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Anatel recebe aval para concluir o leilão dos 700 MHz

13 de Maio de 2026, 18:25
Martelo de leiloeiro e mapa do Brasil contendo a bandeira nacional e duas torres de celular. Fundo azul com ondas em verde
Leilão de 700 MHz ocorreu em 04/05 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu o aval definitivo para concluir o novo leilão de faixas de 700 MHz, realizado há dez dias. Diversas organizações tentavam invalidar o resultado, mas um magistrado da 5ª Turma do TRF-1 negou o pedido e permitiu tanto a homologação quanto a assinatura das outorgas.

A Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) havia entrado com um pedido no judiciário para impedir “atos de adjudicação, homologação e assinatura dos Termos”. Nela, estão as prestadoras Claro, TIM e Vivo.

Layout da banda 28 do 3GPP no Brasil, incluindo o espectro licitado no dia 4 (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mais uma derrota para o trio nacional

Espectro de Unifique e Consórcio Amazônia 5G são parte da controvérsia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Não é a primeira vez que o leilão é questionado. A TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e a Acel já haviam apresentado recursos ao Conselho Diretor da Anatel e depois ingressaram no Judiciário, tanto que o leilão, marcado originalmente para 30/4, acabou sendo adiado.

Outro ponto de controvérsia são as transferências de licenças de 3,5 GHz. A Ligga (que adquiriu espectro no PR) pretende transmitir as faixas para a Unifique, enquanto a Sercomtel (que adquiriu licença para o estado de São Paulo e Região Norte) pretende transferi-las ao Consórcio Amazônia 5G.

A cláusula 7.1 do edital de 2021 que proíbe a transferência caso as obrigações de cobertura não estejam cumpridas integralmente. A Anatel aprovou os movimentos, mas a Acel defende a tese de que ainda falta concluir certos compromissos que ainda estão por vencer. Os prazos começam a expirar neste ano e vão até o fim de 2029.

Uma das associadas da Acel é a Sercomtel, empresa do fundo Bordeaux (de Nelson Tanure, investigado no caso do Banco Master), que vendeu seu espectro para a Unifique e o Consórcio Amazônia 5G. Ela será prejudicada caso a Acel tenha êxito.

Como o próprio juiz do caso destaca, o atraso nas assinaturas causaria atraso na expansão da cobertura móvel, principalmente em localidades remotas e rodovias, que são alvos dos compromissos de cobertura.

Anatel recebe aval para concluir o leilão dos 700 MHz

Leilão de 700 MHz ocorrerá dia 30 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Layout da banda 28 do 3GPP no Brasil, incluindo o espectro licitado hoje (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Áreas adquiridas pela Unifique e o Consórcio Amazônia 5G (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel remarca leilão dos 700 MHz

1 de Maio de 2026, 11:26
Martelo de leiloeiro e mapa do Brasil contendo a bandeira nacional e duas torres de celular. Fundo azul com ondas em verde
Leilão de 700 MHz ocorrerá em 4 de maio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

A Agência Nacional de Telecomunicações remarcou o leilão da faixa de 700 MHz para a próxima segunda-feira (04/05), depois que uma ação na Justiça impediu o certame, inicialmente marcado para ontem (30/04). Isso não muda a dinâmica do evento, que irá licitar faixas de espectro para que prestadoras operem a rede de telefonia.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região derrubou uma liminar impetrada pela Telcomp, entidade que representa mais de 70 empresas do setor. A Justiça atendeu a um pedido da Unifique, que argumentou que a modelagem do leilão está alinhada com as diretrizes de política pública estabelecidas pelo Ministério das Comunicações.

Conforme explicamos numa reportagem especial, o formato do leilão privilegia as operadoras regionais. Elas terão mais oportunidade de arrematar as novas faixas de frequência. Caso isso não aconteça, as empresas de porte nacional, como Claro, TIM e Vivo, também poderão comprar mais espectro.

A expectativa é de que faixas licitadas na próxima segunda – caso não tenhamos novas surpresas – sejam usadas primeiro para reforçar o sinal do 4G. No futuro, porém, é possível que também sejam usadas na transmissão do 5G.

As empresas vencedoras do leilão deverão cumprir uma série de obrigações relacionadas à cobertura nas rodovias e em localidades de difícil acesso.

De acordo com a Anatel, a sessão pública terá início às 10h e será transmitida via YouTube.

Anatel remarca leilão dos 700 MHz

Leilão de 700 MHz ocorrerá dia 30 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Correios da Itália oferecem R$ 66 bi para reestatizar a TIM

23 de Março de 2026, 15:38
Ilustração mostra um martelo de juiz com as bandeiras da Itália, ao lado do logo da operadora TIM. O fundo é azul
Conglomerado da Itália pretende comprar ações restantes da TIM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O conglomerado estatal Poste Italiane ofereceu 10,8 bilhões de euros (R$ 66 bilhões) para adquirir 100% da TIM, visando reestatizar a operadora.
  • A aquisição, prevista para ser concluída até o final do ano, busca controlar a infraestrutura digital da TIM, incluindo redes e data centers.
  • Segundo a Reuters, a ação integra a estratégia de toda a União Europeia para recuperar ativos sensíveis.

