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Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

12 de Maio de 2026, 10:23
Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Saverin teve um importante papel na fundação do Facebook e atua como investidor em startups de setores estratégicos (imagem: Bryan Van Der Beek/The Forbes Collection)

O brasileiro Eduardo Saverin cravou seu nome na história da tecnologia como cofundador do Facebook durante seus anos em Harvard. Em 2004, ele foi o arquiteto financeiro essencial para que a rede social de Mark Zuckerberg ganhasse fôlego e escala global nos primeiros meses.

Longe das operações da Meta Platforms desde 2005, ele comanda sua própria firma de capital de risco: a B Capital Group. Por meio dessa gestora, ele impulsiona startups globais, consolidando-se como um dos maiores investidores do ecossistema de inovação mundial.

A seguir, saiba mais sobre a história de Saverin, como ele se tornou o brasileiro mais rico do mundo e sua participação no Facebook. Também descubra em quanto é avaliada a fortuna do empreendedor.

Quem é Eduardo Saverin?

Eduardo Saverin é um bilionário brasileiro que atuou como cofundador e primeiro diretor financeiro (CFO) na história do Facebook. Ele lidera a B Capital Group, um fundo de capital de risco (venture capital) focado em expandir startups no mercado global de tecnologia.

Qual é a formação de Eduardo Saverin?

Saverin formou-se em economia com honras magna cum laude (alto desempenho acadêmico) pela Universidade de Harvard em 2006, onde presidiu a associação de investimentos. Durante a graduação, utilizou modelos matemáticos de previsão climática para operar no mercado de commodities com contratos futuros de petróleo.

Essa base analítica de alto nível na Ivy League, grupo das universidades mais exclusivas dos EUA, foi o alicerce para sua atuação estratégica. Embora existam especulações sobre cursos de MBA, seu diploma de bacharelado permanece como sua principal e mais relevante credencial acadêmica.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Eduardo Saverin é formado em economia na Universidade de Harvard (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Onde Eduardo Saverin mora? 

Saverin reside em Singapura desde 2009, onde mantém propriedades de alto luxo e utiliza a cidade-estado como seu “centro de operações” estratégico. O país tornou-se a base principal do empreendedor para gerir a B Capital Group e coordenar investimentos em tecnologia por todo o continente asiático.

Quais são as empresas de Eduardo Saverin?

Saverin lidera a B Capital Group, firma de venture capital que gere mais de US$ 6 bilhões em ativos. A gestora foca em impulsionar startups de setores estratégicos, como saúde, logística e fintechs (empresas de tecnologia financeira).

Além da participação na Meta Platforms (Facebook), o empresário investe na aceleradora Antler, focada em negócios early-stage (estágio inicial). Seu portfólio diversificado inclui aportes em soluções Saas (Software por assinatura), consolidando sua influência no ecossistema global de tecnologia.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin e o empreendedor Raj Ganguly
Saverin cofundou a B Capital Group ao lado do empreendedor norte-americano Raj Ganguly (imagem: Reprodução/Forbes)

Eduardo Saverin ainda é dono do Facebook? 

Saverin não é o dono majoritário da Meta Platforms, empresa dona do Facebook, mas permanece como um acionista relevante e cofundador oficial. Estima-se que ele detém cerca de 2% das ações da companhia, participação garantida após acordos judiciais.

Apesar da fatia expressiva, sua posição consiste em ações de Classe A, que oferecem poder de voto reduzido nas decisões corporativas. O empreendedor não exerce funções de gestão na gigante das redes sociais desde 2005, concentrando seus esforços no mercado global de investimentos.

Por que Eduardo Saverin processou o Facebook? 

Eduardo Saverin acionou a Justiça em 2005 após alegar que Mark Zuckerberg orquestrou uma reestruturação para diluir sua participação societária. Nessa manobra, novas ações foram emitidas, reduzindo drasticamente a fatia do brasileiro de 30% para menos de 10%.

O conflito escalou por divergências sobre a monetização do Facebook e acusações de que o sócio teria invalidado acordos de compras de papéis da empresa. Saverin também questionou a legitimidade de manobras contábeis e o uso de fundos da empresa para despesas pessoais.

A disputa foi encerrada em 2009 com um acordo extrajudicial que restituiu a Saverin o título oficial de cofundador da plataforma. Além do reconhecimento histórico, ele garantiu uma participação bilionária em ações, encerrando o imbróglio jurídico que marcou os primeiros anos da companhia.

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (imagem: Divulgação/B Capital Group)

Qual é a fortuna de Eduardo Saverin?

A fortuna de Saverin é estimada em cerca de US$ 33,3 bilhões, segundo a Forbes em maio de 2026, consolidando sua posição como o brasileiro mais rico do mundo. Esse patrimônio provém majoritariamente de suas ações da Meta Platforms, impulsionadas pela valorização ligada ao setor de inteligência artificial.

O bilionário também diversifica seu capital por meio da própria firma de investimentos em tecnologia, a B Capital Group. No ranking global de personalidades de tecnologia, Saverin figura entre os 60 indivíduos mais ricos do planeta, superando outros grandes nomes do cenário.

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

FILE PHOTO: Facebook co-founder Eduardo Saverin speaks at the Tech in Asia conference in Singapore April 12, 2016. (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (Imagem: Divulgação/B Capital Group)

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

26 de Abril de 2026, 00:06
Imagem mostra uma mão segurando um iPhone, com a tela exibindo o logo do Tinder
Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)
Resumo
  • Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
  • O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
  • A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
  • No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Ilustração de deepfake
Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

(imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

7 de Abril de 2026, 17:48
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia
Funcionário da Meta, que já foi demitido pela empresa, teve acesso indevido a cerca de 30 mil imagens no Facebook (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Resumo
  • Ex-funcionário da Meta no Reino Unido baixou cerca de 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook;
  • A Meta afirmou que detectou o caso internamente, notificou a polícia de Londres, demitiu o funcionário e avisou aos usuários afetados;
  • A investigação aponta que o homem criou um software para burlar a segurança da plataforma, foi preso em novembro de 2025 e responde em liberdade após fiança.

Um funcionário da Meta no Reino Unido é acusado de baixar milhares de fotos de usuários do Facebook. Segundo a empresa, o homem foi demitido assim que o caso foi notificado e está sendo investigado pela unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres.

De acordo com o material compartilhado pela agência PA Media, foram aproximadamente 30 mil imagens privadas de usuários da principal rede social da Meta. O caso foi repercutido pelo jornal britânico The Guardian.

A principal linha de investigação aponta que o ex-funcionário da empresa, que tem cerca de 30 anos de idade, desenvolveu um software capaz de driblar os mecanismos de segurança da plataforma e acessar essas imagens.

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)
Imagens privadas foram acessadas pelo agora ex-funcionário por meio de software que driblou sistema de segurança (Imagem: Austin Diesel/Unsplash)

De acordo com a Meta, as contas afetadas já foram notificadas de que o download ocorrei e de que os sistemas de segurança foram atualizados para reforçar o bloqueio a futuros acessos indevidos. Além disso, a Meta afirma que a situação toda foi identificada internamente há cerca de um ano e prontamente levada à polícia.

Segundo a BBC, o homem chegou a ser preso em novembro de 2025, mas responde pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. Enquanto o caso está em andamento, ele precisa avisar à Polícia Metropolitana de Londres caso tenha intenção de fazer qualquer viagem internacional.

Casos recentes da Meta na Justiça

Essa não é a primeira vez que a Meta esbarra no problema da falta de segurança para os dados de clientes. Em 2024, por exemplo, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) processou a empresa em 91 milhões de euros (pouco mais de R$ 540 milhões) por guardar senhas utilizadas em suas redes sociais sem nenhum tipo de criptografia.

