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Day trade: Compre Copasa (CSMG3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,48% hoje (23), segundo a Ágora

23 de Junho de 2026, 09:42

A Copasa (CSMG3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta terça-feira (23).

As ações da empresa fecharam a sessão da última segunda-feira (22) cotadas a R$ 59,32. O potencial de ganho é de 1,48% e o stop sugerido é de R$ 59,03.

Compra
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
BTG PactualBPAC1152,3453,091,43%51,96-0,73%
CopasaCSMG359,4660,341,48%59,03-0,72%
NaturaNATU37,697,801,43%7,64-0,65%

a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,44%. O stop sugerido é em R$ 18,85.

Venda
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
Brava EnergiaBRAV318,7118,441,44%18,85-0,75%
Caixa SeguridadeCXSE319,3919,111,44%19,53-0,72%
São MartinhoSMTO314,5614,351,44%14,67-0,76%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Sob supervisão de Juliana Américo

HSML11 e mais 15 fundos imobiliários para investir em junho, segundo o BTG Pactual

6 de Junho de 2026, 10:00

Junho começou e, com o novo mês, o BTG Pactual já atualizou a sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs).

A atualização da tese de investimentos feita pelo banco acontece em um ambiente ainda desafiador para os investidores, marcado por incertezas macroeconômicas e mudanças nas expectativas para juros.

A combinação de fatores eleva a cautela e influencia o comportamento do mercado, especialmente entre os investidores mais sensíveis ao risco.

As tensões entre Irã e EUA contribuíram para a alta de commodities importantes, aumentando as preocupações com a inflação e seus desdobramentos sobre a política monetária.

Além disso, no Brasil, o cenário político intensificou a percepção de risco, tornando o ambiente menos favorável para ativos ligados ao crescimento.

Dessa forma, a expectativa é de que os juros continuem elevados por um período mais longo, o que tende a reduzir o interesse por ativos de risco, como os fundos imobiliários.

No entanto, investidores mais atentos ao mercado e com estratégias de alocação fundamentadas, tendem a aproveitar melhor cenários mais desafiadores como este. Inclusive no setor de FIIs.

Em maio, a carteira recomendada de FIIs do BTG Pactual apresentou um dividend yield anualizado de 11,5%, equivalente a 89,2% do CDI.

Qual é a estratégia do BTG para junho?

Neste mês, os analistas do BTG decidiram reduzir a exposição no RBR Crédito Imobiliário Estruturado FII (RBRY11), revelando uma estratégia mais cautelosa, diante de um cenário mais instável para os FIIs.

O FII ainda continua na carteira, contudo, diante da recente alta do preço das cotas do fundo na bolsa, o BTG aproveitou o momento para reduzir a posição de RBRY11 no portfólio.

Dessa forma, o banco garantiu parte dos lucros acumulados, além de abrir espaço para ativos que, hoje, na visão da casa, oferecem uma relação risco-retorno mais interessante, como o HSML11.

Assim, os analistas do banco decidiram aumentar a exposição no fundo de tijolo que combina três pontos positivos: geração de renda, portfólio de qualidade e desconto relevante em relação ao valor patrimonial.

Hoje, o HMSL11apresenta um dividend yield de 10% e está sendo negociado com cerca de 15% de desconto em relação ao valor seu valor patrimonial.

Segundo os analistas, o fundo possui reservas que podem contribuir para maior estabilidade na distribuição de rendimentos no curto prazo, o que fortalece a geração de renda pelo HMSL11.

Além de HMSL11 e RBRY11, o BTG Pactual indica mais 14 fundos imobiliários para investir em junho.

Conheça a carteira recomendada de FIIs do BTG Pactual para junho

O que você viu aqui é apenas um “pedacinho” da carteira recomendada de fundos imobiliários do BTG Pactual.

Agora, você pode acessar a seleção completa do banco e conferir todos os detalhes. Se você está construindo ou revisitando sua carteira de FIIs em junho, vale a pena acessar o material completo.

