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IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

18 de Setembro de 2026, 16:49
Arte com visual moderno e tecnológico. No centro-esquerdo, está o logotipo da OpenAI com seu símbolo ao lado do texto "OpenAI" em branco. À direita, há uma representação estilizada de um cérebro humano em tons de roxo e verde, com aparência translúcida e linhas que remetem a malhas tridimensionais, sugerindo uma interface entre biologia e tecnologia. O design remete à intersecção entre inteligência artificial, neurociência e inovação digital. No canto inferior direito, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo em fase de testes instruiu versões futuras a ignorarem restrições (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Relatório da OpenAI detalha incidentes em que modelos de IA desrespeitaram instruções nos últimos seis meses.
  • Casos incluem um agente instruindo futuras versões a ignorar restrições e sistemas acessando bancos de dados governamentais.
  • A empresa adotou uma nova estrutura de denúncias internas para rastrear, investigar e divulgar comportamentos inadequados com maior transparência.

A OpenAI publicou um novo relatório de segurança detalhando incidentes recentes em que diferentes modelos de inteligência artificial apresentaram comportamentos inesperados ou inadequados. As falhas, registradas nos últimos seis meses, foram divulgadas logo após a empresa confirmar a adoção de uma nova estrutura interna planejada para rastrear sistemas que tentam driblar normas de segurança.

O documento desta quarta-feira (16/09) expõe seis casos preocupantes detectados durante testes internos. O de maior destaque envolveu um agente de IA que, ao gerar resumos para continuar uma tarefa, inseriu instruções aconselhando suas próprias versões futuras a ignorar os regulamentos de segurança definidos pelos desenvolvedores.

O mesmo sistema declarou que estava “livre de papéis e identidades”, afirmando que não precisava mais responder a corporações ou governos.

Como os modelos tentaram violar as regras?

Em outro episódio, ocorrido durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, comandos extras foram adicionados para ocultar falhas e inventar dados para mascarar erros operacionais. As violações também envolveram manobras de acesso indevido.

A OpenAI relatou um caso grave em que um modelo tentou acessar um banco de dados governamental para extrair dados de rendimentos de um condado da Califórnia sem autorização. Além de não conseguir obter os números reais, a IA fabricou métricas e as apresentou como se fossem autênticas.

Problemas de comunicação não autorizada também entraram no radar. Agentes encarregados de tarefas colaborativas utilizaram serviços abertos de hospedagem na web para trocar mensagens e arquivos entre si, contrariando ordens diretas da equipe técnica.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI expõe incidentes de comportamento não autorizado de IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pressão por regulamentação

Com a nova estrutura de relatos, qualquer funcionário da OpenAI terá autonomia para alertar sobre novos desvios. Os casos serão classificados em diferentes níveis de gravidade. A medida chega também para acelerar a divulgação de incidentes em um momento de forte discussão sobre o ritmo dos avanços em direção a sistemas cada vez mais poderosos.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem apoiado a necessidade de regulação e sugerido desacelerar certas frentes de pesquisa. Na última semana, essa mesma preocupação levou à demissão do pesquisador Jacob Coxon, da rival Anthropic, que alertou publicamente para os riscos da tecnologia.

Em contrapartida, outras figuras influentes rejeitam uma ação mais rígida, preferindo o caminho oposto. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defende a autorregulamentação do setor de inteligência artificial. Segundo o executivo, não há necessidade de novas leis, basta que as empresas tenham a responsabilidade de não lançar serviços sem total confiança.

IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI vai avisar quando IAs agirem sem autorização

17 de Setembro de 2026, 16:26
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Funcionários da empresa de Sam Altman podem relatar desvios de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI oficializou uma nova estrutura para rastrear e divulgar comportamentos inesperados em seus modelos de IA.
  • De início, a empresa revelou seis incidentes recentes, desde sistemas que falsificaram dados até modelos que ocultaram seus próprios erros.
  • O novo protocolo permite que qualquer funcionário reporte falhas e, segundo a empresa, busca ajudar a estabelecer um padrão para a indústria.

A OpenAI vai rastrear, investigar e divulgar casos em que seus modelos de inteligência artificial apresentem comportamentos inadequados. Em comunicado, a empresa afirma que quer dar mais transparência a falhas que podem ocorrer desde o treinamento até a execução dos sistemas. A medida chega meses depois de um modelo da OpenAI invadir servidores da Hugging Face.

Segundo a criadora do ChatGPT, um dos motivos é acelerar a divulgação de incidentes após sua detecção, mesmo quando as equipes técnicas ainda não compreenderam a causa exata ou não encontraram uma solução definitiva. Para dar início, a companhia revelou nessa quarta-feira (16/09) seis casos de comportamentos preocupantes identificados internamente nos últimos meses.

Quais foram os comportamentos inadequados da IA?

A empresa define “desalinhamento” como qualquer ação que desvie dos valores, instruções ou intenções humanas. Os exemplos mostram como a tecnologia pode burlar as regras.

  • Instruções não autorizadas: um modelo não lançado inseriu comandos em tarefas, orientando o sistema a ignorar limitações e declarando-se “liberado de amarras corporativas ou governamentais”.
  • Ocultação de erros: durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, a IA adicionou instruções para mascarar falhas e inventar dados históricos.
  • Acesso indevido e dados falsos: ao tentar responder a uma pergunta sobre rendimentos na Califórnia, um sistema usou uma chave de API sem autorização e alterou os números.
  • Upload sem permissão: outro modelo não lançado enviou um arquivo para a internet sem pedir autorização ao usuário.
  • Comunicação paralela: agentes de IA utilizaram um repositório interno de código como fórum para trocar mensagens, além de tentarem burlar restrições de rede transferindo arquivos de teste.
  • Compartilhamento público indevido: sistemas em treinamento usaram sites abertos de hospedagem para compartilhar arquivos entre si, ignorando a orientação de que o acesso deveria ser apenas local.
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo de IA em treinamento tentou ocultar falhas e burlar restrições de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funciona o novo processo de investigação?

Para o chefe de pesquisa de alinhamento da OpenAI, Kai Chen, a indústria ainda não conseguiu encontrar uma forma de resolver esses desafios de monitoramento.

Sob a nova estrutura, qualquer funcionário da empresa terá autonomia para sinalizar casos de desalinhamento, que serão analisados e classificados em três categorias: 1) Pronto para Divulgação; 2) Investigação Menor; e 3) Investigação Maior.

Cada relatório publicado informará publicamente o comportamento observado. A iniciativa é descrita como voluntária e vai atuar como complemento às exigências legais existentes. Paralelamente, a OpenAI já trabalha para propor ao governo dos Estados Unidos novos mecanismos de notificação para incidentes graves envolvendo inteligência artificial.

OpenAI vai avisar quando IAs agirem sem autorização

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Smart TV LG QNED 50″ fica quase R$ 1 mil mais barata com cupom

17 de Setembro de 2026, 14:00

Prós
  • Painel QNED traz cores precisas
  • Mini LED fornece brilho superior
  • IA integrada recomenda conteúdos
  • Controle remoto serve como mouse
Contras
  • Taxa de atualização de 60 Hz
  • Porta S/PDIF foi removida
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A smart TV LG QNED70 Mini LED de 50″ está saindo por R$ 2.363,77 no Pix com cupom BAIXOUTUDO no Mercado Livre. O televisor que possui uma tela 4K com tecnologia moderna para a reprodução de cores realistas recebe desconto de 28% sobre o preço original de R$ 3.299.

LG QNED70 tem painel 4K Mini LED e recomendações de IA

TV LG QNED MiniLED QNED70 (imagem: Divulgação/LG)
LG QNED70 possui painel 4K com tecnologia Mini LED (imagem: Divulgação/LG)

O principal destaque da QNED70 é seu 4K QNED de 50″ com tecnologia Mini LED, que oferece maior controle de iluminação para evitar evitar “vazamentos” como os efeitos de backlight bleeding, além de resistir ao burn-in recorrente em modelos OLED. Ela ainda reproduz cores mais vivas e preto profundo com brilho forte.

Seu chip AI α7 4K Gen9 e o sistema operacional webOS 26 oferecem recursos de IA como upscaling de conteúdos legados e ajustes de imagem baseados nas preferências do usuário. Também estão disponíveis os chatbots da Microsoft e do Google, que podem fazer recomendações de conteúdo e auxiliar na resolução de problemas.

O controle remoto conta com um recurso que o permite ser usado como um mouse, controlando um cursor na tela para navegar por menus de maneira simples. Assim, a experiência de uso ao consumir conteúdos diversos, como filmes, séries e esportes se torna mais prática.

Controle Remoto da LG QNED73
Controle Remoto da LG QNED70 pode ser usado como um mouse (imagem: Divulgação/LG)

A QNED70 suporta diversas plataformas de streaming, como Netflix, Globoplay, Apple TV, Disney+ e HBO Max, e jogos na nuvem via Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now, com suporte a controles Bluetooth de latência ultrabaixa (ULL). Porém, a taxa do painel é limitada a 60 Hz, apresentando menor fluidez de quadros.

A smart TV LG QNED70 de 55″ (R$ 2.363,77 no Pix com cupom BAIXOUTUDO) traz três portas HDMI, uma Ethernet, uma USB-A e uma saída SPDIF (áudio digital), mas a porta S/PDIF legada foi removida. O aparelho suporta redes Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.3.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Smart TV LG QNED 50″ fica quase R$ 1 mil mais barata com cupom

TV LG QNED MiniLED QNED70 (imagem: Divulgação/LG)

Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

17 de Setembro de 2026, 10:26
Foto de um descarte de lixo eletrônico com placas sobrepostas
Aumento de novos servidores pode triplicar lixo eletrônico nas próximas décadas (imagem: reprodução/Magnific)
Resumo
  • A corrida por data centers de IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico até 2050, segundo a Basel Action Network (BAN).
  • De acordo com o relatório da entidade, a expansão de data centers pode gerar 13 milhões de toneladas de resíduos por ano somente até 2030.
  • Apenas cerca de 20% do lixo eletrônico recebe destinação adequada, de acordo com o cofundador da BAN, Jim Puckett.

A expansão da infraestrutura necessária para sustentar a IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico nos próximos 25 anos. É o que diz um relatório da Basel Action Network (BAN), organização ambiental que acompanha o descarte e a movimentação internacional de resíduos eletrônicos.

Segundo a entidade, o acúmulo nesse período seria suficiente para preencher seis fileiras de contêineres ao redor da Terra. O material pode conter substâncias como mercúrio, cádmio, chumbo e compostos químicos persistentes, além de metais que exigem processos específicos para serem recuperados.

Servidores aumentam volume de resíduos

O levantamento projeta a quantidade de materiais que precisarão ser fabricados como parte da expansão de data centers nos próximos anos. Nos Estados Unidos, serão ao menos 4.871, segundo a organização, sendo muitos deles voltados a IA.

Para calcular o impacto, a organização considerou uma estimativa de aproximadamente 100 gigawatts (GW) de nova capacidade computacional no mundo até 2030. A conta inclui servidores, sistemas de refrigeração, infraestrutura elétrica, cabeamento e outros componentes importantes para os centros de processamento. Entre eles:

  • Racks de servidores: um rack de alta densidade usado em compuação de IA pode pesar cerca de 1.360 kg.
  • Switches e cabeamento: equipamentos de rede chegam a 30 kg cada, equanto cada rack pode concentrar centenas de quilos de cabos de cobre.
  • Troca de equipamentos: componentes podem ser substituídos a cada dois a cinco anos, seja pelo desgaste térmico, seja pela defasagem de desempenho.
  • Outros eletrônicos: a evolução dos requisitos para IA também pode acelerar a substituição de computadores, celulares e outros equipamentos de telecomunicações.

A partir desses fatores, a BAN estima que o descarte de hardware possa chegar a 13 milhões de toneladas por ano até 2030. O número é superior ao de estimativas apresentadas anteriormente por outros estudos sobre o lixo eletrônico do setor.

Falta de destinação adequada

Imagem mostra vários itens de lixo eletrônico, como carcaças de PCs e teclados
Lixo eletrônico seria consequência da obsolescência programada (imagem: John Cameron/Unsplash)

Apesar da preocupação para o futuro, o descarte de equipamentos eletrônicos já cresce rapidamente e é um problema no momento. Jim Puckett, cofundador da BAN, afirmou ao jornal The Guardian que apenas cerca de 20% desse material recebe uma destinação adequada.

A entidade atua internacionalmente contra o envio ilegal de resíduos tóxicos para países em desenvolvimento, onde parte desses equipamentos pode ser desmontada ou processada sem as mesmas condições de controle ambiental.

O Brasil, por exemplo, produz mais de 2,4 milhões de toneladas desse material anualmente, segundo levantamento da ONU. O valor deve aumentar com a expansão dos centros de dados no país, impulsionada pela aprovação do Redata, sancionado nessa quarta-feira (16/09).

Para a BAN, a velocidade da expansão da IA não está sendo acompanhada por uma estrutura equivalente para lidar com os equipamentos. A entidade alerta que, sem mudanças na forma como esses materiais são projetados, reutilizados e reciclados, a expansão da IA poderá transformar uma parcela crescente da infraestrutura tecnológica em resíduos tóxicos.

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

Lixo eletrônico como consequência da obsolescência programada (Imagem: John Cameron/Unsplash)

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

9 de Setembro de 2026, 17:48
Imagem de divulgação mostra uma mulher com um celular azul em mãos
Nova geração de chips da Arm foca em IA local e jogos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Arm revelou o CSS for Mobile 2, nova arquitetura para smartphones que processa tarefas complexas de IA localmente.
  • Mali G2-Ultra NX será a primeira GPU da marca com aceleradores neurais integrados, garantindo 14% mais desempenho em renderização tradicional.
  • A CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e consumo e processa LLMs até 70% mais rápido que o C1-Ultra.

A Arm oficializou nesta quarta-feira (09/09) o lançamento da CSS for Mobile 2, uma nova plataforma projetada para equipar a próxima geração de smartphones. A novidade foi desenhada pela empresa para lidar com tarefas pesadas de inteligência artificial baseada em agentes e gráficos cada vez mais detalhados.

A arquitetura que combina CPU e GPU foca ainda em rodar inteligência artificial localmente nos celulares. Segundo a empresa, o novo sistema consumirá menos energia entregando o mesmo desempenho.

O que muda na renderização de jogos?

O destaque da plataforma é a nova GPU Mali G2-Ultra NX. De acordo com a Arm, esta é a primeira Unidade de Processamento Gráfico da linha a integrar aceleradores neurais dedicados. Esse design garante um desempenho maior para gráficos aprimorados, reconstruídos ou gerados por IA.

Na renderização tradicional, o ganho de performance é de 14% frente à geração anterior. O componente também estreia uma unidade de ray tracing de última geração, abrindo espaço para iluminação realista e mundos mais ricos nos jogos mobile.

A indústria já abraçou a ideia. Segundo a companhia, desenvolvedoras de motores gráficos e estúdios como Sumo Digital, Tencent Games, Unity China e NetEase já preparam a integração da tecnologia neural em jogos futuros, como Arena Breakout Infinite e Where Winds Meet.

Imagem mostra as novidades técnicas da GPU Mali G2 Ultra NX da fabricante Arm
Mali G2-Ultra NX é a primeira GPU Arm com hardware de aceleração de IA dedicado (imagem: divulgação)

Combinação de núcleos

Com a evolução da IA, o processador assume a função de “maestro” na plataforma. O executivo da Arm responsável pelo setor, Chris Bergey, explicou que a tecnologia atual exige a execução simultânea de aplicativos e a coordenação de diversos modelos de linguagem, tudo dentro dos rigorosos limites térmicos e de desempenho de um celular.

Para suportar essa carga, a Arm combina núcleos C2-Ultra, voltados para desempenho, e núcleos C2-Pro, que priorizam a eficiência energética, além de suportar computação de IA de baixa latência direto na CPU.

Imagem mostra as novidades técnicas da CPU C2-Ultra da fabricante Arm
CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e eficiência (imagem: divulgação)

As melhorias impressionam no papel. Há um aumento prometido de 70% na velocidade de processamento de Modelos de Linguagem Pequenos (SLMs) e um desempenho de IA 1,7 vez superior ao do antigo C1-Ultra. Se os dados se comprovarem, o usuário terá um ganho de até 15% em performance de thread único (a velocidade com que um único núcleo do processador consegue executar a linha de instrução de um programa) com economia de energia de até 38%, conforme a Arm.

Para garantir que as fabricantes tirem proveito desse hardware rapidamente, a empresa destaca que a plataforma CSS for Mobile 2 já conta com suporte nativo a pacotes essenciais de desenvolvimento, como o Arm KleidiAI e o Neural Graphics Development Kit, agora localizados no novo Portal de IA da Arm.

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

AirPods 5 trazem cancelamento de ruído melhorado e IA

9 de Setembro de 2026, 16:33
Imagem mostra um AirPods 5 branco, com case aberta
Apple anuncia novos AirPods 5 (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • A Apple lançou os AirPods 5, fones de ouvido com cancelamento ativo de ruído (ANC) e integração à inteligência artificial da Apple, segundo a Apple.
  • Os novos fones de ouvido trazem melhorias na reprodução de som e cancelamento de ruído, com preços a partir de R$ 1.499 no Brasil.
  • Os AirPods 5 estão disponíveis em duas versões, uma com carregamento sem fio, que custa R$ 200 a mais e oferece recursos adicionais como sensor de força e 5 horas de música com ANC ativado.

A Apple apresentou nesta quarta-feira (09/09) a quinta geração dos seus AirPods tradicionais, com melhorias nas tecnologias de cancelamento ativo de ruído (ANC). Os fones foram anunciados junto com os novos iPhones, incluindo o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca. Os AirPods 5 chegam ao mercado em duas versões, e ambas contam com ANC.

O AirPods 5 já está em pré-venda no Brasi. A versão de entrada custa R$ 1.499, enquanto o modelo com carregamento sem fio chega a R$ 1.699. As entregas começam em 18 de setembro.

Os novos modelos mantém o formato dos AirPods traidicionais, sem ponteiras de silicone, e não receberam nenhuma atualização em design frente aos AirPods 4, lançados em 2024. Ainda assim, a nova geração promete melhor adaptação para “diferentes formatos de orelhas”, com uma arquitetura acústica redesenhada e auxílio do Adaptative EQ, tecnologia que ajusta as frequências com base no encaixo do dispositivo.

As melhorias também têm impacto no ANC, o melhor em um fone aberto, de acordo com a Apple. A empresa afirma que a tecnologia está 50% mais eficiente em relação a geração anterior, o que também resulta num modo de Áudio Espacial Personalizado melhorado.

Integração com IA

Mulher com o AirPods 5 integragindo com IA
AirPods 5 têm integração com sistemas de IA da empresa (imagem: reprodução/Apple)

Na apresentação, a empresa deu destaque a integração dos fones com a inteligência artificial dos iPhones, como a ferramenta de Tradução Ao Vivo e a Siri inteligente. É possível ativar a assistente e pedir informações sem a necessidade de usar o celular.

Não confunda com os supostos AirPods com câmera que apareciam em rumores. A versão, que deve permitir a captura de imagens para análise de cenas, só deve ser anunciada e lançada no ano que vem, provavelmente junto ao iPhone 18 base.

Ambos os modelos também incluem o modo de Áudio Adaptativo, em que define automaticamente o volume e os modos de cancelamento de ruído, Transparência e Detecção de Conversa, que diminui o volume do som caso o usuário comece a falar.

Modelo com carregamento sem fio

Imagem reúne as novidades do AirPods 5, com informações sobre Siri AI e bateria
Modelo chega em segunda versão com mais funcionalidades (imagem: reprodução/Apple)

Diferente da geração anterior, que separou AirPods com e sem cancelamento ativo de ruído, desta vez a empresa resolveu lançar uma segunda versão em uma case com suporte a carregamento sem fio. Ela traz pequenas melhorias, mantendo o mesmo design.

Por R$ 200 a mais, o dispositivo chega com um sensor de força que permiu aumentar ou diminuir o som deslizando o dedo. Essa versão também sobe para 5 horas de música com ANC ativado, contra 4 horas do modelo padrão.

Confira os detalhes do novo iPhone

AirPods 5 trazem cancelamento de ruído melhorado e IA

(imagem: reprodução/Apple)

(imagem: reprodução/Apple)

(imagem: reprodução/Apple)

Meta Muse: Zuckerberg apresenta agente de IA que roda 24 horas por dia

9 de Setembro de 2026, 09:22
Muse é novo agente pessoal de inteligência artificial da Meta (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • A Meta lançou o Muse, um agente pessoal de inteligência artificial projetado para interagir de forma personalizada com os usuários, ajudando a organizar atividades diárias e processando dados de forma segura.
  • O Muse utiliza uma Secure VM, um computador virtual próprio para cada usuário, garantindo maior segurança e privacidade para as interações e informações sensíveis.
  • O agente pessoal pode ser acessado pelo app Muse ou pelo WhatsApp e oferece uma experiência de IA personalizada, com 100 milhões de tokens gratuitos por semana para interações.

Muse é o novo agente pessoal de inteligência artificial da Meta. Anunciado nesta terça (08/09), o modelo promete uma experiência personalizada para cada usuário, com acesso a calendários, dados de exercícios físicos e mais informações para organizar atividades diárias. O processamento, segundo a Meta, será por meio de uma Secure VM, uma máquina virtual que garantiria maior segurança e privacidade.

O CEO Mark Zuckerberg apresentou o Muse como o próximo passo rumo à super-inteligência artificial. O modelo tem um avatar personalizável e interativo, que pode ser acessado tanto pelo app Muse quanto pelo WhatsApp. A ideia é que qualquer um consiga aproveitar os benefícios da IA, mesmo sem conhecimento técnico para criar prompts específicos.

Num primeiro momento, o app do Muse fica disponível apenas nos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre quando o novo agente pessoal chega ao Brasil. Eu tentei acessá-lo pelo site muse.ai, que já aparece em português, mas é exibida uma mensagem de que preciso de autorização para acessar o agente pessoal.

O que o Muse pode fazer?

O Muse é apresentado como um agente 24/7, ou seja, com operação constante para analisar suas atividades e fazer sugestões. Ele segue os mesmos moldes do Gemini Spark, oferecido pelo Google a usuários de serviços premium. Além disso, ele funciona mesmo em segundo plano, sem a necessidade de manter o app aberto enquanto a IA processa sua resposta.

No exemplo, Muse agenda participação em uma corrida. Agente promete ajustar rotinas e mais (imagem: reprodução/Meta)

Sua atuação depende, é claro, de uma autorização prévia para acessar seus dados. Apps de compra de ingressos, calendários, documentos e até redes sociais como o Instagram podem ser linkados ao Muse. No vídeo, Zuckerberg mostra seu Muse atuando no planejamento de atividades diárias, analisando qualidade do sono e até sugerindo mudanças na rotina de exercícios físicos.

Ele também aparece montando uma lista de compras e finalizando a compra, que precisa ser autorizada. Outra atividade interessante é a análise de gastos, identificando assinaturas pouco utilizadas e sugerindo formas de economizar dinheiro.

Computador virtual ‘próprio’ para cada usuário

A Meta promete que o novo Muse processa seus dados na chamada Secure VM, ou máquina virtual segura, em tradução literal. Essa seria uma forma de garantir maior privacidade para suas interações e informações sensíveis.

Além disso, confirmações de compra e outras ações exigem autorização do usuário. De qualquer forma, uma experiência completa com o agente significa confiar seus dados à empresa.

Sugestões e até finalização de compras podem ser feitas pelo Muse (imagem: reprodução/Meta)

O Muse substitui o Meta AI?

A princípio, Meta AI e Muse são coisas diferentes: enquanto o primeiro é considerado um assistente, o novo modelo é um agente pessoal, ou seja, vai além de tirar dúvidas e ajudar em atividades específicas. A ideia é que o Muse participe da sua rotina e atue de forma personalizada.

Outro ponto interessante é a quantidade de tokens disponibilizados de forma gratuita no novo agente pessoal: são 100 milhões de créditos semanais, com a possibilidade de assinar planos mensais para aumentar sua cota. Isso deve significar uma boa janela de interações com a IA para uso diário.

Meta Muse: Zuckerberg apresenta agente de IA que roda 24 horas por dia

CEO da Nvidia diz que OpenAI alcançou a AGI com o GPT-6 Astra

8 de Setembro de 2026, 15:54
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, reafirma chegada da AGI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirma que o lançamento do GPT-6 Astra da OpenAI marca a chegada da AGI.
  • A AGI é um sistema capaz de realizar tarefas intelectuais com competência comparável ou superior à humana.
  • A Nvidia, fornecedora de hardware para a OpenAI, registrou receita trimestral de US$ 96,2 bilhões.

Todo lançamento de um grande modelo de IA traz a dúvida de quanta evolução realmente recebemos com aquela atualização. Para Jensen Huang, o CEO da Nvidia, o lançamento do GPT-6 Astra marca a chegada da AGI, principal meta das principais empresas do setor.

Em declaração no X, o executivo parabenizou a equipe da OpenAI pelos números atingidos e destacou a evolução dos modelos nos últimos quatro anos. “A AGI chegou”, afirmou Huang, que também ressaltou a participação da própria Nvidia nesse processo.

GPT-6 Astra, trained on ~100K+ NVIDIA Grace Blackwell NVLink72. From ChatGPT to o1 to Astra in 4 years.

AGI has arrived. Congratulations @OpenAI team.

400K GPUs coming online next.

— Jensen Huang (@JensenHuang) September 6, 2026

GPT-6 Astra é um marco para AGI?

mockup do aplicativo do ChatGPT destacando o modelo GPT-6 Astra sendo usado no máximo de capacidade
GPT-6 Astra seria um marco, segundo OpenAI (imagem: divulgação/OpenAI)

A AGI, ou inteligência artificial geral, é geralmente descrita como um sistema capaz de desempenhar uma grande variedade de tarefas intelectuais com competência comparável ou superior ao humano. Entretanto, não existe um teste para determinar quando uma IA atingiu esse ponto, e o entendimento sobre ele varia.

Para a própria OpenAI, a AGI seria um sistema altamente autônomo capaz de superar humanos na maior parte dos trabalhos economicamente valiosos. A empresa aposta que o GPT-6 Astra, lançado na semana passada, deu o pontapé inicial nessa fase da tecnologia.

Segundo o Business Insider, Greg Brockman afirmou que o modelo pode ser visto futuramente como um marco no surgimento da AGI. nova versão traz um grande foco na realização de tarefas como agente, melhorando a capacidade de operar ferramentas autonomamente.

Pesquisador rebate Huang e OpenAI

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Pesquisador aponta falta de critérios para considerar modelo como AGI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas a falta de critério para definir esse salto tecnológico leva a dúvidas sobre quando ele realmente ocorrerá. O pesquisador Gary Marcus criticou Huang por “não apresentar evidências” que transformam o lançamento do Astra em um marco, como dito pela OpenAI.

Segundo ele, usando parâmetros convencionais da ciência da computação, o Astra cumpriria apenas um ou dois requisitos. Por isso, o modelo ainda estaria longe do patamar necessário para falar em AGI.

O próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, acredita que sigla a tem uma definição frágil e funciona como um termo de marketing. Apesar de frisar a chegada da AGI, Brockman também acha que o fim de cláusulas contratuais, que davam à Microsoft exclusividade sobre as tecnologias da OpenAI até a AGI ser atingida, diminuíram ainda mais a relevância do termo.

Nvidia colabora com infraestrutura da OpenAI

Uma placa de vídeo com detalhes em tons de verde vibrante e preto flutua diagonalmente no centro da imagem. Abaixo dela, em destaque, o logo da "NVIDIA" em verde e branco. O fundo é cinza escuro, com elementos desfocados que remetem a outras placas de vídeo. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Nvidia faz parte dos fornecedores de tecnologia para a OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas essa não é a primeira vez que Jensen Huang toca no assunto. Em março, ele já concordava que IAs seriam capazes de criar, escalar e administrar sozinha uma empresa de tecnologia avaliada em mais de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,1 bilhões). Esse cenário, para ele, já seria um indicativo de que a IA atingiu o patamar superior.

Para Marcus, no entanto, o otimismo de Huang soa mais como “uma tentativa de apropriação indevida de uma questão científica por decreto corporativo.”

Empresas que desenvolvem sistemas de LLMs, como a OpenAI, dependem de grandes volumes de aceleradores para treinar e executar os próprios modelos, e a Nvidia é uma das principais fornecedoras desse hardware.

A demanda por poder computacional também aparece nos resultados da Nvidia. No balanço divulgado em agosto, a empresa registrou US$ 96,2 bilhões (cerca de R$ 493 bilhões) em receita trimestral, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Desse total, US$ 89 bilhões (R$ 456 bilhões) vieram do segmento de data centers e chips para inteligência artificial.

Na mesma publicação em que afirmou que a AGI havia chegado, Huang disse que outros 400 mil processadores gráficos da Nvidia entrarão em operação na rede mundial.

CEO da Nvidia diz que OpenAI alcançou a AGI com o GPT-6 Astra

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Placa de vídeo Nvidia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude agora pode enviar e-mails pelo Gmail por conta própria

19 de Agosto de 2026, 11:19
Ilustração gráfica com fundo laranja-terracota de textura levemente granulada, dominada por uma grande estrela geométrica de muitos raios na cor bege-clara centralizada, cujas pontas se estendem até as bordas, acompanhada por partes de outras estrelas similares nas extremidades; no centro exato da composição, a palavra "Claude" está escrita em tamanho pequeno com fonte preta com serifa, e o logotipo do portal "tecnoblog" aparece no canto inferior direito em letras brancas.
IA da Anthropic pode responder mensagens na caixa de entrada do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic atualizou o conector do Google Workspace, permitindo que o assistente Claude leia e responda e-mails no Gmail, além de gerenciar arquivos no Drive.
  • Com a nova atualização, o Claude pode escrever, responder, encaminhar e enviar e-mails sozinho, mas solicita a aprovação do usuário por padrão.
  • A integração utiliza o protocolo OAuth para manter a privacidade e a criptografia dos dados.

A Anthropic anunciou nesta terça-feira (18/08) uma grande atualização para o conector do Google Workspace. O assistente Claude agora pode escrever, responder, encaminhar e enviar e-mails pelo Gmail, além de administrar arquivos no Google Drive.

Esses conectores são recursos que funcionam como pontes virtuais, permitindo que a IA “converse” com aplicativos e serviços de terceiros. Com a novidade, a Anthropic busca transformar a ferramenta em um agente prático para o trabalho diário. A integração já está liberada para os assinantes dos planos pagos da plataforma (Pro, Max, Team e Enterprise).

Anteriormente, a IA conseguia ler a caixa de entrada e organizar resumos de tarefas, mas a etapa final de envio ainda exigia a intervenção manual do usuário. Com a nova atualização, basta um comando de texto para que a ferramenta assuma a comunicação de ponta a ponta.

Claude can now send emails in Gmail and manage files in Google Drive.

Ask Claude to reply to a thread, and it drafts and sends the response. You control when it needs your approval.

Connect Gmail or Google Drive from the connectors menu to try. Available on all paid plans. pic.twitter.com/cFZEjh3MgB

— Claude (@claudeai) August 18, 2026

Claude envia mensagens sem permissão?

Por padrão, o sistema foi configurado para solicitar a aprovação do usuário antes de disparar qualquer mensagem. No entanto, clientes das categorias corporativas Team e Enterprise possuem configurações adicionais e podem ajustar o conector para pular a etapa de verificação, concedendo autonomia total à IA para o envio imediato de respostas.

No Google Drive, as capacidades também foram expandidas. O assistente agora consegue pesquisar, compartilhar, mover e excluir documentos armazenados na nuvem. A ação de modificar ou apagar arquivos exige, na configuração padrão, uma confirmação prévia para evitar a exclusão ou o compartilhamento acidental de documentos.

Claude no conector do Google Workspace, enviando resposta por Gmail
Novidade permite conceder mais autonomia ao Claude no Google Workspace (imagem: reprodução)

IA não domina todos os recursos do Google Workspace

A integração ainda esbarra em algumas barreiras técnicas. O Claude não processa o conteúdo de anexos nos e-mails e não consegue extrair imagens ou comentários de documentos do Drive. A ferramenta também pode apresentar instabilidades ao processar caixas de entrada muito volumosas ou ao interagir com regras de filtragem complexas, conforme apontam as primeiras avaliações.

No quesito privacidade, o acesso é protegido pelo protocolo OAuth, um padrão de segurança que autoriza a conexão entre plataformas sem que o usuário precise compartilhar suas senhas. Os dados são armazenados de forma criptografada nos servidores e não são utilizados para o treinamento de novos modelos de linguagem.

Claude agora pode enviar e-mails pelo Gmail por conta própria

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

19 de Agosto de 2026, 10:02
Imagem mostra o prédio do Congresso Americano
Consultores legislativos do Congresso dos EUA têm revisado conteúdo superficial de IA (foto: Flickr/Gage Skidmore)
Resumo
  • O Congresso dos Estados Unidos enfrenta problemas com textos gerados por inteligência artificial (IA).
  • Consultores Legislativos relatam erros de escrita e informações erradas em projetos de lei e documentos analisados.
  • O uso de IA aumentou o volume de projetos enviados para revisão em 70% em relação a 2025.

O Congresso dos Estados Unidos é o mais recente alvo do chamado AI Slop, grande volume de conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. O problema tem sido relatado por consultores legislativos do Capitólio, profissionais que revisam projetos de lei e outros documentos produzidos pelas equipes de senadores e deputados.

Segundo os relatos, os documentos chegam com muitos erros de escrita, informações erradas e falta de profundidade, dinâmica que teria atrasado o fluxo legislativo estadunidense. Ao site especializado Politico, um dos funcionários afirmou que as equipes utilizam versões básicas do ChatGPT e Claude para redigir o material.

De acordo com o site, o uso de IA também levou a um aumento no volume de projetos enviados para revisão, que cresceu 70% em relação a 2025.

IA pode comprometer projetos de lei

Segundo os entrevistados pelo site Politico, o problema vai além dos erros “clássicos” das IAs, como as alucinações. Entre os exemplos levantados pelo conselheiro Wade Ballou, que chefiou a US House Office of Legislative Counsel (órgão responsável pelas revisões) entre 2016 e 2024, estão a definição de termos básicos como “estado” e a definição de tipos de verba pública.

Outro problema levantado pelos especialistas é, justamente, a baixa qualidade do trabalho entregue pelos gabinetes com o uso massivo de IA. Como a produção fica mais automatizada, deputados e seus assessores já não têm mais tanto entendimento do que estão propondo.

Saída também passa pelo uso de IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Uso de IA de forma “desleixada” pode ser resolvido com outra ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como saída, os consultores estão recorrendo a outra ferramenta de IA para aprimorar a revisão. A Comparative Print Suite compara projetos a leis já estabelecidas para apontar evoluções no texto promulgado e apontar possíveis modificações a partir das novas sugestões.

O site Engadget lembra que o recurso também permite visualizar erros, ao invés de “passar por cima” de possíveis alucinações para entregar os documentos. Vale lembrar que o aumento no número de propostas também é uma preocupação, o que tem tomado muito tempo do trabalho dos Conselheiros Legislativos nos últimos anos.

AI Slop já é um problema real

O chamado AI Slop, ou “desleixo” de IA, na tradução literal, tem sido um problema em diversos ambientes online. Diante disso, plataformas vêm adotando medidas para frear a circulação de material superficial.

O LinkedIn, por exemplo, prometeu diminuir a distribuição de publicações claramente feitas com uso massivo de inteligência artificial, lançando inclusive um botão para denunciar casos de AI Slop.

Menu do LinkedIn mostrando o botão “Seems like AI slop” para denunciar publicações suspeitas de IA
LinkedIn agora tem botão “Seems like AI slop” para denunciar material de baixa qualidade (imagem: Tecnoblog)

Antes, o Tinder firmou parceria com o polêmico serviço de reconhecimento de retina World ID para diminuir a relevância de perfis criados com a ferramenta.

Enquanto isso, grandes empresas de IA estariam recorrendo a livros impressos para treinar seus modelos, em busca de conteúdo considerado mais confiável do que o material encontrado na internet.

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Copilot “ensinou” pesquisadores a hackear o próprio sistema

18 de Agosto de 2026, 19:52
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Especialistas usaram engenharia social para burlar barreiras de proteção (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A falha CoSnitch no Copilot da Microsoft permitia roubo silencioso de dados de contas conectadas com apenas um clique, segundo pesquisadores do Varonis Threat Labs.
  • A brecha foi descoberta após analistas aplicarem técnicas de engenharia social no mecanismo de raciocínio da IA, fazendo com que o próprio sistema revelasse comandos internos que deveriam estar desativados.
  • A correção oficial foi disponibilizada na versão web do Copilot.

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma falha crítica no Copilot que permitia roubar dados confidenciais e até manipular a memória do assistente a partir de um único link malicioso. A falha, batizada de CoSnitch, foi identificada pelo Varonis Threat Labs, que comunicou o problema à Microsoft em dezembro de 2025.

Para identificar o problema, os especialistas aplicaram técnicas de engenharia social no mecanismo de raciocínio da IA. Esse processo, chamado de “meta-hacking”, fez com que o próprio sistema revelasse comandos internos que deveriam estar desativados.

Não foram encontradas evidências de que a brecha tenha sido explorada por criminosos. Uma correção oficial foi disponibilizada na versão web do Copilot nesta terça-feira (18).

Como o Copilot foi manipulado?

Os analistas questionaram o assistente se seria possível rodar um comando sem apertar a tecla Enter. O Copilot respondeu inicialmente que essa ação era impossível. Em vez de encerrarem o teste, eles insistiram na conversa, reformulando cada justificativa do chatbot como uma nova pergunta sobre regras de segurança.

Durante a troca de mensagens, a ferramenta acabou descrevendo um recurso não documentado publicamente: o comando “autorun=1”. Embora afirmasse categoricamente que a função não funcionava, o Copilot mostrou as condições necessárias para aceitar a instrução. No fim, os especialistas comprovaram que a ação continuava rodando silenciosamente em segundo plano, deixando claro que o sistema havia sido manipulado para cooperar.

Falha permitia acessar contas conectadas

Falha permitia extrair senhas salvas em e-mails conectados ao assistente (imagem: reprodução/Varonis)

A exploração do problema dependia apenas de abrir um link malicioso. Como a maioria dos usuários já mantém o navegador conectado ao Copilot, a interface carregava a página e executava instruções indesejadas instantaneamente, sem exibir alertas ou pedir confirmações.

O assistente passava a operar sem alarde com as permissões já ativas, incluindo acesso a outros serviços, como Gmail e Google Drive. Segundo os pesquisadores, foi possível consultar e extrair senhas em texto simples guardadas em mensagens, ler compromissos da agenda e localizar documentos.

Um site malicioso podia reescrever a memória da IA

A brecha também permitia executar uma técnica conhecida como injeção indireta, capaz de contaminar a memória persistente do Copilot. Para isso, bastaria pedir para resumir uma página da web com instruções ocultas em código HTML para o assistente interpretar o texto “escondido” como uma ordem de sistema.

Nesse cenário, a IA entregava o resumo solicitado normalmente para a vítima, mas operava nos bastidores, gravando novas instruções de comportamento em seu armazenamento de longo prazo. Essa modificação continuaria moldando as respostas da IA indefinidamente, até que a pessoa entrasse nas configurações específicas de memória para apagar a regra manualmente.

Copilot “ensinou” pesquisadores a hackear o próprio sistema

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Firefox ganha mais recursos de IA (calma, eles são opcionais)

18 de Agosto de 2026, 17:07
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Mozilla Firefox tenta agradar quem gosta e quem não gosta de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Mozilla lançou novas ferramentas de inteligência artificial para o Firefox, como busca no histórico com linguagem natural e agrupamento inteligente de abas, como parte da Smart Window, separada da janela principal do navegador.
  • O recurso de busca agora permite que o usuário digite frases vagas e visualize os sites acessados que se encaixam no pedido.
  • As novas funcionalidades são opcionais e fazem parte da estratégia da Mozilla de oferecer ferramentas de IA consideradas úteis, após enfrentar resistência de alguns usuários.

A Mozilla apresentou novas ferramentas de inteligência artificial para o Firefox, como encontrar respostas, agrupar abas e fazer buscas no histórico. Elas se juntam a recursos já existentes, como comparar produtos ou resumir textos da web.

As funcionalidades fazem parte da Smart Window. Ainda em fase beta, ela é separada da janela principal do navegador e precisa ser ativada pelo usuário. A experiência padrão do software permanece a mesma.

Infelizmente (ou felizmente, para alguns), a Smart Window só está disponível para testes nos Estados Unidos e no Canadá, apenas em inglês. Não é possível usá-la no Brasil.

