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Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

13 de Maio de 2026, 11:06
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
  • O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
  • Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Você pagaria? TikTok ganha plano que remove todos os anúncios

11 de Maio de 2026, 14:29
TikTok
Usuários do Reino Unido já podem optar por remover propagandas do feed principal (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O TikTok lançou uma assinatura paga de 3,99 libras mensais, cerca de R$ 27, que remove anúncios e impede o uso de dados pessoais para fins publicitários, inicialmente disponível no Reino Unido.
  • A nova modalidade, restrita a maiores de 18 anos, visa adequar a operação ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) britânico e a outras legislações locais de privacidade.
  • Para usuários que não pagarem, a rotina no aplicativo não sofrerá alterações, com anúncios personalizados continuando a ser exibidos, e uma nova área nas configurações permitirá ajustes de preferências de publicidade ou migração para o plano pago.

O TikTok anunciou nesta segunda-feira (11) a chegada de uma versão paga e livre de anúncios, para os usuários que não querem distrações na interface do app. A nova modalidade, voltada exclusivamente para maiores de 18 anos, será liberada de forma gradativa por 3,99 libras mensais (cerca de R$ 27, em conversão direta) no Reino Unido.

Além de limpar o feed de propagandas, o plano tem outro atrativo de peso em termos de privacidade: impedir que os dados pessoais dos assinantes sejam utilizados para fins publicitários.

A movimentação da ByteDance, empresa dona da rede social, reflete a forte pressão regulatória na Europa. A medida busca adequar a operação ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) britânico e a outras legislações locais de privacidade, que proíbem a coleta de dados para publicidade direcionada sem o aval explícito do usuário.

Oferecer uma versão paga resolve esse impasse jurídico. Na prática, o TikTok passa a ter o argumento legal de que entrega uma escolha real para quem deseja evitar o rastreamento online. Vale destacar que essa estratégia não é uma novidade no mercado de tecnologia. No ano passado, a Meta implementou uma tática idêntica para clientes do Facebook e do Instagram no Reino Unido.

O que muda para quem não pagar?

Assinatura sem anúncios do TikTok chega ao Reino Unido (imagem: reprodução/TikTok)

Para a maioria do público, a rotina no aplicativo não sofrerá nenhuma alteração. A rede social continuará exibindo anúncios personalizados para as contas gratuitas, operando exatamente como funciona hoje. O aplicativo só ganhou uma nova área nas configurações, permitindo que os usuários ajustem suas preferências de publicidade ou migrem para o plano pago.

Apesar de ceder à pressão europeia, o TikTok faz questão de defender o seu tradicional modelo de negócio baseado em anúncios. Segundo Kris Boger, diretor-geral do TikTok no Reino Unido, a publicidade na plataforma é uma engrenagem vital que ajuda milhares de negócios locais a encontrar novos clientes e impulsionar as vendas no varejo digital.

O TikTok sem anúncios vem para o Brasil?

Neste primeiro momento, a novidade está restrita aos usuários do Reino Unido. Não existe qualquer cronograma a respeito do lançamento da assinatura sem anúncios no Brasil ou em outros países da América Latina. O foco atual seria apenas a adequação às leis europeias.

Contudo, o histórico recente mostra que uma expansão global não está descartada. O The Verge lembrou que os testes com essa modalidade livre de propagandas começaram ainda no final de 2023. Naquela época, o vazamento de capturas de tela revelou que a plataforma estava cobrando US$ 4,99 mensais (cerca de R$ 25) de um grupo seleto de usuários para remover os anúncios nos Estados Unidos.

Você pagaria? TikTok ganha plano que remove todos os anúncios

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mais um país europeu bloqueará redes sociais para menores

8 de Abril de 2026, 16:59
Criança no celular
Grécia se une à Portugal, Espanha e França por regulação de redes (imagem: Unsplash/Bruce Mars)
Resumo
  • Grécia proibirá o acesso de menores de 15 anos às redes sociais.
  • O anúncio foi feito pelo TikTok do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
  • A regulamentação grega entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e deve ser detalhada um pouco antes.
  • França, Portugal, Espanha, Austrália e Brasil já adotaram medidas sobre acesso de menores a plataformas digitais.

A Grécia é o mais novo país europeu a anunciar restrições ao acesso de menores às redes sociais. Em um anúncio feito via TikTok, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis confirmou que o país proibirá o acesso de menores de 15 anos a essas plataformas. A regulamentação será detalhada no verão de 2026 do hemisfério norte e entra em vigor em 1º de janeiro de 2027.

“A Grécia é um dos primeiros países europeus a tomar essa iniciativa, mas tenho certeza de que não será o último”, disse Mitsotakis. “Nosso objetivo é pressionar a União Europeia nessa direção”. Atualmente, França, Espanha e Portugal já anunciaram medidas semelhantes, seguindo o projeto pioneiro da Austrália aprovado em 2024.

O país entra numa lista crescente de nações que, nos últimos meses, aprovaram ou avançaram em restrições ao público infantil na internet, um movimento que começou na Austrália em 2024 e que já chegou ao Brasil, à França, a Portugal e à Espanha.

Países europeus aderem à proibição

Europeus avançam com leis locais enquanto UE avalia medidas (imagem: reprodução)

Países europeus, até o momento, seguem caminhos distintos com base na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). A França é o caso mais próximo do modelo discutido na Grécia, com um projeto que mira o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. Por lá, a ideia é bloquear plataformas consideradas nocivas e liberar outras com a autorização dos pais.

Neste mês, o projeto voltou à Assembleia Nacional (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), após aprovação de um texto modificado no Senado do país.

Em Portugal, o projeto aprovado em fevereiro de 2026 vai além das redes sociais: inclui jogos, marketplaces e outros serviços digitais, semelhante ao ECA Digital brasileiro. O corte etário, entretanto, é mais rígido — uso autônomo só a partir dos 16 anos; entre 13 e 15, apenas com consentimento parental verificável.

O texto também entra no design das plataformas, exigindo contas privadas, perfis não pesquisáveis e limitação de recomendações algorítmicas para menores.

Já a Espanha discute uma lei orgânica mais ampla de proteção digital. A ideia é reformar o sistema, elevando a idade de consentimento para uso de dados, impor verificação de idade e reforçar o controle parental em serviços audiovisuais e plataformas.

Austrália criou precedente

A onda regulatória segue o precedente criado pela Austrália em 2024, quando aprovou a lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. Até então, um dos marcos mais rígidos do mundo.

Em setembro de 2025, o Brasil sancionou o ECA Digital. A lei entrou em vigor em março deste ano, determinando que menores de 16 anos só podem usar redes sociais em contas vinculadas à de um responsável maior de idade. Estabelece, também, obrigações às plataformas, como mecanismos de verificação de idade.

Segundo a Bloomberg, Donald Trump tem criticado repetidamente o que considera um excesso de regulações digitais da União Europeia contra empresas de tecnologia do país.

Mais um país europeu bloqueará redes sociais para menores

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

26 de Março de 2026, 16:45
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Júri decidiu que empresas foram negligentes no desenvolvimento dos apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões (R$ 31,4 milhões) por design viciante de suas plataformas.
  • A Meta pagará 70% e o YouTube 30% do valor total.
  • O processo foi movido por uma jovem que alegou vício nos apps desde a infância, o que teria causado problemas de saúde mental.

Um júri de Los Angeles (EUA) decidiu que o YouTube e a Meta, dona do Facebook e Instagram, foram negligentes ao não alertar usuários sobre os riscos de vício em suas plataformas e classificou os aplicativos como produtos defeituosos.

O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter se tornado viciada nos apps quando ainda era criança. O veredito condenou as empresas a pagar US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) à autora da ação — sendo US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. Do total, a Meta pagará 70% e o YouTube, 30%.

O TikTok e o Snap, que chegaram a fazer parte desta mesma ação inicial, fecharam acordos antes do início do julgamento, mas continuam envolvidos em outras disputas legais semelhantes.

Tanto a Meta quanto o Google declararam que irão recorrer da condenação. As empresas negam que a arquitetura de seus aplicativos seja a causa raiz dos complexos problemas de saúde mental enfrentados pela juventude.

Acusação contornou isenção de culpa das redes

Criança no celular
Acusação focou no projeto dos apps para evitar lei federal (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

O resultado validou a abordagem dos advogados da autora, que focou no projeto dos serviços, em vez do conteúdo exibido nas plataformas. O júri concluiu que os aplicativos da Meta, incluindo o Instagram, e o YouTube foram deliberadamente construídos para ser viciantes. A decisão também diz que os executivos das companhias sabiam disso e falharam em proteger os usuários mais jovens.

De acordo com a rede estadunidense NPR, o objetivo da acusação era contornar uma lei federal que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros, a Seção 230 do Communications Decency Act de 1996, legislação similar ao Marco Civil da Internet no Brasil.

A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações constantes e filtros de beleza transformaram os aplicativos em um “cassino digital”, mesmas características observadas pelo ECA Digital por aqui.

A tese se baseou na história da autora do processo, que começou a usar o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 11. Segundo ela, o tempo de uso a fez desenvolver depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas devido ao uso compulsivo.

Decisão deve criar precedente

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (imagem: reprodução)

Segundo a NPR, a decisão deve guiar os vereditos de outras 2 mil ações judiciais semelhantes contra as plataformas no estado da Califórnia. Além disso, essa tese pode impactar processos contra gigantes da IA, como Google e OpenAI, por danos psicológicos e casos de suicídio. Episódios do tipo ganharam bastante atenção desde a morte de Adam Raine, em 2025.

“O veredito de hoje é um referendo — de um júri para toda uma indústria — de que a responsabilização chegou”, afirmou Joseph VanZandt, co-líder dos advogados que representam as famílias afetadas, em declaração à CNBC.

A responsabilização deve acrescentar mais um prejuízo aos cofres da Meta, que, apenas um dia antes, sofreu outro revés na Justiça. Um júri no Novo México condenou a rede social a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) por enganar os consumidores sobre a segurança. Segundo o processo, as empresas falharam em proteger os jovens contra a ação de predadores sexuais e redes de pedofilia.

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

20 de Março de 2026, 10:07
Ilustração de redes sociais
Estudo indica que impacto varia por região e cultura (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um estudo do World Happiness Report indica que Instagram e TikTok têm impacto mais negativo na saúde mental do que o WhatsApp.
  • Segundo a pesquisa, a América Latina é exceção e o uso de aplicativos de mensagens está associado a maior satisfação com a vida.
  • Levantamento também sugere que uso moderado das redes é mais positivo.

Plataformas baseadas em feeds controlados por algoritmos — como Instagram e TikTok — podem ser mais prejudiciais à saúde mental do que apps focados em conversas diretas, como WhatsApp, e em socialização, como o Facebook.

