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Mercados hoje: ata do Copom traz pistas sobre o que esperar dos cortes de juros no Brasil

24 de Março de 2026, 07:45

Bom dia!

Nesta terça-feira (24), com os mercados globais mais amenos, os investidores se voltam à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom. No encontro da semana passada, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, iniciando o ciclo de queda de juros. No entanto, o mercado busca pistas sobre o que o BC deve fazer daqui para a frente: vai manter um ritmo de conta-gotas na redução da taxa básica ou pode acelerar o passo? Lá fora, após a euforia de ontem, os investidores aguardam ações mais concretas sobre as eventuais negociações entre EUA e Irã para o fim do conflito.

Enquanto você dormia…

  • O humor global entrou em um modo de cautela após o rali de ontem perder tração. Os futuros das bolsas de Nova York se mantêm praticamente estáveis: às 7h25, o S&P 500 futuro tem queda de -0,08%, enquanto o Nasdaq futuro tem alta de +0,01%.
  • Na Europa, as bolsas operam em queda leve. O Stoxx 600 recua -0,02%
  • Na Ásia, os investidores entraram no modo risco ainda embalados pela possibilidade de acordo ente EUA e Irã. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou a sessão em alta de +1,43%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +2,79%.
  • O índice dólar (DXY) sobe +0,19% aos 99,32 pontos. O petróleo Brent tem alta de +0,88% aos US$ 100,89 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos avançam para 4,372% ao ano.

Destaques do dia

  • O mercado voltou a se preocupar com a oferta global de petróleo após sinais contraditórios sobre possíveis negociações entre EUA e Irã. A ausência de avanços concretos reduziu a confiança em uma solução rápida para tensões no Oriente Médio.
  • Ao mesmo tempo, dados de atividade na Europa vieram fracos, reforçando o cenário incômodo de crescimento fraco com pressão inflacionária — o famoso “cobertor curto”.
  • E daí? No Brasil, o setor de óleo e gás tendem a manter a tração no curto prazo, mas o efeito colateral pode ser uma curva de juros mais pressionada e maior cautela com ativos domésticos sensíveis à Selic.

Giro pelo mundo

  • Danone avança em proteínas: a empresa anunciou a compra da Huel por cerca de €1 bilhão, reforçando a estratégia em nutrição e bebidas proteicas — segmento que cresce acima da média global; o mercado deve observar impactos em margens e expansão internacional.
  • Japão libera estoques: o governo japonês indicou uso de reservas estratégicas de petróleo para conter impactos de preços; sinal importante de que países já começam a agir para mitigar choques de oferta.
  • Europa em marcha lenta: PMIs preliminares indicaram atividade quase estagnada na zona do euro em março, aumentando a pressão sobre o BCE em meio ao dilema entre crescimento fraco e inflação resistente.

Giro pelo Brasil

  • Ata do Copom no radar: o documento deve detalhar o corte de 0,25 p.p. da Selic e, principalmente, o grau de cautela do Banco Central diante de riscos externos — como o petróleo — e internos — como expectativas de inflação.
  • Segurança no sistema financeiro: o BTG Pactual sofreu uma fraude via Pix, que chegou a desviar R$ 100 milhões, dos quais a maior parte já foi recuperada. Houve alerta automatizado do BC, mas o caso levanta discussões sobre robustez do sistema e eventuais ajustes regulatórios.
  • Juros e petróleo: o cenário externo mais pressionado pode dificultar cortes mais agressivos da Selic, mantendo o mercado sensível a qualquer sinal do BC.

Giro corporativo

  • Movida: resultados de 2025 vieram com crescimento de receita, Ebitda e lucro, indicando melhora operacional; guidance aponta continuidade da recuperação, com atenção à alavancagem e custo financeiro.
  • Fleury, Porto e Oncoclínicas: negociações para criar uma nova empresa focada em oncologia avançam; o mercado acompanha potenciais sinergias e estrutura societária.
  • Casas Bahia: parceria com a Amazon reforça estratégia de ampliar canais digitais e acelerar vendas via marketplace, buscando ganho de escala e giro de estoque.
  • Embraer: pedido relevante da Finnair de até 46 jatos comerciais E195 E2 reacendeu o apetite pelo papel após período de volatilidade; investidores acompanham impacto na carteira de pedidos e no fluxo de entregas.

Agenda do dia

  • 08:00: Ata do Copom — detalha a decisão recente e sinaliza próximos passos da política monetária.
  • 10:45: PMI preliminar — EUA; indicador-chave para medir ritmo da economia e pressões inflacionárias.
  • 11:30: Estoques de petróleo — EUA; dado pode amplificar ou aliviar a pressão recente nos preços da commodity.

Ótima terça-feira e bons negócios!

Mercados hoje: EUA dão sinais de preparações para invasão por terra ao Irã e acendem alerta entre investidores

23 de Março de 2026, 07:45

Bom dia!

Nesta segunda-feira (23), as preocupações com a inflação global sobem mais um degrau: o petróleo negocia acima de US$ 110 o barril, enquanto os juros americanos de 10 anos já superam 4,4% ao ano, no maior patamar desde julho do ano passado. Outra preocupação do mercado vem dos sinais de que os EUA se preparam para operações com soldados em terra, o que marcaria uma nova fase mais complexa e duradoura da Guerra no Irã. Por aqui, o investidor acompanha o boletim Focus, que pode sinalizar como o mercado absorveu o corte de 0,25 da Selic e a comunicação do Banco Central sobre os rumos dos juros no país.

Enquanto você dormia…

  • O pano de fundo segue sendo o conflito no Oriente Médio, com o ultimato dos EUA ao Irã sobre o Estreito de Ormuz elevando o prêmio de risco global. O futuros das bolsas de Nova York se mantêm em queda: às 7h25, o S&P 500 futuro tinha queda de -0,44% e o Nasdaq futuro caía -0,53%.
  • Na Europa, as bolsas caem em bloco. O Stoxx 600 tem recuo de -2,24%.
  • Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou em queda de -3,48%. O Hang Seng, de Hong, Kong, fechou em baixa de -3,54%.
  • O índice dólar (DXY) sobe +0,47% aos 100,12 pontos. O petróleo Brent sobe +1,16% a US$ 113,46 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos ao redor de 4,437% ao ano.

Destaques do dia

  • Petróleo se mantém no centro do pregão. O principal vetor desta segunda-feira é a nova escalada entre EUA e Irã. O mercado passou a precificar um conflito mais longo e mais caro para a energia, com o Brent acima de US$ 113 o barril.
  • Ao mesmo tempo, os juros globais sobem porque o barril mais caro embaralha a aposta de cortes por bancos centrais.
  • E daí? Para o Brasil, o efeito é ambíguo: petroleiras como Petrobras e Prio tendem a seguir no radar positivo, enquanto setores dependentes de combustível, como o aéreo e o de logistica,a podem sentir a pressão.

Giro pelo mundo

  • EUA se preparam para invasão: o Pentágono está enviando milhares de fuzileiros navais adicionais para o Oriente Médio e fontes militares citam ‘preparações intensas’ para o envio de tropas terrestres ao Irã.
  • IEA no radar: a Agência Internacional de Energia discute eventual liberação de estoques estratégicos de petróleo caso a crise se intensifique — mercado monitora qualquer anúncio.
  • BCE mais duro: dirigentes reforçaram que podem agir se a inflação de energia contaminar o restante da economia — falas seguem ao longo da semana.

Giro pelo Brasil

  • Focus na mesa: boletim semanal do Banco Central ganha relevância após o corte recente da Selic para 14,75% — atenção às revisões de inflação e juros.
  • IR 2026: começa o prazo de entrega da declaração, com envio até o fim de maio — programa já disponível para os contribuintes.
  • Combustíveis: governo monitora impacto da alta global e avalia medidas para suavizar o preço do diesel — tema segue sensível.

Giro corporativo

  • CSN: companhia fechou empréstimo de até US$ 1,4 bilhão para alongar dívidas e reforçar o caixa.
  • Desktop: Claro acertou a compra do controle por R$ 4 bilhões, acelerando a consolidação da fibra no interior — negócio depende de aprovações regulatórias.
  • Petrobras: refinarias seguem operando com alta utilização para reduzir pressão no mercado doméstico de combustíveis.

Agenda do dia

Ótima segunda-feira e bons negócios!

Mercados hoje: lideranças adiam greve de caminhoneiros, mas alta do diesel mantém risco elevado

20 de Março de 2026, 07:40

Bom dia!

O clima da sexta-feira (20) reprisa aquele que prevaleceu durante a semana inteira: mercados sob pressão. O petróleo resiste acima de US$ 110 o barril, nível que inspira temores sobre a volta da inflação. Os bancos centrais globais sinalizam ver a Guerra no Irã como a principal variável de curto prazo para o juros e a persistência do choque pode levar as autoridades a pausarem por mais tempo os ciclos de queda de taxas ou até mesmo darem uma guinada altista. Por aqui, o nosso BC fez eco às preocupações, mas sustentou a indicação de que vai continuar a cortar na próxima reunião. A subida dos preços do diesel passou a alimentar a possibilidade de uma greve de caminhoneiros, evento que, no passado, chegou a tirar mais de 0,2 ponto percentual do PIB.

Enquanto você dormia…

  • O desenvolvimento da Guerra no Irã ainda está no foco dos mercados. Os futuros das bolsas de Nova York seguem em queda, prenunciando mais uma sessão de cautela: às 7h25, o S&P 500 futuro recua -0,68% e o Nasdaq futuro cai -0,93%.
  • Na Europa, as bolsas europeias ficam levemente negativas. O Stoxx 600 recua -0,28%.
  • Na Ásia, as bolsas tiveram queda, sensíveis ao choque de energia e à reprecificação de juros. O índice Nikkei, de Tóquio, terminou com recuo de -3,38%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve queda de -0,88%.
  • O índice dólar (DXT) está em alta de +0,34% aos 99,56 pontos. O petróleo Brent tem alta de +1,67%, aUS$ 110,47 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos sobem para 4,306% ao ano.

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Destaques do dia

  • O principal tema continua sendo o choque de energia ligado à escalada no conflito do Oriente Médio. Apesar de esforços dos EUA e aliados para elevar oferta e aliviar gargalos logísticos, o Brent se sustenta acima de US$ 110 e mantém a pressão inflacionária no radar global.
  • Esse cenário tem deixado bancos centrais mais cautelosos: Fed, BCE, Banco da Inglaterra e outros BCs mantiveram juros recentemente, mas o mercado já revisa a possibilidade de cortes mais lentos — ou até novas altas em alguns casos.
  • No Brasil, isso conversa diretamente com a Selic em 14,75% e com o tom mais conservador do Banco Central após o último corte.
  • E daí? Petrobras e Prio seguem no radar com petróleo forte. Por outro lado, juros globais elevados e risco de desaceleração podem pesar em cíclicas como Vale, Gerdau e CSN.

Giro pelo mundo

  • BYD na vitrine: a alta dos combustíveis está acelerando a demanda por veículos elétricos na Ásia; o mercado observa se vira tendência estrutural.
  • Japão em alerta: governo avalia reforçar estoques e importação de petróleo para reduzir vulnerabilidade energética.

Giro pelo Brasil

  • IR 2026: a Receita liberou o programa nesta sexta; o prazo começa na segunda e vai até 29 de maio — o clássico “deixa para depois” já está no radar.
  • Sem greve, por enquanto: lideranças de caminhoneiros decidiram suspender a proposta de greve que estava prevista para esta semana e serão recebidas em Brasília, pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
  • Diesel na conta: reajuste recente da Petrobras segue no radar por seus efeitos sobre inflação e percepção política. Combustível já sobe mais de 7% na bomba.
  • Canetas emagrecedoras no foco: A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Rybelsus, expira hoje, 20 de março. Versões potencialmente mais baratas do medicamento e a maior disponibilidade da tirzepatida — base do Mounjaro, da Eli Lilly — cria o cenário para uma expansão acelerada do mercado.

Giro corporativo

  • Santander/B3: CEO da B3, Gilson Finkelsztain, foi escolhido para suceder Mario Leão no Santander Brasil; atenção agora se volta para a sucessão na bolsa.
  • Hapvida no foco: após forte volatilidade pós-balanço, o papel virou termômetro de confiança em turnaround no setor de saúde.

Agenda do dia

Ótima sexta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: alta dos preços de energia já começa a pesar nas decisões dos bancos centrais

17 de Março de 2026, 07:46

Bom dia!

Nesta terça-feira (17), véspera das decisões de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do nosso BC, as atenções continuam voltadas para a escalada do conflito no Irã. O momento é de expectativa antes da superquarta. Todos querem saber quais sinais os BCs vão passar em meio a crise global de preços de energia. A autoridade da Austrália foi a primeira a reagir nesse novo mundo do petróleo acima de US$ 100: subiu sua taxa básica em 0,25 ponto percentual. Por aqui, o IGP-10 dos primeiros dias de março sai ainda em tempo de ser considerado pelo Copom, mas não deve trazer surpresas.