Já em 2022, a mesma DPC cobrou 265 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) da Meta por conta de um vazamento com milhares de informações pessoais de usuários no Facebook.

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

26 de Março de 2026, 16:45
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Júri decidiu que empresas foram negligentes no desenvolvimento dos apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões (R$ 31,4 milhões) por design viciante de suas plataformas.
  • A Meta pagará 70% e o YouTube 30% do valor total.
  • O processo foi movido por uma jovem que alegou vício nos apps desde a infância, o que teria causado problemas de saúde mental.

Um júri de Los Angeles (EUA) decidiu que o YouTube e a Meta, dona do Facebook e Instagram, foram negligentes ao não alertar usuários sobre os riscos de vício em suas plataformas e classificou os aplicativos como produtos defeituosos.

O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter se tornado viciada nos apps quando ainda era criança. O veredito condenou as empresas a pagar US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) à autora da ação — sendo US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. Do total, a Meta pagará 70% e o YouTube, 30%.

O TikTok e o Snap, que chegaram a fazer parte desta mesma ação inicial, fecharam acordos antes do início do julgamento, mas continuam envolvidos em outras disputas legais semelhantes.

Tanto a Meta quanto o Google declararam que irão recorrer da condenação. As empresas negam que a arquitetura de seus aplicativos seja a causa raiz dos complexos problemas de saúde mental enfrentados pela juventude.

Acusação contornou isenção de culpa das redes

Criança no celular
Acusação focou no projeto dos apps para evitar lei federal (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

O resultado validou a abordagem dos advogados da autora, que focou no projeto dos serviços, em vez do conteúdo exibido nas plataformas. O júri concluiu que os aplicativos da Meta, incluindo o Instagram, e o YouTube foram deliberadamente construídos para ser viciantes. A decisão também diz que os executivos das companhias sabiam disso e falharam em proteger os usuários mais jovens.

De acordo com a rede estadunidense NPR, o objetivo da acusação era contornar uma lei federal que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros, a Seção 230 do Communications Decency Act de 1996, legislação similar ao Marco Civil da Internet no Brasil.

A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações constantes e filtros de beleza transformaram os aplicativos em um “cassino digital”, mesmas características observadas pelo ECA Digital por aqui.

A tese se baseou na história da autora do processo, que começou a usar o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 11. Segundo ela, o tempo de uso a fez desenvolver depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas devido ao uso compulsivo.

Decisão deve criar precedente

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (imagem: reprodução)

Segundo a NPR, a decisão deve guiar os vereditos de outras 2 mil ações judiciais semelhantes contra as plataformas no estado da Califórnia. Além disso, essa tese pode impactar processos contra gigantes da IA, como Google e OpenAI, por danos psicológicos e casos de suicídio. Episódios do tipo ganharam bastante atenção desde a morte de Adam Raine, em 2025.

“O veredito de hoje é um referendo — de um júri para toda uma indústria — de que a responsabilização chegou”, afirmou Joseph VanZandt, co-líder dos advogados que representam as famílias afetadas, em declaração à CNBC.

A responsabilização deve acrescentar mais um prejuízo aos cofres da Meta, que, apenas um dia antes, sofreu outro revés na Justiça. Um júri no Novo México condenou a rede social a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) por enganar os consumidores sobre a segurança. Segundo o processo, as empresas falharam em proteger os jovens contra a ação de predadores sexuais e redes de pedofilia.

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

20 de Março de 2026, 10:07
Ilustração de redes sociais
Estudo indica que impacto varia por região e cultura (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um estudo do World Happiness Report indica que Instagram e TikTok têm impacto mais negativo na saúde mental do que o WhatsApp.
  • Segundo a pesquisa, a América Latina é exceção e o uso de aplicativos de mensagens está associado a maior satisfação com a vida.
  • Levantamento também sugere que uso moderado das redes é mais positivo.

Plataformas baseadas em feeds controlados por algoritmos — como Instagram e TikTok — podem ser mais prejudiciais à saúde mental do que apps focados em conversas diretas, como WhatsApp, e em socialização, como o Facebook.

A conclusão é da edição de 2026 do World Happiness Report, relatório anual que indica os países “mais felizes” do mundo, desenvolvido na Universidade de Oxford em parceria com a empresa de análise Gallup e a rede de soluções de desenvolvimento sustentável da ONU.

O levantamento aponta que o uso excessivo de redes sociais torna os jovens mais infelizes globalmente, com impacto mais severo em países de língua inglesa e na Europa Ocidental. Ao analisar diferentes regiões, porém, os pesquisadores perceberam que o impacto na saúde mental depende do formato da plataforma e de fatores culturais.

América Latina é exceção

Essa diferença fica clara nos dados de 17 países da América Latina. Na região, o uso frequente de aplicativos de mensagens está diretamente associado a maior satisfação com a vida. Já navegar por plataformas dominadas por influenciadores levou a índices mais baixos de felicidade e a problemas de saúde mental.

O relatório classifica esse contraste como uma “Exceção Latino-Americana” e traça uma divisão entre dois tipos de plataforma:

  • Plataformas de Conexão Social (SC): focadas na comunicação direta e no fortalecimento de laços existentes, como WhatsApp e Facebook. O uso frequente está associado a afetos positivos e bem-estar.
  • Plataformas de Conteúdo Algorítmico (AC): baseadas no consumo passivo de feeds curados por algoritmos, como Instagram, TikTok e X. Estão ligadas a maiores níveis de ansiedade e impacto negativo na saúde mental.

Os autores atribuem isso ao papel central do convívio social e familiar na cultura da região. Por aqui, as redes sociais tendem a funcionar como suporte para reforçar laços que já são fortes — o que ajuda a explicar por que os aplicativos de mensagem não “puxam” a felicidade para baixo da mesma forma que ocorre no hemisfério norte.

Banimentos generalizados

Garoto usando um notebook
ECA Digital limitou acesso de crianças e adolescentes às redes (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

Os resultados chegam em um momento em que vários governos no mundo, incluindo o Brasil, debatem restrições de acesso de menores às plataformas. Em declaração ao The Guardian, o diretor do Wellbeing Research Centre, Jan-Emmanuel De Neve, defendeu que os dados apontam para uma necessidade de repensar o formato das redes, não necessariamente bani-las.

“Isso sugere que precisamos colocar o ‘social’ de volta nas mídias sociais, e incentivar tanto os provedores dessas plataformas quanto os usuários a alavancar essas ferramentas para fins sociais e para se conectar com pessoas reais”, afirmou.

O pesquisador também destacou que o estudo encontrou maiores índices de satisfação entre jovens que usam as redes por menos de uma hora diária, em comparação com aqueles sem acesso nenhum. Um exemplo para De Neve é a aplicação da lei australiana, que bane redes sociais para menores de 16 anos, mas mantém aplicativos de mensagens.

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

ECA Digital entra em vigor para proteger menores na internet (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo

20 de Fevereiro de 2026, 06:41
Messenger
Messenger.com deixará de existir (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta encerrará o site messenger.com em abril, redirecionando usuários para facebook.com/messages.
  • Usuários sem conta no Facebook poderão usar o aplicativo móvel do Messenger.
  • A decisão visa reduzir custos e simplificar a manutenção do serviço.

A Meta anunciou que vai desligar o site independente do Messenger, encerrando de vez o endereço messenger.com. A mudança passa a valer em abril e afeta quem ainda usa o serviço de mensagens diretamente pelo navegador, fora do ecossistema principal do Facebook.

