“Todas as chaves eram falsas”, relatou consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Kabum expulsou lojas que vendiam softwares piratas da Microsoft, incluindo chaves falsas do Windows e Office.
A expulsão ocorreu após relatos de consumidores que compraram licenças supostamente vitalícias, mas perderam o acesso após um tempo.
O Kabum afirmou que monitora continuamente a operação para garantir a qualidade e originalidade dos produtos e que inativa imediatamente lojistas e ofertas irregulares.
O site de vendas Kabum confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que expulsou pelo menos uma loja flagrada comercializando softwares piratas da Microsoft. Outras empresas participantes da plataforma também estão sob análise, após uma escalada no número de consumidores reclamando do Kabum nas redes.
Na última semana, diversos relatos começaram a surgir na internet. As pessoas se queixavam de comprar licenças do Windows e do Office supostamente vitalícias, mas ficarem sem acesso às tecnologias após um tempo.
“Ao receber os produtos, a suspeita começou pela mídia física bizarra. Entrei em contato com o suporte oficial da Microsoft e a bomba caiu: todas as chaves eram falsas.” Foi assim que um usuário do Reddit resumiu a situação.
O usuário classificou a atuação do site Kabum como “negligência” e “conivência”. De acordo com ele, a origem dos softwares não é informada aos potenciais compradores porque “no fim das contas, estão lucrando em cima de cada venda pirata”.
Não custa lembrar: o Kabum opera tanto com estoque próprio quanto com vendas de terceiros, que são identificadas assim. O e-commerce declarou que monitora continuamente a operação “para garantir a qualidade e originalidade“ dos produtos. Ele esclareceu ainda que “inativa imediatamente o lojista e a oferta irregulares”.
As suspeitas sobre a procedência dos programas de computador podem ser visualizadas no Reclame Aqui. Um cliente de Marataízes, no Espírito Santo, contou que esbarrou com anúncios altamente suspeitos dos seguintes produtos:
Windows Server 2025 Datacenter em mídia física
Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia
Visual Studio 2026 Enterprise
Pacote Office 2024 com funcionamento perpétuo e envio imediato
“Ao consultar o diretório oficial de parceiros da Microsoft, a empresa mencionada não consta como parceira autorizada, o que reforça a suspeita de irregularidade.” O Kabum nos disse que mantém contato direto com as fabricantes, com acesso a lista de parceiros autorizados.
“Diretamente prejudicado”, diz consumidor
O cliente capixaba relatou insatisfação pois, após a compra de “softwares corporativos por valores inferiores a R$ 200”, a Microsoft passou a não reconhecer as licenças. “Minha empresa foi diretamente prejudicada”, concluiu.
Ainda não se sabe quantos outros lojistas serão expulsos do marketplace. O Kabum foi fundado em 2003 por dois irmãos em Limeira, no interior de São Paulo. Em 2021, foi comprado e passou a fazer parte do grupo Magazine Luiza.
Meta AI está integrada ao WhatsApp e em app próprio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Modo anônimo com privacidade total: A Meta AI recebeu uma função de conversa anônima que utiliza a tecnologia de Processamento Privado. Segundo a empresa, os dados são processados em um ambiente seguro que nem a própria Meta pode acessar, e as mensagens desaparecem por padrão após o uso.
Diferenciação dos concorrentes: O anúncio foca no fato de que, ao contrário de outros modos anônimos do mercado (como os do ChatGPT e Gemini), a solução da Meta não armazena as perguntas ou respostas para acesso interno, permitindo o compartilhamento de dados sensíveis, como finanças e saúde.
Novidades no horizonte: Além da disponibilidade imediata no WhatsApp e em um aplicativo dedicado, a Meta confirmou que lançará nos próximos meses a “conversa paralela”, um recurso que permitirá usar a IA dentro de outros chats para obter ajuda contextual sem interromper o fluxo da conversa principal.
Mais privacidade para os usuários. Essa é a promessa da Meta ao anunciar nesta terça-feira (12/05) a função de conversa anônima na Meta AI. A ferramenta está disponível dentro do WhatsApp e por meio de um aplicativo independente. A liberação começa hoje, de forma gradual, para todos os países onde a tecnologia está disponível.
O Tecnoblog participou de um bate-papo com o diretor-geral do WhatsApp, Will Cathcart, junto de outros veículos de imprensa da América Latina. Ele defendeu que a ferramenta é totalmente anônima e que a Meta não terá acesso a nenhum dado compartilhado com a inteligência artificial.
Como funciona o modo anônimo da Meta AI?
Conversa privada com a Meta AI (imagem: divulgação)
Cathcart explica que o projeto bebe da fonte da mesma tecnologia que faz o resumo das conversas no WhatsApp, batizada de Processamento Privado. Ela coleta informações, manda para a nuvem em um ambiente privado e depois destrói os dados. O executivo não chega a citar nomes, mas nitidamente está mirando no ChatGPT e Gemini, ferramentas concorrentes em que, mesmo na função anônima, os dados podem ficar armazenados e acessíveis para a OpenAI e o Google.
De acordo com Cathcart, a novidade permite que os usuários façam consultas que normalmente não gostariam de expor a uma IA que salva as conversas. Por exemplo, compartilhar documentos financeiros ou expor questões de saúde.
Sistema pode parar em assuntos muito sensíveis
Durante a conversa com jornalistas, o executivo disse que esta modalidade da Meta AI segue as mesmas diretrizes de segurança do serviço tradicional. Isso significa que, numa consulta envolvendo ideações suicidas, por exemplo, a ferramenta pode indicar maneiras de obter ajuda ou simplesmente parar de responder.
Nesta versão, a ferramenta não é capaz de gerar imagens. A função pode chegar no futuro, ainda segundo o executivo.
Kindle Scribe custa a partir de R$ 2.499 (imagem: divulgação)Resumo
O Kindle Scribe, com caneta eletrônica, é lançado no Brasil com preços a partir de R$ 2.499.
O dispositivo tem tela de 11 polegadas, textura de vidro para simular escrita em papel, e acompanha caneta magnética sem necessidade de carregamento.
Os modelos incluem integração com nuvem, acesso à loja de e-books da Amazon e Kindle Unlimited com três meses grátis.
Um novo Kindle desembarca hoje no Brasil: o Kindle Scribe permite que o consumidor faça anotações diretamente na tela, com uma caneta específica para isso. O produto custa a partir de R$ 2.499, com pré-venda se iniciando nesta terça-feira (12/05).
A Amazon optou por lançar três opções do dispositivo. Os modelos Kindle Scribe e Kindle Scribe Colorsoft têm tela de 11 polegadas com textura de vidro desenvolvida para simular o atrito da escrita em papel, espessura de 5,4 mm e peso de 400 g. O Colorsoft acrescenta suporte a cores na tela, canetas em 10 cores e marcadores em 5 cores. Todos os modelos acompanham uma caneta magnética, sem necessidade de carregamento.
A linha estreia um novo chip quad-core e mais memória que as gerações anteriores, que nunca foram vendidas oficialmente no Brasil. A Amazon afirma que o desempenho é 40% mais rápido para escrita e virada de páginas. A tela usa tecnologia Oxide da empresa, com maior contraste tanto em preto e branco quanto em cores. No Colorsoft, LEDs de nitreto reforçam a reprodução de cores.
Serviços integrados
Kindle Scribe tem versões em P/B e colorido (imagem: divulgação)
Já que é um produto voltado para anotações, a companhia destaca a integração com a nuvem. É possível importar documentos via Google Drive e Microsoft OneDrive, exportar PDFs anotados e sincronizar anotações com o OneNote. A linha também conta com busca em anotações manuscritas com tecnologia de IA, com geração de resumos e respostas a perguntas de acompanhamento.
Por ser também um Kindle, o dispositivo dá acesso à loja de e-books da Amazon e ao Kindle Unlimited. Os modelos vêm com três meses grátis do serviço de assinatura, que dá acesso a milhões de títulos. Uma linha de capas premium, feita em couro, será lançada a partir de junho, com preços a partir de R$ 489.
Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Procon Carioca notificou a Apple devido à suposta propaganda enganosa do iPhone, especificamente em relação à Apple Intelligence, que prometia realizar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, mas nunca foi completamente entregue.
A Apple terá que responder em 20 dias e fornecer informações sobre as funcionalidades entregues, comunicação aos consumidores brasileiros, materiais publicitários veiculados e medidas para corrigir o problema.
Nos EUA, a Apple se comprometeu a pagar até US$ 250 milhões em indenização para compradores de iPhone afetados pela propaganda enganosa.
A Apple entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor do Brasil. O Tecnoblog apurou com exclusividade que o Procon Carioca notificou a empresa e quer esclarecimentos para suposta publicidade enganosa junto a compradores de iPhones lançados a partir de 2023. Na ocasião, a companhia prometeu funções de inteligência artificial que nunca chegaram ao mercado.
Na última sexta-feira (08/05), o Procon Carioca instaurou procedimento administrativo para apurar potencial omissão, descumprimento de oferta e violação ao dever de informação clara, adequada e ostensiva. As práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.
O lançamento do iPhone 16 marcou também a propaganda em torno da Apple Intelligence, tecnologia de inteligência artificial que, segundo os comerciais da Apple, seria capaz de realizar um sem-número de tarefas diretamente no aparelho. O recurso nunca foi completamente entregue, mesmo dois anos depois.
Diante disso, uma consumidora abriu uma ação civil pública na Justiça dos Estados Unidos que resultou, na semana passada, num compromisso formal de pagamento. A Apple se comprometeu a dar até US$ 95 (cerca de R$ 465, em conversão direta) para cada comprador de iPhone.
O acordo vai custar US$ 250 milhões aos (bem recheados) cofres da companhia, o que dá por volta de R$ 1,23 bilhão. A medida vale para iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max. O acordo seja formalmente reconhecido pelo juiz do processo, de acordo com a imprensa americana.
Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)
Um dos vídeos de divulgação da Apple Intelligence trazia a atriz Bella Ramsey interagindo com a Siri. Ela perguntava quem era uma determinada pessoa, que havia conhecido num determinado local, e, ao menos em tese, o iPhone conseguia consultar sua base de conhecimento para revelar a informação correta.
O vídeo sumiu dos canais oficiais da Apple no YouTube quando ficou claro que a Apple Intelligence estava muito distante daquela promessa. Alguns executivos da Apple posteriormente se desculparam pelas alegações, digamos assim, exageradas.
A notificação do Procon
Compradores de iPhone 15 Pro (na foto) e 16 podem ser beneficiados em processo administrativo do Procon Carioca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Eu apurei que o Procon Carioca cobrou os seguintes esclarecimentos:
Quais funcionalidades foram efetivamente entregues no lançamento?
Como as informações foram comunicadas aos consumidores brasileiros?
Quais materiais publicitários foram veiculados no país?
Qual o cronograma de implementação dos recursos anunciados?
Dados de reclamações de consumidores e número de pessoas impactadas
Medidas adotadas ou previstas para garantir correção e eventual compensação
De acordo com o órgão, o caso suscita “princípios centrais das relações de consumo, como a boa-fé, a transparência e o cumprimento da oferta”.
A Apple tem 20 dias para responder ao Procon Carioca. O Tecnoblog também procurou a empresa, que não irá se pronunciar junto à imprensa.
Técnico da Vivo cancelou todos os serviços de consumidora (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Um caso envolvendo um técnico terceirizado da Vivo vem dando o que falar na internet. Agora à noite, a operadora emitiu uma nota repudiando a conduta diante de uma consumidora de São Paulo.
Em resumo, a arquiteta e apresentadora de TV Stephanie Ribeiro contou no Instagram que recebeu um técnico em sua casa para a instalação de serviços de telecomunicações. Em dado momento, o trabalhador ofereceu um repetidor de sinal. Na hora de pagar, Stephanie notou que o Pix cairia numa conta de pessoa física.
Funcionário deu chave Pix pessoal para pagamento de repetidor da Vivo (imagem: reprodução)
Era maracutaia. Quando entrou em contato com o gerente da loja da Vivo, foi orientada a não pagar nada. A partir daí, começaram as ameaças do técnico na residência dela.
Após a saída dele, a arquiteta notou que todos os serviços de telefonia foram cancelados. Ela acredita que se tornou alvo de alguma represália após identificar e relatar o golpe. Um dos emails da Vivo tentavam marcar a devolução dos equipamentos, normalmente cedidos durante a vigência do contrato.
Golpista teve acesso e usou dados de consumidora para cancelar serviços; Vivo diz que já os religou (imagem: reprodução)
A Vivo declarou, em nota enviada ao Tecnoblog, que os serviços da consumidora foram reativados e que iniciou uma “apuração rigorosa junto à empresa parceira responsável pelo técnico envolvido, que está adotando todas as medidas cabíveis”.
A empresa disse ainda que entrou em contato com Stephanie e lamentou o ocorrido.
Apesar da resposta rápida da prestadora neste caso, é importante ter em mente que o relato incendiou as redes sociais e outros clientes da Vivo disseram ter passado pela mesma situação. Ao menos um desses clientes disse que buscou a empresa, mas que a queixa não recebeu a devida atenção.
Leilão de 700 MHz ocorrerá em 4 de maio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Agência Nacional de Telecomunicações remarcou o leilão da faixa de 700 MHz para a próxima segunda-feira (04/05), depois que uma ação na Justiça impediu o certame, inicialmente marcado para ontem (30/04). Isso não muda a dinâmica do evento, que irá licitar faixas de espectro para que prestadoras operem a rede de telefonia.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região derrubou uma liminar impetrada pela Telcomp, entidade que representa mais de 70 empresas do setor. A Justiça atendeu a um pedido da Unifique, que argumentou que a modelagem do leilão está alinhada com as diretrizes de política pública estabelecidas pelo Ministério das Comunicações.
Conforme explicamos numa reportagem especial, o formato do leilão privilegia as operadoras regionais. Elas terão mais oportunidade de arrematar as novas faixas de frequência. Caso isso não aconteça, as empresas de porte nacional, como Claro, TIM e Vivo, também poderão comprar mais espectro.
A expectativa é de que faixas licitadas na próxima segunda – caso não tenhamos novas surpresas – sejam usadas primeiro para reforçar o sinal do 4G. No futuro, porém, é possível que também sejam usadas na transmissão do 5G.
As empresas vencedoras do leilão deverão cumprir uma série de obrigações relacionadas à cobertura nas rodovias e em localidades de difícil acesso.
De acordo com a Anatel, a sessão pública terá início às 10h e será transmitida via YouTube.
Lojistas usam Amazon para oferecer celulares contrabandeados, segundo Conselho Nacional de Combate à pirataria (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Anatel obteve uma vitória na Justiça para combater a venda de celulares irregulares.
A decisão inclui a inclusão de campos obrigatórios para o código de homologação no sistema da Amazon, validação automatizada dos códigos, retirada de anúncios de aparelhos não homologados e aplicação de multas diárias.
A Anatel argumenta que os smartphones irregulares podem interferir no sistema de telecomunicações do país e causar danos à saúde, segurança cibernética e ordem econômica.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) obteve uma importante vitória na Justiça: ela restaurou os efeitos de um despacho que visa combater a venda de celulares irregulares e, em última instância, permite até mesmo o bloqueio do acesso à Amazon. Não é de hoje que a agência tem assumido esta postura contra os aparelhos que chegam ao país sem passar pelos testes e processo de homologação.
O caso escalou desde que o presidente da agência, Carlos Baigorri, afirmou que a agência poderia determinar o bloqueio dos marketplaces por causa do comércio irregular. A fala se deu em maio de 2025. Dois deles decidiram judicializar a questão: Mercado Livre e Amazon. O processo desta última chegou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e foi avaliado na semana passada.
Como foi a decisão do TRF-3?
Produtos irregulares chegam a custar um terço do preço oficial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O desembargador André Nekatschalow decidiu em 23/04 pela admissibilidade do processo. Isso significa que ele poderá subir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, ele barrou a subida do recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), por entender que a discussão envolve apenas normas alheias à Constituição Federal.
O desembargador acolheu a argumentação, feita pela agência reguladora, de que há risco de dano grave à saúde, segurança cibernética e ordem econômica se a venda de produtos piratas continuar sem fiscalização. Por conta disso, as determinações da Anatel contra a plataforma voltam a ter validade até que o STJ julgue o mérito.
Quais medidas estão valendo?
Os efeitos do despacho decisório nº 5.657/2024 incluem:
Inclusão de campos obrigatórios para o código de homologação no sistema da Amazon
Validação automatizada dos códigos informados junto à base de dados da Anatel
Retirada imediata de anúncios de aparelhos não homologados ou com certificados falsos
Aplicação de multas diárias e, em caso de reincidência ou descumprimento das ordens, a previsão de bloqueio do acesso ao portal da empresa
A Amazon argumentava que, segundo o Marco Civil da Internet, ela não é responsável pelos produtos anunciados por outros lojistas em sua plataforma. No entanto, o TRF-3 aceitou o argumento da Anatel de que os smartphones, por usarem radiofrequência, são diferentes de outros produtos porque podem interferir no sistema de telecomunicações do país.
Queda pelo segundo ano
Nós estamos tentando contato com a Anatel e a Amazon. Este texto será atualizado caso recebamos uma resposta.
Além da falta de homologação, os aparelhos irregulares não recolhem impostos e, por serem mais baratos, colocam pressão sobre as vendas regulares da indústria de eletrônicos. A associação do setor calcula que 4,5 milhões de unidades foram comercializadas em 2025 no país, totalizando 12% do mercado. Foi o segundo ano consecutivo de queda neste índice.
Maioria dos apps do Google adota ícones coloridos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Google planeja modificar os ícones dos aplicativos do Google Workspace, como Drive, Gmail e Fotos, para simplificar a identificação.
Os novos ícones terão cores sólidas e detalhes de iluminação, como o Google Meet que será amarelo, o Google Chat verde e o Google Calendar azul.
Os ícones dos apps de Documentos, Planilhas e Apresentações ganharão um novo design com detalhes de iluminação e bordas arredondadas.
Já te aconteceu de abrir a pasta “Google” no seu celular e tocar no ícone errado? A família de aplicativos ganhou uma coloração gradiente que confunde muitos usuários. Para resolver a situação, o Google planeja fazer uma modificação completa nos ícones de apps como Drive, Gmail e Fotos.
De acordo com o site especializado 9to5 Google, a ideia do Google é simplificar os ícones, de modo que os consumidores encontrem os apps com mais facilidade. Por exemplo, o Google Drive deve perder os detalhes em vermelho. Por sua vez, o app do Gmail deve ficar mais vermelho do que nunca, apesar de ainda estampar outras cores.
Novos ícones vazam na web (imagem: reprodução/9to5 Google)
Quais são as mudanças visuais nos aplicativos?
Os ícones vazados pelo 9to5 Google indicam um redirecionamento em especial para o Google Meet, que fica completamente amarelo, o Google Chat, que adota o verde, e o Google Calendar, que ganha um ícone completamente azul.
Os ícones para os apps de Documentos, Planilhas e Apresentações — parte do Google Workspace — continuam predominantemente nas cores azul, verde e amarelo, respectivamente. No entanto, ganham um novo design, mais moderno, com detalhes de iluminação e bordas mais arredondadas.
Quando os novos ícones serão lançados?
Não sabemos quando os novos ícones vão entrar em ação ou se serão exatamente estes revelados em primeira mão pela imprensa internacional. De toda forma, fica a pergunta: você gostou do que viu? Conte para a gente nos comentários do Tecnoblog.
Kindle Paperwhite de 1ª geração foi lançado em 2012 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)Resumo
A Amazon oferece 20% de desconto na compra de um Kindle novo para brasileiros com modelos antigos elegíveis.
A ação vale até 20 de junho. Os aparelhos elegíveis incluem Kindle de 1ª e 2ª geração, Kindle DX, Kindle Keyboard, Kindle Touch, Kindle 4, Kindle 5 e alguns Kindle Fire.
Os clientes também recebem R$ 100 em livros na loja oficial. A Amazon afirma que os modelos antigos perderam suporte, compra de livros e restauração.
A Amazon confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que os consumidores brasileiros também terão desconto na compra de um Kindle novo. Nesta semana, a empresa começou a avisar aos donos de Kindles antigos que eles perderão suporte. Na prática, isso significa que não será mais possível comprar livros nem restaurar os aparelhos.
O comunicado por email será enviado aos brasileiros que compraram e ainda usam algum modelo de Kindle afetado pela decisão. Ele tem o assunto “Aviso sobre o Kindle — Dispositivos não serão mais compatíveis” e traz um cupom de 20% de desconto.
A Amazon disse ao Tecnoblog que a oferta vale exclusivamente para os aparelhos elegíveis. São eles:
A ação vai até 20 de junho. Além do preço mais baixo, os consumidores beneficiados terão direito a R$ 100 em compras de livros na loja oficial do Kindle. O valor “será adicionado automaticamente à sua conta após a compra de um novo dispositivo”, de acordo com a empresa.
Polêmica do Kindle antigo
A Amazon enfrenta pressão e muitas críticas na internet desde que anunciou o fim do suporte a modelos antigos de Kindle, conforme noticiado pelo Tecnoblog. Alguns consumidores dizem que é obsolescência programada. Outros não se importaram, pois alegam fazer pirataria de todos os livros.
Medida também afeta o tablet Kindle Fire (imagem: divulgação)
O importante é notar que um produto funcional perderá suporte à loja online. Talvez o pior aspecto da decisão, no entanto, seja a impossibilidade de restaurá-lo aos padrões de fábrica. Ao fazer isso, a Amazon alertou que não será possível registrar novamente no aparelho.
Numa nota à imprensa, a companhia declarou que os modelos foram suportados por até 18 anos, “mas a tecnologia avançou muito nesse período, e esses dispositivos não terão mais suporte daqui para frente”. Ela também enfatizou que os livros continuarão acessíveis nos apps do Kindle para celulares ou no site oficial.
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André Varga enfatiza o compromisso da Jovi com o Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A Jovi comemora a evolução do negócio no Brasil: o Jovi V70 5G, smartphone mais recente da marca, registrou um volume de vendas 40% maior do que o antecessor, o Jovi V50. A fabricante chinesa, que atende pelo nome de Vivo Mobile Communication no país de origem, não revelou números absolutos de vendas.
Os dados foram apresentados durante um evento na noite de hoje em São Paulo, com a presença do Tecnoblog. A estatística considera os primeiros 25 dias de comercialização. Ainda de acordo com a Jovi, já são dez produtos à venda no mercado brasileiro, um indicativo de que os chineses possuem um projeto robusto para cá.
O V70 5G traz câmera principal de 200 megapixels com estabilização óptica (OIS), zoom de até 30x com 12 megapixels e recursos de inteligência artificial para fotografia. O gerente sênior de produto Douglas Issii destacou que “o brasileiro gosta muito de fotografia”.
Jovi V70 5G tem câmera de 200 megapixels (imagem: divulgação)
A empresa baseou o desenvolvimento do aparelho em mais de 4 mil pesquisas de campo no país. “O consumidor final está no centro do processo de decisão, desde o desenvolvimento de produto até o marketing”, disse o diretor Andre Varga.
Segundo os dados divulgados, consumidores brasileiros utilizam mais recursos avançados de câmera – como retrato, selfie, vídeo e zoom – em comparação com a média global, onde o modo padrão predomina.
A fábrica da Jovi em Manaus teve capacidade expandida para 500 mil unidades por ano, cinco vezes mais do que em 2025. A marca ainda celebrou a presença em 1,8 mil pontos de venda.
Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Jovi
Amazon vai parar de acumular milhas em 31 de março (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Amazon encerrará a integração com programas de milhagem Livelo, Latam Pass e Esfera em 31 de março.
A categoria de Associados que oferece cashback em reais ou pontos será pausada.
Clientes ainda poderão usar pontos Livelo nas compras, mas não acumularão novos pontos ou milhas.
A Amazon confirmou ao Tecnoblog que não vai mais trabalhar com programas de milhagem. Em nota, a empresa explicou que está constantemente avaliando as estratégias para oferecer a melhor experiência aos clientes e que, como parte disso, não terá mais integração com Livelo, Latam Pass e Esfera.
A mudança entra em vigor em 31 de março. Ainda de acordo com o comunicado, a Amazon optou por “pausar” a categoria de Associados que oferecem cashback, seja em reais ou em pontos.
O tema ganhou repercussão nos últimos dias, conforme os adeptos dos programas de pontos começaram a receber e-mails avisando sobre o fim da parceria. Blogs especializados em milhagem, como o Passageiro de Primeiro, passaram a noticiar os comunicados e a incerteza dos consumidores.
Latam Pass enviou comunicado (imagem: reprodução/Passageiro de Primeira)
Portanto, a partir do próximo mês, os clientes da Amazon no Brasil não poderão mais acumular pontos e milhas ao realizarem compras na loja virtual.
Por outro lado, segundo o site iG Turismo, ainda será possível, por exemplo, usar os pontos da Livelo no momento da compra. Aliás, essa tem sido uma das experiências mais tranquilas que eu mesmo tive nos últimos tempos, por funcionar de forma impecável após a integração entre as contas.
Ainda não se sabe o que vai acontecer com outras empresas de cashback, como Méliuz e Inter. Elas não mandaram e-mails sobre a relação com a Amazon, ao menos até o fechamento deste texto.
Especialistas na área acreditam que o movimento da Amazon encerra uma das maneiras mais simples de acumular pontos ou milhas no país.
Galaxy S26 Ultra se comunica com iPhone próximo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Samsung atualizou os Galaxy S26 no Brasil para compartilhar arquivos com iPhones via Bluetooth, preservando metadados de fotos e vídeos.
O Quick Share agora identifica iPhones próximos, permitindo envio direto de arquivos, mas não exibe nomes específicos dos dispositivos Apple.
A função requer Android com Google Play Services versão 26.11 ou superior e Quick Share atualizado, além de conexões Bluetooth e Wi-Fi ativas.
A Samsung liberou para clientes brasileiros a atualização que permite aos celulares Galaxy compartilhar arquivos diretamente com os iPhones, via Bluetooth. Esse era um pedido antigo que só se tornou viável agora: fazer Quick Share e AirDrop funcionarem em conjunto. O Tecnoblog realizou testes e comprovou que a função está operando conforme o prometido.
Com a atualização de segurança de março, o Quick Share passa a identificar iPhones próximos. No nosso teste, foi possível enviar fotos diretamente de um Galaxy S26 Ultra para um iPhone 15 Pro Max sem intercorrências. Os arquivos recebidos no dispositivo da Apple mantêm os metadados, como identificação do aparelho, data, hora, ISO e foco.
A liberação dessa ferramenta é uma ótima notícia depois de anos de dificuldades para compartilhamento de arquivos entre os sistemas de duas das maiores empresas de tecnologia do planeta.
Como funciona a integração com o iPhone?
A integração utiliza os protocolos de proximidade para permitir a visibilidade entre os sistemas. O Quick Share identifica os nomes dos iPhones ao redor, mesmo quando estão na agenda de contatos.
Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Quick Share compatível com AirDrop veio ativado de fábrica junto com a atualização. Ainda assim, é possível mexer nos ajustes seguindo este caminho: Config → Dispositivos conectados → Quick Share (ou Compartilhamento Rápido) → Ative a opção de Compartilhar com dispositivos Apple.
Requisitos
De acordo com a Samsung, o celular Android precisa rodar a versão 26.11 (ou superior) do Google Play Services e ter o aplicativo Quick Share atualizado pela Galaxy Store. As conexões Bluetooth e Wi-Fi de ambos os aparelhos também devem permanecer ativas durante todo o processo.
Por ora, temos notícias de que a nova ferramenta está disponível apenas para a recém-lançada linha do Galaxy S26. Existe a expectativa de que os sul-coreanos liberem mais mais dispositivos conforme disponibilizam os pacotes de segurança.
S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Galaxy S26 teve um aumento de 20% nas vendas em relação ao Galaxy S25 nos primeiros cinco dias de pré-venda na América Latina.
No México, o maior interesse se concentrou na versão Ultra do Galaxy S26.
Já no Brasil, as vendas do Galaxy S26 estão estáveis em comparação a 2025.
A Samsung comemora o interesse pelo Galaxy S26: há uma alta de 20% em relação ao Galaxy S25 nos primeiros cinco dias de pré-venda, segundo revelou o presidente e CEO na região, HS Joo, numa conversa com o Tecnoblog. A nova linha de celulares está em pré-venda desde 25 de fevereiro.
Ainda de acordo com HS, o maior apetite foi registrado no México, onde a versão Ultra vai muito bem. O resultado no Brasil está similar ao do ano passado. O executivo não revelou números absolutos (como já é de praxe).
Os preços da nova geração ficam em R$ 7.499 (base), R$ 9.199 (Plus) e R$ 11.499 (Ultra). No país, as entregas estão marcadas para 20 de março.
As declarações de HS Joo ocorreram durante uma visita ao estande da Samsung na principal feira de telecomunicações, a MWC, que acontece em Barcelona. A gigante sul-coreana destaca o cancelamento ativo de ruído do recém-lançado Galaxy Buds 4 Pro, as inovações do dispositivo de realidade virtual Galaxy XR e a segurança digital do Knox, além da própria linha S26.
Cadeado Galaxy estava disponível em produtos como o S25 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Samsung encerrou o serviço Cadeado Galaxy no Brasil, que custava a partir de R$ 39,90 por ano e oferecia proteção contra roubos de smartphones.
O Cadeado Galaxy permitia o bloqueio remoto de dispositivos roubados usando o IMEI e a segurança Samsung Knox.
Clientes com licenças ativas continuam com as funcionalidades até o vencimento, e a Samsung reforça a segurança com Knox Matrix e Find.
A Samsung decidiu acabar com o serviço Cadeado Galaxy, que fornecia proteção adicional para smartphones roubados e estava disponível desde julho de 2023. A fabricante confirmou o fim do produto ao Tecnoblog, sem entrar em detalhes sobre o motivo da decisão. A plataforma não recebe novos clientes desde o começo de fevereiro.
Não custa lembrar: o Cadeado Galaxy foi desenvolvido especificamente para o Brasil, país que vive uma epidemia de roubos de telefones. A ideia era oferecer uma central de atendimento disponível 24 horas por dia, com atendentes reais que rapidamente recebiam os chamados de furtos ou roubos. Então, a Samsung enviava um comando remoto ao Galaxy furtado para desativá-lo por completo.
Cadeado Galaxy passou a exibir aviso sobre fim da plataforma (imagem: reprodução/redes sociais)
Na ocasião, um executivo nos explicou que o bloqueio ocorria a partir do IMEI principal do aparelho, em conjunto com a ferramenta de segurança digital Samsung Knox. A assinatura custava a partir de R$ 39,90 por ano, e compradores de produtos recém-lançados ficavam isentos por períodos de até dois anos.
Os funcionários da Samsung costumavam demonstrar orgulho pelo desenvolvimento da tecnologia em território nacional. Por outro lado, nunca divulgaram números de usuários atendidos.
A Samsung nos informou que os clientes que possuem licenças ativas do Cadeado Galaxy continuarão contando com todas as funcionalidades do serviço até o término da validade.
Em nota, a empresa declarou que possui “um compromisso inegociável com a segurança de seus dispositivos, que contam com proteção em múltiplas camadas”. Por exemplo, os Galaxy trazem Knox Matrix e a função Find, de localização de dispositivos.
A gigante sul-coreana citou medidas de segurança reforçadas desde a One UI 7. São “proteções adicionais” que abordam cenários de ameaças mais avançadas ou de alto risco, incluindo casos em que credenciais de acesso podem ter sido expostas.
Versão lançada na Europa acompanha caneta stylus Moto Pen Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Motorola Razr Fold possui tela externa de 165 Hz, processador Snapdragon 8 Gen 5, 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
O dispositivo tem bateria de 6.000 mAh, suporta carregamento de até 80 W com fio e 50 W sem fio, e receberá até sete anos de atualizações de Android.
O preço inicial na Europa é de 1.999 euros, incluindo a caneta stylus Moto Pen Ultra.
A Motorola oficializou nesta segunda-feira (2), durante a feira de tecnologia Mobile World Congress (MWC 2026), o lançamento do Motorola Razr Fold, seu mais novo smartphone dobrável em formato de livro. O dispositivo tem lançamento inicial programado para o mercado europeu e carrega a missão de inserir a fabricante na disputa pelo segmento premium.
O objetivo é entregar um aparelho robusto, com hardware de ponta e alta durabilidade, para brigar diretamente com modelos consolidados, como a linha Galaxy Z Fold, da Samsung.
Como é o Motorola Razr Fold?
A construção do Razr Fold reflete a aposta no segmento de alto padrão, priorizando espessura reduzida. Segundo o portal PhoneArena, o celular apresenta uma espessura de apenas 4,6 milímetros totalmente aberto, passando para 9,9 milímetros quando dobrado. O peso é de 244 gramas. O vinco central no mecanismo de dobra da tela interna também foi suavizado.
O modelo será comercializado em duas opções de cores, fruto da parceria com a Pantone. A versão Blackened Blue (azul escuro) traz um painel com textura tátil em formato de diamante na traseira. Já a variante Lily White adota um acabamento projetado para simular o toque da seda.
No quesito tela, o painel externo oferece proporção de 21:9, tecnologia pOLED e atinge uma taxa de atualização de 165 Hz. Esta tela externa é protegida pelo inédito Corning Gorilla Glass Ceramic 3, desenvolvido para resistir a impactos mais fortes. Na parte interna, o display principal possui proporção quase quadrada (8:7,2), taxa de atualização de 120 Hz e brilho máximo que pode atingir 6.200 nits.
