Editor de texto Writer, do LibreOffice, que adota o ODF (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Alemanha tornou Open Document Format (ODF) obrigatório na administração pública como parte da iniciativa Deutschland-Stack;
responsável pelo LibreOffice, que adota o ODF como padrão, The Document Foundation defendeu a decisão;
ODF inclui formatos como .odt, .ods e .odp, sendo mantido pela OASIS e reconhecido pela ISO.
Nesta semana, os formatos de documentos do padrão aberto Open Document Format (ODF) passaram a ser de uso obrigatório na administração pública da Alemanha. A The Document Foundation (TDF), organização por trás do pacote de escritório LibreOffice, celebrou a decisão.
Sendo mais preciso, o ODF tornou-se oficial na Deutschland-Stack, iniciativa do governo alemão que estabelece uma infraestrutura digital para o país, servindo de base principalmente para o setor público ou serviços digitais oferecidos a cidadãos e organizações.
Na prática, isso significa que repartições públicas alemãs de todos os níveis deverão usar os formatos do ODF para garantir a interoperabilidade e a efetividade de comunicação por documentos digitais. O padrão PDF/UA (um tipo de PDF com acessibilidade universal, suportado por leitores de tela, por exemplo) também deverá ser adotado.
The Document Foudantion celebra adoção do ODF
A TDF é uma das organizações que mais defendem o uso do ODF, até porque esse conjunto de formatos é padrão na suíte aberta de escritório LibreOffice, desenvolvida pela organização.
Embora o pacote seja compatível com outros formatos, incluindo os do Microsoft 365/Office, o Open Document Format é adotado como padrão no LibreOffice por ser aberto e bem estruturado. Isso permite a sua implementação em qualquer software, não causa problemas graves de compatibilidade e não onera indivíduos ou organizações com custos de licenciamento.
O ODF também evita a dependência de padrões proprietários ou tecnicamente complexos. Nesse sentido, a TDF criticou recentemente a Microsoft por conta da complexidade do OOXML, que torna difícil a compatibilidade total do LibreOffice com formatos como DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint).
Não surpreende, portanto, que a TDF tenha apoiado a estratégia da Deutschland-Stack:
A decisão da Alemanha de ancorar o ODF no centro de sua infraestrutura nacional soberana confirma o que temos defendido há anos: formatos de documentos abertos e independentes de fornecedores não são uma preocupação de nicho para alguns especialistas em tecnologia e defensores do FOSS [Free and Open Source Software]. Eles são uma infraestrutura fundamental para administrações públicas democráticas, interoperáveis e soberanas.
Florian Effenberger, diretor executivo da The Document Foundation
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que é ODF?
Como já dito, o Open Document Format é um conjunto de formatos para documentos, o que inclui textos, planilhas, apresentações e afins. O padrão é mantido pela organização sem fins lucrativos OASIS e reconhecido pela ISO (organização internacional para normas técnicas).
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.
A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.
Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.
Qual é a solução alternativa?
Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.
Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.
Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.
A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Procedimento não é solução definitiva
A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.
O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)Resumo
Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.
A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).
Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.
Por que a exigência gerou controvérsia?
A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.
No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.
Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.
Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Document Foundation cobra neutralidade
Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.
A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.
A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.
A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
LibreOffice Online será retomado, mas não será hospedado pela The Document Foundation; organizações interessadas deverão hospedar versão online em seus próprios servidores;
Collabora Online oferece versão online do LibreOffice desde 2015. Ela é mantida por uma organização que emprega boa parte dos desenvolvedores do LibreOffice;
Mais detalhes sobre o projeto LibreOffice Online serão divulgados em breve.
O LibreOffice é uma das suítes de escritório mais conhecidas depois do Microsoft 365/Office. Tamanha popularidade fez os mantenedores do projeto receberem numerosos pedidos para a criação de uma versão online do pacote. Esse projeto vai finalmente ser tirado do papel, mas não da forma esperada.
Na verdade, trata-se de uma retomada. O LibreOffice Online é um projeto que existe pelo menos desde 2015, mas que foi oficialmente suspenso em 2022. É esse projeto que será retomado:
Planejamos reabrir o repositório do LibreOffice Online na The Document Foundation (TDF) para contribuições, mas forneceremos avisos sobre o estado do repositório até que a equipe da TDF concorde que ele é seguro e utilizável.
Mike Saunders, colaborador da The Document Foundation
Mas há um porém: responsável pelo LibreOffice, a TDF tratou de avisar que a versão online do pacote não será hospedada pela própria organização ou disponibilizada diretamente a partir da web.
Em vez disso, o LibreOffice Online será desenvolvido para ser hospedado nos servidores das organizações interessadas pelo projeto. Nesse sentido, uma universidade poderá oferecer uma implementação própria do LibreOffice para seus alunos e professores, com acesso a partir do navegador, só para dar um exemplo.
A TDF promete liberar mais informações sobre o LibreOffice Online em breve.
Já existe uma versão online do LibreOffice: o Collabora
O site The Register chamou a atenção para um detalhe que quase passou despercebido: apesar de o LibreOffice Online ter sido “congelado”, existe uma versão nas nuvens da suíte que atende pelo nome Collabora Online.
Esse projeto foi criado em 2015 e é mantido até hoje. De acordo com o Register, a Collabora é uma organização baseada no Reino Unido que é responsável por boa parte dos desenvolvedores remunerados que trabalham em tempo integral no código-fonte do LibreOffice.
O Collabora Online (imagem: reprodução/Collabora)
Essa intimidade com o projeto permite à Collabora oferecer versões online dos softwares da LibreOffice a organizações, por meio de planos pagos. Existe também uma versão gratuita que pode ser usada por usuários domésticos ou testada por desenvolvedores: trata-se do Collabora Online Development Edition (CODE).
Note, porém, que as versões do Collabora Online também devem ser instaladas em servidores próprios ou em uma nuvem privada para serem acessadas, não funcionando diretamente como um Software as a Service (SaaS) similar ao Google Docs, por exemplo.
Neste ponto encontramos o que pode ser a principal diferença em relação ao LibreOffice Online em si: há rumores de que, quando o projeto foi suspenso, em 2022, a principal motivação para isso foi um possível conflito com o Collabora Online; nesta retomada, a TDF apenas fornecerá o software, cabendo aos interessados hospedá-lo e mantê-lo.
Enquanto isso, a Collabora continuará oferecendo um pacote mais completo de serviços atrelados ao LibreOffice, o que inclui diferentes níveis de suporte técnico.
O ar-condicionado LG AI Dual Inverter Voice de 12.000 BTUs está com 26% de desconto, saindo por R$ 2.744 no Pix em oferta no Mercado Livre. O modelo com preço original de R$ 3.699 vem equipado com inteligência artificial, conectividade Wi-Fi, além de entregar boa relação de funcionamento e eficiência energética.
Ar-condicionado LG tem compressor Dual Inverter e Wi-Fi integrado
Ar-condicionado LG AI Dual Inverter Voice oferece até 4 níveis de consumo de energia (imagem: Divulgação)
O modelo S3-Q12JA31K da LG se destaca por apresentar Wi-Fi integrado, o que permite o controle remoto pelo aplicativo LG ThinQ. O usuário vai ter a possibilidade de ligar o ar-condicionado ou ajustar a temperatura fora de casa, por exemplo. Além disso, oferece compatibilidade com Alexa e Google Assistente para comandos por voz.
Outro ponto que chama a atenção do aparelho é a presença de inteligência artificial. De acordo com a empresa, a tecnologia aprende os hábitos de uso e é capaz de configurar automaticamente a temperatura e a velocidade de ventilação.
Assim como sugere o nome, o eletrodoméstico conta com um compressor Dual Inverter, isso significa que consegue manter a temperatura desejada e ao mesmo tempo gastando menos energia. Segundo a LG, pode ser alcançada uma economia de 70%, refrigeração 40% mais rápida e de quebra um funcionamento mais silencioso.
Ar-condicionado LG AI Dual Inverter possui nível de ruído mínimo de apenas 22 dB (imagem: Divulgação)
O LG AI Dual Inverter Voice opera exclusivamente na tensão 220 V e a potência de 12.000 BTUs sugere que consiga gelar sem dificuldades ambientes entre 16 a 20 m², se mostrando adequado para instalação em quartos e salas comerciais dentro da metragem estabelecida.
