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IR 2026: Receita libera programa para envio da declaração; veja regras, prazos e quem deve prestar contas ao Fisco

20 de Março de 2026, 09:39

A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (20) o programa gerador da declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, que começa em 23 de março e termina em 29 de maio deste ano. Com isso, os contribuintes já podem baixar o sistema e organizar os documentos para enviar as informações ao Fisco dentro do prazo estipulado.

A entrega da declaração é obrigatória para quem se enquadra nos critérios definidos pelo órgão, e o envio dentro do prazo é essencial para evitar multas e outras penalidades.

Como baixar o programa do Imposto de Renda 2026

O programa pode ser baixado diretamente no site oficial da Receita Federal e está disponível para diferentes sistemas operacionais. Além disso, os contribuintes podem optar por preencher a declaração por meio do portal “Meu Imposto de Renda”, que permite o envio online sem necessidade de instalação, e do aplicativo da Receita.

Prazo de entrega

O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 segue até o fim de maio. Quem perder a data final estará sujeito a multa mínima e pode ter o CPF classificado como irregular.

Quanto antes o contribuinte enviar a declaração, maiores são as chances de receber a restituição nos primeiros lotes, caso tenha valores a receber.

Quem deve declarar o IR 2026

Devem declarar os contribuintes que, em 2025:

  • Receberam rendimentos tributáveis acima do limite estabelecido pela Receita;
  • Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima do teto definido;
  • Tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • Realizaram operações na Bolsa de Valores;
  • Possuíam bens ou direitos acima do valor mínimo exigido;
  • Passaram à condição de residente no Brasil em qualquer mês e permaneceram assim até 31 de dezembro.

As regras seguem, em geral, o mesmo padrão do ano anterior, já que mudanças mais amplas na tabela do Imposto de Renda, como a ampliação da faixa de isenção, só devem impactar declarações futuras.

Confira mais detalhes:

Restituição do Imposto de Renda 2026

Após o envio, os contribuintes que pagaram imposto a mais ao longo de 2025 terão direito à restituição. O pagamento é feito em lotes, priorizando idosos, pessoas com deficiência, professores e quem opta pela declaração pré-preenchida ou pelo recebimento via Pix.

As datas para o pagamento da restituição do IR serão feitas em quatro lote. 

Confira a programação definida pelo Fisco:

  • 1º lote: 29 de maio de 2026
  • 2º lote: 30 de junho de 2026
  • 3º lote: 31 de julho de 2026
  • 4º lote: 28 de agosto de 2026

As restituições serão liberadas conforme a ordem de entrega da declaração e respeitando as prioridades legais. A prioridade no pagamento será para:

  • 1º grupo – idosos com idade igual ou superior a 80 anos;
  • 2º grupo – idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
  • 3º grupo – pessoas com deficiência ou moléstia grave;
  • 4º grupo – contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 5º grupo – quem utilizou a pré-preenchida e optou por receber a restituição por Pix;
  • 6º grupo – quem utilizou a pré-preenchida ou optou por receber a restituição por Pix;
  • 7º grupo – demais contribuintes.

O valor da restituição é atualizado pela taxa Selic. O reembolso é depositado diretamente na conta bancária indicada pelo contribuinte em sua declaração ou por transferência via chave Pix.

Atenção para evitar erros

A Receita reforça a importância de revisar todas as informações antes do envio. Dados inconsistentes podem levar o contribuinte à malha fina, atrasando a restituição e exigindo comprovação adicional.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Informes de rendimento de bancos e empresas;
  • Despesas médicas e educacionais;
  • Inclusão de dependentes;
  • Declaração correta de investimentos.

Com o programa já disponível, a recomendação é não deixar para a última hora. Organizar os documentos com antecedência ajuda a evitar erros e garante mais tranquilidade no processo de declaração.

iPhone 18 pode ter a maior mudança de design em anos; veja o que já se sabe

14 de Março de 2026, 09:49

O iPhone 18, próximo smartphone da Apple, ainda deve levar alguns meses para ser anunciado oficialmente. Mesmo assim, rumores e informações divulgadas por analistas e por sites de tecnologia já começaram a revelar pistas sobre o que esperar do iPhone 18.

Esses relatos indicam que o iPhone 18 pode trazer uma das maiores mudanças de design dos últimos anos, além de melhorias de desempenho e possíveis novidades na linha de aparelhos.

A seguir, veja o que já se sabe e o que ainda é especulação sobre o iPhone 18.

O que esperar do iPhone 18?

Rumores e análises da indústria indicam que o iPhone 18 pode trazer mudanças importantes em relação à geração atual. Entre as principais expectativas estão um novo design, melhorias nas câmeras, um chip mais potente e até a possibilidade de um iPhone dobrável.

O iPhone 18 terá mudanças no design?

Um dos rumores mais fortes sobre o iPhone 18 Pro envolve a parte frontal do aparelho.

De acordo com veículos especializados em tecnologia, o modelo pode reduzir significativamente o tamanho da Dynamic Island, a área interativa no topo da tela em que ficam sensores e notificações. Segundo o leaker Ice Universe, perfil conhecido por divulgar vazamentos da indústria de smartphones na rede social X, o recorte pode ficar cerca de 35% menor.

A mudança seria possível porque parte dos sensores do Face ID, sistema de reconhecimento facial da Apple, poderia ser colocada sob a tela. A informação foi mencionada por sites especializados como o MacRumors, portal dos Estados Unidos dedicado a notícias e rumores sobre produtos da Apple.

Se confirmada, a mudança representaria um passo importante no plano da empresa de eliminar recortes na tela, escondendo todos os sensores sob o display.

Outras análises publicadas por veículos como Digital Camera World, revista britânica especializada em fotografia, indicam que apenas parte dos sensores ficaria sob o painel inicialmente. Isso permitiria reduzir, mas ainda não eliminar completamente, a Dynamic Island.

O iPhone 18 pode ganhar novas cores?

Outro rumor envolve o visual externo do aparelho. Segundo reportagem da Bloomberg, a Apple estaria testando uma nova cor vermelha para o iPhone 18 Pro.

Se confirmado, seria algo incomum. Historicamente, versões vermelhas do iPhone costumam ser lançadas meses depois da estreia da geração. Isso aconteceu, por exemplo, com os modelos iPhone 7 e iPhone 8, que ganharam edições especiais posteriormente.

Informações publicadas por veículos de tecnologia também indicam que a empresa pode testar novos acabamentos ou cores inéditas para os modelos Pro da próxima geração.

Qual será o processador do iPhone 18?

No campo de hardware, o iPhone 18 Pro deve estrear um novo chip da Apple, possivelmente chamado A20 Pro.

Segundo informações citadas pela Forbes, o processador pode ser produzido com tecnologia de 2 nanômetros.

Se confirmado, o chip deve oferecer:

Outro rumor é que a Apple avance no desenvolvimento de um modem próprio de conectividade, reduzindo gradualmente a dependência de fornecedores externos como a Qualcomm.

Como podem ser a câmera e a tela do iPhone 18?

Rumores também apontam melhorias nas câmeras e na tela do novo iPhone. Segundo veículos especializados como What Hi‑Fi e Digital Camera World, o iPhone 18 pode trazer:

  • câmera frontal com até 24 megapixels;
  • novos sensores ou recursos avançados de fotografia;
  • telas com brilho mais alto;
  • taxa de atualização de até 120 Hz.

Apesar dessas melhorias, analistas do setor afirmam que o tamanho das telas deve permanecer semelhante ao da geração atual, ao menos nos modelos Pro.

A Apple pode lançar um iPhone dobrável?

Outro rumor que ganhou força nos últimos meses envolve um possível iPhone dobrável.

Informações publicadas por sites de tecnologia, como o Tom’s Guide, indicam que a Apple estaria trabalhando em um dispositivo com tela interna de cerca de 7,8 polegadas, tamanho próximo ao de um tablet compacto.

Imagens conceituais divulgadas em vazamentos mostram um aparelho que poderia competir com os celulares dobráveis de empresas como Samsung e Huawei. Ainda não está claro, porém, se esse modelo faria parte da linha iPhone 18 ou se seria lançado como uma nova categoria de produto dentro do portfólio da Apple.

Quando o iPhone 18 será lançado?

Se a Apple mantiver sua estratégia tradicional, o lançamento do iPhone 18 deve acontecer em setembro de 2026, durante o evento anual da empresa dedicado aos novos modelos. Esse calendário tem sido seguido pela companhia há vários anos.

Alguns analistas citados por veículos como What Hi‑Fi afirmam, porém, que a Apple pode testar um novo formato de lançamento. Nesse cenário, os modelos Pro seriam anunciados primeiramente, mas ainda no segundo semestre, enquanto os modelos básicos poderiam chegar meses depois, em um evento separado.

Quanto pode custar o iPhone 18?

A Apple ainda não divulgou informações oficiais sobre o preço do iPhone 18, mas analistas acreditam que a nova geração deve manter valores próximos aos da linha atual.

Nos Estados Unidos, os modelos básicos costumam começar em torno de US$ 799 (R$ 4,2 mil), enquanto versões Pro e Pro Max podem ultrapassar US$ 1 mil (R$ 5,2 mil).

Caso a empresa introduza novas tecnologias, como sensores sob a tela ou chips mais avançados, alguns especialistas avaliam que os modelos Pro podem ficar ainda mais caros.

No Brasil, o preço costuma ser mais alto por causa de impostos e da cotação do dólar, além da própria margem da companhia.

iPhone 18: principais rumores até agora

Os rumores mais recentes indicam que o iPhone 18 pode trazer:

  • Dynamic Island menor;
  • sensores do Face ID sob a tela;
  • novo chip A20 Pro;
  • câmera frontal de até 24 MP;
  • novas cores, incluindo um possível modelo vermelho;
  • telas com taxa de atualização de até 120 Hz;
  • possível modelo dobrável.

A Apple ainda não confirmou oficialmente nenhuma dessas informações.

Imposto de Renda 2026: como declarar investimentos no exterior e evitar erros

13 de Março de 2026, 14:38

Com a proximidade da temporada de entrega da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-calendário 2025, muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre como declarar investimentos no exterior.

A Receita Federal ainda não publicou a instrução normativa com as regras específicas do IRPF 2026. Mesmo assim, seguem em vigor as regras estabelecidas pela Lei nº 14.754/2023, que mudou a forma de tributação de aplicações financeiras fora do país a partir de 2024 — salvo eventuais ajustes operacionais que possam ser detalhados na regulamentação deste ano.

O que mudou na hora de declarar investimentos no exterior

Desde a entrada em vigor da Lei nº 14.754/2023, os rendimentos obtidos com aplicações financeiras no exterior, incluindo lucros, dividendos, juros e ganhos de capital, passaram a ser tributados de forma anual no ajuste da declaração.

Nesse modelo, aplica-se alíquota fixa de 15% sobre os rendimentos financeiros da pessoa física. Antes da mudança, a tributação podia ocorrer mensalmente, por meio do carnê-leão, ou no momento da venda do ativo, via GCAP (Programa de Apuração dos Ganhos de Capital), com alíquotas progressivas que podiam chegar a 27,5%, dependendo da natureza do rendimento.

Se mantido o modelo adotado nos últimos exercícios, todos os rendimentos obtidos no exterior ao longo de 2025 deverão ser informados na declaração entregue em 2026, mesmo que já tenham sido tributados no país de origem.

Segundo Victor Savioli, cofundador da Velotax, a nova legislação mudou significativamente a forma de apuração do imposto para pessoas físicas. “A Lei 14.754/2023 mudou o jogo. Agora é alíquota fixa de 15% sobre qualquer rendimento de aplicação financeira no exterior, sem nenhuma dedução e sem aquela isenção de R$ 35 mil por mês que existia antes”, afirma.

De acordo com o especialista, o novo modelo também simplificou o momento do pagamento do imposto: “Não tem mais carnê-leão mensal. O contribuinte soma tudo o que realizou no ano e paga de uma vez na declaração anual, com DARF vencendo em 31 de maio do ano seguinte”.

Outro ponto importante é que a variação cambial também pode entrar no cálculo do rendimento tributável, dependendo do tipo de investimento. “A variação cambial entra na conta do rendimento, exceto no caso de conta corrente sem remuneração”, diz Savioli.

Em resumo:

  • A variação cambial entra no cálculo do rendimento tributável quando está associada a aplicações financeiras;
  • Depósitos mantidos em conta corrente no exterior sem remuneração, por sua vez, não geram rendimento tributável apenas pela oscilação do câmbio.

Como preencher no programa da Receita Federal

No programa da declaração (PGD), no portal e-CAC ou no aplicativo da Receita, as informações sobre investimentos no exterior devem ser preenchidas principalmente em duas etapas.

1 – Ficha “Bens e Direitos”

Nesta ficha devem ser informados os ativos mantidos fora do Brasil, com dados como:

  • tipo de investimento (ações, ETFs, fundos, títulos ou contas remuneradas);
  • país onde o ativo está localizado;
  • saldo em reais em 31 de dezembro de 2025;
  • saldo em reais em 31 de dezembro de 2024;
  • descrição detalhada do ativo e da instituição financeira ou corretora custodiante.

2 – Rendimentos e imposto pago

Os rendimentos obtidos com esses ativos, como lucros, dividendos, juros e ganhos de capital, devem ser informados na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior”, quando se tratar de rendimentos sujeitos à tributação anual.

Para isso, é necessário:

  • converter os valores para reais utilizando a cotação de venda do dólar dos Estados Unidos divulgada pelo Banco Central do Brasil na data do recebimento do rendimento ou da operação, conforme as regras da Receita Federal.
  • informar eventual imposto pago no exterior, que pode ser compensado no Brasil, desde que exista acordo para evitar bitributação ou previsão de reciprocidade.

O próprio programa da Receita realiza o cálculo do imposto devido no ajuste anual e indicará eventual saldo a pagar ou a restituir.

Na prática, a compensação do imposto pago fora do país tem limites. “Se você pagou imposto lá fora sobre o mesmo rendimento, pode abater do IR brasileiro, mas limitado a 15%. Se pagou 30% nos EUA, por exemplo, os outros 15% viram custo e não são recuperados”, explica Savioli.

Segundo ele, também é fundamental manter a documentação que comprove o pagamento do tributo no exterior: “É preciso guardar os comprovantes, porque a Receita cruza dados automaticamente com outros países por meio de acordos internacionais como o Common Reporting Standard (CRS) e o Foreign Account Tax Compliance Act (FATCA)”.

Entre os erros mais comuns, o especialista cita tentar compensar valores acima do limite permitido ou misturar tipos diferentes de rendimentos na compensação.

Lucro realizado x valorização do investimento

Outro ponto que costuma gerar dúvidas é o momento em que o rendimento se torna tributável. De acordo com Savioli, no caso de investimentos mantidos diretamente pela pessoa física, como ações, ETFs ou contas remuneradas no exterior, a tributação ocorre apenas quando há ganho efetivamente realizado.

“Se você detém o investimento diretamente como pessoa física ou via offshore no regime transparente, só tributa quando vender, resgatar ou receber proventos. A valorização do ativo em 31 de dezembro, por si só, não gera imposto”, explica ele.

A regra pode mudar, no entanto, quando os ativos estão dentro de estruturas societárias no exterior.

Pela legislação brasileira atual, essas estruturas podem seguir dois modelos de tributação: regime transparente ou regime opaco. No regime transparente, os ativos da empresa no exterior são tratados como se pertencessem diretamente à pessoa física, e a tributação ocorre apenas quando há ganho efetivamente realizado, como venda de ativos ou recebimento de rendimentos.

Já no regime opaco, a empresa no exterior é tratada como uma entidade separada, e o lucro contábil apurado no balanço anual pode ser tributado no Brasil mesmo que o dinheiro não tenha sido distribuído ao investidor.

“Se o investimento está dentro de uma offshore no regime opaco, o lucro contábil é apurado no balanço anual da empresa, incluindo marcação a mercado dos ativos. Nesse caso, a pessoa física pode ter que pagar 15% sobre esse resultado mesmo sem ter recebido os recursos”, afirma Savioli.

Prazos importantes

O calendário oficial da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2026 ainda não foi divulgado pela Receita Federal do Brasil.

Historicamente, o período de entrega começa na segunda quinzena de março e se estende até o fim de maio. A confirmação das datas depende da publicação do ato oficial que regulamentará a entrega da declaração neste ano.

Regras adicionais

Conversão de moeda

Os valores devem ser convertidos para reais utilizando a cotação do dólar fixada para compra pelo Banco Central do Brasil. Para saldos informados na ficha de Bens e Direitos, normalmente é utilizada a cotação da data de aquisição do ativo. Já os rendimentos recebidos no exterior devem ser convertidos pela cotação vigente na data do recebimento.

Obrigatoriedade

Ter investimentos no exterior, por si só, não torna automaticamente o contribuinte obrigado a entregar a declaração do Imposto de Renda. A obrigatoriedade depende do enquadramento nas regras gerais definidas pela Receita Federal do Brasil, como limites de renda anual, patrimônio, ganhos de capital ou operações realizadas ao longo do ano.

No entanto, quem estiver obrigado a declarar deve informar corretamente todos os bens e rendimentos mantidos fora do país.

Penalidades

A omissão de rendimentos ou bens no exterior pode levar o contribuinte à malha fina, além da aplicação de multa e da cobrança de imposto com juros.

Segundo Savioli, a fiscalização sobre ativos internacionais tem se intensificado nos últimos anos. “A Receita está recebendo dados automaticamente de instituições financeiras estrangeiras por meio de acordos internacionais de troca de informações. Omitir ativos no exterior hoje não é uma opção”, afirma.

Ele também alerta para cuidados adicionais envolvendo estruturas mais complexas, como offshores e trusts: “A escolha entre regime opaco e transparente na offshore é irrevogável, então é importante verificar se a opção feita na declaração anterior foi correta. No caso de trusts, os bens geralmente são considerados como pertencentes ao instituidor até a distribuição ou até o seu falecimento”.

Em contas conjuntas mantidas no exterior, a recomendação é declarar os valores proporcionalmente entre os titulares. “Cada pessoa deve informar a sua participação na ficha de Bens e Direitos”, diz o especialista.

“Zuckanissance”: por que Mark Zuckerberg apareceu na primeira fila do desfile da Prada?

7 de Março de 2026, 10:00

O desfile da Prada em Milão, no fim de fevereiro, acabou ofuscado pela presença de uma das figuras mais influentes do mundo da tecnologia, Mark Zuckerberg, CEO da Meta. Os cerca de 60 looks apresentados na passarela ficaram em segundo plano diante de uma pergunta que dominou os bastidores do evento: o que Zuck estava fazendo na primeira fila?