Com a decisão, o Messenger segue o mesmo caminho de outras plataformas descontinuadas pela empresa nos últimos meses. A Meta afirma que usuários ainda poderão trocar mensagens pela web, mas apenas acessando o serviço por meio do site do Facebook ou pelo aplicativo móvel do Messenger.

O que muda para quem usa o Messenger?

Segundo uma página oficial de suporte, quem tentar acessar o messenger.com após o encerramento será automaticamente redirecionado para facebook.com/messages. O texto explica: “Você poderá continuar suas conversas lá ou no aplicativo Messenger para celular”.

Para usuários que utilizam o Messenger sem uma conta ativa no Facebook, a alternativa será apenas o aplicativo móvel. Ainda assim, a empresa afirma que o histórico de conversas pode ser recuperado em qualquer plataforma usando o PIN configurado no backup do Messenger. Caso o código tenha sido esquecido, é possível redefini-lo.

Por que a Meta está acabando com plataformas do Messenger?

Ilustração do Messenger do Facebook
A partir de abril de 2026, o site do Messenger não estará mais disponível (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O encerramento do site acontece poucos meses depois da empresa desativar os aplicativos independentes do Messenger para Windows e macOS. Na época, usuários desses apps já vinham sendo direcionados para usar o serviço diretamente pelo Facebook, o que indicava que o site também poderia ter o mesmo destino.

Nas redes sociais, parte dos usuários reagiu negativamente à decisão, especialmente aqueles que não querem depender do Facebook para acessar o Messenger no computador ou que mantêm suas contas desativadas. Ainda assim, do ponto de vista da empresa, reduzir o número de plataformas ajuda a diminuir custos e simplificar a manutenção do serviço.

O Messenger surgiu em 2008 como Facebook Chat e ganhou um aplicativo próprio em 2011. Durante anos, a Meta tentou posicioná-lo como um serviço separado da rede social. Em 2014, o Facebook chegou a remover o chat do app principal. Esse movimento começou a ser revertido em 2023, quando a empresa passou a reintegrar o Messenger ao aplicativo do Facebook — um processo que agora se consolida também na versão web.

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo

Messenger (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como desconectar do Messenger do Facebook no celular e no PC (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Desacato”: juíza repreende smart glasses durante audiência de Zuckerberg

19 de Fevereiro de 2026, 14:29
Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom. Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

O depoimento de Mark Zuckerberg em um processo que acusa redes sociais de estimularem comportamentos nocivos em jovens começou com um aviso pouco comum. Logo no início da audiência, nos Estados Unidos, a juíza responsável deixou claro que qualquer pessoa utilizando óculos inteligentes para gravar o julgamento poderia responder por desacato à Justiça.

A advertência ocorreu no caso K.G.M. v. Meta et al., que discute o suposto design viciante de plataformas como Instagram e Facebook para crianças e adolescentes. O processo foi movido por uma jovem da Califórnia que associa anos de uso dessas redes a problemas de saúde mental.

Alerta direto contra gravações no tribunal

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg depôs em processo que acusa plataformas da Meta de estimular comportamentos nocivos em jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A juíza Carolyn Kuhl demonstrou preocupação específica com a capacidade de gravação dos smart glasses. Segundo ela, qualquer registro não autorizado da audiência pode gerar consequências imediatas. “Se você fez isso, deve apagar, ou será considerado em desacato ao tribunal”, afirmou a magistrada.

De acordo com as regras da Suprema Corte da Califórnia, gravações de áudio, vídeo ou fotos são proibidas nas salas de audiência. O descumprimento pode resultar em multas, expulsão do local ou outras sanções legais. O aviso ganhou ainda mais peso porque Zuckerberg chegou ao prédio acompanhado por uma comitiva, incluindo pessoas usando óculos inteligentes da própria Meta.

Os óculos smart da Meta estão à venda no Brasil. O Ray-Ban Meta custa a partir de R$ 3.299, enquanto outras versões com a Oakley saem por a partir de R$ 3.459. Definitivamente não é para todo tipo de bolso, apesar das condições facilitadas de pagamento, como o parcelamento em 18 vezes.

Por que os smart glasses viraram um problema?

ilustração sobre smart glasses ou óculos inteligentes
A capacidade de gravação dos smart glasses motivou alerta direto da juíza durante a audiência (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A popularização dos óculos inteligentes reacendeu debates sobre privacidade, especialmente em ambientes sensíveis. Embora modelos como os Meta Ray-Ban exibam um LED quando estão gravando, especialistas apontam que modificações podem ocultar esse sinal visual, aumentando o receio de registros não consentidos.

Casos recentes fora do ambiente judicial também alimentaram a controvérsia. Em 2025, um relato viral no TikTok descreveu o desconforto de uma cliente ao perceber que uma funcionária usava smart glasses durante um atendimento estético, mesmo com a empresa afirmando que os dispositivos permanecem desligados nessas situações.

No mérito do processo, Zuckerberg reconheceu que usuários podem mentir sobre a idade ao criar contas no Instagram, que oficialmente exige idade mínima de 13 anos. Documentos internos apresentados pelos advogados da acusação indicam que, em 2015, milhões de usuários americanos da plataforma tinham menos de 13 anos. A exigência formal da data de nascimento só passou a ser aplicada em 2019, período em que a autora da ação teria ingressado na rede aos 9 anos.

“Desacato”: juíza repreende smart glasses durante audiência de Zuckerberg

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como funcionam os óculos inteligentes e como eles podem auxiliar no dia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

12 de Fevereiro de 2026, 11:10
WhatsApp pago vs Telegram Premium; o que tem em cada assinatura? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram oficialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo da Rússia bloqueou WhatsApp, Telegram, Facebook e Instagram, afetando milhões de usuários no país.
  • O aplicativo estatal Max substitui os mensageiros bloqueados, mas não oferece criptografia de ponta a ponta, permitindo vigilância governamental.
  • A medida gerou reações negativas, inclusive entre apoiadores do Kremlin, devido à dependência do Telegram para comunicação militar.

O governo da Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp e ao Telegram no país, ampliando uma estratégia de restrição a plataformas estrangeiras de comunicação. A medida também atinge Facebook e Instagram, oferecendo como alternativa o aplicativo estatal conhecido como Max, descrito por autoridades como um “mensageiro nacional”.

Há meses, o governo russo vem endurecendo as regras contra mensageiros de outros países. No entanto, o bloqueio ocorreu de forma abrupta e afetou milhões de usuários. Segundo o Financial Times, russos foram impedidos de acessar o WhatsApp na tarde dessa quarta-feira (11/02), após meses de pressão. Até então, o aplicativo da Meta somava ao menos 100 milhões de usuários no país.

A ação só foi possível porque a Rússia centralizou o tráfego de internet dentro de seu território, roteando conexões por servidores controlados pelo Estado. Isso permite ao regulador local, o Roskomnadzor, remover serviços inteiros do que equivale a um diretório nacional da internet, tornando-os inacessíveis para a população.

Por que o governo russo bloqueou os mensageiros?

A justificativa oficial gira em torno de soberania digital e segurança nacional. Contudo, o Financial Times menciona que o “mensageiro oficial” do governo foi criado para fins de vigilância. Diferentemente do WhatsApp e do Telegram, que usam criptografia de ponta a ponta, o Max não oferece esse tipo de proteção.

O 9to5Mac afirma que todas as mensagens trocadas no aplicativo estatal podem ser lidas pelas autoridades. O projeto é descrito como um clone do WeChat, plataforma chinesa conhecida pela forte integração com sistemas de monitoramento governamental.

