Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Sua empresa está preparada para o século digital?

3 de Junho de 2021, 16:00
Em artigos anteriores mencionei alguns aspectos importantes para as empresas frente à pandemia e para o que virá a partir dela. Nosso cenário ainda é de muitas incertezas e seguimos vivendo em uma realidade na qual nós, como líderes, constantemente revisitamos nossas prioridades para cuidar da saúde e da segurança em primeiro lugar. Mas, conforme olhamos para frente, sabemos de uma coisa: o mundo pós-pandemia é híbrido, multidimensional e a hiperdigitalização veio para ficar. Acompanhamos ao longo de 2020 as empresas adotando amplamente a tecnologia para acelerar a transformação digital em seus processos de negócios, conforme se adaptavam a uma nova realidade de interação remota no comércio, nas comunicações e na aprendizagem. Junto a isso, os CEOs da América Latina passaram a ver como principais desafios a infraestrutura de tecnologia, os riscos cibernéticos e a regulação e esse novo mundo multidimensional, conforme IBV CEO Study 2021. E à medida que o mundo se recupera dos efeitos da pandemia, três conceitos-chave se destacam como os principais fatores de atenção para que as empresas possam perseverar e ter sucesso: confiança, talento e tecnologia.
  • Confiança. É dito que a confiança se ganha com mil atos e se perde com apenas um. Eu não poderia estar mais de acordo com essa frase. Uma ação equivocada pode colocar em risco uma relação de muitos anos. E isso não se aplica só para a nossa vida pessoal, mas também para os negócios. A pandemia, por exemplo, trouxe novos riscos, ameaças e regulações, e com eles a necessidade de garantir relações de confiança para cada interação. A tecnologia pode ajudar a tratar desses temas de forma preditiva, com soluções que podem apoiar os negócios na geração de insights e a operar com mais segurança. Mas, se não temos confiança, não adianta ter a tecnologia.
Oito em dez (82%) profissionais de TI da América Latina acreditam que poder confiar na IA é crítico ou muito importante para seus negócios. Por isso é importante que as empresas tenham o compromisso com o uso ético e responsável da tecnologia e com a privacidade dos dados dos clientes: Confiança e Transparência — devem orientar o tratamento de dados e percepções do cliente, e também o desenvolvimento e implementação responsáveis de novas tecnologias, como os assistentes virtuais, entre outros. Ética e confiança da IA - Promover o diálogo global. Conduzir isso de forma consistente nas operações, desde a pesquisa e a tecnologia até o trabalho em políticas públicas e parcerias com organizações e líderes globais. Os dados dos clientes são dos clientes, e seus insights são seus insights. As empresas de tecnologia têm que ter o compromisso de adotar esses princípios para proteger os dados e percepções dos clientes, garantindo o uso responsável e transparente de IA e outras inovações transformadoras. Nós como líderes temos a obrigação de garantir que os dados dos clientes são realmente apenas deles, que as informações estão sendo tratadas eticamente e com transparência e que nosso ecossistema de parceiros também conta com os mesmos princípios de confiança em todas as interações.
  • Talento. Como desenvolver novas capacidades, manter profissionais engajados e promover crescimento dentro da nova realidade – para pessoas, empresas e sociedade? É preciso olhar para o que cada um pode contribuir, quais as necessidades latentes e como podemos diminuir as barreiras para possibilitar que esse desenvolvimento aconteça. Ter um olhar amplo para os temas que nos impactam agora é o que fará a diferença no futuro: diversidade e inclusão, sustentabilidade empresarial, acesso à educação, democratização da tecnologia são meios para que talentos sejam colocados em ação e para que haja progresso com ganhos para todas as partes.
Somos nós como líderes que precisamos puxar esses temas nas nossas organizações, não só para o desenvolvimento da nossa própria força de trabalho, mas também para ajudar as próximas gerações a terem as oportunidades que vão nos ajudar a crescer como sociedade. Para dar um exemplo do que pode ser feito, no Brasil, IBM e Embrapii anunciaram em abril uma parceria para ajudar 10 mil estudantes brasileiros a se capacitarem com diversas habilidades, para trabalharem em tecnologias sob demanda. Professores das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) receberão treinamento de especialistas para ampliarem seus conhecimentos em tecnologias como nuvem híbrida, IA, computação quântica e segurança cibernética, visando incorporar esse conhecimento ao currículo da sala de aula.
