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Por que a Índia não deve mais exportar açúcar por vários anos

23 de Junho de 2026, 10:00

MUMBAI, 22 Jun (Reuters) – A Índia, que já foi o segundo maior exportador mundial de ⁠açúcar, deverá ter um excedente reduzido para exportação por pelo menos mais três safras, já que as condições climáticas ⁠do El Niño ameaçam a produção de cana e o aumento da demanda por etanol restringe a oferta.

Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de ‌açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York.

Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar.

Entrevistas com ‌mais de uma dúzia de executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores mostram que a menor disponibilidade de cana e a crescente demanda por etanol deixarão pouco para exportação por vários anos, levando os corretores de empresas globais a alertar as sedes sobre a redução das oportunidades na Índia, segundo fontes do setor.

GOVERNO DEVE RESTRINGIR AS EXPORTAÇÕES

O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias.

‘A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco’, disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai.

‘Se as chuvas ficarem aquém ⁠das previsões, ‌o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ⁠ter suas safras afetadas pelo El Niño.’

O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño.

A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 — cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra.

As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, ​afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto.

No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais.

O Departamento de ​Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações.

EL NIÑO PREJUDICA AS PERSPECTIVAS PARA A CANA

As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos.

Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio.

‘Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano’, disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado ‌de Maharashtra, no oeste do país.

O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana ​caiu drasticamente nas últimas semanas.

É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar.

As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento ⁠de água para irrigação.

A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar ​nesta safra, mas a produção agora está estimada ​em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor.

Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca ⁠de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, ​da MEIR.

Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado.

A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros (8 bilhões de galões) até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de ​etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor.

‘A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte’, disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. ‘A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel.’

A Maruti Suzuki, maior ​montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do ⁠país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel.

A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção ⁠de veículos flex-fuel.

As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra.

A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28.

‘Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

(Reportagem de Rajendra ​Jadhav)

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Quarenta pessoas morrem afogadas na França em meio a onda de calor que assola Europa

23 de Junho de 2026, 09:58
Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, ao lado da Torre Eiffel, em Paris, em meio a uma onda de calor que atinge grande parte da França, 22 de junho de 2026.

PARIS/MADRI, 23 Jun (Reuters) – Quarenta pessoas se afogaram na França nos ⁠últimos dias enquanto tentavam se refrescar para escapar do calor recorde, afirmou o primeiro-ministro nesta terça-feira, ‌conforme uma onda de calor assola grande parte da Europa.

O Reino Unido, a Itália, a Suíça e a Espanha também enfrentam calor extremo, com temperaturas recordes em algumas regiões prejudicando o funcionamento das escolas e das ‌redes de transporte.

A Europa está se aquecendo a um ritmo mais de duas vezes superior à média global, segundo a Organização Meteorológica Mundial, tornando cada vez mais prováveis esses episódios prolongados de calor.

ALERTA DE CALOR EM TODA A FRANÇA

Grande parte da França está sob alerta severo de calor e deve registrar temperaturas em torno de 40 graus Celsius nesta terça-feira, informou a Meteo France, com previsão de temperaturas de até 43 °C em algumas regiões do oeste do ⁠país.

O ‌país acaba de registrar sua tarde e noite mais quentes desde o início dos registros, em 1947. Cinquenta e ⁠quatro departamentos estão sob alerta vermelho, o que, segundo os meteorologistas, é algo sem precedentes.

Por toda a França, as pessoas têm pulado em canais e rios para se refrescar. A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, disse compreender a necessidade de escapar do calor, mas alertou contra nadar em áreas não autorizadas ou perigosas.

Falando antes de uma reunião de emergência sobre a onda de calor, o primeiro-ministro francês, ​Sébastien Lecornu, disse: “Um triste flagelo no que diz respeito a afogamentos, já que os números mais recentes que acabamos de receber mostram 40 mortes desde 18 de junho, a maioria delas de jovens.”

Na segunda-feira, ​as equipes de socorro não conseguiram reanimar duas crianças, de 2 e 4 anos, que foram encontradas inconscientes pela mãe no carro da família, em frente à casa, informou um promotor em Carpentras, no sudeste da França.

