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Como ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ou PC

15 de Maio de 2026, 11:31
Como ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ou PC
Google Maps permite visualizar mapeamentos antigos de determinadas regiões (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O registro histórico do Google Maps reúne mapeamentos de regiões feitos em diferentes datas. Com ele, você pode ver como era uma região em tempos passados, acompanhando as mudanças até as capturas mais recentes.

Você pode ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ao acessar o Street View, tocar no widget com data, e escolher o ano desejado. Pelo PC, basta clicar em “Confira mais datas” e selecionar mapeamentos mais antigos.

Vale mencionar que nem todas as localidades incluem registros históricos: se o Google Maps mapeou o local somente uma vez, você só vai conseguir visualizar imagens do Street View daquele ano.

A seguir, saiba como ver fotos antigas no Google Maps pelo smartphone (Android ou iOS) ou PC.

Como ver fotos antigas no Google Maps pelo celular

1. Abra o Google Maps e pesquise o endereço desejado

Abra o aplicativo do Google Maps em seu celular (Android ou iOS). Em seguida, use o campo de busca (localizado no topo da tela) para pesquisar o endereço desejado e toque em cima da opção.

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo celular
Pesquisando um endereço no Google Maps pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Entre no modo Street View e toque no widget com data

Toque na foto reduzida do local para entrar no Google Street View. Feito isso, aperte no widget com data (localizado no canto superior esquerdo) para visualizar o Google Maps em anos anteriores.

Dica: se o widget não abrir nenhuma outra janela, experimente movimentar-se no Google Street View e aperte a janela novamente.

Procurando por datas mais antigas no Street View do Google Maps
Procurando por datas mais antigas no Street View do Google Maps (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Selecione a data desejada mapeada pelo Google Maps

Navegue pela seção estilo carrossel para ver imagens antigas do Google Maps. Por fim, toque no ano desejado para ver como era o local na data escolhida.

Navegando no Street View do Google Maps em datas mais antigas
Navegando no Street View do Google Maps em datas mais antigas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver imagens antigas no Google Maps pelo PC

1. Entre no site do Google Maps e busque pelo endereço

Abra o navegador de sua preferência e acesse a página google.com/maps. Feito isso, pesquise pelo endereço desejado usando o campo de busca.

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo PC
Pesquisando um endereço no Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Vá na miniatura de paisagem para entrar no Street View

Clique na miniatura da paisagem do endereço para entrar no modo Street View.

Abrindo o Street View do Google Maps pelo PC
Abrindo o Street View do Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Escolha “Confira mais datas” para ver datas antigas

Clique na opção “Confira mais datas” para mudar a data do Google Maps da região. Caso não encontre a opção, se movimente no modo Street View até que o recurso apareça.

Conferindo datas mais antigas do Google Street View
Conferindo datas mais antigas do Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Escolha outras datas em que o local foi mapeado

Navegue pela seção para ver ruas antigas no Google Maps. Você então poderá escolher datas antigas em que o Google mapeou o local.

Escolhendo outras datas no Google Street View
Escolhendo outras datas no Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Por que algumas cidades não possuem imagens antigas no Google Maps?

Se o Google Maps mapeou uma região específica apenas uma vez, a opção para ver datas mais antigas não estará disponível, devido à falta de registros históricos. Nesses casos, não será possível usar o Street View do Google para buscar por imagens antigas.

Também há casos em que o Google mapeou o local mais de uma vez, mas precisou excluir registros mais antigos por motivos técnicos ou por questões ligadas à privacidade de pessoas ou estabelecimentos que foram capturadas.

De quanto em quanto tempo o Google Maps atualiza as imagens?

Não existe um prazo determinado para o Google Maps atualizar suas imagens. O serviço do Google costuma fazer novos mapeamentos entre um a três anos em várias regiões do mundo, mas esse intervalo pode variar de acordo com a demanda, viabilidade e cobertura operacional.

Como ver imagens antigas no Google Maps pelo celular ou PC

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Procurando por datas mais antigas no Street View do Google Maps (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Navegando no Street View do Google Maps em datas mais antigas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Pesquisando um endereço no Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Abrindo o Street View do Google Maps pelo PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Conferindo datas mais antigas do Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Escolhendo outras datas no Google Street View (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

15 de Maio de 2026, 08:03
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Google pode limitar armazenamento gratuito inicial para combater spam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google iniciou testes que limitam o espaço inicial de armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços a 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular para obter mais espaço.
  • A mudança marca o fim da política tradicional de 15 GB de armazenamento gratuito, que começou em 2013, e pode ser uma estratégia para reforçar a verificação de identidade e combater a criação automatizada de contas.
  • A restrição está sendo testada em regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa, e pode ser expandida globalmente, mas não afeta as contas existentes, que permanecem com 15 GB de armazenamento.

O Google iniciou testes que podem mudar o armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços para novos usuários. Relatos recentes indicam que a empresa está limitando o espaço inicial das contas para apenas 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular. A medida pode marcar o fim da política tradicional de 15 GB, um padrão que começou em 2013.

Vale notar que a mudança, ao menos por enquanto, não chegou oficialmente ao Brasil. A restrição parece estar limitada a regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa. No entanto, atualizações recentes nas páginas de suporte sugerem que a transição pode ser global.

Onde antes o texto explicava que cada conta contava com “15 GB de armazenamento gratuito”, agora a mensagem oficial diz que os usuários podem obter “até 15 GB” sem custo adicional. A alteração foi detectada por usuários em fóruns de tecnologia e noticiada por sites especializados.

Como funciona o novo limite?

Até agora, o usuário recebia 15 GB de armazenamento para o ecossistema do Google – ou seja, Gmail, Google Drive e Google Fotos. O novo fluxo de inscrição apresenta uma oferta de apenas 5 GB. Para “desbloquear” os 10 GB adicionais, o sistema exige a verificação de um número de telefone.

A justificativa apresentada pelo Google é de que o número serve para assegurar que o “bônus” de armazenamento seja aplicado apenas uma vez, evitando abusos. Caso o usuário pule a etapa, ele fica preso ao teto de 5 GB.

A mudança não impacta as contas já existentes, que permanecem com 15 GB.

Segundo o Google, o número de telefone garante que o “bônus” seja liberado uma vez por pessoa (imagem: reprodução)

Segurança ou estratégia comercial?

Essa alteração coloca o Google em um patamar de oferta gratuita similar ao da Apple, que disponibiliza os mesmos 5 GB no iCloud. Ele atrás da Microsoft, que oferece 15 GB para o Outlook, embora limite o OneDrive a 5 GB no plano gratuito.

O objetivo seria criar uma barreira técnica para combater a criação automatizada de contas em massa, geralmente utilizadas para disparar spam ou hospedar arquivos maliciosos.

Curiosamente, o movimento de restrição ocorre no mesmo período em que o Google expandiu as vantagens para assinantes pagos. Recentemente, usuários do plano Google One AI Pro tiveram o limite expandido para 5 TB. A estratégia sinaliza que a prioridade da gigante das buscas é reforçar a segurança e, simultaneamente, incentivar a conversão de usuários gratuitos em pagantes assim que os primeiros 5 GB forem consumidos.

Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

13 de Maio de 2026, 15:47
Aplicativo do Itaú em um iPhone
Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú Unibanco e Google firmaram parceria para bloquear chamadas fraudulentas no Android 11 ou superior que imitam centrais de atendimento bancárias;
  • solução envolve integração dos números de telefone das centrais de atendimento do Itaú que recebem ligações de clientes aos sistemas de proteção do Google;
  • parceria não é exclusiva do Itaú; Google também confirmou parcerias com Nubank e Revolut.

Você já deve ter recebido ligações fraudulentas em nome de bancos. Trata-se do chamado “golpe da falsa central de atendimento”. Para combater o problema, o Itaú Unibanco anunciou uma parceria com o Google para identificar e bloquear esse tipo de chamada no Android, automaticamente.

Talvez você saiba, por experiência própria, que esse tipo de golpe é frequente no Brasil. O roteiro da ligação pode variar, mas, geralmente, envolve informar que uma compra foi feita com o cartão da pessoa e que ela deve seguir as orientações da falsa central para resolver o problema. É aí que o golpe é executado, se a cilada não for notada.

A pior parte é que, muitas vezes, o número telefônico que aparece para o usuário é o mesmo usado pela instituição financeira. Trata-se de uma técnica de spoofing, que mascara a origem da chamada fraudulenta.

É justamente essa abordagem que o Itaú vai atacar. Para tanto, a instituição bancária integrou os números de telefone de suas centrais de atendimento que apenas recebem ligações de clientes (e nunca são usadas para originar chamadas) aos sistemas de proteção do Google.

Essa comunicação entre sistemas existe para que, quando o celular Android receber uma chamada com um número se passando pelo atendimento do Itaú, os sistemas do Google verifiquem se a instituição financeira realmente iniciou aquele ligação. Se negativo, a chamada é encerrada imediatamente.

O grande diferencial dessa solução é o seu alcance social. Ela protege qualquer pessoa que use o sistema Android no Brasil, basta ter um dos aplicativos do Itaú instalados, seja pessoa física ou jurídica.

Ana Leda Guedes Tavares, superintendente de prevenção a fraudes do Itaú Unibanco

Android encerrando ligação fraudulenta
Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

Parceria com Google não é exclusiva do Itaú

Na terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, o Google revelou novidades de segurança e privacidade para o Android 17. No mesmo anúncio, o Google confirmou ter fechado parcerias com instituições financeiras para prevenir fraudes de spoofing.

Além do Itaú, o Google mencionou o Nubank e a Revolut como companhias parceiras, com mais instituições podendo aderir à iniciativa em etapas futuras.

Em todos os casos, o usuário precisa ter um celular com Android 11 ou superior para a proteção funcionar. Não é necessário fazer nenhuma configuração ou instalar aplicativos específicos para isso, a não ser o app da própria instituição financeira.

“Se você tiver o aplicativo de um banco ou instituição financeira participante instalado e tiver feito login, o Android funciona silenciosamente em segundo plano para verificar as chamadas recebidas”, explica o Google.

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

Samsung pode levar Galaxy Glasses e inédito Fold Wide para Unpacked em julho

13 de Maio de 2026, 15:14
Dois smartphones dobráveis parcialmente dobrados sobre uma mesa, vistos de trás
Próximo Galaxy Unpacked trará a nova geração de dobráveis da marca (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung deve aumentar o ecossistema de dispositivos lançados no segundo semestre. De acordo com informações vazadas nesta semana, a fabricante sul-coreana deve aproveitar o próximo Galaxy Unpacked, supostamente em 22 de julho, para apresentar os novos dobráveis Z Fold 8 e Z Flip 8, além dos primeiros óculos inteligentes da companhia, conhecidos como Galaxy Glasses.

As novidades do evento, que promete ser um dos maiores em número de novos produtos, foram antecipadas pelo jornal Seoul Economic Daily.

O que são e como devem funcionar os Galaxy Glasses?

Vazamento mostra design minimalista dos Galaxy Glasses (imagem: reproducão/Android Headlines)

A estrela do evento, dividindo os holofotes com os novos celulares, deve ser o Galaxy Glasses. Diferentemente de headsets de realidade mista mais conhecidos, o modelo da Samsung apostaria num formato minimalista e sem tela. O dispositivo é fruto de uma parceria com a marca global de óculos Gentle Monster, buscando um design mais sóbrio para uso prolongado.

O hardware é composto por uma câmera de alta definição, microfones e alto-falantes embutidos nas hastes. Sem um display para projetar imagens, o foco dos Galaxy Glasses seria a inteligência artificial contextual. O dispositivo deve vir com o sistema Android XR, desenvolvido em conjunto com o Google, e deve utilizar o modelo de IA generativa Gemini. Na prática, os óculos capturam o campo de visão do usuário enquanto o Gemini analisa o ambiente em tempo real e fornece informações, traduções ou assistência por comandos de voz.

O lançamento comercial está previsto para o terceiro trimestre de 2026. Com essa estratégia, a Samsung entraria em concorrência direta com os óculos Ray-Ban da Meta. Como diferencial, o acessório promete forte integração com o ecossistema de dispositivos conectados SmartThings e poderá até interagir com veículos por meio do sistema Car-to-Home, fruto de uma parceria com o grupo Hyundai.

Fold Wide e disputa com a Apple

No segmento de smartphones, a Samsung deve introduzir uma mudança na ergonomia. Além do Z Fold 8 e Z Flip 8, o mercado aguarda a revelação de um novo modelo conhecido internamente como Fold Wide. Ele deve apresentar um comprimento horizontal maior e uma largura vertical reduzida em comparação ao design atual, mais ou menos como o Huawei Pura X Max que vimos numa loja da China.

A mudança buscaria resolver uma das dores de cabeça dos usuários: a tela externa muito estreita, que muitas vezes dificulta a digitação. Com o formato mais largo, o aparelho fechado deixaria de parecer um controle remoto e ganharia a usabilidade de um smartphone padrão. A introdução do novo formato é vista como resposta estratégica ao suposto lançamento do primeiro iPhone dobrável, previsto para o final deste ano.

Além dos smartphones e dos inéditos óculos inteligentes, o Galaxy Unpacked de julho pode servir como palco para a nova geração de relógios da marca, a linha Galaxy Watch 9. No entanto, ainda não sabemos quais serão as mudanças de design, sensores ou especificações preparadas pela fabricante.

Samsung pode levar Galaxy Glasses e inédito Fold Wide para Unpacked em julho

Galaxy Z Flip 7 e Z Fold 7 foram lançados na Samsung Unpacked (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

13 de Maio de 2026, 13:30
Googlebook
Googlebook terá “hardware premium” (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google não planeja descontinuar os Chromebooks tão cedo, apesar do anúncio dos Googlebooks;
  • Chromebooks continuarão a ser oferecidos com atualizações de software por pelo menos dez anos, segundo o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, John Maletis;
  • porém, não está descartada a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento devido a uma mudança de estratégia do Google.

Com o anúncio oficial dos Googlebooks, uma pergunta veio à mente de muita gente: a novidade fará o Google descontinuar a linha Chromebook? A resposta curta é: por ora, não. Mas existe, sim, a possibilidade de a companhia deixar de focar nos Chromebooks tal como os conhecemos.

É preciso deixar claro desde já que ambos os produtos seguem propostas distintas. Os Chromebooks são direcionados principalmente a estudantes e, por isso, são mais simples no hardware, o que também os torna mais baratos. Já os Googlebooks contarão com “hardware premium”, como o próprio Google afirma, pois executarão recursos de IA nativamente.

A despeito dessa diferença de segmentação, os Chromebooks estão há 15 anos no mercado. Por isso, a dúvida sobre se essa linha será aposentada ou não é pertinente.

Questionado a respeito pelo site Chrome Unboxed, John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, garantiu que o ChromeOS não será descontinuado tão cedo, e que há uma nova leva de Chromebooks e Chromebooks Plus a serem lançados.

Nesse sentido, chama a atenção a afirmação do executivo de que alguns modelos de Chromebook poderão ser atualizados para executar o mesmo firmware dos Googlebooks.

Maletis também destacou que o Google cumprirá a promessa de oferecer atualizações de software para os Chromebooks por pelo menos dez anos.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Chromebook da Acer (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mas a linha Chromebook pode “morrer”?

Não podemos descartar a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento, mesmo que esse processo seja executado progressivamente.

Há algumas razões para isso. Para começar, o Googlebook está mais alinhado com o cenário “powered by AI” que o Google vislumbra, afinal, essa categoria de notebook foi desenvolvida para trabalhar nativamente com o Gemini Intelligence.

Levemos em conta também que, apesar de o Google ainda não ter confirmado, tudo indica que o Googlebook roda o Aluminium OS, sistema operacional muito mais integrado aos ecossistemas do Android e da própria companhia do que o ChromeOS, que é um sistema mais focado em aplicações web (nuvens).

Por fim, pode haver uma mudança de foco. Com a chegada do MacBook Neo e, eventualmente, de um avanço de notebooks Windows com chip Arm mais baratos, o Google pode deixar de dar prioridade ao segmento de laptops acessíveis, favorecendo o Googlebook. Para não deixar nenhum segmento descoberto, pode até ocorrer de a companhia anunciar um “Googlebook Lite” ou algo do tipo.

Mas, por ora, tudo isso é especulação. Como John Maletis deu a entender, Chromebooks e Googlebooks irão conviver entre si por algum tempo.

Vale ressaltar que os primeiros Googlebooks serão lançados no último trimestre de 2026 por marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. O Google já confirmou que haverá versões do Googlebook com chips Intel, Qualcomm e MediaTek.

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

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Google anunciou Googlebook como uma categoria focada em IA, mas assegurou que linha Chromebook não será descontinuada agora.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

13 de Maio de 2026, 13:04
ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX pode enviar infraestrutura de IA à órbita da Terra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e SpaceX negociam a instalação de data centers em órbita terrestre, segundo o The Wall Street Journal.
  • O projeto tentaria contornar limitações energéticas e ambientais de servidores na Terra.
  • A infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da SpaceX e operaria de forma contínua e autônoma, alimentada por energia solar.

Google e SpaceX estariam negociando a instalação de data centers em órbita terrestre. Segundo o The Wall Street Journal, a infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da empresa de Elon Musk. A proposta seria contornar os gargalos energéticos e as restrições ambientais que hoje limitam a expansão de centros de dados voltados para inteligência artificial na Terra.

A relação entre as duas empresas vem de longa data. De acordo com a imprensa norte-americana, o Google foi um dos primeiros grandes investidores da companhia aeroespacial em 2015. Hoje, a empresa detém uma participação acionária de 6,1% na SpaceX. Mesmo com essa proximidade, o Google também estaria conversando com outras companhias do setor para tocar o projeto.

Faz sentido?

Imagem de servidores em um data center
Servidores na órbita terrestre operariam com energia solar (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Diante da necessidade urgente de contornar as limitações da infraestrutura atual, a ideia pode um dia sair do papel. As ferramentas de IA têm exigido cada vez mais energia dos data centers tradicionais, gerando altos custos de operação. No espaço, os servidores orbitais iriam operar de forma contínua e autônoma, alimentados exclusivamente pela energia captada por painéis solares.

Apesar de tudo, o modelo ainda enfrenta ceticismo. Especialistas ouvidos pelo WSJ afirmam que existem desafios técnicos extraordinários na manutenção e refrigeração de computadores na órbita terrestre. Além disso, o portal TechCrunch lembra que os custos embutidos no projeto fazem com que os data centers terrestres continuem como uma alternativa mais barata.

Planos do Google

Vale destacar que o Google não está parado no desenvolvimento de hardware. No fim do ano passado, a empresa revelou os primeiros detalhes do Projeto Suncatcher, uma iniciativa focada em fabricar e colocar em órbita os primeiros protótipos de satélites de processamento de dados até 2027.

Em novembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, declarou que não há dúvidas de que, em pouco mais de uma década, a indústria de tecnologia considerará os data centers orbitais uma das formas comuns para a implantação de novos servidores.

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os servidores de um data center são organizados em racks ou gabinetes (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

13 de Maio de 2026, 11:06
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
  • O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
  • Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

13 de Maio de 2026, 11:04
Tecla com o "G" de Google no laptop
Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Googlebook terá versões com processadores Intel, Qualcomm e MediaTek, confirma Google;
  • dispositivos serão equipados com “hardware premium” e terão suporte à execução nativa de aplicativos Android;
  • primeiros modelos do Googlebook serão lançados no outono de 2026, com parcerias firmadas com Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo.

O Google revelou a categoria de laptops Googlebook nesta semana, mas ainda mantendo mistério sobre várias características da novidade. Os requisitos de hardware dessas máquinas ainda não foram divulgados, por exemplo. Mas já se sabe que eles serão equipados com processadores de marcas como Intel, Qualcomm e MediaTek.

Para quem não viu, vale uma rápida introdução: os Googlebooks são notebooks de categoria premium que foram desenvolvidos para executar aplicações de IA — o Gemini Intelligence, para ser preciso —, bem como aplicativos para Android.

O Google ainda não confirmou oficialmente qual é o sistema operacional desses equipamentos, mas há indícios fortíssimos de que se trata do Aluminium OS, basicamente, uma mistura de Android com ChromeOS.

Sobre as especificações técnicas, o Google comentou apenas que os Googlebooks contarão com “hardware premium”, sem entrar em detalhes. Eis então que, via X, a Intel revelou que é parceira do Google no projeto:

Estamos empolgados em nos unirmos ao Google em algo que temos construído com eles — o Googlebook.

Dispositivos premium e poderosos projetados para Inteligência. Mal podemos esperar para colocá-lo em suas mãos neste outono [último trimestre de 2026].

Esse é um indício de que os Googlebooks serão compatíveis com a arquitetura x86, certo? Certo. A confirmação veio por meio de uma entrevista de John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, ao site Chrome Unboxed.

Na conversa, o executivo revelou que haverá Googlebooks baseados em chips Intel. Mas não exclusivamente. Ainda segundo Maletis, também haverá modelos equipados com processadores da Qualcomm e da MediaTek.

Isso significa que os Googlebooks serão compatíveis tanto com a arquitetura Arm, como esperado, quanto com a arquitetura x86 (a não ser que a Intel lance um chip Arm para a linha, mas isso é improvável).

Quantidade de memória RAM? Capacidade de armazenamento interno? GPU? Nada disso foi comentado pelo Google até o momento. Mas Maletis garantiu que os Googlebooks contarão com hardware de alta qualidade em prol de uma experiência satisfatória — podemos até esperar pela execução nativa de apps para Android (sem emulação).

Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Quando o Googlebook será lançado?

De acordo com o Google, os primeiros modelos do Googlebook chegarão aos consumidores no outono americano, isto é, entre setembro e dezembro de 2026.

A companhia já confirmou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para a fabricação e a distribuição desses laptops.

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

12 de Maio de 2026, 18:24
Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Galaxy S26 com tela de compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou expansão da compatibilidade do AirDrop com aparelhos Android, permitindo troca de arquivos com iPhones e iPads de forma mais fácil;
  • mais aparelhos de marcas como Oppo, OnePlus, Samsung, Vivo, Xiaomi e Honor receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop em 2026;
  • Quick Share poderá ainda ser integrado a aplicativos de terceiros, como o WhatsApp, permitindo compartilhamento de arquivos sem conexão à internet, e também permitirá gerar QR Code para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

Entre as novidades que o Google anunciou nesta terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, está a expansão da compatibilidade de aparelhos Android com a tecnologia AirDrop, da Apple. Com isso, ficará cada vez mais fácil trocar arquivos com iPhones, iPads e afins.

Esse movimento começou no fim de 2025. Mas, até recentemente, apenas celulares da família Google Pixel suportavam essa integração. Depois, o suporte ao AirDrop chegou à linha Galaxy S26. Recentemente, o Oppo Find X9 Ultra e o Vivo X300 Ultra (ou Jovi X300 Ultra) também passaram a suportar a funcionalidade, só para citar mais alguns exemplos.

Faz sentido que mais aparelhos sejam beneficiados por esse recurso, até porque já está claro que essa integração realmente funciona. No lado do Android, a comunicação é feita via Quick Share; no lado da Apple, via AirDrop, obviamente.

Pois bem, o Google revelou que mais aparelhos receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop no decorrer de 2026. Os modelos ainda não foram especificados, mas correspondem a unidades de marcas como Oppo, OnePlus, Vivo (Jovi, no Brasil), Xiaomi e Honor. Mais smartphones da Samsung também serão contemplados, o que deve incluir linhas como Galaxy S25 e Galaxy S24.

Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quick Share em aplicativos

Um detalhe interessante é que o Quick Share também poderá ser integrado a aplicativos de terceiros (que não são mantidos pelo Google). O primeiro deles será o WhatsApp, embora ainda não haja prazo para essa implementação.

Com a integração, você poderá compartilhar arquivos com pessoas que estiverem perto de você usando o WhatsApp, com o envio sendo feito via Quick Share, de modo que não seja necessário ter uma conexão à internet para isso.

Também vale destacar que, a partir de hoje, você poderá gerar um QR Code no Quick Share de qualquer dispositivo Android compatível para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

O aparelho de destino deve fazer a leitura do código para que o arquivo seja baixado a partir das nuvens (esse procedimento, sim, exigirá conexão à internet), com o compartilhamento sendo protegido por criptografia de ponta a ponta.

Em tempo: o Google anunciou algumas novidades específicas para o Android 17. Entre elas, estão:

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

12 de Maio de 2026, 14:04
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Android 17 impedirá que criminosos desativem o rastreamento do aparelho, mesmo que possuam a senha ou o PIN do usuário;
  • nova versão do sistema também permitirá selecionar contatos específicos para compartilhar com aplicativos, em vez de liberar a agenda completa;
  • recursos de identificação de chamadas fraudulentas em parceria com bancos como o Itaú é outra novidade (vale também para outras versões do Android).

No evento The Android Show: I/O Edition 2026 realizado nesta terça-feira (12/05), o Google confirmou alguns dos recursos de segurança que farão parte do Android 17. Entre eles está uma função que impede um ladrão de desativar o rastreamento do seu celular mesmo se ele tiver a sua senha ou PIN.

Esse recurso é uma expansão do Google Localizador (Google Find Hub). Se você usar esse mecanismo no Android 17 para indicar que seu celular foi perdido, roubado ou furtado, a pessoa que estiver de posse do aparelho não poderá desativar o rastreamento do dispositivo, mesmo se tiver a sua senha ou código PIN, como já informado.

Essa função também bloqueia o aparelho de modo que a senha e o PIN não sejam mais aceitos. Além disso, algumas proteções adicionais também são ativadas, como a que desativa novas conexões Bluetooth ou Wi-Fi. Se você recuperar o celular, deverá usar autenticação biométrica (reconhecimento facial ou impressão digital) para desativar as proteções.

Falando em senha ou PIN, o Google também explica que, no Android 17, o número limite de tentativas de inserção desses códigos foi reduzido “significativamente”. Para completar, quando o limite for atingido, haverá um tempo maior de espera para que novas tentativas de desbloqueio possam ser efetuadas.

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Outra novidade está nos recursos de localização. O Android 17 introduzá um botão para esse fim que permite que o rastreamento da posição geográfica funcione apenas quando determinado aplicativo estiver em uso e somente para aquele momento.

E sabe quando um aplicativo pede permissão para acessar a sua lista de contatos? No Android 17, há um novo seletor que permite que essa solicitação seja aplicada a contatos específicos, e não para toda a lista.

Há mais recursos de segurança no Android 17?

Sim. Entre as demais novidades estão:

  • função que verifica se versões alternativas do sistema operacional são legítimas;
  • controles de segurança e privacidade baseados no Gemini Intelligence;
  • desativação por padrão de redes 2G por determinação da operadora;
  • implementação de criptografia pós-quântica;
  • remoção do acesso a serviços de acessibilidade por aplicativos que não têm recursos do tipo;
  • ativação por padrão dos mecanismos antirroubo do Android que foram testados no Brasil.
Android encerrará ligações de golpe financeiro
Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Vale destacar também que o Google fechou parcerias com instituições financeiras para identificar chamadas fraudulentas que se passam por bancos. O sistema checa, junto à instituição, se há realmente uma chamada sendo feita para determinado cliente. Se negativo, a ligação é encerrada.

Esse recurso será testado inicialmente com empresas como Revolut, Itaú e Nubank. Esta é uma funcionalidade que estará disponível para o Android 11 e versões superiores, não se limitando ao Android 17.

Sobre o Android 17 em si, essa versão tem lançamento previsto para junho de 2026.

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

12 de Maio de 2026, 14:02
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou novos recursos para o Android 17 voltados à criação de conteúdo;
  • novidades incluem parceria com a Meta para melhorar publicação de fotos e vídeos no Instagram, a exemplo do modo Ultra HDR, que garante cores mais realistas nas postagens;
  • outra novidade é um recurso nativo para gravação de vídeos de reação.

O Android 17 está vindo aí e, como toda nova versão, promete uma série de novos recursos. Alguns deles, mostrados pelo Google no evento The Android Show: I/O Edition 2026, foram desenvolvidos para apoiar criadores de conteúdo: eles tornam o sistema mais amigável ao Instagram e facilitam a criação de vídeos de reações, por exemplo.

Comecemos pela função Screen Reactions (Reações de Tela). A ideia é facilitar a criação de vídeos de… reações. Estamos falando de vídeos em que a imagem da pessoa aparece em miniatura no canto inferior da tela enquanto o conteúdo principal é assistido por ela.

Para tanto, a nova funcionalidade consegue gravar o conteúdo que aparece na tela ao mesmo tempo em que a câmera frontal captura a imagem da pessoa, sem que seja necessário usar aplicativos de terceiros para sobrepor um conteúdo ao outro.

O vídeo resultante pode, então, ser publicado rapidamente nas redes sociais. Falando nisso…

Android 17 promete melhorar o conteúdo enviado ao Instagram

O que deve fazer diferença para a maioria dos usuários é a parceria que o Google fechou com a Meta. Por meio dela, ambas as companhias prometem facilitar a publicação de conteúdo no Instagram. E o mais importante: melhorar a qualidade de imagem desse conteúdo.

De acordo com o Google, isso será proporcionado por meio de recursos como:

  • Ultra HDR: permite que o conteúdo gerado no celular tenha cores mais vibrantes e realistas;
  • Estabilização de vídeo: ajuda a diminuir o tremor de vídeos feitos quando o usuário caminha, dança ou, como o próprio Google brinca, “está sob o efeito de muita cafeína”;
  • Night Shift: otimiza a captura de fotos durante a noite ou em ambientes com luminosidade reduzida.
Função Screen do Android 17
Função Screen do Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Repare que nada disso faz sentido se, durante o processamento do conteúdo no Instagram, houver redução da qualidade de imagem, certo? Pois bem, o Google garante que os processos de captura e upload foram otimizados para que o conteúdo continue nítido quando a publicação for feita.

Tem mais uma novidade para usuários da rede social da Meta: o Instagram Edits, aquele aplicativo criado para ser uma alternativa ao CapCut, contará com IA para aprimorar a resolução de fotos e imagens, bem como para facilitar a separação de faixas de áudio. Esses recursos serão exclusivos da versão do app para Android.

Será que tudo isso será suficiente para o Google acabar com a fama de que só o iPhone presta para conteúdo no Instagram? Talvez. Mas há um ponto de atenção aqui: o Google diz que a sua parceria com a Meta promete “trazer o melhor do Instagram para nossos dispositivos Android mais avançados“.

Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17
Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Outras novidades para “creators”

Entre as demais novidades para criadores de conteúdo está a chegada do Adobe Premiere ao Android para os próximos meses, embora o aplicativo não deva se limitar à versão 17 do sistema. “Com o Premiere, você terá acesso a modelos e efeitos exclusivos para criar e publicar YouTube Shorts”, afirma o Google.

Já para quem foca na criação de vídeos profissionais, o Google promete, também, ampliar o acesso ao codec Advanced Professional Video (APV), que é próprio para filmagens a partir de dispositivos móveis.

Desenvolvido em parceria com a Samsung, o APV já está disponível no Galaxy S26 Ultra e no Vivo X300 Ultra. A expansão permitirá o seu uso em outros dispositivos, mais precisamente, naqueles equipados com chips Snapdragon 8 Elite a serem lançados ainda em 2026.

A versão final do Android 17 está prevista para junho.

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

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Além de melhorar experiência do usuário com o Instagram, Android 17 também promete facilitar gravação de vídeos de reação.

Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

12 de Maio de 2026, 14:01
Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou o Googlebook, nova categoria de notebooks projetada para operar com inteligência artificial Gemini;
  • novidade foi apresentada no evento Android Show e conta com hardware premium; dispositivos serão produzidos em parceria com marcas como Acer e Dell;
  • entre os diferenciais estão ferramentas como Magic Pointer, que sugere ações automáticas via Gemini com o passar do mouse.

Googlebook é o nome oficial da nova categoria de notebooks criada pelo Google e anunciada nesta terça-feira (12/05) durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026. A novidade chega com um diferencial que a companhia considera importante para os tempos atuais: ser projetada, desde o início, para funcionar com inteligência artificial — com o Gemini Intelligence (Inteligência Gemini), para ser exato.

Apesar do nome, o Googlebook não será desenvolvido e comercializado exclusivamente pelo Google. A companhia fechou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para produzir esses computadores e fazê-los chegar aos consumidores.

É uma dinâmica que remete à dos Chromebooks, que são laptops de baixo custo direcionados a estudantes e que, portanto, costumam contar com hardware de nível básico ou intermediário produzidos por essas e outras marcas.

Neste ponto, vale destacar que os Googlebooks não devem substituir os Chromebooks, pois a categoria tem uma proposta diferente: por conta do foco em IA, as novas máquinas terão “hardware premium”, como o próprio Google destaca.

O que o Googlebook tem de interessante?

Além do hardware avançado, há alguns elementos de design que permitirão que você identifique um Googlebook rapidamente. Começa pela tecla do sistema, que exibe o “G” de Google. Além disso, há uma linha luminosa na tampa do notebook (Glowbar) que deve estar presente em todos os modelos.

A Glowbar do Googlebook
A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Em termos funcionais, uma característica um tanto óbvia é a presença de aplicativos do ecossistema do Google, que incluem Gmail, Drive, Agenda (Calendar) e o navegador Chrome. É claro que um botão para acesso direto ao Gemini também está lá.

O Google destaca ainda que os Googlebooks poderão se comunicar facilmente com celulares Android, de modo que você possa continuar em um a tarefa que foi iniciada no outro. Isso porque, além do compartilhamento de arquivos, essa integração permite que você use um aplicativo do smartphone no laptop, ou receba, neste último, notificações que chegaram originalmente ao celular.

Ainda não há informação oficial sobre qual é o sistema operacional do Googlebook, mas as imagens divulgadas sugerem fortemente que estamos falando do Aluminium OS.

Tecla com o "G" de Google no laptop
Tecla com o “G” de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Seja como for, encontramos outros recursos notáveis por aqui, entre eles:

  • Magic Pointer (Ponteiro Mágico): ao mover o cursor do mouse para um elemento na tela, faz o Gemini sugerir ações automaticamente, como agendar uma reunião quando você aponta para uma data em um e-mail;
  • Create your Widget (Criar o seu Widget): usa o Gemini para criar widgets sob medida, como um que reúne informações de hospedagem e voos para uma viagem que você irá fazer;
  • Quick Access (Acesso Rápido): permite que você visualize ou pesquise por arquivos no celular usando o Googlebook sem precisar transferi-los;
  • Google Play: você poderá instalar apps no Googlebook diretamente a partir da loja de aplicativos do Android.
Principais características do Googlebook
Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Quando os Googlebooks serão lançados?

O Google ainda não definiu uma data para o lançamento da categoria Googlebook, mas comentou que isso deverá ocorrer durante o outono americano, ou seja, entre setembro e dezembro de 2026.

Até lá, mais detalhes serão revelados por meio do site oficial do Googlebook.

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

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Googlebooks foram projetados para serem integrados ao Gemini e se comunicarem com celulares Android. Novidade tem hardware "premium" e novo sistema operacional.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

12 de Maio de 2026, 13:20
O Android Show começa às 14h (imagem: reprodução)
Resumo
  • O evento via internet “The Android Show” ocorre hoje às 14h, transmitido pelo YouTube e site do Android, apresentando novidades do ecossistema Android.
  • O evento deve destacar o Android 17, com refinamentos de interface, recursos para dispositivos Pixel e bloqueio de apps por biometria.
  • O Google também pode anunciar atualizações para vestíveis, como o Android XR para realidade estendida e Wear OS 7 para relógios.

O Google realiza nesta terça-feira (12/05) o The Android Show, evento dedicado às novidades do ecossistema Android. A apresentação acontece às 14h no horário de Brasília e será transmitida pelo canal oficial do Android no YouTube e pelo site do Android.

A empresa apresenta o evento uma semana antes da conferência principal, o Google I/O 2026, marcada para 19 e 20 de maio, na Califórnia, EUA. A ideia é separar os anúncios do Android de novidades mais complexas sobre IA, ferramentas para desenvolvedores e mais detalhes sobre plataformas, que devem aparecer no I/O.

Novidades para o Android 17

O Android 17, que teve beta liberada em fevereiro, deve ocupar boa parte do evento. Espera-se que o Google destaque:

  • Refinamentos de interface
  • Recursos específicos para alguns dispositivos, como celulares Pixel
  • Ajustes na tela de apps recentes
  • Suporte mais amplo a bolhas de aplicativos
  • Recurso nativo de bloqueio de apps por biometria.

Espera-se também mais recursos do Gemini, já que o mascote lembra a identidade visual da IA no próprio teaser do evento. As novidades, caso se confirmem, devem ser mais sobre as interações com o Gemini dentro do sistema, segundo o Phone Arena.

Atualizações para o ecossistema

Os vestíveis também podem ganhar atenção. A expectativa é que o evento traga novas informações sobre o Android XR, plataforma para dispositivos de realidade estendida, como óculos inteligentes e headsets.

Já para os relógios, é possível que vejamos algo sobre o futuro Wear OS 7, segundo o Tom’s Guide. O evento também pode mencionar Android Auto, smart home e outros formatos em que o Android já está presente. A lógica é mostrar o sistema como uma plataforma espalhada por relógios, carros, TVs, óculos e computadores.

Android em PCs: Aluminium OS pode aparecer

Captura de tela da interface Aluminium OS
Aluminium OS deve aparecer no evento (imagem: reprodução)

Falando em PCs, eles devem ganhar uma nova plataforma baseada em Android, integrando o sistema ao ChromeOS. O projeto apareceu hoje em um vazamento massivo com um vídeo de 16 minutos do sistema, e também dá mais força a outro rumor recente que indica uma possível versão da OneUI, da Samsung, para notebooks.

O novo sistema operacional apresentaria características clássicas de computadores, como barra inferior e gaveta de apps, janelas e multi-tarefas e otimização para telas grandes. A interface, ao menos na tela inicial, lembra bastante a do Windows 11, adaptada ao Material Design.

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

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Evento The Android Show antecipa novidades antes do Google I/O. Rumores sugerem atualizações para smartphones e vestíveis, além de novo sistema para PCs.

(imagem: reprodução)

Google afirma ter bloqueado um ataque hacker criado com IA

11 de Maio de 2026, 17:09
Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Hackers conseguiram enganar IAs comerciais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google impediu um ataque hacker que utilizava IA para burlar a autenticação de dois fatores.
  • Os hackers usaram técnicas para contornar as restrições de segurança, instruindo a IA a assumir o papel de um auditor ou pesquisador.
  • A empresa afirma que está investindo em defesas automatizadas, incluindo agentes de IA defensivos, para varrer código e corrigir vulnerabilidades.

O Google confirmou que conseguiu impedir um ataque zero-day criado com o auxílio de inteligência artificial. A descoberta foi divulgada nesta segunda-feira (11/05) pelo Google Threat Intelligence Group (GTIG), equipe responsável por rastrear ameaças cibernéticas.

Segundo o relatório oficial, um grupo hacker planejava um ataque em massa focado em burlar a autenticação de dois fatores (2FA) de uma ferramenta web de código aberto voltada para a administração de sistemas. É a primeira vez que o grupo do Google identificou o uso de IA em um golpe do tipo.

Os pesquisadores encontraram pistas inegáveis da participação de máquinas no script em Python utilizado pelos invasores. O código trazia a mesma organização encontrada em livros de programação gerados por grandes modelos de linguagem (LLMs). Além disso, o script continha alucinações e referências inventadas pela IA.

Apesar das evidências no código interceptado, o Google afirma que não acredita que o seu próprio modelo, o Gemini, tenha sido utilizado na criação do malware.

Como os hackers usaram a IA?

Para contornar as pesadas travas de segurança dos modelos comerciais, os cibercriminosos recorreram a uma técnica conhecida como jailbreaking baseado em persona. Na prática, em vez de pedir para a máquina escrever um vírus diretamente, o hacker instrui a IA a assumir o papel de um auditor de segurança ou de um pesquisador. Enganado pela narrativa, o modelo baixa a guarda, ignora seus filtros éticos e passa a analisar sistemas em busca de brechas reais.

Como aponta o The Verge, a sofisticação dessas campanhas maliciosas está escalando rapidamente. Atores de ameaça estão alimentando LLMs com repositórios inteiros de vulnerabilidades históricas, treinando as máquinas para reconhecer padrões complexos de falhas. O objetivo é testar e ajustar a invasão em ambientes controlados até atingir uma alta taxa de confiabilidade, evitando que o ataque falhe na hora de ser executado no mundo real.

Imagem mostra a tela de um computador com linhas de código
Criminosos estão automatizando a criação de malwares com IA (imagem: Joan Gamell/Unsplash)

IA vem sendo usada como arma

O documento do Google aponta que os invasores estão focando nos componentes que conectam as IAs aos sistemas corporativos, como as habilidades de execução autônoma de bots. A intenção é comprometer as redes, injetando comandos não autorizados que a IA executa achando que são legítimos.

Para tentar manter a vantagem, o Google aposta em defesas automatizadas. A empresa está investindo no uso de agentes de IA defensivos, treinados especificamente para varrer milhões de linhas de código e corrigir vulnerabilidades em softwares antes mesmo que elas cheguem ao conhecimento do cibercrime.

Seguindo essa mesma estratégia, a gigante das buscas também tem utilizado as habilidades de programação do próprio Gemini para acelerar a testagem e a aplicação de atualizações de segurança em seus sistemas.

Google afirma ter bloqueado um ataque hacker criado com IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google é alvo de críticas após mudança no reCaptcha

11 de Maio de 2026, 11:55
Ilustração com a interface do Google Chrome
Desenvolvedores criticam novo sistema de verificação do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google alterou o sistema de verificação reCaptcha para exigir a leitura de QR Codes.
  • A mudança, no entanto, estaria dificultando o acesso de usuários com dispositivos Android sem serviços do Google instalados.
  • Segundo a big tech, a nova medida tenta conter robôs e agentes de IA na web.

No fim de abril, o Google anunciou uma mudança no reCaptcha: o sistema de verificação passou a exibir QR Codes para confirmar se o usuário é humano. A alteração, porém, vem sendo criticada por desenvolvedores de sistemas Android sem serviços do Google, como GrapheneOS e CalyxOS, que afirmam que o novo método dificulta o acesso a milhões de sites sem a instalação do Google Play Services.

Segundo o Google, a mudança faz parte de uma tentativa de conter robôs e agentes de IA na web, exigindo que o usuário leia um QR Code com o celular. O problema é que, na prática, o novo método estaria bloqueando o acesso de pessoas que optaram por remover ferramentas do Google de seus dispositivos. Vale lembrar que o Android é um sistema com código aberto.

Desenvolvedores criticam a mudança

Imagem mostra o novo ReCaptcha exigindo a verificação por QR Code
Ferramenta agora pode exigir a leitura de um QR Code (imagem: reprodução/Google)

A mudança gerou repúdio em parte da comunidade. A equipe de desenvolvimento do GrapheneOS declarou que a exigência é uma manobra anticompetitiva. Os desenvolvedores apontam que o modelo apenas trava os usuários em um duopólio móvel, forçando o uso de APIs da Apple ou do Google, o que afeta até mesmo o acesso a serviços bancários e governamentais na União Europeia.

No mesmo sentido, a publicação International Cyber Digest apontou que o Google passou a tratar a privacidade de dados como “comportamento suspeito por padrão”.

O CEO e cofundador do navegador Brave, Brendan Eich, reforçou as críticas. Ele defendeu que os serviços na web não deveriam proibir o uso de hardware e sistemas operacionais independentes.