  • Tecnologia. Por fim, volto a dizer que a tecnologia tem um papel fundamental para habilitar novas formas de operar, que por sua vez permitem às empresas inovar e criar novas conexões e caminhos mais seguros, confiáveis e com potencial de sucesso. Ter uma base digital sólida não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma prioridade e uma condição para existir. Estamos entrando em uma era em que a computação pode - e deve - acontecer em qualquer lugar, de data centers a nuvens públicas, até os limites da rede (edge).
Uma pesquisa da IBM conduzida pela Morning Consult, Global AI Adoption Index 2021, mostrou que 53% das empresas da América Latina estão adotando a IA, mas 80% ainda não utilizam IA na nossa região. Como podemos fazer para acelerar essa adoção? Na IBM achamos que a inteligência artificial deve ter um avanço pervasivo em toda a organização, estar incluída em todos os processos de negócio, front e back-end, fazendo as empresas mais eficientes e rentáveis; oferecendo melhores serviços e experiências para colaboradores, cidadãos e clientes, seja de forma online, por dispositivo móvel ou na loja. Por isso, acreditamos que o futuro é híbrido. A plataforma de nuvem híbrida permite às empresas e organizações tirarem proveito dos dados, de todas as fontes e em todas as formas. Um recurso de IA que entende, raciocina e aprende, usando todos esses dados, que pode levá-lo da análise de dados à previsão de resultados. Uma arquitetura segura, escalável e compatível com as regulamentações do setor. E, acima de tudo, incorpora continuamente novas inovações fornecidas pela nuvem, como a computação quântica. A sua empresa está preparada para o século digital? Tem os talentos, relações de confiança e tecnologia para se preparar para o futuro? É nosso dever como líderes puxar essas conversas, essas ações e colocar as nossas empresas no topo da jornada de transformação, para avançar como sociedade e deixar o Brasil no topo. Tonny Martins é gerente geral da IBM na América Latina. O executivo começou sua carreira como estagiário na empresa há 29 anos e ocupou diversas posições de liderança nos segmentos de Serviços, Soluções e Consultoria de Negócios.
Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Facebook Twitter Instagram YouTube LinkedIn Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store. Tenha também a Forbes no Google Notícias. Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

IBM adquire Instana para desenvolver nuvem híbrida

19 de Novembro de 2020, 13:28
A IBM anunciou que está adquirindo a Instana, uma startup de gerenciamento de desempenho de aplicativos. A operação enfatiza a transição da Big Blue de softwares e serviços para uma empresa focada no gerenciamento de soluções de nuvem, concentrando-se em nuvem híbrida, big data e recursos de IA. À medida que as empresas começaram a usar sistemas distribuídos mais complexos, por meio de nuvens públicas, privadas e locais, a aquisição da IBM fornece aos clientes uma maneira de gerenciar ambientes híbridos e multi-nuvem. "Nosso público se depara com um cenário complexo de tecnologia, cheio de aplicativos e dados que são executados em uma variedade de ambientes de nuvem híbrida", diz Rob Thomas, vice-presidente sênior de nuvem e plataforma de dados da companhia. "A aquisição da Instana é mais um passo importante que estamos dando para fornecer às empresas o portfólio mais completo de soluções automatizadas de IA e ajudar a prevenir incidentes de TI que podem custar muito caro em receita perdida e reputação." LEIA MAIS: IBM lança computação em nuvem para operadoras de telefonia Com sede em Chicago e centro de desenvolvimento na Alemanha, a Instana foi fundada em 2015 por Mirko Novakovic, Pete Abrams, Fabian Lange e Pavlo Baron. "Com a responsabilidade adicional de garantir a qualidade de construção e execução do software que desenvolvem, as equipes de DevOps precisam de uma nova geração de monitoramento de desempenho de aplicativos e recursos de observação para ter sucesso", diz o cofundador e CEO Novakovic. Para ele, "os produtos da Instana combinados com a automação com base em IA da IBM, em ambientes de nuvem híbrida, darão aos clientes uma visão completa do desempenho de seus aplicativos para otimizar as operações". A empresa levantou US$ 57 milhões ao longo de sua trajetória, sendo US$ 30 milhões na rodada mais recente, uma Série C em 2018.
Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Facebook Twitter Instagram YouTube LinkedIn Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store. Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Conheça a plataforma de IA que detecta falhas elétricas e incêndios florestais melhor e mais rápido do que humanos

29 de Julho de 2020, 06:00
A startup Buzz Solutions, da StartX, de Stanford (Califórnia), acaba de lançar sua solução de IA para ajudar as companhias elétricas a detectar, de maneira mais rápida, linhas de energia e falhas na rede elétrica para que os reparos possam ser feitos antes do início dos incêndios. A plataforma exclusiva utiliza inteligência artificial e tecnologia de visão mecânica para analisar milhões de imagens de linhas de alta tensão e torres de drones, helicópteros e aeronaves para encontrar falhas perigosas, além de vegetação exagerada, dentro e ao redor da infraestrutura da rede para ajudar as concessionárias a identificar áreas problemáticas e repará-las antes que um incêndio comece. LEIA MAIS: Forbes promove primeiro webinar sobre Saúde Mental nas empresas. Participe O sistema pode fazer a análise pela metade do custo e a um tempo menor em comparação aos humanos, em um período de horas a dias, não meses a anos. O Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia determinou que as linhas de transmissão da PG&E foram as culpadas pelo enorme incêndio de Kincade em Sonoma, na Califórnia, no ano passado. Problemas de linhas de alta tensão e equipamentos vêm sendo a causa dos incêndios florestais mais recentes, e a temporada de incêndios florestais começou novamente. Detectar falhas nos equipamentos da rede elétrica de maneira rápida, à medida que o clima fica mais quente e com mais ventos, pode ajudar as companhias a salvar vidas e economizar bilhões de dólares. A Buzz Solutions já possui pilotos sendo treinados nas principais empresas de serviços públicos do país. Atualmente, as empresas de energia revisam o status das linhas de energia todos os anos, colaborando com outras organizações para capturar milhões de imagens de linhas de energia, torres e vegetação circundante com o auxílio de drones, helicópteros e aeronaves. O processamento das imagens leva de seis a oito meses e envolve técnicos e engenheiros que mapeiam manualmente todos os dados juntos, procurando por culpados e falhas, sinalizando-os para uma inspeção pessoal. No entanto, durante o processo, as linhas podem ser interrompidas, causando incêndios florestais e forçando o desligamento ou causando impactos maiores. CONFIRA: Forbes elege as empresas mais promissoras em inteligência artificial Por outro lado, a IA da Buzz Solutions e a tecnologia de visão mecânica revisam as imagens de inspeção capturadas por tais ferramentas variadas que são armazenadas na nuvem. A IA analisa as imagens através de seus algoritmos proprietários para detectar falhas em todos os principais componentes das linhas de transmissão e distribuição. O algoritmo também procura áreas onde a vegetação pode estar invadindo o equipamento e apresentando risco de incêndio. Essa análise é feita em horas ou dias, pela metade do custo do processo tradicional. As companhias podem tomar medidas para avaliar as imagens sinalizadas e reparar ou substituir o equipamento antes que causem incêndio. “É definitivamente hora de avançar usando a IA para reduzir a ameaça de incêndio. Acreditamos que a indústria de serviços elétricos está pronta para utilizar uma abordagem melhor para manter seus equipamentos em boas condições de funcionamento e pessoas e propriedades seguras”, disse Kaitlyn Albertoli, cofundadora e CEO da Buzz Solutions. A Buzz Solutions também fornece modelos e análise preventivas a partir de dados históricos, dados de ativos e falhas e dados meteorológicos para determinar com antecedência onde falhas e áreas de alto risco provavelmente