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Copa do Mundo 2030: países-sede, seleções e tudo o que se sabe sobre o torneio

20 de Julho de 2026, 16:33

A Espanha terminou a Copa do Mundo de 2026 com o título sobre a Argentina, mas o calendário do futebol mundial já aponta para o próximo Mundial masculino. Em 2030, a Copa do Mundo terá uma edição histórica, marcada pelo centenário do torneio e por jogos em seis países.

A maior parte da Copa do Mundo 2030 será organizada por Espanha, Portugal e Marrocos. Além deles, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão uma partida cada como parte da celebração dos 100 anos da primeira Copa, disputada em 1930 no Uruguai.

O torneio terá 48 seleções e 104 jogos no total, de acordo com as informações divulgadas pela Fifa até o momento. Serão 101 partidas nos três países-sede principais e três jogos comemorativos na América do Sul. 

Quando será a Copa do Mundo de 2030?

A Copa do Mundo 2030 começará com jogos comemorativos em 8 e 9 de junho. Essa primeira etapa terá partidas de Uruguai, Argentina e Paraguai em seus respectivos países, além de uma cerimônia do centenário em Montevidéu, capital uruguaia.

Depois disso, a abertura principal do torneio está prevista para 13 ou 14 de junho, já dentro da programação de Espanha, Portugal e Marrocos. A final está marcada para 21 de julho de 2030.

A Fifa prevê uma adaptação no calendário para dar mais dias de descanso, viagem e preparação às seleções envolvidas nos jogos comemorativos da América do Sul. Isso acontece porque parte das equipes terá de cruzar continentes para continuar a disputa na Europa ou na África.

Quantos jogos terá a Copa do Mundo 2030?

A Copa do Mundo 2030 terá 104 partidas, mesmo total da edição de 2026. O mundial seguirá o formato ampliado, com 48 seleções.

No entanto, o número de seleções pode aumentar para a próxima Copa. Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou existir a possibilidade da ampliação de times no torneio. 

“Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”, disse.

A divisão já conhecida é esta: Espanha, Portugal e Marrocos receberão 101 jogos, enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai receberão uma partida cada na celebração do centenário.

A Fifa ainda não publicou o cronograma completo. Portanto, ainda faltam informações como os confrontos da fase de grupos, os horários dos jogos, a ordem das partidas, o caminho das seleções e a distribuição dos mata-matas.

Quais países vão receber jogos da Copa do Mundo 2030?

A Copa do Mundo 2030 terá jogos em seis países: Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Espanha, Portugal e Marrocos serão os países-sede principais. Argentina, Paraguai e Uruguai entram no torneio por causa da celebração do centenário da Copa do Mundo.

A escolha da América do Sul tem relação direta com a origem do torneio. O Uruguai sediou a primeira Copa do Mundo, em 1930, e Montevidéu receberá a cerimônia comemorativa.

A Argentina também participou da final da primeira edição, enquanto o Paraguai foi incluído pela relação com a Conmebol, entidade sul-americana criada antes do primeiro mundial.

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Quais cidades e estádios estão previstos?

A Fifa ainda não divulgou o mapa final de partidas por cidade. A candidatura de Espanha, Portugal e Marrocos, porém, prevê 20 estádios para a parte principal da competição.

Na Espanha, os estádios previstos incluem:

  • Santiago Bernabéu e Metropolitano, em Madri;
  • Camp Nou e RCDE Stadium, na região de Barcelona;
  • San Mamés, em Bilbao;
  • Reale Arena, em San Sebastián;
  • La Romareda, em Zaragoza;
  • Riazor, em La Coruña;
  • La Cartuja, em Sevilha;
  • La Rosaleda, em Málaga;
  • Estádio de Gran Canaria, em Las Palmas.

No Marrocos, aparecem entre as possibilidades:

  • Grand Stade Hassan II, em Casablanca;
  • Prince Moulay Abdellah, em Rabat;
  • Ibn Batouta, em Tânger;
  • estádio de Marrakech;
  • Adrar Stadium, em Agadir;
  • Estádio de Fez.

Em Portugal, a previsão é de jogos no Estádio da Luz e no Estádio José Alvalade, em Lisboa, além do Estádio do Dragão, no Porto.

Na América do Sul, a Fifa confirma jogos comemorativos em Uruguai, Argentina e Paraguai. O primeiro deles está previsto para Montevidéu, mas a entidade ainda não publicou o cronograma com estádios e partidas.

Onde será a final da Copa do Mundo 2030?

A final da Copa do Mundo 2030 está marcada para 21 de julho, mas a Fifa ainda não anunciou oficialmente o estádio da decisão.

A definição da final é uma das principais pendências da organização. Espanha e Marrocos aparecem nas discussões públicas sobre a sede, mas a escolha oficial cabe à Fifa.

Também ainda não há confirmação sobre quais cidades receberão abertura principal, semifinais, quartas de final e demais partidas de mata-mata.

Quais seleções já estão classificadas?

Seis seleções já estão classificadas para a Copa do Mundo 2030:

  • Espanha;
  • Portugal;
  • Marrocos;
  • Argentina;
  • Paraguai;
  • Uruguai.

Essas vagas são automáticas por causa da condição de anfitriões. Espanha, Portugal e Marrocos entram como sedes principais. Argentina, Paraguai e Uruguai entram como países dos jogos comemorativos do centenário.

O Brasil ainda não está classificado para a Copa do Mundo 2030. A seleção brasileira terá de buscar vaga pelas Eliminatórias da Conmebol, a menos que haja mudança futura no regulamento.

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Como serão distribuídas as vagas?

A Copa do Mundo 2030 terá 48 seleções. Pelo modelo de distribuição usado no formato ampliado, a maior parte das vagas será definida pelas Eliminatórias continentais, com duas posições finais saindo da repescagem mundial.

A divisão de vagas do formato de 48 seleções é:

  • Uefa (União das Associações Europeias de Futebol): 16 vagas diretas;
  • CAF (Confederação Africana de Futebol): 9 vagas diretas e uma possível na repescagem;
  • AFC (Confederação Asiática de Futebol): 8 vagas diretas e uma possível na repescagem;
  • Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol): 6 vagas diretas e uma possível na repescagem;
  • Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe): 6 vagas diretas e duas possíveis na repescagem;
  • OFC (Confederação de Futebol da Oceania): 1 vaga direta e uma possível na repescagem.

No caso de 2030, as seleções anfitriãs entram automaticamente dentro da cota de suas confederações. Isso vale para Espanha e Portugal na Uefa, Marrocos na CAF, e Argentina, Paraguai e Uruguai na Conmebol.

Estreante na Copa, Yamal chega a valor de mercado superior a R$ 1 bilhão

10 de Julho de 2026, 14:48

Lamine Yamal chega à Copa do Mundo 2026 como um dos principais nomes da Espanha e um dos jogadores mais observados do futebol mundial.

Aos 18 anos, o atacante já é o camisa 10 do Barcelona, tem valor de mercado elevado, acordos comerciais globais e uma estrutura empresarial em formação.

O caso de Yamal difere de outros fenômenos do futebol já estabelecidos. As iniciativas, por enquanto, são de organização. O espanhol passou a estruturar empresas, marcas, direitos de imagem e frentes de monetização ligadas ao nome, ao símbolo “304”, a uma frente imobiliária e a produtos autografados.

A curta e meteórica carreira de Lamine Yamal

Lamine Yamal nasceu em 13 de julho de 2007, em Esplugues de Llobregat, na Espanha. Canhoto, atua como ponta-direita e pertence ao Barcelona, clube pelo qual chegou ao time principal em 2023.

O atacante renovou contrato com o time catalão até 30 de junho de 2031. Segundo o próprio clube, quando assinou a extensão, Yamal já somava 106 partidas, 25 gols e 28 assistências pela equipe principal.

A ascensão foi rápida. O Barcelona destacou que o jogador chegou à La Masia aos sete anos, estreou no time principal aos 15 e se tornou peça importante em uma temporada de títulos nacionais. Também acumulou prêmios individuais, como Golden Boy, Troféu Kopa e reconhecimento no Laureus.

Em 2025, Yamal herdou a camisa 10 do Barcelona, número que já foi usado por Lionel Messi. A mudança reforçou sua posição esportiva e comercial dentro do clube.

Atualmente, o atacante da Espanha tem valor de mercado avaliado em € 200 milhões (cerca de R$ 1,18 bilhão em cotação recente), dividindo o primeiro lugar com Erling Haaland, de 25 anos, de acordo com a Transfermarkt, base de dados especializadas em negociações de jogadores.

A matriz empresarial de Yamal

A Ally Global é a antiga L.Y. Sports Management S.L., criada em 2023 e reorganizada em 2026. Segundo o Boletim Oficial do Registro Mercantil de Barcelona (Borme), Yamal assumiu a presidência e foi nomeado conselheiro da sociedade em maio de 2026.

A mudança ocorreu depois que o jogador deixou de ser menor de idade. A empresa também trocou de nome e ampliou seu objeto social.

Na prática, a Ally Global é a estrutura empresarial central de Yamal. É por ela que aparecem frentes ligadas à imagem, marcas, propriedade intelectual, imóveis e empresas controladas.

A empresa também passou a prever atividades imobiliárias, como promoção, construção, compra, venda e arrendamento de imóveis, além de gestão de participações em outras sociedades.

Direitos de imagem foram a primeira frente empresarial

A exploração dos direitos de imagem é a primeira camada do lado empresário de Yamal. A L.Y. Sports Management, hoje Ally Global, nasceu com foco em coordenação e exploração comercial da imagem do jogador.

A sociedade permite organizar contratos promocionais e licenciar nome, rosto, assinatura e outros atributos comerciais. Também separa a operação empresarial da carreira esportiva de Yamal.

Em junho de 2026, foi criada a LY Image Rights, com objeto ligado à exploração de direitos de imagem, publicidade, promoção e contratos promocionais.

O “304” é o símbolo mais conhecido de Yamal fora do próprio nome. O número remete aos três últimos dígitos do código postal de Rocafonda, bairro de Mataró onde o jogador cresceu, e virou gesto de comemoração em jogos pelo Barcelona e pela Espanha.

Yamal formalizou registros de marcas comunitárias na União Europeia ligados ao nome “Lamine Yamal” e ao universo “304”. A lista inclui “LY304”, “304”, “304 FC” e marcas figurativas com o gesto dos dedos.

O registro está mais ligado ao uso econômico do que a um impedimento esportivo. Outro jogador pode fazer o gesto em campo, mas a proteção se aplica ao uso comercial do símbolo em produtos e serviços.

O uso dos numerais já foi transformado em empresa. A LY 304 FC foi criada em novembro de 2024. Segundo o Borme, a sociedade tem como sócia única e administradora a Ally Global.

A empresa tem objeto voltado à identificação, aquisição, posse, administração, gestão, transmissão e venda de negócios ou empresas ligadas à comunicação e ao lazer. Apesar do registro, a atuação da LY 304 FC ainda não foi divulgada abertamente.

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Frente imobiliária foi criada em 2026

A estrutura empresarial de Yamal também passou a incluir uma frente imobiliária. Primeiro, a Ally Global ampliou seu objeto social para prever promoção, construção, compra, venda e arrendamento de imóveis.

Após a mudança, em junho de 2026, foi criada a Capitally Property, voltada ao setor imobiliário, incluindo atividades como intermediação nessa frente e operação sob o guarda-chuva da Ally Global.

Apesar da existência ligada a Yamal, ainda não há informação pública sobre carteira de imóveis, empreendimentos ou operações concluídas pela Capitally Property.

No ramo imobiliário, até o momento, a única atuação pública de Yamal foi a compra da casa de Shakira e Gerard Piqué em Esplugues de Llobregat. Segundo a imprensa espanhola, as cifras da transação variam entre € 11 milhões (R$ 64,9 milhões) e € 14 milhões (R$ 82,6 milhões).

O imóvel foi descrito como uma aquisição residencial ligada à segurança, privacidade, proximidade da cidade esportiva do Barcelona e adaptação à rotina de atleta de elite de Yamal.

Autógrafos e memorabilia já aparecem em operação comercial

A monetização da assinatura é uma das frentes mais visíveis da marca Yamal. Em 2025, reportagens indicaram que o jogador havia deixado de assinar camisas e objetos porque avaliava comercializar autógrafos por meio de uma empresa especializada.

Após esse episódio, a Icons.com passou a listar produtos oficiais assinados por Yamal e se apresentou como parceira contratada do jogador para sessões de assinatura.

A plataforma possui camisas autografadas com certificado de autenticidade, incluindo um produto ligado à Copa do Mundo de 2026 por £ 1.250 (R$ 8.650) e outras camisas emolduradas entre £ 749,99 (R$ 5.189,93) e £ 774,99 (R$ 5.362,93).

Yamal também aparece em leilões oficiais da MatchWornShirt, plataforma que vende camisas usadas e assinadas por jogadores. Uma camisa usada e assinada por ele em Barcelona x Newcastle, pela Champions League 2025/26, foi vendida por £ 65.359 (R$ 452,28 mil).

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Patrocínios reforçam a exposição de Yamal

Na frente de patrocínios, Yamal também se destaca. A Adidas lançou a F50 LY304, primeira chuteira signature do jogador. A coleção usa o conceito “LY304” e conecta a marca esportiva ao símbolo criado a partir de Rocafonda.

A camisa 10 do Barcelona também virou termômetro de demanda. Yamal chegou a representar cerca de 80% das vendas de camisas do clube, e sua camisa 10 foi apontada como o produto mais vendido em um dia na história das lojas oficiais do Barça.

Além da Adidas, Yamal tem acordos com marcas como Visa, Konami, Powerade, Beats by Dre e Oppo. Estima-se que os seis contratos ativos do jogador espanhol tenham valor anual agregado de US$ 6,5 milhões (R$ 33,54 milhões).

Ao todo, segundo a Forbes, Yamal foi o 10º jogador de futebol mais bem pago de 2025, com US$ 43 milhões (R$ 221,88 milhões) em ganhos estimados, sendo US$ 33 milhões (R$ 170,28 milhões) dentro de campo e US$ 10 milhões (R$ 51,6 milhões) fora de campo, incluindo patrocínios, acordos comerciais, licenciamento e receitas de imagem.

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Capitão da Inglaterra, Harry Kane tem negócios que vão de snacks saudáveis à IA fitness

10 de Julho de 2026, 10:34

Harry Kane chega às quartas de final da Copa do Mundo 2026 como capitão da Inglaterra, maior artilheiro da história da seleção inglesa e referência do Bayern de Munique.

A carreira do atacante serve de base para uma estrutura empresarial construída ao longo da última década. Fora de campo, Kane montou uma frente patrimonial conectada a investimentos em empresas ligadas a esporte, nutrição e tecnologia.

O portfólio combina negócios próprios, participações minoritárias e parcerias comerciais, quase sempre conectadas à imagem do capitão da seleção inglesa.

