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Governos agora investigam se ‘efeito Ozempic’ se estende em estímulo ao mercado de trabalho

4 de Junho de 2026, 09:22

O novo governo da Dinamarca, país de origem da Novo Nordisk, do Ozempic, vai investigar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a entrarem no mercado de trabalho, adicionando uma nova dimensão econômica ao debate sobre os tratamentos para a obesidade.

A Novo, fabricante do Wegovy e do Ozempic, já transformou a economia dinamarquesa, com impulso a um crescimento significativo nos últimos anos, mesmo diante da concorrência crescente enfrentada pela gigante farmacêutica, como pela americana Eli Lilly.

O país nórdico agora investiga se os remédios também podem gerar benefícios econômicos ao aumentar a produtividade.

Em seu programa de governo divulgado nesta semana, a nova administração do país propôs um projeto-piloto para pessoas com obesidade grave, a fim de avaliar como medicamentos como o Wegovy afetam a economia além dos resultados de saúde, incluindo seu impacto na oferta de trabalho.

Não foram detalhadas as características do programa. A ideia reflete um interesse crescente entre formuladores de políticas públicas sobre os efeitos econômicos mais amplos dos tratamentos contra a obesidade, para além de efeitos mais evidentes no consumo de alimentos.

Estudo do ‘efeito Ozempic’ no Reino Unido

O governo britânico, no final de 2024, firmou parceria com a Eli Lilly para um ensaio de cinco anos destinado a analisar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a retornarem ao trabalho e aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde.

Uma pesquisa apresentada no ano passado estimou que o princípio ativo por trás do Wegovy e do Ozempic da Novo poderia gerar mais de 4,5 bilhões de libras (6 bilhões de dólares) em ganhos anuais de produtividade no Reino Unido, segundo o jornal The Guardian.

A análise de 2.660 participantes com três ensaios clínicos concluiu que o medicamento adiciona o equivalente a cinco dias de trabalho e 12 dias de trabalho não remunerado por paciente a cada ano.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que conquistou um terceiro mandato nesta semana, já declarou ser uma “grande fã” do Ozempic e do Wegovy, demonstrando apoio à empresa farmacêutica.

Frederiksen firmou um acordo de coalizão na segunda-feira (1), quase dez semanas após a eleição geral, reunindo Social-Democratas, Esquerda Verde, Liberais Sociais e Moderados em um governo minoritário apoiado por partidos de esquerda.

A Dinamarca foi um dos primeiros países onde a Novo lançou o Wegovy, no final de 2022, e quase 5% da população já utilizou o medicamento desde então, de acordo com dados do governo.

Cerca de 8% dos dinamarqueses preenchem os critérios para o tratamento, segundo uma análise divulgada no ano passado.

A crescente popularidade dos medicamentos para obesidade da Novo também pressionou as finanças públicas, levando a Dinamarca a reduzir os subsídios para o Ozempic em 2024 e a rejeitar os pedidos da empresa para reembolso público do Wegovy. 

É um mercado crescente que começa a ganhar ainda mais força em países em que a patente expirou, o que leva à venda de medicamentos genéricos, caso recente do Brasil.

Corpus Christi é feriado? Veja onde é folga e os direitos de quem trabalha

21 de Maio de 2026, 11:34

O Corpus Christi de 2026 será celebrado em 4 de junho, uma quinta-feira, e pode gerar folga prolongada para parte dos trabalhadores.

  • A data, porém, não é automaticamente um feriado nacional. No calendário federal, Corpus Christi é considerado ponto facultativo.

Somente o estado do Rio de Janeiro considera Corpus Christi feriado estadual, após a sanção da Lei 11.002/2025. Nos demais estados, a folga depende principalmente de legislação municipal ou de regras locais.

Onde Corpus Christi foi decretado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso haja convocação para expediente, o empregado tem direito ao pagamento em dobro pelo dia trabalhado ou à concessão de folga compensatória.

Já nas localidades onde Corpus Christi é apenas ponto facultativo, empresas privadas não são obrigadas a liberar os funcionários. Nesses casos, a dispensa depende de decisão do empregador, acordo interno, convenção coletiva ou banco de horas.