A conclusão é da edição de 2026 do World Happiness Report, relatório anual que indica os países “mais felizes” do mundo, desenvolvido na Universidade de Oxford em parceria com a empresa de análise Gallup e a rede de soluções de desenvolvimento sustentável da ONU.

O levantamento aponta que o uso excessivo de redes sociais torna os jovens mais infelizes globalmente, com impacto mais severo em países de língua inglesa e na Europa Ocidental. Ao analisar diferentes regiões, porém, os pesquisadores perceberam que o impacto na saúde mental depende do formato da plataforma e de fatores culturais.

América Latina é exceção

Essa diferença fica clara nos dados de 17 países da América Latina. Na região, o uso frequente de aplicativos de mensagens está diretamente associado a maior satisfação com a vida. Já navegar por plataformas dominadas por influenciadores levou a índices mais baixos de felicidade e a problemas de saúde mental.

O relatório classifica esse contraste como uma “Exceção Latino-Americana” e traça uma divisão entre dois tipos de plataforma:

  • Plataformas de Conexão Social (SC): focadas na comunicação direta e no fortalecimento de laços existentes, como WhatsApp e Facebook. O uso frequente está associado a afetos positivos e bem-estar.
  • Plataformas de Conteúdo Algorítmico (AC): baseadas no consumo passivo de feeds curados por algoritmos, como Instagram, TikTok e X. Estão ligadas a maiores níveis de ansiedade e impacto negativo na saúde mental.

Os autores atribuem isso ao papel central do convívio social e familiar na cultura da região. Por aqui, as redes sociais tendem a funcionar como suporte para reforçar laços que já são fortes — o que ajuda a explicar por que os aplicativos de mensagem não “puxam” a felicidade para baixo da mesma forma que ocorre no hemisfério norte.

Banimentos generalizados

Garoto usando um notebook
ECA Digital limitou acesso de crianças e adolescentes às redes (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

Os resultados chegam em um momento em que vários governos no mundo, incluindo o Brasil, debatem restrições de acesso de menores às plataformas. Em declaração ao The Guardian, o diretor do Wellbeing Research Centre, Jan-Emmanuel De Neve, defendeu que os dados apontam para uma necessidade de repensar o formato das redes, não necessariamente bani-las.

“Isso sugere que precisamos colocar o ‘social’ de volta nas mídias sociais, e incentivar tanto os provedores dessas plataformas quanto os usuários a alavancar essas ferramentas para fins sociais e para se conectar com pessoas reais”, afirmou.

O pesquisador também destacou que o estudo encontrou maiores índices de satisfação entre jovens que usam as redes por menos de uma hora diária, em comparação com aqueles sem acesso nenhum. Um exemplo para De Neve é a aplicação da lei australiana, que bane redes sociais para menores de 16 anos, mas mantém aplicativos de mensagens.

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

ECA Digital entra em vigor para proteger menores na internet (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

19 de Março de 2026, 18:01
Imagem mostra manchetes do Google Notícias em um iPhone
Imprensa brasileira pede maior regulação do uso de notícias pelo Google (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Em resposta ao Cade, o Google negou que os AI Overviews impactem negativamente o tráfego de notícias no Brasil.
  • Big tech atribui queda de audiência dos veículos à migração dos usuários para consumo de vídeos curtos em redes sociais como TikTok e Instagram.
  • O inquérito do Cade investiga se o Google abusa de sua posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar sua IA.

O Google enviou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sua resposta oficial às acusações de que os resumos gerados por inteligência artificial — os AI Overviews — estariam canibalizando o tráfego de portais de notícias no Brasil. No arquivo, protocolado na segunda-feira (16/03), a empresa nega que a ferramenta cause danos ao jornalismo e pede o arquivamento do inquérito.

No documento, visualizado pelo Tecnoblog, a empresa justifica que a queda de audiência relatada pela imprensa, e o subsequente impacto nas receitas de publicidade, ocorre pela migração do público para vídeos curtos e feeds de redes sociais. Segundo ela, a crise de tráfego seria uma consequência natural da mudança nos hábitos de consumo da internet, não dos resumos de IA.

Sobre o que é o processo?

O inquérito do Cade apura se o Google abusa da posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar e alimentar sua IA generativa. Associações do setor alegam que o AI Overview retém o usuário no próprio buscador ao entregar respostas prontas, reduzindo os cliques para os sites de origem.

A investigação se arrasta desde 2019, quando o problema observado pelas empresas de mídia ainda era o impacto da indexação de conteúdo no Google News na monetização dos veículos. O Cade arquivou o inquérito em 2024 e reabriu o caso há cerca de um ano, mas ainda não seguiu com uma investigação formal.

Homem sobre palco
Inquérito evoluiu para críticas aos Resumos de IA (imagem: reprodução/Google)

Em geral, as empresas cobram que o Google pague pelo uso de conteúdo produzido pelos jornais, argumentando que o buscador lucra com Google Search, Google News e AI Overviews sem dividir as receitas. Anteriormente, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) também exigiu que o Google desative os Resumos de IA por padrão.

De acordo com o Google, porém, já existem mecanismos para que os veículos controlem como seu conteúdo aparece nos resultados. A big tech cita o uso de meta tags como “no-snippet” como uma forma de opt-out. O argumento contrasta com a postura que o Google adotou no Reino Unido nesta mesma semana, onde prometeu criar uma ferramenta de exclusão específica para a IA.

O que o Google responde?

No documento, a empresa afirma que as acusações “não são corroboradas pela cronologia, por comparações entre mercados ou por evidências experimentais controladas” e que a perda de receita dos veículos tem outras raízes.

Segundo o Google, o consumo de notícias migrou para ambientes de vídeos curtos e rolagem infinita, como TikTok, Instagram e YouTube. A gigante de tecnologia argumenta que, nessas redes sociais, o usuário frequentemente consome a narrativa jornalística completa no próprio feed, sem precisar clicar no link para acessar o site original do jornal.

Resumos de IA trazem trechos de matérias diretamente no Google (imagem: reprodução)

Por conta desse novo hábito, o Google defende que métricas antigas — baseadas exclusivamente em visitas às páginas web — não refletem mais o tamanho real da audiência ou o sucesso financeiro de um veículo, oferecendo uma visão distorcida do mercado.

Em diversos momentos, a companhia cita casos de empresas de mídia brasileiras, como o portal Metrópoles e o hub Terra, que teriam contornado o problema com adaptações aos novos modos de consumo.

Google evita falar sobre remuneração

Quanto à pressão dos veículos por uma compensação financeira obrigatória, o Google evitou reabrir a discussão, apoiando-se na sua manifestação anterior enviada ao Cade em novembro de 2025.

Na ocasião, a empresa já havia rejeitado a ideia de remuneração compulsória aos moldes da Austrália e do Canadá. Ela argumenta que a relação com a imprensa já é mutuamente benéfica, pois o buscador entrega valor ao direcionar tráfego gratuito para as páginas monetizarem.

A empresa também não enfrentou as denúncias sobre a qualidade do conteúdo entregue pela IA. No passado, o jornal Aos Fatos colaborou com a consulta pública demonstrando situações de alucinações no algoritmo e questionando a reprodução de material publicitário como jornalístico. As afirmações não tiveram resposta.

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

Google Notícias ganha área destacada contra fake news (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Apple Music vai rodar dentro do feed do TikTok

11 de Março de 2026, 14:41
Interface nativa do Apple Music dentro do TikTok (imagem: reprodução/TikTok)
Resumo
  • TikTok vai permitir que assinantes do Apple Music ouçam músicas inteiras dentro do aplicativo.
  • A novidade integra o catálogo do streaming de música à plataforma de vídeos curtos, e dependerá de uma assinatura ativa do Apple Music.
  • Recurso usa a API MusicKit da Apple, garantindo que as reproduções contem como streams oficiais.

Apple e TikTok anunciaram, nesta quarta-feira (11/03), uma parceria global que integra o catálogo do Apple Music ao aplicativo de vídeos curtos. Nas próximas semanas, os assinantes da plataforma de áudio da Maçã poderão escutar músicas na íntegra e até participar de audições coletivas sem precisar fechar a rede social.

A iniciativa procura simplificar a descoberta de uma faixa viral e incentivar o consumo de obras completas. Segundo as plataformas, a integração também deve garantir a remuneração de artistas e detentores de direitos autorais. O recurso depende de uma assinatura ativa do Apple Music para funcionar.

Como funciona o novo recurso do TikTok?

A novidade se chama “Reproduzir Música Completa” (ou Play Full Song, em inglês). De acordo com informações divulgadas pelo TikTok, os usuários que encontrarem uma música de seu interesse na aba Para Você ou na página de detalhes do áudio visualizarão um novo botão dedicado.

Ao tocar nessa opção, a interface exibirá um player nativo do Apple Music sobreposto à navegação do TikTok. Nele, o assinante pode escutar a gravação original do começo ao fim. A integração também permite salvar as faixas nas bibliotecas e playlists pessoais do Apple Music, criando um histórico de fácil acesso. Quando a reprodução principal termina, o algoritmo da Apple entra em ação para sugerir outras faixas semelhantes.

Vale mencionar que a infraestrutura dessa ferramenta foi construída utilizando o MusicKit, a API oficial da Apple. Na prática, quando um usuário aperta o play na música dentro do TikTok, o sistema processa a ação como se a faixa estivesse tocando no aplicativo dedicado do Apple Music. Dessa forma, a reprodução contabiliza streams oficiais, e os artistas recebem os royalties devidos.

O pacote de atualizações inclui ainda o Listening Party. A ferramenta cria um ambiente virtual compartilhado no qual diversos usuários do TikTok podem ouvir a mesma música. O objetivo é estreitar os laços entre os criadores e o público. Durante essas sessões de escuta, os fãs podem interagir entre si em tempo real pelos comentários. Em eventos de lançamento específicos, os próprios artistas poderão participar da sala para conversar com os ouvintes.

Como apagar uma playlist do Apple Music / Foto de Andrea Piacquadio no Pexels
Listening Party cria salas virtuais para fãs e artistas escutarem músicas juntos (imagem: Andrea Piacquadio/Pexels)

Nova estratégia da ByteDance

A parceria com o Apple Music representa um dos passos mais profundos de integração do TikTok com o mercado tradicional de áudio, mas o movimento não é isolado. A plataforma de vídeos curtos já havia testado integrações mais simples, como a função de salvar músicas, em colaboração com o Spotify e o SoundCloud.

