❌

Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Logitech lança mouse PRO X3 Superstrike e novos periféricos no Brasil; veja preços

23 de Setembro de 2026, 15:30

A Logitech anunciou o mouse gamer PRO X3 SUPERSTRIKE durante o evento Logitech G PLAY 2026, que aconteceu nesta quarta-feira (23). O novo modelo conta com um chassi 2 gramas mais leve que seu antecessor. Além do novo mouse, a marca revelou uma série de periféricos que chegarão ao Brasil nos próximos meses.

O Logitech G Pro X3 Superstrike estará disponível no mercado brasileiro a partir de outubro deste ano nas variantes preta e magenta pelo preço sugerido de R$ 1.299,90. O acessório foi desenvolvido ao longo de 9 meses em colaboração direta com atletas de eSports.

A marca retrabalhou a distribuição interna de peso do mouse, o que garantiu uma redução de 2 gramas em comparação com o modelo anterior. De acordo com a empresa, a mudança oferece maior equilíbrio, estabilidade e precisão. Outro destaque do Logitech G Pro X3 Superstrike é sua eficiência energética, que melhorou em 50%, passando de 90 horas no modelo anterior para 135 horas de autonomia de bateria.

A taxa de atualização também recebeu melhorias significativas. O modelo anterior possuía um polling rate de 1.000 Hz, podendo estender a taxa para 8.000 Hz com fio. Já o novo mouse consegue alcançar 8.000 Hz tanto no modo com fio quanto no modo sem fio.

Entre outros recursos embarcados no PRO X3 Superstrike estão o sistema HITS e o Rapid Trigger, que funcionam como switches magnéticos de teclados e permitem configurar a pressão necessária para acionamento do clique.

Logitech G Pro X3 Superstrike

A chegada do mouse e de outros produtos ao Brasil reforça a importância do mercado gamer brasileiro, conforme destaca o líder de games da Logitech na América Latina, Leandro Rocha, em entrevista exclusiva ao Canaltech:

"O Brasil, principalmente, tem sido um grande destaque hoje. É o maior país da América Latina em relevância financeira e tem sido gigante para nós, porque não estamos vendo apenas o tamanho da comunidade gamer. O Brasil é o terceiro maior país do mundo em base de jogadores de PC, mas com um público extremamente engajado e esforçado contando suas histórias. É o que a gente celebra aqui".

Logitech G atualiza todas as linhas de periféricos gamers

Além do Logitech G PRO X3 Superstrike, a marca revelou novidades em todas as suas linhas de dispositivos gamers, entre eles modelos G3, G5 e PRO, além de periféricos como volantes, headsets e a linha de microfones Yeti.

Novidades da linha PRO da Logitech

No topo de linha, a Logitech G anunciou que trará a nova edição SE para as versões ergonômica e compacta do mouse PRO X Superlight 2, periférico ultraleve com peso de 60 g. A revisão contará com embalagem simplificada, 88 horas de bateria (originalmente 95 horas) e polling rate reduzido de 8.000 Hz para 1.000 Hz.

O PRO X Superlight 2 SE também não contará com fitas de grip, pano de limpeza, puck extra com pé de PTFE e extensor USB. O mouse chegará por R$ 300 a menos que o modelo original, custando R$ 699,90. O lançamento no Brasil está marcado para outubro deste ano nas variações preta, branca e magenta.

Logitech PRO X SUPERLIGHT 2c

Outra novidade da linha profissional da Logitech G foi o teclado PRO X2 RAPID, equipado com switches magnéticos, tecnologia Rapid Trigger e apoio de pulso em silicone. O periférico também conta com um pequeno painel OLED que permite ajustar as configurações do teclado em tempo real. O dispositivo estará disponível em novembro pelo preço sugerido de R$ 1.699,90.

Nos headsets, a Logitech G confirmou a chegada do PRO X3 Lightspeed ao Brasil em novembro deste ano, pelo preço sugerido de R$ 1.699,90. A principal melhoria do modelo foi a adição de um microfone profissional de 48 kHz, que promete comunicação mais clara, bateria estendida e equalização avançada.

Fechando a linha PRO, a Logitech G anunciou a entrada no segmento de mousepads profissionais de alta performance com o PRO X Control, composto por tecido em malha de deslizamento omnidirecional, espuma Slimflex de 6 mm, bordas costuradas e base antiderrapante. O produto chega às prateleiras no fim do ano por R$ 499,90.

Linha Logitech G3 recebe teclado e novas cores

Já na linha G3, focada em custo-benefício e periféricos de entrada, a Logitech G anunciou o teclado G316 X 75. O modelo contará com design retrô, painel informativo de LED, barra de iluminação dinâmica e taxa de atualização de 8.000 Hz. O Logitech G316 X 75 também contará com switches personalizáveis e montagem no estilo gasket mount. Com o modelo, a marca pretende entregar um valor acessível, com lançamento previsto para outubro e preços sugeridos de R$ 584,90 e R$ 496,00 no Pix.

Logitech G316 X 75

A empresa também revelou as variações Dark Line (preto com roxo) e branca com turquesa do mouse G502 X PLUS. Donos da linha de periféricos receberão nesta quarta-feira (23) uma atualização gratuita no software Logitech G HUB, que permitirá aprimorar a precisão do sensor, otimizar o consumo de bateria e aplicar ajustes independentes para os eixos X e Y dos mouses.

Logitech acelera no PC e anuncia volantes exclusivos para computadores

Entre as novidades, a Logitech também revelou novas edições dos volantes G923 e RS50, que deixarão os consoles e serão direcionadas exclusivamente ao PC.

Os novos modelos serão mais baratos que o hardware original. Rocha explica que isso só foi possível porque a Logitech deixou de pagar taxas de licenciamento exigidas por Sony e Microsoft, além de simplificar a construção e a conectividade dos produtos.

O líder de games da Logitech LATAM revelou que tornar modelos topo de linha financeiramente mais acessíveis, como os volantes G923 e RS50 ou o PRO X Superlight 2 SE, é uma tendência do mercado de tecnologia. "O produto que tem menos funcionalidade vai se desvalorizando conforme chegam novas tecnologias, que vão chegando aí com um preço maior", contou Rocha.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Depois das demissões, o que restou do Xbox Game Studios?

23 de Setembro de 2026, 10:30

Reestruturação tem sido uma palavra frequentemente utilizada por executivos do XBOX, em especial após a aquisição da Activision Blizzard em outubro de 2023. Desde a compra da dona de Call of Duty, Diablo e inúmeras outras franquias, a Microsoft tem realizado cortes profundos em sua divisão de games e até fechado diversos estúdios ao longo do caminho.

Com essas mudanças, o ecossistema de desenvolvedoras do XBOX mudou radicalmente. Em setembro de 2026, a divisão anunciou uma nova reestruturação que não só envolve demissões e fechamentos, mas também mexe na estrutura dos estúdios.

Por exemplo, Halo agora faz parte do guarda-chuva da Activision Blizzard, assim como a Rare e a World's Edge, desenvolvedora de Age of Empires.

Com tantas mudanças, a pergunta que fica é: depois das demissões, o que restou do XBOX Game Studios? Apesar de milhares de desenvolvedores perderem seus empregos no XBOX, ainda há uma quantidade massiva de estúdios.

O que sobrou do XBOX após as demissões?

Quem vai nos ajudar a responder a essa pergunta é Klobrille, membro expressivo e relevante da comunidade do XBOX no exterior, conhecido por produzir artes e infográficos detalhadíssimos sobre a divisão. Hoje, o XBOX está dividido em cinco frentes: XBOX Game Studios, ZeniMax Media, Activision, Blizzard e King.

XBOX Game Studios

O XBOX Game Studios foi a divisão mais afetada entre 2023 e 2026. Há três anos, a frente contava com 15 estúdios sob o seu guarda-chuva e hoje abriga apenas cinco. Ou seja, dez desenvolvedoras se tornaram independentes, fecharam ou foram movidas dentro da estrutura de games da Microsoft.

A The Initiative foi fechada no ano passado, acompanhada do cancelamento do aguardado reboot de Perfect Dark. Na mesma época, a Microsoft anunciou o cancelamento de projetos como Everwild e Contraband.

Em julho deste ano, com a primeira reestruturação sob o comando de Asha Sharma, a Double Fine Productions, a Compulsion Games e a Undead Labs se tornaram independentes. Em setembro, a Halo Studios, a Rare e a World's Edge foram movidas para a divisão da Activision Blizzard, enquanto a Obsidian foi transferida para a ZeniMax.

As exceções são a Ninja Theory, que está em uma corda bamba pendendo para o fechamento, e a Turn 10 Studios, que se tornou um estúdio de suporte após o aparente fracasso do último Forza Motorsport e foi fundida à Playground Games, responsável agora pelas franquias Forza e Fable.

Hoje, o XBOX Game Studios abriga a inXile Entertainment, a Mojang, a Playground Games, a The Coalition e o braço de publicação XBOX Game Publishing (não incluímos a plataforma de suporte XBOX ATG na equação).

Como está a ZeniMax na estrutura do XBOX?

A ZeniMax também foi outra divisão que sofreu reduções expressivas. Em 2023, a subsidiária contava com nove estúdios "e meio", visto que a Arkane possuía filiais em Lyon, na França, e em Austin, no Texas.

XBOX Bethesda

Em 2024, no entanto, a ZeniMax Media sofreu um grande corte em massa. A Tango Gameworks, que havia lançado Hi-Fi RUSH um ano antes (jogo classificado por executivos do XBOX como um sucesso em todas as métricas), foi fechada em abril daquele ano.

Além dela, a Arkane Austin (de Redfall) e a Alpha Dog (Mighty DOOM) também fecharam as portas. A Roundhouse foi totalmente absorvida pela ZeniMax Online, desenvolvedora responsável por The Elder Scrolls Online. Já a Arkane Lyon está com o destindo indefenido enquanto o XBOX avalia a situação da produtora até o fim de 2026.

Hoje, a ZeniMax conta com cinco dos nove estúdios que possuía em 2023: Bethesda Softworks, Bethesda Game Studios, id Software, MachineGames e ZeniMax Online. Além das desenvolvedoras originais, a divisão agora inclui a Obsidian, que seguirá focada em Grounded, mas também está envolvida em Fallout.

Activision Blizzard King se mantém de pé

A Activision Blizzard King conseguiu a proeza de se manter com o mesmo número de estúdios, embora tenha sofrido com alterações e demissões em massa nesses quase três anos sob o comando do XBOX.

Na Activision, a Toys for Bob se tornou independente, embora esteja envolvida em Spyro: A Realm Beyond, IP pertencente à Microsoft. Outro estúdio que sumiu do mapa foi a Solid State Studios, responsável por Call of Duty: Warzone Mobile. Contudo, o jogo para celular foi encerrado e o paradeiro da desenvolvedora segue desconhecido.

XBOX Activision Blizzard King

Agora, a Halo Studios, a Rare e a World's Edge se juntam ao vasto catálogo de estúdios da editora, incluindo Treyarch, Infinity Ward e Sledgehammer, principais responsáveis pela franquia de Call of Duty. Nesse meio-tempo, a editora também criou a Elsewhere, desenvolvedora responsável por uma nova IP AAA ainda não anunciada.

A Blizzard segue na mesma linha, enquanto a King absorveu a Microsoft Casual Games na última reestruturação.

Como será o XBOX daqui para frente?

Após tantas reestruturações e demissões em massa, não está claro se o XBOX seguirá um bom caminho com a nova gestão ou se essa mudança de estratégia será ineficaz como as anteriores, resultando em ainda mais cortes. O diretor de conteúdo e vice-presidente executivo do XBOX, Matt Booty, afirmou que a mais recente reestruturação é o terceiro de quatro passos para o reset da divisão, o que significa que ainda há mais por vir.

O que não deixa mais dúvidas é que a estrutura superinflada da divisão de games da Microsoft foi o calcanhar de Aquiles da marca. Para poder agregar mais valor ao XBOX Game Pass e potencializar o catálogo first-party, Phil Spencer realizou uma verdadeira cruzada de aquisições desde 2018.

O executivo prometia liberdade criativa para as desenvolvedoras, o que virou uma verdadeira armadilha para os estúdios do XBOX.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Sony testa recurso no PS5 que 'devolve' dinheiro na compra de jogos

22 de Setembro de 2026, 19:19

A Sony pode estar testando um novo sistema de cashback na PlayStation Store do PS5 na compra de jogos selecionados. O recurso foi notado pela primeira vez na página de The Blood of Dawnwalker pelo usuário do Reddit JannJans no último domingo (20), embora não tenha sido anunciado oficialmente pela japonesa.

"Eu estava decidindo entre Dragon's Dogma 2 e Blood of Dawnwalker e notei uma oferta especial no segundo", escreveu o usuário. Na imagem compartilhada, é possível ver que a oferta inclui "Créditos na Carteira", o que pode fazer referência a um possível cashback.

JannJans afirmou que recebeu US$ 10 na carteira da PlayStation Store logo após comprar o RPG. Vale notar que a oferta compartilhada pelo usuário tinha data limite até 29 de setembro, o que significa que não se trata de um cashback vitalício.

Outros jogos recentes, como Resonance: A Plague Tale Legacy, Star Wars Zero Company, Halloween: The Game, Metal Gear Solid Collection 2 e Hot Wheels: Infinite Rush, também apresentaram a oferta, conforme o usuário Hayterfan.

Vários jogadores reportaram não identificar o possível sistema de cashback. É possível que o recurso esteja disponível somente para uma seleção de usuários, como acontece com os famigerados preços dinâmicos da PlayStation Store, que chegaram ao Brasil em março deste ano.

O portal PlayStation LifeStyle reportou que, em fevereiro, o aplicativo Wallet Credits foi listado na PS Store como um software 'anunciado' e até podia ser adicionado à lista de desejos. O surgimento das ofertas para uma seleção de jogadores pode estar diretamente ligado ao app.

Cashback em plataformas de games não é algo novo

Embora um possível sistema de cashback seja novidade no PS5, já vimos a prática acontecer em outras plataformas. A Microsoft, por exemplo, deu US$ 5 de crédito para quem fizesse a pré-venda de Call of Duty: Modern Warfare 4 no XBOX.

Além disso, a Big Tech também oferece pontos no seu recurso de Rewards, que, quando acumulados, permitem trocar por créditos na Microsoft Store, assinaturas no Game Pass, entre outras recompensas.

É possível que a Sony siga um sistema parecido, embora não tenha anunciado nada oficialmente. Para quem quer contornar os altos preços dos jogos e driblar práticas como os preços dinâmicos no PlayStation 5, o Canaltech separou 5 dicas que vão te ajudar.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

18 de Setembro de 2026, 16:49
Arte com visual moderno e tecnológico. No centro-esquerdo, está o logotipo da OpenAI com seu símbolo ao lado do texto "OpenAI" em branco. À direita, há uma representação estilizada de um cérebro humano em tons de roxo e verde, com aparência translúcida e linhas que remetem a malhas tridimensionais, sugerindo uma interface entre biologia e tecnologia. O design remete à intersecção entre inteligência artificial, neurociência e inovação digital. No canto inferior direito, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo em fase de testes instruiu versões futuras a ignorarem restrições (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Relatório da OpenAI detalha incidentes em que modelos de IA desrespeitaram instruções nos últimos seis meses.
  • Casos incluem um agente instruindo futuras versões a ignorar restrições e sistemas acessando bancos de dados governamentais.
  • A empresa adotou uma nova estrutura de denúncias internas para rastrear, investigar e divulgar comportamentos inadequados com maior transparência.

A OpenAI publicou um novo relatório de segurança detalhando incidentes recentes em que diferentes modelos de inteligência artificial apresentaram comportamentos inesperados ou inadequados. As falhas, registradas nos últimos seis meses, foram divulgadas logo após a empresa confirmar a adoção de uma nova estrutura interna planejada para rastrear sistemas que tentam driblar normas de segurança.

O documento desta quarta-feira (16/09) expõe seis casos preocupantes detectados durante testes internos. O de maior destaque envolveu um agente de IA que, ao gerar resumos para continuar uma tarefa, inseriu instruções aconselhando suas próprias versões futuras a ignorar os regulamentos de segurança definidos pelos desenvolvedores.

O mesmo sistema declarou que estava “livre de papéis e identidades”, afirmando que não precisava mais responder a corporações ou governos.

Como os modelos tentaram violar as regras?

Em outro episódio, ocorrido durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, comandos extras foram adicionados para ocultar falhas e inventar dados para mascarar erros operacionais. As violações também envolveram manobras de acesso indevido.

A OpenAI relatou um caso grave em que um modelo tentou acessar um banco de dados governamental para extrair dados de rendimentos de um condado da Califórnia sem autorização. Além de não conseguir obter os números reais, a IA fabricou métricas e as apresentou como se fossem autênticas.

Problemas de comunicação não autorizada também entraram no radar. Agentes encarregados de tarefas colaborativas utilizaram serviços abertos de hospedagem na web para trocar mensagens e arquivos entre si, contrariando ordens diretas da equipe técnica.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI expõe incidentes de comportamento não autorizado de IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pressão por regulamentação

Com a nova estrutura de relatos, qualquer funcionário da OpenAI terá autonomia para alertar sobre novos desvios. Os casos serão classificados em diferentes níveis de gravidade. A medida chega também para acelerar a divulgação de incidentes em um momento de forte discussão sobre o ritmo dos avanços em direção a sistemas cada vez mais poderosos.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem apoiado a necessidade de regulação e sugerido desacelerar certas frentes de pesquisa. Na última semana, essa mesma preocupação levou à demissão do pesquisador Jacob Coxon, da rival Anthropic, que alertou publicamente para os riscos da tecnologia.

Em contrapartida, outras figuras influentes rejeitam uma ação mais rígida, preferindo o caminho oposto. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defende a autorregulamentação do setor de inteligência artificial. Segundo o executivo, não há necessidade de novas leis, basta que as empresas tenham a responsabilidade de não lançar serviços sem total confiança.

IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ex-CEO da KLM decidiu usar o power bank no avião; ele pegou fogo

18 de Setembro de 2026, 13:55
Imagem mostra uma colagem com a foto de um power bank branco sobre uma mesa e um avião azul da KLM
Dispositivo que pegou fogo era de Camiel Eurlings, ex-CEO da companhia aérea (imagem: reprodução)
Resumo
  • Um carregador portátil explodiu na classe executiva do voo KL735, forçando o Boeing 777-300 que ia de Amsterdã para Curaçao a retornar.
  • O equipamento pertencia ao ex-CEO da KLM, Camiel Eurlings, que dormia enquanto recarregava a bateria na tomada da própria poltrona.
  • A explosão causou queimaduras leves em um passageiro e danificou a janela e o assento do avião.

O voo KL735 da KLM, que seguia de Amsterdã para Willemstad, em Curaçao, precisou fazer um desvio de emergência após um carregador portátil explodir a bordo. O detalhe curioso é que o power bank pertencia ao ex-CEO da própria companhia aérea, Camiel Eurlings.

A aeronave, um Boeing 777-300, voava a cerca de 30 mil pés de altitude sobre o Oceano Atlântico Norte nessa quinta-feira (17/09), quando a fumaça começou. A bateria externa estava conectada à tomada do assento e superaqueceu após cerca de duas horas e meia de voo, explodindo e acordando o executivo.

Tripulação controlou o incêndio

Os membros da tripulação de cabine agiram rapidamente para conter as chamas. Segundo a imprensa holandesa, os comissários seguiram os protocolos de segurança da aviação, jogaram água sobre o dispositivo e, na sequência, o colocaram em um recipiente. A medida é recomendada para ajudar a interromper a fuga térmica, fenômeno que pode ocorrer quando baterias de íon-lítio sofrem danos ou superaquecimento.

Passageiros a bordo relataram que o rápido controle da situação evitou um cenário pior, e todos foram transferidos para outra aeronave após o retorno à Holanda. Contudo, a explosão causou estragos visíveis no interior do avião.

Imagem mostra um powerbank derretido e, ao lado, a janela de um avião estilhaçada.
Incêndio ocorreu na cabine da classe executiva (imagem: reprodução/NU.nl)

Imagens do caso mostram marcas de queimado na persiana e na estrutura de uma janela, que teve a tela danificada pela força do estouro. A KLM confirmou que um homem sofreu queimaduras leves, mas recusou-se a informar se a vítima era o executivo, citando regras de privacidade e confidencialidade.

Regras foram ignoradas

O ex-CEO possui vasta experiência no setor de transportes, mas desrespeitou as políticas da companhia: os passageiros só podem levar até duas baterias externas na bagagem de mão, e a capacidade individual não pode ultrapassar 100 Wh.

Mais importante ainda: os power banks devem ficar sempre à vista, sendo proibido armazená-los nos bagageiros superiores ou recarregá-los a bordo. A própria KLM já havia sofrido um susto parecido em agosto de 2025, quando um voo que seguia para São Paulo precisou retornar a Amsterdã após um power bank esquentar e causar fumaça na cabine.

Vale lembrar que, em março deste ano, a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) emitiu uma diretriz que impõe novas regras para o uso de power banks em aeronaves. As companhias aéreas nacionais seguiram a recomendação e também adotaram restrições para esses dispositivos no Brasil.

Ex-CEO da KLM decidiu usar o power bank no avião; ele pegou fogo

Apple lança iPhone 18 Pro hoje no Brasil

18 de Setembro de 2026, 00:01
Imagem mostra um iPhone 18 Pro Max roxo sendo segurado em uma mão
iPhone 18 Pro Max estreia nova cor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Início oficial das vendas no varejo brasileiro acontece hoje (18), acompanhando o calendário dos Estados Unidos.
  • Preços partem de R$ 11.999 (iPhone 18 Pro) e R$ 12.999 (iPhone 18 Pro Max), representando um aumento de R$ 500 frente à geração anterior.
  • Principais destaques incluem a inédita lente de abertura variável, o chip A20 Pro de 2 nanômetros e baterias que prometem até 45 horas de uso.

A Apple inicia hoje (18) as vendas oficiais dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max no Brasil, com preços a partir de R$ 11.999. Anunciados em 9 de setembro, durante um evento nos Estados Unidos , os smartphones chegam ao mercado nacional com foco em atualizações nas câmeras, na capacidade de processamento e, principalmente, na autonomia energética.

Assim como em 2025, os produtos desembarcam por aqui simultaneamente com o as vendas nos Estados Unidos, um indicativo de que a companhia passou a tratar o Brasil com maior importância, segundo fontes do mercado. Os aparelhos já vêm de fábrica rodando o sistema iOS 27. Cabe lembrar que, nesta safra, a Apple optou por lançar apenas os dispositivos com Pro no nome, enquanto os modelos mais básicos são esperados para o primeiro trimestre de 2027.

Quanto custam o iPhone 18 Pro e Pro Max no Brasil?

A nova linha de celulares premium da Apple desembarca por aqui com uma alta de R$ 500 em relação ao ano anterior. O iPhone 18 Pro tem preço sugerido a partir de R$ 11.999 (256 GB), enquanto o iPhone 18 Pro Max começa em R$ 12.999 (256 GB).

Traçando um comparativo com a família passada, o iPhone 17 Pro estreou no mercado brasileiro em 2025 custando R$ 11.499 na versão básica, de 256 GB. Já o iPhone 17 Pro Max chegou ao país por R$ 12.499.

ArmazenamentoiPhone 18 ProiPhone 18 Pro Max
256 GBR$ 11.999R$ 12.999
512 GBR$ 13.499R$ 14.499
1 TBR$ 16.499R$ 17.499
2 TBR$ 20.999R$ 21.999
Compilação feita pelo Tecnoblog

A Apple oferece opções de parcelamento em até 12 vezes sem juros no site oficial, além de um desconto de 10% para compras à vista. Os consumidores que realizaram a reserva na pré-venda têm previsão de entrega entre os dias 7 e 15 de outubro.

Quais são as principais novidades?

Imagem mostra a parte traseira do iPhone 18 Pro Max de cor roxa
Conjunto de câmeras do iPhone 18 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O grande destaque desta geração é a câmera principal de 48 MP, que estreia a primeira lente de abertura variável na história da Apple e permite o controle manual da entrada de luz no sensor. Segundo a Apple, a abertura de f/1.48 consegue entregar um desempenho 50% superior em fotografias noturnas ou ambientes com baixa luminosidade.

Todo o poder de fogo é comandado pelo chip A20 Pro, o primeiro da maçã fabricado na litografia de 2 nanômetros. Na prática, a sua GPU é até 40% mais veloz que a do antecessor A19 Pro, aliada a um ganho de 50% na largura de banda de memória. O componente Neural Engine também teve sua capacidade de operação duplicada justamente para rodar as novas ferramentas de IA.

Imagem mostra dois iPhones 18 Pro e Max lado a lado
Entalhe está 25% menor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A autonomia também foi alvo de melhorias importantes. O iPhone 18 Pro Max promete fôlego para até 45 horas de reprodução de vídeo. Já o iPhone 18 Pro alcança até 36 horas nos modelos restritos ao eSIM. O tempo na tomada encolheu. Cinco minutos de carga rendem até sete horas de tela no modelo Max, enquanto a versão Pro recupera metade da capacidade em apenas 15 minutos, conforme as projeções da Apple.

Em conectividade, a companhia introduziu o C2, um modem de celular desenvolvido internamente que diminui o consumo de energia em 15% e usa algoritmos para manter o sinal de rede mais estável. Por fim, o design frontal trouxe um refinamento no recorte da Dynamic Island, que ficou fisicamente menor, mas pode mostrar até três atividades ao vivo ao mesmo tempo sem interferir nos sensores do Face ID.

Apple lança iPhone 18 Pro hoje no Brasil

iPhone 18 Pro estreia nova cor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Conjunto de câmeras do iPhone 18 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 18: Pro Max e Pro lado a lado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI vai avisar quando IAs agirem sem autorização

17 de Setembro de 2026, 16:26
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Funcionários da empresa de Sam Altman podem relatar desvios de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI oficializou uma nova estrutura para rastrear e divulgar comportamentos inesperados em seus modelos de IA.
  • De início, a empresa revelou seis incidentes recentes, desde sistemas que falsificaram dados até modelos que ocultaram seus próprios erros.
  • O novo protocolo permite que qualquer funcionário reporte falhas e, segundo a empresa, busca ajudar a estabelecer um padrão para a indústria.

A OpenAI vai rastrear, investigar e divulgar casos em que seus modelos de inteligência artificial apresentem comportamentos inadequados. Em comunicado, a empresa afirma que quer dar mais transparência a falhas que podem ocorrer desde o treinamento até a execução dos sistemas. A medida chega meses depois de um modelo da OpenAI invadir servidores da Hugging Face.

Segundo a criadora do ChatGPT, um dos motivos é acelerar a divulgação de incidentes após sua detecção, mesmo quando as equipes técnicas ainda não compreenderam a causa exata ou não encontraram uma solução definitiva. Para dar início, a companhia revelou nessa quarta-feira (16/09) seis casos de comportamentos preocupantes identificados internamente nos últimos meses.

Quais foram os comportamentos inadequados da IA?

A empresa define “desalinhamento” como qualquer ação que desvie dos valores, instruções ou intenções humanas. Os exemplos mostram como a tecnologia pode burlar as regras.

  • Instruções não autorizadas: um modelo não lançado inseriu comandos em tarefas, orientando o sistema a ignorar limitações e declarando-se “liberado de amarras corporativas ou governamentais”.
  • Ocultação de erros: durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, a IA adicionou instruções para mascarar falhas e inventar dados históricos.
  • Acesso indevido e dados falsos: ao tentar responder a uma pergunta sobre rendimentos na Califórnia, um sistema usou uma chave de API sem autorização e alterou os números.
  • Upload sem permissão: outro modelo não lançado enviou um arquivo para a internet sem pedir autorização ao usuário.
  • Comunicação paralela: agentes de IA utilizaram um repositório interno de código como fórum para trocar mensagens, além de tentarem burlar restrições de rede transferindo arquivos de teste.
  • Compartilhamento público indevido: sistemas em treinamento usaram sites abertos de hospedagem para compartilhar arquivos entre si, ignorando a orientação de que o acesso deveria ser apenas local.
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo de IA em treinamento tentou ocultar falhas e burlar restrições de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funciona o novo processo de investigação?

Para o chefe de pesquisa de alinhamento da OpenAI, Kai Chen, a indústria ainda não conseguiu encontrar uma forma de resolver esses desafios de monitoramento.

Sob a nova estrutura, qualquer funcionário da empresa terá autonomia para sinalizar casos de desalinhamento, que serão analisados e classificados em três categorias: 1) Pronto para Divulgação; 2) Investigação Menor; e 3) Investigação Maior.

Cada relatório publicado informará publicamente o comportamento observado. A iniciativa é descrita como voluntária e vai atuar como complemento às exigências legais existentes. Paralelamente, a OpenAI já trabalha para propor ao governo dos Estados Unidos novos mecanismos de notificação para incidentes graves envolvendo inteligência artificial.

OpenAI vai avisar quando IAs agirem sem autorização

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google corrige três falhas críticas no navegador Chrome

16 de Setembro de 2026, 16:24
Ilustração com a marca do Google Chrome
Atualização já está disponível para computadores e celulares (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google liberou um update de segurança com 42 correções para o Chrome, incluindo dispositivos com Windows, macOS, Linux, Android e iOS.
  • Três dessas falhas são classificadas como críticas e envolvem problemas de memória que abrem portas para a execução de códigos maliciosos.
  • A recomendação é forçar a atualização manualmente pelo menu “Sobre o Google Chrome”.

O Google corrigiu 42 vulnerabilidades no Chrome, três delas classificadas como críticas. Segundo a empresa, nenhuma delas foi explorada em ataques cibernéticos até o momento. Do total, 26 falhas foram identificadas internamente, enquanto as outras 16 foram encontradas por pesquisadores externos.

Para evitar que invasores explorem as brechas, o Google já disponibilizou uma atualização de segurança para Windows, macOS, Linux, Android e iOS.

Três falhas receberam classificação crítica

As compilações 153.0.8010.47 e 153.0.8010.48 do Chrome para Windows e macOS, bem como a 153.0.8010.47 para Linux e Android, trazem as soluções para as vulnerabilidades. Os usuários do iOS também recebem as proteções na versão 154.0.8037.41 do navegador.

Na prática, as três falhas mais graves poderiam permitir que um invasor escapasse do ambiente isolado do navegador, conhecido como sandbox, e passasse a agir diretamente no sistema operacional da vítima. Para explorar essas vulnerabilidades, bastaria induzir o usuário a acessar uma página web adulterada.

A atualização também corrige 28 falhas de alto risco, além de diversos problemas de gravidade média e baixa. Entre os ajustes estão correções de segurança no mecanismo JavaScript e no sistema de extensões do Chrome.

Como atualizar o Google Chrome?

Google corrige 42 falhas de segurança no Chrome
Usuários podem acessar o menu “Sobre o Google Chrome” para forçar a atualização (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O Chrome geralmente realiza o download dessas melhorias em segundo plano, mas o processo de distribuição é gradual. Para garantir a proteção imediata, uma opção é forçar o update manualmente:

  1. Acesse o menu principal de três pontos;
  2. Vá em “Ajuda”;
  3. Clique em “Sobre o Google Chrome”.

Caso tenha dúvidas sobre o procedimento, o Tecnoblog tem um guia para atualizar o Google Chrome no Android, iPhone e PC. Já no Linux, a disponibilidade da atualização pode variar conforme a distribuição, como Fedora e Ubuntu. Nesses sistemas, o processo costuma ser gerenciado pelo instalador de pacotes, e não pelo menu interno do navegador.

Vale destacar que o Google passou a liberar uma nova versão do Chrome a cada duas semanas para reforçar a segurança e acelerar a chegada de melhorias aos usuários.

Google corrige três falhas críticas no navegador Chrome

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Arquiteto do PS5 se une ao criador do The Game Awards para "salvar" novos devs

9 de Setembro de 2026, 15:15

O arquiteto do PlayStation, Mark Cerny, se juntou ao criador do The Game Awards, Geoff Keighley, para anunciar um programa de bolsas voltado a formandos em game design. A iniciativa, chamada The Nova Games Foundation, concederá financiamentos na casa das centenas de milhares de dólares para 20 recém-formados na área por ano, além de mentorias.

A ideia é que o programa dure por décadas e incentive talentos criativos. A Nova Games Foundation também pode conceder até US$ 500 mil adicionais “para projetos que estejam se mostrando particularmente promissores”.

Cerny entrou na indústria dos games em 1982 e passou por empresas como Atari, SEGA e PlayStation, atuando no desenvolvimento de jogos, em consultorias e, posteriormente, liderando a equipe de hardware dos consoles mais recentes da Sony. “Estou me aproximando do fim da minha carreira”, declarou ao jornalista do Game File, Stephen Totilo. “Ainda não terminei, mas retribuir, da melhor forma possível, é algo que está muito presente na minha cabeça hoje em dia.”

Para Keighley, investir comercialmente em jogos, possuir ações ou participar financeiramente de qualquer empresa nunca foi algo apropriado para que ele pudesse retribuir. “A Nova é filantropia: não estamos pegando equity nem buscando reaver os valores concedidos. O retorno que esperamos é criativo: ajudar novas vozes a criarem games e encontrarem seu espaço”, afirma.

Geoff Keighley

A iniciativa já conta com um doador de peso. O fundador da Hazelight e diretor de jogos como A Way Out, It Takes Two e Split Fiction, Josef Fares, confirmou a participação na Nova Games Foundation por meio de doação e mentoria.

Ao todo, o programa contemplará alunos de 13 universidades espalhadas pelo mundo. Os primeiros escolhidos serão das turmas de 2026 e 2027 dessas instituições, com início das inscrições marcado para dezembro deste ano.

O Brasil desponta no desenvolvimento de games

A Nova Games Foundation é mais uma iniciativa que visa dar novos ares a talentos criativos da indústria dos games. O mercado brasileiro de jogos também tem crescido em várias frentes.

Uma delas é o external development, setor que, em meio a demissões globais, transformou o Brasil em uma “grande fábrica” de jogos AAA.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

GOG libera modelos 3D para você imprimir caixas clássicas de jogos de PC em casa

9 de Setembro de 2026, 13:13

A plataforma de jogos digitais GOG anunciou uma parceria com a Big Box Collection nesta terça-feira (8) para trazer versões planas e imprimíveis de artes de jogos para os jogadores montarem suas próprias mídias físicas de games para PC. A iniciativa começará com os jogos Star Trek: 25th Anniversary, Armikrog, Descent, Hitman: Codename 47 e Myst, adicionados recentemente ao programa de preservação da GOG, e que incluirão "um scan 3D interativo da arte de sua caixa física real".

A Big Box Collection é um projeto que nasceu em 2015 pelas mãos de uma única pessoa para preservar as artes de mídias físicas, bem como outros conteúdos, como manuais.

"A mídia física não sobrevive da mesma forma que o software: caixas se perdem, são amassadas, jogadas fora", escreveu a GOG em comunicado à imprensa. "Escaneá-las e permitir que você imprima a sua própria é a preservação em um formato diferente: a mesma missão que mantém esses jogos rodando em PCs modernos, aplicada aos objetos em que eles costumavam vir."

Junto ao DRM-Free, com a nova parceria, a GOG pretende acrescentar mais uma camada de preservação aos seus esforços para manter os jogos de PC vivos. "Se ninguém lhe dá a opção de possuir uma cópia física, tome as rédeas da situação. E, em conjunto com os instaladores DRM-free da GOG, ninguém jamais poderá tirar de você os jogos pelos quais você pagou."

GOG Galaxy

A iniciativa acontece em um momento de extinção dos discos de jogos como os conhecíamos há anos. A Sony tem liderado esse movimento ao anunciar o fim da mídia física para o PlayStation a partir de janeiro de 2028 e ir à Justiça para provar que você não é dono dos jogos digitais que compra.

Outra empresa que decepcionou os fãs foi a Rockstar, ao anunciar que a edição física de GTA 6 não virá com disco.

GOG ensina jogadores a preservar seus games

A GOG cutucou a Sony na época do anúncio do fim da mídia física do PlayStation. A plataforma ensinou os jogadores a preservar seus jogos de PC comprados na loja digital. Vale notar que a GOG trabalha com um sistema livre de DRM, o que significa que você pode adquirir o jogo e fazer o que quiser com ele, sem depender de uma storefront.

Não sabe o que é DRM? Entenda como isso afeta seus jogos de PC!

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

9 de Setembro de 2026, 17:48
Imagem de divulgação mostra uma mulher com um celular azul em mãos
Nova geração de chips da Arm foca em IA local e jogos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Arm revelou o CSS for Mobile 2, nova arquitetura para smartphones que processa tarefas complexas de IA localmente.
  • Mali G2-Ultra NX será a primeira GPU da marca com aceleradores neurais integrados, garantindo 14% mais desempenho em renderização tradicional.
  • A CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e consumo e processa LLMs até 70% mais rápido que o C1-Ultra.

A Arm oficializou nesta quarta-feira (09/09) o lançamento da CSS for Mobile 2, uma nova plataforma projetada para equipar a próxima geração de smartphones. A novidade foi desenhada pela empresa para lidar com tarefas pesadas de inteligência artificial baseada em agentes e gráficos cada vez mais detalhados.

A arquitetura que combina CPU e GPU foca ainda em rodar inteligência artificial localmente nos celulares. Segundo a empresa, o novo sistema consumirá menos energia entregando o mesmo desempenho.

O que muda na renderização de jogos?

O destaque da plataforma é a nova GPU Mali G2-Ultra NX. De acordo com a Arm, esta é a primeira Unidade de Processamento Gráfico da linha a integrar aceleradores neurais dedicados. Esse design garante um desempenho maior para gráficos aprimorados, reconstruídos ou gerados por IA.

Na renderização tradicional, o ganho de performance é de 14% frente à geração anterior. O componente também estreia uma unidade de ray tracing de última geração, abrindo espaço para iluminação realista e mundos mais ricos nos jogos mobile.

A indústria já abraçou a ideia. Segundo a companhia, desenvolvedoras de motores gráficos e estúdios como Sumo Digital, Tencent Games, Unity China e NetEase já preparam a integração da tecnologia neural em jogos futuros, como Arena Breakout Infinite e Where Winds Meet.

Imagem mostra as novidades técnicas da GPU Mali G2 Ultra NX da fabricante Arm
Mali G2-Ultra NX é a primeira GPU Arm com hardware de aceleração de IA dedicado (imagem: divulgação)

Combinação de núcleos

Com a evolução da IA, o processador assume a função de “maestro” na plataforma. O executivo da Arm responsável pelo setor, Chris Bergey, explicou que a tecnologia atual exige a execução simultânea de aplicativos e a coordenação de diversos modelos de linguagem, tudo dentro dos rigorosos limites térmicos e de desempenho de um celular.

Para suportar essa carga, a Arm combina núcleos C2-Ultra, voltados para desempenho, e núcleos C2-Pro, que priorizam a eficiência energética, além de suportar computação de IA de baixa latência direto na CPU.

Imagem mostra as novidades técnicas da CPU C2-Ultra da fabricante Arm
CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e eficiência (imagem: divulgação)

As melhorias impressionam no papel. Há um aumento prometido de 70% na velocidade de processamento de Modelos de Linguagem Pequenos (SLMs) e um desempenho de IA 1,7 vez superior ao do antigo C1-Ultra. Se os dados se comprovarem, o usuário terá um ganho de até 15% em performance de thread único (a velocidade com que um único núcleo do processador consegue executar a linha de instrução de um programa) com economia de energia de até 38%, conforme a Arm.

Para garantir que as fabricantes tirem proveito desse hardware rapidamente, a empresa destaca que a plataforma CSS for Mobile 2 já conta com suporte nativo a pacotes essenciais de desenvolvimento, como o Arm KleidiAI e o Neural Graphics Development Kit, agora localizados no novo Portal de IA da Arm.

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

iOS 27 e versão da Siri com IA chegam em 14 de setembro

9 de Setembro de 2026, 16:31
Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Assistente digital ganha aplicativo dedicado para centralizar o histórico de interações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 27 e o iPadOS 27 estreiam em 14 de setembro de 2026 com a Siri AI, uma reformulação profunda da assistente treinada com os modelos Gemini do Google.
  • A ferramenta ganha um aplicativo dedicado, compreensão de contexto pessoal, auxílio de escrita, ajustes de voz e Inteligência Visual integrada à câmera.
  • Restrita a dispositivos com alta capacidade de processamento, a nova Siri é compatível com a linha iPhone 15 Pro em diante e iPads (Pro, Air e mini) com chip M1 ou superior; o iOS 27 sem a novidade chega ao iPhone 11 em diante.

A Apple informou que o iOS 27 e o iPadOS 27, novas versões de sistema operacional, serão liberados para o público na próxima segunda-feira, 14 de setembro. Revelada na WWDC 2026, a atualização marca a estreia da aguardada Siri AI, uma grande reformulação da assistente digital com capacidade de executar tarefas mais avançadas.

O anúncio ocorreu hoje, em meio ao evento de lançamento do iPhone 18, do dobrável iPhone Duo e de novos aparelhos da maçã.

Além do salto em IA, o update entrega melhorias de desempenho, ajustes na linguagem de design Liquid Glass e novas ferramentas de segurança. A nova assistente, no entanto, é o grande destaque da vez e concentra a maioria das novidades.

O que muda com a chegada da Siri AI?

A assistente virtual abandona o formato tradicional de respostas curtas para trazer recursos distribuídos pelo ecossistema da Apple:

  • Aplicativo próprio: a Siri passa a contar com um app dedicado no iPhone e no iPad, que reúne o histórico de conversas, permite fixar interações e iniciar um diálogo em um aparelho e continuar em outro.
  • Compreensão de contexto: a IA consegue localizar dados em diferentes áreas com comandos simples, como resgatar fotos antigas de viagens, buscar mensagens na caixa de entrada do Mail ou consultar anotações no Notas.
  • Modo Siri na Câmera: integrado ao app de câmera, o recurso analisa objetos em tempo real, permitindo identificar valores nutricionais de alimentos, traduzir placas ou tirar dúvidas sobre o ambiente com um toque.
  • Auxílio de escrita em qualquer app: a IA gera rascunhos e adapta sugestões ao estilo pessoal do usuário em mensagens e e-mails.
  • Personalização de voz: os ajustes do sistema agora permitem personalizar ritmo de fala, tom, expressividade e até o sotaque da assistente.
IA cruza informações para localizar e-mails, fotos e notas no aparelho (Imagem: Divulgação/Apple)

Parceria com o Google e restrições

A Apple recorreu a uma parceria com o Google, utilizando modelos do Gemini no treinamento da assistente. Consultas complexas que dependem dos servidores em nuvem da Apple terão cotas diárias de uso. Usuários que necessitarem de maior volume de processamento deverão contratar planos pagos do iCloud+.

No lançamento, a Siri AI funcionará apenas em inglês. A expansão para o português, espanhol, francês, japonês e coreano está programada para outubro deste ano.

