (CASH3) ter prejuízo de R$ 32,9 milhões no 4T25 

Sem o prejuízo das reservas em BTC, o lucro líquido ajustado no 4T25 foi de R$ 18,8 milhões, um crescimento de 772% na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Leia mais. 

HASH11: Primeiro ETF de criptomoedas da bolsa brasileira está entre os dez mais negociados no mês, diz B3 

O HASH11 replica o desempenho de um índice desenvolvido pela gestora brasileira Hashdex em parceria com a Nasdaq. 

Leia mais. 

Kraken suspende planos de IPO em meio a ‘turbulências do mercado’, diz publicação 

De acordo com a publicação, a empresa ainda considera uma oferta pública, “mas provavelmente não até que as condições do mercado melhorem”, disseram as fontes citadas pela reportagem. 

Leia mais. 

S&P 500 entra na blockchain e índice será negociado na Hyperliquid (HYPE) 24h por dia 

O novo produto será direcionado para investidores qualificados de fora dos Estados Unidos e permite negociações alavancadas em long e short 24 horas por dia, 7 dias por semana na rede da Hyperliquid. 

Leia mais. 

SEC e CFTC criam orientações para regular mercado de criptomoedas e abrem espaço para aprovação do Clarity Act 

O documento conjunto ainda afirma que a maioria das criptomoedas não são valores mobiliários. 

Leia mais. 

Marcello Cestari: Onde estamos no ciclo do bitcoin (BTC)? Quatro gráficos (explicados) para entender o momento

10 de Março de 2026, 16:06

Salve, salve, meus entusiastas do mercado de criptomoedas! Hoje vamos usar uma bússola no meio da tempestade. Afinal, em que ponto do ciclo do bitcoin (BTC) estamos?

Acompanhamos alguns indicadores de ciclo e eles nos mostram que estamos em uma boa “zona de compra”.

Vamos destrinchá-los.

Coinbase Bitcoin Premium Index:

Fonte: CoinGlass

O cálculo desse índice é feito da seguinte maneira:

Prêmio = (Preço Coinbase – Preço médio Global) / Preço médio Global

Quando esse índice está positivo, significa que os norte-americanos estão pagando BTC mais caro na Coinbase do que outros investidores estão ao redor do mundo.

Assim, normalmente sugere:

  • forte demanda de compra nos EUA;
  • entrada de capital institucional;
  • alta liquidez em dólares e otimismo dos investidores.

Através desse índice dá para ter uma noção do apetite por risco e o nível de participação dos investidores dos EUA, acompanha entradas e saídas do capital institucional e fornece sinais sobre tendências de preços de curto prazo e mudanças na estrutura de mercado.

Esse gráfico acima condiz exatamente com o gráfico abaixo que mostra a entrada de capital institucional nos ETFs de bitcoin nos EUA.

Total Bitcoin Spot ETF Net Inflow:

Fonte: SoSoValue

Tivemos uma captação líquida positiva nas últimas três semanas indicando que apesar de todo esse pessimismo de mercado e cenário conturbado com todo contexto mundial, os institucionais nos EUA voltaram a acumular bitcoin, o que pode significar que estamos em uma região favorável de compra.

Além disso, outro indicador interessante de acompanharmos é a posição líquida dos detentores de bitcoin de longo prazo, os long-term holders (LTH):

Fonte: Glassnode

Esse gráfico nos permite analisar se os detentores de longo prazo estão comprando ou vendendo bitcoin e, apesar de nos últimos meses termos visto eles se desfazendo dos BTCs, quando olhamos na direita temos uma barrinha verde bem fininha nos mostrando que eles voltaram a acumular.

Corroborando ainda mais a tese de que parece estarmos em uma região interessante de compra.

Um outro indicador que gostamos de comparar é a média móvel de 200 semanas do preço do bitcoin vs preço atual do bitcoin:

Fonte: TradingView

A média móvel de 200 semanas virou uma referência no bitcoin porque representa o custo média de longo prazo do mercado.

Usamos as 200 semanas, uma vez que ela suaviza 4 anos de preço, pois 200 semanas são aproximadamente 3,8 anos que é praticamente um ciclo completo do bitcoin (halving cycle) e por isso vira uma espécie de linha estrutural do ciclo.

Hoje esse indicador está na faixa dos 1,22. Em outras palavras, ela está indicando que estamos em um território de “valor justo”.