Carreira de Kane

Harry Kane passou quase toda a formação no Tottenham, clube ao qual esteve ligado de 2004 a 2023. Antes de se firmar no time principal, teve empréstimos para Leyton Orient, Millwall, Norwich City e Leicester City.

No Tottenham, tornou-se o maior artilheiro da história do clube, com 280 gols em todas as competições. Na Premier League, marcou 213 gols pelo time londrino, recorde de gols por um único clube na competição.

Em agosto de 2023, Kane deixou o Tottenham e assinou com o Bayern de Munique até junho de 2027. Na Alemanha, venceu a Bundesliga, conquistou a Chuteira de Ouro europeia e voltou a ser artilheiro da liga em 2025/26.

Pela Inglaterra, Kane é capitão desde 2018. Em março de 2023, superou Wayne Rooney e se tornou o maior artilheiro da seleção. Em 2026, o time inglês já o listava com 85 gols em 119 partidas.

A base empresarial e patrimonial de Kane

A HK28 é a principal empresa própria de Harry Kane. No registro oficial de empresas do Reino Unido, a Companies House, o jogador aparece como diretor com controle significativo de 75% da estrutura da companhia.

A empresa funciona como a base formal de imagem e negócios do atacante, por meio do nome comercial The Harry Kane Company. É por ela que são administrados interesses ligados ao futebol, aos negócios e à caridade do jogador.

Com base em contas registradas da empresa a HK28 possuía cerca de £ 11 milhões (R$ 75,82 milhões) em caixa e ativos até o fim de 2024. De acordo com o The Sun, £ 10,8 milhões (R$ 74,44 milhões) foram adicionados por acordos de imagem e patrocínio por meio da base operacional de Kane.

Já a Edward James Investments é a principal frente patrimonial ligada a Kane fora da HK28. A conexão formal com o jogador ficou mais direta em 2025, quando ele passou a ter controle de mais de 50% da companhia.

A estrutura, voltada à organização de ativos e investimentos, tem cerca de £ 2,2 milhões (R$ 15,16 milhões) em caixa e £ 15 milhões (R$ 103,40 milhões) em ativos imobiliários.

A HK28 Digital Limited completa o mapa societário de Kane. Nessa frente, o atacante aparece como pessoa com controle significativo na empresa ligada a atividades esportivas e digitais.

Tecnologia esportiva e nutrição abrem os investimentos externos

A STATSports é um dos negócios externos mais relevantes de Kane. A empresa atua com wearables de monitoramento e análise de performance para atletas, clubes e seleções.

Kane entrou como investidor minoritário ao lado de outros jogadores ingleses em 2021, quando ainda estava no Tottenham.

O valor investido não foi divulgado, mas a empresa atraiu um comprador estratégico global. Em 2025, a Sony comprou participação majoritária na STATSports para expandir os serviços oferecidos pela companhia, em negociação que não teve valores divulgados.

A TOCA Football é outra frente ligada ao futebol. A empresa atua na área de tecnologia de treino e centros de prática, com Kane como investidor desde 2022.

Em 2024, já com Kane no Bayern de Munique, a TOCA anunciou captação privada de aproximadamente US$ 100 milhões (R$ 512,89 milhões) para acelerar a expansão global, abrir novas unidades e investir em tecnologia.

Na alimentação, a Bio&Me é um dos destaques no portfólio de Kane. A marca, criada por Megan Rossi, atua em alimentos voltados à saúde intestinal, como granolas, porridges, mueslis e iogurtes vivos.

A entrada de Kane ocorreu em 2021, durante uma rodada de captação de £ 1,4 milhão (R$ 9,65 milhões), fechada em 72 horas. O percentual do atacante na marca não foi divulgado.

Em 2026, a Bio&Me apareceu na Sunday Times 100, ranking das maiores empresas privadas britânicas, com £ 15,9 milhões (R$ 109,60 milhões) de faturamento e crescimento anual de vendas de 77,44% em três anos.

De doces saudáveis a fitness com IA: as apostas de Kane em bem-estar

A Urban Legend seguiu um caminho diferente. A marca vendia donuts e doces com menos açúcar e menos gordura. Kane entrou como investidor em 2022, enquanto a empresa despontava pela proposta de reformular produtos indulgentes com melhor perfil nutricional.

Após levantar cerca de £ 13 milhões (R$ 89,61 milhões) desde o lançamento, em 2021, a Urban Legend atraiu a participação minoritária da Mondelēz por meio da SnackFutures Ventures.

O problema veio em 2025, quando a marca se preparava para uma reestruturação diante das dificuldades de financiamento para sustentar a operação e da perda de presença no varejo.

A OxeFit entrou no portfólio de Kane em 2023, antes da transferência para o Bayern. A empresa desenvolve equipamentos de fitness conectados com inteligência artificial.

Na época da entrada de Kane, a OxeFit já havia superado US$ 45 milhões (R$ 230,80 milhões) em financiamento total. Depois, a empresa passou de US$ 70 milhões (R$ 359,02 milhões) em funding acumulado, segundo a imprensa britânica.

Após chegar ao Bayern, Kane investiu na Insane Grain, marca de snacks de sorgo. A parceria incluiu a linha de produtos “Insane Kane”, ligada ao jogador.

Depois da entrada do atacante, a empresa avançou. Em abril de 2025, a Insane Grain reportou £ 9 milhões (R$ 62,04 milhões) de receita, acima dos £ 5 milhões (R$ 34,47 milhões) registrados no ano anterior.

Já em 2024, o jogador inglês investiu na Freja, marca de alimentos proteicos, durante uma rodada que levantou cerca de £ 2 milhões (R$ 13,79 milhões) para a expansão internacional da empresa e o desenvolvimento de novos produtos.

Ainda no ramo de alimentação, Kane virou acionista e embaixador da 3Bears Foods, empresa alemã-britânica de aveia e cereais, também em 2024.

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Moda esportiva, torcedores e experiências premium entram no portfólio

Na moda esportiva, Kane entrou como principal investidor da Reflo, marca de roupas esportivas sustentáveis. A empresa atua com peças de performance feitas com materiais reciclados e ganhou força em parcerias com eventos e equipes esportivas.

A Reflo também reportou £ 5 milhões (R$ 34,47 milhões) de receita em 2025. Neste ano, a marca abriu uma rodada de £ 2,5 milhões (R$ 17,23 milhões), com valuation de £ 25 milhões (R$ 172,33 milhões).

A Cleats Club, por sua vez, entrou no portfólio de Kane em 2024. O atacante aparece como investidor, coproprietário e primeiro grande atleta da plataforma, criada para aproximar jogadores e torcedores por meio de conteúdo e produtos selecionados.

Em 2025, Kane entrou na Seat Unique, plataforma britânica de ingressos e hospitalidade premium. A empresa vende experiências em eventos esportivos e de entretenimento, como Wembley, Co-op Live, Arsenal e Everton.

A rodada de investimentos em que o atacante inglês entrou avaliou a Seat Unique em mais de £ 100 milhões (R$ 689,30 milhões). Em 2026, a Seat Unique levantou £ 20 milhões (R$ 137,86 milhões) em nova rodada e projetava £ 175 milhões (R$ 1,21 bilhão) em vendas no ano.

Bebidas funcionais e saúde alimentar marcam nova fase em 2026

Ainda em 2026, Kane virou acionista da Vital Drinks, marca de bebidas funcionais zero açúcar e zero calorias. A empresa já tinha presença em foodservice e buscava ampliar a distribuição com o uso da imagem do atacante. A participação na empresa, no entanto, não foi divulgada.

Em 2026, Kane também foi anunciado como investidor estratégico da FoodHealth Co., empresa que desenvolve o FoodHealth Score. A ferramenta dá uma pontuação de 1 a 100 para avaliar a saudabilidade de alimentos com base em ingredientes e densidade nutricional.

Diferentemente das outras marcas ligadas à alimentação, a FoodHealth coloca Kane em uma frente empresarial que não depende da venda direta de alimentos ao consumidor. A companhia já havia levantado mais de US$ 20 milhões (R$ 102,58 milhões) e expandido a parceria com grandes varejistas britânicos.

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Mbappé: como o capitão da França se tornou artilheiro também nos negócios

3 de Julho de 2026, 18:56

Kylian Mbappé chega à Copa do Mundo 2026 como capitão da França, jogador do Real Madrid e um dos nomes mais valiosos do futebol mundial.

Atualmente, o francês possui o valor de mercado avaliado em € 180 milhões (US$ 205,95 milhões), segundo a Transfermarkt, base de dados alemã especializada no mercado de jogadores de futebol.

Fora de campo, o atacante também estruturou uma rede empresarial que vai além de contratos de patrocínio e acordos de imagem.

O lado empresário de Mbappé começou a ganhar forma em 2017, com a criação da Interconnected Ventures, holding que passou a concentrar a gestão de sua marca, imagem e empresas. Desde então, o francês avançou para produção de conteúdo, tecnologia, saúde, relógios de luxo, vela e compra de clube de futebol.

A carreira que transformou Mbappé em marca global

Mbappé virou rosto do futebol francês antes de chegar aos 30 anos. Campeão da Copa do Mundo de 2018 com a França, se tornou, aos 19 anos, o segundo jogador mais jovem a marcar em uma final de Mundial, atrás apenas de Pelé.

No PSG, Mbappé foi eleito cinco vezes o melhor jogador da Ligue 1 e terminou seis temporadas seguidas como artilheiro do Campeonato Francês. Em 2024, trocou o clube parisiense pelo Real Madrid, movimento que abriu uma nova fase esportiva e comercial.

A chegada à Espanha também mexeu com a estrutura empresarial da família. Segundo o Le Monde, Mbappé administra seus interesses esportivos e comerciais sem agente, apoiado por familiares e assessores próximos.

A mãe, Fayza Lamari, acompanha comunicação, atividades associativas e frentes comerciais. O pai, Wilfrid Mbappé, cuida de aspectos esportivos e da preparação física.

A operação empresarial manteve sede em Paris, mas passou a ter presença em Madri após a transferência para o Real Madrid. O grupo familiar reúne cerca de 25 pessoas.

Em 2024, também foi criada uma estrutura espanhola da Interconnected Ventures, que ganhou relevância para direitos, esporte, formação, imagem e licenciamento após a ida do jogador ao clube espanhol.

Como Mbappé transformou imagem em empresa

A Interconnected Ventures foi criada em 2017 e se tornou a empresa central do grupo de Mbappé. A companhia nasceu para cuidar da gestão, exploração e comercialização dos atributos de personalidade de atletas e outras personalidades de alto nível.

Em 2024, a empresa registrou € 8,64 milhões (US$ 9,33 milhões) de receita, € 1,06 milhão (US$ 1,14 milhão) de lucro líquido, € 17,7 milhões ( US$ 19,12 milhões) em fundos próprios e € 2,76 milhões (US$ 2,98 milhões) em caixa.

A holding funciona como eixo do grupo. Antes de comprar ativos externos, Mbappé criou uma base jurídica e empresarial para controlar a própria marca, reduzindo a dependência de intermediários.

A empresa segue ativa e passou por mudanças recentes de governança, incluindo auditoria e alteração na presidência.

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Novos negócios de imagem e conteúdo

A Collective Motion foi criada em 2022 para cuidar de uma parte central do negócio de Mbappé: a gestão, exploração e comercialização de direitos ligados à sua imagem.

Em vez de tratar a imagem do jogador apenas como contratos soltos de patrocínio, a empresa organiza essa frente como uma operação própria.

Na prática, a Collective Motion funciona como o braço que centraliza a exploração comercial da imagem de Mbappé e de atributos associados a atletas e personalidades.

A companhia é presidida pela Interconnected Ventures desde 2023 e aparece como uma das estruturas mais relevantes do grupo em receita divulgada.

Em 2024, registrou € 23,4 milhões (US$ 25,27 milhões) de receita, € 7,36 milhões ( US$ 7,95 milhões) de lucro líquido, € 11,7 milhões ( US$ 12,64 milhões) em fundos próprios e € 7,77 milhões (US$ 8,39 milhões) em caixa.

Também em 2022, Mbappé criou a Zebra Valley, produtora voltada a projetos de conteúdo em esporte, música, cultura, tecnologia e games.

A ideia era usar a audiência global do jogador para desenvolver narrativas e propriedade intelectual, não apenas campanhas publicitárias com sua imagem, com foco em conversas culturais e públicos jovens.

A estreia teve um parceiro de peso: a NBA fechou uma parceria plurianual com a Zebra Valley para produção de conteúdo.

A Zebra Valley Holding teve aumento de capital em 2024 e segue ativa, mas com operação pública pouco transparente.

O braço de investimentos de Mbappé

A virada mais clara para investimentos veio no fim de 2023, com a criação da Coalition Capital. A empresa funciona como braço de investimentos da Interconnected Ventures e foi registrada para comprar e gerir participações em sociedades francesas e estrangeiras.

Em 2024, a Coalition Capital registrou € 3,97 milhões (US$ 4,28 milhões) de receita, € 2,76 milhões (US$ 2,98 milhões) de lucro líquido, € 4,78 milhões (US$ 5,16 milhões) em fundos próprios e € 13 milhões (US$ 14,04 milhões) em dívida financeira.

É por essa estrutura que Mbappé opera seus demais negócios, como SM Caen, Loewe Technology, Wristcheck, France SailGP Team e Alan.

Com isso, Mbappé consegue atuar em ativos externos sem misturar todas as operações à exploração comercial do próprio nome.

Também em 2023, o grupo criou a Cultural Factory, empresa voltada a marcas, licenciamento, e-commerce e comercialização de produtos, inclusive alimentícios. Os números de receita e lucro, porém, aparecem sob confidencialidade.

Mbappé dono de clube de futebol

Por meio de sua estrutura empresarial, Mbappé comprou, em 2024, o controle do SM Caen, clube francês que disputava a Ligue 2.

A aquisição foi feita via Interconnected Ventures e Coalition Capital. A participação divulgada foi de 80% das ações, substituindo o fundo americano Oaktree como acionista majoritário.

O valor oficial não foi divulgado, mas estimativas da imprensa francesa apontaram a operação entre € 15 milhões e € 20 milhões (US$ 16,2 milhões a US$ 21,6 milhões).

O negócio também teve componente pessoal. O Caen já havia tentado atrair Mbappé quando ele era adolescente, antes de o atacante estrear pelo Monaco.

O status atual, porém, é delicado. O clube foi rebaixado da segunda para a terceira divisão francesa em 2025. Em 2026, Mbappé segue como dono majoritário, com o projeto em reconstrução esportiva.

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Ampliação do portfólio

Antes mesmo da compra do Caen, Mbappé já havia entrado no setor de tecnologia esportiva. Em 2022, investiu na Sorare, plataforma francesa de fantasy sports e colecionáveis digitais baseada em NFTs.

A empresa anunciou o jogador como investidor, embaixador e parceiro de impacto social. O valor e o percentual investidos por Mbappé, porém, não foram divulgados.