Além dos mensageiros, a Rússia também bloqueou Facebook e Instagram e classificou a Meta como “uma organização extremista”, o que reforça o afastamento de serviços ocidentais. A restrição ao Telegram vinha sendo implementada gradualmente nas últimas semanas, até que o acesso foi praticamente inviabilizado.

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Imagem: Divulgação/Kremlin de Moscou)
Governo de Putin impediu acesso a WhatsApp e Telegram (foto: reprodução/Kremlin de Moscou)

Bloqueio afeta até apoiadores do Kremlin

A decisão, no entanto, provocou reações inesperadas dentro do próprio país. O Telegram é amplamente utilizado por militares russos envolvidos na guerra na Ucrânia, tanto para comunicação pessoal quanto para alertas sobre ataques de drones e mísseis.

Relatos indicam que até apoiadores do presidente Vladimir Putin demonstraram irritação com o bloqueio, justamente por dependerem do aplicativo para informações rápidas e comunicação em áreas sensíveis.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

WhatsApp pago vs Telegram Premium; o que tem em cada assinatura? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Imagem: Divulgação/Kremlin de Moscou)

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

27 de Janeiro de 2026, 10:26
Ilustração com os ícones de WhatsApp, Instagram e Facebook inseridos numa caixa com a marca da Meta
WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta planeja lançar planos de assinatura (pagos) para WhatsApp, Facebook e Instagram, mantendo os recursos principais gratuitos;
  • Recursos pagos incluirão funções de inteligência artificial, como geração de vídeos via Vibes e agentes de IA da Manus;
  • WhatsApp pode ainda ter versão paga sem anúncios por 4 euros mensais.

Um dos serviços de mensagens instantâneas mais populares do mundo deve ganhar uma modalidade paga nos próximos meses. A Meta revelou que está se preparando para testar planos de assinatura no WhatsApp. Novos recursos pagos também devem chegar ao Facebook e ao Instagram.

Em todos esses serviços, os recursos principais continuarão gratuitos. Apenas funções extras ou complementares farão parte dos planos pagos. Isso significa que WhatsApp, Facebook e Instagram não se tornarão obrigatoriamente pagos, mas oferecerão recursos premium a quem estiver disposto a pagar por eles.

Pagar quanto? Bom, estimativas de preços ainda não foram dadas pela Meta.

Quais serão os recursos pagos do WhatsApp?

Talvez nem a própria Meta saiba ao certo. A companhia informou ao TechCrunch que testará recursos pagos nos mencionados serviços, mas deu poucos detalhes sobre eles.

Sabe-se, contudo, que recursos de inteligência artificial deverão fazer parte do pacote. Nesse sentido, a Meta considera oferecer uma opção de geração de vídeos via Vibes, ferramenta anunciada em 2025 que usa IA para produzir filmes curtos. Esse recurso deverá ser interessante principalmente para quem gosta de publicar Reels no Instagram ou vídeos nos Status do WhatsApp.

Ainda no campo da inteligência artificial, está nos planos colocar entre os recursos pagos os agentes de IA da Manus, startup adquirida pela Meta no fim de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.

Tratando especificamente do WhatsApp, o WABetaInfo reportou recentemente que o mensageiro poderá ter uma versão paga que não exibe anúncios publicitários.

Plano pago no WhatsApp que não exibe anúncios
Plano pago no WhatsApp que não exibe anúncios, recurso ainda não oficial (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Neste ponto, convém destacar que alguns usuários já se deparam com anúncios nos Status do WhatsApp ou sob a forma de canais promovidos na área Atualizações do serviço.

O WABetaInfo divulgou capturas de tela que mostram a ativação do recurso que inibe anúncios no WhatsApp mediante o pagamento de 4 euros (R$ 25, na conversão direta) por mês. Isso sugere que essa opção, quando for lançada, será oferecida à parte em relação aos planos pagos que terão funções de IA.

De igual forma, o Meta Verified, que adiciona selo de verificação e recursos para criadores de conteúdo ou organizações nos serviços da companhia, deverá continuar sendo oferecido como uma assinatura mensal à parte.

É claro que tudo isso pode mudar quando a Meta lançar os tais planos pagos. Fiquemos de olho.

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Plano pago no WhatsApp que não exibe anúncios, recurso ainda não oficial (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Golpe no WhatsApp finge ser post no Facebook e rouba conta do usuário

18 de Dezembro de 2025, 18:21
Hacker segura notebook com dados pessoais vazados, incluindo CPFs, organizados em pastas
Novo tipo de golpe digital no WhatsApp explora o recurso de dispositivos conectados (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Criminosos usam o recurso de dispositivos conectados do WhatsApp para assumir contas sem senha e acessar conversas.
  • O golpe, chamado GhostPairing, foi identificado pela Gen Digital e já ocorreu na República Tcheca, com potencial para se espalhar globalmente.
  • Vítimas são enganadas por links de contatos conhecidos, levando a páginas falsas que ativam o pareamento de dispositivos do WhatsApp.

O WhatsApp voltou a ser alvo de um novo tipo de golpe digital que dispensa invasões complexas e se apoia em engenharia social. A estratégia explora o próprio recurso de dispositivos conectados para assumir contas de usuários e monitorar conversas em tempo real, sem que a vítima perceba de imediato.

Batizada de GhostPairing, a campanha foi identificada pela Gen Digital, empresa de segurança que reúne marcas como Symantec e Norton. Embora os primeiros registros tenham ocorrido na República Tcheca, especialistas alertam que o método facilita a disseminação global, já que contas comprometidas podem ser usadas como porta de entrada para outros ataques.

Como funciona o golpe do pareamento falso

O ataque começa com uma mensagem curta enviada por um contato conhecido da vítima. O texto costuma incluir um link que supostamente leva a uma foto ou conteúdo pessoal, acompanhado de uma prévia que imita uma postagem do Facebook, o que aumenta a sensação de legitimidade.

Ao clicar, o usuário é direcionado a uma página falsa hospedada em domínios muito semelhantes aos oficiais. Nela, surge um aviso de que é necessário verificar a identidade para visualizar o conteúdo. Esse processo, porém, não tem relação com as redes sociais.

Na prática, a página aciona o fluxo real de pareamento de dispositivos do WhatsApp. A vítima é induzida a informar seu número de telefone, permitindo que o criminoso inicie o processo legítimo de vinculação de um novo dispositivo. Em seguida, um código de pareamento é exibido na tela falsa e o WhatsApp solicita que o usuário o confirme.

Apesar de o aplicativo indicar que se trata da adição de um novo dispositivo, a mensagem costuma passar despercebida. Após a confirmação, o atacante obtém acesso total à conta via WhatsApp Web.

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Engenharia social transforma pareamento do WhatsApp em risco de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que esse ataque é tão difícil de perceber?

Uma vez conectado, o criminoso passa a acompanhar conversas, baixar mídias e enviar mensagens em nome da vítima. O acesso acontece em segundo plano, o que dificulta a detecção imediata.

Segundo a Gen Digital, “muitas vítimas não percebem que um segundo dispositivo foi adicionado em segundo plano, o que torna o golpe ainda mais perigoso”.

A única forma de identificar o problema é acessar Configurações > Dispositivos Conectados e verificar se há sessões desconhecidas ativas.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam desconfiar de links inesperados, mesmo quando enviados por contatos conhecidos, ativar a verificação em duas etapas e nunca agir sob pressão. Caso haja suspeita de golpe, o ideal é encerrar imediatamente sessões não reconhecidas e reportar a mensagem no próprio aplicativo.