O conglomerado estatal Poste Italiane, responsável pelos serviços de correios na Itália, apresentou uma oferta de 10,8 bilhões de euros (cerca de R$ 66 bilhões) para adquirir a Telecom Italia (TIM). Segundo a agência Reuters, a proposta pretende devolver o controle da operadora ao Estado italiano, três décadas após a privatização.

A Poste Italiane, que oferece o pagamento em dinheiro e ações, projeta concluir a aquisição até o final deste ano e espera impacto positivo nos lucros por ação a partir de 2027. A diretoria da TIM se reúne nesta segunda-feira (23/03) para iniciar a avaliação formal da proposta.

Controle e soberania digital

A oferta atual mira as ações da TIM que a Poste ainda não tem em carteira. No ano passado, o conglomerado já havia se tornado o principal acionista da operadora ao comprar a fatia de 27% do capital ordinário que pertencia à francesa Vivendi.

Para o CEO da Poste, Matteo Del Fante, assumir o controle da infraestrutura digital da TIM — que engloba redes, computação em nuvem e data centers — é essencial para garantir vantagem competitiva no mercado. O negócio também colocaria a unidade de cibersegurança da operadora, a Telsy, sob o guarda-chuva da estatal.

A Reuters aponta que o movimento faz parte de uma estratégia mais ampla dos governos da União Europeia para recuperar o controle sobre ativos que lidam com dados sensíveis de cidadãos e empresas. O objetivo da região é criar “campeões nacionais” capazes de fazer frente ao domínio das big techs americanas.

O mercado, porém, reagiu com cautela ao anúncio surpresa: as ações da Poste caíram 7% na manhã desta segunda-feira, enquanto os papéis da TIM subiram 5%.

TIM perde mercado no Brasil

Celular com logo da TIM
TIM habilita conversão para eSIM no iPhone (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A TIM detém a terceira maior fatia do mercado brasileiro de telefonia móvel, mas apresenta quedas consecutivas de participação desde 2022. Segundo dados da consultoria Teleco, a empresa respondia por 22,9% do mercado brasileiro em janeiro deste ano, atrás da Vivo (38%) e da Claro (33,1%).

Desde 2022, a permanência da subsidiária brasileira é colocada em dúvida por personalidades políticas italianas. Eles enxergam a venda da operação no Brasil como uma saída para evitar impactos maiores na sede, uma possibilidade também avaliada pela Telefónica, dona da Vivo.

A tentativa de aquisição chega num momento em que a TIM tenta colocar as finanças em ordem. De acordo com a agência, a empresa carrega um endividamento crônico, resultado das compras feitas logo após a privatização.

Correios da Itália oferecem R$ 66 bi para reestatizar a TIM

TIM Brasil pode ser vendida após eleições na Itália (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

TIM habilita conversão para eSIM no iPhone (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi

10 de Fevereiro de 2026, 10:46
Modem Vivo fibra sobre um rack, próximo de uma televisão, livro, Echo Pop e baby Yoda.
Modem da Vivo vai cortar Wi-FI de inadimplentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Vivo permitirá que clientes insatisfeitos com o Wi-Fi Bônus cancelem o serviço sem multa, após atender a Anatel.
  • A mudança nos planos de fibra óptica começou em fevereiro e inclui o corte do Wi-Fi para clientes inadimplentes.
  • Clientes têm 90 dias para cancelar sem multa, mas a Vivo não esclareceu o impacto para quem usa roteadores próprios.

A Vivo atendeu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e vai permitir que clientes insatisfeitos com a recente mudança nos planos de fibra óptica cancelem o serviço sem pagar multa. Conforme revelado com exclusividade pelo Tecnoblog, a operadora decidiu adotar o conceito de Wi-Fi Bônus. Isso significa que o roteador libera a rede sem fio de quem está adimplente e corta o sinal de quem atrasa a fatura.

Essa mudança começou a valer em fevereiro. Todos os contratos do Vivo Fibra estão sendo reajustados para incluir as novas condições, após rodadas de conversas com a agência reguladora, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Sem multa nem fidelização

Para chegar a este resultado, a Vivo entregou um Plano de Conformidade que prevê o abono da multa para os consumidores que desejem deixar a prestadora. Ela deve fazer uma comunicação massiva destacando as novas ofertas e explicando que “não haverá cobrança de multa em caso de rescisão ou alteração do plano quanto à taxa de adesão”.

É praxe do setor fechar contratos com fidelidade de 12 meses. Com a alteração, os clientes têm prazo de 90 dias para exercer esse direito, caso queiram, ainda de acordo com a documentação remetida à Anatel.

