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Amazon lança novo Fire TV Stick HD com Vega OS no Brasil

14 de Maio de 2026, 16:27
Imagem em plano superior oblíquo mostrando um Amazon Fire TV Stick e seu controle remoto correspondente sobre uma superfície de concreto claro. O Fire TV Stick é um dispositivo preto e retangular, com o conector HDMI metálico visível em uma extremidade e o logo "fire tv" na parte superior. O controle remoto é preto e ovalado, com diversos botões cinzas, incluindo um botão azul redondo no topo com o ícone de microfone. Abaixo, há um anel direcional central e botões para navegação, volume, mute e botões de atalho coloridos com os logos de "prime video" (azul) e "NETFLIX" (vermelho). A luz suave incide sobre os objetos.
Novo Amazon Fire TV Stick HD (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon lançou novo Fire TV Stick HD no Brasil, com dimensões 30% menores que modelo anterior e preço sugerido de R$ 379;
  • dispositivo roda Vega OS e é compatível com Xbox Game Pass, além de suportar resoluções de até 1080p e padrões como HDR10 e HLG;
  • novo Fire TV Stick HD já está disponível no site da Amazon Brasil, com opções de parcelamento em até 12 vezes no cartão Amazon Prime.

A nova geração do Amazon Fire TV Stick HD acaba de ser lançada oficialmente no Brasil. A novidade tem as dimensões reduzidas em relação à geração anterior entre seus principais atributos. O dispositivo também é compatível com o Xbox Game Pass e roda o Vega OS, novo sistema operacional da Amazon. O preço sugerido é de R$ 379.

De acordo com a companhia, o novo Fire TV Stick HD é aproximadamente 30% mais fino do que o modelo antecessor. Mas isso não significa que o dispositivo traz menos recursos. É o contrário. A Amazon fala em “navegação fluida entre aplicativos, inicialização ágil de conteúdos e transições suaves” na novidade.

No aspecto da conectividade, o dispositivo requer apenas uma TV ou monitor com porta HDMI disponível, além de uma rede Wi-Fi para conexão à internet. Um detalhe interessante é que, a exemplo de outros aparelhos do tipo, o Fire TV Stick HD agora pode ser alimentado apenas pela porta USB da TV ou monitor, dispensando um adaptador de tomada.

Vale destacar, porém, que esta versão reproduz vídeo somente nas resoluções 720p e 1080p. De modo complementar, há suporte a padrões como HDR10, HDR10+, HLG, H.265, H.264, VP9, AV1.

Sobre o sistema operacional, trata-se do Vega OS, da própria Amazon. Esse sistema não é baseado diretamente no Android, como o antecessor Fire OS, mas traz vários recursos importantes, incluindo compatibilidade com aplicativos de diversas plataformas de streaming, como Netflix, YouTube, Globoplay, Apple TV e, claro, Amazon Prime Video.

A interface também mudou, desta vez para ficar mais rápida, bem organizada e personalizável. Com relação a esta última característica, a Amazon enfatiza que o usuário pode fixar até 20 aplicativos na tela inicial.

O suporte a jogos do Xbox Game Pass é outro atrativo, como já mencionado. Para usar esse recurso, é preciso baixar o aplicativo do Xbox a partir da Appstore. Também é necessário ser assinante do Xbox Game Pass, obviamente, e usar um dos controles compatíveis com a plataforma.

Já o controle remoto continua tendo design minimalista, suporte a comandos de voz e botões para alguns serviços de streaming.

Fotografia de um quarto de hotel de luxo à noite. No centro, uma cama de casal com cabeceira cinza, lençóis claros, travesseiros brancos e cinzas, e uma manta escura aos pés. Ao lado esquerdo, um criado-mudo branco com uma luminária acesa, um vaso de flores e prateleiras com livros. Ao fundo, uma grande janela do chão ao teto com cortinas escuras abertas, revelando uma vista noturna da cidade. Na parede direita, uma TV de tela plana exibe um menu de streaming. Um círculo em destaque mostra o detalhe lateral da TV, onde um Fire TV Stick (dispositivo preto) com a marca "fire tv" está conectado a uma porta HDMI, junto a outros cabos. Uma seta branca aponta da TV para o círculo.
Novo Fire TV Stick HD é menor que seu antecessor (imagem: divulgação/Amazon)

Preço e disponibilidade do Fire TV Stick HD no Brasil

O novo Fire TV Stick HD já está à venda no site brasileiro da Amazon. O preço de lançamento, sem considerar eventuais descontos ou promoções, é de R$ 379, valor que pode ser parcelado em até sete vezes no cartão de crédito ou em até 12 vezes no cartão Amazon Prime.

Vale destacar que o lançamento no Brasil ocorre um mês depois de o novo Fire TV Stick HD ter sido lançado nos Estados Unidos.

