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SpaceX e Google estão em negociações para lançar data centers no espaço

12 de Maio de 2026, 15:14

O Google está em negociações com a SpaceX para um acordo de lançamento de foguetes, enquanto amplia seus próprios esforços para levar data centers orbitais ao espaço, segundo pessoas familiarizadas com as conversas.

Um eventual acordo colocaria as duas empresas em parceria em meio à corrida para desenvolver data centers em órbita — uma tecnologia ainda não comprovada, que o CEO da SpaceX, Elon Musk, já descreveu como a próxima fronteira de sua companhia aeroespacial.

O Google também mantém conversas com outras empresas de lançamento de foguetes, segundo uma das fontes.

A tecnologia especulativa tem sido um dos principais temas da SpaceX em sua apresentação a investidores antes da planejada abertura de capital no verão, que pode se tornar a maior IPO da história.

No ano passado, o Google anunciou planos próprios para lançar satélites protótipos até 2027 dentro da iniciativa Project Suncatcher. A empresa trabalha com a Planet Labs no desenvolvimento desses satélites.

“Vamos enviar pequenos racks de máquinas em satélites, testá-los e então começar a escalar a partir disso”, afirmou o CEO do Google, Sundar Pichai, em entrevista à Fox News em novembro. “Não tenho dúvidas de que, em uma década, veremos isso como uma forma mais comum de construir data centers.”

O Google foi um dos primeiros investidores da SpaceX e detém cerca de 6,1% da empresa, segundo um documento regulatório. O executivo Don Harrison, do Google, integra o conselho da SpaceX.

A SpaceX não respondeu a pedidos de comentário.

Líder global em lançamentos comerciais, a SpaceX se tornou praticamente inevitável para qualquer empresa que queira colocar satélites em órbita.

Na semana passada, a companhia anunciou um acordo para vender capacidade computacional terrestre à empresa de IA Anthropic. Como parte do acordo, a Anthropic demonstrou interesse em trabalhar com a SpaceX em data centers orbitais. No início deste ano, a SpaceX entrou com pedido junto a um regulador federal para lançar até 1 milhão de satélites ligados à sua estratégia de computação em órbita.

Executivos do setor veem a computação espacial como uma solução para as limitações dos data centers terrestres, que exigem grandes áreas de terra e alto consumo de energia. No espaço, esses sistemas poderiam operar com energia solar, eliminando restrições energéticas e parte dos impactos ambientais. Ainda assim, especialistas apontam desafios de engenharia relevantes que levantam dúvidas sobre a viabilidade da tecnologia.

A SpaceX construiu sua posição como principal empresa privada de lançamentos do mundo, levando astronautas da NASA à Estação Espacial Internacional e lançando milhares de satélites da Starlink. A empresa também realiza lançamentos para clientes comerciais.

À medida que se prepara para abrir capital, a SpaceX tem fechado uma série de acordos estratégicos que ampliam sua atuação em infraestrutura de IA e computação, incluindo a aquisição da xAI em uma operação que avaliou a companhia combinada em US$ 1,25 trilhão. A empresa também firmou parceria com a startup de codificação Cursor, garantindo opção de compra futura avaliada em US$ 60 bilhões, além de anunciar bilhões em investimentos em infraestrutura.

Para o acordo com a Anthropic, a SpaceX deve fornecer 300 megawatts de nova capacidade computacional, usando mais de 220 mil GPUs da Nvidia, até o fim de maio.

SpaceX, de Elon Musk, prepara maior IPO da história

25 de Março de 2026, 13:04

A SpaceX está avaliando uma meta de captação em sua oferta pública inicial (IPO) que pode superar com folga a maior estreia já registrada no mercado, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A movimentação ocorre enquanto a fabricante de foguetes e satélites do bilionário Elon Musk avança em seus planos de abertura de capital.

A empresa trabalha com um valor estimado em torno de US$ 75 bilhões para o IPO, de acordo com uma das fontes, que pediu anonimato por se tratar de informações ainda não públicas. Em conversas com investidores potenciais, a SpaceX também discutiu a possibilidade de levantar mais de US$ 70 bilhões.

Qualquer uma dessas cifras mais que dobraria o recorde histórico de abertura de capital — os US$ 29 bilhões levantados pela petroleira Saudi Aramco, em 2019.

