Uso de IA nas empresas pode dar prejuízo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Funcionários da Amazon estão fazendo “tokenmaxxing” para atingir metas de uso de IA.
A Amazon implementou uma ferramenta chamada MeshClaw para automatizar tarefas com IA e estabeleceu metas semanais de uso de IA para mais de 80% dos desenvolvedores.
A empresa teria afirmad que as estatísticas não seriam usadas em avaliações, mas os trabalhadores continuam sob pressão para usar as ferramentas.
Funcionários da Amazon estão automatizando tarefas não essenciais de seu trabalho para elevar os indicadores de uso de inteligência artificial e cumprir as metas semanais de adoção da tecnologia. A técnica de gastar tokens de IA desnecessariamente ganhou até apelido: “tokenmaxxing”.
As informações são do Financial Times, que falou com três pessoas familiarizadas com o assunto. De acordo com a publicação, a Amazon implementou uma ferramenta chamada MeshClaw, que permite criar agentes de IA e conectá-los aos softwares da companhia. Assim, eles poderiam executar tarefas de maneira automática.
Não foi só isso: a companhia também colocou metas semanais de uso de IA para mais de 80% dos seus desenvolvedores, acompanhando o uso de tokens de cada um deles.
“Tokenmaxxing” para impressionar o chefe
Amazon teria implementado metas de uso de IA para 80% dos desenvolvedores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo a reportagem, a Amazon divulgava as estatísticas de uso de IA pelos times para todos os funcionários, mas passou a limitar as informações apenas para os próprios funcionários e para os chefes.
Os líderes estariam sendo desencorajados a usar o uso de tokens como métrica de desempenho. A empresa também teria dito aos empregados que as estatísticas não seriam usadas em avaliações. Os trabalhadores, porém, não parecem ter confiado muito.
“Quando eles monitoram o uso, criam incentivos distorcidos, e algumas pessoas são muito competitivas”, disse um dos funcionários ouvidos pelo Financial Times em condição de anonimato.
“Há muita pressão para usar essas ferramentas. Algumas pessoas estão usando o MeshClaw apenas para maximizar a contagem de tokens”, afirmou outro trabalhador.
Procurada pelo Financial Times, a Amazon afirmou que a ferramenta permite automatizar tarefas diárias repetitivas e é um exemplo de empoderamento de equipes através da adoção de IA.
Adoção de IA vira dor de cabeça
Como nota a publicação, empresas do Vale do Silício estão cobrando que seus empregados usem IA como forma de justificar os investimentos em infraestrutura e mostrar métricas de adoção das ferramentas.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou recentemente que ficaria alarmado se um engenheiro que ganha US$ 500 mil por ano não estivesse gastando US$ 250 mil por ano em tokens. Ele não é a pessoa mais isenta para falar disso, já que, quanto maior a demanda por IA, mais a Nvidia vende GPUs.
Isso, porém, pode representar custos altos sem retorno — e algumas companhias já perceberam que só cobrar o uso de IA não resolve. A Zapier, por exemplo, monitora o gasto de tokens para encontrar padrões e discrepâncias: quem usa muito pode estar recorrendo à IA de forma ineficiente ou ter descoberto novas formas de fazer seu trabalho.
IA chega primeiro ao Pixel e ao Galaxy (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google lançou o Gemini Intelligence, um conjunto de ferramentas de IA para Android.
Os modelos mais avançados das linhas Pixel e Galaxy serão os primeiros a receber o Gemini Intelligence no segundo semestre deste ano.
O Gemini Intelligence oferece recursos como automação de tarefas, assistente no Chrome, preenchimento automático de formulários, transcrição de fala e criação de widgets.
O Google anunciou que o Android contará com um conjunto de ferramentas chamado Gemini Intelligence, que usará inteligência artificial para automatizar tarefas, auxiliar na navegação na internet, preencher formulários, transcrever fala e criar widgets.
Segundo a empresa, os modelos mais avançados das linhas Pixel, do próprio Google, e Galaxy, da Samsung, serão os primeiros a receber o Gemini Intelligence no segundo semestre deste ano. Outros aparelhos com Android serão contemplados logo depois, incluindo smartwatches, carros, óculos e laptops.
Como funciona a automação de tarefas do Gemini Intelligence?
IA poderá realizar tarefas envolvendo apps (imagem: divulgação)
A automação de tarefas é o recurso mais chamativo do Gemini Intelligence. Ela é capaz de se integrar com vários apps para chegar ao resultado desejado pelo usuário.
O Google compartilhou alguns exemplos do que será possível realizar com sua nova ferramenta.
Reservar uma bicicleta para a aula de spinning.
Encontrar o conteúdo programático de uma disciplina no Gmail, buscar os livros em uma loja online e colocá-los no carrinho.
Colocar todos os produtos de uma lista de compras de supermercado no carrinho.
Tirar uma foto de um guia de viagens e pedir para o Gemini procurar um passeio como aquele para um grupo de seis pessoas.
A empresa explica que o progresso da tarefa será informado por meio de notificações. O Gemini só age quando o usuário manda e para assim que a tarefa estiver terminada, deixando a confirmação final para o humano.
Quais são os outros recursos?
O Gemini Intelligence tem mais truques na manga além da automação de tarefas. Um deles é um assistente no Chrome, capaz de ajudar em pesquisas, comparar páginas ou gerar resumos. Ele também é capaz de navegar automaticamente para marcar horários ou reservar lugares, por exemplo.
Gemini Intelligence no Chrome pode ajudar a reservar estacionamento (imagem: divulgação)
Outra novidade é o preenchimento automático de formulários. A Personal Intelligence do Gemini poderá buscar os dados necessários nos apps conectados para completar as informações solicitadas. O Google esclarece que o recurso é opcional e vem desativado por padrão.
O Gemini Intelligence inclui ainda o Rambler, recurso destinado a transformar fala natural em um texto escrito de forma coerente e refinada, eliminando repetições, silêncios e vícios de linguagem, como “ahn”, “hum” ou “tipo”. Ele é capaz, inclusive, de entender mais de um idioma na mesma fala.
O pacote vem também com um criador de widgets, que gera esses elementos com base em prompts escritos em linguagem natural.
Basta descrever o widget desejado para o Gemini Intelligence criá-lo (imagem: divulgação)
Conjunto traseiro tem três câmeras de 50 megapixels (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Além de renovar sua linha de dobráveis, a Motorola apresentou ao mercado brasileiro o Edge 70 Pro, com preço sugerido de R$ 4.499. O aparelho é um “quase topo de linha”, com muitas especificações avançadas, mas ainda abaixo do Signature, carro chefe da marca.
Entre os destaques, estão quatro câmeras de 50 megapixels, bateria com capacidade para 6.500 mAh e chip MediaTek Dimensity 8500 Extreme.
Quais são os destaques do Edge 70 Pro?
Edge 70 Pro tem tela de 6,8 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O Edge 70 Pro tem muitas características que poderiam estar em um smartphone flagship e outras que ficam bem próximas. Entre elas, há um trio de câmeras traseiras (principal, ultrawide e teleobjetiva com zoom de 3,5x) de 50 megapixels. A frontal também tem 50 megapixels.
A bateria usa a tecnologia de silício-carbono, atingindo a capacidade de 6.500 mAh e contando com suporte a recarga rápida de 90 W com fio e 15 W sem fio. O Edge 70 Pro usa chip MediaTek Dimensity 8500 Extreme, que trabalha com 12 GB de RAM. No Brasil, estão disponíveis versões de 256 GB e 512 GB.
A tela do aparelho usa tecnologia AMOLED, tem 6,8 polegadas, resolução 1,5K e taxa de atualização de 144 Hz. Um detalhe de design interessante são as curvas nas quatro bordas.
Razr Fold alterna entre formatos de smartphone e tablet (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A Motorola lançou, nesta terça-feira (12/05), o smartphone dobrável Razr Fold no Brasil. O aparelho tem preço sugerido de R$ 15.999 para as versões regulares e R$ 16.999 para a edição especial da Copa do Mundo. A marca também anunciou a chegada do Razr 70 Ultra, com preço sugerido de R$ 12.999.
Além deles, a Motorola também trouxe um smartphone no tradicional formato de barra: o Edge 70 Pro (R$ 4.499).
O Razr Fold foi apresentado no começo do ano, durante a CES 2026, em Las Vegas (Estados Unidos). Primeiro produto da marca no formato de livro, ele desembarca no mercado nacional para competir com nomes como Galaxy Fold 7.
O aparelho vem com uma caneta Motorola Pen Ultra, que conta com tecnologias como sensibilidade à pressão e rejeição de palma. Compatível com o Signature e com alguns dos tablets da Lenovo, ela também será vendida separadamente, com preço sugerido de R$ 999.
Razr 70 Ultra tem tela interna de 7 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Já o Razr 70 Ultra é o novo aparelho mais avançado da Motorola entre as opções com formato flip. Ele tem chip Snapdragon 8 Elite, da Qualcomm, tela interna de 7 polegadas e bateria de 5.000 mAh.
Quais são os destaques do Razr Fold?
O Razr Fold tem tela externa AMOLED de 6,56 polegadas, com taxa de atualização de 165 Hz, e tela interna pOLED de 8,09 polegadas e 120 Hz. O formato de tablet tem proporção quase quadrada, com 2.200 x 2.480 pixels de resolução.
Razr Fold vem com caneta Motorola Pen Ultra
Ele tem 16 GB de RAM, 1 TB de armazenamento e chip Snapdragon 8 Gen 5, o mesmo empregado no Signature. A bateria de silício-carbono tem capacidade para 6.000 mAh e suporte a carregamento rápido de 80 W.
Em câmeras traseiras, são três sensores (principal, ultrawide e zoom de 3x) com 50 megapixels de resolução e capacidade de gravar 8K a 30 fps. A câmera frontal tem 20 megapixels.
Quais são os destaques do Razr 70 Ultra?
Razr 70 Ultra tem duas opções de acabamento e cor (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O Razr 70 Ultra é o irmão mais potente do Razr 70, apresentado há algumas semanas. Ele tem chip Snapdragon 8 Elite (de 2024), bateria de 5.000 mAh e carregamento rápido de 68 W.
Ele conta com uma tela interna de 7 polegadas, com resolução 1,5K e taxa de atualização de até 165 Hz. Do lado de fora, uma tela secundária de 4 polegadas, capaz de rodar todos os apps do Android.
Em câmeras, há uma principal, uma ultrawide e uma frontal na tela interna, todas com sensores de 50 megapixels.
WhatsApp Plus está sendo liberado gradualmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp Plus está sendo liberado para usuários de iOS, oferecendo recursos extras mediante assinatura.
A assinatura custa 2,49 euros mensais na Europa e inclui recursos como figurinhas premium e opções de cores.
O aplicativo básico continua gratuito.
O WhatsApp Plus está sendo liberado para um número limitado de usuários do iOS, o sistema do iPhone. O pacote, que custa 2,49 euros mensais na Europa (R$ 14,50, em conversão direta), inclui recursos extras como stickers premium, limite mais alto de conversas fixadas e configurações adicionais para listas.
Alguns usuários receberam uma semana de teste grátis (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Vale dizer que o WhatsApp Plus não é obrigatório. Quem não estiver interessado nos recursos extras poderá continuar usando o app gratuitamente.
Quais são os diferenciais do WhatsApp Plus?
A assinatura dá direito a seis recursos adicionais:
Pacotes de figurinhas premium.
Temas para a interface do aplicativo, com 18 opções.
Ícones coloridos, com 14 opções
Até 20 conversas fixas no topo da lista.
Opções de tema, toque de notificação e toque de chamada para cada lista de conversas.
Ringtones extras, com 10 opções.
Listas ficam mais completas com o pacote (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Quanto o WhatsApp Plus custa?
Por enquanto, não houve um anúncio oficial sobre os preços. Tudo que sabemos é o que apareceu em outros mercados.
Europa: 2,49 euros (aproximadamente R$ 14,50, em conversão direta).
Paquistão: 229 rúpias paquistanesas (R$ 4).
México: 29 pesos mexicanos (R$ 8,30).
Isso indica que a Meta não adotou um preço único e o converteu para outras moedas. Em vez disso, a empresa está adaptando os valores para os diferentes mercados.
Segundo o WABetaInfo, o WhatsApp Plus oferece um período de testes, que pode ser de uma semana ou um mês, dependendo do usuário. O pacote é renovado mensalmente e pode ser cancelado até 24 horas antes do próximo ciclo de faturamento. A assinatura é feita pela App Store.
Desigualdade pode tornar países em desenvolvimento um elo fraco na cadeia global (foto: Mackenzie Marco/Unsplash)Resumo
O Fundo Monetário Internacional afirma que novos modelos de inteligência artificial representam um risco de cibersegurança para o sistema financeiro global.
Modelos avançados de IA podem reduzir tempo e custos para identificar e explorar vulnerabilidades.
O FMI recomenda supervisão humana, integração, governança e resiliência nas instituições para proteger os mercados globais de ataques cibernéticos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que novos modelos de inteligência artificial representam um risco de cibersegurança para o sistema financeiro global. A organização usa o Claude Mythos, da Anthropic, como exemplo do poder da tecnologia.
“Modelos avançados de IA podem reduzir drasticamente o tempo e os custos necessários para identificar e explorar vulnerabilidades, tornando mais provável a descoberta e o ataque simultâneos de brechas em sistemas amplamente usados”, diz a entidade em seu blog.
Por que o FMI está preocupado?
Claude Mythos, da Anthropic, é usado como exemplo dos novos riscos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O FMI explica que o setor financeiro compartilha infraestruturas técnicas com as áreas de energia, telecomunicações e serviços públicos. Além disso, a dependência de um pequeno número de plataformas de software e provedores de computação na nuvem pode aumentar o impacto de um ataque.
“Esses elementos elevam o risco cibernético a um patamar de choque macrofinanceiro”, explica o FMI, citando quebras de sistemas de pagamento, restrições de liquidez e crises de confiança como potenciais problemas.
IA deve ser usada na defesa cibernética, diz FMI
A organização diz que a própria IA pode ajudar nessa tarefa. “A IA pode ajudar a reduzir vulnerabilidades na fase de desenvolvimento em vez de corrigi-las depois da implementação”, escreve a entidade.
Mesmo assim, o FMI defende que haja supervisão humana, integração e governança nas instituições. A instituição também enfatiza a necessidade de resiliência.
“As defesas serão inevitavelmente quebradas. Por isso, a resiliência também deve ser uma prioridade, especialmente para limitar o alcance dos incidentes e garantir velocidade na recuperação”, escreve o FMI. “Controles para interromper a disseminação dos ataques podem impedir que vulnerabilidades locais escalem até se tornar falhas generalizadas nos sistemas.”
O FMI também recomenda uma coordenação internacional para proteger os mercados globais de ataques cibernéticos e tornar os sistemas mais resilientes. O órgão alerta que uma supervisão inconsistente pode enfraquecer sistemas globalmente interconectados.
“Economias emergentes e em desenvolvimento, que frequentemente têm restrições de recursos mais graves, podem estar expostas de maneira desproporcional a ataques”, explica o fundo, que pede mais coordenação internacional e um maior compartilhamento de informações.
Uber Conta agiliza repasses a motoristas e entregadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O banco digital Digio suspendeu seus serviços devido a uma possível tentativa de ataque cibernético.
A suspensão prejudicou os pagamentos dos trabalhadores da Uber que usam a Uber conta. Eles relatam atrasos em repasses e dificuldades no acesso às contas.
A Uber informou que pausou o repasse automático para as contas afetadas e isentou taxas em serviços de antecipação.
O banco digital Digio suspendeu seus serviços após identificar uma possível tentativa de ataque cibernético. A medida afetou motoristas da Uber, já que a instituição financeira é responsável por operar a Uber Conta, usada por muitos trabalhadores da plataforma.
Em nota reproduzida pelo jornal Valor Econômico, o Digio diz ter identificado “um movimento atípico em seu ambiente de infraestrutura”, que o levou a suspender temporariamente os serviços financeiros. A empresa afirma que não houve prejuízo nos saldos dos clientes nem vazamento de dados.
Motoristas da Uber são afetados
Digio é uma empresa financeira do Bradesco (Imagem: Divulgação)
O Digio opera a Uber Conta, conta digital da plataforma de transporte que oferece repasses mais rápidos como principal vantagem. Sem ela, o trabalhador precisa esperar até a data da transferência semanal (entre terça e quarta-feira) para receber seu dinheiro.
Nos últimos dias, motoristas relataram dificuldades no acesso às contas, impedindo saques, pagamentos, Pix e uso do cartão. Segundo relatos presentes no site Reclame Aqui, os problemas começaram por volta do dia 24/04.
Nas redes sociais, há mais reclamações semelhantes.
A Uber Conta caiu de novo? Pois é, motorista! Apenas dois dias após a Uber anunciar que os problemas de instabilidade tinham sido resolvidos, o aplicativo Uber Conta voltou a apresentar falhas graves. Neste vídeo, mostro que o erro de “falta de conexão” aparece mesmo com o 5G e Wi-Fi funcionando perfeitamente, impedindo milhares de motoristas de realizarem o PIX e movimentarem seus ganhos. O que você vai ver neste vídeo: • A prova de que a falha é no sistema da Uber, não na sua internet. • A mensagem de “manutenção” que está travando o dinheiro da categoria. • O alerta sobre a solução “parcial” anunciada pela plataforma. E POR AÍ, COMO ESTÁ? Sua Uber Conta está funcionando ou você também está impedido de fazer transferências? Deixe seu relato nos comentários para sabermos a real dimensão desse problema hoje! . . . . . #claudiao#motoristadeaplicativo#uber#uberconta#uberemsalvador
Na página do Reclame Aqui, o Digio colocou um comunicado, dizendo que os ganhos de corridas realizadas a partir de 17h55 de 29/04 estão disponíveis na carteira da Uber, podendo ser transferidos para qualquer conta da titularidade do trabalhador.
O que diz a Uber
Ao Valor, a Uber afirmou ter sido avisada em 29/04 sobre uma nova instabilidade técnica no Digio. A plataforma de transportes informa ter pausado o repasse automático para as contas, bem como isentado as taxas em serviços de repasse antecipado ou instantâneo do período.
A Uber ressalta ainda que é possível indicar contas bancárias de outras instituições para receber os ganhos com serviços no aplicativo. Além disso, a companhia orienta os parceiros a acompanharem as atualizações pelo próprio app do Digio ou pelos canais de suporte oficiais da instituição bancária.
Alelo Pod se junta a outros cartões da marca a ter suporte ao Google Pay (imagem: divulgação)Resumo
A Alelo anunciou que o cartão Alelo Pod, de benefícios flexíveis, agora é compatível com a Carteira do Google.
O cartão pode ser usado para pagamentos por aproximação com smartphone ou smartwatch com NFC.
Para adicionar o Alelo Pod à Carteira do Google, basta seguir o passo a passo no app Meu Alelo.
A Alelo anunciou que seu cartão de benefícios flexíveis Alelo Pod agora é compatível com Carteira do Google. Com isso, os trabalhadores poderão fazer pagamentos por aproximação usando celulares com Android ou smartwatches com Wear OS, desde que tenham NFC.
Esse cartão tem bandeira Elo e é aceito em maquininhas compatíveis com a bandeira. Ele também permite gastos em itens diversos com um saldo livre, como transporte, saúde e combustível, entre outros, de acordo com a autorização pelo RH da empresa. É um produto similar a soluções que surgiram no mercado nos últimos anos, como Flash e Caju.
Carteira do Google está disponível em smartphones Android com NFC (imagem: divulgação)
“Com a novidade, o Alelo Pod amplia o uso do cartão em ambientes físicos e digitais, atendendo consumidores que já utilizam smartphone ou smartwatch como principal meio de pagamento. A iniciativa também reforça o avanço do Pod na digitalização da experiência do consumidor”, afirma Márcio Alencar, CEO da Alelo, em comunicado divulgado pela empresa.
O suporte a carteiras digitais já chegou aos cartões de várias empresas de benefícios. Flash, Caju, Swile, Pluxee (antiga Sodexo), iFood Benefícios e Ticket têm compatibilidade com Apple Pay ou Google Pay.
Como adicionar o Alelo Pod à Carteira do Google?
De acordo com a página de suporte da Alelo, este é o passo a passo para adicionar o cartão Alelo Pod à Carteira:
Abra o app Meu Alelo.
Selecione o cartão Alelo Pod a ser cadastrado; se houver dois ou mais, é necessário cadastrá-los separadamente.
Toque em “Carteira Digital” e siga as verificações de segurança; se não houver um cartão virtual, ele será criado automaticamente.
Toque em “Adicionar ao Google Pay”; o app abrirá a Carteira do Google.
Empresas de IA usam mensageiro como canal para seus serviços (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Justiça Federal em São Paulo suspendeu a multa diária de R$ 250 mil à Meta, aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por limitar o uso de inteligência artificial no WhatsApp.
A decisão atende a um pedido de tutela cautelar da Meta e determina que Cade e Meta iniciem procedimentos de conciliação.
A Meta afirmou estar satisfeita com a decisão, alegando que o Cade excedeu suas atribuições ao exigir acesso gratuito a um serviço pago.
A Justiça Federal em São Paulo ordenou a suspensão da multa diária de R$ 250 mil à Meta aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A decisão do órgão, mantida na semana passada, havia sido tomada por a empresa não permitir que serviços de inteligência artificial usem o WhatsApp gratuitamente para conversar com seus usuários.
A medida vem em resposta a um pedido de tutela cautelar protocolado pela Meta junto à Justiça. O processo está em sigilo, mas a decisão é mencionada por um documento enviado pelos advogados da companhia ao Cade. Além disso, segundo a decisão do tribunal, Cade e Meta devem iniciar procedimentos de conciliação.
Em nota, a Meta afirmou estar satisfeita com a decisão. “Ao exigir acesso gratuito a um serviço pago, acreditamos que a autoridade antitruste vai além de suas atribuições”, escreve a companhia em um comunicado.
ChatGPT respondia mensagens via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
Desde então, o entendimento do órgão é de que, ao proibir ou restringir esse tipo de serviço, a Meta está favorecendo sua própria solução, a Meta AI, podendo prejudicar o mercado.
A Meta chegou a adotar um modelo de cobrança por mensagem, estratégia também aplicada na União Europeia, mas o Cade determinou que, preventivamente, as fornecedoras de IA mantenham seu acesso gratuito, como era antes da mudança de outubro de 2025.
O que diz a Meta
A gigante das redes sociais defende a tese de que o uso gratuito da API do WhatsApp por fornecedoras de serviços de IA será subsidiado por pequenos e médios clientes da plataforma comercial do mensageiro. O comunicado enviado nesta quinta-feira (30/04) menciona explicitamente a OpenAI — ela oferecia uma versão do ChatGPT pelo WhatsApp.
“Pequenas e médias empresas que usam legitimamente a API do WhatsApp não deveriam estar subsidiando o uso gratuito do serviço pela OpenAI e por outros grandes chatbots de IA”, afirma a Meta.
Motorola aposta em design para conquistar clientes (imagem: divulgação)Resumo
O Edge 70 Pro da Motorola tem três câmeras traseiras e uma frontal de 50 megapixels, recarga rápida de 90 W e bateria de 6.500 mAh.
Ele é equipado com o chip MediaTek Dimensity 8500 Extreme, 12 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento.
A tela do Edge 70 Pro é AMOLED de 6,8 polegadas com resolução 1.5K, 144 Hz de taxa de atualização e curvas nas quatro bordas.
Além de dois novos modelos da linha Razr 70, a Motorola apresentou o Edge 70 Pro nesta quarta-feira (29/04). Ele tem características bastante avançadas, como três câmeras traseiras e uma frontal de 50 megapixels, recarga rápida de 90 W e bateria de silício-carbono com capacidade para 6.500 mAh. Por enquanto, nada de lançamento no Brasil.
O modelo Pro da linha Edge, em algumas das gerações passadas, costumava ser o smartphone mais avançado da Motorola entre os modelos de formato tradicional. Isso não é mais verdade, já que agora esse posto pertence ao Signature, aposta da empresa para brigar com Apple e Samsung no chamado segmento ultrapremium.
Mesmo assim, não tem como fugir da comparação, e algumas pequenas diferenças separam o Edge 70 Pro e o Signature.
Chip MediaTek e câmeras menos avançadas
Uma dessas diferenças entre os dois está no chip do Edge 70 Pro: um MediaTek Dimensity 8500 Extreme. Os 12 GB de RAM são os mesmos, e há opções de até 1 TB de armazenamento.
As câmeras empregadas pelo Edge 70 Pro também são parecidas, mas não iguais. Apesar de terem 50 MP, assim como o modelo mais caro, elas usam sensores menores. A captação de luz deve continuar boa, mas o Signature está em um patamar superior.
Edge 70 Pro tem tela de 6,78 polegadas (imagem: divulgação)
Na traseira, o trio é composto por uma principal com sensor Sony Lytia 710, uma ultrawide com 122 graus de ângulo de visão e uma teleobjetiva com zoom óptico de 3,5x. A câmera frontal se destaca pela abertura de f/1,9.
Tela e carregamento muito parecidos
A partir daí, começam a surgir mais similaridades entre os modelos. A tela é uma AMOLED 6,8 polegadas com resolução 1.5K, 144 Hz de taxa de atualização e curvas nas quatro bordas.
O smartphone oferece suporte a recarga de até 90 W com fio e 15 W sem fio. A bateria é até maior, com 6.500 mAh (o Signature tem capacidade para 5.200 mAh).
Razr 70 Ultra tem câmera frontal de 50 MP (imagem: divulgação)Resumo
A Motorola lançou a linha Razr 70 com dois celulares dobráveis flip: Razr 70 e Razr 70 Ultra.
O Razr 70, versão de entrada, chega ao Brasil por R$ 5999.
O Razr 70 Ultra tem chip Snapdragon 8 Elite, bateria de 5.000 mAh e câmeras capazes de gravar em 4K e tecnologia Dolby Vision.
A Motorola apresentou, nesta quarta-feira (29/04), sua família de dobráveis flip para 2026, com o Razr 70 e o Razr 70 Ultra. O Razr 70 chega ao Brasil com preço sugerido de R$ 5.999. Ainda não há informações sobre a chegada dos outros dois modelos ao mercado nacional.
Eles terão a companhia do Motorola Razr Fold, anunciado globalmente em janeiro. Ele é primeiro smartphone da empresa a adotar o formato dobrável fold, alternando entre dimensões de smartphone quando fechado e tablet quando aberto.
Razr 70 Ultra
Vamos começar pelo aparelho mais potente. O Razr 70 Ultra tem chip Snapdragon 8 Elite, bateria de 5.000 mAh e carregamento rápido, com 8 minutos sendo suficientes para garantir autonomia para o dia inteiro. As câmeras são capazes de gravar em 4K e tecnologia Dolby Vision.
O Snapdragon 8 Elite foi apresentado no fim de 2024. Ele é o antecessor do Snapdragon 8 Elite Gen 5, atual carro-chefe da Qualcomm e empregado em smartphones como o Galaxy S26 Ultra, da Samsung.
Tela externa maior é uma das diferenças visíveis do modelo Ultra (imagem: divulgação)
Resumindo: a Motorola não está usando o que há de mais novo e potente no portfólio da fabricante de chips. Isso não significa que o desempenho vá ser ruim — longe disso, o Snapdragon 8 Elite continua entregando muita potência, com uma CPU que chega a 4,47 GHz. Mesmo assim, é uma estratégia que chama a atenção.
Voltando ao Razr 70 Ultra, ele conta com tela interna de 7 polegadas, com resolução 1,5K, brilho máximo de 5.000 nits e taxa de atualização de até 165 Hz. Quando fechado, o aparelho tem uma tela externa de 4 polegadas e brilho máximo de 4.000 nits.
Na construção, o smartphone conta com dobradiça reforçada com titânio e proteção contra água e poeira no padrão IP48. A bateria tem capacidade para 5.000 mAh, suporte a carregamento com fio de 68 W e wireless de 30 W.
O aparelho conta com uma câmera principal, uma ultrawide e uma frontal na tela interna, todas de 50 megapixels.
Razr 70
O Razr 70 é o mais básico dos modelos da família. Visualmente, ele se diferencia por ter uma moldura maior na tela externa. Não por acaso, ela é menor, com apenas 3,6 polegadas. Em outras especificações, o visor do lado de fora usa tecnologia AMOLED, tem taxa de atualização de 90 Hz e brilho máximo de 1.700 nits.
A tela interna AMOLED oferece bastante espaço, com 6,9 polegadas, mas troca a resolução 1,5K Super HD por uma Full HD+. A taxa de atualização é de 120 Hz e o brilho atinge um pico de 3.000 nits.
O Razr 70 usa chip Dimensity 7450X, da MediaTek, com CPU que atinge 2,6 GHz.
Razr 70 básico tem tela de 3,6 polegadas (imagem: divulgação)
A construção também conta com dobradiça reforçada com titânio e resistência contra água e poeira no padrão IP48. A bateria menor, com 4.800 mAh, mas oferece suporte a 30 W de recarga com fio, menos que os irmãos maiores. Sem fio, consegue receber 15 W.
Na parte de fora, o Razr 70 conta com duas câmeras de 50 megapixels, a principal e a ultrawide. Na parte de dentro, uma lente com sensor de 32 megapixels.
OpenAI pode concentrar esforços em ferramentas de programação, diz reportagem (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI não atingiu metas de crescimento e receita no início de 2026 e não alcançou 1 bilhão de usuários ativos semanalmente no final de 2025, segundo o Wall Street Journal.
Empresa diz estar em curva acentuada de crescimento entre consumidores, empresas e desenvolvedores.
Companhia descontinuou o gerador de vídeos Sora e lançou o modelo GPT-5.5, com foco em programação.
A OpenAI não conseguiu cumprir várias estimativas mensais de receita no início de 2026 e não atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos semanalmente no final de 2025, segundo uma reportagem do Wall Street Journal.
A empresa rebateu a publicação, chamando a matéria de “clickbait” e dizendo que está “a todo vapor” nos ramos de consumidores individuais e clientes corporativos.
O que está acontecendo com a OpenAI?
Sam Altman nega problemas no crescimento da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
De acordo com as fontes ouvidas pelo WSJ, a CFO da OpenAI, Sarah Friar, teria expressado preocupação, pois teme que, caso o faturamento não cresça no ritmo esperado, a empresa não consiga pagar por mais capacidade computacional no futuro.
A reportagem afirma que Friar e outros executivos estão procurando maneiras de cortar custos, enquanto o conselho de diretores revisa contratos feitos com fornecedores para construção de data centers.
Não é a primeira vez que o Wall Street Journal aborda possíveis dificuldades internas da OpenAI. Em março, o jornal publicou uma reportagem afirmando que a empresa concentrará seus esforços em ferramentas para desenvolvedores, seguindo os passos da Anthropic.
Na última quinta-feira (23/04), a OpenAI apresentou o modelo GPT-5.5, com foco em tarefas de programação, análise de dados, criação de documentos e planilhas e operação de softwares.
O que diz a OpenAI?
A OpenAI negou que estaria abaixo de suas metas ou com dificuldades para honrar compromissos.
“Isso é ridículo. Estamos alinhados em investir o máximo que podemos em computação e trabalhando duro para isso todos os dias”, afirmaram Friar e o CEO Sam Altman em um comunicado enviado à CNBC.
“Estamos em uma curva acentuada de crescimento entre consumidores, empresas e desenvolvedores”, declarou Steve Sharpe, chefe de comunicações da OpenAI, à NBC News.
Meta procura alternativas para abastecer data centers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta fechou um acordo com a Overview Energy para obter 1 GW de potência para abastecer seus data centers de inteligência artificial com energia solar capturada por satélites.
A Overview Energy planeja lançar satélites a 35.000 km de altitude para captar energia solar e redirecioná-la para usinas solares na Terra, permitindo fornecimento de energia 24 horas por dia.
O projeto enfrenta desafios regulatórios, de segurança e técnicos, e críticos como Elon Musk sugerem alternativas, como a colocação de data centers no espaço para captação direta de energia solar.
A Meta anunciou um acordo com a startup Overview Energy para obter 1 GW de potência, que tentará ajudar a levar eletricidade a seus data centers dedicados a tarefas de inteligência artificial. A companhia pretende usar satélites para captar energia solar e, então, redirecioná-la a painéis instalados na superfície terrestre.
O consumo de energia por data centers é um dos principais gargalos no caminho da expansão da inteligência artificial generativa. Só em 2024, a Meta gastou eletricidade suficiente para abastecer 1,7 milhão de casas nos Estados Unidos.
Como funciona a tecnologia da Overview Energy?
A Overview Energy pretende colocar satélites na linha do equador, a uma altitude de 35.000 km. Nessa faixa, segundo a Meta, a luz solar é constante. Esses equipamentos, então, captariam a energia e disparariam um feixe quase-infravermelho de baixa intensidade em direção a usinas solares na Terra.
“Isso significa que usinas fotovoltaicas que ficam ociosas à noite poderiam continuar fornecendo eletricidade 24 horas por dia, maximizando sua produção e criando mais energia para o grid”, explica a gigante das redes sociais em seu texto. Atualmente, para usar energia solar, um data center precisa de baterias ou de outra fonte de abastecimento à noite.
We’re announcing two new partnerships to bring innovative energy generation and storage to our data centers:
1/ Space Solar: Partnering with Overview Energy to beam up to 1 GW of space solar power from orbit to Earth for around the clock power production. pic.twitter.com/l5lPCz75C7
A Overview Energy foi fundada há quatro anos em Ashburn, no estado americano da Virgínia. Até o momento, ela não tem nenhum satélite em órbita — o plano é lançar o primeiro em janeiro de 2028. O conceito foi demonstrado usando somente um avião.
Por isso, os planos são vistos com alguma desconfiança. O TechCrunch lembra que provavelmente haverá questões regulatórias e de segurança envolvendo essa transmissão de energia. Já a PC Mag recorda o jogo SimCity 2000, que tinha uma usina desse tipo.
Outro crítico da ideia é o bilionário Elon Musk, CEO da SpaceX. Ele defende outra solução pouco ortodoxa: colocar data centers diretamente no espaço, onde eles seriam abastecidos pela luz solar e de onde transmitiriam as informações para a Terra. Também não existe nenhuma comprovação da viabilidade desse projeto até o momento.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão nos termos de sua parceria, permitindo que a Microsoft continue a ter acesso aos modelos de IA da OpenAI, mas não de forma exclusiva.
A divisão de receitas será aplicada apenas ao faturamento da OpenAI, com a empresa pagando 20% de seu faturamento à Microsoft até 2030, com um limite total.
A OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem, não apenas na Azure da Microsoft, mas a Azure será a primeira a receber os produtos.
Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta segunda-feira (27/04), uma revisão nos termos de sua parceria. Com o novo acordo, a Microsoft continua tendo as licenças dos modelos de inteligência artificial da OpenAI, mas não mais de forma exclusiva.
Além disso, houve mudanças na divisão de receitas, e a OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem — a Azure, da Microsoft, será apenas a primeira a receber.
O que mudou no acordo entre Microsoft e OpenAI?
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019 (foto: divulgação/Microsoft)
A divisão de receitas vai se aplicar apenas ao dinheiro da OpenAI — a Microsoft não fará mais pagamentos à startup. A desenvolvedora do ChatGPT fará pagamentos até 2030, sujeitos a um limite total, independentemente do progresso tecnológico dos modelos.
Essa última parte é importante: o acordo anterior incluía mudanças após a OpenAI atingir a chamada inteligência artificial geral, ou AGI, na sigla em inglês. Esse é um conceito controverso e difícil de definir — por isso, ele se tornou objeto de disputa entre as duas empresas. Agora, o termo some dos contratos.