Plano de Conformidade retira multa de fidelização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Algumas perguntas sobre o assunto continuam sem resposta. A Vivo ainda não explicou, por exemplo, o que acontecerá com os consumidores que utilizam o próprio roteador para acesso à internet.

Será que o Wi-Fi Bônus vira moda?

Por enquanto, somente a Vivo adotou o mecanismo de Wi-Fi Bônus como forma de incentivar o pagamento das faturas em dia. Antes disso, a operadora causou polêmica ao tentar considerar 99% da velocidade contratada como bônus, também conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog. A postura da empresa de origem espanhola causou revolta na Anatel.

Nos bastidores do setor, comenta-se que outras empresas começaram a ensaiar a adoção da velocidade bônus, com o objetivo de repetir os passos da Vivo e dificultar a vida dos consumidores inadimplentes.

Agora, resta a dúvida se o Wi-Fi Bônus, que foi adotado com o aval da agência reguladora, será replicado por outros provedores de acesso. Os sites da Claro e da TIM por ora não trazem qualquer menção a isso, o que significa que o Wi-Fi no roteador fornecido pela empresa é tratado como parte fundamental do serviço, não como um benefício para os bons pagadores.

O Wi-Fi será desativado 20 dias após o vencimento da fatura. Já o serviço como um todo poderá ser suspenso após um atraso de 50 dias.

Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi

Roteador Vivo Fibra Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Plano de Conformidade retira multa de fidelização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

31 de Dezembro de 2025, 09:54
Show de fogos de artifício multicoloridos no céu noturno, com destaque para os números "2026" em letras luminosas centralizadas sobre os fogos. A cena ocorre à beira-mar, com silhuetas de várias pessoas de costas observando e algumas segurando celulares erguidos para registrar o momento. Refrações das luzes dos fogos aparecem na superfície da água. Ao fundo, luzes de cidade costeira são visíveis na linha do horizonte à direita.
Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens trocadas na virada de 2026.
  • Claro, Vivo e TIM reforçaram redes 5G para atender à demanda de Ano Novo.
  • WhatsApp introduziu efeitos de fogos e confetes para chamadas de vídeo e notas de vídeo.

As operadoras brasileiras reforçaram a infraestrutura de rede para garantir a conectividade durante a virada de ano (31/12). A movimentação busca suportar o pico de tráfego de dados esperado para as festividades, especialmente em aplicativos de mensageria. O WhatsApp, principal serviço do gênero no Brasil, prevê que 100 bilhões de mensagens serão trocadas globalmente no réveillon, além de aproximadamente 2 bilhões de chamadas de voz e vídeo.

As prestadoras de telefonia confirmaram ao Tecnoblog que o monitoramento será intensificado para evitar instabilidades. O período é conhecido pelo alto volume de transmissões ao vivo e postagens em redes sociais, o que exige uma coordenação técnica específica para suportar a densidade de usuários em pontos turísticos.

Quais operadoras reforçaram o sinal para o Ano Novo?

Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Claro, TIM e Vivo manterão equipes de prontidão durante a virada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Claro foi a prestadora que melhor detalhou a operação de fim de ano ao TB. A empresa explicou que houve adição de capacidade de rede em regiões turísticas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Florianópolis e Salvador. A operadora também destacou que a expansão do 5G ao longo de 2025 deve auxiliar na conectividade dos usuários, oferecendo maior largura de banda para quem estiver em áreas cobertas pela nova tecnologia.

Já a Vivo e a TIM informaram que manterão equipes de plantão para garantir a estabilidade e a disponibilidade dos serviços. Ambas as empresas admitem que o réveillon é marcado por uma intensificação drástica no uso da rede. O monitoramento será contínuo a partir de seus centros de operações, permitindo intervenções técnicas rápidas caso ocorra congestionamento em células específicas de sinal móvel.

As novidades do WhatsApp para a virada

Montagem com três imagens promocionais do WhatsApp sobre recursos de Ano Novo. À esquerda, um pacote de figurinhas com personagens desenhados em estilo cartoon usando chapéus festivos, com balões coloridos e estrelas. Ao centro, uma chamada de vídeo com quatro pessoas sorrindo, sobreposta por efeitos de fogos de artifício e interface com ícones de filtros e efeitos. À direita, uma postagem de status com um grupo de cinco pessoas celebrando, sobreposta por um adesivo animado com o número "2026" em verde e cinza. Logomarca do WhatsApp no canto inferior esquerdo.
WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)

Além das estimativas de tráfego, o WhatsApp destacou recursos desenhados para a celebração. Entre as funções estão os efeitos de fogos de artifício e confetes para as chamadas de vídeo, além das notas de vídeo, que permitem registrar a contagem regressiva de forma rápida. O aplicativo reforçou que todas as comunicações, incluindo as 2 bilhões de chamadas previstas, contam com criptografia de ponta a ponta.