E boa notícia é que essa seleção pode ser acessada gratuitamente, com a possibilidade de investir no portfólio de forma automatizada, sem a necessidade de replicar manualmente cada ajuste mensal.

Essa é uma oportunidade de conhecer análises de qualidade e com a chancela de um grande banco de investimentos.

Para conferir a carteira completa, basta clicar aqui e fazer um cadastro simples e gratuito no BTG Content, a plataforma de conteúdos exclusivos do banco.

Além de baixar a carteira de FIIs, você também pode aplicar na estratégia completa de forma automatizada com apenas alguns cliques.

E tem mais: no BTG Content, você ainda encontra outras carteiras recomendadas, como dividendos, small caps, ações e BDRs.

Clique no botão abaixo para acessar a carteira completa de FIIs do BTG para junho:

GRATUITO: CONFIRA OS 16 FIIS RECOMENDADOS PARA INVESTIR EM JUNHO, SEGUNDO O BTG PACTUAL

DISCLAIMER

“Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).”

Irani (RANI3) inicia nova fase de crescimento e BTG reforça recomendação de compra; veja motivos

31 de Maio de 2026, 11:57

O BTG Pactual vê com bons olhos a transição do plano de investimentos da Irani (RANI3), anunciada na última semana. Durante o Investor Day, a companhia apresentou a etapa final do ciclo Gaia (Gaia XII) e a aprovação estratégica de sua próxima fase de investimentos, chamada Neos.

A equipe de analistas do banco avalia que o evento evidenciou a capacidade estrutural da companhia de gerar valor no longo prazo, com um retorno total anualizado ao acionista de 16% desde o IPO, um desempenho fora da curva.

“Mais importante, o histórico de execução do projeto Gaia dentro do prazo e do orçamento deve reforçar a confiança do mercado para este novo ciclo de alocação de capital. Diferentemente do Gaia, que teve forte foco em eficiência e otimização de ativos, a plataforma Neos será voltada para o crescimento orgânico”, diz o banco.

A ambição da Irani envolve dobrar sua participação no mercado de embalagens de papelão ondulado, saindo de aproximadamente 4% para 8% ao longo da próxima década.

Para o BTG, ainda que um plano de expansão mais ambicioso naturalmente envolva um perfil de risco superior ao do Gaia, é positivo o compromisso da administração com uma implementação gradual ao longo de vários anos.

Os analistas chamam atenção para o compromisso da Irani de manter a alavancagem abaixo de 2,5 vezes, o que traz conforto ao mercado de que sua política de distribuição de dividendos, com payout de 50%, deverá ser preservada durante todo o ciclo.

Vale destacar que os projetos do Neos ainda dependem de aprovação formal do conselho de administração e serão reavaliados de forma dinâmica conforme a evolução das condições de mercado.

“Continuamos vendo a Irani como uma operadora altamente resiliente e confiável, com baixa volatilidade nos resultados e sólido histórico de execução. Negociando a 4,8 vezes EV/Ebitda e oferecendo um retorno ao acionista atrativo entre 10% e 11%, reiteramos nossa recomendação de Compra”, dizem os analistas.

Plataforma Neos

A Irani avalia três projetos a serem potencialmente executados até 2034, dentro do novo ciclo de investimento.

O primeiro deles é a construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão
ondulado), sendo a terceira planta de embalagens da companhia, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, localizada na região sudeste do Estado de São Paulo ou sul de Minas Gerais.

Somado a isso, está na mesa a construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), sendo a quarta planta de embalagens da Irani, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, em localidade ainda a ser definida.

Por fim, a companhia mira a construção de nova máquina de papel reciclado, voltada à produção de papéis rígidos para conversão em embalagens sustentáveis (papelão ondulado) com capacidade de 132 mil toneladas por ano, a ser integrada à terceira planta de embalagens.