A expectativa é que a SpaceX estreie na bolsa em junho, embora o cronograma ainda possa sofrer alterações, segundo as fontes. A companhia pode protocolar sua documentação de forma confidencial já neste mês, conforme reportado pela Bloomberg News em fevereiro.

O site The Information já havia antecipado a estimativa mais elevada de captação. Os preparativos para o registro confidencial seguem em andamento, mas a empresa ainda pode rever seus planos. Procurada, a SpaceX não respondeu imediatamente.

Segundo fontes, a SpaceX pode buscar uma avaliação superior a US$ 1,75 trilhão em seu IPO. A companhia adquiriu recentemente a startup de inteligência artificial de Musk, a xAI, em um acordo que avaliou o grupo combinado em US$ 1,25 trilhão, de acordo com a Bloomberg News.

Se atingir esse valor de mercado, a SpaceX passaria a valer mais do que todas as empresas do índice S&P 500 Index, com exceção de apenas cinco gigantes: Nvidia, Apple, Alphabet, Microsoft e Amazon. Nessa métrica, a empresa também superaria a Meta Platforms e a própria Tesla, outra companhia de Musk.

Do ‘Twitter’ à Starlink: Elon Musk fecha acordo para unir SpaceX e xAI antes de mega IPO

2 de Fevereiro de 2026, 18:43

O bilionário Elon Musk acertou nesta segunda-feira (2) a fusão entre SpaceX e xAI, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, em um acordo que engloba as ambições cada vez mais dispendiosas do bilionário de dominar a inteligência artificial e a exploração espacial.

O acordo foi anunciado em um memorando nesta segunda. A expectativa é que a empresa resultante da fusão precifique suas ações em cerca de US$ 527 cada e tenha uma avaliação de mercado de US$ 1,25 trilhão, disseram algumas das fontes.

Os representantes da SpaceX e da xAI não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. 

A Bloomberg já havia noticiado as discussões. A SpaceX planeja uma oferta pública inicial (IPO) que pode arrecadar até US$ 50 bilhões, segundo a Bloomberg News. A empresa também discutiu uma possível fusão com a Tesla.

O acordo reúne duas das maiores empresas de capital fechado do mundo. A XAI captou recursos em janeiro com uma avaliação de US$ 230 bilhões, enquanto a SpaceX planejava realizar uma oferta pública inicial (IPO) em dezembro, com uma avaliação de cerca de US$ 800 bilhões, segundo a Bloomberg, e está explorando a possibilidade de um IPO.

Isso também complica ainda mais os diversos empreendimentos comerciais de Musk. O bilionário adquiriu a plataforma de mídia social Twitter no final de 2022, renomeou-a para X e, em seguida, fundiu o site com sua startup de inteligência artificial xAI em um negócio de US$ 33 bilhões .

A xAI, que também opera o chatbot Grok, é uma operação cara, consumindo cerca de US$ 1 bilhão por mês para alcançar sua ambição declarada de obter “uma compreensão mais profunda do nosso universo”. Uma fusão com a SpaceX reúne capital, talento, acesso a poder computacional — e dilui as fronteiras corporativas.

A parceria pode cristalizar a visão de Musk de colocar data centers no espaço para realizar computação complexa para IA. A SpaceX está solicitando permissão para lançar até um milhão de satélites na órbita da Terra para esse plano, de acordo com um documento apresentado na sexta-feira.

Startup de Musk queima quase US$ 8 bilhões em caixa

9 de Janeiro de 2026, 11:47

A startup de inteligência artificial xAI, de Elon Musk, está queimando caixa rapidamente, com prejuízos crescentes à medida que gasta para construir data centers, recrutar talentos e desenvolver software que, no futuro, deverá alimentar robôs humanoides, de acordo com documentos internos.

A xAI reportou um prejuízo líquido de US$ 1,46 bilhão no trimestre encerrado em setembro, acima da perda de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre, mostram os documentos analisados pela Bloomberg. Nos primeiros nove meses do ano, a empresa gastou US$ 7,8 bilhões em caixa.

Assim como outras startups de IA de rápido crescimento, a xAI utiliza rapidamente os recursos captados em recentes rodadas de financiamento, disse a empresa em seu balanço mais recente e em uma teleconferência que executivos da xAI realizaram com investidores, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

Robôs humanoides

A empresa disse aos investidores que seu objetivo é construir uma IA autossuficiente que, no futuro, deverá operar robôs humanoides como o Optimus — o robô da Tesla criado para substituir trabalho humano.

