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As seleções mais valiosas da Copa do Mundo 2026

22 de Junho de 2026, 15:43

A França é a seleção mais valiosa da Copa do Mundo 2026, segundo dados da Transfermarkt, base de dados alemã especializada em valores de mercado de jogadores de futebol. 

O elenco francês convocado para o mundial soma € 1,52 bilhão, cerca de R$ 8,96 bilhões após o valor de fechamento da moeda na última sexta-feira (19).

No caso da França, o número é puxado por um grupo de atletas avaliados em valores altos no mercado europeu, com destaque para Kylian Mbappé, Michael Olise e Désiré Doué.

O valor de mercado de uma seleção corresponde à soma das avaliações individuais dos jogadores convocados para a Copa do Mundo. 

Entre os critérios usados para calcular o valor estão idade, desempenho, nível, reputação, potencial de desenvolvimento, valor de marketing, interesse de clubes, experiência, demanda do mercado e entre outros.

Somadas, as três seleções mais valiosas da Copa do Mundo 2026 chegam a € 4,10 bilhões (R$ 24,18 bilhões). Além da França, o grupo tem Inglaterra, avaliada em € 1,36 bilhão (R$ 8,02 bilhões), e Espanha, com € 1,22 bilhão (R$ 7,20 bilhões).

Com isso, as três seleções mais valiosas do mundo têm um valor de mercado superior a 32 das 60 empresas listadas no Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira.

O Brasil aparece na sexta posição entre as seleções mais valiosas, com valor de mercado de € 928,20 milhões (R$ 5,47 bilhões). 

O time brasileiro fica atrás de França, Inglaterra, Espanha, Portugal e Alemanha, mas à frente da Argentina, atual campeã mundial, avaliada em € 807,50 milhões (R$ 4,76 bilhões).

Ranking das dez seleções mais valiosas da Copa do Mundo 2026

As dez seleções mais valiosas da Copa do Mundo 2026 somam € 9,68 bilhões (R$ 57,12 bilhões) em valor de mercado, segundo os dados da Transfermarkt.  O grupo concentra quatro equipes acima da marca de € 1 bilhão: França, Inglaterra, Espanha e Portugal.

A França lidera com € 1,52 bilhão (R$ 8,96 bilhões), mas a distância para a Inglaterra, segunda colocada, é de € 160 milhões (R$ 943,65 milhões). 

A avaliação francesa é sustentada por jogadores de alto valor de mercado. Kylian Mbappé, do Real Madrid, é o atleta mais valioso da lista, avaliado em € 180 milhões (R$ 1,06 bilhão).

Também aparecem acima de € 100 milhões Michael Olise, do Bayern de Munique, avaliado em € 150 milhões (R$ 884,67 milhões), e Désiré Doué, do Paris Saint-Germain, com € 120 milhões (R$ 707,74 milhões).

Já entre os nomes que puxam o segundo e terceiro lugar estão Jude Bellingham, Declan Rice e Bukayo Saka, pela Inglaterra, além de Lamine Yamal e Pedri, pela Espanha.

Na seleção inglesa, Bellingham, do Real Madrid, aparece avaliado em € 130 milhões (R$ 766,71 milhões). Declan Rice, do Arsenal, vale € 120 milhões (R$ 707,74 milhões), enquanto Bukayo Saka, também do Arsenal, soma € 110 milhões (R$ 648,76 milhões).

Na Espanha, os maiores valores individuais estão concentrados em dois jogadores do Barcelona. Lamine Yamal é avaliado em € 200 milhões (R$ 1,18 bilhão), maior valor entre os nomes no top 3 das seleções, enquanto Pedri aparece com € 150 milhões (R$ 884,67 milhões).

Somados, Bellingham, Rice e Saka representam 26,5% do valor de mercado da Inglaterra. Já Yamal e Pedri somam € 350 milhões (R$ 2,06 bilhões) na avaliação da Espanha, cerca de 28,7% do total.

As quatro seleções acima de € 1 bilhão somam € 5,11 bilhões (R$ 30,14 bilhões), mais da metade do valor total das dez maiores.

A Alemanha, quinta colocada, é a seleção mais próxima desse “clube do bilhão” entre as que ainda aparecem abaixo da marca. O elenco alemão vale € 947 milhões (R$ 5,59 bilhões).

Veja as dez seleções mais valiosas da Copa do Mundo 2026: 

  • 1. França — € 1,52 bilhão (R$ 8,96 bilhões);
  • 2. Inglaterra — € 1,36 bilhão (R$ 8,02 bilhões);
  • 3. Espanha — € 1,22 bilhão (R$ 7,20 bilhões);
  • 4. Portugal — € 1,01 bilhão (R$ 5,96 bilhões);
  • 5. Alemanha — € 947 milhões (R$ 5,59 bilhões);
  • 6. Brasil — € 928,20 milhões (R$ 5,47 bilhões);
  • 7. Argentina — € 807,50 milhões (R$ 4,76 bilhões);
  • 8. Holanda — € 754,20 milhões (R$ 4,45 bilhões);
  • 9. Noruega — € 589,90 milhões (R$ 3,48 bilhões);
  • 10. Bélgica — € 547,50 milhões (R$ 3,23 bilhões).

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Qual é o valor de mercado da seleção brasileira?

A seleção brasileira tem valor de mercado de € 928,20 milhões (R$ 5,47 bilhões). Com isso, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking das seleções mais valiosas da Copa do Mundo 2026. O elenco brasileiro tem valor médio de € 35,70 milhões (R$ 210,55 milhões) por jogador.

O principal nome em valor de mercado é Vinicius Junior, do Real Madrid, avaliado em € 140 milhões (R$ 825,69 milhões). 

O atacante puxa a lista brasileira com folga e concentra a maior avaliação individual da seleção, cerca de 15,1% do total do time brasileiro.

Na sequência aparecem Gabriel, do Arsenal, e Matheus Cunha, do Manchester United, ambos avaliados em € 75 milhões (R$ 442,34 milhões). Bruno Guimarães, do Newcastle, e Raphinha, do Barcelona, vêm logo depois, com € 70 milhões (R$ 412,85 milhões) cada.

Mesmo sem liderar o ranking de seleção mais valiosa da Copa do Mundo, o Brasil aparece à frente da Argentina. A diferença entre as duas seleções é de € 120,70 milhões (R$ 711,86 milhões).

A comparação chama atenção pelo histórico de rivalidade e pela presença de Lionel Messi na seleção argentina. O atacante do Inter Miami é avaliado em € 15 milhões (R$ 88,47 milhões), valor abaixo dos principais nomes da nova geração argentina.

Na Argentina, os maiores valores de mercado são Julián Alvarez, do Atlético de Madrid, avaliado em € 100 milhões (R$ 589,78 milhões), Enzo Fernández, do Chelsea, com € 90 milhões (R$ 530,80 milhões), Lautaro Martínez, da Inter de Milão, com € 85 milhões (R$ 501,31 milhões), e Nico Paz, do Como, com € 80 milhões (R$ 471,82 milhões).

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Quanto vale a Escócia, próxima rival do Brasil?

A Escócia, próxima rival do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo 2026, aparece na 29ª posição do ranking da Transfermarkt. A seleção escocesa tem valor de mercado de € 170,25 milhões (R$ 1,00 bilhão). O elenco da Escócia tem o valor médio de € 6,55 milhões (R$ 38,63 milhões) por jogador.

O jogador mais valioso da seleção escocesa é Scott McTominay, do Napoli, avaliado em € 40 milhões (R$ 235,91 milhões). Ele concentra a maior fatia do valor de mercado da equipe, cerca de 23,5%.

Depois aparecem Aaron Hickey, do Brentford, com € 16 milhões (R$ 94,36 milhões), Ben Gannon-Doak, do Bournemouth, com € 15 milhões (R$ 88,47 milhões), Lewis Ferguson, do Bologna, com € 14 milhões (R$ 82,57 milhões), e John McGinn, do Aston Villa, com € 13 milhões (R$ 76,67 milhões).

A distância financeira em relação ao Brasil é ampla. A seleção brasileira vale € 928,20 milhões (R$ 5,47 bilhões), enquanto a Escócia soma € 170,25 milhões (R$ 1,00 bilhão). A diferença entre os elencos chega a € 757,95 milhões (R$ 4,47 bilhões).

  • Importante: a diferença mostra a distância entre os valores de mercado dos dois elencos, mas não determina o resultado em campo. 

A avaliação mede o preço estimado dos jogadores no mercado, não o desempenho esportivo de uma partida específica.

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Home office? Para a Copa do Mundo, até o JPMorgan diz sim

22 de Junho de 2026, 08:25

A Copa do Mundo está oferecendo a alguns trabalhadores de escritório um benefício inesperado: permissão para ficar em casa.

Empregadores nas cidades-sede estão incentivando funcionários a trabalhar remotamente nos dias de jogo para evitar os congestionamentos e atrasos esperados, interrompendo temporariamente o esforço de anos das empresas americanas para trazer as pessoas de volta aos escritórios.

Banqueiros de Wall Street, profissionais de relações públicas, servidores públicos e professores estão entre os trabalhadores que estão se conectando de casa em várias partes do continente. Até mesmo Jamie Dimon, um dos críticos mais duros e vocais do trabalho remoto, está concedendo alguma flexibilidade aos funcionários do JPMorgan Chase nos dias de partida, segundo o Financial Times.

Agências federais também estão adotando medidas mais flexíveis. Cidades como Nova York, Seattle, Los Angeles, Toronto e Cidade do México alertaram para congestionamentos severos à medida que dezenas de milhares de torcedores lotam estradas e sistemas de transporte público para assistir aos jogos.

Por mais que alguns CEOs queiram decretar o fim do trabalho remoto, ele simplesmente não desaparece. Os trabalhadores americanos passam mais de um quarto dos dias de trabalho remunerados em casa, segundo uma pesquisa mensal realizada por economistas da ITAM Business School e da Universidade Stanford. A pandemia pode não ter provocado uma revolução definitiva do home office, mas preparou trabalhadores e empresas para adotá-lo quando necessário.

“Evitar o trânsito da Copa do Mundo é um caso de uso perfeito para o trabalho remoto”, disse Emma Harrington, economista da Universidade da Virgínia que estuda o tema. “Ficar preso em congestionamentos não é uma boa utilização do tempo de ninguém.”

A S&P Global informou aos funcionários de sua sede em Nova York que planejem trabalhar de casa nos cinco dias úteis em que haverá partidas no estádio NYNJ, em East Rutherford, Nova Jersey, de acordo com um memorando obtido pela Bloomberg. A empresa está suspendendo temporariamente a exigência de dois dias presenciais por semana “para ajudá-lo a evitar um deslocamento difícil”, afirmou em um e-mail aos funcionários.

Instituições financeiras de Wall Street, incluindo o Goldman Sachs, também estão flexibilizando temporariamente suas políticas de presença, informou o Financial Times. A S&P Global recusou comentar; Goldman Sachs e JPMorgan não responderam aos pedidos de comentário.

O Departamento de Transporte da Cidade de Nova York afirmou esperar “congestionamento severo” nos dias de jogo. A cidade está fechando várias ruas na região central de Manhattan para criar corredores exclusivos para ônibus que transportarão torcedores até o estádio.

Nem todos os empregadores disseram aos funcionários para ficarem em casa. A Amazon enviou e-mails orientando os trabalhadores a saírem de casa mais cedo nos dias de partida para chegar ao escritório no horário e destacou opções de transporte para evitar congestionamentos.

Megaeventos esportivos são conhecidos por complicar deslocamentos e atrapalhar a rotina de trabalho. Londres adotou três semanas de trabalho remoto durante os Jogos Olímpicos de 2012. Mas o impacto da Copa do Mundo provavelmente será mais limitado porque as partidas estão distribuídas por 16 cidades, incluindo Boston, Dallas, Houston, Miami e Vancouver, disse Nicholas Bloom, economista de Stanford especializado em trabalho remoto e deslocamentos. Além disso, nenhuma cidade receberá mais de nove partidas.

“Isso é muito parecido com eventos climáticos — tempestades de neve, tempestades ou tornados” que podem exigir trabalho remoto, disse Bloom.

A agência de comunicação Talk Shop Media suspendeu temporariamente sua política de três dias presenciais por semana em seus escritórios de Toronto, Vancouver e Los Angeles, todas cidades-sede da Copa do Mundo.

“Para Los Angeles, isso é um bom ensaio para as próximas Olimpíadas”, afirmou a cofundadora da agência, Katie Dunsworth-Reiach.

Na Cidade do México, a presidente Claudia Sheinbaum anunciou medidas especiais antes da partida de abertura da Copa do Mundo, em 11 de junho, incluindo a adoção obrigatória do trabalho remoto para servidores federais e a suspensão das aulas na capital naquele dia, enquanto as autoridades se preparavam para os congestionamentos provocados pelos eventos ligados ao torneio e por protestos programados.

O governo mexicano também determinou trabalho remoto para servidores públicos em 17 e 24 de junho na Cidade do México e em 18 de junho em Guadalajara, onde partidas serão realizadas, além de recomendar que empregadores privados adotem medidas semelhantes. As escolas públicas também tiveram aulas suspensas nesses dias.

As medidas foram adotadas em meio a manifestações de grupos como o sindicato dos professores CNT e coletivos que representam famílias de pessoas desaparecidas, que afetaram a mobilidade na cidade. Alguns desses grupos afirmaram que continuarão realizando marchas antes dos próximos jogos.

Outras cidades-sede tomaram medidas semelhantes. Guadalajara recomendou ensino remoto e trabalho em casa nos dias de partidas. Já Monterrey evitou grandes transtornos até o momento e não anunciou restrições comparáveis, embora a associação industrial Caintra tenha informado que 53% de seus membros estão promovendo temporariamente o home office para funções administrativas.

Ainda assim, muitos trabalhadores da linha de frente em setores como hospitalidade, saúde e manufatura não têm escolha a não ser continuar se deslocando para o trabalho. Apenas metade dos trabalhadores americanos ocupa cargos que podem ser desempenhados remotamente, segundo pesquisas da Gallup.

Teneshia Murray, proprietária da rede de restaurantes T’s Brunch Bar, inspirada na culinária do sul dos Estados Unidos e sediada em Atlanta, começou a contratar funcionários extras em abril para manter suas quatro unidades abertas duas horas além do horário habitual nos dias de jogo. Murray disse que ela e sua equipe se prepararam para ver seus deslocamentos triplicarem quando Atlanta recebeu a primeira de oito partidas na semana passada.

Mas, com tantos profissionais de escritório trabalhando de casa, as estradas estavam surpreendentemente livres.

“Surpreendentemente, não havia trânsito”, disse Murray. “Todo mundo estava preocupado, e no fim não aconteceu nada. Na segunda-feira, as estradas estavam mais livres do que nunca.”

Preço do ouro na taça da Copa dispara 1.268% desde o penta do Brasil

19 de Junho de 2026, 15:55

A última vez que o Brasil levantou a taça da Copa do Mundo, em 2002, o ouro vivia outro momento de mercado. Durante o mundial sediado no Japão e na Coreia do Sul, a onça-troy do metal era negociada a US$ 314,40 (R$ 1.617,34).

Em 2026, a commodity encerrou o pregão desta quinta-feira (18) cotada a US$ 4.206,80 (R$ 21.640,62), uma alta de 1.238,04% entre o último título do Brasil e a nova participação da seleção na busca pelo hexa.