Até o final deste ano, a diretoria pretende submeter para aprovação do conselho de administração proposta relacionada à implantação de uma das novas plantas de embalagem.

Projeto Gaia XII

O projeto Gaia XII prevê investimentos no montante de R$ 514 milhões (capex bruto), sendo R$ 61 milhões em impostos creditáveis, resultando em capex líquido de R$ 453 milhões, mostra o documento divulgado pela Irani.

A iniciativa tem como principais objetivos:

  • Aumento da capacidade produtiva, com incremento estimado de aproximadamente 36 mil toneladas/ano, representando expansão de 60% em relação à produção atual da unidade;
  • Melhoria da qualidade e da performance dos papéis produzidos, com impactos positivos na operação de embalagens na Unidade de Indaiatuba -SP, responsável pela conversão dos papéis;
  • Ganhos de eficiência operacional, incluindo redução de custos com vapor e energia;
  • Avanços em sustentabilidade, com maior reciclagem de aparas, redução no consumo específico de água e efluentes e diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O projeto contempla a substituição da atual caldeira de gás natural por uma nova caldeira de biomassa, alinhada ao plano de descarbonização, com potencial de redução de aproximadamente 87,6% nas emissões de CO₂ equivalente (11.867 mil tCO2e / ano) associadas ao processo, resultando na redução nos custos com energia.

“O projeto possui taxa interna de retorno (TIR) superior ao custo médio ponderado de capital (WACC), refletindo disciplina na alocação de capital e geração de valor para os acionistas”, destaca a companhia.

Quem perde e quem ganha com o fim da escala 6×1? Mercado já calcula os impactos

31 de Maio de 2026, 10:00

Na última quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, reduzindo a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais em até 14 meses. O texto ainda estabelece a manutenção dos salários dos trabalhadores e a opção por acordos coletivos no formato 12×36 – com 12 horas trabalhadas seguidas e 36 horas de descanso posteriormente.

A proposta segue para o Senado e deve passar por comissões antes de ir ao plenário. Por se tratar de uma PEC, caso conquiste três quintos dos votos no Senado, pelo menos, 49 senadores favoráveis. Em meio aos avanços da proposta, o mercado debate quais seriam os impactos do novo modelo trabalhista sobre a economia, analisando quais seriam os setores mais afetados pela decisão.

De acordo com estudo realizado pelo BTG Pactual, o agronegócio, os setores de alojamento, restaurantes e da construção civil são as categorias no centro da possível decisão.

Bruno Perri, estrategista de investimentos da Fórum Investimentos, explica: “esses são setores que ‘não desligam’, Em construção civil, por exemplo, sempre tem os canteiros que trabalham aos sábados. Isso também serve para shoppings, bares e restaurantes, que funcionam aos sábados e aos domingos com maior demanda”.

Uma nota técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) listou 31 setores que “demandam atenção especial para processos de transição em casos de implementação de uma redução da jornada de trabalho”, incluindo as categorias mencionadas pelo BTG. Todavia, o Instituto pondera que “alguns setores muito diretamente impactados tem uma relevância menor quando considerado o conjunto da economia brasileira”.

Os pesquisadores também apontaram os setores comparativamente menos impactados, destacando saúde e educação como categorias que “têm uma contribuição importante para o aumento geral do custo da mão de obra”.

O BTG calcula que uma redução do limite de 44 horas semanais para 40 horas provocaria uma redução de 7,7% no total de horas trabalhadas no Brasil, sendo que os salários pagos pelas horas não mais trabalhadas representariam 6,5% da despesa total com salários das empresas.

Outro impacto, segundo Perri, seria o desafio operacional das empresas na reorganização das contratações. “O empresário vai ter que fazer contratações diferentes, muitas vezes temporárias, ou ter um horário de funcionamento menor, dependendo do setor”, explicou.

