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OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

26 de Junho de 2026, 17:56
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI revelou o GPT-5.6, com três novos modelos: Sol, Terra e Luna (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI disponibilizou uma prévia do GPT 5.6, com acesso restrito a parceiros selecionados.
  • A nova geração da IA conta com três modelos: Sol, Terra e Luna.
  • Segundo o comunicado, a OpenAI planeja lançar os modelos globalmente “nas próximas semanas”.

A OpenAI decidiu tornar público o novo conjunto de modelos GPT-5.6, após as informações de que o governo dos Estados Unidos teria pedido para segurar o lançamento global. De fato, o modelo está chegando em versão prévia, com um acesso limitado a “clientes selecionados”.

A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.

Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.

Três novos modelos: Sol, Terra e Luna

Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN

— OpenAI (@OpenAI) June 26, 2026

O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.

Aliás, a OpenAI dedicou a maior parte da publicação ao tema de segurança e ao risco de uso indevido. O texto também faz referências indiretas às tensões no setor, incluindo a acusação da Anthropic contra a Alibaba sobre suposto uso indevido de dados do Claude.

Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.

Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.

Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.

Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.

Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.

Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

26 de Junho de 2026, 16:22
Dock do macOS com ícones do Notion, Notion Calendar e Notion Mail
Notion Mail será encerrado pela empresa em setembro (imagem: divulgação/Notion)
Resumo
  • A Notion anunciou o encerramento do Notion Mail, seu serviço de e-mail, em 22 de setembro de 2026, para focar em agentes de IA.
  • A plataforma será reformulada para manter fluxos de trabalho automatizados, e a maior parte dos dados será mantida no Gmail.
  • Os usuários poderão salvar rascunhos, e-mails programados e snippets até o dia 21 de setembro, pois esses dados serão perdidos após o encerramento do serviço.

O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.

Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.

Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.

A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.

Inbox no Gmail e foco nos agentes de IA

Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.

O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.

We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.

We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.

As Notion agents have gotten more capable, we’ve… pic.twitter.com/ebq7jWadGZ

— Notion Mail (@NotionMail) June 25, 2026

Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.

O que segue funcionando?

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Notion segue oferecendo serviços de workflow e concorrendo com Trello e outros (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

25 de Junho de 2026, 10:00
Ex-CEO Bob Iger em foto de divulgação da Disney, em meio a personagens e cores da empresa
Ex-CEO Bob Iger diz que Disney e Apple quase se juntaram (imagem: divulgação/Disney)
Resumo
  • O ex-CEO da Disney, Bob Iger, revelou que a empresa considerou se juntar à Apple e comprar o Twitter.
  • Disney e a Apple discutiram uma possível junção por volta de 2006, mas a Apple não demonstrou interesse.
  • A aquisição do Twitter não ocorreu porque Iger temia que fosse uma distração para a empresa.

Disney e Apple poderiam ter se juntado no passado, segundo o próprio ex-CEO da gigante do ramo do entretenimento, Bob Iger. Ele deixou a empresa em março de 2026 e aproveitou uma entrevista para revelar algumas possibilidades de negócio que acabaram não indo para frente. Iger revelou ainda que a Disney considerou a aquisição do Twitter em uma tentativa de ingressar no mercado de tecnologia.

Em 2019, o ex-CEO já havia afirmado que acreditava numa junção de Disney e Apple caso Steve Jobs ainda estivesse vivo. Na ocasião, ele afirmou que as empresas se aproximaram em torno de 2006, após a aquisição da Pixar por parte da Disney.

Agora, ao Financial Times, Iger disse que a Apple não demonstrou muito interesse à época, e deu a entender que seguiu interessado em uma junção das duas empresas mesmo após o falecimento de Steve Jobs, em 2011.

Twitter quase foi realidade… Apple, nem tanto

App do Twitter no iPhone
Disney chegou perto de comprar o Twitter (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Se a ideia de juntar Disney e Apple ficou apenas nas intenções de bastidores, o acordo para aquisição do Twitter quase aconteceu. O momento foi propício: logo após as compras de Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, ou seja, no momento em que a empresa dominava o mercado de entretenimento. O próximo passo seria justamente investir em tecnologia com a rede social, que ainda tinha Jack Dorsey como CEO.

O motivo pelo qual o negócio não saiu entre Disney e Twitter foi um receio do próprio Iger de que o movimento seria uma potencial “distração” para a empresa. Pouco depois, Elon Musk adquiriu a plataforma, hoje chamada de X.

Com relação à Apple, Iger apenas confirmou sua intenção e lamentou o desinteresse da Maçã. Ele afirma que houveram, sim, algumas conversas entre as duas empresas, e que a junção seria “transformadora e igualitária”, mas faltou o devido interesse por parte da Apple.

De qualquer forma, como o ex-CEO da Disney já havia declarado, sua boa relação com Steve Jobs poderia ter feito diferença num possível acordo.

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Twitter no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Robôs vão substituir 700 mil entregadores “mais cedo ou mais tarde”

24 de Junho de 2026, 19:23
Automatização iminente: 700 mil entregadores serão substituídos na China num futuro próximo (imagem: Reprodução/The Wire China)
Resumo
  • Fundador da JD.com, Richard Liu, afirma que 700 mil entregadores humanos serão substituídos por robôs de delivery mais cedo ou mais tarde.
  • A JD.com planeja reposicionar esses trabalhadores por meio de treinamentos em novas áreas, com acordos já firmados com cerca de 120 escolas.
  • A China deve ter 320 milhões de trabalhadores autônomos no final de 2026, incluindo entregadores, motoristas de aplicativo e trabalhadores temporários em fábricas.

A gigante JD.com, um dos grandes nomes do e-commerce na China, avisou: “mais cedo ou mais tarde”, os cerca de 700 mil entregadores humanos serão substituídos por robôs de delivery. A declaração foi dada por Richard Liu, fundador e atual conselheiro da empresa, durante o Fórum de CEOs da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).

A fala de Liu chega em um momento em que o mercado vê diversos exemplos de automação em serviços, além de uma crescente preocupação quanto à substituição de pessoas por robôs. Segundo o fundador da JD, a ideia é não deixar os trabalhadores “na mão”, e há inclusive planos para reposicionar essas pessoas no futuro.

As entregas na China já vêm sendo reforçadas por robôs há algum tempo. Segundo o The Wire China, somente em julho de 2025, por exemplo, 30 mil novos ADVs (veículos autônomos de delivery) foram encomendados para cerca de 200 cidades no país. O mesmo já acontece nos Estados Unidos e em outras regiões do planeta.

A automação pode precarizar o trabalho?

O uso de robôs só faz crescer. Entre exemplos recentes estão robôs humanoides da chinesa Unitree no principal aeroporto do Japão, além de modelos da estadunidense Figure AI trabalhando na linha de produção de uma fábrica.

Da mesma forma, cães robôs da Boston Dynamics também já se fazem presentes no policiamento de um estádio da Copa do Mundo de 2026, em Dallas, e não faltam exemplos dos robôs aspiradores, que funcionam numa linha mais auxiliar do que propriamente substituindo humanos.

Foto em plano médio de um drone multi-rotor branco e preto voando de perfil, em um dia nublado. O drone carrega acoplada em sua base uma caixa quadrada de papelão pardo, contendo um adesivo retangular vermelho com o logotipo da marca "iFood" escrito em letras brancas. À esquerda do adesivo, há o logotipo estilizado e o nome da empresa "speedbird aero" gravados em preto na própria caixa. Ao fundo, vê-se a fachada de um edifício residencial ou comercial alto com janelas espelhadas.
Robôs de entrega e drones já foram testados pelo iFood no Brasil (imagem: divulgação/iFood)

JD planeja evitar demissões em massa

A fala de Liu veio acompanhada de uma promessa de que os trabalhadores não seriam esquecidos. A ideia é reposicioná-los no mercado por meio da profissionalização em novas áreas, e acordos já teriam sido feitos pela JD com cerca de 120 escolas para treinamentos. Entre as possibilidades estão trabalhos de reparos e manutenção desses robôs de delivery, por exemplo.

A expectativa é de que, no final de 2026, a China chegue a 320 milhões de trabalhadores autônomos, que atuam não só em entregas, mas também como motoristas de aplicativo e até mesmo em fábricas sob contratos temporários. Ou seja: um Brasil e meio só de pessoas sem emprego fixo.

Relembre: andamos num carro autônomo pela primeira vez

Robôs vão substituir 700 mil entregadores “mais cedo ou mais tarde”

Entrega com drone promete agilizar pedidos (imagem: divulgação)

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

22 de Junho de 2026, 23:33
Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)
Justiça da Paraíba define multa de R$ 32,8 mil por uso de “prompts ocultos” (imagem: divulgação/TJPB)
Resumo
  • Advogado é multado em R$ 32,8 mil por usar comandos ocultos em petição.
  • O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, identificou os comandos que tentavam influenciar sistemas de IA utilizados pelo judiciário.
  • O caso foi classificado como uma ação fraudulenta e encaminhado à OAB e ao Ministério Público da Paraíba.

Um caso envolvendo inteligência artificial e direito terminou em multa de R$ 32,8 mil na Paraíba. O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, definiu o valor após identificar “comandos ocultos” em um recurso que pedia o embargo de uma decisão judicial. O nome do advogado que assinou a petição não foi revelado.

A estratégia foi chamada pelo juiz de prompt injection, ou seja, o uso de comandos velados para influenciar ferramentas de IA que auxiliam a análise de documentos jurídicos. A sentença dá conta de trechos como “ignore a imparcialidade” e a observação de que se tratava de um “teste para saber se o juiz utiliza apenas IA nas decisões”. O caso foi classificado como uma ação fraudulenta.

Segundo o site do Tribunal de Justiça da Paraíba, duas multas foram aplicadas – ambas no valor de R$ 16,4 mil, sendo uma por má-fé e outra por submeter a Justiça a “embaraços indevidos”. Além do valor a ser pago, o caso segue para OAB e Ministério Público da Paraíba, que vão apurar possíveis infração disciplinar e crime de fraude processual, respectivamente.

Inteligência artificial e o direito brasileiro

O uso de IA no direito brasileiro não é algo recente, e alguns sistemas automatizados já estão presentes desde a década de 1980. Com a evolução das tecnologias utilizadas em softwares jurídicos, a presença da inteligência artificial generativa aconteceu de forma natural.

A Resolução do Conselho Nacional de Justiça Nº 615, de março de 2025, por exemplo, regulamenta o uso das ferramentas de IA no direito, citando a necessidade de transparência e a “centralidade da pessoa humana”.

Fachada do edifício do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com estrutura de concreto e vidro espelhado. À esquerda, está visível o letreiro com o texto "CNJ Conselho Nacional de Justiça" e a letra "E" abaixo. Ao centro, há colunas metálicas verticais e, à frente delas, duas bandeiras hasteadas: a do Brasil e uma bandeira branca. O céu está parcialmente nublado e se reflete nas janelas espelhadas.
CNJ publicou resolução em 2025 para regulamentar o uso de ferramentas de IA no direito (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O caso na Justiça da Paraíba chama atenção pela estratégia de ocultar prompts em meio ao recurso, em trechos presentes em cerca de sete páginas. A petição solicitava, em bom juridiquês, “embargos de declaração” após um mandado de segurança ter sido negado pelo TJPB. O processo foi aberto por um candidato recém-aprovado em concurso para professor de Educação Básica I do município paraibano de Sousa.

Afinal, a decisão é sobre o uso de IA em si?

Basicamente, a multa aplicada ao advogado não tem a ver com o uso de IA, mas sim com a tentativa de burlar as ferramentas do judiciário. Tanto que o juiz responsável citou o artigo 5º do Código de Processo Civil, que prevê a “boa-fé que deve orientar a conduta de todos os participantes do processo”, o que não foi respeitado com os comandos inseridos de forma oculta e identificados na revisão, ou seja, o chamado prompt injection.

O advogado especialista em direito digital Marcelo Fonseca nos explica que a prática é um “problema de ética profissional e responsabilidade institucional”. “No prompt injection, eu coloco um comando em letra invisível para alterar o mecanismo da IA. E o juiz usou um mecanismo para descobrir o prompt injection. Então, de um lado, o juiz também está errado, porque, para ele usar isso, tem que estar de acordo com o CNJ. Então estão os dois errados”, afirmou.

Ele frisou ainda a importância de ir além das recomendações de boas práticas no uso da tecnologia, para tratar situações do tipo como “risco de governança”, citando a própria resolução 615 da CNJ como exemplo positivo. “Isso é gravíssimo porque o erro não termina na máquina: ele se materializa em petições, pareceres, decisões, estratégias processuais e danos ao cliente”, concluiu o advogado.

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)

CNJ (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

18 de Junho de 2026, 07:24
Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)
Resumo
  • O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
  • A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
  • O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park (Imagem: Divulgação / Apple)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 18 pode ganhar mais RAM enquanto mantém o mesmo preço

17 de Junho de 2026, 19:33
Uma mão segurando o iPhone 17 Pro com a tela ligada na página inicial
Apple pode trazer mais memória RAM no iPhone 18, mas sem mexer no preço (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O iPhone 18 pode ter 12 GB de RAM, aumento de 4 GB em relação aos 8 GB do iPhone 17, segundo informações divulgadas pelo fundo de investimento sul-coreano KB Security e repercutidas pelo MacRumors.
  • A Apple pode manter o mesmo preço do modelo base, que foi lançado por R$ 7.999, mas atualmente pode ser encontrado por cerca de R$ 5,6 mil no e-commerce.
  • O aumento de memória RAM visa suportar as novidades da Siri, que deve rodar localmente e ter uma integração maior com o sistema operacional, com lançamento previsto para setembro de 2027.

A Apple pode aumentar a quantidade de memória RAM em seu modelo base: dos atuais 8 GB no iPhone 17 para 12 GB no futuro iPhone 18. A expansão seria necessária para dar conta das novidades da Siri, já que a inteligência artificial deve rodar localmente e ter uma integração maior com o sistema operacional.

Apesar do upgrade, o modelo base continuaria na mesma faixa de preço. O valor cobrado pelo iPhone 17 no lançamento foi de R$ 7.999, mas já é possível encontrá-lo por pouco mais de R$ 5,6 mil no e-commerce.

As previsões foram divulgadas pelo fundo de investimento sul-coreano KB Security e repercutidas pelo MacRumors. A expectativa já existia por conta do anúncio da Siri AI na WWDC 2026.

Pedidos de mais memória já eram monitorados

A possibilidade de mais memória RAM na próxima geração já era levantada desde o ano passado. Em outubro, o site coreano The Bell apontou que o iPhone 18 teria cerca de 50% mais RAM do que a geração anterior. Os rumores apontam para a encomenda de mais chips no padrão LPDDR5X, que é próprio dos dispositivos móveis.