No bear market de 2018, o preço do BTC não caiu abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA).

Porém em 2022, o preço do BTC caiu significamente abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA), chegando a um índice de apenas de 0,68.

Segue uma tabela de como interpretar essa métrica para termos uma noção de onde estamos:

Em resumo…

Esses valores são aproximados e precisam ser interpretados de acordo com o contexto.

No momento acreditamos que o bear market atual é mais parecido com o de 2022.

Em 2022, oscilamos em torno da zona de “valor justo” (US$ 22 mil) por aproximadamente 5 meses antes da queda final em novembro, durante o colapso da FTX. Esse foi o caminho para o fundo.

Durante esse período, não houve nenhuma alta que tenha ultrapassado o suporte anterior (US$ 30 mil na época).

No atual mercado de baixa, podemos observar uma estrutura semelhante começando a se formar. Já houve duas vezes em que o preço se recuperou a partir do suporte na faixa dos US$ 60 mil.

Acredito que a resistência de alta esteja na faixa de US$ 74 mil a US$ 80 mil.

Portanto, acredito que o cenário base é que oscilaremos entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, aproximadamente.

Eu ainda acho que podemos ver preços mais baixos dentro dessa faixa, ou seja, o mercado ainda pode oscilar um pouco mais para baixo antes de encontrar um fundo mais claro.

Mas mesmo que isso aconteça, a realidade é que já estamos em uma região de preço que, olhando no longo prazo, dificilmente vai fazer tanta diferença milimétrica no resultado final.

A verdade é que acertar o fundo exato é praticamente impossível. Quem investe há mais tempo no mercado aprende isso cedo ou tarde.

No fim das contas, o mais importante não é acertar o fundo em cheio, mas sim estar posicionado com racionalidade ao longo do ciclo.

Forte abraço,

Marcello Calbo Cestari

Aviso obrigatório

Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

O que tem feito os lucros do S&P 500 crescerem e como a guerra no Irã pode impactar esse movimento

8 de Março de 2026, 14:00

O ponto central da temporada de resultados do S&P 500 é simples: o índice entregou mais um trimestre muito bom de lucros, e o número agregado continua forte o suficiente para sustentar a narrativa de resiliência do índice.

Com quase todas as empresas já tendo divulgado os seus números, 73% bateram o mercado, e o lucro consolidado cresceu 13% a/a, bem acima dos 7% esperados no início da temporada.

A conclusão aqui é que a barra de resultados estava baixa demais, e o índice voltou a surpreender para cima.

Os resultados do S&P 500 estão crescendo de maneira consistente há mais de 1 ano

Esse resultado ganha ainda mais peso porque não foi um evento isolado: o 4T25 marca também o quinto trimestre consecutivo de crescimento de lucros acima de dois dígitos no S&P 500.

Em ciclos normais, cinco trimestres seguidos nessa faixa costumam vir acompanhados de uma narrativa de expansão de qualidade, difusão e confiança no crescimento da maioria das empresas.

A leitura prática, porém, é que o ciclo está forte, mas mais “seletivo” do que parece quando olhamos só as notícias mais recentes.

Como foi a performance das empresas em geral (excluindo as 7 Magníficas)

O principal alerta da temporada está na baixa difusão do crescimento de lucros, que não avançou, movimento que está oposto à performance de mercado do S&P 500 no ano, com mais de 300 empresas com uma performance acima do índice.

Quando excluímos as 7 Magníficas (Apple, Nvidia, Meta, Microsoft, Amazon, Alphabet e Tesla), o ritmo de crescimento do LPA (lucro por ação) das outras 493 empresas desacelerou para 9,8% a/a no 4T25, versus 12,2% no 3T25.

Ou seja: o S&P 500 continua crescendo bem, mas o crescimento não está sendo difundido entre as companhias.

E a rentabilidade das companhias aumentou

Do lado de rentabilidade, o trimestre trouxe um reforço positivo: a margem líquida do S&P 500 subiu 20 bps, de 13,1% para 13,3% nesse trimestre.

Isso sugere eficiência operacional, mas também uma composição cada vez mais favorável, dado o peso cada vez maior de tecnologia e comunicação no consolidado e as maiores taxas de crescimento desses setores versus o índice (excluindo as 7 Magníficas).

Uma nova América está nascendo: setor industrial foi melhor do que tecnologia

O dado setorial mais interessante do 4T25 foi o desempenho das empresas industriais, com surpresa de LPA de 28,6% versus o consenso, cerca de 3 vezes acima da surpresa de tecnologia (8%).