ATIVIDADE EMPRESARIAL DESACELERA

Em Paris, passageiros enfrentam condições de calor sufocante após noites sem dormir em apartamentos mal equipados para o calor. Alguns trens foram cancelados, inclusive entre Paris e Bruxelas.

Líderes empresariais afirmaram que a economia também estava sendo ‌afetada.

“A França está funcionando em ritmo lento. As empresas, na medida do ​possível, estão implementando recomendações para proteger seus funcionários”, disse o presidente da MEDEF, Patrick Martin, à BFM TV.

A onda de calor na Europa é causada por um padrão climático conhecido como “bloqueio ômega”, pois assume a forma da letra grega, com uma massa de ar quente ⁠no meio e ar mais frio em ​ambos os lados, fazendo com ​que as temperaturas subam dia após dia.

As ondas de calor e as tempestades estão se intensificando devido às mudanças climáticas, elevando ainda mais as ⁠temperaturas e causando mais chuvas.

A Meteo France afirmou que as ​condições atuais são comparáveis à onda de calor de agosto de 2003, que durou 16 dias e resultou em cerca de 80 mil mortes a mais em toda a Europa, segundo a UE. Não se sabe ao certo quanto tempo durará o ​episódio atual.

Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu o alerta de nível mais alto para 15 cidades, e as autoridades tomaram medidas para restringir as atividades em alguns setores. Esperam-se tempestades ​ainda nesta terça-feira sobre os Alpes ⁠e os Apeninos, trazendo chuvas fortes, rajadas de vento e granizo.

O Reino Unido também está sob o domínio do calor, com o Met Office ⁠prevendo temperaturas de até 37 °C no sul da Inglaterra nesta terça-feira — potencialmente um novo recorde para junho — antes de subirem ainda mais na quarta e na quinta-feira.

Em Londres, tempestades noturnas — parte do mesmo padrão climático instável– causaram mais transtornos, inclusive no Aeroporto de Heathrow.

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HSBC Brasil quer chegar a top 10 do banco no mundo, diz CEO

17 de Junho de 2026, 09:43
Logotipo do HSBC em ilustração 22/12/2023 REUTERS/Dado Ruvic

SÃO PAULO, 17 Jun (Reuters) – O HSBC Brasil ⁠aposta no ritmo recente de crescimento de suas ⁠receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o ‌presidente-executivo da instituição, Alexandre Guião.

‘Nós queremos ser top 10, nós queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante’, disse o executivo ‌em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar ⁠2025 ‌com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta ⁠de 12% frente a 2023.

E ressaltou ainda que essa expansão é significativamente maior quando consideradas as operações originadas no país, mas contabilizadas no exterior.

‘Nós estamos com um crescimento super forte’, afirmou. Em 2025, o HSBC Brasil teve lucro líquido de R$216,2 milhões, alta de 30,4% ante o ​ano anterior.

Desde a venda da operação de varejo no país, concluída em 2016, o HSBC se reposicionou no Brasil e hoje é uma ​instituição focada no atacado, que atende cerca de 800 grupos econômicos, a maioria multinacionais.

O banco tem concentrado esforços em atender grandes empresas com presença internacional e conectar fluxos financeiros entre países, usufruindo da ‘globalidade’ da operação.

Internamente, as áreas de pagamentos e tesouraria têm sido as principais responsáveis pelo avanço ‌da receita, refletindo a demanda de multinacionais por ​soluções integradas entre diferentes países.

O banco tem apostado em customização para competir com instituições maiores no país, incluindo projetos como soluções de conciliação financeira automatizada.

Guião destacou a relevância do fluxo comercial ⁠entre Brasil e Ásia, ​especialmente com a ​China, para a expansão das receitas. Nesse eixo, citou, o Brasil já figura entre os dez ⁠maiores mercados do HSBC em termos de ​receita.

Apesar do desempenho, o executivo destacou desafios no cenário brasileiro, sobretudo os juros elevados e risco fiscal, fatores que impactam o crédito corporativo.

O HSBC Brasil precisou registrar ​no balanço deste ano provisões relacionadas a operações com a produtora de açúcar e etanol Raízen e o varejista GPA, que ​buscaram acordo com credores ⁠para reestruturação de suas dívidas.