Enquanto você dormia…

  • O mercado global amanheceu sem pânico, mas também sem muita vontade de cantar vitória antes de ver o que Fed e Copom vão sinalizar. Às 7h30, os futuros das bolas de Nova York mantinham queda, com o S&P 500 futuro caindo -0,28% e o Nasdaq futuro recuando -0,37%.
  • Na Europa, as bolsas sobem levemente. O Stoxx 600 tem suida de +0,28%.
  • Na Ásia, os investidores tentam digerir o vaivém do petróleo e a perspectiva de BCs mais duros com a inflação. O índice Nikkei, de Tóquio, terminou com baixa de -0,09%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +0,13%.
  • O índice dólar (DXY) se situa em 99,75 pontos, levemente abaixo de ontem. O petróleo Brent sobe +3,31% a US$ 103,51. barril. Os juros da Treasury de 10 anos sobem para a faixa de 4,224% ao ano.

Destaques do dia

  • Petróleo mantém volatilidade vista nos últimos dias. Se ontem os preços da commodity recuaram e até perderam o piso dos US$ 100, hoje voltam a avançar e a subir acima desse patamar.
  • As cotações reagem aos novos ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos, com impacto sobre infraestrutura energética.
  • A continuidade do conflito e o bloqueio do Estreito de Ormuz recolocam pressão sobre o movimento da inflação global justamente quando o Fed inicia sua reunião de dois dias nesta terça-feira. Ao mesmo tempo, outros BCs globais como o Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra e Banco do Japão também entram no radar nesta semana.
  • Na prática, o mercado passou a olhar menos para corte de juros e mais para o risco de os BCs começarem a cogitar a possibilidade de novas subidas de juros.
  • E daí? No Brasil, Petrobras e Prio tendem a continuar no foco com a alta do barril, enquanto o restante da bolsa pode sentir o combo petróleo mais caro + juros altos por mais tempo. A curva local também deve ouvir com atenção qualquer pista do Copom a partir de hoje.

Giro pelo mundo

  • Juros na Austrália: o RBA elevou a taxa básica em 25 pontos-base, para 4,1%, tornando-se o primeiro BC a subir juros desde a escalada do conflito no Oriente Médio; o recado reforça o viés de cautela global.
  • China e petróleo: a China aumentou estoques de petróleo no começo do ano, mas ainda evita usar essas reservas, o que ajuda a manter a discussão sobre oferta apertada no radar.
  • Fed no radar: começa nesta terça a reunião de dois dias do FOMC; a decisão sai na quarta-feira, às 15h, com coletiva às 15h30 no horário de Brasília.

Giro pelo Brasil

  • Imposto de Renda 2026: a Receita confirmou as regras da declaração, com entrega entre 23 de março e 29 de maio; entra no radar de pessoas físicas e também do noticiário de serviços financeiros.
  • Copom: a reunião começa nesta terça e a decisão sai amanhã. Com o choque recente do petróleo, o mercado vai procurar qualquer ajuste no tom do BC.

Giro corporativo

  • Porto + Oncoclínicas: o acordo prevê uma nova empresa com as 150 clínicas oncológicas, sob controle da Porto, em uma estrutura de R$ 1 bilhão que tenta separar os melhores ativos do passivo mais pesado da Oncoclínicas.

Agenda do dia

Ótima terça-feira e bons negócios!

Mercados hoje: alta do petróleo rouba a cena em semana de decisão de juros do Fed e do BC brasileiro

16 de Março de 2026, 07:43

Bom dia!
A semana começa em meio às expectativas sobre como a Guerra do Irã vai afetar as decisões de política monetária nos EUA e no Brasil. A escalada do conflito voltou a colocar o petróleo no centro do radar e reacendeu temores de inflação mais persistente no mundo. Com isso, o mercado segue sem um consenso sobre qual sinalização o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai dar após a decisão na quarta-feira (18). E, por aqui, as apostas convergem para um corte de 0,25 ponto percentual no encontro do Copom também na quarta-feira. Os impactos da guerra vão além do petróleo e combustíveis e já afetam setores como mercado de alumínio e fertilizantes.

Enquanto você dormia…

  • Os investidores acompanham a escalada geopolítica e o impacto da Guerra no Irã nas commodities. Os futuros das bolsas de Nova York seguem em alta: às 7h25, o S&P 500 futuro tinha alta de +0,54% e o Nasdaq futuro subia +0,66%.
  • Na Europa, as bolsas operam em leve alta. O Stoxx 600 tem queda de -0,32%.
  • Na Ásia, o clima foi de esperar para ver em uma semana cheia de decisões importantes. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com recuo de -0,13%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +1,45%, impulsionado por dados da China melhor que o esperado.
  • O índice dólar (DXY) segue em queda de -0,29% aos 100,07 pontos. O petróleo Brent tem alta de +0,48% cotado a US$ 103,57 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos chegaram em 4,257% ao ano.

Destaques do dia

  • Guerra no Golfo reacende choque do petróleo. A tensão no Oriente Médio continua no centro das atenções do mercado nesta segunda-feira.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu apoio de aliados para ajudar a proteger o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica, enquanto o mercado avalia o risco de nova escalada no conflito.
  • O preço do Brent voltou a superar os US$ 100 por barril, reacendendo temores de inflação e pressionando expectativas para juros globais.
  • E daí? Petróleo elevado costuma reforçar o radar sobre empresas ligadas à commodity, como Petrobras. Ao mesmo tempo, energia mais cara pode pressionar inflação global e afetar moedas e bolsas de países emergentes, incluindo o Brasil.

Giro pelo mundo

  • Alumínio dispara: além do petróleo, a guerra no Oriente Médio também pressiona metais industriais, com o preço do alumínio subindo diante do risco de interrupções energéticas e logísticas na produção global.
  • Pressão sobre Ormuz: o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou aliados, como Reino Unido e França, além da China, que enviem navios para proteger o estreito sob o risco de enfrentarem mais elevações de tarifas, caso não atendam o chamado.

Giro pelo Brasil

  • Petróleo e inflação: a alta da commodity no exterior pode pressionar expectativas de inflação no mundo e também no Brasil, mantendo o mercado atento ao comportamento dos juros globais.
  • Fluxo estrangeiro: investidores monitoram o impacto da volatilidade global sobre o fluxo de capital para mercados emergentes e o comportamento do real.
  • Megaleilão de térmicas: o governo prepara para quarta-feira (18) o segundo Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP), criado para contratar usinas capazes de entrar em operação quando o sistema elétrico precisar de energia adicional. Eneva, controlada pelo BTG Pactual, e Âmbar Energia, dos irmãos Batista, são esperadas como participantes.

Giro corporativo

Agenda do dia

  • 08:25: Boletim Focus – BC. Pesquisa semanal com projeções do mercado sobre PIB, Selic, IPCA e câmbio.
  • 09:00: IBC-Br – BC. O índice de atividade do Banco Central é considerado a prévia do PIB.
  • 09:30: Índice Empire State de atividade industrial — EUA. Indicador antecipado da atividade manufatureira em março.
  • 11:00: Índice de confiança do mercado imobiliário (NAHB) — EUA. Termômetro do setor de construção e sensibilidade aos juros.
  • 15:00: Leilão de Treasuries — EUA. Pode mexer com os juros globais dependendo da demanda.

Ótima segunda-feira e bons negócios!

Mercados hoje: inflação global volta ao centro das atenções com petróleo acima de US$ 100 e dados do PCE nos EUA

13 de Março de 2026, 07:36

Bom dia!

A sexta-feira (13) começa com o mercado fazendo contas. A inflação segue como uma das principais preocupações. Todos querem entender qual será o impacto sobre os preços de diversos setores globais, se o petróleo permanecer acima de US$ 100 por mais tempo. As incertezas em torno da Guerra no Irã reforçam o dólar globalmente. Nesta sexta-feira, sai um dado visto como um dos mais importantes para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a poucos dias da decisão sobre juros: os números da inflação pelo PCE, a medida preferida do BC dos EUA. Por aqui, a combinação é parecida, mas com sotaque local: governo tentando amortecer o impacto da guerra sobre o diesel e evitar uma potencial greve de caminhoneiros, além, é claro, de aliviar o peso sobre a inflação.

Enquanto você dormia…

  • O humor lá fora segue cauteloso: ninguém está em pânico, mas também não parece disposto a bancar qualquer aposta sobre os rumos da Guerra no Irã e os impactos sobre a inflação. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York seguem em leve alta: o S&P 500 futuro sobe +0,10% e o Nasdaq futuro avança +0,08%.
  • Na Europa, as bolsas caminham para a segunda semana seguida no vermelho. O Stoxx 600 cai -0,31%.
  • Na Ásia, o tom também foi negativo, com o petróleo acima de US$ 100, reacendendo o medo de inflação. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou em queda de -1,16%. O Hang Seng, de Hong Kong, recuou -0,98%.
  • O índice dólar (DXY) ultrapassa a marca dos 100 pontos, com alta de +0,48% a 100,15 pontos. O petróleo Brent segue em alta de +0,36% cotado aUS$ 100,83 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos alcança 4,271% ao ano, mas seguem estáveis.

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Destaques do dia

  • Brasília tenta segurar o diesel enquanto o petróleo esquenta: o barril da commodity voltou a operar acima de US$ 100 nesta sexta-feira, mas passou a recuar após os EUA liberarem parte do petróleo russo de sanções tomadas na guerra contra a Ucrânia.
  • O preço do Brent segue próximo dos três dígitos acima de US$ 99 o barril. O problema é que o bloqueio do Estreito de Ormuz ainda permanece apesar do discurso de vitória do governo americano.
  • Por aqui, o governo brasileiro anunciou um pacote que incluiu zerar PIS/Cofins do diesel, criar subvenção para importadores e produtores e cobrar imposto temporário de 12% sobre exportações de petróleo e de 50% sobre exportações de diesel. A equipe econômica estima alívio de R$ 0,64 por litro nas bombas.
  • E daí? Para a bolsa local, o tema deixa Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e demais exportadoras de óleo no radar por causa do imposto, enquanto transporte e agro tendem a acompanhar de perto o efeito real do diesel mais barato na cadeia.

Giro pelo mundo

  • PCE na vitrine: o dado de inflação preferido do Fed mostra a inflação acima da meta de 2% ao ano. A leitura de fevereiro trouxe uma alta mensal de 0,4% e anual de 3,1% para o núcleo do PCE, enquanto o índice cheio veio com avanço de 0,3% no mês passado e subida de 2,8% em um ano.
  • Petróleo manda no humor: com o Brent perto de US$ 100, o mercado reduz apostas de cortes de juros diante da pressão inflacionária.

Giro pelo Brasil

  • Diesel no centro da mesa: governo zerou PIS/Cofins e anunciou subvenção para tentar segurar a alta nas bombas para o diesel. No total, a previsão é de que haverá um alívio de R$ 0,64 por litro no preço do combustível.
  • Conta do pacote: a compensação vem com imposto temporário de 12% sobre exportações de petróleo e de 50% sobre diesel.

Giro corporativo

  • Sabesp amplia posição: a companhia comprou por R$ 171,6 milhões uma fatia de 23,17% das ações ordinárias da Emae que pertenciam ao fundo Oceania, ligada ao controlador da Ambipar, Tercio Borleghi Jr, com liquidação prevista para esta sexta-feira.
  • Gol muda de altitude: a aérea anunciou cinco Airbus A330, classe executiva e expansão internacional via Galeão, mirando elevar a fatia internacional de 17% para 25% até 2029.
  • Raízen ganha fôlego: a Justiça aceitou a recuperação extrajudicial da companhia para renegociar R$ 65,1 bilhões em dívidas e suspendeu cobranças por até 180 dias.