Vinco central na tela interna foi otimizado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Hardware e câmeras
Debaixo do capô, o smartphone é alimentado pelo processador Snapdragon 8 Gen 5 (também identificado como Elite Gen 5 em unidades de teste). Este chipset trabalha em conjunto com 16 GB de memória RAM no padrão LPDDR5X e 512 GB de armazenamento.
Conforme apontado pelo The Verge, o modelo traz certificações IP48 e IP49, atestando proteção contra a entrada de poeira e resistência à imersão e jatos de água em alta pressão. A Motorola confirmou que o Razr Fold receberá até sete anos de atualizações de Android e pacotes de segurança.
Módulo fotográfico inclui três sensores de 50 megapixels e lente telefoto (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Em dobráveis, o sistema de câmeras costuma sofrer limitações devido ao espaço físico menor. Contudo, a fabricante integrou um conjunto fotográfico de respeito. A câmera principal utiliza um sensor Sony LYT-828 de 50 megapixels com 1/1,28 polegada, abertura de f/1.6 e estabilização óptica de imagem (OIS). O módulo telefoto também conta com 50 megapixels, utilizando o sensor LYT-600, e entrega zoom óptico de 3x. Uma câmera ultrawide de 50 megapixels com campo de visão de 122 graus completa a traseira, atuando também na captura de fotografias macro.
Bateria de nova geração traz 6.000 mAh
No fornecimento de energia, o Razr Fold incorpora uma bateria baseada em tecnologia de silício-carbono com capacidade total de 6.000 mAh. Esta tecnologia permite uma densidade energética maior acomodada em uma dimensão reduzida. No mercado global, ele é superado apenas pelo recém-anunciado Honor Magic V6, que possui 6.600 mAh.
Para a recarga, o dispositivo suporta alimentação de até 80 W no modo com fio e 50 W utilizando bases de carregamento sem fio.
Preço e disponibilidade
Quando aberto, o Razr Fold apresenta espessura de 4,6 mm (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Motorola Razr Fold tem lançamento inicial programado para a Europa por 1.999 euros (cerca de R$ 12.150, em conversão direta e sem impostos). Este pacote inclui na caixa a caneta stylus Moto Pen Ultra. A Motorola ainda não confirmou a venda de uma versão mais barata sem a caneta.
O jornalista Thássius Veloso viajou para a Espanha a convite da Xiaomi
Xiaomi 17 Ultra utiliza lentes da Leica (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Xiaomi lançou globalmente os smartphones Xiaomi 17 Ultra, Xiaomi 17 e Leica Leitzphone na MWC 2026 em Barcelona. Todos usam o chip Snapdragon 8 Elite Gen 5 e focam em câmeras aprimoradas e maior densidade energética das baterias.
O Xiaomi 17 Ultra possui tela OLED LTPO de 6,9 polegadas, bateria de 6.000 mAh, sistema de câmeras com sensor principal de 50 MP e teleobjetiva de 200 MP. O Xiaomi 17 tem tela de 6,3 polegadas, bateria de 6.330 mAh e gravação de vídeo em até 8K.
O Leica Leitzphone compartilha especificações com o 17 Ultra, mas destaca-se pelo acabamento e experiência fotográfica personalizada com perfis Leica. O preço na Europa é de 1.999 euros.
A Xiaomi anunciou o lançamento global do celular “mestre da noite” Xiaomi 17 Ultra, além do Xiaomi 17 e do Leica Leitzphone, neste sábado (28). A novidade foi apresentada durante um evento em Barcelona com a presença do Tecnoblog. Os três novos smartphones de ponta utilizam chip Snapdragon 8 Elite Gen 5.
Os modelos foram apresentados na feira de telecomunicações de Barcelona, a MWC 2026, e marcam a atualização anual da fabricante no segmento premium, com foco em câmeras melhores, novo processador da Qualcomm e baterias com maior densidade energética. Eles já tinham sido apresentados na China, e agora passam pelo lançamento global.
Os preços para o Brasil são mantidos em segredo por enquanto. Na Europa, o modelo Ultra sai por a partir de 1.499 euros (cerca de R$ 9.090), enquanto o básico é comercializado por 999 euros (R$ 6.060).
Não custa lembrar: a nova geração sucede diretamente a linha Xiaomi 15, já que não houve uma linha Xiaomi 16 no portfólio global. A estratégia mantém a ênfase em fotografia móvel e desempenho de alto nível.
Xiaomi 17 Ultra
Xiaomi 17 Ultra durante lançamento global em Barcelona (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Xiaomi 17 Ultra traz tela OLED LTPO de 6,9 polegadas (2608 × 1200 pixels), também com taxa de 1 a 120 Hz e brilho máximo de 3.500 nits. O processador é o mesmo Snapdragon 8 Elite Gen 5, com versões de 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento. A bateria é de 6.000 mAh, com carregamento de 90 W com fio e 50 W sem fio.
Assim como no modelo base, a bateria utiliza tecnologia íon de lítio com silício-carbono. O destaque está no sistema de câmeras: sensor principal de 50 MP (Light Fusion 1050L) com tecnologia LOFIC HDR e sensor de 1 polegada; teleobjetiva de 200 MP com faixa óptica equivalente a 75–100 mm e alcance ampliado via zoom híbrido; além de ultrawide de 50 MP. O vídeo chega a 4K a 120 fps com Dolby Vision e gravação em Log.
Xiaomi realiza evento em Barcelona (foto: Thássius Veloso/TecnoblogSlide compara foto no iPhone 17 Pro Max e Xiaomi 17 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Durante o evento, a fabricante não perdeu oportunidades de mostrar comparações entre o Xiaomi 17 Ultra e o iPhone 17 Pro Max, o atual modelo de ponta da Apple. Ao menos nas demonstrações, o produto chinês consegue registrar imagens com mais definição, em especial quando é aplicado zoom.
Segundo o GSMArena, o Xiaomi 15 Ultra tinha bateria de cerca de 5.300 mAh (versão global), Snapdragon 8 Gen 3 e teleobjetiva periscópica de 50 MP. O 17 Ultra amplia a capacidade energética, adota a bateria silício-carbono, atualiza o processador e eleva a resolução da teleobjetiva para 200 MP.
Xiaomi 17
O Xiaomi 17 tem tela OLED LTPO de 6,3 polegadas (2656 × 1220 pixels), com taxa de atualização variável de 1 a 120 Hz e brilho máximo informado de 3.500 nits. O aparelho utiliza o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, fabricado em 3 nanômetros, com opções de 12 GB de RAM e armazenamento de até 512 GB (LPDDR5X e UFS 4.1). A bateria é de 6.330 mAh, com carregamento de até 100 W com fio e 50 W sem fio.
A tecnologia de bateria é de íon de lítio com composição silício-carbono, segundo a própria Xiaomi, que indica teor elevado de silício no ânodo para aumentar densidade energética. O conjunto de câmeras inclui sensor principal de 50 MP (Light Fusion 950, 1/1,31”), teleobjetiva de 50 MP com distância focal equivalente a 60 mm e macro a 10 cm, além de ultrawide de 50 MP. A câmera frontal também é de 50 MP. O modelo grava vídeo em até 8K a 30 fps e 4K com Dolby Vision.
Xiaomi 17 tem tela OLED de 6,3 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Há algumas evoluções em relação ao Xiaomi 15:o antecessor tinha bateria menor (na faixa de 5.200 mAh na versão global), processador Snapdragon 8 Gen 3 e brilho máximo inferior. A principal evolução do Xiaomi 17 está no salto de capacidade energética, na adoção da bateria silício-carbono e na atualização do chipset para a geração Elite Gen 5.
Xiaomi 17 tem tecnologia fotográfica da Leica (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Leica Leitzphone
O smartphone Leica Leitzphone Powered by Xiaomi compartilha a base técnica do 17 Ultra: Snapdragon 8 Elite Gen 5, tela de 6,9 polegadas, até 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, além de bateria de 6.000 mAh com tecnologia íon de lítio silício-carbono e carregamento de 90 W com fio.
O diferencial está no acabamento e na experiência fotográfica. O modelo incorpora anel físico de controle na câmera, interface personalizada com perfis Leica e modos que simulam câmeras clássicas da marca. O usuário pode controlar zoom, foco e balanço de branco, entre outros atributos.
Cartela com as características do Leica Leitzphone (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O hardware inclui sensor principal de 50 MP e teleobjetiva de 200 MP, com foco em controles manuais e fluxos de trabalho voltados a fotografia.
“Nosso design reduz ao que é essencial”, disse o CEO da Leica, Mattias Harsch, durante o evento. Ele defendeu que a companhia está por trás de toda a experiência do produto.
Em comparação com as edições Leica da geração anterior (baseadas na linha 15), a mudança principal é estrutural: novo processador, bateria de maior densidade e atualização do conjunto óptico, mantendo a proposta de diferenciação por software e ergonomia.
O modelo tem preço nas alturas: 1.999 euros (R$ 12.120), com RAM de 16 GB e armazenamento de 1 TB.
O jornalista Thássius Veloso viajou para a Espanha a convite da Xiaomi
Joshua Cho é um dos principais nomes do setor de câmeras da Samsung (foto: divulgação)Resumo
O Galaxy S26 terá melhorias no desempenho do Instagram, comparável ao iPhone, com avanços na compressão de imagens e resolução de vídeos.
Joshua Cho, VP da Samsung, destacou colaborações com o Google e redes sociais para reduzir diferenças de desempenho em relação ao iOS.
Reuniões semanais com o Google visam melhorar a experiência em mídias sociais, com potencial de expandir ajustes para outros modelos Samsung.
No que depender da Samsung, o lançamento do Galaxy S26 será decisivo para que mais criadores de conteúdo adotem o smartphone. E como fica o desempenho do Instagram, que historicamente é superior no iPhone? Eu fiquei cara a cara com o principal nome de câmeras da gigante sul-coreana e fiz essa pergunta.
Joshua Cho é vice-presidente e chefe do time de soluções visuais da Samsung. Ele me explicou, numa entrevista coletiva com mais jornalistas, que o Galaxy S26 não vai dever em nada a aparelhos de outras empresas — sem citar o nome da Apple, como é de praxe neste competitivo mercado corporativo.
“Eu posso te dizer com confiança que essas questões não vão mais existir no Galaxy S26. Ao longo dos últimos dez anos, nós tivemos conversas e colaborações com o Instagram, o Google, o TikTok e outras empresas de mídias sociais para fazer melhorias ou reduzir as diferenças.”
– Joshua Cho, vice-presidente e chefe do time de soluções visuais da Samsung
Linha do S26 foi apresentada em San Francisco durante o evento Unpacked (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Note que o executivo trata como “diferenças” as vantagens de desempenho presentes no iOS. De acordo com Cho, foram feitos avanços tanto na compressão de imagens quanto na resolução dos vídeos que são enviados para a plataforma da Meta. Ele me contou ainda que o bit rate destes conteúdos será maior a partir do S26.
O VP da Samsung revelou que mantém reuniões praticamente semanais com o Google para discutir o assunto.
Já que essa é uma queixa constante entre usuários de vários produtos da Samsung — dos mais básicos até os mais avançados —, ele disse que é possível que os ajustes feitos para a linha do S26 futuramente cheguem a mais smartphones.
O Tecnoblog tenta contato com o Instagram para repercutir as falas do executivo sul-coreano.
Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite da Samsung
Os Galaxy Buds 4 Pro oferecem pontas de silicone para melhor isolamento acústico (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro oferecem áudio Hi-Fi de 24 bits e cancelamento de ruído ativo aprimorado;
fones Galaxy Buds 4 Pro possuem ANC de cinco níveis e alto-falantes de duas vias com woofer 20% maior;
Galaxy Buds 4 custam R$ 1.599 e Galaxy Buds 4 Pro custam R$ 2.099, com pré-venda iniciada em 25/02/2026.
A Samsung usou o Galaxy Unpacked desta quarta-feira (25/02) para o anúncio oficial da linha Galaxy S26, mas o evento também serviu de palco para a apresentação dos fones Galaxy Buds 4 e Galaxy Buds 4 Pro, como os rumores já previam. Os preços oficiais começam em R$ 1.599.
As diferenças entre as duas novidades são visíveis já na primeira olhada. Os fones Galaxy Buds 4 “normais” têm um design mais aberto, de modo que a sua base fique apoiada fora do ouvido, razão pela qual não contam com ponteiras de silicone. Apesar disso, as pontas ficaram menores e mais confortáveis, segundo a Samsung.
Já os fones Galaxy Buds 4 Pro são do tipo intra-auricular (in-ear), ou seja, devem ser encaixados no canal auditivo e, por essa razão, são acompanhados das tais ponteiras de silicone, com algumas opções de tamanho.
Renato Citrini, gerente sênior de produtos da Samsung no Brasil, destaca que os fones Galaxy Buds 4 são indicados para o dia a dia. Já a versão Pro é direcionada a quem faz questão de áudio de altíssima qualidade.
O que os fones Galaxy Buds 4 oferecem?
Começa com o suporte a áudio Hi-Fi de 24 bits. Mas um dos destaques vai para o cancelamento de ruído ativo (ANC), que foi aprimorado para atenuar desde ruídos externos mais intensos (como barulhos do trânsito) até sons de baixa frequência.
Galaxy Buds 4 tem novo design com tampa transparente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Existe ainda um recurso de nome Chamadas Ultra Nítidas que, como o nome deixa claro, permite ouvir conversas telefônicas ou via videoconferência com mais clareza por meio de uma tecnologia de “banda superlarga” que oferece o dobro de largura em relação ao Bluetooth.
É claro que há integração com assistentes de IA, como Bixby, Google Gemini e Perplexity, que podem ser ativados nos Galaxy Buds 4 com comandos de voz.
A bateria tem 45 mAh, com o estojo de armazenamento oferecendo 515 mAh de capacidade adicional. A autonomia chega a 5 horas com o ANC ligado e a 6 horas com o ANC desligado.
Fones Galaxy Buds 4 vêm nas cores preto e branco (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
E o que há de legal nos fones Galaxy Buds 4 Pro?
A linha Galaxy Buds 4 Pro tem recursos mais avançados, obviamente. Aqui encontramos ANC de cinco níveis, por exemplo. Além disso, cada lado tem um alto-falante de duas vias, com área de woofer 20% maior em relação à geração anterior para aprimorar a experiência sonora.
Os Galaxy Buds 4 Pro suportam som de alta qualidade (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Nesse sentido, a Samsung também explica que os fones oferecem graves e agudos mais nítidos, tudo isso combinado com áudio de 24 bits/96 kHz.
Outros detalhes interessantes são os controles por gestos com a cabeça, de modo que você possa interagir com a Bixby ou atender a chamadas sem ter que usar as mãos. Neste ponto, vale destacar que os fones Pro também têm integração com assistentes de IA como Gemini, Perplexity e, claro, Bixby.
Já a bateria tem 61 mAh de capacidade que permitem até 6 horas de autonomia com ANC ou 7 horas sem ANC, com o estojo oferecendo capacidade adicional de carga de 530 mAh.
Os Galaxy Buds 4 Pro oferecem pontas de silicone para melhor isolamento acústico (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Disponibilidade e preços dos fones Galaxy Buds 4 no Brasil
As vendas dos novos fones da Samsung começam hoje (25/02) no Brasil, mas em pré-venda. As entregas estão previstas para começarem em 20 de março de 2026. Estes são os preços oficiais (sem considerar descontos ou promoções):
Galaxy Buds 4: R$ 1.599, cores preta e branca
Galaxy Buds 4 Pro: R$ 2.099, cores preta, branca e rosé (cor exclusiva para a Loja Online Samsung e Samsung Shop)
Galaxy S26 Plus e S26 “normal” à direita (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Galaxy S26 e o S26 Plus têm chip Exynos 2600, 12 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento; as câmeras permanecem inalteradas em relação à geração anterior;
Galaxy S26 possui tela de 6,3″ com resolução FHD+, enquanto o S26 Plus tem tela de 6,7″ com resolução QHD+, ambos com taxa de atualização de 120 Hz;
bateria do Galaxy S26 aumentou para 4.300 mAh; o S26 Plus mantém 4.900 mAh, com suporte para recarga rápida de 25 W e 45 W, respectivamente.
É oficial: a Samsung prometeu anunciar o Galaxy S26 nesta quarta-feira (25/02), no Galaxy Unpacked, e assim o fez. O modelo e o seu irmão maior, o Galaxy S26 Plus, trazem pequenas alterações visuais em relação à geração anterior. Mas há algumas mudanças mais relevantes no interior de cada celular. Preços? Entre R$ 7.499 e R$ 10.799 no Brasil.
Como são o Galaxy S26 e o Galaxy S26 Plus?
No aspecto do design, ambos os aparelhos são iguais entre si. A diferença aparece nas dimensões, afinal, o Galaxy S26 tem tela de 6,3 polegadas, enquanto o Galaxy S26 Plus conta com um visor de 6,7 polegadas.
Em ambos os casos, trata-se de um painel AMOLED Dinâmico 2X com taxa de taxa de atualização de até 120 Hz. Porém, no Galaxy S26, a resolução é de 2340 x 1080 pixels (FHD+), enquanto o modelo maior oferece 3120 x 1440 pixels (QHD+).
Seguindo a tradição da linha, a traseira dos aparelhos abriga um trio de câmeras. Desta vez elas estão posicionadas dentro de uma moldura vertical, uma abordagem que lembra vagamente a dos iPhone 16 e 17.
Mas, nas especificações, o trio praticamente não muda em relação à linha Galaxy S25 (que também não mudou na comparação com o Galaxy S24): por ali, encontramos uma câmera principal de 50 megapixels, uma ultrawide de 12 megapixels e uma teleobjetiva de 10 megapixels com zoom óptico de 3x.
Na frente, a câmera continua tendo um sensor de 12 megapixels.
Algo mudou de verdade na linha?
O processador é diferente. No Brasil e em vários outros países, o Galaxy S26 e o Galaxy S26 Plus serão comandados pelo Exynos 2600, chip da própria Samsung que traz tecnologia de 2 nm, dez núcleos de CPU e GPU Xclipse 960.
De acordo com a Samsung, o Exynos 2600 oferece ganho de desempenho de 38% na NPU, de 23% na GPU e de 7% na CPU em relação à geração anterior.
Cabe avisar que a linha completa do S26 terá o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy em alguns países. De acordo com o gerente sênior de produto Renato Citrini, da Samsung Brasil, isso ocorre em apenas “três ou quatro localidades”, devido a necessidades específicas. Nos Estados Unidos, por exemplo, é porque a rede CDMA ainda é utilizada.
Complementam o hardware básico 12 GB de memória RAM, bem como 256 GB ou 512 GB de armazenamento. Essas características são as mesmas da geração anterior, mas note que não existe mais versão com 128 GB de capacidade.
Outra mudança está na bateria, que pulou de 4.000 mAh para 4.300 mAh no Galaxy S26. O Galaxy S26 Plus permaneceu com 4.900 mAh, porém. Há suporte para recarga rápida de 25 W no modelo básico e de 45 W no Plus (com Super Fast Charging 2.0), além de 15 W no carregamento sem fio (Wireless PowerShare) para os dois smartphones.
Mais um detalhe: os smartphones saem de fábrica com o Android 16 e a novíssima interface One UI 8.5, que inclui recursos como Now Bar e Now Brief. É claro que as funções da Galaxy AI também estão presentes. Todos esse recursos estão integrados ao Now Nudge, que analisa o conteúdo da tela em tempo real para sugerir ações que trazem mais produtividade par ao usuário.
Ainda no aspecto do software, boa notícia para os adeptos das redes sociais: a Samsung promete fazer a linha Galaxy S26 ter desempenho similar ao do iPhone no Instagram.
A linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Disponibilidade e preços no Brasil
No Brasil, as vendas oficiais do Galaxy S26 e do Galaxy S26 Plus começam nesta quarta-feira (25/02), mas em pré-venda. Os preços de lançamento são estes:
Galaxy S26 de 256 GB: R$ 7.499
Galaxy S26 de 512 GB: R$ 9.099
Galaxy S26 Plus de 256 GB: R$ 9.199
Galaxy S26 Plus de 512 GB: R$ 10.799
Os dois modelos estão à venda nas cores violeta, azul, preta e branca. Haverá versões nas cores prata e dourada, mas com vendas exclusivas no site da Samsung. Estes dados são preliminares, referentes ao anúncio global, e podem mudar de país a país.
Em tempo, estas não são as únicas novidades da Samsung nesta edição do Galaxy Unpacked: a marca coreana também lançou o Galaxy S26 Ultra, bem como os fones Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro.
As cores do Galaxy S26 (imagem: reprodução/Samsung)
Privacy Display é o mecanismo anticurioso da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Galaxy S26 Ultra possui tela com recurso de privacidade ajustável e câmeras com maior captação de luz.
A Samsung introduziu melhorias na Galaxy AI, incluindo um modelo de linguagem de larga escala para a Bixby e a funcionalidade Now Nudge.
O aparelho tem design mais fino e leve, processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, e suporte a carregamento de 60 W.
A Samsung apresentou, nesta quarta-feira (25/02), o Galaxy S26 Ultra, versão mais potente e completa da linha. A principal novidade do smartphone é a tela que se comporta como se estivesse com uma película de privacidade, mas permite ativar ou desativar a proteção sem necessidade de trocar de peças. Adeus, bisbilhoteiros!
Além disso, a empresa sul-coreana traz um aparelho com pequenos refinamentos em design, processador mais potente e câmeras que prometem melhor desempenho.
O evento Unpacked, realizado em San Francisco (Estados Unidos), também contou com as apresentações dos modelos Galaxy S26 e 26 Plus e dos fones de ouvido Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro. O Tecnoblog acompanha tudo de perto.
O que mudou no Galaxy S26 Ultra?
Câmera frontal do Galaxy S26 Ultra é de 12 megapixels (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A principal novidade do celular mais avançado da linha certamente é a tela com recursos de privacidade. Você já deve ter visto uma daquelas películas que impedem que pessoas ao seu lado vejam o que está na tela do celular. Pois bem, o Galaxy S26 Ultra faz isso, mas de forma muito mais tecnológica e personalizável.
Graças à tecnologia da tela, ela pode se comportar como se estivesse com uma película, reduzindo o ângulo de visibilidade, ou sem essa proteção, deixando quem está ao redor ver o que está na tela.
A funcionalidade fica ainda mais interessante por ser integrada à One UI da Samsung. Com isso, ela pode ser ativada automaticamente em apps previamente escolhidos pelo usuário. Também dá para bloquear a visibilidade lateral apenas das notificações.
Galaxy S26 Ultra pode esconder notificações de quem está ao lado (imagem: reprodução/Samsung)
O vice-presidente executivo de desenvolvimento de produtos estratégicos Moon Sung-hoon nos explica, numa sessão com jornalistas da América Latina, que as imagens de um display são compostas por pixels estreitos e pixels largos. Estes últimos operam em brilho mínimo quando a proteção de privacidade está ativa, de modo a controlar o ângulo de visão.
Nós pudemos utilizar a função e notar que, ao menos numa primeira olhada, não há qualquer redução na qualidade da imagem. E, de fato, quem está ao redor não consegue ver o conteúdo protegido, exceto se a pessoa se posicionar diretamente na frente do aparelho.
Galaxy S26 Ultra mantem tela AMOLED de 6,9 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Quais são as novidades das câmeras do Galaxy S26 Ultra?
A principal mudança em relação à geração anterior é que a câmera principal e a teleobjetiva com zoom óptico de 5x agora têm lentes com abertura maior. No caso da principal, a evolução foi de f/1.7 para f/1.4, garantindo uma captação de luz 47% maior, segundo a Samsung. Já na teleobjetiva de 5x, a troca foi de f/3.4 para f/2.9, alcançando 37% mais luz. A resolução dos sensores continua em 200 MP e 50 MP, respectivamente.
As características das outras três câmeras permaneceram sem alterações: ultrawide de 50 MP, teleobjetiva com zoom 3x de 10 MP e frontal de 12 MP.
Galaxy S26 Ultra mantém o conjunto quádruplo de câmeras na traseira (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Outra novidade é a superestabilização horizontal em vídeos. O Galaxy S26 Ultra usa o giroscópio para calcular a gravidade e corrige automaticamente a inclinação do vídeo. Segundo a Samsung, a funcionalidade tem correção de até 360°.
O que mudou na Galaxy AI?
A Samsung aproveitou o lançamento da linha Galaxy S26 para apresentar novidades em seu conjunto de ferramentas de inteligência artificial, a Galaxy AI. A assistente Bixby agora conta com um modelo de linguagem de larga escala (LLM) completo, com melhorias drásticas na compreensão e conversação.
Assim como nos antecessores, a S Pen fica guardada no corpo do S26 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Outra novidade é o Now Nudge, que sugere em tempo real informações para tomadas de decisão, como compromissos marcados para uma data específica, aparecendo diretamente no teclado. O diretor de produto Rafael Aquino nos conta que o processamento destes dados ocorre localmente no dispositivo. Para tanto, é necessário usar o Teclado Samsung e manter ativadas as integrações, por exemplo, com o calendário do Google. Essa novidade não funciona se o consumidor optar por teclados de terceiros, como o popular Gboard, do Google.
A galeria nativa do Galaxy agora categoriza automaticamente as capturas de tela, separando os prints em cupons, passagens, eventos, QR codes e conversas, entre outros grupos. Ela também permite edições de fotos com apoio de IA via prompt de texto. Até o ano passado, com o Galaxy S25, isso ocorria ao rabiscar na tela o que você gostaria de incluir na imagem.
Quais são os outros destaques?
O Galaxy S26 Ultra tem 7,9 mm de espessura (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Galaxy S26 Ultra está mais fino e um pouco mais leve que o Galaxy S25 Ultra: são 7,9 mm (0,3 mm a menos) e 214 g (4 g a menos). Por outro lado, altura e largura tiveram acréscimos discretos, então não dá para dizer que ele está mais compacto. A Samsung abandonou a construção em titânio e aderiu ao Armor Aluminum.
Quem não mudou foi a S Pen, que continua com os mesmos recursos presentes no Galaxy S25 Ultra. Isso significa que ela permanece sem os controles remotos via Bluetooth, uma crítica comum entre os fãs da marca. Outra novidade é que, nesta geração, existe uma posição específica para colocá-la de volta no Galaxy, de modo a acompanhar melhor as curvas do design do produto.
S Pen permanece no Galaxy S26 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O processador é um Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, sucessor do Snapdragon 8 Elite (que, apesar do nome, era a quarta geração) do S25 Ultra. A Samsung promete desempenhos 39% melhores na NPU, 24% na GPU e 19% na CPU. A fabricante também mudou a arquitetura térmica e redesenhou a câmara de vapor, conseguindo uma construção capaz de dissipar o calor de forma 20% mais eficiente.
O Galaxy S26 Ultra finalmente recebeu atualizações na velocidade de carregamento, com suporte a 60 W com fio e 25 W sem fio. O carregador que vai na caixa, porém, é mesmo um de 25 W com fio. Já a bateria é a mesma da geração anterior, com 5.000 mAh. Neste quesito, não custa lembrar que fabricantes rivais como Xiaomi e Motorola já apostam em carregadores com mais de 90 W, e em baterias feitas de silício-carbono, apesar de toda a controvérsia a respeito deste componente.
Disponibilidade e preços no Brasil
Por aqui, a pré-venda do Galaxy S26 Ultra começam nesta quarta-feira (25/02) mesmo. Estes são os preços oficiais para as diferentes combinações de RAM e armazenamento:
12 GB + 256 GB: R$ 11.499
12 GB + 512 GB: R$ 13.099
16 GB + 1 TB: R$ 15.499
O modelo será oferecido em quatro cores no varejo (Violeta, Azul, Preto e Branco) além das duas opções exclusivas do site da Samsung (Prata e Dourado).
Ficha técnica do Galaxy S26 Ultra
Galaxy S26 Ultra
Tela
6,9” Dynamic AMOLED 2X
Resolução
QHD+ (3120 x 1440)
Densidade
600 ppi
Taxa de atualização
120 Hz
Câmeras traseiras
– 200 MP, f/1.4, 0,6 μm, zoom digital de qualidade óptica de 2x – 50 MP, f/1.9, 0,7 μm – 10 MP, f/2.4, 1,12 μm, zoom óptico 3x – 50 MP, f/2.9, 0,7 μm, zoom óptico 5x, zoom digital de qualidade óptica de 10x
Câmera frontal
12 MP, f/2.2, 1,12 μm
Processador
Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy (3 nm)
RAM e armazenamento
12 GB + 256 GB 12 GB + 512 GB 16 GB + 1 TB
Bateria
5.000 mAh
Carregamento com fio
Super Fast Charging 3.0 60 W
Carregamento sem fio
Super Fast Wireless Charging
Sistema operacional
Android 16 com sete atualizações de versão e One UI 8.5
Dimensões
163,6 x 78,1 x 7,9 mm
Peso
214 g
Cores
Violeta, azul, preta, branca, prata, dourada
Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite da Samsung
Integrante mais avançado da linha Galaxy S26 traz câmeras capazes de captar mais luz e suporte a carregamento de 60 W. Aparelho ficou mais leve e fino.
Privacy Display é o mecanismo anticurioso da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Câmera frontal do Galaxy S26 Ultra é de 12 megapixels (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy S26 Ultra pode esconder notificações de quem está ao lado (imagem: reprodução/Samsung)
Galaxy S26 Ultra mantem tela AMOLED de 6,9 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy S26 Ultra mantém o conjunto quádruplo de câmeras na traseira (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Assim como nos antecessores, a S Pen fica guardada no corpo do S26 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Galaxy S26 Ultra tem 7,9 mm de espessura (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
S Pen permanece no Galaxy S26 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Invasão ao perfil da Oppo na madrugada de segunda-feira (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Na calada da noite, os perfis oficiais da Oppo e da Huawei passaram a exibir postagens de um suposto grupo hacker implorando por visualizações. A atividade maliciosa impactou os perfis no Instagram com milhares de seguidores. Ainda não se sabe exatamente a motivação dos hackers.
O perfil da Oppo é o mais impactado. Com 242 mil seguidores, ele registra quatro posts seguidos repetindo a mesma imagem de fundo preto e texto em letras brancas. Em um deles, a legenda diz que foi “acessado pelo biglongs e pelo mano ottoni”. Ainda utiliza a hashtag “atos burros e suas consequências”.
No caso da Huawei, a ação maliciosa foi rapidamente contida. O Tecnoblog só encontrou uma postagem no perfil de 163 mil seguidores, que foi retirada do ar em questão de minutos.
Equipe da Huawei rapidamente apagou postagem hacker (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Este tipo de atividade é classificado como account take over (TAO) no circuito de cibersegurança, pois indica que o perfil foi tomado à força — por alguma brecha de segurança ou porque os criminosos conseguiram acesso ao login e senha.
Chega a ser curioso que um mesmo responsável tenha atacado duas fabricantes de celulares nesta segunda-feira (23). Nós até checamos, mas não encontramos indícios de atividade hacker nos perfis da Apple, Samsung, Realme e Xiaomi no Instagram.
Marcos Mion é sócio e garoto propaganda de plataforma (imagem: reprodução)Resumo
O PresenteIA, da CRMBonus em parceria com o iFood, utiliza dados de transações para sugerir presentes via WhatsApp, levantando preocupações sobre privacidade.
O sistema coleta dados pessoais como nome, CPF e endereço, e pode revelar aniversários de contatos sem consentimento direto.
A CRMBonus afirma que os dados são tratados conforme a legislação, mas há dúvidas sobre a transparência e consentimento no uso das informações.
Um novo serviço tem o potencial de revelar o seu aniversário – e de 90% dos brasileiros, segundo o marketing deles – para qualquer pessoa. Anunciado no começo desta semana, o PresenteIA é fornecido pela empresa de fidelização CRMBonus em parceria com o iFood. A ideia é “presentear pessoas queridas” a partir de uma aplicação dentro do WhatsApp. Na prática, ela levanta dúvidas sobre a proteção da privacidade dos consumidores.
A novidade tem tudo para se tornar o terror da privacidade, pela facilidade com que os dados são cruzados e o tamanho das empresas envolvidas. Basta saber o número de telefone, conforme você vê abaixo.
Como funciona o PresenteIA?
Eu fiz o teste do chatbot, que rapidamente identificou nome completo e CPF (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Primeiro precisamos entender como o PresenteIA funciona. É necessário mandar uma mensagem para a conta dele no WhatsApp e concordar com os termos de uso. A partir daí, apenas com seu telefone, o sistema já resgata seu nome completo e CPF. O passo seguinte é informar o próprio endereço, algo obrigatório para participar da plataforma.
Nos nossos testes, a etapa seguinte foi anexar contatos diretamente da agenda do smartphone. O PresenteIA brinca com a ideia de que “parece mágica, mas é IA” e promete “adivinhar” as datas de aniversário dessas pessoas. Para tanto, ele se vale da base de dados da CRMBonus, empresa que opera, entre outros serviços, o Vale Bonus, uma espécie de marketplace onde os clientes trocam pontos por produtos.
O PresenteIA explica que o sistema envia um lembrete 24 horas antes de cada data cadastrada e, no mesmo fluxo de conversa, “sugere opções de presentes alinhadas ao perfil de consumo e ao contexto da ocasião”. Os mimos ofertados atualmente são chocolates, bebidas, flores e brinquedos, entre outros.
Muitas dúvidas sobre privacidade
O advogado especializado em direito digital Pedro Henrique Santos, que também atua como pesquisador do Data Privacy Brasil, faz a seguinte ponderação: “a pessoa cujo aniversário é identificado necessariamente consentiu que essa informação fosse disponibilizada a alguém apenas por constar como contato?” Essa é uma das principais questões a respeito da nova plataforma, que se baseia na ideia de que os dados armazenados na CRMBonus podem ser repassados a terceiros.