O troféu não vale apenas pelo metal: ele carrega história, design, disputa esportiva e o peso simbólico de ser entregue ao campeão do mundo. Mas, se o recorte considerar apenas a valorização do ouro presente em sua composição, o salto desde sua primeira aparição, na Copa de 1974, é expressivo.

O design do escultor italiano Silvio Gazzaniga é feito em ouro 18 quilates e pesa 6,175 quilos, sendo 75% da composição formada pelo metal, o equivalente a 4,631 quilos do total da taça. O troféu ainda conta com duas faixas verdes de malaquita na base, 36,8 centímetros de altura e 13 centímetros de diâmetro.

Se fosse fabricado nos dias de hoje, o custo estimado do ouro usado na taça da Copa do Mundo seria de US$ 626.268,20 (R$ 3.221.985,00). O valor é muito superior aos US$ 22.933,40 (R$ 117.987,70) estimados para sua estreia, durante a Copa de 1974.

Quanto vale a taça da Copa do Mundo?

Para estimar o valor da taça da Copa do Mundo, é preciso entender como o ouro é negociado nos mercados internacionais. A referência utilizada é a onça-troy, medida internacional para metais preciosos.

Convertendo a medida para o peso de ouro da taça, o metal presente no troféu equivale a 148,92 onças-troy. Com isso, o ouro utilizado na taça teria valor estimado em US$ 626.268,20 (R$ 3.221.985,00).

Em 2002, ano do quinto título mundial da seleção brasileira, o ouro custava US$ 314,40 (R$ 1.617,34) por onça-troy. Considerando a mesma quantidade presente no troféu, o ouro da taça equivalia a cerca de US$ 46.820,70 (R$ 240.883,10).

Considerando a série corrigida pela inflação do dólar, o ganho real do ouro desde o pentacampeonato do Brasil — ou seja, acima da inflação acumulada no período — foi de cerca de 619%.

Mesmo com o ajuste pela inflação, a diferença continua expressiva. O valor corrigido da onça-troy de 2002 seria de US$ 585,02 (R$ 3.009,46), ainda distante dos US$ 4.206,80 (R$ 21.640,62) utilizados como referência em 2026.

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Como o preço do ouro evoluiu desde o penta?

A comparação entre as Copas mostra que o preço do ouro quase dobrou de 2002 para 2006, com alta de 99,14%. O movimento ocorreu após o pentacampeonato do Brasil, conquistado com vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha, em Yokohama.

Entre o título brasileiro de 2002 e a Copa de 2006, na Alemanha, o ouro passou por um período de retomada como ativo financeiro. O movimento foi impulsionado pelo aumento da demanda por investimentos, pela fraqueza do dólar e pelas tensões geopolíticas no pós-11 de Setembro.

A partir de 2003, a criação dos primeiros ETFs de ouro também ampliou o acesso dos investidores ao metal, reforçando a demanda financeira ao longo do período.

Após a Copa de 2006, marcada pela final entre Itália e França, o avanço do ouro até a edição de 2010 foi de 91,45%. A decisão daquele Mundial terminou empatada em 1 a 1 e, na prorrogação, o clima mudou quando Zinédine Zidane foi expulso após dar uma cabeçada no italiano Marco Materazzi.

No intervalo entre aquele título italiano e a Copa de 2010, na África do Sul, a commodity foi impulsionada pela crise financeira global de 2008, pela busca por proteção e pela mudança de postura dos bancos centrais, que voltaram a ser compradores líquidos de ouro.

O ritmo perdeu força entre 2010 e 2014, quando a alta do ouro foi de 9,01%. Em 2010, a Espanha conquistou sua primeira Copa do Mundo ao vencer a Holanda por 1 a 0, em uma decisão definida apenas na prorrogação.

O lance decisivo veio aos 116 minutos, quando Andrés Iniesta recebeu passe de Cesc Fàbregas e marcou o gol do título espanhol.

LEIA MAIS: Modelo do Goldman aponta Espanha como favorita na Copa, com 26% de chance. Brasil fica com 8%

Ouro passa por fraqueza até a Copa da Rússia

No intervalo entre a conquista da Espanha e a Copa de 2014, o ouro se manteve em um patamar elevado, mas o mercado passou por um ajuste após os extremos registrados em 2013. O período foi marcado por menor demanda por barras e moedas, saídas de ETFs, fortalecimento do dólar e expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.

De 2014 para 2018, houve queda de 6,08% no preço do ouro. A Copa de 2014, disputada no Brasil, terminou com o tetracampeonato da Alemanha no Maracanã, após vitória por 1 a 0 sobre a Argentina.

A final permaneceu sem gols até a prorrogação. Aos 113 minutos, Mario Götze dominou cruzamento de André Schürrle e finalizou de primeira para marcar o gol que deu o título aos alemães.

No ciclo seguinte, até a Copa da Rússia, o principal fator por trás da fraqueza do ouro foi a combinação entre melhora da economia norte-americana, fortalecimento do dólar e expectativa de juros mais elevados. Com isso, o apelo do ouro como ativo de proteção diminuiu e reduziu a demanda por investimentos.

França conquista o bicampeonato e ouro volta a avançar

Em 2018, a França conquistou seu segundo título mundial ao vencer a Croácia por 4 a 2. A decisão ficou encaminhada no segundo tempo, quando Paul Pogba marcou o terceiro gol francês, aos 59 minutos, e Kylian Mbappé fez o quarto, aos 65, tornando-se apenas o segundo adolescente a marcar em uma final de Copa do Mundo, depois de Pelé.

Entre 2018 e 2022, o ouro avançou 45,93%. Segundo o World Gold Council (WGC), 2022 foi um ano de “forças conflitantes” para a commodity. O metal registrou pequeno ganho no ano, apesar da alta dos juros reais dos Estados Unidos e do fortalecimento do dólar, fatores normalmente desfavoráveis ao ouro.

A resiliência naquele ano veio do investimento de varejo, da inflação, das tensões geopolíticas e das compras excepcionais de bancos centrais.

A demanda anual por ouro subiu 18%, para 4.741 toneladas. A demanda por investimento chegou a 1.107 toneladas, enquanto barras e moedas somaram 1.217 toneladas, o maior nível em nove anos.

LEIA MAIS: Copa do Mundo vai adicionar US$ 41 bilhões à economia global

Busca por ouro aumenta após a Copa do Catar

A Copa de 2022 terminou com o tricampeonato da Argentina, após empate por 3 a 3 contra a França e vitória por 4 a 2 nos pênaltis. Já no ano seguinte, a alta passou a aparecer de forma mais clara no preço do ouro.

O metal encerrou 2023 cotado a US$ 2.078,40 (R$ 10.691,70) por onça-troy, recorde de fechamento anual, com retorno de 15%. O preço médio anual foi de US$ 1.940,54 (R$ 9.982,53) por onça, também um recorde e 8% acima de 2022.

Segundo o WGC, esse movimento refletiu compras intensas de bancos centrais, demanda resiliente por joias e negociações diretas sem a necessidade de intermediários, mesmo com saídas de ETFs.

Em 2024, a demanda total por ouro chegou a 4.974 toneladas, um novo recorde anual, impulsionada principalmente por bancos centrais e investidores.

Já entre 2022 e 2026, o salto chegou a 134,89%, o maior avanço entre Copas. Nesse intervalo, a alta ganhou força principalmente em 2025, quando o preço médio anual ficou em US$ 3.431,50 (R$ 17.652,32) por onça, alta de 44% sobre 2024. O ouro também registrou 53 novas máximas históricas ao longo de 2025.

A commodity começou o ano em um patamar elevado, disparou em janeiro até a máxima histórica de US$ 5.405 (R$ 27.804,40) por onça, mas perdeu força nos meses seguintes.

Na abertura da Copa, em 11 de junho, o metal estava abaixo do nível registrado no início do ano, pressionado pela realização de lucros, pela melhora do apetite por risco, por saídas pontuais de ETFs e pela expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.

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Copa do Mundo: ingressos para os jogos mais disputados já passam de US$ 4 mil

19 de Junho de 2026, 09:43

Antes do início da Copa do Mundo, os torcedores reclamavam dos preços dos ingressos — os mais altos já registrados na história do torneio. Críticos questionavam se os valores despencariam antes do pontapé inicial e se grandes áreas vazias nos estádios acabariam constrangendo a estratégia de precificação da FIFA.

Após a primeira semana de jogos, porém, a demanda por ingressos se manteve firme nas plataformas de revenda. Os preços permaneceram estáveis e, em alguns casos, até aumentaram. Os estádios também estão próximos da lotação máxima, enquanto os ingressos para as partidas mais aguardadas da fase inicial chegaram a superar US$ 4 mil.

A FIFA, entidade máxima do futebol mundial, adotou estratégias de venda mais agressivas do que em edições anteriores, incluindo preços dinâmicos, liberações escalonadas de ingressos e a promoção de sua própria plataforma de revenda. O torneio deve gerar US$ 11 bilhões em receitas, o maior valor da história da competição. Isso levou alguns torcedores a acusarem a organização de priorizar os lucros em detrimento de uma experiência acessível e agradável para fãs do mundo todo.

“Isso gerou certa confusão e frustração entre os torcedores que queriam assistir às partidas”, disse Michael Johnson, analista da S&P Global. “Muitos esperavam que os preços caíssem após o início do torneio, mas isso realmente não aconteceu.”

A Copa do Mundo deste ano está sendo disputada na América do Norte, com jogos em 16 cidades dos Estados Unidos, Canadá e México. Nos dias que antecederam o torneio e em algumas das primeiras partidas, surgiram relatos de assentos vazios e ingressos ainda disponíveis no site oficial da FIFA. Isso sugeria que os torcedores estavam rejeitando os preços elevados dos ingressos ou dos custos de transporte.

Mas, apesar da repercussão negativa, a procura por ingressos premium continua forte e a oferta permanece limitada, segundo Kevin Near, analista da Bloomberg Intelligence. Isso tem ajudado as vendas primárias, embora ele espere um aquecimento ainda maior do mercado de revenda conforme o torneio avance. A primeira rodada da fase de grupos também foi bastante empolgante, impulsionando a demanda, com uma das maiores zebras da história das Copas e atuações brilhantes de grandes estrelas do futebol, incluindo um hat-trick de Lionel Messi pela Argentina.

Chris Leyden, diretor sênior de marketing da SeatGeek Inc., afirmou que a FIFA provavelmente definiu preços semelhantes aos cobrados em grandes eventos esportivos nos Estados Unidos. Em 12 de junho, o preço médio de um ingresso para a fase de grupos da Copa na plataforma era de US$ 750, valor comparável ao de uma partida dos playoffs da NFL. Nos cinco dias seguintes, 84% dos jogos registraram aumento de preços na plataforma.

“O que vimos no mercado de revenda é que muitos jogos da Copa acabaram ficando com preços muito próximos daqueles estabelecidos pela FIFA”, afirmou.

Os preços e a disponibilidade variam bastante dependendo das seleções envolvidas e dos resultados obtidos. Após a seleção dos Estados Unidos conquistar uma vitória recorde sobre o Paraguai na estreia, por exemplo, o preço médio dos ingressos para a partida de 19 de junho contra a Austrália, em Seattle, disparou 68%, chegando a US$ 2.314, segundo dados compilados pelo agregador Ticket Data. Já os ingressos para o confronto contra a Turquia, em Los Angeles, no dia 25 de junho, subiram 105% nos últimos dias, para US$ 2.150.

Enquanto isso, partidas como México x Coreia do Sul ou Colômbia x Portugal registraram aumentos de apenas 15%, mas os preços já eram extremamente elevados. O duelo entre Colômbia e Portugal, equipe do astro Cristiano Ronaldo, em Miami, custa em média US$ 2.573, segundo Leyden.

A imprevisibilidade dos resultados também significa que alguns torcedores — inclusive aqueles que compraram ingressos antes da definição dos grupos, em dezembro — podem acabar tendo prejuízo ao revendê-los por um valor inferior ao pago originalmente.

Atualmente, o jogo mais barato na SeatGeek é o confronto da fase de grupos entre Cabo Verde e Arábia Saudita, em Houston, no dia 26 de junho, com preço médio de US$ 236, informou Leyden.

Taylor Swift

Mesmo assim, os ingressos da Copa ainda são, em média, mais baratos do que os vendidos para a turnê Eras Tour de Taylor Swift, afirmou o executivo. Ele espera, porém, que os valores se aproximem conforme o torneio se aproxima da reta final. A turnê mundial da cantora, realizada ao longo de quase dois anos em 51 cidades de 21 países, gerou um recorde de US$ 2,2 bilhões em receitas. O preço médio de revenda na América do Norte foi estimado em US$ 3.801.

A FIFA também vem promovendo sua própria plataforma de revenda, o que pode dificultar que os torcedores encontrem opções mais acessíveis. A entidade cobra uma taxa de transação de 15% tanto do comprador quanto do vendedor. Segundo Leyden, essa taxa é “consideravelmente alta” em comparação com outras plataformas, embora ele tenha se recusado a revelar a estrutura de tarifas da SeatGeek.

Também há especulações de que a FIFA esteja transferindo ingressos não vendidos para mercados secundários, segundo Johnson, da S&P Global.

“Isso cria uma sensação de escassez artificial, incentivando os torcedores a pagar preços mais altos tanto no mercado primário quanto no secundário”, afirmou. A FIFA não respondeu aos pedidos de comentário.

Alex Bird, editor do blog Ticket-Compare.com, que monitora preços de ingressos para partidas de futebol em plataformas de revenda, afirmou que parte da razão para os preços elevados foi justamente desencorajar a revenda. Segundo ele, o sistema de liberações escalonadas também contribuiu para inflacionar os preços ao limitar a oferta disponível.

Essas estratégias prejudicam principalmente os torcedores locais, que são justamente os mais propensos a comprar ingressos de última hora no mercado secundário. Quem viaja de outras cidades ou países geralmente adquire os ingressos com antecedência para organizar passagens e hospedagem.

“Não é algo que você vai deixar para resolver no mercado de revenda na última hora”, disse. “Isso é coisa para quem mora na cidade.”

Algumas sedes também não tiveram sorte na distribuição das partidas. Um estudo da Ticket-Compare apontou que San Francisco e Atlanta são as duas cidades mais baratas dos Estados Unidos para comprar ingressos, em parte porque recebem seleções de menor apelo, como Jordânia, Argélia e República Tcheca. Mas a combinação de preços ainda elevados e equipes menos atraentes pode resultar em arquibancadas esvaziadas.

“Observando a situação agora, é possível concluir que haverá um número significativo de assentos vazios nesses estádios”, afirmou Bird.

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Brasil x Haiti: veja horários e próximos jogos da Seleção na Copa do Mundo 2026

18 de Junho de 2026, 15:42

A seleção brasileira volta para o campo nesta sexta-feira (19) em mais um jogo da Copa do Mundo 2026. O adversário da vez é o Haiti, em partida que acontece às 21h30, pelo horário de Brasília, no Estádio da Filadélfia, nos Estados Unidos.

Brasil e Haiti disputam no mundial de seleções pelo grupo C, que também tem Marrocos e Escócia.  Ao todo, o Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos em território norte-americano.

O confronto acontece após a seleção brasileira jogar contra o time marroquino que terminou em empate após um gol de Vini Jr. 

Atualmente, a Escócia é líder do grupo C com 3 pontos, após derrotar o Haiti por 1 a 0 no último sábado (13).

