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Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

15 de Maio de 2026, 12:00
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg quer empresa mais enxuta para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Insatisfeitos, funcionários da Meta expressam desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa.
  • A Meta prepara demissão de cerca de 8 mil trabalhadores, o que representa quase 10% do seu quadro global de colaboradores.
  • A companhia justifica as demissões, mesmo em um momento de lucratividade recorde, como redirecionamento de capital para a inteligência artificial.

O clima nos bastidores da Meta é de forte insegurança e descontentamento. De acordo com a revista Wired, funcionários já expressam abertamente o desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa, que inclui 16 semanas de indenização e 18 meses de plano de saúde custeado pela big tech.

Segundo a revista, o mais novo motivo do pânico é o corte de 8 mil postos de trabalho, que deve ocorrer mesmo em um momento de alta lucratividade da empresa. O número representa quase 10% do quadro global de colaboradores da Meta, e a previsão é que as demissões comecem na próxima quarta-feira (20/05).

No primeiro trimestre de 2026, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp faturou US$ 56,31 bilhões (mais de R$ 283 bilhões), um salto de 33% que marca seu ritmo de expansão mais acelerado desde 2021.

Por que demitir mesmo com lucros recordes?

A justificativa oficial da diretoria da Meta é o redirecionamento de capital para a inteligência artificial. Conforme um memorando divulgado pela Bloomberg, as demissões visam compensar gastos massivos com infraestrutura de IA, que devem somar até US$ 145 bilhões (R$ 730 bilhões) em 2026. A diretora financeira Susan Li destacou que a adoção de um modelo operacional mais enxuto ajudará a equilibrar o caixa.

O próprio CEO Mark Zuckerberg confirmou que os cortes refletem esses custos e não descartou novas reduções no segundo semestre. Desde 2022, a dona do Facebook já eliminou mais de 33 mil empregos, segundo a revista Fortune, acompanhando uma reestruturação que já soma 135 mil demissões em todo o Vale do Silício em 2026, conforme dados da plataforma Layoffs.fyi.

Cortes nos bônus e vigilância agressiva

A insatisfação interna aumentou após a Meta reduzir em 5% a fatia das bonificações anuais. Com a mudança, a remuneração média anual caiu quase 7%, passando para US$ 388.200 (cerca de R$ 2 milhões). Em contrapartida, a empresa tem oferecido pacotes multimilionários para atrair novos pesquisadores.

Para piorar a relação com a equipe, a companhia implantou em abril o software Model Capability Initiative nos EUA. O programa monitora cliques, digitação e faz capturas de tela para treinar modelos de IA que replicam o trabalho humano.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que o rastreamento é obrigatório para os funcionários, mas os escritórios na Europa ficaram de fora devido às restrições da Lei Geral de Proteção de Dados (GDPR).

Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung: sem acordo, sindicato de trabalhadores define data para greve

14 de Maio de 2026, 17:45
Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Samsung e funcionários continuam impasse (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Sindicato de trabalhadores da Samsung definiu o início de uma greve de 18 dias na Coreia do Sul a partir de 21 de maio.
  • A decisão ocorre após negociações salariais fracassarem, segundo a Reuters.
  • Os trabalhadores reivindicam 15% do lucro operacional da empresa em bônus, citando resultados fortes no setor de chips e políticas de rivais.

O momento é de tensão entre a Samsung e trabalhadores na Coreia do Sul. Após o fracasso das negociações salariais realizadas ontem (13/05), o sindicato da empresa confirmou que pretende iniciar uma greve de 18 dias a partir da próxima quinta-feira, 21 de maio, caso não haja uma nova proposta.

O impasse ocorre após tentativas de conciliação mediadas pelo governo sul-coreano terminarem sem acordo, segundo a Reuters. A mobilização aumenta a pressão sobre a Samsung, que tenta sustentar o crescimento da divisão de semicondutores.

A possibilidade de paralisação levou o primeiro-ministro Kim Min-seok a convocar uma reunião de emergência com ministros de áreas estratégicas, e o governo deve acompanhar a situação de perto para evitar uma greve.

Funcionários querem bônus maiores

A principal pressão dos trabalhadores está ligada à distribuição dos lucros. O sindicato cobra que 15% do lucro operacional da Samsung seja destinado aos funcionários, em um momento de resultados fortes no setor de chips.

A insatisfação ganhou força também pela comparação com a SK Hynix, principal rival local da Samsung no mercado de memórias. Em setembro passado, a concorrente aceitou revisar sua política de compensação e remover o teto para pagamento de bônus, após pressão de seus próprios trabalhadores.

Na Samsung, essa diferença ajudou a ampliar a adesão sindical. Segundo a Reuters, o sindicato já reúne mais de 90 mil membros, o equivalente a cerca de 70% da força de trabalho da companhia na Coreia do Sul.

O ministro do Trabalho, Kim Young-hoon, afirmou nessa quarta-feira que o impasse deve ser resolvido por meio do diálogo.

Lucros da IA elevam a pressão interna

ilustração sobre o chip quantico
Mercado de chips impulsionou resultados da Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As reinvindicações ocorrem em um momento de forte valorização da Samsung. A empresa registrou lucro operacional de aproximadamente US$ 38 bilhões (R$ 190 bilhões) no primeiro trimestre deste ano, e superou US$ 1 trilhão (R$ 4,9 trilhões) em valor de mercado há poucos dias.

Para os trabalhadores, os resultados reforçam a necessidade de uma fatia maior do lucros. A direção da Samsung, por outro lado, resiste à proposta e afirma que as exigências podem comprometer a capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Apesar dos recordes, a Samsung enfrenta uma baixa em setores de componentes e vendas de smartphones, afetados por uma crise gerada pelo próprio foco da indústria no fornecimento de chips para data centers.

Samsung: sem acordo, sindicato de trabalhadores define data para greve

(imagem: reprodução/X)

Os chips quânticos serão uma importante peça para a evolução da IA e para descoberta de novos medicamentos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é Oracle? Conheça os serviços e a história da gigante de tecnologia 

13 de Maio de 2026, 18:13
Imagem da fachada da sede da Oracle
Saiba como a Oracle se tornou uma das principais empresas do setor tecnológico (imagem: Reprodução/Shutterstock)

A Oracle é uma das principais forças da tecnologia, pioneira no desenvolvimento de bancos de dados relacionais que sustentam corporações e governos. Criada em 1977, o nome da marca nasceu de um projeto confidencial desenvolvido pelos fundadores para a CIA, que se tornaria sinônimo de infraestrutura crítica.

Atualmente, a empresa foca sua expansão na Oracle Cloud Infrastructure (OCI), posicionando-se como uma peça-chave no setor de cloud computing. A plataforma oferece alto desempenho para processamento de dados e IA, permitindo que organizações migrem sistemas complexos para a nuvem com segurança.

Sob a liderança estratégica do cofundador Larry Ellison, a companhia atingiu um valor de mercado de US$ 537 bilhões em maio de 2026. O executivo, que permanece como a figura central e maior acionista, conduz a marca em uma disputa acirrada contra outras big techs.

A seguir, conheça mais sobre a história da Oracle e as suas áreas de atuação no mercado tecnológico. Também saiba quais empresas de tecnologia são suas principais rivais.

O que é Oracle?

A Oracle Corporation é uma multinacional especializada em organizar dados empresariais por meio de bancos de dados relacionais e sistemas de gestão empresarial (ERP). Hoje, a marca lidera a transição para a computação em nuvem, integrando inteligência artificial em softwares de gestão (SaaS) para simplificar processos corporativos complexos.

Qual é a origem do nome Oracle?

A empresa herdou o nome de um projeto sigiloso para a CIA, um banco de dados relacional desenvolvido pelos fundadores, apelidado de “Oracle”. A ideia era que o sistema funcionasse como um “oráculo” moderno, capaz de fornecer respostas rápidas a consultas complexas de informações.

Após o sucesso tecnológico do protótipo, a RSI adotou oficialmente o nome do produto como sua marca em 1982. Essa mudança estratégica unificou a identidade da empresa ao seu software mais inovador, facilitando o reconhecimento global da Oracle no mercado.

Logotipo da Oracle em um palco
O nome Oracle surgiu após os fundadores criarem um projeto para a CIA no início dos anos 1980 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Qual era o antigo nome da Oracle? 

A Oracle foi fundada em 1977 sob o nome de Software Development Laboratories (SDL). Pouco depois, em 1979, a empresa passou a se chamar Relational Software Inc. (RSI), refletindo o foco inicial no desenvolvimento de bancos de dados relacional.

A companhia assumiu o nome pelo qual é conhecida atualmente somente em 1982.

Em quais áreas a Oracle atua? 

A Oracle opera em diversas frentes da tecnologia empresarial, conectando o gerenciamento de informações à inovação digital. Estas são as principais áreas de atuação da companhia:

  • Banco de dados e gestão de dados: pioneira no setor, desenvolve bancos de dados relacionais e versões autônomas (Oracle Database, Autonomous Database) para organizar e proteger volumes massivos de informações corporativas;
  • Cloud computing e infraestrutura: por meio do Oracle Cloud Infrastructure (OCI), oferece serviços de nuvem para que empresas acessem sistemas complexos em servidores remotos, garantindo alto desempenho e escalabilidade;
  • Sistemas de gestão (SaaS): fornece pacotes completos de softwares na nuvem para finanças, RH e logística, ajudando grandes organizações a automatizar seus processos internos complexos de forma ágil e integrada;
  • Inteligência artificial e análise: integra recursos de IA e aprendizado de máquina em todas as plataformas para gerar diagnósticos precisos e automatizar tarefas repetitivas, transformando dados brutos em decisões estratégicas;
  • Hardware e sistemas de engenharia: além do software, projeta servidores e sistemas de armazenamento de alto desempenho otimizados especificamente para rodar aplicações da própria marca com máxima eficiência.
ilustração sobre a Oracle
A Oracle atua em várias frentes de tecnologia (imagem: Reprodução/Hostgator)

Qual é a história da Oracle? 

A trajetória da Oracle começou em 1977, quando Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates fundaram a SDL para criar sistemas de dados. Eles lançaram o primeiro banco de dados comercial baseado em SQL, uma linguagem que se tornou padrão para organizar informações digitais.

Em 1982, a empresa adotou o nome de seu software de maior sucesso, o Oracle, e abriu capital na bolsa de valores pouco tempo depois. Nas décadas seguintes, a marca expandiu seu império ao adquirir gigantes como a Sun Microsystems, assumindo o controle da tecnologia Java.

A partir de 2010, o foco migrou para a Oracle Cloud Infrastructure (OCI), uma plataforma de nuvem que hospeda sistemas corporativos remotamente. Essa mudança estratégica permitiu que grandes empresas abandonassem servidores físicos locais em favor de uma infraestrutura digital escalável.

Recentemente, a marca inovou com o banco de dados autônomo, que utiliza inteligência artificial para realizar automanutenção e garantir segurança cibernética. Com isso, a Oracle consolida sua transição de uma startup de software para uma líder global em automação e dados.

Onde fica a sede da Oracle?

A sede global da Oracle está situada em um moderno campus tecnológico em Austin, no Texas, desde dezembro de 2020. A mudança da antiga base em Redwood Shores, na Califórnia, para a capital texana visou oferecer maior flexibilidade de trabalho e reduzir custos operacionais estratégicos.

No Brasil, a marca concentra suas operações no Oracle Innovation Center, um centro de inovação localizado na cidade de São Paulo. Além da capital paulista, a empresa tem escritórios em cidades como Rio de Janeiro e Brasília para atender o mercado nacional.

ilustração da Oracle Cloud Infrastructure
Oracle OCI é um dos principais produtos da empresa na atualidade (imagem: Reprodução/Oracle)

Qual é o valor de mercado da Oracle? 

A Oracle atingiu US$ 537,33 bilhões de valor de mercado em meados de maio de 2026, conforme dados da Companies Market Cap. A companhia está entre as 30 empresas mais valiosas do mundo, refletindo o otimismo dos investidores com a expansão da infraestrutura de nuvem e a forte demanda por soluções de IA.

A Oracle está listada na bolsa de valores? 

Sim, a Oracle é uma empresa de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Os investidores podem encontrar os papéis por meio do código de negociação, ou ticker, ORCL.

A companhia estreou no mercado financeiro pela NASDAQ em 1986, migrando sua listagem principal para a NYSE em 2013 em busca de maior visibilidade institucional. Essa presença pública permite que qualquer investidor compre ações da empresa, acompanhando seu desempenho corporativo global.

Quem é o dono da Oracle? 

Não existe um único dono da Oracle, pois ela é uma empresa de capital aberto que pertence coletivamente a acionistas globais. No entanto, o cofundador e CFO Larry Ellison é o maior acionista individual, detendo cerca de 40% das ações ordinárias da companhia.

O restante do controle acionário está dividido entre grandes investidores institucionais, como fundos de pensão e gestoras de ativos. Essa estrutura garante que a Oracle opere sob governança corporativa, equilibrando a visão de Ellison com os interesses do mercado financeiro.

Imagem de Larry Ellison, fundador da Oracle
Larry Ellison, cofundador da Oracle e principal acionista da empresa de tecnologia (imagem: Reprodução/Oracle)

Quem são os concorrentes da Oracle? 

A Oracle enfrenta uma disputa contra diversas empresas de tecnologia em diferentes frentes, desde o armazenamento de dados até a nuvem. O cenário é dominado por big techs que oferecem soluções integradas para o setor corporativo global:

  • Microsoft: principal rival em softwares de gestão e bancos de dados com SQL Server, além de competir diretamente em serviços de nuvem por meio da plataforma Azure;
  • Amazon: por meio da Amazon Web Services (AWS), é a líder em infraestrutura de nuvem, oferecendo bases de dados gerenciadas que desafiam diretamente o modelo tradicional de licenciamento;
  • Google: atua fortemente na análise de grandes volumes de informações e serviços de nuvem inteligente, utilizando ferramentas como o BigQuery para atrair clientes corporativos que buscam alto desempenho;
  • IBM: foca em soluções de nuvem híbrida e consultoria tecnológica, mantendo a disputa histórica no segmento de infraestrutura de hardware e sistema de integração;
  • SAP e Salesforce: enquanto a SAP briga pela liderança em sistemas de planejamento (ERP), a Salesforce domina o setor de gestão de relacionamento com clientes (CRM) totalmente na nuvem;
  • Snowflake e MongoDB: representam a nova geração de plataformas de dados modernas, focadas em agilidade e escalabilidade para empresas que buscam alternativas aos sistemas legados.

O que é Oracle? Conheça os serviços e a história da gigante de tecnologia 

Logotipo da Oracle (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A Oracle atua em várias frentes de tecnologia (imagem: Reprodução/Hostgator)

Larry Ellison, cofundador da Oracle e principal acionista da empresa de tecnologia (imagem: Reprodução/Oracle)

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

13 de Maio de 2026, 13:04
ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX pode enviar infraestrutura de IA à órbita da Terra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e SpaceX negociam a instalação de data centers em órbita terrestre, segundo o The Wall Street Journal.
  • O projeto tentaria contornar limitações energéticas e ambientais de servidores na Terra.
  • A infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da SpaceX e operaria de forma contínua e autônoma, alimentada por energia solar.

Google e SpaceX estariam negociando a instalação de data centers em órbita terrestre. Segundo o The Wall Street Journal, a infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da empresa de Elon Musk. A proposta seria contornar os gargalos energéticos e as restrições ambientais que hoje limitam a expansão de centros de dados voltados para inteligência artificial na Terra.

A relação entre as duas empresas vem de longa data. De acordo com a imprensa norte-americana, o Google foi um dos primeiros grandes investidores da companhia aeroespacial em 2015. Hoje, a empresa detém uma participação acionária de 6,1% na SpaceX. Mesmo com essa proximidade, o Google também estaria conversando com outras companhias do setor para tocar o projeto.

Faz sentido?

Imagem de servidores em um data center
Servidores na órbita terrestre operariam com energia solar (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Diante da necessidade urgente de contornar as limitações da infraestrutura atual, a ideia pode um dia sair do papel. As ferramentas de IA têm exigido cada vez mais energia dos data centers tradicionais, gerando altos custos de operação. No espaço, os servidores orbitais iriam operar de forma contínua e autônoma, alimentados exclusivamente pela energia captada por painéis solares.

Apesar de tudo, o modelo ainda enfrenta ceticismo. Especialistas ouvidos pelo WSJ afirmam que existem desafios técnicos extraordinários na manutenção e refrigeração de computadores na órbita terrestre. Além disso, o portal TechCrunch lembra que os custos embutidos no projeto fazem com que os data centers terrestres continuem como uma alternativa mais barata.

Planos do Google

Vale destacar que o Google não está parado no desenvolvimento de hardware. No fim do ano passado, a empresa revelou os primeiros detalhes do Projeto Suncatcher, uma iniciativa focada em fabricar e colocar em órbita os primeiros protótipos de satélites de processamento de dados até 2027.

Em novembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, declarou que não há dúvidas de que, em pouco mais de uma década, a indústria de tecnologia considerará os data centers orbitais uma das formas comuns para a implantação de novos servidores.

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os servidores de um data center são organizados em racks ou gabinetes (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

12 de Maio de 2026, 10:29
O que é eBay / Divulgação
eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões (imagem: divulgação/eBay)
Resumo
  • eBay recusou proposta de compra de US$ 55,5 bilhões da GameStop devido a oferta “não ser crível nem atraente”;
  • analistas apontaram riscos de endividamento excessivo caso a fusão entre as duas companhias fosse concretizada;
  • GameStop planeja uma nova proposta de aquisição, direcionada aos acionistas do eBay, após a rejeição.

O eBay rejeitou a proposta que o faria ser comprado pela GameStop por US$ 55,5 bilhões (R$ 273 bilhões na cotação de hoje). Para Paul Pressler, presidente da gigante do comércio eletrônico americano, o negócio “não é crível nem atraente”. Mas a GameStop deve continuar tentando concluir a aquisição.

A GameStop ofereceu US$ 55,5 bilhões pelo eBay na semana passada. O pagamento seria feito por uma combinação de recursos próprios (a GameStop tem US$ 9 bilhões em caixa), emissão de ações e contribuições feitas por investimentos externos.

Em carta direcionada à direção da GameStop, Pressler afirma que o eBay analisou minuciosamente a oferta e, após isso, passou a ter incerteza sobre se o pagamento seria honrado como proposto. Um dos aspectos mais preocupantes é o risco de aumento da dívida do eBay.

Explica-se: entre os tais investimentos externos estaria um crédito de US$ 20 bilhões a ser oferecido pela TD Securities. Esse montante seria liberado com base na premissa de que a fusão da GameStop com o eBay faria o negócio resultante ter um grau de investimento suficiente para garantir o crédito. Mas não é tão fácil assim.

Uma análise de risco feita pela Moody’s concluiu que a liberação do crédito poderia não existir porque o acordo faria a dívida do eBay saltar dos atuais US$ 7 bilhões para US$ 31 bilhões.

Pressler também ressaltou que o eBay está em situação mais segura no mercado, pois viu o valor de suas ações subir cerca de 55% no último ano após uma reestruturação, enquanto os papéis da GameStop se desvalorizaram 16% no mesmo período.

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)
GameStop deve continuar tentando fechar negócio (imagem: Chris Potter/Flickr)

GameStop deve tentar outra abordagem

Após a rejeição, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, declarou que estuda fazer uma nova proposta de aquisição, desta vez com uma abordagem direcionada espeficamente aos acionistas do eBay.

Mas essa é uma estratégia com boas chances de falhar. Um dos fatores que pesa contra a companhia é a imagem de “meme” que ela tem no mercado.

Isso porque, em 2021, a GameStop ficou conhecida depois que pequenos investidores se organizaram no Reddit para comprar ações da companhia em massa, de modo a fazê-las ter uma supervalorização.

O movimento causou prejuízo para vários fundos, mas ganhos elevados para alguns investidores individuais. O episódio foi considerado uma “rebelião”, razão pela qual foi até retratada na série GameStop contra Wall Street e no filme Dinheiro Fácil.

Com informações de The New York Times

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

eBay é um dos maiores sites de comércio eletrônico do mundo (Imagem: Divulgação)

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

12 de Maio de 2026, 10:23
Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Saverin teve um importante papel na fundação do Facebook e atua como investidor em startups de setores estratégicos (imagem: Bryan Van Der Beek/The Forbes Collection)

O brasileiro Eduardo Saverin cravou seu nome na história da tecnologia como cofundador do Facebook durante seus anos em Harvard. Em 2004, ele foi o arquiteto financeiro essencial para que a rede social de Mark Zuckerberg ganhasse fôlego e escala global nos primeiros meses.

Longe das operações da Meta Platforms desde 2005, ele comanda sua própria firma de capital de risco: a B Capital Group. Por meio dessa gestora, ele impulsiona startups globais, consolidando-se como um dos maiores investidores do ecossistema de inovação mundial.

A seguir, saiba mais sobre a história de Saverin, como ele se tornou o brasileiro mais rico do mundo e sua participação no Facebook. Também descubra em quanto é avaliada a fortuna do empreendedor.

Quem é Eduardo Saverin?

Eduardo Saverin é um bilionário brasileiro que atuou como cofundador e primeiro diretor financeiro (CFO) na história do Facebook. Ele lidera a B Capital Group, um fundo de capital de risco (venture capital) focado em expandir startups no mercado global de tecnologia.

Qual é a formação de Eduardo Saverin?

Saverin formou-se em economia com honras magna cum laude (alto desempenho acadêmico) pela Universidade de Harvard em 2006, onde presidiu a associação de investimentos. Durante a graduação, utilizou modelos matemáticos de previsão climática para operar no mercado de commodities com contratos futuros de petróleo.

Essa base analítica de alto nível na Ivy League, grupo das universidades mais exclusivas dos EUA, foi o alicerce para sua atuação estratégica. Embora existam especulações sobre cursos de MBA, seu diploma de bacharelado permanece como sua principal e mais relevante credencial acadêmica.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Eduardo Saverin é formado em economia na Universidade de Harvard (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Onde Eduardo Saverin mora? 

Saverin reside em Singapura desde 2009, onde mantém propriedades de alto luxo e utiliza a cidade-estado como seu “centro de operações” estratégico. O país tornou-se a base principal do empreendedor para gerir a B Capital Group e coordenar investimentos em tecnologia por todo o continente asiático.

Quais são as empresas de Eduardo Saverin?

Saverin lidera a B Capital Group, firma de venture capital que gere mais de US$ 6 bilhões em ativos. A gestora foca em impulsionar startups de setores estratégicos, como saúde, logística e fintechs (empresas de tecnologia financeira).

Além da participação na Meta Platforms (Facebook), o empresário investe na aceleradora Antler, focada em negócios early-stage (estágio inicial). Seu portfólio diversificado inclui aportes em soluções Saas (Software por assinatura), consolidando sua influência no ecossistema global de tecnologia.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin e o empreendedor Raj Ganguly
Saverin cofundou a B Capital Group ao lado do empreendedor norte-americano Raj Ganguly (imagem: Reprodução/Forbes)

Eduardo Saverin ainda é dono do Facebook? 

Saverin não é o dono majoritário da Meta Platforms, empresa dona do Facebook, mas permanece como um acionista relevante e cofundador oficial. Estima-se que ele detém cerca de 2% das ações da companhia, participação garantida após acordos judiciais.

Apesar da fatia expressiva, sua posição consiste em ações de Classe A, que oferecem poder de voto reduzido nas decisões corporativas. O empreendedor não exerce funções de gestão na gigante das redes sociais desde 2005, concentrando seus esforços no mercado global de investimentos.

Por que Eduardo Saverin processou o Facebook? 

Eduardo Saverin acionou a Justiça em 2005 após alegar que Mark Zuckerberg orquestrou uma reestruturação para diluir sua participação societária. Nessa manobra, novas ações foram emitidas, reduzindo drasticamente a fatia do brasileiro de 30% para menos de 10%.

O conflito escalou por divergências sobre a monetização do Facebook e acusações de que o sócio teria invalidado acordos de compras de papéis da empresa. Saverin também questionou a legitimidade de manobras contábeis e o uso de fundos da empresa para despesas pessoais.

A disputa foi encerrada em 2009 com um acordo extrajudicial que restituiu a Saverin o título oficial de cofundador da plataforma. Além do reconhecimento histórico, ele garantiu uma participação bilionária em ações, encerrando o imbróglio jurídico que marcou os primeiros anos da companhia.

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (imagem: Divulgação/B Capital Group)

Qual é a fortuna de Eduardo Saverin?

A fortuna de Saverin é estimada em cerca de US$ 33,3 bilhões, segundo a Forbes em maio de 2026, consolidando sua posição como o brasileiro mais rico do mundo. Esse patrimônio provém majoritariamente de suas ações da Meta Platforms, impulsionadas pela valorização ligada ao setor de inteligência artificial.

O bilionário também diversifica seu capital por meio da própria firma de investimentos em tecnologia, a B Capital Group. No ranking global de personalidades de tecnologia, Saverin figura entre os 60 indivíduos mais ricos do planeta, superando outros grandes nomes do cenário.

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

FILE PHOTO: Facebook co-founder Eduardo Saverin speaks at the Tech in Asia conference in Singapore April 12, 2016. (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (Imagem: Divulgação/B Capital Group)

Qual a origem da Samsung? Conheça a história da empresa de eletrônicos

11 de Maio de 2026, 15:37
Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Descubra como a Samsung saiu de uma simples exportadora de alimentos para ser uma das gigantes da tecnologia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Samsung consolidou-se como uma das principais potências tecnológicas globais, sediada na Coreia do Sul. Líder absoluta na fabricação de semicondutores, a gigante fornece componentes vitais que alimentam desde data centers até smartphones de última geração.

Fundada em 1938 por Lee Byung-chul, a empresa começou modestamente como uma exportadora de alimentos. Seu nome “três estrelas” simboliza a visão de um negócio eterno e grandioso, que revolucionaria o mundo a partir dos anos 1970.

Atualmente, o portfólio da marca é liderado pela linha Galaxy, que une smartphones, tablets, wearables e notebooks em um ecossistema integrado. A companhia também dita tendências em TVs de última geração e eletrodomésticos inteligentes controlados via Internet das Coisas (IoT).

A seguir, saiba mais sobre a Samsung, sua história detalhada e quem comanda a gigante sul-coreana. Também descubra as empresas de tecnologia que rivalizam com a marca.

O que é a Samsung? 

A Samsung é uma multinacional sul-coreana que lidera a inovação em eletrônicos, sendo referência em telas de alta definição e dispositivos móveis como a linha Galaxy. A marca também domina a fundição de semicondutores e chips de memória, fornecendo componentes essenciais para a infraestrutura digital mundial.

O que significa “Samsung”? 

O nome “Samsung” une os termos coreanos “Sam” (três) e “Sung” (estrelas), uma escolha do fundador Lee Byung-chul para projetar grandeza. Na tradição coreana, o número três representa algo vasto e poderoso, refletindo a ambição de expansão da companhia.

A simbologia das estrelas remete a algo eterno e brilhante, projetado para manter sua relevância e autoridade no competitivo mercado global. Essa identidade visual e semântica reforça a imagem de uma corporação resiliente, cujo brilho tecnológico foi desenhado para ser perpétuo.

Fotografia em close-up de uma bandeja preta contendo dezenas de pequenos chips semicondutores quadrados dispostos em fileiras organizadas. Cada componente possui uma superfície brilhante com tons de dourado e cobre. Ao lado da bandeja, sobre uma superfície bege, está estampada a palavra "SAMSUNG" em letras maiúsculas pretas e fonte robusta. O foco da imagem está nos chips em primeiro plano, enquanto o nome da marca ao fundo apresenta um leve desfoque, criando profundidade de campo.
Samsung tem uma importante atuação na fabricação de semicondutores e chips de memória que alimentam diversos dispositivos eletrônicos (imagem: divulgação/Samsung)

Qual a origem da Samsung? 

A empresa começou em 1938, quando o criador da Samsung, Lee Byung-chul, fundou uma pequena exportadora de alimentos em Taegu, na Coreia do Sul. Inicialmente, a operação era focada em produtos simples, como peixes secos, macarrão e farinha, longe dos complexos circuitos inteligentes atuais.

A história da Samsung no campo da tecnologia de consumo teve início em 1969, com a criação da divisão de eletrônicos e a fabricação de TVs em preto e branco. Durante as décadas de 1970 e 1980, a empresa acelerou sua expansão ao investir pesadamente em semicondutores e eletrodomésticos de massa.

Nos anos 1990, uma reforma estratégica priorizou o design e a qualidade técnica, transformando a marca em uma potência global de componentes. Esse movimento garantiu a liderança na produção de memória DRAM e painéis digitais, peças fundamentais para o funcionamento da internet e de computadores.

Hoje, a gigante sul-coreana dita tendências no ecossistema mobile com a linha Galaxy e inovações em telas dobráveis de última geração. Sua trajetória é um exemplo raro de reinvenção, evoluindo de uma pequena exportadora para o posto de referência em hardware e mobilidade.

Imagem de Lee Byung-Chul, fundador da Samsung
Lee Byung-chul, fundador da Samsung (imagem: Reprodução/Quartr)

A Samsung é de qual país? 

A Samsung é originária da Coreia do Sul, país onde se consolidou como o maior “chaebol”, termo que define os gigantescos conglomerados industriais controlados por famílias. A sede da Samsung fica em Samsung Town, um complexo urbano situado no distrito de Seocho, em Seul.

Além do centro administrativo, a companhia opera a “Digital City” em Suwon, seu principal polo de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Esse ecossistema tecnológico integrado é o núcleo operacional de onde partem as inovações em hardware e semicondutores para o mercado global de eletrônicos.

Quem é o dono da Samsung? 

Não existe um único dono da Samsung, pois o controle do conglomerado é exercido pela família Lee por meio de participações cruzadas. Lee Jae-yong, neto do fundador, preside o grupo e define as estratégias de longo prazo em parceria com grandes acionistas institucionais.

No plano executivo, a operação é gerida por líderes de divisão, com destaque para Jun Young-hyun, atual CEO e head da divisão de Soluções de Dispositivos. A estrutura de governança divide o poder entre co-CEOs responsáveis por dispositivos móveis e infraestrutura digital, garantindo agilidade no mercado global

Imagem de Lee Jae-Yong, presidente executivo da Samsung
Lee Jae-Yong, presidente executivo da Samsung e neto do fundador Lee Byung-chul (imagem: Reprodução/Associated Press)

Qual o valor de mercado da Samsung? 

A Samsung atingiu um marco histórico em maio de 2026 ao superar o valor de mercado de US$ 1,2 trilhão, consolidando-se no seleto grupo das empresas trilionárias. Este salto foi impulsionado pela alta nas ações, que mais que dobraram de valor no último ano devido à crescente demanda por tecnologias de inteligência artificial.

Como a maior fabricante global de semicondutores, a sul-coreana tornou-se peça central na infraestrutura digital ao fornecer chips de memória de alto desempenho. Essa valorização recorde reflete o papel estratégico da companhia como pilar essencial para o processamento de dados e a expansão da IA em escala mundial.

Quais são os principais produtos e serviços da Samsung? 

A Samsung oferece um ecossistema diversificado que vai desde o hardware doméstico até componentes de infraestrutura digital global. Os principais produtos e serviços são:

  • Dispositivos móveis: a marca lidera com os celulares Galaxy, abrangendo desde modelos premium dobráveis e a linha S até as populares séries A e M de gama média, unindo hardware robusto ao sistema Android;
  • Computação e tablets: as linhas de tablets da Samsung, como o Galaxy Tab, oferecem versatilidade para criação, enquanto os notebooks da Samsung apostam em design ultrafino e integração total com dispositivos móveis;
  • Wearables e áudio: relógios inteligentes Galaxy Watch e fones Galaxy Buds monitoram a saúde do usuário e oferecem cancelamento de ruído ativo para uma experiência sonora imersiva;
  • Entretenimento e telas: a empresa lidera o setor de TVs com as tecnologias QLED e OLED, oferecendo acesso gratuito a canais via streaming por meio do serviço do Samsung TV Plus;
  • Casa conectada: o ecossistema se estende a eletrodomésticos inteligentes, como geladeiras e máquinas de lavar, controladas pela plataforma SmartThings via Internet das Coisas (IoT);
  • Infraestrutura e chips: a empresa fabrica semicondutores, chips de memória e processadores Exynos, fornecendo componentes essenciais para marcas de tecnologia em todo o mundo.
Mão segurando Galaxy S26 Ultra na cor branca
Os smartphones da linha Galaxy S são destaques no segmento ultra-premium (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Quais são os principais concorrentes da Samsung? 

A Samsung enfrenta a concorrência de outras empresas de tecnologia em diversos setores, disputando a preferência do consumidor com gigantes que dominam desde o mercado de luxo até o segmento de custo-benefício:

  • Apple: é a maior rival no segmento de dispositivos premium, travando batalhas diretas entre iPhone e Galaxy S pela liderança em inovação, câmeras e fidelidade ao ecossistema;
  • Xiaomi: conhecida pelo custo-benefício, a marca chinesa desafia a Samsung também pelo segmento topo de linha com dispositivos potentes e uma estratégia agressiva de expansão global;
  • Motorola: disputa a preferência do consumidor, especialmente em modelos intermediários e dobráveis, focando em uma experiência de Android mais limpa e bateria de longa duração;
  • Lenovo: domina o setor corporativo de notebooks e tablets, desafiando a portabilidade e a produtividade da linha Galaxy Book com foco em resistência e desempenho para trabalho;
  • LG: apesar de ter deixado o mercado de celulares, continua sendo a principal oponente no setor de TVs e telas, competindo pela melhor fidelidade de imagem em painéis OLED e NanoCell;
  • Sony: rivaliza em nichos de entretenimento de alta fidelidade e é a principal fornecedora de sensores de imagem, componente que define a qualidade das câmeras profissionais;
  • Intel e TSMC: no setor de semicondutores, a Intel compete na arquitetura de processadores, enquanto a TSMC lidera a fabricação terceirizada de chips de última geração.

Qual a origem da Samsung? Conheça a história da empresa de eletrônicos

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Lee Byung-Chul, fundador da Samsung (imagem: Reprodução/Quartr)

Galaxy S26 Ultra é o smartphone ultra-premium da Samsung em 2026

Personalidades da tecnologia: conheça líderes que revolucionaram o mundo tech

11 de Maio de 2026, 11:17
Tim Berners-Lee, criador do protocolo HTTP
Tim Berners-Lee, criador do protocolo HTTP (Imagem: “Sir Tim Berners-Lee” por Knight Foundation sob CC BY-SA 2.0)

Personalidades da tecnologia são pessoas que tiveram papel fundamental na construção ou revolução do mundo tech que vivemos atualmente.

Alguns nomes são responsáveis por criar conceitos que são usados para a base da computação. Já outros criaram negócios tecnológicos que impactaram a forma como comunicamos e interagimos.

A seguir, confira as principais personalidades da tecnologia da história, incluindo figuras como Alan Turing, Ada Lovelace e Steve Jobs.

Alan Turing

Alan Mathison Turing foi um matemático britânico que é considerado como uma das pessoas mais importantes para a computação moderna. Ele nasceu em 23 de junho de 1912 e veio a falecer em 1954, por envenenamento.

Em 1936, Turing propôs um modelo matemático — conhecido como “Máquina de Turing” — sobre os potenciais da computação, estabelecendo que uma máquina poderia realizar qualquer tarefa computável a partir de instruções lógica. O modelo serviu como base para a computação e para a concepção do que chamamos de algoritmos.

O britânico também foi um dos pioneiros na inteligência artificial ao propor o Teste de Turing, e fez contribuições importantes para a criptografia, tendo quebrado códigos de máquinas usada por alemães na Segunda Guerra Mundial. E ao lado de Charles Babbage, Alan Turing também é reconhecido como um dos inventores do computador.

Foto de Alan Turing
Alan Turing contribuiu para diversas áreas da tecnologia (Imagem: Reprodução/The Alan Turing Institute)

Tim Berners-Lee

Tim Berners-Lee é um físico e cientista da computação britânico, nascido em 8 de junho de 1955. Conhecido como o “pai da internet”, ele fez diversas contribuições que resultaram no surgimento da web.

Dentre os principais feitos de Lee estão a criação da World Wide Web (WWW), do HyperText Markup Language (HTML) e Hypertext Transfer Protocol (HTTP), Uniform Resource Locator (URL), do primeiro navegador web e do primeiro servidor.

Ele também fundou uma organização internacional para padronização da rede, chamada de World Wide Web Consortium (W3C).

Foto de Tim Berbers-Lee
Tim Berners-Lee é amplamente reconhecido como o “pai da web” (Foto: Rafael Silva/Tecnoblog)

Ada Lovelace

Augusta Ada Byron King foi uma matemática e escritora britânica, nascida em 10 de dezembro de 1815. Conhecida apenas por Ada Lovelace, ela faleceu em 1852 devido a complicações de saúde.

Ada Lovelace foi a grande pioneira da linguagem de programação, sendo reconhecida como a primeira programadora da história. Na década de 40, ela criou um algoritmo capaz de ser processado por uma máquina analítica, mesmo que não existissem computadores na época.

Tal feito rendeu diversas premiações e homenagens até os dias mais atuais. Como exemplo, a Nvidia batizou a arquitetura de suas placas de vídeo RTX 40 como “Ada Lovelace”.

Ilustração de Ada Lovelace
Pintura de Augusta Ada Byron King, conhecida como Ada Lovelace (Imagem: Science Museum Group via Wikimedia Commons)

Linus Torvalds

Linus Torvalds é um cientista da computação finlandês, que nasceu em 28 de dezembro de 1969. E ele é tido como um dos principais nomes da história da tecnologia por ser o criador do kernel Linux.

O Linux é um sistema operacional versátil baseado em UNIX e MINIX, que ainda continua popular. Mais que isso: o sistema foi desenvolvido no modelo open source (código aberto), sendo disponibilizado de forma gratuita e de forma com que terceiros conseguissem colaborar com o desenvolvimento.

Ou seja, Linus Torvalds não só criou um sistema operacional alternativo que foi usado como base para grande parte da infraestrutura tecnológica atual, como também ajudou a consolidar um modelo colaborativo e gratuito que estimulou e aproximou entusiastas da computação.

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linus Torvalds disponibilizou um sistema operacional alternativo e fomentou o modelo open source (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg é um empresário estadunidense, que nasceu em 14 de maio de 1984. Ele é amplamente reconhecido por ser um dos cofundadores do Facebook, junto de outros quatro estudantes de Harvard (Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz, Chris Highes e Andrew McCollum).

Zuckerberg é tratado como uma das grandes personalidades do meio tech por ter moldado a presença e o comportamento em ambiente online com as redes sociais, já que ele é responsável por liderar as plataformas Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e Threads.

Atualmente, ele é o CEO da Meta Platforms, e seus negócios também fomentam o desenvolvimento de outras áreas, como inteligência artificial (com a Meta AI) e metaverso.

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (antigo Facebook) (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Larry Page e Sergey Brin

Larry Page é um cientista da computação estadunidense, nascido em 26 de março de 1973. Sergey Brin também é cientista da computação, mas nasceu na Rússia em 21 de agosto de 1973 e só depois tirou sua cidadania nos Estados Unidos. Page e Brin são responsáveis pela criação do Google.

O Google foi criado para organizar informações globais na internet, e é o principal motor de busca do mundo. O produto escalou tanto que a empresa expandiu para outras áreas, como serviços de geolocalização, plataformas de entretenimento (YouTube), sistemas operacionais móveis, IA e até fabricação de smartphones.

Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google
Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates

Bill Gates é um empresário e filantropo estadunidense, nascido em 28 de outubro de 1955. Cofundador da Microsoft ao lado de Paul Allen, Gates é visto como uma das figuras importantes da tecnologia por ter revolucionado a computação pessoal com os sistemas operacionais MS-DOS e Windows.

Acontece que a empresa fundada por Bill Gates não se limita a apenas sistemas operacionais para computadores e notebooks. Hoje, a Microsoft também vende tablets e notebooks, é dona do Xbox, fornece aplicações de produtividade (como Word e Excel) e de IA (Microsoft Pilot) e ainda oferece serviços de computação em nuvem para empresas.

Em suma, todos os produtos da Microsoft contribuem para o mundo conectado de hoje. E a Microsoft só existe graças a Bill Gates.

Ilustração sobre o Windows com a versão jovem e mais velha do Bill Gates
Bill Gates revolucionou o mercado de sistemas operacionais para computadores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Steve Jobs

Steve Jobs foi um empresário estadunidense, e um dos cofundadores da Apple, ao lado de Steve Wozniak. O executivo nasceu em 24 de fevereiro de 1955, e faleceu 56 anos depois, em 5 de outubro de 2011.

A Apple revolucionou o mercado de eletrônicos de consumo: apresentou novos computadores (como Apple I e II, e Macintosh) e dispositivos para reprodução de músicas (iPods), consolidou os smartphones com o lançamento dos iPhones, além de ter lançado tablets (iPads), relógios inteligentes (Apple Watch) e dispositivos de realidade mista (Apple Vision Pro).

Hoje em dia, a Apple é uma das empresas mais bem sucedidas do mercado tech. E isso é fruto de suas contribuições ao longo dos anos, que impactaram diretamente na forma com que nos comunicamos e interagimos.

ilustração sobre Steve Jobs
Conheça a história por trás do legado de Steve Jobs (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tim Cook

Tim Cook é um engenheiro industrial estadunidense, nascido em 1º de novembro de 1960. Ele é o atual CEO da Apple, e é reconhecido por ter elevado o valor de mercado da empresa ao patamar histórico.

Sob seu comando, a Apple diversificou seu portfólio de produtos com relógios inteligentes e fones de ouvido (AirPods), por exemplo. Mas suas maiores contribuições estão ligadas ao ecossistema de serviços da empresa da maçã, que ajudaram no impulsionamento da empresa.

Tim Cook assumiu como CEO da Apple em agosto de 2011, mas deixará o cargo em setembro de 2026. Após essa data, John Ternus vai suceder Cook depois de mais de 25 anos de carreira na empresa.

ilustração sobre Tim Cook, CEO da Apple
Tim Cook foi responsável por levar a Apple a outros patamares (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk

Elon Reeve Musk é um empresário, físico e economista sul-africano (também com cidadanias americana e canadense), nascido em 28 de junho de 1971. O executivo é atualmente o homem mais rico do mundo.

Todas as empresas de Elon Musk são ligadas à tecnologia: SpaceX (exploração espacial), Tesla Motors (carros elétricos e energia limpa), Neuralink (interfaces cérebro-máquina), Starlink (internet via satélite) X (antigo Twitter), xAI (inteligência artificial) e The Boring Company (infraestrutura urbana moderna).

O poder aquisitivo do empresário e sua influência no mercado tech o colocam como um dos grandes nomes do setor na atualidade.

Elon Musk
Elon Musk lidera diversos negócios tech (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jeff Bezos

Jeff Bezos é um empreendedor, engenheiro elétrico e cientista da computação estadunidense, nascido em 12 de janeiro de 1964. Ele figura como uma das pessoas mais ricas do mundo, e é reconhecido por ser o criador da Amazon, a gigante global de e-commerce e computação em nuvem.

Ele também lidera as empresas Blue Origin e Project Prometheus, contribuindo para os mercados de exploração espacial e inteligência artificial, respectivamente.

ilustração sobre Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin
Conheça a trajetória de Jeff Bezos como empreendedor que revolucionou o varejo online (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman

Samuel Altman é um empreendedor e investidor estadunidense, que nasceu em 22 de abril de 1985. O executivo entrou para os holofotes por ser um dos cofundadores da OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT.

O ChatGPT popularizou a inteligência artificial generativa, tema que tem dominado praticamente todos os setores de tecnologia. E se a IA está como está hoje, isso se deve muito ao ChatGPT — e consequentemente, a Sam Altman.

Fora isso, o empreendedor também investe em negócios de fusão nuclear, biotecnologia, biometria digital, fintechs, aeronaves supersônicas e interfaces cérebro-computador. Todos eles dentro do universo tech.

ilustração sobre são Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Existem mais mulheres influentes no universo da tecnologia?

Sim. Além de Ada Lovelace, a estadunidense Grace Hopper também foi uma das pioneiras em linguagem de programação, tendo desenvolvido a linguagem Flow-Matic.

Também temos as computadoras Kathleen McNulty Mauchly Antonelli, Jean Jennings Bartik, Frances (Betty) Snyder Holberton, Marlyn Wescoff Meltzer, Frances Bilas Spence e Ruth Lichterman Teitelbaum, conhecidas como “as seis do ENIAC”, que se tornaram desenvolvedoras e programadoras do primeiro computador do mundo.

Historicamente, a desigualdade de gênero limitou que mais mulheres tivessem acesso a estudo e cargos de liderança. E isso ajuda a explicar porque as grandes personalidades da tecnologia são majoritariamente homens.

Existem brasileiros com destaque no mundo tech?

Sim, apesar de não estarem no mesmo patamar dos nomes mencionados na lista. Eduardo Luiz Saverin é um dos brasileiros com relevância no mercado de tecnologia, com status de cofundador do Facebook ao lado de Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Chris Highes e Andrew McCollum.

Mike Krieger é outro brasileiro que teve papel importante para o mundo tech, sendo um dos cofundadores do Instagram.

Quais são as formações comuns das personalidades de tecnologia?

A maioria das personalidades da tecnologia se formaram como cientistas da computação. Também há nomes que se graduaram em engenharia, física ou economia, enquanto algumas personalidades não chegaram a concluir a universidade.

Por que alguns líderes de tecnologia abandonaram a faculdade?

Diversos líderes do mercado tech abandonaram a faculdade para dedicarem mais tempo aos negócios. Contudo, essas figuras já eram entusiastas de programação, desenvolvimento ou áreas correlatas, e seguiram aprimorando seus conhecimentos paralelamente enquanto trabalhavam.

Da nossa lista, quatro nomes não concluíram a universidade, e ainda assim se tornaram renomeados no mercado de tecnologia:

  • Mark Zuckerberg;
  • Bill Gates;
  • Steve Jobs;
  • Sam Altman.

Quais são as empresas mais relevantes do mercado de tecnologia?

As maiores empresas de tecnologia fazem parte de um grupo seleto, chamado “big techs“. Tratam-se de gigantes que lideram o mercado global em suas respectivas áreas.

Empresas como Apple, Alphabet (dona do Google), Amazon, Meta Platforms e Microsoft são bastante conhecidas, mas também há nomes como Alibaba, Nvidia, Samsung Electronics, Tencent e Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) que fazem parte desse grupo.

Personalidades da tecnologia: conheça líderes que revolucionaram o mundo tech

Tim Berners-Lee, criador do protocolo HTTP (Imagem: "Sir Tim Berners-Lee" por Knight Foundation sob CC BY-SA 2.0)

(Imagem: Reprodução/The Alan Turing Institute)

(Imagem: Science Museum Group via Wikimedia Commons)

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a ideia de Bill Gates revolucionou o mercado de sistemas operacionais para computadores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça a história por trás do legado de Steve Jobs (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como foi a trajetória de Tim Cook até chegar o cargo de CEO da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça a trajetória de Jeff Bezos como empreendedor que revolucionou o varejo online (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

29 de Abril de 2026, 12:49
Bryan Catanzaro é vice-presidente de deep learning aplicado da Nvidia (imagem: reprodução)
Resumo
  • O custo de manter sistemas de IA está mais caro do que pagar salários de funcionários, segundo um executivo da Nvidia.
  • Estudos anteriores já indicavam que a IA só é financeiramente viável em 23% dos cargos; no restante, manter um profissional humano ainda é mais barato.
  • Consultorias já projetam que os gastos de capital com infraestrutura de IA alcançarão US$ 740 bilhões em 2026, salto 69% maior que em 2025.

O mercado de tecnologia vive um dilema em 2026. De um lado, grandes empresas justificam demissões em massa pela busca de eficiência. De outro, gastam bilhões em inteligência artificial. Na ponta do lápis, no entanto, a conta não fecha: manter sistemas de IA rodando está mais caro do que pagar salários.

Dessa vez, o alerta vem da Nvidia, justamente a fornecedora que mais lucra com esse setor. Em entrevista ao site Axios, o vice-presidente de deep learning aplicado, Bryan Catanzaro, foi direto: para a sua equipe, “o custo da computação é muito maior do que o custo dos funcionários”.

A realidade começa a tensionar o discurso recente de substituição de humanos por agentes automatizados como solução de custo, já que o movimento não tem se traduzido em alívio imediato no caixa. Só na última semana, a Meta confirmou o corte de milhares de profissionais, enquanto a Microsoft abriu seu maior programa de demissão voluntária.

Segundo a plataforma Layoffs.fyi, o setor já acumula mais de 92 mil demissões no início de 2026, um ritmo que se aproxima perigosamente dos 120 mil desligamentos de todo o ano passado.

IA não compensa financeiramente?

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nvidia é uma das empresas que mais lucra com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No curto prazo, não. Para a maioria das funções operacionais, a automação não se traduz em economia real. Um estudo do MIT de 2024 já antecipava isso: ao avaliar o custo-benefício, pesquisadores concluíram que a IA só era financeiramente viável em 23% dos cargos. Para os 77% restantes, manter um profissional de carne e osso executando a mesma tarefa continuava mais barato.

Apesar dessa falta de viabilidade, as corporações continuam com o pé no acelerador. A empresa de serviços financeiros Morgan Stanley projeta que os gastos de capital com infraestrutura de IA baterão US$ 740 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões, em conversão direta) neste ano — um salto de 69% ante 2025.

Esse volume força empresas a refazerem as contas às pressas. O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, admitiu ao The Information ter estourado o orçamento da área apenas adotando o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic.

O que precisa mudar?

Para o longo prazo, é esperado um cenário ainda mais caro e sem melhorias de eficiência. A consultoria McKinsey projeta gastos globais com IA alcançando US$ 5,2 trilhões até 2030, impulsionados pela manutenção de data centers e equipamentos de TI. Em um ritmo de adoção agressivo, essa fatura pode chegar a US$ 7,9 trilhões.

A boa notícia é que o peso computacional deve cair. Segundo a consultoria Gartner, o custo de inferência — quando o modelo analisa os dados para gerar respostas — despencará mais de 90% nos próximos quatro anos para LLMs de 1 trilhão de parâmetros, graças a otimizações em software e hardware.

Até que os preços caiam e os sistemas operem de forma previsível, a tendência é que a IA deixe de ser vendida como solução mágica para cortar despesas trabalhistas, assumindo o seu papel real: uma ferramenta de apoio poderosa, mas que ainda custa caro.