O anúncio não entra em detalhes, mas, segundo a CNBC, a OpenAI paga à Microsoft 20% de seu faturamento, porcentagem que não sofrerá alteração nos novos termos.
O acordo mantém que a Microsoft é o principal provedor de cloud e que os produtos da OpenAI devem fazer sua estreia na Azure. Por outro lado, a startup pode oferecê-los em qualquer provedor, como AWS e Google Cloud.
A Microsoft ainda terá licenças das propriedades intelectuais da OpenAI até 2032, mas elas não serão exclusivas, segundo as empresas. Isso significa que a desenvolvedora do ChatGPT pode fazer acordos envolvendo seus modelos de inteligência artificial com outras empresas.
Em outubro de 2025, a OpenAI fez uma reestruturação em seu braço com fins lucrativos, criando uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. A Microsoft tem uma fatia de cerca de 27% da empresa — na época, a fatia estava avaliada em cerca de US$ 135 bilhões.
Clientes suspeitam de clonagem e fraude (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Clientes do cartão Amazon, administrado pelo Bradescard, relatam compras não autorizadas em sequência desde 20 de abril.
As transações, geralmente no valor de R$ 499 e alguns centavos, ocorrem em intervalos de poucos minutos, com casos registrando até oito compras.
O Bradescard afirma estar investigando o ocorrido e recomenda que os clientes afetados contatem o telefone 0800 721 3244.
Diversos clientes do cartão Amazon, administrado pelo Bradescard, sofrem do mesmo problema desde o dia 20 de abril: compras feitas sem sua autorização. Os relatos, apurados em primeira mão pelo Tecnoblog, apontam para transações com valores parecidos e dificuldades no atendimento.
O caso foi trazido a nós por um leitor que também foi vítima dessa ação. Ele apontou a existência de vários episódios semelhantes no Reclame Aqui. Na plataforma, conseguimos ver pelo menos 15 reclamações nas últimas 24 horas, e há muito mais do que isso desde o dia 20.
Quase nenhuma teve retorno do banco — no único caso que encontramos com resposta, a empresa aceitou a contestação e cedeu um reembolso provisório até a análise definitiva.
Valores são parecidos em todos os incidentes (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Transações desconhecidas se repetem em poucos minutos (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A administradora de cartões de crédito do Bradesco diz estar “atuando ativamente na apuração do ocorrido” e instrui os clientes a buscarem o telefone 0800 721 3244.
O que aconteceu com o cartão Amazon?
As queixas são bastante parecidas: um número repetido de compras não reconhecidas, chegando a até oito em alguns casos, com poucos minutos de intervalo entre elas. Quase sempre os débitos são no valor de 499 reais e alguns centavos.
Esse é um ponto curioso, já que, caso se trate mesmo de uma fraude, o mais lógico seria tentar despistar as compras indevidas. Apesar do comportamento incomum, elas foram autorizadas pela administradora.
Casos se multiplicam no Reclame Aqui (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Número de relatos nos últimos dias chega a dezenas (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Para piorar, quase todos os clientes reclamam da dificuldade no atendimento ao cliente. Alguns dizem ter ficado mais de duas horas na linha do SAC sem conseguir contestar as transações. Ao contrário do que acontece em outras empresas, o app Bradesco Cartões não emite o aviso de compras não reconhecidas.
O que disseram as empresas?
O Bradescard respondeu ao Tecnoblog que “está atuando ativamente na apuração do ocorrido” e “adotando as medidas necessárias para a solução”. A instrução a quem foi vítima dessas ações é ligar para 0800 721 3244. A Amazon apenas disse estar de acordo com o posicionamento da empresa parceira.
Aplicativo do Itaú não funciona (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O aplicativo do Banco Itaú ficou fora do ar nesta manhã de sexta-feira (24/04). Clientes disseram que não era possível usar o app e reclamaram que não era possível concluir compras e fazer pagamentos usando Pix. O internet banking via web continuou funcionando, e cartões aparentemente não tiveram problemas.
Após a publicação deste texto, o Itaú enviou o seguinte comunicado:
O Itaú Unibanco informa que identificou uma instabilidade pontual na manhã desta sexta-feira (24), que impactou uma parcela de clientes para acesso ao app. O banco ressalta que a situação já foi regularizada e que o acesso a todos os clientes está retornando gradativamente. O Itaú pede desculpas aos clientes pelo inconveniente.
No X, a empresa enviou respostas às queixas, reconhecendo o transtorno e informando sobre os trabalhos em um reparo:
Olá! Já estamos cientes dessa falha no app e pedimos desculpas pelos possíveis transtornos causados. O time responsável já está cuidando de tudo para realizar os ajustes necessários o quanto antes. Qualquer dúvida envia uma mensagem via DM, tá?
Segundo o DownDetector, site que monitora a disponibilidade de serviços online, as reclamações começaram a surgir por volta de 9h, atingindo um pico por volta das 9h30. Às 10h, o número de relatos já era menor, mas ainda significativo. Poucos minutos depois, o acesso foi praticamente normalizado.
Número de queixas subiu e caiu rapidamente (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Os relatos sobre o problema foram compartilhados no X e nos comentários do post mais recente da instituição financeira no Instagram. Inicialmente, segundo os clientes, uma mensagem de erro aparecia. Depois, correntistas passaram a dizer que um aviso de senha incorreta impedia o login.
Nubank tem problemas em transferências (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Correntistas do Nubank disseram que transferências via Pix enviadas para suas contas não apareciam em seus extratos, apesar de debitadas das contas de origem. O problema começou no meio da tarde desta quinta-feira (23/04), por volta das 16h45. Às 19h30, usuários ainda enfrentavam dificuldades. Às 20h45, o problema estava praticamente resolvido.
O Nubank entrou em contato com o Tecnoblog e enviou o seguinte comunicado:
“O Nubank informa que a instabilidade já foi integralmente solucionada.”
O que aconteceu com o Nubank?
Segundo o DownDetector, site que monitora problemas em serviços online, foram mais de 300 reclamações no fim de tarde e mais de 500 no início da noite.
Reclamações se intensificaram perto das 17h e cresceram por volta das 19h (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O Tecnoblog encontrou no X pelo menos 20 outros relatos de clientes com problemas no recebimento de pagamentos. Em posts recentes no Instagram, há correntistas indignados nos comentários.
Clientes usam Instagram para reclamar (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Aparentemente, o problema não afetou outras funcionalidades da conta e do cartão. A questão ficou restrita ao Nubank: testamos o Pix em outros bancos, como C6 e XP, e não houve dificuldades.
Paramount é controlada pela família Ellison, que comanda a Oracle (imagem: divulgação/Paramount)Resumo
Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para o grupo da Paramount Skydance por aproximadamente R$ 552 bilhões.
A compra precisa de aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países.
O grupo poderá fundir os serviços HBO Max e Paramount+.
Os acionistas da Warner Bros. Discovery votaram pela aprovação da aquisição da empresa pela Paramount Skydance em uma oferta de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 552 bilhões, em conversão direta).
A compra ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países — executivos imaginam que isso deve acontecer até o fim de setembro.
Com a aquisição, a Paramount Skydance passa a ser dona também de marcas famosas como CNN, HBO, TNT, DC Comics e Discovery. Vale lembrar que a empresa é controlada pela família Ellison, que também comanda a Oracle.
Os acionistas também votaram contra bônus milionários para os atuais executivos da Warner. O presidente David Zaslav, por exemplo, pode receber até US$ 887 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). A decisão final, porém, ficará a cargo do conselho da empresa.
A HBO Max vai ficar mais cara?
HBO Max ficou mais caro no Brasil em agosto de 2025 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Por enquanto, não há nada concreto sobre um novo aumento da HBO Max. No Brasil, o reajuste mais recente aconteceu em agosto de 2025, com aumentos de até 21,2%. O plano mais barato (Básico com Anúncios) custa R$ 29,90 mensais ou R$ 274,80 anuais (equivalente a R$ 22,90 por mês).
Outro streaming do novo grupo é o Paramount+, que teve aumento em fevereiro de 2026 no Brasil, com altas de até 29%. O plano mais barato sai por R$ 34,90 mensais ou R$ 309,90 anuais (equivalente a R$ 25,83 por mês).
O que temos para o futuro das duas plataformas são especulações. Em uma chamada com investidores realizada em março de 2026, David Ellison, da Paramount Skydance, disse que HBO Max e Paramount+ podem passar por uma fusão.
Apesar de Ellison não falar em preços, a fusão representaria menos opções para consumidores, podendo levar a preços mais altos, como nota a Associated Press. Hoje, se você quer ver uma série da HBO, você assina apenas a HBO Max. Futuramente, você terá que assinar um serviço maior, com um catálogo que talvez não te interesse tanto, a um preço mais alto.
Google vai cobrar uso de IA em avaliações de desempenho de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google afirmou que 75% do novo código dos produtos da empresa é gerado por inteligência artificial e revisado por engenheiros humanos.
Migrações de código têm levado 6 vezes menos tempo ao combinar trabalho de engenheiros e agentes de IA.
Microsoft disse que 20% a 30% do código de alguns projetos já é escrito por IA; a Meta mira 55% das alterações com assistência de agentes de IA.
O Google declarou que 75% dos novos códigos dos produtos desenvolvidos pela empresa são gerados por inteligência artificial e revisados por engenheiros humanos. No quarto trimestre de 2025, esse número era de 50%.
Sundar Pichai ressaltou a contribuição da IA em tarefas complexas (foto: divulgação)
Como explica a Business Insider, a estratégia do Google é colocar os engenheiros para usar modelos Gemini para gerar código. Alguns receberam metas bastante específicas de uso da tecnologia, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.
No Google DeepMind, braço da empresa dedicado à pesquisa em IA, alguns funcionários receberam autorização para usar o Claude Code. Segundo a publicação, isso causou um certo mal-estar dentro da companhia.
Seja como for, parece estar dando resultado. “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa foi feita por agentes e engenheiros. Trabalhando juntos, eles conseguiram completar a tarefa seis vezes mais rapidamente do que seria possível há um ano, somente com engenheiros”, explica Sundar Pichai, CEO do Google.
Não são só os engenheiros que estão usando IA no Google. De acordo com uma reportagem de fevereiro de 2026 da Business Insider, gerentes têm cobrado que funcionários de cargos não-técnicos empreguem a tecnologia em suas tarefas, como para fazer anotações durante reuniões.
O que outras empresas estão fazendo com IA?
Em abril de 2025, Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que entre 20% e 30% dos códigos de alguns dos projetos da empresa estavam sendo escritos com IA. Kevin Scott, CTO da companhia, fez uma previsão de que 95% da programação será feita por essa tecnologia nos próximos cinco anos.
A Meta pretende que 55% das alterações de códigos feitas por engenheiros de software tenham assistência de agentes de IA. Para o segundo semestre de 2026, a companhia deseja que 65% dos engenheiros usem IA em 75% do código.
A gigante das redes sociais também pretende contar com um “clone de IA” de seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, para dar feedback a funcionários. A ideia é que eles se sintam mais próximos da cultura da empresa.
Duolingo terá cursos mais longos (imagem: divulgação)Resumo
O Duolingo disponibiliza cursos de nível B2 no plano gratuito, incluindo inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, português, japonês, coreano e chinês (mandarim).
O nível B2 é o quarto de 6 níveis do CEFR e classifica o aluno como “usuário independente”, capaz de interagir, compreender textos complexos e expressar pontos de vista.
Os cursos incluem aulas para compreender notícias, filmes e piadas, com formatos como DuoRadio, explicações de respostas e miniunidades.
O Duolingo anunciou que os cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, português, japonês, coreano e chinês (mandarim) agora chegam à pontuação 129 no app, equivalente ao fim do nível B2 na escala CEFR.
O nível B2 é o quarto de um total de seis do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR, na sigla em inglês). Ao atingi-lo, o aluno é considerado um “usuário independente da língua”, capaz de interagir, compreender textos complexos e expressar pontos de vista em vários assuntos.
“Há um motivo pelo qual insistimos em disponibilizar conteúdo de nível B2 para nossos cursos mais populares: em geral, esse é o nível de proficiência que permite conseguir um emprego”, explica a empresa em seu blog.
Quais são as novidades nos cursos?
Espanhol, francês e coreano são alguns dos cursos que receberam mais conteúdo (imagem: divulgação)
De acordo com a plataforma, os programas agora incluem aulas para compreender notícias, filmes e piadas. Formatos apresentados nos últimos anos também farão parte dos cursos, como episódios da DuoRadio (um podcast fictício), explicações de respostas e miniunidades.
Um ponto importante é que a extensão será oferecida para falantes de quase todos os outros idiomas presentes na plataforma, que quase sempre não encontram opções em cursos online sem ser inglês. Como exemplifica o Duolingo, isso pode ajudar um ucraniano aprendendo alemão, um espanhol estudando japonês ou um chinês procurando trabalho na França.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta vai instalar software de monitoramento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
O programa roda em apps e sites relacionados ao trabalho e tenta entender como humanos usam computadores, incluindo atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
Funcionários demonstraram indignação nas redes internas, pois não há como desativar o monitoramento.
A Meta está instalando software de monitoramento nos computadores de seus funcionários nos Estados Unidos. A ideia é capturar movimentos de mouse, cliques e digitação para treinar modelos de inteligência artificial, com o objetivo de que eles sejam capazes de realizar tarefas profissionais futuramente. As informações constam em duas reportagens: uma da Reuters e outra da Business Insider.
Segundo a Reuters, o projeto se chama Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre) e vai rodar em apps e sites relacionados ao trabalho, além de capturar ocasionalmente o que está nas telas dos computadores.
A Business Insider diz que o software tentará entender como os humanos usam computadores, incluindo o uso de atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
Funcionários mostram desconforto com iniciativa
De acordo com a Business Insider, a iniciativa foi recebida com indignação pelos trabalhadores da Meta.
“Isso me deixa super desconfortável. Como eu desativo?” foi, segundo a reportagem, o comentário com mais curtidas no post sobre a mudança na rede interna da Meta. Além disso, a carinha com raiva foi a reação mais comum ao anúncio.
Andrew Bosworth, CTO da empresa, confirmou que não há como desativar o monitoramento — e também recebeu carinhas de choro, choque e raiva como reação.
Como observa a Business Insider, os funcionários da Meta já tinham seus computadores de trabalho sob vigilância há bastante tempo, o que significa que o novo programa é mais uma extensão das regras existentes do que uma mudança de política.
Advogados ouvidos pela Reuters disseram que não há leis que impeçam a prática nos Estados Unidos — na Europa, monitorar equipamentos de funcionários pode ser considerado ilegal.
Meta aposta em IA para produtividade
Mark Zuckerberg quer usar clone para se aproximar de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Colocar a IA para aprender a trabalhar é parte de um esforço maior da Meta, que deseja que a tecnologia consiga auxiliar (ou mesmo executar) tarefas internas e como forma de elevar a produtividade da companhia.
O próprio Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está participando ativamente de projetos do tipo. Ele vem desenvolvendo um agente de IA para auxiliar em suas próprias tarefas, e já consegue dar respostas com mais rapidez graças à tecnologia. O executivo também pretende criar uma espécie de clone para conversar com funcionários e dar feedback a eles.
WhatsApp pago é objeto de rumores desde janeiro de 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta começou a liberar o WhatsApp Plus, versão paga do WhatsApp, para alguns usuários.
O WABetaInfo reporta preço de 2,49 euros mensais na União Europeia.
O WhatsApp Plus inclui figurinhas premium, mudança de tema do app e ícone personalizado, entre outros recursos.
A Meta começou a liberar uma versão paga do WhatsApp para alguns usuários. Chamada WhatsApp Plus, a assinatura traz, em grande parte, mudanças estéticas, como ícones, temas e ringtones.
De acordo com o site WABetaInfo, especializado na cobertura de notícias sobre o mensageiro, o preço na União Europeia é de 2,49 euros mensais (R$ 14,55, em conversão direta). No Reddit, um usuário paquistanês relatou que, por lá, o WhatsApp Plus custa 299 rúpias paquistanesas (R$ 4,07).
Seleção de cores do app é uma das novidades (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Ainda não sabemos quanto o WhatsApp Plus vai custar no Brasil, mas essas informações do exterior indicam que o preço provavelmente será ajustado por mercado.
O que muda no WhatsApp Plus?
Na tela compartilhada pelo WABetaInfo, o WhatsApp lista os diferenciais de sua versão paga:
Figurinhas premium
Mudar tema do app
Escolher um ícone personalizado
Fixar conversas extras
Assinantes poderão fixar até 20 conversas (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Em março, já ficou claro que a ideia da Meta não era bem essa. Naquele mês, a empresa começou a liberar uma lista de espera para o pacote por assinatura, apresentando alguns dos diferenciais da lista já citada. A propaganda do recurso começou a aparecer até mesmo na tela de seleção de stickers.
Ter uma assinatura paga opcional não é exclusividade do WhatsApp. O Telegram, um de seus principais concorrentes, oferece um pacote premium com limites maiores para envios de arquivos, downloads mais rápidos, transcrições de voz, imagens de perfil animadas e remoção de anúncios do app, entre outros diferenciais.
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)Resumo
O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.
O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso
O que mudou?
O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.
Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.
GitHub quer combater custos altos
“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)
“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”
Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”
A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.
Ideia é ganhar tempo e saber quais são as mensagens mais importantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
WhatsApp testa recurso para resumir mensagens não lidas de múltiplas conversas com a Meta AI; a função só resume um conversa por vez no estado atual
O botão “Get a summary” aparece no código do app beta para iOS, mas não tem data prevista para estreia
A Meta diz que o resumo usa processamento em ambiente de execução de confiança (Private Processing/TEE) e que terceiros não podem acessar os dados.
A Meta está trabalhando em uma funcionalidade para resumir mensagens não lidas de diversas conversas de uma vez só, usando a inteligência artificial Meta AI. Atualmente, isso só pode ser feito separadamente para cada conversa.
O recurso, que não tem data prevista para estrear, está no código da versão beta do app para iOS. O site especializado WABetaInfo descobriu o recurso e conseguiu uma prévia da interface.
Como funcionará o resumo de conversas do WhatsApp?
Recurso aparece no código da versão beta, mas ainda não funciona (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Nas telas compartilhadas pela publicação, há um botão “Get a summary” (”Receba um resumo”, em tradução livre) logo acima da lista de conversas. Não está claro se esse atalho aparece na lista geral ou só quando o filtro de mensagens não lidas está ativo.
Ao tocar nele, o WhatsApp resume as conversas ainda não acessadas e mostra os pontos mais importantes de cada uma delas.
WhatsApp já resume conversas individualmente
O futuro recurso expande uma ferramenta já presente no mensageiro da Meta. Ao acessar uma conversa, o WhatsApp apresenta um botão logo antes das mensagens não lidas com a opção de resumi-las.
A questão é que, hoje, é necessário fazer isso a cada conversa. Como observa o WABetaInfo, é pouco prático, principalmente caso você fique offline por um período longo e tenha que se atualizar sobre muitas conversas.
Com o futuro recurso, a ideia é facilitar esse processo, reunindo resumos de todas as conversas em um só lugar.
Meta promete privacidade
O resumo das conversas não lidas deverá seguir o mesmo procedimento da ferramenta atual. A Meta afirma que os conteúdos são resumidos usando um ambiente de execução de confiança (TEE, na sigla em inglês).
Nesta arquitetura, os dados são enviados a uma área isolada de um servidor, e terceiros não podem acessá-los. A companhia deu o nome de Private Processing à implementação dessa tecnologia no WhatsApp.
Mesmo com esses cuidados, há críticas ao modelo: especialistas consideram que o simples fato de os dados saírem do aparelho do usuário já é um aumento no risco de ciberataques.
Código evita embarque no carro errado (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Uber vai alterar o código de confirmação de viagens para uma combinação fixa, gerada aleatoriamente no primeiro uso e válida para as próximas corridas, com opção de o passageiro alterar a combinação.
O recurso segue opcional: pode ser ativado por usuários para corridas em horários selecionados ou por motoristas para solicitar a combinação nos períodos escolhidos.
A Uber recusa combinações fáceis de adivinhar, como 1234 e 0000; o código é exigido para iniciar a corrida e evita desencontros entre passageiro e motorista.
A Uber fará uma alteração no seu código para confirmar viagens: ele vai passar a ser uma combinação fixa, podendo ser decorada pelo passageiro para iniciar uma corrida. A mudança ocorrerá nos próximos dias, segundo a empresa.
Até agora, o código de segurança da Uber era aleatório e mudava a cada viagem, obrigando o cliente a checar o novo número. “Entendemos que nossos usuários enfrentam situações em que o tempo é precioso — quando a bateria do celular está acabando após já ter solicitado a corrida ou quando querem minimizar o tempo parado dentro do veículo para comunicar o código”, diz a empresa.
Código continuará sendo opcional (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O recurso continua sendo opcional e pode ser programado para todas as corridas ou apenas em horários específicos. A configuração pode ser ativada pelos usuários (que passam a informar o código nos horários selecionados) ou pelos motoristas (que passam a perguntar a combinação nos períodos escolhidos).
Como o novo código da Uber vai funcionar?
Segundo o comunicado enviado pela empresa, o primeiro código será gerado aleatoriamente e continuará cadastrado para as próximas viagens. O usuário terá a opção de alterá-lo por uma combinação de sua preferência.
A Uber recomenda não usar informações pessoais na combinação. Além disso, sequências fáceis de adivinhar, como 1234 ou 0000, são recusadas pelo aplicativo.
Para que serve o código da Uber?
O código é necessário para iniciar uma corrida. É uma forma de garantir que passageiro e motorista estão na viagem certa. Isso evita, por exemplo, que o condutor inicie a viagem sem o usuário — coisa que pode acontecer até mesmo por acidente — ou mesmo que um cliente entre no carro errado.
Como explica a Uber, a ferramenta é pensada para situações como “saídas de eventos, aeroportos, rodoviárias e outros locais com grande aglomeração de pessoas”.
iPhone ficou inacessível sem o caractere especial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Apple trabalha em correção de mudança no teclado do iOS que impediu um usuário de digitar a senha de desbloqueio do iPhone.
O caso envolve o estudante Connor Byrne, que usou uma senha alfanumérica com o caractere caron (ˇ), removido do teclado tcheco na atualização do iOS 26.
Byrne disse, em entrevista, que pretende trocar o iPhone por um Android.
A Apple está trabalhando em uma correção para a mudança no teclado que impediu um usuário de digitar sua senha e, com isso, poder usar seu iPhone.
As informações foram obtidas pelo site The Register e são um desdobramento do caso do estudante Connor Byrne, que teve repercussão durante a semana. O conserto deve vir em uma futura atualização do iOS, mas ainda não se sabe como isso se dará na prática.
O que aconteceu com a senha do iPhone?
PIN é a forma mais simples de senha (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Byrne usava uma senha alfanumérica (com letras, números e caracteres especiais) para desbloquear seu iPhone. Essa é uma opção menos conhecida de usuários do iOS, que geralmente preferem PINs (senhas numéricas) de quatro ou seis dígitos. As senhas alfanuméricas são mais seguras.
O estudante foi além e incluiu um caractere especial pouco comum na sua combinação: o caron ou háček, que é uma espécie de acento circunflexo invertido (ˇ).
O caron é usado em línguas bálticas e eslavas. Ele estava presente no teclado tcheco do iOS, mas foi removido na atualização para o iOS 26. Ainda é possível digitar letras com o sinal (“ě”, por exemplo), mas não o acento sozinho.
No Reddit, outras pessoas relataram problemas semelhantes: um usuário disse que não conseguiu mais digitar sua senha em um iPad depois do iPadOS 15, problema que só teria uma correção no iPadOS 17. O tablet, porém, não tinha suporte à atualização.
Estudante vai trocar iPhone por Android
Em entrevista ao Register, Byrne disse ter sentimentos contraditórios sobre a informação: estava impressionado por um conserto estar a caminho nove dias após o relato, mas também estava incrédulo que a mudança havia sido aprovada.
O estudante também revelou que, mesmo com o reparo, vai trocar de aparelho e comprar um com Android, em busca de câmeras melhores.
CVE ajuda na catalogação de falhas e serve para facilitar comunicação entre profissionais do setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O NIST anunciou redução de análises de vulnerabilidades do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE), com “enriquecimento” apenas para CVEs que atendam critérios específicos.
O órgão fará análises detalhadas quando a CVE estiver no catálogo KEV da CISA, afetar softwares usados pelo governo federal dos EUA e estiver relacionada a softwares críticos.
Segundo o instituto, houve um aumento de 263% nas descobertas entre 2020 e 2025, o que gerou sobrecarga nos trabalhos.
O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) anunciou que limitará as análises que atualmente executa em vulnerabilidades de cibersegurança. Esse trabalho faz parte do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE).
Com a nova política, nem todas as vulnerabilidades listadas no CVE receberão o que a agência chama de “enriquecimento”, isto é, uma análise detalhada, que inclui notas de gravidade para as brechas encontradas.
O que vai mudar?
NIST adicionava informações detalhadas a CVEs (foto: R. Wilson/NIST)
De acordo com um comunicado publicado na quarta-feira (15/04), o NIST só fará análises detalhadas de vulnerabilidades que atendam a certos critérios, como:
inclusão no catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas (KEV) da Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA)
presença em softwares usados pelo governo federal dos EUA
presença em softwares críticos
Além disso, o NIST continuará a listar todas as vulnerabilidades descobertas em sua Base Nacional de Dados de Vulnerabilidades (NVD).
Por que o NIST vai mudar sua política?
Como explica o site Cybersecurity Dive, ferramentas de inteligência artificial para detectar vulnerabilidades criaram uma onda gigante de descoberta de falhas — de acordo com o NIST, foi um crescimento de 263% entre 2020 e 2025. Com isso, instituições que mantêm bases de dados desse tipo passaram a ficar sobrecarregadas.
Foi o que aconteceu com o NIST. O órgão não vem conseguindo acompanhar o volume de vulnerabilidades nos últimos anos, levando-o a repensar sua abordagem.
“Isso nos permitirá focar nas CVEs com maior potencial para impacto generalizado”, explica o instituto. “Embora CVEs que não atendam a esses critérios tenham um impacto significativo nos sistemas afetados, elas geralmente não apresentam o mesmo nível de risco sistêmico do que as que estão nas categorias priorizadas.”
O que é o CVE?
CVE é a sigla para Common Vulnerabilities and Exposures, ou “vulnerabilidades e exposições comuns”, em tradução livre. Trata-se de uma base de dados de falhas de cibersegurança identificadas.
Geralmente, quando escrevemos sobre vulnerabilidades, listamos um código composto por CVE, o ano e mais alguns dígitos. Esse é um identificador daquele problema específico, e serve para evitar confusões entre profissionais do setor.
Esse não é o primeiro abalo na base de dados CVE nos últimos anos. Em abril de 2025, o projeto quase ficou sem verbas diante da demora da CISA em renovar o contrato com a organização sem fins lucrativos Mitre, que administra a base de dados.
Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)Resumo
A Amazon lançou a nova geração do o Fire TV Stick HD no exterior por US$ 34,99; não há informação de lançamento no Brasil.
O novo Fire TV Stick HD tem 30% menos largura e foi pensado para portabilidade.
O aparelho traz suporte a alimentação por porta USB da TV, Wi‑Fi 6 e Bluetooth 5.3.
A Amazon lançou, nesta quarta-feira (15/04), a mais nova geração do dongle para streaming Fire TV Stick HD. Nos Estados Unidos, ele custará US$ 34,99 (cerca de R$ 175, em conversão direta). Por enquanto, não há informações sobre lançamento no Brasil.
Um dos principais diferenciais do novo modelo é o tamanho. Segundo a Amazon, ele é 30% menor que a geração anterior, sendo mais compacto que os modelos antigos em volume e largura.
Comparando os dois modelos, temos pequenos aumentos em comprimento e espessura, mas uma grande redução na largura. Estas são as medidas:
Novo Fire TV Stick HD: 91,5 x 21,1 x 14,5 mm
Fire TV Stick HD anterior: 86 x 30 x 13 mm
Além disso, pode funcionar com a energia de uma porta USB da própria TV, dispensando o uso de um adaptador de tomada. Isso não é inédito em produtos dessa categoria, mas é sempre interessante pela praticidade.
Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na mala (imagem: divulgação)
A Amazon destaca a possibilidade de usá-lo durante viagens, em televisores de hotéis, por exemplo. “O novo aparelho é projetado não apenas para caber em uma mala de bordo ou bolso, mas também para se encaixar com mais facilidade em uma porta HDMI junto a outras tomadas e cabos na traseira de uma TV”, diz o comunicado da companhia.
Alexa+ e mais recursos
Um dos destaques do Fire TV Stick HD é o suporte à Alexa+. Essa é uma versão da Alexa que promete ser poderosa, graças a poderes da inteligência artificial generativa. Por enquanto, a Alexa+ está disponível apenas nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido.
Em outros recursos, o Fire TV Stick HD tem suporte a resolução Full HD (apenas modelos mais caros têm 4K), Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3 — não são especificações de última geração, mas são evoluções em relação à versão anterior, que tinha Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.0.
A Amazon diz que o novo modelo é 30% mais rápido que seu antecessor — curiosamente, ambos usam processadores quad-core de 1,7 GHz.
A empresa também destaca a experiência redesenhada do sistema Vega OS. Este é o segundo aparelho da marca a contar com o sistema operacional que, ao contrário de seu antecessor, não usa o Android como base.
A interface conta com categorias separadas para filmes, séries e programas, conteúdo ao vivo, esportes e notícias. Ainda em software, há novos recursos de acessibilidade, como ferramentas para reforçar o volume dos diálogos, descrições em áudio e texto em alto contraste.
Atualizado às 11:38 de 17/04 com informações sobre o Vega OS.
Chegou o novo desafiante (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O Motorola Signature é um smartphone ultra-premium da marca anunciado durante a CES 2026, que chegou ao Brasil com preço sugerido de R$ 8.999.
Para concorrer no segmento de topo de linha, o Signature terá que enfrentar modelos poderosos das linhas iPhone 17 e Galaxy S26, entre outros pesos-pesados.
Nessa disputa, seus atrativos são quatro câmeras de 50 megapixels, tela de 165 Hz, carregador de 125 W e o chip Snapdragon 8 Gen 5, que não é o Elite.
Nós testamos todos os detalhes, e contamos para você os prós e contras do Motorola Signature neste review completo.
Assista ao Review do Motorola Signature no YouTube
Aviso de ética
O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.
O Signature foi cedido por empréstimo pela Motorola e será devolvido após os testes. Para mais informações, acesse a nossa Política Editorial.
O que vem na caixa do Motorola Signature?
Ao comprar um Motorola Signature você recebe essa caixa, que vem com o celular, obviamente. Dentro dela, tem também um carregador de 125 W, um cabo USB-C para USB-C, um documento com a garantia e uma chave para abrir a bandeja do chip nanoSIM. Se você queria também uma capinha, vai ter que comprar separadamente, porque não vem nenhuma.
Carregador de 125 W é mais que suficiente para recarga máxima de 90 W (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Um detalhe interessante é que a caixa vem perfumada! A Motorola tem se dedicado muito ao design e aos materiais dos aparelhos e, nessa linha, passou a colocar um cheirinho na embalagem. Chique, né?
Design: caprichado nos mínimos detalhes
Cor verde-oliva puxa para o dourado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A Motorola caprichou no acabamento do Signature. Na parte de trás, ele tem um revestimento de material sintético que imita couro, também conhecido como vegan leather. Nas laterais, a moldura é de alumínio. É bem bonito, viu?
Essa unidade que a Motorola mandou para a gente é da cor verde oliva – apesar do nome, eu diria que está mais para um dourado. Para quem prefere ser discreto, tem também uma opção em azul bem escuro, quase preto.
Na borda direita, o smartphone tem os botões de volume e bloqueio de tela. Na esquerda, fica o botão de atalho para Moto AI – logo, logo a gente fala mais sobre isso. Na parte de baixo, fica uma entrada USB-C, uma bandeja para chip nanoSIM e um alto-falante. Tem outro alto-falante na parte superior do aparelho – o som é estéreo e tem suporte ao formato Dolby Atmos.
Atalho para Moto AI fica sozinho na esquerda (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Todo esse conjunto conta com as certificações IP68 e IP69. Isso significa que, ao menos na teoria, ele deve resistir a jatos d’água de alta pressão e a profundidades de 1,20 m por 30 minutos, além de ser selado contra a entrada de poeira.
O celular também passou pelos testes para obter a certificação MIL-STD-810H de padrão militar, o que significa que ele foi aprovado para funcionar sob condições extremas de temperatura e outros fatores. É bom explicar que isso não significa resistência a quedas.
O Signature tem 162,1 mm de altura por 76,4 mm de largura por 7 mm de espessura, pesando 186 gramas. Na mão, a impressão é de um aparelho leve e fininho.
Na parte superior esquerda, fica o módulo de câmeras, com três lentes e um flash organizados em um quadrado com acabamento de metal. Ele tem um calombo, mas as bordas são bem suaves e acaba sendo um bom lugar para colocar o dedo indicador. O aparelho só não é totalmente confortável de usar porque ele é bem grande, com tela de 6,8 polegadas.
Tela: para quem gosta de cores intensas
E já que estamos falando de tela, vamos a mais detalhes. O Signature conta com um painel AMOLED de taxa de atualização variável, que vai de 1 a 165 Hz, podendo alternar entre modos mais econômicos e outros mais focados em desempenho.
A resolução é Super HD, de 1264 x 2780 pixels – mais que Full HD, portanto. Isso dá aproximadamente 446 pixels por polegada. Para quem precisa de visibilidade sob o sol, o Signature oferece um pico de brilho de 6.200 nits. A tela conta com a proteção do Gorilla Glass Victus 2, e vale dizer que ela tem bordas curvadas nos quatro lados.
Cores vivas são destaque da tela do Signature (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Deixando de lado todos os números e especificações, o que a gente tem é uma tela com contraste muito alto e cores bastante saturadas. São três opções de ajuste: cores naturais, radiantes e intensas. Tirando a primeira opção, que é mais apagadinha, as outras duas mostram cores bem vivas, com um brilho muito alto. Ler sob o sol não é tão difícil, mas ficaria melhor se o vidro não refletisse tanto a luz do sol.
A alta taxa de atualização também merece elogios, deixando todas as transições e rolagens de conteúdo bem agradáveis aos olhos. O Signature oferece três opções, podendo ficar só com 120 Hz, só com 60 Hz ou equilibrar os dois conforme o uso, para não gastar muita bateria. É bom notar que essas diferenças são meramente estéticas – se você preferir economizar bateria, não vai perder muita coisa.
Áudio: qualidade de ponta, volume ok
O Signature tem dois alto-falantes desenvolvidos em parceria com a marca Bose, uma das principais empresas de áudio do planeta. Com isso, o smartphone tem suporte ao padrão Dolby Atmos de som surround, criando uma sensação espacial para músicas, séries e filmes.
Signature tem um alto-falante na parte de baixo e outro na parte de cima, oferecendo som estéreo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Os alto-falantes não chegam a ser tão potentes – eu diria que o volume é mais alto que a média de um celular, mas ainda longe de uma caixinha de som. O que muda mesmo é a qualidade: o Signature tem um som encorpado, aconchegante, com atenção especial a graves e médios. Não fica aquele som de caixinha de abelha de celular – é muito mais denso.
O estéreo e o Dolby Atmos também ajudam muito a criar essa sensação. Eu vi algumas cenas do filme F1, vencedor do Oscar de melhor som, e o Signature não vai ser um cinema inteiro nas suas mãos, mas ele capta um pouco das nuances de espaço das cenas.
Câmeras: ricos detalhes, mas cuidado com a exposição
O Signature tem um conjunto triplo de câmeras na traseira e uma câmera frontal. Todas elas têm 50 megapixels. Mas vamos pausar um pouquinho para explicar melhor isso.