ocorrerão no futuro. “Nossa visão é usar tecnologia inovadora para proteger nossa infraestrutura elétrica e meio ambiente hoje e ajudar a prever onde os problemas surgirão no futuro. Isso é ainda mais importante uma vez que somos seriamente afetados pelas mudanças climáticas”, acrescentou Vikhyat Chaudhry, cofundador e CTO, COO da Buzz Solutions. De acordo com autoridades da região, o verdadeiro custo dos incêndios florestais nos Estados Unidos é mais complicado e envolve mais dinheiro do que se poderia pensar. Existem custos diretos de combate ao fogo e perdas diretas a partir do fogo, fumaça e água, além de custos de reabilitação, custos indiretos e alguns custos adicionais incomuns. VEJA TAMBÉM: Insitro arrecada US$ 143 milhões para unir biologia e inteligência artificial Os custos com incêndios são quantificados com mais facilidade quando há impactos imediatos e diretos. A categoria inclui gastos federais, estaduais e locais. Esses custos, por sua vez, podem ser divididos em gastos com aviação, motores, equipes de combate a incêndios e agentes pessoais. Além dos gastos de eliminação do incêndio, outras despesas diretas incluem perdas de propriedades privadas (seguradas e não seguradas), danos às linhas de serviços elétricos, danos às instalações de lazer, perda de recursos da madeira e ajuda aos moradores que tiveram que deixar a área. A maioria desses custos acontecem durante ou imediatamente após o incêndio. Os custos imediatos de reabilitação de emergência são realizados nos dias, semanas e meses após o incêndio e são claramente relacionados ao próprio incêndio. Os gastos de reabilitação a longo prazo são mais difíceis de quantificar. As bacias hidrográficas danificadas podem levar muitos anos para se recuperar e exigir atividades de restauração significativas. Inundações após o incêndio podem causar danos adicionais à paisagem já prejudicada, e os impactos subsequentes podem incluir um aumento de espécies invasoras e forte erosão do solo. Os custos indiretos de incêndios florestais incluem taxas tributárias perdidas, como impostos sobre vendas e municípios, além de impostos comerciais e perdas de propriedades que se acumulam ao longo do tempo. Por exemplo, propriedades que escapam aos danos causados ​​pelo fogo ainda podem sofrer desvalorização à medida que a área se recupera. Tais custos indiretos, às vezes, são rotulados como custos de impacto. Gastos adicionais, às vezes chamados de custos especiais, abrangem discussões como o valor de uma vida humana. Enquanto a EPA coloca o valor de uma vida humana em US$ 7 milhões, o setor de saúde paga uma média de US$ 316 mil ao longo de uma vida média, considerado por eles como um valor médio de uma vida humana na América. VEJA: Por que o programa de inteligência artificial GPT-3 é incrível, mas superestimado A perda de vidas humanas, problemas contínuos de saúde para jovens e idosos com sistemas respiratório ou imunológico fracos e cuidados de saúde mental se enquadram nessa categoria, mas raramente são quantificados. A extensa perda de beleza estética e cênica, a existência da vida da natureza e outras também são difíceis de quantificar. A síntese de estudos de caso revela uma quantidade de custos totais de incêndios florestais entre 2 e 30 vezes maiores que os custos de supressão relatados. Portanto, o enorme incêndio Kincade, que queimou 78 mil acres e causou a evacuação de 200 mil pessoas, custou US$ 725 milhões, provavelmente custará muitos bilhões de dólares quando tudo tiver realmente acabado. Essa é uma área em que a tecnologia realmente faz a diferença, e a nova solução de IA é uma parte importante disso.
Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Facebook Twitter Instagram YouTube LinkedIn Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas. Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store. Tenha também a Forbes no Google Notícias.