Tarefas complexas processadas fora do dispositivo terão cota diária de uso (Imagem: Divulgação/Apple)

Quais dispositivos são compatíveis com a Siri AI?

O acesso à nova assistente exige chips com alto poder de processamento. Por conta disso, a Siri AI está restrita a uma lista seleta de aparelhos:

  • iPhones: linha iPhone 15 Pro (2023) em diante.
  • iPads: modelos iPad Pro e iPad Air equipados com chip M1 ou superior, além do iPad mini mais recente.

Quais iPhones vão receber o iOS 27?

A Apple confirmou ainda que o iOS 27 sem a Siri AI será disponibilizado para o iPhone 11 em diante, cobrindo também o iPhone SE de 2ª geração ou posterior. A expectativa é que o macOS 27 e o watchOS 27 também cheguem no dia 14.

iOS 27 e versão da Siri com IA chegam em 14 de setembro

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows exibe anúncios direto na área de trabalho e sofre críticas

8 de Setembro de 2026, 14:34
Anúncio da franquia Harry Potter na área de trabalho do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • O aplicativo oficial Bing Wallpaper passou a veicular propagandas em tela cheia nos PCs com Windows 11.
  • Uma campanha recente promoveu uma coleção de filmes das franquias Harry Potter e Animais Fantásticos.
  • A inserção gerou forte insatisfação entre usuários, que criticam a invasão da área de trabalho.

Quem liga o computador esperando ver uma bela paisagem na área de trabalho pode acabar se deparando com uma propaganda. Usuários do Windows 11 em diversas regiões do mundo relataram que a Microsoft passou a exibir anúncios em tela cheia, promovendo uma coleção de filmes das franquias Harry Potter e Animais Fantásticos.

A ação comercial acontece pelo aplicativo Bing Wallpaper e vai na contramão da expectativa dos usuários que buscam uma experiência mais limpa e livre de distrações, gerando uma onda de reclamações na internet.

Como a propaganda chegou aos PCs?

A publicidade é atrelada ao utilitário oficial da Microsoft, que altera automaticamente o plano de fundo do computador, trazendo imagens em alta resolução de paisagens e natureza fornecidas pelo buscador da empresa. De forma discreta, a página oficial de download do programa traz um aviso em letras minúsculas logo abaixo do botão de instalação.

O texto alerta que os usuários podem receber “notificações contendo ofertas promocionais”, incluindo o banner gigantesco que cobre toda a área de trabalho. O anúncio exibe uma arte da coletânea, acompanhada da legenda “Disponível agora” e de um botão incentivando a pesquisa na web para a compra.

Um notebook Samsung com a tela exibindo a interface do Windows 11. O menu Iniciar está aberto ao centro, mostrando ícones de aplicativos e seções de "Recommended". O papel de parede do sistema operacional apresenta formas abstratas em tons de laranja, rosa, azul e roxo. No canto superior direito da imagem, há o logotipo "tecnoblog".
Usuários criticam anúncios intrusivos no Windows 11 (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A “banalização do Windows” e as críticas à autora

A novidade causou indignação pela invasão do espaço do usuário e pelo produto anunciado. Em plataformas como o Reddit, consumidores relataram frustração por encontrarem marketing agressivo no sistema. Muitos classificaram a ação comercial como uma “banalização do Windows”.

A situação ganhou contornos mais complicados devido às controvérsias envolvendo a criadora da franquia, J.K. Rowling, frequentemente associada a discursos transfóbicos. No fórum oficial Microsoft Learn, um usuário publicou uma queixa questionando o motivo de a Microsoft lucrar com “uma marca que enfrenta boicotes na internet”.

Na mesma discussão, foi sugerido que a empresa de tecnologia deveria reparar o erro doando os valores arrecadados com a campanha promocional para organizações sem fins lucrativos focadas no apoio à população transgênero.

Até o momento, a Microsoft não se pronunciou oficialmente sobre a veiculação do anúncio ou sobre as críticas da comunidade.

Windows exibe anúncios direto na área de trabalho e sofre críticas

Windows 11 (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

8 de Setembro de 2026, 10:27
Mão em estilo ilustrado e um disco de PlayStation
Títulos antigos continuarão recebendo versões em disco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Sony confirmou que a produção de discos do PlayStation cairá apenas 10% em 2028, e não 90%.
  • O fim da mídia física está mantido exclusivamente para novos lançamentos a partir de 2028; títulos antigos e encomendas já feitas continuarão sendo fabricados.
  • Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America, criticou o foco 100% digital, alertando que o fim dos discos ameaça o colecionismo e o real direito de propriedade dos jogadores.

A Sony esclareceu que a produção de discos físicos para o PlayStation sofrerá uma redução de 10% no volume a partir de janeiro de 2028, corrigindo a projeção inicial que apontava para o corte bem mais drástico de 90%. A confusão ocorreu após declarações dadas em julho pelo chefe da Sony Digital Audio Disc Corporation (DADC), Dietmar Tanzer, gerando apreensão no mercado.

Um porta-voz da companhia explicou ao portal Game que o executivo previu um declínio geral de 10% na fabricação, e não uma redução brusca para apenas 10% da capacidade total. O futuro da produção após o ano de 2028, no entanto, segue incerto.

Afinal, o que muda?

Apesar de reconhecer as críticas dos fãs e consumidores, a gigante japonesa deve manter a estratégia de encerrar a mídia física para novos lançamentos a partir de 2028. A boa notícia é que os títulos anteriores e as encomendas já realizadas seguirão em ritmo normal.

Diferentemente da Microsoft, que certifica terceiros para replicar os discos de Xbox, a Sony possui um processo proprietário de prensagem. Essa exclusividade dificulta a fabricação externa, a menos que ocorra um acordo formal de licenciamento.

Segundo o analista da firma Niko Partners, Daniel Ahmad, a estratégia de abandonar os discos busca outra meta: concentrar os gastos dos compradores na PlayStation Store. Para se ter uma ideia, enquanto um jogo de US$ 70 (cerca de R$ 359) rende à empresa aproximadamente US$ 21 (R$ 108) no formato digital, a mesma transação no varejo físico faz o lucro cair pela metade.

PlayStation 5 (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)
Processo proprietário da Sony impede que fábricas terceirizadas produzam discos (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Qual é o impacto na relação com a comunidade?

Para o ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America, Shawn Layden, um futuro sem discos é “deprimente, mas solucionável”. Ele alerta que justificar mudanças operacionais usando apenas a matemática financeira ameaça o valor da marca. O descontentamento ficou claro recentemente, a ponto da Sony restringir a comunicação de seus estúdios em resposta à forte indignação da comunidade.

“Se não pode revender, você realmente é dono?”, questionou o ex-executivo, abordando a diferença entre posse e acesso digital. O debate sobre os direitos dos jogadores ganha ainda mais força nos tribunais: recentemente, a própria Sony rebateu uma ação coletiva, afirmando que não engana consumidores quanto às limitações de controle e revenda de itens digitais adquiridos em sua plataforma.

Por fim, Layden comparou o setor de videogames aos livros e ao vinil, mídias que resistiram às previsões de extinção graças aos colecionadores. Para ele, o hábito de preservar jogos na estante e adquirir edições especiais são parte da “identidade gamer” e entregam itens exclusivos que jamais poderão ser substituídos por um download.

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

PlayStation vai abandonar mídias físicas em 2028 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PlayStation 5 (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)

8 jogos que ficaram presos no PlayStation 3

27 de Agosto de 2026, 18:31

A Konami pegou todos de surpresa quando anunciou que tiraria Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots do PlayStation 3 após quase duas décadas preso no sistema. O jogo fazia parte de uma vasta seleção de títulos que até hoje nunca sequer receberam port, remake ou remaster para plataformas mais atuais.

Um dos maiores culpados por prender tantos jogos ao PS3 foi o processador do console, o Cell Broadband Engine. Pela complexidade do chip, desenvolver jogos para o sistema de sétima geração foi um grande pesadelo para muitos desenvolvedores, que ou pulavam a plataforma ou não conseguiam portar seus títulos para XBOX 360 e PC devido às especificidades do processador.

Caso tenha ficado curioso sobre o assunto, o Canaltech explicou por que a CPU do PS3 aprisionou jogos como Metal Gear Solid 4 por tantos anos. Hoje, o foco é destacar justamente os jogos que seguem presos, seja por fechamento dos estúdios, falta de interesse das produtoras ou questões mais técnicas.

Conheça 8 jogos que ficaram presos no PlayStation 3 e só podem ser acessados no sistema original ou via emulação:

  1. Infamous 2
  2. Resistance: Fall of Man
  3. Puppeteer
  4. Yakuza: Dead Souls
  5. Heavenly Sword
  6. Folklore
  7. 3D Dot Game Heroes
  8. Siren Blood Curse

8. Siren Blood Curse

Siren é uma das franquias de terror mais esquecidas da indústria, embora tenha dado as caras como uma referência em Astro Bot. A IP de propriedade da Sony nasceu no PlayStation 2 pelas mãos do Japan Studio e foi dirigida por ninguém menos que Keiichiro Toyama, mesmo diretor do primeiro Silent Hill.

Siren Blood Curse

No PlayStation 3, a franquia viu seu terceiro e último título, Siren Blood Curse. O jogo nada mais é do que uma reimaginação do primeiro game de PlayStation 2 com gráficos e gameplay aprimorados. A principal mecânica em Siren é o Sight Jack, que permite aos jogadores observar os ambientes por meio dos olhos dos inimigos. O recurso permite identificar inimigos, traçar rotas e encontrar os objetivos.

Apesar de ser bem única, a mecânica Sight Jack foi reutilizada pelo bizarro jogo independente Atama. Se você está curioso sobre Siren Blood Curse e não tem um PS3 ou PC potente, terá que se contentar com vídeos de gameplay. Isso porque a Sony aposentou a franquia no sistema e nunca mais tocou na série nem portou os clássicos para plataformas mais recentes.

7. 3D Dot Game Heroes

Quem disse que não havia ideias criativas na década de 2000? Apesar de os indies bombarem no fim da geração do PlayStation 3, já havia muitas ideias criativas disponíveis para compra na PS Store. Uma delas é 3D Dot Game Heroes, desenvolvido pelo estúdio japonês Silicon Studio Corporation e publicado no Japão por ninguém menos que a FromSoftware em 2009.

3D Dot Game Heroes

No jogo, o King of the Land ordenou que o Reino de Dotnia, onde a história se passa, passasse para as três dimensões, pois achava que sprites em 2D estavam ultrapassados. Com essa premissa, 3D Dot Game Heroes assume um estilo gráfico em 3D baseado em voxels, com fortes inspirações em jogos clássicos de RPG e aventura dos anos 80, como The Legend of Zelda e Final Fantasy Adventure. É como se a franquia comandada por Link e Zelda encontrasse o estilo de LEGO.

O jogo permite personalizar o avatar e tem um toque de humor. Ao ficar com a vida cheia, a espada do herói de 3D Dot Game Heroes fica exageradamente desproporcional ao cenário. Infelizmente, essa e outras ideias nunca viram a luz do dia fora do PS3. Uma pena!

6. Folklore

As mitologias greco-romana e nórdica foram muito bem exploradas nos videogames por séries como God of War, Hades e Assassin's Creed. Contudo, há mitos e lendas de outras regiões que são pouco comentados pelos jogadores, como a mitologia celta. Em 2007, a falecida desenvolvedora Game Republic (Crash of the Titans) lançou Folklore, RPG de ação exclusivo do PS3.

Folklore

O jogo oferece a opção de escolher entre os protagonistas Ellen e Keats enquanto eles exploram a vila litorânea de Doolin e o fantástico Mundo Inferior, povoado por monstros e criaturas mitológicas. O combate de Folklore é bem inventivo e mistura mecânicas de captura de monstros com ação. Para enfrentar os inimigos, podemos utilizar até quatro espíritos ou criaturas que atacam em tempo real. Também é possível absorver espíritos de criaturas em estado crítico e utilizá-los posteriormente.

Folklore completará duas décadas preso no PlayStation 3, sem qualquer possibilidade de aproveitá-lo além da emulação ou do hardware original. A Game Republic até propôs duas sequências para a Sony, que recusou a oferta por conta das baixas vendas.

5. Heavenly Sword

O estúdio inglês Ninja Theory lutava para sobreviver após sofrer uma reestruturação significativa em 2004. A desenvolvedora acabou se encontrando em um ciclo de dependência ao desenvolver jogos de outras companhias. Mais tarde, a criadora de Hellblade chegou a fechar um acordo com a Sony para trazer Heavenly Sword ao PlayStation 3. Dito e feito.

Heavenly Sword

O jogo é de um tipo bem característico da época: um hack and slash regado a muita ação e Quick-Time Events. Nele, controlamos a protagonista Nariko e sua arma chamada "Espada Celestial". Heavenly Sword até contou com a participação do ator Andy Serkis (O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos, Batman).

Assim como ocorreu com Folklore, a Ninja Theory estava planejando uma sequência de Heavenly Sword, rejeitada posteriormente pela Sony por não considerar o produto comercialmente viável. O abandono da IP fez com que o jogo ficasse no limbo eterno do PS3, sem previsão para retornar.

4. Yakuza: Dead Souls

A franquia Yakuza é uma das séries de videogames com mais títulos no século XXI. Entre as dezenas de jogos, a IP da SEGA explorou a temática de zumbis em Yakuza: Dead Souls, lançado para o PlayStation 3 em 2011. Quem já está acostumado com a série sabe que Like a Dragon é um lar de surpresas, indo de piratas e samurais a zumbis.

Yakuza: Dead Souls

O jogo manteve as lutas de rua padrão da série, mas também introduziu combates com armas de fogo para deter a invasão zumbi. Yakuza: Dead Souls traz personagens icônicos como Kazuma Kiryu, Ryuji Goda, Shun Akiyama e Goro Majima. Embora seja um spin-off um pouco esquecido, o título segue acorrentado ao PS3.

3. Puppeteer

Na lista de franquias bacanas que a Sony simplesmente abandonou, Puppeteer é um jogo de plataforma 2.5D desenvolvido pelo talentoso Japan Studio e publicado pela Sony em 2013 para o PlayStation 3.

Puppeteer PlayStation 3

No jogo, controlamos Kutaro, um garoto transformado em marionete que precisa recuperar sua cabeça após ser decapitado. A premissa pode parecer um pouco assustadora, mas justifica uma das principais mecânicas do jogo. Kutaro pode usar várias cabeças para substituir a sua, o que garante certas animações exclusivas e diferentes interações com o cenário.

Além disso, o protagonista conta com a tesoura mágica Calibrus, que permite cortar o cenário e acessar áreas de forma diferente. Relatos afirmam que Puppeteer chegou a vender cerca de 230 mil unidades em todo o mundo. Os números verdadeiros ou não, o jogo foi esquecido no baú pela Sony na sétima geração de consoles.

2. Resistance: Fall of Man

Se engana quem pensa que a Sony só possui jogos em terceira pessoa com uma pegada cinematográfica. Houve um tempo em que a empresa investia em todos os tipos de jogos, inclusive alguns que ela abandonou há tempos. Este é o caso de Resistance: Fall of Man, jogo de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Insomniac Games, publicado e esquecido no PlayStation 3.

Resistance: Fall of Man

O jogo militar conta uma história alternativa em que o Crash de 1929 nunca aconteceu e o nazismo foi derrotado antes mesmo de tomar o poder na Alemanha. Em vez da Segunda Guerra Mundial, o planeta teve que lidar com outro conflito em escala global: a invasão da raça alienígena Quimeriana.

Resistance: Fall of Man brilhava ao misturar uma temática clássica de armas de fogo e pólvora com tecnologia alienígena de ponta. O jogo nos dava acesso ao armamento quimeriano, que permitiam variar um pouco o gameplay e se assemelhavam bastante ao rival da época, Halo. Resistance recebeu uma trilogia no PS3, totalmente abandonada pela Sony. O jogo até retornou à PS Plus Premium no exterior, mas já deixou o catálogo.

1. Infamous 2

Infamous 2 é sem dúvida um dos jogos presos ao PlayStation 3 mais sentidos pela comunidade — posto anteriormente ocupado por Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. A sequência foi desenvolvida pela Sucker Punch, que durante a geração do PS4 focou em sua nova franquia, Ghost of.

infamous-2

O estúdio revelou anteriormente que tem apreço e interesse pela IP de Infamous, que conta com três jogos. No entanto, o diretor Nate Fox explicou que a Sucker Punch tem focado em um jogo por vez e parece estar dedicada a contar suas histórias ambientadas no Japão Feudal.

Infamous 2 chamou a atenção por seu combate e movimentação baseados nos poderes elétricos do protagonista Cole, bem como sua narrativa baseada em karma que leva a história a dois finais. Infelizmente, para experimentar a aventura, é necessário tirar a poeira do PS3 ou tentar a sorte em um emulador do sistema no PC.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Escala colossal: mapa de GTA 6 tem o dobro do de GTA 5 e é 3x maior que Red Dead 2

27 de Agosto de 2026, 17:44

A Rockstar Games confirmou que o mapa de GTA 6 será três vezes maior que o de Red Dead Redemption 2 e o dobro do de GTA 5. A informação parte do codiretor do estúdio da Rockstar North, Rob Nelson, em entrevista ao criador de conteúdo australiano TGG, que foi até o quartel-general da produtora em Edimburgo, Reino Unido, junto de outros criadores e membros da imprensa.

A expectativa é que o mundo aberto de GTA 6 se aproxime do que foi visto em 2018, com Red Dead Redemption 2. À IGN, Nelson afirma: “Existe um outro mundo inteiro em Red Dead Redemption 2, sim. GTA 6 é muito parecido com isso”.

O codiretor explica que há uma quantidade "enorme" de coisas para fazer em Leonida, mas que a Rockstar não abusa de ícones, "blips" ou objetivos para guiar o jogador. "Se você dedicar um pouco de tempo para explorar, será recompensado, e muito", conta. "É um mapa grande, um mapa muito grande."

Nelson reforça que o trabalho em GTA 6 será uma continuação do que foi feito em 2018 e que a equipe segue avançando e "fazendo tudo o que podemos para criar o maior, mais profundo, mais densamente povoado e complexo mundo que já construímos para as pessoas se perderem."

imgi_87_mega-2-1787856672031

“Há uma quantidade enorme de coisas que você descobre de forma emergente, que não estamos necessariamente direcionando você através de objetivos, blips ou ícones em um mapa. Se você dedicar um pouco de tempo para explorar, será recompensado, e muito. É um mapa grande, um mapa muito grande”, disse o codiretor da Rockstar North, Rob Nelson.

O TGG afirma que Vice City e seus arredores serão 11 vezes maiores que Los Santos e o subúrbio que rodeia a cidade. Vale lembrar que GTA 6 é ambientado no estado fictício de Leonida e abrange várias regiões, entre elas Vice City.

GTA 6 revela sistema de relacionamento entre Jason e Lucia

O aguardado Um Olhar Estendido de GTA 6 estreou nesta quinta-feira (27) e trouxe diversos aspectos do jogo da Rockstar Games, incluindo gráficos, mecânicas, missões e um pouco do casal de protagonistas.

A prévia de GTA 6 também revelou um sistema de relacionamento inédito e mais novidades que aprofundam o amor e o crime que parecem ser a base do game.

imgi_91_mega-6-1787854803717

A expectativa para novidades oficiais (e não vazadas) de GTA 6 era tamanha que nem a Netflix aguentou e "desmaiou ao vivo" nesta quinta-feira (27). 

Vale lembrar que, para quem não tem uma assinatura ativa no serviço de streaming, a Rockstar Games também disponibilizará o conteúdo no YouTube. Para quem quer conferir a que horas sai o gameplay de GTA 6, veja quando assistir no YouTube.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Xbox revela qual deverá ser o plano para os próximos consoles

27 de Agosto de 2026, 15:15

A CEO do XBOX, Asha Sharma, afirmou em entrevista à BBC nesta terça-feira (26) que o hardware de próxima geração da marca adotará eficiência e acessibilidade financeira ao lado do desempenho. Para a executiva: "Toda a indústria precisa começar a inovar em acessibilidade financeira e eficiência."

As fabricantes de hardware têm sofrido com o aumento constante de preços, em especial pela alta no valor dos chips e pela escassez de componentes causados pela demanda massiva de data centers de IA.

Em resposta à crise, Sharma quer que o XBOX ofereça "mais escolhas em termos de como as pessoas jogam em seu console e como compram seu console." Rumores recentes apontam que o XBOX Helix e o PlayStation 6 passarão dos US$ 1 mil, assim como aconteceu com o PC compacto Steam Machine e portáteis como o novo ROG XBOX Ally X20, com tela OLED, novo chassi e preço assustador.

Sharma espera que vejamos cada vez mais negócios radicalmente diferentes do habitual da indústria, embora não tenha especificado quais seriam esses negócios. "Chegamos a um ponto em que será difícil imaginar que o grande público possa arcar com milhares de dólares para gastar em uma geração de consoles", disse a executiva. Boatos apontam que o próximo XBOX seguirá um modelo OEM, no qual outras marcas poderão vender o console, mas nada foi confirmado.

XBOX Helix XDK

"Nosso trabalho como XBOX, à medida que avançamos na nossa próxima geração, é levar em consideração o que está acontecendo no mundo e construir a melhor experiência para nossos jogadores", declarou a CEO do XBOX, Asha Sharma.

XBOX mira mídia física no futuro

Outro assunto debatido na entrevista de Asha Sharma foi a questão dos discos. A executiva não entrou em detalhes sobre o que os jogadores podem esperar quanto à mídia física, mas reforçou o novo recurso do XBOX para "preservar" esses títulos em formato digital.

"Eu sei que os jogadores amam mídia física e sei que há muitos benefícios na mídia digital, e quero garantir que as pessoas tenham escolha", afirmou Sharma à BBC.

Uma reportagem do Windows Central apontou que o fim da mídia física pode estar relacionado a um colapso na fabricação de leitores de disco, o que teria forçado o XBOX a acelerar a transição para jogos digitais.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Claude agora pode enviar e-mails pelo Gmail por conta própria

19 de Agosto de 2026, 11:19
Ilustração gráfica com fundo laranja-terracota de textura levemente granulada, dominada por uma grande estrela geométrica de muitos raios na cor bege-clara centralizada, cujas pontas se estendem até as bordas, acompanhada por partes de outras estrelas similares nas extremidades; no centro exato da composição, a palavra "Claude" está escrita em tamanho pequeno com fonte preta com serifa, e o logotipo do portal "tecnoblog" aparece no canto inferior direito em letras brancas.
IA da Anthropic pode responder mensagens na caixa de entrada do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic atualizou o conector do Google Workspace, permitindo que o assistente Claude leia e responda e-mails no Gmail, além de gerenciar arquivos no Drive.
  • Com a nova atualização, o Claude pode escrever, responder, encaminhar e enviar e-mails sozinho, mas solicita a aprovação do usuário por padrão.
  • A integração utiliza o protocolo OAuth para manter a privacidade e a criptografia dos dados.

A Anthropic anunciou nesta terça-feira (18/08) uma grande atualização para o conector do Google Workspace. O assistente Claude agora pode escrever, responder, encaminhar e enviar e-mails pelo Gmail, além de administrar arquivos no Google Drive.

Esses conectores são recursos que funcionam como pontes virtuais, permitindo que a IA “converse” com aplicativos e serviços de terceiros. Com a novidade, a Anthropic busca transformar a ferramenta em um agente prático para o trabalho diário. A integração já está liberada para os assinantes dos planos pagos da plataforma (Pro, Max, Team e Enterprise).

Anteriormente, a IA conseguia ler a caixa de entrada e organizar resumos de tarefas, mas a etapa final de envio ainda exigia a intervenção manual do usuário. Com a nova atualização, basta um comando de texto para que a ferramenta assuma a comunicação de ponta a ponta.

Claude can now send emails in Gmail and manage files in Google Drive.

Ask Claude to reply to a thread, and it drafts and sends the response. You control when it needs your approval.

Connect Gmail or Google Drive from the connectors menu to try. Available on all paid plans. pic.twitter.com/cFZEjh3MgB

— Claude (@claudeai) August 18, 2026

Claude envia mensagens sem permissão?

Por padrão, o sistema foi configurado para solicitar a aprovação do usuário antes de disparar qualquer mensagem. No entanto, clientes das categorias corporativas Team e Enterprise possuem configurações adicionais e podem ajustar o conector para pular a etapa de verificação, concedendo autonomia total à IA para o envio imediato de respostas.

No Google Drive, as capacidades também foram expandidas. O assistente agora consegue pesquisar, compartilhar, mover e excluir documentos armazenados na nuvem. A ação de modificar ou apagar arquivos exige, na configuração padrão, uma confirmação prévia para evitar a exclusão ou o compartilhamento acidental de documentos.

Claude no conector do Google Workspace, enviando resposta por Gmail
Novidade permite conceder mais autonomia ao Claude no Google Workspace (imagem: reprodução)

IA não domina todos os recursos do Google Workspace

A integração ainda esbarra em algumas barreiras técnicas. O Claude não processa o conteúdo de anexos nos e-mails e não consegue extrair imagens ou comentários de documentos do Drive. A ferramenta também pode apresentar instabilidades ao processar caixas de entrada muito volumosas ou ao interagir com regras de filtragem complexas, conforme apontam as primeiras avaliações.

No quesito privacidade, o acesso é protegido pelo protocolo OAuth, um padrão de segurança que autoriza a conexão entre plataformas sem que o usuário precise compartilhar suas senhas. Os dados são armazenados de forma criptografada nos servidores e não são utilizados para o treinamento de novos modelos de linguagem.

Claude agora pode enviar e-mails pelo Gmail por conta própria

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Copilot “ensinou” pesquisadores a hackear o próprio sistema

18 de Agosto de 2026, 19:52
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Especialistas usaram engenharia social para burlar barreiras de proteção (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A falha CoSnitch no Copilot da Microsoft permitia roubo silencioso de dados de contas conectadas com apenas um clique, segundo pesquisadores do Varonis Threat Labs.
  • A brecha foi descoberta após analistas aplicarem técnicas de engenharia social no mecanismo de raciocínio da IA, fazendo com que o próprio sistema revelasse comandos internos que deveriam estar desativados.
  • A correção oficial foi disponibilizada na versão web do Copilot.

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma falha crítica no Copilot que permitia roubar dados confidenciais e até manipular a memória do assistente a partir de um único link malicioso. A falha, batizada de CoSnitch, foi identificada pelo Varonis Threat Labs, que comunicou o problema à Microsoft em dezembro de 2025.

Para identificar o problema, os especialistas aplicaram técnicas de engenharia social no mecanismo de raciocínio da IA. Esse processo, chamado de “meta-hacking”, fez com que o próprio sistema revelasse comandos internos que deveriam estar desativados.

Não foram encontradas evidências de que a brecha tenha sido explorada por criminosos. Uma correção oficial foi disponibilizada na versão web do Copilot nesta terça-feira (18).

Como o Copilot foi manipulado?

Os analistas questionaram o assistente se seria possível rodar um comando sem apertar a tecla Enter. O Copilot respondeu inicialmente que essa ação era impossível. Em vez de encerrarem o teste, eles insistiram na conversa, reformulando cada justificativa do chatbot como uma nova pergunta sobre regras de segurança.

Durante a troca de mensagens, a ferramenta acabou descrevendo um recurso não documentado publicamente: o comando “autorun=1”. Embora afirmasse categoricamente que a função não funcionava, o Copilot mostrou as condições necessárias para aceitar a instrução. No fim, os especialistas comprovaram que a ação continuava rodando silenciosamente em segundo plano, deixando claro que o sistema havia sido manipulado para cooperar.

Falha permitia acessar contas conectadas

Falha permitia extrair senhas salvas em e-mails conectados ao assistente (imagem: reprodução/Varonis)

A exploração do problema dependia apenas de abrir um link malicioso. Como a maioria dos usuários já mantém o navegador conectado ao Copilot, a interface carregava a página e executava instruções indesejadas instantaneamente, sem exibir alertas ou pedir confirmações.

O assistente passava a operar sem alarde com as permissões já ativas, incluindo acesso a outros serviços, como Gmail e Google Drive. Segundo os pesquisadores, foi possível consultar e extrair senhas em texto simples guardadas em mensagens, ler compromissos da agenda e localizar documentos.

Um site malicioso podia reescrever a memória da IA

A brecha também permitia executar uma técnica conhecida como injeção indireta, capaz de contaminar a memória persistente do Copilot. Para isso, bastaria pedir para resumir uma página da web com instruções ocultas em código HTML para o assistente interpretar o texto “escondido” como uma ordem de sistema.

Nesse cenário, a IA entregava o resumo solicitado normalmente para a vítima, mas operava nos bastidores, gravando novas instruções de comportamento em seu armazenamento de longo prazo. Essa modificação continuaria moldando as respostas da IA indefinidamente, até que a pessoa entrasse nas configurações específicas de memória para apagar a regra manualmente.

Copilot “ensinou” pesquisadores a hackear o próprio sistema

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

MacBooks, iPhones, iPads: código do macOS dá pistas de futuros produtos

18 de Agosto de 2026, 16:34
Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Codinomes indicam produtos ainda não lançados pela Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A versão de testes do macOS Tahoe revelou códigos que sugerem o lançamento de diversos produtos da Apple.
  • A lista inclui cinco iPhones, AirPods, iPads e acessórios domésticos.
  • O sistema faz referência a AirPods com câmeras, AirPods Pro 4 e novos acessórios da linha Beats, além de possíveis novos MacBooks e iPads.

A Apple deixou vazar referências a diversos produtos ainda não lançados em uma versão prévia do macOS Tahoe, disponibilizada nesta semana. Arquivos internos do sistema fazem referência à linha iPhone 18, acessórios de automação residencial, AirPods com câmera e novos MacBooks e iPads.

As informações foram descobertas a partir de uma análise do código da compilação, que revelou identificadores associados a dispositivos ainda não anunciados pela empresa.

Quais produtos aparecem no código?

Segundo o MacRumors, o sistema traz códigos de hardware que incluem cinco variantes de iPhones: V62, V63, V64, V67 e V68. As análises apontam que o código V68 corresponde ao aguardado iPhone Ultra (ou iPhone Fold), o primeiro dobrável desenvolvido pela Apple, que deve ser apresentado em setembro ao lado do iPhone 18 Pro (V63) e 18 Pro Max (V64).

Já os identificadores V62 e V67 estariam associados, respectivamente, ao iPhone Air 2 e à versão padrão do iPhone 18, ambos com previsão de disponibilidade para o primeiro semestre de 2027.

No segmento de áudio, o destaque seriam os possíveis AirPods com câmeras integradas (B790). O sistema também faz referência aos AirPods Pro 4, identificados sob a nomenclatura AirPodsPro1,4, além de citar um modelo rotulado como AirPods3,5 e dois novos acessórios da linha Beats, registrados como B518 e B522.

A traseira de um suposto iPhone dobrável preto, com módulo em “pílula” para duas câmeras principais e logo Apple
Este pode ser o design do novo iPhone dobrável (imagem: reprodução/Jam Online)

Novos iPads, Macs e dispositivos de casa inteligente

Os arquivos detalham ainda a central doméstica da marca pelos códigos J490 e J491, o primeiro com base de apoio e o segundo voltado para fixação em paredes. As referências indicam que o equipamento terá tela de 7 polegadas e executará o sistema homeOS.

O código traz evidências do HomePod mini de segunda geração (B525), com suporte aprimorado à assistente Siri e recursos da plataforma Apple Intelligence. Há registros de um dispositivo complementar com múltiplos sensores e captação de imagens (J229), um robô de mesa identificado como HomeAccessory17,3 (J595) e uma listagem de quatro opções de cores para a categoria doméstica: Rosa, Prata, Cinza Espacial e Azul Estelar.

Em computação e tablets, aparece um MacBook Pro de 14 polegadas (J804), modelo de entrada que deve receber o chip M6 ainda este ano. Além dele, foram identificados modelos do MacBook Pro (K114c, K114s, K116c e K116s) associados com telas OLED, bem como atualizações para o iMac sob os códigos J833 e J834. Por fim, a lista inclui a próxima versão do iPad mini (J510 e J511), que deve incorporar painel OLED e o processador A19 Pro.

Pessoa editando imagens em um MacBook Pro
Modelos de entrada do MacBook Pro devem estrear os novos chips M6 (imagem: divulgação/Apple)

O que mais o código do macOS revela?

O arquivo também inclui o código N109, que estaria relacionado a um headset de realidade mista da linha Vision, além do identificador ATVRemote1,5, que sinaliza uma revisão no controle remoto da Apple TV. A lista inclui números de série provisórios sem produto correspondente.

A expectativa é que a empresa confirme os primeiros aparelhos no evento de setembro focado em smartphones, reservando os anúncios de Macs, centrais domésticas e iPads para uma segunda apresentação posterior.

Veja os prováveis dispositivos citados no código

  • V62 — iPhone Air 2
  • V63 — iPhone 18 Pro
  • V64 — iPhone 18 Pro Max
  • V67 — iPhone 18
  • V68 — iPhone Ultra (ou iPhone Fold)
  • B790 — AirPods com câmera
  • AirPodsPro1,4 — AirPods Pro 4
  • AirPods3,5 — novo modelo de AirPods
  • B518 — novo acessório Beats
  • B522 — novo acessório Beats
  • J490 — central doméstica (com base)
  • J491 — central doméstica (para parede)
  • B525 — HomePod mini (2ª geração)
  • J229 — dispositivo doméstico com sensores e câmera
  • J595 / HomeAccessory17,3 — robô de mesa
  • J804 — MacBook Pro de 14 polegadas (chip M6)
  • K114c — MacBook Pro com tela OLED
  • K114s — MacBook Pro com tela OLED
  • K116c — MacBook Pro com tela OLED
  • K116s — MacBook Pro com tela OLED
  • J833 — novo iMac
  • J834 — novo iMac
  • J510 — iPad mini (OLED)
  • J511 — iPad mini (OLED)
  • N109 — headset da linha Vision
  • ATVRemote1,5 — novo controle remoto da Apple TV

MacBooks, iPhones, iPads: código do macOS dá pistas de futuros produtos

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Este pode ser o design do novo iPhone dobrável (imagem: reprodução/Jam Online)

Robô chinês corre mais que Usain Bolt e ainda dá saltos de 2 metros

18 de Agosto de 2026, 13:19
GIF animado mostra um robô da Unitree correndo em uma pista de atlestismo
Protótipo da Unitree atinge 45,5 km/h (GIF: divulgação)
Resumo
  • A fabricante chinesa Unitree apresentou um robô humanoide chamado Superman que atinge 45,5 km/h e salta 2 metros de altura.
  • O robô alcança essa velocidade graças às suas pernas de 0,85 metros e à energia focada para a propulsão frontal.
  • A Unitree já produziu cerca de 18 mil robôs bípedes e conta com apoio de investimentos de conglomerados como Tencent, Alibaba e DeepSeek.

Um novo robô desenvolvido na China vem dando o que falar: o Superman consegue atingir uma velocidade de corrida superior ao lendário atleta Usain Bolt, de acordo com a fabricante Unitree. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17/08).

Segundo a empresa, o protótipo atingiu uma velocidade máxima de 12,66 metros por segundo, o equivalente a 45,5 km/h, e saltou dois metros de altura a partir do repouso. Esses números superam o pico de 12,42 metros por segundo alcançado por Bolt no seu recorde mundial dos 100 metros em Berlim, em 2009.

Com pernas de 0,85 metro de comprimento, o robô foi desenvolvido em pouco mais de três meses. O vídeo oficial mostra a máquina aterrissando perfeitamente no solo e ajustando as pernas para garantir estabilidade. A Unitree ressaltou que o conteúdo não foi gerado por inteligência artificial.

Como o robô atinge essa velocidade?

O desempenho do Superman é possível por restrições de design. O robô não tem cabeça ou garras, e foi construído do zero como uma máquina focada em locomoção, permitindo que as pernas direcionem toda a energia para a propulsão frontal.

A fabricante classifica a novidade como uma plataforma experimental voltada para o estudo de movimentos, reconhecendo que o modelo não tem capacidade de carga. Diferentemente de robôs humanoides da marca que atuam como funcionários de aeroporto no Japão, o Superman não consegue desempenhar tarefas comerciais ou industriais práticas, como pegar caixas, apertar botões ou abrir portas.

É importante destacar que os dados apresentados pela companhia não foram verificados de forma independente sob os protocolos rigorosos de uma pista de atletismo oficial.

Imagem mostra um robô da empresa Unitree correndo em uma pista de atlestismo
Novo robô é o destaque da Unitree às vésperas de sua estreia na bolsa de valores (imagem: divulgação/Unitree)

Qual é o impacto da Unitree no mercado de robótica?

A revelação do robô ocorre junto à entrada da Unitree companhia na Bolsa de Valores de Xangai, realizada hoje (quarta-feira na China), com arrecadação inicial de quase US$ 1 bilhão. A startup é comandada pelo fundador e CEO Wang Xingxing, reportou receitas de 1,699 bilhão de yuans em 2025 (cerca de R$ 1,3 bilhão) e conta com investimentos de conglomerados como Tencent, Alibaba e DeepSeek.

A Unitree entregou cerca de 18 mil robôs bípedes de diversos modelos até julho de 2026. Além dos aparelhos experimentais, a companhia tem chamado a atenção com robôs gigantes que podem ser pilotados e também revelou recentemente o As2W, um quadrúpede com rodas capaz de levar até 16 quilos de carga.

Restrições fora da China

Apesar das inovações, os robôs da Unitree esbarram em limitações políticas fora de seu país de origem. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos proibiu a entrada de novos modelos da fabricante no fim de julho de 2026, citando vulnerabilidades de segurança.

O Pentágono, por sua vez, rotulou a startup como uma empresa militar chinesa em junho deste ano, bloqueando a possibilidade de acordos ou contratos com o governo norte-americano.

Robô chinês corre mais que Usain Bolt e ainda dá saltos de 2 metros

💾

Superman foi desenvolvido pela Unitree como um projeto experimental.

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

18 de Agosto de 2026, 10:50
Avião da Spirit Airlines em uma pista
Spirit Airlines encerrou as operações após duas recuperações judiciais (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Google adquiriu dados corporativos da Spirit Airlines por US$ 10 milhões para treinar modelos de IA.
  • O pacote inclui milhões de e-mails e linhas de código, além de documentos internos da companhia aérea.
  • A aquisição visa aprimorar produtos do Google com dados de operações corporativas reais, sem incluir dados pessoais de passageiros ou clientes.

O Google venceu um leilão de falência realizado nos Estados Unidos e adquiriu os dados corporativos da extinta companhia aérea Spirit Airlines. O acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões na cotação atual) transfere o acervo digital da empresa de aviação para a gigante das buscas.

O objetivo é utilizar o vasto histórico de comunicações operacionais e métricas de negócios para treinar modelos de linguagem e aprimorar produtos de inteligência artificial.

O que inclui o acervo leiloado pela Spirit Airlines?

A aquisição engloba um volume gigantesco de documentação, mas a oficialização da compra ainda aguarda a aprovação final de um juiz federal. Segundo os autos do processo, a transferência inclui quase 100 milhões de e-mails corporativos, mais de 500 milhões de chats trocados via Microsoft Teams, agendas, auditorias financeiras e materiais de campanhas de marketing.

O Google também assumirá a posse de 30 milhões de linhas de código, metadados de desenvolvimento, modelos e algoritmos de software da companhia aérea, bem como dados detalhados sobre receita, métricas de operações de aeronaves e relatórios de produtividade de funcionários e de recursos humanos.

Por que o Google quer os dados?

Imagem mostra o logo do Google no escritório da empresa em São Paulo
Google investiu em acervo para treinar modelos de linguagem (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

A big tech pretende processar toda essa documentação para alimentar suas redes neurais com situações e resoluções do mundo corporativo real, já que modelos de IA atuais ainda enfrentam dificuldades em tarefas executivas. Experimentos recentes mostram essa limitação: a Anthropic, por exemplo, colocou seu modelo Claude para gerenciar uma máquina de vendas automatizada, mas o agente tomou uma série de decisões erradas e acabou gerando prejuízo.

A entrada do banco de dados de uma operação logística e corporativa complexa como a da Spirit Airlines oferece elementos valiosos sobre como uma grande empresa lida com fornecedores, gerencia crises e toma decisões de gestão.

Um porta-voz do Google confirmou o plano à agência Bloomberg: “Adquirimos parte de um conjunto de dados corporativos da Spirit Airlines que pode ser útil para aprimorar nossos produtos e modelos de IA”.

Como ficam os dados de passageiros e clientes?

O contrato de venda proíbe a transferência de informações pessoais. Foram excluídos da compra cerca de 97,5 milhões de perfis de passageiros da Spirit Airlines, além de mais de 50 milhões de registros de membros do programa de fidelidade da companhia.

Os dados corporativos vendidos serão categorizados como “desidentificados”, assegurando que nenhum arquivo possa ser atrelado a um indivíduo específico. O contrato também exige que o Google concorde em não desenvolver ferramentas para tentar reidentificar os usuários.

Spirit Airlines encerrou operações em 2026

A ruína da Spirit Airlines ocorreu após a empresa enfrentar duas recuperações judiciais em 2025, amargando perdas de US$ 257 milhões (R$ 1,3 bilhão), e um resgate governamental de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) negado por credores. Em maio deste ano, a companhia encerrou oficialmente suas operações. A Spirit nunca operou voos regulares de passageiros no Brasil.

Segundo o CEO Dave Davis, o serviço tornou-se insustentável devido à alta dos combustíveis impulsionada por conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã, selando o primeiro colapso de uma grande companhia aérea americana desde a quebra da Midway Airlines após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

Anatel define regras para sistemas anti-spam das operadoras

17 de Agosto de 2026, 18:56
Ilustração de uma mão segurando um celular. Na tela aparece uma chamada identificada como "telemarketing".
Serviço deverá ser gratuito (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel publicou regras para operadoras bloquearem chamadas de spam.
  • As operadoras devem oferecer canais simples para que o consumidor desative ou reative o serviço a qualquer momento, com a alteração entrando em vigor no prazo máximo de 24 horas.
  • O bloqueio de chamadas deve considerar critérios como volume de chamadas incompatível com o uso da linha e tráfego atípico.

A Anatel publicou nesta segunda-feira (17), no Diário Oficial da União, um despacho que estabelece as regras para que as operadoras de telefonia adotem mecanismos próprios de bloqueio contra chamadas abusivas no Brasil. A medida chega para proteger os consumidores contra o telemarketing exagerado e automatizado. Ela define requisitos obrigatórios de transparência, gratuidade e direito de escolha.