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta quer captar energia solar com satélites para data centers de IA

27 de Abril de 2026, 18:15
Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta procura alternativas para abastecer data centers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta fechou um acordo com a Overview Energy para obter 1 GW de potência para abastecer seus data centers de inteligência artificial com energia solar capturada por satélites.
  • A Overview Energy planeja lançar satélites a 35.000 km de altitude para captar energia solar e redirecioná-la para usinas solares na Terra, permitindo fornecimento de energia 24 horas por dia.
  • O projeto enfrenta desafios regulatórios, de segurança e técnicos, e críticos como Elon Musk sugerem alternativas, como a colocação de data centers no espaço para captação direta de energia solar.

A Meta anunciou um acordo com a startup Overview Energy para obter 1 GW de potência, que tentará ajudar a levar eletricidade a seus data centers dedicados a tarefas de inteligência artificial. A companhia pretende usar satélites para captar energia solar e, então, redirecioná-la a painéis instalados na superfície terrestre.

O consumo de energia por data centers é um dos principais gargalos no caminho da expansão da inteligência artificial generativa. Só em 2024, a Meta gastou eletricidade suficiente para abastecer 1,7 milhão de casas nos Estados Unidos.

Como funciona a tecnologia da Overview Energy?

A Overview Energy pretende colocar satélites na linha do equador, a uma altitude de 35.000 km. Nessa faixa, segundo a Meta, a luz solar é constante. Esses equipamentos, então, captariam a energia e disparariam um feixe quase-infravermelho de baixa intensidade em direção a usinas solares na Terra.

“Isso significa que usinas fotovoltaicas que ficam ociosas à noite poderiam continuar fornecendo eletricidade 24 horas por dia, maximizando sua produção e criando mais energia para o grid”, explica a gigante das redes sociais em seu texto. Atualmente, para usar energia solar, um data center precisa de baterias ou de outra fonte de abastecimento à noite.

We’re announcing two new partnerships to bring innovative energy generation and storage to our data centers:

1/ 🛰 Space Solar: Partnering with Overview Energy to beam up to 1 GW of space solar power from orbit to Earth for around the clock power production. pic.twitter.com/l5lPCz75C7

— Engineering at Meta (@Meta_Engineers) April 27, 2026

A Overview Energy foi fundada há quatro anos em Ashburn, no estado americano da Virgínia. Até o momento, ela não tem nenhum satélite em órbita — o plano é lançar o primeiro em janeiro de 2028. O conceito foi demonstrado usando somente um avião.

Por isso, os planos são vistos com alguma desconfiança. O TechCrunch lembra que provavelmente haverá questões regulatórias e de segurança envolvendo essa transmissão de energia. Já a PC Mag recorda o jogo SimCity 2000, que tinha uma usina desse tipo.

Outro crítico da ideia é o bilionário Elon Musk, CEO da SpaceX. Ele defende outra solução pouco ortodoxa: colocar data centers diretamente no espaço, onde eles seriam abastecidos pela luz solar e de onde transmitiriam as informações para a Terra. Também não existe nenhuma comprovação da viabilidade desse projeto até o momento.

Meta quer captar energia solar com satélites para data centers de IA

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

27 de Abril de 2026, 17:08
GitHub Copilot
GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)
Resumo
  • GitHub Copilot passará a utilizar um sistema de créditos de IA (com base em uso) a partir de 1º de junho de 2026;
  • mudança visa sustentar os custos crescentes de processamento de recursos de IA na plataforma;
  • planos atuais serão mantidos, mas com os valores das mensalidades sendo convertidos em créditos.

A partir de 1º de junho, usuários do GitHub que quiserem aproveitar todo o potencial do Copilot precisarão pagar a mais por isso. Isso porque o sistema de IA da plataforma está sendo migrado para um modelo de assinatura baseado em créditos. Trata-se de uma estratégia para mitigar prejuízos.

Um movimento do tipo era esperado desde a semana passada, quando o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student. A decisão foi tomada devido, principalmente, aos custos que agentes de IA estavam gerando para a plataforma.

A cobrança sobre o uso, por meio de créditos, é a solução, como o próprio GitHub explica:

O Copilot não é o mesmo produto de um ano atrás. Ele evoluiu de um assistente integrado ao editor para uma plataforma de agentes capaz de executar longas sessões de codificação em várias etapas, usando os modelos mais recentes e iterando em repositórios inteiros.

(…) O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável.

A cobrança baseada no uso resolve esse problema. Ela alinha melhor os preços com o uso real, nos ajuda a manter a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que utilizam muitos recursos.

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário
GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

O que muda nos planos do GitHub Copilot?

A partir de 1º de junho de 2026, o GitHub adotará o modelo de Créditos de IA (AI Credits) que, por sua vez, serão consumidos com base no uso de tokens. Nessa abordagem, os planos básicos do GitHub Copilot continuarão sendo oferecidos com os preços atuais, com a mensalidade sendo convertida em créditos no mesmo valor. Ficará assim:

PlanoMensalidadeCrédito mensal
GitHub Copilot ProUS$ 10US$ 10
GitHub Copilot Pro+US$ 39US$ 39
GitHub Copilot BusinessUS$ 19/usuárioUS$ 19/usuário
GitHub Copilot EnterpriseUS$ 39/usuárioUS$ 39/usuário

Quando os AI Credits esgotarem, o usuário terá a opção de comprar mais créditos para continuar usando os recursos de inteligência artificial.

Assinantes Pro ou Pro+ continuarão com o plano atual até o vencimento de suas assinaturas. Quando isso ocorrer, suas contas serão convertidas para o Copilot Free, com uma nova opção paga devendo ser contratada manualmente, se houver interesse. Também é possível solicitar uma conversão antes do vencimento do plano.

Para clientes corporativos, haverá créditos promocionais (sem custo adicional) de US$ 30 por usuário no Copilot Business e de US$ 70 no Copilot Enterprise durante junho, julho e agosto de 2026. Além disso, os créditos não usados de cada usuário poderão ser compartilhados com toda a organização.

Não vai ser estranho se outras plataformas adotarem estratégias semelhantes. IA custa caro e absorver custos ad eternum é inviável até para grandes organizações (o GitHub pertence à Microsoft, vale relembrar).

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

27 de Abril de 2026, 13:51
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão nos termos de sua parceria, permitindo que a Microsoft continue a ter acesso aos modelos de IA da OpenAI, mas não de forma exclusiva.
  • A divisão de receitas será aplicada apenas ao faturamento da OpenAI, com a empresa pagando 20% de seu faturamento à Microsoft até 2030, com um limite total.
  • A OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem, não apenas na Azure da Microsoft, mas a Azure será a primeira a receber os produtos.

Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta segunda-feira (27/04), uma revisão nos termos de sua parceria. Com o novo acordo, a Microsoft continua tendo as licenças dos modelos de inteligência artificial da OpenAI, mas não mais de forma exclusiva.

Além disso, houve mudanças na divisão de receitas, e a OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem — a Azure, da Microsoft, será apenas a primeira a receber.

O que mudou no acordo entre Microsoft e OpenAI?

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019 (foto: divulgação/Microsoft)

A divisão de receitas vai se aplicar apenas ao dinheiro da OpenAI — a Microsoft não fará mais pagamentos à startup. A desenvolvedora do ChatGPT fará pagamentos até 2030, sujeitos a um limite total, independentemente do progresso tecnológico dos modelos.

Essa última parte é importante: o acordo anterior incluía mudanças após a OpenAI atingir a chamada inteligência artificial geral, ou AGI, na sigla em inglês. Esse é um conceito controverso e difícil de definir — por isso, ele se tornou objeto de disputa entre as duas empresas. Agora, o termo some dos contratos.

O anúncio não entra em detalhes, mas, segundo a CNBC, a OpenAI paga à Microsoft 20% de seu faturamento, porcentagem que não sofrerá alteração nos novos termos.

O acordo mantém que a Microsoft é o principal provedor de cloud e que os produtos da OpenAI devem fazer sua estreia na Azure. Por outro lado, a startup pode oferecê-los em qualquer provedor, como AWS e Google Cloud.

A Microsoft ainda terá licenças das propriedades intelectuais da OpenAI até 2032, mas elas não serão exclusivas, segundo as empresas. Isso significa que a desenvolvedora do ChatGPT pode fazer acordos envolvendo seus modelos de inteligência artificial com outras empresas.

Relembre a parceria

A Microsoft foi uma das primeiras investidoras da OpenAI: ela apostou na empresa em 2019, anos antes do ChatGPT surgir. Ao todo, foram US$ 13 bilhões de investimentos. Graças a isso, a companhia esteve bem posicionada e foi capaz de acelerar o lançamento de produtos com IA generativa no Bing, no Edge e no Windows, por exemplo.

Em outubro de 2025, a OpenAI fez uma reestruturação em seu braço com fins lucrativos, criando uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. A Microsoft tem uma fatia de cerca de 27% da empresa — na época, a fatia estava avaliada em cerca de US$ 135 bilhões.

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem é John Ternus? Conheça o sucessor de Tim Cook como CEO da Apple

27 de Abril de 2026, 12:10
John Ternus, futuro CEO da Apple
Com quase 25 anos de carreira na Apple, John Ternus será o futuro CEO da companhia (Imagem: Reprodução/Apple)

John Ternus é um engenheiro mecânico estadunidense que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple. Ele foi escolhido para suceder Tim Cook no final de 2026.

Ternus ingressou na Apple em 2001, no time de design de produtos. O engenheiro conquistou cargos de liderança rapidamente até se tornar vice-presidente de Engenharia de Hardware em 2013. Já em 2021, Ternus foi nomeado como vice-presidente sênior da área.

Segundo o cronograma oficial, John Ternus vai se tornar CEO da Apple em 1º de setembro de 2026. A partir desta data, ele também vai integrar o conselho de administração da companhia.

A seguir, conheça melhor quem é John Ternus, e confira sua trajetória interna dentro da Apple.

Quem é John Ternus?

John Ternus é um engenheiro mecânico estadunidense, nascido em 1975 ou 1976. Ternus é o atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple, e vai assumir o cargo de CEO da empresa da maçã a partir de setembro de 2026.

Qual é a formação de John Ternus?

John Ternus tem bacharelado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos). Ele iniciou o curso em 1993 e formou-se quatro anos depois, em 1997.

Qual é a carreira profissional de John Ternus?

John Ternus acumula 29 anos de atuação na área de engenharia mecânica até o momento dessa publicação. E de acordo com seu perfil no LinkedIn, Ternus trabalhou em apenas duas empresas ao longo de sua carreira.

Em 1997, o engenheiro se formou e começou a trabalhar na Virtual Research Inc., uma empresa estadunidense especializada no fornecimento de telas para o mercado de simulação e realidade virtual (RV). Ternus trabalhou por cerca de quatro anos nessa empresa, de julho de 1997 até junho de 2001.

John Ternus entrou na Apple um mês após ter deixado a Virtual Research Inc., em julho de 2001. O estadunidense segue como profissional da big tech até os dias atuais, tendo acumulado quase 25 anos de experiência na empresa da maçã.

Qual é a trajetória de John Ternus na Apple?

John Ternus alia uma carreira de longa data com ascensão notável na Apple Inc. O engenheiro ingressou na equipe de design de produtos em 2001, trabalhando inicialmente em telas para Macs. Apenas três anos depois, Ternus se tornou gerente. E um ano após isso, ele já estava na liderança da equipe de engenharia dos iMacs.

O desenvolvimento acelerado de Ternus não parou por aí: em 2013, ele se tornou vice-presidente de Engenharia de Hardware e assumiu a supervisão de equipes de Mac e iPads. A partir daí, o engenheiro mecânico começou a participar do desenvolvimento de mais produtos da maçã e ganhar cada vez mais visibilidade internamente.

John Ternus, futuro CEO da Apple
John Ternus acumula quase 25 anos de estrada na Apple (Imagem: Divulgação/Apple)

Se Tim Cook ficou conhecido pelo desenvolvimento dos serviços da Apple, Ternus ganhou fama em contribuições técnicas e de hardware para produtos. Não à toa, o engenheiro mecânico liderou áreas de confiabilidade e durabilidade, e teve participação importante em praticamente todos os dispositivos da companhia — incluindo iPads, AirPods, iPhone, Mac e Apple Watch.

Toda essa expertise e contribuição ativa levaram Ternus a assumir o posto de vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware em 2021. Inclusive, seus trabalhos mais recentes deram luz a produtos como Macbook Neo, iPhone 17 Pro e Pro Max, além do moderno iPhone Air.

Em abril de 2026, Johh Ternus foi confirmado para suceder Tim Cook como CEO da Apple a partir de setembro. E se tudo correr conforme o planejado, a trajetória de Ternus na Apple ainda terá muitos capítulos a serem escritos.

Quando John Ternus vai assumir o comando da Apple?

John Ternus vai assumir o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro de 2026, segundo o cronograma oficial da empresa. A decisão já foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, e faz parte do processo de planejamento de sucessão no longo prazo.

Nessa mesma data, Ternus também passará a integrar o conselho de administração da companhia. O conselho tem a missão de supervisionar o diretor executivo e outros membros da alta cúpula, além de garantir que os interesses de acionistas sejam atendidos.

Qual é a relação entre John Ternus e Tim Cook?

A relação entre Tim Cook e John Ternus é duradoura: considerando que Cook assumiu como CEO em 2011, já faz 15 anos que Ternus responde ao atual comandante da Apple. E nesse período, os executivos parecem ter conquistado apreço e confiança um pelo outro.

Sob a gestão Cook, Ternus passou a participar de mais projetos, ganhou mais visibilidade interna e foi promovido duas vezes. Além disso, o engenheiro mecânico declarou que Cook foi seu “mentor” ao longo de sua trajetória, no comunicado oficial sobre a sucessão.

John Ternus e Tim Cook
Cook e Ternus trabalham juntos há cerca de 15 anos na Apple (Imagem: Divulgação/Apple)

Talvez só os dois — e pessoas próximas a eles — saibam falar do nível de proximidade deles fora do escritório. Mas ao menos no âmbito profissional, a relação entre Tim Cook e John Ternus parece ser baseada em confiança no trabalho e trocas de conhecimento.

Quem é John Ternus? Conheça o sucessor de Tim Cook como CEO da Apple

(Imagem: Reprodução/Apple)

(Imagem: Divulgação/Apple)

Funcionários da Samsung ameaçam greve e exigem parte dos lucros da IA

27 de Abril de 2026, 11:44
Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Funcionários exigem que a Samsung repasse os lucros com IA (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Funcionários da Samsung na Coreia do Sul ameaçam uma greve caso a fabricante não repasse 15% dos lucros com IA.
  • O sindicato ameaça uma greve de 18 dias a partir de 21 de maio se as negociações não avançarem.
  • A empresa registrou um lucro operacional de US$ 38 bilhões no primeiro trimestre de 2024, impulsionado pela alta demanda por chips de memória.

Milhares de funcionários da Samsung se reuniram na Coreia do Sul com um ultimato à fabricante dos celulares Galaxy. O sindicato exige a distribuição de 15% dos lucros, impulsionados pela alta demanda por chips de memória usados em data centers de IA — segmento no qual a companhia lidera globalmente.

Essa posição privilegiada expandiu o caixa da empresa. Dados compilados por veículos como a PCMag estimam que a Samsung registrou um lucro operacional astronômico de US$ 38 bilhões (cerca de R$ 189,6 bilhões) apenas no primeiro trimestre de 2026.

Caso ceda à pressão, a companhia precisaria desembolsar entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões anuais em bônus. Até o momento, a diretoria vem recusando a proposta, mantendo o impasse com os fucionários. Os trabalhadores afirmam que, caso as negociações não avançem, uma greve de 18 dias terá início em 21 de maio.

Paralisação aumentaria ainda mais os preços de chips

A faísca que gerou a insatisfação interna veio da concorrência. Conforme relatado pelo TechCrunch, a rival SK Hynix deve pagar bônus médios de cerca de US$ 400 mil para cada um de seus 35 mil empregados (cerca de R$ 2 milhões). O protesto contra a Samsung reuniu entre 30 mil e 39 mil pessoas, segundo estimativas.

Qualquer interrupção nas linhas de montagem da Samsung geraria um efeito dominó global, aumentando ainda mais os preços. O mercado de chips já opera no limite e, atualmente, os data centers focados em IA devem consumir cerca de 70% de todos os chips de memória fabricados neste ano, deixando uma margem apertada para os demais setores da indústria.

Os preços da memória RAM já sofrem com altas constantes. Se a greve de 18 dias sair do papel, a falta de componentes tende a piorar, afetando a fabricação de eletrônicos de consumo, como PCs, notebooks e smartphones. A divisão de celulares da própria Samsung corre o risco de registrar seu primeiro prejuízo em anos, justamente por causa dos altos custos de memória.

Diversos pentes de memória RAM
Oferta restrita pode causar nova escalada nos preços (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Samsung quer intervenção judicial na greve

De acordo com a agência Reuters, a Samsung buscou intervenção judicial para impedir o que classifica como “ações ilegais” durante a possível greve. A intenção é bloquear legalmente qualquer tentativa do sindicato de obstruir as fábricas e interromper as esteiras de produção.

A diretoria também conta com o apoio de investidores: durante o protesto dos trabalhadores, um grupo de acionistas organizou uma manifestação contrária. Eles acusam o sindicato de prejudicar as operações da companhia em um momento estratégico e altamente competitivo, argumentando que as exigências financeiras podem comprometer a capacidade de reinvestimento da empresa em pesquisa e desenvolvimento.

Vale lembrar que esse não é um território desconhecido para a fabricante. Em 2024, a Samsung enfrentou a primeira greve de sua história em mais de cinco décadas de operação. A paralisação durou 25 dias.

O cenário em 2026, contudo, é muito diferente. O futuro da cadeia global de inteligência artificial depende do fornecimento de chips de memória, motivo pelo qual os trabalhadores teriam, agora, um poder de barganha maior.

Funcionários da Samsung ameaçam greve e exigem parte dos lucros da IA

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

27 de Abril de 2026, 10:57
Arte com o logotipo da Intel ao centro, em fonte de cor branca, e o fundo em cor azul.
Intel aproveita escassez para limpar estoques de chips inferiores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Intel está vendendo processadores de baixa qualidade que seriam normalmente descartados.
  • Empresa criou linhas de produtos com especificações limitadas para clientes corporativos.
  • Demanda por semicondutores, impulsionada pela expansão dos data centers de IA, fez com que big techs aceitassem chips com desempenho inferior.

A Intel parece ter encontrado uma alternativa altamente lucrativa para tentar contornar a crise global de chips gerada pela explosão da inteligência artificial. A gigante dos semicondutores passou a vender processadores que, em condições normais de mercado, seriam descartados como lixo eletrônico.

Essa estratégia impulsionou a receita da empresa e a ajudou a superar, com folga, as previsões de Wall Street no primeiro trimestre de 2026. Como aponta o portal Tom’s Hardware, segundo o relatório financeiro recém-divulgado, a receita total da companhia bateu a marca de US$ 13,6 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 12,3 bilhões. Além disso, as ações da Intel registraram um salto de 28%, estabelecendo um novo recorde na bolsa.

A resposta para esse desempenho fora da curva não é uma nova arquitetura ou corte de gastos. O analista financeiro Ben Bajarin detalhou no X/Twitter que a margem subiu porque os clientes corporativos estão comprando CPUs “que poderiam ter sido descartadas”, gerando uma injeção de receita inesperada nos cofres da fabricante.

Reaproveitando “sucata”?

Na indústria de semicondutores, nem todo chip sai perfeito da linha de produção. Se um processador da Intel não atinge as especificações de desempenho para ser considerado um produto premium, a prática comum é a empresa reetiquetar a unidade e vendê-la como um componente de entrada, por um preço mais acessível (um processador Core i3 ou Celeron, por exemplo).

Contudo, existem unidades que não alcançam sequer esse padrão mínimo. Historicamente, esses chips eram classificados como sucata e iam direto para o descarte.

Mas o cenário mudou em 2026. Pressionada pela escassez de componentes, a Intel resgatou essas peças de baixíssima expectativa, criou linhas de produtos com especificações ainda mais limitadas e conseguiu vendê-las.

Processador Core Ultra 200S
Estratégia de vender componentes que iriam para o lixo gerou bilhões (imagem: divulgação/Intel)

IA tem impactado o mercado de hardware

O atual momento do setor de tecnologia prova que as CPUs também voltaram a ser o centro das atenções. O grande motor dessa demanda é a infraestrutura pesada necessária para rodar cargas de trabalho de IA. A expansão acelerada dos data centers consome capacidade computacional em um ritmo feroz, sugando os estoques globais e inflando os preços.

No olho desse furacão estão os processadores Intel Xeon, projetados para servidores. A procura por essas CPUs segue em níveis críticos, estimulada por fabricantes como Dell, HP e Lenovo. Paralelamente, big techs como Microsoft, Google e Amazon continuam adquirindo esses chips em volumes elevados para ampliar suas próprias redes e infraestruturas de nuvem.

Para essas gigantes da tecnologia, o custo de manter a expansão de um data center paralisada por falta de peças é infinitamente maior do que o investimento em processadores de “qualidade inferior”. Aceitar chips com desempenho abaixo do ideal pode ter virado uma decisão estratégica de negócios.

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Processador Core Ultra 200S (imagem: divulgação/Intel)

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

24 de Abril de 2026, 17:45
Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
  • Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
  • Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.

Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.

Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.

Além de cortes, Meta congelará vagas

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.

Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.

Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.

Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.

O foco da divisão, atualmente, é apoiar o desenvolvimento de tecnologias de IA para vestíveis, como os óculos da empresa em parcerias com a Ray-Ban e Oakley.

Microsoft oferece demissão voluntária

Logotipo da Microsoft
Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.

Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.

O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.

Bilhões direcionados à IA

As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.

A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.

O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

24 de Abril de 2026, 11:41
Tecnoblog entrevistou Rodrigo Vidigal, country manager da Motorola Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Motorola, comandada pelo presidente Rodrigo Vidigal, mira os clientes de Apple e Samsung dispostos a gastar cerca de R$ 8 mil a R$ 10 mil, com produtos como o Motorola Signature.
  • O Signature oferece uma combinação de hardware de ponta, preço competitivo e atributos como cores especiais, visando diferenciar-se no mercado.
  • A empresa busca aumentar sua presença no segmento de luxo com parcerias com marcas como Bose, Swarovski e Pantone.

A Motorola quer mais. Depois de vender muito Moto G, do segmento básico, e Motorola Edge, da categoria premium, agora a companhia tenta conquistar o chamado ultra premium – estão de olho no cliente disposto a gastar algo na faixa dos oito, quase dez mil reais. Querem brigar com a Apple e a Samsung, conforme admite o presidente da companhia, Rodrigo Vidigal, em entrevista exclusiva ao Tecnoblog.

Ele considera que o recém-lançado Motorola Signature tem uma combinação única de hardware e preço, além de contar com atributos que a diferenciam, como as cores especiais. “Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”, dispara o executivo. E de fato, o produto fez bonito: levou nota 8,9 no nosso review completo.

Nesta conversa, também tratamos da escassez de chips de memória (spoiler: com possível aumento nos preços dos smartphones ainda neste semestre), a sempre polêmica política de atualizações de Android e a presença na Copa do Mundo. Confira a seguir. Os trechos foram editados para dar mais clareza e fluidez.

Concorrência e relação com o consumidor

Thássius Veloso – De que forma vocês vão competir com Apple e Samsung, as duas primeiras colocadas no segmento ultra premium?

Rodrigo Vidigal (Motorola) – Com a combinação de hardware, software e experiência de pós-venda com concierge. Esse consumidor realmente busca muita qualidade de câmera e a gente traz o produto com a melhor nota do Brasil no DxOMark. Temos o melhor preço, com processador de última geração, a melhor tela, todo o sistema de entretenimento da Bose. A gente traz um ecossistema muito forte e um produto que realmente entrega o que há de mais avançado.

Qual será o papel do concierge?

A gente vai ter um atendimento ultra premium em todos os sentidos. Se ele tiver alguma necessidade de hardware ou software, vai poder resolver isso rapidamente, com respostas de até duas horas, de uma maneira que não existe hoje no mercado.

Nós estamos numa sala com as marcas do Gorilla Glass, Polar, Bose, Alcantara, Swarovski e Pantone estampadas nas paredes. Empresas rivais da Motorola não costumam se associar a tantos parceiros. Vocês não teriam condições de fazer todos esses projetos sozinhos?

Nenhum fabricante consegue fazer tudo sozinho, seja carro, computador ou qualquer outra categoria. A nossa proposta é trazer esses componentes premium sob a visão da Motorola para entregar a melhor experiência. Eu poderia comprar um componente genérico, mas eu prefiro trazer peças de ponta, como na parceria com a Sony para as câmeras. Estamos na Formula 1, que não deixa ninguém entrar se não for de ponta. Isso também nos ajuda a crescer no segmento B2B. Empresas da América Latina que não compravam nossos produtos passaram a adquirir Moto G e Edge.

O cliente chega ao ponto de venda falando “eu queria ver o Swarovski”?

O consumidor brasileiro hoje faz muita comparação. Ele olha, começa a conhecer um produto, compara, vê que esse aqui tem um acabamento melhor, tem Swarovski, uma câmera de ponta. Ninguém sabe o que é Alcantara, mas quando ele vê essa marca, vai atrás, chega na loja e pergunta pro vendedor. Temos todo um trabalho de comunicação. Colocar esses elementos é um baita diferencial, que tem nos feito crescer.

A gente traz tudo integrado, desde a parte técnica até o estilo. Como dizia o poeta: me desculpem as feias, mas beleza é fundamental. Isso passa também pelo fone de ouvido, outro objeto de desejo. A gente começa a criar uma conversa que antes não existia.

Você diria que está roubando usuários de iPhone com isso? 

Ainda é mais Android. 

Mais Samsung, então?

No Brasil sim. São muitos mercados, então depende da participação.

Tem empresa que caminha para a premiunização e abre mão da cartela de clientes que conquistou com produtos básicos e intermediários. Existe algum risco disso acontecer com a Motorola? 

Não acho que a gente tenha demonstrado isso. É um crescimento sólido: lançamos o Edge sem abrir mão do Moto G. Com o Signature, agora eu entro num outro segmento do qual não estava participando.

Então tudo isso me ajuda a ter escala, melhores custos e a trazer saúde financeira, para eu poder também investir mais no mercado. A ideia é obviamente crescer e ter uma complementaridade, não uma canibalização do portfólio. A própria chegada dos acessórios, como fone de ouvido, relógio e smart tag, amplia esse ecossistema.

Crise da memória e celulares mais caros

De que forma a escassez dos chips está impactando vocês?

A causa é conhecida: inteligência artificial e ampliação de data centers, associados a uma capacidade de produção limitada e concentrada em poucos fabricantes globais de memória.

Nós entedemos que essa limitação não causará impacto no grupo da Lenovo e Motorola, pois somos um dos maiores compradores do mundo e temos uma relação de longo prazo com esses fornecedores, inclusive para atender a PCs e servidores.

Não tem como escapar da alta de preços. O nosso desafio é mitigar esse impacto e tentar repassar o mínimo possível para o usuário final.

O vice-presidente sênior da Samsung me disse que os preços de smartphones poderiam subir 20%. Vocês também estão fazendo essa conta? 

Essa é uma conta complicada de fazer. A gente buscou se antecipar a esse movimento para atrasar ao máximo o repasse. Ele seria imediato se eu estivesse comprando apenas memória nova, mas estou tentando diluir esse aumento de custo com base numa estratégia de supply chain global, dada a força do nosso grupo.

Em que momento essa decisão foi tomada? 

No ano passado, à medida que a gente começou a ver que a crise ia de fato acontecer. Estamos no mercado global e também fabricamos servidores, por exemplo. Conseguimos identificar esses movimentos e nos preparar, enquanto outras marcas demoraram mais para reagir.

Os celulares vão ficar mais caros no primeiro semestre?

Talvez ocorra um pouco de aumento, mas não da ordem de 50%, como temos visto no preço de memória. A crise impacta principalmente os produtos de entrada porque os grandes fabricantes de memória estão com capacidade limitada. Eles focam nos modelos mais caros pois os baratos representam uma margem de lucro menor.

O perfil do consumidor Motorola

Quais as principais maneiras para o consumidor adquirir um telefone Motorola?

A gente tem desde o financiamento tradicional; parcelamento no cartão de crédito sem juros em 12, 18, até 24 vezes; as ofertas de pós-pago com operadoras; o trade-in; e o nosso próprio financiamento, uma solução que a gente oferece pro varejo com juro mais baixo que o do banco.

Qual a relevâcia do trade-in? 

Não é a principal forma de adquirir nossos produtos porque muitos consumidores passam o telefone antigo para alguém da família. Acaba sendo mais uma opção, mas não é nem de longe a mais utilizada. As vendas com acessórios ou com plano pós-pago são muito fortes, assim como o financiamento.

Quais são os pacotes mais populares?

O mais popular é fone de ouvido Moto Buds, pela qualidade da Bose e pelo fato de não ter outros produtos dessa marca no país. O som é impecável e existe a facilidade de conexão: você abre e já conecta. Isso tem ajudado a vender muito não só para clientes da nossa base, mas para usuários de smartphones da concorrência.

Esse interesse te surpreendeu?

Me surpreendeu. A gente sabia que seria muito forte para nossa base, até que começamos a ver clientes de outras marcas procurando o produto. Tem sido uma surpresa muito positiva. 

Qual é a importância de associar Lenovo e Motorola a eventos como Formula 1 e Copa do Mundo?

Demonstra o apetite em crescer no mercado mundial. Todas as empresas na Formula 1 são de extrema qualidade. O público vê isso e associa a performance, design, inovação. No caso da Copa, estamos falando do maior evento do mundo, capaz de agregar a maior quantidade de pessoas. Se eu tenho um terço do mercado, ainda tenho dois terços para conquistar. Nós vamos falar com um cliente que não estava vendo o nosso produto.

Cadê os brand lovers?

A consultoria Omdia soltou o balanço de maiores vendedores de celular do Brasil: Samsung (40%), Motorola (24%), Xiaomi (16%), Apple (7%) e Realme (6%). Eu postei isso nas minhas redes sociais e repercutiu bastante principalmente com consumidores surpresos com a relevância da Motorola, em segundo lugar. Por que dessa surpresa?

No Brasil, a gente tinha 10% do mercado em 2010 e aumentamos para 30% hoje. A nossa participação vem crescendo.

Eu não tô falando de vendas, mas sim de percepção de marca. Cadê os brand lovers da Motorola? 

Antes, eu tinha um brand lover limitado aos segmentos de entrada (com Moto G) e mass premium (com Edge). Se eu não estava presente no ultra premium, nunca seria lembrado. Agora, com o Signature, nós estamos trazendo uma proposta muito competitiva para que olhem para a Motorola também neste segmento. Eu não estava participando dessa festa e agora entro meio de penetra para disputar e incomodar (risos).

Me valendo aqui da liberdade poética, eu diria que Motorola é visto como “celular de tiozão”. Como conquistar as novas gerações?

Ninguém tem a  estratégia de cores como a Motorola. Te falo de coração, quando a gente fechou a parceria com a Pantone, eu olhei e pensei “caramba!”, pois não tinha ideia do alcance. No ano passado, a Pantone utilizou o nosso escritório para fazer um fórum e deu para ver o nível da discussão, de inteligência de mercado, para identificar padrões.

Eles avaliam as preocupações das pessoas e como as cores têm influência na vida delas. E a partir daí, você tem tendências que são utilizadas pela indústria inteira. Eu lancei o verde no ano passado com o Razr 60 Ultra e um ano depois isso começou a chegar aos produtos mais de entrada. Eu consigo impactar o jovem que está ligado nisso. Cerca de 35% da nossa venda hoje é para este público.

Quanto era antes? 

Era 20%. Hoje, mais da metade das nossas vendas vão para o público feminino. Era 45% e agora chega a 55%. No passado, a maioria dos produtos era cinza, preto ou dourado. Agora, dois terços são coloridos. Nenhum fabricante tem isso.

Os consumidores vão na loja querendo conhecer os aparelhos, o que tem de câmera, memória ou bateria. Eles também pedem para ver o acabamento, a cor. Isso não existia na nossa indústria, somente para roupa ou tênis.

Atualizações de Android

Faz sentido lançar um novo smartphone anualmente para cada linha? No caso de Moto G, às vezes são dois por ano.  

Faz porque a gente vive de movimentar o consumidor. Então é necessário para trazer inovação como ferramenta também de estilo.

Nem tudo é tão inovador assim, vai…

Mas aí, de novo, eu acho que a Motorola tem um lugar diferente. A gente tá evoluindo a tecnologia e também o design. Quando a gente fala de evolução de design, o usuário final tem muita evolução. Quais smartphones você vê com Swarovski?

Você colocaria a cor do ano na categoria de inovação? Porque nem todo mundo enxerga dessa forma… 

Se o consumidor enxerga, é o que interessa pra gente. Se o consumidor entende que é importante ter a cor do ano, Cloud Dancer, pois o mundo está muito tenso, com muita guerra, eu começo a ter um canal de comunicação com ele. Nem todo mundo quer falar só de spec.

Por que dá para colocar sete anos de atualizações no Signature, mas são no máximo três nas outras linhas?

Existem algumas limitações de memória ou de processador, e a gente quer garantir sempre a melhor experiência quando você faz o upgrade. Sabemos que o cliente de produtos de entrada fica em média três anos. Se eu trago pra ele uma atualização maior do que esse tempo, não necessariamente gera valor. Temos que entender o que o consumidor realmente valoriza.

Mão segurando celular Motorola Signature mostrando a tela
Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

E por que oferecer isso justamente para o ultra premium, que costuma ficar com o aparelho por um ano e meio, bem menos do que os sete anos?

Tem ainda questões associadas a hardware e performance que viabilizam os sete anos de evolução. Posso fazer essa promessa de até sete anos, pois vai continuar evoluindo. Mas no segmento ultra premium, isso tem um efeito mais de marketing do que de utilização.

Eu noto que os telefones têm ganhado mais elementos de software próprios. Começa com o Hello Moto e começam a surgir coisas novas, como a tela de configurações diferente. Não tá chegando na hora da Motorola dar um nome a esse sistema, assim como o HyperOS (Xiaomi) e a One UI (Samsung)?

A gente tem o Android como nosso sistema operacional base e algumas camadas de customização que nós desenvolvemos para tornar o visual mais fácil. A nossa preocupação é dar ferramentas para facilitar a migração e o início do cadastro do usuário. Então a gente entende que no momento isso não é importante.

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

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Rodrigo Vidigal abre o jogo sobre o momento da fabricante no Brasil, com aumento de participação de mercado e forte presença nas operadoras.

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

24 de Abril de 2026, 10:33
Tim Cook, CEO da Apple, ao lado de MacBook Air 2022
Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)
Resumo
  • O lançamento do Apple Maps em 2012 foi considerado o maior erro de Tim Cook como CEO da Apple.
  • O serviço apresentou falhas iniciais, como imagens distorcidas e rotas imprecisas, e Tim Cook chegou a recomendar serviços concorrentes.
  • O Apple Maps melhorou significativamente com o tempo e agora é considerado um serviço de mapas de alta qualidade, embora ainda seja comparado ao Google Maps.

Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.

O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.

À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.

14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:

Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.

Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.

Tim Cook, CEO da Apple

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)
Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo

Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.

É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.

Embora o serviço funcione no Brasil desde 2012, para muita gente, a estreia verdadeira ocorreu no fim de 2019, quando o Apple Mapas começou a oferecer navegação curva a curva no Brasil.

Outros recursos foram sendo implementados de lá para cá. Vale até destacar que, em 2023, a Apple passou a capturar imagens de 360º de cidades brasileiras para abastecer a função Olhe ao Redor, equivalente ao modo Street View, do Google.

Em tempo: Tim Cook deixará de ser CEO da Apple em setembro de 2026.

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook e MacBook Air (Imagem: Divulgação / Apple)

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

23 de Abril de 2026, 14:22
Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Paramount é controlada pela família Ellison, que comanda a Oracle (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para o grupo da Paramount Skydance por aproximadamente R$ 552 bilhões.
  • A compra precisa de aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países.
  • O grupo poderá fundir os serviços HBO Max e Paramount+.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery votaram pela aprovação da aquisição da empresa pela Paramount Skydance em uma oferta de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 552 bilhões, em conversão direta).

A sinalização para que o negócio siga é mais um capítulo da batalha pelo controle da Warner, que teve início com um acordo com a Netflix em dezembro de 2025, no valor de US$ 83 bilhões.

A compra ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países — executivos imaginam que isso deve acontecer até o fim de setembro.

Com a aquisição, a Paramount Skydance passa a ser dona também de marcas famosas como CNN, HBO, TNT, DC Comics e Discovery. Vale lembrar que a empresa é controlada pela família Ellison, que também comanda a Oracle.

Os acionistas também votaram contra bônus milionários para os atuais executivos da Warner. O presidente David Zaslav, por exemplo, pode receber até US$ 887 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). A decisão final, porém, ficará a cargo do conselho da empresa.

A HBO Max vai ficar mais cara?

HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max ficou mais caro no Brasil em agosto de 2025 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por enquanto, não há nada concreto sobre um novo aumento da HBO Max. No Brasil, o reajuste mais recente aconteceu em agosto de 2025, com aumentos de até 21,2%. O plano mais barato (Básico com Anúncios) custa R$ 29,90 mensais ou R$ 274,80 anuais (equivalente a R$ 22,90 por mês).

Outro streaming do novo grupo é o Paramount+, que teve aumento em fevereiro de 2026 no Brasil, com altas de até 29%. O plano mais barato sai por R$ 34,90 mensais ou R$ 309,90 anuais (equivalente a R$ 25,83 por mês).

O que temos para o futuro das duas plataformas são especulações. Em uma chamada com investidores realizada em março de 2026, David Ellison, da Paramount Skydance, disse que HBO Max e Paramount+ podem passar por uma fusão.

Apesar de Ellison não falar em preços, a fusão representaria menos opções para consumidores, podendo levar a preços mais altos, como nota a Associated Press. Hoje, se você quer ver uma série da HBO, você assina apenas a HBO Max. Futuramente, você terá que assinar um serviço maior, com um catálogo que talvez não te interesse tanto, a um preço mais alto.

Com informações da CNN e da Variety

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

(imagem: divulgação/Paramount)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

23 de Abril de 2026, 10:28
Câmeras do Galaxy S26
Galaxy S26 foi lançado no final de fevereiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A divisão mobile da Samsung pode registrar prejuízo anual pela primeira vez.
  • Segundo a imprensa sul-coreana, o motivo seria a queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.
  • Mesmo com a fabricante aumentando o preço dos seus smartphones, o custo não teria sido compensado pelos gastos.

A divisão de smartphones da Samsung pode registrar prejuízo em todo o ano de 2026, segundo informações da imprensa sul-coreana. O alerta teria sido feito internamente pelo chefe da área mobile, Roh Tae-moon, diante da queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.

De acordo com o jornal Money Today, esse seria o primeiro resultado anual negativo da divisão desde sua criação, em 2021. A pressão vem principalmente do encarecimento de componentes, que tem afetado toda a indústria e forçado fabricantes a subir preços ou operar com margens menores.

A própria Samsung aumentou o preço de tabela de vários dos seus smartphones. Mesmo com o bom desempenho comercial do recém-lançado Galaxy S26, a estratégia não teria sido suficiente para compensar os custos. 

“Considerando que o Galaxy S26 Ultra geralmente vem equipado com 12 GB de [memória] LPDDR5X, um supercomputador de IA consome a memória de cerca de 4.600 smartphones”, alerta a publicação.

Ainda assim, o lucro total da Samsung aumentou oito vezes. Embora pareça contraditório, esse lucro se concentra basicamente na área da crise: o negócio de memória da fabricante cresceu com a alta demanda, já que Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% do mercado global de memórias DRAM.

Escassez de chips pode durar mais que o esperado

Há poucos dias, o jornal japonês Nikkei Asia fez um levantamento e reafirmou que o cenário atual da crise de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028.

O desabastecimento ocorre desde o fim do ano passado: as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para abastecimento de IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. 

De forma resumida, as líderes do setor preferiram focar na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pararam a produção das memórias de uso geral (DRAM). A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos.

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

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Mesmo com boas vendas, divisão mobile da Samsung pode fechar o ano no vermelho. Encarecimento de componentes tem afetado todo o setor.

Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

21 de Abril de 2026, 13:13
Logo do GitHub
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
  • A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
  • O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.

O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso

O que mudou?

O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.

  • Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
  • Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
  • Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.

GitHub quer combater custos altos

“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.

Captura de tela de uma interface de chat de inteligência artificial intitulada "ADDING MISSING UNIT TESTS". No topo, há um balão azul com a pergunta: "Can you make sure to add unit tests to the new load balancing functionality that was introduced?". Abaixo, a resposta da IA diz: "I've evaluated the current test cases and identified additional unit tests. Creating additional tests and updating relevant documentation.". Um quadro de aviso exibe um ícone de alerta amarelo e o texto: "You've used 75% of your weekly rate limit. Your weekly rate limit will reset on April 27 at 8:00 PM.", seguido pelo link "Learn More". Na barra inferior, o modelo selecionado é o "Claude Opus 4.7". No canto inferior esquerdo, lê-se "Local" e "Default Approvals". O fundo da interface é cinza escuro com textos em branco e azul.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”

Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”

A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.

Com informações do The Next Web e do Neowin

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

20 de Abril de 2026, 18:02
Imagem mostra dois homens caminhando lado a lado. Ambos sorriem e vestem camisa social escura
John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
  • Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
  • Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

Imagem mostra um homem, com camiseta preta, fazendo uma apresentação em um palco
John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

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Transição ocorre em setembro de 2026. Tim Cook será presidente do conselho e trabalhará em conjunto com Ternus até a troca de bastão.

Cofundador da Netflix decide deixar a empresa

17 de Abril de 2026, 11:50
Imagem mostra um executivo em frente ao ao logo da Netflix, de cor vermelha. O executivo veste blazer e camisa azul.
Reed Hastings deixará conselho da empresa em junho (imagem: reprodução)
Resumo
  • Reed Hastings deixará a presidência executiva da Netflix em junho.
  • Ele é um dos cofundadores da empresa e está lá desde a sua fundação, há quase 30 anos.
  • Hastings foi o principal nome por trás da transformação da Netflix de aluguel de DVDs para a gigante do streaming.

Reed Hastings, cofundador da Netflix, está de saída da plataforma. Em junho, ele deixará de ser presidente executivo da empresa que ajudou a fundar há quase 30 anos. O anúncio foi feito juntamente com o relatório de resultados do primeiro trimestre da companhia, informando que Hastings não buscará a reeleição para o colegiado.

Ele ocupou o cargo de CEO até 2023 e, agora, pretende focar os esforços em “filantropia e outras atividades”. Hastings foi um dos responsáveis pela transformação da marca de um serviço de aluguel de DVDs por correio em uma potência global de streaming. Atualmente, a Forbes estima que Hastings tenha um patrimônio líquido de US$ 5,8 bilhões.

Legado de projetos filantrópicos

Fotografia de Reed Hastings, executivo da Netflix, falando em um evento
Reed Hastings em evento da Netflix (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Hastings cofundou a Netflix em 1997 e é amplamente reconhecido por construir uma cultura de inovação e alta performance, o que moldou o setor de entretenimento na última década. Em uma carta aos acionistas, ele destacou que teve como principal contribuição o foco na satisfação dos usuários e na criação de uma cultura corporativa resiliente.

O envolvimento dele com causas sociais já soma doações expressivas, como o repasse de US$ 1,1 bilhão para a Silicon Valley Community Foundation e o lançamento da Hastings Initiative for AI and Humanity. Além disso, o executivo tem se dedicado ao desenvolvimento da estação de esqui Powder Mountain, em Utah (EUA).

Sucessão e reação do mercado financeiro

A transição ocorre em um momento de consolidação para os atuais co-CEOs, Greg Peters e Ted Sarandos. Peters afirmou que Hastings permanecerá como o maior defensor da companhia, enquanto Sarandos ressaltou o modelo de liderança disciplinado e altruísta que continuará a guiar a gestão atual.

Apesar do tom de homenagem, o mercado reagiu negativamente aos indicadores financeiros gerais. Segundo o Business Insider, as ações da Netflix recuaram mais de 9,1% nas negociações após o fechamento do mercado. A desvalorização foi motivada por projeções para o segundo trimestre que ficaram abaixo das expectativas dos investidores.

No ano passado, a empresa tentou comprar a Warner Bros. Discovery por um valor inicial de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 410 bilhões, em conversão direta), negócio que teve grande participação pública de Ted Sarandos. Entretanto, após meses de briga, a empresa perdeu a negociação para a Paramount Skydance, liderada por David Ellison.

Após encerrar a guerra de lances, os co-CEOs anunciaram a preferência pelo próprio crescimento e o investimento de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 100 bilhões) em filmes e séries originais para este ano.

Cofundador da Netflix decide deixar a empresa

Reed Hastings (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

10 de Abril de 2026, 14:32
Dona do Claude prepara chegada oficial ao Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo em 2026.
  • O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás dos Estados Unidos e da Índia.
  • A Anthropic já contrata para o time comercial em São Paulo e a OpenAI também instala estrutura física na cidade.

A Anthropic está preparando sua entrada oficial no Brasil. A dona do Claude — principal concorrente da OpenAI no mercado de inteligência artificial — planeja abrir um escritório em São Paulo ainda em 2026. A informação ganhou força após declarações de executivos da empresa durante um evento no Vale do Silício e foi confirmada por fontes ouvidas pela Bloomberg Línea.

No evento Brazil at Silicon Valley, nos Estados Unidos, o brasileiro Mike Krieger, hoje à frente do Anthropic Labs, reforçou que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito é o que vai permitir a criação de negócios baseados em IA que realmente funcionem para as particularidades do Brasil.

O mercado brasileiro é, atualmente, o terceiro maior para o Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Ainda segundo a agência, a Anthropic já iniciou a contratação de profissionais para seu time comercial em São Paulo. A estrutura local deve facilitar a aproximação com unicórnios da América Latina, com suporte direto e concessão de créditos.

Anthropic e OpenAI em SP

Foto de Dario Amodei, de camisa branca e terno azul.
Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

A movimentação colocaria as duas maiores startups do setor disputando espaço no mesmo mercado: a OpenAI, dona do ChatGPT e comandada por Sam Altman, também está em processo de instalação de uma estrutura física na capital paulista.

A rivalidade entre as duas empresas vem se tornando cada vez mais próxima a de empresas como Apple e Samsung ou McDonald’s e Burger King, com alfinetadas públicas frequentes.

Apenas nos últimos meses, a empresa de Dario Amodei se aproveitou de decisões polêmicas da OpenAI para se apresentar como uma empresa de IA “do bem”, opondo-se a anúncios nos chatbots e a acordos específicos com o governo dos Estados Unidos. Na outra ponta, Altman sugere que a rival não tem interesse em democratizar o acesso à IA e possui planos elitistas.

Empresa cresce no mercado

A expansão para o Brasil acontece num momento de forte tração financeira. A receita anual da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões no início deste ano (cerca de R$ 150 bilhões), um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões registrados no final do ano passado (R$ 45 bilhões).

Em apenas dois meses, o número de clientes que investem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano no Claude dobrou: de 500 para mais de mil empresas. Com a chegada ao Brasil, a expectativa é ampliar esse volume entre as scale-ups da América Latina.

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

26 de Março de 2026, 14:50
Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta promove cortes em diferentes áreas da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta realizou demissões em várias áreas, incluindo Reality Labs, para focar em inteligência artificial.
  • Segundo a CNBC, a empresa ofereceu a alguns funcionários a chance de mudar de função, mas exigindo mudança de cidade.
  • A Meta continua investindo em dispositivos vestíveis e soluções de IA, mas tem abandonado gradualmente o metaverso.

A Meta iniciou uma nova rodada de demissões que afeta centenas de funcionários em diferentes áreas da companhia, incluindo operações globais, recrutamento, vendas, Facebook e a divisão de realidade virtual Reality Labs, segundo informações da CNBC.

Os cortes acontecem em um momento de reestruturação interna, com a empresa redirecionando recursos para inteligência artificial. Segundo o jornal, parte dos colaboradores impactados recebeu oferta para migrar de função dentro da companhia, embora algumas dessas oportunidades exijam mudança de cidade.

Funcionários orientados a trabalhar de casa

Segundo o Business Insider, alguns funcionários foram orientados a trabalhar remotamente, em meio à iminência de demissão. De acordo com um porta-voz da empresa, as “equipes da Meta se reestruturam ou implementam mudanças regularmente para garantir que estejam na melhor posição para atingir seus objetivos”.

Nos últimos meses, a Meta já vinha sinalizando mudanças: a movimentação faz parte de um ajuste na estratégia da empresa, que vem priorizando investimentos em IA para competir com rivais como OpenAI, Google e Anthropic.

De acordo com a CNBC, em janeiro, a companhia cortou mais de mil postos ligados à Reality Labs, o equivalente a cerca de 10% da unidade responsável por produtos como os headsets Quest e a plataforma Horizon Worlds.

Além disso, há relatos de que a empresa estuda medidas mais amplas de redução de custos, com estimativas indicando a possibilidade de cortes que poderiam atingir uma parcela significativa da força de trabalho global.

O que acontece com a Reality Labs?

A divisão Reality Labs, voltada ao desenvolvimento de realidade virtual e aumentada, tem sido uma das mais impactadas pelas mudanças. A Meta, inclusive, tem abandonado cada vez mais o metaverso.

Ao mesmo tempo, a Meta segue investindo em outras áreas consideradas estratégicas, como dispositivos vestíveis e soluções baseadas em IA. A divisão de wearables — que inclui óculos inteligentes e iniciativas de realidade aumentada — é considerada uma das áreas estratégicas de investimento da empresa.

Outro ponto relevante é a criação de novos pacotes de remuneração em ações para executivos de alto escalão, como forma de retenção em meio ao reposicionamento da empresa. Segundo a Meta, esses incentivos estão atrelados ao desempenho futuro e só terão valor caso metas ambiciosas sejam atingidas.

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

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Empresa realizou cortes em várias áreas, incluindo a Reality Labs. Funcionários teriam sido orientados a trabalhar de casa sob risco iminente de demissão.