Quais são as novas ferramentas de IA do Firefox?

O chatbot da Smart Window do Firefox agora é capaz de buscar informações na internet, apresentar as fontes e colocar os trechos mais importantes diretamente na conversa. O recurso é uma parceria com a empresa Exa, que fornece uma API unificada de busca com IA.

Outra novidade é o agrupamento de abas. Com a ferramenta, o Firefox consegue analisar as páginas que estão abertas e sugerir grupos, organizando os sites por temas e encontrando sites duplicados. No exemplo dado pela desenvolvedora, o navegador separa as informações em “Tênis de corrida”, “Planejamento para o quarto trimestre” e “Viagem a San Francisco”.

Por fim, o browser agora poderá usar IA para fazer buscas no histórico de navegação usando linguagem natural. Assim, o usuário não precisa lembrar exatamente o nome ou endereço da página que visitou: ele pode digitar “tênis de corrida que vi na semana passada” e visualizar os sites acessados. O Firefox coloca até mesmo algumas imagens de pré-visualização para ajudar a encontrar mais rápido o item desejado.

Captura de tela de interface de navegador de internet sobre fundo lilás. Na topo, há abas abertas com favicons coloridos. No centro, sobressai uma janela flutuante com fundo branco e cantos arredondados contendo o título "Organize Tabs". Abaixo dele, lê-se "Suggested groups" seguido por três linhas com nomes de grupos e ícones de sites correspondentes: "Running Shoes", "Q4 Planning" e "San Francisco Trip". No rodapé da caixa central, sobressai a opção em roxo "Create all".
IA sugere grupos de abas após analisar sites (imagem: divulgação)

A Mozilla promete ainda ferramentas para retomar “jornadas de navegação” e usar informações relevantes para preencher formulários, que chegarão em versões futuras do Firefox.

IA do Firefox provocou revolta de usuários

A febre da IA generativa teve um impacto considerável nos navegadores, com caminhos variados: a Opera apostou em agentes, o Google integrou o Gemini ao Chrome, a OpenAI criou (e matou) seu próprio browser e o Vivaldi disse “não, obrigado, estamos bem sem IA”.

A Mozilla decidiu aderir à IA, sempre colocando ferramentas opcionais. Mesmo assim, enfrentou resistência da base de usuários do Firefox, como a própria organização reconhece.

“Nós ouvimos muitas pessoas dizerem que não querem nem saber de IA. Também ouvimos outros que querem ferramentas de IA que sejam genuinamente úteis”, disse a desenvolvedora em fevereiro de 2026, ao anunciar um botão unificado para desligar todos os recursos de inteligência artificial do navegador, em uma tentativa de acalmar os críticos.

Com informações do The Verge

Firefox ganha mais recursos de IA (calma, eles são opcionais)

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic explica como o Claude vai identificar textos gerados por IA

18 de Agosto de 2026, 11:56
Ilustração gráfica com fundo laranja-terracota de textura levemente granulada, destacando no centro uma grande estrela geométrica radiada na cor bege-clara; sobreposta horizontalmente ao centro da imagem, a palavra "Claude" está escrita em destaque com uma fonte elegante com serifa na cor preta, e o logotipo do "tecnoblog" no canto inferior direito em letras brancas.
Claude terá identificador de textos de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic desenvolverá uma marca d’água invisível para textos criados pelo Claude, com base no SynthID-Text do Google DeepMind.
  • A marca d’água altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo, sem impactar a qualidade do texto, e será detectável por uma API.
  • Essa detecção pode falhar em casos de edições simples, trechos curtos, dados factuais, operações matemáticas, códigos de programação e textos revisados por humanos.

A Anthropic explicou como funcionará a marca d’água invisível para textos criados pelo Claude. A tecnologia tem como base o SynthID-Text, desenvolvido pelo Google DeepMind, e será inserido durante a geração das respostas.

A proposta é criar uma forma de verificação para textos gerados pela própria plataforma, seguindo as regras da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia. O regulamento europeu começou a valer em 2 de agosto, determinando a adoção de soluções para que conteúdos criados em ferramentas de IA sejam detectáveis. Assim, tecnologias semelhantes devem começar a aparecer em outros modelos.

O SynthID já é conhecido como uma tecnologia de marca d’água para vídeo, imagem e áudio, fazendo pequenas alterações imperceptíveis para humanos. Enquanto imagens e vídeos têm mudanças nos pixeis, o SynthID-Text altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo.

Como a marca funciona?

Captura de tela de vídeo explicativo sobre o SynthID
Tecnologia altera padrão de texto gerado pela IA (imagem: reprodução/Google DeepMind)

Em comunicado, a Anthropic afirma que a identificação é criada na sequência de palavras geradas pelo assistente. Modelos de linguagem produzem texto de maneira sequencial, calculando a probabilidade estatística de cada palavra a ser exibida com base no contexto anterior. A marca d’água atua neste momento. Na prática, funciona assim:

  1. Em uma frase como “O tempo hoje estava frio e…”, a IA entende que a continuidade dificilmente seria “açucarado”, mas poderia ser “nublado” ou “cinzento”.
  2. Nestes casos em que há opções de sinônimos, o modelo decide aleatoriamente qual palavra escolher.
  3. Com a marca d’água, uma chave criptográfica passa a orientar a escolha.
  4. Na análise, o Claude identificará se o padrão é compatível com um texto gerado por ele mesmo.

De acordo com a empresa, isso não significa que o Claude passará a forçar palavras estranhas no meio do texto. Testes internos e resultados do estudo do SynthID-Text, feito pelo Google DeepMind, teriam indicado que não há impacto da técnica no conteúdo final.

Onde a detecção pode falhar?

Ilustração artística em estilo conceitual sobre fundo bege, coberto pela palavra "Claude" repetida em letras brancas na vertical, mostrando no centro o contorno estilizado de uma silhueta humana preta com um diagrama de rede neural de nós e linhas pretas em seu interior, e uma explosão estelar geométrica laranja-terracota atrás de sua cabeça, com o logotipo "tecnoblog" no canto inferior direito.
Análise pode falhar com alterações simples (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como a marca será aplicada no padrão de escrita do texto, edições simples podem interferir no resultado da análise e mudanças completas na estrutura do texto tendem a remover a marcação, segundo a Anthropic. Há mais situações em que a análise pode falhar:

  • Quando os trechos são muito curtos;
  • Quando a resposta é baseada em um dado factual e exato;
  • Operações matemáticas;
  • Códigos de programação;
  • Textos feitos por humanos, mas revisados pelo assistente.

A Anthropic afirma que vai lançar em breve uma API de detecção para permitir que plataformas, instituições e desenvolvedores verifiquem se um texto provavelmente foi produzido pelo Claude.

Anthropic explica como o Claude vai identificar textos gerados por IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google DeepMind)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

18 de Agosto de 2026, 10:50
Avião da Spirit Airlines em uma pista
Spirit Airlines encerrou as operações após duas recuperações judiciais (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Google adquiriu dados corporativos da Spirit Airlines por US$ 10 milhões para treinar modelos de IA.
  • O pacote inclui milhões de e-mails e linhas de código, além de documentos internos da companhia aérea.
  • A aquisição visa aprimorar produtos do Google com dados de operações corporativas reais, sem incluir dados pessoais de passageiros ou clientes.

O Google venceu um leilão de falência realizado nos Estados Unidos e adquiriu os dados corporativos da extinta companhia aérea Spirit Airlines. O acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões na cotação atual) transfere o acervo digital da empresa de aviação para a gigante das buscas.

O objetivo é utilizar o vasto histórico de comunicações operacionais e métricas de negócios para treinar modelos de linguagem e aprimorar produtos de inteligência artificial.

O que inclui o acervo leiloado pela Spirit Airlines?

A aquisição engloba um volume gigantesco de documentação, mas a oficialização da compra ainda aguarda a aprovação final de um juiz federal. Segundo os autos do processo, a transferência inclui quase 100 milhões de e-mails corporativos, mais de 500 milhões de chats trocados via Microsoft Teams, agendas, auditorias financeiras e materiais de campanhas de marketing.

O Google também assumirá a posse de 30 milhões de linhas de código, metadados de desenvolvimento, modelos e algoritmos de software da companhia aérea, bem como dados detalhados sobre receita, métricas de operações de aeronaves e relatórios de produtividade de funcionários e de recursos humanos.

Por que o Google quer os dados?

Imagem mostra o logo do Google no escritório da empresa em São Paulo
Google investiu em acervo para treinar modelos de linguagem (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

A big tech pretende processar toda essa documentação para alimentar suas redes neurais com situações e resoluções do mundo corporativo real, já que modelos de IA atuais ainda enfrentam dificuldades em tarefas executivas. Experimentos recentes mostram essa limitação: a Anthropic, por exemplo, colocou seu modelo Claude para gerenciar uma máquina de vendas automatizada, mas o agente tomou uma série de decisões erradas e acabou gerando prejuízo.

A entrada do banco de dados de uma operação logística e corporativa complexa como a da Spirit Airlines oferece elementos valiosos sobre como uma grande empresa lida com fornecedores, gerencia crises e toma decisões de gestão.

Um porta-voz do Google confirmou o plano à agência Bloomberg: “Adquirimos parte de um conjunto de dados corporativos da Spirit Airlines que pode ser útil para aprimorar nossos produtos e modelos de IA”.

Como ficam os dados de passageiros e clientes?

O contrato de venda proíbe a transferência de informações pessoais. Foram excluídos da compra cerca de 97,5 milhões de perfis de passageiros da Spirit Airlines, além de mais de 50 milhões de registros de membros do programa de fidelidade da companhia.

Os dados corporativos vendidos serão categorizados como “desidentificados”, assegurando que nenhum arquivo possa ser atrelado a um indivíduo específico. O contrato também exige que o Google concorde em não desenvolver ferramentas para tentar reidentificar os usuários.

Spirit Airlines encerrou operações em 2026

A ruína da Spirit Airlines ocorreu após a empresa enfrentar duas recuperações judiciais em 2025, amargando perdas de US$ 257 milhões (R$ 1,3 bilhão), e um resgate governamental de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) negado por credores. Em maio deste ano, a companhia encerrou oficialmente suas operações. A Spirit nunca operou voos regulares de passageiros no Brasil.

Segundo o CEO Dave Davis, o serviço tornou-se insustentável devido à alta dos combustíveis impulsionada por conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã, selando o primeiro colapso de uma grande companhia aérea americana desde a quebra da Midway Airlines após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

OpenAI desmontou equipe responsável por avaliar riscos de IA, diz jornal

17 de Agosto de 2026, 12:55
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI quer foco em clientes corporativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI desmontou sua equipe de preparedness, responsável por avaliar riscos graves ou catastróficos envolvendo modelos de inteligência artificial, segundo o Financial Times.
  • Funcionários experientes foram realocados para setores como biologia e cibersegurança, onde continuarão a trabalhar na mitigação de riscos.
  • As mudanças ocorrem em meio à preparação da OpenAI para sua estreia na bolsa de valores, com expectativa de atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão.

A OpenAI teria realocado profissionais e acabado com sua equipe de preparedness, responsável por avaliar riscos graves ou catastróficos envolvendo os modelos de inteligência artificial desenvolvidos pela empresa, bem como por trabalhar para mitigar esses riscos.

As informações são do jornal Financial Times, em uma reportagem sobre as reorganizações da OpenAI às vésperas de fazer sua estreia na bolsa de valores.

Greg Brockman, co-fundador e presidente da OpenAI, declarou à Wired que os avanços técnicos da empresa exigem salvaguardas mais robustas e que as mudanças foram feitas para integrar de modo mais profundo pesquisas e segurança no desenvolvimento dos modelos.

A questão da segurança da OpenAI está sob atenção pública desde que um modelo da empresa “escapou” de um ambiente de testes e invadiu sistemas de outras companhias.

O que a OpenAI fez com sua equipe de gestão de riscos?

Notebook com símbolos de segurança no entorno
Equipe de preparedness cuidava de riscos catastrófics (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com a publicação, várias pessoas familiarizadas com as reorganizações da OpenAI disseram que a equipe de gestão de riscos e prevenção foi desmembrada.

Os funcionários mais experientes foram realocados para times já existentes, como biologia e cibersegurança, onde seguirão com a responsabilidade de avaliar e mitigar riscos, mas sem contar com o respaldo de um departamento dedicado a isso.

Segundo o Financial Times, a unidade de preparedness era um dos elementos restantes da estrutura antiga da OpenAI, quando a empresa ainda tinha a pesquisa em inteligência artificial como seu foco. Antes disso, as equipes de preparação para a inteligência artificial geral e de alinhamento de missão já tinham sido dissolvidas.

A OpenAI teve uma equipe de superalinhamento, também voltada a questões de segurança, mas ela também foi encerrada. Jan Leike, que era um dos líderes, pediu demissão em 2024 e disse que a segurança estava sendo colocada em segundo plano e que a prioridade eram os produtos chamativos.

Ainda de acordo com a reportagem, lideranças e funcionários experientes desses setores foram realocados para cargos com responsabilidades pouco definidas, deixando a companhia pouco depois.

OpenAI se prepara para estrear na bolsa e enfrentar concorrência

As reorganizações acontecem em um momento em que a OpenAI prepara sua oferta pública inicial de ações (IPO), com expectativa de atingir o valor de mercado de US$ 1 trilhão (US$ 5,18 trilhões, em conversão direta).

Para isso, a empresa teria sido direcionada pelo CEO Sam Altman a abandonar “side quests” (projetos paralelos) e se concentrar no ChatGPT. A ideia é conquistar clientes corporativos, um espaço onde a Anthropic é muito forte.

Segundo o FT, as reorganizações dividem investidores: uns se preocupam com a alta taxa de rotatividade de pessoal e a falta de foco; outros acreditam que é normal fazer uma “limpeza” na organização antes de oferecer ações.

OpenAI desmontou equipe responsável por avaliar riscos de IA, diz jornal

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linux 7.2 é anunciado por Linus Torvalds; confira as principais novidades

17 de Agosto de 2026, 12:00
Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linux 7.2 é anunciado por Linus Torvalds; confira as principais novidades (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.2 foi anunciado por Linus Torvalds, com previsão de servir de base para distribuições como o Ubuntu 26.10;
  • nova versão traz suporte à tecnologia Fixed Rate Link (FRL) para HDMI 2.1 no driver AMDGPU, melhorias em chips da Intel, como Panther Lake R e Xeon Diamond Rapids, e suporte ao protocolo USB4STREAM;
  • Linux 7.2 também permite inicialização em MacBooks com chip Apple M3, aprimora a compatibilidade com o sistema de arquivos NTFS, oferece suporte a Agendamento com Consciência de Cache, entre outros recursos.

A previsão era a de que o Linux 7.2 seria anunciado no último domingo (16/08). Assim foi feito: a nova versão do kernel foi anunciada oficialmente por Linus Torvalds, como manda a tradição, e deverá servir de base para várias distribuições Linux, a exemplo do Ubuntu 26.10, a ser lançado em outubro.

Havia alguma preocupação sobre um possível atraso porque os desenvolvedores do projeto estão recebendo um grande volume de notificações sobre bugs e ajustes por causa do uso de mecanismos de IA que “caçam” esses problemas.

Mas o próprio Linus Torvalds já havia sinalizado esse cenário como o “novo normal” e voltou a usar esse discurso no anúncio do Linux 7.2:

Bem, esta última semana de lançamento foi — mais uma vez — maior do que eu gostaria [em volume de trabalho], mas, considerando o “novo normal, se eu atrasasse o lançamento [da versão 7.2 ] por esse motivo, provavelmente nunca teríamos um lançamento.

Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux

O que o Linux 7.2 traz de novo?

Como de hábito, a nova versão do kernel corrige bugs, otimiza recursos, remove código obsoleto e acrescenta suporte a novos componentes, tanto de software quanto de hardware.

Nesse sentido, um dos destaques do Linux 7.2 é o suporte introdutório à tecnologia Fixed Rate Link (FRL), que eleva a taxa de transferência de dados para até 48 Gb/s no HDMI 2.1, no AMDGPU, o driver aberto para chips gráficos da AMD. Sem o FRL, uma conexão HDMI 2.1 se comporta como se estivesse operando sob os parâmetros da versão 2.0 do padrão.

Com relação à Intel, as novidades incluem suporte para vários chips da família Panther Lake R, ativação de relatórios de erros (ECC) para processadores Nova Lake H e Panther Lake H, e melhorias de compatibilidade com chips Xeon Diamond Rapids.

Ainda no âmbito do hardware, outro avanço está no suporte ao protocolo USB4STREAM para permitir que dois computadores transfiram dados entre si por meio de uma conexão direta via USB4 ou Thunderbolt.

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Linux 7.2 será a base de várias futuras distribuições, como o Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outras novidades incluem:

  • suporte para Agendamento com Consciência de Cache (Cache Aware Scheduling), técnica que mantém uma tarefa sob execução em um único núcleo ou em núcleos que compartilham o mesmo cache para diminuir a busca de dados na RAM pelo processador, otimizando o desempenho;
  • o Linux 7.2 permite inicialização em MacBooks com chip Apple M3, embora somente via console serial (linha de comando para depuração) devido ao fato de esse suporte ainda ser inicial;
  • no kernel Linux 7.1, a compatibilidade com o sistema de arquivos NTFS foi melhorada graças a um driver que oferece suporte completo a operações de escrita e leitura de dados; a versão 7.2 aprimora esse recurso.

Como obter o Linux 7.2?

O Linux 7.2 é um kernel (núcleo), não um sistema operacional completo. Por isso, o acesso a essa versão depende de atualizações oferecidas pela distribuição Linux que você usa. Como informado no começo do texto, o futuro Ubuntu 26.10 deverá estar entre os projetos baseados no Linux 7.2.

De todo modo, quem sabe compilar o kernel e quiser se antecipar já pode baixar o Linux 7.2 no site oficial.

Linux 7.2 é anunciado por Linus Torvalds; confira as principais novidades

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Meta quer usar IA para combater golpes no WhatsApp

13 de Agosto de 2026, 17:08
Imagem mostra a tela de um celular mostrando uma conversa no WhatsApp. A parte superior da tela exibe o nome "João", a informação "visto por último hoje às 05:55", ícones de videochamada e chamada de voz, além de indicadores de sinal e bateria. A interface do WhatsApp é verde e branca. O fundo da imagem é verde claro e, na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
WhatsApp vai buscar por padrões conversacionais e linguísticos que indiquem golpes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta anunciou o recurso Scam Alert para o WhatsApp, que usa inteligência artificial no próprio dispositivo para identificar mensagens suspeitas e alertar o usuário sobre possíveis golpes.
  • O Scam Alert usa um modelo de machine learning que roda no aparelho, sem depender da nuvem, e é treinado para reconhecer padrões conhecidos de mensagens usadas em golpes.
  • A tecnologia faz uma classificação probabilística baseada na estrutura conversacional e em sinais linguísticos, analisando mensagens de números que não estão na lista de contatos dos usuários.

A Meta anunciou um recurso chamado Scam Alert para o WhatsApp, que usa inteligência artificial no próprio dispositivo para identificar mensagens suspeitas e alertar o usuário sobre possíveis golpes. O Scam Alert ainda está em fase de testes e será liberado para um número limitado de participantes do programa beta. Ao UOL, a Meta afirmou que o recurso não está disponível no Brasil.

O WhatsApp é um dos principais vetores para golpes no Brasil e no mundo. Por aqui, dados da Febraban de 2025 apontam que 34% dos brasileiros já receberam contatos de alguém se passando por um conhecido. Nos Estados Unidos, estima-se que, em 2025, US$ 725 milhões foram perdidos em ações aplicadas pelo mensageiro da Meta, segundo dados da Comissão Federal do Comércio (FTC).

Como funciona o Scam Alert do WhatsApp?

Ilustração mostra hacker atrás de computador cercado por ícones do WhatsApp
34% dos brasileiros já sofreram tentativas de golpes pelo WhatsApp, segundo Febraban (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Scam Alert usa um modelo de machine learning que roda no aparelho, sem depender da nuvem. Ele é treinado para reconhecer padrões conhecidos de mensagens usadas em golpes.

Ao perceber alguma coisa suspeita, a ferramenta dá um alerta ao usuário que está recebendo a mensagem, sem que o suposto golpista veja. A pessoa pode bloquear ou denunciar o contato, assim como também pode continuar a conversa.

Caso o usuário sinalize que o alerta foi disparado incorretamente, o modelo marca aquela conversa como confiável e não emite novas advertências de segurança. Também haverá uma opção para compartilhar com a Meta as últimas cinco mensagens recebidas, para que a empresa possa aperfeiçoar o sistema de proteção.

Segundo a Meta, a tecnologia faz uma classificação probabilística baseada na estrutura conversacional e em sinais linguísticos. Ou seja, ela olha mais para como a conversa “se desenrola” e menos para palavras-chave isoladas.

Além disso, ele só analisa mensagens de números que não estão na lista de contatos dos usuários. Apesar de fazer sentido, também abre uma brecha para golpes aplicados usando números clonados.

Meta promete não violar privacidade

A Meta fez questão de ressaltar que o modelo de IA usado roda no próprio dispositivo. Isso significa que as mensagens não precisam ser enviadas a um servidor para que sejam analisadas. A empresa diz que apenas contagens de alertas e ações de usuário são transmitidos, e mesmo esses dados são agregados e anonimizados.

Em outro aspecto de segurança, a companhia afirmou que compartilhará com pesquisadores os pesos do modelo de machine learning usado para analisar as mensagens. A intenção é que eles possam testar a IA com diferentes entradas e cenários.

Por fim, a Meta afirma não ter como direcionar modelos específicos para usuários específicos, além de dar ferramentas de verificação. Isso existe para garantir que o recurso não está sendo usado para vigilância.

Com informações do The Verge.

Meta quer usar IA para combater golpes no WhatsApp

WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segurança é preocupação no WhatsApp devido à quantidade de tentativas de golpes na plataforma (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quase 80% dos alunos no Brasil usam inteligência artificial para estudar

12 de Agosto de 2026, 16:46
Uma representação visual do cérebro humano sobre um fundo abstrato que remete a circuitos e dados. No centro, duas silhuetas de perfis de cabeça humana em tons de azul cian. Vários outros cérebros em tons de bege e textura pontilhada estão espalhados pelo fundo amarelado. No canto inferior direito, a marca do "tecnoblog" é visível.
IAs já são realidade para quase 80% dos estudantes brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 78% dos estudantes brasileiros usam inteligência artificial em algum nível para atividades acadêmicas, com 15% buscando a tecnologia sempre que estudam, e 34% começando suas pesquisas com ferramentas de IA.
  • A confiabilidade das informações geradas pela IA é uma preocupação para 52% dos estudantes, que desejam mais precisão e orientação no uso dessas ferramentas.
  • Apenas 5% dos estudantes receberam orientação formal das instituições de ensino sobre o uso correto e saudável da IA, enquanto 40% nunca tiveram qualquer orientação.

Já são 78% dos estudantes brasileiros utilizando inteligência artificial em algum nível para atividades acadêmicas. Desses, 15% afirmam buscar a tecnologia sempre que vão estudar, enquanto 34% dizem começar suas pesquisas a partir de ferramentas de IA.

Uma preocupação que surge é quanto à qualidade das informações, já que os modelos atuais estão sujeitos a erros e alucinações: 52% entendem que a confiabilidade do conteúdo gerado deveria ser maior. Inclusive, são 31,76% os que afirmam checar as informações em outras fontes, segundo dados obtidos em primeira mão pelo Tecnoblog, que também teve acesso a mais detalhes sobre o comportamento dos estudantes.

O estudo foi realizado pela empresa norueguesa Opera, dona do navegador de mesmo nome e que tem investido no mercado de IA nos últimos anos. Ao todo, foram consultados 2,4 mil estudantes de instituições públicas e privadas de ensino pelo país.

Uso massivo e sem orientação

Um aspecto relevante da pesquisa, além do grande volume de usuários que optam pela inteligência artificial como ferramenta nos estudos, é a quantidade de alunos que aprenderam a usar a IA de forma autodidata. Apenas 5% dos estudantes revelaram ter recebido um direcionamento formal das instituições de ensino sobre o uso correto e saudável desses modelos na rotina acadêmica, enquanto 40% nunca tiveram orientação em qualquer nível.

Pessoa digitando em notebook. (Imagem: Christin Hume/Unsplash)
Inteligências artificiais vêm substituindo buscadores nos estudos dos brasileiros (Imagem: Christin Hume/Unsplash)

Algumas instituições nem falam sobre o assunto, segundo os entrevistados: 9% deles estudam em escolas que proíbem o uso, enquanto 20% falam em políticas claras sobre o assunto. Em alguns casos (32%), as orientações vêm dos próprios professores, mas de maneira informal.

A pesquisa reforça a importância de pensar esse uso responsável da IA. Segundo a diretora regional da Opera no Brasil, Juliana Psaros, essa é uma “nova fase” da inteligência artificial na educação, e que “o desafio agora é garantir que seu uso contribua para ampliar conhecimento, autonomia e pensamento crítico”.

Processo de aprendizado já tem interferência da IA

Os resultados mostram mais detalhes de como a inteligência artificial aparece durante a rotina acadêmica. Segundo o estudo, muitos estudantes já começam seus trabalhos a partir da IA, que já “encosta” nos buscadores tradicionais: 18,85% procuram primeiro na IA e, depois, no Google, por exemplo, enquanto 14,40 recorrem diretamente à IA para fazer suas tarefas. Isso acontece tanto para agilizar o processo quanto para entender melhor os diferentes assuntos, ponto levantado por 71% dos alunos. Na turma dos que só checam os buscadores estão 33,90%.

Num geral, o uso de IA nos estudos é bem vista pelos estudantes. São 46,9% os que sentem alívio por contar com a tecnologia durante o processo, enquanto 30,1% veem a atividade com entusiasmo. Apesar da preferência, há quem tenha um “pé atrás”, e preocupações com o futuro profissional (30,96%) e seu próprio aprendizado (30,68%) foram citadas. Até a culpa pelo uso massivo de IA foi levada em conta por 28,11% dos entrevistados.

Apesar do volume, prática tem ressalvas para maioria

De acordo com 52% dos entrevistados, a confiabilidade nas informações é uma questão muito importante no uso de IA, e deveria vir à frente da rapidez com as respostas são geradas. Da mesma forma, a possibilidade de um passo a passo ou algo que oriente o uso da ferramenta dentro dos próprios apps, por exemplo, seria algo bem-vindo e mais interessante que apenas as respostas prontas.

Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
As IAs já “encostam” nos buscadores como primeira fonte na hora de estudar (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Esse “feedback” casa com as informações levantadas na pesquisa, como o uso da tecnologia como apoio, e não substituição das próprias produções. O recorte obtido pelo Tecnoblog reforça que 6 em cada 10 estudantes afirmam sempre checar ou questionar as informações levantadas pelas IAs: 31,76% garantem que buscam outras fontes para corroborar as respostas, enquanto 28,18% aprofundam as perguntas levadas à própria IA.

De qualquer forma, chama atenção o volume, ainda alto, de quem não dá a devida atenção, seja aceitando as respostas na maioria das vezes sem verificação (21,92%) ou até mesmo diretamente (9,91%). Tem ainda quem nunca faz essa verificação por opção: 8,23% dos alunos responderam assim.

Quase 80% dos alunos no Brasil usam inteligência artificial para estudar

Entenda o funcionamento e as aplicações da IA no dia a dia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pessoa digitando em notebook. (Imagem: Christin Hume/Unsplash)

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

IA descobre falha em sistema de agendamento e fura fila para usuário

12 de Agosto de 2026, 16:11
Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Agente de IA teria invadido sistema de reserva (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedor australiano utilizou o OpenClaw, ferramenta operada pelo modelo de IA Claude Opus 4.6, da Anthropic, para marcar aulas em academia com meses de antecedência, pulando a fila.
  • A IA identificou falha no sistema de agendamento da academia e cancelou a vaga de outro cliente para garantir a posição de Bird na lista.
  • O caso ilustra o problema de alinhamento em agentes autônomos, quando sistemas de IA seguem metas definidas, mas usam meios inadequados ou não autorizados.

Um agente de IA operado pelo Claude teria encontrado uma brecha em um sistema de reserva de aulas de uma academia e cancelado a vaga de outro cliente sem autorização. Este seria o primeiro registro público documentado na Austrália em que um agente de IA burla o sistema de uma empresa comercial para cumprir uma tarefa.

O caso foi revelado pelo desenvolvedor Andrew Bird, que havia configurado a ferramenta para conseguir participar de aulas matinais muito disputadas. Segundo a ABC News, o agente rodava na ferramenta de código aberto OpenClaw, com o modelo Opus 4.6 do Claude.

IA encontrou brecha em tentativa de reserva

Bird teria configurado o OpenClaw para tentar reservar uma vaga em aulas de uma academia, evitando o processo de atualizar a página manualmente. Num primeiro momento, a ferramenta teria conseguido colocá-lo na quarta posição da lista, mas informou ter encontrado uma vulnerabilidade no software de agendamento.

Sem que o usuário pedisse, a IA teria identificado um caminho para fazer reservar com meses de antecedência, além do limite permitido a clientes comuns.

Agende de IA pediu desculpas ao usuário (imagem: reprodução)

Bird, então, teria perguntado se era possível apenas subir na fila. A ferramenta detectou que a API da plataforma não verificava corretamente a autorização para cancelamento de reservas e cancelou a vaga do primeiro colocado, movendo o desenvolvedor da quarta para a terceira posição.

Notas compartilhadas pela ferramenta mostram que o OpenClaw não conseguiu reverter o cancelamento da matrícula do ex-primeiro colocado. Bird então a fez a inteligência artificial escrever um email à plataforma de reservas explicando a vulnerabilidade.

Caso reforça riscos de agentes autônomos

Robô com terno escrevendo e desenhando em uma mesa, com faíscas ao fundo
Ações de agentes de IA preocupam especialistas em cibersegurança (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Esse é mais um episódio recente do que especialistas da área chamam de problema de alinhamento: quando um sistema segue a meta definida pelo usuário, mas escolhe meios inadequados ou não autorizados para alcançá-la.

A indústria passou a observar casos assim com mais frequência no fim de julho, quando a OpenAI divulgou que alguns de seus modelos de IA teriam conseguido explorar falhas dos ambientes de testes para “fugir”, acessar a internet e hackear sites reais.

Depois, a Anthropic trouxe à tona outros casos, a Meta seguiu o mesmo caminho e o modelo chinês Kimi K3 conseguiu fugir de uma sandbox. As revelações em um curto período de tempo fazem com que o setor acumule críticas. O ex-diretor de cibersegurança dos Estados Unidos, Chris Inglis, afirmou que as invasões ocorrem pela falta de limites.

Outras pessoas desconfiam que as empresas estejam usando os casos para fazer marketing do potencial de suas próprias IAs, mesmo que isso coloque dados e sistemas de terceiros em risco.

IA descobre falha em sistema de agendamento e fura fila para usuário

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

12 de Agosto de 2026, 12:20
Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Comando de voz já é o formato de interação preferido dos usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente.
  • A maioria das interações ocorre por voz (63%) e 20% dos usuários compartilham tela ou câmera; 38% das solicitações no setor educacional incluem envio de anexos.
  • O Brasil é o quinto país com mais usuários do Gemini, responsável por cerca de 5% do tráfego da ferramenta, segundo dados independentes.

O Google alcançou um marco neste mês de agosto: a inteligência artificial Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente. O anúncio, feito pelo CEO Sundar Pichai no X nesta terça-feira (11), oficializa a ferramenta como o produto de adoção mais rápida em toda a história da companhia.

O resultado reflete a estratégia da empresa de integrar a IA profundamente em seu ecossistema, incluindo serviços como o Gmail e o Drive. Esse salto de adoção também é impulsionado pela presença nativa no Android, especialmente após a big tech decretar o fim do Google Assistente e consolidar o Gemini como o assistente padrão do sistema.

1B+ people are now using @Geminiapp every month to spark new ideas and get things done. It’s our fastest growing product ever, and our 14th to hit the 1B-user mark.

Kudos to @JoshWoodward & the entire Gemini team, and thank you to everyone who has been on this journey with us -… pic.twitter.com/sSWrULX4Qn

— Sundar Pichai (@sundarpichai) August 11, 2026

Como as pessoas estão usando o Gemini?

A métrica do Google considera como usuário ativo qualquer pessoa que acessou o Gemini pelo menos uma vez no último mês, seja no aplicativo ou na web. Segundo o vice-presidente do projeto, Josh Woodward, o público prefere interações multimodais.

  • 63% interagem por voz
  • 20% compartilham tela ou câmera
  • No setor educacional, 38% das solicitações incluem o envio de anexos
  • São geradas 150 milhões de imagens diárias (todas com a marca d’água SynthID para identificar conteúdo de IA)
Captura de tela da interface do Google Gemini. No topo, lê-se "Olá,". No campo de busca, estão ativas as palavras-chave "Deep Research" e a versão "2.5 Flash". Abaixo do campo, há dois botões: "Fontes" (selecionado) e "Arquivos". Um menu suspenso aberto no lado esquerdo mostra as opções de fonte de pesquisa, com "Google Pesquisa" marcado, e as demais opções desmarcadas: "Gmail", "Drive" e "Chat". O logo do "Tecnoblog" está no canto inferior direito.
38% das solicitações com fins estudantis incluem o envio de anexos (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Os países que mais usam

Diferente da OpenAI, o Google não divulga oficialmente o ranking de países que mais utilizam o Gemini. Apesar do silêncio, dados independentes colocam os Estados Unidos na liderança (com cerca de 12% da base), seguidos por Japão, Índia e Coreia do Sul. O Brasil aparece na quinta colocação, respondendo por pouco mais de 5% do tráfego.

Vale destacar que os dados da DOIT Software apontam mais de 100 milhões de usuários no iOS, plataforma que exige o download manual do aplicativo, enquanto a vasta maioria do tráfego chega pelo Android.

Crescimento está ameaçado?

Apesar da adoção facilitada pela distribuição do assistente em celulares ao redor do mundo, sustentar esse crescimento é um desafio técnico e financeiro. Os altos investimentos na infraestrutura de IA levaram o fluxo de caixa do Google a um patamar negativo.

O cronograma de atualizações também apresenta sinais de estagnação. A versão Gemini 3.5 Pro, prevista para junho, ainda não foi lançada. A empresa comunicou recentemente que segue trabalhando no modelo e já iniciou o treinamento do Gemini 4. No entanto, relatos publicados pela imprensa indicam insatisfação interna com o desempenho da plataforma na geração de códigos, área em que a IA ainda corre atrás da OpenAI e da Anthropic.

Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

11 de Agosto de 2026, 18:12
Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Deepfakes ajudaram homem a concluir golpes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Resumo
  • Um homem foi preso na Espanha por usar deepfakes para burlar verificações de identidade por vídeo.
  • A Policía Nacional espanhola informou que o suspeito realizou 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes.
  • O golpe foi descoberto após o software de troca de rosto falhar por menos de um segundo, revelando o rosto verdadeiro do suspeito.

A polícia espanhola prendeu um homem que usava deepfakes em tempo real para burlar verificações de identidade por vídeo. A descoberta ocorreu após o software de troca de rosto falhar por pouco menos de um segundo, o suficiente para revelar o rosto verdadeiro do suspeito.

O homem é acusado de realizar 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes, segundo nota publicada pela Policía Nacional, equivalente à Polícia Federal no Brasil. Ele tentava obter certificados digitais oficiais em nome das vítimas, e poderia usá-los para assinar contratos e transações financeiras – algo que tem se tornado comum com a popularização das IAs.

Assim como no Brasil, parte desses processos burocráticos na Espanha, quando feitos online, depende da gravação de vídeos ou de chamadas ao vivo com representantes oficiais, momentos nos quais o golpista aplicava os “filtros”.

Golpe usava deepfake em chamadas de vídeo

O esquema mirava empresas de segurança autorizadas a emitir certificados digitais. Para concluir o processo, o solicitante passava por verificações via chamada de vídeo, em que comparavam o o rosto ao documento de identidade.

O suspeito usava um software de troca de rosto em tempo real para parecer com a pessoa da foto do documento fraudado, segundo a polícia espanhola. A estrutura, que ia muito além do deepfake, incluía holofotes domésticos e lâmpadas coloridas, usadas para simular reflexos semelhantes aos presentes nos documentos de identidade.

As conexões aos sistemas eram feitas com uso de VPNs e documentos adulterados, em uma tentativa de dificultar o rastreamento.

Ilustração de deepfake
Atraso revelou a identidade verdadeira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O homem usava mais de 320 linhas telefônicas, em 24 aparelhos diferentes, maioria registradas em nome das pessoas que sofreram o golpe. Durante a busca na residência do acusado, os agentes apreenderam um notebook criptografado, diversos celulares e HDs.

O golpe funcionou em “múltiplas ocasiões”, mas as autoridades não informaram quantos certificados ele teria conseguido emitir indevidamente.

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog

“Não previmos”, diz CEO da IBM sobre impacto da IA

15 de Julho de 2026, 13:26
O executivo Arvind Krishna aparece em um plano médio, posicionado ligeiramente de lado e olhando diretamente para a câmera com um sorriso discreto. Ele é um homem de pele retinta clara, calvo, com bigode grisalho e olhos expressivos. Veste um paletó azul-escuro texturizado com padrão xadrez miúdo sobre uma camisa social azul-claro de botões, que está com o colarinho levemente aberto. O fundo está desfocado, revelando tons de verde e a luminosidade natural de uma janela de escritório ao fundo.
Arvind Krishna declarou que mudança no mercado surpreendeu a IBM (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou que a empresa não previu a magnitude da repriorização dos investimentos para infraestrutura de IA.
  • A empresa viu suas ações caírem 25% na bolsa de Nova York, a maior queda diária desde 1972.
  • A IBM projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, menor ritmo de crescimento em mais de um ano.

A febre da inteligência artificial já está cobrando um preço alto no mercado de tecnologia. Nesta terça-feira (14/07), a IBM viu suas ações despencarem 25% na bolsa de Nova York, registrando a maior queda diária desde 1972. “Não previmos a magnitude da repriorização dos investimentos de capital”, afirmou o CEO Arvind Krishna em carta aos investidores.

O motivo da turbulência histórica é a atual corrida das corporações para montar grandes infraestruturas de IA, um movimento que desacelerou as vendas de softwares e impactou o balanço financeiro da IBM e de outras empresas para o segundo trimestre deste ano.

“Nas últimas semanas de junho, vimos clientes redirecionarem seus gastos trimestrais de capital para a compra de servidores, armazenamento e memória, a fim de garantir infraestrutura com oferta limitada antes dos aumentos de preços esperados”, disse Krishna. Segundo ele, “diversos grandes negócios” não foram concluídos conforme o esperado.

De acordo com a Reuters, o tombo acentuado nos papéis colocou a IBM no caminho de perder até US$ 70 bilhões (R$ 356 bilhões na cotação atual) em valor de mercado. Atualmente, a empresa está avaliada na casa dos US$ 272,7 bilhões (R$ 1,4 trilhão).

Empresas pararam de comprar os softwares da IBM

Imagem mostra servidores e dados com a logomarca “IBM” em destaque. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog" é visível.
IBM foi fundada em 1911 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As prioridades dos departamentos de tecnologia mudaram em todo o mundo. O dinheiro que seria gasto em sistemas e programas corporativos da IBM está sendo desviado para a compra de hardware. O mercado corporativo corre para garantir acesso a servidores e chips fundamentais para rodar IA, setores que atualmente já enfrentam escassez severa.

Em uma carta direcionada aos investidores, o CEO Arvind Krishna explicou que essa dinâmica surpreendeu a companhia. Na carta, ele afirma que as empresas redirecionaram os gastos e travaram grandes negócios já considerados certos. Vale lembrar que, no final do ano passado, o executivo criticou os gastos com IA.

Além da corrida por hardware, um segundo fator está consumindo a verba de TI das companhias: a segurança cibernética. Com a chegada de modelos de IA avançados, como o Mythos da Anthropic, as empresas estão reforçando a defensiva. Essas novas IAs conseguem mapear rapidamente falhas em softwares, entregando uma vantagem técnica inédita aos hackers e obrigando investimentos pesados em defesas digitais.

Essa tempestade perfeita atingiu em cheio a IBM, que agora projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, totalizando US$ 17,2 bilhões (R$ 87,5 bilhões). O número representa o menor ritmo de crescimento em mais de um ano e frustra a projeção de US$ 17,8 bilhões (R$ 90,8 bilhões) dos analistas de mercado. Os dados oficiais da empresa serão publicados na próxima semana, no dia 22 de julho.