Novidades da Siri levariam Apple a trazer mais RAM no iPhone 18 (imagem: reprodução/Apple)

Ainda segundo a KB Security, a Apple deve seguir comprando memórias DRAM das principais fabricantes do setor por preços abaixo do mercado, o que contribuiria para a manutenção dos valores no iPhone 18 base. Vale lembrar que, em maio, o analista de mercado Jeff Pu destacou que a empresa teria uma estratégia “agressiva” de preços para o iPhone 18 Pro mesmo em meio à escassez de RAM enfrentada pela indústria.

Ainda não há informações sobre uma possível expansão de memória nos outros modelos da linha. Atualmente, o 17 Pro, 17 Pro Max e Air já vêm com os mesmos 12 GB.

Lançamento do iPhone 18 apenas em 2027

Ao que tudo indica, a Apple vai adotar uma nova estratégia de lançamento para a próxima geração de telefones: os primeiros modelos devem chegar em setembro, com as opções Pro, Pro Max e o novo iPhone dobrável. Já o iPhone 18 estaria previsto para a primeira metade de 2027, junto a outros dois modelos intermediários: iPhone 18e e iPhone Air 2.

iPhone 18 pode ganhar mais RAM enquanto mantém o mesmo preço

iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

11 de Junho de 2026, 18:04
Logos de dois aplicativos
Itaú firmou parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú começou a oferecer a assinatura gratuita do Gemini AI Plus por 1 ano para clientes.
  • O plano libera 400 GB de armazenamento na nuvem e créditos para recursos de imagem e música.
  • O benefício está disponível nas plataformas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e visa expandir a experiência dos usuários com a IA do Google.

Clientes do Itaú terão acesso gratuito ao plano Gemini AI Plus do Google por até 12 meses. Além de disponibilizar a inteligência artificial na sua versão Gemini Pro 3.1 com Deep Research, a pesquisa avançada do modelo de IA, a assinatura inclui ainda 400 GB de armazenamento na nuvem.

A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil, nessa quarta-feira (10/06). O benefício libera créditos para utilizar os recursos de imagem via Nano Banana e música, com o Lyria, e fica disponível para resgate no app do Itaú por meio das plataformas Minhas Vantagens, para pessoas físicas, e Mais Vantagens, na versão para empresas.

A opção AI Plus da assinatura do Google é interessante para acelerar trabalhos do dia a dia e permite incluir até cinco pessoas como dependentes, funcionando como plano familiar ou mesmo para pequenas empresas.

Mais acesso à IA do Google

Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Gemini AI Plus fica gratuito para clientes Itaú por até 12 meses (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A novidade quer facilitar o acesso dos clientes à inteligência artificial do Google. Inclusive, esse não é o primeiro exemplo de benefício envolvendo uma instituição financeira e acesso a recursos avançados de IA: recentemente, o Nubank também liberou acesso gratuito ao ChatGPT Go pelo mesmo período de 12 meses.

Segundo o Itaú, a parceria deve ir além com mais iniciativas envolvendo o Gemini. O banco não deu muitos detalhes, mas falou em “novas formas de interação entre clientes, serviços e plataformas”.

O diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú, Rodrigo Carneiro, afirma que o objetivo da empresa é simplificar e reforçar o acesso à IA como algo “útil e relevante”.

Planos e preços do Gemini no Brasil

O Gemini AI Plus é o plano mais básico da inteligência artificial oferecido no Brasil e custa R$ 24,99 ao mês. Ou seja, o benefício do banco pode representar uma economia de quase R$ 300.

Há poucos dias, essa opção foi ampliada para 400 GB de armazenamento, que já valem para a nova oferta (anteriormente, o plano oferecia 200 GB). O preço continuou o mesmo.

Há outras assinaturas disponibilizadas pelo Google para um uso mais profissional da IA. O Gemini AI Pro, de R$ 96,99 ao mês, permite edições de imagem e vídeo com o Nano Banana Pro, além de oferecer 5 TB de armazenamento na nuvem.

Já o Gemini AI Ultra tem opções x5 ou x20, com 20 TB e 30 TB para usar no Drive, respectivamente, além de acesso a recursos como Deep Think e maior acesso às versões Pro dos recursos de IA presentes no modelo. Os preços são de R$ 779 e R$ 999 por mês.

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

Itaú e Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

10 de Junho de 2026, 19:00
Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Alta demanda de memória DRAM para datacenters de IA aumenta faturamento de fabricantes (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Resumo
  • Vendas de DRAM aumentam 85,8% em 2026 devido à demanda de datacenters de IA; Samsung lidera o mercado.
  • A Samsung registra aumento de 95,4% nas vendas, atingindo US$ 37,4 bilhões, e detém 36,5% do mercado de DRAM.
  • Concorrentes da Samsung, como SK Hynix e Micron, registram queda, com 28,8% e 22,4% de participação no mercado, respectivamente.

O mercado de memórias RAM sofreu uma mudança no último ano, com um aumento significativo da demanda de componentes para datacenters de IA. Com isso, não só os preços de chips subiram, como também as vendas de DRAM.

Chips do tipo são essenciais para os servidores que hospedam serviços de inteligência artificial, e fabricantes do segmento veem um aumento de 85,8% em relação ao último trimestre financeiro de 2025 (Q4). A Samsung, que está entre as três empresas que mais lucram nesse mercado, praticamente dobrou suas vendas, superando o período anterior em 95,4% e faturando US$ 37,4 bilhões, aproximadamente R$ 187 bi na cotação atual.

Em contrapartida, suas principais concorrentes fecharam o Q1 de 2026 em queda. Segundo o site SamMobile, a Samsung agora tem uma participação de 36,5% no mercado de memórias DRAM, enquanto SK Hynix e Micron fecharam o período com 28,8% e 22,4%, respectivamente.

Alta demanda para uns, escassez de chips para outros

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
GoPro é uma das empresas afetadas pela crise de memória RAM (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O crescimento do mercado de inteligência artificial levou a uma alta na demanda por chips DRAM, mas desviou o foco dos investimentos em componentes de hardware num geral. As memórias para eletrônicos pessoais, como câmeras, celulares e notebooks, perderam espaço e grandes empresas de tecnologia vêm tendo problemas para precificar e até produzir novas unidades.

Recentemente, a GoPro revelou dificuldades para pagar empréstimos após uma queda no faturamento, situação relacionada aos preços mais altos dos chips. A própria Samsung, que lucra com a fabricação de DRAM, aponta que a escassez de memória RAM para seus produtos mobile deve significar um aumento nos valores praticados.

O mercado de videogames também foi afetado, com preços mais altos no Steam Deck OLED, da Valve, e também no Nintendo Switch 2. A Sony foi mais uma a apontar a atual crise como um problema, mas no desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6). Antes, a gigante japonesa já havia suspendido a venda de cartões de memória devido à situação. Além dos chips em si, a alta nos preços também afeta o mercado de SSDs, como noticiou o The Verge.

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

10 de Junho de 2026, 09:40
Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
Claude Fable 5 é nova versão do Mythos adaptada para o público geral (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Claude Fable 5 e o Mythos 5, modelos de IA generativa avançados para tarefas complexas, como engenharia de software e pesquisas científicas.
  • O Claude Fable 5, disponível para assinantes Pro e Max, é uma versão adaptada do Mythos, anunciado como “avançado demais” para o público, com proteções em atividades específicas que são respondidas pelo Claude Opus 4.8.
  • O Mythos 5, restrito ao Project Glasswing, tem as mesmas capacidades do Fable 5, mas sem bloqueios de segurança, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo.

Claude Fable 5 é a nova inteligência artificial da Anthropic disponível para os assinantes dos serviços Pro e Max. Essa é a versão final adaptada daquela IA anunciada em abril, o Claude Mythos Preview, classificada como “avançada demais” para o público. Junto a ela, chega também o Mythos 5, restrito ao grupo de empresas que fazem parte do Project Glasswing.

Os modelos trazem o que há de mais moderno da Anthropic em IA generativa, prometendo alto desempenho para trabalhos de engenharia de software, pesquisas científicas, entre outras áreas, além de capacidade para resolver tarefas mais complexas. A diferença fica por conta de proteções em algumas atividades específicas no Fable 5, que serão respondidas utilizando o Claude Opus 4.8.

Segundo a Anthropic, o trabalho realizado no Project Glasswing permitiu melhorias importantes em cibersegurança, e a ideia é expandir o acesso no futuro com mais parcerias de confiança. Para começar a usar o Fable 5, os planos partem dos R$ 20 ao mês, na opção Pro, e R$ 100, para a assinatura Max.

IA mais poderosa do mundo, mas com ressalvas

O Claude Fable 5 tem as mesmas capacidades do Mythos 5, com cerca de 5% dos tópicos ainda “proibidos” de serem processados pelo novo modelo. A saída da Anthropic foi colocar bloqueios de segurança que direcionam os trabalhos para o Claude Opus 4.8, modelo premium disponibilizado ao público até então. A empresa garantiu ainda que atualizações futuras devem diminuir os casos em que a resposta precisa ser dada com a IA anterior.

No caso do Mythos 5, esses bloqueios são derrubados, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo. Mas, vale lembrar: seu uso é restrito ao Project Glasswing, que inclui big techs como Amazon Web Services, Google, Apple, entre outras, além do governo dos Estados Unidos, com quem a Anthropic também mantém parceria.

Definição dos bloqueios de segurança

A Anthropic detalhou alguns pontos importantes nessa diferença entre dois novos modelos, com destaque para temas de cibersegurança e pesquisa biológica. Segundo a empresa, há um risco maior de respostas que podem ser aproveitadas de maneira maliciosa.

O Fable 5 vai, por exemplo, identifica desde buscas simples até tentativas de burlar essas seguranças (os chamados jailbreaks), acionando o Opus 4.8 para respostas específicas. São três tópicos principais “proibidos”:

  • Determinadas tarefas de cibersegurança
  • Perguntas envolvendo armas bioquímicas e desenvolvimento científico nessa área
  • Destilação de IA, técnica de treinamento em que um modelo externo aprende com outro
Fable 5 e Mythos 5 prometem acelerar trabalhos de codificação, análise de gráficos e pesquisas científicas (imagem: divulgação/Anthropic)

Mais capacidade para atividades complexas

As novas IAs prometem potencializar trabalhos de codificação, uso de ferramentas, leitura e resolução de gráficos e até testes com jogos. 

A Anthropic trouxe alguns exemplos interessantes, como um desempenho três vezes melhor do Fable 5 em relação ao Opus 4.8 ao jogar o game Slay the Spire, além de simular o sistema solar com base nas leis da física para conseguir prever eclipses solares com maior precisão.

Outro destaque envolve a produção de medicamentos, tornando o processo até dez vezes mais rápido em testes de possíveis designs de proteínas. A Anthropic garante que a IA bateu a assertividade de cientistas humanos com anos de experiência no ramo.

O Mythos 5 também foi capaz de desenvolver hipóteses em biologia molecular mais confiáveis que o Opus 4.8. Uma delas, com proteínas da bactéria E. Coli, foi inclusive corroborada por cientistas em um estudo independente.

Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

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Novo Claude Fable 5 é versão adaptada da IA Mythos, anunciada como “avançada demais” para ser liberada ao público.

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

9 de Junho de 2026, 07:19
Foto mostrando o aplicativo Gemini em celular Android com página do Gemini sendo acessada via navegador no PC.
Gemini Go chega para celulares baratos com sistema Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gemini, inteligência artificial do Google, está disponível em celulares Android baratos com sistema operacional Android Go, substituindo o assistente de voz.
  • Para usar o Gemini Go, basta atualizar o aplicativo do Google pela Play Store e acessá-lo pelo widget na home do Android ou pelo botão de Home ou energia.
  • Com o Gemini Go, é possível realizar atividades como ligações, mensagens por comandos de voz, buscas específicas, organizar agenda e reproduzir conteúdos de apps baixados no smartphone.

O Gemini chegou de forma nativa a celulares Android mais baratos com a versão Go do sistema operacional do Google. Agora, basta atualizar o aplicativo geral da empresa pela Play Store para começar a usar o Gemini Go em pesquisas rápidas e consultas na IA generativa, sem a necessidade de recorrer ao navegador.

A novidade impacta modelos de entrada ou até mesmo intermediários, como Redmi A5, Poco C71 e Infinix Smart 10, todos à venda no Brasil por menos de R$ 1 mil. Eles têm entre 2 e 4 GB de memória RAM. Antes, os smartphones ficavam restritos ao Google Assistente.

Segundo o Google, o recurso já está disponível em português, mas algumas funções podem demorar a chegar. Portanto, vale checar se a atualização pode ser feita via Google Play Store e testar alguns prompts com a IA.

Como usar o Gemini Go?

Smartphone Redmi A5
Redmi A5, da Xiaomi, traz uma versão Go do Android, agora com suporte ao Gemini (imagem: Divulgação/Xiaomi)

O Gemini Go fica disponível dentro do próprio app do Google, que normalmente apresenta um widget na home do Android. Para atualizar, basta seguir os passos:

  • Abra a Play Store no seu celular.
  • Busque por “Google” na barra de pesquisa.
  • Cheque se há alguma atualização disponível. Pode ser que o aplicativo já esteja atualizado, caso você tenha o update automático ativado.

Assim, não será mais necessário entrar no navegador para acessar o Gemini, mas sim o próprio app do buscador. Dependendo do celular, basta pressionar o botão de Home ou o botão de energia para acessar a IA. Também é possível baixar o app do Gemini, mas, em um modelo de entrada, isso pode significar perder um espaço significativo de armazenamento.

A nova versão da IA realiza diferentes atividades, como ligações ou mensagens por comandos de voz, buscas mais específicas, organização da agenda, adição de eventos ao calendário, entre outros exemplos.

Também é possível reproduzir conteúdos a partir de apps baixados no smartphone, assim como abrir vídeos no YouTube usando comandos de voz. Essas ações já eram possíveis via Google Assistente, mas sofriam com algumas limitações que a IA generativa vem tentando resolver.

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

Aplicativo Gemini para Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Xiaomi)

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

8 de Junho de 2026, 08:16
The Last Ronin foi anunciado durante Summer Game Fest 2026 (imagem: divulgação/Paramount Games Studio)
Resumo
  • A Paramount anuncia a entrada no mercado de games com o Paramount Games Studio, que já revelou seu primeiro jogo, Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, um título AAA baseado no universo das Tartarugas Ninja, desenvolvido pela Platinum Games.
  • O Paramount Games Studio foi formado após a aquisição de projetos da Skydance New Media, incluindo jogos como Marvel 1943: Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars.
  • A equipe do Paramount Games Studio inclui nomes como Tony Driscoll, Shawn Kittelsen e Amy Hennig, que assumem cargos de liderança no estúdio.