Na teleconferência com investidores, a liderança da xAI, incluindo o diretor de receitas, Jon Shulkin, disse aos investidores que o foco principal da xAI agora é desenvolver rapidamente agentes de IA e outros softwares, disseram as fontes, que pediram para não serem identificadas por se tratar de conversas particulares.

Esses produtos alimentarão o que é chamado de “Macrohard” — termo que Musk disse se referir a uma empresa de software exclusivamente de IA, cujo nome é um trocadilho com “Microsoft” — até que possa impulsionar o Optimus.

Os executivos da empresa sinalizaram aos investidores que a xAI tinha os recursos necessários para continuar gastando agressivamente. Os documentos se referiam ao rápido crescimento da IA como “velocidade de escape” — um termo emprestado da astrodinâmica e frequentemente usado por Musk para falar sobre a rapidez com que suas empresas, incluindo a Space Exploration Technologies, podem crescer.

A receita da xAI quase dobrou em relação ao trimestre anterior, para US$ 107 milhões no período de três meses encerrado em 30 de setembro de 2025, de acordo com documentos financeiros compartilhados com investidores e analisados pela Bloomberg.

Um representante da xAI não quis comentar.

Embora Musk administre vários negócios e projetos separados, ele frequentemente interliga seus objetivos e recursos. O Grok, chatbot da xAI, tem sido totalmente integrado ao X, a rede social anteriormente conhecida como Twitter, e também está disponível nos veículos da Tesla. A SpaceX, empresa de foguetes de Musk, já investiu na xAI, que, por sua vez, gastou centenas de milhões de dólares em baterias Tesla Megapack.

Enquanto Musk tem falado sobre os potenciais benefícios de vincular formalmente a xAI à Tesla, a montadora não é atualmente investidora da xAI. Em novembro, os acionistas da Tesla votaram sobre se a empresa deveria investir na xAI — uma ideia que Musk apoia —, mas a proposta não vinculante não recebeu votos suficientes para ser aprovada. O conselho da Tesla considera os próximos passos, disse na época o diretor jurídico Brandon Ehrhart.

A xAI Holdings, controladora da xAI e do X, está focada em captar recursos para cobrir suas elevadas despesas. Recentemente, concluiu uma rodada de capital de US$ 20 bilhões com investidores, incluindo a Nvidia, Valor Equity Patners e Qatar Investment Authority, que avaliou a empresa em US$ 230 bilhões. Presume-se que esse dinheiro sustentará a empresa pelo próximo ano ou mais, já que ela continua alocando menos de US$ 1 bilhão por mês em investimentos, de acordo com pessoas familiarizadas com as finanças da empresa. A xAI utilizou quase US$ 8 bilhões em caixa em investimentos nos primeiros nove meses de 2025, mostram documentos financeiros.

O maior bônus da história: Elon Musk vence na Justiça e vai receber R$ 780 bilhões da Tesla

20 de Dezembro de 2025, 11:36

Elon Musk obteve a restauração de seu pacote de remuneração de 2018 como CEO da Tesla depois que a Suprema Corte do Estado americano de Delaware reverteu parte das conclusões de uma juíza que havia dito que o bilionário influenciou indevidamente membros do conselho responsáveis por formular o maior plano de compensação corporativa da história.

Na sexta-feira (19), a corte concluiu que a pessoa mais rica do mundo tem direito a um plano de remuneração em ações hoje avaliado em cerca de US$ 140 bilhões – quase R$ 780 bilhões. Quando os diretores da Tesla autorizaram o pagamento, ele era o maior já concedido a um executivo nos Estados Unidos. Desde então, foi superado por um plano separado que pode valer até mais US$ 1 trilhão para o CEO da Tesla caso ele atinja metas futuras de desempenho.

O plano de 2018 estava suspenso depois que um único investidor — que possuía apenas nove ações — conseguiu barrá-lo na Justiça de Delaware, onde a montadora de veículos elétricos estava incorporada à época. Os investidores da Tesla votaram duas vezes de forma esmagadora a favor do plano, que disparou em valor à medida que a ação saltou de cerca de US$ 20 para perto de US$ 500 nos últimos sete anos.