Money shot: “Services shouldn't ban people from using arbitrary hardware and operating systems in the first place. Google's security excuse is clearly bogus when they permit devices with no patches for 10 years… It's for enforcing their monopolies via GMS licensing, that's all.” https://t.co/Eg16JoWb4L

— BrendanEich (@BrendanEich) May 10, 2026

O que muda na verificação por QR Code?

Quando o sistema detecta uma atividade de navegação suspeita, em vez de exibir os tradicionais quebra-cabeças visuais — como pedir para o usuário identificar fotos de motos ou faixas de pedestres —, a ferramenta passa a mostrar um QR Code na tela.

O usuário precisa, então, escanear esse código com a câmera do smartphone para comprovar sua “identidade humana”.

A alteração faz parte do pacote Google Cloud Fraud Defense, apresentado durante o evento Cloud Next. A evolução chega especialmente para tentar identificar, classificar e barrar agentes autônomos de IA suspeitos na web, contando com recursos como o Web Bot Auth (que verifica se um bot é legítimo) e o SPIFEE (que fornece identidade para autenticação).

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Mudança exige versão 25.41.30 ou superior do Google Play Services (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O obstáculo são os requisitos técnicos. Documentações de suporte da empresa deixam claro que, para concluir a leitura do código no Android, o aparelho precisa estar rodando a versão 25.41.30 ou superior do Google Play Services. Dispositivos da Apple também estão inclusos na exigência, necessitando o iOS 15 ou mais recente.

Vale mencionar que a base para essa exigência não é tão nova assim. Buscas no Internet Archive e discussões no Reddit revelam que a página de suporte já listava a exigência do Google Play Services de forma oculta desde outubro de 2025, rodando silenciosamente em segundo plano antes que a mudança fosse oficialmente anunciada.

Proposta já foi descartada antes

A polêmica atual relembrou uma tentativa semelhante em 2023. Na época, o Google propôs uma tecnologia que daria aos sites o poder de decidir quais dispositivos eram “suficientemente reais” para acessar a web. A proposta também enfrentou forte resistência, sendo abandonada pela empresa.

Especialistas apontam que, três anos depois, a mesma ideia retornou e pode complicar a vida de quem escolhe não utilizar os serviços do Google, bloqueando o tráfego legítimo em milhões de sites.

Google é alvo de críticas após mudança no reCaptcha

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

30 de Abril de 2026, 10:51
Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Interface do YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube liberou o modo Picture-in-Picture (PiP) gratuitamente para todos os usuários de Android e iOS.
  • A função permite assistir a vídeos em uma janela flutuante. O recurso antes era restrito a assinantes Premium.
  • O PiP gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”. Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente.

O Google começou a liberar nesta quarta-feira (29) o modo picture-in-picture (PiP) do YouTube de forma gratuita para todos os usuários. A novidade permite assistir a vídeos em uma janela flutuante e deixa de ser um benefício exclusivo dos assinantes pagos. Com essa expansão, a plataforma busca democratizar a experiência, encerrando também a restrição que limitava a função sem custos apenas aos Estados Unidos.

A mudança foi reportada pelo portal 9to5Google e confirmada pela equipe do YouTube em publicação na comunidade oficial da plataforma. Na prática, a atualização altera o comportamento padrão do aplicativo: ao iniciar um vídeo e retornar à tela inicial do celular, o conteúdo não é mais interrompido. O player se transforma em uma miniatura que pode ser redimensionada e arrastada para qualquer canto da tela.

A janela suspensa mantém botões essenciais, como os controles de reprodução e pausa, além de um atalho para devolver o vídeo à tela cheia, mas há uma limitação no novo modelo. O Google estabeleceu que o picture-in-picture gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”.

Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente. Essa é uma estratégia para proteger o ecossistema do YouTube Music, evitando que a versão gratuita do aplicativo principal seja utilizada como um reprodutor de música em segundo plano.

O que muda para os assinantes Premium e Premium Lite?

Para quem já paga pelas versões mais completas do serviço, a experiência permanece sem cortes. Os assinantes do YouTube Premium continuam com acesso irrestrito ao PiP para qualquer formato de vídeo da plataforma, incluindo clipes musicais, sempre livres de anúncios. A modalidade paga também mantém a exclusividade da reprodução em segundo plano com a tela do celular totalmente bloqueada e apagada — um recurso popular que a versão gratuita continua não oferecendo.

No caso do plano Premium Lite, uma assinatura mais barata que foca na remoção da maior parte das propagandas, o funcionamento será equivalente ao da versão gratuita recém-liberada. Esses usuários poderão utilizar a janela flutuante livremente para vídeos tradicionais, mas continuarão bloqueados de usar o recurso com músicas.

YouTube agora oferece Picture-in-Picture gratuito (imagem: reprodução/Google)

Como ativar o Picture-in-Picture?

A novidade chega para todos os usuários de forma gradual, mas antes é preciso garantir que o sistema do celular esteja configurado para permitir a sobreposição de tela, um procedimento varia um pouco dependendo do dispositivo.

No iPhone (e iPad):

A Apple exige que a funcionalidade nativa de PiP esteja habilitada nas configurações do aparelho.

  • Abra o aplicativo “Ajustes“.
  • Toque em “Geral” e depois selecione “Picture in Picture (PIP)“.
  • Confirme se a chave “Iniciar PiP Automaticamente” está ativada.
Ativando a função nativa Picture-in-Picture (PiP) no iOS (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Feito isso, abra o aplicativo do YouTube, toque na sua foto de perfil, acesse o ícone de engrenagem para abrir as “Configurações“, vá em “Reprodução” e ative a opção “Picture-in-picture“.

Habilitando a chave do recurso no aplicativo do YouTube (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Em aparelhos Android:

O sistema do Google geralmente já vem com essa permissão ativada por padrão, mas vale conferir caso a janela flutuante não apareça ao minimizar o app (os nomes dos menus podem variar dependendo da fabricante, como Samsung, Motorola ou Xiaomi).

  • Acesse as “Configurações” do seu aparelho e vá até a lista de “Aplicativos“.
  • Procure pelo “YouTube” e toque nele.
  • Role a tela até encontrar a seção chamada “Picture-in-picture” e certifique-se de que a opção de permissão está ativada.
Verificando a permissão de sobreposição de tela no Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Da mesma forma que no iOS, confira também as configurações internas do aplicativo do YouTube (Configurações > Reprodução) para garantir que a chave do recurso esteja habilitada.

Ativando o Picture-in-picture no aplicativo do YouTube para Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas

28 de Abril de 2026, 16:40
Ilustração com os dizeres "Google Translate" no centro
Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Tradutor (Google Translate) lançou um recurso de prática de pronúncia para celebrar seus 20 anos de existência;

  • novidade utiliza IA para avaliar a fala, mas ainda não está disponível para usuários no Brasil;

  • porém, brasileiros podem utilizar a função de “Praticar conversação”, disponível em fase beta desde o ano passado.

No melhor estilo “quem faz aniversário sou eu, mas quem ganha o presente é você”, o Google está celebrando os 20 anos de sua ferramenta de tradução com um novo recurso. O modo que ajuda o usuário a praticar a pronúncia de uma palavra ou frase em outro idioma acaba de chegar ao Google Tradutor (Google Translate).

O passo a passo é este:

  1. digite uma palavra ou frase no campo principal da ferramenta e escolha o idioma para o qual esse texto deve ser traduzido;
  2. na parte inferior do aplicativo, vá em Praticar e em Pronúncia;
  3. o microfone será ativado; agora, pronuncie a palavra ou frase traduzida;
  4. o Google Tradutor avaliará a sua fala e permitirá que você faça uma comparação com a pronúncia gerada pelo próprio app.

Se você acha que a inteligência artificial é que ajuda o Google Tradutor a analisar e a dar recomendações sobre a sua pronúncia, achou certo.

O único porém é que, no momento, a prática de pronúncia só está disponível para usuários nos Estados Unidos e na Índia, funcionando em inglês, espanhol e hindi. Mas isso não quer dizer que nós, no Brasil, estamos desemparados.

Prática de pronúncia no Google Tradutor
Prática de pronúncia no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Função para praticar conversação já funciona no Brasil

O novo modo de prática de pronúncia ainda não está disponível no Brasil, mas, por aqui, já é possível acessar um recurso parecido: o de prática de conversação, disponível desde o ano passado. Nessa função, você estabelece conversas por voz com o Google Tradutor no idioma escolhido, uma opção interessante para pessoas que não têm com quem praticar.

Esse recurso está em fase beta, mas já funciona bem. Para ativar a função, basta ir em Praticar. Ali você deve escolher o idioma de destino (por enquanto, só o inglês está disponível), informar o seu grau de conhecimento da língua e quais são os seus objetivos.

Depois, basta escolher o exercício, ouvir a explicação e ativar a opção “Encenação” para praticar. O Google Tradutor começa com uma frase e você deve respondê-la usando o microfone do celular.

Conversação no Google Tradutor
Conversação no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Google Tradutor completa 20 anos

O Google Tradutor está completando 20 anos de existência com números muitos significativos: a marca de 1 bilhão de usuários no mundo todo e cerca de 1 trilhão de palavras traduzidas por mês.

Não surpreende. A ferramenta já era útil anos atrás, quando fazia traduções imprecisas. Hoje, a utilidade do Google Tradutor é muito maior, afinal, a tecnologia do serviço pode reconhecer contextos e até expressões regionais para gerar traduções precisas.

Mas, como já ficou claro, o Google Tradutor já não é mais só uma ferramenta de tradução. Você também pode usá-lo como um poderoso aliado para aprender outros idiomas.

É torcer para que o Google não demore a liberar mais línguas para o modo de conversação e a trazer a função de prática de pronúncia ao Brasil.

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas (imagem: reprodução/Google)

Prática de pronúncia no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Conversação no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

YouTube testa nova busca por chat com inteligência artificial

28 de Abril de 2026, 15:25
Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
YouTube testa chatbot de IA que traz texto e sugestões de vídeos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube iniciou testes com uma nova busca por chat com inteligência artificial, chamada “Ask YouTube”.
  • O recurso permite perguntas mais elaboradas e fornece respostas em diferentes formatos, como resumos em texto e sugestões de vídeo.
  • Por enquanto, a função está limitada a assinantes Premium nos Estados Unidos, sem previsão no Brasil.

O Google começou a testar uma nova forma de busca dentro do YouTube usando inteligência artificial. Batizado de “Ask YouTube”, o recurso permite que o usuário faça perguntas mais elaboradas e receba respostas em diferentes formatos, repetindo a experiência conversacional de chatbots, como o próprio Gemini.

Além da lista de vídeos, a ferramenta pode entregar resumos em texto e organizar os resultados em blocos temáticos. Com isso, a empresa pretende facilitar a navegação por assuntos relacionados à busca.

O Ask YouTube está sendo liberado como um teste, inicialmente para assinantes Premium nos Estados Unidos e de forma opcional. O acesso também é restrito a usuários com mais de 18 anos. Não há previsão para a chegada da funcionalidade ao Brasil.

O YouTube já havia introduzido uma experiência semelhante nas TVs, permitindo a interação com a IA do Google para responder dúvidas relacionadas aos vídeos sendo reproduzidos.

Naquela versão, que pode ter sido o primeiro contato com a funcionalidade que estamos vendo agora, as perguntas podiam ser feitas através do microfone do controle da TV. O “Perguntar”, como foi nomeado, trazia informações sobre o vídeo, facilitando o encontro de trechos específicos, por exemplo.

Como funciona?

GIF apresentando a função Ask YouTube
Ask YouTube permite perguntas e respostas em tom conversacional (imagem: divulgação/Google)

O Ask YouTube aparece como um botão adicional na barra de pesquisa. Ao acioná-lo, o usuário entra em uma interface de chat, onde pode escrever perguntas de forma mais livre.

Depois da consulta, o sistema leva alguns segundos para processar a resposta e preencher a tela com informações textuais, além de sugestões de vídeos relacionadas ao tema.

Em testes realizados pelo The Verge, ao buscar pela história do pouso da Apollo 11, a ferramenta apresentou um resumo com os principais eventos da missão. Na sequência, exibiu vídeos com trechos destacados e coleções de Shorts organizadas por tópicos, como “Imagens históricas”.

Vale lembrar que o Gemini, a IA do Google, já consegue trazer links de vídeos do YouTube há algum tempo. No entanto, com a adição do chatbot à interface da plataforma de vídeos, é possível aprofundar o assunto e receber sugestões complementares sem sair da conversa ou mudar de aba.

Como outras ferramentas baseadas em IA, entretanto, o recurso ainda enfrenta problemas de precisão. No teste do The Verge, o sistema afirmou que o modelo antigo do Steam Controller não possuía joysticks, uma informação incorreta.

Próximos passos

Por enquanto, o teste segue restrito a um grupo específico de usuários pagos nos Estados Unidos. Ainda assim, o Google já sinalizou que pretende ampliar o alcance da ferramenta.

Ao The Verge, o YouTube afirmou que há planos para levar a experiência de busca conversacional também a usuários que não assinam o Premium.

A iniciativa se soma a outros testes recentes da empresa com IA generativa e indica uma tentativa de integrar esse tipo de interação de forma mais direta ao consumo de vídeos.

YouTube testa nova busca por chat com inteligência artificial

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chega de motos: reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano

28 de Abril de 2026, 12:16
Imagem mostra a palavra "Google", exibida em letras pretas com um brilho azul neon ao redor, centralizada em um fundo azul escuro. O fundo apresenta uma rede de polígonos azuis claros conectados por linhas finas, criando um efeito de tecnologia ou rede digital. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google anunciou Cloud Fraud Defense como evolução do reCaptcha para lidar com agentes de IA na internet;
  • nova ferramenta introduz desafios com QR Code para validar usuários humanos quando houver suspeita de acesso automatizado;
  • novo sistema permite classificar bots e agentes legítimos, como assistentes de compras, diferenciando-os de mecanismos maliciosos.

O Google aproveitou o evento Cloud Next ’26 para anunciar uma evolução do reCaptcha. Por causa dos agentes de IA que estão invadindo a internet, a ferramenta agora pode exibir um QR Code para saber se um usuário é, de fato, humano, deixando o tradicional campo “Não sou um robô” de lado.

A mudança também pode diminuir a incidência daqueles testes que pedem para você identificar determinado tipo de objeto em sequências de imagens. Testes que, às vezes, parecem pegadinhas. No último que fiz, eu tinha que marcar os quadros que exibiam uma moto; marquei um que só mostrava um pedaço do pneu do veículo e, bom, não deu certo…

Mas a nova abordagem não visa eliminar os nossos traumas com o reCaptcha. O objetivo é armar a ferramenta contra os já mencionados agentes de IA que, até certo ponto, se comportam como humanos. Muitos deles já são capazes de resolver os testes do reCaptcha.

Até um passado recente, esse tipo de ferramenta tinha o objetivo principal de defender um site ou serviço online da ação de bots maliciosos, que são usados para extrair dados de páginas, gerar tráfego falso, entre outras ações. Ao resolver o teste ou marcar a caixa “Não sou um robô”, você prova que é humano e, então, o seu acesso é liberado.

O problema é que agentes de IA também podem fazer isso. O Google decidiu, então, atualizar o reCaptcha para que esse tipo de mecanismo seja identificado.

Mas a intenção não consiste, apenas, em barrar agentes de IA. Alguns deles podem ser bem-vindos, como aqueles que realizam compras para o usuário. Nessas circunstâncias, é importante, para uma loja online, identificar e classificar o agente de IA para que ele realize a compra, mas tenha acesso somente às informações e áreas inerentes a esse processo.

Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha
Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha (imagem: reprodução/Reddit)

Eis que surge o Google Cloud Fraud Defense

Como identificar, classificar e tratar agentes de IA são tarefas complexas, a plataforma Google Cloud Fraud Defense foi apresentada como a evolução do reCaptcha. A novidade oferece uma série de tecnologias e abordagens para aquilo que o próprio Google chama de “web agêntica” (“agentic web”).

Basicamente, a Google Cloud Fraud Defense visa dar abertura para tráfego valioso (usuários humanos ou agentes de IA legítimos) e barrar o tráfego indesejado (bots e agentes de IA suspeitos ou obscuros).

Para tanto, a plataforma conta com recursos como Web Bot Auth (verifica se um bot é legítimo) e SPIFEE (fornece identidade para que bots ou agentes legítimos se autentiquem).

QR Code no lugar do reCaptcha tradicional
QR Code no lugar do reCaptcha tradicional (imagem: reprodução/Google)

E onde entra o QR Code?

O QR Code faz parte do “desafio resistente à IA”. Quando houver suspeitas de que um agente de IA está se passando por uma pessoa, um QR Code poderá ser exibido na tela para que o usuário leia esse código com o seu celular e, assim, valide a ação solicitada, como realizar um pagamento via cartão de crédito.

O reCaptcha tradicional, com testes de quebra-cabeça, verificação de imagens ou campo “Não sou um robô”, continuará existindo. Mas, à medida que agentes de IA se tornarem mais comuns na internet, a validação via QR Code ganhará espaço até, eventualmente, se tornar a abordagem padrão do sistema do Google.

Como usuário, ainda não sei se isso é bom, afinal, ler um QR Code acaba sendo uma tarefa a mais.

Chega de motos: reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha (imagem: reprodução/Reddit)

QR Code no lugar do reCaptcha tradicional (imagem: reprodução/Google)

União Europeia quer mudanças no Android

28 de Abril de 2026, 11:35
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
UE entende que IAs rivais do Gemini enfrentam barreiras no Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia concluiu que o Google favorece indevidamente o Gemini no Android, violando a Lei de Mercados Digitais.
  • Agora, a UE quer que o Google abra o Android para IAs concorrentes, como ChatGPT e Grok, até julho de 2026.
  • Segundo o Google, a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

A Comissão Europeia subiu o tom contra o Google nesta semana após uma investigação iniciada em janeiro. O órgão regulador concluiu que a gigante de buscas favorece indevidamente o Gemini dentro do Android, violando a Lei de Mercados Digitais (DMA).

Agora, a União Europeia quer que a empresa abra as portas do sistema até julho deste ano, para que IAs de terceiros, como o ChatGPT e o Grok, tenham o mesmo nível de integração que a ferramenta nativa.

Como lembra o portal ArsTechnica, embora seja possível instalar qualquer chatbot no celular, apenas o Gemini consegue conversar profundamente com o sistema. Para a UE, essa exclusividade precisa acabar nos próximos meses. O Google, por outro lado, afirma que a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

Vale citar que, no Brasil, um processo similar se desenrola na Justiça, mas envolve a Meta e IAs de terceiros no WhatsApp.

Por que o Gemini tem tratamento especial no Android?

Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
UE quer o mesmo nível de integração do Gemini para assistentes concorrentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ao ligar um aparelho com Android hoje, o Gemini já está lá, integrado ao sistema. A Comissão Europeia critica exatamente essa falta de recursos para serviços de terceiros. Para os reguladores, o Google atua como um porteiro que reserva as melhores funções para si.

A vice-presidente da Comissão para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen, explicou a visão do bloco em comunicado: “À medida que navegamos pelo cenário da IA em rápida evolução, fica claro que a interoperabilidade é fundamental. Essas medidas abrirão os dispositivos Android para uma gama mais ampla de serviços, para que os usuários tenham a liberdade de escolher o que melhor atenda às suas necessidades”.

O que pode mudar na Europa?

Na prática, a UE quer que, se o usuário preferir o ChatGPT, ele possa ser acionado por botões físicos ou palavras-chave de sistema da mesma forma que o Gemini. As mudanças propostas pelos reguladores são técnicas e mexem no motor do Android.

Os principais pontos são:

  • Acesso ao hardware: o Google seria obrigado a permitir que desenvolvedores externos usem os chips de processamento de IA (NPUs) com o mesmo desempenho que o Gemini utiliza para rodar modelos locais.
  • Contexto de tela: IAs rivais poderiam “enxergar” o que o usuário está fazendo para oferecer resumos ou sugestões.
  • APIs gratuitas: o Google teria que criar novas pontes de software (APIs) e oferecer assistência técnica gratuita para que os concorrentes se integrem ao Android.

A reação do Google foi imediata. A conselheira sênior de concorrência da empresa, Claire Kelly, afirmou que a medida eliminaria a autonomia dos fabricantes em personalizar serviços. Segundo Kelly, dar acesso a hardware sensível e permissões profundas de sistema “aumentaria os custos e comprometeria proteções essenciais de privacidade e segurança”.

Multas bilionárias e prazo final

O Google é um velho conhecido dos reguladores europeus. Por causa da DMA, a empresa já teve que implementar telas de escolha de navegador e limitar o compartilhamento de dados entre seus próprios serviços (como Maps e YouTube). Agora, a IA é o tema da vez.

O cronograma é apertado: a Comissão Europeia prevê uma decisão final para 27 de julho de 2026. Se o Google bater o pé e não cumprir as exigências, o prejuízo pode ser grande: a Lei de Mercados Digitais prevê multas de até 10% da receita global anual da companhia.

União Europeia quer mudanças no Android

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tela dobrável do Z Fold 7 tem 8 polegadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

28 de Abril de 2026, 10:33
Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
Recursos do Gemini atuarão nos bastidores do Android (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google está desenvolvendo duas novas ferramentas de inteligência artificial para o Gemini no Android, que lembram funções recentes da Samsung.
  • Assistência Proativa analisa a tela e mensagens localmente para oferecer sugestões em tempo real.
  • Já o Resumo Diário organiza a rotina do usuário compilando dados de sua conta em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

O Google está desenvolvendo mais funcionalidades de inteligência artificial para o Gemini no Android. Descobertos em testes do aplicativo, os recursos batizados de “Assistência Proativa” (Proactive Assistance) e “Resumo Diário” (Daily Brief) analisam o aparelho para exibir sugestões em tempo real.

A ideia é que a IA entregue informações úteis antes mesmo que você faça uma pergunta e a expectativa é que as novidades sejam oficializadas no próximo mês, durante a conferência para desenvolvedores Google I/O 2026.

Como vai funcionar a Assistência Proativa?

A Assistência Proativa foi criada para entender o contexto de uso do seu celular e oferecer ajuda. O recurso foi detalhado pelo portal Android Authority, após uma análise do código da versão 17.18.22.sa.arm64 do aplicativo do Google.

A ferramenta exibe lembretes, atalhos contextuais e resumos de informações no momento em que o usuário precisa, sem que seja necessário digitar um comando. Para que isso funcione, a IA coleta dados a partir de três fontes: o conteúdo exibido na tela do celular, o histórico de notificações recebidas e informações de aplicativos compatíveis.

Para evitar surpresas, o usuário deve ter controle sobre o recurso, podendo ativá-lo ou desativá-lo com uma chave nas configurações. Haverá também um menu de “Aplicativos Conectados” para definir exatamente de onde o Gemini pode puxar os dados. Num primeiro momento, o suporte básico abrange os apps de Contatos e Mensagens.

No entanto, integrações mais profundas com o ecossistema de produtividade da empresa — como Gmail, Google Agenda, Docs, Drive e Google Keep — ficam disponíveis em um painel separado.

Usuário terá controle sobre o fornecimento de dados (imagem: reprodução/Android Authority)

Como a leitura constante da tela e de e-mails levanta preocupações sobre a segurança da informação, o Google adotou uma abordagem com foco na privacidade. Conforme indicam as capturas de tela vazadas, o processamento dos dados ocorre localmente no dispositivo.

As informações ficam em um ambiente criptografado, garantindo que o conteúdo não seja enviado para os servidores da empresa ou seja usado para treinar modelos de IA.

Resumo Diário servirá para organizar a rotina

O Google também está preparando o recurso “Resumo Diário”, acessível a partir de uma barra lateral esquerda dentro do próprio aplicativo do Gemini. A premissa é compilar os dados de uma conta e dividi-los em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

A primeira seção tem como foco os hábitos que você está tentando criar ou temas que vem pesquisando com frequência na Busca do Google. Já a área de “Principais Ideias” atua como um hub inteligente de prioridades, extraindo informações do Gmail e histórico de navegação sem precisar abrir vários aplicativos diferentes.

Inspiração na Samsung

As movimentações do Google parecem uma resposta à sua principal parceira no ecossistema Android. Conforme apontado pelo portal SamMobile, os novos recursos do Gemini bebem muito da fonte de duas ferramentas da Samsung: o Now Brief e o Now Nudge.

Disponibilizadas no início deste ano com o lançamento da família Galaxy S26, as ferramentas da marca sul-coreana já fazem um trabalho semelhante. O Now Brief, por exemplo, concentra em uma única tela os eventos da agenda, previsão do tempo e métricas de exercícios físicos. O sistema ainda recomenda playlists do Spotify ou do YouTube Music e exibe tarefas pendentes, ajustando as sugestões de acordo com a hora do dia.

O Google deve revelar mais detalhes oficiais no palco do Google I/O 2026, marcado para o mês de maio. O evento também servirá de vitrine para outras estreias, incluindo o anúncio do Android 17, novidades do sistema para relógios Wear OS, um novo ChromeOS, além de atualizações para o Android Auto e Android Automotive.

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA

27 de Abril de 2026, 21:36

O Google anunciou uma mudança significativa em uma das ferramentas de segurança mais utilizadas da internet, o reCAPTCHA, conhecido popularmente pelo teste “eu não sou um robô”. A reformulação marca uma resposta direta ao avanço dos agentes de inteligência artificial (IA), que já conseguem simular comportamentos humanos com facilidade.

A alteração foi apresentada durante o evento Google Cloud Next, junto com o lançamento do Gemini Enterprise Agent Platform, conjunto de serviços voltado para empresas que desejam adotar modelos baseados em agentes de IA, descritas como “empresas agênticas”.

Exemplo de QR Code no novo sistema
Novo sistema será dotado de QR Codes sempre que necessário – Imagem: Divulgação/Google

Teste de robô do Google vai mudar

  • O reCAPTCHA, criado originalmente para impedir acessos automatizados, passa agora a se chamar Google Cloud Fraud Defense;
  • A nova proposta amplia o escopo da ferramenta, que deixa de focar apenas na distinção entre humanos e bots tradicionais para incluir também agentes de IA, considerados a nova fronteira tecnológica;
  • Esses agentes são capazes de executar tarefas de forma autônoma em nome dos usuários, como acessar sites, comparar preços, realizar reservas e efetuar pagamentos;
  • Ao mesmo tempo, esse tipo de tecnologia pode ser explorado para acessos indevidos a serviços, colocando em risco o funcionamento de plataformas digitais.

Leia mais:

Segundo o Google, a nova solução busca preparar a internet para esse cenário, descrito como “web agêntica”. Para isso, a ferramenta passa a monitorar a atividade desses agentes nos sites, identificando, classificando e analisando o tráfego gerado por eles. Além disso, será possível conectar identidades humanas às dos agentes, com o objetivo de avaliar riscos associados aos acessos.

O sistema também utilizará sinais de risco, tipos de automação e a identidade dos agentes para bloquear entradas consideradas suspeitas. Em casos em que um agente tente se passar por uma pessoa, será exigida uma comprovação de identidade humana por meio do escaneamento de um QR Code com o celular.

Apesar das mudanças, o Google afirma que o reCaptcha continuará existindo. No entanto, com a expansão dos agentes de IA, a empresa indica que métodos, como o uso de QR Codes, podem substituir gradualmente a tradicional verificação baseada na frase “eu não sou um robô”.

Logo do Google na fachada de um prédio
Big tech quer preparar a internet para a era da “web agêntica” – Imagem: ZikG/Shutterstock

De acordo com a empresa, a atualização estabelece uma nova camada de proteção diante de um cenário em que o tráfego inválido gerado por bots tende a evoluir para fraudes massivas de identidade conduzidas por agentes de IA.

Ainda que a mudança seja praticamente invisível para a maioria dos usuários, o novo sistema atuará em diferentes etapas da navegação, desde o cadastro e login em sites até processos de pagamento. O objetivo é acompanhar toda a jornada desses agentes, que se tornam cada vez mais autônomos ao circular por plataformas digitais.

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Chega de confusão nos ícones do Google

27 de Abril de 2026, 06:52
Maioria dos apps do Google adota ícones coloridos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google planeja modificar os ícones dos aplicativos do Google Workspace, como Drive, Gmail e Fotos, para simplificar a identificação.
  • Os novos ícones terão cores sólidas e detalhes de iluminação, como o Google Meet que será amarelo, o Google Chat verde e o Google Calendar azul.
  • Os ícones dos apps de Documentos, Planilhas e Apresentações ganharão um novo design com detalhes de iluminação e bordas arredondadas.

Já te aconteceu de abrir a pasta “Google” no seu celular e tocar no ícone errado? A família de aplicativos ganhou uma coloração gradiente que confunde muitos usuários. Para resolver a situação, o Google planeja fazer uma modificação completa nos ícones de apps como Drive, Gmail e Fotos.

De acordo com o site especializado 9to5 Google, a ideia do Google é simplificar os ícones, de modo que os consumidores encontrem os apps com mais facilidade. Por exemplo, o Google Drive deve perder os detalhes em vermelho. Por sua vez, o app do Gmail deve ficar mais vermelho do que nunca, apesar de ainda estampar outras cores.

Novos ícones vazam na web (imagem: reprodução/9to5 Google)

Quais são as mudanças visuais nos aplicativos?

Os ícones vazados pelo 9to5 Google indicam um redirecionamento em especial para o Google Meet, que fica completamente amarelo, o Google Chat, que adota o verde, e o Google Calendar, que ganha um ícone completamente azul.

Os ícones para os apps de Documentos, Planilhas e Apresentações — parte do Google Workspace — continuam predominantemente nas cores azul, verde e amarelo, respectivamente. No entanto, ganham um novo design, mais moderno, com detalhes de iluminação e bordas mais arredondadas.

Quando os novos ícones serão lançados?

Não sabemos quando os novos ícones vão entrar em ação ou se serão exatamente estes revelados em primeira mão pela imprensa internacional. De toda forma, fica a pergunta: você gostou do que viu? Conte para a gente nos comentários do Tecnoblog.

Chega de confusão nos ícones do Google

Maioria dos apps do Google adota ícones coloridos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novos ícones vazam na web (imagem: reprodução/9to5 Google)

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós

23 de Abril de 2026, 11:22
Logotipo da Claro em uma parede com fundo verde
Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Claro passa a oferecer, em planos pós-pagos móveis, armazenamento em nuvem com integração ao Google One e ao iCloud+ no Brasil;
  • Os planos oferecem franquias de 50 GB a 2 TB no iCloud+ ou Google One, em pacotes individual e família, e incluem WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro e Claro Sync;
  • Claro Multi permite até 5 linhas no plano e, novamente, até 2 TB de armazenamento nos serviços em nuvem, com início da disponibilidade oficial em 24/04.

Serviços de streaming, mensagens instantâneas e redes sociais não bastam. Agora, a Claro também passa a oferecer opções de armazenamento nas nuvens em seus planos de celular pós-pagos. Isso graças a uma parceria com o Google e com a Apple no Brasil. Os preços individuais partem de R$ 124,90 por mês.

Para ser exato, os novos planos pós da Claro são integrados ao Google One e ao iCloud+. A parceria com as duas plataformas visa atender tanto usuários de Android quanto de iPhone, apesar de ambos os serviços serem multiplataforma (você pode usar o Google One no ecossistema da Apple e, indiretamente, o iCloud+ no Android).

Os planos pós-pagos beneficiados oferecem franquias de 50 GB a 2 TB nas nuvens em pacotes individuais e família. Essas opções oferecem também benefícios como WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro (roaming internacional para viagens ao exterior) e Claro Sync (para integração de conectividade com o smartwatch).

Quem optar por um pacote Claro Multi (reúne serviços de celular, TV e internet por fibra) pode incluir até cinco linhas móveis no plano e, novamente, contar com até 2 TB de armazenamento nos mencionados serviços nas nuvens.

Inovar faz parte do nosso DNA e a convergência de serviços é parte central da nossa estratégia. A Claro é a primeira operadora do Brasil a fazer este movimento. Ao integrar a oferta de armazenamento em parceria com Google e Apple ao nosso portfólio, garantimos experiências que facilitam a vida dos nossos clientes e geram benefícios econômicos imediatos.

Márcio Carvalho, CMO da Claro

Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google
Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade e preços dos planos iCloud+ e Google One

As capacidades de armazenamento nas nuvens estarão disponíveis para novos planos pós-pagos. Quem já é assinante de um plano do tipo terá que migrar para uma das novas opções para contar com o iCloud+ ou o Google One.

Os preços mensais para os novos planos são os seguintes:

PlanoNuvemPreço IndividualPreço Multi
Claro Pós 5G de 50 GBiCloud+ de 50 GB ou Google One de 100 GBR$ 124,90R$ 79,90
Claro Pós 5G de 100 GBiCloud+ ou Google One de 200 GBR$ 179,90R$ 124,90
Claro Pós 5G de 150 GBiCloud+ ou Google One de até 2 TBR$ 239,90R$ 179,90
Claro Pós 5G de 200 GBiCloud+ ou Google One de até 2 TBR$ 339,90R$ 239,90

Observe, porém, que é necessário escolher entre a plataforma de nuvem da Apple e a plataforma do Google. Não é possível contar com os dois serviços ao mesmo tempo em uma única assinatura, seja ela individual ou família.

Os novos planos começarão a ser disponibilizados oficialmente pela Claro a partir desta sexta-feira (24/04) em todo o Brasil.

Claro também anunciou planos fibra com até 10 Gb/s

As novidades da operadora não se limitam aos planos pós para celular. A Claro também revelou planos de fibra que vão de 1 Gb/s a 10 Gb/s de velocidade para uso residencial ou em pequenas empresas. Aqui, os preços partem de R$ 199,90 por mês na assinatura individual.

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

23 de Abril de 2026, 11:01
Imagem mostra a palavra "Google", exibida em letras pretas com um brilho azul neon ao redor, centralizada em um fundo azul escuro. O fundo apresenta uma rede de polígonos azuis claros conectados por linhas finas, criando um efeito de tecnologia ou rede digital. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Google vai cobrar uso de IA em avaliações de desempenho de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google afirmou que 75% do novo código dos produtos da empresa é gerado por inteligência artificial e revisado por engenheiros humanos.
  • Migrações de código têm levado 6 vezes menos tempo ao combinar trabalho de engenheiros e agentes de IA.
  • Microsoft disse que 20% a 30% do código de alguns projetos já é escrito por IA; a Meta mira 55% das alterações com assistência de agentes de IA.

O Google declarou que 75% dos novos códigos dos produtos desenvolvidos pela empresa são gerados por inteligência artificial e revisados por engenheiros humanos. No quarto trimestre de 2025, esse número era de 50%.

A informação foi apresentada na quarta-feira (22/04), mesmo dia em que a empresa realizou um grande evento com foco em IA. A companhia também anunciou dois novos chips para treinamento de modelos e inferência e confirmou a chegada de uma nova Siri ainda em 2026, fruto da parceria com a Apple.

Como o Google está usando IA na programação?

Sundar Pichai é CEO do Google (foto: divulgação)
Sundar Pichai ressaltou a contribuição da IA em tarefas complexas (foto: divulgação)

Como explica a Business Insider, a estratégia do Google é colocar os engenheiros para usar modelos Gemini para gerar código. Alguns receberam metas bastante específicas de uso da tecnologia, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.

No Google DeepMind, braço da empresa dedicado à pesquisa em IA, alguns funcionários receberam autorização para usar o Claude Code. Segundo a publicação, isso causou um certo mal-estar dentro da companhia.

Seja como for, parece estar dando resultado. “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa foi feita por agentes e engenheiros. Trabalhando juntos, eles conseguiram completar a tarefa seis vezes mais rapidamente do que seria possível há um ano, somente com engenheiros”, explica Sundar Pichai, CEO do Google.

Não são só os engenheiros que estão usando IA no Google. De acordo com uma reportagem de fevereiro de 2026 da Business Insider, gerentes têm cobrado que funcionários de cargos não-técnicos empreguem a tecnologia em suas tarefas, como para fazer anotações durante reuniões.

O que outras empresas estão fazendo com IA?

Em abril de 2025, Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que entre 20% e 30% dos códigos de alguns dos projetos da empresa estavam sendo escritos com IA. Kevin Scott, CTO da companhia, fez uma previsão de que 95% da programação será feita por essa tecnologia nos próximos cinco anos.

A Meta pretende que 55% das alterações de códigos feitas por engenheiros de software tenham assistência de agentes de IA. Para o segundo semestre de 2026, a companhia deseja que 65% dos engenheiros usem IA em 75% do código.

A gigante das redes sociais também pretende contar com um “clone de IA” de seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, para dar feedback a funcionários. A ideia é que eles se sintam mais próximos da cultura da empresa.

Com informações da Business Insider

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google confirma: Siri com inteligência do Gemini chega ainda em 2026

22 de Abril de 2026, 17:15
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Assistente da Apple deve ganhar IA do Google ainda neste ano (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O chefe do Google Cloud, Thomas Kurian, confirmou que a nova Siri com Gemini deve chegar ainda em 2026.
  • Segundo o executivo, a IA do Google servirá de base para “futuras funcionalidades” da Apple Intelligence.
  • Rumores indicam um custo de US$ 1 bilhão por ano aos cofres da Apple, que deve integrar parte de sua infraestrutura aos data centers do Google.

A nova Siri com Gemini deve chegar ainda em 2026, segundo o chefe do Google Cloud, Thomas Kurian. Ele falou sobre a iniciativa nesta quarta-feira (22/04), durante a conferência Google Cloud Next 2026, em Las Vegas.

De acordo com o portal MacRumors, o executivo confirmou que os modelos da empresa servirão de base para “futuras funcionalidades da Apple Intelligence, incluindo uma Siri mais personalizada que será lançada ainda este ano”.

A IA do Google será o o motor da nova assistente virtual da Apple, repaginada para receber funções baseadas em inteligência artificial. A confirmação reforça o compromisso da dona do iPhone de lançar os novos recursos após uma série de ajustes no cronograma. Segundo rumores, o acordo deve custar à gigante de Cupertino cerca de US$ 1 bilhão (R$ 4,9 bilhões) por ano.

Longo histórico de adiamentos

Plateia observa telão onde se lê "Apple Intelligence"
WWDC 2024 marcou o anúncio da Apple Intelligence (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O caminho para a chegada da Siri inteligente tem sido marcado por adiamentos internos. A Apple adiou a estreia da nova versão da assistente, pela primeira vez, em março de 2025. Na época, ela prometia o lançamento no ano seguinte, e reiterou ao longo do ano que a atualização seria entregue em algum momento de 2026.

Esperava-se que a empresa demonstraria a tecnologia em fevereiro deste ano, mas um novo sinal de adiamento ocorreu no mesmo mês, segundo apuração da Bloomberg. Ainda assim, a Apple confirmou que o projeto continuava previsto para este ano.

A dificuldade para que a tecnologia finalmente veja a luz do dia já balançou cargos dentro da companhia. Os atrasos minaram a confiança do ex-CEO, Tim Cook, no então chefe de IA da companhia, John Giannandrea, que deixou a Apple neste ano.

O que esperar da nova Siri?

A grande mudança deve ocorrer na capacidade da assistente de manter diálogos contínuos e contextuais, de forma mais próxima à experiência oferecida por chatbots. O novo sistema deve permitir a interação mais profunda com apps nativos do ecossistema da Apple, como Mail, Música, Fotos e até o ambiente de desenvolvimento Xcode.

Entre as funcionalidades previstas estão análise e resumo de documentos enviados pelo usuário, edição de imagens por comandos de voz — como recortes e ajustes de cor — e localização e cruzamento de informações entre diferentes fontes.

Como a integração vai funcionar?

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Integração entre Gemini e Apple Intelligence deve usar infraestrutura do Google (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A implementação envolverá uma integração profunda entre as infraestruturas das duas empresas. Por isso, de acordo com o MacRumors, a Apple solicitou que o Google investigasse a configuração de servidores dedicados dentro de seus centros de dados para lidar com o aumento massivo de tráfego esperado.

Ainda não há definição pública se os novos recursos rodarão sob o sistema de Computação em Nuvem Privada da Apple ou se utilizarão integralmente a infraestrutura do Google.

Além do aprimoramento por voz, informações de bastidores revelam que a Siri pode estrear como um aplicativo de chatbot independente no iPhone. Segundo a Bloomberg, a Apple já realiza testes com esse formato para oferecer uma experiência similar à de concorrentes como ChatGPT e o próprio Gemini.

O primeiro contato público com as novidades deve acontecer na Worldwide Developers Conference (WWDC). O evento está previsto para 8 de junho de 2026, data em que a Apple pode apresentar o iOS 27.

Google confirma: Siri com inteligência do Gemini chega ainda em 2026

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WWDC 2024 marca anúncio da Apple Intelligence (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

22 de Abril de 2026, 12:01
Nova TPU 8i trabalha em conjunto com CPUs desenvolvidas pelo Google (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou a oitava geração de TPUs no evento Google Cloud Next.
  • Os chips TPU 8t e TPU 8i serão usados para treinar e fazer inferência em nuvem, e devem chegar ao mercado ainda este ano.
  • Segundo o Google, a separação em duas unidades reduz gasto de energia e custo operacional, permitindo suporte a múltiplos agentes de IA.

O Google quer provar que pode liderar a corrida da inteligência artificial. Durante o evento Google Cloud Next, nesta quarta-feira (22/04), a companhia anunciou a oitava geração das suas Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) — chips criados sob medida pela empresa para acelerar cálculos complexos.

A novidade desta vez é a estratégia. De forma inédita, o hardware foi dividido em dois processadores com funções diferentes: o TPU 8t e o TPU 8i. A dupla chega para preparar a infraestrutura de nuvem da empresa para a nova era dos agentes autônomos (sistemas de IA capazes de tomar decisões e realizar tarefas sozinhos) e, claro, acirrar a disputa contra a poderosa Nvidia.

Segundo o vice-presidente sênior de infraestrutura de IA do Google, Amin Vahdat, as novas TPUs chegam ao mercado ainda este ano. O desenvolvimento teve forte participação do laboratório Google DeepMind, garantindo que o hardware rode nas ferramentas de código aberto mais populares entre os desenvolvedores.

Por que o Google decidiu separar os chips?

Até então, um mesmo chip tentava fazer tudo. Mas o Google percebeu que as duas fases de uma IA — o treinamento e a inferência — passaram a exigir diferenças. Para criar um modelo inteligente, é preciso uma força bruta colossal de computadores trabalhando sem parar durante meses para “devorar” e aprender com montanhas de dados.

Já a inferência é o uso prático. É o momento em que a IA (como o Gemini) já está pronta para responder às perguntas de milhões de usuários ao mesmo tempo. Aqui, o que manda é uma velocidade de resposta imediata (baixa latência) e um acesso ultrarrápido à memória para que o sistema não trave.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, explicou no blog da companhia que essa separação garante a capacidade exata para rodar múltiplos agentes de IA trabalhando em equipe, entregando respostas na hora e, principalmente, reduzindo o gasto de energia e o custo operacional dos servidores.

Logotipo do Google
Novidade chega para dar conta da nova era dos agentes autônomos (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

TPUs 8t e 8i

Para a pesada fase de estudos, o Google criou o TPU 8t. O foco desse componente é escalar a operação sem perder a estabilidade. O Google garante que o 8t entrega 2,8 vezes mais poder de processamento do que a geração passada, mantendo a mesma faixa de preço.

Na outra ponta, focada no usuário final, atua o TPU 8i, que traz 288 GB de memória ultrarrápida integrada. Ele trabalha em conjunto com as novas CPUs Axion (processadores do próprio Google baseados na arquitetura Arm) e usa um sistema de rede interno que encurta pela metade a distância que os dados precisam viajar. O resultado, segundo a empresa, é um desempenho 80% maior por cada dólar que o cliente investe.