Plataforma identifica aniversários dos contatos (imagem: reprodução/PresenteIA)
Cabe lembrar aqui que o funcionamento é diferente de uma rede social, onde nos acostumamos a visualizar os perfis das pessoas, descobrir informações, checar datas importantes e até relações de parentesco. E mesmo assim, com o passar dos anos, aplicativos como o Facebook passaram a reduzir a exposição desses dados.
O usuário do app Vale Bônus que queria trocar pontos estava ciente, ao iniciar essa relação com a CRMBonus, de que o seu aniversário seria revelado a terceiros sem autorização prévia? Me parece que não, e você é mais do que bem-vindo para deixar a sua opinião nos comentários deste texto.
Cadê a autorização prévia?
O encarregado de dados da CRMBonus nos respondeu que, no caso do novo serviço, o tratamento de dados pessoais “ocorre somente mediante interação do usuário no chatbot, por meio do qual ele terá acesso ao Aviso de Privacidade e aos Termos e Condições de Uso para aceite e envio dos contatos de seus familiares ou amigos/conhecidos para inserção em agenda de aniversários.” Isso não é inteiramente verdade, pois um contato que jamais interagiu com o PresenteIA pode ter seu aniversário apresentado a terceiros. Basta informar o número de telefone daquela pessoa.
Já o especialista em privacidade com quem conversamos lembra que o risco à privacidade poderia ser reduzido se a aplicação adotasse mecanismos de transparência ativa. “Eles poderiam assegurar que a pessoa seja informada de forma clara quando seu contato for inserido na ferramenta e quando seus dados forem acessados por terceiros.” Nada disso ocorre atualmente, pelo que pudemos verificar.
Eles sabem o seu endereço
Lembrancinhas disponíveis no PresenteIA (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A data de aniversário é só o começo dessa história, já que a ideia real do PresenteIA é vender produtos em datas especiais. “Estamos focados em transformar o ato de presentear em um hábito cotidiano no Brasil”, afirma o CEO da CRMBonus, Alexandre Zolko, em nota à imprensa. Ainda falta, portanto, saber o endereço.
Nós simulamos o interesse de presentear uma pessoa em nossos testes. Uma loja surge no WhatsApp com diversos produtos, de variados preços, que se enquadrariam na categoria de lembrancinhas. Escolhemos uma caixa de chocolates de R$ 185 e avançamos na compra. Nesta hora, o PresenteIA informa que o aniversariante precisa ter um cadastro na plataforma.
Entra em cena o iFood, aplicativo que domina o setor de delivery no Brasil, se tornou acionista da CRMBonus em 2025 e é classificado como um “parceiro estratégico” na nova iniciativa. “Quando o assunto é saber o endereço da pessoa que você mais gosta, respeitando toda a privacidade, o negócio é comigo.” Assim começa a fala de Diego Barreto, CEO do aplicativo, num vídeo de divulgação. “Depois do iFood, a vida ficou mais fácil. E é também porque eu sei o seu endereço. Porque você me confia ele.” Confira abaixo.
Mesmo com todo o marketing em torno das facilidades dessa adivinhação – na realidade, um poderoso cruzamento de dados –, a etapa de descobrir o endereço não deu certo nos nossos testes. Depois disso, o PresenteIA sugeriu mandar uma mensagem ao aniversariante pedindo que cadastre o endereço na plataforma.
Importante: o endereço do aniversariante não é informado diretamente no chatbot, mas aparece na nota fiscal. Ou seja, a pessoa que pagou pelo produto saberá onde fica a sua casa.
PresenteIA oferece consulta à base de dados do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Tudo isso ocorre com o conhecimento da Meta, dona do WhatsApp. O líder do aplicativo no Brasil, Guilherme Horn, também aparece no vídeo celebrando a possibilidade de enviar uma lembrancinha sem sair do WhatsApp. “É revolucionário”.
O que diz a CRMBonus?
Nós entramos em contato com a equipe de comunicação da CRMBonus para apresentar nossas dúvidas sobre privacidade. A empresa disse que as informações são tratadas “de forma legítima, transparente e em conformidade com a legislação vigente”. Também explicou que “nenhum dado classificado como sensível pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é compartilhado”.
Por fim, disse que os endereços “são inseridos diretamente pelo próprio usuário, de forma voluntária, exclusivamente para viabilizar a experiência de uso do produto”. Este ponto conflita com a fala do CEO do iFood, de que ele sabe os endereços das pessoas e que isso poderia ser utilizado durante a compra do presente.
A CRMBonus conclui dizendo que o PresenteIA foi desenvolvido “para oferecer mais praticidade e conveniência no dia a dia, promovendo conexões positivas por meio do ato de presentear, com responsabilidade no uso da tecnologia e respeito à privacidade dos usuários”.
Como excluir os dados?
Aviso de privacidade prevê exclusão dos dados (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O advogado Pedro Henrique Santos considera “fundamental” permitir que a pessoa impeça a divulgação de sua data de aniversário ou a utilização de suas informações na plataforma. De acordo com ele, a combinação de medidas da chamada transparência ativa e o direito de oposição contribui para um tratamento de dados mais alinhado à LGPD.
As pessoas interessadas em excluir os dados armazenados pela CRMBonus devem entrar em contato com o encarregado Eduardo Luis dos Santos Vieira pelo email dpo@crmbonus.com. A empresa se compromete a processar a solicitação num prazo de 15 dias.
Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Microsoft abriu dois prédios de processamento de dados – tecnicamente chamados de data halls – no Brasil. Eles ficam num novo data center localizado no estado de São Paulo e fazem parte do investimento de R$ 14,7 bilhões previsto para o triênio de setembro de 2024 a setembro de 2027.
O anúncio foi feito durante o evento Microsoft AI Tour, realizado na capital paulista com a presença do Tecnoblog. A presidente da Microsoft, Priscyla Laham, explicou que os dois novos prédios são dedicados à nuvem e à inteligência artificial. No caso da IA, neles vai ocorrer de tudo, desde treinamento até inferência.
A companhia tem planos de inaugurar mais data halls neste espaço e novos data centers, como parte do investimento bilionário. Os locais exatos não foram revelados por motivos de segurança. Hoje, a Microsoft mantém duas regiões do Azure no país: em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Quais são os planos da Microsoft para a IA no Brasil?
Laham afirmou que a IA tem o potencial de gerar um salto na produtividade do brasileiro. “A gente saiu de um cenário de IA como assistente pessoal para aplicação em fluxos inteiros de trabalho”, segundo a executiva. O evento contou com a participação de lideranças da Petrobras, Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Bradesco, entre outras organizações.
A Microsoft aproveitou a oportunidade para reforçar o investimento em treinamento. Cerca de 2,8 milhões de pessoas já participaram dos treinamentos em tecnologia do programa ConectAI, atualmente focado em inteligência artificial. Há desde tarefas básicas até programação com uso de ferramentas de IA.
Além da iniciativa aberta ao público em geral, a gigante americana também estima que treinou outros 40 mil funcionários de clientes no país. “Essas pessoas vão ficar mais à vontade para criar coisas com o apoio da inteligência artificial”, conclui Priscyla.
Microsoft e parceiros mostraram formas de usar Copilot e IA no fluxo de trabalho (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Como fica a formação de desenvolvedores?
A diretora de Capacitação em IA, Lucia Rodrigues, lembra que o Brasil está no top 5 do GitHub. No mundo, existem hoje cerca de 400 milhões de desenvolvedores do software, total que deve saltar para 1 bilhão até 2030. “Estamos formando a mão de obra que vai construir o futuro tecnológico do país e do mundo”.
A Microsoft anunciou um novo projeto de capacitação de jovens entre 15 e 18 anos chamado ColAI. Cerca de 20 participantes receberão treinamento em tecnologia, habilidades socioemocionais e pensamento crítico, entre outras competências. A ideia é apoiá-los na inserção no mercado de trabalho. Ele será realizado em uma favela de Poá, que fica na Região Metropolitana de São Paulo, em uma parceria com a instituição Gerando Falcões.
Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Microsoft
Galaxy S26 vem aí: Unpacked será em 25 de fevereiro (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O lançamento do Galaxy S26 ocorrerá em 25 de fevereiro em San Francisco, EUA. A linha incluirá três modelos: base, Plus e Ultra, com chips Qualcomm, Wi-Fi 7 e recarga sem fio Qi 2.
A Samsung desenvolveu uma tela antiprivacidade em parceria com a Corning, que protege informações de olhares curiosos. A tecnologia ainda não foi detalhada, mas será revelada no evento.
A Samsung pode iniciar as vendas do S26 simultaneamente em vários países, incluindo o Brasil. O pré-registro oferece desconto de até R$ 1.500 para consumidores que pagarem R$ 299 antecipadamente.
25 de fevereiro. Nesta data, os fãs da Samsung conhecerão a linha do Galaxy S26, que deve chegar ao mercado com uma nova – e potencialmente interessante – função de privacidade. A gigante sul-coreana divulgou na noite de hoje (manhã lá em Seul) que o Unpacked será realizado daqui a duas semanas.
Como de costume, o lançamento será em San Francisco, nos Estados Unidos. Fugindo do costume, a fabricante optou por fazer o evento no fim de fevereiro, enquanto, nos últimos anos, optou por apresentar a linha S em janeiro.
O Unpacked deste ano ficou perigosamente próximo da feira de telecomunicações de Barcelona, a MWC, onde a Xiaomi e outras gigantes chinesas devem apresentar seus aparelhos mais avançados. Seria de propósito? Somente os coreanos podem dizer.
O que esperar do Galaxy S26?
A linha do Galaxy S26 deve ser composta por três smartphones, como já nos habituamos a ver: base, Plus e Ultra. Eles terão a geração mais recente de chips da Qualcomm, Wi-Fi 7 e compatibilidade com a recarga sem fio Qi 2.
Teaser da Samsung sugere função de privacidade na tela do Galaxy S26 (imagem: reprodução/Samsung)
Este que vos fala está curioso para ver a nova tela antiprivacidade, que virou algo de teaser nos perfis da própria companhia em redes sociais. Em parceria com a Corning, a Samsung teria desenvolvido uma tela que protege as informações dos enxeridos que estiverem por perto, mais ou menos como as películas de privacidade à venda em lojinhas de acessórios.
Ainda não se sabe exatamente como essa tecnologia funciona. Há quem diga que ela depende tanto de hardware quanto de software (via implementações no Android e na One UI). Saberemos ao certo daqui a duas semanas.
E o preço?
Alguns rumores dão conta de que a Samsung abandonará o armazenamento de 128 GB. Ao começar em 256 GB, ela deve deslocar artificialmente a faixa de preço para um patamar mais caro. Isso deve repetir uma cartilha bastante comum à rival Apple.
Os preços devem ser similares aos do ano passado, mas com essa importante ressalva. Ao considerar que estamos falando de uma linha premium, o espaço da 256 GB acaba fazendo bem mais sentido em pleno 2026.
Resta saber o potencial impacto da crise de chips de memória na linha S. Os modelos premium usam DDR5, um tipo de memória mais avançado e menos disputado por empresas de IA, segundo me disse Gustavo Assunção, vice-presidente sênior da Samsung, ainda em dezembro, quando comentava o mercado de modo geral.
Todos os modelos de S26 já estão homologados na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), conforme revelado pelo Tecnoblognas últimassemanas. Isso significa que a Samsung poderá iniciar as vendas por aqui de forma simultânea com outras partes do mundo – em especial os Estados Unidos e a Coréia do Sul. Seus executivos costumam defender que o Brasil está entre os mercados prioritários para a Samsung. Por aqui, metade dos celulares vendidos são dela.
Samsung abre pré-registro
A Samsung liberou um cadastro de interessados nos próximos smartphones. Na modalidade Plus, os consumidores brasileiros que toparem pagar R$ 299 agora terão até R$ 1.500 de desconto quando a comercialização de fato começar.
Modem da Vivo vai cortar Wi-FI de inadimplentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Vivo permitirá que clientes insatisfeitos com o Wi-Fi Bônus cancelem o serviço sem multa, após atender a Anatel.
A mudança nos planos de fibra óptica começou em fevereiro e inclui o corte do Wi-Fi para clientes inadimplentes.
Clientes têm 90 dias para cancelar sem multa, mas a Vivo não esclareceu o impacto para quem usa roteadores próprios.
A Vivo atendeu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e vai permitir que clientes insatisfeitos com a recente mudança nos planos de fibra óptica cancelem o serviço sem pagar multa. Conforme revelado com exclusividade pelo Tecnoblog, a operadora decidiu adotar o conceito de Wi-Fi Bônus. Isso significa que o roteador libera a rede sem fio de quem está adimplente e corta o sinal de quem atrasa a fatura.
Essa mudança começou a valer em fevereiro. Todos os contratos do Vivo Fibra estão sendo reajustados para incluir as novas condições, após rodadas de conversas com a agência reguladora, segundo pessoas com conhecimento do assunto.
Sem multa nem fidelização
Para chegar a este resultado, a Vivo entregou um Plano de Conformidade que prevê o abono da multa para os consumidores que desejem deixar a prestadora. Ela deve fazer uma comunicação massiva destacando as novas ofertas e explicando que “não haverá cobrança de multa em caso de rescisão ou alteração do plano quanto à taxa de adesão”.
É praxe do setor fechar contratos com fidelidade de 12 meses. Com a alteração, os clientes têm prazo de 90 dias para exercer esse direito, caso queiram, ainda de acordo com a documentação remetida à Anatel.
Plano de Conformidade retira multa de fidelização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Algumas perguntas sobre o assunto continuam sem resposta. A Vivo ainda não explicou, por exemplo, o que acontecerá com os consumidores que utilizam o próprio roteador para acesso à internet.
Será que o Wi-Fi Bônus vira moda?
Por enquanto, somente a Vivo adotou o mecanismo de Wi-Fi Bônus como forma de incentivar o pagamento das faturas em dia. Antes disso, a operadora causou polêmica ao tentar considerar 99% da velocidade contratada como bônus, também conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog. A postura da empresa de origem espanhola causou revolta na Anatel.
Nos bastidores do setor, comenta-se que outras empresas começaram a ensaiar a adoção da velocidade bônus, com o objetivo de repetir os passos da Vivo e dificultar a vida dos consumidores inadimplentes.
Agora, resta a dúvida se o Wi-Fi Bônus, que foi adotado com o aval da agência reguladora, será replicado por outros provedores de acesso. Os sites da Claro e da TIM por ora não trazem qualquer menção a isso, o que significa que o Wi-Fi no roteador fornecido pela empresa é tratado como parte fundamental do serviço, não como um benefício para os bons pagadores.
O Wi-Fi será desativado 20 dias após o vencimento da fatura. Já o serviço como um todo poderá ser suspenso após um atraso de 50 dias.
Email enviado pela Apple solicita o CPF (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Apple está solicitando CPF e data de nascimento dos consumidores brasileiros devido à reforma tributária.
A legislação brasileira exige que dados como nome completo e CPF/CNPJ estejam associados aos meios de pagamento nos serviços da Apple.
A reforma tributária exige que empresas emitam documentos fiscais individualizados, vinculando cada transação ao CPF do assinante.
Uma das maiores empresas de tecnologia do planeta, a Apple começou a semana mandando emails para os consumidores brasileiros. A empresa quer saber informações como CPF e data de nascimento, passos necessários para adequações previstas na reforma tributária.
O email da Apple informa que “nome completo e o CPF/CNPJ são necessários”. No corpo da mensagem, a gigante de Cupertino explica que a legislação brasileira exige que tais dados estejam associados aos meios de pagamento utilizados nos serviços da Apple.
A Apple está repetindo a cartilha da Netflix, que solicitou CPF e CEP dos assinantes no começo de janeiro. O Tecnoblog apurou que, no caso do streaming, essa comunicação se daria em ondas ao longo de meses. Conforme explicaram fontes do mercado, o procedimento é necessário para sanear as bases de dados.
Apple cita legislação brasileira em email enviado nesta segunda (09/02) (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Por exemplo, a solicitação de CPF está associada à mudança na fiscalização. Até 2025, empresas de serviços digitais poderiam emitir os documentos fiscais em blocos, que incluíam milhares de consumidores. O novo sistema exige que a emissão seja individualizada, de modo a vincular cada transação ao documento do assinante.
A parte curiosa dessa história é que o email dá a entender que a Apple não possui os dados solicitados. No entanto, quando eu cliquei no botão para atualizá-los, cheguei a uma tela da App Store no Mac com o meu cartão de crédito devidamente vinculado ao CPF.
Santander faz silenciosa transição desde novembro de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Santander unificou aplicativos, modernizando o app principal e encerrando o app Way para cartões de crédito.
O novo app reúne contas, cartões e investimentos em um só lugar, com seções de ações recomendadas e rápidas.
A migração ocorre desde novembro de 2025, mas o uso de inteligência artificial não foi observado no app.
Diversos clientes do Santander notaram uma mudança no aplicativo do banco. Ele está mais moderno, com uma tipografia diferenciada, para marcar um novo momento da empresa. A ideia é unificar jornadas e experiências no digital, repetindo um processo que o Itaú concluiu em janeiro, com mais de 15 milhões de clientes migrados.
O Santander não deu detalhes sobre quantos correntistas serão impactados pela mudança. A instituição tem 69,5 milhões de clientes, de acordo com dados divulgados em 2025.
O que muda para quem usa o app Way?
App do Santander passou por repaginada (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Enquanto isso, os clientes de cartão de crédito vão notar o fim do aplicativo Way, que era usado para conferir fatura, gastos recentes, limites e fazer o gerenciamento deste produto. O Santander tem estimulado que essas pessoas instalem e passem a usar somente o aplicativo oficial Santander. Mais uma vez, repetem a cartilha estabelecida pelo Itaú.
O novo app do Santander ainda não apareceu para todos os usuários. O Tecnoblog visualizou a tela de boas-vindas, que traz informações sobre a nova versão. O banco destaca:
Exibição de todas as contas correntes e conjuntas num só lugar
Possibilidade de esconder ou exibir saldo e demais valores na tela inicial
Informações sobre contas, cartões e investimentos ficam reunidas num só lugar
Seção de ações recomendadas, com opções como Trazer Dinheiro, Meus Boletos, Shopping e DinDin
Seção de ações rápidas com Pix, ID Santander, Recarga de Celular e Comprovantes
Atendimento via chat com assistente virtual ou central de ajuda
Carteira de investimentos
Como tem sido a migração do Santander?
O Santander foi consultado, mas não retornou nosso pedido de entrevista. Por ora, não é possível compreender o contexto mais macro sobre quais elementos são priorizados no novo app, quais ficaram em segundo plano, e qual tem sido a avaliação da clientela. A migração ocorre pelo menos desde novembro de 2025, em ondas, impactando os apps para Android e iPhone.
Em 2025, o conglomerado financeiro decidiu rebatizar a corretora Toro como Santander Corretora. Apesar dessa mudança, o app oficial da agora Santander Corretora continua funcionando de forma independente, com as mesmas ferramentas de antes. Ainda não está claro se este aplicativo também será encerrado e os usuários, migrados para o app único.
Durante os testes, percebemos a ausência de ferramentas de inteligência artificial. Módulos no app apoiados por IA têm sido mais comuns em outros bancos, mas não foram percebidos no Santander.
Wi-Fi passa a ser tratado como bônus no contrato do Vivo Fibra (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Vivo cortará o Wi-Fi de clientes inadimplentes do Vivo Fibra a partir de fevereiro, mantendo a conexão cabeada ativa.
A suspensão do Wi-Fi ocorrerá após 15 dias de inadimplência, conforme o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor da Anatel.
A Vivo tentará impor regras mais rígidas para inadimplentes, tratando o Wi-Fi como um bônus para clientes com pagamentos em dia.
A Vivo vai cortar o Wi-Fi dos clientes do Vivo Fibra, serviço de internet por fibra óptica, a partir de fevereiro. A operadora começou a comunicar a base de clientes sobre a mudança. O Tecnoblog apurou que os planos atuais – tecnicamente chamados de “ofertas” – passam a ser migrados para as novas condições a partir de hoje (02/02).
Na prática, isso significa que o consumidor do Vivo Fibra que deixar de pagar o serviço ficará sem a internet sem fio. O documento que formaliza todas as condições de contratação, chamado de etiqueta padrão, informa que “seu plano conta com bônus de Wi-Fi, concedido enquanto sua fatura estiver em dia”.
Etiqueta padrão do Vivo Fibra informa sobre Wi-Fi como bônus por adimplência (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Como o cliente será notificado?
A Vivo se comprometeu a notificar o cliente em caso de inadimplência. O documento dá a entender que a conexão por rede cabeada continuará funcionando normalmente, então o consumidor ainda poderá plugar o notebook no cabo Ethernet caso queira utilizar a internet. Nós estamos em contato com a equipe de comunicação da Vivo para esclarecer melhor este ponto.
O corte de Wi-Fi não será imediato. A prestadora terá que esperar pelo menos 15 dias, conforme determina o novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), regramento da Anatel que foi atualizado em setembro de 2025. Ainda não se sabe se o roteador da prestadora passará a dar algum tipo de aviso quando estiver nessa situação de conexão Wi-Fi remotamente desativada por falta de pagamento.
Ainda de acordo com a etiqueta padrão, o serviço poderá ser totalmente suspenso caso o consumidor não realize o pagamento dos débitos pendentes.
Roteador Vivo Fibra com Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Crise da velocidade bônus
Esta é a segunda tentativa da Vivo, a maior prestadora de telecomunicações do país, em impor regras mais duras para os inadimplentes. O Tecnoblogrevelou em primeira mão, ainda em setembro de 2025, que a Vivo havia modificado o contrato do Vivo Fibra para que a velocidade contratada fosse constituída majoritariamente de um bônus.
Ou seja, o plano de 500 MB/s era oficialmente composto por 0,16 Mb/s de velocidade garantida e 499,83 Mb/s de bônus de download. Na prática, seria impossível usar a rede. O Tecnoblog apurou que a mudança pegou mal na Anatel, que enquadrou a Vivo e exigiu mudanças na postura da operadora.
Repare a ironia: o símbolo de Wi-FI está ao lado do nome do plano, mas nos detalhes consta “bônus Wi-Fi mediante adimplência” (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Fontes ligadas ao setor de telecomunicações acreditam que, desta vez, a Vivo está agindo conforme um entendimento construído com o órgão regulador. Ela deverá dar transparência sobre o fato de que o Wi-Fi passa a ser tratado como um adicional do plano de banda larga destinado aos bons pagadores.
Vivo tem prazo de 30 dias para fazer adequações (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Etiqueta padrão do Vivo Fibra informa sobre Wi-Fi como bônus por adimplência (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Roteador Vivo Fibra Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Repare a ironia: o símbolo de Wi-FI está ao lado do nome do plano, mas nos detalhes consta “bônus Wi-Fi mediante adimplência” (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Starlink Mini tem tamanho próximo ao de um laptop (Imagem: Divulgação / SpaceX)Resumo
A Starlink atingiu 1 milhão de clientes no Brasil quatro anos após começar a operar no país.
A velocidade média de conexão da Starlink no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, mas ainda está abaixo da média global de 220 Mb/s.
A Starlink solicitou à Anatel a utilização de satélites de segunda geração para melhorar a velocidade e estabilidade do sinal.
O provedor de internet via satélite Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes no Brasil. Quatro anos após receber o aval para atuar no país, a companhia de Elon Musk rapidamente conquistou consumidores, ultrapassou rivais e se tornou referência neste tipo de tecnologia.
A empresa fez uma postagem na rede social X comemorando o momento. “Agradecemos a todos os nossos clientes!”, escreveu a Starlink em bom português.
Post no perfil global da Starlink (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Números anteriores davam conta de que a prestadora atendia 600 mil clientes por aqui. Fontes no setor ressaltam que, no acompanhamento de número de consumidores, os números internos das empresas de telefonia podem ser ligeiramente divergentes daqueles registrados nos painéis da Anatel, que são processados com atraso.
Nos últimos anos, a Starlink adotou uma postura low profile no país. Ela evitou se envolver em polêmicas – em especial aquelas associadas ao seu fundador – e focou na expansão do serviço. É normal, por exemplo, esbarrar com publicidades na rede X com condições promocionais para contratar o serviço, que rivaliza com a fibra óptica em algumas regiões.
A Starlink pretende mudar sua comunicação?
A título de curiosidade, os executivos da Starlink não têm o hábito de falar em on com jornalistas. Existe a expectativa de que isso mude com a chegada de Paulo Esperandio como diretor de desenvolvimento de negócios para a América Latina da SpaceX, a empresa-mãe do provedor.
Com passagens por TIM e Vivo, Paulo Esperandio assumiu cargo na SpaceX (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
No passado, o empresário Elon Musk chegou a dizer que a Starlink atendia 90% das cidades da Amazônia. Hoje, é possível dizer que ela se tornou sinônimo de conectividade principalmente no interior do país, como em fazendas e outras localidades vinculadas ao agronegócio, e em regiões distantes dos centros urbanos, como escolas do Norte.
O Tecnoblog revelou em novembro de 2025 que a velocidade média de conexão avançou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, um ganho de 55%. Ainda assim, os clientes brasileiros ficam abaixo da média global de 220 Mb/s.
Quais são os próximos passos da empresa?
O movimento mais recente da Starlink foi a solicitação à Anatel para utilizar satélites de segunda geração. Eles já estão liberados para uso nos Estados Unidos e têm como principal promessa uma maior velocidade e estabilidade de sinal, já que utilizam uma radiofrequência atualmente sem uso.
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A TIM lidera em confiabilidade móvel e qualidade consistente, superando a Claro e vencendo pela quarta vez consecutiva.
A Vivo lidera em velocidade de download, especialmente no 5G, com 336,4 Mb/s, e supera a Claro em várias métricas.
O Brasil tem 64% de cobertura 5G, a segunda maior na América Latina, atrás apenas do Chile.
A empresa de análise de mercado Opensignal liberou o primeiro estudo de 2026 referente às operadoras de telefonia móvel. A TIM tomou o lugar da Claro num dos indicadores mais importantes: a chamada Experiência de Confiabilidade, que considera a frequência com que os usuários conseguem realizar tarefas básicas na rede. Em 2025, a prestadora de origem mexicana obteve essa vitória.
Além da confiabilidade, a TIM consolidou sua hegemonia no quesito Qualidade Consistente. A operadora venceu essa categoria pela quarta vez consecutiva, atingindo uma pontuação de 72,7% — uma alta expressiva em relação aos 68,3% registrados no relatório do ano anterior. Esse índice mede se a rede suporta bem aplicativos exigentes, como chamadas de vídeo em grupo e upload de arquivos.
Quem lidera em velocidade e cobertura 5G?
O relatório da Opensignal é muito completo, com diversas nuances, e não decreta uma operadora que seja “a melhor” em todos os atributos do serviço de telefonia. Quando o assunto é velocidade de download, a Vivo leva a melhor em três das quatro métricas consideradas pelo relatório. Ela está à frente da Claro inclusive na tecnologia 5G, com uma vantagem de 14 Mb/s.
Confira as principais medições abaixo:
Download em geral
Vivo: 51,3 Mb/s
Claro: 49,6 Mb/s
TIM: 42,2 Mb/s
Upload em geral
Vivo: 10,0 Mb/s
Claro: 9,7 Mb/s
TIM: 8,4 Mb/s
Download no 5G
Vivo: 336,4 Mb/s
Claro: 322,8 Mb/s
TIM: 316,0 Mb/s
Upload no 5G:
Claro: 28,4 Mb/s
Vivo: 27,6 Mb/s
TIM: 25,0 Mb/s
O estudo também traz um panorama positivo sobre a infraestrutura nacional. Segundo dados da Anatel citados no relatório, a cobertura 5G no Brasil já alcança cerca de 64% da população, superando com folga a meta regulatória prevista para 2027, que era de 58%. No cenário latino-americano, o Brasil já possui a segunda maior porcentagem de conexões 5G, ficando atrás apenas do Chile.
Quadro com resumo da telefonia brasileira em janeiro de 2026 (imagem: reprodução/Opensignal)
Equilíbrio na experiência de vídeo
De modo geral, a TIM e a Vivo são as duas empresas mais bem posicionadas, cada qual com seis prêmios dentre os 14 possíveis. No segmento de vídeo, houve uma mudança de liderança importante. Enquanto a TIM manteve o prêmio de Experiência de Vídeo geral, a Vivo desbancou a rival e assumiu o topo na Experiência de Vídeo 5G e Vídeo ao Vivo 5G.
Vale notar que, apesar das trocas de liderança, a corrida está cada vez mais técnica. Nas categorias de vídeo, por exemplo, a diferença entre a primeira e a terceira colocada é muitas vezes inferior a um ponto. Isso coloca todas as três grandes operadoras brasileiras na categoria de classificação “Boa”, indicando um nivelamento por cima da qualidade do serviço.
Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Starlink solicitou à Anatel a atualização para satélites Gen 2 no Brasil, visando melhorar a comunicação com roteadores por mais faixas de frequência.
As novas frequências, incluindo bandas Ku, Ka, V e W, aumentam o suporte a tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho da rede.
Os satélites Gen 2 operam abaixo de 600 km de altitude, garantindo reentrada atmosférica em até cinco anos e são projetados para se desintegrar totalmente ao retornar à atmosfera.
Está nas mãos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o futuro da tecnologia utilizada pela Starlink no país. O provedor de Elon Musk protocolou, há cerca de dez dias, o pedido para atualizar os satélites que atendem aos mais de 600 mil clientes brasileiros.
A argumentação da Starlink vai na linha de que os novos satélites – da segunda geração, ou Gen 2 – realizam a comunicação com os roteadores em solo por meio de mais faixas de frequência. Na prática, isso deve levar a um aumento tanto do downlink quanto do uplink.
A FCC, órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, já autorizou a nova leva de satélites.
O que muda com a nova geração?
O Tecnoblog apurou que, nas tratativas com a Anatel, a Starlink apresentou a seguinte lista de faixas utilizadas pelos satélites da Gen 2:
Banda Ku (uplink): de 14.000 a 14.500 MHz
Banda Ka (uplink e downlink): de 17.800 a 30.000 MHz
Banda V (uplink e downlink): de 37.500 a 52.400 MHz
Banda W (uplink): de 71.000 a 76.000 MHz
Para se ter uma ideia, as frequências da chamada banda W atualmente não são utilizadas no Brasil para esse fim. É por este motivo que os técnicos da Anatel estão debruçados sobre a solicitação da empresa, que rapidamente se transformou em sinônimo de internet via satélite.
Elon Musk é o principal nome da SpaceX e da Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Impacto na velocidade
Na visão da empresa, o sistema passa a suportar maior volume de tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho geral da rede, beneficiando milhares de brasileiros.
Apesar dessa afirmação, o documento não chega a cravar quais seriam as novas velocidades para os assinantes do serviço. No ano passado, o downstream médio no país passou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, conforme revelado pelo Tecnoblog em primeira mão.
A Starlink é particularmente popular nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, como em áreas rurais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ou nas localidades sem acesso a fibra óptica do Norte.
Para sustentar esse crescimento, a empresa reforça o compromisso com a sustentabilidade espacial no projeto da rede Gen 2. Um documento público da Starlink explica que os novos satélites operam em altitudes abaixo de 600 km, o que garantiria que qualquer unidade não manobrável sofra reentrada atmosférica em até cinco anos devido ao arrasto. Além disso, o hardware é projetado para se vaporizar totalmente ao retornar à atmosfera, para evitar riscos de detritos atingindo o solo.
Mais de 15 milhões de clientes usam o app oficial do Itaú (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Itaú Unibanco migrou mais de 15 milhões de clientes para um super app que integra funções de conta corrente, cartão de crédito, investimentos e controle de gastos.
O projeto One Itaú, iniciado em outubro de 2024, consolidou sete aplicativos em um único, aumentando a eficiência e satisfação dos usuários.
99,3% dos clientes aderiram ao super app, enquanto 0,7% permanecem nos aplicativos antigos, mantendo suas funcionalidades.
Mais de 15 milhões de clientes do Itaú Unibanco foram migrados com sucesso para um único aplicativo, que oferece funções de conta corrente, cartão de crédito, investimentos e controle de gastos. O conglomerado celebra, nesta semana, a conclusão do projeto One Itaú, que foi iniciado em julho de 2024, quando os adeptos adeptos de cartão de crédito começaram a acessar o super app para as atividades do dia a dia.
Esta é potencialmente a maior migração de plataforma do ambiente digital do Brasil. Quando digo isso, estou considerando as empresas que optaram por lançar novos aplicativos ou, de alguma forma, centralizar a base de consumidores num lugar só. No contexto macro, ela só ficaria atrás da migração de cerca de 40 milhões de clientes da finada Oi para outras prestadoras ou o lançamento do aplicativo Caixa Tem, com cerca de 67 milhões de beneficiários, durante a pandemia.
Como funcionou a estratégia do One Itaú?
Hub de cartões no super app do Itaú (imagem: divulgação)
Desde o começo, os executivos do Itaú batiam na tecla de que seria um projeto ambicioso. Aqui no Tecnoblog, chegamos a noticiar marcos importantes, como os 6 milhões de usuários migrados em março de 2025 e os 10 milhões apenas quatro meses depois.
Antes dessa migração, o grupo do Itaú tinha sete aplicativos, espalhados pelas variadas marcas da empresa. No do Credicard, por exemplo, os adeptos do cartão de crédito foram convidados a instalar o novo app Itaú, com login unificado, e gerir os gastos a partir de lá.