Em 2024, o francês entrou em tecnologia premium. Por meio da Coalition Capital, comprou participação minoritária de mais de 10% na Loewe Technology, empresa alemã de televisores e equipamentos de áudio de alto padrão.

A Loewe tinha receita anual em torno de € 60 milhões (US$ 64,8 milhões) e meta de chegar a € 300 milhões (US$ 324 milhões). A empresa também citava o objetivo de alcançar valuation de cerca de € 500 milhões (US$ 540 milhões) no médio prazo, com possibilidade de IPO no futuro, o que ainda não aconteceu.

Em 2025, Mbappé investiu na Wristcheck, marketplace de relógios de luxo com sede em Hong Kong. A empresa apresentou o francês como investidor e destacou sua relação com o universo dos relógios, setor no qual ele já era embaixador da Hublot.

No mesmo ano, Mbappé entrou na France SailGP Team. A Coalition Capital anunciou investimento na equipe francesa da SailGP, liga internacional de vela de alta performance.

Mbappé também atua em saúde e imóveis

A entrada mais recente do portfólio ocorreu em 2026, quando Mbappé investiu na Alan, healthtech francesa de seguros e serviços digitais de saúde. O aporte foi feito dentro de uma rodada de € 100 milhões (US$ 108 milhões), que avaliou a empresa em € 5 bilhões (US$ 5,4 bilhões).

Poucos meses depois, em junho de 2026, a Alan recebeu nova rodada de € 480 milhões (US$ 518,4 milhões), liderada pela Prosus, com valuation de € 5,5 bilhões (US$ 5,94 bilhões).

A empresa atua com seguro saúde, telemedicina, prevenção e serviços digitais. No primeiro trimestre de 2026, tinha mais de 1,1 milhão de membros e mais de € 800 milhões (US$ 864 milhões) em receita recorrente anualizada.

Além de empresas operacionais e investimentos, Mbappé também criou uma base patrimonial ligada a imóveis. A partir de 2019, passou a aparecer em sociedades civis imobiliárias francesas.

A primeira foi a NEWPIE, criada em 2019. Depois vieram OHZORA, criada em 2020; OLIVIER ATTON, criada em 2021; e SCI FALAM, criada em 2022.

Essas sociedades funcionam como veículos privados de aquisição, administração, aluguel e gestão de bens imobiliários.

Todas aparecem como ativas, mas não há divulgação pública sobre quais imóveis detêm ou qual é o valor do patrimônio.

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Brasil X Noruega: veja horários e próximos jogos da Seleção na Copa do Mundo 2026

3 de Julho de 2026, 17:09

O Brasil avança na Copa do Mundo e chega nas oitavas de final contra a Noruega. A partida acontece no próximo domingo (5), às 17h, pelo horário de Brasília, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A seleção brasileira e norueguesa disputam o mundial de seleções nas oitavas de final. De acordo com o chaveamento da Copa do Mundo, os vencedores das partidas 16-avos de final se enfrentam por uma vaga nas quartas de final.

A última partida da seleção brasileira na fase de mata-mata aconteceu após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, com gol de virada de Martinelli nos acréscimos do segundo tempo.

A Copa do Mundo 2026 começou em 11 de junho e será disputada até 19 de julho. Esta edição terá 48 seleções, 12 grupos, 104 jogos e sedes em três países: Estados Unidos, Canadá e México.

Que horas é Brasil X Noruega?

Brasil x Noruega

  • Data: Domingo, 05 de julho;
  • Horário: 17h;
  • Local: Estádio de Nova York/Nova Jersey;
  • Cidade: Nova Jersey.

Quando o Brasil joga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026?

Antes das quartas, o Brasil joga a segunda fase do mata-mata da Copa do Mundo de 2026 contra a Noruega. A partida será domingo, 05 de julho, às 17h, no Estádio de Nova York/Nova Jersey.

O confronto vale vaga nas quartas. Se vencer a Noruega, a seleção brasileira volta a campo no sábado, 11 de julho, às 18h, contra o vencedor do duelo entre México e Inglaterra.

Como funciona o mata-mata da Copa do Mundo 2026?

A Copa do Mundo 2026 tem 48 seleções e, pela primeira vez, 32 equipes avançam para a fase eliminatória.

Depois da fase de grupos, seguem na competição:

  • Os dois primeiros colocados de cada um dos 12 grupos;
  • Os oito melhores terceiros colocados da fase de grupos.

A primeira fase do mata-mata reúne 16 jogos. A partir dessa etapa, quem vence avança e quem perde está eliminado da Copa do Mundo.

Os confrontos envolvem seleções já classificadas diretamente pela posição no grupo e equipes que ainda dependem da definição dos melhores terceiros colocados.

Onde assistir os jogos da Copa do Mundo 2026?

A transmissão da Copa do Mundo 2026 no Brasil será dividida entre TV aberta, TV fechada, streaming, YouTube e rádio.

Na TV aberta, os jogos serão exibidos por Globo e SBT. Na TV por assinatura, a cobertura terá SporTV, N Sports e ge tv. No streaming e YouTube, a transmissão terá Globoplay, CazéTV, ge tv e N Sports.

  • TV aberta: TV Globo (55 jogos) e SBT (32 jogos);
  • TV por assinatura: SporTV (55 jogos), N Sports (32 jogos) e ge tv (32 jogos);
  • Streaming e YouTube: CazéTV (todos os jogos), Globoplay (55 jogos), ge tv (32 jogos) e N Sports (32 jogos);
  • Rádio: CBN, Rádio Globo, Jovem Pan, Rádio Gaúcha, BandNews FM, Rádio Bandeirantes, Rádio Itatiaia e outras emissoras.

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Com Haaland, Noruega se torna a seleção mais valiosa entre os rivais do Brasil

2 de Julho de 2026, 15:03

O Brasil terá contra a Noruega o adversário mais valioso que enfrentou até agora na Copa do Mundo de 2026. A seleção de Erling Haaland está avaliada em € 589,9 milhões (R$ 3,49 bilhões), segundo estimativas do Transfermarkt, plataforma especializada em dados e valores de mercado de jogadores e clubes de futebol.

A Noruega enfrenta a seleção brasileira no domingo (5), às 17h, em Nova York/Nova Jersey, pelas oitavas de final.

O valor de mercado norueguês supera os elencos de Marrocos, avaliado em € 447 milhões (R$ 2,64 bilhões), e Japão, estimado em € 270,8 milhões (R$ 1,60 bilhão), rivais anteriores do Brasil nesta Copa.

Ainda assim, a Noruega fica abaixo da seleção brasileira, que soma € 928,2 milhões (R$ 5,49 bilhões) e aparece como o sexto elenco mais valioso do torneio.

Se vencer a Noruega, o Brasil pode enfrentar nas quartas de final, o vencedor de Inglaterra x México.

A Inglaterra é a segunda seleção mais valiosa da Copa do Mundo 2026, com elenco de cerca de € 1,36 bilhão (R$ 8,04 bilhões). O México tem valor mais baixo, de € 191,85 milhões (R$ 1,13 bilhão), mas chega com campanha perfeita e histórico recente contra o Brasil em Copas.

Noruega de Haaland vale € 589,9 milhões e chega com cinco gols do artilheiro

A Noruega não é apenas o time de Haaland, mas o centroavante do Manchester City puxa tanto o valor de mercado quanto o desempenho da seleção. O atacante de 25 anos está avaliado em € 200 milhões (R$ 1,18 bilhão), valor que o coloca entre os jogadores mais valiosos do futebol mundial.

O segundo nome mais valioso da Noruega é Martin Odegaard, do Arsenal, avaliado em € 65 milhões (R$ 384,44 milhões). A lista ainda tem Jorgen Strand Larsen, estimado em € 40 milhões (R$ 236,58 milhões); Antonio Nusa, com € 32 milhões (R$ 189,26 milhões); Andreas Schjelderup, com € 30 milhões (R$ 177,44 milhões); Oscar Bobb, com € 28 milhões (R$ 165,61 milhões); além de Sander Berge e Julian Ryerson, ambos com € 25 milhões (R$ 147,86 milhões).

A campanha norueguesa também passa por Haaland. A seleção voltou à Copa depois de ficar fora desde 1998 e chega às oitavas com três vitórias, uma derrota, 10 gols marcados e oito sofridos.

O camisa 9 da Noruega marcou duas vezes contra o Iraque, duas contra Senegal e fez o gol decisivo na vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na fase de 16 avos de final.

Antonio Nusa também aparece como peça importante no mata-mata. Ele abriu o placar contra a Costa do Marfim e foi eleito jogador da partida pela Fifa.

Haaland, porém, segue como o principal nome ofensivo da Noruega, com cinco gols na Copa do Mundo 2026 e 60 pela seleção norueguesa.

LEIA MAIS: Como a Copa do Mundo ampliou a rivalidade entre Nike e Adidas

Brasil vale € 928,2 milhões e chega invicto às oitavas

Apesar de enfrentar o rival mais valioso de sua campanha até agora, o Brasil tem valor de mercado superior ao da Noruega. A seleção brasileira está avaliada em € 928,2 milhões (R$ 5,49 bilhões) e ocupa a sexta posição entre os elencos mais valiosos da Copa do Mundo 2026.

O principal nome brasileiro em valor de mercado é Vini Jr. O atacante do Real Madrid está avaliado em € 140 milhões (R$ 828,03 milhões), cerca de 15,1% do valor total da seleção brasileira.

Depois dele aparecem Gabriel, do Arsenal, e Matheus Cunha, do Manchester United, ambos avaliados em € 75 milhões (R$ 443,59 milhões). Bruno Guimarães, do Newcastle, e Raphinha, do Barcelona, vêm na sequência, com € 70 milhões (R$ 414,02 milhões) cada.

Dentro de campo, o Brasil chega invicto às oitavas. A seleção empatou com o Marrocos por 1 a 1 na estreia, venceu Haiti e Escócia por 3 a 0 e passou pelo Japão por 2 a 1 nos 16 avos de final. Até agora, são quatro jogos, três vitórias, um empate, nove gols marcados e dois sofridos.

Vini Jr é o principal nome da campanha brasileira até aqui. Ele marcou contra Marrocos, Haiti e Escócia, chegou a quatro gols na fase de grupos e foi eleito jogador da partida mais de uma vez.

Matheus Cunha aparece como outro destaque ofensivo, com dois gols contra o Haiti e um contra a Escócia. No mata-mata, os personagens foram Casemiro, autor do empate contra o Japão, e Gabriel Martinelli, que fez o gol da virada nos acréscimos do segundo tempo.

Brasil pode enfrentar a segunda seleção mais valiosa da Copa

Caso passe pela Noruega, o Brasil terá pela frente o vencedor de Inglaterra x México. Do ponto de vista de mercado, o adversário mais pesado seria a Inglaterra, segunda seleção mais valiosa da Copa do Mundo 2026.

O elenco inglês soma cerca de € 1,36 bilhão (R$ 8,04 bilhões). Jude Bellingham, do Real Madrid, aparece avaliado em € 130 milhões (R$ 768,89 milhões). Declan Rice, do Arsenal, vale € 120 milhões (R$ 709,74 milhões), enquanto Bukayo Saka, também do Arsenal, soma € 110 milhões (R$ 650,60 milhões).

A campanha inglesa também chega sem derrota. Foram três vitórias e um empate em quatro jogos. A Inglaterra venceu a Croácia por 4 a 2, empatou com Gana por 0 a 0, bateu o Panamá por 2 a 0 e eliminou a RD Congo por 2 a 1 nos 16 avos de final.

Harry Kane e Jude Bellingham concentram os principais destaques ingleses. Kane marcou contra Croácia e Panamá, decidiu a virada sobre a RD Congo com dois gols no fim e foi eleito jogador da partida no mata-mata. Bellingham marcou contra Croácia e Panamá e também foi escolhido como jogador da partida em dois jogos.

Em Copas do Mundo, o último Brasil x Inglaterra aconteceu em 2002. Naquela edição, a seleção brasileira venceu por 2 a 1 nas quartas de final, com gols de Rivaldo e Ronaldinho. Michael Owen marcou para os ingleses.

LEIA MAIS: Bilhões em campo: o que explica o abismo entre as seleções mais caras e mais baratas da Copa do Mundo?

México vale menos, mas chega sem sofrer gols

O outro possível adversário do Brasil nas quartas de final é o México. O valor de mercado é menor que o da Inglaterra e também fica abaixo do Brasil e da Noruega: o elenco mexicano soma € 191,85 milhões (R$ 1,13 bilhão).

O jogador mais valioso da seleção mexicana é Santiago Gimenez, avaliado em € 18 milhões (R$ 106,46 milhões).

Depois aparecem Edson Álvarez e Armando González, ambos com € 15 milhões (R$ 88,72 milhões), além de Julián Quiñones, com € 14 milhões (R$ 82,80 milhões), Johan Vásquez e Érik Lira, avaliados em € 12 milhões (R$ 70,97 milhões) cada.

O valor de mercado menor contrasta com a campanha. O México chega às oitavas com quatro vitórias em quatro jogos, oito gols marcados e nenhum sofrido. A seleção venceu a África do Sul por 2 a 0, bateu a Coreia do Sul por 1 a 0, fez 3 a 0 na Tchéquia e eliminou o Equador por 2 a 0 nos 16 avos de final.

Julián Quiñones é o principal nome ofensivo mexicano até aqui. Ele marcou contra África do Sul, Tchéquia e Equador, além de ter sido eleito jogador da partida em dois jogos. Raúl Jiménez também marcou duas vezes, enquanto Luis Romo e Mateo Chávez receberam destaque da Fifa em partidas da fase de grupos.

No histórico recente de Copa do Mundo, o último Brasil x México aconteceu nas oitavas de final de 2018. A seleção brasileira venceu por 2 a 0, com gols de Neymar e Roberto Firmino. Em 2026, um novo encontro só acontecerá se Brasil e México vencerem seus jogos nas oitavas.

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Como a brasileira Baldo virou a erva-mate oficial da seleção… argentina

2 de Julho de 2026, 08:52

A Argentina deu início à Copa do Mundo de 2026 com uma campanha perfeita na primeira fase e uma patrocinadora brasileira associada a um dos hábitos mais tradicionais do elenco: o mate.

A Baldo, empresa do Rio Grande do Sul, foi anunciada em março como fornecedora da erva-mate oficial da seleção argentina, em uma parceria que une futebol, consumo, tradição regional e a força comercial de jogadores como Lionel Messi.

O acordo chama atenção devido a rivalidade entre Brasil e Argentina, que também tem produção própria de erva-mate e uma relação cultural antiga com a bebida.

A presença de Messi amplia o alcance desse mercado. O camisa 10 é tratado por representantes do setor como um dos principais embaixadores da erva-mate no mundo.

Desde sua ida para o Inter Miami, o impacto do argentino passou a aparecer também fora de campo, com reflexos em turismo, varejo, imóveis, bares, restaurantes, eventos esportivos e no interesse dos Estados Unidos por produtos ligados ao futebol sul-americano.

Quem é a Baldo, empresa brasileira que patrocina a Argentina?