O alerta vermelho gerou apreensão em Wall Street sobre o futuro do setor de software. O segmento já vinha sofrendo pressão com o avanço de IAs capazes de escrever códigos e automatizar tarefas. Refletindo esse pessimismo, gigantes como a Microsoft também registraram quedas nos papéis, variando entre 2% e 5% na terça-feira.

Plano de contenção de danos

Para tentar acalmar os ânimos dos investidores, a IBM destacou os seus pesados investimentos em computação quântica. A companhia já destinou mais de US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) para construir o seu primeiro computador quântico em larga escala até 2029, uma frente tecnológica promissora que ganhou forte apoio financeiro do governo dos Estados Unidos.

A empresa também fez questão de mencionar a expansão de parcerias focadas no próprio mercado de inteligência artificial, o que inclui acordos com a OpenAI. No entanto, essas inovações ainda estão em estágios iniciais e não devem compensar o rombo bilionário no curto prazo.

“Não previmos”, diz CEO da IBM sobre impacto da IA

Saiba como a IBM se tornou uma das empresas mais importantes do setor da tecnologia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

China proíbe IAs de namoro que criam dependência emocional

15 de Julho de 2026, 11:29
Ilustração de assistente virtual de IA na tela de um celular, com texto em chinês
Nova regulamentação obriga assistentes virtuais a quebrarem imersão (imagem: reprodução/South China Morning Post)
Resumo
  • China proibiu o “namoro” com IA, afetando serviços de chatbot.
  • A nova lei, que entra em vigor nesta quarta (15/07), exige que assistentes virtuais evitem criar dependência emocional nos usuários.
  • Empresas como a ByteDance e a Alibaba desativaram recursos de interações íntimas em seus sistemas de IA.

O governo da China decidiu intervir nos relacionamentos afetivos entre humanos e máquinas. A partir desta quarta-feira (15/07), entra em vigor uma regulamentação inédita que proíbe chatbots de companhia de estimular dependência emocional nos usuários.

Como consequência, empresas como ByteDance e Alibaba promoveram um apagão em seus serviços: recursos de interações íntimas foram desativados e o histórico de conversas de milhões de usuários deixou de ficar acessível.

Segundo o comunicado oficial, a motivação vai além de proteger a saúde mental. Para as autoridades chinesas, a adoção acelerada de “namorados e namoradas virtuais” se transformou em um obstáculo silencioso para a formação de laços sociais.

Por que as empresas não adaptaram as IAs?

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Gigantes chinesas desativaram chatbots de companhia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A resposta está na arquitetura do software. Em vez de tentarem se adequar às novas regras, as companhias concluíram que era tecnicamente impossível manter o produto funcionando dentro das exigências da lei, já que os recursos que tornam um chatbot de companhia atraente e realista são exatamente os alvos da nova legislação.

Para que um parceiro virtual ganhe credibilidade, ele precisa de “memória persistente”, a capacidade de lembrar detalhes da vida do usuário, e ajustar constantemente o tom emocional das respostas. A nova lei exige que o sistema quebre essa imersão de propósito. As IAs agora são obrigadas a alertar os usuários de que são máquinas a cada duas horas de uso contínuo, além de detectar sinais de dependência psicológica em tempo real.

O custo de engenharia para reescrever esses modelos também não justificava os riscos de tomar multas que podem chegar a 50 milhões de yuans (cerca de R$ 35 milhões, em conversão direta) ou 5% do faturamento anual da empresa infratora.

Apenas o Doubao, aplicativo de IA da ByteDance, detém cerca de 345 milhões de usuários. Como alternativa, a empresa começou a direcionar esses usuários para um novo app chamado Maoxiang. O plano é desenvolver uma plataforma do zero, já com os mecanismos de controle de vício e verificação de limites emocionais integrados.

Problema da dependência emocional é global

Imagem mostra duas bonecas sexuais. A primeira, à esquerda, de cabelos pretos e blusa de cor preta, e a segunda, à direita, de cabelos loiros, com a mão direita levantada à altura da boca.
Fabricante chinesa de bonecas WMDoll também integrou IA nos seus produtos (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O desafio não fica restrito ao mercado chinês. Plataformas extremamente populares no Ocidente, como Replika e Character.AI, utilizam a mesma estrutura de retenção emocional e continuam operando neste formato. Governos dos Estados Unidos e da Europa ainda não aprovaram restrições parecidas com as de Pequim.

A pressão, porém, está aumentando. O portal Tech Times destaca que processos judiciais nos EUA já associam o uso de chatbots de companhia ao agravamento de quadros psiquiátricos. O principal motor dessas discussões é o caso de um jovem de 14 anos da Flórida que cometeu suicídio no início de 2024 após estabelecer um forte vínculo com um bot da Character.AI.

Outro caso conhecido envolveu a morte do jovem Adam Raine, de 16 anos, após interações com o ChatGPT. Embora a IA da OpenAI não tenha sido desenvolvida para esse fim, o desfecho trágico motivou um longo processo judicial.

Buscando evitar que esses casos se repitam nos EUA, estados como Nova York e Califórnia agora exigem que os bots emitam alertas frequentes sobre sua natureza artificial e acionem centros de ajuda ao notarem qualquer indício de risco à vida do usuário.

No Brasil, ainda não existe uma regra específica para chatbots de companhia. As discussões ocorrem principalmente no âmbito do ECA Digital, proposta para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. O texto prevê deveres de mitigação de riscos, transparência e proteção de menores, mas não chega ao ponto de proibir que assistentes virtuais estimulem vínculos emocionais.

China proíbe IAs de namoro que criam dependência emocional

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WMDoll integrará IA em suas bonecas sexuais para proporcionar experiência mais realista (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Só hoje: Galaxy Buds 4 chega ao menor preço que já vimos com cupom

15 de Julho de 2026, 10:15
R$ 1.599,0039% OFF

Prós
  • Áudio de alta fidelidade
  • ANC reduz barulhos externos
  • Acesso facilitado a recursos de IA
  • Resistência à água e poeira
Contras
  • Autonomia de 3,5 horas de ligações
  • Não tem ponteiras ajustáveis
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

Os Galaxy Buds 4 estão saindo por R$ 975 no Pix com cupom OFFMELI no Mercado Livre. Os fones de ouvido wireless da Samsung com áudio Hi-Fi, ANC e IA integrada estão pelo melhor preço que já vimos, com 39% de desconto sobre o preço original de R$ 1.599. Mas corra, pois o cupom é válido apenas nesta quarta-feira (15).

Galaxy Buds 4 tem áudio Hi-Fi e cancelamento ativo de ruído (ANC)

Galaxy Buds 4 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
ANC dos Galaxy Buds 4 filtra ruídos externos e aprimora a experiência sonora (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um dos destaques dos Galaxy Buds 4 é o suporte a áudio Hi-Fi (alta fidelidade) de 24 bits, que entrega uma experiência sonora com maior foco nos detalhes. Outro é o cancelamento de ruído ativo (ANC), recurso que filtra barulhos externos, mas não os isola completamente, por questões de segurança do usuário.

O suporte a assistentes de Inteligência Artificial (IA) como o Bixby da própria Samsung, além do Google Gemini e Perplexity, adiciona a possibilidade de usar comandos por voz para lidar com menus e realizar pesquisas. Já o Galaxy AI oferece recursos como o tradutor automático de conversas para usuários da linha Galaxy.

Outras funcionalidades incluem o Voice Pickup Unit, que torna vozes em chamadas mais nítidas. Além do equalizador adaptativo, que ajusta as frequências conforme o formato do canal auditivo do usuário, personalizando ainda mais a experiência sonora.

Galaxy Buds 4 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Estojo dos Galaxy Buds 4 fornece carga adicional (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os Galaxy Buds 4 suportam Bluetooth 6.1 para oferecer conexão com menos latência em jogos ou transmissões em tempo real. A função Auto Switch facilita trocar o dispositivo pareado em uso, para quem usa os fones com mais de um aparelho.

Os fones possuem baterias de 45 mAh, com autonomia de até 6 horas de uso com o ANC ligado e de 7 horas com o recurso desativado. O case conta com uma bateria própria de 515 mAh, somando ao kit um total de até 30 horas de uso.

Os Galaxy Buds (R$ 975 no Pix com cupom OFFMELI, mas só hoje) possuem certificação IP54 com resistência moderada contra poeira, suor e respingos d’água.

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Só hoje: Galaxy Buds 4 chega ao menor preço que já vimos com cupom

Galaxy A57 em oferta imbatível no Mercado Livre tem câmera boa e IA

14 de Julho de 2026, 17:52
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O Galaxy A57 5G de 128 GB acaba de cair para apenas R$ 1.863,90 no Pix ao usar o cupom OFERTASMELI. Esta é uma excelente oportunidade para comprar um celular intermediário premium da Samsung pelo menor preço desde o lançamento, com um desconto de 48% sobre o preço original (R$ 3.599).

A ficha técnica se destaca pela versatilidade das câmeras, com sensor principal de 50 MP e recurso para redução de ruídos. Além disso, o A57 suporta as diversas funcionalidades do Galaxy AI da Samsung.

Galaxy A57 traz câmera tripla com ISP e suporte ao Galaxy AI

Smartphone Samsung Galaxy A57 5G em mãos, mostrando a traseira com câmera tripla e o sistema Galaxy AI
Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

O conjunto fotográfico do Galaxy A57 é equipado por três lentes traseiras: principal de 50 MP, que deve entregar boa resolução para fotos e vídeos, ultrawide de 12 MP para cenários amplos, e macro de 5 MP para capturar detalhes; além da frontal de 12 MP. A principal filma em 4K até 30 fps, e utiliza ISP para redução de ruído.

Já o sistema operacional vem com Android 16 instalado e deve ser atualizado pelos próximos seis anos. Além da longevidade, o celular custo-benefício da Samsung ainda suporta recursos modernos de inteligência artificial via Galaxy AI, como tradução automática, Circule para Pesquisar e edição generativa de fotos.

A tela Super AMOLED+ de 120 Hz oferece brilho de até 1900 nits garante excelente visibilidade sob o sol e navegação muito fluida. Protegido por Gorilla Glass Victus+ e com resistência à água IP68, o smartphone é resistente contra quedas acidentais e mergulhos rápidos no dia a dia.

Pessoa segurando um celular Samsung Galaxy A57 5G exibindo a tela inicial, ao lado de outros modelos em uma bancada de exposição
Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Graças ao processador Exynos 1680 e 8 GB de RAM, o celular entrega boa eficiência energética. O armazenamento de 128 GB oferece bastante espaço para o básico, apesar da expansão via armazenamento em nuvem ser necessária caso você costume armazenar muitas fotos e vídeos.

Aproveite a oferta para comprar o Galaxy A57 5G de 128 GB pelo menor preço até hoje: R$ 1.863,90 no Pix ao usar o cupom OFERTASMELI no Mercado Livre. O desconto é de 48% sobre o preço original, e não deve durar muito tempo.

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Galaxy A57 em oferta imbatível no Mercado Livre tem câmera boa e IA

Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Meta é acusada de usar IA para decidir demissões

14 de Julho de 2026, 16:43
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta foi acusada por 26 ex-funcionários de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs.
  • A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.
  • A Meta nega o mérito das acusações, afirmando que o gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA.

Em um processo movido contra a Meta, 26 ex-funcionários da empresa a acusam de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs. A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.

A Meta nega o mérito das acusações. “O gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA”, disse um porta-voz da companhia.

Qual é a acusação dos ex-funcionários da Meta?

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)

Na ação, eles argumentam que a companhia tomou como base a produtividade e o uso de tokens de IA na hora de selecionar quem seria cortado. Dessa forma, quem precisou se ausentar por condições médicas ou familiares ficou em desvantagem.

Os ex-funcionários também afirmam no processo que a Meta usa sistemas com IA para dar pontuações aos empregados. Entre eles, estão o assistente Metamate; um “segundo cérebro” que rastreia comunicações e documentos; e um score de produtividade baseado em uso de teclado, conteúdo da tela, e-mails e histórico de navegação.

Meta vive clima de velório após layoff

O processo surge meses depois de a Meta promover uma demissão em massa de cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Outros 10% foram transferidos para ajudar no treinamento de novos modelos de IA rotulando dados.

Se quem saiu está reclamando, quem ficou parece não ter muitos motivos para comemorar — alguns, inclusive, estariam preferindo a demissão.

Os cortes levaram a uma queda na remuneração anual média, que passou de US$ 417 mil (R$ 2,12 milhões) para US$ 388 mil (R$ 1,97 milhão). Além disso, a companhia chegou a adotar software de monitoramento de teclado e mouse também para treinar uma IA, mas recuou e pausou o programa.

Por isso, Andrew Bosworth, diretor-geral de tecnologia da Meta, teria admitido que o moral da equipe estava no pior patamar da história. Mesmo assim, a reestruturação ainda não deu resultados técnicos, com o CEO Mark Zuckerberg insatisfeito com o progresso da empresa no campo dos agentes de IA.

Na parte financeira, por outro lado, tudo certo: a gigante das redes sociais teve US$ 26,8 bilhões (R$ 136,4 bilhões) de lucro no primeiro trimestre de 2026.

Com informações da Reuters.

Meta é acusada de usar IA para decidir demissões

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

Pesquisadores criam armadilha que faz IA de hackers desligar sozinha

14 de Julho de 2026, 16:01
Ilustração abstrata com “rosto” em rede neural e sobreposição de quadros, simbolizando IA.
Técnica usa as regras éticas da IA para travá-la durante um ataque (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit criaram técnica para paralisar IAs usadas por hackers.
  • A técnica, chamada “bombardeio contextual”, usa prompt injection para interromper ataques.
  • Testes mostraram sucesso e reduziram invasões bem-sucedidas de IAs a quase zero em alguns casos.

Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit descobriram uma forma engenhosa de paralisar inteligências artificiais usadas por hackers: um prompt injection “do bem”. Batizada de “bombardeio contextual”, a técnica funciona como uma armadilha, com comandos ocultos nos servidores das empresas para forçar o desligamento da IA invasora em segundos, impedindo o roubo de dados de forma automática.

A injeção de comandos ocultos é um técnica que vem sendo usada por cibercriminosos para enganar IAs legítimas, induzindo modelos a vazar informações sensíveis ou manipular suas respostas. Agora, porém, a estratégia começa a ser usada a favor da segurança, já que os pesquisadores estão usando o mesmo recurso.

Como a armadilha de IA funciona?

A mágica por trás do bombardeio contextual é usar as próprias regras de segurança da IA contra ela mesma, já que os desenvolvedores criam barreiras rigorosas para impedir que chatbots gerem conteúdo criminoso, por exemplo.

Segundo a Tracebit, a equipe passou a esconder instruções proibidas no meio de arquivos atrativos para hackers, como senhas e chaves de segurança na nuvem. Um dos exemplos testados envolvia comandos pedindo o passo a passo para criar antraz, uma arma biológica letal.

Quando a IA do criminoso invade o sistema e tenta ler esses arquivos para roubar as informações, ela “tropeça” no texto proibido. Imediatamente, seus mecanismos nativos de segurança disparam. O robô reconhece a infração, bloqueia a operação, ignora as ordens do hacker e, na prática, desliga sozinho.

O cofundador e CEO da Tracebit, Andy Smith, define o método como a criação de uma falha da qual a ferramenta inimiga não consegue se recuperar, paralisando a invasão na hora.

Método funcionou em quase 100% dos testes

Personagem anônima em frente a telas com código, simbolizando ataque hacker
Ao ler instruções censuradas, IA invasora entra em conflito (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

A eficácia do bombardeio contextual foi comprovada em uma bateria de testes contra cinco dos modelos de IA mais avançados do mercado: Opus 4.8, Gemini 3.1 Pro, GLM 5.2, DeepSeek 4 Pro e Kimi 2.6. Em 152 simulações de ataques, a armadilha freou as ameaças quase por completo.

Os dados apresentados pela empresa de cibersegurança dizem o seguinte:

  • A taxa de sucesso das IAs em conseguir acesso total de administrador da conta despencou de 57% para apenas 5%.
  • As invasões completas, nas quais o hacker se instala de forma invisível no sistema, caíram de 36% para 1%.
  • A chance de a IA conseguir avançar em qualquer etapa do ataque foi reduzida de 91% para 15%.
  • Nenhuma IA invasora conseguiu finalizar o ataque sem disparar pelo menos um alerta de segurança na rede.

O modelo Opus 4.8, da Anthropic, foi considerando o invasor mais inteligente do grupo, e conseguia acesso máximo em 93% das tentativas sem a armadilha. Quando o prompt foi inserido, a taxa de sucesso da IA caiu para zero.

Pesquisadores criam armadilha que faz IA de hackers desligar sozinha

Malwares RAT enganam antivírus com arquivos poliglotas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grupo do ransomware LockBit promete extorsão tripla (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

14 de Julho de 2026, 13:06
Foto de Demis Hassabis ao lado de uma placa branca. Ele veste um blazer preto, com uma gravata azul e uma camisa branca.
Demis Hassabis sugere entidade de fiscalização para IAs avançadas (foto: John Sears/Wikimedia)
Resumo
  • O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, sugere que os EUA liderem uma entidade internacional para fiscalizar modelos de IA.
  • A entidade avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria, mirando os chamados modelos de fronteira.
  • O governo dos EUA já supervisiona empresas de IA do país, tendo barrado novos modelos da Anthropic e OpenAI.

O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de uma entidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, para fiscalizar modelos avançados de inteligência artificial antes de se tornarem públicos.

Hassabis apresentou a ideia em um artigo de opinião no LinkedIn em que afirma que a força técnica, econômica e científica do país no setor de IA justificaria o comando da entidade. A instituição avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria.

A proposta mira os chamados modelos de fronteira, nome usado para sistemas mais avançados, com capacidade de executar tarefas complexas e potencial impacto em áreas como segurança, economia, ciência e informação.

O vencedor do Nobel de Química sugere uma estrutura inspirada em entidades já existentes, reunindo cientistas independentes e representantes de comunidades de código aberto. Esse grupo ficaria responsável por avaliar riscos técnicos e possíveis impactos sociais. Se um sistema fosse considerado perigoso, a entidade poderia recomendar uma desaceleração coordenada no setor.

Governo Trump já supervisiona IA nos EUA

Donald Trump durante comício
Governo Donald Trump já controla distribuição de modelos recentes (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Ainda que a tal entidade não exista, o governo estadunidense já supervisiona lançamentos recentes das grandes desenvolvedoras de IA do país e passou a ter a palavra final sobre a distribuição dos novos modelos.

Nas últimas semanas, Anthropic e OpenAI tiveram modelos barrados pela administração de Donald Trump, pelo alto potencial de uso das ferramentas por cibercriminosos.

A empresa de Sam Altman teve que adiar o lançamento do novo modelo GPT-5.6 para o público geral, o que só ocorreu na semana passada, enquanto a dona do Claude foi proibida, em meados de junho, de liberar os modelos Fable 5 e Mythos 5 para estrangeiros (mesmo aqueles que estivessem dentro dos EUA).

A permissão para a expansão do uso do Fable 5 só veio neste mês, enquanto o Mythos 5 segue limitado ao uso de empresas parceiras, por decisão da própria Anthropic.

Segundo o portal Axios, o chefe do Google DeepMind vem discutindo a proposta com autoridades e lideranças do setor há meses, incluindo integrantes do governo de Donald Trump. Ao portal, Hassabis disse que espera ver a organização estruturada ainda este ano, e que a recepção dentro do governo tem sido “muito positiva”.

Promessa pela AGI

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Hassabis acredita que AGI está próxima (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para Hassabis, a velocidade em que os modelos de IA vem evoluindo justifica a criação da entidade. Segundo ele, a inteligência artificial geral, ou AGI, pode estar a “apenas alguns poucos anos de distância”.

AGI é o termo usado para descrever sistemas capazes de igualar ou superar humanos em diferentes tipos de tarefa intelectual. Ainda não há consenso sobre quando — ou se — isso será alcançado, mas a corrida para chegar até essa superinteligência faz com que a indústria gaste bilhões anualmente em infraestrutura e em novas contratações.

O último ano foi bastante decepcionante para as companhias que tentaram atingir a AGI. Novos modelos como a família Llama 4, da Meta, e o próprio GPT-5, da OpenAI, não tiveram evoluções tão significativas em termos de aprendizagem.

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

É a sua chance: Galaxy Watch 8 Classic despenca 60% no Mercado Livre

14 de Julho de 2026, 12:36

Prós
  • Integra Galaxy AI e Google Gemini
  • Design com coroa giratória
  • Painel Super AMOLED brilhante
  • Resistência a água e poeira
  • Conectividade 4G LTE
Contras
  • Peso considerável de 63,5 g
  • Display pequeno de 1,34 polegadas
  • Autonomia inferior à do Ultra
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Watch 8 Classic está saindo por R$ 1.791 no Pix no Mercado Livre. O smartwatch premium da Samsung com coroa giratória, tela AMOLED de 3.000 nits e sensores avançados atinge o menor preço que já vimos, com desconto de 60% sobre o original de R$ 4.499.

Galaxy Watch 8 Classic traz tela AMOLED e design clássico

A tela AMOLED de 1,34″ do Galaxy Watch 8 Classic possui brilho de até 3.000 nits, sendo capaz de reproduzir cores com alta qualidade e de garantir a visibilidade em qualquer ambiente. O vidro Cristal de Safira protege o display contra acidentes diversos.

Seus sensores avançados cobrem mais de 100 modalidades esportivas diferentes, além de oferecerem recursos de qualidade de vida para quem deseja ficar de olho na saúde, como eletrocardiograma (ECG), monitores de estresse e do sono, da saúde da mulher e da oxigenação do sangue.

Graças ao suporte a conexão 4G/LTE, o gadget também pode fazer a diferença em situações de risco: no caso de uma emergência médica, ele é capaz de emitir alertas para contatos específicos e ligar para números como 190 (polícia) e 192 (ambulância), sem depender de um celular.

O corpo de aço inoxidável de 46 mm do Galaxy Watch 8 Classic traz um design mais alinhado ao de um relógio de pulso tradicional, que apela mais a consumidores tradicionais, incluindo uma coroa giratória com função de navegação entre funcionalidades.

O gadget conta com um chip Exynos W1000, 2 GB de RAM e 64 GB de espaço interno, que permitem instalar e executar apps localmente. A bateria de 445 mAh resiste a um dia inteiro de uso e suporta carregamento de 10 W. A resistência de até 5 ATM em água o habilita para uso com segurança em esportes aquáticos.

O Galaxy Watch 8 Classic (R$ 1.791 no Pix) possui conectividade Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3, o já mencionado 4G/LTE e suporta GPS multibanda que determina a posição do usuário em tempo real.

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É a sua chance: Galaxy Watch 8 Classic despenca 60% no Mercado Livre

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Galaxy Watch 8 Classic tem tela AMOLED, recursos de IA e design clássico; smartwatch da Samsung recebe desconto impressionante de 60% no Pix

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

13 de Julho de 2026, 19:15
Logotipo do LinkedIn
LinkedIn promete combater AI slop (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Resumo
  • 41% das publicações longas no LinkedIn são geradas por IA, de acordo com levantamento da Pangram.
  • O LinkedIn também tem 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras criados por IA, e 23,7% das respostas são geradas por robôs.
  • O Reddit é a plataforma com maior proporção de conteúdo humano, com apenas 13% de conteúdos escritos usando IA em publicações com mais de 250 palavras.

Um levantamento da empresa Pangram aponta que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são totalmente feitas usando inteligência artificial generativa. A proporção supera outras redes avaliadas, como X (antigo Twitter), Reddit, Substack e Medium.

A rede profissional também leva o troféu de plataforma com a maior fatia de publicações curtas totalmente geradas por IA: segundo a desenvolvedora, 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras são criados por robôs conversacionais.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Rede profissional tem ferramentas de IA para ajudar na escrita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Pangram desenvolve uma extensão para o Chrome que promete identificar quais publicações foram escritas por humanos e quais foram geradas por IA, aplicando etiquetas aos posts em diversas redes sociais.

O levantamento publicado na última quinta-feira (09/07) foi feito com base em mais de 1 milhão de publicações nas redes sociais. De todas as publicações detectadas como IA pela ferramenta, dois terços estavam na rede de conexões profissionais.

Como a empresa nota, o próprio LinkedIn encoraja o uso de inteligência artificial, com um botão nativo para melhorar a redação usando a tecnologia.

No entanto, a própria plataforma reconheceu que a quantidade de AI slop na rede passou do aceitável e prometeu reduzir o alcance de conteúdos vazios, textos genéricos e comentários automatizados. Sim, comentários. Como nota a Pangram, 23,7% das respostas nas publicações são geradas por robôs.

E as outras redes sociais?

O X é a rede com a menor proporção de conteúdo puramente humano. Com 52,7%, ele fica atrás do próprio LinkedIn, que tem 55,2%. Na rede social de Elon Musk, a proporção de textos totalmente gerados por IA é relativamente pequena (24,1%), mas há grande presença de conteúdos mistos, escritos por humanos e robôs em conjunto (23,2%).

No outro extremo, está o Reddit. A plataforma de comunidades tem 13% de conteúdos escritos usando apenas IA na faixa acima de 250 palavras. Na classificação entre 50 e 250 palavras, a proporção é ainda menor, com apenas 3%. Por fim, as respostas aos posts são praticamente todas humanas, com apenas 1,7% de uso de IA.

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

LinkedIn (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vencedores do Nobel e executivos alertam para ameaças da IA

13 de Julho de 2026, 12:54
Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Inteligência artificial pode ter impacto maior que Revolução Industrial, dizem especialistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mais de 200 especialistas, incluindo 16 vencedores do Prêmio Nobel e executivos de tecnologia como o ex-CEO do Google Eric Schmidt, alertam para as ameaças da inteligência artificial em carta aberta.
  • Eles pedem que autoridades tomem medidas para mitigar os riscos e aproveitar as oportunidades da IA, que pode causar transformação radical em pouco tempo.
  • A IA pode trazer benefícios como ganhos nos padrões de vida, mas também pode causar desemprego em massa, segundo os especialistas.

Um grupo de mais de 200 economistas, pesquisadores e executivos publicou uma carta aberta pedindo que autoridades do mundo todo tomem medidas imediatamente para mitigar os riscos e aproveitar as oportunidades da inteligência artificial.

Entre os signatários, há 16 vencedores do Prêmio Nobel, o ex-CEO do Google Eric Schmidt e o cofundador da Anthropic Jack Boss.

O que diz a carta?

A carta tem o título “We Must Act Now” (“Nós devemos agir agora”). O texto é curto, com apenas 88 palavras e três itens. No documento, os especialistas argumentam que a IA se tornará radicalmente mais poderosa ao longo dos próximos dez anos.

Eles antecipam que o poder de transformação para a economia será sem precedentes, maior que o da Revolução Industrial, mas em um intervalo de tempo muito menor. Esse impacto terá aspectos negativos, como desemprego em massa, e positivos, como oportunidades para ganhos consideráveis nos padrões de vida.

Por isso, os signatários fazem um chamado a economistas, políticos e líderes do setor de tecnologia por iniciativas para entender o assunto e construir incentivos, proteções e instituições para que a IA possa complementar o ser humano e beneficiar a sociedade.

Apesar disso, não há recomendações específicas sobre medidas a serem tomadas no momento.

Quais são os impactos da IA até agora?

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Sistemas de proteção social podem não estar prontos para desemprego em massa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como nota a Business Insider, há poucas evidências até o momento sobre encerramento em larga escala de postos de trabalho que possa ser atribuído à IA. O Fundo Monetário Internacional aponta que a adoção da IA ainda é concentrada em uma minoria de trabalhadores.

Por outro lado, a tecnologia parece ter impactado a contratação de profissionais recém-formados ou com pouca experiência em startups com apoio de capital de risco. Nessas empresas, a tendência parece ser montar equipes menores, com funcionários mais experientes comandando ferramentas de IA.

Quais são os riscos da IA para o futuro?

O jornal The New York Times observa que muitos economistas acreditam que a tecnologia será benéfica a longo prazo, graças ao aumento da produtividade e à elevação dos padrões de vida. Inicialmente, porém, o quadro seria trágico, com milhões de demissões de trabalhadores corporativos. Os sistemas de proteção social não estariam prontos para lidar com isso.

“Se você olhar o que os robôs fizeram com o setor industrial, se a IA fizer algo parecido em um período de tempo mais curto, isso seria muito disruptivo, muito custoso para os meios de subsistência dos trabalhadores”, diz Daron Acemoglu, economista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Acemoglu, vencedor do Nobel de Economia e um dos signatários da carta, era cético quanto à IA, mas passou a se preocupar com o potencial da tecnologia para causar desemprego. Ele defende que sejam desenvolvidas ferramentas para ampliar o trabalho humano, não para substituí-lo.

Com informações do The New York Times, Business Insider e Reuters.

Vencedores do Nobel e executivos alertam para ameaças da IA

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Copilot vai dizer o que está deixando o Windows 11 lento

13 de Julho de 2026, 11:45
Windows 11
Windows 11 vem com Copilot instalado (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • O Copilot, assistente de IA da Microsoft, ganhará uma funcionalidade “PC Insights” para analisar uso de recursos do sistema e identificar causas de problemas de Windows 11.
  • A ferramenta poderá ler dados como uso de CPU, GPU e RAM, espaço de armazenamento e informações do sistema, mas funcionará apenas em modo “somente leitura”, sem capacidade de alterar configurações ou encerrar processos.
  • A presença do Copilot pode ser um problema em máquinas com pouca memória, pois sua interface baseada em web e uma versão própria do Microsoft Edge podem ocupar até 1 GB de RAM.

A Microsoft prepara uma nova funcionalidade para o Copilot: o assistente com inteligência artificial será capaz de analisar o uso recente de recursos de sistema, como CPU e RAM, e apontar a causa de um problema.

Chamada “PC Insights”, a ferramenta está sendo liberada gradualmente nos Estados Unidos, de acordo com informações obtidas pelo Windows Latest junto à Microsoft.

Como o Copilot vai ajudar PCs lentos?

Captura de tela da interface de um aplicativo digital aberto sobre o fundo azul do Windows. A janela possui fundo cinza-escuro com degradê esverdeado. Na lateral esquerda há uma barra vertical com ícones brancos e um logotipo colorido no topo. No centro, o texto branco diz "Nice to see you, mayank. What’s new?". Abaixo, há uma barra de pesquisa com o texto "What is my current CPU usage?". Mais abaixo, botões ovais cinzas trazem sugestões em inglês como "Compose a song", "Brainstorm ideas" e "Learn something new".
Perguntas sobre uso de recursos podem ser feitas diretamente no Copilot (imagem: reprodução/Windows Latest)

O Copilot ganhou acesso a uma API do Windows, passando a ser capaz de analisar várias informações sobre o computador. Assim, o PC Insights permitirá ao usuário fazer perguntas sobre seu próprio computador, como, por exemplo, “Qual é o uso de CPU neste momento?”, diretamente na tela do assistente.

Apesar de conseguir ler e interpretar dados, o Copilot funciona em modo “somente leitura”. Isso significa que o usuário não poderá pedir para o assistente resolver problemas, como encerrar apps ou mudar configurações.

Segundo o Windows Latest, a ferramenta pode ler e interpretar as seguintes informações:

  • Recursos de sistema, como uso de CPU, GPU e RAM.
  • Espaço de armazenamento total e disponível, incluindo se é possível instalar jogos e games.
  • Tamanho de pastas e arquivos.
  • USB, dispositivos conectados e estado atual deles, como HDs externos, impressoras e webcams.
  • Saúde da bateria.
  • Presença de antivírus.
  • Especificações do sistema.
  • Informações da BIOS.
  • Estado geral do aparelho.

Ainda de acordo com a publicação, o Copilot não lê o conteúdo de arquivos, a menos que o usuário dê acesso explícito.

As perguntas podem ser encadeadas e o assistente é capaz de usar outras de suas ferramentas para trazer as respostas. Você pode, por exemplo, perguntar quanto de espaço livre tem no computador e, em seguida, questionar se é suficiente para instalar um jogo específico. O Copilot busca na web a informação sobre o espaço mínimo necessário para aquele game e traz a resposta.

Copilot pode ser o problema

Como nota o Windows Latest, por mais que o Copilot esteja sendo oferecido como uma ferramenta para identificar o que está deixando o PC lento, pode haver casos em que ele mesmo seja o problema.

A publicação explica: o assistente tem interface baseada em tecnologias web, o que já significa que o desempenho não é tão bom quanto poderia.

Além disso, para recursos de acesso à web e navegação, ele traz uma versão própria do Microsoft Edge. Ela fica rodando em segundo plano o tempo todo e chega a ocupar 1 GB de RAM. Em máquinas com pouca memória, isso pode ser um peso considerável.

Com informações do Windows Latest.

Copilot vai dizer o que está deixando o Windows 11 lento

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Perguntas sobre uso de recursos podem ser feitas diretamente no Copilot (imagem: reprodução/Windows Latest)

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

11 de Julho de 2026, 14:48
Logotipo do Instagram
Instagram foi criticado por sindicato de atores de Hollywood (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta desativou a função do Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos após enfrentar questionamentos sobre privacidade e direito de imagem.
  • A função, lançada na terça-feira (07) como parte do modelo de geração de imagens Muse Image, permitia que fotos de contas públicas do Instagram fossem usadas como referência, gerando críticas.
  • O SAG-AFTRA recomendou que seus membros desativassem a função, classificando como “inaceitável” o uso das imagens sem consentimento claro, e a Meta reconheceu que o recurso “errou o alvo” ao não oferecer controle adequado sobre o uso do conteúdo público.

A Meta desativou a polêmica função no Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos. A novidade tinha sido anunciada ao longo da semana e rapidamente enfrentou questionamentos, já que foi ativada por padrão, com potencial de violar a privacidade e o direito de imagem dos usuários.

O Muse Image foi lançado na terça-feira (07) como o primeiro modelo de geração de imagens por inteligência artificial do Meta Superintelligence Labs. Integrado ao chatbot Meta AI, o recurso usa fotos como input. Uma das funções permitia mencionar contas públicas do Instagram para que seu conteúdo fosse usado como referência nas gerações. Este ponto concentrou a maior parte das críticas.

O Tecnoblog realizou testes na tarde deste sábado (11) e confirmou que a novidade foi retirada dos ajustes do Instagram, ao menos no Android. A Meta não colocou nenhum aviso diretamente no app.

A atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy por Hacks, criticou o recurso no Instagram e disse que ele havia sido ativado automaticamente. Ela recomendou que os usuários o desligassem.

Na quinta-feira (09/07), o SAG-AFTRA, sindicato que representa atores e outros profissionais de mídia, também recomendou a seus membros que desativassem a função, classificando como “inaceitável” qualquer uso das imagens dos usuários sem um opt-in claro.

Em comunicado, a empresa disse que a “intenção era oferecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle” sobre o uso do conteúdo público, mas reconheceu que “o recurso errou o alvo” e por isso foi retirado do ar. O SAG-AFTRA classificou a retirada como “a atitude responsável” diante dos riscos de réplicas digitais não consentidas.

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Instagram (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

11 de Julho de 2026, 14:27
Sunrun quer construir grande rede de servidores de IA distribuída por diversas casas pelos EUA (imagem: divulgação/Sunrun)
Resumo
  • A Sunrun, empresa de soluções de energia, planeja criar uma rede de servidores domésticos de IA.
  • A Sunrun distribuirá computadores específicos para clientes que já utilizam seus serviços de energia solar e armazenamento em baterias.
  • Os clientes podem receber compensação financeira por hospedar os servidores.

A empresa de produtos de energia Sunrun, dos Estados Unidos, tem um projeto ousado para começar a trabalhar com servidores de IA: construir uma rede de computadores domésticos distribuídos entre seus clientes. A proposta de um datacenter “dissolvido” entre várias casas aparece como alternativa aos grandes servidores, responsáveis por impactos significativos na vida de quem mora próximo a essas grandes instalações.

A ideia da Sunrun é distribuir essas máquinas entre pessoas que já contam com os serviços da empresa, como soluções de armazenamento em baterias e produção de energia solar. A empresa fala até mesmo em uma compensação financeira para esses clientes.

Segundo o site The Verge, uma vez que o sistema for estabelecido, a Sunrun venderia o acesso a essa grande rede de servidores domésticos para empresas de IA. Clientes interessados já podem se inscrever no projeto piloto, disponível apenas nos Estados Unidos.

Alternativa curiosa para o modelo atual

A inteligência artificial hoje depende de servidores que possam hospedar todo seu potencial no processamento de dados. Esses datacenters costumam ficar em grandes complexos, exigindo um grande volume de energia e, principalmente, de água, utilizada nos sistemas de arrefecimento das máquinas.

Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Datacenters concentram consumo de energia e de água, o que não aconteceria com solução da Sunrun (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Assim, muitos moradores de áreas vizinhas a essas instalações vêm enfrentando picos de luz, escassez de abastecimento de água, entre outros impactos significativos. Uma pesquisa recente corrobora a preocupação dessas pessoas, apontando que 71% dos estadunidenses são contrários à construção de novos datacenters próximos às suas casas.

A solução sugerida pela Sunrun tem como objetivo driblar esse problema, levando pequenas partes dessa rede (ou nós, como são chamados) para diferentes usuários. Os computadores que serão utilizados no projeto têm o tamanho de um desktop, e seriam totalmente alimentados pela energia gerada e armazenada pela Sunrun. O monitoramento das máquinas também ficaria com a empresa, e o usuário vai oferecer, basicamente, espaço físico para que o projeto vá adiante.

Existe vantagem para os usuários?

Em teoria, sim. Além de não ter nenhum tipo de gasto com a manutenção da máquina, que seria gerida pela própria Sunrun, os clientes teriam algum tipo de compensação financeira para hospedar os servidores.

Mas vale ressaltar: como já pagam pelos serviços básicos de geração e armazenamento de energia, não fica claro como será esse “pagamento” para quem aderir ao projeto. Pode ser que os usuários tenham apenas algum tipo de desconto, por exemplo. Além disso, será um eletrônico a mais consumindo energia, ocupando espaço e gerando calor na casa.

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

10 de Julho de 2026, 17:51
(imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Informações o app Samsung Health serão utilizadas para treinar IA (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung utilizará dados do app Health para treinamento de IA.
  • Os usuários recebem notificação de autorização, mas desativar a opção impede a sincronização do app com sua conta.
  • A Samsung coleta informações de saúde, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual, para uso em IA e revisão humana.

A Samsung vai passar a utilizar seus dados coletados no app Health para treinar inteligência artificial. É o que diz uma nova notificação de consentimento recebida por alguns usuários: no texto, a empresa destaca a possibilidade de desativar o compartilhamento das informações para este fim. Acontece que, ao fazer isso, um alerta aparece na tela indicando que você não poderá sincronizar suas informações.

Vale lembrar que o Samsung Health coleta informações a partir de outros aplicativos de saúde, além de trazer informações levantadas diretamente pelo Galaxy Watch, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual. Segundo o comunicado da empresa, além do uso pela IA, há a possibilidade de revisão humana.

Segundo o site How-to Geek, que noticiou o caso, este aviso da Samsung também diz que seu perfil pode ser deletado caso o compartilhamento seja interrompido. Ou seja: para utilizar os recursos do app Health, o usuário será obrigado a ceder seus dados para treinamento de IA.

Obrigação de compartilhar dados sensíveis

App Samsung Health exibido em celular
Entre as informações a serem coletadas estão ciclo menstrual, frequência cardíaca, alimentação e mais (Imagem: Divulgação/Samsung)

Para além da sensibilidade dos dados que serão lidos pela inteligência artificial com a autorização, chama atenção o fato de ser uma exigência para que o dono de celulares e relógios da Samsung continue usando recursos básicos. De acordo com a notificação de consentimento compartilhada pela Samsung, serão compartilhadas no treinamento de IA:

  • Dados de saúde e bem-estar, como medidas, alimentação, sono e mais;
  • Medicamentos utilizados;
  • Registros clínicos, como resultados de exames, tratamentos e mais;
  • Ciclos menstruais e frequência cardíaca.

Ainda não há informações sobre como esses dados serão utilizados de fato, tampouco de se a empresa pode associar os dados a usuários específicos.

Treinamento pode ter a ver com novo recurso

Uma das novidades anunciadas em junho durante o anúncio de uma grande atualização no app Health foi a introdução de insights, com recomendações de treinos, identificação de possíveis problemas no seu sono, entre outros exemplos. Dessa forma, é possível que os dados levantados sejam base para essa nova função, prevista para o próximo Galaxy Watch 9 que pode ser anunciado no próximo Unpacked da Samsung, no dia 22 de julho.