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon se pronuncia sobre fim de parceria com programas de milhas

25 de Março de 2026, 15:41
Ilustração com várias caixas
Amazon vai parar de acumular milhas em 31 de março (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon encerrará a integração com programas de milhagem Livelo, Latam Pass e Esfera em 31 de março.
  • A categoria de Associados que oferece cashback em reais ou pontos será pausada.
  • Clientes ainda poderão usar pontos Livelo nas compras, mas não acumularão novos pontos ou milhas.

A Amazon confirmou ao Tecnoblog que não vai mais trabalhar com programas de milhagem. Em nota, a empresa explicou que está constantemente avaliando as estratégias para oferecer a melhor experiência aos clientes e que, como parte disso, não terá mais integração com Livelo, Latam Pass e Esfera.

A mudança entra em vigor em 31 de março. Ainda de acordo com o comunicado, a Amazon optou por “pausar” a categoria de Associados que oferecem cashback, seja em reais ou em pontos.

O tema ganhou repercussão nos últimos dias, conforme os adeptos dos programas de pontos começaram a receber e-mails avisando sobre o fim da parceria. Blogs especializados em milhagem, como o Passageiro de Primeiro, passaram a noticiar os comunicados e a incerteza dos consumidores.

Latam Pass enviou comunicado (imagem: reprodução/Passageiro de Primeira)

Portanto, a partir do próximo mês, os clientes da Amazon no Brasil não poderão mais acumular pontos e milhas ao realizarem compras na loja virtual.

Por outro lado, segundo o site iG Turismo, ainda será possível, por exemplo, usar os pontos da Livelo no momento da compra. Aliás, essa tem sido uma das experiências mais tranquilas que eu mesmo tive nos últimos tempos, por funcionar de forma impecável após a integração entre as contas.

Ainda não se sabe o que vai acontecer com outras empresas de cashback, como Méliuz e Inter. Elas não mandaram e-mails sobre a relação com a Amazon, ao menos até o fechamento deste texto.

Especialistas na área acreditam que o movimento da Amazon encerra uma das maneiras mais simples de acumular pontos ou milhas no país.

Amazon se pronuncia sobre fim de parceria com programas de milhas

Amazon (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta encerrará Horizon Worlds em VR nos headsets Quest

18 de Março de 2026, 16:36
Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)
Horizon Worlds será encerrado nos headsets Meta Quest (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • Meta encerrará o Horizon Worlds em VR nos headsets Quest em 15 de junho.
  • A plataforma funcionará apenas nos apps para iOS e Android e a assinatura Meta Horizon Plus perderá benefícios em 31 de março.
  • A Meta deve focar no mobile, priorizando o mercado de plataformas como o Roblox.

A Meta confirmou as datas para o encerramento do acesso em realidade virtual ao Horizon Worlds pelos headsets Quest, movimento comunicado pela companhia em fevereiro deste ano. Dessa forma, a partir de 15 de junho, os mundos virtuais deixarão de existir nos dispositivos de realidade virtual (VR), funcionando exclusivamente pelo aplicativo Meta Horizon para iOS e Android.

O encerramento decreta o fracasso da primeira tentativa da Meta de construir um metaverso dentro dos headsets proprietários. Em comunicado, a empresa detalhou o cronograma de desligamento e as mudanças nos benefícios de assinantes.

Já no dia 31 deste mês, o Horizon Worlds e os eventos da plataforma deixam de aparecer na loja do Quest, e alguns mundos (Horizon Central, Events Arena, Kaiju e Bobber Bay) ficarão inacessíveis em VR. Os demais ainda poderão ser visitados até o desligamento definitivo em junho.

A assinatura Meta Horizon Plus (MH+) também perde benefícios em 31 de março: Meta Credits, roupas digitais, avatares e compras feitas dentro dos mundos deixam de estar disponíveis. Os benefícios de jogos e os títulos mensais da assinatura, no entanto, não serão afetados.

Fim das interações no Hyperscape Capture

Hyperscape Capture será encerrado no ecossistema Horizon (imagem: divulgação)

A empresa também encerrará as funções sociais do Hyperscape Capture e Preview dentro do ecossistema do Horizon. O recurso permite aos donos de óculos Quest escanear locais do mundo real em 3D. Daqui a poucos dias, em 24 de março, a visualização dessas capturas sai do Horizon Worlds.

Segundo a empresa, ainda será possível fazer novos escaneamentos e acessar os anteriores pelos apps Hyperscape Capture e Preview na biblioteca do Quest, mas o compartilhamento, convites e experiências conjuntas deixam de existir.

Foco no mobile

A empresa de Mark Zuckerberg já sinalizava o abandono do conceito — ao menos da forma que concebeu a tecnologia em 2021 — há bastante tempo. Com prejuízo superior a US$ 80 bilhões (cerca de R$ 416 bilhões), desde 2020, a divisão Reality Labs deve sofrer cortes de até 30% no orçamento neste ano e já demitiu mais de mil funcionários.

Segundo o portal Engadget, a Meta identificou um “momento positivo” ao priorizar a versão mobile do Horizon durante 2025, o que embasou o abandono da versão VR. Com o novo direcionamento, a plataforma deve focar no mercado de plataformas como Roblox.

No comunicado, a Meta justifica a decisão dizendo que a separação vai permitir que o VR e o Horizon cresçam com mais foco individualmente. Garante, também, que continuará investindo na experiência do Quest, citando atualizações recentes como o teclado e touchpad de superfície, posicionamento personalizável de janelas e o lançamento gradual da nova interface “Navigator”.

Meta encerrará Horizon Worlds em VR nos headsets Quest

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)

Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

18 de Março de 2026, 12:05
Logotipo da Apple
Apple sofre com a saída de executivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O executivo Brian Lynch deixou a Apple após mais de 20 anos.
  • Ele assume um cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.
  • A saída de Lynch deve afetar projetos de casa inteligente da Apple, setor que ele comandava, que já sofrem com atrasos devido à evolução da Siri.

A Apple registrou a saída de mais um nome: Brian Lynch, que liderava a engenharia de hardware para dispositivos domésticos, deixou a empresa para assumir um cargo na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.

O executivo estava na Apple há mais de 20 anos e agora passa a atuar como vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Oura. A mudança ocorre em um momento de reorganização interna na Apple, sob críticas pela condução de projetos ligados à inteligência artificial e ao design de produtos.

A gigante de Cupertino vem registrando a saída de diversos executivos em meio a esses desafios. Como lembra a Bloomberg, os projetos de casa inteligente da Apple não estão diretamente no centro dessas críticas, mas vêm sendo impactados por atrasos e indefinições estratégicas.

Por que a saída impacta os planos da Apple?

A saída de Lynch provoca um novo abalo em um setor que já enfrenta problemas: ele era responsável por iniciativas ligadas a dispositivos domésticos, incluindo projetos ainda não lançados e considerados importantes para a expansão do ecossistema da Apple.

Entre os principais produtos em desenvolvimento estava um hub para casa inteligente, que teve o cronograma adiado. O motivo central seria a dependência de uma nova versão da Siri, cuja evolução não ocorreu no prazo esperado.

Além disso, a Apple trabalha em outros dispositivos, como sensores de automação residencial e um robô de mesa mais avançado, previstos para os próximos anos. Também há planos envolvendo óculos inteligentes, dispositivos vestíveis com IA e até AirPods com câmeras.

A reformulação da Siri é apontada como peça-chave para integrar esses lançamentos, mas segue sem previsão concreta de chegada ao mercado.

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta desafios na evolução da Siri (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple não consegue emplacar com a IA

A saída de Lynch se soma a um cenário mais amplo de mudanças na Apple, que nos últimos meses viu uma série de executivos deixarem seus cargos. Parte desse movimento está relacionada à dificuldade da empresa em entregar avanços consistentes em inteligência artificial.

Relatos do setor indicam que atrasos na nova geração da Siri afetaram diretamente o cronograma de produtos. Em análise publicada pelo Gizmodo, o projeto foi comparado a “uma baleia branca arrastando um enorme grupo de engenheiros de produto da Apple para as profundezas junto com seu navio, carregado com o que deveriam ser novos e empolgantes gadgets da Apple”.

Internamente, a Apple também iniciou mudanças em sua plataforma doméstica ao encerrar o suporte à versão antiga do sistema Home, pressionando usuários a migrarem para uma arquitetura mais recente.

Apesar do cenário, o CEO Tim Cook afastou rumores sobre sua saída.

Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

18 de Março de 2026, 09:29
Tim Cook em evento da Apple em 2019
Tim Cook negou rumores sobre deixar o comando da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • Tim Cook negou planos de aposentadoria e reafirmou compromisso com a Apple.
  • Rumores sobre a saída de Cook surgiram após mudanças no alto escalão e especulações sobre John Ternus como possível sucessor.
  • A Apple enfrenta pressão para avançar em IA após atrasos na nova Siri.

O CEO da Apple, Tim Cook, negou que deixará o comando da empresa. Em entrevista ao programa Good Morning America na segunda-feira (16/03), o executivo afirmou que não há planos de aposentadoria.

Questionado sobre os rumores, que já circulam há algum tempo, Cook foi direto:

“Não, eu não disse isso. Não disse isso. Amo profundamente o que faço. Há 28 anos, entrei na Apple e tenho amado cada dia desde então.”

Tim Cook, CEO da Apple

Ele ainda reforçou o vínculo com a empresa ao afirmar que “não consegue imaginar a vida sem a Apple.”

Por que surgiram rumores sobre a saída de Tim Cook?

Fotografia colorida de Tim Cook na WWDC 2019, falando em um palco
Tim Cook durante a WWDC 2019 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

A discussão sobre o futuro de Cook ganhou força após uma série de movimentações no alto escalão da Apple. Em um curto intervalo, a empresa registrou saídas relevantes, incluindo lideranças ligadas à área de inteligência artificial e design, o que levantou dúvidas sobre a condução estratégica da companhia.

Além disso, começaram a surgir informações de que um substituto já estava sendo preparado, com John Ternus, que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, sendo o executivo mais cotado para assumir o cargo de CEO da Apple.

Analistas de mercado passaram a questionar se o estilo de gestão mais operacional de Cook é o mais adequado para um cenário dominado por avanços em IA. Um dos críticos foi Walter Piecyk, da LightShed Partners, que chegou a sugerir que 2026 seria um momento oportuno para uma transição de liderança.

Segundo ele, em entrevista à CNBC em dezembro, o cenário de valorização das ações e um novo ciclo de atualizações de produtos poderiam permitir uma saída em alta.

Apple enfrenta problemas com a IA

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta pressão para avançar em recursos de inteligência artificial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Durante a entrevista, Cook também comentou sobre o papel da inteligência artificial no futuro da empresa. Ele classificou a tecnologia como “profunda” e defendeu a abordagem da Apple, que prioriza a privacidade dos usuários.

Nos últimos meses, a empresa tem sido pressionada após atrasos em atualizações importantes, como a reformulação da assistente virtual Siri. Além disso, a Apple firmou parceria com o Google para integrar recursos de IA baseados no modelo Gemini à Siri, enquanto trabalha no desenvolvimento de um modelo próprio.

Mesmo diante das pressões, o CEO sinalizou continuidade no comando e indicou que não há pressa para qualquer mudança de liderança.

Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

17 de Março de 2026, 13:19
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI quer que empresas adotem mais ferramentas além do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI está focando em ferramentas de programação e consumidores corporativos, colocando projetos paralelos em espera, conforme informações do Wall Street Journal.
  • A mudança de foco ocorre após o crescimento da Anthropic, que tem sucesso como fornecedora de IA para clientes corporativos.
  • A OpenAI já iniciou a revisão de projetos, buscando alinhar prioridades e conquistar mais espaço em grandes empresas.

A OpenAI pode tomar um rumo diferente e concentrar seus esforços de inteligência artificial generativa em duas áreas: ferramentas de programação e consumidores corporativos. Enquanto isso, projetos paralelos seriam colocados em espera.

As informações foram publicadas pelo Wall Street Journal. Elas teriam sido apresentadas por Fidji Simo, CEO de aplicativos, durante uma reunião com todos os funcionários. Procurada pelo WSJ, a OpenAI não quis comentar o assunto.

Sam Altman, CEO da empresa, e Mark Chen, head de pesquisa, estariam revisando as áreas que serão reduzidas. A expectativa é que os trabalhadores sejam informados dos novos planos ao longo das próximas semanas.

Por que a OpenAI vai mudar seus planos?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman deve compartilhar planos com funcionários nas próximas semanas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o WSJ, a desenvolvedora do ChatGPT decidiu rever seu rumo após o crescimento da Anthropic. A concorrente liderada por Dario Amodei vem tendo sucesso como fornecedora de inteligência artificial para clientes corporativos.

A ferramenta de programação Claude Code, por exemplo, conseguiu muito espaço no setor de tecnologia. Por outro lado, a companhia não oferece ferramentas de geração de vídeo, áudio ou imagens — ela se concentrou nos mercados corporativos e de desenvolvimento.

Enquanto isso, a OpenAI já fez um pouco de tudo: o gerador de vídeos Sora, o navegador Atlas, parcerias com lojas e anunciantes no ChatGPT. Existem ainda planos para um dispositivo de hardware, criado em parceria com o famoso designer Jony Ive.

O Wall Street Journal afirma que funcionários atuais e antigos da OpenAI dizem que o alto número de projetos paralelos atrapalha o direcionamento estratégico, que se tornou difícil de seguir. Mesmo recursos computacionais eram redistribuídos entre os times, que eram avisados com pouca antecedência.

OpenAI já começou a rever seus projetos

Mesmo com tantas iniciativas em diferentes áreas, a OpenAI parece estar alinhando suas prioridades. Em fevereiro de 2026, a empresa apresentou o Frontier, uma ferramenta para organizações construírem e gerenciarem agentes de IA. A plataforma já conta com parceiras como McKinsey e Accenture.

Esses movimentos teriam como objetivo conquistar mais terreno em grandes companhias — atualmente, essa adoção fica muito restrita ao ChatGPT. O desafio é levar mais soluções para os clientes corporativos, como a ferramenta de programação Codex.

Com informações do Decoder

OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tinder e Bumble investem em IA para reverter queda de engajamento

13 de Março de 2026, 16:45
ilustração sobre o tinder
Mercado enfrenta falta de interesse de jovens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Tinder e o Bumble investem em IA para aumentar o engajamento e atrair jovens.
  • As empresas tem focado em encontros reais e novas funcionalidades voltadas à inteligência artificial.
  • O Bumble registrou um crescimento de 7,9% por usuário pagante, enquanto o Tinder enfrenta queda no número de assinantes.

Arrastar fotos incansavelmente pode ter esgotado a paciência de uma geração. Para as empresas responsáveis por apps de relacionamento, o público mais jovem demonstra cada vez menos interesse em colecionar conexões ou manter conversas que não evoluem para algo concreto.

Por isso, as gigantes Tinder e Bumble revelaram como querem frear a fuga de usuários e assinantes: encontros na vida real e uso de IA. O Bumble testa desde o mês passado um botão específico que permite convidar o outro participante para um encontro quando a conversa parece perder ritmo.

Já o Tinder segue uma lógica semelhante ao tentar levar os usuários para além do chat. Parte de um aporte de US$ 50 milhões (cerca de R$ 262 milhões) da controladora Match Group está sendo direcionado a recursos que incentivam interações físicas.

Entre eles está uma aba de “Eventos”, em testes em Los Angeles, nos EUA, que cria oportunidades para conhecer outras pessoas em programações locais. O Bumble também estuda introduzir ferramentas de socialização em grupo como resposta ao interesse dos jovens.

IA em todo canto

ilustração de uma conversa entre o chatbot de um app de relacionamento e um usuário
Bumble introduziu assistente de namoro Bee (imagem: divulgação/Bumble)

Uma das frentes da estratégia dos apps também é o uso crescente de IA. O Bumble, por exemplo, desenvolve o Bee, um assistente de namoro alimentado por IA generativa que deve aprender sobre valores, estilo de comunicação e objetivos de relacionamento em conversas privadas com o usuário.

A ferramenta ainda está em testes internos, segundo o TechCrunch, mas reforça a presença cada vez maior da inteligência artificial no processo de conhecer um par pelo aplicativo (interferindo inclusive na construção do perfil). Em fevereiro, a empresa já havia anunciado testes de recursos capazes de avaliar fotos e biografias e sugerir melhorias.

Ao mesmo tempo, a expansão da IA preocupa outros apps, que temem o uso da própria tecnologia na criação de perfis falsos. Empresas como Tinder e Happn, mesmo trazendo ajuda da IA, têm reforçado medidas para identificar conteúdos gerados artificialmente e combater golpes e contas fraudulentas.

Faturamento em alta

Entre as estratégias adotadas, o Bumble parece colher resultados mais positivos. De acordo com o TechCrunch, a empresa superou expectativas no quarto trimestre, com receita de US$ 224,2 milhões (R$ 1,1 bilhão) e crescimento de 7,9% na média por usuário pagante, o que impulsionou suas ações em cerca de 40%.

Do lado do Tinder, a controladora Match Group continua registrando quedas consecutivas no número de assinantes pagantes, apesar de o aplicativo ainda ter gerado US$ 878 milhões (R$ 4,6 bilhões) em receita no período.

Tinder e Bumble investem em IA para reverter queda de engajamento

O Tinder é um dos principais aplicativos de relacionamento disponíveis no mercado (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Keeta em crise: empresa cancela estreia no Rio e demite funcionários

5 de Março de 2026, 13:21
Imagem mostra um smartphone com moldura dourada exibindo um aplicativo com fundo amarelo chamado "KeeTa". O celular está centralizado e cercado por imagens de comida: um hambúrguer à esquerda, uma barra de chocolate marrom abaixo e uma fatia de pizza com pepperoni e pimentão à direita. O fundo é uma representação estilizada da bandeira do Brasil. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Keeta adiou estreia no RJ e demitiu funcionários na região (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Keeta adiou estreia no Rio de Janeiro indefinidamente e teria demitido cerca de 200 funcionários;
  • empresa acusa iFood e 99Food de práticas que inibem concorrência, como acordos de exclusividade;
  • Keeta ainda fala em investir R$ 5,6 bilhões no Brasil, focando no desenvolvimento de suas operações em São Paulo, por ora.

26 de fevereiro de 2026. Nessa data, o Tecnoblog e vários outros veículos deveriam ter participado de um evento que marcaria o início das operações da Keeta no Rio de Janeiro. Mas o evento foi cancelado, a Keeta não iniciou suas operações em território fluminense e, o pior, dezenas de funcionários teriam sido demitidos.

Braço da gigante chinesa Meituan, a Keeta já atua em São Paulo (SP). Quem anda pela capital paulista se depara com diversos estabelecimentos com uma placa promocional da plataforma que indica que aquele local realiza entregas de refeições a partir do app do serviço.

Expandir as operações seria só questão de tempo, portanto. O grande passo em direção a esse movimento estaria no início das operações no Rio de Janeiro, com direito a um evento de lançamento com participação da imprensa. O convite recebido pelo Tecnoblog dizia:

Após o sucesso de sua operação em São Paulo, a empresa chega ao mercado carioca, com uma proposta de valor que combina tecnologia de ponta e suporte humano, contribuindo para um mercado livre, aberto e com mais opções para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.

Porém, o evento foi cancelado um dia antes da data marcada, sem explicações detalhadas sobre a decisão. A única informação dada na ocasião foi a de que a estreia no Rio de Janeiro havia sido adiada, sem um novo prazo ser definido.

Uma semana depois, enquanto ainda aguardávamos mais detalhes sobre as operações no Rio de Janeiro, surgiu um indício de que o problema é mais grave do que parecia ser: na quarta-feira (04/03), a Keeta promoveu demissões em massa no Rio de Janeiro.

A empresa não confirma, mas estima-se que cerca de 200 funcionários foram afetados pela decisão. O Metrópoles obteve um vídeo que mostra a reação de alguns desses funcionários quando eles foram informados da decisão.

Na filmagem, uma funcionária reclama, em tom de revolta, que ela deixou outro emprego após ter recebido uma proposta de trabalho mais interessante por parte da Keeta:

O que aconteceu com a Keeta?

Aparentemente, a Keeta está com dificuldades para expandir as suas operações no Brasil devido, em grande parte, à forte concorrência no setor de delivery.

Na semana passada, o CEO global da Keeta, Tony Qiu, declarou ao Poder360 que decidiu pelo adiamento das operações no Rio de Janeiro após constatar que uma quantidade expressiva de restaurantes na região tem acordos de exclusividade com o iFood ou a 99Food:

Isso cria um problema, certo? Então, nossos consumidores não conseguem encontrar esses restaurantes na Keeta. Por isso, queremos concentrar nossa energia e nossos recursos para resolver esse problema.

Tony Qiu, CEO da Keeta

De acordo com o executivo, o iFood estaria descumprindo uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que proíbe a plataforma de assinar contratos de exclusividade com estabelecimentos que têm mais de 30 lojas, bem como de renovar a cláusula de exclusividade por mais de dois anos com restaurantes com menos unidades.

Ainda segundo Qiu, a 99Food teria fechado acordos com os principais restaurantes do Rio de Janeiro que permitem parcerias com outras plataformas de delivery, exceto a Keeta.

O que diz a Keeta sobre esses acontecimentos?

Esta é a nota enviada pela Keeta ao Tecnoblog (atualizada em 06/03):

A Keeta decidiu adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o que inclui resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro, antes de avançar com a expansão geográfica no país. Em razão disso, a empresa realizou desligamentos na equipe localizada no Rio.

A Keeta vai manter todos os seus 1.200 postos de trabalho existentes, focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo, e reafirma seu compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos.

A empresa continuará trabalhando com parceiros locais, autoridades e restaurantes para defender um mercado de delivery aberto, competitivo e sustentável, promovendo um ambiente que estimule inovação, concorrência justa e crescimento, em benefício de consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.

A empresa reitera que conduziu o processo com as equipes no Rio de Janeiro em total conformidade com as leis e exigências locais, agindo com cuidado e respeito aos funcionários, assim como sempre fez em suas operações. Cada pessoa que deixou a empresa hoje recebeu um pacote de indenização para apoio na transição profissional. Somos gratos a cada um por suas contribuições.

E o que dizem Cade, iFood e 99Food?

Ao Tecnoblog, o Cade informou que “não se manifesta sobre casos em andamento”, mas destacou que todas as informações públicas sobre o caso da Keeta podem ser acessadas na página do processo n° 08700.008408/2025-19.

Já o iFood nos enviou a seguinte nota:

É incorreto afirmar que o mercado de delivery da cidade do Rio de Janeiro esteja fechado à concorrência devido aos contratos de exclusividade. O iFood é proibido de assinar contratos com grandes redes de restaurantes e não pode ter mais do que 8% de estabelecimentos exclusivos na cidade.

Sobre o prazo dos contratos, há exceções que permitem contratos superiores a dois anos quando o iFood faz investimentos que geram crescimento para o restaurante parceiro. Essas regras estão previstas em acordo firmado pela plataforma com o Cade, que está sendo cumprido em sua totalidade.

Nos causa estranheza que os contratos de exclusividade estejam impactando uma determinada plataforma, sem atingir outros concorrentes que seguem investindo na cidade e expandindo suas operações.

A 99Food também foi procurada, mas não havia se manifestado até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para uma declaração da empresa.

Keeta em crise: empresa cancela estreia no Rio e demite funcionários

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Keeta adiou estreia no Rio de Janeiro por tempo indeterminado, demitiu funcionários e fez acusações contra concorrentes iFood e 99Food.

Keeta faz sucesso na China e chegará ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

5 de Março de 2026, 10:59
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Play Store reduziu taxa padrão de transações de 30% para 20%;
  • Desenvolvedores podem usar sistemas de pagamento próprios, mas pagarão uma taxa adicional de 5% se mantiverem sistema de faturamento da Google;
  • mudanças entram em vigor até 2027, variando por região, como parte de um acordo entre Google e Epic Games.

A guerra entre Google e Epic Games caminha para um desfecho que afeta toda a indústria de aplicativos no ecossistema do Android. A principal mudança oriunda de um acordo entre as partes está na redução de 30% para 20% na taxa que a Google Play Store cobra para transações feitas em apps distribuídos pela loja.

Na prática, as mudanças reduzirão os custos dos desenvolvedores referentes à distribuição de software na Google Play Store, o que pode resultar em aplicativos mais baratos para o usuário, bem como em assinaturas ou compras mais acessíveis.

Para entendermos como, é preciso, antes, conhecermos cada mudança na plataforma.

O que muda na Google Play Store, de fato?

Comecemos pela taxa sobre compras dentro do aplicativo (IAP, na sigla em inglês). Para novas instalações (app instalado pela primeira vez em um dispositivo), a taxa caiu de 30% para 20%.

Para desenvolvedores que participarem das iniciativas Apps Experience Program (novidade) e Google Play Games Level Up (programa reformulado), as taxas de IAP serão de 20% em aplicativos já instalados e de 15% para novas instalações.

Outra mudança está nas assinaturas recorrentes (para aplicativos que exigem pagamento mensal, por exemplo), cuja taxa caiu de 15% para 10%.

No centro de todas essas reduções de taxas está outra mudança importante: cada pagamento realizado dentro de um aplicativo ou jogo distribuído via Google Play Store só podia ser executado por meio do sistema de faturamento da própria plataforma; isso deixará de ser obrigatório.

Seguindo uma mudança iniciada há alguns meses, a loja permitirá que os desenvolvedores usem sistemas de pagamento próprios ou de terceiros para efetuar cobranças.

Porém, o desenvolvedor que preferir usar o sistema de faturamento da Google Play Store deverá pagar uma taxa adicional de 5% sobre o valor de cada transação. Essa porcentagem foi confirmada para os Estados Unidos, países do Espaço Econômico Europeu (EEE) e Reino Unido. Em outros mercados, essa porcentagem poderá ser diferente.

Aliás, os usuários estarão menos dependentes da própria Play Store. Outra decisão oriunda do acordo é a criação do programa Lojas de Aplicativos Registradas (em tradução livre), que permitirá que usuários de Android lidem com um processo de instalação mais simples de apps que são distribuídos por outras plataformas.

Ilustração que descreve as principais mudanças na Google Play Store
Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças na Play Store entram em vigor?

As novas políticas da Google Play Store entrarão em vigor em datas diferentes, de acordo com cada país. O cronograma de implementação ficou assim:

  • até 30 de junho de 2026: países do EEE, Estados Unidos e Reino Unido;
  • até 30 de setembro de 2026: Austrália;
  • até 31 de dezembro de 2026: Coreia do Sul e Japão;
  • até 30 de setembro de 2027: demais países.

Epic Games comemora mudanças na Play Store

É importante relembrar que essas mudanças são consequência de um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. A desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa o Google de práticas anticompetitivas.

Na ação, a Epic Games se queixa principalmente da taxa padrão de 30% cobrada até então pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As disputas nos tribunais começaram a caminhar para o fim em novembro de 2025, quando Google e Epic Games anunciaram um acordo que resultou nas mudanças descritas aqui. No X, o CEO da Epic celebrou esta, digamos, vitória:

O Google está abrindo o Android completamente, com suporte robusto para lojas concorrentes, sistemas de pagamento de terceiros e melhores condições para todos os desenvolvedores. Portanto, resolvemos todas as nossas disputas no mundo todo. OBRIGADO, GOOGLE!

Fortnite retornará à Google Play Store em breve, no mundo todo. A Epic Games Store continuará oferecendo suporte ao Android globalmente, além do Windows e do Mac, e a instalação no Android ficará muito mais fácil ainda em 2026.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

5 de Março de 2026, 09:22
Imagem mostra o logo da Ookla ao centro, sobre um mapa mundi
Plataformas famosas por testar a conexão e “dedurar” quedas de serviços mudam de dono (imagem: reprodução)
Resumo
  • Accenture comprou a Ookla da Ziff Davis por US$ 1,2 bilhão para integrar dados de conectividade e otimizar infraestrutura de IA.
  • Operação das plataformas Speedtest e Downdetector permanece inalterada, mas dados dos testes integrarão o portfólio de inteligência da Accenture.
  • A aquisição também inclui Ekahau e RootMetrics, visando aprimorar prevenção de fraudes e otimizar tráfego no varejo.

A Accenture, empresa global de consultoria e serviços de TI, anunciou a compra da Ookla, companhia responsável pelas populares plataformas Speedtest e Downdetector. O acordo de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões) foi fechado em dinheiro com a Ziff Davis, atual proprietária das marcas.

Segundo o comunicado, a aquisição deve viabilizar a utilização dos dados globais de rede da Ookla para ajudar clientes corporativos e governamentais a expandir infraestruturas de inteligência artificial com segurança.

O que muda no Speedtest e Downdetector?

No curto prazo, a operação das plataformas permanece inalterada. Um porta-voz da consultoria confirmou ao site Ars Technica que a Accenture planeja administrar os negócios da Ookla “da mesma forma que operam hoje”. Isso significa que as ferramentas continuarão disponíveis gratuitamente para realizar testes de velocidade de internet e verificar o status de serviços online que estejam fora do ar.

Contudo, com a conclusão do negócio — que ainda depende de aprovação regulatória —, os dados agregados dos cerca de 250 milhões de testes mensais realizados pelo público passarão a integrar o portfólio de inteligência da Accenture. Além disso, os usuários estarão sujeitos às novas políticas de privacidade estabelecidas pela compradora.

Foco corporativo e expansão em IA

Imagem mostra um celular testando a velocidade da internet via Speedtest
Accenture planeja usar dados da Ookla para otimizar infraestrutura de IA e nuvem (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A transação vai além dos sites voltados ao consumidor final. O pacote inclui também o Ekahau, que oferece ferramentas para solucionar problemas e projetar redes Wi-Fi, e o RootMetrics, plataforma de monitoramento de desempenho de redes móveis. A consultoria utilizará as métricas de bilhões de amostras diárias para auxiliar provedores de nuvem e infraestruturas de IA.

Na prática, as aplicações envolvem aprimorar a prevenção de fraudes bancárias e otimizar o tráfego no varejo. Atualmente, os clientes corporativos dos serviços incluem plataformas de streaming, bancos e órgãos do setor público, como a Força Aérea e o Departamento de Estado dos EUA.

O negócio representa um grande salto financeiro para a Ziff Davis. Conforme relatado pela Reuters, a editora estadunidense comprou a Ookla em 2014 por US$ 15 milhões (R$ 78,9 milhões). Em 2025, a provedora de dados de rede registrou uma receita de US$ 230,7 milhões (R$ 1,2 bilhão) e lucro líquido de US$ 76,1 milhões (R$ 399 milhões).

Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

Speedtest de 5G DSS da Vivo em Belo Horizonte (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

4 de Março de 2026, 13:02
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
  • Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
  • repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.

A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.

Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).

Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.

Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?

Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.

Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)

Como será o repositório da OpenAI?

Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.

Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.

Seria algo semelhante ao GitHub Copilot, portanto. Aliás, essa IA está tão presente na plataforma que, incomodados com isso, os desenvolvedores da distribuição Gentoo Linux decidiram abandonar o GitHub recentemente.

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

3 de Março de 2026, 10:55
Amazon Now entrega em 15 minutos
Amazon Now entrega em 15 minutos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon Now no Brasil entrega em até 15 minutos e oferece frete grátis para assinantes Prime em compras acima de R$ 15;
  • não assinantes Prime pagam taxa de R$ 5,49; serviço disponível em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte;
  • Mais de 5.000 produtos estão disponíveis, principalmente de supermercado, com rastreamento em tempo real.

A Amazon escolheu esta terça-feira (03/03) para a estreia oficial do serviço Amazon Now no Brasil. A novidade permite que compras realizadas na plataforma cheguem em até 15 minutos. Nesta fase inicial, são mais de 5.000 produtos disponíveis (o objeto é expandir esse número), quase todos itens de “supermercado”.

A parte mais interessante é que a taxa de entrega é gratuita para compras acima de R$ 15 para quem é assinante do Amazon Prime. Para não assinantes, a taxa de entrega tem um valor interessante: R$ 5,49.

Haverá cobrança de taxa de serviço, mas em uma data ainda não definida pela Amazon. Por ora, essa taxa não é cobrança.

Com ou sem Amazon Prime, o comprador tem a opção de dar uma gorjeta ao entregador ao receber o pedido. É possível acompanhar o status da entrega via notificações por WhatsApp ou pelo site do serviço. Também há a opção de rastreamento em tempo real da entrega.

Como esperado, é preciso informar um código de entrega para o procedimento ser finalizado com segurança, informação que só deve ser fornecida ao entregador se o pedido tiver chegado como o esperado.

Os pagamentos podem ser feitos via cartão de crédito ou Pix.

Amazon Now já funciona no Brasil
Amazon Now já funciona no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde o Amazon Now está disponível?

Nesta fase inicial, o Amazon Now cobrirá oito cidades brasileiras, começando de São Paulo. Porém, mesmo nos municípios cobertos, é preciso checar se o seu CEP é atendido. As cidades cobertas são estas:

  • São Paulo (SP)
  • Campinas (SP)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Porto Alegre (RS)
  • Curitiba (PR)
  • Fortaleza (CE)
  • Recife (PE)

O serviço já começou a funcionar em São Paulo. Nos demais locais, o serviço será implementado de modo gradual até 8 de março. Para usá-lo, basta acessar a página do Amazon Now.

Como já informado, os produtos disponíveis no novo serviço são quase todos de “supermercado”. Há categorias como laticínios, feira (frutas e legumes), padaria, bebidas, suplementos, limpeza, cuidados pessoais, entre tantas outras.

Todos os produtos vendidos via Amazon Now são identificados com um selo que leva o nome da modalidade.

A Amazon destaca a oferta de produtos congelados, categoria que não é oferecida ou é muito limitada em plataformas concorrentes.

Assinantes do Amazon Prime podem ter, além do frete gratuito, acesso a ofertas exclusivas.

A entrega é feita mesmo em 15 minutos?

 Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience
Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Questionada a respeito pelo Tecnoblog, Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience da Amazon Brasil, explicou que o serviço foi desenvolvido e amplamente testado para a entrega ser feita em até 15 minutos, não havendo prazo de tolerância. Se o cliente tiver algum problema com atrasos, deverá entrar em contato imediatamente com o suporte da Amazon.

Está aí a razão para nem todos os locais das cidades atendidas serem cobertos pelo Amazon Now. Os produtos saem de “micro-centros” de distribuição da Amazon e somente localidades que permitem entregas em até 15 minutos a partir desses pontos são incluídos nas rotas de entrega.

Para garantir a entrega em 15 minutos, o entregador que pega o pedido só pode realizar a entrega daquela compra naquele momento, ou seja, não é possível sair do centro de distribuição com mais de uma compra ao mesmo tempo.

Sobre o Amazon Prime, no Brasil, o plano custa R$ 19,90 por mês ou R$ 166,80 por ano.

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

Amazon Now entrega em 15 minutos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Amazon Now já funciona no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

3 de Março de 2026, 10:34
Mercado de celulares de entrada também será atingido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A crise dos chips aumentará os preços das memórias RAM e SSDs, impactando PCs e smartphones até 2028.
  • Notebooks baratos desaparecerão do mercado em até dois anos devido ao aumento dos custos de produção.
  • A demanda dos data centers de IA por memória afetará a disponibilidade de celulares e consoles, atrasando lançamentos.

O segmento de PCs de entrada deve desaparecer do mercado em até dois anos. A previsão drástica é de um novo relatório da consultoria Gartner, que detalha como o boom dos preços de memória em nível global afetará toda a cadeia de produção. Segundo a análise, esse fenômeno reduzirá as remessas globais de computadores em 10,4% e de smartphones em 8,4% já ao longo de 2026.

O que está causando essa crise?

A resposta direta está na estimativa de um aumento de 130% nos preços de memória DRAM e armazenamento SSD ainda este ano. Esse salto astronômico resultará num reajuste inevitável aos consumidores, encarecendo a fabricação de PCs em 17% e de smartphones em 13%, na comparação com 2025.

Toda a indústria tecnológica já se prepara para o que algumas publicações estão chamando de RAMmageddon, impulsionado por uma escassez severa na produção e a fome insaciável dos data centers de inteligência artificial por mais memória.

Historicamente, a memória de um PC representava cerca de 16% do custo total da lista de materiais. Com a crise atual, esse número atingirá 23%. O analista da Gartner Ranjit Atwal explica que essa margem elimina a capacidade das fabricantes e dos fornecedores de absorverem os custos. Como as máquinas de entrada já possuem uma margem de lucro extremamente baixa, produzi-las se tornará um negócio financeiramente inviável.

O resultado? O fim do segmento de computadores baratos e a maior contração nas remessas de dispositivos em mais de uma década.

Fim do notebook “baratinho” no Brasil

imagem de uma mulher segurando um cartão de crédito na frente de um notebook
Comprar um notebook no Brasil exigirá um investimento maior (imagem: Rupixen/Unsplash)

Trazendo essa realidade para o mercado brasileiro, o cenário acende um alerta para o varejo e para o consumidor. Atualmente, é possível encontrar notebooks básicos de entrada no país — geralmente equipados com processadores modestos, 8 GB de RAM e algum SSD — abaixo dos R$ 2 mil.

Se aplicarmos o repasse projetado de 17%, esse equipamento subiria mais de R$ 300. Contudo, no Brasil o cenário é mais complicado. O repasse gringo é focado apenas no custo de fabricação. Por aqui, entram na conta a flutuação do dólar e o efeito cascata dos impostos.

Vale lembrar que, no final de fevereiro, o governo federal chegou a propor o aumento da tarifa de importação de notebooks e smartphones de 16% para 20%. O governo recuou após pressão popular, mas, como os impostos são cobrados sobre o valor do produto importado, uma máquina cuja base já é mais cara em dólar gerará um tributo final maior em reais. Somando a isso a margem de lucro das varejistas, o salto no preço final de prateleira será relevante. Na prática, a barreira financeira para comprar um computador novo deve subir.

Além da alta nos preços, a consultoria aponta para o desinteresse comercial. Em vez de produzir e vender um notebook básico encarecido, as marcas preferem direcionar as memórias escassas para laptops premium, onde as margens de lucro justificam o investimento.

Celulares e consoles também vão sofrer

A demanda dos data centers de IA por chips e memórias também causará um tombo nas vendas de celulares. A Gartner alerta que os usuários de smartphones básicos serão os mais afetados, precisando recorrer cada vez mais a aparelhos de segunda mão.

O setor de games também começa a sentir o baque. A Valve relatou que o Steam Deck tem ficado indisponível com frequência, alertando que o problema se tornará rotineiro devido à falta de componentes. Já a nova geração de consoles pode demorar mais para chegar. Informações divulgadas pela Bloomberg indicam que a Sony avalia adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029. Lançar o hardware nos próximos dois anos significaria esbarrar na escassez de peças ou ter que anunciar um preço final inviável para os compradores.

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Rupixen/Unsplash)

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

26 de Fevereiro de 2026, 23:12
Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Panasonic desiste de fabricar suas próprias TVs

24 de Fevereiro de 2026, 15:30
Panasonic vai encerrar produção de televisores no Brasil (Imagem: thetoxicmind/Flickr)
Panasonic anunciou que deixará de fabricar seus próprios televisores (Imagem: thetoxicmind/Flickr)
Resumo

A Panasonic decidiu dar mais um passo no afastamento de um mercado que já foi central para sua identidade. A empresa anunciou que deixará de fabricar seus próprios televisores e passará essa responsabilidade a uma parceira chinesa, encerrando, na prática, sua atuação direta na produção de TVs.

A mudança marca um ponto simbólico para uma companhia que ajudou a popularizar as telas de plasma e que, por décadas, esteve entre as referências em qualidade de imagem. A partir de agora, os televisores continuarão levando o nome Panasonic, mas não sairão mais de fábricas controladas pela empresa japonesa.

Produção e vendas ficam com a Skyworth

O acordo prevê que a chinesa Skyworth, sediada em Shenzhen, assuma a fabricação, o marketing e a comercialização das TVs com a marca Panasonic. A empresa já é um nome relevante no setor e se apresenta como uma das maiores fornecedoras globais da plataforma Android TV, embora sua posição entre as líderes de vendas oscile ao longo do tempo.

Segundo o FlatpanelsHD, o anúncio foi feito durante um evento de lançamento, no qual um representante da Panasonic detalhou os termos da parceria: “Segundo o acordo, o novo parceiro liderará vendas, marketing e logística em toda a região, enquanto a Panasonic fornecerá conhecimento especializado e garantia de qualidade para manter seus renomados padrões audiovisuais, com desenvolvimento conjunto completo nos modelos OLED de ponta.”

A Panasonic afirmou que continuará oferecendo suporte “para todas as TVs Panasonic vendidas até março de 2026 e todas as que estiverem disponíveis a partir de abril”. Os novos aparelhos produzidos pela Skyworth devem ser vendidos nos Estados Unidos e na Europa, onde as empresas afirmam buscar participação de mercado em dois dígitos.

Televisores da Panasonic passarão a ser produzidos por uma empresa parceira chinesa Skyworth.
Televisores da Panasonic passarão a ser produzidos pela empresa parceira chinesa Skyworth (imagem: divulgação/Panasonic)

Entenda a decisão da Panasonic

A decisão da empresa japonesa não surgiu do nada. Há mais de uma década, a Panasonic vem demonstrando incerteza em relação ao futuro de sua divisão de TVs. No auge da era do plasma, a empresa chegou a liderar o mercado global, superando concorrentes como Samsung e LG. No entanto, em 2014, abandonou essa tecnologia, citando a ascensão dos LCDs e dificuldades financeiras acumuladas ao longo dos anos.

No mesmo período, a companhia começou a reduzir sua presença no mercado americano, do qual saiu completamente em 2016. Em 2021, anunciou que terceirizaria toda a produção de TVs, buscando mais flexibilidade. Três anos depois, retornou aos EUA com modelos OLED e Mini LED, ainda enfatizando o desenvolvimento japonês. Mesmo assim, em fevereiro de 2025, o presidente Yuki Kusumi admitiu que a empresa estava “preparada para vender” o negócio de TVs se fosse necessário.

Com a parceria com a Skyworth, a Panasonic parece ter encontrado uma forma de diminuir custos e riscos, mantendo alguma receita com o licenciamento da marca. O movimento também reforça um cenário mais amplo: hoje, praticamente não há mais produção de TVs no Japão, enquanto fabricantes da Coreia do Sul e da China dominam o mercado global.

Panasonic desiste de fabricar suas próprias TVs

Panasonic vai encerrar produção de televisores no Brasil (Imagem: thetoxicmind/Flickr)

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

24 de Fevereiro de 2026, 13:45
Executiva promete foco em histórias criadas por humanos (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft nomeou Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer em um momento de reestruturação e foco no ecossistema multiplataforma;
  • Sharma, com experiência em inteligência artificial, prometeu evitar o uso excessivo de “IA ruim” nos jogos, destacando a importância de histórias criadas por humanos;
  • nova liderança tem expectativa de reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

Na última sexta-feira (20/02), a Microsoft anunciou uma mudança histórica na liderança de sua divisão de jogos. Asha Sharma foi nomeada nova vice-presidente executiva (EVP) e CEO da Microsoft Gaming. Ela substitui Phil Spencer, que pegou o mercado de surpresa ao anunciar sua aposentadoria.

A transição ocorre em um momento crítico: a companhia busca redefinir a marca Xbox diante da queda nas vendas de hardware e da migração para um modelo focado no ecossistema multiplataforma.

A reestruturação não se limitou à saída de Spencer. Sarah Bond, presidente e COO do Xbox, também deixou a companhia após quase nove anos de atuação. Segundo o The Verge, Bond enfrentou atritos internos ao defender a estratégia “Xbox Everywhere”, focada em promover jogos em nuvem e dispositivos móveis.

Qual é o papel da IA no futuro do Xbox?

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Com vendas de hardware em baixa, console passa por redefinição de marca (imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Asha Sharma passou os últimos dois anos presidindo o grupo de produtos CoreAI da Microsoft. Por isso, a comunidade de jogadores levantou preocupações sobre o uso maciço de ferramentas generativas nos estúdios da marca. Sharma, no entanto, foi categórica em um memorando interno: a empresa não inundará o ecossistema com “conteúdo de IA sem alma”.

Em entrevista à Variety, a nova CEO detalhou essa visão e afirmou que “não tem tolerância para a má IA”. Ela reconheceu que a tecnologia faz parte do desenvolvimento há anos e continuará sendo um motor de crescimento, mas ressaltou que “grandes histórias são criadas por humanos”.

A declaração toca em um debate sensível na indústria. Conforme destacado pelo Ars Technica, a tolerância do público à inteligência artificial generativa tem sido mínima. Recentemente, o estúdio Sandfall Interactive perdeu um prêmio após admitir o uso de IA em cenários de Clair Obscur: Expedition 33.

Em contrapartida, lendas como John Carmack (criador de Doom) defendem que a tecnologia permite resultados superiores para equipes menores, enquanto Tim Sweeney (CEO da Epic Games) argumenta que a ferramenta estará em praticamente todas as produções futuras.

Um perfil diferente na liderança

A escolha da Asha Sharma marca um desvio em relação ao seu antecessor. Enquanto Phil Spencer construiu uma carreira de décadas dentro do Microsoft Game Studios, a nova CEO assume o cargo sem experiência prévia no setor de videogames. Antes, ela ocupou cargos de alta gestão em empresas como Instacart e Meta.

Apesar da falta de familiaridade com a cultura gamer, a executiva tem demonstrado abertura e afirma entrar na indústria como uma “construtora de plataformas”, com foco em reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

O primeiro grande teste da nova gestão não vai demorar. Com o aniversário de 25 anos do Xbox chegando no final de 2026, a Microsoft planeja usar o GDC Festival of Gaming em março e o Xbox Games Showcase na primavera norte-americana para definir a direção do próximo capítulo da marca.

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

20 de Fevereiro de 2026, 17:37
Meta
VR não emplacou como o esperado, diz Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta separou o Horizon Worlds dos projetos de realidade virtual Quest, focando em smartphones e tablets.
  • O mercado de realidade virtual não cresceu como esperado, levando ao fechamento do Horizon Workrooms.
  • Horizon Worlds se tornará concorrente do Roblox, com foco em monetização e crescimento em plataformas móveis.

A Meta anunciou que vai separar o Horizon Worlds, seu ambiente virtual, dos projetos da plataforma de realidade virtual Quest, que inclui a linha de headsets de mesmo nome. Com isso, o foco do mundo digital agora é ter uma presença mais forte em smartphones. Enquanto isso, as equipes que trabalham no sistema de VR vão se concentrar em ferramentas para desenvolvedores.

É um sinal de que a proposta apresentada em 2021 não vingou como o esperado. Na ocasião, a empresa então conhecida como Facebook mudou de nome para sinalizar que seu futuro passava pela construção de, nas palavras de Mark Zuckerberg, “uma internet corpórea, em que você está na experiência, não apenas olhando para ela”.

Por que a Meta mudou seus planos?

O comunicado divulgado pela Meta repete uma afirmação bastante direta: o mercado de realidade virtual não cresceu tanto quanto o esperado. Mais do que isso, ele não emplacou em todos os públicos-alvo como a empresa gostaria.

Os headsets fazem algum sucesso com crianças e adolescentes interessados em jogos casuais, mas jovens e adultos não aderiram à novidade para fazer reuniões ou participar de espaços profissionais colaborativos — tanto que a Meta encerrou o Horizon Workrooms, espécie de metaverso corporativo que ela oferecia.

Ilustração 3D representando uma reunião no metaverso. Dois avatares estilizados, de aparência juvenil e expressiva, estão sentados à mesa de um escritório virtual flutuante. À esquerda, uma mulher negra com tranças observa enquanto, à direita, um homem loiro gesticula. O cenário integra elementos digitais a uma paisagem externa ensolarada com montanhas. A estética é de um videogame moderno, com iluminação suave e texturas simplificadas, simulando uma experiência de realidade virtual.
Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

“Para continuar impulsionando o crescimento da plataforma VR no futuro, estamos focados em apoiar a comunidade de desenvolvedores terceirizados e sustentar nosso investimento em VR a longo prazo”, dia a publicação.

Qual o futuro do metaverso?

Se quase ninguém tem headsets de realidade virtual, por que continuar investindo em criar um ambiente digital com essas características? Essa parece ter sido a pergunta na cabeça dos executivos da Meta.

Com o anúncio, a empresa declara algo que já era esperado: o Horizon Worlds vai, aos poucos, deixar de ser um espaço imersivo para se tornar uma plataforma de mundos virtuais com foco em smartphones e tablets.

Ambiente virtual com avatares de pessoas, nomes de usuário e locais como um clube de comédia e um espaço para festas
Horizon Worlds será espaço de joguinhos e mundos virtuais (imagem: divulgação)

“Tivemos um crescimento de mundos exclusivos para plataformas móveis de 0 para mais de 2 mil [em 2025]”, diz o comunicado, que também sublinha um aumento de quatro vezes nos usuários ativos mensalmente em smartphones e tablets ao longo do ano passado.

O Horizon Worlds, então, passa de um metaverso para um concorrente de plataformas como o Roblox, que também tem mundos e jogos criados por usuários. Esse tipo de plataforma também permite monetização, e a Meta já vê sinais positivos nisso, com quatro criadores atingindo a marca de US$ 1 milhão em receitas.

Com informações do Engadget

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

19 de Fevereiro de 2026, 10:39
Imagem mostra notas de R$ 100 reais abertas em leque, formando um fundo para vários logotipos de grandes empresas de tecnologia. Os logotipos são da Apple, Google, Amazon, Microsoft, Meta e TikTok. No canto inferior direito, o logo do "tecnoblog" é visível.
O avanço dos investimentos em IA por grandes empresas de tecnologia começa a gerar ceticismo em Wall Street (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O ritmo acelerado de investimentos das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial começa a gerar incômodo entre investidores. Mesmo após as principais big techs deixarem claro, na temporada mais recente de balanços, que não pretendem reduzir os aportes em infraestrutura e modelos de IA, o mercado financeiro demonstra sinais crescentes de ceticismo.

Uma nova pesquisa do Bank of America indica que parte relevante de gestores de fundos e executivos financeiros já considera esses gastos excessivos.

A avaliação sugere que, para Wall Street, o entusiasmo com IA segue alto, mas a tolerância a investimentos sem retorno claro começa a diminuir.

Wall Street vê exagero nos aportes em IA

O levantamento ouviu 162 gestores responsáveis por cerca de US$ 440 bilhões em ativos (R$ 2,24 trilhões). Um percentual recorde desses profissionais afirmou que as empresas estão “investindo demais” em despesas de capital, especialmente ligadas à expansão de data centers, chips e infraestrutura voltada à IA.