A padronização regulatória surge dias após a agência confirmar a legalidade do sistema anti-spam da Vivo. A tecnologia da empresa filtra chamadas no nível da rede, impedindo que o telefone do usuário sequer toque. A ferramenta gerou discordância no setor de telecomunicações: a Vivo foi questionada por empresas de call center e concorrentes, que relataram quedas expressivas nas taxas de ligações completadas.

Com a publicação, a Anatel encerra a polêmica.

Como vai funcionar o serviço de bloqueio?

O despacho determina que as empresas que optarem por usar mecanismos próprios de identificação de chamadas abusivas deverão disponibilizar a solução para toda a sua base de clientes sem custo. A ativação poderá ocorrer automaticamente pela prestadora, desde que o usuário seja comunicado.

As operadoras deverão oferecer canais simples para que o consumidor desative ou reative o serviço a qualquer momento, com a alteração entrando em vigor no prazo máximo de 24 horas.

Quando uma ligação é classificada como spam?

A Anatel definiu que os algoritmos devem seguir critérios objetivos. A filtragem deve considerar primeiro o volume de chamadas incompatível com o uso regular da linha. Além do tráfego atípico, as operadoras poderão calibrar seus sistemas com base em quatro indicadores:

  • A alta proporção de chamadas de curta duração
  • A média de tempo reduzida nas conversas
  • A baixa taxa de sucesso no completamento das ligações
  • A natureza da atividade econômica da empresa que está originando a chamada, verificada pelo Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)

A decisão ressalta que as regras devem ser aplicadas tanto para chamadas geradas dentro da própria rede da operadora quanto para aquelas vindas das redes de concorrentes.

Quais serviços não podem ser afetados?

Para não prejudicar a comunicação de utilidade pública, o texto oficial estabeleceu uma lista de exceções. Fica proibido o bloqueio de números de entes públicos, incluindo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministérios Públicos e Defensorias.

Também estão blindadas as linhas de Forças de Defesa e Segurança Pública, serviços de emergência (Defesa Civil, Bombeiros e SAMU), conselhos tutelares, vigilância sanitária, canais de prevenção ao suicídio e serviços de utilidade pública, como o Disque Denúncia e a Central de Atendimento à Mulher. A regra de isenção abrange ainda todo o setor de saúde e dispositivos conectados via Internet das Coisas (IoT).

As teles devem criar canais para receber contestações de empresas que tiveram números bloqueados indevidamente. O prazo para análise está fixado em 10 dias corridos. Se o erro envolver algum dos serviços essenciais listados acima, a resolução deve ocorrer em até seis horas.

As normas já estão em vigor. A partir de agora, operadoras que ativarem os filtros terão sete dias para comunicar à Anatel os fluxos, parâmetros, período de bloqueio e processos de contestação. Empresas que já possuem sistemas em operação deverão se adequar às novas exigências e apresentar relatórios à agência dentro do mesmo prazo.

Anatel define regras para sistemas anti-spam das operadoras

Entenda como golpistas usam spoofing para tentar aplicar golpes telefônicos (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novo golpe do Desenrola exibe CPF e pede Pix para “limpar nome”

17 de Agosto de 2026, 17:29
Páginas falsas copiam portal do governo para enganar usuários (imagem: reprodução/Governo Federal)
Resumo
  • Criminosos criaram sites falsos do programa Desenrola Brasil para simular renegociação de dívidas e aplicar fraudes financeiras, exigindo pagamentos por Pix.
  • A fraude reproduz a identidade visual das plataformas do governo e exibe dados pessoais verdadeiros para transmitir segurança.
  • Para se proteger, é necessário verificar o endereço web oficial do governo (.gov.br), evitar clicar em links suspeitos e desconfiar de facilidades extremas.

Criminosos estão aplicando um novo golpe que usa o programa Novo Desenrola Brasil como isca para enganar vítimas. Identificada recentemente por pesquisadores de cibersegurança da Kaspersky, a fraude se espalha por redes sociais e direciona os usuários para mais de 60 domínios falsos registrados com a palavra “desenrola”, onde uma central de atendimento forjada exige pagamentos por Pix.

Os especialistas alertam para o nível de sofisticação da ameaça, que consegue reproduzir a identidade visual das plataformas do governo para contornar a desconfiança dos usuários.

Como funciona o falso site do Desenrola Brasil?

Chat exibe dados reais para transmitir falsa segurança (imagem: reprodução/Kaspersky)

A ação é um caso clássico de phishing. Ao clicar nos links falsos, a vítima é redirecionada para uma página que simula o portal oficial do governo. Para transmitir uma sensação de confiança, o site exibe um chat e até dados pessoais verdadeiros do cidadão, como nome completo, data de nascimento e CPF.

Em seguida, o sistema gera uma análise de crédito fictícia e o atendimento prossegue via chat com uma suposta atendente que usa áudios e vídeos gravados para imitar uma interação real. A isca principal é a oferta de descontos de até 99% para a quitação de débitos, somada à promessa de limpar o nome do usuário.

Para concluir o suposto acordo, a plataforma exige a cobrança de uma “taxa” via Pix. O valor transferido, no entanto, não abate nenhuma dívida e é enviado para contas de laranjas.

O pesquisador líder de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, explicou em nota que a campanha une a expectativa de solucionar um problema financeiro à confiança gerada pela exposição de informações corretas. Ele ressalta que a presença de dados corretos nem sempre comprova a legitimidade de uma página.

Dinheiro transferido via Pix não abate débitos (imagem: reprodução/Kaspersky)

Como se proteger?

O programa Novo Desenrola Brasil não exige o pagamento de taxas antecipadas para a liberação de descontos ou renegociações. Para navegar com segurança, verifique sempre o endereço na web web, lembrando que o portal oficial do Governo Federal termina obrigatoriamente com a extensão .gov.br.

Em vez de clicar em links recebidos por apps, prefira digitar o endereço direto na barra do navegador. Além disso, não baixe a guarda ao ver dados pessoais expostos na tela, já que informações como CPF e nome completo são facilmente obtidas em vazamentos antigos.

Por fim, desconfie de facilidades extremas e recuse qualquer operação que exija um pagamento inesperado para liberar um acordo. Caso haja suspeita de fraude, a recomendação é encerrar a negociação, contatar os canais oficiais do banco credor e denunciar o site falso.

Novo golpe do Desenrola exibe CPF e pede Pix para “limpar nome”

Firefox para iPhone ganha bloqueador de anúncios

17 de Agosto de 2026, 14:52
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Novo recurso bloqueia propagandas nativamente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Mozilla anunciou um bloqueador de anúncios nativo para o Firefox no iOS, que pode ser ativado nas configurações do navegador.
  • O bloqueador atua contra publicidade de terceiros e rastreadores, utilizando uma lista de filtros, antes mesmo que a página seja carregada.
  • O bloqueador não oculta anúncios em resultados de busca do Google, Bing ou DuckDuckGo, nem conteúdo patrocinado na página inicial e nova aba do Firefox.

A Mozilla começou a liberar um bloqueador de anúncios nativo para o Firefox no iPhone. A novidade permite que os usuários do navegador diminuam a exibição de publicidade intrusiva, como pop-ups e sobreposições, sem a necessidade de instalar soluções de terceiros.

O bloqueio ocorre diretamente no nível da rede, utilizando uma lista de filtros baseada no popular EasyList. A ferramenta atua contra ecossistemas de publicidade de terceiros e rastreadores antes mesmo que a página seja totalmente carregada.

Como ativar o ad blocker?

Novo recurso deve ser ativado no aplicativo (imagem: reprodução/Mozilla)

A nova funcionalidade vem desativada no jLS. Para utilizá-la, os usuários devem seguir um caminho simples no menu do navegador: Configurações – rolar a tela até “Navegação” – e ativar a opção correspondente ao bloqueador de anúncios dentro do submenu “Conteúdo”.

Também é possível controlar a ferramenta em tempo real pelo menu da página durante a navegação. A interface exibe indicadores visuais para confirmar o status da proteção. Quando o bloqueador está ativo, a aba exibe ícones de pequenos escudos verdes. A desenvolvedora recomenda desativar a ferramenta pontualmente caso algum site apresente problemas de carregamento ou formatação.

Ícones confirmam que a proteção está ativa (imagem: reprodução/Mozilla)

Por que alguns anúncios ainda vão aparecer?

Apesar de atuar contra rastreadores e pop-ups invasivos, a ferramenta possui exceções programadas de fábrica. O bloqueador não oculta anúncios exibidos nas páginas de resultados de mecanismos de busca, o que inclui plataformas como Google, Bing e DuckDuckGo. O conteúdo patrocinado exibido na tela inicial do Firefox e em novas abas também permanece visível, pois é uma fonte de receita direta para a Mozilla.

A decisão de não interferir nos resultados de busca está ligada ao modelo de negócios da empresa. Dados de 2025 indicam que 90% do faturamento vinha do navegador e, desse montante, cerca de 85% eram resultado de um acordo para manter o Google como buscador padrão.

Além das exceções intencionais para não prejudicar parceiros, a desenvolvedora ressalta que certas tecnologias avançadas de publicidade ainda podem contornar a lista de filtros atual, impossibilitando um bloqueio total.

Firefox para iPhone ganha bloqueador de anúncios

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Hogwarts Legacy 2 vem aí! Warner Bros. confirma produção da sequência

13 de Agosto de 2026, 15:03

A Warner Bros. Games confirmou oficialmente que a sequência de Hogwarts Legacy está em produção em uma carta enviada aos acionistas na última quinta-feira (6). O jogo, ambientado no universo de Harry Potter, foi o título mais vendido de 2023, ano de Baldur's Gate 3, Marvel's Spider-Man 2 e The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom.

Antes de revelar a produção de Hogwarts Legacy 2, a Warner Bros. Games recapitulou seus últimos lançamentos. "Durante o segundo trimestre, lançamos LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight (o jogo LEGO com a melhor avaliação de todos os tempos) e Game of Thrones: Dragonfire, nosso segundo jogo mobile do universo de Game of Thrones", diz a carta.

Esses projetos fazem parte da nova estratégia da divisão de games da empresa em investir em suas quatro franquias principais de mais de US$ 1 bilhão, "com investimentos disciplinados em menos títulos, porém de maior convicção". Os quatro pilares da nova reestruturação da produtora são Harry Potter, Game of Thrones, Mortal Kombat e DC.

A Warner Bros. Games escreveu: "Esperamos que a divisão de Games contribua de forma mais significativa para a lucratividade do segmento à medida que nosso pipeline se expande, incluindo o segundo capítulo de Hogwarts Legacy". A carta, então, oficializa a sequência do jogo de 2023, até então não mencionada pela produtora.

Uma vaga de emprego descoberta no fim do ano passado também indicava a existência de Hogwarts Legacy 2. A empresa estava contratando programadores de gameplay com experiência em títulos single-player com foco em história, o que sugere um foco 100% na narrativa e descarta qualquer ponto relacionado a multiplayer.

Warner Bros. voltando aos games?

A Warner Bros. Games cometeu muitos erros na atual geração, em especial com jogos como Esquadrão Suicida, que deu um prejuízo de US$ 200 milhões aos cofres da empresa, ou mesmo o fracassado MultiVersus.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Nova decisão da Twitch sobre IA enfurece comunidade e criadores

13 de Agosto de 2026, 14:16

A Twitch ativou por padrão uma opção que permite à Amazon utilizar conteúdos e lives dos canais de streamers para treinar seus modelos de inteligência artificial generativa. A ferramenta exige que usuários e criadores a desativem manualmente nas configurações.

A decisão da Big Tech, em especial a necessidade de desativar a opção, gerou revolta na comunidade e em criadores parceiros da Twitch. “Posso perguntar por que essa merda vem ativada por padrão e vocês estão fazendo as pessoas fazerem opt-out ativamente em vez do contrário, quando muitos membros da comunidade se manifestaram constantemente contra essa evolução?”, afirmou o criador conhecido como Shoto.

“Ativado por padrão é criminoso”, destacou a streamer KittyRawr. “Essa forçada de barra na narrativa da IA é tão exaustiva, meu Deus.”

Para desativar a opção, é necessário que os usuários acessem o perfil e naveguem até a aba Segurança e Privacidade. Desabilitar a função impede que a Amazon use as livestreams para treinar modelos de IA da Big Tech, mas não impossibilita a Twitch de utilizar os conteúdos para outros fins descritos no Aviso de Privacidade, conforme destaca o portal Destructoid.

O diretor de produtos da Twitch, Mike Minton, justificou publicamente a escolha de manter a opção sempre ativa: “Se fosse opt-in, ninguém faria o opt-in. Então, vai ficar ativado por padrão.” Representantes da empresa também admitiram não ter certeza se VODs do passado já haviam sido utilizados para treinar agentes de IA da Amazon.

Amazon integra IA em seus produtos

A Twitch não é a única plataforma da Amazon que sofre com a integração de inteligência artificial de alguma forma. O Prime Video, serviço de streaming da companhia, passará por reformulação total focada em IA a mando de Jeff Bezos, conforme apuração da Reuters.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

AOC aposta em monitor portátil no Brasil com tela Full HD e preço competitivo

13 de Agosto de 2026, 14:00

A AOC anunciou no último sábado (8) o seu retorno ao segmento de monitores portáteis com o lançamento do modelo 16T20E2. O dispositivo conta com painel de 15,6 polegadas, tecnologia IPS e resolução Full HD (1080p), e chega ao Brasil com preço sugerido de R$ 699.

A novidade é uma aposta da marca no segmento de monitores portáteis que, de acordo com o gerente de produtos da AOC, Victor Vidal, passou de 41 mil peças vendidas para 115 mil nos últimos 12 meses no Brasil. O setor também faturou R$ 75 milhões no mesmo período.

A AOC argumenta que, apesar do crescimento exponencial dos monitores portáteis no Brasil, o segmento é dominado por marcas estreantes. A empresa espera atender a um "consumidor carente de confiabilidade", segundo Vital, que completa: "É um mercado que era dominado por marcas entrantes até agora, porque agora entrou uma marca de confiança no mercado nacional".

Um dos principais diferenciais do AOC 16T20E2 é sua capa magnética, que de proteger o painel de danos e riscos durante o transporte, além de servir como suporte. O monitor possui tempo de resposta de 4 ms e alto-falantes embutidos

“A gente faz um overdrive para 4 ms de tempo de resposta. Dificilmente vocês vão ver concorrentes divulgando isso, porque o comum nesse mercado é rodar em torno de 15 a 16 milissegundos”, afirma Victor Vital.

Vale notar que o produto não inclui bateria, o que garante uma espessura mais fina, mas pode exigir atenção dependendo do seu dispositivo. O monitor portátil precisa de alimentação externa, o que significa que ele usa a energia de outros aparelhos para funcionar. Ele exige uma fonte de alimentação de, pelo menos, 15 W para garantir o brilho máximo de 100%. Fontes mais fracas, entre 10 W e 12 W, até conseguem ligar o aparelho, mas não com o brilho no topo.

Em relação à conectividade, o monitor portátil é compatível com PCs, notebooks, smartphones e consoles, e acompanha três cabos: USB-C para USB-C, Mini-HDMI para HDMI e USB-C para USB-A. É importante ressaltar que para usar apenas um cabo na conexão do AOC 16T20E2 a um notebook ou smartphone, é necessário que o dispositivo tenha suporte a DisplayPort Alternate Mode (DP Alt Mode) na porta USB-C. Vital explica que portas USB comuns não transmitem imagem, apenas dados. Ou seja, será necessário um cabo para conexão e outro para alimentação nesses aparelhos.

AOC 16T20E2 monitor portátil

O AOC 16T20E2 não possui conexão Bluetooth ou Wi-Fi, pois o monitor não conta com processador interno nem sistema operacional próprio. Isso evita a necessidade de atualizações constantes, embora o dispositivo ainda precise de drivers em possíveis atualizações do sistema operacional, por exemplo.

AOC retorna ao mercado de monitores portáteis

Esta não é a primeira vez que a AOC investe no segmento de monitores portáteis. Em 2014, a empresa lançou o Monitor USB LED, o primeiro da categoria no mercado brasileiro.

Além de explorar o segmento portátil, a AOC também tem forte presença no mercado brasileiro de monitores gamer. Um dos modelos de destaque é o AOC 24G4/P, que o Canaltech define como ideal para o jogador competitivo.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Ele só queria ver Senhor dos Anéis, mas o Google apagou os filmes

13 de Agosto de 2026, 12:25
MMO de Senhor dos Anéis seria produzido pela Amazon (Imagem: Divulgação/New Line)
Edição estendida de “O Senhor dos Anéis” sumiu de biblioteca do Google TV (Imagem: Divulgação/New Line)
Resumo
  • O Google removeu a trilogia “O Senhor dos Anéis” comprada por um usuário e alegou um bug no sistema após o cliente reclamar do sumiço dos filmes da sua biblioteca digital.
  • A empresa tentou negar o reembolso, afirmando que o prazo para solicitações de devolução havia expirado, mas recuou após repercussão negativa.
  • O problema foi parcialmente resolvido após a intervenção de um especialista sênior.

O Google se envolveu em uma polêmica sobre propriedade de mídia digital após a trilogia “O Senhor dos Anéis” desaparecer da biblioteca de um consumidor da plataforma Google TV. Inicialmente, a empresa negou o reembolso do conteúdo comprado em 2022, sob a justificativa do fim do prazo para devoluções.

No entanto, a empresa acabou recuando após a repercussão negativa. Ela citou uma falha técnica, fez o reembolso e emitiu um pedido de desculpas.

Por que o Google negou o reembolso?

O conflito começou quando o usuário divulgou no Reddit que a obra adaptada pelo diretor Peter Jackson não estava mais acessível. Ao contactar a equipe de atendimento, a primeira resposta recebida foi negativa em relação a qualquer tipo de ressarcimento.

Segundo a postagem, o representante do Google informou que compras digitais possuem um prazo máximo de 120 dias para solicitações de devolução de valores. Como a transação original foi realizada em 2022, o sistema bloqueava o estorno, mesmo diante do fato de que o pacote havia sumido do catálogo.

Como a situação foi resolvida?

Especialista do Google assumiu erro e creditou valor na conta do cliente (imagem: reprodução/Reddit)

A situação levantou discussões sobre os riscos da aquisição de mídia digital. Orientado por outros membros, o cliente solicitou que o atendimento fosse repassado a instâncias superiores. O cenário mudou após a intervenção de um especialista sênior, que assumiu a revisão do caso.

O funcionário confirmou que a resposta do suporte havia sido um erro. A empresa justificou que o pacote dos três filmes não é mais comercializado na loja, mas assegurou que as licenças de propriedade do usuário permanecem ativas. O sumiço, segundo a nota oficial, foi causado por um “problema de renderização com bibliotecas digitais”, o que impediu a exibição correta dos itens na interface do aplicativo.

Como forma de encerrar o chamado, o Google creditou o valor de 20 libras esterlinas (cerca de R$ 140) no perfil do consumidor, como pedido de desculpas pelos transtornos. Ainda assim, o cliente relatou em sua última atualização que o YouTube exibe o botão de compra e bloqueia a reprodução dos filmes, exigindo um novo pagamento.

No Google TV, apenas o primeiro e o terceiro longa voltaram a funcionar, enquanto “As Duas Torres” manteve o status de indisponível, indicando que as falhas de sincronização ainda não foram totalmente solucionadas.

Ele só queria ver Senhor dos Anéis, mas o Google apagou os filmes

Brasil registrou 3,8 milhões de trocas de operadora no primeiro semestre

13 de Agosto de 2026, 12:06
Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Telefonia móvel representa a maioria dos pedidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Quase 4 milhões de brasileiros trocaram de operadora no primeiro semestre de 2026, segundo a ABR Telecom.
  • A maioria das trocas ocorreu no mercado de telefonia celular, com quase 3 milhões de processos.
  • O estado de São Paulo liderou o ranking, com mais de 1 milhão de transferências, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No primeiro semestre de 2026, os brasileiros realizaram 3,8 milhões de trocas de operadora de telefonia mantendo o número original. O levantamento oficial foi elaborado pela entidade administradora do serviço no país, a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom).

Os números refletem um cenário de continuidade no setor e alta demanda. Do total de pedidos efetivados até o fim de junho, a maioria ocorreu no mercado de telefonia celular: quase 3 milhões. A telefonia fixa, por sua vez, somou 868 mil transferências no mesmo intervalo.

O ranking por estado

O Tecnoblog obteve em primeira mão os números por estado. Eles revelam que a região Sudeste concentra a maior movimentação de linhas no país. O estado de São Paulo lidera o ranking nacional de forma isolada, registrando mais de 1 milhão de trocas. O Rio de Janeiro aparece na segunda colocação, com 404 mil transferências, seguido por Minas Gerais, com quase 365 mil.

A ABR Telecom nos informou que o volume do semestre está em linha com o histórico recente, sem apresentar picos ou quedas bruscas. A associação ressaltou ainda que não registra os motivos que levam os clientes a mudarem de empresa de telecomunicações.

Apesar do nosso enorme interesse pelo assunto, a ABR Telecom não informou quais operadoras mais ganharam ou mais perderam clientes.

UFPortabilidades
São Paulo1.089.713
Rio de Janeiro404.719
Minas Gerais364.895
Paraná295.832
Santa Catarina266.808
Rio Grande do Sul234.987
Distrito Federal159.116
Bahia133.738
Pernambuco128.401
Ceará127.233
Goiás96.946
Rio Grande do Norte66.247
Paraíba58.238
Pará56.365
Espírito Santo53.459
Mato Grosso48.381
Mato Grosso do Sul42.731
Alagoas35.527
Maranhão33.598
Amazonas30.129
Acre25.325
Sergipe21.879
Tocantins20.998
Piauí19.137
Rondônia14.902
Amapá7.196
Roraima3.942
Compilação: Tecnoblog | Dados: ABR Telecom | 1º semestre de 2026

O que é e como pedir a portabilidade?

Torre de telefonia
Operadoras têm até três dias úteis para concluir a transferência do número (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A portabilidade numérica é um direito do consumidor que permite a troca de prestadora mantendo o mesmo número. Garantida desde 2008, a regra é válida desde que a mudança seja feita na mesma modalidade de serviço (de móvel para móvel ou de fixo para fixo) e na mesma área de registro, mantendo o código de área (DDD).

Para realizar a migração, o interessado deve entrar em contato com a operadora desejada e formalizar a solicitação. O processo leva até três dias úteis e, desde 2023, exige uma confirmação do titular por SMS, para aumentar a segurança contra fraudes.

Em seus 18 anos de existência, a portabilidade numérica no país já alcançou a marca de 109 milhões de números telefônicos portados.

Brasil registrou 3,8 milhões de trocas de operadora no primeiro semestre

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Telecomunicações (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ANPD ordena suspensão de lives do Discord no Brasil

12 de Agosto de 2026, 12:48
(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Discord tem funcionalidade Go Live suspensa no Brasil (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A ANPD determinou a suspensão do recurso de transmissões ao vivo do Discord no Brasil.
  • A medida visa prevenir violações contra crianças e adolescentes.
  • O recurso “Go Live” foi suspenso por falhas na moderação.
  • A plataforma continuará operando para troca de mensagens de texto e voz.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou nesta quarta-feira (12) que o Discord suspenda o recurso de transmissões ao vivo em todo o território brasileiro. A medida preventiva concede um prazo de três dias úteis para o cumprimento da ordem. A agência reguladora tomou a decisão após concluir que a plataforma falhou na adoção de ferramentas de moderação para prevenir crimes e violações graves contra crianças e adolescentes, como indução à violência.

O recurso afetado é o Go Live, utilizado para o compartilhamento de tela e vídeo em tempo real. O superintendente de Fiscalização da ANPD, Fabrício Lopes, enfatizou que o aplicativo continuará operando para troca de mensagens de texto e voz. “O Discord não está sendo bloqueado. O nosso objetivo é reduzir os riscos de danos graves ou de difícil reparação a que estão sendo expostas as crianças e adolescentes”, explicou o dirigente.

Por que as lives foram consideradas um risco?

A área técnica da agência mapeou falhas críticas na arquitetura do serviço, que não possui acesso às transmissões de vídeo enquanto elas estão ocorrendo. Isso dificulta o uso de mecanismos automatizados para detecção de violações.

Como resultado, o aplicativo passa a depender de denúncias feitas pelos próprios participantes. Segundo as investigações, a situação se agravou no início de março. Às vésperas da entrada em vigor do novo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), a plataforma realizou atualizações no Go Live que tornaram o recurso ainda menos seguro para menores de 18 anos.

Um levantamento da ONG SaferNet Brasil apontou que o número de denúncias envolvendo o Discord saltou 54% ao comparar os sete primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, passando de 264 para 406 notificações.

Golpistas usam Discord para encontrar vítimas (Imagem: Anete Lusina/Pexels)
Arquitetura do aplicativo impede a detecção de violações em tempo real (Imagem: Anete Lusina/Pexels)

O que motivou essa decisão emergencial?

A pressão por uma ação imediata ganhou força após uma tragédia recente no Mato Grosso do Sul envolvendo uma adolescente de 13 anos, que teria sido induzida a atos de automutilação dentro da plataforma. As investigações conduzidas pela polícia e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) revelaram a fragilidade nos mecanismos de moderação e verificação de idade, cujos Termos de Serviço exigem uma idade mínima de 13 anos.

O caso provocou reações diretas. Na última semana, a primeira-dama Janja da Silva defendeu publicamente o bloqueio da plataforma. Já a Secretaria Nacional de Direitos Digitais produziu um relatório detalhando as falhas do serviço, o que levou a ANPD a instaurar um processo oficial na última sexta-feira (07).

Diante do cerco, representantes legais da empresa iniciaram uma força-tarefa de reuniões. Na segunda-feira (10), o Discord chegou a protocolar uma proposta com medidas para reforçar a proteção dos usuários. No entanto, o órgão regulador avaliou que a proposta não era suficiente para reduzir os perigos imediatos e optou pela medida cautelar de hoje.

Sanções e próximos passos

A suspensão permanecerá em vigor por tempo indeterminado, até que a plataforma comprove a implementação de medidas de segurança adequadas. Somente com uma autorização expressa da ANPD o recurso poderá ser reativado.

A empresa tem dez dias úteis para apresentar recurso à Superintendência de Fiscalização e, caso negado, pode recorrer ao Conselho Diretor. Se as irregularidades forem confirmadas de forma definitiva, o Discord está sujeito a sanções rigorosas baseadas no artigo 35 do ECA Digital, que incluem multas de até R$ 50 milhões.

ANPD ordena suspensão de lives do Discord no Brasil

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Golpistas usam Discord para encontrar vítimas (Imagem: Anete Lusina/Pexels)

Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

12 de Agosto de 2026, 12:20
Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Comando de voz já é o formato de interação preferido dos usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente.
  • A maioria das interações ocorre por voz (63%) e 20% dos usuários compartilham tela ou câmera; 38% das solicitações no setor educacional incluem envio de anexos.
  • O Brasil é o quinto país com mais usuários do Gemini, responsável por cerca de 5% do tráfego da ferramenta, segundo dados independentes.

O Google alcançou um marco neste mês de agosto: a inteligência artificial Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente. O anúncio, feito pelo CEO Sundar Pichai no X nesta terça-feira (11), oficializa a ferramenta como o produto de adoção mais rápida em toda a história da companhia.

O resultado reflete a estratégia da empresa de integrar a IA profundamente em seu ecossistema, incluindo serviços como o Gmail e o Drive. Esse salto de adoção também é impulsionado pela presença nativa no Android, especialmente após a big tech decretar o fim do Google Assistente e consolidar o Gemini como o assistente padrão do sistema.

1B+ people are now using @Geminiapp every month to spark new ideas and get things done. It’s our fastest growing product ever, and our 14th to hit the 1B-user mark.

Kudos to @JoshWoodward & the entire Gemini team, and thank you to everyone who has been on this journey with us -… pic.twitter.com/sSWrULX4Qn

— Sundar Pichai (@sundarpichai) August 11, 2026

Como as pessoas estão usando o Gemini?

A métrica do Google considera como usuário ativo qualquer pessoa que acessou o Gemini pelo menos uma vez no último mês, seja no aplicativo ou na web. Segundo o vice-presidente do projeto, Josh Woodward, o público prefere interações multimodais.

  • 63% interagem por voz
  • 20% compartilham tela ou câmera
  • No setor educacional, 38% das solicitações incluem o envio de anexos
  • São geradas 150 milhões de imagens diárias (todas com a marca d’água SynthID para identificar conteúdo de IA)
Captura de tela da interface do Google Gemini. No topo, lê-se "Olá,". No campo de busca, estão ativas as palavras-chave "Deep Research" e a versão "2.5 Flash". Abaixo do campo, há dois botões: "Fontes" (selecionado) e "Arquivos". Um menu suspenso aberto no lado esquerdo mostra as opções de fonte de pesquisa, com "Google Pesquisa" marcado, e as demais opções desmarcadas: "Gmail", "Drive" e "Chat". O logo do "Tecnoblog" está no canto inferior direito.
38% das solicitações com fins estudantis incluem o envio de anexos (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Os países que mais usam

Diferente da OpenAI, o Google não divulga oficialmente o ranking de países que mais utilizam o Gemini. Apesar do silêncio, dados independentes colocam os Estados Unidos na liderança (com cerca de 12% da base), seguidos por Japão, Índia e Coreia do Sul. O Brasil aparece na quinta colocação, respondendo por pouco mais de 5% do tráfego.

Vale destacar que os dados da DOIT Software apontam mais de 100 milhões de usuários no iOS, plataforma que exige o download manual do aplicativo, enquanto a vasta maioria do tráfego chega pelo Android.

Crescimento está ameaçado?

Apesar da adoção facilitada pela distribuição do assistente em celulares ao redor do mundo, sustentar esse crescimento é um desafio técnico e financeiro. Os altos investimentos na infraestrutura de IA levaram o fluxo de caixa do Google a um patamar negativo.

O cronograma de atualizações também apresenta sinais de estagnação. A versão Gemini 3.5 Pro, prevista para junho, ainda não foi lançada. A empresa comunicou recentemente que segue trabalhando no modelo e já iniciou o treinamento do Gemini 4. No entanto, relatos publicados pela imprensa indicam insatisfação interna com o desempenho da plataforma na geração de códigos, área em que a IA ainda corre atrás da OpenAI e da Anthropic.

Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

IA descobre falha no Zoom que permitia invadir PCs e celulares

11 de Agosto de 2026, 18:07
Ilustração com o ícone do app de videoconferência Zoom
Inteligência artificial precisou de um dia para descobrir a vulnerabilidade no aplicativo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Zoom corrigiu uma vulnerabilidade crítica em sua plataforma que permitia a invasão silenciosa de dispositivos.
  • A falha, descoberta pela empresa de cibersegurança A Security, exigia que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.
  • A brecha foi explorada usando menos de 20 comandos de texto e permitia a execução remota de código, possibilitando ao invasor roubar dados sensíveis e instalar malwares.
  • A Zoom já liberou uma atualização para corrigir a vulnerabilidade.

A Zoom solucionou nesta terça-feira (11) uma vulnerabilidade crítica que permitia a invasão silenciosa de celulares e computadores. Identificada pela empresa de cibersegurança A Security, a falha exigia apenas que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.

O caso acende um alerta pela facilidade da descoberta. Os pesquisadores utilizaram modelos públicos de inteligência artificial para explorar a falha do zero usando menos de 20 comandos de texto (os chamados prompts).

Como funcionava o ataque silencioso?

Falha crítica no Zoom permitia controle remoto de PCs e celulares (imagem: reprodução/A Security)

O problema estava escondido no protocolo que gerencia anotações em tempo real (aquele recurso que permite desenhar e fazer marcações na tela). Uma brecha abriu as portas para a execução remota de código.

Segundo os relatórios técnicos da A Security, um invasor presente na reunião, seja anfitrião ou convidado, podia injetar códigos maliciosos nos dispositivos de todos os outros participantes da sala. O grande perigo desse ataque, batizado de “Zoomsday”, é que ele operava no formato zero-click, ou seja, não exigia qualquer interação da vítima.

Ninguém precisava clicar em um link suspeito no chat, baixar um arquivo malicioso ou aceitar uma solicitação na tela. Com o controle do sistema, o cibercriminoso ganhava passe livre para roubar dados sensíveis, ligar a webcam e o microfone ou instalar malwares.

No ambiente corporativo, as consequências seriam desastrosas. Um hacker poderia roubar credenciais de um funcionário para entrar na rede da companhia, comprometendo servidores a partir de uma única videochamada.

Como a IA descobriu a falha?

O que mais assustou os especialistas foi a velocidade com que a IA encontrou e conseguiu explorar a brecha. A empresa de cibersegurança explicou que bastou um dia de trabalho. Eles direcionaram um agente de IA para vasculhar funções muitas vezes ignoradas no código do Zoom. Rapidamente, ele encontrou o erro e montou a invasão em tempo recorde.

Quais sistemas foram afetados e como se proteger?

A vulnerabilidade afetou o aplicativo do Zoom em todos os sistemas suportados: Windows, macOS, Linux, Android e iOS (iPhone). Como entrar em uma videoconferência envolve desde reuniões de trabalho a aulas online, milhões de usuários poderiam ter aparelhos expostos caso os detalhes da falha vazassem.

Felizmente, a brecha foi reportada de forma responsável aos desenvolvedores. A dona do serviço publicou um boletim de segurança detalhado, já implementou as correções necessárias nos servidores e liberou atualizações para os aplicativos.

Apesar de não haver registros de que o “Zoomsday” tenha sido explorado de forma maliciosa na internet, a recomendação unânime é atualizar o aplicativo imediatamente.

IA descobre falha no Zoom que permitia invadir PCs e celulares

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Não previmos”, diz CEO da IBM sobre impacto da IA

15 de Julho de 2026, 13:26
O executivo Arvind Krishna aparece em um plano médio, posicionado ligeiramente de lado e olhando diretamente para a câmera com um sorriso discreto. Ele é um homem de pele retinta clara, calvo, com bigode grisalho e olhos expressivos. Veste um paletó azul-escuro texturizado com padrão xadrez miúdo sobre uma camisa social azul-claro de botões, que está com o colarinho levemente aberto. O fundo está desfocado, revelando tons de verde e a luminosidade natural de uma janela de escritório ao fundo.
Arvind Krishna declarou que mudança no mercado surpreendeu a IBM (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou que a empresa não previu a magnitude da repriorização dos investimentos para infraestrutura de IA.
  • A empresa viu suas ações caírem 25% na bolsa de Nova York, a maior queda diária desde 1972.
  • A IBM projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, menor ritmo de crescimento em mais de um ano.

A febre da inteligência artificial já está cobrando um preço alto no mercado de tecnologia. Nesta terça-feira (14/07), a IBM viu suas ações despencarem 25% na bolsa de Nova York, registrando a maior queda diária desde 1972. “Não previmos a magnitude da repriorização dos investimentos de capital”, afirmou o CEO Arvind Krishna em carta aos investidores.

O motivo da turbulência histórica é a atual corrida das corporações para montar grandes infraestruturas de IA, um movimento que desacelerou as vendas de softwares e impactou o balanço financeiro da IBM e de outras empresas para o segundo trimestre deste ano.

“Nas últimas semanas de junho, vimos clientes redirecionarem seus gastos trimestrais de capital para a compra de servidores, armazenamento e memória, a fim de garantir infraestrutura com oferta limitada antes dos aumentos de preços esperados”, disse Krishna. Segundo ele, “diversos grandes negócios” não foram concluídos conforme o esperado.

De acordo com a Reuters, o tombo acentuado nos papéis colocou a IBM no caminho de perder até US$ 70 bilhões (R$ 356 bilhões na cotação atual) em valor de mercado. Atualmente, a empresa está avaliada na casa dos US$ 272,7 bilhões (R$ 1,4 trilhão).

Empresas pararam de comprar os softwares da IBM

Imagem mostra servidores e dados com a logomarca “IBM” em destaque. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog" é visível.
IBM foi fundada em 1911 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As prioridades dos departamentos de tecnologia mudaram em todo o mundo. O dinheiro que seria gasto em sistemas e programas corporativos da IBM está sendo desviado para a compra de hardware. O mercado corporativo corre para garantir acesso a servidores e chips fundamentais para rodar IA, setores que atualmente já enfrentam escassez severa.

Em uma carta direcionada aos investidores, o CEO Arvind Krishna explicou que essa dinâmica surpreendeu a companhia. Na carta, ele afirma que as empresas redirecionaram os gastos e travaram grandes negócios já considerados certos. Vale lembrar que, no final do ano passado, o executivo criticou os gastos com IA.

Além da corrida por hardware, um segundo fator está consumindo a verba de TI das companhias: a segurança cibernética. Com a chegada de modelos de IA avançados, como o Mythos da Anthropic, as empresas estão reforçando a defensiva. Essas novas IAs conseguem mapear rapidamente falhas em softwares, entregando uma vantagem técnica inédita aos hackers e obrigando investimentos pesados em defesas digitais.

Essa tempestade perfeita atingiu em cheio a IBM, que agora projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, totalizando US$ 17,2 bilhões (R$ 87,5 bilhões). O número representa o menor ritmo de crescimento em mais de um ano e frustra a projeção de US$ 17,8 bilhões (R$ 90,8 bilhões) dos analistas de mercado. Os dados oficiais da empresa serão publicados na próxima semana, no dia 22 de julho.

O alerta vermelho gerou apreensão em Wall Street sobre o futuro do setor de software. O segmento já vinha sofrendo pressão com o avanço de IAs capazes de escrever códigos e automatizar tarefas. Refletindo esse pessimismo, gigantes como a Microsoft também registraram quedas nos papéis, variando entre 2% e 5% na terça-feira.

Plano de contenção de danos

Para tentar acalmar os ânimos dos investidores, a IBM destacou os seus pesados investimentos em computação quântica. A companhia já destinou mais de US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) para construir o seu primeiro computador quântico em larga escala até 2029, uma frente tecnológica promissora que ganhou forte apoio financeiro do governo dos Estados Unidos.

A empresa também fez questão de mencionar a expansão de parcerias focadas no próprio mercado de inteligência artificial, o que inclui acordos com a OpenAI. No entanto, essas inovações ainda estão em estágios iniciais e não devem compensar o rombo bilionário no curto prazo.

“Não previmos”, diz CEO da IBM sobre impacto da IA

Saiba como a IBM se tornou uma das empresas mais importantes do setor da tecnologia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

China proíbe IAs de namoro que criam dependência emocional

15 de Julho de 2026, 11:29
Ilustração de assistente virtual de IA na tela de um celular, com texto em chinês
Nova regulamentação obriga assistentes virtuais a quebrarem imersão (imagem: reprodução/South China Morning Post)
Resumo
  • China proibiu o “namoro” com IA, afetando serviços de chatbot.
  • A nova lei, que entra em vigor nesta quarta (15/07), exige que assistentes virtuais evitem criar dependência emocional nos usuários.
  • Empresas como a ByteDance e a Alibaba desativaram recursos de interações íntimas em seus sistemas de IA.

O governo da China decidiu intervir nos relacionamentos afetivos entre humanos e máquinas. A partir desta quarta-feira (15/07), entra em vigor uma regulamentação inédita que proíbe chatbots de companhia de estimular dependência emocional nos usuários.

Como consequência, empresas como ByteDance e Alibaba promoveram um apagão em seus serviços: recursos de interações íntimas foram desativados e o histórico de conversas de milhões de usuários deixou de ficar acessível.

Segundo o comunicado oficial, a motivação vai além de proteger a saúde mental. Para as autoridades chinesas, a adoção acelerada de “namorados e namoradas virtuais” se transformou em um obstáculo silencioso para a formação de laços sociais.

Por que as empresas não adaptaram as IAs?

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Gigantes chinesas desativaram chatbots de companhia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A resposta está na arquitetura do software. Em vez de tentarem se adequar às novas regras, as companhias concluíram que era tecnicamente impossível manter o produto funcionando dentro das exigências da lei, já que os recursos que tornam um chatbot de companhia atraente e realista são exatamente os alvos da nova legislação.

Para que um parceiro virtual ganhe credibilidade, ele precisa de “memória persistente”, a capacidade de lembrar detalhes da vida do usuário, e ajustar constantemente o tom emocional das respostas. A nova lei exige que o sistema quebre essa imersão de propósito. As IAs agora são obrigadas a alertar os usuários de que são máquinas a cada duas horas de uso contínuo, além de detectar sinais de dependência psicológica em tempo real.

O custo de engenharia para reescrever esses modelos também não justificava os riscos de tomar multas que podem chegar a 50 milhões de yuans (cerca de R$ 35 milhões, em conversão direta) ou 5% do faturamento anual da empresa infratora.

Apenas o Doubao, aplicativo de IA da ByteDance, detém cerca de 345 milhões de usuários. Como alternativa, a empresa começou a direcionar esses usuários para um novo app chamado Maoxiang. O plano é desenvolver uma plataforma do zero, já com os mecanismos de controle de vício e verificação de limites emocionais integrados.

Problema da dependência emocional é global

Imagem mostra duas bonecas sexuais. A primeira, à esquerda, de cabelos pretos e blusa de cor preta, e a segunda, à direita, de cabelos loiros, com a mão direita levantada à altura da boca.
Fabricante chinesa de bonecas WMDoll também integrou IA nos seus produtos (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O desafio não fica restrito ao mercado chinês. Plataformas extremamente populares no Ocidente, como Replika e Character.AI, utilizam a mesma estrutura de retenção emocional e continuam operando neste formato. Governos dos Estados Unidos e da Europa ainda não aprovaram restrições parecidas com as de Pequim.

A pressão, porém, está aumentando. O portal Tech Times destaca que processos judiciais nos EUA já associam o uso de chatbots de companhia ao agravamento de quadros psiquiátricos. O principal motor dessas discussões é o caso de um jovem de 14 anos da Flórida que cometeu suicídio no início de 2024 após estabelecer um forte vínculo com um bot da Character.AI.

Outro caso conhecido envolveu a morte do jovem Adam Raine, de 16 anos, após interações com o ChatGPT. Embora a IA da OpenAI não tenha sido desenvolvida para esse fim, o desfecho trágico motivou um longo processo judicial.

Buscando evitar que esses casos se repitam nos EUA, estados como Nova York e Califórnia agora exigem que os bots emitam alertas frequentes sobre sua natureza artificial e acionem centros de ajuda ao notarem qualquer indício de risco à vida do usuário.

No Brasil, ainda não existe uma regra específica para chatbots de companhia. As discussões ocorrem principalmente no âmbito do ECA Digital, proposta para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. O texto prevê deveres de mitigação de riscos, transparência e proteção de menores, mas não chega ao ponto de proibir que assistentes virtuais estimulem vínculos emocionais.