Corpus Christi é feriado nacional?

Corpus Christi não é feriado nacional. A data é considerada ponto facultativo nacional.

Isso quer dizer que a dispensa é aplicada principalmente ao serviço público federal, mas não cria obrigação de folga. A data pode virar feriado em estados e municípios quando houver regulamentação local. 

Por isso, quem trabalha na data deve conferir se Corpus Christi é feriado na cidade onde exerce a atividade.

Onde Corpus Christi garante folga?

Corpus Christi garante folga nas localidades em que a data foi instituída oficialmente como feriado. As seguintes capitais garantem dia de descanso devido a data: 

  • Macapá (AP)
  • Manaus (AM)
  • Salvador (BA)
  • Fortaleza (CE)
  • Brasília (DF)
  • Vitória (ES)
  • Goiânia (GO)
  • São Luís (MA)
  • Cuiabá (MT)
  • Campo Grande (MS)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Curitiba (PR)
  • Teresina (PI)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Natal (RN)
  • Boa Vista (RR)
  • Florianópolis (SC)
  • São Paulo (SP)
  • Aracaju (SE)

O que é ponto facultativo?

Ponto facultativo é uma data em que o expediente pode ser dispensado, principalmente no serviço público, sem prejuízo da remuneração dos servidores.

No setor privado, o ponto facultativo não obriga a empresa a liberar os funcionários. Assim, se Corpus Christi for apenas ponto facultativo no município, a empresa pode manter o expediente normal.

A folga, nesse caso, depende de decisão do empregador ou de acordo coletivo.

Quais os direitos de quem trabalha no Corpus Christi?

O trabalhador escalado para atuar no Corpus Christi tem direito à compensação quando a data for feriado oficial na localidade.

A compensação pode ocorrer de duas formas:

  • Pagamento em dobro pelo dia trabalhado;
  • Folga compensatória em outro dia.

A forma de compensação pode ser definida por convenção coletiva, acordo coletivo, banco de horas ou negociação entre empresa e trabalhador, desde que respeitadas as regras legais.

A empresa pode obrigar o trabalhador a atuar no feriado?

A legislação permite trabalho em feriado quando a atividade é autorizada por lei ou prevista em acordo coletivo. Isso ocorre em setores como:

  • Comércio;
  • Transporte;
  • Saúde;
  • Segurança;
  • Serviços essenciais.

Se o trabalhador for convocado de forma regular e não comparecer, a falta não é automaticamente justificada.

LEIA MAIS: Feriados bancários em 2026: veja quando não haverá atendimento nas agências

O que acontece se faltar no Corpus Christi?

Se Corpus Christi for feriado na localidade e o trabalhador for legalmente escalado para atuar, a ausência sem justificativa pode gerar consequências trabalhistas.

Entre elas:

  • Desconto do dia não trabalhado;
  • Perda do repouso semanal remunerado;
  • Aplicação de medidas disciplinares, conforme o caso.

A mesma lógica vale para quem tenta emendar Corpus Christi sem autorização da empresa. A folga prolongada precisa ser combinada previamente com o empregador.

E como fica a emenda do feriado?

Como Corpus Christi cai em uma quinta-feira em 2026, a data pode permitir descanso prolongado para quem também for liberado na sexta-feira.

No entanto, a emenda não é automática. Em empresas privadas, a folga na sexta depende de acordo, decisão da empresa, banco de horas ou previsão em norma coletiva.

Nas cidades onde Corpus Christi é apenas ponto facultativo, a empresa também pode manter expediente normalmente na quinta-feira.

Férias 2026: como aproveitar os feriados e aproveitar melhor seus dias de descanso

14 de Outubro de 2025, 18:10

Planejar as férias 2026 com inteligência permite que trabalhadores aproveitem ao máximo os 30 dias de direito anual. No ano que vem, o calendário brasileiro oferece oportunidades para combinar feriados nacionais e regionais, pontes e finais de semana, criando blocos prolongados de descanso sem gastar todos os dias de férias.