Golpe no WhatsApp finge ser post no Facebook e rouba conta do usuário

Dados no megavazamento de CPFs estava organizado demais, afirma especialista (Imagem: Guilherme Reis / Tecnoblog)

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Facebook ajusta app e fica mais parecido com Instagram

9 de Dezembro de 2025, 17:53
Facebook promove ajustes de interface em seus apps móveis
Facebook promove ajustes de interface em seus apps móveis (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • Facebook adota dinâmica semelhante à do Instagram, aparentemente para atrair público jovem;

  • Feed recebe grade padronizada para múltiplas fotos e facilita curtidas, por exemplo;

  • Recursos de navegação, buscas e criação de conteúdo também foram ajustados.

Não se deixe enganar: o Facebook continua sendo uma rede social de amplo alcance, em escala global. É por isso que a Meta decidiu mudar alguns aspectos da interface do aplicativos móveis do serviço. O objetivo é facilitar a criação, a descoberta e o compartilhamento de conteúdo.

Na primeira olhada, as mudanças são sutis, mas podem tornar a rede social mais atraente para o público jovem. Nesse sentido, o Verge destaca que o Facebook ficou com uma dinâmica de uso que remete ao Instagram. Se as alterações visam conquistar a chamada geração Z (nascidos entre o final dos anos 1990 e os anos 2010), faz sentido que a intenção tenha sido essa.

O principal ajuste está no Feed. Agora, ao publicar mais de uma foto no Facebook, o usuário verá que elas são organizadas em uma grade que segue um formato padronizado e uniforme. Se o usuário tocar em uma foto, ela ficará em tela cheia; se tocar duas vezes seguidas na imagem, ela será curtida.

Essa abordagem, que lembra justamente a dinâmica de uso do Instagram, está disponível há algum tempo para grande parte dos usuários, mas agora está sendo liberada em todas as contas de modo oficial.

Fotos organizadas em grade padronizada no Facebook
Fotos organizadas em grade padronizada no Facebook (imagem: reprodução/Meta)

O que mais há de novo na interface do Facebook?

O Facebook também começará a dar destaque aos recursos mais usados pelo usuário no serviço, como Reels, Marketplace e página de perfil, na barra de abas.

Além disso, os resultados de pesquisas serão exibidos em um layout de grade mais bem organizado e que dá acesso a todos os tipos de conteúdo suportados pelo serviço.

Resultados de buscas em grade no Facebook
Resultados de buscas em grade no Facebook (imagem: reprodução/Meta)

Para estimular a criação de conteúdo, o Facebook dará acesso mais fácil a recursos muito usados na publicação de stories ou de postagens convencionais, a exemplo das funções para acréscimo de música de fundo e de marcação de amigos.

Outros ajustes incluem:

  • mais praticidade para inserir comentários em grupos, Reels e Feed, o que envolve simplificar respostas, selos de destaque e ferramentas de fixação para facilitar o acompanhamento de conversas;
  • novos controles para administradores de grupos gerenciarem conversas;
  • mais facilidade para encontrar pessoas com interesses semelhantes aos seus na rede social.

Essas mudanças já começaram a ser liberadas nas versões móveis do Facebook. A plataforma promete mais novidades em 2026.

Facebook ajusta app e fica mais parecido com Instagram

Facebook promove ajustes de interface em seus apps móveis (imagem: reprodução/Meta)

Meta centraliza suporte para Facebook e Instagram com novo assistente de IA

5 de Dezembro de 2025, 11:16
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Mark Zuckerberg afirma que uso de IA reduziu invasões de contas em 30% (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta lançou uma central de suporte unificada para Facebook e Instagram, que agrupa opções de segurança e recuperação de contas.
  • Empresa introduziu um assistente de suporte baseado em IA, ainda em teste, que promete reduzir invasões de contas em 30%.
  • A companhia tenta contornar críticas de que as reestruturações constantes geram confusão nos usuários.

A Meta anunciou ontem (04/12) uma nova central de suporte unificada para usuários do Facebook e Instagram. A ferramenta, já disponível nos aplicativos para iPhone e Android, agrupa no mesmo local as opções para relatar problemas técnicos, recuperar contas perdidas e gerenciar configurações de segurança.

A novidade também traz um novo assistente de suporte baseado em inteligência artificial. O recurso, ainda em testes, deve oferecer auxílio personalizado em tarefas como a recuperação de acesso, gerenciamento de perfis e atualização de configurações.

Nesta etapa inicial, o chat com IA está disponível apenas para usuários do Facebook, mas a Meta planeja expandir a funcionalidade para outros apps da plataforma.

Promessa é de mais segurança

Meta disponibilizou uma nova central de suporte unificada (gif: reprodução/Meta)

A empresa promete que a centralização tornará os processos mais ágeis e com métodos de verificação descomplicados. Uma das novidades é a opção de gravar um vídeo selfie para verificar a identidade do usuário, em um sistema melhorado de reconhecimento de dispositivos confiáveis.

Segundo o comunicado oficial, o uso da IA tem sido fundamental para a proteção preventiva dos usuários, resultando em uma queda de mais de 30% nas invasões de contas globalmente no último ano. Os sistemas podem identificar e bloquear ameaças como phishing, logins suspeitos e comprometimento de senhas antes que danos maiores ocorram.

Além da prevenção, a companhia acrescenta que a IA tem auxiliado na redução de desativações acidentais de perfis, acelerando o processo de correção quando erros acontecem.

A Meta afirma que o sistema deve conectar os usuários de forma mais eficiente a ferramentas de proteção adicionais, como a verificação de segurança reformulada, a configuração de autenticação de dois fatores (2FA) e o uso de chaves de acesso (passkeys).

Promessa é de menos burocracia para quem perdeu o acesso à conta (imagem: reprodução/Meta)

Histórico de problemas

Como lembra o TechCrunch, esse cenário descrito pela empresa contraria alguns relatos de usuários: há um volume significativo de reclamações sobre a perda de acesso de contas pessoais e Páginas do Facebook devido a falhas nos sistemas automatizados. A situação motivou a criação de fóruns online para auxiliar pessoas que estão processando a Meta para recuperar seus perfis.

Uma das críticas é que a reestruturação constante dos menus e das áreas de ajuda, embora justificada pela empresa como uma melhoria, acaba gerando confusão, dificultando que o usuário encontre as ferramentas necessárias.

A Meta defende que a nova central resolverá parte desses atritos ao oferecer uma experiência mais direta. Novas ferramentas de recuperação devem ser lançadas em 2026.

Meta centraliza suporte para Facebook e Instagram com novo assistente de IA

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

24 de Novembro de 2025, 16:48
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de encerrar estudo sobre saúde mental (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta interrompeu o estudo Project Mercury após resultados indicarem que deixar o Facebook reduzia ansiedade e depressão, segundo a Reuters.
  • Documentos judiciais revelam que a Meta encerrou o estudo por considerar os resultados contaminados por narrativas midiáticas.
  • A ação judicial alega que a Meta e outras empresas ocultaram riscos conhecidos para crianças e jovens.

Documentos recém-revelados em uma ação movida por distritos escolares dos EUA apontam que a Meta encerrou um estudo interno ao identificar indícios de que o uso do Facebook poderia afetar negativamente a saúde mental.

Segundo a Reuters, a iniciativa era conhecida como Project Mercury e estava em andamento desde o final de 2019. O objetivo seria medir, de forma experimental, como a ausência temporária da plataforma impactava o bem-estar de seus usuários.

Os registros indicam que o trabalho foi realizado em parceria com o instituto Nielsen, analisando grupos que desativavam suas contas por uma semana ou mais. Os primeiros resultados mostraram que pessoas que ficaram longe do Facebook relataram queda em sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social — conclusões que, de acordo com a ação, desagradaram a empresa.