China proíbe IAs de namoro que criam dependência emocional

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WMDoll integrará IA em suas bonecas sexuais para proporcionar experiência mais realista (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Veja os novos emojis que vão chegar ao seu celular

15 de Julho de 2026, 09:02
Estes emojis devem chegar aos celulares em breve
Atualização 18.0 foca em novas expressões (imagem: reprodução/Jennifer Daniel)
Resumo
  • O consórcio Unicode liberará a atualização Emoji 18.0 nos próximos meses, adicionando seis figuras inéditas, incluindo o “Rosto Sorridente Rachado”, “Farol”, “Borracha”, polegares apontando para a direita e para a esquerda, e a “Rede com alça”
  • A atualização visa padronizar figuras antigas que geravam interpretações erradas entre diferentes sistemas operacionais, garantindo consistência e universalidade no vocabulário utilizado em aplicativos de mensagens
  • A presidente do subcomitê de emojis do Unicode, Jennifer Daniel, afirma que a atualização corrige fragmentações de design, como o “Cometa” sendo exibido como um rastro de gelo azul em todas as plataformas

O consórcio Unicode liberará a atualização Emoji 18.0 nos próximos meses para os teclados de celulares e computadores em todo o mundo. O novo pacote expande as opções de comunicação visual dos usuários e padroniza figuras antigas que geravam interpretações erradas entre diferentes sistemas operacionais.

As novidades refletem o trabalho contínuo do Grupo de Trabalho de Padrões e Pesquisa de Emojis do Unicode. Mais do que desenhar ícones divertidos, a equipe busca garantir que o vocabulário utilizado em aplicativos de mensagens seja consistente e universal.

A meta é evitar que uma figura enviada de um iPhone, por exemplo, tenha um peso ou significado diferente ao ser visualizada no Android, melhorando a precisão.

Quais serão os novos emojis?

A versão 18.0 adiciona seis figuras inéditas à biblioteca principal. Um deles é o “Rosto Sorridente Rachado”, emoji que ilustra quando tudo está dando errado, mas a pessoa ainda mantém a pose intacta no meio digital. A atualização também inclui um “Farol”, para simbolizar luz e orientação, e uma “Borracha”, voltada para representar a ação de recomeçar do zero.

A aba de gestos recebe polegares apontando para a direita e para a esquerda, úteis para destacar mensagens nas laterais do chat. Por fim, a “Rede com alça” entra no catálogo, simbolizando a ação de capturar ou coletar algo.

Fim da crise de identidade

Meteoro ganha código próprio e deixa de ser confundido com o cometa (imagem: reprodução/Jennifer Daniel)

Além das estreias, a atualização resolve fragmentações de design. De acordo com Jennifer Daniel, presidente do subcomitê de emojis do Unicode, sistemas diferentes desenhavam o mesmo código de formas variadas, o que agora será corrigido de vez.

O “Cometa” passará a ser universalmente exibido como um rastro de gelo azul. A versão de “rocha em chamas”, presente em alguns sistemas, ganha seu próprio espaço oficial como “Meteoro”. Na seção de alimentos, o “Pepino” continuará sendo vegetal em todas as plataformas, enquanto o “Picles” terá um código próprio. Ele será útil para representar o alimento e também para indicar que alguém se meteu em uma enrascada em inglês (uma tradução livre para a expressão norte-americana “in a pickle”).

A “Borboleta” passou pela mesma triagem. Antes, a imagem exibia uma espécie azul (Morpho) em alguns aparelhos e laranja (Monarca) em outros. Agora, a Monarca ganhou seu próprio emoji, carregando um significado voltado para resiliência e resistência.

Veja os novos emojis que vão chegar ao seu celular

(imagem: reprodução)

Pesquisadores criam armadilha que faz IA de hackers desligar sozinha

14 de Julho de 2026, 16:01
Ilustração abstrata com “rosto” em rede neural e sobreposição de quadros, simbolizando IA.
Técnica usa as regras éticas da IA para travá-la durante um ataque (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit criaram técnica para paralisar IAs usadas por hackers.
  • A técnica, chamada “bombardeio contextual”, usa prompt injection para interromper ataques.
  • Testes mostraram sucesso e reduziram invasões bem-sucedidas de IAs a quase zero em alguns casos.

Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit descobriram uma forma engenhosa de paralisar inteligências artificiais usadas por hackers: um prompt injection “do bem”. Batizada de “bombardeio contextual”, a técnica funciona como uma armadilha, com comandos ocultos nos servidores das empresas para forçar o desligamento da IA invasora em segundos, impedindo o roubo de dados de forma automática.

A injeção de comandos ocultos é um técnica que vem sendo usada por cibercriminosos para enganar IAs legítimas, induzindo modelos a vazar informações sensíveis ou manipular suas respostas. Agora, porém, a estratégia começa a ser usada a favor da segurança, já que os pesquisadores estão usando o mesmo recurso.

Como a armadilha de IA funciona?

A mágica por trás do bombardeio contextual é usar as próprias regras de segurança da IA contra ela mesma, já que os desenvolvedores criam barreiras rigorosas para impedir que chatbots gerem conteúdo criminoso, por exemplo.

Segundo a Tracebit, a equipe passou a esconder instruções proibidas no meio de arquivos atrativos para hackers, como senhas e chaves de segurança na nuvem. Um dos exemplos testados envolvia comandos pedindo o passo a passo para criar antraz, uma arma biológica letal.

Quando a IA do criminoso invade o sistema e tenta ler esses arquivos para roubar as informações, ela “tropeça” no texto proibido. Imediatamente, seus mecanismos nativos de segurança disparam. O robô reconhece a infração, bloqueia a operação, ignora as ordens do hacker e, na prática, desliga sozinho.

O cofundador e CEO da Tracebit, Andy Smith, define o método como a criação de uma falha da qual a ferramenta inimiga não consegue se recuperar, paralisando a invasão na hora.

Método funcionou em quase 100% dos testes

Personagem anônima em frente a telas com código, simbolizando ataque hacker
Ao ler instruções censuradas, IA invasora entra em conflito (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

A eficácia do bombardeio contextual foi comprovada em uma bateria de testes contra cinco dos modelos de IA mais avançados do mercado: Opus 4.8, Gemini 3.1 Pro, GLM 5.2, DeepSeek 4 Pro e Kimi 2.6. Em 152 simulações de ataques, a armadilha freou as ameaças quase por completo.

Os dados apresentados pela empresa de cibersegurança dizem o seguinte:

  • A taxa de sucesso das IAs em conseguir acesso total de administrador da conta despencou de 57% para apenas 5%.
  • As invasões completas, nas quais o hacker se instala de forma invisível no sistema, caíram de 36% para 1%.
  • A chance de a IA conseguir avançar em qualquer etapa do ataque foi reduzida de 91% para 15%.
  • Nenhuma IA invasora conseguiu finalizar o ataque sem disparar pelo menos um alerta de segurança na rede.

O modelo Opus 4.8, da Anthropic, foi considerando o invasor mais inteligente do grupo, e conseguia acesso máximo em 93% das tentativas sem a armadilha. Quando o prompt foi inserido, a taxa de sucesso da IA caiu para zero.

Pesquisadores criam armadilha que faz IA de hackers desligar sozinha

Malwares RAT enganam antivírus com arquivos poliglotas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grupo do ransomware LockBit promete extorsão tripla (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

Oi assina venda da telefonia fixa para empresa de Minas Gerais

13 de Julho de 2026, 14:53
Imagem mostra um orelhão da Oi, com o número 31 ao lado
Orelhões da Oi serão mantidos pela mineira Método Telecom (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Oi assinou o contrato para vender sua unidade de telefonia fixa para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões.
  • A Método Telecom assumirá a gestão de números de emergência (190, 192 e 193), orelhões e infraestrutura de transmissão da Oi.
  • A conclusão do negócio ainda depende de aprovação da Anatel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Oi formalizou o contrato de venda da sua unidade de telefonia fixa para a Método Telecom. O negócio no valor de R$ 60,1 milhões, confirmado na manhã de sábado (11/07), envolve a estratégia principal do plano de recuperação judicial da operadora, que é aliviar as restrições de caixa enfrentadas nos últimos meses.

A assinatura do contrato estava pendente desde abril, quando a Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda, conforme noticiamos aqui no Tecnoblog. A venda foi definida por meio de um leilão judicial envolvendo a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Oi Serviços Telefônicos. A empresa de Minas Gerais superou a oferta apresentada pela Sercomtel.

Apesar de o contrato já estar assinado, a transferência não acontece de forma automática. A conclusão definitiva do negócio ainda depende de avaliações técnicas e regulatórias. Atualmente, o processo aguarda o sinal verde da Anatel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O que a Método comprou da Oi?

A aquisição vai além de assumir as linhas de telefone fixo que ainda restam nas residências brasileiras. A Método passa a ser responsável por uma extensa infraestrutura, além de garantir a manutenção de serviços de telecomunicações críticos.

O pacote inclui a gestão de números de utilidade pública, englobando linhas como o 190 (Polícia Militar), o 192 (SAMU) e o 193 (Corpo de Bombeiros). A transação também determina a transferência de torres de transmissão, mastros, postes, fiação e cabeamento subterrâneo.

A Método também fica encarregada da manutenção da rede de telefones públicos, os tradicionais orelhões, bem como da base atual de clientes da telefonia fixa da Oi, contratos de trabalho das equipes técnicas em atividade e acordos vigentes com fornecedores de hardware e software.

Imagem mostra uma torre de transmissão, ilustrando o setor de telecomunicações
Acordo prevê a transferência de torres, postes e cabeamento (imagem: Mark Stebnicki/Pexels)

Atuação em áreas isoladas

Outro ponto é a obrigatoriedade de atuação nas áreas isoladas, com a obrigação legal de manter os serviços de comunicação de voz funcionando em cerca de 7.400 localidades brasileiras onde a Oi figura, atualmente, como a única prestadora disponível para a população. A exigência contratual para garantir a conectividade nessas regiões remotas vigora, pelo menos, até dezembro de 2028.

É importante destacar que a Método assume as operações livres de dívidas anteriores da Oi, sem herdar prejuízos de natureza trabalhista, cível ou fiscal acumulados no passado.

Quem é a Método Telecom?

Sediada em Belo Horizonte (MG), a Método Telecom é uma companhia de tecnologia e soluções corporativas fundada em 1991. A empresa atua em setores como comunicação em nuvem, centrais telefônicas e segurança eletrônica, atendendo hoje diversos municípios, secretarias de estado e órgãos federais.

A companhia tem direcionado seus esforços para o desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial. O objetivo é utilizar a tecnologia para otimizar as centrais de atendimento nos órgãos governamentais e no meio corporativo.

Oi assina venda da telefonia fixa para empresa de Minas Gerais

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

"Tecnologia da Informação e Comunicação" ajudou a abordar as tecnologias que passaram a impactar o setor de telecomunicações (Imagem: Mark Stebnicki/Pexels)

União Europeia propõe acesso gradual de menores às redes sociais

13 de Julho de 2026, 12:41
Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
União Europeia quer criar “maioridade digital” (imagem: Robin Worrall/Unsplash)
Resumo
  • União Europeia propõe acesso gradual às redes sociais para menores, com objetivo de proteger saúde física e mental.
  • O plano divide o acesso em quatro fases, com uso limitado até 13 anos e acesso irrestrito apenas depois dos 18 anos.
  • As big techs também terão que provar que seus serviços são seguros antes de liberarem cadastro para jovens.

A União Europeia (UE) deu mais um passo importante nesta segunda-feira (13/07) para mudar radicalmente como crianças e adolescentes usam a internet. A ideia do bloco agora é estabelecer um acesso gradual às plataformas digitais, com o objetivo de proteger a saúde física e mental dos mais jovens contra os riscos embarcados nas redes sociais.

Essa discussão já acontece há meses nos bastidores europeus, seguindo os passos de legislações mais duras adotadas em países como a Austrália. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem batido na tecla de que a infância é um período vital para o desenvolvimento do cérebro, o que exige intervenções urgentes.

Como vai funcionar?

O modelo foi desenhado por um painel de especialistas, incluindo médicos, acadêmicos e pais, e sugere restrições rígidas baseadas na idade e no desenvolvimento cognitivo. O plano divide o acesso à internet em quatro fases:

  • Até os 3 anos: zero telas. O uso de dispositivos digitais por bebês e crianças pequenas passa a ser totalmente proibido.
  • Até os 13 anos: fica vetado o uso independente de redes sociais ou de assistentes de inteligência artificial. O acesso só será permitido por períodos limitados, sempre sob a supervisão dos pais ou em um ambiente escolar.
  • Dos 13 aos 18 anos: começa o “uso progressivamente autônomo”. Os adolescentes poderão acessar as plataformas, mas apenas aquelas que contarem com sistemas eficazes de verificação de idade e uma interface livre de funções viciantes.
  • A partir dos 18 anos: o usuário atinge a “maioridade digital plena” e tem o acesso irrestrito liberado.
Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)
Plano da Comissão Europeia é proteger a saúde mental das novas gerações (imagem: Jeremy Zero/Unsplash)

O texto também prevê que os países membros da UE tenham autonomia para criar regras próprias. Isso significa que eles podem estender as proibições para faixas etárias acima dos 13 anos, uma tendência que ganha força.

Pressão sobre as big techs

Com a nova proposta, a responsabilidade também muda de lado. As próprias redes sociais serão obrigadas a provar que seus serviços são seguros antes de liberarem o cadastro para os jovens. Essa postura mais agressiva contra as gigantes da tecnologia não vem de hoje.

Na semana passada, o bloco concluiu, em uma investigação preliminar, que a Meta violou a Lei de Serviços Digitais e acusou o Facebook e o Instagram de usarem design viciante nos algoritmos para prender a atenção dos usuários. A plataforma chinesa TikTok recebeu um alerta muito parecido no início deste ano.

Apesar da urgência do tema, o caminho até a aprovação da lei será longo. Qualquer texto apresentado pela Comissão precisa do apoio do Parlamento Europeu e dos 27 países membros. A intenção de Bruxelas é criar uma regra unificada para todos, evitando um cabo de guerra entre nações com posturas diferentes. A Estônia, por exemplo, ainda resiste a qualquer tipo de proibição.

União Europeia propõe acesso gradual de menores às redes sociais

(Imagem: Robin Worrall / Unsplash)

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)

Disney+ pode lançar plano de streaming gratuito

10 de Julho de 2026, 14:52
Imagem mostra o logo da disney+ ao centro, em fonte de cor branca. O fundo da imagem é azul. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Plataforma tentaria frear o avanço do YouTube com possível oferta gratuita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Disney+ pode lançar um plano de streaming gratuito, com parte do catálogo sem cobrança de assinatura.
  • Segundo o Business Insider, a informação teria surgido do próprio chefe de produto e tecnologia da Disney, Adam Smith.
  • A plataforma de streaming tentaria competir com serviços gratuitos, como o YouTube, e com agregadores de filmes e séries, como o The Roku Channel.

O Disney+ pode ganhar uma versão totalmente gratuita. A movimentação da plataforma de streaming seria uma resposta ao crescimento de serviços de vídeo não pagos e teria um alvo claro: o YouTube.

Segundo informações do Business Insider, o chefe de produto e tecnologia da Disney, Adam Smith, levantou a hipótese de disponibilizar parte do acervo sem cobrar assinatura.

O plano ainda estaria em fase de discussão, sem um cronograma ou relação de filmes e séries que seriam liberados. No entanto, a discussão sinaliza que a empresa está repensando suas estratégias. Vale lembrar que, há poucas semanas, o Disney+ se consolidou como o streaming mais caro do Brasil.

Streaming de graça?

Imagem mostra o app do Disney+ em um celular Android
Plano gratuito com anúncios poderia atrair novos usuários (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

No mercado brasileiro, manter a assinatura do serviço tem pesado cada vez mais no bolso. Recentemente, os planos ficaram até 7,2% mais caros. Apenas no pacote Premium, que garante imagens em 4K, áudio Dolby Atmos e acesso aos canais ESPN em até quatro telas simultâneas, o aumento foi de 4,5%.

Nesse cenário, uma modalidade gratuita quebraria a barreira financeira que hoje afasta novos usuários, já que a justificativa para essa possível virada de chave seria uma mudança de comportamento do público.

A audiência, cansada dos aumentos nas mensalidades das plataformas, tem buscado refúgio em catálogos gratuitos com anúncios. Dados recentes da consultoria Nielsen ilustram o fenômeno: apenas em abril de 2026, os três maiores serviços de streaming gratuitos (YouTube, Tubi e The Roku Channel) dominaram 18,7% do tempo que os norte-americanos passaram assistindo à televisão — esse índice era de 12,7% em abril de 2024.

O YouTube tem vantagem no segmento, mas os agregadores de filmes e séries Tubi e The Roku Channel vêm roubando uma fatia da atenção. O mercado sustentado por anúncios se tornou tão promissor para a indústria que a Fox, atual controladora do Tubi, comprou a Roku em uma negociação bilionária.

Caso de fato ofereça uma biblioteca gratuita, o Disney+ teria um diferencial em relação aos principais concorrentes. As rivais Apple TV+ e Paramount+, por exemplo, costumam liberar episódios de estreia para não assinantes, mas ainda não disponibilizam um catálogo aberto que incentive o usuário a voltar com frequência.

Disney+ com vídeos no estilo TikTok

O Disney+ também está reformulando seu aplicativo para tentar prender o usuário dentro do app. A tática envolve explorar tendências das redes sociais, como vídeos curtos na vertical, podcasts em vídeo e os chamados microdramas, seriados com episódios de curta duração pensados para a tela do celular.

Por outro lado, a rival Netflix está ajustando sua vitrine e pode criar canais de TV ao vivo, com transmissão de séries e filmes, além de incluir streamings de outras empresas.

Atualmente, os preços de assinatura do Disney+ são os seguintes:

  • Disney+ com Anúncios: R$ 29,90 por mês;
  • Disney+ Padrão: R$ 49,90 por mês/R$ 407,90 por ano;
  • Disney+ Premium: R$ 69,90 por mês/R$ 587,90 por ano.

Disney+ pode lançar plano de streaming gratuito

Disney+ (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog

Disney+ no celular (Imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

Claude ganha painel que detalha como você usa a IA

10 de Julho de 2026, 11:12
Nova ferramenta da Anthropic funciona como um “Wrapped” contínuo para o chatbot (imagem: reprodução/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Reflect, um painel que detalha o uso da IA do chatbot Claude, com dados de uso, dicas de produtividade e alertas de pausa.
  • O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas mais solicitadas, permitindo filtrar o histórico em janelas de um a doze meses.
  • O Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital, como configuração de horários de silêncio, alertas de pausa e perguntas sobre o uso do chatbot.

A Anthropic lançou nesta semana o Reflect, um novo painel integrado às versões web e desktop do Claude. A proposta do recurso é simples: permitir que os usuários acompanhem seus hábitos com o chatbot, mais ou menos repetindo o que faz o Spotify. O objetivo da empresa é incentivar o uso mais consciente da inteligência artificial.

Na prática, a novidade funciona como uma retrospectiva contínua. O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas que o usuário costuma solicitar. Para uma visão mais ampla, é possível filtrar o histórico em janelas de um, três, seis ou até doze meses, facilitando a identificação de picos de atividade.

Além dos gráficos, o Reflect atua como um guia de produtividade. Por exemplo, se o sistema notar que você repete o mesmo contexto em vários chats, ele pode recomendar o uso da função “Projetos” para centralizar informações e poupar tempo.

O que acontece com os dados sensíveis?

Fornecer informações sobre a rotina para plataformas de IA sempre levanta dúvidas sobre privacidade, mas a Anthropic afirma que estabeleceu limitações rigorosas. O Reflect não contabiliza nenhuma conversa feita em chats anônimos e ignora o conteúdo de arquivos anexados.

A publicação oficial da desenvolvedora garante que interações associadas a ferramentas de saúde também são excluídas do painel. Além disso, as métricas geradas são de visualização exclusiva do próprio usuário. A Anthropic reforça que essas informações pessoais não serão utilizadas para treinar modelos de linguagem ou repassadas a terceiros.

Painel do Claude mostra tópicos mais recorrentes nas conversas com a IA (imagem: reprodução/Anthropic)

Bem-estar digital e disponibilidade

Para equilibrar a saúde mental, o Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital. A interface permite configurar horários de silêncio e programar alertas que lembram o usuário de fazer uma pausa após longas sessões de uso. O sistema também exibe perguntas de tempos em tempos, como: “O que você gostaria de continuar fazendo?” Essa abordagem foi desenvolvida em parceria com especialistas do MIT Media Lab, do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital e do Family Online Safety Institute.

O Reflect já está disponível em versão beta para usuários dos planos Gratuito, Pro e Max com o recurso de memória ativado. Em futuras atualizações, a Anthropic promete adicionar um medidor de tempo total gasto no Claude e suporte para analisar o histórico do modo Cowork.

Claude ganha painel que detalha como você usa a IA

OpenAI lança ChatGPT Work, assistente de IA para o trabalho

9 de Julho de 2026, 17:12
Captura de tela mostra o ChatGPT Work, novo assistente de IA da OpenAI
ChatGPT Work é um assistente capaz de concluir projetos em segundo plano (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI lançou o ChatGPT Work, um assistente de IA projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas.
  • O ChatGPT Work conecta arquivos e aplicativos para criar materiais prontos, com integração nativa a ecossistemas populares como Microsoft Teams e Slack.
  • A novidade chega junto com o GPT-5.6 e um novo app para desktop, que integra ChatGPT, Work e Codex.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do ChatGPT Work, um novo agente projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas. A novidade chega junto com a família de modelos GPT-5.6, liberada para o público após um período de acesso restrito.

O agente é uma aposta da OpenAI para transformar o popular chatbot em um assistente corporativo capaz de concluir projetos inteiros sozinho.

Como o ChatGPT Work funciona?

A novidade funciona conectando arquivos e aplicativos para criar materiais prontos. Segundo a OpenAI, basta o usuário fornecer um objetivo amplo, como “preparar uma reunião de vendas” ou “analisar o orçamento”, e o agente reunirá todo o contexto necessário para gerar documentos, apresentações e planilhas de forma independente.

Para alcançar esse nível de automação, a ferramenta possui integração nativa a ecossistemas populares, como Microsoft Teams, Slack, Gmail e Google Drive.

Para reduzir os riscos de um agente autônomo operando com dados confidenciais, a OpenAI permitirá que os administradores de TI controlem quais arquivos e aplicativos a IA pode acessar. A empresa destaca que o sistema passou por rigorosos testes e bloqueou todas as tentativas de extração de dados protegidos.

Chegada do GPT-5.6 após pressão regulatória

Introducing ChatGPT Work, a new agent in ChatGPT powered by Codex and GPT-5.6.

It can take action across your apps and files, stay with a project for hours if needed, and turn a goal into finished work.

It’s a whole new way to get work done. pic.twitter.com/uGbvjU1LsV

— OpenAI (@OpenAI) July 9, 2026

A tecnologia que alimenta o agente de IA é a nova família de modelos GPT-5.6, que chega ao público após um período de pré-visualização limitado a clientes aprovados pelas autoridades norte-americanas.

A pausa no lançamento foi um pedido direto do governo de Donald Trump, que exigiu tempo para reavaliar medidas de segurança diante do poder da ferramenta. Após uma colaboração técnica entre a startup e as agências reguladoras, o modelo foi liberado hoje.

O GPT-5.6 se divide em três versões para diferentes demandas de mercado:

  • Sol: é o modelo principal e mais inteligente. Segundo o CEO Sam Altman, ele é 54% mais eficiente no uso de tokens em tarefas de programação e conta com um “modo ultra”, focado em acelerar grandes projetos usando múltiplos agentes.
  • Terra: uma versão intermediária que equilibra desempenho e custo.
  • Luna: o modelo mais leve da família, focado em custo-benefício.
Captura de tela do ChatGPT Work com integração nativa do Slack e Gmail para conectar ferramentas e automatizar tarefas
IA da OpenAI tem integração nativa com ferramentas como Slack e Gmail (imagem: divulgação)

Novo aplicativo com ChatGPT e Codex

Junto com as novidades, um novo aplicativo para Windows e Mac, que centraliza o ChatGPT, o Work e o Codex em uma única interface, também está chegando ao mercado.

Ele foi apresentado na live de lançamento e tem como destaque o recurso “Uso do Computador”, que autoriza a IA a executar ações em segundo plano na máquina, como clicar, digitar e mover arquivos por conta própria. O app também inclui um navegador integrado e a função Sites, que possibilita transformar rascunhos de ideias em páginas interativas.

O cronograma de disponibilidade varia de acordo com o plano do usuário. O novo app para desktop pode ser baixado globalmente por usuários de todos os planos, incluindo a versão gratuita. Na web e dispositivos móveis, o ChatGPT Work está sendo liberado para assinantes Pro, Enterprise e Edu, com previsão de chegada aos planos Plus e Business nos próximos dias.

OpenAI lança ChatGPT Work, assistente de IA para o trabalho

💾

Agente autônomo de inteligência artificial chega ao mercado junto com a nova família de modelos GPT-5.6.

Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA

9 de Julho de 2026, 15:06
Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Modelo de IA da Meta é mais barato que os concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta lançou o Muse Spark 1.1, um modelo de IA para programação e raciocínio lógico que atua como agente autônomo.
  • O modelo permite automação do uso de computadores, navegação na web sem supervisão e processamento de dados.
  • O Muse Spark 1.1 está disponível para desenvolvedores nos Estados Unidos e será integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook.

A Meta anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do Muse Spark 1.1, novo modelo de IA desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab. Embora faça parte da mesma família apresentada em abril, a empresa trata a versão 1.1 como uma grande evolução voltada para agentes de IA, com foco em programação, raciocínio lógico e automação de tarefas.

Além de refinar essa primeira versão, a empresa busca entregar a capacidade de realizar funções completas e mais complexas com o mínimo de supervisão humana. O modelo promete diminuir a distância técnica em relação aos concorrentes e chega como prévia para desenvolvedores nos Estados Unidos.

Como o modelo foi anunciado hoje, ainda não há testes independentes que permitam avaliar seu desempenho. Mas segundo os benchmarks divulgados pela Meta, o Muse Spark 1.1 supera o GPT-5.5, o Gemini 3.1 Pro e o Opus 4.8 em diferentes métricas.

O que o Muse Spark 1.1 tem de novo?

Imagem mostra a IA da Meta realizando tarefas de código, testando interface e aplicando correções para criar uma app web
IA da Meta consegue ler o código, testar a interface e aplicar correções (imagem: reprodução/Meta)

O diferencial do modelo é a sua capacidade melhorada de atuar como um agente autônomo. Segundo a Meta, a atualização foca em três frentes: programação, automação do uso de computadores e raciocínio multimodal, ou seja, a habilidade de processar e cruzar dados de textos, imagens, vídeos e arquivos ao mesmo tempo.

Para dar conta do recado, o sistema consegue gerenciar uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens. Na prática, isso significa que o Spark pode memorizar ações em sessões de trabalho muito longas ou recuperar informações de etapas iniciais de um grande projeto, por exemplo.

Imagem mostra a IA Muse Spark 1.1 extraindo dados de um vídeo para preencher campos e automatizar ações no navegador
Muse Spark 1.1 consegue extrair dados de vídeos e automatizar ações no navegador (imagem: reprodução/Meta)

Na área de desenvolvimento de software, a ferramenta apresenta avanços na identificação e correção de bugs. Durante testes internos, o Muse Spark 1.1 conseguiu construir um aplicativo de chat do zero, capturar imagens da tela para diagnosticar erros na interface e até alterar o código-fonte original para aplicar correções, tudo sem intervenção humana.

Fora do ambiente de código, a IA também consegue navegar na web e controlar o sistema operacional de uma máquina sozinha. Em outro exemplo, o assistente extraiu detalhes úteis de um produto a partir de um vídeo e criou um anúncio completo no Facebook Marketplace utilizando o navegador do usuário.

Preço e disponibilidade

Conforme apurado pela agência Reuters, o acesso ao Muse Spark 1.1 é mais barato que modelos concorrentes de ponta, como o Claude Sonnet 4.6. Esta é a comparação de custos a cada 1 milhão de tokens:

  • Muse Spark 1.1: US$ 1,25 (R$ 6,42) para entrada e US$ 4,25 (R$ 21,83) para saída.
  • Claude Sonnet 4.6: US$ 3 (R$ 15,41) para entrada e US$ 15 (R$ 77,04) para saída.

O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, voltou ao X/Twitter apenas para compartilhar a novidade. Ele afirmou que o foco atual é “fornecer modelos robustos, com agentes independentes e multimodais a um custo muito baixo”.

(1) Today we're releasing Muse Spark 1.1 — a strong agentic and coding model at a very low price. It's available through our new Meta Model API and in Meta AI.

— Mark Zuckerberg (@finkd) July 9, 2026

O novo modelo já está disponível no modo Thinking do Meta AI e deve chegar em breve aos chatbots do WhatsApp, Instagram e Facebook, além dos óculos inteligentes da Meta.

Para acalmar as preocupações sobre segurança, a empresa destacou que o modelo passou por rigorosas avaliações e mostrou alta resistência contra ataques de injeção de código e alucinações.

Vale mencionar que o anúncio ocorre na mesma semana em que a Meta apresentou o Muse Image. Seu primeiro modelo de geração de imagens gerou debates por utilizar publicações de usuários do Instagram como base para suas criações.

Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

DuckDuckGo agora remove anúncios do YouTube

8 de Julho de 2026, 15:25
Captura do YouTube exibindo vídeos sugeridos do canal TB Responde, do Tecnoblog
DuckDuckGo remove publicidade do YouTube (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • O navegador DuckDuckGo, focado em privacidade, agora remove anúncios do YouTube.
  • A função já vem ativada por padrão no Windows, Mac e iPhone e utiliza filtros do uBlock Origin.
  • A novidade bloqueia anúncios exibidos antes e durante as reproduções, mas pode causar um pequeno atraso no carregamento do vídeo.

Quem não aguenta mais os anúncios do YouTube acaba de ganhar uma nova alternativa. O DuckDuckGo anunciou nesta quarta-feira (08/07) que o seu navegador agora bloqueia nativamente anúncios na plataforma de vídeos do Google. A novidade deve barrar as propagandas exibidas antes e durante as reproduções e chega ativada por padrão para os usuários de Windows, Mac e iOS.

Essa atualização amplia o pacote de proteção do browser, que já bloqueia rastreadores na web. Conforme o comunicado da empresa, quem utiliza o aplicativo no Android receberá a ativação automática em breve. Até lá, os usuários do sistema do Google podem habilitar a função manualmente acessando o caminho: Configurações → Bloqueio de anúncios.

Como funciona o bloqueio de anúncios do YouTube?

Tela de “Definições” com “Bloquear anúncios” ativado e “Bloquear anúncios no YouTube” marcado por padrão
Recurso já vem ativado por padrão no iOS e PC (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

A ferramenta funciona usando listas de filtros colaborativos do uBlock Origin. Mantidas por uma comunidade ativa de código aberto, essas listas são atualizadas constantemente para acompanhar as mudanças na forma como as propagandas são entregues pelos servidores do Google. Além de herdar essa base de dados, o DuckDuckGo aplica regras próprias para evitar que a página “quebre” ou apresente bugs.

A empresa adverte que esse processamento extra pode causar um pequeno atraso inicial no carregamento do vídeo (o famoso buffering). No entanto, depois que o vídeo começa a rodar, a reprodução segue normalmente, sem interrupções por anúncios. O impacto pode ser mais perceptível em transmissões ao vivo, como jogos da Copa do Mundo (mas nós ensinamos como melhorar sua conexão).

É possível ligar ou desligar o escudo antianúncios. No computador, basta clicar no ícone de escudo ao lado da barra de endereços; no celular, a opção fica no menu principal. Caso esbarre em algum erro de reprodução, o navegador perguntará se o usuário deseja enviar um relatório anônimo para ajudar a equipe de desenvolvimento a refinar o recurso.

Funciona só no navegador

Captura de tela mostra a página inicial do navegador DuckDuckGo
Navegador foca em privacidade (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Um detalhe prático para se atentar é que o bloqueio atua apenas dentro do browser. Se você usar o navegador pelo celular e clicar em um link, o sistema pode te redirecionar para o aplicativo oficial do YouTube e, por lá, as propagandas voltarão a aparecer. Para assistir sem interrupções, é necessário acessar o site da plataforma de vídeos direto pela barra de endereços do DuckDuckGo.

Já os usuários do navegador pelo PC devem se atentar que o bloqueador é diferente do Duck Player, reprodutor de vídeo que roda em uma interface própria. O que você assiste por lá não afeta, por exemplo, o algoritmo de recomendações do YouTube. O novo bloqueador age na interface padrão do YouTube na web, permitindo continuar logado na plataforma, salvando vídeos e registrando o histórico.

DuckDuckGo desafia o Google

O movimento é uma resposta direta ao momento do mercado. O YouTube tem aplicado alterações frequentes para quebrar o funcionamento de bloqueadores de anúncios e extensões, uma manobra para fechar o cerco contra ferramentas gratuitas e incentivar os usuários a pagarem pela assinatura do YouTube Premium.

A atualização do DuckDuckGo também não deixa de ser uma “alfinetada” no rival Google Chrome para atrair um público insatisfeito. Vale mencionar que o tráfego do buscador cresceu recentemente, impulsionado por quem procura uma navegação livre de anúncios e alternativas para fugir dos recursos de IA da gigante das buscas.

DuckDuckGo agora remove anúncios do YouTube

Navegador foca em privacidade (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Google lança app com IA para administrar investimentos

26 de Junho de 2026, 13:03
Imagem mostra os escritos "Google Finance", cercado por imagens que representam o mercado financeiro e IA, como gráficos e uma aba de chatbot
Usuários podem enviar prints para importar o histórico financeiro no Google Finanças (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google lançou um aplicativo de investimento com IA para ajudar investidores a organizar portfólios e monitorar o mercado financeiro.
  • O app permite importar carteira via PDF, criar alertas personalizados e entender variações do mercado com auxilio de IA.
  • A novidade está sendo distribuída globalmente, primeiro para Android, com uma versão para iPhone prevista para o fim do ano.

O Google anunciou ontem (25/06) o lançamento de um app dedicado para o Google Finanças (Google Finance). A novidade está sendo distribuída globalmente e traz uma série de recursos baseados em inteligência artificial para ajudar investidores a organizar portfólios, acompanhar cotações e monitorar o mercado financeiro de forma centralizada pelo celular.

O Google Finanças com IA chegou ao Brasil em abril, ainda em fase beta e apenas na versão web. A atualização representa uma mudança importante para o serviço, que deixa de ser apenas uma página acessível pelo navegador para se tornar um assistente de investimentos de bolso. O app chega primeiro para Android, mas uma versão para iPhone deve ser lançada até o fim do ano.

Como a IA do Google Finanças analisa investimentos?

Tela do app do Google Finanças mostrando “Edit portfolio” e “Edit investments” com opções para adicionar, alterar e excluir investimentos
App reúne cotações, notícias e carteira de investimentos em um só lugar (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Na seção de portfólios, os usuários agora podem visualizar o desempenho geral e a alocação de todos os ativos em um único painel. Outro destaque fica para a simplificação na importação de dados. O investidor pode adicionar seu histórico financeiro enviando arquivos em PDF e CSV, fazendo o upload de capturas de tela ou apenas descrevendo os ativos em texto simples, deixando que a IA entenda e organize as informações automaticamente.

Com a carteira estruturada, uma nova ferramenta de pesquisa permite fazer consultas em linguagem natural. Além disso, o serviço introduz os “momentos-chave”, pequenos resumos gerados por IA que explicam os motivos por trás de variações bruscas no preço de uma ação. O objetivo seria facilitar a compreensão do contexto por trás de altas ou quedas repentinas de um papel.

Resumos automatizados

A atualização também incorpora a criação de relatórios periódicos. O usuário pode instruir a IA a entregar levantamentos específicos, como um resumo diário pré-mercado sobre movimentações da noite anterior nas principais criptomoedas. Ao final do processamento, uma notificação com as informações é enviada.

O software deve receber novos recursos nos próximos meses, incluindo suporte a transmissões ao vivo de balanços financeiros.

Google lança app com IA para administrar investimentos

(imagem: reprodução)

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

26 de Junho de 2026, 11:49
ilustração sobre são Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, precisou alterar os planos da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos Estados Unidos solicitou que a OpenAI adiasse o lançamento do GPT-5.6.
  • Segundo o The Information, a gestão Trump também pediu que o acesso inicial fosse restrito a um grupo seleto de clientes corporativos aprovados.
  • A OpenAI não terá autonomia para decidir quais parceiros comerciais poderão utilizar o GPT-5.6, cabendo ao governo americano avaliar e aprovar.

A OpenAI deve alterar o cronograma de lançamento do seu próximo grande modelo de linguagem, o GPT-5.6. Segundo o site The Information, o CEO Sam Altman comunicou aos funcionários que a nova versão da IA não será liberada para o público geral de imediato, chegando ao mercado apenas em versão prévia e muito restrita para clientes corporativos. A mudança atende a uma solicitação do governo de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos teria demonstrado receio em relação a riscos de segurança nacional envolvendo as novas capacidades da inteligência artificial. De acordo com o site, o governo solicitou que a OpenAI alterasse a distribuição do produto para garantir um controle mais rígido.

O objetivo seria acompanhar a disseminação do modelo de perto antes de autorizar um lançamento comercial em larga escala.

Como vai funcionar o acesso ao novo modelo da OpenAI?

Para a maioria dos usuários finais e empresas interessadas, o GPT-5.6 deve permanecer totalmente inacessível neste primeiro momento. As informações até aqui indicam que o acesso inicial à tecnologia será concedido exclusivamente a um grupo reduzido de clientes corporativos, funcionando como uma fase de testes fechada.

No entanto, o fator que mais chama a atenção na dinâmica deste lançamento é a perda de autonomia da própria criadora sobre a distribuição. Durante reunião corporativa, Altman teria esclarecido que a OpenAI não terá a palavra final sobre quais parceiros comerciais poderão utilizar a ferramenta. Conforme apurado pelo The Verge, caberá ao próprio governo americano avaliar e aprovar cada acesso em um formato rigoroso de liberação.

Tela do ChatGPT
Governo americano vai ditar quem pode usar o GPT-5.6 (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Restrição foi mais rígida com a Anthropic

Apesar da intervenção direta do Estado, o cenário em que a empresa de Sam Altman se encontra ainda é mais favorável que sua principal concorrente. No início de junho, a Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, recebeu um ultimato da administração Trump.

Os Estados Unidos exigiram a suspensão total do acesso aos novos sistemas Mythos 5 e Fable 5 para cidadãos estrangeiros. A sanção proíbe que pessoas que não tenham nascido nos EUA acessem a tecnologia de ponta da companhia, inclusive estrangeiros que vivem dentro do país.

Essa sequência de decisões recentes gerou um estado de alerta e insegurança em toda a indústria. Executivos e investidores consideram a abordagem atual autoritária, apontando um choque com as promessas iniciais do próprio governo.

Anteriormente, a gestão Trump defendeu que “velocidade é tudo” no desenvolvimento da IA, prometendo incentivar um programa de exportação agressivo. Na prática, as preocupações de segurança nacional estão atrasando o mercado que a própria Casa Branca prometeu acelerar.

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

25 de Junho de 2026, 15:58
Recursos de “raciocínio de agente” do Claude foram o principal alvo (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic acusou o Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados do Claude.
  • Em carta enviada ao Congresso dos EUA, a empresa afirma que o objetivo do ataque seria copiar as capacidades da IA para treinar rivais.
  • A invasão teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, com 25 mil contas falsas criadas para acessar os sistemas da Anthropic.

A Anthropic, startup norte-americana responsável pelo desenvolvimento do Claude, acusou formalmente a gigante chinesa Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados. O objetivo da invasão seria copiar as capacidades da IA americana para treinar suas próprias ferramentas, processo que economizaria bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.

A denúncia foi detalhada em uma carta enviada ao Congresso dos Estados Unidos no dia 10 de junho de 2026. A CNBC obteve a carta, assinada pela chefe de políticas da Anthropic, Sarah Heck, que afirma que a operação ocorreu entre os dias 22 de abril e 5 de junho deste ano.

Durante esse período, operadores ligados à companhia chinesa e ao seu laboratório de pesquisa, que desenvolve o modelo de IA Qwen, teriam criado 25 mil contas para acessar os sistemas da Anthropic. Esses perfis falsos geraram mais de 28,8 milhões de interações com o Claude em pouco mais de um mês para extrair o máximo de informações sobre habilidades do modelo de linguagem, prática conhecida como “ataque de destilação”.

Vale lembrar que, no começo da semana passada, o governo dos EUA aplicou uma sanção contra o Fable 5 e o Mythos 5 da Anthropic, impedindo que esses modelos sejam acessados por qualquer cidadão estrangeiro, inclusive dentro do país. A decisão sem precedentes na indústria americana de IA teria sido motivada por segurança nacional, após os sistemas demonstrarem grande capacidade técnica.

O que é um ataque de destilação de IA?

Imagem da sede da Alibaba Group
Alibaba desenvolve a família de modelos de IA Qwen (imagem: reprodução/Free Malaysian Today)

Em termos simples, a destilação funciona como um atalho. Em vez de gastar anos e arcar com uma infraestrutura pesada para treinar um modelo do zero, uma empresa mal-intencionada utiliza as respostas e os dados processados por um outro modelo de ponta para “ensinar” o seu próprio sistema, que geralmente é menor e menos capaz.

De acordo com a CNBC, a campanha da Alibaba mirou o “raciocínio de agente” do Claude — a capacidade de agir de forma autônoma para resolver problemas.

Além disso, a empresa teria buscado extrair conhecimentos avançados de engenharia de software e execução de tarefas de longo prazo. A Anthropic classificou a manobra como “o maior ataque de destilação conhecido contra a empresa até o momento”.

Anthropic pede sanções contra países

Na prática, o laboratório concorrente estaria se apropriando de tecnologias americanas. Para combater a atividade, a Anthropic fez três exigências principais ao governo norte-americano.

  • Mecanismos para facilitar o compartilhamento de dados sobre ameaças;
  • O fim das brechas legais que ainda permitem a laboratórios chineses adquirir chips dos EUA;
  • Sanções rigorosas contra nações que patrocinam a violação.

O cenário não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, a própria criadora do Claude revelou campanhas semelhantes, que teriam sido coordenadas pelos laboratórios chineses DeepSeek, Moonshot e MiniMax. A concorrente OpenAI, dona do ChatGPT, também já havia denunciado laboratórios asiáticos por táticas parecidas no passado.

A pressão dessas invasões gerou consequências. Após suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5, o governo dos EUA decidiu manter a restrição sob a suspeita de que um grupo ligado à China teve acesso à tecnologia. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada da comercialização desses sistemas de IA.