O impacto para os correntistas e o banco
O Itaú aproveitou a oportunidade para ainda trazer mais clientes para o chamado full-bank, quando a pessoa passa a contar com todas as soluções financeiras, inclusive a conta corrente. “O processo de abertura de conta ocorre em aproximadamente 4 segundos”, diz a empresa.
Os testes realizados com os clientes migrados revelaram um índice de satisfação de 80 pontos, acima dos verificados nos apps individuais. O Itaú não revelou os números específicos do passado.
Como eu acompanho essa história de perto desde o começo, chamou minha atenção o fato de que 99,3% dos clientes decidiram ir para o super app. E os 0,7%? Daria cerca de 105 mil consumidores. A equipe de comunicação do Itaú me explicou que essas pessoas continuam nos apps antigos, sem perder as funções e ferramentas que já conhecem.
O chip Maia 200, para aceleração de IA, já está em uso numa região do Azure (imagem: divulgação/Microsoft)Resumo
O Maia 200 da Microsoft oferece mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e 5 petaFLOPS em 8 bits, superando o Amazon Trainium e o TPU do Google.
O chip é produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, possui mais de 100 bilhões de transistores e utiliza memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s.
O Maia 200 será usado pela equipe Microsoft Superintelligence, no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot, com suporte para o Maia SDK.
A Microsoft anunciou hoje (26/01) o Maia 200, acelerador de inteligência artificial voltado para inferência de modelos em larga escala. A empresa promete desempenho superior ao da Amazon e do Google com o novo hardware, que apresenta custo-benefício 30% maior em relação aos sistemas anteriores da companhia. O chip já está em operação aa região Central dos Estados Unidos do Azure e deve chegar “em breve” à região West 3, no Arizona.
O Maia 200 entrega mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e cerca de 5 petaFLOPS em 8 bits. Segundo os dados técnicos, o hardware atinge desempenho FP4 três vezes maior que o Amazon Trainium de terceira geração e supera o desempenho FP8 do TPU de sétima geração do Google. Segundo a MS, um node Maia 200 é capaz de executar os modelos atuais com margem para futuras expansões.
Este hardware estava previsto para o fim de 2025, mas sofreu um atraso de cerca de seis meses. A companhia atribuiu a situação a mudanças de projeto imprevistas, restrições de pessoal e atlta rotatividade.
Quais são as especificações técnicas do hardware?
Produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, Cada chip é produzido em litografia de 3 nanômetros da TSMC e conta com mais de 100 bilhões de transistores. O hardware utiliza um sistema de memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s e 272 MB de SRAM on-chip, além de mecanismos de movimentação de dados para modelos de alta demanda. O subsistema de memória utiliza tipos de dados de precisão estreita, engine DMA e fabric NoC para garantir a largura de banda.
A arquitetura utiliza um design de scale-up de dois níveis baseado em Ethernet. Cada unidade oferece 1,4 TB/s de largura de banda para operações em clusters de até 6.144 aceleradores. No interior de cada tray, quatro chips Maia são conectados por links diretos. O protocolo de comunicação é padronizado para redes intra-rack e inter-rack, o que permite o escalonamento entre diferentes estruturas de datacenter.
Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)
Onde o Maia 200 será aplicado?
A equipe do Microsoft Superintelligence utilizará o chip para geração de dados sintéticos e aprendizado por reforço. O acelerador também será empregado em cargas de trabalho no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot. De acordo com a empresa, a implementação nos racks de datacenter ocorreu em menos da metade do tempo registrado em projetos anteriores.
A Microsoft também anunciou hoje um preview do Maia SDK para desenvolvedores e laboratórios de pesquisa. O pacote inclui o compilador Triton, suporte para PyTorch, programação em NPL e um simulador para cálculo de custos e otimização de código.
O projeto Maia AI é planejado como uma linha multigeracional para o desenvolvimento de novos aceleradores de processamento.
Pague Menos foi fundada em Fortaleza (imagem: divulgação)Resumo
Site da farmácia apresentou produtos por R$ 1 e chaves Pix de terceiros na finalização da compra desde a noite de quarta-feira (22/01).
A rede Pague Menos confirmou a instabilidade no ambiente digital e prometeu ressarcir ou entregar os pedidos feitos durante a falha.
As vendas online foram afetadas e clientes relataram erros no cálculo de frete; a empresa não confirmou se houve ataque cibernético.
Desde a noite de ontem (22/01), clientes da rede de farmácias Pague Menos notaram um comportamento estranho no site oficial. Primeiro, ofertas por valores muito baixos – na casa do R$ 1, o que atualmente não dá para comprar nada. Depois, na hora do pagamento, o site exibia uma chave Pix que tinha como destinatário um terceiro sem aparente relação com a empresa.
A Pague Menos declarou ao Tecnoblog que identificou uma “instabilidade pontual” no ambiente digital, sem confirmar que se trata de atividade maliciosa. Ela disse que o problema levou a inconsistências na configuração dos pagamentos via Pix
Ainda de acordo com a rede, os clientes serão contactados e os pedidos realizados durante o período serão “entregues ou ressarcidos”.
Usuários do X notaram situação estranha na Pague Menos (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Durante a manhã de hoje (23/01), o site especializado TecMundo notou que o site da Pague Menos passou a impedir que as compras sejam finalizadas. O cliente entrava na página, coloca os produtos no carrinho, mas esbarra numa mensagem de erro na etapa que pede o CEP para a entrega.
A Pague Menos não revelou se o o problema impactou a rede de lojas físicas. Ela possui pelo menos 1.649 unidades espalhadas pelo país, segundo dados oficiais.
No comunicado, a empresa citou “seu compromisso com a segurança das informações, a transparência na comunicação e o respeito aos seus clientes”.
Redmi Note 15 5G tem proteção IP69K (imagem: divulgação/Xiaomi)Resumo
A Xiaomi lança a linha Redmi Note 15 no Brasil com preços a partir de R$ 2.799. Os modelos possuem câmeras de até 200 MP, baterias de até 6.580 mAh e telas AMOLED de até 6,83 polegadas.
O Redmi Note 15 Pro 5G possui câmera de 200 MP, bateria de 6.580 mAh e processador MediaTek Dimensity 7400-Ultra. Ele tem certificação IP69K e tela CrystalRes AMOLED de 6,83 polegadas.
O Redmi Note 15 5G possui design ultrafino, processador Snapdragon 6 Gen 3 e câmera de 108 MP.
O Redmi Note 15 4G usa processador MediaTek Helio G100-Ultra e foca no custo-benefício, com bateria de 6.000 mAh.
A Xiaomi lança hoje (21/01) a linha de celulares Redmi Note 15 no Brasil com três modelos que chegam ao mercado por preços a partir de R$ 2.799. A linha é definida pela promessa alta durabilidade, bateria de longa duração e resistência reforçada.
Os modelos topo de linha possuem câmera de 200 MP, bateria de até 6.580 mAh com tecnologia de silício-carbono e certificação que atesta resistência a quedas de até 2,5 metros. Todos os aparelhos contam com tela AMOLED de até 6,83 polegadas e brilho máximo de 3.200 nits.
Destaques do Redmi Note 15 Pro 5G
Redmi Note 15 Pro 5G tem câmera principal de 200 MP (imagem: divulgação/Xiaomi)
O Redmi Note 15 Pro 5G é o modelo mais avançado da linha no país, equipado com um sensor principal de 200 megapixels de 1/1,4 polegada e estabilização óptica (OIS). Ele traz uma bateria de silício-carbono de 6.580 mAh com carregamento turbo de 45 W e carregamento reverso de 22,5 W. O dispositivo utiliza o processador MediaTek Dimensity 7400-Ultra, fabricado em 4 nanômetros, com promessa de alto desempenho para multitarefas e jogos.
Além do poder de processamento, o aparelho se destaca pela proteção extrema. Ele possui certificação IP69K, a mais alta contra entrada de poeira e jatos de água de alta pressão, além de suportar imersão em até 2 metros de profundidade por 24 horas. A tela CrystalRes AMOLED de 6,83 polegadas conta com proteção Corning Gorilla Glass Victus 2 e oferece resolução 1,5K com taxa de atualização de 120 Hz para maior fluidez visual.
O modelo de 512 GB sai por R$ 4.499,99 e é comercializado nos canais oficiais da Xiaomi nas cores preto e titânio.
O Redmi Note 15 5G foca num design ultrafino, de apenas 7,35 mm de espessura, sendo o modelo mais esguio da história da linha Redmi. Ele é equipado com o processador Snapdragon 6 Gen 3 (Qualcomm) e possui uma câmera principal de 108 MP com teleobjetiva de nível óptico de 3x. A bateria também utiliza a tecnologia de silício-carbono, oferecendo 5.520 mAh, com suporte a carregamento rápido de 45 W.
Para garantir a durabilidade, o modelo conta com resistência IP66 e alto-falantes duplos com o recurso de aumento de volume de 300%. O painel AMOLED de 6,77 polegadas entrega resolução Full HD+ e também conta com a tecnologia Wet Touch 2.0, permitindo que o usuário responda mensagens ou atenda chamadas mesmo sob chuva forte.
Os preços dependem do armazenamento escolhido: a versão de 256 GB sai por R$ 3.399,99 e o de 512 GB, por R$ 3.899,99. As opções de cor são preto e roxo.
Redmi Note 15 4G
Tela do Redmi Note 15 4G é protegida com Gorilla Glass 7i (imagem: divulgação/Xiaomi)
O Redmi Note 15 4G atua como a opção de entrada no Brasil, mantendo a câmera principal de 108 megapixels e a tela AMOLED de 120 Hz comum ao restante da família. Este modelo utiliza o processador MediaTek Helio G100-Ultra e traz uma bateria robusta de 6.000 mAh com carregamento de 33 W. É uma escolha focada no custo-benefício para quem não prioriza a conectividade de quinta geração.
Sua construção oferece resistência IP64 contra poeira e respingos de água, além de contar com o vidro Corning Gorilla Glass para proteção adicional contra riscos no visor. O aparelho também dispõe de alto-falantes duplos com Dolby Atmos. De acordo com a Xiaomi, ferramentas de edição de imagem com inteligência artificial permitem remover objetos indesejados e expandir cenários diretamente na galeria de fotos.
A versão de 256 GB tem preço sugerido de R$ 2.799,99 no país, disponível nas cores preto, azul e roxo.
Amazon indeniza clientes do Brasil após acordo assinado nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Amazon enviou cheques de US$ 51 a alguns clientes brasileiros como parte de um acordo com a FTC dos EUA, totalizando US$ 2,5 bilhões em indenizações.
O acordo visa compensar práticas abusivas relacionadas ao Amazon Prime, onde consumidores foram induzidos a assinar ou manter assinaturas sem consentimento claro.
O resgate do cheque é feito via plataforma do PayPal, mas alguns usuários enfrentaram dificuldades no processo.
Alguns clientes da Amazon receberam cartas — sim, físicas, entregues no endereço domiciliar — com um cheque no valor de US$ 51, o que dá cerca de R$ 275 em conversão direta. Não é golpe: a Amazon confirmou ao Tecnoblog que está enviando o documento para parte da clientela.
A movimentação da gigante do varejo tem a ver com um acordo assinado em setembro (09/2025) com a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos. Naquela ocasião, a Amazon reconheceu práticas consideradas abusivas e decidiu pagar indenizações que totalizam US$ 2,5 bilhões, cerca de R$ 13,4 bilhões, pelo câmbio atual.
O leitor do Tecnoblog Cristian Barreto recebeu o documento em Brasília. O texto começa explicando que “o cheque em anexo é o resultado de um acordo firmado pela Federal Trade Commission (FTC) do presidente Donald Trump com a Amazon.com, Inc., referente a alegações de que a Amazon violou a Restore Online Shoppers’ Confidence Act no contexto do Amazon Prime”. Ele também afirma que a Amazon não admitiu “responsabilidade”.
Trecho da carta com cheque de US$ 51 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Por que brasileiros estão recebendo o dinheiro?
De fato, a parte inferior do ofício contém um cheque do Huntington National Bank no valor de US$ 51, com direito a beneficiário, data de emissão (23/12/2025) e assinatura do responsável. A própria FTC classifica o acordo com a Amazon como “histórico” por combater o uso de interfaces enganosas no e-commerce.
A surpresa tem a ver com o fato de que o equivalente no Brasil ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) tenha sido assinado no território americano, mas beneficiando também consumidores brasileiros. A Amazon nos explicou que a compensação pode ser paga a consumidores que tiveram a assinatura do Prime realizada pelo site Amazon.com (em vez da versão .com.br).
Durante a fase de argumentação, o órgão acusou a empresa de se valer de práticas abusivas – conhecidas como dark patterns – para que mais consumidores assinassem ou permanecessem no Amazon Prime sem um consentimento claro. Essas táticas dificultavam o cancelamento da assinatura.
Consumidor relata pagamento de US$ 12,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Como funciona o resgate da indenização?
Cristian conta que não visitou nem morou nos Estados Unidos durante o período contemplado pelo acordo. No entanto, ele utilizou a conta Prime americana de vez em quando.
O monitoramento do TB identificou um segundo consumidor na rede social Threads que alega ter recebido o ofício. No entanto, com um valor menor: US$ 12,99, o que dá cerca de R$ 70.
O procedimento para receber o dinheiro prevê entrar em uma plataforma gerida pelo PayPal, colocar os dados do cheque e aguardar o processamento da transação. Nas primeiras tentativas, Cristian falou que não deu certo.
Nós perguntamos, mas a Amazon não nos disse quantos brasileiros devem receber o pagamento.
Barra Shopping é um dos shoppings mais visitados do Rio de Janeiro (imagem: divulgação)Resumo
Uma das mais conhecidas empresas de shopping centers do Brasil passou por uma invasão cibernética. A Multiplan informou nesta segunda-feira (19) sobre um acesso não autorizado à base de dados do aplicativo Multi, ocorrido em 10 de janeiro, com possível roubo de dados cibernéticos. A empresa está enviando um alerta aos clientes via SMS. Você também recebeu? Conte pra gente nos comentários.
De acordo com a empresa, dados cadastrais de usuários foram potencialmente acessados, incluindo data de validade e os quatro últimos dígitos do cartão de crédito de quem os tivesse cadastrado. Já os dados completos de cartão ficam armazenados externamente, por um parceiro certificado, e não foram acessados.
Ainda não se sabe o número de potenciais vítimas. O Tecnoblog entrou em contato com a Multiplan e recebeu uma resposta que não contempla essa informação.
Multiplan envia alerta por SMS (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A administradora de shoppings afirmou no comunicado que não há qualquer indício de que os dados eventualmente acessados tenham sido utilizados para finalidade não autorizada que possa causar danos, riscos ou prejuízos aos clientes. Ainda assim, a Multiplan recomendou que os clientes mantenham atenção redobrada quanto a comunicações suspeitas ou qualquer atividade não reconhecida.
A empresa não identificou impactos no funcionamento dos seus 20 shoppings físicos.
Aviso foi publicado no site da Multiplan (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A resposta da Multiplan
De acordo com a Multiplan, protocolos de segurança foram acionados no momento do incidente, de modo a interromper o acesso. A companhia também disse que entrou em contato com as autoridades competentes, dentre elas a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
A apuração foi conduzida com auxílio de auditoria externa, cujo nome não foi informado.
A política de privacidade do aplicativo Multi prevê a coleta de inúmeros dados, como nome completo, CPF, email, endereço, gênero, transações e localização. A Multiplan explicou ao Tecnoblog que estas informações não foram obtidas pelos atores maliciosos.
A Multiplan declarou que o app continua funcionando normalmente e é seguro. Ela reforçou o compromisso com as melhores práticas de segurança da informação e com o investimento na proteção de dados dos clientes.
Entrega da Shopee ocorre perto da meia-noite (imagem: divulgação)Resumo
A Shopee enfrenta queixas por entregas em horários tardios, incluindo próximas da meia-noite.
A empresa utiliza transportadoras parceiras e entregadores independentes, o que pode levar a horários de entrega flexíveis.
A Shopee afirma que as entregas ocorrem entre 6h00 e 23h00, respeitando limites razoáveis para atividades comerciais.
A gigante do e-commerce Shopee enfrenta uma série de queixas por causa do horário das entregas. Teve consumidor que recebeu os produtos perto da meia-noite, levando a um desgaste e à natural crítica na própria internet. Afinal, até que horas os entregadores da Shopee trabalham?
Primeiro, é preciso entender que a empresa com origem em Singapura rapidamente conquistou o coração dos brasileiros. Ela oferece muitos cupons, tem de tudo, inclusive produtos a preços muito acessíveis. Isso levou à ascensão da Shopee no Brasil, que se mantém mesmo após a adoção da taxa das blusinhas, em 2025.
Esse crescimento acelerado se apoia em uma malha logística complexa. Diferentemente dos Correios, a Shopee utiliza majoritariamente transportadoras parceiras e entregadores independentes no modelo de última milha. Muitos desses profissionais utilizam veículos próprios e possuem rotas extensas, o que acaba flexibilizando — e por vezes extrapolando — os horários convencionais de entrega para dar conta da demanda.
Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O alto volume de entregas com práticas questionáveis levou às reclamações. Um consumidor disse que “eles entregam em qualquer lugar, mesmo você estando em casa para receber”. E acrescentou: “isso quando não vem entregar perto da meia-noite”.
Outra cliente afirmou no X que antigamente recebia as encomendas até 19h00. Agora? Diz ela que o responsável pelo produto tocou a campainha às 23h40. Desabafos como este se avolumam no Reclame Aqui. Algumas pessoas pedem que a companhia adote o horário comercial.
Qual o horário de entrega da Shopee?
Consumidor recebeu pedido às 23h40 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Tecnoblog entrou em contato com a equipe de comunicação. A Shopee nos disse que trabalha para “oferecer a melhor experiência de compra, incluindo modalidades logísticas que oferecem ainda mais conveniência e agilidade”. Ela destacou que, na opção Entrega Rápida, os pedidos podem ser entregues “fora do horário comercial para atender àqueles que optam por essa comodidade”.
Já numa resposta a uma reclamação pública, um funcionário da Shopee disse que os pedidos podem ser entregues entre 6h00 e 23h00, o que, na visão dele, estaria dentro do “limite razoável de horário para atividades comerciais”.
Netflix entrou em contato com clientes brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Netflix está solicitando CPF e CEP dos clientes para atualizar o cadastro devido à reforma tributária.
A atualização é necessária para cumprir novas exigências fiscais, como a individualização de documentos fiscais e o “princípio do destino” para impostos.
Clientes que não responderem ao email continuarão acessando o serviço, mas a empresa pode solicitar os dados novamente no futuro.
A Netflix está enviando e-mails para solicitar o CPF e o CEP dos seus assinantes no Brasil. A empresa confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que a comunicação é oficial e serve para atualizar o cadastro da base de usuários. Os avisos começaram a chegar no fim de dezembro e continuam sendo disparados de forma escalonada neste início de 2026.
Nas redes sociais, muitos clientes suspeitaram de um possível golpe. Nada disso – as mensagens são genuínas. Com um recado em letras garrafais – “Adicione detalhes de cobrança à sua conta” –, o email busca coletar dados fundamentais para a adequação da plataforma a novas normas fiscais, conforme apurou o TB.
Email enviado pela Netflix (imagem: reprodução)
Por que perguntar estes dados?
Apesar de a empresa não entrar em detalhes sobre o motivo da solicitação, o Tecnoblog checou com fontes no mercado que a atualização do cadastro dos consumidores tem a ver com a reforma tributária. Embora a implementação definitiva dos novos impostos seja gradual, a fase de testes operacionais e adaptação dos sistemas começou oficialmente neste ano de 2026.
Com isso, as empresas precisam sanear suas bases de dados agora para estarem em conformidade com as novas exigências de fiscalização federal. Aqui estão os motivos para que a Netflix queira confirmar as informações:
CPF: Está relacionado à mudança na fiscalização. Antes, a legislação permitia que empresas de serviços digitais emitissem documentos fiscais “em bloco” (de forma consolidada para milhares de usuários). Agora, o novo sistema exige que a emissão seja individualizada, vinculando cada transação ao documento do assinante para garantir o controle fiscal.
CEP: Necessário para cumprir o novo “princípio do destino”. Pela nova regra, o imposto deve ser destinado ao município e ao estado onde o consumidor realmente mora, e não mais onde fica a sede da empresa. A Netflix precisa desse dado para garantir que o tributo vá para a prefeitura da sua cidade.
De olho na reforma tributária
Em outras palavras, as autoridades fiscais precisam saber que o cidadão X está no CEP Y enquanto consome determinado produto.
Aqueles clientes que ignorarem o email da Netflix continuarão acessando o serviço normalmente. No entanto, é provável que a empresa volte a solicitar os dados num futuro próximo. Pelo que pudemos notar, o disparo deste comunicado tem ocorrido de forma escalonada.
Perfil do Itaú no WhatsApp lê imagem e gera Pix (imagem: divulgação)Resumo
O Itaú Unibanco lançou uma funcionalidade que permite fazer Pix via WhatsApp enviando apenas uma imagem, sem digitar valores ou chave Pix.
A tecnologia lê a imagem, identifica os valores e propõe a transação, disponível para clientes que habilitarem o Pix no WhatsApp pelo app Itaú.
A funcionalidade segue protocolos de segurança digital, com conclusão via senha transacional e criptografia de ponta a ponta.
O Itaú libera hoje uma nova funcionalidade que permite fazer Pix via WhatsApp enviando apenas uma imagem, sem necessidade de digitar valores ou chave Pix. A tecnologia lê a imagem, identifica os valores e propõe a transação para o cliente confirmar. A solução está disponível para todos os clientes do banco que habilitarem o Pix no WhatsApp pelo app oficial Itaú.
O Pix no WhatsApp já estava disponível para pagamentos via texto, voz e QR Code. Desde o lançamento, a ferramenta alcançou até três vezes mais transações por mês se comparado a outros canais, segundo o banco, que não apresentou números absolutos.
A nova funcionalidade permite fotografar a placa com a chave ou a conta do estabelecimento comercial e enviar para o WhatsApp oficial do Itaú no número 4004-1515.
Comprovante de Pix no perfil do Itaú no WhatsApp (imagem: divulgação)
A Inteligência Itaú, nome dado ao guarda-chuva de ferramentas tecnológicas do banco, tem capacidade para interpretar qualquer tipo de imagem enviada. Situações como pagar pipoca na rua ou dividir conta do bar com amigos ficam mais simples, sem precisar digitar valores ou chave Pix. Segundo Beatriz Bernardi, diretora do Itaú Unibanco, o objetivo é que clientes resolvam necessidades financeiras no mesmo ambiente em que conversam com amigos e familiares.
A novidade mantém segue protocolos de segurança digital, com conclusão via senha transacional e criptografia de ponta a ponta. O banco reafirmou compromisso em oferecer soluções práticas que acompanham o ritmo da vida dos clientes.
Apesar de ser novidade no Itaú, a mesma ferramenta já existe no Banco do Brasil, Inter e Magie, apenas para citar alguns serviços financeiros.
Vivo prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O telefone fixo da Vivo continuará funcionando após 31 de dezembro de 2025, apesar dos boatos.
A Vivo migra do regime de concessão para o modelo de autorização, eliminando certas obrigações e investindo R$ 4,5 bilhões em infraestrutura.
A infraestrutura de cobre será desativada gradualmente, mas o serviço de voz fixa continuará em regiões sem concorrência até, pelo menos, 2028.
Diversas páginas no Instagram dedicaram as últimas semanas a noticiar falsamente que o telefone fixo da Vivo acaba neste dia 31 de dezembro. De acordo com os boatos, a empresa focaria apenas em telefonia móvel e banda larga por fibra óptica a partir de 2026. Tudo não passa, porém, de um grande mal-entendido sobre as novas regras do setor.
Na verdade, a Vivo (assim como outras prestadoras de telefonia) está passando por uma mudança do ponto de vista regulatório. Em 11 de abril de 2025, a operadora e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinaram um acordo oficializando a migração do regime de concessão para o modelo de autorização. A medida impacta diretamente o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) no estado de São Paulo.
Como será o regime de autorização?
Na prática, a mudança significa maior flexibilidade no fornecimento de um serviço que tem caído em desuso. O modelo de autorização remove obrigações pesadas que existiam desde a privatização, em 1998. A migração extingue a necessidade de manter e expandir a infraestrutura de orelhões (Telefones de Uso Público) e a obrigação de universalização, que exigia a instalação de linhas fixas em qualquer localidade, independentemente da viabilidade econômica ou demanda.
Por outro lado, a Vivo assumiu compromissos bilionários para efetivar essa transição. A empresa deverá investir cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações de interesse público. Esse montante será destinado à construção de redes de transporte de alta capacidade (backbone) em regiões desatendidas, além da expansão da cobertura móvel com tecnologia 4G ou superior em rodovias e localidades sem conectividade.
Slide detalha fim de regime de concessão na Vivo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Ainda durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre, a companhia detalhou os próximos passos da mudança em São Paulo:
Migração de clientes de voz fixa da rede de cobre para tecnologias modernas, permitindo uma melhoria na qualidade do serviço e a liberação de ativos imobiliários e de infraestrutura.
Investimento em projetos nos próximos cinco a dez anos, focados na expansão da cobertura móvel e rede de fibra.
Manutenção do serviço de voz fixa em lugares onde a empresa é a operadora de “último recurso” até, pelo menos, 2028.
Qual o impacto para o consumidor final?
Apesar de pouca coisa mudar neste último dia de 2025, é importante notar que a Vivo poderá, no futuro, desligar o serviço de telefonia fixa nas localidades em que houver concorrência ampla. O compromisso assinado com a Anatel prevê a manutenção deste serviço somente nas regiões em que há apenas a Vivo, sem nenhuma outra opção de telefonia cabeada ou competitividade local.
Para o usuário residencial comum, o telefone fixo continua funcionando normalmente via fibra óptica ou rede móvel (WLL), mas a infraestrutura baseada nos antigos fios de cobre será progressivamente desativada. O objetivo é converter o custo de manutenção de uma rede obsoleta em investimentos para o 5G e fibra.
Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens trocadas na virada de 2026.
Claro, Vivo e TIM reforçaram redes 5G para atender à demanda de Ano Novo.
WhatsApp introduziu efeitos de fogos e confetes para chamadas de vídeo e notas de vídeo.
As operadoras brasileiras reforçaram a infraestrutura de rede para garantir a conectividade durante a virada de ano (31/12). A movimentação busca suportar o pico de tráfego de dados esperado para as festividades, especialmente em aplicativos de mensageria. O WhatsApp, principal serviço do gênero no Brasil, prevê que 100 bilhões de mensagens serão trocadas globalmente no réveillon, além de aproximadamente 2 bilhões de chamadas de voz e vídeo.
As prestadoras de telefonia confirmaram ao Tecnoblog que o monitoramento será intensificado para evitar instabilidades. O período é conhecido pelo alto volume de transmissões ao vivo e postagens em redes sociais, o que exige uma coordenação técnica específica para suportar a densidade de usuários em pontos turísticos.
Quais operadoras reforçaram o sinal para o Ano Novo?
Claro, TIM e Vivo manterão equipes de prontidão durante a virada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Claro foi a prestadora que melhor detalhou a operação de fim de ano ao TB. A empresa explicou que houve adição de capacidade de rede em regiões turísticas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Florianópolis e Salvador. A operadora também destacou que a expansão do 5G ao longo de 2025 deve auxiliar na conectividade dos usuários, oferecendo maior largura de banda para quem estiver em áreas cobertas pela nova tecnologia.
Já a Vivo e a TIM informaram que manterão equipes de plantão para garantir a estabilidade e a disponibilidade dos serviços. Ambas as empresas admitem que o réveillon é marcado por uma intensificação drástica no uso da rede. O monitoramento será contínuo a partir de seus centros de operações, permitindo intervenções técnicas rápidas caso ocorra congestionamento em células específicas de sinal móvel.
As novidades do WhatsApp para a virada
WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)
Além das estimativas de tráfego, o WhatsApp destacou recursos desenhados para a celebração. Entre as funções estão os efeitos de fogos de artifício e confetes para as chamadas de vídeo, além das notas de vídeo, que permitem registrar a contagem regressiva de forma rápida. O aplicativo reforçou que todas as comunicações, incluindo as 2 bilhões de chamadas previstas, contam com criptografia de ponta a ponta.
Para a organização de eventos, o serviço de mensagens enfatizou o uso de enquetes e a criação de eventos dentro dos chats, ferramentas que facilitam a confirmação de presença em festas. O pacote de figurinhas de 2026 e as reações animadas com confete também estarão disponíveis para os usuários até o dia dois de janeiro.
Amazon Prime custa R$ 19,90 por mês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Amazon Prime lidera o ranking de serviços digitais mais populares no Brasil em 2025.
O Google e o Spotify também estão entre os serviços mais populares.
O ranking inclui serviços de música, filmes, armazenamento na nuvem e games.
O ano de 2025 vai chegando ao fim e provavelmente você gastou mais com serviços digitais – aquelas assinaturas mensais que nos permitem acessar coisas via internet. De todos eles, o mais popular neste período foi o Amazon Prime, de acordo com um levantamento exclusivo da plataforma de controle de gastos Oinc a pedido do Tecnoblog. O Google e o Spotify também estão bem na fita.
O ranking de serviços mais populares tem de tudo: música, filme, armazenamento na nuvem, games, etc. Talvez o principal recado seja de que realmente nos acostumamos com a conveniência e facilidade de fazer as coisas pelo computador ou smartphone – o que tem um custo crescente.
Além de identificar os serviços em si, o pessoal da Oinc também fez um mapeamento de quais são os planos ou modalidades mais populares, de modo a matar a minha (e sua!) curiosidade quanto aos desembolsos mensais com as facilidades do universo digital. Confira abaixo.
Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Caso fôssemos completar o top 9, também veríamos produtos digitais do Mercado Livre, Globo, YouTube e Disney.
Quais deles já são figurinha carimbada na fatura do seu cartão de crédito? Conte pra gente nos comentários.
Funcionários do iFood foram abordados por consultorias asiáticas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O iFood denuncia assédio de consultorias asiáticas buscando informações sobre seu modelo de inteligência artificial, o LCM, oferecendo até US$ 500 por hora de conversa.
Mais de 35 funcionários do iFood foram contatados por analistas estrangeiros, com abordagens via LinkedIn, após um evento de tecnologia promovido pela empresa.
A empresa investiga internamente a situação como tentativa de espionagem e já possui três inquéritos policiais abertos relacionados a roubo de dados.
O movimentado setor de delivery brasileiro deve ganhar mais um capítulo digno de programa televisivo. O iFood revelou com exclusividade ao Tecnoblog que está sofrendo assédio de consultorias internacionais, que oferecem dinheiro aos funcionários em busca de informações estratégicas e de inteligência artificial.
Ao longo de 2025, os serviços 99Food e Keeta desembarcaram por aqui, fruto de investimentos bilionários de grupo chineses. O iFood, até então numa posição dominante, passou a enfrentar uma concorrência mais pesada. De acordo com o head de comunicação institucional Rafael Corrêa, no entanto, a disputa não está ocorrendo apenas nas ofertas e práticas comerciais.
Mais de 35 funcionários do iFood foram contactados, ao longo das últimas semanas, por supostos analistas de firmas estrangeiras de consultoria de mercado, na mais recente onda de abordagens. Em comum, elas ficam baseadas na China e têm uma abordagem muito similar: oferecem um bate-papo remunerado, de cerca de uma hora, para tratar do LCM (Large Commerce Model), a inteligência artificial de base que alimenta o Ailo, mecanismo de interface do iFood.
Mensagens a funcionários do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
“Atualmente estamos colaborando com uma instituição de investimento de destaque e acreditamos que seu profundo conhecimento da indústria de delivery de alimentos pode oferecer insights valiosos para as iniciativas estratégicas deles”, diz uma das mensagens. A analista propõe uma consultoria remunerada “com foco em aplicações de produtos de IA”.
O valor oferecido começa em US$ 100 e pode chegar a US$ 500 (cerca de R$ 2.800) pela hora de conversa, conforme as mensagens compartilhadas com o Tecnoblog. “É uma tentação”, diz Corrêa.
O executivo pondera que a atividade de consultoria de mercado é legítima, mas que, nas abordagens recentes a funcionários do iFood, elas ultrapassam a fronteira ética ao proporem perguntas muito específicas sobre uma ferramenta de fronteira desenvolvida no Brasil, com alto investimento e segredo comercial.
A guerra do delivery
Este é apenas mais um de inúmeros fatos envolvendo empresas de delivery de comida. Existem relatos já documentados pela imprensa de sumiço de notebooks com informações confidenciais, contratação de profissionais que ainda cumpriam período de quarentena e até mesmo crachás falsos apresentados a donos de restaurantes. Vários departamentos de polícia investigam o assunto no estado de São Paulo.
Segundo Corrêa, o iFood já havia identificado o assédio de consultorias asiáticas no começo do ano, com mais de 170 mensagens catalogadas sobre temas comerciais e financeiros. A primeira leva levou a notificações extrajudiciais. Ele explica que a segunda onda ocorreu após um evento promovido pelo iFood para apresentar inovações tecnológicas. Alguns dos palestrantes do congresso foram abordados semanas após suas apresentações.
Rafael Corrêa é head de comunicação institucional do iFood (imagem: reprodução)
Espionagem
Internamente, a empresa trata o assunto como tentativa de espionagem. A empresa ainda não definiu se irá novamente apresentar queixa-crime sobre estas novas abordagens, já que ainda quer entender de onde o “ataque” está vindo. A companhia, contudo, já possui três inquéritos policiais abertos para investigar roubo de dados por funcionários em episódios anteriores.