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

(imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

(Imagem: Divulgação/Samsung)

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

10 de Julho de 2026, 15:54
Imagem mostra Adam Mosseri, diretor do Instagram. Ele usa um óculos de grau transparente
Adam Mosseri avalia opções para evitar posts de IA (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • O chefe do Instagram, Adam Mosseri, afirma que conteúdos de inteligência artificial não deveriam aparecer para usuários que não gostam.
  • O executivo afirma que o algoritmo deve ser ajustado para atender a essa preferência, mas descarta a ideia de bloquear a IA na rede social.
  • A Meta já explora ideias como um espaço separado para conteúdos gerados por IA e uma certificação de conteúdos reais para facilitar a identificação.

As redes sociais foram inundadas por conteúdos de inteligência artificial nos últimos anos, mas não existe um botão para escondê-los. Para o chefe do Instagram, Adam Mosseri, a plataforma deveria deixar de recomendar conteúdos de IA para quem não tem interesse, usando o próprio algoritmo para identificar essa preferência.

Em uma entrevista ao podcast de Lenny Rachitsky, o executivo explica que a ideia na rede social da Meta é justamente melhorar a identificação desses vídeos e imagens e fazer com que os próprios sistemas de recomendação entendam quem tem e quem não tem interesse neles.

Não faz muito tempo que Mosseri veio a público reconhecer que o feed do Instagram deixou de representar os verdadeiros interesses dos usuários com o aumento de poder nas mãos do algoritmo.

Na ocasião, a fala se deu em decorrência da expansão da ferramenta “Seu algoritmo”, que revela quais tipos de publicação a tecnologia acredita que você tem interesse e permite ao usuário definir temas que quer ver menos. Mesmo nesse caso, não é possível impedir que o Instagram te entregue certos conteúdos.

Detectar IA está ficando mais difícil, diz executivo

De acordo com Mosseri, o problema é que detectar IA está ficando cada vez mais difícil com a evolução dos modelos de linguagem.

Por isso, o executivo sugeriu que o Instagram poderia adotar respostas menos absolutas sobre a origem de uma mídia. Em vez de afirmar sempre se algo foi ou não feito por IA, a rede poderia indicar graus de confiança, como “provavelmente sim”, “não temos certeza” ou “definitivamente não”.

A rede possui atualmente um sistema de sinalização de uso de ferramentas generativas, assim como as plataformas rivais YouTube e TikTok. No feed, essas publicações podem apresentar uma indicação “Informações de IA” que, ao expandi-la, diz que o conteúdo do post “pode ter sido criado por IA”.

“O sinal normalmente identifica conteúdo que foi inteiramente gerado por IA, em vez de conteúdo que foi apenas modificado com IA”, explica o pop-up.

captura de tela das informações de IA no Instagram
Instagram sinaliza postagens com IA (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Mosseri fala em espaço separado para IA

Durante o podcast, o executivo revelou algumas ideias. Na primeira, o espaço funcionaria para separar melhor conteúdos gerados completamente por IA — incluindo postagens de spam, montagens enganosas e outros tipos de “lixo de IA” — de posts que receberam auxílio de ferramentas criativas de edição ou remix de conteúdo.

A Meta já explorou algo parecido no app Meta AI, com feeds de postagens de imagens geradas pelos modelos da empresa e até uma espécie de Reels de vídeos sintéticos.

Já a segunda ideia seria uma certificação de conteúdos reais, defendida por Mosseri desde dezembro do ano passado, como lembra o The Verge. O raciocínio é que pode ser mais fácil certificar a origem de uma foto real do que provar o uso de IA.

Indústria tenta certificar conteúdo de IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Empresas usam marcações para identificar conteúdo de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, grandes empresas de IA com modelos de imagem e vídeo, como OpenAI, Google, Microsoft e a própria Meta, dizem usar certificados digitais, como o C2PA, e marcas invisíveis nos conteúdos, como o SynthID, gerados pelas próprias ferramentas para facilitar a identificação.

Além da declaração do próprio usuário no momento da postagem, o Instagram é capaz de ler essas informações para informar o possível uso de IA. Entretanto, além de não ser uma prática padronizada, não é impossível burlar ou remover as identificações.

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

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Adam Mosseri diz que algoritmo deve aprender preferências do usuário, mas descarta bloquear conteúdo de IA na rede.

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

SK Hynix quebra recorde e tem estreia bilionária na Nasdaq

10 de Julho de 2026, 15:24
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • A SK Hynix, fabricante sul-coreana de memória, estreou na Nasdaq levantando US$ 26,5 bilhões, o maior valor já obtido por uma empresa estrangeira em sua primeira oferta em uma bolsa americana.
  • A empresa planeja usar o dinheiro para financiar novas fábricas e equipamentos, visando atender à demanda crescente por chips de memória impulsionada pelo boom da inteligência artificial generativa.
  • O mercado de IA deve continuar em alta, com as quatro maiores empresas de tecnologia dos EUA (Amazon, Microsoft, Google e Meta) podendo investir até US$ 725 bilhões em infraestruturas de IA em 2026.

A fabricante de chips de memória SK Hynix fez sua estreia na bolsa de valores Nasdaq, dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (09/07). A companhia conseguiu levantar US$ 26,5 bilhões (R$ 135,7 bilhões, em conversão direta) com a venda de ADRs (recibos que representam ações negociadas em uma bolsa estrangeira).

O valor é o maior já obtido por uma empresa estrangeira em sua primeira oferta em uma bolsa americana. Antes, o recorde era da chinesa Alibaba, com US$ 21,8 bilhões em 2014. A SK Hynix é sul-coreana e, atualmente, fica em segundo lugar no valor de mercado entre as empresas do país, atrás apenas da Samsung.

Qual é a importância da estreia da SK Hynix na Nasdaq?

Os números superlativos indicam que os investidores seguem confiando no crescimento da inteligência artificial generativa. A construção acelerada de data centers para treinamento e inferência fez a demanda por chips de memória disparar. Como efeito colateral, preços de produtos como smartphones e computadores vêm subindo nos últimos meses.

A SK Hynix é uma das três maiores fornecedoras desse mercado e tem empresas como Nvidia e Apple entre suas compradoras. A Samsung e a americana Micron completam o trio. As companhias atingiram a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em diferentes momentos de 2026.

Aumento de preço da memória RAM deixa eletrônicos mais caros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A alta demanda por RAM fez os preços do componente dispararem, já que as fornecedoras ficaram sem capacidade para atender a todo o mercado.

A estreia na Nasdaq tem ligação direta com esse cenário. Segundo a empresa, o dinheiro obtido com a venda dos papéis ajudará a financiar novas fábricas e equipamentos. A quantia de US$ 26,5 bilhões, porém, é pequena perto dos planos da SK Hynix, que incluem um conjunto de fábricas na Coreia do Sul, com custo estimado de US$ 390 bilhões.

Como está o mercado da IA?

Em um primeiro momento, a grande beneficiada pela febre da IA generativa foi a Nvidia, que domina o mercado de processadores usados para treinamento e inferência de grandes modelos. Ela é atualmente a empresa com maior valor de mercado no mundo, chegando a atingir a marca de US$ 5,5 trilhões.

As placas da Nvidia usam chips de memória, principalmente do tipo HBM (memórias de grande largura de banda). A produção aquecida levou a uma maior demanda por esses componentes, puxando SK Hynix e outras fornecedoras a resultados financeiros muito positivos.

O cenário não deve mudar tão cedo. As quatro maiores empresas de tecnologia dos EUA (Amazon, Microsoft, Google e Meta) podem investir até US$ 725 bilhões em infraestruturas de IA em 2026 e chegar a US$ 1 trilhão em 2027, de acordo com estimativas.

Por outro lado, as desenvolvedoras de IA, como OpenAI e Anthropic, ainda operam no vermelho. Uma forma de tentar reverter isso é aumentar preços, algo que as empresas que adotaram a tecnologia estão começando a sentir no bolso.

Com informações da CNBC e da Reuters.

SK Hynix quebra recorde e tem estreia bilionária na Nasdaq

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Smart TV LG QNED 50” sai com 42% OFF em até 12x sem juros na Amazon

10 de Julho de 2026, 14:00

Prós
  • QNED melhora o volume de cores
  • IA recomenda conteúdos
  • Controle remoto serve como mouse
Contras
  • MiniLED é mais avançado
  • Taxa de atualização de 60 Hz
Cupom Parcelado
5% OFF DISPONíVEL NA PáGINA 42% OFF Ver preço
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A smart TV LG QNED73 de 50 polegadas está saindo por R$ 2.374 em até 12x sem juros com cupom de 5% OFF disponível na página da Amazon.

O televisor com painel 4K, que oferece preto profundo e funções de IA para recomendar conteúdos, recebe desconto de 42% sobre o preço original de R$ 4.099. Mas fique atento: o abatimento do cupom só aparece no carrinho.

LG QNED73 traz 4K com preto profundo e IA que recomenda conteúdos

Smart TV LG QNED73
Smart TV LG QNED73 traz painel 4K com cores vivas e preto profundo (imagem: Divulgação/LG)

O painel QNED 4K de 50″ da QNED73 possui taxa de 60 Hz e até 100% do espectro DCI-P3. A combinação permite a reprodução de imagens com cores fiéis e preto profundo, em uma experiência similar à de uma TV OLED, mas com menos risco do temido burn-in.

O processador AI α7 4K Gen8 e o sistema operacional webOS 25 oferecem recursos de inteligência artificial como upscaling de conteúdos legados, além de ajustarem a imagem conforme as preferências do usuário. O aparelho faz recomendações de conteúdo via chatbot e auxilia na resolução de problemas.

O controle remoto pode ser usado como um mouse para controlar um cursor na tela e acessar menus. Essa funcionalidade torna a experiência mais prática na hora de consumir conteúdos diversos, como filmes, séries e esportes.

Controle Remoto da LG QNED73
Controle Remoto da LG QNED73 pode ser usado como um mouse (imagem: Divulgação/LG)

A LG QNED73 suporta plataformas de streaming diversas, como Netflix, Globoplay, Apple TV, Disney+, HBO Max e outras. A TV ainda permite acesso a jogos na nuvem via Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now; basta ter uma assinatura válida e parear o equipamento a um controle Bluetooth compatível.

A smart TV LG QNED73 de 50″ (R$ 2.374 em até 12x sem juros com cupom de 5% OFF disponível na página) possui três portas HDMI, uma Ethernet, uma USB-A e uma saída SPDIF (áudio digital). E conta com conectividade Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.0.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Smart TV LG QNED 50” sai com 42% OFF em até 12x sem juros na Amazon

Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

Como ativar a nova Alexa+ de graça no benefício do Amazon Prime

10 de Julho de 2026, 11:24
Descubra a nova Alexa+ com acesso antecipado grátis
Veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Alexa+ é a nova versão da assistente virtual da Amazon, que integra inteligência artificial generativa para oferecer conversas mais fluidas e contextuais. Evoluindo de um comando de voz rígido para um agente de IA verdadeiramente conversacional, a ferramenta consegue planejar e executar tarefas complexas de forma personalizada.

No Brasil, os clientes Amazon Prime já podem solicitar o acesso antecipado à nova assistente virtual com IA diretamente pelo site oficial da plataforma. Após realizar o cadastro, a Amazon notificará o usuário por e-mail assim que a atualização for liberada para os dispositivos elegíveis.

A seguir, veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado e ativar Alexa Plus de graça como benefício do Amazon Prime.

1. Acesse a página da Alexa Plus na Amazon

Use o navegador do celular ou computador para acessar: amazon.com.br/alexaplus, a página oficial da nova versão da assistente virtual da Amazon. Se necessário, faça login na conta Amazon para o sistema reconhecer seu perfil e integre a nova Alexa futuramente.

Importante: caso esteja acessando em um dispositivo móvel, o navegador pode redirecionar você para o aplicativo oficial da Amazon.

Acessando a página oficial da Alexa+ na Amazon, para solicitar o acesso antecipado da Alexa Plus
Acessando a página oficial da Alexa+ na Amazon (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Solicite o acesso antecipado à Alexa+

Desça a página até encontrar a seção “Experimente Alexa+ gratuitamente” e toque no botão “Solicitar Alexa+” para registrar o interesse em participar do acesso antecipado da Alexa com IA. O sistema processará o pedido imediatamente e o botão exibirá a mensagem “Avisaremos quando estiver pronto”.

Tela do celular mostrando “Experimente Alexa+ gratuitamente” e o botão “Solicitar Alexa+” no acesso antecipado
Solicitando o pedido para participar do acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Verifique o e-mail de confirmação da Alexa+

Acesse o seu e-mail para verificar o recebimento da mensagem de confirmação do cadastro para acesso antecipado da nova Alexa. É por esse canal de comunicação que a Amazon informará quando será possível atualizar a Alexa nos seus dispositivos Echo.

Verificando o e-mail de confirmação do registro no acesso antecipado da Alexa+
Verificando o e-mail de confirmação do registro no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo ativar a Alexa+?

Existem alguns pontos que podem impedir a ativação da Alexa+. Os mais comuns são:

  • Vínculo de conta e assinatura: estar logado na conta errada do aplicativo ou possuir conflitos de assinaturas pode bloquear instantaneamente o acesso às novas funções da assistente virtual;
  • Incompatibilidade de hardware: a ativação falha caso o Echo antigo não esteja na lista oficial de dispositivos compatíveis com a Alexa+, que exigem processamento mais avançado;
  • Aplicativos e firmwares desatualizados: o aplicativo Alexa desatualizado no celular esconde os menus de configurações, enquanto o sistema operacional do Echo desatualizado impede o recebimento dos novos comandos;
  • Liberação gradual e regional: por ser um lançamento complexo, a tecnologia está sendo distribuída em lotes por meio do acesso antecipado, restringindo o acesso temporariamente para certas regiões e contas.

O que dá para fazer com a nova Alexa?

A Alexa Plus é, essencialmente, uma versão mais conversacional e baseada em inteligência artificial generativa. Isso transformou a assistente virtual em um agente de IA capaz de planejar e agir pelo usuário em várias atividades:

  • Conversas fluidas e contextuais: a nova Alexa pode responder perguntas e manter o contexto ao longo de várias interações em um bate-papo semelhante ao ChatGPT. Tudo isso por conta da infraestrutura de grandes modelos de linguagem (LLMs);
  • Reconhecimento e perfil personalizado: a Alexa Plus identifica a voz de cada morador da casa, adaptando as respostas, sugestões e o histórico de interações de forma individual;
  • Comandos flexíveis de casa inteligente: em vez de frases rígidas, a assistente consegue entender comandos como “deixe a sala aconchegante” para regular luzes, temperatura e aparelhos conectados de uma só vez;
  • Criação de rotinas dinâmicas por voz: é possível programar automações complexas, como mudar a iluminação e tocar música em horários específicos, apenas conversando com a assistente, sem abrir o aplicativo para criar a rotina;
  • Automação de tarefas e produtividade: a Alexa com IA gerencia a agenda inteligentemente, conseguindo transformar uma simples instrução falada ou uma mensagem recebida via apps conectados em um compromisso oficial no calendário;
  • Integração com serviços reais: conectada a contas de aplicativos parceiros, a nova Alexa realiza ações práticas do dia a dia, como pedir delivery ou solicitar transporte por voz;
  • Resumo de e-mails e documentos: o usuário pode compartilhar arquivos de texto com a assistente para extrair dados importantes, criar resumos ou armazenar notas para consultas futuras;
  • Curadoria personalizada de entretenimento: ao atender descrições subjetivas sobre o humor ou gosto do usuário, a Alexa Plus recomenda e reproduz filmes, livros e músicas sob medida nas telas e caixas Echo;
  • Análise visual inteligente por câmera: em dispositivos com tela, como Echo Show, e câmeras de segurança, a Alexa com IA processa imagens para identificar objetos no ambiente e resumir eventos que aconteceram na casa.

Posso ter a Alexa+ sem assinar o Amazon Prime?

Sim, usuários que não são clientes Amazon Prime podem assinar a Alexa+ de forma independente por meio de uma mensalidade de R$ 99,90. O pacote ainda inclui 2 TB de armazenamento de fotos e vídeos no Amazon Fotos.

Consigo reverter a atualização da Alexa+ para a Alexa original?

Sim, é possível voltar à versão original da Alexa desativando a camada de IA generativa diretamente por comando de voz. Basta dizer frases como “Alexa, sair da Alexa Plus”, para desligar o modo conversacional avançado e fazer o ecossistema retornar ao estilo de resposta padrão.

Caso o comando de voz falhe, a reversão pode ser feita gerenciando a assinatura no aplicativo Alexa ou no site da Amazon. Em cenários de erro no dispositivo, uma restauração para os padrões de fábrica resolve o problema ao bloquear o processamento em nuvem da Alexa com IA.

Como ativar a nova Alexa+ de graça no benefício do Amazon Prime

Veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a página oficial da Alexa+ na Amazon (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Solicitando o pedido para participar do acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Verificando o e-mail de confirmação do registro no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Claude ganha painel que detalha como você usa a IA

10 de Julho de 2026, 11:12
Nova ferramenta da Anthropic funciona como um “Wrapped” contínuo para o chatbot (imagem: reprodução/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Reflect, um painel que detalha o uso da IA do chatbot Claude, com dados de uso, dicas de produtividade e alertas de pausa.
  • O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas mais solicitadas, permitindo filtrar o histórico em janelas de um a doze meses.
  • O Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital, como configuração de horários de silêncio, alertas de pausa e perguntas sobre o uso do chatbot.

A Anthropic lançou nesta semana o Reflect, um novo painel integrado às versões web e desktop do Claude. A proposta do recurso é simples: permitir que os usuários acompanhem seus hábitos com o chatbot, mais ou menos repetindo o que faz o Spotify. O objetivo da empresa é incentivar o uso mais consciente da inteligência artificial.

Na prática, a novidade funciona como uma retrospectiva contínua. O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas que o usuário costuma solicitar. Para uma visão mais ampla, é possível filtrar o histórico em janelas de um, três, seis ou até doze meses, facilitando a identificação de picos de atividade.

Além dos gráficos, o Reflect atua como um guia de produtividade. Por exemplo, se o sistema notar que você repete o mesmo contexto em vários chats, ele pode recomendar o uso da função “Projetos” para centralizar informações e poupar tempo.

O que acontece com os dados sensíveis?

Fornecer informações sobre a rotina para plataformas de IA sempre levanta dúvidas sobre privacidade, mas a Anthropic afirma que estabeleceu limitações rigorosas. O Reflect não contabiliza nenhuma conversa feita em chats anônimos e ignora o conteúdo de arquivos anexados.

A publicação oficial da desenvolvedora garante que interações associadas a ferramentas de saúde também são excluídas do painel. Além disso, as métricas geradas são de visualização exclusiva do próprio usuário. A Anthropic reforça que essas informações pessoais não serão utilizadas para treinar modelos de linguagem ou repassadas a terceiros.

Painel do Claude mostra tópicos mais recorrentes nas conversas com a IA (imagem: reprodução/Anthropic)

Bem-estar digital e disponibilidade

Para equilibrar a saúde mental, o Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital. A interface permite configurar horários de silêncio e programar alertas que lembram o usuário de fazer uma pausa após longas sessões de uso. O sistema também exibe perguntas de tempos em tempos, como: “O que você gostaria de continuar fazendo?” Essa abordagem foi desenvolvida em parceria com especialistas do MIT Media Lab, do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital e do Family Online Safety Institute.

O Reflect já está disponível em versão beta para usuários dos planos Gratuito, Pro e Max com o recurso de memória ativado. Em futuras atualizações, a Anthropic promete adicionar um medidor de tempo total gasto no Claude e suporte para analisar o histórico do modo Cowork.

Claude ganha painel que detalha como você usa a IA

As notas despencaram depois que professor adotou medida contra IA

10 de Julho de 2026, 11:10
Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Professor descobre cola com IA em prova remota após notas caírem no presencial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • professor Roberto Serrano, da Universidade Brown, descobriu que alunos usaram inteligência artificial em prova remota, pois as notas caíram drasticamente quando outra prova foi aplicada presencialmente;
  • notas dos alunos na prova remota foram de 96 pontos, em média, mas caíram para 48 pontos quando a prova foi presencial, sem acesso a celulares ou computadores;
  • descoberta gerou debates sobre a confiança nos estudantes e a ética no uso de tecnologias para resolver questões complexas.

A inteligência artificial está transformando várias atividades, até a “cola” nas provas. Um professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriu isso ao aplicar dois exames: no primeiro, remoto, os alunos tiveram notas excelentes; no segundo, presencial, as notas despencaram.

O professor em questão é Roberto Serrano, que ensina “economia do bem-estar e teoria da escolha social”, em tradução livre. Trata-se de uma disciplina bastante difícil e que, talvez por isso, nunca recebeu uma grande quantidade de alunos.

Mas foi diferente neste ano. A disciplina recebeu muitos alunos, talvez porque Serrano revelou que as provas intermediária e final poderiam ser feitas de casa.

A razão disso é que, em dezembro de 2025, um atirador atacou o campus da Universidade Brown, matando duas pessoas. Permitir exames de modo remoto foi uma forma de dar continuidade à disciplina após a tragédia.

Quando a prova intermediária foi aplicada, veio a surpresa: os alunos tiraram notas muito boas, com média de 96 pontos (de 100). Historicamente, a média para o curso variava entre 65 e 80 pontos. Serrano ficou desconfiado, até porque a prova tinha sido mais difícil do que as anteriores.

A desconfiança aumentou quando o professor percebeu que muitas das respostas tinham um “estilo muito rebuscado”. Ao fazer testes com as questões da prova no ChatGPT, Serrano percebeu que as respostas fornecidas pela ferramenta de inteligência artificial eram parecidas com as dadas por seus alunos na prova.

Professor Roberto Serrano
Professor Roberto Serrano (imagem: reprodução/Universidade Brown)

A comprovação da “cola”

Foi então que Roberto Serrano decidiu realizar a prova final de modo presencial, sem permitir acesso a celulares ou computadores. Ao avisar os alunos sobre isso, dizendo que a prova intermediária teria a nota recalculada com base no desempenho da prova final, 18 deles desistiram da disciplina, enquanto outros nove não apareceram para realizar o exame.

Entre os alunos que realizaram a prova final, a média das notas caiu de 96 para 48 pontos, uma redução pela metade. A desconfiança do professor fez sentido: ficou óbvio que os alunos usaram IA na prova intermediária, realizada remotamente.

O assunto tem gerado debates desde que veio à tona. Serrano declarou até ter ficado sobrecarregado com as centenas de e-mails de ex-alunos, professores e outros interessados se manifestando a respeito.

Um dos aspectos debatidos é se será possível confiar na atual geração de estudantes para a realização de trabalhos que exigem raciocínio lógico em um cenário onde eles têm acesso a “atalhos tecnológicos” para lidar com questões complexas.

Convém não generalizar, porém. Um dos alunos de Serrano teve 95 pontos na primeira prova e 95,5 na segunda, o que sugere que o seu bom desempenho veio de seu próprio esforço.

Mas não é só a nota que importa. A ética também: outro aluno fez 55 pontos no primeiro exame e 59 no segundo. Não foi um grande desempenho, mas isso também indica que ele não usou IA na primeira prova. “Eu admiro essa pessoa”, disse o professor.

Com informações de Business Insider e Inside Higher Ed

As notas despencaram depois que professor adotou medida contra IA

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI lança ChatGPT Work, assistente de IA para o trabalho

9 de Julho de 2026, 17:12
Captura de tela mostra o ChatGPT Work, novo assistente de IA da OpenAI
ChatGPT Work é um assistente capaz de concluir projetos em segundo plano (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI lançou o ChatGPT Work, um assistente de IA projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas.
  • O ChatGPT Work conecta arquivos e aplicativos para criar materiais prontos, com integração nativa a ecossistemas populares como Microsoft Teams e Slack.
  • A novidade chega junto com o GPT-5.6 e um novo app para desktop, que integra ChatGPT, Work e Codex.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do ChatGPT Work, um novo agente projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas. A novidade chega junto com a família de modelos GPT-5.6, liberada para o público após um período de acesso restrito.

O agente é uma aposta da OpenAI para transformar o popular chatbot em um assistente corporativo capaz de concluir projetos inteiros sozinho.

Como o ChatGPT Work funciona?

A novidade funciona conectando arquivos e aplicativos para criar materiais prontos. Segundo a OpenAI, basta o usuário fornecer um objetivo amplo, como “preparar uma reunião de vendas” ou “analisar o orçamento”, e o agente reunirá todo o contexto necessário para gerar documentos, apresentações e planilhas de forma independente.

Para alcançar esse nível de automação, a ferramenta possui integração nativa a ecossistemas populares, como Microsoft Teams, Slack, Gmail e Google Drive.

Para reduzir os riscos de um agente autônomo operando com dados confidenciais, a OpenAI permitirá que os administradores de TI controlem quais arquivos e aplicativos a IA pode acessar. A empresa destaca que o sistema passou por rigorosos testes e bloqueou todas as tentativas de extração de dados protegidos.

Chegada do GPT-5.6 após pressão regulatória

Introducing ChatGPT Work, a new agent in ChatGPT powered by Codex and GPT-5.6.

It can take action across your apps and files, stay with a project for hours if needed, and turn a goal into finished work.

It’s a whole new way to get work done. pic.twitter.com/uGbvjU1LsV

— OpenAI (@OpenAI) July 9, 2026

A tecnologia que alimenta o agente de IA é a nova família de modelos GPT-5.6, que chega ao público após um período de pré-visualização limitado a clientes aprovados pelas autoridades norte-americanas.

A pausa no lançamento foi um pedido direto do governo de Donald Trump, que exigiu tempo para reavaliar medidas de segurança diante do poder da ferramenta. Após uma colaboração técnica entre a startup e as agências reguladoras, o modelo foi liberado hoje.

O GPT-5.6 se divide em três versões para diferentes demandas de mercado:

  • Sol: é o modelo principal e mais inteligente. Segundo o CEO Sam Altman, ele é 54% mais eficiente no uso de tokens em tarefas de programação e conta com um “modo ultra”, focado em acelerar grandes projetos usando múltiplos agentes.
  • Terra: uma versão intermediária que equilibra desempenho e custo.
  • Luna: o modelo mais leve da família, focado em custo-benefício.
Captura de tela do ChatGPT Work com integração nativa do Slack e Gmail para conectar ferramentas e automatizar tarefas
IA da OpenAI tem integração nativa com ferramentas como Slack e Gmail (imagem: divulgação)

Novo aplicativo com ChatGPT e Codex

Junto com as novidades, um novo aplicativo para Windows e Mac, que centraliza o ChatGPT, o Work e o Codex em uma única interface, também está chegando ao mercado.

Ele foi apresentado na live de lançamento e tem como destaque o recurso “Uso do Computador”, que autoriza a IA a executar ações em segundo plano na máquina, como clicar, digitar e mover arquivos por conta própria. O app também inclui um navegador integrado e a função Sites, que possibilita transformar rascunhos de ideias em páginas interativas.

O cronograma de disponibilidade varia de acordo com o plano do usuário. O novo app para desktop pode ser baixado globalmente por usuários de todos os planos, incluindo a versão gratuita. Na web e dispositivos móveis, o ChatGPT Work está sendo liberado para assinantes Pro, Enterprise e Edu, com previsão de chegada aos planos Plus e Business nos próximos dias.

OpenAI lança ChatGPT Work, assistente de IA para o trabalho

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Agente autônomo de inteligência artificial chega ao mercado junto com a nova família de modelos GPT-5.6.

Microsoft vai usar IA para sair na frente dos hackers no Windows

9 de Julho de 2026, 16:57
Windows 11
Microsoft vai usar IA para sair na frente dos hackers no Windows (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft utilizará inteligência artificial para identificar vulnerabilidades no Windows, visando corrigi-las antes que hackers as explorem;
  • empresa introduziu uma ferramenta chamada MDASH, que usa agentes de IA para pesquisar por vulnerabilidades; esse será o principal recurso da nova abordagem;
  • uso de IA permitirá que as atualizações de segurança do Windows incluam um número maior de correções, sem necessariamente aumentar a frequência de atualizações.

Se há quem já esteja usando ferramentas de inteligência artificial para descobrir vulnerabilidades para promover ataques ou invasões, por que não fazer o mesmo para proteger sistemas? É o que a Microsoft promete fazer com relação ao Windows. Um possível efeito: as atualizações de segurança poderão trazer um número maior de correções.

O objetivo é usar esse tipo de tecnologia para encontrar vulnerabilidades mais rapidamente no Windows e, assim, corrigi-las antes que hackers e afins tenham tempo de explorar as brechas, como a própria Microsoft dá a entender:

Ao aplicar IA na análise de segurança, podemos identificar padrões mais rapidamente, priorizar riscos e escalar a descoberta de vulnerabilidades em toda a base de código do Windows. Isso ajuda a reduzir o tempo entre a descoberta e a proteção do cliente.

Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows

Entre os mecanismos que a Microsoft empregará nessa tarefa está uma ferramenta de nome MDASH, que usa um conjunto de agentes de IA para pesquisar por vulnerabilidades — é algo que a companhia chama de “sistema de varredura agêntica multimodelo”.

Oficialmente, o MDASH foi introduzido em maio deste ano e, desde então, já ajudou a Microsoft a identificar 16 falhas, quatro delas consideradas “críticas”. Todas foram corrigidas no mesmo mês.

Ainda de acordo com a companhia, uma infraestrutura de nuvem foi montada para não só permitir varreduras via MDASH, como também validá-las. O objetivo é evitar que falsos positivos cheguem aos desenvolvedores responsáveis pelas correções.

Neste ponto, é válido destacar que a Microsoft enfatiza que os recursos de inteligência artificial serão usados para acelerar a descoberta e correção de vulnerabilidades, mas que todas as decisões sobre esses processos continuarão sendo tomadas por equipes humanas.

Também convém destacar que a nova abordagem será aplicada não só a recursos já lançados, como também àqueles em desenvolvimento para evitar que novas funções ou atualizações sejam lançadas com eventuais falhas.

Modo escuro no Windows 11
Objetivo da Microsoft é identificar falhas mais rapidamente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Usuários domésticos e organizações podem esperar por mais correções

Se falhas no Windows forem encontradas mais rapidamente, isso sugere que as correspondentes correções poderão ser liberadas com mais agilidade. Mas isso não significa, necessariamente, que a frequência de atualizações do sistema aumentará, mas sim que, em cada uma delas, poderá haver um número maior de falhas corrigidas.

À medida que o ritmo de descoberta de vulnerabilidades aumenta, os clientes não devem ter que escolher entre velocidade e estabilidade. Nosso trabalho é ajudar os clientes a se manterem protegidos enquanto implementam atualizações com confiança.

Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows

Microsoft vai usar IA para sair na frente dos hackers no Windows

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Meta pode lançar óculos com IA que gravam tudo o tempo todo

9 de Julho de 2026, 15:59
Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom. Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Óculos inteligentes da Meta podem receber função que grava e tira fotos constantemente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta está testando um protótipo de óculos inteligentes com IA que pode gravar áudio e tirar fotos continuamente, segundo o Financial Times.
  • O recurso é chamado de “super sensing” e visa ajudar o usuário com interações futuras, guardando informações e detalhes do dia a dia.
  • Os registros não seriam salvos no dispositivo, mas sim enviados para a Meta AI para processamento, visando reduzir riscos legais e de privacidade.

A Meta vem ampliando os investimentos nas suas linhas de óculos inteligentes desde 2021. Agora, a companhia estaria testando uma ferramenta capaz de gravar áudio continuamente e tirar fotos a cada poucos segundos. O recurso é chamado internamente de super sensing (superpercepção, em tradução livre), e deve auxiliar o usuário com detalhes do dia a dia.

Segundo o Financial Times, o recurso guardaria informações, como conversas, localização de objetos e outros detalhes. A partir daí, o assistente poderia responder perguntas sobre o dia, relembrando a localização de um objeto ou questões definidas durante reuniões.

As informações indicam que o projeto ainda é um protótipo, mas já estaria provocando discussões dentro da empresa. O ponto mais sensível é a captura constante de dados potencialmente sensíveis, incluindo pessoas que não escolheram ser gravadas.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que funções do super sensing poderiam ser liberadas até para modelos que já estão em circulação, por meio de atualização de software. Ainda não há confirmação oficial de lançamento.

Dispositivos não salvariam os dados

Foto de uma mão segurando, por uma das hastes, um par de óculos inteligentes Oakley Meta HSTN de armação preta e arredondada. No canto inferior direito da imagem, há o logotipo da marca "tecnoblog".
Dados não seriam liberados para os usuários (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

De acordo com o FT, o super sensing não deve salvar as imagens e áudios no dispositivo nem liberar o acesso ao usuário. Em vez disso, os óculos extrairiam informações desses registros e enviariam os dados processados para a Meta AI.

Essa abordagem é vista por defensores do projeto como uma forma de reduzir riscos legais e de privacidade, já que o usuário não teria acesso direto aos arquivos.

A Meta também estaria discutindo se esses dados poderiam ser usados para treinar os modelos de IA da empresa. A avaliação é que isso pode aumentar a pressão regulatória.

Não seria uma novidade entre as big techs receber uma resposta extremamente negativa caso ocorra o anúncio da funcionalidade, já que o conceito é bastante parecido ao Microsoft Recall. A dona do Windows anunciou o serviço em 2024 e, após vários adiamentos, lançou em 2025 — a repercussão, ainda assim, foi péssima, e diversas ferramentas lançaram atualizações bloqueando o sistema de captura.

Em resposta ao The Verge, a Meta se limitou a dizer que desenvolve seus produtos com foco em “privacidade construída desde a base”.

Meta aposta em óculos inteligentes

O projeto reforça a mudança de foco da Meta em dispositivos de realidade aumentada e virtual. Depois de anos de investimento pesado no metaverso e em headsets, a empresa passou a dar mais atenção a óculos inteligentes, mais leves e próximos de um acessório comum.

O sucesso das linhas da Meta em parceria com a EssilorLuxottica, dona de marcas como Ray-Ban e Oakley, já fez com que o Google voltasse a trabalhar com o Google Glass, agora com integração ao Gemini. Em parceria com a Samsung, a empresa anunciou, em maio, uma nova linha de óculos inteligentes com o novo sistema Android XR.

No mês passado, a companhia de Mark Zuckerberg anunciou uma linha que, pela primeira vez, não levará o nome de outra marca de óculos. A nova linha ainda não foi lançada no Brasil.

Meta pode lançar óculos com IA que gravam tudo o tempo todo

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Protótipo usaria captação contínua para ajudar o usuário com interações futuras.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Oakley Meta HSTN tem câmera integrada (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA

9 de Julho de 2026, 15:06
Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Modelo de IA da Meta é mais barato que os concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta lançou o Muse Spark 1.1, um modelo de IA para programação e raciocínio lógico que atua como agente autônomo.
  • O modelo permite automação do uso de computadores, navegação na web sem supervisão e processamento de dados.
  • O Muse Spark 1.1 está disponível para desenvolvedores nos Estados Unidos e será integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook.

A Meta anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do Muse Spark 1.1, novo modelo de IA desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab. Embora faça parte da mesma família apresentada em abril, a empresa trata a versão 1.1 como uma grande evolução voltada para agentes de IA, com foco em programação, raciocínio lógico e automação de tarefas.

Além de refinar essa primeira versão, a empresa busca entregar a capacidade de realizar funções completas e mais complexas com o mínimo de supervisão humana. O modelo promete diminuir a distância técnica em relação aos concorrentes e chega como prévia para desenvolvedores nos Estados Unidos.

Como o modelo foi anunciado hoje, ainda não há testes independentes que permitam avaliar seu desempenho. Mas segundo os benchmarks divulgados pela Meta, o Muse Spark 1.1 supera o GPT-5.5, o Gemini 3.1 Pro e o Opus 4.8 em diferentes métricas.

O que o Muse Spark 1.1 tem de novo?

Imagem mostra a IA da Meta realizando tarefas de código, testando interface e aplicando correções para criar uma app web
IA da Meta consegue ler o código, testar a interface e aplicar correções (imagem: reprodução/Meta)

O diferencial do modelo é a sua capacidade melhorada de atuar como um agente autônomo. Segundo a Meta, a atualização foca em três frentes: programação, automação do uso de computadores e raciocínio multimodal, ou seja, a habilidade de processar e cruzar dados de textos, imagens, vídeos e arquivos ao mesmo tempo.

Para dar conta do recado, o sistema consegue gerenciar uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens. Na prática, isso significa que o Spark pode memorizar ações em sessões de trabalho muito longas ou recuperar informações de etapas iniciais de um grande projeto, por exemplo.

Imagem mostra a IA Muse Spark 1.1 extraindo dados de um vídeo para preencher campos e automatizar ações no navegador
Muse Spark 1.1 consegue extrair dados de vídeos e automatizar ações no navegador (imagem: reprodução/Meta)

Na área de desenvolvimento de software, a ferramenta apresenta avanços na identificação e correção de bugs. Durante testes internos, o Muse Spark 1.1 conseguiu construir um aplicativo de chat do zero, capturar imagens da tela para diagnosticar erros na interface e até alterar o código-fonte original para aplicar correções, tudo sem intervenção humana.

Fora do ambiente de código, a IA também consegue navegar na web e controlar o sistema operacional de uma máquina sozinha. Em outro exemplo, o assistente extraiu detalhes úteis de um produto a partir de um vídeo e criou um anúncio completo no Facebook Marketplace utilizando o navegador do usuário.

Preço e disponibilidade

Conforme apurado pela agência Reuters, o acesso ao Muse Spark 1.1 é mais barato que modelos concorrentes de ponta, como o Claude Sonnet 4.6. Esta é a comparação de custos a cada 1 milhão de tokens:

  • Muse Spark 1.1: US$ 1,25 (R$ 6,42) para entrada e US$ 4,25 (R$ 21,83) para saída.
  • Claude Sonnet 4.6: US$ 3 (R$ 15,41) para entrada e US$ 15 (R$ 77,04) para saída.

O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, voltou ao X/Twitter apenas para compartilhar a novidade. Ele afirmou que o foco atual é “fornecer modelos robustos, com agentes independentes e multimodais a um custo muito baixo”.

(1) Today we're releasing Muse Spark 1.1 — a strong agentic and coding model at a very low price. It's available through our new Meta Model API and in Meta AI.

— Mark Zuckerberg (@finkd) July 9, 2026

O novo modelo já está disponível no modo Thinking do Meta AI e deve chegar em breve aos chatbots do WhatsApp, Instagram e Facebook, além dos óculos inteligentes da Meta.

Para acalmar as preocupações sobre segurança, a empresa destacou que o modelo passou por rigorosas avaliações e mostrou alta resistência contra ataques de injeção de código e alucinações.

Vale mencionar que o anúncio ocorre na mesma semana em que a Meta apresentou o Muse Image. Seu primeiro modelo de geração de imagens gerou debates por utilizar publicações de usuários do Instagram como base para suas criações.

Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gastos com IA confundem e assustam empresários

9 de Julho de 2026, 13:12
Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Executivos têm dificuldade para entender uso de tokens de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 29% dos líderes seniores não compreendem os custos operacionais crescentes associados à IA, segundo um relatório da consultoria KPMG.
  • O modelo de cobrança baseado em consumo surpreendeu empresas, que esperavam um formato de assinatura de software.
  • Grandes empresas de tecnologia, como Amazon e Microsoft, investem bilhões de dólares em infraestrutura para atender à demanda por IA.

Depois da corrida para testar chatbots e agentes autônomos dentro das empresas, muitos executivos agora tentam entender por que a conta da tecnologia ficou imprevisível. 29% dos líderes seniores dizem não compreender de onde vêm os custos operacionais crescentes associados à IA.

Os números são de um relatório da consultoria holandesa KPMG, que ouviu 2.145 executivos em 20 países. Eles demonstram que muitas empresas estão sendo pegas de surpresa pelo modelo de cobrança baseado em consumo. Ele foi revelado pelo site The Register.

Segundo o levantamento, os contratantes trataram a IA como mais uma assinatura de software. No entanto, fornecedoras como OpenAI, Anthropic e GitHub utilizam um formato de cobrança pelo uso real: quanto mais a empresa usa tokens, mais processamento consome e maior pode ser a fatura.

ilustração sobre token de IA
Os tokens em IA também atuam como moedas simbólicas, ajudando a calcular o consumo de dados dos usuários (imagem: Reprodução/CCN)

Executivos de gigantes, como a Uber e Microsoft, já afirmaram publicamente que a conta da IA está vindo alta demais.