A colaboração atual, contudo, reforça uma mudança de rota na ByteDance, empresa controladora do TikTok. Em 2024, a companhia optou por encerrar as operações do TikTok Music, sua própria plataforma de streaming musical que tentava competir de frente com gigantes como o próprio Spotify.

Após a experiência de curta duração, o TikTok adota a estratégia de atuar como vitrine. Em vez de arcar com os custos de licenciamento para manter um catálogo próprio, a rede social foca agora em estreitar os laços com antigos concorrentes.

Apple Music vai rodar dentro do feed do TikTok

Como ver perfis e posts do TikTok anonimamente

12 de Fevereiro de 2026, 13:59
Como ver perfis e posts do TikTok anonimamente
Desabilitar o histórico de visualizações do TikTok vai permitir que você veja perfis e posts de forma anônima (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Para visualizar perfis e posts do TikTok de forma anônima, você deve entrar nas configurações da plataforma pelo celular (Android ou iPhone), acessar a guia “Espectadores” dentro dos ajustes de privacidade, e desabilitar o histórico de visualizações.

Ao fazer isso, você poderá acessar perfis de outros usuários e visualizar posts de pessoas que você segue sem que o TikTok notifique os acessos. Trata-se de um recurso extra de privacidade ao utilizar a plataforma.

A seguir, veja como desabilitar o histórico de visualizações do TikTok para ver perfis e posts de outros usuários sem que eles saibam.

1. Abra o TikTok e vá na página de perfil

Abra o aplicativo do TikTok em seu smartphone (Android ou iPhone). Em seguida, toque no ícone “Perfil”, localizado no canto inferior direito da tela.

Acessando o perfil do TikTok pelo celular
Acessando o perfil do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Acesse o menu de três linhas do TikTok

Toque no menu de três linhas da rede social, que fica localizada no canto superior direito da tela.

Abrindo o menu do TikTok pelo celular
Abrindo o menu do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Vá em “Configurações e privacidade”

Selecione a opção “Configurações e privacidade” para acessar o menu de ajustes do TikTok.

Acessando as configurações do TikTok pelo celular
Acessando as configurações do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Entre nos ajustes de privacidade

No menu de configurações, acesse a guia “Privacidade” para prosseguir.

Entrando nos ajustes de privacidade do TikTok pelo celular
Entrando nos ajustes de privacidade do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

5. Acesse a guia “Espectadores” do TikTok

Desça a tela e abra a guia “Espectadores”. É nessa seção que você poderá desativar a visualização de perfil do TikTok.

Acessando a guia Espectadores do TikTok pelo celular
Acessando a guia Espectadores do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

6. Desative o histórico de visualizações

Desabilite a chave “Histórico de visualizações” para visualizar o TikTok anonimamente ao acessar perfis e posts de outros usuários.

Desativando o histórico de visualizações do TikTok
Desativando o histórico de visualizações do TikTok (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Posso desativar a visualização de perfil do TikTok pelo PC?

Não, já que as versões de navegador e app para desktop não permitem a configuração para ver o perfil do TikTok anonimamente. Só é possível desativar a visualização de perfis e posts pelo aplicativo para smartphone (Android ou iPhone) e, então, os ajustes serão replicados para as demais plataformas.

O que acontece ao desabilitar o histórico de visualizações?

Ao desativar o histórico de visualizações para ver o TikTok anonimamente, você:

  • poderá visualizar os perfis de outros usuários sem que a plataforma notifique os seus acessos;
  • vai conseguir ver posts de pessoas que você segue sem que elas saibam disso;
  • não poderá mais ver quem visualizou seu perfil e quais seguidores entraram em suas publicações.

E caso queira ainda mais privacidade, você pode tirar o online do TikTok. Com esse ajuste, ninguém saberá quando você está online na plataforma.

Consigo ver stories do TikTok de forma anônima?

Sim, com o uso de serviços de terceiros. Como exemplo, o SnapTik oferece uma ferramenta online que permite visualizar stories do TikTok de forma anônima a partir do link de perfil da pessoa na rede social.

Posso deixar de ver perfis e posts do TikTok anonimamente?

Sim. Você pode desabilitar o modo anônimo para a visualização de perfis e posts do TikTok ao entrar nas configurações do app via smartphone (Android ou iPhone), acessar a guia “Privacidade”, entrar na opção “Espectadores” e habilitar o histórico de visualizações.

Ao usar o TikTok com o histórico de visualizações ativado, você poderá ver pessoas que entraram no seu perfil e seguidores que abriram seus posts, desde que elas também estejam com o histórico de visualizações habilitado. Do mesmo modo, usuários com a função ativada poderão ver que você acessou os perfis delas.

Como ver perfis e posts do TikTok anonimamente

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando o perfil do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Abrindo o menu do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando as configurações do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando nos ajustes de privacidade do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando a guia Espectadores do TikTok pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Desativando o histórico de visualizações do TikTok (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Europa considera design do TikTok viciante e quer mudanças

6 de Fevereiro de 2026, 15:12
TikTok
União Europeia considera design do TikTok viciante e quer mudanças (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia considera design do TikTok viciante e em desacordo com a Lei de Serviços Digitais;
  • ByteDance pode ser obrigada a alterar design do TikTok na União Europeia, desativando recursos como rolagem infinita;
  • TikTok considera conclusões da Comissão Europeia incorretas e promete se defender.

A ByteDance pode ser obrigada a implementar uma dinâmica de uso diferente da atual no TikTok, pelo menos para usuários baseados na União Europeia. Isso porque a Comissão Europeia entende que o serviço tem um “design viciante” que, como tal, viola a Lei de Serviços Digitais (DSA) dos países do bloco.

Para os reguladores europeus, recursos do TikTok como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita (um conteúdo é exibido atrás do outro com um simples toque na tela) podem causar um “modo piloto automático” nos usuários.

Isso significa que as sensações de recompensa que o usuário tem ao visualizar cada conteúdo novo o prendem ao serviço de tal forma que podem surgir problemas de saúde mental ou até de bem-estar físico.

Autoridades da União Europeia estão há dois anos investigando a rede social. Os resultados preliminares saíram somente agora e, em linhas gerais, apontam que a ByteDance (companhia chinesa responsável pela plataforma) não fez o suficiente para o TikTok reduzir o risco de danos a usuários, especialmente a menores de idade.

Nesse sentido, a Comissão Europeia também entende que “o TikTok desconsiderou indicadores importantes de uso compulsivo do aplicativo, como o tempo em que menores passam no serviço à noite”.

Foto mostra tela do TikTok para a criação de dueto
UE considera design do TikTok “viciante” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O que vai acontecer com o TikTok?

Por enquanto, nada. Os resultados da investigação divulgados recentemente são preliminares e, portanto, não consistem em uma acusação formal em si. Contudo, a Comissão Europeia já sinalizou que a plataforma deve promover mudanças de design no serviço, desativando a rolagem infinita, por exemplo.

O TikTok não parece disposto a seguir por esse caminho. É o que podemos presumir da nota que a plataforma enviou ao jornal The Guardian:

As conclusões preliminares da comissão apresentam uma descrição categoricamente falsa e totalmente sem mérito da nossa plataforma, e tomaremos todas as medidas necessárias para contestá-las por todos os meios disponíveis.

Porém, se ao final das investigações a Comissão Europeia concluir que realmente há irregularidades no design do TikTok, a ByteDance poderá ser obrigada a implementar mudanças, bem como a pagar uma multa que pode chegar a 6% da receita global do serviço.

O vício em redes sociais pode ter efeitos prejudiciais ao desenvolvimento mental de crianças e adolescentes. A Lei de Serviços Digitais responsabiliza as plataformas pelos efeitos que podem causar aos seus usuários. Na Europa, aplicamos nossa legislação para proteger digitalmente nossas crianças e cidadãos.

Henna Virkkunen, vice-presidente executiva para soberania tecnológica, segurança e democracia da Comissão Europeia

Europa considera design do TikTok viciante e quer mudanças

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba as diferentes formas de criar um dueto para o TikTok (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

TikTok americano muda política para coletar mais dados de usuários

26 de Janeiro de 2026, 12:50
Ilustração 3D do logotipo do TikTok, que se assemelha a uma oitava nota musical. O logo tem contornos pretos e preenchimento com cores ciano e rosa, destacando o efeito tridimensional. O fundo é predominantemente azul-claro, cortado diagonalmente por uma grande faixa de luz branca. No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Acordo entre governo e investidores evitou o banimento da plataforma no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok nos EUA poderá coletar dados precisos de localização e interações com IA.
  • A nova política no país permite o uso de dados para direcionar publicidade em sites e apps de terceiros; no Brasil, as regras seguem inalteradas.
  • A mudança ocorre após o acordo entre a ByteDance e investidores dos EUA, que reduziu a participação da empresa chinesa para menos de 20%.

A nova controladora das operações do TikTok nos Estados Unidos, a TikTok USDS Joint Venture LLC, anunciou uma grande atualização na política de privacidade para os 200 milhões de usuários no país. A empresa poderá coletar dados precisos de localização, substituindo a prática anterior que se limitava a dados aproximados obtidos por endereço IP ou chips SIM.

O compartilhamento de localização deverá ser opcional e desativado por padrão. A mudança de política, no entanto, ocorre apenas dois dias após a formalização de um acordo entre a ByteDance e um grupo de investidores liderado pela gigante de tecnologia Oracle, que assumiu a gestão da rede social para prevenir o banimento definitivo em solo americano.

O que muda em questão de privacidade?

Além da geolocalização detalhada, a nova política introduz o monitoramento de todas as interações com as ferramentas de inteligência artificial da plataforma. Isso significa que, nos EUA, o TikTok vai registrar formalmente perguntas, comandos (prompts), arquivos enviados e as respostas geradas pela IA.

Metadados que indicam o horário, o local e o contexto em que essas ferramentas foram acionadas também passam a compor o banco de dados da empresa.

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Interações com ferramentas de IA do TikTok serão armazenadas (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Outra mudança significativa é a expansão da rede de anúncios. Os termos atualizados preveem que os dados coletados no ecossistema do TikTok possam ser utilizados para direcionar publicidade em sites e aplicativos de terceiros por meio da Rede de Anúncios do TikTok.

Vale ressaltar que essas alterações aplicam-se, até o momento, exclusivamente aos usuários residentes nos Estados Unidos. No Brasil e em outros mercados onde a ByteDance opera sem as restrições impostas pela legislação de segurança nacional americana, os termos de serviço permanecem inalterados, mantendo as práticas de coleta de dados anteriores.

Por que o TikTok foi obrigado a mudar nos EUA?

A criação da TikTok USDS Joint Venture LLC encerra um impasse regulatório que se arrastava desde o primeiro mandato de Donald Trump.