O ar-condicionado split ainda conta com um sistema de limpeza automática que remove a umidade da serpentina para evitar a formação de mofos e até 6 posições para o direcionamento do fluxo de ar.
Sobreviva ao calor do verão brasileiro com o ar-condicionado AI Dual Inverter Voice 12.000 BTUs da LG disponível em oferta por R$ 2.744 no Pix no Mercado Livre.
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Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: Freepik/onlyyouqj)Resumo
cidadãos nos EUA estão sabotando câmeras de vigilância, especialmente leitores de placas, devido a preocupações com privacidade e uso de dados em ações migratórias;
startup Flock, avaliada em US$ 7,5 bilhões, desenvolve esses leitores automáticos, e dados coletados são supostamente repassados a autoridades federais por departamentos de polícia locais;
projeto DeFlock estima 80 mil câmeras nos EUA, com resistência crescente em várias cidades e ações diretas contra os dispositivos.
Um movimento pouco organizado, mas cada vez mais visível, vem ganhando força nos Estados Unidos: cidadãos estão sabotando e desmontando câmeras de vigilância instaladas em ruas e estradas. O alvo são equipamentos capazes de registrar placas de veículos, vistos por críticos como símbolos de monitoramento constante e ameaça à privacidade.
A reação ganhou destaque após relatos de destruição deliberada desses dispositivos em diferentes estados. A indignação pública se concentra, sobretudo, na percepção de que as imagens captadas podem acabar sendo usadas para apoiar ações federais de imigração, mesmo quando instaladas originalmente por autoridades locais.
Como essas câmeras funcionam e por que elas geram revolta?
No centro da controvérsia está a Flock, startup de vigilância sediada em Atlanta e avaliada em US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38,2 bilhões) no ano passado. A empresa desenvolve leitores automáticos de placas que fotografam veículos e registram horários e locais de circulação, criando um vasto banco de dados sobre deslocamentos diários.
Segundo a companhia, os dados não são compartilhados diretamente com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). No entanto, reportagens indicam que departamentos de polícia locais, que têm acesso às plataformas da Flock, repassam essas informações a autoridades federais.
Isso ocorre em um momento em que o governo norte-americano tem intensificado operações de imigração baseadas em dados, como parte da política de repressão à imigração adotada pelo governo de Donald Trump.
O jornalista Brian Merchant, da publicação Blood in the Machine, relata que a insatisfação popular saiu do campo político e entrou na ação direta. Em várias cidades, moradores passaram a atacar fisicamente as câmeras, alegando que contratos públicos ignoraram preocupações da comunidade.
Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: Flock Safety)
Como os episódios se espalharam pelos Estados Unidos?
Um dos casos citados ocorreu em La Mesa, na Califórnia, poucas semanas depois de o conselho municipal aprovar a manutenção do contrato com a Flock, apesar de a maioria dos presentes à sessão defender o desligamento do sistema. Logo após a decisão, câmeras apareceram quebradas ou inutilizadas, em um gesto interpretado como resposta direta à votação.
Episódios semelhantes foram registrados em estados como Connecticut, Illinois e Virgínia. No Oregon, seis câmeras instaladas em postes foram cortadas e derrubadas. Em ao menos um dos locais, uma mensagem foi deixada na base do poste: “Hahaha, se ferrem, seus vigilantes de mer**”, segundo Merchant.
Levantamentos do projeto DeFlock estimam que existam cerca de 80 mil câmeras desse tipo espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo, dezenas de cidades já rejeitaram a adoção da tecnologia, e alguns departamentos de polícia passaram a bloquear o acesso de órgãos federais aos seus sistemas.
Procurada pela reportagem do TechCrunch, a Flock não informou se mantém um número oficial de equipamentos destruídos desde o início das implantações.
Ícones dos aplicativos do Office/Microsoft 365 (imagem: divulgação/Microsoft)Resumo
The Document Foundation critica Microsoft por dificultar implementação do OOXML, que possui especificações complexas e documentação extensa;
Entidade também afirma que OOXML depende de elementos proprietários e componentes específicos do Windows, dificultando implementações alternativas;
Segundo a The Document Foundation, o OOXML não pode ser considerado, de fato, um padrão.
Desenvolver um pacote de produtividade não é tarefa fácil, pois vários softwares complexos fazem parte do projeto. Mas os desenvolvedores do LibreOffice têm um desafio adicional: oferecer suporte aos formatos do Office. Não por acaso, a The Document Foundation voltou a criticar a Microsoft por dificultar esse trabalho.
The Document Foundation é o nome da organização responsável pelo LibreOffice. Aliás, a versão 26.2 do LibreOffice foi lançada na semana passada, trazendo, entre várias novidades, suporte melhorado a formatos do Office.
Soa repetitivo, pois toda nova versão do pacote traz anúncios relacionados ao Office. Mas não poderia ser diferente: os desenvolvedores do projeto se esforçam para fazer arquivos do Office serem tratados corretamente no LibreOffice, mas não recebem nenhum apoio da Microsoft para isso.
Na verdade, a The Document Foundation não espera um apoio direto, mas que a Microsoft torne o OOXML (Office Open XML) uma especificação realmente aberta e que segue boas práticas de desenvolvimento. Isso permitiria uma compatibilidade real com suítes de terceiros.
O que há de errado no OOXML?
O OOXML é mantido pela Microsoft como um padrão de formatos de arquivos que é implementado principalmente nos softwares do Office. É de lá que surgem formatos como DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint).
Apesar de ser descrito como um padrão aberto (observe a palavra “Open” no nome completo), o OOXML nem sempre é visto como tal, pois tem uma série de limitações. As mais importantes foram citadas na crítica publicada recentemente pela The Document Foundation.
No texto, a organização afirma que o OOXML tem especificações muito complexas, com a sua documentação envolvendo cerca de 7.000 páginas, o que dificulta a sua implementação por terceiros.
Além disso, o texto aponta que os aplicativos do Microsoft Office não implementam os formatos seguindo a versão padronizada da documentação (ISO/IEC 29500 Strict), mas uma variação “Transicional” que adiciona suporte a formatos legados, trazendo o efeito de dificultar o trabalho com arquivos resultantes em suítes alternativas.
Também há críticas sobre o OOXML ter dependência de elementos proprietários ou não documentados de versões antigas do Office (dos quais somente a Microsoft compreende), bem como de componentes específicos do Windows, que dificultam ou até impossibilitam implementações multiplataforma.
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Diante desses e de outros pontos observados no texto, a The Document Foundation não considera o OOXML, de fato, um formato padronizado:
Infelizmente, continuo lendo sobre defensores do software de código aberto que alegremente usam os formatos proprietários da Microsoft, DOCX, XLSX e PPTX, para seus documentos e, assim, preferem softwares proprietários como o OnlyOffice ao LibreOffice. Outros escrevem coisas absurdas como: “OOXML é um formato padrão e temos que aceitá-lo”.
Gostaria, portanto, de aproveitar a oportunidade para esclarecer, de uma vez por todas, por que OOXML nunca foi, não é e nunca será um formato padrão, a menos que a Microsoft decida redesenhar completamente os aplicativos do Office.
Italo Vignoli, da The Document Foundation e LibreOffice
Campanha de espionagem explorou falha no Microsoft Office (imagem: Jernej Furman/Flickr)Resumo
Hackers ligados à Rússia exploraram uma falha Office poucas horas após a correção da Microsoft.
O ataque comprometeu órgãos diplomáticos, marítimos e de defesa em nove países.
Segundo a empresa de segurança Trellix, a campanha durou 72 horas e utilizou 29 iscas diferentes, principalmente na Europa Oriental.
Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha de espionagem cibernética que teria sido conduzida por hackers ligados ao governo da Rússia. A ofensiva explorou rapidamente uma falha crítica no Microsoft Office e começou menos de 48 horas após a Microsoft liberar uma atualização emergencial para corrigir o problema.
O ataque permitiu o comprometimento de dispositivos usados por organizações diplomáticas, marítimas e de defesa em mais de meia dúzia de países. Segundo a Trellix, empresa de cibersegurança, a velocidade da exploração reduziu drasticamente o tempo disponível para que equipes de TI aplicassem os patches e protegessem sistemas sensíveis.