Agenda do dia

  • 09:00: Pesquisa Mensal de Serviços de janeiro — Brasil. Ajuda a medir o pulso da atividade. (Consenso: +0,1% mês; +2,8% ano)
  • 09:30: PCE de janeiro — EUA. É a inflação que o Fed mais acompanha. A leitura de fevereiro trouxe uma alta mensal de 0,4% e anual de 3,1% para o núcleo do PCE, enquanto o índice cheio veio com avanço de 0,3% no mês passado e subida de 2,8% em um ano.
  • 09:30: PIB do 4º trimestre — EUA. Termômetro do crescimento. O PIB americano cresceu a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre de 2025, bem abaixo das estimativas de +1,4%.
  • 09:30: Bens duráveis de janeiro — EUA. Sinal de investimento industrial. (Consenso: +1,2%)
  • 10:30: Fazenda detalha impactos do conflito no Oriente Médio — Brasil. Importa para inflação, combustíveis e fiscal.
  • 11:00: JOLTS e confiança do consumidor — EUA. Mais duas peças para o quebra-cabeça da economia americana. (Consenso: 6,7 mi e 55,0)

Ótima sexta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: desemprego no Brasil mexe com expectativas sobre juros com proximidade da reunião do Copom

5 de Março de 2026, 07:40

Bom dia!
A agenda da quinta-feira (5) tem a divulgação da taxa de desemprego de janeiro no Brasil. A expectativa é de que se mantenha perto das mínimas históricas. Os investidores avaliam se os números podem influenciar a decisão sobre juros do Banco Central daqui a pouco mais de uma semana. Ao mesmo tempo, a agenda econômica dos EUA começa a ganhar relevância com dados que antecedem o relatório oficial de emprego americano, o payroll, marcado para a sexta-feira. Nos mercados, mais um dia de alta do petróleo, com o Brent, a referência global em alta de quase 2% no início da manhã. A alta da commodity tem inspirado preocupação sobre um aumento de pressões inflacionárias.

Enquanto você dormia…

  • A madrugada foi de cautela nos mercados globais, com investidores monitorando os desdobramentos no Oriente Médio e seus efeitos sobre petróleo e inflação. Os futuros das bolsas de Nova York seguem quase estáveis: às 7h20, o S&P 500 futuro recua -0,02% e o Nasdaq futuro sobe +0,01%.
  • Na Europa, os investidores estão atentos à alta do petróleo e ao impacto potencial na inflação global. O Stoxx 600 avança +0,51%.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice Nikkei, de Tóquio, terminou com avanço de +1,90%. O Hang Seng, de Hong Kong, fechou com alta de +0,28%.
  • O índice dólar (DXY) tem alta de +0,12% aos 98,93 pontos. O petróleo Brent mantém-se em alta de +1,74% a US$ 82,80 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos avançam para 4,113% ao ano.

Destaques do dia

  • A escalada de tensões no Oriente Médio segue como principal fator de risco global. Com energia mais cara, investidores voltam a discutir o efeito sobre inflação global e sobre a trajetória de juros nas principais economias.
  • O movimento também fortalece ativos considerados defensivos, como dólar e ouro, enquanto aumenta a volatilidade nos mercados de ações.
  • E daí? Para o Brasil, petróleo mais alto tende a manter Petrobras, que divulga o balanço do quarto trimestre hoje, e as “junior oils” no radar. Já setores intensivos em combustível — como logística e companhias aéreas — podem enfrentar pressão de custos caso a alta da commodity se prolongue.

Giro pelo mundo

  • Mercado de trabalho dos EUA: pedidos semanais de seguro-desemprego saem hoje e ajudam a calibrar expectativas para o relatório oficial de emprego (payroll) que será divulgado amanhã.
  • Petróleo no foco: a commodity segue reagindo às tensões geopolíticas, o que reacende debates sobre inflação global e política monetária.

Giro pelo Brasil

  • Dados e expectativas: investidores acompanham indicadores recentes da economia brasileira em busca de sinais sobre o ritmo de desaceleração da atividade.
  • Petróleo e Petrobras: a trajetória do barril continua influenciando projeções para receitas e dividendos da companhia.

Giro corporativo

  • Raízen em reestruturação: a empresa avalia recorrer a uma recuperação extrajudicial e, ao mesmo tempo, levantar cerca de R$ 4 bilhões em capital junto aos controladores, para reforçar o caixa e enfrentar o aumento do endividamento.
  • Braskem e Cade: demora na análise do processo que trata da troca de controle da Braskem no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode levar a um desmanche no acordo entre a IG4 e a Petrobras para dividirem o controle da petroquímica e comprometer a sua saúde financeira. A operação foi apresentada à autarquia no dia 23 de dezembro.

Agenda do dia

  • 09:00: Taxa de desemprego (jan) – Brasil. Dado é termômetro do aquecimento da economia e do consumo.
  • 09:30: Pedidos semanais de seguro-desemprego — EUA. Indicador ajuda a calibrar expectativas para o payroll de sexta-feira.
  • 12:00: Discurso de dirigente do Federal Reserve — investidores buscam sinais sobre juros.
  • 15:00: Balança comercial (fev) – Brasil.
  • 15:00: Estoques semanais de petróleo — EUA. Dado relevante para a dinâmica da commodity.
  • Ao longo do dia: mercado segue atento a novos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.

Ótima quinta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: guerra no Oriente Médio continua no foco e petróleo segue em alta, acima de US$ 80 o barril

4 de Março de 2026, 07:32

Bom dia!
A quarta-feira (4) começa com um humor dos investidores um pouco melhor após a queda generalizada das bolsas no mundo e da subida do dólar. Os mercados reagiram ontem à escalada da guerra no Oriente Médio, com as ameaças do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, por onda passa um quinto do petróleo global. O dia também está cheio de indicadores. Na agenda dos EUA, saem dados de emprego privado pela ADP, que são vistos como uma prévia do “payroll”, o relatório de emprego oficial, que sai na sexta-feira (6). O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulga ainda o seu Livro Bege, com dados de atividade regionais, o que pode fornecer pistas sobre a visão da autoridade sobre os rumos dos juros.

Enquanto você dormia…

  • Lá fora, os investidores monitoram a escalada de tensões no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre o petróleo e a inflação global. Os futuros das bolsas de Nova York mantêm-se em leve alta, indicando recuperação parcial após as quedas de ontem: às 7h20, o S&P 500 futuro tinha alta de +0,16% e o Nasdaq futuro seguia no mesmo ritmo com +0,16%.
  • Na Europa, os principais índices operam em alta nesta manhã. O Stoxx 600 sobe +0,74%.
  • Na Ásia, as bolsas asiáticas fecharam em queda. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com recuo de -3,61%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu -2,01%.
  • O índice dólar (DXY) opera em queda de -0,21% aos 98,82 pontos. O petróleo Brent sobe mais +1,24% para US$ 82,41 o barril. O rendimento da Treasury de 10 anos tem leve alta para 4,075% ao ano.

Destaques do dia

  • A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente.
  • A reação mais imediata apareceu na commodity: o petróleo avançou nos mercados internacionais, reacendendo preocupações sobre inflação global.
  • E daí? Petróleo mais caro tende a beneficiar empresas do setor de energia e pressionar expectativas de inflação. No Brasil, petroleiras como Petrobras, que divulga seu balanço amanhã, e companhias ligadas à cadeia de óleo e gás tendem a se manter no radar.

Giro pelo mundo

  • Estreito de Ormuz fechado: declaração da Guarda Revolucionária do Irã sobre controle do Estreito de Ormuz elevou o risco geopolítico e impulsionou o petróleo.
  • Dados dos EUA no radar: investidores aguardam ADP de emprego e o Livro Bege do Fed para calibrar expectativas sobre atividade e juros.

Giro pelo Brasil

  • Compulsório liberado: o Banco Central liberou cerca de R$ 30 bilhões em compulsório em 2026 para ajudar bancos a recompor o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após efeitos ligados ao caso Master.

Giro corporativo

  • Reestruturação no GPA: a companhia contratou o escritório Munhoz Advogados para auxiliar na reestruturação de sua dívida.
  • Investimento na Raízen: a Shell pretende investir cerca de R$ 3,5 bilhões na empresa no Brasil, segundo o CEO da companhia. A Raízen é uma joint venture entre a empresa holandesa e a brasileira Cosan.

Agenda do dia

Ótima quarta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: Livro Bege, inflação ao produtor nos EUA e varejo em foco

14 de Janeiro de 2026, 07:43

Bom dia!
A quarta-feira começa com os mercados globais atentos a dados econômicos que podem ajudar a desenhar o panorama de inflação e atividade, especialmente nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a agenda tem indicadores de produção industrial e fluxo cambial, em um dia em que o noticiário externo dita o tom. Vamos aos principais pontos.

Enquanto você dormia…

  • O mercado externo acordou alinhado com a expectativa por indicadores que ajudam a compor a fotografia da economia americana;
  • Futuros de NY: S&P, Nasdaq e Dow Jones operam em leve queda;
  • Europa e Ásia: bolsas europeias avançam moderadamente, com investidores à espera de desdobramentos dos protestos contra o governo no Irã e do embate entre o presidente americano, Donald Trump, contra a Dinamarca para “comprar” a Groenlândia, rica em minerais; o índice Nikkei do Japão renovou máximas, enquanto outras bolsas encerraram em leve queda.
  • Dólar (DXY) oscila em leve queda; petróleo WTI (EUA) e Brent (Reino Unido) operam em alta; ouro avança acima dos US$ 4,6 mil a onça.

Destaques do dia

  • Os investidores têm hoje três grandes focos externos: o Livro Bege, relatório do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) que reúne percepções qualitativas sobre a economia nos 12 distritos americanos; os dados de inflação ao produtor (PPI) e de vendas no varejo nos EUA, que são monitorados de perto pelo Fed para calibrar avaliação de preços e demanda;
  • E daí? Esses indicadores oferecem pistas sobre a saúde do consumo, pressões de preços e ambiente de crédito nos EUA, fatores que influenciam expectativas para os juros no país e podem mover dólar, juros e ações globalmente. Uma economia mais aquecida pode fazer o BC americano ficar ainda mais cauteloso pelo risco de uma nova pressão inflacionária.

Giro pelo mundo

  • Livro Bege em foco: o relatório qualitativo do Fed é publicado hoje, com percepções regionais sobre atividade econômica, emprego e preços que podem influenciar a visão sobre juros;
  • Inflação PPI e varejo: dados americanos de preços ao produtor e vendas no varejo ajudam a completar o quadro de inflação e consumo, antes do Livro Bege.
  • Balanços de bancos: após o J.P. Morgan, mercados aguardam balanços de Bank of America, Wells Fargo e Citigroup antes da abertura em Nova York.
  • Independência do Fed: ainda no foco do mercado está a pressão de Trump sobre o presidente do Fed, Jerome Powell. O republicano tem interesse que o Fed corte os juros mais rápido, enquanto a autoridade monetária defende sua posição técnica.

Giro pelo Brasil

  • Produção industrial regional: o IBGE divulga hoje pela manhã a produção industrial de novembro por região, dado importante para avaliar atividade econômica local.
  • Fluxo cambial semanal: também hoje sai o relatório de entradas e saídas de capital, indicador relevante para câmbio e confiança estrangeira.
  • Nova ofensiva: a polícia federal realiza hoje mais uma operação de busca e apreensão contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em meio à investigação de fraudes envolvendo a instituição financeira. O ex-banqueiro está em prisão domiciliar.

Giro corporativo

  • Amil: no mercado de planos de saúde mais populares, empresa bate de frente com Hapvida. A Amil liderou o ganho de novos beneficiários em 2025 em produtos de tíquete mais baixo e grande volume, especialmente no Rio de Janeiro e São Paulo.
  • Neogrid: companhia suspendeu temporariamente o processo de registro da sua oferta pública de ações (OPA) para aquisição do controle e deslitagem da empresa. A decisão ocorreu após a gestora L4acionista minoritária, contestar o preço de R$ 29 por ação oferecido pelo grupo Hindiana para a aquisição da empresa.
  • Yvy Capital, gestora fundada pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes e pelo ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano, está estruturando um fundo de infraestrutura para captar até R$ 300 milhões para investir em concessões rodoviárias.

Agenda do dia

  • 09:00 — Produção industrial regional (Brasil) — indicador de atividade local por região do IBGE.
  • 10:30 — Inflação ao produtor e vendas no varejo (EUA) — pistas sobre dinâmica de preços e consumo.
  • 14:30 — Fluxo cambial semanal (Brasil) — revela movimentos de capital na conta financeira e comercial, relevante para câmbio e juros.
  • 16:00 — Livro Bege (Fed) — conjunto de avaliações qualitativas sobre economia americana.

Bons negócios!

Mercados hoje: relatório de emprego nos EUA e inflação no Brasil orientam os negócios

9 de Janeiro de 2026, 07:46

Bom dia!
Os mercados começam o dia à espera dos dados do payroll, o relatório de emprego dos EUA que traz informações da taxa de ocupação do país, além da dinâmica de salários e horas trabalhadas. Depois de outros duas divulgações sobre o mercado de trabalho dos EUA nesta semana – o ADP e o Jolts –, investidores esperam uma menor abertura de vagas em dezembro. No Brasil, as atenções se voltam para os dados de inflação medidos pelo IPCA, com expectativa de um recuo para 4,30%, dentro da meta estabelecida.