Ecossistema multibilionário

O Google ainda é um dos maiores compradores de chips da Nvidia no mundo. No entanto, fortalecer suas próprias TPUs dentro do Google Cloud é uma cartada para reter clientes, oferecer preços mais competitivos e ter maior controle sobre suas margens de lucro.

Os números justificam esse investimento. Como lembra a CNBC, analistas da DA Davidson fizeram uma estimativa de que a divisão de negócios de TPUs, somada às operações do laboratório DeepMind, já representa um valor de mercado colossal, beirando os US$ 900 bilhões.

Mesmo antes de chegar ao mercado, a oitava geração já tem demanda garantida de parceiros comerciais de peso. A startup Anthropic se comprometeu a usar esses novos chips, assim como laboratórios de pesquisa vinculados ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

O que é Google Play? Conheça as funcionalidades da loja de apps do Google

22 de Abril de 2026, 10:28
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play funciona a “central de distribuição” de apps para dispositivos Android (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

O Google Play funciona como o principal hub de mídias e aplicativos para dispositivos com o sistema operacional Android. Desenvolvida pelo Google, a plataforma centraliza downloads seguros de ferramentas, jogos e conteúdos essenciais para o dia a dia do usuário.

Vinculada à conta Google, a pessoa sincroniza automaticamente a biblioteca de apps, livros e filmes entre smartphones, tablets e outros aparelhos. Essa integração facilita a gestão de softwares e permite que as preferências acompanhem os usuários em qualquer tela.

O acesso ao Google Play é totalmente gratuito, embora o catálogo ofereça tanto softwares grátis quanto opções pagas e assinaturas premium. As transações financeiras são protegidas por criptografia, garantindo que as compras e investimentos digitais ocorram com máxima segurança.

A seguir, conheça detalhadamente o que é o Google Play, seu funcionamento e recursos disponíveis. Também saiba as diferenças da plataforma com o Google Play Services e a App Store.

O que é Google Play?

O Google Play é o centro oficial de distribuição do Android, reunindo aplicativos, jogos e mídias digitais vinculadas diretamente a uma conta Google. A plataforma simplifica o ecossistema mobile, garantindo downloads seguros e a sincronização automática de conteúdos entre diversos dispositivos.

Para que serve o Google Play?

O Google Play atua como a vitrine digital do ecossistema Android, centralizando o download e a atualização de apps, jogos e conteúdos multimídia com segurança. A plataforma automatiza o gerenciamento de software, garantindo que as ferramentas e o entretenimento estejam sempre otimizados e protegidos contra vulnerabilidades.

Google Play Store (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
O Google Play simplifica o download e o gerenciamento de apps nos aparelhos com sistema Android (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Como funciona o Google Play

O Google Play funciona integrado a uma conta Google, sincronizando downloads e licenças automaticamente via nuvem em diferentes dispositivos. A interface facilita a instalação de pacotes de dados e protege transações financeiras com camadas robustas de criptografia. 

A loja possui um catálogo híbrido onde softwares gratuitos dividem espaço com mídias pagas e ferramentas de compra única. Rótulos informativos ajudam a identificar o que é premium, permitindo que o usuário controle o orçamento digital com clareza.

Aplicativos complexos geralmente exigem pagamento antecipado para liberar o download e o acesso total aos recursos. Já o modelo freemium monetiza por meio de anúncios ou assinaturas recorrentes, garantindo a manutenção contínua do serviço.

O formato de compras in-app varia de acordo com o aplicativo. Alguns softwares oferecem formas de pagamento próprias, enquanto outros utilizam o Google Play para a intermediação financeira por meio de métodos salvos, como cartões ou saldo vinculados à conta Google.

ilustração sobre o Google Play
O Google Play centraliza o catálogo de softwares do sistema operacional Android (imagem: Reprodução/Google)

O que eu posso fazer no Google Play?

O Google Play vai além de uma vitrine de aplicativos, sendo o ecossistema central para quem busca produtividade e diversão em dispositivos Android. Essas são algumas funcionalidades disponíveis na plataforma:

  • Download e gestão multiplataforma: permite instalar aplicativos em smartphones, tablets, smart TVs e smartwatches, garantindo que os softwares essenciais funcionem de forma síncrona em múltiplos dispositivos compatíveis;
  • Gestão de biblioteca e atualizações de apps: centraliza a manutenção do sistema para otimizar a segurança e o desempenho, facilitando a reinstalação de programas vinculados à conta Google;
  • Catálogo de jogos e entretenimento: possibilita encontrar diversos jogos mobiles, oferecendo desde títulos casuais até experiências complexas que rodam offline ou em disputas competitivas com jogadores de todo o mundo;
  • Consumo de mídia e sincronização de progresso: disponibiliza um acervo vasto de filmes e livros digitais para compra ou aluguel, permitindo transições fluidas entre dispositivos sem perder o ponto da leitura;
  • Administração de assinaturas e pagamentos: organiza todos os serviços recorrentes e métodos de pagamento em um só painel, garantindo controle total sobre gastos com streaming e ferramentas profissionais;
  • Segurança familiar e filtros de conteúdo: oferece recursos de controle parental para gerenciar o que as crianças acessam, permitindo estabelecer limites de tempo de uso e aprovar transações financeiras remotamente.
Imagem mostra a tela de cancelar assinatura da Google Play Store
O Google Play possibilta gerenciar assinaturas pelo celular e PC (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Google Play é pago para usar?

O acesso ao Google Play é gratuito e não exige taxas de adesão, funcionando como um ecossistema digital para o download de diversos softwares e mídias. A cobrança ocorre apenas na compra de aplicativos premium ou na aquisição direta de produtos como livros e filmes.

Muitas ferramentas adotam o modelo freemium, liberando o uso básico, mas cobrando por compras in-app ou assinaturas para remover anúncios. Há ainda o Google Play Pass, serviço opcional que libera um vasto catálogo de aplicativos mediante um valor fixo.

É possível baixar o Google Play no iPhone?

Não dá para instalar o Google Play no iPhone, já que o iOS da Apple é um ecossistema fechado que restringe lojas externas. Os aplicativos do Android utilizam a extensão APK, um formato de arquivo que o hardware e o sistema da Maçã simplesmente não conseguem processar nativamente.

Essa barreira técnica existe porque as APIs de ambos os sistemas falam “línguas” diferentes. Mesmo com modificações arriscadas no sistema, o iPhone rejeita esses apps por falta de bibliotecas de código compatíveis, mantendo ambas as plataformas em ecossistemas totalmente isolados.

ilustração sobre o Google Play
O Google Play é uma plataforma de apps exclusiva dos dispositivos Android (imagem: Reprodução/Google)

Por que o Google Play não funciona?

Existem diversos fatores que podem impedir o funcionamento do Google Play. Os principais motivos são:

  • Conexão instável ou limitada: a loja exige conexão constante via Wi-Fi ou dados móveis para validar licenças e processar o download de pacotes pesados;
  • Acúmulo de cache e dados: arquivos temporários podem sofrer erros de leitura no armazenamento, travando a interface e impedindo que novas buscas sejam processadas corretamente;
  • Serviços Google desatualizados: o Google Play Services atua como a infraestrutura invisível do sistema. Se estiver defasado, a autenticação e a integração entre apps falham;
  • Versão obsoleta da Play Store: sem patches de segurança e estabilidade, o próprio aplicativo da loja pode apresentar telas em branco ou recusar o carregamento de imagens e ícones;
  • Armazenamento interno insuficiente: a falta de espaço físico impede a descompressão de novos arquivos, mantendo os downloads em um estado de “pendente” que não se resolve sozinho;
  • Erro na sincronização de data e hora: o sistema usa o relógio para validar certificados de segurança. Um horário errado faz com que os servidores do Google rejeitem a conexão;
  • Conflitos de autenticação na conta: problemas com login ou métodos de pagamento inválidos podem gerar alertas de segurança que restringem o acesso à biblioteca de compras;
  • Incompatibilidade de firmware ou hardware: versões muito antigas do Android dificultam a tentativa de instalar o Google Play no celular de forma estável, já que o suporte oficial é removido;
  • Indisponibilidade dos serviços Google: em casos raros, o problema pode ser uma queda global nos servidores ou restrições geográficas que bloqueiam conteúdos específicos no Brasil.
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play necessita estar constantemente conectado a internet para funcionar corretamente (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Tem como desativar o Google Play no celular?

Embora não seja possível desinstalar o Google Play sem permissões de acesso total ao sistema, o usuário pode desativá-lo nas configurações de aplicativos. Essa ação oculta o ícone do menu e interrompe o download de novos conteúdos, funcionando como uma suspensão do serviço.

No entanto, é preciso cautela, pois desativar o Google Play Services pode instabilizar o Android e comprometer funções essenciais, como a geolocalização. Outros softwares instalados também podem apresentar falhas em notificações e na sincronização de dados após essa restrição.

Qual é a diferença entre Google Play e Google Play Services?

O Google Play é a vitrine digital de conteúdo, acessada pelo app Play Store para o usuário baixar e gerenciar aplicativos, jogos e mídias manualmente. Ele funciona como um ambiente de interação direta, onde o usuário controla a conta e as instalações no dispositivo.

O Google Play Services é a camada invisível que conecta hardware e softwares, garantindo que recursos como geolocalização e autenticação funcionem sem interrupções. Ele opera em segundo plano como uma estrutura crítica de APIs, mantendo a segurança e a integração do sistema.

Qual é a diferença entre Google Play e App Store?

O Google Play é o “marketplace” oficial do ecossistema Android, atuando como uma vitrine integrada à conta Google para sincronizar aplicativos e mídias. A arquitetura prioriza a flexibilidade, permitindo uma distribuição em massa que se adapta a diversos fabricantes de hardware e diferentes especificações técnicas.

A App Store é a plataforma exclusiva da Apple para os sistemas da marca, sendo a única porta de entrada oficial para softwares em iPhones, iPads e Macs. O destaque da loja é o manual review, um rigoroso processo de curadoria humana que valida critérios de privacidade e design antes de qualquer lançamento.

O que é Google Play? Conheça as funcionalidades da loja de apps do Google

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Reprodução/Google)

Saiba como cancelar assinaturas na Google Play Store pelo celular e PC (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: Reprodução/Google)

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

17 de Abril de 2026, 13:42
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia propôs que Google compartilhe dados de busca com rivais para cumprir legislação de concorrência da região;
  • Google teria que fornecer dados de pesquisa como classificação, consultas, cliques e visualizações;
  • companhia já manifestou que é contrária às medidas apresentadas pela Comissão Europeia e que lutará contra elas.

A DMA (Lei dos Mercados Digitais) da União Europeia visa tornar o setor de tecnologia mais equilibrado em termos de competitividade nos países do bloco. É com base nessa lei que a Comissão Europeia propôs medidas para que o Google se adeque ao regulamento. Entre elas está o de que a companhia divida determinados dados de seu mecanismo de busca com concorrentes.

De acordo com a própria entidade, “o objetivo das medidas é permitir que mecanismos de busca online de terceiros, ou ‘beneficiários de dados’, otimizem seus serviços de pesquisa e contestem a posição do Google Search”.

Ainda de acordo com a Comissão Europeia, isso significa que o Google teria que compartilhar, com companhias rivais, “dados de pesquisa, como dados de classificação, consultas, cliques e visualizações, em termos justos, razoáveis e não discriminatórios”.

O compartilhamento também incluiria dados de pesquisas a partir de chatbots de IA, ou seja, feitos via Gemini.

A razão disso é um tanto óbvia: o Google é o mecanismo de busca mais popular da web, inclusive na Europa; teoricamente, o compartilhamento desses dados faria o Google ser menos dominante no segmento de buscas online, criando o equilíbrio concorrencial que é almejado pela DMA.

Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

O Google aceitará o que a Comissão Europeia propõe?

O que a Comissão Europeia fez foi propor medidas para que o Google se adeque à DMA, mas, até o momento, não há nenhuma imposição para que a companhia siga as orientações da entidade. Uma decisão só deverá ser anunciada pelo órgão no fim de julho deste ano. Enquanto isso, Google e outras partes interessadas podem enviar comentários a respeito.

De todo modo, à Reuters, o Google já sinalizou que não concorda com as medidas:

Centenas de milhões de europeus confiam ao Google suas buscas mais sensíveis — incluindo perguntas privadas sobre sua saúde, família e finanças — e a proposta da Comissão nos obrigaria a entregar esses dados a terceiros, com proteções de privacidade perigosamente ineficazes.

Clare Kelly, conselheira sênior de concorrência do Google

Não surpreende. O que a Comissão Europeia propõe não é pouca coisa. Os dados que o Google teria que compartilhar com rivais são tão sensíveis para o negócio de buscas que, pior do que isso, seria apenas a imposição de que a companhia compartilhasse a sua própria tecnologia de pesquisa.

Seja como for, o imbróglio do Google na Europa está longe do fim. Há pouco mais de um ano que a companhia foi acusada de violar a DMA. De lá para cá, a empresa anunciou algumas medidas de ajustes que, até agora, foram consideradas insuficientes.

Vale lembrar que, ainda no âmbito da DMA, uma das investigações mais recentes da União Europeia, iniciada em novembro de 2025, tenta apurar se o Google estaria prejudicando veículos jornalísticos nos resultados de buscas.

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

17 de Abril de 2026, 12:35
Ilustração mostra um laptop cercado por biscoitos. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Pesquisadores afirmam que uma linha de código resolveria o problema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Auditoria da webXray analisou o tráfego de mais de 7 mil sites e encontrou instalação de cookies após recusa em 55% dos casos.
  • Segundo a empresa, 78% dos banners de consentimento não executaram ações para garantir a escolha do visitante.
  • Google, Microsoft e Meta foram apontadas por ignorar recusas de privacidade, mas todas negaram as acusações.

Você já perdeu tempo clicando em “rejeitar tudo” naqueles banners de cookies ao acessar um site? É uma ação de rotina, mas talvez ela não tenha efeito nenhum. Uma auditoria independente de tráfego web revelou que gigantes da tecnologia — incluindo Google, Microsoft e Meta — continuam rastreando os usuários na internet, mesmo após a recusa explícita.

Procuradas pelo portal 404 Media, as três companhias contestaram o levantamento e rejeitaram as conclusões. O Google afirmou que o relatório parte de um “mal-entendido fundamental” sobre o funcionamento de seus produtos e garantiu que respeita a exclusão exigida por lei.

A Microsoft argumentou que a privacidade é prioridade, justificando que certos cookies são tecnicamente indispensáveis para o funcionamento das páginas, devendo ser instalados mesmo sem a aprovação do usuário. Já a Meta declarou oferecer o recurso de Uso Limitado de Dados, que permite que os próprios sites indiquem as permissões que possuem, restringindo os dados repassados à empresa.

Apesar das justificativas, o levantamento, conduzido na Califórnia em março pela empresa webXray, sugere que as corporações frequentemente ignoram os pedidos de privacidade por encararem possíveis sanções bilionárias como uma espécie de custo operacional.

Clicar em “rejeitar cookies” não protege o usuário?

Cookies
Banners não executam o bloqueio de cookies na prática (imagem: Cleo Stracuzza/Unsplash)

Os pop-ups de consentimento inundaram a web nos últimos anos como resposta a legislações mais rigorosas. A premissa era garantir que o internauta tivesse a opção real de bloquear o rastreamento publicitário. A pesquisa, que analisou o tráfego de mais de 7 mil sites populares, mostrou que, na prática, essa regra é amplamente burlada.

O problema está em uma falha nas Plataformas de Gerenciamento de Consentimento (CMPs), os sistemas responsáveis por exibir e gerenciar os banners nas páginas. Segundo o levantamento, em 55% dos sites avaliados, os cookies são instalados mesmo após a recusa formal. Pior ainda: 78% desses banners de consentimento não executam qualquer ação nos bastidores para garantir a escolha do visitante.

A webXray também destaca ainda um grave conflito de interesses. O Google, um dos maiores distribuidores de cookies do mundo, opera um serviço chamado “Cookiebot”, que certifica essas mesmas plataformas de consentimento. O resultado final é: nenhuma delas funciona com 100% de eficácia.

Bilhões tratados como despesa operacional

A auditoria estima que as empresas de tecnologia podem ter que pagar cerca de US$ 5,8 bilhões em multas (quase R$ 29 bilhões na cotação atual) em vez de cumprirem as normas. O detalhamento divulgado ilustra o tamanho do problema:

  • Google: a empresa ignorou 86% das solicitações de desativação. Segundo o relatório, o rastreamento se manteve ativo em 77% dos sites de clientes. A multa potencial para a gigante das buscas é estimada em US$ 2,31 bilhões.
  • Meta: a infraestrutura da empresa de Mark Zuckerberg apresentou uma taxa de falha de 69%, com rastreamento ativo em 21% dos sites. A auditoria aponta que o código fornecido pela Meta dispara o evento de rastreamento sem sequer verificar as preferências do consumidor. A estimativa aponta que a empresa estaria sujeita a até US$ 9,3 bilhões em sanções acumuladas.
  • Microsoft: a companhia ignorou cerca de metade dos sinais de desativação e continuou monitorando os visitantes em 35% dos sites analisados. As multas estimadas nesse caso rondam a casa dos US$ 390 milhões.

Solução é mais simples do que parece

Mesmo com as defesas apresentadas pelas gigantes da tecnologia, a webXray sustenta que a solução para o impasse seria extremamente simples. Na visão da auditoria, bastaria adicionar uma única linha de código. Quando o servidor recebe o sinal de recusa, ele deveria apenas retornar o código de status HTTP 451 (Não Disponível por Motivos Legais).

Isso indicaria que o conteúdo publicitário não pode ser exibido devido à opção de privacidade do consumidor, bloqueando imediatamente a instalação do cookie.

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cookies de terceiros rastreiam usuário em diferentes sites (Imagem: Cleo Stracuzza / Unsplash)

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

10 de Abril de 2026, 10:33
Arte mostra três logotipos do Gmail, parecendo envelopes estilizados, flutuando em um fundo branco que se mistura a um azul claro. O logo maior, em primeiro plano, tem suas abas em vermelho, azul, verde e amarelo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Contas gratuitas do Google ficam de fora (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google liberou a criptografia de ponta a ponta no aplicativo do Gmail para Android e iPhone. O recurso usa Criptografia do Lado do Cliente e impede o acesso do Google ao conteúdo das mensagens.
  • O recurso vale para contas corporativas e instituições de ensino. O acesso exige Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard, mais os complementos Assured Controls ou Assured Controls Plus.
  • O administrador de TI ativa a função no servidor. No app do Gmail, o usuário toca em novo e-mail, depois no ícone de cadeado e na opção “Criptografia adicional”. O recurso já está disponível no Brasil.

O Google expandiu a tecnologia de criptografia de ponta a ponta para o aplicativo oficial do Gmail nos celulares. A partir de agora, usuários de Android e iPhone ganham uma camada extra de proteção que garante a confidencialidade de dados sigilosos no ambiente corporativo. O bloqueio impede até mesmo a própria gigante de buscas ou terceiros de acessarem ou interceptarem o conteúdo das mensagens.

Segundo detalhes divulgados no blog oficial do Google Workspace, a novidade permite redigir e ler emails de alta segurança direto pelo aplicativo móvel. A grande sacada é a praticidade: a empresa eliminou a necessidade de softwares adicionais ou chaves de decodificação complexas.

Na prática, a ferramenta funciona sob o modelo de Criptografia do Lado do Cliente (CSE, na sigla em inglês). Diferentemente da proteção padrão do serviço — onde o Google gerencia as chaves criptográficas —, no modelo CSE é a própria organização que mantém o controle total, ou seja, essas chaves ficam armazenadas fora dos servidores do Google.

A versão web do Gmail já contava com o modelo CSE desde o início de 2023. A adaptação para os smartphones começou a ser testada em fase beta em abril de 2025 e chega agora em sua versão final.

Quem pode usar a nova criptografia do Gmail no celular?

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)
Recurso de segurança exige assinaturas específicas (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Se você usa o e-mail tradicional do Google no dia a dia, não crie expectativas. O recurso não está disponível para contas gratuitas (com o sufixo @gmail.com) e também deixa de fora os planos básicos do Google Workspace. O foco aqui é o mercado corporativo e as instituições de ensino.

Para ter acesso, a organização precisa possuir licenças específicas (Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard). E não para por aí: a empresa também precisa ter adquirido alguns complementos (Assured Controls ou Assured Controls Plus). Sem esse combo comercial, a função nem aparece no aplicativo.

A experiência de quem recebe o email blindado também depende da plataforma. Se o destinatário também usar o aplicativo oficial do Gmail no celular, a mensagem será entregue e exibida como uma conversa normal na caixa de entrada, com toda a decodificação acontecendo silenciosamente em segundo plano. Mas e se a pessoa usar outro cliente de e-mail, como o Outlook? Aí o processo muda. O usuário recebe uma notificação e é direcionado para abrir, ler e responder à mensagem pelo navegador web do próprio smartphone.

Como ativar a criptografia adicional no Gmail?

A liberação exige que o departamento de TI dê o primeiro passo. Os administradores da rede precisam habilitar o suporte ao recurso para os clientes Android e iOS. Com tudo liberado no servidor, enviar uma mensagem blindada pelo celular é simples:

  1. Abra o aplicativo do Gmail e toque no botão para criar uma nova mensagem;
  2. Na tela de composição, toque no ícone de cadeado;
  3. No menu suspenso, selecione a opção “Criptografia adicional”.
Usuários devem ativar opção “Criptografia adicional” antes de enviar mensagens (imagem: reprodução/Google)

A partir desse momento, tanto o texto digitado quanto qualquer anexo inserido serão criptografados no próprio aparelho, antes mesmo de começarem a trafegar pela internet.

O recurso já está disponível no Brasil?

A novidade já está liberada para o mercado brasileiro, mas segue a mesma cartilha global e não há período de testes gratuito para usuários comuns e empresas com planos mais acessíveis (como o Business Starter ou Business Standard). Qualquer corporação ou instituição de ensino no Brasil que assine o combo exigido já pode configurar e utilizar a ferramenta de criptografia em seus aparelhos móveis.

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

YouTube esconde botão e deixa mais difícil pular anúncios

8 de Abril de 2026, 14:43
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Plataforma do Google testa mudanças na interface (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube testa ocultar o botão de pular anúncios em alguns formatos de interface.
  • O botão continua ativo, mas o usuário precisa interagir com o cartão de anúncio ou girar o celular para expô-lo.
  • O YouTube testa anúncios não puláveis de 90 segundos em smart TVs. A documentação oficial ainda cita o limite de 30 segundos.

Se você não é assinante do YouTube Premium, deve ter notado que a experiência gratuita está ficando cada vez mais burocrática. Novos relatos indicam que o Google está testando táticas ainda mais agressivas para que o usuário veja os anúncios até o fim.

As novidades incluem uma mudança de interface que “esconde” o botão de pular e o aumento da duração de anúncios ininterruptos em smart TVs para 90 segundos. Vale lembrar que, há um mês, noticiamos aqui no Tecnoblog que a plataforma havia começado a exibir anúncios de 30 segundos sem opção de pular nas TVs.

As alterações foram detalhadas pelo portal Android Police nesta quarta-feira (08/04) e sugerem que o YouTube está refinando a forma como entrega comerciais para maximizar o tempo de tela — ou, no mínimo, para tornar a assinatura paga uma opção quase irresistível para quem busca conveniência.

Onde foi parar o botão “Pular”?

Alguns usuários notaram que o botão “Pular”, tradicionalmente posicionado no canto inferior direito do player, havia sido removido. No entanto, o que parece um erro técnico pode ser, na verdade, um novo teste de design que sobrepõe elementos da interface de forma estratégica.

Segundo informações do site PiunikaWeb, o YouTube está experimentando um novo formato de “cartão de anúncio” interativo que fica posicionado exatamente sobre o comando de ignorar a publicidade.

Essa escolha de layout impede o clique imediato no botão, dando a entender que a opção de avançar para o conteúdo principal foi desabilitada.

Captura de tela mostra um anúncio no YouTube para celular sem opção de pular
Anúncio sobrepõe o botão de “Pular” no app para celular (imagem: reprodução/Reddit)

Discussões no Reddit revelaram que o comando continua ativo, mas estaria escondido. Para recuperá-lo, o espectador precisa interagir com o cartão, deslizando-o para baixo.

Outra alternativa identificada seria girar o celular para o modo paisagem, forçando o player a reorganizar os elementos na tela e expondo o botão oculto.

YouTube pode exibir anúncios de 90 segundos sem pausa

Se no mobile o problema é a interface, nas smart TVs o obstáculo é o tempo. Novos relatos indicam que o YouTube expandiu esse limite para 90 segundos em determinados casos.

De acordo com o Android Authority, a mudança ainda não foi implementada globalmente, sugerindo uma fase de testes regionais para medir a rejeição do público. No Reddit, usuários compartilharam capturas de tela mostrando cronômetros de um minuto e meio em anúncios que não oferecem nenhuma opção de interrupção.

Imagem exibe o símbolo de anúncio de 90 segundos em uma smart TV rodando o YouTube
Cronômetro indica comercial obrigatório de 90 segundos na TV (imagem: reprodução/Reddit)

Diferente dos anúncios de 30 segundos, essa opção de publicidade de 90 segundos não pulável não foi oficialmente comunicada pelo Google. A documentação oficial ainda cita o limite de 30 segundos nas TVs.

YouTube Premium é a forma oficial de burlar publicidade

Para especialistas, a estratégia do Google é clara: ao tornar a experiência gratuita mais cansativa — seja dificultando o acesso a botões ou aumentando o tempo de espera nas TVs —, a plataforma reduz a resistência do usuário em abrir a carteira.

Vale lembrar que o YouTube vem travando uma batalha técnica contra os bloqueadores de anúncios desde o ano passado. No Brasil, os preços da assinatura são os seguintes:

  • Individual: R$ 26,90 por mês
  • Individual anual: R$ 269 (equivalente a R$ 22,41 por mês)
  • Família: R$ 53,90 por mês (para até cinco pessoas)
  • Estudante: R$ 16,90 por mês
  • Premium Lite: R$ 16,90 por mês (opção com menos funcionalidades)

YouTube esconde botão e deixa mais difícil pular anúncios

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google erra uma em cada 10 respostas nos Resumos de IA, aponta estudo

8 de Abril de 2026, 12:29
Ilustração com uma lupa sobre uma caixa de busca. Atrás estão alguns robôs. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Análise aponta falhas nos Resumos de IA do Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Estudo indica que os Resumos de IA do Google erram cerca de 10% das respostas, mesmo após ganhos de precisão com o Gemini 3.
  • A pesquisa, feita pela Oumi a pedido do The New York Times, mostra que os resultados passaram a citar com mais frequência fontes inconsistentes.
  • Análise também aponta o uso recorrente de conteúdos frágeis e risco de manipulação.

Como parte de sua estratégia de IA, o Google lançou os Resumos de IA, passando a fornecer respostas diretas com base em conteúdos da web. A proposta é agilizar a busca, mas pode comprometer a precisão.

Uma análise da Oumi, startup focada no desenvolvimento e treinamento de modelos de IA, encomendada pelo The New York Times, indica falha em cerca de uma a cada dez pesquisas. Em escala, isso pode representar dezenas de milhões de erros por hora, já que estamos falando de mais de cinco trilhões de buscas por ano.

O estudo usou o benchmark SimpleQA, comum no setor, e avaliou 4.326 buscas em dois momentos: outubro de 2024, com o Gemini 2, e fevereiro de 2025, após a atualização para o Gemini 3.

Mais preciso, porém menos verificável

Captura de tela do Google mostrando uma Visão Geral de IA para a pesquisa "como economizar bateria do iPhone", com um resumo de texto gerado por IA e um resultado orgânico do Tecnoblog.
Exemplo de “Visão Geral de IA” do Google (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Os resultados comprovaram uma melhora de um modelo para o outro: com Gemini 2, os Resumos de IA acertavam 85% das vezes; com Gemini 3, esse índice subiu para 91%.

Entretanto, a evolução apresentou uma nova fragilidade. Em outubro, 37% das respostas corretas continham links de apoio que não sustentavam completamente a informação apresentada. Com o Gemini 3, essa proporção disparou para 56%.

Além disso, das 5.380 fontes analisadas, Facebook e Reddit figuram como a segunda e quarta fontes mais citadas. Quando os resumos estavam corretos, a rede social da Meta era citada em 5% dos casos; quando estavam errados, esse percentual subia para 7%.

O próprio Google publicou resultados internos semelhantes. Segundo o NYT, na análise da empresa, o Gemini 3 produziu informações incorretas 28% das vezes operando isoladamente.

Fragilidade das fontes

Segundo o jornal, ao ser perguntado sobre o ano em que a casa de Bob Marley virou museu, a ferramenta respondeu 1987. Na verdade, foi em 11 de maio de 1986, no quinto aniversário de sua morte.

As três fontes citadas eram problemáticas:

  • Uma página no Facebook de Cedella Marley, com fotos da visita, mas sem a data de inauguração;
  • Um blog de viagem (“Adventures From Elle”), com informações imprecisas;
  • A página do museu na Wikipédia, com datas contraditórias — 1986 em um trecho, 1987 em outro.

Noutro caso, o Google identifica uma fonte confiável, mas interpreta mal a informação. Ao perguntar qual rio faz divisa com o lado oeste de Goldsboro (Carolina do Norte, EUA), o sistema indicou o Neuse — que fica ao sudoeste.

A fonte citada, o site de turismo local, apenas informava que o Neuse passa pela cidade; a IA inferiu, de forma errada, que ele delimita o lado oeste. Na realidade, ali está o Little River.

Há ainda casos em que, mesmo com a informação correta na fonte, a ferramenta chega à conclusão errada. E erra também nos detalhes: acerta o dado principal, mas adiciona informações incorretas.

IA pode ser enganada

Para além do conteúdo, os Resumos de IA passaram a gerar desconfiança: parecem manipuláveis. O jornal cita o teste de Thomas Germain, do podcast The Interface, da BBC, que publicou um artigo fictício sobre um campeonato de comer cachorro-quente na Dakota do Sul, que ele mesmo teria vencido. Um dia depois, ao pesquisar no Google, aparecia nas respostas como referência.

“Ele estava cuspindo o conteúdo do meu site como se fosse a pura verdade”, disse. O caso, assim como o da casa de Bob Marley, indica que o Google não sinaliza falta de fontes diversas nem possíveis imprecisões.

O que diz o Google

Google (Imagem: Vitor Páduo/Tecnoblog
Google afirma que testes não refletem buscas reais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O porta-voz do Google, Ned Adriance, contestou a metodologia da Oumi. Em comunicado, afirmou que o estudo tem “falhas sérias”, não reflete buscas reais e usa o teste SimpleQA — criado pela OpenAI —, que conteria informações incorretas. Adriance afirma que os recursos de IA usam as mesmas proteções contra spam da busca.

A falha está entre as preocupações da imprensa brasileira no inquérito em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investiga desde 2019 possível abuso de posição dominante do Google. A empresa nega que a IA tenha impacto negativo e diz que a queda de audiência ocorre por outros fatores, como mudanças de modelo de consumo.

Google erra uma em cada 10 respostas nos Resumos de IA, aponta estudo

Google desativa rolagem infinita nas buscas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

7 de Abril de 2026, 17:48
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia
Funcionário da Meta, que já foi demitido pela empresa, teve acesso indevido a cerca de 30 mil imagens no Facebook (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Resumo
  • Ex-funcionário da Meta no Reino Unido baixou cerca de 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook;
  • A Meta afirmou que detectou o caso internamente, notificou a polícia de Londres, demitiu o funcionário e avisou aos usuários afetados;
  • A investigação aponta que o homem criou um software para burlar a segurança da plataforma, foi preso em novembro de 2025 e responde em liberdade após fiança.

Um funcionário da Meta no Reino Unido é acusado de baixar milhares de fotos de usuários do Facebook. Segundo a empresa, o homem foi demitido assim que o caso foi notificado e está sendo investigado pela unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres.

De acordo com o material compartilhado pela agência PA Media, foram aproximadamente 30 mil imagens privadas de usuários da principal rede social da Meta. O caso foi repercutido pelo jornal britânico The Guardian.

A principal linha de investigação aponta que o ex-funcionário da empresa, que tem cerca de 30 anos de idade, desenvolveu um software capaz de driblar os mecanismos de segurança da plataforma e acessar essas imagens.

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)
Imagens privadas foram acessadas pelo agora ex-funcionário por meio de software que driblou sistema de segurança (Imagem: Austin Diesel/Unsplash)

De acordo com a Meta, as contas afetadas já foram notificadas de que o download ocorrei e de que os sistemas de segurança foram atualizados para reforçar o bloqueio a futuros acessos indevidos. Além disso, a Meta afirma que a situação toda foi identificada internamente há cerca de um ano e prontamente levada à polícia.

Segundo a BBC, o homem chegou a ser preso em novembro de 2025, mas responde pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. Enquanto o caso está em andamento, ele precisa avisar à Polícia Metropolitana de Londres caso tenha intenção de fazer qualquer viagem internacional.

Casos recentes da Meta na Justiça

Essa não é a primeira vez que a Meta esbarra no problema da falta de segurança para os dados de clientes. Em 2024, por exemplo, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) processou a empresa em 91 milhões de euros (pouco mais de R$ 540 milhões) por guardar senhas utilizadas em suas redes sociais sem nenhum tipo de criptografia.

Já em 2022, a mesma DPC cobrou 265 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) da Meta por conta de um vazamento com milhares de informações pessoais de usuários no Facebook.

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)

Anthropic anuncia acordo com Google e Broadcom para fornecimento de computação

7 de Abril de 2026, 17:39

A Anthropic anunciou um acordo com o Google e com a Broadcom para ampliar sua infraestrutura de computação em inteligência artificial. A iniciativa busca sustentar o crescimento acelerado da demanda pelos modelos da linha Claude, especialmente no segmento corporativo.

Segundo a empresa, os novos contratos expandem o uso das unidades de processamento de tensores (TPUs) do Google Cloud (chips desenvolvidos para tarefas avançadas de IA). O acordo também aprofunda uma parceria que já existe desde outubro de 2025. Na ocasião, o acordo previa mais de um gigawatt de capacidade computacional – número que, agora, será ampliado.

A Anthropic não divulgou oficialmente os detalhes completos da expansão, incluindo a quantidade de poder computacional prevista. No entanto, documentos recentes da Broadcom indicam que o novo contrato pode envolver até 3,5 gigawatts de poder computacional.

Segundo o TechCrunch, a maior parte dessa estrutura deverá ser instalada nos Estados Unidos, alinhada ao plano da empresa de investir US$ 50 bilhões em infraestrutura no país. A nova capacidade deve entrar em operação a partir de 2027.

De acordo com a companhia, o movimento representa o maior investimento em computação já realizado pela Anthropic até o momento:

Essa parceria inovadora com o Google e a Broadcom é uma continuidade da nossa abordagem disciplinada para escalar a infraestrutura: estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto em nossa base de clientes, ao mesmo tempo em que permitimos que Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA. Estamos fazendo nosso maior investimento em computação até o momento para acompanhar nosso crescimento sem precedentes.

Krishna Rao, CFO da Anthropic
claude pentágono
Nem a briga com o governo dos EUA foi suficiente para barrar a demanda pelo Claude – Imagem: RixAiArt / Shutterstock

Expansão da Anthropic e do Claude

O anúncio ocorre em meio a uma rápida expansão do negócio da Anthropic. A desenvolvedora registrou um salto expressivo em sua receita anualizada, que passou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para cerca de US$ 30 bilhões atualmente. A base de clientes também cresceu, com mais de mil empresas gastando acima de US$ 1 milhão por ano com as soluções.

Esse avanço foi impulsionado pela adoção crescente de modelos de IA generativa em ambientes corporativos. A empresa também concluiu recentemente uma rodada de financiamento Série G de US$ 30 bilhões, que elevou sua avaliação de mercado para US$ 380 bilhões.

Apesar do crescimento, a Anthropic já foi apontada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos como um potencial risco para a cadeia de suprimentos – um fator que, por ora, não impediu a expansão da demanda pelos serviços. O Olhar Digital deu os detalhes sobre a briga da empresa com o governo norte-americano neste link.

O post Anthropic anuncia acordo com Google e Broadcom para fornecimento de computação apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (finalmente)

7 de Abril de 2026, 15:45
Google começa a liberar abas verticais no Chrome
Google começa a liberar abas verticais no Chrome (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google começou a liberar abas verticais no Chrome para desktops em 07/04; recurso mostra as abas em uma coluna lateral e pode ser ativado com clique do mouse;
  • coluna lateral das abas pode ser recolhida por um ícone no topo, função que libera espaço de tela;
  • Google também atualizou o modo de leitura do Chrome para uma interface mais amigável.

Demorou, mas o dia chegou: o Google começou a liberar o modo de abas verticais no Chrome para desktops. Essa não é a única novidade: o navegador agora também conta com um modo de leitura aprimorado para permitir que você leia páginas web sem distrações.

O modo de abas verticais faz o Chrome exibir a lista de páginas abertas em uma coluna lateral, um modo de visualização alternativo em relação à tradicional abordagem que coloca uma guia ao lado da outra no topo do navegador.

As abas verticais vinham sendo testadas no Chrome pelo menos desde 2025 e, convenhamos, demoraram para serem disponibilizadas oficialmente. O recurso já existe em outros navegadores. É o caso do Firefox, que suporta abas verticais desde a versão 136, lançada em março do ano passado.

Chegando tarde ou não, a novidade pode ser ativada no Chrome da seguinte forma: clique com o botão direito do mouse na área de abas e, no menu que surgir, escolha a opção de abas verticais. Observe que a coluna lateral que exibe as abas pode ser contraída por meio de um ícone no topo para liberar espaço de visualização de página, o que pode ser útil em notebooks com telas pequenas.

Coluna de abas verticais no Chrome para desktops
Coluna de abas verticais no Chrome para desktops (imagem: reprodução/Google)

E o novo modo de leitura do Chrome?

O modo de leitura já existia no Chrome, mas foi atualizado para exibir uma interface de página inteira ainda mais amigável, de modo que você possa ler até conteúdos longos sem cansar a visão e com menos chances de se distrair.

A forma de ativação não mudou: clique com o botão direito do mouse sobre a página web e escolha a opção “Abrir no modo de leitura” ou equivalente.

Modo de leitura no Chrome
Modo de leitura no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade dos novos recursos do Chrome

As duas novidades começaram a ser liberadas oficialmente nesta terça-feira (07/04), mas de modo progressivo. Isso significa que pode levar alguns dias para ambas chegarem à sua instalação do Chrome.

Para acelerar a liberação, certifique-se de que o Chrome está atualizado em seu computador. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Ajuda / Sobre o Google Chrome.

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (finalmente)

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Coluna de abas verticais no Chrome para desktops (imagem: reprodução/Google)

Modo de leitura no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

7 de Abril de 2026, 12:17
Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude vai ganhar mais fôlego para encarar a concorrência (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic fechou uma parceria com o Google e a Broadcom para ampliar a infraestrutura de IA.
  • O acordo prevê múltiplos gigawatts de capacidade computacional com chips personalizados a partir de 2027.
  • Segundo a Anthropic, mais de 1.000 organizações passaram a gastar acima de US$ 1 milhão por ano com o Claude.

A Anthropic anunciou nesta segunda-feira (06/04) uma nova parceria com o Google e a Broadcom que permitirá uma expansão massiva em sua capacidade de processamento. O acordo garante à startup múltiplos gigawatts de potência computacional em chips de última geração, com previsão para entrar em operação a partir de 2027.

O objetivo é sustentar o desenvolvimento dos modelos Claude e atender à explosão da demanda corporativa global por inteligência artificial.

Por que a Anthropic precisa de tanto hardware?

O investimento é uma resposta direta ao crescimento financeiro sem precedentes da companhia. Segundo dados da própria Anthropic, a receita anual da startup saltou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para mais de US$ 30 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — valor que supera os R$ 150 bilhões em conversão direta.

A base de clientes de alto escalão também seguiu o ritmo: o número de empresas que gastam mais de US$ 1 milhão por ano com o Claude dobrou em menos de dois meses, ultrapassando a marca de mil organizações.

“Estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto, permitindo que o Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA”, afirmou o diretor financeiro da Anthropic, Krishna Rao.

A maior parte dessa nova infraestrutura será instalada nos Estados Unidos. O projeto faz parte de um compromisso de US$ 50 bilhões para fortalecer o setor tecnológico americano, anunciado pela empresa em novembro do ano passado.

O papel da Broadcom

De acordo com informações do The Wall Street Journal, a Broadcom terá um papel central nesse ecossistema. A fabricante de semicondutores fornecerá ao Google Unidades de Processamento de Tensores (TPUs) personalizadas e componentes de rede até 2031.

Do montante, a Anthropic terá acesso a cerca de 3,5 gigawatts de capacidade baseada nesses chips, que são projetados especificamente para acelerar cálculos matemáticos complexos de redes neurais.

Apesar do novo contrato, a Anthropic mantém a postura de não depender de um único fornecedor de hardware. Atualmente, a startup equilibra suas operações entre três frentes principais: as TPUs do Google, com foco em eficiência energética; o hardware AWS Trainium, da Amazon, principal parceira de treinamento; e as tradicionais GPUs da Nvidia, utilizadas para tarefas específicas de alto desempenho.

Essa diversidade técnica permite que o Claude continue sendo o único modelo de IA de ponta disponível simultaneamente nas três maiores nuvens do mercado: AWS (Amazon), Google Cloud e Microsoft Azure.

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

Samsung Mensagens será encerrado para dar espaço ao mensageiro do Google

6 de Abril de 2026, 12:26
Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google
Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • A Samsung encerrará o Samsung Mensagens a partir de julho de 2026. A data exata varia por modelo.
  • A Samsung recomenda migrar para o Google Mensagens, que oferece suporte nativo a RCS e ao Gemini.
  • A troca exige instalar o aplicativo na Play Store e defini-lo como padrão.

Se você tem um celular Galaxy, fique atento: o aplicativo Samsung Mensagens (ou Samsung Messages) será descontinuado a partir de julho. Em seu lugar entrará o Google Mensagens, que é oferecido há algum tempo como o mensageiro padrão do Android em muitos aparelhos com Google Play.

O Samsung Mensagens é um aplicativo para SMS e MMS que existe há bastante tempo em dispositivos Galaxy. A ferramenta recebeu alguns aprimoramentos com o passar do tempo, mas, nos últimos anos, passou a ser deixada de lado para dar espaço justamente ao Google Mensagens.

A descontinuação do Samsung Mensagens parecia ser só uma questão de tempo, portanto. E o momento chegou: a Samsung explica que o aplicativo deixará de ser oferecido a partir de julho de 2026.

A data exata do fim do suporte será exibida no aplicativo, uma vez que isso pode variar de acordo com o modelo do smartphone. Em celulares da linha Galaxy S26, o Samsung Mensagens já não pode ser baixado a partir da Galaxy Store.

O que donos de aparelhos Galaxy devem fazer?

Apesar de a descontinuação começar a valer em algum momento de julho, a Samsung já recomenda a migração para o Google Mensagens, que é um aplicativo mais moderno, oferecendo suporte nativo a RCS (Rich Communications Service) e ao Gemini, por exemplo.

Para tanto, basta baixar o Google Mensagens a partir da Play Store e, após a instalação, tocar no botão que torna o aplicativo o mensageiro padrão do sistema, substituindo o Samsung Mensagens.