Falha corrigida virou arma em menos de dois dias
A vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-21509, foi explorada pelo grupo rastreado sob nomes como APT28, Fancy Bear, Sednit, Forest Blizzard e Sofacy. Após analisar a correção liberada pela Microsoft, os invasores conseguiram desenvolver um exploit avançado capaz de instalar dois backdoors inéditos.
De acordo com a Trellix, toda a operação foi planejada para evitar detecção por soluções tradicionais de proteção de endpoints. Os códigos maliciosos eram criptografados, executados apenas na memória e não deixavam artefatos relevantes em disco. Além disso, os primeiros contatos com as vítimas partiram de contas governamentais previamente comprometidas, o que aumentou a taxa de sucesso das mensagens de phishing.
“O uso da CVE-2026-21509 demonstra a rapidez com que agentes alinhados a estados podem explorar novas vulnerabilidades, reduzindo a janela de tempo para que os defensores corrijam sistemas críticos”, escrevem os pesquisadores.
Segundo eles, “a cadeia de infecção modular da campanha — do phishing inicial ao backdoor em memória e aos implantes secundários — foi cuidadosamente projetada para explorar canais confiáveis e técnicas sem arquivos, para se esconder à vista de todos”.
A campanha de spear phishing durou cerca de 72 horas, começou em 28 de janeiro e utilizou ao menos 29 iscas diferentes, enviadas a organizações em nove países, principalmente da Europa Oriental. Oito deles foram divulgados: Polônia, Eslovênia, Turquia, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Romênia e Bolívia.
Ataque usou ao menos 29 iscas de spear phishing em nove países (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Como funcionavam os malwares instalados?
O ataque resultou na instalação dos backdoors BeardShell e NotDoor. O BeardShell permitia reconhecimento completo do sistema, persistência por meio da injeção de código em processos do Windows e movimentação lateral dentro das redes comprometidas.
Já o NotDoor operava como uma macro VBA — um tipo de script de automação de tarefas comum, mas que foi usado aqui como um comando malicioso oculto –, instalada após o desarme das proteções de macro do Outlook.
Uma vez ativo, o NotDoor monitorava pastas de e-mail e feeds RSS, reunindo mensagens em arquivos .msg enviados para contas controladas pelos invasores em serviços de nuvem. Para driblar controles de segurança, o malware alterava propriedades internas dos e-mails e apagava vestígios do encaminhamento automático.
A Trellix atribuiu a campanha ao grupo APT28 com “alta confiança”, avaliação reforçada pela Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA), que classifica o mesmo como UAC-0001. “A APT28 tem um longo histórico de espionagem cibernética e operações de influência”, afirmou a empresa.
LibreOffice 26.2 já está disponível (imagem: divulgação/The Document Foundation)Resumo
LibreOffice 26.2 chega com melhorias na compatibilidade do Writer com arquivos DOCX, da Microsoft;
Ferramenta de planilhas Calc e o editor de apresentações Impress receberam otimizações de desempenho, bem como pequenos novos recursos;
Pacote de escritório continua gratuito e aberto, e está disponível para os principais sistemas operacionais.
O pacote de escritório mais popular do universo do código aberto acaba de ser atualizado: o LibreOffice 26.2 chega aumentando a compatibilidade do Writer com o formato DOCX, melhorando a navegação entre planilhas no Calc, ampliando a capacidade de reprodução de mídia no Impress, e mais.
Florian Effenberger, da The Document Foundation (entidade responsável pelo projeto), afirma que “esta versão tem como foco a velocidade, a confiabilidade e dar às pessoas o controle sobre seus documentos”. O executivo vai além:
O LibreOffice 26.2 mostra o que acontece quando o software é desenvolvido em torno dos usuários, e não de modelos de negócio, e como o software de código aberto pode oferecer um pacote de produtividade moderno e refinado sem comprometer a liberdade do usuário.
Florian Effenberger, diretor executivo da The Document Foundation
Vamos às principais novidades, então.
O que há de novo no editor de textos Writer?
Falar em avanços de compatibilidade com o DOCX e outros formatos do Microsoft Office soa repetitivo, afinal, toda nova versão do LibreOffice tem essa proposta.
Mas não poderia ser diferente: os desenvolvedores da The Document Foundation se esforçam continuamente para fazer arquivos do Office serem tratados corretamente no LibreOffice, mas não recebem nenhum apoio da Microsoft para isso.
É um trabalho que avança aos poucos, portanto, mas que dá resultados. Nesse sentido, o editor de textos Writer melhora, no LibreOffice 26.2, a interoperabilidade com tabelas flutuantes, de modo que elas possam até ser divididas sem ficarem quebradas quando o documento é salvo no formato DOCX.
Writer no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Outros avanços do Writer incluem:
preservação da formatação original durante a revisão dos documentos, tanto em arquivos DOCX quanto em ODT (formato aberto para textos que é padrão no LibreOffice);
capacidade de inserir legendas automaticamente em imagens coladas (se essa função estiver ativada);
melhorias na importação ou exportação de documentos em Markdown, inclusive com uso de templates, ainda que essa função permaneça em desenvolvimento;
alinhamento de parágrafo que se ajusta automaticamente à direção do texto, recurso útil em documentos que misturam idiomas ocidentais e orientais, por exemplo.
E na ferramenta de planilhas Calc?
No Calc, agora é possível navegar mais rapidamente por planilhas que têm muitas colunas ocultas. Para completar, o desempenho da ferramenta melhorou na edição de planilhas que incluem muitas formas ou desenhos.
Ainda no aspecto do desempenho, as funções que removem dados duplicados e rejeitam alterações rastreadas foram otimizadas para lidar com grandes volumes de dados em menos tempo.
Além disso, o Calc agora suporta o padrão BIFF12 para recebimento de dados da área de transferência, o que elimina o limite de importação de grandes volumes de dados oriundos do Excel.
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quais outras novidades se destacam no LibreOffice 26.2?
Há várias outras novidades. Entre elas, vale destacar:
Impress (ferramenta de apresentações) com interface mais responsiva, bem como com suporte aos codecs mais conhecidos para reprodução de áudio e vídeo (inclui suporte à plataforma Microsoft Media Foundation);
renderização otimizada de gráficos 3D;
exportação mais rápida de conteúdo em formato EPUB (para livros digitais);
agora é possível fazer captura de tela de caixas de diálogo diretamente para a área de transferência, o que é útil para tutoriais ou documentações, por exemplo;
várias interfaces das ferramentas do LibreOffice 26.2 foram migradas para mecanismos gráficos do próprio sistema operacional, melhorando aspectos como desempenho e harmonia visual;
suporte experimental a um novo modo de criptografia para ODF (OpenDocument Format) baseado em senhas.
Impress no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Vale destacar que o pacote é gratuito, tem código-fonte aberto e está disponível em cerca de 120 idiomas, incluindo o português do Brasil e o de Portugal.
Microsoft agora prioriza o nome Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Um banner no site office.com gerou confusão sobre a mudança de nome do Microsoft Office para Microsoft 365 Copilot.
A marca Office continua ativa, e a alteração refere-se ao app lançado em 2019 como portal de acesso, que se tornou Microsoft 365 Copilot em 2025.
Microsoft 365 é um serviço de assinatura, enquanto o Office 2024 é uma versão de compra única; o Microsoft 365 Copilot unifica o acesso a eles.
A Microsoft desencadeou, na primeira semana de 2026, uma confusão sobre a identidade do Office. Usuários no Reddit e no X/Twitter sugeriram em posts que o pacote Microsoft Office teria sido renomeado para Microsoft 365 Copilot, confusão que começou com um banner no domínio office.com.
Ao acessar o site, consumidores e clientes corporativos são recepcionados com um aviso que identifica a plataforma como “aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office)”.
Para quem não acompanha as transições recentes da companhia, a frase sugere que o conjunto de ferramentas — que inclui Word, Excel e PowerPoint — teria abandonado o nome utilizado globalmente há décadas em favor da nova nomenclatura focada em IA.
Microsoft Office vai deixar de existir?
Marca Copilot agora chega ao site office.com (imagem: reprodução/Microsoft)
A resposta curta é não. Apesar da comunicação vaga no site, a marca Microsoft Office continua sendo utilizada para identificar produtos específicos e importantes no portfólio da gigante de Redmond. O Microsoft Office 2024, por exemplo, ainda está disponível para quem não quer aderir ao modelo de assinatura.