Não há apenas uma resposta. A hipótese mais evidente é a de uma possível colaboração entre a empresa de tecnologia e a tradicional grife italiana. A ideia seria unir o design da Prada à tecnologia da Meta no desenvolvimento de óculos inteligentes com inteligência artificial.

Recentemente, a Meta abriu lojas Meta Lab, onde esses óculos com IA são vendidos, em estados como Havaí, Califórnia, Nevada e Nova York, reforçando a aposta da empresa no mercado desses dispositivos.

No desfile, Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, se sentaram entre executivos da marca e figuras importantes do grupo, como Lorenzo Bertelli, filho de Miuccia Prada e atual diretor de marketing. Em entrevistas recentes, Bertelli tem destacado a importância de tecnologias emergentes, incluindo a inteligência artificial. O fato de o herdeiro da companhia estar ao lado do CEO da Meta também reflete como os desfiles hoje são apenas uma parte do ecossistema de negócios de uma casa global de luxo.

Nesse contexto, a Prada poderia entrar no portfólio da Meta como uma versão mais sofisticada — e de luxo — dos dispositivos com IA. Questionada sobre o tema nos bastidores do desfile, Miuccia Prada não confirmou a parceria, mas também não descartou a possibilidade. A estilista respondeu apenas: “Talvez, quem sabe?”.

Vale lembrar que a Meta já atua no segmento de dispositivos vestíveis (wearables) em parceria com a fabricante franco-italiana EssilorLuxottica, responsável pela produção de óculos de marcas como Ray-Ban e Oakley.

Na passarela, a Prada apresentou uma coleção marcada por sobreposições e contrastes de materiais. A linha outono-inverno seguiu a estética minimalista que caracteriza a marca, apostando em roupas adaptáveis ao cotidiano e em silhuetas estruturadas.

Tendências como alfaiataria robusta, camadas volumosas e texturas contrastantes dominaram a apresentação. Ainda assim, grande parte das conversas nos bastidores acabou girando em torno da presença do fundador da Meta.

“Zuckanissance”: a transição do estilo de Mark Zuckerberg

A presença de Zuckerberg no desfile também reforça a mudança recente no estilo do CEO da Meta, que vem sendo chamada de “Zuckanissance”, uma transição para um visual mais sofisticado e autoral. Pelo jeito, os tempos do moletom cinza ficaram para trás. Apesar da mudança para um guarda-roupa mais refinado, com peças de luxo e roupas de marca, Zuckerberg mantém uma abordagem minimalista e confortável.

No desfile da Prada, como era esperado, ele e Priscilla Chan vestiam peças da própria grife italiana. O bilionário apareceu com um visual típico de “tech bro” em versão mais elegante: uma camisa polo bege de manga longa e calças marrom-escuro. Chan, por sua vez, usava um discreto suéter cinza, uma saia azul-marinho longa até o chão e mocassins marrons com sola plataforma.

Nos últimos tempos, Zuckerberg tem demonstrado um interesse mais visível por moda. Ele chamou a atenção da edição britânica da revista GQ ao usar um grande casaco de pele de carneiro (shearling) e também mandou produzir camisetas personalizadas com frases em latim da marca do designer Mike Amiri.

Moda e tecnologia

A presença de Zuckerberg e de outros bilionários em semanas de moda também reflete uma mudança no próprio ecossistema cultural do setor. Eventos antes dominados por estilistas e celebridades agora atraem líderes de grandes empresas de tecnologia e finanças.

No caso do CEO da Meta, a aparição na primeira fila da Prada simboliza um momento em que a indústria da moda e o universo tech se aproximam, cada vez mais, não apenas no design de produtos, mas também como estratégia de mercado. Se confirmada, a parceria entre Meta e Prada pode representar um novo capítulo nessa convergência entre tecnologia, inteligência artificial e luxo.

Imposto de Renda 2026: até quando as empresas devem enviar o informe de rendimentos

19 de Janeiro de 2026, 16:52

O informe de rendimentos é um dos principais documentos para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda 2026, relativa ao ano-calendário de 2025. Ele reúne todas as informações sobre valores recebidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano passado, bem como os impostos retidos e as deduções realizadas no período.

Com base nesses dados, o contribuinte consegue declarar corretamente seus rendimentos, reduzindo o risco de inconsistências e de cair na malha fina, além de garantir o cálculo adequado do imposto a pagar ou do valor a ser restituído, conforme as regras da Receita Federal.

O documento deve ser fornecido pela fonte pagadora — como empresas empregadoras — e também por instituições financeiras nas quais o contribuinte mantenha conta ou investimentos, como bancos e corretoras.

Prazo para envio do informe de rendimentos

De acordo com a Receita Federal, as empresas e demais fontes pagadoras têm até o último dia útil de fevereiro de 2026 para disponibilizar o informe de rendimentos referente ao ano-calendário de 2025.

O prazo é importante porque a entrega da declaração do Imposto de Renda costuma ter início em março. Quem recebe o informe dentro do prazo consegue organizar a documentação e, se tiver imposto a restituir, enviar a declaração mais cedo, aumentando as chances de receber nos primeiros lotes.

O que fazer se o informe não for entregue

A entrega do informe de rendimentos é uma obrigação legal da fonte pagadora. Caso o documento não seja disponibilizado até o prazo estabelecido, o contribuinte deve solicitar formalmente à empresa ou à instituição responsável.

Se houver recusa ou atraso injustificado, é possível registrar reclamação junto à Receita Federal. A legislação prevê multa para a fonte pagadora que deixar de fornecer o informe ou apresentar o documento com informações incorretas.

Informações que devem constar no documento

O informe de rendimentos deve apresentar, em valores anuais e expressos em reais, a natureza e o montante dos rendimentos pagos, as deduções legais e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), além de informações complementares.

Entre os principais quadros do documento estão os seguintes:

Fonte pagadora

Identificação da empresa, com nome e CNPJ, ou da pessoa física, com nome completo e CPF.

Pessoa física beneficiária

CPF, nome completo e natureza do rendimento recebido.

Rendimentos tributáveis, deduções e IRRF

Total dos rendimentos (inclusive férias), contribuição previdenciária oficial, contribuições à previdência complementar, pensão alimentícia e imposto retido na fonte.

Rendimentos isentos e não tributáveis

Incluem, entre outros, parcelas isentas de aposentadoria e pensão, lucros e dividendos apurados a partir de 1996, indenizações por rescisão de contrato de trabalho e outros rendimentos previstos em lei.

Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva

Como o 13º salário e o imposto retido sobre esse rendimento.

Rendimentos recebidos acumuladamente (RRA)

Valores pagos de forma acumulada, com indicação da natureza do rendimento, deduções permitidas e imposto retido.

Atenção à conferência dos dados

A Receita Federal orienta que o contribuinte confira atentamente todas as informações do informe antes de preencher a declaração. É recomendável comparar os valores com holerites, comprovantes de pagamento e extratos bancários, verificando se os rendimentos e o imposto retido estão corretos.

Esse cuidado ajuda a evitar erros que podem levar à retenção da declaração em malha fina ou à necessidade de envio de uma declaração retificadora.

Uso do informe na declaração pré-preenchida

Os dados informados pelas fontes pagadoras costumam alimentar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, disponível para contribuintes com conta Gov.br. Ainda assim, a Receita Federal reforça que a responsabilidade pelas informações declaradas é sempre do contribuinte, que deve revisar todos os campos antes do envio.

Outros tipos de informe de rendimentos

Além do documento fornecido pelas empresas, o contribuinte pode receber outros informes, conforme o tipo de rendimento:

  • Bancos e corretoras: rendimentos de aplicações financeiras e saldos em conta;
  • INSS: informe para aposentados, pensionistas e beneficiários, disponível no site e no aplicativo Meu INSS, além da rede bancária;
  • Servidores públicos federais: informe acessível pelo sistema Sigepe e pelo aplicativo Gov.br.

É comum que um mesmo contribuinte receba mais de um informe no ano. Todos devem ser considerados no preenchimento da declaração.

Após o envio da declaração, a Receita Federal recomenda que o informe de rendimentos seja guardado por pelo menos cinco anos, prazo em que o Fisco pode solicitar comprovação das informações prestadas.

Quem recebe primeiro quando o FGC é acionado?

14 de Janeiro de 2026, 13:55

Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve liberar nos próximos dias os R$ 41 bilhões que estavam investidos em CDBs do Banco Master, liquidado em 18 de novembro, de acordo com informações levantadas pelo Valor e pelo O Globo.

Para acionar o FGC, o investidor precisa formalizar um pedido de ressarcimento dos valores pelo aplicativo do fundo, canal em que pode acompanhar de forma transparente todo o andamento do processo. A seguir, confira quem recebe primeiro quando o fundo é acionado.

O que determina a ordem de pagamento?

Diferentemente do que muitos imaginam, não existe um “ranking pré-definido” de quem recebe primeiro com base no tipo de cliente ou valor investido. A ordem depende principalmente de dois fatores operacionais.

1 – Envio e validação da lista de credores pelo liquidante

Assim que o Banco Central decreta a liquidação, o responsável legal (o liquidante indicado pelo Banco Central) prepara uma lista com todos os credores e os valores que cada um tem a receber. Essa lista é entregue ao FGC para que o processo de pagamento seja iniciado.

2 – Manifestação do credor no sistema

Depois que o fundo recebe e valida a base de credores, libera o sistema para que cada investidor ou correntista solicite formalmente o ressarcimento. Assim, quem solicita primeiro e tem seus dados corretamente validados tende a receber primeiro, porque o sistema processa os pedidos na ordem em que são feitos.

Em resumo, não é o valor investido nem a data da aplicação que define quem recebe antes. É a ordem em que cada credor completa sua solicitação no sistema do FGC — após o envio e a validação da lista dos credores.

O que é o FGC?

O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos que protege investidores e correntistas caso um banco ou instituição financeira venha a quebrar ou sofrer liquidação. Ele funciona como uma espécie de “garantia” para quem mantém dinheiro em produtos financeiros emitidos pelos bancos.

Na prática, se a instituição associada ao FGC não tiver mais condições de devolver o dinheiro aos clientes, o fundo faz o reembolso até o limite definido pelas regras atuais. Isso dá segurança ao sistema financeiro e evita que a perda seja total para o investidor.

Como o FGC funciona na prática?

Confira como o fundo funciona na prática.

Liquidação pelo Banco Central

O Banco Central declara a liquidação da instituição financeira — como ocorreu com o Banco Master, Banco Letsbank e outras instituições recentemente.

Preparação da lista de credores

O liquidante reúne os dados de todos os correntistas e investidores com valores a receber e envia ao FGC, agrupando os créditos por CPF ou CNPJ.

Solicitação pelo credor

Assim que a base é recebida e validada, o FGC libera o sistema (geralmente por aplicativo para pessoas físicas e portal para pessoas jurídicas), e cada credor deve solicitar o pagamento.

Processamento em ordem de manifestação

O sistema processa os pedidos conforme são feitos, e, por isso, quem se manifesta primeiro no aplicativo ou portal e completa todas as validações (como biometria, envio de documentos e conta bancária) é quem recebe o pagamento antes no cronograma de liquidação.

Em relação ao prazo para receber o dinheiro do fundo, em um comunicado recente, o FGC afirmou: “Cabe destacar que não existe um prazo definido na legislação para o pagamento da garantia em caso de liquidação de instituição financeira. O pagamento somente se inicia depois que o liquidante, apontado pelo BCB, consolida a lista de credores com os respectivos valores de cada um. Nos casos mais recentes de liquidação, esse período tem sido de aproximadamente um mês”.

Como baixar e acessar o aplicativo do FGC

Na loja de aplicativos, pesquise por “FGC – Fundo Garantidor de Créditos” e baixe o app oficial, acessando a App Store (iPhone) ou Play Store (Android). Na sequência, siga os seguintes passos:

1 – Crie seu cadastro:

  • Abra o aplicativo e clique em “Não tenho cadastro”.
  • Preencha seus dados pessoais: nome completo, CPF, data de nascimento
  • Clique em “Continuar”
  • Crie uma senha de acesso.

2 – Acesse a conta:

  • Faça login com seu CPF e a senha que acabou de criar.

3 – Cadastre uma conta bancária para receber os recursos:

  • No app, clique em Menu.
  • Vá em Meu Perfil.
  • Selecione Contas Bancárias.
  • Cadastre a conta onde deseja receber o ressarcimento do FGC.

Quem financia o FGC?

O FGC não é custeado pelos clientes. São as próprias instituições financeiras participantes que contribuem mensalmente com um percentual sobre os depósitos garantidos. O investidor não paga nada por essa proteção.

Quais investimentos o FGC cobre?

A garantia vale para produtos bancários emitidos por instituições associadas. Entre eles:

  • Conta corrente e depósitos à vista
  • Poupança
  • CDB
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
  • Letra de câmbio
  • RDB (Recibo de Depósito Bancário)

Esses produtos só são cobertos se emitidos por instituições participantes do FGC.

O que o FGC não cobre?

O FGC não cobre investimentos que não sejam depósitos bancários, como:

  • Fundos de investimento
  • Debêntures
  • Ações
  • Criptomoedas
  • Previdência privada (PGBL/VGBL)
  • Tesouro Direto
  • CRI/CRA

Esses produtos possuem outras estruturas jurídicas e modelos próprios de garantia.

Qual é o limite de cobertura do FGC?

O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição emissora, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Exemplo: R$ 240 mil em CDB do Banco A + R$ 240 mil em CDB do Banco B → Ambos cobertos (instituições diferentes). R$ 400 mil em CDBs do mesmo banco → O FGC cobre apenas R$ 250 mil.

Quando o FGC é acionado?

O FGC só atua em três situações formalmente decretadas pelo Banco Central:

  • Intervenção: gestão do banco é assumida pelo BC.
  • Liquidação extrajudicial: encerramento forçado das atividades.
  • Falência: dissolução judicial da instituição.

Só a partir dessas determinações o fundo inicia os pagamentos.

Nova tabela INSS: entenda como será o desconto no salário em 2026

12 de Janeiro de 2026, 12:13

O governo federal divulgou a nova tabela de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para 2026, que define como será feito o desconto no salário dos trabalhadores ao longo do ano. As mudanças acompanham o reajuste do salário mínimo e do teto dos benefícios previdenciários, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, conforme dados oficiais do governo.

As novas alíquotas passam a incidir sobre os salários de janeiro de 2026, com desconto efetivo nos contracheques pagos a partir de fevereiro, e valem para empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e avulsos.

Como funciona o desconto do INSS em 2026

A contribuição ao INSS segue o sistema progressivo, em que cada alíquota incide apenas sobre a parcela do salário enquadrada em cada faixa — e não sobre o valor total da remuneração. Esse modelo é o mesmo adotado nos últimos anos e está previsto na legislação previdenciária.

Confira as faixas e alíquotas da tabela INSS 2026:

Faixa salarial (R$)Alíquota
Até 1.621,007,5%
De 1.621,01 até 2.902,849%
De 2.902,85 até 4.354,2712%
De 4.354,28 até 8.475,5514%

Na prática, isso significa que o trabalhador paga percentuais diferentes sobre partes do salário. Quem ganha menos contribui proporcionalmente menos, enquanto rendas mais altas têm descontos maiores, respeitado o limite máximo de contribuição.

Teto do INSS sobe em 2026

Além da tabela de descontos, o governo também confirmou o novo teto do INSS, que passou de R$ 8.157,40 para R$ 8.475,55 em 2026. Esse é o valor máximo que aposentados e pensionistas podem receber, independentemente do salário ao longo da vida laboral.

O reajuste do teto, de cerca de 3,9%, segue o INPC acumulado em 2025, índice utilizado oficialmente para a correção dos benefícios previdenciários.

Apesar de a alíquota máxima ser de 14%, o desconto não é aplicado sobre todo o salário de quem ganha o teto. A contribuição é progressiva, ou seja, cada percentual incide apenas sobre a parte do salário dentro de cada faixa.

Veja como fica o desconto mensal:

  • Até R$ 1.621,00 → 7,5% = R$ 121,58
  • De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 → 9% = R$ 115,37
  • De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 → 12% = R$ 174,17
  • De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 → 14% = R$ 576,98

Total de INSS descontado de quem ganha o teto: R$ 988,10 por mês

  • Esse é o valor máximo de contribuição ao INSS em 2026 para trabalhadores com carteira assinada.
  • Quem ganha acima do teto também paga R$ 988,10, pois o desconto é limitado ao valor máximo de contribuição.
  • A alíquota efetiva fica em torno de 11,7%, menor do que os 14% nominais da última faixa.

Salário mínimo influencia a contribuição

O salário mínimo nacional foi fixado em R$ 1.621, valor que serve como base para a primeira faixa da tabela do INSS e para benefícios que têm o mínimo como piso. Quem recebe exatamente esse valor contribui com a alíquota mais baixa, de 7,5%.

Quem mais é impactado

As regras também se aplicam a empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Já os contribuintes individuais e autônomos seguem regras específicas, podendo optar pelo plano normal, com alíquota de 20%, ou pelo plano simplificado, com contribuição de 11% sobre o salário mínimo, conforme as normas do INSS.

Onde consultar informações oficiais

A tabela atualizada e os valores de contribuição podem ser consultados nos canais oficiais do governo, como o portal Meu INSS, além da central telefônica 135. Nesses canais, o segurado pode verificar extratos, simular benefícios e acompanhar o histórico de contribuições.

Com a nova tabela do INSS em vigor, o desconto no salário em 2026 reflete a correção pela inflação e mantém o modelo progressivo de contribuição, impactando diretamente o valor líquido recebido pelos trabalhadores ao longo do ano.

Imposto de Renda 2026: como se organizar mês a mês para declarar o ano-base 2025

9 de Janeiro de 2026, 18:40

A declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao ano-base 2025 deve começar, como de costume, em março, com prazo de entrega que normalmente vai até o fim de abril — ou, como ocorreu em alguns anos, até o fim de maio. O programa da Receita Federal costuma ser liberado alguns dias antes da abertura oficial do prazo, permitindo que o contribuinte já se organize com antecedência.

Com a temporada de declaração se aproximando, preparar documentos e informações ao longo do ano é a melhor forma de evitar erros, cair na malha fina ou pagar mais imposto do que o necessário.