A Baldo nasceu em 1920, em Vespasiano Corrêa, no interior do Rio Grande do Sul. A empresa foi fundada pelos irmãos João, Antônio e Luiz Baldo, filhos de imigrantes italianos, a partir de uma pequena fábrica artesanal de erva-mate.

Com o tempo, a produção cresceu e a chamada “erva-mate repousada” ganhou espaço no mercado. A empresa também ampliou sua atuação para outras áreas. Em 1972, iniciou o beneficiamento de soja em Roca Sales, também no Rio Grande do Sul. Em 1975, transferiu essa atividade para Encantado, onde passou a modernizar sua estrutura industrial.

A expansão da Baldo no setor de erva-mate ganhou força nas décadas seguintes. A empresa abriu uma filial em Canoinhas, em Santa Catarina, para ampliar a compra de erva-mate in natura, e avançou no Paraná, com operações em São Mateus do Sul e Prudentópolis.

Em 1994, a Baldo iniciou atividades em São Mateus do Sul. Em 1995, começou trabalhos de fomento à erva-mate, com produção de mudas. A empresa também se associou à Canarias, tradicional marca de erva-mate uruguaia, tornando-se sua sócia majoritária. Essa presença em mercados vizinhos ajudou a aproximar a companhia de consumidores do Uruguai e da Argentina.

Hoje, os maiores mercados da Baldo são Uruguai, Argentina, Estados Unidos, Europa, Oceania e, em menor escala, a Ásia. A empresa exporta cerca de 32 milhões de quilos de erva-mate por ano apenas para o Uruguai e é a principal exportadora de erva-mate do Brasil, respondendo por quase 80% das exportações do Rio Grande do Sul — estado que, na época em que o dado foi levantado, produziu cerca de 300 mil toneladas do produto.

A estrutura da empresa conta com mais de 500 colaboradores diretos e cinco unidades fabris no Brasil. Dependendo do período considerado, outras fontes citam quatro ou seis plantas industriais. As operações estão distribuídas entre Encantado (RS), São Mateus do Sul (PR), Canoinhas (SC) e Prudentópolis (PR).

Como a Baldo virou patrocinadora da Argentina?

A marca brasileira encontrou espaço justamente em um ambiente no qual o consumo do produto já fazia parte da rotina dos jogadores. Os atletas consumiam erva-mate da Baldo antes mesmo do patrocínio, inclusive durante a Copa do Mundo do Catar, em 2022.

A Associação do Futebol Argentino anunciou a Baldo como patrocinadora oficial em 20 de março de 2026. Com o acordo, a empresa brasileira passou a ser a erva-mate oficial da seleção argentina.

A parceria foi apresentada como um movimento ligado ao uso prévio dos produtos pelos próprios jogadores. Em publicação nas redes sociais, a Baldo afirmou que “os campeões” já escolhiam a marca havia tempo e chamou o produto de “segredo dos campeões”.

A entrada da Baldo ocorre em um contexto particular. A seleção argentina não tinha uma patrocinadora oficial no segmento de erva-mate, apesar de o produto ser consumido em larga escala pelos atletas.

A escolha de uma marca brasileira, no entanto, gerou forte reação em Misiones e Corrientes, principais regiões produtoras de erva-mate da Argentina. O deputado provincial Juan José Szychowski, ex-presidente do Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM), pediu que o governo nacional intercedesse para rever o acordo, citando a Lei 26.871, que declara o mate como “Infusão Nacional”.

A polêmica ganha contornos ainda mais particulares porque, mesmo diante do descontentamento, foi justamente a Argentina que superou o Brasil em 2025 e se tornou a maior exportadora mundial de erva-mate, com US$ 117 milhões em vendas externas.

No mercado interno argentino, as marcas locais seguem dominando as gôndolas: a cooperativa Playadito lidera as vendas, com 56,7 milhões de quilos comercializados, seguida pelo grupo Las Marías, dono da marca Taragüí, com 49 milhões de quilos. A Baldo ainda representa uma fração pequena desse mercado.

Quanto ao preço, o pacote de 500 gramas da Baldo, importado do Brasil, custa entre AR$ 4.500 e AR$ 4.800 na Argentina — o equivalente a cerca de US$ 3,05 a US$ 3,25, considerando a taxa de câmbio do início de julho de 2026. O valor é aproximadamente 50% superior ao de uma erva-mate argentina local.

Como jogadores de futebol ajudam a popularizar o mate?

O mate deixou de ser apenas um hábito regional de Argentina, Uruguai, Paraguai e partes do Brasil para ganhar visibilidade global com o futebol.

A cena se tornou comum: jogadores chegando ao ônibus da seleção, caminhando por zonas mistas ou aparecendo em concentrações com cuia e garrafa térmica.

Reportagens internacionais passaram a explicar o preparo, o sabor e o ritual da bebida. O The Athletic descreveu o mate como uma infusão de folhas secas em água morna, feita com erva-mate, planta nativa da América do Sul.

A presença da bebida também foi notada entre jogadores como Lionel Messi, Luis Suárez, Emiliano Martínez, Darwin Núñez e outros atletas sul-americanos.

No caso da Argentina, o mate faz parte da rotina de vários jogadores. Messi e Rodrigo De Paul são conhecidos por manter uma sessão diária da bebida.

O efeito Messi no mercado de erva-mate

Messi se tornou uma vitrine global para a erva-mate. Representantes do setor tratam o argentino como um dos principais embaixadores da bebida nos últimos anos, ao lado de outros nomes que também ajudaram a ampliar a visibilidade do produto.

Esse efeito ganhou força depois da ida de Messi para o Inter Miami, em dezembro de 2024. Nos Estados Unidos, o jogador passou a impulsionar não apenas a audiência do futebol, mas também setores ligados ao consumo em torno do esporte.

Só sua presença em Miami foi o suficiente para movimentar o mercado local de turismo, bares, restaurantes, hotelaria, imóveis, varejo e eventos.

No mercado de erva-mate, esse movimento coincide com um salto nas exportações argentinas ao longo de 2025. Segundo dados do Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM), os embarques passaram de 43,8 milhões de quilos em 2024 para 58,9 milhões de quilos em 2025. O avanço foi de 15,1 milhões de quilos, alta de 34,4% em um ano.

O crescimento também aparece no fim do ano. No último trimestre, as exportações passaram de 10,6 milhões de quilos em 2024 para 16,9 milhões de quilos em 2025, alta de 59,3%.

Em dezembro, o salto foi ainda maior: de 2,57 milhões de quilos em 2024 para 4,84 milhões de quilos em 2025, crescimento de 88,3%.

Segundo dados do INYM, em janeiro de 2025, os Estados Unidos entraram no ranking de maiores importadores de erva-mate, tornando-se o sexto maior destino da erva argentina.

LEIA MAIS: Messi, Mbappé ou Cristiano Ronaldo, quem é o maior… em patrocínios?

Messi e Argentina na Copa do Mundo 2026

A Argentina chegou ao mata-mata da Copa do Mundo 2026 com 100% de aproveitamento na fase de grupos. A seleção venceu a Argélia por 3 a 0, bateu a Áustria por 2 a 0 e fechou a primeira fase com vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia.

Messi foi o principal nome da campanha argentina até o momento. Aos 39 anos, marcou três gols contra a Argélia, fez os dois contra a Áustria e saiu do banco para marcar mais um diante da Jordânia. Com isso, chegou a seis gols nesta Copa do Mundo e a 19 gols em Mundiais.

A Argentina terminou a fase de grupos na liderança do Grupo J, com oito gols marcados e apenas um sofrido. O próximo compromisso argentino será contra Cabo Verde, na fase de 16 avos de final, nesta sexta-feira, 3 de julho, às 19h, em Miami.

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Exclusões de Palmer e Luna da Copa mostram riscos do marketing esportivo

18 de Junho de 2026, 09:08

Quando a Nike revelou um anúncio de seis minutos para a Copa do Mundo, a atenção se concentrou no elenco que reunia estrelas do futebol como Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé ao lado de celebridades como Kim Kardashian.

Mas uma participação em Rip the Script, vídeo que já acumulou 76 milhões de visualizações no YouTube, chamou atenção por outro motivo. Por volta dos quatro minutos de duração, Cole Palmer aparece driblando com a camisa da Inglaterra, apesar de não ter sido convocado para a seleção do país. Sua ausência evidencia os desafios do marketing esportivo.

“É um tiro no escuro”, disse Bob Dorfman, profissional de marketing esportivo da região da Baía de São Francisco.

As marcas gastam milhões de dólares criando campanhas para grandes eventos esportivos em torno de atletas. No entanto, como a produção é feita com muita antecedência, os profissionais de marketing precisam fazer apostas calculadas sobre quem chegará ao maior palco do esporte.

Ao longo dos anos, houve diversas apostas equivocadas. Talvez o caso mais famoso tenha ocorrido em 1992, quando a campanha olímpica “Dan and Dave”, amplamente promovida pela Reebok, foi prejudicada depois que o decatleta Dan O’Brien não conseguiu se classificar para os Jogos de Barcelona.

Os profissionais de marketing também apostaram no meio-campista Diego Luna para ter papel de destaque na seleção dos Estados Unidos, que disputa uma Copa do Mundo em casa pela primeira vez em três décadas. A Nike o colocou em evidência na apresentação do novo uniforme da seleção americana, e o Bank of America o destacou em um comercial antes do torneio.

Mas, assim como Palmer, Luna ficou fora da lista final de convocados, anunciada no fim do mês passado, em uma decisão que a revista Sports Illustrated classificou como “surpreendente”.

Luna vinha sendo preparado para ser um dos rostos da seleção americana nesta Copa do Mundo, mas acabou não integrando o elenco.

Em comunicado, um porta-voz da Nike não comentou especificamente os casos de Palmer e Luna, mas afirmou que a empresa acredita que o esporte pode inspirar as pessoas “não porque todos os atletas vencem, mas porque ousam tentar”.

O Bank of America não respondeu aos pedidos de comentário.

Os riscos para as marcas são especialmente elevados nesta Copa do Mundo porque o torneio está sendo realizado em conjunto pelos Estados Unidos, maior economia de consumo do mundo. Tanto a Nike quanto sua rival Adidas vêm enfrentando dificuldades nos últimos anos para retomar o crescimento, e a competição representa uma grande oportunidade para conquistar consumidores.

As grandes marcas tentam reduzir os riscos de um atleta não ser convocado, sofrer uma lesão ou decepcionar dentro de campo investindo em vários jogadores ao mesmo tempo.

Adidas

Assim como a Nike, a Adidas utiliza diversas estrelas em sua campanha para a Copa. O vídeo de cinco minutos Backyard Legends reúne o ator Timothée Chalamet e jogadores como Lionel Messi, Jude Bellingham e Trinity Rodman.

“Não vejo muitas grandes marcas colocando todos os ovos na mesma cesta”, afirmou Jim Andrews, consultor de patrocínios e fundador da A-Mark Partnership Strategies. “Seria arriscado demais, especialmente em uma Copa do Mundo, quando marcas globais tentam atingir uma audiência global.”

A diversificação não é a única estratégia para enfrentar a volatilidade do esporte. Muitos atletas são contratados por sua relevância cultural fora dos campos. No caso de Luna, ele também é um conhecido defensor da saúde mental, característica que pode torná-lo um parceiro atraente para marcas.

Além disso, muitos esportistas assinam contratos de patrocínio de longo prazo, que vão além de um único ciclo de torneios, ajudando a reduzir o impacto de eventuais decepções esportivas. Messi possui um acordo vitalício de marketing com a Adidas, enquanto Ronaldo mantém um contrato semelhante com a Nike.

Meses atrás, o técnico da seleção masculina dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, já havia alertado que as decisões de publicidade ligadas à Copa não eram um indicativo de quem seria convocado.

“Os jogadores que hoje estão na lista não podem pensar que estarão na convocação final”, afirmou Pochettino em março, antes de partidas preparatórias para a Copa. “Talvez tiremos algumas fotos e preparemos materiais de marketing porque esta é a última oportunidade para fazer esse tipo de trabalho.”

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O segredo de engenharia da SpaceX? Um clube universitário de carros de corrida

17 de Junho de 2026, 06:03

Depois de celebrar a abertura de capital da SpaceX com colegas, Bill Riley planeja arrumar as malas para uma viagem a Brooklyn, Michigan.

Riley, um dos principais executivos de engenharia da empresa, será o juiz-chefe de design de uma corrida em Michigan International Speedway, segundo Chris Ciuca, vice-presidente da organização sem fins lucrativos que organiza o evento. A competição não envolve pilotos profissionais em alta velocidade na pista — ela contará com estudantes universitários competindo com carros estilo Fórmula 1 que eles projetaram e construíram ao longo de meses.

Os vínculos do executivo da SpaceX com a competição estão ligados ao seu tempo na equipe Formula SAE da Universidade Cornell no fim dos anos 1990. E ele não é o único na empresa de Elon Musk voltada a exploração espacial e inteligência artificial. Os executivos Mark Juncosa e Mike Nicolls também desenvolveram suas habilidades de engenharia construindo carros de corrida estudantis em Cornell no início dos anos 2000.

“Carros de corrida e foguetes não são tão diferentes assim”, disse Riley, 49 anos, em uma entrevista à revista da universidade da Ivy League.

A conexão com Cornell na SpaceX é marcante, mas também reflete o compromisso de longo prazo da empresa em contratar pessoas com habilidades práticas, e não apenas excelência acadêmica.

Executivos de recursos humanos da empresa já disseram que candidatos bem-sucedidos na SpaceX costumam ter experiência em projetos extracurriculares de engenharia ou projetos pessoais. Musk já citou vitórias em competições como a Formula SAE como evidência de habilidade excepcional em engenharia.

A SpaceX não respondeu a um pedido de comentário.

John Callister, atual orientador da equipe de Cornell e ex-engenheiro da General Motors, disse que o grupo busca estimular o pensamento independente. “Não temos aulas em todas as coisas que você precisa saber”, afirmou.

Isso se alinha à experiência que Juncosa, 44 anos, teve na organização de corridas de Cornell. O nativo do sul da Califórnia é conhecido como alguém que Musk envia para resolver problemas técnicos difíceis, segundo ex-funcionários.

Quando era estudante em Cornell, ele estudou economia. Mas Timothy Reissman, que conviveu com ele no clube de corrida, lembra de Juncosa como alguém disposto a dedicar tempo para desenvolver habilidades práticas por conta própria.

“Ele era o cara que se dedicava a esse trabalho, para conseguir melhorar algo ou aprender algo”, disse Reissman, hoje professor associado na Universidade de Dayton.

A fama da equipe de Cornell acabou se espalhando pela SpaceX, em parte por causa desse trio de executivos.

“Havia um certo mistério em torno disso — os alunos da SAE de Cornell, isso era uma espécie de grupo dentro da SpaceX”, disse Charlotte Kiang, ex-funcionária da empresa que fez mestrado em engenharia na universidade.