O que ocorreu, na realidade, foi uma transição de identidade em um software específico: o “aplicativo Office”. Este software foi lançado em 2019 para servir como um hub ou portal de entrada.
A ideia era fazer o usuário ter um único local para acessar as versões online dos editores de texto, planilhas e apresentações, além de visualizar documentos recentes salvos no OneDrive, tanto em dispositivos móveis quanto no Windows.
Em 2022, esse hub passou por sua primeira grande mudança: foi renomeado para “Microsoft 365”. Mais recentemente, em novembro de 2024, a Microsoft anunciou que o mesmo aplicativo passaria a se chamar “Microsoft 365 Copilot”.
Essa mudança foi consolidada globalmente em 15 de janeiro de 2025 para usuários de Windows, iOS e Android. Portanto, a mensagem “anteriormente Office” no site refere-se exclusivamente a este portal de acesso e não à suíte de aplicativos ou aos planos de assinatura como um todo.
Vale mencionar que o pacote de serviços por assinatura, que é o carro-chefe da empresa, também permanece sob a marca Microsoft 365 desde 2020 e não sofreu alteração.
Microsoft 365 é assinatura; Office 2024, compra única
No caso do Office, a Microsoft não forneceu uma declaração oficial. Mas, para simplificar, a divisão de produtos fica assim no cenário atual: Microsoft 365 é o serviço focado na nuvem e assinatura, e o Office 2024 é a versão independente de compra única. O novo Microsoft 365 Copilot é o aplicativo que unifica o acesso a todos esses serviços.
O ar-condicionado LG AI Dual Inverter Voice, com capacidade de 9.000 BTUs e 220 V, está com 41% de desconto no Mercado Livre. Você pode comprá-lo na promoção por R$ 2.049 no Pix, bem menos do que o preço de referência de R$ 3.499.
O eletrodoméstico oferece uma experiência completa com destaques para o controle de consumo de energia, controle à distância por aplicativo e uso personalizado por inteligência artificial.
LG AI Dual Inverter Voice tem Wi-Fi e controle de energia 4 em 1
Ar-condicionado LG AI Dual Inverter Voice oferece até 4 níveis de consumo de energia (imagem: Divulgação)
A combinação da tecnologia Dual Inverter que permite ao compressor trabalhar de forma contínua com a função Active Energy Control disponível no controle remoto torna o ar-condicionado da LG uma opção eficiente em consumo de energia, principalmente durante o verão. De acordo com a empresa, a economia pode chegar até 70%.
O equipamento split permite ser conectado ao Wi-Fi através do aplicativo LG ThinQ, assim como controlado via Alexa ou Google Assistente. Por isso, em tese o usuário vai obter mais autonomia de uso mesmo quando estiver fora de casa.
O LG AI Dual Inverter Voice apresenta até 6 posições para direcionar o fluxo de ar e níveis de velocidade. Logo, o nível de ruído pode variar entre 22 dB e 38 dB que na prática não vai oferecer um funcionamento barulhento. Há ainda o sistema de limpeza automática que evita o acúmulo de bactérias na serpentina.
Ar-condicionado da LG possui nível de ruído mínimo de apenas 22 dB (imagem: Divulgação)
Por fim e não menos importante, o suporte a inteligência artificial torna a experiência com o equipamento personalizada. Após o entendimento dos padrões de uso, a função SmartCare quando acionada realiza os ajustes necessários para tornar as condições de temperatura ideais conforme os hábitos do usuário.
Governo suíço recomenda evitar a liberação de dados críticos para ambientes externos (imagem: reprodução/Public Domain)Resumo
A Suíça recomenda que órgãos públicos evitem o uso de SaaS, como o Microsoft 365, devido à falta de criptografia de ponta a ponta e riscos de segurança.
A Privatim destaca que serviços SaaS permitem acesso a dados em texto puro e mudanças unilaterais nos termos de serviço, comprometendo a segurança e privacidade.
Casos recentes, como a análise de Luke Marshall sobre exposições no GitLab, reforçam preocupações com a segurança digital global.
Os encarregados de proteção de dados da Suíça alertaram para o uso de softwares em nuvem, como o Microsoft 365 (antigo Office 365), por órgãos governamentais. O grupo, chamado Privatim, recomenda que instituições públicas evitem plataformas SaaS — programas online acessados por meio de uma assinatura — e serviços de grandes provedores internacionais devido a pontos considerados críticos de segurança e privacidade.
O documento, fruto de uma conferência do setor, foi divulgado na semana passada. Ele decorre de uma preocupação crescente com a falta de criptografia de ponta a ponta efetiva e com o risco de acesso indevido a informações estratégicas. A resolução também cita que versões hospedadas em nuvens sujeitas ao CLOUD Act, dos Estados Unidos, não seriam compatíveis com o nível de proteção exigido para dados especialmente sensíveis.
Por que a Suíça desaprova o SaaS no setor público?
Programas do Office ganharam novos ícones em outubro de 2025 (imagem: divulgação/Microsoft)
De acordo com a autoridade de privacidade, muitos serviços SaaS ainda permitem que o provedor acesse dados em texto puro, o que contraria práticas de segurança necessárias para informações protegidas por lei. Outra crítica é a capacidade dessas empresas de alterar unilateralmente seus termos de serviço, o que pode fragilizar garantias previamente contratadas.
“O uso de aplicativos SaaS implica uma perda significativa de controle”
Privatim
Para o órgão, quando uma plataforma opera fora do domínio do governo, a instituição não consegue interferir na probabilidade de violações de direitos. A recomendação, portanto, é evitar liberar dados críticos para ambientes externos, salvo em situações em que não haja alternativa.
O texto conclui que, “na maioria dos casos”, soluções de grandes fornecedores internacionais não deveriam ser usadas pelo setor público suíço — com o Microsoft 365 sendo citado explicitamente como exemplo inadequado.
Casos recentes ampliam alerta
Plataformas têm revisado suas políticas diante de riscos relacionados à segurança digital (imagem ilustrativa: TheDigitalWay/Flickr)
Enquanto a Suíça reforça seus critérios, novos episódios destacam as fragilidades do ecossistema digital global.
Um deles envolve a análise do engenheiro de segurança Luke Marshall, que decidiu medir a exposição de informações em repositórios públicos do GitLab. Usando filas da AWS e a ferramenta TruffleHog, ele escaneou 5,6 milhões de projetos e encontrou 17 mil segredos válidos, incluindo credenciais do Google Cloud, chaves da AWS, tokens de bots do Telegram e acessos ao OpenAI. “Isso me custou cerca de US$ 770, mas me permitiu escanear 5,6 milhões de repositórios em cerca de 24 horas”, informou.
Outras plataformas também revisam suas políticas diante de riscos. O aplicativo Strava publicou uma atualização preliminar de termos de uso que responsabiliza totalmente o usuário por eventuais problemas relacionados ao rastreamento de localização. A medida surge após mapas compartilhados na plataforma revelarem posições de agentes de segurança.
No campo da segurança global, o pesquisador Nariman Gharib divulgou documentos que, segundo ele, detalham operações do grupo iraniano Charming Kitten, incluindo desde desenvolvimento de ferramentas ofensivas até ações voltadas a identificar alvos considerados inimigos do regime.
“Cada banco de dados de companhias aéreas violado, cada sistema de reservas de hotéis comprometido, cada clínica médica invadida alimenta um sistema projetado para localizar e matar pessoas que o regime iraniano considera inimigas”, disse ele.
Saiba como os softwares de produtividade incluenciam sua rotina de trabalho, estudos ou até tarefas pessoais (imagem: Sanjeev Mohindra/Unsplash)
Ferramentas de produtividade são softwares projetados para otimizar a eficiência das tarefas, sendo essenciais para a organização pessoal e do trabalho. Elas podem ser importantes para a automação de processos, permitindo que as pessoas se concentrem em atividades de maior valor.
As categorias mais comuns de softwares de produtividade incluem gerenciamento de projetos, pacotes de escritórios, comunicação e gerenciamento de dados. Cada tipo auxilia em um aspecto específico da organização do trabalho ou estudos.