A Copa do Mundo 2026 começou em 11 de junho e será disputada até 19 de julho. Esta edição terá 48 seleções, 12 grupos, 104 jogos e sedes em três países: Estados Unidos, Canadá e México.

Que horas é Brasil X Haiti?

Brasil x Haiti

  • Data: sexta, 19 de junho;
  • Horário: 21h30;
  • Local: Estádio da Filadélfia;
  • Cidade: Filadélfia.

Quais são os jogos do Brasil na fase de grupos?

O Brasil terá três jogos na fase de grupos da Copa do Mundo 2026:

  • Brasil x Marrocos: sábado, 13 de junho, às 19h, em Nova Jersey;
  • Brasil x Haiti: sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia;
  • Brasil x Escócia: quarta-feira, 24 de junho, às 19h, em Miami.

Grupo C da Copa do Mundo 2026

O Grupo C começa com a estreia da seleção brasileira. Brasil x Marrocos será disputado no sábado, 13 de junho, às 19h, no Estádio de Nova York/Nova Jersey.

  • Brasil x Marrocos – sábado, 13/06, às 19h;
  • Haiti x Escócia – sábado, 13/06, às 22h;
  • Escócia x Marrocos – sexta-feira, 19/06, às 19h;
  • Brasil x Haiti – sexta-feira, 19/06, às 22h;
  • Escócia x Brasil – quarta-feira, 24/06, às 19h;
  • Marrocos x Haiti – quarta-feira, 24/06, às 19h.
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Onde assistir os jogos da Copa do Mundo 2026?

A transmissão da Copa do Mundo 2026 no Brasil será dividida entre TV aberta, TV fechada, streaming, YouTube e rádio.

Na TV aberta, os jogos serão exibidos por Globo e SBT. Na TV por assinatura, a cobertura terá SporTV, N Sports e ge tv. No streaming e YouTube, a transmissão terá Globoplay, CazéTV, ge tv e N Sports.

  • TV aberta: TV Globo (55 jogos) e SBT (32 jogos);
  • TV por assinatura: SporTV (55 jogos), N Sports (32 jogos) e ge tv (32 jogos);
  • Streaming e YouTube: CazéTV (todos os jogos), Globoplay (55 jogos), ge tv (32 jogos) e N Sports (32 jogos);
  • Rádio: CBN, Rádio Globo, Jovem Pan, Rádio Gaúcha, BandNews FM, Rádio Bandeirantes, Rádio Itatiaia e outras emissoras.

Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026?

A fase de grupos da Copa do Mundo 2026 será disputada em pontos corridos dentro de cada chave. Cada seleção fará três jogos, uma partida contra cada adversária do grupo.

A pontuação segue o modelo tradicional:

  • Vitória: 3 pontos;
  • Empate: 1 ponto;
  • Derrota: 0 ponto.

Ao fim das três rodadas, avançam ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada grupo. Além deles, os oito melhores terceiros colocados entre os 12 grupos também se classificam.

Na prática, uma seleção pode não terminar entre as duas primeiras da chave e ainda assim seguir para a fase eliminatória, desde que tenha campanha suficiente para ficar entre os melhores terceiros colocados.

Depois da fase de grupos, começa o mata-mata a partir dos 16 avos de final. A partir dessa etapa, quem vence avança e quem perde é eliminado.

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Messi, Mbappé ou Cristiano Ronaldo, quem é o maior… em patrocínios?

18 de Junho de 2026, 11:27

Cristiano Ronaldo e Messi chegam à Copa do Mundo 2026 em um estágio avançado da carreira, com a sexta participação de ambos no torneio e marcas construídas ao longo de quase duas décadas no topo do futebol.

Kylian Mbappé, por outro lado, disputa sua terceira Copa do Mundo como capitão da França e principal nome esportivo da nova geração.

A diferença de momento também aparece fora de campo. Os três jogadores concentram patrocinadores em setores como material esportivo, luxo, tecnologia, games, hotelaria, bebidas, alimentação, saúde, inteligência artificial e entretenimento digital.

Messi e Cristiano Ronaldo estão empatados com o maior número de patrocinadores entre os três, com 11 marcas cada. A diferença reflete o momento de cada carreira. Ambos chegam à Copa do Mundo 2026 como nomes históricos, com marcas consolidadas em múltiplos setores.

Mbappé aparece com oito parcerias listadas, mas com forte presença nos segmentos de luxo, moda, hotelaria e performance esportiva ao entrar na Copa como principal nome da nova geração de jogadores.

Os valores pagos por patrocinadores desse porte raramente são divulgados oficialmente. Por isso, os números disponíveis são estimativas de mercado ou valores noticiados em reportagens, e não necessariamente representam o total real recebido por cada atleta.

Considerando apenas os contratos anuais com estimativas disponíveis nas fontes, os três jogadores somam entre US$ 69,8 milhões e US$ 73,7 milhões por ano em patrocínios estimados.

Lionel Messi

Lionel Messi estreou profissionalmente pelo Barcelona em 2004 e se transformou em uma estrela mundial no fim dos anos 2000, especialmente durante a era de Pep Guardiola.

No Barcelona, consolidou-se como um dos maiores nomes da história do clube, acumulando Bolas de Ouro, títulos da Champions League, campeonatos espanhóis e diversos recordes individuais.

Na Copa do Mundo, o argentino disputou o torneio pela primeira vez em 2006, quando a competição foi realizada na Alemanha. Depois, também participou das edições de 2010, 2014, 2018 e 2022, quando liderou a Argentina ao tricampeonato mundial no Catar.

Em 2026, chegou à sexta Copa do Mundo e, na estreia contra a Argélia, atingiu a marca de 200 jogos pela seleção argentina. Com um hat-trick na vitória por 3 a 0, igualou o alemão Miroslav Klose como maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 16 gols.

No quesito patrocínios, Messi tem um contrato estimatimado com a Adidas, principal patrocinadora esportiva do argentino que rende mais de US$ 25 milhões por ano ao jogador. O acordo vitalício com a marca também prevê uma cifra próxima de US$ 1 bilhão ao longo da vida do contrato.

Marcas que patrocinam Messi

  • Adidas: a empresa é a principal patrocinadora esportiva de Messi. A marca utiliza o argentino em campanhas de chuteiras, produtos próprios, ações relacionadas à Copa do Mundo e iniciativas ligadas ao legado do jogador.
  • Apple / Apple TV: a Apple é parceira de mídia da liga norte-americana e utiliza a presença de Messi como ativo central para ampliar o alcance do MLS Season Pass.
  • Mastercard: Messi atua como embaixador global de futebol da marca. A empresa desenvolve ações de experiência para fãs, incluindo campanhas de troca de camisas e benefícios para clientes.
  • Lay’s: a marca de salgadinhos utiliza Messi em campanhas globais ligadas ao hábito de assistir futebol.
  • Michelob Ultra/AB InBev: a marca de cerveja utiliza Messi em campanhas relacionadas à Copa América, à Copa do Mundo e à cultura de torcida nos Estados Unidos.
  • Hard Rock International: a parceria posiciona Messi como uma figura de experiências. Em 2026, a marca lançou uma campanha global com produtos, sorteios, suítes temáticas e ativações ligadas ao jogador.
  • Lowe’s: a rede de varejo norte-americana utiliza Messi para se aproximar dos fãs de futebol nos Estados Unidos, especialmente em campanhas ligadas a residências, festas e reuniões para assistir aos jogos.
  • Beats by Dre: a marca utiliza Messi para promover produtos relacionados a estilo de vida, música, treino e viagens.
  • Fortnite: além de participar de ações promocionais, Messi também é uma skin disponível para os jogadores.
  • Panini: Messi aparece como um dos nomes mais fortes do mercado de figurinhas e cards, associado ao colecionismo, à memória esportiva e à sua trajetória em Copas do Mundo.
  • YPF: a petroleira argentina utiliza Messi para se associar à seleção, à torcida e à identidade nacional.

Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo iniciou sua carreira profissional no Sporting, mas se transformou em uma estrela internacional após chegar ao Manchester United, em 2003. O salto definitivo ocorreu entre 2007 e 2008, quando conquistou a Champions League e sua primeira Bola de Ouro.

No Real Madrid, consolidou-se como um dos maiores nomes da história do futebol. Também se tornou o maior artilheiro da história do clube e liderou uma era marcada por quatro títulos de Champions League entre 2014 e 2018.

Na Copa do Mundo, o português disputou o torneio pela primeira vez em 2006, na Alemanha. Depois, também participou das edições de 2010, 2014, 2018 e 2022.

Em 2026, chegou à sexta Copa do Mundo por Portugal. O jogador nunca conquistou o título mundial, e seu melhor resultado ocorreu em 2006, quando a seleção portuguesa terminou na quarta posição.

Cristiano Ronaldo tem na Nike seu principal contrato comercial com valor estimado. O acordo vitalício com a marca rende aproximadamente US$ 27,6 milhões. O contrato também é tratado em estimativas como próximo de US$ 1 bilhão ao longo da vida do acordo. 

O jogador também tem laços com a Herbalife que, em 2026, recebeu um investimento de US$ 7,5 milhões feito por Cristiano Ronaldo, que também atua na divulgação da marca.

Marcas que patrocinam Cristiano Ronaldo

  • Nike: principal parceira esportiva de Cristiano Ronaldo, a marca utiliza o português em campanhas de chuteiras, roupas de treino e produtos ligados à performance, disciplina e longevidade.
  • Herbalife: a empresa utiliza Cristiano Ronaldo como exemplo de rotina, performance e cuidados físicos. A parceria começou em 2013.
  • Clear: a marca de cuidados pessoais utiliza Cristiano Ronaldo para reforçar uma imagem ligada à estética, à confiança e à presença global.
  • Binance: a corretora de criptoativos leva Cristiano Ronaldo para o universo de NFTs, ativos digitais e comunidades online.
  • Jacob & Co.: a relojoaria de luxo associa o jogador a produtos de alto padrão, exclusividade e itens ligados à marca CR7.
  • WHOOP: a empresa de tecnologia vestível utiliza Cristiano Ronaldo em campanhas relacionadas a sono, recuperação, esforço e desempenho físico.
  • UFL: o jogo de futebol utiliza Cristiano Ronaldo como parceiro e investidor.
  • SNK/Fatal Fury: a parceria leva Cristiano Ronaldo ao universo dos games. O jogador aparece como personagem jogável no título.
  • Perplexity AI: a empresa de inteligência artificial tem Cristiano Ronaldo como investidor e parceiro global.
  • Dreame Technology: a fabricante de eletrodomésticos inteligentes utiliza Cristiano Ronaldo como embaixador global.
  • ZujuGP: a plataforma digital ligada ao futebol utiliza Cristiano Ronaldo como rosto global para ampliar seu alcance.

LEIA MAIS: Dona da CazéTV e sócia de Cristiano Ronaldo busca ‘novos Casimiros’ em mercados europeus

Kylian Mbappé

Kylian Mbappé ganhou projeção mundial ainda adolescente, na temporada 2016/17, quando se destacou pelo Monaco, equipe campeã do Campeonato Francês e semifinalista da Champions League.

No Paris Saint-Germain, tornou-se o principal jogador francês de sua geração e o maior artilheiro da história do clube. Em 2024, após anos de especulação, transferiu-se para o Real Madrid.

Na Copa do Mundo, Mbappé disputou o torneio pela primeira vez em 2018, na Rússia. Naquela edição, conquistou o título mundial com a França. Também participou da Copa de 2022, quando foi vice-campeão, marcou três gols na final contra a Argentina e terminou como artilheiro da competição.

Em 2026, chegou à terceira Copa do Mundo como capitão da França. Na estreia contra o Senegal, tornou-se o maior artilheiro da história da seleção francesa em gols totais, chegando a 58 gols e ultrapassando Olivier Giroud (57).

Mbappé tem dois contratos com estimativas públicas. O primeiro é o acordo com a Nike, com valor estimado em US$ 36,1 milhões por ano. Já a parceria com a Hublot é estimada em até US$ 1,1 milhão. Assim, os contratos somam entre US$ 37,2 milhões por ano.

Marcas que patrocinam Mbappé

  • Nike: principal parceira esportiva de Mbappé, a empresa acompanha o jogador desde as categorias de base e utiliza sua imagem em produtos, chuteiras e campanhas esportivas.
  • Hublot: a relojoaria de luxo utiliza Mbappé como embaixador para conectar suas campanhas ao futebol e ao mercado de relógios de alto padrão.
  • Oakley: a marca trabalha com o jogador em ações ligadas a óculos, esporte e estilo.
  • Dior: a grife de luxo anunciou Mbappé como embaixador em 2025. O jogador também participou da coleção Dior Summer 2026.
  • Accor/ALL: o grupo de hotelaria trabalha com Mbappé em campanhas ligadas ao programa ALL Accor. Em 2025, o jogador foi o rosto da campanha “Don’t be a Guest, be a Guest Star”.
  • Fairmont: a marca de hotelaria de luxo do grupo Accor lançou, em 2026, uma campanha global de bem-estar com Mbappé como embaixador.
  • Sorare: a plataforma de fantasy game e cards digitais tem Mbappé como embaixador, investidor e parceiro de impacto social.
  • Alan: a empresa francesa de saúde e seguros digitais tem Mbappé como investidor e embaixador em campanhas ligadas à prevenção, ao sono, à nutrição e à saúde mental.

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Exclusões de Palmer e Luna da Copa mostram riscos do marketing esportivo

18 de Junho de 2026, 09:08

Quando a Nike revelou um anúncio de seis minutos para a Copa do Mundo, a atenção se concentrou no elenco que reunia estrelas do futebol como Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé ao lado de celebridades como Kim Kardashian.

Mas uma participação em Rip the Script, vídeo que já acumulou 76 milhões de visualizações no YouTube, chamou atenção por outro motivo. Por volta dos quatro minutos de duração, Cole Palmer aparece driblando com a camisa da Inglaterra, apesar de não ter sido convocado para a seleção do país. Sua ausência evidencia os desafios do marketing esportivo.

“É um tiro no escuro”, disse Bob Dorfman, profissional de marketing esportivo da região da Baía de São Francisco.

As marcas gastam milhões de dólares criando campanhas para grandes eventos esportivos em torno de atletas. No entanto, como a produção é feita com muita antecedência, os profissionais de marketing precisam fazer apostas calculadas sobre quem chegará ao maior palco do esporte.

Ao longo dos anos, houve diversas apostas equivocadas. Talvez o caso mais famoso tenha ocorrido em 1992, quando a campanha olímpica “Dan and Dave”, amplamente promovida pela Reebok, foi prejudicada depois que o decatleta Dan O’Brien não conseguiu se classificar para os Jogos de Barcelona.

Os profissionais de marketing também apostaram no meio-campista Diego Luna para ter papel de destaque na seleção dos Estados Unidos, que disputa uma Copa do Mundo em casa pela primeira vez em três décadas. A Nike o colocou em evidência na apresentação do novo uniforme da seleção americana, e o Bank of America o destacou em um comercial antes do torneio.

Mas, assim como Palmer, Luna ficou fora da lista final de convocados, anunciada no fim do mês passado, em uma decisão que a revista Sports Illustrated classificou como “surpreendente”.

Luna vinha sendo preparado para ser um dos rostos da seleção americana nesta Copa do Mundo, mas acabou não integrando o elenco.

Em comunicado, um porta-voz da Nike não comentou especificamente os casos de Palmer e Luna, mas afirmou que a empresa acredita que o esporte pode inspirar as pessoas “não porque todos os atletas vencem, mas porque ousam tentar”.