O futuro da análise de personalidade

27 de Junho de 2019, 14:59
Da década de 1930 até a de 1950, era comum utilizar testes de personalidade para analisar a adequação do emprego e combinar candidatos com vagas. Essa tendência diminuiu dos anos 60 a 90, pois os candidatos conseguiam "induzir" as respostas para o que eles entendiam ser necessário para determinada vaga. Foi durante esse período que a tecnologia ganhou protagonismo e, aos poucos, revolucionou essa ferramenta. Com a chegada do Big Data e da Inteligência Artificial, os testes de personalidade voltaram à tona. Inovação virou a palavra de ordem nas corporações em diversos departamentos, mas o RH não acompanhou esse bonde e ficou carente desta por anos. Empresas passaram a gastar milhões para explorar o comportamento do consumidor, segmentar perfis de clientes e identificar padrões nos dados para fazer projeções. No entanto, só agora começamos a ver as primeiras iniciativas de inovação no setor. Nos últimos anos, surgiram diversas plataformas digitais para auxiliar o processo de contratação, como os famosos algoritmos de matching e recomendação com base em habilidades técnicas, dados demográficos, geográficos etc. Apesar disso, ainda não vimos uma inovação significativa para a análise de comportamento dos candidatos ou colaboradores da empresa, algo que já acontece com o consumidor, por exemplo. As metodologias utilizadas pela indústria para essas análises ainda são as mesmas da década de 30 e pouco se evoluiu. Porém, a maioria dos testes tradicionais foram construídos para aplicações individuais (one to one), e não para serem escaláveis e alcançar milhares de candidatos simultaneamente em um processo seletivo. Por isso, a busca por alternativas para tornar esse processo mais eficiente não para. É inegável que contratar funcionários com as personalidades certas pode contribuir para aumentar o envolvimento e a produtividade. Embora o histórico de trabalho e um forte conjunto de habilidades sejam importantes, os traços individuais e os valores que uma pessoa possui são considerações fundamentais no processo. Se soubermos o suficiente sobre o que você diz e faz, seu teste aparentemente irá prever sua resposta a um discurso de vendas, facilidade para se relacionar ou qualquer outro estímulo. Na maioria das estruturas de equipe, todo membro tende a desempenhar um papel diferente. Descobrir os pontos fortes e fracos deles é fundamental ao emparelhá-lo com uma equipe e, em alguns casos, a uma função específica. Para acompanhar esse movimento, os testes de personalidade ou avaliação de carreira ganharam uma função adicional: são usados para combinar sua personalidade com uma equipe ou até mesmo um trabalho. Pode ser difícil ter boa leitura de alguém durante uma entrevista. Por isso, testes de personalidade durante o processo de contratação são excelente indicador para saber se uma pessoa será bem-sucedida em sua empresa. No cenário atual de inovação tecnológica, mudanças estruturais na relação de trabalho e um mercado em transição, abre-se caminho para novas metodologias de análise de personalidade escaláveis e automatizadas, com o objetivo de reunir essas informações e olhar além das métricas tradicionais. Há um mundo enorme e ainda inexplorado além disso, e as empresas e candidatos só têm a ganhar.   Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Facebook Twitter Instagram YouTube Baixe o app de Forbes Brasil na Play Store e na App Store   Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Nexo Voice: por que a transformação digital deve chegar às mentes analógicas

11 de Junho de 2019, 05:00