Samsung e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Samsung Mensagens e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Dependendo da versão do seu Android, o próprio Samsung Mensagens poderá exibir uma notificação com orientações para a migração.

A Samsung alerta, porém, que o ícone do Google Mensagens pode não aparecer automaticamente na tela de início de dispositivos com Android 12 ou 13. Nessas circunstâncias, cabe ao usuário fixar esse ícone manualmente após a migração ser feita.

O Samsung Mensagens continuará sendo suportado para quem usa um celular com Android 11 ou anterior. Já nos relógios anteriores ao Galaxy Watch 4, as versões do sistema operacional Tizen disponíveis para eles não suportam o Google Mensagens, razão pela qual esses dispositivos não terão mais acesso ao histórico de mensagens do usuário.

Samsung Mensagens será encerrado para dar espaço ao mensageiro do Google

Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google (imagem: reprodução/Samsung)

Samsung e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Mais controle: Android 17 vai mudar forma de compartilhar contatos

6 de Abril de 2026, 11:03
Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Novidade garante que os apps não espionem quem você conhece (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android 17 terá o Seletor de Contatos, que permite compartilhar contatos individuais sem conceder acesso à agenda completa.
  • O sistema atua como intermediário: o aplicativo recebe acesso temporário apenas aos registros e campos escolhidos, como e-mail ou telefone.
  • A versão final do Android 17, atualmente em fase beta, pode chegar entre junho e julho de 2026.

Os aplicativos móveis são conhecidos pela “fome” de dados pessoais, e cabe ao sistema impor limites a esse apetite. No ecossistema do Google, uma das permissões mais invasivas está com os dias contados: o Android 17 terá um novo Seletor de Contatos que deve dar ao usuário o controle que faltava há anos na gestão da agenda.

A mudança resolveria um problema crônico de privacidade: o modelo de permissões amplo demais, do tipo “tudo ou nada”. Atualmente, se você precisa compartilhar um único número de telefone com um aplicativo de entregas, por exemplo, o Android exige a permissão READ_CONTACTS, que entrega de bandeja nomes, e-mails, endereços, fotos e até anotações privadas de todos os seus contatos salvos para terceiros.

Com a atualização, o sistema passa a agir como um intermediário, permitindo a seleção de registros individuais sem que um app sequer saiba quem mais está na sua agenda.

Como vai funcionar o Seletor de Contatos do Android 17?

O funcionamento é inspirado no Seletor de Fotos, introduzido no Android 13. Em vez de o app enxergar toda a lista de contatos, haverá uma interface para pesquisar e selecionar apenas quem deseja compartilhar. No blog oficial, a gerente sênior de produto do Google, Roxanna Aliabadi Walker, afirma que a interface inclui uma barra de busca e suporte para seleção múltipla sem expor o restante da agenda.

Para o usuário, a experiência é transparente: após escolher as pessoas, basta tocar em “Concluído” e o aplicativo recebe um acesso temporário apenas àquelas informações. A ferramenta também reduz a sobrecarga do sistema. Isso significa menos gasto de bateria e memória em comparação ao método antigo, que exigia consultas individuais e lentas.

Assim que o app processa os dados, o acesso expira, impedindo que continue monitorando sua agenda em segundo plano.

Interface permite selecionar contatos individuais antes de compartilhar (imagem: reprodução/Google)

Mais controle para o usuário

Conforme reportado pelo portal MakeUseOf, a permissão de contatos era uma das poucas que ainda contava com acesso limitado no Android. Enquanto o acesso à localização e à galeria de fotos ganhou camadas de proteção nos últimos anos, a agenda permanecia uma caixa aberta aos desenvolvedores. O Android 17 permitirá solicitar apenas campos específicos.

Se um app precisa apenas do e-mail, o desenvolvedor vai poder configurar a solicitação para receber rigorosamente essa informação, e não o número de telefone ou a foto de perfil do contato. O Google reforça que a recomendação agora é pedir apenas o que é essencial para um recurso funcionar. “A abordagem antiga frequentemente concedia aos aplicativos mais dados do que o necessário”, admite a empresa.

Vale destacar que o Android 17 está atualmente em fase beta. Se o cronograma habitual do Google for seguido, a versão final deve chegar aos smartphones da linha Pixel e de outras fabricantes parceiras entre junho e julho de 2026.

Mais controle: Android 17 vai mudar forma de compartilhar contatos

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Perplexity vaza chats para Google e Meta, diz processo

6 de Abril de 2026, 09:40
Ilustração sobre o Perplexity
Dados sensíveis teriam alimentado as redes de publicidade da Meta e do Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A ação coletiva nos EUA acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilhar chats privados sem consentimento por meio de rastreadores de anúncios.
  • A denúncia afirma que o Perplexity envia transcrições, email e outros identificadores ao Google e à Meta, inclusive no modo anônimo, e que usuários sem assinatura recebem URLs acessíveis por terceiros.
  • O processo cobre o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026 e pede liminar, devolução de lucros e multas acima de US$ 5 mil por infração individual.

Uma ação coletiva protocolada nos Estados Unidos acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilharem indevidamente milhões de conversas privadas. O processo aberto por um usuário não identificado alega que a empresa de inteligência artificial utiliza rastreadores de anúncios embutidos em sua plataforma para enviar transcrições de bate-papos às gigantes da tecnologia.

A prática ocorreria sem o consentimento, com o objetivo claro de turbinar a receita com publicidade direcionada.

Como funciona o rastreamento?

O vazamento de dados afetaria todos os usuários do buscador com IA, independentemente de terem ou não uma conta cadastrada. Conforme relatado pelo site Ars Technica, análises comprovaram que a primeira mensagem digitada no chat e todas as perguntas seguintes são repassadas aos rastreadores. Para quem não é assinante, o cenário é ainda pior: a plataforma geraria um URL que permite a terceiros acessarem a conversa na íntegra.

O rastreamento funciona como uma “escuta telefônica de navegador”, interceptando tudo o que é digitado. Assim que o usuário pesquisa uma dúvida sobre sua vida financeira, um problema legal ou uma questão médica, ferramentas como o Meta Pixel ou Google Ads capturam discretamente essas informações.

Com esses dados em mãos, as empresas conseguem criar perfis detalhados para vender anúncios segmentados. O autor do processo relatou surpresa ao descobrir que partes de suas conversas foram enviadas à Meta e ao Google, acompanhadas de informações de identificação pessoal. Ele utilizava o Perplexity justamente para organizar impostos, tomar decisões de investimento e buscar orientação jurídica.

Ilustração sobre o Perplexity
Denúncia diz que o Perplexity gera URLs para conversas inteiras de usuários (imagem: Divulgação/Perplexity)

Ilusão do modo anônimo

O texto da denúncia classifica ainda o modo anônimo do Perplexity como uma “farsa”. O recurso, vendido como uma garantia de sigilo, não impediria que os bate-papos cheguem aos servidores do Google e da Meta. A acusação aponta que até mesmo os usuários que ativaram essa proteção continuaram tendo seus endereços de email e outros identificadores repassados.

A falta de transparência da IA também é duramente criticada. Segundo a ação, o Perplexity não exige que o usuário aceite os termos de uso na entrada e esconde sua política de privacidade. É preciso caçar o documento, que não menciona nada sobre o uso de rastreadores invasivos.

O Google e a Meta também são descritos como negligentes. O processo argumenta que ambas possuem regras que, na teoria, proíbem a coleta de dados sensíveis por rastreadores.

Risco de multas milionárias

A ação coletiva engloba o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026. O objetivo é representar os usuários do Perplexity nos EUA afetados pelo vazamento. As penalidades previstas são pesadas. Se o Google, a Meta e o Perplexity forem condenados, enfrentarão multas estatutárias que passam de US$ 5 mil por infração individual (cerca de R$ 25 mil).

Como o caso envolve milhões de registros ao longo de três anos, as indenizações podem facilmente chegar à casa dos bilhões. A acusação solicita uma liminar imediata para barrar a coleta de dados e exige o ressarcimento dos lucros obtidos de forma ilícita.

Até o momento, Meta e Perplexity não comentaram o caso. O Google, por sua vez, emitiu uma nota declarando que “as empresas gerenciam os dados que coletam e são responsáveis por informar os usuários”, reforçando que essas informações não identificam indivíduos por padrão e que proíbe anúncios baseados em informações sensíveis.

Perplexity vaza chats para Google e Meta, diz processo

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Perplexity)

Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples

3 de Abril de 2026, 15:11
Marca do Google Chrome
Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Chrome 148 implementará técnica de “lazy loading” para vídeos e áudios, otimizando o carregamento desses conteúdos em páginas web;
  • “lazy loading” reduz o consumo de CPU e memória, melhora a experiência do usuário e pode economizar dados;
  • versão estável do Chrome 148, com essa funcionalidade, está prevista para 22 de abril de 2026.

Melhorar o desempenho do navegador é um desafio em uma web com cada vez mais recursos de mídia, que demandam largura de banda e processamento. Mas mudanças sutis podem fazer a diferença. Um exemplo virá do Chrome 148: o Google está testando, nessa versão, um modo de carregamento lento ou sob demanda (lazy loading) de vídeo e áudio.

Técnicas de lazy loading não são novidade para quem trabalha com desenvolvimento web. Basicamente, esta é uma abordagem em que determinado tipo de conteúdo de uma página só é carregado quando visualizado ou é estritamente necessário para uma aplicação.

Como exemplo, suponha que você esteja visualizando uma página que contém fotos. No comportamento típico, essas imagens seriam carregadas todas de uma vez pelo navegador. Com o carregamento sob demanda, elas só são carregadas quando você rola a página para visualizá-las.

O Chrome e os demais navegadores baseados no Chromium suportam o lazy loading para imagens e iframes (páginas incorporadas) pelo menos desde 2019 (começou com o Chrome 74, ainda em fase experimental).

O que os desenvolvedores do browser estão fazendo, agora, é testando a técnica para o carregamento de vídeos ou áudios incorporados a páginas web.

Ilustração do navegador Google Chrome com uma página do Tecnoblog aberta
Google Chrome para PC (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual a vantagem disso? Por ser uma forma de carregamento inteligente, digamos assim, o lazy loading otimiza o consumo de CPU ou de memória RAM pelo navegador, pois somente recursos visualizados naquele momento são processados imediatamente.

Além disso, o carregamento gradual otimiza a renderização do conteúdo como um todo, melhora a experiência do usuário ao prevenir instabilidades e ajuda a economizar dados, pois, se o usuário sair da página antes de chegar ao seu final, nem todos os seus elementos serão carregados.

No caso de vídeos, é de se esperar melhoras em conteúdos do tipo hospedados no site que os exibe. Mas, no caso de vídeos incorporados do YouTube, pode não haver diferença, pois o serviço já tem um mecanismo assíncrono que otimiza o seu carregamento.

Quando o Chrome 148 será lançado oficialmente?

Atualmente, o Chrome 148 está em fase beta. A expectativa é a de que a sua correspondente versão estável seja lançada em 22 de abril de 2026 trazendo o lazy loading de vídeos e áudios entre seus atributos.

Com informações de PCWorld

Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome para PC oferece mais de 90 atalhos para Windows, Linux e macOS (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Meet chega ao CarPlay para permitir reuniões durante o trânsito

3 de Abril de 2026, 13:19
Google Meet no Apple CarPlay
Google Meet no Apple CarPlay (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Meet agora é compatível com Apple CarPlay, permitindo reuniões via áudio no painel do carro;
  • integração começou a ser liberada globalmente em 23 de março de 2026 e é válida para todos os usuários do Google Meet;
  • Google planeja integrar o Google Meet ao Android Auto em breve.

Você já teve que participar de uma reunião online no carro, usando o celular, por estar preso no trânsito? Essa situação vai ficar mais fácil de ser manejada para quem usa o Apple CarPlay: a plataforma agora conta com suporte oficial a videoconferências via Google Meet.

A novidade permite que o usuário participe de reuniões a partir do painel do carro. Por ali, pode-se visualizar a agenda de eventos e, quando a pessoa tiver que participar de uma chamada, poderá entrar nela com um único toque na tela.

O Google Meet para CarPlay permite que a reunião seja realizada via conexões móveis à internet, mas apenas reproduz áudio. Os demais participantes, se estiverem usando dispositivos como celulares, tablets e notebooks, poderão visualizar as imagens, mas quem estiver no carro só poderá escutar e falar.

Essa restrição tem um objetivo um tanto óbvio: evitar que a pessoa olhe para a tela durante a reunião e, com isso, deixe de prestar atenção no trânsito a ponto de causar um acidente.

Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay
Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay (imagem: reprodução/Google)

O Google Meet para CarPlay já está sendo liberado?

Sim, em escala global. O recurso estará ativado por padrão se você tiver o aplicativo do Google Meet instalado em seu iPhone. Então, bastará conectar o iPhone ao Apple CarPlay do veículo e tocar no ícone da ferramenta para iniciar uma reunião.

Observe, porém, que a implementação do recurso começou em 23 de março de 2026 e está sendo liberada gradualmente. Pode levar alguns dias para ela chegar até você, portanto. A novidade é válida tanto para clientes do Google Workspace quanto para usuários individuais (com uma Conta Google comum).

Talvez você esteja se perguntando sobre uma versão do Google Meet para Android Auto. Bom, o Google informou que essa integração já está a caminho e prometeu dar novidades a respeito “em breve”.

Antes de encerrar, vale destacar que serviços como Google Meet, Microsoft Teams e Zoom ganharam um rival nesta semana: o Proton Meet, que oferece recursos de privacidade entre seus diferenciais (dá até para realizar chamadas de vídeo anônimas).

Google Meet chega ao CarPlay para permitir reuniões durante o trânsito

Google Meet no Apple CarPlay (imagem: reprodução/Google)

Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay (imagem: reprodução/Google)

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

2 de Abril de 2026, 19:51
A imagem mostra a tela de um smartphone sendo segurado por uma mão. Na parte superior da tela, é possível ver a hora "17:20" e ícones de notificação. Abaixo, há três ícones de aplicativos: o logo colorido do Google, o ícone do Google One e o ícone do Google Ads, todos com design simples e minimalista. A interface do sistema está em um fundo azul claro. A mão que segura o dispositivo está posicionada na lateral.
Google One AI Pro dobra capacidade máxima de armazenamento para assinantes (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google One AI Pro oferece mais que o dobro de armazenamento agora: 5 TB; preço fica em  R$ 48,49 nos dois primeiros meses, depois R$ 96,99 mensais;
  • O plano inclui 1.000 créditos de IA para serviços como Flow e Whisk com o modelo Veo 3.1;
  • Outras opções para Inteligência Artificial incluem o Google One AI Plus com 200 GB e 200 créditos, e o Google One Ultra com 30 TB e 25 mil créditos.

O Google One AI Pro, assinatura para armazenamento extra na nuvem, recebeu um reajuste de espaço e agora oferece até 5 TB para os clientes. A novidade já está disponível no Brasil e sai a partir de R$ 48,49 em período promocional nos dois primeiros meses; depois, o valor volta aos R$ 96,99 originais. Esse é mais que o dobro de espaço oferecido no plano até então, que permitia guardar arquivos até 2 TB.

Agora, usuários interessados em uma quantidade menor de armazenamento podem optar pelo Google One Premium, com os mesmos 2 TB e mensalidade de R$ 49,99. Vale lembrar que os planos de IA começam em R$ 12,49 (One IA Plus de 200 GB), em preço promocional pelos seis primeiros meses.

O anúncio foi feito pelo Google nesta quarta-feira (01/04), conforme repercutiu o site especializado 9to5 Google, e logo em seguida o plano foi revisto no Brasil.

Com a novidade, agora são três opções de assinatura voltadas para o uso de inteligência artificial: Plus, Pro e Ultra. Enquanto os dois primeiros ficam em 200 GB e 5 TB, o plano mais alto permite até 30 TB de arquivos armazenados, entre fotos, documentos, emails e recursos premium de IA. Entre os serviços oferecidos pelo Google estão Gemini, NotebookLM, Flow, Whisk, entre outros.

Por que ter um plano específico de inteligência artificial?

As assinaturas oferecidas pelo Google para usuários profissionais das IAs têm, além do armazenamento extra, outras vantagens específicas. Entre elas estão a oferta de créditos de IA, que podem ser usados para acessar mais funções dentro dos serviços Flow e Whisk, voltados para criação de imagens e vídeos a partir do modelo Veo 3.1.

O plano One AI Plus, por exemplo, permite usar até 200 créditos mensais, enquanto o Google One AI Pro disponibiliza mil créditos para os usuários. Na opção Ultra, que custa elevados R$ 1.209,99 por mês, são 25 mil créditos. Este é claramente um plano mais adequado para empresas ligadas à criatividade, e não é o mais indicado para usuários que trabalham com a ferramenta de forma independente.

Tela de celular mostrando o recurso Gemini Live, um aplicativo de IA que permite transmitir vídeos ao vivo para a inteligência artificial analisar. A imagem mostra uma mão com suéter verde apontando para prédios e táxis amarelos em uma cidade. Na parte inferior há ícones para câmera, compartilhamento de tela, pausa e encerramento da transmissão, com fundo escuro e iluminação azul e roxa.
Recursos como o Gemini Live podem ser explorados com mais armazenamento disponível via Google One AI (imagem: divulgação)

Quem busca apenas expandir o armazenamento em serviços básicos do Google, por exemplo, pode recorrer aos planos One básicos, como o Lite, o Básico e o Padrão, com 30 GB, 100 GB e 200 GB, respectivamente. A opção Premium, por sua vez, tem 2 TB e também cobre recursos de IA.

Preços do Google One

Vamos considerar abaixo os principais planos do Google One oferecidos no Brasil, incluindo o Padrão, o AI Plus, o Premium e o AI Pro, já com os reajustes anunciados.

PadrãoAI PlusPremiumAI Pro
PreçoR$ 14,99R$ 12,50 (6 primeiros meses) / R$ 24,99 (padrão)R$ 49,99R$ 48,49 (2 primeiros meses) / R$ 96,99 (padrão)
Armazenamento200 GB200 GB2 TB5 TB
Gmail, Docs, Sheets e maisSimSimSimSim
Créditos de IANão200 créditos200 créditos1.000 créditos
Tabela elaborada pelo Tecnoblog com base em dados oficiais

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

Nova marca do Google, com “G” num gradiente multicolorido, estreia em maio de 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gemini Live pode entender o que está ao redor do usuário (imagem: divulgação)

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

26 de Março de 2026, 16:45
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Júri decidiu que empresas foram negligentes no desenvolvimento dos apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões (R$ 31,4 milhões) por design viciante de suas plataformas.
  • A Meta pagará 70% e o YouTube 30% do valor total.
  • O processo foi movido por uma jovem que alegou vício nos apps desde a infância, o que teria causado problemas de saúde mental.

Um júri de Los Angeles (EUA) decidiu que o YouTube e a Meta, dona do Facebook e Instagram, foram negligentes ao não alertar usuários sobre os riscos de vício em suas plataformas e classificou os aplicativos como produtos defeituosos.

O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter se tornado viciada nos apps quando ainda era criança. O veredito condenou as empresas a pagar US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) à autora da ação — sendo US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. Do total, a Meta pagará 70% e o YouTube, 30%.

O TikTok e o Snap, que chegaram a fazer parte desta mesma ação inicial, fecharam acordos antes do início do julgamento, mas continuam envolvidos em outras disputas legais semelhantes.

Tanto a Meta quanto o Google declararam que irão recorrer da condenação. As empresas negam que a arquitetura de seus aplicativos seja a causa raiz dos complexos problemas de saúde mental enfrentados pela juventude.

Acusação contornou isenção de culpa das redes

Criança no celular
Acusação focou no projeto dos apps para evitar lei federal (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

O resultado validou a abordagem dos advogados da autora, que focou no projeto dos serviços, em vez do conteúdo exibido nas plataformas. O júri concluiu que os aplicativos da Meta, incluindo o Instagram, e o YouTube foram deliberadamente construídos para ser viciantes. A decisão também diz que os executivos das companhias sabiam disso e falharam em proteger os usuários mais jovens.

De acordo com a rede estadunidense NPR, o objetivo da acusação era contornar uma lei federal que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros, a Seção 230 do Communications Decency Act de 1996, legislação similar ao Marco Civil da Internet no Brasil.

A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações constantes e filtros de beleza transformaram os aplicativos em um “cassino digital”, mesmas características observadas pelo ECA Digital por aqui.

A tese se baseou na história da autora do processo, que começou a usar o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 11. Segundo ela, o tempo de uso a fez desenvolver depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas devido ao uso compulsivo.

Decisão deve criar precedente

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (imagem: reprodução)

Segundo a NPR, a decisão deve guiar os vereditos de outras 2 mil ações judiciais semelhantes contra as plataformas no estado da Califórnia. Além disso, essa tese pode impactar processos contra gigantes da IA, como Google e OpenAI, por danos psicológicos e casos de suicídio. Episódios do tipo ganharam bastante atenção desde a morte de Adam Raine, em 2025.

“O veredito de hoje é um referendo — de um júri para toda uma indústria — de que a responsabilização chegou”, afirmou Joseph VanZandt, co-líder dos advogados que representam as famílias afetadas, em declaração à CNBC.

A responsabilização deve acrescentar mais um prejuízo aos cofres da Meta, que, apenas um dia antes, sofreu outro revés na Justiça. Um júri no Novo México condenou a rede social a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) por enganar os consumidores sobre a segurança. Segundo o processo, as empresas falharam em proteger os jovens contra a ação de predadores sexuais e redes de pedofilia.

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Busca do Google reescreve títulos de notícias com IA e gera distorções

20 de Março de 2026, 15:29
Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Editores se preocupam com escalada na interferência da empresa (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google está usando IA para reescrever títulos de notícias, causando distorções no contexto original.
  • A prática foi observada pelo The Verge e confirmada pelo Google como um experimento.
  • Segundo a big tech, o objetivo é tornar os títulos mais relevantes para os usuários.

Imagine buscar uma notícia no Google e, ao abri-la, perceber que o conteúdo não corresponde ao título exibido no resultado. Esse cenário pode se tornar mais comum: a empresa está usando IA para reescrever títulos nos links azuis da busca tradicional.

Quem descobriu a mudança foi o portal The Verge, que percebeu alterações nos links das próprias matérias indexadas no site. Em resposta ao veículo, a gigante das buscas confirmou a prática, classificando-a como um experimento “pequeno” e, até então, “restrito”.

Conjunto de capturas de tela demonstrando ocasições em que o Google alterou os títulos de matérias do The Verge na busca
Prática do Google interfere no estilo editorial (imagem: reprodução/The Verge)

Desde dezembro, a prática ocorre no feed da área de recomendação de conteúdo em celulares, o Google Discover, mas agora avança para a página principal do buscador.

Em um dos casos, o site observou que uma reportagem originalmente intitulada “Usei a ferramenta de IA para ‘trapacear em tudo’ e ela não me ajudou a trapacear em nada” (em tradução livre) foi reduzida pela inteligência artificial para apenas “‘Trapacear em tudo’ ferramenta de IA”.

A publicação norte-americana ressalta que a edição automatizada distorceu a premissa da matéria. Para Sean Hollister, editor do The Verge que assina a crítica, a redução feita pelo algoritmo fez parecer que o veículo estava endossando um produto, quando na verdade ocorria o oposto.

Distorção de contexto

Questionado pela publicação, o Google afirmou que este é apenas um dos “dezenas de milhares de experimentos de tráfego ao vivo” que a empresa realiza.

A porta-voz Jennifer Kutz argumentou que o objetivo da ferramenta é identificar o conteúdo da página para criar um título mais útil, buscando “combinar melhor os títulos” com as consultas dos usuários. Outro porta-voz do Google, Ned Adriance, acrescentou que o teste não se limita a publicações de notícias, mas busca melhorar os títulos exibidos na busca em diversos tipos de sites.

Maior interferência no SEO

Ilustração com uma lupa sobre uma caixa de busca. Atrás estão alguns robôs.
Google está “ajustando” títulos com IA na busca (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Historicamente, os algoritmos do Google limitavam-se a cortar o início ou o final de um título longo demais, ou alternavam a exibição entre a manchete programada especificamente para a busca (a tag de SEO) e o título interno da página (inserido em plataformas de gerenciamento de conteúdo, como o WordPress).

Com a introdução da IA, a empresa passa a criar frases e manchetes inteiramente novas, interferindo no conteúdo. Isso, na análise do portal estadunidense, torna o jornalismo menos confiável, agravando a crise de confiança na imprensa.

No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) avalia se as práticas do Google em relação ao uso de conteúdo jornalístico configuram abuso de posição dominante. Entre as críticas dos veículos, está a possível alucinação do sistema durante a reprodução de trechos de matérias em Resumos de IA. A empresa, vale lembrar, nega que sua IA esteja impactando o cenário das notícias.

Busca do Google reescreve títulos de notícias com IA e gera distorções

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google desativa rolagem infinita nas buscas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

20 de Março de 2026, 11:50
Usuários podem solicitar alterações e receber críticas da IA em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Stitch agora permite criar interfaces de usuário por comandos de voz com o recurso vibe design.
  • A atualização inclui uma “tela infinita” e novos recursos: Gerenciador de Agentes, DESIGN.md e prototipagem interativa.
  • Após o anúncio do Google, as ações da Figma, principal plataforma de UI/UX, caíram cerca de 8%.

O Google lançou uma grande atualização para o Stitch, sua plataforma de design de inteligência artificial. A empresa introduziu um recurso “vibe design”, função que permite a qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, criar interfaces de usuário (UI) utilizando apenas comandos de voz e texto.

Segundo o comunicado, o objetivo é transformar a maneira como os softwares são desenvolvidos. A ideia do Google é que o foco deixe de ser o domínio de ferramentas complexas de edição gráfica e passe a ser a comunicação com a máquina.

O que é o vibe design do Google Stitch?

Nova versão usa IA para gerar designs completos (imagem: reprodução/Google)

O vibe design é um formato de criação em que o usuário dita as características e objetivos de uma interface como se estivesse conversando com um assistente virtual — o nome deriva do vibe coding. Segundo o portal XDA, em vez de começar um projeto desenhando botões e menus manualmente, o usuário pode simplesmente explicar o objetivo do software ou até citar exemplos de aplicativos que o inspiram.

O Stitch processa essas informações usando diversos agentes de IA. O grande diferencial desta atualização, no entanto, é o suporte aos comandos de voz. É possível solicitar, por exemplo, que a IA crie três opções de menu diferentes para uma página, ou que mude a tela atual para uma paleta de cores mais escura em tempo real.

Para acomodar essa nova dinâmica de trabalho, a interface do Stitch foi reformulada e agora conta com uma “tela infinita” que abriga rascunhos conceituais até os protótipos finais. Os criadores podem arrastar imagens, blocos de texto e trechos de código para a área de trabalho, e a IA utiliza todo esse material para gerar a interface mais adequada.

Tela infinita agrupa rascunhos e imagens de referência no mesmo espaço (imagem: reprodução/Google)

Para organizar o processo de desenvolvimento, a empresa destaca a chegada de três recursos complementares:

  1. Gerenciador de Agentes, que permite trabalhar em múltiplas ideias de design sem perder o histórico do projeto;
  2. O formato DESIGN.md, um arquivo criado para IA que facilita a importação ou extração de identidades visuais;
  3. E a prototipagem interativa, que traz um botão “Reproduzir” que simula o fluxo do aplicativo.

Após a conclusão da interface, o design pode ser exportado diretamente para ferramentas de programação, como o AI Studio e o Antigravity.

Mercado teme substituição pela IA

Segundo o Business Insider, as ações da Figma — hoje a principal plataforma colaborativa de design de UI e UX do mundo — registraram uma queda de cerca de 8% logo após o anúncio do Google, acumulando mais 5% de retração ao longo da quinta-feira (19/03).

Essa forte reação reflete o receio de investidores de que a IA generativa possa substituir rapidamente os softwares tradicionais e mudar drasticamente a demanda por profissionais de design. Contudo, os principais executivos do setor de tecnologia têm ido a público para tentar acalmar os ânimos.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou recentemente que a ideia de que a IA vai extinguir as empresas de software é “a coisa mais ilógica do mundo”. Sam Altman, CEO da OpenAI, pontuou que a indústria de software não está morta, mas a forma como criamos, desenhamos e consumimos aplicações vai mudar.

Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

19 de Março de 2026, 18:01
Imagem mostra manchetes do Google Notícias em um iPhone
Imprensa brasileira pede maior regulação do uso de notícias pelo Google (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Em resposta ao Cade, o Google negou que os AI Overviews impactem negativamente o tráfego de notícias no Brasil.
  • Big tech atribui queda de audiência dos veículos à migração dos usuários para consumo de vídeos curtos em redes sociais como TikTok e Instagram.
  • O inquérito do Cade investiga se o Google abusa de sua posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar sua IA.

O Google enviou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sua resposta oficial às acusações de que os resumos gerados por inteligência artificial — os AI Overviews — estariam canibalizando o tráfego de portais de notícias no Brasil. No arquivo, protocolado na segunda-feira (16/03), a empresa nega que a ferramenta cause danos ao jornalismo e pede o arquivamento do inquérito.

No documento, visualizado pelo Tecnoblog, a empresa justifica que a queda de audiência relatada pela imprensa, e o subsequente impacto nas receitas de publicidade, ocorre pela migração do público para vídeos curtos e feeds de redes sociais. Segundo ela, a crise de tráfego seria uma consequência natural da mudança nos hábitos de consumo da internet, não dos resumos de IA.

Sobre o que é o processo?

O inquérito do Cade apura se o Google abusa da posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar e alimentar sua IA generativa. Associações do setor alegam que o AI Overview retém o usuário no próprio buscador ao entregar respostas prontas, reduzindo os cliques para os sites de origem.

A investigação se arrasta desde 2019, quando o problema observado pelas empresas de mídia ainda era o impacto da indexação de conteúdo no Google News na monetização dos veículos. O Cade arquivou o inquérito em 2024 e reabriu o caso há cerca de um ano, mas ainda não seguiu com uma investigação formal.

Homem sobre palco
Inquérito evoluiu para críticas aos Resumos de IA (imagem: reprodução/Google)

Em geral, as empresas cobram que o Google pague pelo uso de conteúdo produzido pelos jornais, argumentando que o buscador lucra com Google Search, Google News e AI Overviews sem dividir as receitas. Anteriormente, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) também exigiu que o Google desative os Resumos de IA por padrão.

De acordo com o Google, porém, já existem mecanismos para que os veículos controlem como seu conteúdo aparece nos resultados. A big tech cita o uso de meta tags como “no-snippet” como uma forma de opt-out. O argumento contrasta com a postura que o Google adotou no Reino Unido nesta mesma semana, onde prometeu criar uma ferramenta de exclusão específica para a IA.

O que o Google responde?

No documento, a empresa afirma que as acusações “não são corroboradas pela cronologia, por comparações entre mercados ou por evidências experimentais controladas” e que a perda de receita dos veículos tem outras raízes.

Segundo o Google, o consumo de notícias migrou para ambientes de vídeos curtos e rolagem infinita, como TikTok, Instagram e YouTube. A gigante de tecnologia argumenta que, nessas redes sociais, o usuário frequentemente consome a narrativa jornalística completa no próprio feed, sem precisar clicar no link para acessar o site original do jornal.

Resumos de IA trazem trechos de matérias diretamente no Google (imagem: reprodução)

Por conta desse novo hábito, o Google defende que métricas antigas — baseadas exclusivamente em visitas às páginas web — não refletem mais o tamanho real da audiência ou o sucesso financeiro de um veículo, oferecendo uma visão distorcida do mercado.

Em diversos momentos, a companhia cita casos de empresas de mídia brasileiras, como o portal Metrópoles e o hub Terra, que teriam contornado o problema com adaptações aos novos modos de consumo.

Google evita falar sobre remuneração

Quanto à pressão dos veículos por uma compensação financeira obrigatória, o Google evitou reabrir a discussão, apoiando-se na sua manifestação anterior enviada ao Cade em novembro de 2025.

Na ocasião, a empresa já havia rejeitado a ideia de remuneração compulsória aos moldes da Austrália e do Canadá. Ela argumenta que a relação com a imprensa já é mutuamente benéfica, pois o buscador entrega valor ao direcionar tráfego gratuito para as páginas monetizarem.

A empresa também não enfrentou as denúncias sobre a qualidade do conteúdo entregue pela IA. No passado, o jornal Aos Fatos colaborou com a consulta pública demonstrando situações de alucinações no algoritmo e questionando a reprodução de material publicitário como jornalístico. As afirmações não tiveram resposta.

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

Google Notícias ganha área destacada contra fake news (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Android: sideloading sem verificação continua, mas fica mais difícil

19 de Março de 2026, 16:20
Ilustração com robôs do Android
Android permite instalação por fora da Play Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android exigirá um intervalo de 24 horas para instalação de APKs de desenvolvedores não verificados, visando combater golpes e proteger usuários.
  • A mudança, válida a partir de setembro de 2026, impõe barreiras ao sideloading sem verificação de identidade dos desenvolvedores, em uma tentativa de evitar a distribuição anônima de apps maliciosos.
  • A exigência gerou polêmica entre lojas alternativas e desenvolvedores amadores, devido a complicações e custos adicionais.

A solução do Google para a instalação direta de aplicativos de desenvolvedores não verificados é fazer o usuário esperar — literalmente. Para liberar o sideloading, o Android vai impor um intervalo de 24 horas até a autorização.

O novo processo é mais um capítulo da controversa decisão da empresa de exigir que desenvolvedores passem por um processo de verificação para assinar arquivos APK, que são os pacotes de instalação de apps do Android. Além de restringir a liberdade dos usuários, a regra impõe um custo de US$ 25 (cerca de R$ 131, em conversão direta) de taxa de cadastro.

Como é o novo processo de sideloading?

Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Nova regra do Google para apps Android gerou críticas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Caso o usuário queira instalar um APK não verificado, ele precisa seguir estes passos:

  1. Ativar o modo de desenvolvedor nas configurações do sistema.
  2. Confirmar que você não está fazendo isso por influência de outra pessoa.
  3. Reiniciar o telefone e refazer a autenticação.
  4. Aguardar 24 horas.
  5. Confirmar a identidade com biometria ou senha do dispositivo.
  6. Optar por uma autorização temporária de 7 dias ou uma autorização definitiva.
  7. Instalar o aplicativo.

Mesmo depois desse processo, o Android continuará alertando o usuário ao tentar instalar um app não verificado, mas será possível prosseguir com a tarefa.

Por que esperar 24 horas para instalar um app?

De acordo com Sameer Samat, presidente de ecossistema Android no Google, a obrigatoriedade do intervalo de 24 horas visa proteger o usuário.

“Achamos que fica muito mais difícil persistir em um ataque. Nesse tempo, você provavelmente ficará sabendo que seu ente querido não foi preso ou que sua conta bancária não está sendo invadida”, diz Samat ao Ars Technica.

O que vai mudar no Android?

As mudanças anunciadas em agosto de 2025 vão impedir a instalação direta (sideloading) de aplicativos sem verificação de identidade dos desenvolvedores. A medida começa a valer em setembro de 2026 nos dispositivos Android com Google Play Protect e apps do Google pré-instalados.

Segundo a empresa, a restrição visa combater a distribuição anônima de apps e, como consequência, impedir que agentes mal-intencionados usem essa tática para espalhar malware, cometer fraudes e roubar dados.

É importante notar que a verificação de identidade não é uma análise do app em si, mas sim um “cara, crachá” para cadastrar quem criou aquele app. A empresa afirma que, assim, pode descobrir quem é o responsável por um software malicioso, atualizar sua base de dados e impedir que outras pessoas instalem programas daquele mesmo autor.

Por que a mudança gerou polêmica?

Site do projeto F-Droid
Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A exigência gerou uma reação negativa da comunidade Android, com duas críticas principais.

A primeira veio de lojas alternativas, como a F-Droid, que hospeda e distribui aplicativos FOSS (livres e de código aberto). Desenvolvedores por trás do projeto afirmaram que não seria possível se adequar ao processo, ficando somente a alternativa de encerrar as atividades.

A segunda veio de estudantes e desenvolvedores amadores, que passaram a temer uma complicação extra em suas atividades. O Google deve anunciar, em breve, uma solução para esse caso, com contas gratuitas para distribuição de apps a até 20 dispositivos.

Com informações do Google e do Ars Technica

Android: sideloading sem verificação continua, mas fica mais difícil

Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google permitirá que sites do Reino Unido fiquem de fora de respostas com IA

19 de Março de 2026, 14:42
Homem sobre palco
Google anunciou AI Overviews durante I/O 2024 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google permitirá que sites do Reino Unido excluam seus conteúdos das ferramentas de IA da Busca, sem perder visibilidade na busca orgânica.
  • A medida responde a uma investigação da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido sobre concorrência e transparência.
  • O mercado editorial britânico tem exigido medidas mais rigorosas, como a separação dos rastreadores de busca e IA do Google.

O Google permitirá que proprietários de sites no Reino Unido optem por não ter seus conteúdos utilizados nas ferramentas de inteligência artificial generativa da Busca. A concessão foi apresentada no documento de resposta oficial da big tech a uma consulta pública iniciada em janeiro deste ano pela Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA).

A agência reguladora busca impor novas exigências de concorrência e transparência aos serviços de busca e publicidade da empresa. O Google propõe alterações técnicas nas plataformas, mas, de acordo com o portal The Register, detalhes e cronogramas de implementação não foram especificados na proposta.

O que muda?

Atualmente, o Google oferece a possibilidade de bloquear os conteúdos nos resumos gerados por IA usando comandos tradicionais como a tag “nosnippet”. Entretanto, para sumir das respostas da inteligência artificial, o site precisa abrir mão do conteúdo na busca tradicional também.

A nova ferramenta prometida no Reino Unido permitiria, pela primeira vez, bloquear a IA sem sacrificar a visibilidade na busca orgânica. No documento enviado à CMA, o Google afirma estar “desenvolvendo atualizações adicionais em nossos controles para permitir que os sites optem especificamente por não participar dos recursos de IA generativa na Busca”, argumentando que recursos como os AI Overviews tornam os links para as fontes mais proeminentes para o usuário.

Captura de tela do Google mostrando uma Visão Geral de IA para a pesquisa "como economizar bateria do iPhone", com um resumo de texto gerado por IA e um resultado orgânico do Tecnoblog.
Exemplo de “Visão Geral de IA” do Google exibida em uma pesquisa (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Em comunicado, o Google também rechaçou acusações de monopólio e de favorecimento dos próprios produtos nos resultados de busca. A empresa garante que projeta seus sistemas de classificação para mostrar os resultados mais relevantes e de maior qualidade.

A empresa criticou propostas enviadas por terceiros à CMA, afirmando que elas carecem de embasamento e que algumas delas poderiam expor seus sistemas à manipulação, dificultar o combate ao spam e atrasar melhorias na busca para os usuários.

Pressão dos editores

Apesar da concessão, o mercado editorial britânico exige medidas mais drásticas da reguladora. A Publishers Association pediu a separação completa dos rastreadores de busca do Google em relação aos seus rastreadores de IA, apontando queda de 19% nas taxas de cliques para serviços de referência acadêmica como reflexo direto da conduta da empresa.

O The Register destaca ainda que o Google precisa responder se punirá sites que optarem por ficar fora dos resumos de IA de alguma forma na classificação da busca tradicional.

No Brasil, a empresa passa por uma consulta semelhante no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O inquérito, que apura se o Google abusa de posição dominante ao exibir trechos de reportagens, evoluiu para uma discussão sobre o impacto dos Resumos de IA na audiência de sites e jornais e na queda de qualidade da informação.

Google permitirá que sites do Reino Unido fiquem de fora de respostas com IA

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (Kit)

18 de Março de 2026, 15:38
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (imagem: reprodução/Mozilla)
Resumo
  • Firefox receberá VPN gratuita com 50 GB de tráfego mensal, inicialmente disponível na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
  • navegador terá também visualização dividida para exibir duas páginas simultaneamente e Smart Window, assistente de IA opcional;
  • novidades incluem ainda API Sanitizer, Tab Notes e novo mascote Kit; a maioria dos recursos será lançada no Firefox 149.

O Firefox está longe de ter a popularidade do líder Google Chrome, mas isso não faz a Mozilla desistir de incrementá-lo. Prova disso é que, em breve, o navegador receberá recursos como VPN gratuita, Smart Window (Janela Inteligente) e um modo de visualização dividida que o faz mostrar duas páginas ao mesmo tempo.

A função de VPN gratuita é, provavelmente, o recurso mais interessante. Isso porque o recurso é capaz de ocultar o endereço IP real de seu computador quando você acessa determinado site, o que pode aumentar a segurança da navegação sob determinadas circunstâncias ou permitir acesso a serviços web com bloqueio regional, por exemplo.

É claro que haverá restrições. Para começar, cada usuário terá direito a 50 GB de tráfego mensal de VPN por mês. Além disso, a novidade estará disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há data para liberação no Brasil e em outros países.

A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador
A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador (imagem: reprodução/Mozilla)

Já a função Smart Window é o novo nome da AI Window, a assistente de inteligência artificial do Firefox que foi anunciada pela Mozilla no ano passado. A novidade poderá ser usada para comparar produtos ou resumir textos na web, por exemplo, e será totalmente opcional, cabendo ao usuário ativá-la.

Falando em comparação, outra novidade prometida para o Firefox é o modo de visualização que exibe duas páginas ao mesmo tempo na tela, uma ao lado da outra, o que permite que o usuário compare textos ou copie dados de um lado para outro, entre outras possibilidades.

As demais novidades incluem a implementação da API Sanitizer, capaz de mitigar ataques antes de seu computador ser afetado, as Tab Notes (Notas de Aba), que permitem adicionar comentários em guias, e até o Kit, nome do novo mascote do Firefox (vide o vídeo a seguir).

Quando todas essas novidades chegarão ao Firefox?

Se não todos, a maioria dos novos recursos será introduzida oficialmente no Firefox 149, com previsão de lançamento para 24 de março de 2026.

A possível exceção fica para a Smart Window, pois a Mozilla não comentou sobre datas para esse recurso, se limitando a informar que já há uma lista de espera aberta para quem quiser testar a novidade.

Já as Tab Notes devem chegar ao Firefox Labs, uma área que dá acesso a recursos experimentais e que deve ser ativada nas configurações da versão 149 do navegador.

Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (Kit)

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VPN tem limite de 50 GB por mês e lançamento inicial em quatro países (não inclui o Brasil). Maioria das novidades chega no Firefox 149.

Como ver a senha da Netflix pelo celular ou PC

16 de Março de 2026, 12:58
Ilustração com a tela de visualizar a senha da Netflix
É possível visualizar a senha da Netflix, se você a salvou antes em algum gerenciador de senhas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Você pode ver a senha da Netflix pelo celular, ao acessar o gerenciador de senhas do Google ou o app Senhas do iPhone. Também é possível ver a senha da plataforma pelo PC, por meio do gerenciador de senhas do navegador.

Importante destacar que você só vai conseguir visualizar a senha da Netflix se tiver salvado a credencial anteriormente. Caso contrário, talvez seja necessário redefinir a senha para ter certeza de qual password está usando.

A seguir, saiba como ver a senha da Netflix pelo smartphone (Android ou iPhone) ou pelo PC.

Como ver a senha da Netflix no celular Android

Importante

O método abaixo só vai funcionar caso você tenha escolhido salvar a senha da Netflix em sua Conta Google anteriormente

1. Abra as configurações da Conta Google

Abra o aplicativo do Google em seu smartphone Android. Depois, toque no seu ícone de avatar (localizado no canto superior direito), e vá em “Gerenciar sua Conta do Google”.