O Bank of America não respondeu aos pedidos de comentário.

Os riscos para as marcas são especialmente elevados nesta Copa do Mundo porque o torneio está sendo realizado em conjunto pelos Estados Unidos, maior economia de consumo do mundo. Tanto a Nike quanto sua rival Adidas vêm enfrentando dificuldades nos últimos anos para retomar o crescimento, e a competição representa uma grande oportunidade para conquistar consumidores.

As grandes marcas tentam reduzir os riscos de um atleta não ser convocado, sofrer uma lesão ou decepcionar dentro de campo investindo em vários jogadores ao mesmo tempo.

Adidas

Assim como a Nike, a Adidas utiliza diversas estrelas em sua campanha para a Copa. O vídeo de cinco minutos Backyard Legends reúne o ator Timothée Chalamet e jogadores como Lionel Messi, Jude Bellingham e Trinity Rodman.

“Não vejo muitas grandes marcas colocando todos os ovos na mesma cesta”, afirmou Jim Andrews, consultor de patrocínios e fundador da A-Mark Partnership Strategies. “Seria arriscado demais, especialmente em uma Copa do Mundo, quando marcas globais tentam atingir uma audiência global.”

A diversificação não é a única estratégia para enfrentar a volatilidade do esporte. Muitos atletas são contratados por sua relevância cultural fora dos campos. No caso de Luna, ele também é um conhecido defensor da saúde mental, característica que pode torná-lo um parceiro atraente para marcas.

Além disso, muitos esportistas assinam contratos de patrocínio de longo prazo, que vão além de um único ciclo de torneios, ajudando a reduzir o impacto de eventuais decepções esportivas. Messi possui um acordo vitalício de marketing com a Adidas, enquanto Ronaldo mantém um contrato semelhante com a Nike.

Meses atrás, o técnico da seleção masculina dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, já havia alertado que as decisões de publicidade ligadas à Copa não eram um indicativo de quem seria convocado.

“Os jogadores que hoje estão na lista não podem pensar que estarão na convocação final”, afirmou Pochettino em março, antes de partidas preparatórias para a Copa. “Talvez tiremos algumas fotos e preparemos materiais de marketing porque esta é a última oportunidade para fazer esse tipo de trabalho.”

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Figurinha de Messi no álbum da Copa movimenta mercado paralelo na Argentina

16 de Junho de 2026, 14:14

Enquanto Lionel Messi se prepara para entrar em campo na terça-feira (16) para a primeira partida de sua sexta e última Copa do Mundo da FIFA, os argentinos correm atrás de outro prêmio: a rara figurinha dourada do craque.

Milhares de crianças e adultos se reúnem no Parque Rivadavia, um parque histórico no centro de Buenos Aires, onde colecionadores trocam selos, moedas e, agora, figurinhas da Panini, para completar álbuns com os rostos de todos os jogadores que representam as 48 seleções que disputam a Copa do Mundo.

Depois de conquistar o último torneio, em 2022, Messi é rei.

“Se eu conseguir, vou guardar pelo resto da vida. Vai dormir comigo”, disse Franco Logiurato, de 14 anos.

O álbum deste ano tem espaços para 980 figurinhas, e a fabricante italiana oferece outras 20 figurinhas raras colecionáveis com os jogadores mais populares, cada uma disponível nas versões roxa, bronze, prata e dourada. Uma figurinha colecionável extra aparece, em média, a cada 100 pacotes, disse a empresa à Bloomberg.

Logiurato já completou o álbum — o que custou um salário inteiro do pai — e agora está atrás da figurinha dourada de Messi.

“Pense bem”, disse ele. “É a última Copa do Mundo de Messi. É de ouro. Quer dizer, é a coisa mais valiosa que existe.”

A febre ajudou a alimentar a escassez e a elevar os preços. A Panini recomenda a venda de pacotes com sete figurinhas por cerca de US$ 1,40 (cerca de R$ 7,20), mas os quiosques — pequenas lojas de esquina que conseguem obter estoque — chegam a cobrar até US$ 2,10 (cerca de R$ 10,80), segundo Ernesto Acuña, presidente do sindicato dos quiosques.

Durante a última Copa do Mundo, o governo de esquerda da Argentina interveio diante da escassez. Sob o presidente libertário Javier Milei, Acuña disse que o sindicato não levou o tema adiante.

“É uma mini economia”, disse Tomás Mingrone, de 25 anos, que passa os fins de semana comprando, vendendo e trocando repetidas. Um adolescente havia acabado de se aproximar dele para oferecer uma figurinha comum de Messi. Mingrone ofereceu US$ 10,50 (cerca de R$ 54). O vendedor foi embora.

A popularidade dos álbuns de figurinhas da Panini ajudou a provocar escassez e a elevar os preços. Fotografia: Sarah Pabst/Bloomberg

“Tem garotos de 12 ou 13 anos aqui que ganham US$ 100 por dia (cerca de R$ 520). É incrível”, disse.

Os filhos do astro argentino também entraram na brincadeira, disse Messi em entrevista recente, e estão ocupados tentando completar a coleção de figurinhas dos álbuns.

“Uma batalha vencida”

Mingrone diz que sabe identificar pacotes que contêm figurinhas extras de colecionador e os vende, fechados, por US$ 17,49 (cerca de R$ 91) cada. Logiurato comprou dois, mas não encontrou a figurinha dourada de Messi. Mingrone estima que já abriu cerca de 20 mil pacotes e encontrou apenas duas versões douradas do cobiçado megastar argentino.

Santiago Arce, de 22 anos, foi um dos poucos sortudos a encontrar a figurinha dourada de Messi e a está oferecendo à venda por US$ 140 (cerca de R$ 730). Para consegui-la, Arce trocou quatro figurinhas extras cobiçadas — Cristiano Ronaldo, de Portugal, Kylian Mbappé, da França, Mohamed Salah, do Egito, e Jude Bellingham, da Inglaterra — além de 10 figurinhas brilhantes e 25 figurinhas comuns de jogadores.

“Cada extra tem a própria história. Cada uma é uma batalha vencida”, disse Arce.

Nem todos no parque estavam atrás da versão dourada.

Tahiel Cortez, de 11 anos, acabara de tirar uma figurinha comum de Messi de um pacote e sorria de orelha a orelha.

“Não acredito”, disse. “Consegui o Messi!”

Ele ainda precisa de 120 figurinhas para completar o álbum. Mas, por um momento, isso pareceu pouco importar.

A partir de 15 de julho, a Panini oferecerá figurinhas avulsas para completar os álbuns. As figurinhas colecionáveis extras não estarão disponíveis, disse a empresa.

Por que os jogadores estão usando chuteiras rosa na Copa do Mundo 2026?

15 de Junho de 2026, 14:29

As chuteiras rosa tomaram conta dos gramados da Copa do Mundo de 2026. Nos primeiros jogos do torneio, jogadores de seleções como Brasil, Marrocos, México, África do Sul, Canadá e Estados Unidos entraram em campo usando chuteiras nessa cor ou em tons semelhantes.

Seleções como Brasil, Marrocos, México, África do Sul, Canadá e Estados Unidos fizeram suas estreias com grande parte dos jogadores usando chuteiras rosas ou em tons próximos à cor.

A tendência não está concentrada em uma única fornecedora. Modelos rosas foram lançados por marcas como Nike, Adidas, Puma, New Balance e Skechers, o que ajudou a transformar a cor em uma das principais marcas visuais dos primeiros dias do Mundial.

No caso das chuteiras, os jogadores não precisam usar a mesma marca que patrocina o uniforme da seleção.

Cada atleta pode entrar em campo com o produto de seu próprio patrocinador. Isso aumenta a disputa por visibilidade no pé dos jogadores — e, nesta Copa, diferentes fornecedoras chegaram a uma resposta parecida: chuteiras claras, fortes e em tons de rosa.

A explicação da tendência para a Copa do Mundo 2026 envolve uma combinação de fatores, como destaque visual, contraste com o gramado, maior visibilidade na televisão e a busca das marcas por impacto em um torneio global.

Por que as chuteiras da Copa do Mundo estão rosas?

Em entrevista ao The Athletic, Odinga Nimako, executivo sênior da equipe global de chuteiras de futebol da Nike, afirmou que a marca buscou cores fortes, capazes de ampliar a sensação de confiança e destacar o calçado no gramado.

Segundo Nimako, a Nike partiu da demanda por cores mais vibrantes em grandes eventos. O objetivo era fazer com que a chuteira chamasse atenção tanto para quem está no estádio quanto para quem acompanha as partidas pela televisão.

Outro fator citado é o contraste com os uniformes. A Copa reúne seleções que atuam com camisas amarelas, vermelhas, brancas, verdes e de outras cores, mas nenhuma utiliza um uniforme predominantemente rosa.

Na prática, isso ajuda as chuteiras a se destacarem sem se confundirem com as camisas. A Bélgica é a única seleção que possui um uniforme que mais se aproxima dessa tonalidade, mas só em detalhes em rosa em sua camisa reserva. 

O rosa também aparece em projeções de tendências para moda e design. A consultoria Coloro, em parceria com a WGSN, apontou o Electric Fuchsia como uma das cores-chave para a temporada primavera/verão de 2026.

LEIA MAIS: Camisa da seleção brasileira é considerada a segunda mais bonita da Copa do Mundo

Quais jogadores usaram chuteiras rosas?

A lista de jogadores com chuteiras rosas cresceu nos primeiros jogos da Copa do Mundo 2026, já que a presença da cor não ficou restrita a uma única marca.

Mesmo com contratos diferentes entre atletas e fabricantes, o resultado visual é semelhante: muitas chuteiras claras, chamativas e próximas do rosa em uma mesma competição.

Na abertura entre México e África do Sul, atletas como Khuliso Mudau, Nkosinathi Sibisi e Raúl Jiménez apareceram utilizando o modelo.

Na estreia do Canadá contra a Bósnia e Herzegovina, quase todo o time canadense usou chuteiras rosas, incluindo Jonathan David.

Nos Estados Unidos, Folarin Balogun, Weston McKennie e Sergiño Dest também aderiram à tendência na vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai.

No jogo entre Brasil e Marrocos, jogadores da seleção brasileira como Vinícius Júnior, Bruno Guimarães, Raphinha, Gabriel Magalhães e Alisson utilizaram chuteiras rosas. Pelo lado marroquino, Ismael Saibari também apareceu com a cor.

Quem marcou gol usando chuteiras rosas?

Entre os casos identificados nas fontes consultadas, alguns jogadores marcaram gols utilizando chuteiras rosas nos primeiros jogos da Copa do Mundo 2026:

  • Raúl Jiménez, do México, contra a África do Sul;
  • Vinícius Júnior, do Brasil, contra o Marrocos;
  • Ismael Saibari, do Marrocos, contra o Brasil;
  • Folarin Balogun, dos Estados Unidos, que marcou duas vezes contra o Paraguai.

Quais seleções usaram chuteiras rosas?

As chuteiras rosas apareceram em diferentes seleções nos primeiros dias da Copa do Mundo 2026:

  • Coreia do Sul, com dez jogadores de linha usando chuteiras rosas na estreia contra a Tchéquia;
  • México, com atletas utilizando a cor na abertura contra a África do Sul;
  • África do Sul, também presente na partida de abertura;
  • Canadá, com quase todo o time usando chuteiras rosas contra a Bósnia e Herzegovina;
  • Estados Unidos, com jogadores como Folarin Balogun, Weston McKennie e Sergiño Dest;
  • Brasil, com nomes como Vinícius Júnior, Bruno Guimarães, Raphinha, Gabriel Magalhães e Alisson;
  • Marrocos, com Ismael Saibari entre os casos citados;
  • Holanda, identificada em registros de jogadores utilizando chuteiras rosas;
  • Bélgica, citada entre as seleções que aderiram à tendência.

Quem foi contra a tendência das chuteiras rosas?

Apesar da forte presença do rosa, nem todos os jogadores seguiram a mesma linha visual.

Lionel Messi utilizará chuteiras Adidas nas cores branca e azul-clara, com detalhes dourados, em referência às cores da Argentina.

Christian Pulisic, dos Estados Unidos, tem um modelo da Puma branco com estrelas azuis, inspirado na bandeira norte-americana.

Cristiano Ronaldo também terá um modelo próprio fora da tendência rosa. A Nike preparou chuteiras douradas para o português, em referência à sua sexta Copa do Mundo e à trajetória construída pelo jogador na competição.

Os árbitros também fogem da tendência. A Fifa determina que os oficiais de partida utilizem chuteiras pretas tradicionais, produzidas pela Adidas, patrocinadora da entidade.

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A dona da CazéTV: os conflitos da LiveMode e os interesses financeiros por trás do canal de Casimiro

13 de Junho de 2026, 07:30

A CazéTV tem o rosto, a voz e o jeito de Casimiro Miguel. No ar, tudo parece espontâneo, artesanal, quase improvisado. A aparência esconde uma estrutura sofisticada de direitos esportivos, fundos de investimento e executivos do mercado financeiro.

O canal é controlado integralmente pela LiveMode, empresa dona da operação, da marca e dos direitos sobre o nome e a imagem de Casimiro, que deixou de ser sócio direto do canal para integrar a holding do grupo.

A LiveMode tem entre seus investidores a General Atlantic e a XP — que também administra fundos ligados à estrutura financeira da Liga Forte União, a LFU.

Segundo Ivan Martinho, professor de marketing esportivo na ESPM e presidente da WSL (World Surf League) para a América Latina, o capital de private equity tem o racional de buscar acelerar a expansão dos negócios de empresas investidas para, em momento posterior, alguns ou muitos anos depois, vender e devolver aos investidores um retorno muito mais elevado.

Há uma sobreposição de papéis: a LiveMode negocia direitos esportivos, controla a CazéTV — o principal canal que transmite parte desses eventos — e tem como sócios investidores expostos às receitas comerciais da LFU, bloco que negocia o Brasileirão em conjunto.

Essa relação entrelaçada deixa uma pergunta no ar: ao negociar um direito, a LiveMode age como agência, como dona da tela ou como sócia da estrutura que lucra com a receita futura dos clubes?

O olho do dono

Edgar Diniz e Sérgio Lopes, dois dos sócios-fundadores da LiveMode, conhecem o mercado de transmissão esportiva muito antes da ascensão e da popularização de Casimiro.

Em 2007, criaram o Esporte Interativo, que começou na parabólica e cresceu no meio digital quando Globo e Band o ignoravam. A CazéTV parece nova, mas o modelo tem quase duas décadas: em 2007, à Máquina do Esporte, Carlos Moreira Jr., sócio-fundador da TV Esporte Interativo, já media a reação do público por SMS e Orkut e transformava interação em inteligência comercial.

Muitos anos depois, a LiveMode voltou para disputar a cadeia dominada pela Globo. O momento ajudava. A Lei do Mandante, de 2021, deu ao clube mandante o poder de negociar a transmissão da partida, o que enfraqueceu o pacote único da Globo e abriu espaço para blocos de clubes venderem direitos de transmissão em conjunto.

A Globo, em reorganização financeira, passou a comprar seletivamente; o YouTube avançava sobre a linguagem da TV com sua plataforma pela internet; e o futebol atraía fundos que enxergavam nos direitos um ativo financeiro. Nessa equação, a LiveMode ajudou a montar a Liga Forte União (LFU), bloco que se opôs à Libra — rival que fechou contrato bilionário com a Globo.