Em 2024, o Congresso americano aprovou uma lei que exigia a venda das operações da rede social para investidores locais sob pena de exclusão das lojas de aplicativos. O governo atual adiou a execução da medida até a conclusão deste acordo, que reduziu a participação da chinesa ByteDance para uma fatia minoritária de pouco menos de 20%.

A governança da nova entidade é composta pela Oracle, presidida por Larry Ellison, pela empresa de investimentos Silver Lake e pelo fundo estatal MGX, de Abu Dhabi. Em nota oficial, a joint venture declarou que o objetivo da nova estrutura é “proteger os dados dos usuários, os aplicativos e o algoritmo dos EUA por meio de medidas abrangentes de privacidade de dados e segurança cibernética”.

A infraestrutura de nuvem da Oracle ficará responsável por hospedar e supervisionar o algoritmo de recomendação, garantindo que o processamento de informações sensíveis e a distribuição de conteúdo ocorram conforme as exigências de segurança nacional do governo americano.

TikTok americano muda política para coletar mais dados de usuários

TikTok (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

23 de Janeiro de 2026, 10:54
Logotipo do TikTok
TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ByteDance anunciou a TikTok USDS Joint Venture LLC, com 80,1% de controle por empresas americanas, incluindo a Oracle e a Silver Lake;
  • Chinesa ByteDance terá participação minoritária, com 19,9% do TikTok nos Estados Unidos;
  • Donald Trump afirma ter ajudado a salvar o TikTok ao facilitar transição para controle americano, agradecendo a cooperação do presidente chinês Xi Jinping.

A novela do TikTok nos Estados Unidos caminha para o capítulo final: a chinesa ByteDance, que controla a rede social, anunciou a formação de uma joint venture para assumir o serviço no país, evitando o seu bloqueio para mais de 200 milhões de usuários americanos.

Uma joint venture é formada quando duas ou mais organizações se juntam para criar uma empresa. É o caso aqui. A nova entidade foi batizada como TikTok USDS Joint Venture LLC. 80,1% do negócio ficarão com companhias americanas; os 19,9% permanecerão com a ByteDance.

No lado americano, os principais investidores são a Oracle e a Silver Lake, uma empresa de private equity (que investe prioritariamente em companhias não listadas nas bolsas), cada uma com participação de 15%, aproximadamente. Com participação similar também está a MGX, uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos.

À frente da joint venture, na posição de CEO, ficará Adam Presser, que já havia trabalhado na versão americana do TikTok e que já teve passagem por companhias como a WarnerMedia.

Por que o TikTok tem que mudar suas operações nos EUA?

Esse imbróglio começou em 2020, ainda no primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. À época, a administração Trump passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país devido a supostas ligações da ByteDance com o governo da China, relação que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou, então, uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo predominantemente americano. Do contrário, o serviço poderia ser bloqueado no país.

No ano passado, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que dava o dia 23 de janeiro de 2026 como prazo para a mudança de controle do TikTok nos Estados Unidos. Como sabemos agora, a ordem foi cumprida no limite desse prazo.

A ByteDance confirmou a mudança em nota:

A joint venture, majoritariamente controlada por americanos, operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional [dos Estados Unidos] por meio de proteção abrangente de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários americanos.

ByteDance

Até o momento, o governo chinês não se manifestou sobre a transição nas operações americanas do TikTok. Porém, um funcionário da Casa Branca declarou à Reuters que os governos dos dois países aprovaram o acordo.

Donald Trump durante comício
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Donald Trump diz que ajudou a salvar o TikTok

Por meio da plataforma Truth Social, o presidente americano manifestou satisfação com a decisão:

Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora ele pertencerá a um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, os maiores do mundo, e será uma voz importante.

Junto com outros fatores, [o TikTok] foi responsável pelo meu bom desempenho entre os jovens na eleição presidencial de 2024. Espero que, por muito tempo, eu seja lembrado por aqueles que usam e amam o TikTok.

(…) Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping, da China, por trabalhar conosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter ido por outro caminho, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

22 de Janeiro de 2026, 10:15
Smartphone exibindo o logo do Snapchat em fundo amarelo
Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
  • O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
  • A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
  • Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.

A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.

Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.

Em nota enviada à BBC após a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.

Por que é um processo histórico?

A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.

Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.

Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.

O que ainda está em jogo?

Meta, TikTok e YouTube
Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.

Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.

Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.

Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Meta, TikTok e YouTube (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple, Google e outras big techs pagam R$ 60,9 bilhões em impostos

15 de Dezembro de 2025, 17:09
Imagem mostra notas de R$ 100 reais abertas em leque, formando um fundo para vários logotipos de grandes empresas de tecnologia. Os logotipos são da Apple, Google, Amazon, Microsoft, Meta e TikTok. No canto inferior direito, o logo do "tecnoblog" é visível.
Big techs no Brasil pagaram R$ 69,9 bilhões em impostos desde janeiro de 2022(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple, Google, Amazon, Meta, Microsoft e TikTok pagaram R$ 60,9 bilhões em impostos de janeiro de 2022 a outubro de 2025.
  • Receita Federal revisou cálculo anterior de R$ 289 bilhões para R$ 60,9 bilhões devido a erro na extração de dados.
  • Arrecadação inclui IRRF sobre Royalties, Assistência Técnica e CIDE-Remessas, refletindo tributação sobre remessas ao exterior.

As maiores empresas de tecnologia do planeta pagaram bem menos imposto do que o originalmente divulgado pelo governo do Brasil. Amazon, Apple, Google, Meta, Microsoft e TikTok desembolsaram R$ 60,9 bilhões no intervalo de janeiro de 2022 a outubro de 2025, de acordo com uma nova conta da Receita Federal.

Em 21/11, o Tecnoblog e outros veículos de imprensa divulgaram que a arrecadação a partir de remessas ao exterior seria de R$ 289 bilhões, com base num ofício da Receita Federal. Agora, um documento mais recente também da Receita mostra que o valor (ainda bilionário) é bem mais baixo, conforme a tabela a seguir.

Ofício da Receita Federal revela arrecadação com remessas das big techs ao exterior (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  • 2022: R$ 10.468,68 mi
  • 2023: R$ 12.585,16 mi
  • 2024: R$ 17.807,90 mi
  • 2025: R$ 20.061,81 mi

A equipe de comunicação do Ministério da Fazenda me explicou que os valores foram revistos “devido a um erro encontrado quando da extração da informação para a elaboração” da nota técnica anterior.

2025 supera ano anterior

Mesmo considerando apenas dados até outubro, a arrecadação de 2025 (R$ 20 bi) já supera todo o ano de 2024 (R$ 17,8 bi). Isso indica um aumento significativo no volume de dinheiro que essas empresas estão enviando para fora do país.

Este documento faz parte de uma consulta que corre da Câmara dos Deputados, com o objetivo de esclarecer o tamanho das chamadas big techs território nacional. Não é todo dia que o órgão fiscal revela detalhes do quanto pagam de impostos algumas das maiores companhias do planeta. Na lista de seis empresas, somente uma (a ByteDance, dona do TikTok) não ficam baseada nos Estados Unidos.

No que consiste a arrecadação?

A maior parte dessa arrecadação vem de IRRF sobre Royalties e Assistência Técnica e Rendimentos do Trabalho, além da CIDE-Remessas. Isso reforça que o Brasil tributa pesadamente a saída do capital.

Cabe lembrar que este é apenas um recorte, considerando-se somente a tributação nas remessas que vão ao exterior – ou seja, o quanto as filiais enviam de volta para as matrizes de fora. É provável que Apple, Google e demais companhias citadas recolham outros tipos de impostos no fornecimento de produtos e serviços em território doméstico.

Apple, Google e outras big techs pagam R$ 60,9 bilhões em impostos

Big techs no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é TikTok? Saiba quem criou e quando a rede social chinesa foi lançada

12 de Dezembro de 2025, 17:37
TikTok
TikTok se tornou um fenômeno cultural ao focar no compartilhamento de vídeos curtos na vertical (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O TikTok é uma rede social chinesa focada no compartilhamento de vídeos curtos em formato vertical. O aplicativo permite que o usuário crie, edite e assista a clipes dinâmicos sobre diversos assuntos, geralmente com foco em entretenimento e criatividade.

Lançado na China pela ByteDance com o nome original de Douyin em 2016, a plataforma foi relançada globalmente como TikTok em 2017. Ele teve um amplo crescimento em pouco tempo, tornando-se um fenômeno cultural e um dos apps mais baixados do mundo.

O grande diferencial do TikTok está no algoritmo, que aprende rapidamente os interesses do usuário e entrega conteúdo personalizado na aba “Para Você”. A entrega é baseada no comportamento de visualizações e interações, e não somente nas contas que a pessoa segue.

A seguir, conheça mais sobre o TikTok, sua origem, como funciona e principais características. Também descubra as vantagens e desvantagens da rede social focada em vídeos curtos.

O que é TikTok?

O TikTok é uma rede social chinesa onde os usuários criam, compartilham e assistem a vídeos curtos. Impulsionado por um algoritmo que oferece conteúdo personalizado com base no interesse do usuário, ele se tornou uma plataforma de entretenimento, tendências, aprendizado e marketing.

Quem é o dono do TikTok?

O TikTok pertence à ByteDance, empresa de tecnologia chinesa co-fundada por Zhang Yiming. Contudo, a estrutura acionária é majoritariamente global, com cerca de 60% detidos por grandes investidores institucionais internacionais, como Sequoia Capital, BlackRock e General Atlantic.

O controle restante está dividido entre fundadores/funcionários (20%) e investidores chineses (20%). A ameaça de um banimento ou venda forçada nos EUA, devido a preocupações de segurança nacional, busca justamente forçar uma transferência de controle para uma entidade primariamente americana.

App do TikTok (Imagem: Cottonbro/Pexels)
A chinesa ByteDance é a dona do TikTok, embora a empresa tenha uma estrutura acionária global (imagem: Cottonbro/Pexels)

Quando o TikTok foi criado?

A ByteDance criou o TikTok em setembro de 2016, inicialmente lançado com o nome de Douyin e focado exclusivamente no mercado chinês. A versão chinesa demonstrou grande sucesso, superando a marca de 100 milhões de usuários ativos em apenas um ano.

A expansão global começou em setembro de 2017, quando a ByteDance introduziu o aplicativo sob o nome TikTok para o público internacional. Um movimento crucial para o crescimento foi a aquisição do app de lip sync Musical.ly em novembro do mesmo ano.

A consolidação definitiva da presença mundial do TikTok ocorreu em agosto de 2018, com a fusão completa de suas operações com as do Musical.ly. O rápido crescimento e aceitação global foram impulsionados pelo algoritmo de recomendação e a interface de usuário intuitiva.

