Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Android ganha cara de Nintendo 3DS em celulares dobráveis

26 de Junho de 2026, 15:22
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

O Google está trazendo uma novidade que deve chamar a atenção de gamers que pensam em comprar um celular dobrável. O recurso transforma metade da tela aberta em um controle virtual, enquanto o jogo roda na outra metade do display. A novidade chega ao Android 17 nas próximas semanas.

O modo de jogo deixa o dispositivo semelhante a consoles portáteis dobráveis, como o Nintendo 3DS: o game aparece na parte de cima, sem botões sobrepondo a imagem, e a parte inferior vira um gamepad digital, com analógicos, direcional, botões de ação e gatilhos.

A novidade foi revelada por Mishaal Rahman, da equipe de comunicação do Android, no Reddit, e é uma das adições ao sistema oficializado semanas atrás. Segundo Rahman, o objetivo é facilitar a vida de quem joga em dobráveis, mas não quer carregar um controle Bluetooth ou acessório acoplado ao celular.

GIF de um jogo sendo rodado em uma tela dobrável, com o gamepad na parte inferior da tela
Gamepad aparecerá na parte inferior da tela dobrada (imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

Como funciona o gamepad?

O recurso emula um controle físico no nível do sistema, ou seja, deve funcionar com jogos que já oferecem suporte a gamepads, sem exigir mudanças por parte dos desenvolvedores.

O ponto de atenção fica para a interface dos jogos. Como a imagem será exibida apenas na metade superior da tela, os títulos precisam se adaptar bem a diferentes proporções para não ficarem espremidos. O controle virtual terá os principais botões de um gamepad tradicional:

  • dois analógicos
  • direcional em cruz
  • botões A, B, X e Y
  • botões e gatilhos L1, L2, L3, R1, R2 e R3
  • botão Start

Ao tocar no ícone de gamepad, o jogador poderá mudar o layout dos botões, ajustar o tamanho dos comandos e alternar entre temas claro e escuro. O feedback tátil também poderá ser desativado nas configurações.

Novidade inclui configurações de personalização (imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

Modo aparece ao abrir o dobrável

O gamepad virtual poderá aparecer quando o usuário abrir o celular dobrável, antes ou depois de iniciar um jogo compatível. Também será possível ocultar o controle durante a partida ou desligar o recurso nas configurações do Android, na opção Virtual Gamepad.

O sistema ainda desativa o controle virtual automaticamente quando um gamepad físico é conectado por Bluetooth ou USB. Em jogos feitos apenas para toque na tela, o recurso também fica oculto, evitando ocupar espaço sem necessidade.

Android ganha cara de Nintendo 3DS em celulares dobráveis

Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

(imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

(imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

Google lança app com IA para administrar investimentos

26 de Junho de 2026, 13:03
Imagem mostra os escritos "Google Finance", cercado por imagens que representam o mercado financeiro e IA, como gráficos e uma aba de chatbot
Usuários podem enviar prints para importar o histórico financeiro no Google Finanças (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google lançou um aplicativo de investimento com IA para ajudar investidores a organizar portfólios e monitorar o mercado financeiro.
  • O app permite importar carteira via PDF, criar alertas personalizados e entender variações do mercado com auxilio de IA.
  • A novidade está sendo distribuída globalmente, primeiro para Android, com uma versão para iPhone prevista para o fim do ano.

O Google anunciou ontem (25/06) o lançamento de um app dedicado para o Google Finanças (Google Finance). A novidade está sendo distribuída globalmente e traz uma série de recursos baseados em inteligência artificial para ajudar investidores a organizar portfólios, acompanhar cotações e monitorar o mercado financeiro de forma centralizada pelo celular.

O Google Finanças com IA chegou ao Brasil em abril, ainda em fase beta e apenas na versão web. A atualização representa uma mudança importante para o serviço, que deixa de ser apenas uma página acessível pelo navegador para se tornar um assistente de investimentos de bolso. O app chega primeiro para Android, mas uma versão para iPhone deve ser lançada até o fim do ano.

Como a IA do Google Finanças analisa investimentos?

Tela do app do Google Finanças mostrando “Edit portfolio” e “Edit investments” com opções para adicionar, alterar e excluir investimentos
App reúne cotações, notícias e carteira de investimentos em um só lugar (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Na seção de portfólios, os usuários agora podem visualizar o desempenho geral e a alocação de todos os ativos em um único painel. Outro destaque fica para a simplificação na importação de dados. O investidor pode adicionar seu histórico financeiro enviando arquivos em PDF e CSV, fazendo o upload de capturas de tela ou apenas descrevendo os ativos em texto simples, deixando que a IA entenda e organize as informações automaticamente.

Com a carteira estruturada, uma nova ferramenta de pesquisa permite fazer consultas em linguagem natural. Além disso, o serviço introduz os “momentos-chave”, pequenos resumos gerados por IA que explicam os motivos por trás de variações bruscas no preço de uma ação. O objetivo seria facilitar a compreensão do contexto por trás de altas ou quedas repentinas de um papel.

Resumos automatizados

A atualização também incorpora a criação de relatórios periódicos. O usuário pode instruir a IA a entregar levantamentos específicos, como um resumo diário pré-mercado sobre movimentações da noite anterior nas principais criptomoedas. Ao final do processamento, uma notificação com as informações é enviada.

O software deve receber novos recursos nos próximos meses, incluindo suporte a transmissões ao vivo de balanços financeiros.

Google lança app com IA para administrar investimentos

(imagem: reprodução)

YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok

26 de Junho de 2026, 10:34
YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)
YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  •  Google anunciou mudanças na interface do YouTube Shorts para torná-lo mais competitivo com o TikTok e o Instagram Reels;
  • botão “Não gostei” foi removido e substituído por opções como “Não tenho interesse” e “Não recomendo este canal” para ajustar as recomendações de conteúdo;
  • YouTube Shorts agora oferece recursos como modo Tela Limpa, reprodução em velocidade 2x e silenciamento rápido de vídeos, visando proporcionar uma experiência mais imersiva e diminuir distrações.

A disputa pela sua atenção em redes sociais e afins acaba de ganhar uma nova página. O Google anunciou algumas mudanças na interface do YouTube Shorts que, em alguma medida, tornam o serviço ainda mais parecido com os rivais TikTok e Instagram Reels.

Uma das mudanças já vem sendo alvo de críticas por parte dos usuários. Em 2021, o YouTube “normal” passou a ocultar “dislikes” ou “descurtidas”. Agora, o YouTube Shorts segue pelo mesmo caminho. No lugar do botão “Não gostei”, que sumirá, o serviço usará as opções “Não tenho interesse” e “Não recomendo este canal” para ajustar as recomendações de conteúdo para cada usuário.

Como já dito, essa mudança tem sido alvo de críticas. Neste tópico no Reddit, por exemplo, há quem reclame de que a remoção do botão “Não gostei” torna mais difícil manifestar insatisfação com vídeos de baixa qualidade, como aqueles que são produzidos por IA com pouco ou nenhum critério.

O botão “Gostei” continua existindo e segue tendo a função de permitir que você curta determinado vídeo. Porém, o ícone de “joinha” está sendo substituído pelo ícone de um coração.

Outra novidade é o modo Tela Limpa (Clear Screen), que oculta ícones e outros elementos visuais na tela durante a reprodução de um vídeo. Essa opção, que é oferecida há tempos no TikTok e Instagram Reels, visa proporcionar uma experiência mais imersiva e diminuir o risco de distrações quando um conteúdo estiver sendo exibido, explica o Google.

Outras novidades incluem:

  • o YouTube Shorts passou a permitir reprodução em velocidade 2x, basta tocar e segurar na tela durante a execução do vídeo;
  • agora é possível silenciar um vídeo pausando a reprodução e, em seguida, tocando no ícone de mudo.
Modo de tela limpa do YouTube Shorts
Modo de tela limpa do YouTube Shorts (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças no YouTube Shorts entram em vigor?

Os novos recursos do YouTube Shorts já começaram a ser liberados, em escala global. Porém, esse é um processo gradativo. O Google não deu um prazo para as mudanças chegarem a todos os usuários. Leve em conta também que alguns recursos podem chegar antes do que outros.

De todo modo, acredito que ninguém está realmente ansioso por essas novidades. Mas, pelo menos para o Google, elas fazem sentido, afinal, visam deixar os usuários mais engajados com o YouTube Shorts.

YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok

YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)

Modo de tela limpa do YouTube Shorts (imagem: reprodução/Google)

Google libera troca de endereço do Gmail no Brasil

25 de Junho de 2026, 14:54
Ilustração com envelope colorido, logotipo do Gmail do Google. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Gmail agora permite troca de endereço no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google liberou no Brasil a opção de mudar o endereço principal do Gmail sem criar uma nova conta.
  • Mudança permite que o usuário troque o nome antes do @gmail.com e mantenha os dados da conta.
  • O endereço antigo continua funcionando como um endereço alternativo vinculado à conta do Google.

O Google começou a liberar no Brasil a opção de mudar o endereço principal do Gmail sem precisar criar uma nova conta. Com o recurso, o usuário pode trocar o nome que aparece antes do @gmail.com, mantendo a mesma Conta do Google, os dados dela e o histórico de uso.

A novidade pode ser útil para quem criou um e-mail antigo, quer corrigir um nome pouco profissional ou precisa atualizar a conta sem refazer cadastros do zero. Antes, a alternativa mais comum era criar outro Gmail e migrar manualmente contatos, serviços e assinaturas.

O recurso havia sido anunciado no final de março, inicialmente nos Estados Unidos, e agora aparece para contas no Brasil.

Mensagem enviada pelo Google aos usuários informando possibilidade de mudança do endereço de e-mail
Gmail já permite alteração de e-mail da Conta do Google (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como mudar o endereço do Gmail?

A alteração pode ser feita pelas configurações da Conta do Google no aplicativo do Gmail:

  1. Abra o app do Gmail e toque no ícone de perfil;
  2. Selecione “Gerenciar sua Conta do Google”;
  3. Acesse a aba “Informações pessoais”;
  4. Entre em “E-mail”;
  5. Clique em “E-mail da Conta do Google”;
  6. Toque em “Alterar o e-mail da Conta do Google”;
  7. Digite o novo endereço desejado.

Endereço antigo continua funcionando

Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Endereço antigo continuará valendo para receber e enviar mensagens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A troca não apaga o endereço anterior, que continuará funcionando como um endereço anternativo vinculado à conta do Google. Ou seja, mensagens enviadas para o Gmail antigo ainda chegam à mesma caixa de entrada.

Dessa forma, caso o endereço antigo esteja vinculado em redes sociais e outros serviços, e-mails de verificação, mensagens promocionais e outras mensagens devem continuar chegando. Importante frisar que, nesses casos, o usuário precisará atualizar manualmente as credenciais de login em cada site, app e serviço que usam o Gmail antigo.

O endereço antigo pode ser usado como opção de recuperação da conta em caso de perda de senha ou bloqueio de acesso, e o usuário também poderá continuar enviando e-mails pelo endereço anterior, se quiser.

Google impõe limites para a troca

A mudança de endereço, no entanto, não poderá ser feita sem algumas restrições:

  • Cada usuário só poderá escolher um novo endereço a cada 12 meses.
  • Haverá um limite de três novos nomes de usuário por conta ao longo do tempo.
  • É possível voltar ao endereço anterior, em caso de arrependimento, mas a reversão bloqueia a escolha de um novo e-mail por 30 dias.
  • O nome antigo não ficará disponível para criar uma nova Conta do Google. Ele permanece reservado e vinculado ao titular original.

Google libera troca de endereço do Gmail no Brasil

Gmail (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube faz acordo e evita novo julgamento sobre saúde mental

24 de Junho de 2026, 17:58
Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
YouTube evitará julgamento no fim do mês que vem (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube fez um acordo confidencial nos EUA para evitar julgamento sobre saúde mental.
  • Processo acusava plataforma de usar recursos como rolagem infinita e autoplay para manter crianças e adolescentes engajados.
  • Em um caso anterior, YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões em indenização.

O YouTube fechou um acordo confidencial nos Estados Unidos para não ir a julgamento em um processo que acusa plataformas digitais de prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes. A ação envolve um jovem de 15 anos, identificado pelas iniciais R.K.C, e estava marcada para ser julgada em 27 de julho, na Califórnia.

Com o acordo, a empresa e o Google deixam esse caso específico. O julgamento, porém, continua contra Meta, TikTok e Snap, que também são acusadas de criar recursos para estimular o uso compulsivo das plataformas por menores.

Em um caso semelhante anterior, Google e Meta foram condenadas a pagar US$ 6 milhões em indenização. O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter desenvolvido vício nos aplicativos ainda na infância.

Acusação mira design das plataformas

iPhone com Reels reproduzido em velocidade 2x
Processo alega design viciante de plataformas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O caso é um entre cerca de 2.500 ações movidas contra empresas de tecnologia e envolve um jovem da Califórnia que, segundo o processo, começou a usar redes sociais aos 8 anos.

Os advogados afirmam que o uso piorou a saúde mental dele ao longo dos anos, tendo sido internado para tratamento psiquiátrico em 2023. A estratégia dos autores é responsabilizar as empresas pelo design dos apps, incluindo características proibidas pelo ECA Digital no Brasil, como:

  • reprodução automática de vídeos;
  • rolagem infinita de feeds;
  • notificações constantes de curtidas;
  • filtros de alteração facial.

A acusação afirma que essas ferramentas foram projetadas para manter crianças e adolescentes conectados por mais tempo, aumentando o engajamento e, consequentemente, a receita das plataformas.

Os advogados optaram por essa ofensiva para contornar a Seção 230 da Communications Decency Act, de 1996, lei federal similar ao Marco Civil da Internet que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros.

Caso anterior terminou com indenização milionária

Meta, TikTok e YouTube
Meta, TikTok e YouTube estão entre empresas acusadas por design viciante (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O julgamento de R.K.C. será o segundo caso de teste dentro desse litígio. O primeiro envolveu uma jovem de 20 anos, e tratava principalmente do impacto dos filtros do Instagram sobre imagem corporal e dismorfia em adolescentes.

Naquele processo, Meta e Google desembolsaram US$ 6 milhões para pagar a indenização. A responsabilidade foi dividida em 70% para a Meta e 30% para o Google, e também envolvia o TikTok e Snap, que fecharam acordos antes do veredito.

As empresas informaram, à época, que recorreriam da decisão. Há duas semanas, a juíza Carolyn Kuhl rejeitou os pedidos das empresas para realizar um novo julgamento.

Mesmo sem o YouTube, o julgamento ainda deve chamar atenção da indústria. Segundo o Courthouse News Service, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, devem ser chamados para depor, além do cofundador e CEO do Snapchat, Evan Spiegel, e executivos do TikTok.

YouTube faz acordo e evita novo julgamento sobre saúde mental

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Reels do Instagram agora podem ser reproduzidos em 2x (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

PineVoice: alto-falante inteligente traz chip RISC-V e Home Assistant

23 de Junho de 2026, 17:51
Alto-falante PineVoice
Alto-falante PineVoice (imagem: reprodução/Pine64)
Resumo
  • PineVoice é um alto-falante inteligente da Pine64 que usa chip RISC-V e é compatível com o Home Assistant, solução aberta de automação residencial;
  • dispositivo é equipado com um chip RISC-V Bouffalo BL606P, 32 MB de memória RAM, 16 MB de memória Flash, Wi-Fi 4 e Bluetooth 5.2 LE, além de dois microfones;
  • preço do PineVoice é de US$ 49,99 na Pine Store ou US$ 59,99 em outras lojas, sendo uma alternativa mais acessível a outros alto-falantes inteligentes do mercado.

Quem está em busca de um alto-falante inteligente que não leva a marca da Amazon ou do Google, por exemplo, pode ter o PineVoice como alternativa. Recém-lançado pela Pine64, o dispositivo chama a atenção por ser comandado por um chip do tipo RISC-V e focado no Home Assistant, uma solução aberta de automação residencial.

A Pine64 já apareceu aqui no Tecnoblog. Ela está por trás do celular PinePhone Pro e do tablet PineNote, que rodam Linux. Mas a empresa é tão ou mais conhecida pelas placas do tipo single board computers que desenvolve.

Já o PineVoice não é exatamente um produto novo. A Pine64 anunciou um alto-falante em 2024. O projeto avançou aos poucos e, agora, foi rebatizado para… PineVoice. Que fique claro, porém, que o foco no Home Assistant existe desde o início do projeto.

Graças ao Home Assistant, é possível usar comandos de voz com o PineVoice para controlar aparelhos de ar-condicionado, lâmpadas ou tomadas inteligentes, câmeras de segurança, entre outros dispositivos.

Kit do PineVoice
Kit do PineVoice (imagem: reprodução/Pine64)

Equipado com chip RISC-V

Para dar conta dessas tarefas, o PineVoice conta com um chip Bouffalo BL606P que, por sua vez, traz um núcleo T-Head C906 de 480 MHz (64 bits) e um núcleo T-Head E907 de 320 MHz (32 bits). Trata-se de um chip do tipo RISC-V, cuja adoção, aqui, não surpreende: a Pine64 é conhecida justamente por focar em hardware “aberto” ou de baixo custo.

Neste ponto, vale explicar que RISC-V é a sigla de uma arquitetura de conjunto de instruções (ISA, na sigla em inglês) para chips chamada Reduced Instruction Set Computing. Ao contrário de outras ISAs, como Arm e x86, o RISC-V é um padrão aberto, portanto, não exige pagamento de licenças para ser implementado.

As demais características incluem 32 MB de memória RAM, 16 MB de memória Flash para armazenamento interno, Wi-Fi 4 e Bluetooth 5.2 LE. Há ainda dois microfones, botões físicos para controle (de volume, por exemplo), porta USB-C e, claro, saída de som.

Como se vê, o conjunto de hardware não é muito avançado, mas deve atender aos anseios de quem quer depender menos (ou nada) de big techs para deixar o lar mais inteligente.

O preço também é interessante: US$ 49,99 na Pine Store ou US$ 59,99 em outras lojas. Só para fins de comparação, o novo Google Home Speaker foi lançado com preço sugerido de US$ 99,99 (mas é mais avançado tecnicamente, é verdade, tanto que traz até NPU).

PineVoice: alto-falante inteligente traz chip RISC-V e Home Assistant

Alto-falante PineVoice (imagem: reprodução/Pine64)

uBlock Origin terá suporte “pelo maior tempo possível” no Opera

22 de Junho de 2026, 18:54
Ilustração com marca de aplicativo de adblock
Manifest V3 dificuldade o funcionamento avançado de adblocks (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O navegador Opera promete suporte ao uBlock Origin “pelo maior tempo possível” e manterá as extensões em Manifest V2 mesmo com as mudanças do Google Chrome.
  • A mudança para o Manifest V3 impacta a interação do navegador com as extensões e afeta projetos como o uBlock Origin, que é uma das opções de bloqueador de anúncios mais populares.
  • O especialista em privacidade e segurança da Opera, Michael Tegos, afirmou que a política da empresa é dar suporte às extensões do Manifest V2 enquanto fizer sentido em termos de recursos e demanda dos usuários.

O bloqueador de anúncios uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome. O navegador do Google vai abandonar o chamado Manifest V2, tecnologia que possibilita o funcionamento do poderoso adblock, e desativar as maneiras de burlar a decisão. Por sua vez, os responsáveis pelo Opera têm planos de manter a compatibilidade “pelo maior tempo possível”.

No cerne da questão está a transição para o Manifest V3, que muda a maneira com que o browser interage com extensões. A mudança impacta o projeto de código aberto Chromium, que serve de base para inúmeros navegadores, como o Opera e o Brave.

A depender da demanda dos usuários

O especialista em privacidade e segurança da Opera, Michael Tegos, disse ao Tecnoblog que a política da companhia permanece inalterada: “temos dado suporte às extensões do Manifest V2 sempre que possível e planejamos continuar fazendo isso pelo maior tempo que conseguirmos”.

Quando pergunto por quanto tempo a compatibilidade será mantida, Tegos prefere não cravar uma data, mas explica que isso ocorrerá “enquanto fizer sentido para nós do ponto de vista de recursos e da demanda dos usuários”. Ele ressaltou que o uBlock Origin publicado em 1º de junho está funcionando normalmente no software dele.

Aqui cabe lembrar que o uBlock Origin não é a única opção de adblock. Existem muitos outros, inclusive uma versão dele já adaptada ao Manifest V3. Usuários dizem que ela funciona relativamente bem quando está nos ajustes mais simples. A ferramenta pode deixar a desejar a partir do momento em que o usuário possui muitas regras de bloqueio.

Interface do Opera no Mac (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Navegadores têm funções nativas de adblock

Tegos lembrou que a transição para o Manifest V3 está longe de um consenso na comunidade online, tanto que há defensores e também críticos. “Para nós, a questão central é garantir que as pessoas continuem tendo controle sobre sua experiência online e liberdade para escolher as ferramentas que melhor atendem às suas necessidades.”

Ele afirma que, quando uma ferramenta deixa de oferecer a experiência que as pessoas esperam, é natural que elas passem a buscar alternativas. Tegos acredita que navegadores como o que ele próprio representa, com funções nativas de bloqueio de anúncios, poderão registrar mais usuários a partir de agora.

uBlock Origin terá suporte “pelo maior tempo possível” no Opera

YouTube declara guerra ao adblock (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Interface do Opera no Mac (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

22 de Junho de 2026, 10:34
Ilustração sobre o NotebookLM como aliado na otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)
Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

O NotebookLM é um assistente de pesquisa desenvolvido pelo Google que utiliza inteligência artificial avançada para analisar e resumir documentos. A ferramenta transforma arquivos pessoais complexos em uma base de conhecimento organizada, facilitando a extração de insights de grandes volumes de informações.

O principal diferencial da plataforma é a “ancoragem” de dados: todas as respostas geradas pela IA são acompanhadas de citações diretas das fontes originais. Esse mecanismo confere uma precisão técnica superior, garantindo que o usuário possa validar cada ponto levantado com total transparência e confiabilidade.

A seguir, conheça mais sobre o NotebookLM, seu funcionamento e aplicações comuns. Também saiba os pontos fortes e fracos do assistente virtual.

O que é o NotebookLM? 

O NotebookLM é um assistente virtual de notas e pesquisa do Google Labs que utiliza inteligência artificial, especificamente o modelo Gemini 1.5 Pro, para interagir com documentos. A ferramenta otimiza o fluxo de trabalho ao analisar, resumir e gerar insights automáticos diretamente a partir das fontes enviadas pelo usuário.

Como funciona o NotebookLM

O NotebookLM opera por meio da tecnologia de Geração Aumentada por Recuperação (RAG), conectando o modelo Gemini diretamente aos arquivos enviados pelo usuário. O sistema realiza o processamento multimodal, analisando integradamente conteúdos em texto, vídeos do YouTube e áudios.

A inteligência artificial fica “ancorada” exclusivamente nesse repositório pessoal, sem buscar respostas externas na internet ou inventar dados. Quando o usuário faz uma pergunta, a ferramenta cruza as fontes salvas para gerar respostas precisas e sempre acompanhadas de citações diretas.

O assistente expande a produtividade ao transformar essas interações em notas, suportando uma base de conhecimento de até 25 milhões de palavras. Além disso, recursos avançados geram automaticamente guias de estudo, cronogramas e resumos em áudio no formato podcast.

Todo esse ecossistema funciona sob rígidos critérios de privacidade, garantindo que os dados inseridos nunca sejam utilizados para treinar os modelos públicos do Google. O resultado é um assistente sob medida focado apenas no universo de informações fornecido pelo usuário.

Esquema do funcionamento do NotebookLM: adicione fontes, obtenha respostas baseadas nelas e consulte citações
Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

Para que serve o NotebookLM?

O NotebookLM serve como um assistente virtual de pesquisa que transforma documentos em uma base de conhecimento interativa. Confira as principais utilidades da ferramenta:

  • Estudo e materiais didáticos: facilita a compreensão de temas complexos e gera automaticamente questionários, cronogramas e guias personalizados baseados em PDFs ou gravações;
  • Análise profissional e citações: permite que pesquisadores e equipes de negócios façam varreduras em artigos ou relatórios, exibindo respostas com fontes exatas para evitar erros de informação;
  • Brainstorming e novos formatos: conecta ideias soltas em painéis digitais e converte textos em materiais dinâmicos, como resumos estruturados e podcasts gerados por IA;
  • Otimização de rotinas educativas: agiliza o planejamento de aulas ao transformar pilhas de arquivos acadêmicos em esboços de apresentações e roteiros didáticos de apoio;
  • Suporte técnico e integração: ajuda novos funcionários a localizarem dados em manuais extensos e abastece equipes com respostas rápidas sobre especificações complexas de produtos.

O NotebookLM é gratuito?

Sim, o NotebookLM é gratuito para qualquer usuário com uma conta Google ativa, oferecendo acesso total às principais funções de IA. Essa versão padrão permite criar até 100 cadernos de notas e realizar pesquisas diárias avançadas sem custo.

Para demandas corporativas e profissionais, a plataforma disponibiliza planos pagos com limites ampliados e recursos de colaboração em equipe. Essas assinaturas premium expandem a capacidade de armazenamento e ativam o suporte para até 600 fontes por projeto.

Tela de configuração do NotebookLM para “Customize Audio Overview”, oferecendo opções de idioma e duração para resumos em áudio e vídeo
NotebookLM oferece uma ampla variedade de ferramentas, incluindo resumos em áudio e vídeo (imagem: reprodução/Google)

Quais são as vantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fortes do NotebookLM:

  • Processamento multimodal: aceita e cruza múltiplos formatos como PDFs, vídeos do YouTube e áudios, graças à capacidade do modelo Gemini de processar até 25 milhões de palavras por projeto;
  • IA ancorada com citações: se baseia exclusivamente nos arquivos enviados para gerar as respostas com maior precisão, exibindo o trecho exato da fonte para validação e evitando informações falsas;
  • Resumos interativos em áudio: transforma relatórios e textos densos em podcasts dinâmicos gerados por IA, facilitando o consumo de dados complexos de forma leve;
  • Gerador de estudos e guia interativos: cria instantaneamente materiais didáticos como flashcards, questionários e painéis de notas, explicando conceitos passo a passo como um mentor personalizado;
  • Foco em privacidade e economia: reúne recursos avançados de análise de dados sem custos, assegurando contratualmente que as informações enviadas nunca serão utilizadas para treinar os modelos públicos do Google.

Quais são as desvantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fracos do uso do NotebookLM:

  • Risco de ilusão do aprendizado: os resumos e áudios gerados automaticamente podem criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, simplificando nuances conceituais e interpretações mais profundas dos textos originais;
  • Flutuações de contexto e falhas: ao lidar com grandes volumes de dados, a IA pode sofrer com “cegueira contextual”, deixando de cruzar informações cruciais ou falhando em localizar trechos específicos entre múltiplos arquivos;
  • Limitações nos resumos em áudio: os podcasts gerados pela IA ainda apresentam falhas de sotaque, dinâmicas repetitivas em discussões longas e, eventualmente, focam em pontos triviais em vez dos dados relevantes;
  • Silos isolados e barreiras de formatos: os cadernos de notas não se comunicam entre si e a ferramenta impõe restrições para alguns formatos do cotidiano corporativo, como planilhas complexas, imagens e códigos de programação.
NotebookLM ajuda a criar resumos interativos com processamento multimodal, mas pode ter “cegueira contextual” e ignorar tópicos
NotebookLM auxilia na criação de resumos interativos por meio do processamento multimodal, mas ainda pode apresentar “cegueira contextual” e ignorar tópicos importantes (imagem: reprodução/Google)

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini? 

O NotebookLM é um assistente focado em pesquisa e notas que funciona ancoradamente, analisando exclusivamente os documentos e links enviados pelo usuário. Seu objetivo é cruzar dados restritos e gerar resumos e áudios com citações diretas, sem recorrer ao conhecimento externo.

O Gemini é um modelo de inteligência artificial de uso geral do Google, treinado com uma base ampla de dados públicos da internet. Ele atua de forma aberta e multifuncional na web e no celular, sendo ideal para criar conteúdos do zero, programar e buscar informações.

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?

O NotebookLM é o assistente de notas do Google projetado para funcionar de forma ancorada, analisando estritamente os arquivos e links que o usuário envia. Ele atua como um bibliotecário virtual que gera resumos e áudios baseados apenas no material compartilhado, exibindo citações diretas para evitar alucinações.

O ChatGPT é o chatbot multifuncional da OpenAI, treinado com uma gigantesca base de dados públicos da internet e alimentado por inteligência artificial generativa. Ele opera de forma aberta e generalista, sendo ideal para solucionar problemas amplos, programar códigos e criar textos criativos.

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

NotebookLM agora "lê" livros em EPUB para gerar resumos e afins (imagem: reprodução/Google)

Login no Spotify mudou? Entenda a decisão

19 de Junho de 2026, 09:29
Tela de login no aplicativo do Spotify
Tela de login no aplicativo do Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • a partir de 1º de setembro de 2026, Spotify só permitirá login por e-mail cadastrado ou métodos alternativos, como contas na Apple, Google e Facebook;
  • a autenticação via nome de usuário não será mais permitida como medida para aumentar a segurança e simplificar a recuperação da conta;
  • usuários que fazem login via nome de usuário já estão sendo avisados por e-mail sobre a mudança.

Se você usa o Spotify, precisa ficar atento: a partir de 1º de setembro de 2026, somente será possível fazer login no serviço usando o endereço de e-mail cadastrado em seu perfil ou métodos alternativos, como contas na Apple, Google e Facebook. A autenticação via nome de usuário (username) não será mais permitida.

Nada muda para quem já faz login por e-mail (meu caso) ou pelos métodos alternativos, obviamente. Mas, para quem realiza o procedimento via nome de usuário, o Spotify está enviando um e-mail avisando sobre a mudança. Na mensagem, o usuário tem a opção de alterar o endereço caso prefira fazer login com um e-mail diferente do cadastrado em sua conta.

A mudança é global e, à medida que usuários vão sendo avisados sobre ela, queixas começam a surgir. No fórum do Spotify, por exemplo, este usuário publicou a seguinte mensagem:

Tenho vários endereços de e-mail diferentes, mas apenas uma conta ativa do Spotify, que uso há anos. Entendo que a opção de login com e-mail seja importante para contas mais recentes do Spotify que não têm nome de usuário, mas por favor, mantenham a opção de login com nome de usuário, mesmo que os nomes de usuário tenham sido descontinuados!

Tenho muito medo de não conseguir acessar a minha conta porque vou esquecer qual e-mail usei. E também é muito mais demorado digitar, para quem tem nome de usuário.

Relatos a respeito da mudança também já surgem em plataformas como o Reddit, de onde a imagem a seguir foi obtida:

E-mail do Spotify avisando sobre a mudança no login
E-mail do Spotify avisando sobre a mudança no login (imagem: GegoByte/Reddit)

Por que o Spotify vai acabar com o login via nome de usuário?

A companhia não deu detalhes sobre a decisão, apenas informou que esta é uma medida de segurança:

No Spotify, nosso compromisso em oferecer uma experiência perfeita se estende a todos os aspectos da nossa plataforma, incluindo o processo de login.

Padronizar os métodos de login para e-mails aumenta a segurança e simplifica a recuperação da conta.

Note, porém, que o nome de usuário ainda poderá ser mantido por quem tem um perfil público no Spotify. Somente a autenticação por esse método é que deixará de funcionar.

Alguns usuários também fazem autenticação via número de telefone. Pelo menos por ora, essa opção também será mantida.

Login no Spotify mudou? Entenda a decisão

Tela de login no aplicativo do Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vivo libera IA premium do Google de graça por até 12 meses

18 de Junho de 2026, 11:57
Imagem mostra um celular com logo da Vivo. O fundo é roxo. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Vivo fechou uma parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Vivo anunciou uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus.
  • Oferta vale para clientes Controle, Pós, Fibra e Total a partir de hoje.
  • O plano inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem, que pode ser compartilhado com até cinco membros da família.

A Vivo anunciou nesta quinta-feira (18/06) uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus, que inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem.

A oferta vale a partir de hoje para os clientes. O benefício pode ser resgatado no app Vivo ou nas lojas físicas da operadora. Após o período promocional de um ano ou seis meses, a assinatura será renovada automaticamente por R$ 24,99 mensais.

O período gratuito varia conforme o tipo de cliente:

  • Vivo Família e Total Família: 12 meses
  • Vivo Controle: 6 meses
  • Vivo Pós: 6 meses
  • Vivo Fibra: 6 meses
  • Vivo Total: 6 meses

Em resposta ao Tecnoblog, a operadora informou que clientes do Vivo Easy não têm direito ao benefício.

Como ativar?

Para liberar o acesso pelo aplicativo, os passos são os seguintes:

  1. Abra o app Vivo;
  2. Na página inicial, o “Pra você”, role até a seção “Apps com ofertas incríveis”;
  3. Clique no ícone do Google Gemini e autorize a liberação.
Imagem mostra a oferta do Gemini Google AI Plus no app Vivo
Oferta pode ser resgatada no app Vivo (imagem: Tecnoblog)

O que o plano oferece?

A assinatura é o caminho para resolver duas coisas: falta de espaço para armazenar arquivos e limites de uso travados. Toda a operação é respaldada por 400 GB de armazenamento em nuvem no Google One para fotos, vídeos e arquivos, franquia que pode ser compartilhada com até cinco membros da família.

O Google AI Plus dá acesso aos modelos mais recentes do Gemini, o Gemini Pro e Gemini Omni Flash, e inclui o NotebookLM, ferramenta que converte anotações e documentos em resumos automatizados.

Além disso, o pacote libera ferramentas para a geração de imagens, vídeos e conteúdos multimídia através do Google Flow. A IA também passa a integrar os apps de produtividade — Gmail, Docs e Planilhas.

A palavra "Gemini" está escrita centralizada em letras estilizadas e com um leve degradê que transita suavemente do azul-claro (na letra G) para um tom amarelado sutil (nas últimas letras). O fundo principal é preto, mas possui um formato que lembra um losango de bordas curvas e macias. Fora dessa área escura central, os quatro cantos da imagem revelam um fundo iluminado e desfocado com texturas granuladas em tons de amarelo, laranja e azul. No canto inferior direito, destaca-se o logotipo do site "tecnoblog" em letras brancas.
Gemini é a inteligência artificial do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Oferta também vale para o setor corporativo

Além do mercado residencial e de pessoas físicas, a Vivo também vai atender o segmento empresarial com a parceria.

Clientes do Vivo Empresa passam a ter acesso ao portfólio do Gemini Enterprise, versão corporativa que oferece modelos de IA com maior capacidade de contexto. A novidade será integrada ao Google Workspace.

Vivo libera IA premium do Google de graça por até 12 meses

Vivo Travel reduz preços para uso do celular no exterior (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Oferta pode ser resgatada no app Vivo (imagem: Tecnoblog)

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google

18 de Junho de 2026, 10:03
Microsoft Edge
Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Edge enfim permitirá login com Conta Google para sincronizar favoritos, histórico de navegação e outras informações;
  • aparentemente, novidade visa conquistar usuários de outros navegadores, como o Google Chrome, que poderão mudar para o Edge sem perder seus dados sincronizados;
  • recurso estará disponível a partir de julho de 2026 para usuários do Edge no Windows e no macOS, com opção de configuração para administradores de TI em organizações.

O Edge é mantido pela Microsoft. Nada mais natural, portanto, que o navegador exija login com uma Conta Microsoft para sincronização de favoritos, histórico de navegação e outras informações. Mas isso vai mudar: em breve, a Microsoft permitirá login com uma Conta Google em seu browser.

Na primeira olhada, parece que a Microsoft está “se rendendo ao inimigo”. Mas, por incrível que pareça, essa decisão faz muito sentido, pois pode ajudar o Edge a conquistar mais usuários, muitos dos quais podem até vir do Chrome.

A seguinte mensagem, publicada no Microsoft Community Hub no fim de 2019, ilustra como:

Então, eu uso o Chrome há uns 10 anos e agora ouvi falar do Edge por um amigo e queria mudar de navegador. Mas todas as minhas senhas, favoritos e histórico estão sincronizados com a minha Conta Google.

Eu também tenho um celular Android, que veio com o Chrome e os aplicativos do Google, e gosto do fato de o Google do computador me trazer todas as senhas e outras informações para o meu celular.

A questão é se eu posso sincronizar tudo do Edge com a minha conta do Google, para mantê-las presentes em todos os lugares.

Perceba que, na mensagem, o usuário deseja usar o Microsoft Edge, mas o fato de depender dos serviços do Google o prende no Chrome. Podemos presumir que, na época, se ele pudesse usar o Edge com a sua Conta Google, o navegador da Microsoft teria conquistado mais um usuário.

Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft
Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Edge vai permitir login com Conta Google a partir de julho

Demorou para a Microsoft entender que o login com Conta Google no Edge pode trazer usuários, mas finalmente essa possibilidade está a caminho. É o que a companhia revela na página do Microsoft 365 Roadmap. Ali, a empresa informa que a novidade valerá para usuários do Edge no Windows e no macOS.

Em organizações, administradores de TI poderão permitir ou não o login com Conta Google no browser por meio de uma política de configuração específica para isso.

Quando o recurso será liberado? Em algum momento de julho de 2026, revela a Microsoft.

Resta saber se o Google retribuirá com um gesto equivalente — permitir login no Chrome com uma Conta Microsoft. Mas eu acredito que não, afinal, o Chrome já é líder de mercado e, ao que parece, não há grande demanda de usuários do navegador sobre essa possibilidade.

Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como atualizar o Android? Saiba fazer o update no Samsung, Motorola e Xiaomi

17 de Junho de 2026, 18:46
Tela do celular com “Atualização de software”, exibindo “Baixar e instalar” e “Download automático: Nunca”
Saiba como manter o software do celular Android sempre atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

É possível atualizar o celular para a última versão do Android a partir das configurações do aparelho. Embora os caminhos variem em smartphones Samsung, Motorola ou Xiaomi, todos eles consultam os servidores oficiais para obter os pacotes de atualização.

O procedimento é essencial para garantir melhorias de desempenho, correções de falhas e reforçar a segurança do sistema operacional. Lembrando que é fundamental ter bateria suficiente e armazenamento livre para concluir a instalação com sucesso.

A seguir, veja o passo a passo de como atualizar o celular Samsung, Motorola ou Xiaomi para a última versão do Android.

Índice

Como atualizar o Android de um celular Samsung

1. Abra as configurações do celular Samsung

Deslize o dedo na tela de cima para baixo e toque no ícone de engrenagem, no canto superior direito, para entrar nas configurações do dispositivo.

Acessando as configurações do celular Samsung
Acessando as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Acesse o menu de “Atualização de software”

Role a página do menu “Config.” e toque em “Atualização de software” para avançar.

Tocar em “Atualização de software” nas Configurações do celular Samsung para iniciar a busca de atualizações
Entrando no menu “Atualização de software” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Acesse “Baixar e instalar”

Toque em “Baixar e instalar” ou “Procurar atualizações” e aguarde a verificação dos servidores para encontrar a versão mais recente da One UI, interface customizada do Android para dispositivos Samsung.

Tocando na opção “Baixar e instalar” na tela de atualização de software do Android
Tocando na opção “Baixar e instalar” atualização do Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Instale a nova versão do Android

Se houver uma nova atualização Samsung disponível, toque em “Baixar” e siga as instruções na tela para concluir o processo de instalação. Caso o dispositivo já esteja na versão mais recente, o próprio software exibirá um aviso de sucesso.

Verificando atualizações e baixando a versão mais recente do One UI no Android (tela “Atualização de software”)
Verificando as atualizações e baixando a versão mais recente do software (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como atualizar o Android de um celular Motorola 

1. Acesse as configurações do celular Motorola

Deslize o dedo de cima para baixo na tela do aparelho para abrir o menu de atalhos rápidos do Android. Em seguida, toque no ícone de engrenagem, no canto inferior direito da tela, para abrir as configurações e descobrir como atualizar o celular Motorola.

Toque na engrenagem para abrir as configurações do celular Motorola e acessar “Atualizações do sistema”
Acessando as configurações do celular Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Atualizações do sistema”

Navegue pelo menu “Configurar” até encontrar a opção “Atualizações do sistema”. Toque nela para acessar o menu que gerencia os arquivos do software e verifica se há novidades do Android.

Abrindo o menu “Atualizações do sistema” nas configurações do celular Motorola (tela “Configurar”)
Abrindo o menu “Atualizações do sistema” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Toque em “Verificação de atualizações”

Toque na opção “Verificação de atualizações” para o dispositivo acessar os servidores e consultar se há atualização de software Motorola disponível.

Tocando em “Verificação de atualizações” nas configurações de atualização de software do Motorola
Tocando em “Verificação de atualizações” do Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Baixe e instale a nova versão do Android

Se houver um pacote novo disponível, confirme o download dos arquivos e siga as instruções automáticas exibidas na tela. Caso o sistema já esteja totalmente em dia, uma mensagem informará que o dispositivo está utilizando a versão mais recente.

Tela exibindo “Tudo certo!” e informando que o Android está atualizado na seção “Atualização de Software”
Verificando se há atualizações do Android disponíveis ou se o software já está atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como atualizar o Android de um celular Xiaomi 

1. Entre nas configurações do celular Xiaomi

Abra a gaveta de aplicativos do aparelho deslizando o dedo de baixo para cima na tela inicial e toque no app “Configurações”.

Abrindo o app Configurações no Xiaomi
Abrindo o app “Configurações” no Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Acesse a opção “Sobre o telefone”

Toque na opção “Sobre o telefone” para acessar os detalhes gerais do dispositivo, incluindo as informações do ecossistema atual do HyperOS, interface do Android para dispositivos Xiaomi.

Toque em “Sobre o telefone” nas Configurações do celular para acessar as informações do dispositivo
Acessando a opção “Sobre o telefone” (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Toque no logotipo do HyperOS

Toque em cima do botão que exibe o nome HyperOS e o número da versão atual da interface para avançar.

Tela do Xiaomi com o menu HyperOS exibindo “Versão do Android” e outras informações do sistema
Abrindo o menu “HyperOS” do Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Baixe o pacote de software mais recente

Toque no ícone de três pontos, no canto superior direito, para abrir um novo menu de opções. Então, selecione “Baixar pacote mais recente” para atualizar o Android no dispositivo Xiaomi diretamente dos servidores.

Iniciando o download do pacote mais recente do software no Xiaomi HyperOS
Iniciando o download do pacote mais recente do software (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Para que serve a atualização de software do celular?

Manter o Android atualizado é como fazer um “check-up” digital no dispositivo, garantindo que ele funcione com eficiência e estabilidade. Estes são os principais motivos para realizar a atualização:

  • Reforço na segurança: adiciona correções contra vulnerabilidades, protegendo dados confidenciais contra malwares e brechas de segurança antes que invasores explorem o sistema;
  • Melhoria de desempenho: ganho de agilidade e fluidez, reduzindo o tempo de carregamento de aplicativos e tornando a navegação pela interface mais veloz;
  • Correção de bugs e falhas: elimina travamentos repentinos, encerramentos inesperados de aplicativos e falhas de armazenamento, devolvendo a estabilidade ao hardware;
  • Novas funções e visual: desbloqueia recursos inéditos diretamente na interface, como ferramentas de inteligência artificial, novos emojis e atalhos que facilitam a rotina;
  • Economia de bateria: otimiza o consumo de energia dos componentes, resultando em uma autonomia de carga muito mais eficiente ao longo do dia;
  • Compatibilidade do sistema: garante que o firmware funcione perfeitamente com os novos aplicativos da loja, evitando erros de incompatibilidade.