Enquanto você dormia…

  • O viés dos mercados no exterior é levemente positivo, mas ainda em modo cautela antes do principal dado do dia nos EUA.
  • Futuros de NY: S&P 500 e Nasdaq em leve alta.
  • Europa e Ásia: bolsas europeias sobem de forma mais ampla, puxadas por ações de energia, mineração e tecnologia; na Ásia, os mercados fecharam em alta, estendendo o rali recente em Wall Street.
  • Dólar (DXY) em leve alta e petróleo sobe, mas sem movimentos bruscos, ainda resiliente às questões geopolíticas; minério de ferro oscila em queda, após máximas recentes e observando a inflação na China.

Destaques do dia

  • O payroll dos Estados Unidos está no centro das atenções hoje, com consenso projetando criação de cerca de 60 mil vagas e queda da taxa de desemprego para 4,5%. A leitura será crucial para as expectativas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
  • No Brasil, o IPCA de dezembro, o índice oficial de inflação, está no calendário e pode influenciar o debate doméstico sobre juros e consumo.
  • E daí? Esses dois indicadores — um externo e um doméstico — pintam o quadro macro para o futuro do juro básico. Com uma economia perdendo força e um mercado de trabalho mais fraco, a inflação tende a cair e, com isso, elevar ainda mais as apostas de corte de juros.

Giro pelo mundo

  • Payroll em foco: mercado de trabalho dos EUA segue como principal ponto de atenção antes da divulgação de amanhã, com reflexos em juros e dólar.
  • Suprema Corte dos EUA: autoridade discute a legalidade das tarifas comerciais globais do presidente americano Donald Trump.

Giro pelo Brasil

  • Inflação na pauta: o IPCA de dezembro vai ajudar a reforçar ou a esfriar a trajetória de controle da inflação em relação à meta, de 3%, com teto em 4,5% ao ano.
  • Narrativas políticas continuam ecoando no mercado, agora com o governo decidindo que os Estados e municípios deverão cobrir o rombo dos fundos de previdência do Master. A novela sobre a anulação ou não da decisão do Banco Central de liquidar a instituição segue no radar.

Giro corporativo

  • GPA anunciou a renúncia de Rafael Russowsky dos cargos de vice-presidente executivo financeiro e diretor de relações com investidores. A função será acumulada interinamente pelo novo CEO, Alexandre Santoro, em meio a planos de corte de custos e reestruturação interna.
  • Alphabet supera Apple em valor de mercado: a controladora do Google ultrapassou a Apple e virou a segunda empresa mais valiosa do mundo em capitalização, depois da Nvidia, refletindo o papel crescente da tecnologia no mercado global.
  • Política alimentar nos EUA pode beneficiar carnes brasileiras: uma nova diretriz nos Estados Unidos favorece o consumo de proteína vermelha, o que pode representar um cenário de demanda para exportadoras como JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3).
  • O grupo Rio Tinto está em negociações para comprar a Glencore e criar a maior mineradora do mundo, com valor de mercado combinado superior a US$ 200 bilhões, pouco mais de um ano depois de conversas anteriores entre as duas empresas terem fracassado.

Agenda do dia

  • 9:00 – IPCA (Brasil)
  • 10:30 – Payroll (EUA)
  • 10:30 – Construção de novas casas (EUA)

Mercados hoje: dados de emprego nos EUA e política brasileira movimentam os negócios

7 de Janeiro de 2026, 07:46

Bom dia!
Os mercados acordam à espera dos dados de emprego nos Estados Unidos. Relatórios de emprego e desemprego serão divulgados ainda pela manhã, com potencial de ditar o rumo dos ativos lá fora e também no Brasil, onde a agenda é marcada pelo fluxo cambial e por temas políticos. Vamos aos pontos principais para abrir o pregão.

Enquanto você dormia…

  • O mercado global operou com pouca direção clara, em compasso de espera pela agenda de dados.
  • Futuros de NY: S&P 500 e Nasdaq em leve queda.
  • Europa e Ásia: bolsas europeias próximas da estabilidade; Ásia fechou também encerrou com os índices se movendo sem direção definida antes da leva de indicadores econômicos.
  • Dólar (DXY) em leve queda; petróleo e minério de ferro estáveis.

Destaques do dia

Emprego nos EUA é o grande termômetro
O grande destaque externo do dia são os dados de emprego dos Estados Unidos. Às 10h15 sai o relatório de emprego privado da ADP de dezembro, seguido mais tarde pela pesquisa JOLTS de vagas e rotatividade.

E daí? Emprego mais forte significa inflação potencialmente mais forte, e isso tende a diminuir expectativas de cortes de juros. Nesse cenário, os investidores se afastam de ativos de risco, enquanto dados mais fracos fazem o caminho contrário.

Giro pelo mundo

  • ADP e JOLTS em foco: indicadores do mercado de trabalho americano são vistos como prévia do payroll, o mais importante relatório de emprego e desemprego, e podem balizar decisões de política monetária.
  • Fed em cena: Michelle Bowman, dirigente do Fed, participa de evento hoje à noite, com possíveis comentários a mercado.
  • PMIs e inflação ao redor: leituras recentes e posteriores de atividade e inflação ajudam a compor o quadro de crescimento global esperado.

Giro pelo Brasil

  • Fluxo cambial semanal: números aguardados hoje devem dar pista sobre fluxo de capital, que é importante para câmbio e juros.
  • Agenda política no radar: movimentos políticos em Brasília podem ganhar importância para o clima de risco no curto prazo. Entre os eventos recentes, o PT ingressou com ações judiciais contra políticos de oposição que ligaram o partido e o presidente Lula ao narcotráfico nas redes, adicionando ruído no cenário.
  • Cenário eleitoral em movimento: Marina Silva descartou disputar a Câmara, mas uma eventual candidatura ao Senado dependerá de articulações com o ministro Haddad, o que pode movimentar expectativas sobre o ambiente político.

Giro corporativo

  • Petrobras e Foz do Amazonas: a Petrobras anunciou a interrupção temporária da perfuração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, após a detecção de um vazamento de fluido em uma tubulação auxiliar. A ocorrência volta a chamar atenção para os desafios ambientais e regulatórios associados à exploração na região, vista como uma das principais apostas da estatal para ampliar sua produção no futuro.
  • Batistas e a Venezuela: o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, tem no geólogo Ricardo Savini — CEO da Fluxus, empresa controlada pelo grupo — um nome chave na estratégia de explorar oportunidades no setor de óleo e gás da Venezuela, que detém as maiores reservas de petróleo do mundo.
  • BYD acelera planos no Brasil: a montadora chinesa negocia a estreia de seus modelos em grandes locadoras e investe na expansão de sua rede de carregadores ultra-rápidos, aprofundando sua presença no mercado brasileiro de veículos eletrificados e intensificando a concorrência local.

Agenda do dia

  • 09:15: Emprego privado (ADP, EUA) — prévia da criação de vagas no setor privado.
  • 12:00: JOLTS (EUA) — vagas e rotatividade de emprego, outro componente importante do mercado de trabalho.
  • 14:30: Fluxo cambial semanal (Brasil) — indicador de entrada e saída de capital no país, relevante para câmbio e juros

Bons negócios!

Mercados hoje: com Venezuela no centro do noticiário, ouro sobe e petróleo escorrega

5 de Janeiro de 2026, 07:14

Bom dia!
Os mercados começam a semana olhando para dois lados ao mesmo tempo: a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro no fim de semana, e a divulgação de dados econômicos ao longo dos próximos dias. Bolsas globais tentam sustentar o tom positivo, moedas reagem com mais cautela, enquanto o petróleo recua e o ouro avança. É aquele início de ano em que ninguém quer correr demais – mas também não quer ficar parado.

Enquanto você dormia…

  • A tendência global é de leve alta, com juros e macro no radar, mas sem grandes rompantes. Os futuros de NY operam em terreno positivo nesta manhã: Dow Jones sobe +0,1%, S&P 500 avança +0,25% e Nasdaq ganha +0,55%
  • As bolsas europeias operam em alta moderada, com STOXX600 subindo +0,49%.
  • Na Ásia, o Nikkei sobe 2,97%, puxado por ações de tecnologia, enquanto o Hang Seng anda de lado, com leve alta de 0,03%.
  • O Índice Dólar (DXY) sobe +0,16% aos 98,6 pontos, sustentando força moderada frente às principais moedas.
  • O ouro avança +2,17%, para US$ 4.425/onça-troy, impulsionado pela busca por proteção após notícias geopolíticas.
  • Já o petróleo Brent cai -0,7%, ainda sem direção clara.

Destaques do dia

  • A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas no fim de semana introduziu um novo elemento de incerteza no início de 2026. Do ponto de vista de risco de mercado, o episódio aumentou a demanda por ativos considerados seguros, como o ouro, e deixou o petróleo em compasso de espera, diante da possibilidade de mudanças no fluxo global da commodity.
  • A Venezuela concentra a maior reserva provada de petróleo do mundo – cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a 17% das reservas globais, majoritariamente na forma de óleo pesado. Para os Estados Unidos, garantir acesso a esse “tesouro negro” é uma questão estratégica sob o prisma econômico. Ao mesmo tempo, o movimento muda o tabuleiro geopolítico, já que Rússia e China mantêm interesses relevantes na região, o que ajuda a explicar a cautela dos mercados.

Giro pelo mundo

  • AI e inflação: investidores apontam que o forte fluxo de investimentos em tecnologia e inteligência artificial pode reacender pressões inflacionárias globalmente em 2026, desafiando a narrativa de cortes de juros e levando bancos centrais a repensar a trajetória de política monetária. Esse risco subjacente vem de gastos intensivos em data centers e outros ativos de tecnologia que podem impulsionar custos em energia e semicondutores.
  • Chuva de dados. Os EUA divulgam nesta semana vários indicadores sobre o mercado de trabalho de dezembro – dados que são usados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para tomar decisões de política monetária. O principal deles é o Relatório de Emprego, na sexta-feira (9). Há expectativa para desaceleração na criação de empregos não agrícolas – de 64 mil para 55 mil vagas.

Giro pelo Brasil

  • Boletim Focus. O relatório, que será divulgado hoje, pode reforçar a expectativa de que a segunda reunião do Copom em 2026 traga um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, levando a taxa básica de 15,0% para 14,5%.
  • Balança comercial. O governo federal divulga a balança comercial de dezembro e o resultado fechado de 2025. A mediana das projeções aponta para um superávit comercial maior do que o registrado em novembro.
  • Juros futuros. Curvas no Brasil começaram 2026 em queda firme, sinalizando alguma acomodação nas expectativas de política monetária.
  • Risco fiscal ainda monitorado. Ambiente político permanece pano de fundo para prêmios de risco, sobretudo em ativos atrelados ao crédito soberano.

Giro corporativo

  • Posição privilegiada. A Chevron, única grande empresa dos EUA na Venezuela, aparece em posição privilegiada para cumprir a promessa do presidente Trump de rejuvenescer o setor petrolífero no país.
  • Bolha da IA vai estourar? Enquanto a narrativa da inteligência artificial segue levando o mercado acionário a novas máximas, investidores se perguntam se o setor vive um novo ciclo de euforia excessiva. A história mostra que a resposta raramente é simples.
  • Obsessão por sushi. A comida japonesa ganha espaço como prato principal em festas infantis nos EUA, pressionando o bolso dos pais. As vendas de sushi no varejo, como supermercados, somaram US$ 2,9 bilhões nos 12 meses até novembro de 2025.

Agenda do dia

  • 08:25: Boletim Focus — Brasil (Banco Central). Reúne as expectativas do mercado para IPCA, Selic, PIB e câmbio; costuma mexer com juros e dólar logo na abertura.
  • 12:00: PMI Industrial ISM — EUA. Termômetro da atividade manufatureira americana, com impacto direto em juros e dólar global. (Consenso: desaceleração marginal).
  • 13:30: Leilão de títulos do Tesouro — EUA. Influencia a curva de juros americana e o humor dos mercados globais.
  • 15:00: Balança Comercial — Brasil. Mede exportações menos importações; resultado maior que o esperado tende a ser positivo para o real. (Previsto ~US$ 6,39 bi)

Ótima segunda-feira e bons negócios!

Mercados hoje: liquidez reduzida pode trazer volatilidade em dia com poucos indicadores

26 de Dezembro de 2025, 07:31

Bom dia!
A sexta-feira, 26 de dezembro, começa em clima de pós-Natal: vários mercados na Europa e na Ásia se mantêm fechados com uma emenda de feriado conhecida como “Boxing Day”. Com baixa liquidez, a maior parte dos investidores está fora do mercado abrindo seus presentes. Os poucos na linha de frente vão se manter cautelosos nos negócios. No Brasil, os termômetros (de verdade) devem superar os 30 graus, mas no mercado o dia deve se manter morno e as operações, com gostinho de ceia requentada.

