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Lucro do FGTS: Caixa vai pagar R$ 13 bilhões a trabalhadores em 2026. Veja quem tem direito

21 de Julho de 2026, 13:23

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara a distribuição de R$ 13,042 bilhões do lucro do FGTS aos trabalhadores.

Segundo proposta obtida pela Folha de S.Paulo, o valor corresponde a 89% do resultado obtido pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em 2025.

O montante ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Curador do FGTS, que tem reunião marcada para a próxima terça-feira (28). Se aprovado, o dinheiro será depositado automaticamente nas contas vinculadas do fundo.

Tem direito ao lucro do FGTS quem tinha saldo em conta vinculada em 31 de dezembro de 2025. O crédito é proporcional ao valor existente na conta nessa data.

No ano passado, o FGTS teve lucro de cerca de R$ 14,6 bilhões, com receita total de R$ 64,5 bilhões. Com a distribuição proposta, a rentabilidade das contas ficaria em 6,90%, acima da inflação oficial de 2025, que foi de 4,26%.

Quem tem direito ao lucro do FGTS?

Tem direito ao lucro do FGTS o trabalhador que tinha saldo positivo em conta vinculada em 31 de dezembro de 2025.

Isso inclui contas ativas, do emprego atual, e contas inativas, de empregos anteriores, desde que houvesse saldo na data de referência.

Não é preciso fazer pedido, cadastro ou solicitação à Caixa. Caso a distribuição seja aprovada, o depósito será feito automaticamente na conta do FGTS.

Segundo a proposta, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta vinculada em 31 de dezembro de 2025 serão beneficiados.

Quanto cada trabalhador vai receber?

O valor do lucro do FGTS será proporcional ao saldo que o trabalhador tinha em 31 de dezembro de 2025.

Pela tabela da proposta, quem tinha R$ 1.000 no FGTS receberá R$ 18,68. Quem tinha R$ 10 mil receberá R$ 186,83. Para um saldo de R$ 100 mil, o crédito será de R$ 1.868,34.

Veja exemplos:

  • Saldo de R$ 100: recebe R$ 1,87;
  • Saldo de R$ 500: recebe R$ 9,34;
  • Saldo de R$ 1.000: recebe R$ 18,68;
  • Saldo de R$ 5.000: recebe R$ 93,42;
  • Saldo de R$ 10.000: recebe R$ 186,83;
  • Saldo de R$ 50.000: recebe R$ 934,17;
  • Saldo de R$ 100.000: recebe R$ 1.868,34.

O cálculo considera o saldo existente no fim de 2025. Se o trabalhador tinha mais de uma conta no FGTS, é preciso somar os saldos de todas as contas vinculadas para estimar o valor total.

Quando o lucro do FGTS será pago?

Por lei, a distribuição do lucro do FGTS deve ser feita até 31 de agosto do ano seguinte ao resultado apurado.

Isso significa que, em 2026, a Caixa deve depositar os valores referentes ao lucro de 2025 até o fim de agosto. O repasse, porém, poderá ser antecipado, a depender da decisão do Conselho Curador do FGTS.

A Caixa Econômica Federal é responsável por fazer o crédito nas contas, já que é a gestora do fundo.

O lucro do FGTS pode ser sacado?

O lucro do FGTS não pode ser sacado diretamente pelo trabalhador.

O valor é incorporado ao saldo da conta vinculada e segue as mesmas regras de saque do Fundo de Garantia. Ou seja, só pode ser movimentado nas situações previstas em lei.

Entre as possibilidades estão demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, amortização de financiamento imobiliário e casos de doença grave do trabalhador ou de seus dependentes.

Como consultar o saldo do FGTS?

O trabalhador pode consultar o saldo pelo aplicativo FGTS ou em agências da Caixa.

No aplicativo, é possível verificar as contas vinculadas a cada empresa em que o trabalhador teve contrato formal. A conta atual ou mais recente costuma aparecer no topo da tela inicial.

Para conferir todos os saldos, é preciso acessar a opção “Ver todas suas contas” e abrir cada vínculo. Também é possível gerar um extrato em PDF para guardar as informações.

Quando o lucro for creditado, o extrato deverá mostrar a identificação “AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE”, seguida do ano de referência do pagamento.

Por que o FGTS distribui lucro?

O FGTS é formado por depósitos mensais feitos pelos empregadores em nome dos trabalhadores com carteira assinada. Em geral, a empresa deposita 8% do salário do empregado em uma conta vinculada ao fundo.

Esses recursos são usados em políticas de habitação, saneamento, infraestrutura e outras operações. Como o dinheiro aplicado gera resultado, parte do lucro passou a ser distribuída aos trabalhadores desde 2017.

A remuneração básica do FGTS é de 3% ao ano mais TR, a Taxa Referencial. Depois de decisão do STF, a correção do fundo continua válida, mas os trabalhadores não podem receber rendimento menor que a inflação.

Com a distribuição prevista para 2026, a rentabilidade das contas do FGTS deve ficar em 6,90%, superando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025 em 2,53 pontos percentuais.