Alvo do momento, o LCM é um sistema de inteligência artificial desenvolvido pelo iFood e pela holding Prosus que utiliza dados de consumo para identificar padrões. Ele serve de base para o Ailo, um modelo de agente que permite fazer pedidos por voz ou texto dentro do WhatsApp.
Golpistas usam spoofing para fingir ligar da central do Itaú (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Anatel implementará regras rígidas contra operadoras que facilitam spoofing, bloqueando suas interconexões.
Empresas não poderão revender ou alugar números de telefone; centrais de atendimento devem contratar diretamente com operadoras.
Números de celular devem estar vinculados a um IMSI para evitar chamadas VoIP mascaradas.
A partir de 1º de janeiro, um novo despacho da Anatel prevê regras mais duras para as prestadoras de telefonia que facilitarem o chamado spoofing, técnica que adultera o número de origem de uma ligação telefônica. As empresas do setor poderão ser sancionadas com o bloqueio de suas interconexões. Na prática, elas ficam isoladas digitalmente, impedidas de completar ligações para clientes de outras operadoras.
O tema do spoofing ganhou destaque após um alerta emitido pelo banco Itaú nos últimos dias. Ele identificou que bandidos estavam utilizando os números oficiais, iniciados em 3004 ou 4004, para telefonar e enganar as vítimas em golpes bancários.
A nova sanção da Anatel tem prazo inicial de um mês e pode chegar a três meses em caso de reincidência. Para os clientes dessas empresas que forem flagrados cometendo a fraude, a regra é ainda mais rígida: a operadora deve rescindir o contrato e cortar o serviço imediatamente.
Despacho 978/2025 entra em vigor em 1º de janeiro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Cabe explicar aqui que existem muitas etapas entre o início de uma chamada telefônica e o fim dela, quando toca no telefone do destinatário final. A medida da Anatel foca nesta camada intermediária, pressionando as operadoras a fiscalizarem o tráfego que passa por suas redes.
Outro ponto do despacho nº 978/2025 tem a ver com empresas detentoras de números de telefone. Elas não poderão mais fazer a revenda, repasse, aluguel ou cessão dos chamados recursos de numeração, tendo em vista que isso é uma irregularidade. Com isso, as centrais de atendimento terceirizadas terão que contratar os recursos diretamente com as operadoras.”
Combate ao VoIP irregular
Outro detalhe técnico importante do despacho ataca uma tática comum para fazer você atender ligações de estranhos. A Anatel determinou que todo número de celular (SMP) deve estar obrigatoriamente vinculado a um IMSI — a identidade única que existe dentro de cada chip (SIM Card ou eSIM).
Na prática, isso visa impedir que softwares de computador (VoIP) gerem chamadas massivas mascarando-se com números móveis aleatórios (xx) 9xxxx-xxxx sem que exista um chip real por trás daquela linha. Para o consumidor, a medida tenta garantir que, se o identificador de chamadas mostra um número de celular, a origem seja de fato uma linha móvel rastreável, e não um robô operando de um servidor anônimo.
Tim Cook é o CEO da Apple (imagem: reprodução/Apple)Resumo
O Cade decidiu permitir que a Apple continue cobrando taxas de desenvolvedores que oferecem aplicativos compatíveis com iPhone fora da App Store.
Compras fora do ambiente Apple pagam uma alíquota mínima de 5%; compras na App Store têm comissões de 25% ou 10% e taxas de 5% para uso do sistema de pagamento da Apple.
O acordo alinha o Brasil a práticas de países como Holanda, Japão e EUA, e foi iniciado pelo Mercado Livre.
O Cade formou maioria para flexibilizar as compras no ecossistema da Apple. Apesar disso, a companhia ainda poderá cobrar taxas de empresas e desenvolvedores que decidirem oferecer aplicativos compatíveis com iPhone, mesmo que optem por fazê-lo por fora da App Store.
O tema passou anos sob discussão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nesta terça-feira, o Tribunal do órgão decidiu fechar um acordo com a gigante de Cupertino. O Tecnoblog teve acesso aos detalhes do novo método de cálculo de alíquotas.
De acordo com o Cade, mesmo as compras feitas totalmente fora do ambiente controlado pela Apple devem pagar uma alíquota de pelo menos 5%. São vários cenários, conforme você abaixo:
Compras dentro da App Store:
Comissão de 25% (geral) ou de 10% (programas especiais)
Taxa de 5% caso use o sistema de pagamento da Apple
Compras de app na App Store, mas direcionada para fora da loja:
Sem taxa se o direcionamento envolve texto estático (sem link/botão clicável)
Taxa de 15% caso o dono do app coloque um botão/link e direcione para pagamento em site próprio (fora do ambiente do app)
Lojas alternativas:
5% de Core Technology Commission
Além dos downloads de aplicativos, o tema é importante porque também normatiza a cobrança em cima de bens digitais e assinaturas digitais. Por exemplo, a Amazon poderia vender livros no aplicativo do Kindle, algo que não ocorre hoje, sem pagar comissão desde que siga as regras de direcionamento do usuário para o ambiente externo.
Estrutura de cobranças da Apple no país (imagem: reprodução/Cade)
O processo 08700.006953/2025-62 coloca o Brasil em linha com o que já ocorreu em países como Holanda, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, além da União Europeia. O caso foi iniciado pelo Mercado Livre, que reconheceu os esforços do Cade para enfrentar desafios concorrenciais, mas disse que as medidas resolvem apenas parte da necessidade de normas mais equilibradas.
Em nota à imprensa, a Apple disse que tomou medidas para preservar a segurança e privacidade dos consumidores, mesmo diante de possíveis novas ameaças que podem surgir com as mudanças no ecossistema do iOS.
Ainda de acordo com o Cade, o completo teor do Termo de Compromisso de Cessação (TCC) será divulgado apenas após o fim do período de votação, trâmites de revisão do documento e assinatura. O julgamento em si acaba hoje à noite.
LED vermelho indica problema no HTV 8 (imagem: reprodução/redes sociais)Resumo
O HTV 8 e o UniTV S1 estão apresentando problemas, com tela preta e LED vermelho, impedindo o acesso aos 300 canais disponíveis.
Usuários suspeitam que a Claro modificou a rede para bloquear o funcionamento da IPTV, mas a Anatel nega envolvimento no caso.
O HTV 8 é uma TV box baseada em Android 11, com processador Amlogic S905X4, suporte a 4K HDR10, Wi-Fi, Bluetooth 5.0 e recursos avançados de set-top boxes.
Os clientes do obscuro aparelho de streaming HTV estão se queixando de que não é mais possível ver filmes e séries pelo serviço. A TV box apresenta um LED vermelho e fica com a tela preta, segundo relatos nas redes sociais. Com isso, os consumidores estão sem acesso aos 300 canais disponíveis, segundo os responsáveis pela plataforma.
Conforme apuração do Tecnoblog, o problema se intensificou na última semana, impactando em especial os modelos de TV box HTV 8 e UniTV S1. Estes produtos custam R$ 998 e R$ 377, respectivamente, no site oficial da HTV.
Ainda há poucas informações oficiais a respeito do assunto. Os usuários suspeitam de que a Claro fez uma modificação de rede, de modo a impedir que a IPTV continue funcionando. Algum tipo de bloqueio pode ter sido acionado, interrompendo o “caminho” entre a TV box e o servidor onde os conteúdos ficam armazenados. A operadora foi procurada pelo Tecnoblog e este texto será atualizado quando recebermos uma resposta.
Consumidora reclama de “ousadia” da Claro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Uma consumidora de São Paulo contou no Reclame Aqui que o marido comprou o HTV 8 há três anos e que agora está sofrendo com o bloqueio. “Acho muita ousadia da Claro, já que ela não é a Anatel”. Ela ainda prometeu cancelar o serviço de telefonia.
Outra pessoa, desta vez de Caxias do Sul (RS), relatou que a situação também está atrapalhando os usuários da Vivo.
Anatel nega envolvimento
Uma parcela dos consumidores acredita que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está envolvida com o fim do HTV. De fato, a agência reguladora tem tido um papel preponderante na desativação de TV boxes e plataformas piratas de streaming. No entanto, a equipe de comunicação da Anatel nos disse que não tem envolvimento com o caso.
Circula na internet um comunicado atribuído aos responsáveis pelo HTV com orientações para acabar com a instabilidade. Dentre as dicas, eles pedem que os consumidores não utilizem a internet da Claro e ativem o DNS da Cloudflare. O texto é assinado por um número de telefone baseado no Paraguai.
Comunicado dos criadores do HTV (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
O que é HTV 8?
O HTV 8 é o nome da TV box no cerne da polêmica. Ela é baseada em Android 11 se posiciona como uma plataforma de entretenimento “tudo em um”, sem necessidade de antenas ou conexões via satélite. O aparelho aposta em hardware relativamente recente para a categoria, com processador Amlogic S905X4, suporte a codec AV1, saída em 4K HDR10 e conectividade Wi-Fi de 2,4 e 5 GHz, além de Bluetooth 5.0. A proposta central é oferecer acesso a uma ampla grade de canais e a um catálogo de filmes e séries diretamente no dispositivo, com atualizações automáticas de sistema.
Do ponto de vista de funcionalidades, o HTV 8 reúne recursos típicos de set-top boxes mais avançados, como EPG com programação de até sete dias, replay de conteúdos exibidos anteriormente, lembretes, controle parental, lista de favoritos e Picture-in-Picture. O controle remoto tem até comando de voz integrado à Alexa.
Empresa oferece diversas opções de TV box (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A fabricante também destaca a ausência de mensalidades e a execução de um aplicativo próprio em múltiplas plataformas, incluindo smartphones e PCs.
Brasileiros poderão fazer downloads sem passar pela App Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Cade aprovou um acordo com a Apple, permitindo compras de aplicativos fora da App Store no Brasil, com multa de até R$ 150 milhões em caso de descumprimento.
A Apple deverá permitir que desenvolvedores promovam ofertas externas e utilizem meios alternativos de pagamento, além de permitir lojas alternativas de aplicativos.
A investigação iniciou-se por denúncia do Mercado Livre, alegando abuso de posição dominante pela Apple no mercado de distribuição de aplicativos iOS.
Apple promete medidas para garantir segurança e privacidade dos usuários.
Os donos de iPhone no Brasil poderão fazer compras de aplicativos e serviços digitais fora da App Store, que é controlada pela Apple. A empresa fechou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investigava o assunto. Na prática, isso significa que haverá mais flexibilidade para os consumidores, num revés para a gigante de Cupertino.
Nesta terça-feira (23), o Tribunal do Cade formou maioria para aprovar o Termo de Compromisso de Cessação proposto pela empresa no processo que apura práticas anticoncorrenciais no ecossistema do iOS. O acordo terá duração de três anos e a Apple terá até 105 dias para implementar as mudanças.
Com este movimento, o Brasil se junta à União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Nestas localidades, regras recentes trouxeram mais flexibilidade para que usuários de iPhone obtenham apps e serviços digitais sem passar pelo “jardim murado” da Apple. A empresa era criticada por, na prática, impor uma taxa de todo o ecossistema.
Processo no Cade
O processo apurou a prática de proibição da distribuição de bens e serviços digitais de terceiros em aplicativos da App Store e a imposição obrigatória do sistema de processamento de pagamentos da Apple para transações dentro de aplicativos. A investigação também avalia cláusulas anti-direcionamento, que impediam desenvolvedores de informar usuários sobre formas alternativas de pagamento.
Pelo acordo, a Apple deverá permitir que desenvolvedores promovam ofertas externas e direcionem usuários para realizar transações fora do aplicativo. O termo desvincula o serviço de processamento de pagamentos da Apple, permitindo que desenvolvedores ofereçam outras formas de compra dentro do aplicativo. Meios alternativos de pagamento e ofertas externas devem ser expostos lado a lado com a solução de pagamento in-app da Apple.
A Apple disse em nota ao Tecnoblog que trabalhou “para manter proteções contra algumas ameaças, incluindo a preservação de salvaguardas importantes para usuários mais jovens”. Isso porque, na visão da empresa, as mudanças abrem “novos riscos à privacidade e à segurança dos usuários”.
Também de acordo com a Apple, as proteções não eliminarão todos os riscos, mas ajudarão a garantir que o iOS “continue sendo a melhor e mais segura plataforma móvel disponível no Brasil”.
Lojas alternativas
Compras no iPhone poderão ser feitas sem passar pela App Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A empresa também deverá permitir a abertura de lojas alternativas para distribuição de aplicativos. Eventuais avisos aos clientes feitos pela Apple terão escopo limitado, deverão adotar redação neutra e objetiva, e não poderão criar medidas de controle que dificultem a experiência do usuário.
O acordo estabelece a estrutura das taxas a serem cobradas pela Apple, alinhada com os compromissos assumidos, para garantir que os efeitos pró-competitivos sejam percebidos por desenvolvedores e usuários. Segundo o conselheiro Victor Fernandes, a proposta brasileira insere-se em cenário de iniciativas internacionais voltadas à abertura do ecossistema móvel da Apple.
Investigação a pedido do Mercado Livre
Mercado Livre foi responsável por início de processo no Cade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A investigação teve início em dezembro de 2022, a partir de denúncia do Mercado Livre, que apontou possível abuso de posição dominante no mercado de distribuição de aplicativos para dispositivos iOS. Em novembro de 2024, o Cade determinou instauração de processo administrativo e adoção de medida preventiva. A Apple protocolou requerimento de abertura de negociação em julho de 2025.
O Mercado Livre nos disse que as medidas resolvem apenas parte das necessidades do mercado e que experiências similares no exterior “têm apresentado resultados limitados para promover maior concorrência”. Também afirmou que seguirá atento aos desdobramentos do caso, à fiscalização e à aplicação dos termos acordados.
Com a assinatura do acordo, a Apple concordou com o encerramento do litígio judicial em que buscava declaração de nulidade da medida preventiva imposta pelo Cade.
Em caso de descumprimento total das obrigações, a empresa pode pagar multa de até R$ 150 milhões, com retomada da investigação e da medida preventiva. O processo administrativo será suspenso até o cumprimento das obrigações.
O YouTube ficou fora do ar nesta sexta-feira (19) para uma parcela relevante dos usuários. A plataforma do Google rapidamente subiu no monitoramento da ferramenta DownDetector, um indicativo de que passa por uma instabilidade técnica. A pane se mostrou mais proeminente a partir das 10h10. No nosso monitoramento, a situação parece ter sido resolvida por volta das 10h40.
Por ora, não temos nenhuma informação sobre o que ocorreu com a plataforma de vídeos.
No X, pessoas lamentam o problema com o YouTube nesta manhã (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
99Food retornou ao Brasil em 2025 (imagem: divulgação)Resumo
O 99Food começou a cobrar uma nova taxa de serviço, surpreendendo consumidores.
A taxa de serviço, relacionada ao processamento de pagamento online, varia conforme o pedido.
O 99Food possui mais de 17 mil restaurantes e 50 mil entregadores cadastrados no Brasil.
O serviço de delivery de comida 99Food, da gigante chinesa 99, surpreendeu os consumidores ao iniciar a cobrança taxa de serviço, segundo relatos na internet. As pessoas não estão felizes com a novidade, já que a última tela, antes de fechar o pedido, traz uma cobrança adicional antes inexistente.
Num dos exemplos, uma entrega de comida de R$ 41,28 no Rio de Janeiro recebeu acréscimo de R$ 2,28. Pode parecer pouco, mas ela representa uma taxa de 5,5%.
Pedido de R$ 41,28 recebe acréscimo de R$ 2,28 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Segundo monitoramento do Tecnoblog nas redes sociais, a misteriosa taxa de serviço não existia e começou a aparecer por volta do dia 12 de dezembro. No momento, não é possível saber qual é o percentual cobrado em cada entrega, pois ele parece mudar conforme o pedido.
“Lá se vai mais um app de delivery”, opinou um usuário da rede X. “Morreu novinha”, disse outro consumidor. “Tem que pagar a entrega e ainda pagar mais uma taxa pro entregador?”, questionou um terceiro cliente, sem entender muito bem a motivação do custo adicional.
Consumidor critica 99Food na rede X (imagem: reprodução)
Qual o motivo da taxa?
Nós entramos em contato com a equipe de comunicação da 99 com algumas perguntas sobre o tema.Este texto será atualizado quando a empresa se pronunciar.
O perfil oficial da 99 nas redes sociais explicou a um consumidor que a taxa de serviço está relacionada ao processamento do pagamento online. Já no app da 99, a área dedicada a pedidos de comida não deixa claro o motivo da cobrança.
Segundo perfil da 99, taxa cobre processamento de pagamento online (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iFood cobra 99 centavos de todos os pedidos
O tema da taxa de serviço costuma atrair a atenção de usuários de serviços digitais. Conforme revelado pelo Tecnoblog em maio, o iFood silenciosamente decretou o adicional de R$ 0,99 a todos os pedidos. Semanas depois, descobrimos que ela tinha aumentado a cobrança para R$ 1,99 para alguns clientes.
O 99 Food retornou ao Brasil neste ano, depois de um período em que o app da 99 se concentrou no serviço de transporte. A modalidade de entrega de comida conta com mais de 17 mil restaurantes e 50 mil entregadores cadastrados, segundo dados apresentados em outubro pela companhia. Salvador e Campinas foram as mais recentes adições.
O Bradesco liderou com 107.193 reclamações em 12 de dezembro de 2025.
O Itaú registrou 73.623 queixas em 6 de outubro de 2025.
A Secretaria da Fazenda teve 69.951 reclamações em 11 de março de 2025.
Os bancos Itaú e Bradesco, além das Secretarias da Fazenda, foram as entidades brasileiras que sofreram os piores apagões cibernéticos ao longo do ano. No recorte que considera apenas organizações com sede no Brasil, o Bradesco sai na frente, com 107.193 reclamações. A pane foi recente, ocorrida em 12 de dezembro, para desespero de muitos correntistas.
Já o banco Itaú sofreu uma falha que impediu diversas transações em 6 de outubro. Num intervalo de 48 horas, foram registradas 73.623 queixas, de acordo com levantamento da plataforma DownDetector feito com exclusividade para o Tecnoblog.
Por fim, o serviço registrado como Secretaria de Fazenda passou por indisponibilidade em 11 de março. Trata-se de uma rubrica que indica as secretarias estaduais responsáveis, entre outras atividades, pelo sistema de emissão de cupom fiscal. Quando essa integração sai do ar, comércios têm mais dificuldade de realizar as vendas. Foram registradas 69.951 reclamações no período.
Top 10 do Brasil
Confira abaixo o ranking completo dos maiores blecautes cibernéticos durante o ano no Brasil. Ele considera tanto empresas brasileiras quanto estrangeiras.
Big techs no Brasil pagaram R$ 69,9 bilhões em impostos desde janeiro de 2022(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Apple, Google, Amazon, Meta, Microsoft e TikTok pagaram R$ 60,9 bilhões em impostos de janeiro de 2022 a outubro de 2025.
Receita Federal revisou cálculo anterior de R$ 289 bilhões para R$ 60,9 bilhões devido a erro na extração de dados.
Arrecadação inclui IRRF sobre Royalties, Assistência Técnica e CIDE-Remessas, refletindo tributação sobre remessas ao exterior.
As maiores empresas de tecnologia do planeta pagaram bem menos imposto do que o originalmente divulgado pelo governo do Brasil. Amazon, Apple, Google, Meta, Microsoft e TikTok desembolsaram R$ 60,9 bilhões no intervalo de janeiro de 2022 a outubro de 2025, de acordo com uma nova conta da Receita Federal.
Em 21/11, o Tecnoblog e outros veículos de imprensa divulgaram que a arrecadação a partir de remessas ao exterior seria de R$ 289 bilhões, com base num ofício da Receita Federal. Agora, um documento mais recente também da Receita mostra que o valor (ainda bilionário) é bem mais baixo, conforme a tabela a seguir.
Ofício da Receita Federal revela arrecadação com remessas das big techs ao exterior (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
2022: R$ 10.468,68 mi
2023: R$ 12.585,16 mi
2024: R$ 17.807,90 mi
2025: R$ 20.061,81 mi
A equipe de comunicação do Ministério da Fazenda me explicou que os valores foram revistos “devido a um erro encontrado quando da extração da informação para a elaboração” da nota técnica anterior.
2025 supera ano anterior
Mesmo considerando apenas dados até outubro, a arrecadação de 2025 (R$ 20 bi) já supera todo o ano de 2024 (R$ 17,8 bi). Isso indica um aumento significativo no volume de dinheiro que essas empresas estão enviando para fora do país.
Este documento faz parte de uma consulta que corre da Câmara dos Deputados, com o objetivo de esclarecer o tamanho das chamadas big techs território nacional. Não é todo dia que o órgão fiscal revela detalhes do quanto pagam de impostos algumas das maiores companhias do planeta. Na lista de seis empresas, somente uma (a ByteDance, dona do TikTok) não ficam baseada nos Estados Unidos.
No que consiste a arrecadação?
A maior parte dessa arrecadação vem de IRRF sobre Royalties e Assistência Técnica e Rendimentos do Trabalho, além da CIDE-Remessas. Isso reforça que o Brasil tributa pesadamente a saída do capital.
Cabe lembrar que este é apenas um recorte, considerando-se somente a tributação nas remessas que vão ao exterior – ou seja, o quanto as filiais enviam de volta para as matrizes de fora. É provável que Apple, Google e demais companhias citadas recolham outros tipos de impostos no fornecimento de produtos e serviços em território doméstico.
Clientes se queixam de preços de corridas (imagem: reprodução)Resumo
O levantamento da Gaudium indica aumento de 4,51% no preço das corridas por aplicativo em dezembro.
Apps regionais registram aumento de 15,4% no número de corridas.
Uber e 99 mantêm sigilo sobre dados de corridas e justificam preços dinâmicos como estímulo para motoristas.
As festas de fim de ano e o período natalino levam a um aumento de 4,51% no preço das corridas via aplicativo. É o que mostra um levantamento feito pela empresa de tecnologia Gaudium a pedido do Tecnoblog. Ela é especializada em tecnologia para concorrentes regionais de gigantes como Uber e 99.
Os dados, coletados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, nos dão pistas do que pode estar se repetindo neste mês. Os clientes se queixam de corridas muito mais caras, com custos às vezes dobrados ou triplicados.
Os números de dezembro
De acordo com a Gaudium, todos os indicadores sobem em dezembro. Os passageiros contratam mais corridas e os motoristas se valem deste período para fazer um dinheiro extra, de modo a “compensar a redução que acontece logo depois”.
Confira as altas detectadas no fim do ano passado, e que tendem a se repetir agora:
+15,4% mais corridas
+4,51% no ticket médio das corridas
+6,65% no gasto mensal do passageiro
+1,5% no valor por quilômetro rodado
+2% no valor por minuto
A companhia registrou 23 milhões de corridas no período analisado. Ela fornece a plataforma Machine para apps regionais de transporte e delivery como Urbano Norte, Ubiz Car, Te Levo Mobile e Rota77.
Uber e 99 não explicam aumento
Uber e 99 enfrentam críticas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Gaudium diz que não existe uma taxa fixa dizendo quanto da corrida fica com a plataforma e quanto vai para o motorista. “Por exemplo: se uma corrida que normalmente custa R$ 30 passa para R$ 60 durante um período de alta demanda, isso não quer dizer que o motorista receberá o dobro. O aplicativo pode reter uma parte significativa dessa diferença.”
Ainda de acordo com a empresa, esse modelo faz com que passageiros e motoristas não saibam ao certo como o valor está sendo distribuído. “No final, o aumento no preço não representa, necessariamente, uma melhora proporcional na remuneração do motorista.”
Escassez de chips de memória vai impactar o Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Os preços de celulares e notebooks no Brasil podem aumentar até 20% em 2026 devido à escassez de chips de memória.
A escassez é causada pela redução na produção de chips DDR4, com foco em chips HBM para data centers de inteligência artificial.
O aumento de custo da memória RAM pode variar entre 20% e 40%, impactando principalmente modelos básicos e intermediários.
Prepare o bolso: os eletrônicos devem ficar mais caros no mercado brasileiro a partir do primeiro trimestre de 2026. O aumento em celulares e notebooks pode chegar a 20%, de acordo com Gustavo Assunção, vice-presidente sênior da Samsung no Brasil. Ele falou ao Tecnoblog com exclusividade sobre o assunto, que está tirando o sono de quem precisa trocar de dispositivo.
O motivo é simples: a escassez de chips de memória. Hoje, gigantes industriais deste setor estão reduzindo a produção dos chips de memória RAM – em especial a DDR4, usada em vários eletrônicos – para focar em chips de alta largura de banda (HBM) – usados em data centers de inteligência artificial.
Há duas semanas, a empresa americana Micron Technology ganhou as manchetes ao avisar que a marca Crucial de memória RAM seria encerrada depois de quase 30 anos. Ela é uma das três grandes fabricantes globais deste insumo – junto com a SK Hynix e a Samsung.
Indústria absorveu os custos
Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Segundo o representante da Samsung, o custo da memória RAM no planeta vem aumentando desde setembro e deve bater “dois dígitos generosos” em 2026. Seria algo entre 20% e 40%, a depender da negociação. Tendo em vista a importância deste item para a confecção de um smartphone, o preço do produto final deve subir entre 10% e 20%.
Gustavo afirma ainda que o setor tem “segurado“ e absorvido os custos crescentes nos últimos meses. A partir de janeiro, porém, será possível notar os primeiros reajustes. O VP da Samsung acredita que eles virão de forma gradual, mas serão percebidos pelos consumidores brasileiros.
O tema também está no radar da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O diretor de Informática, Mauricio Helfer, reconheceu que este será potencialmente o “maior desafio” do próximo ano, numa entrevista coletiva da qual participamos.
Onde haverá maior impacto?
Micron anunciou no fim de 2025 que abandonaria mercado de memória RAM (imagem: divulgação)
Marcas menores de telefones já enfrentam uma dificuldade crescente para obtenção de componentes devido ao tímido suprimento de memória, conforme indicou um relatório da consultoria TrendForce divulgado em novembro. Isso pode levar a uma consolidação da indústria, com expansão de empresas de grande porte.
No caso dos telefones, modelos básicos e intermediários devem ser os mais afetados. Ao contrário do que poderíamos imaginar, smartphones topo de linha, como o atual S25 e o futuro S26, devem flutuar pouco, já que usam memória RAM do tipo DDR5, cujo abastecimento global está sob controle.
Quando pergunto se é uma decisão de negócios, Gustavo assente e explica que há uma limitação na capacidade de produção de semicondutores. Seria possível simplesmente produzir mais chips? Ele diz que não, já que a instalação de uma planta dedicada aos componentes HBM pode levar anos.
Clientes do Nubank gastam média de R$ 92 por mês com assinaturas recorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Nubank lançou o Gerenciador de Assinaturas, que centraliza cobranças recorrentes como streaming e academias.
Cerca de 21 milhões de clientes têm assinaturas ativas, com gasto médio mensal de R$ 92 e ticket médio de R$ 38.
A ferramenta permite visualizar pagamentos, histórico e previsão de cobranças, mas não cancela serviços diretamente.
O Nubank lançou nesta terça-feira (9) o Gerenciador de Assinaturas, ferramenta que centraliza em um único lugar todas as cobranças recorrentes dos clientes, como serviços de streaming, academias e aplicativos.
A funcionalidade está sendo liberada de forma gradual para a base de clientes do Nubank no Brasil. Para acessar, é necessário entrar na seção de cartão de crédito e buscar pela área Minhas Assinaturas. Nela, é possível ver valores e nomes como Globoplay, Netflix, Vivo, Smart Fit e Spotify.
Cerca de 21 milhões de clientes têm alguma assinatura ativa, segundo dados internos coletados de outubro de 2024 a outubro de 2025. O gasto médio mensal é de R$ 92 por pessoa, com ticket médio de R$ 38 por transação. Os serviços como streaming, telecomunicações, bem-estar, academias, planos de saúde, ensino a distância e gaming lideram o ranking das diferentes categorias.
Gerenciador de Assinaturas do Nubank (imagem: Tecnoblog)
No período analisado, os clientes gastaram aproximadamente R$ 24 bilhões em assinaturas recorrentes utilizando cartão de crédito, débito e Pix, os meios de pagamento mais utilizados. Mais de 627 milhões de transações foram registradas nos últimos 12 meses.
A ferramenta permite visualizar no celular todos os pagamentos e assinaturas ativas e recorrentes no cartão de crédito, o valor de cada uma, histórico recente de pagamentos e previsão das próximas cobranças. É possível acessar o cartão cadastrado em cada assinatura (virtual, adicional ou físico), caso o cliente precise bloquear, trocar ou reutilizar.
O sistema oferece recursos de personalização, como opção de esconder assinaturas, editar frequência e submeter feedbacks para maior precisão dos gastos.
Apesar do nome, o Gerenciador de Assinaturas não permite cancelar serviços diretamente pelo aplicativo. A ferramenta funciona como uma planilha dos compromissos financeiros, para auxiliar no planejamento e evitar surpresas na fatura. Segundo Emilia Lopes, diretora-geral do Nubank, a funcionalidade traz transparência a uma área que muitos clientes consideram um “ponto cego” em suas finanças, de modo a eliminar a necessidade de planilhas ou aplicativos de terceiros.
Uber e 99 estão entre os apps mais populares de transporte (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Clientes da Uber e da 99 relatam aumento nos preços das corridas desde novembro, sem aumento correspondente nos ganhos dos motoristas.
A falta de transparência nos algoritmos de precificação dos aplicativos impede a verificação do valor por quilômetro rodado.
Uber e 99 justificam preços altos com fatores como preço dinâmico, trânsito, clima e demanda, mas não respondem diretamente às queixas sobre a distribuição dos ganhos.
Clientes da Uber e da 99 se queixam de que as corridas estão mais caras neste fim de ano. Pelo menos desde novembro, os aplicativos de transporte marcam valores acima dos vistos ao longo do ano, segundo relatos nas redes sociais. Já aconteceu contigo? E o pior é que não tem para onde correr, já que a alta nos preços impacta as duas principais plataformas.
As festas de fim de ano costumam ser um período com muitos compromissos, deslocamentos, e trabalhadores em busca de uma graninha a mais. No caso dos taxistas, setor regulado, é comum que as prefeituras autorizem o aumento da tarifa. Eles rodam na bandeira 2, o que garante um faturamento maior.
Já nos apps de transporte, o problema fica por conta da falta de transparência. Não é possível saber o valor por km rodado, já que isso é determinado pelos algoritmos secretos e permanecem sob sigilo.
Diversos questionamentos como este estão no X e Threads (imagem: reprodução)
Nós perguntamos qual foi o aumento médio detectado desde novembro na 99 e Uber. Nenhuma das duas empresas nos respondeu. Para piorar a situação, não existem fontes oficiais que permitam checar a informação.
Os taxistas podem comemorar pois o valor a mais vai diretamente para o bolso deles. O mesmo não pode ser dito da Uber e 99, já que os motoristas participantes da plataforma também se queixam de não estarem faturando mais neste período, conforme alguns relatos coletados pela equipe do Tecnoblog.
Em outras palavras, o consumidor paga mais, o motorista recebe o mesmo, e a diferença aparentemente fica no bolso dos donos das plataformas – sem que nenhum novo serviço tenha sido prestado para justificar o transporte a um custo mais elevado.
As respostas das empresas
Nós mandamos emails hoje pela manhã para as equipes de comunicação da Uber e da 99. Perguntamos se os preços estavam mesmo mais altos e por que os motoristas não percebiam um rendimento maior. Nenhuma delas respondeu diretamente aos nossos questionamentos.
Além de citar o valor dinâmico, a 99 ressaltou que o valor final “pode ser afetado por variantes como excesso de trânsito, chuva ou aumento de pedidos de carros“ por meio da plataforma”.
Brasil teve 4,5 milhões de celulares piratas vendidos em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A venda de celulares ilegais no Brasil caiu de 19% em 2024 para 12% em 2025, com 4,5 milhões de unidades vendidas.
A Anatel ameaçou multar Amazon e Mercado Livre por anúncios de celulares ilegais; 51% dos celulares na Amazon e 43% no Mercado Livre não foram homologados.
O mercado oficial de smartphones vendeu 31,8 milhões de unidades em 2025, uma queda de 2%, mas o faturamento cresceu 12%, alcançando R$ 47,7 bilhões.
A venda de celulares ilegais caiu no Brasil pelo segundo ano consecutivo, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Cerca de 4,5 milhões de celulares piratas foram vendidos até o fim de 2025, uma redução de 3,2 milhões em relação a 2024. A participação do mercado irregular recuou de 19% em 2024 para 12% em 2025, o menor índice desde 2020.
A Xiaomi continua sendo a marca número um em contrabando neste ano. Ela perdeu espaço para a Realme, segundo o vice-presidente Luiz Claudio Carneiro. Ambas adotam “o mesmo modelo de importações via Paraguai e, a partir de lá, o descaminho ou contrabando”. O Tecnoblog participou da entrevista coletiva realizada na manhã de hoje.
O motivo da queda, segundo Humberto Barbato, presidente da entidade, é a atuação coordenada da entidade com outras entidades, como Anatel, Senacon, Polícia Federal, Receita Federal, Legislativo e Sefaz-SP. Em junho de 2024, a Anatel ameaçou multar Amazon e Mercado Livre por permitirem anúncio de smartphones ilegais em suas plataformas. Segundo dados da agência, 51% dos celulares anunciados na Amazon e 43% dos vendidos pelo Mercado Livre não foram homologados.