Entre as ferramentas de produtividade amplamente utilizadas em ambientes de trabalho estão Microsoft Office, Google Workspace, Notion, Slack e ChatGPT. Essas soluções são ideais para manter o foco e elevar o rendimento no trabalho.
A seguir, entenda o conceito de ferramentas de produtividade, os principais exemplos e as categorias mais comuns. Também saiba as vantagens e as limitações desses softwares.
Ferramentas de produtividade são softwares projetados para facilitar, otimizar e automatizar a execução de tarefas, o gerenciamento de projetos e a comunicação entre equipes. Elas transformam a forma como o trabalho é feito para ser mais rápido, organizado e colaborativo, permitindo que os usuários foquem em ações de maior valor.
Para que servem as ferramentas de produtividade?
As ferramentas de produtividade possibilitam otimizar e acelerar a conclusão de tarefas, aumentando a eficiência de indivíduos e equipes ao melhorar a gestão de tempo, a organização e a colaboração. Elas permitem que os usuários liberem recursos mentais e tempo para se dedicarem a atividades de maior valor ou que exigem maior análise.
Elas abrangem diversas funções essenciais, incluindo automação de tarefas, coordenação de projetos, comunicação imediata e compartilhamento de informações. Assim, qualquer software que simplifique, gerencie e acelere o fluxo de trabalho é classificado como uma ferramenta de produtividade.
As ferramentas de produtividade ajudam a otimizar tarefas, gerenciar projetos e na comunicação entre equipes (imagem: Ed Hardie/Unsplash)
Quais são os principais exemplos de ferramentas de produtividade?
Os softwares de produtividade apresentam soluções para gestão de tarefas e o fluxo de trabalho para grandes corporações e empreendedores individuais. Elas fornecem os meios para que indivíduos e equipes possam organizar, planejar, comunicar e executar as atividades de forma mais eficiente e com maior foco.
Alguns dos principais exemplos são:
Microsoft Office
Microsoft Office é um pacote de aplicativos de produtividade da Microsoft para tarefas corporativas e pessoais, como criação e edição de documentos, planilhas e apresentações. Ele faz parte do Microsoft 365, um serviço de assinatura em nuvem que integra ferramentas clássicas com serviços de colaboração e armazenamento.
Microsoft Word: usado para processamento de texto, permite criar, editar e formatar documentos escritos, como relatórios, cartas e teses, com recursos avançados de revisão e layout;
Microsoft Excel: planilha eletrônica para realizar cálculos complexos, análise de dados, criação de gráficos e gerenciamento de grandes volumes de informações em células organizadas;
Microsoft PowerPoint: usado para criar apresentações dinâmicas, permitindo desenvolver slides com texto, imagens, gráficos e multimídia para fins de ensino, negócios ou palestras;
Microsoft Outlook: cliente de e-mail e gerenciador de informações pessoais, que unifica e-mail, calendário, contatos e gerenciamento de tarefas em uma única interface;
Microsoft Teams: plataforma para comunicação e colaboração, oferecendo funções de bate-papo, chamadas de vídeo e voz, e espaços de trabalho compartilhados para projetos em equipe;
OneDrive: serviço de armazenamento em nuvem da Microsoft para salvar, sincronizar e compartilhar arquivos e documentos com segurança e acessibilidade em diferentes dispositivos.
O Microsoft Office, ou Microsoft 365, reúne os principais aplicativos de produtividade para computadores (imagem: divulgação/Microsoft)
Google Workspace
Google Workspace é um conjunto de aplicativos de produtividade, comunicação e colaboração baseados na nuvem. Ele oferece a empresas e indivíduos soluções profissionais de e-mail com domínio personalizado, armazenamento em nuvem e controles administrativos para gerenciar usuários e dados de forma centralizada.
Gmail: serviço de e-mail profissional que permite comunicações seguras usando o domínio da empresa. Ele se entrega perfeitamente com outros aplicativos do Workspace, como Agenda e Meet;
Google Agenda: serviço de gerenciamento de tempo e agendamento que permite aos usuários organizar eventos, tarefas e compromissos pessoais e profissionais. Ele possibilita o compartilhamento de calendário com outras pessoas da equipe;
Google Meet: permite realizar videoconferências e reuniões virtuais seguras para equipes, parceiros e clientes. Oferece recursos como legendas em tempo real, gravação e capacidade de hospedar grandes audiências;
Google Drive: armazenamento centralizado na nuvem para guardar, sincronizar e acessar todos os arquivos de qualquer dispositivo. Facilita o compartilhamento seguro e o trabalho simultâneo em documentos;
Documentos Google: processador de texto online que permite criar, editar e colaborar em documentos de texto em tempo real com a equipe. É ideal para redação de relatórios, propostas e notas de forma colaborativa;
Planilhas Google: ferramenta de planilha baseada na web para análise de dados, criação de gráficos e gerenciamento de informações numéricas. Suporta recursos avançados de fórmulas e colaboração em tempo real;
Apresentações Google: editor de apresentações que permite criar slides dinâmicos diretamente no navegador. Facilita a colaboração na criação de apresentações remotas.
Google Workspace oferece uma série de produtos e soluções para produtividade (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notion
Notion é um aplicativo “tudo-em-um” de espaço de trabalho para anotações, organização de conhecimento e gestão de projetos por meio de um sistema de blocos de conteúdo. Ele opera com páginas interconectadas e bancos de dados personalizáveis, possibilitando aos usuários criar desde listas simples de tarefas até painéis colaborativos complexos.
Ele é usado para gerenciar projetos, estruturar informações de equipes e construir ferramentas customizadas (CRMs ou calendários de conteúdo). Suas funções essenciais incluem colaboração em tempo real e o suporte de ferramentas de IA para otimizar a escrita e análise de dados.
Trello/Clickup
Trello e Clickup são ferramentas de organização e produtividade, mas eles se diferenciam em sua abordagem e profundidade de funcionalidades. O Trello é mais visualmente simples, enquanto o Clickup é mais robusto e completo, desenhado para projetos mais complexos.
Trello usa um sistema de gerenciamento de tarefas baseado no método Kanban, usando quadros, listas e cartões para organizar o fluxo de trabalho. É ideal para indivíduos ou pequenas equipes que buscam uma solução intuitiva e rápida para acompanhamento de tarefas e projetos mais diretos.
O Clickup é uma plataforma “tudo-em-um”, oferecendo um conjunto de recursos mais amplo, incluindo rastreamento de metas, controle de tempo e múltiplas visualizações. Foi projetado para equipes maiores e projetos complexos, centralizando todas as necessidades de produtividade e colaboração em um único lugar.
Notion e Trello são importantes plataformas de produtividade para organização de projetos (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Todoist
Todoist é um aplicativo de gestão de produtividade e tarefas pensado para ajudar indivíduos e equipes a organizar e acompanhar tudo, desde lista de compras até projetos de trabalho. Ele se destaca pela interface simples e intuitiva, além da disponibilidade multiplataforma, o que permite checar e agendar tarefas instantaneamente e de qualquer lugar.
A ferramenta facilita a organização de tarefas com recursos como subtarefas, níveis de prioridade, etiquetas, datas de vencimento e repetições. Além disso, ele oferece funções para colaboração em projetos de equipe, filtros customizáveis e diversas visualizações (lista, quadro, calendário) para melhor adaptabilidade.
Slack
Slack é uma plataforma de mensagens e colaboração empresarial, com objetivo de centralizar a comunicação da equipe em canais temáticos (públicos e privados) e substituir os e-mails. Ele permite que as equipes troquem mensagens instantâneas, compartilhem documentos e informações e organizem chats sobre projetos em um único local.
Suas principais funções incluem um histórico de mensagens pesquisável, bate-papos diretos e chamadas de áudio e vídeo. Isso centraliza as ferramentas e otimiza fluxos de trabalho, tornando a colaboração mais eficiente e automatizada.
Slack é um dos comunicadores mais usados dentro de empresas (imagem: Stephen Phillips/Unsplash)
Zoom
Zoom é um serviço de videoconferência que permite a conexão remota de usuários por meio de chamadas de vídeo e áudio, chats e compartilhamento de tela. É usado para conferências, aulas online e webinars, sendo acessível em diversos dispositivos, como navegadores, aplicativos móveis e desktop.