Quando tecnologias emergentes são aplicadas apenas para automatização de tarefas e/ou procedimentos, não se trata de uma transformação digital plena, mas, sim, de uma modernização de processos. Porém, a transformação digital vai bem além disso. Acontece a partir do momento em que o ​"mindset" do usuário, do gestor e de todos aqueles que compõem o corpo da empresa estão voltados para fora do padrão de mundo habitual. Pensar fora da caixa é o desafio e, para que seja cultivado, é preciso um exercício diário feito sem medo. O medo reduz a capacidade criativa das pessoas no ambiente profissional e faz com que as soluções sejam cada vez mais voltadas para a automação, em vez da quebra de paradigmas. Essa transformação pode ser menos sacrificante quando começa mais cedo, ainda nas instituições de ensino. O primeiro passo para ingressar com sucesso no universo digital é durante o período escolar e, para que isso aconteça, os modelos de educação também precisam se transformar. Escolas com modelos de educação invertida, onde o professor não é mais o centro do saber, mas aquele que orienta o aluno na descoberta de novos caminhos e formas de cultura. A nova cara da grade curricular também é uma aliada na hora do aprendizado. Matérias como empreendedorismo, lógica, robótica e linguagem de programação já fazem parte de algumas escolas. Conceitos, esses, que já são realidade em algumas instituições. Esses espaços de alunos colherão os frutos muito em breve, já que neste formato eles adquirem amplo conhecimento voltado para o universo digital. Estamos falando de formadores de opiniões que sempre questionarão por que fazer algo antes de simplesmente dizer o que deve ser feito. Para os adultos, fomentar o compartilhamento do saber é uma cultura que pode ser implantada e trazer muitos frutos. Assim como no novo modelo educacional, os gestores precisam entender que não são os donos do conhecimento, mas aqueles que, dada sua experiência e perfil estratégico, estimulam o senso de transformação e criatividade em seus colaboradores. Que tal realizar reuniões multidisciplinares, onde equipes apresentem suas dores, para que, juntas, busquem uma solução? Esse pode ser um caminho que, mesmo tardio, proporciona uma safra de profissionais pensantes. Para que a transformação digital aconteça, o erro é algo comum. É assim que surge boa parte das brilhantes e verdadeiras soluções de transformação, já que é neste tipo de situação que mentes analógicas são desafiadas a pensar diferente. E, a partir deste novo modelo de pensamento, gera-se um processo criativo dentro das empresas. Isso faz com que as soluções propostas não sejam apenas para automatizar a execução de processos. A partir de insights coletivos, podem ser criadas soluções transformadoras e que se adequem ao modelo de negócio, que evoluam com as mudanças econômicas e gerem resultados. Tudo é possível graças à correta aplicação do conhecimento influenciado pela combinação entre criatividade, tecnologia e informação.

#SXSW19: Conexão humana e propósito

18 de Março de 2019, 16:53
Getty Images Minha expectativa como iniciante no SXSW era sair letrada em inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual, bots, robôs, codes. Era entender um pouco mais sobre como toda essa tecnologia vai impactar o meu trabalho. Para minha surpresa, o que mais me chamou atenção no festival foi o enfoque no fator humano. Obviamente, a tecnologia está regendo o mundo, transformando e impactando rapidamente diversas áreas, como mostrou Lining Yao, Ph.D em Ciência da Computação pelo MIT Media Lab, com seu revolucionário estudo “Morphing Matter”. Sua pesquisa utiliza temperaturas extremas, pH e pressão do ar para alterar o estado de uma matéria. E o que isso tem a ver com comunicação? Tudo. Há 1 ano, Yao desenvolve uma parceria com a marca Barilla que promete ir muito além de um design de produto. O resultado do trabalho terá um grande impacto em toda cadeia, desde embalagem até o transporte. Enfim, depois de 45 minutos de “ciência pura”, Lining terminou a apresentação com uma foto dos 15 cientistas da MIT que estão trabalhando incansavelmente para tornar realidade algo que só era possível em “Os Jetsons”. Foi lindo vê-la dividindo a luz do palco com seu time. E o que esperar do grande mestre do xadrez Garry Kasparov? Muita frieza, certo? Não foi o que eu vi em Austin. O ex-campeão mundial cravou: “Quando homem e máquina trabalham juntos, o mais importante não é a capacidade de um ou outro, mas a interação entre os dois. O poder da colaboração”. Do xadrez para música. Mesmo em campos tão distintos, Ad-Rock, um do legendários músicos do Beastie Boys, compartilhou da opinião de Kasparov. Para ele, não se trata de uma banda sobre três pessoas e um som inovador para sua época. “É sobre a cidade de Nova York, amigos, músicas e filmes a que assistimos [... ] é