Em paralelo, saúde, consumo discricionário, materiais básicos, financeiro e consumo não discricionário ficaram essencialmente em linha (até 5% de surpresa), e serviços básicos foi o único setor com surpresa negativa (-1,6%).

Ou seja, o mercado pode estar concentrado em poucas narrativas, mas estamos observando cada vez mais a expansão dos investimentos nos EUA e a recuperação dos EUA como potência industrial e manufatureira após anos de baixos investimentos.

Por que as principais empresas do mundo de tecnologia estão performando mal em 2026?

O mercado parece ter olhado menos para a qualidade do trimestre e mais para dois pontos: investimentos maiores e menor clareza de monetização imediata dos investimentos em IA.

Em outras palavras, a temporada mostrou crescimento ainda sólido das principais companhias de tecnologia do mundo, mas com o investidor exigindo mais “prova de retorno” e menos disposto a pagar apenas por narrativa.

A conclusão é que, hoje, bater o consenso não é suficiente; o mercado quer entender a trajetória de fluxo de caixa e os retornos dos investimentos dessas companhias.

Em 2026 o mercado está mais cético com novos investimentos em IA, após 3 anos exuberantes de performance

Nos hyperscalers (Meta, Microsoft, Amazon e Alphabet), isso ficou explícito na revisão positiva de US$ 120 bilhões no capex para 2026 versus as estimativas iniciais do consenso.

Esse tipo de revisão costuma ser ótima notícia para a cadeia de infraestrutura de IA, mas tende a ser uma notícia ambígua para as próprias ações no curtíssimo prazo, porque aumenta a sensibilidade a qualquer frustração de monetização.

A conclusão é que o mercado está tratando capex como “risco de execução”, não como “garantia de crescimento”, pelo menos por enquanto.

A Meta foi a exceção e, por isso, virou o melhor exemplo do que o mercado quer ver, subindo 10%. O motivo foi a combinação de aceleração dos negócios tradicionais em anúncios com sinais mais claros de monetização de IA (anúncios, Reels e recomendação) — isto é, investimento alto, mas com retornos.

Por que a Nivida caiu mesmo após um resultado positivo?

A Nvidia também ilustra bem essa fase do ciclo de mercado. Os números foram fortes e acima do consenso, com receita de US$ 68,1 bilhões, mas a ação caiu 4% após o resultado.

A interpretação mais provável é que o mercado está precificando a hipótese de “pico de lucros” e que deveriam, no longo prazo, mostrar uma desaceleração devido aos menores investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

A nossa leitura é que esse ceticismo parece prematuro diante da elevada demanda estrutural por capacidade computacional e novas aplicações de IA artificial que ainda estão apenas começando, com destaque para a IA física.

E como a guerra atual no Oriente Médio influencia os meus investimentos?

Apesar da incerteza quanto à duração da guerra no Oriente Médio e aos seus impactos negativos sobre a inflação e o crescimento global, historicamente, conflitos geopolíticos tendem a não dominar a narrativa do mercado financeiro no médio prazo. Ou seja, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer sobre as notícias.

Em outras palavras, em períodos de medo e incerteza, os retornos em ações podem ser maiores, justamente porque a aversão ao risco aumenta e os ativos são precificados com desconto.

É importante lembrar também que, em última instância, são os fundamentos econômicos que determinam a economia e os mercados.

E, quando olhamos para os EUA, os dados reforçam esse ponto: o Federal Reserve informou que os balanços patrimoniais das famílias estão sólidos, não apenas no agregado ou entre as famílias de maior renda, mas em todas as faixas de renda.

Para ilustrar, a dívida como percentual do patrimônio líquido das famílias mais pobres do país está atualmente em 16,1%, após recuar gradualmente de 20% no início da década e, tecnicamente, atingir agora o menor nível desde 1999.

E vale sempre lembrar o que, no fim do dia, move o S&P 500: o consumidor americano. O consumo nos EUA representa mais de dois terços do PIB do país (cerca de US$ 20 trilhões) e, se fosse uma economia separada, teria escala comparável à da China. Até aqui, essa força segue positiva, em expansão e com baixa alavancagem.

