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Conheça a plataforma de IA que detecta falhas elétricas e incêndios florestais melhor e mais rápido do que humanos

29 de Julho de 2020, 06:00
A startup Buzz Solutions, da StartX, de Stanford (Califórnia), acaba de lançar sua solução de IA para ajudar as companhias elétricas a detectar, de maneira mais rápida, linhas de energia e falhas na rede elétrica para que os reparos possam ser feitos antes do início dos incêndios. A plataforma exclusiva utiliza inteligência artificial e tecnologia de visão mecânica para analisar milhões de imagens de linhas de alta tensão e torres de drones, helicópteros e aeronaves para encontrar falhas perigosas, além de vegetação exagerada, dentro e ao redor da infraestrutura da rede para ajudar as concessionárias a identificar áreas problemáticas e repará-las antes que um incêndio comece. LEIA MAIS: Forbes promove primeiro webinar sobre Saúde Mental nas empresas. Participe O sistema pode fazer a análise pela metade do custo e a um tempo menor em comparação aos humanos, em um período de horas a dias, não meses a anos. O Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia determinou que as linhas de transmissão da PG&E foram as culpadas pelo enorme incêndio de Kincade em Sonoma, na Califórnia, no ano passado. Problemas de linhas de alta tensão e equipamentos vêm sendo a causa dos incêndios florestais mais recentes, e a temporada de incêndios florestais começou novamente. Detectar falhas nos equipamentos da rede elétrica de maneira rápida, à medida que o clima fica mais quente e com mais ventos, pode ajudar as companhias a salvar vidas e economizar bilhões de dólares. A Buzz Solutions já possui pilotos sendo treinados nas principais empresas de serviços públicos do país. Atualmente, as empresas de energia revisam o status das linhas de energia todos os anos, colaborando com outras organizações para capturar milhões de imagens de linhas de energia, torres e vegetação circundante com o auxílio de drones, helicópteros e aeronaves. O processamento das imagens leva de seis a oito meses e envolve técnicos e engenheiros que mapeiam manualmente todos os dados juntos, procurando por culpados e falhas, sinalizando-os para uma inspeção pessoal. No entanto, durante o processo, as linhas podem ser interrompidas, causando incêndios florestais e forçando o desligamento ou causando impactos maiores. CONFIRA: Forbes elege as empresas mais promissoras em inteligência artificial Por outro lado, a IA da Buzz Solutions e a tecnologia de visão mecânica revisam as imagens de inspeção capturadas por tais ferramentas variadas que são armazenadas na nuvem. A IA analisa as imagens através de seus algoritmos proprietários para detectar falhas em todos os principais componentes das linhas de transmissão e distribuição. O algoritmo também procura áreas onde a vegetação pode estar invadindo o equipamento e apresentando risco de incêndio. Essa análise é feita em horas ou dias, pela metade do custo do processo tradicional. As companhias podem tomar medidas para avaliar as imagens sinalizadas e reparar ou substituir o equipamento antes que causem incêndio. “É definitivamente hora de avançar usando a IA para reduzir a ameaça de incêndio. Acreditamos que a indústria de serviços elétricos está pronta para utilizar uma abordagem melhor para manter seus equipamentos em boas condições de funcionamento e pessoas e propriedades seguras”, disse Kaitlyn Albertoli, cofundadora e CEO da Buzz Solutions. A Buzz Solutions também fornece modelos e análise preventivas a partir de dados históricos, dados de ativos e falhas e dados meteorológicos para determinar com antecedência onde falhas e áreas de alto risco provavelmente ocorrerão no futuro. “Nossa visão é usar tecnologia inovadora para proteger nossa infraestrutura elétrica e meio ambiente hoje e ajudar a prever onde os problemas surgirão no futuro. Isso é ainda mais importante uma vez que somos seriamente afetados pelas mudanças climáticas”, acrescentou Vikhyat Chaudhry, cofundador e CTO, COO da Buzz Solutions. De acordo com autoridades da região, o verdadeiro custo dos incêndios florestais nos Estados Unidos é mais complicado e envolve mais dinheiro do que se poderia pensar. Existem custos diretos de combate ao fogo e perdas diretas a partir do fogo, fumaça e água, além de custos de reabilitação, custos indiretos e alguns custos adicionais incomuns. VEJA TAMBÉM: Insitro arrecada US$ 143 milhões para unir biologia e inteligência artificial Os custos com incêndios são quantificados com mais facilidade quando há impactos imediatos e diretos. A categoria inclui gastos federais, estaduais e locais. Esses custos, por sua vez, podem ser divididos em gastos com aviação, motores, equipes de combate a incêndios e agentes pessoais. Além dos gastos de