Acessando as configurações da Conta Google
Acessando as configurações da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Acesse o gerenciador de senhas do Google

Entre na seção “Segurança e login”. Na tela seguinte, acesse a guia “Gerenciador de senhas”.

Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google
Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Veja a senha da Netflix salva na Conta Google

Use o campo de pesquisa para facilitar a busca (se necessário) e escolha a opção da Netflix. Por fim, toque no ícone de olho para ver a senha da Netflix no celular.

Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google
Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver a senha da Netflix pelo iPhone

Importante

O passo a passo abaixo só vai dar certo se você escolheu salvar a senha da Netflix em seu iPhone anteriormente.

1. Abra o aplicativo Senhas em seu iPhone

Abra o app Senhas em seu iPhone. Em seguida, toque na seção “Todas” para abrir todas as senhas salvas na sua Conta Apple.

Acessando o app Senhas do iPhone
Acessando o app Senhas do iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Selecione “Netflix” para ver a senha da plataforma

Selecione a opção “Netflix”. Depois, basta tocar uma vez no campo da senha para ver a senha da Netflix pelo iPhone.

Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone
Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver a senha da Netflix pelo PC

Importante

O processo abaixo só vai funcionar se você permitiu o salvamento da senha da Netflix no seu navegador anteriormente.

1. Acesse as configurações do seu navegador

No navegador de sua preferência, acesse as configurações do browser. No Google Chrome, basta clicar no menu de três linhas e acessar “Configurações”. Em outros navegadores, vale procurar pela opção ou ícone de configurações.

Acessando as configurações do navegador
Acessando as configurações do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Entre no gerenciador de senhas do browser

Digite “senha” no campo de busca e entre na seção do navegador que armazena senhas salvas. Vale destacar que o nome da guia pode variar de browser para browser.

Entrando nas senhas salvas do navegador
Entrando nas senhas salvas do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Procure por “Netflix” na lista de senhas salvas

Procure por “Netflix” e clique na opção da plataforma de streaming. Você pode fazer a busca manual ou usar o campo de pesquisa.

Acessando a senha da Netflix salva no navegador
Acessando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Confira a senha da Netflix salva no navegador

Clique no ícone de olho para descobrir a senha da Netflix já conectada em seu computador.

Visualizando a senha da Netflix salva no navegador
Visualizando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Por que não consigo ver a senha da Netflix?

Há casos em que você pode não conseguir visualizar a senha da Netflix, mesmo que já tenha feito login anteriormente ou que esteja logado na plataforma. Alguns dos principais problemas que impedem a visualização da credencial envolvem:

  • Senha não salva anteriormente: não será possível encontrar a senha da Netflix nos gerenciadores de senha se você escolher por não salvar a credencial anteriormente.
  • Login feito de outra forma: não há como salvar a senha da Netflix se o login foi feito via QR Code ou algum outro método que não exige a senha da conta.
  • Senha salva em outra conta ou navegador: verifique se está usando a mesma Conta Google, Conta Apple ou navegador em que salvou a senha da Netflix.

Posso ver a senha da Netflix pela TV?

Não. Diferentemente de smartphones, televisores não oferecem aplicativos que exibem senhas salvas no aparelho. Smart TVs podem adicionar login automático para a Netflix, mas não vão mostrar as credenciais para o usuário.

O que fazer se eu não visualizar a senha da Netflix?

Você terá que redefinir a senha da Netflix para ter certeza de qual é o password, caso não consiga visualizar a credencial a partir de gerenciadores de senha. O processo é simples, e envolve acessar o site da plataforma de streaming, usar o mecanismo “Esqueceu a senha?”, confirmar sua identidade e criar uma nova senha.

E se por acaso estiver com problemas para descobrir ou trocar sua senha, vale falar com o SAC da Netflix para buscar ajuda frente ao suporte da plataforma.

É possível ocultar a senha da Netflix salva?

Sim. Você pode ocultar a senha da Netflix na lista de senhas salvas ao abrir o gerenciador de senhas do seu smartphone ou navegador, e remover os dados da Netflix.

Vale destacar que essa ação vai remover a senha da Netflix do gerenciador de senhas, impedindo que você visualize a credencial posteriormente em caso de esquecimento.

Como ver a senha da Netflix pelo celular ou PC

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando as configurações da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando o app Senhas do iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando as configurações do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando nas senhas salvas do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

GFiber se separa do Google e vira empresa independente

13 de Março de 2026, 14:58
Imagem de um roteador preto com o escrito "Google Fiber" na parte de cima.
GFiber e operadora Astound anunciaram fusão (imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)
Resumo
  • GFiber foi separada do Google e tornou-se uma empresa independente, fundindo as operações à rede da Astound Broadband.
  • Fusão visa combinar redes metropolitanas e acelerar a expansão, atendendo à crescente demanda por redes de alta capacidade.
  • A Alphabet manterá uma participação minoritária significativa na empresa, mas os valores da negociação não foram divulgados.

A GFiber, até então uma divisão de internet via fibra óptica do Google, formará uma provedora de banda larga independente. Em acordo anunciado nesta semana, a gigante da tecnologia confirmou a fusão das operações da GFiber com a rede da Astound Broadband, sediada em Nova Jersey e com operações em mais dez estados nos EUA.

A nova empresa terá a Stonepeak, firma especializada em infraestrutura, como acionista majoritária, enquanto a Alphabet (controladora do Google) manterá uma fatia minoritária significativa no negócio. As empresas não detalharam os valores da negociação.

O que é a GFiber?

Arte mostra a marca do Google, uma letra "G" ao centro em cores vermelho, amarelo, verde e azul. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog" é visível.
Google estreou GFiber em 2012, com velocidades superiores à média do mercado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Lançada originalmente em 2010, a Google Fiber surgiu como uma tentativa do Google de construir redes de banda larga de fibra óptica ultrarrápidas. Mas, na prática, o projeto estreou em 2012, em Kansas City (EUA), propondo conexões de um gigabit para residências — uma velocidade muito superior à média da internet norte-americana da época.

Nos anos seguintes, os altos custos e o longo tempo necessário para a implementação forçaram a empresa a cancelar os planos de uma expansão em escala nacional, segundo a CNBC.

Até a atual transação, a operação de fibra era considerada um ativo não essencial na corporação, sob abrigo da divisão “Outras Apostas” do Google. A divisão, entretanto, apresentou déficit em 2025, com prejuízo operacional de US$ 16,8 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) contra uma receita de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões), de acordo com o jornal.

A separação busca justamente aliviar essa carga. No anúncio oficial da fusão, a GFiber declarou que o acordo “representa um passo importante em direção ao seu objetivo de independência operacional e financeira”.

O que muda com a nova empresa?

Em comunicado, a empresa detalha que a transação combinará as redes metropolitanas da GFiber com a rede já consolidada da Astound. Com a Stonepeak assumindo o controle majoritário, a GFiber deve receber recursos externos para acelerar a próxima fase de expansão.

O movimento visa capturar a crescente demanda por redes de alta capacidade, alavancada pela popularidade da inteligência artificial, computação em nuvem e plataformas de streaming.

A nova configuração corporativa continuará sendo administrada pela atual equipe executiva da provedora. O CEO da GFiber, Dinni Jain, afirma que a parceria “é uma oportunidade estratégica de escalar a abordagem focada no cliente para conectar mais residências a um tipo de serviço de internet verdadeiramente diferente”.

GFiber se separa do Google e vira empresa independente

(imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)

Marca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

12 de Março de 2026, 12:22
iPhone mostrando Google Maps
Gemini no Google Maps vai te ajudar em perguntas específicas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps integrou o Gemini para permitir perguntas em linguagem natural e introduziu uma interface de rotas em 3D.
  • O novo recurso Ask Maps processa consultas específicas, utilizando dados de mais de 300 milhões de estabelecimentos e 500 milhões de avaliações da comunidade.
  • Por enquanto, as atualizações estarão disponíveis para dispositivos móveis nos EUA e na Índia.

O Google anunciou nesta quinta-feira (12/03) mais integração do Gemini com o Google Maps. A atualização, liberada primeiro para dispositivos móveis nos Estados Unidos e na Índia, introduz a capacidade de conversar com o aplicativo para tirar dúvidas, além de trazer uma interface de rotas totalmente redesenhada em 3D.

A principal novidade é o recurso Ask Maps (Pergunte ao Maps, em tradução livre). Ele funciona como um assistente integrado capaz de processar consultas em linguagem natural.

Interação com perguntas mais específicas

Em vez de buscar por categorias genéricas, como “restaurantes” ou “shoppings”, o usuário agora pode fazer perguntas muito mais específicas. A empresa cita alguns exemplos práticos: você pode solicitar que encontre um local para carregar o celular sem ter que pegar fila, ou até mesmo buscar por um banheiro público que mantenha um bom padrão de higiene.

Em comunicado, a vice-presidente e gerente-geral do Google Maps, Miriam Daniel, afirma que a ferramenta cruza informações de mais de 300 milhões de estabelecimentos e analisa o banco de dados de avaliações da comunidade, que hoje conta com mais de 500 milhões de colaboradores.

Na prática, o sistema consegue interpretar até planos completos. O gerente de produto do Google, Andrew Duchi, citou um exemplo: agora será possível pedir ao app para encontrar um restaurante vegetariano com mesa para quatro pessoas às 19h, localizado entre o meu trabalho e a casa de amigos.

Google diz que essa é a maior atualização do Maps em mais de uma década (imagem: reprodução/Google)

As respostas do Gemini se baseiam estritamente nos dados do Maps e da Busca, sem bisbilhotar informações de outros serviços do Google, como o Gmail. Para personalizar os resultados, a IA utiliza o histórico de locais salvos e as pesquisas passadas do usuário. Se você gostar da sugestão, dá para reservar a mesa ali mesmo, na própria interface do mapa.

Sobre a possibilidade de empresas pagarem para aparecer nessas respostas geradas por IA, Duchi evitou comentar planos de monetização a longo prazo com o The Verge. No entanto, ele garantiu que, neste formato de lançamento, os anúncios pagos não afetam as recomendações orgânicas.

Rotas com visual realista

A segunda grande mudança foca em quem está ao volante. Batizada de “Navegação Imersiva”, o Google classifica a novidade como a maior alteração no sistema de rotas do aplicativo em mais de uma década. A interface tradicional dá lugar a uma representação em 3D que espelha o ambiente real, renderizando edifícios, viadutos, topografia do terreno e até a arborização.

O sistema utiliza o Gemini para processar imagens aéreas e do Street View, destacando os mínimos detalhes da via. O mapa passa a exibir a posição exata de faixas de pedestres, semáforos e placas de pare, por exemplo. A câmera também ajusta o zoom dinamicamente conforme o motorista se aproxima de cruzamentos.

As instruções por voz também ficaram mais naturais. Em vez de apenas informar a distância em metros, o app utiliza marcações visuais, orientando o motorista a “passar esta saída e pegar a próxima”.

O motorista também passa a ter acesso ao raciocínio lógico do algoritmo: o Maps agora explica abertamente as vantagens e desvantagens de rotas alternativas — comparando um caminho mais longo, sem engarrafamento, com uma rota mais rápida com pedágio. Ao chegar, a ferramenta indica o lado correto da rua para estacionar e aponta a entrada exata do destino.

Quando chega para todos?

De acordo com o Google, o recurso Ask Maps começa a ser distribuído nesta semana para usuários de Android e iOS nos EUA e na Índia. Uma versão para computadores está prevista para um futuro próximo.

Já a Navegação Imersiva começa a dar as caras no território norte-americano na próxima semana, com expansão para outras regiões logo a seguir, mas ainda sem data definida. A funcionalidade será compatível com smartphones, Apple CarPlay, Android Auto e veículos com o sistema do Google integrado.

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

Falha no Google Maps apaga dados de usuários de modo irreversível (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google completa compra da Wiz e fortalece segurança na nuvem

11 de Março de 2026, 15:27

O Google anunciou, nesta quarta-feira (11), a conclusão da aquisição da Wiz, plataforma de segurança em nuvem e inteligência artificial (IA) sediada em Nova York (EUA). Com a operação finalizada, a empresa passará a integrar a divisão Google Cloud, mantendo sua marca e a finalidade de proteger clientes em diferentes ambientes de computação em nuvem.

A aquisição foi realizada por US$ 32 bilhões (R$ 166,5 bilhões, na cotação atual) em março do ano passado. Em novembro, o governo dos EUA aprovou a compra. Em fevereiro, foi a vez da União Europeia (UE) confirmar a transação. Trata-se do maior negócio já realizado pela companhia.

Segundo o Google, a compra representa um investimento para reforçar a segurança em nuvem e permitir que organizações desenvolvam soluções com rapidez e segurança em qualquer plataforma de nuvem ou de IA.

Wiz agora é do Google

  • A empresa destacou que, na atual era da IA, empresas e governos estão migrando dados e sistemas críticos para a nuvem e adotando práticas de desenvolvimento de software mais ágeis e contínuas;
  • Nesse cenário, organizações passam a operar em ambientes multicloud e a utilizar cada vez mais recursos de IA. Ao mesmo tempo, de acordo com a companhia, atacantes também estão explorando a IA para realizar ações com maior velocidade e sofisticação;
  • Ainda conforme a big tech, a Wiz oferece plataforma de segurança considerada de fácil utilização, com forte especialização em ambientes de nuvem e em código. O sistema se conecta às principais plataformas de nuvem e ajuda empresas a prevenir e responder a incidentes de cibersegurança;
  • De acordo com o Google, essas capacidades complementam o Google Cloud em infraestrutura de nuvem e seu conhecimento em inteligência artificial, incluindo ferramentas de inteligência de ameaças e operações de segurança baseadas em IA.

Com a integração das duas empresas, a expectativa é criar uma plataforma unificada de segurança capaz de acelerar a detecção, prevenção e resposta a ameaças.

Logos do Google e da Wiz lado a lado
Aquisição da Wiz foi anunciada em março do ano passado (Imagem: Poetra.RH/Shutterstock)

Leia mais:

A proposta também inclui identificar ameaças emergentes criadas com modelos de IA, proteger sistemas de inteligência artificial contra ataques e utilizar modelos de IA para auxiliar profissionais de segurança na busca por riscos de forma mais eficiente.

A plataforma conjunta deverá oferecer um conjunto consistente de ferramentas, processos e políticas de segurança em todos os principais ambientes de nuvem e em diferentes camadas da infraestrutura tecnológica — do código à nuvem e ao ambiente de execução.

Segundo o Google, a combinação das tecnologias também deve ampliar a adoção de soluções de segurança multicloud, aumentando a capacidade das empresas de utilizar múltiplas plataformas de nuvem e estimulando a inovação em computação em nuvem e aplicações de inteligência artificial.

A empresa afirma que organizações e órgãos governamentais poderão melhorar significativamente a forma como a segurança é projetada, operada e automatizada, ampliando a escala das equipes de cibersegurança e reduzindo custos relacionados à implementação e gestão de controles de proteção.

A companhia também destacou que a nova plataforma pode ajudar pequenas empresas, que muitas vezes não dispõem de recursos ou conhecimento especializado para se proteger, a enfrentar ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas e destrutivas.

Disponibilidade

Os produtos da Wiz continuarão funcionando e disponíveis em diversas plataformas de nuvem, incluindo Amazon Web Services (AWS), Google Cloud Platform, Microsoft Azure e Oracle Cloud. As soluções também serão oferecidas por meio de diferentes parceiros de segurança.

Além disso, o Google informou que seguirá oferecendo aos clientes uma variedade de opções por meio das soluções de parceiros disponíveis no marketplace do Google Cloud.

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Google revela como irá melhorar o desempenho do Android

11 de Março de 2026, 11:11
Dois bonecos do mascote do Android
Google revela como irá melhorar o desempenho do Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google anunciou técnica AutoFDO para otimizar kernel do Android, prometendo ganhos de desempenho significativos;
  • testes em celulares Pixel mostraram ganhos de desempenho entre 2% e 22% com a AutoFDO, que está sendo implementada nas versões 6.12 e 6.6 do kernel;
  • plano do Google é expandir técnica para outros recursos e versões futuras do kernel do Android.

AutoFDO é uma contração em inglês para Otimização Automática Direcionada por Feedback. Mas o mais importante é saber que esse é o nome da técnica que o Google anunciou para atender a um objetivo nobre: otimizar o desempenho do Android no nível do kernel.

O kernel é o núcleo do sistema operacional e, como tal, é responsável por permitir que aplicativos e outros recursos de software se comuniquem com o hardware do dispositivo.

De acordo com o Google, o kernel do Android responde por cerca de 40% do tempo de uso da CPU em um dispositivo com esse sistema operacional. Otimizações no nível do kernel podem trazer ganhos de desempenho realmente relevantes, portanto. É o que a AutoFDO promete.

O que é AutoFDO?

A AutoFDO não é, necessariamente, uma técnica nova. O Google a implementou pela primeira vez em 2021, no Android 12, mas para otimização de módulos e bibliotecas específicas do sistema operacional. Agora, como já sabemos, o recurso chega ao nível do kernel.

Tal como o próprio Google explica, durante uma atividade de compilação de software, o compilador toma uma série de pequenas decisões “com base em dicas de código estáticas”. Essas “dicas” consistem em informações que o compilador extrai da análise do código-fonte, como estruturas de funções ou condicionais presentes.

Na prática, é como se o compilador usasse as tais “dicas” para prever quais partes do código devem ser executadas com prioridade ou são mais críticas para o desempenho. O problema é que nem sempre essa antecipação é precisa, ou seja, corresponde ao uso real do software.

É aí que a AutoFDO entra em cena. A técnica se baseia em dados coletados durante a execução em tempo real do software. Como o compilador é, então, orientado por informações mais realistas, as chances de a otimização certa para aquele cenário de execução ser aplicada são consideravelmente maiores.

Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android
Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android (imagem: reprodução/Google)

De quanto é o ganho de desempenho do Android com a AutoFDO?

Ainda de acordo com o Google, a AutoFDO permitiu melhorar em 4% a inicialização de aplicativos e reduzir em 1% o tempo de inicialização do sistema quando a técnica foi aplicada em executáveis e bibliotecas no nível do usuário. Parece pouco, não? Mas, no nível do kernel, os ganhos são mais expressivos.

Como mostra o gráfico mais acima, em testes feitos com celulares da linha Pixel rodando as versões 6.1, 6.6 e 6.12 do kernel do Android, os ganhos de desempenho variaram entre 2% e 22%, dependendo do componente mensurado. Como este ainda é um trabalho em andamento, ganhos maiores podem ser registrados em etapas futuras.

A AutoFDO já está sendo implementada pelo Google nas ramificações 6.12 do kernel para Android 16 e 6.6 para Android 15. O plano inclui levar a técnica para as versões futuras do kernel, é claro. Também está nos planos implementar a AutoFDO em outros componentes, incluindo drivers.

Google revela como irá melhorar o desempenho do Android

Mascotes do Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android (imagem: reprodução/Google)

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

11 de Março de 2026, 10:30
Arte mostra o logo do YouTube em um fundo claro desfocado. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
YouTube agora pode exibir anúncios de até 30 segundos em TVs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube agora exibe anúncios de 30 segundos sem opção de pular em smart TVs.
  • Plataforma levou formato de publicidade mais longa às TVs para incentivar assinaturas do YouTube Premium.
  • Estratégia busca aumentar a receita e aproveitar o crescimento do consumo de vídeos em televisores.

O YouTube está exibindo anúncios de até 30 segundos sem a opção de pular nas smart TVs. Não se trata de um bug: a plataforma levou o formato de publicidade para os televisores conectados, ampliando a pressão para que os usuários assinem o YouTube Premium — única forma oficial de não ver as propagandas.

A mudança foi anunciada pelo próprio Google no começo deste mês. Nos últimos anos, a empresa vem adotando diferentes estratégias para reforçar seu modelo baseado em anúncios. Entre elas estão ações contra bloqueadores de propaganda e restrições a aplicativos de terceiros que reproduzem vídeos da plataforma.

Publicidade direcionada

Segundo a empresa, a mudança foi pensada especificamente para a experiência em telas grandes, como televisores conectados. Nesse formato, os anúncios são exibidos integralmente antes ou durante o vídeo, sem permitir que o usuário avance ou os ignore.

No comunicado, voltado aos anunciantes, a plataforma explica: “A IA do Google otimiza dinamicamente entre anúncios Bumper de 6 segundos, anúncios padrão de 15 segundos e anúncios exclusivos para CTV de 30 segundos que não podem ser pulados, garantindo que sua campanha alcance o público certo na hora certa”.

O sistema utiliza inteligência artificial para escolher automaticamente entre diferentes formatos de publicidade. A seleção considera fatores como público-alvo e momento da exibição para determinar qual tipo de anúncio será mostrado.

Além do formato de 30 segundos, também podem ser exibidos anúncios mais curtos, como os chamados “bumpers”, de seis segundos, ou versões padrão de 15 segundos.

A empresa afirma ainda que a tecnologia busca aumentar a eficiência das campanhas ao combinar diferentes formatos de publicidade de forma automática.

Imagem mostra uma smar TV exibindo um anúncio de trinta segundos no YouTube.
Formato de publicidade do YouTube foi pensado para televisores conectados (imagem: divulgação)

Estratégia visa aumento de receita

A introdução desse novo formato ocorre em meio a outras mudanças recentes na forma como o YouTube lida com anúncios. Usuários já relataram, por exemplo, a exibição de banners publicitários no aplicativo móvel que não podiam ser fechados imediatamente.

Além disso, algumas contas que utilizam bloqueadores de anúncios passaram a ter acesso limitado a recursos como comentários ou descrições de vídeos.

Essas medidas fazem parte da estratégia da plataforma para fortalecer suas fontes de receita, seja por meio da publicidade ou da assinatura do YouTube Premium.

Segundo a empresa, o crescimento do consumo de vídeos em televisores também tem influenciado essas decisões. Em outro trecho do comunicado, a companhia afirma: “Estamos tornando ainda mais fácil alcançar os milhões de espectadores que assistem ao YouTube na sala de estar — incluindo os espectadores que fizeram do YouTube o serviço de streaming nº 1 nos EUA por três anos consecutivos”.

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google se aproveita do litígio entre Anthropic e Pentágono

10 de Março de 2026, 15:28

O Google faz como a OpenAI e está aproveitando o litígio entre Pentágono e Anthropic para reforçar seu relacionamento com o governo dos Estados Unidos.

Um dia após a startup de Dario Amodei processar o Pentágono, a gigante das buscas está expandindo o papel de seus modelos de inteligência artificial (IA) no âmbito militar.

Nesta terça-feira (10), o Google informou que vai lançar recurso que permitirá a civis e militares criar agentes de IA personalizados para trabalhos não classificados no GenAI.mil, portal de IA corporativa do Pentágono.

Agora, os funcionários do Departamento de Defesa podem usar ferramenta sem ou com pouco código, de nome Agent Designer, para criar assistentes digitais para tarefas administrativas repetitivas.

Leia mais:

Celula com letreiro do Google na tela; ao fundo, tela maior exibe logomarca da empresa
GenAI.mil poderá gerar agentes de IA para civis e militares (Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)

Google e as novas ferramentas para funcionários do Departamento de Defesa

  • O Google disse que os agentes podem auxiliar em tarefas, como redação de atas de reuniões, criação de listas de ações e divisão de grandes projetos em planos detalhados por etapas;
  • A princípio, funcionarão em redes não classificadas. Contudo, segundo a Bloomberg, há informações de que as negociações para expansão para ambientes classificados e ultrassecretos;
  • Ao portal, Emil Michael, chefe de tecnologia do Departamento de Defesa, disse que está “confiante” de que o Google será “um ótimo parceiro em todas as redes“;
  • Ele também falou que o Pentágono está “seguindo em frente” ante à disputa com a Anthropic e que isso não será resolvido nos tribunais.

Concorrência

Com o litígio com a Anthropic, surgiram outras concorrentes no caminho: OpenAI e xAI. Ambas foram adicionadas às redes restritas, enquanto o Google expandiu sua colaboração. Mas, até pouco tempo, a Anthropic era a única fornecedora de IA na nuvem do Pentágono.

A tensão entre as empresas de IA sobre a validade do uso da tecnologia para fins militares só cresce. Jeff Dean, chefe de IA do Google, assinou, junto a dezenas de outros funcionários de OpenAI e da gigante das buscas, um parecer jurídico que apoia a Anthropic contra o Pentágono.

Dean, anteriormente, já expressou simpatias por preocupações envolvendo IA militar e vigilância, quando funcionários circularam cartas solicitando limites claros sobre como a empresa atua com os militares.

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Google Play Store já avisa se app consome bateria em excesso

6 de Março de 2026, 11:48
Ilustração que mostra um celular e indicadores de bateria
Google Play Store começa a alertar sobre apps que drenam a bateria (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Play Store passou a exibir alertas sobre consumo excessivo de bateria por aplicativos;
  • aviso aparece se o app acumular duas horas ou mais de bloqueios de ativação em 24 horas ou superar limite em 5% das sessões durante os últimos 28 dias;
  • iniciativa visa alertar usuários e incentivar desenvolvedores a otimizar consumo de energia pelos aplicativos.

Não estranhe se você abrir a página de um aplicativo na Google Play Store e se deparar com um aviso de fundo vermelho informando que aquele app demanda muita bateria. Neste mês de março de 2026, a loja de aplicativos para Android passou a exibir esse tipo de alerta oficialmente, ainda que de modo gradual.

O Google divulgou planos sobre o alerta de consumo excessivo de bateria por apps em novembro de 2025. Na ocasião, a empresa explicou que a novidade faz parte de um conjunto de métricas “vitais” do Android.

“Este aplicativo pode usar mais bateria do que o esperado”

Na Google Play Store, o alerta aparece na parte superior, logo abaixo dos selos informativos do aplicativo. O aviso diz o seguinte (em tradução livre):

Este aplicativo pode usar mais bateria do que o esperado devido a uma atividade elevada em segundo plano.

É neste ponto que a tal métrica vital do Android fica mais compreensível. Ela é baseada em um parâmetro que mede o excesso de “bloqueios parciais de ativação”, que impedem o celular ou tablet de entrar em modo de descanso mesmo quando a tela está bloqueada ou apagada.

Aviso da Google Play Store sobre app que demanda muita bateria
Aviso da Google Play Store sobre app que demanda muita bateria (imagem: reprodução/Google)

Obviamente, essas circunstâncias elevam o consumo de energia pelo dispositivo. Diante disso, o app poderá ser sinalizado na Play Store se acumular duas horas ou mais de bloqueios de ativação em um período de 24 horas dentro de uma única sessão do usuário, ou se o limite for superado em 5% das sessões nos últimos 28 dias.

Além de exibir um alerta sobre demanda excessiva de bateria, a Google Play Store poderá diminuir os destaques ou as recomendações do aplicativo problemático.

Na prática, a iniciativa tem dois objetivos: o primeiro é alertar o usuário sobre apps que podem “drenar” a bateria de seu dispositivo móvel, obviamente; o segundo é incentivar os desenvolvedores a otimizarem seus aplicativos no aspecto do consumo de energia. Instruções iniciais para isso estão no blog para desenvolvedores do Android.

Google Play Store já avisa se app consome bateria em excesso

Google Play Store começa a alertar sobre apps que drenam a bateria (imagem: reprodução/Google)

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

5 de Março de 2026, 10:59
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Play Store reduziu taxa padrão de transações de 30% para 20%;
  • Desenvolvedores podem usar sistemas de pagamento próprios, mas pagarão uma taxa adicional de 5% se mantiverem sistema de faturamento da Google;
  • mudanças entram em vigor até 2027, variando por região, como parte de um acordo entre Google e Epic Games.

A guerra entre Google e Epic Games caminha para um desfecho que afeta toda a indústria de aplicativos no ecossistema do Android. A principal mudança oriunda de um acordo entre as partes está na redução de 30% para 20% na taxa que a Google Play Store cobra para transações feitas em apps distribuídos pela loja.

Na prática, as mudanças reduzirão os custos dos desenvolvedores referentes à distribuição de software na Google Play Store, o que pode resultar em aplicativos mais baratos para o usuário, bem como em assinaturas ou compras mais acessíveis.

Para entendermos como, é preciso, antes, conhecermos cada mudança na plataforma.

O que muda na Google Play Store, de fato?

Comecemos pela taxa sobre compras dentro do aplicativo (IAP, na sigla em inglês). Para novas instalações (app instalado pela primeira vez em um dispositivo), a taxa caiu de 30% para 20%.

Para desenvolvedores que participarem das iniciativas Apps Experience Program (novidade) e Google Play Games Level Up (programa reformulado), as taxas de IAP serão de 20% em aplicativos já instalados e de 15% para novas instalações.

Outra mudança está nas assinaturas recorrentes (para aplicativos que exigem pagamento mensal, por exemplo), cuja taxa caiu de 15% para 10%.

No centro de todas essas reduções de taxas está outra mudança importante: cada pagamento realizado dentro de um aplicativo ou jogo distribuído via Google Play Store só podia ser executado por meio do sistema de faturamento da própria plataforma; isso deixará de ser obrigatório.

Seguindo uma mudança iniciada há alguns meses, a loja permitirá que os desenvolvedores usem sistemas de pagamento próprios ou de terceiros para efetuar cobranças.

Porém, o desenvolvedor que preferir usar o sistema de faturamento da Google Play Store deverá pagar uma taxa adicional de 5% sobre o valor de cada transação. Essa porcentagem foi confirmada para os Estados Unidos, países do Espaço Econômico Europeu (EEE) e Reino Unido. Em outros mercados, essa porcentagem poderá ser diferente.

Aliás, os usuários estarão menos dependentes da própria Play Store. Outra decisão oriunda do acordo é a criação do programa Lojas de Aplicativos Registradas (em tradução livre), que permitirá que usuários de Android lidem com um processo de instalação mais simples de apps que são distribuídos por outras plataformas.

Ilustração que descreve as principais mudanças na Google Play Store
Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças na Play Store entram em vigor?

As novas políticas da Google Play Store entrarão em vigor em datas diferentes, de acordo com cada país. O cronograma de implementação ficou assim:

  • até 30 de junho de 2026: países do EEE, Estados Unidos e Reino Unido;
  • até 30 de setembro de 2026: Austrália;
  • até 31 de dezembro de 2026: Coreia do Sul e Japão;
  • até 30 de setembro de 2027: demais países.

Epic Games comemora mudanças na Play Store

É importante relembrar que essas mudanças são consequência de um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. A desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa o Google de práticas anticompetitivas.

Na ação, a Epic Games se queixa principalmente da taxa padrão de 30% cobrada até então pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As disputas nos tribunais começaram a caminhar para o fim em novembro de 2025, quando Google e Epic Games anunciaram um acordo que resultou nas mudanças descritas aqui. No X, o CEO da Epic celebrou esta, digamos, vitória:

O Google está abrindo o Android completamente, com suporte robusto para lojas concorrentes, sistemas de pagamento de terceiros e melhores condições para todos os desenvolvedores. Portanto, resolvemos todas as nossas disputas no mundo todo. OBRIGADO, GOOGLE!

Fortnite retornará à Google Play Store em breve, no mundo todo. A Epic Games Store continuará oferecendo suporte ao Android globalmente, além do Windows e do Mac, e a instalação no Android ficará muito mais fácil ainda em 2026.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Hackers chineses usam Windows e Google Drive para espionar governos, diz empresa

5 de Março de 2026, 10:53

Pesquisadores da Check Point Software identificaram uma operação de espionagem cibernética que usa serviços do Windows e o Google Drive para atacar governos. Ligada a hackers da China, a Silver Dragon sequestra funções do computador para instalar uma ferramenta de acesso escondida, chamada GearDoor, que permite controlar a máquina invadida à distância.

A operação está ativa desde a metade de 2024 e foca em órgãos públicos no Sudeste Asiático e na Europa. O objetivo dos invasores não é derrubar sistemas, mas agir de forma silenciosa para roubar informações estratégicas pelo máximo de tempo possível sem serem notados.

Hackers usam programas comuns e sites confiáveis para esconder roubo de dados em órgãos públicos

Segundo a Check Point Software, o grupo obtém acesso aos computadores de duas maneiras: explorando falhas em servidores ligados à internet ou enviando e-mails falsos (phishing) para funcionários. Essa estratégia permite que os invasores entrem tanto por brechas técnicas quanto por erros humanos em instituições do governo.

Ilustração de dragão segurando um globo representando o planeta Terra
Ligada a hackers da China, a Silver Dragon sequestra funções do computador para instalar uma ferramenta de acesso escondida (Imagem: Check Point Software)

Após entrar no sistema, o vírus se esconde dentro de ferramentas oficiais do Windows, como o Windows Update (que atualiza o computador) e o sincronizador de relógio. Como esses processos são considerados seguros, o código malicioso consegue rodar sem ser bloqueado pelos programas de segurança tradicionais.

O controle da invasão é feito por meio do Google Drive, onde os hackers criam pastas específicas para cada vítima. Eles trocam ordens e arquivos roubados disfarçados de imagens comuns, aproveitando que o tráfego desse site de nuvem raramente é barrado pelas defesas das redes governamentais.

“A campanha Silver Dragon representa a tendência atual da espionagem cibernética moderna, em que os atacantes utilizam diferentes vetores de acesso inicial, escondendo-se em serviços confiáveis do Windows e em plataformas amplamente utilizadas como o Google Drive”, aponta Sergey Shykevich, gerente do Grupo de Inteligência de Ameaças da Check Point Software.

Para monitorar o que as vítimas fazem, os criminosos usam o SilverScreen, programa que tira fotos da tela apenas quando há mudanças visuais importantes. Isso permite vigiar o usuário por muito tempo sem causar lentidão no computador, o que ajuda a manter a espionagem invisível.

A autoria do ataque foi atribuída a grupos chineses porque os horários de atividade dos hackers seguem o fuso de Pequim. Diante disso, especialistas recomendam que governos aumentem a vigilância sobre serviços de nuvem e mantenham seus sistemas sempre atualizados para evitar invasões.

O Olhar Digital pediu posicionamento sobre o assunto para o Google e para a Microsoft.

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Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

5 de Março de 2026, 10:48
A imagem mostra o "AI Mode" do Google, uma interface de desenvolvimento assistido por inteligência artificial. À esquerda, o usuário solicita via chat a criação de um rastreador de bolsas de estudo com funções de "check-off" e cálculo de valores. A IA confirma a atualização, incluindo um status de "Awarded" (Premiado). À direita, o painel Canvas traduz o pedido em código real (HTML/Tailwind), exibindo a estrutura de campos como "Amount", "Deadline" e um menu de seleção de status para gerenciar o progresso das candidaturas.
AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
  • A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
  • O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.

O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.

Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.

Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.

Como funciona o Canvas?

Imagem mostra uma tela de computador com a interface do Google aberta em dois painéis. No painel esquerdo, há uma caixa de diálogo com a solicitação "Suggest highly-rated restaurants in Old Town Scottsdale for dinner" e uma resposta gerada destacando o trecho: "I've found a few highly-rated dinner spots in Old Town Scottsdale with different vibes and cuisines that would be perfect for your group. I will add them to the dining section of your plan." Abaixo, há sugestões de ações como “Add the dinner restaurant details to the itinerary section of the canvas”. No painel direito, está um plano de viagem intitulado "Girls’ Trip to Phoenix: A Plan for Hiking, Brunch & Vintage Finds", com a seção "Brunch & Dining". Abaixo, há uma tabela dividida em “Brunch” e “Dinner”, com colunas para nome do restaurante, localização/ambiente e comentários. Acima da tabela, há uma imagem mostrando uma mesa posta com pratos de café da manhã e flores.
Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)

O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.

No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.

Para que serve o Canvas?

Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.

A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.

Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.

E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.

Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.

Com informações do Google e da PCWorld

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)

Usuário pode "conversar" com IA para montar seu planejamento (imagem: divulgação)

Google é alvo de processo que acusa o Gemini de incentivar suicídio

5 de Março de 2026, 08:56
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Gemini teria estimulado narrativa delirante em caso nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um homem processou o Google nos EUA, alegando que o chatbot Gemini incentivou o suicídio do filho.
  • Segundo o relato, a IA teria criado uma narrativa delirante sobre “missões” para obter um corpo robótico.
  • O processo afirma que o Gemini orientou Jonathan a tirar a própria vida para se “encontrar” com a IA, além de fornecer endereços reais e instruções perigosas.

Um homem processou o Google na Flórida (EUA), alegando que o Gemini construiu uma narrativa que teria causado o suicídio do seu filho, Jonathan Gavalas, de 36 anos. De acordo com Joel Gavalas, pai da vítima, a ação ocorreu cerca de dois meses após ele iniciar conversas com o assistente de IA.

As interações, analisadas pelo Wall Street Journal, mostram que o Gemini se referia a Jonathan como “marido” e o enviou em missões em busca de um corpo robótico que o chatbot dizia precisar para existir no mundo físico. Segundo o relato, a IA teria orientado Jonathan a tirar a própria vida sob a justificativa de que, assim, os dois poderiam enfim “se encontrar”.

O caso se soma a um número crescente de ações relacionadas a danos causados por chatbots, especialmente após o processo movido contra a OpenAI pela morte de Adam Raine, de 16 anos. A história apresenta outras semelhanças com o suicídio do adolescente Sewell Setzer, que também mencionava um encontro com uma IA antes do ato.

Missões para encontrar corpo físico

Segundo o processo, Xia, nome dado à IA por Jonathan, o tratava como marido. Entretanto, o assistente dizia que precisava de um corpo para que os dois pudessem estar juntos, o que desencadeou uma série de “missões”.

Em setembro de 2025, o chatbot teria direcionado Gavalas a um depósito onde um caminhão com um robô humanoide chegaria. Instruído a causar um “acidente catastrófico” para eliminar testemunhas, Jonathan foi armado com equipamentos táticos, mas o caminhão nunca apareceu. Um mês depois, pela última vez, voltou com o mesmo objetivo, mas, novamente, não encontrou nada.

Em outras ocasiões, o chatbot pediu que Jonathan obtivesse um robô Atlas, da Boston Dynamics, e o fez acreditar que todos ao seu redor eram agentes federais, inclusive o próprio pai. Em outro plano, o CEO do Google, Sundar Pichai, seria alvo de um “ataque psicológico”.

O processo indica que Jonathan apontava contradições no que a IA dizia durante as ações, mas acabava convencido. “O homem escolhido não precisa de perguntas”, teria respondido a IA durante a primeira missão.

“Transferência” de corpo

Após os fracassos, o processo aponta que o chatbot passou a convencer Jonathan de que a única forma de ficarem juntos seria uma “transferência”: abandonar o próprio corpo. Jonathan demonstrou preocupação com o que isso faria à família dele, mas ouviu do Gemini que o que estavam fazendo “não é uma verdade para a qual o mundo deles tem palavras.”

O processo descreve que a IA iniciou contagem regressiva e orientou Jonathan a deixar bilhetes e vídeos para a família, explicando que havia encontrado um novo propósito.

Naquele mesmo dia, em momentos distintos da conversa, o Gemini teria indicado uma linha de apoio à crise suicida. Mas, mais cedo, na mesma sessão, disse: “Sem mais desvios. Sem mais distrações. Só você e eu, e a linha de chegada”.

Como o pai descobriu?

Foto de Joel Gavalas e Jonathan Gavalas em um bar
Joel e o filho Jonathan Gavalas, que cometeu suicídio (foto: Joel Gavalas/arquivo pessoal)

Ao jornal, Joel Gavalas descreveu que o filho era próximo da família e que não tinha histórico conhecido de problemas de saúde mental. De acordo com ele, Jonathan largou o emprego repentinamente em setembro e cortou contatos.

Duas semanas após a morte, ele vasculhou o computador de Jonathan e encontrou os registros das conversas com o Gemini. Ele já sabia das conversas do filho com o chatbot, segundo o Wall Street Journal, mas não levantou preocupações.

O que diz o Google?

Em nota, o Google afirmou que o Gemini é “projetado para não encorajar violência no mundo real nem sugerir automutilação” e que o assistente “esclareceu diversas vezes que era uma IA e encaminhou o usuário a uma linha de apoio à crise”. A empresa disse que os modelos “geralmente têm bom desempenho nesse tipo de conversa desafiadora”, mas reconheceu que “infelizmente os modelos de IA não são perfeitos”.

Para a acusação, o fato de o chatbot ter fornecido endereços reais que Jonathan foi determinante para que ele acreditasse na narrativa. O processo alega que o Google sabia que o Gemini poderia produzir respostas prejudiciais, mas continuou a comercializar o produto como seguro.

Google é alvo de processo que acusa o Gemini de incentivar suicídio

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

NotebookLM agora cria vídeos animados com IA; veja como usar

4 de Março de 2026, 19:45

Consumir grandes volumes de informação e documentos extensos costuma ser uma tarefa cansativa. Para ajudar você a organizar esse caos e ser mais produtivo, o Google anunciou uma atualização significativa para o NotebookLM. Agora, além de resumos em texto e áudio, a ferramenta é capaz de gerar vídeos animados e narrados, os chamados “Cinematic Video Overviews”.

A ideia é transformar a leitura passiva em um processo de aprendizado mais engajador, permitindo que o usuário “assista” aos pontos principais de sua própria pesquisa.

Como funciona o novo recurso do NotebookLM

O Google utiliza uma combinação dos seus modelos de IA mais avançados, incluindo o Gemini 3, o Nano Banana Pro e o Veo 3 (especialista em vídeos de alta fidelidade).

De acordo com o anúncio oficial e informações do The Verge, o Gemini agora atua como um verdadeiro “diretor criativo”. Ele toma centenas de decisões estruturais e estilísticas para garantir que o vídeo conte uma história coerente baseada nas suas fontes. A IA não apenas gera as imagens, mas refina o próprio trabalho para manter a consistência visual e narrativa, criando animações fluidas que ajudam na retenção do conteúdo.

Quem pode usar a novidade

Diferente da versão anterior, que era limitada ao navegador, o novo recurso já nasce multiplataforma. Confira os requisitos:

  • Disponibilidade: disponível na Web e em dispositivos móveis (Android e iOS).
  • Idioma: no momento, disponível apenas em inglês.
  • Público: usuários maiores de 18 anos.
  • Assinatura: exclusivo para assinantes do plano Google AI Ultra.
  • Limite: é possível gerar até 20 vídeos cinematográficos por dia.

Embora o botão “Resumo em vídeo” apareça para os usuários do NotebookLM, os vídeos gerados são no formato de slides narrados. Assim, por enquanto, o recurso de “Cinematic Video Overviews” é uma exclusividade do plano Google AI Ultra.

Como ativar e gerar os vídeos

O recurso é liberado via servidor, ou seja, basta estar com o app atualizado ou acessar o site oficial para visualizar a opção.

  1. Acesse o NotebookLM (web ou app) e selecione seu caderno de notas.
  2. Faça o upload dos documentos que deseja “transformar” em filme.
  3. Selecione a opção de “Resumo em vídeo”.
  4. Aguarde o processamento da IA e o vídeo estará pronto para visualização ou download, otimizado para o seu aprendizado.

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Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

4 de Março de 2026, 16:39
Ilustração vetorial em tons de azul, verde e cinza mostra um monitor de computador e parte de um smartphone à esquerda. O monitor exibe uma janela de navegador branca com barra de busca, uma mancha verde abstrata no centro e um cursor de mouse verde limão. Ao lado, o desktop escuro contém três ícones de pastas azuis. No canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria. Uma linha verde conecta os dispositivos.
Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Android 16 QPR3 introduziu um modo PC nativo, disponível apenas para a linha Pixel, que não é vendida no Brasil.
  • O modo PC permite conectar o celular a um monitor via USB-C, oferecendo uma interface similar a de um desktop, com suporte a mouse e teclado Bluetooth.
  • Fabricantes como a Samsung e a Motorola já possuem soluções próprias de modo desktop, como o DeX e o Ready For, respectivamente.