Enquanto você dormia…

  • O feriado em vários mercados deixa o volume baixo. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York se mantêm em leve queda: o S&P 500 futuro recua -0,05% e Nasdaq futuro em baixa de -0,02%.
  • A maior parte da Europa está no modo de feriado do “Boxing Day”. Com grande parte das bolsas fechadas, o volume financeiro permanece baixo. O índice europeu Stoxx 600 sobe +0,33%.
  • Na Ásia, parte dos mercados também está fechada por conta do “Boxing Day”. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou em alta de +0,68%. O Hang Seng, de Hong Kong, encerrou com subida de +0,17%.
  • O índice dólar (DXY) opera estável perto de mínima de 2 meses, com alta de +0,11% aos 98 pontos. O petróleo Brent sobe +0,16% a US$ 62,36 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos estão em 4,15% ao ano.

Destaques do dia

  • A sexta-feira tem poucos indicadores para mover o mercado, mas, com um dia de baixa liquidez, os dados do Banco Central podem aumentar a relevância como catalisadores para os poucos negócios. A autoridade divulga a nota de crédito de novembro e o fluxo cambial semanal.
  • O crédito ajuda a medir o “pulso” de concessões, estoques e custo do dinheiro; fluxo cambial mostra se entra ou sai dólar do país — e, com pouca liquidez, o impacto pode aparecer mais rápido no câmbio.
  • E daí? Se o crédito surpreender (para cima ou para baixo) e o fluxo vier muito negativo ou positivo, pode mexer com a leitura de atividade e com o humor do pregão.

Giro pelo mundo

Giro pelo Brasil

  • BC no foco: crédito (8h30) e fluxo cambial (14h30) devem concentrar atenções num dia de agenda externa esvaziada.
  • Liquidez: retomada pós-feriado costuma aumentar a sensibilidade do câmbio a dados e fluxo — especialmente no fim de ano.

Giro corporativo

  • Canetas emagrecedoras: UBS estima mercado brasileiro de GLP-1 em R$ 11 bilhões em 2025 e perto de R$ 20 bilhões em 2026; gatilho é a expiração da patente da semaglutida em 20 de março de 2026 (prazo mantido pelo STJ).

Agenda do dia

Ótima sexta-feira e bons negócios!



Mercados hoje: investidores mantêm foco total para os dados de emprego nos EUA e a ata do Copom no Brasil

16 de Dezembro de 2025, 07:32

Bom dia!
A terça-feira, 16 de dezembro, começa com os mercados no modo cautela antes da divulgação de dados importantes para as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Lá fora, investidores aguardam uma bateria de indicadores nos EUA, como o relatório do mercado de trabalho, o “payroll“, que atrasou com a paralisação do governo entre outubro e novembro. Por aqui, a ata do Copom é o principal prato do dia. O documento do nosso BC pode ajudar a fornecer pistas sobre os rumos dos juros em 2026, É dia de ler com calma e reagir sem pressa.

Enquanto você dormia…

  • O mercado internacional em ritmo contido: investidores evitam grandes apostas antes dos dados americanos. Os futuros das bolsas de Nova York mantêm queda antes do payroll: às 7h20, o S&P 500 futuro tem recuo de -0,40% e o Nasdaq futuro cai -0,57%.
  • Na Europa, o índice Stoxx 600 tem queda de -0,16%.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, pressionada por ações de tecnologia e por novas dúvidas sobre o ritmo da economia chinesa. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com queda de -1,56% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou -1,54%.
  • O índice dólar (DXY) está praticamente estável com leve queda de -0,10% aos 98,21 pontos. O petróleo Brent tem forte queda de -1,80% para US$ 59,47 o barril. Os juros do Treasury de 10 anos se mantêm em 4,17% ao ano.


Destaques do dia

  • Ata do Copom e pacote de dados nos EUA concentram as atenções. O mercado busca sinais mais claros sobre o balanço de riscos, especialmente a avaliação do BC sobre inflação, atividade e política fiscal. O índice de atividade do BC, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB e divulgado na segunda-feira (15), mostrou retração de -0,2% em outubro ante setembro em mais um sinal de desaceleração econômica. A leitura reforçou a visão de que os cortes de juros estão próximos.
  • Nos Estados Unidos, o dia é carregado: saem os relatórios de emprego de outubro e novembro, divulgados com atraso após a paralisação do governo, além das vendas no varejo e dos índices de gerentes de compras (PMIs). Para o payroll, o consenso aponta criação modesta de 40 mil vagas em novembro, taxa de desemprego em 4,4% e crescimento fraco das vendas no varejo.
  • E como isso impacta os mercados? Um conjunto de dados mais fracos nos EUA pode aliviar a pressão sobre os juros globais e ajudar ativos de risco. Já uma ata do Copom mais dura tende a manter a curva de juros doméstica pressionada, com reflexos diretos em câmbio e na bolsa.


Giro pelo mundo

  • Elétrico na berlinda: a Ford anunciou que vai reconhecer US$ 19,5 bilhões em encargos ligados à reestruturação de sua operação de veículos elétricos, com mudanças no portfólio e metas de tornar o negócio lucrativo até 2029.

Giro pelo Brasil

  • Ata do Copom no centro do debate: o documento pode ajustar expectativas sobre o ritmo de cortes de juros em 2026 e influenciar diretamente os contratos de juros futuros ao longo do dia.
  • Atividade em desaceleração: o IBC-Br mostrou queda de 0,2% em outubro, reforçando o debate sobre perda de fôlego da economia no segundo semestre.

Giro corporativo

  • Braskem: a gestora IG4 acertou os termos para assumir o controle da companhia, com apoio de bancos credores e participação da Petrobras. O acordo ainda depende de aprovações regulatórias e pode levar até 60 dias para ser formalizado.
  • Mineração de ouro: a chinesa CMOC fechou a compra de ativos de ouro no Brasil que pertenciam à Equinox por US$ 1 bilhão, em uma operação que inclui pagamento em dinheiro e parcela contingente atrelada a desempenho.

Agenda do dia

Ótima terça-feira e bons negócios!

Mercados hoje: véspera da ‘super quarta’ de Fed e Copom mantém investidores cautelosos

9 de Dezembro de 2025, 07:44

Bom dia!

A terça-feira, 9 de dezembro, amanhece em clima de contagem regressiva para a “super quarta”, que junta as decisões de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do BC brasileiro. Lá fora, o humor é levemente positivo, mas ninguém quer mexer muito na carteira antes de ter certeza que os juros vão cair nos EUA e quais os sinais para 2026.

Por aqui, o Ibovespa tenta dar continuidade à recuperação tímida da segunda-feira após o tombo eleitoral de sexta-feira. O clima é de atenção aos números da prévia de inflação de dezembro do IGP-M, para aplacar um pouco da ansiedade do mercado antes do IPCA de novembro, que o IBGE divulga na própria “super quarta”.

Enquanto você dormia…

  • Lá fora, o clima é de cautela moderada: investidores ajustam posição antes do Fed, mas a liberação de vendas de chips da Nvidia para a China ajuda o apetite por risco em tecnologia. Às 7h30, os futuros das bolsas de Nova York estavam em alta. O S&P 500 futuro tinha subida de +0,07% e o Nasdaq futuro, alta de +0,05%.
  • Na Europa, o Stoxx 600 subia +0,2%.
  • Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou em alta de +0,14%. O Hang Seng, de Hong Kong, terminou com queda de -1,29%.
  • O índice dólar (DXY) registra leve baixa de -0,12% aos 99,03 pontos. O petróleo Brent sobe +0,27% a US$ 62,65 o barril. O juro da Treasury de 10 anos opera estável aos 4,16% ao ano.

Destaques do dia

  • Hoje os holofotes se dividem: o relatório Jolts de vagas abertas nos EUA, de um lado, e, de outro, a prévia da inflação em dezembro pelo IGP-M, além de indicadores da produção industrial no Brasil. O IGP-M registrou alta de 0,15% na primeira prévia de dezembro, após um avanço de 0,48% em igual leitura de novembro
  • No pano de fundo, o início das reuniões de Fed e Copom vão manter os investidores em compasso de espera.
  • Vale lembrar que o IBGE divulga o IPCA de novembro, o índice oficial de inflação no país, amanhã de manhã, ou seja, aos 46 minutos do segundo tempo do jogo da política monetária, mas ainda a tempo de o Copom avaliar os dados na decisão.
  • E o que isso importa? Curva de juros e câmbio devem reagir a qualquer surpresa nos dados de emprego nos EUA e inflação no Brasil. Na bolsa, bancos, empresas mais alavancadas e papéis sensíveis a juros (shopping, varejo, construção) ficam no radar.

Giro pelo mundo

  • Nvidia liberada na China: Donald Trump autorizou a Nvidia a vender o chip de IA H200 para a China em troca de 25% das vendas para o governo americano, destravando um mercado bilionário que estava fechado pelos controles de exportação. Radar para big techs e semicondutores.
  • IBM vai às compras: a IBM anunciou acordo de US$ 11 bilhões para comprar a Confluent, reforçando o portfólio de dados e nuvem em meio ao boom de IA. O foco é como o mercado de software “old school” se reposiciona na corrida da IA.
  • A Paramount não desistiu de comprar a Warner Bros. Ontem, a companhia fez uma nova pela Warner, poucos dias depois de a empresa ter fechado um acordo com a Netflix. A Paramount ofereceu US$ 30 (R$ 164) o que representa um valor total de US$ 108,4 bilhões. A nova proposta supera a oferta da Netflix, de US$ 27,75 (R$ 151,49) por ação.

Giro pelo Brasil

  • Flávio Bolsonaro “irreversível”: o senador reafirmou que sua pré-candidatura ao Planalto em 2026 não está à venda, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e apoio ao filho. O mercado segue monitorando o efeito desse xadrez político pré-eleitoral.
  • Porto de Santos em disputa: o TCU recomendou restringir a participação de operadores já atuantes no leilão do mega terminal Tecon 10, em Santos, para evitar concentração. O desenho final do edital é o gatilho para impactos em logística e infraestrutura listada.
  • Indústria e veículos em marcha lenta: dados da Anfavea mostram queda de quase 6% nas vendas de veículos em novembro e crescimento tímido no ano, bem abaixo das projeções do setor — um lembrete de que juros altos ainda pesam no crédito.

Giro corporativo

  • “Presente de Natal” para GPA e Casas Bahia: Grupo Pão de Açúcar e Casas Bahia acertaram a venda de suas fatias na financeira FIC para o Itaú, em uma operação de R$ 786 milhões; cerca de R$ 520 milhões entram agora no caixa das duas varejistas, com o Assaí recebendo sua parte só em dois anos. O aval de Cade e BC é o próximo passo.
  • Dia e o CDB do Banco Master: em recuperação judicial, o Dia tinha R$ 163,3 milhões em um CDB ligado ao conglomerado do Banco Master, em liquidação pelo BC. Por ora, garantiu só R$ 20 milhões de volta — cerca de 12%. O restante está previsto em parcelas incertas e um precatório de R$ 116 milhões.

Agenda do dia

  • 08:00 – IGP-M (1ª prévia de dezembro) — Brasil/FGV. Indicador registrou alta de 0,15% na primeira prévia de dezembro, após um avanço de 0,48% registrado em igual leitura de novembro.
  • 09:00 – Pesquisa Industrial Mensal Regional (outubro) — Brasil/IBGE. Mostra a força (ou fraqueza) da indústria às vésperas da decisão do Copom.
  • 08:30 – Início do primeiro dia de reunião do Fed – EUA.
  • 10:00 – Início do primeiro dia de reunião do Copom (BC) – Brasil.
  • 10:00 – Indicadores Industriais (outubro) — Brasil/CNI. Complementa o quadro da atividade, especialmente para setores dependentes de crédito de longo prazo.
  • 10:00 – Anúncio do programa “CNH do Brasil” — Palácio do Planalto. Mudanças nas regras da carteira de motorista e digitalização do processo; impacto indireto em educação e serviços automotivos.
  • 12:00 – Relatório Jolts de vagas abertas (outubro) — EUA. Dado-chave para calibrar a temperatura do mercado de trabalho às vésperas da decisão do Fed.

Ótima terça-feira e bons negócios!

Mercados hoje: inflação nos EUA e no Brasil calibram expectativas de investidores

5 de Dezembro de 2025, 07:25

Bom dia!
A sexta-feira, 5 de dezembro, começa com todo mundo de olho no único dado oficial de inflação de consumo nos EUA que o Federal Reserve (Fed) vai ter antes de decidir sobre os juros na semana que vem. É o PCE, indicador de inflação preferido do banco central americano. Os números ainda se referem a setembro porque a divulgação ficou prejudicada durante a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, o shutdown. E você sabe como é: se os resultados vierem conforme o esperado, a percepção de corte de juros iminente pode ajudar a manter os investidores de bom humor. Por aqui, após novo recorde na quinta-feira, o Ibovespa pode se manter no modo para o alto e avante. Se o exterior ajudar.