Para a organização de eventos, o serviço de mensagens enfatizou o uso de enquetes e a criação de eventos dentro dos chats, ferramentas que facilitam a confirmação de presença em festas. O pacote de figurinhas de 2026 e as reações animadas com confete também estarão disponíveis para os usuários até o dia dois de janeiro.

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)

Moradores de São Paulo podem ir às operadoras para usar energia e Wi-Fi

11 de Dezembro de 2025, 15:09
Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Lojas de operadoras fornecem energia e Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O vendaval em São Paulo causou instabilidade elétrica, com ventos de até 98 km/h, deixando várias regiões sem luz.
  • TIM, Claro e Vivo abriram lojas para recarga de celulares e uso de Wi-Fi gratuito para a população afetada.
  • Algumas lojas da Vivo oferecem espaços de coworking, e a Claro permite acesso à Claro TV+.

As maiores operadoras de telefonia móvel de São Paulo estão recebendo pessoas que precisam recarregar a bateria de dispositivos ou de Wi-Fi para resolver as questões do dia a dia. TIM, Claro e Vivo confirmaram ao Tecnoblog que as lojas servem de ponto de apoio, em meio ao caos após a passagem de uma forte ventania pela capital paulista. Diversas regiões continuam sem luz.

A TIM comunicou hoje (11) que abriu parte de suas lojas em shoppings de São Paulo (SP) para quem foi afetado pela queda de energia na cidade. A medida vale para unidades selecionadas da operadora, que foram preparadas para receber os clientes durante o período de instabilidade elétrica.

No caso da TIM, a liberação do acesso foi organizada para atender o fluxo de pessoas sem comprometer o funcionamento normal das lojas. Ela vale apenas para as lojas em shoppings centers.

Imagem de divulgação mostra um comunicado da TIM sobre as lojas como ponto de apoio. A ilustração é de um celular com o símbolo de raio na tela
Clientes da TIM poderão carregar os dispositivos e usar Wi-Fi gratuito (imagem: reprodução)

Em resposta ao Tecnoblog, a Claro informou que suas lojas não impactadas pela falta de energia também poderão ser usadas pela população afetada. Segundo a operadora, as lojas estão abertas para “clientes e não clientes carregarem seus celulares, usarem o Wi-Fi e, inclusive, assistirem a Claro TV+”.

Já a Vivo nos disse que as lojas têm Wi-Fi à disposição de qualquer pessoa. Algumas unidades também têm espaços de coworking.

Nessa quarta-feira (10/12), a cidade de São Paulo sofreu um vendaval de longa duração considerado inédito por meteorologistas, sem a presença de chuva. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos atingiram 98 km/h em algumas regiões da capital. Dois dias antes, a Defesa Civil já havia alertado para ventos de 90 km/h.

Moradores de São Paulo podem ir às operadoras para usar energia e Wi-Fi

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Clientes poderão carregar os aparelhos e usa o Wi-Fi gratuito (imagem: reprodução)

TIM anuncia rede 5G em base na Antártica

27 de Novembro de 2025, 11:56
Vista panorâmica da Estação Antártica Comandante Ferraz (Brasil) coberta de neve, localizada na Baía do Almirantado. A imagem mostra a moderna estrutura principal da estação em plano elevado, com grandes janelas, e o módulo de comunicação da TIM em primeiro plano (um edifício preto com o logo da TIM em branco e vermelho). Diversas turbinas eólicas e antenas de satélite cercam a estação, em contraste com as montanhas e geleiras ao fundo, e a água gelada do oceano.
TIM anuncia 5G na base científica brasileira na Antártica (imagem: divulgação/TIM)
Resumo
  • TIM Brasil expandirá sua infraestrutura para levar 5G à Estação Comandante Ferraz na Antártica, em parceria com a Marinha e o governo federal.
  • O 5G permitirá comunicação em tempo real para pesquisadores do Proantar, otimizando o envio de dados pesados, como imagens de satélite.
  • A infraestrutura 5G será adaptada ao clima extremo, com cobertura de 10 km, atendendo 180 pesquisadores.

A TIM Brasil anunciou nesta quinta-feira (27/11) que expandirá sua infraestrutura de telecomunicações para levar sinal 5G à Antártica. O projeto dá continuidade à presença da operadora na região, que já conta com sinal 4G instalado pela empresa desde 2022.

A empresa firmou um Memorando de Entendimento com a Marinha do Brasil, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para modernizar a conectividade na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), base científica do país no continente.

Segundo o cronograma divulgado pela operadora, a missão para a instalação dos equipamentos da nova rede de quinta geração está agendada para fevereiro de 2026.