Embora exista uma versão básica gratuita, os planos pagos oferecem recursos extras, como suporte a reuniões mais longas e com mais participantes. Suas funções incluem gravações, fundos virtuais e compatibilidade entre plataformas (Windows, macOS, Android e iOS).
ChatGPT/Google Gemini
ChatGPT e Google Gemini são chatbots avançados movidos por inteligência artificial, embora possuam focos e capacidades distintas que os separam. Eles auxiliam em diversas tarefas, desde a criação de conteúdo até a organização de informações complexas.
O ChatGPT, da OpenAI, é um modelo que se destaca em tarefas conversacionais e criativas, como escrita e código, usando os modelos GPT 3.5, GPT 4 e GPT-4o. Ele oferece a capacidade de integrar-se a aplicativos e usar “GPTs” personalizados para funções específicas.
O Google Gemini é conhecido pela integração com o ecossistema Google e as capacidades multimodais, combinando texto, código e imagens. Ele usa modelos como Gemini Pro, Ultra, Flash e Nano e acessa informações em tempo real diretamente da internet.
Aplicativo do ChatGPT é um dos principais modelos de IA usado para produtividade (Imagem: Reprodução/Focal Foto)
Quais são as categorias de softwares para produtividade?
Os programas (softwares) de produtividade são projetados com uma ampla gama de ferramentas essenciais para o ambiente de trabalho moderno. As principais categorias são:
Pacotes de escritório (Office suites): conjuntos de aplicativos que incluem ferramentas básicas como editores de texto para criação de documentos, planilhas para cálculos e análise de dados e programas para elaborar apresentações de slides profissionais;
Organização pessoal e notas: aplicativos que servem como cadernos digitais ou listas de afazeres para capturar, organizar e pesquisar informações rapidamente, ajudando a gerenciar ideais, lembretes, compromissos e conhecimentos pessoais;
Gerenciamento de projetos e tarefas: ferramentas para planejar, organizar e acompanhar o progresso de projetos complexos, permitindo a distribuição de tarefas, definição de prazos e visualização do status do trabalho até a conclusão;
Comunicação e colaboração: plataformas que facilitam a interação instantânea por meio de mensagens e e-mails, além de permitir que múltiplos usuários editem documentos ou arquivos simultaneamente em tempo real;
Gerenciamento e análise de dados: aplicativos projetados para armazenar, organizar e recuperar grandes volumes de dados (sistemas de gerenciamento de banco de dados) e ferramentas de Business Intelligence para apoiar decisões estratégicas de negócios por meio de análise de informações;
Automação de fluxo de trabalho (Workflow automation): programas que automatizam sequências de tarefas e processos repetitivos, reduzindo erros manuais e liberando tempo dos usuários para se concentrarem em atividades mais complexas;
Gerenciamento de relacionamento com cliente (CRM): sistemas usados para registrar, organizar e gerenciar as interações de uma empresa com clientes atuais e potenciais, otimizando processos de vendas, marketing e serviços de atendimento.
Notion é um app que mistura recursos de gerenciamento de projetos, organização e notas (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Quais são as vantagens das ferramentas de produtividade?
Os aplicativos (apps) atuam como ferramentas de produtividade no trabalho, oferecendo inúmeros benefícios para indivíduos e equipes. Alguns deles são:
Aumentam a eficiência e velocidade: automatizam tarefas repetitivas e simplificam processos de trabalho complexos. Isso permite que os profissionais se concentrem em atividades de maior valor estratégico;
Melhoram a organização e gestão de tempo: permitem o rastreamento claro de tarefas e prazos, facilitando a priorização de atividades. Assim, o tempo é alocado de maneiras mais estratégica e eficaz, reduzindo a procrastinação;
Fomentam a colaboração e a comunicação: centralizam a comunicação da equipe e o compartilhamento de documentos de forma segura. Facilitam o trabalho à distância em projetos colaborativos em tempo real, independentemente da localização;
Aumentam a qualidade e a precisão: a automação e as validações embutidas nos sistemas minimizam o erro humano. Isso garante maior precisão na entrada e processamento de dados, elevando a qualidade final;
Oferecem flexibilidade e suporte ao trabalho remoto: são essenciais para a sustentação de modelos de trabalho remoto e híbrido. Permitem a gestão eficiente de projetos e equipes, independente da localização geográfica;
Centralizam o conhecimento: alguns aplicativos podem atuar como um repositório único para todos os documentos e informações da empresa. Isso agiliza o acesso ao conhecimento e facilita a integração de novos colaboradores.
Quais são as limitações das ferramentas de produtividade?
Embora ofereça diversos benefícios, as ferramentas para produtividade apresentam alguns pontos fracos. Por exemplo:
Dependência tecnológica e vulnerabilidade: problemas no software, falhas de rede ou indisponibilidade de servidores podem paralisar o trabalho, tornando a produtividade altamente vulnerável a interrupções técnicas;
Curva de aprendizagem elevada: muitas ferramentas, especialmente as mais robustas, exigem um tempo considerável para serem dominadas, o que pode consumir recursos e atrasar a produtividade inicialmente;
Excesso de recursos: é comum que ferramentas complexas apresentem muitas funcionalidades desnecessárias, resultando em tempo excessivo de configuração e baixo uso prático dos recursos avançados;
Imposição de fluxos de trabalhos rígidos: alguns aplicativos impõem uma estrutura operacional fixa, forçando o usuário a se adaptar a ela e impedindo a rápida adaptação a métodos de trabalho mais flexíveis ou novas prioridades;
Sobrecarga de notificações e distração: o fluxo constante, e muitas vezes, não essencial de alertas, lembretes e atualizações pode se tornar uma fonte persistente de interrupção, fragmentando a atenção e reduzindo o foco;
Riscos de segurança e privacidade: o armazenamento de dados sensíveis em plataformas baseadas em nuvem pode expor a organização a vulnerabilidades de segurança, além de levantar sérias questões sobre a conformidade e a privacidade das informações.
Qual é a diferença entre software e software de produtividade?
Software é um termo abrangente que se refere a todas as instruções e dados que fazem um computador funcionar, sendo a parte intangível de um sistema de computação. Ele inclui desde o sistema operacional que gerencia o hardware até programas, jogos e navegadores.
O software de produtividade é um tipo específico de aplicativo projetado para auxiliar os usuários a realizar tarefas de maneira mais eficiente. Exemplos comuns incluem pacotes de escritório, ferramentas de edição para criação de conteúdo e softwares de edição de imagens e vídeo.
Dinamarca e estado na Alemanha já estão migrando parte dos serviços para Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Tribunal Penal Internacional vai substituir o Microsoft Office pelo OpenDesk, pacote alemão de código aberto.
OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital e oferece ferramentas para e-mail, chat, calendário e edição de documentos.
Dinamarca e o estado alemão Eslésvico-Holsácia já estão migrando os serviços para softwares abertos, como Linux e LibreOffice.
O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, vai substituir o Microsoft Office pelo pacote OpenDesk, uma alternativa alemã de código aberto. Segundo o jornal Handelsblatt, a alteração ocorre por preocupações de segurança e autonomia digital.
O veículo alemão afirma que a mudança foi motivada por um bloqueio da Microsoft aos e-mails do procurador-chefe Karim Khan e de outros funcionários do tribunal, após sanções do governo Trump. A Microsoft, porém, negou a acusação.
O OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital (ZenDiS), criado em 2022 pelo governo da Alemanha. O pacote oferece ferramentas web para e-mail, chat, calendário e editor de documentos.
A organização tem como lema ser “soberana por natureza” e também vem colaborando com o governo da França para desenvolver uma alternativa nacional ao Google Docs.
OpenDesk oferece soluções de código aberto (imagem: divulgação)
Europa quer mais soberania
A decisão do TPI segue a onda por soberania digital da União Europeia. Dinamarca e um estado alemão já começaram a substituir oficialmente nos órgãos públicos soluções da Microsoft por softwares abertos.
Em junho, o Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a migração do Windows e do Microsoft 365 para Linux e LibreOffice. Além do fim do suporte oficial ao Windows 10, encerrado em 14 de outubro, a medida foi atribuída à necessidade de reduzir os custos com licenciamento de software.
A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, também vem incentivando governos e empresas a adotar soluções abertas como alternativa ao fim do Windows 10.
Microsoft Mico é o novo rosto do Copilot (imagem: divulgação)Resumo
Microsoft apresentou o Mico, novo modo de voz animado do Copilot.