Onda de otimismo anima bolsas globais e empurra Ibovespa para novo recorde

27 de Outubro de 2025, 18:25

Um “alinhamento dos astros” nesta segunda-feira (27) sustentou o ânimo de quase todos os mercados globais – e o Brasil não ficou de fora. Com expectativas positivas rodando o cenário econômico, político e monetário, as bolsas ao redor do mundo tiveram um dia positivo e o Ibovespa, na mesma toada, renovou a sua máxima histórica.

O principal índice da bolsa brasileira terminou a sessão em um novo recorde de 146.991 pontos, com alta de 0,56%. No desempenho intradiário (dentro de uma sessão), o indicador também quebrou o recorde ao alcançar 147.976 pontos na parte da manhã.

Em linha com o enfraquecimento ante outras moedas globais, o dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, aos R$ 5,3706. No ano, a divisa acumula queda de 13,08%.

A principal força para o mercado veio da sinalização de um potencial final feliz para o embate tarifário entre os Estados Unidos e a China. No domingo (26), os principais negociadores comerciais das duas economias disseram ter chegado a um entendimento preliminar sobre uma série de pontos delicados. Isso pavimenta o terreno para que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, da China, finalizem um acordo em uma reunião marcada para a quinta-feira (30).

Caso os dois líderes consigam um passo concreto, sairá de cena o principal fator que tem abalado os mercados globais nos últimos meses. Na última escalada das tensões comerciais, em 10 de outubro, Trump anunciou um aumento de tarifas para 100% sobre todos os produtos chineses.

E outros fatores se somaram para explicar o bom humor dos investidores, como a perspectiva de mais um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já na quarta-feira (29).

O mercado já trabalha majoritariamente com um corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos. A ferramenta CME FedWatch, que acompanha as apostas de investidores nos rumos da política monetária, coloca essa possibilidade em 97,8%. A potencial redução alimenta o interesse dos investidores para buscar aplicações mais arriscadas, mas com maior potencial de retorno – o que traz um fluxo grande para mercados em desenvolvimento.

Aqui no Brasil, o mercado também se apoiou no clima amistoso entre Lula e Trump em encontro realizado no domingo (26). A reunião, que durou 45 minutos, foi considerada pelos dois lados como produtiva. Agora, a expectativa é por movimentos concretos de costura de acordos em novas reuniões entre representantes dos países. Esse foi o primeiro evento com participação dos dois governantes após o mandatário americano decidir aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, no fim de julho.

Até os dados macroeconômicos deram uma força ao desempenho positivo da bolsa no dia. O boletim Focus, que traz as estimativas de economistas para alguns indicadores, continuou mostrando mais quedas das expectativas sobre a inflação. Esse processo de “ancoragem” ou seja, de convergência das projeções para a meta estabelecida pelo Banco Central, é sempre citado pela autoridade como um dos principais fatores para o início do ciclo de cortes da Selic.

No embalo do otimismo global, Ibovespa marca novo recorde

27 de Outubro de 2025, 15:13

O Ibovespa renovou o recorde de pontos dentro da sessão desta segunda-feira (27). Após a sinalização de que começa a ser encaminhado um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, os investidores voltaram a deixar uma parte do conservadorismo de lado e a buscar mais retornos em mercados considerados mais arriscados, como o Brasil.

A melhora nos conflitos comerciais é positiva porque retira incertezas do horizonte e abre perspectivas mais otimistas para a economia global. Com isso em vista, o Ibovespa renovou o recorde intradiário (dentro da sessão) em 147.976 pontos.

Perto das 14h50, o principal índice da B3 subia 0,50%, aos 146.904 pontos. Se fechar nesse nível, o indicador quebrará o recorde de fechamento pela oitava vez em 2025.

O movimento de alta se espalha pelas bolsas de todo o mundo. Os mercados emergentes, no geral, são os que mais têm se beneficiado da trégua nas inúmeras frentes da guerra de tarifas promovida pelo governo americano. O índice MSCI Emerging Markets, que acompanha a variação de um portfólio com 1,2 mil empresas de 24 países emergentes, tem avanço de 1,35%.

Em outras praças, o desempenho também é positivo. O S&P/BMV IPC, do México, sobe 1,17%, enquanto S&P CLX IPSA, do Chile, avança 0,36%. Na Ásia, o mercado também já antecipava o movimento positivo pelo mundo – o Hang Seng, de Hong Kong, por exemplo, subiu 1,05%.

No domingo (26), os principais negociadores comerciais das superpotências econômicas disseram ter chegado a um entendimento preliminar sobre uma série de pontos delicados. Isso prepara o terreno para que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, da China, finalizem um acordo em uma reunião marcada para a quinta-feira (30).

Caso os dois líderes consigam um entendimento concreto, sairá de cena o principal fator que tem abalado os mercados globais nos últimos meses. Na última escalada das tensões comerciais, em 10 de outubro, Trump anunciou um aumento de tarifas para 100% sobre todos os produtos chineses.