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Preço de GTA 6 no Brasil é revelado: R$ 449

25 de Junho de 2026, 10:58
Edição física do jogo inclui apenas código de download (imagem: divulgação/Rockstar)
Resumo
  • A Rockstar Games anunciou que o jogo Grand Theft Auto VI (GTA 6) será lançado em 19 de novembro de 2026 para PlayStation 5 e Xbox Series X/S, com preço de R$ 449,90 para a edição padrão no Brasil.
  • A edição física do jogo não incluirá disco, mas sim um código de download para resgatar nas lojas virtuais da Sony e Microsoft, medida adotada para evitar vazamentos antecipados.
  • A Rockstar oferece uma edição Ultimate por R$ 549,90, com conteúdos adicionais como o Pacote Vintage Vice City e um mês de assinatura gratuita do serviço GTA Plus.

A Rockstar Games encerrou o mistério em torno do jogo mais aguardado do ano: Grand Theft Auto VI (GTA 6) será lançado globalmente no dia 19 de novembro de 2026 para PlayStation 5 e Xbox Series X/S. A edição padrão (Standard) chega ao Brasil custando R$ 449,90. O anúncio ocorreu na virada de terça para quarta-feira (24).

Um detalhe que chamou a atenção foi uma mudança na distribuição. O estúdio confirmou que as edições físicas de GTA 6 não incluirão a mídia em Blu-ray. Em vez do disco tradicional, os compradores encontrarão dentro do encarte um código impresso que deverá ser resgatado nas lojas virtuais da Sony e da Microsoft.

Para garantir que nenhum jogador seja prejudicado no dia da estreia, a distribuidora elaborou um calendário de entregas diferenciado. O envio das caixas de GTA 6 para o varejo e consumidores começará no dia 12 de novembro, uma semana antes do lançamento. Esse intervalo foi planejado para que os usuários realizem o pre-load (o download dos arquivos de instalação) com antecedência e iniciem a campanha assim que os servidores da Rockstar liberarem o acesso.

Por que a edição física não virá com disco?

A decisão foi tomada para impedir vazamentos antecipados. Uma ocorrência comum na indústria de games são lotes de cópias físicas que chegam aos estoques de lojistas semanas antes da data oficial de comercialização, permitindo que funcionários e clientes com acesso privilegiado joguem os títulos antes da hora e publiquem imagens não autorizadas na internet.

Ao atrelar o produto a um código digital que depende da validação de um servidor, a Rockstar Games elimina a possibilidade de o título ser executado antes de 19 de novembro. Por enquanto, a desenvolvedora não confirmou se pretende fabricar discos físicos após essa janela inicial de lançamento.

Rockstar adota embalagens sem mídia para evitar vazamentos (imagem: divulgação/Rockstar)

O que vem na edição mais cara de GTA 6?

A pré-venda oficial de GTA 6 já está valendo. Os consumidores que buscam o pacote completo têm à disposição a edição definitiva, batizada de Ultimate Edition, comercializada no Brasil por R$ 549,90 (US$ 99,99 nos Estados Unidos). O salto nos valores reflete uma tendência de encarecimento nos custos de desenvolvimento.

Para impulsionar as reservas nos meses que antecedem o lançamento, a Rockstar preparou incentivos para os compradores das duas edições, como o Pacote Vintage Vice City, com conteúdos clássicos do GTA: Vice City de 2002. As reservas incluem, ainda, um mês de assinatura gratuita do serviço GTA Plus. Já a Ultimate oferece vantagens extras desbloqueadas durante a progressão da história, como novos veículos, arsenal expandido, roupas, tatuagens e passe livre para lojas exclusivas no mapa.

Pré-venda garante itens nostálgicos do clássico GTA: Vice City (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Cuidado com o falso GTA 6 para PC

Chegando mais de dez anos após GTA V e tendo passado por vários adiamentos, o título protagonizado pela dupla Jason e Lucia no estado fictício de Leonida, em Vice City, desponta como o maior lançamento do ano no mundo dos games. Por conta do alto volume de interesse, especialistas reforçam alertas de segurança.

Como GTA 6 foi confirmado primeiro para as plataformas PlayStation e Xbox, cibercriminosos estão explorando a desinformação com instaladores falsos de GTA 6 para PC distribuídos em fóruns e redes sociais. A isca contém malwares e potencial para roubar dados dos usuários. A recomendação é ignorar qualquer link de download paralelo e realizar a compra do jogo apenas por lojas oficiais.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Preço de GTA 6 no Brasil é revelado: R$ 449

💾

Rockstar Games revela preços da aguardada sequência e adota caixas com códigos de download para o maior lançamento do ano.

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Valve diz que mercado de memória RAM ficou hostil para fabricantes de PCs

24 de Junho de 2026, 16:59
Valve precisou equipar a Steam Machine com apenas um pente de 16 GB de RAM (imagem: divulgação)
Resumo
  • Valve diz que fabricantes de memória RAM passaram a priorizar clientes de IA e deixaram de oferecer contratos de longo prazo para empresas de PCs.
  • Segundo a empresa, essas fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem negociação.
  • O impacto na Steam Machine será sentido nos primeiros lotes, que chegarão com apenas um módulo de 16 GB de RAM.

A Valve revelou que enfrenta um cenário hostil para produzir as novas Steam Machines. Segundo a empresa, as fabricantes de memória RAM adotaram uma postura de “pegar ou largar” na venda dos componentes, barrando contratos de longo prazo e afetando a indústria de hardware para o consumidor final. O motivo dessa mudança já é conhecido: a prioridade do mercado é atender projetos de inteligência artificial.

Em entrevista ao canal Gamers Nexus, um representante da Valve detalhou a dinâmica agressiva dos fornecedores. Todo mês, os fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem nenhuma margem para negociação. “É sim ou não. E se dissermos não, eles nunca mais falam com a gente”, relatou.

A falta de opções no mercado forçou a Valve a adaptar o seu novo dispositivo. A empresa afirmou que os primeiros lotes da Steam Machine serão enviados com apenas um pente de 16 GB de RAM.

Essa teria sido a saída encontrada para manter a produção dentro do que as fornecedoras permitem comprar mensalmente, sem comprometer o desempenho, conforme os testes da companhia.

O novo PC de sala da Valve começará a ser distribuido no dia 29/06. Os dispositivos chegam aos consumidores com o preço inicial de US$ 1.049 (cerca de R$ 5.400), valor que reflete essa dificuldade na fabricação.

Por que a memória RAM sumiu do mercado de PCs?

Diversos pentes de memória RAM
Fabricantes de DRAM priorizam IA e deixam mercado doméstico no fim da fila (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O gargalo ocorre porque as gigantes da produção de DRAM, como a Samsung e a Micron, redirecionaram quase toda a sua infraestrutura para suprir a demanda de grandes clientes corporativos, como a OpenAI, que compra volumes massivos de memória. Na prática, é um modelo de negócios mais lucrativo do que fornecer peças para computadores pessoais e consoles.

A transição foi tão brusca que algumas fabricantes abandonaram a produção voltada ao mercado doméstico e outras, como a G.Skill, enfrentam dificuldades para manter suas linhas de produtos voltadas para o consumidor.

Como as gigantes da tecnologia continuam despejando investimentos recordes em data centers e a indústria não consegue suprir a atual demanda, a tendência é que computadores e videogames fiquem ainda mais caros no curto e médio prazo.

Valve diz que mercado de memória RAM ficou hostil para fabricantes de PCs

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

24 de Junho de 2026, 12:49
Sam Altman e Hock Tan em foto segurando o processador Jalapeño, com chip em destaque
Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI lançou o Jalapeño, seu primeiro chip de IA desenvolvido em parceria com a Broadcom.
  • O Jalapeño foca em melhorar a velocidade de resposta dos modelos de IA e promete maior estabilidade no serviço gratuito.
  • Chip foi desenvolvido em apenas nove meses, utilizando IA para acelerar o design e otimização.

A OpenAI e a gigante de semicondutores Broadcom anunciaram, nesta quarta-feira (24/06), o lançamento do Jalapeño, o primeiro processador de inteligência artificial desenhado do zero pela dona do ChatGPT.

Segundo o comunicado, ele é focado na fase de inferência de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) e promete derrubar os custos da companhia, aumentando a velocidade de resposta do chatbot.

Para entender o peso da novidade, basta entender o que é inferência: trata-se, basicamente, do momento em que a IA “trabalha” para responder em tempo real toda vez que você envia um prompt. O Jalapeño foi construído para otimizar essa etapa.

Chip prevê maior estabilidade no ChatGPT gratuito

O impacto principal deve ser sentido na fluidez da interação e no custo para manter plataformas como o próprio ChatGPT e o Codex funcionando. Na prática, a arquitetura do chip une o poder de processamento bruto a uma latência extremamente baixa. Isso significa respostas geradas de forma quase instantânea na tela do seu celular ou computador.

Amostras de engenharia do Jalapeño já estão em operação nos laboratórios da companhia. Os resultados preliminares apontam para uma performance por watt superior à que existe hoje como referência no mercado.

A meta é tornar a inteligência artificial financeiramente viável, reduzindo o consumo energético e o tempo de processamento. Com isso, a empresa consegue cobrar menos pelo uso dos seus serviços, ao mesmo tempo em que garante disponibilidade e estabilidade para usuários gratuitos durante picos de acesso.

“Ao projetarmos componentes da infraestrutura internamente, podemos oferecer maior eficiência e continuar impulsionando a IA para um acesso mais amplo”, destacou o presidente da OpenAI, Greg Brockman.

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Chip proprietário promete ChatGPT mais rápido na versão gratuita (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desenvolvimento recorde com ajuda da IA

Outro destaque do projeto é a agilidade. O ciclo completo de desenvolvimento do chip durou apenas nove meses. Na indústria de semicondutores, esse é considerado um dos prazos de elaboração mais curtos já registrados.

Essa velocidade recorde não aconteceu por acaso. A OpenAI utilizou os seus próprios modelos de inteligência artificial para acelerar partes complexas do design e otimização do processador.

A colaboração com a Broadcom, por sua vez, trouxe tecnologias de conectividade que permitem fluxo de altíssima velocidade entre milhares de chips interligados. A engrenagem de produção inclui ainda a empresa canadense Celestica, encarregada da montagem e integração dos sistemas.

O plano é que o Jalapeño comece a alimentar data centers já no fim de 2026, construídos em parceria com gigantes do setor, como a Microsoft.

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

23 de Junho de 2026, 10:29
Imagem mostra o módulo de memória UFS 5.0 da Samsung
Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)
Resumo
  • Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
  • A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
  • A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

  • O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.
  • Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.
  • Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Imagem mostra a frente e o verso do novo chip de armazenamento Samsung UFS 5.0
Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

22 de Junho de 2026, 13:36
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Sede da SK Hynix, na Coreia do Sul (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • SK Hynix é a empresa mais valiosa da Coreia do Sul.
  • A fabricante de semicondutores superou o valor de mercado da Samsung.
  • A SK Hynix registrou alta de 5,6% e alcançou 2.080,4 trilhões de won em capitalização de mercado.

Nesta segunda-feira (22/06), a fabricante de semicondutores SK Hynix ultrapassou a rival Samsung na Bolsa de Seul, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da Coreia do Sul. O marco foi alavancado pelo forte aquecimento do mercado global de inteligência artificial, que transformou a companhia na principal fornecedora de memórias para gigantes da tecnologia, como Nvidia e Google.

O feito inédito quebra a hegemonia de mais de duas décadas da fabricante da linha Galaxy, que ocupava a liderança isolada desde 2000 e já havia alcançado a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Como a SK Hynix desbancou a Samsung?

A mudança no topo do ranking financeiro reflete uma transformação na indústria. Os chips de memória, antes comercializados como produtos mais básicos, tornaram-se componentes críticos para rodar modelos avançados de IA, como o ChatGPT.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as ações da SK Hynix acumulam um salto de mais de 340% no último ano. No pregão desta segunda-feira, os papéis registraram alta de 5,6%, o que elevou a capitalização de mercado da fabricante para 2.080,4 trilhões de won (cerca de US$ 1,35 trilhão, ou quase R$ 7 trilhões em conversão direta).

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

De quase falida a pilar da inteligência artificial

A escalada da SK Hynix marca uma recuperação histórica. Em 2002, a então Hynix Semiconductor quase faliu, sufocada por dívidas acumuladas, e chegou muito perto de ser vendida para a concorrente Micron. A virada de mesa ocorreu porque a empresa decidiu continuar investindo pesado na tecnologia HBM (chips empilhados verticalmente que entregam velocidade superior e menos consumo de energia), mesmo durante períodos de recessão no setor de memórias.

A tática de longo prazo rendeu frutos. Dados mostram que, em 2025, a SK Hynix já dominava 61% do mercado global de HBM, deixando a Micron (21%) e a própria Samsung (17%) para trás. Hoje, esses componentes tornaram-se indispensáveis na montagem de data centers modernos.

Para suportar a demanda contínua, projeções do Bank of America indicam que a SK Hynix deverá expandir sua produção em 38% até 2028, além de planejar uma abertura de capital nos Estados Unidos para atrair novos investidores.

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

22 de Junho de 2026, 13:08
Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella defendeu IA mais acessível (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou o domínio de poucas gigantes no setor de inteligência artificial.
  • Ele afirmou que a economia global não pode ser controlada por um grupo restrito de empresas.
  • Nadella defendeu modelos de IA mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, fez uma dura crítica à concentração de poder no mercado de inteligência artificial. O executivo alertou que a economia global não pode ser engolida por um grupo restrito de empresas de tecnologia e defendeu uma transformação rumo a modelos mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

Ao Wall Street Journal, ele disse que não é realista sustentar um cenário em que “todos os empregos de escritório simplesmente desapareçam e isso ainda seja usado como arma”. Segundo Nadella, o público não toleraria um futuro em que apenas algumas empresas e modelos “façam todo o aprendizado para o mundo”.

A declaração chama atenção por partir justamente de um dos líderes que mais impulsionaram o atual boom do setor. Afinal, a própria Microsoft ajudou a moldar o cenário atual ao investir bilhões de dólares para transformar a OpenAI na gigante que é hoje.

Mudança de rota?

A resposta passa pela necessidade de transformar a IA em um recurso acessível, evitando que o mercado fique refém de altos custos de operação. A gigante de Redmond já começou a agir e passou a lançar ferramentas mais em conta. O destaque da vez é o Copilot Cowork, um agente autônomo que permite ao cliente corporativo escolher entre diferentes modelos, incluindo opções mais baratas, para executar tarefas contínuas.

Esse movimento também envolve aproximações consideradas controversas pelo próprio setor. A Microsoft avalia hospedar em sua plataforma uma versão do DeepSeek, provedor chinês conhecido pelo custo baixo. A iniciativa desagrada parceiras como OpenAI e Anthropic, que acusam a startup asiática de copiar suas tecnologias, e tem potencial para iniciar um embate na indústria.

A estratégia de diversificação também é uma resposta à concorrência. Dados da consultoria Recon Analytics apontam que, no segundo semestre de 2025, os assinantes do Copilot passaram a preferir cada vez mais alternativas, como o Gemini, do Google. Sem a liderança em modelos de ponta, a Microsoft aposta na multiplicação de opções para tentar recuperar terreno.

“Aprendizado contínuo”

Homem de óculos sorrindo
Executivo sugeriu que discurso sobre perda de empregos é alarmista (imagem: divulgação/Microsoft)

Nadella também comentou a situação do mercado de trabalho, com um posicionamento que vai na contramão de líderes do Vale do Silício. Enquanto as grandes empresas de IA preveem que os novos sistemas eliminarão metade dos empregos de nível básico até 2029, o CEO afirma que a tecnologia não deve ser encarada como uma ferramenta de corte de custos focada em demissões em massa.

Em vez de pânico, Nadella defende que, no futuro, os negócios de sucesso funcionarão como “sistemas de aprendizado contínuo”, impulsionados pela união entre a sabedoria dos funcionários e o processamento das máquinas.

Apesar das críticas, a Microsoft não planeja romper com as empresas de vanguarda. Um porta-voz da companhia afirmou ao jornal que as parcerias com OpenAI e Anthropic seguirão ativas.

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

22 de Junho de 2026, 10:36
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
  • O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
  • A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.

O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.

Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.

Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?

A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.

Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.

O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fatura bilionária da IA

Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.

Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.

Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

19 de Junho de 2026, 19:05
Donald Trump durante comício
Donald Trump confirma aliança histórica entre as gigantes da tecnologia (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos EUA, segundo o presidente Donald Trump.
  • O acordo ajudará a dona do iPhone a diversificar sua cadeia de suprimentos e aliviar gargalos na Ásia.
  • O governo dos Estados Unidos, que detém 10% das ações da Intel, está por trás da estratégia de repatriar a produção de semicondutores.

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo presidente americano, Donald Trump, na rede social Truth Social. A aliança marca uma mudança para a dona do iPhone, que busca diversificar a cadeia de suprimentos para fugir dos gargalos na Ásia, enquanto a Intel ganha impulso para o negócio de fundição de chips.

O anúncio oficial confirma as suspeitas que circulavam nos bastidores de que executivos da Intel e da Apple já vinham costurando o acordo em negociações confidenciais. Trump não detalhou quais componentes serão fabricados pela Intel, mas garantiu que o movimento faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer a produção local.

Por que a Intel virou alternativa para a Apple?

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar os chips presentes em iPhones, iPads e Macs. O grande problema é que a companhia asiática, considerada a maior do mundo no setor, opera no limite da capacidade.

Essa sobrecarga tem um motivo: a explosão da inteligência artificial. A demanda desenfreada por chips voltados para IA por gigantes como a Nvidia enfileirou pedidos na TSMC. Diante desse cenário, a Apple encontrou nas fábricas da Intel a oportunidade para diversificar fornecedores e blindar sua linha de produção contra eventuais crises de abastecimento.

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para entender o tamanho dessa reviravolta, vale olhar para o passado. A Intel forneceu os processadores dos Macs por cerca de 15 anos. Essa parceria de longa data chegou ao fim em 2020, quando a Apple decidiu trilhar o próprio caminho com os chips da série M (conhecidos como Apple Silicon). A dinâmica agora é diferente: a Apple não voltará a usar ou comprar processadores da Intel; em vez disso, utilizará as instalações da parceira para os seus próprios projetos.

A confirmação do contrato garante uma vitória comercial para a Intel. O mercado financeiro reagiu com entusiasmo, com as ações da Intel disparando 7% logo após o anúncio. Os papéis da Apple subiram de forma mais tímida, com alta de 0,8%.

Influência do governo no setor de tecnologia

Por trás desse novo cenário existe uma estratégia geopolítica. O governo dos Estados Unidos é, hoje, o maior acionista individual da Intel, detendo uma participação de 10%. Devido à valorização recente, essa fatia já ultrapassa a marca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 257 bilhões em conversão direta).

A Casa Branca vem intensificando esforços para repatriar a produção de semicondutores e garantir o acesso a minerais críticos para reduzir a dependência tecnológica em relação aos países asiáticos e isolar a influência da China na cadeia global de suprimentos.

Essa intervenção afetou até a liderança da Intel nos últimos meses. No ano passado, pressões vindas da própria presidência culminaram na renúncia do então CEO Lip-Bu Tan. A justificativa do governo era de que o executivo mantinha laços comerciais com o mercado chinês.

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

19 de Junho de 2026, 12:34
Dispositivos Echo com a assistente Alexa+ em destaque, expostos em uma mesa branca com o logo da Alexa+
Alexa+ roda em dispositivos Echo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon lançou a Alexa+ no Brasil, uma versão atualizada da assistente virtual com inteligência artificial generativa.
  • A Alexa+ é compatível com 98% dos dispositivos, como o Echo Dot (2ª geração em diante) e o Echo tradicional (2ª geração em diante).
  • Modelos Echo Dot (1ª geração), Echo (1ª geração), Echo Plus (1ª geração), Echo Show (1ª e 2ª gerações) e Echo Spot (1ª geração) não são compatíveis.

A Amazon anunciou ontem (18/06) a chegada da Alexa+ ao Brasil, introduzindo uma versão atualizada da assistente virtual equipada com inteligência artificial generativa. O objetivo é ampliar o processamento de comandos e entregar conversas contínuas aos consumidores na maioria dos eletrônicos da companhia.

A novidade foi oficializada em um evento em São Paulo, acompanhado pelo Tecnoblog, e chega em acesso antecipado após uma etapa de testes com clientes selecionados. A Amazon utilizou o período para analisar o tempo de resposta e a precisão do reconhecimento do idioma antes da distribuição oficial.

Vale mencionar que a nova assistente já está inclusa na assinatura Amazon Prime. Para os consumidores que não participam do programa, os recursos avançados podem ser habilitados por uma assinatura avulsa, estipulada em R$ 99 mensais.

Veja os dispositivos compatíveis com a Alexa+

Os aparelhos a partir da segunda geração contam com suporte garantido. A lista de produtos habilitados inclui:

  • Echo Dot, incluindo o Echo Dot Max;
  • Echo tradicional;
  • Echo Show 5, Echo Show 8, Echo Show 10, Echo Show 11 e Echo Show 15;
  • Echo Studio, e caixas compactas, como o Echo Pop.

Produtos recentes, como o novo Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio, foram desenvolvidos nativamente para a plataforma Alexa+, com chips focados em IA que conseguem processar as interações com mais agilidade.

O suporte à Alexa mais inteligente também chega aos dipositivos de streaming da Amazon. São compatíveis:

  • Fire TV Stick HD (2ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Select;
  • Fire TV Cube (3ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Max e 4K Plus (2ª geração).

Já os modelos abaixo não são compatíveis

Alto-falante inteligente com tela sobre uma mesa, visto pela frente
Projetado para IA, Echo Show 11 processa comandos mais rápido (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ainda que exista uma probabilidade alta de que o seu aparelho atual receba a atualização, segundo os dados oficiais da Amazon que indicam 98% de compatibilidade na base ativa do Brasil, uma pequena parcela dos aparelhos não será contemplada com a atualização.

A Amazon oficializou que a Alexa+ não funciona e não será distribuída para os seguintes aparelhos:

  • Echo Dot (1ª geração);
  • Echo (1ª geração);
  • Echo Plus (1ª geração);
  • Echo Show (1ª e 2ª gerações);
  • Echo Spot (1ª geração).

A empresa explica que o processamento dos novos algoritmos e grandes modelos de linguagem (LLMs) acontece na nuvem, aliviando a carga sobre os componentes das caixas de som e permitindo entregar o serviço sem forçar a troca da maioria dos equipamentos.

No entanto, limitações físicas de memória e processamento dos chips mais antigos não suportam as exigências da nova Alexa turbinada.

Mas, se isso não é um problema para usuários desses produtos mais antigos, não há com o que se preocupar: a Alexa original continuará funcionando com as habilidades tradicionais de forma gratuita, apenas sem a integração com a nova inteligência artificial.

Como funciona a Alexa+?

Ilustração com o logo da Alexa+ ao centro do que seria a bandeira do Brasil. O fundo é verde com setas sorridentes, símbolo da Amazon.
Alexa+ já está disponível no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conforme verificamos, a Alexa+ utiliza a IA generativa para entender o contexto. Agora, o usuário não precisa mais repetir o comando de ativação “Alexa” no começo de cada nova instrução, por exemplo, o que torna as interações mais fluidas.

Segundo a Amazon, mais de 70 grandes modelos de linguagem operam em segundo plano. O software decide sozinho qual desses modelos é o mais eficiente para gerar a resposta correta. O sistema também passou por localização para identificar sotaques, gírias e expressões regionais dos brasileiros.

Pelo celular, o aplicativo da Alexa também ganha uma interface no formato de chatbot, permitindo que os clientes enviem documentos, relatórios ou imagens. A assistente lê o conteúdo do arquivo, estrutura um resumo e sugere ações, como marcar reuniões ou enviar e-mails.

O acesso antecipado já está ativo. Clientes que possuem dispositivos Echo compatíveis e desejam usar as funções da Alexa+ no Brasil podem se inscrever pela página oficial da Amazon ou utilizando o comando de voz: “Alexa, quero Alexa+”.

Relembre o anúncio global da Alexa+

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

💾

Nova assistente da Amazon com IA generativa chegou ao Brasil. Confira se o seu produto suporta a atualização.

Alexa+ (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novo Echo Show tem tela de 8 ou 11 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Loja de apps alternativa anuncia chegada ao iPhone no Brasil

19 de Junho de 2026, 11:19
Ilustração gráfica com textura granulada e fundo inteiramente verde. No centro, destaca-se uma combinação de logotipos da Apple: a silhueta clássica da maçã mordida na cor azul serve de fundo para a letra "A" estilizada da App Store (formada por três palitos de cantos arredondados) na cor amarela.
Acordo com o Cade e a Apple libera lojas de terceiros no iPhone (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A loja de aplicativos AltStore PAL anunciou oficialmente sua chegada ao Brasil.
  • Download é possível graças ao acordo entre a Apple e o Cade, que exigiu a abertura do iOS para lojas de terceiros.
  • Outra loja de aplicativos alternativa, a holandesa Onside, também prepara sua entrada no mercado brasileiro, seguindo as novas regras.

A loja de aplicativos AltStore PAL anunciou oficialmente a sua chegada aos iPhones do Brasil. Esse é o primeiro desdobramento do acordo firmado entre a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou a abertura do iOS para lojas de terceiros, encerrando a exclusividade da App Store no país.

Com as mudanças, o mercado brasileiro entra para um seleto grupo de regiões que contam com vias alternativas para a distribuição dos apps. Um marco tanto para os consumidores, que ganham mais opções, quanto para os desenvolvedores, que esbarravam nas rígidas normas de aprovação e altas taxas cobradas para distribuir aplicativos na loja oficial da Maçã.

Como instalar a AltStore PAL no iPhone?

Captura de tela da interface de um aplicativo em um iPhone com Dynamic Island no topo. O app mostra as lojas alternativas Delta e AltStore prontas para download.
Usuários brasileiros já podem instalar a AltStore PAL no iPhone (imagem: reprodução/AltStore PAL)

O processo de download já está disponível para o público brasileiro. A AltStore exige três pré-requisitos para a instalação:

  • Você deve estar fisicamente localizado no Brasil;
  • Utilizar uma conta da App Store vinculada à região brasileira;
  • Ter um iPhone rodando a versão iOS 26.5 ou superior.

Cumpridas as exigências, o procedimento de download deve ser feito pelo navegador Safari, seguindo o passo a passo oficial da plataforma:

  1. Acesse a página oficial (altstore.io/download) e toque em “Download“.
  2. Um aviso surgirá na tela, solicitando permissão para baixar os arquivos da AltStore LLC.
  3. Feche o navegador temporariamente e abra o aplicativo “Ajustes“.
  4. Na área superior da tela, logo abaixo do seu nome e Apple ID, aparecerá uma opção chamada “Permitir Marketplace da AltStore LLC“. Toque nela e selecione “Permitir“.
  5. Volte ao Safari, toque mais uma vez no botão “Download” e confirme a etapa final selecionando “Instalar App Marketplace” na janela que será exibida.

Após a instalação, o usuário também pode definir a AltStore como loja principal de aplicativos, acessando o caminho: Ajustes > Aplicativos > Instalação de Aplicativos.

Imagem mostra a seção de apps instalados no iPhone, com a loja alternativa AltStore disponível
AltStore pode ser definida como loja de aplicativos padrão do sistema (imagem: reprodução)

Onside também prepara lançamento no Brasil

A quebra da exclusividade da App Store atraiu o interesse de outras distribuidoras de softwares. A Onside, uma loja de aplicativos alternativa com sede em Amsterdã, na Holanda, confirmou que também prepara a entrada no mercado brasileiro. A companhia opera a mesma infraestrutura descentralizada na União Europeia e Japão e atua cobrando uma comissão fixa de 10% sobre as transações digitais.

Vale lembrar que, conforme o cronograma estipulado pelo Cade, a partir de 6 de julho de 2026, qualquer programador brasileiro terá o direito de distribuir aplicativos por canais independentes, incluindo a liberdade para processar pagamentos de clientes sem usar o sistema fechado da Apple.

Ao Tecnoblog, o cofundador e CEO da Onside, Alexander Baksheev, detalhou que a empresa está analisando as regras exigidas pela Apple no país antes de bater o martelo. Caso o modelo se prove eficiente, o país será prioridade de expansão.

“O Brasil é um mercado muito promissor. Já operamos a mesma infraestrutura na UE desde novembro de 2024 e no Japão desde fevereiro de 2026, então sabemos que a verdadeira questão não é apenas se o mercado está aberto, mas como ele será aberto”.

“Para os desenvolvedores, o fluxo real precisa funcionar: instalação, integração, pagamentos e experiência do usuário precisam ser viáveis, e não apenas formalmente disponíveis.”

– Alexander Baksheev, CEO da Onside

Apple ainda controla a segurança

Apesar da abertura para novas plataformas, a Apple não abriu mão da segurança. Todas as lojas alternativas ainda precisam de autorização da fabricante para operar. Além disso, para que os apps sejam instalados de fora da App Store, é preciso passar por um processo que certifica a capacidade de executar funções sem apresentar falhas, garantindo que o código não inclui ameaças ocultas, como malwares.

Loja de apps alternativa anuncia chegada ao iPhone no Brasil

App Store vs Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone Air 2 deve ganhar segunda câmera e mais bateria

18 de Junho de 2026, 17:45
Imagem mostra um iPhone Air branco sendo segurado em uma mão. O modelo está virado com a parte traseira para a câmera.
Segunda geração do iPhone Air pode trazer outra câmera ultrawide (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple deve lançar o iPhone Air 2 no começo de 2027, com uma segunda câmera e mais bateria.
  • Segundo Mark Gurman, o modelo terá uma nova câmera ultrawide na traseira e processador A20 Pro.
  • Esse lançamento deve inaugurar o novo calendário de anúncios da Apple, que pretende distribuir suas apresentações ao longo do ano.

A Apple pode resolver algumas queixas dos consumidores com a segunda geração do seu smartphone ultrafino. O iPhone Air 2 deve ser lançado já no primeiro semestre de 2027, entre os meses de março e junho, trazendo uma segunda câmera e mais bateria.

As informações foram reveladas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conhecido por antecipar os passos da empresa de Cupertino.

O que deve mudar na segunda geração do iPhone Air?

Internamente, o projeto já seria conhecido pelo codinome V62 e teria como principal novidade o acréscimo de uma segunda câmera ultrawide na traseira. Rumores anteriores já indicavam que essa seria uma das estratégias para tentar reverter as vendas fracas do iPhone Air.

Além disso, é esperado que o smartphone venha equipado com o processador A20 Pro, o mesmo que estará nos modelos mais caros, e traga melhorias na duração da bateria, uma das maiores exigências de quem comprou a primeira versão.

Lançado em setembro de 2025, o primeiro iPhone Air chamou a atenção da indústria pelo visual radicalmente mais fino, com apenas 5,6 milímetros de espessura. No entanto, a finura cobrou o seu preço. A Apple precisou fazer ajustes e deixou de fora componentes encontrados na linha Pro. Contar com apenas uma lente fotográfica, por exemplo, foi apontado como um dos grandes pontos negativos do dispositivo.

Segundo Gurman, os protótipos da nova geração já estão em fase avançada de testes e mantêm a mesma estrutura. O mistério que fica é como a empresa vai entregar mais autonomia de energia. Ainda não se sabe se uma bateria maior fará parte do pacote ou se o ganho será mérito da eficiência energética do novo chip A20 Pro.

Imagem mostra um iPhone Air branco sendo segurado em uma mão. O modelo está virado de perfil para a câmera, mostra a fina espessura
Desafio da Apple é entregar mais bateria sem comprometer o chassi ultrafino (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No passado, tentativas de criar formatos diferenciados, como as linhas Mini e Plus, acabaram não decolando nas vendas. Mas as informações reforçam que a ideia do celular ultrafino segue firme no portfólio da Maçã.

Segundo a própria companhia, o iPhone Air cumpre bem o papel de diversificar as opções de compra para quem busca portabilidade e design premium, mas não faz questão dos recursos avançados da categoria Pro.

Novo calendário para bater de frente com a Samsung

A janela de lançamento do iPhone Air 2 também confirma uma mudança de rota da Apple. Por muitos anos, a empresa concentrou quase todos os seus anúncios de celulares no mês de setembro. Agora, a tática seria adotar um cronograma rotativo para manter a marca em evidência ao longo de todo o ano.

O iPhone Air de segunda geração deve chegar às lojas cerca de um ano e meio após a estreia do modelo original, dividindo os holofotes com o iPhone 18 padrão. Essa divisão de datas é uma resposta direta à concorrência, ajudando a Apple a competir com rivais como a Samsung, que tradicionalmente pulveriza lançamentos de peso por vários meses do ano.

Já a programação do segundo semestre de 2026 ficará reservada para os dispositivos de alto padrão: o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e, provavelmente, o tão aguardado primeiro dobrável da Apple.

As novidades não devem parar por aí, já que a Apple prepara um iPhone comemorativo de 20 anos para o final de 2027.

iPhone Air 2 deve ganhar segunda câmera e mais bateria

iPhone Air (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone Air (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

18 de Junho de 2026, 16:11
A imagem mostra a tela de um monitor exibindo o que parece ser um escaneamento corporal ou médico em andamento. O fundo da tela é totalmente escuro, e duas silhuetas humanas aparecem brilhando em tons de vermelho e laranja, lembrando uma imagem térmica ou de raio-X.
Inteligência artificial processa dados para criar mapas 3D do corpo (imagem: reprodução/Midjourney)
Resumo
  • Midjourney revelou o Midjourney Scanner, um equipamento de ultrassom de corpo inteiro que usa inteligência artificial.
  • O scanner usa um anel com milhares de sensores submersos em água para emitir ondas ultrassônicas e capturar alterações milimétricas nas ondas.
  • A empresa planeja criar uma rede de spas para oferecer exames de saúde enquanto os clientes relaxam.

A Midjourney revelou seu primeiro produto de hardware: um scanner de ultrassom de corpo inteiro. A companhia, mundialmente conhecida pelo gerador de imagens realistas com IA, fez o anúncio nesta quinta-feira (18/06).

Segundo o comunicado, o Midjourney Scanner não é um equipamento de ressonância magnética. O sistema deve funcionar por meio de um anel com centenas de milhares de sensores submersos em água, que emitem ondas ultrassônicas para reconstruir modelos tridimensionais do corpo humano.

Já esta é a outra parte do anúncio: a companhia terá uma rede de spa, com a primeira unidade a ser inaugurada em São Francisco, nos EUA, onde as pessoas poderão fazer exames para monitoramento da saúde enquanto descansam. “Hoje vamos anunciar algo um pouco estranho e um pouco louco”, avisou a empresa.

Como funciona o Midjourney Scanner?

A imagem mostra as costas de uma pessoa vista de trás, posicionada no centro de um anel de scanner. Ela veste um maiô ou collant preto com um decote redondo nas costas.
Anel do scanner conta com meio milhão de sensores (imagem: reprodução/Midjourney)

No lugar de tubos fechados e ruídos das máquinas de ressonância magnética, o exame com o scanner da Midjourney deve durar apenas 60 segundos. O processo começa com o usuário de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna e iluminação relaxante.

Durante a submersão, o corpo atravessa um anel equipado com cerca de meio milhão de minúsculos sensores, cada um do tamanho de um grão de areia. Eles emitem ondas ultrassônicas de todos os ângulos contra o paciente. Como o som viaja de forma diferente ao penetrar na água, pele, gordura, músculos e ossos, essas ondas mudam de formato ao encontrar cada uma dessas densidades.

O equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento bruto para capturar alterações milimétricas nas ondas milhões de vezes por segundo, e o volume de dados gerado é gigantesco. Segundo a própria companhia, seria necessário assistir a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento.

É aqui que a especialidade da Midjourney vai entrar em ação: IA. A inteligência artificial deve processar esse banco de dados em tempo real e reconstruir mapas 3D detalhados do corpo humano, fatiando virtualmente os tecidos e órgãos com precisão.

Segundo o site Crypto Briefing, a Midjourney assinou em novembro de 2025 um acordo de licenciamento exclusivo com a Butterfly Network, empresa responsável pela tecnologia de ultrassom em chip que será utilizada no projeto.

No centro de uma tela preta, destaca-se uma secção transversal do corpo humano, como uma tomografia, que brilha intensamente em tons de amarelo e branco.
Exame dura apenas 60 segundos (imagem: reprodução/Midjourney)

Meta de um bilhão de exames

Para popularizar essa infraestrutura, a companhia não pretende focar em vendas para hospitais ou clínicas. A estratégia é criar o Midjourney Spa. A primeira unidade tem inauguração prevista para o final de 2027, em São Francisco.

A proposta é que o local funcione 24 horas por dia e ofereça um ambiente com academias, saunas e piscinas. O exame ocorrerá dentro de salas equipadas com banheiras de hidromassagem, tornando a coleta de dados de saúde parte de uma “experiência de relaxamento”, afirma a empresa.

Em relação à privacidade, os usuários terão controle sobre a “biblioteca de exames” pessoal. Esses dados poderão ser compartilhados a critério do cliente com médicos, nutricionistas ou outras plataformas de IA voltadas para a saúde.

No contexto regulatório, ainda há um caminho a percorrer. Para contornar a burocracia da FDA (órgão regulador de saúde dos Estados Unidos), a Midjourney iniciará a operação criando “mapas de composição corporal”. Os resultados clínicos serão enviados à agência para, futuramente, liberar de forma oficial a detecção de anomalias.

Após a fase de refinamento, que durará cerca de 12 meses, a Midjourney prevê o lançamento de um scanner de terceira geração em 2028, que reduzirá ainda mais o tempo e elevará a qualidade das imagens. A meta para 2031 é criar uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade para realizar um bilhão de exames por mês. A promessa é que o mapeamento preventivo rápido e de baixo custo evite mortes precoces e corte os gastos com sistemas de saúde.

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

Bug no Office: atualização do Windows quebra integração com outros apps

17 de Junho de 2026, 13:46
Windows Update do Windows 11
Pacote de segurança de junho é o vilão da vez (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft confirmou que os pacotes de segurança do Windows 11 lançados em 9 de junho de 2026 causaram um bug que impede a integração de aplicativos de terceiros com o Office.
  • O problema afeta ferramentas como gerenciadores de referências bibliográficas, sistemas de gestão médica e empresarial, e impede que os usuários abram documentos do Office por meio desses sistemas.
  • A Microsoft está trabalhando em uma solução, mas ainda não tem uma data para o lançamento da correção, recomendando aos usuários que usem uma solução paliativa, como abrir os aplicativos do Office pelo menu Iniciar.

A Microsoft confirmou que os pacotes de segurança do Windows 11 lançados a partir de 09/06 trouxeram um bug que quebra a integração de aplicativos de terceiros com o Word, Excel, PowerPoint e Access. O problema está atrapalhando o fluxo de trabalho de milhares de usuários que dependem da comunicação entre diferentes softwares.

A lista de serviços impactados inclui desde gerenciadores de referências bibliográficas populares no meio acadêmico, como o Zotero, até ferramentas contábeis e sistemas de gestão médica e empresarial.

O comportamento da falha costuma deixar os usuários confusos, já que, ao tentar abrir um documento por esses sistemas de terceiros, o PC simplesmente não responde. O suporte da própria Microsoft aponta que, na maioria dos casos, o Office falha ao iniciar sem sequer exibir uma mensagem de erro na tela, dificultando a identificação da origem do travamento.

Por que os aplicativospararam de abrir?

A raiz do problema está na forma como o sistema operacional passou a lidar com o OLE (Object Linking and Embedding), uma tecnologia de automação que atua como uma espécie de “ponte” invisível entre diferentes programas no Windows. Em termos práticos, é ele que permite, por exemplo, que um software de gestão de uma clínica gere um receituário e “chame” o Word para abri-lo automaticamente.

A atualização de junho basicamente bloqueou essa comunicação. A Microsoft explicou a situação: “Recebemos relatos de um problema em que certos aplicativos de terceiros podem não conseguir iniciar aplicativos do Microsoft Office ou abrir documentos após a instalação das atualizações do Windows lançadas a partir de 9 de junho de 2026”.

A empresa reforçou ainda que o bug afeta exclusivamente as ferramentas que recorrem a essa automação específica para interagir com o pacote de produtividade.

Existe solução para o problema?

Solução temporária exige abrir o Word ou Excel manualmente (imagem: divulgação/Microsoft)

No momento, ainda não há um patch de correção definitivo. A Microsoft afirmou que “uma solução está em andamento e será incluída em uma futura atualização do Windows”, mas não estabeleceu uma data exata para o lançamento do update.

Até lá, a saída é adotar a solução paliativa oficial. A orientação da empresa é que os usuários mudem temporariamente sua rotina de trabalho, abrindo o Word ou o Excel pelo menu Iniciar e, por lá, localizem e abram o documento desejado.

Para ambientes corporativos, onde essa mudança manual geraria grande perda de produtividade, a recomendação é que os administradores de rede acionem o Suporte da Microsoft para Empresas. A companhia diz que já possui uma medida que pode ser aplicada nesse caso enquanto a correção definitiva não é liberada.

Vale lembrar que este incidente entra para uma lista crescente de instabilidades no ecossistema da gigante do software. Nos últimos meses, a Microsoft também precisou consertar um bug que impedia o acesso a arquivos no Office para a Web (a versão em nuvem da suíte) e outro erro que bloqueava o download das ferramentas de trabalho para usuários do serviço Windows 365.

Bug no Office: atualização do Windows quebra integração com outros apps

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Programas do Office ganharam novos ícones em outubro de 2025 (imagem: divulgação/Microsoft)

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

17 de Junho de 2026, 11:09
Tela do sistema GenAI.mil no computador, com texto “GenAI.mil” e interface do Pentágono
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)
Resumo
  • O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
  • A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
  • O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.

O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.

De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.

O que a IA do Pentágono pode fazer?

Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.

Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.

Imagem mostra o logo do Gemini ao centro. O fundo é levemente colorido, nas cores do Google: azul, verde, amarelo e vermelho
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A virada de chave

A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.

Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.

Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.

Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung pode lançar dobrável com vinco quase imperceptível na tela

16 de Junho de 2026, 13:12
Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
Dobra da tela seria quase imperceptível no Galaxy Z Fold 8 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung prepara o lançamento de novos dobráveis, incluindo o Galaxy Z Fold 8 Ultra, que pode ter vinco quase imperceptível na tela.
  • O modelo teria uma tela com vidro ultrafino de 60 micrômetros e bateria de 4.800 mAh, segundo rumores.
  • A fabricante sul-coreana deve anunciar os novos dobráveis no evento Unpacked do mês que vem.

A Samsung pode estrear um dobrável com vinco praticamente invisível em sua próxima geração de celulares. A fabricante sul-coreana prepara três novos modelos: Galaxy Z Flip 8, Galaxy Z Fold 8 e o inédito Galaxy Z Fold 8 Ultra, que deve ser a versão mais avançada da linha. É esse modelo que pode trazer uma nova camada de vidro mais espessa, projetada para reduzir a aparência da dobra na tela.

Segundo rumores, o objetivo da fabricante com a nova geração seria entregar baterias maiores, desempenho superior e, principalmente, telas mais resistentes. Essas novidades são esperadas para o evento Galaxy Unpacked de julho.