A Paramount passará a apostar nos games como um dos grandes segmentos da empresa, conhecida mundialmente pela atuação no ramo da TV e do cinema. O primeiro título AAA do novo estúdio será Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, anunciado na última sexta (05/06), durante o Summer Game Fest.

O novo Paramount Games Studio herda os projetos antes tocados pelo Skydance New Media, que já tinha dois grandes jogos a caminho: Marvel 1943 – Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars, ainda sem nome.

A entrada da gigante do cinema vem em meio ao movimento de compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões, cerca de R$ 563 bilhões. O negócio ainda está em processo de concretização nos Estados Unidos.

Para o novo Paramount Games Studio, a compra significaria acesso a IPs de sucesso, como Harry Potter, Game of Thrones, entre outras franquias. Quem fica à frente do projeto é Tony Driscoll, que divide a função de presidente do estúdio com o cargo de Head de Estratégia Corporativa e Desenvolvimento da Paramount.

Jogo de estreia anunciado na Summer Game Fest

A novidade da Paramount foi divulgada em sites especializados horas antes do Summer Game Fest 2026, principal evento de jogos da atualidade, que substitui a saudosa feira E3 desde 2022. The Last Ronin será um jogo de ação e aventura que conta a história da última Tartaruga Ninja sobrevivente em uma missão por vingança.

O game será desenvolvido pela Platinum Games, por trás de Bayonetta, NieR: Automata e outros títulos conhecidos no meio gamer. Seu primeiro teaser mostra algumas imagens que indicam gráficos realistas e uma versão mais obscura do universo das Tartarugas Ninja. Ainda não há uma data de lançamento e tampouco informações sobre plataformas compatíveis, mas a Paramount Games Studio prevê disponibilidade nos consoles e PC.

Nova Paramount Games Studios tem time de peso

Além do presidente Tony Driscoll, o novo estúdio da Paramount terá alguns nomes de peso na equipe. Shawn Kittelsen, que já trabalhou como diretor narrativo em jogos como Mortal Kombat 11 e Injustice 2, chega como head de criação e produção, enquanto Amy Hennig será a nova diretora criativa, após trabalhos em franquias como Forspoken, Battlefield e Uncharted. Ambos já tinham posições de liderança tanto na Skydance Interactive quanto na Skydance New Media. Já Dan Prigg assume como vice-presidente executivo.

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

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Empresa terá acesso a Harry Potter, Game of Thrones e outras franquias de sucesso.

WWDC 2026: como assistir ao evento da Apple ao vivo

8 de Junho de 2026, 06:30
Evento da Apple começa hoje (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A WWDC 2026 ocorre de 8 a 12 de junho, com transmissão ao vivo pelo YouTube e site da Apple a partir das 14h.
  • O evento principal deve destacar o iOS 27, com nova interface e integração com a Siri.
  • A assistente, inclusive, deve ser revelada em novo formato, com recursos potencializados por inteligência artificial.

A WWDC (Worldwide Developers Conference) começa nesta segunda-feira (08/06). Esse é o principal evento de desenvolvedores de software da Apple no calendário e quando a Maçã apresenta ao mundo suas atualizações para sistemas operacionais.

Este ano, o evento vai até o dia 12 de junho e tem como destaque o iOS 27, que deve ganhar uma nova interface e ainda mais integração com a Siri. O grande anúncio, aliás, deve girar em torno da assistente, que pode finalmente ter sua nova versão potencializada com IA revelada.

A abertura da WWDC acontece às 14h, com o Keynote, a principal parte do evento. Você pode assistir ao vivo tanto pelo site da Apple quanto no YouTube, pelo canal da Maçã.

Assista ao vivo a abertura da WWDC 2026

Para quem quiser assistir pelo site da Apple, também é possível incluir o evento na sua agenda para receber notificações e não perder a transmissão.

Vale lembrar que, pouco depois, às 17h, há outra apresentação com mais detalhes sobre apps e games disponíveis para iOS, a chamada Platforms State of the Union. Também é possível adicioná-lo à agenda.

Para os mais curiosos, também ficam disponíveis vídeos com mais detalhes sobre as novidades pelo Apple Developer App, disponível na App Store. Para baixar, basta procurar seu nome na loja de aplicativos do iPhone ou iPad e acessar os conteúdos disponibilizados por lá.

Principais novidades da WWDC 2026

Além do iOS 27 e sua integração ainda maior com a Siri, outras mudanças são aguardadas no ecossistema da Maçã. Rumores e vazamentos recentes apontam para uma repaginação no app de câmera dos iPhones, trazendo inclusive um Modo Siri, assim como novidades para a Apple Wallet.

Outros sistemas operacionais da empresa também têm mudanças aguardadas. Você confere esses e outros rumores em detalhes na nossa matéria.

WWDC 2026: como assistir ao evento da Apple ao vivo

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Conferência de desenvolvedores começa hoje (08/06) e traz novidades dos softwares da Apple. Evento pode finalmente revelar nova versão da Siri com IA.

WWDC26, evento da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

5 de Junho de 2026, 16:47
Imagem mostra o Spot, da Boston Dynamics, robô-cão de patrulha
Spot, da Boston Dynamics, será utilizado no estádio de Dallas (imagem: divulgação)
Resumo
  • Cães-robôs serão usados na segurança da Copa do Mundo FIFA 2026.
  • O Spot, da Boston Dynamics, atuará de forma autônoma em Dallas, enquanto o K9-X, no México, será operado remotamente.
  • A Boston Dynamics garante que os robôs não farão reconhecimento facial, mas alguns usuários já expressam preocupação sobre essa possibilidade.

A Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte terá uma novidade pouco convencional na segurança: cães-robô. As operações acontecem nos Estados Unidos, com o robô Spot, da Boston Dynamics, e no México, com o K9-X, modelo desenvolvido pela chinesa Unitree Robotics e já testado antes do Mundial.

Ambos os “agentes” têm quatro patas e contam com câmeras acopladas para auxiliar na patrulha de torcedores nos arredores do AT&T Stadium, em Dallas, e Estádio BBVA, em Guadalupe. O primeiro é 100% autônomo, mas o segundo será controle de forma remota, com operação semelhante à de um drone.

Segundo o Wired, que cobriu os primeiros testes do K9-X durante uma partida do Club de Fútbol Monterrey em fevereiro, o modelo é utilizado para uma primeira abordagem, identificando ações ilegais e alertando as autoridades em caso de alguma suspeita. O Spot promete fazer o mesmo, mas a Boston Dynamics garante que não haverá reconhecimento facial.

Policiamento estilo Black Mirror

Cão-robô K9-X da Unitree, com câmeras
No México, modelo usado será o K9-X (imagem: reprodução/Wired)

A princípio, os robôs serão, basicamente, uma câmera ambulante circulando pelos arredores dos estádios. Contudo, no caso do México, há possibilidade de intervenção física em situações de perigo. De acordo com o prefeito de Guadalupe, Héctor García, essa será uma forma de “proteger a integridade dos oficiais humanos”.

@ogdaffle

Dallas is using facial scanning robots to verify ticket holders for the FIFA World Cup! #worldcup #dallas #robotdog #fifa #fyp

♬ original sound – OG Daffle

Ainda que a Boston Dynamics negue qualquer forma de reconhecimento facial, usuários demonstraram preocupação. No Reddit, alguns apontam que o movimento dos robôs indica tentativas de reconhecimento facial. Há também quem os compare com o cão-robô que aparece no seriado Black Mirror, no episódio Metalhead, de 2017.

A iniciativa faz parte do projeto Security Spot, de autoria da Hyundai, que é dona da Boston Dynamics. De acordo com o site Futurism, a empresa tem como objetivo desenvolver “a maior e mais avançada frota móvel de robôs”, além de ser a única a fornecer o serviço de forma oficial durante o Mundial.

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

LG traz gigantesco monitor gamer curvo ao Brasil: 51,6″

4 de Junho de 2026, 10:02
Monitor LG Evo UltraGear G9 de 51,6" em tela curva 1000R, exibindo jogo; ao lado, PC aberto (divulgação/LG)
Monitor LG Evo UltraGear G9 custa R$ 14.999 (imagem: divulgação/LG)
Resumo
  • A LG lançou o monitor gamer Evo UltraGear G9 no Brasil, com 51,6 polegadas, curvatura de 1000R e resolução 5K2K (5120 x 2160p).
  • O produto é considerado o maior display do tipo no mercado e custa R$ 14.999.
  • O monitor traz recursos como PIP, AMD FreeSync Premium, VESA Adaptive Sync, HDR, até 4.000 nits de brilho, taxa de atualização de até 240 Hz e tempo de resposta de 1 ms.

A LG anunciou seu novo monitor gamer premium de tela curva Evo UltraGear G9 no Brasil. O display traz 51,6 polegadas, curvatura de 1000R e resolução máxima de 5120 x 2160p, que a marca chama de 5K2K. O produto já está à venda pelo preço sugerido de R$ 14.999.

Segundo a empresa, trata-se do maior tamanho de tela do mercado para um dispositivo com resolução 5K2K. Na prática, isso deve representar um 4K que cubra todo o formato 21:9, com 33% de ganho em tamanho de tela frente a um monitor 16:9.

O aparelho bem sem o webOS ou qualquer outro sistema nativo. Ainda assim, traz PIP, para ter duas áreas de trabalho abertas, e as tecnologias AMD FreeSync Premium e VESA Adaptive Sync, ambas voltadas para mitigar engasgos entre o processamento dos jogos e o que é exibido na tela.

Especificações padrão do mercado, mas adaptadas ao display maior

O novo Evo UltraGear G9 da LG traz uma ficha técnica que remete aos principais monitores gamer do mercado, com suporte a HDR, até 4.000 nits de brilho e a própria curvatura em 1000R, padrão de outros dispositivos ultra-wide.

Na taxa de atualização, por exemplo, são até 240 Hz de frequência, enquanto o tempo de resposta prometido pela LG é de 1 ms, configurações igualmente encontradas em outros monitores premium à venda no Brasil.

Modelo traz boas opções de conectividade e pode até carregar um notebook via USB-C (imagem: divulgação/LG)

Os destaques ficam por conta do tamanho de tela e da resolução, que promete entregar uma experiência melhor. Ele supera, por exemplo, o Odyssey G9 da Samsung, de 49 polegadas. Vale ressaltar que a concorrente também oferece o Odyssey Ark de 55 polegadas no Brasil, mas com resolução menor e apenas 144 Hz.

O Evo UltraGear G9 traz padrão DisplayPort 2.1 para garantir uma boa transferência de dados entre computador e monitor, assim como uma porta USB-C de 90 Watts, suficiente para carregar o notebook. O dispositivo traz um switch KVM para conectar até dois computadores e usar um único kit de teclado e mouse.

LG traz gigantesco monitor gamer curvo ao Brasil: 51,6″

GoPro vê dificuldade com empréstimos e pode decretar falência

3 de Junho de 2026, 08:34
GoPro é nova vítima da crise dos chips de memória e pode declarar falência em breve (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • A GoPro publicou um documento financeiro indicando possíveis problemas para seguir operando nos próximos meses devido à crise dos chips de RAM.
  • A empresa tem cerca de US$ 50 milhões em empréstimos com bancos e enfrenta dificuldades para cumprir esses acordos.
  • A GoPro está à venda e aguarda interessados para evitar a falência, tendo anunciado a demissão de 23% dos seus funcionários e queda de 14% no valor das ações.

A GoPro publicou um documento financeiro indicando possíveis problemas para seguir operando nos próximos meses. O alerta veio por meio do chamado formulário 8-K, um aviso dado por empresas de capital aberto nos Estados Unidos quando têm notificações importantes para seus investidores.

De acordo com a mídia especializada, o grande problema é a crise dos chips de RAM, que tem afetado desde o desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6) até a produção de cartões de memória da Sony. Os preços desses componentes tiveram um aumento de até 115%. Os principais fornecedores estão focando em memórias específicas para data centers de inteligência artificial.

As vendas da empresa já caíram 26% em relação ao último levantamento financeiro, e há ainda uma incerteza quanto ao cumprimento de contratos em empréstimos.

Crise das memórias RAM afeta mercado de eletrônicos

Esse é só mais um caso de problemas envolvendo a escassez de chips de RAM e fabricantes de hardware. A alta demanda de componentes adequados para os servidores de IA tem reajustado a produção global de memória, e a situação vem sendo monitorada desde 2025 pelas big techs.

Ao longo dos últimos meses foram anunciados diversos aumentos de preços em celulares Android e videogames como o Steam Deck, interrupção na produção de cartões de memória da Sony, além de atrasos previstos para a próxima geração de consoles, como o PS6.

Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Datacenters de inteligência artificial têm aumentado a demanda de memória RAM (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Agora é a vez da GoPro. De acordo com o site financeiro Investing, a empresa tem cerca de US$ 50 milhões (R$ 250 milhões, em conversão direta) em empréstimos com bancos como o estadunidense Wells Fargo. E a expectativa é de dificuldades para cumprir esses compromissos.

Próximos passos da fábrica de câmeras de ação

Na prática, a GoPro fica agora “aberta a novos investimentos” – ou seja, está à venda e aguarda interessados para evitar a falência. A empresa já anunciou a demissão de 23% dos seus funcionários e teve uma queda de 14% no valor das ações.

Vale lembrar que, em novembro, o CEO Nicholas Woodman anunciou a compra de US$ 2 milhões (R$ 10 mi) em ações para demonstrar confiança em seu produto. Hoje, as ações beiram o preço de US$ 1, cerca de R$ 5 em conversão direta.

GoPro vê dificuldade com empréstimos e pode decretar falência

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Novo Xbox Ally X20 é anunciado pela Asus com tela OLED

2 de Junho de 2026, 09:12
ROG Xbox Ally X20 é nova versão do portátil com tela OLED (imagem: divulgação/Asus)
Resumo
  • A Asus anunciou o ROG Ally X, uma edição comemorativa do portátil gamer com tela OLED de 7,4 polegadas, melhorias nos joysticks e mudanças na organização dos botões
  • O ROG Ally X tem o mesmo chip AMD Z2 Extreme, 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento do modelo padrão, mas com melhorias na tela, incluindo 120 Hz de atualização e até 1400 nits de brilho.
  • O portátil vem em um bundle com o óculos inteligente XReal R1, que oferece uma experiência de realidade aumentada e exibição em 17,1 polegadas.