O fenômeno CazéTV

A Copa de 2022 foi a prova de conceito. A LiveMode era agência da FIFA no Brasil e tentava vender os direitos digitais. A Globo abriu mão da exclusividade no streaming, e a LiveMode ficou com o pacote por cerca de US$ 3 milhões, segundo apurou o InvestNews com fontes envolvidas na negociação — uma pechincha comparada aos US$ 90 milhões anuais que a Globo pagava à FIFA.

O pacote valia pouco sem uma operação que o transformasse em audiência, e a LiveMode tinha a CazéTV. Durante a Copa, o canal explodiu e Casimiro se consagrou como o rosto de uma nova forma de assistir futebol, com uma linguagem que dialogava com o torcedor. Hoje soma dezenas de milhões de inscritos e será, no Brasil, a única forma de ver os 104 jogos da Copa de 2026.

O sucesso abriu os cofres. Em novembro de 2023, os clubes da LFU cederam 20% das receitas comerciais por cinquenta anos, de 2025 a 2075, por cerca de R$ 2,6 bilhões, a um consórcio formado por Life Capital Partners, General Atlantic e XP.

A operação passou pela Sports Media, criada para administrar a fatia cedida, financiada por debêntures — títulos de dívida comprados por fundos ligados à XP e outros veículos.

Investidores passaram a ter remuneração atrelada à receita futura de TV e mídia dos clubes por cinco décadas, com mais de R$ 1,2 bilhão adiantado aos clubes.

Em maio, o site Poder360 afirmou que a LiveMode aparece como agência vendedora e também como cotista direta do veículo Sports Media Futebol Brasileiro, uma das compradoras das debêntures.

A leitura circula entre clubes: um dirigente ouvido sob reserva pelo InvestNews diz que, em uma reunião, um executivo da LiveMode admitiu que a empresa era dona de parte dos direitos negociados. E criticou esse envolvimento, independentemente da compra ou não de debêntures.

Desde o fim de 2024, o InvestNews tenta entrevistar algum porta-voz da LiveMode, sem sucesso. A empresa não respondeu a nenhuma das perguntas enviadas para esta reportagem na última terça-feuira (9).

Em abril de 2024, General Atlantic e um fundo da XP fizeram um aporte minoritário na própria LiveMode, de valor não divulgado – estima-se no mercado que a dupla teria investido cerca de R$ 450 milhões na empresa de mídia.

Investidores expostos a 20% dos direitos de transmissão dos clubes passaram a ser sócios da empresa que os negocia e controla a tela que os exibe – depois, sob protesto de alguns clubes, a fatia da Sports Media sobre os direitos encolheu de 20% para 12%.

Na Libra, o bloco rival de clubes, o arranjo ficou mais tradicional: o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, apareceu como principal interessado, e a transmissão foi vendida à Globo — comprador de um lado, vendedor do outro. Na LFU, essa fronteira ficou mais difícil de enxergar.

Faz tudo

A defesa do modelo de negócio passa por uma distinção formal: alguns contratos de transmissão são fechados com o YouTube, e a CazéTV figura como canal de distribuição e operação editorial dentro delas.

Para os críticos, a separação resolve pouco do conflito, porque a CazéTV é controlada pela própria LiveMode. O problema, portanto, é ser agência e ser o comprador, segundo definição de um investidor que acompanha as negociações e pediu para não ser identificado.

De acordo com a visão desse mesmo investidor, quando um direito de transmissão sobra “de graça” para a CazéTV, a receita fica atrelada às projeções do próprio canal, enquanto o clube que vende não sabe se fez um bom negócio.

É uma mudança em relação ao discurso original da LiveMode. Edgar Diniz, em entrevista ao GE em março de 2023, disse que “a vocação da CazéTV e o projeto da LiveMode não contemplam entrar em disputas por direitos”.

@investnewsbr

Por trás da transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2026, existe uma disputa bilionária pela sua atenção. #transmissão #copadomundo #futebol

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No jargão, o “condomínio” é a estrutura que reúne os direitos comerciais da LFU e decide como vendê-los. Para um dirigente ouvido pelo InvestNews, a diferença para o antigo domínio da Globo está na governança: a Globo comprava e negociava direto com os clubes; na LFU, os clubes deixaram de vender ao mercado — quem vende é o condomínio, por meio da LiveMode, e a caneta está com o investidor.

Isso se traduziria em um investidor que é dono, na média, de 12% dos direitos, enquanto os outros 88% ainda são dos clubes. E esse investidor minoritário teria condições de direcionar a venda, segundo o dirigente.

Clubes e federações seguem negociando com a LiveMode porque ela entrega audiência, patrocínio e distribuição; quanto mais cresce, mais seus interesses se misturam.

Em paralelo, clubes estudam contestar na Justiça as travas de um contrato que os prende até 2075. A disputa vai além da CazéTV: o próximo ciclo de direitos, a partir de 2030, tende a ser uma guerra para estabelecer quem decide o que vender, para quem e por quanto, com a diferença de que agora a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está interessada em organizar uma liga de clubes.

O sinal mais simbólico veio do cliente que originou a fórmula. Segundo uma pessoa próxima às negociações, a tendência hoje é que a FIFA não mantenha a LiveMode como agência comercial no Brasil para a Copa de 2030, em meio a preocupações com potenciais conflitos de interesse.

Procuradas, FIFA e LiveMode não responderam ao InvestNews. A empresa que transformou um pacote digital barato da Copa de 2022 no maior case de sucesso do YouTube brasileiro pode ficar de fora do Mundial seguinte – ao menos no que tange ao seu papel como negociadora de direitos.

A CazéTV está dentro de uma cadeia desenhada por executivos de mídia, financiada por fundos e atrelada aos direitos dos clubes por décadas.

A LiveMode acumulou múltiplos papéis no mesmo negócio: agência que negocia os direitos, dona da tela que os transmite, cotista da estrutura que os detém e empresa investida por fundos expostos a essas receitas. E Casimiro continua sendo a cara da CazéTV. Quem manda no negócio é outra conversa.

— Colaborou Rikardy Tooge.

Brasil x Marrocos: veja horários e próximos jogos da Seleção na Copa do Mundo 2026

13 de Junho de 2026, 06:31

A seleção brasileira estreia neste sábado (13) na Copa do Mundo 2026. O primeiro compromisso do Brasil será contra Marrocos, às 19h, pelo horário de Brasília, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A partida contra o Marrocos abre a campanha brasileira no Grupo C, que também tem Haiti e Escócia.  Ao todo, o Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos nos Estados Unidos.

A Copa do Mundo 2026 começou em 11 de junho e será disputada até 19 de julho. Esta edição terá 48 seleções, 12 grupos, 104 jogos e sedes em três países: Estados Unidos, Canadá e México.

O jogo entre Brasil e Marrocos marca a 23ª participação da seleção brasileira em Copas do Mundo.

Que horas é Brasil X Marrocos?

Brasil x Marrocos

  • Data: sábado, 13 de junho;
  • Horário: 19h;
  • Local: Estádio de Nova York/Nova Jersey;
  • Cidade: Nova Jersey;

Quais são os jogos do Brasil na fase de grupos?

O Brasil terá três jogos na fase de grupos da Copa do Mundo 2026. Além da estreia contra Marrocos, a Seleção enfrenta Haiti e Escócia.

Veja a tabela do Brasil na Copa:

  • Brasil x Marrocos: sábado, 13 de junho, às 19h, em Nova Jersey;
  • Brasil x Haiti: sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia;
  • Brasil x Escócia: quarta-feira, 24 de junho, às 19h, em Miami.

Onde assistir os jogos da Copa do Mundo 2026?

A transmissão da Copa do Mundo 2026 no Brasil será dividida entre TV aberta, TV fechada, streaming, YouTube e rádio.

Na TV aberta, os jogos serão exibidos por Globo e SBT. Na TV por assinatura, a cobertura terá SporTV, N Sports e ge tv. No streaming e YouTube, a transmissão terá Globoplay, CazéTV, ge tv e N Sports.

  • TV aberta: TV Globo (55 jogos) e SBT (32 jogos);
  • TV por assinatura: SporTV (55 jogos), N Sports (32 jogos) e ge tv (32 jogos);
  • Streaming e YouTube: CazéTV (todos os jogos), Globoplay (55 jogos), ge tv (32 jogos) e N Sports (32 jogos);
  • Rádio: CBN, Rádio Globo, Jovem Pan, Rádio Gaúcha, BandNews FM, Rádio Bandeirantes, Rádio Itatiaia e outras emissoras.

Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026?

A fase de grupos da Copa do Mundo 2026 será disputada em pontos corridos dentro de cada chave. Cada seleção fará três jogos, uma partida contra cada adversária do grupo.

A pontuação segue o modelo tradicional:

  • Vitória: 3 pontos;
  • Empate: 1 ponto;
  • Derrota: 0 ponto.

Ao fim das três rodadas, avançam ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada grupo. Além deles, os oito melhores terceiros colocados entre os 12 grupos também se classificam.

Na prática, uma seleção pode não terminar entre as duas primeiras da chave e ainda assim seguir para a fase eliminatória, desde que tenha campanha suficiente para ficar entre os melhores terceiros colocados.

Depois da fase de grupos, começa o mata-mata a partir dos 16 avos de final. A partir dessa etapa, quem vence avança e quem perde é eliminado.

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Equador vai reduzir preços da cerveja em 20% em gesto de apoio na Copa do Mundo

12 de Junho de 2026, 12:41

O Equador vai reduzir os preços da cerveja em mais de 20% por meio de um corte temporário de impostos para mobilizar “apoio extra” à seleção nacional durante a Copa do Mundo, afirmou o presidente do país Daniel Noboa.

O governo eliminará um imposto especial sobre a cerveja e outras bebidas de teor alcoólico moderado até 19 de julho, disse Noboa em declarações divulgadas pelo veículo El Universo.

A medida foi anunciada durante a inauguração de um projeto rodoviário na província de Guayas, uma das regiões costeiras do país afetadas por disputas entre gangues do narcotráfico. Vestindo a camisa da seleção, Noboa afirmou que “todos já estão mais focados no futebol do que em qualquer outra coisa” e disse esperar que o Equador “vá muito longe” no torneio.

A Copa do Mundo FIFA 2026 começou na quinta-feira (11), com uma partida entre México e África do Sul. A seleção do Equador estreia em 14 de junho contra a Costa do Marfim, na Filadélfia. Noboa deve viajar aos Estados Unidos ainda hoje e permanecer até a próxima segunda-feira, segundo um decreto executivo que não detalha sua agenda.

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Seleção brasileira vale mais do que 10 empresas do Ibovespa

12 de Junho de 2026, 12:31

A seleção brasileira chega à Copa do Mundo 2026 com um valor expressivo: os 26 convocados por Carlo Ancelotti somam 928,2 milhões de euros em valor de mercado, o equivalente a R$ 5,5 bilhões.

Colocado ao lado do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, o elenco da seleção brasileira supera 10 empresas da carteira. O grupo fica acima de companhias que atuam em educação, construção, petróleo e varejo.

O levantamento considera os valores de mercado da última quinta-feira, 11 de junho, informados pela B3 e pelo Transfermarkt, base de dados alemã especializada em valores de mercado de jogadores de futebol. A comparação junta universos diferentes, mas parte de uma lógica parecida de recorte. 

No futebol, entram apenas os jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. Já na bolsa, entram as empresas que compõem a carteira do Ibovespa, formada por ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado brasileiro.

Quanto vale a seleção brasileira convocada para a Copa?

A seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo 2026 vale 928,2 milhões de euros, ou R$ 5,5 bilhões.

O ataque concentra a maior parte do valor do elenco. Somados, os atacantes chamados por Carlo Ancelotti chegam a 519 milhões de euros, o equivalente a R$ 3,1 bilhões.

Veja a divisão por posição:

  • Goleiros: 25,7 milhões de euros (R$ 152,3 milhões);
  • Defensores: 178,5 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão);
  • Meias: 205 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão);
  • Atacantes: 519 milhões de euros (R$ 3,1 bilhões).

O jogador mais valioso da convocação é Vini Jr., avaliado em 140 milhões de euros (R$ 829,7 milhões). Depois aparecem Gabriel Magalhães e Matheus Cunha, ambos com 75 milhões de euros (R$ 444,5 milhões cada). Bruno Guimarães e Raphinha vêm na sequência, com 70 milhões de euros (R$ 414,9 milhões cada).

Seleção brasileira vale mais do que quais empresas do Ibovespa?

Com valor de mercado de R$ 5,5 bilhões, a seleção brasileira vale mais do que 10 empresas do Ibovespa, segundo o levantamento:

  • YDUQS: R$ 2,3 bilhões;
  • MRV: R$ 2,9 bilhões;
  • PetroReconcavo: R$ 3,1 bilhões;
  • Vamos: R$ 3,3 bilhões;
  • C&A: R$ 3,4 bilhões;
  • Azzas 2154: R$ 3,5 bilhões;
  • Minerva: R$ 3,6 bilhões;
  • Magazine Luiza: R$ 3,6 bilhões;
  • Cogna: R$ 4,8 bilhões;
  • Vivara: R$ 4,9 bilhões.

A comparação para na Vivara, pois a Hapvida, próxima empresa da lista, aparece com valor de mercado de R$ 5,7 bilhões, acima do valor estimado para a seleção brasileira convocada.

Ataque da seleção brasileira

O ataque é o setor mais valioso da seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo 2026. Os oito atacantes chamados por Carlo Ancelotti somam 519 milhões de euros, o equivalente a R$ 3,1 bilhões.

Sozinho, o ataque da seleção já vale mais do que empresas do Ibovespa como YDUQS e MRV. Também fica praticamente no mesmo patamar da PetroReconcavo, avaliada em R$ 3,1 bilhões no levantamento.

Só os atacantes representam mais da metade do valor total da seleção brasileira, avaliada em R$ 5,5 bilhões. O grupo é puxado por Vini Jr., jogador mais valioso da lista, com 140 milhões de euros (R$ 829,7 milhões).

Depois dele aparecem Matheus Cunha, com 75 milhões de euros (R$ 444,5 milhões), e Raphinha, com 70 milhões de euros (R$ 414,9 milhões). O setor ainda tem Igor Thiago, Rayan, Gabriel Martinelli, Endrick e Luiz Henrique.

LEIA MAIS: Cristiano Ronaldo compra participação na LiveModeTV, dona da CazéTV

Quais são as 10 empresas mais valiosas do Ibovespa?

Na outra ponta do Ibovespa, as maiores empresas do índice têm valores de mercado bem acima da seleção brasileira, que fica distante das mais valiosas do principal índice da bolsa brasileira:

  • Petrobras: R$ 569,6 bilhões;
  • Vale: R$ 323,9 bilhões;
  • Ambev: R$ 256,6 bilhões;
  • WEG: R$ 177,9 bilhões;
  • Bradesco: R$ 170,7 bilhões;
  • AXIA Energia: R$ 115,4 bilhões;
  • Vivo: R$ 106,9 bilhões;
  • Sabesp: R$ 97 bilhões;
  • B3: R$ 73,5 bilhões;
  • Rede D’Or: R$ 73,1 bilhões.

Neste grupo, a seleção brasileira aparece em outra escala de comparação. Em relação à Rede D’Or, última colocada entre as 10 empresas mais valiosas do Ibovespa, a seleção brasileira vale cerca de 7,5% do valor de mercado da companhia.