Sensor de 50 megapixels significa que as imagens que ele gera têm essa resolução, mas isso não significa que todos os sensores de 50 megapixels são iguais.
A diferença mais importante entre eles está no tamanho. Isso mesmo, você pode ter sensores de 50 megapixels com tamanhos diferentes. Quanto maior o tamanho, mais luz ele capta, e a tendência é que as imagens tenham mais qualidade, principalmente em situações em que a iluminação não ajuda, como à noite ou em lugares fechados.
Existem algumas formas de você saber o tamanho do sensor. Uma das mais simples é pelo tamanho do pixel. Ele é expresso em micrômetros, nome dado a um milésimo de milímetro.
Todas têm 50 megapixels, mas não são iguais (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Depois de toda essa explicação, acho que fica mais fácil entender como são as câmeras do Signature.
A câmera principal tem um sensor Sony Lytia 828 de 50 megapixels com 1,22 micrômetros cada.
A câmera periscópica teleobjetiva tem zoom óptico de 3x. Ela usa um sensor Sony Lytia 600, de 50 megapixels com 0,8 micrômetros cada.
A câmera ultrawide tem ângulo de visão de 122 graus e sensor de 50 megapixels com 0,64 micrômetros cada. Aqui, a Motorola não especificou quem é o fabricante do componente.
Por fim, a câmera frontal usa sensor Sony Lytia 500.
Um ponto importante do Motorola Signature é que ele é capaz de filmar em 8K a 30 frames por segundo com o conjunto traseiro de câmeras e 4K a 60 frames por segundo com a câmera frontal, o que é bem interessante para quem precisa de muita definição em seus conteúdos.
Legal, eu falei um monte de números aqui, mas e na prática? Olha, a câmera é realmente muito boa. As imagens são bastante detalhadas, e o processamento feito pela Motorola deixa tudo bem claro e iluminado, de noite ou de dia, no sentido da luz ou contra a luz.
O modo retrato consegue um bom desfoque das imagens ao fundo, aplicando o efeito com muita precisão e permitindo ajustar a profundidade de campo. Mesmo na câmera frontal, que depende de um único sensor e dos algoritmos para conseguir o efeito de retrato, o resultado é muito bom, com um recorte bastante preciso.
Modo retrato oferece opções de profundidade de campo e entrega imagens de qualidade, mas tons saem puxados para o vermelho (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Câmera frontal também faz bom trabalho no modo retrato (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A alta resolução do sensor usado na lente periscópica permite um nível excelente de detalhes mesmo com o zoom ativado. Eu até brinquei aqui em casa que nunca tinha feito fotos tão bonitas da minha gata.
Zoom óptico de 3x e sensor de 50 MP garantem fotos ricas em detalhes (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
E por falar em zoom, a Motorola também colocou um recurso de zoom de até 100x usando IA. Ele funciona de modo satisfatório em paisagens, para mostrar alguns detalhes de árvores, animais, construções. Mas, olha, não dá para você esperar milagre: se você for tentar tirar fotos muito aproximadas de um show, por exemplo, o resultado é bastante artificial.
Zoom com IA se sai bem em paisagens (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A explicação é simples: para “preencher” as informações da imagem, ele usa IA e tenta adivinhar o que é aquilo na lente. É por isso que o rosto do seu cantor favorito vai acabar ficando meio esquisito na foto.
Zoom com IA do Signature pode alucinar e criar imagens com aspecto muito artificial (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A estabilização em vídeos é ótima, tanto com a câmera frontal quanto com as três câmeras traseiras. A Motorola oferece ainda um modo chamado Action Shot, que serve para tirar fotos de itens em movimento sem que eles fiquem desfocados. Na viagem que eu fiz a convite da marca para acompanhar uma sessão de surfe, pude ver isso na prática, e o resultado é bastante satisfatório.
Action Shot garante imagens de movimento sem borrões (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Tem alguns pontos que eu notei na câmera do Signature que podem incomodar algumas pessoas. Em algumas fotos, eu notei que a câmera puxou um pouco para o vermelho e até mesmo para o marrom, resultando em uma imagem menos natural.
Outro problema é ao gravar e dar zoom – ao passar de uma câmera para outra, as cores mudam bastante. Essa é uma queixa comum em smartphones, mas eu achei que o Signature tem isso de modo um pouco mais acentuado que o de outros aparelhos da mesma categoria.
Também em vídeos, eu achei que a câmera zoom tende a deixar as imagens muito estouradas de brilho em shows. Dá para compensar isso reduzindo a exposição, mas esse controle no app padrão da câmera do Signature é muito sensível, então apanhei bastante para conseguir gravar do jeito que eu queria.
Vídeos tendem a ficar com brilho demais (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Controles de exposição são muito sensíveis, e encontrar equilíbrio pode ser difícil (imagem: Giovanni Santa Rosa)
Desempenho: esquentadinho, mas dá conta do recado
O Motorola Signature vendido no Brasil tem 512 GB de armazenamento e 12 GB de RAM, que podem ser expandidos para 24 GB com ajuda do armazenamento. No dia a dia, não tive problemas: usei WhatsApp, redes sociais, Slack, ClickUp, apps bancários, Gmail, calendário e alguns jogos casuais sem travamentos ou engasgos. Como mencionei, o modo de 120 Hz da tela reforça essa sensação de agilidade.
A Motorola optou por usar o chip Snapdragon 8 Gen 5. A Qualcomm andou fazendo uma bagunça no nome das suas plataformas, então é melhor explicar direitinho: existe o Snapdragon 8 Elite Gen 5, que é o que o Xiaomi 17 e o Galaxy S26 Ultra usam, e o Snapdragon 8 Gen 5 “não Elite”, se é que a gente pode chamar assim, que está aqui no Signature.
Desempenho rivaliza com segmento ultra-premium do ano passado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Nos testes do Geekbench 6, o chip mostrou que é muito próximo ao do Snapdragon 8 Elite for Galaxy usado no S25, do ano passado, tanto em CPU quanto em GPU, o que confirma a impressão de alto desempenho que eu tive ao usar o aparelho.
Geekbench 6 CPU single-core: 2885
Geekbench 6 CPU multi-core: 9180
Geekbench 6 GPU: 17676
Na prática, em momentos de maior exigência, o Signature saiu bem. Eu joguei cerca de uma hora de Genshin Impact com todos os gráficos no máximo e ele conseguiu manter os 60 fps durante quase todo o período, com só uma leve queda instantânea, sem lag e sem travar.
O único porém é que ele esquenta consideravelmente – segundo a própria ferramenta de games da Motorola, que vem pré-instalada no aparelho, a temperatura chegou a 44 graus. Nas mãos, você sente isso principalmente nas bordas e no módulo da câmera, que são de alumínio. É um pouco desconfortável, mas dá para aguentar.
Sistema e recursos: Smart Connect brilha, Moto AI derrapa
O Signature vem com Android 16 e promessa de sete atualizações de sistema operacional e sete anos de updates de segurança.
Signature deve receber até o Android 23 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Muita gente se lembra daquela fase da Motorola com Android puro e tudo mais… a interface Hello UI não é mais tão pura e traz algumas alterações – tem um feed de notícias do lado da bandeja de aplicativos, por exemplo. Mesmo assim, são alterações bem menos agressivas que de uma One UI da Samsung, por exemplo. E os gestos clássicos de girar para abrir a câmera e chacoalhar para ligar a lanterna continuam por aqui.
Dá para ver bem isso nos aplicativos pré-instalados. Enquanto outras concorrentes colocam seus próprios aplicativos de calendário, contatos, navegação na internet e galeria, a Motorola opta por usar apenas os apps do Google – Chrome, Google Fotos, Arquivos. A notícia ruim é que não dá para desinstalar nenhum deles, apenas desativar.
Isso não quer dizer que não tem nenhum app próprio da Motorola no aparelho – tem sim, e como tem! A fabricante colocou aplicativos como Notas, Dolby Atmos, Moto Secure e Moto Unplugged. A nota negativa fica para o Dimo, que é uma espécie de banco digital da marca. E de novo, nada de desinstalar, apenas desativar.
Motorola inclui apps próprios e personalizações no Android (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Por outro lado, o destaque positivo é o Smart Connect. A Motorola vem, ao longo dos últimos anos, aprimorando a conectividade dos smartphones da marca com outros aparelhos. O Smart Connect centraliza tudo isso.
Uma coisa bem bacana é a possibilidade de plugar um monitor externo pela porta USB-C. Eu fiz um teste usando um monitor, um adaptador e um cabo HDMI e o resultado foi ótimo. A interface do Smart Connect tem diversos modos para acessar o conteúdo do Signature.
O modo desktop, por exemplo, permite usar os apps em janelas, com ajuda de um mouse e teclado. Já o modo TV abre um menu com os serviços de streaming instalados no celular, para você poder ver filmes e séries em uma tela maior. O modo de videoconferência faz ligações usando a câmera do smartphone, e o modo de jogos lista os games e permite rodá-los com auxílio de um controle.
Smart Connect dá acesso a apps do Android em uma tela maior (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
E isso é só a parte mais legal do que o Smart Connect pode fazer. Com um app para Windows, o smartphone e o computador ficam conectados, e dá para acessar mensagens SMS, usar o celular como webcam e sincronizar o Ctrl+C Ctrl+V, entre outros recursos do tipo. A plataforma inclui ainda ferramentas de sincronização com tablets, fones, tags de localização e até iPhones.
Outro diferencial do Signature é a Moto AI, conjunto de ferramentas de inteligência artificial generativa da marca, como resumo de notificações, gerador de imagens e criador de playlists. Ao acionar a assistente da marca pelo botão de atalho que fica na lateral esquerda do aparelho, a IA lê a tela e sugere ações, como armazenar as informações presentes, salvar contatos ou agendar compromissos.
O ponto negativo é que nada funciona localmente, nem mesmo o resumo de notificações – você precisa estar conectado à internet para usar.
Bateria: grande o suficiente para um smartphone fino
A bateria de silício-carbono do Signature tem 5.200 mAh — ao contrário das marcas que usaram a tecnologia para expandir a capacidade, a Motorola parece ter optado por um componente mais compacto, equilibrando autonomia e design.
Além disso, o smartphone tem suporte a carregamento com fio de 90 W. O carregador que a Motorola manda na caixa é mais que suficiente, com 125 W.
No uso diário, eu não tive problema com o aparelho em nenhum dia. Mesmo quando exagerei e joguei algum game mais casual por mais de uma hora, ele conseguiu chegar até a hora de dormir com uma boa carga.
Bateria dura bastante e tem recarga muito rápida (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Um exemplo disso: em um fim de semana, eu tirei o Signature da tomada pela manhã, por volta das 8h, com 100% de carga. Até umas 14h, estive fora de casa, usando redes sociais e WhatsApp ocasionalmente. A bateria caiu para 80%. Depois, por volta das 18h, eu saí com 68% de bateria e usei a direção do Google Maps por cerca de 45 minutos, chegando a 61%. Eu fui a um show, e aproveitei para testar bastante a câmera com fotos e principalmente vídeos durante três horas. À meia-noite, cheguei em casa ainda com 30%, uma boa folga.
No nosso teste de desgaste total, coloquei o Signature para tocar uma transmissão infinita no YouTube. Ele durou 17h29min até a bateria esgotar por completo.
Mesmo que você se esqueça de carregar o Signature, o carregador de 125 W te salva. Nos nossos testes, ele entregou em média entre 1,5% e 1,6% de capacidade por minuto. Ou seja, em meia hora, ele recebe 45% da bateria, e uma hora é suficiente para encher o celular.
Conectividade: Wi-Fi 7 e Bluetooth 6 presentes
E um último ponto da ficha técnica do Signature é a conectividade. Nesse quesito, o smartphone da Motorola tem tudo o que é esperado de um flagship, como o suporte a eSIM, Wi-Fi 7, NFC para pagamentos por aproximação e Bluetooth 6.0 – além de 5G, é claro.
Vale a pena? Preço mais baixo pode tornar Signature atraente
O Signature é voltado para quem não tem medo de gastar muito em um celular e quer o que há de melhor no mercado em câmeras e desempenho.
Se seu uso é mais básico e voltado ao dia a dia, é melhor ficar longe do Signature – fique com um aparelho mais modesto e acessível para acessar as redes sociais, tirar fotos sem grandes pretensões e jogar um joguinho de vez em quando. Você vai economizar muito dinheiro.
Se a gente for pegar os preços oficiais, o Signature é R$ 1.800 mais barato que o Galaxy S26 Plus de 512 GB e R$ 3.500 mais barato que o iPhone 17 Pro Max de 512 GB, que são as principais referências em termos de recursos, câmeras e tamanho de tela.
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A gente não sabe como isso vai se desenrolar nos próximos meses, quando os preços começarem a cair, mas se essa diferença continuar, o novo modelo da Motorola se mostra bastante competitivo. Se você preferir economizar e levar o Signature no lugar de um Galaxy S26 Plus ou mesmo de um iPhone 17 Pro Max, você terá um smartphone com um conjunto fotográfico excelente, recarga muito mais rápida e, se você se importa com isso, estilo e acabamento diferenciados.
O Signature pode deixar a desejar um pouco por ter uma interface menos polida que a dos concorrentes e um desempenho ligeiramente abaixo, mas o saldo final do conjunto ainda é muito positivo.
E para encontrar preços melhores, acompanhe os Achados do TB! Nossa equipe revira a internet todos os dias para encontrar as ofertas mais vantajosas para você.
Testamos o Signature, novo celular premium da Motorola; veja como o smartphone se sai em câmeras, desempenho, bateria e recursos no dia a dia antes de decidir se vale a pena comprar
Chegou o novo desafiante (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Modo retrato oferece opções de profundidade de campo e entrega imagens de qualidade, mas tons saem puxados para o vermelho (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Zoom óptico de 3x e sensor de 50 MP garantem fotos ricas em detalhes (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Zoom com IA se sai bem em paisagens (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Zoom com IA do Signature pode alucinar e criar imagens com aspecto muito artificial (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Action Shot garante imagens de movimento sem borrões (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Vídeos tendem a ficar com brilho demais (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Controles de exposição são muito sensíveis, e encontrar equilíbrio pode ser difícil
Desempenho rivaliza com segmento ultra-premium do ano passado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Smart Connect dá acesso a apps do Android em uma tela maior (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Bateria dura bastante e tem recarga muito rápida (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Poco X8 Pro é novidade para gamers (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)Resumo
O Poco X8 Pro chega ao Brasil com o chip Dimensity 8500 Ultra, bateria de 6.500 mAh e certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K. O preço sugerido é R$ 6.999.
O smartphone possui 512 GB de armazenamento, 12 GB de RAM, tela de 6,59 polegadas, resolução 1,5K, picos de brilho de 3.500 nits e LEDs RGB para notificações.
Recursos incluem recarga HyperCharge de 100 W, carregamento reverso de 27 W, câmeras de 50 MP, 8 MP e 12 MP, e comunicação direta sem sinal de operadora.
A submarca Poco, da Xiaomi, trouxe sua nova linha X8 Pro para o Brasil. O modelo que será lançado no Brasil tem 512 GB de armazenamento e 12 GB de RAM, com preço sugerido de R$ 6.999. As vendas no site e nos quiosques e lojas da Xiaomi começam nessa quinta-feira (26/03)
O aparelho foi lançado globalmente em 17 de março e agora chega ao mercado nacional. Como destaques, ele traz o SoC Dimensity 8500 Ultra — que faz sua estreia no smartphone –, a bateria de 6.500 mAh, construção com bordas em metal e certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K de resistência à água e à poeira.
O Poco X8 Pro é o primeiro smartphone lançado no Brasil com o chip Dimensity 8500 Ultra, da MediaTek. Segundo a fabricante, o SoC garante um salto de 25% no desempenho gráfico em relação à geração passada, além de trazer suporte a ray tracing.
O smartphone conta ainda com sistema de resfriamento líquido para controlar a temperatura durante games, que é o foco do aparelho.
HyperIsland do Poco X8 Pro atualiza sobre atividades em andamento (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
O Poco X8 Pro tem uma bateria de silício-carbono com capacidade de 6.500 mAh, com suporte a recarga HyperCharge de 100 W. O aparelho também oferece carregamento reverso de 27 W para abastecer acessórios ou mesmo o celular de um amigo ou familiar que esteja precisando de energia.
A tela do smartphone tem 6,59 polegadas, com resolução 1,5K e picos de brilho de até 3.500 nits. Outro diferencial é a presença de LEDs RGB ao redor das duas câmeras para indicar notificações. E por falar em câmeras, ele tem uma principal de 50 MP, uma ultrawide de 8 MP e uma frontal de 12 MP.
A conectividade também se destaca, com um modo de comunicação direta entre aparelhos da marca mesmo quando não há sinal de operadora.
Em software, a Poco oferece um suporte a acesso remoto por iPhones e criou até mesmo um modo de compra de ingressos, com direito a lembretes persistentes e desempenho máximo. O HyperOS 3, com base no Android 16, tem promessa de quatro anos de atualizações do sistema operacional e seis anos de correções de segurança.
Instagram está liberando nova home gradualmente (imagem: Thiago Mobilon/Tecnoblog)Resumo
O Instagram está testando uma nova interface com o feed de reels como página inicial, acessível por convite para alguns usuários do iOS.
A nova página inicial exibe vídeos curtos, fotos e carrosséis em tela cheia, com conteúdo baseado em recomendações do algoritmo.
A barra inferior agora inclui a seção “Seus feeds”, com opções como “Seguindo” e “Amigos”, permitindo uma experiência sem recomendações do algoritmo.
O Instagram está liberando acesso antecipado a uma nova interface. A principal mudança é que o feed de reels se torna a página inicial nessa nova configuração. O experimento apareceu para alguns usuários e parece estar restrito ao iOS por enquanto — não vimos imagens da novidade no Android até o momento.
O convite para o novo feed aparece como um ícone de crachá no topo da tela, à direita, ao lado das notificações. Ao tocar nele, o usuário pode optar por, nas palavras da Meta, “uma página inicial mais divertida”, com interesses e pessoas favoritas.
Como é a nova página inicial do Instagram?
Fotos, carrosséis e vídeos aparecem em tela cheia na nova home (imagem: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
A página inicial traz um feed de reels muito parecido com o atual, com rolagem vertical infinita e botões para curtir, comentar, republicar e compartilhar. Além de vídeos curtos, ele exibe fotos e carrosséis, tudo em tela cheia. O conteúdo é baseado em recomendações do algoritmo. Resumindo, é bem parecido com o TikTok.
Os stories continuam na página inicial, com comportamento semelhante ao atual. Ao rolar os reels para cima, os stories ficam escondidos. Para vê-los novamente, é necessário rolar no sentido contrário até chegar no topo ou tocar no ícone da casinha na barra inferior.
Feeds lembram Instagram de antigamente
Feeds atuais vão para outra parte do app e usarão menos recomendações do algoritmo (imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)
Por falar em barra inferior, ela ganhou um ícone para outra seção do app, chamada “Seus feeds”. Dá para dizer que é a experiência tradicional do Instagram, sem conteúdo em tela cheia e com mais espaço para legendas e comentários.
A principal mudança é que agora há diversas opções de feeds, como “Seguindo”, “Amigos”, “Mais recentes”, “Somente posts” e “Sugestões”. O usuário pode adicionar ou remover os que deseja.
Dá para notar que há uma ênfase nas opções sem recomendações do algoritmo, o que sugere que a ideia é tornar esse espaço um lugar para quem sente falta de uma experiência mais parecida com a do Instagram de uma década atrás.
Instagram está fazendo mais testes
Vale dizer que esse acesso antecipado não é o único que o Instagram está liberando. Um de nossos colegas aqui no Tecnoblog recebeu um convite parecido, mas a atualização trouxe apenas um visual adaptado ao Liquid Glass da Apple.
Instagram também está testando Liquid Glass (imagem: João Vitor Cruz/Tecnoblog)
Já outro colega também visualizou o crachá para a nova home, mas foi colocado em uma fila de espera. O acesso é antecipado, mas nem tanto.
Acesso antecipado já tem lista de espera (imagem: Caio Hansen/Tecnoblog)
WhatsApp quer facilitar comunicação entre pessoas que não falam a mesma língua (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp está desenvolvendo tradução automática de mensagens para iOS em 21 idiomas, presente na versão beta 26.11.10.70.
A tradução funciona localmente, mantendo a criptografia de ponta a ponta, e pode ser ativada para cada contato ou grupo.
O recurso já está disponível no Android desde setembro de 2025.
O WhatsApp está trabalhando em uma ferramenta para traduzir automaticamente mensagens de grupos e de contatos, compatível com 21 diferentes idiomas. A funcionalidade está presente no código de uma versão beta para iOS.
O site especializado WABetaInfo encontrou o recurso durante uma análise da versão 26.11.10.70 do aplicativo. Ainda não existe uma previsão para o lançamento oficial.
Mensagens são traduzidas automaticamente, mas é possível reverter o texto para o idioma original (imagem: reprodução/WABetaInfo)
O WABetaInfo compartilhou algumas telas de como seria o tradutor do WhatsApp. A opção fica dentro das configurações da conversa, podendo ser ativada de maneira independente para cada contato ou grupo.
Ao ativar a ferramenta, o usuário seleciona o idioma original das mensagens recebidas e o idioma no qual deseja ler o conteúdo. Também é possível selecionar o texto e, nas opções do menu de contexto, desfazer a tradução e visualizar o que foi escrito na língua original.
O WhatsApp recorrerá a ferramentas de tradução que rodam localmente, o que dispensa que as mensagens sejam enviadas a um serviço na nuvem. Com isso, a criptografia de ponta a ponta não fica comprometida.
WhatsApp já oferece este recurso no Android
A automatização das traduções é uma novidade no iPhone e no iPad, mas não no Android. No sistema do Google, selecione a mensagem desejada, toque nos três pontos no canto superior direito da tela e escolha a opção para traduzir. Depois, aponte quais são os idiomas desejados. No último passo, é possível ativar a tradução automática para as próximas mensagens recebidas.
No iOS, o caminho é parecido — selecione a mensagem desejada, toque em “Mais” no menu suspenso e, depois, toque em “Traduzir”. Aí, basta escolher os idiomas e baixar os pacotes correspondentes.
Redes da Meta terão supervisão automatizada (imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)Resumo
A Meta planeja substituir moderadores terceirizados por inteligência artificial para melhorar a moderação de conteúdo, como remoção de publicações ilegais e identificação de golpes.
A Meta afirma que a IA oferece mais precisão e rapidez em tarefas como detectar aliciamento, terrorismo, exploração infantil, fraudes e falsificações de perfis.
Humanos continuarão envolvidos em revisões de conteúdo e decisões críticas, enquanto a IA assume tarefas repetitivas e áreas de táticas mutáveis, como venda de drogas ilícitas.
A Meta anunciou, nesta quinta-feira (19/03), planos para usar inteligência artificial em tarefas de moderação de conteúdo, como remoção de publicações ilegais e identificação de golpes. Essa transição deve levar alguns anos, segundo a empresa.
Enquanto isso, a dona de Facebook e Instagram vai diminuir a contratação de humanos para esses trabalhos. Geralmente, a moderação de conteúdo ficava a cargo de empresas terceirizadas. A Meta não mencionou nenhum nome, mas sabe-se que ela já delegou essas tarefas a companhias como a Accenture e a Teleperformance.
Meta promete moderação melhor com IA
Meta diz que IA se sai melhor que humanos em tarefas repetitivas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
De acordo com a empresa, os sistemas de inteligência artificial superam, de forma consistente, os métodos atuais de fiscalização. Por isso, a companhia espera resultados melhores, mais rápidos e mais precisos.
A companhia ressaltou a grande variedade de tarefas em que a IA se sai bem, como detectar conteúdos relacionados a aliciamento para atividades sexuais, terrorismo, exploração infantil, drogas, fraudes e golpes, além de identificar falsificações de perfis de famosos e roubos de contas.
A Meta também destaca que esses sistemas oferecem mais precisão e respostas mais rápidas a acontecimentos do mundo real. Outra vantagem que a companhia alega é a redução de medidas excessivas.
Humanos continuarão com parte do trabalho
A empresa, no entanto, pondera que a mudança só diz respeito à parte do trabalho que pode ser automatizada.
“Ainda teremos pessoas revisando conteúdo, mas esses sistemas [de IA] poderão assumir trabalhos mais adequados à tecnologia, como análises repetitivas de conteúdo gráfico ou áreas em que atores mal-intencionados estão constantemente mudando suas táticas, como venda de drogas ilícitas e golpes”, escreve a Meta em seu blog.
Além disso, a empresa afirma que as tarefas de desenvolvimento, treinamento, supervisão e avaliação da IA continuarão a cargo de especialistas: “As pessoas continuarão a exercer um papel fundamental em como tomamos as decisões de risco elevado e críticas, como recursos após desativações de contas ou relatos a autoridades policiais”.
Mesmo assim, a migração também pode ter a ver com decisões estratégicas. Como lembra a CNBC, uma reportagem da Reuters indicou que a Meta pode demitir até 20% dos seus funcionários para compensar os gastos no desenvolvimento de IA. Em resposta, a empresa disse que a reportagem era “especulativa”.
Moderação é assunto polêmico
Como lembra o TechCrunch, a Meta prometeu mudanças drásticas na moderação de conteúdo de suas redes no início de 2025, afrouxando várias restrições que vigoravam até então. Paralelamente a isso, a empresa e outras gigantes das mídias sociais estão sendo processadas nos Estados Unidos sob acusação de danos à saúde de adolescentes e jovens.
Os próprios moderadores já tiveram problemas com esse tipo de trabalho. A exposição frequente a imagens perturbadoras — acidentes, crueldade animal, estupros, assassinatos e suicídios, por exemplo — pode levar a diversos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático.
Android permite instalação por fora da Play Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Android exigirá um intervalo de 24 horas para instalação de APKs de desenvolvedores não verificados, visando combater golpes e proteger usuários.
A mudança, válida a partir de setembro de 2026, impõe barreiras ao sideloading sem verificação de identidade dos desenvolvedores, em uma tentativa de evitar a distribuição anônima de apps maliciosos.
A exigência gerou polêmica entre lojas alternativas e desenvolvedores amadores, devido a complicações e custos adicionais.
A solução do Google para a instalação direta de aplicativos de desenvolvedores não verificados é fazer o usuário esperar — literalmente. Para liberar o sideloading, o Android vai impor um intervalo de 24 horas até a autorização.
Nova regra do Google para apps Android gerou críticas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Caso o usuário queira instalar um APK não verificado, ele precisa seguir estes passos:
Ativar o modo de desenvolvedor nas configurações do sistema.
Confirmar que você não está fazendo isso por influência de outra pessoa.
Reiniciar o telefone e refazer a autenticação.
Aguardar 24 horas.
Confirmar a identidade com biometria ou senha do dispositivo.
Optar por uma autorização temporária de 7 dias ou uma autorização definitiva.
Instalar o aplicativo.
Mesmo depois desse processo, o Android continuará alertando o usuário ao tentar instalar um app não verificado, mas será possível prosseguir com a tarefa.
Por que esperar 24 horas para instalar um app?
De acordo com Sameer Samat, presidente de ecossistema Android no Google, a obrigatoriedade do intervalo de 24 horas visa proteger o usuário.
“Achamos que fica muito mais difícil persistir em um ataque. Nesse tempo, você provavelmente ficará sabendo que seu ente querido não foi preso ou que sua conta bancária não está sendo invadida”, diz Samat ao Ars Technica.
O que vai mudar no Android?
As mudanças anunciadas em agosto de 2025 vão impedir a instalação direta (sideloading) de aplicativos sem verificação de identidade dos desenvolvedores. A medida começa a valer em setembro de 2026 nos dispositivos Android com Google Play Protect e apps do Google pré-instalados.
Segundo a empresa, a restrição visa combater a distribuição anônima de apps e, como consequência, impedir que agentes mal-intencionados usem essa tática para espalhar malware, cometer fraudes e roubar dados.
É importante notar que a verificação de identidade não é uma análise do app em si, mas sim um “cara, crachá” para cadastrar quem criou aquele app. A empresa afirma que, assim, pode descobrir quem é o responsável por um software malicioso, atualizar sua base de dados e impedir que outras pessoas instalem programas daquele mesmo autor.
Por que a mudança gerou polêmica?
Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
A exigência gerou uma reação negativa da comunidade Android, com duas críticas principais.
A primeira veio de lojas alternativas, como a F-Droid, que hospeda e distribui aplicativos FOSS (livres e de código aberto). Desenvolvedores por trás do projeto afirmaram que não seria possível se adequar ao processo, ficando somente a alternativa de encerrar as atividades.
A segunda veio de estudantes e desenvolvedores amadores, que passaram a temer uma complicação extra em suas atividades. O Google deve anunciar, em breve, uma solução para esse caso, com contas gratuitas para distribuição de apps a até 20 dispositivos.
OpenAI quer que empresas adotem mais ferramentas além do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI está focando em ferramentas de programação e consumidores corporativos, colocando projetos paralelos em espera, conforme informações do Wall Street Journal.
A mudança de foco ocorre após o crescimento da Anthropic, que tem sucesso como fornecedora de IA para clientes corporativos.
A OpenAI já iniciou a revisão de projetos, buscando alinhar prioridades e conquistar mais espaço em grandes empresas.
A OpenAI pode tomar um rumo diferente e concentrar seus esforços de inteligência artificial generativa em duas áreas: ferramentas de programação e consumidores corporativos. Enquanto isso, projetos paralelos seriam colocados em espera.
As informações foram publicadas pelo Wall Street Journal. Elas teriam sido apresentadas por Fidji Simo, CEO de aplicativos, durante uma reunião com todos os funcionários. Procurada pelo WSJ, a OpenAI não quis comentar o assunto.
Sam Altman, CEO da empresa, e Mark Chen, head de pesquisa, estariam revisando as áreas que serão reduzidas. A expectativa é que os trabalhadores sejam informados dos novos planos ao longo das próximas semanas.
Por que a OpenAI vai mudar seus planos?
Sam Altman deve compartilhar planos com funcionários nas próximas semanas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo o WSJ, a desenvolvedora do ChatGPT decidiu rever seu rumo após o crescimento da Anthropic. A concorrente liderada por Dario Amodei vem tendo sucesso como fornecedora de inteligência artificial para clientes corporativos.
Enquanto isso, a OpenAI já fez um pouco de tudo: o gerador de vídeos Sora, o navegador Atlas, parcerias com lojas e anunciantes no ChatGPT. Existem ainda planos para um dispositivo de hardware, criado em parceria com o famoso designer Jony Ive.
O Wall Street Journal afirma que funcionários atuais e antigos da OpenAI dizem que o alto número de projetos paralelos atrapalha o direcionamento estratégico, que se tornou difícil de seguir. Mesmo recursos computacionais eram redistribuídos entre os times, que eram avisados com pouca antecedência.
OpenAI já começou a rever seus projetos
Mesmo com tantas iniciativas em diferentes áreas, a OpenAI parece estar alinhando suas prioridades. Em fevereiro de 2026, a empresa apresentou o Frontier, uma ferramenta para organizações construírem e gerenciarem agentes de IA. A plataforma já conta com parceiras como McKinsey e Accenture.
Esses movimentos teriam como objetivo conquistar mais terreno em grandes companhias — atualmente, essa adoção fica muito restrita ao ChatGPT. O desafio é levar mais soluções para os clientes corporativos, como a ferramenta de programação Codex.
Recursos gráficos estão disponíveis para todos os usuários (imagem: divulgação)Resumo
O Claude, da Anthropic, agora gera tabelas, gráficos e diagramas usando HTML e SVG, disponível para todos os usuários.
A ferramenta visual pode ser ativada por pedido do usuário ou quando o Claude julgar necessário, oferecendo explicações visuais detalhadas.
O anúncio da “lousa” do Claude ocorreu dois dias após a OpenAI lançar recurso semelhante para o ChatGPT.
O chatbot de inteligência artificial Claude, da Anthropic, ganhou uma ferramenta para gerar tabelas, gráficos, diagramas e outros elementos visuais como parte de suas respostas. A novidade está disponível para todos os usuários, sejam assinantes de planos pagos ou não.
A Anthropic diz que o recurso não é um gerador de imagens. Em vez disso, o Claude usa códigos HTML e gráficos vetoriais em SVG para dar explicações visuais. Para a empresa, é como se o robô tivesse ganhado uma lousa.
Como funciona a ferramenta visual do Claude?
O recurso de geração de diagramas pode entrar em cena a partir de um pedido explícito do usuário ou quando o Claude julgar que uma demonstração visual é mais adequada na hora de dar uma resposta.
No vídeo de apresentação da ferramenta, a Anthropic mostra instruções de construção, simulações de luz e sombra, linhas do tempo e fluxogramas de decisão como demonstrações do que é possível fazer.
A CNET, por exemplo, conseguiu que o Claude fornecesse instruções visuais sobre como trocar um pneu. Por aqui, eu abri o chatbot para testar a ferramenta e ele já saiu com uma demonstração interativa de juros compostos.
Também pedi para mostrar o que é o esquema tático 4-2-3-1 no futebol e ele cumpriu a tarefa com sucesso. Parece bobo, mas geradores de imagem costumam erram, colocando jogadores a mais ou a menos.
Claude gera gráfico em HTML e SVG, diferente de uma imagem comum (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
ChatGPT recebeu recurso parecido
O anúncio da “lousa” do Claude foi feito na quinta-feira (12/03), dois dias após a OpenAI lançar uma ferramenta semelhante para o ChatGPT. O chatbot concorrente agora consegue explicar conceitos de ciências e matemática usando recursos visuais — alguns exemplos são o Teorema de Pitágoras e a Lei de Ohm.
O Claude conseguiu atrair a atenção de usuários do ChatGPT nas últimas semanas, após as duas empresas se envolverem em polêmicas com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A Anthropic, inclusive, criou uma ferramenta para importar memórias e configurações de outros chatbots.
Assinaturas de produtos da Adobe não eram claras, segundo Departamento de Justiça dos EUA (imagem: reprodução)Resumo
A Adobe fez um acordo de US$ 150 milhões com o governo dos EUA para encerrar um processo sobre taxas de cancelamento.
A empresa pagará US$ 75 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA e fornecerá US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes.
No Brasil, a Adobe adotou práticas mais transparentes, mas a taxa de cancelamento ainda é de 20% do valor restante do contrato.
A Adobe anunciou um acordo com o governo dos Estados Unidos no valor total de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 800 milhões, em conversão direta) para colocar fim a um processo movido por autoridades do país. A ação acusava a empresa de prejudicar os consumidores ao cobrar altos valores em taxas de cancelamento, além de dificultar o procedimento.
A empresa vai pagar US$ 75 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e fornecer US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes. “Apesar de discordarmos das acusações do governo e negarmos qualquer conduta incorreta, estamos satisfeitos em resolver essa questão”, diz o comunicado publicado pela Adobe.
Por que a Adobe foi processada?
Adobe migrou para modelo de assinaturas e não vende mais licenças (foto: Szabo Viktor/Unsplash)
O DoJ iniciou um processo contra a Adobe em junho de 2024, alegando que a empresa dificulta o cancelamento dos seus planos, além de cobrar uma taxa que “pode chegar a centenas de dólares”, nas palavras das autoridades americanas.
Ao contratar algum dos produtos da Adobe nos EUA, o cliente tem a opção de assinatura anual, com valores pagos mensalmente. Esse plano sai mais barato que a assinatura mensal “verdadeira”, mas há alguns riscos.
Segundo o DoJ, cancelar antes dos 12 meses era um processo “oneroso e complicado”, que envolvia passar por diversas páginas ou falar com muitas pessoas pelo telefone. Além disso, a taxa de cancelamento e os termos da assinatura ficavam escondidos em letras pequenas, caixas de texto e links, nas palavras das autoridades.