O resultado vem acompanhado de uma mudança importante no humor dos executivos de tecnologia. Apenas 20% dos CIOs ouvidos disseram defender o aumento dos gastos de capital, o chamado capex, uma queda relevante em relação aos 34% registrados na pesquisa anterior. Para muitos, o momento agora é de cautela.

Esse freio no entusiasmo pode ser explicado pela percepção de risco. Um quarto dos participantes apontou uma possível “bolha de IA” como o principal risco para o mercado em 2026, superando preocupações tradicionais como inflação, conflitos geopolíticos ou alta desordenada dos juros.

Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Investimentos em tecnologia seguem altos, enquanto o mercado avalia riscos e retorno (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A bolha de IA pode virar um problema maior?

Além do temor de excesso de otimismo, parte dos investidores enxerga um risco ainda mais estrutural. Cerca de 30% dos entrevistados consideram os gastos massivos dos chamados hyperscalers de IA como a fonte mais provável de um evento sistêmico de crédito. Em outras palavras, o medo não é apenas de perdas pontuais, mas de impactos mais amplos no sistema financeiro.

Esse tipo de avaliação seria impensável há um ano, quando a corrida por IA parecia justificar praticamente qualquer nível de investimento. Desde então, no entanto, o mercado passou a exigir resultados mais concretos.

Com informações do Business Insider

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

Big techs no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iFood dobra seguro pago a entregadores acidentados

12 de Fevereiro de 2026, 17:17
Ilustração com a marca do iFood e uma moto vista de trás, com destaque para o baú
iFood ampliou o valor do seguro para entregadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O iFood anunciou uma ampliação no seguro de Diária por Incapacidade Temporária (DIT), benefício gratuito destinado a entregadores que precisam se afastar do trabalho após acidentes ocorridos durante as rotas. A principal mudança é o aumento do valor máximo da indenização, que passa de R$ 1.500 para até R$ 3.000, além da criação de uma diária mínima de R$ 50. A atualização vale para acidentes registrados a partir de 5 de janeiro de 2026.

Segundo a empresa, a medida busca oferecer maior estabilidade financeira aos entregadores durante o período de recuperação, sem exigir cadastro prévio ou qualquer tipo de cobrança.

O seguro é automático e cobre situações em que o profissional não consegue trabalhar temporariamente por causa de um acidente relacionado à atividade de entrega.

Como funciona a nova cobertura do seguro?

O DIT garante o pagamento de uma indenização proporcional aos ganhos médios do entregador no período anterior ao afastamento. A cobertura se aplica a acidentes ocorridos durante as entregas, no trajeto até os estabelecimentos parceiros ou no retorno para casa após a última rota do dia.

Em um cenário hipotético apresentado pela empresa, um entregador com média diária de R$ 100 que precise se afastar por 20 dias receberia R$ 2.000. Com o limite anterior, o valor máximo pago seria menor, independentemente do tempo de afastamento ou da renda média.

O acionamento do seguro pode ser feito diretamente pelo aplicativo do entregador, por meio da Central de Segurança, usando o botão de emergência. Também há canais alternativos, como telefone, WhatsApp e e-mail, disponíveis 24 horas por dia.

Entregador do iFood (Imagem: divulgação/iFood)
Seguro cobre acidentes durante entregas e no trajeto de volta (Imagem: divulgação/iFood)

Vale apenas para acidentes durante a entrega?

Além da renda temporária garantida pelo DIT, o iFood mantém outras coberturas gratuitas voltadas à proteção dos entregadores e de seus familiares. Entre elas estão o reembolso de despesas médicas e odontológicas, com limite de até R$ 15 mil, auxílio-funeral e indenizações em casos de morte acidental ou invalidez permanente, que podem chegar a R$ 120 mil.

Há ainda benefícios específicos para entregadoras, como indenização de até R$ 10 mil em casos de câncer de mama ou do colo do útero, auxílio-gestação de R$ 500 e compensação financeira em afastamentos para cuidar dos filhos, com diária fixa de R$ 100 por dois dias.

iFood dobra seguro pago a entregadores acidentados

iFood é a maior empresa brasileira de delivery (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

11 de Fevereiro de 2026, 14:39
Logotipo da Apple
Apple reforça atuação na área de bancos de dados com nova aquisição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple adquiriu a Kuzu, uma empresa canadense de banco de dados, em outubro de 2025, sem divulgar o valor da transação.
  • A aquisição foi reportada à União Europeia devido à relevância, conforme exigido pela legislação local, e os dados da empresa saíram do ar.
  • A Kuzu desenvolvia bancos de dados gráficos embarcados, focados em consultas rápidas e análise de dados complexos.

A Apple concluiu a misteriosa aquisição da Kuzu, uma empresa canadense especializada em tecnologias de banco de dados. O negócio foi finalizado em outubro de 2025, por um valor que não foi revelado, e só veio a público após ser identificado pela imprensa especializada, que acompanha movimentações corporativas da companhia.

Como costuma acontecer em compras desse tipo, a presença online da Kuzu foi rapidamente desativada. O site oficial saiu do ar e o repositório da empresa no GitHub foi arquivado, um padrão recorrente nas aquisições feitas pela Apple.

A Kuzu se descrevia como “um banco de dados gráfico embarcado desenvolvido para velocidade de consulta, escalabilidade e facilidade de uso”. Seu principal produto era o Kuzu Explorer, uma ferramenta acessível via navegador que permitia visualizar informações como nós interligados, facilitando a análise de relações complexas entre dados.

O que fazia a Kuzu?

Diferentemente de bancos de dados relacionais tradicionais, a Kuzu atuava no segmento de bancos de dados gráficos embarcados, voltados a aplicações que exigem consultas rápidas sobre grandes volumes de informações conectadas. Esse tipo de tecnologia costuma ser usado em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação e modelagem de dados complexos.

A Apple já é dona do FileMaker, um sistema de banco de dados relacional operado por sua subsidiária Claris. Ainda não está claro como a tecnologia da Kuzu será aplicada. A empresa não comentou se a solução será integrada a produtos existentes ou utilizada internamente em novos projetos.

Ilustração de inteligência artificial
Tecnologia da Kuzu permite visualizar relações complexas entre dados (imagem: Growtika/Unsplash)

Por que a aquisição foi informada à União Europeia?

Mesmo sem divulgação do valor, a aquisição foi relevante o suficiente para ser reportada à União Europeia. De acordo com o Digital Markets Act (DMA), empresas classificadas como “gatekeepers” precisam comunicar determinadas aquisições às autoridades regulatórias do bloco.

A compra da Kuzu aparece em uma lista pública da UE que reúne aquisições feitas pela Apple ao longo de 2025. Entre elas estão empresas de software, design de chips, inteligência artificial e ferramentas para aprendizado de máquina, indicando uma estratégia contínua de reforço tecnológico.

A página europeia é atualizada de forma periódica, geralmente alguns meses após o recebimento das informações. Por isso, analistas avaliam que outras aquisições da Apple podem ainda não ter sido divulgadas oficialmente.

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)

Co-CEO da SMIC diz que mercado de RAM está em “pânico”

11 de Fevereiro de 2026, 14:34
Imagem mostra um homem de terno falando em um púlpito com microfone
Zhao Haijun é co-CEO da SMIC (imagem: reprodução)
Resumo
  • O co-CEO da SMIC, Zhao Haijun, afirma que a indústria de semicondutores está em pânico devido à escassez de chips de memória.
  • Os preços de memória RAM subiram até 90% no início de 2026, segundo a Counterpoint Research.
  • A demanda por IA está canibalizando a oferta de componentes, afetando dispositivos como smartphones, enquanto a produção de DRAM para servidores não acompanha a demanda.

A indústria global de semicondutores entrou oficialmente em modo de crise. O co-CEO da Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), Zhao Haijun, afirma que o setor vive um estado de “pânico” provocado pela escassez severa de chips de memória.

Durante a última conferência de resultados, realizada em Hong Kong, o executivo explicou que a voracidade do setor de inteligência artificial por hardware está canibalizando a oferta de componentes para outras áreas. A SMIC, vale lembrar, é a maior fabricante de chips sob encomenda da China.

Segundo o executivo, o boom da IA comprimiu a disponibilidade de memórias para dispositivos populares, como smartphones de entrada e intermediários. O cenário atual, relatado pelo The Wall Street Journal, é agravado por um comportamento defensivo das empresas: temendo o desabastecimento, fabricantes estão inflacionando seus pedidos para tentar garantir estoques, gerando uma falsa percepção de demanda ainda maior.

Indústria mudou a prioridade

Imagem mostra um chip da SMIC
Preço das memórias RAM subiu quase 90% em menos de um ano (imagem: reprodução/SMIC)

A crise de abastecimento é um reflexo da mudança de prioridades das “Três Gigantes” da memória: Samsung, SK Hynix e Micron. Juntas, elas controlam mais de 90% do mercado global.

Dados da consultoria Counterpoint Research revelam que os preços da memória RAM dispararam entre 80% e 90% neste início de 2026, em comparação com o final do ano passado.

O aumento foi puxado pela memória DRAM usada em servidores, indispensáveis para treinar e rodar grandes modelos de linguagem. Como a produção dessas empresas não conseguiu escalar na mesma velocidade da demanda por IA, o fornecimento para o mercado de PCs e smartphones acabou ficando em segundo plano.

A SMIC já reportou uma queda nas encomendas vindas de fabricantes de celulares de gama média e baixa, os mais sensíveis a flutuações de custo.

Quando a oferta de memória RAM deve melhorar?

Pente de memória RAM
Escassez de DRAM afeta smartphones de entrada e intermediários (imagem: Liam Briese/Unsplash)

A boa notícia é que há uma perspectiva de alívio no horizonte para o consumidor comum. A má é que ela não será imediata: a previsão da SMIC é que novas remessas de chips de memória RAM convencional cheguem primeiro aos fabricantes de eletrônicos de consumo, podendo equilibrar os estoques globais até o terceiro trimestre de 2026.

A empresa está orientando clientes a não serem tão pessimistas e a evitarem cortes drásticos em outros componentes. O risco, segundo Zhao, é que a memória volte ao mercado em nove meses e as empresas não tenham outros chips necessários para completar a montagem de seus produtos.

Apesar da turbulência no mercado de memórias, a SMIC vive um momento de expansão financeira. A companhia reportou uma receita recorde de US$ 9,32 bilhões em 2025 (cerca de R$ 48 bilhões), um crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior. O lucro líquido também subiu 38,9%, atingindo US$ 685 milhões.

Esse desempenho é sustentado por um movimento de reestruturação da indústria na China, focado na localização da cadeia de suprimentos. Segundo a Nikkei Asia, desenvolvedores chineses de chips estão migrando em massa suas linhas de produção do exterior para fábricas locais.

Co-CEO da SMIC diz que mercado de RAM está em “pânico”

Pente de memória RAM (Imagem: Liam Briese/Unsplash)

Como um MBA em ciência de dados e IA pode aumentar seu salário em até R$ 73 mil

11 de Fevereiro de 2026, 13:17
Close-up de um aperto de mãos entre duas pessoas. À esquerda, uma pessoa veste terno preto, camisa branca e gravata listrada em laranja e branco. À direita, a outra pessoa veste uma beca de formatura preta. Com a mão esquerda, o formando segura um diploma enrolado em papel branco, adornado com um laço de fita de cetim vermelha. O fundo da imagem é cinza e neutro, mantendo o foco central no aperto de mãos e no documento. A iluminação é uniforme, destacando as texturas dos tecidos.
Como um MBA em ciência de dados e IA pode alavancar a sua carreira (imagem: TripleTen)

Se você já tem 7 a 10 anos de carreira e sente que está fazendo as mesmas coisas, com pouco avanço em responsabilidade, salário ou novas oportunidades, você não está só.

Não é uma sensação individual, mas estrutural. O mercado mudou. Dados e inteligência artificial deixaram de ser áreas técnicas isoladas e passaram a influenciar diretamente decisões de negócio, estratégia e crescimento das empresas.

Por isso, profissionais capazes de traduzir dados em impacto real estão entre os mais disputados globalmente.

É nesse contexto que um MBA em Data Science & Artificial Intelligence faz sentido. A formação combina visão estratégica com aplicação prática, desde a construção de casos de uso de IA para negócios até a criação de lógicas de personalização de dados que aumentam eficiência e valor para as empresas.

A demanda é global e crescente. Empresas internacionais têm ampliado a contratação de profissionais brasileiros, especialmente para funções ligadas a dados, IA e tomada de decisão orientada por tecnologia.

A TripleTen oferece um MBA em Data Science & Artificial Intelligence pensado exatamente para esse cenário. Profissionais experientes que querem sair do platô da carreira e assumir posições mais estratégicas, melhor remuneradas e com alcance internacional.

Qual a influência de um bom MBA sobre o salário?

É claro que desenvolver habilidades técnicas e interpessoais ativam sentimentos de satisfação, mas é importante não colocar o aspecto financeiro em segundo plano. Nesse sentido, convém destacar que uma boa formação de MBA pode ter efeitos muito positivos sobre o salário.

Para você ter uma ideia, estudos indicam que profissionais no Brasil com pós-graduação ou MBA chegam a ganhar quase o dobro em comparação àqueles que possuem apenas o ensino superior:

Gráfico de barras vertical sobre fundo branco com o título "Salário médio de acordo com o nível de instrução (No Brasil)". À esquerda, uma barra azul-clara representa o "Ensino superior". À direita, uma barra azul-escura, visivelmente mais alta, representa "Pós-graduação/MBA". Entre as duas barras, uma seta curva aponta para cima com o texto "+87%". A imagem utiliza elementos visuais simples para comparar o incremento salarial médio entre os dois diferentes níveis acadêmicos citados.
Comparação salarial entre ensino superior e pós/MBA (dados: Insper/O Globo)

A razão disso é que profissionais que investem em especialização tornam-se mais bem capacitados para assumir cargos de liderança ou exercer funções críticas, o que resulta em remunerações maiores.

Quando olhamos para o campo da ciência de dados, o cenário é ainda mais favorável: no Brasil, o salário de um cientista de dados tem médias que vão de R$ 7.500 (categoria júnior) a R$ 16.000 por mês (sênior). Profissionais que seguem carreira internacional podem ter salários mensais que superam R$ 70.000 na conversão de dólar ou euro para real:

Infográfico intitulado "Comparativo Salarial de Cientista de Dados BR x EU x US". Três colunas em tons de laranja representam os níveis "Junior", "Pleno" e "Senior". Cada coluna mostra valores em Reais, Euros e Dólares. No nível Senior, os valores são "R$ 16,040", "€ 5,470 ≈ R$ 33,641" e ",000 ≈ R$ 73,920". Os valores aumentam progressivamente da esquerda para a direita. O layout é limpo, com textos em branco e preto, utilizando degraus para ilustrar a ascensão salarial por senioridade e região.
Comparativo salarial no Brasil x exterior (dados: Glassdoor, Indeed, Robert Half Talent Solution)

É claro que, para alcançar remunerações tão elevadas, é importante investir em formações de MBA altamente qualificadas.

O que faz um curso de MBA realmente valer a pena?

Há quem leve em conta apenas a popularidade da instituição de ensino que oferece cursos de MBA, mas é importante considerar outros critérios no momento da escolha.

Em linhas gerais, uma formação de MBA deve ser tratada como um investimento. Como tal, é necessário que haja um ROI, isto é, um retorno sobre esse investimento.

Para avaliar o potencial de ROI, deve-se verificar se a instituição disponibiliza o curso de modo que você tenha flexibilidade para conciliar os estudos com suas atividades profissionais, afinal, é comum que estudantes de MBA já estejam inseridos no mercado de trabalho. Essa flexibilização envolve a oferta de materiais digitais e acesso a plataformas de ensino remoto, por exemplo.

Também é importante verificar se a estrutura do curso, de fato, prepara o estudante para ocupar cargos que estão em alta, tanto no Brasil quanto no exterior. Nesse sentido, convém checar se as certificações oferecidas têm reconhecimento internacional (ou seja, se não são válidas apenas no Brasil).

Outro aspecto a ser observado é se a instituição trabalha com ferramentas para incentivar a evolução do aluno, com suporte de tutores na revisão de tarefas, disponibilização de materiais atualizados e orientação de especialistas capazes de associar o seu progresso a objetivos de carreira para você ter chances reais de alcançar seus objetivos.

Por que o MBA de Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen faz sentido?

O MBA em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da TripleTen está alinhado com todos os aspectos abordados anteriormente. A TripleTen é uma escola de tecnologia dos Estados Unidos e uma edtech global focada na aceleração de carreiras em tecnologia. A empresa faz parte do Grupo Nebius, um grupo multibilionário com sede em Amsterdã que atua globalmente oferecendo infraestrutura e soluções em inteligência artificial para grandes empresas.

No Brasil, o programa é oferecido em conjunto com a Sirius, instituição de ensino superior devidamente reconhecida pelo MEC e responsável pela supervisão pedagógica do curso.

Por causa disso, o certificado do curso tem validade tanto no Brasil, inclusive no âmbito dos concursos públicos, quanto em outros países.

Além disso, o programa inclui certificações internacionais emitidas pela AWS Academy e pela Arizona State University, instituições reconhecidas globalmente na área de tecnologia e inovação.

Tão ou mais importante é o fato de o MBA da TripleTen consistir em um programa com duração estimada em dez meses. São 720 horas de uma formação fortemente baseada em atividades práticas e que envolvem trabalho com projetos reais, que enriquecem verdadeiramente o portfólio do aluno.

Banner publicitário com fundo laranja na parte inferior e a foto de um homem de barba e óculos ao fundo, olhando para um notebook. O texto em destaque diz: "MBA Data Science & Artificial Intelligence". Abaixo, a frase: "Transforme dados em decisões estratégicas". No rodapé, lê-se: "Online | 720 horas | Certificado reconhecido pelo MEC |". No canto inferior direito, a marca "tripleten". Na parte central, seis selos de premiações de 2024 e 2025, incluindo "Career Karma", "Switchup" e "Fortune".
Benefícios do MBA em Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen (imagem: TripleTen)

Para você ter ideia, a grade curricular do MBA de Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen inclui desenvolvimento de habilidades em linguagem Python, manipulação de dados, análises estatísticas, armazenamento de dados (SQL) e muito mais. O aprendizado em cada área é reforçado com atividades práticas.

Mas a instituição sabe que é importante conciliar conteúdo programático e projetos práticos com objetivos profissionais. Ao longo do MBA, os alunos desenvolvem diversos projetos aplicados, como análises de dados voltadas à tomada de decisão estratégica e aplicações de inteligência artificial para otimização de processos e personalização de soluções. Todo esse percurso é acompanhado por orientação contínua, com apoio para tirar dúvidas, manter a motivação e evoluir ao longo do curso, além do suporte de uma ferramenta de inteligência artificial para ajuda imediata. Por isso, o aluno também recebe consultoria sobre carreira, inclusive para atuação internacional, aspecto particularmente interessante para quem busca salários em dólar ou em euro.

Obtenha 10% de desconto no MBA da TripleTen

Como deve ter ficado claro para você, escolher um MBA é uma decisão muito importante para a sua carreira. Tão importante que essa escolha deve estar alinhada com seus objetivos profissionais.

É por isso que o MBA de Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen foi estruturado para permitir que você tenha um verdadeiro avanço de carreira e até acesso a oportunidades globais.

Quer obter mais detalhes antes? Sem problemas. No mesmo link, você pode preencher um rápido formulário para baixar a grade curricular completa do MBA e entender todos os módulos do programa.

Se decidir se inscrever, não se esqueça de aplicar o código promocional TECNO10 no momento da inscrição e garantir 10% de desconto no MBA da TripleTen.

Como um MBA em ciência de dados e IA pode aumentar seu salário em até R$ 73 mil

Como um MBA em ciência de dados e IA pode alavancar a sua carreira (imagem: TripleTen)

Comparação salarial entre ensino superior e pós/MBA (dados: Insper/O Globo)

Comparativo salarial no Brasil x exterior (dados: Glassdoor, Indeed, Robert Half Talent Solution)

Benefícios do MBA em Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen (imagem: TripleTen)

ChatGPT começa a testar anúncios em contas gratuitas e Go

10 de Fevereiro de 2026, 14:01
Anúncio publicitário no ChatGPT
Anúncio publicitário no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT para usuários gratuitos e do plano Go;
  • Anúncios não influenciam as respostas do ChatGPT e não resultam em compartilhamento de dados privados dos usuários com anunciantes;
  • Por ora, testes estão limitados a usuários maiores de idade nos Estados Unidos.

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT. A publicidade é direcionada a usuários do plano gratuito do serviço ou a assinantes do ChatGPT Go, o plano pago mais barato. As peças publicitárias são exibidas na parte inferior de cada conversa e, de acordo com a OpenAI, não influenciam nas respostas do serviço.

Não é um movimento inesperado. A OpenAI confirmou, em janeiro de 2026, que iria testar anúncios publicitários no ChatGPT. Porém, na ocasião, a organização não havia dado uma data exata para o início dos testes, se limitando a informar que a exibição começaria nas semanas seguintes.

Agora sabemos que os testes começaram nesta semana. No momento, apenas usuários com mais de 18 anos de idade que estejam baseados nos Estados Unidos podem se deparar com os anúncios. Porém, eles não aparecem e não aparecerão para usuários dos planos pagos Pro, Business e Enterprise do ChatGPT.

Anúncios serão mostrados para usuários do ChatGPT em outros países?

É bastante provável que sim, embora ainda não haja informações oficiais a respeito. Isso porque a própria OpenAI reconhece que precisa de uma fonte de receita para manter os planos gratuito e Go:

O ChatGPT é usado por centenas de milhões de pessoas para aprendizado, trabalho e decisões do dia a dia. Manter os planos gratuitos e Go rápidos e confiáveis exige infraestrutura significativa e investimento contínuo.

Os anúncios ajudam a financiar esse trabalho, apoiando um acesso mais amplo à IA por meio de opções gratuitas e de baixo custo de maior qualidade, e permitindo-nos continuar aprimorando a inteligência e os recursos que oferecemos ao longo do tempo.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
Anúncio no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

A declaração sugere que, passada a fase de teste ou em uma etapa futura desta, os anúncios serão exibidos para usuários de outros países.

A OpenAI explica que, além de não influenciar em respostas do ChatGPT, os anúncios não resultarão em compartilhamento de dados privados do usuário com anunciantes. Cada anúncio é separado do conteúdo das conversas por linhas e um rótulo de patrocínio.

ChatGPT começa a testar anúncios em contas gratuitas e Go

Anúncio publicitário no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Shein admite que fabricação no Brasil não deu certo

5 de Fevereiro de 2026, 11:17
Produtores brasileiros estariam enfrentando dificuldades com preços baixos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Shein enfrentou dificuldades na fabricação no Brasil devido a custos altos e infraestrutura inadequada.
  • Parceiros comerciais desistiram por não conseguirem atender às exigências de preços baixos e prazos curtos.
  • A Shein adotará uma abordagem mais seletiva, mantendo o Brasil como seu segundo maior mercado fora dos EUA.

O projeto da Shein de transformar o Brasil em um de seus principais polos de produção na América Latina vem enfrentando dificuldades com as confecções nacionais. A empresa chinesa, famosa pelas roupas de baixo custo, esbarra na desistência de parceiros comerciais, que alegam ser impossível acompanhar os custos baixos e os prazos que são exigidos.

Diante do cenário, a própria Shein reconheceu que a estratégia de nacionalização “não saiu como o planejado”. Em comunicado à Reuters, a companhia afirmou que a produção no país “exigiu tempo para amadurecer” e que, devido às diferenças na infraestrutura industrial brasileira em comparação à chinesa, o progresso tem sido “mais lento” do que o previsto.

Preços muito baixos

Segundo apuração da agência, que entrevistou donos de confecções e líderes sindicais, o modelo de negócios da varejista — baseado em fast-fashion — não se fez viável com a estrutura de custos do Brasil. Para os industriais brasileiros, a conta não fecha.

Um empresário do Rio Grande do Norte, ouvido pela Reuters, conta que a Shein exigiu reduções drásticas nos valores de atacado após os primeiros pedidos. A plataforma teria solicitado que o preço de uma saia e de uma jaqueta, por exemplo, caísse, respectivamente, de R$ 50 para R$ 38 e de R$ 65 para R$ 45.

“O plano era crescer. Mas, para nós, aqui no Nordeste, não era viável”, afirmou o empresário, que encerrou a parceria. Outros dois executivos não identificados confirmaram que a produção local não atingiu as metas inicialmente estabelecidas pela Shein.

Falta de integração entre fábricas e fornecedores

Shein (Imagem: Divulgação)
Fábricas e fornecedores de materiais não repetem integração do modelo chinês (imagem: divulgação/Shein)

Além da pressão nos preços, a logística é incomparável com a rede integrada de 7 mil fábricas chinesas próximas a fornecedores de materiais, como botões e zíperes. Por aqui, a dispersão geográfica e as leis trabalhistas mais rígidas dificultam a réplica do modelo chinês.

“Trabalhar no Brasil é diferente da China”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. “Lamento que não tenha dado certo”, completou.

Quando a Shein começou a operar no Brasil?

A Shein havia prometido, em 2023, investir no país cerca de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 787 milhões) para gerar 100 mil empregos até 2026, uma movimentação estratégica que ganhou força em 2024 após a implementação da taxa de 20% sobre importações de até US$ 50, a popular “taxa das blusinhas”. O objetivo era nacionalizar 85% das vendas locais.

Ao final do primeiro ano de operação, a empresa havia anunciado parcerias com 336 fábricas locais. Agora, com o revés na produção em massa, a empresa informou que adotará uma abordagem mais “seletiva”, focando em parcerias com as fábricas mais capacitadas.

Apesar das dificuldades fabris, o Brasil segue como o segundo maior mercado da companhia fora dos EUA, e o marketplace continua operando com “mais de 45 mil vendedores locais”, segundo a Shein.

Shein admite que fabricação no Brasil não deu certo

Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

4 de Fevereiro de 2026, 12:33
Ilustração mostra Elon Musk sorrindo
Musk agora está US$ 578 bilhões à frente do segundo colocado no ranking global (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk alcançou um patrimônio de US$ 852 bilhões após a fusão da SpaceX com a xAI.
  • A nova entidade combinada está avaliada em US$ 1,2 trilhão, tornando-se a empresa privada mais valiosa do mundo.
  • Musk detém 43% da empresa combinada, equivalente a US$ 542 bilhões, superando sua participação na Tesla.

O empresário Elon Musk atingiu um patrimônio líquido recorde de US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,5 trilhões) após a SpaceX anunciar a aquisição da xAI, sua empresa de inteligência artificial. O acordo, confirmado na segunda-feira (02/02), elevou a fortuna de Musk em US$ 84 bilhões (R$ 441 milhões) em apenas um dia.

Segundo estimativas da Forbes, a operação avalia a nova entidade combinada em US$ 1,2 trilhão (R$ 6,3 trilhões), consolidando-a como a empresa privada mais valiosa do planeta.

Como a fusão impacta a fortuna de Musk?

A transação alterou a composição dos ativos do bilionário, tornando a SpaceX o seu bem mais valioso. Antes da fusão, Musk detinha 42% da fabricante de foguetes (avaliada em US$ 800 bilhões) e 49% da xAI (avaliada em US$ 250 bilhões). Com a união das operações, a estimativa é que Musk passe a deter 43% da empresa combinada, uma fatia que sozinha vale US$ 542 bilhões (R$ 2,8 trilhões).

O montante supera com folga sua participação na Tesla, onde possui 12% das ações (US$ 178 bilhões). O crescimento acelerado impressiona pelo intervalo de tempo: em outubro de 2025, Musk foi a primeira pessoa a atingir US$ 500 bilhões.

O salto para os atuais US$ 852 bilhões foi impulsionado pela fusão e pela restauração de suas opções de ações da Tesla em dezembro, após uma disputa judicial que durava desde 2024.

Integração para IA

A fusão de SpaceX e xAI visa criar o que Musk descreveu como um “motor de inovação verticalmente integrado” e prepara o terreno para a abertura de capital da empresa aeroespacil, que planeja lançar uma oferta pública inicial de ações (IPO) ainda em 2026. O objetivo é unir a infraestrutura de exploração espacial e internet via satélite da Starlink às capacidades de processamento da inteligência artificial generativa.

No entanto, o fato de o empresário atuar simultaneamente como comprador e vendedor na transação levantou questionamentos de órgãos reguladores sobre governança. Analistas relembram que manobras similares já renderam disputas judiciais ao bilionário, como na aquisição da SolarCity pela Tesla em 2016.

Atualmente, a distância de Musk para os demais bilionários é enorme: ele está US$ 578 bilhões à frente de Larry Page, cofundador do Google e segundo colocado no ranking. No ritmo atual, é possível que Musk caminhe para ser o primeiro trilionário da história.

Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon vai demitir mais 16 mil funcionários

28 de Janeiro de 2026, 17:34
Ilustração com logo da Amazon cercado por caixas de papelão
Amazon fez a maior rodada de demissões de sua história (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon demitirá 16 mil funcionários, totalizando 30 mil demissões desde outubro de 2025.
  • As demissões representam 9% dos postos corporativos, afetando 350 mil trabalhadores.
  • A empresa busca reduzir camadas, aumentar a mentalidade de dono e remover burocracia.

A Amazon confirmou planos de encerrar cerca de 16 mil postos de trabalho. É o segundo corte anunciado pela empresa nos últimos meses — em outubro de 2025, a companhia revelou planos para reduzir em aproximadamente 14 mil pessoas sua força de trabalho. Portanto, são 30 mil demissões.

Procurada pelo Tecnoblog, a Amazon Brasil disse não ter nenhuma informação adicional para compartilhar além do comunicado global da companhia.

Por que a Amazon está demitindo?

Fotografia de um amplo saguão moderno e iluminado. No lado esquerdo, um balcão de recepção de madeira com funcionários e pessoas em movimento. Atrás do balcão, uma parede decorada com formas geométricas coloridas em tons de azul, rosa, amarelo e roxo. Pendentes esféricos brancos descem do teto industrial de tijolos brancos. À direita, uma parede de madeira exibe o letreiro luminoso colorido "NEW YORK IS A FEELING". Pessoas borradas caminham pelo piso de concreto claro polido entre colunas brancas.
Amazon inaugurou escritório para 2 mil funcionários em Nova York (EUA) no ano passado (Imagem: Hollis Johnson / Amazon)

Em uma mensagem enviada aos funcionários e revelada na tarde desta quarta-feira (28/01), a empresa afirma novamente que quer “reduzir camadas, aumentar a mentalidade de dono e remover burocracia”. O texto é assinado por Beth Galetti, vice-presidente sênior de pessoas e tecnologia.

Na terça-feira (27/01), um email compartilhado acidentalmente mencionava o “Project Dawn”(“Projeto Amanhecer”, em tradução livre). Aparentemente, esse é o código interno para a eliminação de cargos redundantes.

O CEO Andy Jassy tem se concentrado em cortar custos. Ele assumiu o cargo em 2021, após a saída de Jeff Bezos, fundador da empresa.

Também nesta semana, a Amazon anunciou o fechamento das redes de mercados Fresh and Go, além do encerramento do sistema de pagamentos Amazon One, que usava leitura biométrica da palma da mão para confirmar pagamentos.

O comunicado não menciona a inteligência artificial — em outubro, a companhia enfatizou o “potencial transformador” da tecnologia. Mesmo assim, o tema pode estar subentendido na afirmação de que “o mundo está mudando mais rapidamente do que nunca”.

Qual o impacto das demissões?

A Amazon tem cerca de 1,58 milhão de funcionários no mundo todo. Desses, aproximadamente 350 mil são do setor corporativo. Isso significa que, contando desde outubro de 2025, quase 9% dos trabalhadores dos escritórios da empresa devem perder seus empregos.

Como a Reuters observa, é também o maior layoff da companhia em quase três décadas de história — antes disso, a Amazon cortou 27 mil postos de trabalho entre o fim de 2022 e o início de 2023. Mesmo assim, Galetti afirma que a empresa não tem planos de fazer grandes reduções várias vezes ao ano.

Com informações da BBC e da Reuters

Amazon vai demitir mais 16 mil funcionários

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon inaugurou escritório para 2 mil funcionários em Nova York (EUA) no ano passado (Imagem: Hollis Johnson / Amazon)

OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

26 de Janeiro de 2026, 17:30
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Preço pode ser o triplo do praticado no setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI deve cobrar cerca de US$ 60 (R$ 316) por mil visualizações em anúncios no ChatGPT, valor até três vezes superior ao do Google e Meta.
  • Segundo o The Information, dados de desempenho dos anúncios serão limitados para manter privacidade, sem rastreamento detalhado.
  • Por enquanto, a empresa de Sam Altman indica somente os EUA como mercado a receber anúncios.

Anunciar nos espaços para publicidade no ChatGPT não vai custar barato: a companhia estaria pedindo cerca de US$ 60 (cerca de R$ 316, em conversão direta) a cada mil visualizações (CPM) para as marcas interessadas em aparecer nas respostas do chatbot.

De acordo com o site The Information, que reportou inicialmente a introdução do modelo de negócios pela OpenAI, o valor é significativamente mais alto do que a média do mercado: estima-se que seja o triplo do que costuma ser cobrado por publicidade nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram).

A OpenAI anunciou o início dos testes para incluir publicidade nas versões gratuita e Go do ChatGPT em 16 de janeiro, encerrando meses de especulação. Por enquanto, a empresa indica apenas os Estados Unidos como mercado a receber anúncios.

Preço alto e dados limitados

Apesar de cobrar um dos valores mais altos da indústria de mídia digital, a empresa não oferecerá — ao menos inicialmente — o mesmo nível de rastreamento detalhado que concorrentes como Google e Meta entregam.

Segundo a reportagem, os primeiros anunciantes do ChatGPT receberão apenas dados de “alto nível” sobre o desempenho das campanhas, como o número total de visualizações ou cliques. Outras métricas tão relevantes quanto as do marketing digital, como saber se o anúncio se converteu em venda, não estarão disponíveis.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
Anúncio aparecerá durante as conversas no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

A limitação seria uma forma da OpenAI manter de pé o discurso sobre a privacidade no chat dentro desse modelo de negócios. Ao anunciar a chegada da publicidade, a OpenAI garantiu que não venderá dados para anunciantes e que manterá o conteúdo das conversas privado, o que impede o uso de rastreadores invasivos para monitorar o comportamento de compra.

Uma das maiores preocupações da empresa durante as discussões sobre a implementação do modelo seria justamente a confiança dos usuários.

Esse receio, no entanto, vai além da OpenAI. Em entrevista recente, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o modelo de publicidade exige cuidado extremo e indicou que, se mal implementados, os anúncios podem contaminar as respostas dos chatbots.

OpenAI quer aumentar receita

A pressa em monetizar o serviço gratuito pode ter uma motivação. Antes do anúncio oficial da nova fonte de receita, Sebastian Mallaby, colunista do New York Times, analisou a situação financeira da companhia de Sam Altman e sugeriu um cenário delicado.

Ele aponta que, embora a tecnologia desenvolvida pela empresa seja concreta e funcional, há o risco de o caixa se esgotar antes que o negócio alcance a lucratividade. O texto cita projeções divulgadas pelo The Information, segundo as quais a OpenAI poderia “queimar” mais de US$ 8 bilhões (R$ 42,2 bilhões) apenas em 2025, com prejuízos acumulados que podem chegar a US$ 40 bilhões (R$ 211,2 bilhões) até 2028.

Em cerca de 18 meses, sugere o colunista, a empresa poderia enfrentar dificuldades severas de caixa, o que explicaria a movimentação agressiva para testar anúncios mesmo correndo o risco de desagradar a base de usuários.

OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Multilaser assume operação da Sennheiser no Brasil

23 de Janeiro de 2026, 16:18
Sennheiser headphone / Divulgação
Sennheiser é uma empresa alemã reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias de áudio de alta performance (Imagem: Divulgação/Sennheiser)
Resumo
  • O Grupo Multi assume a operação da Sennheiser no Brasil, centralizando importação, logística e gestão comercial.
  • Daniel Reis, executivo da Sennheiser na América Latina, integra o quadro executivo do Grupo Multi.
  • O portfólio inclui sistemas de microfones sem fio, equipamentos de monitoramento musical e soluções de conferência.

O Grupo Multi — até hoje mais conhecido como Multilaser — firmou um acordo para assumir a operação da Sennheiser no Brasil. A parceria transforma a empresa brasileira em distribuidora master exclusiva das divisões de Áudio Profissional e Business Communication da marca alemã no país, concentrando atividades como importação, logística, estruturação de estoque e gestão comercial.

Com o novo arranjo, o Grupo Multi passa a responder integralmente pela presença da Sennheiser no mercado brasileiro, em um movimento que busca dar mais escala à operação local e atender demandas técnicas e de volume em um setor que envolve desde produção musical até soluções corporativas de comunicação. Os valores do negócio não foram divulgados.

Mudança acompanha nova estratégia regional

A escolha leva em conta a estrutura logística e a capilaridade comercial da Multilaser, que já opera com marcas próprias e internacionais em diferentes segmentos de tecnologia. A empresa mantém parcerias globais com nomes como DJI, Targus, Chicco e Toshiba, atuando de forma integrada da importação à distribuição no varejo e no mercado corporativo.

Como parte do acordo, Daniel Reis, executivo responsável pela operação da Sennheiser na América Latina e sócio do Grupo CMV, passa a integrar o quadro executivo do Grupo Multi, junto com parte da equipe que já atuava com a marca. A movimentação busca garantir continuidade operacional e transferência de conhecimento.

Multi (antiga Multilaser) (imagem: divulgação)
Grupo Multi fechou acordo exclusivo para distribuição da marca Sennheiser no país (Imagem: Divulgação)

O que muda para o mercado brasileiro?

Com mais de 80 anos de história, a Sennheiser é reconhecida por soluções de áudio voltadas a aplicações profissionais. No Brasil, o portfólio sob gestão do Grupo Multi inclui sistemas de microfones sem fio, equipamentos para monitoramento e produção musical, além de soluções de conferência para salas corporativas e ambientes de ensino híbrido.

A estrutura comercial foi redesenhada para atender diferentes frentes do mercado, com equipes segmentadas, suporte técnico especializado e atuação voltada não apenas ao consumidor final, mas também a revendedores, integradores, subdistribuidores e empresas de locação de equipamentos.

Para o Grupo Multi, o projeto amplia sua atuação no segmento profissional e corporativo, enquanto a Sennheiser aposta em uma operação local mais robusta para sustentar seu crescimento no Brasil.

Multilaser assume operação da Sennheiser no Brasil

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

23 de Janeiro de 2026, 16:11
Escritório do Vimeo
Vimeo é a plataforma de hospedagem de vídeos que mais concorre com o YouTube (imagem: Facebook/Vimeo)
Resumo
  • Vimeo demitiu funcionários globalmente após ser adquirido pela Bending Spoons por US$ 1,3 bilhão (R$ 7,5 bilhões).
  • Bending Spoons, empresa italiana de software, controla também o Evernote, WeTransfer e Meetup e tem histórico de cortes após aquisições.
  • A plataforma de vídeos, fundada em 2004, enfrenta dificuldades há anos, com queda em valor de mercado.

O Vimeo começou a demitir funcionários no mundo todo após ser adquirido pela Bending Spoons, empresa italiana de software. Em setembro, a dona do Evernote comprou a plataforma de vídeos por US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões).

As dispensas ocorrem em meio a um processo de reestruturação que já vinha sendo observado antes da conclusão do negócio. A Bending Spoons confirmou as demissões, mas o número exato de funcionários desligados não foi divulgado.

Relatos de ex-funcionários indicam que o impacto foi amplo. No LinkedIn, o ex-vice-presidente do Vimeo, Dave Brown, afirmou que “uma grande parte da empresa” foi afetada. No X, o engenheiro de software Derek Buitenhuis compartilhou que foi demitido junto com “uma parcela gigantesca” de colegas.

Empresa italiana tem histórico de cortes

Bending Spoons + Vimeo
Bending Spoons comprou o Vimeo em setembro do ano passado (imagem: Facebook/Bending Spoons)

A chegada da Bending Spoons já indicava o caminho das demissões. A empresa italiana também controla os serviços do Evernote, WeTransfer e Meetup, e tem histórico conhecido de aquisições seguidas por cortes profundos e ajustes de preços.

Tudo indica que o mesmo modelo será aplicado ao Vimeo: operação mais enxuta, com foco em rentabilidade e possível revisão dos planos oferecidos.

Fundado em 2004, o Vimeo sempre ocupou um espaço distinto no mercado de vídeos online. Enquanto o YouTube se consolidou como uma plataforma aberta e com forte componente social, o Vimeo apostou em um modelo voltado a criadores profissionais, com planos pagos e foco em hospedagem de alta qualidade.

Apesar da longevidade, a empresa enfrentou dificuldades nos últimos anos. Desde que passou a operar de forma independente, em 2021, o valor de mercado do Vimeo caiu de forma acentuada. Em resposta, a plataforma passou a investir em ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

Escritório do Vimeo (imagem: Facebook/Vimeo)

Bending Spoons anuncia compra do Vimeo (imagem: Facebook/Bending Spoons)

Nova Launcher ressuscita sob nova direção

22 de Janeiro de 2026, 09:46
Nova Launcher volta após anúncio de fim e passa a ter novo dono
Nova Laucher está disponível para Android (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • O Nova Launcher foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que promete manter o app atualizado e compatível com versões modernas do Android.
  • A Instabridge considera exibir anúncios na versão gratuita e criar novos planos pagos, enquanto o Nova Launcher Prime continuará sem anúncios por US$ 3,99.
  • A empresa avalia abrir o código do Nova Launcher, enquanto usuários relatam a presença de rastreadores de anúncios do Facebook e Google no aplicativo.

O Nova Launcher, um dos aplicativos de personalização mais populares do Android, ganhou uma inesperada sobrevida. Depois de ter seu fim decretado em setembro de 2025, o app foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que agora assume o controle do projeto e promete mantê-lo atualizado.

A mudança ocorre meses após a saída de Kevin Barry, criador e único desenvolvedor do Nova Launcher, da Branch Metrics, empresa de análise de dados que havia comprado o aplicativo em julho de 2022. Com a desaceleração no desenvolvimento e a demissão da maior parte da equipe, o futuro do launcher parecia encerrado para boa parte da comunidade.

Do anúncio de encerramento à venda do Nova Launcher

Em setembro de 2025, Barry informou publicamente sua saída da Branch e confirmou que havia sido instruído a interromper os trabalhos de código aberto do Nova Launcher — algo que, segundo ele, havia sido prometido no momento da aquisição. Sem um desenvolvedor ativo e com o código-fonte em situação indefinida, sites especializados chegaram a tratar o app como descontinuado.

Poucos meses depois, porém, a Instabridge anunciou a compra do Nova Launcher. A empresa se descreve como focada em “criar produtos que ajudam as pessoas a se conectarem à internet” e afirmou que sua prioridade inicial é garantir a compatibilidade do launcher com versões modernas do Android, além de corrigir falhas e manter a estabilidade do aplicativo.

“O Nova não vai ser desativado. Nosso foco imediato é simples: manter o Nova estável, compatível com o Android moderno e com manutenção ativa”, afirmou a Instabridge.

App traz opções de customização para a tela inicial do Android
Nova Launcher traz opções de customização para a tela inicial do Android (imagem: reprodução/Google Play Store)

O que muda para os usuários do Nova Launcher?

Apesar da promessa de continuidade, a nova fase do Nova Launcher levanta dúvidas. A Instabridge deixou claro que não pretende reformular o app no curto prazo nem lançar recursos de forma acelerada. A ideia é adotar uma abordagem focada em manutenção, desempenho e qualidade.

Ao mesmo tempo, a empresa confirmou que avalia alternativas para tornar o projeto financeiramente sustentável. Entre elas, está a possibilidade de exibição de publicidade na versão gratuita e a criação de novos planos pagos. O Nova Launcher Prime seguirá sem anúncios, com preço reduzido para US$ 3,99 (cerca de R$ 21). As licenças já adquiridas continuarão válidas.

Relatos de usuários e análises de código apontam que rastreadores de anúncios do Facebook e do Google já foram adicionados ao aplicativo. Embora a Instabridge não tenha confirmado oficialmente a exibição de anúncios, usuários no Reddit afirmam já terem visto propagandas.

A empresa também diz estar “avaliando ativamente” a abertura do código do Nova Launcher.

Nova Launcher ressuscita sob nova direção

Netflix melhora oferta pela Warner, mas sem aumentar valor

20 de Janeiro de 2026, 14:22
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix tenta comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix ajustou proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery, mantendo o valor em US$ 82,7 bilhões, mas oferecendo pagamento totalmente em dinheiro;
  • Mudança visa dar mais segurança aos acionistas da WBD e acelerar aprovação do negócio;
  • Paramount ofereceu US$ 108,4 bilhões pela WBD, mas sua oferta foi rejeitada devido a incertezas financeiras; empresa ainda está no páreo, porém.

A Netflix fez um ajuste em sua proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) para diminuir as chances de o negócio ser recusado. O valor da oferta continua em US$ 82,7 bilhões (R$ 443 bilhões, na conversão atual). Mas, agora, a companhia propõe fazer todo o pagamento em dinheiro.

Na proposta anterior, apresentada no início de dezembro de 2025, a Netflix se comprometeu a fazer o pagamento por meio de dinheiro e ações. Cada ação da WBD foi avaliada em US$ 27,75. Cada acionista receberia, então, US$ 23,25 em dinheiro mais US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação ordinária da WBD.

Pela proposta revisada, essa dinâmica de pagamento é simplificada: cada acionista receberá US$ 27,75 em dinheiro por cada ação da Warner Bros. Discovery.

Por que a Netflix ajustou a sua proposta pela WBD?

Tanto a Netflix quanto o conselho de administração da Warner Bros. Discovery entendem que essa simplificação dá mais segurança para os acionistas e, com isso, pode acelerar a votação que determinará se a aquisição será ou não aprovada.

O aspecto da segurança se deve, provavelmente, ao fato de o imbróglio em torno da venda da WBD ter feito o valor das ações da Netflix oscilar. Ao contar com pagamento totalmente em dinheiro, os acionistas ficam livres de se depararem com desvalorizações consideráveis dos papéis.

O conselho [de administração] da WBD continua a apoiar e recomendar unanimemente nossa proposta, e estamos confiantes de que ela proporcionará o melhor resultado para acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento.

Ted Sarandos, coCEO da Netflix

Para fazer todo o pagamento em dinheiro, a Netflix recorrerá a uma combinação de recursos próprios e financiamentos.

Letreiro da Netflix em prédio (Imagem: Cameron Venti/Unsplash)
Netflix está determinada a adquirir a WBD (imagem: Cameron Venti/Unsplash)

Paramount continua na briga pela Warner

A nova estratégia da Netflix pode ser uma forma que a companhia encontrou para evitar que a WBD pare nas mãos da Paramount Skydance, que ofereceu US$ 108,4 bilhões (R$ 581 bilhões) pelo grupo. Apesar de maior em valor, a oferta da Paramount foi rejeitada por haver incertezas sobre a capacidade financeira da companhia de honrar o compromisso.

Porém, a Paramount ainda não desistiu do negócio, o que faz o movimento da Netflix ser compreensível. Em sua jogada mais recente, a Paramount abriu um processo contra a Warner para ter acesso a mais informações sobre a oferta da Netflix. A empresa também já fala em indicar novos membros para o conselho da WBD.

Netflix melhora oferta pela Warner, mas sem aumentar valor

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Letreiro da Netflix em prédio (Imagem: Cameron Venti/Unsplash)

Sony e TCL fazem pacto para a venda de TVs Bravia

20 de Janeiro de 2026, 12:33
Televisor exibindo os logotipos TCL e Sony em tela com gráficos coloridos abstratos representando parceria entre as empresas
Novas TVs Bravia chegarão através da parceria entre Sony e TCL (foto: Diego Amorim/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony e TCL terão uma joint venture para desenvolver televisores e equipamentos de áudio residencial.
  • O acordo prevê 51% das ações para a TCL e 49% para a Sony.
  • A divisão de TVs da Sony será transferida para a nova companhia, que manterá as marcas “Sony” e “Bravia” e deve começar a operar em 2027.

A Sony e a TCL vão criar uma joint venture no mercado de entretenimento residencial. O acordo foi anunciado hoje (20/01). Com isso, a divisão de TVs da Sony será transferida para a multinacional chinesa.

A nova companhia vai assumir todo o negócio de entretenimento doméstico da Sony, com a TCL ficando com 51% das ações e o conglomerado japonês com 49%.

O acordo prevê que a joint venture opere globalmente, cobrindo todo o processo de desenvolvimento, design, fabricação, vendas, logística e atendimento ao cliente. A linha de produtos inclui televisores e equipamentos de áudio residencial.

As empresas pretendem fechar os acordos definitivos até o final de março de 2026. A nova companhia deve começar as operações em abril de 2027, dependendo de aprovações regulatórias e demais condições da parceria.

Marcas Sony e Bravia continuam

Mesmo sendo produzidos por essa nova empresa, os produtos da joint venture vão manter as marcas “Sony” e “Bravia”, que já são reconhecidas no mundo todo. Segundo o comunicado oficial, a nova estratégia busca combinar a tecnologia de imagem e áudio da Sony, desenvolvida ao longo de décadas, com a tecnologia de displays da TCL e sua eficiência de custos.

Dessa forma, a Sony deve contribuir com qualidade de imagem e som, valor de marca e expertise operacional, incluindo gestão de cadeia de suprimentos. Do outro lado, a TCL entra com tecnologia avançada de displays, escala global, presença industrial e força na cadeia de produção vertical.

Por que as empresas fizeram a parceria?

O mercado global de TVs, especialmente as com grandes displays, continua crescendo, impulsionado especialmente por plataformas de streaming e compartilhamento de vídeo. A evolução de recursos inteligentes, maior resolução e telas maiores também impulsionam a demanda.

Nesse cenário, as empresas esperam criar produtos que atendam clientes no mundo todo e alcancem crescimento através de excelência operacional.

A parceria acontece em um momento de acirrada competição no segmento premium. Durante a CES 2026, a Samsung apresentou a TV R95H de 130 polegadas, com tecnologia Micro RGB. A aposta da fabricante sul-coreana são as telas gigantes que “superam” o OLED.

No comunicado, o CEO da Sony, Kimio Maki, afirmou que a parceria vai “criar novo valor para o cliente no campo do entretenimento residencial”. A diretora executiva da TCL, Du Juan, declarou que a joint venture representa “uma oportunidade única de combinar as forças da Sony e TCL”.