Em decisão unânime, os cinco juízes do mais alto tribunal de Delaware afirmaram que cancelar totalmente a remuneração do CEO deixou “Musk sem qualquer compensação por seu tempo e esforços ao longo de seis anos”. No entanto, eles mantiveram o entendimento da instância inferior de que o conselho da Tesla estava repleto de conflitos de interesse ao estabelecer o pacote de pagamento para o bilionário cofundador da empresa.

“Embora tenham revertido a decisão sobre os danos, o julgamento ainda serve como um alerta para conselhos de administração: eles precisam ter um processo de remuneração livre do tipo de conflitos que vimos neste caso se quiserem passar pelo crivo judicial”, disse Charles Elson, professor aposentado da Universidade de Delaware e fundador do Weinberg Center for Corporate Governance.

Saída de Delaware

A decisão, muito aguardada, derruba parte das conclusões da juíza-chefe da Corte de Chancelaria, Kathaleen St. J. McCormick. Em janeiro de 2024, ela havia decidido que os diretores da Tesla tinham laços estreitos demais com o CEO — maior acionista da empresa — para definir sua remuneração de forma adequada. A decisão irritou interesses corporativos e o próprio Musk, que acusou os juízes de Delaware de adotarem uma postura antiempresarial e de colocarem injustamente os holofotes sobre acionistas controladores.

Desde então, Musk lançou uma campanha para convencer outras empresas a retirarem suas incorporações de Delaware, estado que abriga juridicamente mais de 60% das companhias da Fortune 500. Ele transferiu a sede legal da Tesla, da SpaceX e de outras empresas para o Texas e Nevada, e continuou a criticar duramente McCormick e outros magistrados, a quem chamou de ativistas.

Isso levou a uma mudança na legislação de Delaware, com apoio do novo governador democrata Matt Meyer, tornando mais difícil processar grandes executivos como Musk, numa tentativa de conter a fuga de empresas do estado. Críticos afirmam que a mudança afrouxou indevidamente os padrões legais para a revisão de negócios com partes relacionadas. Delaware é o principal paraíso de incorporações dos EUA e arrecada mais de US$ 2 bilhões por ano em taxas ligadas a esse status.

Peças armazenadas na fábrica em Tesla em Fremont, na Califórnia (EUA).
Peças armazenadas na fábrica em Tesla em Fremont, na Califórnia (EUA). Foto: Divulgação

Greg Varallo, um dos advogados do acionista da Tesla que contestou o pagamento de Musk, disse que está avaliando quais “próximos passos” seu cliente pode adotar no caso. Advogados da Tesla e de seus diretores não responderam de imediato aos pedidos de comentário.

Em uma postagem na rede social X, Musk escreveu que tenta “não começar brigas, mas sempre as termina”.

Na decisão de 49 páginas, os juízes afirmaram que McCormick errou ao concluir que a solução para os conflitos do conselho deveria ser a anulação completa do acordo de remuneração. Isso deixou Musk sem pagamento por meia dúzia de anos à frente da montadora, que viveu crescimento sem precedentes nesse período. “É incontestável que Musk cumpriu integralmente o acordo de 2018, e que a Tesla e seus acionistas foram recompensados por seu trabalho”, afirmou a corte.

Entre 2018 e 2024, Musk transformou a fabricante de carros elétricos em uma das empresas mais valiosas e conhecidas do mundo. Sua fortuna é estimada em cerca de US$ 643 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. “Arranjos anteriores de remuneração não resolvem o problema de conceder uma solução que o prive” dos benefícios adequados por seus esforços, disseram os juízes.

Eles também afirmaram que, como os advogados de Richard Tornetta — o investidor que moveu a ação — não propuseram uma alternativa para lidar com os conflitos do conselho, ele faria jus apenas a “danos nominais”. O tribunal fixou a indenização em US$ 1 e reduziu os honorários advocatícios concedidos por McCormick em mais de US$ 290 milhões, para no máximo US$ 54,5 milhões. Tornetta ainda pode voltar à juíza para pedir que ela considere outra solução para a violação dos deveres legais do conselho em relação aos acionistas.