Especificações técnicas do novo Amazon Fire TV Stick HD

  • Processador: quad-core de 1,7 GHz (modelo não especificado)
  • Armazenamento interno: 8 GB
  • Conectividade sem fio: Wi-Fi 6, Bluetooth 5.3
  • Portas: HDMI, USB-C
  • Resoluções: 1080p ou 720p em até 60 fps
  • Formatos e codecs: HDR10, HDR10+, HLG, H.265, H.264, VP9, AV1
  • Dimensões: 91,5 x 21,1 x 14,5 mm
  • Peso: 35,8 g

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Amazon lança novo Fire TV Stick HD com Vega OS no Brasil

Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)

Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na viagem (imagem: divulgação)

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

14 de Maio de 2026, 11:41
Arte mostra o logo da Netflix, uma letra "N" vermelha, ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • plano com anúncios da Netflix atingiu marca de 250 milhões de usuários globais em 2026;

  • empresa planeja expandir a modalidade para novos países e novos formatos de conteúdo em 2027;

  • no Brasil, o plano com anúncios custa R$ 20,90 mensais e oferece resolução Full HD em até duas telas.

No evento Upfront 2026, realizado nesta semana, a Netflix deixou claro que a ideia de oferecer um plano com mensalidade mais barata, mas apoiada em publicidade, deu certo. Tanto que a companhia pretende explorar ainda mais essa opção, o que significa que os assinantes da modalidade poderão esperar por mais anúncios em um futuro próximo.

A Netflix introduziu o plano com anúncios em 2022, inclusive no Brasil. No ano passado, a companhia revelou que essa opção contava com 94 milhões de assinantes ativos mensais em escala global. Agora, em 2026, esse número saltou para 250 milhões de pessoas.

Desse total, mais de 80% consomem o conteúdo da plataforma de streaming pelo menos uma vez por semana. Já não há dúvidas, portanto, de que o plano com anúncios é um sucesso para a companhia.

Como a Netflix vai expandir o plano com anúncios?

Começa pela oferta do plano com anúncios em mais países. A partir de 2027, essa opção chegará a mercados como Áustria, Bélgica, Colômbia, Dinamarca, Filipinas, Holanda, Indonésia, Irlanda, Noruega, Nova Zelândia, Peru, Polônia, Suécia, Suíça e Tailândia.

Também para 2027, a Netflix pretende exibir anúncios publicitários em outros formatos de conteúdo, como podcasts em vídeo e vídeos verticais (direcionados a celulares).

Depois vem a expansão do uso de IA para que anunciantes possam criar planos de mídia mais condizentes com seus objetivos, otimizar compras de anúncios na plataforma e ajustar as peças para exibição adequada em diferentes formatos, por exemplo.

A Netflix afirma que também já vem testando novas configurações que ajustam o limite de frequência de anúncios e quais deles devem ser exibidos a cada usuário, o que é feito com base na análise das visualizações pelos assinantes. Esse é outro aspecto que favorece o aumento da quantidade de anúncios que o usuário pode encontrar no serviço.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Preços da Netflix no Brasil

Chamado de “Padrão com anúncios”, o plano que exibe publicidade custa R$ 20,90 por mês no Brasil. A tabela a seguir resume as características de cada plano da plataforma no país:

PlanoMensalidadeResoluçãoTelasDownloads
Padrão com anúnciosR$ 20,90Full HD (1080p)2Até 15 por aparelho/mês em até 2 dispositivos
PadrãoR$ 44,90Full HD (1080p)2Em até 2 dispositivos
PremiumR$ 59,904K + HDR4Em até 6 dispositivos

Só para não deixar dúvidas: os planos Padrão e Premium são as opções para quem não quer se deparar com anúncios na Netflix.

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Vivo X300 Ultra: Jovi deve lançar smartphone com kit fotográfico no Brasil

12 de Maio de 2026, 16:31
Modelo conta com câmera teleobjetiva de 200 MP e lentes extras opcionais (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Jovi X300 Ultra, topo de linha da fabricante chinesa, foi homologado pela Anatel e deve ser lançado no Brasil em breve.
  • O smartphone possui lente principal e teleobjetiva de 200 MP e ultrawide de 50 MP, além de um kit de acessórios fotográficos com lente extensora.
  • O preço deverá ser alto, já que o modelo será fabricado na China e não terá incentivos fiscais.

O smartphone Vivo X300 Ultra, modelo de ponta da fabricante chinesa, tem grandes chances de desembarcar em breve no Brasil. A subsidiária local, batizada de Jovi, realizou a homologação do produto junto à Anatel na última sexta-feira (08/05), o que permite a venda em nosso território.