Sony e TCL fazem pacto para a venda de TVs Bravia

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Empresas anunciaram a criação de uma joint venture para desenvolver televisores e áudio residencial. Divisão de TVs da Sony será transferida para a nova companhia.

Parceria entre Sony e TCL vai criar joint venture para desenvolver e vender TVs Bravia a partir de 2027. (Imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

Quem é Tim Cook? Conheça o CEO da Apple

19 de Janeiro de 2026, 18:03
Tim Cook durante um evento da Apple em 2019
Saiba como foi a trajetória de Tim Cook até chegar o cargo de CEO da Apple (imagem: Divulgação/Apple)

Tim Cook é um engenheiro industrial e experiente executivo que atua como atual CEO da Apple. Nascido no Alabama, ele consolidou sua trajetória profissional em empresas como IBM e Compaq antes de ingressar na gigante tecnológica.

Contratado pessoalmente por Steve Jobs em 1998, ele revolucionou a logística da empresa e a ajudou a sair da eminente falência. Sua visão estratégica foi o pilar operacional para o sucesso global de dispositivos icônicos como o iPod e o iPhone.

Atualmente, Cook lidera a Apple focando na expansão de serviços e no lançamento de produtos inovadores, como o headset Vision Pro. Sob sua gestão, a empresa atingiu marcos históricos de valor de mercado e de sustentabilidade.

A seguir, saiba mais sobre a história de Tim Cook, sua formação e como ele se tornou um importante executivo da Apple. Também entenda como era a sua relação com Steve Jobs.

Quem é Tim Cook?

Tim Cook, nascido em 1º de novembro de 1960, no Alabama (EUA), é o atual CEO da Apple e engenheiro industrial de formação. Antes de ingressar na gigante de Cupertino, construiu uma carreira sólida com passagens executivas pela IBM e Compaq.

Contratado por Steve Jobs como vice-presidente de operações mundiais em 1998, ele transformou a eficiência logística e a cadeia de suprimentos da marca. Em 2005, tornou-se Diretor de Operações (COO), assumindo a liderança interina da empresa durante as licenças médicas de Jobs.

Em 2011, Cook assumiu o cargo de CEO e elevou o valor de mercado da Apple ao patamar histórico de US$ 3 trilhões. Sob seu comando, a companhia diversificou o portfólio com lançamentos como o Apple Watch, AirPods e a transição para os processadores Apple Silicon.

Além do hardware, o executivo consolidou o ecossistema de serviços e priorizou pilares como privacidade de dados e sustentabilidade. Então, Cook é amplamente reconhecido como um dos líderes mais influentes do mercado de tecnologia, focando em inovação contínua e governança corporativa.

Qual é a formação do Tim Cook?

Tim Cook é graduado em Engenharia Industrial pela Universidade de Auburn (1982) e mestre em Administração de Empresas (MBA) pela Fuqua School of Business da Universidade Duke (1988). Nessa última instituição, ele foi premiado com o título de Fuqua Scholar por seu desempenho acadêmico.

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)
Formando em engenharia industrial, Tim Cook assumiu o posto de CEO da Apple em 2011 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Qual é a função do Tim Cook na Apple?

Cook é CEO e membro do conselho da Apple, gerindo a visão estratégica da marca, supervisionando desde o desenvolvimento de hardware até a complexa logística global. Ele é o principal responsável pela tomada de decisões corporativas, assegurando que a inovação tecnológica se alinhe aos objetivos da empresa.

Sua gestão foca na diversificação de serviços e no fortalecimento de pilares éticos, como privacidade, sustentabilidade e inclusão social. Por meio de uma execução operacional rigorosa, Cook transformou a Apple em uma potência financeira, atingindo ampla valorização de mercado no setor.

Quando Tim Cook entrou na Apple?

Após ser recrutado pessoalmente por Steve Jobs, Tim Cook ingressou na Apple em março de 1998 como vice-presidente sênior de operações mundiais. Na época, ele abandonou uma carreira estável na Compaq para apostar na reestruturação de uma empresa que beirava a falência.

Sua gestão transformou a logística ao reduzir o inventário de trinta para apenas seis dias, otimizando drasticamente a eficiência da cadeia de suprimentos. Esse sucesso operacional equilibrou as finanças da companhia e consolidou Cook como o sucessor natural para o cargo de CEO.

CEO Tim Cook dá início a evento da Apple (imagem: reprodução/Apple)
A atuação de Tim Cook na área de lógistica da Apple foi essencial para ele ser escolhido como substituto de Steve Jobs (imagem: reprodução/Apple)

Qual é a importância de Tim Cook no mercado de tecnologia?

A liderança de Tim Cook fixou a Apple entre as empresas mais valiosas do mundo. Sua gestão transformou a marca em um padrão global de governança corporativa e solidez estratégica para o setor tecnológico.

O executivo diversificou o ecossistema da Apple ao priorizar serviços recorrentes e realizar a transição histórica para os processadores Apple Silicon. Essas decisões reduziram a dependência do iPhone, gerando fluxos de receita multimilionários com alta margem de lucro.

Especialista em operações, ele otimizou a cadeia de suprimentos global, garantindo uma eficiência logística que é referência para toda a indústria. Esse domínio operacional permite que a empresa mantenha a exclusividade e resiliência, mesmo sob severas pressões macroeconômicas.

Além do lucro, Cook molda o debate sobre a privacidade de dados e sustentabilidade, estabelecendo novos critérios éticos para o desenvolvimento de software. Sua influência estende-se à diplomacia comercial, equilibrando a expansão da inteligência artificial com responsabilidade social e política.

imagem de Tim Cook e Steve Jobs em um evento da Apple
Cook e Jobs tinha uma relação de aprendiz e mentor (imagem: James Martin/CNET)

Qual é a relação entre Tim Cook e Steve Jobs?

Tim Cook e Steve Jobs construíram uma relação de mútua confiança e união técnica, criando um vínculo profissional entre mentor e aprendiz. Recrutado em 1998, Cook foi o arquiteto operacional que viabilizou a visão de Jobs, salvando a Apple da iminente falência por meio de uma logística rigorosa.

A parceria equilibrou a genialidade disruptiva de Jobs com a precisão executiva de Cook, garantindo que inovações como o iPhone fossem produzidas com escala e lucratividade. Enquanto um focava na interface e no desejo do consumidor, o outro estruturava a cadeia de suprimentos global para sustentar o crescimento.

Como sucessor escolhido pessoalmente em 2011, Cook preservou o DNA de excelência da marca, seguindo o conselho de Jobs de nunca perguntar o que ele faria. Ele expandiu o legado do mentor ao focar em serviços e sustentabilidade, mantendo a filosofia da Apple como guia de sua gestão.

Quem é Tim Cook? Conheça o CEO da Apple

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)

CEO Tim Cook dá início a evento da Apple (imagem: reprodução/Apple)

(imagem: James Martin/CNET)

Asus pode encerrar divisão de celulares para focar em IA

19 de Janeiro de 2026, 15:31
Traseira do Zenfone 10, na cor vermelha, com duas câmeras
Linhas Zenfone e ROG Phone podem não ter novos modelos (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O presidente do conselho da Asus, Jonney Shih, afirmou que a empresa não ampliará o portfólio de celulares.
  • Segundo o site Mashdigi, a Asus pode investir em Physical AI, incluindo robótica e dispositivos inteligentes, realocando recursos da divisão de smartphones.
  • Os últimos lançamentos globais da Asus foram o Zenfone 12 Ultra e o ROG Phone 9 FE em 2025.

A Asus pode ser a próxima fabricante a deixar de lado o mercado mobile. Segundo o site taiwanês Mashdigi, o presidente do conselho da empresa, Jonney Shih, afirmou que a companhia não pretende ampliar ou renovar o portfólio de celulares.

As falas ocorreram durante um evento corporativo na sexta-feira (16/01), em Taipei, capital de Taiwan. Ao site, o executivo revelou que a Asus “não irá mais aumentar a variedade de modelos de smartphones”, evitando, no entanto, usar termos como encerramento definitivo ou abandono do mercado.

Shih também teria dito que a empresa seguirá dando suporte aos aparelhos já vendidos, mas que a divisão de celulares entrará em um estágio de “observação indefinida” do mercado. A Asus não confirmou, até agora, a mudança de estratégia.

Foco estaria em dispositivos de IA

A suspensão dos smartphones estaria ligada a uma reorganização estratégica da Asus. A empresa pretende concentrar os investimentos de pesquisa e desenvolvimento em PCs comerciais e em iniciativas relacionadas ao que chama de “Physical AI” (IA Física).

Esse é um conceito que inclui áreas como robótica, dispositivos inteligentes e óculos inteligentes, como os futuros dispositivos da Meta, que devem focar em IA. Segundo os relatos, a Asus planeja realocar equipes e tecnologias antes ligadas aos smartphones para projetos desse tipo.

O redirecionamento de foco da Asus também ocorre em um momento financeiramente positivo para o grupo. Graças aos investimentos em servidores de IA, a empresa reportou uma receita anual de aproximadamente US$ 23,6 bilhões (R$ 126 bilhões), um crescimento de 26% em relação ao ano anterior.

Outra companhia que abandonou o mercado mobile e investe nesse tipo de tecnologia é a LG, que demonstrou um robô doméstico durante a CES 2026.

Quais os últimos lançamentos da Asus?

Captura de um vídeo demonstrando três versões do Zenfone 12 Ultra. Da esquerda para a direita: um modelo branco, verde e um preto.
Zenfone 12 Ultra foi último lançamento da empresa na linha principal (imagem: reprodução/Asus)

As declarações não configuram, até o momento, um anúncio oficial de saída do mercado. Ainda assim, a divisão de smartphones da Asus pode já ter entrado em um período de suspensão indefinida, sem previsão para novos modelos.

Em 2025, a Asus lançou apenas dois smartphones globalmente: o Zenfone 12 Ultra e o ROG Phone 9 FE. Caso a estratégia se confirme, os últimos aparelhos da marca seriam:

  • Asus Zenfone 12 Ultra (2025)
  • Asus ROG Phone 9 FE (2025)
  • Asus Zenfone 11 Ultra (2024)
  • Asus ROG Phone 9 (2024)
  • Asus ROG Phone 9 Pro (2024)

No Brasil, o último celular vendido oficialmente foi o Zenfone 11 Ultra. O Zenfone 12 Ultra não chegou ao país por canais oficiais, assim como o ROG Phone 9, que ainda não teve lançamento oficial no mercado brasileiro, embora ambos possam ser encontrados em lojas importadoras.

Asus pode encerrar divisão de celulares para focar em IA

Zenfone 10 tem câmera dupla (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Asus)

Qual é a história da Apple? Saiba quem foi o criador da empresa dona do iPhone

19 de Janeiro de 2026, 11:12
Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Conheça mais sobre a história da Apple e sua trajetória para se tornar uma big tech (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Apple é uma gigante da tecnologia fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak em 1976. A empresa nasceu em uma garagem na Califórnia com o objetivo de tornar os computadores pessoais mais acessíveis.

A marca revolucionou o mercado ao lançar o Macintosh com interface gráfica em 1984, focando na união entre design e facilidade de uso. Assim, sua missão sempre foi entregar ferramentas digitais poderosas e intuitivas para os seus clientes.

Inovações icônicas como o Mac, o iPhone e o iPad transformaram a comunicação e o consumo de mídia globalmente. Hoje, a companhia lidera o setor por meio de um ecossistema integrado que conecta bilhões de usuários.

A seguir, saiba mais sobre a história da Apple, seus fundadores e onde fica a sede global da empresa. Também conheça o portfólio de produtos da marca.

O que é a Apple?

A Apple é uma multinacional americana de tecnologia, focada em inovação de hardware, software e serviços, integrado design minimalista a um ecossistema exclusivo. Seu portfólio inclui dispositivos icônicos, como o iPhone e o Mac, além de plataformas digitais robustas como o iCloud e o Apple Music.

imagem do iPhone 17 Pro
Atualmentem, a linha de smartphones iPhone é o produto mais famoso da Apple (imagem: Divulgação/Apple)

Qual é a história da Apple?

A Apple foi fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak em 1976, quando a dupla criou o computador Apple I em uma garagem na Califórnia (EUA). O sucesso veio rapidamente com o Apple II, lançado no ano seguinte, estabelecendo as bases para a revolução da computação pessoal.

Em 1984, o Macintosh introduziu a interface gráfica ao grande público, mas o alto custo gerou crises internas severas. Esse cenário resultou na saída de Steve Jobs em 1985, após intensos conflitos estratégicos com a diretoria.

A década de 1990 quase levou a Apple à falência devido ao avanço do Windows e à falta de foco em produtos inovadores e atrativos. Tudo mudou em 1997 com o retorno de Jobs a empresa, que simplificou a linha de produção e lançou o computador iMac.

O lançamento do iPod em 2001 e do iPhone em 2007 transformou a marca em uma big tech dominante no mercado global. Essas inovações disruptivas criaram um ecossistema fechado que fidelizou milhões de usuários ao redor de todo o mundo.

Sob a gestão de Tim Cook desde 2011, a Apple focou em serviços e dispositivos vestíveis, como o Apple Watch. Essa estratégia consolidou a Maçã como uma das principais empresas de tecnologia em termos de valor de mercado.

Atualmente, a empresa investe em inteligência artificial e computação espacial com o headset Vision Pro. Prestes a completar 50 anos em 2026, a marca segue ditando tendências e moldando o futuro do consumo tecnológico.

Imagem de Steve Wozniak e Steve Jobs segurando uma placa de circuito do Apple I em 1976
Steve Wozniak (à esquerda) e Steve Jobs segurando uma placa de circuito do Apple I em 1976 (imagem: Divulgação/Apple)

Quem foi o criador da Apple?

Steve Jobs e Steve Wozniak são os cofundadores da Apple, combinando marketing estratégico a uma engenharia de hardware à frente do tempo. Essa parceria inicial foi fundamental para transformar computadores pessoais em ferramentas acessíveis para o grande público.

Ao focar em eletrônicos de consumo, Jobs guiou a criação de produtos que redefiniram indústrias inteiras pela estética e usabilidade. Sua visão elevou a marca ao status de líder global, influenciando o mercado de tecnologia e o comportamento dos usuários por décadas.

Quem é dono da Apple?

A Apple não tem um único dono, pois é uma empresa de capital aberto desde 1980 e pertence a milhões de acionistas. O controle majoritário é exercido por grandes investidores institucionais, como os grupos Vanguard, BlackRock e State Street, que gerem a maior parte das ações.

A Berkshire Hathaway, do investidor Warren Buffet, figura como o principal acionista corporativo, enquanto executivos como Tim Cook detêm fatias individuais menores. Essa estrutura garante que a governança seja distribuída entre o mercado financeiro e os fundos de investimentos globais.

Tim Cook, CEO da Apple, ao lado de MacBook Air 2022
Tim Cook atua como CEO da Apple desde 2011 (imagem: Divulgação/Apple)

Quando a Apple foi criada?

A Apple foi fundada em 1º de abril de 1976 por Steve Jobs e Steve Wozniak na Califórnia. A empresa surgiu inicialmente para comercializar o computador Apple I, existindo juridicamente a partir dessa data.

Qual é o país de origem da Apple?

A Apple é uma empresa originária dos Estados Unidos, fundada especificamente na cidade de Los Altos, Califórnia (EUA). Atualmente, a sede global permanece no estado californiano, mas em Cupertino.

Apple Park visto de cima (Imagem: Reprodução/Apple)
Apple Park, sede principal da Apple, fica na cidade de Cupertino, na Califórnia (imagem: Reprodução/Apple)

Onde fica a sede da Apple?

A sede da Apple está localizada no One Apple Park Way, na cidade de Cupertino, Califórnia (EUA). O campus circular abriga mais de 12 mil funcionários em instalações sustentáveis que ocupam 175 acres no Vale do Silício.

Antes de 2017, o endereço principal da companhia era o 1 Infinite Loop, também em Cupertino. Atualmente, o antigo complexo permanece em uso pela empresa como um centro secundário para escritórios e laboratórios.

Existe uma sede da Apple no Brasil?

Sim, a Apple mantém um escritório corporativo em São Paulo que atua como sua sede administrativa e operacional para o mercado brasileiro. O espaço centraliza as atividades de vendas, suporte ao cliente, logística e questões jurídicas no país.

Ilustração mostra a marca da Apple e a bandeira do Brasil
A Apple possui um escritorio corporativo no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os produtos da Apple?

A Apple oferece um portfólio de produtos de hardware, softwares e serviços digitais. Todos projetados para uma integração perfeita com seu ecossistema:

Hardware

  • iPhone: smartphones de alto desempenho com chips avançados, foco em fotografia avançada e integração com a inteligência artificial Apple Intelligence;
  • iPad: tablets versáteis divididos entre as linhas Pro, Air, mini e padrão, ideais para produtividade e criação com a Apple Pencil;
  • Mac: notebooks (MacBook) e desktops (iMac, Mac mini, Studio) equipados com chips Apple Silicon para máxima eficiência e poder;
  • Apple Watch: relógios inteligentes focados em saúde, GPS e notificações em tempo real no pulso;
  • AirPods: fones de ouvido sem fio com cancelamento de ruído ativo, áudio espacial e integração total com o ecossistema da marca;
  • Vision Pro: headset de computação espacial que combina realidade aumentada e virtual para experiências imersivas de trabalho e lazer;
  • Apple TV (hardware): gadget de streaming que conecta a televisão ao ecossistema de apps, jogos e serviços de vídeo da marca;
  • HomePod: alto-falantes inteligentes com a assistente virtual Siri integrada, projetadas para sons com alta fidelidade e automação de casas inteligentes;
  • AirTag: pequenos rastreadores Bluetooth para localizar objetos perdidos via rede Buscar.
imagem de uma mulher sentada na frente de um monitor e um macbook
Os computadores Mac foram os primeiros produtos lançados pela Apple (imagem: Divulgação/Apple)

Softwares e Sistemas operacionais

  • iOS e iPadOS: sistemas operacionais móveis para iPhone (iOS) e iPad (iPadOS), focados em fluidez, segurança e multitarefa, otimizados com recursos nativos de IA generativa;
  • macOS: sistema para computadores e notebooks que prioriza a estabilidade e o recurso Continuidade, permitindo controlar múltiplos dispositivos Apple;
  • watchOS: interface dedicada ao Apple Watch focada em biometria, acompanhamento de atividades esportivas e acesso rápido aos widgets úteis;
  • visionOS: sistema operacional focado em experiências de realidade mista projetado especificamente para o Vision Pro, permitindo a navegação através dos olhos, mãos e voz;
  • tvOS: plataforma intuitiva para televisores que centraliza jogos, aplicativos de vídeo e o hub de controle da casa inteligente.
ilustração sobre o sistema operacional iOS
iOS é o sistema operacional do iPhone, conhecido por ser uma plataforma intuitiva (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços e assinaturas

  • iCloud: serviço de armazenamento em nuvem que garante backup de fotos e a sincronização segura de arquivos em todo o ecossistema;
  • Apple Music: serviço de streaming com mais de 100 milhões de músicas e suporte para áudio espacial de alta qualidade;
  • Apple TV: serviço por assinatura focado em produções originais de alta qualidade, incluindo filmes, séries e documentários premiados;
  • Apple Arcade: biblioteca de jogos premium para todos os dispositivos da marca, totalmente livre de anúncios ou compras internas;
  • Apple Fitness: programa de aulas de exercícios guiadas com integração direta aos dados de saúde do Apple Watch;
  • Apple Pay e Wallet: carteira digital para pagamentos por aproximação, cartões de embarque, chaves de casa e documentos digitais;
  • App Store: loja oficial que garante a curadoria e segurança de milhões de aplicativos desenvolvidos para todos os aparelhos da marca.
Apple Music
Sucessor do iTunes, o Apple Music mudou a forma de consumir música nos dispositivos da Maçã (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Qual é a história da Apple? Saiba quem foi o criador da empresa dona do iPhone

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Apple)

Steve Wozniak e Steve Jobs segurando uma placa de circuito do Apple I em 1976 (imagem: Divulgação/Apple)

Tim Cook e MacBook Air (Imagem: Divulgação / Apple)

Apple Park visto de cima (Imagem: Reprodução/Apple)

Apple Brasil (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

MBP de 14 polegadas está entre os contemplados (imagem: divulgação)

iOS é o sistema operacional do iPhone (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Music (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Após demissões, Meta coloca mais um prego no caixão do metaverso

16 de Janeiro de 2026, 12:18
Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Metaverso foi a grande aposta da Meta em 2021 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta encerrará o Horizon Workrooms e vendas de headsets Quest para empresas em fevereiro de 2026. Serviços serão gratuitos até janeiro de 2030.
  • A empresa sugere alternativas como Arthur, Microsoft Teams e Zoom Workplace para substituir sua plataforma de colaboração.
  • O foco do metaverso da Meta mudará para celulares, com continuidade do Horizon Worlds e desenvolvimento de ferramentas de IA.

A Meta deu mais um passo para se distanciar do metaverso: a empresa anunciou o fim do Horizon Workrooms, espaços virtuais projetados para colaboração entre funcionários. Além disso, as vendas de headsets Quest e serviços Horizon para o setor corporativo também serão encerradas.

Essas são as mais recentes notícias de um amplo movimento para deixar para trás os altos investimentos (e prejuízos bilionários) da divisão de realidade virtual da empresa, a Reality Labs. Recentemente, a companhia confirmou um layoff de mais de 1 mil funcionários e fechou estúdios de games.

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

O que a Meta vai fazer com os produtos corporativos do metaverso?

A companhia vai fechar totalmente as Workrooms em 16 de fevereiro de 2026 e deletar todos os dados associados a elas. Por isso, quem usa o serviço recebeu a recomendação de acessar a Central de Contas e baixar as informações. A empresa sugere usar o Arthur, o Microsoft Teams ou o Zoom Workplace para substituir sua plataforma.

A Meta também oferece o app Meta Quest Remote Desktop, que permite conectar um headset da linha Quest a um computador e emular monitores virtuais. Ele vai continuar funcionando.

A empresa vai encerrar as vendas de headsets e software para empresas em 20 de fevereiro de 2026 – ela oferecia ferramentas como modo compartilhado, gestão de apps e segurança de nível corporativo. Os clientes atuais poderão continuar usando os serviços gratuitamente até 4 de janeiro de 2030, mas o sistema entrará em modo de manutenção.

Qual é o futuro do metaverso?

Ambiente virtual com avatares de pessoas, nomes de usuário e locais como um clube de comédia e um espaço para festas
Horizon Worlds continua como principal produto do metaverso da Meta (imagem: divulgação)

A companhia já fechou quatro de seus estúdios de games em VR, reduziu a equipe responsável por Batman: Arkham Shadow e abandonou o desenvolvimento do app fitness Supernatural.

Esses movimentos sugerem uma mudança de perspectiva. De acordo com uma reportagem da Bloomberg, a Meta continuará desenvolvendo o metaverso, mas com foco em celulares, e não em headsets de realidade virtual completamente imersivos. 

Andrew Bosworth, CTO da empresa, afirmou, em um memorando interno obtido pela Bloomberg, que a equipe do Horizon vai dobrar a aposta em trazer as melhores experiências para smartphones, bem como ferramentas de IA para criadores.

Além disso, o Horizon Worlds continua funcionando. A plataforma social da empresa inicialmente foi pensada para VR, mas já conta com versões para navegadores e celulares.

Do lado do hardware, parece que o interesse pelos headsets não saiu como esperado: quem está usando produtos desse tipo não são jovens profissionais, mas sim crianças e adolescentes. Nesse contexto, há um ambiente favorável para jogos casuais e gratuitos.

Com informações do Verge

Após demissões, Meta coloca mais um prego no caixão do metaverso

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

16 de Janeiro de 2026, 09:56
Dell - prédio
Dell usa fim do contrato de distribuição como principal defesa (imagem: reprodução/Dell)
Resumo

A Dell Technologies formalizou um processo contra a VMware no Reino Unido, exigindo o pagamento de pelo menos 10 milhões de libras (cerca de R$ 72 milhões na cotação atual). A ação é o mais recente desdobramento de uma complexa batalha jurídica iniciada pela Tesco, a maior rede de supermercados britânica, contra a Broadcom – dona da VMware – e a revendedora Computacenter.

O caso expõe tensões decorrentes da mudança no modelo de negócios imposta pela Broadcom após adquirir a gigante de virtualização. O que começou como uma reclamação de contrato virou um “efeito dominó” jurídico envolvendo algumas das principais empresas de software.

Como a Dell foi parar no tribunal?

Para entender o papel da Dell no caso, é preciso olhar para a origem do conflito: o fim das licenças perpétuas. A Tesco alega que adquiriu licenças de software da VMware em 2021 com garantia de renovação de suporte. No entanto, após assumir o controle da empresa, a Broadcom eliminou essa modalidade, forçando a migração para assinaturas recorrentes (e mais caras). Sentindo-se lesada, a rede de supermercados processou a revendedora Computacenter e a Broadcom, pedindo mais de 100 milhões de libras em indenizações.

Nessa hora a Dell foi arrastada para a confusão. A Computacenter alega que não pode entregar o que as fabricantes se recusam a vender e processou seus fornecedores para se resguardar. A revendedora argumenta que, em 2021, a Dell – então distribuidora da VMware – enviou uma proposta que garantia preços e condições de suporte por longo prazo. Para a Computacenter, é a Dell que deve honrar essa oferta.

Logo da Dell
Antiga dona da VMware, Dell agora enfrenta a ex-subsidiária no tribunal (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na ação recém-aberta, a gigante dos PCs sustenta que sua obrigação contratual se limitava a “comunicar à VMware qualquer solicitação de renovação”, e que essa responsabilidade dependia da companhia continuar sendo uma distribuidora autorizada. Como a Dell encerrou a parceria de distribuição com a VMware em janeiro de 2024, a empresa alega incapacidade técnica e legal de fornecer os softwares sem a cooperação da Broadcom.

Basicamente, a Dell – que agora exige indenização para cobrir eventuais perdas se o veredito for desfavorável – diz ao tribunal que se a Computacenter vencer a ação, a VMware deve pagar a conta.

Fim das licenças perpétuas e risco de desabastecimento

Tesco alerta que falta de suporte da VMware pode afetar abastecimento (imagem: reprodução)

A base da disputa é a decisão da Broadcom de encerrar o suporte a licenças antigas. Nos autos do processo, a Tesco afirma que o software da VMware é “essencial para as operações e a resiliência dos negócios”, gerenciando cerca de 40 mil cargas de trabalho em servidores. Isso inclui desde os caixas das lojas até a logística de fornecimento de alimentos em todo o Reino Unido e Irlanda.

O alerta da varejista é grave: sem as atualizações e o suporte contratado, pode haver interrupções no abastecimento de produtos alimentícios para milhões de consumidores.

A Broadcom, por sua vez, não parece disposta a recuar. A gigante dos chips sustenta que os produtos solicitados pela Tesco foram descontinuados e não são mais comercializados. A empresa argumenta ainda que não pode ser obrigada a dar suporte a softwares obsoletos e que tentou negociar um novo acordo de assinatura com a rede de supermercados, que teria ignorado as propostas.

O impasse criou uma situação inusitada, onde Tesco, Broadcom, Computacenter e Dell tentam empurrar a responsabilidade financeira uns para os outros.

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

Dell (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

16 de Janeiro de 2026, 08:34
Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
  • A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
  • O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.

A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.

Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.

A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?

Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.

Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.

Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.

Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

O que isso pode significar para o consumidor?

A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.

Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.

O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.

No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.

Com informações do Culpium e 95ToMac

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

Quem é Bill Gates? Confira a biografia do fundador da Microsoft

15 de Janeiro de 2026, 11:33
Ilustração sobre o Windows com a versão jovem e mais velha do Bill Gates
Bill Gates mudou o mercado de computadores pessoais ao apostar permitir que os softwares se tornassem um produto independente do hardware (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates é um empresário e filantropo americano, conhecido por ser um dos fundadores da gigante da tecnologia Microsoft. Desde da criação da empresa em 1975, ele desempenhou um papel fundamental na popularização dos computadores pessoais e dos softwares modernos.

O executivo esteve envolvido no desenvolvimento de importantes sistemas operacionais, como o MS-DOS e o Windows. Gates liderou a companhia como CEO até 2000, transformando-a em uma das principais potências tecnológicas mundiais.

Atualmente, ele se dedica quase integralmente à filantropia e ao investimento em tecnologias sustentáveis e de inteligência artificial. Através da fundação Bill & Melinda Gates, o executivo financia projetos globais de saúde, educação e combate às mudanças climáticas.

A seguir, conheça mais sobre o legado de Bill Gates, sua formação e seu patrimônio atual. Também descubra qual foi o impacto do criador da Microsoft para a história da tecnologia.

Quem é Bill Gates?

Bill Gates, nascido em 28 de outubro de 1955 em Seattle, é um empreendedor, filantropo e fundador da Microsoft. Ele teve um importante papel na revolução dos computadores pessoais, transformando a indústria tecnológica ao liderar o desenvolvimento de softwares como o sistema operacional Windows.

Qual é a formação de Bill Gates?

Gates ingressou na Universidade de Harvard em 1973, inicialmente como estudante de Direito, mas priorizou cursos avançados de Matemática e Ciências da Computação. Em 1975, ele abandonou a graduação para fundar a Microsoft, deixando a instituição sem concluir o bacharelado formal.

Mesmo sem diploma regular, ele recebeu um doutorado honorário de Harvard em 2007 por seu impacto global. Diversas outras universidades também o condecoraram com títulos semelhantes em reconhecimento às suas contribuições tecnológicas e filantrópicas.

Fotografia em preto e branco de Paul Allen e Bill Gates lado a lado, quando eram mais jovens.
Bill Gates (à direita) deixou a faculdade para fundar a Microsoft ao lado de Paul Allen (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Qual é a carreira profissional de Bill Gates?

A trajetória profissional de Bill Gates começou em 1975 ao fundar a Microsoft com Paul Allen, focando no desenvolvimento de softwares. A empresa revolucionou a computação pessoal com os sistemas operacionais MS-DOS e Windows, consolidando o executivo como uma figura central da tecnologia.

Ele atuou como CEO até 2000, liderando a expansão global da companhia antes de assumir o cargo de arquiteto-chefe de software. Em 2008, deixou as funções executivas diárias, mantendo-se no conselho administrativo até 2014 e passou a colaborar apenas como conselheiro técnico.

Fora do setor corporativo, ele dedica a maior parte de seu tempo à filantropia com Fundação Bill & Melinda Gates, focando na erradicação de doenças, redução da pobreza extrema e expansão do acesso à educação. Gates também investe em inovação energética e tecnologias sustentáveis para combater a crise climática por meio da Breakthrough Energy.

Bill Gates
Bill Gates exerceu o cargo de CEO da Microsoft até 2000 (imagem: Red Maxwell/Flickr)

O que Bill Gates faz atualmente?

Atualmente, Gates atua de forma quase integral à filantropia por meio da fundação Bill & Melinda Gates, focando em saúde, educação e erradicação de doenças. Ele lidera iniciativas para acelerar a inovação climática e reduzir as emissões globais de carbono.

Seu patrimônio pessoal e ativos diversificados são geridos pela Cascade Investment, que investe em setores como energia, hotelaria e agricultura sustentável. Essa estrutura garante solidez financeira para sustentar doações bilionárias e compromissos de longo prazo.

Por meio da Gates Ventures, ele impulsiona pesquisas avançadas em inteligência artificial, Alzheimer e biotecnologia. Além disso, o executivo compartilha análise sobre ciência, educação e políticas públicas em seu blog, Gates Notes, influenciando debates relevantes.

Bill Gates ainda é dono da Microsoft?

Não, Bill Gates não é mais o dono majoritário da empresa Microsoft, tendo deixado o conselho da big tech em 2020. Atualmente, ele detém cerca de 1,3% das ações após décadas de vendas graduais para diversificar seu patrimônio.

Esses recursos agora financiam prioritariamente a Fundação Bill & Melinda Gates e outros projetos de impacto global. Hoje, o controle da Microsoft pertence a grandes grupos de investimento institucionais, como Vanguard e BlackRock.

Melinda Gates e Bill Gates (Imagem: Reprodução/Forbes)
Bill Gates atua em importantes ações filantrópicas ao lado da ex-exposa Melinda Gates (imagem: Reprodução/Forbes)

Qual é o patrimônio de Bill Gates?

O patrimônio de Bill Gates é estimado em cerca de US$ 104 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026, ocupando a 18ª posição entre os maiores bilionários do mundo. Sua fortuna provém de participações na Microsoft e na Cascade Investment, abrangendo diversos setores que equilibram investimentos globais e filantropia.

De onde vem a fortuna de Bill Gates?

A fortuna de Bill Gates provém da valorização massiva das ações da Microsoft. Ao abrir o capital em 1986, o executivo detinha 44,9% das ações da companhia, tornando-se o bilionário mais jovem do mundo na época.

Atualmente, seu patrimônio é diversificado pela Cascade Investment em setores como energia, terras agrícolas e investimentos em tecnologia. Embora vindo de uma família de classe média alta, a riqueza de Gates não é fruto de herança, mas do empreendedorismo e gestão estratégica de ativos.

Bill Gates segurando o código impresso do Altair Basic
Bill Gates divulga código-fonte que deu origem à Microsoft (imagem: reprodução/Gates Notes)

Qual é a importância de Bill Gates para o mercado?

Gates teve um importante papel na era da computação pessoal ao transformar o software no motor central da economia digital global. Sua liderança na Microsoft estabeleceu o Windows como o padrão de mercado, consolidando o domínio dos computadores em lares e escritórios.

Ele revolucionou o modelo de negócios ao priorizar o licenciamento escalável de programas, servindo de base para o surgimento das atuais empresas de tecnologia. Essa estratégia permitiu que o software se tornasse um produto independente do hardware, maximizando o alcance de suas ferramentas.

Sob sua visão estratégica, a Microsoft pavimentou o caminho para que as big techs modernas dominassem ecossistemas complexos de serviços e produtividade. Esse legado garantiu a transição tecnológica para interfaces amigáveis e sistemas que sustentam a infraestrutura empresarial até hoje.

Atualmente, Gates é uma referência em ações filantrópicas ao usar sua fortuna para criar projetos de saúde, educação e combate às mudanças climáticas. Bem como, ele investe em empresas que focam em tecnologias sustentáveis e energia renovável.

Quem é Bill Gates? Confira a biografia do fundador da Microsoft

Saiba como a ideia de Bill Gates revolucionou o mercado de sistemas operacionais para computadores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Bill Gates divulga código-fonte que deu origem à Microsoft (imagem: reprodução/Gates Notes)

O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

14 de Janeiro de 2026, 13:49
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Saiba como a Microsoft se transformou em uma das maiores big techs do planeta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft é uma gigante tecnológica cofundada por Bill Gates e Paul Allen em 1975. Inicialmente, a empresa focou no desenvolvimento de softwares para microcomputadores pessoais antes de expandir os negócios nas últimas cinco décadas.

Com o lançamento do sistema Windows 1.0 em 1985, a marca revolucionou a interface dos computadores pessoais. Essa inovação permitiu que ela dominasse o mercado global de sistemas operacionais por várias décadas e se tornasse uma das principais big techs.

Atualmente, a Microsoft possui um portfólio diversificado, incluindo o popular pacote Office (Microsoft 365), os serviços na nuvem Azure e a divisão de videogames Xbox. Além disso, ela é dona do LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, e realiza grandes investimentos em inteligência artificial.

A seguir, descubra mais sobre a história da Microsoft, a origem do nome e quem controla a empresa de tecnologia atualmente. Também descubra as principais áreas de atuação da companhia além dos softwares.

O que é Microsoft?

A Microsoft Company é uma multinacional de tecnologia que desenvolve o sistema operacional Windows, a plataforma de nuvem Azure e os aplicativos de produtividade Microsoft 365. A companhia também atua em hardware com Xbox e Surface, além de integrar a inteligência artificial Copilot em seu ecossistema de serviços e busca.

O que significa Microsoft?

Microsoft é resultado da união das palavras inglesas microcomputer (microcomputador, em português) e software, sintetizando o propósito da companhia. A marca reflete a visão de desenvolver programas para computadores pessoais, um setor emergente na década de 1970.

Criado por Paul Allen em 1975, o termo era inicialmente grafado como “Micro-Soft” para destacar o uso de microprocessadores. O hífen foi removido oficialmente no ano seguinte, consolidando a identidade visual da empresa há mais de 50 anos.

Imagem da entrada do campus da Microsoft em Redmond, nos Estados Unidos. Em destaque, o letreiro com o nome "Microsoft" ao lado do logo colorido da empresa. Ao fundo, há um edifício moderno com uma cobertura de madeira e vidro em arco. O céu está parcialmente nublado e algumas pessoas caminham pela calçada.
Sede da Microsoft em Redmond, nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Qual é a história da Microsoft?

Fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen, a Microsoft nasceu com o desenvolvimento do interpretador BASIC para o computador Altair 8800. Essa iniciativa marcou o início da era dos softwares pessoais, estabelecendo a base para o futuro da marca.

Em 1980, a parceria com a IBM para fornecer o MS-DOS consolidou a empresa como líder em sistemas operacionais para computadores pessoais. Cinco anos depois, em 1985, o lançamento do Windows 1.0 introduziu a interface gráfica, tornando a tecnologia acessível ao público leigo.

Após mudar para Redmond em 1986, a Microsoft abriu o capital e passou a ter milhares de ativos negociados na NASDAQ. Esse aporte de recursos permitiu investimentos em pesquisa e expansão de mercado durante as décadas seguintes.

Tela do Microsoft Windows 1.0
Microsoft Windows 1.0 revolucionou o mercado de sistemas operacionais em 1985 (imagem: Reprodução/Microsoft)

A estreia do Office em 1989 e a chegada do Windows 95 em 1995 revolucionaram a produtividade e a conectividade doméstica com o navegador Internet Explorer. Esses produtos da Microsoft definiram o padrão de software de escritório e como a sociedade interagia com a web.

A diversificação para o hardware ocorreu em 2001 com console de videogame Xbox, inserindo a marca com sucesso no competitivo mercado de games. Paralelamente, a empresa expandiu a presença em dispositivos móveis com a linha de tablets e notebooks Surface em 2012.

Sob a era da computação em nuvem, a plataforma Azure tornou-se o pilar central de crescimento da companhia desde 2010. Atualmente, a Microsoft lidera a corrida da inteligência artificial por meio de parcerias estratégicas com a OpenAI e integração do assistente Copilot.

Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Microsoft Copilot é uma das principais apostas da big tech em inteligência artificial (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Quem fundou a Microsoft?

Bill Gates e Paul Allen são os fundadores da Microsoft. Amigos de infância, a dupla uniu a visão tecnológica e o empreendedorismo para criar em 1975 a empresa que mudaria o mercado global de softwares.

Gates liderou a gestão e expansão global atuando como CEO até 2000 e como presidente executivo até 2014, consolidando o domínio do sistema Windows. Allen foi o estrategista técnico inicial da marca, mas afastou-se da operação em 1983 para tratar problemas de saúde.

Quando Microsoft foi criada?

A Microsoft foi fundada em 4 de abril de 1975 em Albuquerque, Novo México.

Fotografia em preto e branco de Paul Allen e Bill Gates lado a lado, quando eram mais jovens.
Paul Allen (à esquerda) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Onde fica a sede da Microsoft?

A sede da Microsoft fica localizada em Redmond, Washington, no campus central One Microsoft Way. O complexo de 200 hectares funciona como uma “cidade inteligente”, integrando infraestruturas modernas e sustentáveis para abrigar cerca de 50 mil funcionários.

Nos primeiros anos após a fundação em 1975, a empresa operou em espaços alugados em Albuquerque, Novo México. Em 1979, mudou-se para Bellevue, Washington, onde manteve escritórios importantes até a transição definitiva para Redmond em 1986.

Quem é o dono da Microsoft atualmente?

Não existe um único dono da Microsoft, pois ela é uma empresa de capital aberto listada na NASDAQ. Seus maiores detentores são grupos institucionais como Vanguard e BlackRock, além de milhões de investidores individuais.

Atualmente, Satya Nadella lidera a companhia como CEO e presidente do conselho, cargo que ocupa desde 2014. Embora Bill Gates, cofundador da Microsoft, tenha se afastado da governança, ele ainda mantém influência e participação acionária direta por meio da Cascade Investment.

Homem no palco
Satya Nadella é o atual CEO da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Em quais áreas a Microsoft atua?

A Microsoft se tornou uma das empresas de tecnologia com um amplo portfólio, operando em pilares que sustentam tanto o mercado corporativo quanto o de consumo. Confira as principais áreas de atuação da companhia:

  • Sistemas e software de produtividade: é o pilar da empresa Microsoft, incluindo o ecossistema do sistema operacional Windows e a suíte Microsoft 365 (Word, Excel e Teams), ferramentas essenciais para a operação de empresas e usuários domésticos;
  • Computação em nuvem (Azure): fornece infraestrutura global em escala, oferecendo serviços de armazenamento, processamento de dados e hospedagem para organizações de todos os portes;
  • Inteligência artificial: lidera a inovação no setor por meio do Microsoft Copilot, assistente inteligente integrado aos seus produtos para otimizar a criação e a análise de dados;
  • Hardware e dispositivos: desenvolve eletrônicos de consumo premium, como a linha de notebooks e tablets Surface, focados em integrar hardware e software de forma otimizada;
  • Games e entretenimento: detém uma das maiores divisões de jogos do mundo, abrangendo os consoles Xbox, o serviço de assinatura Game Pass e estúdios como Activision Blizzard, Bethesda e id Software;
  • Serviços e ferramentas para desenvolvedores: oferece recursos essenciais para programadores, incluindo o GitHub, o Visual Studio e soluções corporativas de gestão no Dynamics 365;
  • Redes sociais e networking: administra o LinkedIn, a maior plataforma profissional do mundo, conectando talentos a oportunidades de carreira e soluções de marketing B2B.
Logotipo do Windows 11
O sistema operacional Windows continua sendo o principal carro-chefe da Microsoft (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Quais foram as principais aquisições da Microsoft?

A Microsoft expandiu seu ecossistema por meio de aquisições estratégicas que moldaram os setores de software, nuvem e entretenimento. Conheça as marcas que são subsidiárias da Microsoft:

  • Visio Corporation (2000, US$ 1,4 bilhões): consolidou ferramentas de diagramação técnica no ecossistema Office, tornado-se o padrão corporativo para fluxogramas;
  • Skype Technologies (2011, US$ 8,5 bilhões): expandiu o alcance global em comunicações por vídeo, servindo como base tecnológica para a infraestrutura atual do Microsoft Teams;
  • Nokia – divisão de hardware (2014, US$ 7,2 bilhões): esforço para integrar hardware e software em dispositivos móveis, antes da guinada estratégica para serviços em nuvem. A divisão foi vendida em 2020;
  • Mojang (2014, US$ 2,5 bilhões): garantiu a propriedade do popular game Minecraft, permitindo à Microsoft liderar no mercado de jogos com foco em comunidades e criatividade;
  • LinkedIn (2016, US$ 26,2 bilhões): conectou a empresa a maior plataforma profissional do mundo, integrando dados de carreira aos serviços do Microsoft 365;
  • GitHub (2018, US$ 7,5 bilhões): posicionou a empresa no centro da comunidade de desenvolvedores e programadores, controlando a maior plataforma de hospedagem de código do planeta;
  • ZeniMax Media (2021, US$ 7,5 bilhões): trouxe estúdios como Bethesda e id Software para o Xbox Game Studios, garantindo títulos exclusivos como Elder Scrolls e Doom;
  • Nuance Communications (2022, US$ 8,5 bilhões): reforçou as capacidades de IA e reconhecimento de voz, com foco em soluções avançadas para o setor da saúde;
  • Activision Blizzard (2023, US$ 68,7 bilhões): a maior aquisição da história da tecnologia, incorporando franquias como o Call of Duty e fortalecendo o serviço Game Pass.
imagem exibe fotos das principais franquias da activision blizzard
A aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft foi a maior da história da tecnologia (imagem: Reprodução/Activision Blizzard)

Qual é o valor de mercado da Microsoft?

O valor de mercado da Microsoft é de aproximadamente US$ 3,5 trilhões, conforme dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Esse montante coloca a empresa na quarta posição entre as principais big techs mais valiosas do mundo.

Essa capitalização varia conforme o sentimento dos investidores, indicadores macroeconômicos e o desempenho operacional da companhia. Atualmente, os avanços estratégicos em IA e serviços de nuvem são os pilares que sustentam a alta avaliação.

Qual é a diferença entre Microsoft e Microsoft 365?

A Microsoft é uma empresa de tecnologia que desenvolve e licencia hardware, serviços em nuvem e sistemas operacionais para o mercado mundial. Ela representa a corporação completa, abrangendo desde o Windows até a infraestrutura do Azure e divisões de hardware.

O Microsoft 365 é o serviço de assinatura que reúne ferramentas de produtividade, armazenamento em nuvem e recursos de segurança avançados para usuários e empresas. Ele expande o antigo Office 365 ao incluir soluções de colaboração, como Teams, e tecnologia de inteligência artificial.

O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embarcamos para os Estados Unidos e visitamos a sede da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Satya Nadella faz a abertura do Microsoft Build 2024 em Seattle (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

14 de Janeiro de 2026, 10:46
Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
  • A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
  • A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.

A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.

Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.

O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.

Fechamento de estúdios de jogos

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.

Entre as desenvolvedoras encerradas estão:

  • Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.
  • Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.
  • Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.

O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.

Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.

Meta vai abandonar os games?

Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.

A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.

Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

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Empresa iniciou cortes na força de trabalho como e deve focar em dispositivos com inteligência artificial.

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos

13 de Janeiro de 2026, 10:35
Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Saiba como a Amazon se tornou uma das maiores big techs do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Amazon é uma gigante global de tecnologia fundada em 1994 por Jeff Bezos, na cidade de Bellevue, nos Estados Unidos. O negócio começou em uma garagem, operando inicialmente como uma livraria online focada em eficiência logística.

Com o tempo, a empresa expandiu seu catálogo e diversificou serviços para dominar o varejo em escala mundial. Essa evolução constante e a mentalidade de inovação a transformaram em uma das maiores big techs da atualidade.

Além de dominar o e-commerce, a marca lidera setores de computação em nuvem, inteligência artificial e serviços de streaming digital. Atualmente, ela é referência absoluta em infraestrutura tecnológica, mantendo um crescimento sólido e influência global.

A seguir, conheça mais sobre a história da Amazon, sua missão e mercados em que atua. Também descubra quem é o dono da companhia e seu valor de mercado.

O que é Amazon?

A Amazon Company é uma multinacional de tecnologia que atua nas áreas de e-commerce, computação em nuvem e serviço de streaming em escala global. Fundada por Jeff Bezos em 1994, a marca evoluiu de uma livraria virtual para o maior ecossistema de varejo e infraestrutura digital do mundo.

O que significa Amazon?

O nome Amazon foi escolhido por Jeff Bezos por simbolizar algo grandioso, refletindo a ambição de criar a maior loja do mundo. A estratégia visava uma identidade que permitisse a expansão ilimitada dos negócios para além da venda inicial de livros.

A referência direta ao Rio Amazonas também remete ao fluxo constante e imensidão, espelhando a vasta diversidade do catálogo e o alcance global. Complementarmente, o logotipo reforça essa ideia ao conectar as letras “A” e “Z”, prometendo entregar tudo ao cliente.

Amazon no celular (Imagem: Christian Wiediger/Unsplash)
O logotipo da Amazon traz uma seta que conecta as letras “A” e “Z”, indicando o objetivo de ser uma “loja de tudo” (imagem: Christian Wiediger/Unsplash)

Qual é a missão da Amazon?

A Amazon baseia-se em quatro pilares: obsessão pelo cliente, paixão por inovação, excelência operacional e pensamento de longo prazo. Seu objetivo é ser a empresa mais centrada no cliente da Terra, integrando tecnologia e logística para facilitar a vida cotidiana.

Expandindo seu propósito, a marca agora integra o bem-estar e a segurança dos funcionários. Atualmente, ela busca ser o melhor e mais seguro lugar para trabalhar, guiando inovação sob uma perspectiva ética e sustentável.

Quando a Amazon foi criada?

A Amazon foi fundada em 5 de julho de 1994, em Bellevue, Washington (EUA), sob o nome jurídico Cadabra Inc. O site oficial da varejista, já com nome jurídico atual, foi lançado apenas em 16 de julho de 1995.

Onde fica a sede da Amazon?

A sede atual da Amazon está localizada em Seattle, Washington (EUA), com destaque para o complexo The Spheres no bairro de South Lake Union. Em 2023, a empresa expandiu suas operações corporativas ao inaugurar uma segunda sede, a HQ2, situada em Arlington, Virgínia.

Vale dizer que a trajetória da companhia começou na garagem da casa de Jeff Bezos em Bellevue, Washington, antes de mudar definitivamente para Seattle. Atualmente, as duas sedes principais coordenam as operações globais de tecnologia e logística da gigante do varejo.

imagem do Amazon Spheres, em Seattle
Amazon Spheres é um espaço de trabalho e jardim de inverno no campus da sede da Amazon em Seattle (imagem: SounderBruce/WikiMedia Commons)

Quem criou a Amazon?

Jeff Bezos criou a Amazon após deixar o mercado financeiro para apostar no potencial do comércio eletrônico. Embora sua ex-esposa MacKenzie Scott e os primeiros funcionários Shell Kaphan e Paul Davis tenham auxiliado na fase inicial, Bezos é o único fundador oficial.

Quem é o atual dono da Amazon?

Não existe um único dono da Amazon, pois ela é uma empresa de capital aberto controlada por acionistas e investidores institucionais. O fundador Jeff Bezos permanece como o maior investidor individual, com cerca de 10% das ações, enquanto grupos como Vanguard e BlackRock detêm fatias significativas do controle.

O controle operacional é exercido pelo CEO Andy Jassy, mas Bezos mantém influência relevante como presidente executivo do conselho. Essa estrutura é comum em corporações listadas na bolsa, onde o poder de voto é proporcional à quantidade de ações possuídas.

Quantos funcionários trabalham na Amazon?

A Amazon emprega cerca de 1,56 milhão de funcionários em tempo integral e parcial globalmente, conforme dados do World Population Review em dezembro de 2025. Esse total exclui prestadores de serviços, como entrega terceirizada.