O conselho da Tesla tinha preparado um plano alternativo de remuneração para Musk caso o pacote de 2018 fosse rejeitado. Após a mudança da incorporação da empresa para o Texas, os diretores criaram, em agosto, uma compensação provisória avaliada em US$ 30 bilhões em ações, válida apenas se ele perdesse a disputa. Esse plano agora não se aplica mais.

Para criar ainda mais incentivos no futuro, os acionistas aprovaram em 6 de novembro um novo plano em ações que pode tornar Musk o primeiro trilionário da história e elevar sua participação na Tesla para 25% ou mais ao longo da próxima década. Para isso, ele terá de atingir uma série de metas, incluindo vender um milhão de robôs de IA e colocar um milhão de robotáxis autônomos em operação.

A pressão gerada pela saída de empresas de Delaware como sede corporativa “aumentou a pressão política” enfrentada pela Suprema Corte do estado ao analisar o controverso plano de pagamento de Musk, disse Ann Lipton, professora de direito societário da Universidade do Colorado.

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Musk rebate relatos de que SpaceX prepara venda de ações: ‘Não é correto’

6 de Dezembro de 2025, 18:40

O empresário Elon Musk negou neste sábado (6) as reportagens que afirmam que sua empresa de foguetes e satélites, a SpaceX, estaria lançando uma venda secundária de ações que poderia avaliar a companhia em US$ 800 bilhões.

“Tem circulado muita matéria dizendo que a SpaceX está levantando recursos a US$ 800 bilhões, o que não é correto”, disse Musk em uma publicação neste sábado em sua plataforma X. “A SpaceX tem sido geradora de caixa há muitos anos e faz recompras periódicas de ações duas vezes por ano para oferecer liquidez a funcionários e investidores”, afirmou.

Pessoas familiarizadas com o assunto disseram à Bloomberg News que a SpaceX está se preparando para realizar a transação. A notícia também foi dada pelo jornal americano Wall Street Journal, citando fontes.

Musk rebateu as notícias dizendo que a SpaceX já oferece liquidez aos investidores porque uma oferta secundária, como a que foi ventilada, serviria para permitir que funcionários e acionistas iniciais vendessem parte de suas participações, algo comum em empresas privadas que não têm ações negociadas em bolsa.

O negócio poderia levar a startup a ser a mais valiosa do mundo, superando o recorde anterior de US$ 500 bilhões estabelecido pela OpenAI, dona do ChatGPT, em outubro.

SpaceX de Elon Musk pode chegar a US$ 800 bilhões e virar a startup mais valiosa do planeta

5 de Dezembro de 2025, 16:43

A SpaceX, empresa de transporte espacial e de satélites fundada por Elon Musk, está lançando uma venda secundária de ações que poderia avaliar a companhia em US$ 800 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, relatou o jornal americano Wall Street Journal.

Se confirmado, a nova transação faria da SpaceX, mais uma vez, a startup mais valiosa do mundo, superando o recorde anterior de US$ 500 bilhões estabelecido pela OpenAI, dona do ChatGPT, em outubro.

A última oferta pública da empresa, discutida pelo conselho de diretores na quinta-feira (4) no hub Starbase da SpaceX no Texas, poderia mudar dependendo do interesse de vendedores e compradores internos, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações não públicas.

Sob um cenário preliminar, a SpaceX poderia incluir um preço por ação de cerca de US$ 300, o que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 560 bilhões, segundo duas das fontes. Os detalhes da transação ainda podem mudar antes do fechamento, podendo alcançar avaliações ainda mais altas, disse uma terceira pessoa.

Um representante da SpaceX não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O último valor representaria um aumento substancial em relação aos US$ 212 por ação estabelecidos em julho, quando a empresa levantou recursos e vendeu ações com uma avaliação de US$ 400 bilhões.

O Wall Street Journal e o Financial Times, citando fontes não identificadas, relataram anteriormente que o negócio avaliaria a SpaceX em impressionantes US$ 800 bilhões, embora a Bloomberg não tenha conseguido confirmar a informação de forma independente.

A notícia sobre o valor da SpaceX fez as ações da EchoStar Corp., empresa de TV por satélite e telecomunicações, subirem até 18%. No mês passado, a EchoStar havia concordado em vender licenças de espectro à SpaceX por US$ 2,6 bilhões, somando-se a um acordo anterior de venda de cerca de US$ 17 bilhões em espectro sem fio para a empresa de Musk.