Rede para pesquisadores na região

Cientista ou pesquisador brasileiro, usando um casaco de frio laranja de alta performance com capuz e balaclava preta e óculos de proteção (goggles) laranja espelhados, operando algum equipamento em um ambiente antártico. A Bandeira do Brasil tremula ao vento no canto esquerdo, em frente a montanhas nevadas e sob a luz brilhante do sol, destacando a presença do PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro).
Tecnologia deve complementar comunicação para pesquisadores brasileiros (imagem: reprodução/Proantar)

O principal objetivo da atualização tecnológica é ampliar as possibilidades de comunicação na região e otimizar o fluxo de trabalho dos cientistas vinculados ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Atualmente, a estação recebe dezenas de projetos selecionados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Com a baixa latência e a alta velocidade do 5G, a promessa é que o envio de dados pesados — como imagens de satélite, telemetria climática e resultados de coletas — possa ser feito em tempo real, sem a necessidade de aguardar o retorno ao continente ou depender de conexões via satélite mais lentas.

“Com a conexão 4G fornecida pela TIM é possível a comunicação com a Estação e envio de dados coletados pelas pesquisas. E, com o 5G, isso acontecerá em tempo real”, afirmou o contra-almirante Robledo, secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar, em comunicado à imprensa.

Infraestrutura adaptada ao clima extremo

Close-up de um módulo de telecomunicações da TIM na Antártica, provavelmente na área da Estação Comandante Ferraz. O módulo é um grande contêiner elevado, na cor azul-escura, com o logo da TIM em destaque. Ao lado, há uma grande antena parabólica e estruturas de comunicação em metal. O céu está azul e parcialmente ensolarado, e o solo é rochoso e árido, com manchas de neve e gelo.
Infraestrutura deve ser adaptada ao clima extremo (imagem: divulgação/TIM)

A TIM informa que a infraestrutura foi projetada para suportar as condições climáticas adversas no continente gelado. As antenas contarão com sistemas de aquecimento e vibração para evitar o acúmulo de gelo, o que poderia prejudicar a transmissão do sinal.

A expectativa é que, após a instalação em 2026, a rede ofereça uma área de cobertura de cerca de 10 quilômetros ao redor da estação.

Além de atender aos 180 pesquisadores que passam pela base anualmente, a conectividade servirá como uma camada extra de segurança para as operações logísticas e deslocamentos no entorno da base, complementando o sistema de rádio tradicional.

A operadora também anunciou a produção de uma série documental para registrar a rotina dos pesquisadores brasileiros na estação. As gravações devem ocorrer simultaneamente à missão de instalação da rede, em fevereiro.

TIM anuncia rede 5G em base na Antártica

(imagem: divulgação/TIM)

(imagem: reprodução/Proantar)

(imagem: divulgação/TIM)

Justiça decreta falência da Oi; serviços continuarão provisoriamente

10 de Novembro de 2025, 14:12
Orelhão da Oi
Oi chega ao fim (foto: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência do Grupo Oi, considerando a empresa “tecnicamente falida” e sem atividade empresarial suficiente para justificar sua manutenção.
  • A Oi Soluções, a Serede e a Tahto continuarão operando provisoriamente para fornecer serviços essenciais, sob supervisão de um gestor judicial.
  • A Oi enfrenta dificuldades financeiras, com um caixa livre de R$ 50 milhões e endividamento superior a R$ 1,7 bilhão, além de descumprimento do Plano de Recuperação Judicial.

A Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou, na tarde desta segunda-feira (10/11), a falência do Grupo Oi. Para a juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, a companhia está “tecnicamente falida” e “não apresenta mais atividade empresarial suficiente para justificar sua manutenção” às custas dos credores.

A notícia imediatamente repercutiu no mercado. No momento da atualização deste texto, as ações da Oi derretem 35,71%, negociadas a apenas 18 centavos.

Ações da Oi desabam após decretação de falência (imagem: reprodução)

O que acontece com a Oi?

A Oi Soluções, a Serede e a Tahto continuarão operando provisoriamente para fornecer serviços considerados essenciais. O gestor judicial supervisionará as atividades até que os contratos sejam transferidos para outras empresas. A Oi, por exemplo, é a única prestadora presente atualmente em todos os estados brasileiros.

As subsidiárias da Oi são responsáveis por contratos de conectividade com órgãos públicos e empresas privadas, incluindo em serviços críticos como o Cindacta (responsável pelo controle de tráfego aéreo), telefones públicos, agências bancárias e ministérios. O Cindacta já está em processo de transição para a Claro.

A falência da operadora era iminente. Na última sexta-feira (07/11), a gestão e a administração judicial da empresa protocolaram manifestações sugerindo a liquidação da companhia, com descontinuação gradual dos serviços. De acordo com o jornal O Globo, a diretoria e o conselho de administração foram afastados.

A gestão considerou que a Oi não gera mais caixa suficiente para cobrir custos e despesas operacionais, não pagou credores e descumpriu o Plano de Recuperação Judicial – o segundo da companhia. Já a administração apontou um caixa livre de apenas R$ 50 milhões, enquanto o endividamento passava de R$ 1,7 bilhão.