Ela lembrou que participantes da equipe de corrida de Cornell chegaram a formar seu próprio grupo social entre estagiários em determinado momento.

Reissman disse que Juncosa certa vez contou uma história sobre como a SpaceX havia contratado um soldador que não acreditava ser possível implementar um processo automatizado de soldagem envolvendo painéis finos de alumínio. Juncosa, que sabia soldar desde os tempos da equipe de Cornell, entrou para ajudar a resolver o problema.

“Esse é apenas um exemplo do que Mark faz”, disse Reissman.

Michael Jones, colega de equipe de Nicolls e Juncosa no clube, lembrou Nicolls como uma presença mais reservada, mas com habilidades únicas. Ele trabalhava com eletrônica, ajudando o grupo a desenvolver sua própria unidade de controle de motor.

Nicolls, 45 anos, hoje é vice-presidente sênior da SpaceX e passou anos trabalhando no negócio de internet via satélite Starlink.

Jones, professor no Canadá, disse que uma SpaceX sem Riley, Juncosa e Nicolls poderia ser muito diferente.

“Se você os tirasse todos de lá e eles fossem para outro lugar, o que teria acontecido?”, disse Jones. “Acho que houve uma combinação rara de pessoas que chegaram no momento certo e estabeleceram o padrão.”

Escreva para Micah Maidenberg em micah.maidenberg@wsj.com

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Brasil x Marrocos: veja horários e próximos jogos da Seleção na Copa do Mundo 2026

13 de Junho de 2026, 06:31

A seleção brasileira estreia neste sábado (13) na Copa do Mundo 2026. O primeiro compromisso do Brasil será contra Marrocos, às 19h, pelo horário de Brasília, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A partida contra o Marrocos abre a campanha brasileira no Grupo C, que também tem Haiti e Escócia.  Ao todo, o Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos nos Estados Unidos.

A Copa do Mundo 2026 começou em 11 de junho e será disputada até 19 de julho. Esta edição terá 48 seleções, 12 grupos, 104 jogos e sedes em três países: Estados Unidos, Canadá e México.

O jogo entre Brasil e Marrocos marca a 23ª participação da seleção brasileira em Copas do Mundo.

Que horas é Brasil X Marrocos?

Brasil x Marrocos

  • Data: sábado, 13 de junho;
  • Horário: 19h;
  • Local: Estádio de Nova York/Nova Jersey;
  • Cidade: Nova Jersey;

Quais são os jogos do Brasil na fase de grupos?

O Brasil terá três jogos na fase de grupos da Copa do Mundo 2026. Além da estreia contra Marrocos, a Seleção enfrenta Haiti e Escócia.

Veja a tabela do Brasil na Copa:

  • Brasil x Marrocos: sábado, 13 de junho, às 19h, em Nova Jersey;
  • Brasil x Haiti: sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia;
  • Brasil x Escócia: quarta-feira, 24 de junho, às 19h, em Miami.

Onde assistir os jogos da Copa do Mundo 2026?

A transmissão da Copa do Mundo 2026 no Brasil será dividida entre TV aberta, TV fechada, streaming, YouTube e rádio.

Na TV aberta, os jogos serão exibidos por Globo e SBT. Na TV por assinatura, a cobertura terá SporTV, N Sports e ge tv. No streaming e YouTube, a transmissão terá Globoplay, CazéTV, ge tv e N Sports.

  • TV aberta: TV Globo (55 jogos) e SBT (32 jogos);
  • TV por assinatura: SporTV (55 jogos), N Sports (32 jogos) e ge tv (32 jogos);
  • Streaming e YouTube: CazéTV (todos os jogos), Globoplay (55 jogos), ge tv (32 jogos) e N Sports (32 jogos);
  • Rádio: CBN, Rádio Globo, Jovem Pan, Rádio Gaúcha, BandNews FM, Rádio Bandeirantes, Rádio Itatiaia e outras emissoras.

Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026?

A fase de grupos da Copa do Mundo 2026 será disputada em pontos corridos dentro de cada chave. Cada seleção fará três jogos, uma partida contra cada adversária do grupo.

A pontuação segue o modelo tradicional:

  • Vitória: 3 pontos;
  • Empate: 1 ponto;
  • Derrota: 0 ponto.

Ao fim das três rodadas, avançam ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada grupo. Além deles, os oito melhores terceiros colocados entre os 12 grupos também se classificam.

Na prática, uma seleção pode não terminar entre as duas primeiras da chave e ainda assim seguir para a fase eliminatória, desde que tenha campanha suficiente para ficar entre os melhores terceiros colocados.

Depois da fase de grupos, começa o mata-mata a partir dos 16 avos de final. A partir dessa etapa, quem vence avança e quem perde é eliminado.

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Neymar S.A: como o camisa 10 fez do seu nome a segunda maior fábrica de marcas do país

11 de Junho de 2026, 17:18

Neymar é mais do que um jogador de futebol. Além da presença na seleção brasileira, o atacante reúne uma das maiores estruturas comerciais entre os atletas convocados, com patrocínios, marcas próprias, produtos licenciados e uma estratégia intensa de registro de marcas. O nome do jogador já movimenta suplementos, bebidas, vinhos, óculos, produtos para festas, brinquedos, materiais escolares, quadrinhos e projetos digitais.

Em 2025, a NR Sports, responsável pela gestão da imagem e dos direitos comerciais do atleta, foi a segunda maior depositante de marcas do país no ranking do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com 278 pedidos, atrás apenas da Payno Gestão Empresarial e Participações, da área financeira, que registrou 305.

Atualmente, a principal marca ligada ao jogador é o próprio nome Neymar. Com mais de 232 milhões de seguidores no Instagram, o camisa 10 já participava de campanhas publicitárias relacionadas à Copa do Mundo antes mesmo da divulgação da lista definitiva de convocados.

Na prática, Neymar passou a operar como uma marca explorada em diferentes setores e frentes comerciais, indo além de campanhas pontuais.

Neymar como marca

O volume de pedidos no INPI demonstra uma rápida expansão comercial. Entre os registros e ativos ligados ao jogador estão variações como Neymar Jr., NJR, “O Pai Tá On” e “Caos Perfeito”.

O motivo para tantos pedidos é que quanto mais ampla a presença comercial de Neymar, maior a necessidade de proteger nomes, símbolos e expressões associados à sua imagem.

No Brasil, o direito sobre uma marca pertence, em regra, a quem obtém primeiro o registro junto ao INPI.

No caso de Neymar, os pedidos aparecem em diferentes segmentos, como vestuário, calçados, artigos esportivos, acessórios, joias, papelaria, bebidas, suplementos e publicidade.

O volume de registros também se justifica porque não existe um único registro capaz de proteger a marca em todos os mercados. Um nome registrado para roupas, por exemplo, não garante automaticamente proteção para bebidas.

A estratégia reduz o risco de uso indevido por terceiros e cria uma base para licenciamento, royalties, contratos publicitários e exploração comercial da marca Neymar em diferentes setores.

Quais são os negócios ligados a Neymar?

Neymar aparece associado a marcas próprias, produtos licenciados e projetos comerciais em diferentes áreas. Em alguns casos, há participação direta do jogador na criação ou validação do produto. Em outros, o vínculo ocorre por meio de licenciamento, uso de imagem ou participação da estrutura empresarial ligada ao atleta.

Entre os principais negócios estão:

Neymar Jr. / NJR É a principal marca pessoal do jogador. O guarda-chuva reúne o nome Neymar Jr., a sigla NJR, símbolos, bordões e elementos visuais utilizados em produtos, campanhas e projetos comerciais ligados à imagem do atacante.

NR Sports / Neymar Sport e Marketing É a empresa responsável por centralizar a gestão dos negócios de imagem de Neymar. A companhia atua nos bastidores da carreira comercial do jogador, organizando contratos, parcerias, produtos, marcas e iniciativas que utilizam o nome do atleta.

Next10 É a marca de suplementos alimentares criada com participação de Neymar. Lançada em 2025, a empresa entrou no mercado de nutrição, performance e rotina esportiva, aproveitando a associação direta do jogador ao esporte de alto rendimento.

Le Prince É a linha de vinhos de Neymar, apresentada em 2026 durante a APAS Show, em São Paulo. A marca reúne rótulos de países como Chile, Espanha e França e representa a entrada do jogador no segmento de bebidas alcoólicas premium.

Pley by Ney É uma marca de bebidas associada ao universo de Neymar. A proposta combina bebidas prontas com uma identidade ligada a estilo de vida, música e consumo casual.

NJR Eyewear É a marca de óculos vinculada ao jogador. A operação trabalha com coleções temáticas inspiradas em diferentes fases da carreira e da imagem pública de Neymar, com vendas realizadas por meio do comércio eletrônico.

Marca Pelé A marca Pelé passou a integrar o portfólio empresarial administrado pela NR Sports após uma operação envolvendo os direitos comerciais do Rei do Futebol. Não se trata de uma marca pessoal de Neymar, mas ela passou a fazer parte do conjunto de negócios conduzidos pela estrutura empresarial ligada à família do jogador.

Ney Ney É um personagem animado inspirado em Neymar Jr., lançado em 2026 para redes sociais e plataformas digitais.

Neymar Jr. Comics É um projeto de quadrinhos baseado na imagem de Neymar. A iniciativa leva o jogador para o universo das histórias ilustradas, ampliando sua presença para além da publicidade tradicional.

Neymar Jr. Toys / Neymar Jr. Toys Bike São linhas de brinquedos e bicicletas licenciadas com a marca Neymar Jr., voltadas principalmente para o público infantil.

Popper Neymar Jr. É uma linha de produtos para festas com a marca Neymar Jr. A proposta leva o nome do jogador para itens comemorativos e de decoração, especialmente voltados para festas infantis e eventos temáticos.

Floow by Neymar Jr. É uma linha associada aos segmentos de suplementos, energia e performance. A marca conecta a imagem de Neymar ao mercado de bem-estar e desempenho físico.

Neymar e os patrocínios

Neymar também aparece como o jogador da seleção brasileira com o maior número de contratos de patrocínio entre os atletas citados nas fontes consultadas.

Aos 34 anos, o atacante reúne 20 acordos comerciais. A lista inclui marcas dos setores de alimentos, varejo, apostas, entretenimento, saúde e consumo.

Após a convocação para a seleção brasileira, Neymar publicou conteúdos para marcas como Red Bull, Mercado Livre, Puma, Canção e Blaze.

Atualmente, o jogador atua como garoto-propaganda das seguintes marcas:

  • Canção (alimentos);
  • Mercado Livre (varejo digital);
  • Loovi (seguro automotivo);
  • Viva Sorte (títulos de capitalização);
  • Faanz (marketing esportivo);
  • Popper (artigos para festa);
  • Next10 (suplementos alimentares);
  • Blaze (apostas online);
  • Puma (moda esportiva);
  • Sintta Stay (hospedagem);
  • Lavitan (vitaminas);
  • Ixina Kitchen (cozinhas planejadas);
  • Due Incorporadora (incorporação imobiliária);
  • Pley by Ney (bebidas);
  • Aiwa (eletrônicos);
  • Ibrahim Al.Qurashi (perfumaria);
  • Campline Horses (esporte equestre);
  • Tropicool (alimentos);
  • Aspetar (medicina esportiva);
  • Red Bull (bebidas energéticas).

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Dissemos adeus a Messi e Cristiano Ronaldo (duas vezes). Desta vez, acabou mesmo

11 de Junho de 2026, 10:00

Você provavelmente já nos ouviu dizer isso.

Em 2018, previmos com confiança que os dois maiores jogadores de futebol de sua geração, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, estavam prestes a disputar sua última Copa do Mundo. Ambos já tinham mais de 30 anos, e a lógica esportiva indicava que o crepúsculo de suas carreiras se aproximava rapidamente. Então Ronaldo marcou um hat-trick em seu primeiro jogo.

Sem aprender absolutamente nada, repetimos a previsão quatro anos depois, em 2022. Naquela altura, ambos estavam na faixa dos 35 anos e já pareciam em plena turnê de despedida. Então Messi foi lá e conquistou a Copa do Mundo.

Mas nos escute: desta vez, sem dúvida, podemos afirmar categoricamente que este verão marcará a última dança de Messi e Ronaldo no maior torneio do esporte.

“Definitivamente, sim”, disse Ronaldo à CNN no ano passado. “Porque terei 41 anos.”

Veja só: até Cristiano concorda.

No momento em que entrar em campo por Portugal, ele será o jogador de linha mais velho da Copa do Mundo de 2026. Também estabelecerá um recorde ao disputar o torneio pela sexta vez. O único outro jogador a conseguir isso será, inevitavelmente, Messi, aos 38 anos.

É apropriado que ambos façam sua despedida da Copa juntos — ainda que estivéssemos convencidos de que isso aconteceria oito anos atrás. Nas últimas duas décadas, suas carreiras transcorreram em paralelo, e a grandeza de um sempre foi medida em comparação com a do outro. Ronaldo impulsionou Messi, e Messi impulsionou Ronaldo. Ambos já admitiram isso.

“As pessoas os admiram pela continuidade que tiveram”, diz o ex-atacante sueco Zlatan Ibrahimović. “Seu legado não é o que você fez no curto prazo, mas no longo prazo.”

O problema do longo prazo é que o tempo acaba alcançando todo mundo.

Embora Messi tenha marcado 12 gols em 14 partidas pelo Inter Miami CF nesta temporada, e Ronaldo tenha anotado 28 em 30 jogos pelo Al Nassr FC, não há dúvidas de que esses ídolos perderam um pouco do brilho físico de antes.

Ronaldo ainda parece saído de um filme da Marvel, mas sua queda de rendimento já o levou ao banco de reservas na Copa do Mundo de quatro anos atrás. Quanto a Messi, ele continua caminhando pelos jogos como se estivesse passeando por uma galeria de arte.

Mas não se engane: deixar Messi fora do time está completamente fora de cogitação.

“Não faz sentido dizer que sou eu quem está no comando”, afirmou recentemente o técnico da Argentina, Lionel Scaloni. “Sempre conversamos com Messi sobre todas as decisões que tomamos.”

Questionado se isso refletia sua relação com Ronaldo, o técnico de Portugal, Roberto Martínez, respondeu apenas: “Nós trabalhamos de maneira diferente.”

A questão agora é entender exatamente o que esse trabalho envolve — e jogar futebol é apenas parte da história.

Desde a última Copa do Mundo, no Catar, ambos deixaram a Europa e migraram para ligas onde podem aproveitar a reta final da carreira como superestrelas em seus últimos capítulos.

Ronaldo foi o primeiro, ao se mudar para Riad no fim de 2022. Graças aos recursos da liga saudita, ele recebe mais de US$ 200 milhões por temporada, tornando-se, com folga, o atleta mais bem pago do mundo.

Messi seguiu caminho semelhante em 2023, ao trocar o Paris Saint-Germain pela MLS. Além de receber um salário recorde de US$ 28,3 milhões por temporada no Inter Miami, ele fechou um acordo inédito de participação em receitas da liga com duas de suas maiores parceiras comerciais: Apple e Adidas.