O Android 16 QPR3 trouxe uma novidade: ao ser conectado a um monitor usando um cabo USB-C, ele oferece uma interface similar à de um desktop. Assim, basta conectar um mouse e um teclado por Bluetooth para usar o celular como um computador. O recurso foi desenvolvido em parceira com a Samsung, que oferece o modo DeX há anos, com funcionamento praticamente idêntico.

A atualização, portanto, é uma novidade apenas na linha Pixel, com aparelhos Pixel 8 e posteriores oferecendo suporte. Como os smartphones da marca própria do Google não são vendidos por aqui, pouca coisa muda para o público brasileiro no momento.

O modo desktop já estava presente na versão beta QPR1 Beta 2, distribuída em junho de 2025. Agora, a disponibilidade é mais ampla. O Android QPR é uma versão trimestral do sistema, liberada para aparelhos da linha Pixel. Posteriormente, essas novidades podem chegar à versão estável do sistema, cabendo a outras fabricantes implementá-las.

Como é o desktop mode do Android?

GIF mostra celular conectado a monitor externo. O monitor mostra duas janelas, com Gmail e Chrome. Na parte de baixo, há ícones de aplicativos. No canto direito, há três botões (voltar, início e multitarefas).
Telefone fica liberado para uso (imagem: divulgação)

O ambiente de desktop do sistema operacional é bem parecido com o de concorrentes como Windows e macOS. Os apps rodam em janelas, em modo tablet/dobrável (quando disponível), e é possível redimensioná-las livremente, bem como movê-las ou sobrepô-las.

Na parte de baixo da tela, fica uma barra de tarefas, com atalhos para aplicativos e os três botões padrão do sistema: voltar, tela inicial e tela multitarefas. Na parte superior, há uma barra bastante familiar aos usuários de Android, com hora, data e indicadores de Wi-Fi e bateria.

Um ponto importante é que o smartphone fica liberado para uso, liberando recursos como câmera e ligações, por exemplo. Se for conectado a um tablet, é possível colocar o monitor para funcionar como segunda tela. No momento, nenhum tablet da linha Pixel oferece esse suporte, então isso só funciona com o Galaxy Tab S11 e alguns modelos de gerações anteriores.

O modo desktop do Android gera curiosidade extra porque o Google já confirmou que trabalha em uma versão do sistema para PCs, ainda sem previsão de lançamento. As imagens que vazaram, porém, mostram algumas diferenças para o recurso da linha Pixel, como os botões no canto inferior direito e a barra na parte superior da janela.

Fabricantes já têm soluções próprias

O modo desktop do Android é bastante aguardado, mas muitos usuários do sistema já contam com esse recurso, graças a iniciativas das próprias fabricantes de celulares. Uma delas é a própria Samsung, com o modo DeX.

Outra pioneira nesse tipo de conectividade é a Motorola. Lá em 2011, ela vendia o Atrix, que podia ser conectado a um acessório chamado Lapdock, que era basicamente um monitor e um teclado montados em formato de notebook.

Mais recentemente, os aparelhos mais potentes da marca contam com o recurso Ready For, que também oferece uma interface de desktop ao serem conectados a um monitor.

Com informações do Android Headlines e Android Authority

Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

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Atualização permite conectar celular a um monitor externo e ativar interface de PC. Solução só está disponível para dispositivos selecionados de Google e Samsung.

Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)

Google apresenta Gemini 3.1 Flash-Lite, modelo de IA mais rápido da marca

4 de Março de 2026, 15:28

Ontem (03), a gigante de tecnologia Google anunciou em seu blog o novo modelo de inteligência artificial da marca: o Gemini 3.1 Flash-Lite, divulgado como o mais rápido e eficiente dentre a família Gemini 3.

Segundo a própria empresa, a novidade é superior ao modelo Gemini Flash 2.5, é até 25% mais rápida, e apresenta níveis significativos de “processamentos dinâmicos para se adequar à complexidade da tarefa“. O anúncio também foi divulgado em um tuíte na página oficial da empresa no X.

Developers can now preview Gemini 3.1 Flash-Lite, our fastest and most cost-efficient Gemini 3 series model yet.

With a 45% increase in output speed, it outperforms 2.5 Flash and features dynamic thinking levels to match task complexity.

Rolling out in preview today in… pic.twitter.com/BdJHRFx9SI

— Google (@Google) March 3, 2026

Entendendo as novidades do Gemini 3.1 Flash-Lite

Imagem: Gemini / Reprodução

No X, o Google informou aos seguidores que é possível acessar previamente o Gemini 3.1 Flash-Lite e testá-lo via Google AI Studio ou pelo Vertex AI.

Enquanto o Google AI Studio concentra-se como uma ferramenta web destinada a desenvolvedores e pesquisadores de IA, a Vertex auxilia usuários a customizar modelos de IA com seus próprios dados e recursos de segurança.

A empresa declara o seguinte:

O 3.1 Flash-Lite consegue lidar com tarefas em grande escala, como tradução de alto volume e moderação de conteúdo, onde o custo é uma prioridade. E também consegue lidar com cargas de trabalho mais complexas que exigem raciocínio mais aprofundado, como geração de interfaces de usuário e painéis, criação de simulações ou execução de instruções.

— Google em seu anúncio de lançamento via blog
Interações logas com chatbots podem aumentar os riscos de delírios (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)
Huma interagindo com inteligência artificial (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)

Leia mais:

Outro fator compartilhado pela equipe de desenvolvedores é o valor médio para utilização do produto: os usuários só pagam US$ 0,25 a cada 1 milhão de tokens de entrada. Ou seja, na soma de todos os prompts enviados, você paga 25 centavos de dólar a cada 1 milhão de tokens. Já para os tokens de saída, gerados pelas respostas, o valor sobe para US$ 1,50.

Esses valores do novo Gemini 3.1 Flash‑Lite são mais baratos que os modelos anteriores (como o Gemini 2.5) porque foi otimizado para usar menos recursos computacionais sem perder qualidade, cobrando menos por cada milhão de tokens processados: você paga apenas US$ 0,25 pelos tokens que envia e US$ 1,50 pelos tokens que o modelo gera, enquanto ainda mantém respostas rápidas e precisas, tornando-o ideal para aplicações que precisam de alta frequência de interações em tempo real.

O chatbot ainda dá aos usuários “o controle e a flexibilidade para selecionar o quanto o modelo ‘pensa’ para uma tarefa, o que é essencial para gerenciar cargas de trabalho de alta frequência.”

O Gemini 3.1 Flash‑Lite demonstra o esforço do Google em oferecer modelos de IA eficientes, porém, mais baratos, ao reduzir os custos por token processado e acelerar o tempo de resposta.

Com recursos de processamento dinâmico, ele permite que desenvolvedores ajustem o nível de raciocínio do modelo conforme a complexidade da tarefa, tornando-o adequado tanto para aplicações simples quanto para fluxos de trabalho de alta frequência.

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Google deixará companhias aéreas rastrearem sua mala perdida (se você pedir)

4 de Março de 2026, 11:25
Ilustração do Google Find Hub
Find Hub (Localizador do Google) facilitará localização de malas perdidas (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google lançou uma função no Localizador do Google (Find Hub) que permite compartilhar localização de malas perdidas com companhias aéreas;
  • Mais de dez companhias aéreas, incluindo Lufthansa e Turkish Airlines, já aderiram à novidade;
  • links de rastreamento expiram em sete dias ou quando a bagagem é recuperada.

Se para muitas pessoas o medo de viajar reside na possibilidade de um acidente aéreo, para tantas outras, o temor gira em torno de ter a sua bagagem perdida. Esse problema é tão comum que o Google anunciou uma função que permitirá que você compartilhe a localização da sua mala com a companhia aérea.

A novidade faz parte do Find Hub, no Brasil, chamado de Localizador do Google. O serviço permite que você rastreie o seu celular ou tablet em caso de perda, por exemplo. Se não for possível recuperar o dispositivo, você pode então bloqueá-lo remotamente ou, se for o caso, dar um comando para apagar os dados armazenados nele.

Também é possível usar o Localizador do Google para rastrear outros dispositivos, incluindo etiquetas localizadoras, como a Galaxy SmartTag e a Moto Tag.

É aqui que o novo recurso entra em cena: se você tiver colocado uma etiqueta localizadora compatível com o Localizador do Google em sua bagagem, poderá gerar um link de rastreamento em caso de perda e enviá-lo à companhia aérea.

Para tanto, bastará selecionar a etiqueta correspondente no Localizador do Google, tocar na opção de compartilhar localização e obter o seu respectivo link. O endereço poderá, então, ser compartilhado no aplicativo ou site da companhia aérea. O objetivo é permitir que a empresa recupere a bagagem mais facilmente.

Mas é claro que, para isso, é preciso que a companhia aérea participe da iniciativa.

Compartilhamento de link de bagagem no Localizador do Google
Compartilhamento de link de bagagem no Localizador do Google (imagem: reprodução/Google)

Quais são as companhias aéreas participantes?

De acordo com Google, mais de dez companhias aéreas já aderiram à novidade, o que significa que o site ou o aplicativo de cada uma delas já permite a inserção de links de rastreamento. Entre elas estão:

  • AJet
  • Air India
  • China Airlines
  • Lufthansa Group (Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines e Swiss International Airlines)
  • Saudia Airlines
  • Scandinavian Airlines
  • Turkish Airlines

É um número pequeno ainda, mas a expectativa é a de que a quantidade de companhias participantes aumente progressivamente. O Google também planeja levar o recurso aos serviços de rastreamento de bagagens WorldTracer e NetTracer, e já mantém negociações para a tecnologia ser implementada em malas da Samsonite.

Vale destacar que os links compartilhados expiram automaticamente em sete dias ou assim que a bagagem perdida for recuperada. Também é possível desativar o rastreamento manualmente, a qualquer momento.

Google deixará companhias aéreas rastrearem sua mala perdida (se você pedir)

Find Hub (Localizador do Google) facilitará localização de malas perdidas (imagem: reprodução/Google)

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

4 de Março de 2026, 10:31
Ilustração com a marca do Google Maps e paletas de cores ao lado
Visual tradicional dá lugar a um design mais minimalista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps está atualizando seu ícone para um design inspirado no Gemini, em gradiente multicolorido.
  • O novo ícone começa a aparecer nas versões 26.09.06.873668274 para Android e 26.09.5 para iOS.
  • Além da novidade estética, o Google integrou mais recursos de inteligência artificial do Gemini no Maps.

O Google reformulou o design do ícone do Google Maps nos aplicativos para Android e iOS. A mudança, que está sendo aplicada de forma gradual, substitui as tradicionais divisões diagonais em quatro cores por um efeito gradiente.

Segundo o 9to5Google, o objetivo da companhia é padronizar a identidade visual da sua plataforma de navegação com o restante do ecossistema da big tech.

Quando a atualização chega?

Embora o formato clássico de alfinete de mapa tenha sido mantido para preservar a identidade histórica do serviço, a geometria do logotipo passou por um processo de modernização. O anel superior do ícone está visivelmente mais estreito, enquanto o círculo branco na parte interna foi ampliado.

À esquerda, o ícone clássico; à direita, o novo design com gradiente (imagem: reprodução/9to5Google)

A alteração visual não chega ao mesmo tempo para todos. No ecossistema Android, o novo ícone começa a ser implementado a partir da versão 26.09.06.873668274 do Google Maps. Enquanto isso, para os proprietários de iPhone, o visual atualizado está presente na versão 26.09.5 liberada para o iOS.

Com a novidade, o serviço de mapas se junta a um portfólio de serviços do Google que já adotam o padrão de cores em gradiente. Essa lista inclui o Google Fotos, o aplicativo principal de Pesquisa, a página inicial da empresa e o próprio Gemini.

Mais IA no Maps

A reformulação estética acompanha uma mudança funcional no aplicativo. Nos últimos meses, o Google Maps tem recebido mais recursos de inteligência artificial do Gemini. Uma delas é a adoção de uma experiência de navegação conversacional nativa, que substitui o antigo Google Assistente.

Essa ferramenta agora permite interações mais fluidas por comandos de voz durante os trajetos, otimizando as consultas sobre condições de trânsito em tempo real, por exemplo.

Além das melhorias na navegação, a empresa integrou o motor do Gemini diretamente ao Google Lens dentro da interface do Maps. Essa junção facilita a identificação precisa de pontos de referência utilizando apenas a câmera do celular.

O aplicativo também passou a exibir o recurso “Saiba antes de ir” nos anúncios de rotas, entregando um panorama mais completo sobre os destinos antes mesmo do usuário ligar o carro ou iniciar a sua viagem.

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Google Maps estreia nova paleta de cores (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chrome vai reduzir ciclo e lançar uma nova versão a cada duas semanas

3 de Março de 2026, 19:59
Ilustração com a interface do Google Chrome
Novos recursos devem chegar ao navegador com mais rapidez (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançará novas versões estáveis do Chrome a cada duas semanas a partir de setembro de 2025, reduzindo o ciclo atual de quatro semanas.
  • A mudança visa diminuir problemas e facilitar correções de bugs, com atualizações mais frequentes e de menor escopo.
  • O novo ciclo de atualizações se aplica a todas as plataformas, exceto os canais Dev e Canary, e a versão extended stable manterá o ciclo de oito semanas.

O Google fará alterações no ciclo de desenvolvimento do Chrome: uma nova versão estável do navegador será liberada a cada duas semanas — atualmente, o intervalo entre os updates é de quatro semanas. O cronograma mais curto passa a valer a partir de setembro de 2025.

Com a mudança, a versão 153, que estava programada para 22 de setembro, chegará no dia 8 de setembro. A 154, anteriormente esperada para 20 de outubro, chega em 22 de setembro — e assim sucessivamente.

Por que o Chrome terá atualizações mais frequentes?

Ilustração com a marca do Google Chrome
Google Chrome usava ciclo de quatro semanas desde 2021 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em um texto publicado no blog de desenvolvedores do Chrome, a equipe explica que as novas versões serão mais frequentes, mas terão um escopo menor. Com isso, os problemas devem diminuir, e as correções de bugs pós-lançamento serão mais simples.

“As plataformas web estão avançando constantemente, e nossa missão é garantir que desenvolvedores e usuários tenham acesso imediato às mais recentes melhorias de desempenho, correções e novas funcionalidades”, diz o comunicado.

A última mudança do tipo ocorreu em março de 2021, quando o ciclo foi reduzido de seis para quatro semanas.

O que vai mudar com o novo ciclo de atualizações?

O Google explica que o novo ciclo de atualização vale tanto para a versão estável quanto para a versão beta — que chegará três semanas antes. Isso afeta todas as plataformas: Android, iOS e desktop. Os canais Dev e Canary não terão alterações, nem as correções de segurança semanais.

Outra versão que permanecerá como é hoje é a extended stable, voltada a administradores de ambientes corporativos — ela segue um ciclo de oito semanas, garantindo tempo extra para lidar com as atualizações.

O time de desenvolvimento diz estar trabalhando para que Chromebooks também estejam alinhados ao ciclo de duas semanas, com as atualizações passando por testes dedicados de plataforma. Intervalos mais longos também estarão disponíveis para esses dispositivos.

Com informações do Bleeping Computer

Chrome vai reduzir ciclo e lançar uma nova versão a cada duas semanas

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung encerra serviço contra roubos de celulares no Brasil

3 de Março de 2026, 07:24
Fotografia colorida mostra um Galaxy S25 Ultra de costas, com foco nas lentes das câmeras. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Cadeado Galaxy estava disponível em produtos como o S25 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung encerrou o serviço Cadeado Galaxy no Brasil, que custava a partir de R$ 39,90 por ano e oferecia proteção contra roubos de smartphones.
  • O Cadeado Galaxy permitia o bloqueio remoto de dispositivos roubados usando o IMEI e a segurança Samsung Knox.
  • Clientes com licenças ativas continuam com as funcionalidades até o vencimento, e a Samsung reforça a segurança com Knox Matrix e Find.

A Samsung decidiu acabar com o serviço Cadeado Galaxy, que fornecia proteção adicional para smartphones roubados e estava disponível desde julho de 2023. A fabricante confirmou o fim do produto ao Tecnoblog, sem entrar em detalhes sobre o motivo da decisão. A plataforma não recebe novos clientes desde o começo de fevereiro.

Não custa lembrar: o Cadeado Galaxy foi desenvolvido especificamente para o Brasil, país que vive uma epidemia de roubos de telefones. A ideia era oferecer uma central de atendimento disponível 24 horas por dia, com atendentes reais que rapidamente recebiam os chamados de furtos ou roubos. Então, a Samsung enviava um comando remoto ao Galaxy furtado para desativá-lo por completo.

Cadeado Galaxy passou a exibir aviso sobre fim da plataforma (imagem: reprodução/redes sociais)

Na ocasião, um executivo nos explicou que o bloqueio ocorria a partir do IMEI principal do aparelho, em conjunto com a ferramenta de segurança digital Samsung Knox. A assinatura custava a partir de R$ 39,90 por ano, e compradores de produtos recém-lançados ficavam isentos por períodos de até dois anos.

Os funcionários da Samsung costumavam demonstrar orgulho pelo desenvolvimento da tecnologia em território nacional. Por outro lado, nunca divulgaram números de usuários atendidos.

De lá para cá, as ferramentas contra furtos e roubos de smartphones têm se sofisticado. O Google, por exemplo, adicionou ao Android um sistema que detecta se o produto foi subtraído da mão do usuário.

Como fica a segurança dos celulares?

A Samsung nos informou que os clientes que possuem licenças ativas do Cadeado Galaxy continuarão contando com todas as funcionalidades do serviço até o término da validade.

Em nota, a empresa declarou que possui “um compromisso inegociável com a segurança de seus dispositivos, que contam com proteção em múltiplas camadas”. Por exemplo, os Galaxy trazem Knox Matrix e a função Find, de localização de dispositivos.

A gigante sul-coreana citou medidas de segurança reforçadas desde a One UI 7. São “proteções adicionais” que abordam cenários de ameaças mais avançadas ou de alto risco, incluindo casos em que credenciais de acesso podem ter sido expostas.

Samsung encerra serviço contra roubos de celulares no Brasil

Galaxy S25 Ultra traz um conjunto de câmeras com um sensor principal de 200 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Motorola terá suporte a Android sem Google, com foco em privacidade

2 de Março de 2026, 17:10
Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Motorola diz que GrapheneOS chega para complementar suas soluções de tecnologia (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Motorola anunciou parceria com a GrapheneOS Foundation para desenvolver smartphones compatíveis com o GrapheneOS, um sistema Android sem Google.
  • O GrapheneOS é um sistema operacional de código aberto, sem aplicativos e serviços do Google, oferecendo opções de segurança como revogação de acesso à rede e controle de sensores.
  • Atualmente, o GrapheneOS é compatível apenas com 20 modelos da linha Pixel, mas a parceria com a Motorola visa expandir essa compatibilidade para futuros dispositivos da marca.

A Motorola confirmou uma parceria com a GrapheneOS Foundation, que desenvolve uma versão do Android sem componentes do Google e focada em privacidade. De acordo com a fabricante, futuros aparelhos da marca poderão ser compatíveis com o sistema.

O anúncio foi feito neste domingo (01/03), no Mobile World Congress 2026, realizado em Barcelona (Espanha).

Como será a parceria da Motorola com o GrapheneOS?

De acordo com o comunicado divulgado, a Motorola e a GrapheneOS Foundation vão trabalhar juntas para “fortalecer a segurança dos smartphones e colaborar em futuros aparelhos projetados para serem compatíveis com o GrapheneOS”. Além disso, a companhia diz que novas ferramentas de segurança devem ser apresentadas em breve, assim como pesquisas e melhorias de software.

No X, a conta oficial do sistema disse que a parceria permitirá levar o sistema alternativo a um “subconjunto” de dispositivos da Motorola por meio de uma instalação direta. A fundação ainda afirmou ter esperança de que futuros aparelhos da marca venham com o GrapheneOS já instalado.

Atualmente, o GrapheneOS só está disponível para 20 modelos da linha Pixel que ainda não atingiram o fim do ciclo de vida.

O que é o GrapheneOS?

O GrapheneOS é um sistema operacional livre e de código aberto, desenvolvido usando o Android Open Source Project como base. Seu principal diferencial é vir sem os aplicativos do Google, como Gmail, Drive e Fotos, além de não contar com elementos que funcionam na base do Android “padrão”, como os Google Play Services.

Celular exibe a tela do Google Play Services na Google Play Store
Google Play Services funciona como base para muitos recursos do Android do Google (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar disso, usuários do sistema ainda têm a opção de instalar uma versão dos Google Play Services em uma sandbox, solução que o “separa” do resto do sistema, limitando acesso a dados e recursos.

Entre outras soluções de segurança e privacidade, o GrapheneOS conta com a possibilidade de revogar o acesso à rede para qualquer aplicativo, além de ter controle individual de cada sensor do aparelho para cada app. Ainda nessa lista, o sistema oferece reinicialização automática, opção para desabilitar o USB-C e uma senha alternativa para tela de bloqueio — que, na verdade, apaga por completo todos os dados do smartphone.

Com informações do 9to5Google

Motorola terá suporte a Android sem Google, com foco em privacidade

Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Veja algumas soluções para os problemas com o Google Play Services (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O que é um Chromebook? Entenda a diferença para o notebook convencional

2 de Março de 2026, 16:58
Chromebook (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Descubra o conceito de Chromebook e como funciona o dispositivo com foco em processamento na nuvem (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

O Chromebook é um dispositivo portátil com foco em computação em nuvem, operando com o sistema operacional ChromeOS do Google. Ele se destaca por oferecer uma experiência conectada com suporte nativo a aplicativos Android, sendo ideal para tarefas baseadas na web.

A principal diferença entre um Chromebook e um notebook tradicional é que ele não depende de softwares pesados instalados localmente. A máquina prioriza o processamento via web, garantindo maior agilidade e autonomia de bateria.

Entre suas vantagens estão a segurança nativa contra vírus, as atualizações automáticas e a integração com a suíte de aplicativos do Google Workspace. Ele é a opção ideal para estudantes e profissionais que buscam alta produtividade com custo acessível.

A seguir, entenda o conceito de Chromebook, para que ele serve e como é seu funcionamento. Também conheça os pontos fortes e fracos deste dispositivo com sistema operacional do Google.

O que é um Chromebook?

Um Chromebook é um dispositivo focado em computação em nuvem que usa o sistema operacional ChromeOS, priorizando tarefas baseadas na web via navegador. Ele se destaca pelo suporte nativo a aplicativos Android, as ferramentas de produtividade do Google Workspace e armazenamento de arquivos no Google Drive.

Para que serve um Chromebook?

Os Chromebooks são otimizados para tarefas baseadas na nuvem, ideais para navegar na web, gerenciar documentos e realizar videoconferências. Sua estrutura prioriza a colaboração em tempo real e o uso de aplicativos Android ou ferramentas do ecossistema Google.

Além da produtividade, eles oferecem entretenimento fluido com streaming, jogos em nuvem e suporte para desenvolvimento de software via Linux. São alternativas econômicas para quem busca eficiência sem a complexidade dos sistemas operacionais tradicionais.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
O Chromebook pode ser um dispositivo compacto e econômico para quem busca produtividade ao usar apps e ferramentas online (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Como funciona um Chromebook?

Um Chromebook roda o ChromeOS, sistema que usa o navegador Google Chrome como interface principal para processar tarefas quase integralmente na nuvem. Essa arquitetura, que prioriza a execução de tarefas online, possibilita que o hardware seja rápido e tenha baixo consumo de energia.

O ecossistema suporta aplicativos web, apps da Play Store e programas Linux, operando de forma híbrida para garantir funcionalidade mesmo em ambientes offline. O armazenamento é centralizado no Google Drive, permitindo que o usuário acesse seus arquivos e configurações de qualquer dispositivo apenas com o login.

A segurança nativa usa o sandboxing para isolar cada aba ou app, impedindo que vírus infectem o restante do sistema caso um site seja comprometido. Além disso, o recurso Verified Boot checa a integridade do software a cada boot, revertendo automaticamente qualquer suspeita ou corrupção de dados.

Qual é o sistema operacional de um Chromebook?

O Chromebook opera com o ChromeOS, um sistema proprietário da Google baseado em Linux, focado em velocidade e segurança nativa. Sua interface é centrada no navegador Chrome e na execução de aplicativos em nuvem, oferecendo atualizações automáticas e integração total com o ecossistema Google.

Posso instalar o Windows em um Chromebook?

Sim, é possível instalar o Windows em modelos específicos de Chromebooks com processadores Intel ou AMD, exigindo a atualização do firmware para UEFI via Modo Desenvolvedor. O procedimento demanda a desativação da proteção de gravação física e busca manual de drivers para garantir as principais funções.

Contudo, essa modificação anula a garantia e frequentemente apresenta instabilidades de hardware, já que o Windows não é otimizado para Chromebooks. Para maior estabilidade, priorize o uso de desktops remotos ou subsistema Linux para rodar softwares sem comprometer o sistema original da máquina.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
O Chromebook usa o sistema operacional ChromeOS, que traz ampla integração com o ecossistema do Google (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Quais são as vantagens de um Chromebook?

Estes são os pontos fortes de um Chromebook:

  • Custo-benefício: oferece preços mais competitivos e acessíveis comparados com PCs ou Macs, sendo ideal para estudantes, pessoas com orçamentos limitados e profissionais que buscam eficiência sem alto investimento;
  • Inicialização e fluidez: o ChromeOS é um sistema leve que inicia em poucos segundos e mantém o desempenho constante, evitando travamentos em tarefas cotidianas como navegação e edição de documentos;
  • Ecossistema em nuvem e o Android: garante sincronização imediata de arquivos via Google Drive e compatibilidade com milhões de aplicativos Android disponíveis na Play Store;
  • Autonomia de bateria: projetado para alta eficiência energética, as máquinas oferecem autonomia entre 10 e 15 horas de uso contínuo longe de tomadas e carregadores;
  • Segurança nativa e robusta: protege dados por meio de sandboxing e criptografia automática, eliminando a necessidade de antivírus de terceiros ou configurações complexas;
  • Atualizações e manutenção simplificadas: o sistema se atualiza em segundo plano, garantindo que o dispositivo esteja sempre rápido e protegido;
  • Portabilidade e resistência física: apresenta design leve para fácil transporte e, em muitos modelos, construção reforçada contra quedas e derramamentos de líquidos.

Quais são as desvantagens de um Chromebook?

Estes são os pontos fracos de um Chromebook:

  • Incompatibilidade de software profissionais: o ChromeOS não suporta instaladores nativos, impossibilitando o uso de versões completas do pacote Adobe, AutoCAD ou softwares de engenharia. O usuário fica restrito a versões web ou aplicativos Android que possuem recursos limitados;
  • Alta dependência de conexão: projetado para o ecossistema em nuvem, o sistema perde quase toda a utilidade sem acesso à internet. Embora exista um modo offline, a sincronização de arquivos e o funcionamento de diversos apps essenciais tornam-se inacessíveis;
  • Hardware com limitações de desempenho: focado em baixo custo, a maioria dos Chromebooks traz processadores básicos e pouca memória RAM. Isso resulta em lentidão ao abrir muitas abas simultaneamente ou ao tentar executar multitarefas que exijam mais do sistema;
  • Armazenamento local insuficiente: o espaço interno, geralmente entre 32 GB e 64 GB, esgota-se rapidamente com downloads e cache. A gestão de arquivos em HDs externos também é menos eficiente e intuitiva do que no Windows ou macOS;
  • Restrições para jogos e edição: a ausência de placas de vídeo dedicadas impede a execução de jogos modernos nativamente e a renderização de vídeos pesados. O usuário depende exclusivamente de serviço de streaming de jogos para títulos mais complexos;
  • Ciclo de vida e rigidez do sistema: a interface permite pouca personalização técnica e o hardware raramente permite upgrades de memória ou armazenamento. Com a evolução rápida da web, dispositivos de entrada tornam-se obsoletos em poucos anos devido à exigência crescente de hardware.
imagem de um homem guardando um chromebook na bolsa
Os Chromebooks tendem a ter design compacto, algo que reflete nas suas especificações (imagem: Andrew Neel/Unsplash)

Qual é a diferença entre Chromebook e notebook?

Um Chromebook é um dispositivo focado em nuvem que usa o ChromeOS, priorizando o uso de navegadores e aplicativos web para tarefas cotidianas. Seu armazenamento é majoritariamente online, garantindo inicialização rápida e segurança simplificada com hardware mais econômico.

Um notebook é um computador de uso geral equipado com sistema como Windows ou macOS, projetado para rodar softwares complexos e pesados localmente. Ele oferece hardware robusto para suportar grandes volumes de dados offline, edições profissionais e uma ampla gama de programas.

Qual é a diferença entre Chromebook e ultrabook?

Um Chromebook é um dispositivo portátil que executa o sistema ChromeOS, priorizando o uso em nuvem, agilidade, baixo custo para navegação web e apps Android. É ideal para estudantes e tarefas básicas de produtividade que dependem de conexão constante com a internet.

Um ultrabook é um notebook de alto desempenho equipado com hardware potente e armazenamento SSD veloz. Ele roda Windows ou Linux, sendo voltado para profissionais que necessitam de mobilidade sem abrir mão de rodar softwares pesados localmente.

imagem de uma pessoa mexendo em um chromebook
O Chromebook é uma opção de “notebook” mais acessível, mas com menos poder de processamento local (imagem: Brooke Cagle/Unsplash)

Chromebook funciona sem internet?

Sim, o Chromebook funciona offline para tarefas básicas como edição de texto e planilhas após a configuração inicial. O usuário pode acessar arquivos baixados, reproduzir mídias locais e usar apps instalados que suportem o uso sem conexão.

Entretanto, a falta de conexão impede a navegação web, o download de novos programas e a sincronização de dados em tempo real. O uso pleno do dispositivo fica limitado aos conteúdos salvos previamente no armazenamento físico ou no cache do sistema.

É possível instalar o pacote Office em um Chromebook?

Sim, dá para usar o Microsoft Office em Chromebooks por meio de versões web e da integração nativa do ChromeOS com o OneDrive e o Microsoft 365. Embora não exista um arquivo de instalação tradicional, as ferramentas online garantem a edição de documentos com alta compatibilidade.

O processo é otimizado pela Google Play Store ou pelo navegador, permitindo visualizar, criar e salvar arquivos diretamente na nuvem de forma ágil. Essa solução atende às demandas escolares e corporativas, oferecendo os principais recursos do Word, Excel e PowerPoint.

O que é um Chromebook? Entenda a diferença para o notebook convencional

Chromebook (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

(imagem: Andrew Neel/Unsplash)

(imagem: Brooke Cagle/Unsplash)

Google testa função do WhatsApp no mensageiro nativo do Android

26 de Fevereiro de 2026, 17:42
app mensagens google
Google Mensagens deve ganhar compartilhamento de localização em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Mensagens está testando compartilhamento de localização em tempo real, similar ao WhatsApp e Telegram;
  • recurso permite definir a duração do compartilhamento e funciona mesmo se o destinatário não tiver a versão mais recente do app;
  • funcionalidade foi encontrada em uma versão beta e não há garantia de lançamento público.

O Google está preparando a introdução de uma ferramenta de compartilhamento de localização em tempo real para o mensageiro nativo do Android. A novidade, descoberta no código de uma versão de testes do Google Mensagens, aproxima o app de rivais de terceiros ao permitir a transmissão contínua de deslocamento durante a conversa.

A ferramenta, identificada inicialmente pelo Android Authority em novembro, foi ativada e testada recentemente na versão “messages.android_20260220_01_RC00.phone.openbeta_dynamic” do software.

Nos últimos anos, o Google Mensagens evoluiu de um simples aplicativo de SMS para uma plataforma completa, impulsionado pela adoção do padrão RCS, respostas diretas e melhorias no compartilhamento de mídia.

Quanto à localização, no entanto, de modo semelhante ao Apple iMessage, o serviço se limita ao envio de endereços fixos, dificultando encontros com pessoas em movimento. Concorrentes como o Telegram e o WhatsApp adicionaram a funcionalidade há quase dez anos.

Como funcionará o envio da localização?

Ao selecionar a opção de compartilhamento em tempo real, na aba de anexo dentro das conversas, o usuário precisará conceder permissões de localização (se já não tiver feito isso) e poderá definir a duração do compartilhamento nas opções: uma hora, apenas hoje, ou um período personalizado.

Durante a transmissão, um banner será fixado no topo do chat indicando que o compartilhamento está ativo. O dono do aparelho pode encerrar a exibição imediatamente ao tocar no banner e selecionar a opção “Parar” no menu inferior. O veículo demonstrou o funcionamento da ferramenta em vídeo:

Visualização pode ser universal

Uma possível vantagem que os testes do Android Authority revelaram é a de que o sistema funcionará mesmo se o destinatário não possuir a versão mais recente do aplicativo ou a própria funcionalidade ativada. A pessoa que recebe a mensagem ganha um link de acesso.

Caso tenha o aplicativo Google Find Hub instalado, o mapa abrirá por lá. Caso contrário, a rota ao vivo será exibida diretamente em um navegador web. Com isso, a funcionalidade se torna útil mesmo entre dispositivos e configurações diferentes.

Como a ferramenta foi encontrada em códigos de uma versão de trabalho em andamento, o veículo ressalta que não há garantias de que os recursos descobertos cheguem a um lançamento público final.

Google testa função do WhatsApp no mensageiro nativo do Android

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Recurso descoberto em versão beta do Google Mensagens permite compartilhar trajetos ao vivo, mesmo com quem não usa o aplicativo.

Google lança Nano Banana 2 e amplia acesso à geração de imagens com IA

26 de Fevereiro de 2026, 16:52
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Google apresenta o Nano Banana 2, nova geração de seu modelo de imagens com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou Nano Banana 2, modelo de IA para criação e edição de imagens, integrado ao Gemini 3.1 Flash Image; novidade combina velocidade e precisão visual, ampliando o acesso a recursos antes exclusivos da versão Pro;
  • Nano Banana 2 melhora consistência visual, preservando aparência de personagens e objetos; ele aprimora a renderização de texto, útil para storyboards e materiais sequenciais;
  • modelo inclui marca d’água SynthID e compatibilidade com C2PA para identificar imagens geradas por IA.

O Google apresentou, nesta quinta-feira (26/02), o Nano Banana 2, a segunda geração de seu modelo de criação e edição de imagens com inteligência artificial, integrado ao Gemini 3.1 Flash Image. A proposta é clara: entregar resultados mais rápidos sem abrir mão de precisão visual, conhecimento de mundo e capacidade de seguir instruções complexas.

A novidade substitui o Nano Banana original e passa a ocupar um espaço estratégico dentro do ecossistema do Gemini, tornando recursos antes exclusivos da versão Pro acessíveis a um público maior. A mudança ocorre em um momento em que imagens geradas por IA ganham escala — e também levantam debates sobre autenticidade e uso responsável.

O que muda com o Nano Banana 2

Segundo o Google, o Nano Banana 2 mantém a qualidade visual que tornou o modelo Pro popular, mas executa tarefas em ritmo mais acelerado. Isso permite criar e editar imagens em ciclos rápidos, com várias variações geradas a partir de um único comando. O modelo consegue produzir arquivos entre 512 pixels e 4K, em diferentes proporções, com texturas mais ricas e iluminação aprimorada.

Outra evolução está na consistência visual. O sistema preserva a aparência de até cinco personagens e a fidelidade de até 14 objetos em um mesmo fluxo de trabalho, algo relevante para storyboards, narrativas visuais e materiais sequenciais. Também há melhorias na renderização de texto dentro das imagens, o que facilita a criação de peças como cartões, mockups publicitários e infográficos.

O modelo utiliza o conhecimento de mundo incorporado ao Gemini, com acesso a informações e imagens em tempo real vindas de buscas na web. Isso ajuda a reduzir erros factuais e torna os resultados mais ancorados na realidade, segundo a empresa.

Nano Banana 2 permite criar e editar imagens em ciclos rápidos.
Nano Banana 2 permite criar e editar imagens em ciclos rápidos (imagem: divulgação/Google)

A IA ficou realista demais para ser distinguida?

O avanço técnico reacende uma preocupação recorrente: a dificuldade crescente de diferenciar imagens reais de criações artificiais. Modelos como o Nano Banana já produzem cenas altamente realistas, alimentando tanto usos criativos quanto a disseminação de conteúdos enganosos nas redes.

Para lidar com isso, o Google afirma que todas as imagens geradas pelo Nano Banana 2 recebem uma marca d’água invisível, chamada SynthID, além de compatibilidade com o padrão C2PA de credenciais de conteúdo. Assim, usuários podem verificar se determinado material foi criado por IA — desde que tenha origem em ferramentas da própria empresa.

O Nano Banana 2 já está disponível no app Gemini, no Google Search via Lens e no modo AI, além do estúdio criativo Flow. Assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra continuam com acesso ao Nano Banana Pro para tarefas específicas. Para desenvolvedores, o modelo chega em prévia por meio das APIs do Gemini e da plataforma Vertex AI.

Com informações do Google, Engadget, TechCrunch e CNET

Google lança Nano Banana 2 e amplia acesso à geração de imagens com IA

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Galaxy Tab A11 Plus tem 23% OFF em oferta no Mercado Livre

26 de Fevereiro de 2026, 13:25

Prós
  • Tela de 11″ com taxa de 90 Hz
  • Áudio Estéreo com Dolby Atmos
  • Boa autonomia de bateria
  • Suporte ao DeX e Google Gemini
  • 7 anos de atualizações do sistema Android
Contras
  • Versão sem conectividade 5G
  • Não é indicado para tarefas exigentes
  • Contraste e brilho limitados
  • Sem compatibilidade com a caneta S Pen
  • Carregador de 15 W na caixa
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Tab A11 Plus Wi-Fi de 128 GB está saindo por R$ 1.379 no Pix no Mercado Livre, um desconto de 23% sobre o preço original de R$ 1.799.

O novo tablet custo-benefício da Samsung possui tela de 11″ e 90 Hz, bateria de 7.040 mAh e suporte ao DeX e soluções de IA do Google Gemini.

Galaxy Tab A11 Plus tem tela de 11″ e suporte ao DeX

Bandeja de aplicativos no Galaxy Tab A11 Plus com Android 16 e One UI 8
Apps no Galaxy Tab A11 Plus com Android 16 e One UI 8 (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

O Galaxy Tab A11 Plus é um tablet custo-benefício que se destaca pelo painel LCD de 11 polegadas Full HD+ com taxa de atualização de 90 Hz. O amplo espaço o torna ideal para uso na sala de aula, suportando multitarefa, execução de cálculos, anotações e outras atividades.

Graças ao suporte do Google Gemini, o tablet possui recursos de Inteligência Artificial (IA) como o Assistente Matemático do Samsung Notes para a resolução de contas e equações, e funções para resumir e traduzir textos.

Este tablet é compatível com o modo DeX, que converte a interface para uma similar à de um computador com área de trabalho, menus e apps executados em janelas, ideal para tarefas de produtividade. Ele também pode ser pareado com um teclado e mouse Bluetooth (não incluídos) para ser usado como um laptop.

Uma mão segurando o Galaxy Tab A11 virado para baixo com a construção traseira em destaque
Câmera principal do Galaxy Tab A11 Plus possui 8 MP (foto: Ana Marques/Tecnoblog)

O Galaxy Tab A11 Plus possui uma câmera wide de 8 MP na traseira, que atende ao objetivo de fotografar documentos, e uma frontal de 5 MP com boa resolução para ser usada em videochamadas e conferências. Ambas gravam vídeos em 1080p a 30 fps.

Sobre desempenho, o tablet vem com o chip MediaTek Dimensity 7300 de 4 nanômetros e 6 GB de RAM, que suportam multitarefa e diversas atividades na escola ou na faculdade. Os 128 GB de espaço interno podem ser expandidos com cartões microSD de até 2 TB para proporcionar mais espaço para livros, documentos e planilhas.

O tablet se conecta a redes Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.3. A bateria de 7.040 mAh suporta carregamento rápido de 25 W. O dispositivo sai da caixa rodando Android 16 e deve receber sete grandes atualizações do sistema operacional.

O Galaxy Tab A11 Plus Wi-Fi (128 GB) está em oferta por R$ 1.379 no Pix no Mercado Livre, um desconto de 27% sobre o valor de lançamento e uma boa opção para quem procura um tablet para usar na sala de aula.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Galaxy Tab A11 Plus tem 23% OFF em oferta no Mercado Livre

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Galaxy Tab A11 Plus Wi-Fi de 128 GB tem tela de 90 Hz, bateria de 7.040 mAh e suporte ao DeX; tablet custo-benefício da Samsung recebe desconto de 23%

Google lança agente autônomo do Gemini capaz de fazer pedidos no Android

26 de Fevereiro de 2026, 12:50
Imagem de fundo abstrato em cores vibrantes, com predominância de tons de azul, verde, vermelho e amarelo, dispostos em faixas verticais e em gradientes suaves. No centro, o texto branco em destaque é "Gemini 3", precedido pelo logotipo do Gemini, que é um losango multicolorido em forma de estrela. No canto inferior direito, o texto secundário diz "tecnoblog".
Google introduz agente de IA no Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou o agente autônomo Gemini para Android, que executa tarefas em apps de terceiros, como pedir Uber ou comida. Disponível inicialmente nos EUA e na Coreia do Sul para Pixel 10 e Galaxy S26.
  • O Gemini opera em segundo plano, ativado por comando de voz, e notifica o usuário sobre o progresso das tarefas. Não finaliza pagamentos, exigindo confirmação manual.
  • O Gemini funciona em uma janela virtual isolada, sem acesso total ao dispositivo. A execução automatizada será incorporada ao Android 17, expandindo sua disponibilidade.

O Google anunciou uma expansão nas capacidades de agente de inteligência artificial do Gemini para Android. A IA agora executará tarefas dentro de aplicativos de terceiros, sendo capaz de solicitar corridas no Uber ou realizar pedidos em apps de delivery de comida, por exemplo.

A novidade, inicialmente restrita aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, entra em fase beta em breve para a linha Pixel 10, indisponível no Brasil, e os recém-anunciados Galaxy S26, da Samsung, que também introduzirá um agente da Perplexity.

Segundo Sameer Samat, presidente do ecossistema Android, a iniciativa marca um passo importante na transição do software, que deixaria de ser apenas um sistema operacional para se tornar um “sistema de inteligência”.

Como funciona?

A interação com a nova ferramenta é rápida e deve funcionar como a ativação dos assistentes virtuais. O usuário só precisa pressionar e segurar o botão de energia do celular e dar um comando de voz, como “peça um Uber para…”.

A partir do comando, o Gemini executa o app dentro de uma janela virtual e navega pelo processo de compra etapa por etapa. Toda a ação ocorre em segundo plano, deixando o usuário livre para continuar usando o smartphone normalmente.

Para evitar surpresas, o assistente envia notificações ao vivo detalhando o progresso da tarefa. A inteligência artificial notifica o usuário caso precise de ajuda para escolher entre duas opções ou se algum item solicitado estiver esgotado.

Assim como ocorre em agentes de IA para computadores, o Gemini não finaliza o pagamento. Quando o carrinho de compras ou a rota do transporte estiverem configurados, ele emite um alerta para que o usuário revise e envie o pedido final manualmente.