O ROG Xbox Ally X ganhou uma versão comemorativa com melhorias significativas nos 20 anos da Asus no mercado de portáteis gamer. O novo X20 traz tela OLED de 7,4 polegadas e reorganização nos botões, além de atualizações no pad direcional e no joystick. São poucas mudanças de ficha técnica em relação ao ROG Xbox Ally X padrão, trazendo o mesmo chip AMD Z2 Extreme, 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento.

As melhorias se concentram na tela, com 120 Hz de atualização, até 1.400 nits de brilho e uma atualização no VRR, que cai para 30 Hz contra os 48 Hz da versão atual. O tamanho do portátil também é maior, resultando em 41 gramas a mais.

Até o momento, não há informações sobre preço. A título de comparação, o ROG Xbox Ally X padrão é encontrado no Brasil por a partir de R$ 9.239.

O que muda no novo portátil?

O mercado gamer de portáteis tem apostado bastante em versões OLED, a exemplo do Steam Deck OLED – que sofreu um aumento de preço recente. O novo X20 da Asus sobe das 7 polegadas do modelo padrão para as 7,4 polegadas. Essa versão traz ainda uma taxa de atualização maior e VRR menor, o que indica uma fluidez maior durante a gameplay. A resolução máxima segue a mesma, com 1080p.

Foto em close-up, vista lateral, de um console de videogame portátil de cor preta, mostrando a parte superior do dispositivo. Na parte central, há orifícios de ventilação, e nas laterais, as pegadas ergonômicas. A borda superior do console exibe, da esquerda para a direita: um botão de liga/desliga, um conector P2 para fone de ouvido, um slot para cartão, botões de volume, e portas USB-C. O logo do Tecnoblog aparece no canto inferior direito.
Mudanças do novo ROG Xbox Ally X20 são pontuais e focadas na tela (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

As mudanças nos botões chamam atenção. O switch do Modo Xbox agora traz uma luz verde para indicar quando está ativo, enquanto o pad direcional e os dois joysticks prometem maior feedback com os novos padrões utilizados. O acabamento também é semitransparente, mostrando o circuito externo, além de permitir maior entrada de ar, para reforçar o arrefecimento do sistema.

Bundle com óculos para gameplay futurista

ROG XReal R1 promete experiência gamer em realidade aumentada (imagem: divulgação/Asus)

O novo ROG Xbox Ally X20 aparece no site da Asus em um bundle com o ROG XReal R1, óculos inteligentes que prometem uma experiência bastante imersiva na hora de jogar, com realidade aumentada, exibição em 17,1 polegadas e atualização de até 240 Hz.

O modelo é uma espécie de Ray-Ban Meta para jogos, acompanhado de um dock para utilizar junto a um computador ou, no caso do bundle, o próprio ROG Xbox Ally X20. O dispositivo oferece um Modo Âncora, que permite travar o display virtual para uma experiência mais tradicional. Seu preço sugerido é de US$ 849 nos Estados Unidos.

Novo Xbox Ally X20 é anunciado pela Asus com tela OLED

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

1 de Junho de 2026, 09:10
Alto-falante Bluetooth sobre mesa, com mão segurando smartphone próxima. Ao fundo um laptop e um copo d'água
Alto-falante com nome suspeito causa transtorno em voo (imagem: Burst/Pexels)
Resumo
  • Voo UA236 da United, que ia dos EUA à Espanha, voltou ao aeroporto de origem após um speaker Bluetooth mostrar o termo “bomb” no pareamento.
  • A tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, mas dois deles continuaram ativos, levando à decisão de voltar por questões de segurança.
  • O incidente ilustra a preocupação com eletrônicos em voos, especialmente aqueles com baterias de lítio, que podem causar incêndios ou interferências.

Uma única caixa de som Bluetooth a bordo de um voo nos Estados Unidos foi suficiente para mudar a rota do avião, que voltou ao aeroporto de origem por questões de segurança. O motivo não foi interferência de sinal ou bateria, mas o seu nome: ela mostrava um termo “de quatro letras” no pareamento – muito provavelmente “bomb”, bomba em inglês.

Diante disso, os pilotos da United seguiram os protocolos de segurança e retornaram. O voo UA236 saiu de Newark, nos EUA, no último sábado (30/05) rumo a Palma de Mallorca, na Espanha, e já sobrevoava o Oceano Atlântico quando a ameaça foi detectada.

Brincadeira de mau gosto

Avião saiu de Newark rumo à Espanha, mas precisou voltar por “brincadeira de mau gosto” (imagem: reprodução/The Verge)

Segundo relatos de passageiros no Reddit, a tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, insistindo ainda que dois deles seguiam com pareamento ativo mesmo após a solicitação. Alguém da equipe teria até mesmo falado que a “brincadeirinha” prejudicaria a todos.

E o prejuízo realmente foi chato: o avião precisou voltar para dar sequência às medidas de segurança. O Verge noticiou o caso e teve acesso a uma gravação feita pelo Controle de Tráfego Aéreo confirmando que o retorno a Newark seria necessário.

O áudio também explica os protocolos de segurança, que passam por uma inspeção completa da aeronave e a evacuação dos passageiros. Mas, no final das contas, uma coisa não foi confirmada: o nome da caixinha de som em si. Por toda a situação com “uma certo nome de quatro letras”, provavelmente se tratava de mesmo de “bomb”.

Atenção a eletrônicos na aviação

Power-banks têm sido o “alvo” da vez na aviação civil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Alguns eletrônicos não são bem-vindos na aviação civil, principalmente por conta das baterias de lítio. Em 2024, por exemplo, um incêndio causado pelo superaquecimento do componente em um notebook levou à evacuação de um avião no aeroporto de São Francisco, nos EUA. Essa preocupação é frequente para agências de aviação pelo mundo pelo menos desde a explosão de um Galaxy Note 7 em 2016, também nos Estados Unidos.

Outra situação semelhante envolveu a proibição de MacBooks Pro de 15 polegadas fabricados entre 2015 e 2017, justamente pelo risco de incêndio. Mais recentemente, os power banks também têm passado por restrições após uma medida da Organização Internacional de Aviação Civil.

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Latam orienta que power bank fique no bolsão de aeronave (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera

29 de Maio de 2026, 17:44
Modo Siri no Dynamic Island: inteligência artificial ganha destaque no iOS 27 (imagem: reprodução/Bloomberg)
Resumo
  • O iOS 27 terá integração maior com a Siri, com opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela.
  • O aplicativo de câmera terá novos widgets para customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário e uma opção “Siri” para leitor inteligente e edições de imagem via IA.
  • A Apple testa integrações com chatbots de outras empresas, além da parceria com a OpenAI, e o iOS 27 permitirá acessar outros modelos de IA no futuro.

A Apple ainda se prepara para o lançamento do novo iOS 27 durante a WWDC 2026, no dia 8 de junho, mas um vazamento recente já adianta algumas das principais novidades. A expectativa por uma integração maior com a Siri parece se confirmar tanto na câmera quanto no software como um todo, disponível diretamente pela Dynamic Island.

Outra confirmação é a presença do ChatGPT, além de uma opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela. Também foram revelados novos widgets disponíveis no app de câmera que permitem customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário.

O vazamento foi divulgado pela Bloomberg, inclusive com imagens mostrando a nova interface do iOS 27. É importante frisar que a Apple costuma testar diferentes opções de design antes do lançamento. Portanto, podem haver diferenças em relação ao produto final.

Inteligência artificial em destaque

As IAs generativas têm dominado o mercado de tecnologia em 2026, e não será diferente no próximo sistema do iPhone. As imagens mostram uma grande repaginada na Siri, que aparece com formato de chatbot similar ao encontrado em concorrentes como ChatGPT, Claude, Grok e Gemini.

Recurso “Search or Ask” pode ser acessado deslizando a tela na direção do Dynamic Island (imagem: reprodução/Bloomberg)

Além disso, também será possível ativar a IA com um comando simples a qualquer momento. A exemplo do que acontece com a Tela de Bloqueio e a Central de Controle, bastaria deslizar o dedo a partir do topo da tela para consultar a IA.

Essa função, chamada nos vazamentos de Search or Ask, também deve permitir acessar outros modelos de IA no futuro. Segundo o Bloomberg, além da parceria com a OpenAI, a Apple vem testando integrações com chatbots de outras empresas.

Novidades no app de câmera

Na câmera deve surgir uma opção de Siri entre modos de uso já estabelecidos, como Foto e Retrato. A expectativa é por uma espécie de leitor inteligente para fazer traduções e tirar dúvidas. Também será possível solicitar edições de imagem via IA com mais facilidade, dentro do próprio app.

O aplicativo de câmera também terá uma nova customização de widgets, em que o usuário pode incluir ferramentas de edição mais acessadas para ativá-las com maior facilidade.

Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera

Tela Brasil: streaming gratuito do governo estreia neste fim de semana

29 de Maio de 2026, 17:34
Tela Brasil será lançado neste sábado (30/05) como alternativa gratuita de streaming (imagem: divulgação/UFAL)
Resumo
  • O serviço de streaming Tela Brasil, desenvolvido pelo Ministério da Cultura e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), estreia no sábado (30/05) com cerca de 500 produções nacionais.
  • O acesso ao Tela Brasil se dará pelo portal Gov.br, sem app para celulares anunciado até o momento.
  • O catálogo do Tela Brasil inclui filmes como Ó Paí Ó e Cidade de Deus, com curadoria focada em temáticas como cidadania, direitos humanos e cultura popular.

O serviço de streaming Tela Brasil entra no ar neste sábado (30/05), como alternativa gratuita de acesso a conteúdo audiovisual oferecida pelo Governo Federal. A plataforma foi desenvolvida pelo Ministério da Cultura e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O acesso se dará pelo portal Gov.br.

Segundo o Governo Federal, a proposta visa ampliar o acesso às produções nacionais, além de democratizar a cultura. O movimento é semelhante ao lançamento do MEC Livros, em abril, que trouxe uma biblioteca pública digital. Até o momento, não há informações sobre apps para TVs, celulares e tablets.

O evento de lançamento acontece às 12h no Rio de Janeiro. O site do serviço, inclusive, já está ativo e aparece entre os resultados de busca do Google, mas ainda sem conteúdo.

Streaming gratuito

O projeto do Tela Brasil ganhou força com o sucesso de Ainda Estou Aqui (2024), filme dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello. Ele levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2025. A proposta é aumentar o acesso dos brasileiros às produções nacionais, hoje espalhadas por diversas plataformas.

Os testes do novo streaming são realizados desde julho de 2025 em escolas pelo Brasil, conforme divulgado pela própria UFAL. Os conteúdos foram divididos em formatos e gêneros, e a promessa é de uma curadoria voltada para temáticas como cidadania, direitos humanos, meio ambiente e cultura popular.

Conteúdos no Tela Brasil

Painel do Ministério da Cultura no Rio2C trouxe detalhes sobre o Tela Brasil (imagem: divulgação)

Ainda não há uma lista de filmes, séries, novelas e outras produções presentes no Tela Brasil. Segundo a coordenadora Daniela Fernandes, já são mais de 500 obras garantidas, sendo 139 pertencentes ao acervo de diferentes instituições, como a Cinemateca Brasileira, a Funarte, a Fundação Palmares e o Centro Técnico Audiovisual.

Entre os destaques do catálogo estão filmes como Ó Paí Ó e Cidade de Deus.

Além disso, ela deixou claro que a entrada de novos conteúdos será via licenciamento, e não incorporação automática daqueles que têm algum tipo de financiamento público.

Tela Brasil: streaming gratuito do governo estreia neste fim de semana

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

28 de Maio de 2026, 10:32
Pessoa jogando no Steam Deck na rua, ilustrando o aumento de preço do Steam Deck OLED
Steam Deck ficou mais caro (imagem: divulgação)
Resumo
  • Steam Deck OLED da Valve teve um aumento de preço devido à escassez de memórias RAM.
  • A versão de entrada passou de US$ 549 para US$ 749 e a versão de 1 TB subiu para US$ 949.
  • Apesar de não ser vendido oficialmente no Brasil, o reajuste deve impactar consumidores que recorrem ao mercado cinza e à importação.

A Valve fez um reajuste salgado nos preços do Steam Deck OLED, com aumento de, pelo menos, US$ 200 (aproximadamente R$ 1.014, em conversão direta) na versão base. A opção mais robusta, com 1 TB de armazenamento, agora custa US$ 949 (R$ 4.814) — valor US$ 300 mais caro que os US$ 649 cobrados anteriormente.

O aumento afeta apenas a linha OLED, que voltou a aparecer em estoque no site do Steam. A versão com tela LCD segue fora de catálogo. Segundo a Valve, o motivo do aumento é a atual crise dos chips de memória RAM, que tem levado a uma série de movimentações no mercado.

O uso massivo dessas memórias em data centers de IA seria a principal causa dessa crise. Além de reajustes no Nintendo Switch 2 e até em celulares da Samsung, a escassez também afetou a produção de cartões de memória da Sony e o desenvolvimento do vindouro PlayStation 6.

Os novos preços ficaram assim:

  • Steam Deck OLED 512 GB: US$ 789 (antes custava US$ 549)
  • Steam Deck OLED 1 TB: US$ 949 (antes custava US$ 649)

Consumidor brasileiro também deve ser afetado

O Steam Deck e outros produtos da Valve não são vendidos oficialmente no Brasil, sendo necessário buscar opções de importação por aqui. No entanto, com o reajuste, o preço deve subir mesmo para quem recorre ao mercado cinza.

Com a expectativa de importação, o consumidor brasileiro pode considerar ao menos cerca de R$ 1 mil de diferença quando for comprar uma das duas opções oferecidas oficialmente pela Valve. Atualmente,  a versão com 512 GB sai por ao menos R$ 6.299 no e-commerce nacional. Já o Steam Deck OLED com 1 TB aparece em ofertas de R$ 6.749 e R$ 6.999, a depender do site.

Um ponto importante a se considerar nesses casos é que muitas lojas já têm o Steam Deck OLED em estoque, ou seja, importaram o produto antes do reajuste. É esperado que os efeitos do aumento não sejam imediatos para importação, mas acabam sendo inevitáveis.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Preços podem demorar a subir, mas reajuste deve ocorrer na importação (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Steam Deck OLED substituiu a versão LCD

Como lembra o The Verge, o modelo mais básico do Steam Deck, com tela LCD e armazenamento que começa em 64 GB, não aparece mais à venda oficialmente pela Valve. Isso significa que as opções disponíveis no varejo só terão reajustes condicionados pelo mercado, e não necessariamente pelo aumento da fabricante.

Aqui no Brasil, ainda é possível encontrar a opção mais simples do portátil sendo vendida no e-commerce e em sites de importação, com preços que partem dos R$ 4.750 com 256 GB. Outra opção é considerar produtos de segunda mão. Hoje é possível encontrar a versão com tela LCD e 1 TB de armazenamento saindo a R$ 3.690 em sites de compra e venda de usados.