O setor de varejo concentra a maior parcela da força de trabalho, com cerca de 1,1 milhão de colaboradores, enquanto a América do Norte concentra a maioria regional (925 mil). Após expansões agressivas, a empresa agora prioriza a estabilização do quadro por meio de demissões pontuais e realocação de recursos em tecnologia.

Imagem de Jeff Bezos e Andy Jassy com o logo da Amazon ao Fundo
O fundador Jeff Bezos (à esquerda) passou o cargo de CEO para Andy Jassy em julho de 2021 (imagem: Reprodução/Paper Geek)

Como a Amazon foi criada

A história da Amazon começou em 1994, quando Jeff Bezos deixou o emprego em Wall Street para fundar a Cadabra Inc e empreender em sua garagem em Bellevue, Washington (EUA). Motivado pelo boom da internet, ele buscava criar a “loja de tudo”, iniciando pelo mercado editorial.

O plano de negócios surgiu durante uma viagem para Seattle, cidade escolhida pela proximidade com grandes distribuidores de livros. Com investimento de US$ 100 mil e apoio da então esposa MacKenzie Scott, Bezos contratou Shel Kaphan para desenvolver o site oficial.

A plataforma foi lançada em julho de 1995, já com o nome de Amazon, focando em livros devido à alta demanda e facilidade logística do setor. O sucesso foi imediato, gerando mais de US$ 500 mil em vendas nos primeiros dias de operação.

Após abrir capital em 1997, a empresa diversificou o catálogo para incluir música, vídeos e brinquedos. A estratégia “Cresça Rápido” visava superar concorrentes físicos e consolidar a marca como a “loja de A a Z”, como indicava a logo.

Imagem da casa em Bellevue, Washington, onde a Amazon foi Fundada
Casa em Bellevue, onde Jeff Bezos iniciou a Amazon (imagem: Reprodução/Downtown Bellevue Network)

Em 2006, a diversificação atingiu novos patamares com a Amazon Web Services (AWS), que se tornou líder global em infraestrutura de nuvem. Paralelamente, em 2005, a assinatura Amazon Prime fidelizou milhões de clientes com entregas rápidas e serviços de streaming integrados.

Nos anos seguintes, a empresa revolucionou o consumo digital com o lançamento do e-reader Kindle (2007) e da assistente virtual Alexa (2014). Esses dispositivos integraram tecnologia ao cotidiano, transformando a marca em uma gigante do hardware e inteligência artificial.

No Brasil, a operação da Amazon iniciou em 2012, focada estritamente em livros digitais e na linha Kindle. A expansão para o varejo físico ocorreu apenas em 2014, estabelecendo a base logística para o crescimento no país.

Atualmente, a big tech consolida sua presença no país com 10 centros de distribuição e serviços premium. A evolução constante reforça o legado de inovação que define a trajetória da companhia desde a fundação.

Fachada de prédio da Amazon Web Services
Amazon Web Services, ou apenas AWS, é uma das principais empresas de infraestrutura de nuvem (imagem: Tony Webster/Flickr)

Em quais mercados a Amazon atua?

A Amazon se tornou uma das maiores empresas de tecnologia ao diversificar sua operação em setores estratégicos. Confira abaixo os mercados onde a companhia atua de forma decisiva:

  • E-commerce global: opera o maior marketplace do planeta, conectando milhões de vendedores e consumidores em mais de 20 países com infraestrutura de ponta;
  • Computação em nuvem (AWS): lidera o setor de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI), oferecendo armazenamento, processamento de dados e ferramentas avançadas de inteligência artificial para empresas;
  • Varejo físico: expande a presença no mercado de mercearia e varejo físico por meio do Whole Foods Market e Amazon Fresh nos EUA, usando tecnologia de automação e checkout por biometria;
  • Streaming e assinaturas: gerencia o ecossistema Prime, que integra serviços de streaming de vídeo, músicas e logística rápida para maximizar a retenção e fidelidade dos usuários;
  • Dispositivos e hardware: desenvolve eletrônicos de consumo como a linha Kindle, dispositivos Echo (Alexa) e sistemas de segurança doméstica via Ring e Blink;
  • Entretenimento e mídia: produz conteúdos originais por meio da Amazon Studios e MGM, além de dominar o mercado de streaming de games com a plataforma Twitch;
  • Saúde digital: atua na modernização do setor médico por meio da Amazon Pharmacy e One Medical nos EUA, oferecendo consultas virtuais e entrega de medicamentos;
  • Logística e conectividade: investe em frotas próprias de entrega e no Amazon Leo (antigo Project Kuiper), que visa fornecer internet global via satélite para áreas remotas.
Echo Spot e Kindle 2024 (Imagem: Laura Canal/Tecnoblog)
Os dispositivos Amazon Echo e Kindle demonstram a força e inovação da Amazon em hardware (imagem: Laura Canal/Tecnoblog)

Qual é o valor de mercado da Amazon?

A Amazon tem cerca de US$ 2,64 trilhões de valor de mercado, conforme dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Essa marca coloca a empresa entre as cinco big techs mais valiosas do mundo, tendo mais de 10,7 bilhões de ações em circulação na Nasdaq.

Qual é a diferença entre Amazon e Amazon Prime?

Amazon é uma big tech focada em e-commerce, computação em nuvem e inovação digital. Fundada em 1994, ela funciona como a infraestrutura de mercado onde milhões de produtos são vendidos e serviços corporativos são operados.

Amazon Prime é um programa de assinatura que oferece um ecossistema de benefícios na plataforma Amazon. Por uma taxa mensal ou anual, o membro tem acesso a frete grátis ilimitado, serviços de streaming (vídeo e música) e ofertas exclusivas.

O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Spheres é um espaço de trabalho e jardim de inverno no campus da sede da Amazon em Seattle (imagem: SounderBruce/WikiMedia Commons)

O fundador Jeff Bezos (à esquerda) passou o cargo de CEO para Andy Jassy em julho de 2021 (imagem: Reprodução/Paper Geek)

Casa em Bellevue, onde Jeff Bezos iniciou a Amazon (imagem: Reprodução/Downtown Bellevue Network)

Amazon Web Services (Imagem: Tony Webster/Flickr)

Echo Spot e Kindle 2024 (Imagem: Laura Canal/Tecnoblog)

Audiência vinda do Google afundou 33% em um ano

12 de Janeiro de 2026, 11:20
Ícone do Google
Google oferece Visão Geral com IA e Modo IA (foto: Brett Jordan/Unsplash)
Resumo
  • A audiência de sites de notícias vinda do Google caiu 33% em um ano, segundo dados da Chartbeat para mais de 2,5 mil sites jornalísticos.
  • A Visão Geral de IA aparece em 10% das buscas no Google nos EUA, enquanto o ChatGPT começa a direcionar tráfego, mas ainda em números irrelevantes.
  • O relatório do Instituto Reuters sugere que empresas jornalísticas devem investir em vídeos para plataformas como YouTube e TikTok, bem como explorar modelos de assinaturas.

O número de visitas a sites de notícias vindas do Google caiu 33% em 12 meses, refletindo mudanças nos mecanismos de pesquisa. Nos últimos anos, o buscador passou a usar inteligência artificial para gerar resumos automáticos e colocá-los acima dos links. Além disso, o ChatGPT e outros chatbots de IA ganharam popularidade como forma de consultar informações.

Os sites que cobrem comportamento, celebridades e turismo são os mais afetados, enquanto publicações que acompanham o noticiário diário de interesse geral parecem mais protegidas.

Os dados são da plataforma Chartbeat e dizem respeito a mais de 2,5 mil sites jornalísticos do mundo todo. Eles foram apresentados em um relatório do Instituto Reuters sobre a situação do jornalismo.

O documento aponta ainda que a Visão Geral com IA (AI Overview) aparece em cerca de 10% das buscas no Google realizadas nos Estados Unidos. Além disso, a empresa já oferece uma experiência com Gemini nos resultados, chamada Modo IA. Já o ChatGPT começa a direcionar tráfego a sites jornalísticos, mas em números irrelevantes.

Tela do Google em modo IA mostra a busca: “quero entender diferentes métodos de preparo de café. faça uma tabela comparando as diferenças de sabor, facilidade de uso e equipamentos necessários”. Abaixo, há uma tabela comparando café coado, prensa francesa, AeroPress e cafeteira italiana, destacando sabor, facilidade de uso e equipamentos. À direita, aparecem links de sites com artigos sobre preparo de café.
Modo IA pode gerar tabelas comparando informações (imagem: divulgação)

O que isso significa para o jornalismo?

Para Nic Newman, pesquisador do Instituto Reuters, a “era do tráfego” está chegando ao fim. Isso significa que a quantidade de visitas originadas em buscadores deve cair rapidamente daqui em diante.

Com menos usuários acessando os sites, a receita gerada pela publicidade tende a desaparecer também, colocando em risco um modelo de negócios que funcionou durante décadas.

Os dados mostram que um cenário previsto há alguns anos pode se tornar realidade: o “Google Zero”, situação em que um site passa a receber zero acesso vindo do principal buscador da web. O termo foi cunhado pelo editor-chefe do The Verge, Nilay Patel.

“Não está claro o que vem por aí”, diz Newman. “Empresas jornalísticas temem que os chatbots de IA estejam criando um novo e conveniente jeito de acessar informação, o que poderia deixar sites e jornalistas para trás.”

Qual é o futuro para os sites?

Apesar da incerteza, o relatório do Instituto Reuters identifica algumas tendências entre as empresas do setor. Uma delas é encorajar jornalistas a produzir conteúdo em vídeo para YouTube e TikTok, aproveitando a popularidade do formato de vídeos curtos.

Dos 280 líderes de redações entrevistados, cerca de três quartos pretendem incentivar seus funcionários a se envolver com esse tipo de tarefa, e metade planeja fazer parcerias com criadores para distribuir seu conteúdo.

Outra forma de lidar com a queda de acessos e da receita com publicidade é buscar um modelo de assinaturas, o que também pode ajudar a criar um relacionamento mais direto com os leitores.

Newman aposta que o jornalismo vai sobreviver, apesar desses desafios. “Notícias confiáveis, análises de especialistas e diferentes pontos de vista continuam importantes para os indivíduos e para a sociedade”, comenta o pesquisador. “Boas histórias e sensibilidade humana são difíceis de replicar usando IA.”

Audiência vinda do Google afundou 33% em um ano

Ícone do Google (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Modo IA pode gerar tabelas comparando informações (imagem: divulgação)

Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon

9 de Janeiro de 2026, 18:03
Imagem de Jeff Bezos em uma apresentação da Amazon
Conheça a trajetória de Jeff Bezos como empreendedor que revolucionou o varejo online (imagem: Ted S. Warren/Associated Press)

Jeff Bezos é um empreendedor estadunidense e o dono da Amazon, empresa que revolucionou o varejo online global. Sua visão estratégica o transformou em uma das figuras mais influentes da tecnologia e do comércio moderno.

Sua carreira começou no setor financeiro em Wall Street, mas ganhou destaque em 1994 ao fundar sua própria companhia em uma garagem. Sob sua liderança, a Amazon expandiu de uma livraria online para um conglomerado de serviços digitais como computação em nuvem.

Atualmente, Bezos atua como presidente executivo da gigante do e-commerce e impulsiona a exploração espacial através da sua empresa Blue Origin. Ele também é proprietário do jornal norte-americano The Washington Post e co-CEO da startup de inteligência artificial Project Prometheus.

A seguir, conheça mais sobre a carreira de Jeff Bezos, sua formação e as empresas que ele controla. Também descubra a origem da sua fortuna e impacto no setor tecnológico.

Quem é Jeff Bezos?

Jeff Bezos, nascido em 12 de janeiro de 1964, é um empreendedor e investidor estadunidense, reconhecido como criador da Amazon. Além de ter uma ampla influência no setor de comércio e tecnologia, ele é fundador da empresa aeroespacial Blue Origin e proprietário do jornal The Washington Post.

Qual é a formação de Jeff Bezos?

Bezos se formou na Universidade de Princeton em 1986, obtendo os títulos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. Ele concluiu a formação com honra máxima, destacando-se como membro da prestigiada sociedade Phi Beta Kappa.

Inicialmente, o executivo cursava Física, mas migrou para a área de tecnologia por considerar os estudos teóricos “excessivamente abstratos”. Essa transição foi decisiva para ele desenvolver as competências técnicas aplicadas posteriormente nos seus empreendimentos.

Imagem de Jeff Bezos em uma apresentação da Amazon
Bezos é graduado em Ciência da Computação e Engenharia Elétrica (imagem: Jason Redmond/File Photo)

Qual é a carreira profissional de Jeff Bezos?

A história de Jeff Bezos começou no setor financeiro em Wall Street, onde atuou em instituições financeiras como Fitel e Bankers Trust. Em 1990, obteve destaque na D.E. Shaw, alcançando a vice-presidência sênior enquanto explorava o potencial da internet.

Em 1994, aos 30 anos, ele fundou a Amazon na garagem em Seattle, transformando uma livraria online em uma gigante global de varejo e tecnologia. Como CEO, expandiu a empresa para serviços de nuvem com a Amazon Web Services (AWS), liderando-a até meados de 2021.

Paralelamente, Bezos fundou a Blue Origin em 2000 para transformar o modelo de exploração espacial e viagens orbitais comerciais. Em 2013, adquiriu o tradicional jornal The Washington Post, ampliando significativamente sua atenção na mídia e comunicação.

Atualmente, atua como presidente executivo da Amazon e investe em causas climáticas por meio do Bezos Earth Fund. Sua carreira reflete a transição estratégica entre o setor bancário, o comércio eletrônico e a inovação espacial.

Jeff Bezos nos anos 1990 no estoque da Amazon
Jeff Bezos nos anos 1990 no estoque da Amazon (imagem: Paul Souders/Getty Images)

Quais são as empresas de Jeff Bezos?

Bezos consolidou sua influência no setor de comércio e tecnologia por meio de investimentos estratégicos e fundações visionárias. Estas são as principais empresas e outros negócios vinculados ao executivo:

  • Amazon: fundada em 1994, a empresa evoluiu de uma livraria online para a maior gigante global de e-commerce e computação em nuvem (AWS);
  • Blue Origin: empresa de exploração aeroespacial criada em 2000, focada em foguetes reutilizáveis e infraestrutura para habitação humana no espaço para baratear o acesso orbital;
  • The Washington Post: tradicional jornal norte-americano publicado desde 1877, foi adquirido por Bezos em 2013 e passou por uma transformação digital profunda para se adaptar à era do jornalismo moderno;
  • Bezos Earth Fund: fundo filantrópico de US$ 10 bilhões lançado em 2020 para financiar  soluções científicas e projetos globais de combate às mudanças climáticas e preservação ambiental;
  • Project Prometheus: startup de inteligência artificial na qual Bezos atua como co-CEO, focada em inovação de ponta após um expressivo aporte de US$ 6,2 bilhões em 2025.
Imagem de Jeff Bezos em frente de uma das capsulas da Blue Origin
A empresa aeroespacial Blue Origin é um dos principais projetos de Bezos (imagem: Bloomberg/Getty Images)

Qual é a fortuna de Jeff Bezos?

A fortuna de Jeff Bezos é estimada em cerca de US$ 255,6 bilhões, conforme dados da Forbes em janeiro de 2026. Grande parte do seu patrimônio provém de ações na Amazon e outros investimentos realizados ao longo da sua carreira.

De onde vem a fortuna de Jeff Bezos?

O patrimônio líquido de Jeff Bezos deriva de sua participação acionária na Amazon, impulsionada pelo domínio no e-commerce e na computação em nuvem. Sua fortuna é complementada por ativos na Blue Origin, no The Washington Post e investimentos diversificados via Bezos Expeditions.

Antes da Amazon, Bezos consolidou sua base financeira atuando em Wall Street, usando economias próprias e aportes externos para fundar a empresa sem depender de heranças. Hoje, sua riqueza é predominantemente variável, oscilando conforme o valor de mercado de suas companhias e investimentos.

Jeff Bezos está entre os mais ricos do mundo?

Sim, Bezos ocupa o terceiro lugar entre os mais ricos do mundo em janeiro de 2026. Embora tenha liderado a lista da Forbes anteriormente, atualmente ele está atrás de Elon Musk (Tesla/SpaceX) e Larry Page (Google/Alphabet).

Jeff Bezos não é mais CEO da Amazon (Imagem: Daniel Oberhaus / Flickr)
Jeff Bezos é atualmente o terceiro indíviduo mais rico do mundo (imagem: Daniel Oberhaus/Flickr)

Qual é a importância de Jeff Bezos para o setor tecnológico?

Bezos revolucionou o setor ao transformar a Amazon em uma das maiores big techs, redefinindo o comércio online global e contribuindo com a evolução da computação moderna. Sua visão estratégica converteu uma livraria online em uma infraestrutura que sustenta a internet atual.

A biografia de Jeff Bezos revela a mentalidade de “Dia 1”, focada em escalabilidade e obsessão pelo cliente acima de lucros imediatos. Esse modelo de gestão permitiu que a Amazon se tornasse o padrão de logística e eficiência para o mercado global.

Por meio da AWS, o executivo transformou o setor de computação em nuvem ao oferecer poder computacional sob demanda para diversas outras empresas de tecnologia. Essa inovação democratizou o acesso a servidores de alto desempenho, permitindo que startups crescessem sem altos custos de hardware.

Seu legado atual foca em fronteiras futuras, como a exploração espacial pela Blue Origin e avanços em inteligência artificial com a Project Prometheus. Essas iniciativas continuam a desafiar os limites do desenvolvimento científico e a moldar o futuro da infraestrutura tecnológica mundial.

Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon

(imagem: Jason Redmond/File Photo)

Jeff Bezos nos anos 1990 no estoque da Amazon (imagem: Paul Souders/Getty Images)

(imagem: Bloomberg/Getty Images)

Jeff Bezos (Imagem: Daniel Oberhaus / Flickr)

Isso são horas? Clientes reclamam de entregas perto da meia-noite

9 de Janeiro de 2026, 15:33
Entrega da Shopee (Imagem: Divulgação)
Entrega da Shopee ocorre perto da meia-noite (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Shopee enfrenta queixas por entregas em horários tardios, incluindo próximas da meia-noite.
  • A empresa utiliza transportadoras parceiras e entregadores independentes, o que pode levar a horários de entrega flexíveis.
  • A Shopee afirma que as entregas ocorrem entre 6h00 e 23h00, respeitando limites razoáveis para atividades comerciais.

​A gigante do e-commerce Shopee enfrenta uma série de queixas por causa do horário das entregas. Teve consumidor que recebeu os produtos perto da meia-noite, levando a um desgaste e à natural crítica na própria internet. Afinal, até que horas os entregadores da Shopee trabalham?

​Primeiro, é preciso entender que a empresa com origem em Singapura rapidamente conquistou o coração dos brasileiros. Ela oferece muitos cupons, tem de tudo, inclusive produtos a preços muito acessíveis. Isso levou à ascensão da Shopee no Brasil, que se mantém mesmo após a adoção da taxa das blusinhas, em 2025.

​Esse crescimento acelerado se apoia em uma malha logística complexa. Diferentemente dos Correios, a Shopee utiliza majoritariamente transportadoras parceiras e entregadores independentes no modelo de última milha. Muitos desses profissionais utilizam veículos próprios e possuem rotas extensas, o que acaba flexibilizando — e por vezes extrapolando — os horários convencionais de entrega para dar conta da demanda.

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

​O alto volume de entregas com práticas questionáveis levou às reclamações. Um consumidor disse que “eles entregam em qualquer lugar, mesmo você estando em casa para receber”. E acrescentou: “isso quando não vem entregar perto da meia-noite”.

​Outra cliente afirmou no X que antigamente recebia as encomendas até 19h00. Agora? Diz ela que o responsável pelo produto tocou a campainha às 23h40. Desabafos como este se avolumam no Reclame Aqui. Algumas pessoas pedem que a companhia adote o horário comercial.

​Qual o horário de entrega da Shopee?

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Tecnoblog entrou em contato com a equipe de comunicação. A Shopee nos disse que trabalha para “oferecer a melhor experiência de compra, incluindo modalidades logísticas que oferecem ainda mais conveniência e agilidade”. Ela destacou que, na opção Entrega Rápida, os pedidos podem ser entregues “fora do horário comercial para atender àqueles que optam por essa comodidade”.

Já numa resposta a uma reclamação pública, um funcionário da Shopee disse que os pedidos podem ser entregues entre 6h00 e 23h00, o que, na visão dele, estaria dentro do “limite razoável de horário para atividades comerciais”.

Isso são horas? Clientes reclamam de entregas perto da meia-noite

Entrega da Shopee (Imagem: Divulgação)

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que é SpaceX? Conheça a empresa de tecnologia espacial de Elon Musk

8 de Janeiro de 2026, 11:15
Imagem do logo da SpaceX e um foguete de fundo
Saiba como a SpaceX revolucionou a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Reprodução/John Kraus)

A SpaceX é uma empresa aeroespacial americana fundada com o objetivo de reduzir custos de transporte e revolucionar a exploração espacial. Criada por Elon Musk em 2002, a companhia nasceu da visão de tornar as viagens interplanetárias viáveis e acessíveis.

O propósito da organização é viabilizar a colonização de Marte por meio do desenvolvimento de tecnologias espaciais inovadoras. Para isso, a empresa foca no uso pioneiro de foguetes reutilizáveis, como o Falcon 9, para baratear o acesso à órbita.

A empresa também gerencia a rede de internet via satélite Starlink e realiza missões tripuladas para a Estação Espacial Internacional (ISS) com a NASA. Atualmente, ela lidera o mercado global de lançamentos, operando frotas que garantem alta frequência de voos espaciais.

A seguir, saiba mais sobre a história da SpaceX e as áreas de atuação da companhia aeroespacial. Também descubra os principais concorrentes da empresa de Elon Musk.

O que é SpaceX?

A SpaceX é uma empresa aeroespacial americana pioneira no uso de foguetes reutilizáveis, reduzindo os custos de lançamentos. Sua atuação abrange desde transporte de cargas e de astronautas até o desenvolvimento do sistema Starship, visando viabilizar a exploração espacial privada e a colonização de Marte.

Quem é o dono da SpaceX?

A SpaceX é uma empresa de capital fechado controlada pelo empresário Elon Musk, que detém cerca de 42-54% das ações e 79% do poder de voto. Investidores institucionais como Alphabet e Fidelity também têm participações relevantes, resultado de aportes bilionários para financiar projetos como Starship e Starlink.

Elon Musk
Elon Musk é o fundador e dono da SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quando a SpaceX foi fundada?

A SpaceX foi fundada em 14 de março de 2002, estabelecendo sua sede inicial na Califórnia (EUA). No entanto, a equipe técnica e as operações de engenharia da empresa aeroespacial começaram em maio do mesmo ano.

Motivado pelo alto custo dos foguetes russos, Elon Musk investiu capital próprio para criar tecnologias de transporte espacial reutilizáveis. Assim, o propósito da companhia é reduzir custos para viabilizar a futura colonização do planeta Marte.

Onde fica a SpaceX?

A sede oficial da SpaceX está situada na Starbase, em Boca Chica, no Texas, polo principal para o desenvolvimento e testes do foguete Starship. Anteriormente localizada na Califórnia, a mudança estratégica visa otimizar operações e aproveitar um ambiente regulatório mais flexível.

Contudo, a empresa mantém sua fábrica original em Hawthorne, na Califórnia, dedicada à produção das cápsulas Dragon e Falcon 9. Já as operações de lançamento adicionais ocorrem no Cabo Canaveral na Flórida e na Base de Vandenberg na Califórnia.

Imagem da Starbase, sede da SpaceX no Texas
A Starbase, sede oficial da SpaceX, fica localizada em Boca Chica, no Texas (imagem: Divulgação/SpaceX)

O que a SpaceX faz?

A SpaceX revolucionou a indústria aeroespacial ao viabilizar o uso de foguetes reutilizáveis, reduzindo drasticamente o custo do transporte orbital. Estas são suas principais áreas de atuação:

  • Lançamentos orbitais: opera os foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy para colocar satélites em órbita e realizar missões de segurança nacional com alta confiabilidade;
  • Transporte de carga e tripulação: envia suprimentos e astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) com a cápsula Dragon, eliminando a dependência de veículos estrangeiros para missões tripuladas;
  • Internet Starlink: gerencia a maior rede de satélites em órbita terrestre baixa, fornecendo internet de alta velocidade em escala global;
  • Sistema Starship: desenvolve um veículo de transporte superpesado e totalmente reutilizável, essencial para o retorno humano à Lua e a futura colonização de Marte;
  • Infraestrutura de dados espacial: implementa soluções de processamento em órbita, como data centers espaciais movidos a energia solar para suportar demandas de Inteligência Artificial e comunicação direta com dispositivos móveis.
Imagem do foguete Starship da SpaceX
O foguete de transporte superpesado Starship é um dos principais projetos da SpaceX (imagem: Divulgação/SpaceX)

Quais são os foguetes da SpaceX?

Estes são os principais foguetes da SpaceX:

  • Falcon 1: primeiro veículo de combustível líquido desenvolvido de forma privada a atingir a órbita, servindo como prova de conceito entre 2006 e 2009;
  • Falcon 9: principal foguete de médio porte, destacado pelo primeiro estágio reutilizável que revolucionou o custo do acesso ao espaço;
  • Falcon Heavy: variante de carga pesada composta por três núcleos propulsores do Falcon 9, oferecendo a maior capacidade de carga operacional para órbitas altas e distantes;
  • Starship: sistema de transporte superpesado totalmente reutilizável em fase de desenvolvimento, projetado para missões interplanetárias e transporte de grandes volumes de carga e tripulação.

Quanto custa um foguete da SpaceX?

O lançamento do Falcon 9 custa cerca de US$ 67 milhões, enquanto o Falcon Heavy atinge até US$ 100 milhões, variando conforme a órbita e carga. O programa de missões compartilhadas, chamado de rideshare, democratiza o acesso e permite o envio de pequenos satélites por valores a partir de US$ 325 mil.

A reutilização de propulsores reduz o custo operacional para menos de US$ 30 milhões, garantindo margens competitivas no setor espacial. Com o sistema Starship, a SpaceX projeta custos inferiores a US$ 10 milhões por voo, visando viabilizar a exploração de Marte.

Imagem do foguete Falcon 9 da SpaceX
Um lançamento do foguete Falcon 9,, um dos principais da SpaceX, pode custar US$ 67 milhões (imagem: Divulgação/SpaceX)

Quais são os concorrentes da SpaceX?

A SpaceX enfrenta concorrência de empresas privadas e agências estatais que buscam reduzir custos de lançamento, aumentar a cadência de voos e dominar o mercado de constelações de satélites:

  • Blue Origin: empresa de Jeff Bezos que desenvolve o foguete de carga pesada New Glenn e foca na infraestrutura de exploração, desafiando diretamente a capacidade do Falcon 9 e Starship;
  • Rocket Lab: líder em lançamentos de pequenos satélites com o Electron, agora desenvolve o foguete reutilizável Neutron para capturar o mercado de médio porte da SpaceX;
  • United Launch Alliance (ULA): aliança entre Boeing e Lockheed que utiliza o foguete Vulcan Centaur, priorizando contratos governamentais e missões críticas de segurança nacional dos EUA;
  • Relativity Space: especializada em manufatura aditiva com o Terran R, um foguete totalmente impresso em 3D e reutilizável projetado para competir em custo e agilidade de produção;
  • Northrop Grumman: atua no transporte de carga para a Estação Espacial Internacional (ISS) com a nave Cygnus e desenvolve sistema de propulsão sólida para missões pesadas da NASA;
  • Arianespace: consórcio europeu que opera o Ariane 6 para garantir soberania em lançamentos pesados e atender clientes institucionais que buscam alternativas aos foguetes americanos.

Qual é a diferença entre SpaceX e NASA?

A SpaceX é uma empresa privada de fabricação aeroespacial com foco na eficiência logística e na redução de custos por meio de foguetes reutilizáveis. Ela atua em serviços de lançamento para governos e empresas, enquanto desenvolve tecnologias para a colonização de Marte.

A NASA é uma agência governamental dos EUA responsável por promover a ciência, a exploração espacial e a pesquisa aeronáutica. Ela lidera missões de descoberta, como o programa lunar Artemis, e coordena operações na Estação Espacial Internacional (ISS).

Qual é a diferença entre SpaceX e Blue Origin?

A SpaceX é uma empresa aeroespacial fundada por Elon Musk em 2002. Ela foca no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis e na operação da rede de internet via satélite Starlink, tendo como objetivo reduzir custos de acesso ao espaço e viabilizar a colonização de Marte.

A BlueOrigin é uma companhia aeroespacial fundada por Jeff Bezos em 2000. Ela prioriza a criação de uma infraestrutura espacial sustentável e o desenvolvimento de módulos lunares, visando permitir que milhões de pessoas vivam e trabalhem no espaço.

Qual é a diferença entre SpaceX e Starlink?

A SpaceX é uma fabricante aeroespacial focada no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis para reduzir custos de transporte espacial e permitir a exploração de outros planetas. Ela é a organização matriz e operacional, consolidando-se como uma das principais empresas de Elon Musk.

A Starlink é um serviço de constelação de satélites em órbita baixa projetado para fornecer internet banda larga de alta velocidade globalmente. Ela funciona como uma divisão comercial da SpaceX, usando a infraestrutura da própria empresa para lançar sua rede.

O que é SpaceX? Conheça a empresa de tecnologia espacial de Elon Musk

(imagem: Reprodução/John Kraus)

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/SpaceX)

(imagem: Divulgação/SpaceX)

(imagem: Divulgação/SpaceX)

Realme perde independência e volta a operar como submarca da Oppo

8 de Janeiro de 2026, 11:14
Celular Realme C75 apoiado em boia na piscina. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível
Realme deixa de ser independente, de novo (imagem: João Victor/Tecnoblog)
Resumo
  • Realme deixou de ser independente e voltou a ser uma submarca da Oppo.
  • O objetivo da reestruturação é reduzir custos, além de compartilhar recursos de pesquisa e desenvolvimento.
  • Sky Li, fundador da Realme, supervisionará todas as submarcas do grupo após a mudança.

A fabricante chinesa Realme deixará de operar como uma empresa independente para se tornar uma submarca da Oppo. A reestruturação tem como objetivo unificar as cadeias de suprimentos, compartilhar recursos de pesquisa e desenvolvimento e reduzir custos operacionais.

Segundo apuração do portal asiático Leifeng, a mudança mexe no organograma da liderança. Sky Li, fundador e CEO da Realme, passará a supervisionar os negócios de todas as submarcas do grupo. A reestruturação prevê ainda que a Realme passe a utilizar a rede de serviço de pós-venda da Oppo.

A migração foi confirmada pela agência de notícias Reuters. Com a decisão, a Realme segue os passos da OnePlus, outra fabricante que nasceu independente, mas foi progressivamente absorvida pela estrutura da Oppo nos últimos anos.

A integração permitirá que as marcas utilizem a mesma base industrial e tecnológica, embora mantenham cronogramas de lançamentos e identidades de marketing separadas para o consumidor.

Relação entre antigo império se mantém

A movimentação reforça os laços entre as companhias do antigo conglomerado BBK Electronics, a gigante corporativa que, até 2023, estava por trás das marcas Oppo, Realme, OnePlus e Vivo (que no Brasil adota comercialmente a marca Jovi).

Embora a estrutura societária tenha mudado para dar mais independência às empresas, na prática, elas continuam operando como entidades irmãs. Após a cisão, a Realme — que nasceu na Oppo — seguiu como uma divisão da empresa, se tornou independente logo depois e, agora, voltou a ser uma submarca.

No Brasil, os smartphones da Realme vem se destacando em um mercado dominado por Samsung, Motorola e Xiaomi. Em meados de 2025, a chinesa ultrapassou a Apple em participação no mercado, chegando a 7%, contra 5% da gigante de Cupertino.

Atualmente, três das quatro “irmãs” do grupo possuem operação oficial por aqui:

  • Realme: se estabeleceu com escritório local, modelos homologados e venda direta no varejo, focando no custo-benefício.
  • Oppo: firmou parceria de distribuição e fabricação local com a Multi.
  • Vivo (Jovi): a marca de smartphones do grupo também oficializou sua entrada no fim de maio de 2025, mas sob o nome comercial Jovi.
  • OnePlus: não tem representação oficial, mas é presente através do mercado cinza.

Realme perde independência e volta a operar como submarca da Oppo

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Fabricante segue o caminho da OnePlus e passa a operar, novamente, sob o guarda-chuva da Oppo. Reestruturação visa reduzir custos e compartilhar centros de pesquisa.

Realme C75 é um celular barato com resistência à água e poeira (Imagem: João Victor / Tecnoblog)

Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

7 de Janeiro de 2026, 12:10
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Conselho da Warner Bros. Discovery rejeitou oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance por considerá-la inadequada e arriscada;
  • A proposta da Paramount incluía canais como CNN e TNT, mas foi considerada uma aquisição alavancada, sem garantias financeiras sólidas;
  • Rejeição também se deve aos custos associados, como a multa rescisória com a Netflix.

Por decisão unânime, o conselho de administração da Warner Bros. Discovery (WBD) rejeitou a oferta de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance no valor de US$ 108,4 bilhões (R$ 582 bilhões, na conversão direta). Com isso, a Netflix se mantém como vencedora na disputa pelo conglomerado.

A “trama” teve início em dezembro de 2025, quando a Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões (R$ 447 bilhões na cotação atual).

Dias depois, a Paramount fez uma proposta hostil (sem negociação prévia com o conselho ou liderança do lado a ser adquirido) para ficar com a WBD usando como fator de atração o valor de US$ 108,4 bilhões, montante consideravelmente maior em relação à oferta da Netflix.

Em 17 de dezembro, a liderança da WBD orientou os seus acionistas a rejeitarem a proposta da Paramount Skydance sob o argumento de que a oferta impõe “riscos e custos numerosos e significativos” ao conglomerado por subvalorizar o negócio e não fornecer garantias financeiras sólidas.

Atualmente, a Paramount é controlada pela família de Larry Ellison, cofundador da Oracle. O empresário chegou a oferecer uma garantia pessoal de mais de US$ 40 bilhões para dar segurança à proposta, mas isso não foi o suficiente: como sabemos agora, o conselho seguiu a orientação de rejeitar a oferta.

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix deve ficar com a Warner Bros. Discovery após Paramount ser rejeitada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual a justificativa dada pelo conselho da WBD?

Em nota direcionada a acionistas publicada nesta quarta-feira (07/01), o conselho de administração da Warner Bros. Discovery argumentou que a proposta da Paramount Skydance tem valor inadequado. Isso porque a oferta também envolve canais como CNN, Cartoon Network e TNT, que ficaram de fora da proposta da Netflix.

Além disso, o conselho manifestou incerteza sobre a capacidade da Paramount de cumprir o acordo, se ele fosse aceito, por considerar a proposta uma aquisição alavancada, isto é, dependente de recursos financeiros oriundos de outras fontes, como empréstimos bancários.

Outro fator impeditivo são os custos atrelados à aceitação da oferta, que incluem multa rescisória junto à Netflix.

Apesar disso, a Paramount ainda pode tentar adquirir a WBD, seja pelo aumento do valor da oferta, seja pelo pedido de uma nova votação dos acionistas do conglomerado.

Com informações de Reuters

Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

7 de Janeiro de 2026, 10:07
imagem de Steve Jobs em preto e branco
Conheça a história por trás do legado de Steve Jobs (imagem: Reprodução/Albert Watson)

Steve Jobs foi o visionário cofundador da Apple que transformou a computação pessoal e moldou os eletrônicos modernos. Além da tecnologia, ele revolucionou o cinema de animação ao liderar e expandir os estúdios da Pixar.

Entre seus maiores feitos estão a criação do PC Macintosh em 1984 e a revitalização do mercado de computadores com o iMac nos anos 1990. Ele também mudou o consumo de música com o iPod nos anos 2000 e foi responsável pelo lançamento do iPhone em 2007. 

O lendário executivo faleceu em 5 de outubro de 2011, aos 56 anos, na Califórnia, em decorrência de complicações de um câncer. No entanto, seu legado permanece vivo como um dos principais ícones da inovação e do design minimalista.

A seguir, saiba mais sobre a carreira profissional de Steve Jobs e seu impacto na tecnologia moderna. Também descubra as ações que fizeram ele ser considerado um executivo visionário. 

Quem foi Steve Jobs?

Steve Jobs, nascido em 24 de fevereiro de 1955, foi um inventor e cofundador da Apple que revolucionou a computação pessoal e moldou os eletrônicos de consumo modernos. Além de ser o CEO da Apple, ele atuou como principal investidor e presidente do conselho dos estúdios de animação Pixar.

Qual era a formação de Steve Jobs?

Jobs frequentou a Reed College, em Portland, no Oregon (EUA), por apenas seis meses antes de abandonar a graduação de Artes Liberais em 1972. Ele optou por permanecer como aluno ouvinte em aulas de caligrafia e artes, moldando sua visão estética única.

Essa base humanística permitiu que ele integrasse design tipográfico e simplicidade funcional aos computadores da Apple anos depois. Jobs priorizou o aprendizado autodidata e a criatividade técnica em vez de seguir currículos acadêmicos tradicionais.

Imagem de Steve Jobs em frente ao stand da Apple nos anos 1970
Steve Jobs na West Coast Computer Faire, em São Francisco, evento onde o computador Apple II foi apresentado em 1977 (imagem: Tom Munnecke/Getty Images)

Como foi a carreira profissional de Steve Jobs

A trajetória de Steve Jobs começou em 1976 ao fundar a empresa Apple Inc. com Steve Wozniak, lançando o importante computador Apple II em 1977. Apesar do seu papel único, conflitos internos com a diretoria levaram à sua saída forçada da própria companhia em 1985.

Fora da Apple, ele fundou a empresa de softwares NeXT Computer em 1985 e adquiriu a divisão gráfica da Lucasfilm em 1986, que se tornaria os estúdios Pixar. Essas iniciativas consolidaram sua reputação como visionário tanto na computação quanto no cinema de animação digital.

O retorno triunfal ocorreu em 1997, quando a Apple adquiriu a NeXT e Jobs reassumiu o comando como CEO. Ele reestruturou a operação e usou o sistema operacional NeXTSTEP como base para o desenvolvimento do moderno macOS.

Sob sua liderança, a marca lançou o icônico iMac em 1998 e diversificou o mercado com o iPod em 2001, integrando música e tecnologia por meio do iTunes. Essas inovações salvaram a empresa da falência, transformando-a em uma referência de design e integração entre hardware e software.

A consagração definitiva veio com o lançamento do iPhone (2007) e do iPad (2010), dispositivos que redefiniram a computação móvel e a comunicação digital. Jobs deixou o comando da Apple em 2011 por motivos de saúde, consolidando um legado de liderança incomparável.

Imagem de Steve Jobs no escritório da Apple em 1984
Steve Jobs nos escritórios da Apple em 1984, um ano antes de ser forçado a sair da própria empresa (imagem: Reprodução/Norman Seeff)

Quais foram os principais feitos de Steve Jobs?

Os principais feitos de Steve Jobs auxiliaram a Apple a se tornar uma das maiores big techs do mundo, unindo design intuitivo a modelos de negócios disruptivos. Sua trajetória é marcada pela transformação de setores inteiros, da computação ao entretenimento digital:

  • Cofundação da Apple e o Apple II: criou a empresa ao lado de Steve Wozniak em 1976 e lançou o Apple II em 1977, o primeiro microcomputador de sucesso produzido em escala industrial para o consumidor comum;
  • Pioneirismo com o Macintosh original: introduziu o primeiro computador comercial bem-sucedido com interface gráfica e mouse em 1984, substituindo linhas de comando por ícones visuais acessíveis;
  • Revolução na animação com a Pixar: adquiriu o que viria a ser a Pixar em 1986, financiando o primeiro longa-metragem totalmente digital, Toy Story (1995), e mudando para sempre a indústria do cinema;
  • Recuperação estratégica da Apple: retornou à empresa que fundou em 1997 para salvá-la da falência iminente, eliminando produtos obsoletos e restaurando a rentabilidade com foco em inovação;
  • Revitalização com o iMac: lançou o computador “tudo em um” com design colorido e transparente em 1998, reafirmando a Apple como líder em estética e conectividade simples;
  • Transformação da música com o iPod e iTunes: redefiniu o consumo fonográfico ao integrar hardware portátil e uma loja virtual eficiente, reduzindo o domínio do CD físico no mercado;
  • Criação do iPhone e a era mobile: foi o inventor do iPhone em 2007, dispositivo que fundiu celular, navegador de internet e player de mídia, além de estabelecer o padrão para todos os smartphones modernos;
  • Ecossistema da App Store: em 2008, introduziu a loja de aplicativos que permitiu a desenvolvedores terceiros expandirem as funcionalidades do celular, criando uma economia digital;
  • Popularização dos tablets com o iPad: lançou uma categoria intermediária de dispositivos em 2010, otimizando o consumo de conteúdo e a produtividade móvel em telas grandes;
  • Integração entre hardware e software: implementou uma filosofia de ecossistema fechado onde o controle total sobre o design e o sistema garante uma experiência de usuário fluida.
Foto do palco de um evento, mostrando Steve Jobs, co-fundador da Apple, em pé à esquerda, vestindo uma camisa preta de gola alta e calças jeans, gesticulando para a plateia. Em um telão gigante ao fundo, a imagem principal é de uma mão segurando o primeiro modelo do iPhone em close-up.
Steve Jobs apresentando o primeiro iPhone, em 2007 (imagem: reprodução/Getty Images)

Quando Steve Jobs faleceu?

Steve Jobs morreu em 5 de outubro de 2011, aos 56 anos, em Palo Alto, na Califórnia (EUA).

Qual foi a causa da morte de Steve Jobs?

A causa da morte de Jobs foi uma parada respiratória decorrente de complicações de um tumor neuroendócrino de pâncreas, uma variante rara e de crescimento lento. A doença progrediu ao longo de anos, resultando em metástase e falência múltipla de órgãos.

Segundo a biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, o executivo recusou inicialmente a cirurgia recomendada em favor de terapias alternativas. Ele se arrependeu do atraso e, posteriormente, submeteu-se a um transplante de fígado e tratamentos genéticos avançados, porém sem sucesso.

Qual era a fortuna de Steve Jobs ao falecer?

Ao falecer em 2011, a fortuna de Steve Jobs era estimada em cerca de US$ 10 bilhões. Esse patrimônio provinha majoritariamente de sua participação na Disney após a venda da Pixar, além de ações remanescentes da Apple.

A herança foi transferida integralmente para sua viúva, Laurene Powell Jobs, que direcionou os recursos para projetos filantrópicos. Segundo a filosofia do casal, os filhos não receberam fatias diretas ou bilionárias desses ativos.

Imagem do livro "Steve Jobs" ao lado de um iPhone
Steve Jobs construiu um legado único no mundo da tecnologia, inspirando diversos inventores e empresários (imagem: AB/Unsplash)

Por que Steve Jobs foi considerado um visionário?

Steve Jobs antecipou necessidades humanas antes mesmo de existirem, criando produtos que moldaram comportamentos e modelos de negócios. Ele transformou dispositivos em ferramentas intuitivas e integradas, estabelecendo o padrão de ecossistemas seguido pelas empresas de tecnologia atuais.

A obsessão pelo design e experiência do usuário elevou a estética e a simplicidade acima de especificações técnicas de hardware. Essa filosofia das empresas de Steve Jobs obrigou a indústria a tratar a beleza e a facilidade de uso como pilares no desenvolvimento de qualquer inovação.

O executivo rompeu paradigmas ao apostar na interação multitoque e em interfaces minimalistas. Ele ignorou tendências passageiras para focar em soluções disruptivas que criaram mercados e garantiram a longevidade competitiva de suas marcas.

Ao unir tecnologia e narrativa, ele revolucionou os setores de computação pessoal, telefonia móvel, música e animação digital. Seu legado como dono da Apple e da Pixar provou que a inovação radical pode redefinir permanentemente o consumo de entretenimento e eletrônicos.

Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

(imagem: Tom-Munnecke/Getty Images)

(imagem: Reprodução/Norman Seeff)

Steve Jobs iPhone 2007 (imagem: reprodução/Getty Images)

(imagem: AB/Unsplash)

Samsung aumenta preços de celulares na Índia

5 de Janeiro de 2026, 15:07
Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56, exibindo a parte de trás do aparelho na cor cinza; ao fundo, mesa de trabalho desfocada
Fabricante aplicou novos valores para modelos como Galaxy A56 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung aumentou os preços dos modelos Galaxy A56, A36 e F17 na Índia.
  • O Galaxy A56 teve um aumento de 2 mil rupias, o A36 de 1.500 rupias e o F17 de 1.000 rupias.
  • No Brasil, a Samsung pode aumentar os preços em 10% a 20% devido à pressão nos custos de insumos.

A Samsung oficializou, nesta segunda-feira (05/01), um reajuste nos preços dos smartphones das linhas Galaxy A e Galaxy F no mercado indiano. O aumento já está valendo e atinge as variantes dos modelos Galaxy A56, Galaxy A36 e Galaxy F17.

A decisão da fabricante sul-coreana ocorre em um cenário de elevação nos custos de componentes em todo o setor de tecnologia, gerando expectativas sobre movimentos semelhantes em outros mercados. No Brasil, o vice-presidente sênior da Samsung, Gustavo Assunção, já havia nos revelado com exclusividade uma previsão de aumento.

Novos preços no mercado indiano

A informação dos novos valores surgiu em uma postagem no X/Twitter feita pelo leaker Abhishek Yadav. Depois, a Samsung realmente oficializou o aumento de preços por lá.

O Galaxy A56, modelo mais robusto entre os afetados, sofreu um acréscimo de 2 mil rupias (cerca de R$ 119) em todas as suas configurações. As versões ficaram assim:

  • 12 GB de RAM + 256 GB de armazenamento: de 44.999 para 46.999 rupias (R$ 2.824)
  • 8 GB + 256 GB: agora por 43.999 rupias (R$ 2.644)
  • 8 GB + 128 GB: subiu para 40.999 rupias (R$ 2.464)

No caso do Galaxy A36, o aumento foi fixo em 1.500 rupias (R$ 89). A variante com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento agora custa 38.499 rupias (R$ 2.313).

Já o Galaxy F17 5G, focado em custo-benefício, teve um acréscimo de 1.000 rupias (R$ 59), com o modelo de entrada (4 GB/128 GB) partindo de 15.499 rupias (R$ 931).

E o Brasil?

Imagem mostra close na tela do celular Samsung Galaxy A56, exibindo ícones de aplicativos
Reajuste atinge todos os modelos A56, A36 e F17 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)

O movimento observado na Ásia acende o alerta para os consumidores brasileiros. No mês passado, o VP da Samsung no Brasil, Gustavo Assunção, já havia sinalizado ao Tecnoblog que os eletrônicos da marca podem ficar entre 10% e 20% mais caros no país devido à pressão nos custos de insumos.

Historicamente, a Índia antecipa tendências que também chegam ao ocidente. Se a projeção de alta se concretizar por aqui, a competitividade da linha Galaxy A — uma das mais vendidas da marca — pode ser colocada à prova em um segmento no qual o preço é um grande fator de decisão de compra.

Por que os celulares estão ficando mais caros?

A revisão de preços atinge a indústria de semicondutores em 2026. Analistas apontam que o custo de fabricação de processadores, módulos de memória e painéis de display registrou altas consecutivas. A crise de memórias RAM, com a escassez no mercado, é um dos grandes motivos.

Até o momento, a Samsung não confirmou se a linha Galaxy S25 ou os dobráveis Galaxy Z Fold 7 e Flip 7 passarão por correções imediatas, mas a expectativa é que os novos lançamentos de 2026 cheguem às prateleiras com valores reajustados.

Samsung aumenta preços de celulares na Índia

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Reajustes atingem modelos das linhas Galaxy A e F. Movimento ocorre em meio à alta global no custo de componentes e acende alerta para o Brasil.

Traseira do Samsung Galaxy A56 na cor cinza (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Apps no Samsung Galaxy A56 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada

5 de Janeiro de 2026, 10:07
Ilustração sobre a Alphabet
Conheça as subsidiárias da Alphabet e qual é a influência do conglomerado nos negócios de tecnologia e inovação (imagem: Reprodução/Alphabet)

A Alphabet Inc. é uma holding global que atua como a empresa-mãe de diversos negócios de tecnologia e inovação. Ela foi criada em 2015 pelos fundadores Larry Page e Sergey Brin para trazer mais foco e autonomia ao grupo.

A dona do Google surgiu para separar os serviços de internet de projetos ambiciosos de ciência e robótica, as chamadas “moonshots”. A reestruturação permitiu que cada unidade operasse de forma independente, acelerando o desenvolvimento de novas tecnologias.

Além do Google, a Alphabet supervisiona subsidiárias como a Waymo, de veículos autônomos, e a Verily, da área da saúde. O grupo também inclui a DeepMind, focada em inteligência artificial, e a Wing, de Drones.

A seguir, saiba mais sobre a Alphabet, sua criação e suas principais subsidiárias. Também conheça quem são os donos e a estrutura acionária da companhia.

O que é Alphabet?

A Alphabet Inc. é uma holding multinacional criada em 2015 para reestruturar o Google, separando os serviços de internet de outras frentes de inovação. Essa estrutura permite que o conglomerado gerencie de forma independente subsidiárias em setores diversos, como biotecnologia, inteligência artificial e direção autônoma.

O que significa Alphabet?

A palavra Alphabet (alfabeto, em português) significa o conjunto de letras essencial à comunicação humana. Para a empresa, o termo representa a vasta coleção de serviços, refletindo a essência do seu índice de busca e organização de informações do Google.

O nome também traz o trocadilho “Alpha-bet” (aposta no Alfa), indicando o objetivo de gerar retornos financeiros acima da média do mercado. Segundo o fundador Larry Page, a escolha reforça o compromisso da holding com investimentos ambiciosos e o desenvolvimento de novas tecnologias independentes.

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
A Alphabet surgiu a partir de uma reestruturação do Google em 2015 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quem criou a Alphabet?

A Alphabet Inc. foi criada por Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google, em 2015. Ambos os executivos lideraram a transição estrutural até 2019, quando entregaram a gestão de ambas as companhias ao atual CEO Sundar Pichai.

Por que a Alphabet foi criada?

A Alphabet foi criada para segmentar o ecossistema do Google, separando os serviços de internet de iniciativas experimentais e de longo prazo. Essa reestruturação estratégica visava aumentar a transparência financeira e o foco operacional em cada unidade de negócio.