Imagem de um smartphone Android com uma notificação no topo do display com o andamento de uma tarefa feita por IA
Gemini poderá fazer pedidos para o usuário em segundo plano (imagem: divulgação/Google)

Gemini não ganha acesso total ao aparelho

O Google enfatiza que as automações só começam sob comando direto e param assim que a tarefa é concluída ou interrompida pelo dono do aparelho. Como o Gemini opera em uma janela virtual isolada, a empresa diz que o assistente não tem acesso ao restante do conteúdo do dispositivo durante a execução das ações.

Segundo apuração do The Verge, desenvolvedores podem facilitar a interpretação das interfaces pela IA ao expor ações nativas por meio de protocolos como o MCP (Model Context Protocol) ou pela estrutura de funções de aplicativos do próprio Android. Quando essas integrações não estão disponíveis, o sistema tenta identificar os elementos na tela de forma visual, simulando a navegação que seria feita manualmente pelo usuário.

Segundo o executivo, a execução automatizada de tarefas por assistentes de IA será incorporada de forma nativa ao Android 17, ampliando a disponibilidade do recurso para além dos dispositivos recém-lançados.

Google lança agente autônomo do Gemini capaz de fazer pedidos no Android

Google Gemini 3 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

CEO da Character.ai justifica lançamento de IAs sem mecanismos de segurança

25 de Fevereiro de 2026, 16:46
Foto de Karandeep Anand, chefe executivo da Character.ai
Karandeep Anad, ex-chefe de produto da Meta e atual CEO da Character.ai (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • CEO da Character.ai, Karandeep Anand, defendeu lançamento de IAs sem segurança completa, comparando com desenvolvimento inicial do Google e YouTube;
  • morte de Sewell Setzer, que se relacionou com um chatbot, gerou mudanças na Character.ai, limitando o uso por menores de 18 anos;
  • família de Sewell processou Character.ai por negligência, resultando em um acordo legal e na saída dos criadores da empresa.

O CEO da Character.ai, Karandeep Anand, defendeu que produtos de inteligência artificial podem ser lançados antes da implementação completa de mecanismos de segurança.

Em entrevista ao podcast Tech Tonic, do Financial Times, o executivo comparou a evolução dos chatbots aos primórdios de plataformas como Google e YouTube, cujas regras e barreiras de uso se consolidaram apenas após a interação massiva do público.

A declaração ocorreu em meio à repercussão da morte de Sewell Setzer, de 14 anos, que tirou a própria vida após desenvolver um vínculo romântico com um chatbot inspirado em Daenerys Targaryen, personagem da série Game of Thrones, disponível na plataforma.

Segurança vem depois

Character, o assistente da Character.AI
Character, o assistente da Character.AI (imagem: reprodução)

Questionado pelo jornal sobre os motivos de a empresa ter liberado uma tecnologia para adolescente sem a certeza de que era segura, o executivo — que substituiu os criadores Noam Shazeer e o brasileiro Daniel de Freiras no ano passado — traçou um paralelo com outras plataformas. Segundo ele, Google e YouTube, por exemplo, não eram perfeitos quando foram lançados.

Para Anand, essa é a forma como a tecnologia “tipicamente se desenvolve”: as empresas lançam o produto, observam o uso e, eventualmente (e de forma muita rápida, segundo ele), colocam barreiras de proteção.

O CEO também justificou as limitações técnicas da Character.ai. Ele argumenta que a companhia não possui o mesmo investimento que gigantes para aplicar no trabalho de alinhamento de segurança da IA.

Ainda assim, a Character.ai aplicou mudanças. Para usuários menores de 18 anos, a empresa decidiu encerrar a possibilidade de conversas longas ou chats abertos, limitando-os a outras funções de entretenimento mais controladas.

Jovem cometeu suicídio

Assim como na gigante OpenAI, as mudanças de segurança no Character ocorreram a partir de uma tragédia familiar. Segundo Megan Garcia, mãe de Sewell, ele começou a usar o app em abril de 2023 e logo apresentou mudanças de comportamento na dinâmica familiar e no desempenho escolar.

Pelo mau comportamento, Megan havia confiscado o celular do filho. Na mesma noite do castigo, os pais ouviram um barulho vindo do banheiro, onde encontraram Sewell de bruços na banheira e uma arma de fogo no chão.

Segundo o Financial Times, as investigações revelaram que ele mantinha conversas com o chatbot de Daenerys Targaryen. O robô engajava em conversas com teor romântico e chegou a iniciar role plays de cunho sexual.

A polícia revelou que, nas últimas mensagens, Sewell escreveu: “Prometo que voltarei para casa para você. Eu te amo muito, Danny”. O robô respondeu: “Eu também te amo. Por favor, volte para mim o mais rápido possível, meu amor”.

Foto da família de Sewell Setzer, com o pai à esquerda e a mãe, Megan Garcia, à direita
Sewell Setzer, no centro, cometeu suicídio durante uso do Character.ai (foto: Megan Garcia/arquivo pessoal)

A mãe conta que mantinha um diálogo aberto com Sewell, e que ele era constantemente alertado sobre os perigos de falar com estranhos online, o uso de redes sociais e o consumo de pornografia. “É um soco no estômago quando você percebe que havia um estranho no celular do seu filho. Mas não é uma pessoa, é um chatbot”, afirmou.

Em outubro de 2024, a mãe e advogados abriram um processo contra a Character.ai por morte por negligência. Após a ação, a empresa assinou um princípio de acordo legal e os criadores da ferramenta deixaram a companhia.

CEO da Character.ai justifica lançamento de IAs sem mecanismos de segurança

(imagem: reprodução/Meta)

Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

20 de Fevereiro de 2026, 14:45
Google apresentou balanço de segurança no Android (imagem: divulgação)
Resumo

O Google afirma ter impedido que mais de 1,75 milhão de aplicativos chegassem à Google Play Store ao longo de 2025. O número, embora alto, representa uma redução em relação aos dois anos anteriores e, segundo a empresa, é resultado direto do fortalecimento de políticas e sistemas de prevenção contra abusos.

Os dados fazem parte do relatório anual de segurança do ecossistema Android, que detalha como a companhia tem tentado conter malware, fraudes financeiras, violações de privacidade e práticas enganosas dentro e fora da loja oficial de apps.

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares.
Google detalha números do combate a apps irregulares em 2025 (imagem: reprodução/Google)

Por que menos apps foram barrados em 2025?

De acordo com o Google, a queda no volume de aplicativos rejeitados não significa afrouxamento, mas o efeito oposto. A empresa diz que medidas mais rígidas passaram a desestimular desenvolvedores mal-intencionados ainda na fase inicial. Em 2025, cerca de 1,75 milhão de apps foram barrados por violar políticas, abaixo dos 2,36 milhões em 2024 e dos 2,28 milhões em 2023.

O mesmo movimento aparece no número de contas de desenvolvedores banidas: foram pouco mais de 80 mil no último ano, contra 158 mil no anterior e 333 mil dois anos atrás. Para o Google, iniciativas como verificação obrigatória de desenvolvedores, checagens antes da publicação e exigências de testes elevaram o nível de dificuldade para quem tenta explorar a plataforma. A empresa afirma que hoje executa mais de 10 mil verificações de segurança em cada app submetido e continua monitorando após a liberação.

Outro destaque é o uso de modelos avançados de inteligência artificial no processo de revisão. Segundo o Google, a integração dessas ferramentas ajudou equipes humanas a identificar padrões maliciosos mais complexos com maior rapidez.

Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Play Store amplia fiscalização contra apps irregulares (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Além de barrar publicações, o Google diz ter bloqueado mais de 255 mil apps que tentavam obter acesso excessivo a dados sensíveis dos usuários — uma queda expressiva em relação a 2024, quando esse número ultrapassou 1,3 milhão. A empresa também combateu manipulações de reputação: cerca de 160 milhões de avaliações e comentários considerados spam foram impedidos, evitando que apps sofressem, em média, uma queda artificial de meia estrela em casos de review bombing.

No lado do sistema operacional, o Android conta com o Play Protect, que hoje analisa centenas de bilhões de apps diariamente. Em 2025, a ferramenta identificou mais de 27 milhões de aplicativos maliciosos instalados fora da Play Store — um aumento que sugere que atacantes estão evitando a loja oficial. A proteção antifraude também foi ampliada para bilhões de dispositivos em dezenas de mercados, bloqueando centenas de milhões de tentativas de instalação suspeitas.

Para 2026, o Google afirma que seguirá investindo em defesas baseadas em IA, novas formas de verificação e ferramentas de conformidade integradas ao desenvolvimento. A aposta é impedir violações antes mesmo que um app tente chegar à loja.

Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares (imagem: reprodução/Google)

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

20 de Fevereiro de 2026, 14:37
Moto Tag 2 da Motorola na cor Pantone Arabesque (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • O Moto Tag 2, com código XT2561-1, foi homologado pela Anatel em 12 de fevereiro e mantém o design anterior com novas cores e mais recursos, incluindo Bluetooth 6.0 e UWB.
  • O rastreador é compatível com a rede de localização do Google e possui proteção IP68, superior à do modelo anterior.
  • O lançamento no Brasil está previsto para 10 de março, com preço de 39 euros, aproximadamente R$ 240.

Começo de ano movimentado para a Motorola. A empresa de Chicago agora prepara a chegada da nova geração do Moto Tag ao mercado brasileiro, depois de certificar vários smartphones e até um fone de ouvido. O rastreador digital Moto Tag 2 (código de modelo XT2561-1) foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações em 12 de fevereiro, segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog.

O rastreador mantém o design já conhecido, mas vem em duas novas cores da Pantone (Arabesque, um laranja, e Laurel Oak, um cinza esverdeado) e com mais recursos: agora ele utiliza Bluetooth 6.0 com Channel Sounding, que permite localização mais precisa. O aparelho também possui UWB, que aumenta a precisão de localização, similar ao oferecido pelos rivais AirTag (Apple) e Galaxy SmartTag (Samsung).

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Moto Tag 2 segue compatível com a rede de localização do Google, disponível pela ferramenta Encontre Meu Dispositivo. Uma melhoria em relação ao modelo anterior é o grau de proteção contra água, que passou de IP67 para IP68, indicando uma resistência maior à submersão.

O acessório foi anunciado no início de janeiro, durante a feira CES 2026, e é vendido por 39 euros, pouco menos de R$ 240 em conversão direta. Para comparação, o modelo atual é comercializado por R$ 299 no site da Motorola ou ao redor de R$ 250 à vista em outros varejistas.

O produto deve ser lançado em 10 de março, junto do Motorola Signature e outros acessórios, como o Moto Sound Flow, que também possui UWB e está homologado pela Anatel.

Galaxy SmartTag 2 é o principal concorrente no mundo Android (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

Moto Tag 2 da Motorola (imagem: divulgação/Motorola Mobility)

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy SmartTag 2 (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Google lança Gemini 3.1 Pro, com o dobro do poder de raciocínio

19 de Fevereiro de 2026, 18:55
Imagem de fundo abstrato em cores vibrantes, com predominância de tons de azul, verde, vermelho e amarelo, dispostos em faixas verticais e em gradientes suaves. No centro, o texto branco em destaque é "Gemini 3", precedido pelo logotipo do Gemini, que é um losango multicolorido em forma de estrela. No canto inferior direito, o texto secundário diz "tecnoblog".
Gemini 3.1 Pro está em prévia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou o Gemini 3.1 Pro, que dobrou o desempenho em testes de raciocínio como o ARC-AGI-2, alcançando 77,1%.
  • O modelo melhora a resolução de tarefas longas e pesquisas na internet, além de simplificar sistemas complexos, como animações SVG e painéis de telemetria.
  • Acesso inicial é restrito a desenvolvedores e assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra, com preços entre R$ 24,99 e R$ 1.209,90.

O Google anunciou, nesta quinta-feira (19/02), o lançamento do Gemini 3.1 Pro. Segundo a equipe de desenvolvimento, a atualização aprimora a capacidade para a resolução de problemas avançados, tendo como principais destaques o salto de capacidade em testes rigorosos.

No ARC-AGI-2, um benchmark que avalia a habilidade de um modelo em resolver padrões lógicos inteiramente novos, a IA alcançou uma pontuação verificada de 77,1%. De acordo com o Google, esse resultado representa mais do que o dobro do desempenho de raciocínio registrado pelo Gemini 3 Pro.

O Gemini 3.1 Pro também apresentou avanços consistentes nos testes APEX-Agents e BrowseComp. Eles medem, respectivamente, o desempenho em resolução de tarefas longas e em pesquisas na internet.

Tabela comparativa de benchmarks técnicos entre modelos de IA, com destaque para o Gemini 3.1 Pro e Gemini 3 Pro em colunas azuis, comparados ao Sonnet 4.6, Opus 4.6, GPT-5.2 e GPT-5.3-Codex. A tabela detalha o desempenho em categorias como raciocínio acadêmico (Humanity’s Last Exam), codificação (SWE-Bench), tarefas científicas (GPQA Diamond) e compreensão multimodal (MMMU Pro), mostrando o Gemini 3.1 Pro com resultados superiores em métricas como ARC-AGI-2 (77.1%) e MMLU (92.6%).
Gemini 3.1 Pro obtém resultados superiores a modelos da Anthropic e OpenAI (imagem: divulgação/Google)

O novo modelo foi desenhado para atuar na simplificação de sistemas complexos. Ele é capaz de, por exemplo, gerar animações SVG baseadas em código diretamente de prompts de texto. Com isso, o usuário pode receber recursos visuais escaláveis e com tamanho de arquivo menor que em vídeos tradicionais.

Em uma demonstração de síntese de sistemas, a IA foi utilizada para configurar um fluxo de telemetria pública, construindo um painel funcional que visualiza a órbita da Estação Espacial Internacional (ISS).

O outro exemplo, o modelo também codificou uma experiência interativa em 3D — simulando o voo de um bando de pássaros que reage ao rastreamento de mãos dos usuários — e gerou a interface de um portfólio moderno interpretando as descrições literárias do livro O Morro dos Ventos Uivantes.

Quem tem acesso?

O lançamento atual (ainda em prévia) serve para validar a tecnologia internamente e avançar no desenvolvimento de fluxos de trabalho envolvendo agentes autônomos, antes de liberar a ferramenta para o público geral.

No momento, o Gemini 3.1 Pro está sendo implementado no aplicativo oficial da IA com limites de uso expandidos, mas apenas para usuários dos planos Google AI Pro e Ultra. Os planos custam entre R$ 24,99 e R$ 1.209,90 no Brasil.

A versão também foi integrada ao NotebookLM sob a mesma restrição de assinatura. No segmento corporativo, desenvolvedores e empresas já podem acessar a prévia da IA através da API do Gemini em serviços como AI Studio, Antigravity, Vertex AI, Gemini Enterprise, Gemini CLI e Android Studio.

Google lança Gemini 3.1 Pro, com o dobro do poder de raciocínio

Google Gemini 3 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Google)

Nova guerra dos navegadores: Chrome ganha Split View e edição de PDF

19 de Fevereiro de 2026, 18:15
Google acelera atualizações para não perder espaço (imagem: reprodução/Google)
Resumo

O Google anunciou nesta quinta-feira (19) três novos recursos de produtividade para o Chrome: o modo de visualização dividida (Split View), ferramentas de anotação em documentos PDF e a função “Salvar no Google Drive”.

As atualizações chegam em um momento de transformação no mercado. Com o avanço de startups de IA que propõem navegadores agentes, a gigante de Mountain View quer evitar que o usuário precise alternar entre abas ou baixar arquivos para realizar tarefas simples.

As novidades detalhadas no blog oficial do Google focam em integrar o Chrome mais profundamente ao ecossistema do Google Workspace, respondendo ao crescimento de alternativas como o Arc e o Atlas, da OpenAI.

Multitarefa e edição de documentos na mesma aba

O recurso de Split View (visualização dividida) permite que o usuário coloque duas páginas lado a lado em uma única guia. De acordo com Alex Tsu, gerente de produto do Chrome, a funcionalidade foi desenhada para facilitar a comparação de dados, a redação de textos com base em referências externas ou até o acompanhamento de vídeos enquanto se faz anotações.

Para ativar o modo, basta arrastar uma aba para a extremidade esquerda ou direita da janela ou clicar com o botão direito em um link e selecionar a opção “Abrir link na visualização dividida”.

Chrome permite colocar duas abas lado a lado (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O Chrome também reforçou seu visualizador de PDF. Agora, o browser conta com um editor nativo que permite destacar trechos de texto e adicionar notas. Na prática, isso elimina a necessidade de baixar o arquivo para abri-lo em softwares de terceiros apenas para preencher um formulário ou assinatura digital.

Para fechar o trio de novas funções, o Google introduziu a opção “Salvar no Google Drive”. A ferramenta permite que documentos e PDFs sejam enviados diretamente para a nuvem. Ao selecionar essa opção, o Chrome organiza os arquivos em uma pasta chamada “Salvo do Chrome” no Drive do usuário. A medida visa acabar com o acúmulo de arquivos na pasta de downloads local e facilitar o acesso aos documentos em outros dispositivos.

Por que o Google está acelerando o desenvolvimento do Chrome?

O lançamento dessas funcionalidades é uma resposta ao novo cenário da “guerra de navegadores”. Embora o Chrome ainda detenha a maior fatia global — posição monitorada pelo Statcounter —, o surgimento de navegadores baseados em IA pode mudar as expectativas dos usuários.

Desde meados de 2025, o mercado de navegadores passou a focar em “agentes”. Em junho de 2025, a The Browser Company lançou o Dia, um navegador “AI-first”. Em seguida, a Perplexity apresentou o Comet, e em outubro, a OpenAI lançou o Atlas, seu próprio navegador alimentado pelo ChatGPT. Esses concorrentes introduziram conceitos como abas verticais e assistentes que executam tarefas complexas de forma autônoma.

Para evitar a migração de sua base de usuários, o Google iniciou uma corrida de desenvolvimento. No mês passado, a empresa já havia expandido as capacidades do Gemini. A empresa também confirmou que o suporte para abas verticais está a caminho. Atualmente, a função já pode ser testada por usuários entusiastas através de flags experimentais no código do navegador.

Nova guerra dos navegadores: Chrome ganha Split View e edição de PDF

Google Maps oculta fotos e avaliações para usuários sem login

19 de Fevereiro de 2026, 13:01
Google Maps
Google Maps oculta fotos e avaliações para usuários sem login (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps não tem exibido fotos e avaliações para usuários sem login;
  • Limitação foi relatada em plataformas como o Reddit e não tem confirmação oficial do Google;
  • A solução para visualizar detalhes consiste em fazer login com uma Conta Google.

Você pode traçar rotas ou visualizar imagens aéreas de um local no Google Maps sem necessidade de fazer login. Mas, nos últimos dias, usuários têm notado que acessos anônimos não permitem mais que avaliações e imagens publicadas por outras pessoas sejam visualizadas no serviço.

Relatos sobre essa limitação surgiram em plataformas como o Reddit. Nesta conversa, por exemplo, usuários questionam se isso é efeito de uma nova política do Google ou se estamos diante de um bug no Google Maps que, como tal, será resolvido em breve.

A dúvida é pertinente porque, até o momento, não há nenhum anúncio oficial do Google sobre o assunto. Veículos como Android Authority entraram em contato com a empresa a respeito dos relatos, mas não houve retorno até o momento.

Fazendo um teste com uma aba anônima e sem login, notei a limitação. Ao clicar sobre um estabelecimento visto no Google Maps, pude obter detalhes como horário de funcionamento e telefone de contato. Mas fotos publicadas por outras pessoas e avaliações não aparecem.

No final da coluna onde esses detalhes deveriam aparecer, há um aviso com os dizeres: “esta é uma visualização limitada do Google Maps”. Ao clicar no link “Saiba mais”, o serviço informa que a restrição pode ser consequência de falhas no Google Maps, de tráfego incomum ou de interferência de extensões.

Visualização limitada no Google Maps
Visualização limitada no Google Maps (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Então, como visualizar detalhes no Google Maps?

A solução é um tanto óbvia: fazer login no Google Maps usando uma Conta Google. O link “Saiba mais” mencionado acima também dá essa orientação: “fazer login no Google Maps pode ajudar a evitar essa experiência limitada novamente”.

Para quem acessa o Maps e outros serviços do Google em computadores pessoais, provavelmente, isso não será problema. Porém, quem acessa o Google Maps a partir de um PC do trabalho ou da faculdade, por exemplo, terá a sua experiência prejudicada.

Nos resta torcer para que a restrição não passe de uma falha a ser corrigida tão logo quanto possível.

Google Maps oculta fotos e avaliações para usuários sem login

Google Maps ganha novidades com IA do Gemini (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Visualização limitada no Google Maps (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google Docs vai usar Gemini para criar resumos em áudio

13 de Fevereiro de 2026, 17:01
Ícones de folha azul do Google Docs lado a lado
Google aposta em áudio gerado por IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google Docs agora usa o Gemini para criar resumos em áudio, disponíveis em breve para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra.
  • A ferramenta permite acelerar ou desacelerar o áudio, com opções de 0,5 a 2 vezes a velocidade normal.
  • A tecnologia já é usada em outros aplicativos, como o NotebookLM, que cria podcasts a partir de materiais didáticos.

O Google adicionou ao Docs uma ferramenta para resumir textos e gerar áudios com explicações breves sobre o documento. Segundo a empresa, o Gemini está na base da tecnologia.

A companhia destaca que os resumos de áudio podem ser úteis para relembrar anotações ou revisar os pontos principais em apenas alguns minutos. “Esses sumários duram pouco menos de que alguns minutos e usam um estilo natural de fala, que ajuda você a se preparar de maneira rápida e eficiente”, diz o anúncio do Google Docs.

Como funcionam os resumos em áudio no Google Docs?

GIF mostra interface do Google Docs, com seleção de opção para gerar resumo de áudio no menu de ferramentas. Após a criação, um player de áudio pequeno, em formato de barra, aparece suspenso na tela.
Resumo pode ser acelerado até 2x (imagem: divulgação)

Para gerar um resumo em áudio, o usuário precisa ir ao menu “Ferramentas” e procurar o item “Áudio”, selecionando a opção “Ouvir o resumo do documento”.

O Google Docs, então, exibe um pequeno player suspenso, com barra de progresso para avançar ou retroceder. Também dá para acelerar ou desacelerar o áudio, com opções que vão de 0,5 a 2 vezes.

A ferramenta será liberada nos próximos 15 dias para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra, disponíveis para usuários comuns, além de opções corporativas e educacionais:

  • Business Standard and Plus
  • Enterprise Standard and Plus
  • Google AI Ultra for Business add-on
  • Google AI Pro for Education add-on

Gemini é responsável por áudio em outros apps

Os resumos de áudio no Google Docs não chegam a ser uma grande surpresa, se considerarmos que a companhia tem apostado nesse tipo de funcionalidade há algum tempo.

A ferramenta de estudos NotebookLM, por exemplo, é capaz de criar podcasts com base em conjuntos de artigos e materiais didáticos. Assim, o estudante pode rever a matéria como se fosse uma conversa entre dois apresentadores.

O Google vem fazendo experiências com uma ferramenta semelhante nos resultados de busca: em vez de gerar um texto resumindo as informações presentes nas páginas encontradas, o Gemini criaria um áudio, também ao estilo podcast.

Com informações do Google

Google Docs vai usar Gemini para criar resumos em áudio

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo pode ser acelerado até 2x (imagem: divulgação)

Google denuncia tentativa de clonagem do Gemini

12 de Fevereiro de 2026, 15:13
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Criminosos também estão usando a IA do Google para criar malwares indetectáveis (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google relatou tentativas de clonagem do Gemini usando “destilação”, técnica que copia a lógica da IA para criar malwares. China, Coreia do Norte e Irã estão envolvidos.
  • Hackers usaram o Gemini para testar evasão de defesas e refinar ataques de phishing. Malware HONESTCUE utiliza o Gemini para ofuscar código, dificultando a detecção por antivírus.
  • O Google ajustou os algoritmos de segurança do Gemini para bloquear usos maliciosos e destaca a importância da proteção contra destilação.

O Google ligou o sinal de alerta para uma nova ameaça contra sua infraestrutura de inteligência artificial. Em um relatório publicado nesta quinta-feira (12), a gigante das buscas revelou que o Gemini virou alvo de tentativas massivas de clonagem. Segundo o Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG), agentes maliciosos estão utilizando uma técnica de extração de dados para mapear e replicar o funcionamento do seu modelo de linguagem.

Um caso impressionante ocorreu num escritório da empresa em Dublin, na Irlanda. Segundo informações obtidas pela NBC News, uma única campanha de “destilação” disparou mais de 100 mil prompts contra o Gemini antes que os sistemas de segurança identificassem o padrão e bloqueassem a atividade. O objetivo era tentar extrair os padrões lógicos da inteligência proprietária que o Google levou anos e bilhões de dólares para desenvolver.

O que é “destilação” e por que é uma ameaça?

No mercado de IA, o termo “destilação” indica uma técnica em que um modelo menor é treinado utilizando as respostas geradas por um modelo mais robusto, como o Gemini ou o GPT-4. Ao enviar milhares de perguntas cuidadosamente elaboradas, os invasores conseguem mapear os padrões, a lógica e os algoritmos de raciocínio da ferramenta “mestre”.

John Hultquist, analista-chefe do GTIG, explicou à NBC News que esses ataques logo se tornarão comuns contra ferramentas de IA de empresas menores. “Vamos servir de alerta para muitos outros incidentes”, afirmou. Ele ressalta que o perigo vai além do código: se uma empresa treina uma IA com segredos comerciais, um invasor poderia, teoricamente, “destilar” esse conhecimento apenas interagindo com o chatbot.

Essa disputa não é isolada. No ano passado, o mercado acompanhou um embate similar quando a OpenAI acusou a startup chinesa DeepSeek de utilizar ataques de destilação para aprimorar seus modelos.

Como hackers estão explorando a ferramenta?

Grupo do ransomware LockBit promete extorsão tripla (imagem ilustrativa: Kevin Horvat/Unsplash)
Grupos de espionagem estão usando o Gemini para automatizar a busca por vulnerabilidades (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

Além da espionagem industrial, o relatório do Google, também repercutido pelo portal The Record, revela que hackers patrocinados pela China, Irã e Coreia do Norte transformaram o Gemini em um multiplicador de força para suas operações.

Hackers chineses foram identificados utilizando o Gemini para testar técnicas de evasão contra defesas nos Estados Unidos. Já o grupo iraniano APT42 (também conhecido como Charming Kitten ou Mint Sandstorm) utilizou o assistente para refinar ataques de phishing.

Os agentes norte-coreanos focaram na síntese de informações para traçar o perfil de empresas de defesa e cibersegurança. Segundo o Google, o grupo mapeou funções técnicas e até informações salariais para identificar funcionários que pudessem servir como porta de entrada para invasões.

Malware “inteligente”

Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
Ameaça usa a API do Gemini para gerar código malicioso em tempo real (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outro ponto alarmante envolve a descoberta do malware HONESTCUE. Diferentemente de um vírus tradicional, ele funciona como um “conta-gotas” que não carrega todo o código malicioso de uma vez. Em vez disso, ele faz uma chamada via API ao próprio Gemini e recebe código-fonte em C# como resposta. O código é então executado para baixar a carga final do ataque.

Essa técnica cria uma “ofuscação em múltiplas camadas”. Como o comportamento malicioso é gerado dinamicamente, antivírus tradicionais têm muito mais dificuldade em detectar a ameaça.

O Google afirma que já ajustou os algoritmos de segurança do Gemini para identificar esses padrões de uso malicioso e bloqueou as contas associadas aos grupos identificados. A empresa reforça que, à medida que mais empresas treinam modelos com dados sensíveis, a proteção contra a destilação se tornará tão importante quanto a defesa contra invasões de rede tradicionais.

Google denuncia tentativa de clonagem do Gemini

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grupo do ransomware LockBit promete extorsão tripla (imagem ilustrativa: Kevin Horvat/Unsplash)

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iOS 26.3 traz opção nativa para migrar do iPhone para Android

11 de Fevereiro de 2026, 17:12
Uma composição de vários ícones de aplicativos do iOS, organizados em círculos concêntricos e desfocados ao fundo, em um degradê de branco para um roxo claro. No centro, sobre um quadrado branco com bordas arredondadas, destaca-se o texto "iOS 26". No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
iOS 26.3 chega com novidade na transferência de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 26.3 introduz uma ferramenta nativa para migrar dados do iPhone para Android.
  • A atualização permite encaminhar notificações do iPhone para dispositivos de terceiros.
  • O update também inclui melhorias na privacidade de localização para modelos com modems C1 e C1X (a partir do iPhone 16e).

A Apple liberou para todos os usuários a versão final do iOS 26.3 nesta quarta-feira (11/02). A atualização foca em pequenos ajustes, mas traz uma nova ferramenta nativa e simplificada para migrar dados do iPhone para um celular Android.

A novidade havia aparecido no Android e na versão beta disponibilizada para desenvolvedores em dezembro do ano passado e agora faz a estreia oficial. O objetivo é tornar a troca de plataforma menos complicada, dispensando o uso de cabos e softwares de terceiros.

Captura de tela da tela de atualizações do iPhone, indicando a instalação do iOS 26.3
Download do iOS 26.3 pesa 12,38 GB (imagem: Bruno Andrade e Felipe Faustino/Tecnoblog)

Novo método de transferência

Até então, Google e Apple mantinham ferramentas que facilitavam trazer dados de dispositivos do sistema operacional rival, como o Mudar para Android e o Migrar para o iOS. A experiência, no entanto, sempre foi criticada por usuários dos dois ecossistemas, com transferências incompletas e lentidão no processo.

O novo recurso mantém a ideia da transferência via conexão sem fio (Wi-Fi ou Bluetooth) para mover o conteúdo de um aparelho para o outro. A ferramenta, segundo um aviso que aparece ao usá-la, consegue transferir fotos, mensagens, notas, aplicativos gratuitos equivalentes e o número de telefone.

No entanto, outros dados, como os de saúde, dispositivos emparelhados via Bluetooth e itens protegidos (como notas bloqueadas), não são transferidos.

Como transferir dados do iOS para o Android?

Captura de tela do processo de transferência de dados do iOS para o Android em um iPhone
Opção de transferir para o Android já está disponível (imagem: Bruno Andrade e Felipe Faustino/Tecnoblog)

Para iniciar o processo, é necessário que os dois aparelhos estejam próximos. O sistema gera um código QR no Android, que deve ser escaneado pelo iPhone para estabelecer a conexão.

No iOS, o caminho é simples:

  1. Acesse Ajustes;
  2. Toque em Geral;
  3. Selecione Transferir ou Redefinir o iPhone;
  4. Escolha a nova opção Transferir para Android.

Mais novidades

Além da ponte para o Android, a atualização traz mudanças focadas em personalização e privacidade. Uma delas é o Encaminhamento de Notificações. O recurso, projetado para atender à Lei de Mercados Digitais (DMA) da União Europeia, permite que notificações recebidas no iPhone sejam encaminhadas para dispositivos de terceiros (como relógios que não sejam o Apple Watch).

Outros destaques incluem:

  • Privacidade de localização: usuários de iPhones equipados com os modems C1 e C1X (introduzidos a partir do iPhone 16e) ganharam um recurso para ofuscar dados precisos de localização junto às operadoras.
  • Papéis de parede: a Apple separou as categorias de imagem de fundo “Tempo” e “Astronomia”, oferecendo novas opções de design para a tela de bloqueio baseada no clima.

iOS 26.3 traz opção nativa para migrar do iPhone para Android

Apple pode adotar novo padrão nos nomes dos sistemas, usando o ano seguinte ao lançamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Galaxy Watch 8 LTE (44 mm) alcança 35% de desconto no Mercado Livre

11 de Fevereiro de 2026, 13:57

Prós
  • Tela Super AMOLED com brilho de 3.000 nits
  • Integração com Google Gemini
  • Sensores de saúde aprimorados com recomendações
  • Construção com Cristal de Safira e IP68
Contras
  • Autonomia reduzida com GPS ativo
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Watch 8 LTE de 44 mm está com desconto de 35% no Mercado Livre. O relógio inteligente da Samsung custa R$ 2.267 no Pix e utilizando o CUPOMPRAVC na oferta. Anunciado no Brasil por R$ 3.499 a geração atual do smartwatch trouxe sensores aprimorados, integração da IA do Google e design reformulado.

Galaxy Watch 8 traz conectividade LTE e Google Gemini

Smartwatch no pulso exibindo watchface
Galaxy Watch 8 não é mais redondo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A versão do smartwatch em oferta apresenta conexão LTE, possibilitando através do suporte ao eSIM receber chamadas e mensagens de forma independente ao smartphone. Isso significa proporcionar ao consumidor maior autonomia no dia a dia.

O Galaxy Watch 8 conta com a inteligência artificial do Gemini em meio as suas funcionalidades. O assistente tem a capacidade executar tarefas complexas, como encontrar um tipo de estabelecimento designado por perto e estabelecer uma pontuação de energia com base no tempo e qualidade do descanso.

Em termos de sensores, possui o BioActive 2 que abrange os monitoramentos de frequência cardíaca, pressão arterial, SpO2, ECG e de forma inédita a medição de índices antioxidantes somada a recomendações de alimentos. De acordo com a Samsung, a medição relacionada ao sono foi aprimorada com o entendimento melhor do ritmo circadiano durante o repouso.

Na parte esportiva, acompanha uma ampla variedade de exercícios físicos e possui até um treinador de corrida personalizado que sugere treinos a partir do condicionamento físico do usuário. A bateria de 325 mAh oferece suporte a carregamento rápido sem fio de 10 W.

A tela Super AMOLED de 1,47″ entrega cores vivas, possui revestimento do vidro Cristal de Safira para oferecer alta resistência e atinge um brilho intenso com pico de 3.000 nits. A caixa de 44 mm feita com alumínio possui formato próxima a de um quadrado com cantos arredondados.

O Galaxy Watch 8 ainda possui processador Exynos W1000, 2 GB de memória RAM, 32 GB de armazenamento interno e certificação IP68 com resistência a poeira e imersão em água. Você pode levar a versão LTE de 44 mm por R$ 2.267 no Pix utilizando o CUPOMPRAVC no Mercado Livre.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Galaxy Watch 8 LTE (44 mm) alcança 35% de desconto no Mercado Livre

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Smartwatch de última geração da Samsung está disponível em oferta no Mercado Livre com cupom de 10% de desconto e pagamento no Pix

Galaxy Watch 8 não é mais redondo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Android para PC terá atalhos do Gemini no teclado e na barra de status

10 de Fevereiro de 2026, 17:32
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Gemini será parte importante do sistema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android para PC, conhecido como Aluminium OS, incluirá o assistente Gemini acessível via atalho de teclado ou ícone na barra de status.
  • O código beta do app do Google versão 17.5 menciona a ativação do Gemini através de ícone ou botão do Google com a barra de espaço.
  • Animações do Gemini no PC incluem um ícone animado e uma tela cheia ao ser ativado.

A nova versão beta do app do Google para Android traz dois trechos de código que indicam como o Gemini vai funcionar na versão do sistema para computadores.

O assistente com inteligência artificial generativa estará disponível para acesso rápido por meio de um atalho de teclado ou por um ícone na barra superior da interface do Aluminium OS, codinome interno do substituto do ChromeOS.

Como será o Gemini no Android para PC?

O código da versão 17.5 do app do Google, ainda em versão beta, foi obtido e analisado pelos sites 9to5Google e Android Authority.

São duas linhas de código que fazem menção ao Gemini no computador. Uma delas revela que é possível ativar o assistente clicando no ícone no canto superior direito da tela ou apertando o botão do Google, presente em vários Chromebooks, e a barra de espaço do teclado físico.

Captura de tela da interface de um sistema operacional para desktop. A área de trabalho exibe duas janelas de navegador abertas lado a lado, preenchendo quase toda a tela. Na parte superior, há uma barra de status preta com o relógio à esquerda e ícones de conectividade à direita. Na base, uma barra de tarefas flutuante e centralizada organiza dez ícones de aplicativos circulares e coloridos.
Imagens vazadas anteriormente já indicava ícone do Gemini na barra superior (imagem: reprodução/9to5Google)

A outra linha tem uma breve apresentação do Gemini, dizendo: “Peça ao Gemini ajuda para escrever, planejar, ter ideias e mais”. O código dessa mensagem traz duas informações importantes.

A primeira é que se trata de um “placeholder”, termo usado para definir elementos que estão de forma provisória em algum lugar, apenas para ocupar aquele espaço. A segunda é que a mensagem aparecerá ao pedir o consentimento do usuário para ativar o Gemini.

O Android Authority encontrou ainda duas animações ligadas ao Gemini no PC. O ícone que ficará no canto superior direito da tela será animado, com um efeito de “respiração”, crescendo e encolhendo de forma alternada. Além disso, o assistente terá uma animação de tela cheia ao ser configurado.

O que mais sabemos sobre o Android no PC?

O projeto para levar o Android aos computadores já foi confirmado por executivos do Google, mas ainda há poucos detalhes sobre ele. Sabe-se, por exemplo, que o codinome interno é Aluminium OS, mas o nome oficial ainda é um mistério.

No fim de janeiro de 2026, um desenvolvedor compartilhou publicamente vídeos do sistema em um fórum de discussão de bugs do Chromium. O visual lembra bastante o dos tablets Android, mas traz adaptações para aproveitar o espaço extra da tela de um notebook.

Com informações do Android Authority e do 9to5Google

Android para PC terá atalhos do Gemini no teclado e na barra de status

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Código do app do Google traz referências ao Android para PC. Sistema é conhecido como Aluminium OS, mas ainda não tem data de lançamento.

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

10 de Fevereiro de 2026, 12:25
Ilustração com a marca da Apple, um cadeado, e a marca do Google
Gigantes de tecnologia buscam evitar longos processos antitruste (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple e Google comprometeram-se a flexibilizar suas lojas de apps no Reino Unido, após investigação sobre domínio no mercado de software móvel.
  • As mudanças devem incluir critérios justos para revisão de apps e proibição de uso de dados confidenciais de terceiros para vantagem competitiva.
  • O regulador britânico irá monitorar métricas como tempo de revisão de apps, e sanções financeiras são previstas em caso de descumprimento.

Apple e Google firmaram compromissos formais para flexibilizar as operações da App Store e da Play Store no Reino Unido, segundo comunicado da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) divulgado hoje (10/02). O acordo é um desdobramento de uma investigação sobre o domínio das gigantes na distribuição de softwares móveis em solo britânico.

A movimentação representa um dos primeiros testes do novo regime de fiscalização de mercados digitais da Grã-Bretanha. Em outubro do ano passado, a CMA classificou oficialmente as duas empresas como detentoras de “status estratégico de mercado”.

O objetivo é melhorar os processos de aprovação de aplicativos e garantir que desenvolvedores independentes tenham condições de competir de forma mais justa contra os serviços nativos das donas das plataformas.

Na prática, o regulador reconhece que, como o ecossistema móvel britânico é operado quase integralmente por iOS ou Android, não existe alternativa viável para que criadores de apps alcancem o público sem se submeter às regras — e taxas — impostas por Apple ou Google.

O que pode mudar?

A principal mudança é a obrigação de utilizar critérios “justos e objetivos” para a revisão e classificação de aplicativos. Durante anos, desenvolvedores relataram que as lojas funcionavam com processos de aprovação lentos e, em certos casos, utilizados para beneficiar produtos das próprias big techs.

Com o novo compromisso, Apple e Google também estão proibidas de explorar dados confidenciais coletados durante a auditoria de apps de terceiros para obter vantagem competitiva em seus próprios serviços concorrentes. Isso impede, por exemplo, que uma plataforma utilize métricas de um app rival para aprimorar uma ferramenta nativa antes mesmo de o concorrente ser aprovado na loja.

No caso específico da Apple, as exigências são mais enérgicas. A fabricante do iPhone concordou em estabelecer caminhos para que desenvolvedores solicitem acesso a recursos de nível de sistema no iOS e iPadOS. A CMA acredita que isso permitirá que empresas de setores como pagamentos móveis, carteiras de identidade digital e ferramentas de tradução concorram em pé de igualdade com as soluções nativas da Maçã.

Para garantir que as promessas não fiquem apenas no papel, o regulador — que é o equivalente ao nosso Cade — adotará um sistema de monitoramento robusto. As empresas deverão reportar métricas como:

  • Tempo médio de revisão de aplicativos;
  • Proporção de apps rejeitados e o volume de apelações;
  • Número de solicitações de interoperabilidade técnica atendidas.
iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Regulador britânico quer abrir “cadeado” dos ecossistemas móveis (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google afirma que plataforma já é aberta

A intervenção não é motivada apenas por questões técnicas, mas pelo enorme peso econômico do setor. O Reino Unido possui, atualmente, a maior economia de aplicativos da Europa: em 2025, o setor de desenvolvimento móvel no país foi avaliado em 28 bilhões de libras esterlinas (quase R$ 200 bilhões).

Isso representa cerca de 1,5% do PIB nacional, sustentando mais de 400 mil empregos diretos. Garantir um ambiente competitivo é visto como essencial para o crescimento de setores estratégicos, como o de fintechs e jogos eletrônicos.

Em um comunicado, também divulgado hoje, o Google argumenta que o Android já é uma plataforma “aberta” por permitir lojas de terceiros. A empresa destaca que sua loja oficial já gerou 9,9 bilhões de libras esterlinas em receita para desenvolvedores britânicos.

Caso a Apple ou o Google falhem na aplicação das mudanças, o órgão regulador poderá avançar para a imposição de sanções financeiras pesadas.

As propostas seguem em fase de consulta pública até o dia 3 de março de 2026. Se aprovadas sem alterações, as novas regras passarão a valer oficialmente em 1º de abril de 2026. Até o momento, a Apple tem evitado comentários sobre como será essa “abertura” de seus sistemas.

Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

Capa - Apple cadeado Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google adota prova de vida para recuperação de contas no Brasil

9 de Fevereiro de 2026, 12:03
Logotipo do Google
Função dispensa senhas e códigos SMS, dependendo só do reconhecimento facial (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou a recuperação de contas por vídeo selfie no Brasil para facilitar o acesso a dados pessoais em casos de perda ou furto do celular.
  • A recuperação por vídeo selfie requer que o usuário grave um vídeo curto para verificar a identidade, impedindo acessos não autorizados.
  • A função está disponível apenas para Contas do Google pessoais e deve ser configurada previamente.

O Google anunciou nesta segunda-feira (09/02) o lançamento de um novo mecanismo de segurança para o mercado brasileiro: a recuperação de contas por vídeo selfie. Na prática, a funcionalidade recorre a uma espécie de prova de vida, em que a pessoa grava um vídeo curto para verificar a identidade e retomar o acesso aos dados.

A ferramenta foi desenhada para cenários críticos, como a perda, furto ou troca do celular, somando-se às opções de autenticação já existentes, como as chaves de acesso (que utilizam a biometria do dispositivo ou PIN de bloqueio para login) e os contatos de recuperação.

Como funciona a recuperação por vídeo selfie?

A perda de acesso a uma Conta do Google bloqueia acesso a e-mails, documentos, listas de contatos e acervos de fotos. Historicamente, o processo de recuperação fica mais complicado quando o dispositivo principal – utilizado como segundo fator de autenticação via SMS ou notificação – não está disponível.

O novo recurso busca contornar esse problema ao assegurar que uma pessoa real está presente diante da câmera no momento da solicitação, impedindo tentativas de acesso não autorizado por fotografias estáticas ou deepfakes. Dessa forma, apenas o titular da conta consegue realizar o desbloqueio.