Ao tratar a declaração do Imposto de Renda como um processo contínuo — e não apenas como uma obrigação concentrada em março e abril — o contribuinte ganha previsibilidade, reduz riscos e transforma o acerto com o Fisco em uma tarefa muito mais simples.

Janeiro: organize a base da declaração

Janeiro é o mês ideal para montar a estrutura da declaração. Crie uma pasta (física ou digital) exclusiva para o Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025). Liste fontes de renda, bens, investimentos, dívidas e possíveis deduções para ter uma visão geral da sua situação fiscal.

Fevereiro: reúna comprovantes de renda

Empresas, bancos e órgãos públicos costumam liberar informes de rendimentos até o fim de fevereiro, prazo legal da Receita Federal. Separe holerites, informes de aposentadoria, pró-labore, aluguéis e rendimentos financeiros.

Março: programa do IR é liberado e prazo começa

O programa da declaração do Imposto de Renda costuma ser disponibilizado no início de março, pouco antes da abertura oficial do prazo. Quem consegue enviar a declaração logo no começo reduz o risco de erros e aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

Abril: revisão cuidadosa antes do prazo final

Para quem ainda não entregou, abril é o momento de revisar despesas médicas, gastos com educação, previdência privada (PGBL) e informações sobre dependentes. Erros nessa etapa estão entre os principais motivos de retenção na malha fina.

Maio: possível prorrogação e início das restituições

Em alguns anos, o prazo é prorrogado até o fim de maio. Também é neste mês que costuma ser pago o primeiro lote de restituição, priorizando idosos, pessoas com deficiência, professores e contribuintes que entregaram cedo.

Junho a setembro: acompanhamento dos lotes de restituição

Os lotes de restituição normalmente são pagos mensalmente, de maio até setembro. É importante acompanhar o processamento da declaração para identificar eventuais pendências ou retenções.

Outubro: ajustes e regularização

Quem caiu na malha fina costuma aproveitar este período para enviar declaração retificadora ou apresentar documentos solicitados pela Receita Federal. A organização prévia da declaração reduz significativamente a chance de chegar a essa etapa.

Novembro: comece a planejar o Imposto de Renda do próximo ano

Com a declaração do ano-base 2025 praticamente encerrada, novembro é um bom momento para olhar para frente. O contribuinte pode avaliar decisões financeiras que ainda impactam o ano-base 2026, como aportes em previdência privada, organização de despesas dedutíveis e controle mais rigoroso de rendimentos variáveis.

Dezembro: planejamento tributário e organização antecipada

Dezembro é o mês-chave para pensar estrategicamente no próximo Imposto de Renda.
Contribuições à previdência PGBL, doações incentivadas dentro do limite legal e a organização de comprovantes de despesas médicas e educacionais ajudam a começar o próximo ano com vantagem.

Quem deve declarar Imposto de Renda em 2026, ano-base 2025?

16 de Março de 2026, 10:27

Apesar de o governo já ter aprovado uma nova tabela do Imposto de Renda que amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, essa mudança não se aplica à declaração de Imposto de Renda entregue em 2026. O benefício só vale para rendimentos recebidos a partir de 2026 e terá impacto apenas na declaração apresentada em 2027.

Assim, quem vai declarar o Imposto de Renda em 2026, referente ao ano-base 2025, deve seguir as regras divulgadas pela Receita Federal para este exercício.

A seguir, confira quem deve declarar Imposto de Renda em 2026.

Qual tabela do Imposto de Renda vale para a declaração de 2026?

Para a declaração de 2026 (ano-base 2025), a Receita Federal considera as tabelas mensal e anual vigentes em 2025.

Tabela mensal do Imposto de Renda (vigente a partir de maio de 2025)

Base de cálculoAlíquotaDedução
Até R$ 2.428,80
De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,0515,0%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73

Além disso, a Receita mantém um desconto simplificado mensal, que garante isenção prática para quem recebe até dois salários mínimos, atualmente R$ 2.824.

Tabela anual do Imposto de Renda (ano-base 2025)

A tabela anual é o equivalente da tabela mensal aplicada ao total de rendimentos do ano:

Base de cálculoAlíquotaDedução
Até R$ 28.467,20
De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,807,5%R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,6015,0%R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,1622,5%R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,1627,5%R$ 10.853,78

Na prática, por causa do desconto simplificado anual, contribuintes com rendimentos tributáveis de até R$ 33.888,00 no ano acabam ficando isentos do pagamento de imposto.

A tabela anual define quem deve declarar?

Não necessariamente. A tabela anual indica a partir de que valor há imposto a pagar no ajuste anual, mas não é o único critério para definir a obrigatoriedade da declaração.

Uma pessoa pode:

  • não pagar imposto e ainda assim ser obrigada a declarar;
  • pagar imposto na fonte e, mesmo assim, precisar entregar a declaração por outros motivos.

A obrigatoriedade é definida por um conjunto de critérios legais, que vão além da renda.

Afinal, quem deve declarar Imposto de Renda em 2026?

Com base nas regras aplicadas pela Receita Federal nos últimos anos — e válidas para o ano-base 2025 —, deve declarar quem, em 2025:

  • Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 no ano;
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
  • Teve ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • Realizou operações na bolsa de valores, incluindo: vendas totais acima de R$ 40 mil no ano; qualquer operação de day trade com lucro; vendas mensais de ações acima de R$ 20 mil com apuração de ganho;
  • Teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440,00 ou pretende compensar prejuízos;
  • Possuía, em 31 de dezembro de 2025, bens ou direitos acima de R$ 800 mil;
  • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano e permaneceu assim até o fim do período;
  • Teve rendimentos, aplicações financeiras ou estruturas no exterior.

Quem é isento pode declarar?

Sim. Mesmo sem obrigação, a declaração pode ser vantajosa para comprovação de renda, regularização patrimonial ou restituição de imposto retido na fonte.

A isenção de até R$ 5 mil vale para a declaração de 2026?

Não. A nova isenção mensal de até R$ 5 mil não altera quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026. Ela afeta apenas o imposto retido sobre rendimentos de 2026, que serão ajustados na declaração de 2027. Até lá, a declaração de 2026 segue integralmente as regras e tabelas vigentes em 2025.

Imposto de Renda 2026: novas regras já estão em vigor, mas efeito no salário começa em fevereiro

6 de Janeiro de 2026, 15:44

As novas regras do Imposto de Renda 2026 estão em vigor desde 1º de janeiro, mas os efeitos práticos só começam a aparecer no salário pago a partir de fevereiro, quando ocorre a retenção do imposto referente aos rendimentos do mês.

A reforma do Imposto de Renda manteve a tabela progressiva mensal e criou redutores adicionais, que zeram ou reduzem o imposto devido para rendas de até R$ 7.350 por mês. Os novos mecanismos valem para todo o ano-calendário de 2026 e serão consolidados na Declaração do IR de 2027.

Isenção até R$ 5 mil

Com os redutores em vigor, quem recebe até R$ 5 mil por mês passa a ter imposto zerado no resultado final. A tabela mensal continua sendo usada, mas os redutores garantem que quem ganha até R$ 5 mil não pague Imposto de Renda no resultado final.

O benefício vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, desde que a renda mensal total não ultrapasse esse valor. Contribuintes com mais de uma fonte de renda fazem o ajuste na declaração anual.

Redução do imposto até R$ 7.350

Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, os redutores asseguram uma redução parcial e decrescente do imposto:

  • quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto;
  • quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;
  • acima desse valor, não há redução adicional.

A regra também se aplica ao 13º salário.

Tabela mensal do Imposto de Renda continua valendo

A tabela progressiva mensal continua sendo usada como referência técnica, mas não gera cobrança efetiva para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Nessa faixa, os redutores criados pela reforma neutralizam o Imposto de Renda 2026, garantindo que não haja desconto de Imposto de Renda no resultado final.

A tabela define as alíquotas aplicáveis a cada faixa de renda e serve de base para o cálculo do imposto. Em seguida, os redutores são aplicados para zerar ou reduzir o valor devido, conforme a renda do contribuinte.

Na prática, a tabela mensal só passa a produzir cobrança integral para quem ganha acima de R$ 7.350 por mês, faixa a partir da qual não há mais redutores. Abaixo desse valor, o imposto é total ou parcialmente neutralizado pelos mecanismos criados pela reforma.

Tabela mensal do Imposto de Renda 2026

(usada para o IR retido na fonte)

Base de cálculo mensalAlíquotaDedução
Até R$ 2.428,80Isento
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73

Fonte: Receita Federal

Ajuste anual consolida o benefício

No cálculo anual do Imposto de Renda, a Receita Federal aplica redutores semelhantes:

isenção para rendimentos anuais de até R$ 60 mil;

  • redução gradual entre R$ 60 mil e R$ 88,2 mil;
  • acima desse valor, não há desconto adicional.

O ajuste anual garante que o contribuinte não pague mais imposto do que o devido.

Imposto de Renda 2026: compensação pela alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, aplicado a rendas anuais acima de R$ 600 mil, e a tributação de dividendos acima de R$ 50 mil por mês, com retenção de 10% na fonte.

Segundo o governo, cerca de 16 milhões de contribuintes serão beneficiados pelas novas regras do Imposto de Renda em 2026.

De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais vai injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026.

“Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, disse Lula.

“Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”, disse Lula, calculando que uma pessoa com salário de R$ 4,8 mil pode fazer uma economia de R$ 4 mil em um ano.

Aposentadoria INSS 2026: idade mínima muda neste ano; veja como acessar benefício

5 de Janeiro de 2026, 15:02

Está programando sua aposentadoria para este ano? Pois saiba que, a partir de 2026, os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enfrentarão novos degraus nas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência de 2019. Estão previstas mudanças automáticas que impactam quem ainda não completou todos os requisitos definitivos de aposentadoria. A seguir, confira o que muda nas regras de aposentadoria do INSS para 2026.

Principais regras para aposentadoria que se aplicam em 2026

As regras definitivas da Reforma da Previdência fixam, para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS):

  • Idade mínima definitiva: mulheres com 62 anos, homens com 65 anos.
  • Tempo mínimo de contribuição: 15 anos para mulheres, 20 anos para homens.

Mas muitos segurados ainda se enquadram em regras de transição que vão aumentando progressivamente os requisitos até que todos estejam sob o regime definitivo. Confira a seguir.

Aposentadoria INSS 2026: o que muda neste ano

Saiba quais são os ajustes que se tornarão vigentes em 2026 para algumas regras de transição.

Regra de transiçãoMulheresHomens
Pontuação (idade + tempo de contribuição)93 pontos (mulheres)103 pontos (homens)
Idade mínima progressiva + tempo de contribuição59 anos e 6 meses de idade, com 30 anos de contribuição64 anos e 6 meses de idade, com 35 anos de contribuição

Regra de pontuação

A regra de pontuação funciona pela soma da idade com o tempo de contribuição. A cada ano, a pontuação mínima exigida aumenta em um ponto, até alcançar o limite de 100 pontos para mulheres e 105 pontos para homens. Em 2026, é necessário atingir 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, além do tempo mínimo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 para homens).

Por exemplo: uma mulher com 61 anos de idade e 32 anos de contribuição chega a 93 pontos (61 + 32) e pode se aposentar.

Regra de idade mínima progressiva + tempo de contribuição

Já a regra de idade mínima progressiva + tempo de contribuição estabelece que, além de completar 30 anos de contribuição (mulheres) ou 35 anos (homens), o trabalhador precisa alcançar uma idade mínima que sobe gradualmente a cada ano.

Em 2026, a exigência é de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens, avançando até chegar aos 62 e 65 anos, respectivamente. Ou seja, um homem que já tem 35 anos de contribuição só poderá se aposentar em 2026 quando atingir 64 anos e meio de idade.

Outras regras de transição importantes

Além das acima, seguem válidas as regras de pedágio:

  • Pedágio de 50%: para quem faltava pouco tempo de contribuição quando da promulgação da Reforma. Essa regra não exige idade mínima adicional, mas o pedágio é aplicado sobre o tempo que faltava em 13/11/2019. Exemplo: uma mulher que tinha 29 anos de contribuição em 2019 precisava de mais 1 ano para chegar aos 30. Pelo pedágio de 50%, terá de contribuir 1 ano + 50% do tempo que faltava (6 meses). Ou seja, no total, 1 ano e meio.
  • Pedágio de 100%: exige idade mínima (57 anos para mulheres, 60 anos para homens) para quem cumpria certos requisitos à época da Reforma, além de dobrar o tempo que faltava para completar o tempo de contribuição mínimo. Exemplo: um homem que, em 2019, tinha 34 anos de contribuição (faltava 1 ano para 35) só poderá se aposentar quando tiver 60 anos de idade e completar 1 ano + 100% do tempo que faltava, ou seja, 2 anos de contribuição adicionais.

Por que 2026 é um ano de atenção

As exigências de pontuação e idade progressiva avançam sem necessidade de nova lei, conforme previsto pela reforma de 2019. Quem está prestes a se aposentar pode ver que, em 2026, precisa de meio ano extra de idade ou um ponto a mais de soma em relação a 2025.

Quem ainda não iniciou a contagem ou contribui irregularmente deve verificar seu CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Fique atento: falhas no registro de contribuições podem atrasar bastante o direito ao benefício.

Como calcular ou simular seu direito à aposentadoria

Para saber qual regra para se aposentar se aplica no seu caso:

  • 1 – Verifique sua data de filiação ao INSS e o tempo de contribuição já acumulado.
  • 2 – Consulte seu CNIS para garantir que todas as contribuições (empregos, autônomo etc) estão corretamente computadas.
  • 3 – Use o aplicativo ou o site Meu INSS → serviço “Simular Aposentadoria”. A simulação permite ver quanto tempo falta para cada regra de transição e para a regra definitiva.
  • 4 – Compare as regras de transição que você preenche parcialmente: às vezes uma regra “mais rígida” pode dar direito mais cedo à aposentadoria dependendo da sua idade + contribuição acumulada.

Tributação de dividendos: Receita garante isenção de IR em apuração parcial dos resultados

19 de Dezembro de 2025, 13:32

A Receita Federal publicou uma orientação detalhando os procedimentos para o recolhimento do Imposto de Renda incidente sobre a distribuição de lucros e dividendos, a partir das mudanças introduzidas pela Lei nº 15.270, de 2025. O esclarecimento traz pontos relevantes para empresas e investidores, especialmente sobre os casos em que a isenção do imposto é preservada mesmo quando há apuração parcial dos resultados.

No comunicado, a Receita esclarece que não haverá retenção do imposto sobre lucros e dividendos relativos a resultados apurados até o ano-calendário de 2025, desde que a distribuição tenha sido formalmente deliberada até 31 de dezembro de 2025, ainda que o pagamento aos sócios ou acionistas ocorra em data posterior.

“Caso o balanço definitivo levantado em 31 de dezembro de 2025 apresente um resultado inferior ao valor anteriormente aprovado para distribuição, a isenção poderá ser mantida. Nessa hipótese, contudo, a distribuição isenta deverá ficar limitada ao montante do resultado efetivamente apurado no ano-calendário de 2025”, diz o Fisco.

Dispensa de retenção

Segundo o Fisco, essa dispensa de retenção vale inclusive nos casos de apuração parcial de resultados, como balanços intermediários ou demonstrações levantadas ao longo do exercício, desde que observadas as regras da legislação societária e que a deliberação da distribuição tenha ocorrido dentro do prazo legal.

Por outro lado, lucros apurados a partir de 2026 ou distribuições aprovadas após o encerramento de 2025 passam a se submeter às novas regras de tributação. Nesses casos, caberá à pessoa jurídica pagadora reter, declarar e recolher o IRRF, além de prestar as informações correspondentes nas obrigações acessórias, como a EFD-Reinf.

A Receita também reforça que a retenção se aplica quando o total de dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física superar R$ 50 mil no mês, patamar a partir do qual incide o imposto. O recolhimento deve seguir os prazos definidos na legislação, normalmente até o último dia útil do segundo decêndio do mês subsequente ao pagamento.

A nova legislação prevê a tributação de lucros e dividendos pagos a pessoas físicas, residentes ou não no Brasil, com alíquota de 10% de IRRF, quando os valores distribuídos ultrapassarem os limites mensais estabelecidos. As regras entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, alterando um regime que, até então, previa ampla isenção desses rendimentos.

Liminar reconhece isenção de imposto sobre dividendos de 2025 mesmo quando aprovados em 2026

17 de Dezembro de 2025, 16:41

Uma decisão da Justiça Federal abriu espaço para que algumas empresas tenham mais tempo para decidir sobre a distribuição de dividendos relativos aos lucros de 2025. Em caráter liminar, a 8ª Vara Federal Cível do Distrito Federal suspendeu, para os contribuintes alcançados pela ação, a exigência de que essa distribuição seja aprovada até 31 de dezembro de 2025 para garantir a isenção do Imposto de Renda. Com isso, as companhias poderão tomar essa decisão em 2026, respeitando os prazos previstos na legislação societária.

Muitas empresas anteciparam o anúncio de distribuição de dividendos neste fim de ano, usando inclusive reservas de lucros, com o objetivo de garantir a isenção do IR para os dividendos. A liminar concedida não cria precedente vinculante, ou seja, nenhum juiz será obrigado a tomar uma decisão semelhante. Mas ela fortalece o argumento de que a exigência pode ser juridicamente inviável, o que tende a estimular novas ações judiciais e ampliar a disputa sobre a tributação dos dividendos de lucros apurados em 2025.

A Justiça entendeu que a exigência prevista na Lei nº 15.270/2025 entra em conflito direto com a legislação societária. A norma tributária condiciona a manutenção da isenção dos dividendos à aprovação da distribuição até o fim do ano, enquanto a Lei das Sociedades por Ações determina que a destinação do lucro e a distribuição dos dividendos sejam deliberadas exclusivamente em assembleia geral ordinária, realizada nos quatro primeiros meses após o encerramento do exercício social.

Como o exercício de 2025 se encerra em 31 de dezembro, a assembleia destinada a aprovar a destinação do lucro só pode ocorrer, legalmente, entre janeiro e abril de 2026. Segundo o juízo, exigir a aprovação da distribuição antes desse período impõe às empresas uma condição de cumprimento juridicamente impossível.

O entendimento levou à concessão de liminar em mandado de segurança coletivo, com pedido de tutela de urgência, ajuizado pela Associação Comercial do Paraná contra ato do secretário especial da Receita Federal do Brasil do Brasil. A decisão afasta, para esse grupo específico de contribuintes, a exigência de aprovação da distribuição ainda em 2025 como condição para preservar a isenção do Imposto de Renda sobre os dividendos.