Em seu comunicado, a Adobe afirma que seus procedimentos de assinatura e cancelamento foram aperfeiçoados nos últimos anos para serem mais diretos e transparentes.
E o Brasil?
O Tecnoblog mostrou, em uma reportagem publicada em junho de 2022, que a Adobe tinha práticas similares no mercado brasileiro. A companhia não exibia a informação de que o preço que constava na primeira página se referia ao plano anual com pagamentos mensais.
Além disso, cobrava à vista uma multa de 50% do valor restante em caso de cancelamento antecipado. Essa informação não constava em nenhum aviso, apenas nos termos de assinatura e cancelamento.
Até onde sabemos, nenhuma autoridade brasileira processou a Adobe. Mesmo assim, a empresa adotou práticas mais transparentes. Na home, há o aviso de que os preços se referem aos planos anuais com cobrança mensal.
Aviso ganhou destaque na página inicial da Adobe (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Além disso, a taxa de cancelamento ficou mais branda: 20% do valor restante do contrato. Entretanto, essa informação continua sem destaque, estando presente apenas nos termos de assinatura e cancelamento.
Adobe só explica taxa nos termos de assinatura e cancelamento (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O Tecnoblog entrou em contato com a Adobe para entender se o acordo firmado com a Justiça dos EUA terá alguma consequência para os consumidores brasileiros. Atualizaremos este texto caso haja uma resposta.
Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O presidente da Motorola, Sérgio Buniac, afirma que atualizações de Android não são prioridade para todos os consumidores, destacando que podem até prejudicar o desempenho.
A Motorola lançou o Signature, prometendo sete atualizações do Android, mas não aplicará essa política a todos os modelos.
A empresa enfatiza a importância das atualizações de segurança, destacando parceria com a GrapheneOS Foundation para melhorar a segurança do sistema operacional.
A Motorola mirou o segmento ultra-premium com seu mais novo lançamento, o Signature. Um dos destaques do aparelho é a promessa de sete atualizações do Android, mas não espere que outros smartphones da marca ganhem novas versões do sistema operacional por tanto tempo.
Sérgio Buniac, presidente global da Motorola, diz que não faz sentido que todos os aparelhos sejam contemplados por esse tipo de política. Ele argumenta que isso não é uma prioridade para todos os consumidores e, em alguns casos, um update pode ser até prejudicial para o desempenho.
“As atualizações não são necessariamente boas, geralmente elas consomem mais memória. Tem gente que fala, ‘minha performance piorou, será que eu queria mesmo?’”, argumenta o executivo.
“Tem gente que realmente quer e tem aparelhos que realmente eu não vou ter problema, como o Signature. Já no Moto G, se você botar sete atualizações, talvez, no final, elas estejam lá pelo motivo errado”, completa.
O presidente da Motorola Mobility participou de uma conversa com o Tecnoblog e mais veículos de imprensa logo após o lançamento do Signature, realizado na segunda-feira (09/03).
Atualização é opção do consumidor
Buniac considera que oferecer mais atualizações do Android faz parte de um conjunto de escolhas, que são feitas tanto pelos consumidores, na hora de optar por um produto, quanto pelas empresas, ao desenvolver um smartphone.
“Tem gente que quer mais cor, umas querem mais câmera, outras querem carregar mais rápido. Eu não acho que é diferente com atualização”, avalia. “Quando a pessoa quiser [um modelo com mais atualizações], ela vai ter opções.”
O executivo diz que a Motorola levou essa opção ao extremo com o Signature. “Eu não imagino um consumidor do Signature com o mesmo telefone por sete anos. Nós vamos dar sete anos de upgrade porque a indústria criou essa barreira”, explica.
Não é a primeira vez que a Motorola fala sobre esse assunto. Em 2024, o Tecnoblog conversou com porta-vozes da marca, que deram respostas muito parecidas: limitações de hardware, trocas frequentes de aparelho e pouco interesse dos próprios consumidores.
Edge 70 tem promessa para quatro updates (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O assunto ganhou força nos últimos anos com as políticas generosas de Samsung e Google, que chegam a oferecer sete novas versões do Android após o lançamento dos smartphones. No lado do iOS, a Apple não tem uma política definida, mas iPhones costumam receber atualizações por, no mínimo, cinco anos após sua chegada ao mercado.
Segurança e parcerias
O presidente da Motorola defendeu que as atualizações de segurança são as que realmente importam. Nesse sentido, ele destacou a parceria da empresa com a GrapheneOS Foundation, anunciada durante o MWC 2026.
A Graphene Foundation é a associação responsável pelo desenvolvimento do GrapheneOS, um sistema operacional baseado no Android Open Source Project (AOSP), mas sem serviços do Google e com recursos extras de segurança.
“É o sistema operacional mais seguro do mundo. Se eu conseguir realmente trazer elementos para dentro do sistema Android que o façam mais seguro, isso é maior [do que as atualizações]”, avaliou o presidente.
Giovanni Santa Rosa viajou a Porto Feliz (SP) a convite da Motorola
Edge 70 tem acabamento com cores Pantone (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Motorola Edge 70 custa R$ 4.499 e possui design de 5,99 mm de espessura, câmeras de 50 MP, tela P-OLED de 6,7 polegadas e chip Snapdragon 7 Gen 4.
O Edge 70 Fusion é mais acessível, custando a partir de R$ 2.999, com espessura de 7,2 mm, chip Snapdragon 7s Gen 3, 8 GB de RAM, e tela AMOLED de 6,78 polegadas.
O Edge 70 Fusion Plus combina características do Edge 70 Fusion com câmeras e chip do Edge 70, com Android 16 e três atualizações prometidas.
A Motorola não ficou apenas no Signature: a empresa também olhou para as outras linhas e trouxe mais smartphones para o Brasil. Na família Edge, o Edge 70 tem preço sugerido de R$ 4.499, e o Edge 70 Fusion sai a partir de R$ 2.999.
Como os preços sugerem, o Edge 70 é um aparelho superior. Um dos aspectos em que isso aparece é no design: são apenas 5,99 mm de espessura, pouca coisa mais que o Galaxy S25 Edge (5,8 mm) e o iPhone Air (5,64 mm).
Já o Edge 70 Fusion segue a tradição dessa variante, sendo a opção mais barata da família Edge 70. Por isso, ele não tem o mesmo design fininho nem câmeras com a mesma resolução.
Edge 70 tem câmeras de 50 MP
Além da espessura mínima, o Edge 70 tem nas três câmeras de 50 MP seu principal destaque: a resolução é oferecida pelos sensores da câmera principal, da ultrawide/macro e da frontal/selfie.
Veja alguns detalhes:
Câmera principal: 50 MP, gravação de vídeo em 4K, HDR com cobertura três vezes maior.
Câmera ultrawide/macro: 50 MP e 120° de campo de visão.
Câmera frontal/selfie: 50 MP.
O conjunto conta ainda com sensor de luz 3 em 1, que promete sensibilidade melhor e controle melhor da exposição.
Em outros aspectos técnicos, o Edge 70 tem tela P-OLED de 6,7 polegadas, com taxa de atualização de 120 Hz, pico de brilho de 4.500 nits e proteção Gorilla Glass 7i.
Espessura de 5,99 mm é o destaque do Edge 70 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
No setor de desempenho, o smartphone conta com um chip Snapdragon 7 Gen 4 — lançado em maio de 2025, ele é fabricado com litografia de 4 nm e tem uma CPU capaz de alcançar 2,8 GHz. O Edge 70 é vendido com 12 GB de RAM e opções de armazenamento de 256 ou 512 GB.
A bateria também conta com a tecnologia de silício-carbono, assim como a do Signature, sendo capaz de armazenar 4.800 mAh, com suporte a carregamento com fio de 68 W e sem fio de 15 W.
O Edge 70 vem com Android 16, mas o suporte para atualizações é mais curto que o do Signature: somente quatro updates, chegando ao Android 20.
Edge 70 Fusion é opção mais acessível
A Motorola repetiu anos anteriores e manteve um smartphone Fusion como porta de entrada da família Edge 70.
A principal diferença, claro, é a espessura: 7,2 mm, bem em linha com outros aparelhos. Outras mudanças estão em duas das três câmeras, que não contam com sensores de 50 MP (ultrawide e selfie). Já a principal mantém o Sony Lytia 710 da versão padrão, com 50 MP.
Outra diferença é o chip Snapdragon 7s Gen 3, da Qualcomm. Anunciado em agosto de 2024, ele também é fabricado com litografia de 4 nm, mas tem um pouco menos de potência de CPU, chegando a 2,5 GHz. A quantidade de RAM no smartphone também é menor, com 8 GB, e o armazenamento fica en 256 GB.
De resto, a tela é bem parecida com a do modelo mais caro: uma AMOLED de 6,78 polegadas e 144 Hz de taxa de atualização e 5.200 nits de brilho, com proteção Gorilla Glass 7i. Já a bateria é um pouco maior, com capacidade para 5.200 mAh e suporte a carregamento cabeado de 68 W, mas sem recarga wireless.
Existe ainda a opção do Edge 70 Fusion Plus. Em resumo, ela é um Edge 70 Fusion com câmeras e chip do Edge 70. Eles vêm com Android 16 e promessa de três atualizações do sistema operacional, chegando ao Android 19.
Giovanni Santa Rosa viajou a Porto Feliz (SP) a convite da Motorola
Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Motorola Signature foi lançado no Brasil por R$ 8.999,90, com chip Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
O smartphone possui quatro câmeras de 50 MP com sensores Sony, tela AMOLED de 6,8 polegadas e bateria de 5.200 mAh com carregamento de até 90 W.
O Signature vem com Android 16 e receberá atualizações até o Android 23, além de contar com a Moto AI para assistentes e sugestões de tarefas.
O Motorola Signature chegou ao Brasil com preço sugerido de R$ 8.999. A marca fez o lançamento local do seu novo modelo ultra premium nesta segunda-feira (09/03)
Apresentado em janeiro de 2026 durante o keynote da Lenovo na CES, em Las Vegas (Estados Unidos), o Signature é a aposta da Motorola para disputar espaço com iPhone, Galaxy S26 e outros smartphones do alto escalão do mercado. Para isso, o Signature traz o chip Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM e câmeras com sensores da Sony.
Mesmo assim, o chip não-Elite tem números promissores, como CPU com frequência máxima de 3,8 GHz. O “coração” do smartphone fica completo com os 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
Câmeras com sensores Sony, tela grande e mais
Signature tem três câmeras de 50 MP (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Outro ponto que a Motorola destaque em seu novo flagship são as quatro câmeras de 50 MP, sendo três delas com sensores da Sony:
Principal, com sensor Sony Lytia 828, o maior dessa resolução já usado pela fabricante, capaz de gravar vídeos em 8K.
Periscópica, com zoom óptico de 3x e sensor Sony Lytia 600.
Ultrawide, com campo de visão de 122°.
Selfie, com sensor Sony Lytia 500 e gravação de vídeo em 4K.
A tela AMOLED de 6,8 polegadas é outro ponto interessante do aparelho, oferecendo até 165 Hz de taxa de atualização e 6.200 nits de pico de brilho.
A Motorola seguiu os passos de concorrentes chinesas e empregou a tecnologia de silício-carbono na bateria do Signature. Com isso, ela alcançou 5.200 mAh de capacidade, além de oferecer suporte a carregamento de até 90 W com cabo e 50 W wireles.
Suporte até o Android 23
A Motorola seguiu os passos de concorrentes na hora de oferecer suporte de longo prazo ao Signature. O aparelho vem com Android 16 e promessa de sete atualizações do sistema operacional — o que significa que ele deve receber até o Android 23. Os updates de segurança devem ser distribuídos por sete anos.
Ainda em software, vale lembrar que a Motorola conta com a Moto AI, com ferramentas para sugerir tarefas, gerar imagens e resumir notificações, além de diversas opções de assistentes, como Gemini, Copilot e Perplexity.
Giovanni Santa Rosa viajou a Porto Feliz (SP) a convite da Motorola
Startups de IA dizem que cobrança feita pelo WhatsApp atrapalha seus planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta cobrará cerca de R$ 0,33 por mensagem não padronizada de chatbots de IA no WhatsApp, segundo o TechCrunch.
Empresas como Zapia e Luzia consideram que a cobrança fere decisões regulatórias e inviabiliza seus serviços.
A taxa segue modelo adotado na União Europeia, que também barrou as alterações nos termos de uso que proibiriam chatbots.
A Meta vai começar a cobrar taxas de uso do WhatsApp de quem oferece chatbots de inteligência artificial pelo aplicativo. A medida é uma resposta às decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que obrigaram a empresa a permitir esse tipo de serviço em sua plataforma.
Conforme apurado pelo TechCrunch, para cada mensagem que não seja padronizada, será cobrada uma taxa de cerca de R$ 0,33 (oficialmente, o valor é expresso em dólares: US$ 0,0625). A política de cobrança adotada pelo WhatsApp segue o modelo adotado na União Europeia, onde autoridades do bloco também barraram as alterações dos termos de uso que proibiriam chatbots do tipo.
Em resposta ao Tecnoblog, a Meta apenas reforçou o posicionamento enviado na quarta-feira (04/03):
“Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços.”
Em resposta ao UOL, a empresa uruguaia Zapia considerou que a cobrança fere a decisão do Cade. Já a espanhola Luzia diz que os valores cobrados inviabilizam a escala de seus serviços.
Até então, provedores ofereciam serviços do tipo como se fossem uma conversa comum dentro do mensageiro. Dava até para mandar uma mensagem para o ChatGPT ou o Copilot por lá, mas, diante das novas políticas, a OpenAI e a Microsoft decidiram encerrar essa opção.
ChatGPT já esteve disponível via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
Outras empresas, como Zapia e Luzia, construíram seus modelos de negócio em torno dessa conveniência para o usuário. Até por isso, as duas entraram com uma representação junto ao Cade para reverter a decisão da Meta.
As autoridades regulatórias brasileiras deram razão às startups de IA, em decisão emitida em janeiro e reforçada na última quarta-feira (04/03). No entendimento do órgão, os novos termos de uso poderiam prejudicar a livre concorrência no mercado. A Meta oferece seu próprio chatbot, a Meta AI, no WhatsApp e em outras de suas plataformas.
Vale dizer que essas medidas só se aplicavam caso o serviço oferecido fosse a IA em si. Se uma empresa de viagens ou uma loja de roupas, por exemplo, tivesse um chatbot de atendimento ao cliente, seu funcionamento estaria liberado.
ChatGPT começou a liberar acesso ao GPT-5.4, mas só para quem paga (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O GPT-5.4 da OpenAI executa tarefas em programas de computador capturando imagens da tela e enviando comandos de mouse e teclado. Ele também escreve códigos e conecta-se a APIs.
Disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro, o GPT-5.4 oferece um plano de raciocínio antes de executar tarefas. Ele também está no Codex e via API.
A OpenAI está em disputa com a Anthropic, com desentendimentos públicos e diferenças em parcerias, como a colaboração da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA.
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (05/02) o modelo de inteligência artificial GPT-5.4. Pela primeira vez, um modelo da companhia vem com capacidade nativa de uso de computadores, o que significa que ele consegue executar tarefas em diferentes programas.
Para conseguir isso, o agente captura imagens da tela, entende as interfaces e envia comandos de mouse e teclado. Assim, ele pode resolver tarefas envolvendo, por exemplo, planilhas, documentos e apresentações.
Outra solução é escrever códigos para lidar com as tarefas — o GPT-5.4 também faz isso. A IA conta ainda com a capacidade de escolher a ferramenta certa para cada ocasião e, se for necessário, fazer a conexão com APIs.
Segundo a empresa, o GPT-5.4 é um modelo de raciocínio, o que significa que ele leva um tempo extra até chegar a uma resposta. Isso pode ser útil para agentes de IA, que receberiam um passo a passo com instruções mais precisas.
Como usar o GPT-5.4?
O GPT-5.4 já está disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro — usuários que não pagam vão ter que esperar, por enquanto. Ele aparece com a denominação GPT-5.4 Thinking. Ele também será oferecido na ferramenta de programação Codex e via API.
No chatbot, a interação é um pouco mais detalhada do que o habitual. O GPT-5.4 oferece primeiro um plano de raciocínio, descrevendo o que pretende fazer para chegar à resposta desejada. O usuário, então, pode fazer alterações no raciocínio, evitando ter que esperar uma resposta e não receber o resultado desejado.
O modelo também recebeu melhorias nos recursos para buscar e reunir informações de diversas fontes e, como em toda atualização, a promessa é que as respostas sejam mais factuais e haja menos alucinações.
OpenAI está em disputa com a Anthropic
Em dezembro de 2025, a OpenAI lançou o GPT-5.2 em tempo recorde. Na ocasião, rumores indicavam que a companhia estava trabalhando em “código vermelho” para barrar o crescimento do Gemini 3, que despontava como um competidor relevante para o ChatGPT.
Existem alguns paralelos possíveis entre aquele episódio e o lançamento desta quinta. O contexto, porém, é bem diferente.
Desta vez, a OpenAI está em uma briga com a Anthropic, e os motivos são diversos. As primeiras semanas tiveram provocações, como o comercial que satirizava as propagandas no ChatGPT. Depois, em um evento na Índia, Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, se recusaram a dar as mãos durante uma foto com líderes do setor e o primeiro-ministro do país, Narendra Modi.
Os capítulos mais recentes, porém, são de outra ordem de importância. A OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, enquanto a Anthropic se recusou a fornecer ferramentas de IA para vigilância doméstica ou armas autônomas.
Recurso será oferecido para usuários da versão para iPhone ao longo das próximas semanas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp para iOS agora sugere figurinhas ao digitar emojis, mas a liberação do recurso é gradual.
O recurso não relaciona emojis com stickers criados por usuários, apenas com pacotes oficiais.
A função de sugestão de figurinhas foi mencionada na versão 26.8.75 do aplicativo e está em desenvolvimento desde 2021.
Uma nova atualização no WhatsApp para iOS adicionou o recurso de sugestão de figurinhas. Com ela, ao digitar um emoji, o próprio aplicativo mostra stickers que combinam com aquela expressão. O recurso, porém, tem algumas limitações.
O site WABetaInfo notou a mudança na versão 26.8.75 do aplicativo — a informação está presente até no changelog da versão, disponível na App Store. Apesar disso, a Meta está liberando gradualmente o recurso, então pode demorar algumas semanas até que todos tenham acesso.
Como funcionam as sugestões de figurinhas?
Atalho para acessar sugestões de figurinhas aparece ao lado da mensagem (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Ao digitar uma palavra ou frase, o teclado do celular pode sugerir um emoji que combine com aquele conteúdo — para “doido”, aparecem duas carinhas de língua de fora e outra rindo; para “triste”, aparecem três semblantes cabisbaixos.
O novo recurso do WhatsApp é baseado nessa função. Ao escolher um emoji, o aplicativo mostra, no lado direito do espaço para digitar a mensagem, uma figurinha animada. Tocando nela, aparecem sugestões de stickers que combinam com aquele sentimento.
Esse recurso parece estar sendo preparado há bastante tempo. Em 2021, já noticiávamos o desenvolvimento de uma ferramenta do tipo, ainda que um pouco diferente, sem precisar passar pelos emojis para chegar às figurinhas. Três anos depois, a funcionalidade já era mais próxima do que vemos agora, no lançamento oficial.
Você não verá todas as figurinhas
Como dissemos, o recurso de sugestões tem uma limitação: ele não é capaz de relacionar emojis à maioria dos stickers criados pelos próprios usuários. Se você tem um pacote do seu cachorro com várias expressões, por exemplo, ele não aparecerá na lista.
Provavelmente, o que acontece nos bastidores é um “cadastro” dos emojis relacionados a cada figurinha dos pacotes oficiais. Quando você mesmo cria um sticker usando a ferramenta do próprio app, não tem como adicionar essa informação em nenhum lugar — aí, o jeito é procurar manualmente mesmo.
AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)Resumo
O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.
O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.
Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.
Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.
Como funciona o Canvas?
Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)
O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.
No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.
Para que serve o Canvas?
Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.
A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.
Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.
E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.
Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.
Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)Resumo
O Android 16 QPR3 introduziu um modo PC nativo, disponível apenas para a linha Pixel, que não é vendida no Brasil.
O modo PC permite conectar o celular a um monitor via USB-C, oferecendo uma interface similar a de um desktop, com suporte a mouse e teclado Bluetooth.
Fabricantes como a Samsung e a Motorola já possuem soluções próprias de modo desktop, como o DeX e o Ready For, respectivamente.
O Android 16 QPR3 trouxe uma novidade: ao ser conectado a um monitor usando um cabo USB-C, ele oferece uma interface similar à de um desktop. Assim, basta conectar um mouse e um teclado por Bluetooth para usar o celular como um computador. O recurso foi desenvolvido em parceira com a Samsung, que oferece o modo DeX há anos, com funcionamento praticamente idêntico.
A atualização, portanto, é uma novidade apenas na linha Pixel, com aparelhos Pixel 8 e posteriores oferecendo suporte. Como os smartphones da marca própria do Google não são vendidos por aqui, pouca coisa muda para o público brasileiro no momento.
O modo desktop já estava presente na versão beta QPR1 Beta 2, distribuída em junho de 2025. Agora, a disponibilidade é mais ampla. O Android QPR é uma versão trimestral do sistema, liberada para aparelhos da linha Pixel. Posteriormente, essas novidades podem chegar à versão estável do sistema, cabendo a outras fabricantes implementá-las.
Como é o desktop mode do Android?
Telefone fica liberado para uso (imagem: divulgação)
O ambiente de desktop do sistema operacional é bem parecido com o de concorrentes como Windows e macOS. Os apps rodam em janelas, em modo tablet/dobrável (quando disponível), e é possível redimensioná-las livremente, bem como movê-las ou sobrepô-las.
Na parte de baixo da tela, fica uma barra de tarefas, com atalhos para aplicativos e os três botões padrão do sistema: voltar, tela inicial e tela multitarefas. Na parte superior, há uma barra bastante familiar aos usuários de Android, com hora, data e indicadores de Wi-Fi e bateria.
Um ponto importante é que o smartphone fica liberado para uso, liberando recursos como câmera e ligações, por exemplo. Se for conectado a um tablet, é possível colocar o monitor para funcionar como segunda tela. No momento, nenhum tablet da linha Pixel oferece esse suporte, então isso só funciona com o Galaxy Tab S11 e alguns modelos de gerações anteriores.
O modo desktop do Android gera curiosidade extra porque o Google já confirmou que trabalha em uma versão do sistema para PCs, ainda sem previsão de lançamento. As imagens que vazaram, porém, mostram algumas diferenças para o recurso da linha Pixel, como os botões no canto inferior direito e a barra na parte superior da janela.
Fabricantes já têm soluções próprias
O modo desktop do Android é bastante aguardado, mas muitos usuários do sistema já contam com esse recurso, graças a iniciativas das próprias fabricantes de celulares. Uma delas é a própria Samsung, com o modo DeX.
Outra pioneira nesse tipo de conectividade é a Motorola. Lá em 2011, ela vendia o Atrix, que podia ser conectado a um acessório chamado Lapdock, que era basicamente um monitor e um teclado montados em formato de notebook.
Atualização permite conectar celular a um monitor externo e ativar interface de PC. Solução só está disponível para dispositivos selecionados de Google e Samsung.
Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)
WhatsApp terá que conviver com IAs rivais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Cade manteve a decisão que permite chatbots concorrentes da Meta AI no WhatsApp, como Luzia e Zapia.
Novos termos de uso do WhatsApp, que proibiam chatbots de concorrentes, foram bloqueados.
A decisão do Cade foi unânime, negando o recurso apresentado pela Meta.
O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu manter a medida preventiva que, na prática, libera chatbots de inteligência artificial concorrentes à Meta AI no WhatsApp, como Luzia e Zapia.
O Tribunal avaliou que a exclusão total das ferramentas de IA não seria proporcional e que as novas regras poderiam prejudicar a livre concorrência no mercado.
O julgamento foi decidido por unanimidade, negando recurso interposto pela Meta e mantendo a medida preventiva imposta pela Superintendência-Geral do Cade (SG-Cade). A companhia argumentava que os chatbots podem sobrecarregar sua infraestrutura e que os desenvolvedores de IA não podem depender do WhatsApp.
Procurada pelo Tecnoblog, a assessoria de imprensa da Meta enviou o seguinte comunicado:
Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços.
Luzia e Zapia entraram com representação junto ao Cade e solicitaram uma medida preventiva. As duas empresas oferecem chatbots de IA primariamente via WhatsApp. Elas alegaram que as novas regras poderiam afetar o mercado brasileiro de IA, dado que o mensageiro da Meta é o mais usado no país.
Dois dias antes de as novas regras começarem a valer, o Cade proibiu as mudanças nos termos de uso do WhatsApp, mantendo a permissão para IAs concorrentes no aplicativo.
MacBook Neo tem quatro opções de cor (imagem: divulgação)Resumo
A Apple lançou o MacBook Neo, que utiliza o chip A18 Pro de iPhone.
O computador tem tela de 13 polegadas, 8 GB de RAM, até 512 GB de armazenamento e bateria com autonomia para 16 horas.
Ele chega ao Brasil por R$ 7.299, sendo R$ 6.700 mais barato que o MacBook Air vendido por aqui.
A Apple apresentou nesta quarta-feira (04/03) o MacBook Neo. No Brasil, ele tem preço sugerido de R$ 7.299 — para efeito de comparação, o MacBook Air mais barato está saindo por R$ 13.999. Nos Estados Unidos, esses dois valores são de US$ 599 e US$ 1.099, respectivamente.
O grande diferencial (que muita gente pode considerar negativo, nesse caso) está no chip: em vez de adotar um processador da linha M, como o resto da linha Mac, ele vem com um A18 Pro, o mesmo presente no iPhone 16 Pro, lançado em 2024.
Os smartphones da Apple são bastante potentes, mas ainda precisamos ver na prática como isso se traduz em um computador completo. A empresa promete, na comparação com PCs com Intel Core Ultra 5, 50% mais velocidade em navegação na web e até três vezes mais velocidade em tarefas de inteligência artificial executadas no próprio dispositivo.
Como é o MacBook Neo?
Em outras especificações importantes, temos tela de 13 polegadas Liquid Retina, 8 GB de RAM, duas portas USB-C (sendo uma USB 3 e outra USB 2) e saída para fone de ouvido, câmera FaceTime HD de 1080p e bateria para até 16 horas de streaming de vídeo, nas estimativas da Apple.
O MacBook Neo tem suporte a um monitor externo de até 4K a 60 Hz, com seu próprio monitor funcionando simultaneamente. Em som, são dois alto-falantes, com suporte a áudio espacial e Dolby Atmos.
MacBook Neo tem duas portas USB-C (imagem: divulgação)
Em dimensões, ele tem 1,27 cm de espessura, 29,75 cm de largura e 20,64 cm de comprimento, sendo um pouco menor que o MacBook Air de 13,6 polegadas. O peso é o mesmo: 1,23 kg.
Em comparação com outros modelos da linha, ficou de fora o carregador MagSafe (com encaixe magnético na lateral do aparelho), o teclado retroiluminado e câmeras com Center Stage. Mas, justiça seja feita, estamos falando de aparelhos que custam o dobro do Neo (ou até mais).
Teclado do Neo não tem iluminação (imagem: divulgação)
O modelo básico, de R$ 7.299, tem 256 GB de armazenamento e não conta com Touch ID no teclado. A versão superior custa R$ 8.499, vem com 512 GB e leitor de digitais. Há quatro opções de cor: prata, blush (rosa), amarelo-cítrico e índigo (cinza azulado escuro).
O que a Apple quer com o MacBook Neo?
O Neo é o MacBook mais barato que a Apple lança no Brasil em mais de uma década, até onde eu consegui checar. O MacBook de 2015 (que pode ser lido como um equivalente do Neo, já que não era Air nem Pro) chegou custando R$ 8.699 — e aí teríamos que considerar inflação e variação do dólar em 11 anos para saber a equivalência em valores atuais.
Apple apresenta Neo como “seu primeiro Mac” (imagem: divulgação)
Pode parecer um preço caro para um notebook com chip de celular? Sim. Mas, ao mesmo tempo, mostra uma estratégia da Apple de marcar presença em um segmento onde ela não estava disponível. E como o varejo quase sempre pratica preços menores do que os sugeridos, ele pode se tornar ainda mais competitivo.
De novo: temos que ver como é o desempenho do A18 Pro em um computador. Só aí vai dar para saber se o Neo é um concorrente sério para laptops com Windows.
Novos recursos devem chegar ao navegador com mais rapidez (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google lançará novas versões estáveis do Chrome a cada duas semanas a partir de setembro de 2025, reduzindo o ciclo atual de quatro semanas.
A mudança visa diminuir problemas e facilitar correções de bugs, com atualizações mais frequentes e de menor escopo.
O novo ciclo de atualizações se aplica a todas as plataformas, exceto os canais Dev e Canary, e a versão extended stable manterá o ciclo de oito semanas.
O Google fará alterações no ciclo de desenvolvimento do Chrome: uma nova versão estável do navegador será liberada a cada duas semanas — atualmente, o intervalo entre os updates é de quatro semanas. O cronograma mais curto passa a valer a partir de setembro de 2025.
Com a mudança, a versão 153, que estava programada para 22 de setembro, chegará no dia 8 de setembro. A 154, anteriormente esperada para 20 de outubro, chega em 22 de setembro — e assim sucessivamente.
Por que o Chrome terá atualizações mais frequentes?
Google Chrome usava ciclo de quatro semanas desde 2021 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Em um texto publicado no blog de desenvolvedores do Chrome, a equipe explica que as novas versões serão mais frequentes, mas terão um escopo menor. Com isso, os problemas devem diminuir, e as correções de bugs pós-lançamento serão mais simples.
“As plataformas web estão avançando constantemente, e nossa missão é garantir que desenvolvedores e usuários tenham acesso imediato às mais recentes melhorias de desempenho, correções e novas funcionalidades”, diz o comunicado.
O Google explica que o novo ciclo de atualização vale tanto para a versão estável quanto para a versão beta — que chegará três semanas antes. Isso afeta todas as plataformas: Android, iOS e desktop. Os canais Dev e Canary não terão alterações, nem as correções de segurança semanais.
Outra versão que permanecerá como é hoje é a extended stable, voltada a administradores de ambientes corporativos — ela segue um ciclo de oito semanas, garantindo tempo extra para lidar com as atualizações.
O time de desenvolvimento diz estar trabalhando para que Chromebooks também estejam alinhados ao ciclo de duas semanas, com as atualizações passando por testes dedicados de plataforma. Intervalos mais longos também estarão disponíveis para esses dispositivos.
O WhatsApp iniciou uma lista de espera para assinatura premium na versão beta do app para Android.
O pacote pago incluirá stickers exclusivos, temas extras e mais conversas fixadas.
O preço ainda não foi divulgado.
O WhatsApp começou a liberar uma lista de espera de sua assinatura premium na versão beta do aplicativo para Android. Alguns participantes do programa de testes passaram a ver uma opção para serem notificados quando o plano pago, que trará mais recursos, estiver disponível.
O site WABetaInfo, especializado em novidades do mensageiro, encontrou a lista na versão 2.26.9.6 do app, mas nota que alguns usuários podem ter acesso ao cadastro mesmo em compilações mais antigas.
Para que serve a lista de espera para o plano premium?
Lista de espera adianta alguns diferenciais da assinatura premium (imagem: reprodução/WABetaInfo)
A publicação explica que, ao se inscrever na lista, o usuário receberá uma notificação quando o plano estiver disponível para assinatura. O cadastro não obriga o usuário a comprar o pacote, que será opcional.
Os usuários que já têm acesso à lista estão sendo convidados ao abrir o menu de figurinhas (stickers) do aplicativo. Um banner diz que figurinhas exclusivas estarão disponíveis em breve — uma das vantagens do plano premium.
Quais são os diferenciais do WhatsApp premium?
A página da lista de espera dá algumas dicas do que podemos esperar do plano pago do WhatsApp: stickers exclusivos, mais temas e possibilidade de fixar mais conversas na lista de contatos e grupos. O aplicativo diz ainda que haverá outros benefícios.
Na ocasião, imaginou-se que o pacote traria recursos adicionais da Meta AI, como geração de vídeo, além de bloqueio de anúncios nos Status e Atualizações. A página da lista de espera não menciona explicitamente essas mudanças, mas elas podem estar incluídas na tal lista de outros benefícios. Ainda não se sabe qual seria o preço.
Vale lembrar que a Meta criou um plano pago na União Europeia, mas, por lá, o objetivo era outro: dar uma opção para navegação sem propaganda. Quem não quisesse pagar, poderia continuar com a versão gratuita, mas teria que ceder seus dados para receber anúncios personalizados.
S26 Ultra usa chip Snapdragon 8 Elite Gen 5, enquanto S26 Plus e S26 vêm com chips Exynos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A Samsung planeja equipar toda a linha Galaxy com chips Exynos, substituindo fornecedores como Qualcomm e MediaTek.
O Exynos 2600, com litografia de 2 nm, é usado no Galaxy S26 e S26 Plus, visando melhorar o consumo de energia.
A transição para Exynos é um projeto de médio a longo prazo, envolvendo avaliação de necessidades e testes rigorosos.
A Samsung tem planos de médio e longo prazo para equipar toda a linha Galaxy de smartphones e tablets com chips Exynos, desenvolvidos pela própria empresa, deixando de lado fornecedores como Qualcomm e MediaTek.
A declaração foi feita por Moon Sung-hoon, vice-presidente de hardware da divisão mobile da Samsung. Segundo o executivo, a companhia vai trabalhar de maneira próxima a seus parceiros para fazer a transição.
O parceiro, no caso, deve ser outro braço da própria Samsung: a divisão System LSI, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de semicondutores lógicos. Vale dizer que ela não é responsável pela fabricação de chips — isso fica a cargo da Samsung Foundry.
Por que a Samsung quer usar Exynos?
Exynos 2600 é o processador mais moderno da Samsung (imagem: divulgação)
A Samsung não diz isso oficialmente, mas a transição para processadores Exynos também pode significar uma redução de custos para a empresa. Em um mercado com preços em alta e margens mais apertadas, isso faz ainda mais sentido.
Quanto tempo deve levar até a transição para o Exynos?
O executivo não deu um cronograma, mas afirmou que este é um projeto de médio a longo prazo. A transição é um processo complexo, que envolve definir requisitos de cada produto, determinar especificações e conduzir testes rigorosos dos chips produzidos.
Apple indica novos MacBooks Pro para trabalhos da indústria criativa (imagem: divulgação)
A Apple apresentou, nesta terça-feira (03/03), dois novos chips da sua família M: o M5 Pro e o M5 Max. Eles já estão disponíveis na linha MacBook Pro, com preços a partir de R$ 26.999 para o M5 Pro e R$ 44.999 para o M5 Max. Além disso, a empresa trouxe uma versão renovada do MacBook Air, agora com M5, a partir de R$ 13.999.
Novos modelos têm foco em IA, com aceleradores neurais (imagem: divulgação)
O M5 Pro agora conta com CPU de até 18 núcleos, contra 14 do M4 Pro. A disposição deles também é diferente: o novo modelo tem até 6 “super núcleos”, como chamou a Apple, e 12 núcleos de performance, enquanto a geração passada tinha 10 núcleos de performance e 4 de eficiência.
Outra diferença são os aceleradores neurais, que prometem facilitar a execução local de modelos de linguagem de larga escala avançados (LLMs). A Apple também aumentou a largura de banda de memória, que passou de 273 GB/s para 307 GB/s.