Agora, ambos têm uma última oportunidade de transformar o evento esportivo mais popular do planeta em mais uma grande fonte de receitas.

Ronaldo atualmente estrela uma campanha da Nike ao lado de LeBron James. Messi lidera campanhas da Adidas, Michelob Ultra, Lay’s e Lowe’s.

Isso significa que eles estarão em todas as telas, independentemente do que acontecer dentro de campo.

Ainda assim, existe um espetáculo que eles nunca entregaram.

Toda a rivalidade entre Messi e Ronaldo se desenrolou sem um confronto em Copa do Mundo. Eles jamais se enfrentaram no torneio.

Mas este verão pode mudar isso.

Se Portugal e Argentina vencerem seus grupos, o chaveamento os colocará em rota de colisão nas quartas de final.

11 de julho, em Kansas City: Messi contra Ronaldo no que será, definitivamente, sua última Copa do Mundo como jogadores.

Desta vez, de verdade.

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Seleções campeãs do mundo: todos os vencedores da Copa até 2022

26 de Março de 2026, 18:08

Você sabia que apenas oito países já venceram a Copa em 22 edições desde que ela foi criada? As seleções de futebol masculino campeãs do mundo representam somente dois continentes. O time vencedor da Copa no Catar, a Argentina, que derrotou a França nos pênaltis na final, pertence a um desses continentes.

A seguir, confira quem foram os vencedores da Copa até o momento e quais deles tiveram a oportunidade de ganhar mais de uma vez, como o Brasil. Se você ama futebol, é hora de refrescar a memória!


Confira:

Quais são as seleções campeãs do mundo?

Em países em que o futebol é um esporte popular, participar do torneio vira questão de honra. Nesse quesito, o Brasil fez a lição de casa, porque, além de estar entre os campeões da Copa do Mundo, é o único país que participou de todas as edições

As seleções campeãs do mundo são:

  • Uruguai 
  • Itália
  • Alemanha 
  • Brasil 
  • Inglaterra
  • Argentina 
  • França 
  • Espanha

Confira, agora, qual foi o placar das partidas que definiram os vencedores da Copa e algumas curiosidades:

1930

O Uruguai sediou a primeira Copa do  Mundo e as 18 partidas foram feitas somente na capital Montevidéu. O time uruguaio foi à final contra a Argentina e venceu os vizinhos por 4 a 2. No dia seguinte, foi feriado no país para celebrar a conquista do título no primeiro campeonato. 

1934 

A Itália sediou a segunda Copa do Mundo e também se tornou campeã em casa, vencendo a antiga Tchecoslováquia (atual República Tcheca e Eslováquia) na prorrogação por 2 a 1. Os jogos foram transmitidos ao vivo pelo rádio para 12 países. 

O campeão Uruguai não disputou a Copa em retaliação à Itália, por ter se recusado a viajar e participar da primeira edição.

1938

A Itália se tornou bicampeã ao vencer a Hungria por 4 a 2. O Brasil foi o terceiro colocado. Pela primeira vez, um país asiático participou da Copa: as Índias Orientais Holandesas (Indonésia).

1950

Depois de um intervalo com as copas de 1942 e 1946 canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial, a retomada foi no Brasil.

Jogando em casa, a equipe brasileira conseguiu chegar até a final, que foi disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, considerado o maior estádio do mundo na época. No entanto, o Uruguai conseguiu virar o jogo e se tornou bicampeão por 2 a 1.

1954

A Copa de 1954 marca o retorno da Alemanha, dessa vez como Alemanha Ocidental, à Copa desde o final da Segunda Guerra. Mesmo não sendo a favorita, os alemães venceram a Hungria de virada, por 3 a 2, marcando o gol da vitória já no fim da partida.

1958

A Copa de 1958 tinha uma dupla invencível de atacantes: Pelé e Garrincha, que levaram o Brasil à final, que venceu a anfitriã dos jogos, a Suécia, por 5 a 2. O Brasil foi o primeiro país a conquistar o título em um continente diferente

1962

Mais uma vez na final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1 na Copa no Chile. Garrincha estava suspenso da partida por conta de um cartão vermelho na semifinal. Mas até o presidente do Chile, Jorge Alessandri, solicitou que o atacante brilhasse na final e o pedido foi aceito.

1966

A Inglaterra venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 na prorrogação. A Rainha Elizabeth II estava no estádio em Wembley e presenciou o país conquistar seu primeiro e único título até o momento.

1970

O Brasil se tornou tricampeão, vencendo a Itália por 4 a 1. O time brasileiro se consagrou no futebol mundial com jogadores como Pelé, Rivelino, Tostão e Carlos Alberto.

1974

A Alemanha Ocidental venceu a Holanda em casa por 2 a 1. A Copa foi marcada pela atuação marcante do jogador holandês Johan Cruyff e do alemão Franz Beckenbauer. 

1978

Em sua segunda final consecutiva, a Holanda perdeu novamente, desta vez para a dona da casa, a Argentina. Passaram-se 48 anos desde a primeira Copa do Mundo até que os argentinos levassem o título por 3 a 1.

1982

Depois de  uma semifinal disputada nos pênaltis entre Alemanha Ocidental e França, a seleção alemã venceu, mas não conquistou a taça Jules Rimet. A Itália venceu os alemães por 3 a 1 e se igualou ao Brasil com o tricampeonato na Copa da Espanha.

1986

A Copa do México foi do argentino Diego Maradona, que estava no auge de sua carreira e contribuiu para vencer a Alemanha Ocidental. A Argentina conquistou o título pela segunda vez.

1990

Alemanha e Argentina se enfrentaram novamente em uma final, mas dessa vez os alemães levaram a melhor por 1 a 0. O gol decisivo foi de um pênalti faltando menos de cinco minutos para terminar a partida.

1994

A final clássica entre Brasil e Itália, decidida nos pênaltis. O chute para fora do gol do italiano Roberto Baggio entregou o título ao Brasil, que conquistou o primeiro tetracampeonato entre os vencedores da Copa.

1998

Depois de um tetra, a expectativa sobre a seleção brasileira caiu por terra. Apesar do Brasil chegar à final com a França, a vitória foi de 3 a 0 para os franceses.

2002

Realizada pela primeira vez na Ásia e em dois países ao mesmo tempo, a Copa da Coreia do Sul e do Japão marcou também a vitória do Brasil pela quinta vez. A seleção brasileira venceu a Alemanha por 2 a 0.

2006

Com semifinais e uma final composta apenas de países europeus, a Itália venceu a França nos pênaltis e se consagrou tetracampeã. 

2010

Pela primeira vez a ser realizada no continente africano, a Copa na África do Sul também teve um estreante entre as seleções campeãs do mundo. A Espanha, que até então nunca havia passado das quartas de final, venceu a Holanda por 1 a 0 na prorrogação.

2014

Na segunda Copa do Mundo no Brasil, a final ficou entre a Alemanha e a Argentina. A partida foi decidida só na prorrogação, que deu vitória aos alemães por 1 a 0, sendo a primeira seleção europeia a ganhar o torneio no continente americano. 

2018

A França conquistou o bicampeonato na final contra a Croácia, vencendo por 4 a 2. O francês Kylian Mbappe foi o segundo jogador mais novo a disputar uma final, com 19 anos. 

O mais novo, até o momento, continua a ser o brasileiro Pelé, que jogou a final de 1958, na Suécia, com apenas 17 anos.

2022

A Argentina levou o tricampeonato na Copa do Catar, encerrando um jejum de 36 anos sem título, ao derrotar a França nos pênaltis. A partida encerrou em 3 a 3, na prorrogação.

Países que mais venceram a Copa do Mundo

Entre as oito seleções campeãs do mundo, somente seis conquistaram o título mais de uma vez. O Brasil é o único pentacampeão até o momento, enquanto Alemanha e Itália somam quatro vitórias cada.

O ranking dos países vencedores da Copa são:

  • Brasil: 5 vitórias
  • Itália: 4 vitórias
  • Alemanha: 4 vitórias
  • Argentina: 3 vitórias
  • Uruguai: 2 vitórias
  • França: 2 vitórias
  • Inglaterra: 1 vitória
  • Espanha: 1 vitória

A Alemanha participou das Copas de 1934 e 1938 como uma única seleção. Depois da Segunda Guerra, o país voltou a disputar o torneio somente em 1954, porém como Alemanha Odicental

A Federação Internacional do Futebol (FIFA), que é o órgão responsável pela realização da Copa, atribuiu as vitórias da antiga Alemanha Ocidental à atual seleção alemã. 

De todos os campeões da Copa do Mundo, somente a Itália não vai disputar o torneio no Catar este ano. Esta será a segunda edição que a seleção italiana não se classifica para o campeonato.

Países que nunca participaram da Copa do Mundo

A FIFA reconhece mais de 200 nações que podem ou não disputar o torneio. Cabe a cada uma escolher se candidatar para participar das eliminatórias e tentar se classificar para o torneio principal.

Alguns dos países que mais tentaram participar, mas nunca conseguiram são Luxemburgo, Curaçao, Zâmbia, Malta, Síria e Venezuela. Todos eles já se inscreveram em mais de dez edições do torneio.

A corrida bilionária da Cadillac para construir uma equipe de F1 do zero

14 de Março de 2026, 08:13

A equipe de Fórmula 1 da Cadillac ainda era uma folha em branco — sem carro, sem piloto e sem um único pneu — quando fez duas contratações críticas. Uma foi a de um chefe técnico veterano, responsável por projetar um milagre da engenharia, um foguete sobre rodas capaz de competir no auge do automobilismo. Um doutorado em aerodinâmica não era obrigatório, mas ajudava.

O outro cargo envolvia um pouco menos de matemática: um diretor de recursos humanos para integrar cerca de 600 pessoas que já sabiam algo sobre construir carros superrápidos o mais rápido possível.

Isso, como se descobriu, é como se constrói um time de F1 do zero.

A maioria dos novos entrantes na série mais prestigiosa do mundo compra uma equipe já existente, incluindo a fábrica. Quando a Red Bull entrou no esporte em 2005, adquiriu os restos da Jaguar. A Mercedes foi construída a partir dos pedaços da equipe chamada Brawn GP. E o outro novo nome na grade nesta temporada, a Audi, está reformulando a equipe suíça anteriormente conhecida como Sauber.

Mas a Cadillac está sendo construída do zero. “Vamos construir uma nova equipe americana”, diz Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports. “É muito mais fácil do que tentar refazer algo da Suíça.”

“Você só precisa começar a construir com uma certa fé cega de que os elementos vão se encaixar”, afirma o veterano da Fórmula 1 Graeme Lowdon, que supervisiona a equipe desde 2024.

O projeto Cadillac conta com o apoio da General Motors e da TWG Motorsports, cofundada pelo bilionário americano Mark Walter, que também é dono do Los Angeles Dodgers e do Los Angeles Lakers.

Nessa fase, a Cadillac não tinha garantia de que algum dia chegaria a um circuito de F1. A equipe apoiada por Mark Walter, CEO bilionário da Guggenheim Partners, ainda tentava convencer a liderança da F1 a admitir uma 11ª equipe em um dos clubes mais exclusivos do esporte — sem muito sucesso até então.

Walter, que também é presidente e cofundador da TWG Motorsports, já havia entrado com sucesso na Major League Baseball ao adquirir os Dodgers e, posteriormente, entraria na NBA ao gastar US$ 10 bilhões nos Lakers. A F1 se mostrava um pouco mais exigente.

Quando Towriss fez suas primeiras consultas sobre uma possível expansão, o CEO da F1, Stefano Domenicali, o dispensou educadamente. “Eles disseram tipo: ‘Não, estamos bem’”, relembra Towriss.

Sergio Pérez, do México, já tinha mais de 280 largadas na F1 por quatro equipes diferentes antes de assinar para a temporada inaugural da Cadillac.

Crédito: Divulgação

Pérez havia atuado recentemente como companheiro do quatro vezes campeão mundial Max Verstappen na Red Bull antes de levar sua experiência para a Cadillac.

Apenas conseguir aprovação para correr acabou custando à TWG e à General Motors mais de um ano e várias centenas de milhões de dólares. Contratar pessoal, comprar peças, construir instalações e produzir um carro real elevou o investimento para mais de um bilhão de dólares. No entanto, em 8 de março, esta equipe americana novíssima, que ainda não completou uma única volta competitiva, espera estar na grade na Austrália para a primeira corrida de 2026.

“Estamos contra prazos implacáveis”, explica Lowdon, durante os testes de pré-temporada em Barcelona. “Não podemos chegar ao nosso primeiro Grande Prêmio em Melbourne e correr na segunda-feira quando todos os outros estão correndo no domingo.”

Os EUA não têm uma história longa ou gloriosa na F1. A outra equipe americana na grade, a Haas F1, participou de mais de 200 Grandes Prêmios sem nenhuma vitória. E nenhum piloto americano venceu uma corrida desde Mario Andretti em 1978.

Nada disso desanimou a Cadillac, uma marca cujo auge cultural ocorreu meados do século 20, depois recuou por décadas antes de voltar com SUVs enormes e vidros escurecidos. Agora, a marca espera aproveitar a popularidade global da F1 para alcançar um público mais jovem, mesmo que seja improvável que apareça no pelotão da frente em breve.

Trata-se também de uma operação multinacional que pretende superar gigantes como Ferrari, Red Bull e Mercedes. A Cadillac F1 está espalhada entre uma instalação tecnológica em Silverstone, Inglaterra, onde realiza grande parte do design aerodinâmico; um campus da General Motors em Charlotte, Carolina do Norte, com simulador de F1; e uma nova sede em Indianápolis, onde eventualmente fabricará a maior parte de suas peças. Que estejam geograficamente tão distantes não importa, diz Lowdon. “Na verdade, a única vez que um carro de F1 está realmente inteiro é quando sai da garagem para a pista.”

Até a equipe receber aprovação para entrar na F1 no início do ano passado, ninguém na Cadillac tinha visto as especificações que regeriam o esporte em 2026.

A Fórmula 1 surfou uma onda de atenção nos últimos cinco anos, transformando-se de um produto cansado, aparentemente inacessível e entediante para o público casual, em um fenômeno global de entretenimento. Quando a série da Netflix Drive to Survive ajudou a F1 a finalmente conquistar o mercado americano, foi o ápice de um esforço de anos para reformular o esporte para um público que não entendia — ou não se importava — com ângulos de asas ou compostos de pneus. Com 10 equipes pelo mundo, a F1 não via razão para abrir espaço para uma 11ª equipe.

Sinal verde

Enquanto aguardava aprovação, a Cadillac esbarrava em obstáculos a cada passo. Regras de marca registrada impediam que se chamasse equipe de Fórmula 1 até obter sinal verde; mas não poderia receber sinal verde sem provar capacidade de acompanhar a F1.