Mudanças na tributação

A Lei nº 15.270/2025 integra o pacote de mudanças recentes na tributação da renda no Brasil e alterou dispositivos da Lei nº 9.250/1995. Entre outros pontos, o texto instituiu um modelo de tributação mínima anual para pessoas físicas de alta renda e estabeleceu regras de transição para os dividendos, historicamente isentos de Imposto de Renda desde 1996.

Pela nova legislação, os dividendos relativos a lucros apurados até 2025 continuariam isentos, desde que a distribuição fosse aprovada ainda dentro do próprio ano-calendário. Caso a deliberação ocorresse após essa data, os valores poderiam ser submetidos à retenção na fonte ou incluídos na base de cálculo da tributação mínima anual, mesmo que os lucros tenham sido gerados sob o regime anterior.

Segundo a decisão, essa exigência entra em conflito direto com a legislação societária. A Lei das Sociedades por Ações determina que a destinação do lucro e a distribuição de dividendos sejam deliberadas exclusivamente em assembleia geral ordinária, realizada nos quatro primeiros meses após o encerramento do exercício social. Como o exercício de 2025 termina em 31 de dezembro, a deliberação só pode ocorrer, legalmente, entre janeiro e abril de 2026.

De acordo com o advogado tributarista Enrico Sarti, associado do Cascione Advogados, a liminar assegura o cumprimento desse cronograma apenas ao contribuinte que ajuizou a ação. “Essa decisão garante especificamente ao contribuinte que entrou com o mandado de segurança, a Associação Comercial do Paraná, que a deliberação da distribuição dos dividendos do exercício social de 2025 ocorra de acordo com o prazo previsto na Lei das S.A., ou seja, entre janeiro e abril”, afirma.

Segundo ele, há uma proteção judicial provisória para esse grupo. “Existe uma garantia, de ordem liminar, de que esse contribuinte pode deliberar a distribuição dos dividendos em 2026, até o prazo estabelecido pela legislação societária”, diz.

Sarti ressalta, no entanto, que a decisão pode ser revista. “Trata-se de uma decisão liminar, que pode ser derrubada por uma sentença definitiva. Para quem não tem ação judicial, a recomendação é seguir o prazo fixado pela Receita Federal, de deliberação até 31 de dezembro”, afirma.

A decisão vale até o julgamento final do mandado de segurança e produz efeitos apenas para as empresas abrangidas pela ação movida pela Associação Comercial do Paraná.

IPVA 2026 SP: Sefaz divulga valores venais que servirão de base para cálculo do imposto; confira

15 de Dezembro de 2025, 16:00

A Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) divulgou a tabela de valores venais dos veículos paulistas que servirá de base para o cálculo do IPVA 2026 SP. A publicação foi feita em edição extra do Diário Oficial do Estado e permite que os proprietários consultem os valores diretamente no sistema da Sefaz.

A pesquisa com os valores de mercado — que considera preços praticados no varejo em setembro/outubro de 2025 — foi encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e abrange 13.571 modelos e versões de veículos de todas as categorias. Em média, os valores venais apresentaram valorização de 2,51% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Com a publicação da tabela, os proprietários já podem acessar o Sistema de Veículos (Sivei) no portal da Fazenda para consultar o valor venal dos seus automóveis, caminhonetes, motos, caminhões e demais categorias simplesmente informando a placa do veículo. Em breve, o valor do IPVA já estará disponível para pagamento na rede bancária. 

Como o IPVA 2026 SP será calculado

O valor do IPVA é obtido multiplicando-se o valor venal do veículo pela alíquota correspondente ao tipo de automóvel. No Estado de São Paulo, as alíquotas mantêm-se as mesmas do ano anterior:

  • 4% para automóveis de passeio;
  • 2% para motocicletas, micro-ônibus, ônibus e caminhonetes de cabine simples;
  • 1,5% para caminhões;
  • 1% para veículos de locadoras registrados no estado.

Pagamento e calendário do IPVA 2026

O contribuinte poderá escolher entre:

  • Pagamento à vista em janeiro de 2026 com desconto de 3%;
  • Pagamento à vista em fevereiro sem desconto;
  • Parcelamento sem desconto em até cinco vezes, conforme regras de valor mínimo para cada faixa de débito.

Os vencimentos seguem tabela por final de placa, com prazos definidos entre 12 e 23 de janeiro para a cota única com desconto e sequência de datas para as demais parcelas. Confira o calendário.

O não pagamento do IPVA no prazo pode resultar em multas progressivas, inscrição em dívida ativa e impedimento de licenciamento do veículo, além de outras consequências administrativas previstas na legislação estadual.

Isenções e incentivos ambientais

Em comunicado, a Sefaz-SP destacou que está em votação na Assembleia Legislativa uma medida que isenta do IPVA 2026 todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cc de propriedade de pessoas físicas, beneficiando especialmente milhares de trabalhadores que usam motos no dia a dia.

Além disso, continuam os incentivos para veículos movidos a fontes alternativas e renováveis, como veículos a hidrogênio e híbridos com motor elétrico ou flex movido a etanol — desde que se encaixem nos critérios de valor estabelecidos. Ônibus e caminhões movidos exclusivamente a hidrogênio ou gás natural também seguem contemplados.

IPVA RJ 2026: confira calendário, valores, descontos e formas de pagamento no Rio de Janeiro

12 de Dezembro de 2025, 13:50

O Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou o calendário oficial do IPVA RJ 2026, com datas de pagamento, descontos, opções de parcelamento e formas de quitação do imposto. Proprietários de veículos registrados no estado podem se programar para cumprir essa obrigação anual com segurança e evitando multas.

A seguir, confira como se organizar para aproveitar o desconto de 3% da cota única ou optar pelo parcelamento em três vezes. Vale lembrar que quitar o imposto dentro dos prazos evita juros, multas e problemas no licenciamento obrigatório do veículo.

Calendário do IPVA RJ 2026

O pagamento do IPVA RJ 2026 começa em 21 de janeiro de 2026, com vencimentos escalonados conforme o final da placa do veículo. O imposto pode ser quitado à vista com desconto de 3% ou parcelado em até três vezes iguais, sem abatimento.

Vencimentos da cota única ou 1ª parcela e demais parcelas:

Final da placaCota única / 1ª parcela2ª parcela3ª parcela
021 de janeiro20 de fevereiro23 de março
122 de janeiro23 de fevereiro26 de março
223 de janeiro24 de fevereiro27 de março
326 de janeiro25 de fevereiro30 de março
427 de janeiro26 de fevereiro31 de março
528 de janeiro27 de fevereiro1º de abril
629 de janeiro2 de março6 de abril
730 de janeiro3 de março7 de abril
82 de fevereiro4 de março8 de abril
93 de fevereiro6 de março9 de abril

Desconto e opções de pagamento

  • A cota única com 3% de desconto é válida apenas se paga até a data correspondente à primeira parcela do calendário.
  • Quem não optar pelo pagamento à vista pode parcelar o imposto em três cotas mensais iguais, sem desconto.
  • O Documento de Arrecadação do Estado do Rio de Janeiro (DARJ) deve ser emitido exclusivamente no site oficial da Sefaz-RJ.

Como é calculado o IPVA 2026 no RJ

O valor do imposto é calculado aplicando as alíquotas estabelecidas em lei sobre o valor venal do veículo — com base na tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas):

  • 4% — carros de passeio e utilitários;
  • 3% — utilitários de carga leves (pick-ups e similares);
  • 2% — motocicletas, motonetas, triciclos e veículos similares;
  • 1,5% — veículos com GNV ou híbridos;
  • 0,5% — veículos elétricos.

Essas alíquotas podem variar conforme o tipo de veículo e a legislação estadual específica.

Como pagar o IPVA RJ 2026

Para quitar o imposto, o contribuinte deve:

  • Acessar o site oficial do IPVA 2026 da Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro, no endereço indicado pela secretaria;
  • Selecionar “Emissão DARJ IPVA” e informar o número do Renavam do veículo;
  • Gerar a guia de pagamento (DARJ), que estará disponível nos primeiros dias de janeiro;
  • Quitar o imposto via Pix ou por código de barras nos bancos credenciados (como Bradesco, Itaú, Santander e Sicoob).

Ao pagar via Pix, o contribuinte deve conferir o CNPJ 42.498.675/0001-52 e o nome do favorecido “SEFAZ RJ – SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA DO RJ” antes de confirmar a transação.

Consulta e emissão do DARJ

O site oficial da Sefaz-RJ também permite a consulta de:

  • Débitos anteriores do IPVA;
  • Valor venal atualizado do veículo;
  • Datas de vencimento por placa;
  • Informação de débitos e pendências.

O que é o IPVA?

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo estadual anual cobrado dos proprietários de veículos automotores. Por lei, seu cálculo considera o valor do veículo (valor venal) multiplicado pela alíquota definida pelo estado.

No Rio de Janeiro, assim como em outros estados brasileiros, o IPVA é obrigatório e deve ser quitado dentro dos prazos estabelecidos. A falta de pagamento impede a emissão do licenciamento anual, sujeita o proprietário a multas, juros e penalidades e pode resultar na retenção do veículo em blitz ou abordagens policiais.

Imposto de Renda 2026: ainda dá tempo de garantir desconto com previdência privada

2 de Dezembro de 2025, 18:57
PGBL

Com a proximidade do fim do ano, muitos contribuintes já começam a planejar a declaração do Imposto de Renda 2026. Uma estratégia eficiente — e que ainda pode ser usada até 31 de dezembro de 2025 — é aproveitar o benefício fiscal dos planos de previdência privada do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).

Os aportes feitos até o último dia do ano permitem deduzir até 12% da renda tributável anual de 2025, reduzindo o imposto a pagar ou aumentando a restituição.

Embora a Receita Federal só publique o programa oficial do IR 2026 no início do período de entrega (normalmente entre fevereiro e março), as regras fiscais do PGBL já são conhecidas e podem ser utilizadas com respaldo nas normas vigentes.

Como o PGBL reduz o imposto

O PGBL permite deduzir até 12% da renda tributável anual da base de cálculo do imposto. Isso diminui o montante sobre o qual o IR incide, gerando economia imediata:

  • menor imposto devido, ou
  • restituição maior.

O imposto será cobrado apenas no resgate, calculado sobre o valor total acumulado — contribuições somadas aos rendimentos.

“Renda tributável” é a soma dos rendimentos sujeitos ao Imposto de Renda (como salários, honorários, aluguéis e aposentadorias tributáveis), após a dedução obrigatória do INSS e antes da aplicação de outras deduções facultativas.

O limite de 12% é calculado sobre essa base.

Exemplo

Um contribuinte com renda tributável anual de R$ 100 mil em 2025 que investir R$ 12 mil em PGBL até 31/12 poderá declarar R$ 88 mil como base de cálculo em 2026 — reduzindo diretamente o IR a pagar.

Esse exemplo considera que o contribuinte tem renda tributável anual suficiente e utiliza a declaração completa. Caso existam outras deduções relevantes (saúde, educação, dependentes etc), o limite efetivo pode variar.

Para quem o PGBL é vantajoso

1. Para quem usa a declaração completa

O PGBL é vantajoso para contribuintes que usam o modelo completo da declaração. A dedução de até 12% reduz a base de cálculo do IR e pode resultar em restituição maior. Quem usa a declaração simplificada não pode aproveitar o benefício.

2. Para quem contribui ao INSS ou regime próprio

Quem já paga INSS (ou contribui para um regime próprio de previdência pública) também pode aproveitar o benefício fiscal do PGBL. Funciona assim:

  • Primeiro, as contribuições obrigatórias ao INSS reduzem a sua renda tributável anual;
  • Depois, sobre o valor que restar dessa renda, você ainda pode deduzir até 12% usando aportes em PGBL.

Ou seja: as duas deduções podem funcionar juntas, diminuindo ainda mais a base de cálculo do imposto.

Mas é importante entender que o resultado final não é igual para todos. O ganho depende de fatores como:

  • quanto do seu rendimento é tributável;
  • quanto você paga de INSS;
  • se tem outras deduções (como saúde, dependentes, educação).

Por isso, o efeito não é apenas somar INSS + PGBL. O benefício real muda de pessoa para pessoa, dependendo da renda, do valor pago ao INSS e das demais deduções.

3. Para quem quer planejar a aposentadoria com desconto imediato

O PGBL permite formar patrimônio de longo prazo e, ao mesmo tempo, obter vantagem fiscal todos os anos, desde que os aportes estejam dentro do limite dedutível. Essa combinação de incentivo imediato e construção de reserva torna o PGBL especialmente atraente.

Diferença entre PGBL e VGBL

É importante entender que o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não permite dedução das contribuições na declaração do IR. Esse plano é mais indicado para quem faz a declaração simplificada ou para quem não tem renda tributável anual suficiente para aproveitar o benefício do PGBL. No VGBL, o imposto incide sobre os rendimentos no momento do resgate, o que pode ser vantajoso para perfis diferentes.

  • PGBL: permite dedução na base de cálculo do IR; imposto no resgate incide sobre o valor total acumulado.
  • VGBL: não permite dedução; indicado para declaração simplificada ou para quem quer diversificação. No resgate, o imposto incide apenas sobre os rendimentos.

Em resumo: PGBL reduz o IR agora; VGBL reduz no resgate (pois tributa só rendimentos).

Como declarar o PGBL no Imposto de Renda 2026?

Na declaração referente ao ano-calendário de 2025 (entregue em 2026), o contribuinte deve informar as contribuições ao PGBL na ficha ‘Pagamentos Efetuados’, utilizando o código 36 – Previdência Complementar (inclusive FAPI).

Nessa ficha, o contribuinte deverá informar:

  • o CNPJ da entidade responsável pelo plano;
  • o valor total das contribuições feitas em 2025, conforme o informe de rendimentos fornecido pela seguradora;
  • apenas os aportes, e não os rendimentos acumulados no investimento.

Como o programa do IR 2026 ainda não foi disponibilizado pela Receita Federal, a interface pode mudar. Ainda assim, esse é o procedimento adotado pela Receita em todos os anos recentes, e não há indicação de que será alterado.

Eventuais mudanças só serão confirmadas quando o programa oficial for divulgado.

Atenção aos prazos e documentos

  • Aporte: para garantir a dedução no IR 2026, as contribuições devem ser feitas até 31 de dezembro de 2025.
  • Informe de rendimentos: a instituição financeira deve disponibilizá-lo até o fim de fevereiro de 2026.
  • VGBL: deve ser informado em “Bens e Direitos” com o saldo em 31/12, pois não dá direito à dedução.
  • Comprovantes: guarde extratos e recibos, pois a Receita pode solicitá-los.

As regras de dedução e de tributação seguem a legislação atual, mas podem sofrer alterações por lei ou norma complementar até a entrega da declaração.

Como trabalhador PJ pode se organizar para reservar o dinheiro do 13º salário e do FGTS

27 de Novembro de 2025, 16:43

Com o avanço do trabalho por projeto, consultorias e contratações por CNPJ, o número de profissionais atuando como pessoa jurídica cresceu nos últimos anos. Mas, junto com a flexibilidade, veio também um desafio: o trabalhador PJ não recebe 13º salário, FGTS, férias remuneradas nem outras proteções garantidas pela CLT.

Sem esses benefícios, a organização financeira passa a ser essencial para manter estabilidade ao longo do ano, especialmente em períodos de menor demanda ou no fim do ano, quando muitos profissionais enfrentam queda na renda.

A seguir, saiba como o PJ pode se planejar melhor.

Trabalhador PJ: criando o próprio 13º salário

Enquanto o trabalhador CLT recebe o 13º de forma automática, o PJ precisa construir esse benefício ao longo do ano. Muitos profissionais negligenciam esse ponto porque misturam a lógica pessoal com a empresarial.

“Essa confusão se dá porque veem a empresa como uma extensão deles mesmos. Sem separar contas, acabam gastando mais do que deveriam, perdem a noção dos custos reais do negócio, têm dificuldade para pagar impostos e deixam de formar reservas. Isso compromete o fluxo de caixa e gera instabilidade financeira”, afirma o contador Erick Nuñez, CEO do Hashtag Group e sócio do Equity Fund. 

Para criar o equivalente ao 13º, Erick recomenda separar mensalmente uma fatia do próprio pró-labore, remuneração mensal que os sócios de uma empresa recebem pelo trabalho que realizam nela, semelhante ao salário de um funcionário.

“O ideal é separar de 8% a 10% do pró-labore todos os meses, o que garante um salário completo ao fim do ano. Para manter a disciplina, o melhor é automatizar esse processo: programar transferências mensais para uma conta separada evita esquecimentos e impede o uso indevido desse dinheiro”, diz ele.

Um ‘FGTS próprio’ para segurança financeira

Sem FGTS e sem garantia trabalhista, o PJ também precisa criar sua própria reserva de proteção. Erick explica que a melhor abordagem é começar pequeno e manter consistência.

“O primeiro passo é começar com pouco, mas começar: reserve um percentual fixo da receita, mesmo que seja 5% ou 8%. Usar os 8% do FGTS como referência é uma boa base inicial, pois cria a mesma lógica de proteção do CLT. Com o tempo, o percentual pode ser ajustado conforme a renda e a estabilidade do negócio”, destaca ele.

Essa reserva deve ser usada apenas em emergências reais ou quedas bruscas de faturamento — e jamais misturada com a conta operacional da empresa.

Separar finanças pessoais e do negócio é indispensável

Outro problema recorrente entre profissionais PJ é tratar a conta da empresa como a conta pessoal. Quando isso acontece, fica impossível saber se o negócio é de fato lucrativo — e reservas nunca se formam.

Nuñez reforça que separar contas é o primeiro passo para qualquer planejamento: o CNPJ precisa ter sua própria conta bancária, fluxo de caixa e controle de despesas. O pró-labore deve ser fixo e previsível, como um salário.

Como enfrentar meses de baixa sem recorrer a crédito caro

Profissionais PJ, especialmente freelancers e consultores, enfrentam sazonalidade ao longo do ano. Por isso, a reserva de emergência é a base da saúde financeira.

“A melhor forma de enfrentar meses fracos é construir uma reserva emergencial equivalente a três a seis meses de pró-labore. Para quem tem renda muito variável, chegar a nove meses pode ser ainda mais seguro. Esse colchão evita empréstimos caros e garante fôlego financeiro em períodos de queda no faturamento”, ressalta Nuñez.