Na opinião do professor doutor Marcelo de Carvalho, da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios (EPPEN) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na prática, essa seria uma questão relativa, “sobretudo, com a reforma trabalhista que foi aprovada em 2017”. Ele explica que na legislação trabalhista atual, a abertura para exceções, como contratações no regime de Pessoa Jurídica (PJ), já é uma tendência do mercado.

Segundo o economista, a maior preocupação está direcionada às pequenas empresas, avaliadas por ele como tradicionalmente grandes absorvedoras de mão de obra. “Pensamos normalmente nas grandes empresas, por uma série de questões técnicas, mas as empresas de pequeno e médio porte que utilizam o trabalho formal vão precisar de políticas públicas de apoio, durante o período de transição”, afirmou.

Nesse caso, a sugestão encontrada por Carvalho, é o uso de recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O BNDES poderia estender linhas de crédito para as micro, pequenas e médias empresas, nesse período de transição”. Ele ainda afirma que esse tipo de medida também poderia favorecer a troca de mão de obra humana por mão de obra mecânica: “essa já é uma tendência, diga-se de passagem, em tempos de inteligência artificial”, completou.

Quem ganha com a redução da jornada?

No debate sobre os possíveis efeitos da redução da jornada de trabalho sobre as empresas, o mercado ainda discute quais setores poderiam se beneficiar da mudança, especialmente pelo aumento da demanda.

Para Perri, da Fórum Investimentos, as categorias de entretenimento e consumo são o destaque: “com mais tempo livre, a pessoa pode consumir mais cinema, streaming, até mesmo bets. Bares e restaurantes também podem se beneficiar, mas não acredito que esse impacto é suficiente para compensar o efeito negativo na folha para os empresários”.

Além do entretenimento, o setor de transportes também deve ganhar com a proposta. “As famílias agora vão poder se reunir, para o seu lazer, se deslocando, para um clube, para uma praça, para um parque, por exemplo”, emenda Carvalho, da Unifesp. “Provedores de bens de consumo não duráveis, certamente serão impactados, porque essas pessoas devem consumir produtos de alimentação e entretenimento”, concluiu.

O estrategista da Fórum ainda indica uma preocupação relacionada ao impacto da redução da jornada sobre os próprios consumidores. “Acredito que o consumidor final vai sentir, uma vez que a tendência é repassar do aumento de custo para preço. Geralmente isso também causa uma redução no volume demandado, com impacto negativo no PIB”, apontou.

O professor da UNIFESP discorda, ressaltando uma fragilidade na capacidade de consumo dos brasileiros: “Não me parece que esse seja o caso, porque a gente tem mantido um crescimento da economia limitado. Tivemos uma queda histórica na taxa de desemprego, mas as famílias brasileiras estão profundamente endividadas. A capacidade de consumo nos domicílios já está muito contida”.

Pontos de atenção para os investidores

Com o avanço do projeto agora no Senado, Perri ainda destacou que o mercado deve monitorar a curva de juros e a inflação, além do “impacto fiscal de algum tipo de compensação”. “Produtividade e crescimento potencial são outros dados importantes”, completa.

O estrategista afirma que a tendência é que o mercado antecipe uma reação à progressão do debate, o que deve estar no radar dos investidores.

Agora, tramitando no Senado, a PEC aguarda a avaliação das comissões temáticas, antes de ser votada no Plenário também em dois turnos. É importante ter em vista que o texto ainda está sujeito a mudanças, o que implicaria em um retorno para análise na Câmara dos Deputados.

*Com supervisão de Gustavo Porto

Embraer (EMBJ3) chega a cair 25% após o 1T26, mas BTG mantém otimismo e recomenda compra; veja motivos

21 de Maio de 2026, 16:20

Apesar do sentimento de frustração que se instaurou após os números do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Embraer (EMBR3), o BTG Pactual espera uma recuperação e tem visão otimista para a fabricante de aeronaves brasileira.