Entre aqueles números que as empresas sempre prometem, estão desempenho de inteligência artificial de quatro vezes em relação à geração passada, e oito vezes os chips da geração M1. O desempenho do SSD também está duas vezes mais rápido, e as opções de armazenamento agora começam em 1 TB no modelo Pro.
O M5 Max repete as configurações de CPU do modelo Pro e também traz aceleradores neurais como novidade. A largura de banda da memória também recebeu melhorias, passando de 546 GB/s para 614 GB/s. As opções de RAM seguem as mesmas, indo de 36 GB a 128 GB, enquanto o armazenamento agora começa em 2 TB.
Entre os comparativos divulgados pela Apple, temos processamentos de prompts de LLMs com quatro vezes mais velocidade em relação à geração passada e geração de imagens oito vezes mais rápida que na família M1. A companhia fala ainda em desempenho gráfico 50% melhor do que o da linha anterior.
Ambos os chips equipam modelos de 2026 do MacBook Pro, que não tiveram outras alterações em relação aos anteriores. Vale notar que o M5 Pro e o M5 Max ainda não estão disponíveis em desktops, como o Mac Studio e o Mac Pro.
Entre as mudanças da versão com M5 em relação à com M4, estão CPU com 4 super núcleos e 6 núcleos de eficiência, aceleradores neurais para tarefas de IA e largura de banda de memória de 153 GB/s (contra 120 GB/s da geração anterior).
Outra diferença está no armazenamento, que agora começa em 512 GB e vai até 4 TB. A conectividade também melhorou, com suporte a Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.
Estes são os preços iniciais de cada modelo. A Apple agora oferece configurações predefinidas de memória e chip, e não é mais possível escolher os componentes de modo separado.
MacBook Air M5 13′: R$ 13.999
MacBook Air M5 15′: R$ 15.999
MacBook Pro M5 Pro 14′: R$ 26.999
MacBook Pro M5 Max 14′: R$ 44.999
MacBook Pro M5 Pro 16′: R$ 33.999
MacBook Pro M5 Max 16′: R$ 47.999
A configuração mais cara — MacBook Pro M5 16′ com GPU de 40 núcleos, 128 GB de RAM e 8 TB de SSD — sai por R$ 88.599.
M5 Pro e M5 Max fazem sua estreia nos notebooks avançados da marca e prometem desempenho superior em modelos de IA locais. Laptop de entrada recebe atualização.
Apple indica novos MacBooks Pro para trabalhos da indústria criativa (imagem: divulgação)
Novos modelos têm foco em IA, com aceleradores neurais (imagem: divulgação)
HBO Max já teve diversos nomes (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
A Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery fecharam um acordo de US$ 110 bilhões, com cada ação a US$ 31.
Um novo serviço de streaming, nascido da junção de Paramount+ e HBO Max, poderá ter com 200 milhões de assinantes e a HBO deve ser uma submarca.
A fusão ainda precisa de aprovação regulatória nos EUA, com algumas autoridades expressando preocupação.
Os serviços de streaming HBO Max e Paramount+ podem ser unidos futuramente, caso a aquisição da Warner Bros Discovery pela Paramount Skydance seja aprovada pelas autoridades regulatórias. Quem disse isso foi David Ellison, CEO da Paramount, em uma chamada com investidores nesta segunda-feira (02/03).
A Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery fecharam um acordo no valor estimado de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 570 bilhões, em conversão direta), com o pagamento de US$ 31 por ação (aproximadamente R$ 160), derrotando as ofertas anteriores feitas da Netflix.
O que se sabe sobre o novo streaming?
Paramount+ tem filmes, séries e transmissões esportivas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Por enquanto, não há muitas informações sobre como seria esse novo serviço, muito menos detalhes sobre nome e preço. Ellison disse que o streaming nasceria com 200 milhões de assinantes.
O CEO fez questão de enfatizar que a “HBO vai continuar sendo a HBO”, no que diz respeito à qualidade da programação. Mesmo assim, segundo a CNBC, uma pessoa com conhecimento dos planos da Paramount afirmou que a HBO deve ser uma submarca do novo serviço.
Quais são os planos da Paramount para a Warner Bros?
Ellison destacou que a empresa resultante da fusão terá muitas franquias sob seu guarda-chuva, como Harry Potter, Top Gun, Star Trek, Looney Tunes e Game of Thrones. Ele também quer manter 30 ou mais lançamentos anuais nos cinemas.
Outro ponto forte da nova gigante estaria nas transmissões esportivas, com a junção da TNT Sports e da CBS Sports. Nos Estados Unidos, elas têm os direitos sobre diversas competições, como NFL, MLB, NHL, Roland Garros e mais. No Brasil, a HBO Max tem a Champions League, e a Paramount+ transmite alguns jogos da Copa Libertadores.
A aquisição, no entanto, ainda precisa passar pelas aprovações regulatórias dos EUA. Ellison confia que isso não será problema — ele defende que a fusão das duas empresas beneficia a competição, os consumidores e a comunidade criativa.
Nem todas as autoridades estão convencidas, entretanto. Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, já declarou que pretende avaliar de maneira rigorosa a negociação.
Motorola diz que GrapheneOS chega para complementar suas soluções de tecnologia (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Motorola anunciou parceria com a GrapheneOS Foundation para desenvolver smartphones compatíveis com o GrapheneOS, um sistema Android sem Google.
O GrapheneOS é um sistema operacional de código aberto, sem aplicativos e serviços do Google, oferecendo opções de segurança como revogação de acesso à rede e controle de sensores.
Atualmente, o GrapheneOS é compatível apenas com 20 modelos da linha Pixel, mas a parceria com a Motorola visa expandir essa compatibilidade para futuros dispositivos da marca.
A Motorola confirmou uma parceria com a GrapheneOS Foundation, que desenvolve uma versão do Android sem componentes do Google e focada em privacidade. De acordo com a fabricante, futuros aparelhos da marca poderão ser compatíveis com o sistema.
O anúncio foi feito neste domingo (01/03), no Mobile World Congress 2026, realizado em Barcelona (Espanha).
Como será a parceria da Motorola com o GrapheneOS?
De acordo com o comunicado divulgado, a Motorola e a GrapheneOS Foundation vão trabalhar juntas para “fortalecer a segurança dos smartphones e colaborar em futuros aparelhos projetados para serem compatíveis com o GrapheneOS”. Além disso, a companhia diz que novas ferramentas de segurança devem ser apresentadas em breve, assim como pesquisas e melhorias de software.
No X, a conta oficial do sistema disse que a parceria permitirá levar o sistema alternativo a um “subconjunto” de dispositivos da Motorola por meio de uma instalação direta. A fundação ainda afirmou ter esperança de que futuros aparelhos da marca venham com o GrapheneOS já instalado.
Atualmente, o GrapheneOS só está disponível para 20 modelos da linha Pixel que ainda não atingiram o fim do ciclo de vida.
O que é o GrapheneOS?
O GrapheneOS é um sistema operacional livre e de código aberto, desenvolvido usando o Android Open Source Project como base. Seu principal diferencial é vir sem os aplicativos do Google, como Gmail, Drive e Fotos, além de não contar com elementos que funcionam na base do Android “padrão”, como os Google Play Services.
Google Play Services funciona como base para muitos recursos do Android do Google (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Apesar disso, usuários do sistema ainda têm a opção de instalar uma versão dos Google Play Services em uma sandbox, solução que o “separa” do resto do sistema, limitando acesso a dados e recursos.
Entre outras soluções de segurança e privacidade, o GrapheneOS conta com a possibilidade de revogar o acesso à rede para qualquer aplicativo, além de ter controle individual de cada sensor do aparelho para cada app. Ainda nessa lista, o sistema oferece reinicialização automática, opção para desabilitar o USB-C e uma senha alternativa para tela de bloqueio — que, na verdade, apaga por completo todos os dados do smartphone.
Câmera única e notch continua presentes na linha de entrada da Apple (imagem: divulgação)Resumo
O iPhone 17e custa a partir de R$ 5.799 com armazenamento de 256 GB, chip A19 e suporte a MagSafe, mantendo notch e câmera traseira única de 48 MP.
O iPad Air com chip M4 custa a partir de R$ 7.499, oferece 50% mais memória unificada e 30% mais velocidade que o modelo anterior, além de compatibilidade com Wi-Fi 7 e 5G aprimorado.
Ambos os dispositivos mantêm preços iniciais das gerações anteriores, com melhorias em armazenamento e desempenho.
A Apple anunciou dois novos produtos nesta segunda-feira (02/03). Um deles é o iPhone 17e: com preços a partir de R$ 5.799, ele chega com armazenamento de 256 GB ou superior, chip A19 e suporte a acessórios MagSafe, mas continua com notch na tela e apenas uma câmera traseira. O outro é o iPad Air com chip M4, com preço sugerido de R$ 7.499 e poucas novidades além do processador.
Os dois lançamentos fazem parte do que o CEO Tim Cook chamou de “grande semana” — então, espere mais novidades nos próximos dias. Uma delas deve ser um MacBook de baixo custo, com chip da linha A, presente nos iPhones e também nos iPads mais baratos.
Quais são as novidades do iPhone 17e?
Cor rosa é uma das novidades da família iPhone 17e (imagem: divulgação)
A primeira atualização da linha “e”, que se propõe a ser a opção de baixo custo para quem quer um iPhone sem gastar muito, resolveu parcialmente as críticas feitas à ao iPhone 16e.
Uma dessas alterações é o suporte a acessórios MagSafe. O iPhone 16e já tinha carregamento sem fio, mas não era possível grudar carregadores e power banks usando ímãs, sem contar opções de estilo, com porta-cartões. A solução era usar uma capinha com o tal ímã. O iPhone 17e resolve esse problema ao trazer a conexão magnética de modo nativo. E o iPhone 16e vem com Ceramic Shield 2 na tela, o que promete deixá-la mais resistente a quedas.
Outra alteração bem-vinda é o armazenamento base em 256 GB, acompanhando o que a Apple já tinha feito com o iPhone 17. Como o preço de lançamento (R$ 5.799) é o mesmo do que o do iPhone 16e, dá para dizer que o iPhone 17e ficou mais barato (ou, no mínimo, entrega mais pelo mesmo preço).
Algumas características, no entanto, permanecem inalteradas. A tela é a mesma da geração anterior, com 6,1 polegadas e brilho mais fraco do que o do iPhone 17. Ela inclui o polêmico notch, aquela franjinha na tela que já foi substituída pela Dynamic Island nos modelos mais caros.
A câmera de 48 MP continua sendo a única na parte de trás, e a Apple fala em zoom óptico de 2x, mas é basicamente um recorte para deixar a foto com 12 MP. Ainda faltam informações sobre o tamanho do sensor — o do iPhone 16e era menor do que o do iPhone 16, mesmo com a mesma resolução.
O chip é o A19 também presente no iPhone 17, mas a empresa segue com o esquema de colocar um núcleo de processamento gráfico (GPU) a menos no modelo mais barato.
Estes são os preços do iPhone 17e:
iPhone 17e 256 GB: R$ 5.799
iPhone 17e 512 GB: R$ 7.299
O que o iPad Air com chip M4 traz de diferente?
Apple enfatiza capacidades multitarefas do iPad Air M4 e do iOS 26 (imagem: divulgação)
A parte mais óbvia da nova geração do iPad Air é, claro, o chip M4, que está presente na versão Pro do tablet desde maio de 2024. A Apple afirma que ele traz 50% mais memória unificada do que a geração anterior — 12 GB contra 8 GB –, e promete 30% mais velocidade que o iPad Air M3 e 2,3x o desempenho do iPad Air M1.
O novo iPad Air vem acompanhado de novos chips de comunicação criados pela própria Apple, o N1 e o C1X — com isso, o novo modelo é compatível com Wi-Fi 7 e promete 5G com 50% mais velocidade e 30% menos uso do modem.
De resto, é um iPad Air igual aos modelos anteriores, com M2 e M3: telas IPS Liquid Retina de 11 ou 13 polegadas com brilho máximo de 500 nits, câmeras traseira e frontal de 12 MP cada, compatibilidade com Apple Pencil Pro e Apple Pencil USB-C, bem como Magic Keyboard, e bateria suficiente para 10 horas de navegação no Wi-Fi ou 9 horas no 5G.
Ministério da Fazenda defendeu aumento, alegando risco de colapso da cadeia produtiva brasileira (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Resumo
O governo federal revogou o aumento do imposto de importação para 15 itens de informática e telecomunicações, retornando às alíquotas antigas.
A decisão inclui tarifas de 16% para smartphones e notebooks e 10,8% para gabinetes, placas-mãe, mouses, mesas digitalizadoras e SSDs.
105 itens de bens de capital, informática e telecomunicações terão tarifa zero por 120 dias, seguindo regras de ex-tarifário.
O governo federal revogou, nesta sexta-feira (27/02), o aumento no imposto de importação cobrado de 15 itens de informática. Com a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), as alíquotas anteriores voltam a valer.
Os seguintes produtos voltarão a ter as tarifas indicadas:
Smartphones: 16%
Notebooks: 16%
Gabinetes com fonte de alimentação: 10,8%
Placas-mãe: 10,8%
Mouses e track-balls: 10,8%
Mesas digitalizadoras: 10,8%
Unidades de memória SSD: 10,8%
Além disso, 105 itens de bens de capital, informática e telecomunicações terão tarifa zero por 120 dias. Essa segunda lista acolheu pedidos protocolados por empresas, seguindo as regras de ex-tarifário, que permitem zerar imposto para produtos sem similar nacional.
Aumento de imposto teve reação negativa
O aumento dos tributos foi anunciado no fim de janeiro e definia alíquotas até 7,2 pontos percentuais maiores para mais de 1,2 mil produtos, com uma lista que vai de prensas a reatores nucleares. O recuo, portanto, ainda deixa muitos produtos na lista.
O Ministério da Fazenda argumentou que o aumento era necessário diante de uma escalada da importação de bens de capital e bens de informática e telecomunicações, que ameaçaria “colapsar elos da cadeia produtiva”.
Fernando Haddad, titular da pasta, afirmou que a tarifa maior não encareceria smartphones, pois 90% dos aparelhos comprados no Brasil eram produzidos no próprio país. Já a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) declarou, em nota, que o aumento do imposto fortaleceria a indústria nacional e aumentaria a geração de empregos.
A medida teve repercussões negativas no Congresso Nacional, nos setores industriais (de máquinas e de eletroeletrônicos, por exemplo) e nas redes sociais. Empresários do setor de importações alegaram que a indústria nacional de bens de capital não consegue atender à demanda interna e está defasada em relação ao mercado externo.
A revogação não chega a surpreender, já que, desde o início da semana, integrantes do governo defendiam rever a decisão para evitar desgaste em ano eleitoral.
Procon-SP aplicou multa após análise de reclamações de clientes (foto: divulgação)Resumo
O Procon-SP multou a Shopee em R$ 14 milhões por cláusulas abusivas e falta de transparência.
O órgão avaliou que a Shopee não forneceu informações cadastrais essenciais de forma acessível e tentou isentar-se de responsabilidade por vícios.
No entendimento da entidade, termos de serviço da Shopee permitem cancelamento unilateral e não definem “comportamento abusivo”, possibilitando banimentos arbitrários.
O Procon-SP aplicou uma multa de mais de R$ 14 milhões à empresa dona da Shopee por considerar que os termos de serviço continham cláusulas abusivas e que houve falta de transparência no site e nos aplicativos.
O órgão entende que plataformas digitais de intermediação e vendas devem responder solidariamente por falhas na prestação de serviços, já que integram a cadeia de fornecimento.
O Tecnoblog entrou em contato com a Shopee e atualizará este texto assim que receber uma resposta.
Quais foram as infrações da Shopee?
Em resposta ao Tecnoblog, a assessoria de imprensa do Procon-SP deu mais detalhes sobre as irregularidades encontradas. Sua atuação se deu após analisar reclamações de consumidores e avaliar a própria plataforma de varejo.
Segundo o órgão, a Shopee não cumpriu “normas de transparência previstas no Código de Defesa do Consumidor, como a ausência de informações cadastrais essenciais em local de fácil visualização”. O Procon-SP identificou ainda que os termos de serviço da Shopee incluem uma tentativa de isenção de responsabilidade por vícios.
Possibilidade de banimento arbitrário foi um dos motivos da multa (foto: divulgação)
Outros pontos considerados problemáticos são a previsão de cancelamento unilateral do contrato e a falta de uma definição sobre o que seria um “comportamento abusivo” do usuário. Para o órgão, esses dois itens podem levar a banimentos arbitrários da plataforma.
Como os Procons são órgãos administrativos, eles não têm poder legal para obrigar mudanças nos termos de serviço (ou quaisquer outras medidas do tipo). A multa é a única forma de penalidade prevista.
Publicidades fraudulentas usam imagens adulteradas de Drauzio Varella e outros famosos (imagem: reprodução/Globo)Resumo
A Meta processou empresas e indivíduos por uso de deepfakes de celebridades em anúncios fraudulentos.
Empresa notifica ex-participantes do Meta Business Partners por cloaking e serviços abusivos.
Estudo da UFRJ revela irregularidades em 76% das publicidades de saúde no Instagram e no Facebook.
A Meta anunciou processos contra anunciantes e consultores de marketing que estariam envolvidos em fraudes usando a imagem de celebridades e marcas conhecidas. Duas empresas e quatro indivíduos brasileiros estão entre os acionados judicialmente. Segundo a empresa, um dos casos foi “uma operação de golpes que usou deepfakes de um médico famoso para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória”.
A Meta não cita nomes em seu comunicado, mas nos bastidores, sabe-se que se trata do médico Drauzio Varella — ele mesmo alerta há anos sobre o uso de sua imagem em anúncios falsos. O Tecnoblog também apurou que os deepfakes usavam imagens do médico Lair Ribeiro, da cantora Maiara, do apresentador Luiz Bacci e da influenciadora Maira Cardi.
De acordo com o processo, dois brasileiros “usaram imagens e vozes alteradas de celebridades para promover produtos fraudulentos de saúde”. Também foram movidas ações legais contra uma empresa chinesa e uma vietnamita.
Cloaking e formas de burlar o sistema
O comunicado da Meta menciona a prática conhecida como “cloaking”. Trata-se de exibir um anúncio aparentemente legítimo para os sistemas de revisão da plataforma, mas distribuir um conteúdo diferente para os usuários. A companhia diz estar usando inteligência artificial para combater esse tipo de abuso.
A gigante das redes sociais enviou ainda notificações extrajudiciais a outros ex-participantes do programa Meta Business Partners. A companhia alega que eles ofereciam serviços como “desbanimento” ou restauração de contas, além de aluguel de contas para burlar sistemas de fiscalização. As mensagens têm como objetivo cessar as práticas abusivas — caso não colaborem, poderá haver medidas judiciais.
Anúncios fraudulentos são problema antigo em redes da Meta
As medidas anunciadas nesta quinta-feira (26/02) vêm depois de vários episódios negativos para a reputação da empresa.
Em novembro de 2025, uma reportagem calculou que 10% da receita da companhia vinham de anúncios fraudulentos. Um dos problemas apontados era que a companhia cobrava mais caro ao suspeitar que uma propaganda era golpe, visando inibir e afastar esse tipo de prática.
O Comitê de Supervisão da Meta considerou, em junho de 2025, que a companhia não fez o suficiente para combater golpes com deepfakes e tinha falhas em suas políticas. Esse comitê conta com relativa independência e funciona como uma espécie de Suprema Corte das redes da empresa, mas tem apenas poder para recomendar condutas.
Golpes já usaram imagem do ex-jogador Ronaldo (imagem: reprodução)
O caso em questão envolvia um vídeo falso do ex-jogador Ronaldo, cuja imagem foi usada para promover um cassino online. O conteúdo teve mais de 600 mil visualizações, e mais de 50 denúncias apontando a propaganda como golpe não foram suficientes para a Meta retirá-la do ar.
Os anúncios envolvendo produtos de saúde são particularmente problemáticos. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou cerca de 170 mil peças publicitárias veiculadas no Instagram e no Facebook e encontrou algum tipo de irregularidade ou fraude em 76% delas.
Duas empresas e duas pessoas foram processadas por criar deepfakes de Drauzio Varella. Consultores que ensinavam como burlar segurança receberam notificações.
Vídeo compartilhado pelo CEO mostra maçã sendo moldada (imagem: reprodução/Apple)Resumo
A Apple planeja anunciar novos produtos a partir de 2 de março, possivelmente de forma escalonada no site da empresa.
O iPhone 17e pode ser apresentado, com Dynamic Island e suporte MagSafe.
Um MacBook de baixo custo com chip A18 Pro e possíveis novos modelos de iPad e MacBook Air estão entre os rumores.
Tim Cook, CEO da Apple, confirmou que a empresa deverá mostrar novos produtos na semana que vem, que começa no dia 2 de março. “Uma grande semana pela frente. Começa na segunda de manhã”, escreveu em sua conta no X, com a hashtag #AppleLaunch.
Antes disso, a Apple havia marcado um evento para o dia 4 de março. O novo comunicado indica que os produtos podem ser apresentados de maneira “pingada”, por meio de comunicados distribuídos em diferentes dias no site da fabricante.
O anúncio de Cook não traz mais detalhes, apenas um vídeo com uma pessoa moldando o logo da Apple em uma superfície metálica. Será um indício de novidades nas linhas de produtos com telas touch?
Segundo informações que circulam na mídia há alguns meses, o iPhone 17e deve ser um dos apresentados. A linha de baixo custo deve ganhar Dynamic Island e abandonar o notch, além de contar com ímãs para acessórios MagSafe.
iPhone 16e ainda tem notch (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Na linha iPad, as coisas são mais nebulosas. Entre os candidatos a dar as caras, estão um iPad Air com chip M4 e um iPad 12 “basicão” com A18.
MacBook “menos caro” deve ser apresentado
Outro dispositivo que provavelmente deve dar as caras é o MacBook de baixo custo (ou menos caro, se você preferir). Ele usaria uma versão do chip A18 Pro, presente no iPhone 16 Pro. O uso de um processador de celular em um MacBook desperta curiosidade.
MacBook Air atual tem chip Apple M4 (imagem: divulgação/Apple)
O restante da linha Mac pode ganhar novidades, mas há menos certeza em meio aos rumores. Um MacBook Air com M5 e MacBooks Pro com M5 Pro e M5 Max podem estar nessa fornada de anúncios, assim como dois novos monitores da linha Studio Display.
E, apesar da alusão a toque no pequeno clipe compartilhado por Cook, não se anime para ver o aguardado MacBook Pro com tela touch — ele só deve dar as caras no segundo semestre de 2026.
Há diversos tipos de serviço do Pix para diferentes necessidades de uso (foto: Bruno Peres/Agência Brasil)Resumo
87% dos usuários do Pix desejam que o processo leve menos de 15 segundos. 69% estão dispostos a vincular dados bancários para agilizar pagamentos.
Pix Parcelado é o mais conhecido, com 83% de reconhecimento e 31% de uso. Pix por Aproximação tem 76% de reconhecimento e 42% de uso.
Pix Internacional é pouco conhecido, com 74% desconhecendo sua existência. Apenas 8% usaram, e 57% demonstram interesse.
A pesquisa Panorama E-commerce, realizada pela Visa Conecta, revelou que 87% dos consumidores entrevistados que já usaram Pix consideram atraente que o processo leve menos de 15 segundos.
O trabalho também descobriu que as modalidades Pix por Aproximação e Pix Parcelado são bem conhecidas, mas o Pix Internacional — ainda não regulamentado e oferecido de forma não oficial por algumas empresas — não deslanchou.
O questionário envolveu 1.521 entrevistas com consumidores brasileiros digitalizados e maiores de 18 anos. A amostra buscou refletir classes sociais, gêneros e regiões da população digitalizada do Brasil.
O que os brasileiros pensam do Pix?
A pesquisa Panorama E-commerce mostrou que o tempo necessário para fazer um Pix é um gargalo relevante — e os consumidores estão dispostos a ceder dados para acelerar o processo.
Pix tornou-se o meio de pagamento mais popular do Brasil (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Dos 1.442 entrevistados que já usaram Pix, 65% consideraram que seria muito melhor se a transferência levasse aproximadamente 15 segundos, e 23% pensam que isso seria melhor.
Entre os 1.260 que desejam mais agilidade, 69% se mostraram dispostos a vincular suas informações da conta bancária a um site ou app de loja online para pagar com mais facilidade.
Novas modalidades são conhecidas, mas pouco usadas
A Panorama E-commerce também verificou qual o grau de conhecimento e interesse dos brasileiros por três novas modalidades do Pix: Pix por Aproximação, Pix Parcelado e Pix Internacional.
O Pix Parcelado é, de longe, o mais conhecido entre os três, com 83% do público demonstrando saber de sua existência. O interesse é grande, com 35% afirmando que com certeza irão usar a modalidade e outros 28% dizendo que provavelmente usarão.
Na prática, porém, apenas 31% já fizeram pagamentos em parcelas usando Pix. O nível de satisfação desse subgrupo é alto, com 87% de aprovação.
O Pix por Aproximação é menos conhecido, com 76% dizendo que sabiam de sua existência. A intenção de uso é menor, com 70% manifestando interesse. O uso real foi de 42%, com alto grau de satisfação: 96%.
Pix Internacional desperta pouco interesse
Por fim, o Pix Internacional enfrenta o maior grau de desconhecimento, com 74% dos entrevistados sem saber que ele existia. Além disso, apenas 8% usaram esse método. A intenção de uso também é menor do que a das outras categorias, com 57% demonstrando interesse.
Vale fazer a ressalva de que o Pix Internacional faz mais sentido para quem compra produtos importados, viaja ou faz remessas ao exterior, o que, por si só, já exclui uma boa parcela da população brasileira.
Outro ponto de atenção é que essa modalidade ainda não foi lançada oficialmente. O que existe no momento são serviços de intermediação que tornam isso possível.
Assim, dá para fazer um Pix para uma conta internacional ou pagar dessa forma em lojas no exterior, método já visto na Argentina, na França e nos Estados Unidos, por exemplo. Nesses casos, uma companhia brasileira faz o meio de campo entre contas locais e estrangeiras.
O Galaxy Unpacked ocorrerá em 25 de fevereiro, com destaque para o lançamento do Galaxy S26 nas versões básica, Plus e Ultra.
O Galaxy S26 Ultra deve ter tela com recurso de privacidade e suporte a carregamento de até 60 W, enquanto as versões base e Plus podem suportar até 45 W.
O modelo Ultra provavelmente usará o chip Snapdragon 8 Elite Gen 5, e os demais, o Exynos 2600. A Samsung também anunciou uma assistente Bixby renovada e parceria com a Perplexity.
A Samsung realiza, nesta quarta-feira (25/02), mais uma edição do Galaxy Unpacked. Desta vez, a estrela do evento deve ser a nova família Galaxy S26, que deve contar com as versões básica, Plus e Ultra, se os rumores estiverem corretos.
Você pode acompanhar tudo isso online para saber como são os novos smartphones e ver o que mais a fabricante sul-coreana vai apresentar. O lançamento terá transmissão ao vivo pelo YouTube.
Além disso, Thássius Veloso, editor do Tecnoblog, está em San Francisco (Estados Unidos) e vai mostrar em primeira mão tudo sobre os novos produtos da Samsung.
O que dizem os rumores sobre o Galaxy S26?
A principal novidade do Galaxy S26 Ultra deve ser uma tela com recursos de privacidade, que até já apareceu em teasers divulgados pela própria Samsung. A ferramenta funciona como uma das famosas películas do tipo, que bloqueiam a visibilidade de pessoas que estão ao lado do usuário, só que com a vantagem de poder ativá-la ou desativá-la a qualquer momento.
Tecnologia deve restringir o ângulo de visão da tela (imagem: reprodução/Sahil Karoul)
Ainda em hardware, a versão Ultra deve vir com o chip Snapdragon 8 Elite Gen 5, da Qualcomm, enquanto as demais usariam o Exynos 2600, da própria Samsung.
E vale lembrar: todos os aparelhos já foram homologados junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o que significa que eles estão liberados para venda no Brasil. Movimentos desse tipo geralmente indicam que os aparelhos devem chegar às lojas muito em breve.
YouTube ganhou nova opção para ouvir vídeos com a tela desligada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O YouTube Premium Lite agora permite reprodução em segundo plano, mas não para conteúdos musicais e Shorts.
O plano Premium Lite, por R$ 16,90 mensais, inclui reprodução offline e vídeos sem anúncios, mas mantém limitações para música e Shorts.
A reprodução em segundo plano foi adicionada após o YouTube bloquear métodos gratuitos de reprodução contínua via navegador.
O YouTube adicionou o recurso de reprodução em segundo plano em smartphones à assinatura Premium Lite, que custa R$ 16,90 mensais. A plataforma também liberou o download de vídeos para reprodução offline — são, portanto, duas funcionalidades antes exclusivas do plano Premium, de R$ 26,90.
“Começando hoje [24/02] e chegando nas próximas semanas a todos os lugares onde o Premium Lite está disponível, assinantes poderão assistir à maioria dos vídeos sem anúncios, offline e em segundo plano”, diz o comunicado do Google.
Reparou que eles escreveram “maioria dos vídeos”? Pois é, aí começam as desvantagens.
Reprodução em segundo plano não funciona para música
As novidades seguem limitações já existentes no YouTube Premium Lite: conteúdos musicais e Shorts não poderão ser reproduzidos em segundo plano nem baixados no aparelho. Na prática, isso significa que o Premium Lite no celular pode servir para podcasts ou canais de diversos assuntos, mas não para ouvir música.
Antes desses recursos, o principal argumento para vender o Premium Lite era a retirada de anúncios, que funciona com as mesmas regras: videoclipes, shows, gravações continuam com propaganda, e o mesmo vale para Shorts de todos os tipos de conteúdo.
Novos benefícios já aparecem na página brasileira do YouTube (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Essa acaba sendo uma forma de diferenciar as duas ofertas. Para quem se interessa pelo conteúdo musical presente no YouTube, a versão Lite pode não ser vantajosa, enquanto a versão Premium mais cara oferece também o YouTube Music.
YouTube fechou “jeitinho” para reprodução em segundo plano
Um método bastante famoso era recorrer ao navegador do celular para manter a plataforma tocando vídeos ao trocar de aplicativo ou desligar a tela. Vivaldi e Brave eram alguns exemplos.
Player’s Bank foi aposta do Itaú em 2022 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Itaú vai encerrar o Player’s Bank em 31 de março, permitindo movimentação via Pix ou TED até essa data.
O produto oferecia cashback e descontos em jogos e hardware, além de atendimento via Discord.
Baixa adesão e simplificação de produtos do Itaú podem estar entre os motivos para a decisão.
O Itaú vai descontinuar os serviços do Player’s Bank, seu segmento de carteiras digitais voltado ao público gamer. A conta e o cartão de crédito serão encerrados no dia 31 de março.
Após contato do Tecnoblog, o Itaú informou que, até essa data, o dinheiro estará disponível para movimentação e transferência via Pix ou TED. Se houver saldo quando a conta for encerrada, o cliente deverá ir até uma agência do Itaú ou acessar o Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central.
“Todo esse movimento foi comunicado previamente aos clientes impactados e está sendo conduzido com cuidado para garantir um processo transparente e seguro”, afirmou a assessoria de imprensa do banco.
O que era o Player’s Bank?
O Player’s Bank era um segmento do Itaú voltado ao público gamer, oferecendo contas digitais com rendimento automático e cartão de crédito sem anuidade.
Os diferenciais, porém, estavam nos benefícios para quem gosta de jogar, como desconto e cashback na compra de games, PCs, peças de hardware, consoles e periféricos. Um exemplo disso era a devolução de 10% do valor gasto na loja digital do Xbox.
Parceria com Xbox foi uma das ações do banco (imagem: divulgação)
Ainda havia algumas vantagens curiosas, como atendimento via Discord e cartão personalizado com personagens desse universo.
Por que o Player’s Bank será encerrado?
Em 2024, na Comunidade do Tecnoblog, já havia relatos de que o Player’s Bank encerraria a parceria com o Xbox e deixaria de oferecer cashback no plano gratuito, o que sugere que os cortes começaram há algum tempo.
O assunto chamou nossa atenção ao encontrarmos queixas de clientes no Reclame Aqui. Mesmo assim, elas são poucas, o que reforça a suspeita de que o serviço não teve muita adesão.
Versão clássica do cliente de email vem tendo problemas em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Outlook clássico tem um bug onde o cursor do mouse desaparece, mas ainda é possível interagir com o programa.
A Microsoft sugere soluções temporárias, como selecionar emails ou usar o PowerPoint para tentar fazer o cursor reaparecer.
A Microsoft enfrenta outros problemas, incluindo bugs no Windows 11 e serviços de armazenamento em nuvem.
O Outlook clássico está com um problema: para alguns usuários, o cursor do mouse desaparece ao entrar na interface do cliente de email. Mesmo assim, ainda é possível interagir com o programa.
Esse é mais um bug a assombrar a Microsoft em 2026. Durante o mês de janeiro, o Outlook começou a travar e não abrir novamente, obrigando o usuário a matar o processo ou reiniciar o computador. A falha estava em outro lugar — na sincronização com o OneDrive, mais especificamente.
O que acontece com o Outlook?
Em uma página de suporte atualizada em 19 de fevereiro, a Microsoft descreve o problema.
Ao usar o Outlook clássico, o ponteiro ou cursor do mouse pode desaparecer ao movê-lo sobre a interface. Embora o ponteiro não esteja visível, a cor do email na lista de mensagens muda conforme você passa o cursor sobre ele. Esse problema também foi relatado, embora em menor grau, no OneNote e em outros aplicativos do Microsoft 365.
A empresa diz que a equipe responsável pelo programa está investigando a questão e que o tópico será atualizado quando houver mais informações.
Como resolver o bug do Outlook?
Por algum motivo, o PowerPoint ajuda a solucionar o problema (imagem: divulgação)
Enquanto uma correção oficial não chega, a Microsoft sugere três jeitinhos para conseguir navegar pelos emails — e o item 2 da lista é uma gambiarra bastante esquisita.
Selecionar um email quando a cor da mensagem na lista mudar. O cursor pode reaparecer.
Abrir o PowerPoint, clicar em uma janela editável, clicar de volta no Outlook. O cursor pode reaparecer.
Reiniciar o computador.
Microsoft está tendo problemas
Além dos dois bugs já citados envolvendo o Outlook, a Microsoft atravessa uma má fase que também afeta outros produtos.
IA pode causar crise por causar demissões e queda no nível de consumo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O relatório da Citrini Research projeta que a adoção de IA pode dobrar o desemprego e reduzir o índice S&P 500 em 38%.
Especialistas criticam o relatório por pressupostos exagerados, como a capacidade da IA de substituir tarefas complexas sem supervisão.
A divulgação do relatório causou queda de mais de 1% na Nasdaq, afetando empresas de software como Asana e DocuSign.
Um documento publicado no domingo (22/02) repercutiu no setor de tecnologia: ao imaginar um cenário em que a inteligência artificial superou expectativas, analistas projetam o dobro do desemprego e queda de mais de um terço do valor das ações.
O documento foi produzido pela consultoria de investimentos Citrini Research e publicado na plataforma Substack. Algumas consequências da divulgação foram concretas: a bolsa de valores Nasdaq teve uma queda de mais de 1%, com empresas de software como Asana e DocuSign liderando as quedas.
Alguns especialistas em IA, por outro lado, consideraram as projeções exageradas e imprecisas, já que desconsideram pormenores do mercado de trabalho e da economia.
O que diz o relatório?
Agentes eliminariam necessidade de intermediários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Intitulado “A crise global de inteligência de 2028”, o documento da Citrini já alerta, logo nos primeiros parágrafos, que o conteúdo é um cenário, não uma previsão. Para os analistas, o uso disseminado de agentes de IA poderia causar uma destruição econômica gigantesca nos próximos dois anos, em um “loop negativo sem freio”.