Oi foi desmembrada ao longo dos anos

Imagem mostra a palavra "nio" em letras pretas, com o "o" em formato de gota. Duas setas translúcidas, semelhantes a cursores, flutuam ao redor: uma acima e à esquerda, e outra à direita. O fundo é verde vibrante, com a textura de ondas de fibra. No canto inferior direito, lê-se "tecnoblog".
Nio oferece três opções de planos de internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Não custa lembrar que a antiga Oi fez parte do projeto de campeões nacionais nos primeiros mandatos do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ela chegou a se fundir com a Brasil Telecom (BRT) e com a Portugal Telecom, com o objetivo de criar uma supertele.

De lá para cá, o grupo se desfez de várias operações. O serviço móvel, por exemplo, foi repartido entre Claro, TIM e Vivo. Já a rede neutra foi transferida à V.tal.

O serviço de fibra da Oi foi desmembrado numa nova companhia, a Nio, que surpreendeu o mercado ao congelar os preços até 2028.

No começo de novembro, a TIM manifestou interesse em comprar a Oi Soluções, braço da operadora voltado ao mercado corporativo.

Com informações de Teletime, TeleSíntese e O Globo

Justiça decreta falência da Oi; serviços continuarão provisoriamente

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Ações da Oi desabam após decretação de falência (imagem: reprodução)

Nio oferece três opções de planos de internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TIM admite interesse em comprar o que restou da Oi

4 de Novembro de 2025, 18:29
Imagem mostra um homem mexendo em um celular. O logo da Tim está ao fundo. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
TIM quer ampliar sua atuação em aplicações corporativas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • TIM avalia a compra da Oi Soluções para expandir sua atuação no mercado B2B.
  • A Oi Soluções ainda oferece serviços de conectividade, infraestrutura e integração tecnológica para grandes empresas.
  • A TIM busca fortalecer sua presença em setores como agronegócio, infraestrutura, utilities e mineração.

A TIM avalia a possibilidade de comprar a Oi Soluções, divisão corporativa que sobreviveu ao desmonte da antiga Oi e ainda concentra contratos de serviços empresariais. Segundo Andrea Viegas, diretora financeira da operadora, a empresa foi convidada a avaliar os ativos e ainda não tomou uma decisão definitiva.

As informações são do site MobileTime. De acordo com a executiva, o processo está em fase inicial. “Estamos vendo o que tem no mercado para entender se nos interessa ou não”, disse Viegas ao site. “A Oi Soluções tem uma série de contratos B2B, mas não temos um prazo para dar uma resposta. Começamos agora.”

Por que a Oi?

A Oi Soluções atua no segmento business-to-business (B2B), prestando serviços de conectividade, infraestrutura e integração tecnológica para grandes empresas — mercado que vem ganhando relevância dentro da estratégia da TIM.

O CEO Alberto Griselli reforçou que a área corporativa é uma das frentes mais promissoras para o crescimento da companhia nos próximos anos. “O B2B é uma das áreas em que apostaremos para crescer nos próximos anos”, explicou ao MobileTime.

A TIM tem concentrado seus esforços em quatro verticais principais: agronegócio, infraestrutura, utilities e mineração. De acordo com Griselli, essas áreas estão alinhadas ao perfil da empresa e apresentam alto potencial de expansão.

Imagem mostra o logo da Oi Soluções em um fundo de cor preta
Oi Soluções presta serviços de conectividade, infraestrutura e integração tecnológica para grandes empresas (imagem: divulgação)

O que a TIM busca com possíveis aquisições?

Além de fortalecer sua presença nos setores já consolidados, a operadora quer ampliar sua atuação em aplicações corporativas, integração de sistemas e soluções de tecnologia — áreas nas quais a Oi Soluções já possui experiência.

No médio prazo, os planos também incluem investimentos em nuvem e cibersegurança, com foco em ampliar oportunidades de cross-selling e upselling entre clientes corporativos.

Enquanto isso, a Oi segue tentando reestruturar suas operações após anos de crise e uma das maiores recuperações judiciais da história do Brasil. Já para a TIM, a compra da empresa pode consolidar sua presença no mercado corporativo brasileiro.

TIM admite interesse em comprar o que restou da Oi

TIM habilita conversão para eSIM no iPhone (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Oi Soluções (imagem: divulgação/Oi Soluções)

Cade decide: Vivo e Tim podem expandir acordo sobre rede de telefonia

22 de Outubro de 2025, 19:47
Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)
Cade exige que empresas sigam determinadas obrigações (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Cade aprovou a expansão do acordo entre Vivo e Tim para o compartilhamento de redes 2G, 3G e 4G, com a condição de um Acordo de Controle de Concentrações (ACC) para mitigar riscos à concorrência.
  • O acordo impõe limitações no escopo geográfico e obrigações de transparência, incluindo a publicação de municípios envolvidos e a manutenção dos padrões de cobertura e qualidade.
  • A decisão enfrentou oposição de concorrentes, que alegaram riscos de concentração de mercado e acesso a informações sensíveis.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a expansão do acordo da Vivo (Telefônica) e da Tim para o compartilhamento de redes de telefonia móvel, o chamado RAN sharing. A decisão, tomada nesta quarta-feira (22/10), permite aprofundar a cooperação entre as empresas nas tecnologias 2G, 3G e 4G.