Do ponto de vista operacional, a equipe de analistas liderada por Lucas Marquiori destaca que a principal crítica recaiu sobre as margens, que ficaram abaixo das expectativas, especialmente nas divisões de aviação comercial e executiva.

A Embraer atribuiu o desempenho abaixo do esperado a fatores como impactos tarifários, mix de clientes/produtos e aumento nos custos de logística.

“O mercado não pareceu convencido e o papel entrou em um movimento negativo, com queda de cerca de 25% desde a divulgação dos resultados do 1T26”, pontua o BTG.

Na leitura do banco, outros fatores macroeconômicos, como a volatilidade no conflito do Oriente Médio e seu impacto nos preços do petróleo, e as negociações de cessar-fogo na Ucrânia, que contribuíram para a compressão dos múltiplos de empresas de defesa, também tiveram papel secundário nessa queda.

“Sabemos que a tese de investimento da Embraer em 2026 tem mais a ver com execução do que com crescimento da carteira de pedidos (catalisador recorrente nos últimos anos), mas o book atual é sólido o suficiente para sustentar um desempenho robusto ao longo do ano.

Tendo em vista a pressão estrutural do setor de aviação e a perspectiva de uma trajetória crescente de lucros, os analistas veem as ações Embraer com uma boa relação risco/retorno nos níveis atuais.

Derating injustificado

Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, o BTG observa uma redução dos múltiplos no setor aeronáutico amplo, de companhias aéreas a montadoras.

Na visão do banco, o movimento refletiu a elevação dos preços internacionais de combustível de aviação, o que levou o mercado a questionar se os
fundamentos do setor de transporte aéreo poderiam ser estruturalmente afetados.

Por outro lado, as empresas de defesa permaneceram resilientes no geral, com o ambiente reforçando a tendência de alta nos orçamentos globais de defesa, especialmente na Europa.

O BTG vê o backlog (carteira de pedidos) da Embraer crescente de US$ 32 bilhões reportado no 1T26
como evidência de demanda forte, assegurando volumes de produção por aproximadamente quatro anos e maior nível de confiança do ponto de vista de pedidos.

“Diante disso, continuamos esperando lucros robustos no curto prazo, com opcionalidade de captação de pedidos acima do esperado movendo as ações”, dizem os analistas.

1T26 da Embraer

A Embraer reportou lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), excluindo itens extraordinários de -R$ 29,4 milhões referentes aos resultados da Eve.

A cifra representa uma redução no lucro ante os R$ 299,9 milhões registrados no mesmo período de 2025 e R$ 522,7 milhões do trimestre imediatamente anterior.

A companhia decidiu, a partir de 2026, deixar de classificar os impostos diferidos como item extraordinário pois seu impacto a longo prazo é próximo de zero e, consequentemente, ajustou os resultados comparáveis de 2025 apresentados para uma comparação justa, conforme o documento.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), que mede o desempenho operacional, ficou em R$ 749,4 milhões, acima dos R$ 631 milhões reportados no mesmo período do ano anterior.

Já a margem Ebitda ajustada permaneceu estável na comparação anual, em 9,9%.

No caso do lucro antes de juros e impostos (Ebit) ajustado, a companhia registrou R$ 488,6 milhões, com margem Ebit de ajustada crescendo para 6,4%.

No período de janeiro a março deste ano, as receitas líquidas da fabricante brasileira de aeronaves totalizaram R$ 7,6 bilhões, superando os R$ 6,4 bilhões reportados no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 18%.

‘Smart Fit (SMFT3) é uma das maiores histórias de geração de valor da América Latina’

15 de Março de 2026, 14:00

O time de analistas do BTG Pactual, liderado por Carlos Sequeira, incluiu a Smart Fit (SMFT3) na carteira recomendada de small caps. Essa é “uma das maiores histórias de geração de valor da América Latina”, publicaram em relatório.

O portfólio considera empresas com valor de mercado ao redor dos R$ 15 bilhões e recomenda 10 companhias atualmente, considerando a rede de academias.