Além disso, a Anatel avaliou bloquear completamente o acesso aos dois marketplaces, como uma medida para impedir que a comercialização acontecessem. O caso foi parar na Justiça, onde a agência reguladora sofreu alguns revezes.
Abinee realiza entrevista coletiva em 04/12 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A Polícia Federal e a Receita Federal também intensificaram ações contra a venda de celulares ilegais. Entre as operações conjuntas estão a Corisco Turbo, que teve como alvo grupo que lavou R$ 1,6 bilhão, e a Desabastecimento, que mirou associação criminosa que movimentou R$ 80 bilhões ao longo de três anos.
No código penal, uma das formas do crime de contrabando é a importação de mercadoria que depende de autorização de órgão público. Já o descaminho é o ato de não pagar os impostos devidos pela importação.
Mercado legal
O mercado oficial de smartphones teve queda em 2025. Segundo dados da IDC, foram vendidos 31,8 milhões de aparelhos, 2% abaixo do registrado em 2024. O total de celulares, incluindo aparelhos tradicionais, somou 32,4 milhões de unidades, queda de 3% em relação ao ano anterior. Apesar da redução em volume, o faturamento da área cresceu 12% nominalmente, chegando a R$ 47,7 bilhões, impulsionado pela mudança no perfil de consumo para equipamentos mais sofisticados e caros.
A Abinee espera que a venda de celulares ilegais siga caindo em 2026 com a continuidade das ações de fiscalização. Barbato afirmou que, embora o avanço seja significativo, a prática ainda preocupa e exige ações permanentes. A expectativa é que o índice possa recuar substancialmente já no próximo ano. O faturamento da área de telefones celulares deve crescer 3% em termos reais em 2026.
A indústria elétrica e eletrônica brasileira encerrou o ano de 2025 com resultados positivos, apesar de um cenário macroeconômico desafiador. Houve crescimento real no faturamento de 4%, totalizando R$ 270,8 bilhões. O número de empregados cresceu 1%, adicionando 3,5 mil novas vagas e totalizando 288 mil trabalhadores. Já os investimentos subiram 9%, atingindo R$ 4,7 bilhões.
Busca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Brasileiros pesquisaram por ferramentas de IA como Nano Banana e Manus.
Houve interesse em usar IA para criar sites, animar fotos e aumentar imagens.
Google destacou buscas por IA, mas não incluiu o ChatGPT.
A temporada de retrospectivas continua com a revelação dos assuntos mais populares da busca do Google. Em 2025, a empresa contou ao Tecnoblog que os brasileiros pesquisaram muito sobre inteligência artificial – desde as ferramentas, passando também por métodos para utilizar melhor esta nova tecnologia. Nas duas listagens a seguir, confira em primeira mão os tópicos que estiveram em alta durante o período.
Buscas sobre IA que mais cresceram
Gemini
Deepseek
Veo 3
NotebookLM
Grok
Pixverse
Flow
Manus
Blackbox
Nano Banana
Note que a lista não inclui o ChatGPT, serviço que se tornou sinônimo de IA. A equipe do Google me explicou que isso se deve ao fato de a plataforma da OpenAI já ser muito popular em 2024, enquanto os dados divulgados hoje se referem aos tópicos que ganharam mais relevância ao longo dos meses.
O Nubank anunciou hoje que tomará medidas para manter o nome inalterado no Brasil. Uma decisão recente do Banco Central impede o uso de termos associados a bancos por empresas que, a rigor, não possuem autorização para esse tipo de atividade – caso do Nubank.
De acordo com o Nubank, o objetivo é obter uma licença bancária no país em 2026, o que poderia ocorrer via solicitação direta ao Banco Central ou, conforme apurado pelo Tecnoblog, a partir da aquisição de alguma instituição financeira que possua a autorização. O caminho a ser seguido ainda não está definido.
Com isso, a instituição financeira mais valiosa da América Latina poderia continuar se chamando Nubank no país de origem, sem ter de migrar para algo como Nu, nome utilizado na Colômbia e no México. A marca também continuaria a mesma.
“A mudança pretendida não tem qualquer impacto para os clientes e todas as operações seguem normalmente. Hoje o Nubank tem mais de 110 milhões de clientes no país.”
O conglomerado declarou em comunicado que “segue sendo uma fintech, com a mesma missão de sempre, mas agora buscando a quarta licença de operação”. Hoje, ela tem autorização para atuar como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores.
A Resolução Conjunta n° 17, de 28 de novembro de 2025, deu prazo de 120 dias para que as instituições afetadas apresentem um plano de adequação de nomenclatura. Ele deve incluir um cronograma de implementação.
Não custa lembrar: não há qualquer obrigação de abrir agências físicas ao se tornar oficialmente um banco.
O Spotify lançou a Retrospectiva 2025 com a nova função “idade musical” e inteligência artificial generativa.
A edição de 2025 inclui o ranking de fãs, Clubes e Festinha da Retrospectiva, além de recursos anteriores.
Bad Bunny foi o artista mais ouvido globalmente, enquanto Henrique & Juliano lideraram no Brasil.
O Spotify lançou nesta quarta-feira (3) a desejada Retrospectiva 2025, uma tela personalizada que mostra os hábitos de escuta dos usuários ao longo do ano. A principal novidade é a função de “idade musical”, que compara os gostos do usuário com pessoas da mesma faixa etária analisando o ano de lançamento das músicas mais ouvidas. Nós tivemos acesso antecipado à ferramenta e, por algum motivo que me falta, eu fui classificado com idade musical de 20 anos.
Outra diferença em relação a anos anteriores está na inteligência artificial generativa e no LLM, que foi utilizado para produzir alguns dos textos que são apresentados durante a retrospectiva. O Spotify leva em consideração o consumo dos usuários desde janeiro até “algumas semanas” antes da divulgação do Wrapped.
Dados do Wrapped 2025
A nova edição inclui o ranking de fãs, que mostra a posição do ouvinte entre os fãs do artista preferido com base nos minutos de reprodução. Também mantém recursos como Top Gêneros, Quiz da Top Música e Corrida do Top Artista, que mostra como os cinco artistas favoritos mudaram mês a mês.
Wrapped tem a tradicional tela de artistas mais ouvidos em 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Entre as novidades, o recurso de Clubes coloca os usuários em um de seis grupos que representam estilos únicos de ouvir música. Já a Festinha da Retrospectiva é uma função interativa que transforma dados de escuta em jogo ao vivo com amigos. Assim como em outros anos, mensagens personalizadas de podcasters favoritos também podem aparecer no app.
Todo o material é formatado em vídeo vertical e pode ser compartilhado em redes como Instagram, TikTok ou status do WhatsApp.
Não custa lembrar: nós estamos na temporada de retrospectivas. Com o lançamento de hoje, o Spotify se junta a Deezer, Apple Music, Amazon Music, YouTube Music e até mesmo o iFood, apenas para citar alguns serviços digitais. A escala, no entanto, é completamente outra: o Spotify possui 700 milhões de ouvintes e, segundo dados internos, 80% esperam pelo acesso ao Wrapped.
Como acessar?
A funcionalidade está disponível no app do Spotify para Android e iPhone (iOS), entre outros sistemas. A empresa nos explicou que é preciso estar com a versão mais recente instalada. Essa funcionalidade pode ser acessada pelo feed de Retrospectiva na tela inicial. Neste ano, usuários podem controlar a velocidade das páginas e revisitar momentos específicos sem precisar voltar ao início.
O Spotify Brasil decidiu promover sua maior e mais longa live para celebrar o lançamento da Retrospectiva 2025. A transmissão multicanal acontece no TikTok, Instagram e YouTube a partir das 13h de hoje. O line-up inclui Camila Fremder, Gregorio Duvivier, João Vicente, Paulinho O Loko, Lela Brandão e J. Eskine. A programação traz quadros especiais, jogos, reacts, performances e versão ao vivo da “Resenha do Arrocha”, com conversas sobre Retrospectivas, desafios musicais e versões exclusivas de podcasts.
Rankings Globais
Bad Bunny liderou rankings de artistas e de álbuns em 2025 (imagem: divulgação/Spotify)
Artista mais ouvido: Bad Bunny (19,8 bilhões de streams; quarto título após 2020, 2021 e 2022)
Música mais ouvida: “Die With A Smile” – Lady Gaga & Bruno Mars
Álbum mais ouvido: “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” – Bad Bunny
Podcast mais ouvido: The Joe Rogan Experience (sexto ano consecutivo no topo)
Top Artistas do Brasil
Henrique & Juliano
Grupo Menos É Mais
MC Ryan SP
Jorge & Mateus
Mc IG
Zé Neto & Cristiano
Matheus & Kauan
MC Tuto
Natanzinho Lima
Filipe Ret
Top Músicas do Brasil
Diego & Victor Hugo – Tubarões – Ao Vivo
Grupo Menos É Mais, Simone Mendes – P do Pecado – Ao Vivo
Grupo Menos É Mais – Coração Partido (Corazón Partío) – Ao Vivo
Danilo e Davi – Apaga Apaga Apaga – Ao Vivo
Henrique & Juliano – Última Saudade – Ao Vivo
Nilo, Mc Paiva ZS, DJ Di Marques, Tropa da W&S – Fui Mlk
Dj Caio Vieira, MC Meno K, Mc Rodrigo do CN – FAMOSINHA
Léo Foguete – Cópia Proibida
Oruam, Zé Felipe, MC Tuto, Dj Lc da Roça, Mc Rodrigo do CN – Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim
Matheus & Kauan, Ana Castela – Ilusão De Ótica – Ao Vivo
Top Álbuns do Brasil
Henrique & Juliano – Manifesto Musical 2
Grupo Menos É Mais – Churrasquinho 3
Henrique & Juliano – O Céu Explica Tudo
Léo Foguete – Obrigado Deus
Henrique & Juliano – To Be
Matuê – 333
Racionais MC’s – Nada Como um Dia Após o Outro Dia, Vol. 1 & 2
Lady Gaga – MAYHEM
Lauana Prado – Transcende
Mc Negão Original – A Nata de Tudo – A Ovelha Negra
Galaxy Z TriFold (imagem: divulgação/Samsung)Resumo
O Galaxy Z TriFold da Samsung possui tela dobrável que se desdobra em três partes, alcançando 10 polegadas quando aberto. Equipado com processador Snapdragon 8 Elite, câmera de 200 MP e bateria de 5.600 mAh.
O dispositivo permite operar três aplicativos simultaneamente e suporta Samsung DeX independente, criando até quatro espaços virtuais. A tela principal tem taxa de atualização de 120 Hz e brilho de até 1.600 nits.
Estrutura em titânio e alumínio garante resistência. Aplicativos otimizados para a tela grande incluem Meus Arquivos e Samsung Health.
Depois de muita expectativa, a Samsung anunciou hoje o Galaxy Z TriFold, primeiro smartphone da companhia com tela dobráveis que se desdobra em três partes. O display chega a 10 polegadas quando está totalmente aberto. O preço não foi divulgado, mas já expectativa de que ultrapasse os US$ 2.000, o que dá por volta de R$ 10.715 em conversão direta.
O TriFold funciona como três smartphones de 6,5 polegadas lado a lado quando aberto, permitindo operar três aplicativos diferentes simultaneamente. O mecanismo de dobra conta com alarme automático que alerta sobre dobras incorretas por meio de avisos na tela e vibrações.
Como é a tela do TriFold?
Tela do TriFold faz ziguezague quando dobrada (imagem: divulgação/Samsung)
A tela principal, de 10 polegadas, possui taxa de atualização de até 120 Hz, com brilho de até 1.600 nits quando aberta e 2.600 nits no painel externo. Quando fechado, o dispositivo mantém perfil fino e pode deslizar no bolso.
A ficha técnica do aparelho se destaca pelo processador Snapdragon 8 Elite Mobile Platform for Galaxy, câmera de 200 megapixels e bateria de 5.600 mAh (dividida em três células posicionadas em cada painel do dispositivo). Há promessa de autonomia durante todo o dia e carregamento rápido de 45 Watts.
As múltiplas possibilidades de disposição das janelas de apps na telona do TriFold (imagem: divulgação/Samsung
Dobradiças em titânio
De acordo com a Samsung, as dobradiças utilizam uma estrutura de trilho duplo que cria dobra mais suave e estável, mesmo com variação de peso entre os componentes. Já a estrutura em titânio protege o mecanismo de dobragem, enquanto a estrutura externa usa liga de alumínio de alta resistência.
O painel traseiro combina polímero reforçado com fibra de vidro e cerâmica para manter o design fino e resistente a rachaduras.
A Samsung prometeu que cada unidade passará por controles de qualidade rigorosos, incluindo tomografia computadorizada da placa de circuito e checagem a laser dos componentes internos.
Software adaptado
Aplicativos como Meus Arquivos e Samsung Health foram otimizados para a tela grande, e recursos do YouTube permitem assistir vídeos e ler comentários lado a lado. O dispositivo roda sistema Android e One UI.
Este é o primeiro smartphone Galaxy com Samsung DeX independente, permitindo criar ambiente de trabalho com até quatro espaços virtuais, cada um executando cinco aplicativos simultaneamente. É possível adicionar segunda tela no modo Estendido, com suporte para mouse e teclado Bluetooth.
Como já era de se esperar, o a suíte de inteligência artificial Galaxy AI marca presença, além das ferramentas de IA do Google, como o popular Gemini.
O produto chega primeiro à Coreia do Sul e aos Estados Unidos. A Samsung informou ao Tecnoblog que não há previsão de lançamento no Brasil.
Não custa lembrar que a gigante chinesa Huawei foi pioneira no país, ao trazer o Mate XT Ultimate, também em formato trifold, por R$ 32.999. O anúncio ocorreu em junho e pessoas familiarizadas com o tema dizem que algumas poucas unidades foram comercializadas.
Ficha técnica do Samsung Galaxy Z TriFold
Telas: principal dobrável de 10 polegadas, AMOLED Dinâmico 2X com taxa de atualização de 120 Hz de proporção 4:3; secundária de 6,5 polegadas, AMOLED Dinâmico 2X com taxa de atualização de 120 Hz, protegida por Gorilla Glass Ceramic 2 da Corning
Processador: Qualcomm Snapdragon 8 Elite (octa-core) com GPU Adreno 830 de 1,2 GHz e NPU Hexagon
Memória RAM: 16 GB de memória RAM
Memória interna: 512 GB ou 1 TB de armazenamento interno
Câmeras traseiras: principal de 200 MP com PDAF multi-direcional e OIS, ultrawide de 12 MP com PDAF e teleobjetiva de 3x de zoom com PDAF e OIS
Câmeras frontais: ambas de 10 MP, abertura f/2,2 e ângulos de visão de 100º e 80º (na tela principal dobrável e secundária, respectivamente)
Baterias: três baterias que somam 5.600 mAh, capazes de recarga de 45 Watts por USB-C e 15 Watts por Qi, além de carregamento reverso sem fio
Estrutura: alumínio Advanced Armor com dobradiças em titânio e traseira em polímero reforçado com fibra vitrocerâmica, além de proteção IP48 contra água e poeira
Peso: 309 gramas
Sistema operacional: Android 16 + One UI 8
Conectividade: 5G dual-SIM (incluindo eSIM), Wi-Fi 7 tri-band, UWB e Bluetooth 5.4
Smartphones irregulares custam 40% menos do que os oficiais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Anatel firmou aliança com a Receita Federal para combater celulares irregulares, utilizando o Siscomex para interceptar cargas sem homologação nos portos.
Em 2023, o Brasil registrou 5,5 milhões de celulares irregulares, representando 21% do mercado e uma perda de R$ 2 bilhões em arrecadação.
O ato nº 18.086, assinado por Vinícius Caram, atualiza regras de importação, entrando em vigor em 25 de maio de 2026, com foco em integração de dados e fiscalização.
A Anatel deu mais um passo para endurecer o combate aos celulares irregulares, desta vez por meio de uma aliança com a Receita Federal. A agência passará a utilizar um sistema específico que permite visualizar cargas ainda nos portos, antes do desembaraço aduaneiro. Trata-se de um “upgrade” para a atuação dos fiscais, que poderão interceptar itens sem homologação Ele se chama Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).
Este era um dos objetivos do presidente Carlos Baigorri. Em março de 2024, ele me disse numa entrevista exclusiva que seria possível direcionar as equipes de fiscalização. Em outras palavras, os smartphones do mercado paralelo serão interceptados pela Anatel antes de serem entregues às lojas.
O foco é estancar o mercado cinza. Dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) indicam que o Brasil bateu recorde de celulares irregulares em 2023. Já no ano passado houve a primeira queda em quatro anos, com 23% do mercado correspondendo a itens sem homologação ou certificação.
Novo ato administrativo
O Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vinícius Caram, assinou nesta terça-feira (25) o ato número 18.086. O documento aprova o procedimento operacional para o tratamento administrativo das importações e adequa as regras à Declaração Única de Importação (DUIMP).
Pelo novo texto, a fiscalização cobrirá quatro finalidades de importação de produtos de telecomunicações:
Comercialização
Uso próprio
Amostras para avaliação de conformidade
Demonstração de produtos
A norma revoga o ato nº 4.521, de 2021, atualizando as exigências para que a homologação da Anatel seja verificada de forma automatizada e precisa nos campos do sistema de comércio exterior.
Próximos passos
Anatel é presidida por Carlos Baigorri (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apesar da assinatura do ato, o mercado e os órgãos fiscalizadores terão um período de adaptação técnica e operacional. A norma entra em vigor oficialmente em 25 de maio de 2026.
Até lá, a Superintendência de Fiscalização trabalhará em conjunto com a Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior para implementar o acesso aos dados. A integração era uma prioridade articulada pelo conselheiro Artur Coimbra, que formalizou o pedido à Receita em janeiro de 2024, após obter anuência do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O que é Siscomex?
O Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) é a ferramenta administrativa que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior no Brasil. Criado por decreto em 1992, informatizou os controles governamentais que antes eram feitos por meio de diversos formulários em papel.
O sistema funciona como um fluxo único de informações: o exportador ou importador insere os dados da operação uma única vez, e todos os órgãos envolvidos (como Receita Federal, Anatel, Anvisa e Ministério da Agricultura) têm acesso conforme suas competências. É através dele que o governo monitora o que entra e sai do país, garantindo o recolhimento de impostos e o cumprimento de normas sanitárias e técnicas.
Apple Pay habilita pagamento via NFC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O PicPay critica a Apple por impor obrigações onerosas que impedem a oferta do Pix por aproximação no iPhone, ao contrário do Android.
A Apple é acusada de criar dificuldades para emissores de cartões e carteiras digitais, impondo prazos, formas de pagamento e padrões técnicos.
O PicPay e outras entidades afirmam que a Apple cobra taxas por transação, dificultando a implementação de soluções como o Pix.
O PicPay criticou a forma como a Apple oferece o pagamento por aproximação nos iPhones. De acordo com a fintech, a empresa da maçã detém amplo poder econômico em mercados relevantes, de modo a impor obrigações onerosas aos emissores de cartões e às carteiras digitais. Isso impediria a oferta do Pix por aproximação, ao contrário do que ocorre no Android.
A manifestação do PicPay ocorre no inquérito administrativo 08700.002893/2025-17 do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A autarquia federal avalia se a Apple age de maneira a impedir a competição no setor de pagamentos, com foco especial no NFC do iOS. A mais recente movimentação foi uma contribuição do PicPay para a discussão. O documento foi enviado em 8 de outubro e divulgado em 21 de novembro.
Quais as críticas do PicPay?
No documento, o PicPay afirma que o NFC é a tecnologia para pagamentos por aproximação com maior escala e mais casos de uso. Dá para usar em smartphones, relógios e pulseiras, por exemplo. Além dos pagamentos, também viabiliza funções de transporte público, controle de acesso, identificação pessoal, passaporte eletrônico e marketing interativo.
O PicPay afirma que não há barreiras para que um banco ofereça ferramentas de pagamento nas carteiras digitais Google Pay e Samsung Wallet (ambos no Android). Por sua vez, o ambiente da Apple estaria repleto de dificuldades. Por exemplo, a Apple faria a imposição de prazos e formas de pagamento, obrigações acessórias e padrões técnicos de implementação. “Há uma clara assimetria”, conclui a fintech.
PicPay oferece cartões de crédito, mas não o Pix por aproximação no iOS (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
De acordo com o PicPay, outras carteiras digitais não cobram taxas por transação, observação que se repete nas colocações do Nubank, Mercado Pago, Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e associação Zetta, que representa iFood, 99 Pay, Cora, Agibank, Caju e RecargaPay, entre outros.
“O próprio Banco Central depara-se atualmente com entraves para implementar sua agenda regulatória e dar amplo acesso às modalidades disponíveis do Pix, com cumprimento aos requisitos regulatórios, por conta dessas limitações e particularidades estabelecidas pela Apple.”
– PicPay, em resposta ao Cade
Apple afirma não possuir posição dominante
Em outras ocasiões, a defesa da Apple argumentou que o iPhone representa uma parcela pequena do mercado de smartphones (cerca de 10%) e que não possui posição dominante no Brasil. Também sustenta que terceiros podem se integrar à plataforma NFC & SE, que permitiria, por exemplo, o Pix por aproximação, desde 2024. É cobrada uma taxa pelo uso da tecnologia. Os valores não foram divulgados.
Funções inteligentes existem há anos no Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google negou usar emails do Gmail para treinar sua inteligência artificial, esclarecendo que as reportagens sobre isso são enganosas.
O site Malwarebytes publicou uma retratação, afirmando que as configurações do Gmail não são novas, mas foram reescritas e destacadas recentemente.
A situação gerou desconfiança sobre a privacidade do Google, refletindo a preocupação pública com o uso de dados por big techs.
O Google esclareceu que não está lendo os emails das pessoas para treinar a inteligência artificial. O assunto surgiu na semana passada, depois que um site percebeu mudanças nos ajustes do Gmail. Ele rapidamente ganhou as manchetes, inclusive aqui no Tecnoblog, por causa da desconfiança em torno da IA. “As reportagens são enganosas”, declarou a empresa numa resposta ao site ZDnet.
De acordo com o Google, os chamados Recursos Inteligentes existem há muitos anos no Gmail. Eles permitem, por exemplo, a função que completa automaticamente certas frases. Apesar disso, “não usamos o conteúdo do seu Gmail para treinar nosso modelo de IA Gemini.”
Por sua vez, o site Malwarebytes publicou uma retratação, na qual diz que as configurações do Gmail não são novas, mas que a maneira como o Google “as reescreveu e exibiu levou muitas pessoas (incluindo nós) a acreditar que o conteúdo do Gmail poderia ser usado para treinar os modelos de IA do Google”.
Eles pediram desculpas pelo ocorrido. Na esteira disso, o Tecnoblog também se desculpa pela situação.
Agora, se tem algo que o episódio nos permite concluir, é que as pessoas têm o pé atrás com relação à privacidade do Google. Muitos de nós compreenderam que, sim, o Gmail poderia ter usado as conversas para o treinamento de uma tecnologia que o Google está colocando em todos os seus produtos. Talvez seja um indicativo da nova relação – de temor e desconfiança – que as big techs estão construindo junto ao público.
Pacote padrão do Meli+ perde canais da ESPN (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O plano Meli+ Total do Mercado Livre terá redução de preço de R$ 24,90 para R$ 19,90 a partir de 11 de dezembro.
A redução de preço está ligada à remoção dos canais ESPN da assinatura.
A mudança afeta assinantes no Brasil e em outros países da América Latina.
Os assinantes do Mercado Livre vão perceber uma mudança importante a partir do próximo mês: o plano Meli+ Total ficará mais barato, passando de R$ 24,90 para R$ 19,90. A mudança tem a ver com o fim da oferta de conteúdo dos canais ESPN nesta modalidade. Ou seja, o cliente paga menos, mas também fica com menos conteúdo no streaming.
O Mercado Livre começou a comunicar a clientela sobre a modificação nos últimos dias. O email oficial explica que o novo Meli+ Total passa a valer em 11 de dezembro. Os atuais assinantes serão automaticamente migrados para as condições atualizadas.
A mudança corre não apenas no Brasil, mas também em outros países da América Latina, e tem a ver com o posicionamento mais recente da Disney no mundo todo. A companhia optou por, aos poucos, descolar o conteúdo esportivo da ESPN – em especial os canais ao vivo – da modalidade padrão do Disney+.
Meli avisa sobre mudança no acesso ao Disney+ (imagem: reprodução)
No caso do Mercado Livre, os clientes podem optar pela assinatura do Meli+ combinado com o serviço Disney+ Premium. O custo, no entanto, é bem mais salgado: R$ 66,90 por mês.
O Tecnoblog tentou contato com o Mercado Livre nesta sexta-feira (21), mas não obteve resposta. O feriado pode ter impactado a rotina das equipes de comunicação. Este texto será atualizado quando a companhia se pronunciar.
Talita Bruzzi Taliberti lidera Alexa no Brasil (foto: divulgação/Amazon)Resumo
A Amazon aumentou a publicidade nos dispositivos Alexa para garantir a sustentabilidade do negócio, segundo Talita Bruzzi Taliberti, country manager da Alexa no Brasil.
A publicidade é parte da experiência de Alexa, com anúncios em serviços gratuitos como Amazon Music e Spotify, visando monetização para manter os serviços.
Talita reconheceu críticas sobre a publicidade, mas afirmou que não há planos para torná-la opcional, destacando que a reação negativa pode ser devido à novidade.
Se você possui um dispositivo da Amazon, deve ter notado que a quantidade de publicidade aumentou nos últimos meses. Muitos leitores do Tecnoblog nos trouxeram este ponto, e nós fomos até a sede da Amazon, em São Paulo, para saber o que está acontecendo. De acordo com Talita Bruzzi Taliberti, country manager da Alexa no Brasil, isso é necessário para garantir a sustentabilidade do negócio.
Talita explica que propagandas e anúncios são parte da experiência de Alexa há bastante tempo, em situações como ouvir as notícias ou mesmo música nos serviços gratuitos do Amazon Music e do Spotify. “É uma forma da gente conseguir gerar monetização e continuar oferecendo todo o nosso serviço, que tem um custo por trás – que não é baixo”.
Echo Show 8 exibe publicidade do Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
As falas se deram durante a apresentação da nova geração do Echo Show, quando os representantes da Amazon abriram para perguntas de jornalistas. Eu questionei sobre a teoria da enshitfication, cunhada pelo ativista dos direitos digitais Cory Doctorow, que estabelece que, a partir de um determinado momento, plataformas digitais propositalmente pioram o seu serviço para extrair mais valor dos usuários.
“Somos obcecados pelo consumidor. Nossa visão é de conseguir trazer anúncios que sejam relevantes e facilitem a vida do cliente. Por exemplo, se ele está pesquisando sobre o Dia dos Pais e eu trago um produto assim para ele.”
A country manager da Alexa no Brasil reconheceu que houve um aumento de críticas sobre a publicidade na Alexa. A título de exemplo, alguns leitores do Tecnoblog nos disseram que não pretendem mais comprar produtos da linha Echo Show pois se sentem incomodados pela publicidade persistente e sem possibilidade de desativar.
Geladeira tem widget com publicidade (imagem: divulgação/Samsung)
Nesta seara, a imprensa americana tem repercutido principalmente a falta de transparência, pois a pessoa leva para casa o produto com um funcionamento já conhecido e, dali a um tempo, começa a ver publicidades que não estavam previstas no momento da compra. A Samsung tem passado por questionamentos similares por colocar propaganda na tela de uma geladeira de ponta.
Apesar das críticas, Talita diz que não há planos na Amazon de tornar opcional a visualização de publicidade. Ela acredita que, por ser uma novidade, a publicidade na tela dos dispositivos acabou gerando essa reação inicial.
Não custa lembrar: o próprio CEO da Amazon admitiu em agosto que tem o desejo de colocar propaganda na boca da Alexa+, nova geração da assistente virtual, por ora sem previsão de lançamento no Brasil.
Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)Resumo
A Amazon renomeou o Project Kuiper para Amazon Leo, visando competir com a Starlink de Elon Musk.
O Amazon Leo tem mais de 150 satélites em órbita e planeja implantar o primeiro lote final de satélites em 2025.
A empresa desenvolveu terminais com antena phased-array para velocidades Gigabit e tem parcerias com JetBlue, L3Harris, DirecTV, Sky e NBN Co.
A Amazon anunciou hoje o novo nome de seu projeto de banda larga via satélite, que deve concorrer com a Starlink, de Elon Musk. O serviço, anteriormente chamado de Project Kuiper, passa a se chamar Amazon Leo, em referência à constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês) que alimenta a rede.
No Brasil, o projeto tem parceria com a Sky. Testes foram realizados em Cosmópolis (SP) e Glória de Dourados (MS) entre junho e setembro deste ano.
A empresa iniciou seu desenvolvimento há sete anos com o objetivo de levar internet de alta velocidade para as pessoas sem acesso a conexões confiáveis. O serviço também atenderá empresas, governos e outras organizações em locais remotos.
Foguete Atlas V da ULA decola em 23/06/2025 com 27 satélites do Kuiper a bordo (imagem: divulgação/Amazon)
Ao longo dos anos, o projeto passou pela obtenção de licenças iniciais, assinatura de contratos de lançamento e conclusão de missão protótipo. A empresa implantou o primeiro lote de satélites – já na versão final – no início de 2025 e atualmente tem mais de 150 satélites em órbita.
A Amazon desenvolveu terminais de cliente que incluem a primeira antena phased-array de uso comercial capaz de suportar velocidades Gigabit. De acordo com a empresa, o Amazon Leo tem uma das maiores linhas de produção de satélites do planeta e mantém contrato com clientes como JetBlue, L3Harris, DirecTV na América Latina, Sky no Brasil e a NBN Co., operadora da rede nacional de banda larga da Austrália.
Novo Echo Show 11 com interface renovada (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Amazon lançou no Brasil o Echo Show 8 (R$ 1.799) e o Echo Show 11 (R$ 2.199) com telas touch in-cell, áudio renovado e processador AZ3 Pro.
O Echo Dot Max, disponível por R$ 849, possui dois alto-falantes integrados, graves aprimorados e processador AZ3 com IA.
O Echo Studio de segunda geração, anunciado em setembro, ainda não tem previsão de chegada ao Brasil, com preço estimado de R$ 1.999.
A Amazon começou a vender hoje a nova geração do Echo Show no Brasil, com 8 polegadas (R$ 1.799) ou 11 polegadas (R$ 2.199). Os aparelhos foram apresentados em setembro, durante um evento nos Estados Unidos, e trazem processadores mais avançados para uso de inteligência artificial generativa.
Os novos Echo Show 8 e Echo Show 11 apresentam telas com tecnologia touch in-cell e design de cristal líquido negativo, que reduz camadas de laminação e maximiza o ângulo de visão. No manuseio, é perceptível que a camada sobre a tela está mais fina.
A qualidade de imagem promete clareza tanto em ambientes bem iluminados quanto em locais mais escuros. A interface do sistema foi modificada, com um painel de controle repleto de opções, além dos widgets já conhecidos de gerações passadas.
Ambos os modelos incluem arquitetura de áudio renovada com alto-falantes estéreo frontais e woofer personalizado para áudio espacial. Os componentes de áudio estão posicionados sob os displays e jogam o som para frente.
Os aparelhos utilizam o processador AZ3 Pro, que adiciona compatibilidade com modelos de linguagem modernos e sistemas de visão computacional, além de câmera de 13 megapixels. Ele poderá ser bastante explorado pela Alexa+, nova geração da assistente de voz, integrada ao LLM, mas que por enquanto está disponível nos Estados Unidos e alguns poucos países. Não há previsão de lançamento no Brasil.
Sistema de som do Echo Show projetam áudio para a frente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A Amazon ainda apresentou um suporte ajustável desenvolvido para harmonizar com o design de cada dispositivo. Ele será vendido separadamente por R$ 199.
Echo Dot Max também está à venda
Echo Dot Max está revestido por tecido em 3D (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Durante a reunião com jornalistas, executivos também lembraram a chegada recente do Echo Dot Max, no fim de outubro. Ele é o primeiro projetado com dois alto-falantes. O dispositivo oferece quase três vezes mais graves em comparação ao Echo Dot de quinta geração, de acordo com a Amazon, com som envolvente que se adapta automaticamente ao ambiente. O sistema combina um woofer de alta excursão, com promessa de graves profundos, e um tweeter, cujo objetivo é produzir agudos nítidos.
O design elimina o módulo de alto-falante separado, integrando o componente diretamente na estrutura do dispositivo, para dobrar o espaço de ar e proporcionar graves mais encorpados. O Echo Dot Max utiliza o processador AZ3 com acelerador de IA, que melhora a detecção de conversas e permite que a Alexa detecte a palavra de ativação com eficiência 50% maior. O dispositivo está disponível por R$ 849 nas cores branca, grafite e roxa.
Os representantes da Amazon explicaram que a linha Echo Dot não receberá novas atualizações. Com isso, o Dot Max passa a ser o produto de entrada.
Ainda falta o Echo Studio
Echo Studio e Echo Dot Max (imagem: divulgação)
O novo Echo Studio (de segunda geração) também foi anunciado em setembro, junto com os demais dispositivos, mas ainda não tem previsão de chegada ao Brasil. O preço previsto é de R$ 1.999. O aparelho é 40% mais compacto que o original e suporta áudio espacial e Dolby Atmos. Ele combina woofer de alta excursão com três alto-falantes de gama completa, que ficam posicionados para criar som imersivo.
Relembre o lançamento da Alexa+ direto dos EUA
Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Amazon. Ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.