sobre colaboração”. Michael D. encerrou dizendo: “O sucesso foi uma consequência, nós só queríamos nos divertir e falar o que sentíamos, e é assim até hoje”. "Be true to yourself and you’ll never fall", trecho da música “Pass the Mic”. Fora do Centro de Convenções, mais uma prova da importância do tal fator humano. Pelas ruas de Austin, um pôster do festival de música anunciava: “It’s not a competition. It’s a collaboration”. Um pouco antes, Priscilla Chan, médica, educadora e esposa de Mark Zuckerberg, falava em sua palestra: “A tecnologia só poderá resolver grandes problemas se conseguirmos reunir as pessoas. É preciso de colaboração radical”. Na realidade virtual, me deparei com uma experiência na qual você se relacionava com sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. “Em uma era de bots, nós acreditamos em humanos", constatou o autor do livro “The Happiness Equation”, Neil Pasricha. Era mais real do que virtual. Seguimos nesse tema que me faz sorrir. A psicoterapeuta Esther Perel concluiu no seu painel: “Os relacionamentos são fundamentais para o sucesso de pessoas e empresas”. Compartilhar de um mesmo propósito impacta positivamente na vida das pessoas e no sucesso do negócio. Parece óbvio, mas sabemos que isso não é realidade nos ambientes de trabalho, onde as estratégias de curto prazo focadas apenas no resultado financeiro (e na competição) ainda dominam o ambiente corporativo. Bruce Mau, designer e educador, foi um capítulo à parte. “Designing for the Five Senses” me transformou como pessoa, além de me dar mais razões para continuar sendo uma profissional inconformada. Ele disse: “O tempo é muito mais valioso que o dinheiro. É muito mais precioso. Planejar o nosso tempo é a coisa mais importante a se fazer. Nós vivenciamos o tempo através dos sentidos”. Daí, ele discorreu poeticamente sobre a importância de prestarmos atenção aos sentidos para termos uma vida plena. Enfim, essa catarse me deu a convicção do porquê as interfaces de voz, gestos e reconhecimento facial ganharão força nos próximos anos. A inquietação é sobre como somar a isso o olfato e o tato como parte da estratégia de comunicação das marcas. Ready Player One “feelings”. A experiência que tive em Austin me trouxe uma deliciosa lembrança familiar: Em 1988, minha mãe, então funcionária pública, resolveu ajudar meu pai na sua modesta loja de móveis. A primeira medida enquanto consultora autoproclamada, foi comprar uma impressora colorida, rara na época, e pedir ajuda dos filhos para criar cartões de aniversário personalizados usando o avançado Pagemaker. Esses cartões eram assinados por todos os membros da família e, me lembro como fosse hoje, me revoltava em ter de passar metade dos sábados assinando cartões para “desconhecidos”. Adivinhem, esses tais desconhecidos valorizaram o fato de nos importarmos com a data e, como consequência, as vendas duplicaram em menos de 6 meses. Esses clientes iam até a loja para agradecer o carinho, dizendo que nem os familiares haviam se lembrado da data, e acabavam fazendo novas compras e assumindo novas prestações que honravam religiosamente. No final, o SXSW veio para validar a crença que minha mãe cultivava desde a década de 80: tudo gira em torno das pessoas e suas histórias.   Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr   Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Como a IA pode otimizar as decisões dos líderes

2 de Julho de 2018, 05:05
Apesar de a tarefa de tomar decisões ser um dos principais papéis de um líder, o assunto é, muitas vezes, negligenciado em meio às inúmeras conversas sobre os atributos e missões da liderança. É discutível que a enorme quantidade de informação disponível para o executivo moderno tenha tornado o ato de tomar uma decisão mais difícil do que fácil. No entanto, isso não deve continuar a ser um obstáculo. Nesse sentido, há uma visão crescente de que a inteligência artificial poderia ter um efeito benigno, apesar de ser amplamente vista como o fim de toda uma gama de empregos. VEJA TAMBÉM: Como utilizar a inteligência artificial para apoiar o trabalho humano Como já publicado pela FORBES, um novo livro - “Prediction Machines” (algo como “Máquinas de Previsão”, em tradução livre), de