Tem como saber qual é a versão do meu Android? 

Sim, é possível descobrir a versão do Android pelo aplicativo de Configurações do smartphone. Basta encontrar a opção “Sobre o telefone” ou semelhante e tocar nela para acessar os dados gerais do dispositivo.

Dentro deste menu, pode ser necessário ir em “Informações do software” para ver o número exato da versão do Android. Essa seção técnica também revela detalhes importantes, como o número de compilação da interface e o nível do patch de segurança do hardware.

Vou perder meus dados se atualizar o Android? 

Não, as atualizações do Android são projetadas para preservar intactos todos os arquivos, fotos, aplicativos e contatos do usuário. Os pacotes de instalação modificam apenas os códigos de infraestrutura do firmware, sem interferir no armazenamento de dados.

A perda de arquivos só acontece em casos raríssimos, como interrupções bruscas de energia que corrompem o processo. Por segurança, o ideal é fazer um backup preventivo na nuvem antes de rodar a atualização para evitar imprevistos caso o sistema trave.

Por que não consigo atualizar o Android?

Existem alguns fatores que impedem a atualização do Android. Os mais comuns são:

  • Falta de armazenamento: o pacote de arquivos exige de 2 GB a 4 GB livres, sendo importante liberar espaço na memória do Android para que o download e a descompactação aconteçam;
  • Instabilidade na conexão de rede: oscilações no Wi-Fi ou uso de redes móveis podem corromper os arquivos, sem contar que o Modo Avião bloqueia o contato com os servidores;
  • Nível de bateria: o sistema interrompe o processo se a carga estiver abaixo de 50% e o dispositivo fora da tomada, uma segurança para evitar que o aparelho desligue no meio do upgrade;
  • Arquivos de cache corrompidos: o acúmulo de dados temporários inválidos no gerenciador de atualizações pode travar o download, exigindo uma limpeza desses dados ou o reinício do aparelho;
  • Conflitos em segundo plano: aplicativos rodando escondidos ou falhas temporárias no firmware podem paralisar a instalação, exigindo verificação manual nas configurações;
  • Fim do suporte oficial: aparelhos antigos deixam de receber atualizações oficiais dos fabricantes após alguns anos, o que significa que o hardware atingiu o limite do ciclo de vida útil.

Por que a atualização do Android não termina?

O congelamento da atualização geralmente ocorre devido a travas de segurança do sistema, acionadas quando algo interrompe o processo. Oscilações na rede Wi-Fi ou falhas na descompactação dos arquivos fazem o smartphone paralisar a instalação preventivamente para evitar danos ao firmware.

Além disso, o processo é pausado se a bateria cair abaixo de 50% ou se houver conflitos com aplicativos em segundo plano. Arquivos corrompidos e até o relógio desconfigurado fazem o hardware interpretar a falha como risco, interrompendo o upgrade por segurança.

É possível reverter uma atualização do Android?

Oficialmente, o processo de fazer downgrade do Android nativamente só é liberado para celulares da linha Google Pixel. Para os donos desses aparelhos, o retorno à versão anterior do software é feito pela própria plataforma oficial de testes da marca.

Já para outras fabricantes, reverter a atualização exige ferramentas complexas de terceiros para forçar a instalação de um firmware antigo. Por ser um procedimento técnico arriscado que apaga todos os dados e pode travar o aparelho, ele não é recomendado por especialistas.

Como atualizar o Android? Saiba fazer o update no Samsung, Motorola e Xiaomi

Saiba como manter o software do celular Android sempre atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Entrando no menu "Atualização de software" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Tocando na opção "Baixar e instalar" atualização do Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Verificando as atualizações e baixando a versão mais recente do software (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as configurações do celular Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Atualizações do sistema" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Tocando em "Verificação de atualizações" do Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Verificando se há atualizações do Android disponíveis ou se o software já está atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o app "Configurações" no Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando a opção "Sobre o telefone" (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Abrindo o menu "HyperOS" do Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Iniciando o download do pacote mais recente do software (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Novo Google Home Speaker é lançado após anos e chega abraçado ao Gemini

17 de Junho de 2026, 13:40
Novo Google Home Speaker
Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • novo Google Home Speaker foi lançado com preço de US$ 99,99 nos Estados Unidos;
  • aparelho é equipado com chip que possui quatro núcleos A55 de 2 GHz e uma NPU integrada para processamento de tarefas de IA;
  • integrado ao Gemini, alto-falante processa comandos de voz mais naturais e contextuais; aparelho ainda oferece áudio de 360 graus com som espacial.

Fazia tanto tempo que o Google não lançava um alto-falante inteligente que parecia que a companhia havia desistido do segmento. Mas não desistiu. Prova disso é que, dez anos depois de o modelo original ser lançado, a nova geração do Google Home Speaker foi anunciada. Preço? US$ 99,99 (R$ 507) nos Estados Unidos.

Não é como se a linha tivesse ficado no limbo por todo esse tempo. Basta nos lembrarmos de que, em 2020, o Google lançou o alto-falante Nest Audio que, apesar do nome diferente, foi considerada a segunda geração da linha. Seis anos se passaram (se desconsiderarmos a segunda geração do Nest Hub, lançada em 2021), então um novo aparelho era mesmo necessário.

Pois bem, o novo Google Home chega apoiado na inteligência artificial, ou seja, foi preparado para trabalhar com o Gemini. Por conta disso, a novidade traz um chip que, além de quatro núcleos A55 de 2 GHz, conta com uma NPU integrada para processamento de tarefas de IA. O chip trabalha em conjunto com 1 GB de memória LPDDR4 e até 4 GB de armazenamento interno.

A proposta é a de que você possa usar a caixa de som para pedir ao Gemini que realize tarefas específicas dando instruções com base no seu estilo de falar, sem depender de comandos de voz padronizados. A capacidade de o Gemini reconhecer contextos permite até que você corrija uma instrução antes de finalizá-la. Um exemplo dado pelo próprio Google: “desligue a cafeteira… digo, ligue”.

O Gemini pode ainda interagir com você usando dez novas vozes em tom natural. Mas que fique claro que o novo Google Home Speaker pode ser mais bem aproveitado se você contratar o Google Home Premium, serviço de assinatura que oferece recursos inteligentes específicos para o lar (não disponível no Brasil atualmente).

Outros atributos dignos de nota incluem áudio de 360 graus mais potente e capacidade de integrar o Google Home Speaker ao Google TV Streamer para permitir reproduções com som “surround espacial”.

Família perto do Novo Google Home Speaker
Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade e preço do novo Google Home Speaker

O Google Home Speaker já está em pré-venda nos Estados Unidos. As vendas oficiais em si começam em 25 de junho de 2026. Como já informado, o preço sugerido é de US$ 99,99.

Até o momento, não há informação de lançamento no Brasil (para variar).

Novo Google Home Speaker é lançado após anos e chega abraçado ao Gemini

💾

Nova geração do Google Home Speaker foi finalmente anunciada. Alto-falante inteligente traz NPU para facilitar integração com Gemini.

Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)

Como transferir fotos do iCloud para o Google Fotos

17 de Junho de 2026, 10:44
Ilustração que representa a transferência de mídias do iCloud para o Google Fotos com uma ferramenta da própria Apple
É possível usar uma ferramenta da própria Apple para transferir mídias para o Google Fotos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Transferir mídias do iCloud para o Google Fotos é um processo de envio automatizado feito por meio do portal de privacidade da Apple. A ferramenta permite que o usuário solicite uma cópia da sua biblioteca, garantindo que todo o backup seja migrado com segurança para o serviço de destino.

O procedimento leva de 3 a 7 dias para ser concluído, gerando uma duplicata de todas as fotos e vídeos selecionados. Vale dizer que a exclusão manual dos conteúdos originais no iCloud ainda será necessária posteriormente, caso a intenção seja liberar espaço de armazenamento na conta Apple.

Como método alternativo, o usuário pode baixar os arquivos manualmente do iCloud para um computador e realizar o upload para o serviço do Google Fotos. No entanto, o método oficial automatizado é mais indicado para a transferência de amplas bibliotecas de mídia.

A seguir, veja o passo a passo para transferir fotos do iCloud para o Google Fotos.

1. Acesse o portal de privacidade da Apple

Use o navegador do celular ou computador para acessar o site oficial de dados e privacidade da Apple: privacy.apple.com. Então, faça login na sua Conta Apple para iniciar o uso da ferramenta nativa de migração de arquivos.

Tela do portal de Dados e Privacidade da Apple no iPhone, com opção de iniciar sessão na Conta Apple
Iniciando uma sessão na página de Dados e Privacidade da Apple (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Solicite a transferência de uma cópia de dados

Navegue pela página até encontrar a seção “Transferir uma cópia dos seus dados”. Depois, toque em “Solicitar transferência” para iniciar a migração entre as plataformas.

Tocando em "Solicitar a transferência de uma cópia dos seus dados" na página de Dados e Privacidade da Apple
Tocando em “Solicitar a transferência de uma cópia dos seus dados” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Escolha o conteúdo que será exportado

Na área “Escolha o que você quer exportar”, selecione a opção “Fotos e vídeos do iCloud”. Em seguida, toque em “Próximo” para continuar o processo para transferir fotos do iCloud para o Google Fotos.

Selecionado a opção “Fotos e vídeos do iCloud” para exportar para o Google Fotos
Selecionado a opção “Fotos e vídeos do iCloud” para a transferência (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Defina o serviço de destino dos arquivos

Desça a página de privacidade, toque em “Selecionar destino” e escolha a opção do “Google Fotos” como o local para o envio do lote de mídias.

Mostrando a opção Google Fotos como destino na transferência de cópia de dados do iCloud
Escolhendo o Google Fotos como destino para cópia dos arquivos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Marque as mídias que deseja transferir

Marque as caixas correspondentes aos formatos de mídia que você moverá do iCloud para o Google Fotos. Então, toque em “Continuar” para seguir com a organização do lote de transferência.

Marcando formatos de mídia para transferir do iCloud para o Google Fotos (Fotos e vídeos do iCloud)
Marcando quais formatos de mídias serão transferidos do iCloud para o Google Fotos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Revise os detalhes da exportação das mídias

Verifique os formatos de mídia que serão enviados do iCloud para o Google Fotos. Se estiver tudo certo, toque em “Continuar”.

Tela do portal de privacidade da Apple mostrando a exportação para Google Fotos e a opção “Continuar”
Revisando os detalhes da exportação de arquivos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Conecte a Conta Google

Insira o e-mail e a senha da conta Google para qual você realizará a transferência das fotos ou vídeos do iCloud. Essa autenticação garante que o ecossistema receptor reconheça o usuário legítimo dos dados.

Fazendo login na conta Google que receberá a transferência iCloud para o Google Fotos
Fazendo login na conta Google que receberá a transferência (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

8. Autorize a transferência dos arquivos para o Google Fotos

Após o login, marque a opção “Adicione à biblioteca do Google Fotos” para conceder a permissão para o sistema receber os novos arquivos. Em seguida, toque em “Continuar” para seguir com a migração.

Telas do login no Google para autorizar a integração do Apple Data and Privacy com o Google Fotos
Autorizando a interação entre o iCloud e o Google Fotos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

9. Confirme a transferência entre o iCloud e o Google Fotos

Revise as informações da transferência, como o e-mail da conta Google de destino e o espaço de armazenamento necessário para receber o lote de arquivos. Se estiver tudo certo, toque em “Confirmar transferência” e aguarde a mensagem de confirmação.

Por fim, a Apple enviará um e-mail informando o prazo de conclusão da migração das fotos do iCloud para o Google Fotos. A marca também notifica o usuário quando o processo estiver completo.

Tela do portal de privacidade da Apple confirmando a transferência de fotos do iCloud para o Google Fotos (198 fotos)
Confirmando a transferência dos arquivos entre o iCloud e o Google Fotos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Existem outras maneiras de migrar fotos do iCloud para o Google Fotos

Além da ferramenta oficial da Apple, existem outras formas práticas para salvar fotos na nuvem no celular ou PC. Uma delas é utilizar o aplicativo do Google Drive diretamente no iPhone para realizar o backup manual e sincronizar os arquivos de mídia.

A outra opção é baixar fotos do iCloud no PC via navegador e, em seguida, fazer upload manual direto na plataforma do Google Fotos. Esse método oferece total controle ao usuário, permitindo selecionar e transferir pastas ou mídias específicas de um servidor para o outro.

O que acontece ao transferir fotos do iCloud para o Google Fotos?

A migração entre as nuvens da Apple e Google envolve regras automatizadas de processamento e armazenamento. Os principais pontos são:

  • Cópia de segurança intacta: o procedimento gera apenas uma duplicata dos arquivos no destino e não serve para liberar espaço no iCloud automaticamente, sendo necessário uma exclusão manual na conta Apple após o envio;
  • Janela de processamento e aviso: o ecossistema leva entre 3 a 7 dias para concluir a migração devido às checagens de segurança da ID Apple, que envia uma notificação por e-mail ao finalizar upload;
  • Conversão de formatos padrão: as mídias são transferidas em extensões universais (.jpg, .png e .mp4), mas imagens em formato RAW ou extensões proprietárias da Apple podem sofrer incompatibilidade e ficar de fora do lote;
  • Edições definitivas e perda de Live Photos: as modificações visuais feitas nas imagens tornam-se permanentes após a migração, enquanto as Live Photos perdem os metadados de movimento e se transformam em imagens estáticas;
  • Restrições de álbuns e organizações: álbuns inteligentes e compartilhados não são transferidos, os vídeos saem das pastas originais e recebem o prefixo “Cópia de” nos servidores do Google;
  • Duplicatas e limite de armazenamento: o sistema do Google elimina imagens idênticas para otimizar o espaço, mas o usuário deve respeitar o teto de 20 mil mídias por álbum e o limite do plano de armazenamento da conta Google.

Por que não consigo passar as fotos do iCloud para o Google Fotos?

Há alguns pontos que podem interferir na migração de fotos do iCloud para o Google Fotos. O motivo mais comum é a falta de autenticação de dois fatores ativa (2FA) na conta Apple ou o recurso iCloud Photos estar desabilitado.

Outro obstáculo frequente é o gargalo no armazenamento, já que o Google Fotos precisa de espaço suficiente para receber o lote de mídias. Caso novos arquivos entrem na fila após o início do processo, o sistema pode falhar por falta de limite.

Por fim, a incompatibilidade de formatos, como arquivos pesados em RAW ou mídias proprietárias da Apple, costuma causar rejeições nos servidores. Nesses casos, o ecossistema do Google barra a conversão automática, interrompendo a transferência de partes da biblioteca.

Posso cancelar a transferência de fotos do iCloud para o Google Fotos?

Sim, é possível interromper a migração diretamente pela página de Dados e Privacidade da Apple durante o prazo de transferência, que leva de 3 a 7 dias. Basta acessar a plataforma, verificar o status do envio dos arquivos e selecionar a opção para encerrar o procedimento.

Caso o cancelamento seja feito no meio do caminho, os dados já processados pelos servidores continuarão salvos no Google Fotos. A interrupção impede apenas o envio do restante do lote, exigindo a exclusão manual do conteúdo parcial se você desistir do processo.

Também posso migrar as fotos do Google Fotos para o iCloud?

Sim, é viável transferir fotos do Google Fotos para o iCloud utilizando ferramentas oficiais ou manuais. O caminho mais simples é o Google Takeout, que envia os arquivos em segundo plano diretamente para os servidores da Apple após a autenticação.

Para quem prefere uma curadoria detalhada, o método tradicional de download e upload via navegador confere total controle ao usuário. Enquanto o ecossistema automatizado agiliza o envio de amplas bibliotecas, o processo manual se destaca na seleção de mídias específicas de uma nuvem para a outra.

Como transferir fotos do iCloud para o Google Fotos

É possível usar uma ferramenta da própria Apple para transferir mídias para o Google Fotos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Iniciando uma sessão na página de Dados e Privacidade da Apple (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Tocando em "Solicitar a transferência de uma cópia dos seus dados" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionado a opção "Fotos e vídeos do iCloud" para a transferência (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escolhendo o Google Fotos como destino para cópia dos arquivos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Marcando quais formatos de mídias serão transferidos do iCloud para o Google Fotos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Revisando os detalhes da exportação de arquivos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Fazendo login na conta Google que receberá a transferência (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Autorizando a interação entre o iCloud e o Google Fotos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Confirmando a transferência dos arquivos entre o iCloud e o Google Fotos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

16 de Junho de 2026, 19:09
Arte do Android 17 com selo “Android” e número “17”, indicando a chegada da versão oficial
Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou oficialmente Android 17, sistema operacional que estreia na linha de celulares Google Pixel e chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola e Xiaomi;
  • Android 17 aprimora produtividade e segurança com recursos como multitarefa com balões, reações de tela e modo que concede acesso temporário à localização exata;
  • liberação da versão final do Android 17 começou para dispositivos “Pixel elegíveis”, como as séries Pixel 6 e posteriores, e dependerá do cronograma de cada fabricante para celulares e tablets das demais marcas.

Depois de meses de testes e características antecipadas, o Google fez, nesta terça-feira (16/06), o anúncio da versão final do Android 17. Oficialmente, o sistema operacional estreia na linha de celulares Google Pixel, mas também chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola, Xiaomi e tantas outras.

É importante deixar claro desde já que o Android 17 não é uma grande evolução em relação ao Android 16. Podemos entender a nova versão como um conjunto de aprimoramentos em relação ao seu antecessor, principalmente em termos de produtividade e segurança.

O que há de novo no Android 17, precisamente?

Estes são os atributos do Android 17 que o Google destacou no anúncio oficial:

  • Multitarefa com balões (ou bolhas): é uma função que transforma qualquer aplicativo em uma janela flutuante, de modo que você não precise sair da tarefa principal e, com isso, correr o risco de perder o foco;
  • Reações de tela: recurso que permite gravar vídeos de reações, de modo que você possa comentar um vídeo mostrando a sua imagem em miniatura em um canto sem depender de aplicativos de terceiros para isso;
  • Jogos em telas dobráveis: o Android 17 melhora o aproveitamento do espaço da tela em celulares dobráveis para determinados jogos, permitindo que a parte superior mostre a ação e, na inferior, você acesse os respectivos controles virtuais;
  • Mais segurança: entre os recursos dessa categoria está um modo que permite conceder a um app acesso temporário à sua localização exata e uma função que impede a desativação do aparelho quando ele é marcado como perdido; saiba mais sobre os recursos de segurança do Android 17.
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Esses são apenas alguns dos recursos do Android 17. Os demais incluem (mas não se limitam a):

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Outra proteção: Android 17 exige biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Quando o Android 17 será liberado?

A liberação da versão final do Android 17 começou hoje para dispositivos “Pixel elegíveis”. Entre eles estão as séries Pixel 6 e posteriores.

Para celulares e tablets das demais marcas, a liberação dependerá do cronograma e da lista de compatibilidade que cada fabricante definir, tal como você já deve ter imaginado.

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

💾

Android 17 foca em produtividade e segurança, trazendo recursos como multitarefa em janelas flutuantes. Nova versão chega primeiro a celulares Google Pixel.

Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

16 de Junho de 2026, 16:51
O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

💾

CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

16 de Junho de 2026, 15:59
Loot box
Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)
Resumo
  • Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios multou big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por usarem loot boxes em jogos;
  • decisão da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF considerou que loot boxes estimulam comportamentos de jogos de azar e afetam principalmente menores de idade;
  • empresas, incluindo Apple, Google e Microsoft, foram condenadas a pagar indenizações cujos valores serão direcionados ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, determinou que desenvolvedoras de jogos e big techs como Apple, Google e Microsoft paguem indenizações por danos morais coletivos devido ao uso de loot boxes em games. A soma das multas chega a quase R$ 300 milhões.

Uma loot box consiste em uma caixa virtual geralmente oferecida em jogos que fornece recompensas que só se tornam conhecidas após a realização de pagamentos. Essas recompensas podem incluir “skins” para personagens, armas mais potentes, itens raros e assim por diante.

Na primeira olhada, parece não haver nada de errado com isso. Porém, especialistas em saúde mental e autoridades de várias partes do mundo entendem que as loot boxes seguem uma dinâmica de jogos de azar, pois tendem a ativar os mesmos circuitos cerebrais de recompensa ativados em jogos de cassino, por exemplo. Isso pode levar a vícios e outros comportamentos nocivos.

O caso em questão tem como base um processo movido pela Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Anced) contra empresas de games como Activision, Nintendo e Riot.

A acusação é a de que, ao explorarem loot boxes, essas companhias estimulam comportamentos de jogos de azar, afetando principalmente menores de idade.

Com relação a companhias como Apple, Google e Microsoft, elas foram incluídas na ação civil pública por hospedarem ou darem acesso aos tais jogos por meio de suas lojas de aplicativos.

A decisão judicial levou em conta que o ECA Digital, em vigor desde março para a proteção de crianças e adolescentes no âmbito digital, reconhece loot boxes como práticas ilícitas, mas que, mesmo antes disso, já era possível considerar essa abordagem como indevida com base no Estatuto da Criança e do Adolescente em vigor desde 1990.

Diante disso, as empresas envolvidas foram punidas com indenizações cujo valor considera aspectos como gravidade da conduta e capacidade econômica.

Márlon Reis, advogado da Anced, celebrou a decisão judicial:

Qual o valor da multa recebida por cada empresa?

De acordo com uma apuração do Tilt UOL, as companhias multadas e os valores de suas respectivas indenizações são os seguintes:

  • Apple: R$ 50 milhões (responsável pela App Store)
  • Microsoft: R$ 50 milhões (responsável pela Microsoft Store)
  • Google: R$ 40 milhões (responsável pela Play Store)
  • Sony: R$ 40 milhões (responsável pela PlayStation Network)
  • Tencent: R$ 50 milhões (desenvolvedora de PUBG Mobile)
  • Ubisoft: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege)
  • Valve: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Counter-Strike)
  • Riot Games: R$ 15 milhões (desenvolvedora de League of Legends)
  • Electronic Arts: R$ 20 milhões (desenvolvedora de Fifa, EA Sports UFC Mobile, Apex Legends, Plants vs Zombies e outros)
  • Konami: R$ 8 milhões (desenvolvedora de PES 2019, eFootball PES 2021 Mobile e Yu-Gi-Oh! Duel Links)
  • Nintendo: R$ 5 milhões (desenvolvedora de Mario Kart Tour)

A soma desses valores chega a R$ 298 milhões. As indenizações pagas serão direcionadas ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

Além das indenizações, a Justiça determinou a adoção de uma série de medidas pelas empresas apontadas, como exibir informações sobre o caráter aleatório das recompensas, implementar sistemas de verificação de idade e oferecer mecanismos acessíveis de reembolso nos jogos.

Mas, sim, todas as partes envolvidas ainda podem recorrer das decisões.

O número do processo em questão é 0701554-83.2021.8.07.0013.

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)

Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo

15 de Junho de 2026, 16:05
Simulador de voo do Google Earth no Chrome
Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Earth lançou simulador de voo gratuito que funciona diretamente na versão web, sem necessidade de baixar o aplicativo do serviço para desktop;
  • para usar o simulador, acesse o site do Google Earth, busque por um endereço ou localidade, vá em Ferramentas / Simulador de voo e use os comandos listados para controlar o voo;
  • novidade do Google Earth está em fase experimental e pode ter falhas.

O clássico, mas sempre fascinante Google Earth já tinha um simulador de voo, mas que exigia que você baixasse o aplicativo do serviço para desktop. Bom, não mais: agora você pode brincar de piloto de avião usando a versão web do Google Earth — isto é, o seu navegador.

É óbvio que a novidade não chega nem perto da experiência proporcionada pelo Microsoft Flight Simulator, por exemplo. O que o simulador de voo do Google Earth faz é permitir que você “flutue” sobre os mapas do serviço tendo uma visão de primeira pessoa.

Não por acaso, o próprio Google avisa que “o simulador de voo foi projetado para exploração casual, e não para treinamento aerodinâmico de alta fidelidade”.

Mas, sim, o simulador do Google Earth tem uma proposta divertida e, bom, não é necessário pagar nada por ele.

Como usar o simulador de voo do Google Earth?

Você só precisa acessar o site do Google Earth usando um navegador compatível (aqui, funcionou com o Chrome e o Edge). Pode ser necessário fazer login com a sua Conta Google. Agora, vá em Explorar a Terra. Na sequência:

  1. busque por um endereço ou localidade no serviço (como “São Paulo / SP”), a não ser que você queira iniciar o voo de uma altitude muito elevada
  2. vá em Ferramentas / Simulador de voo
  3. voe seguindo os comandos da tabela mais abaixo

Se você estiver relativamente próximo do solo, verá que prédios, monumentos e afins serão exibidos com reprodução 3D.

Mas é preciso levar em conta que, no momento, o recurso está em fase experimental. Talvez isso explique o fato de que é relativamente fácil deixar o avião girando em “loop infinito” após apertar as setas. Aliás, na postagem no X que revela a novidade, muitos usuários reclamaram disso.

Simulador de voo do Google Earth no Chrome
Simulador de voo do Google Earth no Chrome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Principais comandos do simulador de voo do Google Earth

AçãoAtalho (Windows, Mac e Linux)
Sair do simuladorEsc
Aumentar potência (Acelerar)Page Up
Diminuir potência (Desacelerar)Page Down
Girar para a esquerdaSeta para a esquerda
Girar para a direitaSeta para a direita
Bico para baixoSeta para cima
Bico para cimaSeta para baixo

Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo

Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Simulador de voo do Google Earth no Chrome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

11 de Junho de 2026, 18:04
Logos de dois aplicativos
Itaú firmou parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú começou a oferecer a assinatura gratuita do Gemini AI Plus por 1 ano para clientes.
  • O plano libera 400 GB de armazenamento na nuvem e créditos para recursos de imagem e música.
  • O benefício está disponível nas plataformas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e visa expandir a experiência dos usuários com a IA do Google.

Clientes do Itaú terão acesso gratuito ao plano Gemini AI Plus do Google por até 12 meses. Além de disponibilizar a inteligência artificial na sua versão Gemini Pro 3.1 com Deep Research, a pesquisa avançada do modelo de IA, a assinatura inclui ainda 400 GB de armazenamento na nuvem.

A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil, nessa quarta-feira (10/06). O benefício libera créditos para utilizar os recursos de imagem via Nano Banana e música, com o Lyria, e fica disponível para resgate no app do Itaú por meio das plataformas Minhas Vantagens, para pessoas físicas, e Mais Vantagens, na versão para empresas.

A opção AI Plus da assinatura do Google é interessante para acelerar trabalhos do dia a dia e permite incluir até cinco pessoas como dependentes, funcionando como plano familiar ou mesmo para pequenas empresas.

Mais acesso à IA do Google

Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Gemini AI Plus fica gratuito para clientes Itaú por até 12 meses (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A novidade quer facilitar o acesso dos clientes à inteligência artificial do Google. Inclusive, esse não é o primeiro exemplo de benefício envolvendo uma instituição financeira e acesso a recursos avançados de IA: recentemente, o Nubank também liberou acesso gratuito ao ChatGPT Go pelo mesmo período de 12 meses.

Segundo o Itaú, a parceria deve ir além com mais iniciativas envolvendo o Gemini. O banco não deu muitos detalhes, mas falou em “novas formas de interação entre clientes, serviços e plataformas”.

O diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú, Rodrigo Carneiro, afirma que o objetivo da empresa é simplificar e reforçar o acesso à IA como algo “útil e relevante”.

Planos e preços do Gemini no Brasil

O Gemini AI Plus é o plano mais básico da inteligência artificial oferecido no Brasil e custa R$ 24,99 ao mês. Ou seja, o benefício do banco pode representar uma economia de quase R$ 300.

Há poucos dias, essa opção foi ampliada para 400 GB de armazenamento, que já valem para a nova oferta (anteriormente, o plano oferecia 200 GB). O preço continuou o mesmo.

Há outras assinaturas disponibilizadas pelo Google para um uso mais profissional da IA. O Gemini AI Pro, de R$ 96,99 ao mês, permite edições de imagem e vídeo com o Nano Banana Pro, além de oferecer 5 TB de armazenamento na nuvem.

Já o Gemini AI Ultra tem opções x5 ou x20, com 20 TB e 30 TB para usar no Drive, respectivamente, além de acesso a recursos como Deep Think e maior acesso às versões Pro dos recursos de IA presentes no modelo. Os preços são de R$ 779 e R$ 999 por mês.

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

Itaú e Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

11 de Junho de 2026, 10:21
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.

O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.

Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.

A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.

O que é Nano Banana?

O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.

De onde vem o nome Nano Banana? 

O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.

Infográfico mostrando o ciclo da água, com legendas em etapas como evaporação, condensação, precipitação e escoamento
Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)

Para que serve o Nano Banana?

O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.

A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.

Como funciona o Nano Banana 

O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.

Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.

Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.

O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.

Tela do aplicativo Gemini no celular mostrando acesso ao Nano Banana para criação e edição de imagens
O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana é gratuito?

Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.

Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.

Tela do Nano Banana Pro, modelo do Gemini para edição de imagens com maior poder computacional (versão paga)
O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

Quais são as vantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:

  • Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;
  • Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;
  • Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;
  • Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;
  • Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.

Quais são as desvantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fracos do Nana Banana:

  • Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;
  • Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;
  • Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;
  • Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;
  • Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.
Tela do Nano Banana 2 mostrando recursos de edição de imagem por comandos de texto (Reprodução/Google)
O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)

Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? 

O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.

O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.

Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? 

O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.

O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.

Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.

O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto (imagem: Reprodução/Google)

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

10 de Junho de 2026, 16:34
Captura de tela de um smartphone exibindo uma busca no Google pelo termo "Mexico vs South Africa". Na parte superior, há o logotipo do Google e um menu horizontal com as abas "AI Mode", "All", "Images" e "News". Abaixo, um painel da "FIFA World Cup 2026™", correspondente ao "Group A". No centro, há os escudos circulares do "Mexico" e da "South Africa" com o placar de "0" a "0" e a indicação "Live 1:38". Botões azuis mostram as opções "Overview", "Timeline" e "Lineups".
Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Google anunciou novidades para a Copa do Mundo, incluindo informações em tempo real sobre as partidas, explicações sobre regras e histórico, apresentadas durante o evento Google For Brasil.
  • As informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais, e exibe em quais canais cada jogo está passando, como o YouTube pela CazéTV.
  • O Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores para todos os usuários, e campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra.

O Google anunciou novidades preparadas especialmente para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/06). O cardápio é variado, indo de informações em tempo real mais ricas sobre as partidas até explicações sobre regras e histórico.

As funcionalidades foram apresentadas nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, realizado em São Paulo. A empresa ainda teve outras notícias envolvendo futebol, como a recriação de um gol histórico de Pelé, que não tem registros em vídeo, com a ajuda da inteligência artificial.

O que o Google vai oferecer sobre a Copa do Mundo?

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Segundo a empresa, as informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, contando com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais.

Além disso, a ferramenta exibe em quais canais cada jogo está passando. No evento, o Google enfatizou que todas as partidas serão transmitidas pelo YouTube pela CazéTV.

No Modo IA, assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra poderão gerar campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida, como trajetórias de chutes a gol e explicações de esquemas táticos.

Para os demais usuários, o Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores.

Além disso, o Google também pretende ajudar quem quer ver os jogos fora de casa. A gigante das buscas firmou parcerias com as plataformas Anota AI, Abrasel e Sympla para mostrar quais partidas serão transmitidas em cada estabelecimento, além de promoções relacionadas ao Mundial.

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Gemini no Chrome chega ao Brasil para auxiliar navegação na web

10 de Junho de 2026, 13:32
Marca do Google Chrome
Gemini no Chrome já estava disponível no exterior (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou o assistente Gemini integrado ao Chrome no Brasil, auxiliando na navegação web com ferramentas como resumir artigos e comparar produtos.
  • Disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android, o Gemini no Chrome pode ser acessado por um painel lateral.
  • O assistente pode resumir artigos, criar quizzes, destacar pontos principais de vídeos no YouTube e realizar ações em conexão com Gmail, Maps, Agenda e YouTube.

O Google anunciou que o assistente Gemini integrado ao Chrome estará disponível para usuários brasileiros. A barra lateral adiciona ferramentas para auxiliar na navegação, como resumir matérias e artigos, comparar produtos e destacar pontos principais de vídeos no YouTube, entre outras funcionalidades.

O lançamento foi feito no evento Google For Brasil nesta quarta-feira (10/06), em São Paulo (SP). Além da chegada do assistente ao navegador, a companhia apresentou novidades no Maps e no YouTube, além de parcerias nas áreas de trânsito e esporte.

novo painel lateral do Google Chrome
Gemini fica em painel lateral do Chrome (imagem: reprodução/Google)

O Gemini no Chrome estará disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android.

Quais são os recursos do Gemini no Chrome?

O Gemini no Chrome fica em um painel lateral. Para acessá-lo, basta clicar no botão que fica no canto superior esquerdo. O assistente é capaz de resumir artigos longos, tirar dúvidas sobre o que você está lendo ou até criar um quiz com o conteúdo.

Além disso, o Gemini tem conexão direta com Gmail, Maps, Agenda e YouTube. É possível pedir para destacar os pontos principais de um vídeo ou enviar um e-mail diretamente do painel lateral. O Google garante que nenhuma ação será tomada sem a confirmação do usuário.

O assistente também é capaz de cruzar informações de várias abas, sem que seja preciso alternar entre elas. Isso ajuda a comparar produtos ou pacotes de viagem, por exemplo, e gerar uma tabela com as principais informações.

Por fim, o Gemini conta com suporte ao Nano Banana 2, podendo editar imagens encontradas na web diretamente na página, sem necessidade de colar ou fazer uploads.

Gemini no Chrome chega ao Brasil para auxiliar navegação na web

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google)

Gemini terá simulados e planos de estudo para Enem

10 de Junho de 2026, 13:07
Executiva no palco. Atrás, telão mostra simulado do Enem no Gemini.
Estudante poderá escolher testes completos ou de áreas específicas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google anunciou parceria com a edtech Akira Enem para oferecer simulados e planos de estudo personalizados para o Enem via Gemini.
  • Os simulados permitirão que estudantes façam testes de múltipla escolha e recebam um diagnóstico de desempenho, incluindo pontos fortes e lacunas de aprendizagem.
  • Os planos de estudo personalizados estarão disponíveis no Gemini e no Modo IA da Busca a partir de julho de 2026.

O Google anunciou que o Gemini contará com simulados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e poderá gerar planos de estudo personalizados com base no desempenho nos testes. As funcionalidades são resultado de uma parceria com a edtech Akira Enem.

A novidade foi apresentada nesta quarta-feira (10/06) no evento Google For Brasil, em São Paulo (SP). Os simulados e planos de estudo estarão disponíveis a partir de julho de 2026. A empresa também trouxe para o país um assistente para criadores de conteúdo no YouTube e uma experiência conversacional para o Maps.

Como o Gemini vai ajudar no Enem?

De acordo com a empresa, a Akira Tech desenvolveu os testes práticos que serão integrados diretamente ao Gemini. Os estudantes poderão fazer o teste de múltipla escolha completo ou escolher áreas de conhecimento específicas.

O principal diferencial vem depois do simulado: o Gemini não dá apenas a nota, mas oferece um diagnóstico do desempenho do aluno, detalhando pontos fortes, identificando lacunas de aprendizagem e explicando as respostas das questões incorretas.

A partir dessas informações, a IA do Google pode criar planos de estudo para totalmente personalizados, focados nos assuntos em que o aluno precisa de mais reforço.

As funcionalidades dedicadas ao Enem estarão disponíveis tanto no Gemini quanto no Modo IA da Busca.

Vale lembrar que o Google já conta há algum tempo com uma ferramenta dedicada a estudos, o NotebookLM. Com ele, é possível gerar resumos de matérias em texto e áudio, e dá para criar até mesmo um podcast com os assuntos a serem revisados.

Gemini terá simulados e planos de estudo para Enem

Estudante poderá escolher testes completos ou de áreas específicas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

10 de Junho de 2026, 11:28
Executiva no palco. Atrás, um telão mostrando interface conversacional do Pergunte ao Maps.
IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançará no Brasil a ferramenta “Pergunte ao Maps”, que utiliza IA para compreender perguntas complexas e fornecer sugestões de estabelecimentos, roteiros e trajetos.
  • A ferramenta permite que os usuários façam buscas em linguagem natural, por texto ou voz, e será liberada gradualmente para os usuários brasileiros.
  • O “Pergunte ao Maps” considera informações de estabelecimentos, comentários de usuários e histórico do próprio usuário para sugerir locais e rotas.

O Google vai trazer ao Brasil a ferramenta Pergunte ao Maps. Com ela, usuários poderão fazer buscas em linguagem natural no aplicativo de mapas, como se fossem uma pergunta ou uma conversa. Os comandos podem ser feitos por texto ou voz no botão dedicado da ferramenta.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, com novidades da empresa para o mercado nacional. O Pergunte ao Maps começará a ser liberado gradualmente para os Local Guides, membros mais ativos da comunidade do aplicativo, chegando a todos os usuários brasileiros daqui a algumas semanas.

Como funciona o Pergunte ao Maps?

O Pergunte ao Maps tem um botão dedicado na página inicial do Google Maps. Basta tocar nele e fazer uma pergunta em linguagem natural, como você faria a uma pessoa.

Como exemplos de uso, o Google apresentou os comandos “Planeje um tour de arquitetura urbana em São Paulo com acessibilidade para cadeirantes” e “Preciso de um lugar para comer com fraldário, que não seja ao ar livre e que não seja em um shopping”.

Além das informações cedidas pelos próprios estabelecimentos, o Google Maps considera comentários feitos por outros usuários. O histórico e as listas do próprio usuário também são levadas em conta na hora de sugerir locais.

O Pergunte ao Maps não se limita a encontrar estabelecimentos. O Google afirma que a ferramenta é capaz de responder usando mais informações presentes no Maps, como rotas, linhas de transporte público, entradas de estações e mais.

Em outras novidades envolvendo o Maps e IA, o Google também passará a mostrar resumos das avaliações nas páginas de locais e estabelecimentos. Os resumos são personalizados, considerando os interesses dos usuários.

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

10 de Junho de 2026, 11:20
Executivo no palco. Atrás dele, o telão mostra a interface conversacional do Ask Studio.
Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube lançou o “Pergunte ao Studio”, um assistente de IA para criadores de conteúdo no Brasil, que utiliza o Gemini para fornecer informações sobre audiência e ajudar em roteiros.
  • A ferramenta, disponível no YouTube Studio, oferece resumos de desempenho de vídeos, análise de métricas, feedback de comentários e sugestões para melhorar o conteúdo.
  • Com o “Pergunte ao Studio”, criadores podem fazer perguntas específicas, como dados demográficos de audiência e ideias para vídeos, recebendo respostas personalizadas com base nos dados do canal.

O YouTube trará para o Brasil o Ask Studio, um chatbot de inteligência artificial para criadores de conteúdo. Chamado de “Pergunte ao Studio” na versão nacional, o recurso é apresentado pelo Google como um parceiro para ajudar no crescimento da audiência do canal.

O lançamento foi feito nesta quarta-feira (10/06), durante o evento Google For Brasil, em que a companhia mostra suas novidades para o mercado local.

Segundo a empresa, a ferramenta já está disponível para canais que não são supervisionados e conteúdos de música — nesse último caso, há soluções específicas. Para acessá-lo, basta acessar o YouTube Studio pela web e clicar no ícone que fica no canto superior esquerdo.

O Google também aproveitou para mostrar alguns dados sobre sua plataforma de vídeos no Brasil. De acordo com a companhia, YouTube e criadores geraram 150 mil empregos e geraram R$ 6 bilhões de reais (ano)

O que é possível fazer com o Pergunte ao Studio?

Entre as funcionalidades disponíveis, estão resumos rápidos de desempenho de vídeos recentes, feedback de comentários, análise de métricas com gráficos, brainstorming e ajuda para roteiros, conceitos e ideias.

Com isso, o criador pode fazer perguntas como “qual a demografia que mais assiste aos meus vídeos?”, o que minha comunidade está dizendo sobre o meu estilo de edição?” ou “dê ideias para um vídeo sobre inteligência artificial para criadores de conteúdo”.

Nesse último caso, as sugestões de ideias são personalizadas de acordo com o canal, incluindo dados sobre audiência — a promessa é de um resultado mais elaborado do que seria obtido ao se perguntar diretamente ao Gemini, por exemplo. Também é possível copiar e colar o rascunho de um script para receber recomendações de como aperfeiçoá-lo.

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

IA para táticas e gol de Pelé: as novidades do Google para o futebol

10 de Junho de 2026, 11:14
Cena em preto e branco de gol de Pelé
Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google DeepMind desenvolveu a ferramenta TacticAI, que está em uso pelo Palmeiras e será adotada pela Seleção Brasileira, para análise de jogo e previsão de movimentações e posicionamentos.
  • A TacticAI permite análise quantitativa de opções táticas, relacionando ações individuais e coletivas.
  • O Google usou o Gemini Omni para recriar o gol de Pelé contra a Juventus em 1959, que não foi registrado em vídeo, utilizando fotografias e depoimentos de jogadores.

Em ritmo de Copa do Mundo, o Google anunciou novidades de futebol para o Brasil. A ferramenta TacticAI, desenvolvida pelo Google DeepMind, está em uso pelo Palmeiras e será adotada também pela Seleção Brasileira. Além disso, a empresa usou o Gemini Omni para recriar um gol histórico de Pelé que não foi registrado em vídeo.

Os lançamentos foram feitos pela empresa no evento Google For Brasil, realizado nesta quarta-feira (10/06) em São Paulo (SP).

Palmeiras é pioneiro em TacticAI

Segundo o Google, o Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a adotar o TacticAI para analisar jogo aberto. Antes, as equipes recorriam ao modelo apenas para jogadas de bola parada.

O TacticAI foi desenvolvido pelo Google DeepMind, laboratório de inteligência artificial da empresa. Com a tecnologia, é possível analisar opções táticas de forma quantitativa e prever movimentações e posicionamentos, relacionando ações individuais e coletivas, como o impacto do deslocamento de um zagueiro na linha defensiva.

Gol de Pelé foi recriado com IA

Em outro anúncio, o Google anunciou a recriação do gol de Pelé contra o Juventus em 1959, considerado pelo próprio Rei do Futebol como o mais bonito de sua carreira. O momento não foi registrado em vídeo, o que foi visto como uma oportunidade para o uso da IA.

Para gerar o vídeo com o modelo Gemini Omni, o Google recorreu a fotografias do jogo e depoimentos de jogadores presentes na partida. A peça estará disponível em um minidocumentário a ser lançado no fim de junho.