Onde guardar o dinheiro: investimentos para cada tipo de reserva

Uma das dúvidas mais comuns é onde deixar o dinheiro reservado para objetivos como 13º, férias, FGTS próprio e emergência. Liquidez, segurança e simplicidade são essenciais.

“As aplicações de alta liquidez e baixo risco, como Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e contas remuneradas atreladas ao CDI, são boas opções. Para objetivos de médio prazo, como férias, é possível usar renda fixa com vencimentos programados. O mais importante é manter esse dinheiro separado da conta operacional do CNPJ para evitar uso indevido”, diz Nuñez.

Segundo o especialista, a escolha dos produtos deve considerar o prazo de uso, o risco e a facilidade de resgate.

Planejar é o que permite ao trabalhador PJ ter segurança e liberdade

No fim das contas, a vida financeira do PJ precisa de método e constância. Criar reservas, manter contas separadas e escolher investimentos adequados transforma a forma como o profissional encara sua carreira.

Com organização, o trabalhador PJ consegue reproduzir — e até superar — os benefícios de um contrato CLT, conquistando estabilidade financeira, previsibilidade e liberdade para tomar decisões de longo prazo.

Nova regra do FGTS: uso para imóveis de até R$ 2,25 milhões é liberado; veja o que muda

27 de Novembro de 2025, 12:40

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a liberação do uso do fundo para compra de imóveis de até R$ 2,25 milhões, corrigindo uma distorção que impedia parte dos compradores de acessar o benefício. A medida vale tanto para contratos antigos quanto para recentes. A seguir, veja o que muda com a nova regra do FGTS.

A mudança acompanha o reajuste feito anteriormente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que elevou o teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), modelo de financiamento que permite o uso do FGTS, de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Na prática, o FGTS passa a acompanhar o mesmo teto do SFH para todas as operações.

Nova regra do FGTS: quem será beneficiado

A ampliação beneficia especialmente:

  • famílias de renda média e média-alta nas grandes capitais, onde imóveis acima de R$ 1,5 milhão são comuns;
  • quem comprou imóveis recentemente, dentro do novo teto, mas estava impedido de usar o FGTS;
  • mutuários que desejam reduzir a entrada, quitar parte do financiamento ou diminuir o valor das parcelas;
  • o mercado imobiliário, que deve registrar maior movimentação no FGTS, estimada em cerca de 1%, segundo o Conselho.

Regras que continuam valendo

Apesar das mudanças com a nova regra do FGTS, permanecem as exigências tradicionais:

  • o comprador precisa ter pelo menos três anos de trabalho com recolhimento ao FGTS (não precisam ser consecutivos);
  • o imóvel deve ser urbano e para uso próprio (moradia);
  • não é permitido ter outro imóvel residencial na mesma cidade onde a pessoa vive ou trabalha;
  • não pode haver outro financiamento ativo pelo SFH;
  • só é possível usar o FGTS novamente três anos após a última utilização;
  • o financiamento pode cobrir até 80% do valor do imóvel, conforme regra recente do CMN.

Por que a mudança era necessária

O aumento do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) — de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões — criou um problema: as regras do FGTS não foram atualizadas simultaneamente. Isso deixou muitos compradores em uma situação injusta.

Imagine duas pessoas comprando o mesmo imóvel, pelo mesmo valor, nas mesmas condições. Mesmo assim, até agora elas eram tratadas de formas diferentes.

Isso acontecia porque:

  • antes de 2021, o limite de valor do imóvel para usar o FGTS no SFH era R$ 1,5 milhão e valia para todo o Brasil;
  • em 2021, o CMN elevou o teto do SFH para até R$ 1,7 milhão em regiões específicas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal — mas esse valor regional não foi incorporado às regras do FGTS.

O resultado foi um descompasso:

  • contratos assinados antes de 2021 — dentro do teto nacional de R$ 1,5 milhão — permitiam o uso do FGTS;
  • contratos assinados depois de 2021, mesmo respeitando o novo limite regional de R$ 1,7 milhão, não podiam usar o FGTS, porque o fundo não havia atualizado suas normas.

Ou seja, mesmo que o imóvel estivesse dentro do valor permitido após 2021, o FGTS não reconhecia o teto maior. Isso criou a situação em que duas pessoas, comprando o mesmo imóvel, por valores dentro das regras do SFH, tinham direitos diferentes só porque assinaram em anos distintos.

Segurança jurídica

Em resumo, a nova regra do FGTS elimina essa distorção e unifica os limites para todos: qualquer trabalhador pode usar o fundo para imóveis de até R$ 2,25 milhões, independentemente da data do contrato. De acordo com especialistas, isso traz mais segurança jurídica, reduz interpretações diferentes e padroniza o tratamento entre consumidores, bancos e incorporadoras.

A expectativa é que a nova regra do FGTS aqueça o setor imobiliário, especialmente em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, onde imóveis mais caros são comuns e o uso do FGTS pode facilitar a entrada e as condições de pagamento.

Perguntas e respostas sobre a nova regra do FGTS

A seguir, confira as principais dúvidas sobre a nova regra do FGTS.

Qual é o novo limite de valor para usar o FGTS?

R$ 2,25 milhões, mesmo limite do SFH.

    A mudança vale para contratos antigos e novos?

    Sim. A regra agora é igual para todos.

      Posso usar o FGTS para amortizar, quitar ou reduzir parcelas?

      Sim. Continua possível usar o FGTS para entrada, amortização, quitação ou redução de até 80% das parcelas em 12 meses.

        Ainda preciso ter três anos de contribuição ao FGTS?

        Sim. Essa exigência não foi alterada.

          Posso usar o FGTS mesmo tendo outro imóvel?

          Não, se o outro imóvel estiver na mesma cidade onde você mora ou trabalha.

            A nova regra do FGTS já estão valendo?

            A medida entra em vigor após a publicação da resolução do Conselho Curador do FGTS, que formaliza a decisão aprovada.

            A mudança traz risco ao fundo?

            Segundo o Conselho, o aumento de movimentação previsto é pequeno, cerca de 1%.

              O financiamento continua com entrada menor?

              Sim. O SFH agora permite financiar até 80% do valor do imóvel.

                Liquidação de banco: o que significa e como afeta os clientes

                18 de Novembro de 2025, 13:37

                A liquidação extrajudicial é o mecanismo regulatório que interrompe o funcionamento de uma instituição financeira e determina sua retirada do Sistema Financeiro Nacional. Nesse regime, o Banco Central nomeia um liquidante responsável por administrar os ativos e passivos da instituição, verificar créditos e conduzir o pagamento aos credores conforme previsto na Lei nº 6.024/1974.

                O tema ganhou evidência em 2025 com a liquidação do Banco Master, após tentativas frustradas de venda de ativos e negociações com possíveis compradores. Com a decretação do regime pelo BC, foi nomeado um liquidante e passaram a valer, na prática, todos os procedimentos legais previstos para esse tipo de intervenção, incluindo a verificação de créditos, a administração dos ativos e a proteção dos credores cobertos pelo FGC.

                Como funciona a liquidação de banco, em linhas práticas:

                • Decretação e nomeação do liquidante: o Banco Central declara a liquidação extrajudicial e indica quem será o liquidante, que passa a administrar a massa do banco (apuração de ativos, verificação de créditos, vendas e pagamentos). A atuação do liquidante é fiscalizada pelo BC.
                • Paralisação das operações rotineiras: abertura de contas, captações novas e concessões de crédito são interrompidas; operações em andamento são tratadas pelo liquidante.
                • Levantamento e venda de ativos: o liquidante converte ativos em caixa; ativos de difícil liquidez podem sofrer deságio, reduzindo os recursos para pagamento de credores.
                • Habilitação de credores e ordem de pagamento: credores são registrados e pagos conforme a ordem legal (custos do processo, créditos trabalhistas, garantidos pelo FGC, demais credores etc.).

                Papel do FGC:

                O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) atua como mecanismo de proteção para depositantes e investidores em certas modalidades (conta-corrente, poupança, CDB/RDB, LCI/LCA, letras de câmbio, entre outros) e é acionado após a liquidação/intervenção para pagar os valores cobertos.

                O fundo cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição emissora dos títulos, com um limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Isso significa que o critério de cobertura é o emissor do título — e não apenas o banco ou a corretora onde o investimento foi feito. Isso quer dizer que se você tiver aplicado R$ 300 mil em dois CDBs de um banco liquidado, cada um adquirido numa corretora, o valor coberto pelo FGC será de R$ 250 mil. Os R$ 50 mil excedentes estarão desprotegidos.

                Passo a passo – o que fazer agora após liquidação de banco:

                • Reunir comprovantes (extratos, contratos, comprovantes de titularidade).
                • Aguardar e seguir as instruções oficiais do Banco Central, do FGC e do liquidante (sites e comunicados oficiais). 
                • Não fornecer dados a canais não oficiais; o FGC não cobra taxa para pagamento. 
                • Procurar orientação jurídica/contábil se houver valores elevados ou dúvidas sobre titularidade.

                O processo tem amparo legal e fluxos operacionais claros (Lei 6.024/1974, normas do BC e do FGC). A principal proteção concreta ao cliente é a garantia do FGC para produtos elegíveis até R$ 250 mil (com regras adicionais de teto agregado), enquanto valores fora dessa cobertura correm riscos que dependem da eficiência do liquidante em recuperar ativos.

                Perguntas e respostas:

                O que é a liquidação extrajudicial de um banco?

                É o regime legal que interrompe o funcionamento da instituição e promove sua retirada do sistema, com nomeação de um liquidante para administrar ativos/passivos (previsto na Lei nº 6.024/1974 e operacionalizado pelo Banco Central). 

                Por que um banco é liquidado?

                Quando há risco econômico-financeiro grave, insolvência, irregularidades graves ou situações que coloquem em risco depositantes e o sistema, segundo as hipóteses previstas na lei e nos regulamentos do BC. 

                O que muda imediatamente para clientes?

                As operações rotineiras são paralisadas; o liquidante assume a administração e organiza a verificação de créditos. Saques e transferências podem ser temporariamente limitados enquanto o processo se organiza. 

                O que o FGC garante?

                O FGC garante depósitos e outros produtos elegíveis (CDB/RDB, depósitos a prazo, conta-corrente, poupança, LCI/LCA, letras de câmbio etc.) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição emissora; há limite agregado de R$ 1 milhão por CPF/CNPJ a cada 4 anos para pagamentos do fundo. 

                Quanto tempo leva para cobrar a garantia do FGC?

                O liquidante envia a lista de credores ao FGC; o processo operacional de validação e pagamento pode levar dias a semanas, dependendo da complexidade. Em casos recentes, prazos operacionais médios giraram em torno de semanas (cerca de 30 dias úteis em exemplos práticos). 

                E investimentos que não têm cobertura do FGC?

                Entram no rol de credores comuns do processo de liquidação; a recuperação dependerá do resultado das vendas de ativos e da ordem de prioridade. A recuperação pode ser parcial e demorada. 

                As dívidas do cliente com o banco continuam valendo?

                Sim. Obrigações contratuais do cliente (empréstimos, financiamentos) permanecem; o liquidante ou eventual comprador/administração futura definirá o tratamento, conforme a ordem jurídica aplicável. 

                O que devo fazer agora?

                Reunir documentação, acompanhar comunicados do BC/FGC/liquidante, preencher eventuais formulários oficiais do FGC quando solicitados e não compartilhar dados com não oficiais.

                Fontes: Banco Central, FGC e Lei 6.024/1974

                Como ficará a nova tabela do Imposto de Renda com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil; confira economia anual estimada

                5 de Novembro de 2025, 19:04

                O Senado aprovou nesta quarta‑feira (5) o Projeto de Lei 1087/2025, que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para contribuintes com rendimento mensal de até R$ 5 mil. O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

                Caso sancionado, passará a valer a partir dos rendimentos de 2026, beneficiando milhões de brasileiros nessa faixa de renda.

                A proposta também estabelece descontos graduais para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350. A medida não terá prazo limitado para a faixa de isenção, mas prevê compensações para contribuintes de alta renda, como forma de equilibrar a renúncia fiscal.

                Nova tabela do Imposto de Renda: isenção e descontos

                Com a aprovação, a tabela do IR será ajustada para incluir descontos graduais para quem ganha acima de R$ 5 mil e até R$ 7.350. Acima deste valor, retorna ao modelo atual.

                Faixa de rendimento mensalDesconto do IREconomia anual estimada
                Até R$ 5.000Isenção totalR$ 4.356,89
                Até R$ 5.500Desconto de 75%R$ 3.367,68
                Até R$ 6.000Desconto de 50%R$ 2.378,47
                Até R$ 6.500Desconto de 25%R$ 1.389,26
                Até R$ 7.350Desconto de 10%R$ 978,62
                Acima de R$ 7.350Sem desconto

                Após ser sancionada por Lula, a nova regra entrará em vigor em 2026, aplicando-se aos rendimentos auferidos nesse ano. Isso significa que a declaração de ajuste anual refletirá a mudança apenas em 2027.

                Impactos da aprovação

                Segundo dados do governo, cerca de 26,6 milhões de contribuintes serão beneficiados pela isenção de IR a quem ganha até R$ 5 mil por mês. Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.

                O que muda na prática

                • Contribuintes com rendimento até R$ 5 mil mensais ficarão isentos do IR, a partir de 2026.
                • Quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais terá descontos graduais conforme a faixa.
                • A declaração anual do IRPF de 2027 refletirá essas regras, após a sanção do projeto.
                • Medidas compensatórias para alta renda estão previstas para equilibrar a renúncia fiscal.

                Alta renda

                A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida ainda a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

                Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, a Câmara instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento; remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administram benefícios previdenciários.

                A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para Estados e municípios e o Distrito Federal.

                O que é o FGC e como ele funciona: cobertura, limites e como acionar a garantia

                29 de Outubro de 2025, 18:14

                O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tem como uma de suas principais funções proteger o investidor, garantindo o ressarcimento de depósitos e aplicações de renda fixa emitida pelos bancos, como CDBs, LCIs e LCAs, quando ocorre liquidação ou falência da instituição financeira.

                Para acionar o FGC, os clientes afetados precisam formalizar um pedido de ressarcimento dos valores pelo aplicativo do fundo, canal em que podem acompanhar de forma transparente todo o andamento do processo. Os pagamentos são efetuados rapidamente, por meio de crédito em conta corrente, saques presenciais ou transferências, sempre sem custos adicionais para o cliente.

                A seguir, entenda o que é e como acionar o FGC.

                O que é o FGC e como ele funciona?

                O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada sem fins lucrativos que protege investidores e correntistas caso um banco ou instituição financeira venha a quebrar ou sofrer liquidação. Ele funciona como uma espécie de “garantia” para quem mantém dinheiro em produtos financeiros emitidos pelos bancos.

                Na prática, se a instituição associada ao FGC não tiver mais condições de devolver o dinheiro aos clientes, o fundo faz o reembolso até o limite definido pelas regras atuais. Isso dá segurança ao sistema financeiro e evita que a perda seja total para o investidor.

                Como receber do FGC?

                O pagamento do FGC não é automático: quando uma instituição financeira é liquidada, o fundo divulga em seu site um link específico para que os clientes façam o cadastro com CPF, e-mail e conta bancária — o sistema cruza os dados e, após a confirmação, o depósito é feito via TED ou PIX.

                O processo costuma ser simples e rápido: em geral, o dinheiro cai em até 15 dias úteis após o início dos pagamentos.

                Passo a passo simplificado

                • O FGC anuncia o início do ressarcimento no seu site oficial.
                • O investidor faz o cadastro para confirmar identidade e dados bancários.
                • Após a análise, o valor é depositado na conta indicada.

                O pagamento costuma ser relativamente rápido quando comparado a processos judiciais tradicionais.

                Quem financia o FGC?

                O FGC não é custeado pelos clientes. São as próprias instituições financeiras participantes que contribuem mensalmente com um percentual sobre os depósitos garantidos. Ou seja: o investidor não paga nada extra por essa proteção.

                Quais investimentos o FGC cobre?

                A garantia vale para produtos bancários emitidos por instituições associadas ao fundo. Entre os principais estão:

                • Conta corrente e depósitos à vista
                • Poupança
                • CDB (Certificado de Depósito Bancário)
                • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
                • LCI (Letra de Crédito do Agronegócio)
                • Letra de câmbio
                • RDB (Recibo de Depósito Bancário)

                Todos esses produtos estão protegidos somente quando a instituição é participante do FGC. Confira aqui a lista dos associados.

                O que o FGC não cobre?

                O FGC não cobre investimentos que não sejam depósitos bancários. Isso inclui:

                • Fundos de investimento (FIIs, fundos multimercado, fundos de ações etc)
                • Debêntures
                • Ações
                • Criptomoedas
                • Produtos de previdência privada (PGBL e VGBL)
                • Tesouro Direto
                • CRI/CRA

                Mesmo sendo considerados seguros, esses produtos não estão sob a responsabilidade do FGC porque têm outras estruturas jurídicas e garantias próprias.

                Qual é o limite de cobertura do FGC?

                A cobertura oferecida pelo fundo assegura a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira, com um limite total de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

                Exemplo prático:

                Se o investidor tem R$ 240 mil em um banco A e R$ 240 mil em um banco B, ambos cobertos, e os dois entrarem em liquidação, o FGC paga os dois sem conflito porque são instituições diferentes.

                Se tiver R$ 400 mil no mesmo banco, apenas R$ 250 mil são ressarcidos.

                Quando o FGC é acionado?

                O FGC não é acionado em qualquer atraso de pagamento ou oscilação operacional. Ele só atua em três situações formalmente decretadas pelo Banco Central.

                Situação O que significa
                IntervençãoGestão do banco é tomada pelo BC para evitar colapso.
                Liquidação extrajudicialEncerramento forçado das atividades e início do processo de ressarcimento.
                Falência Situação mais extrema, com dissolução judicial.

                Somente após uma dessas decisões oficiais é que o FGC começa o processo de pagamento aos investidores e depositantes.

                Exemplos de acionamento do FGC

                Criado em 1995 como parte da proteção ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), o FGC, que acumula cerca de R$ 150 bilhões em patrimônio, foi acionado mais de 30 vezes, sendo a mais recente em fevereiro de 2023, com a quebra da BRK Financeira e da Portocred, quando o fundo desembolsou cerca de R$ 2,2 bilhões para quase 60 mil credores, em um dos maiores processos de pagamento já realizados em sua história.