A holding permitiu que projetos como Waymo (veículos autônomos) e Verily (biotecnologia) ganhassem autonomia administrativa e orçamentária sob CEOs próprios. Isso isolou os riscos regulatórios das “moonshots” e simplificou a gestão de um portfólio vasto e tecnicamente diverso.

O modelo de conglomerado da Alphabet otimizou a alocação de capital, protegendo os lucros estáveis da publicidade enquanto financia inovações. Com isso, os fundadores preservaram o controle estratégico e a agilidade necessárias para escalar futuras frentes de receita.

Larry Page e Sergey Brin (AP Photo/Paul Sakuma)
Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, foram responsáveis pela criação da Alphabet (imagem: AP Photo/Paul Sakuma)

O que a Alphabet Inc. faz?

A Alphabet funciona como uma holding que separa os serviços digitais consolidados do Google de seus projetos experimentais. Sua estrutura centraliza a gestão de dados, publicidade e inovação tecnológica em três divisões fundamentais:

  • Google Services: concentra plataformas líderes, como Busca, YouTube, Android e Maps, gerando receita principalmente por meio de anúncios e venda de hardware;
  • Google Cloud: provê infraestrutura de computação e armazenamento em nuvem, além de ferramentas avançadas de inteligência artificial para transformação digital de empresas e governos;
  • Other bets (Outras apostas): reúne projetos experimentais e futuristas, como os veículos autônomos Waymo e serviço de entrega por drones Wing, que recebem altos investimentos em pesquisa para criar mercados disruptivos.
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
A busca do Google ainda é uma importante plataforma para os negócios da Alphabet (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as subsidiárias da Alphabet?

A Alphabet Inc. supervisiona centenas de subsidiárias, organizadas entre Google Company e o segmento conhecido como “Other Bets” (Outras apostas). Estas são as principais empresas da Alphabet:

Google LLC e serviços relacionados:

  • Google: concentra os produtos principais como Busca, YouTube, Android e Maps, gerando a maioria da receita publicitária global;
  • Google Cloud: oferece infraestrutura de computação em nuvem, ferramentas de produtividade empresarial e plataformas avançadas de inteligência artificial;

Other Bets (Inovações e pesquisas):

  • Waymo: lidera o desenvolvimento de tecnologia para direção autônoma e opera serviços comerciais de robotáxis;
  • Verily: foca em ciências da vida e saúde de precisão, desenvolvendo tecnologias para coleta e análise de dados clínicos complexos;
  • Calico: dedica-se à biotecnologia e pesquisa básica sobre mecanismos do envelhecimento para promover o aumento da longevidade humana;
  • Wing: desenvolve a infraestrutura logística e opera serviços de entrega por drones para o transporte rápido de mercadorias leves;
  • X (The Moonshot Factory): funciona como um laboratório de inovação radical, incubando tecnologias disruptivas que buscam resolver grandes problemas globais;
  • DeepMind: atua na vanguarda da pesquisa em inteligência artificial generativa e modelos científicos voltados para a biologia e física.

Empresas de holding e investimento:

  • XXVI Holdings Inc: atua como a entidade legal que detém a propriedade das “Other Bets” e isola as responsabilidades financeiras entre divisões;
  • Alphabet Holdings LLC: operam como os braços de investimento em capital de risco e equidade de crescimento para empresas em diversos estágios.
Veículo autônomo da Waymo
O sistema de veículo autônomo da Waymo é uma das “Other Bets” da Alphabet (imagem: Reprodução/Waymo)

Quem são os donos da Alphabet?

A Alphabet é controlada por uma estrutura de três classes de ações que distribui o capital entre investidores e gestores. Grandes instituições financeiras, como Vanguard e BlackRock, detêm a maioria das ações públicas voltadas ao mercado (Classe A e C).

Contudo, Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, retêm o controle majoritário através das ações de Classe B. Essas cotas exclusivas possuem superpoder de voto, garantindo a eles 51,7% do poder de decisão na empresa.

Em resumo, enquanto o mercado provê o capital, os criadores ditam a visão estratégica global. Essa governança protege a autonomia da diretoria contra pressões externas, assegurando a continuidade do modelo de gestão.

Quais são as ações da Alphabet na bolsa?

As ações da Alphabet Inc. são negociadas na Nasdaq e dividem-se em duas categorias acessíveis ao público. Elas são diferenciadas essencialmente pelo poder de decisão dos investidores:

  • GOOGL (Classe A): representa as ações ordinárias, que garante ao acionista o direito a voto em assembleias da empresa;
  • GOOG (Classe C): refere-se a ações preferenciais que, embora deem direito à participação nos lucros, não oferecem direito a voto.

Além dessas, existem as ações de Classe B detidas exclusivamente pelos fundadores Larry Page e Sergey Brin para assegurar o controle majoritário. Essa estrutura permite que a gestão mantenha o direcionamento estratégico da companhia, mesmo com a diluição do capital no mercado financeiro.

Imagem das ações da Alphabet na Nasdaq
A Alphabet possui três categorias de ações, determinando o poder de voto dos investidores no conglomerado (imagem: Mark Lennihan/AP)

Qual é o valor de mercado da Alphabet?

O valor de mercado da Alphabet é de aproximadamente US$ 3,80 trilhões, segundo dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. A companhia superou a marca de US$ 3 trilhões de capitalização de mercado pela primeira vez em setembro de 2025.

Qual é a diferença entre Alphabet e Google?

A Alphabet Inc. é a holding criada em 2015 para separar os serviços de internet do Google de projetos experimentais e de longo prazo. Ela gerencia o portfólio de empresas do grupo, garantindo autonomia operacional e transparência financeira entre as diferentes subsidiárias.

O Google LLC é a maior subsidiária da Alphabet, concentrando as operações de tecnologia de consumo, publicidade digital e infraestrutura. Sob seu guarda-chuva estão produtos como Busca, YouTube, Android, Cloud e o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.

O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada

(imagem: Reprodução/Alphabet)

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Larry Page e Sergey Brin (AP Photo/Paul Sakuma)

Veículo autônomo da Waymo (Imagem: Reprodução/Waymo)

(Imagem: Mark Lennihan/AP)

Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

31 de Dezembro de 2025, 13:13
Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Samsung paga até 50% do salário anual como bônus (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Funcionários da divisão de semicondutores da Samsung receberão bônus de 43% a 48% dos salários anuais devido à alta demanda por memória RAM.
  • A crise dos chips de memória impulsionou a demanda e os preços, beneficiando a Samsung, que fornece memória de alta largura de banda e DRAM.
  • A divisão de smartphones também terá bônus elevados, enquanto quem trabalha com TVs terá pagamentos menores em comparação ao ano anterior.

Trabalhadores da divisão de semicondutores da Samsung vão receber entre 43% e 48% de seus salários anuais como bônus por desempenho. O dinheiro, que deve entrar na conta em janeiro, vem do bom desempenho comercial de memórias RAM e outros componentes.

O bônus foi noticiado por sites da imprensa sul-coreana. Na Samsung, esse tipo de pagamento pode chegar a 50% do salário anual, limitado a 20% dos lucros em excesso da divisão. Além da curiosidade, esse tipo de informação também serve como um indicador de como os diferentes setores da companhia estão indo.

A cifra é bastante superior à que foi distribuída em anos recentes. Em 2023, por exemplo, os funcionários não receberam nenhum bônus, devido ao ambiente de negócios desafiador. Naquele ano, a divisão teve prejuízos da ordem de 14,88 trilhões de won (na cotação atual, isso dá cerca de US$ 10 bilhões). Já em 2024, com o início da recuperação do setor, a companhia deu um agrado de 14% do salário.

Por que o bônus será tão alto?

O motivo para um pagamento extra tão gordo tem relação justamente com o que tem causado preocupação em empresas e consumidores: a crise dos chips de memória. O problema ocorre porque grandes companhias estão fazendo investimentos trilionários na construção de data centers para inteligência artificial, e essas instalações precisam de muita memória.

A consequência negativa disso é que a RAM e o armazenamento estão mais caros e escassos, o que deve encarecer smartphones e computadores, bem como causar queda nas vendas. Porém, como diz o ditado, enquanto alguns choram, outros vendem lenços.

Diversos pentes de memória RAM
Fornecimento de RAM para eletrônicos está mais restrito (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Fabricantes de eletrônicos sofrem, mas companhias que atuam na área de semicondutores comemoram a alta demanda e os preços elevados. No caso da Samsung, a unidade de memórias começou a entregar memória de alta largura de banda, usada nos data centers, de quinta geração (HBM3E). Além disso, a DRAM, de uso geral, está mais cara, levando a margens maiores.

Contratos de fornecimento de outros tipos de semicondutores para grandes empresas, como Tesla e Apple, também impulsionaram o desempenho financeiro da divisão. Curiosamente, a divisão de memórias negou um pedido de memória RAM da… própria Samsung.

E os outros funcionários?

Trabalhadores da divisão de smartphones também devem estar felizes, já que receberão um bônus entre 45% e 50% — em 2024, o pagamento foi de 42%. O Galaxy S25 e o Galaxy Z Fold 7 venderam bem, ajudando nos lucros.

Já as divisões de TV e eletrodomésticos devem pagar um extra de 9% a 12%. No caso da segunda, é praticamente a mesma coisa do ano passado, mas na primeira, é uma queda considerável — no ano passado, o bônus foi de 27%.

Com informações do Chosun

Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

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Divisão de semicondutores aproveita alta demanda por memória RAM e vai pagar bônus equivalente a quase seis meses de salário

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

31 de Dezembro de 2025, 11:11
Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Memória representa até 20% do custo de um smartphone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Smartphones e PCs devem ficar até 8% mais caros em 2026 devido à crise da RAM, com queda nas vendas de até 5,2% e 8,9%, respectivamente, segundo a IDC.
  • A crise é causada pela construção de data centers de IA, levando a um aumento nos preços de RAM e armazenamento, afetando fabricantes de diferentes maneiras.
  • O mercado de PCs enfrenta desafios adicionais, como o fim do ciclo do Windows 10 e a demanda por AI PCs, com a crise prevista para durar até 2027.

Smartphones e computadores podem ficar, em média, até 8% mais caros em 2026. Enquanto isso, as duas categorias de produtos devem passar por queda nas vendas: o mercado de smartphones pode retrair até 5,2%, e o de computadores, 8,9%. O motivo é a crise da RAM, causada pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial.

Esses dados são da consultoria IDC e foram divulgados na terça-feira (30/12), em uma atualização do relatório divulgado em novembro de 2025. Os números citados se referem ao cenário mais pessimista para o ano que vem. A previsão mais otimista ainda vê possibilidade de altas de 3% e 4% nos preços de smartphones e PCs, respectivamente.

Mesmo assim, a contração é praticamente uma certeza: nas projeções mais moderadas, a queda de vendas de smartphones é de 2,9%, e a de PCs, 4,9%.

Como a crise da RAM impacta os smartphones?

A IDC avalia que o preço médio de venda pode subir entre 3% e 5%, em um cenário moderado, e entre 6% e 8%, em um cenário pessimista.

Os preços altos de RAM e armazenamento devem ter impactos variados em diferentes fabricantes. Marcas chinesas, que trabalham com margens de lucro menores, podem ser obrigadas a repassar os custos para clientes.

Traseira do Xiaomi 17 Pro
Marcas chinesas, como a Xiaomi, trabalham com margens menores (imagem: divulgação/Xiaomi)

Já empresas mais voltadas ao mercado premium, como Apple e Samsung, têm mais reservas para atravessar a crise. Mesmo assim, os aparelhos de topo de linha de 2026 não devem trazer mais RAM do que a geração passada.

Qual será o cenário para os PCs?

A consultoria aponta que o mercado de computadores pessoais passa por uma “tempestade perfeita”, já que a crise será agravada por outros fatores. Além da falta e dos altos preços da RAM, o setor vive o fim do ciclo de vida do Windows 10 e o discurso de marketing em torno dos AI PCs, com recursos de inteligência artificial generativa.

A combinação entre demanda aquecida e custos mais altos deve levar a produtos mais caros. O cenário moderado é de uma alta de 4% a 6% no preço médio de venda, enquanto a projeção pessimista é de alta de 6% a 8%.

Notebook Dell prateado sobre mesa branca
Dell já considera aumentar preços (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A IDC também prevê que grandes marcas devem aumentar seu market share ao longo do ano, já que dispõem de maior capacidade de negociação com fornecedores e estoques maiores de componentes.

Outra questão envolve os AI PCs — a IDC usa a classificação para qualquer computador com uma NPU. Essas máquinas precisam de mais RAM para rodar modelos de IA localmente, sem depender da nuvem. Com os problemas de preços e fornecimento, a oferta de computadores com mais de 16 GB de RAM deve passar por sérias restrições.

Crise deve durar até 2027

A IDC afirma também que a crise de RAM e armazenamento provavelmente chegará a 2027. O ritmo acelerado de construção de data centers fez fabricantes concentrarem a produção nas memórias de alta largura de banda, deixando de lado componentes usados em eletrônicos de consumo.

O documento reforça o que outras consultorias e empresas já vêm dizendo há algum tempo. A Samsung, por exemplo, prevê smartphones até 20% mais caros no Brasil em 2026. Dell e Lenovo, por sua vez, reajustaram contratos no mundo todo.

Já a fabricante de memórias Micron considera que a crise não será resolvida tão cedo, uma vez que a indústria não está disposta a se arriscar para aumentar a capacidade de produção. A consultoria TrendForce, por sua vez, diz que os eletrônicos devem ter especificações técnicas piores no ano que vem.

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Modelos Xiaomi 17 Pro e Pro Max têm visor traseiro (imagem: divulgação/Xiaomi)

Novo notebook da linha Dell Premium (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Amazon, Google e Spotify no topo: veja ranking dos serviços mais populares

30 de Dezembro de 2025, 14:25
Ilustração mostra o logotipo da Amazon e várias caixas ao redor. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Amazon Prime custa R$ 19,90 por mês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Amazon Prime lidera o ranking de serviços digitais mais populares no Brasil em 2025.
  • O Google e o Spotify também estão entre os serviços mais populares.
  • O ranking inclui serviços de música, filmes, armazenamento na nuvem e games.

O ano de 2025 vai chegando ao fim e provavelmente você gastou mais com serviços digitais – aquelas assinaturas mensais que nos permitem acessar coisas via internet. De todos eles, o mais popular neste período foi o Amazon Prime, de acordo com um levantamento exclusivo da plataforma de controle de gastos Oinc a pedido do Tecnoblog. O Google e o Spotify também estão bem na fita.

O ranking de serviços mais populares tem de tudo: música, filme, armazenamento na nuvem, games, etc. Talvez o principal recado seja de que realmente nos acostumamos com a conveniência e facilidade de fazer as coisas pelo computador ou smartphone – o que tem um custo crescente.

Além de identificar os serviços em si, o pessoal da Oinc também fez um mapeamento de quais são os planos ou modalidades mais populares, de modo a matar a minha (e sua!) curiosidade quanto aos desembolsos mensais com as facilidades do universo digital. Confira abaixo.

Imagem com fundo azul escuro que mostra um mapa do Brasil em traços finos e destaca os cinco serviços digitais mais populares em formato de ranking. No canto esquerdo está o título em letras grandes: "SERVIÇOS DIGITAIS MAIS POPULARES". Abaixo, no canto inferior esquerdo, há a logomarca do Tecnoblog. No topo da imagem, aparece “Fonte: Oinc”. O ranking é apresentado da seguinte forma: em 1º lugar, Amazon Prime, com destaque "plano de R$ 19,90/mês"; em 2º, Google One, com destaque "plano de 100 GB"; em 3º, Spotify, com destaque "plano Individual custa R$ 23,90"; em 4º, Netflix, com destaque "plano Premium tem imagens em 4K"; em 5º, PlayStation Plus, com destaque "plano Essential oferece partidas online".
Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Caso fôssemos completar o top 9, também veríamos produtos digitais do Mercado Livre, Globo, YouTube e Disney.

Quais deles já são figurinha carimbada na fatura do seu cartão de crédito? Conte pra gente nos comentários.

Amazon, Google e Spotify no topo: veja ranking dos serviços mais populares

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

30 de Dezembro de 2025, 09:45
Google
Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (imagem: Reprodução/Google)

O Google foi fundado por Larry Page e Sergey Brin em 1998, enquanto realizavam doutorado na Universidade de Stanford. Eles desenvolveram o algoritmo PageRank, mudando para sempre a maneira como a informação é organizada e acessada na internet.

A dupla de empreendedores é formada em ciência da computação. Ambos tiveram importantes papeis de liderança de inovação na companhia e durante o período de transição para Alphabet Inc, holding do Google.

Hoje, eles permanecem como acionistas controladores da Alphabet e detêm a maioria do poder de voto. Mesmo sem gerenciar o cotidiano, Page e Brin mantém cadeiras no conselho administrativo e influência decisiva nas grandes estratégias e aquisições da big tech.

A seguir, saiba um pouco da história dos cofundadores do Google, seus patrimônios e empresas nas quais eles investem.

Quem criou o Google?

Larry Page e Sergey Brin fundaram o Google em 1998, enquanto eles cursavam doutorado na Universidade de Stanford, na Califórnia. A dupla desenvolveu o algoritmo PageRank, que mudou a busca na web ao organizar informações por relevância.

Página original / quem fundou o Google
Página original do Google no lançamento em 1998 (imagem: Reprodução/Google)

Quem é Larry Page?

Larry Page é um cientista da computação e empreendedor americano, reconhecido como um dos fundadores do Google e ex-CEO da Alphabet. Nascido em 26 de março de 1973, ele se graduou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de realizar o doutorado em Stanford.

Além de criar o algoritmo PageRank, Page liderou a expansão de serviços essenciais como o Android e o Gmail antes de se afastar do cotidiano corporativo em 2019. Hoje, ele se dedica a projetos de filantropia e ao investimento em tecnologias voltadas para a sustentabilidade e energia limpa.

Quem é Sergey Brin?

Sergey Brin é um cientista da computação e empreendedor americano, conhecido por ser um dos criadores do Google. Nascido em Moscou no dia 21 de agosto de 1973, ele imigrou para os EUA ainda criança, onde se formou em matemática e ciência da computação antes de iniciar o doutorado em Stanford.

O executivo exerceu cargos de liderança no Google e Alphabet até 2019, mas se mantém influente no conselho administrativo e supervisiona avanços em inteligência artificial. Ele também é um importante filantropo, investindo em pesquisas sobre o Mal de Parkinson e iniciativas climáticas.

Larry Page e Sergey Brin (AP Photo/Paul Sakuma)
Sergey Brin (à esquerda) e Larry Page são as mentes por trás da criação do Google (imagem: Paul Sakuma/AP Photo)

Qual é a história de Larry Page?

Filho de professores, Larry Page se formou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de ingressar no doutorado em Stanford. Foi nesse ambiente acadêmico que ele idealizou um sistema para mapear e organizar os links de toda a web, fundamentando o futuro da tecnologia.

Ao lado de Sergey Brin, ele desenvolveu o algoritmo PageRank e fundou a Google Company em 1998. O projeto revolucionou a indexação de dados, tornando as buscas na internet rápidas, precisas e extremamente eficientes.

Como CEO, Page liderou aquisições estratégicas, como o Android e o YouTube, além de supervisionar a criação do Google Maps e do Gmail. Sua visão transformou o motor de busca em um ecossistema tecnológico diversificado, presente no cotidiano de bilhões de usuários.

Em 2015, ele reorganizou a estrutura corporativa ao fundar a Alphabet Inc., buscando focar em projetos ambiciosos e tecnologias experimentais. Anos mais tarde, em 2019, ele deixou o comando da empresa, mas mantém sua posição de acionista controlador.

Google / Larry Page / quem fundou o google
Larry Page foi CEO da Alphabet até 2019 (imagem: Reprodução)

Qual é a história de Sergey Brin?

Nascido em Moscou, Sergey Brin imigrou para os Estados Unidos na infância para escapar do antissemitismo soviético. Formado em matemática e ciência da computação, ele iniciou o doutorado em Stanford, onde conheceu seu sócio Larry Page.

Juntos, desenvolveram o PageRank, algoritmo que priorizava a relevância de links para organizar a internet. Essa inovação foi a base para a fundação do Google em 1998, transformando a busca de informações em escala global.

Brin liderou projetos experimentais do Google e presidiu a Alphabet até 2019, supervisionando o crescimento de plataformas como YouTube. Durante sua gestão, a empresa diversificou-se em inteligência artificial, computação em nuvem e hardware.

Mesmo afastado do cotidiano executivo, ele permanece como membro influente do conselho administrativo da big tech. Com isso, o executivo continua moldando a visão de longo prazo da companhia de tecnologia.

TED Conference / Sergey Brin / quem fundou o Google
Sergey Brin durante a apresentação do Google Glass em 2013 (imagem: Reprodução)

Qual é o patrimônio dos cofundadores do Google?

Larry Page possui uma fortuna estimada em US$ 256 bilhões, conforme dados da Forbes. Grande parte do patrimônio deriva da sua participação acionária e controle de votos na Alphabet, holding do Google, tornando-o a segunda pessoa mais rica do mundo.

Sergey Brin acumula cerca de US$ 236 bilhões, segundo as informações da Forbes. Assim como Page, seu patrimônio provém das ações da Alphabet e, por isso, ocupa a quinta posição entre as pessoas mais ricas do mundo.

Larry Page e Sergey Brin ainda são donos do Google?

Sim, Page e Brin ainda controlam a empresa Google por meio de ações de Classe B, que garantem a maioria do poder de voto. Embora cada um possua apenas 6% das ações totais, essa estrutura de controle assegura que os fundadores mantenham a direção estratégica final.

Como principais acionistas da Alphabet, dona do Google, eles exercem influência decisiva em grandes investimentos e novas tecnologias. O atual CEO, Sundar Pichai, lidera as operações, mas é a dupla que detém a autoridade máxima sobre os rumos da organização.

Larry Page e Sergey Brin têm outros negócios além do Google?

Page e Brin diversificam seus interesses para além do Google (Alphabet), investindo em setores de tecnologia de ponta. Embora não operem novos conglomerados, eles financiam e orientam projetos que buscam solucionar desafios globais complexos.

Aqui estão os principais empreendimentos vinculados aos fundadores do Google:

  • Waymo: lidera o desenvolvimento de tecnologia para veículos 100% autônomos, operando frotas de robotáxis que usam inteligência artificial avançada para navegação urbana sem motorista;
  • Kitty Hawk e Opener: projetos de aviação pessoal financiados majoritariamente por Page, que exploram aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL) para revolucionar a mobilidade urbana aérea;
  • LTA Research: focada em engenharia aeroespacial, a empresa desenvolve dirigíveis elétricos de última geração projetados para transporte de carga pesada e missões de ajuda humanitária rápida;
  • Verify: atua na convergência entre saúde e tecnologia, utilizando ciência de dados e dispositivos vestíveis para aprimorar o monitoramento de pacientes e a gestão de doenças;
  • Calico Life Sciences: companhia dedicada à biotecnologia e pesquisa genômica para combater o envelhecimento, buscando terapias que prolonguem a vida humana de forma saudável e sustentável;
  • Planetary Resources: iniciativa que contou com o aporte de ambos os executivos para explorar a mineração de asteroides, visando a extração de recursos naturais fora do planeta Terra.

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

Larry Page e Sergey Brin (AP Photo/Paul Sakuma)

Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook

26 de Dezembro de 2025, 17:42
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é o programador e empresário conhecido por ser o cocriador do Facebook em 2004. Ele iniciou sua formação em Harvard, onde cursava Ciências da Computação e Psicologia, mas abandonou os estudos para focar na expansão da rede social.

Atualmente, ele comanda a Meta, empresa que detém o controle de grandes plataformas como o Instagram e o WhatsApp. A carreira de Zuckerberg é focada na evolução das redes sociais e no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o futuro do metaverso.

Como CEO da Meta, Zuckerberg é um dos responsáveis por moldar o futuro da tecnologia e liderar iniciativas de inovação que conectam bilhões de usuários ao redor do mundo. Além disso, ele investe em filantropia e ciência por meio da Chan Zuckerberg Initiative.

A seguir, saiba mais sobre a história de Mark Zuckerberg, sua trajetória profissional e as empresas que fazem parte da Meta. Também descubra a importância do executivo para o mercado tecnológico.

Quem é Mark Zuckerberg?

Mark Zuckerberg é o cofundador e CEO da Meta, conglomerado que controla plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. O programador norte-americano é uma das figuras mais influentes na evolução da conectividade e do metaverso.

Nascido em 14 de maio de 1984, em White Plains (Nova York), ele se destacou precocemente em Harvard ao demonstrar talento precoce para a computação desde a juventude. Atualmente, foca sua atuação no desenvolvimento de inteligência artificial e em projetos filantrópicos por meio da Chan Zuckerberg Initiative.

Qual é a formação de Mark Zuckerberg?

Zuckerberg estudou na Phillips Exeter Academy e ingressou em Harvard em 2002 para cursar Ciências da Computação e Psicologia. Durante o segundo ano na faculdade, desenvolveu o Facebook e decidiu abandonar a graduação para focar na empresa.

Apesar de não ter concluído o currículo acadêmico regular, ele se dedicou integralmente à expansão da rede social. Em 2017, Harvard lhe concedeu um doutorado honorário, simbolizando seu reconhecimento e sucesso profissional.

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da Meta
Mark Zuckerberg abandonou a faculdade de Ciências da Computação para focar no Facebook, hoje chamado de Meta (imagem: Reprodução/Meta)

Qual é a carreira profissional de Mark Zuckerberg?

A trajetória profissional de Zuckerberg começou em 2004 com a criação do Facebook no campus de Harvard, expandindo-se rapidamente após aportes de capital de risco. Sob sua liderança, a startup recusou propostas de aquisição e transferiu a sede para o Vale do Silício.

Ele comandou a abertura de capital da rede social em maio de 2012, seguida da agressiva estratégia de expansão por meio de fusões. Assim, Zuckerberg consolidou o domínio do mercado ao adquirir plataformas fundamentais como a rede social Instagram e o mensageiro WhatsApp.

Em 2021, o executivo reposicionou a holding como Meta Platforms para liderar a tecnologia do metaverso e de inteligência artificial. O foco atual reside na integração de hardware de realidade virtual e no desenvolvimento de modelos de linguagem de código aberto.

Atualmente, Zuckerberg exerce os cargos de CEO e presidente da Meta, sendo uma das figuras mais influentes da tecnologia mundial. Paralelamente, ele gerencia a Chan Zuckerberg Initiative, organização voltada para o avanço da ciência e da educação mundial.

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Desde que alterou o nome para Meta em 2021, Zuckerberg tem guiado a empresa pelo caminho do metaverso e inteligência artifícial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as empresas de Mark Zuckerberg?

As empresas de Mark Zuckerberg estão centralizadas na Meta Platforms, conglomerado com foco na inovação em redes sociais, inteligência artificial e tecnologia de realidade virtual:

  • Facebook: plataforma de rede social com bilhões de usuários que permite às pessoas criar perfis para se conectar com amigos, familiares e comunidades, funcionando como um centro de compartilhamento pessoal;
  • Messenger: mensageiro instantâneo gratuito da Meta que conecta contatos pessoais e profissionais por meio de mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo;
  • Instagram: a rede social Instagram é focada no compartilhamento visual de fotos e vídeos, sendo um pilar fundamental para criadores de conteúdo e e-commerce mundial;
  • WhatsApp: o WhatsApp é um mensageiro instantâneo essencial para a comunicação privada e corporativa, oferecendo criptografia de ponta a ponta e ferramentas de negócios;
  • Threads: a plataforma Threads do Instagram foca em interações baseadas em texto e conversas públicas, competindo diretamente no mercado de microblogs com atualizações em tempo real;
  • Meta AI: a assistente Meta AI integra recursos de IA generativa aos aplicativos e dispositivos da Meta, sendo alimentado por modelos Llama para responder perguntas, criar conteúdo e aprimorar experiências digitais;
  • Reality Labs: divisão dedicada ao desenvolvimento do metaverso e hardwares avançados, como os óculos de realidade virtual Quest e os dispositivos de realidade aumentada.

Qual é a diferença entre Meta e Facebook?

A Meta Platforms é a empresa-mãe que detém e coordena tecnologias focadas em redes sociais, inteligência artificial e o desenvolvimento do metaverso. Ela funciona como a estrutura corporativa superior que gerencia marcas globais e define a visão estratégica de todo o grupo.

O Facebook é o serviço de rede social e a plataforma original criada em 2004, agora operando como uma subsidiária. Atualmente, ele é apenas um dos diversos produtos oferecidos pela Meta, coexistindo ao lado de outros aplicativos como Instagram e WhatsApp.

A principal diferença entre Meta e Facebook reside na hierarquia: a Meta é a organização que toma as decisões financeiras e de infraestrutura, enquanto o Facebook é a plataforma onde os usuários interagem diretamente.

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Liderada por Zuckerberg, a Meta abrange vários outros serviços como Instagram e WhatsApp (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Mark Zuckerberg?

O patrimônio de Mark Zuckerberg é estimado em cerca de US$ 229 bilhões, de acordo com dados da Forbes. Essa fortuna provém majoritariamente da participação na Meta, consolidando-o como a sexta pessoa mais rica do mundo.

De onde vem a fortuna de Mark Zuckerberg?

A fortuna de Mark Zuckerberg provém de sua participação na Meta Platforms, valorizadas por receitas publicitárias e pelo desempenho das ações. Com cerca de 13% da empresa, ele mantém o controle acionário e concentra a riqueza no crescimento da big tech.

O executivo não possui riqueza herdada, pois vem de uma família de classe média onde os pais eram dentista e psiquiatra. Sua ascensão é puramente empreendedora, sem suporte de heranças significativas ou capitais familiares preexistentes.

Qual é a importância de Mark Zuckerberg para o mercado tecnológico?

Zuckerberg moldou a comunicação global ao fundar o ecossistema que integra bilhões de usuários, definindo padrões mundiais de conectividade e publicidade. Como dono da Meta, ele dita o ritmo da inovação ao priorizar o desenvolvimento de infraestrutura de realidade aumentada e modelos de linguagem.

Sua liderança é estratégica ao democratizar o acesso à inteligência artificial com o projeto Llama, desafiando o monopólio de outras gigantes do setor. Essa movimentação acelera a competição no mercado, forçando a evolução constante de assistente digitais e novas interfaces de hardware vestível.

Ao integrar “superinteligência” em suas plataformas, Zuckerberg consolida a Meta como um pilar econômico indispensável para o marketing digital e desenvolvedores. Suas decisões não apenas valorizam as ações da empresa, mas moldam os aspectos técnicos da próxima década de interação humana.

Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da Meta (Imagem: Reprodução/Meta)

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

24 de Dezembro de 2025, 15:35
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT, da OpenAI, pode ajudar empresa a pagar seus investimentos trilionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI considera incluir anúncios no ChatGPT, como conteúdo patrocinado nas respostas e uma barra lateral com propaganda.
  • A empresa explora o uso do histórico de conversas para segmentar publicidade, mas teme afastar usuários.
  • A OpenAI busca novas fontes de receita, incluindo publicidade, para sustentar investimentos em IA.

A OpenAI estuda diversos formatos de anúncios e parcerias comerciais para o ChatGPT. Em um deles, os modelos de inteligência artificial incluiriam conteúdo patrocinado nas respostas geradas.

Assim, uma pergunta sobre maquiagem poderia trazer uma recomendação de um batom de determinada marca, enquanto um pedido de informações para uma viagem sugeriria um pacote turístico. Entre as possibilidades, também estão propagandas nas respostas apenas quando o usuário pedir mais informações e uma barra lateral para anúncios ao lado da conversa.

A notícia vem do site The Information. Procurada pela publicação, a OpenAI confirmou que a empresa está explorando as opções de como incluir publicidade no ChatGPT sem que isso comprometa a confiança dos usuários.

O site Search Engine Land, especializado nos buscadores, avalia que a OpenAI parece cautelosa com seus planos, temendo afastar usuários. Por isso, ela pode dar seus primeiros passos com propagandas que sejam consideradas úteis ou contextualmente relevantes, além de ter um controle maior sobre quem são as empresas anunciantes.

Anúncios no ChatGPT são uma questão de tempo

Já faz mais de um ano que notícias e rumores indicam uma entrada iminente da OpenAI no mercado publicitário. Em dezembro de 2024, Sarah Friar, CFO da empresa, falou abertamente do assunto, e a companhia contratou diversos executivos do setor.

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI, era contrário a propagandas, mas mudou de ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aos poucos, os planos vão sendo revelados. Em outubro, outra reportagem do Information afirmou que a OpenAI estuda usar a memória do ChatGPT para direcionar anúncios. A memória armazena informações sobre o usuário durante as conversas, usando esses dados para melhorar a personalização das respostas.

IA é cara, e publicidade pode ajudar a pagar contas

A companhia ainda busca fontes de receita para justificar os investimentos trilionários feitos na construção de data centers para treinar e executar modelos de IA. Além de acessos via API e assinaturas do ChatGPT, a empresa passou a vender produtos dentro do chatbot e ficar com uma comissão.

Usar as ferramentas de IA lançadas nos últimos anos como suporte para propaganda não é um projeto exclusivo da OpenAI. O Google já vem trabalhando para colocar anúncios no Modo IA do buscador, que funciona de forma conversacional, com respostas longas que combinam inteligência artificial e pesquisas na web.

Com informações do Search Engine Land e do Decoder

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung faz compra bilionária mirando mercado de carros autônomos

23 de Dezembro de 2025, 13:04
Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Samsung é dona da Harman desde 2017 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Harman, subsidiária da Samsung, comprou a divisão de sistemas avançados de assistência ao motorista da ZF por US$ 1,5 bilhão.
  • A aquisição inclui a transferência de 3.750 funcionários e será concluída no segundo semestre de 2026.
  • A Samsung fortalece sua posição no setor automotivo, enquanto a ZF busca pagar dívidas e focar em suas tecnologias principais.

A Harman anunciou a compra da divisão de sistemas avançados de assistência ao motorista da companhia alemã ZF Friedrichshafen em um acordo de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,34 bilhões, em conversão direta).

A Harman é uma subsidiária da Samsung com presença forte em sistemas de som automotivos, além de ser dona de marcas famosas como JBL e AKG.

Fábrica de produtos "lifestyle" da JBL
Fábrica de produtos “lifestyle” da Harman, como as caixas JBL, em Manaus (imagem: reprodução/Harman)

Já a ZF é uma fornecedora de peças para carros de marcas como BMW e Volkswagen, incluindo caixas de câmbio. A companhia alemã investia também em sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS, na sigla em inglês), presentes em carros autônomos e semiautônomos.

A negociação ainda precisa passar pelo crivo de autoridades regulatórias. A previsão é que ela seja concluída no segundo semestre de 2026. Além da transferência de tecnologias, 3.750 funcionários da ZF na Europa, nas Américas e na Ásia deverão se mudar para a Harman.

Samsung fortalece posição no setor automotivo

De acordo com a empresa sul-coreana, a aquisição dará acesso a tecnologias e produtos de assistência de direção, como câmeras e controles. Assim, a companhia entra completamente nesse mercado.

“Combinada com a expertise automotiva de longa data da Harman e apoiada pela liderança ampla da Samsung em tecnologia, [a compra] nos posiciona para ajudar fabricantes a desenhar a próxima geração de veículos inteligentes, empáticos e conectados”, diz Christian Sobottka, CEO da divisão veicular da Harman, em comunicado divulgado pela Samsung.

Após a conclusão do negócio, a Harman vai integrar as tecnologias de ADAS em seus planos de computação centralizada e cockpit digital. “Os recursos comprovados de ADAS da ZF, combinados com nossa experiência em infoentretenimento e conectividade na cabine, nos permitirão reunir soluções de segurança, conforto, inteligência e experiência no veículo em uma única plataforma”, afirma a companhia em seu blog.

Na avaliação da Reuters, o movimento é uma forma de a Samsung diversificar suas atividades, indo além de smartphones e chips, e fortalecer sua posição no mercado de eletrônicos para carros.

ZF ganha fôlego para lidar com crise

Mathias Miedreich, CEO do ZF Group, diz que a venda ajuda a empresa a pagar suas dívidas e se concentrar nas tecnologias nas quais a companhia é uma líder global. A Reuters menciona que a ZF pretende eliminar 14 mil cargos na Alemanha, em meio a dificuldades do setor no país.

Com informações da Reuters e do Wall Street Journal

Samsung faz compra bilionária mirando mercado de carros autônomos

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fábrica de produtos "lifestyle" da JBL (imagem: reprodução/Harman)

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

19 de Dezembro de 2025, 17:24
Homem branco de meia-idade, com cabelos grisalhos curtos, sentado em uma cadeira dentro de um escritório moderno. Ele veste blusa preta de mangas longas e calça cinza, fala enquanto olha para alguém fora do enquadramento. Ao fundo, janelas de vidro mostram prédios altos da cidade; há plantas em vasos ao redor, reforçando o ambiente corporativo.
CEO do LinkedIn defende planos mais curtos, com foco em aprendizado e experiência (imagem: reprodução/No One Knows What They’re Doing)
Resumo
  • O CEO do LinkedIn, o Ryan Roslansky, considera o plano de carreira de cinco anos desatualizado devido às rápidas mudanças tecnológicas e do mercado de trabalho.
  • Roslansky sugere focar em objetivos de curto prazo, como aprendizado e experiências, em vez de um plano fixo de cinco anos.
  • Dados indicam que 39% das habilidades serão transformadas até 2030, e trabalhadores da Geração Z mudam de emprego a cada 1,1 ano.

Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, diz que uma das perguntas mais comuns em entrevistas de emprego se tornou “um pouco boba”. Para ele, a ideia de pensar onde você quer estar daqui a cinco anos e traçar um plano para chegar lá está desatualizada.

“Você frequentemente ouve pessoas dizendo, ‘Ei, você precisa ter um plano de cinco anos, escreva como quer que os próximos cinco anos da sua vida sejam, siga esse caminho e siga esse plano’”, afirma o executivo ao podcast No One Knows What They’re Doing.

“E na verdade, quando você sabe que a tecnologia, o mercado de trabalho e tudo mais está se mexendo, acho que ter um plano de cinco anos é um pouco bobo”, completa o CEO.

O que pode substituir o plano de cinco anos?

Roslansky acha que o futuro da carreira pode ser definido por outras perguntas, mais focadas em um horizonte próximo. Elas seriam mais adequadas a um ambiente que está mudando muito rápido — graças, em grande parte, à inteligência artificial.

“Eu recomendaria que as pessoas se concentrem, talvez, nos próximos meses e em algumas coisas que não são um plano”, explica. “O que você quer aprender? Quais tipos de experiências você quer? Isso, eu acho, é o modelo mental correto para o cenário atual.”

O executivo também alerta para a ilusão de um caminho linear na carreira, passando por se formar na faculdade, conseguir um emprego, se tornar um consultor e fazer um MBA. “As pessoas acham que é assim que funciona”, adverte.

“Se você se concentrar nesses passos pequenos, aprender, ganhar experiência, o caminho profissional vai se abrir para você”, defende Roslansky.

Mesmo com mudanças frequentes, especialistas defendem plano

A Fortune observa que algumas informações endossam a ideia do CEO do LinkedIn. Dados do Fórum Econômico Mundial, por exemplo, apontam que 39% das habilidades dos trabalhadores serão transformadas ou se tornarão obsoletas já em 2030 — ou seja, no fim de um plano de cinco anos feito hoje.

A revista também menciona um relatório da empresa educacional TAFE Gippsland, que afirma que, em média, as pessoas passam por três a sete mudanças de carreira na vida, além de 16 trocas de emprego.

Já a empresa de recrutamento Randstad observa que essa tendência tem se intensificado entre os mais jovens. Trabalhadores da Geração Z mudam de emprego, em média, a cada 1,1 ano. A companhia diz que eles mudam quando sentem que não estão progredindo no cargo atual.

Mesmo assim, nem todo mundo descarta o método tradicional. “Planos de cinco anos também dão a flexibilidade para mudar o que não é mais relevante para suas metas de longo prazo, sem que isso atrapalhe seu progresso”, diz Mary McNevin, executiva de talentos. “Desse modo, você está sempre trabalhando em direção ao que realmente quer conquistar.”

Com informações da Fortune

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

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Para Ryan Roslansky, a tecnologia e o mercado de trabalho estão em rápida transformação, e plano de cinco anos se tornou “bobo”

CEO do LinkedIn defende planos mais curtos, aprendizado e experiências (imagem: reprodução/No One Knows What They're Doing)

OpenAI quer mais US$ 100 bilhões e fica mais perto de valer US$ 1 trilhão

19 de Dezembro de 2025, 16:45
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI busca levantar US$ 100 bilhões até o primeiro semestre de 2026, visando um valuation de até US$ 830 bilhões.
  • A empresa pode recorrer a fundos soberanos nacionais para atingir seus objetivos de investimento.
  • O mercado está cauteloso com investimentos elevados em inteligência artificial devido a incertezas sobre o modelo de negócios.

A OpenAI está em busca de até US$ 100 bilhões na próxima rodada de investimentos. A desenvolvedora do ChatGPT trabalha com a perspectiva de atingir uma avaliação de US$ 830 bilhões com os novos aportes. O objetivo seria conseguir esses investimentos até o fim do primeiro semestre de 2026. Uma opção é buscar a participação de fundos soberanos nacionais.

As informações foram obtidas pelo Wall Street Journal junto a fontes em condição de anonimato. O site The Information deu a mesma notícia um dia antes, mas as pessoas envolvidas falaram em um valuation de US$ 750 bilhões. A avaliação mais recente do mercado sobre a OpenAI aponta para uma cifra de US$ 500 bilhões.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI recebeu investimentos de Nvidia e Amazon nos últimos meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outros valores astronômicos envolvendo a empresa são os de investimentos em infraestrutura. A OpenAI já se comprometeu a gastar trilhões de dólares na construção de data centers, que seriam usados no treinamento de futuros modelos e nas inferências para atender os usuários atuais.

Mercado não está tão animado

A empolgação em torno da inteligência artificial generativa parece ter perdido um pouco da força nos últimos meses, em meio a dúvidas sobre a viabilidade de investimentos tão grandes para um modelo de negócios ainda incerto.

Além disso, como os acordos estão sendo fechados entre poucas empresas, existe o temor de que essa circularidade esteja inflando artificialmente o valor de mercado das companhias e de que qualquer deslize se transforme em um colapso generalizado.

Na última quarta-feira (17/12), as ações da Amazon tiveram leve queda após a empresa revelar que pretende investir mais US$ 10 bilhões na OpenAI. No mesmo dia, o mercado reagiu mal aos planos do Google de trabalhar com a Meta para diminuir a vantagem de software que a Nvidia possui atualmente.

Com informações do Wall Street Journal e do TechCrunch

OpenAI quer mais US$ 100 bilhões e fica mais perto de valer US$ 1 trilhão

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple vai exibir mais anúncios na App Store

19 de Dezembro de 2025, 11:50
Ícone da App Store
Atualização espalhará publicidade pelos resultados de pesquisa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple vai aumentar a exibição de anúncios na App Store a partir de 2026.
  • A publicidade será distribuída ao longo da rolagem da página, sem controle dos anunciantes sobre a posição dos anúncios.
  • O sistema Apple Ads usará um algoritmo para determinar a posição dos anúncios com base na relevância e no valor pago pelos anunciantes.

A Apple comunicou que vai aumentar a exibição de propagandas dentro da App Store. Na página de suporte, a empresa afirma que a mudança começa a valer em 2026.

A fabricante do iPhone justifica a alteração citando o alto engajamento das pesquisas, consideradas a principal porta de entrada para downloads na plataforma e algo atraente para os anunciantes.

Segundo a Apple, quase 65% dos downloads ocorrem após uma pesquisa, razão pela qual vai introduzir “anúncios adicionais em todas as consultas de pesquisa”.

O que vai mudar?

Com a nova política, a publicidade deve ser pulverizada. Mais anúncios serão inseridos na rolagem da página, intercalados com os resultados de uma busca. Atualmente, a loja de aplicativos do iPhone limita a publicidade a um único local nobre: o topo da lista de resultados.

A nova dinâmica retira do anunciante o controle sobre a posição da propaganda. Segundo a documentação da Apple, os desenvolvedores não poderão selecionar ou dar lances exclusivos para aparecer no topo ou no meio da lista.

O sistema do Apple Ads utilizará um algoritmo para determinar o melhor local de exibição com base na relevância do aplicativo para a consulta do usuário e no valor do lance oferecido. A empresa esclarece que nenhuma ação extra será necessária por parte dos anunciantes.

App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Novos espaços publicitários estarão disponíveis em 2026 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Propaganda para ganhar mais dinheiro

A adoção de mais espaços publicitários no iOS já era prevista. Em outubro, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, relatou o plano da Apple. A ideia seria abrir novas frentes de receita via anúncios — movimento que ocorre de forma gradual há anos dentro da fabricante do iPhone.

Há não muito tempo, vale lembrar, a Apple foi duramente criticada após exibir propagandas para F1: O Filme, produção da própria Apple TV, no app Carteira (Wallet). Depois da polêmica, a empresa passou a oferecer uma opção para desativar esses anúncios.

Apple vai exibir mais anúncios na App Store

App Store da Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

17 de Dezembro de 2025, 18:53
Meta Quest
Projeto para abrir Horizons OS beneficiaria fabricantes e desenvolvedores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta pausou o projeto Horizon OS, que permitiria o uso do sistema dos headsets Quest por outras marcas, incluindo Asus e Lenovo.
  • A Meta cortará 30% do orçamento do metaverso, afetando o Meta Horizon Worlds e a divisão de headsets Quest.
  • A divisão Reality Labs teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021.

A Meta pausou o projeto para abrir o Horizon OS, sistema operacional dos headsets Quest, que permitiria a outras marcas usá-lo em seus produtos.

A notícia foi dada em primeira mão pelo site Road to VR e confirmada por Engadget e TechCrunch. Segundo a Meta, a decisão foi tomada para poder se concentrar em construir seus próprios aparelhos e software para avançar no mercado de realidade virtual.

Asus e Lenovo são parceiras no projeto

A companhia comandada por Mark Zuckerberg anunciou seus planos de abrir o Meta Horizon OS em abril de 2024. Segundo informações divulgadas na época, os desenvolvedores passariam a ter acesso a tecnologias de rastreio e de reprodução do mundo real em alta resolução.

Na ocasião, também foram anunciadas parcerias com a Asus e a Lenovo. A primeira lançaria um headset gamer de alto desempenho com a marca Republic of Gamers (também conhecida como ROG). Já a segunda estaria preparando um aparelho com foco em produtividade, ensino e entretenimento.

Ilustração de pessoa usando headset de realidade virtual para trabalhar
Dispositivo da Lenovo teria foco em produtividade (imagem: divulgação/Meta)

Com a pausa no projeto Horizon OS, o futuro desses dois produtos é incerto. Em setembro de 2025, a Meta disse que eles seriam lançados. Mesmo assim, as duas marcas praticamente não tocaram no assunto desde então.

Por isso, é possível que os aparelhos nem mesmo sejam lançados. No momento, a Meta diz apenas que “revisitará oportunidades para parcerias voltadas a dispositivos de terceiros à medida que a categoria evolui”.

Meta vai cortar gastos no metaverso

Para quem acompanha as notícias sobre a gigante das redes sociais, a pausa de um projeto de realidade virtual não surpreende.

No início de dezembro de 2025, a Bloomberg apurou que a Meta pretende cortar 30% do orçamento destinado a projetos relacionados ao metaverso. Isso inclui a plataforma de mundos virtuais Meta Horizon Worlds e a divisão responsável pelos headsets Quest.

A avaliação é de que esse setor não evoluiu como o esperado. A divisão Reality Labs, que abriga projetos de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021 (cerca de R$ 387 bilhões, em conversão direta).

Parte dos recursos será direcionada aos modelos de óculos com inteligência artificial, como o Ray-Ban Meta e o Oakley Meta. Eles têm sido o destaque nos eventos recentes da empresa.

Com informações do Engadget e do TechCrunch

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

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Planos para abrir Horizon OS incluíam dispositivos fabricados por Asus e Lenovo. Empresa de Zuckerberg fará cortes no orçamento do metaverso.

Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

99 repete iFood, impõe nova taxa de serviço e irrita consumidores

17 de Dezembro de 2025, 16:35
Motociclista com caixa de entrega da 99Food
99Food retornou ao Brasil em 2025 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O 99Food começou a cobrar uma nova taxa de serviço, surpreendendo consumidores.
  • A taxa de serviço, relacionada ao processamento de pagamento online, varia conforme o pedido.
  • O 99Food possui mais de 17 mil restaurantes e 50 mil entregadores cadastrados no Brasil.

O serviço de delivery de comida 99Food, da gigante chinesa 99, surpreendeu os consumidores ao iniciar a cobrança taxa de serviço, segundo relatos na internet. As pessoas não estão felizes com a novidade, já que a última tela, antes de fechar o pedido, traz uma cobrança adicional antes inexistente.

Num dos exemplos, uma entrega de comida de R$ 41,28 no Rio de Janeiro recebeu acréscimo de R$ 2,28. Pode parecer pouco, mas ela representa uma taxa de 5,5%.

Pedido de R$ 41,28 recebe acréscimo de R$ 2,28 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Segundo monitoramento do Tecnoblog nas redes sociais, a misteriosa taxa de serviço não existia e começou a aparecer por volta do dia 12 de dezembro. No momento, não é possível saber qual é o percentual cobrado em cada entrega, pois ele parece mudar conforme o pedido.

“Lá se vai mais um app de delivery”, opinou um usuário da rede X. “Morreu novinha”, disse outro consumidor. “Tem que pagar a entrega e ainda pagar mais uma taxa pro entregador?”, questionou um terceiro cliente, sem entender muito bem a motivação do custo adicional.

Consumidor critica 99Food na rede X (imagem: reprodução)

Qual o motivo da taxa?

Nós entramos em contato com a equipe de comunicação da 99 com algumas perguntas sobre o tema.Este texto será atualizado quando a empresa se pronunciar.

O perfil oficial da 99 nas redes sociais explicou a um consumidor que a taxa de serviço está relacionada ao processamento do pagamento online. Já no app da 99, a área dedicada a pedidos de comida não deixa claro o motivo da cobrança.