eliminação do incêndio, outras despesas diretas incluem perdas de propriedades privadas (seguradas e não seguradas), danos às linhas de serviços elétricos, danos às instalações de lazer, perda de recursos da madeira e ajuda aos moradores que tiveram que deixar a área. A maioria desses custos acontecem durante ou imediatamente após o incêndio. Os custos imediatos de reabilitação de emergência são realizados nos dias, semanas e meses após o incêndio e são claramente relacionados ao próprio incêndio. Os gastos de reabilitação a longo prazo são mais difíceis de quantificar. As bacias hidrográficas danificadas podem levar muitos anos para se recuperar e exigir atividades de restauração significativas. Inundações após o incêndio podem causar danos adicionais à paisagem já prejudicada, e os impactos subsequentes podem incluir um aumento de espécies invasoras e forte erosão do solo. Os custos indiretos de incêndios florestais incluem taxas tributárias perdidas, como impostos sobre vendas e municípios, além de impostos comerciais e perdas de propriedades que se acumulam ao longo do tempo. Por exemplo, propriedades que escapam aos danos causados ​​pelo fogo ainda podem sofrer desvalorização à medida que a área se recupera. Tais custos indiretos, às vezes, são rotulados como custos de impacto. Gastos adicionais, às vezes chamados de custos especiais, abrangem discussões como o valor de uma vida humana. Enquanto a EPA coloca o valor de uma vida humana em US$ 7 milhões, o setor de saúde paga uma média de US$ 316 mil ao longo de uma vida média, considerado por eles como um valor médio de uma vida humana na América. VEJA: Por que o programa de inteligência artificial GPT-3 é incrível, mas superestimado A perda de vidas humanas, problemas contínuos de saúde para jovens e idosos com sistemas respiratório ou imunológico fracos e cuidados de saúde mental se enquadram nessa categoria, mas raramente são quantificados. A extensa perda de beleza estética e cênica, a existência da vida da natureza e outras também são difíceis de quantificar. A síntese de estudos de caso revela uma quantidade de custos totais de incêndios florestais entre 2 e 30 vezes maiores que os custos de supressão relatados. Portanto, o enorme incêndio Kincade, que queimou 78 mil acres e causou a evacuação de 200 mil pessoas, custou US$ 725 milhões, provavelmente custará muitos bilhões de dólares quando tudo tiver realmente acabado. Essa é uma área em que a tecnologia realmente faz a diferença, e a nova solução de IA é uma parte importante disso.
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São Paulo ganha Instituto Avançado para Inteligência Artificial

26 de Fevereiro de 2019, 06:00
Será inaugurado hoje (26), na Unesp, o Instituto Avançado para Inteligência Artificial (AI2). O centro, sem sede própria, lançado por alguns dos pesquisadores das principais universidades do país, visa expandir os interesses entre a academia e o setor privado para pesquisa de impacto sobre o assunto. O workshop, que será realizado no Núcleo de Computação Científica (NCC) da Unesp, no câmpus da Barra Funda, em São Paulo, reunirá pesquisadores que atuam em inteligência artificial, e abrirá espaço para que potenciais parceiros do setor empresarial possam apresentar oportunidades de colaboração com o grupo. LEIA MAIS: Trump ordena promoção de inteligência artificial Segundo o instituto, a ideia é providenciar uma estrutura organizacional eficiente, porém simples, para dar autonomia aos pesquisadores na relação com as empresas. A iniciativa privada terá o AI2 como ponto de referência para especialistas em inteligência artificial, aprendizado de máquina e big data, entre outras coisas. O objetivo é estimular e facilitar o desenvolvimento de projetos inovadores que utilizam os avanços da tecnologia digital para promover ações de impacto socioeconômico. As produções deverão atender tanto o interesse privado quanto do meio acadêmico, procurando beneficiar a sociedade e influenciar a criação de políticas públicas para o desenvolvimento da área. A rede de espaços de coworking do instituto é conectada por um sistema de videoconferência para proporcionar a interação entre os pesquisadores e os desenvolvedores atuantes nas diferentes áreas. O AI2 não tem fins lucrativos e promete prezar pela transparência, inclusão e transversalidade de suas ações. Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr

Como é possível acabar com o gap de gênero na tecnologia

8 de Fevereiro de 2019, 06:00