A distância aumenta quando o parâmetro é a Petrobras, maior empresa da lista: os R$ 5,5 bilhões do elenco convocado representam aproximadamente 1% dos R$ 569,6 bilhões da estatal.

LEIA MAIS: Os times de futebol mais valiosos do mundo em 2026

Como são calculados os valores de mercado dos jogadores?

Os valores dos jogadores da seleção brasileira usados no levantamento vêm do Transfermarkt. A plataforma estima quanto cada atleta valeria em um mercado livre, mas esses números não devem ser tratados como o preço exato de uma venda.

A plataforma informa que a base não usa um algoritmo único e que os valores não devem ser tratados como previsão exata de uma transferência.

Entre os fatores considerados estão:

  • Idade;
  • Desempenho no clube e na seleção;
  • Nível e status da liga;
  • Reputação;
  • Potencial de desenvolvimento;
  • Valor de marketing;
  • Interesse de clubes;
  • Experiência;
  • Risco de lesões;
  • Demanda do mercado;
  • Tendências de transferências;
  • Condições financeiras de clubes e ligas.

Também entram na conta condições específicas de negociação, como duração do contrato, cláusula de saída, opção de compra, empréstimos, bônus, vontade do jogador, salário e pressão financeira ou esportiva do clube.

Como é calculado o valor de mercado das empresas do Ibovespa?

Já o Ibovespa considera o valor de mercado das empresas listadas, mas isso não é a mesma coisa que o peso de cada companhia dentro do principal índice da bolsa brasileira.

A metodologia da B3 usa regras próprias para definir tanto a entrada dos ativos no índice quanto a participação de cada um na carteira.

No Ibovespa, os ativos são ponderados pelo valor de mercado do free float, ou seja, pelas ações em circulação no mercado. Esse peso ainda passa por limites ligados à liquidez e à participação máxima de cada companhia no índice.

Na prática, uma empresa pode ter valor de mercado elevado e, ainda assim, ter participação no Ibovespa ajustada pelas regras da B3.

Seleção brasileira e Ibovespa dependem de convocação?

A comparação também tem uma porta de entrada parecida: nos dois casos, o grupo analisado depende de critérios de seleção.

No caso da seleção brasileira, o recorte é a convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo 2026. O valor total muda conforme os 26 jogadores chamados.

No caso do Ibovespa, a entrada depende da metodologia da B3. A composição é revisada periodicamente e reúne ações com maior negociabilidade e representatividade, dentro das regras do índice.

Na prática, não basta uma empresa ser grande ou conhecida para entrar no índice.

Como funciona a composição do Ibovespa?

O Ibovespa é uma carteira teórica de ativos da B3. O índice mede o desempenho médio das ações de maior negociabilidade e representatividade do mercado brasileiro.

Para fazer parte do Ibovespa, uma ação precisa cumprir critérios definidos pela metodologia da B3. Entre eles estão:

  • Estar entre os ativos elegíveis que, nas três carteiras anteriores, representem em conjunto 85% do Índice de Negociabilidade;
  • Ter presença em 95% dos pregões no período analisado;
  • Ter participação de ao menos 0,1% no volume financeiro do mercado à vista;
  • Não ser classificada como penny stock.

Na prática, isso significa que o Ibovespa não é uma lista das maiores empresas do Brasil por receita, lucro ou número de funcionários. O índice reúne ações que atendem aos critérios da B3 e são relevantes dentro da dinâmica de negociação da bolsa.

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Como a Copa expõe para o mundo a violência dos cartéis no México

12 de Junho de 2026, 06:03

ZAPOPAN, México — Neste subúrbio sofisticado e arborizado de Guadalajara, onde gramados bem cuidados ficam próximos de centros comerciais de alto padrão, 89 sacos com restos humanos foram encontrados no último ano, abandonados em ravinas ou retirados de valas comuns sem identificação.

A poucos quilômetros dessas descobertas macabras, torcedores de futebol vão lotar o Estádio Akron, em formato de vulcão, nos arredores de Guadalajara, para a primeira de quatro partidas da Copa do Mundo que serão disputadas no local, a partir de quinta-feira.

Quatro meses após uma onda de violência de cartéis paralisar Guadalajara e o estado de Jalisco, autoridades mexicanas montam um esquema de segurança multimilionário para convencer o mundo de que o torneio é seguro. Guadalajara é particularmente sensível por estar no estado-sede do Cartel de Jalisco Nova Geração — um dos maiores e mais violentos grupos de crime organizado do país.

Ao redor do Estádio Akron, um amplo perímetro foi fortemente cercado. No alto, um helicóptero Black Hawk com atiradores patrulhará o céu, enquanto uma frota de Tesla Cybertrucks no solo ajudará a sustentar um escudo eletrônico antidrone sobre o estádio.

Cerca de 100 mil agentes de segurança serão mobilizados em todos os locais-sede do país, incluindo Cidade do México e Monterrey.

Os riscos são elevados tanto para o governo mexicano quanto para as economias subterrâneas que operam paralelamente ao Estado. Analistas de segurança afirmam que organizações criminosas no México, especialmente o cartel de Jalisco, com forte presença em Guadalajara, provavelmente irão impor uma trégua tática durante o torneio, aproveitando a oportunidade para lucrar com a venda de drogas e outros serviços ilícitos aos grandes fluxos de turistas.

Ao mesmo tempo, grupos ativistas trabalham para garantir que os visitantes não deixem de enxergar a violência que molda a vida em Guadalajara e em grande parte do país.

Mais de 130 mil pessoas estão desaparecidas no México, a maioria sequestrada ou morta por cartéis, em alguns casos com cooperação de autoridades policiais. Familiares colam cartazes com fotos dessas pessoas fora de locais da Copa, e também participam de protestos que ameaçam interromper o acesso ao Estádio Azteca, na Cidade do México, durante o jogo de abertura.

“Queremos que as pessoas saibam o que acontece no México”, disse Héctor Flores, cofundador do grupo Light of Hope, cujos voluntários encontraram um crânio humano em uma ravina em Zapopan na semana passada. “Pessoas desaparecem todos os dias aqui, e parece que ninguém se importa, exceto as famílias.”

Outros grupos também se juntam às manifestações. Nas últimas duas semanas, uma ala combativa do sindicato nacional de professores bloqueou grandes vias de transporte, derrubou estátuas de jogadores da Copa e vandalizou anúncios com grafites antigoverno. Outras organizações de esquerda também se mobilizam para os protestos de quinta-feira.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, busca projetar uma imagem de estabilidade e prometeu que o governo não reprimirá manifestações. Ela fechou escolas e determinou que servidores federais trabalhem de casa na quinta-feira para reduzir o potencial de caos na Cidade do México.

“Vamos ao mesmo tempo garantir que a celebração de abertura da Copa do Mundo ocorra bem, de forma pacífica e tranquila”, disse Sheinbaum na segunda-feira.

A tensão em torno do torneio atingiu o pico em fevereiro, quando forças de segurança mexicanas mataram o líder do Cartel de Jalisco, Nemesio “El Mencho” Oseguera, em um violento tiroteio. O cartel respondeu sequestrando e incendiando ônibus para bloquear estradas em todo o estado, queimando lojas de conveniência e matando mais de duas dezenas de membros da Guarda Nacional.

Gabriela Cuevas, representante do México na FIFA para a Copa do Mundo, minimizou o risco de uma nova escalada durante os jogos, afirmando que o estado estava “completamente normalizado” 72 horas após os confrontos de fevereiro. Ela destacou a longa experiência do México na realização de grandes eventos, incluindo uma apresentação oficial do troféu da FIFA em Guadalajara dias após os distúrbios.

Tequila e mariachi

O México segue sendo um dos principais destinos turísticos do mundo, impulsionado por produtos culturais globais de Jalisco, como tequila e mariachi.

O Departamento de Estado dos EUA recentemente alertou torcedores que irão aos jogos no México sobre risco de furtos e golpes, recomendando evitar táxis de rua. Ainda assim, a demanda permanece forte: Guadalajara, junto com Vancouver, tem uma das maiores taxas de ocupação hoteleira entre todas as cidades-sede do torneio.

Ex-autoridades de segurança mexicanas e americanas observam que, embora os confrontos de fevereiro tenham exposto o fraco controle do governo sobre partes de Jalisco, os cartéis entendem a lógica econômica do momento. Um ataque direto a turistas estrangeiros ou qualquer interrupção do torneio multibilionário provocaria uma resposta federal sem precedentes, possivelmente com apoio de inteligência e segurança dos EUA — um cenário que os cartéis querem evitar.

Em vez disso, o submundo do crime vê o torneio como uma oportunidade de lucro. Um estudo conjunto da Organização Mundial do Comércio e da FIFA projeta que cada torcedor gastará mais de US$ 400 por dia, criando fluxos de receita temporários altamente lucrativos.

“O crime organizado vai lucrar com a Copa do Mundo oferecendo todo tipo de coisa”, disse Eduardo Guerrero, analista de segurança na Cidade do México. “Drogas, prostituição, transporte clandestino. Os mercados ilegais vão se expandir rapidamente com o aumento da demanda.”

Diante dos desafios de conter protestos e redes criminosas, autoridades regionais estão optando por dissuasão em vez de confronto direto. Juan Pablo Hernández, chefe de segurança do estado de Jalisco, confirmou que o governo evitará operações agressivas contra cartéis durante o período do torneio.

“Não é viável realizar operações que possam gerar confrontos e colocar a população em risco, incluindo turistas”, disse Hernández. “Em vez disso, nossa estratégia é uma demonstração de força ampla e visível para manter a paz.”

Na semana passada, Hernández apresentou publicamente os recursos disponíveis para a Copa, com uma exposição de motocicletas, cães-robôs de desativação de bombas, Cybertrucks, drones de vigilância, jammers antidrone, veículos blindados, armas automáticas e especialistas em explosivos.

No total, o estado de Jalisco gastou cerca de US$ 11 milhões em equipamentos de alta tecnologia.

Para as famílias de desaparecidos no México, os milhões gastos em “escudos tecnológicos” para estádios são um insulto. Os desaparecimentos mais que dobraram na última década, segundo o think tank México Evalúa. O estado de Jalisco lidera o país, com mais de 16 mil casos sem solução.

Ativistas afirmam que órgãos responsáveis por localizar desaparecidos têm tão poucos recursos e funcionários que as buscas frequentemente levam meses para começar.

Para forçar visitantes internacionais a encarar essa realidade, grupos ativistas estão atuando na paisagem visual do torneio. Fora da zona oficial de fãs da FIFA em Guadalajara, o coletivo Light of Hope colou paredes com fotos de familiares desaparecidos, modificadas digitalmente para parecerem figurinhas oficiais da Copa do Mundo.

“Falta recurso e falta vontade”, disse Jaime Aguilar, voluntário dos Search Warriors of Jalisco, que buscam valas clandestinas no estado. “Os recursos existem. Com a Copa do Mundo, estamos vendo um enorme desperdício de dinheiro para cumprir exigências da FIFA.”

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TVs encontram mais uma forma de ganhar dinheiro na Copa: a pausa para hidratação

11 de Junho de 2026, 18:10

A Fifa criou para a Copa do Mundo de 2026 uma novidade que ela vende como medida de saúde: pausa obrigatória para hidratação aos 22 minutos de cada tempo, em todos os 104 jogos. A justificativa é proteger os jogadores do calor extremo do verão americano. 

A consequência paralela, no entanto, é uma nova janela de receita publicitária. E as emissoras americanas começaram a explorar essa janela já no jogo de abertura realizado nesta quinta-feira (11).

O canal Fox interrompeu a transmissão do jogo de abertura entre México e África do Sul para exibir comerciais durante a pausa para hidratação. A emissora, que tem os direitos da Copa em inglês para os Estados Unidos, exibiu quatro comerciais que somaram cerca de dois minutos.

A pausa ocorreu por volta dos 22 minutos do primeiro tempo, com o locutor anunciando que ela era patrocinada pela Powerade, da Coca-Cola. Na sequência, entraram anúncios de AT&T, Michelob Ultra, Lowe’s e FanDuel.

Já a Telemundo, da Comcast, que detém os direitos em espanhol da Copa nos EUA, anunciou que não vai exibir comerciais nas pausas para hidratação, decisão que algumas vozes do mercado têm criticado por considerar disruptiva ao ritmo de jogo e um movimento para arrancar mais dinheiro de publicidade. 

Durante a transmissão do jogo de abertura, a Telemundo manteve a transmissão no campo e agradeceu à Coca-Cola por permitir que continuasse com o jogo, enquanto mostrava os jogadores se hidratando ao lado de um banner da marca.

Se a Fox continuar com os comerciais no mesmo ritmo, isso abriria mais de 800 espaços publicitários adicionais ao longo do torneio, com cerca de quatro comerciais por tempo em cada uma das 104 partidas.

A regra

A pausa para hidratação foi introduzida pela Fifa nesta Copa do Mundo. Diferentemente das tradicionais “cooling breaks“, que dependiam da temperatura e da umidade no dia, as novas paradas ocorrem em todos os jogos, independentemente do clima.

A regra atende, segundo a Fifa, à saúde dos jogadores, especialmente diante do calor extremo registrado na Copa de Clubes de 2025, quando algumas partidas superaram 38°C.

As normas determinam que os comerciais não podem começar nos primeiros 20 segundos da parada, e a transmissão deve retornar ao jogo pelo menos 30 segundos antes do reinício. Na prática, sobram até 2 minutos e 10 segundos para publicidade. A Conmebol já adota pausa parecida nas competições sul-americanas desde fevereiro, com duração de até 90 segundos.

No Brasil, têm os direitos de transmissão a TV Globo (54 jogos, incluindo todas as partidas do Brasil e a final), o SBT (32 jogos em parceria com o N Sports), e a CazéTV, que transmite os 104 jogos via YouTube.

©2026 Bloomberg L.P.

Neymar S.A: como o camisa 10 fez do seu nome a segunda maior fábrica de marcas do país

11 de Junho de 2026, 17:18

Neymar é mais do que um jogador de futebol. Além da presença na seleção brasileira, o atacante reúne uma das maiores estruturas comerciais entre os atletas convocados, com patrocínios, marcas próprias, produtos licenciados e uma estratégia intensa de registro de marcas. O nome do jogador já movimenta suplementos, bebidas, vinhos, óculos, produtos para festas, brinquedos, materiais escolares, quadrinhos e projetos digitais.

Em 2025, a NR Sports, responsável pela gestão da imagem e dos direitos comerciais do atleta, foi a segunda maior depositante de marcas do país no ranking do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com 278 pedidos, atrás apenas da Payno Gestão Empresarial e Participações, da área financeira, que registrou 305.

Atualmente, a principal marca ligada ao jogador é o próprio nome Neymar. Com mais de 232 milhões de seguidores no Instagram, o camisa 10 já participava de campanhas publicitárias relacionadas à Copa do Mundo antes mesmo da divulgação da lista definitiva de convocados.

Na prática, Neymar passou a operar como uma marca explorada em diferentes setores e frentes comerciais, indo além de campanhas pontuais.

Neymar como marca

O volume de pedidos no INPI demonstra uma rápida expansão comercial. Entre os registros e ativos ligados ao jogador estão variações como Neymar Jr., NJR, “O Pai Tá On” e “Caos Perfeito”.

O motivo para tantos pedidos é que quanto mais ampla a presença comercial de Neymar, maior a necessidade de proteger nomes, símbolos e expressões associados à sua imagem.