Segundo perfil da 99, taxa cobre processamento de pagamento online (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iFood cobra 99 centavos de todos os pedidos

O tema da taxa de serviço costuma atrair a atenção de usuários de serviços digitais. Conforme revelado pelo Tecnoblog em maio, o iFood silenciosamente decretou o adicional de R$ 0,99 a todos os pedidos. Semanas depois, descobrimos que ela tinha aumentado a cobrança para R$ 1,99 para alguns clientes.

O 99 Food retornou ao Brasil neste ano, depois de um período em que o app da 99 se concentrou no serviço de transporte. A modalidade de entrega de comida conta com mais de 17 mil restaurantes e 50 mil entregadores cadastrados, segundo dados apresentados em outubro pela companhia. Salvador e Campinas foram as mais recentes adições.

99 repete iFood, impõe nova taxa de serviço e irrita consumidores

99Food está de volta ao Brasil (imagem: divulgação/99)

Consumidor critica 99Food na rede X (imagem: reprodução)

Segundo perfil da 99, taxa cobre processamento de pagamento online (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Vendas globais de celulares devem cair 2,1% em 2026

17 de Dezembro de 2025, 15:35
Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Alta no preço da memória RAM impactará vendas das fabricantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O volume de remessas de celulares cairá 2,1% em 2026, segundo a Counterpoint Research.
  • A consultoria lista escassez de componentes e aumento dos custos de produção como motivos da queda.
  • Fabricantes de smartphones de baixo custo, especialmente as chinesas, devem sofrer o maior impacto.

O volume de remessas de celulares encolherá 2,1% no próximo ano devido à escalada nos custos de produção, impulsionada principalmente pela escassez de componentes. Os dados são da consultoria Counterpoint Research.

Segundo os analistas da firma, a nova estimativa representa uma mudança brusca de cenário em relação às previsões anteriores, que indicavam um mercado em expansão.

O freio nas vendas é reflexo da dificuldade das fabricantes em manter preços competitivos diante do encarecimento do hardware, em especial dos chips de memória RAM, o que deve desestimular a troca de aparelhos por parte dos consumidores.

Maior impacto no segmento de entrada

Embora o problema seja sistêmico, o relatório aponta que o golpe mais duro será sentido pelas fabricantes chinesas, que tradicionalmente operam com margens de lucro mais apertadas e dependem de volume de vendas.

O levantamento da Counterpoint destaca que o segmento de entrada — composto por aparelhos que custam abaixo de US$ 200 (cerca de R$ 1.100, em conversão direta) — é particularmente sensível a qualquer variação no custo de materiais e deve ser diretamente impactado.

Como os componentes de memória (RAM e armazenamento) ficaram mais caros, as margens de lucro nesses dispositivos básicos devem sumir. Para as empresas, isso leva ou ao aumento do preço final, tirando o produto da faixa de “entrada”, ou à redução da produção.

Quais são as previsões?

Gráfico de barras demonstrando previsão anterior e atual do mercado de smartphones
Gráfico ilustra previsão passada e atual de crescimento (imagem: reprodução/Counterpoint Research)

Essa dinâmica deve afetar menos as empresas que construíram sua base de usuários oferecendo especificações robustas a preços agressivos, como a Samsung e a Apple, que possuem forte presença no segmento premium (em que as margens absorvem melhor os custos). Ainda assim, a sul-coreana e a gigante de Cupertino devem apresentar queda de, respectivamente, 2,1% e 2,2%.

A Samsung já assumiu que deve aumentar os preços de celulares e notebooks entre 10% e 20% no Brasil. A previsão foi divulgada pelo vice-presidente sênior, Gustavo Assunção, em entrevista exclusiva ao Tecnoblog.

No mercado de massa, mais sensível à variação de preços, as competidoras chinesas, como Honor, Oppo e Vivo Mobile (Jovi no Brasil) devem enfrentar uma grande queda. As duas últimas deixaram de apresentar números positivos e, agora, a previsão é de retração de 1,2%.

Entre as medidas de mitigação sendo aplicadas pelas marcas está o downgrade de componentes como módulos de câmera, tela, componentes de áudio e especificações de memória, segundo os analistas da Counterpoint.

Vendas globais de celulares devem cair 2,1% em 2026

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Counterpoint Research)

Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

17 de Dezembro de 2025, 12:52
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Warner Bros. Discovery segue inclinada a se vender para a Netflix (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Warner Bros. Discovery (WBD) orientou os acionistas a rejeitarem a oferta pública de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance. Em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (17), o conselho de administração classificou a proposta de US$ 30 por ação como “ilusória” e reafirmou o compromisso firmado com a Netflix.

O argumento da diretoria é de que a proposta de US$ 108 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) da Paramount, controlada por David Ellison e apoiada pela RedBird Capital, impõe “riscos e custos numerosos e significativos” à empresa.

A WBD sustenta que a proposta hostil subvaloriza o negócio e carece de garantias financeiras sólidas, questionando a estrutura de financiamento apresentada pela família Ellison.

O movimento ocorre em defesa do acordo de US$ 72 bilhões celebrado no início do mês com a Netflix. Considerando dívidas e outras despesas, o valor chega a US$ 82 bilhões (R$ 440 bilhões). Pelo plano atual, a Warner Bros. Discovery passará por uma cisão (spin-off), dividindo-se em duas empresas de capital aberto.

A recomendação do conselho não significa, necessariamente, uma derrota para a Paramount. Mesmo com o direcionamento do conselho, os acionistas ainda podem acatar à proposta de aquisição hostil.

Dúvidas sobre o financiamento da Paramount

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Empresas envolvidas no financiamento levantaram dúvidas do conselho (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Warner desconfia da capacidade de execução da Paramount e alega, segundo apuração do The Wall Street Journal, que a empresa tem “consistentemente enganado” os acionistas da WBD. A crítica foca no fato de que o financiamento da família Ellison estaria atrelado a um fundo fiduciário revogável, o que, na visão do conselho da WBD, é incerto para uma transação desse porte.

A oferta inicial da Paramount contava com o apoio de três fundos soberanos do Golfo Pérsico, além da Affinity Partners, que anunciou a saída do negócio na terça-feira (16/12). Um porta-voz da Affinity declarou que “a dinâmica do investimento mudou significativamente desde que nos envolvemos inicialmente em outubro”, mas ressaltou que a empresa ainda vê “forte lógica estratégica” na proposta da Paramount.

Outro que preferiu se abster da relação com a Paramount foi Donald Trump, indicado como facilitador do negócio a Skydance e a Paramount no começo deste ano. O presidente dos Estados Unidos negou ter amizade com David Ellison e alegou que continua sendo alvo do canal de notícias do grupo, CBS News.

Netflix se mantém otimista

Imagem mostra um homem sentado em um sofá marrom, vestindo um blazer preto e uma camisa branca.
Ted Sarandos segue otimista com negócio firmado anteriormente (imagem: reprodução/Variety)

Enquanto a Paramount tenta seduzir acionistas com uma oferta de compra integral e pagamento em dinheiro vivo, a Netflix defende a sinergia de seu acordo. Em e-mail aos funcionários, os co-CEOs da Netflix, Greg Peters e Ted Sarandos, afirmaram ter um “acordo sólido em vigor” e se mostraram confiantes na aprovação.

Provavelmente visando maior aceitação dos acionistas e do governo, o discurso dos CEOs também mudou quanto ao lançamento de conteúdo exclusivamente nos cinemas. Após críticas pelo discurso anti-cinema, Sarandos agora diz que manterá a janela de lançamento tradicional do conglomerado.

Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escassez de chips: celulares e notebooks devem ficar mais fracos em 2026

16 de Dezembro de 2025, 14:45
Preço da memória RAM deve encarecer smartphones e PCs em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O custo dos chips de memória (DRAM e NAND) deve continuar subindo em 2026, forçando fabricantes a aumentar preços e reduzir especificações de celulares e notebooks.
  • Smartphones intermediários podem perder versões com 12 GB de RAM, enquanto modelos de entrada podem retornar ao padrão de 4 GB de RAM.
  • Notebooks devem manter configurações de 8 GB a 16 GB de RAM devido a requisitos de sistemas operacionais, resultando em aumento de preços.

Além da alta nos preços, o mercado de eletrônicos de consumo deve enfrentar especificações técnicas estagnadas ou até mais fracas que as atuais a partir do próximo ano. Um novo relatório da consultoria TrendForce projeta que o custo dos chips de memória (DRAM e NAND) continuará subindo drasticamente no primeiro semestre de 2026.

O aumento dos materiais já está forçando marcas globais a reverem suas estratégias de lançamento para não perderem margem de lucro. Segundo a análise da consultoria, a indústria deve responder a essa pressão em duas frentes: aumento do preço nas lojas e a redução das especificações de hardware.

A previsão é de que o crescimento nas remessas de dispositivos seja revisado para baixo, já que os recursos de produção estão sendo desviados prioritariamente para atender à demanda insaciável por servidores de inteligência artificial.

Na internet, o fenômeno de encarecimento e escassez de componentes já vem sendo batizado de “RAMagedom”, refletindo o temor de que a montagem de novos computadores ou a compra de smartphones se torne proibitiva, lembrando momentos da crise pós-pandemia.

Smartphones devem ficar mais caros e piores

O impacto mais visível para o consumidor deve ocorrer com os smartphones básicos e intermediários. O relatório indica que a tendência de aumento de memória RAM, que vinha acelerada nos últimos anos, deve frear bruscamente.

Tabela da TrendForce demonstrando o que deve ocorrer com smartphones e notebooks a partir de 2026
Especificações devem mudar em 2026 (imagem: reprodução/TrendForce)

Para o segmento intermediário, a TrendForce aponta que as versões com 12 GB de RAM devem desaparecer gradualmente, tornando-se raras ou exclusivas de modelos premium. Já nos aparelhos de entrada, a pressão de custos pode forçar as fabricantes a voltarem ao padrão de 4 GB de RAM, revertendo o avanço que vinha ocorrendo nos últimos anos.

Smartphones como Galaxy A16 5G e Poco C75, que podem ser encontrados por menos de R$ 1.700, já apareciam em configurações com mais de 6 GB de RAM.

No Brasil, a Samsung prevê uma alta entre 10% e 20% nos preços dos smartphones de linhas básicas e intermediárias. A estimativa foi divulgada pelo vice-presidente sênior, Gustavo Assunção, ao Tecnoblog com exclusividade.

Mesmo no segmento topo de linha, a transição para o padrão de 16 GB de RAM deve desacelerar. A consultoria observa que a memória está ocupando uma fatia cada vez maior do custo total de produção, afetando até mesmo gigantes com margens de lucro robustas, como a Apple.

Chinesas devem sentir maior impacto

Traseira do Xiaomi 17 Pro
Marcas chinesas podem sentir mais com revisão de preços (imagem: divulgação/Xiaomi)

A consultoria Counterpoint Research também revisou suas projeções para baixo e agora estima que as remessas globais de smartphones encolherão 2,1% em 2026. Com a memória mais cara, o preço final deve aumentar e a demanda cairá.

O relatório destaca que o segmento de entrada será o mais severamente atingido. Marcas chinesas que operam com margens de lucro apertadas, como Honor, Oppo e Vivo Mobile (Jovi no Brasil), devem sentir a maior diferença em seus volumes de venda em comparação com as estimativas anteriores.

A consultoria alerta que a dificuldade em manter preços competitivos nesses modelos básicos pode frear a renovação de celulares em mercados emergentes.

E quanto aos notebooks e PCs?

imagem de um homem usando um programa de edição no notebook Samsung Galaxy Book 4
Notebooks e PCs encarecerão (imagem: Divulgação)

O cenário também é alarmante para quem planeja montar ou comprar PCs e notebooks. De acordo com a análise da TrendForce, não é viável reduzir drasticamente a memória RAM dos laptops devido às exigências mínimas dos sistemas operacionais modernos e softwares de produtividade.

O Windows 11 exige requisitos de hardware que tornam máquinas com menos de 8 GB praticamente obsoletas para uso fluido. Por isso, as configurações de 8 GB a 16 GB devem se manter como o padrão. Sem poder cortar custos reduzindo o hardware, as fabricantes terão que aumentar o preço final dos laptops nas prateleiras.

Segundo o portal Tom’s Hardware, o gerente de negócios da Kingston, afirmou que os consumidores não devem esperar até o ano que vem. Os preços dos componentes NAND (usados em SSDs) aumentaram 246% desde o primeiro trimestre de 2025, segundo o executivo.

Como os chips de memória representam cerca de 90% do custo de fabricação de um SSD, o repasse ao varejo é inevitável e deve continuar ao longo de todo o ano de 2026. Ao menos Dell, Lenovo, HP, LG e Samsung já anunciaram revisão nos preços entre esse mês e o começo de janeiro.

Escassez de chips: celulares e notebooks devem ficar mais fracos em 2026

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/TrendForce)

Modelos Xiaomi 17 Pro e Pro Max têm visor traseiro (imagem: divulgação/Xiaomi)

(imagem: Divulgação)

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

15 de Dezembro de 2025, 10:37
Imagem mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
Roomba, robô aspirador da iRobot, foi lançado em 2002 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A iRobot entrou com pedido de falência e negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics.
  • A criadora do robô aspirador Roomba enfrenta dificuldades financeiras devido a tarifas comerciais dos EUA e concorrência de marcas chinesas.
  • A companhia afirma que clientes não serão afetados.

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.

Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.

Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.

Por que a iRobot chegou à falência?

Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.

Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.

Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Picea Robotics deve assumir a iRobot

Gif animado mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
iRobot se tornou referência com os modelos Roomba (imagem: divulgação)

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.

A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).

O que muda para os usuários do Roomba?

Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.

A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

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Empresa norte-americana negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics. Criadora do robô aspirador Roomba afirma que clientes não serão afetados.

Imagem: iRobot/Divulgação

Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

11 de Dezembro de 2025, 10:44
Escassez de chips de memória vai impactar o Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Os preços de celulares e notebooks no Brasil podem aumentar até 20% em 2026 devido à escassez de chips de memória.
  • A escassez é causada pela redução na produção de chips DDR4, com foco em chips HBM para data centers de inteligência artificial.
  • O aumento de custo da memória RAM pode variar entre 20% e 40%, impactando principalmente modelos básicos e intermediários.

Prepare o bolso: os eletrônicos devem ficar mais caros no mercado brasileiro a partir do primeiro trimestre de 2026. O aumento em celulares e notebooks pode chegar a 20%, de acordo com Gustavo Assunção, vice-presidente sênior da Samsung no Brasil. Ele falou ao Tecnoblog com exclusividade sobre o assunto, que está tirando o sono de quem precisa trocar de dispositivo.

O motivo é simples: a escassez de chips de memória. Hoje, gigantes industriais deste setor estão reduzindo a produção dos chips de memória RAM – em especial a DDR4, usada em vários eletrônicos – para focar em chips de alta largura de banda (HBM) – usados em data centers de inteligência artificial.

Há duas semanas, a empresa americana Micron Technology ganhou as manchetes ao avisar que a marca Crucial de memória RAM seria encerrada depois de quase 30 anos. Ela é uma das três grandes fabricantes globais deste insumo – junto com a SK Hynix e a Samsung.

Indústria absorveu os custos

Homem de pé discursa com microfone na mão
Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Segundo o representante da Samsung, o custo da memória RAM no planeta vem aumentando desde setembro e deve bater “dois dígitos generosos” em 2026. Seria algo entre 20% e 40%, a depender da negociação. Tendo em vista a importância deste item para a confecção de um smartphone, o preço do produto final deve subir entre 10% e 20%.

Gustavo afirma ainda que o setor tem “segurado“ e absorvido os custos crescentes nos últimos meses. A partir de janeiro, porém, será possível notar os primeiros reajustes. O VP da Samsung acredita que eles virão de forma gradual, mas serão percebidos pelos consumidores brasileiros.

Apesar de falar em nome de uma empresa do setor, Assunção acredita que o impacto será sentido por todo o mercado. Ele não está sozinho nesta percepção: nas últimas semanas, as fabricantes Dell e Lenovo avisaram que os laptops passarão por aumento em escala global.

O tema também está no radar da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O diretor de Informática, Mauricio Helfer, reconheceu que este será potencialmente o “maior desafio” do próximo ano, numa entrevista coletiva da qual participamos.

Onde haverá maior impacto?

Micron anunciou no fim de 2025 que abandonaria mercado de memória RAM (imagem: divulgação)

Marcas menores de telefones já enfrentam uma dificuldade crescente para obtenção de componentes devido ao tímido suprimento de memória, conforme indicou um relatório da consultoria TrendForce divulgado em novembro. Isso pode levar a uma consolidação da indústria, com expansão de empresas de grande porte.

No caso dos telefones, modelos básicos e intermediários devem ser os mais afetados. Ao contrário do que poderíamos imaginar, smartphones topo de linha, como o atual S25 e o futuro S26, devem flutuar pouco, já que usam memória RAM do tipo DDR5, cujo abastecimento global está sob controle.

Quando pergunto se é uma decisão de negócios, Gustavo assente e explica que há uma limitação na capacidade de produção de semicondutores. Seria possível simplesmente produzir mais chips? Ele diz que não, já que a instalação de uma planta dedicada aos componentes HBM pode levar anos.

Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

8 de Dezembro de 2025, 14:53
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount fez nova oferta bilionária (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount Skydance fez nova oferta de US$ 108,4 bilhões em dinheiro para tomar a Warner Bros. Discovery da Netflix.
  • A proposta surge no mesmo dia em que Donald Trump expressou preocupação com a aquisição da Warner pela Netflix.
  • O presidente dos EUA alega risco de concentração de mercado e promete envolvimento pessoal no processo de aprovação antitruste.

A Paramount Skydance apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) em dinheiro por toda a Warner Bros. Discovery (WBD) — incluindo redes de TV como CNN e TNT, algo que tinha ficado de fora da negociação com a Netflix.

A proposta surge no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente o acordo entre Netflix e WBD. Trump disse que a aquisição precisa ser aprovada e que pode haver problemas, já que a Netflix poderia ficar com uma fatia de mercado muito grande.

Na sexta-feira (05/12), a Netflix anunciou ter chegado a um acordo com a WBD no valor de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), em uma transação envolvendo dinheiro e ações.

Paramount fez nova oferta em dinheiro

A proposta da Paramount é pagar US$ 30 por ação em dinheiro. Isso supera os US$ 27,75 da Netflix e também oferece uma forma de pagamento mais vantajosa — parte do valor oferecido pela Netflix seria pago com suas próprias ações.

No mercado financeiro, movimentos como esse da Paramount são chamados de aquisições hostis. Esse nome é usado quando uma empresa faz uma oferta sem negociar diretamente com quem a controla. Em vez disso, o acordo é oferecido diretamente aos acionistas, deixando as lideranças sem ter como reagir.

A Paramount vinha tentando comprar a WBD há algum tempo, sem sucesso. Os advogados da Paramount enviaram uma carta à WBD após três ofertas serem rejeitadas, questionando se o processo de leilão estava sendo realmente justo e alegando o favorecimento a um comprador.

A Skydance, vale lembrar, é uma empresa controlada pela família Ellison (da Oracle). Ela comprou a Paramount no início deste ano em um negócio que também enfrentou críticas.

Como lembra a Bloomberg, a oposição de Donald Trump alega que houve acordos pessoais que teriam sido feitos para facilitar a aprovação, além de rumores de influência na demissão de críticos, como o apresentador e comediante Stephen Colbert.

Sindicatos nos EUA, como o Sindicato dos Roteiristas, também se manifestaram contra a aquisição, alegando diminuição na concorrência.

Trump questiona compra da Warner pela Netflix

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump manifestou preocupação sobre a aquisição da WBD pela Netflix. Em conversa com repórteres, ele afirmou que a combinação das duas gigantes concentraria o mercado.

Segundo a Bloomberg, Trump alega que o negócio “pode ser um problema” para a concorrência no setor de entretenimento e, por isso, também pretende se envolver pessoalmente na supervisão do processo de aprovação antitruste.

A declaração sinaliza que a aprovação do acordo pode não ser tão rápida ou garantida quanto a Netflix esperava. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, havia se reunido com o presidente e, até então, teria tido a impressão de que não haveria oposição imediata do governo.

Risco de concentração de mercado

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Acordo entre Warner Bros. e Netflix deve levar tempo na Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, a realidade pode ter pesado. A fusão colocaria sob o mesmo teto estúdios de cinema e TV, além de dois dos maiores serviços de streaming do mundo. Segundo dados de mercado, a união entre a plataforma de streaming e a dona da HBO Max concentraria cerca de 33% do mercado de vídeo sob demanda nos EUA, superando com folga a participação de 21% do Prime Video, da Amazon.

A aquisição também preocupa o mercado de entretenimento: os sindicatos do setor alegam redução de players e empresas exibidoras temem diminuição dos lançamentos de obras no cinema.

A Netflix prometeu manter os negócios atuais da Warner, incluindo lançamentos nos cinemas. Entretanto, segundo a Variety, poucas horas após o anúncio, Sarandos deu a entender que deve diminuir o tempo em que os filmes da WB ficarão exclusivamente nas telonas.

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple vive êxodo de lideranças após fracassos de IA e críticas a design

5 de Dezembro de 2025, 13:55
Tim Cook
Tim Cook está à frente da Apple desde 2011 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple enfrenta a saída de executivos importantes, incluindo o chefe de IA, John Giannandrea, e o executivo de design, Alan Dye, que foi para a Meta.
  • A Meta e a OpenAI estão atraindo talentos da Apple, com a OpenAI contratando 25 ex-funcionários para a divisão de hardware.
  • A Apple enfrenta críticas por atrasos e problemas em IA e design, contribuindo para a saída de executivos e trocas de lideranças.

Em menos de uma semana, a Apple anunciou a saída de quatro executivos do primeiro escalão. John Giannandrea, chefe de IA, não vai mais trabalhar na empresa. Alan Dye, executivo de design, vai para a Meta. Kate Adams (conselheira jurídica chefe) e Lisa Jackson (vice-presidente de iniciativas sociais) vão se aposentar.

Se considerarmos um intervalo maior, a lista de desembarques é bem mais longa. Uma das mais relevantes foi a aposentadoria de Jeff Williams, então diretor-chefe de operações. E, recentemente, circularam rumores de uma saída do próprio Tim Cook, CEO da empresa, em 2026.

Concorrentes estão levando os funcionários

Uma parte dessas mudanças se deve a uma estratégia agressiva da Meta, que buscou contratar talentos de concorrentes (e pagar altos salários por isso). Além de Dye, o mesmo aconteceu com Ke Yang, que chefiava os trabalhos de busca na web com IA, e Ruoming Pang, que comandava os modelos de IA da maçã.

Quem também está empenhada em trazer profissionais experientes é a OpenAI. Segundo fontes da indústria, a empresa comandada por Sam Altman contratou 25 ex-funcionários da Apple para a divisão de hardware. Eles ficarão sob a batuta de Tang Tan, que trabalhou por 25 anos para a marca da maçã.

Apple revive parceria com Jony Ive em animação de seu streaming / Apple / Divulgação
Jony Ive deixou a Apple em 2019 e agora trabalha na OpenAI (foto: divulgação)

E, claro, vale lembrar que a OpenAI comprou a startup LoveFrom, fundada pelo lendário designer Jony Ive em 2019, após deixar a Apple. Muitos nomes importantes da marca da maçã foram para a LoveFrom desde então. Atualmente, Ive está trabalhando em um dispositivo de hardware de um formato inédito, pensado para a era da IA.

O que está acontecendo com a Apple?

Alguns analistas atribuem as mudanças ao fato de a Apple ter ficado para trás na corrida da IA generativa. A companhia não só demorou para apresentar produtos e serviços com a tecnologia, mas também teve problemas com a qualidade do que foi entregue.

Um exemplo disso é a nova Siri, que foi anunciada em 2024, não chegou no prazo prometido e ainda não tem uma previsão oficial de lançamento.

Imagem mostra um iPhone com a seção da Apple Intelligence aberta nas configurações do aparelho
Nova Siri mais inteligente pode chegar em 2026 (foto: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Grande parte dessa demora se deu devido a uma postura mais conservadora. Entre 2023 e 2024, notícias indicavam que as lideranças temiam que a marca acabasse envolvida em alguma polêmica por causa da IA generativa, sua falta de precisão e sua tendência a alucinar.

De fato, isso aconteceu: a Apple Intelligence criou alertas de notícias com manchetes completamente falsas, geradas quando a IA misturou matérias ou assuntos.

Outro motivo não é relacionado com a IA. Nos últimos anos, a Apple foi bastante criticada por falta de atenção a detalhes de design e software, que costumavam ser pontos fortes da marca.

E agora? Qual o futuro da Apple?

Com tantas saídas e sem contratações de destaque, a empresa passou a ter veteranos em cargos de liderança. Por outro lado, as equipes são formadas majoritariamente por funcionários que não estavam presentes em momentos importantes da companhia, como o desenvolvimento do iPhone, do iPad e do Apple Watch, por exemplo.

Ao mesmo tempo, essas pessoas estão em concorrentes, notadamente a Meta e a OpenAI, o que aumenta a expectativa pelos futuros produtos de hardware das duas empresas.

Por outro lado, algumas mudanças indicam a insatisfação da própria Apple com os rumos tomados nos últimos anos.

Imagem mostra um homem sentado durante uma apresentação. Ele usa óculos de grau e gesticula com as mãos
John Giannandrea está deixando o cargo na Apple (imagem: Steve Jennings/TechCrunch/Wikimedia)

O Wall Street Journal define como “tumultuada” a passagem de Giannandrea pela Apple entre 2018 e 2025, apontando que o executivo montou um bom time de pesquisadores, algo até então incomum para a empresa, mas não conseguiu definir um rumo para o departamento de IA.

Já a saída de Alan Dye, que chefiava o design, é um caso curioso. O blogueiro John Gruber, famoso por acompanhar a Apple, diz que a equipe chefiada por Dye está feliz com sua saída e com a promoção de Stephen Lemay ao cargo de chefia.

Dye não foi demitido, mas sim aceitou uma proposta melhor da Meta. Mesmo assim, ele e Lemay têm perfis muito diferentes um do outro. Dye, indicado por Ive em 2015, vinha do mercado de branding e propaganda, sem ter experiência em design de interfaces.

Já Lemay tem justamente o conhecimento técnico de design de interfaces e interações. A troca, portanto, pode indicar uma nova direção para os produtos e sistemas da Apple, bastante criticados nos últimos anos.

Com informações de TechCrunch, Wall Street Journal, CNBC, Business Insider e Cult of Mac

Apple vive êxodo de lideranças após fracassos de IA e críticas a design

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

speaks onstage during TechCrunch Disrupt SF 2017 at Pier 48 on September 19, 2017 in San Francisco, California.

Netflix anuncia compra da Warner/Discovery e HBO Max

5 de Dezembro de 2025, 09:55
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix anunciou compra da Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões, incluindo HBO Max;
  • A aquisição inclui estúdios da Warner Bros., canais HBO e direitos sobre franquias populares;
  • A conclusão do negócio depende da separação da divisão Global Networks da WBD e pode levar de 12 a 18 meses.

A Netflix acaba de anunciar um acordo para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD) por US$ 82,7 bilhões (R$ 440 bilhões em conversão direta). O conglomerado WDB estava à venda pelo menos deste outubro deste ano. O surpreendente do anúncio de hoje é ver a Netflix, uma empresa jovem do setor audiovisual, surgir como maior interessada.

Se concluído, o negócio permitirá à Netflix assumir o controle não só dos estúdios de TV e cinema da Warner Bros., como também os canais HBO e a plataforma de streaming HBO Max.

Isso significa, também, que a Netflix terá os direitos sobre franquias muito populares, como Game of Thrones, The Big Bang Theory, The White Lotus, Universo DC, Succession, entre tantas outras.

Netflix
Netflix vai assumir Warner Bros. Discovery se compra não for barrada (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

O valor patrimonial da WBD é estimado em US$ 72 bilhões, mas dívidas e outras despesas fazem o valor do negócio ser calculado em US$ 82,7 bilhões.

A transação envolverá dinheiro e ações. Cada ação da WBD é avaliada, no total, em US$ 27,75. Cada acionista da WBD receberá US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação ordinária da Warner Bros. Discovery.

A aquisição foi aprovada, por unanimidade, pelos conselhos de administração da Netflix e da WBD.

Na disputa pela WBD, a Netflix enfrentou gigantes como Paramount e Comcast, sendo esta última controladora da Universal Studios e da Sky.

Warner Bros. Discovery
Warner Bros. Discovery (imagem: reprodução/WBD)

O que falta para a Netflix adquirir a Warner Bros. Discovery?

Não havendo empecilhos regulatórios ou de mercado, a conclusão do negócio deverá ocorrer depois que a divisão Global Networks, que controla canais de TV como CNN e TNT, ser separada da WBD, o que deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026. A divisão que inclui esses canais não será assumida pela Netflix.

Isso significa que pode levar de 12 a 18 meses a partir de agora para a Netflix assumir o controle total da Warner Bros. Discovery.

Contudo, não é pequeno o risco de o negócio ser barrado por autoridades regulatórias, principalmente nos Estados Unidos. Isso porque a Netflix e a HBO Max estão entre as maiores plataformas de streaming do mundo. A fusão entre os dois serviços pode gerar uma grande concentração de mercado, portanto.

HBO Max fica mais caro no Brasil
Compra da WBD pela Netflix inclui a HBO Max (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Netflix já sinalizou que pretende manter a HBO Max como uma divisão à parte em suas operações, pelo menos nos primeiros meses de controle.

Por outro lado, a Netflix não nega a possibilidade de absorver conteúdo da HBO e da HBO Max em seu próprio serviço:

Ao combinar o incrível catálogo de séries e filmes da Warner Bros. — de clássicos atemporais como Casablanca e Cidadão Kahn a favoritos contemporâneos, como Harry Potter e Friends — com nossos títulos que definem a cultura pop, como Stranger Things, Guerreiras do K-Pops e Round 6, poderemos fazer isso [entreter] ainda melhor.

Juntos, podemos oferecer ao público mais do que ele ama e ajudar a definir o próximo século da narrativa.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix

Netflix anuncia compra da Warner/Discovery e HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon / Tecnoblog)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery (imagem: reprodução/WBD)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Meta planeja cortar 30% do orçamento do metaverso

4 de Dezembro de 2025, 17:02
Imagem mostra um homem com um óculos de realidade virtual. A arte é em tom azul, com detalhes futuristas
Metaverso e realidade virtual devem ter menos investimento na Meta (imagem: kai Stachowiak/Public Domain Pictures)
Resumo
  • Meta planeja cortar 30% do orçamento do metaverso, impactando as divisões de headsets Quest e Horizon Worlds.
  • De acordo com a agência Bloomberg, o motivo alegado pela empresa é a falta de concorrência no setor.
  • A companhia de Mark Zuckerberg também tem redirecionado o foco para a IA, priorizando modelos de linguagem e hardwares integrados.

A Meta, controladora do Facebook e Instagram, pode reduzir os investimentos destinados ao metaverso. Segundo a Bloomberg, a companhia de Mark Zuckerberg deve aplicar um corte de até 30% no orçamento do grupo responsável pelas tecnologias no planejamento de 2026.

O ajuste de rumo sinalizaria uma provável mudança de prioridade na gestão de recursos da big tech. Importante notar que a aposta no metaverso motivou, inclusive, a mudança de nome da companhia em 2021, que até então carregava o nome da principal rede social, Facebook.

Internamente, a justificativa para o recuo, segundo a agência, baseia-se na leitura de que o mercado não evoluiu conforme as projeções.

Plataformas do metaverso na mira de Zuckerberg

Meta Quest 3S sendo segurado em uma mão. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Meta Quest 3S foi lançado em 2024 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A medida deve impactar diretamente o desenvolvimento da plataforma de mundos virtuais Meta Horizon Worlds e a unidade de realidade virtual responsável pelos headsets Quest. Essas divisões concentram a maior parte dos gastos do setor.

A proposta de redução, discutida em reuniões de executivos no mês passado, supera consideravelmente o corte padrão de 10% solicitado por Zuckerberg para outros departamento da empresa, diz a Bloomberg. Com isso, espera-se uma nova rodada de demissões já em janeiro.

Tudo isso porque a companhia avaliou que o nível de concorrência sobre a tecnologia não atingiu o esperado. Diante da falta de rivais de peso disputando o espaço, a Meta teria optado por frear os gastos. Falamos sobre o (in)sucesso da tecnologia no Tecnocast 309 – Óculos, headsets e o futuro que ainda não chegou.

Divisão acumulou perdas

A divisão Reality Labs, que abriga os projetos de realidade virtual (VR) e aumentada (AR), tem sido considerada uma fonte de drenagem financeira para a Meta. Desde o início de 2021, o setor acumulou perdas superiores a US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões), gerando críticas constantes de investidores e analistas que viam pouco retorno.

O trauma com o setor é tanto que o mercado enxergou a notícia com bons olhos. As ações da Meta registraram uma alta de 5,5% nas negociações pré-mercado em Nova York após a divulgação do relatório da Bloomberg.

Foco da Meta é em IA

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg tem focado no Llama e no Meta AI, soluções de IA da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto o metaverso perde tração no orçamento, a Meta redireciona o foco para a IA. Zuckerberg já quase não menciona o metaverso e tem priorizado o desenvolvimento de modelos de linguagem, como o Llama, e hardwares integrados, como os óculos inteligentes Ray-Ban Meta.

A companhia também investe pesado em alcançar a superinteligência. O laboratório especializado no avanço da tecnologia mirou cérebros da concorrência, oferecendo salários altíssimos para ex-funcionários de IA de empresas como OpenAI e Google. O projeto, no entanto, já sofreu baixas e passou por reformulação.

Meta planeja cortar 30% do orçamento do metaverso

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Medida deve impactar divisão responsável pelos headsets de realidade virtual Quest e pela plataforma Horizon Worlds. Motivo seria a falta de concorrência no setor.

Meta Quest 3S custa US$ 299 nos Estados Unidos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iFood libera retrospectiva do que as pessoas comeram em 2025

3 de Dezembro de 2025, 14:42
iFood
iFood segue os passos do Spotify Wrapped (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iFood lançou a Retrospectiva 2025, mostrando dados de consumo dos usuários, como tempo gasto, total de pedidos e categorias mais escolhidas.
  • A categoria “Lanches” liderou com 253 milhões de pedidos, seguida por “Brasileira” com 118 milhões e “Pizza” com 92 milhões.
  • O jantar foi o horário mais popular, com 487,7 milhões de pedidos, superando café da manhã, almoço, lanche da tarde e madrugada.

Já faz alguns anos que o iFood entrou na onda de retrospectivas, e dessa vez não é diferente. A plataforma de delivery liberou para seus usuários um resumo do que eles consumiram ao longo de 2025, com 15 telas no formato de stories.

A Retrospectiva iFood 2025 mostra o tempo gasto no iFood, o total de pedidos, a primeira compra do ano, o prato, os tipos de refeições e restaurantes mais escolhidos. Uma informação extra é qual a categoria mais consumida depois de restaurantes — mercado, farmácia, pet ou shopping.

Três telas da retrospectiva do iFood com fundo vermelho. A primeira mostra o texto “Em 2025, cada pedido teve uma história” e “Foram: 53 vezes que o iFood fez parte do meu jeito BR de pedir”, com ilustrações de taco e cacto. A segunda destaca “Combo Kebab de Falafel”, com foto do prato. A terceira traz “Essas 3 delícias me definem muito bem”, exibindo categorias: “Saudáveis”, “Comida Japonesa” e “Comida Árabe”.
iFood agrega informações sobre usuário (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O serviço também usa os dados para brincadeiras, como um “pano de prato” com estampa que reflete os hábitos do usuário — no meu caso, foi “A cozinha me chama, mas finjo que não ouço”, com o desenho de uma capivara usando fones e um fogão triste.

Ilustração em estilo de pano de prato do iFood com o texto “A cozinha me chama, mas eu finjo que não ouço”. Uma capivara usa fones de ouvido e come macarrão sorrindo, enquanto um fogão ao fundo aparece com expressão triste. O fundo é branco com borda decorada e o logo do iFood na parte inferior.
iFood faz brincadeira com pano de prato (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Como acessar a retrospectiva 2025 do iFood?

Ao abrir o app do iFood, um pop-up deve oferecer a retrospectiva — basta tocar nele para visualizar.

Caso isso não aconteça ou você feche sem querer, dá para encontrar o atalho “Retrospectiva” na grade de categorias da página principal. Ele tem um ícone “25” escrito em amarelo e laranja.

Imagem mostra três telas de celular com a interface do iFood destacando a “Retrospectiva 2025”. À esquerda, o ícone “25 Retrospectiva”. No centro e à direita, cards vermelhos com o texto “Retrospectiva iFood 2025 — O melhor do iFood é o brasileiro. E ser brasileiro”, acompanhados de ilustrações de folhas e comidas.
Retrospectiva fica em destaque na tela inicial (imagem: divulgação)

iFood revela os mais pedidos dos brasileiros

Além das retrospectivas individuais, a plataforma de delivery divulgou dados agregados de seus usuários.

O top 5 de categorias mais pedidas foi:

  1. Lanches: 253 milhões de pedidos
  2. Brasileira: 118 milhões de pedidos
  3. Pizza: 92 milhões de pedidos
  4. Marmitas: 52 milhões de pedidos
  5. Japonesa: 50 milhões de pedidos

O iFood também dividiu os pedidos por horário, revelando uma preferência pelo jantar:

  • Café da manhã: 23,5 milhões de pedidos
  • Almoço: 278 milhões de pedidos
  • Lanche da tarde: 71,7 milhões de pedidos
  • Jantar: 487,7 milhões de pedidos
  • Madrugada: 22,3 milhões de pedidos

iFood libera retrospectiva do que as pessoas comeram em 2025

iFood (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iFood agrega informações sobre usuário (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iFood faz brincadeira com pano de prato (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Retrospectiva fica em destaque na tela inicial (imagem: divulgação)

Barões do mundo tech entram na mídia para controlar narrativa

1 de Dezembro de 2025, 14:50
Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Satya Nadella e Sam Altman foram a podcasts recentemente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • CEOs de grandes empresas de tecnologia participam de podcasts e programas amigáveis para melhorar sua imagem pública.
  • Pesquisas indicam que o público dos EUA tem uma visão negativa sobre empresas de tecnologia, redes sociais e IA.
  • Cerca de 78% do público acredita que as mídias sociais têm influência política excessiva, segundo o Pew Research Center.

Chefes das maiores empresas de tecnologia do mundo se tornaram figuras frequentes em podcasts e programas favoráveis a eles. Algumas companhias, inclusive, passaram a contar com seus próprios blogs e canais, como forma de passar uma imagem positiva.

Essa tendência foi notada pelo jornal inglês The Guardian em um artigo publicado no sábado (29/11). “Chefes das maiores empresas de tecnologia, incluindo Mark Zuckerberg, Elon Musk, Sam Altman, Satya Nadella e outros, participaram de entrevistas longas e confortáveis nos últimos meses”, observa o repórter Nick Robins-Early.

Essas participações geralmente rendem manchetes que destacam o caráter disruptivo da atual onda de inteligência artificial. Satya Nadella, CEO da Microsoft, fez sua previsão de que agentes de IA vão substituir o SaaS em uma entrevista para o BG2 Pod.

O BG2 Pod é apresentado por dois investidores de venture capital. Brad Gerstner é CEO e fundador da Altimeter Capital, uma das investidoras da OpenAI e acionista de Meta e Nvidia, enquanto Bill Gurley é parceiro da Benchmark, que financia startups fundadas por ex-executivos da OpenAI.

E por falar em OpenAI, o CEO Sam Altman, também deu seu palpite de que a geração Z é privilegiada por viver a era da IA no podcast Huge If True, que se define como “um programa otimista sobre ciência e tecnologia” e “um antídoto contra a tristeza e o pessimismo”.

Big techs apostam em seus próprios blogs e revistas

Em alguns casos, as big techs e os investidores estão cortando os intermediários. A Andreessen Horowitz, uma das maiores companhias de capital de risco do Vale do Silício, lançou seu blog no Substack, em que se apresenta como uma “voz independente” construindo um relacionamento direto com o público.

A Palantir, empresa de tecnologia que desenvolve soluções de segurança, fundou uma revista chamada Republic. Segundo o Guardian, imita o estilo de publicações acadêmicas como a Foreign Affairs.

“Muitas pessoas que não deveriam ter uma plataforma têm. E muitas que deveriam, não têm”, diz um editorial assinado por executivos da companhia. Entre os exemplos de conteúdo da Republic, estão artigos contra leis de copyright e a favor da cooperação com as forças militares.

Como nota o Guardian, essas iniciativas ecoam um sentimento entre as empresas de tecnologia: revistas e sites especializados têm sido cada vez mais duros e críticos em suas coberturas do setor.

E, claro, não dá para não falar de Elon Musk, que comprou o Twitter, que passou a se chamar X. Ela permanece aberta a qualquer usuário, mas há alguns episódios sintomáticos: a IA Grok, que funciona de forma integrada à rede social, considera que seu dono tem a inteligência de Leonardo da Vinci e o condicionamento físico de LeBron James.

Americanos reprovam big techs, CEOs e IA

Enquanto isso, pesquisas mostram que o público dos Estados Unidos tem visões majoritariamente negativas sobre empresas de tecnologia, redes sociais e inteligência artificial.

De acordo com dados do Pew Research Center, 78% dos americanos acreditam que as companhias de mídia social têm mais poder e influência na política do que deveriam, e 64% acreditam que as plataformas tiveram um impacto negativo no país.

O pessimismo volta a aparecer quando o assunto é a IA. Entre os americanos, 53% acreditam que essa tecnologia vai prejudicar a criatividade. A visão também é desfavorável em relação a relacionamentos, decisões difíceis e resolução de problemas — neste último quesito, há algum otimismo, com 29% apontando que a IA vai melhorar essa habilidade.

Inteligência artificial
População não está empolgada com IA (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Tech Oversight Project, por sua vez, revela que os CEOs das big techs são pessoalmente reprovados pela população. O pior caso é de Mark Zuckerberg: 74% dos entrevistados têm uma avaliação negativa sobre ele, 59 pontos percentuais a mais do que a aprovação.

E mesmo em tempos de polarização política, a diferença entre as opiniões de eleitores democratas e republicanos não é tão grande — apesar de os partidários de Donald Trump serem menos reticentes em relação à tecnologia, também há grande rejeição entre esse grupo.

Estratégia nem sempre dá certo

Esses números dão algum contexto para as iniciativas de criar canais de comunicação e conversar com entrevistadores que não fazem perguntas duras.

Alex Karp, CEO da Palantir, deu recentemente uma entrevista a um podcast em que falou sobre sua cachorrinha de estimação de infância e respondeu a perguntas como “Se você fosse um cupcake, qual cupcake seria?”. Enquanto isso, não houve nenhum questionamento sobre polêmicas de privacidade e direitos humanos em que a startup esteve envolvida.

Mas mesmo essas situações podem ter o resultado oposto ao esperado. Em alguns casos, os conteúdos atraem comentários que mostram a insatisfação do público.

Na entrevista de Altman ao Huge If True, usuários fizeram piada sobre a falta de conteúdo da conversa. “Agora eu entendo por que o ChatGPT é assim. Esse cara consegue falar por horas sem responder a nenhuma pergunta”, diz um espectador.

Outro é mais crítico e afirma que é “maluquice” dizer que um recém-formado de 22 anos é sortudo por viver a era da IA, considerando que a tecnologia está destruindo empregos de nível júnior.

Recentemente, Adam Mosseri, CEO do Instagram, participou de um vídeo do canal Track Star. A página faz um quiz de adivinhar músicas com celebridades e pessoas comuns, misturando game show e entrevista.

A repercussão no Instagram foi negativa: usuários aproveitaram o espaço para criticar mudanças na plataforma, propagandas de golpes, contas banidas sem motivo e escolhas para supostamente viciar usuários.

Nem o próprio Track Star foi poupado. “Honestamente, essa conta era mais divertida quando eram pessoas aleatórias na rua tentando adivinhar as músicas”, diz o comentário mais curtido do vídeo.

Barões do mundo tech entram na mídia para controlar narrativa

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CEOs passaram a dar entrevistas leves a podcasts amigáveis e otimistas. Público tem visão negativa de executivos, das redes sociais e da IA.

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

HP cortará até 6 mil empregos e aposta em IA para reduzir custos

26 de Novembro de 2025, 17:32
Prédio da HP em Israel
HP vai cortar até 6.000 empregos e priorizar IA (imagem: Or Hiltch/Wikimedia)
Resumo
  • HP anuncia demissão de até 6.000 pessoas até 2028 e aposta em IA para manter competitividade;

  • Companhia busca economizar US$ 1 bilhão anuais após prever lucro abaixo do esperado para o próximo ano;

  • Custos crescentes com chips de memória devem contribuir para impacto no lucro em 2026.

Não é incomum grandes empresas fazerem demissões em massa como medida de corte de custos, mas o caso da HP tem um gosto ainda mais amargo para quem for afetado pela decisão: a companhia revelou que entre 4.000 e 6.000 vagas serão cortadas e que, ao mesmo tempo, usará IA com mais ênfase.

Atualmente, a HP conta com cerca de 56.000 funcionários ao redor do mundo. As mencionadas 4.000-6.000 vagas de emprego deverão ser cortadas até outubro de 2028, na previsão da companhia. Aproximadamente 2.000 empregados já haviam sido desligados no início de 2025.

A decisão mais recente foi anunciada após a HP revelar que, ainda de acordo com as suas previsões, registrará lucro abaixo do esperado no próximo ano fiscal. A companhia espera que o corte no quadro de funcionários a faça economizar em torno de US$ 1 bilhão por ano até 2028.

Qual a relação da IA com o corte pretendido pela HP?

De acordo com a HP, as demissões irão afetar principalmente equipes que trabalham com desenvolvimento de produtos, atividades administrativas e suporte ao cliente.

Em maior ou menor medida, todas essas áreas podem ter funções conduzidas pela inteligência artificial. É justamente por esse caminho que a HP pretende seguir, de acordo com o CEO da companhia:

Olhando para o futuro, vemos uma oportunidade significativa de incorporar a IA na HP para acelerar a inovação de produtos, melhorar a satisfação do cliente e aumentar a produtividade.

Enrique Lores, CEO da HP

Enrique Lores também declarou que a HP precisa tomar essa decisão — compensar a demissão de funcionários com a adoção da IA — para permanecer competitiva.

Impressora multifuncional Smart Tank 581 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Impressora multifuncional HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ironicamente, um dos fatores que podem contribuir para a redução do lucro da HP no próximo ano é a atual tendência de aumento de custos com memória RAM e Flash NAND. Esses componentes estão cada vez mais caros por conta de sua alta demanda em datacenters, muitos dos quais estão lidando justamente com aplicações de IA.

A HP espera sentir os efeitos desse aumento de custos no segundo semestre do ano fiscal de 2026, período em que as demissões em massa já estarão em curso.

Com informações de Reuters

HP cortará até 6 mil empregos e aposta em IA para reduzir custos

HP vai cortar até 6.000 empregos e priorizar IA (imagem: Or Hiltch/Wikimedia)

Impressora multifuncional Smart Tank 581 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Apple deve bater Samsung em 2025, prevê consultoria

26 de Novembro de 2025, 14:59
Detalhes da traseira do iPhone 17 Pro laranja
iPhone 17 Pro foi lançado pela Apple em setembro (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple deve superar a Samsung em vendas de smartphones em 2025, com 243 milhões de unidades contra 235 milhões da Samsung.
  • Segundo a Counterpoint Research, o sucesso da linha iPhone 17 e a entrada em um novo ciclo de troca de aparelhos impulsionam o crescimento.
  • A fabricante sul-coreana tem registrado dificuldades em competir nos segmentos de entrada e intermediário.

Após 14 anos liderando o mercado, a Samsung pode não ser a fabricante de smartphones com maior volume de vendas em 2025. De acordo com um novo relatório da consultoria Counterpoint Research, a Apple deve vender cerca de 243 milhões de iPhones este ano, contra 235 milhões de aparelhos da Samsung, invertendo as posições no ranking.

À CNBC, a consultoria disse ainda que a Apple fecharia o período com 19,4% de participação no mercado, deixando a Samsung em segundo lugar, com 18,7%. A mudança é impulsionada pelo sucesso da linha iPhone 17 e pela entrada de consumidores em um novo ciclo de troca de aparelhos.

Efeito iPhone 17

Imagem mostra três iPhones 17 Pro, nas cores preto, laranja e cinza
Linha iPhone 17 é considerada um sucesso de vendas (imagem: divulgação/Apple)

O desempenho da Apple ocorre após uma temporada de vendas excepcional pelo lançamento da linha iPhone 17 e do iPhone Air. Nos Estados Unidos, as vendas da nova série nas primeiras quatro semanas foram 12% superiores às do iPhone 16, sem considerar o iPhone 16e.

Na China, onde a empresa enfrentava dificuldades, o crescimento foi ainda maior: 18% em relação ao modelo anterior. A consultoria menciona que a trégua nas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao país asiático beneficiaram a companhia.

Em nota, o analista sênior da Counterpoint Research, Yang Wang, explica que o sucesso ocorre pelo ciclo de substituição. “Consumidores que compraram smartphones durante o boom da Covid-19 estão agora entrando em sua fase de atualização”, afirma.

Além disso, estima-se que 358 milhões de iPhones de segunda mão foram vendidos entre 2023 e meados de 2025, criando um represamento de demanda que deve sustentar o crescimento dos embarques nos próximos trimestres.

Samsung pressionada pelas rivais

Enquanto a Apple cresce, a consultoria alerta que a gigante sul-coreana tem encontrado dificuldades para competir nos segmentos de entrada e intermediário, em que fabricantes chinesas têm ganhado terreno.

Essa pressão no volume de massa acaba comprometendo a capacidade da Samsung de manter a liderança global em unidades vendidas. A empresa também enfrenta o descontentamento da base de usuários, especialmente com a falta de evolução no hardware de câmera.

A projeção é de que a liderança da Apple se mantenha até 2029, sustentada por futuros lançamentos como o iPhone 17e — lembrando que a versão anterior, o iPhone 16e, teve ótimos resultados — e o aguardado iPhone dobrável, além de uma grande reformulação de design prevista para 2027.

Apple deve bater Samsung em 2025, prevê consultoria

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Cerca de 243 milhões de iPhones devem ser vendidos este ano, ante 235 milhões de smartphones da fabricante sul-coreana, segundo a Counterpoint Research.

Detalhes da traseira do iPhone 17 Pro (imagem: reprodução/Apple)

(imagem: Divulgação/Apple)
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