                A seguir, confira mais dois casos em que o FGC foi acionado:

                Banco Neon (2018)

                Em 2018, o Banco Central decretou liquidação extrajudicial do Banco Neon S.A. A operação do app Neon tinha lastro em outra instituição (Banco Votorantim), mas a conta de depósitos sob a razão social do Banco Neon precisou de cobertura.

                • O FGC atuou rapidamente;
                • O ressarcimento ocorreu via sistema digital;
                • A operação preservou o acesso aos clientes dentro do limite garantido.

                Banco Azteca (2016)

                O Banco Azteca, de origem mexicana, sofreu liquidação extrajudicial no Brasil. Na época, vários clientes tinham CDBs. O FGC entrou em ação para pagar os valores até o limite vigente, e os investidores não perderam dinheiro (dentro do teto da garantia).

                Principais dúvidas sobre o FGC

                O FGC garante Tesouro Direto?

                Não. O Tesouro Direto já é garantido pelo Tesouro Nacional, que tem risco soberano.

                O FGC protege contas digitais?

                Sim, desde que a instituição emissora seja um banco autorizado pelo Banco Central e participante do FGC.

                Existe cobertura para conta conjunta?

                Sim. A cobertura é multiplicada de acordo com o número de titulares (ex.: duas pessoas = até R$ 500 mil no total).

                Preciso contratar o FGC?

                Não. A proteção é automática.

                O FGC cobre bancos de investimento?

                Sim, desde que o depósito ou título esteja entre os produtos elegíveis.

                Quem paga o FGC?

                As próprias instituições financeiras contribuem mensalmente para o fundo, não o investidor.

                FGC e FGCoop são a mesma coisa?

                Não. O FGCoop protege cooperativas de crédito. Já o FGC cobre bancos, financeiras e algumas instituições de pagamento.

                O FGC é ilimitado?

                Não. Há teto de R$ 250 mil por instituição e R$ 1 milhão renovável a cada 4 anos.

                Se o banco atrasar pagamento já aciona o FGC?

                Não. Só em liquidação, intervenção ou falência formal.

                IPTU 2026 em São Paulo mais caro: Câmara aprova nova PGV com aumento limitado a 10% ao ano

                29 de Outubro de 2025, 19:33

                A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segundo turno, nesta quarta-feira (29), o projeto de lei que atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV), base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), e define como serão os reajustes do imposto a partir de 2026. A proposta, que agora segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes, estabelece um limite anual de aumento de 10% tanto para imóveis residenciais quanto para comerciais.

                A revisão da PGV ocorre periodicamente para recalibrar o valor venal dos imóveis de acordo com a valorização do mercado imobiliário. A Prefeitura vinha indicando que, em média, os imóveis da capital tiveram valorização próxima de 15% desde a última atualização, mas em bairros como Jardins, Itaim Bibi, Vila Nova Conceição, Higienópolis e eixos comerciais como a região da Faria Lima, a valorização foi significativamente maior.

                Na prática, mesmo que o valor venal do imóvel tenha subido mais do que isso, o impacto no carnê de 2026 ficará limitado ao teto de 10% e poderá ser diluído gradualmente nos anos seguintes.

                Mudança na proposta

                Uma das principais mudanças inseridas pelo Legislativo foi a unificação do limite de reajuste: o texto inicial previa alta máxima de 10% para residenciais e 15% para comerciais, mas uma emenda aprovada igualou o teto em 10% para ambos. A medida foi articulada para reduzir o impacto do imposto especialmente sobre pequenos e médios negócios, afetados pela alta de custos e aluguel nas regiões mais valorizadas.

                O projeto também amplia o número de imóveis isentos do IPTU ao elevar de R$ 120 mil para R$ 150 mil o limite de valor venal para isenção de residências. Além disso, imóveis localizados em áreas enquadradas como ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social), inclusive nas ZEIS 3 e 5, normalmente voltadas à moradia de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, também passam a ser contemplados.

                IPTU mais caro em 2026

                Para os contribuintes, os efeitos práticos começam no carnê de 2026. Quem possui imóvel com forte valorização pode ver um impacto gradual ano a ano até que o imposto reflita integralmente o novo valor venal. Já proprietários de imóveis em regiões menos valorizadas ou com baixo valor venal podem ter reajustes menores ou até manutenção da carga tributária, dependendo da avaliação cadastral.

                A Prefeitura também deverá disponibilizar um simulador para cálculo individualizado após a sanção da lei, permitindo ao contribuinte estimar o reajuste no seu imóvel específico. Com a sanção, a atualização da PGV passa a valer oficialmente e redefine a política de cobrança do IPTU na maior cidade do país.

                Como o aumento acontece na prática

                A conta funciona em três passos:

                EtapaImpacto
                Valor venal sobeimóvel “fica mais caro no papel”
                Base de cálculo aumentaIPTU tende a subir
                Teto limita o impacto no carnêreajuste máximo de 10%


                O que é IPTU e como funciona?

                O IPTU é o Imposto Predial e Territorial Urbano. Ele um tributo que incide sobre cada uma das propriedades imobiliárias urbanas, sendo para todos os tipos de imóveis em uma região urbanizada, como residências, prédios comerciais, apartamentos, salas comerciais etc.

                Por que tem que pagar o IPTU?

                A cobrança acontece de forma anual pela Prefeitura de cada cidade, que determina os critérios.

                O valor arrecadado com essa cobrança vai para o cofre do município, que utiliza para melhorias e despesas da cidade. Fica na responsabilidade da Prefeitura escolher onde e de qual maneira utilizará o valor desta arrecadação, podendo ser com educação, segurança, saúde, infraestrutura etc.

                Quem tem que pagar o IPTU?

                De acordo com o Código Tributário Nacional, o contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, podendo ser pessoa física ou jurídica.

                Desta forma, quem tem imóvel em área urbana precisa fazer o pagamento do tributo e ele incide sobre cada propriedade, ou seja, se uma pessoa tem cinco imóveis no seu nome, ela terá que pagar o IPTU de cada um deles.

                Por que assistir a ‘O Agente Secreto’, a aposta brasileira para o Oscar

                24 de Outubro de 2025, 17:19

                O filme “O Agente Secreto”, novo longa de Kleber Mendonça Filho, chega aos cinemas em 6 de novembro na esteira do sucesso nacional e internacional de “Ainda Estou Aqui”. Assim como o filme de Walter Salles, aplaudido em festivais e celebrado pela crítica, a obra de Mendonça, que pode representar o país no Oscar, combina reconhecimento artístico com alta repercussão internacional.

                O longa saiu do Festival de Cannes com três prêmios importantes: Melhor Diretor, Melhor Ator (Wagner Moura) e o Prêmio da Crítica Internacional (FIPRESCI). Esse tipo de chancela serve como um selo de confiança para o mercado global, elevando o valor de venda internacional, acelerando negociações e ampliando a visibilidade junto às principais distribuidoras internacionais. Na prática, cada prêmio é convertido em aumento de alcance e potencial de receita.

                Sobre a produção cinematográfica brasileira, Mendonça Filho afirmou recentemente, em entrevista à Veja, que “proteger a cultura é estratégico”, defendendo a importância de políticas públicas para fortalecer a cultura cinematográfica nacional.

                O cineasta ressaltou ainda que temos “problemas crônicos de distribuição, falta de salas e necessidade urgente de formação de público”. “Precisamos de políticas públicas como as que existem na França, que são essenciais para fortalecer a cultura cinematográfica nacional”, disse ele.

                Orçamento e coprodução internacional

                O orçamento de “O Agente Secreto” gira em torno de R$ 27 milhões, somando capital privado e recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Esse tipo de coprodução, envolvendo também França, Alemanha e Holanda, aumenta o grau de competitividade nos festivais internacionais e melhora a entrada do Brasil no mercado europeu, onde a presença latino-americana ainda é limitada.

                Antes mesmo da estreia no Brasil, “O Agente Secreto” já havia fechado acordos de distribuição com a Neon, nos Estados Unidos, e com a MUBI, na América Latina (exceto Brasil), Reino Unido e Índia. Ao todo, já são mais de 90 países confirmados ou em negociação avançada.

                Mendonça Filho opera na mesma lógica bem-sucedida de “Aquarius” e “Bacurau”, mas em um patamar de escala maior. “O Agente Secreto” se beneficia de um cenário internacional mais receptivo ao Brasil e de uma plataforma de distribuição mais ampla.

                História do filme

                Para o público, a motivação é diferente: trata-se de uma história que resgata passagens do Brasil recente com tensão, ritmo e linguagem contemporânea, sem abrir mão da dimensão simbólica. No centro da narrativa do longa está a trajetória de um agente do governo envolvido em operações secretas em meio a tensões políticas e sociais no Recife contemporâneo.

                O filme acompanha a luta desse personagem entre lealdade, ética e sobrevivência, enquanto eventos do passado influenciam decisões do presente. Com ritmo de thriller e elementos de drama social, “O Agente Secreto” explora a complexidade das estruturas de poder no Brasil, revelando dilemas pessoais e coletivos.

                Oscar

                A possível indicação ao Oscar traz ainda mais visibilidade à produção. Mesmo que o filme ainda esteja na etapa anterior à shortlist, lista em que são definidos os filmes que vão disputar a estatueta no dia 15 de março de 2026, o simples fato de circular como candidato já aumenta o valor negociado nos contratos de exibição, principalmente no mercado norte-americano.

                “O Agente Secreto” foi escolhido como o representante brasileiro ao Oscar no mês passado, mas isso não significa que a obra já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como seu representante para a disputa. A partir dessas indicações, o Oscar faz uma seleção das películas que, de fato, vão concorrer ao prêmio mais famoso do cinema mundial.

                Os outros filmes que estavam na lista dos pré-selecionados eram “Baby”, de Marcelo Caetano; “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal; “Manas”, de Marianna Brennand; “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi.

                No início deste ano, o Brasil conquistou seu primeiro Oscar, com o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, na categoria de Melhor Filme Internacional.

                Estreia de “O Agente Secreto” no Brasil

                Título: O Agente Secreto
                Direção: Kleber Mendonça Filho
                Protagonista: Wagner Moura
                Estreia nos cinemas brasileiros: 6 de novembro de 2025
                Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes
                Distribuição internacional: Neon (EUA) / MUBI (América Latina, Reino Unido, Índia e demais territórios)
                Classificação indicativa: 14 anos

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                Do Labubu ao Pikachu: como brinquedos viraram artigos de luxo

                18 de Outubro de 2025, 10:00

                O luxo segue fundamentado na ideia de exclusividade, mas a forma como esse conceito se expressa vem ganhando novos contornos. Hoje, além da raridade e do prestígio tradicionais, as grifes incorporam outros caminhos para criar desejo: conexões emocionais, nostalgia e referências da cultura pop. A sensação de pertencimento e a identificação afetiva tornaram-se parte dessa equação.

                É nesse cenário que surgem colaborações com personagens como Labubu, Pikachu, Snoopy e Sailor Moon. Longe de substituir a exclusividade, essas parcerias a ampliam, unindo escassez de produto ao valor simbólico. O resultado são lançamentos que geram filas digitais, viralizam no TikTok e chegam a cifras expressivas em leilões — alguns bonecos Labubu já alcançaram mais de US$ 31 mil.

                “Sentir profundamente está se tornando uma forma de luxo. Sentir-se bem, em vez de apenas ter uma boa aparência, é uma aspiração”, declarou à Forbes Alex Hawkins, diretor de Prospecção Estratégica do Future Laboratory, uma consultoria britânica especializada em antecipar tendências de consumo, inovação e comportamento para empresas de diversos setores.

                Segundo Hawkins, “cada vez mais marcas estão integrando experiências diversificadas em seus produtos e serviços, focando na ‘ciência por trás da sensação de admiração’, aquela emoção que sentimos ao nos deparar com algo maior do que nós mesmos”.

                O fenômeno Labubu e a ascensão da Pop Mart

                Criado pelo artista Kasing Lung, o boneco Labubu começou como parte da série The Monsters e rapidamente se transformou em símbolo de desejo global. Por trás do hype está a chinesa Pop Mart, que viu sua receita disparar com a febre dos colecionáveis.

                Em agosto de 2025, o CEO da Pop Mart, Wang Ning, afirmou à Reuters que a empresa pode alcançar 30 bilhões de yuans (cerca de R$ 22,5 bilhões) em receita ainda este ano. “A demanda internacional está crescendo mais rápido do que esperávamos e hoje os mercados fora da China já rivalizam com o nosso público doméstico”, disse o executivo.

                Wang explicou que a estratégia vai além da venda de bonecos em “blind box”, modelo de surpresa que cria escassez e expectativa. A empresa busca expandir sua presença global com lojas físicas, acessórios e experiências imersivas, reforçando o valor da marca e consolidando o ecossistema de Labubu.

                Modelo Disney

                A comparação com gigantes do entretenimento não é por acaso. Si De, diretor-executivo e co-COO da Pop Mart, afirmou, em entrevista à Reuters, que a empresa se inspirou na Disney por muito tempo. “O grande valor está em operar propriedade intelectual no longo prazo, por até 100 anos”, declarou ele.

                Si De acrescentou que a empresa busca transformar Labubu em um universo completo, com conteúdo, colaborações de qualidade e novos formatos: “Não se trata apenas de lançar um personagem de sucesso imediato, mas de investir em um ecossistema de marca.”

                O luxo encontra o pop

                A estratégia não se limita à Pop Mart. Outras grifes vêm experimentando colaborações que unem tradição e cultura pop. A Omega, tradicional relojoaria suíça, lançou edições especiais do icônico Speedmaster em homenagem ao Snoopy, personagem associado à NASA e à corrida espacial. Os modelos esgotaram rapidamente e hoje são disputados em leilões e revendas por valores que ultrapassam várias vezes o preço original.

                Seguindo a mesma tendência, a Tiffany & Co. surpreendeu ao firmar parceria com o universo Pokémon, lançando joias exclusivas inspiradas em Pikachu. A coleção, que incluiu pingentes e colares em ouro e prata, foi desenhada para aproximar a joalheria de um público mais jovem e menos formal. O movimento também refletiu a nova fase da Tiffany após a aquisição pela LVMH, que vem reposicionando a marca no cenário global.

                Seis bonecos de pelúcia Labubu com rosto de monstro, orelhas de coelho e dentes, em várias cores, expostos em frente a uma caixa.
                Foto: Divulgação

                Nostalgia dos anos 1990

                Já a Jimmy Choo apostou na nostalgia dos anos 1990 ao lançar uma coleção inspirada em Sailor Moon, o famoso anime japonês. A linha de sapatos e acessórios trouxe elementos mágicos e glamorosos, como cristais e lantejoulas, que remetem à estética da personagem. O resultado? Os produtos se esgotaram em poucos dias e hoje figuram entre as peças mais disputadas em revendas online.

                “Não é só nostalgia, é encontrar onde estamos indo como marca. Para cada geração, glamour significa uma coisa distinta, mas a ideia de se sentir elevada e importante continua central no meu trabalho”, afirmou à Forbes Sandra Choi, diretora criativa da Jimmy Choo:.

                No caso da Tiffany, o CEO Anthony Ledru declarou ao Financial Times: “O futuro da Tiffany é sobre autenticidade e design, mas também sobre falar a língua das novas gerações.”

                Riscos

                Seja com personagens licenciados ou mascotes próprios, como o Louis Bear da Louis Vuitton, o fato é que o luxo está mudando de cara. Apesar do entusiasmo, há riscos. A dependência de poucos personagens, por exemplo, pode criar vulnerabilidade para as empresas caso o interesse diminua.

                O próprio Si De, da Pop Mart, reconhece o desafio. “Há dúvidas sobre a sustentabilidade da popularidade de Labubu. É por isso que precisamos construir algo que vá muito além de um único boneco”, declarou ele.

                Outras colaborações

                Abaixo, confira outras colaborações recentes entre marcas de luxo e personagens da cultura pop.

                Longchamp x Pokémon

                A marca francesa lançou uma coleção exclusiva de bolsas e acessórios com o tema Pikachu, unindo o estilo clássico da marca com o universo dos animes.

                H. Moser & Cie x Azuki x The 1916 Company

                Uma colaboração inovadora que resultou em uma coleção de relógios de luxo com temática de anime, incluindo NFTs ((Tokens Não Fungíveis) e gêmeos digitais para garantir a autenticidade.

                Fenty Beauty x Smurfette

                A marca de cosméticos de Rihanna lançou uma edição limitada inspirada na personagem dos Smurfs, combinando beleza e nostalgia.

                Funko x K-Pop

                A Funko lançou uma coleção de bonecos Pop! inspirados em ícones do K-pop, ampliando seu portfólio para além dos personagens tradicionais.

                Férias 2026: como aproveitar os feriados e aproveitar melhor seus dias de descanso

                14 de Outubro de 2025, 18:10

                Planejar as férias 2026 com inteligência permite que trabalhadores aproveitem ao máximo os 30 dias de direito anual. No ano que vem, o calendário brasileiro oferece oportunidades para combinar feriados nacionais e regionais, pontes e finais de semana, criando blocos prolongados de descanso sem gastar todos os dias de férias.

                De acordo com a CLT, é possível fracionar as férias em até três períodos:

                • Primeiro período: mínimo de 14 dias;
                • Demais períodos: mínimo de 5 dias;
                • Início das férias: até dois dias antes do DSR (Descanso Semanal Remunerado), sem coincidir com finais de semana ou feriados.

                Férias 2026: dicas práticas para maximizar o descanso

                A seguir, confira dicas para otimizar ao máximos suas férias em 2026, levando em conta que vários feriados caem em dias úteis no ano que vem.

                • Planeje o primeiro período com 14 dias ou mais para garantir flexibilidade nos períodos subsequentes.
                • Distribua os períodos menores (mínimo 5 dias) em torno de feriados e pontes para aumentar o descanso total.
                • Comece as férias até dois dias antes do DSR e evite coincidir com feriados ou finais de semana.
                • Negocie datas com antecedência junto ao RH para garantir aprovação.
                • Considere feriados regionais e municipais que possam criar novas oportunidades de pontes e descanso prolongado.
                • Lembre-se: feriados fora das férias, como o dia 21/04 (leia mais abaixo), podem ser combinados como ponte, estendendo ainda mais o período de descanso.

                Três períodos otimizados de férias em 2026

                Abaixo, confira uma sugestão de como otimizar as suas férias em 2026.