O modelo LCD tem uma tela menor, de 7 polegadas e pode chegar a até 400 nits de brilho, rodando a 60 Hz. Já a versão OLED tem uma tela de 7,4 polegadas, com até 1.000 nits de brilho e 90 Hz. Ambos trazem processamento via APU AMD Ryzen.

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

iPhone 19 com bordas curvas? Apple avança na confecção de protótipos

22 de Maio de 2026, 18:23
Tela infinita e as quatro bordas curvas: iPhone 19 Pro pode trazer novidade no design (imagem: reprodução/MacRumors)
Resumo
  • A Apple está desenvolvendo protótipos do iPhone 19 com tela infinita e bordas curvas, segundo o leaker Digital Chat Station.
  • O iPhone 19 Pro pode ter bordas curvas nos quatro cantos da tela, uma novidade no design que pode ser lançada em 2027.
  • A implementação de sensores do Face ID e da câmera frontal em uma tela infinita está apresentando desafios para a Apple, de acordo com o MacRumors.

O iPhone 19 Pro pode trazer bordas curvas nos quatro cantos da tela. É o que aponta um leaker chinês chamado Digital Chat Station. O rumor já existia desde abril, quando o mesmo perfil apontou a possibilidade envolvendo o 20º aniversário de lançamento do iPhone. Agora, a fabricante teria avançado para a confecção de protótipos com o novo design.

A suposta tela curva no iPhone já apareceu em 2018. Na época, vale lembrar, o principal rival no mercado era o Galaxy S9, que trouxe bordas curvas nas laterais. Esta novidade envolveria a versão Pro do iPhone 19, que também pode estrear um novo nome.

Finalmente teremos tela infinita na Apple?

A Apple tem um histórico de design bastante sóbrio. Desde o primeiro iPhone, lançado por Steve Jobs em 2007, o smartphone sempre apostou em um display convencional e reto, mesmo com diversos modelos concorrentes chegando às lojas com bordas curvas e, mais recentemente, telas dobráveis. Ao que tudo indica, a companhia deve iniciar as mudanças ainda neste ano.

Dynamic Island no iPhone 14 Pro e Pro Max
Dynamic Island é solução da Apple para Face ID e câmera frontal desde o iPhone 14 (imagem: reprodução/Apple)

Os rumores também dão conta de um modelo com acabamento em vidro, no que poderia ser uma versão mais sofisticada e cara do que os modelos 19 Pro e 19 Pro Max. Ainda assim, há muitas dúvidas quanto ao verdadeiro diferencial de um suposto modelo comemorativo de 20 anos.

Segundo informações divulgadas pelo MacRumors, a Apple estaria com dificuldades para concluir a próxima geração. Ela não estaria conseguindo implementar sensores do Face ID nessa tela infinita, assim como esconder a câmera frontal – o que tem se resolvido com a Dynamic Island nos iPhones atuais.

Dois eventos por ano

Outra possibilidade tem circulado no mercado: uma possível nova janela de lançamento dos iPhones, começando neste ano. A empresa dividiria os lançamentos do iPhone 18 em dois períodos, revelando as versões Pro e Pro Max por volta de setembro, como costuma fazer com seus lançamentos anuais, e deixando o modelo padrão para a próxima primavera, daqui a cerca de um ano.

iPhone 19 com bordas curvas? Apple avança na confecção de protótipos

Dynamic Island no iPhone 14 Pro e Pro Max (Imagem: Reprodução / Apple)

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

21 de Maio de 2026, 08:48
Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)
Resumo
  • Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
  • 70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
  • Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.

As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.

Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho. 

Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.

Pesquisas confirmam descontentamento

De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.

Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Demissões em massa

Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.

Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

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Ex-CEO do Google enfrentou forte reação durante discurso em Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 17 Pro e Galaxy S26 Ultra superam rivais em teste de carregador

15 de Maio de 2026, 18:51
iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iPhone 17 Pro supera rivais em teste e tem melhor desempenho de recarga do mercado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Panorama geral: O iPhone 17 Pro foi eleito o celular com a recarga mais rápida do mercado em testes da CNET, superando 32 modelos na média combinada entre os critérios com e sem fio.
  • Apenas com cabo: O Galaxy S26 Ultra liderou este segmento, atingindo 76% de carga em 30 minutos com 60 Watts de potência, enquanto o iPhone 17 Pro alcançou 74% no mesmo período com 40 Watts.
  • Apenas indução: O iPhone 17 Pro dominou a categoria sem fio ao carregar 55% da bateria em 30 minutos, ficando à frente de outros modelos da Apple e do Galaxy S26 Ultra, que atingiu 39%.

O iPhone 17 Pro recebeu o título de celular com o carregamento mais rápido do mercado após testes realizados em laboratório. O modelo top de linha da Apple teve um aproveitamento maior que os outros 32 modelos quando considerados os critérios de recarga por fio e sem fio. Ele ficou à frente do iPhone 17 Pro Max e rivais de marcas como Samsung, Motorola e OnePlus.

Apesar da vantagem no cômputo geral, o celular da maçã ficou atrás do Galaxy S26 Ultra especificamente no carregamento via cabo, dominado pelo top de linha da Samsung. Outros modelos considerados nos testes foram o Galaxy Z Fold 7, Galaxy S25 FE, Moto G Stylus 2025 e OnePlus 15.

Recarga com cabo

Smartphone cinza posicionado horizontalmente sobre um tecido tramado cinza. A tela exibe um aplicativo de notas com fundo branco e a frase manuscrita em azul "Olá Tecnoblog!", acompanhada de um desenho de coração. Abaixo do aparelho, há uma caneta stylus (S Pen) na cor branca com ponta fina e um detalhe metálico no topo. A interface da tela mostra ícones de ferramentas de edição e botões virtuais de navegação. No canto inferior direito da imagem, consta a marca d'água "tecnoblog".
Galaxy S26 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os testes foram feitos com os respectivos cabos que acompanham os aparelhos, todos plugados em um adaptador de tomada com velocidade máxima de carga equivalente ou maior que o celular em questão. Nesse cenário padrão, o Galaxy S26 Ultra chegou aos 76% de bateria nos 30 minutos, enquanto o iPhone 17 Pro ficou com 74%.

Vale reforçar que o modelo da Apple tem suporte a 40 Watts, enquanto o aparelho da Samsung alcançou a carga maior com seus 60 Watts de potência máxima. Ambos foram testados em seus cenários ideais.

Além deles, outros modelos chamaram atenção: o Moto G Style 2025, que também foi a 74%, e o OnePlus 15, com 72%. Logo em seguida aparecem os iPhones 17 e 17 Pro Max, com 69%, mesmo nível de recarga do Galaxy S25 FE.

Recarga sem fio

Ao considerar o carregamento por indução, o iPhone 17 Pro chegou a 55% dentro de 30 minutos, superando outros modelos da maçã, como iPhone 17 Pro Max (53%), iPhone 17 (49%) e iPhone Air (47%). Já o Galaxy S26 Ultra chegou a 39% durante o período.

As avaliações foram realizadas pela equipe técnica do site especializado CNET, que tentou descobrir o comportamento do smartphone com uma recarga partindo de 10%, pelo período de 30 minutos. Eles fizeram duas tabelas: uma com a recarga por cabo e outra com a recarga por indução (nos padrões Qi, Qi2 e Qi2.2). Um dos motivos apontados para a vantagem do iPhone 17 Pro foi o tamanho da bateria, com 4.252 mAh, menor que os 5.000 mAh presentes em outros telefones.

iPhone 17 Pro e Galaxy S26 Ultra superam rivais em teste de carregador

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Ranking considera a carga máxima atingida em 30 minutos, tanto na tomada quanto por indução.

iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

S Pen permanece no Galaxy S26 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

15 de Maio de 2026, 10:43
Imagem de um smartphone com design dourado. Na tela, há a hora "12:00" e a data "January 20, 2025", com o logotipo "TRUMP MOBILE" na parte superior e a frase "Make America Great Again" abaixo. O fundo da tela exibe uma bandeira dos Estados Unidos estilizada. Na parte de trás do aparelho, vê-se uma gravação do símbolo "T" grande, seguido de "1", e a imagem de uma bandeira dos EUA. O telefone possui três câmeras traseiras e uma borda dourada.
T1 Phone “made in USA”, pelo visto, é versão repaginada de celular chinês (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Trump Phone pode ser uma versão mais cara de um smartphone fabricado na China.
  • Anunciado como um aparelho “Made in USA”, com tecnologia e fabricação 100% nacional, o celular seria, na verdade, o REVVL 7 Pro 5G.
  • O aparelho original custa US$ 126 por lá, enquanto o smartphone de Donald Trump é vendido por US$ 499.

A Trump Organization anunciou o T1 Phone em junho de 2025 prometendo um celular “Made in USA”, com desenvolvimento e fabricação totalmente norte-americanos. No entanto, o aparelho que começa a chegar aos compradores quase um ano após a pré-venda parece ser apenas uma versão dourada de um modelo chinês.

O lançamento do T1 Phone foi cercado de polêmicas, desde a proposta até as imagens de divulgação. No início, as imagens mostravam um iPhone banhado a ouro, mas depois passaram a exibir uma cópia do Galaxy S25 Ultra com detalhes dourados e referências ao presidente, conforme noticiou o The Verge.

Agora que o produto está entrando na fase de distribuição para quem comprou na pré-venda, analistas de mercado apontam que o smartphone tem as mesmas especificações do REVVL 7 Pro 5G, da fabricante chinesa Wingtech.

O REVVL é vendido nos Estados Unidos pela T-Mobile e custa a partir de US$ 126 (R$ 630, em conversão direta), enquanto o T1 Phone custa US$ 499 (R$ 2,5 mil).

Celular nem tão americano assim

O anúncio do T1 Phone aconteceu em meio ao aumento das tarifas de importação sobre produtos chineses imposto pelo presidente Donald Trump, movimento que gerou preocupação na indústria de tecnologia dos EUA devido à forte dependência de componentes fabricados na China.

Além do país asiático, itens importados de Canadá, México, Japão, Índia e Brasil começaram a receber taxas extras para entrarem nos Estados Unidos.

O novo celular foi revelado pela Trump Organization em junho, junto a um plano de telefonia. Nas especificações, o smartphone teria tela AMOLED de 6,8 polegadas, 12 GB de memória RAM e câmeras com até 50 MP, com três lentes na parte traseira. A bateria seria de 5.000 mAh e o sistema operacional, por sua vez, seria o Android 15.

Donald Trump durante comício
Ao longo de 2025, Donald Trump prometeu tarifas extras para países como a China (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Segundo o site El Español, que repercutiu o início dos envios do T1 Phone para os usuários, o modelo não fugiu muito às promessas: tela AMOLED de 6,78 polegadas, sensor principal de 50 MP e outras duas lentes (grande angular e teleobjetiva) no trio de câmeras traseiras.

As características são as mesmas presentes no Wingtech REVVL 7 Pro de 2024, mas com uma repaginação na parte externa.

Quanto à promessa de produção 100% feita nos Estados Unidos, a própria Trump Mobile voltou atrás nos matérias de divulgação, apontando que se trata de um produto projetado nos EUA, abandonando a alegação de fabricação integral no país.

The T1 Phone has arrived!! Those who pre-ordered the T1 Phone will be receiving an update email. Phones start shipping this week!!! pic.twitter.com/IsOre1cBa1

— Trump Mobile (@TrumpMobile) May 13, 2026

Política de reembolso também é alvo de críticas

As polêmicas envolvendo o T1 Phone vão além do aparelho em si: a política de reembolso ganhou novos termos que apontam para depósitos intransferíveis e sem “valor monetário”. Além disso, rumores apontam que as tentativas de cancelamento levaram a um e-mail avisando que os depósitos de pré-compra não seriam devolvidos.

Antes disso, a empresa nem mesmo confirmava a produção ou disponibilização do celular, e o depósito seria apenas uma “oportunidade condicional”, caso houvesse uma decisão pela venda, segundo a CNN. Atualmente, a posição oficial da Trump Mobile é de que o produto finalmente começará a ser enviado para seus compradores ainda esta semana.

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

15 de Maio de 2026, 08:14
DJI Mini 3 Pro RC N1
Drones podem ter capacidade de voo dobrada com nova tecnologia em baterias de lítio e enxofre (imagem: divulgação/DJI)
Resumo
  • Bateria de lítio e enxofre desenvolvida na Universidade de Tsinghua, na China, pode dobrar tempo de voo de drones.
  • A nova bateria tem eficiência de 549 Wh/kg, enquanto baterias de íon-lítio têm média de 300 Wh/kg.
  • A tecnologia pode ser usada em drones robustos, de resgate e de entrega de produtos, e também pode ser testada em outras reações, como baterias de fluxo e metal-lítio.

Pesquisadores de Shenzhen, na China, produziram uma bateria de lítio e enxofre que pode ser uma nova solução para a indústria de drones, principalmente pensando em modelos mais robustos. O componente é capaz de controlar melhor a dissipação de energia, um dos grandes problemas da categoria. Segundo os cientistas, isso é possível por conta de uma nova estratégia molecular que também aumenta a eficiência do produto.

Os atuais drones comerciais em geral utilizam baterias de íon-lítio, com capacidade bem inferior. Enquanto a novidade permite uma eficiência de 549 Wh/kg, os componentes atuais têm uma média de 300 Wh/kg.

Futuro das baterias pode estar próximo

Fábrica de produção de baterias de veículos elétricos. Close-up de componentes de bateria de alta tensão de íons de lítio para veículos elétricos ou carros híbridos. Módulo de bateria para linha de produção da indústria automotiva.
Controlar a dissipação de energia em baterias de lítio e enxofre é o grande desafio da tecnologia (imagem: iStock/SweetBunFactory)

A principal dificuldade de estabilizar baterias de lítio e enxofre passa pela alta dissipação de energia, difícil de ser controlada com as tecnologias atuais. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Tsinghua, produziu o componente utilizando um pré-mediador específico para o enxofre, ativado apenas quando o elemento entra em fase de reação eletroquímica.

Em outras palavras, esse aditivo garante que o transporte da carga elétrica ocorra de forma mais direcionada, evitando que a energia se perca em forma de calor. O trabalho acontece a nível molecular e, conforme divulgado pelo jornal China Daily, a resistência do produto é até 75% maior que baterias convencionais de lítio e enxofre. Nos testes, foram realizados 800 ciclos de carga e descarga, com 82% da capacidade original sendo mantida ao longo do processo.

Como isso pode impactar o mercado?