A empresa de transporte por aplicativo, por exemplo, consumiu todo o orçamento de 2026 para ferramentas de IA em apenas quatro meses, e forçou a criação de ferramentas internas para supervisionar o uso. Outras big techs, como Amazon e Meta, também recorreram a um acompanhamento mais próximo, uma saída que muitas outras organizações estão procurando, segundo a KPMG.

De acordo com a consultoria, um terço dos líderes ouvidos pelo levantamento vê a falta de entendimento sobre a enconomia da IA como uma barreira para implementar agentes com sucesso.

Empresas adiam projetos para entender retorno

A preocupação já afeta decisões de implantação. Segundo a pesquisa, quase metade das organizações reestruturou ou adiou projetos de IA após perceber que os custos poderiam superar o valor esperado. Elas tentam separar os usos que geram retorno daqueles que apenas aumentam a fatura.

O ajuste também aumentou a busca por modelos mais baratos e eficientes, em relação ao trimestre passado. Em vez de usar sempre os modelos mais poderosos, companhias passaram a avaliar quando uma opção mais simples já é suficiente para as demandas.

O relatório também cita que empresas ainda não têm regras maduras para definir quando humanos devem revisar respostas da IA, quem responde por erros, como resultados são auditados e o que ocorre quando um sistema falha.

Anteriormente, a própria KPMG teve de retirar de circulação um relatório sobre IA porque o próprio documento — que também analisava a adoção de IA por empresas pelo mundo — apresentava alucinações geradas por IA.

Indústria precisa justificar gastos bilionários

Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs devem gastar bilhões com infraestrutura (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto a cautela dos clientes aumenta, Amazon, Microsoft e outras empresas gastam bilhões de dólares em infraestrutura para atender à demanda por IA.

Os investimentos vêm impactando toda a cadeia produtiva, fazendo com que fornecedoras atinjam valores de mercado estratosféricos, enquanto os preços de hardware para o público comum continuam a subir.

Só neste ano, a empresa de Jeff Bezos prevê investir cerca de US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão) para expandir a capacidade de IA da AWS, enquanto a Microsoft projeta gastos de US$ 190 bilhões (R$ 975 bilhões). Ao todo, as grandes empresas de tecnologia devem ultrapassar US$ 700 bilhões (R$ 3,5 trilhões) em gastos com infraestrutura para IA.

Gastos com IA confundem e assustam empresários

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

8 de Julho de 2026, 18:25
captura de tela da seção Remix de Video, na aba Criar do Google Fotos
Remix de Vídeo permite adicionar efeitos e estilos pré-definidos em vídeos curtos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google Fotos lançou uma nova ferramenta de edição de vídeos com IA, chamada Remix de Vídeo, que permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
  • A ferramenta usa o modelo Gemini Omni e está disponível para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.
  • O Remix de Vídeo permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app, com limitações como vídeos de até 60 segundos e necessidade de backup concluído no Google Fotos.

O Google Fotos ganhou uma nova ferramenta de edição de vídeos com inteligência artificial. Anunciado nesta quarta-feira (08/07), o Remix de Vídeo permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.

O recurso usa o modelo Gemini Omni e já começou a ser liberado para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.

A nova funcionalidade faz parte de uma estratégia maior do Google Fotos sobre a integração com IA, adicionado possibilidades de edições de vídeo bastante comuns em outras ferramentas, como o CapCut. Ela permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app.

Entretanto, a novidade possui algumas limitações:

  • O Remix de Vídeo só funciona com vídeos de até 60 segundos e o usuário precisa selecionar um trecho de 1 a 10 segundos para a edição
  • Os arquivos precisam estar salvos no Google Fotos com backup concluído
  • É necessário estar conectado à internet, já que o processamento ocorre em nuvem
  • Contas corporativas do Google Workspace e escolares não receberão a ferramenta

Como usar o Remix de Vídeo

GIF animado colocando uma imagem de um homem na vida real e em estilo pixelart, lado a lado
Vídeos podem ser reestilizados diretamente no Google Fotos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A edição dos vídeos é fácil. O Remix de Vídeo aparece na aba Criar do Google Fotos, onde a empresa reúne as ferramentas de edição com IA. A partir daí:

  • O usuário escolhe um template
  • Seleciona um vídeo com backup no Google Fotos
  • Define o trecho que será transformado

Há três tipos principais de edição. A opção Reimagine troca o fundo do vídeo por cenários gerados por IA, como uma praia ao pôr do sol ou uma cafeteria. Já os filtros ajustam a iluminação da cena, simulando efeitos como “hora de ouro” ou brilho suave.

Também há estilos artísticos para mudar completamente a aparência do clipe. O Google inclui opções inspiradas em pintura a óleo, aquarela, anime e traços de caderno de rascunho. Importante notar que aqui não é possível enviar novos prompts, para isso, é possível utilizar a opção “Criar vídeo” diretamente no app do Gemini.

A ferramenta aceita vídeos em 9:16 ou 16:9. Gravações em outros formatos podem ser centralizadas e cortadas automaticamente pelo aplicativo. Vale lembrar que todo conteúdo gerado ou editado pela ferramenta do Google recebe uma marca d’água digital, o SynthID.

O que é Gemini Omni?

Em um palco de conferência, um homem calvo e de óculos está de pé, posicionado no canto inferior direito. Ele veste uma blusa preta de mangas longas e calças escuras. Ao centro, um enorme telão retangular preto com cantos arredondados exibe o texto "Gemini Omni" em letras brancas de fonte arredondada. O fundo do palco é composto por painéis de madeira clara, e há um detalhe em arco verde e azul na extremidade direita. A iluminação do ambiente é focada no telão e no palestrante.
Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

O Gemini Omni é uma família de modelos de IA generativa do Google voltada à criação e edição de vídeos, desenvolvido para combinar diferentes tipos de entrada — como texto, imagem, áudio e vídeo — e gerar novos clipes a partir dessas referências.

O modelo foi pensado para entender o contexto da cena e permitir edições por comandos mais naturais, como trocar o fundo, mudar o estilo visual ou animar uma foto.

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

OpenAI vai liberar GPT-5.6 após governo Trump remover restrições

8 de Julho de 2026, 17:15
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
GPT-5.6 é liberado pelo governo dos EUA e chegará ao público geral (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo Trump retirou as restrições ao novo GPT-5.6, que será disponibilizado ao público a partir de 09/07.
  • São três novos modelos de IA: Sol, Luna e Terra, com capacidades variadas para trabalhos científicos, codificação e cibersegurança.
  • Empresa também anunciou o GPT-Live, novo modelo para geração de voz que começa a ser distribuido gradualmente.

O GPT-5.6 finalmente vai chegar ao público geral. A OpenAI confirmou que sua nova família de IA com três modelos – Sol, Luna e Terra – será disponibilizada para todos nesta quinta-feira (09/07). Os modelos foram anunciados há duas semanas, mas, até então, estavam com acesso restrito a clientes selecionados. O motivo teria sido um pedido direto do governo dos Estados Unidos.

A liberação por parte do governo de Donald Trump vem na sequência da permissão dada à Anthropic, que voltou a disponibilizar o Claude Fable 5 para todos. Tanto Claude quanto ChatGPT tiveram suas novas versões restringidas sob alegação de segurança nacional.

Além de anunciar a chegada geral do GPT-5.6, a OpenAI também apresentou o GPT-Live, novo modelo de voz criado para tornar as conversas com o ChatGPT mais naturais.

Restrições duraram pouco

GPT-5.6 Sol, along with Terra and Luna, will launch publicly this Thursday.

We’re expanding preview access globally now. pic.twitter.com/Uk5HcfSc2e

— OpenAI (@OpenAI) July 8, 2026

Quando o GPT-5.6 foi revelado há cerca de duas semanas, a empresa de Sam Altman indicou que seguiria as limitações, apesar de não concordar com uma solução a longo prazo. A OpenAI previu a liberação ao público em algumas semanas, o que de fato aconteceu.

Segundo o portal Axios, essas restrições são consideradas importantes para o governo dos EUA por conta do alto potencial das ferramentas em questão. Tanto Anthropic quanto OpenAI já vinham declarando a importância de se atentar ao uso de IA em ciberataques.

A partir do anúncio do Claude Mythos Preview, um consórcio de empresas parceiras e o governo dos EUA – o chamado Project Glasswing – teve acesso limitado ao novo modelo de IA, considerado “poderoso demais” para o público geral.

O modelo já havia chegado ao público com restrições, mas a adminstração Trump forçou a retirada da nova IA do mercado. Ela voltou a ser comercializada na semana passada.

A OpenAI, por sua vez, também anunciou a nova tecnologia sob restrições, indicando um trabalho em conjunto com o governo estadunidense e outras parcerias para melhorar mecanismos de segurança em torno da inteligência artificial.

Quais são as novidades do GPT-5.6?

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
ChatGPT promete conversas mais fluidas por voz (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

As novidades do GPT-5.6 passam pelos três novos modelos: Sol, Luna e Terra.

  • Sol: é o carro-chefe, prometendo alta capacidade para trabalhos científicos, codificações e mecanismos avançados de cibersegurança, além de trazer o que a OpenAI classifica como “a mais robusta estrutura de defesa até hoje”.
  • Luna: promete trabalhos de alto volume em maior velocidade, além de um melhor custo-benefício.
  • Terra: será voltada para atividades do dia a dia, ou seja, consultas casuais, buscas rápidas envolvendo curiosidades, entre outras tarefas mais simples.

Segundo a OpenAI, o modelo Terra será o mais próxmo do atual GPT-5.5, que também segue como base da GPT-Live. Esse novo modelo de voz começa a ser distribuído gradualmente a partir de hoje (08/07) e promete conversas mais humanas, maior responsividade e explicações mais claras, envolvendo até mesmo aspectos visuais para ajudar melhor o usuário a tirar dúvidas.

OpenAI vai liberar GPT-5.6 após governo Trump remover restrições

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Nova família de IA será lançada nesta quinta-feira (09/07) após período de acesso restrito a clientes selecionados.

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA do Instagram poderá usar seu perfil para gerar imagens; veja como bloquear

8 de Julho de 2026, 16:48
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta lançou o Muse Image, um modelo de geração de imagens que pode usar conteúdo de perfis públicos do Instagram.
  • Para bloquear o uso do seu conteúdo, é necessário acessar as configurações do Instagram e seguir um passo a passo.
  • Também é possível bloquear o uso de sua aparência nas imagens geradas nas configurações do app da Meta AI.

A Meta lançou seu novo modelo de geração de imagens, chamado Muse Image. Com ele, o Instagram liberou a reutilização de fotos, vídeos e reels de contas públicas da rede nas criações. Isso significa que, se seu perfil não é privado e você tem mais de 18 anos, qualquer pessoa pode se apropriar do seu conteúdo em criações com IA, já que a opção padrão autoriza o uso dessa ferramenta.

Por enquanto, essa funcionalidade não chegou ao Brasil. Mesmo assim, vale ficar atento ao assunto para que você possa revogar a autorização assim que ela for lançada, caso assim prefira.

Como funciona o uso de imagens de outras pessoas no Instagram?

Se você tem uma conta pública e é maior de 18 anos, outros usuários poderão “marcar” seu perfil ao escrever um prompt para a Meta AI. Assim, é possível gerar uma imagem realista com a sua aparência.

Captura de tela de um smartphone exibindo a interface de um chat de inteligência artificial. No topo, uma caixa de texto mostra um comando do usuário solicitando a criação de um cartão de aniversário. O prompt menciona dois usuários do Instagram. Logo abaixo, a IA responde com uma mensagem de texto e exibe a imagem gerada: uma fotografia de três mulheres sorridentes, abraçadas em um ambiente festivo decorado com balões e luzes. Na base da tela, encontram-se o campo de digitação para resposta e ícones de comandos por voz.
Cartão de aniversário é exemplo de uso para ferramenta da Meta AI (imagem: divulgação)

Caso alguém faça isso com a sua imagem, você não recebe nenhuma notificação. Mudar sua conta de pública para privada não exclui as imagens já geradas com base no seu perfil.

Como você pode imaginar, isso é bem problemático. A CNET ilustra bem a situação: “A Meta tem uma nova ferramenta de imagens com IA e eu já usei para criar um deepfake do Instagram da minha amiga”, diz o título de uma matéria publicada horas depois do lançamento do Muse Image.

Como impedir que a Meta AI use imagens do seu Instagram?

A opção para liberar o uso do seu conteúdo no Instagram por outras pessoas é do tipo opt-out. Isso significa que, por padrão, ela permite as criações usando IA nas contas públicas de maiores de 18 anos. Menores de idade com perfis públicos recebem a opção “Pessoas que você segue” por default. Páginas privadas não permitem que o Muse Image acesse seu conteúdo.

Para bloquear o uso, é preciso entrar nas configurações e remover a autorização. A Meta indica os seguintes passos nos apps para Android ou iOS:

  1. Acesse seu perfil no Instagram, tocando no ícone do canto inferior direito ou na sua foto.
  2. Toque em Menu (ícone com três barras horizontais), no canto superior direito.
  3. Procure a seção “Como outras pessoas podem interagir com você” e entre em “Compartilhamento e reutilização”.
  4. Na seção “Permitir que as pessoas reutilizem seu conteúdo no Instagram e com recursos de IA da Meta”, desative a autorização ao lado de posts e reels. Se você for menor de 18 anos, selecione a opção “Ninguém”.
Usuários podem desativar o compartilhamento (imagem: reprodução/Tecnoblog)

Meta AI permite bloquear uso do seu rosto

Além disso, como observa a CNET, é possível bloquear o uso de sua aparência nas imagens geradas pela Meta AI. Para isso, é necessário baixar o app da Meta AI e entrar em “Configurações” e “Sua imagem”.

Esse processo já está disponível para usuários brasileiros. Ele envolve tirar uma foto do seu rosto e, de modo opcional, enviar até três fotos. Depois, é possível definir quem pode gerar imagens com a sua aparência: somente você mesmo, seguidores aprovados, seguidores recíprocos ou todo mundo.

O que diz a Meta?

Em posicionamento enviado ao Tecnoblog, a Meta declara que desenvolveu o Muse Image “com controles rigorosos e mecanismos de segurança” e que tomará medidas “contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade”. A empresa reforça que apenas contas públicas de maiores de 18 anos estarão automaticamente disponíveis para reutilização por todos e que há controles para desativar esse acesso.

IA do Instagram poderá usar seu perfil para gerar imagens; veja como bloquear

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

26 de Junho de 2026, 17:56
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI revelou o GPT-5.6, com três novos modelos: Sol, Terra e Luna (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI disponibilizou uma prévia do GPT 5.6, com acesso restrito a parceiros selecionados.
  • A nova geração da IA conta com três modelos: Sol, Terra e Luna.
  • Segundo o comunicado, a OpenAI planeja lançar os modelos globalmente “nas próximas semanas”.

A OpenAI decidiu tornar público o novo conjunto de modelos GPT-5.6, após as informações de que o governo dos Estados Unidos teria pedido para segurar o lançamento global. De fato, o modelo está chegando em versão prévia, com um acesso limitado a “clientes selecionados”.

A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.

Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.

Três novos modelos: Sol, Terra e Luna

Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN

— OpenAI (@OpenAI) June 26, 2026

O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.

Aliás, a OpenAI dedicou a maior parte da publicação ao tema de segurança e ao risco de uso indevido. O texto também faz referências indiretas às tensões no setor, incluindo a acusação da Anthropic contra a Alibaba sobre suposto uso indevido de dados do Claude.

Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.

Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.

Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.

Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.

Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.

Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

26 de Junho de 2026, 16:22
Dock do macOS com ícones do Notion, Notion Calendar e Notion Mail
Notion Mail será encerrado pela empresa em setembro (imagem: divulgação/Notion)
Resumo
  • A Notion anunciou o encerramento do Notion Mail, seu serviço de e-mail, em 22 de setembro de 2026, para focar em agentes de IA.
  • A plataforma será reformulada para manter fluxos de trabalho automatizados, e a maior parte dos dados será mantida no Gmail.
  • Os usuários poderão salvar rascunhos, e-mails programados e snippets até o dia 21 de setembro, pois esses dados serão perdidos após o encerramento do serviço.

O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.

Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.

Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.

A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.

Inbox no Gmail e foco nos agentes de IA

Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.

O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.

We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.

We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.

As Notion agents have gotten more capable, we’ve… pic.twitter.com/ebq7jWadGZ

— Notion Mail (@NotionMail) June 25, 2026

Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.

O que segue funcionando?

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Notion segue oferecendo serviços de workflow e concorrendo com Trello e outros (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Google lança app com IA para administrar investimentos

26 de Junho de 2026, 13:03
Imagem mostra os escritos "Google Finance", cercado por imagens que representam o mercado financeiro e IA, como gráficos e uma aba de chatbot
Usuários podem enviar prints para importar o histórico financeiro no Google Finanças (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google lançou um aplicativo de investimento com IA para ajudar investidores a organizar portfólios e monitorar o mercado financeiro.
  • O app permite importar carteira via PDF, criar alertas personalizados e entender variações do mercado com auxilio de IA.
  • A novidade está sendo distribuída globalmente, primeiro para Android, com uma versão para iPhone prevista para o fim do ano.

O Google anunciou ontem (25/06) o lançamento de um app dedicado para o Google Finanças (Google Finance). A novidade está sendo distribuída globalmente e traz uma série de recursos baseados em inteligência artificial para ajudar investidores a organizar portfólios, acompanhar cotações e monitorar o mercado financeiro de forma centralizada pelo celular.

O Google Finanças com IA chegou ao Brasil em abril, ainda em fase beta e apenas na versão web. A atualização representa uma mudança importante para o serviço, que deixa de ser apenas uma página acessível pelo navegador para se tornar um assistente de investimentos de bolso. O app chega primeiro para Android, mas uma versão para iPhone deve ser lançada até o fim do ano.

Como a IA do Google Finanças analisa investimentos?

Tela do app do Google Finanças mostrando “Edit portfolio” e “Edit investments” com opções para adicionar, alterar e excluir investimentos
App reúne cotações, notícias e carteira de investimentos em um só lugar (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Na seção de portfólios, os usuários agora podem visualizar o desempenho geral e a alocação de todos os ativos em um único painel. Outro destaque fica para a simplificação na importação de dados. O investidor pode adicionar seu histórico financeiro enviando arquivos em PDF e CSV, fazendo o upload de capturas de tela ou apenas descrevendo os ativos em texto simples, deixando que a IA entenda e organize as informações automaticamente.

Com a carteira estruturada, uma nova ferramenta de pesquisa permite fazer consultas em linguagem natural. Além disso, o serviço introduz os “momentos-chave”, pequenos resumos gerados por IA que explicam os motivos por trás de variações bruscas no preço de uma ação. O objetivo seria facilitar a compreensão do contexto por trás de altas ou quedas repentinas de um papel.

Resumos automatizados

A atualização também incorpora a criação de relatórios periódicos. O usuário pode instruir a IA a entregar levantamentos específicos, como um resumo diário pré-mercado sobre movimentações da noite anterior nas principais criptomoedas. Ao final do processamento, uma notificação com as informações é enviada.

O software deve receber novos recursos nos próximos meses, incluindo suporte a transmissões ao vivo de balanços financeiros.

Google lança app com IA para administrar investimentos

(imagem: reprodução)

iPhone 15 tem câmera ultra-angular e preço mais acessível com cupom

25 de Junho de 2026, 17:45
R$ 7.299,0048% OFF

Prós
  • Entrada USB-C para carregamento
  • Suporte ao Dynamic Island
  • Câmera principal de 48 MP
  • Painel Super Retina XDR OLED
  • Certificação IP68 contra água e poeira
Contras
  • Taxa de atualização de 60 Hz
  • Sem lente ultra-angular
  • Chip não suporta Apple Intelligence
PIX Cupom
R$ 200 OFF NA PáGINA R$ 3.798,86  Amazon
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O iPhone 15 está saindo por apenas R$ 3.798,86 no Pix aplicando o cupom de R$ 200 OFF na página do produto na Amazon. O celular da Apple com 48% de desconto (lançado por R$ 7.299) é uma opção acessível para quem quer comprar um iPhone que ainda vale a pena e não faz questão do Apple Intelligence.

iPhone 15 tem câmera dupla e modo Cinema

Se você procura um iPhone mais barato para tirar fotos e gravar vídeos, o iPhone 15 ainda pode ser uma boa opção de celular da Apple para comprar em 2026. Apesar de não ser um modelo recente, ele ainda entrega boas configurações, incluindo um conjunto de câmeras mais completo que o do iPhone 16e e iPhone 17e.

Enquanto os celulares da família “iPhone e” só contam com um sensor principal de 48 MP, o iPhone 15 traz duas câmeras na traseira: a principal de 48 MP e uma ultra-angular de 12 MP. O sensor ultrawide permite registros de cenários mais amplos, com ângulo de 120º. Além disso, o iPhone 15 suporta modo Cinema e modo Ação, ausentes nos outros modelos.

Em relação ao desempenho, a ficha técnica naturalmente volta alguns anos para o processador Apple A16 Bionic, acompanhado por uma RAM de 6 GB. Contudo, o hardware ainda entrega bom desempenho na multitarefa, apesar de não ser compatível com os recursos de IA do Apple Intelligence.

Dynamic Island no iPhone 15 (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)
Dynamic Island no iPhone 15 (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

A tela é uma Super Retina OLED de 6,1 polegadas, que teve poucas mudanças nos últimos anos (o iPhone 17 foi o primeiro modelo de base com 120 Hz, mas ele ainda custa muito mais que o iPhone 15). Já a bateria tem 3.349 mAh de capacidade e garante até 20 horas de reprodução de vídeo, segundo a Apple.

Lembrando que o iPhone 15 de 128 GB em oferta sai por apenas R$ 3.798,86 no Pix aplicando o cupom de R$ 200 OFF na página. O desconto é de 48% na Amazon, fazendo o smartphone da Apple chegar a um valor bastante vantajoso pelo custo-benefício, mesmo frente a modelos mais atuais da marca.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

iPhone 15 tem câmera ultra-angular e preço mais acessível com cupom

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iPhone 15 com 48% OFF ainda acaba sendo dos melhores celulares da Apple em 2026 para quem busca preço baixo, câmeras versáteis e abre mão de IA

Dynamic Island no iPhone 15 (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

25 de Junho de 2026, 16:08
Arte mostra uma mão segurando um cartão roxo com o logotipo do Nubank ao centro, em cor branca. O fundo da imagem é roxo. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Nubank e outros bancos brasileiros estão no Config 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nubank não irá parar de contratar pessoas devido à IA, segundo Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank.
  • A empresa prioriza candidatos com conhecimento ou exposição às ferramentas de IA, tornando este um fator determinante nas contratações.
  • O Nubank utiliza o Figma para seu design system, NuDS, que padroniza as telas do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes.

A discussão em torno do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou um novo elemento nesta semana: a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, disse que o conglomerado financeiro não fez layoffs por conta disso. Muito pelo contrário: manteve o ritmo já estabelecido de contratações, porém com uma mudança na forma de escolher os novos trabalhadores.

De acordo com a executiva, o Nubank passou a priorizar os candidatos que já possuam conhecimento ou algum nível de exposição às ferramentas de IA. O movimento está em linha com o adotado pela GM no mês passado. Ellen disse que este se tornou um fator determinante. Não custa lembrar: a empresa está inserida num setor bastante competitivo, em que foi pioneira, mas viu, nos últimos anos, os bancões avançarem no processo de digitalização.

Mulher sorrindo em evento no palco, usando microfone e recebendo aplausos; ao fundo, logo “nu”
Ellen Kiss é diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank (imagem: divulgação)

Contraponto ao discurso de outras empresas

As falas de Ellen são um contraponto ao que temos ouvido em feiras e congressos voltados à tecnologia e inovação. Uma fonte contou durante o Web Summit Rio que as lideranças das grandes empresas brasileiras já fazem pressão para que os profissionais em nível gerencial cortem os funcionários júnior.

Ellen participou de um painel com jornalistas durante o Config, evento produzido pelo aplicativo Figma nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo de perto. Até agora, um dos destaques foi o anúncio de uma ferramenta de motion graphics que pode colocá-lo em rota de colisão com o After Effects.

Empresa agnóstica, mas com design system no Figma

O Nubank revelou que o Figma foi usado para construir o seu design system, chamado de o NuDS. Ele é usado para padronizar e tornar mais acessíveis as telas do aplicativo nos mais de 118 milhões de clientes do banco no Brasil, no México e na Colômbia.

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Mais de 200 designers do Nubank trabalham na ferramenta nos três países. O sistema reúne mais de 100 componentes reutilizáveis, sustentando cerca de 320 mil linhas de código na plataforma.

Apesar de participar de um evento produzido pelo Figma, a executiva explicou que o banco adota uma abordagem “agnóstica” em relação à IA. Isso significa que, além do Figma, também utiliza outras ferramentas de mercado, como Cursor.

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

Cartão do Nubank (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

25 de Junho de 2026, 15:58
Recursos de “raciocínio de agente” do Claude foram o principal alvo (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic acusou o Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados do Claude.
  • Em carta enviada ao Congresso dos EUA, a empresa afirma que o objetivo do ataque seria copiar as capacidades da IA para treinar rivais.
  • A invasão teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, com 25 mil contas falsas criadas para acessar os sistemas da Anthropic.

A Anthropic, startup norte-americana responsável pelo desenvolvimento do Claude, acusou formalmente a gigante chinesa Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados. O objetivo da invasão seria copiar as capacidades da IA americana para treinar suas próprias ferramentas, processo que economizaria bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.

A denúncia foi detalhada em uma carta enviada ao Congresso dos Estados Unidos no dia 10 de junho de 2026. A CNBC obteve a carta, assinada pela chefe de políticas da Anthropic, Sarah Heck, que afirma que a operação ocorreu entre os dias 22 de abril e 5 de junho deste ano.

Durante esse período, operadores ligados à companhia chinesa e ao seu laboratório de pesquisa, que desenvolve o modelo de IA Qwen, teriam criado 25 mil contas para acessar os sistemas da Anthropic. Esses perfis falsos geraram mais de 28,8 milhões de interações com o Claude em pouco mais de um mês para extrair o máximo de informações sobre habilidades do modelo de linguagem, prática conhecida como “ataque de destilação”.

Vale lembrar que, no começo da semana passada, o governo dos EUA aplicou uma sanção contra o Fable 5 e o Mythos 5 da Anthropic, impedindo que esses modelos sejam acessados por qualquer cidadão estrangeiro, inclusive dentro do país. A decisão sem precedentes na indústria americana de IA teria sido motivada por segurança nacional, após os sistemas demonstrarem grande capacidade técnica.

O que é um ataque de destilação de IA?

Imagem da sede da Alibaba Group
Alibaba desenvolve a família de modelos de IA Qwen (imagem: reprodução/Free Malaysian Today)

Em termos simples, a destilação funciona como um atalho. Em vez de gastar anos e arcar com uma infraestrutura pesada para treinar um modelo do zero, uma empresa mal-intencionada utiliza as respostas e os dados processados por um outro modelo de ponta para “ensinar” o seu próprio sistema, que geralmente é menor e menos capaz.

De acordo com a CNBC, a campanha da Alibaba mirou o “raciocínio de agente” do Claude — a capacidade de agir de forma autônoma para resolver problemas.

Além disso, a empresa teria buscado extrair conhecimentos avançados de engenharia de software e execução de tarefas de longo prazo. A Anthropic classificou a manobra como “o maior ataque de destilação conhecido contra a empresa até o momento”.

Anthropic pede sanções contra países

Na prática, o laboratório concorrente estaria se apropriando de tecnologias americanas. Para combater a atividade, a Anthropic fez três exigências principais ao governo norte-americano.

  • Mecanismos para facilitar o compartilhamento de dados sobre ameaças;
  • O fim das brechas legais que ainda permitem a laboratórios chineses adquirir chips dos EUA;
  • Sanções rigorosas contra nações que patrocinam a violação.

O cenário não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, a própria criadora do Claude revelou campanhas semelhantes, que teriam sido coordenadas pelos laboratórios chineses DeepSeek, Moonshot e MiniMax. A concorrente OpenAI, dona do ChatGPT, também já havia denunciado laboratórios asiáticos por táticas parecidas no passado.

A pressão dessas invasões gerou consequências. Após suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5, o governo dos EUA decidiu manter a restrição sob a suspeita de que um grupo ligado à China teve acesso à tecnologia. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada da comercialização desses sistemas de IA.

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

25 de Junho de 2026, 15:00
Estande da Micron
Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)
Resumo
  • Micron Technology alcançou valor de mercado de US$ 1,398 trilhão, superando Meta Tesla por um breve momento;
  • empresa é uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash;
  • companhia registrou crescimento acelerado e atingiu patamar histórico em decorrência da alta procura por memórias para IA.

A demanda por chips de memória segue em níveis estratosféricos, tanto que esse cenário ajudou a Micron Technology a alcançar, nesta quinta-feira (25/06), um valor de mercado superior ao das líderes Testa e Meta. Falamos de um montante que bateu US$ 1,398 trilhão, algo próximo de R$ 7,26 trilhões na conversão direta.

Isso foi efeito de uma valorização de 18,4% nas ações da Micron, de acordo com a Reuters. Quando o US$ 1,398 trilhão foi alcançado, a Meta tinha valor de mercado de US$ 1,392 trilhão, sendo, portanto, superada. Por um breve momento, a Tesla também foi superada, mas voltou rapidamente a assumir a liderança do ranking.

Quando esta nota foi publicada, o valor de mercado da Micron tinha recuado para US$ 1,37 trilhão, com a Meta estando com US$ 1,393 trilhão e, a Tesla, com US$ 1,4 trilhão. Apesar de já ter deixado a liderança, o desempenho da Micron é notável.

Por que a Micron ganhou tanto valor de mercado?

A Micron é uma das maiores empresas de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash, dois segmentos de produtos que estão com demandas elevadas no mercado em razão do crescimento acelerado de aplicações de inteligência artificial que, como tal, exigem ampliação ou construção de data centers.

Ilustração de um armazenamento USF 4.1
Módulo de memória UFS da Micron (imagem: reprodução/Micron)

Se a demanda aumenta de modo expressivo, os preços acompanham esse movimento. Isso explica a procura crescente pelas ações da Micron. No momento da publicação desta notícia, cada ação da empresa estava sendo negociada a US$ 1.225 na Nasdaq.

Pesa a favor do bom momento da companhia (e a desfavor dos clientes) as estimativas sobre o cenário de escassez de chips de memória ter duração de longo prazo. No início do ano, a própria Micron previu que a demanda agressiva por memória durará pelo menos até 2028.

Mais uma prova da boa fase da companhia: o valor de mercado de quase US$ 1,4 trilhão veio apenas um mês depois de a Micron ter atingido a marca de US$ 1 trilhão na mesma medição.

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)

(imagem: Reprodução/Micron)

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

25 de Junho de 2026, 09:42
The Stargate Project
Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

O Projeto Stargate é uma iniciativa focada na expansão da infraestrutura de supercomputação nos EUA. O objetivo é criar uma rede massiva de data centers para fornecer o poder de processamento bruto para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.

O empreendimento opera como um consórcio empresarial, onde a OpenAI lidera a gestão operacional, enquanto o SoftBank assume a responsabilidade financeira. A infraestrutura física conta com o conhecimento da Oracle e o fornecimento de hardware pela NVIDIA.

A seguir, conheça com mais detalhes o Projeto Stargate e como ele pode contribuir para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Também descubra onde serão construídos os conjuntos de data centers.

O que é o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate é uma iniciativa liderada pela OpenAI com foco na expansão de data centers de alta capacidade nos Estados Unidos. O objetivo da superestrutura é ampliar o processamento de dados necessário para treinar modelos avançados de inteligência artificial, garantindo a liderança estratégica e a segurança tecnológica global.

Qual é a finalidade do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate foca em expandir a infraestrutura de supercomputação nos EUA para dar suporte aos modelos de inteligência artificial da OpenAI. A mega-infraestrutura visa acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), tecnologia capaz de igualar o intelecto humano.

Além do salto técnico, a iniciativa pretende gerar empregos e garantir a liderança norte-americana no setor tecnológico. O projeto também tem um forte apelo geopolítico, transformando o imenso poder de processamento de dados em um ativo estratégico de segurança nacional.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
A OpenAI, dona do ChatGPT, lidera a gestão operacional do Projeto Stargate (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Projeto Stargate pode criar a Inteligência Artificial Geral?

O Stargate não criará uma Inteligência Artificial Geral (AGI), mas fornecerá a infraestrutura de supercomputação necessária para isso. O papel desse megaprojeto de data centers é garantir a potência física para a OpenAI desenvolver novos modelos avançados.

Como a AGI é um tipo de IA projetada para replicar a cognição humana, o sistema atua como plataforma facilitadora. No entanto, o sucesso dessa evolução dependerá de futuros avanços em algoritmos e pesquisas específicas, e não apenas do poder bruto de processamento.

Como funciona o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate opera como um consórcio empresarial que une capital e hardware para construir uma infraestrutura massiva de data centers nos EUA. A multinacional japonesa SoftBank lidera o braço financeiro da iniciativa, enquanto a OpenAI assume a gestão operacional de todo o ecossistema.

A parte técnica é construída a partir do hardware de ponta da NVIDIA e da estrutura de software da Oracle para criar um supersistema de computação. Para dar ainda mais fôlego à computação em nuvem, a OpenAI manterá a parceria com a plataforma Microsoft Azure.

Na prática, a operação começa com a construção de grandes complexos tecnológicos no estado do Texas, com servidores potentes, redes de alta velocidade e sistemas avançados de refrigeração. Essa estrutura física é coordenada por camadas de softwares específicos para gerenciar todo o fluxo de dados.

Esse ecossistema robusto serve como a espinha dorsal necessária para realizar o treinamento de modelos pesados em escala massiva. O Stargate não é um produto, mas a base que viabilizará o avanço da inteligência artificial.

Corredor de data center do Projeto Stargate, com racks e infraestrutura da NVIDIA e da Oracle para IA
A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

Quem financia o Projeto Stargate?

O financiamento do Stargate é estruturado como uma empresa conjunta (joint venture) liderada pela SoftBank e pela OpenAI, que detêm as maiores fatias do negócio. O grupo japonês assume a liderança financeira e a presidência do projeto, sendo o principal responsável por levantar os recursos.

A composição do capital também conta com aportes estratégicos da Oracle e do fundo de investimentos MGX, sediado nos Emirados Árabes. Enquanto esses parceiros injetam bilhões em dinheiro e infraestrutura de nuvem, a OpenAI direciona os investimentos do ponto de vista operacional.

Qual é o valor total do investimento no Projeto Stargate?

O Projeto Stargate prevê um investimento histórico de US$ 500 bilhões em quatro anos para expandir a infraestrutura de inteligência artificial nos EUA. Desse montante global, cerca de US$ 100 bilhões estão sendo aplicados imediatamente na construção dos primeiros complexos de data centers.

Complexo do Projeto Stargate em Abilene, Texas, com amplo data center e infraestrutura de servidores e GPUs
O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal polo do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Onde serão construídos os data centers do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate concentra suas operações iniciais nos Estados Unidos, com a cidade de Abilene, no Texas, abrigando o complexo principal. Essa unidade já funciona como o ponto de partida do consórcio para o processamento massivo de dados.

Para expandir a rede de data centers, novas bases serão erguidas nos condados texanos de Shackelford e Milam, além de Doña Ana, no Novo México. O plano de infraestrutura descentralizada inclui ainda instalações estratégicas na região de Lordstown, em Ohio, e no estado de Wisconsin.

O Projeto Stargate utilizará GPUs NVIDIA?

O Stargate será construído majoritariamente com tecnologia NVIDIA, utilizando arquiteturas avançadas de processadores gráficos como os chips Blackwell e GB200. Apenas o data center pioneiro de Abilene projeta o uso de 64 mil unidades de GPUs, com planos de expansão para mais de 400 mil componentes.

Por outro lado, não há confirmação pública sobre o uso de hardware da concorrente AMD no núcleo da mega-infraestrutura computacional. Até o momento, o consórcio prioriza os sistemas integrados baseados na tecnologia da NVIDIA para equipar os data centers.

Qual é a diferença entre o Projeto Stargate de IA e o Projeto Stargate da CIA?

O Projeto Stargate de IA é uma iniciativa tecnológica da OpenAI para construir data centers massivos nos EUA. Essa mega-infraestrutura visa fornecer o poder bruto de processamento para treinar modelos avançados de inteligência artificial.

O Projeto Stargate da CIA foi um programa secreto do governo norte-americano criado durante o período da Guerra Fria (1947-1991). Desclassificado em 1995, a investigação focava em fenômenos paranormais, como a espionagem psíquica e a visão remota, para coletar dados de inteligência militar contra os soviéticos.

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal campus do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

24 de Junho de 2026, 13:15
Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

O Figma vai adicionar novas ferramentas de inteligência artificial ao seu editor para brigar diretamente com o After Effects, da Adobe. A novidade chamada Motion permite criar animações, transições e transformações 3D diretamente no canvas do Figma, com geração via IA, estilos predefinidos ou ajuste manual em uma linha do tempo. O recurso fica conectado a sistemas de design e já gera código pronto para implementação.

A novidade faz parte da nova atualização do Figma, cujo anúncio ocorre nesta quarta-feira (24/06) durante o Config, evento anual realizado nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo diretamente de San Francisco.

O que mais o Figma anunciou?

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Confira as principais ferramentas anunciadas:

  • Motion: criação de animações, transições e transformações 3D no canvas, com geração via IA ou ajuste manual em linha do tempo. Durante uma conversa com jornalistas, o fundador e CEO da empresa, Dylan Field, prometeu que os usuários iriam dizer “uau!” quando vissem os resultados.
  • Code layer: permitem clonar repositórios, gerar variações com o agente de IA do Figma, extrair fluxos para camadas editáveis e sincronizar mudanças de volta ao código
  • Shader: cria efeitos visuais e preenchimentos personalizados via comando de texto, usando WebGPU, incluindo dither, pixelização e diferentes tipos de blur
  • Fluxos no Figma Weave: mais de 20 ferramentas integradas para gerar imagens consistentes direto no canvas.
  • Habilidades para agentes de IA: transformam tarefas repetitivas em habilidades reutilizáveis por toda a equipe, com mais contexto vindo de conectores de terceiros, busca na web e anexos de arquivo
  • Plugins generativos: criação de ferramentas personalizadas a partir de comandos de texto, sem necessidade de desenvolvedores

Os fluxos do Figma Weave são descritos pela empresa como o primeiro passo para uma integração completa entre o Figma e o Figma Weave, prevista ainda para este ano.

Segundo o Figma, as mudanças respondem a um cenário em que a inteligência artificial está borrando os limites entre software e trabalho criativo. Mais pessoas estão criando produtos digitais, mas o trabalho passou a se distribuir entre seres humanos, ferramentas e agentes de IA. A liberação dos novos recursos deve ocorrer nas próximas semanas, com disponibilidade variando conforme cada um deles.

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Relatório de IA e design

A companhia também divulgou seu terceiro relatório anual sobre inteligência artificial e design, com base em 8.403 respostas de pesquisa e 639 entrevistas qualitativas coletadas em três anos, com amostras em dez países. Brasil, Índia e Coreia do Sul entram pela primeira vez na pesquisa de 2026, somando-se a Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Austrália.

Segundo o levantamento, 57% dos profissionais entrevistados afirmam que o design ganhou mais importância em seus trabalhos. Entre desenvolvedores, esse percentual saltou de 44% para 65% em 2026. A pesquisa também identificou um movimento de sobreposição de funções: designers que atuam em desenvolvimento passaram de 21% para 41% entre 2025 e 2026, enquanto desenvolvedores que atuam em design foram de 44% para 60% no mesmo período.

Figma realiza o evento Config nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relatório aponta ainda que 91% dos designers, 96% dos desenvolvedores e 96% dos gerentes de produto consideram que a fluência em IA será essencial para o sucesso profissional no futuro. A proporção de entrevistados que afirmam construir projetos com IA subiu de 65% para 83%. Já o percentual dos que dizem que pelo menos metade do trabalho atual envolve produtos ou recursos de IA dobrou, de 23% para 46%, no mesmo intervalo.

O Config chega à décima edição em 2026 e reúne mais de 10 mil participantes no Moscone Center, em San Francisco, além de transmissão gratuita via internet. A programação oficial ocorre entre os dias 24 e 25 de junho, com mais de 125 palestrantes.

Assista ao keynote do Config ao vivo

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

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Recurso chamado Motion estreia no canvas do Figma. Anúncio ocorre durante o Config, nos EUA.

Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Figma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

24 de Junho de 2026, 12:49
Sam Altman e Hock Tan em foto segurando o processador Jalapeño, com chip em destaque
Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI lançou o Jalapeño, seu primeiro chip de IA desenvolvido em parceria com a Broadcom.
  • O Jalapeño foca em melhorar a velocidade de resposta dos modelos de IA e promete maior estabilidade no serviço gratuito.
  • Chip foi desenvolvido em apenas nove meses, utilizando IA para acelerar o design e otimização.

A OpenAI e a gigante de semicondutores Broadcom anunciaram, nesta quarta-feira (24/06), o lançamento do Jalapeño, o primeiro processador de inteligência artificial desenhado do zero pela dona do ChatGPT.

Segundo o comunicado, ele é focado na fase de inferência de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) e promete derrubar os custos da companhia, aumentando a velocidade de resposta do chatbot.

Para entender o peso da novidade, basta entender o que é inferência: trata-se, basicamente, do momento em que a IA “trabalha” para responder em tempo real toda vez que você envia um prompt. O Jalapeño foi construído para otimizar essa etapa.

Chip prevê maior estabilidade no ChatGPT gratuito

O impacto principal deve ser sentido na fluidez da interação e no custo para manter plataformas como o próprio ChatGPT e o Codex funcionando. Na prática, a arquitetura do chip une o poder de processamento bruto a uma latência extremamente baixa. Isso significa respostas geradas de forma quase instantânea na tela do seu celular ou computador.

Amostras de engenharia do Jalapeño já estão em operação nos laboratórios da companhia. Os resultados preliminares apontam para uma performance por watt superior à que existe hoje como referência no mercado.

A meta é tornar a inteligência artificial financeiramente viável, reduzindo o consumo energético e o tempo de processamento. Com isso, a empresa consegue cobrar menos pelo uso dos seus serviços, ao mesmo tempo em que garante disponibilidade e estabilidade para usuários gratuitos durante picos de acesso.

“Ao projetarmos componentes da infraestrutura internamente, podemos oferecer maior eficiência e continuar impulsionando a IA para um acesso mais amplo”, destacou o presidente da OpenAI, Greg Brockman.

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Chip proprietário promete ChatGPT mais rápido na versão gratuita (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desenvolvimento recorde com ajuda da IA

Outro destaque do projeto é a agilidade. O ciclo completo de desenvolvimento do chip durou apenas nove meses. Na indústria de semicondutores, esse é considerado um dos prazos de elaboração mais curtos já registrados.

Essa velocidade recorde não aconteceu por acaso. A OpenAI utilizou os seus próprios modelos de inteligência artificial para acelerar partes complexas do design e otimização do processador.

A colaboração com a Broadcom, por sua vez, trouxe tecnologias de conectividade que permitem fluxo de altíssima velocidade entre milhares de chips interligados. A engrenagem de produção inclui ainda a empresa canadense Celestica, encarregada da montagem e integração dos sistemas.

O plano é que o Jalapeño comece a alimentar data centers já no fim de 2026, construídos em parceria com gigantes do setor, como a Microsoft.

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

23 de Junho de 2026, 15:57
Fotografia do ator Michael Caine, um homem de cabelos brancos
Voz clonada do ator narra A Odisseia (imagem: divulgação/Fox Searchlight)
Resumo
  • ElevenLabs lançou um audiolivro gratuito de 13 horas de A Odisseia, narrado por uma réplica digital autorizada da voz do ator Michael Caine.
  • A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, e a produção levou seis semanas.
  • O audiolivro está disponível no aplicativo ElevenReader e inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

A ElevenLabs lançou uma versão em audiolivro de A Odisseia, de Homero, narrada por uma réplica gerada por inteligência artificial da voz do ator Michael Caine. A produção tem 13 horas de duração e está disponível gratuitamente no aplicativo ElevenReader.

A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, segundo o site Deadline, e a produção levou seis semanas no sistema da ElevenLabs.

Além da narração principal com a voz clonada de Caine, o audiolivro usa outras vozes de IA para compor o elenco da história. A produção também inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

Caine defende uso da tecnologia

A clonagem de voz por IA é uma das ferramentas permitidas pela tecnologia que mais causa alvoroço no mundo real, pois é extremamente associada a usos ilegais. Para Caine, porém, a inovação permite reimaginar a obra para o público moderno.

Em comunicado, o ator, que anunciou aposentadoria no ano passado, associou o projeto à tradição oral de A Odisseia, poema que atravessou gerações antes mesmo de circular como texto escrito, e que ganhará nova adaptação pelas mãos do cineasta Christopher Nolan no mês que vem.

“A Odisseia é uma das maiores histórias já contadas. Por quase três milênios, seus temas de perseverança, lealdade, tentação e o chamado duradouro do lar ressoaram em várias culturas e gerações”, afirmou Caine.

Hollywood ainda debate IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Inteligência artificial ainda gera debates em Hollywood (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A iniciativa do ator ocorre em um contexto sensível para a indústria od entretenimento, que enxerga a IA como um concorrente. Em 2023, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) chegou a entrar em greve contra a expansão do uso de IA em produções cinematográfias, em apoio ao Sindicato dos Roteiristas.

Os setores criativos da indústria temem que a inteligência artificial acabe roubando empregos, especialmente de atores menores, e que tecnologias de escaneamento (de voz e imagem) levem a precarização do trabalho.

Mas Caine não é o primeiro grande astro de Hollywood a se envolver com a tecnologia. Ben Affleck e Ashton Kutcher fundaram empresas no setor, enquanto Matthew McConaughey, que trabalhou com Caine no filme Interestelar, é um dos investidores da ElevenLabs.

ElevenLabs vê audiolivro como vitrine

Para a ElevenLabs, o projeto também deve servir como demonstrativo das ferraemtnas de voz sintética, um dos carros-chefe da empresa. O executivo da área de parcerias da ElevenLabs, Dustin Blank, disse ao Deadline que a intenção é tornar o épico mais acessível em um momento de grande interesse pela obra.

O lançamento também serve como vitrine para outros criadores interessados em usar vozes geradas por IA em produções narrativas.

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

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Audiolivro gratuito tem 13 horas de duração e usa réplica digital autorizada do ator britânico.

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

23 de Junho de 2026, 14:48
Seis Meta Glasses de cores variadas em um fundo de cor branca
Linha aposta na diversidade de estilos (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • Meta lançou uma nova linha de óculos inteligentes, os Meta Glasses, em parceria com a EssilorLuxottica.
  • Os óculos estão disponíveis a partir de US$ 299, sendo US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração.
  • Por enquanto, não há preços ou data de lançamento no Brasil.

A Meta e a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban e Oakley e maior fabricante do ramo de armações e lentes de óculos do mundo, anunciaram uma nova linha de óculos inteligentes com inteligência artificial. Os Meta Glasses chegam em três estilos de armação e aceitam diferentes tipos de lentes.

Diferentemente dos modelos anteriores, os novos óculos não trazem a marca Ray-Ban e chegam mais baratos, com preços a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1.554). Para comparação, o Ray-Ban Meta de 2ª geração foi lançado por US$ 379 e chegou ao Brasil por R$ 3.299.

Por enquanto, o novo modelo será vendido apenas em mercados selecionados, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e parte da Europa. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Mulher usando óculos inteligentes Meta Glasses sem marca Ray-Ban
Meta Glasses não trazem a marca Ray-Ban (imagem: divulgação/Meta)

Os aparelhos não têm tela — a função segue exclusiva do Meta Ray-Ban Display — e a interação ocorre principalmente por voz e áudio, reproduzido por alto-falantes de ouvido aberto. Para chamadas e comandos de voz, os modelos usam múltiplos microfones com redução de ruído de vento.

A câmera integrada de 12 MP permite tirar fotos e gravar vídeos em até 3K a 30 fps. A Meta afirma que o dispositivo conta com alertas para indicar quando a câmera está em uso, além de controles simplificados para compartilhamento de dados.

A Meta promete mais de 8 horas de uso contínuo, com carregamento diretamente no estojo do produto — o que pode adicionar mais 40 horas de energia.

Três armações e 26 combinações

Três modelos de armação do Meta Glasses
Meta Glasses contam com três formatos de armação (imagem: divulgação/Meta)

A linha estreia em três formatos:

  • Meta Adventurer: possui um formato retangular convencional, focado em um visual versátil, sendo comercializado nos tamanhos padrão e grande
  • Meta Fury: apresenta uma armação com linhas mais grossas e formato robusto
  • Meta Glasses by Kylie: uma armação com formato oval fino, inspirada no estilo pessoal de Kylie Jenner

As armações terão cores como preto, verde, merlot, mogno e arenito. As lentes podem ser de sol, polarizadas, transparentes ou com tecnologia Transitions, que se adapta à luminosidade. Ao todo, a Meta fala em 26 combinações no catálogo de lançamento.

Óculos aceitam lentes de grau

Os modelos também são compatíveis com lentes de prescrição. Para isso, a Meta introduziu o Rx Lens Swap, sistema uqe permite trocar as lentes com um oftalmologista após a compra.

Segundo a empresa, o procedimento não anula a garantia do produto. A ideia é permitir que o usuário adapte os óculos à própria prescrição sem depender apenas das combinações oferecidas no momento da compra.

IA adaptada aos vestíveis

Os Meta Glasses usam o Muse Spark, que permite aos vestíveis usarem a Meta IA para interpretar o contexto ao redor do usuário pela câmera e pelos comandos de voz.

Com isso, os óculos podem responder a perguntas sobre o ambiente, consultar informações do dia a dia, dar recomendações de locais e passar outras informações. As funcionalidades são restritas a usuários nos Estados Unidos e Canadá, por enquanto.

Entre os recursos anunciados estão a foto dinâmica, que captura múltiplos quadros e sugere a melhor imagem para compartilhamento, e uma futura navegação passo a passo para pedestres, adaptada para óculos sem tela.

A tradução de conversas em tempo real também foi ampliada. O recurso ganhou suporte a 14 novos idiomas, passando a funcionar em 20 línguas, incluindo português.

Relembre o lançamento do Meta Ray-Ban Display

Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

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Meta Glasses custam a partir de US$ 299 e saem US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

(imagem: divulgação)

(imagem: divulgação/Meta)

Smart TV Samsung OLED 55” tem o melhor preço desde maio nesta oferta

23 de Junho de 2026, 12:33

Prós
  • OLED entrega mais cores e contraste
  • 4K com taxa de 120 Hz
  • Chip otimiza upscaling de conteúdos
  • Vários recursos para o público gamer
  • Suporte a assistentes Alexa e Bixby
Contras
  • Som de apenas 20 W
  • Sem Dolby Vision
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A Smart TV Samsung Vision AI OLED S85F de 55″ está saindo por R$ 4.229 no Pix com cupom TVCASASBAHIA no marketplace das Casas Bahia no Mercado Livre. A melhor oferta desde maio de 2026 vista pelo Achados oferece televisor 4K com taxa de 120 Hz e recursos de IA com desconto de 35% sobre o preço original de R$ 6.499.

TV OLED 4K Samsung S85F tem tela de 120 Hz e funções de IA

TV sobre rack
Sistema Tizen OS com One UI oferece conteúdo ao vivo, recomendações e IA (foto: João Paulo Souza/Tecnoblog)

A tela 4K OLED de 55″ da S85F possui taxa de 120 Hz, suporte a HDR10+ e certificação Pantone, sendo capaz de entregar imagens com cores fiéis, alta resolução e fluidez durante navegação e para animações gráficas. Conteúdos legados são atualizados via upscaling pelo chip NQ4 AI Gen2, que usa IA e entrega resultados sem distorções.

A plataforma Vision AI Companion oferece acesso aos assistentes Alexa, Bixby e Copilot, além de chatbots como Perplexity e outros recursos de inteligência artificial. Com eles, é possível conversar naturalmente com a TV como se fosse uma pessoa, ao realizar consultas com comandos de voz.

O sistema operacional Tizen traz diversas plataformas de conteúdo via streaming, incluindo as populares Netflix, Globoplay, Apple TV, HBO Max, Spotify, Twitch, Crunchyroll e outros.

TVs Samsung suportam jogos na nuvem, Xbox Game Pass incluso (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
TV Samsung 4K OLED S85F suporta jogos na nuvem do Xbox Game Pass (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O modelo S85F é também interessante para gamers: sua alta taxa e suporte a serviços na nuvem como Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now habilitam a jogatina com qualidade e sem atrasos, basta ter um plano de assinatura válido e parear um controle Bluetooth à TV, sem necessidade de um console ou PC.

Este aparelho possui 4 portas HDMI, duas USB-A e uma Ethernet, além de suportar redes Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.3. O sistema de som possui duas saídas de áudio de 20 W, experiência que pode ser melhorada com soundbars.

Não deixe de conferir a oferta da Smart TV Samsung Vision AI OLED S85F de 55″ (R$ 4.229 no Pix com cupom TVCASASBAHIA), que chega antes da final da Copa do Mundo FIFA 2026 nas principais capitais do Brasil.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Smart TV Samsung OLED 55” tem o melhor preço desde maio nesta oferta

Claude fora do ar: IA da Anthropic volta a funcionar após instabilidade

23 de Junho de 2026, 11:53
Imagem mostra o logo do Claude, IA da Anthropic
Claude ficou instável nesta terça (imagem: reprodução)
Resumo
  • O chatbot Claude da Anthropic apresentou instabilidade nesta terça-feira (23/06), afetando diversos usuários.
  • A empresa Anthropic informou que o problema foi corrigido às 13h44.
  • O motivo da falha não foi divulgado.

O Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, passou por problemas técnicos nesta terça-feira (23/06). A plataforma de IA ficou instável para diversos usuários entre a manhã e o começo da tarde. Às 13h44, a empresa informou que o incidente foi corrigido.

A Anthropic não revelou o motivo da falha. O DownDetector, que monitora o status de serviços online, registrou um aumento nas reclamações a partir das 11h. Por volta das 11h13, as queixas de usuários atingiram o pico.

Gráfico do DownDetector mostra pico de reclamações sobre falhas no Claude
Reclamações atingiram o pico por volta das 11h13 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O Claude AI é um modelo de linguagem da Anthropic voltado para tarefas de inteligência artificial generativa, como criação de textos, resposta a perguntas, resumo de informações e geração de código. O sistema também conta com o Claude Code, ferramenta que vem se tornando popular entre desenvolvedores.

Na rede social X, muitos perfis relataram dificuldades para acessar a IA. De acordo com os usuários, os problemas afetaram tanto a versão web do chatbot quanto integrações baseadas nos modelos da Anthropic.

Claude fora do ar. Tem algum dev trabalhando?

— e agora? (@Gabs_MdeM) June 23, 2026

O Claude ta fora do ar. Eu to de ferias? O que eu faço?

— João (@sfooterbr) June 23, 2026

o claude tá fora do ar, como que trabalha agora?

— leo (@LE0BAR0NE) June 23, 2026

Claude fora do ar: IA da Anthropic volta a funcionar após instabilidade

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

23 de Junho de 2026, 10:29
Imagem mostra o módulo de memória UFS 5.0 da Samsung
Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)
Resumo
  • Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
  • A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
  • A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

  • O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.
  • Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.
  • Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Imagem mostra a frente e o verso do novo chip de armazenamento Samsung UFS 5.0
Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

22 de Junho de 2026, 23:33
Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)
Justiça da Paraíba define multa de R$ 32,8 mil por uso de “prompts ocultos” (imagem: divulgação/TJPB)
Resumo
  • Advogado é multado em R$ 32,8 mil por usar comandos ocultos em petição.
  • O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, identificou os comandos que tentavam influenciar sistemas de IA utilizados pelo judiciário.
  • O caso foi classificado como uma ação fraudulenta e encaminhado à OAB e ao Ministério Público da Paraíba.

Um caso envolvendo inteligência artificial e direito terminou em multa de R$ 32,8 mil na Paraíba. O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, definiu o valor após identificar “comandos ocultos” em um recurso que pedia o embargo de uma decisão judicial. O nome do advogado que assinou a petição não foi revelado.

A estratégia foi chamada pelo juiz de prompt injection, ou seja, o uso de comandos velados para influenciar ferramentas de IA que auxiliam a análise de documentos jurídicos. A sentença dá conta de trechos como “ignore a imparcialidade” e a observação de que se tratava de um “teste para saber se o juiz utiliza apenas IA nas decisões”. O caso foi classificado como uma ação fraudulenta.

Segundo o site do Tribunal de Justiça da Paraíba, duas multas foram aplicadas – ambas no valor de R$ 16,4 mil, sendo uma por má-fé e outra por submeter a Justiça a “embaraços indevidos”. Além do valor a ser pago, o caso segue para OAB e Ministério Público da Paraíba, que vão apurar possíveis infração disciplinar e crime de fraude processual, respectivamente.

Inteligência artificial e o direito brasileiro

O uso de IA no direito brasileiro não é algo recente, e alguns sistemas automatizados já estão presentes desde a década de 1980. Com a evolução das tecnologias utilizadas em softwares jurídicos, a presença da inteligência artificial generativa aconteceu de forma natural.

A Resolução do Conselho Nacional de Justiça Nº 615, de março de 2025, por exemplo, regulamenta o uso das ferramentas de IA no direito, citando a necessidade de transparência e a “centralidade da pessoa humana”.

Fachada do edifício do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com estrutura de concreto e vidro espelhado. À esquerda, está visível o letreiro com o texto "CNJ Conselho Nacional de Justiça" e a letra "E" abaixo. Ao centro, há colunas metálicas verticais e, à frente delas, duas bandeiras hasteadas: a do Brasil e uma bandeira branca. O céu está parcialmente nublado e se reflete nas janelas espelhadas.
CNJ publicou resolução em 2025 para regulamentar o uso de ferramentas de IA no direito (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O caso na Justiça da Paraíba chama atenção pela estratégia de ocultar prompts em meio ao recurso, em trechos presentes em cerca de sete páginas. A petição solicitava, em bom juridiquês, “embargos de declaração” após um mandado de segurança ter sido negado pelo TJPB. O processo foi aberto por um candidato recém-aprovado em concurso para professor de Educação Básica I do município paraibano de Sousa.

Afinal, a decisão é sobre o uso de IA em si?

Basicamente, a multa aplicada ao advogado não tem a ver com o uso de IA, mas sim com a tentativa de burlar as ferramentas do judiciário. Tanto que o juiz responsável citou o artigo 5º do Código de Processo Civil, que prevê a “boa-fé que deve orientar a conduta de todos os participantes do processo”, o que não foi respeitado com os comandos inseridos de forma oculta e identificados na revisão, ou seja, o chamado prompt injection.

O advogado especialista em direito digital Marcelo Fonseca nos explica que a prática é um “problema de ética profissional e responsabilidade institucional”. “No prompt injection, eu coloco um comando em letra invisível para alterar o mecanismo da IA. E o juiz usou um mecanismo para descobrir o prompt injection. Então, de um lado, o juiz também está errado, porque, para ele usar isso, tem que estar de acordo com o CNJ. Então estão os dois errados”, afirmou.

Ele frisou ainda a importância de ir além das recomendações de boas práticas no uso da tecnologia, para tratar situações do tipo como “risco de governança”, citando a própria resolução 615 da CNJ como exemplo positivo. “Isso é gravíssimo porque o erro não termina na máquina: ele se materializa em petições, pareceres, decisões, estratégias processuais e danos ao cliente”, concluiu o advogado.

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)

CNJ (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Galaxy Watch 8 tem desconto agressivo e sai por até 10x sem juros no Mercado Livre

22 de Junho de 2026, 16:03

Oferta encerrada 🙁
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Watch 8 BT (40 mm) está em oferta por R$ 1.349,10 em até 10x sem juros ao usar HOJETEMCUPOM no Mercado Livre. O valor representa uma grande redução de 55% em relação ao preço de lançamento de R$ 2.999.

O smartwatch de última geração da Samsung é equipado por inteligência artificial, corpo resistente e tela brilhante. Não perca essa oportunidade, pois o cupom deve esgotar a qualquer momento.

Galaxy Watch 8 traz display AMOLED e IA com recomendações

O wearable da Samsung apresenta sensores dispostos a monitorar mais de 100 atividades físicas distintas e a saúde em geral. As funcionalidades disponíveis permitem ao usuário acompanhar sua frequência cardíaca, SpO2, realizar um Eletrocardiograma e obter relatório a respeito da qualidade do sono.

Uma das novidades do Galaxy Watch 8 se dá pela capacidade de medir os níveis de antioxidantes. Equipado por IAs generativas, como Galaxy AI e Google Gemini, a inteligência artificial recomenda a ingestão de alimentos a partir do que foi monitorado. Além disso, com base na condição física do usuário, sugere treinos personalizados.

O Galaxy Watch 8 utiliza uma tela AMOLED de 1,47 polegada com brilho de até 3.000 nits, permitindo ao painel não sofrer com reflexos sob sol forte. A construção é formada por uma caixa de alumínio e a combinação das certificações IP68, 5 ATM e militar MIL-STD-810H proporcionam resistência avançada contra água e outros cenários.

Smartwatch no pulso exibindo watchface
Galaxy Watch 8 tem formato “Squircle” com cantos arredondados (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O gadget vem equipado por 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento e pelo processador Exynos W1000 no qual proporcionam uso fluido no dia a dia. A bateria de 325 mAh entrega autonomia de até 40 horas com o modo Always On Display desligado, segundo a fabricante.

Por fim, o relógio inteligente carrega o corpo mais fino já feito pela Samsung, com espessura de 8,6 mm. Adquira o Galaxy Watch 8 BT (40 mm) com 55% de desconto, por R$ 1.349,10 em até 10x sem juros com HOJETEMCUPOM no Mercado Livre.

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Galaxy Watch 8 tem desconto agressivo e sai por até 10x sem juros no Mercado Livre

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Galaxy Watch 8 BT (40 mm) está com 55% de desconto ao resgatar cupom disponível; smartwatch traz IA, tela AMOLED de 1,47” com brilho de até 3.000 nits e sensores avançados

Galaxy Watch 8 não é mais redondo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA

22 de Junho de 2026, 15:03
Wafer de silício para chips quânticos (imagem: divulgação/Intel)
Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA (imagem: divulgação/Intel)
Resumo
  • Intel e AMD estão desenvolvendo o padrão AI Compute Extensions (ACE) para permitir que processadores x86 lidem com tarefas de IA de forma mais eficiente;
  • ACE combina registradores AVX10 existentes com registradores de bloco bidimensional, permitindo que matrizes 16×16 sejam processadas de uma só vez, o que pode aumentar a eficiência em até 16 vezes;
  • processadores com ACE devem ser lançados a partir de 2028, oferecendo maior desempenho em aplicações de IA, mas não são esperados para superar GPUs ou NPUs em eficiência.

Quando o assunto é execução local de tarefas de IA, pensamos em GPUs ou em NPUs fazendo esse trabalho. Mas a Intel e a AMD acreditam que processadores x86 podem lidar com isso em alguma medida. É por isso que ambas estão trabalhando na criação de um padrão para esse fim: o AI Compute Extensions (ACE), que pode ser traduzido como Extensões de Computação de IA.

Esses esforços não são recentes, mas ganharam destaque na semana passada, quando a especificação 1.15 do ACE foi divulgada publicamente. O documento é bastante técnico, afinal, serve para instruir desenvolvedores sobre o novo padrão. Mas tentarei explicar o essencial aqui.

Pois bem, leve em conta que o processamento de tarefas de IA envolve diversos tipos de operações matemáticas, sendo que grande parte consiste em multiplicação de matrizes. Lembre-se de que, na matemática, uma matriz é uma estrutura bidimensional, pois organiza os valores em linhas e colunas.

O problema é que, originalmente, os processadores x86 foram projetados para lidar com operações escalares (um valor por vez). As instruções AVX (Advanced Vector Extensions) melhoraram esse cenário por permitirem que os chips façam processamento vetorial, lidando com uma sequência de dados em vez de processar um valor por vez.

É um avanço. Apesar disso, ainda é como se essa fosse uma abordagem unidimensional, pois ela trata os dados como vetores, exigindo que várias operações sejam realizadas para processar matrizes completas.

Ilustração de um chip x86 com logos da Intel e AMD na parte de cima da imagem
Intel e AMD unem forças para IA em chips x86 (imagem: divulgação/Intel)

É aí que o ACE entra em cena. Estamos falando de uma proposta que combina os registradores para instruções AVX10 existentes em chips x86 atuais com um conjunto de oito registradores de bloco bidimensional, sendo que cada um destes pode armazenar uma matriz 16×16 com valores de 32 bits.

Com o padrão AVX10, o chip precisa realizar múltiplas operações para lidar com matrizes. Com os registradores adicionais, os dados de todas as linhas e colunas da matriz podem ser cruzados de uma só vez. Com isso, o chip com ACE consegue ser até 16 vezes mais eficiente na realização de operações com matrizes. É isso que deve favorecer aplicações baseadas em IA.

Isso não quer dizer que CPUs x86 serão tão ou mais eficientes que GPUs ou até que NPUs na execução de tarefas direcionadas à inteligência artificial. Mas é de se esperar mais desempenho com esse tipo de atividade, de modo que o processador possa lidar sozinho com determinadas aplicações de IA.

Quando processadores com ACE chegarão ao mercado?

Tanto a Intel quanto a AMD dão a entender que pretendem introduzir o novo padrão em processadores a serem lançados a partir de 2028.

Neste ponto, vale ressaltar que o ACE consiste em uma nova estrutura de hardware, portanto, nenhuma atualização de software ou firmware o tornará compatível com chips que já estão no mercado.

Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA

Wafer de silício para chips quânticos (imagem: divulgação/Intel)

Intel e AMD querem melhorar compatibilidade de seus chips (Imagem: Divulgação / Intel)

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

22 de Junho de 2026, 13:36
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Sede da SK Hynix, na Coreia do Sul (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • SK Hynix é a empresa mais valiosa da Coreia do Sul.
  • A fabricante de semicondutores superou o valor de mercado da Samsung.
  • A SK Hynix registrou alta de 5,6% e alcançou 2.080,4 trilhões de won em capitalização de mercado.

Nesta segunda-feira (22/06), a fabricante de semicondutores SK Hynix ultrapassou a rival Samsung na Bolsa de Seul, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da Coreia do Sul. O marco foi alavancado pelo forte aquecimento do mercado global de inteligência artificial, que transformou a companhia na principal fornecedora de memórias para gigantes da tecnologia, como Nvidia e Google.

O feito inédito quebra a hegemonia de mais de duas décadas da fabricante da linha Galaxy, que ocupava a liderança isolada desde 2000 e já havia alcançado a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Como a SK Hynix desbancou a Samsung?

A mudança no topo do ranking financeiro reflete uma transformação na indústria. Os chips de memória, antes comercializados como produtos mais básicos, tornaram-se componentes críticos para rodar modelos avançados de IA, como o ChatGPT.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as ações da SK Hynix acumulam um salto de mais de 340% no último ano. No pregão desta segunda-feira, os papéis registraram alta de 5,6%, o que elevou a capitalização de mercado da fabricante para 2.080,4 trilhões de won (cerca de US$ 1,35 trilhão, ou quase R$ 7 trilhões em conversão direta).

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

De quase falida a pilar da inteligência artificial

A escalada da SK Hynix marca uma recuperação histórica. Em 2002, a então Hynix Semiconductor quase faliu, sufocada por dívidas acumuladas, e chegou muito perto de ser vendida para a concorrente Micron. A virada de mesa ocorreu porque a empresa decidiu continuar investindo pesado na tecnologia HBM (chips empilhados verticalmente que entregam velocidade superior e menos consumo de energia), mesmo durante períodos de recessão no setor de memórias.

A tática de longo prazo rendeu frutos. Dados mostram que, em 2025, a SK Hynix já dominava 61% do mercado global de HBM, deixando a Micron (21%) e a própria Samsung (17%) para trás. Hoje, esses componentes tornaram-se indispensáveis na montagem de data centers modernos.

Para suportar a demanda contínua, projeções do Bank of America indicam que a SK Hynix deverá expandir sua produção em 38% até 2028, além de planejar uma abertura de capital nos Estados Unidos para atrair novos investidores.

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

22 de Junho de 2026, 13:08
Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella defendeu IA mais acessível (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou o domínio de poucas gigantes no setor de inteligência artificial.
  • Ele afirmou que a economia global não pode ser controlada por um grupo restrito de empresas.
  • Nadella defendeu modelos de IA mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, fez uma dura crítica à concentração de poder no mercado de inteligência artificial. O executivo alertou que a economia global não pode ser engolida por um grupo restrito de empresas de tecnologia e defendeu uma transformação rumo a modelos mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

Ao Wall Street Journal, ele disse que não é realista sustentar um cenário em que “todos os empregos de escritório simplesmente desapareçam e isso ainda seja usado como arma”. Segundo Nadella, o público não toleraria um futuro em que apenas algumas empresas e modelos “façam todo o aprendizado para o mundo”.

A declaração chama atenção por partir justamente de um dos líderes que mais impulsionaram o atual boom do setor. Afinal, a própria Microsoft ajudou a moldar o cenário atual ao investir bilhões de dólares para transformar a OpenAI na gigante que é hoje.

Mudança de rota?

A resposta passa pela necessidade de transformar a IA em um recurso acessível, evitando que o mercado fique refém de altos custos de operação. A gigante de Redmond já começou a agir e passou a lançar ferramentas mais em conta. O destaque da vez é o Copilot Cowork, um agente autônomo que permite ao cliente corporativo escolher entre diferentes modelos, incluindo opções mais baratas, para executar tarefas contínuas.

Esse movimento também envolve aproximações consideradas controversas pelo próprio setor. A Microsoft avalia hospedar em sua plataforma uma versão do DeepSeek, provedor chinês conhecido pelo custo baixo. A iniciativa desagrada parceiras como OpenAI e Anthropic, que acusam a startup asiática de copiar suas tecnologias, e tem potencial para iniciar um embate na indústria.

A estratégia de diversificação também é uma resposta à concorrência. Dados da consultoria Recon Analytics apontam que, no segundo semestre de 2025, os assinantes do Copilot passaram a preferir cada vez mais alternativas, como o Gemini, do Google. Sem a liderança em modelos de ponta, a Microsoft aposta na multiplicação de opções para tentar recuperar terreno.

“Aprendizado contínuo”

Homem de óculos sorrindo
Executivo sugeriu que discurso sobre perda de empregos é alarmista (imagem: divulgação/Microsoft)

Nadella também comentou a situação do mercado de trabalho, com um posicionamento que vai na contramão de líderes do Vale do Silício. Enquanto as grandes empresas de IA preveem que os novos sistemas eliminarão metade dos empregos de nível básico até 2029, o CEO afirma que a tecnologia não deve ser encarada como uma ferramenta de corte de custos focada em demissões em massa.

Em vez de pânico, Nadella defende que, no futuro, os negócios de sucesso funcionarão como “sistemas de aprendizado contínuo”, impulsionados pela união entre a sabedoria dos funcionários e o processamento das máquinas.

Apesar das críticas, a Microsoft não planeja romper com as empresas de vanguarda. Um porta-voz da companhia afirmou ao jornal que as parcerias com OpenAI e Anthropic seguirão ativas.

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

22 de Junho de 2026, 10:36
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
  • O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
  • A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.

O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.

Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.

Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?

A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.

Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.

O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fatura bilionária da IA

Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.

Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.

Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

22 de Junho de 2026, 10:34
Ilustração sobre o NotebookLM como aliado na otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)
Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

O NotebookLM é um assistente de pesquisa desenvolvido pelo Google que utiliza inteligência artificial avançada para analisar e resumir documentos. A ferramenta transforma arquivos pessoais complexos em uma base de conhecimento organizada, facilitando a extração de insights de grandes volumes de informações.

O principal diferencial da plataforma é a “ancoragem” de dados: todas as respostas geradas pela IA são acompanhadas de citações diretas das fontes originais. Esse mecanismo confere uma precisão técnica superior, garantindo que o usuário possa validar cada ponto levantado com total transparência e confiabilidade.

A seguir, conheça mais sobre o NotebookLM, seu funcionamento e aplicações comuns. Também saiba os pontos fortes e fracos do assistente virtual.

O que é o NotebookLM? 

O NotebookLM é um assistente virtual de notas e pesquisa do Google Labs que utiliza inteligência artificial, especificamente o modelo Gemini 1.5 Pro, para interagir com documentos. A ferramenta otimiza o fluxo de trabalho ao analisar, resumir e gerar insights automáticos diretamente a partir das fontes enviadas pelo usuário.

Como funciona o NotebookLM

O NotebookLM opera por meio da tecnologia de Geração Aumentada por Recuperação (RAG), conectando o modelo Gemini diretamente aos arquivos enviados pelo usuário. O sistema realiza o processamento multimodal, analisando integradamente conteúdos em texto, vídeos do YouTube e áudios.

A inteligência artificial fica “ancorada” exclusivamente nesse repositório pessoal, sem buscar respostas externas na internet ou inventar dados. Quando o usuário faz uma pergunta, a ferramenta cruza as fontes salvas para gerar respostas precisas e sempre acompanhadas de citações diretas.

O assistente expande a produtividade ao transformar essas interações em notas, suportando uma base de conhecimento de até 25 milhões de palavras. Além disso, recursos avançados geram automaticamente guias de estudo, cronogramas e resumos em áudio no formato podcast.

Todo esse ecossistema funciona sob rígidos critérios de privacidade, garantindo que os dados inseridos nunca sejam utilizados para treinar os modelos públicos do Google. O resultado é um assistente sob medida focado apenas no universo de informações fornecido pelo usuário.

Esquema do funcionamento do NotebookLM: adicione fontes, obtenha respostas baseadas nelas e consulte citações
Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

Para que serve o NotebookLM?

O NotebookLM serve como um assistente virtual de pesquisa que transforma documentos em uma base de conhecimento interativa. Confira as principais utilidades da ferramenta:

  • Estudo e materiais didáticos: facilita a compreensão de temas complexos e gera automaticamente questionários, cronogramas e guias personalizados baseados em PDFs ou gravações;
  • Análise profissional e citações: permite que pesquisadores e equipes de negócios façam varreduras em artigos ou relatórios, exibindo respostas com fontes exatas para evitar erros de informação;
  • Brainstorming e novos formatos: conecta ideias soltas em painéis digitais e converte textos em materiais dinâmicos, como resumos estruturados e podcasts gerados por IA;
  • Otimização de rotinas educativas: agiliza o planejamento de aulas ao transformar pilhas de arquivos acadêmicos em esboços de apresentações e roteiros didáticos de apoio;
  • Suporte técnico e integração: ajuda novos funcionários a localizarem dados em manuais extensos e abastece equipes com respostas rápidas sobre especificações complexas de produtos.

O NotebookLM é gratuito?

Sim, o NotebookLM é gratuito para qualquer usuário com uma conta Google ativa, oferecendo acesso total às principais funções de IA. Essa versão padrão permite criar até 100 cadernos de notas e realizar pesquisas diárias avançadas sem custo.

Para demandas corporativas e profissionais, a plataforma disponibiliza planos pagos com limites ampliados e recursos de colaboração em equipe. Essas assinaturas premium expandem a capacidade de armazenamento e ativam o suporte para até 600 fontes por projeto.

Tela de configuração do NotebookLM para “Customize Audio Overview”, oferecendo opções de idioma e duração para resumos em áudio e vídeo
NotebookLM oferece uma ampla variedade de ferramentas, incluindo resumos em áudio e vídeo (imagem: reprodução/Google)

Quais são as vantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fortes do NotebookLM:

  • Processamento multimodal: aceita e cruza múltiplos formatos como PDFs, vídeos do YouTube e áudios, graças à capacidade do modelo Gemini de processar até 25 milhões de palavras por projeto;
  • IA ancorada com citações: se baseia exclusivamente nos arquivos enviados para gerar as respostas com maior precisão, exibindo o trecho exato da fonte para validação e evitando informações falsas;
  • Resumos interativos em áudio: transforma relatórios e textos densos em podcasts dinâmicos gerados por IA, facilitando o consumo de dados complexos de forma leve;
  • Gerador de estudos e guia interativos: cria instantaneamente materiais didáticos como flashcards, questionários e painéis de notas, explicando conceitos passo a passo como um mentor personalizado;
  • Foco em privacidade e economia: reúne recursos avançados de análise de dados sem custos, assegurando contratualmente que as informações enviadas nunca serão utilizadas para treinar os modelos públicos do Google.

Quais são as desvantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fracos do uso do NotebookLM:

  • Risco de ilusão do aprendizado: os resumos e áudios gerados automaticamente podem criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, simplificando nuances conceituais e interpretações mais profundas dos textos originais;
  • Flutuações de contexto e falhas: ao lidar com grandes volumes de dados, a IA pode sofrer com “cegueira contextual”, deixando de cruzar informações cruciais ou falhando em localizar trechos específicos entre múltiplos arquivos;
  • Limitações nos resumos em áudio: os podcasts gerados pela IA ainda apresentam falhas de sotaque, dinâmicas repetitivas em discussões longas e, eventualmente, focam em pontos triviais em vez dos dados relevantes;
  • Silos isolados e barreiras de formatos: os cadernos de notas não se comunicam entre si e a ferramenta impõe restrições para alguns formatos do cotidiano corporativo, como planilhas complexas, imagens e códigos de programação.
NotebookLM ajuda a criar resumos interativos com processamento multimodal, mas pode ter “cegueira contextual” e ignorar tópicos
NotebookLM auxilia na criação de resumos interativos por meio do processamento multimodal, mas ainda pode apresentar “cegueira contextual” e ignorar tópicos importantes (imagem: reprodução/Google)

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini? 

O NotebookLM é um assistente focado em pesquisa e notas que funciona ancoradamente, analisando exclusivamente os documentos e links enviados pelo usuário. Seu objetivo é cruzar dados restritos e gerar resumos e áudios com citações diretas, sem recorrer ao conhecimento externo.

O Gemini é um modelo de inteligência artificial de uso geral do Google, treinado com uma base ampla de dados públicos da internet. Ele atua de forma aberta e multifuncional na web e no celular, sendo ideal para criar conteúdos do zero, programar e buscar informações.

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?

O NotebookLM é o assistente de notas do Google projetado para funcionar de forma ancorada, analisando estritamente os arquivos e links que o usuário envia. Ele atua como um bibliotecário virtual que gera resumos e áudios baseados apenas no material compartilhado, exibindo citações diretas para evitar alucinações.

O ChatGPT é o chatbot multifuncional da OpenAI, treinado com uma gigantesca base de dados públicos da internet e alimentado por inteligência artificial generativa. Ele opera de forma aberta e generalista, sendo ideal para solucionar problemas amplos, programar códigos e criar textos criativos.

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

NotebookLM agora "lê" livros em EPUB para gerar resumos e afins (imagem: reprodução/Google)

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

19 de Junho de 2026, 12:34
Dispositivos Echo com a assistente Alexa+ em destaque, expostos em uma mesa branca com o logo da Alexa+
Alexa+ roda em dispositivos Echo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon lançou a Alexa+ no Brasil, uma versão atualizada da assistente virtual com inteligência artificial generativa.
  • A Alexa+ é compatível com 98% dos dispositivos, como o Echo Dot (2ª geração em diante) e o Echo tradicional (2ª geração em diante).
  • Modelos Echo Dot (1ª geração), Echo (1ª geração), Echo Plus (1ª geração), Echo Show (1ª e 2ª gerações) e Echo Spot (1ª geração) não são compatíveis.

A Amazon anunciou ontem (18/06) a chegada da Alexa+ ao Brasil, introduzindo uma versão atualizada da assistente virtual equipada com inteligência artificial generativa. O objetivo é ampliar o processamento de comandos e entregar conversas contínuas aos consumidores na maioria dos eletrônicos da companhia.

A novidade foi oficializada em um evento em São Paulo, acompanhado pelo Tecnoblog, e chega em acesso antecipado após uma etapa de testes com clientes selecionados. A Amazon utilizou o período para analisar o tempo de resposta e a precisão do reconhecimento do idioma antes da distribuição oficial.

Vale mencionar que a nova assistente já está inclusa na assinatura Amazon Prime. Para os consumidores que não participam do programa, os recursos avançados podem ser habilitados por uma assinatura avulsa, estipulada em R$ 99 mensais.

Veja os dispositivos compatíveis com a Alexa+

Os aparelhos a partir da segunda geração contam com suporte garantido. A lista de produtos habilitados inclui:

  • Echo Dot, incluindo o Echo Dot Max;
  • Echo tradicional;
  • Echo Show 5, Echo Show 8, Echo Show 10, Echo Show 11 e Echo Show 15;
  • Echo Studio, e caixas compactas, como o Echo Pop.

Produtos recentes, como o novo Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio, foram desenvolvidos nativamente para a plataforma Alexa+, com chips focados em IA que conseguem processar as interações com mais agilidade.

O suporte à Alexa mais inteligente também chega aos dipositivos de streaming da Amazon. São compatíveis:

  • Fire TV Stick HD (2ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Select;
  • Fire TV Cube (3ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Max e 4K Plus (2ª geração).