IA para táticas e gol de Pelé: as novidades do Google para o futebol

Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Google vai sugerir ajustes em semáforos de São Paulo para melhorar o trânsito

10 de Junho de 2026, 10:49
Executivo Fábio Coelho em palco de evento. Atrás, um telão mostra uma imagem de uma cidade e o texto "Green Light"
Projeto chega à quarta cidade no Brasil (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lança o projeto Green Light em São Paulo (SP), parceria com a CET e a Prodam, para melhorar o trânsito com ajustes em semáforos usando inteligência artificial.
  • O projeto analisa dados de tráfego do Maps para identificar gargalos em cruzamentos e sugere ajustes para melhorar o fluxo de carros e reduzir emissões poluentes.
  • O Green Light já está presente em mais de dez cidades em quatro continentes e, no Brasil, foi adotado em 83 cruzamentos, com redução de 9% no consumo de combustível.

O Google trará o projeto Green Light, voltado a melhorias em semáforos, para São Paulo (SP), em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Prodam (empresa de tecnologia do município).

“Estamos usando a IA como uma ferramenta poderosa para tornar o trânsito mais fluido e o ar mais limpo, economizando tempo e combustível dos motoristas sem a necessidade de construir novas infraestruturas”, afirma Paula Aluani, gerente de parcerias estratégias de Geo, área da empresa responsável por Google Maps e Waze.

O que é o projeto Green Light do Google?

O projeto Green Light usa dados de tráfego e mapas para analisar o comportamento de semáforos e identificar gargalos, com o auxílio de inteligência artificial.

A partir daí, o Google pode sugerir a autoridades ajustes para melhorar o fluxo de carros, reduzindo o movimento de parar e acelerar, que é responsável por emissões adicionais de gases poluentes.

As alterações são de segundos no tempo em que o sinal fica aberto em horários específicos. Cabe aos municípios acatar ou não o que foi recomendado.

Menos paradas, menos poluição

A capital paulista é a quarta cidade brasileira a receber a tecnologia, depois de Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP) e São Caetano do Sul (SP).

Segundo o Google, o projeto já reduziu em cerca de 30% o número de paradas de carros nas cidades onde foi adotado, considerando dados globais. No Brasil, as medidas foram adotadas em 83 cruzamentos, com redução de 9% no consumo de combustível.

Globalmente, o projeto Green Light já está presente em mais de dez cidades em quatro continentes — a lista inclui Seattle (Estados Unidos), Hamburgo (Alemanha), Budapeste (Hungria) e Jacarta (Indonésia).

Google vai sugerir ajustes em semáforos de São Paulo para melhorar o trânsito

Projeto chega à quarta cidade no Brasil (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Google libera dobro de espaço em plano de IA

9 de Junho de 2026, 15:14
Google oferece quatro opções de acesso à IA no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB para assinantes do plano Google AI Plus no Brasil, sem cobrar nada a mais.
  • O plano Google AI Plus custa R$ 24,99 por mês e oferece mais espaço para guardar arquivos na nuvem.
  • O preço do plano no Brasil não mudou porque já era próximo ao preço praticado nos EUA, que é de US$ 5.

Os brasileiros adeptos da principal assinatura de inteligência artificial do Google têm motivos para comemorar: a empresa ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB sem cobrar nada a mais por isso. A mudança já está valendo, de acordo com a equipe de comunicação.

O plano Google AI Plus já custava R$ 24,99 por mês. A única diferença diz respeito ao espaço que os assinantes podem usar para guardar arquivos na nuvem. Ao contrário do Brasil, os clientes americanos ainda notaram uma redução no preço, que passou de US$ 7,99 para US$ 4,99.

Cartão promocional do Google AI Plus com preço de R$ 24,99 por mês e botão “Comece agora”
Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Google explicou ao Tecnoblog que o preço por aqui não muda pois já era muito próximo aos US$ 5 praticados nos Estados Unidos. De fato, com o câmbio atual, dá praticamente R$ 25.

Os serviços de IA do Google repetem a mesma lógica de cobrança de tokens que tem gerado discórdia e preocupação no setor de tecnologia. A versão gratuita dá acesso ao app Gemini e ao Nano Banana numa modelagem muito básica, para uso cotidiano. Já os demais planos possuem limites maiores. São eles: Plus (2x mais por R$ 24,99), Pro (4x mais por R$ 96,99) e Ultra (20x mais por R$ 779,90).

Google libera dobro de espaço em plano de IA

Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

9 de Junho de 2026, 07:19
Foto mostrando o aplicativo Gemini em celular Android com página do Gemini sendo acessada via navegador no PC.
Gemini Go chega para celulares baratos com sistema Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gemini, inteligência artificial do Google, está disponível em celulares Android baratos com sistema operacional Android Go, substituindo o assistente de voz.
  • Para usar o Gemini Go, basta atualizar o aplicativo do Google pela Play Store e acessá-lo pelo widget na home do Android ou pelo botão de Home ou energia.
  • Com o Gemini Go, é possível realizar atividades como ligações, mensagens por comandos de voz, buscas específicas, organizar agenda e reproduzir conteúdos de apps baixados no smartphone.

O Gemini chegou de forma nativa a celulares Android mais baratos com a versão Go do sistema operacional do Google. Agora, basta atualizar o aplicativo geral da empresa pela Play Store para começar a usar o Gemini Go em pesquisas rápidas e consultas na IA generativa, sem a necessidade de recorrer ao navegador.

A novidade impacta modelos de entrada ou até mesmo intermediários, como Redmi A5, Poco C71 e Infinix Smart 10, todos à venda no Brasil por menos de R$ 1 mil. Eles têm entre 2 e 4 GB de memória RAM. Antes, os smartphones ficavam restritos ao Google Assistente.

Segundo o Google, o recurso já está disponível em português, mas algumas funções podem demorar a chegar. Portanto, vale checar se a atualização pode ser feita via Google Play Store e testar alguns prompts com a IA.

Como usar o Gemini Go?

Smartphone Redmi A5
Redmi A5, da Xiaomi, traz uma versão Go do Android, agora com suporte ao Gemini (imagem: Divulgação/Xiaomi)

O Gemini Go fica disponível dentro do próprio app do Google, que normalmente apresenta um widget na home do Android. Para atualizar, basta seguir os passos:

  • Abra a Play Store no seu celular.
  • Busque por “Google” na barra de pesquisa.
  • Cheque se há alguma atualização disponível. Pode ser que o aplicativo já esteja atualizado, caso você tenha o update automático ativado.

Assim, não será mais necessário entrar no navegador para acessar o Gemini, mas sim o próprio app do buscador. Dependendo do celular, basta pressionar o botão de Home ou o botão de energia para acessar a IA. Também é possível baixar o app do Gemini, mas, em um modelo de entrada, isso pode significar perder um espaço significativo de armazenamento.

A nova versão da IA realiza diferentes atividades, como ligações ou mensagens por comandos de voz, buscas mais específicas, organização da agenda, adição de eventos ao calendário, entre outros exemplos.

Também é possível reproduzir conteúdos a partir de apps baixados no smartphone, assim como abrir vídeos no YouTube usando comandos de voz. Essas ações já eram possíveis via Google Assistente, mas sofriam com algumas limitações que a IA generativa vem tentando resolver.

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

Aplicativo Gemini para Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Xiaomi)

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

8 de Junho de 2026, 16:55
Captura da apresentação do Google sobre o Pixel Studio
App de geração de imagens não permite mais novas criações (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google desativou a função principal do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA.
  • A atualização remove a interface de criação de imagens por comandos de texto e direciona os usuários para o app do Gemini.
  • Projetos antigos criados no Pixel Studio continuam acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

O Google parece estar centralizando as funcionalidades de criação de imagens no app do Gemini. Com isso, começou a desativar a principal função do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA lançado com a linha Pixel 9, em agosto de 2024.

A partir da versão 2.3, o app deixa de permitir a geração de imagens por comandos de texto e passa a direcionar os usuários para o Gemini. Agora, ao abrir o app atualizado, a interface em que era possível digitar prompts e criar imagens não aparece mais. A versão 2.3 do Pixel Studio está sendo distribuída gradualmente para dispositivos Android compatíveis.

App redireciona para o Gemini

De acordo com o site Android Authority, no lugar, o usuário encontra um botão “Abrir Gemini”, que leva à página do app na Google Play Store. A desativação já vinha sendo sinalizada desde fevereiro, quando o Google começou a remover algumas funções do Pixel Studio.

captura de tela no pixel studio
Pixel Studio passa a redirecionar para o Gemini (imagem: reprodução/Android Authority)

O app ainda continuará disponível para download e os projetos antigos criados pelos usuários seguem acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

Com isso, o Pixel Studio fica restrito ao histórico, enquanto novas criações passam a ser direcionadas ao app principal de IA da empresa, que também recebeu um novo gerador de vídeos, anunciado no Google I/O 2026.

Pixel Studio foi lançado com o Pixel 9

O Pixel Studio estreou em 2024 como um dos recursos de IA da linha Pixel 9. A proposta era oferecer uma ferramenta simples para criar imagens a partir de comandos de texto, algo próximo ao que a Apple apresentou com o Image Playground, para o iOS.

Apesar de ser tratado como um recurso nativo dos celulares Pixel, o app combinava processamento local com o modelo em nuvem Imagen 3, desenvolvido pelo Google, exigindo conexão com a internet para renderizar as imagens.

Além da criação por texto, o app permitia editar imagens adicionando ou removendo elementos por meio de comandos e criar pacotes de figurinhas personalizadas. Ao longo do tempo em atividade, o Google também adicionou recursos como integração com o teclado Gboard, ferramentas de edição generativa e a capacidade de criar representações de pessoas.

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

(imagem: reprodução/Google)

(imagem: reprodução/Android Authority)

Apple anuncia Siri AI e promete “um grande passo” na assistente de voz

8 de Junho de 2026, 14:45
Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

A Apple anunciou a Siri AI nesta tarde, durante a conferência WWDC 2026. A tecnologia de inteligência artificial foi complemente redesenhada, segundo o vice-presidente sênior de engenharia de software Craig Federighi, com o objetivo de ficar mais competente numa série de novas tarefas. Ela é compatível com as novas versões iOS, MacOS, iPadOS e VisionOS.

Para chegar neste novo resultado, a companhia está trabalhando diretamente com o Google. Isso significa que os Apple Foundation Models, os modelos de IA embarcados no sistema, foram combinados com o Gemini. As versões utilizadas pela Apple são mais seguras, com processamento local ou na nuvem, por meio do Private Cloud Compute.

A Siri AI funciona com vídeos, fotos e texto. Ao fazer perguntas para a assistente de voz, ela leva em consideração todo o conteúdo salvo no iPhone para apresentar resultados mais contextualizados e próximos do que a pessoa está procurando. Ela também recorre ao “conhecimento mais amplo do mundo”, por meio da internet, para trazer mais informações.

A Siri AI estará disponível inicialmente somente em inglês. Não foi divulgada a previsão de lançamento em português ou outros idiomas. Ela ganha um app separado, onde dá para ver as consultas mais recentes, e também pode ser acionada pela tecla lateral do smartphone.

Nova voz

Arquitetura da inteligência artificial na Siri AI (imagem: reprodução/Apple)

De acordo com a Apple, a nova voz da Siri está “mais incrível”. A empresa promete mais ajustes de velocidade e expressividade, além do já tradicional controle de tom de voz.

As demonstrações exibidas pela Apple lembram as conversas com chatbots como ChatGPT ou Gemini. Ou seja, o usuário pode ir e voltar nas informações, de modo a chegar no resultado esperado.

Num dos exemplos, o executivo perguntou sobre as partidas da Copa do Mundo. Na sequência, disse que estava empolgado para o jogo entre Brasil e Marrocos, e pediu sugestões de comidas típicas dos dois países. A Siri AI conseguiu atender às solicitações, com exibição de textos e fotos, ao menos neste teste em ambiente controlado.

Siri AI tem app nativo com conversas mais recentes (imagem: reprodução)

Integração com mais apps

A Apple aproveitou a WWDC para anunciar novidades de inteligência artificial entre variados aplicativos nativos.

Por exemplo, o Safari passa a monitorar páginas da web e notificar o usuário caso ocorra uma modificação. Isso se dá após um comando em que a pessoa especifica o que está esperando daquele endereço na internet. Além disso, o navegador também é capaz de sugerir extensões criadas em tempo real para interagir com sites específicos.

Já no app de Calendário, a Siri AI faz sugestões de ajustes no compromisso conforme a pessoa escreve do que se trata, quem estará presente ou a localização.

Novas funções de IA no app de fotos (imagem: reprodução)

O app de Fotos recebe reforço de IA generativa para modificar as imagens já feitas pelo usuário. Dá para afastar o objeto da foto ou ajustas o recorte, já que o sistema criar novas bordas, ou refazer o ângulo de visão, graças ao que a empresa aprendeu com o Apple Vision Pro.

Apple anuncia Siri AI e promete “um grande passo” na assistente de voz

Arquitetura da inteligência artificial na Siri AI (imagem: reprodução/Apple)

Google diz que busca no Chrome que leva direto ao Modo IA foi um “erro”

5 de Junho de 2026, 16:04
Marca do Google Chrome
Funcionalidade redirecionava o destino principal da busca (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Informação atualizada

O vice-presidente de engenharia para busca do Google, Rajan Patel, esclareceu que a introdução do recurso no Chrome Canary foi um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.

Após a repercussão de que o Chrome passaria a levar o usuário diretamente para o Modo IA — pulando a página tradicional de resultados —, Rajan Patel, vice-presidente de engenharia para busca no Google, esclareceu que tudo não passou de um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.

O recurso foi encontrado no Chrome Canary, versão experimental do navegador, por meio de uma flag oculta chamada “Fulfill Searchbox Queries in AI Mode”. O site Windows Report chegou a testar a funcionalidade, cujo experimento afetava a caixa de pesquisa exibida na página de nova guia.

Atualmente, o usuário precisa acionar manualmente os recursos de IA na busca e o receio é que a nova função levaria qualquer pesquisa diretamente para o Modo IA, pulando a página clássica com links azuis.

Hey Glenn– this was an error. We're not planning to make AI Mode the default for Chrome searches.

— Rajan Patel (@rajanpatel) June 5, 2026

Google já testa IA na busca

Ainda assim, o Google vem aplicando a presença de IA na busca há algum tempo. Durante o evento Google I/O 2026, realizado no mês passado, a empresa apresentou mudanças na caixa de pesquisa e reforçou a expansão do Modo IA, que recebeu os modelos mais recentes do Gemini.

Toda a ferramenta de busca foi readaptada para o comportamento dos usuários, que fazem perguntas mais longas e em tom conversacional mesmo na busca tradicional do Google. Entre as novidades, a ferramenta agora expandirá o campo de busca para textos mais longos, fará sugestões maiores e aceitará comandos de voz e arquivos.

Além das medidas funcionais, a companhia também introduziu anúncios nas seções da busca que usam IA. A ação já garante que o principal canal de monetização da empresa siga forte nesse momento de transição, enquanto o Google trabalha para que usuários passem cada vez menos pela busca tradicional.

Segundo dados trazidos pelo Google durante o evento, o recurso já registra mais de 1 bilhão de usuários mensais. Enquanto isso, a empresa enfrenta a indignação de veículos de imprensa ao redor do mundo, que criticam as medidas do Google por concentrar muito poder e, potencialmente, afetar as visitas e a rentabilidade dos sites.

Nesta semana, o Reino Unido passou a obrigar que sites possam optar por não aparecer nos resultados de Resumos de IA e outros textos gerados pelo Gemini.

Outros recursos de IA estão em teste no Chrome

Ilustração com a marca do Google Chrome
Google Chrome passa por mudanças (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o Windows Report, registros do Chrome também indicam testes com uma barra de pesquisa flutuante do modo IA dedicada ao Chrome para Windows.

Além disso, a empresa avalia uma ferramenta com IA para recomendação de cartões de crédito e um botão específico para permitir que o usuário desative funções e habilidades do Gemini diretamente nas configurações do Chrome.

Google diz que busca no Chrome que leva direto ao Modo IA foi um “erro”

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Empresas usam o Reddit para enganar modelos de IA

3 de Junho de 2026, 17:50
Ilustração mostra o ícone do Reddit ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é vísivel.
Perfis falsos no Reddit estão influenciando respostas no Google e ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas estão usando o Reddit para inundar fóruns com publicações coordenadas e manipular a indexação de conteúdo por ferramentas de IA.
  • Moderadores já denunciaram que as publicações não promovem discussões autênticas, apenas geram engajamento artificial.
  • Com isso, as empresas conseguem aumentar a presença e credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.

Uma nova estratégia de marketing tem causado dor de cabeça para os moderadores do Reddit. Empresas foram flagradas inundando fóruns com publicações coordenadas para manipular a maneira como o conteúdo é indexado por ferramentas de inteligência artificial.

Os casos identificados até agora envolvem principalmente empresas da área da saúde. Em um post na comunidade r/Biohackers, os moderadores comunicaram que novas postagens sobre terapias de reposição hormonal e peptídeos seriam proibidas.

Segundo os moderadores, as publicações que vinham sendo feitas sobre esses temas não promoviam discussões autênticas, apenas geravam engajamento artificial para aumentar a presença e a credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.

Como explica o site 404 Media, essa comunidade é antiga no Reddit e conhecida por debates sobre suplementos, farmacologia experimental e outros temas relacionados ao condicionamento físico.

O receio dos moderadores é que usuários vulneráveis, como adolescentes em busca de fórmulas estéticas milagrosas, comprem produtos arriscados induzidos por falsos conselhos online.

Empresas adoram o Reddit

Ícone do Reddit no celular
Fóruns sofrem com a invasão de robôs e agências indicando produtos (imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Quem trabalha com internet certamente já ouviu falar do SEO (Search Engine Optimization). Mas a bola da vez no marketing digital é o AEO (Answer Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de IA).

Enquanto o SEO tenta colocar uma página no topo dos resultados do Google, o AEO quer que uma marca seja a resposta dada por um chatbot. Como os grandes modelos de linguagem buscam conversas autênticas atráves de scraping (raspagem de dados) no YouTube, LinkedIn e, principalmente, no Reddit, essas plataformas viraram o alvo perfeito para manipulação.

Para muitas agências, isso virou uma mina de ouro para emplacar links e propagandas. A RedRover, citada na investigação da 404 Media, vende o serviço e anuncia publicamente “um exército de agentes” que publicam conteúdo em massa no Reddit para dominar as respostas da IA e atrair tráfego.

Spam burla a moderação

Se fossem apenas robôs disparando mensagens repetitivas, os filtros do Reddit já teriam resolvido o problema. Agora a tática mudou: essas agências utilizam contas “aquecidas” mantidas por robôs ou humanos pagos que passam meses interagindo como usuários normais em subfóruns de games, séries ou memes. A ideia é acumular tempo de conta para burlar os sistemas de segurança.

Segundo a apuração, o trabalho da agência começa quando a conta já está “madura” e acumula histórico suficiente para parecer autêntica. A partir daí, são publicados tópicos com perguntas provocativas para a comunidade, como “A vitamina D realmente funciona?”. Usuários reais passam a interagir com a discussão, o que ajuda a impulsionar o alcance da publicação e a dar legitimidade ao conteúdo no Reddit.

É nesse momento que as contas controladas por agências invadem os comentários de forma coordenada, recomendando uma marca específica como se fosse uma dica legítima de consumidor. A IA do Google ou da OpenAI tende a interpretar o volume de menções como um consenso e pode indicar o produto em respostas.

Oficialmente, o Reddit tenta correr atrás do prejuízo e já comunicou que utiliza uma combinação de revisão humana com ferramentas automatizadas para barrar ações coordenadas.

Empresas usam o Reddit para enganar modelos de IA

Saiba como o Reddit se transformou um importante fórum global sobre assuntos diversos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ícone do Reddit no celular (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

3 de Junho de 2026, 15:02
google app telefone tecnoblog
App Telefone do Google terá identificador de chamadas falsas com IA (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou um recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone no Android.
  • Novidade verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda, via protocolo RCS.
  • Recurso será lançado globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior, começando pelos aparelhos da linha Pixel.

Com o avanço da inteligência artificial, criminosos também puderam melhorar as táticas para aplicar golpes via telefone, aproveitando-se de ferramentas que permitem, por exemplo, a clonagem de voz. Contra técnicas como essa, o Google anunciou um novo recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone, nativo do Android.

A nova ferramenta tentará reduzir golpes em que criminosos simulam chamadas de contatos conhecidos, usando falsificação de identificadores e clones de voz feitos com IA. Dessa forma, deve criar uma camada extra de proteção para ligações que não seriam bloqueadas por outros sistemas de IA focados apenas em números desconhecidos.

Segundo o TechCrunch, o sistema funciona de forma nativa, em segundo plano, sem exigir uma ação manual do usuário. A detecção de chamadas falsas será lançada globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior neste mês, começando pelos aparelhos da linha Pixel. Usuários no Brasil, Estados Unidos e Índia começam a receber o recurso.

Como funciona a verificação de chamada?

O recurso usa o protocolo RCS para fazer uma espécie de confirmação entre os aparelhos envolvidos na ligação. Em comunicado, o Google descreve o processo como um “aperto de mão digital”.

Quando um contato salvo na agenda liga para o usuário e ambos usam o app oficial do Google, o celular de origem envia um sinal criptografado de ponta a ponta para confirmar que a chamada realmente partiu daquele aparelho.

Se um golpista tentar se passar por esse contato, o sinal inicial não aparece. Nesse caso, o dispositivo do usuário envia um alerta ao celular real da pessoa cadastrada para checar e ela está fazendo uma ligação naquele momento.

Segundo o Google, se o aparelho legítimo responder que não está em uma chamada, o usuário recebe um aviso na tela recomendando desligar imediatamente.

Para quem está recebendo a ligação, o aplicativo adiciona um pop-up na tela com um aviso de que “Alguém pode estar fingindo ligar pelo número do seu contato”, com uma opção para desligar a chamada.

Funcionamento do detector de chamadas falsas feitas por IA
Usuário receberá notificação de que está recebendo uma ligação potencialmente falsa (imagem: divulgação/Google)

Ferramenta mira golpes com clones de voz

A nova proteção mira um tipo de fraude que evoluiu com a IA: criminosos que se passam por conhecidos. Eles costumam usar sistemas de falsificação de chamadas e voz clonada por IA para golpes clássicos, como simular uma emergência, falsos sequestros e, claro, pedir dinheiro.

Tecnologias de clonagem funcionam com pequenas amostras de áudio de uma pessoa falando. Segundo relatório da Consumer Reports, em março, a maioria das plataformas digitais com essa ferramenta não possuem mecanismos para impedir fraudes e uso indevido dos áudios.

A clonagem virou uma grande preocupação para os brasileiros no ano passado e forçou a emissão de alertas sobre golpes de roubo de voz. Neles, criminosos estariam se passando por representantes de instituições do Estado ou de empresas para gravar a voz das vítimas, segundo a Agência Brasil.

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

💾

Recurso do app Telefone verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda. Novidade chega a usuários no Brasil.

Google Drive adota IA do Gemini para organizar os seus arquivos

3 de Junho de 2026, 11:53
Google Drive (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Novidade exige assinatura dos planos Workspace ou Google AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento no Google Drive.
  • A ferramenta está disponível para os planos corporativos do Workspace e para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor.
  • Recurso só funciona em inglês.

Sabe aquela pasta do Google Drive cheia de documentos soltos que você sempre promete arrumar, mas nunca tem tempo ou paciência? O Google quer resolver esse problema. A empresa liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento e sugerir onde colocar cada arquivo.

A ferramenta “Organizar meus arquivos” estava em fase de testes desde outubro do ano passado, mas para um grupo restrito de usuários. Agora, o Google expandiu a novidade para os planos corporativos do Workspace e também para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor: Google AI Pro, Ultra, AI Pro para Educação e o plano de Acesso Expandido à IA.

O que a IA do Gemini pode fazer no Google Drive?

Interface do Drive com “Sugerir movimentação de arquivos”, permitindo renomear e desmarcar itens antes de mover em lote
Usuário pode renomear e desmarcar arquivos e pastas antes da transferência (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Para quem tem direito ao recurso, o ponto de partida é um novo atalho chamado “Sugerir movimentação de arquivos” (Suggest file moves), que aparece na raiz do “Meu Drive” ou dentro das pastas. Ao clicar nele, o Gemini abre uma interface que divide as recomendações em duas opções: mover arquivos soltos para pastas que já existem ou criar novas pastas para agrupar documentos parecidos.

Dentro desse painel de gerenciamento, a IA faz o trabalho pesado de análise. O Gemini mostra o arquivo selecionado, o destino sugerido e explica a lógica por trás da escolha. Para garantir o controle total da arrumação, a ferramenta traz filtros e ajustes manuais que servem para desmarcar arquivos específicos ou renomear as novas pastas sugeridas antes de confirmar a ação.

A transferência é feita em lote com apenas um clique. Caso o processo altere as permissões de acesso e privacidade de algum documento, o próprio Drive avisa o usuário e pede uma confirmação. Vale notar que, para o recurso aparecer, os administradores de TI das empresas precisam ativar o Gemini no Drive, e os usuários finais devem deixar os “recursos inteligentes” do Workspace habilitados nas configurações da conta.

Recurso só funciona em inglês

Apesar do lançamento global, o recurso chega com limitações. A ferramenta só funciona se a interface do Google Drive estiver configurada obrigatoriamente em inglês. Além disso, o Google abriu um período promocional que vai até o dia 15 de julho de 2026. Até lá, os usuários terão limites diários maiores para testar o recurso de organização. Após essa data, haverá uma cota máxima de uso.

A novidade chega em um momento de forte concorrência no setor de produtividade e nuvem. Ferramentas de terceiros já vinham ocupando esse espaço de organização automatizada. O rival Claude, modelo de IA da Anthropic, já consegue se conectar ao Google Drive via integrações externas e APIs para ler, catalogar e sugerir a arrumação de arquivos de forma bastante parecida.

Google Drive adota IA do Gemini para organizar os seus arquivos

Google Drive (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Reino Unido obriga Google a deixar imprensa fora dos Resumos de IA

3 de Junho de 2026, 10:49
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Google é obrigado a oferecer controles à imprensa britânica sobre uso em IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Reino Unido determinou que o Google ofereça uma ferramenta de exclusão para sites informativos saírem dos Resumos de IA.
  • A medida também obriga o Google a fornecer links claros para as fontes originais dos conteúdos utilizados nos resultados gerados pelo Gemini.
  • Big tech implementará um novo comando no para permitir que gestores de sites controlem como os conteúdos entram nas experiências de busca.

Poucas semanas após reafirmar a integração do Gemini com a busca, o Google enfrenta mais um revés. Nesta quarta-feira (03/06), a autoridade de concorrência do Reino Unido, CMA, determinou que a empresa ofereça aos donos de sites informativos uma forma de impedir o uso de conteúdos nos Resumos de IA e em outros recursos de busca com a tecnologia.

A decisão, considerada a primeira do tipo a oferecer ferramentas para produções jornalísticas contra a raspagem de dados por IA, chega como parte de novas regras de conduta para a big tech e busca dar mais controle à imprensa sobre como as páginas são usadas pelo buscador.

A CMA afirma que a medida deve equilibrar a relação entre o Google e os veículos de imprensa, colocando os sites em posição mais forte para negociar acordos de conteúdo. Ela também deve ser mais uma palha na fogueira acesa pelas editoras do Brasil, que exigem ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a imposição de regras semelhantes.

Google já começou a implementar mudanças

Modo IA no Google para celular e desktop
Imprensa ganha controles sobre uso de conteúdo em IAs do Google (imagem: reprodução/Google)

Além da opção de exclusão (opt-out), a nova medida obriga que o Google assegure que o conteúdo utilizado nos resultados gerados pelo Gemini ofereça links claros para as fontes originais.

Segundo o Google, o site que decidir não aparecer nas respostas de IA, como os Resumos de IA, Modo IA e prévias de IA no Discover, não será punido no ranqueamento dos resultados tradicionais. Essa era uma das principais críticas da imprensa do país, já que tags como a “nosnippet”, que já permite o bloqueio de conteúdos nos resumos de IA, também retira o conteúdo da busca tradicional.

Para gerenciar isso, o Google começou a implementar um novo comando no Search Console. A ferramenta permitirá que gestores de sites controlem diretamente como os conteúdos entram nas experiências de busca com IA. Em comunicado, a empresa também afirma que a ferramenta oferecerá métricas sobre a aparição de informações do veículo nas respostas de IA.

Os novos controles para o Reino Unido foram anunciados em março, em resposta a consulta pública iniciada em janeiro pela CMA, ainda que a contragosto do Google. Se o objetivo era impedir a formalização de novas regras, entretanto, não funcionou.

Brasil tenta emplacar regras parecidas

Prédio do Cade no Brasil
Cade investiga abuso de posição dominante pelo Google no Brasil (imagem: reprodução)

No Brasil, o tema está nas mãos do Cade. O órgão investiga a relação entre o Google e veículos de imprensa desde 2019, em um processo que começou voltado à indexação de notícias e foi reaberto no ano passado com foco nos Resumos de IA.

Associações e empresas jornalísticas afirmam que a ferramenta concentra ainda mais poder nas mãos do Google, e a principal queixa é a possibilidade de reduzir visitas aos sites e afetar a monetização por publicidade — que, aliás, também estará presente no Modo IA do buscador.

Um dos pontos centrais da investigação é a ausência de uma opção de opt-out. Segundo a queixa, os veículos não teriam como impedir o uso de seu conteúdo nos Resumos de IA sem afetar também sua presença nos resultados gerais da busca.

Após sete anos, em abril, o Cade decidiu transformar o inquérito administrativo em um processo formal contra o Google. No voto, o presidente interino do órgão, Diogo Thomson, apontou “fortes indícios” de abuso exploratório de posição dominante.

Anteriormente, o Google negou que os Resumos de IA prejudiquem o jornalismo e pediu o arquivamento do processo. A empresa afirma que eventuais quedas de audiência não são causadas pela inteligência artificial, mas por mudanças mais amplas no consumo de notícias.

Reino Unido obriga Google a deixar imprensa fora dos Resumos de IA

Modo IA está chegando ao Brasil (imagem: reprodução/Google)

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

28 de Maio de 2026, 16:05
Foto de um celular com o aplicativo do Google aberto. Na pesquisa, a palavra "desconsidere'
IAs desviam de função ao processarem textos simples (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Resumo
  • Ferramentas de IA do Google e do X passaram a agir como chatbots em situações inesperadas.
  • A falha faz os sistemas interpretarem pesquisas e trechos de texto como comandos enviados pelo usuário.
  • O problema aparece justamente em funções que deveriam apenas resumir buscas ou traduzir conteúdos, sem responder às instruções no texto.

IAs de grandes plataformas estão se confundindo e fugindo de suas funções originais. Nas últimas semanas, ferramentas integradas ao Google e ao X passaram a responder como chatbots comuns em diversas situações, mesmo quando deveriam apenas resumir resultados ou traduzir publicações.

O problema repercutiu após usuários notarem esse comportamento nos Resumos de IA na busca do Google. Em alguns casos, o Gemini parece confundir o texto que deveria processar com uma ordem do usuário.

Algo semelhante ocorre também com o Grok, na plataforma de Elon Musk, que passou a traduzir posts nativamente em abril. Nas ocasiões, as ferramentas abandonam a função original e passam a “conversar” com o usuário.

Google confunde buscas com comandos

Quem costuma pesquisar palavras soltas no Google sabe que o buscador normalmente exibe uma explicação sobre o significado do termo, com base em dicionários online. Mas em ocasiões nas quais a palavra tem tom imperativo, a plataforma começou a interpretá-la como um comando.

A falha começou a viralizar entre usuários de língua inglesa, que perceberam que a busca por termos como “disregard” (desconsiderar, em português) fazia o Google responder como um assistente. “Entendi. Se precisar de alguma coisa ou tiver uma nova pergunta, me diga!”, respondia a IA.

oh my fucking god bruh https://t.co/kKZ8ssNk4W pic.twitter.com/immlATUDio

— aria 🍓 (@ariadotwav) May 22, 2026

Depois, outros usuários identificaram o mesmo comportamento em palavras como “ignore” ou “skip”, inclusive quando feitas em português. Por aqui, outros comandos como “lembrar” ou “esquecer” também faziam o buscador se atrapalhar.

Google tenta esconder o problema

Após a repercussão, o Google reconheceu o problema e disse estar trabalhando em uma correção. O The Verge observou que a plataforma removeu os resumos de IA para a busca pelo termo viralizado, “disregard”, voltando a exibir o painel clássico com a definição da palavra. A pesquisa pelo termo em português, no entanto, segue errada, o que indica que a falha continua.

captura de tela do Google respondendo um comando
Google interpreta palavra como um comando (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

O problema nos Resumos de IA reforça uma crítica da base de usuários quanto a falta de confiabilidade nos resultados da pesquisa. E não é só na interpretação da busca: um levantamento encomendado pelo The New York Times observou que a ferramenta falha em cerca de um a cada dez resultados — dezenas de milhões de erros por hora.

Os erros da plataforma e a aplicação forçada de IA na busca já começou a afastar alguns usuários. Nessa onda, o buscador DuckDuckGo apresentou um crescimento de cerca de 30%.

Tradução do X responde a perguntas

Ilustração com o logo do Grok, IA generativa do X/Twitter
Grok estaria respondendo perguntas ao traduzi-las (ilustração: Vitor Padua/Tecnoblog)

Algo parecido vem acontecendo na rede social X. A ferramenta de tradução da rede social, alimentada pelo Grok, pode processar uma pergunta como um comando e trazer uma resposta ao questionamento. Nesse caso, o Grok até faz o serviço original, respondendo com o texto no idioma do usuário.

O problema já ocorreu anteriormente no Google Tradutor, que também recebeu integração com o Gemini. Na ocasião, textos entre colchetes com instruções faziam o sistema abandonar a tradução e obedecer ao comando embutido.

Esse tipo de falha é conhecido como prompt injection, ou injeção de prompt. Ele ocorre pelo modelo de linguagem não conseguir separar corretametne o que é conteúdo e o que é comando. Apesar de, nesses casos, ocorrer de forma involuntária, é uma prática que vem se tornando comum por cibercriminosos e outros indivíduos que tentam burlar o processamento de uma IA.

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Diferenças entre Chromebook e Googlebook: entenda a proposta de cada laptop

25 de Maio de 2026, 15:59
Googlebook
Googlebook reúne os novos laptops do Google focados em IA (imagem: reprodução/Google)

Chromebooks são um tipo de notebook simples, que usam o sistema operacional (SO) ChromeOS e focam em ferramentas de computação em nuvem. Já Googlebooks são laptops premium do Google, com SO baseado no ChromeOS e Android, e que foram projetados para recursos de inteligência artificial.

Os dois dispositivos se diferem em propósito de uso, sistema operacional, recursos e componentes de hardware. Também podemos esperar por diferenças no preço dos produtos.

A seguir, confira as principais diferenças entre Chromebook e Googlebook, considerando as informações reveladas até o momento.

O que é Chromebook?

Chromebooks são um tipo de notebook que usam o sistema operacional ChromeOS, com foco em computação em nuvem. Esses dispositivos costumam ter hardwares mais modestos, já que se baseiam em ferramentas web (como Google Drive e Google Docs) que não exigem tanto poder computacional.

O que é Googlebook?

Googlebook é uma nova categoria de notebooks premium do Google. Esses aparelhos combinam o ChromeOS com o Android para facilitar a integração entre laptop e smartphone, e foram especificamente projetados para a Gemini Intelligence, que é a nova central de recursos de inteligência artificial (IA) do Google.

Quais são as diferenças entre Chromebook e Googlebook?

Propósito de uso

O Chromebook geralmente é usado para tarefas mais simples, já que é baseado em ferramentas de computação em nuvem e tem funcionamento simples e amigável. Não à toa, esses dispositivos são populares em segmentos educacionais e profissionais que executam tarefas menos exigentes.

Em contrapartida, os Googlebooks são mais complexos, e foram desenvolvidos especialmente para IA: eles fornecem uma experiência mais completa para quem deseja automação de processos e assistência nativa de inteligência artificial.

Chromebook da HP
Chromebooks focam em simplicidade e praticidade de uso (Imagem: Divulgação/HP)

Sistema operacional

Os Chromebooks são alimentados pelo ChromeOS: um sistema operacional (SO) baseado no kernel Linux e que foi desenvolvido pelo Google. O SO foca em simplicidade e praticidade, já que é leve, e foca no uso de ferramentas e serviços web via Google Chrome — sem a necessidade de instalações e uso intensivo do armazenamento interno.

Já os Googlebooks vão usar um sistema operacional diferente, que combina o ChromeOS com o Android. O Google ainda não informou o nome e mais detalhes do SO, mas revelou que a ideia é unir os apps do Google Play com a centralização de tarefas no Google Chrome.

Integração com Android

A integração nativa e completa com Android é um dos grandes diferenciais dos Googlebooks.

Os Chromebooks até podem rodar apps Android, mas existem limitações e problemas de compatibilidade, uma vez que ChromeOS e Android são sistemas operacionais diferentes.

Por outro lado, os Googlebooks serão totalmente compatíveis com aplicações Android. O Google afirma que usuários poderão alternar facilmente entre laptop e smartphones. Além disso, os Googlebooks poderão acessar ou alterar arquivos do celular diretamente do notebook, sem precisar transferi-los.

Integração do Googlebook com Android
Googlebooks terão integração completa com Android (Imagem: Reprodução/Google)

Hardwares

Como dito no primeiro tópico, os Chromebooks se baseiam em ferramentas e aplicações web. Por conta disso, esses aparelhos não precisam de processadores de ponta ou vários gigabytes de armazenamento. Até porque a ideia é executar tarefas que rodem no navegador e que são armazenadas na nuvem.

Os Googlebooks, por sua vez, serão fabricados com componentes de alta qualidade. Não há informações sobre quais CPUs serão usadas, se os aparelhos terão placa de vídeo dedicada e nem sobre os materiais de design. Mas os hardwares certamente serão superiores para lidar com os recursos de IA embarcada.

Recursos de IA

Modelos de Chromebooks mais recentes já contam com recursos de inteligência artificial, como chatbot do Gemini, auxílio de escrita e editor de fotos.

Contudo, os Googlebooks terão funcionalidades extras, já que foram projetados para o Gemini Intelligence. Como exemplo, o Google mostrou que esses laptops vão contar com o Magic Pointer, um recurso que oferece sugestões rápidas e contextuais quando o cursor do mouse for movimentado.

Além disso, será possível criar widgets personalizados para o Google Livros. E o Google Gemini poderá ser integrado a diversas ferramentas, e para diferentes finalidades.

Recurso Magic Pointer, do Googlebook
Recurso Magic Pointer, do Googlebook (Imagem: Reprodução/Google)

Preços

Por mais que o Google ainda não tenha divulgado informações sobre os preços dos Googlebooks, podemos esperar por valores superiores aos dos Chromebooks.

No mercado, os Chromebooks costumam ser vendidos a preços acessíveis, bem mais em conta que notebooks com Windows ou macOS. Isso se deve muito às limitações de hardware desses aparelhos, focados em tarefas simples.

Já os Googlebooks serão equipados com componentes mais potentes, farão parte de uma nove geração de produtos do Google e terão recursos extras de IA. E todos esses fatores devem encarecer o produto.

Ilustração do Googlebook
Ilustração do Googlebook (Imagem: Reprodução/Google)

Posso converter um Chromebook para Googlebook?

Sim. Em entrevista ao Chrome Unboxes, o Google confirmou que modelos de Chromebooks elegíveis poderão migrar para “a nova experiência” — no caso, os próprios Googlebooks.

O problema é que ainda não sabemos como a empresa fará isso, e se haverá limitações de recursos devido à diferença de hardware entre os dois dispositivos. Também não se sabe até o momento quais modelos de Chromebooks seriam compatíveis com essa transição para os Googlebooks.

Posso converter um Googlebook para Chromebook?

Ainda não há informações que confirmem se um Googlebook pode se comportar como um Chromebook.

Em teoria, poderia: por ser mais potente e ter mais recursos, o Googlebook faria tudo que um Chromebook já faz. O ponto é que não sabemos se os recursos focados em IA poderão ser desativados para uma experiência mais próxima ao do Chromebook.

Os Googlebooks vão substituir os Chromebooks?

Possivelmente, mas não no curto prazo. Em um comunicado oficial de maio de 2026, o Google reafirmou a importância dos Chromebooks nas áreas educacionais e empresariais, e garantiu que o ChromeOS utilizado nos Chromebooks continuará recebendo atualizações automáticas por 10 anos.

No entanto, a mesma publicação diz que o Google fornecerá caminhos para a transição de Chromebooks para Googlebooks “quando chegar a hora”. Não está claro quando isso vai acontecer, mas tudo indica que, ao menos no futuro, a big tech focará na nova geração laptops — se o Googlebook vingar, é claro.

Diferenças entre Chromebook e Googlebook: entenda a proposta de cada laptop

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

(Imagem: Divulgação/HP)

Ilustração do Googlebook (Imagem: Reprodução/Google)

Google, Meta e TikTok falham no combate a golpes, diz organização europeia

22 de Maio de 2026, 12:15
Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs defendem os sistemas de moderação atuais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia.
  • Entidade alega que big techs falham no combate a anúncios de golpes financeiros.
  • Dados da organização revelam que apenas 27% dos anúncios suspeitos reportados foram removidos nessas redes.

A Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia por falhas no combate a anúncios de golpes financeiros. A queixa foi apresentada em conjunto com 29 entidades parceiras de 27 países e se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA), que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online.

Entre dezembro do ano passado e março deste ano, as entidades monitoraram e reportaram 893 anúncios suspeitos (503 na Meta, 360 no TikTok e 30 no Google). Segundo a coalização, as plataformas removeram apenas 27% desse total, e ignoraram ou rejeitaram outros 52% dos alertas.

O próprio relatório, no entanto, reconhece que o levantamento se limitou às ferramentas de anúncios das empresas. Ainda assim, a BEUC reforça que os números mostram como redes sociais e mecanismos de busca continuam sendo canais de distribuição de publicidade enganosa, mesmo após notificações formais.

“Meta, TikTok e Google não apenas falham em remover proativamente anúncios fraudulentos, mas também fazem pouco quando são notificados sobre tais golpes”, afirmou o diretor-geral da organização, Agustin Reyna.

União Europeia questionou empresas

Bandeiras da União Europeia
Problema está na mira da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

A nova denúncia se soma a uma ofensiva regulatória da própria União Europeia contra golpes digitais. Anteriormente, a Comissão Europeia já havia cobrado explicações de Apple, Google e Microsoft sobre os mecanismos de contenção a crimes financeiros nas plataformas.

Segundo dados oficiais da comissão, crimes online geram perdas superiores a 4 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões) por ano no continente.

Na denúncia, o grupo pede que a Comissão Europeia e os coordenadores nacionais da Lei de Serviços Digitais (DSA), regulamento que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online, abram — ou acelerem — as investigações.

As entidades também querem que as plataformas se adequem às regras da DSA, e pede à UE a aplicação de multas e penalidades pelo descumprimento. Além disso, a BEUC defende que terceiros interessados possam se manifestar quando as empresas propuserem mudanças.