                Período 1 – Carnaval

                • Datas: 18/02 (quarta-feira de Cinzas) a 27/02
                • Dias de férias: 10

                Cálculo do descanso total:

                • Fim de semana antes do Carnaval: 14-15/02 (2 dias)
                • Segunda e terça de Carnaval: 16-17/02 (2 dias)
                • Férias: 18-27/02 (10 dias)
                • Finais de semana durante as férias: 21-22 e 28/02 (4 dias)
                • Descanso total: 18 dias consecutivos

                Vantagem: maior descanso do início do ano com menor gasto de dias de férias.

                Período 2 – Páscoa e Tiradentes (com possibilidade de ponte)

                • Datas: 06/04 (segunda-feira) a 19/04 (domingo)
                • Dias de férias: 14

                Cálculo do descanso total:

                • Feriado da Sexta-feira Santa (03/04): antecede o início das férias e pode ser aproveitado junto ao fim de semana (04-05/04), criando uma transição ideal para o período de descanso.
                • Finais de semana durante as férias: 11-12 e 18-19/04 (4 dias)
                • Férias: 06-19/04 (14 dias)
                • Feriado de Tiradentes (21/04, terça-feira): não faz parte das férias, mas pode ser negociado como ponte, estendendo o descanso em mais dois dias (20 e 21/04).

                Descanso total:

                • Sem ponte: 17 dias consecutivos (de 03/04 a 19/04).
                • Com ponte negociada: 19 dias consecutivos (de 03/04 a 21/04).

                Vantagem: une dois feriados nacionais próximos (Páscoa e Tiradentes) e cria o maior período de descanso do ano com o mesmo gasto de dias de férias. Ideal para viagens mais longas ou descanso prolongado sem ultrapassar o limite legal.

                Período 3 – Outubro / Nossa Senhora Aparecida

                • Datas: 13/10 (terça-feira) a 23/10 (sexta-feira)
                • Dias de férias: 11

                Cálculo do descanso total:

                • Feriado de Nossa Senhora Aparecida: 12/10 – respeitado, início das férias no dia seguinte
                • Finais de semana durante as férias: 17-18 e 24-25/10 (4 dias)
                • Descanso total: 15 dias consecutivos

                Vantagem: bloco estratégico no segundo semestre, garantindo descanso prolongado sem gastar todos os dias restantes.

                Governo ajusta regras de financiamento imobiliário para atender a classe média

                10 de Outubro de 2025, 13:58

                O governo divulgou hoje mudanças nas regras para o financiamento imobiliário. A reformulação altera regras históricas do crédito habitacional, amplia o teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e promete ampliar o acesso à casa própria, principalmente para famílias de renda média.

                Financiamento de até 80% volta à Caixa

                Com o novo modelo, a Caixa volta a oferecer crédito cobrindo até 80% do valor total do imóvel, reduzindo a entrada necessária e tornando o financiamento mais acessível. A instituição será a principal operadora das novas regras, mas outros bancos e fintechs também poderão disputar esse mercado, o que tende a aumentar a concorrência e reduzir os juros. Segundo o governo, cerca de 80 mil moradias devem ser contratadas até 2026 pela Caixa dentro do novo formato.

                O que muda nas regras do financiamento imobiliário

                Hoje, os bancos precisam aplicar 65% da poupança em crédito habitacional, o que limita a oferta quando o saldo cai. Com a reformulação, essa regra deixa de ser obrigatória, permitindo que as instituições usem outras fontes de recursos, como LCIs, CRIs e captações próprias.

                “Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, afirmou o governo, em comunicado.

                O depósito compulsório sobre a poupança, que atualmente é de 20%, será reduzido gradualmente até ser extinto em 2027. Isso libera mais recursos para financiar imóveis. Outra mudança relevante é o aumento do teto do SFH, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Assim, imóveis de padrão médio poderão ser financiados dentro das faixas com juros limitados a 12% ao an

                “O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.

                Principais benefícios para quem quer comprar um imóvel

                Para o comprador, as principais vantagens são:

                • Maior cobertura do valor do imóvel (até 80%);
                • Juros potencialmente menores, com mais concorrência;
                • Acesso ampliado para famílias de renda média;
                • Menos exigência de entrada e prazos mais flexíveis.

                A medida deve estimular o crédito habitacional e impulsionar o setor da construção civil, que espera aumento de lançamentos e geração de empregos.

                Quando as novas regras do financiamento imobiliário entram em vigor

                A transição será gradual até janeiro de 2027, com parte das regras atuais do financiamento imibiliário mantida nesse período. Durante a adaptação, os bancos poderão testar o uso combinado de recursos da poupança e de mercado, sob supervisão do Banco Central.

                Financiamento imobiliário: o que mudou com as novas regras

                Como era antesComo fica agora
                Financiamento cobria até 70% do valor do imóvel em média.Caixa volta a financiar até 80% do valor do imóvel.
                Teto do SFH era de R$ 1,5 milhão.Novo teto: R$ 2,25 milhões, ampliando o público elegível.
                Bancos precisavam aplicar 65% dos depósitos da poupança em crédito imobiliário.Regra deixa de ser obrigatória; bancos poderão usar outras fontes de recursos.
                Depósito compulsório sobre a poupança era de 20%.Compulsório será reduzido gradualmente até zerar em 2027, liberando mais crédito.
                Financiamento dependia majoritariamente da poupança.Diversificação das fontes, com uso de LCIs, CRIs e captações de mercado.
                Menor concorrência e juros mais altos.Mais instituições poderão ofertar crédito, aumentando a competição.

                Calculadora da Tabela Price

                Se você está pensando em financiar um imóvel ou qualquer outro bem, é essencial entender como funcionam os diferentes sistemas de amortização (pagamento gradual de uma dívida por meio de parcelas periódicas que controlam o valor principal e os juros até quitá-la completamente) e como eles afetam o valor das parcelas e o custo total do financiamento.

                Uma das opções mais comuns é a tabela Price, sistema em que as parcelas são fixas ao longo do tempo, o que garante maior previsibilidade. Confira aqui.

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                GP de São Paulo 2025: o que você precisa saber para curtir e acompanhar o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos

                9 de Outubro de 2025, 17:27

                Prepare-se para sentir a emoção da Fórmula 1 na capital paulista: o GP de São Paulo 2025 ocorrerá de 7 a 9 de novembro no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. A corrida principal, marcada para o domingo, às 14h (horário de Brasília), promete disputas eletrizantes.

                O Grande Prêmio é um dos eventos esportivos mais importantes do país e movimenta bilhões de reais na economia local, além de colocar São Paulo em destaque no calendário global da categoria. A seguir, confira o que você precisa saber para acompanhar o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos.

                Ingressos para o GP de São Paulo 2025

                As vendas de ingressos estão disponíveis no site oficial. A comercialização iniciou em 10 de novembro de 2024 e oferece opções em diversos setores: arquibancadas, áreas VIP e o Pit Stop Club, entre outros. Os portões de acesso abrirão às 8h e fecharão às 15h. Em edições anteriores, os ingressos se esgotaram rapidamente, principalmente nas áreas com visão privilegiada da largada e dos boxes.

                Na data de publicação desta reportagem (9/10), havia apenas ingressos para Fanzone, área que oferece experiências como interação com pilotos, shows musicais, simuladores de corrida, ativações de marcas e praça de alimentação, mas sem acesso às arquibancadas ou à pista principal.

                Onde assistir à corrida

                O GP de São Paulo 2025 será transmitido ao vivo pela Band, detentora dos direitos da Fórmula 1 no Brasil. O canal também exibe treinos e bastidores no BandSports e em plataformas digitais. A corrida estará disponível ainda no serviço oficial de streaming F1 TV Pro, conforme informações da própria Fórmula 1.

                Impacto econômico e turismo em São Paulo

                O impacto financeiro do evento é expressivo e comprovado. De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), o GP de São Paulo de 2024 movimentou R$ 1,96 bilhão na economia da capital, um aumento de 14,3% em relação a 2023. Deste total, R$ 1,18 bilhão correspondem a impacto direto e R$ 776,3 milhões, a impacto indireto.

                A arrecadação total de tributos (federais, estaduais e municipais) foi estimada em R$ 282,4 milhões, segundo o levantamento. O público total registrado nos três dias do evento chegou a 291.717 pessoas, também recorde histórico. Estimativas da Prefeitura de São Paulo indicam que a edição de 2024 chegou a movimentar até R$ 2 bilhões na cidade.

                Expectativas para a edição 2025

                Com os números positivos de 2024, a expectativa é de que o GP de São Paulo 2025 mantenha o mesmo patamar de impacto econômico. Segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), o evento é considerado um dos maiores da América Latina em geração de renda, atraindo milhares de turistas estrangeiros e empregando mais de 20 mil profissionais durante sua realização.

                Com o circuito de Interlagos consolidado como um dos mais técnicos e emocionantes da Fórmula 1, a edição de 2025 promete repetir a combinação de movimento econômico, visibilidade internacional e forte presença de público que transformaram o GP paulista em um marco anual para o país.

                GP de São Paulo 2025: perguntas frequentes

                A seguir, confira informações essenciais para curtir o GP de São Paulo 2025.

                1 – Quais são as datas para o GP de São Paulo 2025?

                O evento ocorrerá nos dias 7, 8 e 9 de novembro de 2025, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A corrida principal está marcada para o domingo, 9 de novembro, às 14h (horário de Brasília).

                2 – Onde posso comprar ingressos para o GP de São Paulo 2025?

                Os ingressos estão disponíveis no site oficial f1saopaulo.com.br. A venda iniciou em 10 de novembro de 2024.

                3 – Como posso chegar ao Autódromo de Interlagos?

                O acesso ao autódromo pode ser feito por transporte público, utilizando a CPTM (Linha 9 – Esmeralda) até a estação Autódromo ou por aplicativos de transporte. Recomenda-se o uso de transporte público devido ao intenso tráfego na região durante o evento.

                4 – Onde posso assistir à corrida?

                O GP de São Paulo 2025 será transmitido ao vivo pela Band, com cobertura também no BandSports e em plataformas digitais. A corrida estará disponível ainda no serviço oficial de streaming F1 TV Pro.

                5 – Qual é o impacto econômico do evento para São Paulo?

                O GP de São Paulo de 2024 teria gerado um impacto econômico de R$ 1,96 bilhão, com arrecadação de tributos estimada em R$ 282,4 milhões e público de 291.717 pessoas nos três dias do evento. Estima-se que a edição de 2024 tenha movimentado até R$ 2 bilhões na economia da cidade.

                Serviço GP de São Paulo 2025 – Grande Prêmio de Fórmula 1

                • Quando: 7, 8 e 9 de novembro de 2025
                • Onde: Autódromo José Carlos Pace – Interlagos, São Paulo
                • Site oficial: f1saopaulo.com.br
                • Ingressos: eventim.com.br/f1saopaulo
                • Transmissão: Band, BandSports, F1 TV Pro

                Black Friday 2025: tire 10 dúvidas antes de aproveitar as promoções

                8 de Outubro de 2025, 18:14

                A Black Friday 2025 está chegando e promete movimentar o comércio brasileiro. Marcada para o dia 28 de novembro, a data é esperada tanto por consumidores quanto por varejistas, que veem nas promoções uma chance de impulsionar as vendas antes do Natal. Porém, com os descontos, surgem também golpes virtuais, falsos anúncios e ofertas que não são tão vantajosas assim.

                Para ajudar o consumidor a se preparar, o InvestNews reuniu 10 dúvidas sobre a Black Friday 2025, com respostas atualizadas e orientações baseadas em informações de órgãos oficiais, como o Procon-SP. Confira abaixo.

                1 – Quando será a Black Friday 2025?

                A Black Friday 2025 será realizada no dia 28 de novembro, última sexta-feira do mês. Mas as promoções costumam começar bem antes. Muitas lojas já lançam ofertas na “Black Week” ou até na chamada “Black November”, que dura o mês inteiro.

                O Procon-SP orienta os consumidores a acompanhar os preços com antecedência, já que “comparar valores antes da data é a melhor forma de saber se o desconto é real”, afirma o órgão. Aplicativos como Buscapé, Zoom e Google Shopping mostram o histórico de preços e ajudam a identificar variações suspeitas.

                2 – As promoções da Black Friday são realmente verdadeiras?

                Nem sempre. Casos de “metade do dobro”, quando lojas aumentam os preços antes da Black Friday para depois anunciar descontos falsos, ainda são comuns. Segundo o Procon-SP, essa prática é considerada publicidade enganosa e pode ser denunciada. “Se o consumidor identificar aumento artificial de preços, deve registrar a reclamação imediatamente”, reforça o órgão.

                A dica é acompanhar os valores dos produtos desejados com algumas semanas de antecedência e desconfiar de descontos muito altos ou de lojas desconhecidas.

                3 – É melhor comprar online ou em loja física?

                O e-commerce tende a oferecer maior variedade e comodidade, mas exige atenção redobrada com a segurança digital. Já as lojas físicas podem ser vantajosas para quem prefere ver o produto antes ou retirar na hora, evitando o risco de atraso na entrega. Independentemente do canal de compra, é importante verificar a reputação da loja, conferir políticas de troca e devolução e ler as avaliações de outros clientes.

                4 – Como evitar golpes e sites falsos?

                Durante o mês da Black Friday, crescem as tentativas de phishing (páginas falsas que imitam sites famosos) e links maliciosos enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp. O Procon-SP recomenda digitar o endereço do site diretamente no navegador em vez de clicar em links recebidos. Também é essencial verificar se o site tem cadeado de segurança (https), CNPJ ativo e endereço físico informado.

                Além disso, evite realizar compras em redes Wi-Fi públicas e desconfie de ofertas enviadas por influenciadores desconhecidos ou contas não verificadas.

                5 – As compras feitas na Black Friday 2025 podem ser devolvidas?

                Sim. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, em compras online o cliente tem sete dias para se arrepender e pedir reembolso total, contando a partir da data de recebimento do produto.

                Em lojas físicas, a devolução só é obrigatória em casos de defeito ou vício no produto. Ainda assim, muitas empresas ampliam o prazo de troca durante o evento. Vale conferir as regras no momento da compra.

                6 – Quais produtos realmente valem a pena na Black Friday?

                Os maiores descontos costumam estar em eletrônicos, eletrodomésticos, moda, beleza e itens de casa e decoração. Já categorias como alimentos, passagens aéreas e serviços têm variação menor. Especialistas recomendam focar em produtos de maior valor agregado e evitar compras por impulso. Em resumo, o ideal é comprar apenas o que já estava planejado. 

                7 – Posso parcelar as compras da Black Friday?

                Sim, mas o cuidado deve ser redobrado. Apesar de o parcelamento sem juros ser amplamente divulgado, alguns sites embutem custos adicionais ou aumentam o preço final do produto.

                Antes de concluir a compra, compare o valor total à vista e o parcelado. Se o pagamento for no cartão de crédito, os especialistas recomendam não comprometer mais de 30% da renda mensal e evitar parcelamentos longos. O acúmulo de prestações pode gerar endividamento nos meses seguintes.

                8 – Qual a diferença entre Black Friday e Cyber Monday?

                A Cyber Monday ocorre na segunda-feira seguinte à Black Friday e é voltada principalmente a ofertas online de produtos tecnológicos, como celulares, notebooks e acessórios.

                No Brasil, muitas empresas estendem as promoções ao longo de todo o fim de semana, criando a “Black Week”. Para quem perdeu a sexta-feira, ainda pode haver boas oportunidades, mas, novamente, é essencial comparar preços e checar a reputação do vendedor.

                9 – E se o produto atrasar ou não for entregue?

                O consumidor tem direito a cancelamento da compra e reembolso integral. Caso a loja não cumpra o prazo prometido, o cliente pode registrar reclamação nos Procons estaduais, na plataforma consumidor.gov.br ou até recorrer à Justiça.

                “O prazo de entrega informado deve ser respeitado. Caso contrário, o consumidor pode exigir o cumprimento forçado da oferta ou pedir o dinheiro de volta”, afirma o Procon-SP.

                10 – Quais os principais cuidados com as finanças pessoais na Black Friday?

                A Black Friday pode ser uma ótima chance de economizar, mas também um risco de endividamento se o consumo for impulsivo. Antes de comprar, estabeleça um orçamento máximo, use aplicativos de controle financeiro e evite comprar por impulso. Um erro muito comum é confundir necessidade com oportunidade. Nem todo desconto vale a pena se ele comprometer o orçamento.

                Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil: o que falta para o Senado aprovar e como ficam os dividendos

                6 de Outubro de 2025, 17:35

                A proposta que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês está pronta para ser votada no Senado Federal. O texto, aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados, altera as faixas de tributação e inclui novas regras sobre lucros, dividendos e imposto mínimo para altas rendas.

                O projeto prevê que a nova faixa de isenção entre em vigor a partir de 2026, beneficiando cerca de 16 milhões de brasileiros. A medida corrige parte da defasagem acumulada da tabela do IR.

                Para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 25,4 bilhões anuais, o texto inclui a tributação de dividendos. O imposto será de 10% sobre lucros e dividendos pagos a pessoas físicas que recebam mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano. Dividendos abaixo desse valor continuam isentos.

                Imposto mínimo

                O projeto cria um “imposto mínimo” para contribuintes de alta renda, que incidirá sobre pessoas físicas com rendimentos anuais acima de R$ 600 mil, considerando salários, lucros, dividendos, aluguéis e outras fontes de renda, com algumas exceções previstas em lei, como certos ganhos de capital. A alíquota do imposto mínimo é progressiva, começando acima de R$ 600 mil e atingindo 10% para rendimentos anuais superiores a R$ 1,2 milhão.

                Além disso, dividendos pagos por pessoa jurídica a pessoas físicas acima de R$ 50 mil por mês terão retenção de 10% na fonte, sem possibilidade de deduções sobre esse valor. O mecanismo garante que grandes contribuintes paguem ao menos esse percentual de imposto, mesmo após abatimentos e deduções legais.

                A proposta ainda mantém as alíquotas progressivas já conhecidas (de 7,5% a 27,5%) para rendas superiores ao limite de isenção. As faixas intermediárias também serão ajustadas, com desconto gradual conforme o nível de rendimento.

                O texto será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) antes de ir ao plenário do Senado. A expectativa é que a votação ocorra até o início de novembro. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial e poderá valer já no exercício de 2026, com impacto na declaração de 2027.

                Entre os pontos em análise estão as formas de compensar perdas para estados e municípios, que recebem parte da arrecadação do Imposto de Renda. Também pode haver ajustes nos limites de isenção e no período de transição da nova tributação sobre dividendos.

                Se mantido o cronograma, a isenção do IR até R$ 5 mil entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026, com as novas regras sendo aplicadas na declaração entregue em 2027.