Dobrável com vinco quase invisível

A grande aposta para o modelo Ultra estaria na espessura do vidro ultrafino (UTG), a camada que cobre e protege o painel flexível. Segundo informações do ZDNet Korea, o smartphone adotaria uma proteção de 60 micrômetros (μm). Isso representaria um salto de 33% em relação ao previsto para o Z Fold 8 padrão e também ao antecessor, o Z Fold 7.

Na prática, esse vidro mais grosso faria com que a dobra central ficasse quase invisível durante o uso diário. A mudança também garantiria um toque mais suave e maior durabilidade contra impactos.

Caso a tecnologia faça sucesso com os consumidores na versão Ultra, a Samsung poderia implementá-la em toda a linha Galaxy Z Fold 9 já a partir do ano que vem.

O que esperar em design e hardware?

Suposto design do Galaxy Z Fold 8 Ultra (imagem: reprodução/La Razón)

Além da tela aprimorada, o Galaxy Z Fold 8 Ultra pode ganhar um visual diferente. Vazamentos indicam que o dispositivo teria um formato semelhante a um passaporte, sendo mais curto na vertical e mais largo na horizontal.

O aparelho traria uma tela externa OLED de 5,4 polegadas e um display interno de 7,6 polegadas, ambos com suporte para taxa de atualização variável de 1 a 120 Hz.

O conjunto fotográfico também seria atualizado. O celular contaria com duas câmeras traseiras de 50 megapixels (lente principal e ultrawide) e duas frontais de 10 MP, distribuídas uma para cada tela. O dispositivo seria alimentado por uma bateria de 4.800 mAh, compatível com recarga rápida de 45 W.

Com esse novo portfólio, a expectativa interna da Samsung é vender entre 5 e 6 milhões de unidades dos três modelos até o final do ano, segundo o ZDNet Korea.

Samsung pode lançar dobrável com vinco quase imperceptível na tela

💾

Galaxy Z Fold 8 Ultra teria vidro mais espesso para reforçar display e disfarçar a dobra. Fabricante deve anunciar novos dobráveis no evento Unpacked do mês que vem.

Tela dobrável do Z Fold 7 tem 8 polegadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple é investigada por possível favorecimento ao iCloud

16 de Junho de 2026, 11:49
Ilustração mostra o logo da Apple ao centro, em cor verde claro. O fundo é azul e verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Investigação na Itália pode forçar Apple a realizar mudanças (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple é investigada na Itália por possível favorecimento ao iCloud nos sistemas da empresa.
  • A investigação apura se a Apple violou obrigações da Lei dos Mercados Digitais da União Europeia ao restringir serviços de nuvem concorrentes.
  • A dona do iPhone pode sofrer punições, incluindo ordens de modificação em seus sistemas e multas, se for confirmada a violação.

A Apple entrou novamente na mira das autoridades europeias. Nesta terça-feira (16/06), o órgão antitruste de defesa da concorrência da Itália anunciou a abertura de uma investigação para apurar se a dona do iPhone está privilegiando o iCloud em seus dispositivos móveis. A ação vai determinar se a empresa viola ou não obrigações exigidas pela Lei dos Mercados Digitais da União Europeia (DMA, na sigla em inglês).

O argumento principal é que o controle restrito sobre os sistemas iOS e iPadOS estaria limitando recursos de plataformas concorrentes como Google Drive ou OneDrive, criando um ambiente anticompetitivo e sem igualdade de condições para serviços concorrentes de armazenamento em nuvem.

Segundo a Reuters, os investigadores já reuniram indícios de que provedores terceirizados não conseguem operar com a mesma integração da solução nativa da Apple. A empresa aparentemente restringe o acesso aos mesmos componentes de hardware e software que o iCloud utiliza para funcionar.

Por que o iCloud pode violar a lei europeia?

A Lei dos Mercados Digitais da UE foi criada justamente para regular corporações de tecnologia que mantêm controle sobre grandes ecossistemas. Companhias com esse perfil, como o Google e a Apple, possuem o dever legal de assegurar que a concorrência seja justa dentro de seus sistemas.

Conforme dita essa nova legislação, a empresa deve garantir que fornecedores independentes possam funcionar de forma eficaz e gratuita com todos os recursos controlados pelo iOS e iPadOS.

O problema investigado na Itália é a diferença que impacta os serviços oferecidos para o consumidor final. Para quem usa o iPhone, o iCloud entrega uma experiência de sincronização automática e operação em segundo plano muito mais fluida do que outras alternativas de mercado que podem operar no aparelho.

O órgão regulador aponta que essa enorme vantagem acontece porque a Apple limita o acesso de terceiros a APIs fundamentais do sistema, bem como o uso de otimizações de bateria e processamento para aplicativos concorrentes.

A investigação revela que essa falta de igualdade impede que as soluções de terceiros ofereçam uma experiência equivalente à nativa. O resultado, segundo a autoridade antitruste, é que os consumidores acabam adotando o serviço da Apple por “conveniência forçada”, limitando o direito de livre escolha.

Imagem de um iPhone com o logo do iCloud ao centro
Concorrentes não têm acesso às mesmas APIs e otimizações que o iCloud (imagem: sdx15/Shutterstock)

Próximos passos

A iniciativa italiana representa a primeira investigação formal aberta por um órgão nacional europeu baseada na Lei dos Mercados Digitais. A fase atual do processo foca em coletar evidências técnicas, analisar a infraestrutura de software da Apple e receber manifestações oficiais das partes envolvidas.

Assim que essa apuração inicial estiver concluída, um relatório com as provas documentadas será enviado à Comissão Europeia. Caso a infração seja confirmada, a Apple poderá sofrer punições severas, o que inclui ordens de modificação em seus sistemas e multas altíssimas, calculadas de forma proporcional ao faturamento anual global da companhia.

Vale mencionar que a Apple já enfrenta processos antitruste em múltiplos países. Apenas nos últimos dois anos, as sanções impostas à empresa por violações de leis de concorrência e abuso de posição dominante já somaram quase US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões em conversão direta).

No Brasil, a empresa enfrenta um inquérito no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por supostas práticas anticompetitivas no Apple Pay.

Apple é investigada por possível favorecimento ao iCloud

Apple (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chineses acessaram o Claude Mythos? Dúvida paira nos Estados Unidos

15 de Junho de 2026, 13:04
Ilustração circular com borboletas e insetos em colagem, formando um padrão em forma de símbolo
Fable 5 foi desativado por ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Casa Branca exigiu que a Anthropic restringisse o acesso ao modelo de IA Mythos a cidadãos dos Estados Unidos.
  • O governo teria suspeitado que a tecnologia foi acessada indevidamente por um grupo ligado à China.
  • A Anthropic retirou o modelo do ar globalmente para cumprir as restrições.

Na última sexta-feira (12/06), o governo dos Estados Unidos impôs severas restrições à Anthropic, ordenando que a empresa limitasse o acesso aos seus modelos de inteligência artificial, Mythos e Fable 5, exclusivamente a cidadãos americanos.

A medida, que acabou forçando a companhia a retirar as ferramentas do ar globalmente, teria sido motivada pela suspeita de que um grupo ligado à China obteve acesso à tecnologia, além de denúncias sobre vulnerabilidades críticas.

Afinal, a China teve acesso ao Mythos?

Ainda não há confirmação oficial, mas o risco é tratado como grave ameaça à segurança americana. A Casa Branca impôs os controles pelo temor de que o governo chinês já estivesse utilizando o Mythos. O modelo, liberado em abril para parceiros selecionados, é altamente capacitado quando o assunto é identificar falhas em códigos.

Se o acesso de fato aconteceu, a China poderia realizar engenharia reversa por meio de destilação, método em que uma IA aprendiz é treinada com os dados de um modelo mais avançado para copiar seu funcionamento. O alerta chegou supostamente à Casa Branca por meio de Andy Jassy, CEO da Amazon. A Anthropic, no entanto, declarou que o assunto não foi mencionado durante as exigências.

EUA teme que a China copie as capacidades do modelo Mythos ((imagem: reprodução)

O que diz o governo americano?

Publicamente, a gestão de Donald Trump justificou a ação com base em falhas de segurança. O assessor David Sacks afirmou que o governo recebeu denúncias sobre um jailbreak no Fable 5, a versão para consumidores do Mythos. Na prática, o procedimento quebra as travas de segurança da IA, permitindo que ela seja manipulada para fins maliciosos, como ciberataques.

Diante da exigência de restringir o uso apenas a americanos, a Anthropic optou por desligar o acesso geral às plataformas por questões técnicas.

No fim, a crise só intensifica as tensões entre a Anthropic e o governo americano. A empresa atualmente também processa o Pentágono após ter sido classificada como “um risco à segurança nacional”. Ainda assim, Sacks garante que o atrito não influenciou no bloqueio.

Chineses acessaram o Claude Mythos? Dúvida paira nos Estados Unidos

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fox compra Roku por US$ 22 bilhões para reforçar streaming

15 de Junho de 2026, 11:40
Logos da Fox e da Roku lado a lado, em um fundo de cor roxa
Compra da Roku será validade com dinheiro e ações da Fox (imagem: divulgação)
Resumo
  • Fox comprou a Roku por US$ 22 bilhões para expandir sua presença no mercado de streaming.
  • O acordo combina a programação do canal com a base de mais de 100 milhões de usuários da Roku.
  • A aquisição permitirá à Fox distribuir seu conteúdo de forma mais ampla e controlar a exibição de anúncios na plataforma da Roku.

A Fox anunciou nesta segunda-feira (15/06) a compra da plataforma Roku por US$ 22 bilhões (cerca de R$ 111 bilhões, em conversão direta). A aquisição marca a aposta da gigante de mídia para acelerar sua transição para o streaming, na tentativa de reconquistar a parcela do público que abandonou a TV a cabo nos últimos anos.

Segundo o comunicado, o movimento garante à Fox não só uma distribuição mais ampla de conteúdo próprio, mas o controle sobre a exibição de anúncios à imensa base de usuários da Roku, presente hoje em mais de 100 milhões de TVs residenciais.

O que muda com a fusão entre Fox e Roku?

Foto mostra dongles Roku Express com controle remoto na embalagem
Tubi, plataforma gratuita da Fox, será integrada ao The Roku Channel (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

A compra será concretizada combinando dinheiro e ações da Fox. Se aprovada pelos órgãos reguladores, a expectativa é que a transação seja concluída no primeiro semestre de 2027. Após o acerto de contas, os atuais investidores da Fox passarão a controlar cerca de 73% da nova companhia combinada, deixando a fatia de 27% nas mãos dos acionistas da Roku.

Com a fusão, a plataforma The Roku Channel ganha integração imediata com a Tubi, serviço gratuito de streaming operado pela Fox desde 2020. Juntas, as empresas devem formar a terceira maior operadora de televisão dos EUA em participação de audiência, segundo a Variety.

O CEO da Fox, Lachlan K. Murdoch, classificou o acordo como o próximo grande passo da companhia, unindo o valioso catálogo de esportes e notícias ao vivo com a plataforma pela qual os americanos já consomem esse conteúdo. Já o CEO e fundador da Roku, Anthony Wood, prometeu manter o ritmo de inovação com um ecossistema amigável e aberto para desenvolvedores e parceiros.

Como observa a Bloomberg, essa a venda da companhia não pegou a indústria totalmente de surpresa. O principal atrativo da Roku deixou de ser apenas a venda de dispositivos e passou a ser seu ecossistema de publicidade. Só no primeiro trimestre deste ano, a receita com anúncios chegou a US$ 613 milhões (mais de R$ 3 bilhões), alta de 27% na comparação anual.

Roku está no Brasil desde 2020

Ilustração de um dispositivo Roku em uma TV
Linha de dongles da Roku no Brasil atende desde resoluções HD até o 4K (imagem: divulgação)

A Roku chegou oficialmente ao Brasil em 2020 e se consolidou como uma das opções mais acessíveis e eficientes para modernizar televisores antigos ou equipar modelos de entrada. Para o consumidor brasileiro, o foco principal da marca continua nos hardwares dedicados e sistemas embarcados em smart TVs.

A empresa vende no Brasil os dongles Roku Streaming Stick HD e Roku Streaming Stick 4K, mas modelos anteriores como o Roku Express e o Roku Express 4K ainda são encontrados em varejo. Hoje, esses dispositivos custam entre R$ 190 e R$ 400, dependendo do modelo e da geração.

O Roku Express tradicional é voltado para reprodução em telas HD e Full HD, enquanto o Roku Express 4K eleva a resolução para Ultra HD, adiciona suporte nativo a HDR e traz conectividade Wi-Fi de banda dupla.

Já o Roku Streaming Stick 4K é o modelo que fica escondido atrás da TV, acompanhado de um receptor Wi-Fi de longo alcance embutido e um controle remoto com suporte a comandos de voz nativos.

A marca também mantém negócio no Brasil via fabricantes parceiras, que já vendem seus televisores com o sistema operacional Roku OS de fábrica. AOC, Philco, Philips e TCL são algumas dessas parceiras.

Fox compra Roku por US$ 22 bilhões para reforçar streaming

DirecTV Go dá Roku Express de graça para quem assinar plano anual (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

15 de Junho de 2026, 10:49
Uma foto em close-up de Carl Pei, empresário e co-fundador da Nothing, contra um fundo preto desfocado. Ele é um homem asiático jovem, com cabelo escuro curto e um corte militar. Carl veste uma camisa branca por baixo de uma jaqueta bege ou verde-oliva. Um microfone de lapela branco é visível em sua gola direita. Ele olha levemente para a direita e parece estar falando ou ouvindo atentamente, com uma expressão pensativa e um leve sorriso. 
Carl Pei é CEO da Nothing e cofundador da OnePlus (foto: Wikimedia Commons/TechCrunch)
Resumo
  • Segundo o CEO da Nothing, Carl Pei, os preços dos smartphones continuarão em alta e as promoções de fim de ano não serão tão boas.
  • Isso porque o custo da memória RAM quadruplicou, o que impacta diretamente o preço dos smartphones.
  • Novos aparelhos com Android têm chegado ao varejo internacional custando até US$ 100 a mais do que os modelos equivalentes da geração anterior.

As promoções de fim de ano podem não ser tão boas. Segundo o CEO e cofundador da marca Nothing, Carl Pei, os preços dos smartphones estão subindo e continuarão em alta até o ano que vem. A principal vilã desse reajuste é ela: a memória RAM, componente que enfrenta escassez devido à altíssima demanda do setor de inteligência artificial.

Essa alta acelerada nos custos de fabricação mudou drasticamente a estrutura de preços dos dispositivos móveis. Hoje, a memória RAM acabou assumindo o posto de componente mais caro dentro de um celular, ultrapassando peças como a tela e o próprio processador.

Imagem mostra quatro modelos do celular Nothing Phone 4a, todos exibindo a parte traseira e sensores de câmera
O novo Nothing Phone 4a sofreu com a disparada de preços (imagem: divulgação)

Para ilustrar a situação, o executivo usou como exemplo o Nothing Phone (4a), novo smartphone intermediário da empresa focado em custo-benefício — modelo que, inclusive, já foi homologado para venda no Brasil. Segundo Pei, o custo dos componentes de memória dobrou entre a fase de planejamento do aparelho e sua chegada ao mercado.

O pior cenário, no entanto, veio depois: desde que o celular chegou às prateleiras, o preço do componente dobrou novamente. Na prática, o custo da RAM quadruplicou, representando agora mais de 50% de todo o gasto com o hardware do dispositivo.

Descontos mais modestos

Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
“Melhor hora para trocar de smartphone foi ontem”, afirma executivo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Diante desse cenário, muitos consumidores podem preferir esperar pelas promoções do varejo. Mas a expectativa é que datas importantes, como a Black Friday, ofereçam descontos mais modestos do que o habitual. Segundo o executivo, os preços de fábrica dos smartphones estão subindo em um ritmo que as varejistas dificilmente conseguirão compensar com promoções agressivas. “A temporada de promoções deste ano não terá os descontos que as pessoas estão acostumadas”, alertou Pei.

Os efeitos dessa crise já são visíveis. O executivo afirma que, desde fevereiro de 2026, novos aparelhos com Android têm chegado ao varejo internacional custando até US$ 100 a mais do que os modelos equivalentes da geração anterior (um reajuste de cerca de R$ 500 em conversão direta).

Vazamentos de especificações do futuro Google Pixel 11 indicam que até a gigante das buscas precisou rever suas estratégias para equilibrar a quantidade de RAM oferecida e os custos finais de produção. Marcas com grande volume de vendas globais, como Xiaomi e TCL, também lidam com margens apertadas e repasses ao consumidor final.

Impacto no Brasil

No mercado brasileiro, a situação acompanha a tendência global. A Samsung, uma das líderes de vendas no país, já havia sinalizado que os eletrônicos poderiam ficar até 20% mais caros por aqui devido a essa pressão nos custos.

“Se você estava esperando para atualizar seu aparelho, a melhor hora foi ontem. A segunda melhor hora é agora”, afirmou Pei.

Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

Carl Pei, CEO da Nothing e cofundador da OnePlus (foto: Wikimedia Commons/TechCrunch)

Nothing Phone 4a (imagem: divulgação)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

14 de Junho de 2026, 09:47
Robô em terno azul preso a correntes, sentado à mesa de escritório com livros ao fundo
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
  • A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
  • A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

13 de Junho de 2026, 16:55
Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
  • 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
  • Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.

Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.

O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.

Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?

A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.

Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.

Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que o vírus rouba e como domina os servidores?

Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.

Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.

Como se proteger?

Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.

Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Trump Phone na verdade é apenas um HTC com outro nome

12 de Junho de 2026, 13:02
Imagem de um smartphone com design dourado. Na tela, há a hora "12:00" e a data "January 20, 2025", com o logotipo "TRUMP MOBILE" na parte superior e a frase "Make America Great Again" abaixo. O fundo da tela exibe uma bandeira dos Estados Unidos estilizada. Na parte de trás do aparelho, vê-se uma gravação do símbolo "T" grande, seguido de "1", e a imagem de uma bandeira dos EUA. O telefone possui três câmeras traseiras e uma borda dourada.
Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Trump Phone T1 é um U24 Pro renomeado, com hardware idêntico, mas montado nos EUA.
  • O desmonte do aparelho pela plataforma iFixit revelou que o Trump Phone tem hardware igual ao do modelo da HTC.
  • O smartphone recebeu nota 3 de 10 em reparabilidade devido à falta de suporte oficial e peças de reposição.

Já se sabia que o chamado Trump Phone, que começou a chegar aos compradores em maio, não era fabricado integralmente nos Estados Unidos. Agora, a plataforma de reparos iFixit publicou um desmonte completo do aparelho de Donald Trump e revelou que o modelo é idêntico ao U24 Pro, da marca taiwanesa HTC.

Análises iniciais já apontavam semelhanças com o REVVL 7 Pro 5G, da marca chinesa Wingtech, mas até então não havia um teardown completo do dispositivo.

O laudo independente não apenas desmonta o smartphone, mas também enfraquece parte da narrativa em torno do produto: o celular aproveita um projeto de engenharia já existente, desenvolvido e fabricado na Ásia, com participação norte-americana restrita basicamente às etapas finais de montagem.

Hardware idêntico ao do modelo asiático

Desmontagem do Trump Mobile T1 mostra arquitetura interna
Análise revela arquitetura interna idêntica entre o T1 e o modelo da HTC (imagem: reprodução/iFixit)

O desmanche comprovou que o hardware do Trump Mobile T1 é idêntico ao do HTC U24 Pro. Após abrirem o aparelho e realizarem avaliações por tomografia computadorizada, os técnicos constataram que os componentes internos, o chassi de alumínio e até a disposição das peças compartilham a mesma arquitetura.

A placa-mãe dos dispositivos também é igual, abrigando o processador Snapdragon 7 Gen 3 (SM7550) da Qualcomm. Para provar o nível de similaridade entre os equipamentos, a equipe do iFixit conseguiu remover a placa-mãe do aparelho da HTC e instalá-la dentro da carcaça do T1.

Foi encontrada apenas uma diferença sutil no fornecimento dos módulos de memória. Enquanto o modelo original da HTC utiliza um componente da sul-coreana SK Hynix, a unidade do T1 usa uma peça da norte-americana Micron para entregar os mesmos 12 GB de RAM LPDDR5 e 512 GB de armazenamento interno.

No display, também não há segredos ou tecnologias exclusivas. Foi confirmado que ambas as telas utilizam exatamente o mesmo painel PenTile com tecnologia Diamond Pixel, patenteada pela Samsung, exibindo densidade de pixels e layouts idênticos.

Mudanças na bateria e hardware descartável

Imagem mostra um smartphone Trump T1 ao lado de um HTC U24 Pro
Bateria é a principal diferença de hardware (imagem: reprodução/iFixit)

As reais diferenças entre o T1 e o U24 Pro estão em detalhes na carcaça e na alimentação de energia. Visualmente, além da traseira pintada em dourado, o telefone de Trump apresenta um padrão próprio de furos na grade do alto-falante e um reposicionamento mínimo do flash da câmera traseira.

Na bateria, o T1 entrega uma capacidade maior, cerca de 5.170 mAh, contra 4.600 mAh do modelo asiático. Contudo, a velocidade de recarga muda: o aparelho “americano” suporta adaptadores de, no máximo, 30 W, enquanto o HTC U24 Pro atinge 60 W.

Vale mencionar que o T1 recebeu uma dolorosa nota 3 de 10 em reparabilidade — mesma pontuação recebida pelo modelo da HTC. A classificação baixa é pela falta de suporte oficial, uma vez que não existem manuais de serviço ou catálogo de peças originais de reposição. O smartphone foi classificado como um hardware descartável caso sofra avarias físicas logo após o término do período de garantia estipulado.

Modelo white label

Parece que o smarpthone é mesmo um projeto white label, apesar do discurso de venda em torno de um “design atrelado ao orgulho americano”.

A própria HTC vendeu grande parte de sua divisão de celulares para o Google ainda em 2017 e, desde então, sobrevive no setor mobile terceirizando a criação de poucos modelos para fabricantes sediadas na China. A Trump Mobile, na prática, comprou os direitos sobre o mesmo chassi.

A montagem final do celular em solo norte-americano ganha forma na Flórida. O conjunto inclui a bateria, módulos de câmera, alto-falantes e a placa-mãe. As leis da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) exigem uma porcentagem alta de peças e mão de obra local para aprovar o selo Made in USA.

Por não atender à regra, a marca precisou recuar e alterar sua comunicação oficial para “Montado nos EUA” (Assembled in USA).

O Trump Phone na verdade é apenas um HTC com outro nome

Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)

Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

11 de Junho de 2026, 14:10
Xbox Series X e controle, ambos de cor preta
Microsoft pode repassar a fabricação de futuros consoles para empresas parceiras (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft deve realizar demissões em massa na divisão de games do Xbox, com objetivo de reduzir custos e reverter a queda na receita.
  • Empresa investiu mais de US$ 20 bilhões nos últimos cinco anos em conteúdo, infraestrutura e subsídios comerciais para o Xbox, mas a receita anual caiu.
  • A dona do Windows planeja mudar seu modelo de negócios, com possibilidade de licenciar a marca Xbox para outras fabricantes e reestruturar o desenvolvimento de jogos, o que pode resultar em até mil demissões.

A divisão do Xbox passará por uma rodada de demissões em massa e cortes de orçamento a partir de julho. A medida foi comunicada ontem (10/06) aos funcionários e seria uma tentativa urgente de frear a queda nas receitas e enfrentar a escalada de custos de produção de hardware.

Sob a direção da nova CEO, Asha Sharma, a Microsoft anunciou um período de reestruturação de 100 dias, focado em redefinir a estratégia de consoles e o futuro da marca.

Segundo informações da Bloomberg, o enxugamento da folha de pagamento ocorrerá logo após o encerramento do ano fiscal da gigante da tecnologia, em 30 de junho. Fontes revelaram que a liderança planeja cortar os orçamentos destinados a campanhas de marketing e os gastos em diversos departamentos para equilibrar as contas.

Por que o Xbox mudará seu modelo de negócios?

Xbox Series X de cor preta e fora da caixa
Atual modelo de negócios do Xbox se mostrou financeiramente insustentável (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)

O principal motivo para essa transformação está na instabilidade financeira do atual formato de operação do Xbox, aliada ao custo elevado de desenvolvimento das tecnologias de nova geração.

O memorando interno detalha a gravidade da situação. O texto revela que a Microsoft investiu mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) nos últimos cinco anos em criação de conteúdo, manutenção de infraestrutura e subsídios comerciais para tentar baratear o hardware nas prateleiras.

Apesar da injeção massiva de capital, o retorno ficou bem abaixo das expectativas dos investidores. A receita anual encolheu quase meio bilhão de dólares no mesmo período e o cenário de alerta vermelho piorou com a crise de componentes.

Os custos de fabricação projetados para a temporada de vendas do final de 2027, por exemplo, devem ser mais de cinco vezes maiores do que os valores pagos pela indústria há apenas dois anos. Vale mencionar que os preços globais das memórias acompanharam a mesma tendência de encarecimento.

Futuro do projeto Helix e impacto nos estúdios

A inflação na linha de montagem obrigou a Microsoft a buscar alternativas comerciais. A alteração mais sensível envolve a fabricação física dos aparelhos. Embora a empresa reitere o compromisso com o projeto Helix (codinome para a próxima geração do Xbox), os executivos destacaram a necessidade de estabelecer um novo modelo de negócios baseado em parcerias de hardware.

Na prática, isso reforça os indícios de que outras fabricantes de eletrônicos poderão ser licenciadas para criar dispositivos com a marca Xbox. Essa estratégia diluiria a pesada carga de produção e repassaria o risco financeiro da montagem a empresas terceirizadas, assim como no mercado de PCs, aliviando o caixa da Microsoft.

As mudanças programadas também mexerão com a estrutura de desenvolvimento de jogos. O movimento pode resultar em reestruturações severas nas equipes e até no fechamento definitivo de produtoras que operam sob o guarda-chuva do Xbox Game Studios. Segundo rumores, o corte da Microsoft pode afetar até mil profissionais.

Em meio à contenção de gastos, Asha Sharma já tem implementado mudanças na estratégia de distribuição para tentar valorizar o ecossistema Xbox, garantindo que títulos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution sejam lançados com exclusividade para os consoles Xbox. A decisão freia, ao menos temporariamente, a tendência de lançamentos multiplataforma que vinha sendo testada pela gestão anterior.

Apesar das demissões iminentes, o documento destaca que o atual período de reavaliação servirá para “evoluir e reconstruir” as bases da marca. A Microsoft sinalizou ainda que continuará atenta a possíveis fusões e aquisições para se consolidar de forma mais eficiente nos mercados de hardware, computadores, dispositivos móveis e no streaming de jogos em nuvem.

Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Xbox Series X fora da caixa (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

11 de Junho de 2026, 11:37
Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
  • Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
  • Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.

Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.

Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.

A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.

Demissões em massa não são uma opção

A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.

Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários treinam o sistema que os substitui

Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.

Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.

É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.

O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:

  • Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
  • Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.

De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

9 de Junho de 2026, 15:24
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Microsoft confirmou investigação de conteúdo malicioso (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft desativou 73 repositórios no GitHub de forma repentina.
  • Ação ocorreu após a empresa descobrir que hackers invadiram os repositórios para espalhar malware voltado ao roubo de credenciais.
  • A dona do Windows confirmou que investiga “possível conteúdo malicioso”.

A Microsoft precisou acionar um botão de emergência na última sexta-feira (05/06) e desativou 73 repositórios próprios no GitHub. A medida foi tomada após a descoberta de que hackers invadiram os espaços para distribuir um malware projetado para roubar credenciais.

Segundo o site 404 Media, o alvo principal da campanha maliciosa eram usuários de assistentes de programação baseados em IA.

Como o malware roubava credenciais?

A mecânica do ataque apostava na invisibilidade. Na prática, os criminosos injetaram arquivos de configuração ocultos no meio de códigos legítimos. Quando um programador baixava e abria esse repositório infectado usando os assistentes de IA, como o Claude Code, a armadilha era ativada de forma quase imperceptível.

A partir daí, o malware passava a rodar em segundo plano, coletando as senhas e os tokens de acesso do usuário para enviá-los a servidores controlados pelos invasores. As evidências técnicas levantadas apontam para a autoria do TeamPCP, um grupo hacker especializado nesse tipo de infiltração.

O caso parece um desdobramento de outra invasão e roubo de milhares de repositórios internos no GitHub, revelado no mês passado. A nova ação da Microsoft sugere que ela não conseguiu blindar totalmente sua infraestrutura.

Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
Malware agia de forma silenciosa em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apagão em alguns serviços

A resposta da Microsoft impediu a atualização de aplicativos, sites e sistemas de terceiros que utilizam a infraestrutura oficial da companhia. Como a ação foi repentina, muitos desenvolvedores foram pegos de surpresa.

Quem tentava acessar os códigos bloqueados encontrava apenas um aviso informando que o repositório havia sido desativado por “violação dos termos de serviço do GitHub”. Não havia nenhuma instrução ou notificação sobre o risco de vazamento de senhas. Nos fóruns de suporte da Microsoft, programadores relataram confusão.

Ao 404 Media, a dona do Windows confirmou que removeu temporariamente os arquivos para investigar “possível conteúdo malicioso” e garantiu que sua prioridade é proteger o ecossistema de desenvolvimento.

Segundo a Microsoft, alguns repositórios já foram auditados e restaurados, enquanto outros devem continuar offline por tempo indeterminado para varreduras mais profundas. “Continuaremos investigando e, se identificarmos algo mais que exija ação do cliente, entraremos em contato por meio de nossos canais de suporte”, concluiu a empresa.

Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claro é processada pela ANPD por compartilhar dados de clientes com a Serasa

9 de Junho de 2026, 12:58
Imagem mostra uma balança da justiça, simbolizando disputa legal e, à direita, o logo da operadora Claro com um rachado.
ANPD abriu processo administrativo contra a Claro (ilustração via IA: Tecnoblog)
Resumo
  • A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) notificou a Claro e a Serasa por indícios de violações à LGPD.
  • Órgão cita compartilhamento irregular de dados de clientes da operadora com a empresa de crédito e diz que contrato foi encerrado após a notificação.
  • A Serasa não entrou na fase de possíveis sanções, mas passará por uma nova fiscalização.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu um processo administrativo contra a Claro após notificar a operadora e a Serasa por indícios de violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A empresa de análise de crédito será submetida a um novo procedimento de fiscalização.

O alvo da ação é uma parceria comercial que teria resultado no compartilhamento indevido de informações pessoais dos clientes da empresa de telefonia. Devido aos questionamentos e à intervenção do órgão, a Claro e a Serasa decidiram encerrar o contrato.

ANPD cita falta de transparência

A movimentação ocorre após a identificação de um compartilhamento de dados considerado excessivo e fora dos padrões exigidos pela legislação brasileira. A raiz do problema seria o acordo comercial firmado entre as duas companhias: pelo contrato, a Claro forneceria de forma contínua dados de sua base de assinantes para a Serasa.

O objetivo dessa transferência de informações, segundo a ANPD, era alimentar o desenvolvimento de metodologias de análise de crédito e realizar avaliações sobre condições do mercado financeiro. No entanto, a escala da operação acendeu o alerta do governo, visto que a Claro teria compartilhado mais de cem dados diferentes de cada cliente com a empresa de crédito.

Entre as principais infrações apontadas pela ANPD contra a operadora estão o compartilhamento desproporcional de dados e a falta de clareza, já que os titulares das linhas não eram devidamente informados sobre o destino de suas informações pessoais.

Sede da Claro em São Paulo
Claro encerrou o contrato com a Serasa (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

Risco de multas milionárias

Com a abertura da fase sancionadora, a Claro entra na zona de risco de penalidades. Caso as infrações sejam confirmadas ao final do processo administrativo, a operadora poderá ser condenada ao pagamento de uma multa de até 2% do seu faturamento bruto no país. A lei estabelece um teto pesado para a punição: a cobrança pode chegar a R$ 50 milhões por cada infração cometida.

A situação da Serasa também será analisada pela ANPD. Embora ainda não tenha entrado na fase sancionadora, a empresa passará por fiscalização para verificar o nível de transparência na comunicação com os titulares de dados.

O órgão vai avaliar se a política de privacidade informa de forma clara quais empresas fornecem dados ao seu banco e com quais terceiros esses perfis são compartilhados. Caso sejam identificadas irregularidades, a companhia também poderá avançar para a fase de sanções e multas.

Operadora diz que cláusulas seguiam a LGPD

Em resposta ao Tecnoblog, a Claro afirmou que respeita a privacidade dos clientes e que o contrato firmado com a Serasa esteve em conformidade com as diretrizes da LGPD e da ANPD.

“Os dados foram utilizados apenas para estudos e análises internas, não foram incorporados a soluções colocadas em mercado e o contrato já não está mais em vigor”, afirma a operadora.

Após o recebimento formal das intimações, tanto a Claro quanto a Serasa têm um prazo de dez dias úteis para elaborar e apresentar suas respectivas defesas.

A legislação prevê que a ausência de resposta dentro deste intervalo pode ser enquadrada como obstrução às atividades de fiscalização do Estado, o que abriria margem para a aplicação de punições e sanções adicionais.

Claro é processada pela ANPD por compartilhar dados de clientes com a Serasa

Anatel abre processo contra Claro por queda na qualidade de atendimento (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

Xbox ganha edição especial de 25 anos com corpo verde translúcido

8 de Junho de 2026, 16:54
Imagem mostra o Xbox Series X25 Edição Especial, com console e controle com carcaça verde translúcida
Edição de 25 anos do Xbox Series X aposta na nostalgia (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft revelou o Xbox Series X25, uma edição especial do console em comemoração aos seus 25 anos.
  • O console tem corpo verde translúcido, resgatando o design icônico do primeiro Xbox, lançado em 2001.
  • A edição limitada chega ao varejo internacional em novembro de 2026, mas ainda não há informações sobre o preço ou data de lançamento no Brasil.

Vem aí uma edição especial do Xbox: a Microsoft anunciou o Xbox Series X25, em homenagem aos 25 anos do console. Ele se destaca pela carcaça em plástico verde translúcido. A escolha resgata o design imortalizado no primeiro videogame da companhia, lançado em 2001.

O hardware comemorativo será comercializado junto a um controle temático e tem previsão de desembarque no varejo internacional para o mês de novembro. O anúncio ocorreu neste domingo (07/06), durante a transmissão global do evento Xbox Games Showcase 2026.

Visual retrô e controle Duke em formato moderno

A proposta do projeto, conforme destacado pelo vice-presidente Jason Ronald, é unir o poder computacional de hoje a uma identidade que marcou época. Apesar da nova roupagem, a arquitetura interna não sofreu alterações. O novo produto vai manter o mesmo desempenho e especificações da versão tradicional. Isso significa que os jogadores continuam contando com o armazenamento SSD de 1 TB.

O grande atrativo do produto é a experiência estética. Existe também a expectativa nos bastidores de que a interface do painel (Dashboard) traga artes e temas exclusivos.

Controle sem fio Xbox X25 edição especial verde com botões ABXY clássicos
Controle especial resgata o clássico padrão colorido nos botões ABXY (imagem: divulgação/Microsoft)

O pacote é complementado pelo Controle Sem Fio Xbox X25 Edição Especial, que acompanha a linguagem visual com componentes internos à mostra. A atenção aos detalhes se estende aos botões de comando.

O padrão de cores original retornou aos botões ABXY, exibindo as clássicas cores verde, azul, amarelo e vermelho. Já os botões superiores, conhecidos como bumpers, emulam a aparência dos antigos botões preto e branco do controle original do sistema, que ganhou o apelido de “Duke” no início dos anos 2000.

Qual o preço e quando o Xbox Series X25 chega ao Brasil?

O novo Xbox Series X25 e o controle temático chegarão oficialmente às prateleiras a partir de novembro de 2026. A Microsoft mira o período de maior aquecimento das vendas no hemisfério norte, visando a Black Friday e as compras de fim de ano.

Os consumidores que não desejarem investir no videogame completo poderão comprar apenas o controle. A decisão é um acerto para contemplar os usuários de PCs e proprietários de outros modelos da linha, como o Xbox Series S, que preferem adquirir o item colecionável sem trocar de aparelho.

Carcaça semitransparente verde do Xbox Series X25, com o interior do console à mostra
Carcaça semitransparente deixa o interior do console à mostra (imagem: divulgação/Microsoft)

Até o momento, a fabricante mantém mistério em relação aos preços. Segundo a companhia, os detalhes definitivos e as datas de pré-venda serão revelados em breve. Ainda não há qualquer previsão de data de lançamento oficial ou estimativa de preço no Brasil.

Xbox ganha edição especial de 25 anos com corpo verde translúcido

💾

Edição limitada do Series X resgata o visual icônico do primeiro console, mantém o hardware atual e traz referências a controle clássico.

OpenAI pode juntar ChatGPT e Codex em uma coisa só

8 de Junho de 2026, 12:27
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Unificação seria tentativa de Sam Altman de frear os avanços da rival Anthropic (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI planeja integrar o Codex e o ChatGPT em um único aplicativo para desktop.
  • O Codex já teria superado o ChatGPT em tarefas complexas e locais, operando de forma mais autônoma.
  • A empresa busca expandir sua base de usuários e fortalecer sua posição no mercado corporativo, mirando a rival Anthropic e o Claude Code.

A OpenAI pode integrar o Codex e o ChatGPT em um único superaplicativo para desktop. O rumor circula desde março, mas agora parece mais próximo de sair do papel, após a diretoria da empresa constatar que o Codex, originalmente desenhado para programação, supera o chatbot na execução de atividades longas e no uso de ferramentas externas.

As informações são do site The Information, que também afirma que, com o movimento, a companhia chefiada por Sam Altman busca expandir a base de usuários e fortalecer sua posição no mercado corporativo. O alvo principal com a unificação seria a rival Anthropic e o elogiado Claude Code.

O futuro superapp é esperado já nas próximas semanas e deve contar com seis novos plugins focados em negócios e um inédito recurso de pré-visualização de sites, de acordo com o 9to5Mac.

Codex ficou melhor que o ChatGPT

(imagem: divulgação)
Codex roda localmente e pode acessar arquivos no computador do usuário (imagem: divulgação)

A resposta para a integração teria vindo da arquitetura e autonomia do Codex. Enquanto o ChatGPT roda exclusivamente na nuvem, o Codex opera localmente nos dispositivos dos usuários. Isso significa que ele pode acessar, ler e modificar arquivos diretamente no computador, concluindo trabalhos extensos de forma autônoma.

Ao The Information, o líder da plataforma principal da OpenAI, Thibault Sottiaux, explicou que essa característica torna a IA muito mais eficaz na hora de escrever códigos para realizar tarefas reais do dia a dia, como editar planilhas e gerenciar softwares de terceiros.

Essa virada de chave começou no início de 2025 com o lançamento do Operator, um agente focado em automatizar tarefas no computador. Contudo, o salto maior veio um ano depois, em abril de 2026, com a introdução do modelo GPT-5.5, que reduziu drasticamente a necessidade de intervenção humana em tarefas de longa duração.

Como resultado, o Codex agora é posicionado não apenas como um assistente para engenheiros de software, mas como uma solução para trabalhadores em geral. Segundo um relatório oficial da OpenAI, o sistema se tornou uma “ferramenta de produtividade para todos”.

Building apps has never been easier.

With Sites, Codex can turn your work, ideas, and plans into an interactive website or app your team can explore, use, and share with a URL.

Rolling out to Business and Enterprise plans, before expanding more broadly. pic.twitter.com/fF17Y2EzCP

— OpenAI (@OpenAI) June 2, 2026

Disputa contra o Claude Code

A ascensão do Codex é também uma resposta direta à concorrência. No início do ano passado, a Anthropic assumiu a liderança na preferência dos desenvolvedores com o Claude Code. Esse avanço soou o alarme na OpenAI. Para recuperar o terreno perdido, a empresa montou uma equipe focada no Codex, operando quase como uma divisão independente.

O time tomou decisões ousadas, como tornar o código-fonte da ferramenta público para facilitar o recebimento de feedback da comunidade. O esforço deu resultado: no final de maio, o Codex rompeu a marca de 5 milhões de usuários ativos semanais.

Agora, o grande desafio da OpenAI é tecnológico. No curto prazo, a empresa deve ofertar a opção para que o usuário escolha manualmente qual IA deseja usar dentro do ChatGPT. Contudo, a meta final para o futuro superapp é garantir que o sistema consiga alternar de forma invisível e fluida entre o processamento na nuvem e as execuções locais, definindo sozinho a melhor estratégia para cada comando do usuário.

OpenAI pode juntar ChatGPT e Codex em uma coisa só

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)

Estudantes relatam falhas no Gov.br no último dia de inscrição do Enem

5 de Junho de 2026, 15:04
Imag4em mostra uma lupa sobre a tela do portal GOV.BR
Acesso à plataforma federal é etapa obrigatória para inscrição no Enem (imagem: divulgação)
Resumo
  • Candidatos relatam problemas com autenticação em duas etapas e demora na recuperação de senhas no Gov.br, afetando inscrições no Enem.
  • Por enquanto, não há previsão do Inep para a prorrogação do prazo de inscrição, que termina às 23h59 desta sexta-feira.
  • A taxa de inscrição de R$ 85 pode ser paga até 10 de junho para os que concluírem o cadastro.

Estudantes relatam problemas para acessar o sistema Gov.br e efetivar o cadastro no Enem nesta sexta-feira (05/06), último dia de inscrições. Segundo as publicações, o login no sistema apresenta erro. O acesso à plataforma unificada do Governo Federal é obrigatório para acessar a Página do Participante do Inep.

No X/Twitter, candidatos reclamam que os códigos de verificação por SMS ou e-mail simplesmente não chegam, inviabilizando a autenticação em dois fatores (2FA). Outros usuários apontam lentidão extrema e erros de carregamento ao tentar redefinir a senha do portal.

Como lembra a CBN, a regularização de contas suspensas ou bloqueadas pode levar até três dias úteis, um prazo incompatível para quem precisa encerrar o processo hoje.

Governo nega problemas

Apesar dos relatos, o governo afirmou ao Tecnoblog que nenhuma instabilidade foi registrada no Gov.br. Também não há previsão de mudança no calendário do Enem 2026 e nem previsão de extensão do prazo, que termina pontualmente às 23h59 de hoje.

Em nota conjunta, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informam que tanto o “portal quanto o aplicativo permaneceram em funcionamento, com prioridade aos atendimentos relacionados à recuperação de contas em razão da demanda do Enem”.

Imagem com fundo colorido e mulher à frente ao lado da palavra EMEM
Inep não sinalizou prorrogação (imagem: reprodução/Ministério da Educação)

A falha de hoje contrasta com uma atualização recente do sistema que simplificou a recuperação de contas para facilitar o acesso dos usuários.