A operação consiste em aditivos a contratos que as duas operadoras já mantinham desde 2019. O objetivo do novo acordo é ampliar o escopo geográfico do compartilhamento, corrigindo incompatibilidades técnicas da implementação original e incluindo novos municípios.

A análise contou com forte oposição de associações empresariais. Segundo o relatório, a Associação Neo, que foi aceita pelo Cade como “terceira interessada” no caso, argumentou que a ampliação desincentiva a inovação e forma um “clube” que pode fechar o mercado para as pequenas prestadoras.

Já a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), que teve seu pedido de habilitação negado por questões processuais, seguiu linha parecida. Ela alertou para o “fortalecimento do tripólio TIM, Telefônica e Claro” e afirmou que o acordo promove “risco de acesso a informações concorrencialmente sensíveis em razão da arquitetura intrusiva do acordo”.

Por fim, o Cade condicionou o negócio à assinatura de um Acordo de Controle de Concentrações (ACC), que serve para mitigar riscos à concorrência.

Quais foram as condições?

Celular com logo da Vivo
Vivo e Tim agora podem expandir compartilhamento de infraestrutura de rede (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Durante a análise, a superintendência do Cade identificou que a proposta original era muito abrangente e carecia de detalhes, o que poderia gerar “preocupações concorrenciais”. Após negociações conduzidas pelo conselheiro-relator Diogo Thomson, as empresas aceitaram as condições do ACC.

O acordo negociado impõe duas obrigações principais. A primeira é uma redução direta no escopo geográfico da operação, limitando o número de municípios que farão parte da expansão.

Além disso, o Cade impôs uma série de obrigações de transparência. As operadoras terão de:

  • Publicar a lista completa de municípios envolvidos no compartilhamento
  • Garantir a manutenção dos padrões atuais de cobertura e qualidade de serviço, proibindo qualquer piora
  • Submeter-se ao monitoramento contínuo pelo Cade, que poderá solicitar auxílio técnico da Anatel

Em seu voto, Thomson destacou que a complexidade da operação exigiu uma atuação coordenada com a Anatel. Segundo ele, a solução encontrada foi “proporcional e tecnicamente ancorada”.

“Com esse arranjo, adota-se uma solução […]: aprova-se o que é pró-competitivo, restringe-se o que é nocivo e condiciona-se a execução ao cumprimento de garantias objetivas e controles comportamentais sólidos”, afirmou Thomson. A decisão do tribunal foi unânime.

Vivo possui acordo com duas concorrentes

Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O RAN sharing é uma estratégia comum entre as operadoras para otimizar os custos, mas é sempre acompanhada de perto pelos órgãos reguladores. A própria Vivo já possui um acordo de compartilhamento de rede com a Claro, aprovado pelo Cade em 2021.

Ao mesmo tempo, a estratégia é criticada por operadoras menores — vale lembrar que Tim, Vivo e Claro dominam 95% do mercado no Brasil, segundo a Anatel. À época da aprovação do acordo entre Vivo e Claro, a Algar chegou a recorrer, alegando que negócios do tipo aumentam o risco de concentração de poder entre as gigantes do setor.

Cade decide: Vivo e Tim podem expandir acordo sobre rede de telefonia

Vivo tem promoções na Black Friday em planos móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica

15 de Outubro de 2025, 10:47
Arte mostra uma mulher com um notebook no colo. No fundo, o logo do Tim Ultrafibra. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog"
TIM UltraFibra deve incluir modem compatível com Wi-Fi 7 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • TIM deve oferecer um modem com Wi-Fi 7 para seus clientes de fibra óptica.
  • O dispositivo é fabricado pela Blu-Castle e já foi homologado pela Anatel.
  • O modelo suporta Wi-Fi 7 em 2,4 GHz e 5 GHz, com cinco portas Ethernet, incluindo uma de 2,5 Gb/s.

A TIM deve passar a oferecer um modem com a nova tecnologia Wi-Fi 7 para seus clientes de internet fixa por fibra óptica, o chamado TIM UltraFibra. O dispositivo fabricado pela empresa espanhola Blu-Castle foi homologado na Anatel, de acordo com documentos visualizados pelo Tecnoblog.

O Blu-Castle 7 é um ONT GPON que foi homologado em 9 de outubro. Como o nome indica, é compatível com o Wi-Fi 7 (802.11be), mas apenas nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz, sem fazer uso da nova faixa de 6 GHz. 