De acordo com a CLT, é possível fracionar as férias em até três períodos:

  • Primeiro período: mínimo de 14 dias;
  • Demais períodos: mínimo de 5 dias;
  • Início das férias: até dois dias antes do DSR (Descanso Semanal Remunerado), sem coincidir com finais de semana ou feriados.

Férias 2026: dicas práticas para maximizar o descanso

A seguir, confira dicas para otimizar ao máximos suas férias em 2026, levando em conta que vários feriados caem em dias úteis no ano que vem.

  • Planeje o primeiro período com 14 dias ou mais para garantir flexibilidade nos períodos subsequentes.
  • Distribua os períodos menores (mínimo 5 dias) em torno de feriados e pontes para aumentar o descanso total.
  • Comece as férias até dois dias antes do DSR e evite coincidir com feriados ou finais de semana.
  • Negocie datas com antecedência junto ao RH para garantir aprovação.
  • Considere feriados regionais e municipais que possam criar novas oportunidades de pontes e descanso prolongado.
  • Lembre-se: feriados fora das férias, como o dia 21/04 (leia mais abaixo), podem ser combinados como ponte, estendendo ainda mais o período de descanso.

Três períodos otimizados de férias em 2026

Abaixo, confira uma sugestão de como otimizar as suas férias em 2026.

Período 1 – Carnaval

  • Datas: 18/02 (quarta-feira de Cinzas) a 27/02
  • Dias de férias: 10

Cálculo do descanso total:

  • Fim de semana antes do Carnaval: 14-15/02 (2 dias)
  • Segunda e terça de Carnaval: 16-17/02 (2 dias)
  • Férias: 18-27/02 (10 dias)
  • Finais de semana durante as férias: 21-22 e 28/02 (4 dias)
  • Descanso total: 18 dias consecutivos

Vantagem: maior descanso do início do ano com menor gasto de dias de férias.

Período 2 – Páscoa e Tiradentes (com possibilidade de ponte)

  • Datas: 06/04 (segunda-feira) a 19/04 (domingo)
  • Dias de férias: 14

Cálculo do descanso total:

  • Feriado da Sexta-feira Santa (03/04): antecede o início das férias e pode ser aproveitado junto ao fim de semana (04-05/04), criando uma transição ideal para o período de descanso.
  • Finais de semana durante as férias: 11-12 e 18-19/04 (4 dias)
  • Férias: 06-19/04 (14 dias)
  • Feriado de Tiradentes (21/04, terça-feira): não faz parte das férias, mas pode ser negociado como ponte, estendendo o descanso em mais dois dias (20 e 21/04).

Descanso total:

  • Sem ponte: 17 dias consecutivos (de 03/04 a 19/04).
  • Com ponte negociada: 19 dias consecutivos (de 03/04 a 21/04).

Vantagem: une dois feriados nacionais próximos (Páscoa e Tiradentes) e cria o maior período de descanso do ano com o mesmo gasto de dias de férias. Ideal para viagens mais longas ou descanso prolongado sem ultrapassar o limite legal.

Período 3 – Outubro / Nossa Senhora Aparecida

  • Datas: 13/10 (terça-feira) a 23/10 (sexta-feira)
  • Dias de férias: 11

Cálculo do descanso total:

  • Feriado de Nossa Senhora Aparecida: 12/10 – respeitado, início das férias no dia seguinte
  • Finais de semana durante as férias: 17-18 e 24-25/10 (4 dias)
  • Descanso total: 15 dias consecutivos

Vantagem: bloco estratégico no segundo semestre, garantindo descanso prolongado sem gastar todos os dias restantes.

São Martinho investe mais de R$ 1 bilhão em etanol de milho – mas sem abandonar a cana

30 de Setembro de 2025, 06:00

A São Martinho entrou na corrida do etanol de milho, mas sem a pressa das líderes Inpasa e FS. A companhia está investindo R$ 1,1 bilhão em uma planta em Goiás para capturar parte do crescimento acelerado dessa alternativa à cana, que já responde por 20% da produção nacional, mas adianta que não pretende repetir o modelo em novas unidades.