Como resultado, a Meta teria decidido suspender o estudo, em vez de aprofundar a investigação, alegando que os resultados teriam sido contaminados pela “narrativa midiática existente” sobre a empresa.

O que dizem os documentos?

Os autos indicam que parte da equipe discordou da decisão de engavetar o estudo, defendendo a validade dos achados. De acordo com a Reuters, um pesquisador teria escrito: “O estudo da Nielsen mostra um impacto causal na comparação social.”

Outro funcionário comparou o silêncio interno à postura de indústrias que ocultaram dados prejudiciais no passado, afirmando que seria semelhante a empresas de tabaco que “faziam pesquisas, sabiam que cigarros eram prejudiciais e, mesmo assim, guardavam essa informação para si”.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Documentos revelam pesquisa suspensa pela Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar do levantamento sugerir uma relação entre uso das plataformas e efeitos negativos, a ação afirma que a empresa disse ao Congresso dos EUA ser incapaz de medir possíveis danos entre adolescentes.

A Meta contesta esse ponto: em comunicado, o porta-voz Andy Stone afirmou que a pesquisa foi interrompida por falhas metodológicas e reforçou que a companhia tem investido continuamente em medidas de proteção. “O registro completo vai mostrar que, por mais de uma década, ouvimos os pais, pesquisamos as questões mais importantes e fizemos mudanças reais para proteger os adolescentes”, declarou.

Meta teria ocultado evidências?

A acusação faz parte de um processo mais amplo contra Meta, Google, TikTok e Snap, movido por distritos escolares, famílias e procuradores estaduais. Os autores sustentam que as empresas tinham conhecimento sobre riscos às crianças e jovens, mas deixaram de agir e, em alguns casos, teriam minimizado ou omitido informações.

O Google rebateu as alegações, afirmando que “esses processos judiciais demonstram uma incompreensão fundamental de como o YouTube funciona e as alegações simplesmente não são verdadeiras”. O processo segue em tramitação no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, com nova audiência prevista para 26 de janeiro.

Com informações da CNBC

Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta lança ferramenta que rastreia Reels copiados e exige créditos

18 de Novembro de 2025, 14:16
Ilustração que faz alusão à publicação de vídeos no Facebook como Reels
Criador poderá identificar Reels copiados (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • Meta anunciou a ferramenta “Proteção de Conteúdo” para monitorar e proteger Reels contra cópias no Facebook e Instagram.
  • Criadores podem decidir entre derrubar ou manter cópias, além de adicionar um link de atribuição ao vídeo original.
  • O recurso está disponível para criadores monetizados e com critérios de originalidade, acessível no Painel Profissional do Facebook.

A Meta anunciou nesta semana uma nova ferramenta para combater a republicação não autorizada de vídeos. A Proteção de Conteúdo funciona através do app do Facebook e varre tanto a rede social quanto o Instagram em busca de cópias de Reels, uma dor de cabeça para criadores originais.

A partir de agora, quando o sistema identifica que um vídeo protegido foi repostado por terceiros, o autor original é notificado e pode decidir o futuro da cópia: derrubar o conteúdo ou, estrategicamente, mantê-lo no ar para ganhar tráfego.

Para o recurso funcionar, no entanto, o sistema de monitoramento da Meta exige que o Reel seja postado — ou compartilhado — no Facebook. Dessa forma, o criador focado apenas no Instagram precisará, obrigatoriamente, usar a função de “Compartilhar no Facebook” ou fazer o upload direto na plataforma para que a tecnologia de “matching” (mesma usada no Rights Manager da empresa) entre em ação.

Uma vez postado, o algoritmo passa a vigiar ambas as redes sociais continuamente em busca de correspondências exatas ou parciais, o que pode atrapalhar perfis que fazem vídeos de reação, incorporando clipes de terceiros, mas que não não acrescentam nenhuma informação. A prática já é combatida em plataformas como o YouTube.

Criador poderá adicionar link do vídeo original

Captura de tela da proteção de conteúdo no app do Facebook
Facebook permite diversas ações ao criador sobre vídeos copiados (imagem: reprodução/Meta)

O diferencial da ferramenta está nas opções que podem ser tomadas pelo criador original. Ao encontrar uma cópia, o painel oferece a opção de rastrear, que permite monitorar o desempenho do vídeo “pirata” e, mais interessante, adicionar um link de atribuição.

Ao escolher essa opção, a Meta insere automaticamente um rótulo no vídeo copiado com os dizeres “original de…”, que redireciona a audiência da cópia para o perfil do autor original ou para o vídeo oficial.

Para casos onde a cópia não é bem-vinda, existe a opção de bloquear, que remove a visibilidade do vídeo no Facebook e Instagram. A Meta ressalta, porém, que essa ação não gera punições automáticas (como strikes) para a conta que postou o conteúdo. Além disso, a empresa alerta que o uso indevido (reivindicando vídeos que não são seus, por exemplo) pode gerar restrições e até perda da conta.

A Meta também não ignorou situações em que a republicação é deliberada e permitida pelo criador, como colaborações e páginas de fãs. O sistema inclui uma Lista de Permissões, onde o criador pode cadastrar perfis específicos — como parceiros comerciais ou páginas de memes — que têm autorização para repostar vídeos sem que o sistema dispare alertas de violação.

Captura de tela de uma lista de permissões na proteção de conteudo da Meta
Plataforma facilita republicação de perfis parceiros e fãs (imagem: reprodução/Meta)

Quem recebe o recurso?

A “Proteção de Conteúdo” está sendo liberada gradualmente e não está disponível para qualquer perfil. O acesso inicial é focado nos criadores que já participam do programa de Monetização de Conteúdo do Facebook e que atendem a critérios mais rígidos de integridade e originalidade.

A ferramenta pode ser encontrada dentro do Painel Profissional do app do Facebook, na aba Proteção de Conteúdo.

Com informações do TechCrunch

Meta lança ferramenta que rastreia Reels copiados e exige créditos

Facebook vai tratar todos os vídeos publicados no serviço como Reels (imagem: reprodução/Meta)

(imagem: reprodução/Meta)

(imagem: reprodução/Meta)

WhatsApp pode exigir Instagram ou Facebook para reserva de nome de usuário

12 de Novembro de 2025, 15:34
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Reserva de nomes de usuário pode ser vinculada às da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp pode exigir que os futuros nomes de usuário estejam registrados no Instagram ou Facebook para reserva antecipada.
  • Segundo o WABetaInfo, a verificação será feita pela Central de Contas da Meta, associando o nome à conta do WhatsApp após confirmação.
  • A função pode chegar a testadores até 2026, com regras próprias de formatação para os identificadores.

A reserva antecipada de nomes de usuário do WhatsApp pode ser integrada ao ecossistema da Meta. Aparentemente, o usuário precisará ter o nome de usuário desejado no Instagram ou no Facebook para conseguir reivindicá-lo no mensageiro.

O sistema, descoberto pelo site especializado WABetaInfo na versão beta 2.25.34.3 do app para Android, indica que a Meta priorizará a unificação de identidade digital, exigindo que o usuário comprove ser o “dono” do username em outra plataforma da casa.

O WhatsApp prepara esse sistema de reserva para que usuários garantam seus @ antes do lançamento global da ferramenta.

Como vai funcionar?

Capturas de tela do sistema de nomes de usuário no WhatsApp
Reserva de nome de usuário no WhatsApp (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Segundo o portal, o usuário deverá inserir o nome de usuário que já utiliza no Instagram ou Facebook. Em seguida, o WhatsApp o guiará por um processo de verificação através da Central de Contas da Meta para confirmar a propriedade.