O personagem traz expressões dinâmicas, aprendizado e personalização, e lembra o antigo Clippy.
Por enquanto, o assistente virtual está disponível apenas nos Estados Unidos, mas há previsão de expansão para outros países.
Quase 30 anos depois da estreia do Clippy — o clipe de papel que marcou (e irritou) gerações de usuários do Office —, a Microsoft aposta em uma nova forma de interação com o computador. Ontem (23/10), a empresa anunciou o Mico, nova representação do modo de voz do Copilot.
A proposta retoma a ideia de assistentes virtuais, como a Cortana no passado, mas com tecnologia moderna. Ao The Verge, o vice-presidente de produto e crescimento da Microsoft AI, Jacob Andreou, afirmou: “Clippy andou para que nós pudéssemos correr”.
Durante a conversa, o Mico reage em tempo real – muda suas expressões, cores e até gestos de acordo com o tom do diálogo. A animação será ativada por padrão no modo de voz do Copilot, mas poderá ser desativada a qualquer momento. O recurso está sendo lançado inicialmente nos Estados Unidos, com planos de expansão para outros países.
Além de responder perguntas e realizar tarefas, o Mico integra novos recursos de aprendizado e personalização. Um deles é o modo “Learn Live”, que transforma o assistente em uma espécie de tutor virtual.
Ele não apenas entrega respostas diretas, mas orienta o usuário a compreender conceitos, usando quadros interativos e elementos visuais. O objetivo é atender desde estudantes que se preparam para provas até pessoas que estão aprendendo um novo idioma.
Outra novidade é a memória personalizada. O Copilot passará a registrar informações sobre o usuário e os projetos em andamento, para oferecer respostas mais contextuais. Segundo a empresa, essa capacidade reforça o tom mais humano e próximo do assistente.
O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, explicou em um comunicado a visão por trás do projeto: “Ao desenvolvermos isso, não estamos buscando engajamento ou otimização do tempo de tela. Estamos desenvolvendo uma IA que o leva de volta à sua vida. Que aprofunda a conexão humana. Que conquista sua confiança.”
Mais identidade
Mico ganha modo de voz com reações em tempo real durante a conversa (imagem: divulgação)
O Mico faz parte da estratégia da Microsoft para dar identidade e “voz” ao Copilot, transformando-o em um assistente com presença digital própria. Em julho, Suleyman afirmou que a ideia é que o Copilot “tenha uma espécie de identidade permanente, uma presença, e terá um espaço onde viverá e envelhecerá”.
Assim como o antigo Clippy, o novo personagem também guarda easter eggs: ao clicar repetidamente sobre o Mico, o usuário verá o personagem se transformar no lendário clipe de papel. A brincadeira reforça o vínculo afetivo com o passado da marca, agora reimaginado em uma era de IA generativa.
Além do Mico, a atualização de outono do Copilot trouxe melhorias em pesquisa profunda, respostas sobre saúde e até novos modos de conversa, como o “Real Talk”. Nesse formato, o Copilot deve adotar uma postura mais autêntica para desafiar as ideias do usuário, com o intuito de estimular reflexões e novas perspectivas.
A empresa também aprimorou a integração entre o Copilot e o navegador Microsoft Edge, que passará a identificar abas abertas, comparar informações e executar ações, como reservas de hotel ou preenchimento de formulários.
Ubuntu 25.10 traz o ambiente Gnome 49, com terminal Ptyxis e visualizador de imagens Loupe como novidades;
Kernel Linux 6.17, outro recurso oficial, aprimora suporte a hardware AMD e Intel;
Nova versão do sistema inclui ainda atualizações em apps e ferramentas de desenvolvimento.
Quem busca uma alternativa ao Windows 10, cujo suporte termina na próxima semana, pode encontrar no Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” um bom substituto. A nova versão de uma das distribuições mais populares do universo Linux acaba de ser lançada oficialmente com ambiente de desktop Gnome 49 e kernel 6.17.
Desktop Gnome 49 é destaque
Como de hábito, o ambiente de desktop padrão do Ubuntu é o destaque da distribuição. Anunciado oficialmente em setembro, o Gnome 49 faz o Ubuntu 25.10 contar com o Ptyxis, uma ferramenta de terminal mais avançada que suporta, por exemplo, aceleração por GPU e perfis alternáveis.
Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O Nautilus continua sendo o gerenciador de arquivos padrão da distribuição, mas recebeu alguns ajustes, a exemplo da barra de busca, que agora permite que o usuário classifique a sua pesquisa por data ou formato de arquivo usando “tags”.
Ainda em aplicativos, o Loupe agora é o visualizador de imagens padrão do sistema operacional, entrando no lugar do Eye of Gnome. A ferramenta também conta com aceleração por GPU e traz uma interface mais limpa para dar mais espaço às imagens exibidas.
Outra novidade está na tela de bloqueio, que agora pode exibir controles de mídia para pausar ou mudar uma música em reprodução, por exemplo (assim como é possível em celulares).
No Ubuntu 25.10, o Gnome roda por padrão no Wayland, um mecanismo gráfico mais eficiente e seguro. Isso deixa o X11 definitivamente de lado, embora ainda seja possível executar aplicativos para esse mecanismo no Ubuntu (até porque ambientes como Xfce e Mate ainda rodam com o X11).
Busca de arquivos com “tags” no Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que mais o Ubuntu 25.10 traz de novo?
Também lançado em setembro, o kernel Linux 6.17 é o alicerce do Ubuntu 25.10. Essa é uma versão que aprimora o suporte a CPUs e GPUs da AMD, refina o desempenho de partições EXT4, melhora a compatibilidade do sistema com webcams de notebooks com chips Intel recentes, entre outros avanços.
Falando em GPU, o Ubuntu 25.10 traz o conjunto de bibliotecas e drivers gráficos Mesa 25.2.3, que implementa ajustes de desempenho para GPUs com arquitetura AMD RDNA 3 e faz correções de bugs que melhoram a jogabilidade de determinados games, por exemplo.
Aplicativos do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
É claro que também há um conjunto atualizado de aplicativos. Entre eles estão:
O Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” já pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a opção “Desktop image” para fazer a instalação em seu PC. Depois de baixar a imagem, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.
Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Para quem vem do Ubuntu 25.04, a versão anterior, o Ubuntu 25.10 poderá ser instalado via atualização automática, mas pode levar alguns dias para essa opção aparecer.
É sempre válido lembrar que o Ubuntu também tem outros “sabores”, isto é, versões baseadas em ambientes de desktop diferentes do Gnome, como KDE (Kubuntu), Xfce (Xubuntu), Kylin, Cinnamon e Mate.
Novos ícones representam conexão com inteligência artificial (imagem: divulgação/Microsoft)Resumo
Microsoft renovou os ícones do Office, adotando um design mais colorido e arredondado, inspirado no Copilot.
A mudança alcança 10 apps do Microsoft 365: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva.
O novo visual aposta em gradientes e formas simplificadas, priorizando legibilidade e acessibilidade, inspirado no ambiente de IA.
A Microsoft anunciou oficialmente nessa quarta-feira (01/10) a nova identidade visual para os ícones do pacote Office. A mudança, que é a primeira grande atualização de design desde 2018, chega para os dez principais aplicativos do ecossistema Microsoft 365. Agora, os ícones terão uma aparência mais colorida e com formas arredondadas.
O novo design, aplicado em todas as plataformas — web, desktop e mobile — abandona as linhas retas e a solidez dos ícones anteriores para adotar um visual mais fluido e “divertido”. Segundo a empresa, o ícone do Copilot, a inteligência artificial da Microsoft, inspirou a mudança. O novo estilo traz curvas suaves e o uso mais intenso de gradientes de cor para refletir um ecossistema mais conectado e influenciado pela IA.
Os 10 aplicativos que recebem a atualização são: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva. A proposta é criar uma identidade visual mais coesa e que funcione melhor em diferentes tamanhos de tela, desde um monitor até a tela de um celular.
Ícones mais fluidos
Aplicativos agora têm ícones com mais dobras e curvas (imagem: divulgação/Microsoft)
Em comunicado oficial, Jon Friedman, vice-presidente corporativo de design e pesquisa para o Microsoft 365, afirmou que a mudança busca simplificar e humanizar a experiência do usuário. “As bordas afiadas e as linhas nítidas são substituídas por dobras e curvas suaves, dando aos ícones uma sensação de movimento lúdico e acessibilidade”, explicou.