A SpaceX, lançadora de foguetes mais prolífica do mundo, domina a indústria espacial com seu foguete Falcon 9, que coloca satélites e pessoas em órbita.

A empresa também lidera o setor de serviços de internet via satélite em órbita baixa com o Starlink, um sistema com mais de 9.000 satélites, muito à frente de concorrentes como o Amazon Leo, da Amazon.com Inc.

Executivos da SpaceX já cogitaram transformar o Starlink em uma empresa separada de capital aberto — ideia sugerida inicialmente pela presidente Gwynne Shotwell em 2020.

No entanto, Musk repetidamente questionou publicamente a possibilidade ao longo dos anos, e o CFO Bret Johnsen afirmou em 2024 que um IPO do Starlink aconteceria provavelmente “nos próximos anos”.

O site The Information, citando pessoas próximas às discussões, relatou separadamente na sexta-feira que a SpaceX informou investidores e representantes de instituições financeiras que planeja um IPO para toda a empresa na segunda metade do próximo ano.

Uma chamada oferta secundária ou tender, na qual funcionários e alguns acionistas iniciais podem vender ações, oferece aos investidores de empresas privadas como a SpaceX uma forma de gerar liquidez.

A SpaceX também trabalha no desenvolvimento do novo foguete Starship, anunciado como o mais potente já desenvolvido, capaz de lançar grande quantidade de satélites Starlink, além de transportar carga e pessoas para a Lua e, eventualmente, para Marte.

Startup de IA de Musk busca levantar US$ 15 bilhões e pode chegar a valor recorde de US$ 230 bilhões

19 de Novembro de 2025, 09:12

A xAI, a empresa de inteligência artificial de Elon Musk, está em negociações avançadas para levantar US$ 15 bilhões em novo capital, em uma avaliação que pode chegar a US$ 230 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto e reportagens do Wall Street Journal. A nova avaliação mais do que dobraria os US$ 113 bilhões divulgados em março, quando a xAI foi incorporada à plataforma de mídia social de Musk, o X.

Os termos da rodada foram apresentados a investidores pelo gestor de patrimônio de Musk, Jared Birchall, na noite de terça-feira (18). Ainda não está claro se o valor informado representa a avaliação pré ou pós-investimento. Birchall não respondeu a pedidos de comentário.

A CNBC havia informado anteriormente que a xAI buscava captar US$ 15 bilhões em uma rodada Série E, avaliando a empresa em US$ 200 bilhões — reportagem que Musk rebateu como “falsa” em um post no X.

Como várias startups de IA, a xAI vem queimando caixa rapidamente enquanto constrói infraestrutura para treinar modelos cada vez mais complexos. A empresa e seus concorrentes se preparam para um ciclo de investimentos que pode somar trilhões de dólares nos próximos anos. Em junho, a xAI levantou US$ 5 bilhões em ações e US$ 5 bilhões em dívida para desenvolver seu data center Colossus em Memphis, Tennessee — um projeto que também recebeu US$ 2 bilhões de investimento da SpaceX.

Concorrente do ChatGPT

A empresa, fundada em 2023 para competir diretamente com a OpenAI e sua rival Anthropic, busca acelerar o desenvolvimento do Grok, seu chatbot concorrente do ChatGPT. A expansão envolve investimentos pesados em infraestrutura física, inclusive propriedades em Memphis destinadas ao supercomputador Colossus.

Musk, que também é CEO da Tesla, já sinalizou publicamente apoio à ideia de a montadora investir na xAI. Em uma assembleia recente, os acionistas da Tesla aprovaram um investimento na startup, embora muitos tenham se abstido. A presidente do conselho, Robyn Denholm, chegou a questionar a lógica do aporte e disse que o conselho ainda não havia conduzido a devida diligência necessária.

A xAI também enfrenta turbulências internas: a empresa perdeu recentemente vários executivos seniores, incluindo a CEO do X, Linda Yaccarino, além dos diretores financeiros do X e da própria xAI.

Lucro da Tesla cai após elevação dos custos mitigar vendas recordes de veículos elétricos

22 de Outubro de 2025, 20:05

O lucro da Tesla caiu mais do que o esperado, já que o aumento acentuado dos custos reduziu um trimestre recorde de vendas de veículos.