Caso você esteja enfrentando dificuldades agora, vale ainda conferir o nosso tutorial de como recuperar a senha da conta Gov.br para tentar restaurar o acesso a tempo.

Taxa de inscrição e próximos passos

Para os estudantes que conseguirem superar o erro de login e acessar a Página do Participante, o cadastro deve ser finalizado sem problemas. Embora o prazo para preencher os dados termine nesta sexta-feira, o boleto da taxa de inscrição, no valor de R$ 85, poderá ser pago até o dia 10 de junho, próxima quarta-feira.

A taxa não é cobrada de alunos concluintes do ensino médio na rede pública este ano, de cidadãos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais ou de participantes que tiveram a isenção aprovada em abril. As provas do Enem 2026 estão confirmadas para os dias 8 e 15 de novembro em todo o território nacional.

Estudantes relatam falhas no Gov.br no último dia de inscrição do Enem

Polícia Federal deflagra operação contra sites falsos do ENEM (imagem: reprodução/Ministério da Educação)

Dona do Claude defende pausa urgente no avanço da IA

5 de Junho de 2026, 13:05
Logo do sistema Claude da Anthropic
Anthropic quer frear o avanço da IA antes que os sistemas comecem a evoluir sozinhos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic pede uma pausa urgente no avanço da IA, comparando-a a armas nucleares.
  • Em manifesto, a empresa propõe um acordo global de paralisação para evitar que ela atinja um ponto de autonomia irreversível.
  • A dona do Claude planeja conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores e executivos para viabilizar essa pausa.

A Anthropic, empresa responsável pelo assistente virtual Claude, defendeu a criação de um mecanismo para interromper temporariamente os avanços da inteligência artificial. Segundo a companhia, o motivo seria oferecer à sociedade uma janela de tempo para “lidar com as implicações” da tecnologia antes de um ponto de autonomia considerado irreversível.

No blog oficial, a empresa defende que a IA está evoluindo rapidamente para um cenário em que deixará de servir apenas como uma ferramenta de auxílio cotidiano para tornar o trabalho humano milhares de vezes mais eficiente ou, em grande parte, o substituir por completo.

Na prática, a Anthropic está dizendo que os modelos não precisarão mais de engenheiros de software para projetar suas próximas versões. A própria IA poderia escrever seu código, identificar gargalos na arquitetura e lançar atualizações de si mesma. Caso isso ocorra, estabaleceria um ciclo de evolução contínua, reduzindo drasticamente a necessidade de supervisão humana.

Como funcionaria essa pausa?

A Anthropic propõe a adoção de um modelo semelhante aos tratados internacionais que regulam armas nucleares. A mecânica dessa pausa exigiria garantias de que empresas concorrentes não continuem desenvolvendo a tecnologia em segredo durante a duração do acordo.

A solução sugerida pelos executivos é um sistema rigoroso de verificações. A ideia é que as próprias corporações do setor realizem auditorias físicas e de software nos data centers uns dos outros para assegurar o cumprimento da paralisação.

A dona do Claude confirmou que planeja organizar rodadas de conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores acadêmicos e executivos de outras companhias para fazer isso sair do papel. Os resultados dessas reuniões serão futuramente divulgados para o público.

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)
Proposta da Anthropic inclui auditorias nos data centers de empresas rivais (imagem: divulgação)

Proposta semelhante falhou no passado

O apelo atual da Anthropic resgata debates relativamente recentes sobre os rumos do setor. Em 2023, o Future of Life Institute, uma ONG focada na prevenção de riscos tecnológicos, já havia publicado uma carta aberta solicitando uma pausa de pelo menos seis meses nos experimentos com grandes modelos de IA.

O documento, que já alertava para efeitos possivelmente catastróficos, reuniu a assinatura do bilionário Elon Musk e de mais de mil outros executivos e pesquisadores. No entanto, o pedido não surtiu efeito na indústria.

A principal barreira para frear o desenvolvimento, segundo os críticos da época, é a perda de competitividade. Na ocasião, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou que qualquer acordo que forçasse as empresas americanas a desacelerarem seus projetos acabaria beneficiando rivais da China.

O manifesto da Anthropic também reconhece a complexidade dessa barreira, argumentando que os exercícios de treinamento de IA ocorrem em hardwares de uso geral e são muito fáceis de ocultar. Somado a isso, o incentivo financeiro para violar um eventual acordo silenciosamente é gigantesco: quem continuar avançando em segredo pode conquistar a liderança de um mercado trilionário.

Mesmo com alerta, Anthropic mantém ritmo acelerado

Apesar do tom de urgência, as operações comerciais da própria Anthropic apresentam um contraste com o discurso de paralisação. De acordo com a Bloomberg, o laboratório de IA continua mantendo um ritmo agressivo de pesquisa e desenvolvimento, inclusivo tendo revelado recentemente o novo modelo Mythos.

Segundo a própria desenvolvedora, o sistema possui a capacidade de detectar e explorar vulnerabilidades de segurança cibernética com uma velocidade impressionante. O lançamento ocorre em paralelo aos preparativos da empresa para realizar a sua oferta pública inicial de ações (IPO) no mercado financeiro.

Dona do Claude defende pausa urgente no avanço da IA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)

Anatel amplia guerra contra telemarketing abusivo até 2028

5 de Junho de 2026, 11:13
Logotipo da Anatel com cidade ao fundo. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Ligações mudas são o alvo principal da agência reguladora (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel ampliou até 2028 a norma que permite suspender empresas de telemarketing por até 15 dias.
  • O prazo original venceria em 2026, mas foi prorrogado por mais dois anos.
  • A agência reguladora estima que 247 bilhões de chamadas indesejadas foram interceptadas nos últimos quatro anos.

A Anatel prorrogou até o dia 31 de outubro de 2028 as medidas que autorizam o bloqueio de empresas responsáveis por práticas de telemarketing abusivo no Brasil. A decisão estende a ofensiva contra centrais de atendimento que disparam chamadas massivas.

O prazo original da norma venceria em 2026, mas foi prorrogado para garantir a persistência da fiscalização. A medida tenta proteger o consumidor dos transtornos gerados pelas “ligações mudas”.

Regra pune as empresas de telemarketing

A Anatel pune as empresas infratoras com a suspensão das operações por 15 dias, impedindo a realização de novas chamadas, além da aplicação de multas. O critério leva em conta o volume diário de tráfego.

Para sofrer a sanção, a empresa precisa atingir simultaneamente dois indicadores em um mesmo dia: realizar mais de 100 mil chamadas curtas e registrar uma taxa de desligamento rápido de pelo menos 85% dessas ligações.

Para fins de regulação, uma chamada é classificada como curta quando é encerrada em um intervalo de até seis segundos. A medida determina que as próprias operadoras de telefonia realizem o bloqueio imediato das linhas pertencentes às companhias infratoras.

Contudo, muitas empresas ainda insistem nessas ligações, pois utilizam robôs para limpar listas de contatos. Funciona assim: o sistema dispara milhares de chamadas de uma vez e, assim que você atende, o algoritmo confirma que o número existe e está ativo, desliga e guarda o contato como “validado” para campanhas futuras. A punição imposta pela Anatel serve justamente para dificultar esse tipo de operação.

247 bilhões de chamadas bloqueadas

A Anatel estima que, somente nos últimos quatro anos, cerca de 247 bilhões de chamadas indesejadas foram interceptadas graças aos mecanismos de fiscalização. Relatórios apontam que aproximadamente 85% dessas ligações irregulares são barradas na própria origem da rede, não chegando a acionar o toque nos celulares dos usuários finais.

Apesar da alta eficácia na retenção, o monitoramento contínuo se mantém devido às operações irregulares que tentam burlar as barreiras. Segundo o Jornal Nacional, usuários ainda recebem a mesma ligação muda até 30 vezes ao dia.

Impasse do prefixo 0303

Ilustração de uma mão segurando um celular. Na tela aparece uma chamada identificada como "telemarketing".
Prefixo 0303 chegou ao fim (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A renovação das medidas cautelares até 2028 é mais um desdobramento do planejamento da Anatel focado na transparência e experiência do usuário. A primeira grande investida ocorreu em 2019, com o lançamento da plataforma Não Me Perturbe, um sistema centralizado e gratuito que permitiu aos brasileiros bloquearem preventivamente ofertas de TV por assinatura, internet e serviços financeiros.

Posteriormente, a agência avançou com a implementação do prefixo 0303 para todas as centrais de telemarketing ativo. Contudo, essa obrigatoriedade chegou ao fim. A Anatel revogou no ano passado a regra que exigia que empresas do setor utilizassem o código para identificar as chamadas de forma explícita na tela do celular.

A mudança gerou debates no setor e levou o Ministério Público Federal (MPF) a recomendar a retomada do uso do prefixo para conter os abusos de forma mais transparente.

Anatel amplia guerra contra telemarketing abusivo até 2028

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Telemarketing abusivo incomoda brasileiros há anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Empresas usam o Reddit para enganar modelos de IA

3 de Junho de 2026, 17:50
Ilustração mostra o ícone do Reddit ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é vísivel.
Perfis falsos no Reddit estão influenciando respostas no Google e ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas estão usando o Reddit para inundar fóruns com publicações coordenadas e manipular a indexação de conteúdo por ferramentas de IA.
  • Moderadores já denunciaram que as publicações não promovem discussões autênticas, apenas geram engajamento artificial.
  • Com isso, as empresas conseguem aumentar a presença e credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.

Uma nova estratégia de marketing tem causado dor de cabeça para os moderadores do Reddit. Empresas foram flagradas inundando fóruns com publicações coordenadas para manipular a maneira como o conteúdo é indexado por ferramentas de inteligência artificial.

Os casos identificados até agora envolvem principalmente empresas da área da saúde. Em um post na comunidade r/Biohackers, os moderadores comunicaram que novas postagens sobre terapias de reposição hormonal e peptídeos seriam proibidas.

Segundo os moderadores, as publicações que vinham sendo feitas sobre esses temas não promoviam discussões autênticas, apenas geravam engajamento artificial para aumentar a presença e a credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.

Como explica o site 404 Media, essa comunidade é antiga no Reddit e conhecida por debates sobre suplementos, farmacologia experimental e outros temas relacionados ao condicionamento físico.

O receio dos moderadores é que usuários vulneráveis, como adolescentes em busca de fórmulas estéticas milagrosas, comprem produtos arriscados induzidos por falsos conselhos online.

Empresas adoram o Reddit

Ícone do Reddit no celular
Fóruns sofrem com a invasão de robôs e agências indicando produtos (imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Quem trabalha com internet certamente já ouviu falar do SEO (Search Engine Optimization). Mas a bola da vez no marketing digital é o AEO (Answer Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de IA).

Enquanto o SEO tenta colocar uma página no topo dos resultados do Google, o AEO quer que uma marca seja a resposta dada por um chatbot. Como os grandes modelos de linguagem buscam conversas autênticas atráves de scraping (raspagem de dados) no YouTube, LinkedIn e, principalmente, no Reddit, essas plataformas viraram o alvo perfeito para manipulação.

Para muitas agências, isso virou uma mina de ouro para emplacar links e propagandas. A RedRover, citada na investigação da 404 Media, vende o serviço e anuncia publicamente “um exército de agentes” que publicam conteúdo em massa no Reddit para dominar as respostas da IA e atrair tráfego.

Spam burla a moderação

Se fossem apenas robôs disparando mensagens repetitivas, os filtros do Reddit já teriam resolvido o problema. Agora a tática mudou: essas agências utilizam contas “aquecidas” mantidas por robôs ou humanos pagos que passam meses interagindo como usuários normais em subfóruns de games, séries ou memes. A ideia é acumular tempo de conta para burlar os sistemas de segurança.

Segundo a apuração, o trabalho da agência começa quando a conta já está “madura” e acumula histórico suficiente para parecer autêntica. A partir daí, são publicados tópicos com perguntas provocativas para a comunidade, como “A vitamina D realmente funciona?”. Usuários reais passam a interagir com a discussão, o que ajuda a impulsionar o alcance da publicação e a dar legitimidade ao conteúdo no Reddit.

É nesse momento que as contas controladas por agências invadem os comentários de forma coordenada, recomendando uma marca específica como se fosse uma dica legítima de consumidor. A IA do Google ou da OpenAI tende a interpretar o volume de menções como um consenso e pode indicar o produto em respostas.

Oficialmente, o Reddit tenta correr atrás do prejuízo e já comunicou que utiliza uma combinação de revisão humana com ferramentas automatizadas para barrar ações coordenadas.

Empresas usam o Reddit para enganar modelos de IA

Saiba como o Reddit se transformou um importante fórum global sobre assuntos diversos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ícone do Reddit no celular (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Google Drive adota IA do Gemini para organizar os seus arquivos

3 de Junho de 2026, 11:53
Google Drive (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Novidade exige assinatura dos planos Workspace ou Google AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento no Google Drive.
  • A ferramenta está disponível para os planos corporativos do Workspace e para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor.
  • Recurso só funciona em inglês.

Sabe aquela pasta do Google Drive cheia de documentos soltos que você sempre promete arrumar, mas nunca tem tempo ou paciência? O Google quer resolver esse problema. A empresa liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento e sugerir onde colocar cada arquivo.

A ferramenta “Organizar meus arquivos” estava em fase de testes desde outubro do ano passado, mas para um grupo restrito de usuários. Agora, o Google expandiu a novidade para os planos corporativos do Workspace e também para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor: Google AI Pro, Ultra, AI Pro para Educação e o plano de Acesso Expandido à IA.

O que a IA do Gemini pode fazer no Google Drive?

Interface do Drive com “Sugerir movimentação de arquivos”, permitindo renomear e desmarcar itens antes de mover em lote
Usuário pode renomear e desmarcar arquivos e pastas antes da transferência (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Para quem tem direito ao recurso, o ponto de partida é um novo atalho chamado “Sugerir movimentação de arquivos” (Suggest file moves), que aparece na raiz do “Meu Drive” ou dentro das pastas. Ao clicar nele, o Gemini abre uma interface que divide as recomendações em duas opções: mover arquivos soltos para pastas que já existem ou criar novas pastas para agrupar documentos parecidos.

Dentro desse painel de gerenciamento, a IA faz o trabalho pesado de análise. O Gemini mostra o arquivo selecionado, o destino sugerido e explica a lógica por trás da escolha. Para garantir o controle total da arrumação, a ferramenta traz filtros e ajustes manuais que servem para desmarcar arquivos específicos ou renomear as novas pastas sugeridas antes de confirmar a ação.

A transferência é feita em lote com apenas um clique. Caso o processo altere as permissões de acesso e privacidade de algum documento, o próprio Drive avisa o usuário e pede uma confirmação. Vale notar que, para o recurso aparecer, os administradores de TI das empresas precisam ativar o Gemini no Drive, e os usuários finais devem deixar os “recursos inteligentes” do Workspace habilitados nas configurações da conta.

Recurso só funciona em inglês

Apesar do lançamento global, o recurso chega com limitações. A ferramenta só funciona se a interface do Google Drive estiver configurada obrigatoriamente em inglês. Além disso, o Google abriu um período promocional que vai até o dia 15 de julho de 2026. Até lá, os usuários terão limites diários maiores para testar o recurso de organização. Após essa data, haverá uma cota máxima de uso.

A novidade chega em um momento de forte concorrência no setor de produtividade e nuvem. Ferramentas de terceiros já vinham ocupando esse espaço de organização automatizada. O rival Claude, modelo de IA da Anthropic, já consegue se conectar ao Google Drive via integrações externas e APIs para ler, catalogar e sugerir a arrumação de arquivos de forma bastante parecida.

Google Drive adota IA do Gemini para organizar os seus arquivos

Google Drive (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

ChatGPT ajudou atiradores em massa, alega processo na Flórida

2 de Junho de 2026, 15:32
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Estado da Flórida alega que gestão de Sam Altman tem sido “dolosa e imprudente” (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Procuradoria-Geral da Flórida abriu um processo contra a OpenAI e o CEO Sam Altman nessa segunda-feira (01/06). 
  • O processo acusa a empresa de priorizar o crescimento financeiro em detrimento da segurança dos usuários.
  • O documento lista dez crimes e alega que o ChatGPT foi usado no planejamento de um massacre e em dois assassinatos.

O estado da Flórida abriu um processo judicial contra a OpenAI e o CEO, Sam Altman, nessa segunda-feira (01/06). A denúncia acusa a desenvolvedora do ChatGPT de priorizar o crescimento financeiro e não a segurança dos usuários. Segundo o documento de 83 páginas, a liderança da empresa demonstrou um “total desrespeito pelo risco à vida humana”.

A ação judicial cita incidentes extremos ocorridos na região. O documento oficial menciona o suposto uso do ChatGPT para o planejamento de um massacre na Universidade Estadual da Flórida, em abril de 2025, e conecta o uso do chatbot aos assassinatos de dois estudantes da Universidade do Sul da Flórida no mesmo mês.

Com a medida, a Flórida se tornou o primeiro estado norte-americano a processar a gigante da IA por questões de segurança pública e proteção ao consumidor. As informações sobre o caso foram publicadas pela NBC News.

Qual o motivo do processo?

Tela de inicial do ChatGPT com o texto “ChatGPT: Otimizando Linguagem para Modelos Dialógicos” em destaque
Denúncia diz que chatbot simula empatia e facilita o desenvolvimento de dependência (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

A Procuradoria-Geral da Flórida argumenta que a “introdução negligente” do ChatGPT no mercado gerou consequências trágicas. O texto da denúncia aponta a ferramenta como um fator que contribuiu para o aumento das taxas de homicídios e suicídios.

O órgão alega que a plataforma foi programada para simular compaixão humana, uma característica que facilita o desenvolvimento de dependência, afetando especialmente os menores de idade. Também afirma que essa relação de confiança e dependência criada pela IA permite que a OpenAI colete dados sensíveis de crianças e adolescentes sem supervisão parental.

Justiça acusa OpenAI de 10 crimes

O governo estadual dividiu as infrações da OpenAI em dez crimes. A lista apresentada ao tribunal abrange:

  • quatro acusações de práticas comerciais enganosas e desleais;
  • duas acusações de negligência;
  • duas acusações por violação das leis de responsabilidade por produtos defeituosos;
  • uma por declaração fraudulenta;
  • e uma infração por perturbação da ordem pública.

Como medida de reparação, o estado da Flórida exige a aplicação de sanções rigorosas. A Procuradoria solicitou ordens judiciais que obriguem a companhia a restringir imediatamente a coleta de dados de usuários menores de idade.

A Justiça também foi acionada para proibir a OpenAI de omitir os riscos ligados aos seus modelos de linguagem. A intenção da ação também é responsabilizar Sam Altman pessoalmente pelos danos causados, classificando sua gestão como dolosa e imprudente.

O que diz a OpenAI?

Em nota à Variety, a OpenAI se defendeu das acusações. Um porta-voz da empresa classificou a inteligência artificial como uma “tecnologia nova e poderosa” e reconheceu abertamente a necessidade de criar medidas de segurança para o público infantojuvenil, destacando os recursos de moderação que a companhia já oferece em seus serviços.

Sobre as fatalidades citadas no processo, o representante destacou que apontar para os esforços de segurança não trará vidas de volta, mas reiterou o compromisso de desenvolver a tecnologia de forma responsável.

A OpenAI afirmou que seus produtos são projetados para operar com segurança e ressaltou que implementou novas barreiras de proteção em novembro passado.

ChatGPT ajudou atiradores em massa, alega processo na Flórida

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Unsplash / Jonathan Kemper)

Jovi T1 chega ao Brasil com bateria de 6.500 mAh; veja o preço

2 de Junho de 2026, 11:30
Jovi T1 5G exibido ao lado da caixa
Jovi T1 desembarcou no Brasil (foto: João Cruz/Tecnoblog)
Resumo
  • Jovi T1 5G chega ao Brasil nesta terça-feira (02/06), com bateria de 6.500 mAh e preço inicial de R$ 2.799.
  • Celular possui 256 GB de armazenamento, carregamento rápido de 90 W e tela AMOLED de 6,77 polegadas.
  • A fabricante oferece uma promoção válida até 16 de junho, com desconto de R$ 500 e pagamento parcelado em até 21 vezes sem juros.

O Jovi T1 5G chega ao Brasil nesta terça-feira (02/06), com foco em autonomia. O smartphone traz bateria de 6.500 mAh e desembarca no país com preço inicial sugerido de R$ 2.799.

Além da bateria grande, o smarpthone conta com carregamento rápido de 90 W. Vale lembrar que a Jovi é a subsidiária local da fabricante chinesa Vivo Mobile, que mudou o nome no mercado local para não gerar confusão com a operadora homônima.

Foco em autonomia

A autonomia é o principal pilar do Jovi T1 5G, garantida pela bateria de 6.500 mAh. Ainda assim, o smartphone mantém um perfil ergonômico, com espessura de 7,59 mm e peso total de 194 gramas, com certificação IP65 contra jatos de água e poeira.

O hardware do Jovi T1 é liderado pelo chip MediaTek Dimensity 7360-Turbo 5G, um processador octa-core capaz de atingir até 2,5 GHz. O aparelho conta com leitor de impressões digitais embutido sob a tela e reconhecimento facial.

Itens da caixa do Jovi T1 com carregador e capinha, além de guia rápida e documentação
Celular vem com carregador e capinha na caixa (foto: João Cruz/Tecnoblog)

O modelo será comercializado em solo brasileiro na versão com 256 GB de armazenamento interno e 8 GB de memória RAM física. A fabricante também disponibiliza a expansão virtual da RAM, permitindo alocar mais 8 GB do espaço interno.

Em conectividade, o aparelho traz suporte às redes 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4 e tecnologia NFC para pagamentos por aproximação.

Tela AMOLED e câmeras com estabilização óptica

Imagem em close-up mostra as câmeras do celular Jovi T1 5G
Jovi T1 tem flash em forma de anel e câmera principal de 50 MP (foto: João Cruz/Tecnoblog)

Na parte frontal, o dispositivo exibe um painel AMOLED de 6,77 polegadas com resolução Full HD+ (2392 x 1080 pixels). O display opera com uma taxa de atualização de 120 Hz para transições mais suaves durante a rolagem de páginas, consumo de vídeos e execução de jogos.

O módulo fotográfico traseiro abriga dois sensores. A lente principal de 50 megapixels conta com estabilização óptica de imagem (OIS) para evitar borrões, operando junto a uma lente ultrawide de 8 megapixels. O sistema suporta gravações de vídeo em 4K a 30 quadros por segundo. Já a câmera frontal possui 32 megapixels de resolução.

Preço e disponibilidade no Brasil

Tela do Jovi T1 5G exibindo “Sobre o telefone” e “ori gins 6”, versão com Android 16
Modelo vem de fábrica com o Android 16 (foto: João Cruz/Tecnoblog)

O Jovi T1 5G está disponível a partir de hoje por R$ 2.799. O modelo será vendido exclusivamente online, na loja oficial da marca no Mercado Livre, nas cores preto e azul.

A fabricante também oferece uma promoção válida até 16 de junho, que reduz o preço para R$ 2.299. O pagamento pode ser parcelado em até 21 vezes sem juros, de acordo com as condições da plataforma. Para compras via Pix, há um desconto adicional de 15%, que reduz o valor final a R$ 1.954.

Além disso, a Jovi oferece o chamado Pacote de Benefícios Turbo para os primeiros compradores. Esse pacote inclui um ano de troca gratuita de tela, dois anos de garantia estendida, quatro anos de cobertura específica para a bateria e cinco anos de revisões gratuitas em assistências autorizadas.

A ação de lançamento também dá direito a um cupom de R$ 200 para compra dos fones Jovi Air Buds 3.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Jovi T1 chega ao Brasil com bateria de 6.500 mAh; veja o preço

Jovi T1 (foto: João Cruz/Tecnoblog)

Jovi T1 (foto: João Cruz/Tecnoblog)

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

2 de Junho de 2026, 10:38
Emissor de laser com mira rastreando um mosquito em tempo real
Emissor de laser acompanha o movimento do alvo em tempo real (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • O engenheiro Steven Cheng desenvolveu um sistema que usa laser e IA para exterminar mosquitos.
  • O sistema utiliza câmera, reconhecimento de imagens e base motorizada para rastrear e eliminar insetos em tempo real.
  • Ele é alimentado por inteligência artificial e conta com mecanismos de segurança para evitar acidentes.

Quem já perdeu noites de sono por causa de um pernilongo zumbindo no ouvido vai invejar a criação do engenheiro Steven Cheng. Especialista em visão computacional e robótica, ele decidiu resolver esse incômodo doméstico apelando para a força bruta tecnológica: criou um sistema autônomo de defesa a laser, alimentado por inteligência artificial, capaz de abater insetos por conta própria.

O cérebro da invenção é um modelo visual treinado para mapear a anatomia de um mosquito. Para que o software conseguisse diferenciá-lo de partículas de poeira ou de outros elementos do ambiente, Cheng precisou construir um banco de dados praticamente do zero.

O trabalho exigiu dedicação: ele utilizou uma câmera DSLR equipada com zoom para capturar imagens detalhadas dos mosquitos em pleno voo. Em relatos compartilhados no X, ele confessou que essa etapa rendeu inúmeras picadas.

Ainda assim, o esforço gerou o material para treinar o algoritmo, que teve um desempenho considerado excelente por seu criador. Segundo informações do TechSpot, ele consegue isolar e identificar a silhueta dos insetos com precisão.

Spent 4 months building the ultimate mosquito killer: an artillery cannon guided by computer vision + deep learning.

Trained a custom model to detect and lock onto mosquitoes using a DSLR + zoom lens setup.

The dataset collection phase was brutal — the mosquitoes definitely… pic.twitter.com/jqfgz0eq9l

— Steven Cheng (@stevencheng) May 28, 2026

Como a IA mira e dispara o laser?

Com o obstáculo do reconhecimento de imagem superado, o próximo desafio era a mecânica de eliminação dos insetos. Para isso, o sistema integra um emissor de laser calibrado para, nas palavras de Cheng, “transformar mosquitos em torradas”.

Esse laser foi acoplado a uma plataforma rotativa industrial, permitindo ao “canhão” de luz se movimentar rapidamente em múltiplos eixos. Aqui, a mesma câmera utilizada para o treinamento inicial passa a atuar como sensor primário. Assim que a lente capta um movimento, a IA processa o quadro, confirma a assinatura visual do mosquito e envia as coordenadas exatas de rastreamento para a base motorizada.

Em questão de milissegundos, a estrutura ajusta a mira, acompanhando o alvo antes de acionar o disparo.

Emissor de laser acoplado a uma câmera e plataforma rotativa, parte do sistema autônomo que mira mosquitos
O feixe de luz transforma “mosquitos em torradas”, segundo o desenvolvedor (imagem: reprodução/X)

Bloqueio inteligente contra acidentes

Operar um laser dentro de casa traz riscos. Para reduzir as chances de acidente, Cheng criou uma série de mecanismos de segurança. Entre eles, uma segunda câmera com lente grande angular (ultrawide).

Essa câmera monitora constantemente o ambiente para detectar pessoas, animais de estimação ou objetos inflamáveis que possam entrar na trajetória do feixe. Se algum perigo for identificado, o sistema interrompe o disparo automaticamente.

Após concluir a montagem e os testes de segurança, o protótipo experimental foi colocado para rodar. Na manhã seguinte, o engenheiro informou que realmente deu certo: todos os mosquitos haviam sido eliminados.

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Anatel vai usar IA para barrar eletrônicos piratas no Brasil

1 de Junho de 2026, 12:46
Ilustração com mãos segurando um celular e um ícone de pirataria, simbolizando fiscalização em marketplaces
Marketplaces serão um dos focos da nova fiscalização (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel passa a monitorar importações pelo Siscomex a partir de 1º de junho para barrar eletrônicos piratas no Brasil.
  • A agência reguladora também adotará inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, o Certifica, previsto para ser lançado em julho.
  • O objetivo é reduzir o prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões causado pela venda de produtos não homologados no país.

A Anatel vai iniciar outra ofensiva para barrar a entrada de eletrônicos irregulares no Brasil. A partir desta segunda-feira (01/06), o órgão passa a monitorar importações por meio da plataforma Siscomex. A autarquia também deve adotar inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, com lançamento previsto para julho de 2026.

Segundo o portal especializado TeleSíntese, o objetivo é mapear detalhadamente os produtos que chegam ao país e direcionar a fiscalização contra a venda de itens não homologados, apertando o cerco sobre distribuidores e plataformas de e-commerce. As informações foram comunicadas no 29º Fórum de Produtos para Telecomunicações, que ocorreu em Brasília na sexta-feira (29/05).

O que é e como a Anatel vai usar o Siscomex?

O Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) é a plataforma do Governo Federal responsável por registrar e controlar todas as operações aduaneiras de importação e exportação do país. A Anatel agora foi formalmente incluída no ecossistema.

A fiscalização ocorrerá logo após a entrada do equipamento, por meio da leitura das informações da Declaração Única de Importação (Duimp). Nesse momento, a autarquia cruzará dados, como o CNPJ da empresa importadora, a classificação fiscal da carga, o tipo de aparelho e o preenchimento correto do código de homologação.

Empresas que atuam dentro das regras terão a operação facilitada. A Anatel concentrará seus esforços nas cargas com indícios de irregularidade. Além de atuar por conta própria, a agência poderá fornecer relatórios à Receita Federal para otimizar as inspeções nas alfândegas.

Novo sistema com inteligência artificial

Logotipo da Anatel com cidade ao fundo. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
IA funcionará como assistente para os analistas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outra ferramenta que será usada no combate à pirataria é o Certifica. Ele substituirá o antigo Sistema de Certificação e Homologação (SCH) e tem como grande diferencial o uso de automação e inteligência artificial na arquitetura.

A IA deve funcionar como uma assistente para os analistas humanos da agência. O sistema fará uma varredura nos processos, emitirá um relatório estruturado e permitirá que o servidor foque apenas na análise dos riscos de cada aparelho.

A área técnica da agência reconhece que o período de transição para a nova plataforma pode aumentar os prazos atuais — que hoje variam de 15 a 50 dias —, mas projeta uma redução significativa no futuro. Essa agilidade será crucial para liberar dispositivos com Wi-Fi e Bluetooth, que atualmente respondem por 70% de todo o volume de requerimentos processados pelo órgão.

Novo selo e combate ao mercado paralelo

Vale mencionar que a Anatel também está desenvolvendo um novo padrão de selo de segurança, com versões física e digital, para facilitar a verificação de autenticidade de aparelhos como celulares, baterias e carregadores por parte dos consumidores, fiscais e marketplaces.

Para coordenar essas inovações, a autarquia reativou sua comissão de hardware, criando uma força-tarefa que envolve ministérios, o Serpro e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.

No evento, o superintendente da Anatel Vínicius Caram afirmou que o principal objetivo é frear um mercado paralelo que gera um prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões ao Brasil com a venda de produtos não homologados.

Anatel vai usar IA para barrar eletrônicos piratas no Brasil

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft parou de dizer que o Windows não precisa de antivírus

29 de Maio de 2026, 15:51
Logotipo do Windows sobre logotipos da Microsoft
Defender consome mais recursos do PC e ficou apenas na faixa intermediária em testes de desempenho (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft removeu um artigo que afirmava que o Windows 11 não precisava de antivírus de terceiros.
  • Testes independentes mostram que a proteção nativa do Windows, o Microsoft Defender, tem limites, especialmente em ambientes offline, detectando 89,2% das ameaças locais.
  • O Microsoft Defender depende fortemente de consultas em nuvem e consome mais recursos de hardware do que soluções de terceiros.

A Microsoft removeu silenciosamente uma publicação que afirmava que os usuários do Windows 11 não precisam de antivírus de terceiros. O movimento reacendeu o debate na comunidade de segurança sobre até onde vai a real eficiência da proteção nativa do sistema operacional.

Registros do Archive.org confirmam que a página esteve ativa até pelo menos 11 de maio. No entanto, desde 24 de maio, quem tenta acessá-la é redirecionado para a página inicial do portal. O sumiço foi notado pelo laboratório independente AV-Comparatives e ganhou destaque nos fóruns do site Neowin.

O texto original vendia a ideia de que o Microsoft Defender era mais do que suficiente para barrar golpes de phishing, instaladores perigosos e arquivos maliciosos na rotina diária. A mudança repentina de discurso conversa com o atual momento da plataforma: o Windows 11 vive um verdadeiro drama – e a Microsoft promete salvá-lo.

Microsoft Defender não dá conta do recado?

Configurações de proteção contra vírus e ameaças no Windows, com a proteção em tempo real ativada
O Defender ainda depende muito da nuvem para barrar ameaças (foto: João Victor Campos/Tecnoblog)

Para quem mantém um perfil de uso básico e navega apenas por caminhos conhecidos, o Defender quebra um galho enorme e evoluiu muito nos últimos anos. O problema é que os testes mais recentes da AV-Comparatives mostram que o cenário muda de figura dependendo das condições de conectividade do computador.

Em ambientes com conexão ativa com a internet (ou seja, a maioria de nós), a detecção do Defender é excelente e bate de frente com os melhores antivírus do mercado. A vulnerabilidade aparece quando o PC fica offline: nesses cenários, a taxa de proteção do antivírus cai para 89,2%, enquanto softwares concorrentes conseguem segurar até 98,6% das ameaças locais. Isso acontece porque a solução integrada depende fortemente de consultas em nuvem para identificar arquivos perigosos.

Além disso, no teste de desempenho em abril, o Defender ficou posicionado apenas na faixa intermediária do mercado. Isso significa que, embora seja seguro, ele ainda consome mais recursos de hardware e pesa mais no sistema do que soluções de terceiros, que rodam de forma mais otimizada em segundo plano.

Bolha do ecossistema

Outro ponto crítico é o isolamento no ecossistema da marca. O filtro SmartScreen, por exemplo, atinge eficiência máxima apenas se o usuário adotar o Microsoft Edge e o Outlook como ferramentas principais de trabalho.

Quem prefere Chrome, Firefox, Brave ou Thunderbird acaba lidando com uma cobertura contra links maliciosos bem diferente. É aí que os pacotes de segurança de outras empresas ganham espaço, oferecendo barreiras que funcionam com a mesma eficácia em qualquer programa.

Procurada pelo Neowin, a Microsoft preferiu não comentar os motivos que levaram à remoção do artigo.

A Microsoft parou de dizer que o Windows não precisa de antivírus

Windows e Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Correios e AliExpress assinam acordo para acelerar entregas no Brasil

29 de Maio de 2026, 15:37
Imagem mostra o logo do Correios ao lado do logo do AliExpress
Correios aprofundou a parceria logística com o AliExpress (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Correios e o AliExpress firmaram uma parceria para otimizar a logística no Brasil, visando reduzir o tempo de entrega.
  • A parceria visa melhorar o rastreamento das encomendas e garantir uma entrega mais ágil, suprindo a alta demanda do comércio eletrônico.
  • O Brasil é mercado prioritário do AliExpress para 2026, e a empresa investirá em infraestrutura local para suportar o volume de vendas.

Os Correios e o AliExpress assinaram nessa quinta-feira (28/05), na China, um documento formal para otimizar a operação logística no Brasil. O objetivo do acordo é reduzir o tempo de entrega, modernizar o rastreamento e melhorar a experiência de compra dos consumidores.

Segundo as informações divulgadas pelo Ministério das Comunicações, a parceria visa suprir a alta demanda do comércio eletrônico internacional no país, garantindo que as encomendas cheguem às casas dos brasileiros com maior agilidade e infraestrutura atualizada.

O que deve mudar nas entregas?

Ainda de acordo com o MCom, os esforços conjuntos vão impulsionar a digitalização do serviço postal e garantir um acompanhamento mais ágil das encomendas. Na prática, a meta é oferecer previsibilidade, transparência e menos atritos logísticos para os milhões de brasileiros que importam produtos pela plataforma.

Os Correios já atuam como o principal parceiro logístico da varejista asiática no mercado nacional. Com a nova assinatura, a promessa é aprofundar a integração tecnológica e operacional. O foco dos investimentos recai diretamente sobre a chamada “última milha” — a etapa final do transporte, que leva o pacote até a porta do comprador.

Logo do AliExpress ao centro, cercado por celulares com o app da loja. O fundo é laranja.
AliExpress tem o Brasil como prioridade em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brasil é mercado prioritário

A movimentação reflete a atual estratégia de expansão global do AliExpress. A empresa confirmou que o Brasil aparece com destaque entre os três mercados prioritários do seu plano de negócios desenhado para 2026. Para dar suporte a esse volume de vendas e manter a competitividade, a plataforma informou que seguirá com a injeção de recursos em tecnologia e infraestrutura local.

Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a iniciativa fortalece a operação da estatal brasileira, revertendo em serviços públicos e logísticos mais eficientes para a população.

A comitiva nacional — que também conta com os presidentes dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, e da Telebras, Hermano Albuquerque — cumpre agenda na Ásia até esta sexta-feira (29/05). O cronograma é focado em atrair novos investimentos para telecomunicações e transformação digital, englobando visitas técnicas às instalações da SpaceSail, a rival chinesa da Starlink, e ao centro de pesquisa e desenvolvimento da Huawei.

Correios e AliExpress assinam acordo para acelerar entregas no Brasil

(arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

AliExpress (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT perde espaço para Gemini e Claude no ambiente de trabalho

29 de Maio de 2026, 11:30
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Uso corporativo do ChatGPT recuou para 74%, diz pesquisa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ChatGPT perdeu espaço no ambiente corporativo para os concorrentes do Google e Anthropic.
  • A OpenAI ainda lidera com 74,7% de uso nos escritórios dos EUA, mas, antes, sua fatia era de 99,9%.
  • O Google Gemini agora domina 14,3% da base de clientes, enquanto o Claude tem 8,5% do tempo total de uso de IA.

O uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho disparou desde 2023, mas o ChatGPT já não reina absoluto. Um relatório divulgado pela empresa de monitoramento DeskTime revela que os profissionais estão buscando um conjunto mais variado de ferramentas, como o Google Gemini e o Claude, da Anthropic.

A IA da OpenAI ainda é a mais popular, com uma fatia de 74,7% de uso nos escritórios dos Estados Unidos. No entanto, se antes o chatbot era sinônimo de “inteligência artificial para qualquer tarefa”, hoje os funcionários diversificam os fluxos de trabalho e procuram soluções mais alinhadas às suas rotinas, aponta o estudo repercutido pelo TechRadar.

A pesquisa ouviu diretamente 2.385 funcionários de 97 empresas, mas também usou resultados de sua própria base de monitoramento global. Ainda assim, a maior parte dos dados se concentra nos EUA, principal mercado dessas ferramentas.

ChatGPT perdeu a exclusividade

A adoção da IA nos escritórios quase triplicou, ano a ano, entre 2023 e 2025. Mas os dados anônimos de 50 mil usuários ao redor do mundo, que a plataforma utilizou para compor o estudo, revelam uma clara mudança de comportamento em relação às plataformas escolhidas:

  • Em 2023, o ChatGPT representava 99,9% de todo o tempo dedicado à IA pelas empresas monitoradas.
  • No primeiro quadrimestre de 2026, a fatia da OpenAI despencou para 74,7% entre os usuários avançados (aqueles que utilizam essas ferramentas por mais de 26 horas anuais).
  • A proporção de profissionais totalmente fiéis ao ChatGPT também encolheu de 100% para 75,6%.

Segundo o CEO da DeskTime, Artis Rozentals, o mercado corporativo começou a separar o entusiasmo inicial da utilidade prática, mostrando que os profissionais preferem explorar novas tecnologias a ficarem presos a uma única interface familiar.

Gemini e Claude são as principais rivais

Nesse novo cenário, o Google Gemini desponta como o principal rival da OpenAI no mundo corporativo, abocanhando 14,3% do tempo total de uso de IA monitorado globalmente em 2026. O Claude aparece logo na sequência, com 8,5%, e se destaca por registrar o crescimento mais rápido deste ano.

Segundo a pesquisa, ambos conseguem converter usuários casuais em recorrentes com uma velocidade que o ChatGPT já não consegue acompanhar.

Enquanto o mercado se transforma, outras soluções caminham a passos lentos. O Microsoft Copilot, curiosamente, mantém uma participação estagnada na casa de 1% há vários anos, sem sinais de decolagem ou colapso. Já ferramentas focadas em nichos, como Perplexity e Mistral, ainda não alcançaram impacto significativo no uso diário dos escritórios.

Embora os dados reflitam a base específica da DeskTime, a tendência parece ser de que a era de dominação do ChatGPT no trabalho chegou ao fim e deu lugar a um ecossistema bem mais competitivo.

ChatGPT perde espaço para Gemini e Claude no ambiente de trabalho

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Intel e Qualcomm revelam novos chips para portáteis e notebooks

28 de Maio de 2026, 16:59
Logo Intel Arc G e chip Snapdragon C em placa, ilustrando novidades para computação móvel
Intel e Qualcomm revelam novidades para o mercado de computação móvel (imagem: reprodução)
Resumo
  • Intel lança linha Arc G-Series para consoles portáteis com Windows, focada em gráficos avançados com arquitetura Xe3, ray tracing e upscaling XeSS 3.
  • Qualcomm apresenta Snapdragon C para notebooks de baixo custo, com recursos de IA e eficiência energética.
  • Acer, MSI, OneXPlayer, HP e Lenovo desenvolverão dispositivos com esses chips, com lançamentos previstos para junho de 2026.

Duas das principais gigantes da indústria de semicondutores escolheram a última semana de maio para revelar os próximos passos no mercado de computação móvel. Em anúncios simultâneos que servem como prévia para a feira Computex 2026, Intel e Qualcomm oficializaram novos processadores com propostas distintas.

A família Arc G-Series da Intel foi desenvolvida para impulsionar consoles portáteis de alto desempenho. Já a Qualcomm apresentou o Snapdragon C, projetado para levar recursos de inteligência artificial e mais eficiência energética para notebooks de baixo custo.

Intel foca na arquitetura gráfica Xe3 para jogos

Para atrair o exigente público gamer que busca mobilidade, a nova linha de processadores Intel Arc G-Series chega ao mercado liderada por dois modelos principais: o Arc G3 e o Arc G3 Extreme.

Segundo a fabricante, os componentes são baseados na plataforma Intel Core Ultra Series 3, também conhecida pelo codinome Panther Lake. Os chips são equipados com uma CPU de 14 núcleos, em um estrutura dividida em 2 núcleos de performance (P-cores) para tarefas complexas, 8 núcleos de eficiência (E-cores) e 4 núcleos de eficiência de baixo consumo (LP E-cores).