A desigualdade de gênero, de raça e de etnia no segmento da tecnologia impacta não só a cultura, como também os lucros das empresas. Em 2017, a McKinsey descobriu que as 25 melhores empresas em diversidade de gênero nas equipes executivas possuíam 21% mais probabilidade de obter lucros acima da média. LEIA MAIS: Melhores empregadores para diversidade na América Contudo, apenas 26% das mulheres que possuem formação nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia ou matemática acabam trabalhando no mercado após a graduação, diferente dos homens, que representam 40%, segundo reportagem da revista norte-americana “Wiired”. As mulheres contratadas para trabalhar na área também acabam saindo dela mais cedo do que os homens. Com isso, foi descoberto que apenas 53% das mulheres do ramo tecnológico acreditam ter o mesmo acesso a cargos de liderança que os homens, e 46% dizem receber menos que seus pares do sexo masculino. Conversei com Lori Wright, gerente geral da Microsoft Teams e Skype, a fim de conhecer sua carreira e obter alguns conselhos sobre a questão de gênero no mundo da tecnologia. Leia, a seguir, os melhores momentos a entrevista: FORBES: Como a sua carreira na Microsoft se consolidou? Lori Wright: Entrei na Microsoft depois de 20 anos trabalhando na indústria da tecnologia. Durante essas duas décadas, tive vários cargos, abrangendo praticamente todas as áreas, do marketing a vendas. Comecei na Microsoft depois de ter sido diretora de marketing de uma startup em crescimento. FORBES: Quais são suas responsabilidades como gerente geral da Microsoft? LW: Sou responsável pelo lado comercial dos aplicativos de colaboração do Office 365. Isso inclui produtos muito famosos, como o Outlook e o SharePoint, e algumas tecnologias mais recentes, como o Microsoft Teams and Stream. Além disso, a minha função também exige que eu lidere as equipes de marketing dos produtos. FORBES: Como você acha que podemos incentivar mais mulheres a trabalhar com tecnologia e obter cargos mais altos? LW: Acredito que as mulheres só vão trabalhar e permanecer na área de tecnologia quando se sentirem bem-vindas e tiverem mais voz. Elas precisam enxergar a tecnologia como um lugar de pertencimento. E a tecnologia precisa trabalhar duro para ajudar as mulheres a fazer parte do mercado, caso contrário, as empresas começarão a oferecer produtos que representam apenas metade da população, a masculina. Meu conselho para que as mulheres cheguem aos cargos de liderança é encontrar um defensor ferrenho dentro da empresa, assim como um fora dela. Estes podem ser trabalhos exigentes, que fazem com que a mulher precise de uma “defesa extra” para que prospere. Ter pessoas que a defendam internamente e a coloquem para cima nos dias ruis é muito importante. FORBES: Quais são as características mais importantes para obter sucesso em sua função? LW: A empatia para com o cliente e o trabalho em equipe são as duas primeiras coisas que me vêm à mente. Empatia porque você deve ser capaz de entender as necessidades e desejos de seus clientes, a fim de fornecer os produtos certos e garantir a satisfação. Trabalho em equipe já que a companhia para a qual atuo é gigante. Para que eu seja bem-sucedida no meu papel é preciso trabalhar com milhares de pessoas, de maneira que possa cumprir minhas principais responsabilidades. Mas, trabalhando bem, ganho elogios de milhares de pessoas que querem obter os mesmos objetivos que eu. SAIBA TAMBÉM: Executiva da Sanofi no Canadá combina ciência e diversidade FORBES: Como foi e qual é a maior lição que você aprendeu no trabalho? LW: Resiliência. No começo da carreira, eu ficava brava quando alguém não concordava com uma ideia minha, ou se as coisas não saíssem sempre do meu jeito. Depois de um tempo, aprendi que o negócio, às vezes, pode ser confuso, e que é importante ficar confortável com a bagunça na qual as coisas acontecem. Nem tudo ocorre da forma que esperamos, e as pessoas nem sempre concordam conosco. O que importa é a maneira como você lida com os contratempos. No meu caso, o sono e as perspectivas ajudaram bastante. FORBES: O que você queria de ter conhecimento no começo da sua carreira? LW: Eu gostaria de ter conhecido meu valor e de ter tido mais confiança em mim mesma. Tenho a sorte de ter pessoas que reconhecem o meu valor mesmo quando estou para baixo. Elas me dão uma força quando me encontro fora da minha zona de conforto. É por isso que encorajo as pessoas a encontrarem a "líder de torcida" de seus respectivos trabalhos, alguém que consiga apoiar e ajude nos momentos mais inesperados. FORBES: Qual é o melhor conselho que você já recebeu? LW: Seja você mesmo, sempre - isso significa saber o que é importante para você e aprender a priorizar essas coisas. FORBES: Poderia dar um conselho para outras jovens profissionais? LW: Sonhe alto. Gaste seu tempo com sabedoria. Conheça o máximo de pessoas possível: uma rede forte pode abrir portas que você nem sabe que existem. Construa uma vida que você ama e seja uma pessoa de quem se orgulha, mas não se esqueça de ajudar os demais durante a sua jornada.
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