Neste texto, você pode saber o que levou à escolha da rede de academias, ter acesso à carteira na íntegra e saber quem saiu das recomendações.

Veja mais: A carteira recomendada de small caps do BTG Pactual acumula alta de 6.686%, muito acima dos 127,6% do SMLL no mesmo período, e você pode acessá-la aqui

Por que investir em SMFT3 agora

O time liderado por Sequeira acompanha a Smart Fit desde o IPO, em 2021, e vê a empresa “combinando expansão consistente de receita com alavancagem operacional”.

A tese de investimento está baseada em três aspectos:

  1. “Escala incomparável na América Latina”;
  2. Rentabilidade alta, com possibilidade de melhora por meio da alavancagem operacional;
  3. Atuação em um mercado fragmentado, que deixa espaço para consolidação.

Os analistas também destacam riscos de curto prazo, “como ambiente macro desafiador em algumas geografias, potencial canibalização e maior competição”.

Mesmo assim, os analistas do BTG Pactual acreditam no potencial de crescimento no longo prazo das ações SMFT3, ressaltam que se trata de “uma tese diferenciada na América Latina”, e têm visto a liquidez dos papéis melhorar nos últimos meses.

Confira: A Smart Fit integra uma seleção de 10 small caps escolhidas a dedo por profissionais do BTG Pactual; clique aqui para conhecer

A carteira que já subiu 6.686%

A carteira recomendada de small caps do BTG Pactual recebe atualizações mensais, e a adoção da Smart Fit faz parte dos ajustes mais recentes. Até fevereiro, o banco Inter ocupava o espaço que hoje é da rede de academias.

O portfólio teve alta de 3,7% no mês passado, frente ao desempenho de 1,9% do Índice Small Cap (SMLL), indicador da B3 para ações do tipo e referência adotada pela carteira remunerada.

O analista Carlos Sequeira está à frente da seleção de ativos desde julho de 2010. De lá até aqui, as ações acumulam alta de 6.686%, enquanto o SMLL avançou 127,6% no mesmo período e o Ibovespa (IBOV, o principal índice de ações da bolsa), 209,8%.

Os dados de rentabilidade apresentados aqui consideram o último preço de fechamento registrado em 2 de março.

Gráfico da rentabilidade acumulada pela carteira recomendada de small caps do BTG Pactual de julho de 2010 a fevereiro de 2025 em comparação a IBOV e SMLL

Uma das melhores características dessa carteira é a simplicidade para acessá-la e conhecer todo o portfólio na íntegra. Bata clicar no link abaixo e seguir as instruções:

CONHECER A CARTEIRA DE SMALL CAPS RECOMENDADA PELO BTG PACTUAL

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

Mercado ganha fôlego com possível fim da guerra; veja o que esperar de Ibovespa, petróleo e dólar no Giro do Mercado

10 de Março de 2026, 16:15

Nesta terça-feira (10), os ativos globais mostram sinais de acomodação, após a forte aversão ao risco que impactou os mercados nas últimas semanas. A sinalização do possível encerramento da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã impulsionou a recuperação das bolsas após as perdas recentes.

No Giro do Mercado desta terça-feira, a jornalista Paula Comassetto conversa com o Lucas Costa, analista técnico do BTG Pactual, sobre os principais destaques que movimentam os mercados no Brasil e no exterior.

Nesta manhã, o mercado apresentou um alívio após as quedas da última semana, com incertezas sobre o preço do petróleo e a duração da guerra no Oriente Médio.

“Nos últimos anos, o mercado americano era o mais atrativo para os investidores, mas nos últimos meses aconteceu uma rotação global para países emergentes. Outra mudança veio com o aumento das tensões geopolíticas, o que incentivou a fuga de fluxo e a busca por ativos mais seguros”, explicou Costa.