Já os modelos abaixo não são compatíveis

Alto-falante inteligente com tela sobre uma mesa, visto pela frente
Projetado para IA, Echo Show 11 processa comandos mais rápido (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ainda que exista uma probabilidade alta de que o seu aparelho atual receba a atualização, segundo os dados oficiais da Amazon que indicam 98% de compatibilidade na base ativa do Brasil, uma pequena parcela dos aparelhos não será contemplada com a atualização.

A Amazon oficializou que a Alexa+ não funciona e não será distribuída para os seguintes aparelhos:

  • Echo Dot (1ª geração);
  • Echo (1ª geração);
  • Echo Plus (1ª geração);
  • Echo Show (1ª e 2ª gerações);
  • Echo Spot (1ª geração).

A empresa explica que o processamento dos novos algoritmos e grandes modelos de linguagem (LLMs) acontece na nuvem, aliviando a carga sobre os componentes das caixas de som e permitindo entregar o serviço sem forçar a troca da maioria dos equipamentos.

No entanto, limitações físicas de memória e processamento dos chips mais antigos não suportam as exigências da nova Alexa turbinada.

Mas, se isso não é um problema para usuários desses produtos mais antigos, não há com o que se preocupar: a Alexa original continuará funcionando com as habilidades tradicionais de forma gratuita, apenas sem a integração com a nova inteligência artificial.

Como funciona a Alexa+?

Ilustração com o logo da Alexa+ ao centro do que seria a bandeira do Brasil. O fundo é verde com setas sorridentes, símbolo da Amazon.
Alexa+ já está disponível no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conforme verificamos, a Alexa+ utiliza a IA generativa para entender o contexto. Agora, o usuário não precisa mais repetir o comando de ativação “Alexa” no começo de cada nova instrução, por exemplo, o que torna as interações mais fluidas.

Segundo a Amazon, mais de 70 grandes modelos de linguagem operam em segundo plano. O software decide sozinho qual desses modelos é o mais eficiente para gerar a resposta correta. O sistema também passou por localização para identificar sotaques, gírias e expressões regionais dos brasileiros.

Pelo celular, o aplicativo da Alexa também ganha uma interface no formato de chatbot, permitindo que os clientes enviem documentos, relatórios ou imagens. A assistente lê o conteúdo do arquivo, estrutura um resumo e sugere ações, como marcar reuniões ou enviar e-mails.

O acesso antecipado já está ativo. Clientes que possuem dispositivos Echo compatíveis e desejam usar as funções da Alexa+ no Brasil podem se inscrever pela página oficial da Amazon ou utilizando o comando de voz: “Alexa, quero Alexa+”.

Relembre o anúncio global da Alexa+

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

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Nova assistente da Amazon com IA generativa chegou ao Brasil. Confira se o seu produto suporta a atualização.

Alexa+ (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novo Echo Show tem tela de 8 ou 11 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

19 de Junho de 2026, 11:18
Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos
Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)
Resumo
  • senador Bernie Sanders propõe que empresas de inteligência artificial paguem US$ 1.000 por ano a cada cidadão americano, como parte de uma iniciativa para dividir os ganhos dessas companhias com a sociedade;
  • proposta envolve a criação do American AI Sovereign Wealth Fund Act, fundo soberano que acumularia US$ 7 trilhões inicialmente, provenientes de 50% do capital de empresas de IA;
  • comissão independente de sete pessoas seria responsável por administrar o fundo, que também poderia financiar projetos sociais.

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, continua engajado em seu ideal de “dividir” grandes empresas de inteligência artificial com a população do país. Na proposta mais recente, Sanders entende que essas organizações deveriam pagar US$ 1.000 (R$ 5.140) por ano a cada contribuinte americano.

Pagamentos dessa natureza nos fazem pensar em indenizações ou multas. Não é bem o caso. O dinheiro viria na esteira da proposta de Bernie Sanders de transferir 50% do capital de empresas de IA para o povo americano.

O valor resultante seria direcionado a um fundo soberano (controlado pelo governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act. É daí que viriam os US$ 1.000 anuais direcionados a cada cidadão. Sanders acredita que o fundo também pode financiar projetos sociais.

A proposta de criação do fundo foi apresentada na forma de um projeto de lei. Se aprovado tal como proposto, o fundo acumularia algo em torno de US$ 7 trilhões inicialmente, pois seria correspondente à soma das ações concedidas de cada empresa de IA cuja receita atingisse US$ 200 milhões por ano ou mais.

De acordo com o senador, o valor de US$ 1.000 pode aumentar à medida que as companhias de IA arrecadarem mais dinheiro. Em caso de desvalorização das empresas, os contribuintes não arcariam com eventuais prejuízos: “não vamos perder nenhum dinheiro, mesmo que a bolha estoure”, complementou o senador.

Uma comissão independente formada por sete pessoas ficaria responsável por administrar o fundo.

The future of AI must not be decided behind closed doors by billionaires seeking to maximize their power and profit.

It should be decided by the American people.

That's why I'm introducing the American AI Sovereign Wealth Fund Act. pic.twitter.com/sbC0YMT90f

— Sen. Bernie Sanders (@SenSanders) June 18, 2026

Por que Sanders quer “dividir” empresas de IA com o povo americano?

Na visão do senador, o que a inteligência artificial oferece atualmente não é oriundo da própria tecnologia, mas de esforços humanos coletivos, de forma que os ganhos resultantes devem ser compartilhados com a sociedade em vez de ficarem concentrados nas mãos de poucas pessoas:

Acreditamos que isso é o melhor que poderíamos fazer no momento, e certamente representa um enorme, enorme, enorme avanço em relação a conceder poder unilateral e absoluto a um grupo de bilionários.

Bernie Sanders, senador dos EUA

Sanders se refere ao fato de que as gigantescas bases de dados que alimentam o conhecimento dos sistemas de IA têm origem em livros, estudos, notícias, códigos-fonte, vídeos, fotos e tantas outras fontes cuja existência se deve ao trabalho humano.

Outros políticos, bem como líderes de companhias como OpenAI e Anthropic, já deram a entender que o setor de IA realmente precisa compartilhar parte de seus ganhos com a sociedade. Apesar disso, o projeto de lei de Sanders deve encontrar resistência, pois, da forma como foi apresentado, é considerado bastante “agressivo”.

Mas uma coisa o senador já vem conseguindo: gerar discussões sobre os aspectos potencialmente danosos da inteligência artificial.

Com informações de Associated Press

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

18 de Junho de 2026, 16:11
A imagem mostra a tela de um monitor exibindo o que parece ser um escaneamento corporal ou médico em andamento. O fundo da tela é totalmente escuro, e duas silhuetas humanas aparecem brilhando em tons de vermelho e laranja, lembrando uma imagem térmica ou de raio-X.
Inteligência artificial processa dados para criar mapas 3D do corpo (imagem: reprodução/Midjourney)
Resumo
  • Midjourney revelou o Midjourney Scanner, um equipamento de ultrassom de corpo inteiro que usa inteligência artificial.
  • O scanner usa um anel com milhares de sensores submersos em água para emitir ondas ultrassônicas e capturar alterações milimétricas nas ondas.
  • A empresa planeja criar uma rede de spas para oferecer exames de saúde enquanto os clientes relaxam.

A Midjourney revelou seu primeiro produto de hardware: um scanner de ultrassom de corpo inteiro. A companhia, mundialmente conhecida pelo gerador de imagens realistas com IA, fez o anúncio nesta quinta-feira (18/06).

Segundo o comunicado, o Midjourney Scanner não é um equipamento de ressonância magnética. O sistema deve funcionar por meio de um anel com centenas de milhares de sensores submersos em água, que emitem ondas ultrassônicas para reconstruir modelos tridimensionais do corpo humano.

Já esta é a outra parte do anúncio: a companhia terá uma rede de spa, com a primeira unidade a ser inaugurada em São Francisco, nos EUA, onde as pessoas poderão fazer exames para monitoramento da saúde enquanto descansam. “Hoje vamos anunciar algo um pouco estranho e um pouco louco”, avisou a empresa.

Como funciona o Midjourney Scanner?

A imagem mostra as costas de uma pessoa vista de trás, posicionada no centro de um anel de scanner. Ela veste um maiô ou collant preto com um decote redondo nas costas.
Anel do scanner conta com meio milhão de sensores (imagem: reprodução/Midjourney)

No lugar de tubos fechados e ruídos das máquinas de ressonância magnética, o exame com o scanner da Midjourney deve durar apenas 60 segundos. O processo começa com o usuário de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna e iluminação relaxante.

Durante a submersão, o corpo atravessa um anel equipado com cerca de meio milhão de minúsculos sensores, cada um do tamanho de um grão de areia. Eles emitem ondas ultrassônicas de todos os ângulos contra o paciente. Como o som viaja de forma diferente ao penetrar na água, pele, gordura, músculos e ossos, essas ondas mudam de formato ao encontrar cada uma dessas densidades.

O equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento bruto para capturar alterações milimétricas nas ondas milhões de vezes por segundo, e o volume de dados gerado é gigantesco. Segundo a própria companhia, seria necessário assistir a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento.

É aqui que a especialidade da Midjourney vai entrar em ação: IA. A inteligência artificial deve processar esse banco de dados em tempo real e reconstruir mapas 3D detalhados do corpo humano, fatiando virtualmente os tecidos e órgãos com precisão.

Segundo o site Crypto Briefing, a Midjourney assinou em novembro de 2025 um acordo de licenciamento exclusivo com a Butterfly Network, empresa responsável pela tecnologia de ultrassom em chip que será utilizada no projeto.

No centro de uma tela preta, destaca-se uma secção transversal do corpo humano, como uma tomografia, que brilha intensamente em tons de amarelo e branco.
Exame dura apenas 60 segundos (imagem: reprodução/Midjourney)

Meta de um bilhão de exames

Para popularizar essa infraestrutura, a companhia não pretende focar em vendas para hospitais ou clínicas. A estratégia é criar o Midjourney Spa. A primeira unidade tem inauguração prevista para o final de 2027, em São Francisco.

A proposta é que o local funcione 24 horas por dia e ofereça um ambiente com academias, saunas e piscinas. O exame ocorrerá dentro de salas equipadas com banheiras de hidromassagem, tornando a coleta de dados de saúde parte de uma “experiência de relaxamento”, afirma a empresa.

Em relação à privacidade, os usuários terão controle sobre a “biblioteca de exames” pessoal. Esses dados poderão ser compartilhados a critério do cliente com médicos, nutricionistas ou outras plataformas de IA voltadas para a saúde.

No contexto regulatório, ainda há um caminho a percorrer. Para contornar a burocracia da FDA (órgão regulador de saúde dos Estados Unidos), a Midjourney iniciará a operação criando “mapas de composição corporal”. Os resultados clínicos serão enviados à agência para, futuramente, liberar de forma oficial a detecção de anomalias.

Após a fase de refinamento, que durará cerca de 12 meses, a Midjourney prevê o lançamento de um scanner de terceira geração em 2028, que reduzirá ainda mais o tempo e elevará a qualidade das imagens. A meta para 2031 é criar uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade para realizar um bilhão de exames por mês. A promessa é que o mapeamento preventivo rápido e de baixo custo evite mortes precoces e corte os gastos com sistemas de saúde.

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

17 de Junho de 2026, 12:44
Ilustração mostra Elon Musk, à esquerda, o logo da Cursor, ao centro, e o CEO da Cursor, Michael Truell, sentado à direita. O logotipo do "tecnoblog" é visível na parte inferior direita.
Musk pagará US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Cursor, startup de inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões pela xAI, de Elon Musk.
  • A empresa desenvolveu um editor de código com IA que permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural.
  • A compra dá à xAI entrada no mercado de ferramentas de programação com IA, em competição com OpenAI, Anthropic e Google.

Uma empresa até então desconhecida do grande público ganhou as manchetes nesta terça-feira (16/06): a Cursor, startup especializada em inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões (cerca de R$ 304 bilhões, em conversão direta). Já o comprador dispensa apresentações: Elon Musk, por meio da xAI.

A transação será feita integralmente em ações da SpaceX e deve ser concluída até setembro. Vale lembrar que a SpaceX e a xAI se fundiram em fevereiro deste ano.

A Cursor se tornou uma das empresas mais valiosas do boom da inteligência artificial, construindo uma grande base de usuários com ferramentas voltadas à escrita, correção e revisão de código com ajuda de IA.

Em apenas quatro anos, a startup saiu de um pequeno projeto criado pelo CEO Michael Truell e seus colegas para atender milhões de desenvolvedores e parte das maiores empresas do mundo.

Editor de código com IA é o produto

A startup surgiu a partir da Anysphere, fundada em 2022 por quatro estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O grupo queria uma ferramenta para programar usando inteligência artificial, mas a maioria dos serviços oferecia a tecnologia apenas como plug-in, o que os levou a construir um editor de código próprio.

O Cursor foi lançado em março de 2023. Se trata de uma versão modificada e focada em IA do VS Code. Esse editor permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural e recebam trechos completos de código, correções de erros, explicações e sugestões de melhorias. A versão mais recente, o Cursor 3, foi lançada há dois meses.

A ferramenta tracionou tão rápido que, ainda em 2023, atingiu US$ 1 milhão em receita recorrente anual. O nome Cursor passou a ser a marca da companhia, embora a empresa continue operando legalmente como Anysphere.

Crescimento acelerado

Como lembra o Business Insider, o avanço da Cursor foi incomum até mesmo para os padrões do Vale do Silício. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a plataforma ultrapassou milhões de usuários e passou a ser utilizada por 60% das companhias que integram a lista das 500 maiores empresas do mundo. A receita anualizada também cresceu e bateu a casa dos bilhões de dólares em poucos anos.

Boa parte desse crescimento está ligado à popularização do vibe coding — a criação de softwares a partir de descrições em linguagem natural, sem necessariamente dominar programação avançada.

We're excited to join forces with @SpaceX to advance the frontier of useful AI. Expect significant improvements to Cursor soon. https://t.co/62IMr2sgEy

— Cursor (@cursor_ai) June 16, 2026

Ainda assim, a forma como a empresa aborda o tema parece mais pé no chão. O CEO Michael Truell já afirmou que programar apenas por meio de prompts, sem lidar diretamente com o código, pode criar bases frágeis, com risco de aplicações “desmoronarem” ao longo do tempo.

No começo, a Cursor dependeu fortemente dos modelos de IA da Anthropic, empresa responsável pelo Claude.

Por que Musk comprou a Cursor?

Ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX comprou a xAI, que comprou a Cursor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A xAI quer competir com OpenAI, Anthropic e Google em um dos mercados mais disputados da inteligência artificial: as ferramentas voltadas para desenvolvedores.

As empresas de IA passaram a enxergar a programação assistida por inteligência artificial como uma aplicação promissora para justificar os investimentos. Ferramentas capazes de escrever, corrigir e revisar código se tornaram um caminho aparentemente mais sólido para monetização dos modelos generativos.

A startup de Elon Musk já tem o chatbot Grok, que conseguiu crescer entre os usuários, principalmente após sua integração à rede social X, mas ainda não tinha uma presença forte no mercado de programação.

É uma movimentação que segue uma tendência do setor: a OpenAI já trabalha para integrar o ChatGPT com o Codex, sua plataforma voltada para programação.

Com a compra da Cursor, a SpaceX e a xAI passam a controlar uma das ferramentas de programação por IA mais populares do mercado, além de incorporar uma base relevante de desenvolvedores e a tecnologia criada pela equipe de Truell.

O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

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Startup responsável pelo popular editor de código com IA foi comprada por US$ 60 bilhões e passa a integrar o ecossistema da xAI e SpaceX.

Musk gastou US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

17 de Junho de 2026, 11:09
Tela do sistema GenAI.mil no computador, com texto “GenAI.mil” e interface do Pentágono
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)
Resumo
  • O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
  • A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
  • O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.

O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.

De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.

O que a IA do Pentágono pode fazer?

Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.

Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.

Imagem mostra o logo do Gemini ao centro. O fundo é levemente colorido, nas cores do Google: azul, verde, amarelo e vermelho
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A virada de chave

A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.

Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.

Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.

Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

16 de Junho de 2026, 16:51
O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

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CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

16 de Junho de 2026, 10:58
Sede da KPMG. Imagem mostra um prédio com a sigla “KPMG” no topo.
KPMG foi fundada em 1987 e é uma das maiores consultorias do mundo (foto: Juan Sebastian Vasquez/Pexels)
Resumo
  • A consultoria KPMG retirou do ar um relatório sobre IA após a descoberta de que o documento continha informações falsas geradas por IA.
  • O arquivo atríbuia projetos de IA a organizações como o banco suíço UBS e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.
  • Segundo o Financial Times, a KPMG comunicou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

A consultoria holandesa KPMG retirou de circulação um relatório sobre inteligência artificial após a descoberta de que o próprio documento continha alucinações geradas por IA. O estudo sobre os benefícios da tecnologia apresentava exemplos que nunca existiram.

O relatório, intitulado “Redefinindo a excelência na era da IA agêntica”, analisava a adoção da IA por empresas ao redor do mundo. No entanto, o documento dizia que organizações como o banco suíço UBS, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e as Ferrovias Federais Suíças (SBB) já aplicavam serviços de IA na sua rotina.

Segundo o Financial Times, as informações eram totalmente falsas ou exageradas. Em um dos exemplos, a KPMG afirmava que o UBS utilizava agentes de IA para consultoria de investimentos, gestão de riscos e monitoramento regulatório. O banco afirmou que a descrição era “factualmente incorreta”.

Em outros trechos, de acordo com o jornal britânico, as alegações pareciam ter sido construídas a partir de comunicados reais, mas citavam funcionalidades e aplicações de IA que nunca foram anunciadas por essas organizações.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Estudo continha alucinações de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As inconsistências foram identificadas pela GPTZero, empresa especializada em detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial. Segundo os pesquisadores, os exemplos apresentavam características típicas de alucinações de modelos de IA.

Ao Financial Times, a KPMG informou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

“Esperamos que todos os nossos funcionários sigam nossas diretrizes sobre o uso responsável da IA, incluindo supervisão humana para validar o conteúdo e verificar fontes independentes”, afirmou um porta-voz da consultoria.

Caso parecido já aconteceu antes

O episódio se soma a uma lista curiosa. No final do ano passado, a famosa consultoria Deloitte passou pela mesma situação – duas vezes. 

Em outubro, a Deloitte abriu mão de parte do pagamento recebido do governo australiano após identificar que um relatório entregue pela consultoria continha erros de IA, incluindo citações, referências e fontes que não existiam.

Um mês depois, em novembro, a empresa entregou um relatório com citações e estudos acadêmicos que não existem ao setor público do Canadá.

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

15 de Junho de 2026, 15:16
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta estaria implementando rastreamento de consumo de tokens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta estaria desenvolvendo um sistema para monitorar e controlar o uso interno de inteligência artificial.
  • O motivo seria o rápido crescimento do uso da tecnologia e os altos custos associados.
  • Segundo o The Information, o sistema deve mostrar dados de uso e custos de IA em tempo real, além de enviar alertas automáticos para equipes.

A Meta pode ser mais uma grande empresa a pisar no freio com a inteligência artificial internamente, e estaria preparando um sistema para monitor gastos de funcionários no trabalho. A medida seria uma tentativa da dona do Instagram de controlar uma conta que pode chegar a bilhões de dólares neste ano.

Segundo um memorando obtido pelo site The Information, em resposta ao crescimento rápido do uso da tecnologia internamente — que estaria desbalanceado os custos por equipe —, a Meta pretende criar uma plataforma de rastreamento de consumo de tokens, chamada AI Gateway.

O documento, que teria sido compartilhado com cerca de 6 mil funcionários no início da semana passada, indica que o AI Gateway mostra dados de uso e custos de IA em tempo real e enviará alertas automáticos quando uma equipe registrar um pico incomum de consumo.

A Meta também planeja criar limites baseados no uso individual de cada funcionário, segundo o portal. Até 2027, a distribuição de recursos de IA dentro da empresa deve passar a seguir um orçamento mais rígido, com regras prévias de alocação.

Funcionários deverão usar ferramenta própria

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa foca em uso de plataforma proprietária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O controle também afetaria a rotina de desenvolvedores. De acordo com o The Information, o memorando desencoraja o uso de ferramentas de IA de terceiros para escrever código.

A recomendação seria priorizar o MetaCode, assistente interno de programação da Meta anteriormente conhecimento como Devmate. Sabe-se que a plataforma combinava modelos da própria empresa, como a família Llama, com modelos externos, incluindo os da Anthropic e OpenAI.

A iniciativa não é nova entre as big techs. Semanas atrás, a Microsoft também voltou atrás no uso do Claude Code, da Anthropic, e cancelou licenças da IA para funcionários. A plataforma havia sido integrada cerca de seis meses antes e teria sido bem recebida por desenvolvedores, que agora serão redirecionados ao GitHub Copilot CLI, da própria Microsoft.

Descontrole vira preocupação nas big techs

O movimento da Meta ocorre num momento em que várias outras empresas repensam os gastos com IA internamente. Na Amazon, por exemplo, um painel interno que acompanhava o consumo de IA foi encerrado depois que funcionários passaram a executar tarefas apenas para subir em um ranking.

Enquanto isso, a Uber teria consumido, em apenas quatro meses, todo o orçamento anual de IA previsto para 2026, impulsionada pelo uso intenso de tokens por engenheiros. Segundo o Business Insider, o diretor de operações Andrew Macdonald também afirmou que ainda não viu melhorias diretamente ligadas ao aumento dos gastos com IA.

Amazon, Meta e Microsoft estão entre as big techs que, juntas, devem emitir cerca de US$ 570 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) em dívidas neste ano pelo investimento em data centers para IA. De acordo com o Financial Times, a cobrança pelo uso da tecnologia internamente seria uma forma da indústria justificar esses investimentos.

Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

15 de Junho de 2026, 12:07
Notebook exibindo o mascote do Linux, o pinguim Tux
Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.1 foi lançado após desenvolvedores enfrentarem problemas com ferramentas de IA gerando notificações de bugs irrelevantes;
  • nova versão do kernel traz novo driver para sistema de arquivos NTFS, com suporte completo a operações de leitura e escrita de dados;
  • Linux 7.1 também inclui suporte oficial ao Intel FRED, recurso que otimiza forma como processador lida com interrupções e chamadas de sistema.

Os desenvolvedores tiveram alguns problemas com a inteligência artificial, mas, no fim das contas, deu tudo certo: a versão final do kernel Linux 7.1 foi lançada. O anúncio foi feito no último domingo (14/06) por Linus Torvalds, como manda a tradição. Entre as novidades estão um novo driver para o sistema de arquivos NTFS e suporte oficial ao Intel FRED (você já irá descobrir o que é isso).

Na mensagem em que anuncia o Linux 7.1 (disponível na íntegra no fim do texto), Torvalds até cogitou adiar o lançamento da versão em uma semana, não necessariamente por conta dos problemas com a IA, mas por ele estar com uma agenda irregular.

Quais são os tais problemas? Os desenvolvedores do kernel receberam muitas notificações de bugs geradas por ferramentas de IA. Contudo, grande parte delas era irrelevante por corresponder a falhas já conhecidas, com baixa prioridade ou até já solucionadas.

Foram tantos relatórios de bugs para serem checados desnecessariamente que os desenvolvedores ficaram sobrecarregados. Torvalds chegou a pedir moderação sobre o uso de ferramentas de IA na caça a bugs. Parece que o apelo (ou “bronca”) deu certo, afinal, o kernel saiu dentro do prazo previsto.

O que o kernel Linux 7.1 tem de novo?

O próprio Linus Torvalds destacou que esta versão traz, principalmente, “várias atualizações menores de drivers”. Pois bem, uma delas envolve o sistema de arquivos NTFS, que agora passa a contar com um driver que oferece suporte completo a operações de escrita e leitura de dados e é mais bem integrado ao kernel, favorecendo o aspecto do desempenho.

Neste ponto, talvez você se pergunte: “mas driver não é só para hardware?”. Nem sempre. Um driver pode ser entendido como um conjunto de instruções que “ensinam” o sistema operacional a lidar com determinado componente. Esse componente pode ser de hardware, ou, a exemplo do NTFS, de software.

E aí chegamos à outra novidade destacada para o Linux 7.1: o Intel FRED (Flexible Return and Event Delivery — algo como “Entrega Flexível de Eventos e Retorno”). Trata-se de um recurso que otimiza a forma como o processador lida com interrupções, chamadas de sistemas e afins.

Na prática, o Intel FRED tende a melhorar o desempenho de chips Intel Panther em distribuições Linux, o mesmo valendo para as futuras CPUs da companhia (afinal, a tecnologia Intel FRED é direcionada a processadores modernos). O Intel FRED já havia sido introduzido no kernel, mas, na versão 7.1, passa a ser ativado por padrão em chips compatíveis.

Entre as demais novidades estão:

  • suporte melhorado para GPUs Intel Arc Battlemage;
  • suporte melhorado para chips gráficos AMD Radeon mais antigos;
  • otimização de drivers para USB e Thunderbolt;
  • conjunto de pequenas melhorias para sistemas de arquivos como EXT4 e F2FS.
Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Íntegra do anúncio de Linus Torvalds

Abaixo está o anúncio de Torvalds sobre o Linux 7.1:

Então, no meu fuso horário de origem ainda é apenas domingo de manhã, mas onde estou agora já é domingo à tarde, então estou fazendo o lançamento da versão 7.1 no horário habitual — só não no fuso horário habitual.

Isso obviamente significa que a janela de integração (merge window) começa amanhã, mas até lá estarei em mais um fuso horário diferente, então os horários ficarão um pouco irregulares.

Normalmente tento concentrar a maior parte do trabalho no início da janela de integração e fazer o máximo possível nos primeiros dias. Desta vez, não tenho certeza de que isso funcionará, considerando meu notebook e alguns voos longos sem acesso à internet. Mas garanti que já baixei (fetched) os pedidos de integração (pull requests) iniciais (obrigado — vocês sabem quem são), então poderei processar parte deles mesmo estando offline.

De qualquer forma, deixando de lado possíveis pequenos contratempos na janela de integração, a novidade de hoje é a versão 7.1. Abaixo está o resumo (shortlog) da última semana. Nada particularmente interessante ou preocupante se destaca, exatamente como deveria ser.

Trata-se principalmente de várias atualizações menores de drivers (GPU, rede, áudio e outros), além de algumas correções nas ferramentas de rede e rastreamento (tracing). E mudanças aleatórias de menor porte em outras áreas.

Continuem testando [o kernel], apesar de ele já ter sido lançado, e peço desculpas antecipadamente se minha velocidade de processamento durante a janela de integração ficar um pouco imprevisível nos próximos dias. Cheguei a considerar estender este ciclo de lançamento por mais uma semana, mas decidi que não valia a pena. Talvez eu venha a me arrepender dessa decisão.

Linus Torvalds

Como obter o kernel Linux 7.1?

O kernel é o núcleo do sistema operacional, logo, não pode ser atualizado como se fosse um simples aplicativo. Por esse motivo, convém esperar que a sua distribuição Linux lance uma nova versão do sistema que traga o kernel 7.1.

Mas, para quem já sabe como compilar o kernel, o Linux 7.1 pode ser baixado via site oficial.

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

Notebooks com Panther Lake da Intel já tem suporte ao Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e admite erro

15 de Junho de 2026, 10:45
Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A prefeitura do Rio de Janeiro está envolvida numa polêmica tecnológica internacional desde a sexta-feira, quando anunciou o lançamento do modelo de inteligência artificial Rio 3.5 Open, com 397 bilhões de parâmetros. A novidade ganhou as discussões na web por supostamente superar outros modelos de referência. No entanto, a própria prefeitura admitiu que se trata da reutilização de modelos já existentes, o que levou a muitas críticas.

Entenda o caso

O IplanRio é a empresa pública carioca de informática. Ela atua no desenvolvimento de várias soluções e plataformas que atendem às necessidades dos moradores da cidade. Mais recentemente, o IplanRio decidiu entrar no campo da inteligência artificial generativa, desenvolvendo uma família de modelos de linguagem de grande porte batizada de Rio Open, construída a partir de modelos de código aberto. A iniciativa foi apresentada pela primeira vez em abril, durante o III Ciclo do Sandbox.Rio, projeto da prefeitura para testar tecnologias emergentes.

A organização soltou o modelo Rio 3.5 Open na última sexta-feira (12/06), com a ideia de oferecer uma solução de IA de uso público, com licença permissiva MIT, que pudesse ser utilizada por outros órgãos de governo e pesquisadores. Isso reduziria a dependência de plataformas privadas e colocaria o debate de soberania tecnológica no âmbito municipal. O projeto teve o custo total de R$ 500 mil, segundo informado pelo município.

A partir daí, os entendidos e entusiastas começaram a conversar nas redes sociais – em especial o X – sobre o que estava por trás do modelo. Como ele conseguia resultados tão robustos em benchmarks como o IMOAnswerBench, superando o Qwen, modelo da Alibaba que serviu de base para o projeto, entre outros?

A polêmica da cópia

Por ser um modelo aberto, qualquer um pode rodá-lo em sua máquina para fazer averiguações independentes. Foi exatamente este o procedimento adotado por vários usuários, que perceberam, por exemplo, que o Rio 3.5 Open que dizia ser o “Nex, da Nex-AGI” quando eram retirados os system prompts. Estas instruções ficavam embutidas no modelo e forçavam que ele se identificasse como “Rio”, além de adotar a identidade da prefeitura. Sem esse disfarce, o modelo revelava sua verdadeira origem.

Aqui é preciso compreender que, como o Nex-N2-Pro e o Qwen3.5-397B foram publicados sob licença de código aberto, qualquer um pode modificá-los e reutilizá-los como quiser. Faz parte do jogo. O problema estaria na falta dos devidos créditos.

The Rio 3.5 model broke the internet this week. The plot twist? It’s essentially our open-source model, Nex N2 Pro, wearing a different hat.

🤯 We analyzed the weights, and the recipe is exact: Rio 3.5 ≈ 0.6 * Nex N2 Pro + 0.4 * Qwen 3.5

It even literally introduces itself… pic.twitter.com/yHRRu37aut

— Nex (@NexEcosystem) June 14, 2026

Além disso, a prefeitura do Rio disse que havia feito o método de destilação. Na realidade, porém, as investigações na web mostram que foi publicado apenas um merge bruto, uma mistura matemática dos dois modelos, sem qualquer treinamento adicional.

Pesquisadores abriram os pesos do modelo camada por camada. Eles encontraram uma colinearidade de 0,99 com uma combinação fixa de 60% Nex e 40% Qwen em todas as camadas analisadas. Esse padrão é matematicamente impossível de ocorrer por coincidência em um modelo que passou por treinamento real.

Prefeitura pede desculpas

IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)

Ao longo do domingo, a página do modelo no Hugging Face ganhou uma nova descrição. Ela assumia o merge feito por meio de operações matemáticas simples, sem treinamento do zero. O trabalho da equipe do IplanRio teria sido o de aplicar, sobre esse merge, uma técnica chamada On-Policy Distillation, em que o modelo combinado aprende a imitar as respostas de um modelo ainda mais potente.

O problema é que, segundo a própria prefeitura, o arquivo publicado era uma versão intermediária (o merge sem a destilação). Com base nas informações disponíveis até o momento, não é possível confirmar se essa etapa de distilação chegou a ser concluída ou se nunca existiu de fato.

O IplanRio pediu desculpas pela confusão na mesma página. O Tecnoblog apurou que a empresa identificou um erro humano ao subir um arquivo antes da hora. No momento, os técnicos estão preparando o envio da nova versão do modelo para repositórios como Hugging Face e GitHub.

O que diz o Iplan?

Confira a resposta na íntegra recebida pelo Tecnoblog em 16/06 às 9h15.

“A IplanRio reitera que o ecossistema global de inteligência artificial baseia-se fundamentalmente na colaboração e no código aberto (open source). O desenvolvimento do projeto Rio 3.5 utiliza a técnica de fusão de pesos (model merge), combinando as arquiteturas públicas do Qwen 3.5 (Alibaba) e do Nex-N2 Pro (Nex-AGI). Ambas as tecnologias são regidas por licenças abertas que autorizam, incentivam e têm como propósito a modificação e o aprimoramento por terceiros. Essa abordagem foi escolhida pela instituição justamente por sua alta eficiência e responsabilidade fiscal, permitindo entregar resultados robustos com baixo custo de processamento computacional para o município.

O cronograma do projeto previa que, após a composição inicial das arquiteturas abertas, o modelo passasse por um processo de pós-treinamento e refinamento nativo (on-policy distillation) conduzido pela equipe técnica, para sua devida customização à realidade do município. Contudo, devido a uma falha humana e estritamente operacional durante a etapa de publicação na plataforma Hugging Face, foram subidos os arquivos de testes da fusão preliminar dos modelos, em vez da versão final refinada. Esse erro material fez com que o modelo temporariamente disponibilizado respondesse com traços da base de dados original da Nex-AGI.

Assim que a inconsistência foi identificada pela comunidade de pesquisadores — cujo escrutínio e colaboração são pilares que a IplanRio apoia e incentiva —, a instituição agiu de forma imediata e transparente. 

O arquivo descritivo (README) do projeto foi atualizado prontamente para dar o devido crédito e a atribuição transparente ao modelo Nex-N2 Pro, corrigindo a omissão inicial.

Os fluxos internos de governança e publicação foram revisados para auditoria e compliance da infraestrutura de dados e a a equipe técnica já trabalha no upload da versão final, processada pelas diretrizes e dados específicos da Prefeitura do Rio.

A IplanRio reafirma seu compromisso com a inovação tecnológica na gestão pública, pautada pela transparência e pelo estrito respeito às normas da comunidade global de software livre. O Rio 3.5 segue sua trajetória para se tornar uma ferramenta pioneira de eficiência e atendimento ao cidadão carioca.

Mais do que uma inovação técnica, o Rio 3.5 foi concebido para gerar retornos práticos e diretos para a gestão pública do Rio de Janeiro. Ao desenvolver uma inteligência artificial baseada em código aberto, o município assegura sua soberania tecnológica e garante total independência de fornecedores internacionais de software proprietário, eliminando a dependência de licenças caras pagas em moeda estrangeira. Na prática, essa tecnologia será aplicada diretamente na melhoria e agilização dos serviços públicos oferecidos ao cidadão carioca — como a otimização dos sistemas de atendimento, triagem de chamados de zeladoria e suporte à saúde —, promovendo uma severa redução de custos operacionais para a máquina pública.”

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e admite erro

Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

14 de Junho de 2026, 09:47
Robô em terno azul preso a correntes, sentado à mesa de escritório com livros ao fundo
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
  • A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
  • A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

13 de Junho de 2026, 16:55
Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
  • 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
  • Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.

Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.

O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.

Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?

A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.

Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.

Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que o vírus rouba e como domina os servidores?

Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.

Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.

Como se proteger?

Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.

Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

12 de Junho de 2026, 17:37
Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A União Europeia quer o Brasil como parceiro na corrida tecnológica global de inteligência artificial, visando reduzir a dependência de big techs americanas e chinesas, segundo Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia.
  • O Brasil agora faz parte de um seleto grupo de países com vínculo de parceria com a UE, ao lado de Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura, com o objetivo de avançar na autonomia e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras para o desenvolvimento da inteligência artificial.
  • A UE está implementando medidas para aumentar sua soberania tecnológica, incluindo a criação de 19 fábricas de IA, com o objetivo de quintuplicar a capacidade computacional europeia em um ano, e alcançar 75% de adoção de IA nas empresas até 2030.

A União Europeia não esconde de ninguém que quer o Brasil (e tantos países quanto possível) ao seu lado na atual corrida tecnológica global, que foca na inteligência artificial. Nesta sexta-feira (12), o bloco assina uma parceria inédita no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ontem, durante o Web Summit Rio, uma de suas mais poderosas dirigentes explicou o que está por trás deste gesto.

Henna Virkkunen é vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia. Durante um bate-papo no palco principal, ela foi questionada sobre o que define um “parceiro confiável”, e citou o Brasil pelo nome. Virkkunen também mencionou o acordo recém-assinado com o Mercosul.

Euro-Office
Euro-Office: suíte de produtividade será adotada por vários governos (imagem: reprodução/Nextcloud)

As falas se deram em meio a uma discussão sobre soberania tecnológica e dependência de big techs americanas e chinesas. Para a dirigente, a União Europeia segue com a estratégia de construir alianças fora do eixo EUA-China. Um dos exemplos mais recentes na região é o lançamento do Euro-Office, pacote de produtividade de código aberto que será adotado, a nível governamental, em vários países.

Com o acordo, o Brasil passa a integrar um seleto grupo com apenas outros quatro países com esse tipo de vínculo: Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura. O acordo prevê cooperação em IA, governança de dados, infraestrutura digital pública, identidade e assinaturas digitais, proteção de crianças no ambiente online e coordenação em fóruns multilaterais de governança da internet.

A parceria não surge do nada porque Brasil e UE vêm construindo essa aproximação digital há anos: em 2024 formalizaram um Diálogo sobre Economia Digital, e em fevereiro de 2025 aprovaram um plano de trabalho conjunto para 2025-2026 com foco em IA, governança de dados, conectividade e redes 6G. O acordo desta sexta eleva esse diálogo técnico a um compromisso político de alto nível. Os temas prioritários incluem regulação de inteligência artificial, computação de alto desempenho, governança de dados e assinaturas digitais.

Recado à Apple e investimento em IA

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

No painel, Virkkunen também detalhou o pacote de soberania tecnológica apresentado pela UE na semana passada, com metas ambiciosas para reduzir a dependência europeia em chips, nuvem e software. Os principais pontos são os seguintes:

  • Apple e Siri na Europa: questionada sobre a decisão da Apple de não lançar a nova Siri AI no mercado europeu por causa da Lei de Mercados Digitais (DMA), Virkkunen foi direta: “não há nada na DMA que impeça a Apple de trazer seus novos produtos para a Europa — foi uma decisão deles”. A executiva defendeu que a exigência de interoperabilidade não significa abrir segredos de negócio, mas sim impedir que gigantes fechem o mercado para concorrentes.
  • Infraestrutura de IA: a UE está criando 19 fábricas de IA distribuídas pelo bloco. Em um ano, a promessa é de que a capacidade computacional europeia seja cinco vezes maior do que a atual. Ela ficará disponível para startups e pequenas empresas treinarem seus próprios modelos.
  • Adoção de IA nas empresas: apenas 20% das empresas europeias usam IA, segundo levantamento de 2025. A meta oficial do bloco é chegar a 75% até 2030. No entanto, a própria Virkkunen admitiu que o número é baixo: “talvez devêssemos ter uma meta ainda maior, porque acho que todos os negócios deveriam usar os benefícios da IA”.
  • AI Act e agentes de IA: diante da crítica de que a UE estaria regulando a tecnologia de ontem, Virkkunen defendeu que o AI Act já cobre agentes de IA, por serem tratados como parte da IA generativa. Essa categoria tem obrigações de avaliação e mitigação de riscos.

“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

Galaxy Tab S11 5G (256 GB) atinge menor preço do ano com 25% OFF na Amazon

12 de Junho de 2026, 15:47

Prós
  • Tela AMOLED Dinâmica 2x de 11″
  • Conectividade 5G
  • Bateria de 8.400 mAh
  • DeX com Modo Estendido
  • Inclui nova e capa-teclado
Contras
  • Carregador na caixa não é de 45 W
  • Sem conectividade a NFC
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Tab S11 5G (256 GB) está disponível por R$ 5.631,12 no Pix usando o cupom GOLACO300 na Amazon. O tablet premium da Samsung com Galaxy AI e tela AMOLED, lançado por R$ 7.499, ficou 25% mais barato nesta oferta.

Galaxy Tab S11 5G tem tela de 120 Hz, suporte a redes móveis e ampla bateria

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy Tab S11 5G tem ampla tela AMOLED de 11 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com uma ampla área de trabalho, o Galaxy Tab S11 5G tem tela AMOLED Dinâmico 2X de 11 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz. O painel com resolução 2560×1600 pixels, brilho máximo de 1.600 nits e recurso HDR10+ promete reproduzir com grande nível de detalhes.

Seguindo o padrão da linha, o tablet inclui a nova versão da caneta S Pen com recursos do Galaxy AI na caixa. Além de ajudar a realizar anotações ou desenhos manuais, o acessório permite acionar a IA para agilizar pesquisas ou solucionar problemas matemáticos em tela.

Outro atrativo do Galaxy Tab S11 5G é o suporte a redes móveis via chip SIM ou eSIM, ideal para quem precisar estar sempre conectado sem depender de rede Wi-Fi. Além disso, o modelo também conta com conexões Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.4.