No Brasil, o direito sobre uma marca pertence, em regra, a quem obtém primeiro o registro junto ao INPI.

No caso de Neymar, os pedidos aparecem em diferentes segmentos, como vestuário, calçados, artigos esportivos, acessórios, joias, papelaria, bebidas, suplementos e publicidade.

O volume de registros também se justifica porque não existe um único registro capaz de proteger a marca em todos os mercados. Um nome registrado para roupas, por exemplo, não garante automaticamente proteção para bebidas.

A estratégia reduz o risco de uso indevido por terceiros e cria uma base para licenciamento, royalties, contratos publicitários e exploração comercial da marca Neymar em diferentes setores.

Quais são os negócios ligados a Neymar?

Neymar aparece associado a marcas próprias, produtos licenciados e projetos comerciais em diferentes áreas. Em alguns casos, há participação direta do jogador na criação ou validação do produto. Em outros, o vínculo ocorre por meio de licenciamento, uso de imagem ou participação da estrutura empresarial ligada ao atleta.

Entre os principais negócios estão:

Neymar Jr. / NJR É a principal marca pessoal do jogador. O guarda-chuva reúne o nome Neymar Jr., a sigla NJR, símbolos, bordões e elementos visuais utilizados em produtos, campanhas e projetos comerciais ligados à imagem do atacante.

NR Sports / Neymar Sport e Marketing É a empresa responsável por centralizar a gestão dos negócios de imagem de Neymar. A companhia atua nos bastidores da carreira comercial do jogador, organizando contratos, parcerias, produtos, marcas e iniciativas que utilizam o nome do atleta.

Next10 É a marca de suplementos alimentares criada com participação de Neymar. Lançada em 2025, a empresa entrou no mercado de nutrição, performance e rotina esportiva, aproveitando a associação direta do jogador ao esporte de alto rendimento.

Le Prince É a linha de vinhos de Neymar, apresentada em 2026 durante a APAS Show, em São Paulo. A marca reúne rótulos de países como Chile, Espanha e França e representa a entrada do jogador no segmento de bebidas alcoólicas premium.

Pley by Ney É uma marca de bebidas associada ao universo de Neymar. A proposta combina bebidas prontas com uma identidade ligada a estilo de vida, música e consumo casual.

NJR Eyewear É a marca de óculos vinculada ao jogador. A operação trabalha com coleções temáticas inspiradas em diferentes fases da carreira e da imagem pública de Neymar, com vendas realizadas por meio do comércio eletrônico.

Marca Pelé A marca Pelé passou a integrar o portfólio empresarial administrado pela NR Sports após uma operação envolvendo os direitos comerciais do Rei do Futebol. Não se trata de uma marca pessoal de Neymar, mas ela passou a fazer parte do conjunto de negócios conduzidos pela estrutura empresarial ligada à família do jogador.

Ney Ney É um personagem animado inspirado em Neymar Jr., lançado em 2026 para redes sociais e plataformas digitais.

Neymar Jr. Comics É um projeto de quadrinhos baseado na imagem de Neymar. A iniciativa leva o jogador para o universo das histórias ilustradas, ampliando sua presença para além da publicidade tradicional.

Neymar Jr. Toys / Neymar Jr. Toys Bike São linhas de brinquedos e bicicletas licenciadas com a marca Neymar Jr., voltadas principalmente para o público infantil.

Popper Neymar Jr. É uma linha de produtos para festas com a marca Neymar Jr. A proposta leva o nome do jogador para itens comemorativos e de decoração, especialmente voltados para festas infantis e eventos temáticos.

Floow by Neymar Jr. É uma linha associada aos segmentos de suplementos, energia e performance. A marca conecta a imagem de Neymar ao mercado de bem-estar e desempenho físico.

Neymar e os patrocínios

Neymar também aparece como o jogador da seleção brasileira com o maior número de contratos de patrocínio entre os atletas citados nas fontes consultadas.

Aos 34 anos, o atacante reúne 20 acordos comerciais. A lista inclui marcas dos setores de alimentos, varejo, apostas, entretenimento, saúde e consumo.

Após a convocação para a seleção brasileira, Neymar publicou conteúdos para marcas como Red Bull, Mercado Livre, Puma, Canção e Blaze.

Atualmente, o jogador atua como garoto-propaganda das seguintes marcas:

  • Canção (alimentos);
  • Mercado Livre (varejo digital);
  • Loovi (seguro automotivo);
  • Viva Sorte (títulos de capitalização);
  • Faanz (marketing esportivo);
  • Popper (artigos para festa);
  • Next10 (suplementos alimentares);
  • Blaze (apostas online);
  • Puma (moda esportiva);
  • Sintta Stay (hospedagem);
  • Lavitan (vitaminas);
  • Ixina Kitchen (cozinhas planejadas);
  • Due Incorporadora (incorporação imobiliária);
  • Pley by Ney (bebidas);
  • Aiwa (eletrônicos);
  • Ibrahim Al.Qurashi (perfumaria);
  • Campline Horses (esporte equestre);
  • Tropicool (alimentos);
  • Aspetar (medicina esportiva);
  • Red Bull (bebidas energéticas).

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

Dissemos adeus a Messi e Cristiano Ronaldo (duas vezes). Desta vez, acabou mesmo

11 de Junho de 2026, 10:00

Você provavelmente já nos ouviu dizer isso.

Em 2018, previmos com confiança que os dois maiores jogadores de futebol de sua geração, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, estavam prestes a disputar sua última Copa do Mundo. Ambos já tinham mais de 30 anos, e a lógica esportiva indicava que o crepúsculo de suas carreiras se aproximava rapidamente. Então Ronaldo marcou um hat-trick em seu primeiro jogo.

Sem aprender absolutamente nada, repetimos a previsão quatro anos depois, em 2022. Naquela altura, ambos estavam na faixa dos 35 anos e já pareciam em plena turnê de despedida. Então Messi foi lá e conquistou a Copa do Mundo.

Mas nos escute: desta vez, sem dúvida, podemos afirmar categoricamente que este verão marcará a última dança de Messi e Ronaldo no maior torneio do esporte.

“Definitivamente, sim”, disse Ronaldo à CNN no ano passado. “Porque terei 41 anos.”

Veja só: até Cristiano concorda.

No momento em que entrar em campo por Portugal, ele será o jogador de linha mais velho da Copa do Mundo de 2026. Também estabelecerá um recorde ao disputar o torneio pela sexta vez. O único outro jogador a conseguir isso será, inevitavelmente, Messi, aos 38 anos.

É apropriado que ambos façam sua despedida da Copa juntos — ainda que estivéssemos convencidos de que isso aconteceria oito anos atrás. Nas últimas duas décadas, suas carreiras transcorreram em paralelo, e a grandeza de um sempre foi medida em comparação com a do outro. Ronaldo impulsionou Messi, e Messi impulsionou Ronaldo. Ambos já admitiram isso.

“As pessoas os admiram pela continuidade que tiveram”, diz o ex-atacante sueco Zlatan Ibrahimović. “Seu legado não é o que você fez no curto prazo, mas no longo prazo.”

O problema do longo prazo é que o tempo acaba alcançando todo mundo.

Embora Messi tenha marcado 12 gols em 14 partidas pelo Inter Miami CF nesta temporada, e Ronaldo tenha anotado 28 em 30 jogos pelo Al Nassr FC, não há dúvidas de que esses ídolos perderam um pouco do brilho físico de antes.

Ronaldo ainda parece saído de um filme da Marvel, mas sua queda de rendimento já o levou ao banco de reservas na Copa do Mundo de quatro anos atrás. Quanto a Messi, ele continua caminhando pelos jogos como se estivesse passeando por uma galeria de arte.

Mas não se engane: deixar Messi fora do time está completamente fora de cogitação.

“Não faz sentido dizer que sou eu quem está no comando”, afirmou recentemente o técnico da Argentina, Lionel Scaloni. “Sempre conversamos com Messi sobre todas as decisões que tomamos.”

Questionado se isso refletia sua relação com Ronaldo, o técnico de Portugal, Roberto Martínez, respondeu apenas: “Nós trabalhamos de maneira diferente.”

A questão agora é entender exatamente o que esse trabalho envolve — e jogar futebol é apenas parte da história.

Desde a última Copa do Mundo, no Catar, ambos deixaram a Europa e migraram para ligas onde podem aproveitar a reta final da carreira como superestrelas em seus últimos capítulos.

Ronaldo foi o primeiro, ao se mudar para Riad no fim de 2022. Graças aos recursos da liga saudita, ele recebe mais de US$ 200 milhões por temporada, tornando-se, com folga, o atleta mais bem pago do mundo.

Messi seguiu caminho semelhante em 2023, ao trocar o Paris Saint-Germain pela MLS. Além de receber um salário recorde de US$ 28,3 milhões por temporada no Inter Miami, ele fechou um acordo inédito de participação em receitas da liga com duas de suas maiores parceiras comerciais: Apple e Adidas.

Agora, ambos têm uma última oportunidade de transformar o evento esportivo mais popular do planeta em mais uma grande fonte de receitas.

Ronaldo atualmente estrela uma campanha da Nike ao lado de LeBron James. Messi lidera campanhas da Adidas, Michelob Ultra, Lay’s e Lowe’s.

Isso significa que eles estarão em todas as telas, independentemente do que acontecer dentro de campo.

Ainda assim, existe um espetáculo que eles nunca entregaram.

Toda a rivalidade entre Messi e Ronaldo se desenrolou sem um confronto em Copa do Mundo. Eles jamais se enfrentaram no torneio.

Mas este verão pode mudar isso.

Se Portugal e Argentina vencerem seus grupos, o chaveamento os colocará em rota de colisão nas quartas de final.

11 de julho, em Kansas City: Messi contra Ronaldo no que será, definitivamente, sua última Copa do Mundo como jogadores.

Desta vez, de verdade.

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Nostalgia que vende: camisas retrô impulsionam mercado esportivo em ano de Copa

4 de Junho de 2026, 06:57

As golas largas voltaram. Os escudos antigos, também. Em vez de tecidos ultratecnológicos e campanhas focadas apenas em performance, marcas esportivas têm apostado em algo muito mais poderoso: a nostalgia.

À medida que o clima de Copa do Mundo começa a tomar conta do futebol e das redes sociais, camisas retrô se tornam protagonistas de uma estratégia que mistura moda, cultura pop e consumo emocional. Mais do que vender um produto, as marcas passaram a comercializar símbolos culturais carregados de memória e identificação geracional.

Nas vitrines e nos feeds das redes sociais, reaparecem referências às décadas de 1980, 1990 e ao início dos anos 2000: modelagens amplas, logos clássicos, cores desbotadas, coleções inspiradas em seleções históricas e relançamentos de uniformes que remetem a torneios passados. O futebol deixa de ocupar apenas o campo esportivo e se consolida também como linguagem de moda e comportamento.

A memória como estratégia de venda

Existe uma lógica afetiva poderosa por trás das coleções retrô. Ao recuperar referências de Copas históricas ou temporadas marcantes, as marcas ativam lembranças que já carregam significado emocional para o consumidor.

Uma camisa inspirada na seleção brasileira de 1998 ou na Argentina dos anos 1980 não vende apenas design. Ela evoca infância, videogame, álbum de figurinhas, transmissões de TV e ídolos do futebol. Para consumidores mais velhos, funciona como reconexão afetiva. Para os mais jovens, vira objeto de autenticidade e estilo.

Em um mercado saturado de lançamentos, o retrô oferece algo raro: uma história pronta. A camisa inspirada em um período histórico já nasce associada a referências culturais compartilhadas — o que ajuda a explicar o engajamento acima da média nas redes sociais, especialmente em ano de Copa.

O retrô também virou negócio premium

A nostalgia não apenas vende. Ela vende caro. Camisas inspiradas em modelos históricos costumam ocupar faixas de preço mais altas do que peças esportivas básicas, aparecendo frequentemente em coleções limitadas ou colaborações especiais.

A coleção Bringback Remixe, da Adidas, recriou designs clássicos de camisas de seleções, como México e Japão. A Nike trouxe de volta a Total 90, uma reedição que faz referência a jogadores de futebol renomados, como Ronaldinho. Ou seja, as marcas estão oferecendo uma nova perspectiva de seus próprios acervos.

Em alguns casos, as linhas retrô ultrapassam a faixa dos R$ 1.000. As camisas Bringback Remixe são oferecidas no site da Adidas por R$ 1.499,99, enquanto versões da Copa do Mundo de 2026 são anunciadas por R$ 399,99. A Total 90 do Ronaldinho — esgotada no site da Nike — foi vendida por R$ 899,99, enquanto a atual da seleção brasileira está, em média, R$ 500,00.

Parte do apelo está na sensação de raridade e pertencimento cultural. Não se trata apenas de comprar uma camisa: trata-se de participar de uma estética específica. Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla da indústria: o sportswear deixou de ser um segmento funcional para se tornar parte central da moda global.

O futebol virou moda e saiu do estádio

Durante décadas, a camisa de futebol foi tratada principalmente como item de torcida. Hoje, ela ocupa outro território: o da moda cotidiana. Celebridades, influenciadores e marcas de streetwear ajudaram a transformar jerseys esportivas em peças fashion.

Nomes como Travis Scott e Rosalía ajudaram a popularizar o uso de camisas clássicas de futebol fora do ambiente esportivo, consolidando o uniforme como item desejado muito além das arquibancadas.

A tendência ganhou força especialmente com o blokecore, estética inspirada na cultura britânica dos anos 1990 que mistura camisas de futebol, jeans largos e tênis retrô. O movimento saiu rapidamente dos nichos para o consumo de massa como em festivais, aeroportos e semanas de moda, camisas esportivas aparecem combinadas com alfaiataria, saias ou peças vintage.

O uniforme deixou de ser apenas representação de um clube ou seleção. Virou símbolo cultural.

Em ano de Copa, o consumidor compra pertencimento

Poucos eventos movimentam tanto o imaginário coletivo quanto uma Copa do Mundo. Mesmo quem acompanha pouco futebol tende a se conectar com o torneio, que domina redes sociais, publicidade e conversas cotidianas. Para as marcas, isso cria um ambiente ideal para produtos guiados por identificação cultural e nostalgia.

As camisas retrô ocupam um espaço particularmente estratégico nesse contexto. Enquanto o uniforme da temporada está sujeito a críticas e oscilações de desempenho, o modelo vintage se apoia em uma memória já consolidada, associada a glórias do passado e protegida pelo tempo. Isso reduz riscos para as marcas e aumenta o valor simbólico da peça.

Por que a Adidas lidera esse movimento

Embora Nike, Puma e outras gigantes também tenham ampliado suas linhas vintage, a Adidas carrega uma vantagem difícil de replicar: seu arquivo histórico. E os números mostram que essa aposta tem dado resultado. Em 2025, a marca registrou receita recorde de 24,8 bilhões de euros (cerca de US$ 28,8 bilhões), enquanto o lucro operacional cresceu 54%, para 2 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões).

O desempenho foi considerado pela própria empresa melhor do que o planejado. Parte relevante desse avanço veio justamente dos produtos de estilo de vida: itens como o Adidas Samba e o Adidas Gazelle, modelos retrô que receberam atualizações em cores e materiais, sustentaram crescimento de 10% nas vendas da divisão lifestyle.