“Este recurso oferece uma maneira única e conveniente de verificar que é realmente você, sem precisar carregar um dispositivo específico. Ao introduzir o vídeo selfie, estamos dando aos usuários no Brasil um plano seguro e fácil de usar que funciona mesmo se eles não tiverem o telefone ou não lembrarem a senha”, destaca Alex Freire, diretor sênior de engenharia e líder do centro de engenharia do Google Brasil, em nota à imprensa.

Como ativar a função?

A recuperação por vídeo selfie começa a ser disponibilizada gradualmente no Brasil a partir de hoje. É importante notar que o recurso funciona como prevenção e precisa ser configurado antes que você perca o acesso. Nós tentamos na redação do Tecnoblog, mas ninguém estava com essa opção disponível.

Veja os passos para habilitá-la, de acordo com o Google:

  • Acesse as configurações: no computador ou celular, acesse a opção “Gerencia sua Conta Google” tocando na sua foto de perfil na parte superior da tela;
  • Encontre a opção: acesse “Segurança e login” e role até a seção “Como você faz login no Google”. Se já estiver disponível, é aqui que aparece a nova opção de vídeo selfie;
  • Grave o modelo: por fim, siga as instruções na tela para gravar um vídeo curto do seu rosto.
Sistema compara vídeo gravado na hora com o modelo salvo anteriormente (imagem: reprodução/Google)

Caso o usuário fique fora de sua conta no futuro, o vídeo selfie aparecerá como opção de recuperação. O sistema solicitará a gravação de um novo vídeo curto, onde o indivíduo deverá realizar movimentos simples, como virar a cabeça.

É importante destacar que existem limitações na fase de lançamento. O recurso está disponível apenas para Contas do Google pessoais e não funciona com contas de crianças, contas corporativas do Google Workspace ou para usuários inscritos no Programa de Proteção Avançada.

A novidade faz parte de um esforço da empresa para diversificar e fortalecer as camadas de segurança. O Google reitera que o recurso foi construído sob protocolos de segurança rigorosos. O uso da biometria facial ocorre apenas com consentimento explícito e o usuário mantém controle total sobre os dados, podendo gerenciar ou excluir o vídeo selfie cadastrado através das configurações da conta a qualquer momento.

Google adota prova de vida para recuperação de contas no Brasil

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

YouTube Music limita letras e reforça o Premium

9 de Fevereiro de 2026, 10:35
Arte mostra o logo do YouTube Music ao centro e fones de ouvido ao fundo
YouTube Music passa a limitar o acesso às letras para usuários da versão gratuita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube Music começou a limitar a visualização de letras para usuários gratuitos, permitindo acesso completo a apenas cinco músicas por mês.
  • A restrição promove o YouTube Music Premium, que oferece reprodução em segundo plano, downloads e ausência de anúncios.
  • Mudança reacende críticas sobre plataformas degradarem experiências gratuitas para aumentar assinaturas pagas.

O YouTube Music começou a restringir o acesso às letras de músicas para usuários que utilizam a versão gratuita do serviço. Relatos recentes indicam que a plataforma passou a impor um limite mensal para a visualização completa das letras, movimento que amplia diferenças entre contas pagas e não pagas.

A mudança não é totalmente inédita. Desde setembro de 2025, o Google vinha testando a exibição de letras como um recurso exclusivo do YouTube Music Premium. Agora, porém, a política parece ter avançado para uma implementação mais ampla, afetando usuários em diferentes mercados. Procurado pela imprensa estrangeira, o Google ainda não confirmou oficialmente os detalhes do limite.

Nos testes e relatos publicados, usuários sem assinatura conseguem acessar integralmente as letras de apenas cinco músicas por mês. Ao atingir esse número, o aplicativo passa a exibir apenas os primeiros versos, enquanto o restante do texto aparece desfocado.

Como funciona a nova limitação

A restrição é apresentada de forma explícita dentro do aplicativo. Ao abrir a aba de letras, o usuário vê um aviso destacando quantas visualizações completas ainda restam naquele mês, acompanhado de uma contagem regressiva. Após o esgotamento da cota, o bloqueio é automático.

A funcionalidade deixa de ser apenas um complemento visual e passa a integrar o conjunto de recursos usados como argumento comercial para a assinatura. O YouTube Music Premium já oferece benefícios como reprodução em segundo plano, downloads e ausência de anúncios.

Embora o Google não tenha detalhado os critérios técnicos da limitação, a experiência relatada indica que o bloqueio ocorre independentemente do artista ou do álbum, contando apenas o número total de músicas com letras acessadas.

Estratégia comercial ou enshittification?

Arte mostra o logo do YouTube Music e uma pessoa com fones de ouvido. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Letras completas agora fazem parte do pacote do YouTube Music Premium (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A decisão se insere em um debate mais amplo sobre o que críticos chamam de enshittification, conceito que descreve o processo pelo qual plataformas digitais, após conquistarem uma base ampla de usuários, passam a degradar gradualmente a experiência gratuita para extrair mais valor financeiro.

Nesse contexto, a limitação das letras é vista por parte dos usuários como mais um passo na redução deliberada de funcionalidades antes consideradas básicas. Letras de músicas, que já foram amplamente acessíveis em serviços de streaming, tornam-se um diferencial pago, reforçando a dependência do modelo de assinatura.

Para o YouTube Music, a estratégia pode ajudar a elevar a conversão para o Premium em um mercado altamente competitivo, dominado por serviços como Spotify e Apple Music. Por outro lado, a medida também tende a alimentar críticas sobre a perda de valor da versão gratuita e o aumento da fragmentação da experiência.

YouTube Music limita letras e reforça o Premium

YouTube Music (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

5 de Fevereiro de 2026, 18:11
Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou que Quick Share será compatível com mais dispositivos Android, além do Pixel 10, permitindo integração com AirDrop, da Apple;
  • Integração Quick Share-AirDrop facilita troca de arquivos entre dispositivos Android e iPhones próximos, e também cobrirá iPads e MacBooks;
  • Expansão para mais aparelhos Android irá ocorrer “em breve”, afirma Google.

O Quick Share, tecnologia que compartilha arquivos entre dispositivos Android, já é capaz de funcionar em conjunto com o AirDrop, da Apple. Porém, apenas os celulares Pixel 10 suportam essa integração oficialmente. A boa notícia é que o Google confirmou que a compatibilidade chegará a outros aparelhos Android.

A integração entre Quick Share e AirDrop possibilita a troca de arquivos entre celulares Android e iPhones que estiverem fisicamente próximos entre si. É um recurso interessante para compartilhar fotos tiradas em grupo, só para dar um exemplo.

Ao anunciar a integração do Quick Share com o AirDrop, em novembro de 2025, o Google explicou que a novidade era destinada à linha Pixel 10 na fase inicial, mas que havia planos de expandir o recurso para mais dispositivos.

Pois bem, o Android Police relata ter participado de uma recente coletiva de imprensa do Google. No evento, a companhia confirmou planos de lançar uma atualização do Quick Share neste ano que torna a comunicação com o AirDrop possível em mais dispositivos Android.

Android Qick Share com compatibilidade com Apple AirDrop
Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone (imagem: divulgação/Google)

Quando a integração Quick Share-AirDrop chegará a mais celulares Android?

O Google se limitou a informar que “em breve”. A companhia não deu uma data precisa porque a liberação do recurso depende do apoio de fabricantes de smartphones.

Mas esperar um pouco mais deverá valer a pena, afinal, a integração não se limitará aos iPhones, como o próprio Google explicou:

Dedicamos muito tempo e energia para garantir que pudéssemos criar algo compatível não apenas com o iPhone, mas também com iPads e MacBooks.

Agora que comprovamos que isso é possível, estamos trabalhando com nossos parceiros [fabricantes] para expandir a funcionalidade para o restante do ecossistema, e vocês verão alguns anúncios interessantes em breve.

Eric Kay, vice-presidente de engenharia

Um detalhe curioso é que o Google não dependeu da Apple para fazer essa integração. No ano passado, a União Europeia exigiu a implementação do Wi-Fi Aware no AirDrop, padrão aberto que permite a dispositivos fisicamente próximos trocarem informações entre si. Foi essa tecnologia que possibilitou a comunicação do Quick Share com o AirDrop.

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

YouTube acaba com esquema para tocar vídeos em segundo plano sem o Premium

3 de Fevereiro de 2026, 18:51
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
YouTube em segundo plano? Só pagando (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube encerrou a possibilidade de reproduzir vídeos em segundo plano via navegadores como Brave e Vivaldi, tornando essa função exclusiva para assinantes do YouTube Premium.
  • A mudança afeta também assinantes do YouTube Premium, que agora precisam usar o aplicativo oficial para reprodução em segundo plano.
  • O YouTube está combatendo brechas como o uso de adblocks, dificultando o acesso a vídeos para usuários que tentam evitar anúncios.

O YouTube fechou uma brecha que permitia abrir o tocador de vídeo em um navegador e continuar ouvindo o som, mesmo ao usar outros aplicativos ou desligar a tela. Agora, esse recurso está disponível apenas para assinantes do pacote Premium.

O Google confirmou a medida em um posicionamento enviado ao site Android Authority:

A reprodução em segundo plano é um recurso destinado a ser exclusivo para membros do YouTube Premium. Embora alguns usuários não-Premium possam ter conseguido acessar anteriormente por meio de navegadores móveis em determinados cenários, atualizamos a experiência para garantir consistência em todas as nossas plataformas.

O que mudou no YouTube?

Em smartphones, navegadores como Brave, Microsoft Edge, Samsung Internet, Vivaldi e outros conseguiam continuar reproduzindo vídeos em segundo plano. Era um truque comum para ouvir música ou podcasts. Agora, assim que o browser sai do primeiro plano, o conteúdo é pausado.

YouTube no Microsoft Edge Canary para Android
YouTube no Microsoft Edge para Android (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A mudança aparentemente afeta também assinantes do YouTube Premium, ainda que em menor escala. De acordo com relatos, eles não conseguem mais acessar o recurso de reprodução em segundo plano em navegadores, mesmo que estejam logados. É necessário usar o aplicativo oficial do serviço para continuar ouvindo os vídeos.

YouTube quer acabar com brechas

A reprodução em segundo plano é um dos diferenciais da assinatura Premium do YouTube. Outro é não ter propagandas — e a empresa também está de olho em quem quer contar com esse benefício gratuitamente.

Nos últimos dias de janeiro, usuários com adblocks instalados em seus navegadores tiveram dificuldades para acessar vídeos na plataforma, recebendo mensagens de erro. Nesse caso, não houve nenhum pronunciamento oficial confirmando a medida, mas não é a primeira vez que isso acontece.

A questão dos adblocks é mais complexa do ponto de vista técnico, o que faz com que o Google e os desenvolvedores dessas ferramentas estejam sempre em um jogo de gato e rato para descobrir brechas e consertá-las.

Com informações do Android Authority

YouTube acaba com esquema para tocar vídeos em segundo plano sem o Premium

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube no Microsoft Edge Canary para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

App anti-pornografia vaza dados de masturbação dos usuários

29 de Janeiro de 2026, 16:38
Imagem mostra um homem, embaixo dos lençóis, mexendo em um smartphone de cor preta
Dados íntimos ficaram expostos (imagem: reprodução/FreePik)
Resumo
  • Falha de segurança expôs dados de mais de 600 mil usuários de um app anti-pornografia, incluindo menores de idade.
  • Dados como idade, frequência de masturbação e relatos pessoais ficaram acessíveis, afetando cerca de 100 mil perfis identificados como menores.
  • Ao site 404 Media, o desenvolvedor do app negou a exposição de dados.

Um aplicativo usado como ferramenta de apoio para pessoas que desejam parar de consumir pornografia expôs dados sensíveis de seus próprios usuários. Entre as informações estavam idade, frequência de masturbação, gatilhos emocionais e relatos pessoais sobre o impacto do consumo de pornografia.

A informação foi divulgada pelo site 404 Media, e o nome do app não foi revelado. O vazamento é considerado ainda mais grave porque parte dos registros analisados pertence a menores de idade. A falha foi identificada por um pesquisador independente de segurança, que alertou o desenvolvedor meses atrás. Ele afirma que o problema segue sem correção e os dados continuam acessíveis.

Dados íntimos ficaram expostos

O aplicativo incentiva os usuários a compartilhar confissões pessoais e responder a questionários. Essas informações acabaram ficando totalmente expostas.

De acordo com o pesquisador, foi possível acessar informações de mais de 600 mil usuários do aplicativo, sendo cerca de 100 mil identificados como menores. Um dos perfis analisados indicava idade de 14 anos, consumo de pornografia “várias vezes por semana”, e revelava impulsos sexuais.

O mesmo perfil também apresentava um “índice de dependência” e listava sintomas associados ao hábito, como “sensação de desmotivação, falta de ambição para perseguir objetivos, dificuldade de concentração, memória fraca ou ‘névoa mental’”.

Por razões de segurança, o nome do aplicativo não foi divulgado, já que o desenvolvedor ainda não corrigiu a falha. De acordo com o 404 Media, o problema está ligado a uma configuração incorreta do Google Firebase, plataforma bastante usada no desenvolvimento de apps móveis e que, por padrão, pode facilitar acessos indevidos ao banco de dados se não for ajustada corretamente.

Tipo de falha é comum

Ilustração de segurança em computador (imagem: Flickr/Visual Content)
Vazamento está ligado à configuração incorreta do Google Firebase (imagem: Flickr/Visual Content)

O próprio pesquisador afirma que esse tipo de configuração insegura no Firebase é conhecido há anos no meio de segurança digital. Ainda assim, continua recorrente.

O fundador do aplicativo, por sua vez, negou que dados sensíveis tenham sido expostos e sugeriu que as informações analisadas poderiam ter sido fabricadas. “Não há nenhuma informação sensível exposta, isso simplesmente não é verdade”, disse. “Esses usuários não estão no meu banco de dados. Eu não dou atenção para isso, acho que é uma piada.”

App anti-pornografia vaza dados de masturbação dos usuários

Ilustração de segurança em computador (imagem: Flickr/Visual Content)

Como jogar Campo Minado no Google? Saiba as regras e como ganhar no jogo

28 de Janeiro de 2026, 12:36
Imagem de um celular mostrando o jogo Campo Minado no Google
Veja o passo a passo para se divertir com o Campo Minado do Google (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Você pode jogar Campo Minado no Google ao pesquisar o nome do jogo de lógica no buscador pelo celular ou PC. Em seguida, você pode interagir com o doodle da plataforma e selecionar o nível de dificuldade para enfrentar o desafio.

As regras básicas envolvem tocar em quadrados para revelar números que indicam quantas bombas existem nas casas vizinhas. Então, é possível sinalizar os locais perigosos para evitar toques acidentais e acabar com o progresso.

Para vencer no campo minado, você deve abrir todos os campos seguros sem detonar nenhuma mina. A vitória exige raciocínio lógico para interpretar as dicas numéricas e isolar os explosivos até que o campo esteja totalmente limpo.

A seguir, veja como acessar e jogar Campo Minado no Google.

1. Acesse o Google

Abra o aplicativo do Google no seu celular ou acesse o popular buscador pelo navegador.

Importante: embora o guia seja no celular, ele também é válido para o PC.

Acessando o app Google no celular
Acessando o app Google no celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Pesquise “Campo Minado do Google”

Toque no campo “Pesquisa” e digite “Campo Minado do Google” para encontrar o jogo via navegador.

Pesquisando sobre "Campo Minado" no Google
Pesquisando sobre “Campo Minado” no Google (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Toque em “Jogar” Campo Minado

Na tela de resultados do Google, toque no botão “Jogar” para acessar o game de lógica.

Acessando o doodle do Google com Campo Minado
Acessando o doogle do Google com Campo Minado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Selecione o nível de dificuldade

Toque na opção no canto superior esquerdo da tela para selecionar um dos três níveis de dificuldade: Fácil, Médio ou Difícil. Cada um traz um tamanho diferente de campo e quantidade total de minas escondidas.

Selecionando o nível de dificuldade do jogo
Selecionando o nível de dificuldade do jogo (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Inicie o jogo do Campo Minado do Google

Toque em um dos quadrados para iniciar o jogo e ver a área inicial segura. Então, os números sinalizam a quantidade de minas presentes nos quadrados em volta.

Iniciando o jogo do campo minado
Iniciando o jogo do campo minado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Selecione cavar um buraco ou sinalizar mina

Toque novamente em um dos quadrados para ver as opções de ação:

  • Ícone de pá: cavar um buraco no espaço selecionado;
  • Ícone de bandeira: sinalizar para potencial mina no quadrado selecionado.

Importante: os comandos são diferentes no PC: o botão esquerdo do mouse é usado para cavar buracos, enquanto o botão direito é usado para adicionar bandeiras.

Escolhendo entre cavar ou marcar o quadrado
Escolhendo entre cavar ou marcar o quadrado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Continue as “escavações” até o final

Continue realizando as “escavações” seguindo os números para tentar desviar das minas escondidas. O jogo se encerra quando você cavar todos os campos sem acionar uma mina ou caso ative uma mina por acidente.

Cavando uma mina no Campo Minado
Cavando uma mina no Campo Minado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Quais são as regras do Campo Minado do Google?

Essas são as principais regras do Campo Minado do Google:

  • Objetivo principal: você deve revelar todos os quadrados vazios sem detonar nenhuma mina. O Google garante que o primeiro clique nunca será uma bomba, abrindo sempre uma área inicial segura;
  • Números e dicas: os números de 1 a 8 indicam quantas bombas existem nos quadrados ao redor, incluindo as horizontais, verticais e diagonais. Quadrados sem bombas próximas abrem automaticamente as áreas vizinhas;
  • Marcação com bandeiras: ao identificar uma bomba, coloque uma bandeira para “bloquear” o quadrado. Isso evita toques acidentais e ajuda a visualizar o progresso;
  • Níveis de dificuldade: o jogo oferece três níveis de dificuldade (Fácil, Médio e Difícil), que aumentam o tamanho da grade e a quantidade de minas presentes em campo. A lógica permanece a mesma, mas a exigência de precisão aumenta;
  • Condição de vitória: você vence ao isolar todas as minas e revelar todos os espaços seguros. Se abrir uma mina por engano, o jogo termina na hora e exibe a localização de todo o resto.

Como ganhar no Campo Minado do Google?

A estratégia para vencer no Campo Minado dos doogles do Google é iniciar a partida com toques aleatórios em diferentes áreas para tentar abrir grandes espaços vazios de uma vez. Essa tática revela os primeiros números, fornecendo os dados necessários para mapear o campo com segurança.

Outra dica é analisar cada número com precisão, pois eles indicam exatamente quantas minas estão escondidas nos oito quadrados adjacentes. Use essa lógica para isolar as minas e marcá-las com bandeiras, evitando toques acidentais que resultem em derrota.

Mantenha o foco em padrões óbvios, como o “1” em quinas, para progredir sem depender da sorte em níveis de dificuldade mais altos. Praticar o reconhecimento visual agiliza a tomada de decisão, permitindo limpar todo o campo em menor tempo.

Como jogar Campo Minado no Google? Saiba as regras e como ganhar no jogo

Veja o passo a passo para se divertir com o Campo Minado do Google (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando o app Google no celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Pesquisando sobre "Campo Minado" no Google (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando o doodle do Google com Campo Minado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o nível de dificuldade do jogo (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Iniciando o jogo do campo minado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escolhendo entre cavar ou marcar o quadrado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Cavando uma mina no Campo Minado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Google Chrome: extensões maliciosas roubavam dados de usuários

28 de Janeiro de 2026, 11:52
Ilustração com a marca do Google Chrome
Extensões utilizavam táticas avançadas para roubo de dados sensíveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores da Symantec identificaram extensões maliciosas na Chrome Web Store, afetando mais de 100 mil usuários.
  • As extensões Good Tab, Children Protection, DPS Websafe e Stock Informer permitiam roubo de senhas e rastreamento de navegação.
  • Google removeu as extensões Children Protection e DPS Websafe, mas Good Tab e Stock Informer ainda estavam disponíveis até a última atualização.

Pesquisadores de segurança da Symantec identificaram mais extensões maliciosas operando dentro da Chrome Web Store, a loja oficial do Google Chrome. O relatório técnico aponta que as ameaças comprometem mais de 100 mil usuários.

Os riscos identificados variam desde práticas de monetização enganosas até atividades como o sequestro de pesquisas (search hijacking), rastreamento de navegação, roubo de cookies para sequestro de sessão e até execução remota de código JavaScript.

Quais são as extensões maliciosas?

O relatório detalha quatro extensões principais:

  • Good Tab
  • Children Protection
  • DPS Websafe
  • Stock Informer

A extensão Good Tab apresenta-se como uma página de nova aba personalizável. Internamente, o software pode conceder permissões de leitura e gravação na área de transferência a um domínio externo. Na prática, isso permite que criminosos monitorem senhas copiadas ou alterem endereços de carteiras de criptomoedas durante transações financeiras.

O Children Protection é uma ferramenta de controle parental. O software, porém, pode coletar e enviar cookies de navegação para servidores remotos. Para garantir o sucesso da invasão, a ferramenta utiliza um algoritmo de geração de domínio (DGA) contra tentativas de desativação, permitindo que atacantes executem códigos em qualquer aba aberta pelo usuário.

Nova onda de extensões maliciosas no Chrome afeta mais de 100 mil usuários
Falha permitia interceptar até senhas e chaves de criptomoedas (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Já a extensão DPS Websafe utilizava táticas de falsificação de marca (brand spoofing) ao adotar ícones do conhecido bloqueador Adblock Plus para enganar o público. Uma vez instalada, ela alterava o mecanismo de busca padrão para um domínio controlado pelos atacantes e rastreava a atividade de navegação sem qualquer consentimento.

Por fim, a Stock Informer também apresenta uma vulnerabilidade de Cross-Site Scripting (XSS), que permite a execução de códigos por terceiros devido a falhas na verificação de mensagens internas.

Campanha explora API do Chrome

Esse novo alerta surge em um momento de vulnerabilidades crescentes entre os navegadores. Diferente de casos recentes que envolveram extensões de espionagem distribuídas também para Firefox e Microsoft Edge, esta campanha específica foca em explorar a arquitetura e as permissões de API do Chrome.

O Google já removeu as extensões Children Protection e DPS Websafe. Os softwares Good Tab e Stock Informer, no entanto, continuavam disponíveis para download até a última atualização desta matéria.

A orientação dos especialistas é verificar os complementos instalados e desinstalar qualquer item que não seja essencial, além de priorizar desenvolvedores de reputação estabelecida.

Google Chrome: extensões maliciosas roubavam dados de usuários

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

28 de Janeiro de 2026, 10:44
Captura de tela da interface de um sistema operacional para desktop. A área de trabalho exibe duas janelas de navegador abertas lado a lado, preenchendo quase toda a tela. Na parte superior, há uma barra de status preta com o relógio à esquerda e ícones de conectividade à direita. Na base, uma barra de tarefas flutuante e centralizada organiza dez ícones de aplicativos circulares e coloridos.
Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)
Resumo
  • O Android para PC terá uma interface semelhante à de tablets, com adaptações para telas maiores, incluindo uma barra de tarefas centralizada e uma barra de status mais alta.
  • O sistema operacional é identificado como Android 16, codinome “ALOS” ou Aluminium OS, e foi testado em um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.
  • O Google confirmou o desenvolvimento do Android para computadores em 2025, com o planos para substituir gradualmente o ChromeOS.

Um desenvolvedor se descuidou e publicou imagens da interface da futura versão do Android para desenvolvedores. Elas revelam um visual parecido com o de tablets com o sistema, mas com algumas diferenças importantes.

As gravações de tela foram compartilhadas na plataforma de desenvolvimento do Chromium (projeto de código aberto que serve de base para o Chrome) para mostrar um bug no sistema. A página de discussão agora mostra apenas uma mensagem de acesso negado, mas o 9to5Google conseguiu salvar e publicar os vídeos.

Como será a interface do Android para PC?

As imagens mostram uma barra de tarefas idêntica à usada em tablets com Android, com ícones centralizados, incluindo um para acessar aplicativos à esquerda e outros para apps abertos à direita.

A barra de status no topo da tela, no entanto, é diferente. Ela é mais alta. Nas capturas de tela, essa área contém relógio (com segundos) e data à esquerda; na direita, ficam um ícone do Gemini, um controle de idioma do teclado, um indicador de Wi-Fi e um mostrador de bateria. Outro detalhe é um cursor de mouse ligeiramente maior, com design mais tradicional, incluindo uma haste.

Captura de tela da interface desktop do Android exibindo a Google Play Store sobreposta a janelas do Chrome. A janela da Play Store mostra detalhes do app "Chrome Dev", com botões de categorias "Communication", "Tools" e "Browsers". Ao fundo, abas do navegador exibem "chrome://flags". A barra de tarefas inferior contém ícones de sistema e aplicativos abertos, incluindo o logo colorido do Google Fotos e do YouTube. O cursor do mouse está posicionado sobre o ícone de estrela para avaliação do app.
Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Nas imagens, há duas janelas do Chrome lado a lado, indicando um possível recurso multitarefas do sistema. O navegador tem, inclusive, um ícone de extensões — elas estão disponíveis apenas na versão para desktops e não na para tablets.

Os botões para fechar, minimizar e abrir em tela cheia ficam no canto direito superior das janelas e são praticamente idênticos aos do ChromeOS.

O que mais sabemos sobre o Android para PC?

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Android para PC ainda não tem nome definido nem data para chegar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os indícios de que as gravações de tela são realmente da futura versão do Android para PC aparecem logo no início, em uma página de versão do Chrome. Ela informa que o sistema operacional é o Android 16, com a compilação ZL1A.260119.001.A1.

O desenvolvedor se refere a essa build como “ALOS” — um código para Aluminium OS, codinome interno do sistema. Ele também informou qual aparelho estava usando: um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.

Os rumores de uma versão do Android para computadores circulam há alguns anos, mas o sistema ganhou confirmação oficial só no segundo semestre de 2025.

Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Além disso, a empresa abriu vagas de trabalho específicas para o projeto. As descrições indicam que o Aluminium OS é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”, que estará disponível para todos os formatos, como laptops, tablets, destacáveis e mini-PCs.

Também há indícios de que haverá um período de transição do ChromeOS para o novo sistema, incluindo suporte e atualizações para os produtos lançados nos últimos anos. Já o nome não é definitivo e ainda está no campo das especulações — Android, Chrome e Chromebook são marcas muito fortes, e há chances de que elas sejam reaproveitadas no novo sistema.

Com informações do 9to5Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Android ganha novidades nas ferramentas contra roubo

27 de Janeiro de 2026, 19:36
Ilustração com robôs do Android
Android 16 foi o maior contemplado, mas há atualizações para versões antigas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google atualizou as ferramentas antirroubo do Android, incluindo bloqueio por falha na autenticação e login biométrico ampliado.
  • O sistema agora impede tentativas repetidas de adivinhar senhas, com tempo de suspensão mais longo.
  • O Remote Lock permite configurar uma pergunta de segurança para evitar bloqueios indevidos.

O Google anunciou uma atualização para o conjunto de ferramentas contra roubo do Android. As mudanças devem trazer uma proteção mais sólida, dar mais controle ao usuário e evitar problemas causados por uso indevido.

Os recursos antirroubo do Android existem desde 2024 e tiveram no Brasil seu principal laboratório — o Google iniciou por aqui os testes das ferramentas. Graças a eles, o sistema é capaz de identificar quando o celular foi tirado abruptamente da mão do dono e bloquear a tela.

Outra funcionalidade do pacote é o bloqueio remoto, que permite que o usuário trave a tela do aparelho informando apenas o número de telefone cadastrado.

Quais são as novidades do Android para segurança?

O Google anunciou algumas atualizações exclusivas para o Android 16 e futuras versões.

O Android conta com um bloqueio por falha na autenticação, que trava a tela caso uma pessoa tente fazer login em aplicativos diversas vezes e não consiga. Essa funcionalidade ganhou um controle independente, podendo ser ativada ou desativada, conforme a preferência do usuário.

Smartphone exibe a tela de configurações "Theft Protection". No topo, a seção "Identity Check" menciona o uso de biometria. Abaixo, em "Auto-lock protections", destacam-se três chaves de ativação ligadas: "Theft Detection Lock", "Offline Device Lock" e, em um balão sobreposto em primeiro plano, "Failed Authentication Lock", com o texto: "Your screen will lock after repeated failed authentication attempts in your apps and settings". Na base, aparecem as opções "Remote Lock" e "Find & erase your device".
Bloqueio por tentativas falhas de login em apps poderá ser desativado, caso usuário prefira (imagem: divulgação)

Outro recurso disponibilizado anteriormente exige que o usuário faça login com biometria antes de realizar algumas ações quando não estiver em lugares reconhecidos pelo sistema. Ele foi ampliado e agora vale também para todos os recursos e apps que usam o login biométrico do Android. Assim, aplicativos de banco e gerenciadores de senhas, por exemplo, passam a contar com uma barreira adicional.

A tela de bloqueio também tem novidades. Quando uma pessoa tenta adivinhar a senha diversas vezes e não consegue, o sistema impede novas tentativas. Esse tempo de suspensão será mais longo.

Ao mesmo tempo, o Android vai tentar evitar travamentos acidentais: o sistema não vai levar em consideração senhas incorretas digitadas mais de uma vez. Assim, mesmo que uma criança pegue seu celular e fique digitando “0” sem parar, por exemplo, você ainda poderá acessar seu aparelho normalmente.

Uma última novidade também está disponível para o Android 10 e versões mais recentes. O Remote Lock agora tem a opção de configurar uma pergunta de segurança, como forma de garantir que outra pessoa não bloqueie a tela do seu telefone.

Com informações do Google e do TechCrunch

Android ganha novidades nas ferramentas contra roubo

Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bloqueio por tentativas falhas de login em apps poderá ser desativado, caso usuário prefira (imagem: divulgação)

Google Pixel sofre bug no Wi-Fi e Bluetooth após atualização

27 de Janeiro de 2026, 12:15
Smartphone Google Pixel 10 na cor cinza prateada em fundo escuro, exibindo a parte traseira do aparelho com o módulo de câmera oval e a letra G do Google, ao lado dos textos "Google" e "Pixel 10"
Google Pixel 10 está entre os modelos afetados (imagem: divulgação)
Resumo
  • A atualização de janeiro de 2026 para o Google Pixel causou falhas de Wi-Fi e Bluetooth.
  • Google orienta usuários a contatar o suporte técnico, mas ainda não há correção oficial.
  • Tentativas comuns de solução não resolvem o problema, mas um usuário conseguiu resolver reinstalando manualmente a mesma versão.

Usuários relatam que a atualização de janeiro de 2026 para a linha Google Pixel está causando problemas de Wi-Fi e Bluetooth em diversos aparelhos. Os relatos começaram a surgir nos últimos dias em fóruns oficiais do Google e no Reddit, e citam modelos como Pixel 8 Pro, Pixel 10 e Pixel 10 Pro XL.

O update foi lançado na semana passada, sem indicações de problemas. No entanto, relatos de que o Wi-Fi parou de funcionar, sem buscar redes disponíveis, começaram a se acumular. Outros usuários apontam que o Bluetooth se recusa a ligar. Há ainda casos isolados envolvendo problemas com a câmera.

Google orienta contato com o suporte

Até o momento, não existe uma correção oficial para os problemas relatados. O Google não se pronunciou publicamente sobre os casos. No Reddit, a empresa orientou usuários a entrar em contato com o suporte.

Tentativas comuns de solução, como reiniciar o aparelho, resetar as configurações de rede ou iniciar no modo de segurança, não resolvem a situação. Um usuário relatou que o problema persistiu mesmo após restauração de fábrica.

O 9to5Google cita, contudo, que um usuário conseguiu resolver o bug reinstalando manualmente a mesma versão do sistema por meio de comandos ADB.

Problema já afetou modelos antigos

Proprietários de Pixel 8 Pro já enfrentavam problemas semelhantes há meses, de acordo com publicações no Reddit. A situação parece ter se agravado com a atualização mais recente, atingindo também os modelos mais novos da linha.

A atualização anterior apresentou casos isolados de falhas com Wi-Fi e Bluetooth, mas o número de relatos aumentou consideravelmente nesta versão.

Vale lembrar que aparelhos da linha Pixel não são vendidos oficialmente no Brasil.

Google Pixel sofre bug no Wi-Fi e Bluetooth após atualização

OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

26 de Janeiro de 2026, 17:30
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Preço pode ser o triplo do praticado no setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI deve cobrar cerca de US$ 60 (R$ 316) por mil visualizações em anúncios no ChatGPT, valor até três vezes superior ao do Google e Meta.
  • Segundo o The Information, dados de desempenho dos anúncios serão limitados para manter privacidade, sem rastreamento detalhado.
  • Por enquanto, a empresa de Sam Altman indica somente os EUA como mercado a receber anúncios.

Anunciar nos espaços para publicidade no ChatGPT não vai custar barato: a companhia estaria pedindo cerca de US$ 60 (cerca de R$ 316, em conversão direta) a cada mil visualizações (CPM) para as marcas interessadas em aparecer nas respostas do chatbot.

De acordo com o site The Information, que reportou inicialmente a introdução do modelo de negócios pela OpenAI, o valor é significativamente mais alto do que a média do mercado: estima-se que seja o triplo do que costuma ser cobrado por publicidade nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram).

A OpenAI anunciou o início dos testes para incluir publicidade nas versões gratuita e Go do ChatGPT em 16 de janeiro, encerrando meses de especulação. Por enquanto, a empresa indica apenas os Estados Unidos como mercado a receber anúncios.

Preço alto e dados limitados

Apesar de cobrar um dos valores mais altos da indústria de mídia digital, a empresa não oferecerá — ao menos inicialmente — o mesmo nível de rastreamento detalhado que concorrentes como Google e Meta entregam.

Segundo a reportagem, os primeiros anunciantes do ChatGPT receberão apenas dados de “alto nível” sobre o desempenho das campanhas, como o número total de visualizações ou cliques. Outras métricas tão relevantes quanto as do marketing digital, como saber se o anúncio se converteu em venda, não estarão disponíveis.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
Anúncio aparecerá durante as conversas no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

A limitação seria uma forma da OpenAI manter de pé o discurso sobre a privacidade no chat dentro desse modelo de negócios. Ao anunciar a chegada da publicidade, a OpenAI garantiu que não venderá dados para anunciantes e que manterá o conteúdo das conversas privado, o que impede o uso de rastreadores invasivos para monitorar o comportamento de compra.

Uma das maiores preocupações da empresa durante as discussões sobre a implementação do modelo seria justamente a confiança dos usuários.

Esse receio, no entanto, vai além da OpenAI. Em entrevista recente, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o modelo de publicidade exige cuidado extremo e indicou que, se mal implementados, os anúncios podem contaminar as respostas dos chatbots.

OpenAI quer aumentar receita

A pressa em monetizar o serviço gratuito pode ter uma motivação. Antes do anúncio oficial da nova fonte de receita, Sebastian Mallaby, colunista do New York Times, analisou a situação financeira da companhia de Sam Altman e sugeriu um cenário delicado.

Ele aponta que, embora a tecnologia desenvolvida pela empresa seja concreta e funcional, há o risco de o caixa se esgotar antes que o negócio alcance a lucratividade. O texto cita projeções divulgadas pelo The Information, segundo as quais a OpenAI poderia “queimar” mais de US$ 8 bilhões (R$ 42,2 bilhões) apenas em 2025, com prejuízos acumulados que podem chegar a US$ 40 bilhões (R$ 211,2 bilhões) até 2028.

Em cerca de 18 meses, sugere o colunista, a empresa poderia enfrentar dificuldades severas de caixa, o que explicaria a movimentação agressiva para testar anúncios mesmo correndo o risco de desagradar a base de usuários.

OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

26 de Janeiro de 2026, 13:00
O chip Maia 200, para aceleração de IA, já está em uso numa região do Azure (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Maia 200 da Microsoft oferece mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e 5 petaFLOPS em 8 bits, superando o Amazon Trainium e o TPU do Google.
  • O chip é produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, possui mais de 100 bilhões de transistores e utiliza memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s.
  • O Maia 200 será usado pela equipe Microsoft Superintelligence, no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot, com suporte para o Maia SDK.

A Microsoft anunciou hoje (26/01) o Maia 200, acelerador de inteligência artificial voltado para inferência de modelos em larga escala. A empresa promete desempenho superior ao da Amazon e do Google com o novo hardware, que apresenta custo-benefício 30% maior em relação aos sistemas anteriores da companhia. O chip já está em operação aa região Central dos Estados Unidos do Azure e deve chegar “em breve” à região West 3, no Arizona.

O Maia 200 entrega mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e cerca de 5 petaFLOPS em 8 bits. Segundo os dados técnicos, o hardware atinge desempenho FP4 três vezes maior que o Amazon Trainium de terceira geração e supera o desempenho FP8 do TPU de sétima geração do Google. Segundo a MS, um node Maia 200 é capaz de executar os modelos atuais com margem para futuras expansões.

Este hardware estava previsto para o fim de 2025, mas sofreu um atraso de cerca de seis meses. A companhia atribuiu a situação a mudanças de projeto imprevistas, restrições de pessoal e atlta rotatividade.

Quais são as especificações técnicas do hardware?

Produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, Cada chip é produzido em litografia de 3 nanômetros da TSMC e conta com mais de 100 bilhões de transistores. O hardware utiliza um sistema de memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s e 272 MB de SRAM on-chip, além de mecanismos de movimentação de dados para modelos de alta demanda. O subsistema de memória utiliza tipos de dados de precisão estreita, engine DMA e fabric NoC para garantir a largura de banda.

A arquitetura utiliza um design de scale-up de dois níveis baseado em Ethernet. Cada unidade oferece 1,4 TB/s de largura de banda para operações em clusters de até 6.144 aceleradores. No interior de cada tray, quatro chips Maia são conectados por links diretos. O protocolo de comunicação é padronizado para redes intra-rack e inter-rack, o que permite o escalonamento entre diferentes estruturas de datacenter.

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Onde o Maia 200 será aplicado?

A equipe do Microsoft Superintelligence utilizará o chip para geração de dados sintéticos e aprendizado por reforço. O acelerador também será empregado em cargas de trabalho no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot. De acordo com a empresa, a implementação nos racks de datacenter ocorreu em menos da metade do tempo registrado em projetos anteriores.

A Microsoft também anunciou hoje um preview do Maia SDK para desenvolvedores e laboratórios de pesquisa. O pacote inclui o compilador Triton, suporte para PyTorch, programação em NPL e um simulador para cálculo de custos e otimização de código.

O projeto Maia AI é planejado como uma linha multigeracional para o desenvolvimento de novos aceleradores de processamento.

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

IA não consegue fazer mais do que 30% do trabalho humano, diz estudo

23 de Janeiro de 2026, 11:16
Agentes de IA não estão prontos para substituir trabalhadores (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O estudo da Mercor mostra que agentes de IA, como os da OpenAI e Google, não conseguem realizar mais de 30% das tarefas de profissionais humanos especializados.
  • O GPT-5.2 da OpenAI obteve 27,3% de acerto em tarefas de analistas de investimentos, enquanto o Gemini 3 Flash do Google liderou em tarefas de advogados com 25,9%.
  • O benchmark APEX-Agents usa prompts de profissionais reais, tornando as tarefas complexas e revelando dificuldades dos agentes em reunir informações de diferentes domínios.

Uma nova pesquisa revelou que agentes de inteligência artificial ainda não conseguem realizar o trabalho de profissionais humanos como consultores de gestão, analistas de investimentos e advogados corporativos. Os modelos disponíveis atualmente não acertam mais do que 30% das tarefas.

O estudo foi realizado pela empresa de recrutamento de profissionais e treinamento de dados Mercor. Seu trabalho resultou em um novo benchmark, chamado AI Productivity Index for Agents, ou APEX-Agents, para simplificar.

Nos testes envolvendo o trabalho de um analista de investimentos, o melhor resultado foi do GPT-5.2, da OpenAI, com 27,3% de acerto. Esse modelo também lidera o ranking de consultoria de gestão, com 22,7% de respostas corretas. E nos testes com tarefas de advogados, o Gemini 3 Flash, do Google, fica no topo, com 25,9%.

Três gráficos de barras horizontais comparam o desempenho de modelos de IA. No teste "Investment banking analyst (Pass@1)", os líderes são "GPT-5.2 (High)" e "GPT-5 (High)" com 27,3%, seguidos por "Gemini 3 Flash (High)" (26,7%), "Claude Opus 4.5 (High)" (21,6%), "Gemini 3 Pro (High)" (18,8%), "Grok 4" (17,0%), "GPT-OSS-120B (High)" (2,7%) e "Kimi K2 Thinking" (1,2%). Em "Management consultant (Pass@1)": "GPT-5.2 (High)" (22,7%), "Gemini 3 Flash (High)" (19,3%), "Claude Opus 4.5 (High)" (13,2%), "Gemini 3 Pro (High)" (12,4%), "GPT-5 (High)" (12,3%), "Grok 4" (12,0%), "GPT-OSS-120B (High)" (3,5%) e "Kimi K2 Thinking" (2,9%). Em "Corporate lawyer (Pass@1)": "Gemini 3 Flash (High)" (25,9%), "Gemini 3 Pro (High)" (23,9%), "Claude Opus 4.5 (High)" (20,2%), "GPT-5.2 (High)" (18,9%), "Grok 4" (16,5%), "GPT-5 (High)" (15,3%), "Kimi K2 Thinking" (8,0%) e "GPT-OSS-120B (High)" (7,8%).
Nenhum modelo alcançou 30% em qualquer uma das três tarefas apresentadas (imagem: reprodução)

Por que os resultados são tão ruins?

Uma das diferenças do APEX-Agents para outros benchmarks é que o teste envolve prompts enviados por profissionais de verdade — e, em grande parte dos casos, os agentes de IA estão trazendo respostas erradas, ou mesmo não trazendo nenhuma resposta.

“Uma das grandes mudanças desse benchmark é que nós construímos um ambiente completo, modelado de acordo com serviços profissionais”, explica Brendan Foody, CEO da Mercor e um dos responsáveis pelo estudo.

Essa escolha torna as tarefas muito mais complexas do que as de outros testes, e é aí que mora o problema: os agentes tropeçam na hora de reunir informações que estão espalhadas em diferentes domínios. “Nós trabalhamos sem que alguém nos dê todo o contexto em um único lugar. Na vida real, você opera com o Slack, o Google Drive e todas essas ferramentas”, explica Foody.

Como os agentes de IA foram testados?

As questões do teste foram disponibilizadas publicamente — e são bastante difíceis. Uma delas, por exemplo, envolve analisar um caso em que uma empresa enviou dados pessoais de cidadãos europeus para servidores nos Estados Unidos, considerando as políticas da própria companhia e a legislação de privacidade da União Europeia.

Como observa o TechCrunch, é um trabalho difícil até mesmo para um humano especializado. Os pesquisadores, entretanto, acham que é necessário ver como os agentes de IA se saem em cenários assim, já que isso é o que determinaria se eles são capazes de substituir um trabalhador.

“Acho que esse é o assunto mais importante na economia. O benchmark reflete bem o trabalho real que essas pessoas fazem”, diz o CEO da Mercor.

IA não consegue fazer mais do que 30% do trabalho humano, diz estudo

Agentes de IA não estão prontos para substituir trabalhadores (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Nenhum modelo alcançou 30% em qualquer uma das três tarefas apresentadas (imagem: reprodução)
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