Enquanto você dormia…

  • Os futuros das bolsas de Nova York abrem em alta leve. Às 7h, o S&P 500 futuro tinha alta de +0,16% e o Nasdaq de +0,34%.
  • A Europa mantém um compasso de espera: o Stoxx 600 sobe +0,32% à espera do PIB da zona do euro no 3º tri.
  • Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou em queda de -1,03% ainda sob efeito da perspectiva de subida de juros pelo banco central japonês, o BoJ. O índice Hang Seng, de Hong Kong, por sua vez, subiu +0,58% ante a possibilidade de o governo chinês implementar novos estímulos.
  • O índice dólar (DXY) recua -0,06% aos 98,99 potnos, perto da mínima de cinco semanas, com o mercado precificando cortes de juros nos EUA em 2026. O petróleo Brent tem alta de +0,21% a US$ 63,39 o barril. O juro da Treasury de 10 anos tem leva alta a 4,11% ao ano.


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Destaques do dia

  • Os mercados entram na sexta de olhos grudados no índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), o termômetro de inflação preferido do Fed. Os investidores apostam majoritariamente em um corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Fed daqui a cinco dias. A ferramenta FedWatch da CME aponta cerca de 87,2% de chance de corte na próxima renião, movimento que ajudou a sustentar a alta recente das bolsas.
  • No Brasil, a manhã é de indicadores de inflação: IGP-DI de novembro e preços ao produtor (IPP) de outubro. O IGPD-DI veio praticamente estável: 0,1%. Em 12 meses, segue em queda, de 0,44%. O IPP também veio em queda: -0,48%; em 12 meses, -1,82%. O pano de fundo é o PIB do 3º trimestre, que cresceu só 0,1% na margem, abaixo do esperado, reforçando a leitura de desaceleração da economia e mantendo vivo o debate sobre corte da Selic em janeiro.
  • E como isso impacta os negócios? Se o PCE vier mais comportado, reforça o cenário de juros menores nos EUA e mantém a combinação que ajudou o Ibovespa a bater 164.455 pontos ontem e o dólar mais fraco pouco acima dos R$ 5,30.

Giro pelo mundo

  • Paramount contesta a forma como a Warner Bros está conduzindo seu processo de venda. Paramount, Netflix e Comcast apresentaram propostas da segunda rodada para adquirir parte ou todos os ativos da Warner. Na quinta-feira (4), a Netflix figurava como a principal candidata.

Giro pelo Brasil

  • PIB perde fôlego: o PIB cresceu 0,1% no 3º tri contra o 2º, abaixo da projeção de 0,2%, com serviços e consumo das famílias andando devagar e Selic a 15% pesando na atividade. Os dados reforçam a visão de que o juro alto está fazendo seu trabalho a poucos dias da próxima reunião do BC na terça e quarta da semana que vem.
  • Lei de Diretrizes Orçamentárias 2026 aprovada: Congresso chancelou LDO com meta de superávit de 0,25% do PIB para o governo central em 2026, permitindo ao executivo mirar o piso da banda e abrindo exceção de até R$ 10 bilhões para estatais em reequilíbrio, como os Correios; próximos passos são a sanção presidencial e a votação do Orçamento.
  • Ibovespa na máxima: o índice fechou quinta-feira (4) em alta de 1,67%, aos 164.455 pontos, novo recorde nominal, embalado por apostas de Selic menor em 2026 após o PIB fraco; dólar chegou a ficar abaixo de R$ 5,30 e terminou perto de R$ 5,31.

Giro corporativo

  • InterCement em reconstrução: Lago Escondido, veículo de investimento ligado a Joe Lewis, deverá ficar com cerca de 19,5% da fabricante de cimentos ainda controlada pela antiga Camargo Corrêa (hoje Mover), após a conversão de créditos da recuperação judicial.
  • O argentino Marcelo Mindlin deve alcançar aproximadamente 8% do capital da Intercement no novo desenho acionário. A entrada de Mindlin e Lewis ocorre por meio da Latcem, o veículo montado pelos credores para receber até 38,5% das ações. 
  • Petrobras e Shell arremataram juntas, sem concorrência, duas das três áreas ofertadas em leilão inédito de participações da União em campos em produção no pré-sal.
  • Os lances do consórcio formado pelas empresas, que já são sócias nos dois campos, somaram cerca de R$8,8 bilhões em arrecadação ao governo federal, abaixo dos R$10,2 bilhões previstos pelo governo.

Agenda do dia

  • 08:00 – IGP-DI (novembro) — FGV. Termômetro importante de preços ao atacado e contratos indexados, ajudando a calibrar expectativas de inflação.
  • 09:00 – Índice de Preços ao Produtor (outubro) — IBGE. Mostra pressão de custos na indústria e o potencial repasse para o varejo.
  • 07:00 – PIB 3º tri (zona do euro) — Eurostat. Ajuda a medir o fôlego da economia europeia num momento de juros altos e crescimento fraco.
  • 11:00 – STF em plenário virtual sobre marco temporal — Brasil. Tema sensível para agronegócio e imagem externa do país, com possível impacto em percepção de risco das exportações.
  • 12:00 – PCE (setembro) — EUA. Indicador de inflação preferido do Fed; consenso gira em torno de alta mensal de 0,2% ante agosto.
  • 12:00 – Confiança do consumidor (dezembro) — EUA (Univ. Michigan). Sinaliza humor das famílias americanas às vésperas da decisão do Fed.

Ótima sexta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: em clima de Dia de Ação de Graças, investidores ligam o modo cautela

27 de Novembro de 2025, 07:43

Bom dia!
A quinta-feira, 27 de novembro, é Dia de Ação de Graças nos EUA. Em Nova York, as bolsas permanecem fechadas e, na sexta-feira, abrem só até 15h, no horário de Brasília. Por aqui, o dólar mais fraco ajuda a inspirar mais fôlego aos ativos locais. Na quarta-feira, o Ibovespa voltou ao território dos recordes e agora busca ultrapassar a marca psicológica dos 160 mil pontos. Será que vai?

Enquanto você dormia…

  • Os mercados americanos não funcionam hoje. Nem bolsa, nem títulos do Tesouro dos EUA. As operações serão retomadas na sexta-feira, mas com um pregão mais curto com fechamento às 15h no horário daqui.
  • Na Europa, a expectativa de uma política monetária mais branda nos EUA mantém as bolas em modo cautela. Às 7h20, o índice Stoxx 600 tem leve queda de -0,16%.
  • As bolsas da Ásia fecharam em alta em um dia de menor liquidez. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou em alta de +1,23%. O Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, terminou a sessão com avanço de +0,07%
  • O índice dólar (DXY) se mantém praticamente estável com levíssima alta de +0,08% aos 99,67 pontos por volta de 7h20. O petróleo Brent opera estável com um recuo de -0,03% a US$ 62,52 o barril. O mercado de Treasuries tira folga nesta quinta-feira.

Destaques do dia

  • O Ibovespa subiu 1,7%, alcançando 158.555 pontos — novo recorde nominal da série histórica da bolsa, impulsionado por apostas de corte da taxa de juros nos EUA.
  • E o que isso importa? O novo recorde de pontos no fechamento pode dar gás aos papéis cíclicos, como consumo, exportadoras e empresas com receita em dólar. Só para lembrar, o índice registrou a maior sequência de altas seguidas entre fim de outubro e início de novembro com 15 avanços seguidos. Os investidores estão de olho na possibilidade de a bolsa manter o tradicional rali no fim do ano.


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Giro pelo mundo

  • Feriadão nos EUA mantém mercados em modo espera. Como as bolsas de Nova York e as negociações de títulos do Tesouro americano tiraram uma folga nesta quinta-feira, os investidores se mantêm cautelosos, avessos a grandes apostas em um momento de baixa liquidez.

Giro pelo Brasil

  • IR sobre dividendos: a nova regra de isenção sancionada para algumas faixas de renda muda o perfil de retorno das empresas e pode afetar quem investe em empresas com histórico de pagamento de proventos mais agressivo.

Giro corporativo

  • Os irmãos Ederson e Everton Muffato, controladores da rede de supermercados que leva o nome da família, compraram uma participação equivalente a 10,26% do Assaí. A fatia foi adquirida por meio de dois fundos geridos por BTG Pactual e WHG, tornando a dupla o segundo maior acionista da rede de atacarejo.
  • CSN está negociando a venda de suas ações na MRS Logística, operadora de uma das principais malhas ferroviárias do país, para a CSN Mineração, sua controlada direta. A operação pode envolver até 18,75% do capital que a siderúrgica detém na MRS – uma fatia avaliada em cerca de R$ 3,26 bilhões.
  • O novo plano de negócios da Petrobras será votado pelo conselho de administração hoje, com uma coletiva prevista para a sexta-feira. A expectativa é de redução do volume de investimentos previstos originalmente diante da queda dos preços do barril de petróleo.

Agenda do dia

  • 08:00: Divulgação do índice de inflação IGP-M (FGV)
  • 10:00: Tesouro publica o Relatório Mensal da Dívida (RMD) de setembro
  • 14:30: Divulgação do Caged, com números do mercado de trabalho no Brasil (IBGE).
  • 15:00: Fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento.

Ótima quinta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: cenário político e IPCA-15 concentram a atenção de investidores no Brasil

26 de Novembro de 2025, 07:44

Bom dia!
O clima desta quarta-feira, 26 de novembro, amanheceu lá fora em modo véspera de feriado de Ação de Graças nos EUA, que ocorre na quinta-feira (27). Os futuros das bolsas de Nova York sinalizam um pregão mais ameno após os mercados digerirem os sinais de um Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mais suave. Aqui no Brasil, o noticiário político volta aos holofotes com o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e a aprovação de pautas-bombas para o orçamento público no Congresso. Vamos aos destaques?

Enquanto você dormia…

  • Os futuros das bolsas de Nova York sobem como reflexo do otimismo sobre a chance cada vez maior de corte de juros nos EUA nas próximas semanas. Às 7h20, S&P 500 futuro tinha alta de +0,37% e o Nasdaq futuro avançava +0,48%.
  • Na Europa os mercados avançam moderadamente, também impulsionados pela expectativa sobre um Fed mais inclinado à redução de taxas. O índice Stoxx 600, que abrange vários mercados na Europa, subia +0,38% por volta de 7h20.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice Nikkei, da bolsas japonesa, terminou a sessão com subida de 1,85%. O Hang Seng, de Hong Kong, foi mais modesto e encerrou o pregão com avanço de 0,13%.
  • O índice dólar (DXY) já está em clima de feriado com queda de -0,01% aos 99,81 pontos. O petróleo Brent amanhece em queda de -0,31% a US$ 61,60 o barril. A Treasury de 10 anos, referiencia do mercado de juros nos EUA, negociava em queda a 4,008%.

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Destaques do dia

  • Senado dispara “pauta-bomba” com impacto bilionário sobre orçamento nas próximas décadas. A casa legislativa aprovou na terça-feira (25) o projeto que regulamenta a aposentadoria especial de agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE), garantindo integralidade (salário cheio) e paridade (reajustes iguais aos da ativa). A aprovação foi por 57 votos a zero, com duas abstenções.
  • O custo estimado? Algo na casa de R$ 40 bilhões em dez anos só para a União — e para os municípios, o risco é maior: a Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula um impacto de até R$ 103 bilhões, por conta do aumento do déficit nos regimes próprios de previdência.
  • E como isso afeta os mercados? O aperto nas contas públicas pode aumentar o estresse sobre os juros e sobre investimentos do governo, que terá de compensar o gasto com medidas com contenção de despesas ou aumento de arrecadação. O estresse fiscal pode pesar no humor do câmbio e nas curvas de juros.


Giro pelo mundo

  • Corte de juros nos EUA no radar: A expectativa por um corte de 0,25 ponto percentual pelo Fed em dezembro segue crescendo; dados econômicos dos EUA nos próximos dias serão cruciais para confirmar o preço.
  • Com menor percepção de ameaça geopolítica recente, investidores voltam a buscar ativos mais arriscados — o que beneficia mercados emergentes.

Giro pelo Brasil

  • Pauta-bomba aprovada: A aposentadoria especial para ACS/ACE avança e deve pressionar o orçamento público nos próximos anos.
  • Hoje é dia de IPCA-15. O índice divulgado pelo IBGE funciona como uma prévia da inflação para o mês de novembro e pode mexer com os ponteiros das expectativas sobre o início do ciclo de cortes da Selic.
  • Nesta quarta-feira (26), o presidente Luis Inácio Lula da Silva deve sancionar a lei aprovada no Congresso de isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil válida a partir de 2026. A nova legislação prevê como compensação a tributação de dividendos e outras rendas no limite de 10% para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês.