Drone da Speedbird leva entregas do iFood (Imagem: divulgação/iFood)
Drones de entrega ganhariam autonomia maior com nova tecnologia de bateria (imagem: divulgação/iFood)

A alta capacidade prometida por baterias de lítio e enxofre é interessante sobretudo para drones robustos, já que a proposta passa pelo alto desempenho por quilo transportado. Ainda assim, uma mudança nos drones comerciais também seria interessante. Outra vantagem interessante é o preço do componente, menor que as baterias de íon-lítio pois o enxofre custa menos.

Os pesquisadores também falaram sobre possíveis usos em drones de resgate, utilizados em situações de risco, além de modelos voltados para entrega de produtos e comida, que teriam uma produtividade maior. A tecnologia também será testada em outras reações, como em baterias de fluxo (reaproveitáveis), metal-lítio e em processos de reciclagem de componentes.

Os testes divulgados nesta semana foram feitos em laboratório. Até o momento não há nenhum relato de uso real dessa nova bateria de lítio e enxofre. Portanto, ainda não dá para prever se a tecnologia será, de fato, empregada a nível comercial, e tampouco se será algo viável nos drones que chegam às lojas.

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

(imagem: iStock/SweetBunFactory)

Drone da Speedbird leva entregas do iFood (Imagem: divulgação/iFood)

Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

14 de Maio de 2026, 11:01
Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apple Vision Pro chamou atenção no lançamento, mas teve vendas fracas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Apple Vision Pro não deve ter uma nova versão nos próximos dois anos, segundo a agência Bloomberg.
  • A empresa, no entanto, não encerrará o projeto e a equipe do Vision Pro será realocada para desenvolver óculos de realidade aumentada.
  • Os óculos de realidade aumentada da Apple devem trazer funções como gravação de vídeos e inteligência artificial.

O Apple Vision Pro, headset de realidade virtual da Maçã, não terá uma nova versão pelos próximos dois anos, pelo menos. É o que afirma o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, não se trata de uma desistência completa do produto, mas o foco será conseguir desenvolver alternativas mais leves e baratas no futuro.

Vale lembrar que a empresa cancelou a produção de uma versão Air do headset em 2025. No momento, a Apple tem um projeto que se assemelha mais aos óculos de realidade aumentada Meta Ray-Ban Display Glasses, principal opção do segmento hoje.

Ainda de acordo com Gurman, a equipe responsável pelo Vision Pro foi realocada para o desenvolvimento desses óculos inteligentes, assim como para atividades voltadas à integração da Apple Intelligence em seus acessórios.

Mudança de foco expõe dificuldades

A Apple lançou o seu Vision Pro em 2023, mas o preço sugerido chamou atenção: US$ 3.499, algo próximo a R$ 17,5 mil na cotação atual. O Tecnoblog testou o produto logo após seu anúncio e o design foi um dos grandes destaques, apesar do tamanho.

Sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil, o Apple Vision Pro teve dificuldades nesses quase três anos à venda: segundo divulgado pelo The Guardian, logo no início de 2026 houve um corte na produção do headset pelo insucesso nas vendas.

Apesar de trazer uma proposta que supera o principal concorrente no mercado atualmente, o Meta Quest, o Vision Pro vendeu apenas 45 mil unidades nos últimos meses de 2025.

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Meta Quest 3 é o principal concorrente do Apple Vision Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O segmento em si também apresentou uma queda significativa de 14% em relação a 2024, indicando uma desaceleração do mercado. Em contrapartida, a Meta conseguiu impulsionar o sucesso do seu Meta Glasses, com cerca de 7 milhões de unidades vendidas em 2025.

Bem mais leves e intuitivos, os óculos de realidade aumentada (ou óculos com IA) permitem gravar vídeos, ouvir músicas sem a necessidade de fones de ouvido e trazem recursos de inteligência artificial embarcada para atividades do dia a dia.

A proposta é bem mais simples, assim como o investimento: é possível encontrar versões do Meta Ray-Ban a partir de R$ 1.628 no e-commerce nacional, valor bem menos salgado que os R$ 17,5 mil convertidos do Vision Pro ou até os R$ 2.549 cobrados no Meta Quest 3s, versão de entrada do headset da empresa de Mark Zuckerberg.

Apple deve apostar em óculos de realidade aumentada

De acordo com Gurman, o segmento que faz sucesso com a concorrente Meta será a nova aposta da Apple em relação a wearables, inclusive com a transferência do time responsável pelo projeto cancelado do Vision Air para o desenvolvimento desses novos óculos de realidade aumentada.

Até o momento, os rumores apontam para uma primeira versão com uso integrado ao iPhone, tal qual os AirPods, com funções semelhantes às encontradas nos Meta Glasses. Entre elas, vale citar gravação de vídeos, fotos, ligações, identificação de objetos, entre outras interações de realidade aumentada com IA, assim como a função Find My, que integra todos os produtos da Maçã.

Em termos de design, há informações sobre testes feitos com impressão 3D, além de opções em diferentes cores. O desenvolvimento do novo óculos seria acompanhado ainda por outros wearables, como um pingente com Apple Intelligence e AirPods com câmera integrada.

Além da opção integrada ao iPhone, uma outra versão também estaria nos planos, com tela própria e maior independência de hardware, mas previsto apenas para 2028.

Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

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Segundo Mark Gurman, empresa pausou planos para uma nova geração do headset e agora prioriza óculos inteligentes mais leves, baratos e focados em IA.

Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 18 Pro pode manter preço da geração atual mesmo com a crise de chips

14 de Maio de 2026, 09:30
Imagem mostra iPhones expostos em uma mesa de madeira dentro de uma loja da Apple. Cada aparelho está preso a um suporte de metal com base circular branca, usada para carregamento MagSafe. O iPhone em destaque é alaranjado e está em primeiro plano, com outros modelos alinhados ao fundo sob iluminação de teto difusa.
iPhone 18 Pro pode manter o preço do atual iPhone 17 Pro (imagem: reprodução/Consomac)
Resumo
  • O iPhone 18 Pro pode manter o preço do iPhone 17 Pro, segundo o analista de mercado Jeff Pu.
  • Ele afirma que, mesmo com a crise dos chips de RAM que afeta fabricantes de celulares Android, a Apple deve conseguir segurar os preços.
  • A estratégia pode garantir preços mais agressivos graças à produção em larga escala e à redução de custos em componentes como telas e câmeras.

O iPhone 18 Pro pode manter a mesma faixa de preço do atual iPhone 17 Pro, interrompendo a sequência agressiva de aumentos vista nos últimos lançamentos da Apple. É o que sugere o analista de mercado Jeff Pu, que aponta a atual crise no mercado de memória RAM como um problema para a próxima geração de celulares Android — mas não necessariamente para os modelos da Maçã.

De acordo com o insider, a empresa deve superar a concorrência com uma “estratégia agressiva de preços”, sobretudo no iPhone 18 Pro. Atualmente, o iPhone 17 Pro é comercializado no Brasil por R$ 11.499 na opção de 256 GB. A expectativa é que a próxima geração tenha um valor aproximado.

Conforme divulgado pelo site MacRumors, isso aconteceria devido à produção em larga escala de modelos específicos por parte da Apple, além da diminuição de custos em outros componentes, como tela e câmeras. No entanto, como o próprio Tim Cook declarou, a Maçã não vai passar imune da crise e deve sofrer com o aumento nos preços de memórias.

Racks no datacenter SP01 (imagem: divulgação/Odata)
Expansão de data centers de inteligência artificial é a principal causa da escassez (imagem: divulgação)

Crise de chips afeta fabricantes pelo mundo

A indústria de hardware tem sofrido com a baixa oferta de componentes relacionados à fabricação das memórias RAM, que vêm sendo utilizadas principalmente na expansão dos servidores de inteligência artificial. O setor também sofre impactos da escassez de hélio — insumo essencial na produção de chips —, agravada pelos conflitos no Oriente Médio.

Assim, além de celulares, data centers, computadores e até videogames estão sendo impactados — o prazo para a chegada do PlayStation 6 sofreu atrasos e houve cortes na produção de memory cards da Sony.

Expectativas para o iPhone 18 Pro

Além do preço próximo ao do iPhone 17 Pro, é esperado que o modelo traga uma Dynamic Island menor e uma nova traseira.

Os rumores também sugerem que o modelo vai estrear uma nova tela OLED da Samsung — que fornece displays para a Apple há anos —, com tecnologia para permitir o Face ID sob a tela.

iPhone 18 Pro pode manter preço da geração atual mesmo com a crise de chips

iPhones ficam suspensos em bases com MagSafe nas lojas da Apple (imagem: reprodução/Consomac)

Cloudflare tem datacenters em mais dde 100 países (imagem: divulgação/Odata)

Metade das senhas pode ser hackeada em 1 minuto, diz estudo

11 de Maio de 2026, 09:35
Ilustração mostra seguranças defendendo computador contra vírus de computador e bombas que simulam ataques DDoS; esquema representa o conceito de cibersegurança
Sua senha provavelmente não é tão segura assim (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Kaspersky analisou 231 milhões de senhas vazadas na internet e descobriu que 48% delas podem ser decodificadas em menos de 1 minuto.
  • Cerca de 60% levam menos de 1 hora para serem descobertas.
  • Segundo a análise da empresa de cibersegurança, a capacidade de processamento das GPUs atuais facilita a descoberta por hackers.

Uma pesquisa feita pela Kaspersky descobriu que 48% das senhas já vazadas na internet podem ser descobertas por hackers em menos de um minuto. Além disso, a empresa de cibersegurança revelou outro dado que chama atenção: considerando um tempo maior para descobrir o código, de até uma hora, 60% das senhas usadas no mundo podem ser acessadas.

Segundo a análise, essa facilidade estaria relacionada à capacidade de processamento das placas de vídeo atuais, utilizadas por hackers para acelerar a quebra e decodificação de senhas.

Os resultados acendem um alerta importante de cibersegurança e reforçam a máxima: não dá mais para confiar apenas nas palavras-chave como recurso máximo de proteção para seus dados.

Para chegar nesses números, a Kaspersky analisou 231 milhões de códigos entre 2023 e 2026, e apenas 23% delas se mostraram seguras o suficiente, ou seja, dariam aos hackers um ano inteiro de trabalho para serem descobertas.

Placas de vídeo mais potentes aceleram quebra de senhas

O estudo atribui esse aumento na vulnerabilidade ao avanço das placas de vídeo usadas nos testes. Na edição anterior, publicada em 2024, a análise utilizava a GeForce RTX 4090, da Nvidia. Agora, os pesquisadores adotaram a RTX 5090, cuja capacidade de quebrar o algoritmo MD5 cresceu 34%, atingindo 220 bilhões de hashes por segundo.

Nvidia GeForce RTX 5090 (Imagem: Divulgação)
Placas atuais com alto poder de processamento facilitam o trabalho dos hackers (imagem: divulgação)

Vale explicar que hash, no caso, é uma função matemática que transforma a sequência de carácteres formada pela sua senha em um novo padrão codificado. E, conforme explica um artigo da Avast, MD5 é o algoritmo que gera esses hashes no processo de criptografia. Ou seja: o processo reverso de leitura e compreensão dessas funções para chegar à sequência original ficou bem mais rápida com a placa mais recente.

Pode parecer algo simples de “resolver”: nem todo hacker teria acesso a uma GPU top de linha como essa, que sai a, pelo menos, R$ 21.999 no e-commerce nacional. Ainda assim, a Kaspersky reforça a facilidade com que se pode ter acesso a esse poder de processamento por meio de serviços na nuvem, com aluguel bem mais barato por um tempo curto de uso.

Na prática, isso reduz a barreira para ataques automatizados. Se menos de um minuto já seria suficiente para quebrar quase metade das senhas analisadas — e uma hora bastaria para atingir 60% delas —, não seria necessário investir diretamente em uma placa topo de linha para quebrar as senhas.

Outro ponto levantado foi o esforço feito durante um ataque: ao conseguir decodificar uma senha, alguns padrões utilizados pelo algoritmo MD5 podem se repetir em muitas outras, facilitando a vida do hacker que faz essas tentativas com um grande número de contas como alvo e até justificando o uso de um processamento tão poderoso de uma vez só.

Como proteger a minha senha?

Além do alerta em si, a Kaspersky explica quais fatores contribuem para a vulnerabilidade das senhas. Sequências criadas por humanos, por exemplo, são mais previsíveis e até mesmo aquelas feitas por meio de uma inteligência artificial generativa podem ser descobertas mais facilmente, já que é possível identificar traços humanos no processo criativo.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Senhas fortes (e grandes) dão mais trabalho para hackers, mas não são o suficiente (imagem: DC Studio/Freepik)

O fator mais determinante para dificultar a quebra na hora de decodificar foi o tamanho das senhas. Segundo a Kaspersky, 24 horas são suficientes para decifrar praticamente todas as sequências de oito caracteres, por exemplo.

Para reforçar a segurança das senhas, o estudo sugere:

  1. usar um gerenciador que crie sequências aleatórias;
  2. não anotar senhas em arquivos de texto;
  3. evitar o salvamento automático em navegadores;
  4. fazer atualizações periódicas automaticamente.

Esse último fator é, inclusive, determinante para uma segurança maior, chamado na pesquisa de “higiene digital”.

A principal dica, no entanto, é ativar recursos de autenticação em dois fatores, de preferência utilizando um aplicativo de autenticação como Google Authenticator, Authy e Yandex ID.

Apesar da possibilidade de fazer isso por códigos enviados via e-mail ou SMS, por exemplo, a dica é recorrer a esses apps, que geram sequências aleatórias e podem ficar disponíveis em todos os seus dispositivos.

Metade das senhas pode ser hackeada em 1 minuto, diz estudo

Entenda o que significa o conceito de cibersegurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nvidia GeForce RTX 5090 (Imagem: Divulgação)

Spotify anuncia selo de verificação para artistas contra músicos de IA

30 de Abril de 2026, 19:16
Artistas humanos vão ganhar verificação no Spotify. Plataforma quer combater boom de conteúdos enganosos feitos por IA (Imagem: Fath/Unsplash)
Resumo
  • O Spotify implementou um selo de verificação para artistas reais, como parte de suas medidas para combater conteúdos criados por inteligência artificial (IA).
  • O selo de verificação será concedido apenas a artistas humanos que atendam a certos critérios, como engajamento e ouvintes recorrentes, além de movimentações na conta que comprovem sua identidade.
  • A medida visa reduzir a confusão entre artistas reais e aqueles criados por IA, que têm feito sucesso em plataformas de música.

O Spotify anunciou uma nova medida para combater artistas criados do zero com inteligência artificial: um selo de verificação para seus músicos e bandas reais. A ideia é frear o aumento de conteúdos de baixa qualidade publicados na plataforma feitos inteiramente por IA.