Imagem mostra um documento de homologação da Anatel
Modem foi homologado pela Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Ele também possui cinco portas Ethernet: quatro compatíveis com 1 Gb/s (Gigabit por segundo) e uma capaz de chegar a 2,5 Gb/s. O modelo possui saída RJ11 para um telefone fixo, porta USB-A 3.0, entrada de 12V para alimentação e o conector para a fibra óptica.

Imagem mostra a parte traseira de um modem. Ele possui cinco portas Ethernert e é de cor preta. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog"
Dispositivo tem cinco portas Ethernet (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O GPON (Gigabit Passive Optical Network) é a tecnologia de fibra óptica utilizada hoje, não apenas pela TIM, mas pela grande maioria das operadoras de internet fixa no mundo. Ela permite download de até 2,4 Gb/s e upload de 1,2 Gb/s. 

O fato deste modem continuar utilizando GPON indica que a TIM não deverá oferecer a tecnologia XGS-PON, ao menos por enquanto. A empresa vai na contramão das concorrentes Vivo e Claro, que recentemente anunciaram atualizações em suas redes e novos planos com maiores velocidades.

Imagem mostra um modem de cor preta da Blu-Castle sobre um fundo branco. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog"
Modem Blu-Castle é compatível com o Wi-Fi 7 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O XGS-PON, mais avançado, pode oferecer taxas de download e upload simétricos de até 10 Gb/s, utilizando novos comprimentos de onda e permitindo atualização das redes sem interferir nos clientes existentes no GPON. A tecnologia está em uso pela Vivo, Claro e diversos provedores regionais, como a Unifique, a Alares e a Pombonet.

Nós não sabemos quando a TIM passará a fornecer este novo aparelho para os seus quase 821 mil clientes. Em setembro, a prestadora revelou que ofereceria uma “degustação” de Wi-Fi 7 para os consumidores, sem dar mais detalhes.

TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica

TIM Ultrafibra tem promoções em planos de 600 Mb/s e 1 Gb/s (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Modem Blu-Castle é compatível com o Wi-Fi 7 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

10 de Outubro de 2025, 10:30
Ilustração sobre conexão ADSL
Análise mostra que nenhuma operadora lidera em todos os quesitos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O relatório da Opensignal destaca a Vivo como a operadora mais rápida, com velocidade de download de 114,8 Mb/s e upload de 67,2 Mb/s.
  • A Nio é considerada a mais confiável, liderando na categoria de confiabilidade com pontuação de 547.
  • A pesquisa baseia-se em bilhões de medições de dispositivos dos usuários em todo o Brasil.

Um novo relatório revela as operadoras de banda larga fixa que merecem destaque no Brasil. O relatório, que foi elaborado pela consultoria Opensignal e consolidado em outubro, coloca a Vivo como melhor prestadora quando o assunto é velocidade de conexão. Já a Nio, antiga Oi Fibra, lidera na confiabilidade de rede.

O documento é baseado na coleta de bilhões de medições diretamente dos dispositivos dos usuários em todo território nacional. Segundo a Opensignal, o levantamento revela o desempenho das redes em atividades cotidianas, refletindo a qualidade da conexão em todo o trajeto, desde o servidor de conteúdo até o dispositivo final, independentemente do plano contratado.

A mais rápida

O relatório faz distinção entre as operadoras líderes em diferentes aspectos da experiência de banda larga. A Vivo obteve a pontuação mais alta em categorias como Velocidade de Download, em que obteve 114,8 Mb/s, contra 96,5 Mb/s da Claro e 95,6 Mb/s da Nio. Ela também fez bonito na Velocidade de Upload, com 67,2 Mb/s de média. Essas métricas são fundamentais para atividades como streaming de vídeo em alta definição, download de arquivos grandes e carregamento de páginas da web.

A Vivo anotou ainda uma boa experiência em vídeo, o que sugere um desempenho superior de sua infraestrutura para transferir grandes volumes de dados de forma eficiente.

Vivo domina em velocidade e Nio, que absorveu clientes da Oi, vence em estabilidade (imagem: reprodução/OpenSignal)

A mais confiável

Por outro lado, a Nio conquistou a primeira posição na categoria de “Confiabilidade”. Esta é uma nova métrica introduzida pela Opensignal para avaliar a consistência e a estabilidade da conexão de banda larga. O indicador de confiabilidade mede a frequência com que a rede dos usuários é suficiente para suportar as aplicações mais comuns e exigentes, como streaming de vídeo em HD, videoconferências em grupo e jogos online.

Uma pontuação elevada nesta categoria indica que os usuários da operadora enfrentam menos interrupções, menor latência e uma experiência de conexão mais estável e previsível no dia a dia. Este resultado posiciona a Nio como a fornecedora com a rede mais consistente para uma gama variada de usos, segundo os dados coletados.

Cabe ressaltar que, apesar da liderança, a pontuação da Nio (547, numa escala que vai de 0 a 1.000) foi pouco superior à vista na Vivo (541) e na Claro (535). A TIM aparece um pouco mais atrás (507).

Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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