                Tributação de dividendos: o que muda

                Atualmente, dividendos e lucros distribuídos por empresas são isentos de IR, mas o projeto muda essa regra:

                • Dividendos acima de R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil anuais) terão retenção de 10% na fonte;
                • Dividendos abaixo desse valor permanecem isentos, mas podem compor o cálculo do imposto mínimo.

                A proposta visa aumentar a arrecadação entre as rendas mais altas, sem afetar pequenos investidores e empreendedores individuais.

                O tema, porém, gera forte resistência no Senado, onde representantes do setor produtivo e financeiro pedem transição mais gradual e faixas de isenção maiores para evitar desestímulo ao investimento.

                Quando a isenção do IR pode entrar em vigor?

                No quadro abaixo, confira as etapas, prazo estimado e situação da proposta que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

                EtapaPrazo estimadoSituação
                Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)Outubro de 2025Em análise
                Votação no plenário do SenadoInício de novembro de 2025Prevista
                Sanção presidencialNovembro de 2025Pode incluir vetos
                Entrada em vigor1º de janeiro de 2026Aplicação na declaração de 2027

                Perguntas e respostas sobre a isenção do IR até R$ 5 mil e dividendos

                A seguir, tire algumas dúvidas sobre a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e dividendos.

                Quem será beneficiado pela nova faixa de isenção?

                Trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixarão de pagar Imposto de Renda, o que deve beneficiar cerca de 16 milhões de contribuintes em todo o país.

                Quando a nova regra começa a valer?

                Se aprovada pelo Senado e sancionada ainda em 2025, a isenção passará a valer a partir de janeiro de 2026, impactando a declaração de 2027.

                Como ficam os dividendos?

                Os dividendos acima de R$ 50 mil por mês deverão pagar 10% de imposto na fonte. Dividendos menores continuam isentos, mas entram na base do imposto mínimo para rendas altas.

                O que é o imposto mínimo?

                É uma alíquota obrigatória para contribuintes com renda mensal acima de R$ 50 mil, impedindo o uso de brechas fiscais para reduzir o IR abaixo de 10%. A alíquota é progressiva, atingindo 10% para rendimentos anuais acima de R$ 1,2 milhão.

                O Senado pode mudar o texto do projeto?

                Sim. Senadores podem alterar alíquotas, limites ou prazos, o que exigiria nova votação na Câmara antes da sanção presidencial. Nos bastidores, entretanto, a tendência é que o Senado faça apenas ajustes técnicos, como o detalhamento das faixas intermediárias de renda e a definição das compensações fiscais para estados e municípios, que recebem parte da arrecadação do IR. Alterações mais amplas, como elevar o teto de isenção acima de R$ 5 mil ou adiar a entrada em vigor do imposto sobre dividendos, são consideradas menos prováveis neste momento, mas não estão descartadas.

                Às portas do centenário, CRS Brands tenta arejar portfólio “empoeirado” e tirar Sidra Cereser da sombra do Natal

                3 de Outubro de 2025, 12:21

                Prestes a completar 100 anos, a CRS Brands — fabricante da Sidra Cereser — passa por um processo de atualização para conectar-se com novos consumidores e ampliar sua presença no mercado. Fundada em 1926, em Jundiaí (SP), a companhia nasceu com raízes agrícolas, transformando uvas e maçãs em vinhos e bebidas fermentadas.

                Esse espírito empreendedor levou à criação da Sidra Cereser em 1967, lançada como alternativa acessível aos espumantes importados. Em pouco tempo, a garrafa verde tornou-se símbolo de celebração e se consolidou como um dos rituais das festas de fim de ano no Brasil.

                Nos anos 1950 e 1960, quando as cestas de Natal eram vendidas em carnês ao longo do ano, incluir a Sidra Cereser nesses kits ajudou a popularizar a marca, que passou a chegar a milhões de lares. Essa estratégia contribuiu para tornar o produto parte da memória afetiva dos brasileiros.

                Com o passar do tempo, a empresa diversificou seu portfólio, lançando novas opções de vinhos Dom Bosco — sua marca mais antiga —, espumantes Chuva de Prata e Jorge Alberto, além de destilados como a vodka Roscoff, o gin Laboyer e o whisky Chanceler. Também foi pioneira no lançamento de versões sem álcool de sidra, há mais de 20 anos, em linha com tendências de consumo que só mais recentemente ganharam força no mercado.

                Tradição e renovação

                Apesar da tradição, a empresa reconhece o desafio de atualizar sua imagem. Em meio a inovações, a CRS Brands enfrenta um desafio típico de marcas tradicionais: a forte associação da Sidra Cereser apenas às festas de fim de ano e, em alguns segmentos, à ideia de bebida popular, de segunda linha.

                “É algo raro no Brasil: uma companhia que chega a 100 anos com marcas tão fortes. Mas também é um desafio, porque precisamos reconectar essas marcas com novos consumidores”, afirma Luciano Andrade, gerente de marketing da CRS Brands.

                O executivo admite que a imagem da companhia estava “empoeirada” e precisava ser arejada para voltar a dialogar com públicos mais jovens.

                “As nossas marcas são muito fortes. Temos marcas ‘top of mind’ como a Cereser, a Chuva de Prata, a Dom Bosco, mas elas estavam um pouco empoeiradas. Eram marcas que tiveram uma relevância muito grande no passado, ainda são muito relevantes, mas, cada vez mais, se mantêm conectadas com aquele público um pouco mais antigo, mais maduro. E não estavam conseguindo se conectar com esse público mais jovem que vem chegando no mercado de consumo de bebida alcoólica hoje em dia”, diz o executivo.

                Na visão de Andrade, parte do estigma se deve ao próprio posicionamento histórico da sidra no país, vista por anos como uma opção barata em comparação aos espumantes. Essa percepção acabou associando a bebida às classes mais populares, o que restringiu sua presença em ocasiões de consumo mais sofisticadas.

                “Queremos ressignificar o segmento de sidra no Brasil. Não só parar com essa percepção de que é uma marca mais simples, mais popular, mais barata, mas também mostrar todo o potencial, todas as possibilidades que a sidra pode entregar, seja no consumo de uma long neck ou num drink. A gente quer mostrar que esse produto pode ser consumido de várias formas”, diz ele.

                Nova versão da Sidra Cereser

                Uma das principais apostas da companhia é a Sidra Cereser em garrafa long neck, pensada para disputar espaço com bebidas prontas como Smirnoff Ice, Beats e 51 Ice. “É uma garrafinha prática, que pode ser consumida em churrascos, festas ou no Carnaval. Faltava apenas a embalagem certa para o consumo individual”, afirma Andrade.

                “Queremos mostrar um pouco do que existe lá fora, na Europa, que a sidra é versátil e pode ser consumida de diversas formas. A nossa Cereser é uma opção para esse consumidor que quer essa bebida de baixa graduação alcoólica, leve, refrescante, saborosa, mas que não é amarga, que é mais docinha”, completa ele.

                A modernização também passa pelo design. As embalagens foram redesenhadas para transmitir mais sofisticação, rompendo com a antiga leitura popular da marca. “Queremos que o consumidor sinta orgulho de levar a Sidra Cereser para uma reunião de amigos, sem associá-la apenas ao fim do ano”, completa ele.

                Além disso, a marca tem investido em comunicação digital, com receitas de drinks à base de sidra que mostram a versatilidade do produto, estratégia semelhante à que ajudou os espumantes nacionais a se reposicionar além do Réveillon e conquistar espaço em baladas, bares e encontros informais.

                Inovação no portfólio

                A lógica de renovação também alcança outras linhas. No campo dos vinhos, a CRS Brands aposta em projetos de maior valor agregado, como a linha “Uvas Únicas” de Dom Bosco, que destaca variedades cultivadas no Brasil pouco conhecidas do grande público, como carmen e rúbia. “Queremos trazer para os vinhos de uva nacional o mesmo movimento que aconteceu com os importados, estimulando o consumidor a experimentar e descobrir novas uvas”, afirma o executivo.

                Para Andrade, a força da empresa está no equilíbrio entre tradição e inovação. “Sempre fomos éticos e corretos com fornecedores e clientes. Isso explica nossa longevidade. Mas também fomos inovadores. E nos últimos anos a gente perdeu um pouco essa veia de inovação. O que a gente está fazendo agora é tentar reacelerar essa veia para mostrar para o consumidor que, sim, ainda tem muita coisa nova que pode sair dessa companhia. Nosso objetivo não é só completar 100 anos, mas 200, 300. Temos muito ainda para entregar ao consumidor brasileiro”, reflete Andrade.

                O que é shutdown? Entenda a paralisação nos EUA e impactos globais

                1 de Outubro de 2025, 12:44

                Os Estados Unidos iniciaram oficialmente um shutdown, após o Congresso não chegar a um acordo sobre o orçamento federal dentro do prazo legal. A falta de consenso entre democratas e republicanos levou à paralisação parcial das atividades do governo, deixando milhões de servidores sem salário temporário e comprometendo serviços públicos em várias áreas.

                Esse shutdown nos EUA preocupa investidores e governos de outros países porque amplia as incertezas fiscais, atrasa a divulgação de dados econômicos fundamentais, como inflação e emprego, afeta contratos públicos, pagamentos a fornecedores e pode reduzir o consumo interno. Embora geralmente temporárias, essas paralisações já se tornaram recorrentes na política americana, refletindo a polarização no Congresso e as dificuldades de negociação sobre gastos públicos.

                Ainda não há previsão para o fim da paralisação. O shutdown só termina quando parlamentares aprovarem um orçamento ou ao menos uma medida provisória de financiamento temporário. Até lá, cresce a apreensão de mercados financeiros em todo o mundo, já que cada dia de impasse aumenta o custo econômico e político da crise.

                Shutdown: terceira vez sob comando de Trump

                O Congresso ultrapassou o prazo de meia-noite para aprovar o orçamento. Isso acabou desencadeando a primeira paralisação do governo dos EUA em quase sete anos, e é a terceira parada do comando de Donald Trump.

                Escritório de Orçamento da Casa Branca ordenou que as agências executem os planos para a suspender recursos. Apenas os serviços essenciais continuam operando, mas diversos serviços públicos foram afetados.

                O que é shutdown?

                Na prática, o shutdown ocorre quando o governo federal fica sem autorização legal para gastar recursos em áreas consideradas “não essenciais”. Isso significa que parques nacionais, museus, repartições públicas e parte dos serviços administrativos entram em recesso, enquanto áreas vitais, como segurança nacional, saúde de emergência e controle aéreo, seguem funcionando.

                Nos EUA, esse tipo de paralisação só termina quando o Congresso aprova um orçamento ou uma medida provisória que garanta o financiamento das operações governamentais. Até lá, milhões de servidores podem ser afastados temporariamente ou trabalhar sem remuneração, recebendo os salários apenas retroativamente quando a situação é resolvida.

                Exemplos de shutdown

                O mais longo shutdown da história americana ocorreu entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, durante o governo de Donald Trump, e durou 35 dias. À época, a paralisação afetou cerca de 800 mil servidores federais e custou bilhões de dólares à economia do país. Outros episódios marcantes aconteceram em 1995, no governo Bill Clinton, e em 2013, na gestão de Barack Obama.

                Embora o termo seja mais associado aos EUA, paralisações governamentais também já ocorreram em outros países. No Brasil, em 2017, parte das atividades federais foi temporariamente suspensa por falta de recursos. Nâo se tratou de um shutdown formal como nos EUA, mas paralisações por falta de verba levartam a atrasos em repasses para universidades, serviços de emissão de passaportes e manutenção de museus.

                Na Argentina, crises fiscais recorrentes já levaram a paralisações em serviços administrativos e atrasos de salários de servidores em diversas províncias. Em países da União Europeia, como a Bélgica, impasses políticos também já resultaram em períodos sem orçamento aprovado, ainda que com mecanismos diferentes dos dos Estados Unidos.

                Por que o shutdown preocupa investidores?

                O risco de shutdown aumenta a percepção de instabilidade política e fiscal, o que pode impactar bolsas de valores, títulos do Tesouro e até mesmo a cotação do dólar. Além disso, a paralisação atrasa indicadores oficiais usados pelo mercado para calibrar expectativas sobre inflação, juros e crescimento econômico.

                Para investidores, acompanhar o tema é essencial, já que a paralisação temporária do governo pode gerar efeitos sobre bolsas, juros e câmbio em escala global. A seguir, confira o que pode ocorrer caso o shutdown se concretize:

                • Mercado acionário: bolsas tendem a reagir negativamente à incerteza, já que empresas que dependem de contratos públicos ficam expostas;
                • Títulos do Tesouro: os Treasuries, referência para o mundo, podem sofrer volatilidade, afetando taxas de juros globais;
                • Dólar: a moeda americana pode se valorizar pela busca de proteção ou, em alguns casos, se enfraquecer diante da percepção de risco;
                • Dados econômicos: informações oficiais sobre inflação, emprego e PIB podem ser atrasadas, prejudicando análises e decisões de política monetária.


                Perdeu na Bolsa? Veja como usar prejuízos para reduzir o Imposto de Renda

                29 de Setembro de 2025, 13:48

                O prazo para entrega da declaração de Imposto de Renda já passou, mas ainda há tempo para corrigir erros com uma declaração retificadora, medida que pode evitar multas e, sobretudo, ajudar o investidor a economizar no futuro. Um dos mecanismos mais valiosos para quem opera na Bolsa é a compensação de prejuízos, que permite abater perdas de lucros futuros e reduzir a conta do IR. Muitos investidores desconhecem ou não usam essa regra corretamente, acabando por pagar imposto a mais.

                Os lucros com a venda de ações acima de R$ 20 mil no mês, ou com operações de day trade (independentemente do valor), são tributados pela Receita Federal. Isso é sabido. O que nem todos percebem é que os prejuízos também podem ser declarados e usados para reduzir o imposto devido. Essa compensação não é feita automaticamente pelo Fisco; cabe ao contribuinte informar corretamente cada resultado no programa do IR.

                “É muito comum encontrarmos contribuintes que, por falta de acompanhamento ou organização, acabam recolhendo impostos maiores do que deveriam, simplesmente porque não lançaram seus prejuízos acumulados”, explica Wesley Beneventi, diretor de Contabilidade da IRTrade e especialista em apuração de IR para investidores. Ele cita um caso recente em que um cliente pagou R$ 1,9 milhão em impostos quando o correto seria cerca de R$ 700 mil. “Esse tipo de erro pode custar muito caro”, diz Beneventi.

                Como funciona a compensação

                A regra é mensal, e não anual. Todo mês o investidor deve apurar seus resultados em Bolsa, separando operações comuns (swing trade) de operações de day trade, porque cada categoria tem sua própria alíquota e não podem ser misturadas. Se, em determinado mês, o investidor tiver lucro tributável, deve pagar o imposto até o último dia útil do mês seguinte. Mas, se teve prejuízo em meses anteriores (na mesma categoria), pode abater esse valor do lucro atual, reduzindo a base de cálculo do imposto.

                Exemplo:

                • Em janeiro, o investidor teve prejuízo de R$ 3 mil em operações comuns.
                • Em fevereiro, teve lucro de R$ 5 mil em operações comuns.

                Com a compensação, ele abate os R$ 3 mil do prejuízo de janeiro do lucro de fevereiro, pagando imposto apenas sobre R$ 2 mil (15%), o que dá R$ 300 de IR, em vez de R$ 750.

                Carregar prejuízos para anos seguintes

                Se não houver lucro em fevereiro nem em março, por exemplo, esse prejuízo de janeiro não se perde: ele pode ser “carregado” para os meses e anos seguintes, sem prazo de validade, até que haja ganho para compensar — sempre respeitando a categoria da operação (day trade com day trade, operações comuns com operações comuns). Na declaração anual, esse saldo negativo aparece registrado e é transferido automaticamente para o ano seguinte.

                Exemplo prático:

                • O investidor teve prejuízo de R$ 10 mil em ações comuns em 2023 e não conseguiu compensar porque não teve lucros.
                • Em 2024, vendeu ações acima de R$ 20 mil com lucro de R$ 15 mil.

                Ele pode abater os R$ 10 mil de prejuízo acumulado do lucro atual, pagando imposto apenas sobre R$ 5 mil.

                Retificadora: prazo e riscos de multas

                Quem esqueceu de lançar ou lançou errado deve usar uma declaração retificadora. Ela pode ser feita a qualquer momento dentro de até cinco anos contados do prazo final de entrega da declaração original. Corrigir espontaneamente evita multas.

                Já se a divergência for identificada pelo Fisco, o contribuinte pode ser autuado e pagar:

                • Multa de ofício de até 75% do imposto devido, podendo dobrar para 150% em casos de fraude, dolo ou conluio;
                • Juros de mora calculados pela taxa Selic, acumulados até o pagamento;
                • Acréscimos legais em caso de cobrança judicial, previstos na Lei de Execução Fiscal (Lei nº 6.830/1980).

                Euforia na Bolsa

                Em momentos de euforia do mercado, em que muitos investidores realizam trocas constantes na carteira, registrar e controlar perdas é ainda mais importante. Esses dados serão a base para compensar lucros futuros e montar uma estratégia tributária eficiente, garantindo que nenhum centavo se perca no processo.

                Outro erro comum, diz Wesley Beneventi, é misturar modalidades: “O day trade vem, de regra, das operações que você abre e fecha durante o mesmo dia. Se você não separa corretamente, vira um balaio que ninguém entende nada. É preciso distinguir operações comuns, day trade, fundos imobiliários etc. Cada uma tem sua ficha na declaração”.

                O especialista lembra também que as alíquotas são diferentes — 15% para operações comuns, 20% para day trade — e que há retenções na fonte específicas (em geral 0,005% nas operações comuns e 1% no day trade) que devem ser usadas corretamente para abater o imposto devido, não somadas de forma indiscriminada.

                ETFs

                Na hora de declarar, Beneventi recomenda atenção aos produtos. “Se for negociado em Bolsa, como os ETFs, os resultados seguem a regra dos ativos de Bolsa e podem ser compensados, respeitando a modalidade”, diz ele.

                Por fim, o especialista reforça: “A documentação correta é tudo. Buscar junto às corretoras as notas, extratos e relatórios mês a mês, guardar as informações de subscrições e ofertas públicas, porque esses dados impactam o cálculo do custo dos ativos. E, se necessário, contar com profissionais especializados para evitar erros e aproveitar plenamente as regras de compensação de prejuízos.”

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