Giro corporativo

  • Reestruturação no varejo: O grupo Casas Bahia convocou debenturistas para assembleia em dezembro — a ideia é aprovar aumento de capital e alongamento da dívida, em uma tentativa de reduzir a alavancagem.

Agenda do dia

Ótima quarta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: ata do Fed e expectativa com o balanço da Nvidia vão mover os negócios

19 de Novembro de 2025, 07:26


Bom dia!

O clima nos mercados nesta quarta-feira, 19 de novembro, é de expectativa contida — os investidores aguardam os resultados do terceiro trimestre da empresa mais valiosa do mundo, a Nvidia, que serão divulgados após o fechamento das bolsas americanas. Os números viraram uma espécie de tira teima das ações de inteligência artificial: podem tirar os mercados da encruzilhada sobre a continuidade – ou não – da euforia com as big techs.

Lá fora, os olhos também estarão atentos à ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que pode dar pistas sobre a possibilidade de haver cortes na reunião de dezembro. Aqui no Brasil, as atenções estão sobre as notícias do mundo corporativo.

Enquanto você dormia…

  • Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York tinham leve alta em meio às dúvidas sobre as big techs: S&P 500 futuro subia +0,08% e Nasdaq futuro avançava +0,08%.
  • Na Europa, também prevalece cautela, com as bolsas impactadas por papéis de tecnologia: o índice Stoxxx 600 operava em alta moderada de 0,07%
  • Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou em queda, com o índice Nikkei em baixa de -0,34% e o Hang Seng, de Hong Kong, com recuo de -0,38%.
  • O índice dólar (DXY) operava em alta de 0,13% a 99,68 pontos. O petróleo Brent caía -0,74% para US$ 64,43 o barril, diante de sinais de excesso de oferta. Já a Treasury de 10 anos subia para 4,12% ao ano.

Destaques do dia

  • O Banco Central decretou extrajudicialmente a liquidação do Banco Master na terça-feira (18). A instituição tinha enfrentado problemas de liquidez e, simultaneamente, o controlador Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, em uma operação para apurar fraudes contra o sistema financeiro.
  • E o que isso significa? A medida reforça atenção sobre instituições de menor porte no Brasil e pode aumentar o grau de aversão ao risco local com impacto sobre ações de bancos. Na renda fixa, os aplicadores vão ficar mais reticentes com papéis de bancos menores e emissores de CDB com retorno elevado.

Giro pelo mundo

  • Juros nos EUA: discursos de integrantes do Fed têm sinalizado que o Fed pode adiar cortes de taxas, o que pressiona mercados. A ata da reunião de política monetária divulgada hoje vai fornecer mais pistas sobre a visão dos integrantes da autoridade.
  • As ações de tecnologia permanecem nos holofotes, mas com investidores atentos aos números da Nvidia, que se tornou uma espécie de símbolo da revolução da IA.

Giro pelo Brasil

  • Banco Master: liquidação extrajudicial decretada — donos de CBDs agora vão precisar esperar pelo FGC para receber o dinheiro de volta. Liquidação pode ter impacto no endurecimento das regras do fundo garantidor.

Giro corporativo

  • Oncoclínicas (ONCO3): admite exposição em cerca de R$ 433 milhões em CDBs do Banco Master e previsão de perda de R$ 230 milhões.
  • Motiva (ex-CCR): vendeu 20 aeroportos à mexicana Grupo Aeroportuario del Sureste (SUR) (ASUR) por R$ 11,5 bilhões.

Agenda do dia


Ótima quarta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: investidores mantêm expectativas sobre continuidade de conversas de tarifas com os EUA

17 de Novembro de 2025, 07:50

Bom dia!
A semana começa no modo espera. Os mercados se mantêm no aguardo dos dados sobre a economia dos EUA que ficaram represados durante a paralisação do governo americano e agora voltam ao foco dos investidores. O “payroll“, o relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, pode sair na quinta-feira (20). Por aqui a segunda-feira, 17 de novembro, tem boletim Focus, que tem ajudado a confirmar o movimento de convergência das expectativas de inflação futura, além do indicador conhecido como a prévia do PIB, o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central, e a expectativa de novos sinais sobre o avanço das conversas em direção a um acordo comercial com os EUA.

Enquanto você dormia…

  • Os mercados internacionais começam a semana em modo cauteloso, mas com viés levemente positivo em Nova York. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York estavam em alta, com o S&P 500 futuro subindo +0,33% e o Nasdaq 100 futuro em elevação de +0,58%.
  • Na Europa, as bolsas caem com os investidores de olho nos números da economia americana. O Stoxx 600 segue com queda de -0,33%.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com o índice Nikkei, de Tóquio, em baixa de -0,10% após o dado fraco de PIB japonês. O Hang Seng, de Hong Koing, caiu -0,71% em meio a um certo cansaço no rali de tecnologia.
  • O índice dólar (DXY) tem leve alta de 0,08% a 99,4 pontos; o petróleo Brent recua 0,26% para US$ 64,22 o barril; a Treasury de 10 anos segue em 4,15% ao ano.

Destaques do dia

  • A semana começa com a tentativa do governo brasileiro de retomar as conversas sobre um acordo comercial com os Estados Unidos, depois de o governo Trump anunciar redução de tarifas sobre carne bovina, café e outros alimentos. Enquanto isso na COP30, o Brasil tenta destravar um acordo mais amplo sobre investimentos na agenda verde.
  • E como isso impacta os mercados? Um potencial alívio tarifário para o agronegócio deixa no radar as grandes exportadoras ligadas a alimentos e proteínas, além de papéis mais sensíveis ao ciclo doméstico de juros e crescimento.

Giro pelo mundo

  • Sucessão na Apple: a Apple intensificou o plano de sucessão de Tim Cook, 65 anos, com a possibilidade de ele deixar o cargo já em 2026; John Ternus, chefe de hardware, desponta como favorito. O mercado acompanha qualquer sinal de cronograma mais claro nas próximas divulgações de resultados.
  • Dados represados: após o fim do shutdown nos EUA, voltam à agenda os indicadores atrasados, começando hoje pelos gastos com construção de agosto, seguidos de pedidos à indústria, comércio exterior e, na quinta, o payroll de setembro – todos com potencial de mexer na curva de juros americana.
  • Nvidia no centro do palco: na quarta-feira, 19 de novembro, saem os números de terceiro trimestre da Nvidia, com consenso apontando para receita na casa de US$ 54 bilhões a 57 bilhões e foco total na demanda por chips de IA e no discurso para 2026. É um dos grandes testes para o humor com tecnologia nesta reta final de ano.

Giro pelo Brasil

  • Focus e expectativas: o boletim Focus das 8h25 volta a ganhar peso depois de semanas de estabilidade nas projeções de IPCA 2025 em torno de 4,55%. O mercado olha se há algum movimento após o último Relatório de Inflação do BC.
  • IBC-Br em dia de agenda curta: às 9h, sai o IBC-Br de setembro, conhecido como a prévia do PIB, com estimativas apontando para pequena variação na margem após meses de sinais de desaceleração. A leitura ajuda a fechar o quadro do PIB do terceiro trimestre.
  • COP30 política: começa hoje a fase política da COP30, com ministros e vice-ministros negociando textos finais e eventuais acordos de financiamento climático – tema sensível para projetos de infraestrutura e energia no Brasil nos próximos anos.

Giro corporativo

  • Ovos made in USA: a Mantiqueira, em joint venture com a JBS, fechou a compra da americana Hickman’s Egg Ranch, reforçando a presença no mercado de ovos dos EUA. A operação é vista como peça-chave de uma estratégia de longo prazo de internacionalização da Mantiqueira, aproveitando a estrutura da sócia JBS no exterior.
  • Cosan no vermelho: a Cosan reportou prejuízo de cerca de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, revertendo lucro de um ano antes, em grande parte por menor contribuição de equivalência patrimonial – com atenção dos analistas para o desempenho de Raízen e da carteira de participações.

Agenda do dia

  • 08h00: Inflação pelo IPC-S (1ª quadrissemana de novembro) da FGV — Brasil. Termômetro de curto prazo da inflação de serviços.
  • 08h25: Boletim Focus — Banco Central do Brasil. Mercado atento a qualquer mudança nas projeções de IPCA, PIB e Selic para 2025 e 2026.
  • 09h00: IBC-Br de setembro — Brasil. Indicador visto como uma révia mensal do PIB; ajuda a calibrar o ritmo de desaceleração da economia no 3º trimestre.
  • 09h00: Palestra d presidente do BC, Gabriel Galípolo, em São Paulo. Fala do chefe da autoridade monetária em evento empresarial pode trazer nuances sobre a leitura da autoridade monetária para atividade e inflação.
  • 12h00 : Gastos com construção (ago) — EUA, Census Bureau. Primeiro dado da leva de indicadores atrasados pelo shutdown, importante para as projeções de PIB.
  • Tarde: início das negociações políticas da COP30 — Belém. Ministros e vice-ministros negociam texto final e possíveis acordos de financiamento climático.

Mercados hoje: luz no fim do túnel para encerrar o ‘shutdown’ anima os futuros de Nova York

10 de Novembro de 2025, 07:01

Bom dia!
A semana começa com clima de esperança lá fora. Os futuros das bolsas de Nova York seguem em alta nesta segunda-feira, 10 de novembro, embalados pela expectativa de um possível acordo no Congresso dos EUA para encerrar o maior “shutdown” da história. Por aqui, a semana é carregada: ata do Copom, IPCA e uma bateria de balanços.

Enquanto você dormia…

  • Às 7h, os futuros de Nova York apresentavam otimismo: S&P 500 +0,93% e Nasdaq +1,48% , após avanço de votação no Senado para encerrar o shutdown.
  • As bolsas da Europa abriram em alta, com o Stoxx 600 subindo 1,21% ; Ásia fechou no azul, com o índice Nikkei, do Japão, em alta de 1,26% e o sul-coreano Kospi com subida de 3,02%.
  • Às 7h, o índice dólar (DXY) se mantinha estável perto de 99,7 pontos; o petróleo Brent tinha alta de 0,7% cotado a US$ 64 o barril; já a Treasury de 10 anos subia para 4,14% ao ano.

Destaque do dia

  • O shutdown pode estar com os dias contados. O Senado americano avançou na madrugada de segunda-feira em um acordo para pôr fim à paralisação parcial do governo dos EUA, já no 40º dia. A votação final, porém, ainda não está marcada e a medida precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados.
  • E daí? O alívio global tende a fazer os investidores ficarem mais propensos a acrescentar risco nas carteiras. É um cenário que tem ajudado, especialmente, as bolsas de emergentes. No Brasil, o ambiente externo pode ajudar a manter o Ibovespa no ritmo dos recordes. O principal índice acionário brasileiro marcou a 10ª máxima de fechamento seguida na sexta-feira passada. Os mercados também vão estar de olho nos balanços, com uma semana cheia de resultados.

Giro pelo mundo

Giro pelo Brasil

  • A semana vem carregada de divulgações: Ata do Copom (terça), IPCA de outubro (terça), além de índice de serviços (quarta) e vendas do varejo (quinta).
  • COP30: após cúpula de líderes, começa nesta segunda-feira (10) a fase “mão na massa” das negociações, com foco em metas e financiamento. Trigger: anúncios setoriais e compromissos de transição.

Giro corporativo

  • Terras raras em Goiás: EUA aportarão US$ 465 milhões ou R$ 2,5 bilhões na Serra Verde, que têm operações de mineração de terras raras no Estado do Centro-Oeste.

Agenda do dia

Ótima segunda-feira e bons negócios!

Mercados hoje: dividendos extras da Petrobras animam investidores

7 de Novembro de 2025, 07:34

Bom dia!
A sexta-feira, 7 de novembro, começa em clima de cautela lá fora, mas nada para se preocupar. As ansiedade diante da percepção de valorização excessiva das big techs ainda se mostra presente, mas os futuros das bolsas de Nova York indicam uma visão de copo meio cheio. Aqui, o dia começa com Petrobras em destaque após aprovar R$ 12,2 bilhões em dividendos — tema que deve dominar as conversas dos investidores. A seguir, os números da manhã e o que acompanhar.

Enquanto você dormia…

  • Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York mostravam um misto de ânimo, mas com um pé atrás: S&P 500 +0,05% e Nasdaq +0,04%.
  • Na Europa o tom era levemente positivo, em meio a temporada de balanços, com o STOXX 600 em alta de +0,2%.
  • Na Ásia, dados mais fracos de exportação chinesa pesaram: o Nikkei japonês encerrou em queda de -1,19% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu -0,92%.
  • O índice dólar (DXY) se mantém em leve alta aos 99,8 pontos; o petróleo Brent segue em alta de 1,26% a US$ 63,7 o barril; a Treasury de 10 anos também sobe para 4,11% ao ano.