O lucro ajustado foi de 50 centavos por ação no período, uma queda de 31% em relação ao ano anterior, informou a empresa em um comunicado nesta quarta-feira (22). Analistas esperavam uma média de 54 centavos, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg. A receita de US$ 28,1 bilhões superou as expectativas.  

Os resultados mostram que a fabricante de veículos elétricos não está imune aos custos crescentes que afetaram a indústria automobilística do país ao longo do ano, com a reformulação radical das políticas do presidente dos EUA, Donald Trump. As despesas operacionais da Tesla dispararam 50%, para US$ 3,4 bilhões no trimestre, enquanto a empresa espera um impacto de cerca de US$ 400 milhões com as tarifas americanas. 

O CEO Elon Musk promete um futuro construído em torno da inteligência artificial, robôs humanoides e tecnologia de direção autônoma — pontos que ele destacou na teleconferência da Tesla com investidores. Os investidores aderiram amplamente à visão de Musk, impulsionando as ações da empresa em alta de 8,7% no acumulado do ano até o fechamento de quarta-feira. 

Mas há incerteza quanto ao cronograma de desenvolvimento desses negócios e aos custos associados à sua expansão. O negócio principal da Tesla, a venda de veículos, também enfrenta um escrutínio renovado, à medida que a concorrência se intensifica e os incentivos fiscais dos EUA são gradualmente eliminados. 

“Estamos entrando em um momento em que há muitas dúvidas sobre a trajetória de crescimento dos lucros de curto e médio prazo para a Tesla”, disse Garrett Nelson, analista sênior de pesquisa de ações da CFRA. 

O diretor financeiro Vaibhav Taneja reconheceu que a concorrência e as tarifas representam obstáculos para a empresa.  

As ações da Tesla caíram 4,1% às 18h05 no pregão estendido em Nova York. As ações ampliaram as quedas após Musk concluir seus comentários introdutórios na teleconferência da Tesla, sinalizando a decepção dos investidores com o fato de a empresa ter oferecido apenas detalhes limitados. 

“O mercado está percebendo que a Tesla opera como uma plataforma de IA, mas reporta como uma montadora”, disse Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital. Dec Mullarkey, diretor-gerente da SLC Management, disse que “não há muito aqui para inspirar os investidores”. 

A Tesla reiterou a declaração do trimestre anterior de que é “difícil mensurar” como as mudanças nas políticas comerciais e fiscais globais impactariam seus negócios e operações. A empresa prevê que os resultados dependam do ambiente econômico mais amplo, bem como da sua velocidade em acelerar os esforços de autonomia e aumentar a produção de produtos essenciais.

Analistas pesquisados ​​pela Bloomberg esperam que a Tesla relate o segundo ano consecutivo de queda nas entregas de veículos. 

Vendas recordes

No início deste mês, a Tesla relatou vendas recordes no terceiro trimestre, com os clientes correndo para aproveitar um crédito fiscal de US$ 7.500 para compras de veículos elétricos que expirou em 30 de setembro, proporcionando um impulso temporário ao principal negócio automotivo da empresa.

Na quarta-feira, a Tesla reportou US$ 417 milhões em receita com créditos regulatórios recebidos de outras montadoras que excedem os padrões de emissões — apenas um pouco abaixo do valor do trimestre anterior. Mudanças de política sob o governo Trump reduziram a demanda por esses créditos. A Tesla afirmou que prevê um declínio nesse segmento. 

Musk espera que o negócio de robotáxis da Tesla , lançado em Austin em junho, se expanda para até 10 áreas metropolitanas até o final do ano, caso a empresa receba as aprovações necessárias. Ele também afirmou que a empresa removerá a maioria dos operadores de segurança humana dos robotáxis em Austin ainda este ano. Não está claro quantos veículos estão operando atualmente lá, após o lançamento da fabricante de veículos elétricos com cerca de dez a vinte unidades. 

A Tesla também opera um serviço de transporte compartilhado na área da Baía de São Francisco que não é totalmente autônomo e se assemelha mais ao Uber. Possui licenças de teste para Arizona e Nevada. 

O fluxo de caixa livre foi de quase US$ 4 bilhões, um aumento significativo em relação ao ano anterior e bem acima da estimativa média dos analistas de US$ 1,25 bilhão.  

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