Plataformas negam falhas

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)
Empresas alegam que sistemas atuais dão conta (imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)

Assim como na requisição da União Europeia, as empresas contestaram as acusações e defenderam os sistemas atuais de moderação. Segundo a Reuters, o Google afirmou que a queixa “deturpa” a forma como a companhia combate golpes e disse bloquear mais de 99% dos anúncios que violam as políticas, antes mesmo que venham a público.

A Meta diz ter removido mais de 159 milhões de anúncios de golpes no último ano, sendo 92% deles identificados antes de denúncias. A empresa diz, ainda, que investe em “IA avançada, ferramentas e parcerias” para barrar esse tipo de conteúdo.

Já o TikTok afirmou que aplica sanções contra contas que violas as regras da plataforma. No entanto, argumentou que golpes financeiros são um desafio para toda a indústria, com criminosos mudando as táticas rapidamente para contornar sistemas de detecção.

Caso a Comissão Europeia decida abrir uma investigação e encontre violações à DSA, a legislação prevê multas de até 6% do faturamento anual global das companhias.

Google, Meta e TikTok falham no combate a golpes, diz organização europeia

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)

Waymo admite que seus carros autônomos não sabem o que fazer em enchentes

21 de Maio de 2026, 18:16
Carro autônomo da Waymo (Imagem: Divulgação/Waymo)
Carros autônomos da Waymo entraram em áreas alagadas quando estavam sem ocupantes (foto: divulgação)
Resumo
  • A Waymo admitiu que ainda não desenvolveu uma solução definitiva para evitar enchentes.
  • A empresa suspendeu serviços em Atlanta e San Antonio após robotáxis enfrentarem problemas em áreas alagadas.
  • A companhia implementou restrições via atualização de software, usando alertas climáticos como base.

A empresa de carros autônomos Waymo declarou a autoridades dos Estados Unidos ainda não ter terminado de desenvolver um “conserto definitivo” para evitar que seus veículos entrem em áreas alagadas.

A informação surge após incidentes em duas cidades dos EUA. Uma atualização de software chegou a ser liberada, mas não conseguiu dar conta de evitar problemas, obrigando a companhia a suspender serviços e fazer um recall.

A Waymo é uma subsidiária da Alphabet, holding que também é dona do Google.

O que aconteceu com os carros da Waymo?

A Waymo pausou suas atividades em Atlanta, no estado da Geórgia, após um de seus carros ter sido visto tentando cruzar uma rua alagada — ele ficou preso no local por cerca de uma hora.

Uma semana antes, o serviço também foi suspenso em San Antonio, no Texas, após um robotáxi da empresa entrar em uma estrada cheia d’água. Por lá, a companhia realizou um recall, tirando de circulação quase 4 mil robotáxis. Em ambos os casos, não havia ocupantes.

Clima é desafio para carros autônomos

Segundo documentos liberados pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito em Rodovias dos EUA (NHTSA), a atualização de software implementada pela Waymo impõe restrições em horários e regiões onde há risco elevado de encontrar uma via de alta velocidade alagada.

Essas restrições, porém, não foram suficientes para evitar o incidente em Atlanta. Ao TechCrunch, a Waymo afirmou que a tempestade foi tão intensa que os alagamentos aconteceram antes de o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA emitir alertas de risco.

A empresa admite não ter terminado de desenvolver o “conserto definitivo” para esse tipo de problema. Curiosamente, isso contradiz o que ela mesma disse, meses antes, ao jornal San Francisco Chronicle. Na ocasião, a Waymo declarou que seus veículos analisam dados dos sensores para decidir entre parar, mudar de rota ou voltar, além de serem capazes de compartilhar as informações com outros carros da companhia.

Com informações do TechCrunch e Engadget

Waymo admite que seus carros autônomos não sabem o que fazer em enchentes

Carro autônomo da Waymo (Imagem: Divulgação/Waymo)

Chromecast de 1ª geração está “morrendo”, relatam usuários

21 de Maio de 2026, 15:53
Google Chromecast (2013)
Chromecast de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • usuários apontam que Chromecast de primeira geração parou de transmitir de plataformas como YouTube, HBO Max e Paramount+ nos últimos dias;
  • comunidade suspeita de ação do Google para forçar upgrade, embora fim do suporte ao dispositivo em 2023 seja causa provável;
  • linha Chromecast foi substituída pelo Google TV Streamer, dispositivo que ainda não teve lançamento oficial no Brasil.

O Chromecast de primeira geração surgiu há 13 anos e, bom, talvez não dure muito mais. Há usuários relatando que vários aplicativos de streaming pararam de funcionar adequadamente com o dispositivo nos últimos dias, muitos dos quais acreditam que o Google tem uma parcela de culpa nisso.

Para ser exato, o primeiro Chromecast foi lançado em 2013. O começo do fim, por assim dizer, se deu em 2019, quando o Google deixou de lançar novos recursos para o dispositivo. Ainda havia atualizações de segurança, mas elas foram encerradas em 2023.

De lá para cá, o Chromecast continuou funcionando, mas no modo “por sua conta e risco”. Eis que, recentemente, o 9to5Google descobriu um número crescente de usuários do modelo de primeira geração se queixando de apps que não funcionam mais com ele.

Neste tópico do Reddit, especificamente, o autor conta que serviços como YouTube, Hulu, HBO Max e até recursos do Chrome não transmitem mais nada para o Chromecast de primeira geração, com outros usuários também relatando problemas com plataformas como Paramount+ e Pluto TV.

Não que o dispositivo tenha ficado totalmente inútil. Na mesma conversa, outro usuário relata que apps de serviços como Amazon Prime Video, Disney+, Hulu (que não funciona com o criador do tópico) e Spotify seguem funcionando.

Ainda não há uma definição precisa sobre o que ainda funciona e o que não funciona mais no primeiro Chromecast, afinal, essa história é toda baseada em relatos pessoais.

Mas há uma desconfiança generalizada de que o Google está agindo nos bastidores para que os usuários abandonem o Chromecast e partam para dispositivos de streaming mais atuais. Ainda no Reddit, um deles chegou a dizer: “se o YouTube não suporta mais o Chromecast Gen 1, isso é certamente o Google matando-o de uma forma ou de outra”.

Google TV Streamer (imagem: divulgação/Google)
Google TV Streamer, o foco atual da companhia (imagem: divulgação/Google)

Foco atual está no Google TV Streamer

É compreensível que os usuários fiquem irritados com dispositivos que param de funcionar por falta de suporte, não por defeito ou limitações técnicas. Mas é provável que o Google não tenha nenhuma relação direta com esse, digamos, movimento.

O que deve estar acontecendo é que, à medida que os aplicativos vão sendo atualizados, um ou mais de seus componentes (como certificados de segurança) deixem de funcionar com o Chromecast por falta de compatibilidade, afinal, o dispositivo não vem sendo mais atualizado.

De todo modo, é importante nos lembrarmos de que o Google deixou de comercializar toda a linha Chromecast no ano passado.

Quem busca um dispositivo de streaming da companhia deve recorrer ao Google TV Streamer. A ironia para nós, no Brasil, é que esse dispositivo foi anunciado em 2024, mas até hoje não foi lançado oficialmente em terras tupiniquins.

Chromecast de 1ª geração está “morrendo”, relatam usuários

Chromecast de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google TV Streamer (imagem: divulgação/Google)

Google testa publicidade em respostas da Busca com Modo IA

21 de Maio de 2026, 14:49

Na última quarta-feira (20), foi apresentada no evento Google Marketing Live 2026 uma nova fase para a publicidade do buscador, dentre outras novidades. No geral, a empresa mostrou testes de anúncios integrados a sistemas de inteligência artificial, especialmente com o uso do Gemini, voltados a tornar as peças mais contextuais e alinhadas às perguntas dos usuários.

A ideia é inserir anúncios nas respostas produzidas pela Busca com IA, de modo que as recomendações de produtos e serviços acompanhem o contexto da pesquisa feita pelo usuário.

Entre os testes já em andamento, estão a exibição de publicidade dentro dessas respostas, a apresentação de ofertas patrocinadas relacionadas a perguntas específicas e recursos que permitem interação direta entre empresas e usuários, incluindo a possibilidade de coleta de informações de contato.

Para quem tem pressa:

  • Google testa anúncios dentro de respostas geradas por inteligência artificial na Busca, com foco em contexto e intenção do usuário;
  • Novos formatos incluem recomendações de produtos e chats que podem captar contatos de potenciais clientes;
  • Funcionalidades estão em fase de testes nos Estados Unidos e ainda não têm previsão de chegada ao Brasil.

Publicidade do Google entra em fase experimental com inteligência artificial

banner google marketing live 2026
Banner do Google Marketing Live 2026 – (Divulgação: Google)

O Google passou a testar novos formatos de anúncios que se integram às respostas geradas por inteligência artificial dentro da Busca. A iniciativa foi apresentada no Google Marketing Live 2026 e envolve o uso do modelo Gemini para tornar a publicidade mais contextual e conversacional.

Segundo a proposta da empresa, os anúncios deixam de depender apenas de palavras-chave isoladas e passam a ser ativados conforme o sentido da pergunta feita pelo usuário. Dessa forma, a própria resposta da IA pode incluir recomendações patrocinadas relacionadas ao tema pesquisado.

Um dos exemplos apresentados mostra buscas sobre aprendizado de idiomas, nas quais a resposta pode incluir sugestões de aplicativos educacionais patrocinados. Em outro caso, pesquisas sobre produtos específicos, como máquinas de café, podem gerar exibição de itens anunciados de forma destacada.

Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA
Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA – (Divulgação: Google)

Leia mais:

Além disso, o Google também testa um modelo de interação em que instituições e empresas podem oferecer chats dentro da busca. Nesse formato, o usuário pode iniciar uma conversa para obter mais informações e, eventualmente, fornecer dados de contato como telefone ou e-mail.

Esses testes fazem parte de uma mudança mais ampla na forma como a Busca funciona, já que o Google vem incorporando respostas geradas por inteligência artificial como elemento central da experiência.

As novas ferramentas estão sendo testadas inicialmente nos Estados Unidos e podem aparecer tanto em computadores quanto em celulares. Até o momento, não há previsão de lançamento dessas funções no Brasil.

O post Google testa publicidade em respostas da Busca com Modo IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

21 de Maio de 2026, 08:48
Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)
Resumo
  • Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
  • 70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
  • Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.

As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.

Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho. 

Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.

Pesquisas confirmam descontentamento

De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.

Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Demissões em massa

Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.

Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

💾

Ex-CEO do Google enfrentou forte reação durante discurso em Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

20 de Maio de 2026, 17:15
Capturas de tela mostram anúncios sendo exibidos nas respostas oferecidas pelo Modo IA na busca do Google
Novos modelos de anúncios acompanham novidades na busca do Google (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google anunciou a integração de anúncios com IA em suas buscas, utilizando o Gemini para explicar produtos patrocinados e responder dúvidas.
  • Os novos formatos de anúncios incluem opções que permitem ao usuário iniciar uma conversa com um chatbot embutido no anúncio.
  • Empresa também testa a opção de compras na plataforma, permitindo que lojistas ofereçam checkout nativo para finalizar a compra pelo Google.

Ontem (19/05), o Google apresentou uma experiência nova de pesquisa, mais conversacional e baseada em respostas geradas por IA. No entanto, a empresa deixou de fora da apresentação no Google I/O os detalhes de sua maior fonte de renda: os anúncios, que agora também serão integrados à busca no Modo IA.

A empresa já vinha testando o formato desde novembro do ano passado. A mudança leva publicidade para o Modo IA e para os resultados gerados pelo Gemini, deixando de aparecer apenas como links ou cards patrocinados. Agora, esses cards passam a receber explicações automáticas, sugestões de compras e até a acompanhar conversas com chatbots.

Nos anúncios com IA, em vez de apenas mostrar um produto, por exemplo, o sistema poderá explicar por que aquele item aparece como recomendação dentro da consulta feita pelo usuário.

Em um exemplo dado pelo Google, numa busca por “máquina compacta de café em cápsulas”, um produto patrocinado recebe argumentos para a compra gerados automaticamente pelo Gemini. O mesmo vale para buscas mais abertas, em que o Modo IA pode sugerir produtos, serviços ou marcas dentro da resposta.

captura de tela da busca do Google com anúncio gerado por IA
Produto patrocinado recebe descrição gerada por IA (imagem: divulgação/Google)

Anúncios que podem responder perguntas

Um dos formatos mais interessantes é o chamado Agente de Negócios para Leads: um chatbot embutido no anúncio. Com um botão de “Faça uma pergunta”, o usuário pode iniciar uma conversa sem sair da página de resultados.

O chabot usa informações do site da empresa anunciante para responder dúvidas sobre o produto ou serviço. A interação também pode levar o usuário a preencher formulários de contato, aproximando a busca de uma conversão comercial.

É conveniente, mas também reforça a tentativa do Google de manter, cada vez mais, o usuário dentro do próprio ecossistema, o que pode reduzir os cliques para as páginas oficiais das marcas.

captura de tela de conversa com chatbot em anuncio do Google
Modelo conversacional permite até primeiro contato com empresas (imagem: divulgação/Google)

Diferentes formatos de anúncios para IA

Em comunicado, o Google detalhou os formatos de anúncios que podem ser usados pelos anunciantes:

  • Anúncios de Descoberta Conversacional: usam o Gemini para criar anúncios personalizados que respondem a perguntas específicas do usuário;
  • Respostas em Destaque: permitem que anúncios relevantes apareçam em listas de recomendações do Modo de IA, como sugestões de aplicativos para aprender idiomas;
  • Agrupamento de promoções: combina ofertas de uma mesma marca, como descontos, brindes e cupons locais, em uma proposta mais ajustada ao contexto da pesquisa;
  • Expansão do Ofertas Diretas: lojistas conectados ao universal Commerce Protocol (UCP) poderão oferecer o checkout nativo, em que o usuário pode finalizar a compra já na interface do Google.

Para usar esses formatos, os anunciantes devem estruturar campanhas com ferramentas automatizadas do Google, como Performance Max, AI Max for Search e AI Max for Shopping.

Google defende novo modelo

Ilustração mostra a marca "G" do Google ao centro, em fonte de cor branca, sobre um fundo de cor azul. Na parte inferior direita, há o logotipo do "tecnoblog".
Google adapta publicidade ao formato de busca (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google apresenta a mudança como uma adaptação da publicidade ao novo formato da busca. Segundo o The Verge, em comunicado, o vice-presidente de anúncios e comércio da empresa, Vidhya Srinivasan, afirmou que a companhia está “reinventando os anúncios para a Pesquisa por IA para que pareçam adições úteis à sua conversa”.

Essa abordagem, em que o Google concentra cada vez mais serviços na própria busca, já virou caso de Justiça em alguns países e, por aqui, está sendo investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O conselho decidiu, no mês passado, avançar contra o Google por práticas abusivas, incluindo o impacto da IA na rentabilidade dos veículos jornalísticos com anúncios. Segundo a executiva, entretanto, os novos formatos facilitam a descoberta de marcas ao longo do processo.

Vale lembrar que o Google criticou a implementação de anúncios no ChatGPT pela OpenAI, em uma tentativa da rival de aumentar as próprias receitas. À época, a empresa disse que esse modelo não chegaria ao app do Gemini. Ainda que cumpra promessa, o Modo IA se aproxima cada vez mais do formato do app e já conta com o novo Gemini 3.5.

Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

(imagem: divulgação/Google)

(imagem: divulgação/Google)

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google e Samsung revelam óculos inteligentes com IA

20 de Maio de 2026, 11:06
Detalhes de preço e hardware devem dar as caras no Galaxy Unpacked, em julho (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google e Samsung desenvolveram óculos inteligentes com IA do Gemini.
  • Eles serão compatíveis com Android e iPhone, e chegarão ao mercado em dois momentos: versões com áudio chegam até o fim do ano; versões com visor não têm data.
  • Ainda não há informações sobre o hardware nem sobre os preços dos produtos.

O Google quer provar que aprendeu com os erros do passado. Na abertura do Google I/O 2026, ontem (19/05), a empresa revelou uma nova linha de óculos inteligentes desenvolvida em parceria com a Samsung e as marcas Warby Parker e Gentle Monster.

Os dispositivos vêm equipados com Android XR e IA do Gemini e chegam ao mercado no segundo semestre para competir com os badalados óculos da Meta.

A nova aposta será dividida em duas categorias: óculos focados em áudio e modelos mais avançados com tela integrada. O Google confirmou que as versões com áudio chegam primeiro, desembarcando no mercado durante o outono do hemisfério norte (entre setembro e dezembro). Já as variantes com visor ficaram para uma segunda etapa, ainda sem data definida.

O que os óculos inteligentes do Google podem fazer?

Primeira leva de óculos do Google foca em áudio e comandos por voz (imagem: reprodução)

Os novos óculos devem funcionar como uma extensão do celular. Eles vão oferecer recursos de notificações, widgets e comandos para o rosto do usuário. Na versão com áudio — que chega primeiro —, o dispositivo traz câmeras embutidas, microfones e alto-falantes discretos posicionados nas hastes.

O controle será feito de forma simples: basta dizer “Ok Google” ou dar um toque na lateral da armação para acionar o Gemini. A partir daí, a IA usa as câmeras para “enxergar” a cena.

De acordo com o vice-presidente e gerente geral do Android XR, Shahram Izadi, o usuário poderá olhar para a fachada de um restaurante para ler avaliações, traduzir placas de trânsito rapidamente ou pedir instruções de navegação ao Google Maps.

Os óculos também permitem capturar fotos e gravar vídeos em alta resolução. O sistema traz inclusive o recurso Nano Banana, que usa IA para apagar distrações do fundo das imagens ou aplicar efeitos por comandos de voz.

Para fechar o pacote, o ecossistema conversará com relógios que rodam o Wear OS e executará aplicativos de terceiros, como o Uber. Outra boa notícia para quem está do outro lado do muro é que o Google garantiu que os aparelhos terão suporte total ao iOS da Apple.

Proposta para não repetir o fiasco

Armações da Gentle Monster trazem pegada mais futurista (imagem: reprodução)

O mercado de wearables mudou muito desde o controverso Google Glass. Para não repetir os erros de uma década atrás, a empresa decidiu passar o bastão do design para quem entende do assunto. Os primeiros modelos revelados trazem formas diferentes: enquanto a Warby Parker aposta em linhas redondas e clássicas, a sul-coreana Gentle Monster assina armações ovais.

Quem precisa de lentes corretivas também não ficará de fora. Ao contrário de outros concorrentes, tanto a versão de áudio quanto os futuros modelos com visor foram projetados de fábrica para aceitar uma ampla gama de lentes de grau.

Quanto vai custar?

Ainda não há preço definido e nem detalhes sobre as especificações de hardware. Mas, para quem ficou curioso, vale ficar de olho no calendário: a expectativa é que a Samsung revele os próximos detalhes no Galaxy Unpacked de julho.

Google e Samsung revelam óculos inteligentes com IA

💾

Primeiros modelos chegam no fim de 2026 e serão compatíveis com Android e iPhone.

Google reduz preço de IA no Brasil (mas continua caríssimo)

20 de Maio de 2026, 09:46
Ilustração estilizada inspirada na bandeira do Brasil com efeito texturizado e falhas digitais (glitch). A composição mantém o losango amarelo sobre o fundo verde. No centro, o tradicional círculo azul é modificado: no lugar das estrelas e da faixa, destaca-se a letra "G" maiúscula e branca do Google, que emite um brilho suave. Pequenos cortes e desalinhamentos horizontais aparecem nas bordas do círculo e do losango. No canto inferior direito, consta o logotipo "tecnoblog" em letras brancas.
Google alterou os preços do plano mais caro no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google reduziu o preço do plano AI Ultra no Brasil, de R$ 1.209,90 para R$ 779,90 mensais.
  • Contudo, a capacidade de armazenamento caiu para 20 TB; quem quiser os 30 TB do pacote anterior terá que pagar R$ 999,90 por mês.
  • Os planos Plus e Pro não sofreram alteração e seguem custando R$ 24,99 e R$ 96,99 ao mês, respectivamente.

O Google reduziu o preço do plano AI Ultra no Brasil. A assinatura mais cara do Gemini, que antes custava R$ 1.209,90 por mês, agora pode ser contratada por R$ 779,90 mensais. A redução veio acompanhada de um corte no armazenamento incluído, que caiu de 30 TB para 20 TB.

Quem quiser os 30 TB do pacote anterior terá que optar por uma nova versão do AI Ultra, que custa R$ 999,90 por mês. É somente esse plano que dá acesso ao Project Genie, IA do Google para criar e interagir com mundos virtuais e cenários 3D.

Além do armazenamento, o Google também passou a diferenciar os planos pelos limites de uso. A opção de R$ 779,90 oferece até cinco vezes mais capacidade nas ferramentas de IA em relação ao plano Pro, enquanto a versão de R$ 999,90 entrega até 20 vezes mais capacidade.

Captura de tela mostra os valores da assinatura do plano AI Ultra do Google
Esses são os novos valores da assinatura mais cara do Gemini (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quais são os novos preços?

  • Google AI Ultra: R$ 779,90/mês, com 20 TB de armazenamento; ou R$ 999,90/mês, com 30 TB de armazenamento;
  • Google AI Pro: R$ 96,99/mês, com dois meses promocionais a R$ 48,49 (sem alteração);
  • Google AI Plus: R$ 24,99/mês (sem alteração).

A mudança acompanha a reformulação anunciada ontem (19/05) no Google I/O 2026. Nos Estados Unidos, a empresa reduziu pela metade o preço da assinatura mais cara do Gemini, que passou a custar a partir de US$ 100 mensais.

Além disso, a empresa aproveitou o evento para anunciar outras novidades:

Google reduz preço de IA no Brasil (mas continua caríssimo)

Google no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gmail, Docs e Keep ganham recursos de IA por voz

19 de Maio de 2026, 14:46
Gmail Live
Gmail Live pode ser usado para obter informações que estão nos e-mails (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou recursos conversacionais de IA no Gmail, Docs e Keep, permitindo interação por voz, sem necessidade de digitar instruções;
  • Gmail Live e Docs Live permitem ao usuário conversar com a IA para organizar ideias e transformá-las em ações ou tarefas dentro de cada ferramenta;
  • recursos já começaram a ser liberados para assinantes do Google AI Pro e Google AI Ultra, com prévias previstas para usuários corporativos do Google Workspace no próximo trimestre.

O ritual padrão para o uso de ferramentas de IA generativa consiste em recorrer a prompts, isto é, em digitar perguntas ou instruções. Mas o Google quer mudar essa dinâmica no Gmail, Docs e Keep: a companhia aproveitou o Google I/O 2026 para revelar recursos conversacionais de IA para esses serviços, como Gmail Live e Docs Live.

A ideia é permitir que você ative o microfone do celular ou de outro dispositivo para interagir com a inteligência artificial do Google por meio de voz. Não que isso já não seja possível. A diferença é que, com as novas funcionalidades, você poderá conversar com a IA, literalmente, para expressar o que deseja que ela faça.

De acordo com o Google, a nova abordagem pode ser usada para reunir e organizar as suas ideias para, então, transformá-las em ações dentro do contexto de cada ferramenta:

  • no Gmail: você pode usar o Gmail Live para obter informações presentes nos e-mails que você recebeu, como “qual o portão de embarque do meu voo?” ou “ou que terá na programação escolar dos meus filhos nesta semana?”, exemplos dados pelo próprio Google; o resultado é apresentado em texto e voz, e você pode continuar a conversação, como em um chat;
  • no Google Keep: a IA permite que o Keep não só capture aquilo que você disser, como também organize essas informações em notas e listas, conforme o contexto;
  • no Google Docs: aqui, você consegue conversar com o Docs Live para que o recurso organize e estruture o seu texto, como se fosse um “coautor”; para tanto, a novidade pode até extrair dados de sua conta no Gmail, Drive, Chat ou da web, com a sua permissão.
Docs Live
Docs Live permite conversar com a IA (imagem: reprodução/Google)

Google Pics e Gemini Spark também são novidades

Junto com os novos recursos conversacionais de IA estão os anúncios do Google Pics e do Gemini Spark. O primeiro é um novo aplicativo para edição ou criação de imagens, enquanto o segundo funciona como um agente de IA pessoal:

  • Google Pics: baseado no modelo Nano Banana 2, permite editar elementos específicos de imagens, e modificar ou traduzir textos que aparecem em fotos, por exemplo, com o resultado podendo ser exportado para ferramentas como Google Slides e Drive;
  • Gemini Spark: descrito pelo Google como um agente de IA pessoal “24/7”, funciona como um assistente que não só responde a perguntas, como também realiza ações como enviar e-mails ou adicionar eventos à agenda, sempre sob sua orientação ou supervisão.

Saiba mais sobre o Gemini Spark aqui.

Google Pics
Google Pics é baseado no Nano Banana 2 (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade dos novos recursos de IA do Google

Os recursos conversacionais do Gmail, Keep e Docs já começaram a ser liberados para assinantes do Google AI Pro e Google AI Ultra. Prévias dessas novidades serão liberadas para usuários corporativos do Google Workspace já no próximo trimestre.

Quanto ao Google Pics, um grupo limitado de testadores terá acesso à ferramenta a partir desta terça-feira (19/05). No próximo trimestre, haverá liberação global para assinantes do Google AI Pro ou Ultra, bem como para usuários corporativos do Google Workspace.

Já o Gemini Spark também será liberado a usuários corporativos do Google Workspace no decorrer das próximas semanas, podendo ser acessado pelo aplicativo principal do Gemini.

Entre as demais novidades apresentadas no Google I/O 2026 estão:

Gmail, Docs e Keep ganham recursos de IA por voz

Gmail Live (imagem: reprodução/Google)

Docs Live (imagem: reprodução/Google)

Google Pics (imagem: reprodução/Google)

Busca do Google terá agentes de IA e mais espaço para digitar

19 de Maio de 2026, 14:45
Captura de tela em close de um smartphone focado em um campo de pesquisa multimodal. No topo da caixa branca, aparecem duas miniaturas de fotos: uma mulher de vestido longo amarelo em uma varanda e um tecido em degradê laranja e rosa pendurado em um ambiente interno. Abaixo delas, há um texto digitado solicitando ajuda para encontrar um vestido semelhante ao da foto, mas com a paleta de cores do tecido e por menos de 150 dólares. Um grande botão azul circular com uma seta branca aponta para a direita no canto inferior.
Caixa de pesquisa do Google agora é multimodal e aceita imagens, vídeos e arquivos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Busca do Google agora utiliza o modelo Gemini 3.5 Flash como padrão no Modo IA, disponível globalmente, permitindo pesquisas mais detalhadas e complexas com inteligência artificial generativa.
  • A caixa de busca do Google passou a ser multilinha, expandindo-se à medida que o usuário escreve, e agora sugere frases inteiras para ajudar na pesquisa.
  • Os agentes de informação permitem buscas contínuas e personalizadas, enviando notificações regulares sobre tópicos específicos, estando disponíveis primeiro para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra.

O Google anunciou novidades para seu buscador nesta terça-feira (19/05), durante o evento de abertura da conferência Google I/O. Como você pode imaginar, isso significa mais inteligência artificial generativa.

A pesquisa agora conta com o novo modelo Gemini 3.5 Flash — também lançado nesta terça — como padrão do Modo IA. Ele já está disponível globalmente.

O Google também mudou a caixa de busca, aquele campo de texto onde você escreve o que quer pesquisar. Agora, ela não será mais de apenas uma linha: à medida que o usuário escreve, ela se expandirá, mostrando todo o texto.

Segundo a empresa, isso é um reflexo de uma mudança no comportamento: as pessoas estão fazendo pesquisas mais detalhadas e complexas, que agora são possíveis graças à IA.

A caixa também fará sugestões mais longas. Até agora, ao digitar alguns termos, o Google indicava algumas palavras para complementar a busca. A partir de hoje, essas recomendações ficarão mais longas, com frases inteiras.

O buscador ficou mais flexível quanto às formas de pesquisa. É possível colocar imagens, vídeos e arquivos no comando — se você usa o Chrome, também pode indicar abas do navegador no processo.

Busca terá agentes de IA

Imagem em close da tela de bloqueio de um smartphone com fundo em degradê azul-escuro. No topo esquerdo, o relógio digital marca 9 horas e 46 minutos, seguido pela data de terça-feira, 3 de março, e a temperatura de 68 graus Fahrenheit com um ícone de sol. Logo abaixo, destaca-se um balão de notificação branco com o logotipo colorido do Google, exibindo um aviso sobre uma tarefa de colaboração de tênis e informando o anúncio do modelo Nike A'Two por A'ja Wilson.
Google pode fazer pesquisas em segundo plano e notificar o usuário quando encontrar o que ele procura, como um tênis específico (imagem: divulgação)

A busca do Google ganhou o que a empresa chama de agentes de informação. Com eles, o usuário pode fazer uma pesquisa contínua, que funciona em segundo plano 24 horas por dia, sete dias por semana, dando notificações regulares sobre o que foi encontrado.

“Com os agentes de informação, você pode ficar atualizado sobre o que mais importa para você. Seu agente vai procurar de maneira inteligente tudo na web, como blogs, sites de notícias e redes sociais, além de nossos dados mais recentes, como informações em tempo real sobre finanças, compras e esportes, monitorando as mudanças relacionadas à sua questão específica”, escreve a empresa.

A companhia dá um exemplo disso: se você está procurando um apartamento, pode digitar tudo o que procura em um imóvel — o agente fará buscas contínuas e notificará quando encontrar um que se encaixe nos requisitos.

Os agentes de informação chegarão primeiro aos assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra no terceiro trimestre de 2026.

Antigravity vai ajudar nos resultados

Interface de um smartphone exibindo o resultado de uma busca no Google sobre o efeito de buracos negros. No topo, a barra de pesquisa mostra o início da pergunta e, logo abaixo, abas de navegação destacam a opção de Inteligência Artificial ativa. O centro da tela exibe uma ilustração digital de uma esfera negra deformando uma rede de linhas azuis que representa o espaço-tempo, acompanhada de um controle deslizante de massa e um parágrafo explicativo com trechos destacados em azul.
Google terá mais visualizações e infográficos nos resultados (imagem: divulgação)

A ferramenta de programação com IA Antigravity será integrada ao buscador. Ela vai ajudar a gerar ferramentas visuais e simulações para responder às perguntas feitas ao Google.

“Seja para se dedicar à astrofísica ou visualizar como seu relógio funciona, a busca pode criar layouts customizados, montando componentes (como visualizações, tabelas, gráficos ou simulações) em tempo real”, explica a companhia.

A ferramenta também servirá para criar painéis ou monitores, que poderão ser reutilizados, caso o usuário precise fazer pesquisas semelhantes várias vezes. O Google dá um exemplo de monitor de atividades físicas, que poderá agregar dados como mapas e previsão do tempo.

As visualizações simples nas respostas serão liberadas para todos os usuários ainda no terceiro trimestre. Já os mini apps estarão disponíveis nos próximos meses apenas nos Estados Unidos, chegando primeiro aos assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra.

Busca do Google terá agentes de IA e mais espaço para digitar

Caixa de pesquisa do Google agora é multimodal e aceita imagens, vídeos e arquivos (imagem: divulgação)

Google pode fazer pesquisas em segundo plano e notificar o usuário quando encontrar o que ele procura, como um tênis específico (imagem: divulgação)

Google terá mais visualizações e infográficos nos resultados (imagem: divulgação)

App do Gemini ganha redesign com foco em agentes e resumo diário

19 de Maio de 2026, 14:45
Um mosaico de capturas de tela de um smartphone exibe a interface do assistente virtual Gemini. As telas variam de fundo escuro com padrões pontilhados a fundo branco e mostram diferentes funções, como uma ilustração de um cachorro Poodle com a mensagem "Vibe check, Camille", a tela principal com "What's the word, Camille?" e um teclado, e uma listagem de anotações e roteiros de viagem como "Mushroom ceviche recipe". Outra tela exibe imagens de pessoas praticando esportes e natureza ao redor da mensagem "Describe an idea in chat".
Novo visual do Gemini se chama Neural Expressive (imagem: divulgação)
Resumo
  • O aplicativo do Gemini foi redesenhado com uma nova linguagem de design chamada Neural Expressive, que inclui animações fluidas, cores vibrantes e uma nova tipografia, além de respostas mais visuais e conversas mais fluidas.
  • O aplicativo agora inclui agentes de IA, como o Daily Brief, que fornece um resumo diário com informações de apps conectados, como mensagens do Gmail e compromissos da Agenda, e o Gemini Spark, que executa tarefas em segundo plano a pedido do usuário.
  • O Gemini Spark pode realizar tarefas como revisar faturas de cartão de crédito, monitorar e-mails e resumir anotações de reuniões, e estará disponível em fase beta para assinantes do Google AI Ultra nos Estados Unidos.

O app do Gemini tem um novo visual e novos recursos. As mudanças foram apresentadas pelo Google nesta terça-feira (19/05), durante a abertura da conferência para desenvolvedores Google I/O 2026.

A nova linguagem de design se chama Neural Expressive, e ela virá acompanhada por respostas mais visuais e conversas mais fluidas. A empresa também apresentou os agentes Daily Brief, que funciona como um assistente diário, e Gemini Spark, que executa tarefas em segundo plano a pedido do usuário.

O que é o Neural Expressive?

Captura de tela em fundo preto mostrando uma ilustração de um aqueduto romano em um vale montanhoso. No topo, o texto parcial: "and the architectural arch, they built networks that hydrated an empire.". A ilustração traz rótulos apontando para seus elementos: "Mountain Source", "Underground Conduits", "Aqueduct Bridge", "Inverted Siphon" e "Distribution Station". Abaixo da imagem, lê-se o título "The Timeline of Rome's Water Supply" seguido pelo início da frase "Rome eventually grew to have 11 different".
Respostas terão mais elementos visuais (imagem: divulgação)

Neural Expressive é a nova linguagem de design do app do Gemini. Segundo o Google, a interface agora contará com animações fluidas e cores vibrantes, além de uma nova tipografia. Outra mudança é o feedback háptico — o app dará uma “vibradinha” durante as interações.

As mudanças não são apenas cosméticas: o comportamento do app do Gemini também vai mudar. Será possível ativar o modo de conversa por voz Gemini Live em interações por texto. Esse recurso também foi reestruturado: agora, o usuário poderá falar ideias mais complexas e longas em seu ritmo, sem ser cortado pela inteligência artificial.

Daily Brief e Gemini Spark trazem agentes para o app

O app do Gemini também contará com agentes de IA que se propõem a ajudar o usuário no dia a dia. Um deles é o Daily Brief. Ele dá um resumo diário logo pela manhã, usando informações de apps conectados, como mensagens do Gmail e compromissos da Agenda.

Uma captura de tela vertical de smartphone apresenta um fundo branco com o resumo "you've got going on" e um emoji de sol no topo. Logo abaixo, o título "Top of mind" com um ícone de círculo. Seguem-se dois blocos de tarefas: o primeiro detalha a coordenação entre a chegada do voo dos pais e uma carona para Kate para o aeroporto SFO no dia 24 de maio, com opções de "Set reminder" e "View booking". O segundo bloco refere-se à resposta a um email de Kate sobre o jantar em Eff's no dia 20 de maio, com opções de "View message" e "Draft reply". Ambos os blocos de tarefas têm ícones de menu de três pontos no canto inferior direito.
Daily Brief reúne informações importantes (imagem: divulgação)

“O Daily Brief organiza e prioriza com base em metas específicas, sugerindo até mesmo os próximos passos. Você pode ajustá-lo facilmente, dando um sinal de positivo ou negativo às respostas exibidas ao longo do tempo”, explica o Google.

O Daily Brief estará disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos, para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra.

A outra ferramenta do tipo é o Gemini Spark. Ele é um agente pessoal de IA que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, podendo realizar a qualquer momento as tarefas pedidas pelo usuário.

O Google dá alguns exemplos disso:

  • Revisar a fatura do cartão de crédito todo mês para procurar assinaturas e taxas.
  • Monitorar e-mails da escola dos seus filhos, extrair prazos e mandar um resumo para você e seu cônjuge.
  • Resumir anotações de reuniões presentes em e-mails e conversas, criar um documento e escrever um rascunho para iniciar um novo projeto.
Duas telas de smartphone e uma de tablet são dispostas sobre um fundo branco. A tela da esquerda exibe "Daily Brief" e o resumo "Hi Josh, here's what you've got going on" com uma pequena ilustração de sol e duas tarefas. A tela central detalha uma lista de tarefas intitulada "Morning priorities digest", "Team offsite budget proposal" e "NYC summer trip planning", algumas marcadas com "Needs input". A tela da direita, maior e do tablet, mostra uma barra de tarefas do Gemini com opções "Chat" e "Tasks" e a área de entrada de texto com a mensagem "Describe your task". O texto "Daily Brief" em fonte grande preta está no canto superior esquerdo e "Gemini Spark" no canto inferior direito.
Gemini Spark funciona em segundo plano (imagem: divulgação)

O Spark se conecta aos produtos do Google, como Gmail, Docs e Slides, de acordo com as preferências do usuário. Ele estará disponível em fase beta para assinantes do Google AI Ultra nos Estados Unidos a partir da semana que vem.

App do Gemini ganha redesign com foco em agentes e resumo diário

Novo visual do Gemini se chama Neural Expressive (imagem: divulgação)

Respostas terão mais elementos visuais (imagem: divulgação)

Daily Brief reúne informações importantes (imagem: divulgação)

Gemini Spark funciona em segundo plano (imagem: divulgação)

Como ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ou PC

15 de Maio de 2026, 11:31
Como ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ou PC
Google Maps permite visualizar mapeamentos antigos de determinadas regiões (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O registro histórico do Google Maps reúne mapeamentos de regiões feitos em diferentes datas. Com ele, você pode ver como era uma região em tempos passados, acompanhando as mudanças até as capturas mais recentes.

Você pode ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ao acessar o Street View, tocar no widget com data, e escolher o ano desejado. Pelo PC, basta clicar em “Confira mais datas” e selecionar mapeamentos mais antigos.

Vale mencionar que nem todas as localidades incluem registros históricos: se o Google Maps mapeou o local somente uma vez, você só vai conseguir visualizar imagens do Street View daquele ano.

A seguir, saiba como ver fotos antigas no Google Maps pelo smartphone (Android ou iOS) ou PC.

Como ver fotos antigas no Google Maps pelo celular

1. Abra o Google Maps e pesquise o endereço desejado

Abra o aplicativo do Google Maps em seu celular (Android ou iOS). Em seguida, use o campo de busca (localizado no topo da tela) para pesquisar o endereço desejado e toque em cima da opção.

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo celular
Pesquisando um endereço no Google Maps pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Entre no modo Street View e toque no widget com data

Toque na foto reduzida do local para entrar no Google Street View. Feito isso, aperte no widget com data (localizado no canto superior esquerdo) para visualizar o Google Maps em anos anteriores.

Dica: se o widget não abrir nenhuma outra janela, experimente movimentar-se no Google Street View e aperte a janela novamente.

Procurando por datas mais antigas no Street View do Google Maps
Procurando por datas mais antigas no Street View do Google Maps (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Selecione a data desejada mapeada pelo Google Maps

Navegue pela seção estilo carrossel para ver imagens antigas do Google Maps. Por fim, toque no ano desejado para ver como era o local na data escolhida.

Navegando no Street View do Google Maps em datas mais antigas
Navegando no Street View do Google Maps em datas mais antigas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver imagens antigas no Google Maps pelo PC

1. Entre no site do Google Maps e busque pelo endereço

Abra o navegador de sua preferência e acesse a página google.com/maps. Feito isso, pesquise pelo endereço desejado usando o campo de busca.

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo PC
Pesquisando um endereço no Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Vá na miniatura de paisagem para entrar no Street View

Clique na miniatura da paisagem do endereço para entrar no modo Street View.

Abrindo o Street View do Google Maps pelo PC
Abrindo o Street View do Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Escolha “Confira mais datas” para ver datas antigas

Clique na opção “Confira mais datas” para mudar a data do Google Maps da região. Caso não encontre a opção, se movimente no modo Street View até que o recurso apareça.

Conferindo datas mais antigas do Google Street View
Conferindo datas mais antigas do Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Escolha outras datas em que o local foi mapeado

Navegue pela seção para ver ruas antigas no Google Maps. Você então poderá escolher datas antigas em que o Google mapeou o local.

Escolhendo outras datas no Google Street View
Escolhendo outras datas no Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Por que algumas cidades não possuem imagens antigas no Google Maps?

Se o Google Maps mapeou uma região específica apenas uma vez, a opção para ver datas mais antigas não estará disponível, devido à falta de registros históricos. Nesses casos, não será possível usar o Street View do Google para buscar por imagens antigas.

Também há casos em que o Google mapeou o local mais de uma vez, mas precisou excluir registros mais antigos por motivos técnicos ou por questões ligadas à privacidade de pessoas ou estabelecimentos que foram capturadas.

De quanto em quanto tempo o Google Maps atualiza as imagens?

Não existe um prazo determinado para o Google Maps atualizar suas imagens. O serviço do Google costuma fazer novos mapeamentos entre um a três anos em várias regiões do mundo, mas esse intervalo pode variar de acordo com a demanda, viabilidade e cobertura operacional.

Como ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ou PC

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Procurando por datas mais antigas no Street View do Google Maps (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Navegando no Street View do Google Maps em datas mais antigas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Abrindo o Street View do Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Conferindo datas mais antigas do Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Escolhendo outras datas no Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

15 de Maio de 2026, 08:03
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Google pode limitar armazenamento gratuito inicial para combater spam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google iniciou testes que limitam o espaço inicial de armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços a 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular para obter mais espaço.
  • A mudança marca o fim da política tradicional de 15 GB de armazenamento gratuito, que começou em 2013, e pode ser uma estratégia para reforçar a verificação de identidade e combater a criação automatizada de contas.
  • A restrição está sendo testada em regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa, e pode ser expandida globalmente, mas não afeta as contas existentes, que permanecem com 15 GB de armazenamento.

O Google iniciou testes que podem mudar o armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços para novos usuários. Relatos recentes indicam que a empresa está limitando o espaço inicial das contas para apenas 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular. A medida pode marcar o fim da política tradicional de 15 GB, um padrão que começou em 2013.

Vale notar que a mudança, ao menos por enquanto, não chegou oficialmente ao Brasil. A restrição parece estar limitada a regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa. No entanto, atualizações recentes nas páginas de suporte sugerem que a transição pode ser global.

Onde antes o texto explicava que cada conta contava com “15 GB de armazenamento gratuito”, agora a mensagem oficial diz que os usuários podem obter “até 15 GB” sem custo adicional. A alteração foi detectada por usuários em fóruns de tecnologia e noticiada por sites especializados.

Como funciona o novo limite?

Até agora, o usuário recebia 15 GB de armazenamento para o ecossistema do Google – ou seja, Gmail, Google Drive e Google Fotos. O novo fluxo de inscrição apresenta uma oferta de apenas 5 GB. Para “desbloquear” os 10 GB adicionais, o sistema exige a verificação de um número de telefone.

A justificativa apresentada pelo Google é de que o número serve para assegurar que o “bônus” de armazenamento seja aplicado apenas uma vez, evitando abusos. Caso o usuário pule a etapa, ele fica preso ao teto de 5 GB.