Destaques do dia

  • A Petrobras vai pagar R$ 12,2 bi em proventos (dividendos e JCP) extras, com depósitos na conta dos acionistas em 20 de fevereiro e 20 de março de 2026. Quem comprar papéis da petroleira até 22 de dezembro poderá receber. Após isso, a ação se torna “ex-dividendo”, ou seja, sem direito a receber essa distribuição de lucros.
  • E daí? O tema deve mexer com as ações da Petrobras, especialmente as preferenciais (PN), na abertura da bolsa. Uma alta da gigante brasileira ajuda a levar o Ibovespa de “carona”.


Giro pelo mundo

  • Pacote histórico de remuneração: acionistas da Tesla aprovam plano que pode levar o CEO Elon Musk a se tornar trilionário. Sim, pode render até US$ 1 trilhão se as metas agressivas forem cumpridas. Acompanhar reação do papel e desdobramentos legais.
  • China: exportações caem em outubro e azedam a inclinação de investidores por risco. A leitura pesou nas bolsas da Ásia e pode influenciar os preços de commodities.
  • Petróleo: após três quedas, os referenciais Brent global e WTI americano reagem, mas caminham para 2ª semana de perdas.

Giro pelo Brasil

  • Dia de indicadores: inflação medida pelo IGP-DI e produção industrial pelo IPP. As leituras podem ajudam a calibrar curva de juros.

Giro corporativo

  • SLC Agrícola fechou um acordo de R$ 1,03 bi com fundos do BTG para projeto de irrigação na Bahia. O grupo agro é um dos maiores proprietários de terras do país e o modelo de parcerias ajuda a aumentar a área plantada.
  • Heineken Brasil disputa pela liderança do segmento premium cabeça a cabeça com a Ambev. Sua nova “arma” foi a inauguração de uma nova fábrica bilionária em Passos (MG), com capacidade de 5 milhões de hectolitros (equivalente a 500 milhões de litros ou 1,4 bilhão de latas de 350 ml).


Agenda do dia

  • 08:00: Inflação pelo IGP-DI (out) — FGV. Termômetro de inflação no atacado, é um importante indicador dos efeitos do câmbio e dos preços de commodities.
  • 09:00: Atividade industrial pelo IPP (set) — IBGE. Sinaliza pressão de custos industriais.
  • 10:00: Indicadores industriais (set) — IBGE. Vai mostrar o nível de produção e tendências entre setores.
  • 11:00: O integrante do Fed, Philip Jefferson, faz discurso. Comentários de membros do banco central americano podem mexer com a curva de juros das Treasuries nos EUA.
  • 19:00: O integrante do Fed Stephen Miran faz comentários sobre inflação e mercado de trabalho. Miran tem sido um dos membros do BC dos EUA mais vocais para o Fed ampliar os cortes de juros.


Mercados hoje: investidores reagem ao tom mais duro do Copom

6 de Novembro de 2025, 07:38

Bom Dia!
A quinta-feira, 6 de novembro, começa com investidores cautelosos lá fora. Os futuros das bolsas de Nova York se mantêm perto da estabilidade, com os mercados à espera de notícias para impulsionar novas altas – ou baixas. Aqui, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, como esperado, mas voltou a falar em “período bastante prolongado” de juros altos. O tom um pouco mais duro pode inspirar uma busca por ativos com menos risco e pausar os recordes do Ibovespa, que, na quarta-feira, alcançou nova máxima, acima dos 153 mil pontos. Vamos aos giros desta quinta pós-Copom.

Enquanto você dormia…

  • Às 7h20, os futuros de Nova York exibiam muita cautela após a monta-russa de terça e quarta-feira: S&P 500 se mantinha em queda de -0,01% e o Nasdaq recuava -0,04%.
  • Já Europa e Ásia têm movimentos opostos: o índice europeu STOXX 600 cede cerca de -0,10% com balanços um pouco abaixo do esperado; A bolsa de Hong Kong fechou em alta de 2,12%, enquanto o Nikkei, de Tóquio, encerrou com ganho de 1,34%.
  • Às 7h20, o índice dólar (DXY) cedia –0,24% aos 99,97 pontos; o petróleo Brent subia +0,68% cotado a US$ 63,80 o barril; a Treasury de 10 anos em também avança para 4,14% ao ano.

Destaques do dia

  • O pós-Copom deve dar o tom dos negócios nesta quinta-feira. O Banco Central manteve a Selic em 15% na quarta-feira (5), em decisão unânime, e manteve a sinalização de que pretende esperar mais para ver. Isso significa Selic alta por mais tempo, com maior perspectiva de uma queda de juros só em 2026. O comunicado até voltou a dizer que pode retomar o ciclo de alta se necessário.
  • E daí? Juros longos tendem a seguir sensíveis a política fiscal e aos dados de inflação. Na bolsa, setores mais expostos a juros seguem no radar. No câmbio, o real pode responder ao diferencial de juros, ou seja, a distância entre as taxas do Brasil e dos EUA e ao humor externo.

Giro pelo mundo

  • BC da Inglaterra decide juros: mercado dividido entre manutenção de 4,0% ao ano ou corte marginal.
  • Na falta de mais indicadores, em meio à paralisação parcial de órgãos do governo americano (“shutdown“), os investidores ficam de olho no relatório JOLTS, que mostra a quantidade de vagas abertas em relação ao número de pessoas buscando emprego nos EUA. Está previsto, mas pode ser adiado devido ao shutdown.

Giro pelo Brasil

  • Isenção de IR até R$ 5 mil: Senado aprovou a lei que tira o imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês. O texto prevê compensações por meio de alíquota extra para altas rendas e tributação de dividendos. Juros longos podem reagir com percepção de mais gastos e fiscal mais frouxo.

Giro corporativo

  • Axia Energia (ex-Eletrobras): anunciou pagamento de R$ 4,3 bi em dividendos. O montante será distribuído aos acionistas em 19 de dezembro de 2025.
  • CSN prepara cisão da operação de infraestrutura para acelerar desalavancagem. A separação deve se tornar um caminho de o conglomerado levantar recursos de maneira mais rápida. 


Agenda do dia

Ótima quinta-feira e bons negócios!

Mercados hoje: acerto entre China e EUA e encontro entre Lula e Trump animam investidores

27 de Outubro de 2025, 07:32

Bom Dia!
A semana abre em modo “inclinação ao risco ligado”. O fim de semana trouxe notícias para animar os investidores: sinais de entendimento entre EUA e China tiram pressão de tarifas e animam a pré-abertura lá fora. Aqui, o encontro Lula–Trump trouxe uma luz no fim do túnel das tarifas. Por outro lado… a expectativa para o encontro do Fed entre terça-feira e quarta-feira pode inspirar cautela ao longo do dia.
A seguir: giro global, os destaques do dia, pílulas e a agenda, com balanço de Neoenergia.


Enquanto Você Dormia…

  • Clima mais leve: investidores precificam avanço num acordo EUA–China e aguardam Big Techs + Fed.
  • Futuros de NY: S&P 500 +0,74% e Nasdaq +1,10% (por volta de 08h50).
  • Europa e Ásia: STOXX 600 perto de máximas históricas; Japão/Coreia/Taiwan bateram recordes com o alívio tarifário no radar.
  • Dólar DXY estável perto de 98,9; Petróleo Brent em US$ 66,4; Treasury 10 anos ao redor de 4,04%

Destaques do dia

  • EUA–China afinam um caminho para um futuro acordo:
  • Washington e Pequim indicaram um esboço para evitar novas tarifas dos EUA e adiar controles chineses a exportações (terras-raras), com encontro de líderes. Futuros saltam na esteira do noticiário.
  • E o que isso importa? Se o desarme tarifário avançar, melhora o humor em commodities e cíclicas ligadas à China (Vale, CSN e Gerdau) e tira pressão de dólar/juros globais; soja e cadeias industriais sensíveis a insumos asiáticos também entram no radar.

Giro pelo mundo

  • Big Tech na semana: Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon e Meta puxam a temporada e testam o “trade” de IA. (Triggers: pré/pós-fechamento ao longo da semana)
  • Futuros de NY sobem com expectativa de corte de 25 pb na quarta (Fed) e reunião Trump–Xi.
  • Argentina: Milei sai fortalecido nas eleições de meio de mandato, reforçando agenda pró-mercado e laços com os EUA. Partido do presidente argentino conquistou 67 de 127 cadeiras na Câmara dos Deputados.

Giro pelo Brasil

  • Lula–Trump: reunião de 45 minutos em Kuala Lumpur ensaia trégua tarifária; times técnicos começam a negociar “solução rápida”. (Próximo passo: agenda de encontros entre Tesouro/Trade Reps)
  • Focus: sai entre 8h25–8h30 com novas projeções de IPCA/Selic/câmbio; baliza a curva logo cedo.

Giro Corporativo

  • Energia: Neoenergia (NEOE3) divulga 3T25 hoje; teleconferência amanhã de manhã. (Olho em alavancagem, CAPEX e fluxo de caixa)
  • Temporada local: resultados ganham tração nesta e nas próximas semanas, com blue chips na fila.

A Agenda de hoje

  • ⏰ 08:25: Relatório Focus — Banco Central do Brasil. Termômetro das expectativas para IPCA/Selic/câmbio.
  • ⏰ 12:30 (ET 10:30): Dallas Fed Manufacturing — EUA. Sinal de atividade/preços no Texas.
  • ⏰ Após o fechamento: Neoenergia (NEOE3) — 3T25. Divulgação dos números; call amanhã às 09:00 (BRT).
  • ⏰ Durante o pregão: Prévias/expectativas de balanços nos EUA; foco em Big Tech ao longo da semana.
  • ⏰ Amanhã: Início da reunião do Fed (27–29/10); decisão na quarta-feira, 14h (ET).

Ponto de partida: Petróleo sobe após sanções de Trump a gigantes do setor da Rússia

23 de Outubro de 2025, 07:31

Bom Dia!
Quinta, 23 de outubro de 2025. Lá fora, a manhã começa morna, com futuros de NY levemente positivos e o dólar um pouco mais forte. Ontem a Tesla deu o pontapé inicial aos resultados das sete magníficas. Mas os resultados vieram mais fracos que o esperado. Petróleo sobe com sanções do governo dos EUA a gigantes do setor na Rússia, o que pode reduzir a oferta da commodity. Na sequência: giro global, ouro em correção, política externa e um radar corporativo mais apimentado.

Enquanto Você Dormia…

  • Futuros de NY: S&P 500 +0,08% 📈 e Nasdaq 100 +0,11%.
  • Europa e Ásia: Ásia cedeu com cautela (tecnologia e tensões comerciais no foco); Europa abre de lado a levemente positiva, puxada por energia.
  • Dólar DXY em alta leve (99 pontos); Petróleo WTI +5% e Brent +5%; Treasury UST10y perto de 4,0%.


Destaques do dia

  • BCB sinaliza “paciência” com Selic em 15%. O diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, reforçou que cortes de juros não estão no radar imediato.
  • E o que isso pega? Juros altos por mais tempo tendem a manter pressão em crédito, construção e varejo; dólar e curva longa seguem sensíveis a fiscal e a dados de inflação.


Giro pelo mundo

  • Ouro em correção: o metal fechou –1,06% na quarta (US$ 4.065/oz) após realização de lucros recente; volatilidade do ouro subiu em outubro.
  • Trump x Lula: Casa Branca discute encontro no domingo na Malásia; status ainda não confirmado oficialmente. Radar para tarifas e comércio.
  • Os preços do petróleo sobem mais de 5%, após o governo Trump impor novas sanções às duas maiores empresas de petróleo da Rússia, Rosneft e Lukoil.
  • Dólar um pouco mais forte: investidores esperam dados de inflação dos EUA que ficou para a sexta-feira; iene recua.

Giro pelo Brasil 

  • Juros: BC reitera que 15% “deve ser suficiente”, mas pede convergência sustentável dos dados antes de discutir afrouxamento.
  • Inflação/expectativas: meta contínua em 3% segue referência do Copom.

Giro Corporativo 

  • Troca no GPA (PCAR3): o CEO Marcelo Pimentel renunciou após atritos no conselho; o CFO Rafael Russowsky assume interinamente. Ação fica sensível a próximos passos do board.

O que vem por aí 🗓️
09:00: Unilever ADR (UL) — antes da abertura (ET). 3T25, foco em pricing x volumes.
09:00: Dow (DOW) — antes da abertura (ET). Ciclo de químicos e spreads.
17:15: Intel (INTC) — após o fechamento (ET). Guia para data center/PCs e capex.
17:15: Ford Motor (F) — após o fechamento (ET). Margens na linha “autos” e EVs.
10:30: Estoques de petróleo — EUA. Sensível a WTI/Brent no intradiário.
Ao longo do dia: falas de dirigentes do Fed; seguro-desemprego nos EUA — leitura de inflação/emprego.

Ótima quinta-feira e bons negócios!

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