Vivo atualmente leva fibra até a casa do cliente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Vivo está desenvolvendo o Fiber to the Room (FTTR), permitindo que a fibra ótica chegue diretamente a cada cômodo da casa.
O kit FTTR da Vivo inclui um equipamento inicial e 60 metros de fibra por R$ 512, mas ainda não está disponível para compra.
Outras empresas no Brasil, como a Nio e a Vero, já oferecem FTTR com equipamentos de fabricantes como Huawei e ZTE.
Nem toda fibra ótica é igual. Nas cidades brasileiras, o mais comum é o Fiber to the Home, em que o cabo da fibra chega a um modem (tecnicamente, um ONT/ONU) na residência, que distribui o sinal. A Vivo parece estar trabalhando na evolução desta tecnologia: a fibra que chega diretamente em cada cômodo da casa.
Um kit compatível com o Fiber to the Room (FTTR) surgiu no site oficial da companhia. Por R$ 512, o cliente levaria para casa o primeiro equipamento para receber a fibra e um rolo de 60 metros de fibra. Poderia ainda adquirir itens adicionais para reforçar a cobertura.
Kit FTTR da Vivo na loja online (imagem: Yuri de Oliveira)
O FTTR é particularmente interessante em residências maiores, onde é mais desafiador manter o sinal de Wi-Fi estável – mesmo com uso de repetidores e aparelhos similares, além de ser mais discreto que o uso de cabos categoria 5e ou 6, tradicionalmente utilizados para redes Ethernet, já que a fibra utilizada é fina e pode ser facilmente ocultada em rodapés e outros cantos.
O Grupo Telefônica já atua com a promoção do FTTR na Europa. Por lá, ele oferece o produto com equipamentos da taiwanesa Askey, subsidiária da Asus, cobrando 10 euros mensais (R$ 61, em conversão direta) e 120 euros pela instalação (R$ 734).
Fibra óptica ultra-fina da Movistar (imagem: reprodução)HGU/ONT/ONU da Movistar e equipamento FTTR (imagem: divulgação)
Dispositivos da fabricante compatíveis com FTTR estão homologados na Anatel e também podem ser usados a qualquer momento no Brasil, e aparentam serem os mesmos utilizados na matriz espanhola. Um deles possui 4 portas para fibra FTTR e uma porta Ethernet, o outro possui apenas uma porta para a fibra e duas portas Ethernet.
Askey RTF8230 possui quatro portas para fibra FTTR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Ainda não sabemos quando o FTTR será de fato comercializado por aqui. A Vivo disse com exclusividade ao Tecnoblog que ainda não tem confirmação de preços e prazos. No momento não é possível concluir a compra do kit. A companhia ainda reforçou que “busca de forma contínua” desenvolver novos produtos e soluções para os clientes”
No Brasil, outras empresas já contam com essa tecnologia. A Nio (antiga Oi Fibra) foi a pioneira, oferecendo a tecnologia com equipamentos da Huawei, assim como a Giga+, do grupo Alloha. A Vero (que adquiriu a Americanet) também oferece, utilizando equipamentos da ZTE/Multi Pro.
Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Idec entrou na Justiça contra a Anatel por causa das mudanças no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações, que fragilizam os clientes.
Ele pede o retorno da regra de reajuste de tarifas após 12 meses de contrato e a manutenção de atendimento presencial em planos de telecomunicações.
O Idec solicita o retorno do artigo 23 do RGC/2023, que impedia mudanças unilaterais em contratos sem consentimento do consumidor.
A entidade de direitos do consumidor Idec entrou na Justiça Federal de São Paulo, sob jurisdição do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, contra a Agência Nacional de Telecomunicações. O objeto da ação judicial são as mudanças no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), que, de acordo com a organização, fragilizam os clientes finais. Elas entraram em vigor em setembro.
A Anatel informou ao Tecnoblog em 07/11 que não irá comentar o caso.
Reajuste antes dos 12 meses
O Idec pede, por exemplo, que retorne a regra de reajuste somente após 12 meses de contrato. A versão mais atual do RGC prevê que o reajuste seja feito antes, numa data-base escolhida pela prestadora para os clientes. De acordo com o Idec, o retorno da regra antiga dá mais previsibilidade e transparência ao assunto. Para tanto, seria necessária a anulação dos Acórdãos 228/2024 e 389/2024, que suprimiram essa regra.
Eles querem impedir que nenhuma operadora possa reajustar tarifas antes de um ano completo de contrato. Isso impediria aumentos “disfarçados” de mudança de plano.
Planos sem atendimento presencial
Outro ponto de destaque na peça inicial são os planos de internet, telefonia e outros serviços com atendimento somente digital. Isso não era possível anteriormente e se tornou uma possibilidade com o RGC mais novo. Na visão do Idec, “isso liberaria as empresas para fecharem postos de atendimento presencial e enfraquecer garantias básicas, como acesso a meios efetivos de solução de problemas e informações claras”.
Digamos que a sua banda larga está fora do ar e seu plano não permite mais atendimento presencial na loja da prestadora. O que fazer? Este é um dos questionamentos levantados pelo advogado Lucas Martho Marcon, do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec. Ele defende que as empresas do setor mantenham múltiplos canais — telefone, presencial e digital — simultaneamente, sem discriminação entre consumidores.
Peça inicial do Idec tem 256 páginas (imagem: reprodução)
Mudança unilateral do contrato
O Idec pede ainda o retorno do artigo 23 do RGC/2023, que impedia as operadoras de mudarem preço, franquia ou condições de serviço sem consentimento do consumidor. Atualmente, elas podem migrar o consumidor para uma nova oferta de forma unilateral, sem a obrigação de manter o mesmo preço ou condições, desde que a anterior tenha sido encerrada.
A ação civil pública foi protocolada ontem (05/11) e conta com quase 260 páginas. Ela também questiona a atuação da própria Anatel, ao apontar o que chama de “captura regulatória”, quando um órgão passa a agir conforme os interesses do setor que ele próprio regula. O Idec critica o que chama de retrocesso social e solicita a reedição de um regulamento que seja protetivo para os consumidores.
Nubank é a empresa mais valiosa da América Latina (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Nubank adotará modelo híbrido de trabalho a partir de julho de 2026, com transição até 2027, para fortalecer a cultura organizacional e acelerar a inovação.
Escritórios em São Paulo, Cidade do México e Bogotá serão expandidos, com novos espaços em várias cidades, enquanto algumas funções permanecerão remotas.
O Nubank cresceu de 59 milhões para 122 milhões de clientes durante o trabalho remoto, atingindo lucro líquido de US$ 637 milhões no segundo trimestre de 2025.
O Nubank anunciou hoje que adotará o modelo de trabalho híbrido a partir de julho de 2026, encerrando cinco anos de operação remota. O fundador e CEO da empresa, David Vélez, comunicou a controversa decisão aos funcionários nesta quarta-feira e estabeleceu um período de transição de oito meses para permitir ajustes.
O executivo justificou a mudança com base em três pontos: fortalecimento da cultura organizacional, aceleração da inovação por meio de interações presenciais e melhoria da excelência operacional. Segundo Vélez, as maiores inovações da história do banco nasceram da colaboração entre pessoas na mesma sala. Ele afirmou que o trabalho remoto otimiza a conveniência individual, mas geralmente “compromete” a produtividade coletiva.
Vélez mencionou que o ambiente remoto tem benefícios óbvios, mas custos invisíveis.
Transição até 2027
A transição ocorrerá em fases: funcionários trabalharão presencialmente dois dias por semana a partir de julho de 2026 e três dias semanais a partir de janeiro de 2027.
O Nubank expandirá e melhorará os escritórios-sede em São Paulo, Cidade do México e Bogotá. A empresa também investirá em novos espaços para equipes específicas em Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires, área metropolitana de Washington D.C., Miami e Palo Alto, além dos hubs existentes em Berlim, Montevidéu e Durham. Aproximadamente 70% das equipes trabalharão presencialmente em um ou mais escritórios designados.
Funcionários que moram a menos de 50 km de um escritório oficial podem escolher trabalhar a partir dele, mesmo que não seja o designado para sua equipe. Quem mora a mais de 50 km deve comparecer ao escritório designado.
Cristina Junqueira, David Vélez e Edward Wible, os fundadores do Nubank (imagem: divulgação)
O Nubank informou ainda que oferecerá auxílio-realocação aos trabalhadores que precisarem se realocar para mais perto do escritório designado, com o objetivo de mitigar os impactos da mudança.
Algumas funções permanecerão em modelo remoto devido à natureza do trabalho, incluindo Investor Help, Ouvidoria, Data Labeling, Financial Crime Investigation, Regulatory Solutions e Talent Acquisition. Os funcionários podem solicitar exceção ou extensão pessoal da transição com base em critérios como senioridade, desempenho, distância do escritório e situações médicas específicas.
Durante os cinco anos de operação remota, o Nubank cresceu de 59 milhões para 122 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. A empresa alcançou lucro líquido de US$ 637 milhões e faturamento recorde de US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2025.
Trabalho presencial, agências online
A notícia sobre o retorno – ainda que parcial – aos escritórios do Nubank causou um misto de reações na internet. Diversos usuários apontaram a ironia de uma instituição 100% digital, sem nenhuma agência física para atendimento aos correntistas, mas que exige a ida dos funcionários numa periodicidade elevada.
Diante da repercussão, a equipe de comunicação do Nubank me assegurou que não há planos de abrir agências físicas.
Provedor de Elon Musk atende 7 mil escolas brasileiras (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O provedor de Elon Musk, Starlink, lidera o mercado de internet via satélite no Brasil com 443 mil assinantes, destacando-se em Minas Gerais, Pará e São Paulo.
A velocidade média de conexão no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%.
A Starlink possui mais de 6 mil satélites em órbita e planeja lançar a próxima geração de equipamentos, V3, a partir de 2026, visando atingir 1 Gb/s de download médio.
Os brasileiros adeptos da Starlink têm motivos para comemorar: a velocidade média de conexão aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%. Os números foram obtidos pelo Tecnoblog com pessoas com conhecimento do assunto.
A empresa de banda larga via satélite tem investido no mercado brasileiro. Tanto é assim que se tornou comum ver publicidades da Starlink por aqui, além de diversas promoções tanto no equipamento quanto na assinatura. O kit padrão atualmente sai por R$ 1.680, enquanto a conexão em si sai por R$ 235 por mês.
O resultado veio. Desde 2023, o provedor de Elon Musk registra um franco crescimento, posicionando-se como a maior empresa de acesso via satélite do país. São 443 mil assinantes, segundo os dados mais recentes da Anatel. Os estados com mais consumidores de Starlink são Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso. Já os números internos, mais recentes, dão conta de que são 600 mil clientes por aqui.
Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)
O upload médio tem 18 Mb/s e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms, conforme eu pude apurar.
Já no mundo, a evolução na qualidade do serviço da Starlink tem sido ainda maior: a velocidade média pulou de 145 Mb/s para 220 Mb/s desde o começo do ano. O vice-presidente de engenharia, Michael Nicolls, disse numa postagem no X que os ganhos vêm de uma “combinação de melhorias de software e de aumento da capacidade orbital”.
São mais de 6 mil satélites posicionados ao redor do globo. A ideia é começar os lançamentos da próxima geração de equipamentos, chamada de V3, a partir de 2026. A meta é bater o download médio de 1 Gb/s.
Plataforma Eppi Cinema está fora do ar desde o fim de semana (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Eppi Cinema desapareceu da internet, acumulando 1,2 mil reclamações no Reclame Aqui entre 26/10 e 03/11.
A Justiça da Argentina derrubou várias plataformas piratas, incluindo o Eppi Cinema, resultando em um pico de 698 reclamações em um dia.
Usuários relatam problemas de indisponibilidade, dificuldades de login/senha e qualidade do serviço, exigindo reembolso por planos pagos.
Os usuários do Eppi Cinema também estão órfãos da plataforma. Assim como o My Family Cinema, este streaming pirata desapareceu da internet nos últimos dias, deixando milhares de pessoas sem acesso a filmes, séries e canais ao vivo. Já são mais de 1,2 mil reclamações online, conforme o Reclame Aqui revelou com exclusividade ao Tecnoblog.
O levantamento de queixas contra o Eppi Cinema considera registros a partir de 26 de outubro. Nos últimos dias do mês, o máximo era de 48 novos cadastros de clientes com dificuldades de acesso à plataforma. De repente, o RA passou a registrar 250 reclamações no dia 1º de novembro, quando uma decisão da Justiça da Argentina derrubou pelo menos três dezenas de plataformas piratas.
O ápice ocorreu ontem, quando 698 pessoas decidiram soltar o verbo contra o Eppi Cinema. Os principais problemas detectados entre 26/10 e 03/11 são a indisponibilidade do serviço, a dificuldade de login/senha e a qualidade do serviço prestado.
Assinantes querem ressarcimento
Assinante do Eppi Cinema exige ressarcimento (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Um consumidor de Santo André (SP) disse que fez o plano anual e recebeu a mensagem de que o aplicativo foi desativado. “Quero meu dinheiro de volta de todos os meses que faltavam”, escreveu. Outra pessoa de Osasco afirmou que é um “absurdo” o encerramento da plataforma “sem aviso prévio” e pediu o ressarcimento do pacote.
Alguns usuários fazem alusão ao fato de que o mesmo streaming já utilizou três nomes diferentes: My Family Cinema, Eppi Cinema e Duna TV. Todos eles seriam a mesma coisa, mas seus responsáveis seguiriam buscando maneiras de burlar os bloqueios realizados tanto no exterior quanto no Brasil.
Apesar de não haver detalhes sobre este caso específico, é sabido que o setor de telecomunicações costuma bloquear endereços na web e IPs usados por plataformas de pirataria. Já os responsáveis por esses serviços estão sempre pulando de galho em galho para tentar reativar a plataforma.
Na mira da legislação
A oferta de serviço de telecomunicações sem autorização pode configurar crime pelo artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações (atividade clandestina). Já a distribuição deste conteúdo pode violar leis de direitos autorais.
Por fim, o uso de equipamentos não homologados para recepção ou redistribuição ilegal é considerado uma infração regulatória grave, com possibilidade de sanção pela Anatel.
Duna TV também sumiu da internet
My Family Cinema e outros apps piratas são instalados de fábrica em TV boxes populares (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A marca Eppi Cinema é a que mais recebeu críticas de clientes descontentes. Enquanto ela bateu 1,2 mil reclamações, o My Family Cinema (MFC) tem 234 e o Duna TV, apenas 66.
Clientes antigos das plataformas estão confiantes: afirmam que é questão de tempo até que um novo aplicativo seja liberado. Além disso, dizem acreditar que os responsáveis são capazes de restaurar as assinaturas já realizadas. O My Family Cinema custava cerca de R$ 20 por mês ou R$ 200 por ano.
Cerca de cem profissionais participaram do projeto (imagem: reprodução/Coca-Cola)Resumo
O novo filme de Natal da Coca-Cola para 2025 usa inteligência artificial, gerando críticas online, inclusive de fãs.
O filme apresenta inconsistências visuais, como texturas indefinidas e movimentos estranhos dos animais, apesar de melhorias em relação ao ano anterior.
Produzido pelos estúdios Silverside e Secret Level, o projeto envolveu cerca de cem profissionais, semelhante a campanhas sem IA.
O novo filme publicitário da Coca-Cola para o Natal de 2025 poderia ter saído de versões passadas do Sora, o aplicativo de geração de imagens da OpenAI, ou do Veo, ferramenta similar mantida pelo Google. Ele começou a ser veiculado nos Estados Unidos e rapidamente ganhou críticas na internet. Até os fãs da marca criticam o uso indiscriminado de inteligência artificial para a criação de uma publicidade que tenta surfar na “magia” do período natalino.
Este é o segundo ano seguido que a gigante dos refrigerantes opta por um filme feito no computador. Apesar de contar com imagens mais bem-acabadas que as do ano passado, ele continua tendo uma série de problemas de consistência, conforme aponta o site americano The Verge.
Desta vez, a Coca-Cola colocou diversos animais se mobilizando para ver a passagem dos icônicos caminhões vermelhos. Tem de tudo: de ultra-realismo a imagens cartunescas. Alguns animais têm proporções mais próximas da realidade, enquanto outros surgem com olhos esbugalhados.
Em algumas cenas, a pele e os pelos dos animais parecem ter uma textura pouco definida, e os movimentos também são esquisitos – como se fosse uma imagem em 2D que passou por posterior animação. Ainda abusam do aspecto aquarelado.
Cães têm aspecto aquarelado em filme de Natal (imagem: reprodução/Coca-Cola)
O material foi produzido pelos estúdios Silverside e Secret Level, os mesmos responsáveis pelo filme do ano passado. Cerca de cem profissionais participaram do projeto, número similar ao visto em campanhas natalinas feitas sem apoio de inteligência artificial, segundo apurou o Wall Street Journal.
Ainda não se sabe se a Coca-Cola pretende exibir o filme no Brasil. Nós entramos em contato com a equipe de comunicação e aguardamos um retorno.
Você gostou do resultado? Conte para a gente nos comentários. Pelo menos o filme já começa com um aviso na tela de que foi criado por “Real Magic AI”, algo como “inteligência artificial realmente mágica”.
TV box pirata do Brasil costuma ter My Family Cinema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O My Family Cinema foi desativado por decisão judicial na Argentina, gerando reclamações de consumidores sobre ressarcimento de assinaturas de cerca de R$ 200 anuais.
A Anatel alerta sobre os riscos das TV boxes piratas, que podem causar interferências e permitir ataques cibernéticos.
Outros 29 serviços de streaming também foram desativados na mesma operação judicial na Argentina.
O aplicativo de streaming pirata My Family Cinema foi desativado no fim de semana e o assunto rapidamente ganhou a internet. Já são dezenas de reclamações de consumidores, que questionam sobre o ressarcimento da assinatura. Alguns deles afirmam terem gasto cerca de R$ 200 anuais pelo acesso à plataforma e não fazem a menor ideia se vão receber o dinheiro de volta.
A chuva de queixas ocorre após o fim do aplicativo, que foi desativado por uma decisão da Justiça da Argentina. O site oficial saiu do ar e os aplicativos tanto em celulares quanto em smart TVs também pararam de funcionar, de acordo com os relatos. A decisão no país vizinho impacta diretamente o Brasil, já que o My Family Cinema costuma ser instalado de fábrica em TV boxes irregulares, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações.
Clientes se queixam
“Como fica meu ressarcimento?”, questiona usuário (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
“Como fica o meu ressarcimento?” Esse é o questionamento de um cliente de Goiânia, que afirma ser adepto do My Family Cinema há pelo menos dois anos e renovou a assinatura até agosto de 2026. Outra pessoa escreveu no Reclame Aqui que comprou um modelo de TV box há três meses, com tudo pago pelo período inicial de um ano. “Só usei três meses e agora estou sem!”
“Não consigo nenhum contato pra me ajudarem a logar novamente”, queixa-se um assinante de Francisco Morato (SP). Como já era de se esperar, nenhuma solicitação no Reclame Aqui recebeu resposta da empresa. O Tecnoblog contabilizou pelo menos uma centena delas desde o encerramento da plataforma, no último sábado (1º).
O My Family Cinema tinha preço a partir de R$ 19,99 por mês, com imagens em resolução Full HD. Nele havia conteúdo de empresas famosas, como Netflix, Disney e Globo.
Outros 29 serviços de streaming também foram desativados por ordem da Justiça da Argentina. O Eppi Cinema, por exemplo, está fora do ar e já acumula 1,2 mil queixas de brasileiros. Alguns sites oficiais apresentam mensagens de erro e os aplicativos também desapareceram das lojas oficiais, o que significa que novos downloads não são possíveis.
Site do My Family Cinema exibe tela de erro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Anatel reafirma luta contra a pirataria
A Anatel explicou ao Tecnoblog que não participou ativamente desta recente megaoperação. A agência ressaltou que as TV boxes piratas podem “interferir em outros aparelhos legítimos e permitir ataques hacker às redes de seus usuários, seja para o roubo de senhas e dados pessoais, seja para a promoção de ataques” como o DDoS.
Ela disse que continuará as ações de fiscalização e a cooperação “com outros órgãos públicos, entidades da sociedade civil e reguladores de outros países para o combate à pirataria”, com o objetivo de proteger consumidores, mercado legal e a segurança das redes de telecomunicações.
A Nvidia se torna a primeira empresa a valer US$ 5 trilhões após ações subirem mais de 4%.
A empresa anunciou encomendas de chips de IA totalizando US$ 500 bilhões e investimento de US$ 1 bilhão na Nokia.
Analistas nos EUA discutem a possibilidade de uma “bolha da IA”.
A Nvidia é não apenas a empresa mais valiosa do mundo, mas a primeira a ultrapassar a marca de US$ 5 trilhões. A companhia de chips faz história nesta quarta-feira, após as ações subirem mais de 4%. Somente neste ano, os papéis NVDA na Nasdaq já valorizam 50%.
Por que a Nvidia vale tanto?
O bom momento da Nvidia está relacionado, como você já sabe, à expansão da inteligência artificial. A companhia comandada por Jensen Huang está bem posicionada para o fornecimento das GPUs, as placas de processamento gráfico que também são utilizadas para tarefas de IA.
Neste momento, as ações sobem ainda mais: bateram os 8% e estão agora em 7,93%.
Desempenho das ações da Nvidia na Nasdaq, conforme registrado pela CNBC (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Projetos na casa dos bilhões
A Nvidia divulgou recentemente que as encomendas de chips de IA totalizam US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,68 trilhões em conversão direta). A título de comparação, a Apple planeja investir US$ 500 bilhões nos Estados Unidos nos próximos cinco anos.
Além disso, a Nvidia também anunciou o investimento de US$ 1 bilhão na Nokia (R$ 5,3 bilhões). Os recursos serão destinados a projetos de inteligência artificial e conectividade, com especial interesse no desenvolvimento do 6G.
Ao mesmo tempo em que gigantes da tecnologia veem os preços das ações dispararem, não custa lembrar que a expressão “bolha da IA” tem sido vista com mais frequência entre analistas baseados nos Estados Unidos. Alguns deles já entendem que não seja mais uma questão de se, mas sim de quando.
Nubank anuncia parceria com OpenAI para promoção do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O ChatGPT Go oferece limites de mensagens e imagens dez vezes maiores que o plano gratuito e custa R$ 39,99 por mês.
Clientes do Nubank têm acesso gratuito ao ChatGPT Go por até 12 meses, dependendo do relacionamento com o banco.
O Brasil possui cerca de 50 milhões de usuários mensais do ChatGPT, sendo um dos países com maior participação na plataforma.
Os adeptos do ChatGPT no Brasil passam a contar com uma versão mais completa da inteligência artificial: o ChatGPT Go, com limite de mensagens dez vezes maior para o GPT-5 do que a opção gratuita. Eu o apelidei de “ChatGPT econômico premium”, já que melhora um pouco, mas não chega ao patamar do ChatGPT Plus. Ele custa R$ 39,99 por mês.
Como parte dos esforços de lançamento, o Nubank vai liberar a ferramenta de graça para seus clientes. A mordomia vale por até um ano, a depender dos produtos que o usuário possui com o banco.
O que é o ChatGPT Go
ChatGPT Go chega ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O ChatGPT Go é uma versão do ChatGPT com recursos adicionais, especialmente relevantes porque o GPT-5, modelo mais recente e poderoso da OpenAI, possui limitações de uso no plano gratuito.
De acordo com a empresa, os assinantes do ChatGPT Go terão:
Limites de mensagens 10 vezes maiores com o GPT-5
10 vezes mais geração de imagens por dia
10 vezes mais uploads de arquivos ou imagens por dia
2 vezes mais memória para respostas personalizadas
O Go representa uma economia de 65% em relação ao ChatGPT Plus, que custa US$ 19 por mês e oferece recursos mais completos.
Benefício no Nubank
O Nubank está junto da OpenAI no lançamento da novidade, que inicialmente estava disponível apenas na Índia. O benefício depende do relacionamento com o cliente, conforme apresentado na tabela abaixo.
“Estamos posicionando o Nubank como uma porta de entrada para inovações que tornam a vida dos nossos clientes melhor e mais fácil”, declarou em nota Ali Ahearn, vice-presidente do Nubank Ultravioleta.
Não custa lembrar: o benefício é limitado a quem nunca teve acesso pago ao ChatGPT.
50 milhões de brasileiros
O ChatGPT tem cerca de 50 milhões de usuários mensais no Brasil, segundo dados oficiais, o que faz do país um dos que mais participam da plataforma. Também estamos no top 3 de nações que mais interagem com o GPT.
A OpenAI tem se aproximado do mercado doméstico. A empresa recentemente anunciou a abertura de um escritório em São Paulo e firmou uma parceria com a Claro para oferecer acesso gratuito ao ChatGPT a parte dos consumidores, conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog.
iFood fica fora do ar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Consumidores se queixam de que o iFood está fora do ar na noite desta segunda-feira (27). O problema começou por volta das 19h, segundo as reclamações registradas na plataforma DownDetector, de acompanhamento de serviços digitais.
Ainda não se sabe o motivo do problema, que afeta tanto iPhone quando smartphones com Android. Nos parece ser um bug mais limitado, já que outros consumidores conseguem usar normalmente o iFood.
Consumidores querem linguagem simples na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
65% dos brasileiros aceitam IA no auxílio financeiro, mas a confiança em decisões autônomas é baixa.
O estudo também revela que os consumidores preferem IA que use linguagem simples e seja transparente sobre as regras e parâmetros de decisão.
Bancos estão integrando IA com resumos e chatbots para melhorar a experiência do cliente e aumentar a confiança.
Quase sete em cada dez consumidores brasileiros aceitam que a inteligência artificial auxilie na relação com o dinheiro. Por outro lado, entre os afeitos à IA, apenas 14% aceitariam que ela tomasse decisões por conta própria, de maneira autônoma. É o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Itaú Unibanco e conduzida pela Consumoteca, divulgada hoje durante um evento em São Paulo.
O antropólogo Michel Alcoforado, responsável pelo estudo, avaliou que os brasileiros querem falar sobre dinheiro com “alguém” que não seja uma pessoa. Aqui, comento eu: os chatbots, com a capacidade de emular conversas humanas, caem como uma luva para gerar esse tipo de interação.
Diversos bancos têm realizado movimentos no sentido de integrar a inteligência artificial. Alguns já colocam resumos na tela inicial do app com os destaques do momento, personalizados para cada cliente. Outros oferecem chatbots com IA para ajudar nas variadas dúvidas.
Talvez o slide mais importante para quem curte tecnologia seja este abaixo, que mapeia exatamente o que faria o cliente confiar na IA, no contexto da relação com dinheiro:
Antropólogo Michel Alcoforado apresenta estudo sobre relação dos brasileiros com o dinheiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
40%: linguagem simples, falar de uma forma que eu entenda
39%: conhecer as regras que regem a IA
38%: saber os parâmetros usados pela IA para tomada de decisão
36%: ver resultados de outras pessoas
36%: ter a garantia de que há uma equipe de especialistas por trás
30%: ver resultados compatíveis com a média do mercado
O levantamento da Consumoteca foi feito com 5 mil entrevistados no país inteiro, dividindo-se em cerca de metade entre 18 e 29 anos, e outra metade com pessoas com mais de 29 anos.
Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite do Itaú
24,5 milhões de crianças e adolescemtes acessam a internet no país (foto: Julia M. Cameron/Pexels)Resumo
65% dos jovens brasileiros de 9 a 17 anos usaram IA generativa para atividades cotidianas; 92% dessa faixa etária são usuários de internet, totalizando 24,5 milhões.
O celular é o dispositivo mais utilizado, com 74% de uso diário; WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok são as plataformas mais acessadas.
45% das crianças e adolescentes tiveram contato com propaganda inadequada; 51% pediram produtos após exposição online.
Cerca de 65% dos jovens brasileiros com idade entre 9 e 17 anos utilizaram inteligência artificial generativa para realizar ao menos uma atividade do cotidiano. É o que mostra a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, divulgada hoje pelo Cetic.br e NIC.br. O estudo mostra ainda que 92% da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa 24,5 milhões de crianças e adolescentes.
As crianças e os adolescentes recorrem à IA para pesquisas escolares, busca de informações, criação de conteúdo ou conversas sobre problemas pessoais. No recorte por faixa etária, o uso desta nova tecnologia foi mais comum entre as pessoas de 15 a 17 anos do que as de 9 a 10 anos.
O celular é o principal dispositivo tecnológico da rotina das crianças e adolescentes: 74% fazem uso diário do dispositivo. Logo na sequência aparece a televisão, com 35%. O WhatsApp é a plataforma digital mais acessada, seguida de YouTube, Instagram e TikTok.
WhatsApp é o aplicativo mais utilizado pelas crianças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Acessos nas escolas e publicidade digital
A pesquisa registrou queda no acesso à internet nas escolas, que passou de 51% em 2024 para 37% em 2025. Entre os que acessam a rede nas escolas, 12% reportaram uso várias vezes ao dia e 13%, uma vez por semana.
O estudo identificou exposição significativa a conteúdo publicitário. Os pais e responsáveis disseram que 45% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos tiveram contato com propaganda não apropriada para a idade e 51% pediram algum produto após o contato online. Esse público está consciente sobre o tema: 65% dos usuários de 11 a 17 anos concordaram que falar ou pesquisar sobre produtos na web aumenta a quantidade de propagandas recebidas.
Os formatos de vídeos mais vistos incluem pessoas abrindo embalagens de produtos (66%), ensinando como usar produtos (65%) e divulgando jogos de apostas (53%).
Fontes de informação
As principais fontes de informação dos responsáveis sobre uso seguro da internet são as próprias crianças ou adolescentes (50%), os familiares e amigos (48%), a televisão, rádio, jornais ou revistas (42%) e a escola (41%). Cerca de 37% buscam sites dedicados ao tema, 36% recorrem a vídeos ou tutoriais online e 31% consultam grupos de pais em redes sociais.
A pesquisa revelou ainda que 31% das crianças e adolescentes ajudam os responsáveis diariamente com atividades na internet.
A coleta de dados da pesquisa divulgada nesta quarta-feira foi realizada entre março e setembro de 2025, com entrevistas presenciais com 2.370 crianças e adolescentes, além de 2.370 pais ou responsáveis.
Galaxy XR custa US$ 1.799 nos Estados Unidos (imagem: divulgação)Resumo
A Samsung lançou o Galaxy XR, headset de realidade mista com Android XR, IA integrada e controle por voz, visão e gestos.
O dispositivo possui telas 4K por olho, chip Snapdragon XR2+ Gen 2, 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, com bateria externa para aliviar o peso.
Compatível com apps Android e APIs como OpenXR e WebXR, o Galaxy XR estreia em 21 de outubro nos EUA e Coreia do Sul, sem previsão para o Brasil.
A Samsung apresentou na noite de hoje (manhã na Coreia do Sul) o Galaxy XR, primeiro headset desenvolvido com o sistema Android XR, criado em parceria com o Google e a Qualcomm. A ideia é colocá-lo na cabeça e desfrutar de elementos virtuais que se sobrepõem ao mundo real, tal qual acontece no Apple Vision Pro, anunciado há dois anos.
O dispositivo utiliza inteligência artificial multimodal e permite controle por voz, visão e gestos. O Galaxy XR estará disponível a partir de 21 de outubro nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, por US$ 1.799, o que dá R$ 9.700 em conversão direta e sem impostos. A Samsung no Brasil informou ao Tecnoblog que não há previsão de lançamento na América Latina.
O equipamento aposta alto no assistente Gemini, que está integrado ao sistema e é capaz de compreender o ambiente ao redor do usuário. Ele também responde de forma conversacional.
Hardware recheado
Falemos primeiro do hardware. O Galaxy XR conta com sensores avançados, câmeras e outros componentes de alta tecnologia, como seis microfones e dois alto-falantes. Ele rastreia os movimentos da cabeça, das mãos e dos olhos.
A partir do momento em que o usuário veste o dispositivo, passa a contar com telas Micro-OLED com resolução 4K para cada olho. De acordo com a ficha técnica, o produto contempla campo de visão de 109 graus na horizontal e 100 graus na vertical. O dispositivo possui protetor de luz removível.
Galaxy XR visto de lado (imagem: divulgação)
Há ainda o processador Snapdragon XR2+ Gen 2, 16 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento. Já sua bateria tem promessa de até 2,5 horas de reprodução de vídeo.
O design ergonômico distribui a pressão pela testa e parte de trás da cabeça. Ele pesa 545 gramas. A bateria fica separada do headset, para reduzir o peso, com mais 302 gramas.
No software, destaque para o Gemini
Visualização de conteúdo em 3D no Galaxy XR (imagem: divulgação)
O dispositivo permite explorar mapas 3D no Google Maps com sugestões do Gemini, buscar conteúdo no YouTube por comandos naturais e usar o Circule para Pesquisar no modo Visão do Ambiente. Durante a demonstração ao vivo da Samsung, foi possível ver uma função que converte fotos e vídeos 2D em 3D.
O dispositivo suporta Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4 e reconhecimento de íris para desbloqueio. A correção de visão é possível por meio de lentes vendidas separadamente.
Samsung promete mais imersão com Galaxy XR (imagem: divulgação)
Uso empresarial
A Samsung anunciou parcerias empresariais para uso do Galaxy XR em treinamentos virtuais, incluindo um acordo com a Samsung Heavy Industries para construção naval — ou seja, dentro de casa.