Ajay Agrawal, Joshua Gans e Avi Goldfarb, da Universidade de Toronto - sugere que o poder da IA ​​reside na sua capacidade de reduzir o custo da previsão, dando aos profissionais maior certeza - uma mercadoria inestimável em um momento em que há um consenso geral de que a volatilidade e a incerteza estão entre as forças dominantes no atual clima de negócios. De fato, o potencial desta tecnologia para desvendar os segredos nas quantidades cada vez maiores de dados que estão sendo coletados pode ajudar a transformar uma parte específica e importante do negócio - previsão e planejamento. Na vanguarda dessa revolução está a Anaplan, fundada em 2006 por Michael Gould, no celeiro de uma propriedade em Yorkshire. O fundador estava convencido de que havia uma maneira melhor de fornecer às empresas as ferramentas de previsão de que precisava. Usando a nuvem para permitir que as unidades de negócios colaborassem de forma mais eficaz, a Anaplan reuniu rapidamente uma lista de clientes renomados, como a Coca-Cola, a seguradora RSA e o braço farmacêutico da Johnson & Johnson. Estas companhias contaram suas histórias em uma conferência - que parecia mais uma manifestação religiosa do que um evento de negócios convencional - realizada em Londres no início deste verão europeu. O executivo-chefe Frank Calderoni deu o tom dizendo: "O planejamento, da forma como conhecemos, está morto". Ao salientar que empresas de todos os setores estavam sendo prejudicadas por novos participantes, que em geral eram muito mais ágeis do que as atuais, acrescentou: “O grande ponto quando se fala em disrupção é a necessidade de uma tomada urgente de decisões.” Ao reconhecer que ainda há uma lacuna entre o planejamento e a tomada de decisão, Calderoni falou com confiança em levar essa diferença a zero. Dado o valor deste objetivo, não é de surpreender que, apesar de todo o seu sucesso frente a empresas de software muito mais conhecidas, a Anaplan não seja a única. A consultoria Accenture, por exemplo, recebeu recentemente uma patente norte-americana para sua plataforma ZBx, que usa IA e aprendizado de máquina para categorizar rapidamente transações financeiras e, assim, analisar gastos instantaneamente. David Axson, diretor-gerente da Accenture Strategy e especialista de longa data no papel das finanças nos negócios, vê os avanços na tecnologia e o crescimento do ZBx, como a criação de um "momento mais estimulante para atuar em finanças". Entrevistado no início deste mês, ele disse: "É a libertação do profissional da tirania das planilhas". E AINDA: Inteligência artificial: previsões para 2018 Mas não é apenas o caso de colocar uma mola no caminho dos especialistas e planejadores financeiros, que podem passar mais da metade do seu tempo dedicados a reunir informações para estudar e avaliar as implicações de diferentes cenários. As empresas já estabelecidas que estão sob ameaça de novos players, de repente, têm a chance de se transformar, simplesmente porque têm muito mais dados sobre as diferentes partes de seus negócios para analisar e, então, agir. Como diz Naomi Hudson, colega de Axson na Accenture Strategy, “melhorias incrementais não são mais suficientes” e pouquíssimas empresas não tentaram mudar seus padrões e, muitas vezes, suas cadeias de suprimentos de uma forma ou de outra. Graças ao big data e à capacidade crescente da inteligência artificial de peneirar as pistas que permitem a profissionais qualificados fornecer insights que, por sua vez, podem levar a decisões melhores e mais rápidas, a Holy Grail, fabricante de produtos pessoais, deixou de ser capaz de fechar os livros apenas quando o período de negociação terminasse para ter acesso instantâneo a contas de gerenciamento que dizem muito sobre a saúde da empresa. Isso significa que ela tem tempo hábil para que o profissional tome decisões de efeito - o que Avi Goldfarb e seus colegas autores de “Prediction Machines” chamam de julgamento. Na opinião de Axson, da Accenture, o valor do tempo extra é semelhante ao da luz no painel do carro avisando que o combustível está acabando. Se a luz acender quando ainda há combustível para 100 quilômetros, é muito mais útil do que se ela surgir quando houver apenas o suficiente para 10, diz ele.
❌