A mudança não impacta as contas já existentes, que permanecem com 15 GB.

Segundo o Google, o número de telefone garante que o “bônus” seja liberado uma vez por pessoa (imagem: reprodução)

Segurança ou estratégia comercial?

Essa alteração coloca o Google em um patamar de oferta gratuita similar ao da Apple, que disponibiliza os mesmos 5 GB no iCloud. Ele atrás da Microsoft, que oferece 15 GB para o Outlook, embora limite o OneDrive a 5 GB no plano gratuito.

O objetivo seria criar uma barreira técnica para combater a criação automatizada de contas em massa, geralmente utilizadas para disparar spam ou hospedar arquivos maliciosos.

Curiosamente, o movimento de restrição ocorre no mesmo período em que o Google expandiu as vantagens para assinantes pagos. Recentemente, usuários do plano Google One AI Pro tiveram o limite expandido para 5 TB. A estratégia sinaliza que a prioridade da gigante das buscas é reforçar a segurança e, simultaneamente, incentivar a conversão de usuários gratuitos em pagantes assim que os primeiros 5 GB forem consumidos.

Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

13 de Maio de 2026, 15:47
Aplicativo do Itaú em um iPhone
Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú Unibanco e Google firmaram parceria para bloquear chamadas fraudulentas no Android 11 ou superior que imitam centrais de atendimento bancárias;
  • solução envolve integração dos números de telefone das centrais de atendimento do Itaú que recebem ligações de clientes aos sistemas de proteção do Google;
  • parceria não é exclusiva do Itaú; Google também confirmou parcerias com Nubank e Revolut.

Você já deve ter recebido ligações fraudulentas em nome de bancos. Trata-se do chamado “golpe da falsa central de atendimento”. Para combater o problema, o Itaú Unibanco anunciou uma parceria com o Google para identificar e bloquear esse tipo de chamada no Android, automaticamente.

Talvez você saiba, por experiência própria, que esse tipo de golpe é frequente no Brasil. O roteiro da ligação pode variar, mas, geralmente, envolve informar que uma compra foi feita com o cartão da pessoa e que ela deve seguir as orientações da falsa central para resolver o problema. É aí que o golpe é executado, se a cilada não for notada.

A pior parte é que, muitas vezes, o número telefônico que aparece para o usuário é o mesmo usado pela instituição financeira. Trata-se de uma técnica de spoofing, que mascara a origem da chamada fraudulenta.

É justamente essa abordagem que o Itaú vai atacar. Para tanto, a instituição bancária integrou os números de telefone de suas centrais de atendimento que apenas recebem ligações de clientes (e nunca são usadas para originar chamadas) aos sistemas de proteção do Google.

Essa comunicação entre sistemas existe para que, quando o celular Android receber uma chamada com um número se passando pelo atendimento do Itaú, os sistemas do Google verifiquem se a instituição financeira realmente iniciou aquele ligação. Se negativo, a chamada é encerrada imediatamente.

O grande diferencial dessa solução é o seu alcance social. Ela protege qualquer pessoa que use o sistema Android no Brasil, basta ter um dos aplicativos do Itaú instalados, seja pessoa física ou jurídica.

Ana Leda Guedes Tavares, superintendente de prevenção a fraudes do Itaú Unibanco

Android encerrando ligação fraudulenta
Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

Parceria com Google não é exclusiva do Itaú

Na terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, o Google revelou novidades de segurança e privacidade para o Android 17. No mesmo anúncio, o Google confirmou ter fechado parcerias com instituições financeiras para prevenir fraudes de spoofing.

Além do Itaú, o Google mencionou o Nubank e a Revolut como companhias parceiras, com mais instituições podendo aderir à iniciativa em etapas futuras.

Em todos os casos, o usuário precisa ter um celular com Android 11 ou superior para a proteção funcionar. Não é necessário fazer nenhuma configuração ou instalar aplicativos específicos para isso, a não ser o app da própria instituição financeira.

“Se você tiver o aplicativo de um banco ou instituição financeira participante instalado e tiver feito login, o Android funciona silenciosamente em segundo plano para verificar as chamadas recebidas”, explica o Google.

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

Samsung pode levar Galaxy Glasses e inédito Fold Wide para Unpacked em julho

13 de Maio de 2026, 15:14
Dois smartphones dobráveis parcialmente dobrados sobre uma mesa, vistos de trás
Próximo Galaxy Unpacked trará a nova geração de dobráveis da marca (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung deve aumentar o ecossistema de dispositivos lançados no segundo semestre. De acordo com informações vazadas nesta semana, a fabricante sul-coreana deve aproveitar o próximo Galaxy Unpacked, supostamente em 22 de julho, para apresentar os novos dobráveis Z Fold 8 e Z Flip 8, além dos primeiros óculos inteligentes da companhia, conhecidos como Galaxy Glasses.

As novidades do evento, que promete ser um dos maiores em número de novos produtos, foram antecipadas pelo jornal Seoul Economic Daily.

O que são e como devem funcionar os Galaxy Glasses?

Vazamento mostra design minimalista dos Galaxy Glasses (imagem: reproducão/Android Headlines)

A estrela do evento, dividindo os holofotes com os novos celulares, deve ser o Galaxy Glasses. Diferentemente de headsets de realidade mista mais conhecidos, o modelo da Samsung apostaria num formato minimalista e sem tela. O dispositivo é fruto de uma parceria com a marca global de óculos Gentle Monster, buscando um design mais sóbrio para uso prolongado.

O hardware é composto por uma câmera de alta definição, microfones e alto-falantes embutidos nas hastes. Sem um display para projetar imagens, o foco dos Galaxy Glasses seria a inteligência artificial contextual. O dispositivo deve vir com o sistema Android XR, desenvolvido em conjunto com o Google, e deve utilizar o modelo de IA generativa Gemini. Na prática, os óculos capturam o campo de visão do usuário enquanto o Gemini analisa o ambiente em tempo real e fornece informações, traduções ou assistência por comandos de voz.

O lançamento comercial está previsto para o terceiro trimestre de 2026. Com essa estratégia, a Samsung entraria em concorrência direta com os óculos Ray-Ban da Meta. Como diferencial, o acessório promete forte integração com o ecossistema de dispositivos conectados SmartThings e poderá até interagir com veículos por meio do sistema Car-to-Home, fruto de uma parceria com o grupo Hyundai.

Fold Wide e disputa com a Apple

No segmento de smartphones, a Samsung deve introduzir uma mudança na ergonomia. Além do Z Fold 8 e Z Flip 8, o mercado aguarda a revelação de um novo modelo conhecido internamente como Fold Wide. Ele deve apresentar um comprimento horizontal maior e uma largura vertical reduzida em comparação ao design atual, mais ou menos como o Huawei Pura X Max que vimos numa loja da China.

A mudança buscaria resolver uma das dores de cabeça dos usuários: a tela externa muito estreita, que muitas vezes dificulta a digitação. Com o formato mais largo, o aparelho fechado deixaria de parecer um controle remoto e ganharia a usabilidade de um smartphone padrão. A introdução do novo formato é vista como resposta estratégica ao suposto lançamento do primeiro iPhone dobrável, previsto para o final deste ano.

Além dos smartphones e dos inéditos óculos inteligentes, o Galaxy Unpacked de julho pode servir como palco para a nova geração de relógios da marca, a linha Galaxy Watch 9. No entanto, ainda não sabemos quais serão as mudanças de design, sensores ou especificações preparadas pela fabricante.

Samsung pode levar Galaxy Glasses e inédito Fold Wide para Unpacked em julho

Galaxy Z Flip 7 e Z Fold 7 foram lançados na Samsung Unpacked (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

13 de Maio de 2026, 13:30
Googlebook
Googlebook terá “hardware premium” (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google não planeja descontinuar os Chromebooks tão cedo, apesar do anúncio dos Googlebooks;
  • Chromebooks continuarão a ser oferecidos com atualizações de software por pelo menos dez anos, segundo o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, John Maletis;
  • porém, não está descartada a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento devido a uma mudança de estratégia do Google.

Com o anúncio oficial dos Googlebooks, uma pergunta veio à mente de muita gente: a novidade fará o Google descontinuar a linha Chromebook? A resposta curta é: por ora, não. Mas existe, sim, a possibilidade de a companhia deixar de focar nos Chromebooks tal como os conhecemos.

É preciso deixar claro desde já que ambos os produtos seguem propostas distintas. Os Chromebooks são direcionados principalmente a estudantes e, por isso, são mais simples no hardware, o que também os torna mais baratos. Já os Googlebooks contarão com “hardware premium”, como o próprio Google afirma, pois executarão recursos de IA nativamente.

A despeito dessa diferença de segmentação, os Chromebooks estão há 15 anos no mercado. Por isso, a dúvida sobre se essa linha será aposentada ou não é pertinente.

Questionado a respeito pelo site Chrome Unboxed, John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, garantiu que o ChromeOS não será descontinuado tão cedo, e que há uma nova leva de Chromebooks e Chromebooks Plus a serem lançados.

Nesse sentido, chama a atenção a afirmação do executivo de que alguns modelos de Chromebook poderão ser atualizados para executar o mesmo firmware dos Googlebooks.

Maletis também destacou que o Google cumprirá a promessa de oferecer atualizações de software para os Chromebooks por pelo menos dez anos.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Chromebook da Acer (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mas a linha Chromebook pode “morrer”?

Não podemos descartar a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento, mesmo que esse processo seja executado progressivamente.

Há algumas razões para isso. Para começar, o Googlebook está mais alinhado com o cenário “powered by AI” que o Google vislumbra, afinal, essa categoria de notebook foi desenvolvida para trabalhar nativamente com o Gemini Intelligence.

Levemos em conta também que, apesar de o Google ainda não ter confirmado, tudo indica que o Googlebook roda o Aluminium OS, sistema operacional muito mais integrado aos ecossistemas do Android e da própria companhia do que o ChromeOS, que é um sistema mais focado em aplicações web (nuvens).

Por fim, pode haver uma mudança de foco. Com a chegada do MacBook Neo e, eventualmente, de um avanço de notebooks Windows com chip Arm mais baratos, o Google pode deixar de dar prioridade ao segmento de laptops acessíveis, favorecendo o Googlebook. Para não deixar nenhum segmento descoberto, pode até ocorrer de a companhia anunciar um “Googlebook Lite” ou algo do tipo.

Mas, por ora, tudo isso é especulação. Como John Maletis deu a entender, Chromebooks e Googlebooks irão conviver entre si por algum tempo.

Vale ressaltar que os primeiros Googlebooks serão lançados no último trimestre de 2026 por marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. O Google já confirmou que haverá versões do Googlebook com chips Intel, Qualcomm e MediaTek.

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

💾

Google anunciou Googlebook como uma categoria focada em IA, mas assegurou que linha Chromebook não será descontinuada agora.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

13 de Maio de 2026, 13:04
ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX pode enviar infraestrutura de IA à órbita da Terra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e SpaceX negociam a instalação de data centers em órbita terrestre, segundo o The Wall Street Journal.
  • O projeto tentaria contornar limitações energéticas e ambientais de servidores na Terra.
  • A infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da SpaceX e operaria de forma contínua e autônoma, alimentada por energia solar.

Google e SpaceX estariam negociando a instalação de data centers em órbita terrestre. Segundo o The Wall Street Journal, a infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da empresa de Elon Musk. A proposta seria contornar os gargalos energéticos e as restrições ambientais que hoje limitam a expansão de centros de dados voltados para inteligência artificial na Terra.

A relação entre as duas empresas vem de longa data. De acordo com a imprensa norte-americana, o Google foi um dos primeiros grandes investidores da companhia aeroespacial em 2015. Hoje, a empresa detém uma participação acionária de 6,1% na SpaceX. Mesmo com essa proximidade, o Google também estaria conversando com outras companhias do setor para tocar o projeto.

Faz sentido?

Imagem de servidores em um data center
Servidores na órbita terrestre operariam com energia solar (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Diante da necessidade urgente de contornar as limitações da infraestrutura atual, a ideia pode um dia sair do papel. As ferramentas de IA têm exigido cada vez mais energia dos data centers tradicionais, gerando altos custos de operação. No espaço, os servidores orbitais iriam operar de forma contínua e autônoma, alimentados exclusivamente pela energia captada por painéis solares.

Apesar de tudo, o modelo ainda enfrenta ceticismo. Especialistas ouvidos pelo WSJ afirmam que existem desafios técnicos extraordinários na manutenção e refrigeração de computadores na órbita terrestre. Além disso, o portal TechCrunch lembra que os custos embutidos no projeto fazem com que os data centers terrestres continuem como uma alternativa mais barata.

Planos do Google

Vale destacar que o Google não está parado no desenvolvimento de hardware. No fim do ano passado, a empresa revelou os primeiros detalhes do Projeto Suncatcher, uma iniciativa focada em fabricar e colocar em órbita os primeiros protótipos de satélites de processamento de dados até 2027.

Em novembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, declarou que não há dúvidas de que, em pouco mais de uma década, a indústria de tecnologia considerará os data centers orbitais uma das formas comuns para a implantação de novos servidores.

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os servidores de um data center são organizados em racks ou gabinetes (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

13 de Maio de 2026, 11:06
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
  • O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
  • Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

13 de Maio de 2026, 11:04
Tecla com o "G" de Google no laptop
Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Googlebook terá versões com processadores Intel, Qualcomm e MediaTek, confirma Google;
  • dispositivos serão equipados com “hardware premium” e terão suporte à execução nativa de aplicativos Android;
  • primeiros modelos do Googlebook serão lançados no outono de 2026, com parcerias firmadas com Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo.

O Google revelou a categoria de laptops Googlebook nesta semana, mas ainda mantendo mistério sobre várias características da novidade. Os requisitos de hardware dessas máquinas ainda não foram divulgados, por exemplo. Mas já se sabe que eles serão equipados com processadores de marcas como Intel, Qualcomm e MediaTek.

Para quem não viu, vale uma rápida introdução: os Googlebooks são notebooks de categoria premium que foram desenvolvidos para executar aplicações de IA — o Gemini Intelligence, para ser preciso —, bem como aplicativos para Android.

O Google ainda não confirmou oficialmente qual é o sistema operacional desses equipamentos, mas há indícios fortíssimos de que se trata do Aluminium OS, basicamente, uma mistura de Android com ChromeOS.

Sobre as especificações técnicas, o Google comentou apenas que os Googlebooks contarão com “hardware premium”, sem entrar em detalhes. Eis então que, via X, a Intel revelou que é parceira do Google no projeto:

Estamos empolgados em nos unirmos ao Google em algo que temos construído com eles — o Googlebook.

Dispositivos premium e poderosos projetados para Inteligência. Mal podemos esperar para colocá-lo em suas mãos neste outono [último trimestre de 2026].

Esse é um indício de que os Googlebooks serão compatíveis com a arquitetura x86, certo? Certo. A confirmação veio por meio de uma entrevista de John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, ao site Chrome Unboxed.

Na conversa, o executivo revelou que haverá Googlebooks baseados em chips Intel. Mas não exclusivamente. Ainda segundo Maletis, também haverá modelos equipados com processadores da Qualcomm e da MediaTek.

Isso significa que os Googlebooks serão compatíveis tanto com a arquitetura Arm, como esperado, quanto com a arquitetura x86 (a não ser que a Intel lance um chip Arm para a linha, mas isso é improvável).

Quantidade de memória RAM? Capacidade de armazenamento interno? GPU? Nada disso foi comentado pelo Google até o momento. Mas Maletis garantiu que os Googlebooks contarão com hardware de alta qualidade em prol de uma experiência satisfatória — podemos até esperar pela execução nativa de apps para Android (sem emulação).

Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Quando o Googlebook será lançado?

De acordo com o Google, os primeiros modelos do Googlebook chegarão aos consumidores no outono americano, isto é, entre setembro e dezembro de 2026.

A companhia já confirmou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para a fabricação e a distribuição desses laptops.

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

12 de Maio de 2026, 18:24
Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Galaxy S26 com tela de compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou expansão da compatibilidade do AirDrop com aparelhos Android, permitindo troca de arquivos com iPhones e iPads de forma mais fácil;
  • mais aparelhos de marcas como Oppo, OnePlus, Samsung, Vivo, Xiaomi e Honor receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop em 2026;
  • Quick Share poderá ainda ser integrado a aplicativos de terceiros, como o WhatsApp, permitindo compartilhamento de arquivos sem conexão à internet, e também permitirá gerar QR Code para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

Entre as novidades que o Google anunciou nesta terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, está a expansão da compatibilidade de aparelhos Android com a tecnologia AirDrop, da Apple. Com isso, ficará cada vez mais fácil trocar arquivos com iPhones, iPads e afins.

Esse movimento começou no fim de 2025. Mas, até recentemente, apenas celulares da família Google Pixel suportavam essa integração. Depois, o suporte ao AirDrop chegou à linha Galaxy S26. Recentemente, o Oppo Find X9 Ultra e o Vivo X300 Ultra (ou Jovi X300 Ultra) também passaram a suportar a funcionalidade, só para citar mais alguns exemplos.

Faz sentido que mais aparelhos sejam beneficiados por esse recurso, até porque já está claro que essa integração realmente funciona. No lado do Android, a comunicação é feita via Quick Share; no lado da Apple, via AirDrop, obviamente.

Pois bem, o Google revelou que mais aparelhos receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop no decorrer de 2026. Os modelos ainda não foram especificados, mas correspondem a unidades de marcas como Oppo, OnePlus, Vivo (Jovi, no Brasil), Xiaomi e Honor. Mais smartphones da Samsung também serão contemplados, o que deve incluir linhas como Galaxy S25 e Galaxy S24.

Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quick Share em aplicativos

Um detalhe interessante é que o Quick Share também poderá ser integrado a aplicativos de terceiros (que não são mantidos pelo Google). O primeiro deles será o WhatsApp, embora ainda não haja prazo para essa implementação.

Com a integração, você poderá compartilhar arquivos com pessoas que estiverem perto de você usando o WhatsApp, com o envio sendo feito via Quick Share, de modo que não seja necessário ter uma conexão à internet para isso.

Também vale destacar que, a partir de hoje, você poderá gerar um QR Code no Quick Share de qualquer dispositivo Android compatível para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

O aparelho de destino deve fazer a leitura do código para que o arquivo seja baixado a partir das nuvens (esse procedimento, sim, exigirá conexão à internet), com o compartilhamento sendo protegido por criptografia de ponta a ponta.

Em tempo: o Google anunciou algumas novidades específicas para o Android 17. Entre elas, estão:

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

12 de Maio de 2026, 14:04
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Android 17 impedirá que criminosos desativem o rastreamento do aparelho, mesmo que possuam a senha ou o PIN do usuário;
  • nova versão do sistema também permitirá selecionar contatos específicos para compartilhar com aplicativos, em vez de liberar a agenda completa;
  • recursos de identificação de chamadas fraudulentas em parceria com bancos como o Itaú é outra novidade (vale também para outras versões do Android).

No evento The Android Show: I/O Edition 2026 realizado nesta terça-feira (12/05), o Google confirmou alguns dos recursos de segurança que farão parte do Android 17. Entre eles está uma função que impede um ladrão de desativar o rastreamento do seu celular mesmo se ele tiver a sua senha ou PIN.

Esse recurso é uma expansão do Google Localizador (Google Find Hub). Se você usar esse mecanismo no Android 17 para indicar que seu celular foi perdido, roubado ou furtado, a pessoa que estiver de posse do aparelho não poderá desativar o rastreamento do dispositivo, mesmo se tiver a sua senha ou código PIN, como já informado.

Essa função também bloqueia o aparelho de modo que a senha e o PIN não sejam mais aceitos. Além disso, algumas proteções adicionais também são ativadas, como a que desativa novas conexões Bluetooth ou Wi-Fi. Se você recuperar o celular, deverá usar autenticação biométrica (reconhecimento facial ou impressão digital) para desativar as proteções.

Falando em senha ou PIN, o Google também explica que, no Android 17, o número limite de tentativas de inserção desses códigos foi reduzido “significativamente”. Para completar, quando o limite for atingido, haverá um tempo maior de espera para que novas tentativas de desbloqueio possam ser efetuadas.

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Outra novidade está nos recursos de localização. O Android 17 introduzá um botão para esse fim que permite que o rastreamento da posição geográfica funcione apenas quando determinado aplicativo estiver em uso e somente para aquele momento.

E sabe quando um aplicativo pede permissão para acessar a sua lista de contatos? No Android 17, há um novo seletor que permite que essa solicitação seja aplicada a contatos específicos, e não para toda a lista.

Há mais recursos de segurança no Android 17?

Sim. Entre as demais novidades estão:

  • função que verifica se versões alternativas do sistema operacional são legítimas;
  • controles de segurança e privacidade baseados no Gemini Intelligence;
  • desativação por padrão de redes 2G por determinação da operadora;
  • implementação de criptografia pós-quântica;
  • remoção do acesso a serviços de acessibilidade por aplicativos que não têm recursos do tipo;
  • ativação por padrão dos mecanismos antirroubo do Android que foram testados no Brasil.
Android encerrará ligações de golpe financeiro
Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Vale destacar também que o Google fechou parcerias com instituições financeiras para identificar chamadas fraudulentas que se passam por bancos. O sistema checa, junto à instituição, se há realmente uma chamada sendo feita para determinado cliente. Se negativo, a ligação é encerrada.

Esse recurso será testado inicialmente com empresas como Revolut, Itaú e Nubank. Esta é uma funcionalidade que estará disponível para o Android 11 e versões superiores, não se limitando ao Android 17.

Sobre o Android 17 em si, essa versão tem lançamento previsto para junho de 2026.

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

12 de Maio de 2026, 14:02
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou novos recursos para o Android 17 voltados à criação de conteúdo;
  • novidades incluem parceria com a Meta para melhorar publicação de fotos e vídeos no Instagram, a exemplo do modo Ultra HDR, que garante cores mais realistas nas postagens;
  • outra novidade é um recurso nativo para gravação de vídeos de reação.

O Android 17 está vindo aí e, como toda nova versão, promete uma série de novos recursos. Alguns deles, mostrados pelo Google no evento The Android Show: I/O Edition 2026, foram desenvolvidos para apoiar criadores de conteúdo: eles tornam o sistema mais amigável ao Instagram e facilitam a criação de vídeos de reações, por exemplo.

Comecemos pela função Screen Reactions (Reações de Tela). A ideia é facilitar a criação de vídeos de… reações. Estamos falando de vídeos em que a imagem da pessoa aparece em miniatura no canto inferior da tela enquanto o conteúdo principal é assistido por ela.

Para tanto, a nova funcionalidade consegue gravar o conteúdo que aparece na tela ao mesmo tempo em que a câmera frontal captura a imagem da pessoa, sem que seja necessário usar aplicativos de terceiros para sobrepor um conteúdo ao outro.

O vídeo resultante pode, então, ser publicado rapidamente nas redes sociais. Falando nisso…

Android 17 promete melhorar o conteúdo enviado ao Instagram

O que deve fazer diferença para a maioria dos usuários é a parceria que o Google fechou com a Meta. Por meio dela, ambas as companhias prometem facilitar a publicação de conteúdo no Instagram. E o mais importante: melhorar a qualidade de imagem desse conteúdo.

De acordo com o Google, isso será proporcionado por meio de recursos como:

  • Ultra HDR: permite que o conteúdo gerado no celular tenha cores mais vibrantes e realistas;
  • Estabilização de vídeo: ajuda a diminuir o tremor de vídeos feitos quando o usuário caminha, dança ou, como o próprio Google brinca, “está sob o efeito de muita cafeína”;
  • Night Shift: otimiza a captura de fotos durante a noite ou em ambientes com luminosidade reduzida.
Função Screen do Android 17
Função Screen do Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Repare que nada disso faz sentido se, durante o processamento do conteúdo no Instagram, houver redução da qualidade de imagem, certo? Pois bem, o Google garante que os processos de captura e upload foram otimizados para que o conteúdo continue nítido quando a publicação for feita.

Tem mais uma novidade para usuários da rede social da Meta: o Instagram Edits, aquele aplicativo criado para ser uma alternativa ao CapCut, contará com IA para aprimorar a resolução de fotos e imagens, bem como para facilitar a separação de faixas de áudio. Esses recursos serão exclusivos da versão do app para Android.

Será que tudo isso será suficiente para o Google acabar com a fama de que só o iPhone presta para conteúdo no Instagram? Talvez. Mas há um ponto de atenção aqui: o Google diz que a sua parceria com a Meta promete “trazer o melhor do Instagram para nossos dispositivos Android mais avançados“.

Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17
Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Outras novidades para “creators”

Entre as demais novidades para criadores de conteúdo está a chegada do Adobe Premiere ao Android para os próximos meses, embora o aplicativo não deva se limitar à versão 17 do sistema. “Com o Premiere, você terá acesso a modelos e efeitos exclusivos para criar e publicar YouTube Shorts”, afirma o Google.

Já para quem foca na criação de vídeos profissionais, o Google promete, também, ampliar o acesso ao codec Advanced Professional Video (APV), que é próprio para filmagens a partir de dispositivos móveis.

Desenvolvido em parceria com a Samsung, o APV já está disponível no Galaxy S26 Ultra e no Vivo X300 Ultra. A expansão permitirá o seu uso em outros dispositivos, mais precisamente, naqueles equipados com chips Snapdragon 8 Elite a serem lançados ainda em 2026.

A versão final do Android 17 está prevista para junho.

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

💾

Além de melhorar experiência do usuário com o Instagram, Android 17 também promete facilitar gravação de vídeos de reação.

Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

12 de Maio de 2026, 14:01
Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou o Googlebook, nova categoria de notebooks projetada para operar com inteligência artificial Gemini;
  • novidade foi apresentada no evento Android Show e conta com hardware premium; dispositivos serão produzidos em parceria com marcas como Acer e Dell;
  • entre os diferenciais estão ferramentas como Magic Pointer, que sugere ações automáticas via Gemini com o passar do mouse.

Googlebook é o nome oficial da nova categoria de notebooks criada pelo Google e anunciada nesta terça-feira (12/05) durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026. A novidade chega com um diferencial que a companhia considera importante para os tempos atuais: ser projetada, desde o início, para funcionar com inteligência artificial — com o Gemini Intelligence (Inteligência Gemini), para ser exato.

Apesar do nome, o Googlebook não será desenvolvido e comercializado exclusivamente pelo Google. A companhia fechou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para produzir esses computadores e fazê-los chegar aos consumidores.

É uma dinâmica que remete à dos Chromebooks, que são laptops de baixo custo direcionados a estudantes e que, portanto, costumam contar com hardware de nível básico ou intermediário produzidos por essas e outras marcas.

Neste ponto, vale destacar que os Googlebooks não devem substituir os Chromebooks, pois a categoria tem uma proposta diferente: por conta do foco em IA, as novas máquinas terão “hardware premium”, como o próprio Google destaca.

O que o Googlebook tem de interessante?

Além do hardware avançado, há alguns elementos de design que permitirão que você identifique um Googlebook rapidamente. Começa pela tecla do sistema, que exibe o “G” de Google. Além disso, há uma linha luminosa na tampa do notebook (Glowbar) que deve estar presente em todos os modelos.

A Glowbar do Googlebook
A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Em termos funcionais, uma característica um tanto óbvia é a presença de aplicativos do ecossistema do Google, que incluem Gmail, Drive, Agenda (Calendar) e o navegador Chrome. É claro que um botão para acesso direto ao Gemini também está lá.

O Google destaca ainda que os Googlebooks poderão se comunicar facilmente com celulares Android, de modo que você possa continuar em um a tarefa que foi iniciada no outro. Isso porque, além do compartilhamento de arquivos, essa integração permite que você use um aplicativo do smartphone no laptop, ou receba, neste último, notificações que chegaram originalmente ao celular.

Ainda não há informação oficial sobre qual é o sistema operacional do Googlebook, mas as imagens divulgadas sugerem fortemente que estamos falando do Aluminium OS.

Tecla com o "G" de Google no laptop
Tecla com o “G” de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Seja como for, encontramos outros recursos notáveis por aqui, entre eles:

  • Magic Pointer (Ponteiro Mágico): ao mover o cursor do mouse para um elemento na tela, faz o Gemini sugerir ações automaticamente, como agendar uma reunião quando você aponta para uma data em um e-mail;
  • Create your Widget (Criar o seu Widget): usa o Gemini para criar widgets sob medida, como um que reúne informações de hospedagem e voos para uma viagem que você irá fazer;
  • Quick Access (Acesso Rápido): permite que você visualize ou pesquise por arquivos no celular usando o Googlebook sem precisar transferi-los;
  • Google Play: você poderá instalar apps no Googlebook diretamente a partir da loja de aplicativos do Android.
Principais características do Googlebook
Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Quando os Googlebooks serão lançados?

O Google ainda não definiu uma data para o lançamento da categoria Googlebook, mas comentou que isso deverá ocorrer durante o outono americano, ou seja, entre setembro e dezembro de 2026.

Até lá, mais detalhes serão revelados por meio do site oficial do Googlebook.

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

💾

Googlebooks foram projetados para serem integrados ao Gemini e se comunicarem com celulares Android. Novidade tem hardware "premium" e novo sistema operacional.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

12 de Maio de 2026, 13:20
O Android Show começa às 14h (imagem: reprodução)
Resumo
  • O evento via internet “The Android Show” ocorre hoje às 14h, transmitido pelo YouTube e site do Android, apresentando novidades do ecossistema Android.
  • O evento deve destacar o Android 17, com refinamentos de interface, recursos para dispositivos Pixel e bloqueio de apps por biometria.
  • O Google também pode anunciar atualizações para vestíveis, como o Android XR para realidade estendida e Wear OS 7 para relógios.

O Google realiza nesta terça-feira (12/05) o The Android Show, evento dedicado às novidades do ecossistema Android. A apresentação acontece às 14h no horário de Brasília e será transmitida pelo canal oficial do Android no YouTube e pelo site do Android.

A empresa apresenta o evento uma semana antes da conferência principal, o Google I/O 2026, marcada para 19 e 20 de maio, na Califórnia, EUA. A ideia é separar os anúncios do Android de novidades mais complexas sobre IA, ferramentas para desenvolvedores e mais detalhes sobre plataformas, que devem aparecer no I/O.

Novidades para o Android 17

O Android 17, que teve beta liberada em fevereiro, deve ocupar boa parte do evento. Espera-se que o Google destaque:

  • Refinamentos de interface
  • Recursos específicos para alguns dispositivos, como celulares Pixel
  • Ajustes na tela de apps recentes
  • Suporte mais amplo a bolhas de aplicativos
  • Recurso nativo de bloqueio de apps por biometria.

Espera-se também mais recursos do Gemini, já que o mascote lembra a identidade visual da IA no próprio teaser do evento. As novidades, caso se confirmem, devem ser mais sobre as interações com o Gemini dentro do sistema, segundo o Phone Arena.

Atualizações para o ecossistema

Os vestíveis também podem ganhar atenção. A expectativa é que o evento traga novas informações sobre o Android XR, plataforma para dispositivos de realidade estendida, como óculos inteligentes e headsets.

Já para os relógios, é possível que vejamos algo sobre o futuro Wear OS 7, segundo o Tom’s Guide. O evento também pode mencionar Android Auto, smart home e outros formatos em que o Android já está presente. A lógica é mostrar o sistema como uma plataforma espalhada por relógios, carros, TVs, óculos e computadores.

Android em PCs: Aluminium OS pode aparecer

Captura de tela da interface Aluminium OS
Aluminium OS deve aparecer no evento (imagem: reprodução)

Falando em PCs, eles devem ganhar uma nova plataforma baseada em Android, integrando o sistema ao ChromeOS. O projeto apareceu hoje em um vazamento massivo com um vídeo de 16 minutos do sistema, e também dá mais força a outro rumor recente que indica uma possível versão da OneUI, da Samsung, para notebooks.

O novo sistema operacional apresentaria características clássicas de computadores, como barra inferior e gaveta de apps, janelas e multi-tarefas e otimização para telas grandes. A interface, ao menos na tela inicial, lembra bastante a do Windows 11, adaptada ao Material Design.

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

💾

Evento The Android Show antecipa novidades antes do Google I/O. Rumores sugerem atualizações para smartphones e vestíveis, além de novo sistema para PCs.

(imagem: reprodução)

Google afirma ter bloqueado um ataque hacker criado com IA

11 de Maio de 2026, 17:09
Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Hackers conseguiram enganar IAs comerciais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google impediu um ataque hacker que utilizava IA para burlar a autenticação de dois fatores.
  • Os hackers usaram técnicas para contornar as restrições de segurança, instruindo a IA a assumir o papel de um auditor ou pesquisador.
  • A empresa afirma que está investindo em defesas automatizadas, incluindo agentes de IA defensivos, para varrer código e corrigir vulnerabilidades.

O Google confirmou que conseguiu impedir um ataque zero-day criado com o auxílio de inteligência artificial. A descoberta foi divulgada nesta segunda-feira (11/05) pelo Google Threat Intelligence Group (GTIG), equipe responsável por rastrear ameaças cibernéticas.

Segundo o relatório oficial, um grupo hacker planejava um ataque em massa focado em burlar a autenticação de dois fatores (2FA) de uma ferramenta web de código aberto voltada para a administração de sistemas. É a primeira vez que o grupo do Google identificou o uso de IA em um golpe do tipo.

Os pesquisadores encontraram pistas inegáveis da participação de máquinas no script em Python utilizado pelos invasores. O código trazia a mesma organização encontrada em livros de programação gerados por grandes modelos de linguagem (LLMs). Além disso, o script continha alucinações e referências inventadas pela IA.

Apesar das evidências no código interceptado, o Google afirma que não acredita que o seu próprio modelo, o Gemini, tenha sido utilizado na criação do malware.

Como os hackers usaram a IA?

Para contornar as pesadas travas de segurança dos modelos comerciais, os cibercriminosos recorreram a uma técnica conhecida como jailbreaking baseado em persona. Na prática, em vez de pedir para a máquina escrever um vírus diretamente, o hacker instrui a IA a assumir o papel de um auditor de segurança ou de um pesquisador. Enganado pela narrativa, o modelo baixa a guarda, ignora seus filtros éticos e passa a analisar sistemas em busca de brechas reais.

Como aponta o The Verge, a sofisticação dessas campanhas maliciosas está escalando rapidamente. Atores de ameaça estão alimentando LLMs com repositórios inteiros de vulnerabilidades históricas, treinando as máquinas para reconhecer padrões complexos de falhas. O objetivo é testar e ajustar a invasão em ambientes controlados até atingir uma alta taxa de confiabilidade, evitando que o ataque falhe na hora de ser executado no mundo real.

Imagem mostra a tela de um computador com linhas de código
Criminosos estão automatizando a criação de malwares com IA (imagem: Joan Gamell/Unsplash)

IA vem sendo usada como arma

O documento do Google aponta que os invasores estão focando nos componentes que conectam as IAs aos sistemas corporativos, como as habilidades de execução autônoma de bots. A intenção é comprometer as redes, injetando comandos não autorizados que a IA executa achando que são legítimos.

Para tentar manter a vantagem, o Google aposta em defesas automatizadas. A empresa está investindo no uso de agentes de IA defensivos, treinados especificamente para varrer milhões de linhas de código e corrigir vulnerabilidades em softwares antes mesmo que elas cheguem ao conhecimento do cibercrime.

Seguindo essa mesma estratégia, a gigante das buscas também tem utilizado as habilidades de programação do próprio Gemini para acelerar a testagem e a aplicação de atualizações de segurança em seus sistemas.

Google afirma ter bloqueado um ataque hacker criado com IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google é alvo de críticas após mudança no reCaptcha

11 de Maio de 2026, 11:55
Ilustração com a interface do Google Chrome
Desenvolvedores criticam novo sistema de verificação do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google alterou o sistema de verificação reCaptcha para exigir a leitura de QR Codes.
  • A mudança, no entanto, estaria dificultando o acesso de usuários com dispositivos Android sem serviços do Google instalados.
  • Segundo a big tech, a nova medida tenta conter robôs e agentes de IA na web.

No fim de abril, o Google anunciou uma mudança no reCaptcha: o sistema de verificação passou a exibir QR Codes para confirmar se o usuário é humano. A alteração, porém, vem sendo criticada por desenvolvedores de sistemas Android sem serviços do Google, como GrapheneOS e CalyxOS, que afirmam que o novo método dificulta o acesso a milhões de sites sem a instalação do Google Play Services.

Segundo o Google, a mudança faz parte de uma tentativa de conter robôs e agentes de IA na web, exigindo que o usuário leia um QR Code com o celular. O problema é que, na prática, o novo método estaria bloqueando o acesso de pessoas que optaram por remover ferramentas do Google de seus dispositivos. Vale lembrar que o Android é um sistema com código aberto.

Desenvolvedores criticam a mudança

Imagem mostra o novo ReCaptcha exigindo a verificação por QR Code
Ferramenta agora pode exigir a leitura de um QR Code (imagem: reprodução/Google)

A mudança gerou repúdio em parte da comunidade. A equipe de desenvolvimento do GrapheneOS declarou que a exigência é uma manobra anticompetitiva. Os desenvolvedores apontam que o modelo apenas trava os usuários em um duopólio móvel, forçando o uso de APIs da Apple ou do Google, o que afeta até mesmo o acesso a serviços bancários e governamentais na União Europeia.

No mesmo sentido, a publicação International Cyber Digest apontou que o Google passou a tratar a privacidade de dados como “comportamento suspeito por padrão”.

O CEO e cofundador do navegador Brave, Brendan Eich, reforçou as críticas. Ele defendeu que os serviços na web não deveriam proibir o uso de hardware e sistemas operacionais independentes.

Money shot: “Services shouldn't ban people from using arbitrary hardware and operating systems in the first place. Google's security excuse is clearly bogus when they permit devices with no patches for 10 years… It's for enforcing their monopolies via GMS licensing, that's all.” https://t.co/Eg16JoWb4L

— BrendanEich (@BrendanEich) May 10, 2026

O que muda na verificação por QR Code?

Quando o sistema detecta uma atividade de navegação suspeita, em vez de exibir os tradicionais quebra-cabeças visuais — como pedir para o usuário identificar fotos de motos ou faixas de pedestres —, a ferramenta passa a mostrar um QR Code na tela.

O usuário precisa, então, escanear esse código com a câmera do smartphone para comprovar sua “identidade humana”.

A alteração faz parte do pacote Google Cloud Fraud Defense, apresentado durante o evento Cloud Next. A evolução chega especialmente para tentar identificar, classificar e barrar agentes autônomos de IA suspeitos na web, contando com recursos como o Web Bot Auth (que verifica se um bot é legítimo) e o SPIFEE (que fornece identidade para autenticação).

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Mudança exige versão 25.41.30 ou superior do Google Play Services (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O obstáculo são os requisitos técnicos. Documentações de suporte da empresa deixam claro que, para concluir a leitura do código no Android, o aparelho precisa estar rodando a versão 25.41.30 ou superior do Google Play Services. Dispositivos da Apple também estão inclusos na exigência, necessitando o iOS 15 ou mais recente.

Vale mencionar que a base para essa exigência não é tão nova assim. Buscas no Internet Archive e discussões no Reddit revelam que a página de suporte já listava a exigência do Google Play Services de forma oculta desde outubro de 2025, rodando silenciosamente em segundo plano antes que a mudança fosse oficialmente anunciada.

Proposta já foi descartada antes

A polêmica atual relembrou uma tentativa semelhante em 2023. Na época, o Google propôs uma tecnologia que daria aos sites o poder de decidir quais dispositivos eram “suficientemente reais” para acessar a web. A proposta também enfrentou forte resistência, sendo abandonada pela empresa.

Especialistas apontam que, três anos depois, a mesma ideia retornou e pode complicar a vida de quem escolhe não utilizar os serviços do Google, bloqueando o tráfego legítimo em milhões de sites.

Google é alvo de críticas após mudança no reCaptcha

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

30 de Abril de 2026, 10:51
Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Interface do YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube liberou o modo Picture-in-Picture (PiP) gratuitamente para todos os usuários de Android e iOS.
  • A função permite assistir a vídeos em uma janela flutuante. O recurso antes era restrito a assinantes Premium.
  • O PiP gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”. Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente.

O Google começou a liberar nesta quarta-feira (29) o modo picture-in-picture (PiP) do YouTube de forma gratuita para todos os usuários. A novidade permite assistir a vídeos em uma janela flutuante e deixa de ser um benefício exclusivo dos assinantes pagos. Com essa expansão, a plataforma busca democratizar a experiência, encerrando também a restrição que limitava a função sem custos apenas aos Estados Unidos.

A mudança foi reportada pelo portal 9to5Google e confirmada pela equipe do YouTube em publicação na comunidade oficial da plataforma. Na prática, a atualização altera o comportamento padrão do aplicativo: ao iniciar um vídeo e retornar à tela inicial do celular, o conteúdo não é mais interrompido. O player se transforma em uma miniatura que pode ser redimensionada e arrastada para qualquer canto da tela.

A janela suspensa mantém botões essenciais, como os controles de reprodução e pausa, além de um atalho para devolver o vídeo à tela cheia, mas há uma limitação no novo modelo. O Google estabeleceu que o picture-in-picture gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”.

Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente. Essa é uma estratégia para proteger o ecossistema do YouTube Music, evitando que a versão gratuita do aplicativo principal seja utilizada como um reprodutor de música em segundo plano.

O que muda para os assinantes Premium e Premium Lite?

Para quem já paga pelas versões mais completas do serviço, a experiência permanece sem cortes. Os assinantes do YouTube Premium continuam com acesso irrestrito ao PiP para qualquer formato de vídeo da plataforma, incluindo clipes musicais, sempre livres de anúncios. A modalidade paga também mantém a exclusividade da reprodução em segundo plano com a tela do celular totalmente bloqueada e apagada — um recurso popular que a versão gratuita continua não oferecendo.

No caso do plano Premium Lite, uma assinatura mais barata que foca na remoção da maior parte das propagandas, o funcionamento será equivalente ao da versão gratuita recém-liberada. Esses usuários poderão utilizar a janela flutuante livremente para vídeos tradicionais, mas continuarão bloqueados de usar o recurso com músicas.

YouTube agora oferece Picture-in-Picture gratuito (imagem: reprodução/Google)

Como ativar o Picture-in-Picture?

A novidade chega para todos os usuários de forma gradual, mas antes é preciso garantir que o sistema do celular esteja configurado para permitir a sobreposição de tela, um procedimento varia um pouco dependendo do dispositivo.

No iPhone (e iPad):

A Apple exige que a funcionalidade nativa de PiP esteja habilitada nas configurações do aparelho.

  • Abra o aplicativo “Ajustes“.
  • Toque em “Geral” e depois selecione “Picture in Picture (PIP)“.
  • Confirme se a chave “Iniciar PiP Automaticamente” está ativada.
Ativando a função nativa Picture-in-Picture (PiP) no iOS (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Feito isso, abra o aplicativo do YouTube, toque na sua foto de perfil, acesse o ícone de engrenagem para abrir as “Configurações“, vá em “Reprodução” e ative a opção “Picture-in-picture“.