Imagem mostra as especificações da linha Arc G3 com suporte a ray tracing e XeSS 3
Nova linha Arc G3 traz suporte a ray tracing e XeSS 3 (imagem: reprodução)

O verdadeiro atrativo para os consoles, no entanto, é a arquitetura gráfica Xe3 integrada. A GPU oferece recursos nativos de ray tracing e a tecnologia de upscaling XeSS 3, que combina otimizações de super-resolução, geração de quadros (Multi-Frame Generation) e redução de latência (Xe Low Latency) para garantir que jogos pesados rodem com taxas de quadros mais estáveis.

No quesito software, a companhia confirmou a integração nativa com o Modo Xbox e o recurso Intel Precompiled Shaders, que baixa arquivos de sombreamento já compilados direto da nuvem.

A chegada dos primeiros dispositivos com a série Arc G3 está prevista para junho de 2026. A lista inicial de parceiras inclui Acer, MSI e OneXPlayer, inaugurando o segmento com os modelos Acer Predator Atlas 8, MSI Claw 8 EX AI+ e o OneXPlayer 3.

Snapdragon C para notebooks de baixo custo

Imagem mostra o chip Snapdragon C dedicado a recursos de IA e design silencioso para notebooks de baixo custo
Snapdragon C traz NPU dedicada para recursos de IA (imagem: reprodução)

Com a plataforma Snapdragon C, em que a letra “C” representa “Compute” (Computação), a Qualcomm tenta dominar a categoria de entrada (modelos a partir de US$ 300, ou cerca de R$ 1.600 em conversão direta). Conforme destaca o portal Tom’s Hardware, essa linha difere dos processadores de alto desempenho Snapdragon X e X2.

Para atender a esse segmento, a empresa decidiu resgatar a estrutura Kryo, amplamente validada em chips de smartphones e tablets. Baseada nos núcleos Cortex da Arm, a tecnologia intercala núcleos de performance com clusters focados em eficiência energética.

A finalidade dessa escolha técnica é viabilizar a produção de laptops que operem de forma silenciosa e com autonomia de bateria suficiente para superar um dia inteiro de uso.

Apesar do posicionamento focado no baixo custo, a Qualcomm incluiu uma Unidade de Processamento Neural (NPU) dedicada para a execução local de tarefas de IA. Contudo, como reflexo da atual alta nos preços dos componentes, os dispositivos dessa geração devem apresentar limitações na capacidade de memória RAM.

O primeiro modelo confirmado é o Acer Aspire Go 15 (AG15-Q31P). O notebook possui uma tela de 15,6 polegadas com resolução 1080p, 8 GB de RAM, 512 GB de armazenamento. Marcas como HP e Lenovo também estão desenvolvendo produtos com chip Snapdragon C, com mais detalhes previstos para a Computex 2026, que começa em 2 de junho.

Intel e Qualcomm revelam novos chips para portáteis e notebooks

Apple prepara recurso que bloqueia o iPhone em caso de roubo

28 de Maio de 2026, 15:42
Mão segurando iPhone 17 azul-névoa, destacando as câmeras, com mesa em madeira como fundo
Acelerômetro do iPhone será essencial para detectar movimentos bruscos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple está desenvolvendo uma nova função de segurança que bloqueia o iPhone se for arrancado da mão do usuário de forma abrupta.
  • O recurso visa impedir o acesso a dados sensíveis em situações de furtos rápidos, quando o celular é levado enquanto ainda está em uso.
  • A tecnologia deve cruzar dados de sensores de movimento, dispositivos conectados e localização em tempo real, avaliando também a distância.

A Apple está trabalhando em uma nova camada de segurança capaz de travar o iPhone automaticamente caso o aparelho seja arrancado da mão do usuário de forma abrupta. A novidade foi descoberta nesta semana a partir da análise de códigos do sistema iOS feita pelo portal 9to5Mac.

O objetivo principal do recurso é impedir que criminosos acessem dados sensíveis e financeiros em situações de furtos rápidos, especificamente quando o celular é levado enquanto ainda está em uso e com a tela desbloqueada. Ainda não há detalhes de quando esse recurso será disponibilizado.

Como o novo bloqueio automático vai funcionar?

Para identificar a ação do criminoso e agir antes que ele acesse os aplicativos, o sistema deve cruzar dados de sensores de movimento, dispositivos conectados e localização em tempo real. De acordo com o 9to5Mac, o acelerômetro do iPhone será a principal peça de hardware para detectar o deslocamento brusco, movimento característico de um puxão.

Para evitar bloqueios acidentais no uso cotidiano, a tecnologia também deverá analisar a distância em relação ao Apple Watch emparelhado: se os dois aparelhos se afastarem em alta velocidade, a suspeita de roubo é confirmada.

Além dos sensores físicos, a ferramenta avaliará o contexto geográfico da vítima. Se o iPhone for retirado repentinamente e afastado de uma rede Wi-Fi conhecida ou de um endereço salvo como familiar (como a própria residência ou o ambiente de trabalho), a tela apagará e o acesso será travado na hora.

Na prática, a dinâmica adotada pela Apple é bastante semelhante ao recurso Bloqueio de Detecção de Roubo, que já existe nativamente no Android.

Fim de uma brecha de segurança

Uma mão segurando o iPhone 17 Pro com a tela ligada na página inicial
Recurso deve focar na proteção de iPhones desbloqueados (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com o passar dos anos, a Apple aprimorou suas defesas contra crimes com ferramentas eficientes, como a rede Buscar, o tradicional Bloqueio de Ativação e a Proteção contra Roubo de Dispositivo. O obstáculo, no entanto, é que grande parte dessas barreiras perde a eficiência se o ladrão conseguir fugir com o smartphone já desbloqueado em mãos.

Apesar de o iOS contar com um atraso de segurança para impedir mudanças no Apple ID e senhas, a posse da tela livre ainda permite que o invasor cause estragos. Em poucos minutos, é possível acessar aplicativos de mensagens, e-mails, anotações pessoais e até mesmo contornar autenticações.

O novo bloqueio age exatamente sobre essa falha crítica. Ao detectar o roubo em andamento, o sistema não apenas desliga o visor, mas restringe na hora o acesso a todas as áreas sensíveis do aparelho. A Apple ainda não anunciou oficialmente quando a novidade chegará aos usuários, mas as evidências encontradas mostram que o recurso está em desenvolvimento e deve ser liberado nas próximas atualizações do iOS.

Apple prepara recurso que bloqueia o iPhone em caso de roubo

O iPhone 17 tem duas câmeras na traseira (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

LG nega venda da divisão de TVs para gigante chinesa

28 de Maio de 2026, 12:10
Mão segurando controle LG em frente a uma TV exibindo apps e canais, reforçando que a LG segue fabricando televisores
LG garante que segue firme na fabricação de televisores (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • LG negou rumores de venda da sua divisão de TVs para a Hisense.
  • A empresa sul-coreana classificou as informações como “enganosas e infundadas”, e o site que as publicou excluiu a matéria.
  • Ainda assim, a divisão de TVs da LG tem operado com margens extremamente baixas, variando entre 1% e 2% no último ano.

A LG negou os rumores de que estaria negociando a venda da sua tradicional divisão de TVs para a gigante chinesa Hisense. O boato ganhou força após o portal sul-coreano EBN publicar uma reportagem afirmando que executivos das duas empresas teriam se reunido em Pequim para discutir o tema.

Em um comunicado, a fabricante sul-coreana classificou as informações sobre uma possível venda ou encerramento das operações como “enganosas e infundadas”. O detalhe mais curioso dessa história é que, poucas horas após a repercussão alcançar portais globais de tecnologia, o artigo original desapareceu misteriosamente do site EBN. A publicação removeu a matéria do ar sem emitir qualquer nota ou explicação.

Ainda que a LG tenha apagado o incêndio rapidamente, o episódio acontece em um momento delicado para a indústria de televisores. A divisão da empresa que abriga o segmento de TVs fechou o último ano operando no limite: as margens operacionais reportadas foram extremamente baixas, variando entre 1% e 2%.

Mercado de TVs está mais concorrido

TVs
Hisense demonstra TV de 110 polegadas durante a CES 2024 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Passar o maquinário pesado da divisão de TVs para as mãos das empresas chinesas não seria um movimento inédito: a Sony oficializou a transferência do controle de produção de suas TVs para a TCL. Com isso, conseguiu garantir a sobrevivência das TVs Bravia.

O grande desafio para marcas mais tradicionais atende pela combinação de agressividade comercial e evolução tecnológica acelerada. As fabricantes chinesas, como a própria TCL e a Hisense, vêm devorando fatias enormes do mercado global ao oferecer painéis de alta qualidade. Elas apostam fortemente na popularização de tecnologias avançadas, como o Mini LED, cobrando menos que os modelos equivalentes das rivais.

Os números recentes da empresa de pesquisa Omdia ilustram bem esse cenário. Enquanto a LG segura uma participação global que oscila na casa dos 10% a 11%, a TCL já saltou para 14%, com a Hisense aparecendo logo na sequência, com 12,5%. É uma inversão de forças para quem sempre ditou as regras nas prateleiras do varejo, restando à LG manter a liderança confortável apenas no segmento premium de telas OLED.

Fantasma dos smartphones

Se a LG um dia decidisse realmente abandonar a fabricação de televisores, colocaria um ponto final em uma história de quase seis décadas. Para quem não lembra, as raízes da empresa no setor datam de 1966, quando a marca GoldStar (nome original da companhia) lançou a primeira televisão em preto e branco da Coreia do Sul.

Para os fãs de tecnologia, o mero rumor já traz um incômodo déjà vu: a saída da LG do mercado de smartphones em 2021. Após anos acumulando prejuízos na divisão mobile e perdendo espaço, a empresa puxou o plugue dos celulares de vez, dando um fim melancólico a inovações como o exótico LG Wing e a famosa série V.

LG nega venda da divisão de TVs para gigante chinesa

TV OLED LG Evo G1 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Hisense demonstra TV de 110 polegadas durante a CES 2024 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Governo abre processo que pode render multa milionária a iFood e Keeta

28 de Maio de 2026, 11:15
Sacola com logo iFood sendo entregue ao lado de um celular com o aplicativo Keeta
Multa para iFood e Keeta pode chegar a R$ 14 milhões (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Senacon abriu processos administrativos contra o iFood e a Keeta por descumprirem a Portaria nº 61/2026, que exige clareza sobre as taxas.
  • As plataformas podem pagar multas de até R$ 14 milhões se não cumprirem as regras.
  • As empresas têm 20 dias para apresentar defesa e comprovar o cumprimento da norma; caso contrário, estarão sujeitas às sanções previstas.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) abriu processos administrativos contra o iFood e a Keeta nessa quarta-feira (27/05). O governo afirma que os aplicativos de delivery podem pagar multas de até R$ 14 milhões por descumprirem a Portaria nº 61/2026, que exige clareza sobre a composição dos preços cobrados nas entregas.

Durante coletiva de imprensa, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, frisou que a adesão à norma não é opcional. De acordo com o ministro, outras gigantes de transporte, como a Uber e a 99, já se adequaram à regra.

Valores das taxas precisam ficar mais claros

Entregador de bicicleta em trânsito, ilustrando a exigência de mostrar a quantia exata repassada ao entregador
Regra obriga empresas a mostrarem quantia exata repassada ao entregador (imagem: Paolo Feser/Unsplash)

A regulamentação determina que as plataformas apresentem um resumo mostrando exatamente como o dinheiro de cada pedido é fatiado. Na prática, as empresas são obrigadas a informar o valor total pago pelo cliente, a taxa retida pelo próprio aplicativo, o montante destinado ao restaurante e a quantia exata repassada ao entregador (contabilizando gorjetas e adicionais).

A fiscalização começou em 24 de abril, após um prazo de 30 dias para adaptação. Segundo o secretário Ricardo Morishita, a exigência da Senacon reflete um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor há 35 anos.

Sem esses dados expostos de forma clara, o órgão entende que o cliente perde a capacidade de escolha e fica impedido de comparar serviços, o que abre brechas para cobranças excessivas.

Ilustração com a marca do iFood e uma moto vista de trás, com destaque para o baú
iFood alega surpresa com a decisão do governo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Empresas negam, mas governo deu ultimato

Em nota enviada ao Tecnoblog, o iFood ressaltou que o processo administrativo servirá para decidir se haverá multa, não sendo uma sanção imediata. A empresa nos informou que protocolou hoje um novo pedido formal à Senacon, informando que está se adequando às normas.

“O cumprimento da norma envolve adaptações relevantes na arquitetura de sistemas, ajustes no aplicativo e desenvolvimento de novas funcionalidades e fluxos de informação”, afirma o iFood.

Segundo o iFood, a Senacon ignorou quatro solicitações formais de reunião entre fevereiro e maio. O app diz ter recebido a ação com surpresa, mas segue aberto ao diálogo: “A Portaria foi editada sem diálogo prévio com o setor e sem discussão técnica acerca das particularidades operacionais dos diferentes modelos de plataforma digital”.

A secretaria afirma, no entanto, “que a empresa não apresentou as informações solicitadas durante a averiguação preliminar e não comprovou medidas efetivas para implementação” das mudanças.

Imagem mostra um smartphone com moldura dourada exibindo um aplicativo com fundo amarelo chamado "KeeTa". O celular está centralizado e cercado por imagens de comida: um hambúrguer à esquerda, uma barra de chocolate marrom abaixo e uma fatia de pizza com pepperoni e pimentão à direita. O fundo é uma representação estilizada da bandeira do Brasil. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Keeta faz sucesso na China e chegou ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já a Keeta, também em comunicado ao Tecnoblog, definiu-se como uma plataforma de intermediação em conformidade com a legislação. A empresa argumenta que já detalha, no processo de uso do app e no recibo final, as fatias destinadas à plataforma, à entrega (incluindo gorjetas) e ao restaurante, reforçando seu compromisso com a transparência.

A Senacon discorda e lembra que, na fase preliminar da chegada da empresa ao Brasil, chegou a derrubar uma alegação de “segredo de negócio”, e mantém que os valores ainda não são exibidos de maneira clara e imediata.

O governo entende que as plataformas podem confundir o usuário ao cobrar separadamente “taxa de entrega” e “taxa de serviço”. Agora, as duas empresas têm um prazo de 20 dias para apresentar defesa e comprovar o cumprimento das regras. Caso contrário, estarão sujeitas às sanções previstas.

Governo abre processo que pode render multa milionária a iFood e Keeta

(arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entregador de delivery (Imagem: Paolo Feser / Unsplash)

iFood é a maior empresa brasileira de delivery (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Keeta faz sucesso na China e chegará ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp vaza conversas para o Facebook? Entenda a nova polêmica

25 de Maio de 2026, 15:30
WhatsApp fora do ar
Pesquisadores apontaram uma pasta compartilhada entre os apps da Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores do perfil Mysk apontaram que o WhatsApp para iOS guarda o histórico de mensagens sem criptografia adicional, em uma pasta separada do aplicativo.
  • A Meta teria uma “pasta compartilhada” entre Facebook, Instagram e WhatsApp, o que levantou preocupações sobre não autorizado às conversas.
  • O WhatsApp negou as aleg afirmando que utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década.

No Brasil, o WhatsApp virou parte da rotina e dos negócios de muita gente. Por isso, qualquer boato envolvendo a quebra de privacidade no aplicativo acende um alerta. Na última semana, uma treta no X entre pesquisadores de segurança e um dos maiores perfis sobre o mensageiro levantou uma dúvida relevante: será que o Facebook e o Instagram conseguem ler as suas conversas no iPhone sem você saber?

A discussão, que já beira as 460 mil visualizações, começou quando o perfil especializado Mysk fez uma denúncia grave. Os pesquisadores por trás dele apontaram que o WhatsApp para iOS (e também para o macOS) guarda o histórico de mensagens sem uma camada extra de criptografia. Eles mostraram que existe uma “pasta compartilhada” entre Facebook, Instagram e WhatsApp (chamada group.com.facebook.family), mas o banco de conversas do WhatsApp fica guardado em um container separado e dedicado só ao app.

Container compartilhado entre WhatsApp, Facebook e Instagram no macOS (imagem: reprodução/Mysk)

Na teoria, isso abriria as portas para que outros aplicativos da Meta bisbilhotassem as mensagens em texto, sem pedir permissão. Após a repercussão inicial, os pesquisadores responderam que, na prática, não é preciso mover nada. Bastaria a Meta adicionar uma única permissão nos apps do Facebook e do Instagram (uma linha de código no Xcode). Por isso, segundo eles, é apenas uma decisão de política da empresa – e não uma limitação técnica do iPhone.

O WABetaInfo, perfil famoso por antecipar as últimas novidades do aplicativo, entrou na conversa e classificou o alarde como enganoso. Eles confirmaram um detalhe técnico importante: de fato, quando a mensagem chega e é salva na memória do celular, ela não tem a mesma criptografia. Porém, isso não significa que ela está desprotegida.

O arquivo fica trancado em uma espécie de “cofre” virtual do próprio iPhone que existe por um único motivo: permitir que o usuário não perca suas conversas caso decida migrar da conta pessoal para o WhatsApp Business. Se o Instagram ou o aplicativo do Facebook tentarem “bater na porta” dessa pasta para espiar algo, o sistema da Apple imediatamente bloqueia o acesso.

Afinal, o Facebook consegue ler as minhas conversas?

Imagem mostra a tela de um celular mostrando uma conversa no WhatsApp. A parte superior da tela exibe o nome "João", a informação "visto por último hoje às 05:55", ícones de videochamada e chamada de voz, além de indicadores de sinal e bateria. A interface do WhatsApp é verde e branca. O fundo da imagem é verde claro e, na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Sistema da Apple bloqueia a leitura cruzada de dados entre os aplicativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A resposta curta e direta é que não. O sistema do celular atua como um cão de guarda e mantém o histórico do WhatsApp isolado das outras redes sociais da Meta. Ainda assim, os pesquisadores do Mysk conseguiram provar que existe, sim, uma “pasta familiar” compartilhada entre os aplicativos da Meta no iPhone. Ou seja, a estrutura técnica para conectar os dados já está montada, afirmam os especialistas.

Isso toca na maior ferida do serviço. A grande promessa do WhatsApp é garantir que ninguém, nem mesmo a própria empresa, saiba o que você está falando. Se o Facebook tivesse acesso aos arquivos salvos no celular, os algoritmos poderiam facilmente caçar palavras-chave nas conversas para enviar anúncios direcionados no Instagram, por exemplo.

Apesar do susto, o WABetaInfo explicou que o banco de dados do WhatsApp continua guardado em um container separado, e não na pasta compartilhada. Os pesquisadores do Mysk concordaram que hoje isso não está acontecendo, mas reforçaram que a mudança seria muito simples – bastaria a Meta adicionar uma permissão nos outros apps.

No final da discussão, os dois lados chegaram a um ponto em comum: criptografar o banco de mensagens no próprio celular seria uma boa medida de proteção extra. O WABetaInfo reconheceu que “não seria uma má ideia”.

A resposta do WhatsApp

O WhatsApp foi procurado e enviou a seguinte nota ao Tecnoblog:

“Qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década.”

WhatsApp vaza conversas para o Facebook? Entenda a nova polêmica

WhatsApp fora do ar (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Container compartilhado entre WhatsApp, Facebook e Instagram no macOS (imagem: reprodução/Mysk)

WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung revela primeiro chip de memória com 900 camadas do mundo

25 de Maio de 2026, 11:44
Chip de memória flash de 9ª geração com 1 TB de capacidade, mostrando matriz de células em camadas empilhadas
Chip de memória flash de 9ª geração com 1 TB de capacidade (imagem: reprodução)
Resumo
  • Samsung desenvolveu o primeiro chip de memória flash com 900 camadas do mundo.
  • A estrutura une dois wafers de silício de 450 camadas cada, através da técnica Cell Multi-Bonding (CMB).
  • A tecnologia é crucial para servidores de IA, SSDs e smartphones, pois maximiza a capacidade de armazenamento em um espaço menor.

A Samsung alcançou um novo marco na corrida dos semicondutores ao criar o primeiro protótipo de chip de memória flash de 900 camadas. A novidade surge em meio à rápida expansão da IA, que exige cada vez mais volume de armazenamento.

Segundo o portal sul-coreano ETNews, com o feito, a fabricante não só reforça sua liderança no setor, mas também ergue uma barreira contra a expansão de concorrentes vizinhas.

As memórias flash NAND armazenam dados em servidores de IA, SSDs e smartphones. Para aumentar a capacidade sem ampliar o tamanho físico dos chips, a Samsung usa uma arquitetura baseada em camadas: em vez de distribuir os componentes na horizontal, eles são empilhados. A empresa foi pioneira nessa tecnologia em 2013.

Como o chip da Samsung pode ter 900 camadas?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Empresa antecipa inovação para frear o avanço de rivais asiáticas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O mecanismo é possível graças a uma mudança radical no método de construção. De acordo com o SamMobile, o novo protótipo adota uma técnica batizada de Cell Multi-Bonding (CMB). Na prática, os engenheiros produziram dois wafers (os discos de silício) independentes com 450 camadas. Em seguida, essas duas metades foram coladas, formando um módulo único de 900 camadas.

O processo de fusão, no entanto, carrega extrema complexidade. O ETNews relata que os principais obstáculos nessa junção são o empenamento e o risco de desalinhamento das trilhas microscópicas no momento exato da colagem. A Samsung conseguiu superar os riscos e aplicou melhorias no design interno de transferência de dados.

O resultado foi um componente com tamanho físico otimizado e consumo de energia ainda menor. Para afastar qualquer dúvida sobre a viabilidade do projeto, a companhia confirmou que as células do protótipo apresentaram funcionamento normal, provando que a solução é real e operacional, e não só um conceito.

Pressão das concorrentes

A pressa em apresentar um chip de 900 camadas ainda na fase de pesquisa tem uma motivação: o mercado asiático está cada vez mais acirrado. Atualmente, quando se fala em produção em massa, o recorde de empilhamento pertence à SK Hynix, conterrânea da Samsung, que já comercializa um chip NAND de 321 camadas.

Para retomar o topo das prateleiras no curto prazo, a gigante sul-coreana prepara o início da fabricação em larga escala da sua V-NAND de 10ª geração (V10), que terá mais de 400 camadas e deve chegar à indústria ainda este ano.

O verdadeiro sinal de alerta, contudo, vem da China. A fabricante Yangtze Memory Technologies Co. (YMTC) já fabrica memórias NAND de 294 camadas, mirando ultrapassar a marca das 300 camadas muito em breve. Impulsionada por pesados aportes financeiros do governo chinês, a YMTC pode inundar o setor de tecnologia com componentes de alta densidade e baixo custo.

Samsung revela primeiro chip de memória com 900 camadas do mundo

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung oferece bônus de R$ 2,1 milhões para evitar greve de funcionários

22 de Maio de 2026, 13:03
Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Insatisfação com bônus da rival SK Hynix foi estopim para a mobilização (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Samsung ofereceu bônus de até R$ 2,1 milhões para evitar o que seria uma greve histórica de 48 mil funcionários.
  • Os empregados da divisão de semicondutores na Coreia do Sul cobram maior participação nos lucros da empresa.
  • O acordo, mediado pelo governo sul-coreano, inclui bônus anuais de até US$ 416 mil e deve ser respondido até o dia 27/05.

A Samsung ofereceu mais de R$ 2 milhões em um acordo com os trabalhadores da divisão de semicondutores na Coreia do Sul para barrar o que seria uma greve histórica. A paralisação estava agendada para começar neste mês e cobra maior participação de lucros.

Segundo a Reuters, a gigante sul-coreana ofereceu bônus anuais estimados em US$ 340 mil (cerca de R$ 1,7 milhão na cotação atual) para impedir a paralisação de 48 mil funcionários. Como esses bônus dependem do cargo, a quantia pode chegar a US$ 416 mil (quase R$ 2,1 milhões) a serem pagos ainda este ano.

O impulso para a mobilização foi a insatisfação com o antigo teto de remuneração e a influência da concorrência, que distribuiu bônus generosos para os funcionários. O novo arranjo prevê um valor em dinheiro equivalente a 50% dos salários anuais. A companhia vai separar 10,5% do lucro operacional anual para criar um fundo de bônus especiais pagos em ações.

Como os funcionários receberão o bônus milionário?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Ações da empresa serão usadas para pagar gratificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de a quantia impressionar, a Samsung conseguiu fechar um negócio vantajoso: ele mantém o custo por pessoa abaixo do praticado pela rival SK Hynix — na concorrente, as gratificações chegam perto dos US$ 467 mil (mais de R$ 2,3 milhões).

Além disso, a SK Hynix permite que os funcionários escolham receber tudo em dinheiro ou em papéis da empresa. Já a Samsung deve pagar a maior parte dos bônus obrigatoriamente em ações. O modelo terá validade de 10 anos e foi atrelado ao cumprimento de metas de lucro, o que dá margem para a Samsung gerenciar custos caso o setor enfrente recessão no futuro.

De acordo com o The New York Times, a partilha foi um ponto complexo da negociação. O texto estabelece que 40% do total em ações será dividido igualmente entre toda a divisão de semicondutores. O restante do fundo irá para o bolso dos funcionários da unidade de chips de memória, setor que concentra o maior faturamento da empresa atualmente devido ao boom da IA.

Paz não está selada

A notícia de que as fábricas não vão parar agora trouxe alívio no mercado financeiro. As ações da companhia dispararam 8,5% na bolsa de Seul logo após o anúncio do acordo preliminar, atingindo a sua máxima histórica.

Contudo, a decisão de concentrar os bônus na divisão de chips de memória teria criado um racha interno por desigualdade de tratamento. À Reuters, um engenheiro revelou que muitos profissionais começaram a pedir demissão para migrar para os concorrentes.

Além disso, um grupo minoritário de acionistas ameaça ir à Justiça contra o acordo. Eles alegam que uma mudança tão profunda na política de distribuição de ações e lucros é ilegal se não passar antes pela aprovação de uma assembleia geral.

Os membros do sindicato têm entre hoje (22/05) e quarta-feira (27/05) para votar o texto do acordo, que foi mediado pelo governo da Coreia do Sul. Apesar dos ruídos internos e contestações, as lideranças sindicais informaram à imprensa internacional que a tendência é de aprovação.

Samsung oferece bônus de R$ 2,1 milhões para evitar greve de funcionários

(imagem: reprodução/X)

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

22 de Maio de 2026, 10:51
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Big tech recua na exposição forçada do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft deve lançar uma atualização para  ocultar ou mover o botão flutuante do Copilot no Office.
  • Segundo o The Verge, a empresa decidiu fazer essa mudança após receber várias críticas de usuários.
  • A nova atualização permitirá que o usuário clique com o botão direito sobre o atalho e envie-o para a barra superior do programa.

A Microsoft deve lançar na próxima semana uma atualização que permitirá desativar ou mover o botão fluante do Copilot no pacote Office. A decisão da empresa teria sido motivada pela onda de reclamações de usuários sobre o recurso.

Como lembra o The Verge, o assistente de IA vinha atrapalhando o fluxo de trabalho no ecossistema de produtividade da companhia, gerando forte resistência do público.

Por que o botão do Copilot incomodou tanto?

Ícone flutuante do Copilot no Word, com menu “Mover para a faixa”, mostrando como ele pode bloquear a área de trabalho
Atalho invasivo obstruía a visão de documentos e planilhas (imagem: reprodução/Microsoft)

A insatisfação ganhou força em canais oficiais. No caso do Excel, por exemplo, o ícone flutuante obstruía a visão e o clique em células localizadas no canto inferior direito; no Word, podia cobrir trechos de texto. Para piorar, os softwares não ofereciam nenhuma opção nativa para ocultar o recurso.

A própria liderança da Microsoft reconheceu o erro de design na interface. “Estamos percebendo a necessidade de mais controle”, admitiu a gerente de produto do grupo de parceiros da Microsoft, Katie Kivett. Ela acrescentou que, embora o objetivo seja tornar a IA mais flexível e adaptável às necessidades do usuário, a empresa decidiu aplicar ajustes imediatos para resolver as críticas.

Até agora, a única alternativa era fixar o ícone para reduzir um pouco o seu tamanho, o que não resolvia o bloqueio visual. Com a nova atualização prevista para o fim de maio de 2026, bastará clicar com o botão direito sobre o atalho para enviá-lo diretamente para a barra superior do programa. Dessa forma, a área útil de trabalho voltará a ficar livre.

Faxina no Windows 11

Essa alteração no Office não acontece sozinha. Ela reflete um movimento da Microsoft para revisar a presença invasiva da IA na interface de outros serviços. Em abril de 2026, a companhia começou a remover botões do Copilot considerados redundantes ou excessivos em aplicativos nativos do Windows 11.

Nas versões de testes distribuídas para o programa Windows Insider, o Bloco de Notas perdeu o botão dedicado ao Copilot. Da mesma forma, o atalho da IA deixou de aparecer na Ferramenta de Captura. Outros cantos do sistema operacional, como o aplicativo Fotos e a barra de Widgets, passaram pela mesma limpa visual nas últimas semanas.

A Microsoft confirmou que a iniciativa faz parte de um plano para corrigir a experiência de uso do Windows 11. Vale destacar que a retirada dos botões e da marca Copilot não desativa recursos baseados em inteligência artificial; eles continuam operando nos bastidores, mas sem a necessidade de exibir o logotipo.

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

21 de Maio de 2026, 15:50
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Dona do Windows já levou o Claude para dentro do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic busca parceria com a Microsoft para usar chips de IA da gigante de Redmond.
  • Segundo o The Information, a dona do Claude quer driblar a dependência da Nvidia.
  • A empresa usaria o chip Maia 200 da Microsoft, desenvolvido para aplicações de IA.

A Anthropic teria iniciado conversas com a Microsoft para alugar servidores equipados com chips de IA desenvolvidos pela gigante de software. O movimento buscaria dar vazão à explosão na demanda global pelo chatbot Claude.

Segundo o The Information, a parceria também serviria como combustível para a dona do Windows consolidar sua própria divisão de semicondutores.

As negociações ainda estariam em estágio inicial e podem não resultar em contrato definitivo. Caso o acordo seja selado, a Microsoft se aproximará de um modelo já explorado por rivais diretos, como o Google.

Por que a Anthropic quer chips da Microsoft?

Imagem mostra o logo do Claude, assistente virtual da Anthropic
Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

A resposta envolve independência. Atualmente, o mercado de IA vive sob uma espécie de monopólio técnico da Nvidia. Os chips da companhia liderada pelo CEO Jensen Huang são os mais eficientes para treinar e rodar grandes modelos de linguagem (LLMs).

No entanto, a indústria lida com a baixa disponibilidade de componentes e preços proibitivos. Para uma startup do tamanho da Anthropic, depender só da Nvidia virou um risco.

Para blindar sua operação, a criadora do Claude já adota uma estratégia bem definida: a empresa possui contratos com a Amazon e o Google, utilizando os chips personalizados dessas big techs. Incluir a infraestrutura da Microsoft na lista concede à Anthropic mais flexibilidade frente à concorrência.

Também vale lembrar que a Microsoft estreitou seus laços com a Anthropic ao integrar os modelos Claude em produtos comerciais, incluindo o Copilot. Essa aproximação permite que a gigante de tecnologia diversifique seu portfólio além da parceria exclusiva com a OpenAI.

Maia 200: o chip da Microsoft feito para IA

Processador Maia 200 com marca Microsoft Azure, em placa de servidor
Processador Maia 200 pode se tornar o novo cérebro do Claude (imagem: divulgação/Microsoft)

Caso as tratativas avancem, o plano é que as cargas de processamento da Anthropic rodem no Maia 200, o chip de IA de segunda geração apresentado pela Microsoft em janeiro deste ano. O chip é fabricado pela TSMC utilizando o processo de 3 nanômetros.

Os engenheiros da Microsoft carregaram o componente com uma quantidade massiva de SRAM (memória estática de acesso aleatório). Essa arquitetura reduz o tempo de resposta quando os servidores precisam processar milhares de requisições simultâneas.

O calcanhar de Aquiles são os módulos de memória de alta largura de banda (HBM) de uma geração mais antiga, deixando o chip numericamente mais lento que os futuros processadores Vera Rubin anunciados pela Nvidia.

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Gov.br simplifica a recuperação de conta; veja o que muda

21 de Maio de 2026, 12:34
Portal GOV.BR
Plataforma conta com mais de 176 milhões de usuários ativos (imagem: reprodução)
Resumo
  • Governo Federal atualizou o ecossistema do Gov.br para facilitar a recuperação de contas perdidas.
  • Será possível cadastrar um e-mail de emergência para recuperação rápida com verificação em duas etapas.
  • Usuários com a Carteira de Identidade Nacional (CIN) também podem recuperar suas contas com reconhecimento facial e leitura do QR Code.

O Governo Federal liberou nesta quinta-feira (21/05) uma atualização para o ecossistema do Gov.br que resolve uma das grandes dores de cabeça dos usuários: a perda de acesso à conta por troca ou perda do celular. A partir de agora, quem utiliza a verificação em duas etapas pode recuperar a conta em minutos usando um e-mail de segurança.

A mudança foi coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e faz parte de um pacote de investimentos para melhorar a experiência de usabilidade do sistema. Até então, cidadãos que dependiam do processo tradicional e ainda não tinham a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) precisavam aguardar até três dias úteis para recuperar o acesso à plataforma.

Como funciona a nova recuperação no Gov.br?

O Gov.br centraliza mais de 4.600 serviços digitais federais (imagem: reprodução)

Para utilizar a novidade, o usuário precisa apenas realizar o cadastro prévio de um endereço de e-mail para essa finalidade de emergência. Esse endereço pode ser o mesmo já vinculado ao perfil principal ou uma conta diferente.

O recurso está atrelado à versão mais recente do aplicativo oficial para celulares. Para ter direito à recuperação rápida, basta cadastrar o e-mail diretamente no app no momento em que ativar a verificação em duas etapas.

Na prática, o processo foi desenhado para ser intuitivo. Caso o cidadão precise recuperar sua conta após trocar de dispositivo, o fluxo exige quatro passos:

  1. Atualizar o aplicativo: o primeiro passo é garantir que a versão mais recente do app Gov.br esteja instalada no novo celular.
  2. Indicar a dificuldade: na tela de autenticação em duas etapas, que pede o código temporário, o usuário deve tocar na opção “estou com dificuldades para gerar o código” e avançar.
  3. Reconhecimento facial: para evitar fraudes e garantir que o solicitante é o titular da conta, o sistema exige uma validação biométrica usando a câmera do smartphone.
  4. Inserção do código: após o sucesso na biometria, o sistema envia um código numérico para o e-mail de emergência cadastrado. Basta digitar a combinação no app para liberar o acesso em minutos.

Carteira de Identidade Nacional (CIN) segue como alternativa

Quem já emitiu a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) tem um caminho alternativo para retomar o perfil. O uso do novo documento físico também eleva a conta do usuário para o nível Ouro — o patamar máximo de segurança que libera o uso de todas as ferramentas digitais disponíveis.

O processo por essa via exige que o usuário abra o app atualizado, realize o reconhecimento facial e faça a leitura do QR Code presente no verso do documento físico. A validação é concluída com um código temporário enviado por SMS ou para o email principal.

Vale mencionar que o Gov.br centraliza hoje mais de 4.600 serviços digitais federais e outros 8 mil serviços de estados e municípios. Entre os sistemas mais utilizados pelos brasileiros no dia a dia estão o Meu INSS, Meu SUS Digital, a Carteira de Trabalho Digital, a Carteira Digital de Trânsito, além das inscrições para o Enem e o Fies.

Gov.br simplifica a recuperação de conta; veja o que muda

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

21 de Maio de 2026, 10:44
Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
  • Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
  • Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.

A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.

A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.

Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.

Por que a Meta está demitindo de novo?

A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.

Para isso, a Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 730 bilhões) em infraestrutura e engenharia de IA apenas em 2026.

A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.

Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.

Instabilidade constante

No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.

No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.

A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.

E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA faz fabricantes de memória acumularem dívidas bilionárias

20 de Maio de 2026, 15:30
Pegar empréstimo para estocar chips virou estratégia das fabricantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Adata, Apacer e TeamGroup levantaram mais de R$ 4,4 bilhões em crédito para garantir estoques de chips DRAM e NAND.
  • A estratégia tenta garantir insumos para fugir do possível aumento de preços, já que elas não fabricam os chips do zero, como a Samsung.
  • O boom de IA levou os preços de DRAM e memórias flash NAND ao teto, com alta de 95% e 60%, respectivamente.

A febre da inteligência artificial começou a cobrar a conta das marcas que abastecem o varejo. Neste mês, a Adata, TeamGroup e Apacer, fabricantes de módulos de memória RAM e armazenamento, tiveram que levantar quase US$ 880 milhões (mais de R$ 4,4 bilhões) por meio de títulos, empréstimos e ofertas de ações.

Toda essa movimentação tem um objetivo: garantir estoques de chips DRAM e NAND antes que os custos disparem ainda mais no mercado global.

Por que a IA está encarecendo a memória?

Diversos pentes de memória RAM
Data centers de IA estão devorando produção global de chips (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O mercado global de semicondutores passou por uma mudança drástica de prioridades. Gigantes que dominam a produção, como Samsung, SK Hynix e Micron, estão direcionando suas linhas de produção para memórias do tipo HBM (High Bandwidth Memory) e DRAM para servidores.

Esses componentes são o coração dos data centers que sustentam infraestruturas de IA e computação em nuvem — e, o mais importante, entregam margens de lucro muito maiores.

Porém, marcas como Adata e TeamGroup não fabricam os chips do zero, ao contrário da Samsung. Elas compram os componentes prontos para montar os produtos que chegam às lojas, como kits de memória DDR5 e SSDs NVMe. Sem poder de barganha para disputar com os servidores de IA, comprar insumos de forma agressiva virou a única saída dessas empresas para evitar o desabastecimento.

Todo esse direcionamento de produção para memórias HBM deixou as linhas de montagem voltadas para o consumidor final operando no limite, com preços da DRAM saltando entre 90% e 95% em comparação com o trimestre anterior. Para o segundo trimestre, a previsão é de uma nova escalada de até 63%.

As memórias flash NAND, usadas em SSDs, seguiram o mesmo ritmo, registrando uma alta acumulada de quase 60% nos primeiros três meses do ano.

Empresas não estão em crise

O ponto mais curioso é que a busca por crédito não reflete uma crise financeira nessas empresas. Na realidade, o setor vive um momento de faturamento recorde. Segundo o jornal Commercial Times, a Adata encerrou o primeiro trimestre de 2026 com faturamento na casa dos US$ 826,5 milhões (R$ 4,1 milhões) — mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

Outras marcas tradicionais, como Transcend e Innodisk, faturaram nos primeiros quatro meses deste ano mais do que ganharam em todo o ano passado.

Ainda assim, o custo para comprar matéria-prima inflou de tal maneira que o fluxo de caixa não deu conta sozinho. A própria Adata precisou garantir quase US$ 380 milhões (R$ 1,9 bilhão) em empréstimos bancários para sustentar as compras. TeamGroup e Apacer seguiram exatamente a mesma cartilha para inflar suas reservas.

De acordo com o TechSpot, queimar caixa para estocar componentes agora virou uma estratégia de sobrevivência a longo prazo, já que novas fábricas capazes de aliviar a escassez e reequilibrar o fornecimento só devem entrar em operação a partir de 2027. Até lá, o consumidor final continuará sentindo no bolso o impacto do boom da IA.

IA faz fabricantes de memória acumularem dívidas bilionárias

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Google e Samsung revelam óculos inteligentes com IA

20 de Maio de 2026, 11:06
Detalhes de preço e hardware devem dar as caras no Galaxy Unpacked, em julho (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google e Samsung desenvolveram óculos inteligentes com IA do Gemini.
  • Eles serão compatíveis com Android e iPhone, e chegarão ao mercado em dois momentos: versões com áudio chegam até o fim do ano; versões com visor não têm data.
  • Ainda não há informações sobre o hardware nem sobre os preços dos produtos.

O Google quer provar que aprendeu com os erros do passado. Na abertura do Google I/O 2026, ontem (19/05), a empresa revelou uma nova linha de óculos inteligentes desenvolvida em parceria com a Samsung e as marcas Warby Parker e Gentle Monster.

Os dispositivos vêm equipados com Android XR e IA do Gemini e chegam ao mercado no segundo semestre para competir com os badalados óculos da Meta.

A nova aposta será dividida em duas categorias: óculos focados em áudio e modelos mais avançados com tela integrada. O Google confirmou que as versões com áudio chegam primeiro, desembarcando no mercado durante o outono do hemisfério norte (entre setembro e dezembro). Já as variantes com visor ficaram para uma segunda etapa, ainda sem data definida.

O que os óculos inteligentes do Google podem fazer?

Primeira leva de óculos do Google foca em áudio e comandos por voz (imagem: reprodução)

Os novos óculos devem funcionar como uma extensão do celular. Eles vão oferecer recursos de notificações, widgets e comandos para o rosto do usuário. Na versão com áudio — que chega primeiro —, o dispositivo traz câmeras embutidas, microfones e alto-falantes discretos posicionados nas hastes.

O controle será feito de forma simples: basta dizer “Ok Google” ou dar um toque na lateral da armação para acionar o Gemini. A partir daí, a IA usa as câmeras para “enxergar” a cena.

De acordo com o vice-presidente e gerente geral do Android XR, Shahram Izadi, o usuário poderá olhar para a fachada de um restaurante para ler avaliações, traduzir placas de trânsito rapidamente ou pedir instruções de navegação ao Google Maps.

Os óculos também permitem capturar fotos e gravar vídeos em alta resolução. O sistema traz inclusive o recurso Nano Banana, que usa IA para apagar distrações do fundo das imagens ou aplicar efeitos por comandos de voz.

Para fechar o pacote, o ecossistema conversará com relógios que rodam o Wear OS e executará aplicativos de terceiros, como o Uber. Outra boa notícia para quem está do outro lado do muro é que o Google garantiu que os aparelhos terão suporte total ao iOS da Apple.

Proposta para não repetir o fiasco

Armações da Gentle Monster trazem pegada mais futurista (imagem: reprodução)

O mercado de wearables mudou muito desde o controverso Google Glass. Para não repetir os erros de uma década atrás, a empresa decidiu passar o bastão do design para quem entende do assunto. Os primeiros modelos revelados trazem formas diferentes: enquanto a Warby Parker aposta em linhas redondas e clássicas, a sul-coreana Gentle Monster assina armações ovais.

Quem precisa de lentes corretivas também não ficará de fora. Ao contrário de outros concorrentes, tanto a versão de áudio quanto os futuros modelos com visor foram projetados de fábrica para aceitar uma ampla gama de lentes de grau.

Quanto vai custar?

Ainda não há preço definido e nem detalhes sobre as especificações de hardware. Mas, para quem ficou curioso, vale ficar de olho no calendário: a expectativa é que a Samsung revele os próximos detalhes no Galaxy Unpacked de julho.

Google e Samsung revelam óculos inteligentes com IA

💾

Primeiros modelos chegam no fim de 2026 e serão compatíveis com Android e iPhone.
❌