A força da estratégia está em um diferencial que poucas companhias conseguem reproduzir: uma identidade visual construída ao longo de décadas e imediatamente reconhecível. O trefoil clássico, as três listras e as camisas de seleções icônicas transformaram a marca alemã em referência estética muito além do esporte.

Nos últimos anos, a Adidas passou a explorar esse patrimônio de forma mais deliberada, com relançamentos, coleções inspiradas em campeonatos históricos e a expansão da linha Originals. Na prática, a companhia vem deslocando parte de sua comunicação da performance esportiva para a herança cultural e o apelo nostálgico.

Para este ano, a Adidas projeta crescimento adicional de cerca de 2 bilhões de euros em vendas — aproximadamente US$ 2,3 bilhões — impulsionado, sobretudo, pela Copa do Mundo. O resultado é um produto que conversa simultaneamente com torcedores, consumidores de moda e colecionadores — uma convergência que ajuda a explicar por que camisas retrô costumam se esgotar em pouco tempo, mesmo com preços elevados.

O passado nunca esteve tão atual

Em um cenário dominado por tendências aceleradas e excesso de informação, a nostalgia oferece algo valioso: familiaridade. As camisas retrô funcionam porque unem memória afetiva, autenticidade e estilo em um único produto. Ao apostar no passado, marcas esportivas encontraram uma maneira eficiente de continuar parecendo contemporâneas. O futebol, afinal, deixou de ser apenas um jogo transmitido na televisão. Virou linguagem estética, ativo cultural e ferramenta de posicionamento.

E poucas empresas entenderam isso tão bem quanto a Adidas, que transformou décadas de história esportiva em uma das estratégias mais bem-sucedidas da indústria esportiva e da moda contemporânea.

Como a maior Copa da história criou uma espiral de preços abusivos

30 de Maio de 2026, 14:34

A Copa do Mundo que começa em junho na América do Norte deveria ser a edição mais espetacular do esporte mais popular do planeta. Prometia 48 seleções inéditas em 16 cidades, disputando 104 jogos do porte de um Super Bowl [talvez nem tanto em casos como Qatar X Bósnia ou Curaçao X Equador].

Isso significou a criação repentina de um mercado gigantesco: mais de 6 milhões de ingressos. Os torcedores ficaram no escuro sobre quanto pagariam ou quantos bilhetes teriam à disposição. Mas uma coisa logo ficou clara: estavam prestes a viver a Copa mais cara da história.

Quase todos os ingressos para a maior parte dos jogos começam na casa das centenas de dólares e chegam aos milhares. E o principal vilão tem sido o uso de preços dinâmicos, baseados na demanda, pela FIFA — uma variável que tornou a compra de ingressos estressante e imprevisível.

A enxurrada de queixas de torcedores foi tanta que, na quarta-feira (27), os procuradores-gerais de Nova York e de Nova Jersey intimaram a FIFA, exigindo que ela abra o jogo sobre suas práticas de venda.

“Ninguém deveria ser manipulado a pagar valores estratosféricos por um assento, e os torcedores precisam ter a garantia de que vão receber exatamente os ingressos que compraram”, disse a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.

A FIFA não quis comentar as intimações.

Para quem conhece a FIFA, o preço deste torneio era previsível. Desde que a sede foi entregue a Estados Unidos, Canadá e México em 2018 — com três quartos dos jogos nos EUA —, a entidade enxerga o país como uma galinha dos ovos de ouro.

O poder de compra da nação mais rica do mundo só cresceu desde a Copa de 1994, e o apetite americano por eventos premium disparou no pós-pandemia. A FIFA chegou pronta para esse momento lucrativo. Na preparação para o torneio, adotou uma abordagem radicalmente diferente para gerar e usar receita.

Há não muito tempo, a FIFA mantinha os ingressos da Copa em preços razoáveis, pensando no torcedor raiz. Agora, está usando o coquetel poderoso de uma Copa em solo americano para encher o cofre com dinheiro que pretende redistribuir aos seus 211 países-membros.

A meta declarada da FIFA é faturar US$ 11 bilhões (R$ 55 bi) — recorde absoluto.

“A FIFA tirou a Copa do torcedor comum e está vendendo para quem pagar mais”, disse Davie Hood, escocês que desembolsou US$ 1,8 mil (R$ 9 mil) por três ingressos, um para cada jogo da fase de grupos da Escócia. Ou seja: R$ 3 mil por assento.

E isso foi só o começo da conta. Hood e milhares de outros torcedores escoceses ficaram tão chocados com o preço da hospedagem em Boston que reservaram quartos em Providence, em Rhode Island. Também contrataram uma frota de ônibus escolares para chegar ao estádio em Foxborough, Massachusetts — para escapar dos US$ 95 (R$ 475) cobrados por pessoa em um ônibus especial saindo de Boston.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, diz que a entidade apenas cobrou o que o mercado está disposto a pagar. Segundo ele, é melhor abocanhar essa receita do que deixá-la nas mãos de cambistas. A FIFA afirma já ter vendido 90% dos cerca de 6 milhões de ingressos disponíveis.

Com essa grana, a FIFA prevê distribuir um recorde de US$ 2,7 bilhões (R$ 13,5 bi) pelo mundo nos próximos quatro anos. O valor cresceu oito vezes na década em que Infantino comanda a entidade — e não há dúvida de que essa generosidade consolidou seu poder. O presidente da FIFA é eleito a cada quatro anos pelas 211 associações-membro, cada uma com direito a um voto. Infantino pretende disputar a reeleição no ano que vem.

“A FIFA está apenas cumprindo seus objetivos estatutários, que é investir no desenvolvimento do futebol”, afirmou um porta-voz da entidade. “Qualquer alegação em contrário é infundada.”

Diante do clamor global pelos preços, a FIFA anunciou no fim do ano passado que reservaria uma cota de ingressos a US$ 60 por jogo. Eles foram distribuídos às federações de cada país-participante, para serem repassados aos torcedores mais fiéis. Mas a oferta é minúscula: apenas mil por jogo, ou 104 mil no total — dos 6 milhões disponíveis.

E, a menos de duas semanas do pontapé inicial, sinais de alerta começaram a aparecer para o comércio local, que esperava um boom. Dezenas de partidas ainda têm assentos à venda. Os preços de jogos menos cobiçados caíram, e muitos turistas simplesmente não apareceram.

Cerca de 80% dos hoteleiros das cidades-sede afirmaram que as reservas estão abaixo das projeções iniciais, segundo pesquisa recente da American Hotel and Lodging Association. Complica o cenário o fato de esta ser a Copa mais espalhada da história, com sedes que vão de Vancouver a Boston e Cidade do México.

Os hoteleiros “começaram a ficar com um pé atrás” quando perceberam o tamanho do deslocamento que os torcedores teriam que fazer para acompanhar seus times, disse Steve Nicholas, sócio-diretor da Noble Investment Group, que tem hotéis em sete cidades-sede americanas. (A Alemanha, por exemplo, joga a fase de grupos em Houston, Toronto e Nova Jersey.)

Barreiras de visto e tensões geopolíticas também estão “derrubando significativamente” a demanda internacional, segundo a associação hoteleira.

Na esfera municipal, os contratos da Copa jogam quase toda a conta financeira no colo dos organizadores locais, com pouca ajuda da FIFA. Resultado: uma alta generalizada de preços para cobrir custos. Nenhum caso gerou mais revolta do que o do bilhete de trem de Nova York ao MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey: o valor saltou de US$ 12,90 para US$ 150 nos dias de jogo, antes de as autoridades cederem e baixarem para US$ 98.

“A FIFA trabalhou de forma colaborativa com as cidades-sede para reduzir custos e dar flexibilidade, inclusive dispensando certas obrigações de organização”, afirmou um porta-voz da entidade.

Em 1994, era a própria FIFA que segurava as rédeas. O então presidente da Federação Americana de Futebol, Alan Rothenberg, à frente da organização local da Copa, havia proposto vender todos os ingressos da final no Rose Bowl por US$ 1.000 — e a FIFA pisou no freio.

“Eles disseram que não queriam chatear os torcedores”, contou Rothenberg.

Desta vez, alguns americanos já se conformaram com a sangria.

“É uma oportunidade única em uma geração para eles faturarem o máximo possível”, disse Ray Loyola, torcedor da região de Seattle que gastou US$ 3 mil (R$ 15 mil) em quatro ingressos para o jogo EUA x Austrália em 19 de junho.

“Mas isso não torna a coisa mais fácil de engolir.”

Escreva para Rachel Bachman em Rachel.Bachman@wsj.com

Estados Unidos devem manter apoio ao peso argentino

13 de Outubro de 2025, 09:16

O ministro das finanças do presidente argentino Javier Milei disse que o apoio do Tesouro dos Estados Unidos ao peso continua firme, enquanto Milei se prepara para viajar a Washington antes da votação de meio de mandato.

“Os EUA estão dispostos a continuar comprando pesos e títulos de dívidas, e todas as opções estão sobre a mesa”, disse o ministro da Economia, Luís Caputo, em entrevista para o canal de TV LN+, de Buenos Aires. “Hoje, a maior potência mundial diz: ‘argentinos, faremos o que for preciso para colocar as coisas em ordem para vocês’”.

Os comentários foram feitos antes da reunião planejada para 14 de outubro entre Milei e o presidente americano Donald Trump na Casa Branca. E a duas semanas das eleições legislativas, os investidores estão monitorando de perto em busca de indícios da força política do líder argentino.

US$ 20 bi para a Argentina

Nas últimas semanas, os EUA agiram rapidamente para estabilizar a economia argentina, oferecendo US$ 20 bilhões em financiamento e realizando uma rara intervenção no mercado cambial para sustentar o peso após semanas de fortes quedas.

O Tesouro também comprou pesos diretamente, em uma ação que se seguiu aos esforços fracassados das autoridades argentinas para conter a queda por conta própria.

Caputo afirmou que o acordo com o Tesouro americano não implica dolarização ou desvalorização do peso. Ele sugeriu que a Argentina manterá seu atual regime de banda cambial após as eleições de meio de mandato de 26 de outubro.

Ele acrescentou que a intervenção dos EUA não deve afetar a linha de swap cambial de US$ 18 bilhões da Argentina com a China, que foi parcialmente renovada no início deste mês.

Antes de Washington intervir no mercado, o Tesouro argentino já havia investido US$ 1,8 bilhão em uma tentativa de dar suporte ao peso. Os mercados do país reabrem nesta segunda-feira, após o feriado nacional na sexta-feira.

Preço do cobre recua com Trump ameaçando impor novas tarifas à China

10 de Outubro de 2025, 14:25

O preço do cobre despencou nesta sexta-feira (10), depois que o presidente Donald Trump ameaçou aumentar as tarifas da China, que é o maior comprador mundial do metal.

O valor do cobre caiu quase 5%, ficando abaixo de US$ 10.400 a tonelada na Bolsa de Metais de Londres, na maior queda em cinco meses. A medida anulou os ganhos que levaram os preços a uma máxima na quinta-feira (9).

Os comentários de Trump em uma publicação nas redes sociais geraram turbulência nos mercados financeiros, com as ações caindo acentuadamente nos EUA, enquanto os títulos e o ouro se valorizaram.

Os traders de cobre são sensíveis às preocupações com a economia global, devido ao amplo uso do metal na indústria e ao seu papel fundamental na crescente eletrificação mundial.

A queda do preço nesta sexta-feira (10) reverteu uma alta impulsionada por grandes contratempos em grandes minas de cobre no Chile, República Democrática do Congo e Indonésia.

Escassez de cobre

Com outros projetos também enfrentando dificuldades para atingir as metas de produção, os investidores apostavam que o mercado poderia estar caminhando para uma profunda escassez.

Trump disse que não via “nenhum motivo” para se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, em uma reunião agendada na Coreia do Sul no final deste mês, citando controles “hostis” à exportação de minerais de terras raras. “Uma contramedida que os EUA estão considerando é um aumento maciço de tarifas sobre produtos chineses que entram nos Estados Unidos da América”, disse ele.

A publicação ocorre após uma série de medidas tomadas pelos EUA e pela China para potencialmente conter os fluxos de tecnologia e materiais entre os países.

Os preços haviam subido para US$ 11.000 na quinta-feira, cerca de US$ 100 abaixo da máxima histórica atingida em maio do ano passado.

Como a paralisação do governo americano pode atrapalhar a vida de quem planeja aproveitar o outono nos EUA

29 de Setembro de 2025, 20:15

Viajantes que adiaram as férias de verão para aproveitar custos mais baixos e menos multidões neste outono podem ter uma surpresa desagradável se a paralisação do governo começar esta semana. É que a falta de acordo entre Democratas e Republicanos no parlamento promete paralisar o funcionalismo público do país em outubro – o chamado shutdown. E isso pode prejudicar diretamente quem está com viagem marcada para os Estados Unidos ou dentro do país.

O que está em jogo é que o ano fiscal americano começa no dia 1º de outubro. É nesta data que o governo anuncia o orçamento que as agências federais americanas terão à disposição pelos próximos 12 meses. Se o orçamento não for aprovado, então os pagamentos dos serviços públicos simplesmente deixam de ser feitos. E isso pode simplesmente paralisar as atividades do governo.

Justamente nessa data é que muitos viajantes costumam desembarcar nos aeroportos americanos, aproveitando-se do início da baixa temporada – e dos descontos nas passagens.

Embora controladores de tráfego aéreo e agentes de segurança de aeroportos sejam considerados trabalhadores essenciais – e por isso sejam obrigados a continuar trabalhando durante a paralisação –, nenhum dos grupos recebe pagamento até que o financiamento seja restabelecido. Isso pode resultar em filas de segurança mais longas ou até mesmo voos cancelados se a paralisação durar mais do que algumas semanas.

Durante a paralisação de 35 dias entre 2018 e 2019, houve um aumento no número de controladores que ligaram dizendo que estavam doentes, o que causou atrasos em voos de diversos aeroportos, incluindo La Guardia, Newark e Filadélfia, em Nova York, pouco antes do financiamento ser restaurado no final de janeiro.

Enquanto isso, o absenteísmo entre os agentes de segurança do aeroporto aumentou de 3% para 10%, o que resultou em filas mais longas para os viajantes.

Provavelmente, essa é a pior situação para os viajantes após uma paralisação. Os passaportes continuarão sendo processados, já que isso é pago por taxas. As inspeções de segurança continuarão, assim como a manutenção e a operação dos auxílios à navegação usados ​​por controladores e pilotos.

Outros impactos serão mais indiretos, como o potencial agravamento da escassez de controladores de tráfego aéreo a longo prazo. Embora o treinamento inicial para novos recrutas nas instalações da agência em Oklahoma City continue, o treinamento de campo adicional nos centros de controle será suspenso até que o financiamento seja retomado. As contratações também serão suspensas.

Se a paralisação terminar rapidamente, esses atrasos podem não ter um impacto de longo prazo no número de controladores de tráfego aéreo. Mas, com poucos sinais de comprometimento, as chances de uma paralisação estão atualmente em 73% no site de apostas Polymarket.

Analistas do Bank of America escreveram na semana passada que esperam que a paralisação não dure mais do que duas semanas “porque achamos que os democratas não estarão dispostos a incorrer no custo político de uma longa paralisação antes das eleições de meio de mandato do ano que vem”.

Outros preveem que a medida se arrastará por muito mais tempo, já que não há um prazo final para se chegar a um acordo. Isso poderia resultar em até 40% dos mais de dois milhões de funcionários públicos federais afastados, e em um sofrimento muito mais generalizado do que longas filas no aeroporto.

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