Guião disse que esses casos recentes levaram o banco a reforçar a cautela ⁠na concessão de crédito, mas ressaltou que o banco continua apostando no crescimento.

Ele apontou que setores como infraestrutura, energia e o agronegócio seguem com boas oportunidades, mas também destacou projetos ligados à transição energética, lembrando que o HSBC tem metas globais ambiciosas de financiamento nessa área.

(Por Paula Arend Laier; edição de Igor ​Sodré)

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Engie detalha acordo sobre fatia na Jirau financiado por aumento de capital

17 de Junho de 2026, 09:26
Logo da Engie 26/04/2023 REUTERS/Sarah Meyssonnier

SÃO PAULO, 17 ⁠Jun (Reuters) – A Engie Brasil (EGIE3) detalhou, ⁠em um documento apresentado à Comissão ‌de Valores Mobiliários na noite desta terça-feira, os termos de um acordo ‌para adquirir uma participação de 40% na usina hidrelétrica de Jirau de seu acionista controlador, a Engie Brasil Participações, parte da francesa Engie .

A ⁠empresa ‌informou que o negócio será ⁠financiado por um aumento de capital de cerca de R$5,74 bilhões por meio de uma oferta de ações vinculada à aportação do ​ativo.

A oferta de ações poderá arrecadar até R$8,36 bilhões, incluindo uma ​alocação adicional, informou a empresa.

A transação entre partes relacionadas avalia a participação em cerca de R$5,37 bilhões, o que representa um desconto ‌de aproximadamente 5% em ​relação ao valor médio de uma avaliação independente.

O conselho da empresa aprovou a operação, e ⁠os acionistas ​minoritários votarão ​em assembleia extraordinária no dia 2 de julho.

A ⁠Usina de Jirau, ​localizada no rio Madeira, na região amazônica, tem capacidade instalada de 3.750 megawatts.

Espera-se ​que o ativo gere mais de 20 anos de fluxos ​de caixa ⁠previsíveis, apoiados por receitas contratadas de longo prazo, ⁠de acordo com a Engie Brasil.

A Engie Brasil vem considerando há anos a aquisição da participação de seu acionista controlador na Jirau.

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Cosan diz que Radar vendeu 12% do portfólio de áreas agrícolas por R$ 1,85 bi

17 de Junho de 2026, 09:23

SÃO ⁠PAULO, 17 ⁠Jun (Reuters) – A Cosan ‌(CSAN3) comunicou nesta quarta-feira que ‌a Radar firmou acordo para a venda de ⁠12% ‌do ⁠seu portfólio total de propriedades agrícolas por R$ 1,85 bilhão.

Os ​imóveis, de acordo com ​a Cosan, estão localizados em Mato Grosso ‌e compreendem ​uma área total de 41.214 ⁠hectares, ​destinados ​ao cultivo de soja, ⁠milho ​e algodão.

A empresa disse que ​o montante referente à ​sua ⁠participação soma aproximadamente ⁠R$ 586 milhões.

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Azul prevê mais cortes de frequências com preços mais altos do combustível

6 de Junho de 2026, 16:32
Aviões da Azul e da Gol no Aeroporto Internacional de Salvador, Brasil

A companhia aérea brasileira Azul está ⁠intensificando cortes de capacidade em meio a preços mais ‌altos do combustível de aviação, ligados à guerra no Irã, e a empresa continuará reduzindo voos para proteger o ‌caixa em um ambiente incerto, disse o presidente-executivo, John Rodgerson.

Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reduzindo capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, ⁠indo ‌além dos cortes anteriores à medida que o conflito ⁠se prolonga.

‘Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensamos que a guerra já teria terminado’, disse ele em uma entrevista na sexta-feira, em preparação para uma reunião de líderes de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro.

‘Mas ela continua, ​então vamos continuar a cortar algumas frequências de forma oportunista, certificando-nos de que estamos voando apenas coisas que fazem ​sentido.’

A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais, com ajustes adicionais concentrados em frequências domésticas, em vez de retirar cidades inteiras, disse Rodgerson.

‘Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com ‌esses preços de combustível, devessem ser quatro.’ ​A companhia aérea está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, acrescentou.