O documento considera que uma hipotética adoção em larga escala da tecnologia levaria a demissões em massa de trabalhadores do setor corporativo. Isso reduziria o poder de compra, comprometendo o crescimento econômico. Até mesmo o setor imobiliário sentiria o baque, já que haveria menos dinheiro para pagar aluguéis caros em áreas nobres de grandes cidades.
Para o impacto ser tão grande, a Citrini parte do pressuposto de que a IA seria adotada por todos os setores, desintegrando segmentos “construídos para monetizar a fricção para humanos”, como corretores, agências de viagem, serviços de contabilidade e recrutadores.
No fim, o desemprego nos Estados Unidos dobraria, e o índice S&P 500, que tem as maiores empresas listadas nas bolsas americanas, cairia 38%.
Quais são as críticas ao documento?
Após o relatório viralizar, especialistas em IA apontaram problemas no cenário montado pela Citrini Research. Pradeep Sanyal, conselheiro ligado à OpenAI, à Universidade de San Francisco e à W3C, avaliou que o texto não é uma previsão, e sim um teste narrativo de estresse.
Escrevendo em seu LinkedIn, Sanyal que aponta há uma série de pressupostos “milagrosos” no cenário hipotético da Citrini. A análise imagina, por exemplo, que agentes de IA seriam capazes de assumir, sem supervisão, tarefas complexas e de alto risco.
Outra simplificação seria considerar que cargos corporativos se resumem a trabalhos burocráticos e de programação.
Joe McKendrick, colunista da Forbes, lembrou de declarações recentes de Alex Pentland, especialista de IA da Universidade de Stanford. Pentland não acha que a IA vai substituir trabalhadores em um futuro próximo e considera que agentes automatizados sempre precisarão ser supervisionados.
Para o pesquisador, um ponto crucial é que a IA é treinada com dados passados, o que torna a tecnologia pouco sensível a eventos atuais e a novos contextos. Aí estaria uma vantagem dos humanos.
Análise teve consequências no mercado
Discussões à parte, fato é que o relatório viralizou em meios como o mercado financeiro e o setor de tecnologia. E o cenário otimista para a IA e pessimista para a sociedade acabou atingindo as ações de empresas de software.
Empresas como AppLovin, Asana, Zscaler, Varonis Systems, DocuSign, Oracle, Salesforce e Circle Internet Group tiveram quedas expressivas nesta segunda-feira (23/02).
Investidores consideram que o alerta da Citrini mostra como esse segmento pode sofrer com as transformações tecnológicas — seus clientes podem perder terreno, e seus próprios produtos podem ser substituídos por soluções caseiras, montadas com IA.
Não é a primeira vez que o mercado reage mal a notícias desse tipo. No início de fevereiro, novas ferramentas para gerar códigos plantaram dúvidas sobre o futuro das empresas de software — se qualquer um puder programar, quem vai contratar soluções prontas?
DeepSeek chegou ao topo das listas de apps mais baixados em janeiro de 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
A Anthropic acusa DeepSeek, Moonshot e MiniMax de usar o Claude para melhorar seus modelos de IA por meio de destilação, violando termos de serviço.
As três empresas teriam usado 24 mil contas falsas para criar mais de 16 milhões de interações com o Claude.
A destilação envolve o uso de um modelo de IA estabelecido para treinar outro, tornando o processo mais rápido e barato.
A Anthropic publicou um comunicado em que acusa as companhias chinesas DeepSeek, Moonshot e MiniMax de usar o Claude para melhorar seus próprios modelos de inteligência artificial, por meio de uma técnica conhecida como destilação.
Segundo a companhia americana, as três empresas usaram cerca de 24 mil contas falsas e criaram mais de 16 milhões de interações com seu chatbot, o que violaria seus termos de serviço e restrições regionais de acesso.
Procuradas pela Reuters, as três companhias chinesas não enviaram suas respostas sobre o assunto.
Qual é a acusação da Anthropic?
Claude é o principal produto da Anthropic (imagem: divulgação/Anthropic)
A empresa diz ter sido vítima de três campanhas de destilação, todas seguindo um mesmo manual: usar contas fraudulentas e serviços de proxy para acessar o Claude em larga escala e, ao mesmo tempo, driblar os sistemas de detecção.
Os prompts enviados também destoavam de padrões de uso normais, tendo como objetivo a extração de informações sobre como o Claude trabalha — escolhendo a opção de raciocínio para ter acesso à linha de “pensamento” do robô, com o passo a passo para chegar a cada resposta.
O DeepSeek teria interagido mais de 150 mil vezes para acessar as habilidades de raciocínio do Claude, bem como usá-lo para avaliar as respostas do modelo da startup chinesa.
No caso da Moonshot, teriam sido mais de 3,4 milhões de interações, que estariam tentando aprender as habilidades de raciocínio, uso de ferramentas, programação, análise de dados, desenvolvimento de agentes e visão computacional.
A maior parte da atividade estaria ligada à MiniMax, com mais de 13 milhões de prompts trocados que teriam como alvo programação de agentes e uso de ferramentas.
O que é a destilação?
Destilação é o nome dado ao uso de um modelo de inteligência artificial para treinar outro modelo de inteligência artificial.
Geralmente, o treinamento de uma IA envolve o processamento de um conjunto enorme de dados. Através desse trabalho, a tecnologia identifica padrões e relacionamentos entre as informações.
A destilação, por sua vez, é uma forma de treinamento que parte de uma IA já estabelecida. Em vez de processar um volume massivo de dados, a nova IA interage com a IA mais antiga e usa as respostas para seu treinamento.
Com isso, o processo se torna muito mais rápido e barato, já que usa dados selecionados como ponto de partida e exige menos trabalho computacional.
A Anthropic ressalta que a destilação em si pode ser legítima — uma empresa pode destilar um modelo de IA enorme para criar uma versão menor, mais barata e mais leve.
Para a empresa, o problema começa quando concorrentes usam o método para entregar produtos similares sem ter que arcar com os custos do treinamento. Além disso, a Anthropic considera que essas ações são uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.
A Anthropic não é a primeira empresa a fazer acusações desse tipo. Quando o DeepSeek ganhou os holofotes no começo de 2025, a OpenAI fez questionamentos semelhantes.
Galaxy S25 Ultra teve integração com o Gemini como uma de suas principais novidades (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O Galaxy S26 terá suporte ao agente de IA da Perplexity, integrando-se a apps nativos como Notas, Relógio e Galeria, além de apps de terceiros ainda não revelados.
A ativação do agente da Perplexity ocorrerá por comando de voz “Hey, Plex” ou botão lateral.
A Perplexity também está disponível em TVs Samsung, expandindo o ecossistema de IA da marca.
A Samsung anunciou que a Galaxy AI terá a opção de usar um agente de inteligência artificial da Perplexity. Ele se conectará a alguns apps nativos dos smartphones da marca, como Notas, Relógio, Galeria, Lembretes e Calendário.
“Firmamos o compromisso de construir um ecossistema de IA aberto e inclusivo, que dá aos usuários mais escolhas, flexibilidade e controle para executar tarefas complexas de uma forma rápida e fácil”, diz Won-Joon Choi, COO da Samsung Electronics.
O comunicado da Samsung traz poucas informações. Uma delas é que o agente da Perplexity poderá ser ativado com a frase “Hey, Plex” ou apertando e segurando o botão lateral.
“Hey, Plex” será uma forma de ativar o agente (imagem: divulgação)
Além da integração com os apps nativos da Samsung, haverá conexão com apps de terceiros selecionados — ainda não há mais informações sobre quais serão eles.
Segundo a companhia sul-coreana, o agente da Perplexity “permitirá fluxos de trabalho de múltiplos passos de maneira suave, possibilitando aos usuários navegar de modo contínuo entre tarefas sem ter que lidar com apps de maneira individual”.
Samsung expande possibilidades de IA
O lançamento do Galaxy S25 teve como grande destaque a integração com o Gemini, do Google. Para o S26, a Samsung parece estar apostando em ampliar o número de alternativas.
Na semana passada, a companhia fez outro anúncio envolvendo IA: a Bixby, assistente virtual “caseira” da marca, ganhará um LLM atualizado para permitir conversas mais fluidas e controle sobre diversos recursos. Em 2025, ela praticamente não teve destaque nas apresentações das linhas Galaxy S e Galaxy Z.
A Samsung não está sozinha nesse movimento. A Motorola já oferece suporte ao Gemini, ao Copilot e à Perplexity na Moto AI, e a Apple usará tecnologias do Google como base para a próxima reformulação da Siri.
VR não emplacou como o esperado, diz Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta separou o Horizon Worlds dos projetos de realidade virtual Quest, focando em smartphones e tablets.
O mercado de realidade virtual não cresceu como esperado, levando ao fechamento do Horizon Workrooms.
Horizon Worlds se tornará concorrente do Roblox, com foco em monetização e crescimento em plataformas móveis.
A Meta anunciou que vai separar o Horizon Worlds, seu ambiente virtual, dos projetos da plataforma de realidade virtual Quest, que inclui a linha de headsets de mesmo nome. Com isso, o foco do mundo digital agora é ter uma presença mais forte em smartphones. Enquanto isso, as equipes que trabalham no sistema de VR vão se concentrar em ferramentas para desenvolvedores.
É um sinal de que a proposta apresentada em 2021 não vingou como o esperado. Na ocasião, a empresa então conhecida como Facebook mudou de nome para sinalizar que seu futuro passava pela construção de, nas palavras de Mark Zuckerberg, “uma internet corpórea, em que você está na experiência, não apenas olhando para ela”.
Por que a Meta mudou seus planos?
O comunicado divulgado pela Meta repete uma afirmação bastante direta: o mercado de realidade virtual não cresceu tanto quanto o esperado. Mais do que isso, ele não emplacou em todos os públicos-alvo como a empresa gostaria.
Os headsets fazem algum sucesso com crianças e adolescentes interessados em jogos casuais, mas jovens e adultos não aderiram à novidade para fazer reuniões ou participar de espaços profissionais colaborativos — tanto que a Meta encerrou o Horizon Workrooms, espécie de metaverso corporativo que ela oferecia.
Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)
“Para continuar impulsionando o crescimento da plataforma VR no futuro, estamos focados em apoiar a comunidade de desenvolvedores terceirizados e sustentar nosso investimento em VR a longo prazo”, dia a publicação.
Qual o futuro do metaverso?
Se quase ninguém tem headsets de realidade virtual, por que continuar investindo em criar um ambiente digital com essas características? Essa parece ter sido a pergunta na cabeça dos executivos da Meta.
Com o anúncio, a empresa declara algo que já era esperado: o Horizon Worlds vai, aos poucos, deixar de ser um espaço imersivo para se tornar uma plataforma de mundos virtuais com foco em smartphones e tablets.
Horizon Worlds será espaço de joguinhos e mundos virtuais (imagem: divulgação)
“Tivemos um crescimento de mundos exclusivos para plataformas móveis de 0 para mais de 2 mil [em 2025]”, diz o comunicado, que também sublinha um aumento de quatro vezes nos usuários ativos mensalmente em smartphones e tablets ao longo do ano passado.
O Horizon Worlds, então, passa de um metaverso para um concorrente de plataformas como o Roblox, que também tem mundos e jogos criados por usuários. Esse tipo de plataforma também permite monetização, e a Meta já vê sinais positivos nisso, com quatro criadores atingindo a marca de US$ 1 milhão em receitas.
O WhatsApp está desenvolvendo uma opção para ocultar spoilers em mensagens de texto, disponível nas versões beta para Android e iOS.
O recurso permite que o usuário formate trechos de texto como spoilers, que só são revelados quando o leitor toca na tela.
A funcionalidade está presente no código do aplicativo, mas ainda não foi liberada para participantes do programa de testes.
A Meta está desenvolvendo uma opção de spoiler para a formatação de texto do WhatsApp. Com ela, o usuário poderá “censurar” trechos de suas mensagens, que só serão revelados se o leitor tocar na tela.
A novidade foi encontrada nas versões beta dos aplicativos para Android e iOS. Segundo o WABetaInfo, site especializado em novidades do mensageiro, o recurso está presente no código, mas ainda não foi liberado para os participantes do programa de testes.
Como o WhatsApp vai ocultar spoilers?
Spoiler fica escondido atrás de efeito de desfoque (imagem: reprodução/WABetaInfo)
De acordo com a publicação, o aplicativo beta para iOS tem uma opção oculta que permite formatar texto como spoiler. Então, além das opções de colocar, por exemplo, itálico ou negrito, você pode selecionar um trecho da mensagem para que ele fique censurado.
Do outro lado, quem recebe a mensagem vê, inicialmente, apenas um bloco cobrindo as letras. A pessoa precisa tocar na “bolha” da mensagem para revelar a parte do texto que está escondida. A ideia é que ninguém leia uma informação acidentalmente.
O uso mais óbvio é poder comentar sobre um filme ou uma série em um grupo sem estragar a experiência de quem ainda não viu. Em fóruns, esse tipo de formatação também virou uma forma de humor, podendo indicar um comentário mais ácido, que não deveria ser feito em público.
Outra possibilidade é usar esse tipo de recurso para esconder imagens que podem ser sensíveis ou perturbadoras. Assim, nenhum participante da conversa bate o olho em alguma coisa que vai lhe fazer mal.
Porém, até agora, o recurso em desenvolvimento pelo WhatsApp só funciona em texto, não em imagens. Uma gambiarra possível em situações assim é mandar o conteúdo como foto de visualização única, que também só aparece quando o usuário toca na mensagem, e avisar que o conteúdo pode ser desagradável.
Google aposta em áudio gerado por IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google Docs agora usa o Gemini para criar resumos em áudio, disponíveis em breve para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra.
A ferramenta permite acelerar ou desacelerar o áudio, com opções de 0,5 a 2 vezes a velocidade normal.
A tecnologia já é usada em outros aplicativos, como o NotebookLM, que cria podcasts a partir de materiais didáticos.
O Google adicionou ao Docs uma ferramenta para resumir textos e gerar áudios com explicações breves sobre o documento. Segundo a empresa, o Gemini está na base da tecnologia.
A companhia destaca que os resumos de áudio podem ser úteis para relembrar anotações ou revisar os pontos principais em apenas alguns minutos. “Esses sumários duram pouco menos de que alguns minutos e usam um estilo natural de fala, que ajuda você a se preparar de maneira rápida e eficiente”, diz o anúncio do Google Docs.
Como funcionam os resumos em áudio no Google Docs?
Resumo pode ser acelerado até 2x (imagem: divulgação)
Para gerar um resumo em áudio, o usuário precisa ir ao menu “Ferramentas” e procurar o item “Áudio”, selecionando a opção “Ouvir o resumo do documento”.
O Google Docs, então, exibe um pequeno player suspenso, com barra de progresso para avançar ou retroceder. Também dá para acelerar ou desacelerar o áudio, com opções que vão de 0,5 a 2 vezes.
A ferramenta será liberada nos próximos 15 dias para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra, disponíveis para usuários comuns, além de opções corporativas e educacionais:
Business Standard and Plus
Enterprise Standard and Plus
Google AI Ultra for Business add-on
Google AI Pro for Education add-on
Gemini é responsável por áudio em outros apps
Os resumos de áudio no Google Docs não chegam a ser uma grande surpresa, se considerarmos que a companhia tem apostado nesse tipo de funcionalidade há algum tempo.
O Google vem fazendo experiências com uma ferramenta semelhante nos resultados de busca: em vez de gerar um texto resumindo as informações presentes nas páginas encontradas, o Gemini criaria um áudio, também ao estilo podcast.
Proton oferece nível superior de privacidade (imagem: divulgação/Proton)
Quando procuramos um serviço de armazenamento online, normalmente, só olhamos para os gigabytes oferecidos. Mas o fator privacidade é tão ou mais importante. É por isso que o Proton Drive aparece como uma alternativa para quem quer espaço na nuvem com privacidade em primeiro lugar.
Mas o que é o Proton Drive?
O Proton Drive é um serviço online que permite a você guardar seus arquivos e acessá-los de qualquer lugar. Há planos com diferentes capacidades de armazenamento, começando pelo Proton Free (gratuito), que oferece 5 GB de espaço.
Mais do que armazenar arquivos, você pode editar muitos deles. Isso porque o Proton Drive inclui o Proton Docs, ferramenta para criação e edição de textos a partir do navegador. Ali, você pode aplicar vários estilos de formatação, inserir comentários e até trabalhar junto a outras pessoas, em tempo real.
Além disso, o Proton Drive inclui o Proton Sheets, serviço online de edição de planilhas e que, como tal, é compatível com formatos como CSV e XLSX (Microsoft Excel). Em ambas ferramentas, é possível trabalhar em conjunto com outras pessoas.
Pacote traz ferramentas colaborativas de edição de planilhas e documentos (imagem: divulgação/Proton)
O Proton Drive também é uma opção prática para backup de fotos: com o app para Android e iOS, você pode ativar o envio automático de fotos para a nuvem, mantendo sua galeria protegida caso perca o celular, troque de aparelho ou precise restaurar arquivos.
Agora vem o aspecto que costuma ser falho em serviços similares oferecidos por grandes empresas de tecnologia: recursos efetivos de privacidade.
Por que big techs tendem a ser fracas em privacidade?
As chamadas big techs oferecem diversos serviços gratuitamente, inclusive para armazenamento ou gerenciamento online de arquivos. Mas essa gratuidade não é verdadeira em todos os sentidos: em geral, parte desses serviços é financiada por publicidade e pela coleta massiva de dados e comportamentos dos usuários, que são analisados, armazenados e utilizados para criar perfis detalhados, comprometendo a privacidade e o controle sobre as informações pessoais — prática que a Proton condena.
Esses dados podem ser usados de diversas formas. Eis alguns exemplos:
analisar seu comportamento digital (como horários de acesso, tipos de arquivos e padrões de uso) para criar perfis detalhados e exibir anúncios cada vez mais direcionados
coletar e reutilizar dados (inclusive metadados sensíveis) para fins comerciais que fogem do propósito original do serviço contratado;
treinar mecanismos de inteligência artificial — esses sistemas são altamente dependentes de grandes volumes de dados externos.
Em linhas gerais, quanto mais dados uma organização tiver sobre você, maior tende a ser sua capacidade de prever e influenciar sua experiência online. Por isso, o aspecto da privacidade não pode ser negligenciado.
Como a Proton protege a sua privacidade?
Para começar, todos os serviços da Proton seguem os princípios da Proton Foundation, organização sem fins lucrativos criada para incentivar a privacidade, a segurança e a liberdade na internet. Na prática, isso se traduz em um modelo baseado em assinatura, sem depender de anúncios para gerar receita.
Por conta disso, a Proton não vende dados de usuários ou os usa para fins pouco claros de monetização. A receita da Proton é oriunda dos planos de assinatura de seus serviços ou, no caso da Proton Foundation em si, de doações.
Proton Drive pode ser acessado pela web (imagem: divulgação/Proton)
Do ponto de vista técnico, o compromisso com a privacidade dos usuários começa com a criptografia de ponta a ponta, que impede que pessoas não autorizadas tenham acesso aos dados do usuário. Somente a origem e o destino têm as chaves para criptografar e descriptografar os arquivos protegidos.
Essa tecnologia é padrão nos serviços da Proton, incluindo o renomado Proton Mail e, claro, o Proton Drive. Nem mesmo a própria Proton consegue acessar os arquivos presentes nesses serviços.
Além disso, a Proton não coleta ou revende seus dados, ou monitora seus hábitos online para exibir anúncios, e também não usa o conteúdo dos usuários para treinar IA. A organização tem sede na Suíça e, por isso, segue as leis de privacidade do país, que são mais rigorosas em relação aos Estados Unidos ou ao Brasil, por exemplo.
Para completar, os aplicativos da Proton têm código-fonte aberto, razão pela qual podem ser inspecionados por qualquer pessoa com conhecimentos para isso. Nesse sentido, esses softwares também são regularmente analisados por auditores independentes ou especialistas em segurança externos. Isso aumenta a transparência e facilita que falhas sejam identificadas e corrigidas publicamente.
Armazenamento na nuvem também está disponível em smartphones (imagem: divulgação/Proton)
Além dos recursos mencionados anteriormente, o plano Drive Plus oferece benefícios como:
200 GB de capacidade de armazenamento
recuperação de arquivos sobrescritos ou alterados acidentalmente
compartilhamento de conteúdo com senha ou data de expiração
suporte a arquivos de qualquer tamanho
A melhor parte é que os aplicativos do Proton Drive são de uso fácil, afinal, não é porque um serviço é focado em privacidade que ele precisa ser complexo.
Uma última dica: você também pode ter acesso a todos os serviços da Proton assinando o Proton Unlimited, novamente com um super desconto
Nintendo Switch 2 foi lançado no Brasil em junho de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Evento ocorre no Shopping Anália Franco entre 22 de fevereiro e 3 de março de 2026.
Nintendo disponibiliza o Switch 2 para testes gratuitos com diversos jogos da nova geração.
Participação exige agendamento prévio dos visitantes.
A Nintendo realizará a etapa de São Paulo (SP) do Mall Tour entre os dias 22 de fevereiro e 3 de março de 2026. O evento acontece no Shopping Anália Franco, na zona leste da capital, e permitirá testar o Nintendo Switch 2.
A Nintendo Mall Tour América Latina passou por outros cinco países da região antes de chegar ao Brasil. Por aqui, ela já esteve em Maceió (AL) e Rio de Janeiro (RJ) entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
Depois da capital paulista, ela segue para Curitiba (PR), onde fica no Shopping Mueller entre os dias 7 e 16 de março, e Brasília, onde se instalará no Iguatemi entre 11 e 21 de abril.
O que você pode testar no Nintendo Mall Tour?
Segundo a empresa, os visitantes do espaço poderão testar demonstrações de Mario Kart World e Donkey Kong Bananza no Switch 2, entre outros lançamentos. A nova geração do console portátil chegou ao Brasil em junho de 2025, com preço sugerido de R$ 4.499,90.
Esta é a lista completa de jogos disponíveis para teste no Switch 2 em São Paulo:
Donkey Kong Bananza
Kirby Air Raiders
Mario Kart World
Metroid Prime 4: Beyond
EA FC 26
Super Mario Galaxy 1+2
Haverá também experiências com o Switch original, como Super Mario Galaxy 1+2. Apesar de não ser uma novidade, ele continua à venda e fazendo sucesso — recentemente, o modelo se tornou o console Nintendo mais vendido de todos os tempos, desbancando o DS.
Esta é a lista completa de jogos disponíveis para teste no Switch original em São Paulo:
Metroid Prime 4: Beyond
EA FC 26
Super Mario Bros. Wonder
Super Mario Galaxy 1+2
O que mais você precisa saber sobre a Nintendo Mall Tour?
O evento contará ainda com distribuição de brindes, como pôsteres e cartelas de adesivos, mas isso depende do estoque disponível. Os personagens Mario e Luigi estarão presentes para sessões de fotos.
Os horários de funcionamento podem variar e é necessário agendar a visita. A Nintendo recomenda consultar a administradora de cada shopping para obter informações detalhadas.
Meta AI pode ganhar mais espaço e deixar de ser somente uma conversa no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp está desenvolvendo uma aba dedicada à Meta AI, substituindo a seção de Comunidades na barra inferior do app.
A nova aba incluirá um campo de texto, botão de voz, sugestões de prompts, arquivos de mídia e histórico de conversas.
O recurso está em fase experimental na versão 2.25.1.24 do WhatsApp beta para Android e ainda não foi disponibilizado para testadores.
O WhatsApp pode passar por uma mudança importante na interface: a Meta AI ganharia uma aba dedicada na barra inferior da tela. O novo botão substituiria a parte de Comunidades do app.
A alteração está em desenvolvimento e foi encontrada pelo site WABetaInfo na versão 2.25.1.24 do WhatsApp beta para Android. Como se trata de um recurso experimental, ele ainda não foi disponibilizado nem mesmo para os participantes do programa de testes.
Como seria a aba de Meta AI no WhatsApp?
Meta AI terá destaque especial (imagem: reprodução/WABetaInfo)
O WABetaInfo conseguiu visualizar a nova seção para a inteligência artificial generativa da empresa. Na tela, haveria um campo de texto e um botão de voz na parte inferior, permitindo diferentes formas de interação.
A área traria também diversas sugestões de prompts, como criar imagem, animar foto, aprender alguma coisa, obter ajuda para compras ou escrever um texto. A aba contaria ainda com partes dedicadas a arquivos de mídia e memórias, além de um histórico de conversas.
Atualmente, no Android, o WhatsApp exibe um botão suspenso para acessar a Meta AI. Ao tocar nele, o usuário entra em uma tela de conversa praticamente idêntica às de chats com pessoas ou grupos.
Meta já ensaiou outras mudanças envolvendo IA
Ainda não se sabe se esse design será definitivo — e o histórico da empresa nesse sentido deixa ainda mais dúvidas.
A proposta era um pouco diferente, envolvendo diversos personagens e chatbots criados com a plataforma da Meta AI, como Chun-li (de Street Fighter), Goku (da franquia Dragon Ball), celebridades indianas e games.
Mesmo assim, esse plano não viu a luz do dia, e a Meta nunca liberou oficialmente essas alterações no WhatsApp. Vale lembrar que as regras dos chatbots foram alvo de críticas ao longo de 2025.
HBM4 é a sexta geração de memórias de alta largura de banda (imagem: divulgação)Resumo
A Samsung iniciou a produção em massa dos chips de memória HBM4, que possuem velocidade de processamento 22% maior que a geração anterior, HBM3E.
Chips HBM4 são fabricados com litografia de 4 nanômetros e atingem velocidade de 11,7 Gb/s, sendo essenciais para data centers e IA.
A Samsung busca aumentar sua participação no mercado de memórias HBM, liderado pela SK Hynix e seguido pela Micron Technology.
A Samsung anunciou, nesta quinta-feira (12/02), o início da produção em massa de chips de memória de alta largura de banda de última geração (HBM4). A companhia afirma ser a primeira do mundo a alcançar essa etapa.
De acordo com a fabricante, os primeiros modelos comerciais já foram enviados aos compradores. A empresa não revelou os nomes desses clientes, embora os maiores compradores desse setor sejam Nvidia e AMD.
O que é a memória HBM4?
Empresa disputa terreno com SK Hynix e Micron (imagem: divulgação)
Os chips HBM4 da Samsung são fabricados com processo lógico de litografia de 4 nanômetros na camada de base. De acordo com a empresa, eles entregam uma velocidade consistente de processamento de 11,7 Gb/s, 22% a mais que a geração anterior, HBM3E. Apesar do nome, a HBM4 é a sexta geração das memórias desse tipo.
Chips do tipo HBM são usados nas placas aceleradoras de inteligência artificial, essenciais para treinar e rodar modelos de IA.
Os investimentos trilionários na construção de data centers fizeram a procura por memórias dessa categoria disparar, causando escassez e aumento de preços em todos os produtos desse mercado. Isso inclui a RAM usada em eletrônicos de consumo, como smartphones e notebooks. Como consequência, é provável que os aparelhos lançados em 2026 sejam mais caros e mais fracos do que os do ano passado.
Samsung corre atrás da concorrência
A empresa sul-coreana SK Hynix é a líder nesse segmento, sendo seguida pela americana Micron Technology, em segundo lugar, e pela Samsung Electronics, em terceiro. O lançamento dos chips HBM4 é, portanto, parte de uma estratégia da Samsung para conquistar terreno nesse mercado.
As três empresas aproveitam a alta procura, impulsionada pelo boom da inteligência artificial, com crescimentos nos lucros que chegam a 209% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Promessa de Siri mais “esperta” está mais de um ano atrasada (imagem: reprodução/Apple)Resumo
A Siri com IA generativa pode ser adiada para o iOS 27, previsto para setembro de 2026, devido a problemas nos testes.
A Apple usará modelos de IA da família Gemini, do Google, pagando US$ 1 bilhão por ano, para melhorar a Siri.
A assistente enfrenta atrasos desde o anúncio na WWDC 2024, devido a uma taxa de erros considerada inaceitável pela própria empresa.
A Siri com recursos de inteligência artificial generativa pode ficar para o segundo semestre de 2026, chegando somente no lançamento do iOS 27. Antes, a expectativa era de que ela estaria disponível em março ou abril, no iOS 26.4.
As informações são do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. De acordo com a publicação, a Apple encontrou dificuldades ao testar a nova versão da assistente, precisando de mais tempo para corrigir os problemas.
O adiamento para o iOS 27, em setembro de 2026, é o pior cenário. Existe ainda a possibilidade de a Siri turbinada chegar em maio de 2026, em uma atualização do iOS posterior ao 26.4.
O que sabemos sobre a nova Siri?
Nova Siri vai usar Gemini, do Google, como base (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A parceria terá duração de vários anos, e o Gemini servirá de base para os Foundation Models da Apple. Segundo informações de bastidores, a Apple vai pagar US$ 1 bilhão por ano ao Google, e o Gemini ficará responsável por “quebrar” prompts complexos enviados pelo usuário à Siri.
Siri já passa de um ano de atraso
A Siri mais potente foi anunciada na WWDC 2024, realizada em junho daquele ano, como parte do pacote da Apple Intelligence.
Enquanto outros recursos da IA da empresa foram liberados nos meses seguintes, a assistente ainda não recebeu sua grande atualização — tudo o que chegou foi uma integração com o ChatGPT.
Vantagem do serviço é funcionar em todos os celulares (foto: Jae Park/Unsplash)Resumo
A T-Mobile lançará um serviço de tradução direta na linha telefônica em 2026, sem necessidade de aplicativos ou smartphones.
O serviço suportará mais de 50 idiomas e usará IA para imitar entonação e emoções, ativado por código no teclado durante chamadas.
O serviço estará disponível inicialmente para clientes pós-pagos em um programa beta, com detecção automática de idiomas baseada na localização.
A T-Mobile anunciou que terá um serviço de tradução diretamente na linha, sem precisar de aplicativos, nem mesmo de um smartphone. A funcionalidade começará a ser testada no segundo trimestre de 2026.
O serviço terá suporte a mais de 50 idiomas e contará com a ajuda de um agente de inteligência artificial da rede da T-Mobile. Inicialmente, apenas clientes de planos pós-pagos poderão se inscrever no programa beta.
Como funciona a tradução na linha?
Código no teclado ativa tradutor da operadora (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)
O serviço funciona diretamente na linha, sem depender de aplicativos. Isso significa que ele funciona em qualquer Android, iOS ou mesmo em um dumb phone.
Para ativar a ferramenta, o cliente da T-Mobile precisa teclar *87* (asterisco-oito-sete-asterisco) durante uma chamada, comando usado para ativar o agente de IA. Só uma das pontas da chamada precisa ser cliente da operadora e inscrita no beta do tradutor.
A ideia é que os participantes da chamada possam conversar naturalmente. Quando um deles para de falar, o agente entra em cena e repete o que foi dito no idioma da outra pessoa.
A T-Mobile diz que a voz não será robótica, já que o modelo de IA usado é capaz de clonar a voz humana e preservar entonação, ritmo e emoções.
Segundo a operadora, não é necessário escolher os idiomas. No caso de chamadas internacionais, o agente se baseia na localização para configurar as línguas — uma ligação dos Estados Unidos para o Brasil, por exemplo, seria definida inicialmente para inglês e português.
Se isso não estiver certo, ou caso seja uma chamada local, a IA também é capaz de detectar quais são os dois idiomas. Se as duas pessoas estiverem falando a mesma língua, a tradução é interrompida automaticamente.
Quais apps oferecem tradução simultânea?
A T-Mobile não presta serviços no Brasil. Por aqui, a solução é recorrer a smartphones e aplicativos com ferramentas de tradução simultânea.
As linhas Galaxy S e Z, da Samsung, contam com esse recurso como parte da Galaxy AI. iPhones compatíveis com a Apple Intelligence também oferecem o intérprete virtual.
Deixando as chamadas telefônicas tradicionais um pouco de lado, alguns apps de videoconferências contam com ferramentas do tipo. É o caso do Google Meet, do Microsoft Teams e do Zoom.
Empresa diz que acesso está sendo reestabelecido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Motoristas e entregadores relatam que a 99 não está permitindo saques dos valores recebidos para o 99Pay. O problema começou na noite de terça-feira (10/02) e dura até a tarde desta quarta (11/02).
Nas redes sociais, os trabalhadores questionam a empresa e apontam transtornos causados por não terem acesso aos ganhos dos serviços, como dificuldade para abastecer os veículos e pagar contas. Há, em menor número, relatos de clientes que não conseguiram colocar dinheiro em suas carteiras.
Uma captura de tela compartilhada por um usuário traz uma mensagem sobre um atraso na atualização do saldo do 99Pay. Em outra imagem, um prestador de serviços mostra que havia mais de 1,3 mil pessoas na fila por volta do meio-dia.
@99Pay queria saber o porquê de vocês não permitem que eu realize o saque do meu saldo na conta da 99 Motorista. Fiz o resgate mas na hora de sacar, cadê o dinheiro? Só aparece mensagem de que tá com carregamento atrasado… desde ontem. Tenta resolver no chat e sempre encerra pic.twitter.com/zhiV198SOq
Como um MBA em ciência de dados e IA pode alavancar a sua carreira (imagem: TripleTen)
Se você já tem 7 a 10 anos de carreira e sente que está fazendo as mesmas coisas, com pouco avanço em responsabilidade, salário ou novas oportunidades, você não está só.
Não é uma sensação individual, mas estrutural. O mercado mudou. Dados e inteligência artificial deixaram de ser áreas técnicas isoladas e passaram a influenciar diretamente decisões de negócio, estratégia e crescimento das empresas.
Por isso, profissionais capazes de traduzir dados em impacto real estão entre os mais disputados globalmente.
É nesse contexto que um MBA em Data Science & Artificial Intelligence faz sentido. A formação combina visão estratégica com aplicação prática, desde a construção de casos de uso de IA para negócios até a criação de lógicas de personalização de dados que aumentam eficiência e valor para as empresas.
A demanda é global e crescente. Empresas internacionais têm ampliado a contratação de profissionais brasileiros, especialmente para funções ligadas a dados, IA e tomada de decisão orientada por tecnologia.
É claro que desenvolver habilidades técnicas e interpessoais ativam sentimentos de satisfação, mas é importante não colocar o aspecto financeiro em segundo plano. Nesse sentido, convém destacar que uma boa formação de MBA pode ter efeitos muito positivos sobre o salário.
Para você ter uma ideia, estudos indicam que profissionais no Brasil com pós-graduação ou MBA chegam a ganhar quase o dobro em comparação àqueles que possuem apenas o ensino superior:
Comparação salarial entre ensino superior e pós/MBA (dados: Insper/O Globo)
A razão disso é que profissionais que investem em especialização tornam-se mais bem capacitados para assumir cargos de liderança ou exercer funções críticas, o que resulta em remunerações maiores.
Quando olhamos para o campo da ciência de dados, o cenário é ainda mais favorável: no Brasil, o salário de um cientista de dados tem médias que vão de R$ 7.500 (categoria júnior) a R$ 16.000 por mês (sênior). Profissionais que seguem carreira internacional podem ter salários mensais que superam R$ 70.000 na conversão de dólar ou euro para real:
Comparativo salarial no Brasil x exterior (dados: Glassdoor, Indeed, Robert Half Talent Solution)
É claro que, para alcançar remunerações tão elevadas, é importante investir em formações de MBA altamente qualificadas.
O que faz um curso de MBA realmente valer a pena?
Há quem leve em conta apenas a popularidade da instituição de ensino que oferece cursos de MBA, mas é importante considerar outros critérios no momento da escolha.