A plataforma atingiu um pico de popularidade global e se tornou um fenômeno cultural durante o período da pandemia de COVID-19 em 2020. Esse aumento exponencial de engajamento solidificou o TikTok como uma das principais e mais influentes redes sociais em todo mundo.

Quando o TikTok chegou no Brasil?

O TikTok chegou oficialmente ao Brasil em 2018, após a fusão global do app original com o Musical.ly no ano anterior. A estratégia inicial de lançamento focou em convidar criadores de conteúdo locais para a plataforma, demonstrando o potencial de engajamento do aplicativo.

O crescimento do TikTok no Brasil ganhou escala a partir de 2020, impulsionado pelo aumento do uso de mídias sociais durante a pandemia de COVID-19. Assim como ocorreu no mundo, ele se solidificou como uma das principais redes sociais do Brasil.

Perfil oficial do TikTok (Imagem: Pexels)
O TikTok teve um lançamento global em 2017, chegando oficialmente ao Brasil em 2018 (Imagem: Pexels)

Para que serve o TikTok?

O Tik Tok serve como uma rede social de vídeos curtos focada em entretenimento, expressão criativa e descoberta, impulsionando conteúdo personalizado por meio do feed “Para Você”. Seu uso se estende ao ser um catalisador de tendências virais, aprendizado rápido e ferramenta robusta para marketing e engajamento de marca.

Como funciona o TikTok?

O TikTok é um tipo de rede social de vídeos curtos, operando por meio de um algoritmo de recomendação que personaliza o feed “Para Você”. Ele exibe o conteúdo com base em métricas de interação, como curtidas e tempo de visualização, visando o máximo de engajamento do usuário.

O algoritmo inicialmente testa novos vídeos com um pequeno grupo de usuários e, se houver bom desempenho, impulsiona-os para audiências maiores. Essa mecânica permite que criadores desconhecidos alcancem viralidade rapidamente, o que difere do funcionamento do Instagram em seu começo, que focava mais nas conexões entre amigos.

Essencialmente, o TikTok é uma plataforma de hospedagem e compartilhamento de mídia que se transformou em uma vasta comunidade global. Nela, influenciadores, marcas e usuários comuns interagem, criando tendências e exploram a liberdade criativa em diversos formatos de conteúdo.

Embora o foco primário sejam os vídeos, a plataforma suporta funções adicionais como chats, compartilhamento de mídia e compras no aplicativo. O feed principal é um fluxo contínuo onde os usuários podem facilmente deslizar para o próximo conteúdo ou engajar com vídeos de seu interesse.

Imagem do feed do TikTok no navegador de PC
O feed do TikTok é alimentado por um algoritmo que seleciona conteúdos baseados nas interações do usuário (imagem: Divulgação/TikTok)

Quais são as características do TikTok?

Estes são alguns dos recursos disponíveis no TikTok:

  • Gravação de vídeo: permite registrar vídeos em segmentos curtos ou um clipe único diretamente no aplicativo, tornando a criação de conteúdos dinâmicos e fluídos muito simples;
  • Edição de vídeo: oferece um conjunto de ferramentas nativas para ajustar a duração, cortar, juntar e aplicar loops, permitindo um aprimoramento rápido e eficiente do conteúdo gravado;
  • Filtros e efeitos: apresenta uma variedade de filtros, incluindo os de embelezamento, e efeitos de realidade aumentada interativos para personalizar e adicionar criatividade aos vídeos;
  • Sons e voice-overs: disponibiliza uma extensa biblioteca de músicas e efeitos sonoros, além da função de narração (voice-over) para complementar a trilha sonora dos vídeos;
  • Live streaming (Transmissão ao vivo): permite que os usuários transmitam vídeos em tempo real, estabelecendo uma conexão instantânea e possibilitando a interação direta com os seguidores;
  • Duet (Dueto): recurso que incentiva a cocriação, permitindo a gravação de um novo vídeo exibido lado a lado com o conteúdo original de outro usuário;
  • Stitch (costura): funcionalidade que possibilita incluir trechos de um vídeo de terceiros na gravação do próprio usuário, oferecendo contexto único e uma resposta criativa ao conteúdo original;
  • Resposta em vídeo: oferece a opção de criar um vídeo como resposta direta a um comentário recebido, promovendo interações mais engajadoras e visuais que o texto simples;
  • Hashtag challenges (desafios de hashtag): estratégia que incentiva a participação e viralidade, encorajando os usuários a criarem conteúdo seguindo uma premissa ou tarefa definida por uma hashtag popular;
  • Text-only posts (Posts somente de texto): apesar de ser uma plataforma de vídeo, esta função permite o compartilhamento de ideais, opiniões e discussões breves no formato tradicional de texto de rede social.
Foto mostra tela do TikTok para a criação de dueto
Dueto é um dos formatos de conteúdo que podem ser criados no TikTok (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Quais são as vantagens do TikTok?

Estes são os pontos fortes do TikTok:

  • Entretenimento rápido e diversificado: proporciona um fluxo constante de vídeos curtos, envolventes e de alta frequência, ideal para o consumo rápido de conteúdo;
  • Alcance massivo e potencial viralidade: o algoritmo é eficiente em impulsionar o conteúdo rapidamente para públicos amplos, permitindo que qualquer vídeo ganhe destaque entre os usuários;
  • Expressão criativa e desenvolvimento de comunidades: é um espaço que encoraja a diversidade de vozes, permitindo que usuários e criadores se expressem e encontrem comunidades em torno de interesses específicos;
  • Autenticidade e conexão genuína: a plataforma de entretenimento valoriza a criação de conteúdo mais espontâneo e relacionável, facilitando que indivíduos, criadores e marcas construam relacionamentos autênticos;
  • Ferramentas de produção de conteúdo acessíveis: oferece uma ampla gama de recursos, filtros e bibliotecas de áudio, democratizando a produção de vídeo de alta qualidade para todos os usuários.

Quais são as desvantagens do TikTok?

Estes são os pontos fracos do TikTok:

  • Preocupações com privacidade e segurança de dados: a coleta extensa de informações do usuário levanta sérias questões sobre como esses dados são usados e o risco de serem comprometidos em violações de segurança;
  • Alto potencial de vício e desperdício de tempo: um estudo da Universidade de Catania, na Italia, cita que o algoritmo de recomendação é extremamente eficaz em prender a atenção, o que frequentemente resulta em uso excessivo, distração e queda na produtividade diária e na capacidade de foco;
  • Exposição a conteúdo inapropriado ou ofensivo: uma investigação da Global Witness constatou que os usuários, incluindo os mais jovens, podem encontrar com facilidade vídeos que contenham temas maduros ou linguagens inadequadas;
  • Impactos negativos na saúde mental e autoestima: pesquisadores do Centro de Saúde da Universidade de Connecticut observaram que o ambiente de comparação social contínua, juntamente com o consumo viciante, pode desencadear ansiedade, depressão e insatisfação com a própria imagem corporal.
imagem de uma pessoa vendo um perfil do TikTok
TikTok pode ser uma ótima plataforma de entretenimento, mas exige atenção em relação ao uso (imagem: Swello/Unsplash)

Qual é a diferença entre TikTok e Reels do Instagram?

O TikTok é uma plataforma independente focada em vídeos curtos, destacando-se por seu conteúdo autêntico, espontâneo e impulsionado por tendências. Seu algoritmo prioriza a descoberta e o interesse do usuário, expondo criadores a novas audiências rapidamente.

O Reels do Instagram é um recurso de vídeo curto integrado ao Instagram, permitindo criar e compartilhar conteúdo que tende a ser mais visualmente atrativo. Ele é projetado para equilibrar a descoberta com a rede social existente do usuário, visando tanto o crescimento da comunidade quanto o engajamento na plataforma.

Qual é a diferença entre TikTok e YouTube Shorts?

O TikTok é um aplicativo autônomo focado exclusivamente em vídeos curtos. Sua principal força reside em um algoritmo personalizado, impulsionando a descoberta de conteúdo viral e tendências culturais por meio de uma experiência de scroll infinito.

O YouTube Shorts é um recurso de vídeo curto em formato vertical integrado ao Youtube, aproveitando a ampla base de criadores e usuários globais. Ele atua como uma porta de entrada para o conteúdo de formato longo e se beneficia da poderosa infraestrutura de pesquisa e monetização da plataforma principal.

Como descobrir novos desafios no TikTok (Imagem: Aaron Weiss/Unsplash)
O TikTok é uma plataforma independente, diferente do Reels do Instagram e do YouTube Shorts (Imagem: Aaron Weiss/Unsplash)

O TikTok é seguro?

Sim, o TikTok é seguro, desde que o usuário priorize a segurança digital. A plataforma possui riscos comuns a outras redes sociais, como golpes online e a possibilidade de exposição a conteúdo inapropriado ou cyberbullying.

Criminosos usam o ambiente para aplicar fraudes de investimento, esquema de ganho de seguidores e ataques de phishing via mensagens diretas. O algoritmo também pode expor usuários, especialmente jovens, a desafios perigosos e materiais inadequados.

Para se proteger, é crucial reforçar as configurações de privacidade, habilitar a autenticação de dois fatores (2FA) e ser cético com estranhos. O uso de recursos de controle parental é vital para oferecer proteção adicional aos menores de idade.

O TikTok rouba dados pessoais dos usuários?

O TikTok não “rouba” dados no sentido ilegal, pois a coleta ocorre mediante ao consentimento explícito dos usuários por meio da aceitação dos termos de serviço e da política de privacidade. No entanto, ele coleta uma enorme quantidade de dados pessoais e comportamentais.

Essa coleta massiva de dados, juntamente com os laços da ByteDance com a China, gerou preocupações com a privacidade e desafios legais. Basicamente, os usuários autorizam a coleta, mas o grande volume e as conexões da empresa-mãe levantam algumas questões.

Quais dados pessoais o TikTok tem acesso?

O TikTok coleta uma ampla variedade de dados para personalizar o conteúdo, fornecer serviços e exibir anúncios direcionados. Por exemplo:

  • Informações de contato e perfil: nome, nome de usuário, e-mail, telefone e data de nascimento usados para criar e gerenciar o perfil do usuário na plataforma;
  • Conteúdo gerado e interações: vídeos, comentários, mensagens e fotos que o usuário cria e compartilha, incluindo metadados como hora e local de criação e as interações diretas com esse conteúdo;
  • Dados comportamentais: detalhes sobre a atividade do usuário, como vídeos assistidos, o tempo de visualização, itens curtidos, compartilhados, contas seguidas e histórico de pesquisa dentro do app;
  • Informações do dispositivo: modelo do aparelho, sistema operacional, endereço IP, localização (via IP ou GPS com permissão) e padrões de digitação do usuário;
  • Dados biométricos: coleta de impressões faciais e vocais a partir do conteúdo para funcionalidades como filtros e moderação, em estrita conformidade com a legislação local e mediante consentimento;
  • Dados de parceiros e terceiros: informações recebidas de anunciantes, parceiros de negócios e outras plataformas, especialmente se o usuário usar o TikTok para login ou vincular outras contas.