Mesmo nos materiais de marketing, a Cadillac não podia usar o termo F1. Durante a maratona de contratações, anúncios eram apenas para um “projeto de automobilismo de alto nível”. Nos testes de túnel de vento, não podia usar pneus Pirelli especializados, disponíveis apenas para equipes credenciadas.

Menos de dois anos após o início do projeto — e com uma enorme campanha de contratação —, a Cadillac F1 recebeu cerca de 143 mil candidaturas para 595 vagas.

Durante o processo, a equipe teve de preparar um documento de mais de 1.000 páginas, incluindo plano logístico, notas iniciais de design e cartas de fornecedores em potencial para demonstrar conhecimento do que estavam assumindo. Uma condição era que a General Motors se comprometesse a construir seu próprio powertrain até 2029. Enquanto isso, a Cadillac compraria e usaria motores da Ferrari. A equipe também ofereceu um pagamento único de US$ 450 milhões para as 10 equipes existentes compensarem a diluição do prêmio.

Quando a aprovação da F1 finalmente chegou em março passado, tudo mudou — como acender a luz em uma garagem escura.

Naquele momento, a Cadillac já tinha cerca de 300 funcionários e avançava no design aerodinâmico. Mas ninguém dentro da equipe havia visto o conjunto completo de regras e especificações que regeriam o esporte em 2026. Isso também era privilégio de equipes já na F1. “Antes da nossa entrada, só podíamos ver o que qualquer um baixava da internet”, diz Lowdon. “Agora podemos realmente arregaçar as mangas e trabalhar.”

Nas três primeiras temporadas na F1, a Cadillac planeja usar motores Ferrari até a General Motors produzir seu próprio powertrain em 2029.

Até o final de 2025, a Cadillac F1 havia recebido 143 mil candidaturas para 595 vagas e entrevistado cerca de 6.500 pessoas para todos os departamentos especializados. A única maneira garantida de conseguir um lugar na equipe era ser um piloto veterano de Fórmula 1 disponível, como Valtteri Bottas. Ao lado do mexicano Sergio Pérez, o finlandês de 36 anos foi anunciado como piloto inaugural — dois experientes que já estavam em equipes campeãs.

Para Bottas, chegar à Cadillac foi completamente diferente de quando ingressou na Mercedes em 2017. Na época, ele entrou em uma operação já campeã mundial, otimizada nos mínimos detalhes. O carro era praticamente imbatível. Lewis Hamilton era seu companheiro. Qualquer pergunta de Bottas já tinha uma resposta cuidadosamente considerada e típica da Mercedes.

Na Cadillac, cada pergunta é feita pela primeira vez. Não há procedimentos padrão. Um antigo ditado de F1 dizia que pilotos eram como lâmpadas — só era preciso encaixá-los. Mas Bottas está sendo solicitado a usar seus 12 anos de experiência para ajudar a projetar toda a “lâmpada”.

“A lista é quase infinita”, diz ele. “Que tipo de cinto de segurança queremos? Qual layout do volante? Qual o curso do pedal?”

Bottas, sem saber o que esperar, nunca havia se envolvido tanto em detalhes minuciosos. Mas o verdadeiro milagre, segundo ele, é que a Cadillac vá chegar a uma corrida.

“Estamos aqui”, afirma Bottas. “Temos um carro de F1 e temos uma equipe.”

BYD estuda entrada na Fórmula 1

11 de Março de 2026, 12:12

A BYD está avaliando opções para entrar no automobilismo competitivo, incluindo a Fórmula 1 e corridas de endurance, competições de longa duração, em uma tentativa de ampliar o apelo global da marca chinesa.

A montadora analisa diferentes alternativas após seu rápido crescimento fora do mercado doméstico e diante da mudança do automobilismo competitivo em direção a motores híbridos, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações privadas.

As possibilidades vão desde o Campeonato Mundial de Endurance da FIA, que inclui a tradicional corrida 24 Horas de Le Mans, até a Fórmula 1, seja com a criação de uma equipe própria ou por meio da aquisição de um time já existente, acrescentaram as fontes.

Presença de chineses

Uma eventual entrada da BYD representaria uma rara tentativa direta de um fabricante chinês de competir em um esporte dominado por equipes europeias e americanas. Montadoras do país tiveram participações esporádicas no automobilismo.

A Geely, por exemplo, compete com sucesso em corridas internacionais de carros de turismo por meio da Cyan Racing, antiga equipe de fábrica da Volvo, enquanto a NIO conquistou o título de pilotos da primeira temporada da Formula E em 2015.

Os custos potenciais para entrar na Fórmula 1 podem ser um obstáculo significativo para a BYD, segundo uma das fontes. Desenvolver e colocar um carro na competição geralmente exige anos de negociação e pode custar até US$ 500 milhões por temporada.

Nenhuma decisão foi tomada até agora, e a empresa pode acabar optando por não entrar em nenhuma competição. Um porta-voz da BYD não respondeu a um pedido de comentário.

Veículos elétricos

Conhecida por fabricar veículos elétricos e híbridos de preço mais acessível, a BYD busca ampliar seu posicionamento ao avançar para o segmento de luxo. Em 2025, sua marca premium Yangwang testou o modelo U9 Xtreme em uma pista na Alemanha, registrando velocidade máxima superior a 495 km/h.

Recentemente, a BYD ultrapassou a Tesla como maior vendedora mundial de veículos elétricos e se tornou um dos principais rostos da ofensiva da China em mercados automotivos da Europa, América Latina e outras regiões.

Uma parceria com a Fórmula 1 também aumentaria significativamente a visibilidade da marca nos Estados Unidos, embora a empresa ainda não venda carros no país, principalmente devido a tarifas elevadas e restrições de mercado. O esporte vive atualmente um boom de popularidade nos EUA, impulsionado em parte pela série da Netflix Formula 1: Drive to Survive e pelo aumento do número de corridas no país.

O chefe da entidade que governa a Fórmula 1, a Fédération Internationale de l’Automobile, tem defendido a entrada de uma equipe chinesa. Em entrevista ao jornal Le Figaro no ano passado, Mohammed Ben Sulayem afirmou que um fabricante da China seria o próximo passo lógico para o esporte, após a chegada da Cadillac.

Popularidade na China

A popularidade da Fórmula 1 na China também vem crescendo após o retorno da categoria a Xangai em 2024, depois de cinco anos de ausência. Zhou Guanyu tornou-se o primeiro piloto chinês da Fórmula 1 em 2022. A nova temporada começou no último fim de semana em Melbourne, na Austrália, com a próxima corrida marcada para Xangai neste fim de semana.

Equipes já estabelecidas costumam resistir à entrada de novos concorrentes, já que novas equipes diluem a divisão do prêmio financeiro e podem reduzir as avaliações das atuais participantes. Neste ano, a Cadillac estreia no grid após anos de negociações.

Comprar participação em equipes é mais comum. Esta temporada também marca a estreia da Audi na Fórmula 1 após assumir controle total da empresa suíça de automobilismo Sauber. Já o fundo Otro Capital busca compradores para sua participação na Alpine Racing, equipe ligada à Renault SA.

Vendas completas de equipes, porém, são raras. A equipe Aston Martin F1 Team, do bilionário Lawrence Stroll, vendeu recentemente participações no time, que teve um início de temporada difícil devido a problemas mecânicos, incluindo vibrações na unidade de potência.

O automobilismo também vem adotando práticas mais sustentáveis. Para 2026, a Fórmula 1 implementou novas regras, incluindo regulamentos de motores híbridos que ampliam a capacidade das baterias. O World Endurance Championship também utiliza veículos híbridos em suas competições.

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Rio Open e ascensão de João Fonseca reacendem ligação entre tênis e mercado financeiro

22 de Fevereiro de 2026, 08:02

A rápida ascensão do tenista João Fonseca devolveu ao Brasil um entusiasmo pelo tênis que não se via desde os tempos de Gustavo Kuerten, o Guga. Mesmo eliminado nas oitavas de final do Rio Open este ano, Fonseca, de 19 anos, ainda disputa neste domingo (22) o título nas duplas ao lado de Marcelo Melo.

Além do maior interesse do público, refletido em arquibancadas cheias e maior procura por ingressos, o efeito também aparece nas transmissões e, principalmente, entre patrocinadores do mercado financeiro. Afinal, em um esporte historicamente associado às elites, o gosto e o dinheiro raramente competem – costumam atuar em dupla.

E na semana do maior torneio de tênis da América do Sul, o mercado financeiro aproveitou para ampliar sua presença no tênis: desde financiamento de jovens promessas e da criação de plataformas de relacionamento com clientes a patrocínios diretos de campeonatos.

Afinal, o tênis sempre foi território natural de empresários e investidores: um esporte caro, de base social concentrada e ambiente propício para relacionamento e para fechar negócios.

Se antes o apoio vinha de entusiastas que bancavam atletas de forma quase artesanal, hoje ele começa a passar por estruturas financeiras organizadas.

Apostando no futuro

A corretora EQI, por exemplo, criou no ano passado um fundo de renda fixa com liquidez diária cuja taxa de administração é integralmente destinada ao financiamento de atletas brasileiros. O produto, chamado Fundo Match Point, já soma cerca de R$ 53 milhões sob gestão e mais de 100 cotistas.

Em 2025, o projeto contou com R$ 241,3 mil em receitas – sendo R$ 208,3 mil aportados como seed money da própria EQI – uma casa com R$ 50 bilhões sob gestão – e outros R$ 32,9 mil oriundos do fundo. Ao longo do ano, cerca de R$ 100 mil foram efetivamente investidos em cinco atletas profissionais.

Parte dos recursos é destinada ao treinamento, como acesso a técnicos, fisioterapia e preparação física. Outra fatia cobre viagens, um dos principais custos da carreira profissional. E há ainda um sistema de bônus atrelado a desempenho, como avanço em rankings e resultados em torneios.

A corretora, cujos sócios são tenistas amadores, decidiu se aproximar do circuito profissional ainda em 2023. O primeiro nome foi o gaúcho Rafael Matos. O acordo foi fechado às pressas, às vésperas do Australian Open daquele ano. Segundo Patrik Castilho, diretor de marketing da EQI, houve tempo apenas de entregar os “patches” com a marca antes de o atleta embarcar.

O contrato formal ainda nem estava assinado quando Matos, que disputava duplas mistas ao lado da também brasileira Luisa Stefani, começou a avançar rodada após rodada em Melbourne. Ele acabaria conquistando o título – tornando-se parte da primeira dupla 100% brasileira a vencer um Grand Slam, grupo que reúne os quatro principais torneios do circuito: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Rafa Matos e Luisa Stefani venceram o Australia Open de 2023
Rafa Matos e Luisa Stefani venceram o Australia Open de 2023 (Divulgação/Tennis Australia)

O episódio consolidou a aposta da corretora no esporte. Desde então, a empresa ampliou o portfólio e hoje patrocina cerca de dez atletas entre profissionais e juvenis, como Thiago Monteiro, Marcelo Zormann, João Lucas Reis, Ingrid Martins, Mateus Pucinelli e o juvenil Miguel Dahia, além de dois nomes do pádel, outro esporte de raquete.

A seleção, segundo a companhia, passou por um processo de profissionalização. “No começo era muito emocional. A gente gostava do atleta, acompanhava e apoiava. Hoje a curadoria é técnica”, afirmou Castilho. A triagem passou a ser feita em parceria com a Tênis Root, estrutura especializada em formação e alto rendimento, que acompanha desempenho, ranking e potencial de evolução.

Por trás dessa engenharia está uma estratégia mais ampla da EQI para ocupar o território do tênis. A corretora, que até poucos anos atrás dividia investimentos em outras modalidades como o automobilismo, decidiu concentrar esforços exclusivamente nos esportes de raquete.

Thiago Mointeiro, tenista patrocinado pela EQI
Thiago Mointeiro, tenista patrocinado pela EQI (Divulgação/Rio Open)

Além do fundo, a EQI mantém criou a chamada “Match Point Mansion”, uma casa paralela ao Rio Open onde clientes convivem com jogadores, participam de clínicas e assistem aos jogos em ambiente exclusivo. O investimento no espaço foi de cerca de R$ 2 milhões no ano passado e deve chegar a R$ 2,6 milhões neste ano.

A lógica é dupla: fortalecer a marca no esporte e usar o tênis como plataforma de relacionamento. “A casa começa às oito da manhã e vai até a noite. O cliente fica imerso, convive com o atleta. É uma experiência que dificilmente teria só com o patrocínio tradicional do torneio”, disse o executivo.

No curto prazo, o objetivo é ampliar o número de atletas apoiados à medida que o patrimônio do fundo cresce. “O nosso foco agora é fazer o fundo ganhar escala para que a gente consiga trazer mais atletas para dentro do projeto”, disse.

Paixão empresarial

A proximidade entre tênis e mercado financeiro está longe de ser novidade. O esporte sempre orbitou as elites econômicas – seja como parte da formação social, seja como ambiente de relacionamento e negócios.

O exemplo está no próprio João Fonseca: principal nome da nova geração, ele cresceu em uma família já consolidada no mercado financeiro. Seu pai, Christiano Fonseca Filho, é fundador da IP Capital Partners, uma das primeiras gestoras independentes do país. 

A estrutura familiar permitiu a João competir em alto nível desde cedo, algo essencial em um esporte de custos elevados, que exige viagens internacionais frequentes, equipe técnica especializada e raquetes que podem custar mais de R$ 1,5 mil cada.

João Fonseca entrando em quadra no Rio Open
João Fonseca entrando em quadra no Rio Open (Divulgação/Rio Open)

A associação entre quadra e capital também aparece na trajetória de empresários influentes. O bilionário Jorge Paulo Lemann, por exemplo, jogava tênis no Rio de Janeiro na juventude antes de se tornar um dos maiores investidores brasileiros.

Fora do país, o bilionário americano Bill Ackman, fundador da Pershing Square, chegou a disputar, aos 59 anos, um torneio profissional da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) em duplas. E há casos emblemáticos como o do romeno Ion Țiriac, ex-top 10 do ranking mundial que, após pendurar a raquete, construiu um império empresarial e se tornou um dos homens mais ricos da Europa Oriental.

Hoje, essa relação ganha escala institucional. O fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, é um ds principais patrocinadores desta edição do Rio Open, ao lado da XP – a empresa de Guilherme Benchimol substituiu o Santander em um dos espaços principais e também apoia João Fonseca. O BTG Pactual, de André Esteves, mantém histórico de patrocínios no circuito.

O Itaú é patrocinador da tenista Bia Haddad Maia, além de ter promovido no ano passado, em Miami um jogo exibição entre Fonseca e o número 1 do mundo, Carlos Alcaraz – confronto que será repetido neste ano em São Paulo.

No plano internacional, os valores são ainda mais expressivos. O Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita, tornou-se, em 2024, o patrocinador oficial da ATP e passou a financiar etapas do circuito global. 