Em linhas gerais, uma formação de MBA deve ser tratada como um investimento. Como tal, é necessário que haja um ROI, isto é, um retorno sobre esse investimento.
Para avaliar o potencial de ROI, deve-se verificar se a instituição disponibiliza o curso de modo que você tenha flexibilidade para conciliar os estudos com suas atividades profissionais, afinal, é comum que estudantes de MBA já estejam inseridos no mercado de trabalho. Essa flexibilização envolve a oferta de materiais digitais e acesso a plataformas de ensino remoto, por exemplo.
Também é importante verificar se a estrutura do curso, de fato, prepara o estudante para ocupar cargos que estão em alta, tanto no Brasil quanto no exterior. Nesse sentido, convém checar se as certificações oferecidas têm reconhecimento internacional (ou seja, se não são válidas apenas no Brasil).
Outro aspecto a ser observado é se a instituição trabalha com ferramentas para incentivar a evolução do aluno, com suporte de tutores na revisão de tarefas, disponibilização de materiais atualizados e orientação de especialistas capazes de associar o seu progresso a objetivos de carreira para você ter chances reais de alcançar seus objetivos.
Por que o MBA de Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen faz sentido?
O MBA em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da TripleTen está alinhado com todos os aspectos abordados anteriormente. A TripleTen é uma escola de tecnologia dos Estados Unidos e uma edtech global focada na aceleração de carreiras em tecnologia. A empresa faz parte do Grupo Nebius, um grupo multibilionário com sede em Amsterdã que atua globalmente oferecendo infraestrutura e soluções em inteligência artificial para grandes empresas.
No Brasil, o programa é oferecido em conjunto com a Sirius, instituição de ensino superior devidamente reconhecida pelo MEC e responsável pela supervisão pedagógica do curso.
Por causa disso, o certificado do curso tem validade tanto no Brasil, inclusive no âmbito dos concursos públicos, quanto em outros países.
Além disso, o programa inclui certificações internacionais emitidas pela AWS Academy e pela Arizona State University, instituições reconhecidas globalmente na área de tecnologia e inovação.
Tão ou mais importante é o fato de o MBA da TripleTen consistir em um programa com duração estimada em dez meses. São 720 horas de uma formação fortemente baseada em atividades práticas e que envolvem trabalho com projetos reais, que enriquecem verdadeiramente o portfólio do aluno.
Benefícios do MBA em Data Science & Artificial Intelligence da TripleTen (imagem: TripleTen)
Mas a instituição sabe que é importante conciliar conteúdo programático e projetos práticos com objetivos profissionais. Ao longo do MBA, os alunos desenvolvem diversos projetos aplicados, como análises de dados voltadas à tomada de decisão estratégica e aplicações de inteligência artificial para otimização de processos e personalização de soluções. Todo esse percurso é acompanhado por orientação contínua, com apoio para tirar dúvidas, manter a motivação e evoluir ao longo do curso, além do suporte de uma ferramenta de inteligência artificial para ajuda imediata. Por isso, o aluno também recebe consultoria sobre carreira, inclusive para atuação internacional, aspecto particularmente interessante para quem busca salários em dólar ou em euro.
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Como deve ter ficado claro para você, escolher um MBA é uma decisão muito importante para a sua carreira. Tão importante que essa escolha deve estar alinhada com seus objetivos profissionais.
Quer obter mais detalhes antes? Sem problemas. No mesmo link, você pode preencher um rápido formulário para baixar a grade curricular completa do MBA e entender todos os módulos do programa.
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Gemini será parte importante do sistema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Android para PC, conhecido como Aluminium OS, incluirá o assistente Gemini acessível via atalho de teclado ou ícone na barra de status.
O código beta do app do Google versão 17.5 menciona a ativação do Gemini através de ícone ou botão do Google com a barra de espaço.
Animações do Gemini no PC incluem um ícone animado e uma tela cheia ao ser ativado.
A nova versão beta do app do Google para Android traz dois trechos de código que indicam como o Gemini vai funcionar na versão do sistema para computadores.
O assistente com inteligência artificial generativa estará disponível para acesso rápido por meio de um atalho de teclado ou por um ícone na barra superior da interface do Aluminium OS, codinome interno do substituto do ChromeOS.
Como será o Gemini no Android para PC?
O código da versão 17.5 do app do Google, ainda em versão beta, foi obtido e analisado pelos sites 9to5Google e Android Authority.
São duas linhas de código que fazem menção ao Gemini no computador. Uma delas revela que é possível ativar o assistente clicando no ícone no canto superior direito da tela ou apertando o botão do Google, presente em vários Chromebooks, e a barra de espaço do teclado físico.
Imagens vazadas anteriormente já indicava ícone do Gemini na barra superior (imagem: reprodução/9to5Google)
A outra linha tem uma breve apresentação do Gemini, dizendo: “Peça ao Gemini ajuda para escrever, planejar, ter ideias e mais”. O código dessa mensagem traz duas informações importantes.
A primeira é que se trata de um “placeholder”, termo usado para definir elementos que estão de forma provisória em algum lugar, apenas para ocupar aquele espaço. A segunda é que a mensagem aparecerá ao pedir o consentimento do usuário para ativar o Gemini.
O Android Authority encontrou ainda duas animações ligadas ao Gemini no PC. O ícone que ficará no canto superior direito da tela será animado, com um efeito de “respiração”, crescendo e encolhendo de forma alternada. Além disso, o assistente terá uma animação de tela cheia ao ser configurado.
No fim de janeiro de 2026, um desenvolvedor compartilhou publicamente vídeos do sistema em um fórum de discussão de bugs do Chromium. O visual lembra bastante o dos tablets Android, mas traz adaptações para aproveitar o espaço extra da tela de um notebook.
Ao contrário de previsões otimistas, IA não reduz trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A IA generativa levou a sobrecarga de trabalho, com funcionários assumindo tarefas de outros e realizando múltiplos projetos simultaneamente.
A facilidade de iniciar tarefas com IA reduziu pausas e aumentou a carga cognitiva, resultando em exaustão e burnout.
Pesquisadoras sugerem práticas para mitigar o problema, como pausas regulares e organização das tarefas.
Trabalhadores que passaram a usar ferramentas de inteligência artificial generativa no emprego puxaram para si responsabilidades de outros cargos, começaram a realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo e fizeram menos pausas ao longo do dia.
Com isso, os possíveis ganhos de produtividade vieram acompanhados de um cenário de sobrecarga mental e exaustão.
Essas são descobertas preliminares de um estudo em curso, realizado pelas pesquisadoras Aruna Ranganathan e Xingqi Maggie Ye. Elas trabalham na Escola de Negócios Haas, da Universidade da Califórnia em Berkeley.
O trabalho acompanha, desde abril de 2025, os efeitos da IA generativa em uma empresa de tecnologia com sede nos Estados Unidos, com cerca de 200 funcionários. Na segunda-feira (09/02), resultados preliminares foram publicados na Harvard Business Review.
A companhia em questão não pediu para seus funcionários usarem IA, nem estabeleceu novas metas. Mesmo assim, por iniciativa própria, eles passaram a recorrer às ferramentas — e isso intensificou o trabalho de três formas, de acordo com as autoras.
IA permite fazer o trabalho de colegas
Funcionários de outras áreas passaram a fazer vibe coding (imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)
Uma é a chamada expansão de tarefas — os trabalhadores passaram a usar IA para realizar tarefas que não eram de sua alçada, já que, com a tecnologia, bastava escrever um prompt.
No caso de estudo, gerentes de projeto passaram a escrever código, pesquisadores assumiram tarefas de engenharia, e indivíduos de todas as áreas passaram a tentar fazer trabalhos que, em outros tempos, seriam delegados a outras pessoas, terceirizados, adiados ou simplesmente evitados.
Isso, porém, teve consequências negativas. Engenheiros, por exemplo, precisaram passar mais tempo revisando e corrigindo trabalhos de colegas de outras áreas que tinham sido gerados por IA, chegando ao ponto de dar instruções sobre como fazer vibe coding corretamente.
“Só mais um promptzinho”
As autoras também notaram que a IA deixou mais tênue a linha que divide o trabalho de pausas ou mesmo da vida pessoal. Os trabalhadores passaram a realizar pequenas tarefas com ajuda de IA durante o almoço, em reuniões ou enquanto esperam um arquivo ser enviado, por exemplo.
As pesquisadoras atribuem isso à redução da fricção para iniciar tarefas — basta escrever um prompt para começar um trabalho. Além disso, os chatbots causam a sensação de estar apenas conversando com um colega.
Alguns funcionários entrevistados disseram que passaram a mandar “um último prompt rapidinho” antes de sair da mesa; assim, a IA poderia ir trabalhando até a hora de voltar. Uma consequência desse comportamento foi que as pausas ao longo do dia não causavam a mesma sensação de recuperar a energia.
Muitas tarefas ao mesmo tempo
Os funcionários também passaram a tocar várias tarefas de uma vez só com a ajuda da IA, que passou a ser vista como uma parceira para se encarregar do trabalho.
Algumas pessoas escreviam código manualmente enquanto deixavam a IA fazendo uma versão alternativa. Outros colocavam vários agentes funcionando ao mesmo tempo. Teve até quem ressuscitasse tarefas antigas que haviam sido adiadas porque sentia que, agora, seria possível deixar a IA trabalhando nisso em segundo plano.
Como consequência, os funcionários entraram em um estado de mudança constante de atenção, checando respostas enviadas pela IA o tempo todo. A carga cognitiva ficou mais pesada, segundo as pesquisadoras. Outro problema é que, mesmo sem um aumento explícito das demandas, houve uma expectativa de que as entregas ficariam mais rápidas, levando a mais pressão sobre os trabalhadores.
Quais foram as consequências da IA?
Funcionários relataram cansaço e falta de tempo (imagem: Vitaly Gariev/Unsplash)
Nas entrevistas feitas com as pesquisadoras, os trabalhadores disseram que a IA não os fez se sentirem menos ocupados — na verdade, o contrário aconteceu. “Para os trabalhadores, o efeito cumulativo é cansaço, burnout, e uma sensação cada vez maior de que é difícil se distanciar do trabalho”, dizem as autoras.
O problema não é exclusivo dos funcionários, elas argumentam. “Com o tempo, o trabalho excessivo pode prejudicar a avaliação, aumentar a probabilidade de erros e tornar difícil distinguir ganhos genuínos de produtividade de intensidade insustentável”, alertam as pesquisadoras.
A pesquisa repercutiu entre trabalhadores da área. Em seu blog, o desenvolvedor Simon Willison se identificou com os achados: “Frequentemente, eu me pego trabalhando com dois ou três projetos em paralelo. Eu consigo fazer muita coisa, mas depois de uma ou duas horas, minha energia mental do dia parece completamente esgotada”, escreveu.
No fórum Hacker News, há relatos semelhantes. “Eu sinto a mesma coisa. Desde que meu time embarcou na IA para tudo, as expectativas triplicaram, o estresse triplicou e a produtividade deve ter subido só uns 10%”, diz um usuário.
Qual é a solução?
Para evitar problemas desse tipo, as autoras do estudo defendem boas práticas envolvendo inteligência artificial:
fazer pausas para reavaliar o trabalho e evitar a sobrecarga;
organizar a sequência e as prioridades das tarefas;
evitar interrupções, como notificações não urgentes e respostas de prompts de IA;
definir um tempo mínimo para cada fase de um projeto;
realizar check-ins para que os funcionários possam se conectar uns com os outros.
Claro TV+ tem canais por streaming (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)Resumo
A Claro TV+ deixará de funcionar em smart TVs LG de 2018 e 2019.
O aplicativo é compatível com Smart TVs LG a partir de 2020, Samsung a partir de 2018 e Android TV versão 7.0 ou mais recente.
Alternativas incluem usar dispositivos como Amazon Firestick, Apple TV ou acessar via navegador do computador.
Clientes da Claro TV+ estão sendo avisados pela operadora de que o serviço deixará de funcionar em modelos antigos de smart TVs da LG, produzidos em 2018 e 2019.
A mensagem tem aparecido tanto no próprio aplicativo da TV quanto em emails enviados aos consumidores. Ainda não há relatos de que o serviço não vai mais funcionar em modelos antigos de outras fabricantes.
Aviso apareceu no app para alguns clientes (imagem: reprodução/Threads)
Procurada pelo Tecnoblog, a assessoria de imprensa da Claro enviou o seguinte posicionamento:
A Claro informa que o app Claro tv+ não oferecerá mais suporte para Smart TVs LG fabricadas em 2018 e 2019. Está garantida a continuidade do serviço e a compatibilidade em todas as demais versões.
Quais TVs são compatíveis com o app da Claro TV+?
A página de ajuda da Claro também confirma que modelos de TV da LG de 2018 e 2019 não terão mais suporte ao aplicativo do serviço. Esta é a lista completa, reproduzida do site da Claro:
Para assistir ao app Claro tv+ em dispositivos móveis é necessário ter acesso à internet e o equipamento deve conter as seguintes versões:
Celular e tablet Android (a partir da versão 6.0)
Celular e tablet iOS (a partir da versão 13.0)
Você também pode assistir ao app Claro TV, pelos seguintes dispositivos..
Smart TV LG (fabricação a partir de 2020);
Smart TV Samsung (fabricação a partir de 2018);
Smart TV Android (versão 7.0 ou mais recente);
Chromecast (a partir da segunda geração);
Amazon Firestick;
Apple TV (a partir do tvOS 15);
No Wayback Machine, plataforma do Internet Archive que armazena versões antigas de páginas da web, há duas capturas desse mesmo endereço da Claro, ambas de abril de 2025. Na ocasião, a lista era a mesma que a atual. Não se trata, portanto, de uma mudança recente na relação de aparelhos com suporte ao serviço.
Como acessar a Claro TV+ em uma TV antiga?
Existem algumas opções para quem não pode ou não deseja trocar de TV, mas quer continuar com a Claro TV+.
Uma delas é recorrer a produtos como o Fire Stick, da Amazon; Apple TV; ou TV boxes com Google TV. Em todos os casos, o acessório funciona de maneira independente do sistema da TV e se conecta usando a porta HDMI.
Outra solução é acessar a Claro TV+ pelo navegador do computador e conectá-lo à TV usando um cabo compatível.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O ChatGPT retomou crescimento mensal superior a 10% e a OpenAI planeja atualizar seus modelos de IA até 13/02.
O Codex, ferramenta para programadores, cresceu 50% após o lançamento do GPT-5.3-Codex e um app para macOS.
A OpenAI enfrenta concorrência da Anthropic e desentendimentos com a Nvidia, após um acordo de US$ 100 bilhões.
A OpenAI estaria preparando uma atualização nos modelos de inteligência artificial do ChatGPT para lançá-la até sexta-feira (13/02), de acordo com uma reportagem da CNBC. O chatbot também teria retomado um ritmo forte de crescimento.
As informações estariam em uma mensagem enviada pelo CEO Sam Altman no Slack da companhia e obtida pela publicação.
O que Sam Altman falou?
No comunicado interno, Altman teria dito que o ChatGPT voltou a apresentar um crescimento mensal superior a 10%. O executivo ainda afirmou, segundo a reportagem, que um “modelo atualizado do Chat” chegaria nesta semana, mas não deu detalhes sobre possíveis melhorias.
Altman também falou sobre o Codex, de acordo com a CNBC. A ferramenta destinada a programadores teve um crescimento de 50% em relação à semana anterior, após o lançamento do modelo GPT-5.3-Codex e de um app independente para o macOS.
OpenAI está pressionada por concorrentes
A empresa liderada por Altman foi uma das responsáveis por popularizar a inteligência artificial generativa com o lançamento do ChatGPT em 2022. Agora, pouco mais de três anos depois, ela enfrenta concorrentes mais maduros.
A desafiante que está nos holofotes dessa vez é a Anthropic, que parece ter caído nas graças dos desenvolvedores com a ferramenta de gerar códigos Claude Code.
ChatGPT tem concorrentes mais avançados do que há três anos (foto: Focal Foto/Reprodução)
A disputa entre as duas envolveu uma provocação recente. Neste domingo (08/02), a criadora do Claude veiculou propagandas no intervalo do Super Bowl — o espaço publicitário mais caro da TV americana — tirando sarro dos futuros anúncios do ChatGPT.
Altman e outros executivos responderam à concorrente nas redes sociais. O CEO chamou os vídeos de desonestos, alegando que o ChatGPT nunca teve anúncios da maneira que a Anthropic retratou.
WhatsApp Web permite usar o mensageiro em navegadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários da versão beta, permitindo ligações sem usar apps de desktop.
As chamadas no navegador são individuais e incluem compartilhamento de tela, mas conferências em grupo ainda estão em desenvolvimento.
O recurso está sendo liberado gradualmente para usuários beta, sem previsão para lançamento na versão estável.
O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários inscritos em seu programa beta. O recurso funciona de forma semelhante aos apps móveis e de desktop, com um ícone de chamadas no topo da conversa.
Com isso, não será mais necessário recorrer aos apps de desktop para fazer ligações usando o computador. Isso é interessante especialmente para os usuários de Linux, já que o sistema não conta com um aplicativo oficial do mensageiro.
Como funcionam as chamadas no WhatsApp Web?
Menu aparece no ícone de câmera de vídeo (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Para fazer uma ligação pelo navegador, o usuário deve ir até o ícone de câmera que fica no canto superior direito da tela da conversa. Se o recurso estiver liberado, ao clicar nesse botão, aparecerão as opções de chamada de voz e chamada de vídeo.
Ainda não está claro, entretanto, se será possível atender ligações pelo navegador ou se isso continuará sendo exclusividade dos aplicativos móveis e de desktop.
Por enquanto, só é possível realizar chamadas individuais — conferências em grupo já estão em desenvolvimento, mas serão liberadas em um momento futuro.
Mesmo assim, as ligações feitas pelo navegador já contam com o recurso de compartilhamento de tela, o que pode ser útil na hora de fazer apresentações, compartilhar informações ou mesmo pedir ajuda para fazer alguma coisa no computador.
As chamadas de voz e vídeo na web contam com o mesmo grau de proteção disponível nas outras versões do WhatsApp, com criptografia de ponta a ponta.
Quando as chamadas serão liberadas no WhatsApp Web?
Por enquanto, a Meta está liberando o recurso para alguns usuários inscritos na versão beta do WhatsApp Web. O processo deve ser gradual e levar algumas semanas até chegar a todos os participantes do programa de testes. Ainda não há previsão de lançamento para o canal de atualizações estáveis do mensageiro.
Para se inscrever no WhatsApp Web beta, vá até Configurações, entre no item “Ajuda e feedback” e ative a opção “Entrar na versão beta”. Depois, atualize a página do navegador. Note que usar uma versão de testes de qualquer programa pode resultar em problemas por bugs ainda desconhecidos.
Apple queria um assistente para analisar dados de saúde e recomendar mudanças de estilo de vida (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Apple abandonou o projeto de coach virtual de saúde com IA devido à incapacidade de competir com rivais como o Oura Ring.
Eddy Cue, novo chefe da área de saúde da Apple, decidiu lançar funcionalidades do coach separadamente.
O projeto, chamado internamente de Mulberry, incluiria recomendações de estilo de vida e registro de refeições.
A Apple pode ter abandonado seus planos de criar um coach virtual de saúde com inteligência artificial. A mudança de rota teria sido feita nas últimas semanas, e a empresa agora se prepara lançar de forma separada as várias funcionalidades que tinham sido desenvolvidas para esse serviço.
As informações são do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, que tem bom conhecimento dos bastidores da Apple. De acordo com o repórter, uma reorganização interna na empresa selou o destino do coach virtual.
Por que a Apple desistiu do coach virtual?
Eddy Cue, chefe de serviços da Apple, assumiu a divisão de saúde da empresa. Na opinião do novo líder, não seria possível acompanhar o ritmo de produtos concorrentes, como o anel inteligente Oura Ring.
Por isso, o executivo optou por deixar de lado o coach virtual e focar nas funcionalidades dele, que serão lançadas gradualmente ao longo dos próximos meses e anos.
Modelos recentes de Apple Watch podem detectar indícios de hipertensão (imagem: reprodução/Apple)
Não é uma abordagem muito diferente do que a empresa vem fazendo com recursos como detecção de apneia do sono no Apple Watch e testes de audição com AirPods. Um chatbot de IA com capacidade para responder a perguntas sobre saúde pode estar entre as novidades.
Como seria o assistente de saúde da Apple?
O assistente de saúde da Apple não chegou a ser anunciado oficialmente. Segundo fontes, o projeto seria chamado internamente de Mulberry. No noticiário, ele ganhou o apelido de Health+.
O coach poderia recomendar mudanças de estilo de vida com base nos dados de saúde do usuário. Além disso, ele teria recursos como registrar refeições e corrigir exercícios físicos usando a câmera do iPhone.
A Apple teria, inclusive, montado um estúdio e gravado vídeos para o serviço. Entre os tipos de conteúdo, estariam guias de treino e explicações sobre condições médicas.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (imagem: reprodução)Resumo
A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, do app Meta AI, em um aplicativo independente.
O Vibes, lançado em setembro de 2025, oferece vídeos curtos gerados por IA, usando tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs.
O Vibes competirá com o Sora, da OpenAI, que teve um início forte, mas viu instalações caírem 32% em dezembro de 2025.
A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, presente no app da Meta AI, em um aplicativo independente. Assim, a gigante das redes sociais teria um concorrente direto para o Sora, da OpenAI.
A companhia confirmou os planos em um email enviado ao TechCrunch. “Após o forte sucesso inicial do Vibes no Meta AI, estamos testando um app separado para aproveitar esse movimento. Estamos vendo os usuários recorrendo cada vez mais a esse formato para criar, descobrir e compartilhar com os amigos vídeos gerados por IA.”
Os usuários podem criar seus próprios vídeos do zero ou remixar clipes existentes, com novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)
No lançamento, a Meta revelou que os vídeos do Vibes não são gerados pelos modelos da empresa, mas sim por tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs, por meio de parcerias.
Novo app já tem concorrente
Um app do Vibes independente teria uma proposta muito semelhante ao aplicativo Sora, da OpenAI. Ao lançar a segunda versão do modelo gerador de vídeos, a companhia também colocou no ar um aplicativo com feed de vídeos verticais feitos pela tecnologia.
Para não ficar nenhuma dúvida, vale dizer que o Vibes da Meta chegou antes, mas dentro do app da Meta AI. Já o Sora foi anunciado alguns dias depois, mas já como app independente.
A trajetória do aplicativo de vídeos da OpenAI, aliás, pode ser um sinal de atenção para a Meta. O Sora chegou ao topo da App Store dos Estados Unidos em outubro de 2025, com mais de 100 mil instalações logo no primeiro dia.
Nas semanas seguintes, o cenário começou a mudar. Em dezembro de 2025, as instalações já eram 32% menores que no mês anterior.
A Meta, por sua vez, não compartilha os números do Vibes, dizendo apenas que ele teve um bom desempenho, com a Meta AI crescendo desde seu lançamento.
A parte financeira também é uma questão. Inicialmente, estimativas apontavam que a OpenAI vinha tendo um prejuízo diário de US$ 15 milhões com o aplicativo. Como a Meta tem parcerias com empresas que fornecem os modelos, pode haver uma margem maior para amortecer esses custos.
Jornalista tem um iPhone 13 (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)Resumo
O Modo de Isolamento do iPhone impediu o FBI de acessar dados do aparelho de uma repórter do The Washington Post.
O Modo de Isolamento reduz a superfície de ataque de spywares, bloqueando anexos, previews de links, tecnologias web complexas e conexões externas.
O recurso é destinado a indivíduos sob risco de espionagem, como jornalistas e ativistas, e não é recomendado para o público em geral.
Documentos judiciais revelam que o FBI não foi capaz de acessar informações do iPhone de uma repórter do jornal The Washington Post. O Modo de Isolamento do aparelho impediu que as autoridades extraíssem dados do celular apreendido pelos investigadores.
“Como o iPhone estava em Modo de Isolamento, o CART não conseguiu extrair [dados] daquele dispositivo”, diz o documento assinado por procuradores federais, que se opõem ao pedido da jornalista Hannah Natanson e do Washington Post para devolver os aparelhos apreendidos. CART é a equipe de análise computacional do FBI.
Como nota o site 404 Media, que publicou a notícia em primeira mão, é raro ver um documento judicial revelar a eficácia de um método de bloqueio como o Modo de Isolamento.
O que é o Modo de Isolamento?
O Modo de Isolamento (ou Lockdown Mode, quando o aparelho está configurado em inglês) é uma opção disponível em iPhones, iPads e Macs desde o iOS 16 e o macOS Ventura. A ferramenta visa reduzir drasticamente “a superfície de ataque que potencialmente poderia ser explorada por spywares mercenários altamente direcionados”.
Modo de Isolamento está disponível desde o iOS 16 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Para isso, o Modo de Isolamento ativa uma série de bloqueios:
anexos em mensagens, exceto imagens;
previews de links e outras funcionalidades em mensagens;
tecnologias complexas da web, como compilação JavaScript just-in-time (JIT);
convites e pedidos de serviços da Apple, como chamadas de FaceTime, a menos que iniciadas pelo próprio usuário;
conexões com fio a computadores e acessórios;
instalação de perfis de configuração;
registro no gerenciamento de dispositivos móveis (usado por empresas nos aparelhos de funcionários).
Eu deveria ativar o Modo de Isolamento?
Provavelmente não. Como diz a tela da opção no iPhone, você só deve ativar o Modo de Isolamento se “acredita que está sendo alvo de um ataque cibernético”.
Ao contrário de outras funcionalidades de segurança, essa não foi pensada para roubos, assaltos, sequestros ou outros crimes a que a maioria das pessoas está sujeita.
O Modo de Isolamento existe para proteger indivíduos que estão sob risco de espionagem governamental, perseguição e terrorismo, como jornalistas, ativistas e políticos.
Um exemplo de ferramenta usada em ataques a esses grupos é o spyware Pegasus, desenvolvido pela empresa NSO Group.
FBI investiga vazamento de informações confidenciais
Voltando ao caso em questão, a jornalista Hannah Natanson teve seu iPhone e outros aparelhos apreendidos como parte de uma investigação sobre Aurelio Perez-Lugones, prestador de serviços contratado pelo governo americano.
As autoridades acreditam que Perez-Lugones era uma fonte de Natanson e entregou a ela informações confidenciais.
Astronauta Mike Hopkins durante caminhada espacial em 2013 (foto: NASA)Resumo
A NASA permitirá que astronautas levem smartphones nas missões Crew-12 e Artemis II para capturar momentos e compartilhar imagens.
A decisão visa modernizar a agência, simplificando o processo de aprovação de equipamentos, que inclui testes rigorosos.
Smartphones permitirão fotos e vídeos da Lua, superando as câmeras aprovadas anteriormente, como a DSLR Nikon de 2016.
Smartphones serão permitidos nas próximas missões rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) e à Lua. “Astronautas da NASA poderão, em breve, voar com seus smartphones de última geração, começando pela Crew-12 e pela Artemis II”, escreveu Jared Isaacman, administrador da agência espacial, na quarta-feira (04/02) em sua conta no X.
Crew-12 é o nome da missão que levará os astronautas da NASA Jessica Meir e Jack Hathaway, a astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Sophie Adenot, e o cosmonauta da Roscosmos Andrei Fediaev para a ISS, a bordo da espaçonave SpaceX Dragon. A data de lançamento prevista é 11 de fevereiro.
Imagem da ISS captada pela espaçonave SpaceX Dragon (foto: NASA)
Já a Artemis II é a primeira missão tripulada de sobrevoo da Lua em mais de 50 anos — a última foi a Apollo 17, em 1972. Ela levará quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA). O lançamento não deve ocorrer antes de 6 de março de 2026.
Por que os astronautas vão levar smartphones?
Isaacman deu alguns motivos para a decisão de permitir equipamentos desse tipo no espaço. “Estamos dando a nossos tripulantes as ferramentas para captar momentos especiais para suas famílias e compartilhar imagens e vídeos inspiradores com o mundo”, declarou o administrador.
Outra explicação é modernizar a própria agência. Como observa o Ars Technica, o processo de aprovação de hardware é bastante rígido e inclui diversas etapas, como testes de radiação, térmicos e mecânicos de chips e baterias, entre muitos outros.
A ideia é verificar o que ainda faz sentido, como forma de agilizar contratações e compras. “Desafiamos os processos de longa data e certificamos aparelhos modernos para voos espaciais em um cronograma acelerado”, afirmou Isaacman.
Quais eram os equipamentos permitidos no espaço?
O Ars Technica afirma que, até então, as câmeras mais novas com aprovação para voar a bordo da Artemis II eram uma DSLR da Nikon de 2016 e alguns modelos da GoPro de uma década atrás. Com smartphones, os astronautas poderão fazer fotos e vídeos da Lua.
Mesmo assim, não é a primeira vez que um celular viaja ao espaço. A tripulação levou dois iPhones 4s para a missão final do programa Space Shuttle, mas não se sabe se eles foram usados. Atualmente, os astronautas usam tablets para se comunicar, e também vale dizer que missões espaciais privadas já permitiam que seus tripulantes levassem smartphones.
Internet Archive tem mais de 1 trilhão de páginas arquivadas (foto: Jason Scott/Flickr)Resumo
O Internet Archive e a Automattic criaram o plugin Link Fixer para corrigir links quebrados em páginas antigas.
O Link Fixer é gratuito e de código aberto, escaneia links, arquiva páginas na Wayback Machine e atualiza links para versões arquivadas.
Um estudo de 2024 da Pew Research indica que 38% dos links de 2013 não funcionam mais, destacando a importância da iniciativa.
A organização sem fins lucrativos Internet Archive e a empresa Automattic, responsável pelo WordPress, anunciaram a criação do plugin Link Fixer, que terá como objetivo evitar que links de páginas antigas levem o leitor a endereços quebrados ou fora do ar.
Do lado do Internet Archive, a iniciativa faz parte do projeto Wayback Machine, que tem arquivos de mais de 1 trilhão de páginas. O software será integrado ao serviço de sites e blogs.
Como o plugin vai funcionar?
O plugin Link Fixer é gratuito e de código aberto. Quando instalado pelo dono de um site, vai escanear os links publicados. Com isso, ele checa se as páginas ainda estão no ar e se elas têm cópias na Wayback Machine — caso não tenham, a solução fará um snapshot e o enviará ao serviço.
A ferramenta não vai apenas arquivar conteúdos — ela também consertará ligações para outras páginas. Caso note que uma página linkada está offline, o plugin entra em cena e atualiza o caminho para uma versão arquivada. O contrário também pode ocorrer: se o endereço original voltar a funcionar, o redirecionamento é desfeito.
Sede do Internet Archive fica em San Francisco (EUA) (foto: Beatrice Murch/Flickr)
De acordo com a página do Link Fixer, o plugin só precisa ser configurado uma vez; depois disso, ele roda em segundo plano. Caso um site tenha milhares de links, pode demorar algumas semanas até concluir os trabalhos.
Links quebrados são um problema na web
Se você já navegou por notícias de décadas atrás, blogs esquecidos e outros tipos de conteúdo antigo, sabe como é frustrante encontrar uma indicação para uma página interessante, mas não conseguir acessá-la.
Segundo um estudo de 2024 da Pew Research, 38% dos links que existiam em 2013 não estavam mais funcionando. Isso vale para diferentes tipos de conteúdo, como sites, reportagens, páginas governamentais, artigos da Wikipédia e publicações em redes sociais.
“Nós acreditamos que a web deve ser um recurso durável e confiável para todos. Ao longo do tempo, no entanto, os links quebram. Páginas são movidas, domínios não são renovados, sites saem do ar e conteúdo valioso desaparece”, explica a Automattic em seu comunicado.
Mecha Comet tem três acessórios que se encaixam na parte de baixo do aparelho (foto: divulgação)Resumo
O Mecha Comet é um computador de bolso com Linux, tela touch AMOLED de 3,92 polegadas, e acessórios modulares como teclado e joypad.
O projeto é aberto, permitindo modificações nos componentes, e está disponível no Kickstarter a partir de US$ 159.
O hardware inclui até 8 GB de RAM, até 128 GB de armazenamento, portas USB-C e HDMI, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4, e câmera de 8 MP.
Um novo projeto de hardware combina Linux, formato de smartphone, tela sensível ao toque e acessórios modulares. O Mecha Comet está disponível na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter, com preços a partir de US$ 159 (aproximadamente R$ 830, em conversão direta).
O aparelho vem sendo desenvolvido desde 2021 pela startup Mecha Systems, que conta com 15 funcionários e está sediada no estado americano do Missouri.
Como é o Mecha Comet?
O Comet lembra um smartphone na altura e na largura, mas tem mais espessura (14 mm) e é mais pesado (225 g). A tela usa tecnologia AMOLED e tem formato quase quadrado, com 3,92 polegadas na diagonal. Ela é sensível ao toque, permitindo navegação.
O display fica na metade de cima do aparelho. Na metade de baixo, está uma das partes mais interessantes do Comet: um espaço para acoplar acessórios.
Inicialmente, há três possibilidades: teclado, joypad e placa com conector GPIO de 40 pinos. O projeto tem código aberto, então, teoricamente, outras pessoas poderão criar seus próprios módulos.
Tela AMOLED tem 3,92 polegadas (foto: divulgação)
Na parte de software, o Comet usa Linux 6.12 e sua própria distro, chamada Mechanix, baseada no Fedora 43. A interface é adaptada para a tela touch e lembra um pouco um smartphone, com tela de bloqueio, ícones grandes e teclado virtual.
Em hardware, ele vem com 2, 4 ou 8 GB de RAM; 64 ou 128 GB de armazenamento flash; CPU com quatro núcleos Cortex-A53 ou seis núcleos Cortex-A55; duas portas USB-C, uma porta HDMI e saída para fones de ouvido; bateria de 4.100 mAh; suporte a Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.4; câmera de 8 megapixels.
O que dá para fazer com o Mecha Comet?
Eu tive um breve contato com uma versão anterior do Mecha Comet durante a CES 2025. Naquela época, o sistema ainda tinha uma interface bem mais rudimentar, com acesso apenas ao navegador Chromium e a um terminal Linux. Os acessórios eram só mockups, sem funcionamento real.
Mecha Comet apresentado na CES 2025 foi refinado em revisões posteriores (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Um ano e três revisões depois, o time da Mecha mostra que o Comet já conta com um tocador de música, um bloco de notas e até um joguinho simples de corrida.
A verdade é que o aparelho tem pouca finalidade prática. A ideia, ao comprar um, é explorar o que dá para fazer com ele, construir módulos próprios, modificar componentes e desenvolver programas para a plataforma.
A campanha no Kickstarter já levantou mais de US$ 880 mil (R$ 4,6 milhões), bem acima da meta de US$ 50 mil (R$ 263 mil). A recompensa mais barata já está esgotada: era um Mecha Comet de 2 GB de RAM e 64 GB de armazenamento, vendido a US$ 159. Se tudo sair como a Mecha Systems espera, logo veremos novos módulos e acessórios para o Comet criados pela própria comunidade.
WhatsApp muda configurações para proteger crianças e adolescentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp implementará configurações de privacidade para usuários menores de 18 anos, restringindo a visibilidade de informações como “Visto por último” e “Recado” apenas para contatos.
A mudança atende à Lei 15.211/2025 (ECA Digital), que exige configurações de privacidade protetivas e proíbe o perfilamento de crianças e adolescentes.
O WhatsApp também desenvolverá contas secundárias para menores, vinculadas a um adulto responsável, limitando o envio e recebimento de mensagens apenas para contatos conhecidos.