Após a aprovação do usuário para a coleta dos dados, é possível ajustar configurações de privacidade e limitar permissões no app para minimizar a exposição. Já a medida mais drástica é desativar o TikTok permanentemente, removendo os dados dos servidores após um período de inatividade.

Tem como ganhar dinheiro com o TikTok?

Sim, é possível ganhar dinheiro com o TikTok usando diferentes estratégias de monetização, como o Fundo de Criadores ou o Programa de Recompensas. Entretanto, o sucesso depende da consistência nas postagens e um público engajado para otimizar os lucros.

As receitas diretas vêm da conversão de presentes virtuais recebidos durante as transmissões ao vivo em dinheiro. O TikTok Shop expande a monetização, permitindo a venda de produtos próprios ou o lucro por comissão como afiliado.

Parcerias com marcas e a criação de conteúdo patrocinado (publi posts) representam uma fonte externa de grande potencial de renda. Para maximizar os ganhos, o ideal é combinar todas as estratégias, incluindo anúncios ou venda de serviços.

O que é TikTok? Saiba quem criou e quando a rede social chinesa foi lançada

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Perfil oficial do TikTok (Imagem: Pexels)

(imagem: Divulgação/TikTok)

Saiba as diferentes formas de criar um dueto para o TikTok (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: Swello/Unsplash)

TikTok ganha coleções e feeds compartilhados com amigos

8 de Dezembro de 2025, 18:06
TikTok
TikTok diz que objetivo é ajudar na organização (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O TikTok lançou Coleções Compartilhadas e Feeds Compartilhados para organizar e compartilhar conteúdo com amigos.
  • As Coleções Compartilhadas permitem que usuários salvem vídeos em pastas acessíveis para ambos.
  • Os Feeds Compartilhados recomendam até 15 vídeos diários baseados em preferências mútuas e serão liberados gradualmente.

O TikTok anunciou dois novos recursos nesta segunda-feira (08/12): Coleções Compartilhadas e Feeds Compartilhados. Como os nomes indicam, a ideia é dividir o conteúdo da rede com amigos e familiares, seja salvando publicações ou navegando pelo feed.

As novidades, porém, não são inéditas. O Instagram já oferece o Blend, que cria um feed baseado em interesses mútuos, e também permite compartilhar com amigos as pastas de itens salvos.

Como funcionam as Coleções Compartilhadas do TikTok?

Vamos começar pelas Coleções Compartilhadas (ou Shared Collections, em inglês). O TikTok já oferece um recurso para salvar publicações e organizá-las em diferentes pastas — pense em coisas como recomendações de restaurantes, dicas de viagens, receitas e por aí vai.

Montagem com três capturas de tela de iPhone mostrando o recurso de coleções do TikTok. À esquerda, tela “Create new collection” com o nome “Fluffy Cats”, opções “Share with a friend” e botão “Save”. No centro, conversa direta onde aparece “shared a shared collection ‘Fluffy Cats’” e a mensagem “looks cute!”. À direita, grade de vídeos da coleção “Fluffy Cats”, com fotos e vídeos de gatos.
Coleções Compartilhadas podem ajudar a organizar interesses (imagem: divulgação)

Agora, com as Coleções Compartilhadas, o usuário poderá dividir uma pasta com um contato para que os dois salvem vídeos nela, deixando o conteúdo acessível para ambos.

A ferramenta já foi ativada globalmente para usuários com mais de 16 anos. Ela funciona apenas se as duas pessoas se seguirem.

“Seja conteúdo de seus criadores favoritos, inspiração para um projeto de decoração ou um novo hobby que estejam aprendendo juntos, as Coleções Compartilhadas facilitam a organização enquanto as pessoas descobrem e salvam vídeos no TikTok”, diz a rede social em seu blog.

Feeds Compartilhados reúnem preferências em comum

Além disso, o TikTok anunciou os Feeds Compartilhados. Eles trarão conteúdo recomendado de acordo com as preferências dos dois usuários, levando em consideração o que curtem, veem e comentam. Vale notar que esse feed não é infinito: serão apenas 15 vídeos por dia.

Montagem com quatro telas de iPhone mostrando o recurso “Shared feed” do TikTok. À esquerda, conversa em DM com um vídeo de cachorro e aviso “Shared feed”. Na segunda tela, convite com o texto “Invites bbk to start a shared feed” e botão “Send invite”. Na terceira, vídeo de duas mulheres no parque com a mensagem “You both like this!”. À direita, tela com o título “Shared feed”, o selo “Certified BFFs!” e estatísticas de interações.
Feed Compartilhado terá número limitado de vídeos (imagem: divulgação)

Para criar um Feed Compartilhado, o usuário terá que mandar um convite para a outra pessoa. Uma vez aceito, será possível ver o conteúdo e conversar sobre ele nas DMs. O TikTok também vai mostrar quais vídeos as duas pessoas curtiram.

De acordo com a empresa, os Feeds Compartilhados serão liberados gradualmente em todo o mundo durante os próximos meses.

Com informações do TikTok e do TechCrunch

TikTok ganha coleções e feeds compartilhados com amigos

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TikTok vai permitir ajustar exibição de conteúdo gerado por IA

19 de Novembro de 2025, 11:52
Ilustração 3D do logotipo do TikTok, que se assemelha a uma oitava nota musical. O logo tem contornos pretos e preenchimento com cores ciano e rosa, destacando o efeito tridimensional. O fundo é predominantemente azul-claro, cortado diagonalmente por uma grande faixa de luz branca. No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Algoritmo do TikTok vai respeitar preferência do usuário sobre IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok anunciou um recurso para ajustar a quantidade de vídeos gerados por IA no feed.
  • O ajuste ficará na seção “Gerenciar tópicos” e permitirá ao usuário definir se deseja ver mais ou menos vídeos gerados por IA.
  • A plataforma usará uma marca d’água invisível para identificar conteúdo sintético e personalizar a exibição sem removê-lo completamente.

O TikTok anunciou nesta quarta-feira (19/11) um novo recurso que permite ajustar quanto conteúdo gerado por inteligência artificial aparece no feed. A atualização chega nas próximas semanas e faz parte de um esforço da plataforma para aumentar a transparência e oferecer maior personalização.

A funcionalidade opera dentro da ferramenta “Gerenciar tópicos”, sistema que já permitia ajustar a frequência de exibição de categorias como esportes, culinária e dança. O objetivo é permitir que o algoritmo continue sugerindo vídeos criados por IA para aqueles que têm interesse, ao mesmo tempo em que reduz a exposição para usuários que preferem consumir conteúdo orgânico.

Como ajustar a exibição de conteúdo no TikTok?

O recurso será acessível através das configurações de privacidade do aplicativo. Para utilizar o recurso, o usuário deve acessar o menu “Configurações e privacidade”, selecionar a aba “Preferências de conteúdo” e clicar na opção “Gerenciar tópicos”.

Dentro dessa seção, a plataforma disponibilizará um controle deslizante específico, “Conteúdo gerado por IA”. Ao mover esse controle, o usuário sinaliza ao algoritmo se deseja ver “mais”, “menos” ou manter a frequência padrão desse tipo de material.

O TikTok conseguirá identificar o conteúdo gerado por IA através de uma marca d’água invisível, que insere um sinal imperceptível ao usuário, mas detectável pelos sistemas internos. Segundo o comunicado oficial, a nova ferramenta visa “personalizar a diversidade de conteúdo nos feeds, em vez de remover ou substituir completamente”.

Captura de tela mostra novo controle de conteúdo de IA no TikTok
Ferramenta permite calibrar exibição de vídeos sintéticos no feed (imagem: divulgação/TikTok)

A novidade chega em meio à crescente saturação de mídias sintéticas na rede social. Desde o lançamento de modelos avançados de geração de vídeo, como o Sora, da OpenAI, o TikTok registrou um aumento expressivo de publicações criadas por IA.

Ao mesmo tempo, concorrentes seguem caminhos diferentes: a Meta lançou o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por IA, enquanto a OpenAI estreou uma rede social própria focada nesse tipo de conteúdo.

Com informações do TechCrunch

TikTok vai permitir ajustar exibição de conteúdo gerado por IA

TikTok (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

8 de Outubro de 2025, 12:44
Imagem mostra o logotipo do Facebook em um fundo de cor azul bebê. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Facebook busca recuperar relevância entre usuários mais jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta anunciou novos recursos e aprimorou o algoritmo de recomendação de vídeos do Facebook.
  • A plataforma agora mostra até 50% mais Reels por dia e inclui o recurso “bolhas de amigos”, que destaca curtidas e interações sociais.
  • O objetivo é atrair usuários mais jovens e competir diretamente com o TikTok.

O Facebook continua seu movimento para se aproximar do TikTok. Ontem (07/10), a Meta anunciou uma série de mudanças voltadas aos Reels. Entre as novidades, está o aprimoramento do sistema de recomendações dos vídeos, que agora deve aprender mais rapidamente os interesses dos usuários e exibir conteúdos recentes e mais relevantes.

A atualização faz parte da estratégia da empresa para revitalizar a rede social e reconquistar o público mais jovem — algo que Tom Alison, vice-presidente global da plataforma, comentou com exclusividade ao Tecnoblog. Segundo Alison, o foco é atrair usuários entre 18 aos 29 anos.

Mark Zuckerberg também tem destacado desde o início deste ano que está “animado para voltar ao Facebook original”. As alterações nos vídeos refletem essa tentativa, especialmente nos de curta duração, que dominam a plataforma rival.

Quais são as novas funções lançadas pela Meta?

GIF animado mostra o novo recurso bolha de amigos nos Reels do Facebook. Ele exibe o rosto do perfil que curtiu o mesmo vídeo curto no cantor inferior esquerdo
“Bolhas de amigos” exibe um balão flutuante com a foto de amigos que curtiram o mesmo Reels (imagem: divulgação)

De acordo com a empresa, o Facebook agora exibe 50% mais Reels publicados no mesmo dia, o que significa que os usuários devem ver com mais frequência vídeos novos de criadores que seguem ou que o algoritmo considera interessantes. Outra adição é o recurso “bolhas de amigos”, que mostra no canto inferior esquerdo do vídeo quando um amigo já curtiu aquele conteúdo.