Habilitando a chave do recurso no aplicativo do YouTube (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Em aparelhos Android:

O sistema do Google geralmente já vem com essa permissão ativada por padrão, mas vale conferir caso a janela flutuante não apareça ao minimizar o app (os nomes dos menus podem variar dependendo da fabricante, como Samsung, Motorola ou Xiaomi).

  • Acesse as “Configurações” do seu aparelho e vá até a lista de “Aplicativos“.
  • Procure pelo “YouTube” e toque nele.
  • Role a tela até encontrar a seção chamada “Picture-in-picture” e certifique-se de que a opção de permissão está ativada.
Verificando a permissão de sobreposição de tela no Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Da mesma forma que no iOS, confira também as configurações internas do aplicativo do YouTube (Configurações > Reprodução) para garantir que a chave do recurso esteja habilitada.

Ativando o Picture-in-picture no aplicativo do YouTube para Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas

28 de Abril de 2026, 16:40
Ilustração com os dizeres "Google Translate" no centro
Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Tradutor (Google Translate) lançou um recurso de prática de pronúncia para celebrar seus 20 anos de existência;

  • novidade utiliza IA para avaliar a fala, mas ainda não está disponível para usuários no Brasil;

  • porém, brasileiros podem utilizar a função de “Praticar conversação”, disponível em fase beta desde o ano passado.

No melhor estilo “quem faz aniversário sou eu, mas quem ganha o presente é você”, o Google está celebrando os 20 anos de sua ferramenta de tradução com um novo recurso. O modo que ajuda o usuário a praticar a pronúncia de uma palavra ou frase em outro idioma acaba de chegar ao Google Tradutor (Google Translate).

O passo a passo é este:

  1. digite uma palavra ou frase no campo principal da ferramenta e escolha o idioma para o qual esse texto deve ser traduzido;
  2. na parte inferior do aplicativo, vá em Praticar e em Pronúncia;
  3. o microfone será ativado; agora, pronuncie a palavra ou frase traduzida;
  4. o Google Tradutor avaliará a sua fala e permitirá que você faça uma comparação com a pronúncia gerada pelo próprio app.

Se você acha que a inteligência artificial é que ajuda o Google Tradutor a analisar e a dar recomendações sobre a sua pronúncia, achou certo.

O único porém é que, no momento, a prática de pronúncia só está disponível para usuários nos Estados Unidos e na Índia, funcionando em inglês, espanhol e hindi. Mas isso não quer dizer que nós, no Brasil, estamos desemparados.

Prática de pronúncia no Google Tradutor
Prática de pronúncia no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Função para praticar conversação já funciona no Brasil

O novo modo de prática de pronúncia ainda não está disponível no Brasil, mas, por aqui, já é possível acessar um recurso parecido: o de prática de conversação, disponível desde o ano passado. Nessa função, você estabelece conversas por voz com o Google Tradutor no idioma escolhido, uma opção interessante para pessoas que não têm com quem praticar.

Esse recurso está em fase beta, mas já funciona bem. Para ativar a função, basta ir em Praticar. Ali você deve escolher o idioma de destino (por enquanto, só o inglês está disponível), informar o seu grau de conhecimento da língua e quais são os seus objetivos.

Depois, basta escolher o exercício, ouvir a explicação e ativar a opção “Encenação” para praticar. O Google Tradutor começa com uma frase e você deve respondê-la usando o microfone do celular.

Conversação no Google Tradutor
Conversação no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Google Tradutor completa 20 anos

O Google Tradutor está completando 20 anos de existência com números muitos significativos: a marca de 1 bilhão de usuários no mundo todo e cerca de 1 trilhão de palavras traduzidas por mês.

Não surpreende. A ferramenta já era útil anos atrás, quando fazia traduções imprecisas. Hoje, a utilidade do Google Tradutor é muito maior, afinal, a tecnologia do serviço pode reconhecer contextos e até expressões regionais para gerar traduções precisas.

Mas, como já ficou claro, o Google Tradutor já não é mais só uma ferramenta de tradução. Você também pode usá-lo como um poderoso aliado para aprender outros idiomas.

É torcer para que o Google não demore a liberar mais línguas para o modo de conversação e a trazer a função de prática de pronúncia ao Brasil.

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas (imagem: reprodução/Google)

Prática de pronúncia no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Conversação no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

YouTube testa nova busca por chat com inteligência artificial

28 de Abril de 2026, 15:25
Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
YouTube testa chatbot de IA que traz texto e sugestões de vídeos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube iniciou testes com uma nova busca por chat com inteligência artificial, chamada “Ask YouTube”.
  • O recurso permite perguntas mais elaboradas e fornece respostas em diferentes formatos, como resumos em texto e sugestões de vídeo.
  • Por enquanto, a função está limitada a assinantes Premium nos Estados Unidos, sem previsão no Brasil.

O Google começou a testar uma nova forma de busca dentro do YouTube usando inteligência artificial. Batizado de “Ask YouTube”, o recurso permite que o usuário faça perguntas mais elaboradas e receba respostas em diferentes formatos, repetindo a experiência conversacional de chatbots, como o próprio Gemini.

Além da lista de vídeos, a ferramenta pode entregar resumos em texto e organizar os resultados em blocos temáticos. Com isso, a empresa pretende facilitar a navegação por assuntos relacionados à busca.

O Ask YouTube está sendo liberado como um teste, inicialmente para assinantes Premium nos Estados Unidos e de forma opcional. O acesso também é restrito a usuários com mais de 18 anos. Não há previsão para a chegada da funcionalidade ao Brasil.

O YouTube já havia introduzido uma experiência semelhante nas TVs, permitindo a interação com a IA do Google para responder dúvidas relacionadas aos vídeos sendo reproduzidos.

Naquela versão, que pode ter sido o primeiro contato com a funcionalidade que estamos vendo agora, as perguntas podiam ser feitas através do microfone do controle da TV. O “Perguntar”, como foi nomeado, trazia informações sobre o vídeo, facilitando o encontro de trechos específicos, por exemplo.

Como funciona?

GIF apresentando a função Ask YouTube
Ask YouTube permite perguntas e respostas em tom conversacional (imagem: divulgação/Google)

O Ask YouTube aparece como um botão adicional na barra de pesquisa. Ao acioná-lo, o usuário entra em uma interface de chat, onde pode escrever perguntas de forma mais livre.

Depois da consulta, o sistema leva alguns segundos para processar a resposta e preencher a tela com informações textuais, além de sugestões de vídeos relacionadas ao tema.

Em testes realizados pelo The Verge, ao buscar pela história do pouso da Apollo 11, a ferramenta apresentou um resumo com os principais eventos da missão. Na sequência, exibiu vídeos com trechos destacados e coleções de Shorts organizadas por tópicos, como “Imagens históricas”.

Vale lembrar que o Gemini, a IA do Google, já consegue trazer links de vídeos do YouTube há algum tempo. No entanto, com a adição do chatbot à interface da plataforma de vídeos, é possível aprofundar o assunto e receber sugestões complementares sem sair da conversa ou mudar de aba.

Como outras ferramentas baseadas em IA, entretanto, o recurso ainda enfrenta problemas de precisão. No teste do The Verge, o sistema afirmou que o modelo antigo do Steam Controller não possuía joysticks, uma informação incorreta.

Próximos passos

Por enquanto, o teste segue restrito a um grupo específico de usuários pagos nos Estados Unidos. Ainda assim, o Google já sinalizou que pretende ampliar o alcance da ferramenta.

Ao The Verge, o YouTube afirmou que há planos para levar a experiência de busca conversacional também a usuários que não assinam o Premium.

A iniciativa se soma a outros testes recentes da empresa com IA generativa e indica uma tentativa de integrar esse tipo de interação de forma mais direta ao consumo de vídeos.

YouTube testa nova busca por chat com inteligência artificial

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chega de motos: reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano

28 de Abril de 2026, 12:16
Imagem mostra a palavra "Google", exibida em letras pretas com um brilho azul neon ao redor, centralizada em um fundo azul escuro. O fundo apresenta uma rede de polígonos azuis claros conectados por linhas finas, criando um efeito de tecnologia ou rede digital. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google anunciou Cloud Fraud Defense como evolução do reCaptcha para lidar com agentes de IA na internet;
  • nova ferramenta introduz desafios com QR Code para validar usuários humanos quando houver suspeita de acesso automatizado;
  • novo sistema permite classificar bots e agentes legítimos, como assistentes de compras, diferenciando-os de mecanismos maliciosos.

O Google aproveitou o evento Cloud Next ’26 para anunciar uma evolução do reCaptcha. Por causa dos agentes de IA que estão invadindo a internet, a ferramenta agora pode exibir um QR Code para saber se um usuário é, de fato, humano, deixando o tradicional campo “Não sou um robô” de lado.

A mudança também pode diminuir a incidência daqueles testes que pedem para você identificar determinado tipo de objeto em sequências de imagens. Testes que, às vezes, parecem pegadinhas. No último que fiz, eu tinha que marcar os quadros que exibiam uma moto; marquei um que só mostrava um pedaço do pneu do veículo e, bom, não deu certo…

Mas a nova abordagem não visa eliminar os nossos traumas com o reCaptcha. O objetivo é armar a ferramenta contra os já mencionados agentes de IA que, até certo ponto, se comportam como humanos. Muitos deles já são capazes de resolver os testes do reCaptcha.

Até um passado recente, esse tipo de ferramenta tinha o objetivo principal de defender um site ou serviço online da ação de bots maliciosos, que são usados para extrair dados de páginas, gerar tráfego falso, entre outras ações. Ao resolver o teste ou marcar a caixa “Não sou um robô”, você prova que é humano e, então, o seu acesso é liberado.

O problema é que agentes de IA também podem fazer isso. O Google decidiu, então, atualizar o reCaptcha para que esse tipo de mecanismo seja identificado.

Mas a intenção não consiste, apenas, em barrar agentes de IA. Alguns deles podem ser bem-vindos, como aqueles que realizam compras para o usuário. Nessas circunstâncias, é importante, para uma loja online, identificar e classificar o agente de IA para que ele realize a compra, mas tenha acesso somente às informações e áreas inerentes a esse processo.

Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha
Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha (imagem: reprodução/Reddit)

Eis que surge o Google Cloud Fraud Defense

Como identificar, classificar e tratar agentes de IA são tarefas complexas, a plataforma Google Cloud Fraud Defense foi apresentada como a evolução do reCaptcha. A novidade oferece uma série de tecnologias e abordagens para aquilo que o próprio Google chama de “web agêntica” (“agentic web”).

Basicamente, a Google Cloud Fraud Defense visa dar abertura para tráfego valioso (usuários humanos ou agentes de IA legítimos) e barrar o tráfego indesejado (bots e agentes de IA suspeitos ou obscuros).

Para tanto, a plataforma conta com recursos como Web Bot Auth (verifica se um bot é legítimo) e SPIFEE (fornece identidade para que bots ou agentes legítimos se autentiquem).

QR Code no lugar do reCaptcha tradicional
QR Code no lugar do reCaptcha tradicional (imagem: reprodução/Google)

E onde entra o QR Code?

O QR Code faz parte do “desafio resistente à IA”. Quando houver suspeitas de que um agente de IA está se passando por uma pessoa, um QR Code poderá ser exibido na tela para que o usuário leia esse código com o seu celular e, assim, valide a ação solicitada, como realizar um pagamento via cartão de crédito.

O reCaptcha tradicional, com testes de quebra-cabeça, verificação de imagens ou campo “Não sou um robô”, continuará existindo. Mas, à medida que agentes de IA se tornarem mais comuns na internet, a validação via QR Code ganhará espaço até, eventualmente, se tornar a abordagem padrão do sistema do Google.

Como usuário, ainda não sei se isso é bom, afinal, ler um QR Code acaba sendo uma tarefa a mais.

Chega de motos: reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha (imagem: reprodução/Reddit)

QR Code no lugar do reCaptcha tradicional (imagem: reprodução/Google)

União Europeia quer mudanças no Android

28 de Abril de 2026, 11:35
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
UE entende que IAs rivais do Gemini enfrentam barreiras no Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia concluiu que o Google favorece indevidamente o Gemini no Android, violando a Lei de Mercados Digitais.
  • Agora, a UE quer que o Google abra o Android para IAs concorrentes, como ChatGPT e Grok, até julho de 2026.
  • Segundo o Google, a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

A Comissão Europeia subiu o tom contra o Google nesta semana após uma investigação iniciada em janeiro. O órgão regulador concluiu que a gigante de buscas favorece indevidamente o Gemini dentro do Android, violando a Lei de Mercados Digitais (DMA).

Agora, a União Europeia quer que a empresa abra as portas do sistema até julho deste ano, para que IAs de terceiros, como o ChatGPT e o Grok, tenham o mesmo nível de integração que a ferramenta nativa.

Como lembra o portal ArsTechnica, embora seja possível instalar qualquer chatbot no celular, apenas o Gemini consegue conversar profundamente com o sistema. Para a UE, essa exclusividade precisa acabar nos próximos meses. O Google, por outro lado, afirma que a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

Vale citar que, no Brasil, um processo similar se desenrola na Justiça, mas envolve a Meta e IAs de terceiros no WhatsApp.

Por que o Gemini tem tratamento especial no Android?

Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
UE quer o mesmo nível de integração do Gemini para assistentes concorrentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ao ligar um aparelho com Android hoje, o Gemini já está lá, integrado ao sistema. A Comissão Europeia critica exatamente essa falta de recursos para serviços de terceiros. Para os reguladores, o Google atua como um porteiro que reserva as melhores funções para si.

A vice-presidente da Comissão para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen, explicou a visão do bloco em comunicado: “À medida que navegamos pelo cenário da IA em rápida evolução, fica claro que a interoperabilidade é fundamental. Essas medidas abrirão os dispositivos Android para uma gama mais ampla de serviços, para que os usuários tenham a liberdade de escolher o que melhor atenda às suas necessidades”.

O que pode mudar na Europa?

Na prática, a UE quer que, se o usuário preferir o ChatGPT, ele possa ser acionado por botões físicos ou palavras-chave de sistema da mesma forma que o Gemini. As mudanças propostas pelos reguladores são técnicas e mexem no motor do Android.

Os principais pontos são:

  • Acesso ao hardware: o Google seria obrigado a permitir que desenvolvedores externos usem os chips de processamento de IA (NPUs) com o mesmo desempenho que o Gemini utiliza para rodar modelos locais.
  • Contexto de tela: IAs rivais poderiam “enxergar” o que o usuário está fazendo para oferecer resumos ou sugestões.
  • APIs gratuitas: o Google teria que criar novas pontes de software (APIs) e oferecer assistência técnica gratuita para que os concorrentes se integrem ao Android.

A reação do Google foi imediata. A conselheira sênior de concorrência da empresa, Claire Kelly, afirmou que a medida eliminaria a autonomia dos fabricantes em personalizar serviços. Segundo Kelly, dar acesso a hardware sensível e permissões profundas de sistema “aumentaria os custos e comprometeria proteções essenciais de privacidade e segurança”.

Multas bilionárias e prazo final

O Google é um velho conhecido dos reguladores europeus. Por causa da DMA, a empresa já teve que implementar telas de escolha de navegador e limitar o compartilhamento de dados entre seus próprios serviços (como Maps e YouTube). Agora, a IA é o tema da vez.

O cronograma é apertado: a Comissão Europeia prevê uma decisão final para 27 de julho de 2026. Se o Google bater o pé e não cumprir as exigências, o prejuízo pode ser grande: a Lei de Mercados Digitais prevê multas de até 10% da receita global anual da companhia.

União Europeia quer mudanças no Android

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tela dobrável do Z Fold 7 tem 8 polegadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

28 de Abril de 2026, 10:33
Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
Recursos do Gemini atuarão nos bastidores do Android (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google está desenvolvendo duas novas ferramentas de inteligência artificial para o Gemini no Android, que lembram funções recentes da Samsung.
  • Assistência Proativa analisa a tela e mensagens localmente para oferecer sugestões em tempo real.
  • Já o Resumo Diário organiza a rotina do usuário compilando dados de sua conta em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

O Google está desenvolvendo mais funcionalidades de inteligência artificial para o Gemini no Android. Descobertos em testes do aplicativo, os recursos batizados de “Assistência Proativa” (Proactive Assistance) e “Resumo Diário” (Daily Brief) analisam o aparelho para exibir sugestões em tempo real.

A ideia é que a IA entregue informações úteis antes mesmo que você faça uma pergunta e a expectativa é que as novidades sejam oficializadas no próximo mês, durante a conferência para desenvolvedores Google I/O 2026.

Como vai funcionar a Assistência Proativa?

A Assistência Proativa foi criada para entender o contexto de uso do seu celular e oferecer ajuda. O recurso foi detalhado pelo portal Android Authority, após uma análise do código da versão 17.18.22.sa.arm64 do aplicativo do Google.

A ferramenta exibe lembretes, atalhos contextuais e resumos de informações no momento em que o usuário precisa, sem que seja necessário digitar um comando. Para que isso funcione, a IA coleta dados a partir de três fontes: o conteúdo exibido na tela do celular, o histórico de notificações recebidas e informações de aplicativos compatíveis.

Para evitar surpresas, o usuário deve ter controle sobre o recurso, podendo ativá-lo ou desativá-lo com uma chave nas configurações. Haverá também um menu de “Aplicativos Conectados” para definir exatamente de onde o Gemini pode puxar os dados. Num primeiro momento, o suporte básico abrange os apps de Contatos e Mensagens.

No entanto, integrações mais profundas com o ecossistema de produtividade da empresa — como Gmail, Google Agenda, Docs, Drive e Google Keep — ficam disponíveis em um painel separado.

Usuário terá controle sobre o fornecimento de dados (imagem: reprodução/Android Authority)

Como a leitura constante da tela e de e-mails levanta preocupações sobre a segurança da informação, o Google adotou uma abordagem com foco na privacidade. Conforme indicam as capturas de tela vazadas, o processamento dos dados ocorre localmente no dispositivo.

As informações ficam em um ambiente criptografado, garantindo que o conteúdo não seja enviado para os servidores da empresa ou seja usado para treinar modelos de IA.

Resumo Diário servirá para organizar a rotina

O Google também está preparando o recurso “Resumo Diário”, acessível a partir de uma barra lateral esquerda dentro do próprio aplicativo do Gemini. A premissa é compilar os dados de uma conta e dividi-los em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

A primeira seção tem como foco os hábitos que você está tentando criar ou temas que vem pesquisando com frequência na Busca do Google. Já a área de “Principais Ideias” atua como um hub inteligente de prioridades, extraindo informações do Gmail e histórico de navegação sem precisar abrir vários aplicativos diferentes.

Inspiração na Samsung

As movimentações do Google parecem uma resposta à sua principal parceira no ecossistema Android. Conforme apontado pelo portal SamMobile, os novos recursos do Gemini bebem muito da fonte de duas ferramentas da Samsung: o Now Brief e o Now Nudge.

Disponibilizadas no início deste ano com o lançamento da família Galaxy S26, as ferramentas da marca sul-coreana já fazem um trabalho semelhante. O Now Brief, por exemplo, concentra em uma única tela os eventos da agenda, previsão do tempo e métricas de exercícios físicos. O sistema ainda recomenda playlists do Spotify ou do YouTube Music e exibe tarefas pendentes, ajustando as sugestões de acordo com a hora do dia.

O Google deve revelar mais detalhes oficiais no palco do Google I/O 2026, marcado para o mês de maio. O evento também servirá de vitrine para outras estreias, incluindo o anúncio do Android 17, novidades do sistema para relógios Wear OS, um novo ChromeOS, além de atualizações para o Android Auto e Android Automotive.

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA

27 de Abril de 2026, 21:36

O Google anunciou uma mudança significativa em uma das ferramentas de segurança mais utilizadas da internet, o reCAPTCHA, conhecido popularmente pelo teste “eu não sou um robô”. A reformulação marca uma resposta direta ao avanço dos agentes de inteligência artificial (IA), que já conseguem simular comportamentos humanos com facilidade.

A alteração foi apresentada durante o evento Google Cloud Next, junto com o lançamento do Gemini Enterprise Agent Platform, conjunto de serviços voltado para empresas que desejam adotar modelos baseados em agentes de IA, descritas como “empresas agênticas”.

Exemplo de QR Code no novo sistema
Novo sistema será dotado de QR Codes sempre que necessário – Imagem: Divulgação/Google

Teste de robô do Google vai mudar

  • O reCAPTCHA, criado originalmente para impedir acessos automatizados, passa agora a se chamar Google Cloud Fraud Defense;
  • A nova proposta amplia o escopo da ferramenta, que deixa de focar apenas na distinção entre humanos e bots tradicionais para incluir também agentes de IA, considerados a nova fronteira tecnológica;
  • Esses agentes são capazes de executar tarefas de forma autônoma em nome dos usuários, como acessar sites, comparar preços, realizar reservas e efetuar pagamentos;
  • Ao mesmo tempo, esse tipo de tecnologia pode ser explorado para acessos indevidos a serviços, colocando em risco o funcionamento de plataformas digitais.

Leia mais:

Segundo o Google, a nova solução busca preparar a internet para esse cenário, descrito como “web agêntica”. Para isso, a ferramenta passa a monitorar a atividade desses agentes nos sites, identificando, classificando e analisando o tráfego gerado por eles. Além disso, será possível conectar identidades humanas às dos agentes, com o objetivo de avaliar riscos associados aos acessos.

O sistema também utilizará sinais de risco, tipos de automação e a identidade dos agentes para bloquear entradas consideradas suspeitas. Em casos em que um agente tente se passar por uma pessoa, será exigida uma comprovação de identidade humana por meio do escaneamento de um QR Code com o celular.

Apesar das mudanças, o Google afirma que o reCaptcha continuará existindo. No entanto, com a expansão dos agentes de IA, a empresa indica que métodos, como o uso de QR Codes, podem substituir gradualmente a tradicional verificação baseada na frase “eu não sou um robô”.

Logo do Google na fachada de um prédio
Big tech quer preparar a internet para a era da “web agêntica” – Imagem: ZikG/Shutterstock

De acordo com a empresa, a atualização estabelece uma nova camada de proteção diante de um cenário em que o tráfego inválido gerado por bots tende a evoluir para fraudes massivas de identidade conduzidas por agentes de IA.

Ainda que a mudança seja praticamente invisível para a maioria dos usuários, o novo sistema atuará em diferentes etapas da navegação, desde o cadastro e login em sites até processos de pagamento. O objetivo é acompanhar toda a jornada desses agentes, que se tornam cada vez mais autônomos ao circular por plataformas digitais.

O post Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Chega de confusão nos ícones do Google

27 de Abril de 2026, 06:52
Maioria dos apps do Google adota ícones coloridos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google planeja modificar os ícones dos aplicativos do Google Workspace, como Drive, Gmail e Fotos, para simplificar a identificação.
  • Os novos ícones terão cores sólidas e detalhes de iluminação, como o Google Meet que será amarelo, o Google Chat verde e o Google Calendar azul.
  • Os ícones dos apps de Documentos, Planilhas e Apresentações ganharão um novo design com detalhes de iluminação e bordas arredondadas.

Já te aconteceu de abrir a pasta “Google” no seu celular e tocar no ícone errado? A família de aplicativos ganhou uma coloração gradiente que confunde muitos usuários. Para resolver a situação, o Google planeja fazer uma modificação completa nos ícones de apps como Drive, Gmail e Fotos.

De acordo com o site especializado 9to5 Google, a ideia do Google é simplificar os ícones, de modo que os consumidores encontrem os apps com mais facilidade. Por exemplo, o Google Drive deve perder os detalhes em vermelho. Por sua vez, o app do Gmail deve ficar mais vermelho do que nunca, apesar de ainda estampar outras cores.

Novos ícones vazam na web (imagem: reprodução/9to5 Google)

Quais são as mudanças visuais nos aplicativos?

Os ícones vazados pelo 9to5 Google indicam um redirecionamento em especial para o Google Meet, que fica completamente amarelo, o Google Chat, que adota o verde, e o Google Calendar, que ganha um ícone completamente azul.

Os ícones para os apps de Documentos, Planilhas e Apresentações — parte do Google Workspace — continuam predominantemente nas cores azul, verde e amarelo, respectivamente. No entanto, ganham um novo design, mais moderno, com detalhes de iluminação e bordas mais arredondadas.

Quando os novos ícones serão lançados?

Não sabemos quando os novos ícones vão entrar em ação ou se serão exatamente estes revelados em primeira mão pela imprensa internacional. De toda forma, fica a pergunta: você gostou do que viu? Conte para a gente nos comentários do Tecnoblog.

Chega de confusão nos ícones do Google

Maioria dos apps do Google adota ícones coloridos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novos ícones vazam na web (imagem: reprodução/9to5 Google)

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós

23 de Abril de 2026, 11:22
Logotipo da Claro em uma parede com fundo verde
Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Claro passa a oferecer, em planos pós-pagos móveis, armazenamento em nuvem com integração ao Google One e ao iCloud+ no Brasil;
  • Os planos oferecem franquias de 50 GB a 2 TB no iCloud+ ou Google One, em pacotes individual e família, e incluem WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro e Claro Sync;
  • Claro Multi permite até 5 linhas no plano e, novamente, até 2 TB de armazenamento nos serviços em nuvem, com início da disponibilidade oficial em 24/04.

Serviços de streaming, mensagens instantâneas e redes sociais não bastam. Agora, a Claro também passa a oferecer opções de armazenamento nas nuvens em seus planos de celular pós-pagos. Isso graças a uma parceria com o Google e com a Apple no Brasil. Os preços individuais partem de R$ 124,90 por mês.

Para ser exato, os novos planos pós da Claro são integrados ao Google One e ao iCloud+. A parceria com as duas plataformas visa atender tanto usuários de Android quanto de iPhone, apesar de ambos os serviços serem multiplataforma (você pode usar o Google One no ecossistema da Apple e, indiretamente, o iCloud+ no Android).

Os planos pós-pagos beneficiados oferecem franquias de 50 GB a 2 TB nas nuvens em pacotes individuais e família. Essas opções oferecem também benefícios como WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro (roaming internacional para viagens ao exterior) e Claro Sync (para integração de conectividade com o smartwatch).

Quem optar por um pacote Claro Multi (reúne serviços de celular, TV e internet por fibra) pode incluir até cinco linhas móveis no plano e, novamente, contar com até 2 TB de armazenamento nos mencionados serviços nas nuvens.

Inovar faz parte do nosso DNA e a convergência de serviços é parte central da nossa estratégia. A Claro é a primeira operadora do Brasil a fazer este movimento. Ao integrar a oferta de armazenamento em parceria com Google e Apple ao nosso portfólio, garantimos experiências que facilitam a vida dos nossos clientes e geram benefícios econômicos imediatos.

Márcio Carvalho, CMO da Claro

Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google
Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade e preços dos planos iCloud+ e Google One

As capacidades de armazenamento nas nuvens estarão disponíveis para novos planos pós-pagos. Quem já é assinante de um plano do tipo terá que migrar para uma das novas opções para contar com o iCloud+ ou o Google One.

Os preços mensais para os novos planos são os seguintes:

PlanoNuvemPreço IndividualPreço Multi
Claro Pós 5G de 50 GBiCloud+ de 50 GB ou Google One de 100 GBR$ 124,90R$ 79,90
Claro Pós 5G de 100 GBiCloud+ ou Google One de 200 GBR$ 179,90R$ 124,90
Claro Pós 5G de 150 GBiCloud+ ou Google One de até 2 TBR$ 239,90R$ 179,90
Claro Pós 5G de 200 GBiCloud+ ou Google One de até 2 TBR$ 339,90R$ 239,90

Observe, porém, que é necessário escolher entre a plataforma de nuvem da Apple e a plataforma do Google. Não é possível contar com os dois serviços ao mesmo tempo em uma única assinatura, seja ela individual ou família.

Os novos planos começarão a ser disponibilizados oficialmente pela Claro a partir desta sexta-feira (24/04) em todo o Brasil.

Claro também anunciou planos fibra com até 10 Gb/s

As novidades da operadora não se limitam aos planos pós para celular. A Claro também revelou planos de fibra que vão de 1 Gb/s a 10 Gb/s de velocidade para uso residencial ou em pequenas empresas. Aqui, os preços partem de R$ 199,90 por mês na assinatura individual.

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

23 de Abril de 2026, 11:01
Imagem mostra a palavra "Google", exibida em letras pretas com um brilho azul neon ao redor, centralizada em um fundo azul escuro. O fundo apresenta uma rede de polígonos azuis claros conectados por linhas finas, criando um efeito de tecnologia ou rede digital. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Google vai cobrar uso de IA em avaliações de desempenho de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google afirmou que 75% do novo código dos produtos da empresa é gerado por inteligência artificial e revisado por engenheiros humanos.
  • Migrações de código têm levado 6 vezes menos tempo ao combinar trabalho de engenheiros e agentes de IA.
  • Microsoft disse que 20% a 30% do código de alguns projetos já é escrito por IA; a Meta mira 55% das alterações com assistência de agentes de IA.

O Google declarou que 75% dos novos códigos dos produtos desenvolvidos pela empresa são gerados por inteligência artificial e revisados por engenheiros humanos. No quarto trimestre de 2025, esse número era de 50%.

A informação foi apresentada na quarta-feira (22/04), mesmo dia em que a empresa realizou um grande evento com foco em IA. A companhia também anunciou dois novos chips para treinamento de modelos e inferência e confirmou a chegada de uma nova Siri ainda em 2026, fruto da parceria com a Apple.

Como o Google está usando IA na programação?

Sundar Pichai é CEO do Google (foto: divulgação)
Sundar Pichai ressaltou a contribuição da IA em tarefas complexas (foto: divulgação)

Como explica a Business Insider, a estratégia do Google é colocar os engenheiros para usar modelos Gemini para gerar código. Alguns receberam metas bastante específicas de uso da tecnologia, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.

No Google DeepMind, braço da empresa dedicado à pesquisa em IA, alguns funcionários receberam autorização para usar o Claude Code. Segundo a publicação, isso causou um certo mal-estar dentro da companhia.

Seja como for, parece estar dando resultado. “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa foi feita por agentes e engenheiros. Trabalhando juntos, eles conseguiram completar a tarefa seis vezes mais rapidamente do que seria possível há um ano, somente com engenheiros”, explica Sundar Pichai, CEO do Google.

Não são só os engenheiros que estão usando IA no Google. De acordo com uma reportagem de fevereiro de 2026 da Business Insider, gerentes têm cobrado que funcionários de cargos não-técnicos empreguem a tecnologia em suas tarefas, como para fazer anotações durante reuniões.

O que outras empresas estão fazendo com IA?

Em abril de 2025, Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que entre 20% e 30% dos códigos de alguns dos projetos da empresa estavam sendo escritos com IA. Kevin Scott, CTO da companhia, fez uma previsão de que 95% da programação será feita por essa tecnologia nos próximos cinco anos.

A Meta pretende que 55% das alterações de códigos feitas por engenheiros de software tenham assistência de agentes de IA. Para o segundo semestre de 2026, a companhia deseja que 65% dos engenheiros usem IA em 75% do código.

A gigante das redes sociais também pretende contar com um “clone de IA” de seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, para dar feedback a funcionários. A ideia é que eles se sintam mais próximos da cultura da empresa.

Com informações da Business Insider

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google confirma: Siri com inteligência do Gemini chega ainda em 2026

22 de Abril de 2026, 17:15
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Assistente da Apple deve ganhar IA do Google ainda neste ano (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O chefe do Google Cloud, Thomas Kurian, confirmou que a nova Siri com Gemini deve chegar ainda em 2026.
  • Segundo o executivo, a IA do Google servirá de base para “futuras funcionalidades” da Apple Intelligence.
  • Rumores indicam um custo de US$ 1 bilhão por ano aos cofres da Apple, que deve integrar parte de sua infraestrutura aos data centers do Google.

A nova Siri com Gemini deve chegar ainda em 2026, segundo o chefe do Google Cloud, Thomas Kurian. Ele falou sobre a iniciativa nesta quarta-feira (22/04), durante a conferência Google Cloud Next 2026, em Las Vegas.

De acordo com o portal MacRumors, o executivo confirmou que os modelos da empresa servirão de base para “futuras funcionalidades da Apple Intelligence, incluindo uma Siri mais personalizada que será lançada ainda este ano”.

A IA do Google será o o motor da nova assistente virtual da Apple, repaginada para receber funções baseadas em inteligência artificial. A confirmação reforça o compromisso da dona do iPhone de lançar os novos recursos após uma série de ajustes no cronograma. Segundo rumores, o acordo deve custar à gigante de Cupertino cerca de US$ 1 bilhão (R$ 4,9 bilhões) por ano.

Longo histórico de adiamentos

Plateia observa telão onde se lê "Apple Intelligence"
WWDC 2024 marcou o anúncio da Apple Intelligence (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O caminho para a chegada da Siri inteligente tem sido marcado por adiamentos internos. A Apple adiou a estreia da nova versão da assistente, pela primeira vez, em março de 2025. Na época, ela prometia o lançamento no ano seguinte, e reiterou ao longo do ano que a atualização seria entregue em algum momento de 2026.

Esperava-se que a empresa demonstraria a tecnologia em fevereiro deste ano, mas um novo sinal de adiamento ocorreu no mesmo mês, segundo apuração da Bloomberg. Ainda assim, a Apple confirmou que o projeto continuava previsto para este ano.

A dificuldade para que a tecnologia finalmente veja a luz do dia já balançou cargos dentro da companhia. Os atrasos minaram a confiança do ex-CEO, Tim Cook, no então chefe de IA da companhia, John Giannandrea, que deixou a Apple neste ano.

O que esperar da nova Siri?

A grande mudança deve ocorrer na capacidade da assistente de manter diálogos contínuos e contextuais, de forma mais próxima à experiência oferecida por chatbots. O novo sistema deve permitir a interação mais profunda com apps nativos do ecossistema da Apple, como Mail, Música, Fotos e até o ambiente de desenvolvimento Xcode.

Entre as funcionalidades previstas estão análise e resumo de documentos enviados pelo usuário, edição de imagens por comandos de voz — como recortes e ajustes de cor — e localização e cruzamento de informações entre diferentes fontes.

Como a integração vai funcionar?

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Integração entre Gemini e Apple Intelligence deve usar infraestrutura do Google (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A implementação envolverá uma integração profunda entre as infraestruturas das duas empresas. Por isso, de acordo com o MacRumors, a Apple solicitou que o Google investigasse a configuração de servidores dedicados dentro de seus centros de dados para lidar com o aumento massivo de tráfego esperado.

Ainda não há definição pública se os novos recursos rodarão sob o sistema de Computação em Nuvem Privada da Apple ou se utilizarão integralmente a infraestrutura do Google.

Além do aprimoramento por voz, informações de bastidores revelam que a Siri pode estrear como um aplicativo de chatbot independente no iPhone. Segundo a Bloomberg, a Apple já realiza testes com esse formato para oferecer uma experiência similar à de concorrentes como ChatGPT e o próprio Gemini.

O primeiro contato público com as novidades deve acontecer na Worldwide Developers Conference (WWDC). O evento está previsto para 8 de junho de 2026, data em que a Apple pode apresentar o iOS 27.

Google confirma: Siri com inteligência do Gemini chega ainda em 2026

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WWDC 2024 marca anúncio da Apple Intelligence (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

22 de Abril de 2026, 12:01
Nova TPU 8i trabalha em conjunto com CPUs desenvolvidas pelo Google (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou a oitava geração de TPUs no evento Google Cloud Next.
  • Os chips TPU 8t e TPU 8i serão usados para treinar e fazer inferência em nuvem, e devem chegar ao mercado ainda este ano.
  • Segundo o Google, a separação em duas unidades reduz gasto de energia e custo operacional, permitindo suporte a múltiplos agentes de IA.

O Google quer provar que pode liderar a corrida da inteligência artificial. Durante o evento Google Cloud Next, nesta quarta-feira (22/04), a companhia anunciou a oitava geração das suas Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) — chips criados sob medida pela empresa para acelerar cálculos complexos.

A novidade desta vez é a estratégia. De forma inédita, o hardware foi dividido em dois processadores com funções diferentes: o TPU 8t e o TPU 8i. A dupla chega para preparar a infraestrutura de nuvem da empresa para a nova era dos agentes autônomos (sistemas de IA capazes de tomar decisões e realizar tarefas sozinhos) e, claro, acirrar a disputa contra a poderosa Nvidia.

Segundo o vice-presidente sênior de infraestrutura de IA do Google, Amin Vahdat, as novas TPUs chegam ao mercado ainda este ano. O desenvolvimento teve forte participação do laboratório Google DeepMind, garantindo que o hardware rode nas ferramentas de código aberto mais populares entre os desenvolvedores.

Por que o Google decidiu separar os chips?

Até então, um mesmo chip tentava fazer tudo. Mas o Google percebeu que as duas fases de uma IA — o treinamento e a inferência — passaram a exigir diferenças. Para criar um modelo inteligente, é preciso uma força bruta colossal de computadores trabalhando sem parar durante meses para “devorar” e aprender com montanhas de dados.

Já a inferência é o uso prático. É o momento em que a IA (como o Gemini) já está pronta para responder às perguntas de milhões de usuários ao mesmo tempo. Aqui, o que manda é uma velocidade de resposta imediata (baixa latência) e um acesso ultrarrápido à memória para que o sistema não trave.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, explicou no blog da companhia que essa separação garante a capacidade exata para rodar múltiplos agentes de IA trabalhando em equipe, entregando respostas na hora e, principalmente, reduzindo o gasto de energia e o custo operacional dos servidores.

Logotipo do Google
Novidade chega para dar conta da nova era dos agentes autônomos (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

TPUs 8t e 8i

Para a pesada fase de estudos, o Google criou o TPU 8t. O foco desse componente é escalar a operação sem perder a estabilidade. O Google garante que o 8t entrega 2,8 vezes mais poder de processamento do que a geração passada, mantendo a mesma faixa de preço.

Na outra ponta, focada no usuário final, atua o TPU 8i, que traz 288 GB de memória ultrarrápida integrada. Ele trabalha em conjunto com as novas CPUs Axion (processadores do próprio Google baseados na arquitetura Arm) e usa um sistema de rede interno que encurta pela metade a distância que os dados precisam viajar. O resultado, segundo a empresa, é um desempenho 80% maior por cada dólar que o cliente investe.

Ecossistema multibilionário

O Google ainda é um dos maiores compradores de chips da Nvidia no mundo. No entanto, fortalecer suas próprias TPUs dentro do Google Cloud é uma cartada para reter clientes, oferecer preços mais competitivos e ter maior controle sobre suas margens de lucro.

Os números justificam esse investimento. Como lembra a CNBC, analistas da DA Davidson fizeram uma estimativa de que a divisão de negócios de TPUs, somada às operações do laboratório DeepMind, já representa um valor de mercado colossal, beirando os US$ 900 bilhões.

Mesmo antes de chegar ao mercado, a oitava geração já tem demanda garantida de parceiros comerciais de peso. A startup Anthropic se comprometeu a usar esses novos chips, assim como laboratórios de pesquisa vinculados ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

O que é Google Play? Conheça as funcionalidades da loja de apps do Google

22 de Abril de 2026, 10:28
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play funciona a “central de distribuição” de apps para dispositivos Android (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

O Google Play funciona como o principal hub de mídias e aplicativos para dispositivos com o sistema operacional Android. Desenvolvida pelo Google, a plataforma centraliza downloads seguros de ferramentas, jogos e conteúdos essenciais para o dia a dia do usuário.

Vinculada à conta Google, a pessoa sincroniza automaticamente a biblioteca de apps, livros e filmes entre smartphones, tablets e outros aparelhos. Essa integração facilita a gestão de softwares e permite que as preferências acompanhem os usuários em qualquer tela.

O acesso ao Google Play é totalmente gratuito, embora o catálogo ofereça tanto softwares grátis quanto opções pagas e assinaturas premium. As transações financeiras são protegidas por criptografia, garantindo que as compras e investimentos digitais ocorram com máxima segurança.

A seguir, conheça detalhadamente o que é o Google Play, seu funcionamento e recursos disponíveis. Também saiba as diferenças da plataforma com o Google Play Services e a App Store.

O que é Google Play?

O Google Play é o centro oficial de distribuição do Android, reunindo aplicativos, jogos e mídias digitais vinculadas diretamente a uma conta Google. A plataforma simplifica o ecossistema mobile, garantindo downloads seguros e a sincronização automática de conteúdos entre diversos dispositivos.

Para que serve o Google Play?

O Google Play atua como a vitrine digital do ecossistema Android, centralizando o download e a atualização de apps, jogos e conteúdos multimídia com segurança. A plataforma automatiza o gerenciamento de software, garantindo que as ferramentas e o entretenimento estejam sempre otimizados e protegidos contra vulnerabilidades.

Google Play Store (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
O Google Play simplifica o download e o gerenciamento de apps nos aparelhos com sistema Android (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Como funciona o Google Play

O Google Play funciona integrado a uma conta Google, sincronizando downloads e licenças automaticamente via nuvem em diferentes dispositivos. A interface facilita a instalação de pacotes de dados e protege transações financeiras com camadas robustas de criptografia. 

A loja possui um catálogo híbrido onde softwares gratuitos dividem espaço com mídias pagas e ferramentas de compra única. Rótulos informativos ajudam a identificar o que é premium, permitindo que o usuário controle o orçamento digital com clareza.

Aplicativos complexos geralmente exigem pagamento antecipado para liberar o download e o acesso total aos recursos. Já o modelo freemium monetiza por meio de anúncios ou assinaturas recorrentes, garantindo a manutenção contínua do serviço.

O formato de compras in-app varia de acordo com o aplicativo. Alguns softwares oferecem formas de pagamento próprias, enquanto outros utilizam o Google Play para a intermediação financeira por meio de métodos salvos, como cartões ou saldo vinculados à conta Google.

ilustração sobre o Google Play
O Google Play centraliza o catálogo de softwares do sistema operacional Android (imagem: Reprodução/Google)

O que eu posso fazer no Google Play?

O Google Play vai além de uma vitrine de aplicativos, sendo o ecossistema central para quem busca produtividade e diversão em dispositivos Android. Essas são algumas funcionalidades disponíveis na plataforma:

  • Download e gestão multiplataforma: permite instalar aplicativos em smartphones, tablets, smart TVs e smartwatches, garantindo que os softwares essenciais funcionem de forma síncrona em múltiplos dispositivos compatíveis;
  • Gestão de biblioteca e atualizações de apps: centraliza a manutenção do sistema para otimizar a segurança e o desempenho, facilitando a reinstalação de programas vinculados à conta Google;
  • Catálogo de jogos e entretenimento: possibilita encontrar diversos jogos mobiles, oferecendo desde títulos casuais até experiências complexas que rodam offline ou em disputas competitivas com jogadores de todo o mundo;
  • Consumo de mídia e sincronização de progresso: disponibiliza um acervo vasto de filmes e livros digitais para compra ou aluguel, permitindo transições fluidas entre dispositivos sem perder o ponto da leitura;
  • Administração de assinaturas e pagamentos: organiza todos os serviços recorrentes e métodos de pagamento em um só painel, garantindo controle total sobre gastos com streaming e ferramentas profissionais;
  • Segurança familiar e filtros de conteúdo: oferece recursos de controle parental para gerenciar o que as crianças acessam, permitindo estabelecer limites de tempo de uso e aprovar transações financeiras remotamente.
Imagem mostra a tela de cancelar assinatura da Google Play Store
O Google Play possibilta gerenciar assinaturas pelo celular e PC (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Google Play é pago para usar?