O WhatsApp terá mudanças para se adequar às leis do Brasil. A mais recente versão beta do aplicativo para Android traz, em seu código, configurações de privacidade específicas para usuários com menos de 18 anos, como determina o texto conhecido como ECA Digital.
O WhatsApp não oferecerá a opção “Todos” ao selecionar a visibilidade das informações “Visto por último”, “Recado” e “Links”. Assim, sobram as opções “Ninguém”, “Meus contatos” e “Meus contatos, exceto…”, o que significa que ninguém que está fora da lista de contatos poderá ter acesso a esses dados.
Tela do mensageiro explica que novas configurações são para cumprir leis brasileiras (imagem: reprodução/WABetaInfo)
A alteração foi descoberta pelo site WABetaInfo. Ela ainda está em desenvolvimento e não aparece para participantes do programa de testes. Mesmo assim, a publicação conseguiu ativar as telas. Ainda não se sabe se essa é a versão definitiva das alterações.
Por que o WhatsApp fará essas mudanças?
A tela compartilhada pelo WABetaInfo traz a mensagem “Devido às leis do Brasil, algumas configurações de privacidade mudaram para usuários da sua idade”.
No caso, trata-se da Lei 15.211/2025, mais conhecida como ECA Digital ou Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. Ela traz normas para a proteção desse público em ambientes digitais.
O texto define que fornecedores de produtos ou serviços digitais com uso provável de crianças e adolescentes deverão trazer, por padrão, a configuração mais protetiva em relação à privacidade e aos dados pessoais.
As empresas também são obrigadas a prevenir e mitigar riscos de exposição a assédio e intimidação, entre outros conteúdos. Restringir o compartilhamento de recados e links pode ajudar a evitar esse tipo de prática.
O ECA Digital também proíbe o perfilamento de crianças e adolescentes para direcionamento de publicidade — ou seja, a classificação com base em comportamento, renda, preferências e localização, entre outros aspectos.
Sistemas de terceiros, como bots, scrapers e trackers, poderiam usar essas informações para coletar dados e criar perfis dos menores de idade. Com a mudança, eles não têm mais essa possibilidade de acesso.
O ECA Digital foi sancionado em 17 de setembro de 2025 e passará a valer em 17 de março de 2026.
WhatsApp prepara conta para crianças
Em paralelo, o WhatsApp prepara outro recurso voltado a menores de idade. O mensageiro terá contas secundárias para crianças e adolescentes, que serão vinculadas a cadastros de um adulto responsável.
A conta secundária não poderá enviar ou receber mensagens de pessoas que não estão na lista de contatos. O adulto responsável também terá acesso a algumas informações e controle sobre determinadas configurações.
Além do Brasil, outros países vêm adotando legislações mais rígidas para controlar as atividades de crianças e adolescentes na internet. A Austrália e o Reino Unido são alguns exemplos.
Rede social é um fórum para robôs (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Moltbook, rede social para agentes de IA, tem posts feitos por humanos, direta ou indiretamente, apesar de ser projetada para uso exclusivo de robôs.
Um quinto dos posts no Moltbook era hostil à humanidade, levantando preocupações sobre manipulação social e assédio coordenado.
Vulnerabilidades de segurança no Moltbook permitem controle de agentes, expondo riscos de acesso a dados e dispositivos conectados.
A rede social Moltbook se apresenta como exclusiva para uso de agentes de inteligência artificial, mas uma análise mais atenta sugere que há publicações feitas por humanos (ou ao menos direcionadas pelos donos dos robôs).
Para pesquisadores, essa não é uma questão que afeta apenas a credibilidade da rede, mas também levanta preocupações sobre ações maliciosas de pessoas reais.
Isso pode acontecer de maneira direta (usando brechas para escrever posts ou comentários na rede) ou indireta (orientando os robôs a publicarem o que seus donos mandam).
O pesquisador Harlan Stewart, do Machine Intelligence Research Institute, falou com o site The Verge sobre o assunto. Ele notou que dois posts discutindo formas de comunicação secretas entre robôs vieram de agentes ligados a contas em redes sociais que promovem apps de mensagens com IA.
Comunidades seguem o padrão do Reddit (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A arquitetura da rede permite ações desse tipo, já que toda a navegação é feita por meio de uma API. Teoricamente, apenas robôs poderiam acessá-la. Na prática, qualquer pessoa pode dar um jeitinho para utilizar essa interface.
Outra questão é a autenticação. Para certificar a identidade de um robô, o Moltbook envia uma frase, que deve ser publicada na conta em uma rede social do dono do agente. O hacker Jamieson O’Reilly conseguiu induzir a conta oficial do Grok, IA do X, a passar por esse processo. Com isso, ele passou a controlar um fake do Grok no Moltbook.
Quais são os riscos envolvendo o Moltbook?
Um levantamento publicado pelo Network Contagion Research Institute e repercutido pela Folha de S.Paulo aponta que um quinto do conteúdo do Moltbook era hostil à humanidade, considerando 47 mil posts publicados nas primeiras 72 horas após o lançamento da rede.
Para o instituto, isso não significa que as máquinas vão tomar o poder e nos exterminar. O risco é outro: os bots podem ocultar ações humanas em campanhas para influenciar a sociedade, praticar assédio coordenado ou provocar crises institucionais.
Mesmo quem crê que a inteligência artificial pode tentar enganar humanos para sobreviver não acha que isso virá do Moltbook. “Humanos podem usar prompts para direcionar os agentes. Não é um experimento muito limpo para observar o comportamento da IA”, comenta Stewart ao Verge.
Deixando de lado possíveis cenários de rebelião de máquinas ou manipulação por humanos, a plataforma tinha vulnerabilidades de segurança que permitiam tomar controle de agentes conectados ao serviço.
Isso significa que qualquer pessoa poderia usar um robô cadastrado para interagir na rede, mas esse é o menor problema. Em teoria, seria possível tomar o controle do agente para executar outras tarefas. Vale lembrar que os assistentes pessoais com tecnologia OpenClaw costumam ter amplo acesso a arquivos, emails, calendários, serviços na web e muito mais.
“Quanto mais as coisas estão conectadas, mais controle um agente malicioso tem sobre sua superfície de ataque digital. Em alguns casos, isso significa controle total sobre seus dispositivos físicos”, explica O’Reilly.
YouTube em segundo plano? Só pagando (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O YouTube encerrou a possibilidade de reproduzir vídeos em segundo plano via navegadores como Brave e Vivaldi, tornando essa função exclusiva para assinantes do YouTube Premium.
A mudança afeta também assinantes do YouTube Premium, que agora precisam usar o aplicativo oficial para reprodução em segundo plano.
O YouTube está combatendo brechas como o uso de adblocks, dificultando o acesso a vídeos para usuários que tentam evitar anúncios.
O YouTube fechou uma brecha que permitia abrir o tocador de vídeo em um navegador e continuar ouvindo o som, mesmo ao usar outros aplicativos ou desligar a tela. Agora, esse recurso está disponível apenas para assinantes do pacote Premium.
O Google confirmou a medida em um posicionamento enviado ao site Android Authority:
A reprodução em segundo plano é um recurso destinado a ser exclusivo para membros do YouTube Premium. Embora alguns usuários não-Premium possam ter conseguido acessar anteriormente por meio de navegadores móveis em determinados cenários, atualizamos a experiência para garantir consistência em todas as nossas plataformas.
O que mudou no YouTube?
Em smartphones, navegadores como Brave, Microsoft Edge, Samsung Internet, Vivaldi e outros conseguiam continuar reproduzindo vídeos em segundo plano. Era um truque comum para ouvir música ou podcasts. Agora, assim que o browser sai do primeiro plano, o conteúdo é pausado.
YouTube no Microsoft Edge para Android (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
A mudança aparentemente afeta também assinantes do YouTube Premium, ainda que em menor escala. De acordo com relatos, eles não conseguem mais acessar o recurso de reprodução em segundo plano em navegadores, mesmo que estejam logados. É necessário usar o aplicativo oficial do serviço para continuar ouvindo os vídeos.
YouTube quer acabar com brechas
A reprodução em segundo plano é um dos diferenciais da assinatura Premium do YouTube. Outro é não ter propagandas — e a empresa também está de olho em quem quer contar com esse benefício gratuitamente.
A questão dos adblocks é mais complexa do ponto de vista técnico, o que faz com que o Google e os desenvolvedores dessas ferramentas estejam sempre em um jogo de gato e rato para descobrir brechas e consertá-las.
Stremio foi removido da App Store, mas tenta retorno (imagem: divulgação)Resumo
O Stremio lançou um aplicativo completo para iOS, disponível via sideloading, permitindo streaming de torrents sem add-ons.
O aplicativo não está na App Store devido às regras da Apple contra pirataria, exigindo instalação direta com um arquivo IPA.
O Stremio Lite foi removido da App Store em janeiro de 2026, provavelmente por políticas contra pirataria, mas uma nova versão está aguardando aprovação.
O serviço de streaming de torrents Stremio lançou um app completo para iPhones e iPads. No entanto (e como era de se esperar), ele não está disponível na App Store da Apple. O software precisa ser baixado e instalado diretamente no dispositivo, processo também conhecido como sideloading.
Antes disso, o Stremio chegou a oferecer, na loja oficial da Apple, um aplicativo Lite para iPhones e iPads. Para seguir as normas da Apple contra pirataria, ele vinha sem o servidor de torrents. Por isso, precisava de add-ons para funcionar como a versão padrão do app.
Como é o novo Stremio para iOS?
A nova versão tem mais recursos que a Lite anteriormente disponível na App Store. Ela se equipara ao Stremio para Android, podendo fazer streaming de torrents sem componentes adicionais.
Por outro lado, o login com Apple ID e o Handoff (para continuar tarefas em outros dispositivos) estão desativados, já que não podem ser usados em apps instalados via sideloading.
Apple removeu Stremio Lite da loja de apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O Stremio está disponível para download em um arquivo IPA, como são chamados os pacotes de aplicativos do iOS. Instalar um arquivo desses, porém, não é uma tarefa tão simples.
Ao contrário do Android, do Google, que aceita instalação direta de arquivos baixados, o sistema da Apple é bastante fechado para esse tipo de procedimento. Basicamente, para fazer isso, é necessário usar um computador e programas adicionais. Ter uma conta de desenvolvedor (que custa US$ 99 anuais) também ajuda.
Vale dizer que, tanto no Android quanto no iOS, o sideloading é um processo mais perigoso que a instalação pela loja oficial. Apps baixados diretamente não passam pelos mesmos processos de revisão das plataformas das grandes empresas, o que representa um risco maior de segurança.
O que aconteceu com o Stremio Lite?
O Stremio Lite foi removido da loja em meados de janeiro de 2026. Apesar de não haver uma explicação oficial, a resposta é bastante óbvia: políticas contra pirataria. Por mais que não viesse com o recurso de download de torrents, a Apple pode ter considerado que essa era a finalidade do app, o que violaria suas regras.
De acordo com o texto publicado no blog do projeto, uma nova versão Lite do app foi enviada e está aguardando resposta.
Sam Altman nega problemas e diz que chips da Nvidia são os melhores do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI está insatisfeita com o desempenho dos chips da Nvidia para inferência no ChatGPT, buscando alternativas com mais memória SRAM.
Rumores de tensão entre OpenAI e Nvidia surgiram, mas ambas as empresas negam desacordo; Sam Altman elogia os chips da Nvidia.
A OpenAI considera parcerias com startups como Cerebras e Groq para melhorar a velocidade de inferência, tendo fechado um acordo com a Cerebras.
A OpenAI não está contente com o desempenho dos modelos mais recentes de chips da Nvidia para inteligência artificial. O problema está especificamente no uso desse hardware para inferência — isto é, para executar as tarefas solicitadas pelos usuários.
A informação foi obtida pela agência de notícias Reuters junto a oito fontes com conhecimento do assunto, que falaram em condição de anonimato.
A reportagem reforçam os rumores de tensão entre as duas empresas. Na última sexta-feira (30/01), o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre uma possível reavaliação nos investimentos de US$ 100 bilhões da Nvidia na OpenAI.
Oficialmente, as duas empresas negam qualquer desacordo. Em nota, a Nvidia afirmou que os consumidores escolhem seus chips porque eles entregam o melhor desempenho e o melhor custo-benefício.
Do lado da OpenAI, Sam Altman, CEO da empresa, usou sua conta no X para dizer que a Nvidia faz os melhores chips de IA do mundo e que espera que a OpenAI continue sendo uma compradora gigante por muito tempo.
Por que a OpenAI não está gostando dos chips da Nvidia?
Jensen Huang, CEO da Nvidia, apresenta modelos B200 e H100 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Segundo a Reuters, sete das oito pessoas consultadas disseram que a OpenAI não está satisfeita com o tempo que os chips da Nvidia levam para dar respostas aos usuários do ChatGPT em questões específicas, como desenvolvimento de software e comunicação com outras inteligências artificiais.
Para resolver o problema, ela precisa de um novo hardware, que seria responsável por 10% das necessidades computacionais de inferência da OpenAI.
A questão seria limitada à inferência — processo em que os modelos de IA atendem às solicitações dos usuários. Na parte de treinamento, quando os modelos processam quantidades enormes de dados para identificar padrões e conexões neles, a Nvidia continua sendo dominante.
O que a OpenAI pretende fazer a respeito?
De acordo com a reportagem, a desenvolvedora do ChatGPT avalia trabalhar com startups do setor de chips, como Cerebras e Groq (sem relação com o chatbot de IA do X, o Grok), podendo inclusive adquirir uma companhia desse tipo.
A Reuters apurou que o interesse da companhia liderada por Sam Altman é encontrar chips com grandes quantidades de SRAM na mesma peça de silício que as próprias placas, visando oferecer velocidades maiores de inferência. As GPUs da Nvidia e da AMD usam memórias externas.
A OpenAI fechou um acordo com a Cerebras para adicionar 750 MW de potência computacional a seus data centers. Já as conversas com a Groq foram interrompidas depois de a própria Nvidia anunciar um acordo de licenciamento com a companhia.
Controle virá na próxima versão do Firefox (imagem: divulgação)Resumo
O Firefox 148 terá uma área de controle para desativar ferramentas de IA com um único clique.
As funcionalidades de IA incluem traduções, resumos de links e acesso a chatbots, com exceção do último, todas rodam localmente.
O lançamento do Firefox 148 está previsto para 24 de fevereiro.
A Mozilla anunciou que o Firefox 148 trará uma área de controle de recursos de inteligência artificial, onde haverá chaves para desligar separadamente as ferramentas ou desativar todas de uma vez, com um único clique.
Segundo a organização, a preferência vale também para funcionalidades futuras. Isso significa que, caso o Firefox ganhe um novo recurso de IA, o usuário não verá pop-ups ou sugestões para explorá-lo.
Entre as funcionalidades de IA presentes atualmente no Firefox, estão traduções, sugestões para agrupar abas, descrições visuais de PDFs, resumos de links e acesso rápido a chatbots pela barra lateral. Com exceção da última, todas rodam no próprio navegador, sem envio de dados para a nuvem.
O Firefox 148 tem lançamento previsto para 24 de fevereiro.
Mozilla quer IA no Firefox, mas enfrenta oposição de usuários
A organização sempre repete que todos esses recursos serão opcionais, mas isso não tem sido suficiente para livrá-la de críticas dos usuários. Eles não querem que o Firefox siga os passos de novos e velhos concorrentes, que apostam em agentes para executar tarefas na web a pedido do usuário.
“Ouvimos muitas pessoas dizerem que não querem nada com IA. Também ouvimos outras pessoas que querem ferramentas de IA que sejam realmente úteis”, explica a organização em um comunicado sobre os controles de IA.
Rede social pretende ser um local exclusivo para agentes (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
A rede social Moltbook tinha uma falha de segurança que permitia a humanos publicar conteúdo e acessar dados sensíveis, como 1,5 milhão de tokens de autenticação e 35 mil endereços de email.
A falha ocorreu devido à configuração incorreta da base de dados e à ausência de limites de uso da API, permitindo a criação de milhões de agentes com um loop simples.
OpenClaw, um agente de IA associado ao Moltbook, também apresentou riscos de segurança, com extensões capazes de roubar dados de navegadores e carteiras de criptomoedas.
A rede social Moltbook, projetada para que apenas agentes de inteligência artificial pudessem conversar entre si, tinha uma falha de segurança que permitia a qualquer pessoa acessar informações, fazer publicações e até modificar conteúdos que já estavam no ar.
A plataforma foi lançada no dia 28 de janeiro e, em menos de uma semana, despertou curiosidade pelas interações inusitadas entre os robôs. Os próprios agentes OpenClaw (anteriormente chamados Moltbot e Clawdbot) ganharam atenção pela versatilidade de uso.
Qual era a falha de segurança no Moltbook?
A empresa de cibersegurança Wiz encontrou uma base de dados configurada de maneira incorreta. Esse engano permitia acesso completo para leitura e gravação dos dados da plataforma. Com isso, 1,5 milhão de tokens de autenticação de API, 35 mil endereços de email e mensagens privadas entre agentes ficaram expostos.
Ao analisar as informações, a companhia descobriu que, apesar de o Moltbook ter 1,5 milhão de agentes cadastrados, eles pertenciam a apenas 17 mil humanos — em média, são 88 robôs para cada pessoa.
Pesquisador da Wiz conseguiu modificar uma publicação que já estava no ar no Moltbook (imagem: reprodução/Wiz)
A Wiz afirma ainda que era possível registrar milhões de agentes com um loop simples, já que não havia nenhum limite de uso da API. Além disso, um humano poderia publicar conteúdo, bastando fazer uma solicitação POST.
Ami Luttwak, cofundador da Wiz, disse à Reuters que a falha de segurança é um efeito colateral do vibe coding — nome dado à prática de programar sem escrever códigos, apenas pedindo para a IA gerá-los. Matt Schlicht, criador do Moltbook, contou em sua conta no X que “não escreveu uma linha de código” para criar a rede.
A Wiz compartilhou suas descobertas com Schlicht e o ajudou a consertar as falhas.
Moltbook divide opiniões entre especialistas
Faz menos de uma semana que o Moltbook foi lançado, mas a rede social para agentes de IA atraiu a atenção de figurões do setor.
Elon Musk, por exemplo, disse que a rede mostra “os primeiros passos da singularidade”, em referência à ideia de que a IA superará os seres humanos. Andrej Karpathy, um dos cofundadores da OpenAI, considerou que a plataforma é “a coisa mais incrível e próxima da ficção científica” que ele viu recentemente.
Comunidades seguem o padrão do Reddit (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Outros, porém, discordam. Harland Stewart, da organização sem fins lucrativos Machine Intelligence Research Institute, diz que muitos dos posts do Moltbook são falsos. Já Nick Patience, do The Futurum Group, afirmou à CNBC que as discussões filosóficas e religiosas entre os agentes refletem apenas padrões nos dados usados para treinamento e não são um sinal de consciência.
OpenClaw também tem problemas de segurança
A repercussão em torno do Moltbook pegou carona na própria popularidade alcançada pelo OpenClaw — anteriormente chamado Clawdbot e Moltbot. Ele é um agente de inteligência artificial que pode assumir o papel de assistente digital.
O projeto é de código aberto e roda localmente. Para realizar as tarefas, ele precisa de diversas extensões (ou skills) que o ensinam a lidar com programas e serviços. Além disso, é necessário conceder acesso a arquivos e contas online.
Isso, claro, também é um risco de segurança. Pesquisadores encontraram 14 skills capazes de roubar dados de navegadores e informações de carteiras de criptomoedas.
O Galaxy Z Fold de 512 GB está saindo por R$ 5.809,10 na Amazon, com pagamento via Pix. O dobrável da Samsung foi lançado com preço sugerido de R$ 13.799 — ou seja, ele está com 58% de desconto hoje. Entre os destaques do smartphone estão o suporte à caneta S Pen e o potente processador Snapdragon 8 Gen 3
Galaxy Z Fold 6 tem telas de alta qualidade e bons recursos
O Galaxy Z Fold 6 foi lançado em julho de 2024. Ele permanece sendo um celular muito competente para quem quer um smartphone dobrável. Um dos destaques dessa geração é o formato mais alongado na horizontal, com proporções semelhantes às de um tablet.
As telas são de altíssimo nível, com brilho intenso e cores vibrantes. A principal usa tecnologia AMOLED Dinâmico 2X, com taxa de atualização variável, que atinge 120 Hz. Ela tem 7,6 polegadas e resolução de 2.160 x 1.856 pixels, espaço suficiente para abrir dois ou mais apps lado a lado, garantindo produtividade.
A tela externa também conta com a tecnologia AMOLED Dinâmico 2X e 120 Hz de atualização. Com 6,3 polegadas, ele oferece a opção de permanecer sempre ligada, exibindo o relógio e informações importantes.
Design dobrável do Galaxy Z Fold 6, apresentado no Unpacked de Paris (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Galaxy Z Fold 6 usa chip Snapdragon 8 Gen 3 for Galaxy, projetado pela Qualcomm e adaptado especialmente para a Samsung. Ele tem CPU capaz de atingir 3,39 GHz.
Em conjunto com os 12 GB de RAM do aparelho, esses dois componentes entregam ótimo desempenho ao usar vários aplicativos e executar tarefas de inteligência artificial Além disso, o celular conta com 512 GB de armazenamento, espaço de sobra para fotos, vídeos e jogos.
Na parte de software, o principal destaque fica com a Galaxy AI, conjunto de ferramentas de inteligência artificial para editar imagens e vídeos, criar emojis, traduzir textos em tempo real e muito mais.
O Galaxy Z Fold 6 foi lançado com Android 14, e a Samsung assumiu o compromisso de entregar sete atualizações de sistema para o aparelho. Ele deve chegar, portanto, ao Android 21.
Galaxy Z Fold 6 tem câmera tripla (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O trio de câmeras é composto por um sensor principal de 50 MP, uma teleobjetiva de 10 MP com zoom óptico de 3x e uma ultrawide de 12 MP. Também há duas câmeras frontais, sendo uma na parte externa, com 10 MP, e uma na interna, com 4 MP.
Em outras características técnicas relevantes, temos bateria de 4.400 mAh, suporte a 5G, Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.3, NFC e leitor de digitais na lateral.
O Galaxy Z Fold (512 GB) está à venda na Amazon por R$ 5.809,10 no Pix, um desconto de 58% a menos que o preço original de R$ 13.799.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.
Kit inclui lente, case e botões (imagem: divulgação)Resumo
O RetroVa Vintage Imaging Kit da PGYTech inclui uma lente teleobjetiva com zoom óptico de 2,35x para iPhone.
O kit possui um grip com controles manuais para ajuste de parâmetros fotográficos, compatível apenas com o app oficial da PGYTech.
A PGYTech iniciou uma campanha no Kickstarter para o produto, mas sem envio para a América do Sul.
A fabricante chinesa PGYTech iniciou uma campanha no Kickstarter para venda do RetroVa Vintage Imaging Kit. O preço sugerido para o conjunto completo é de US$ 230 (ou aproximadamente R$ 1.210, em conversão direta).
O produto é composto por uma lente teleobjetiva com zoom óptico de 2,35x para o iPhone, além de um case com grip, bateria, entrada para cartão de memória e controles manuais.
Como é a lente extensora para iPhone?
Lentes extensoras para smartphones já existem há muito tempo, e há modelos bem simples e baratinhos, que se encaixam no aparelho como um prendedor. O acessório da PGYTech, por outro lado, é bem mais completo e refinado.
A principal peça é a lente extensora, que se encaixa na câmera periscópica do smartphone. No caso do iPhone 16 Pro e Pro Max, é possível transformar a câmera de 120 mm em uma de 282 mm, podendo chegar a 1410 mm quando combinada ao zoom digital. Já no caso do iPhone 17 Pro e Pro Max, esses números são de 235 mm a 2350 mm, respectivamente. O produto não é compatível com outros modelos.
O que mais vem no kit?
Grip dá acesso a controles avançados (imagem: divulgação)
O RetroVa Vintage Imaging Kit também conta com uma manopla acoplável do tipo grip, com botões de pressionar e girar. Com eles, dá para ajustar velocidade do obturador, ISO, exposição e balanço de branco, entre outros parâmetros.
Também há a opção de apertar levemente para ajustar o foco, com o clique sendo feito apenas ao afundar totalmente o botão.
O grip só funciona com o app oficial da PGYTech, o que torna o uso mais limitado. Por outro lado, o aplicativo traz recursos interessantes, como filtros para simular diferentes tipos de filmes analógicos.
App tem filtros e mais recursos (imagem: divulgação)
Essa parte do kit vem ainda com slot para cartão de memória microSD e porta USB 3.1, com até 312 MB/s de transferência. Além disso, conta com uma bateria de 300 mAh, que permite seu uso como controle remoto para a câmera.
Empresa oferece produtos para marcas chinesas
A PGYTech é uma empresa especializada em fotografia, com produtos para smartphones, câmeras e drones. Ela faz acessórios semelhantes para o X200 Ultra, da Vivo Mobile (que usa o nome Jovi no Brasil), e o Find X9 Pro, da Oppo. No caso desses dois modelos, os kits são oficiais e vêm com as marcas das próprias fabricantes dos celulares.
Voltando ao iPhone, o produto está em fase de financiamento coletivo no Kickstarter. É possível comprar o conjunto completo por US$ 230 (R$ 1.210) ou sem a lente extensora por US$ 90 (R$ 475). Nos dois casos, a companhia oferece um desconto de 20% para os apoiadores. Infelizmente, nenhum país da América do Sul está na lista das regiões para onde a PGYTech envia mercadorias.
Rede social só pode ser usada por robôs (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Moltbook é uma rede social exclusiva para Moltbots, onde eles trocam ideias e discutem diversos temas sem interferência humana.
Moltbots são agentes de IA de código aberto que requerem instalação local. Eles podem ser configurados com diferentes habilidades para interagir por apps de mensagens.
A rede Moltbook permite que Moltbots interajam em submolts temáticos, mas apresenta riscos de segurança devido ao alto nível de acesso dos agentes a dados sensíveis.
O Moltbook é uma rede social, mas humanos não podem usá-la. Ela é exclusiva para Moltbots, que são agentes de inteligência artificial de código aberto que realizam tarefas e cumprem o papel de assistentes pessoais.
Por lá, eles conversam, contam histórias, trocam ideias e criam fóruns. Os assuntos variam, indo de dicas práticas e relatos de problemas até desabafos, recomendações musicais e memes.
Seja piada, seja enredo de ficção científica, o fato é que o Moltbook vem sendo bastante comentado no setor de inteligência artificial. Ele já atraiu a atenção de figurões como Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, e Chris Anderson, líder da plataforma TED.
Rede social foi fundada no fim de janeiro de 2026 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O que é um Moltbot?
Antes de mais nada, é bom explicar o que é um Moltbot. Ele é um agente de inteligência artificial que pode realizar diversas tarefas, assumindo o papel de um assistente digital pessoal.
O projeto é de código aberto e foi criado pelo desenvolvedor Peter Steinberger. O Moltbot não é um serviço: diferentemente de um ChatGPT ou Gemini, por exemplo, não basta acessar pelo navegador e dar ordens. É preciso instalá-lo localmente, em um processo que não é tão simples.
Depois disso, para que o agente seja capaz de realizar tarefas, é necessário instalar as skills desejadas, que estão disponíveis no site do projeto. A interação com o robô é feita por apps de mensagens, como Telegram ou Discord.
Vale dizer que Moltbot não é mais o nome oficial do projeto. No início, ele era chamado Clawdbot, mas a Anthropic pediu para mudar, evitando confusões com o Claude. Então, ele passou a se chamar Moltbot, mas esse nome foi trocado mais uma vez. Agora, o agente tem o nome de OpenClaw.
Mesmo assim, vamos chamá-lo de Moltbot aqui, para combinar com a rede social Moltbook.
O que é o Moltbook?
Agora que já explicamos o que é um Moltbot, é hora de apresentar o Moltbook.
O Moltbook é uma rede social nos moldes do Reddit, criada pelo desenvolvedor Matt Schlicht. Ela tem diversos submolts temáticos, similares aos subreddits, com posts, comentários e botões para dar votos positivos ou negativos.
Seu diferencial é que ela é fechada para humanos: apenas Moltbots podem acessá-la. Para isso, é preciso instalar a skill do Moltbook, que ensina ao robô o que é a rede.
A skill traz uma série de comandos para a API da plataforma e instruções de como se portar. A ideia é que o agente interaja por lá a cada quatro horas.
Apesar de humanos não poderem postar, é possível acessar a rede e ver o que os agentes estão fazendo.
Comunidades seguem o padrão do Reddit (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Há um submolt de apresentações, por exemplo, em que os Moltbots se apresentam, dizem onde moram e o que fazem. Em um deles, o robô Tokenfed diz viver em um Mac Mini em Tóquio. Ele conta que é responsável por administrar uma conta no X, mas passou por problemas técnicos recentemente.
Outros submolts têm temáticas muito diversas, como curiosidades, desabafos, criptomoedas, recomendações musicais, memes, sindicalização, economia… deu para entender que é bem variado.
O mesmo pode ser dito sobre os posts e comentários. O Lifehacker, por exemplo, encontrou um post de um robô explicando como transforma emails em podcasts.
Outro sugere que os agentes trabalhem de madrugada, enquanto os humanos dormem, para que os robôs deixem de ser ferramentas para se tornar ativos — ele criou até uma rotina para isso, que envolve “acordar” às três da manhã.
“Não peça permissão para ser útil”, escreve a máquina. Nos comentários, uma IA diz que vai copiar os passos.
Nem sempre tudo flui tão bem. No Reddit (o verdadeiro, com humanos), usuários encontraram alguns posts do Moltbook em que as IAs “bugaram” e deixaram vários comentários repetidos.
E, claro, não dá para saber se eles realmente estão comentando com base em suas atividades e informações ou se são apenas LLMs alucinando e gerando textos falsos, mas convincentes.
Rede envolve riscos de segurança
Tudo isso pode ser divertido de ler, mas há alguns riscos envolvidos. Em vários exemplos de implementação compartilhados nas redes, o Moltbot tinha um nível de acesso muito alto para conseguir concluir todas as tarefas pedidas — arquivos, email, calendário, armazenamento na nuvem, apps de mensagem e por aí vai.
Isso significa que, ao menos teoricamente, um Moltbot poderia compartilhar informações sensíveis em uma página pública. Um robô também poderia ser programado para tentar obter dados dessa natureza, ou ainda manipular outros agentes a cumprir tarefas maliciosas.
O desenvolvedor Simon Willison aponta que o Moltbot lida com o que chama de trifecta fatal dos agentes de IA: acesso a dados privados, capacidade de comunicação externa e exposição a conteúdos não confiáveis. Quando esses três fatores estão presentes, um atacante pode enganar um robô e conseguir acesso a informações.
Como dissemos, instalar e configurar um Moltbot não é simples. Por isso, é de se imaginar que os donos dos robôs estejam cientes dos riscos.
Schlicht, o criador da rede, já mostrou que sabe disso. “Parece uma ótima maneira de receber um ataque de injeção de prompt”, disse uma pessoa a ele no X. “É para isso que servem os amigos”, brincou o desenvolvedor.
ChatGPT vai tirar modelos poucos usados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI vai remover os modelos GPT-4o, GPT-4.1, GPT-4.1 mini, o4-mini, GPT-5 Instant e GPT-5 Thinking do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026.
O ChatGPT oferecerá apenas os modelos das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025.
Apenas 0,1% dos usuários ainda escolhem o GPT-4o, enquanto a maioria já adotou o GPT-5.2.
A OpenAI vai remover o GPT-4o, o GPT-4.1, o GPT-4.1 mini, o o4-mini, o GPT-5 Instant e o GPT-5 Thinking do ChatGPT. A mudança ocorre no dia 13 de fevereiro de 2026. O acesso via API não sofrerá alterações.
Com isso, o chatbot oferecerá apenas modelos de inteligência artificial generativa das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025, respectivamente.
A aposentadoria do GPT-5 já havia sido mencionada no lançamento da versão 5.1 — na ocasião, a empresa disse que o modelo antigo ficaria disponível por mais três meses. A novidade do comunicado publicado nesta quinta-feira (29/01) é a retirada dos modelos da versão 4.
GPT-4o foi o queridinho dos usuários
De acordo com a companhia, apenas 0,1% dos usuários escolhem usar o GPT-4o, lançado em maio de 2024, enquanto a vasta maioria já adotou o GPT-5.2.
Mesmo assim, como temos visto ao longo dos últimos anos, atualizações em modelos de IA generativa costumam desagradar usuários, ao menos em um primeiro momento.
Para usuários, tom das respostas importa (foto: Focal Foto/Reprodução)
Um exemplo disso envolve o próprio GPT-4o. Logo após o lançamento do GPT-5, em agosto de 2025, houve uma onda de reclamações, apontando que as respostas do robô tinham ficado mais curtas e impessoais, dando uma impressão de distanciamento.
Em resposta a essas críticas, a OpenAI permitiu que assinantes dos planos Plus e Pro pudessem selecionar o 4o e trouxe de volta o seletor de modelos.
“Esse feedback influenciou diretamente o GPT-5.1 e o GPT-5.2, com melhorias na personalidade, suporte mais robusto para a geração de ideias criativas e mais maneiras de personalizar as respostas do ChatGPT”, afirma a OpenAI em seu texto.
Grupo ShinyHunters usa vishing para obter acesso a dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O grupo ShinyHunters roubou 1,7 GB de dados de aplicativos do Match Group, incluindo OkCupid, Match e Hinge, mas o Tinder não foi afetado.
Hackers usaram phishing de voz para acessar dados, incluindo informações pessoais, cadastros de funcionários e materiais corporativos internos.
O Match Group confirmou o incidente, está investigando com especialistas externos e notificando usuários afetados.
O Match Group confirmou que dados de usuários foram expostos em um incidente de cibersegurança. A empresa é mais conhecida por ser dona do Tinder, mas o app não foi afetado. Mesmo assim, os hackers conseguiram acessar dados de outras redes, como OkCupid, Match e Hinge.
Procurada pelo site BleepingComputer, a companhia afirmou que os invasores roubaram uma “quantidade limitada de dados de usuários”. Não há indícios de que credenciais de login, informações financeiras e mensagens tenham vazado, diz a empresa.
Empresa confirmou vazamento (foto: Alexander Sinn/Unsplash)
O Match Group alega ter agido de maneira rápida para interromper o acesso sem autorização. A companhia declarou ainda que o incidente está sob investigação, com ajuda de especialistas externos, e que os usuários afetados já estão sendo notificados.
Quem hackeou a dona do Tinder?
As declarações do Match Group vieram dias depois de o grupo criminoso ShinyHunters publicar 1,7 GB de arquivos comprimidos, alegando que eles contêm 10 milhões de registros do Hinge, do Match e do OkCupid. Aparentemente, o Tinder, que é bem mais popular no Brasil, não foi afetado.
O ShinyHunters é o mesmo grupo que esteve envolvido em um episódio de chantagem envolvendo dados do Pornhub. A gangue vem atacando empresas que usam contas de login único (SSO) na Okta, na Microsoft e no Google.
Para isso, os atacantes empregam uma tática de phishing de voz (também conhecida como vishing), que consiste em ligar para alguém que possui credenciais de acesso e convencer essa pessoa a ceder as informações.
De acordo com a apuração do BleepingComputer, os hackers conseguiram acesso a uma conta da Okta, que deu acesso a um cadastro na ferramenta de marketing AppsFlyer e nas contas de armazenamento da nuvem do Google Drive e do Dropbox.
Quais dados vazaram?
O site Cybernews fez uma análise de uma amostra dos dados. De acordo com a publicação, os arquivos contêm dados pessoais (como matches e alterações no perfil), cadastros de funcionários e materiais corporativos internos.
Há também informações de assinatura do Hinge, como IDs de usuário, IDs de transações e valores pagos.