PIF, da Arábia Saudita, é o principal patrocinador da ATP
PIF, da Arábia Saudita, é o principal patrocinador da ATP (Divulgação/ATP)

A influência saudita avançou a ponto de o país garantir, a partir de 2028, a realização de uma etapa de Masters 1000 – torneios que estão entre os mais importantes do calendário, atrás apenas dos Grand Slams – ampliando a estratégia do fundo de usar o esporte como instrumento de projeção internacional, como já fez no futebol e no golfe.

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A separação de US$ 100 milhões de Stephen Curry, astro da NBA, com a Under Armour

21 de Novembro de 2025, 11:37

No dia seguinte à sua saída da Under Armour para se tornar um dos maiores “agentes livres” do mercado de tênis, o astro da NBA Stephen Curry aqueceu para um jogo usando um par de tênis da Nike.

Foi uma reviravolta marcante. Uma década antes, o primeiro tênis de Curry pela Under Armour havia feito sucesso quando ele conduziu o Golden State Warriors a uma vitória nas finais da NBA sobre LeBron James — um dos principais atletas patrocinados pela Nike — e o Cleveland Cavaliers.

Nos anos seguintes, Curry sonhava em se tornar a próxima marca Jordan, uma unidade da Nike que domina o mercado de basquete. E Kevin Plank, fundador e CEO da Under Armour Inc., falava em ultrapassar a Nike como a maior empresa de artigos esportivos do mundo.

Mas toda essa promessa nunca se concretizou. Curry e seus assessores ficaram frustrados com o que consideravam falta de investimento na marca, segundo pessoas familiarizadas com a situação que pediram anonimato, já que os detalhes do relacionamento são privados. Enquanto isso, as vendas da divisão não atingiam as expectativas da empresa nem de Curry, disseram as fontes.

Curry é esperado para ser procurado pela Nike e outras grandes marcas esportivas após se tornar um “agente livre” no mercado de tênis.

“Essa decisão foi tomada de forma cuidadosa e respeitosa, com um senso compartilhado de orgulho pelo que construímos juntos e com entendimento mútuo de que a separação era a melhor decisão para a Under Armour e para Stephen Curry”, disseram a Under Armour e uma empresa de relações públicas que representa Curry em um comunicado conjunto.

A Under Armour disse que respondeu em conjunto com Curry porque as perguntas da Bloomberg se referem ao período em que trabalharam juntos. Curry não respondeu a um pedido separado de comentário.

Segundo o acordo de separação anunciado na semana passada, Curry e a Under Armour ainda têm assuntos pendentes. A empresa lançará o último tênis Curry em fevereiro, com os últimos produtos da parceria sendo disponibilizados até outubro.

Cury e a Under Armour: uma década de parceria

A chegada dos tênis de Curry em 2015, justamente quando ele se tornou um astro da NBA, foi crucial para ajudar a Under Armour a construir um negócio de calçados após começar no segmento de roupas de treino. Ele rapidamente se tornou uma das caras da marca — ao lado de estrelas da NFL como Tom Brady e Cam Newton — enquanto a empresa investia pesado em marketing, incluindo turnês promocionais em mercados estratégicos, como a China.

Porém, desde o início, havia dúvidas sobre o potencial de crescimento da marca, já que os tênis eram vistos mais como calçados para jogar basquete do que para uso casual. O lado da moda do setor, impulsionado pela cultura “sneakerhead”, representa a grande maioria das vendas.

A Under Armour não divulga a receita da divisão, mas projeta que as vendas de basquete, incluindo a linha Curry, cheguem a US$ 120 milhões neste ano. Isso representa menos de 3% da receita anual, prevista em cerca de US$ 5 bilhões. Apenas a marca Jordan da Nike gerou mais de US$ 7 bilhões no último ano fiscal da empresa.

O fim do acordo com Curry também fará parte de um aumento de quase US$ 100 milhões nos custos de reestruturação da Under Armour, segundo registro regulatório.

Após se aquecer com tênis da Nike na semana passada, Curry usou seus tênis da Under Armour durante o jogo. Mas isso provavelmente não durará muito. Com uma possível nova parceria em jogo, especialistas do setor dizem que as maiores marcas de basquete, incluindo Nike, Adidas e Puma, certamente o abordarão. Curry ainda não discutiu um novo contrato com nenhuma empresa de tênis, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

Um ponto sensível para Curry foi a tentativa no ano passado de recrutar Caitlin Clark para sua marca, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Ele e a empresa buscaram a jovem promessa, mas a oferta da Under Armour ficou atrás do valor total da proposta da Nike. Clark, agora estrela da WNBA, optou por assinar com a Nike.

Representantes da Under Armour e de Curry afirmaram em comunicado conjunto que mantiveram “um relacionamento profissional saudável durante toda a construção da marca Curry, incluindo a decisão mútua de se separar”.

Nos últimos anos, a Under Armour contratou o astro da NBA De’Aaron Fox e a destaque universitária MiLaysia Fulwiley para a marca Curry. A empresa também mantém outros jogadores de basquete em contratos de patrocínio, incluindo a estrela da WNBA Kelsey Plum.

Após deixar o cargo de CEO em 2020, mas continuar como presidente do conselho, Plank retornou à liderança no início de 2024, tentando reviver o crescimento robusto das vendas e a confiança dos investidores. (As ações atualmente estão negociadas a cerca de US$ 4 — ante um pico de mais de US$ 50 uma década atrás e no ponto mais baixo em 15 anos.)

Curry esperava que Plank investisse mais em sua linha, disse uma fonte. Em uma conferência da Bloomberg em setembro, Plank sugeriu que a parceria não estava indo bem, afirmando que a empresa ainda não havia feito um “trabalho suficientemente bom” para contar a história de Curry através da marca.

Como parte do esforço de Plank para recuperar a empresa, ele liderou uma reestruturação que envolveu cortes de empregos, mais automação e redução de 25% no número de produtos vendidos.

O CEO também realocou recursos para esportes de campo, que haviam sido o foco principal do negócio nos primeiros anos: futebol americano, flag football e beisebol, segundo fontes. Esses esportes passaram a ser prioridades maiores que o basquete, disseram as fontes.

“Under Armour continua profundamente comprometida com o basquete” e continuará a desenvolver produtos inovadores, disse a empresa. Fox e Fulwiley, contratados para a marca Curry, permanecem sob contrato com a Under Armour.

Em abril, a empresa contratou uma nova turma de jogadores da NFL para reforçar o negócio de futebol americano, incluindo o quarterback Cam Ward, primeira escolha geral do draft da NFL de 2025. Neste ano, a marca Curry contratou apenas o armador da NBA Davion Mitchell, em seu terceiro time em cinco temporadas.

Durante seu tempo na Under Armour, Curry recebeu autoridade e ações à medida que seu papel crescia. Em 2020, ele assinou um acordo para criar a Curry Brand e, em 2023, estendeu o contrato para expandir o negócio além de calçados, como uma sub-marca da Under Armour. Ele foi nomeado presidente da marca e recebeu ações avaliadas em US$ 75 milhões na época, como parte de seu pacote de remuneração, segundo registro regulatório.

As ações caíram cerca de metade desde então e não estavam programadas para começar a ser liberadas antes de 2029. O acordo prevê que Curry receba uma quantidade proporcional de ações caso o contrato termine antecipadamente. A Under Armour não comentou como isso foi resolvido.

Plank disse em comunicado na semana passada que para Curry era “o momento certo de deixar o que criamos evoluir sob seus termos”. Curry agradeceu à Under Armour e disse que vai se concentrar em “crescimento agressivo”.

“A indústria de tênis é difícil”, disse Curry em coletiva de imprensa na semana passada. “Você dá o seu melhor para criar algo sustentável.”

Curry agora apresenta uma oportunidade rara para as maiores empresas de artigos esportivos do mundo. Ele está entre os atletas mais conhecidos globalmente, com poder de estrela mundial apenas superado por Michael Jordan e LeBron James — ambos com contratos vitalícios com a Nike.

Está em jogo a oportunidade de uma marca ter o maior arremessador de todos os tempos enquanto ele ainda joga e durante sua aposentadoria. Curry disse à Bloomberg no ano passado que pretende continuar jogando basquete por mais quatro ou cinco temporadas.

Qualquer negociação futura pode ser delicada para a Nike, que já errou em um acordo anterior com Curry. Ele havia assinado com a marca ao entrar na NBA em 2009, e a Nike teve a chance de recontratar Curry quatro anos depois, quando ele se tornou uma estrela.

Mas os executivos fizeram uma apresentação desorganizada, pronunciando errado o nome de Curry e usando slides com o nome de outro atleta, disseram fontes, confirmando reportagens anteriores da ESPN.

Apesar disso, a Nike continua dominante no basquete, tendo assinado muitos dos principais atletas do esporte, incluindo Caitlin Clark, o Rookie of the Year de 2024 Victor Wembanyama e o atual MVP da NBA Shai Gilgeous-Alexander.

Enquanto isso, a Adidas avançou nas quadras com uma linha de tênis popular de Anthony Edwards. A New Balance tem contrato com Cooper Flagg, a primeira escolha do draft da NBA. E duas marcas chinesas — Anta e Li Ning — também conquistaram espaço nos EUA.

Quando questionado em coletiva pós-jogo sobre os tênis da Nike que estava usando, Curry disse que era um “novo começo”.

“Eu sei que é estranho me ver com algo que não é meu próprio tênis”, disse Curry. “Vou me divertir com isso.”

Exclusivo: LiveMode assume 100% da CazéTV; Casimiro vira sócio da holding global do grupo

17 de Novembro de 2025, 12:20

A LiveMode vai passar a controlar integralmente a CazéTV após uma reorganização societária em que a empresa, que detinha 51% do canal, incorporou a fatia de 49% que estava nas mãos da CMiguel Produções, do jornalista e streamer Casimiro Miguel, apurou o InvestNews. A operação tem como objetivo “otimizar a estrutura acionária” do grupo.

A transação envolve a alienação das ações de Casimiro para a LiveMode em troca de sua entrada como sócio da holding do grupo, a LiveMode Cayman. O formato indica uma operação de troca de ações, mas os valores e os percentuais envolvidos no negócio não foram revelados. A operação ainda precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com isso, Casimiro deixa de ser sócio direto da CazéTV e passa a integrar o capital da holding internacional que controla toda a operação da LiveMode, empresa que também negocia e produz direitos de transmissão para diversos veículos brasileiros.

Sócios grandes

A LiveMode Cayman — também chamada de LiveMode Holdings Limited — é o mesmo veículo no qual está o investimento da americana General Atlantic e que funciona como guarda-chuva societário do grupo.

Em abril do ano passado, a General Atlantic, em conjunto com o braço de private equity da XP, passou a ser sócia da LiveMode. No mercado, circula a informação de que a dupla teria investido cerca de R$ 440 milhões por uma fatia superior a 20% na empresa, embora os detalhes da operação não tenham sido divulgados oficialmente.

Fundada em 2017, a LiveMode construiu reputação como uma das empresas mais influentes do país em direitos esportivos, produção digital e transmissões multiplataforma. É a companhia responsável por negociar, por exemplo, os direitos de transmissão da Liga Forte União (LFU), que recentemente vendeu parte de seus jogos do Campeonato Brasileiro em TV aberta para a Record.

A empresa foi criada por Sergio Lopes e Edgar Diniz, fundadores do Esporte Interativo — canal vendido em 2015 ao grupo Turner (hoje Warner Bros. Discovery) por um valor que, à época, circulava no mercado na faixa de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões.

Já a CazéTV, criada em 2022 como uma joint venture entre a LiveMode e Casimiro Miguel, tornou-se rapidamente um fenômeno de audiência com transmissões do Copa do Mundo do Catar, Copa do Brasil, Jogos Olímpicos e competições internacionais.

Procurada pelo InvestNews, a LiveMode não respondeu.

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O discreto gestor que cuida do patrimônio de US$ 1,4 bilhão de Cristiano Ronaldo

9 de Outubro de 2025, 12:24

Primeiro jogador de futebol a ter uma fortuna avaliada em mais de US$ 1 bilhão, o português Cristiano Ronaldo é uma das maiores estrelas do esporte e a pessoa mais seguida no Instagram. Seu gestor de patrimônio, no entanto, prefere manter distância dos holofotes.

Miguel Marques, de 52 anos, é uma figura discreta, mas fundamental, na gestão da imensa fortuna de Cristiano Ronaldo. De um escritório em Lisboa, acima de uma loja da Louis Vuitton, na elegante Avenida da Liberdade, o executivo português ajuda o jogador de futebol a investir e proteger seu patrimônio líquido, hoje estimado em US$ 1,4 bilhão.

Marques é mencionado como CEO e chairman do conselho da LMcapital Wealth Management, sediada em Lisboa. Sua experiência anterior inclui passagens na subsidiária portuguesa do Anglo Irish Bank Suisse, posteriormente adquirida pelo suíço Hyposwiss.

O gestor de patrimônio também consta como diretor no hotel Pestana CR7 do craque em Manchester, cidade do norte do Reino Unido onde o jogador, hoje no Al Nassr, da Arábia Saudita, alcançou o estrelato global ao jogar pelo Manchester United.

Marques não quis comentar sobre as finanças de seu cliente quando contatado pela Bloomberg, e alegou razões de privacidade.

Gestores de patrimônio de estrelas do esporte tendem a ter um grupo de atletas, com grandes bancos e boutiques oferecendo uma ampla gama de serviços. Mas, à medida que a fortuna de alguns atletas atinge patamares estratosféricos, a necessidade de um family office próprio começa a aumentar. Michael Jordan, também bilionário, tem a Jump Management, enquanto o Team8, de Roger Federer, ajuda a administrar seus investimentos.

Cristiano Ronaldo em segredo

As relações de negócios de Cristiano Ronaldo são construídas com base em confiança e lealdade, de acordo com pessoas familiarizadas com suas atividades.

O jogador prefere consultar um grupo próximo de assessores e amigos para decisões de investimento, especialmente aqueles que demonstram discrição. Indivíduos que ele considera indiscretos são rapidamente excluídos de seu círculo íntimo.

Esses investimentos geralmente refletem uma profunda conexão com seu país de origem.

Ele recorreu a Marques para ajudar a marcar reuniões com investidores quando considerava adquirir uma participação no clube de raquete Cidade do Padel, com sede em Lisboa.

Há alguns anos, Ronaldo também adquiriu discretamente um amplo terreno na Quinta da Marinha, um exclusivo resort residencial e de golfe. O terreno de aproximadamente 9.000 metros quadrados, um dos mais cobiçados da região, está sendo transformado no que se espera ser uma das residências mais privadas e seguras do litoral português.

O negócio foi fechado por meio de intermediários. Segundo Miguel Champalimaud, proprietário do terreno e do resort, o nome de Cristiano Ronaldo foi mantido em segredo até o final das negociações.

“Só descobri no dia em que o negócio foi fechado”, disse. “Os intermediários esconderam o nome do Ronaldo até o fim.”

Um dos que zelosamente guardavam a identidade de seu cliente era Marques, o discreto gestor encarregado de administrar a fortuna do eleito cinco vezes melhor jogador do mundo.

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