Uma vez confirmada a posse, o nome de usuário será automaticamente associado à conta do WhatsApp e ficará “reservado”. Isso garante que, mesmo quando a função for liberada para todos, ninguém poderá pegar o nome que você já verificou. Para empresas, a medida deve proteger a identidade da marca.

Entretanto, a obrigação de posse no ecossistema da Meta limitaria o recurso (ou ao menos a reserva) para quem já possui um Facebook ou Instagram.

Usuários que desejam criar um nome de usuário completamente novo, sem qualquer vínculo com suas outras contas da Meta, provavelmente terão que esperar o lançamento completo do sistema de @ para o público geral.

Quando chega a atualização?

A imagem apresenta o ícone do WhatsApp em verde, ao lado de um bloco de anotações com listas de tarefas marcadas com cheques e um despertador verde. O fundo da imagem é suavemente esverdeado, e a logomarca do Tecnoblog aparece no canto inferior direito. A composição visual destaca temas relacionados à organização e comunicação.
Meta prevê nova funcionalidade até 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reserva dos nomes de usuário deve ser liberada em uma atualização futura, primeiro para um grupo limitado de testadores. Ainda não há data definida para isso, mas a expectativa é que o sistema completo de nomes de usuário comece a funcionar no WhatsApp até o segundo semestre de 2026.

Para quem aguarda a liberação, vale relembrar as regras de formatação que o WhatsApp deve impor para os @. Embora o foco da reserva seja em nomes existentes, o formato final dos identificadores deve seguir um padrão:

  • Tamanho: entre 3 e 30 caracteres;
  • Conteúdo: deve incluir ao menos uma letra, podendo usar números, pontos e underlines;
  • Proibições: o sistema deve bloquear nomes que comecem com “www”, terminem com domínios (como “.com”), comecem ou terminem com pontos, ou que contenham pontos em sequência (..).

WhatsApp pode exigir Instagram ou Facebook para reserva de nome de usuário

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/WABetaInfo)

Função de agendamento de mensagens faz falta no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Facebook decreta fim do botão de Curtir em sites externos

11 de Novembro de 2025, 07:36
(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Botão de “Curtir” será removido de sites externos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Facebook anunciou o fim dos tradicionais botões de Curtir e Comentar usados por sites fora da plataforma. A Meta informou que os dois plugins sociais serão descontinuados em 10 de fevereiro de 2026, data em que deixarão de aparecer nas páginas e passarão a ser exibidos apenas como um elemento invisível — sem causar erros nos sites que ainda mantiverem o código ativo.

Segundo comunicado da empresa, a decisão faz parte de uma estratégia de modernização. “À medida que a plataforma de desenvolvedores da Meta continua a evoluir, estamos tomando decisões estratégicas para nos concentrarmos em ferramentas e recursos que ofereçam o máximo valor para desenvolvedores e empresas.”

O que muda com o fim dos botões do Facebook?

Os dois recursos — Facebook Like Button e Facebook Comment Button — permitiam, respectivamente, que usuários curtissem conteúdos e comentassem diretamente em sites externos usando suas contas do Facebook. No entanto, a empresa aponta que o uso desses recursos caiu significativamente nos últimos anos, à medida que a forma de interação na web evoluiu e as redes sociais passaram a priorizar conteúdos internos.

Com a mudança, os plugins não irão gerar falhas nem afetar outras funções dos sites. A Meta garante que a mudança não exige nenhuma ação dos desenvolvedores, embora recomende a remoção do código para uma experiência de navegação mais limpa.

Logotipo do Facebook
Facebook desativa plugins sociais em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que o Facebook decidiu acabar com os plugins sociais?

A empresa afirma que a decisão está ligada à necessidade de simplificar sua infraestrutura e direcionar investimentos a novas ferramentas. “Esses plugins refletem uma era anterior do desenvolvimento web, e seu uso naturalmente diminuiu à medida que o cenário digital evoluiu”, diz o comunicado.

A mudança entrará em vigor em fevereiro de 2026. Embora nenhuma ação seja obrigatória, desenvolvedores podem optar por remover o código para manter as páginas mais organizadas.

Com informações do The Verge e da Meta

Facebook decreta fim do botão de Curtir em sites externos

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Facebook (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

8 de Outubro de 2025, 12:44
Imagem mostra o logotipo do Facebook em um fundo de cor azul bebê. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Facebook busca recuperar relevância entre usuários mais jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta anunciou novos recursos e aprimorou o algoritmo de recomendação de vídeos do Facebook.
  • A plataforma agora mostra até 50% mais Reels por dia e inclui o recurso “bolhas de amigos”, que destaca curtidas e interações sociais.
  • O objetivo é atrair usuários mais jovens e competir diretamente com o TikTok.

O Facebook continua seu movimento para se aproximar do TikTok. Ontem (07/10), a Meta anunciou uma série de mudanças voltadas aos Reels. Entre as novidades, está o aprimoramento do sistema de recomendações dos vídeos, que agora deve aprender mais rapidamente os interesses dos usuários e exibir conteúdos recentes e mais relevantes.

A atualização faz parte da estratégia da empresa para revitalizar a rede social e reconquistar o público mais jovem — algo que Tom Alison, vice-presidente global da plataforma, comentou com exclusividade ao Tecnoblog. Segundo Alison, o foco é atrair usuários entre 18 aos 29 anos.

Mark Zuckerberg também tem destacado desde o início deste ano que está “animado para voltar ao Facebook original”. As alterações nos vídeos refletem essa tentativa, especialmente nos de curta duração, que dominam a plataforma rival.

Quais são as novas funções lançadas pela Meta?

GIF animado mostra o novo recurso bolha de amigos nos Reels do Facebook. Ele exibe o rosto do perfil que curtiu o mesmo vídeo curto no cantor inferior esquerdo
“Bolhas de amigos” exibe um balão flutuante com a foto de amigos que curtiram o mesmo Reels (imagem: divulgação)

De acordo com a empresa, o Facebook agora exibe 50% mais Reels publicados no mesmo dia, o que significa que os usuários devem ver com mais frequência vídeos novos de criadores que seguem ou que o algoritmo considera interessantes. Outra adição é o recurso “bolhas de amigos”, que mostra no canto inferior esquerdo do vídeo quando um amigo já curtiu aquele conteúdo.

A Meta afirma que a ideia é reforçar o aspecto social da plataforma. “Ver as curtidas dos seus amigos sempre foi parte essencial da experiência no Facebook, e estamos criando recursos — como as bolhas — que nos reconectam às nossas origens”, explicou a empresa em comunicado.

Além disso, ao tocar na bolha, o usuário pode abrir um chat privado para comentar o vídeo diretamente com o amigo, incentivando mais interações dentro do aplicativo.

Meta tenta recuperar tempo perdido com os jovens

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Zuckerberg renova o Facebook com foco em vídeos curtos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A companhia tem investido pesado para que o Facebook volte a crescer entre as gerações mais novas — e não apenas com vídeos. No mês passado, a rede reintroduziu o recurso “cutucar”, implementou novos filtros de privacidade e ajustou o feed para priorizar conteúdos recomendados por IA.

Esses esforços parecem surtir efeito: segundo o último relatório de resultados da Meta, o tempo gasto assistindo a vídeos no Facebook aumentou mais de 20% em relação ao ano anterior.

Em junho, a empresa já havia anunciado que todos os vídeos da plataforma passariam a ser Reels, sem limite de duração, consolidando de vez o formato na rede.