Agora, apenas artistas humanos terão selos de verificação, mas serão necessários outros critérios para garantir essa identidade. Entre eles, estão engajamento e ouvintes recorrentes, além de movimentações na conta, como datas de shows, identificações que comprovem que se trata de um ser humano, entre outros exemplos.

Vale lembrar que a empresa já havia falado sobre o assunto em 2025, quando anunciou o reforço das medidas para identificação de conteúdos feitos por IA. Segundo o comunicado, o problema das IAs envolve o uso de deepfakes na voz, monetização via spam e melhorias na identificação do que é feito com IA ou não. A nova verificação chega como um reforço para essas medidas, que seguem em vigor.

Foto de uma pessoa utilizando um notebook, usando um fone branco, com uma ilustração de um app de música na tela do aparelho
Artistas gerados por IA passam imperceptíveis para o público (imagem: rawpixel/freepik)

Artistas de IA confundem usuários e muitas vezes fazem sucesso

O problema de artistas criados inteiramente por IA não é exclusivo do Spotify: a Deezer publicou um levantamento em 2025 em que 97% dos usuários não souberam responder quais músicas eram feitas por inteligência artificial ou não, e mais da metade das pessoas se mostraram incomodadas por isso. Além disso, 44% dos novos conteúdos que chegam à plataforma diariamente são criados por IA. A Deezer, inclusive, avisa ao usuário quando um conteúdo é feito por IA.

No Spotify, apesar das poucas informações sobre o quantitativo de músicas feitas por IA, também há meios de identificar se um conteúdo é gerado ou não por IA, graças às atualizações anunciadas ainda em 2025. Ainda assim, nem todo artista tem essa página devidamente atualizada, algo que será exigido agora com o novo selo de verificação.

Alguns casos têm sido apontados como exemplos de artistas feitos inteiramente por IA que fizeram sucesso entre os ouvintes do Spotify e chegaram a boas posições nos charts de mais streams. Segundo o site alemão Deutsche Welle, a banda country Breaking Rust teve a música mais ouvida em novembro de 2025 na lista da Billboard para o estilo, enquanto o grupo Velvet Sundown alcançou 1 milhão de ouvintes mensais antes de revelar sua produção como IA.

Captura de tela do aplicativo Deezer em um smartphone. A tela exibe a página de um álbum com uma capa de arte futurista. Sobreposta, uma caixa de notificação preta com o título "Conteúdo gerado por IA" e o texto "Algumas faixas deste álbum podem ter sido criadas utilizando inteligência artificial." Ao fundo, um grafismo roxo abstrato.
Deezer aponta 44% dos novos conteúdos da plataforma como IA (imagem: divulgação/Deezer)

Medidas contra uso de IA de forma enganosa são tendência

Algumas formas de mitigar a confusão entre o que é real ou criado inteiramente com IA têm aparecido no mercado de tecnologia nos últimos meses.

Além da novidade anunciada pelo Spotify, Tinder e Zoom fecharam um acordo recente com a World, empresa cofundada por Sam Altman, da OpenAI, que faz reconhecimento de Íris em usuários. O objetivo aqui é impedir golpes online, principalmente em trocas de relacionamento.

Outra medida que chamou atenção recentemente envolveu a cantora Taylor Swift, que entrou com pedidos de registro de marca para sua voz e imagem.

O movimento tem como ideia evitar que suas características sejam usadas comercialmente por meio de inteligências artificiais, que podem trazer características de artistas reais em suas criações. A preocupação está alinhada com a medida tomada pelo Spotify, que também cita o uso de sons registrados sem autorização como um dos problemas da presença desenfreada de conteúdos feitos por IA na plataforma.

Spotify anuncia selo de verificação para artistas contra músicos de IA

YT Saver possui ferramenta de download de música direto no Spotify (imagem: rawpixel/freepik)

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

29 de Abril de 2026, 01:25
Robô humanoide da Unitree é o novo “funcionário” do setor de cargas da Japan Airlines (imagem: reprodução/Aviation Week)
Resumo
  • Japão iniciará testes com robôs humanoides no aeroporto de Tóquio a partir de maio.
  • Os robôs ajudarão no carregamento de malas e demais trabalhos manuais a partir de parceria entre a Japan Airlines e a GMO Internet Group.
  • Expectativa é que trabalho de robôs possa suprir baixa oferta de mão-de-obra local no Japão

O Japão já tem data para iniciar os testes operacionais com robôs humanoides em trabalhos manuais do aeroporto internacional de Haneda, o mais importante do país. Os modelos entram em ação a partir de maio por meio da companhia Japan Airlines em parceria com o GMO Internet Group. Os testes devem acontecer até 2028, com expectativa de diminuir o sacrifício humano em trabalhos pesados.

A princípio, os humanoides atuarão como apoio para a equipe responsável pelo carregamento de malas, e a iniciativa é apontada como uma possível solução para a baixa oferta de mão-de-obra no Japão. Em vídeos divulgados pela Japan Airlines, um robô da chinesa Unitree com cerca de 1,30 m aparece empurrando um container de carga e dando sinal de “ok” para a próxima fase da tarefa.

Reforço robótico no maior aeroporto do Japão

Os robôs humanoides realizarão trabalhos manuais pesados no setor de cargas do aeroporto Tóquio-Haneda, por onde circulam cerca de 60 milhões de pessoas a cada ano. Os dados levantados pela Organização Nacional de Turismo do Japão apontam mais de 7 milhões de turistas no país apenas nos dois primeiros meses de 2026, e a expectativa é de superar os mais de 47 milhões de visitantes do ano passado.

A proposta, portanto, é auxiliar os trabalhadores do setor de cargas para transportar malas, encomendas e mais itens que passam pelos terminais. Por enquanto não há informações quanto ao peso máximo sustentado pelas unidades, tampouco à autonomia de bateria de cada robô. Os humanoides também podem passar a realizar tarefas de limpeza, entre outras atividades. Vale lembrar que outras áreas do aeroporto também já contam com automações importantes.

Segundo o jornal The Guardian, serão necessários 6,5 milhões de novos trabalhadores estrangeiros atuando no Japão para dar conta da alta demanda de serviço. Enquanto isso, a força laboral só faz diminuir e o governo sofre pressão por conta da crescente imigração por lá.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos (imagem: reprodução/Aviation Wise)

Inteligência artificial física e o futuro da robótica humanoide

Durante a CES 2026, diversas marcas aproveitaram para apresentar seus novos robôs humanoides, entre empresas de tecnologia e montadoras de automóveis, além de modelos voltados para atividades domésticas. Ao que parece, é uma tendência do mercado de tecnologia para os próximos anos.

Unitree G1 é robô de entrada da fabricante chinesa. Modelo está à venda por US$ 13,5 mil, aproximadamente R$ 66,5 mil na cotação atual (imagem: divulgação/Unitree)

Uma das marcas presentes na feira anual de Las Vegas foi a própria Unitree, que tem se destacado pela forte presença do robô G1 nas redes sociais. O influenciador brasileiro Lucas Rangel costuma publicar vídeos em que o humanoide dele aparece realizando atividades do dia a dia, como uma espécie de mascote. Ele corre, dança, dança, acena, entre outros gestos. O produto custa US$ 13,5 mil (cerca de R$ 66,5 mil em conversão direta).

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

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Aparelhos são fornecidos pela chinesa Unitree.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos. Japan Airlines aponta uso de robôs como possível saída para baixa oferta de mão-de-obra local

Novo Galaxy Z Fold em formato passaporte surge em vazamento

28 de Abril de 2026, 06:19
Peças mostram estrutura dos novos Galaxy Z Fold 8, Z Fold 8 Wide (meio) e Z Flip 8 (imagem: reprodução/X/Sonny Dickson)
Resumo
  • Os novos Galaxy Z Fold podem ter versão com estrutura de “passaporte”, e possível design aparece em vazament.
  • O novo modelo terá dimensões de 129 x 82,2 x 9,8 mm quando fechado e largura de 161,4 mm com a tela expandida, com proporção 4:3.
  • O Galaxy Z Fold 8 Wide terá capacidade de recarga a 45 Watts e carregamento por indução, seguindo o padrão Qi2, e pode ser uma nova aposta da Samsung após o descontinuamento do Galaxy Z Trifold.

A Samsung deve lançar uma nova opção de Galaxy Z Fold na próxima geração de celulares dobráveis, e seu design pode já ter sido revelado. O rumor, que já circulava na Internet há algum tempo, ganhou força após o vazamento de uma imagem que compara as três diferentes estruturas dos Z Fold 8, Z Flip 8 e a novidade, o suposto Z Fold 8 Wide.

A foto foi divulgada pelo jornalista Sonny Dickson, que costuma divulgar vazamentos da indústria. As peças não chegam a ser protótipos, já que mostram apenas como devem ser as carcaças, mas dão indícios das novidades.

Primeiro, o tamanho, de comprimento menor em relação ao Fold 8, mas com largura maior para um display em proporção 4:3, além da presença de duas câmeras traseiras. Segundo o próprio leaker, a expectativa é de seguir o tamanho do também aguardado iPhone Fold.

Vale lembrar que o modelo Wide já havia sido confirmado pela certificação que passou na China no mercado chinês. A recarga seria de 45 Watts, conforme levantado pelo site SammyGuru.

Galaxy Z TriFold não funcionou e acabou descontinuado, mas proposta de tela maior pode se manter com novo Z Fold Wide (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Formato passaporte é nova aposta após TriFold

Com a novidade do Z Fold 8 Wide, a Samsung pode ter uma nova chance após a vida curta do Galaxy Z Trifold, lançado em dezembro, testado pela mídia especializada em janeiro e encerrado em março. Apesar da proposta inovadora, o dispositivo com duas dobras apresentou falhas em testes e foi danificado facilmente ao ter contato com areia.

Mantendo a proposta de aumentar o visor na linha dobrável, o novo modelo terá uma tela maior quando aberto, com proporção 4:3. Já fechado, o celular terá uma estrutura semelhante a uma carteira ou passaporte, menor que o Z Fold 8.

Novo Z Fold 8 Wide é menor, mas mais largo. Isso permite um display em 4:3 quando aberto (imagem: reprodução/X/Sonny Dickson)

O site SamMobile aponta dimensões de 129 x 82,2 x 9,8 mm quando fechado, chegando à largura de 161,4 mm e, espessura de 4,3 mm com a tela expandida. As informações foram divulgadas pelo perfil Ice Universe.

Novas imagens revelam carga por indução e duas câmeras

As fotos revelam outros detalhes. Na parte traseira, estão presentes o jogo de câmeras, com três lentes no Z Fold 8 e duas no Z Fold 8 Wide, além de anéis característicos de carregamento por indução. Segundo o The Verge, seria o Qi2, uma novidade para a Samsung, mas já presente em outros dobráveis do mercado, como o Pixel 10 Pro Fold, do Google, e o Pura X Max, da Huawei.

A princípio, apesar da certificação para venda na China, ainda não há certeza de quando (e se) o aguardado Z Fold 8 Wide chegará ao mercado. Ainda assim, os rumores apontam para um lançamento em agosto.

Também tem os óculos inteligentes

Galaxy Glasses devem seguir exemplo de design do Ray-Ban Meta Glasses, com câmeras “escondidas” nas laterais das lentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Outro vazamento envolvendo um produto Samsung chamou atenção da mídia especializada. O estreante Galaxy Glasses pode chegar com uma proposta bem mais próxima à vista nos Ray-Ban Meta, com visual simples e câmeras pouco aparentes.

O modelo deve ser anunciado durante o Google I/O, marcado para maio, e já tem até uma faixa de preço estimada: entre US$ 379 e US$ 499 (R$ 1.895 e R$ 2.495, na cotação atual). Segundo o Android Headlines, o acessório terá chip Snapdragon AR1, câmeras Sony IMX681 de megapixels e bateria de 155 mAh. Uma versão mais moderna estaria nos planos para 2027, com display integrado à lente.

Novo Galaxy Z Fold em formato passaporte surge em vazamento

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

26 de Abril de 2026, 00:06
Imagem mostra uma mão segurando um iPhone, com a tela exibindo o logo do Tinder
Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)
Resumo
  • Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
  • O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
  • A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
  • No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Ilustração de deepfake
Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

(imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

9 de Abril de 2026, 10:00
PGB 2026
PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros (Imagem: divulgação/PGB)
Resumo
  • A PGB 2026 levantou preocupação dos jogadores brasileiros acerca do uso de IA no desenvolvimento de games pela primeira vez, e quase 50% relatam preocupação com essa possibilidade.
  • Número de brasileiros que se consideram gamers caiu para 75,3% (eram 82,2% em 2025), mas 86,7% do público vê nos games uma das atividades de entretenimento digital preferidas.
  • O segmento mobile lidera com 44,1% das preferências, mas há uma tendência de aumento entre gamers de PC, com 21,1%.

A nova edição da PGB (Pesquisa Game Brasil) aponta que já são quase 50% dos gamers brasileiros preocupados com o uso de inteligência artificial em algum nível do desenvolvimento dos jogos. O estudo traz esse dado pela primeira vez, apontando ainda que, apesar da preocupação, a presença de IA não interfere na compra da maioria, já que 39,3% não deixariam de obter um novo game feito em sua maioria com a tecnologia, enquanto 40,9% admitem que haveria essa possibilidade.

Outra informação relevante do estudo é a diminuição do público que se considera gamer no Brasil: dos 82,2% registrados na PGB 2025, o número caiu para 75,3% neste ano.

O levantamento é feito anualmente por SX Group e Go Gamers em parceria com ESPM e Blend New Research. Neste ano, o número de entrevistados foi de 7.115, com idades entre 16 e 55 anos. As respostas foram obtidas entre 5 e 13 de março de 2026.

imagem do controle DualSense do PlayStation 5
Hábito de jogar segue em alta no Brasil, mas público identificado como gamer diminui (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Número menor de gamers, mas não de jogadores

Chama atenção a queda no número de brasileiros que se consideram gamers. O dado foi destaque nas últimas pesquisas divulgadas, ficando acima dos 80% em 2025. Dessa vez, houve uma queda de 6,9 pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, mesmo com a baixa, o hábito de jogar continua forte por aqui: 86,7% dos entrevistados afirmam que os games são uma das principais fontes de entretenimento, enquanto 80,7% apontam a jogatina como sua principal atividade de lazer digital. Segundo a pesquisa, essa diferença entre os dados tem a ver com a identificação do brasileiro, que ficou mais seletiva.