Segundo o CFO Felipe Vicchiato, a ideia não é migrar de mercado, e sim transformar o milho em uma fonte adicional de receita. “Quando estiver operando em plena capacidade, a planta deverá responder no futuro por cerca de 20% da nossa receita”, afirmou ao InvestNews.

Vicchiato, no entanto, mantém a cautela para investimentos em etanol de milho. Segundo ele, a expectativa da São Martinho é “parar somente nesta planta adicional, não fazer mais nenhum investimento do tipo”.

É que, apesar de estar em alta, o etanol de milho ainda tem um gargalo logístico que atrapalha a sua adoção. Como o principal insumo utilizado nas usinas é o cavaco de madeira triturada, normalmente de eucalipto, isso se torna um custo adicional para as unidades – no caso da cana-de-açúcar, utiliza-se seu próprio bagaço para a produção de etanol.

“O milho é uma questão resolvida. O problema é ter combustível para abastecer a caldeira. E o eucalipto tem um ciclo longo, demora uns sete anos para ‘acontecer’. Para se ter uma ideia, a gente teria que plantar aqui, a grosso modo, uns 8 mil hectares de eucaliptos para abastecer a minha primeira planta de etanol de milho, que mói 500 mil toneladas de milho”, exemplifica.

No caso da usina de milho da São Martinho, parte da biomassa virá do excedente do bagaço da cana. “Eu consigo usar essa energia que hoje eu vendo no grid para usar para tocar a minha planta de milho”, complementa o executivo.

O projeto prevê o incremento de capacidade para processar 635 mil toneladas de milho por ano, resultando na produção de 270 mil m³ de etanol, além de subprodutos como DDGS e óleo de milho. O cronograma de aportes será dividido em três fases, com a previsão de início da atuação para o segundo semestre de 2027.

Com os novos investimentos, estima-se que o etanol consiga prosperar no Norte e no Nordeste. Por motivos de competitividade, alguns estados das regiões importam o etanol de milho dos EUA em detrimento ao produzido com cana-de-açúcar no Sudeste, sobretudo em São Paulo.

“Até pouco tempo atrás, era praticamente impossível abastecer com etanol a partir de Minas Gerais sentido ao Norte. Era mais caro. Então, a gasolina costumava ser mais competitiva. Com a produção no Centro-Oeste, essa relação etanol-gasolina deve melhorar”, diz o engenheiro agrônomo Alcides Torres, diretor-fundador da Scot Consultoria.

Excesso de oferta?

Parte da aposta do setor sucroalcooleiro no milho vem do aumento da mistura de etanol na gasolina: de 27% para 30%. A medida aumenta o potencial de consumo do etanol em 1 bilhão de litros. “Se os investimentos em etanol de milho continuarem no Brasil, teremos uma possibilidade dessa mistura chegar próximo a 35% no futuro”, estima o CFO da São Martinho.

Para Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o aumento “desordenado” da oferta, entretanto, pode ser negativo no futuro. “O governo tem que tomar muito cuidado para não repetir erros do passado no etanol, o que seria ruim para todo mundo: consumidores, produtores de cana e do etanol de milho”, diz o especialista. “O país precisa ter uma política que entenda que o etanol de milho é uma complementação do etanol de cana e que os dois precisam conviver para que se haja um equilíbrio que não se crie uma oferta demasiadamente maior que a demanda.”

Biometano e SAF

Na busca por fontes alternativas de receita, a São Martinho anunciou, em 2023, a construção de uma planta de biometano. Com investimento de R$ 250 milhões, a usina processará 100% da vinhaça gerada na unidade Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense (SP), para produzir cerca de 15 milhões de metros cúbicos de biometano por safra. O projeto encontra-se em fase de comissionamento.

Outro mercado em que a empresa estuda uma investida é o de combustível sustentável para aviação (SAF, na sigla em inglês). Por ora, o CFO revela que não há nada além de estudos, mas a iniciativa deve ganhar fôlego na São Martinho até o fim da década. “Do nosso lado, o desafio é estar pronto com o nosso etanol certificado para vender as plantas que forem produzir o SAF. Será um mercado a mais para o etanol”, afirma Vicchiato.

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