‘Ainda não retiramos cidades, mas isso está sempre em pauta. ⁠Mas primeiro você ​começa com a ​utilização e o corte de frequências.

‘Você não quer estar utilizando uma aeronave 13, 14 ⁠horas por dia quando os ​preços dos combustíveis dobram.’

Rodgerson disse que o balanço patrimonial da Azul, após uma grande reestruturação da dívida, colocou a empresa em uma ​posição mais forte do que alguns de seus pares para se adaptar. A companhia saiu do processo ​do Capítulo 11 ⁠em fevereiro com apoio da United Airlines e da American Airlines .

A Azul espera que ⁠os preços permaneçam sob pressão no segundo trimestre, sazonalmente mais fraco, mas vê espaço para que tarifas mais altas se sustentem à medida que a demanda se fortaleça no terceiro e quarto trimestres, disse ele.

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Atacante do Iraque foi interrogado por horas no aeroporto de Chicago, diz fonte

6 de Junho de 2026, 16:30

O ⁠atacante iraquiano da Copa do Mundo, Aymen Hussein, ‌foi detido e interrogado por quase sete horas no aeroporto O’Hare, em Chicago, depois de chegar com ‌a equipe na madrugada deste sábado, informou uma autoridade esportiva iraquiana.

Hussein foi finalmente autorizado a entrar, mas o fotógrafo da equipe foi impedido de entrar nos Estados Unidos, disse o funcionário que trabalha para o ⁠Comitê ‌Olímpico Iraquiano, mas tem contatos próximos com a ⁠equipe.

Não houve nenhum comentário imediato da Associação de Futebol do Iraque ou de Hussein, jogador que marcou o gol que garantiu a recomendação da equipe para as finais.

O Departamento de Imigração e Alfândega ​dos EUA e o Departamento de Segurança Interna não responderam imediatamente às mensagens que buscavam comentários ​sobre o interrogatório relatado, que também foi coberto pela mídia iraquiana.

Os torcedores saíram nas primeiras horas da manhã para cumprimentar a equipe iraquiana no aeroporto, segurando bandeiras e pedindo aos jogadores que posassem ‌para fotos, menos de uma semana ​antes do início do torneio, conforme mostrou um vídeo nas redes sociais.

O telefone de Hussein foi inspecionado depois que ele chegou, disse a ⁠autoridade iraquiana.

‘O fotógrafo ​da equipe ​nacional, Talal Salah, foi detido por mais de 10 horas, passou por ⁠verificações telefônicas semelhantes e, ​por fim, teve sua entrada nos Estados Unidos negada’, acrescentou a autoridade.

O Iraque está retornando à Copa do Mundo ​pela primeira vez desde sua estreia há 40 anos.

Hussein, de 30 anos, lidera uma potente linha ​de frente que ⁠também conta com Ali Al-Hamadi, do Ipswich Town, e os jovens ⁠talentosos Ali Jassim e Youssef Amyn.

O Iraque enfrenta a França, o Senegal e a Noruega no Grupo I. O torneio, que está sendo coorganizado pelos EUA, Canadá e México, começa na quinta-feira.

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Taxas dos DIs fecham em baixa com rumores sobre versão final de acordo entre EUA-Irã

21 de Maio de 2026, 17:41

SÃO PAULO, 21 Mai (Reuters) – As taxas dos ⁠DIs (Depósitos Interfinanceiros) sustentaram ganhos firmes até o início da tarde desta quinta-feira, ⁠mas pouco depois das 14h despencaram em sintonia com o mergulho dos rendimentos dos Treasuries no exterior, ‌em meio a rumores de que há uma versão final para um acordo entre EUA e Irã.

Em meio à esperança renovada de encerramento da guerra entre os países, no fim da tarde a taxa do DI ‌para janeiro de 2028 estava em 13,805%, em baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 13,863% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,13%, com recuo de 4 pontos-base ante o ajuste de 14,17%.

Na primeira metade da sessão, a curva de juros brasileira acompanhou a alta da curva de Treasuries, em mais um dia de preocupações nos mercados com a guerra no Oriente Médio.

Após ⁠o ‌presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na véspera que poderia esperar alguns dias pelas “respostas certas” de Teerã, nesta ⁠quinta-feira uma reportagem da Reuters informou que o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, determinou que o urânio do país, com grau de pureza próximo ao usado em armas, não seja enviado ao exterior.