A Meta afirma que a ideia é reforçar o aspecto social da plataforma. “Ver as curtidas dos seus amigos sempre foi parte essencial da experiência no Facebook, e estamos criando recursos — como as bolhas — que nos reconectam às nossas origens”, explicou a empresa em comunicado.

Além disso, ao tocar na bolha, o usuário pode abrir um chat privado para comentar o vídeo diretamente com o amigo, incentivando mais interações dentro do aplicativo.

Meta tenta recuperar tempo perdido com os jovens

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Zuckerberg renova o Facebook com foco em vídeos curtos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A companhia tem investido pesado para que o Facebook volte a crescer entre as gerações mais novas — e não apenas com vídeos. No mês passado, a rede reintroduziu o recurso “cutucar”, implementou novos filtros de privacidade e ajustou o feed para priorizar conteúdos recomendados por IA.

Esses esforços parecem surtir efeito: segundo o último relatório de resultados da Meta, o tempo gasto assistindo a vídeos no Facebook aumentou mais de 20% em relação ao ano anterior.

Em junho, a empresa já havia anunciado que todos os vídeos da plataforma passariam a ser Reels, sem limite de duração, consolidando de vez o formato na rede.

Com informações do The Verge

Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

Facebook (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

30 de Setembro de 2025, 16:29
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
App Sora permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)
Resumo
  • OpenAI lançou o Sora 2, novo modelo de IA para geração de vídeos, e o app Sora para iPhone.
  • O Sora 2 traz simulação física avançada, áudio sincronizado e consistência em múltiplas cenas.
  • O app gera vídeos com IA e inclui recursos como Cameos, que insere usuários em cenas criadas artificialmente.
  • O aplicativo começará a ser liberado nos EUA e Canadá, através de uma lista de espera, e ainda não tem uma previsão de chegada a outras regiões.

A OpenAI anunciou nesta terça-feira (30/09) o lançamento do Sora 2, a nova versão do seu modelo de inteligência artificial para criação de vídeos. A novidade chega junto com o app Sora para iPhone, que lembra o TikTok.

O aplicativo tem um feed que é alimentado inteiramente com vídeos gerados pela IA da empresa, e o anúncio ocorre pouco depois do vazamento de informações sobre o app, reportadas inicialmente pela revista Wired.

Vídeos mais realistas e áudio sincronizado

This is the Sora app, powered by Sora 2.

Inside the app, you can create, remix, and bring yourself or your friends into the scene through cameos—all within a customizable feed designed just for Sora videos.

See inside the Sora app👇 pic.twitter.com/GxzxdNZMYG

— OpenAI (@OpenAI) September 30, 2025

O Sora 2 é descrito pela OpenAI como um salto comparável à evolução do GPT-1 para o GPT-3.5 no ChatGPT. A empresa afirma que o sistema possui capacidades avançadas de simulação de mundo, resultando em vídeos com maior precisão física e realismo.

Diferente de modelos anteriores, o novo modelo consegue simular mais interações físicas e integra a geração de áudio sincronizado, incluindo diálogos, efeitos sonoros e paisagens de fundo.

O controle sobre a criação também foi expandido, permitindo que o modelo siga instruções complexas que abrangem múltiplas cenas, mantendo a consistência de objetos e personagens.

Rede social de conteúdo gerado por IA

O novo modelo vai alimentar o aplicativo social da empresa, o Sora. Com uma interface que remete a outras plataformas de feed vertical, a interação será por meio de criações, remixes, curtidas e comentários.

Uma das características únicas é a ausência de upload de mídias externas: todos os vídeos que alimentam a rede são gerados internamente com o Sora 2, a partir de comandos de texto.

Outra novidade do app é o recurso Cameos. Depois de verificar identidade com imagem e voz, o usuário pode se colocar — ou inserir amigos — em qualquer cena criada pela IA. De acordo com a OpenAI, o controle é total: é possível revogar o uso da própria imagem ou excluir um vídeo a qualquer momento, mesmo que ele tenha sido gerado por outra pessoa.

“Acreditamos que um aplicativo social desenvolvido em torno desse recurso de ‘participações especiais’ é a melhor maneira de vivenciar a magia do Sora 2”, afirma a equipe por trás do Sora em comunicado oficial.

A OpenAI também publicou um artigo detalhando seu compromisso com o bem-estar dos usuários. A empresa afirma que o algoritmo do feed foi projetado para “maximizar a criação” em vez de tempo gasto na plataforma, com ferramentas para controlar e instruir recomendações de conteúdo com linguagem natural.

A segurança dos adolescentes também recebeu atenção especial. O aplicativo implementará limites padrão de visualização diária para este público e permissões mais restritas para o uso do Cameos.

Além disso, o app do Sora será integrado aos controles parentais do ChatGPT, permitindo que os pais desativem a rolagem infinita, a personalização do feed e gerenciem as configurações de mensagens diretas de seus filhos.

Em relação à monetização, a OpenAI declarou que, por enquanto, o único plano é, eventualmente, oferecer a opção de pagar por gerações de vídeo extras caso a demanda exceda a capacidade computacional.

Quando estará disponível?

Captura de tela mostra o app Sora da OpenAI na App Store do iPhone
Aplicativo chega para iOS nos EUA e Canadá (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O novo aplicativo Sora será liberado inicialmente para iPhone nos Estados Unidos e Canadá, e já está disponível para download na App Store desses países. O acesso será fornecido gradualmente para quem se inscrever na lista de espera.

Inicialmente, o uso será gratuito. Assinantes do ChatGPT Pro terão acesso a um modelo experimental de alta qualidade, chamado Sora 2 Pro. A OpenAI também planeja disponibilizar o Sora 2 via API para desenvolvedores no futuro.

Até o momento, a OpenAI não divulgou um cronograma ou previsão para a chegada de uma versão para Android.

Com informações da OpenAI

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

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Novo modelo de IA deve criar vídeos mais realistas. Lançamento inclui app Sora, com feed vertical para iPhone.

OpenAI prepara app estilo TikTok com vídeos feitos por IA

30 de Setembro de 2025, 10:42
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Companhia de Sam Altman quer popularizar a criação de vídeos por IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI prepara um app de vídeos curtos somente com conteúdo feito por IA, baseado no modelo Sora 2, ainda não lançado.
  • Segundo a revista Wired, o app permitirá gerar clipes de até 10 segundos sem upload externo, ou seja, apenas com material feito dentro da plataforma.
  • O app deve ter feed vertical, recomendações algorítmicas, curtidas, comentários e sistema de verificação facial, de acordo com a revista.

A OpenAI pode lançar uma rede social para vídeos curtos parecida com o TikTok, mas com um diferencial: todo o conteúdo será criado por inteligência artificial. A iniciativa seria um passo para popularizar de vez a geração de vídeo por IA com base no seu próximo modelo, o Sora 2.

A informação é da revista Wired, que afirma que a novidade já foi lançada internamente para funcionários da OpenAI.

Vídeos de até 10 segundos

O novo aplicativo deve ter uma interface já familiar para os usuários de plataformas de vídeos curtos, com feed vertical com navegação e um algoritmo de recomendação que alimenta uma página principal (similar ao “Para você” do TikTok). Segundo a Wired, a interação será por meio de botões para curtir, comentar e “remixar” os vídeos.

Um diferencial é a possível ausência da opção de carregar vídeos ou fotos de fontes externas, como a galeria do celular. Toda a criação de conteúdo será dentro do próprio aplicativo, utilizando o modelo Sora 2 para gerar clipes com duração máxima de 10 segundos, de acordo com documentos vistos pela revista.

O sistema de verificação de identidade do Sora 2, porém, deve ser um dos recursos controversos, já que a imagem do rosto dos usuários verificados poderá ser usada na criação de vídeos.

Curiosamente, essa funcionalidade se estende à comunidade, ou seja, outros usuários poderão marcar uma pessoa e incluir sua imagem nos clipes gerados. Como medida de segurança, o sistema deve enviar uma notificação sempre que a sua imagem for utilizada, mesmo que o vídeo permaneça como um rascunho não publicado.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Novo aplicativo não usará a galeria de fotos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI quer seu próprio TikTok?

A empresa aposta que uma plataforma social dedicada pode transformar a percepção do público com a tecnologia de geração de vídeo, assim como o ChatGPT fez pelos modelos de linguagem de grande escala.

Conforme relatado também pelo Engadget, analistas e fontes internas sugerem que a OpenAI identificou uma oportunidade de mercado em meio à incerteza regulatória em torno das operações do TikTok nos Estados Unidos. O lançamento de uma alternativa sem vínculos com a China poderia capitalizar sobre essa situação.

Recentemente, a Meta também anunciou o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por IA, integrado ao Meta AI. A plataforma, que também permite criar e remixar clipes, utiliza, em sua fase inicial, modelos dos parceiros Midjourney e Black Forest Labs.

O Google, por sua vez, já anunciou que prevê a integração do Veo 3 ao YouTube. Em contrapartida, o TikTok tem adotado uma postura mais cautelosa, atualizando suas políticas para proibir conteúdo de IA que seja “enganoso ou prejudicial”.

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Empresa vê oportunidade em incertezas regulatórias do TikTok nos EUA (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Vale lembrar que a OpenAI está envolvida em múltiplos processos judiciais por supostas violações de direitos autorais, incluindo uma ação movida pelo jornal The New York Times.

Segundo o Wall Street Journal, a companhia de Sam Altman estuda oferecer no Sora 2 uma opção às empresas para bloquear o uso de imagens com direitos autorais e, assim, evitar novos processos.

Ontem (29/09), a OpenAI anunciou novos controles parentais para o ChatGPT, mas não detalhou restrições de idade nem medidas de segurança para o possível app de vídeos curtos.

OpenAI prepara app estilo TikTok com vídeos feitos por IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

TikTok Lite: versão leve do app dá recompensas em dinheiro

29 de Setembro de 2025, 11:33
Imagem com os dizeres "TikTok Lite" e ilustrações que afirmam que é possível ganhar recompensas com o app
Você pode ganhar recompensas com o TikTok Lite (imagem: divulgação)

Todo mundo pode usar o TikTok, até quem tem um celular com pouca memória (menos de 3 GB de RAM), usa um plano de dados muito limitado ou vive em uma região com redes móveis instáveis. Se é o seu caso, saiba que você pode se beneficiar do TikTok Lite, versão compacta e rápida do app do serviço.

Por que usar o TikTok Lite?

O TikTok Lite é leve, mas muito versátil e de uso fácil. Por meio de um aplicativo que tem por volta de 13 MB na Google Play Store, você pode acessar fotos e vídeos dos mais diversos temas, comentar as publicações, seguir seus perfis favoritos, bem como acompanhar transmissões ao vivo (lives) e compartilhar conteúdo com outros usuários.