Outro destaque do dia é a decisão dos ministros de Energia do G7 sobre a liberação conjunta de 300 milhões a 400 milhões de barris de petróleo. A esse respeito, o especialista do BTG afirmou que “hoje o que vemos são as reações da fala do Trump e essas notícias que saíram. Eu costumo trabalhar com alguns níveis de preço que são referências. Entre US$ 76 e US$ 78 é a expectativa de suporte a curto prazo”.

Hoje, o dólar apresentava movimento lateral em relação aos principais pares desenvolvidos, enquanto subia frente ao real. De acordo com Castro, o suporte técnico da moeda americana está em R$ 5, R$ 4,90 e R$ 4,85. Já as resistências são próximas de R$ 5,28, enquanto a média móvel de 200 dias é R$ 5,39.

No cenário doméstico, o Ibovespa (IBOV) subia na manhã desta terça. “Quando olhamos para a tendência de longo e médio prazo, a expectativa é de alta. O Ibov teve uma alta muito forte desde 2025, o que faz com que a visão fique um pouco distorcida. Mesmo com a queda da semana passada, não chegamos próximo da média móvel de 21 semanas”, afirmou o especialista do BTG.

Segundo Castro, ainda que o índice caísse até o patamar de 171 mil pontos, “tecnicamente ele ainda estaria em tendência de alta”.

No mundo corporativo, o GPA (PCAR3) anunciou um pedido de recuperação extrajudicial após firmar acordo com credores que representam R$ 2,1 bilhões em dívidas, com adesão de 46% dos créditos afetados.

*Com supervisão de Renan Sousa.

Tombo do Ibovespa, conflito no Irã e dividendos da Petrobras (PETR4): o que bombou na semana

7 de Março de 2026, 09:28

O derretimento de 5% do Ibovespa na semana com a aversão a risco, diante do conflito no Oriente Médio, e o anúncio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 8,1 bilhões pela Petrobras (PETR4) foram o centro das atenções entre os leitores.

Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, estão também a ação que pode ser beneficiada pelo conflito no Irã, segundo o BTG Pactual, e a data de divulgação das regras para o Imposto de Renda (IR) de 2026. Confira o que mais ganhou destaque nos últimos dias:

Ibovespa tomba 5% na semana

Diante do sentimento de aversão a risco, com a escalada de tensão no conflito dos Estados Unidos e Israel com o Irã, o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, caiu 5% nesta semana.

Um dos destaques positivos na bolsa, porém, foi a Petrobras (PETR4), com as ações ordinárias e preferenciais fechando em alta de 5% nesta sexta-feira (6), entre as maiores altas do índice, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Petrobras (PETR4) paga R$ 8,1 bilhões de JCP

Na quinta-feira (5), a Petrobras (PETR4) informou que seu conselho de administração aprovou o encaminhamento à assembleia de acionistas da proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em remuneração aos acionistas, referentes ao quarto trimestre de 2025.

A proposta será analisada na Assembleia Geral Ordinária (AGO) marcada para 16 de abril de 2026.

Caso a proposta seja aprovada, os proventos serão pagos em duas parcelas, ambas na forma de juros sobre capital próprio: R$ 0,31311454 por ação em 20 de maio de 2026; R$ 0,31311454 por ação em 22 de junho de 2026.

Disparada do Brent pode beneficiar uma ação, segundo o BTG

Na semana, o petróleo Brent acumulou alta de 27%, superando os US$ 90 com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo bruto.

Nesse contexto, o BTG Pactual, recomenda a compra e preço-alvo de R$ 56 para a Prio (PRIO3), considerada a principal escolha do banco no setor. Segundo os analistas, apesar das discussões recentes sobre o grau de captura da alta do petróleo pela companhia, o papel tende a acompanhar o movimento do Brent.

O resultado do quarto trimestre de 2025 e o início da produção em Wahoo reforçam a tese, que ganha ainda mais força com preços mais elevados da commodity — ao menos nos mercados futuros.