Com informações do The Verge

Facebook ficou ainda mais parecido com o TikTok

Facebook (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

26 de Setembro de 2025, 14:59
GIF mostra a interface do Meta Vibes. À esquerda, uma miniatura mostra um personagem peludo e laranja, com dois olhos redondos, sentado em uma motocicleta e segurando uma caixa. No centro, um círculo gradiente em tons de azul, roxo e rosa representa uma paleta de cores. No centro-superior, uma barra mostra o texto "Remix". À esquerda do círculo, estão os botões "Add music", "Change image" e "Change animation". À direita do círculo, estão miniaturas de diversas imagens, incluindo um gato de óculos de sol e pepinos nos olhos, e um carro em uma paisagem com pôr do sol.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (GIF: reprodução)
Resumo
  • Meta lançou o Vibes, um feed de vídeos curtos criados por inteligência artificial, disponível no app Meta AI e no site meta.ai.
  • O formato é semelhante ao TikTok e Reels e permite gerar vídeos do zero ou remixar clipes com opções de personalização.
  • Pelo menos nessa fase inicial, a empresa desenvolve o Vibes em parceria com a Midjourney e Black Forest Labs.

A Meta anunciou ontem (25/09) o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por inteligência artificial. Disponível no app Meta AI e na versão web (meta.ai), a novidade lembra o TikTok e o Reels, mas com um diferencial: todo o conteúdo é criado por IA.

O CEO Mark Zuckerberg mostrou em uma publicação no Instagram exemplos de vídeos criados pelo sistema: criaturas felpudas saltando entre cubos, um gato sovando massa de pão e até a simulação de uma mulher tirando selfie em uma sacada com vista para o Egito Antigo.

Como funciona o Vibes?

Três imagens geradas por inteligência artificial são exibidas lado a lado em formato de story. A primeira imagem, à esquerda, mostra várias criaturas fofas, redondas e peludas, em tons de branco e rosa. A segunda, no centro, é uma foto de um **gatinho ruivo** filhote usando um chapéu de padeiro e amassando uma massa de pão em uma cozinha rústica. A terceira, à direita, mostra uma **mulher vestida como a rainha Cleópatra** egípcia, tirando uma *selfie* com um celular em uma varanda com vista para um vale montanhoso e um rio ao pôr do sol.
Mark Zuckerberg compartilhou exemplos de vídeos criados no Vibes (imagem: reprodução)

De acordo com a Meta, o feed exibe vídeos feitos tanto por criadores quanto por outros usuários. O algoritmo da plataforma deve personalizar o conteúdo ao longo do tempo, mas o público terá a opção de gerar vídeos do zero ou remixar clipes já existentes no feed, adicionando novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo antes da publicação.

Os vídeos podem ser postados diretamente no Vibes, enviados por mensagem privada ou compartilhados em outras plataformas da empresa, como Instagram e Facebook.

O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, explicou que, nesta fase inicial, a empresa conta com parcerias externas com os geradores de imagens de IA Midjourney e o Black Forest Labs para a primeira versão do Vibes, enquanto ainda desenvolvem seus próprios modelos.

Duas telas de celular mostram a interface do Meta Vibes. A tela à esquerda tem o título "Restyle" e mostra duas fotos: a superior é de quatro pessoas sorrindo em um parque; a inferior é de uma mulher com uma jaqueta branca. Abaixo, o texto "90s hip-hop". A tela à direita tem o título "Remix" e mostra uma foto de um monstro peludo e laranja em pé em uma rua molhada, segurando um guarda-chuva preto.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)

Novidade contraditória?

A recepção inicial não foi tão positiva, pelo menos na publicação de Zuckerberg. Nos comentários, usuários afirmam que “ninguém quer” esse tipo de recurso, e que a novidade é “lixo de IA”.

Vale lembrar: em julho, o Facebook anunciou medidas para barrar conteúdo inautêntico criado por IA. Antes, o YouTube começou a adotar ações no mesmo sentido.

Contudo, todo o setor de IA da Meta está passando por uma reestruturação. Em junho, a empresa criou o Meta Superintelligence Labs, mas após a saída de pesquisadores importantes precisou reorganizar a área em quatro frentes: modelos de base, pesquisa, integração em produtos e infraestrutura.

Com informações do TechCrunch

Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

Meta libera Instagram sem anúncios no Reino Unido, mas isso tem um preço

26 de Setembro de 2025, 12:30
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Lançamento ocorre após negociações com órgão de privacidade do Reino Unido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

A Meta confirmou que irá lançar um novo modelo de assinatura paga no Reino Unido para usuários do Facebook e Instagram com 18 anos ou mais. A grande vantagem é a experiência sem anúncios nas plataformas, uma vitória para a big tech que chega após muita discussão com o órgão de fiscalização de privacidade do país, o Information Commissioner’s Office (ICO).

Apesar da mudança, a empresa afirma que a opção de continuar utilizando os serviços gratuitamente, com a exibição de anúncios personalizados, permanecerá disponível para todos.

Quanto vai custar a assinatura da Meta?

A Meta começará a notificar os usuários britânicos sobre a nova opção de assinatura nas próximas semanas. Os interessados terão algumas opções para se inscrever nos planos sem anúncios. Para acesso via navegador, o custo será menor: 2,99 libras (aproximadamente R$ 21) por mês para cada rede social. Para os aplicativos móveis, seja no iPhone ou Android, o valor será de 3,99 libras mensais (quase R$ 30 na cotação atual).

A companhia atribuiu o preço mais elevado nos aplicativos às taxas de comissão cobradas pela Apple e pelo Google em suas lojas.

Capa Instagram Facebook
Reino Unido será laboratório para testar novo modelo de monetização da Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Caminho diferente da União Europeia

O lançamento ocorre em um momento conturbado para a Meta, que busca conciliar seu modelo de negócios baseado em publicidade com as exigências de privacidade na Europa. Em 2023, a empresa chegou a lançar um modelo de assinatura semelhante nos países do bloco. No entanto, a medida foi alvo de críticas por parte de reguladores e defensores da privacidade, que argumentaram que o custo não oferecia aos usuários uma “escolha verdadeiramente livre”.

Em abril, a Meta foi multada em 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,2 bilhão) após os reguladores concluírem que o sistema ainda violava regras antitruste. Apesar de a companhia de Zuckerberg ter ajustado o serviço para se alinhar às exigências, em julho, a Comissão Europeia solicitou novas alterações, sinalizando que a empresa poderia enfrentar multas diárias se as modificações fossem consideradas insuficientes.

Bandeiras da União Europeia
Iniciativa no Reino Unido contrasta com batalhas regulatórias e multas que a empresa enfrenta na UE (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

O lançamento no Reino Unido, com aprovação de um regulador local, posiciona o país como um ambiente regulatório potencialmente mais favorável para as grandes empresas de tecnologia que exploram modelos de negócios alternativos.

Em comunicado, a big tech destacou a cooperação com o ICO e contrastou o resultado com as dificuldades encontradas na UE. “Essa abordagem e esse resultado diferenciam o Reino Unido da UE, onde temos mantido discussões semelhantes com os reguladores”, afirmou a empresa. O órgão britânico, por sua vez, manifestou apoio à iniciativa.

Um porta-voz do ICO declarou que a entidade “acolheu” o novo modelo de assinatura. “Isso afasta a Meta de direcionar anúncios aos usuários como parte dos termos e condições padrão para uso de seus serviços do Facebook e Instagram, o que deixamos claro que não está de acordo com a lei do Reino Unido”.

Vale destacar que a introdução do modelo de assinatura está, por enquanto, restrita ao Reino Unido. Ainda não há nenhuma previsão de lançamento ou expansão do serviço para outros mercados globais, como o Brasil.

Meta libera Instagram sem anúncios no Reino Unido, mas isso tem um preço

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Bandeiras da União Europeia (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
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