Além das formas, o uso de cores foi intensificado. Os gradientes, que antes eram sutis, agora são mais vibrantes para melhorar o contraste e a acessibilidade visual. A Microsoft também realizou simplificações para melhorar a legibilidade em tamanhos menores. O ícone do Word, por exemplo, que antes tinha quatro barras horizontais para representar um documento, agora terá apenas três.
Logos dos aplicativos que formam o pacote Office ao longo do tempo (imagem: divulgação/Microsoft)
A última grande reestilização, em 2018, representava outro momento da empresa: o de transformar o Office em uma suíte de aplicativos multiplataforma, refletindo a maior integração e colaboração entre os apps.
A principal mudança em relação ao design de 2013 (e de todas as versões anteriores) foi separar a letra do símbolo, criando dois painéis distintos. Com isso, o ícone do Word, por exemplo, passou a exibir linhas de texto em vez do contorno de um documento. Essa ideia permaneceu na nova identidade visual.
Tendência de design?
A aposta da Microsoft em gradientes e formas mais orgânicas acompanha, coincidentemente, outra big tech. Nesta mesma semana, o Google oficializou a mudança de seu principal logotipo. Assim como a dona do Windows, a gigante de buscas utiliza a IA para justificar a escolha de design.
No caso, a letra “G” maiúscula, que antes tinha cores sólidas e separadas, ganhou um visual com gradiente misturando as cores. É a primeira mudança no logotipo em 10 anos.
Vale lembrar que a mudança no Google começou a aparecer para os usuários em maio, no app de buscas, enquanto os ícones do pacote Office vazaram pela primeira vez em abril. Como na Microsoft, o novo estilo deve definir a identidade visual da empresa.
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: divulgação/Microsoft)Resumo
Microsoft anunciou o Agent Mode, que chega ao Word e Excel com IA da OpenAI e Anthropic para automatizar tarefas em documentos e planilhas.
A empresa também revelou o Office Agent no Copilot, que gera arquivos a partir de prompts no chat, incluindo textos, apresentações e planilhas.
As novidades estão disponíveis somente na versão web dos softwares.
O Office Agent chega apenas para assinantes do programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos.
A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (29/09) uma nova etapa na integração da inteligência artificial às suas ferramentas de produtividade. O chamado Agent Mode agora está disponível no Word e no Excel, permitindo que usuários elaborem documentos e planilhas complexas a partir de um simples comando em linguagem natural.
Além disso, a empresa revelou o Office Agent, recurso que funciona dentro do Copilot e pode gerar apresentações no PowerPoint ou relatórios no Word a partir de prompts, contando com modelos desenvolvidos pela Anthropic.
A companhia afirma que está levando ao Office o conceito de “vibe working” — uma forma de criação de documentos e planilhas inspirada no vibe coding, já adotado na programação.
Como funciona?
O Agent Mode chega como uma versão avançada do Copilot, que já vinha sendo testado em aplicativos do Office. No Excel, o sistema usa o modelo GPT-5 da OpenAI para dividir tarefas em etapas lógicas, executar cálculos e até sugerir visualizações de dados.
Segundo a Microsoft, o Agent Mode no Excel atingiu 57,2% de precisão no benchmark SpreadsheetBench, que mede a habilidade de IAs em editar planilhas reais. O índice supera rivais como Shortcut.ai e Claude Files Opus 4.1, mas ainda fica atrás da precisão humana, de 71,3%.
No Word, o Agent Mode transforma a escrita em uma experiência interativa. O usuário pode, por exemplo, pedir que o Copilot atualize relatórios mensais com base em e-mails recentes, ou que sugira melhorias no estilo de um documento corporativo.
“O Agent Mode no Word transforma a criação de documentos em uma experiência interativa e coloquial de escrita”, afirmou Sumit Chauhan, vice-presidente corporativo do grupo de produtos Office.
Agent Mode em ação no Excel (imagem: divulgação/Microsoft)
E o Office Agent no Copilot?
O Office Agent amplia o alcance dos recursos fora dos aplicativos tradicionais, permitindo que tudo comece a partir de uma conversa no chat do Copilot. Usando modelos da Anthropic, o recurso é capaz de montar apresentações completas no PowerPoint ou relatórios no Word com base em um prompt.
A ferramenta pode, por exemplo, pesquisar na web as principais tendências de um setor, gerar slides estruturados e exibir pré-visualizações em tempo real. “O PowerPoint é uma das ferramentas mais utilizadas para criar apresentações, mas, nos últimos dois anos, a IA frequentemente falhou na criação de slides”, disse Chauhan.
Como usar?
O Agent Mode no Copilot já pode ser usado no Word e no Excel na versão web e deve chegar em breve às versões para desktop.
O Office Agent está disponível no programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos, tanto para assinantes corporativos quanto para assinantes dos planos Pessoal e Família.
Lançamento ocorre após negociações com órgão de privacidade do Reino Unido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta confirmou que irá lançar um novo modelo de assinatura paga no Reino Unido para usuários do Facebook e Instagram com 18 anos ou mais. A grande vantagem é a experiência sem anúncios nas plataformas, uma vitória para a big tech que chega após muita discussão com o órgão de fiscalização de privacidade do país, o Information Commissioner’s Office (ICO).
Apesar da mudança, a empresa afirma que a opção de continuar utilizando os serviços gratuitamente, com a exibição de anúncios personalizados, permanecerá disponível para todos.
Quanto vai custar a assinatura da Meta?
A Meta começará a notificar os usuários britânicos sobre a nova opção de assinatura nas próximas semanas. Os interessados terão algumas opções para se inscrever nos planos sem anúncios. Para acesso via navegador, o custo será menor: 2,99 libras (aproximadamente R$ 21) por mês para cada rede social. Para os aplicativos móveis, seja no iPhone ou Android, o valor será de 3,99 libras mensais (quase R$ 30 na cotação atual).
A companhia atribuiu o preço mais elevado nos aplicativos às taxas de comissão cobradas pela Apple e pelo Google em suas lojas.
Reino Unido será laboratório para testar novo modelo de monetização da Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Caminho diferente da União Europeia
O lançamento ocorre em um momento conturbado para a Meta, que busca conciliar seu modelo de negócios baseado em publicidade com as exigências de privacidade na Europa. Em 2023, a empresa chegou a lançar um modelo de assinatura semelhante nos países do bloco. No entanto, a medida foi alvo de críticas por parte de reguladores e defensores da privacidade, que argumentaram que o custo não oferecia aos usuários uma “escolha verdadeiramente livre”.
Em abril, a Meta foi multada em 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,2 bilhão) após os reguladores concluírem que o sistema ainda violava regras antitruste. Apesar de a companhia de Zuckerberg ter ajustado o serviço para se alinhar às exigências, em julho, a Comissão Europeia solicitou novas alterações, sinalizando que a empresa poderia enfrentar multas diárias se as modificações fossem consideradas insuficientes.
Iniciativa no Reino Unido contrasta com batalhas regulatórias e multas que a empresa enfrenta na UE (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
O lançamento no Reino Unido, com aprovação de um regulador local, posiciona o país como um ambiente regulatório potencialmente mais favorável para as grandes empresas de tecnologia que exploram modelos de negócios alternativos.
Em comunicado, a big tech destacou a cooperação com o ICO e contrastou o resultado com as dificuldades encontradas na UE. “Essa abordagem e esse resultado diferenciam o Reino Unido da UE, onde temos mantido discussões semelhantes com os reguladores”, afirmou a empresa. O órgão britânico, por sua vez, manifestou apoio à iniciativa.
Um porta-voz do ICO declarou que a entidade “acolheu” o novo modelo de assinatura. “Isso afasta a Meta de direcionar anúncios aos usuários como parte dos termos e condições padrão para uso de seus serviços do Facebook e Instagram, o que deixamos claro que não está de acordo com a lei do Reino Unido”.
Vale destacar que a introdução do modelo de assinatura está, por enquanto, restrita ao Reino Unido. Ainda não há nenhuma previsão de lançamento ou expansão do serviço para outros mercados globais, como o Brasil.