O acesso ao Google Play é gratuito e não exige taxas de adesão, funcionando como um ecossistema digital para o download de diversos softwares e mídias. A cobrança ocorre apenas na compra de aplicativos premium ou na aquisição direta de produtos como livros e filmes.

Muitas ferramentas adotam o modelo freemium, liberando o uso básico, mas cobrando por compras in-app ou assinaturas para remover anúncios. Há ainda o Google Play Pass, serviço opcional que libera um vasto catálogo de aplicativos mediante um valor fixo.

É possível baixar o Google Play no iPhone?

Não dá para instalar o Google Play no iPhone, já que o iOS da Apple é um ecossistema fechado que restringe lojas externas. Os aplicativos do Android utilizam a extensão APK, um formato de arquivo que o hardware e o sistema da Maçã simplesmente não conseguem processar nativamente.

Essa barreira técnica existe porque as APIs de ambos os sistemas falam “línguas” diferentes. Mesmo com modificações arriscadas no sistema, o iPhone rejeita esses apps por falta de bibliotecas de código compatíveis, mantendo ambas as plataformas em ecossistemas totalmente isolados.

ilustração sobre o Google Play
O Google Play é uma plataforma de apps exclusiva dos dispositivos Android (imagem: Reprodução/Google)

Por que o Google Play não funciona?

Existem diversos fatores que podem impedir o funcionamento do Google Play. Os principais motivos são:

  • Conexão instável ou limitada: a loja exige conexão constante via Wi-Fi ou dados móveis para validar licenças e processar o download de pacotes pesados;
  • Acúmulo de cache e dados: arquivos temporários podem sofrer erros de leitura no armazenamento, travando a interface e impedindo que novas buscas sejam processadas corretamente;
  • Serviços Google desatualizados: o Google Play Services atua como a infraestrutura invisível do sistema. Se estiver defasado, a autenticação e a integração entre apps falham;
  • Versão obsoleta da Play Store: sem patches de segurança e estabilidade, o próprio aplicativo da loja pode apresentar telas em branco ou recusar o carregamento de imagens e ícones;
  • Armazenamento interno insuficiente: a falta de espaço físico impede a descompressão de novos arquivos, mantendo os downloads em um estado de “pendente” que não se resolve sozinho;
  • Erro na sincronização de data e hora: o sistema usa o relógio para validar certificados de segurança. Um horário errado faz com que os servidores do Google rejeitem a conexão;
  • Conflitos de autenticação na conta: problemas com login ou métodos de pagamento inválidos podem gerar alertas de segurança que restringem o acesso à biblioteca de compras;
  • Incompatibilidade de firmware ou hardware: versões muito antigas do Android dificultam a tentativa de instalar o Google Play no celular de forma estável, já que o suporte oficial é removido;
  • Indisponibilidade dos serviços Google: em casos raros, o problema pode ser uma queda global nos servidores ou restrições geográficas que bloqueiam conteúdos específicos no Brasil.
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play necessita estar constantemente conectado a internet para funcionar corretamente (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Tem como desativar o Google Play no celular?

Embora não seja possível desinstalar o Google Play sem permissões de acesso total ao sistema, o usuário pode desativá-lo nas configurações de aplicativos. Essa ação oculta o ícone do menu e interrompe o download de novos conteúdos, funcionando como uma suspensão do serviço.

No entanto, é preciso cautela, pois desativar o Google Play Services pode instabilizar o Android e comprometer funções essenciais, como a geolocalização. Outros softwares instalados também podem apresentar falhas em notificações e na sincronização de dados após essa restrição.

Qual é a diferença entre Google Play e Google Play Services?

O Google Play é a vitrine digital de conteúdo, acessada pelo app Play Store para o usuário baixar e gerenciar aplicativos, jogos e mídias manualmente. Ele funciona como um ambiente de interação direta, onde o usuário controla a conta e as instalações no dispositivo.

O Google Play Services é a camada invisível que conecta hardware e softwares, garantindo que recursos como geolocalização e autenticação funcionem sem interrupções. Ele opera em segundo plano como uma estrutura crítica de APIs, mantendo a segurança e a integração do sistema.

Qual é a diferença entre Google Play e App Store?

O Google Play é o “marketplace” oficial do ecossistema Android, atuando como uma vitrine integrada à conta Google para sincronizar aplicativos e mídias. A arquitetura prioriza a flexibilidade, permitindo uma distribuição em massa que se adapta a diversos fabricantes de hardware e diferentes especificações técnicas.

A App Store é a plataforma exclusiva da Apple para os sistemas da marca, sendo a única porta de entrada oficial para softwares em iPhones, iPads e Macs. O destaque da loja é o manual review, um rigoroso processo de curadoria humana que valida critérios de privacidade e design antes de qualquer lançamento.

O que é Google Play? Conheça as funcionalidades da loja de apps do Google

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Reprodução/Google)

Saiba como cancelar assinaturas na Google Play Store pelo celular e PC (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: Reprodução/Google)

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

17 de Abril de 2026, 13:42
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia propôs que Google compartilhe dados de busca com rivais para cumprir legislação de concorrência da região;
  • Google teria que fornecer dados de pesquisa como classificação, consultas, cliques e visualizações;
  • companhia já manifestou que é contrária às medidas apresentadas pela Comissão Europeia e que lutará contra elas.

A DMA (Lei dos Mercados Digitais) da União Europeia visa tornar o setor de tecnologia mais equilibrado em termos de competitividade nos países do bloco. É com base nessa lei que a Comissão Europeia propôs medidas para que o Google se adeque ao regulamento. Entre elas está o de que a companhia divida determinados dados de seu mecanismo de busca com concorrentes.

De acordo com a própria entidade, “o objetivo das medidas é permitir que mecanismos de busca online de terceiros, ou ‘beneficiários de dados’, otimizem seus serviços de pesquisa e contestem a posição do Google Search”.

Ainda de acordo com a Comissão Europeia, isso significa que o Google teria que compartilhar, com companhias rivais, “dados de pesquisa, como dados de classificação, consultas, cliques e visualizações, em termos justos, razoáveis e não discriminatórios”.

O compartilhamento também incluiria dados de pesquisas a partir de chatbots de IA, ou seja, feitos via Gemini.

A razão disso é um tanto óbvia: o Google é o mecanismo de busca mais popular da web, inclusive na Europa; teoricamente, o compartilhamento desses dados faria o Google ser menos dominante no segmento de buscas online, criando o equilíbrio concorrencial que é almejado pela DMA.

Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

O Google aceitará o que a Comissão Europeia propõe?

O que a Comissão Europeia fez foi propor medidas para que o Google se adeque à DMA, mas, até o momento, não há nenhuma imposição para que a companhia siga as orientações da entidade. Uma decisão só deverá ser anunciada pelo órgão no fim de julho deste ano. Enquanto isso, Google e outras partes interessadas podem enviar comentários a respeito.

De todo modo, à Reuters, o Google já sinalizou que não concorda com as medidas:

Centenas de milhões de europeus confiam ao Google suas buscas mais sensíveis — incluindo perguntas privadas sobre sua saúde, família e finanças — e a proposta da Comissão nos obrigaria a entregar esses dados a terceiros, com proteções de privacidade perigosamente ineficazes.

Clare Kelly, conselheira sênior de concorrência do Google

Não surpreende. O que a Comissão Europeia propõe não é pouca coisa. Os dados que o Google teria que compartilhar com rivais são tão sensíveis para o negócio de buscas que, pior do que isso, seria apenas a imposição de que a companhia compartilhasse a sua própria tecnologia de pesquisa.

Seja como for, o imbróglio do Google na Europa está longe do fim. Há pouco mais de um ano que a companhia foi acusada de violar a DMA. De lá para cá, a empresa anunciou algumas medidas de ajustes que, até agora, foram consideradas insuficientes.

Vale lembrar que, ainda no âmbito da DMA, uma das investigações mais recentes da União Europeia, iniciada em novembro de 2025, tenta apurar se o Google estaria prejudicando veículos jornalísticos nos resultados de buscas.

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

17 de Abril de 2026, 12:35
Ilustração mostra um laptop cercado por biscoitos. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Pesquisadores afirmam que uma linha de código resolveria o problema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Auditoria da webXray analisou o tráfego de mais de 7 mil sites e encontrou instalação de cookies após recusa em 55% dos casos.
  • Segundo a empresa, 78% dos banners de consentimento não executaram ações para garantir a escolha do visitante.
  • Google, Microsoft e Meta foram apontadas por ignorar recusas de privacidade, mas todas negaram as acusações.

Você já perdeu tempo clicando em “rejeitar tudo” naqueles banners de cookies ao acessar um site? É uma ação de rotina, mas talvez ela não tenha efeito nenhum. Uma auditoria independente de tráfego web revelou que gigantes da tecnologia — incluindo Google, Microsoft e Meta — continuam rastreando os usuários na internet, mesmo após a recusa explícita.

Procuradas pelo portal 404 Media, as três companhias contestaram o levantamento e rejeitaram as conclusões. O Google afirmou que o relatório parte de um “mal-entendido fundamental” sobre o funcionamento de seus produtos e garantiu que respeita a exclusão exigida por lei.

A Microsoft argumentou que a privacidade é prioridade, justificando que certos cookies são tecnicamente indispensáveis para o funcionamento das páginas, devendo ser instalados mesmo sem a aprovação do usuário. Já a Meta declarou oferecer o recurso de Uso Limitado de Dados, que permite que os próprios sites indiquem as permissões que possuem, restringindo os dados repassados à empresa.

Apesar das justificativas, o levantamento, conduzido na Califórnia em março pela empresa webXray, sugere que as corporações frequentemente ignoram os pedidos de privacidade por encararem possíveis sanções bilionárias como uma espécie de custo operacional.

Clicar em “rejeitar cookies” não protege o usuário?

Cookies
Banners não executam o bloqueio de cookies na prática (imagem: Cleo Stracuzza/Unsplash)

Os pop-ups de consentimento inundaram a web nos últimos anos como resposta a legislações mais rigorosas. A premissa era garantir que o internauta tivesse a opção real de bloquear o rastreamento publicitário. A pesquisa, que analisou o tráfego de mais de 7 mil sites populares, mostrou que, na prática, essa regra é amplamente burlada.

O problema está em uma falha nas Plataformas de Gerenciamento de Consentimento (CMPs), os sistemas responsáveis por exibir e gerenciar os banners nas páginas. Segundo o levantamento, em 55% dos sites avaliados, os cookies são instalados mesmo após a recusa formal. Pior ainda: 78% desses banners de consentimento não executam qualquer ação nos bastidores para garantir a escolha do visitante.

A webXray também destaca ainda um grave conflito de interesses. O Google, um dos maiores distribuidores de cookies do mundo, opera um serviço chamado “Cookiebot”, que certifica essas mesmas plataformas de consentimento. O resultado final é: nenhuma delas funciona com 100% de eficácia.

Bilhões tratados como despesa operacional

A auditoria estima que as empresas de tecnologia podem ter que pagar cerca de US$ 5,8 bilhões em multas (quase R$ 29 bilhões na cotação atual) em vez de cumprirem as normas. O detalhamento divulgado ilustra o tamanho do problema:

  • Google: a empresa ignorou 86% das solicitações de desativação. Segundo o relatório, o rastreamento se manteve ativo em 77% dos sites de clientes. A multa potencial para a gigante das buscas é estimada em US$ 2,31 bilhões.
  • Meta: a infraestrutura da empresa de Mark Zuckerberg apresentou uma taxa de falha de 69%, com rastreamento ativo em 21% dos sites. A auditoria aponta que o código fornecido pela Meta dispara o evento de rastreamento sem sequer verificar as preferências do consumidor. A estimativa aponta que a empresa estaria sujeita a até US$ 9,3 bilhões em sanções acumuladas.
  • Microsoft: a companhia ignorou cerca de metade dos sinais de desativação e continuou monitorando os visitantes em 35% dos sites analisados. As multas estimadas nesse caso rondam a casa dos US$ 390 milhões.

Solução é mais simples do que parece

Mesmo com as defesas apresentadas pelas gigantes da tecnologia, a webXray sustenta que a solução para o impasse seria extremamente simples. Na visão da auditoria, bastaria adicionar uma única linha de código. Quando o servidor recebe o sinal de recusa, ele deveria apenas retornar o código de status HTTP 451 (Não Disponível por Motivos Legais).

Isso indicaria que o conteúdo publicitário não pode ser exibido devido à opção de privacidade do consumidor, bloqueando imediatamente a instalação do cookie.

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cookies de terceiros rastreiam usuário em diferentes sites (Imagem: Cleo Stracuzza / Unsplash)

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

10 de Abril de 2026, 10:33
Arte mostra três logotipos do Gmail, parecendo envelopes estilizados, flutuando em um fundo branco que se mistura a um azul claro. O logo maior, em primeiro plano, tem suas abas em vermelho, azul, verde e amarelo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Contas gratuitas do Google ficam de fora (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google liberou a criptografia de ponta a ponta no aplicativo do Gmail para Android e iPhone. O recurso usa Criptografia do Lado do Cliente e impede o acesso do Google ao conteúdo das mensagens.
  • O recurso vale para contas corporativas e instituições de ensino. O acesso exige Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard, mais os complementos Assured Controls ou Assured Controls Plus.
  • O administrador de TI ativa a função no servidor. No app do Gmail, o usuário toca em novo e-mail, depois no ícone de cadeado e na opção “Criptografia adicional”. O recurso já está disponível no Brasil.

O Google expandiu a tecnologia de criptografia de ponta a ponta para o aplicativo oficial do Gmail nos celulares. A partir de agora, usuários de Android e iPhone ganham uma camada extra de proteção que garante a confidencialidade de dados sigilosos no ambiente corporativo. O bloqueio impede até mesmo a própria gigante de buscas ou terceiros de acessarem ou interceptarem o conteúdo das mensagens.

Segundo detalhes divulgados no blog oficial do Google Workspace, a novidade permite redigir e ler emails de alta segurança direto pelo aplicativo móvel. A grande sacada é a praticidade: a empresa eliminou a necessidade de softwares adicionais ou chaves de decodificação complexas.

Na prática, a ferramenta funciona sob o modelo de Criptografia do Lado do Cliente (CSE, na sigla em inglês). Diferentemente da proteção padrão do serviço — onde o Google gerencia as chaves criptográficas —, no modelo CSE é a própria organização que mantém o controle total, ou seja, essas chaves ficam armazenadas fora dos servidores do Google.

A versão web do Gmail já contava com o modelo CSE desde o início de 2023. A adaptação para os smartphones começou a ser testada em fase beta em abril de 2025 e chega agora em sua versão final.

Quem pode usar a nova criptografia do Gmail no celular?

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)
Recurso de segurança exige assinaturas específicas (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Se você usa o e-mail tradicional do Google no dia a dia, não crie expectativas. O recurso não está disponível para contas gratuitas (com o sufixo @gmail.com) e também deixa de fora os planos básicos do Google Workspace. O foco aqui é o mercado corporativo e as instituições de ensino.

Para ter acesso, a organização precisa possuir licenças específicas (Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard). E não para por aí: a empresa também precisa ter adquirido alguns complementos (Assured Controls ou Assured Controls Plus). Sem esse combo comercial, a função nem aparece no aplicativo.

A experiência de quem recebe o email blindado também depende da plataforma. Se o destinatário também usar o aplicativo oficial do Gmail no celular, a mensagem será entregue e exibida como uma conversa normal na caixa de entrada, com toda a decodificação acontecendo silenciosamente em segundo plano. Mas e se a pessoa usar outro cliente de e-mail, como o Outlook? Aí o processo muda. O usuário recebe uma notificação e é direcionado para abrir, ler e responder à mensagem pelo navegador web do próprio smartphone.

Como ativar a criptografia adicional no Gmail?

A liberação exige que o departamento de TI dê o primeiro passo. Os administradores da rede precisam habilitar o suporte ao recurso para os clientes Android e iOS. Com tudo liberado no servidor, enviar uma mensagem blindada pelo celular é simples:

  1. Abra o aplicativo do Gmail e toque no botão para criar uma nova mensagem;
  2. Na tela de composição, toque no ícone de cadeado;
  3. No menu suspenso, selecione a opção “Criptografia adicional”.
Usuários devem ativar opção “Criptografia adicional” antes de enviar mensagens (imagem: reprodução/Google)

A partir desse momento, tanto o texto digitado quanto qualquer anexo inserido serão criptografados no próprio aparelho, antes mesmo de começarem a trafegar pela internet.

O recurso já está disponível no Brasil?

A novidade já está liberada para o mercado brasileiro, mas segue a mesma cartilha global e não há período de testes gratuito para usuários comuns e empresas com planos mais acessíveis (como o Business Starter ou Business Standard). Qualquer corporação ou instituição de ensino no Brasil que assine o combo exigido já pode configurar e utilizar a ferramenta de criptografia em seus aparelhos móveis.

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

YouTube esconde botão e deixa mais difícil pular anúncios

8 de Abril de 2026, 14:43
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Plataforma do Google testa mudanças na interface (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube testa ocultar o botão de pular anúncios em alguns formatos de interface.
  • O botão continua ativo, mas o usuário precisa interagir com o cartão de anúncio ou girar o celular para expô-lo.
  • O YouTube testa anúncios não puláveis de 90 segundos em smart TVs. A documentação oficial ainda cita o limite de 30 segundos.

Se você não é assinante do YouTube Premium, deve ter notado que a experiência gratuita está ficando cada vez mais burocrática. Novos relatos indicam que o Google está testando táticas ainda mais agressivas para que o usuário veja os anúncios até o fim.

As novidades incluem uma mudança de interface que “esconde” o botão de pular e o aumento da duração de anúncios ininterruptos em smart TVs para 90 segundos. Vale lembrar que, há um mês, noticiamos aqui no Tecnoblog que a plataforma havia começado a exibir anúncios de 30 segundos sem opção de pular nas TVs.

As alterações foram detalhadas pelo portal Android Police nesta quarta-feira (08/04) e sugerem que o YouTube está refinando a forma como entrega comerciais para maximizar o tempo de tela — ou, no mínimo, para tornar a assinatura paga uma opção quase irresistível para quem busca conveniência.

Onde foi parar o botão “Pular”?

Alguns usuários notaram que o botão “Pular”, tradicionalmente posicionado no canto inferior direito do player, havia sido removido. No entanto, o que parece um erro técnico pode ser, na verdade, um novo teste de design que sobrepõe elementos da interface de forma estratégica.

Segundo informações do site PiunikaWeb, o YouTube está experimentando um novo formato de “cartão de anúncio” interativo que fica posicionado exatamente sobre o comando de ignorar a publicidade.

Essa escolha de layout impede o clique imediato no botão, dando a entender que a opção de avançar para o conteúdo principal foi desabilitada.

Captura de tela mostra um anúncio no YouTube para celular sem opção de pular
Anúncio sobrepõe o botão de “Pular” no app para celular (imagem: reprodução/Reddit)

Discussões no Reddit revelaram que o comando continua ativo, mas estaria escondido. Para recuperá-lo, o espectador precisa interagir com o cartão, deslizando-o para baixo.

Outra alternativa identificada seria girar o celular para o modo paisagem, forçando o player a reorganizar os elementos na tela e expondo o botão oculto.

YouTube pode exibir anúncios de 90 segundos sem pausa

Se no mobile o problema é a interface, nas smart TVs o obstáculo é o tempo. Novos relatos indicam que o YouTube expandiu esse limite para 90 segundos em determinados casos.

De acordo com o Android Authority, a mudança ainda não foi implementada globalmente, sugerindo uma fase de testes regionais para medir a rejeição do público. No Reddit, usuários compartilharam capturas de tela mostrando cronômetros de um minuto e meio em anúncios que não oferecem nenhuma opção de interrupção.

Imagem exibe o símbolo de anúncio de 90 segundos em uma smart TV rodando o YouTube
Cronômetro indica comercial obrigatório de 90 segundos na TV (imagem: reprodução/Reddit)

Diferente dos anúncios de 30 segundos, essa opção de publicidade de 90 segundos não pulável não foi oficialmente comunicada pelo Google. A documentação oficial ainda cita o limite de 30 segundos nas TVs.

YouTube Premium é a forma oficial de burlar publicidade

Para especialistas, a estratégia do Google é clara: ao tornar a experiência gratuita mais cansativa — seja dificultando o acesso a botões ou aumentando o tempo de espera nas TVs —, a plataforma reduz a resistência do usuário em abrir a carteira.

Vale lembrar que o YouTube vem travando uma batalha técnica contra os bloqueadores de anúncios desde o ano passado. No Brasil, os preços da assinatura são os seguintes:

  • Individual: R$ 26,90 por mês
  • Individual anual: R$ 269 (equivalente a R$ 22,41 por mês)
  • Família: R$ 53,90 por mês (para até cinco pessoas)
  • Estudante: R$ 16,90 por mês
  • Premium Lite: R$ 16,90 por mês (opção com menos funcionalidades)

YouTube esconde botão e deixa mais difícil pular anúncios

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google erra uma em cada 10 respostas nos Resumos de IA, aponta estudo

8 de Abril de 2026, 12:29
Ilustração com uma lupa sobre uma caixa de busca. Atrás estão alguns robôs. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Análise aponta falhas nos Resumos de IA do Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Estudo indica que os Resumos de IA do Google erram cerca de 10% das respostas, mesmo após ganhos de precisão com o Gemini 3.
  • A pesquisa, feita pela Oumi a pedido do The New York Times, mostra que os resultados passaram a citar com mais frequência fontes inconsistentes.
  • Análise também aponta o uso recorrente de conteúdos frágeis e risco de manipulação.

Como parte de sua estratégia de IA, o Google lançou os Resumos de IA, passando a fornecer respostas diretas com base em conteúdos da web. A proposta é agilizar a busca, mas pode comprometer a precisão.

Uma análise da Oumi, startup focada no desenvolvimento e treinamento de modelos de IA, encomendada pelo The New York Times, indica falha em cerca de uma a cada dez pesquisas. Em escala, isso pode representar dezenas de milhões de erros por hora, já que estamos falando de mais de cinco trilhões de buscas por ano.

O estudo usou o benchmark SimpleQA, comum no setor, e avaliou 4.326 buscas em dois momentos: outubro de 2024, com o Gemini 2, e fevereiro de 2025, após a atualização para o Gemini 3.

Mais preciso, porém menos verificável

Captura de tela do Google mostrando uma Visão Geral de IA para a pesquisa "como economizar bateria do iPhone", com um resumo de texto gerado por IA e um resultado orgânico do Tecnoblog.
Exemplo de “Visão Geral de IA” do Google (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Os resultados comprovaram uma melhora de um modelo para o outro: com Gemini 2, os Resumos de IA acertavam 85% das vezes; com Gemini 3, esse índice subiu para 91%.

Entretanto, a evolução apresentou uma nova fragilidade. Em outubro, 37% das respostas corretas continham links de apoio que não sustentavam completamente a informação apresentada. Com o Gemini 3, essa proporção disparou para 56%.

Além disso, das 5.380 fontes analisadas, Facebook e Reddit figuram como a segunda e quarta fontes mais citadas. Quando os resumos estavam corretos, a rede social da Meta era citada em 5% dos casos; quando estavam errados, esse percentual subia para 7%.

O próprio Google publicou resultados internos semelhantes. Segundo o NYT, na análise da empresa, o Gemini 3 produziu informações incorretas 28% das vezes operando isoladamente.

Fragilidade das fontes

Segundo o jornal, ao ser perguntado sobre o ano em que a casa de Bob Marley virou museu, a ferramenta respondeu 1987. Na verdade, foi em 11 de maio de 1986, no quinto aniversário de sua morte.

As três fontes citadas eram problemáticas:

  • Uma página no Facebook de Cedella Marley, com fotos da visita, mas sem a data de inauguração;
  • Um blog de viagem (“Adventures From Elle”), com informações imprecisas;
  • A página do museu na Wikipédia, com datas contraditórias — 1986 em um trecho, 1987 em outro.

Noutro caso, o Google identifica uma fonte confiável, mas interpreta mal a informação. Ao perguntar qual rio faz divisa com o lado oeste de Goldsboro (Carolina do Norte, EUA), o sistema indicou o Neuse — que fica ao sudoeste.

A fonte citada, o site de turismo local, apenas informava que o Neuse passa pela cidade; a IA inferiu, de forma errada, que ele delimita o lado oeste. Na realidade, ali está o Little River.

Há ainda casos em que, mesmo com a informação correta na fonte, a ferramenta chega à conclusão errada. E erra também nos detalhes: acerta o dado principal, mas adiciona informações incorretas.

IA pode ser enganada

Para além do conteúdo, os Resumos de IA passaram a gerar desconfiança: parecem manipuláveis. O jornal cita o teste de Thomas Germain, do podcast The Interface, da BBC, que publicou um artigo fictício sobre um campeonato de comer cachorro-quente na Dakota do Sul, que ele mesmo teria vencido. Um dia depois, ao pesquisar no Google, aparecia nas respostas como referência.

“Ele estava cuspindo o conteúdo do meu site como se fosse a pura verdade”, disse. O caso, assim como o da casa de Bob Marley, indica que o Google não sinaliza falta de fontes diversas nem possíveis imprecisões.

O que diz o Google

Google (Imagem: Vitor Páduo/Tecnoblog
Google afirma que testes não refletem buscas reais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O porta-voz do Google, Ned Adriance, contestou a metodologia da Oumi. Em comunicado, afirmou que o estudo tem “falhas sérias”, não reflete buscas reais e usa o teste SimpleQA — criado pela OpenAI —, que conteria informações incorretas. Adriance afirma que os recursos de IA usam as mesmas proteções contra spam da busca.

A falha está entre as preocupações da imprensa brasileira no inquérito em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investiga desde 2019 possível abuso de posição dominante do Google. A empresa nega que a IA tenha impacto negativo e diz que a queda de audiência ocorre por outros fatores, como mudanças de modelo de consumo.

Google erra uma em cada 10 respostas nos Resumos de IA, aponta estudo

Google desativa rolagem infinita nas buscas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

7 de Abril de 2026, 17:48
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia
Funcionário da Meta, que já foi demitido pela empresa, teve acesso indevido a cerca de 30 mil imagens no Facebook (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Resumo
  • Ex-funcionário da Meta no Reino Unido baixou cerca de 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook;
  • A Meta afirmou que detectou o caso internamente, notificou a polícia de Londres, demitiu o funcionário e avisou aos usuários afetados;
  • A investigação aponta que o homem criou um software para burlar a segurança da plataforma, foi preso em novembro de 2025 e responde em liberdade após fiança.

Um funcionário da Meta no Reino Unido é acusado de baixar milhares de fotos de usuários do Facebook. Segundo a empresa, o homem foi demitido assim que o caso foi notificado e está sendo investigado pela unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres.

De acordo com o material compartilhado pela agência PA Media, foram aproximadamente 30 mil imagens privadas de usuários da principal rede social da Meta. O caso foi repercutido pelo jornal britânico The Guardian.

A principal linha de investigação aponta que o ex-funcionário da empresa, que tem cerca de 30 anos de idade, desenvolveu um software capaz de driblar os mecanismos de segurança da plataforma e acessar essas imagens.

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)
Imagens privadas foram acessadas pelo agora ex-funcionário por meio de software que driblou sistema de segurança (Imagem: Austin Diesel/Unsplash)

De acordo com a Meta, as contas afetadas já foram notificadas de que o download ocorrei e de que os sistemas de segurança foram atualizados para reforçar o bloqueio a futuros acessos indevidos. Além disso, a Meta afirma que a situação toda foi identificada internamente há cerca de um ano e prontamente levada à polícia.

Segundo a BBC, o homem chegou a ser preso em novembro de 2025, mas responde pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. Enquanto o caso está em andamento, ele precisa avisar à Polícia Metropolitana de Londres caso tenha intenção de fazer qualquer viagem internacional.

Casos recentes da Meta na Justiça

Essa não é a primeira vez que a Meta esbarra no problema da falta de segurança para os dados de clientes. Em 2024, por exemplo, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) processou a empresa em 91 milhões de euros (pouco mais de R$ 540 milhões) por guardar senhas utilizadas em suas redes sociais sem nenhum tipo de criptografia.

Já em 2022, a mesma DPC cobrou 265 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) da Meta por conta de um vazamento com milhares de informações pessoais de usuários no Facebook.

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)

Anthropic anuncia acordo com Google e Broadcom para fornecimento de computação

7 de Abril de 2026, 17:39

A Anthropic anunciou um acordo com o Google e com a Broadcom para ampliar sua infraestrutura de computação em inteligência artificial. A iniciativa busca sustentar o crescimento acelerado da demanda pelos modelos da linha Claude, especialmente no segmento corporativo.

Segundo a empresa, os novos contratos expandem o uso das unidades de processamento de tensores (TPUs) do Google Cloud (chips desenvolvidos para tarefas avançadas de IA). O acordo também aprofunda uma parceria que já existe desde outubro de 2025. Na ocasião, o acordo previa mais de um gigawatt de capacidade computacional – número que, agora, será ampliado.

A Anthropic não divulgou oficialmente os detalhes completos da expansão, incluindo a quantidade de poder computacional prevista. No entanto, documentos recentes da Broadcom indicam que o novo contrato pode envolver até 3,5 gigawatts de poder computacional.

Segundo o TechCrunch, a maior parte dessa estrutura deverá ser instalada nos Estados Unidos, alinhada ao plano da empresa de investir US$ 50 bilhões em infraestrutura no país. A nova capacidade deve entrar em operação a partir de 2027.

De acordo com a companhia, o movimento representa o maior investimento em computação já realizado pela Anthropic até o momento:

Essa parceria inovadora com o Google e a Broadcom é uma continuidade da nossa abordagem disciplinada para escalar a infraestrutura: estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto em nossa base de clientes, ao mesmo tempo em que permitimos que Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA. Estamos fazendo nosso maior investimento em computação até o momento para acompanhar nosso crescimento sem precedentes.

Krishna Rao, CFO da Anthropic
claude pentágono
Nem a briga com o governo dos EUA foi suficiente para barrar a demanda pelo Claude – Imagem: RixAiArt / Shutterstock

Expansão da Anthropic e do Claude

O anúncio ocorre em meio a uma rápida expansão do negócio da Anthropic. A desenvolvedora registrou um salto expressivo em sua receita anualizada, que passou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para cerca de US$ 30 bilhões atualmente. A base de clientes também cresceu, com mais de mil empresas gastando acima de US$ 1 milhão por ano com as soluções.

Esse avanço foi impulsionado pela adoção crescente de modelos de IA generativa em ambientes corporativos. A empresa também concluiu recentemente uma rodada de financiamento Série G de US$ 30 bilhões, que elevou sua avaliação de mercado para US$ 380 bilhões.

Apesar do crescimento, a Anthropic já foi apontada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos como um potencial risco para a cadeia de suprimentos – um fator que, por ora, não impediu a expansão da demanda pelos serviços. O Olhar Digital deu os detalhes sobre a briga da empresa com o governo norte-americano neste link.

O post Anthropic anuncia acordo com Google e Broadcom para fornecimento de computação apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (finalmente)

7 de Abril de 2026, 15:45
Google começa a liberar abas verticais no Chrome
Google começa a liberar abas verticais no Chrome (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google começou a liberar abas verticais no Chrome para desktops em 07/04; recurso mostra as abas em uma coluna lateral e pode ser ativado com clique do mouse;
  • coluna lateral das abas pode ser recolhida por um ícone no topo, função que libera espaço de tela;
  • Google também atualizou o modo de leitura do Chrome para uma interface mais amigável.

Demorou, mas o dia chegou: o Google começou a liberar o modo de abas verticais no Chrome para desktops. Essa não é a única novidade: o navegador agora também conta com um modo de leitura aprimorado para permitir que você leia páginas web sem distrações.

O modo de abas verticais faz o Chrome exibir a lista de páginas abertas em uma coluna lateral, um modo de visualização alternativo em relação à tradicional abordagem que coloca uma guia ao lado da outra no topo do navegador.

As abas verticais vinham sendo testadas no Chrome pelo menos desde 2025 e, convenhamos, demoraram para serem disponibilizadas oficialmente. O recurso já existe em outros navegadores. É o caso do Firefox, que suporta abas verticais desde a versão 136, lançada em março do ano passado.

Chegando tarde ou não, a novidade pode ser ativada no Chrome da seguinte forma: clique com o botão direito do mouse na área de abas e, no menu que surgir, escolha a opção de abas verticais. Observe que a coluna lateral que exibe as abas pode ser contraída por meio de um ícone no topo para liberar espaço de visualização de página, o que pode ser útil em notebooks com telas pequenas.

Coluna de abas verticais no Chrome para desktops
Coluna de abas verticais no Chrome para desktops (imagem: reprodução/Google)

E o novo modo de leitura do Chrome?

O modo de leitura já existia no Chrome, mas foi atualizado para exibir uma interface de página inteira ainda mais amigável, de modo que você possa ler até conteúdos longos sem cansar a visão e com menos chances de se distrair.

A forma de ativação não mudou: clique com o botão direito do mouse sobre a página web e escolha a opção “Abrir no modo de leitura” ou equivalente.

Modo de leitura no Chrome
Modo de leitura no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade dos novos recursos do Chrome

As duas novidades começaram a ser liberadas oficialmente nesta terça-feira (07/04), mas de modo progressivo. Isso significa que pode levar alguns dias para ambas chegarem à sua instalação do Chrome.

Para acelerar a liberação, certifique-se de que o Chrome está atualizado em seu computador. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Ajuda / Sobre o Google Chrome.

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (finalmente)

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Coluna de abas verticais no Chrome para desktops (imagem: reprodução/Google)

Modo de leitura no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

7 de Abril de 2026, 12:17
Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude vai ganhar mais fôlego para encarar a concorrência (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic fechou uma parceria com o Google e a Broadcom para ampliar a infraestrutura de IA.
  • O acordo prevê múltiplos gigawatts de capacidade computacional com chips personalizados a partir de 2027.
  • Segundo a Anthropic, mais de 1.000 organizações passaram a gastar acima de US$ 1 milhão por ano com o Claude.

A Anthropic anunciou nesta segunda-feira (06/04) uma nova parceria com o Google e a Broadcom que permitirá uma expansão massiva em sua capacidade de processamento. O acordo garante à startup múltiplos gigawatts de potência computacional em chips de última geração, com previsão para entrar em operação a partir de 2027.

O objetivo é sustentar o desenvolvimento dos modelos Claude e atender à explosão da demanda corporativa global por inteligência artificial.

Por que a Anthropic precisa de tanto hardware?

O investimento é uma resposta direta ao crescimento financeiro sem precedentes da companhia. Segundo dados da própria Anthropic, a receita anual da startup saltou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para mais de US$ 30 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — valor que supera os R$ 150 bilhões em conversão direta.

A base de clientes de alto escalão também seguiu o ritmo: o número de empresas que gastam mais de US$ 1 milhão por ano com o Claude dobrou em menos de dois meses, ultrapassando a marca de mil organizações.

“Estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto, permitindo que o Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA”, afirmou o diretor financeiro da Anthropic, Krishna Rao.

A maior parte dessa nova infraestrutura será instalada nos Estados Unidos. O projeto faz parte de um compromisso de US$ 50 bilhões para fortalecer o setor tecnológico americano, anunciado pela empresa em novembro do ano passado.

O papel da Broadcom

De acordo com informações do The Wall Street Journal, a Broadcom terá um papel central nesse ecossistema. A fabricante de semicondutores fornecerá ao Google Unidades de Processamento de Tensores (TPUs) personalizadas e componentes de rede até 2031.

Do montante, a Anthropic terá acesso a cerca de 3,5 gigawatts de capacidade baseada nesses chips, que são projetados especificamente para acelerar cálculos matemáticos complexos de redes neurais.

Apesar do novo contrato, a Anthropic mantém a postura de não depender de um único fornecedor de hardware. Atualmente, a startup equilibra suas operações entre três frentes principais: as TPUs do Google, com foco em eficiência energética; o hardware AWS Trainium, da Amazon, principal parceira de treinamento; e as tradicionais GPUs da Nvidia, utilizadas para tarefas específicas de alto desempenho.

Essa diversidade técnica permite que o Claude continue sendo o único modelo de IA de ponta disponível simultaneamente nas três maiores nuvens do mercado: AWS (Amazon), Google Cloud e Microsoft Azure.

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

Samsung Mensagens será encerrado para dar espaço ao mensageiro do Google

6 de Abril de 2026, 12:26
Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google
Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • A Samsung encerrará o Samsung Mensagens a partir de julho de 2026. A data exata varia por modelo.
  • A Samsung recomenda migrar para o Google Mensagens, que oferece suporte nativo a RCS e ao Gemini.
  • A troca exige instalar o aplicativo na Play Store e defini-lo como padrão.

Se você tem um celular Galaxy, fique atento: o aplicativo Samsung Mensagens (ou Samsung Messages) será descontinuado a partir de julho. Em seu lugar entrará o Google Mensagens, que é oferecido há algum tempo como o mensageiro padrão do Android em muitos aparelhos com Google Play.

O Samsung Mensagens é um aplicativo para SMS e MMS que existe há bastante tempo em dispositivos Galaxy. A ferramenta recebeu alguns aprimoramentos com o passar do tempo, mas, nos últimos anos, passou a ser deixada de lado para dar espaço justamente ao Google Mensagens.

A descontinuação do Samsung Mensagens parecia ser só uma questão de tempo, portanto. E o momento chegou: a Samsung explica que o aplicativo deixará de ser oferecido a partir de julho de 2026.

A data exata do fim do suporte será exibida no aplicativo, uma vez que isso pode variar de acordo com o modelo do smartphone. Em celulares da linha Galaxy S26, o Samsung Mensagens já não pode ser baixado a partir da Galaxy Store.

O que donos de aparelhos Galaxy devem fazer?

Apesar de a descontinuação começar a valer em algum momento de julho, a Samsung já recomenda a migração para o Google Mensagens, que é um aplicativo mais moderno, oferecendo suporte nativo a RCS (Rich Communications Service) e ao Gemini, por exemplo.

Para tanto, basta baixar o Google Mensagens a partir da Play Store e, após a instalação, tocar no botão que torna o aplicativo o mensageiro padrão do sistema, substituindo o Samsung Mensagens.

Samsung e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Samsung Mensagens e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Dependendo da versão do seu Android, o próprio Samsung Mensagens poderá exibir uma notificação com orientações para a migração.

A Samsung alerta, porém, que o ícone do Google Mensagens pode não aparecer automaticamente na tela de início de dispositivos com Android 12 ou 13. Nessas circunstâncias, cabe ao usuário fixar esse ícone manualmente após a migração ser feita.

O Samsung Mensagens continuará sendo suportado para quem usa um celular com Android 11 ou anterior. Já nos relógios anteriores ao Galaxy Watch 4, as versões do sistema operacional Tizen disponíveis para eles não suportam o Google Mensagens, razão pela qual esses dispositivos não terão mais acesso ao histórico de mensagens do usuário.

Samsung Mensagens será encerrado para dar espaço ao mensageiro do Google

Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google (imagem: reprodução/Samsung)

Samsung e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Mais controle: Android 17 vai mudar forma de compartilhar contatos

6 de Abril de 2026, 11:03
Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Novidade garante que os apps não espionem quem você conhece (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android 17 terá o Seletor de Contatos, que permite compartilhar contatos individuais sem conceder acesso à agenda completa.
  • O sistema atua como intermediário: o aplicativo recebe acesso temporário apenas aos registros e campos escolhidos, como e-mail ou telefone.
  • A versão final do Android 17, atualmente em fase beta, pode chegar entre junho e julho de 2026.

Os aplicativos móveis são conhecidos pela “fome” de dados pessoais, e cabe ao sistema impor limites a esse apetite. No ecossistema do Google, uma das permissões mais invasivas está com os dias contados: o Android 17 terá um novo Seletor de Contatos que deve dar ao usuário o controle que faltava há anos na gestão da agenda.

A mudança resolveria um problema crônico de privacidade: o modelo de permissões amplo demais, do tipo “tudo ou nada”. Atualmente, se você precisa compartilhar um único número de telefone com um aplicativo de entregas, por exemplo, o Android exige a permissão READ_CONTACTS, que entrega de bandeja nomes, e-mails, endereços, fotos e até anotações privadas de todos os seus contatos salvos para terceiros.

Com a atualização, o sistema passa a agir como um intermediário, permitindo a seleção de registros individuais sem que um app sequer saiba quem mais está na sua agenda.

Como vai funcionar o Seletor de Contatos do Android 17?

O funcionamento é inspirado no Seletor de Fotos, introduzido no Android 13. Em vez de o app enxergar toda a lista de contatos, haverá uma interface para pesquisar e selecionar apenas quem deseja compartilhar. No blog oficial, a gerente sênior de produto do Google, Roxanna Aliabadi Walker, afirma que a interface inclui uma barra de busca e suporte para seleção múltipla sem expor o restante da agenda.

Para o usuário, a experiência é transparente: após escolher as pessoas, basta tocar em “Concluído” e o aplicativo recebe um acesso temporário apenas àquelas informações. A ferramenta também reduz a sobrecarga do sistema. Isso significa menos gasto de bateria e memória em comparação ao método antigo, que exigia consultas individuais e lentas.

Assim que o app processa os dados, o acesso expira, impedindo que continue monitorando sua agenda em segundo plano.

Interface permite selecionar contatos individuais antes de compartilhar (imagem: reprodução/Google)

Mais controle para o usuário

Conforme reportado pelo portal MakeUseOf, a permissão de contatos era uma das poucas que ainda contava com acesso limitado no Android. Enquanto o acesso à localização e à galeria de fotos ganhou camadas de proteção nos últimos anos, a agenda permanecia uma caixa aberta aos desenvolvedores. O Android 17 permitirá solicitar apenas campos específicos.

Se um app precisa apenas do e-mail, o desenvolvedor vai poder configurar a solicitação para receber rigorosamente essa informação, e não o número de telefone ou a foto de perfil do contato. O Google reforça que a recomendação agora é pedir apenas o que é essencial para um recurso funcionar. “A abordagem antiga frequentemente concedia aos aplicativos mais dados do que o necessário”, admite a empresa.

Vale destacar que o Android 17 está atualmente em fase beta. Se o cronograma habitual do Google for seguido, a versão final deve chegar aos smartphones da linha Pixel e de outras fabricantes parceiras entre junho e julho de 2026.

Mais controle: Android 17 vai mudar forma de compartilhar contatos

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Perplexity vaza chats para Google e Meta, diz processo

6 de Abril de 2026, 09:40
Ilustração sobre o Perplexity
Dados sensíveis teriam alimentado as redes de publicidade da Meta e do Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A ação coletiva nos EUA acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilhar chats privados sem consentimento por meio de rastreadores de anúncios.
  • A denúncia afirma que o Perplexity envia transcrições, email e outros identificadores ao Google e à Meta, inclusive no modo anônimo, e que usuários sem assinatura recebem URLs acessíveis por terceiros.
  • O processo cobre o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026 e pede liminar, devolução de lucros e multas acima de US$ 5 mil por infração individual.