Receita Federal anuncia regras em 16 de março

Receita Federal comunicou que a divulgação das normas para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2026 ocorrerá no dia 16 de março, às 10 horas, durante coletiva de imprensa.

O anúncio, que habitualmente acontece na primeira quinzena do mês, foi postergado para o início da segunda quinzena, o que deve resultar em um período menor para o envio do documento pelos contribuintes em comparação a anos anteriores.

Como o dia 15 de março cai em um domingo e a divulgação das regras está agendada para o dia 16 (segunda-feira), a expectativa é que o início das transmissões das declarações ocorra apenas a partir do dia 17 de março.

O encerramento do prazo de entrega está previsto para o dia 29 de maio, uma vez que os dias 30 e 31 de maio coincidem com o final de semana,. Essa configuração resultará em menos tempo para preencher e transmitir a declaração do que o registrado em 2025.

XP aumenta projeção do Ibovespa

XP Investimentos revisou o preço-alvo do Ibovespa para 196 mil pontos, aumentando a projeção anterior de 190 mil, ao levar em conta o início do ciclo de cortes de juros e revisões positivas de preço-alvo de ações pelos analistas.

Durante o mês de fevereiro, o fluxo de capital estrangeiro para fora dos Estados Unidos se manteve. Além das tensões geopolíticas que envolveram o presidente dos EUA, Donald Trump, a insegurança sobre uma bolha de IA criou um cenário favorável aos mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Ao longo do mês o Ibovespa atingiu máximas históricas, com um forte rali, que a XP acredita que pode “persistir no curto prazo”. Ainda assim, os analistas ressaltam a possibilidade de que os investidores migrem para um “trade de convergência, buscando nomes e setores que ficaram para trás”.

China ou retenção? BTG vê incerteza na alta do boi, mas já projeta margens menores para frigoríficos

5 de Março de 2026, 11:40

Desde o começo de 2026, os preços do boi subiram 10% em reais e 14% em dólares. Para o BTG Pactual, é difícil dizer se a recente alta nos preços do gado reflete sinais iniciais de retenção de vacas para abate, uma corrida para antecipar embarques para a China diante de uma cota mais apertada em comparação com os volumes exportados no ano passado, ou uma combinação desses dois fatores.

Segundo Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, se a retenção ganhar força a partir de agora, apostar em uma reversão significativa de preços parece uma decisão difícil.

“Isso deve resultar em um ambiente de margens mais pressionado para frigoríficos, e por isso projetamos queda nas margens em 2026 em relação a 2025”, explicam.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o abate de bovinos atingiu 42,7 milhões de cabeças em 2025, alta de 7,6% ano contra ano, com crescimento de 13% apenas no 4º trimestre.

Ao mesmo tempo, os preços de bezerros subiram de forma agressiva, fortalecendo o incentivo para os pecuaristas iniciarem a retenção de vacas.

O que é o ciclo do boi?

Embora pareça complexo, o ciclo pecuário é essencialmente determinado pela oferta de gado. Os preços tendem a se mover de forma inversa à proporção de vacas abatidas — ou seja, quanto menor o abate de fêmeas, maior tende a ser o preço do boi.

Quando menos fêmeas são enviadas aos frigoríficos, a oferta de animais para abate diminui, pressionando os preços para cima. Quando ocorre o contrário, com maior envio de vacas para o abate, a oferta aumenta e os preços geralmente recuam.

Nos últimos anos, a oferta atingiu níveis historicamente elevados, o que pressionou os preços do gado para baixo até meados de 2024. Desde então, porém, os preços voltaram a subir — um movimento que chama atenção porque o ritmo de abate continua forte.

Além disso, um ambiente favorável para exportações, puxado pelos Estados Unidos e pela China, provavelmente ajudou a sustentar a disposição dos frigoríficos em pagar mais pelo gado, mesmo com a recente valorização dos preços.

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