A empresa também revelou que está trabalhando com a Warby Parker e a Gentle Monster, duas importantes marcas do universo fashion, no desenvolvimento de óculos com tecnologia de inteligência artificial integrada ao ecossistema Android XR. Sabe o Ray-Ban Meta? Pois então.
Busca do Mercado Livre não funciona (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A AWS enfrenta problemas operacionais em um data center na Virgínia, nos EUA.
A pane afeta serviços como Mercado Livre, Alexa, Mercado Pago e Prime Video.
A falha no sistema da AWS causou instabilidade em múltiplos serviços, incluindo dificuldades de acesso e funcionalidades limitadas.
A Amazon identificou problemas no DNS do DynamoDB e está trabalhando para resolver a interrupção.
O site de compras Mercado Livre, a assistente virtual Alexa, o jogo online Roblox e diversos outros serviços online estão fora do ar desde a manhã de hoje (20) devido a uma pane na AWS, a divisão de computação em nuvem da Amazon. As reclamações sobre essas e outras plataformas dispararam a partir das 5h40.
De acordo com o monitoramento oficial da própria AWS, foi identificado um problema operacional num data center localizado na Virgínia (identificado como US-EAST-1), nos Estados Unidos. Por causa disso, “múltiplos serviços” da gigante de computação em nuvem passam por uma “interrupção”.
App do Mercado Livre exibe mensagem de erro (imagem: Tecnoblog)
Mercado Livre, Mercado Pago, Alexa e Duolingo
O Mercado Livre está entre os nomes nacionais mais afetados. Ao longo do dia, os consumidores encontram dificuldades para acessar a loja virtual e fazer buscas de produtos. Em vez disso, aparece o aviso de que “tivemos um problema” e que “estamos trabalhando para resolvê-lo”.
O conglomerado do Mercado Livre reconheceu, durante a tarde, que tanto a loja quanto o serviço de pagamentos Mercado Pago sofreram uma instabilidade “provocada por uma falha generalizada e ampla no sistema da AWS.” Ainda de acordo com a empresa, as equipes estão “trabalhando rapidamente para restabelecer o sistema”.
Já a Alexa ficou muda: durante muitas horas, o cliente até poderia desejar bom dia ou perguntar a previsão do tempo, mas a assistente virtual da Amazon não respondia. As luzes indicam que a requisição estava sendo processada, mas o dispositivo não falava nada. O Tecnoblog fez testes com uma Echo Pop.
Echo Pop é a caixinha de som com Alexa (foto: Laura Canal/Tecnoblog)
Os usuários do Duolingo conseguiram fazer as lições, com áudios e tudo mais. No entanto, a parte do aplicativo dedicada às ligas não exibia nenhum ranking.
Resposta da Amazon
A Amazon inicialmente detectou um problema no DNS de acesso à API do DynamoDB, um banco de dados ofertado aos clientes da AWS. “Nós estamos trabalhando em múltiplos caminhos paralelos para acelerar a recuperação.” No entanto, posteriormente percebeu que outras estruturas do negócio de nuvem estavam instáveis.
Numa atualização publicada às 6h27, a empresa disse o seguinte:
“Estamos observando sinais significativos de recuperação. A maioria das solicitações já deve estar sendo atendida. Continuamos trabalhando em um acúmulo de solicitações em fila. Continuaremos fornecendo informações adicionais.”
A pane na AWS também impacta o serviço de streaming Prime Video, a plataforma de produtividade Canva e o aplicativo de bem-estar Wellhub (antigo Gympass), segundo queixas no site especializado em serviços digitais DownDetector.
Super bundle da Claro tem Netflix, Globoplay, HBO Max, Apple TV, Prime Video e Disney+ (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Claro TV+ passa a oferecer Disney+ e Amazon Prime sem custo adicional em novos planos, que custam a partir de R$ 69,90 mensais.
O serviço reúne seis plataformas de streaming: Netflix, Globoplay, HBO Max, Apple TV, Prime Video e Disney+.
Assinantes podem migrar contas existentes para a Claro, mantendo perfis e histórico.
A Claro anunciou hoje uma importante mudança no Claro TV+, serviço de conteúdo e TV por assinatura que passa a contar com acesso ao conteúdo da Disney e ao Amazon Prime sem custo adicional. Os novos planos começam em R$ 69,90 por mês e são comercializados a partir desta sexta-feira (17/10).
Com isso, a operadora se torna a primeira do Brasil a reunir seis serviços de streaming em um único produto: Netflix, Globoplay, HBO Max, Apple TV, Prime Video e Disney+. A oferta inclui também canais de TV aberta e por assinatura, com navegação por controle remoto ou comandos de voz via Alexa.
Super bundle da Claro
A assinatura do Amazon Prime inclui o catálogo de filmes e séries do Prime Video, frete grátis no e-commerce da Amazon, Amazon Music e Prime Gaming. O Disney+ oferece conteúdo das franquias Disney, Marvel, Star Wars, Pixar e National Geographic e a programação esportiva da ESPN. A Claro informa que a combinação dos serviços representa economia de até 55% em comparação à contratação individual.
A Claro TV+ Box, que inclui decodificador, tem planos a partir de R$ 119,90 por mês. A Claro TV+ App, para TV conectada e outros dispositivos, começa em R$ 99,90. O novo Claro TV+ Streamings reúne Netflix, Apple TV, Disney+, Prime Video e HBO Max por R$ 69,90 mensais, sem canais lineares de TV. Este plano está disponível inicialmente para clientes de banda larga e móvel por cartão de crédito nos canais digitais da operadora.
Claro TV+ Box é uma das opções de IPTV (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
Assinantes que já possuem contas nas plataformas de streaming podem migrar suas assinaturas para a Claro mantendo perfis, recomendações e histórico, desde que usem o mesmo email na ativação. Clientes atuais da Claro TV+ podem aderir aos novos planos e receber os benefícios acrescentados hoje.
Segundo Ricardo Falcão, diretor da Claro TV+, a expansão demonstra o compromisso da companhia com inovação e experiência do cliente. A estratégia da operadora é criar um hub híbrido de TV e streaming para democratizar o acesso ao entretenimento. A Claro está presente em mais de 4.800 municípios brasileiros e oferece serviços a cerca de 98% da população do país.
Não custa lembrar: Claro TV+ é a marca da Claro para todo conteúdo audiovisual. Ela nasceu como um serviço à parte da antiga NET, mas depois tudo foi combinado debaixo deste guarda-chuva. O Globoplay, principal streaming genuinamente brasileiro, foi liberado para os clientes em março de 2024. Já o Apple TV (antigamente chamado de Apple TV+) chegou em agosto do mesmo ano.
Mercado movimentado
Na semana passada, o Mercado Livre apresentou o pacote chamado de Meli+ Mega, que dá direito a Netflix, Disney+, HBO Max e Apple TV. Ele custa promocionalmente R$ 39,90 nos primeiros meses e depois sobe para R$ 79,90.
Todos estes bundles de serviços de streaming costumam incluir o acesso à versão mais básica e com anúncios publicitários.
A maioria dos brasileiros gasta entre R$ 51 e R$ 200 com assinaturas todos os meses, o que inclui os serviços digitais. Os streamings são a categoria mais popular, com adesão de 73% dos consumidores, segundo um relatório feito pela Opinion Box e a Vindi.
Ferramenta Hey Copilot chega ao Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)Resumo
O comando “Hey Copilot” permite controlar o Windows 11 por voz, realizar ações e fazer perguntas com suporte da IA.
O Copilot Vision analisa a tela e fornece assistência contextual, enquanto o Copilot Actions automatiza tarefas com linguagem natural.
A atualização também traz melhorias no menu Iniciar e integração com serviços como Google Drive, Gmail, OneDrive e Zoom.
A Microsoft anunciou hoje uma atualização do Windows 11 que permite controle por voz com apoio da inteligência artificial. Sim, você poderá falar com o seu dispositivo para realizar certas atividades. Além disso, a Microsoft decidiu colocar a IA diretamente no menu Iniciar do sistema operacional.
Hey Copilot
O recurso Copilot Voice será ativado com o comando “Hey Copilot” e estará disponível em todos os dispositivos com Windows 11 e Copilot. A empresa explicou ao Tecnoblog que não há necessidade de hardware adicional. A funcionalidade permite que usuários façam perguntas e solicitem ações usando linguagem natural, com o assistente respondendo por voz ou texto.
Tanto ele quanto o Copilot Vision formam a base da nova experiência de IA no Windows. Dados internos mostram que 68% dos usuários que utilizam comandos de voz interagem duas vezes mais com o Copilot do que aqueles que usam apenas texto.
Ambos são opcionais. No caso do Copilot Vision, o assistente de IA analisa o conteúdo da tela do computador e realiza o suporte guiado. Ele é capaz de aprender com novos aplicativos, obter recomendações para projetos ou receber instruções passo a passo.
Copilot indica como fazer um ajuste no Spotify (imagem: divulgação/Microsoft)
De acordo com a Microsoft, o Copilot Vision considera apenas o que é visível ao usuário. A exceção fica por conta do Word, Excel e PowerPoint, em que a totalidade dos documentos abertos é lida pelo Vision.
A empresa está testando uma versão experimental do Copilot Actions para arquivos locais no Windows, que permitirá ao assistente executar tarefas como organizar fotos de férias ou extrair informações de PDFs. O recurso funciona como um agente de propósito geral que recebe instruções em linguagem natural e tenta completá-las interagindo com aplicativos de desktop e web. Durante a execução, o usuário pode acompanhar o progresso ou assumir o controle da tarefa. Inicialmente, essa função será liberada para os integrantes do Windows Insiders, programa beta da companhia.
Mudanças no menu Iniciar
A empresa reformulou a barra de tarefas do Windows com a função “Ask Copilot”, que oferece acesso rápido ao Copilot Vision e Voice. Ela fica ao lado do botão de Windows, no antigo menu Iniciar. A nova ferramenta de busca promete resultados mais rápidos para encontrar aplicativos, arquivos e configurações, com atualização instantânea dos resultados durante a digitação.
A Microsoft esclareceu que a busca utiliza APIs existentes do Windows e não concede ao Copilot acesso ao conteúdo do usuário.
Serviços externos
IA do Windows 11 lê o conteúdo na tela do computador (imagem: divulgação/Microsoft)
O Copilot também ganhou a integração com serviços externos através dos conectores, que permitem vincular OneDrive, Outlook, Google Drive, Gmail, Google Calendar e Google Contacts ao assistente. Os usuários podem exportar conversas diretamente para Word, Excel ou PowerPoint e pedir ajuda com configurações do Windows.
A atualização inclui ainda integração com Explorador de Arquivos para tarefas como criação de sites com o badalado agente Manus e edição de vídeos com o app Filmora. Os computadores da linha Copilot+ PC terão integração com Zoom através do Click to Do, desenvolvida em parceria com a empresa, permitindo agendar reuniões ao passar o cursor sobre endereços de email visíveis na tela.
A Microsoft informou que divulgará detalhes sobre integrações com outros aplicativos de terceiros posteriormente.
Problema incomoda usuários de WhatsApp há pelo menos uma semana (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp corrigiu um bug que impedia o compartilhamento completo de contatos no iPhone.
A atualização para a versão mais recente do app está disponível na App Store.
Os usuários de WhatsApp no iPhone vêm enfrentando dificuldades para compartilhar contatos com outras pessoas. O app dá um erro e envia somente o nome da pessoa, mas não o mais importante: o telefone. Depois de quase uma semana de pane, o WhatsApp confirmou ao Tecnoblog que a situação está corrigida.
De acordo com a empresa, trata-se de uma instabilidade causada “por um bug pontual no aplicativo”. O que fazer a partir de agora? Atualizar o WhatsApp no iOS para a versão mais recente. Para isso, basta acessar a App Store e forçar a atualização do aplicativo, controlado pela Meta.
Apesar do contratempo ao compartilhar contatos, esse problema não trouxe maiores problemas para os mais de 120 milhões de usuários do mensageiro no país.
Huawei Pura 80 é anunciado durante evento em São paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Huawei lançou no Brasil o Pura 80 Ultra, smartphone com a melhor câmera do planeta, por R$ 12.999.
O aparelho tem câmera principal de 50 MP, ultra wide de 40 MP, duas teleobjetivas e frontal de 13 MP.
O Pura 80 Pro também desembarcou no país custando R$ 7.999, com câmera principal de 50 MP. Ambos os modelos têm bateria de 5.170 mAh.
A Huawei apresentou nesta terça-feira (14) uma nova leva de produtos focados no mercado brasileiro. O destaque vai para o smartphone Huawei Pura 80 Ultra, que possui a melhor câmera do planeta, de acordo com um ranking internacional. Ele sai por R$ 12.999.
Há ainda o smartphone Pura 80 Pro, os relógios Huawei Watch Ultimate 2 e Huawei Watch GT 6, e o tablet MatePad 11.5. O anúncio ocorreu no Teatro Renault, em São Paulo, com a presença do Tecnoblog.
Huawei Pura 80 Ultra tem câmera com três sensores e quatro lentes (imagem: divulgação)
Huawei Pura 80
O Huawei Pura 80 Ultra (R$ 12.999) alcançou a primeira posição no ranking global de fotografia do DXO Mark, com 175 pontos, seis acima do segundo colocado, o Oppo Find X8 Ultra. O design traz o chamado Forward Symbol e acabamento em aro dourado no módulo de câmeras. Ele tem tela de 6,8 polegadas.
Confira o conjunto de câmeras:
Principal de 50 MP, 1″ e abertura variável f/1.6-f/4.0
Huawei Pura 80 Pro também tem câmera principal de 50 MP (imagem: divulgação)
O Pura 80 Pro (R$ 7.999) possui câmera principal de 1 polegada com capacidade de captura em ambientes com baixa luminosidade e câmera Ultra Chroma para cores mais fiéis. O Pura 80 Ultra introduz câmera teleobjetiva Dual Alternável com zooms de 3.7x e 10x.
A série utiliza a tecnologia Huawei Xmage, que combina os algoritmos com um dos maiores sensores telefoto do mercado para precisão em diferentes cenários, inclusive em baixa luminosidade. Ele ainda repete a tela de 6,8 polegadas.
As câmeras do 80 Pro:
Principal de 50 MP, 1″, abertura variável f/1.6-f/4.0 e OIS
Ultrawide de 40 MP e f/2.2
Teleobjetiva/macro de 48 MP, f/2.1, OIS e zoom de 4x
Frontal de 13 MP e f/2.0
Smartphone tem tela de 6,8 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Além das câmeras, os modelos incluem inteligência artificial para otimizar a experiência do usuário. O botão de controle inteligente permite personalizar atalhos rápidos para câmera, lanterna e funções de IA, integrado ao desbloqueio por impressão digital. Por sua vez, a tecnologia de cancelamento de ruído com IA garante chamadas mais claras em ambientes movimentados.
Os smartphones contam com bateria de 5.170 mAh e suporte ao Huawei SuperCharge (100 W com fio e 80 W sem fio). No acabamento está o Crystal Armour Kunlun Glass de 2ª geração, que oferece resistência contra quedas e proteção contra riscos.
Pura 80 Pro tem sistema EMUI e roda apps brasileiros (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Relógios e tablet
Os smartwatches da série GT 6 chegam com sensores aprimorados e tela AMOLED com brilho de até 1.000 nits. O preço começa em R$ 1.999 pelo modelo base e R$ 2.499 pelo Pro. A bateria oferece autonomia de até duas semanas de uso.
Enquanto isso, o Huawei Watch Ultimate 2 (R$ 6.999) é voltado para atividades de aventura, com resistência a mergulhos de até 150 metros e GPS de dupla frequência. Ambos os modelos contam com dois anos de garantia oficial, cobrindo reparos decorrentes de falhas não artificiais.
Huawei Watch Ultimate 2 resiste a mergulhos de até 150 metros (imagem: divulgação)
O MatePad 11.5 combina portabilidade com desempenho, equipado com tela de alta definição e bateria de longa duração. O tablet é compatível com teclado magnético e caneta, adequado para estudo, trabalho e criação de conteúdo. O modelo se integra ao ecossistema Huawei, permitindo compartilhamento entre dispositivos.
Os produtos estão disponíveis nas plataformas Amazon, TikTok Shop, Shopee e Mercado Livre, com preços variáveis conforme a loja. A Huawei reforça sua presença no mercado brasileiro com os lançamentos, que já estão abertos para compra.
Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Huawei
Resumo de mensagens no WhatsApp (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Meta AI no WhatsApp permite criar resumos de chats individuais e grupos, agilizando a leitura de conversas longas.
O processamento é feito de forma privada na nuvem, usando hardware e software projetados para apagar os dados após gerar o resumo.
A função é opcional, discreta e primeiro lançada no Brasil, com expectativa de chegada a outros idiomas e países.
A Meta anunciou hoje uma nova função no WhatsApp que coloca a inteligência artificial para ler e resumir as mensagens. De acordo com a empresa, isso permite que o usuário rapidamente se atualize sobre uma conversa longa sem ler cada mensagem individualmente. Será que funciona bem mesmo? Nos nossos testes, o saldo inicial é positivo.
A equipe do Tecnoblog teve acesso antecipado à ferramenta por aproximadamente duas semanas. Tivemos a possibilidade de ver os resultados tanto em mensagens de chats individuais quanto em grupos.
Digamos que você recebeu cinco novas mensagens numa conversa desde a última vez que mexeu no smartphone. Um ícone aparece no ponto do chat que antecede o papo mais novo. Ao tocar nele, o WhatsApp realiza o processamento de tudo que veio a seguir e exibe uma caixa de resumo, tal qual nos acostumamos a ver, por exemplo, no Tecnoblog e em outros sites com resumos de informações.
Meta promete privacidade na nova função (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Aqui há um ponto importante: as suas mensagens são enviadas para a nuvem e passam pelo que a empresa chama de processamento privado. Para tanto, são utilizados hardware e software projetados para receber estes dados (confidenciais, é importante que se diga), processá-los, devolver o resumo para o smartphone do usuário e imediatamente apagá-los. É uma abordagem similar à da Apple com o Private Cloud Compute, que será usado na Apple Intelligence.
Os representantes da Meta destacaram que nem a companhia, nem o WhatsApp veem as suas mensagens ou os resumos. A criptografia de ponta a ponta também continua em uso.
Nosso teste com a Meta AI no WhatsApp
Durante duas semanas, ficamos com o resumo do WhatsApp ativado por padrão e pudemos notar que ele cumpre bem o que promete. A ferramenta costuma exibir entre um e três tópicos, a depender da quantidade de interações. O processo de geração de resumos leva um, dois segundos no máximo. É bem rápido, pelo menos neste período em que supostamente há poucas pessoas utilizando.
Os resumos em conversas em grupo costumam ter uma estrutura mais ou menos assim: “Fulano disse que alguma coisa iria acontecer” ou “Beltrano concordou em marcar a festa da empresa para 13 de dezembro”.
Resumo de mensagens no WhatsApp (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
É razoável pressupor que a Meta AI desconsidera tópicos sensíveis. No entanto, não sabemos quais são as regras do processamento privado para esse tipo de coisa. Os meus grupos de amigos são muito comportados e pouco se fala sobre política, por exemplo, então não tive como checar este aspecto. Nós levamos o assunto à Meta e não tivemos uma resposta.
Se você frequenta grupos com muitas figurinhas, fotos ou vídeos, saiba que o resumo do WhatsApp não lê as mídias compartilhadas entre os amigos. Esse avanço está previsto para o futuro.
Ah! Seus contatos não são avisados de que você utilizou a função. Tanto é assim que surge o seguinte aviso: “exibido somente para você”.
Ferramenta é opcional
Essa nova ferramenta com Meta AI é muito discreta, com um botão que já ficaria normalmente no miolo da janela de conversas. Seus criadores não estão tentando enfiá-lo a forceps na vida dos consumidores, ao contrário daquele botão circular roxo de conversa com a Meta AI, que irrita muitas pessoas – e não temos qualquer indício de que será removido.
Além disso, o resumo é totalmente opcional e está desativado por padrão. Ele só é executado quando a pessoa toca no botão. “No WhatsApp, acreditamos que você deve sempre estar no controle da sua experiência”, disse a empresa numa nota.
O Brasil, considerado há anos um mercado prioritário do WhatsApp, sai na frente ao receber a novidade já na primeira leva. O recurso chegará de forma gradual aos milhões de adeptos do mensageiro por aqui. “Esperamos disponibilizá-lo em outros idiomas e países em breve.”
Você pretende usar a funcionalidade em quais chats? Me conte nos comentários.
Bancos fora do ar em 6 de outubro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Clientes de diversos bancos brasileiros estão com dificuldades para realizar transações no Pix nesta segunda-feira (06/10). A lista é longa, mas inclui Caixa, Itaú, Nubank, Bradesco e Inter, de acordo com monitoramento da plataforma DownDetector, especializada em serviços digitais.
Ainda não se sabe o motivo do problema. No entanto, já se tornou uma tradição que as operações digitais de grandes bancos sofram um engasgo em datas próximas do quinto dia útil do mês – que cai justamente hoje, segunda-feira.
Ainda de acordo com o DownDetector, as seguintes instituições também estão com problemas: C6 Bank, Santander, Sicredi, Cora, Banco Pan, Sicoob, Picpay, Banrisul e BRB. Esta ferramenta se baseia em relatos dos próprios consumidores na internet.
O Banco Central declarou ao Tecnoblog que os seus sistemas “funcionam normalmente” e que não se manifesta sobre entidades supervisionadas. A resposta foi recebida às 17h.
Ray-Ban Meta Gen 2 Wayfarer (imagem: divulgação)Resumo
O Itaú começou a vender o Ray-Ban Meta Gen 2, com parcelamento em até 18 vezes sem juros no Itaú Shop.
O produto tem bateria de oito horas, câmera 3K, microfones integrados e assistente Meta AI com suporte em português.
A segunda geração mantém o design e oferece tradução simultânea, carregamento rápido e preço a partir de R$ 3.299.
O banco Itaú entrou na disputa pelo consumidor que deseja óculos smart. Ele começa a vender hoje (6) o Ray-Ban Meta Gen 2, versão mais recente do produto que conquistou os influenciadores e criadores de conteúdo. O modelo chega ao Itaú Shop, plataforma de vendas do banco, com parcelamento em até 18 vezes sem juros no cartão. A informação foi revelada ao Tecnoblog com exclusividade.
Além do cartão de crédito, os consumidores terão opções de pagamento via Pix com cashback ou pontos somados ao cartão.
O equipamento possui bateria com duração de até oito horas de uso, câmera de 12 megapixels que grava em resolução 3K (60 quadros por segundo) e cinco microfones integrados. A segunda geração traz carregamento rápido que promete 50% da carga em 20 minutos e recursos de captura como hyperlapse e slow motion.
Eu pude experimentá-lo durante o evento Meta Connect, realizado pelo conglomerado de Mark Zuckerberg nos Estados Unidos. O design é essencialmente o mesmo de antes, o que se torna um alento para quem enfrenta dificuldades com o Meta Oakley HSTN, que aperta demais a minha nuca.
Primeira geração do Ray-Ban Meta fez sucesso entre influenciadores (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Já o Ray-Ban Meta Gen 2 ficou confortável e ainda manteve todos os comandos da geração anterior. Dá para acionar o assistente de inteligência artificial Meta AI, que responde em português ao comando de voz “Hey Meta”. A sincronização se dá pelo app Meta AI, disponível para Android e iPhone.
A função permite que o usuário faça perguntas sobre o ambiente ao redor ou solicite informações durante atividades. Os óculos também incluem tradução simultânea para seis idiomas: português, inglês, francês, italiano, espanhol e alemão.
Os modelos disponíveis no Brasil são Wayfarer, Skyler e Headliner, com opções de lentes transparentes, solares, polarizadas e Transitions. O preço parte de R$ 3.299, valor similar ao praticado nas lojas da própria EssilorLuxottica, dona da marca Ray-Ban.
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O diretor do Itaú Unibanco, Michele Vita, disse em nota que a entrada do Ray-Ban Meta Gen 2 no marketplace reforça a estratégia da instituição de oferecer lançamentos tecnológicos aos clientes.
Você pensa em pegar o dispositivo? Conte pra gente nos comentários.
Echo Show 8 exibe publicidade do Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Echo Show 8 da Amazon passou a exibir publicidade sem possibilidade de desativação, gerando insatisfação entre os usuários.
A exibição de anúncios inclui produtos variados, levantando questionamentos sobre segmentação em dispositivos compartilhados.
Usuários buscam alternativas como denunciar produtos ou desligar o aparelho.
Os donos de dispositivos Alexa com tela, como o Echo Show de 8 polegadas, estão furiosos com a Amazon. O motivo? O dispositivo passou a exibir publicidade e não há nenhuma maneira de desativar isso.
Essa situação ocorre pelo menos desde agosto, segundo monitoramento do Tecnoblog. Ela piorou nos últimos 15 dias, com mais relatos de clientes que se queixam da novidade.
Toda sorte de produtos aparece na publicidade do Echo Show 8: tem desde multivitamínicos da marca Centrum até o novo tablet da Samsung.
Não se sabe de que forma a Amazon escolhe quais produtos vão aparecer no espaço. Presume-se que seja a partir dos dados sobre o consumidor. No entanto, isso abre margem para que, numa casa com Echo Show compartilhado, uma pessoa veja a divulgação de um produto direcionado a outra.
Publicidade num Echo Show (foto: reprodução/@victop.jpg)
“Virou uma Times Square”, descreveu um consumidor numa conversa no Threads, em referência à praça de Nova York repleta de letreiros e telas com muita publicidade. Outro cliente, desta vez baseado no Canadá, disse que, com a mudança, o Echo Show já não serve mais como álbum digital das fotos da família.
Nos nossos testes, não foi possível desativar a funcionalidade. Alguns leitores do Tecnoblog disseram que dá para “denunciar” o produto, porém ele volta a aparecer no dia seguinte.
O negócio de publicidade digital ganhou importância para a Amazon nos últimos anos. A empresa já fatura US$ 15,7 bilhões por trimestre (cerca de R$ 83,5 bilhões) com essa tecnologia. Alguns lojistas, aliás, se dizem reféns das publicidades dentro do ecossistema Amazon para destravar as vendas.
Já o caso do Echo Show abre margem para a discussão sobre o limite da publicidade em produtos que foram comercializados originalmente sem esse atributo, que incomoda muitas pessoas. O sistema original do Echo Show vendido no Brasil não tinha espaço nenhum para propaganda.
“Patético”, comentou um usuário (imagem: reprodução)
A implementação desta nova função ocorreu de forma silenciosa, já que a Amazon não divulgou nenhum comunicado sobre os anúncios em telas. Alguns clientes afirmam que vão desativar o aparelho. Você pretende fazer o mesmo? Conte-nos nos comentários.
A empresa disse ao Tecnoblog que a publicidade está integrada à Alexa “há anos” e que segue evoluindo com base no feedback dos clientes. Também explicou que os consumidores podem entrar nos ajustes da Alexa e optar por não receber anúncios baseados em interesses. “Eles ainda verão ou ouvirão anúncios em dispositivos com Alexa, mas esses anúncios podem ser menos relevantes para seus interesses.”
Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Samsung quer levar inteligência artificial a 400 milhões de usuários até 2025, com foco no Brasil, onde produtos acessíveis começam a ganhar IA.
O Galaxy A17 5G se destaca ao incluir o Gemini Live, ferramenta de IA para tarefas cotidianas.
A Motorola e a Apple também estão investindo em IA, com recursos diferenciados, mas a Samsung acredita que a IA deve ser acessível a todos os públicos.
A Samsung possui uma meta ousada para 2025: levar a inteligência artificial para 400 milhões de pessoas no planeta. Já no Brasil, a proposta é ainda mais impactante: a fabricante, líder de mercado, puxa para si o papel de democratizar o acesso a essa tecnologia.
O vice-presidente sênior da Samsung no país, Gustavo Assunção, contou em entrevista ao Tecnoblog que os lançamentos feitos nas últimas semanas servem de canhão para que mais pessoas possam usar Galaxy AI, Gemini Live e outras ferramentas nativas. De cada dez telefones da marca comercializados no país, cinco integram os modelos mais básicos da linha Galaxy A.
Dos flagships para a linha básica
São exatamente estes produtos que começam a contar com inteligência artificial. O Galaxy A17 5G, por exemplo, ganha uma tecla física que dá acesso rápido ao Gemini Live, ferramenta que vê e ouve o que está acontecendo ao seu redor para te ajudar nas mais variadas tarefas. Ele responde dúvidas e interage contigo.
“Com este movimento, a Samsung duplica o acesso a essa tecnologia. Você começa a ver o poder da escala”, afirma o dirigente da maior indústria de smartphones do Brasil. Ele explica ainda que parceiros como Google e Microsoft também marcam presença.
Usuário pode pedir ao Gemini Live para identificar uma planta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
“Nós estamos levando a IA para aparelhos mais acessíveis e chegando à base da pirâmide. Até então, as funções se concentravam no topo dessa mesma pirâmide.” Não por acaso, a suíte de IA foi lançada no começo de 2024, junto com o Galaxy S, e depois chegou tanto aos dobráveis quanto a produtos intermediários.
E as rivais da Samsung?
Os sul-coreanos não estão sozinhos nesta corrida. Por aqui, a Motorola também oferta produtos com Moto AI, nome da plataforma com ferramentas integradas ao telefone, como busca, sistema de anotações e resumo das notificações do dia.
Gustavo reconhece que nem todas as funções modernas estarão presentes nos produtos de entrada, como o gravador de voz com transcrição automática. Por outro lado, ele acredita que o hardware dos telefones mais básicos vem avançando para habilitar, por exemplo, o Circule para Pesquisar, ferramenta que captura o conteúdo na tela e faz uma pesquisa na internet.
Galaxy A17 5G está entre os lançamentos recentes da sul-coreana (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Esse, aliás, é o recurso de inteligência artificial com maior adesão entre os consumidores da Samsung. Outras ferramentas bem avaliadas pelo público nacional são a edição avançada de fotos, com direito a remover pessoas ou adicionar novos elementos, e a tradução automática, seja em páginas da web ou na fala das pessoas por perto.
“Nós temos um papel muito importante de educar o consumidor sobre esta nova tecnologia”, diz ele ao longo da conversa comigo. Gustavo acredita que a Samsung tem o dever de retribuir o prestígio que recebe dos clientes no Brasil, seja por meio de inovação, com produtos mais modernos, seja pelo acesso a essas tecnologias, o que inclui mecanismos de pagamento mais flexíveis.
Filme publicitário da Samsung mostra atriz devorando maçã (imagem: reprodução/Salada Tech)Resumo
A Samsung lançou um filme publicitário no Brasil promovendo o Galaxy Watch 8, destacando sua capacidade de medir antioxidantes na pele, recurso ausente no Apple Watch.
O vice-presidente da Samsung, Gustavo Assunção, anunciou um investimento publicitário quatro vezes maior que no ano anterior, sem divulgar valores exatos.
A Samsung continua sua tradição de provocações à Apple, destacando diferenças como o peso do Galaxy S25 Edge e a ausência de telefones dobráveis na linha da Apple.
A disputa entre as gigantes Samsung e Apple ganhou um contorno nacional por causa de um filme que será exibido por todo o país. Uma atriz surge na tela com uma lustrosa maçã na mão. Ela pergunta: “você sabe qual marca te ajuda a comer mais frutas?” Dá uma mordida vigorosa, e na sequência revela mais informações sobre os novos relógios da Samsung.
O material foi apresentado a jornalistas e convidados durante o lançamento do Galaxy S25 FE e outros produtos da Samsung. O recado, no entanto, diz respeito ao Galaxy Watch 8, nova geração de smartphones que realmente consegue determinar o nível de antioxidantes no organismo do usuário.
Assista ao vídeo:
Para tanto, os sensores do relógio medem os níveis na pele das substâncias que ajudam a combater os radicais livres. Os dados são apresentados no aplicativo Samsung Health, onde o consumidor também encontra detalhes sobre práticas esportivas, avaliações de sono e dicas geradas com apoio da inteligência artificial. Para fazer a leitura de antioxidantes é preciso retirar o Watch 8 do pulso e colocar o polegar sobre os sensores.
Recurso inédito no Apple Watch
A Samsung optou por promover um recurso inédito no universo da Apple, já que o Apple Watch (agora na décima primeira geração, apresentada em setembro) não traz nenhuma ferramenta similar.
O Galaxy Watch 8 com novo (e polêmico, pois divide opiniões) design squircle tem preço sugerido a partir de R$ 3.199 no país. É possível encontrá-lo por R$ 2.691 na Amazon. Já a versão Classic, com o elogiado bisel giratório, sai na loja oficial por R$ 4.499. Já na web, é comercializado por R$ 4.087.
Galaxy Watch 8 tem vidro de safira para proteger a tela (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Investimento quatro vezes maior
O filme publicitário da maçã e outros materiais poderão ser vistos na TV aberta, TV por assinatura e no ambiente digital ao longo do quarto trimestre. O vice-presidente da Samsung, Gustavo Assunção, revelou durante o evento na capital paulista que fará um investimento quatro vezes maior, se comparado com o mesmo período do ano passado. Ele não abriu as cifras.
A fabricante aposta em ofertas combinadas, nas quais um determinado produto (um smartphone, por exemplo) gera desconto num equipamento secundário (fone de ouvido).
Histórico de provocações
iPhone Air é mais fino que Galaxy S25 Edge (imagem: divulgação)
Esta não é a primeira vez que a indústria sul-coreana faz alusão à Apple na sua comunicação. Em maio, um vídeo divulgado na internet mostrava que o Galaxy S25 Edge é mais leve do que a então linha do iPhone (o jogo virou com o anúncio recente do iPhone Air).