Imagem com os dizeres "TikTok Lite: espalhe o amor com a sua comunidade"
Com o TikTok Lite você pode compartilhar conteúdo, assistir a lives e muito mais (imagem: reprodução)

Para quem tem um plano de celular com franquia baixa ou mora em uma região em que o sinal de 4G ou 5G é instável, o TikTok Lite também é uma mão na roda: o app é otimizado para ser econômico no tráfego, sendo capaz de reduzir o consumo de dados em até 20%.

E, sim, você também pode usar o TikTok Lite para publicar suas próprias fotos e seus vídeos, inclusive aplicando efeitos (há vários deles) e participando de duetos com outros criadores de conteúdo.

Mas a melhor parte é que o TikTok Lite tem um programa de recompensas válido no Brasil que permite que o participante ganhe até R$ 1.000 por dia!

Imagem com os dizeres "O TikTok Lite está diferente agora. Baixe de novo"
Novo TikTok Lite para Android tem apenas 13 MB (imagem: divulgação)

Como ganhar recompensas no TikTok Lite?

Atenção

Esta campanha é destinada apenas a maiores de idade. Os valores das recompensas podem ser consultados nos detalhes da promoção dentro do aplicativo.

É fácil. você ganha recompensas completando tarefas e convidando outras pessoas para baixarem o TikTok Lite.

Para começar, faça o seguinte:

  1. baixe e instale o TikTok Lite em seu celular;
  2. faça login no aplicativo, se já tiver uma conta no TikTok, ou então siga as orientações na tela para criar uma conta usando seu número de celular ou um e-mail;
  3. comece a navegar pelo app, isto é, a visualizar os vídeos e fotos disponíveis por lá; as tarefas aparecem na sua conta à medida que você usa o TikTok Lite;

As tarefas são simples e divertidas. Entre elas estão check-ins diários, assistir a vídeos e participar de jogos. Todas elas geram recompensas com valores variados.

Recompensas com indicações do TikTok Lite

As indicações conseguem ser tão ou mais interessantes. Para ganhar dinheiro com elas, o passo a passo é este:

  1. entre no TikTok Lite e toque no ícone da caixa de presentes no topo do app;
  2. se você tiver recebido um código de convidado de outra pessoa, informe essa combinação no campo correspondente para ganhar a sua primeira recompensa;
  3. role a tela para encontrar o seu próprio código de convite;
  4. toque em “Convidar” para chamar seus contatos e amigos para baixar o TikTok Lite usando o seu código; a divulgação pode ser feita via redes sociais ou serviços de mensagens instantâneas, por exemplo.
Imagem com os dizeres "TikTok Lite: Quanto mais pessoas você convidar, maiores serão as recompensas"
Ganhe recompensas convidando mais pessoas para usar o TikTok Lite (imagem: divulgação)

Quando uma pessoa usa o seu código e, portanto, aceita o seu convite, tanto ela quanto você ganham R$ 2 assim que o download do TikTok Lite for concluído.

Tem mais: se esse novo usuário continuar usando o TikTok Lite e concluir as tarefas diárias, ambos serão recompensados. Atualmente, cada um pode ganhar até R$ 74 por dia somente com essas atividades.

As recompensas podem ser sacadas por meio de Pix ou transferência bancária, por exemplo. Você também pode usar os valores obtidos para fazer recargas de celular.

Baixe o TikTok Lite e comece agora mesmo

Imagem com os dizeres " 13 MB, descubra a levez da diversão com o TikTok Lite"
Baixe o TikTok Lite agora e aproveite a versatilidade de um app leve (imagem: divulgação)

Não perca tempo! Baixe o TikTok Lite em seu celular Android para curtir e publicar vídeos, compartilhar conteúdo com seus amigos e, claro, ganhar recompensas em dinheiro.

TikTok Lite: versão leve do app dá recompensas em dinheiro

Você pode ganhar recompensas com o TikTok Lite (imagem: divulgação)

Com o TikTok Lite você pode compartilhar conteúdo, assistir a lives e muito mais (imagem: reprodução)

Novo TikTok Lite para Android tem apenas 13 MB (imagem: divulgação)

Baixe o TikTok Lite agora e aproveite a versatilidade de um app leve (imagem: divulgação)

Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

26 de Setembro de 2025, 16:13
TikTok
Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações do TikTok no país;

  • A ByteDance, atual proprietária, poderá manter até 20% de participação;

  • Larry Ellison, fundador da Oracle, poderá será ser um dos controladores americanos do TikTok.

O destino do TikTok nos Estados Unidos está definido. Pelo menos no entendimento de Donald Trump. Na quinta-feira (25/09), o presidente assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações americanas da rede social para investidores do país, um negócio avaliado pelo próprio governo em US$ 14 bilhões (R$ 74,8 bilhões).

A ordem executiva prevê que 80% do controle do TikTok nos Estados Unidos sejam assumidos por uma empresa ou grupo de investidores americanos. Já a ByteDance, atual proprietária do TikTok, poderá manter uma participação de até 20% do controle do serviço no país. É de se presumir que a empresa chinesa também poderá manter o controle da rede social em outros países.

Entre os controladores americanos poderá estar Larry Ellison, fundador da Oracle. Ainda não está claro como será a divisão de controle do TikTok com os chineses. Mas o governo dos Estados Unidos fala em “controle total” das operações americanas pelos empresários do país.

Donald Trump declarou que assinou o documento após conversar com o presidente da China, Xi Jinping. “Tivemos uma boa conversa, expliquei a ele o que estávamos fazendo e ele disse para prosseguirmos”, completou o presidente americano.

De fato, nesta sexta-feira (26/09), o Ministério das Relações Exteriores da China deu a entender que o governo chinês concordou com a operação, embora ainda não haja uma confirmação oficial vinda do presidente Xi Jinping.

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Por que os EUA querem que o TikTok seja vendido no país?

No primeiro mandato de Donald Trump como presidente, o governo dos Estados Unidos passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país.

Isso porque a ByteDance é de origem chinesa e estaria coletando informações de americanos e as repassando ao governo da China, prática que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo do país. Caso contrário, a rede social poderá ser bloqueada nos Estados Unidos.

A venda deveria ter sido anunciada até janeiro de 2025, mas o presidente Trump deu prazos adicionais para que a operação fosse concluída.

A ordem executiva assinada nesta semana abre caminho para a venda das operações americanas do TikTok finalmente ocorrer, mas ainda não há data marcada para isso.

Com informações de Reuters

Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

26 de Setembro de 2025, 14:59
GIF mostra a interface do Meta Vibes. À esquerda, uma miniatura mostra um personagem peludo e laranja, com dois olhos redondos, sentado em uma motocicleta e segurando uma caixa. No centro, um círculo gradiente em tons de azul, roxo e rosa representa uma paleta de cores. No centro-superior, uma barra mostra o texto "Remix". À esquerda do círculo, estão os botões "Add music", "Change image" e "Change animation". À direita do círculo, estão miniaturas de diversas imagens, incluindo um gato de óculos de sol e pepinos nos olhos, e um carro em uma paisagem com pôr do sol.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (GIF: reprodução)
Resumo
  • Meta lançou o Vibes, um feed de vídeos curtos criados por inteligência artificial, disponível no app Meta AI e no site meta.ai.
  • O formato é semelhante ao TikTok e Reels e permite gerar vídeos do zero ou remixar clipes com opções de personalização.
  • Pelo menos nessa fase inicial, a empresa desenvolve o Vibes em parceria com a Midjourney e Black Forest Labs.

A Meta anunciou ontem (25/09) o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por inteligência artificial. Disponível no app Meta AI e na versão web (meta.ai), a novidade lembra o TikTok e o Reels, mas com um diferencial: todo o conteúdo é criado por IA.

O CEO Mark Zuckerberg mostrou em uma publicação no Instagram exemplos de vídeos criados pelo sistema: criaturas felpudas saltando entre cubos, um gato sovando massa de pão e até a simulação de uma mulher tirando selfie em uma sacada com vista para o Egito Antigo.

Como funciona o Vibes?

Três imagens geradas por inteligência artificial são exibidas lado a lado em formato de story. A primeira imagem, à esquerda, mostra várias criaturas fofas, redondas e peludas, em tons de branco e rosa. A segunda, no centro, é uma foto de um **gatinho ruivo** filhote usando um chapéu de padeiro e amassando uma massa de pão em uma cozinha rústica. A terceira, à direita, mostra uma **mulher vestida como a rainha Cleópatra** egípcia, tirando uma *selfie* com um celular em uma varanda com vista para um vale montanhoso e um rio ao pôr do sol.
Mark Zuckerberg compartilhou exemplos de vídeos criados no Vibes (imagem: reprodução)

De acordo com a Meta, o feed exibe vídeos feitos tanto por criadores quanto por outros usuários. O algoritmo da plataforma deve personalizar o conteúdo ao longo do tempo, mas o público terá a opção de gerar vídeos do zero ou remixar clipes já existentes no feed, adicionando novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo antes da publicação.

Os vídeos podem ser postados diretamente no Vibes, enviados por mensagem privada ou compartilhados em outras plataformas da empresa, como Instagram e Facebook.

O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, explicou que, nesta fase inicial, a empresa conta com parcerias externas com os geradores de imagens de IA Midjourney e o Black Forest Labs para a primeira versão do Vibes, enquanto ainda desenvolvem seus próprios modelos.

Duas telas de celular mostram a interface do Meta Vibes. A tela à esquerda tem o título "Restyle" e mostra duas fotos: a superior é de quatro pessoas sorrindo em um parque; a inferior é de uma mulher com uma jaqueta branca. Abaixo, o texto "90s hip-hop". A tela à direita tem o título "Remix" e mostra uma foto de um monstro peludo e laranja em pé em uma rua molhada, segurando um guarda-chuva preto.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)

Novidade contraditória?

A recepção inicial não foi tão positiva, pelo menos na publicação de Zuckerberg. Nos comentários, usuários afirmam que “ninguém quer” esse tipo de recurso, e que a novidade é “lixo de IA”.

Vale lembrar: em julho, o Facebook anunciou medidas para barrar conteúdo inautêntico criado por IA. Antes, o YouTube começou a adotar ações no mesmo sentido.

Contudo, todo o setor de IA da Meta está passando por uma reestruturação. Em junho, a empresa criou o Meta Superintelligence Labs, mas após a saída de pesquisadores importantes precisou reorganizar a área em quatro frentes: modelos de base, pesquisa, integração em produtos e infraestrutura.

Com informações do TechCrunch

Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

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