Concluindo…

Em conclusão, o cenário para o S&P 500 em 2026 revela um mercado de fortes fundamentos, mas que exige maior seletividade do investidor. Embora a resiliência dos lucros seja evidente, com o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos, o otimismo agora é temperado pelo ceticismo quanto ao retorno imediato dos investimentos em IA e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

No entanto, o surgimento de uma “Nova América” industrial, a resiliência do consumidor americano e a eficiência operacional das companhias sugerem que, apesar do ruído das manchetes de guerra, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer no médio prazo. O investidor que focar em empresas com capacidade real de monetização e fluxo de caixa sólido estará melhor posicionado para transformar o prêmio de risco atual em retornos consistentes.

Solana (SOL) vira ‘coelho azarão’ das recomendações de março e outros destaques do Crypto Times

8 de Março de 2026, 11:00

Olá, investidor e investidora! Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da nossa newsletter semanal do Crypto Times, a editoria de criptomoedas do Money Times. Para se inscrever e receber em primeira mão em todas as manhãs de sábado, basta se inscrever aqui.

Muitos conhecem a fábula do coelho e da tartaruga. O talento natural, somado à preguiça, é um inimigo poderoso frente à constância do pequeno esforço contínuo.  

Mas o termo “coelho” vale para outras áreas também. Na corrida, por exemplo, o coelho (ou pacer) é o atleta que dá o ritmo da prova, geralmente ajudando outros corredores a atingir metas específicas de tempo.  

E o maior maratonista brasileiro era justamente um desses “coelhos”. Vanderlei Cordeiro de Lima é o único atleta do país a conquistar uma medalha na modalidade mais tradicional dos 42 km. 

Sua primeira vitória, como ele mesmo conta, foi “por acaso”.  

“Fui convidado para ser coelho na maratona de Reims. Coelho é o atleta que dita o ritmo da prova e se sacrifica para que os demais façam o resultado e atinjam marcas. Fui contratado para correr 21 km, mas estava me sentindo bem e pensei que poderia correr mais 5 ou 10 km. A partir do km 32 comecei a liderar a prova, fui até o final e ganhei”, contou o atleta, em entrevista ao UOL, em 28 de dezembro de 2017. 

Neste mês, o “coelho” da maratona das criptomoedas foi a solana (SOL), que liderou as indicações das casas de análise como a moeda com maior potencial para março.  

Os especialistas da Foxbit, Bitso, NovaDAX, Vault Capital, Coinext, Mercado Bitcoin (MB) e BTG Pactual Digital Assets (por meio da carteira moderada da casa) indicaram 18 criptomoedas para ficar de olho neste mês, com clara preferência pela SOL.  

O protocolo passou por sufocos no passado, com interrupções e ataques hackers sucessivos, que colocaram em xeque a tese da rede. Mas a reviravolta veio em 2026 e, agora, é um dos principais ecossistemas do mercado.  

Nosso compilado mensal de indicações mostra o porquê dessa preferência. Basta clicar aqui e ver o que os especialistas acham dessa criptomoeda.  

Fique agora com as notícias mais lidas no Crypto Times.  

Um forte abraço,  

Renan Sousa, editor-assistente do Money Times. 

 

MARA Holdings abre possibilidade de vender seus bitcoins (BTC) em documento enviado à SEC 

A revisão da política marca uma mudança da abordagem histórica da empresa de manter os bitcoins minerados como investimento de longo prazo, mesma visão das bitcoin treasury companies. 

Leia mais 

Fevereiro vermelho: ‘Investidores devem ter paciência’, afirma Itaú BBA em meio à queda das criptomoedas 

“Fevereiro foi mais um mês difícil para os criptoativos”, iniciou o Itaú BBA em relatório sobre as perspectivas para o cenário das criptomoedas em março. 

Leia mais.  

Banco Central integra prestadoras de ativos virtuais a arcabouço regulatório de conduta e contábil 

Com a mudança, as prestadoras de serviços de criptomoedas passam a ser obrigadas a cumprir regras de estrutura de ouvidoria, política de conformidade, segurança cibernética e relacionamento com clientes, entre outras. 

Leia mais.   

OranjeBTC (OBTC3) faz primeira compra de bitcoin (BTC) de 2026 no valor de R$ 243 mil 

Em dólares, o valor foi equivalente a US$ 47.206,70, com taxa de câmbio média de R$ 5,1495, de acordo com comunicado enviado ao mercado no último domingo (1º). Com a nova compra, as reservas totais da OranjeBTC atingiram 3.723 BTC.  

Leia mais.  

❌