Uma ação coletiva protocolada nos Estados Unidos acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilharem indevidamente milhões de conversas privadas. O processo aberto por um usuário não identificado alega que a empresa de inteligência artificial utiliza rastreadores de anúncios embutidos em sua plataforma para enviar transcrições de bate-papos às gigantes da tecnologia.

A prática ocorreria sem o consentimento, com o objetivo claro de turbinar a receita com publicidade direcionada.

Como funciona o rastreamento?

O vazamento de dados afetaria todos os usuários do buscador com IA, independentemente de terem ou não uma conta cadastrada. Conforme relatado pelo site Ars Technica, análises comprovaram que a primeira mensagem digitada no chat e todas as perguntas seguintes são repassadas aos rastreadores. Para quem não é assinante, o cenário é ainda pior: a plataforma geraria um URL que permite a terceiros acessarem a conversa na íntegra.

O rastreamento funciona como uma “escuta telefônica de navegador”, interceptando tudo o que é digitado. Assim que o usuário pesquisa uma dúvida sobre sua vida financeira, um problema legal ou uma questão médica, ferramentas como o Meta Pixel ou Google Ads capturam discretamente essas informações.

Com esses dados em mãos, as empresas conseguem criar perfis detalhados para vender anúncios segmentados. O autor do processo relatou surpresa ao descobrir que partes de suas conversas foram enviadas à Meta e ao Google, acompanhadas de informações de identificação pessoal. Ele utilizava o Perplexity justamente para organizar impostos, tomar decisões de investimento e buscar orientação jurídica.

Ilustração sobre o Perplexity
Denúncia diz que o Perplexity gera URLs para conversas inteiras de usuários (imagem: Divulgação/Perplexity)

Ilusão do modo anônimo

O texto da denúncia classifica ainda o modo anônimo do Perplexity como uma “farsa”. O recurso, vendido como uma garantia de sigilo, não impediria que os bate-papos cheguem aos servidores do Google e da Meta. A acusação aponta que até mesmo os usuários que ativaram essa proteção continuaram tendo seus endereços de email e outros identificadores repassados.

A falta de transparência da IA também é duramente criticada. Segundo a ação, o Perplexity não exige que o usuário aceite os termos de uso na entrada e esconde sua política de privacidade. É preciso caçar o documento, que não menciona nada sobre o uso de rastreadores invasivos.

O Google e a Meta também são descritos como negligentes. O processo argumenta que ambas possuem regras que, na teoria, proíbem a coleta de dados sensíveis por rastreadores.

Risco de multas milionárias

A ação coletiva engloba o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026. O objetivo é representar os usuários do Perplexity nos EUA afetados pelo vazamento. As penalidades previstas são pesadas. Se o Google, a Meta e o Perplexity forem condenados, enfrentarão multas estatutárias que passam de US$ 5 mil por infração individual (cerca de R$ 25 mil).

Como o caso envolve milhões de registros ao longo de três anos, as indenizações podem facilmente chegar à casa dos bilhões. A acusação solicita uma liminar imediata para barrar a coleta de dados e exige o ressarcimento dos lucros obtidos de forma ilícita.

Até o momento, Meta e Perplexity não comentaram o caso. O Google, por sua vez, emitiu uma nota declarando que “as empresas gerenciam os dados que coletam e são responsáveis por informar os usuários”, reforçando que essas informações não identificam indivíduos por padrão e que proíbe anúncios baseados em informações sensíveis.

Perplexity vaza chats para Google e Meta, diz processo

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Perplexity)

Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples

3 de Abril de 2026, 15:11
Marca do Google Chrome
Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Chrome 148 implementará técnica de “lazy loading” para vídeos e áudios, otimizando o carregamento desses conteúdos em páginas web;
  • “lazy loading” reduz o consumo de CPU e memória, melhora a experiência do usuário e pode economizar dados;
  • versão estável do Chrome 148, com essa funcionalidade, está prevista para 22 de abril de 2026.

Melhorar o desempenho do navegador é um desafio em uma web com cada vez mais recursos de mídia, que demandam largura de banda e processamento. Mas mudanças sutis podem fazer a diferença. Um exemplo virá do Chrome 148: o Google está testando, nessa versão, um modo de carregamento lento ou sob demanda (lazy loading) de vídeo e áudio.

Técnicas de lazy loading não são novidade para quem trabalha com desenvolvimento web. Basicamente, esta é uma abordagem em que determinado tipo de conteúdo de uma página só é carregado quando visualizado ou é estritamente necessário para uma aplicação.

Como exemplo, suponha que você esteja visualizando uma página que contém fotos. No comportamento típico, essas imagens seriam carregadas todas de uma vez pelo navegador. Com o carregamento sob demanda, elas só são carregadas quando você rola a página para visualizá-las.

O Chrome e os demais navegadores baseados no Chromium suportam o lazy loading para imagens e iframes (páginas incorporadas) pelo menos desde 2019 (começou com o Chrome 74, ainda em fase experimental).

O que os desenvolvedores do browser estão fazendo, agora, é testando a técnica para o carregamento de vídeos ou áudios incorporados a páginas web.

Ilustração do navegador Google Chrome com uma página do Tecnoblog aberta
Google Chrome para PC (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual a vantagem disso? Por ser uma forma de carregamento inteligente, digamos assim, o lazy loading otimiza o consumo de CPU ou de memória RAM pelo navegador, pois somente recursos visualizados naquele momento são processados imediatamente.

Além disso, o carregamento gradual otimiza a renderização do conteúdo como um todo, melhora a experiência do usuário ao prevenir instabilidades e ajuda a economizar dados, pois, se o usuário sair da página antes de chegar ao seu final, nem todos os seus elementos serão carregados.

No caso de vídeos, é de se esperar melhoras em conteúdos do tipo hospedados no site que os exibe. Mas, no caso de vídeos incorporados do YouTube, pode não haver diferença, pois o serviço já tem um mecanismo assíncrono que otimiza o seu carregamento.

Quando o Chrome 148 será lançado oficialmente?

Atualmente, o Chrome 148 está em fase beta. A expectativa é a de que a sua correspondente versão estável seja lançada em 22 de abril de 2026 trazendo o lazy loading de vídeos e áudios entre seus atributos.

Com informações de PCWorld

Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome para PC oferece mais de 90 atalhos para Windows, Linux e macOS (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Meet chega ao CarPlay para permitir reuniões durante o trânsito

3 de Abril de 2026, 13:19
Google Meet no Apple CarPlay
Google Meet no Apple CarPlay (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Meet agora é compatível com Apple CarPlay, permitindo reuniões via áudio no painel do carro;
  • integração começou a ser liberada globalmente em 23 de março de 2026 e é válida para todos os usuários do Google Meet;
  • Google planeja integrar o Google Meet ao Android Auto em breve.

Você já teve que participar de uma reunião online no carro, usando o celular, por estar preso no trânsito? Essa situação vai ficar mais fácil de ser manejada para quem usa o Apple CarPlay: a plataforma agora conta com suporte oficial a videoconferências via Google Meet.

A novidade permite que o usuário participe de reuniões a partir do painel do carro. Por ali, pode-se visualizar a agenda de eventos e, quando a pessoa tiver que participar de uma chamada, poderá entrar nela com um único toque na tela.

O Google Meet para CarPlay permite que a reunião seja realizada via conexões móveis à internet, mas apenas reproduz áudio. Os demais participantes, se estiverem usando dispositivos como celulares, tablets e notebooks, poderão visualizar as imagens, mas quem estiver no carro só poderá escutar e falar.

Essa restrição tem um objetivo um tanto óbvio: evitar que a pessoa olhe para a tela durante a reunião e, com isso, deixe de prestar atenção no trânsito a ponto de causar um acidente.

Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay
Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay (imagem: reprodução/Google)

O Google Meet para CarPlay já está sendo liberado?

Sim, em escala global. O recurso estará ativado por padrão se você tiver o aplicativo do Google Meet instalado em seu iPhone. Então, bastará conectar o iPhone ao Apple CarPlay do veículo e tocar no ícone da ferramenta para iniciar uma reunião.

Observe, porém, que a implementação do recurso começou em 23 de março de 2026 e está sendo liberada gradualmente. Pode levar alguns dias para ela chegar até você, portanto. A novidade é válida tanto para clientes do Google Workspace quanto para usuários individuais (com uma Conta Google comum).

Talvez você esteja se perguntando sobre uma versão do Google Meet para Android Auto. Bom, o Google informou que essa integração já está a caminho e prometeu dar novidades a respeito “em breve”.

Antes de encerrar, vale destacar que serviços como Google Meet, Microsoft Teams e Zoom ganharam um rival nesta semana: o Proton Meet, que oferece recursos de privacidade entre seus diferenciais (dá até para realizar chamadas de vídeo anônimas).

Google Meet chega ao CarPlay para permitir reuniões durante o trânsito

Google Meet no Apple CarPlay (imagem: reprodução/Google)

Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay (imagem: reprodução/Google)

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

2 de Abril de 2026, 19:51
A imagem mostra a tela de um smartphone sendo segurado por uma mão. Na parte superior da tela, é possível ver a hora "17:20" e ícones de notificação. Abaixo, há três ícones de aplicativos: o logo colorido do Google, o ícone do Google One e o ícone do Google Ads, todos com design simples e minimalista. A interface do sistema está em um fundo azul claro. A mão que segura o dispositivo está posicionada na lateral.
Google One AI Pro dobra capacidade máxima de armazenamento para assinantes (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google One AI Pro oferece mais que o dobro de armazenamento agora: 5 TB; preço fica em  R$ 48,49 nos dois primeiros meses, depois R$ 96,99 mensais;
  • O plano inclui 1.000 créditos de IA para serviços como Flow e Whisk com o modelo Veo 3.1;
  • Outras opções para Inteligência Artificial incluem o Google One AI Plus com 200 GB e 200 créditos, e o Google One Ultra com 30 TB e 25 mil créditos.

O Google One AI Pro, assinatura para armazenamento extra na nuvem, recebeu um reajuste de espaço e agora oferece até 5 TB para os clientes. A novidade já está disponível no Brasil e sai a partir de R$ 48,49 em período promocional nos dois primeiros meses; depois, o valor volta aos R$ 96,99 originais. Esse é mais que o dobro de espaço oferecido no plano até então, que permitia guardar arquivos até 2 TB.

Agora, usuários interessados em uma quantidade menor de armazenamento podem optar pelo Google One Premium, com os mesmos 2 TB e mensalidade de R$ 49,99. Vale lembrar que os planos de IA começam em R$ 12,49 (One IA Plus de 200 GB), em preço promocional pelos seis primeiros meses.

O anúncio foi feito pelo Google nesta quarta-feira (01/04), conforme repercutiu o site especializado 9to5 Google, e logo em seguida o plano foi revisto no Brasil.

Com a novidade, agora são três opções de assinatura voltadas para o uso de inteligência artificial: Plus, Pro e Ultra. Enquanto os dois primeiros ficam em 200 GB e 5 TB, o plano mais alto permite até 30 TB de arquivos armazenados, entre fotos, documentos, emails e recursos premium de IA. Entre os serviços oferecidos pelo Google estão Gemini, NotebookLM, Flow, Whisk, entre outros.

Por que ter um plano específico de inteligência artificial?

As assinaturas oferecidas pelo Google para usuários profissionais das IAs têm, além do armazenamento extra, outras vantagens específicas. Entre elas estão a oferta de créditos de IA, que podem ser usados para acessar mais funções dentro dos serviços Flow e Whisk, voltados para criação de imagens e vídeos a partir do modelo Veo 3.1.

O plano One AI Plus, por exemplo, permite usar até 200 créditos mensais, enquanto o Google One AI Pro disponibiliza mil créditos para os usuários. Na opção Ultra, que custa elevados R$ 1.209,99 por mês, são 25 mil créditos. Este é claramente um plano mais adequado para empresas ligadas à criatividade, e não é o mais indicado para usuários que trabalham com a ferramenta de forma independente.

Tela de celular mostrando o recurso Gemini Live, um aplicativo de IA que permite transmitir vídeos ao vivo para a inteligência artificial analisar. A imagem mostra uma mão com suéter verde apontando para prédios e táxis amarelos em uma cidade. Na parte inferior há ícones para câmera, compartilhamento de tela, pausa e encerramento da transmissão, com fundo escuro e iluminação azul e roxa.
Recursos como o Gemini Live podem ser explorados com mais armazenamento disponível via Google One AI (imagem: divulgação)

Quem busca apenas expandir o armazenamento em serviços básicos do Google, por exemplo, pode recorrer aos planos One básicos, como o Lite, o Básico e o Padrão, com 30 GB, 100 GB e 200 GB, respectivamente. A opção Premium, por sua vez, tem 2 TB e também cobre recursos de IA.

Preços do Google One

Vamos considerar abaixo os principais planos do Google One oferecidos no Brasil, incluindo o Padrão, o AI Plus, o Premium e o AI Pro, já com os reajustes anunciados.

PadrãoAI PlusPremiumAI Pro
PreçoR$ 14,99R$ 12,50 (6 primeiros meses) / R$ 24,99 (padrão)R$ 49,99R$ 48,49 (2 primeiros meses) / R$ 96,99 (padrão)
Armazenamento200 GB200 GB2 TB5 TB
Gmail, Docs, Sheets e maisSimSimSimSim
Créditos de IANão200 créditos200 créditos1.000 créditos
Tabela elaborada pelo Tecnoblog com base em dados oficiais

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

Nova marca do Google, com “G” num gradiente multicolorido, estreia em maio de 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gemini Live pode entender o que está ao redor do usuário (imagem: divulgação)

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

26 de Março de 2026, 16:45
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Júri decidiu que empresas foram negligentes no desenvolvimento dos apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões (R$ 31,4 milhões) por design viciante de suas plataformas.
  • A Meta pagará 70% e o YouTube 30% do valor total.
  • O processo foi movido por uma jovem que alegou vício nos apps desde a infância, o que teria causado problemas de saúde mental.

Um júri de Los Angeles (EUA) decidiu que o YouTube e a Meta, dona do Facebook e Instagram, foram negligentes ao não alertar usuários sobre os riscos de vício em suas plataformas e classificou os aplicativos como produtos defeituosos.

O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter se tornado viciada nos apps quando ainda era criança. O veredito condenou as empresas a pagar US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) à autora da ação — sendo US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. Do total, a Meta pagará 70% e o YouTube, 30%.

O TikTok e o Snap, que chegaram a fazer parte desta mesma ação inicial, fecharam acordos antes do início do julgamento, mas continuam envolvidos em outras disputas legais semelhantes.

Tanto a Meta quanto o Google declararam que irão recorrer da condenação. As empresas negam que a arquitetura de seus aplicativos seja a causa raiz dos complexos problemas de saúde mental enfrentados pela juventude.

Acusação contornou isenção de culpa das redes

Criança no celular
Acusação focou no projeto dos apps para evitar lei federal (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

O resultado validou a abordagem dos advogados da autora, que focou no projeto dos serviços, em vez do conteúdo exibido nas plataformas. O júri concluiu que os aplicativos da Meta, incluindo o Instagram, e o YouTube foram deliberadamente construídos para ser viciantes. A decisão também diz que os executivos das companhias sabiam disso e falharam em proteger os usuários mais jovens.

De acordo com a rede estadunidense NPR, o objetivo da acusação era contornar uma lei federal que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros, a Seção 230 do Communications Decency Act de 1996, legislação similar ao Marco Civil da Internet no Brasil.

A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações constantes e filtros de beleza transformaram os aplicativos em um “cassino digital”, mesmas características observadas pelo ECA Digital por aqui.

A tese se baseou na história da autora do processo, que começou a usar o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 11. Segundo ela, o tempo de uso a fez desenvolver depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas devido ao uso compulsivo.

Decisão deve criar precedente

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (imagem: reprodução)

Segundo a NPR, a decisão deve guiar os vereditos de outras 2 mil ações judiciais semelhantes contra as plataformas no estado da Califórnia. Além disso, essa tese pode impactar processos contra gigantes da IA, como Google e OpenAI, por danos psicológicos e casos de suicídio. Episódios do tipo ganharam bastante atenção desde a morte de Adam Raine, em 2025.

“O veredito de hoje é um referendo — de um júri para toda uma indústria — de que a responsabilização chegou”, afirmou Joseph VanZandt, co-líder dos advogados que representam as famílias afetadas, em declaração à CNBC.

A responsabilização deve acrescentar mais um prejuízo aos cofres da Meta, que, apenas um dia antes, sofreu outro revés na Justiça. Um júri no Novo México condenou a rede social a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) por enganar os consumidores sobre a segurança. Segundo o processo, as empresas falharam em proteger os jovens contra a ação de predadores sexuais e redes de pedofilia.

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Busca do Google reescreve títulos de notícias com IA e gera distorções

20 de Março de 2026, 15:29
Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Editores se preocupam com escalada na interferência da empresa (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google está usando IA para reescrever títulos de notícias, causando distorções no contexto original.
  • A prática foi observada pelo The Verge e confirmada pelo Google como um experimento.
  • Segundo a big tech, o objetivo é tornar os títulos mais relevantes para os usuários.

Imagine buscar uma notícia no Google e, ao abri-la, perceber que o conteúdo não corresponde ao título exibido no resultado. Esse cenário pode se tornar mais comum: a empresa está usando IA para reescrever títulos nos links azuis da busca tradicional.

Quem descobriu a mudança foi o portal The Verge, que percebeu alterações nos links das próprias matérias indexadas no site. Em resposta ao veículo, a gigante das buscas confirmou a prática, classificando-a como um experimento “pequeno” e, até então, “restrito”.

Conjunto de capturas de tela demonstrando ocasições em que o Google alterou os títulos de matérias do The Verge na busca
Prática do Google interfere no estilo editorial (imagem: reprodução/The Verge)

Desde dezembro, a prática ocorre no feed da área de recomendação de conteúdo em celulares, o Google Discover, mas agora avança para a página principal do buscador.

Em um dos casos, o site observou que uma reportagem originalmente intitulada “Usei a ferramenta de IA para ‘trapacear em tudo’ e ela não me ajudou a trapacear em nada” (em tradução livre) foi reduzida pela inteligência artificial para apenas “‘Trapacear em tudo’ ferramenta de IA”.

A publicação norte-americana ressalta que a edição automatizada distorceu a premissa da matéria. Para Sean Hollister, editor do The Verge que assina a crítica, a redução feita pelo algoritmo fez parecer que o veículo estava endossando um produto, quando na verdade ocorria o oposto.

Distorção de contexto

Questionado pela publicação, o Google afirmou que este é apenas um dos “dezenas de milhares de experimentos de tráfego ao vivo” que a empresa realiza.

A porta-voz Jennifer Kutz argumentou que o objetivo da ferramenta é identificar o conteúdo da página para criar um título mais útil, buscando “combinar melhor os títulos” com as consultas dos usuários. Outro porta-voz do Google, Ned Adriance, acrescentou que o teste não se limita a publicações de notícias, mas busca melhorar os títulos exibidos na busca em diversos tipos de sites.

Maior interferência no SEO

Ilustração com uma lupa sobre uma caixa de busca. Atrás estão alguns robôs.
Google está “ajustando” títulos com IA na busca (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Historicamente, os algoritmos do Google limitavam-se a cortar o início ou o final de um título longo demais, ou alternavam a exibição entre a manchete programada especificamente para a busca (a tag de SEO) e o título interno da página (inserido em plataformas de gerenciamento de conteúdo, como o WordPress).

Com a introdução da IA, a empresa passa a criar frases e manchetes inteiramente novas, interferindo no conteúdo. Isso, na análise do portal estadunidense, torna o jornalismo menos confiável, agravando a crise de confiança na imprensa.

No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) avalia se as práticas do Google em relação ao uso de conteúdo jornalístico configuram abuso de posição dominante. Entre as críticas dos veículos, está a possível alucinação do sistema durante a reprodução de trechos de matérias em Resumos de IA. A empresa, vale lembrar, nega que sua IA esteja impactando o cenário das notícias.

Busca do Google reescreve títulos de notícias com IA e gera distorções

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google desativa rolagem infinita nas buscas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

20 de Março de 2026, 11:50
Usuários podem solicitar alterações e receber críticas da IA em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Stitch agora permite criar interfaces de usuário por comandos de voz com o recurso vibe design.
  • A atualização inclui uma “tela infinita” e novos recursos: Gerenciador de Agentes, DESIGN.md e prototipagem interativa.
  • Após o anúncio do Google, as ações da Figma, principal plataforma de UI/UX, caíram cerca de 8%.

O Google lançou uma grande atualização para o Stitch, sua plataforma de design de inteligência artificial. A empresa introduziu um recurso “vibe design”, função que permite a qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, criar interfaces de usuário (UI) utilizando apenas comandos de voz e texto.

Segundo o comunicado, o objetivo é transformar a maneira como os softwares são desenvolvidos. A ideia do Google é que o foco deixe de ser o domínio de ferramentas complexas de edição gráfica e passe a ser a comunicação com a máquina.

O que é o vibe design do Google Stitch?

Nova versão usa IA para gerar designs completos (imagem: reprodução/Google)

O vibe design é um formato de criação em que o usuário dita as características e objetivos de uma interface como se estivesse conversando com um assistente virtual — o nome deriva do vibe coding. Segundo o portal XDA, em vez de começar um projeto desenhando botões e menus manualmente, o usuário pode simplesmente explicar o objetivo do software ou até citar exemplos de aplicativos que o inspiram.

O Stitch processa essas informações usando diversos agentes de IA. O grande diferencial desta atualização, no entanto, é o suporte aos comandos de voz. É possível solicitar, por exemplo, que a IA crie três opções de menu diferentes para uma página, ou que mude a tela atual para uma paleta de cores mais escura em tempo real.

Para acomodar essa nova dinâmica de trabalho, a interface do Stitch foi reformulada e agora conta com uma “tela infinita” que abriga rascunhos conceituais até os protótipos finais. Os criadores podem arrastar imagens, blocos de texto e trechos de código para a área de trabalho, e a IA utiliza todo esse material para gerar a interface mais adequada.

Tela infinita agrupa rascunhos e imagens de referência no mesmo espaço (imagem: reprodução/Google)

Para organizar o processo de desenvolvimento, a empresa destaca a chegada de três recursos complementares:

  1. Gerenciador de Agentes, que permite trabalhar em múltiplas ideias de design sem perder o histórico do projeto;
  2. O formato DESIGN.md, um arquivo criado para IA que facilita a importação ou extração de identidades visuais;
  3. E a prototipagem interativa, que traz um botão “Reproduzir” que simula o fluxo do aplicativo.

Após a conclusão da interface, o design pode ser exportado diretamente para ferramentas de programação, como o AI Studio e o Antigravity.

Mercado teme substituição pela IA

Segundo o Business Insider, as ações da Figma — hoje a principal plataforma colaborativa de design de UI e UX do mundo — registraram uma queda de cerca de 8% logo após o anúncio do Google, acumulando mais 5% de retração ao longo da quinta-feira (19/03).

Essa forte reação reflete o receio de investidores de que a IA generativa possa substituir rapidamente os softwares tradicionais e mudar drasticamente a demanda por profissionais de design. Contudo, os principais executivos do setor de tecnologia têm ido a público para tentar acalmar os ânimos.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou recentemente que a ideia de que a IA vai extinguir as empresas de software é “a coisa mais ilógica do mundo”. Sam Altman, CEO da OpenAI, pontuou que a indústria de software não está morta, mas a forma como criamos, desenhamos e consumimos aplicações vai mudar.

Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

19 de Março de 2026, 18:01
Imagem mostra manchetes do Google Notícias em um iPhone
Imprensa brasileira pede maior regulação do uso de notícias pelo Google (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Em resposta ao Cade, o Google negou que os AI Overviews impactem negativamente o tráfego de notícias no Brasil.
  • Big tech atribui queda de audiência dos veículos à migração dos usuários para consumo de vídeos curtos em redes sociais como TikTok e Instagram.
  • O inquérito do Cade investiga se o Google abusa de sua posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar sua IA.

O Google enviou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sua resposta oficial às acusações de que os resumos gerados por inteligência artificial — os AI Overviews — estariam canibalizando o tráfego de portais de notícias no Brasil. No arquivo, protocolado na segunda-feira (16/03), a empresa nega que a ferramenta cause danos ao jornalismo e pede o arquivamento do inquérito.

No documento, visualizado pelo Tecnoblog, a empresa justifica que a queda de audiência relatada pela imprensa, e o subsequente impacto nas receitas de publicidade, ocorre pela migração do público para vídeos curtos e feeds de redes sociais. Segundo ela, a crise de tráfego seria uma consequência natural da mudança nos hábitos de consumo da internet, não dos resumos de IA.

Sobre o que é o processo?

O inquérito do Cade apura se o Google abusa da posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar e alimentar sua IA generativa. Associações do setor alegam que o AI Overview retém o usuário no próprio buscador ao entregar respostas prontas, reduzindo os cliques para os sites de origem.

A investigação se arrasta desde 2019, quando o problema observado pelas empresas de mídia ainda era o impacto da indexação de conteúdo no Google News na monetização dos veículos. O Cade arquivou o inquérito em 2024 e reabriu o caso há cerca de um ano, mas ainda não seguiu com uma investigação formal.

Homem sobre palco
Inquérito evoluiu para críticas aos Resumos de IA (imagem: reprodução/Google)

Em geral, as empresas cobram que o Google pague pelo uso de conteúdo produzido pelos jornais, argumentando que o buscador lucra com Google Search, Google News e AI Overviews sem dividir as receitas. Anteriormente, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) também exigiu que o Google desative os Resumos de IA por padrão.

De acordo com o Google, porém, já existem mecanismos para que os veículos controlem como seu conteúdo aparece nos resultados. A big tech cita o uso de meta tags como “no-snippet” como uma forma de opt-out. O argumento contrasta com a postura que o Google adotou no Reino Unido nesta mesma semana, onde prometeu criar uma ferramenta de exclusão específica para a IA.

O que o Google responde?

No documento, a empresa afirma que as acusações “não são corroboradas pela cronologia, por comparações entre mercados ou por evidências experimentais controladas” e que a perda de receita dos veículos tem outras raízes.

Segundo o Google, o consumo de notícias migrou para ambientes de vídeos curtos e rolagem infinita, como TikTok, Instagram e YouTube. A gigante de tecnologia argumenta que, nessas redes sociais, o usuário frequentemente consome a narrativa jornalística completa no próprio feed, sem precisar clicar no link para acessar o site original do jornal.

Resumos de IA trazem trechos de matérias diretamente no Google (imagem: reprodução)

Por conta desse novo hábito, o Google defende que métricas antigas — baseadas exclusivamente em visitas às páginas web — não refletem mais o tamanho real da audiência ou o sucesso financeiro de um veículo, oferecendo uma visão distorcida do mercado.

Em diversos momentos, a companhia cita casos de empresas de mídia brasileiras, como o portal Metrópoles e o hub Terra, que teriam contornado o problema com adaptações aos novos modos de consumo.

Google evita falar sobre remuneração

Quanto à pressão dos veículos por uma compensação financeira obrigatória, o Google evitou reabrir a discussão, apoiando-se na sua manifestação anterior enviada ao Cade em novembro de 2025.

Na ocasião, a empresa já havia rejeitado a ideia de remuneração compulsória aos moldes da Austrália e do Canadá. Ela argumenta que a relação com a imprensa já é mutuamente benéfica, pois o buscador entrega valor ao direcionar tráfego gratuito para as páginas monetizarem.

A empresa também não enfrentou as denúncias sobre a qualidade do conteúdo entregue pela IA. No passado, o jornal Aos Fatos colaborou com a consulta pública demonstrando situações de alucinações no algoritmo e questionando a reprodução de material publicitário como jornalístico. As afirmações não tiveram resposta.

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

Google Notícias ganha área destacada contra fake news (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Android: sideloading sem verificação continua, mas fica mais difícil

19 de Março de 2026, 16:20
Ilustração com robôs do Android
Android permite instalação por fora da Play Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android exigirá um intervalo de 24 horas para instalação de APKs de desenvolvedores não verificados, visando combater golpes e proteger usuários.
  • A mudança, válida a partir de setembro de 2026, impõe barreiras ao sideloading sem verificação de identidade dos desenvolvedores, em uma tentativa de evitar a distribuição anônima de apps maliciosos.
  • A exigência gerou polêmica entre lojas alternativas e desenvolvedores amadores, devido a complicações e custos adicionais.

A solução do Google para a instalação direta de aplicativos de desenvolvedores não verificados é fazer o usuário esperar — literalmente. Para liberar o sideloading, o Android vai impor um intervalo de 24 horas até a autorização.

O novo processo é mais um capítulo da controversa decisão da empresa de exigir que desenvolvedores passem por um processo de verificação para assinar arquivos APK, que são os pacotes de instalação de apps do Android. Além de restringir a liberdade dos usuários, a regra impõe um custo de US$ 25 (cerca de R$ 131, em conversão direta) de taxa de cadastro.

Como é o novo processo de sideloading?

Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Nova regra do Google para apps Android gerou críticas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Caso o usuário queira instalar um APK não verificado, ele precisa seguir estes passos:

  1. Ativar o modo de desenvolvedor nas configurações do sistema.
  2. Confirmar que você não está fazendo isso por influência de outra pessoa.
  3. Reiniciar o telefone e refazer a autenticação.
  4. Aguardar 24 horas.
  5. Confirmar a identidade com biometria ou senha do dispositivo.
  6. Optar por uma autorização temporária de 7 dias ou uma autorização definitiva.
  7. Instalar o aplicativo.

Mesmo depois desse processo, o Android continuará alertando o usuário ao tentar instalar um app não verificado, mas será possível prosseguir com a tarefa.

Por que esperar 24 horas para instalar um app?

De acordo com Sameer Samat, presidente de ecossistema Android no Google, a obrigatoriedade do intervalo de 24 horas visa proteger o usuário.

“Achamos que fica muito mais difícil persistir em um ataque. Nesse tempo, você provavelmente ficará sabendo que seu ente querido não foi preso ou que sua conta bancária não está sendo invadida”, diz Samat ao Ars Technica.

O que vai mudar no Android?

As mudanças anunciadas em agosto de 2025 vão impedir a instalação direta (sideloading) de aplicativos sem verificação de identidade dos desenvolvedores. A medida começa a valer em setembro de 2026 nos dispositivos Android com Google Play Protect e apps do Google pré-instalados.

Segundo a empresa, a restrição visa combater a distribuição anônima de apps e, como consequência, impedir que agentes mal-intencionados usem essa tática para espalhar malware, cometer fraudes e roubar dados.

É importante notar que a verificação de identidade não é uma análise do app em si, mas sim um “cara, crachá” para cadastrar quem criou aquele app. A empresa afirma que, assim, pode descobrir quem é o responsável por um software malicioso, atualizar sua base de dados e impedir que outras pessoas instalem programas daquele mesmo autor.

Por que a mudança gerou polêmica?

Site do projeto F-Droid
Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A exigência gerou uma reação negativa da comunidade Android, com duas críticas principais.

A primeira veio de lojas alternativas, como a F-Droid, que hospeda e distribui aplicativos FOSS (livres e de código aberto). Desenvolvedores por trás do projeto afirmaram que não seria possível se adequar ao processo, ficando somente a alternativa de encerrar as atividades.

A segunda veio de estudantes e desenvolvedores amadores, que passaram a temer uma complicação extra em suas atividades. O Google deve anunciar, em breve, uma solução para esse caso, com contas gratuitas para distribuição de apps a até 20 dispositivos.

Com informações do Google e do Ars Technica

Android: sideloading sem verificação continua, mas fica mais difícil

Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google permitirá que sites do Reino Unido fiquem de fora de respostas com IA

19 de Março de 2026, 14:42
Homem sobre palco
Google anunciou AI Overviews durante I/O 2024 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google permitirá que sites do Reino Unido excluam seus conteúdos das ferramentas de IA da Busca, sem perder visibilidade na busca orgânica.
  • A medida responde a uma investigação da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido sobre concorrência e transparência.
  • O mercado editorial britânico tem exigido medidas mais rigorosas, como a separação dos rastreadores de busca e IA do Google.

O Google permitirá que proprietários de sites no Reino Unido optem por não ter seus conteúdos utilizados nas ferramentas de inteligência artificial generativa da Busca. A concessão foi apresentada no documento de resposta oficial da big tech a uma consulta pública iniciada em janeiro deste ano pela Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA).

A agência reguladora busca impor novas exigências de concorrência e transparência aos serviços de busca e publicidade da empresa. O Google propõe alterações técnicas nas plataformas, mas, de acordo com o portal The Register, detalhes e cronogramas de implementação não foram especificados na proposta.

O que muda?

Atualmente, o Google oferece a possibilidade de bloquear os conteúdos nos resumos gerados por IA usando comandos tradicionais como a tag “nosnippet”. Entretanto, para sumir das respostas da inteligência artificial, o site precisa abrir mão do conteúdo na busca tradicional também.

A nova ferramenta prometida no Reino Unido permitiria, pela primeira vez, bloquear a IA sem sacrificar a visibilidade na busca orgânica. No documento enviado à CMA, o Google afirma estar “desenvolvendo atualizações adicionais em nossos controles para permitir que os sites optem especificamente por não participar dos recursos de IA generativa na Busca”, argumentando que recursos como os AI Overviews tornam os links para as fontes mais proeminentes para o usuário.

Captura de tela do Google mostrando uma Visão Geral de IA para a pesquisa "como economizar bateria do iPhone", com um resumo de texto gerado por IA e um resultado orgânico do Tecnoblog.
Exemplo de “Visão Geral de IA” do Google exibida em uma pesquisa (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Em comunicado, o Google também rechaçou acusações de monopólio e de favorecimento dos próprios produtos nos resultados de busca. A empresa garante que projeta seus sistemas de classificação para mostrar os resultados mais relevantes e de maior qualidade.

A empresa criticou propostas enviadas por terceiros à CMA, afirmando que elas carecem de embasamento e que algumas delas poderiam expor seus sistemas à manipulação, dificultar o combate ao spam e atrasar melhorias na busca para os usuários.

Pressão dos editores

Apesar da concessão, o mercado editorial britânico exige medidas mais drásticas da reguladora. A Publishers Association pediu a separação completa dos rastreadores de busca do Google em relação aos seus rastreadores de IA, apontando queda de 19% nas taxas de cliques para serviços de referência acadêmica como reflexo direto da conduta da empresa.

O The Register destaca ainda que o Google precisa responder se punirá sites que optarem por ficar fora dos resumos de IA de alguma forma na classificação da busca tradicional.

No Brasil, a empresa passa por uma consulta semelhante no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O inquérito, que apura se o Google abusa de posição dominante ao exibir trechos de reportagens, evoluiu para uma discussão sobre o impacto dos Resumos de IA na audiência de sites e jornais e na queda de qualidade da informação.

Google permitirá que sites do Reino Unido fiquem de fora de respostas com IA

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (Kit)

18 de Março de 2026, 15:38
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (imagem: reprodução/Mozilla)
Resumo
  • Firefox receberá VPN gratuita com 50 GB de tráfego mensal, inicialmente disponível na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
  • navegador terá também visualização dividida para exibir duas páginas simultaneamente e Smart Window, assistente de IA opcional;
  • novidades incluem ainda API Sanitizer, Tab Notes e novo mascote Kit; a maioria dos recursos será lançada no Firefox 149.

O Firefox está longe de ter a popularidade do líder Google Chrome, mas isso não faz a Mozilla desistir de incrementá-lo. Prova disso é que, em breve, o navegador receberá recursos como VPN gratuita, Smart Window (Janela Inteligente) e um modo de visualização dividida que o faz mostrar duas páginas ao mesmo tempo.

A função de VPN gratuita é, provavelmente, o recurso mais interessante. Isso porque o recurso é capaz de ocultar o endereço IP real de seu computador quando você acessa determinado site, o que pode aumentar a segurança da navegação sob determinadas circunstâncias ou permitir acesso a serviços web com bloqueio regional, por exemplo.

É claro que haverá restrições. Para começar, cada usuário terá direito a 50 GB de tráfego mensal de VPN por mês. Além disso, a novidade estará disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há data para liberação no Brasil e em outros países.

A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador
A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador (imagem: reprodução/Mozilla)

Já a função Smart Window é o novo nome da AI Window, a assistente de inteligência artificial do Firefox que foi anunciada pela Mozilla no ano passado. A novidade poderá ser usada para comparar produtos ou resumir textos na web, por exemplo, e será totalmente opcional, cabendo ao usuário ativá-la.

Falando em comparação, outra novidade prometida para o Firefox é o modo de visualização que exibe duas páginas ao mesmo tempo na tela, uma ao lado da outra, o que permite que o usuário compare textos ou copie dados de um lado para outro, entre outras possibilidades.

As demais novidades incluem a implementação da API Sanitizer, capaz de mitigar ataques antes de seu computador ser afetado, as Tab Notes (Notas de Aba), que permitem adicionar comentários em guias, e até o Kit, nome do novo mascote do Firefox (vide o vídeo a seguir).

Quando todas essas novidades chegarão ao Firefox?

Se não todos, a maioria dos novos recursos será introduzida oficialmente no Firefox 149, com previsão de lançamento para 24 de março de 2026.

A possível exceção fica para a Smart Window, pois a Mozilla não comentou sobre datas para esse recurso, se limitando a informar que já há uma lista de espera aberta para quem quiser testar a novidade.

Já as Tab Notes devem chegar ao Firefox Labs, uma área que dá acesso a recursos experimentais e que deve ser ativada nas configurações da versão 149 do navegador.

Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (Kit)

💾

VPN tem limite de 50 GB por mês e lançamento inicial em quatro países (não inclui o Brasil). Maioria das novidades chega no Firefox 149.

Como ver a senha da Netflix pelo celular ou PC

16 de Março de 2026, 12:58
Ilustração com a tela de visualizar a senha da Netflix
É possível visualizar a senha da Netflix, se você a salvou antes em algum gerenciador de senhas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Você pode ver a senha da Netflix pelo celular, ao acessar o gerenciador de senhas do Google ou o app Senhas do iPhone. Também é possível ver a senha da plataforma pelo PC, por meio do gerenciador de senhas do navegador.

Importante destacar que você só vai conseguir visualizar a senha da Netflix se tiver salvado a credencial anteriormente. Caso contrário, talvez seja necessário redefinir a senha para ter certeza de qual password está usando.

A seguir, saiba como ver a senha da Netflix pelo smartphone (Android ou iPhone) ou pelo PC.

Como ver a senha da Netflix no celular Android

Importante

O método abaixo só vai funcionar caso você tenha escolhido salvar a senha da Netflix em sua Conta Google anteriormente

1. Abra as configurações da Conta Google

Abra o aplicativo do Google em seu smartphone Android. Depois, toque no seu ícone de avatar (localizado no canto superior direito), e vá em “Gerenciar sua Conta do Google”.

Acessando as configurações da Conta Google
Acessando as configurações da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Acesse o gerenciador de senhas do Google

Entre na seção “Segurança e login”. Na tela seguinte, acesse a guia “Gerenciador de senhas”.

Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google
Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Veja a senha da Netflix salva na Conta Google

Use o campo de pesquisa para facilitar a busca (se necessário) e escolha a opção da Netflix. Por fim, toque no ícone de olho para ver a senha da Netflix no celular.

Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google
Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver a senha da Netflix pelo iPhone

Importante

O passo a passo abaixo só vai dar certo se você escolheu salvar a senha da Netflix em seu iPhone anteriormente.

1. Abra o aplicativo Senhas em seu iPhone

Abra o app Senhas em seu iPhone. Em seguida, toque na seção “Todas” para abrir todas as senhas salvas na sua Conta Apple.

Acessando o app Senhas do iPhone
Acessando o app Senhas do iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Selecione “Netflix” para ver a senha da plataforma

Selecione a opção “Netflix”. Depois, basta tocar uma vez no campo da senha para ver a senha da Netflix pelo iPhone.

Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone
Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver a senha da Netflix pelo PC

Importante

O processo abaixo só vai funcionar se você permitiu o salvamento da senha da Netflix no seu navegador anteriormente.

1. Acesse as configurações do seu navegador

No navegador de sua preferência, acesse as configurações do browser. No Google Chrome, basta clicar no menu de três linhas e acessar “Configurações”. Em outros navegadores, vale procurar pela opção ou ícone de configurações.

Acessando as configurações do navegador
Acessando as configurações do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Entre no gerenciador de senhas do browser

Digite “senha” no campo de busca e entre na seção do navegador que armazena senhas salvas. Vale destacar que o nome da guia pode variar de browser para browser.

Entrando nas senhas salvas do navegador
Entrando nas senhas salvas do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Procure por “Netflix” na lista de senhas salvas

Procure por “Netflix” e clique na opção da plataforma de streaming. Você pode fazer a busca manual ou usar o campo de pesquisa.

Acessando a senha da Netflix salva no navegador
Acessando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Confira a senha da Netflix salva no navegador

Clique no ícone de olho para descobrir a senha da Netflix já conectada em seu computador.

Visualizando a senha da Netflix salva no navegador
Visualizando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Por que não consigo ver a senha da Netflix?

Há casos em que você pode não conseguir visualizar a senha da Netflix, mesmo que já tenha feito login anteriormente ou que esteja logado na plataforma. Alguns dos principais problemas que impedem a visualização da credencial envolvem:

  • Senha não salva anteriormente: não será possível encontrar a senha da Netflix nos gerenciadores de senha se você escolher por não salvar a credencial anteriormente.
  • Login feito de outra forma: não há como salvar a senha da Netflix se o login foi feito via QR Code ou algum outro método que não exige a senha da conta.
  • Senha salva em outra conta ou navegador: verifique se está usando a mesma Conta Google, Conta Apple ou navegador em que salvou a senha da Netflix.

Posso ver a senha da Netflix pela TV?

Não. Diferentemente de smartphones, televisores não oferecem aplicativos que exibem senhas salvas no aparelho. Smart TVs podem adicionar login automático para a Netflix, mas não vão mostrar as credenciais para o usuário.

O que fazer se eu não visualizar a senha da Netflix?

Você terá que redefinir a senha da Netflix para ter certeza de qual é o password, caso não consiga visualizar a credencial a partir de gerenciadores de senha. O processo é simples, e envolve acessar o site da plataforma de streaming, usar o mecanismo “Esqueceu a senha?”, confirmar sua identidade e criar uma nova senha.

E se por acaso estiver com problemas para descobrir ou trocar sua senha, vale falar com o SAC da Netflix para buscar ajuda frente ao suporte da plataforma.

É possível ocultar a senha da Netflix salva?

Sim. Você pode ocultar a senha da Netflix na lista de senhas salvas ao abrir o gerenciador de senhas do seu smartphone ou navegador, e remover os dados da Netflix.

Vale destacar que essa ação vai remover a senha da Netflix do gerenciador de senhas, impedindo que você visualize a credencial posteriormente em caso de esquecimento.

Como ver a senha da Netflix pelo celular ou PC

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando as configurações da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando o app Senhas do iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando as configurações do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando nas senhas salvas do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
❌