Entre as economias latino-americanas, a Argentina vive nesta segunda-feira uma situação particular. A vitória quase inesperada do partido do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de meio de mandato no domingo (26) deu ao mandatário um novo impulso em sua busca de reformas.

A vitória tirou do radar dos investidores uma das maiores incertezas políticas recentes no país: a de que a agenda liberal do governo fosse barrada por um Congresso de maioria oposicionista. Como resultado, o S&P Merval, principal índice da bolsa argentina, dispara 20,50%. O peso argentino sobe 4,62% em relação ao dólar, para 1.412,45 pesos por unidade da moeda americana – movimento de destaque entre as divisas globais.

No Brasil, os investidores também se apoiam na avaliação positiva sobre o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

A conversa marcou a primeira reunião oficial entre os dois governantes desde o início da atual crise diplomática. A reunião, que durou 45 minutos, foi considerada pelos dois lados como produtiva. Agora, a expectativa é por movimentos concretos de costura de acordos em novas reuniões entre representantes dos países.

No mercado de câmbio, o dólar vive um dia de fraqueza frente a outras divisas. O Índice Dólar (DXY), que acompanha a variação da moeda americana na comparação com as seis principais moedas do comércio internacional, recua 0,07%, para 98,88 pontos. Frente ao real, a queda é de 0,27%, cotada a R$ 5,3720; ante o peso mexicano, a baixa é de 0,23% e, contra o yuan, o recuo é de 0,15%.

Mercados hoje: acerto entre China e EUA e encontro entre Lula e Trump animam investidores

27 de Outubro de 2025, 07:32

Bom Dia!
A semana abre em modo “inclinação ao risco ligado”. O fim de semana trouxe notícias para animar os investidores: sinais de entendimento entre EUA e China tiram pressão de tarifas e animam a pré-abertura lá fora. Aqui, o encontro Lula–Trump trouxe uma luz no fim do túnel das tarifas. Por outro lado… a expectativa para o encontro do Fed entre terça-feira e quarta-feira pode inspirar cautela ao longo do dia.
A seguir: giro global, os destaques do dia, pílulas e a agenda, com balanço de Neoenergia.


Enquanto Você Dormia…

  • Clima mais leve: investidores precificam avanço num acordo EUA–China e aguardam Big Techs + Fed.
  • Futuros de NY: S&P 500 +0,74% e Nasdaq +1,10% (por volta de 08h50).
  • Europa e Ásia: STOXX 600 perto de máximas históricas; Japão/Coreia/Taiwan bateram recordes com o alívio tarifário no radar.
  • Dólar DXY estável perto de 98,9; Petróleo Brent em US$ 66,4; Treasury 10 anos ao redor de 4,04%

Destaques do dia

  • EUA–China afinam um caminho para um futuro acordo:
  • Washington e Pequim indicaram um esboço para evitar novas tarifas dos EUA e adiar controles chineses a exportações (terras-raras), com encontro de líderes. Futuros saltam na esteira do noticiário.
  • E o que isso importa? Se o desarme tarifário avançar, melhora o humor em commodities e cíclicas ligadas à China (Vale, CSN e Gerdau) e tira pressão de dólar/juros globais; soja e cadeias industriais sensíveis a insumos asiáticos também entram no radar.

Giro pelo mundo

  • Big Tech na semana: Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon e Meta puxam a temporada e testam o “trade” de IA. (Triggers: pré/pós-fechamento ao longo da semana)
  • Futuros de NY sobem com expectativa de corte de 25 pb na quarta (Fed) e reunião Trump–Xi.
  • Argentina: Milei sai fortalecido nas eleições de meio de mandato, reforçando agenda pró-mercado e laços com os EUA. Partido do presidente argentino conquistou 67 de 127 cadeiras na Câmara dos Deputados.

Giro pelo Brasil

  • Lula–Trump: reunião de 45 minutos em Kuala Lumpur ensaia trégua tarifária; times técnicos começam a negociar “solução rápida”. (Próximo passo: agenda de encontros entre Tesouro/Trade Reps)
  • Focus: sai entre 8h25–8h30 com novas projeções de IPCA/Selic/câmbio; baliza a curva logo cedo.

Giro Corporativo

  • Energia: Neoenergia (NEOE3) divulga 3T25 hoje; teleconferência amanhã de manhã. (Olho em alavancagem, CAPEX e fluxo de caixa)
  • Temporada local: resultados ganham tração nesta e nas próximas semanas, com blue chips na fila.

A Agenda de hoje

  • ⏰ 08:25: Relatório Focus — Banco Central do Brasil. Termômetro das expectativas para IPCA/Selic/câmbio.
  • ⏰ 12:30 (ET 10:30): Dallas Fed Manufacturing — EUA. Sinal de atividade/preços no Texas.
  • ⏰ Após o fechamento: Neoenergia (NEOE3) — 3T25. Divulgação dos números; call amanhã às 09:00 (BRT).
  • ⏰ Durante o pregão: Prévias/expectativas de balanços nos EUA; foco em Big Tech ao longo da semana.
  • ⏰ Amanhã: Início da reunião do Fed (27–29/10); decisão na quarta-feira, 14h (ET).

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