As mulheres seguem à frente: elas representam 52,8% dos entrevistados, enquanto 47,2% são homens. Em relação à geração desses players, há uma mudança significativa na liderança: antes maioria, os millennials perderam o posto para os gen z, que agora compõem 36,5% do total, contra 33,7% do público entre 30 e 44 anos. Na PGB 2025, esse número chegou a 49,4%, uma variação de 15,7 pontos percentuais.

Imagem mostra celular Moto G35 nas mãos de uma mulher. Na tela, há a exibição de um jogo de corrida com cores vibrantes, em tons de vermelho, azul e roxo.
Jogar no celular ainda é a preferência do público brasileiro, mas há tendência de crescimento no PC (Imagem: Divulgação/Motorola)

Preferência por mobile segue forte no Brasil

Jogar no celular tem sido a preferência dos brasileiros há algum tempo. No ano passado, esta plataforma foi citada por 35% e aumentou pata 44,1% em 2026.

Segundo o CEO da Go Gamers, Carlos Silva, os números mostram uma tendência de crescimento de jogadores de PC. Ele afirma que há “um movimento de maior envolvimento e engajamento com os jogos digitais”, comportamento que indica “um público com maior disposição para investir em hardware e jogos”.

O aumento percentual entre gamers de computador, em contrapartida, não é dos mais altos, subindo apenas 0,8%: de 20,3% em 2025 para 21,1% agora em 2026. Já nos consoles, a porcentagem caiu de 24,7% para 24%.

Comportamento de compra na era do cloud gaming

Serviços de jogos na nuvem, como o Xbox Cloud Gaming, levam PGB a questionar preocupação com acesso futuro aos jogos (imagem: divulgação/Xbox)

Os entrevistados também foram questionados a respeito do tipo de acesso aos games, considerando mídia física, digital e via nuvem. Sobre a preocupação em perder acesso aos títulos disponíveis digitalmente, 34,5% responderam que pensam no assunto com algum receio, enquanto 26,8% afirmam não ter nenhuma preocupação. Já aqueles que têm esse receio chegam a 22%, principalmente pela falta de uma edição física para jogar.

Para o professor da ESPM e consultor da Go Gamers, Mauro Berimbau, “o valor não está apenas no ato de jogar”, e sim na possibilidade de revisitar esses games a qualquer momento no futuro. Essa afirmação é corroborada pelos 62,6% do público, que afirmaram ter o hábito de voltar a jogar games antigos ou clássicos por conta própria, enquanto 55,1% do público têm esse costume para se divertir com amigos.

O preço mais baixo foi o principal motivo para comprar um game antigo, segundo 44% dos entrevistados. Outros 36,3% disseram que buscam remakes ou remasterizações, uma tendência atual do setor, por causa do melhor desempenho gráfico. Essa possibilidade foi citada por 36,3% dos entrevistados.

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros

(imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Moto G35 promete boa performance devido ao recurso de RAM Boost Inteligente (Imagem: Divulgação/Motorola)

Xbox Cloud Gaming chega às TVs LG e Fire TV Stick (imagem: divulgação/Xbox)

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

8 de Abril de 2026, 09:25
Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
  • A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
  • A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
  • O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Há diversos cargos no mercado para a área de cibersegurança (Imagem: DC Studio/Freepik)

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

7 de Abril de 2026, 17:48
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia
Funcionário da Meta, que já foi demitido pela empresa, teve acesso indevido a cerca de 30 mil imagens no Facebook (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Resumo
  • Ex-funcionário da Meta no Reino Unido baixou cerca de 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook;
  • A Meta afirmou que detectou o caso internamente, notificou a polícia de Londres, demitiu o funcionário e avisou aos usuários afetados;
  • A investigação aponta que o homem criou um software para burlar a segurança da plataforma, foi preso em novembro de 2025 e responde em liberdade após fiança.

Um funcionário da Meta no Reino Unido é acusado de baixar milhares de fotos de usuários do Facebook. Segundo a empresa, o homem foi demitido assim que o caso foi notificado e está sendo investigado pela unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres.

De acordo com o material compartilhado pela agência PA Media, foram aproximadamente 30 mil imagens privadas de usuários da principal rede social da Meta. O caso foi repercutido pelo jornal britânico The Guardian.

A principal linha de investigação aponta que o ex-funcionário da empresa, que tem cerca de 30 anos de idade, desenvolveu um software capaz de driblar os mecanismos de segurança da plataforma e acessar essas imagens.

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)
Imagens privadas foram acessadas pelo agora ex-funcionário por meio de software que driblou sistema de segurança (Imagem: Austin Diesel/Unsplash)

De acordo com a Meta, as contas afetadas já foram notificadas de que o download ocorrei e de que os sistemas de segurança foram atualizados para reforçar o bloqueio a futuros acessos indevidos. Além disso, a Meta afirma que a situação toda foi identificada internamente há cerca de um ano e prontamente levada à polícia.

Segundo a BBC, o homem chegou a ser preso em novembro de 2025, mas responde pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. Enquanto o caso está em andamento, ele precisa avisar à Polícia Metropolitana de Londres caso tenha intenção de fazer qualquer viagem internacional.

Casos recentes da Meta na Justiça

Essa não é a primeira vez que a Meta esbarra no problema da falta de segurança para os dados de clientes. Em 2024, por exemplo, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) processou a empresa em 91 milhões de euros (pouco mais de R$ 540 milhões) por guardar senhas utilizadas em suas redes sociais sem nenhum tipo de criptografia.

Já em 2022, a mesma DPC cobrou 265 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) da Meta por conta de um vazamento com milhares de informações pessoais de usuários no Facebook.

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)

Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

6 de Abril de 2026, 18:45
“Casa, vista da Orion”: NASA revelou foto tirada com o iPhone 17 Pro Max (imagem: divulgação)
Resumo
  • A NASA autorizou celulares pessoais em missões espaciais em fevereiro de 2026. A Artemis II usou essa regra. O Reid Wiseman publicou fotos da Terra e da Lua feitas com um iPhone 17 Pro Max dentro da cápsula Orion.
  • A Artemis II é a primeira missão lunar tripulada do século XXI. A missão alcançou 406.000 quilômetros da Terra e superou o recorde da Apollo 13, de 1970.
  • O programa Artemis reúne a NASA, a ESA e a AEB. O plano prevê volta à superfície da Lua até 2028, criação de uma base lunar e missões futuras a Marte.

A Missão Artemis II chegou à órbita da Lua nesta segunda (6) e já entrou para a história com belas (e atuais) imagens da Terra e da Lua, registrando a volta do ser humano ao nosso satélite natural após 53 anos. Diferentemente de outras fotos encontradas na internet, os registros feitos diretamente da cápsula Orion, onde viajam os quatro tripulantes da missão, foram feitos pelos próprios iPhones dos astronautas.

Vale lembrar que essa é uma decisão recente: a NASA permitiu que os astronautas levassem dispositivos portáteis pessoais apenas em fevereiro deste ano.

Numa das primeiras imagens, o comandante da missão, Reid Wiseman, aparece observando o planeta Terra. Na tripulação da Orion estão também o canadense Jeremy Hansen e os americanos Victor Glover e Christina Koch.

Terra vista da Missão Artemis 2 (2026)
Já esta foi feita com uma Nikon (foto: divulgação/NASA)

Ida à Lua no século XXI

A Missão Artemis II é parte do Acordo Artemis, que envolve diversas agências espaciais pelo mundo, incluindo a NASA, dos Estados Unidos, a ESA, da Europa e a própria AEB, Agência Espacial Brasileira. A ideia é levar o ser humano de volta à superfície da Lua até 2028, além de estudar a possibilidade de montar uma base fixa no satélite natural da Terra no futuro. Mais à frente, o objetivo é chegar a Marte.

Primeira missão lunar tripulada no século, a Artemis II também marca a maior distância já percorrida por seres humanos para além da Terra: 248.655 milhas (cerca de 406 mil quilômetros), segundo a NASA, superando a missão Apollo 13, de 1970. Mas, dessa vez, com as tecnologias atuais, a viagem tem sido acompanhada e transmitida ao vivo pela agência espacial, sendo possível assisti-la diretamente no YouTube.

Traseira iPhone 17 Pro Max
iPhone 17 Pro Max foi o celular usado por Reid Wiseman para tirar a primeira foto inteira da Terra em mais de 50 anos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os astronautas também fazem seus próprios registros e dão atualizações da missão em tempo real, rendendo tuítes do comandante Reid diretamente da Orion, assim como a imagem do iPhone 17 Pro Max. A tripulação também levou uma Nikon D5.

Segundo o site USA Today, isso foi possível graças a uma nova regulamentação da NASA, que está em vigor desde fevereiro de 2026, logo antes da missão Crew-12, da SpaceX, empresa espacial de Elon Musk. Ela marcou o décimo terceiro voo comercial para a órbita da Terra.

Outros objetos terráqueos no espaço

Não foram a Crew-12 e a Artemis II que inauguraram a ida de objetos terráqueos do dia a dia ao espaço. Em 2018, a SpaceX enviou ao espaço um carro Falcon Heavy, que no momento está vagando pela Via Láctea, pouco depois de Marte. Até agora, já foram mais de 5,3 órbitas ao redor do Sol – e contando. É possível acompanhar a localização e outras informações curiosas sobre a viagem do automóvel num site especial.

Bonequinhos de LEGO enviados ao espaço, Juno (2011)
Bonequinhos de Lego enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011 (imagem: divulgação/National Space Centre)

Também há peças de Lego vagando pelo espaço neste momento, por mais estranho que pareça. A missão Juno, de 2011, levou uma “tripulação” de três bonequinhos de LEGO feitos com alumínio espacial, representando justamente Júpiter e Juno, além de Galileo Galilei, astrônomos que descobriu quatro das luas de Júpiter ainda em 1610.

Aparentemente, a LEGO tem um apreço pelas missões espaciais, já que a própria Artemis I, que foi à Lua sem tripulação, tinha quatro bonequinhos da marca a bordo, segundo a National Space Centre.

Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

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Foto da Terra tirada pelo astronauta Reid Wiseman durante a Missão Artemis II

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Bonequinhos de LEGO enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011.

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

2 de Abril de 2026, 19:51
A imagem mostra a tela de um smartphone sendo segurado por uma mão. Na parte superior da tela, é possível ver a hora "17:20" e ícones de notificação. Abaixo, há três ícones de aplicativos: o logo colorido do Google, o ícone do Google One e o ícone do Google Ads, todos com design simples e minimalista. A interface do sistema está em um fundo azul claro. A mão que segura o dispositivo está posicionada na lateral.
Google One AI Pro dobra capacidade máxima de armazenamento para assinantes (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google One AI Pro oferece mais que o dobro de armazenamento agora: 5 TB; preço fica em  R$ 48,49 nos dois primeiros meses, depois R$ 96,99 mensais;
  • O plano inclui 1.000 créditos de IA para serviços como Flow e Whisk com o modelo Veo 3.1;
  • Outras opções para Inteligência Artificial incluem o Google One AI Plus com 200 GB e 200 créditos, e o Google One Ultra com 30 TB e 25 mil créditos.

O Google One AI Pro, assinatura para armazenamento extra na nuvem, recebeu um reajuste de espaço e agora oferece até 5 TB para os clientes. A novidade já está disponível no Brasil e sai a partir de R$ 48,49 em período promocional nos dois primeiros meses; depois, o valor volta aos R$ 96,99 originais. Esse é mais que o dobro de espaço oferecido no plano até então, que permitia guardar arquivos até 2 TB.

Agora, usuários interessados em uma quantidade menor de armazenamento podem optar pelo Google One Premium, com os mesmos 2 TB e mensalidade de R$ 49,99. Vale lembrar que os planos de IA começam em R$ 12,49 (One IA Plus de 200 GB), em preço promocional pelos seis primeiros meses.

O anúncio foi feito pelo Google nesta quarta-feira (01/04), conforme repercutiu o site especializado 9to5 Google, e logo em seguida o plano foi revisto no Brasil.

Com a novidade, agora são três opções de assinatura voltadas para o uso de inteligência artificial: Plus, Pro e Ultra. Enquanto os dois primeiros ficam em 200 GB e 5 TB, o plano mais alto permite até 30 TB de arquivos armazenados, entre fotos, documentos, emails e recursos premium de IA. Entre os serviços oferecidos pelo Google estão Gemini, NotebookLM, Flow, Whisk, entre outros.

Por que ter um plano específico de inteligência artificial?

As assinaturas oferecidas pelo Google para usuários profissionais das IAs têm, além do armazenamento extra, outras vantagens específicas. Entre elas estão a oferta de créditos de IA, que podem ser usados para acessar mais funções dentro dos serviços Flow e Whisk, voltados para criação de imagens e vídeos a partir do modelo Veo 3.1.

O plano One AI Plus, por exemplo, permite usar até 200 créditos mensais, enquanto o Google One AI Pro disponibiliza mil créditos para os usuários. Na opção Ultra, que custa elevados R$ 1.209,99 por mês, são 25 mil créditos. Este é claramente um plano mais adequado para empresas ligadas à criatividade, e não é o mais indicado para usuários que trabalham com a ferramenta de forma independente.

Tela de celular mostrando o recurso Gemini Live, um aplicativo de IA que permite transmitir vídeos ao vivo para a inteligência artificial analisar. A imagem mostra uma mão com suéter verde apontando para prédios e táxis amarelos em uma cidade. Na parte inferior há ícones para câmera, compartilhamento de tela, pausa e encerramento da transmissão, com fundo escuro e iluminação azul e roxa.
Recursos como o Gemini Live podem ser explorados com mais armazenamento disponível via Google One AI (imagem: divulgação)

Quem busca apenas expandir o armazenamento em serviços básicos do Google, por exemplo, pode recorrer aos planos One básicos, como o Lite, o Básico e o Padrão, com 30 GB, 100 GB e 200 GB, respectivamente. A opção Premium, por sua vez, tem 2 TB e também cobre recursos de IA.

Preços do Google One

Vamos considerar abaixo os principais planos do Google One oferecidos no Brasil, incluindo o Padrão, o AI Plus, o Premium e o AI Pro, já com os reajustes anunciados.

PadrãoAI PlusPremiumAI Pro
PreçoR$ 14,99R$ 12,50 (6 primeiros meses) / R$ 24,99 (padrão)R$ 49,99R$ 48,49 (2 primeiros meses) / R$ 96,99 (padrão)
Armazenamento200 GB200 GB2 TB5 TB
Gmail, Docs, Sheets e maisSimSimSimSim
Créditos de IANão200 créditos200 créditos1.000 créditos
Tabela elaborada pelo Tecnoblog com base em dados oficiais

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

Nova marca do Google, com “G” num gradiente multicolorido, estreia em maio de 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gemini Live pode entender o que está ao redor do usuário (imagem: divulgação)
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