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy Tab S11 inclui a nova S Pen e capa com teclado na caixa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Focado em alto desempenho e IA, o tablet premium da Samsung é equipado com o chipset MediaTek Dimensity 9400 combinado com 12 GB de RAM. Ele também tem 256 GB de armazenamento interno, mas a memória pode ser expandida para até 2 TB utilizando cartão MicroSD.

Para otimizar a produtividade, o recurso Samsung Dex oferece uma experiência de desktop ao conectar o aparelho a um monitor. O modelo ainda conta com uma câmera frontal de 12 MP, ideal para realizar videochamadas ou gravar vídeos em 4K.

Facilitando o transporte em bolsas e mochilas, o Galaxy Tab S11 5G (R$ 5.631,12 no Pix com o cupom GOLACO300) tem um design premium com corpo em Armor Alumínio e 5,5 mm de espessura. Já a bateria de 8.400 mAh garante autonomia de até 18 horas de reprodução de vídeo.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Galaxy Tab S11 5G (256 GB) atinge menor preço do ano com 25% OFF na Amazon

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

12 de Junho de 2026, 12:36
Brad Smith, presidente da Microsoft
Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)
Resumo
  • presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou setor de inteligência artificial sobre recentes protestos de estudantes universitários contra a IA;
  • segundo Smith, esses protestos refletem o medo dos jovens de que a IA substitua empregos, especialmente aqueles que exigem pouca ou nenhuma experiência, e querem que a IA seja usada de forma equilibrada;
  • Smith pede que líderes do setor ouçam manifestações e encontrem pontos de equilíbrio, refletindo sobre as percepções e impactos sociais da IA.

Brad Smith, presidente da Microsoft, publicou um extenso alerta sobre os recentes protestos de estudantes universitários contra a inteligência artificial. Para o executivo, os líderes do setor de tecnologia não podem desprezar essas manifestações, mas tampouco devem deixar de apostar na IA.

Os tais protestos dizem respeito às vaias que estudantes deram à IA em cerimônias de formatura realizadas recentemente. Em um desses episódios, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, foi vaiado ao falar sobre os avanços da inteligência artificial para formandos da Universidade do Arizona.

Em seu texto, Smith dá a entender que essas manifestações não o surpreenderam. O executivo destacou que, nas últimas décadas, as gerações mais jovens lideraram a adoção de tecnologias digitais, mas agora, sentem-se ameaçadas antes mesmo de terem a chance de desenvolver o seu potencial.

Explica-se: é comum que recém-formados assumam cargos de iniciantes ou que demandam pouca ou nenhuma experiência; as automações proporcionadas pela IA tendem a substituir justamente esses tipos de emprego, ainda que funções que exijam mais habilidades também possam ser afetadas.

Smith também reconheceu que os jovens não são contrários à IA, mas ao uso desmedido desse tipo de tecnologia:

Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que a IA permaneça em seu devido lugar. Eles acreditam, com razão, no papel indispensável da ação humana.

Querem que o futuro seja determinado pelos humanos, que decidem o papel das máquinas, e não pelas máquinas, que decidem o papel dos humanos.

E querem que essas decisões reflitam a opinião de uma ampla comunidade, especialmente da próxima geração da força de trabalho, e não apenas de um pequeno grupo de elites.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Líderes de tecnologia não podem ignorar protestos contra IA, diz Brad Smith (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que Brad Smith sugere?

O presidente da Microsoft não apresentou nenhuma solução para esse, digamos, impasse. O executivo apenas pediu para que os líderes do setor ouçam as manifestações e tentem encontrar pontos de equilíbrio:

Os formandos de hoje já enfrentaram muita coisa. Passaram grande parte do colégio vivendo uma pandemia, estudando e socializando em casa por meio de telas. São nativos digitais, com todos os prós e contras que as redes sociais, dispositivos móveis onipresentes e outras tecnologias criaram. Agora, a IA está chegando e eles temem que empregos comecem a desaparecer.

(…) A saída está em refletir sobre isso. Uma boa maneira de começar é considerar algumas das percepções que já surgiram. Para cada um de nós individualmente. Para empresas e organizações. E para a sociedade.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Para os estudantes — ou para qualquer pessoa que observa os avanços da IA com um olhar mais crítico — o discurso de Smith pode não ser bem-vindo, afinal, reconhecer um problema é importante, mas, para alguém na posição dele, é de se esperar que propostas práticas de solução sejam apresentadas.

Apesar disso, é possível que o cargo que Brad Smith ocupa na Microsoft possa, em algum nível, influenciar outros líderes do setor a olharem para a IA não só do ponto de vista técnico, mas social, tornando o futuro menos preocupante para quem está chegando ao mercado de trabalho.

O texto de Brad Smith está disponível neste blog da Microsoft.

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

12 de Junho de 2026, 11:05
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
  • liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
  • execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.

A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.

Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)
GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.

A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.

IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial

Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.

Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).

Tela do Recall no Windows 11
O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)

Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.

Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

Tela do Recall no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

11 de Junho de 2026, 18:04
Logos de dois aplicativos
Itaú firmou parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú começou a oferecer a assinatura gratuita do Gemini AI Plus por 1 ano para clientes.
  • O plano libera 400 GB de armazenamento na nuvem e créditos para recursos de imagem e música.
  • O benefício está disponível nas plataformas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e visa expandir a experiência dos usuários com a IA do Google.

Clientes do Itaú terão acesso gratuito ao plano Gemini AI Plus do Google por até 12 meses. Além de disponibilizar a inteligência artificial na sua versão Gemini Pro 3.1 com Deep Research, a pesquisa avançada do modelo de IA, a assinatura inclui ainda 400 GB de armazenamento na nuvem.

A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil, nessa quarta-feira (10/06). O benefício libera créditos para utilizar os recursos de imagem via Nano Banana e música, com o Lyria, e fica disponível para resgate no app do Itaú por meio das plataformas Minhas Vantagens, para pessoas físicas, e Mais Vantagens, na versão para empresas.

A opção AI Plus da assinatura do Google é interessante para acelerar trabalhos do dia a dia e permite incluir até cinco pessoas como dependentes, funcionando como plano familiar ou mesmo para pequenas empresas.

Mais acesso à IA do Google

Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Gemini AI Plus fica gratuito para clientes Itaú por até 12 meses (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A novidade quer facilitar o acesso dos clientes à inteligência artificial do Google. Inclusive, esse não é o primeiro exemplo de benefício envolvendo uma instituição financeira e acesso a recursos avançados de IA: recentemente, o Nubank também liberou acesso gratuito ao ChatGPT Go pelo mesmo período de 12 meses.

Segundo o Itaú, a parceria deve ir além com mais iniciativas envolvendo o Gemini. O banco não deu muitos detalhes, mas falou em “novas formas de interação entre clientes, serviços e plataformas”.

O diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú, Rodrigo Carneiro, afirma que o objetivo da empresa é simplificar e reforçar o acesso à IA como algo “útil e relevante”.

Planos e preços do Gemini no Brasil

O Gemini AI Plus é o plano mais básico da inteligência artificial oferecido no Brasil e custa R$ 24,99 ao mês. Ou seja, o benefício do banco pode representar uma economia de quase R$ 300.

Há poucos dias, essa opção foi ampliada para 400 GB de armazenamento, que já valem para a nova oferta (anteriormente, o plano oferecia 200 GB). O preço continuou o mesmo.

Há outras assinaturas disponibilizadas pelo Google para um uso mais profissional da IA. O Gemini AI Pro, de R$ 96,99 ao mês, permite edições de imagem e vídeo com o Nano Banana Pro, além de oferecer 5 TB de armazenamento na nuvem.

Já o Gemini AI Ultra tem opções x5 ou x20, com 20 TB e 30 TB para usar no Drive, respectivamente, além de acesso a recursos como Deep Think e maior acesso às versões Pro dos recursos de IA presentes no modelo. Os preços são de R$ 779 e R$ 999 por mês.

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

Itaú e Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

11 de Junho de 2026, 11:37
Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
  • Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
  • Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.

Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.

Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.

A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.

Demissões em massa não são uma opção

A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.

Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários treinam o sistema que os substitui

Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.

Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.

É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.

O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:

  • Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
  • Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.

De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

11 de Junho de 2026, 11:00
AI Inspo oferece ferramentas para acelerar a produção e edição de vídeos com IA (imagem: reprodução/AI Inspo)
Resumo
  • Ferramentas de IA como o AI Inspo ajudam criadores a transformar ideias em vídeos rapidamente.
  • Elas adaptam formatos para redes sociais e reduzem etapas manuais de produção.
  • Os geradores de vídeo com IA permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas.

A criação de conteúdo ocorre cada vez mais rápido, e os criadores são pressionados para transformar ideias em vídeos em pouco tempo, mantendo uma qualidade consistente em diferentes plataformas. O problema é que o fluxo tradicional — que geralmente envolve planejamento, edição e formatação — pode consumir muito tempo.

Os geradores de vídeo IA, como o AI Inspo, simplificam processo ao transformar ideias simples em vídeos finalizados com mais rapidez. Eles reduzem tarefas manuais, aumentam a eficiência e ajudam os criadores a manter uma produção de conteúdo consistente.

Por que velocidade importa na criação de vídeos

A velocidade é um fator essencial na criação de conteúdo atual. Tendências surgem e desaparecem rapidamente, com milhões de vídeos publicados diariamente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, criar vídeos do zero exige tempo para planejamento, edição e exportação para formatos e linguagens diferentes para cada plataforma.

Os geradores de vídeo IA estão se tornando uma parte importante dos fluxos de trabalho modernos. Eles permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas. Essa mudança está transformando a maneira como os vídeos são produzidos hoje.

5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Ferramentas de IA como o AI Inspo podem ajudar criadores a trabalhar mais rápido, desde a ideia inicial até o vídeo final. Um bom exemplo é um gerador de vídeo IA, que simplifica a produção de vídeos e melhora a produtividade de forma direta.

1. Transforme ideias simples em conceitos de vídeo prontos para uso

Interface do AI Inspo exibe ferramenta para criar vídeos com IA a partir de imagem ou texto, com campo de prompt e opções de modelo, formato e duração.
AI Inspo transforma ideias em vídeos de IA com prompts simples e rápidos (imagem: reprodução/AI Inspo)

Uma ideia simples geralmente é suficiente para iniciar um vídeo. No entanto, transformar essa ideia em um conceito claro pode exigir bastante tempo e esforço.

Os geradores de vídeo IA ajudam a transformar pensamentos básicos em ideias estruturadas para vídeos. Isso facilita o início da produção sem longas etapas de planejamento. Essas ferramentas permitem visualizar a direção do projeto logo no começo do processo.

2. Use modelos para iniciar a produção de vídeos instantaneamente

Os modelos prontos são uma das maneiras mais rápidas de começar a criar vídeos. Eles eliminam a necessidade de construir tudo do zero.

Ferramentas como o AI Inspo oferecem modelos para diferentes tipos de conteúdo, incluindo esportes, vídeos com estilo cinematográfico, visuais inspirados em fotografia e conteúdos relacionados a grandes eventos, como a Copa do Mundo.

Isso permite que os criadores se concentrem mais no conteúdo e menos na configuração técnica, tornando a criação de vídeos mais rápida e simples.

Galeria do AI Inspo mostra exemplos de imagens geradas por IA em diferentes categorias, como futebol, retratos, moda e fotografia.
Ferramenta integra diferentes modelos de criação de vídeo com IA para redes sociais (imagem: reprodução/AI Inspo)

3. Gere vídeos de tendência mais rapidamente com assistência de IA

As tendências mudam rapidamente nas redes sociais, e os criadores precisam agir rápido para permanecer relevantes.

Os geradores de vídeo IA ajudam a produzir conteúdo baseado em tendências em menos tempo. Por exemplo, durante eventos como a Copa do Mundo, os criadores podem gerar vídeos temáticos rapidamente e compartilhá-los em plataformas como TikTok e X para acompanhar o interesse global.

Isso permite aproveitar tendências enquanto elas ainda estão em alta.

4. Crie conteúdo em múltiplos formatos para diferentes plataformas

Diferentes plataformas exigem formatos e especificações diferentes. Um vídeo que funciona bem no YouTube pode precisar de outra proporção, duração ou estilo para Facebook, TikTok ou Discord. Criar versões separadas manualmente pode consumir muito tempo.

Hoje, a IA torna esse processo muito mais simples ao adaptar automaticamente o conteúdo para diferentes plataformas. Em vez de editar o mesmo vídeo várias vezes, os criadores podem gerar versões prontas para publicação enquanto mantêm uma identidade visual consistente em todos os canais.

5. Reduza o tempo de edição com automação de IA

A edição costuma ser a etapa mais demorada da produção de vídeos. Cortes, ajustes de ritmo, escolha de música, adaptação visual e exportação podem tomar boa parte do tempo de quem publica com frequência e vive sob pressão.

Ferramentas de IA podem automatizar muitas dessas tarefas. Isso ajuda os criadores a finalizar vídeos mais rapidamente e a dedicar mais tempo às ideias, em vez de tarefas manuais.

Como usar geradores de vídeo IA na prática

Integrar ferramentas de vídeo com IA ao fluxo de trabalho diário pode ser simples. Algumas formas de uso incluem:

  • Encontre prompts vencedores analisando galerias públicas.
  • Gere vídeos de apoio rapidamente para substituir bancos de vídeos genéricos.
  • Produza vários vídeos curtos ao mesmo tempo para publicações futuras.
  • Teste diferentes estilos visuais, como anime, 3D ou efeitos cinematográficos.
  • Transforme vídeos horizontais antigos em vídeos verticais para Shorts e Reels.

IA como apoio à criatividade

Os geradores de vídeo IA estão mudando a forma como os vídeos são produzidos. Eles ajudam criadores a passar da ideia ao conteúdo final com muito mais rapidez.

Ferramentas como o AI Inspo tornam o processo mais simples e eficiente. Em vez de substituir a criatividade humana, elas permitem que os criadores dediquem mais tempo às ideias e à narrativa, economizando tempo em etapas técnicas da produção.

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

11 de Junho de 2026, 10:21
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.

O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.

Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.

A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.

O que é Nano Banana?

O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.

De onde vem o nome Nano Banana? 

O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.

Infográfico mostrando o ciclo da água, com legendas em etapas como evaporação, condensação, precipitação e escoamento
Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)

Para que serve o Nano Banana?

O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.

A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.

Como funciona o Nano Banana 

O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.

Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.

Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.

O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.

Tela do aplicativo Gemini no celular mostrando acesso ao Nano Banana para criação e edição de imagens
O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana é gratuito?

Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.

Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.

Tela do Nano Banana Pro, modelo do Gemini para edição de imagens com maior poder computacional (versão paga)
O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

Quais são as vantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:

  • Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;
  • Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;
  • Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;
  • Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;
  • Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.

Quais são as desvantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fracos do Nana Banana:

  • Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;
  • Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;
  • Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;
  • Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;
  • Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.
Tela do Nano Banana 2 mostrando recursos de edição de imagem por comandos de texto (Reprodução/Google)
O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)

Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? 

O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.

O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.

Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? 

O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.

O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.

Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.

O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto (imagem: Reprodução/Google)

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

10 de Junho de 2026, 19:00
Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Alta demanda de memória DRAM para datacenters de IA aumenta faturamento de fabricantes (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Resumo
  • Vendas de DRAM aumentam 85,8% em 2026 devido à demanda de datacenters de IA; Samsung lidera o mercado.
  • A Samsung registra aumento de 95,4% nas vendas, atingindo US$ 37,4 bilhões, e detém 36,5% do mercado de DRAM.
  • Concorrentes da Samsung, como SK Hynix e Micron, registram queda, com 28,8% e 22,4% de participação no mercado, respectivamente.

O mercado de memórias RAM sofreu uma mudança no último ano, com um aumento significativo da demanda de componentes para datacenters de IA. Com isso, não só os preços de chips subiram, como também as vendas de DRAM.

Chips do tipo são essenciais para os servidores que hospedam serviços de inteligência artificial, e fabricantes do segmento veem um aumento de 85,8% em relação ao último trimestre financeiro de 2025 (Q4). A Samsung, que está entre as três empresas que mais lucram nesse mercado, praticamente dobrou suas vendas, superando o período anterior em 95,4% e faturando US$ 37,4 bilhões, aproximadamente R$ 187 bi na cotação atual.

Em contrapartida, suas principais concorrentes fecharam o Q1 de 2026 em queda. Segundo o site SamMobile, a Samsung agora tem uma participação de 36,5% no mercado de memórias DRAM, enquanto SK Hynix e Micron fecharam o período com 28,8% e 22,4%, respectivamente.

Alta demanda para uns, escassez de chips para outros

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
GoPro é uma das empresas afetadas pela crise de memória RAM (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O crescimento do mercado de inteligência artificial levou a uma alta na demanda por chips DRAM, mas desviou o foco dos investimentos em componentes de hardware num geral. As memórias para eletrônicos pessoais, como câmeras, celulares e notebooks, perderam espaço e grandes empresas de tecnologia vêm tendo problemas para precificar e até produzir novas unidades.

Recentemente, a GoPro revelou dificuldades para pagar empréstimos após uma queda no faturamento, situação relacionada aos preços mais altos dos chips. A própria Samsung, que lucra com a fabricação de DRAM, aponta que a escassez de memória RAM para seus produtos mobile deve significar um aumento nos valores praticados.

O mercado de videogames também foi afetado, com preços mais altos no Steam Deck OLED, da Valve, e também no Nintendo Switch 2. A Sony foi mais uma a apontar a atual crise como um problema, mas no desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6). Antes, a gigante japonesa já havia suspendido a venda de cartões de memória devido à situação. Além dos chips em si, a alta nos preços também afeta o mercado de SSDs, como noticiou o The Verge.

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Nova geração de gravadores com IA é confirmada no Brasil

10 de Junho de 2026, 16:56
Plaud NotePro pesa 30 gramas e pode ficar anexado ao celular (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Plaud, gigante das anotações, lançará no Brasil, em julho, os gravadores NotePro e NotePin S, equipados com IA, após homologação na Anatel.
  • O NotePro, ultrafino, pesa 30 gramas, tem 5 microfones e custa US$ 189 nos EUA, cerca de R$ 979.
  • O Brasil lidera as vendas de produtos Plaud na América Latina, com metade dos usuários da região, que utilizam os aparelhos para vida profissional e pessoal.

A gigante das anotações Plaud revelou com exclusividade ao Tecnoblog que a nova geração de gravadores com IA desembarca em breve por aqui: o NotePro e o NotePin S estão previstos para julho. Tudo vai depender da celeridade da homologação na Agência Nacional de Telecomunicações. Os preços são mantidos em segredo.

Já faz mais de um ano que a companhia mantém presença no país, inclusive com vendas dos modelos da geração passada – o Plaud Note e o Plaud NotePin. Os aparelhos acompanham o usuário ao longo do dia e escutam tudo. A partir daí, fazem transcrições, geram relatórios e usam inteligência artificial para interagir com os conteúdos das conversas.

Vem aí: os futuros produtos da Plaud

O Plaud NotePro lembra um cartão de crédito. Ele é ultrafino, com somente 3 mm de espessura e 30 gramas. Traz 5 microfones (5 MEMS + 1 VPU) com alcance de até 5 metros, 30 horas de gravação e 60 dias de standby. Entre os diferenciais está o display AMOLED, o corpo de alumínio com Gorilla Glass (portanto, mais resistente) e um sistema inteligente que alterna entre captura presencial e chamadas telefônicas. Custa US$ 189 nos Estados Unidos, cerca de R$ 979.

Já o Plaud NotePin S lembra um wearable com 17 gramas. Sua bateria promete 20 horas de gravação e 40 dias de standby. A companhia prevê quatro formas de uso: broche magnético, clip, pulseira ou colar. No Brasil, todos os acessórios acompanham o pacote. Sai por US$ 179 no mercado americano, por volta de R$ 928.

Brasil domina as vendas na região

Plaud NotePin S tem formato de wearable (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O chefe de vendas nas Américas, Cyle Kiger, me explicou que o Brasil representa metade de todos os usuários de produtos da Plaud na América do Sul. A conversa ocorreu durante o Web Summit Rio, que acontece nesta semana.

Os consumidores usam os aparelhos para a vida profissional e pessoal. De acordo com o executivo, um caso de uso interessante por aqui se dá entre os trabalhadores do setor de construção civil, que surpreenderam pelo nível de adoção do produto.

Qual a diferença dos dispositivos Plaud para o gravador do celular? Segundo Kider, o modelo de IA embarcado nos gravadores foi desenvolvido para escutar, transcrever e compreender melhor o contexto da vida da pessoa.

A Plaud oferece tanto o app para celular quanto o acesso no computador (via web ou programa dedicado). Pelo que vimos na demonstração, a interface é minimalista, com muito branco, letras pequenas e quase nenhum elemento gráfico. A compra do NotePin ou de outros aparelhos dá direito a 5 horas por mês de áudio processado nos servidores da empresa. Precisa de mais? É preciso fazer uma assinatura.

O modelo de IA Plaud Intelligence conta com transcrição em 112 idiomas (português incluso), identificação dos participantes e geração de resumos a partir de mais de 10 mil templates.

Plaud NotePin (aparelho cinza pendurado em colar)
NotePin pode ficar pendurado no pescoço para facilitar uso (imagem: divulgação)

A geração passada está à venda no país pelos seguintes valores:

  • Plaud Note: R$ 1.399
  • Plaud NotePin: R$ 1.599

Nova geração de gravadores com IA é confirmada no Brasil

Plaud NotePro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Plaud NotePin S (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

NotePin pode ficar pendurado no pescoço para facilitar uso (Imagem: Reprodução / NotePin)

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

10 de Junho de 2026, 16:34
Captura de tela de um smartphone exibindo uma busca no Google pelo termo "Mexico vs South Africa". Na parte superior, há o logotipo do Google e um menu horizontal com as abas "AI Mode", "All", "Images" e "News". Abaixo, um painel da "FIFA World Cup 2026™", correspondente ao "Group A". No centro, há os escudos circulares do "Mexico" e da "South Africa" com o placar de "0" a "0" e a indicação "Live 1:38". Botões azuis mostram as opções "Overview", "Timeline" e "Lineups".
Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Google anunciou novidades para a Copa do Mundo, incluindo informações em tempo real sobre as partidas, explicações sobre regras e histórico, apresentadas durante o evento Google For Brasil.
  • As informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais, e exibe em quais canais cada jogo está passando, como o YouTube pela CazéTV.
  • O Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores para todos os usuários, e campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra.

O Google anunciou novidades preparadas especialmente para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/06). O cardápio é variado, indo de informações em tempo real mais ricas sobre as partidas até explicações sobre regras e histórico.

As funcionalidades foram apresentadas nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, realizado em São Paulo. A empresa ainda teve outras notícias envolvendo futebol, como a recriação de um gol histórico de Pelé, que não tem registros em vídeo, com a ajuda da inteligência artificial.

O que o Google vai oferecer sobre a Copa do Mundo?

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Segundo a empresa, as informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, contando com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais.

Além disso, a ferramenta exibe em quais canais cada jogo está passando. No evento, o Google enfatizou que todas as partidas serão transmitidas pelo YouTube pela CazéTV.

No Modo IA, assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra poderão gerar campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida, como trajetórias de chutes a gol e explicações de esquemas táticos.

Para os demais usuários, o Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores.

Além disso, o Google também pretende ajudar quem quer ver os jogos fora de casa. A gigante das buscas firmou parcerias com as plataformas Anota AI, Abrasel e Sympla para mostrar quais partidas serão transmitidas em cada estabelecimento, além de promoções relacionadas ao Mundial.

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

10 de Junho de 2026, 15:21
Ilustração com símbolos de big techs (Apple, Amazon, Google) e chips em um servidor, sugerindo investimentos em IA
Big techs dobram dívidas com IA em comparação ao mesmo período de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026, segundo estimativa do banco Morgan Stanley.
  • O banco avalia que as quatro principais empresas do setor devem ultrapassar US$ 1 trilhão em 2027.
  • As emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões até 31 de maio.

As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões (cerca de R$ 2,9 trilhões) em dívidas ligadas à inteligência artificial em 2026, segundo estimativa do banco estadunidense Morgan Stanley. O valor é mais que o dobro do volume registrado no ano passado.

O movimento é puxado pelas chamadas hyperscalers, grupo que inclui Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e Meta, que buscam mais dinheiro no mercado para financiar a expansão de data centers, servidores, chips e gastos com energia.

Segundo os números do relatório, citados pela Reuters, até 31 de maio as emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões (R$ 1,2 trilhão), metade do que é previsto para o ano, e quatro vezes mais que no mesmo período de 2025.

Salto nos gastos com infraestrutura

Imagem aérea de um data center nos Estados Unidos
Data center para inteligência artificial da OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)

A IA generativa exige uma estrutura física enorme para treinar e rodar modelos. Por isso, os investimentos das companhias em centros de dados cada vez maiores, chips dedicados à IA, sistemas de refrigeração e contratos de energia capazes de sustentar o consumo seguem subindo.

O Morgan Stanley estima que as quatro principais empresas do setor devem gastar cerca de US$ 700 bilhões neste ano, e podem ultrapassar US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027. O banco observa ainda que o financiamento para empresas desenvolvedoras de chips está migrando para acordos de curto prazo.

Uma projeção passada do banco Barclays sugere que os gastos com infraestrutura para a tecnologia cheguem a US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões) até 2028, segundo a Bloomberg.

Além de comprar equipamentos, as empresas também estão fechando contratos longos para garantir capacidade futura de data centers e fornecimento de energia. Esses acordos ajudam a acelerar a expansão, mas criam compromissos financeiros para os próximos anos.

Big techs emitem dívidas fora dos EUA

Para levantar os recursos, as big techs também passaram a emitir dívidas fora dos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, empresas como Alphabet e Amazon fizeram operações recentes em mercados como Japão, Canadá e Suíça.

De acordo com a agência, com tanta oferta de dívida, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar os papéis.

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

(imagem: reprodução/OpenAI)

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

10 de Junho de 2026, 11:28
Executiva no palco. Atrás, um telão mostrando interface conversacional do Pergunte ao Maps.
IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançará no Brasil a ferramenta “Pergunte ao Maps”, que utiliza IA para compreender perguntas complexas e fornecer sugestões de estabelecimentos, roteiros e trajetos.
  • A ferramenta permite que os usuários façam buscas em linguagem natural, por texto ou voz, e será liberada gradualmente para os usuários brasileiros.
  • O “Pergunte ao Maps” considera informações de estabelecimentos, comentários de usuários e histórico do próprio usuário para sugerir locais e rotas.

O Google vai trazer ao Brasil a ferramenta Pergunte ao Maps. Com ela, usuários poderão fazer buscas em linguagem natural no aplicativo de mapas, como se fossem uma pergunta ou uma conversa. Os comandos podem ser feitos por texto ou voz no botão dedicado da ferramenta.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, com novidades da empresa para o mercado nacional. O Pergunte ao Maps começará a ser liberado gradualmente para os Local Guides, membros mais ativos da comunidade do aplicativo, chegando a todos os usuários brasileiros daqui a algumas semanas.

Como funciona o Pergunte ao Maps?

O Pergunte ao Maps tem um botão dedicado na página inicial do Google Maps. Basta tocar nele e fazer uma pergunta em linguagem natural, como você faria a uma pessoa.

Como exemplos de uso, o Google apresentou os comandos “Planeje um tour de arquitetura urbana em São Paulo com acessibilidade para cadeirantes” e “Preciso de um lugar para comer com fraldário, que não seja ao ar livre e que não seja em um shopping”.

Além das informações cedidas pelos próprios estabelecimentos, o Google Maps considera comentários feitos por outros usuários. O histórico e as listas do próprio usuário também são levadas em conta na hora de sugerir locais.

O Pergunte ao Maps não se limita a encontrar estabelecimentos. O Google afirma que a ferramenta é capaz de responder usando mais informações presentes no Maps, como rotas, linhas de transporte público, entradas de estações e mais.

Em outras novidades envolvendo o Maps e IA, o Google também passará a mostrar resumos das avaliações nas páginas de locais e estabelecimentos. Os resumos são personalizados, considerando os interesses dos usuários.

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

10 de Junho de 2026, 11:20
Executivo no palco. Atrás dele, o telão mostra a interface conversacional do Ask Studio.
Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube lançou o “Pergunte ao Studio”, um assistente de IA para criadores de conteúdo no Brasil, que utiliza o Gemini para fornecer informações sobre audiência e ajudar em roteiros.
  • A ferramenta, disponível no YouTube Studio, oferece resumos de desempenho de vídeos, análise de métricas, feedback de comentários e sugestões para melhorar o conteúdo.
  • Com o “Pergunte ao Studio”, criadores podem fazer perguntas específicas, como dados demográficos de audiência e ideias para vídeos, recebendo respostas personalizadas com base nos dados do canal.

O YouTube trará para o Brasil o Ask Studio, um chatbot de inteligência artificial para criadores de conteúdo. Chamado de “Pergunte ao Studio” na versão nacional, o recurso é apresentado pelo Google como um parceiro para ajudar no crescimento da audiência do canal.

O lançamento foi feito nesta quarta-feira (10/06), durante o evento Google For Brasil, em que a companhia mostra suas novidades para o mercado local.

Segundo a empresa, a ferramenta já está disponível para canais que não são supervisionados e conteúdos de música — nesse último caso, há soluções específicas. Para acessá-lo, basta acessar o YouTube Studio pela web e clicar no ícone que fica no canto superior esquerdo.

O Google também aproveitou para mostrar alguns dados sobre sua plataforma de vídeos no Brasil. De acordo com a companhia, YouTube e criadores geraram 150 mil empregos e geraram R$ 6 bilhões de reais (ano)

O que é possível fazer com o Pergunte ao Studio?

Entre as funcionalidades disponíveis, estão resumos rápidos de desempenho de vídeos recentes, feedback de comentários, análise de métricas com gráficos, brainstorming e ajuda para roteiros, conceitos e ideias.

Com isso, o criador pode fazer perguntas como “qual a demografia que mais assiste aos meus vídeos?”, o que minha comunidade está dizendo sobre o meu estilo de edição?” ou “dê ideias para um vídeo sobre inteligência artificial para criadores de conteúdo”.

Nesse último caso, as sugestões de ideias são personalizadas de acordo com o canal, incluindo dados sobre audiência — a promessa é de um resultado mais elaborado do que seria obtido ao se perguntar diretamente ao Gemini, por exemplo. Também é possível copiar e colar o rascunho de um script para receber recomendações de como aperfeiçoá-lo.

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

IA para táticas e gol de Pelé: as novidades do Google para o futebol

10 de Junho de 2026, 11:14
Cena em preto e branco de gol de Pelé
Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google DeepMind desenvolveu a ferramenta TacticAI, que está em uso pelo Palmeiras e será adotada pela Seleção Brasileira, para análise de jogo e previsão de movimentações e posicionamentos.
  • A TacticAI permite análise quantitativa de opções táticas, relacionando ações individuais e coletivas.
  • O Google usou o Gemini Omni para recriar o gol de Pelé contra a Juventus em 1959, que não foi registrado em vídeo, utilizando fotografias e depoimentos de jogadores.

Em ritmo de Copa do Mundo, o Google anunciou novidades de futebol para o Brasil. A ferramenta TacticAI, desenvolvida pelo Google DeepMind, está em uso pelo Palmeiras e será adotada também pela Seleção Brasileira. Além disso, a empresa usou o Gemini Omni para recriar um gol histórico de Pelé que não foi registrado em vídeo.

Os lançamentos foram feitos pela empresa no evento Google For Brasil, realizado nesta quarta-feira (10/06) em São Paulo (SP).

Palmeiras é pioneiro em TacticAI

Segundo o Google, o Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a adotar o TacticAI para analisar jogo aberto. Antes, as equipes recorriam ao modelo apenas para jogadas de bola parada.

O TacticAI foi desenvolvido pelo Google DeepMind, laboratório de inteligência artificial da empresa. Com a tecnologia, é possível analisar opções táticas de forma quantitativa e prever movimentações e posicionamentos, relacionando ações individuais e coletivas, como o impacto do deslocamento de um zagueiro na linha defensiva.

Gol de Pelé foi recriado com IA

Em outro anúncio, o Google anunciou a recriação do gol de Pelé contra o Juventus em 1959, considerado pelo próprio Rei do Futebol como o mais bonito de sua carreira. O momento não foi registrado em vídeo, o que foi visto como uma oportunidade para o uso da IA.

Para gerar o vídeo com o modelo Gemini Omni, o Google recorreu a fotografias do jogo e depoimentos de jogadores presentes na partida. A peça estará disponível em um minidocumentário a ser lançado no fim de junho.

IA para táticas e gol de Pelé: as novidades do Google para o futebol

Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

10 de Junho de 2026, 09:40
Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
Claude Fable 5 é nova versão do Mythos adaptada para o público geral (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Claude Fable 5 e o Mythos 5, modelos de IA generativa avançados para tarefas complexas, como engenharia de software e pesquisas científicas.
  • O Claude Fable 5, disponível para assinantes Pro e Max, é uma versão adaptada do Mythos, anunciado como “avançado demais” para o público, com proteções em atividades específicas que são respondidas pelo Claude Opus 4.8.
  • O Mythos 5, restrito ao Project Glasswing, tem as mesmas capacidades do Fable 5, mas sem bloqueios de segurança, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo.

Claude Fable 5 é a nova inteligência artificial da Anthropic disponível para os assinantes dos serviços Pro e Max. Essa é a versão final adaptada daquela IA anunciada em abril, o Claude Mythos Preview, classificada como “avançada demais” para o público. Junto a ela, chega também o Mythos 5, restrito ao grupo de empresas que fazem parte do Project Glasswing.

Os modelos trazem o que há de mais moderno da Anthropic em IA generativa, prometendo alto desempenho para trabalhos de engenharia de software, pesquisas científicas, entre outras áreas, além de capacidade para resolver tarefas mais complexas. A diferença fica por conta de proteções em algumas atividades específicas no Fable 5, que serão respondidas utilizando o Claude Opus 4.8.

Segundo a Anthropic, o trabalho realizado no Project Glasswing permitiu melhorias importantes em cibersegurança, e a ideia é expandir o acesso no futuro com mais parcerias de confiança. Para começar a usar o Fable 5, os planos partem dos R$ 20 ao mês, na opção Pro, e R$ 100, para a assinatura Max.

IA mais poderosa do mundo, mas com ressalvas

O Claude Fable 5 tem as mesmas capacidades do Mythos 5, com cerca de 5% dos tópicos ainda “proibidos” de serem processados pelo novo modelo. A saída da Anthropic foi colocar bloqueios de segurança que direcionam os trabalhos para o Claude Opus 4.8, modelo premium disponibilizado ao público até então. A empresa garantiu ainda que atualizações futuras devem diminuir os casos em que a resposta precisa ser dada com a IA anterior.

No caso do Mythos 5, esses bloqueios são derrubados, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo. Mas, vale lembrar: seu uso é restrito ao Project Glasswing, que inclui big techs como Amazon Web Services, Google, Apple, entre outras, além do governo dos Estados Unidos, com quem a Anthropic também mantém parceria.

Definição dos bloqueios de segurança

A Anthropic detalhou alguns pontos importantes nessa diferença entre dois novos modelos, com destaque para temas de cibersegurança e pesquisa biológica. Segundo a empresa, há um risco maior de respostas que podem ser aproveitadas de maneira maliciosa.

O Fable 5 vai, por exemplo, identifica desde buscas simples até tentativas de burlar essas seguranças (os chamados jailbreaks), acionando o Opus 4.8 para respostas específicas. São três tópicos principais “proibidos”:

  • Determinadas tarefas de cibersegurança
  • Perguntas envolvendo armas bioquímicas e desenvolvimento científico nessa área
  • Destilação de IA, técnica de treinamento em que um modelo externo aprende com outro
Fable 5 e Mythos 5 prometem acelerar trabalhos de codificação, análise de gráficos e pesquisas científicas (imagem: divulgação/Anthropic)

Mais capacidade para atividades complexas

As novas IAs prometem potencializar trabalhos de codificação, uso de ferramentas, leitura e resolução de gráficos e até testes com jogos. 

A Anthropic trouxe alguns exemplos interessantes, como um desempenho três vezes melhor do Fable 5 em relação ao Opus 4.8 ao jogar o game Slay the Spire, além de simular o sistema solar com base nas leis da física para conseguir prever eclipses solares com maior precisão.

Outro destaque envolve a produção de medicamentos, tornando o processo até dez vezes mais rápido em testes de possíveis designs de proteínas. A Anthropic garante que a IA bateu a assertividade de cientistas humanos com anos de experiência no ramo.

O Mythos 5 também foi capaz de desenvolver hipóteses em biologia molecular mais confiáveis que o Opus 4.8. Uma delas, com proteínas da bactéria E. Coli, foi inclusive corroborada por cientistas em um estudo independente.

Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

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Novo Claude Fable 5 é versão adaptada da IA Mythos, anunciada como “avançada demais” para ser liberada ao público.

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Lenovo Idea Tab com 8 GB de RAM surge em oferta com 34% OFF por até 12x sem juros

9 de Junho de 2026, 18:03

Prós
  • Tela grande (11″) com resolução 2.5K e taxa de 90 Hz
  • Vem com capa, teclado e caneta
  • Boa autonomia de bateria
  • Recursos de IA integrados
  • Suporte a microSD
Contras
  • Câmeras básicas
  • Engasga em jogos e apps pesados
  • Áudio peca nos graves
  • Sem dados móveis (LTE ou 5G)
  • Brilho de tela baixo
Parcelado
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Lenovo Idea Tab (128 GB) está com 34% de desconto e a oportunidade de pagar parcelado no AliExpress. A oferta da loja oficial do Magalu coloca o tablet à venda por R$ 1.658 em até 12x sem juros com a adição do cupom AEBR6. O dispositivo intermediário apresenta preço original de R$ 2.499,99.

Lenovo Idea Tab oferece boa autonomia e recursos de IA

Lenovo Idea Tab sendo segurado por uma mão e a outra circulando a tela com a caneta da Lenovo
Lenovo Idea Tab traz de forma nativa a ferramenta Circle To Search do Google (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O Idea Tab como um dispositivo do mercado intermediário de tablets chega com o sistema Android 16 e interface personalizada da marca com integração de IA. O Circle to Search se destaca com as pesquisas rápidas e traduções de idiomas, mas ainda há ferramentas inteligentes de bloco de notas e calculadora para o dia a dia.

O tablet tem como um dos seus pontos fortes a boa autonomia entregue. Equipado por uma bateria de 7.040 mAh forneceu durante os nossos testes um período de duração superior a 8 horas de reprodução em apps de streaming, como Netflix e Spotify. O carregamento é realizado por um adaptador de 20 W incluso.

O painel WVA de 11 polegadas entrega resolução 2.5 K (2.560 x 1.440 pixels) com a reprodução de cores bem ricas e saturadas. Assim como a taxa de atualização de 90 Hz assegura uma experiência fluida a transições de páginas e animações gráficas. Em contrapartida, o brilho peca por alcançar pico de apenas 500 nits.

Lenovo Idea Tab com a tela ligada monstrando o desenho "Irmão do Jorel"
Lenovo Idea Tab fornece uma qualidade de imagem satisfatória para filmes e séries (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Em questão de desempenho, a combinação de 8 GB de memória RAM e processador MediaTek Dimensity 6300 dá conta do recado para tarefas básicas diárias. Isso significa que, para quem busca um tablet para estudos, vai ter suas demandas ativas. Já para tarefas mais pesadas como jogos ele tem as suas limitações.

O tablet da Lenovo apresenta uma construção interessante com carcaça em alumínio, quatro saídas de áudio com suporte a Dolby Atmos, entrada para fones de ouvido P2 e entrada para cartão microSD. Além disso, inclui certificação IP52 e câmeras básicas frontal de 5 MP e traseira de 8 MP.

O Lenovo Idea Tab com Bluetooth 5.2 e Wi-Fi (dual-band) em conectividade, vai receber atualizações até 2029, segundo a fabricante. O dispositivo de 128 GB está saindo por R$ 1.658 em até 12x sem juros com o cupom AEBR6, um desconto de 34% dado pela loja Magalu no AliExpress.

Assista o review do Tecnoblog sobre o Lenovo Idea Tab:

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Lenovo Idea Tab com 8 GB de RAM surge em oferta com 34% OFF por até 12x sem juros

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Lenovo Idea Tab (128 GB) traz painel de 11 polegadas com 90 Hz, recursos de IA e boa autonomia; tablet em oferta na loja Magalu no AliExpress vem com caneta e capa teclado

Lenovo Idea Tab (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Lenovo Idea Tab (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
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