O destino do estoque de urânio enriquecido é um dos pontos sensíveis nas negociações de paz entre os dois países e a determinação de Khamenei foi vista como um endurecimento de Teerã nas negociações de paz.

Pouco depois ​das 14h, no entanto, os mercados globais viraram. Rumores sobre a existência de uma versão final para um acordo entre EUA e Irã aumentaram o otimismo entre os investidores, fazendo o petróleo passar a cair ​e os rendimentos dos Treasuries cederem.

No Brasil, após marcar a máxima intradia de 14,040% (+18 pontos-base) às 9h01, logo após a abertura, a taxa do DI para janeiro de 2028 despencou para 13,760% (-10 pontos-base) às 14h45.

Perto deste horário o dólar também marcou a mínima do dia ante o real e o Ibovespa atingiu o pico da sessão, refletindo a expectativa de que um acordo possa de fato ser fechado.

Passado o impacto da tarde, as taxas ‌futuras recuperaram um pouco de fôlego, mas ainda assim encerraram em baixa.

Investidores ​também seguiram consolidando apostas de que, em função da guerra, o Banco Central reduzirá a Selic em junho, antes de paralisar o atual ciclo de cortes da taxa básica.

Na última terça-feira — dado mais recente — as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 65% de probabilidade de ⁠novo corte de 25 pontos-base da Selic ​em junho, contra 30% de ​chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 2,75% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.

Para a decisão seguinte, em agosto, os percentuais ⁠eram de 53% para manutenção, 33,5% para corte de 25 ​pontos-base e 8,5% para redução de 50 pontos-base.

No campo político, o principal foco de atenção ainda é o noticiário sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, que está preso.

Desde a semana passada, Flávio tem ​lutado para explicar um pedido de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado.

Flávio ​alega ter buscado recursos privados para ⁠o filme, sem oferecer qualquer vantagem em troca. Vorcaro está no centro de um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil, que levou a ⁠um desembolso de bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em um evento que “ainda vai aparecer muito mais coisa” no caso que envolve Flávio e Vorcaro.

No mercado, um dos receios é de que a candidatura de Flávio ao Planalto siga sendo desgastada pelo escândalo, elevando as chances de reeleição de Lula.

No exterior, às 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– mostrava estabilidade, a ​4,57%.

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Arrecadação federal cresce 7,82% em abril, a R$ 278,8 bi, e bate recorde para o mês

21 de Maio de 2026, 16:50

BRASÍLIA, 21 Mai (Reuters) – ⁠A arrecadação do governo federal ⁠teve alta real de 7,82% em abril sobre ‌o mesmo mês do ano anterior, somando R$278,823 bilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

O resultado ‌é o melhor para meses de abril da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995, no oitavo recorde mensal consecutivo.

No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação cresceu 5,41% acima da inflação ⁠em ‌comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, ⁠a R$1,056 trilhão, patamar também recorde para o período.

No mês de abril, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 7,31% em termos ​reais frente a um ano antes, a R$258,779 bilhões.

O desempenho da receita administrada por outros ​órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo, cresceu 14,89% no mês passado, a R$20,044 bilhões.

Teve papel importante no dado do mês uma alta de R$4,6 bilhões, equivalente a 7,7%, ‌nas receitas de Imposto de Renda ​de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Também houve aumento das contribuições previdenciárias, que cresceram R$2,9 bilhões, ou 4,8%, diante do ⁠aumento real ​da massa salarial ​e da redução da desoneração da folha de setores da economia.

A ⁠Receita ainda registrou ganhos ​de Imposto de Renda sobre ganhos de capital (+25,4%), PIS/Cofins (+5,3%) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas ​pelo governo e cresceu 30,3% na comparação com abril do ano passado.

No recorte por ​setores, a indústria ⁠de extração de petróleo e gás recolheu em abril R$11,4 bilhões, ⁠uma alta de 541% na comparação com abril do ano passado. A arrecadação foi de R$30,6 bilhões no caso das entidades financeiras (+20,4%) e de R$18,8 bilhões no comércio atacadista (+10,7%).

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