O Tecnoblog havia adiantado, ainda em janeiro, a possibilidade de o modelo vir ao país, quando a fabricante obteve a homologação do carregador de 100 W e da bateria. Agora, podemos confirmar que se trata do Jovi X300 Ultra, já que o número de modelo J2510 e o nome comercial surgiram na lista de dispositivos certificados do Android.

Certificado de homologação do Jovi X300 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Smartphone com kit fotográfico

O celular se destaca pelas especificações poderosas e excelentes câmeras: tanto a lente principal quanto a teleobjetiva tem 200 megapixels, enquanto a ultrawide oferece 50 megapixels.

Além dos 3,7x de zoom já embutidos, a fabricante oferece um kit de acessórios com capa, adaptadores para lentes, grip com controles, suporte para tripé e uma lente extensora de 200 ou 400 mm, adicionando 2,35 x ou 4,7 x de zoom.

O grip inclui bateria adicional de 2.300 mAh e também já está homologado pela Anatel, indicando que a Jovi deve oferecer o kit no Brasil.

Acessórios do kit fotográfico do X300 Ultra (imagem: divulgação)

Especifiações topo de linha

O restante das especificações também é topo de linha: o X300 Ultra usa o SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 combinado a 12 ou 16 GB de RAM e 256 GB até 1 TB de memória interna.

Seu display AMOLED possui taxa de atualização variável até 144 Hz e suporta HDR10+ e Dolby Vision, com alta densidade de pixels (510 pontos por polegada, resolução de 1.440 x 3.168 pixels).

A conectividade é de ponta: 5G, Wi-Fi 7 (inclusive de 6 GHz), Bluetooth, NFC e até infravermelho para uso como controle remoto.

A bateria é a já homologada BB57X, com 6.600 mAh. Ela utiliza ânodos de silício-carbono, permitindo que o X300 Ultra mantenha espessura de 8,5 mm.

Para recarregar, o Jovi X300 Ultra virá com carregador de 100 W na caixa, que também já está homologado, além de aceitar recarga sem fio e oferecer carregamento sem fio reverso.

Bateria BB57X do X300 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quanto vai custar?

O Jovi X300 Ultra não deve sair barato: ele já é vendido na Europa por 1.999 euros, mais de R$ 11.500 reais em conversão direta. Por ser fabricado na China, não receberá incentivos fiscais.

O conjunto de acessórios fotográficos com a lente de 400 mm custa 599 euros (R$ 3.450).

O X300 Ultra deverá ter um irmão menos caro: o Jovi X300 FE. O nome já consta da lista de dispositivos certificados do Bluetooth SIG, mas ainda não foi homologado no Brasil.

Vivo X300 Ultra: Jovi deve lançar smartphone com kit fotográfico no Brasil

Vivo X300 Ultra oferece câmera teleobjetiva com 200 MP e lentes extras opcionais (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Jovi X300 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Kindle Scribe com caneta magnética chega ao Brasil; veja os preços

12 de Maio de 2026, 11:46
Kindle Scribe custa a partir de R$ 2.499 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Kindle Scribe, com caneta eletrônica, é lançado no Brasil com preços a partir de R$ 2.499.
  • O dispositivo tem tela de 11 polegadas, textura de vidro para simular escrita em papel, e acompanha caneta magnética sem necessidade de carregamento.
  • Os modelos incluem integração com nuvem, acesso à loja de e-books da Amazon e Kindle Unlimited com três meses grátis.

Um novo Kindle desembarca hoje no Brasil: o Kindle Scribe permite que o consumidor faça anotações diretamente na tela, com uma caneta específica para isso. O produto custa a partir de R$ 2.499, com pré-venda se iniciando nesta terça-feira (12/05).

A Amazon optou por lançar três opções do dispositivo. Os modelos Kindle Scribe e Kindle Scribe Colorsoft têm tela de 11 polegadas com textura de vidro desenvolvida para simular o atrito da escrita em papel, espessura de 5,4 mm e peso de 400 g. O Colorsoft acrescenta suporte a cores na tela, canetas em 10 cores e marcadores em 5 cores. Todos os modelos acompanham uma caneta magnética, sem necessidade de carregamento.

A linha estreia um novo chip quad-core e mais memória que as gerações anteriores, que nunca foram vendidas oficialmente no Brasil. A Amazon afirma que o desempenho é 40% mais rápido para escrita e virada de páginas. A tela usa tecnologia Oxide da empresa, com maior contraste tanto em preto e branco quanto em cores. No Colorsoft, LEDs de nitreto reforçam a reprodução de cores.

Serviços integrados

Kindle Scribe tem versões em P/B e colorido (imagem: divulgação)

Já que é um produto voltado para anotações, a companhia destaca a integração com a nuvem. É possível importar documentos via Google Drive e Microsoft OneDrive, exportar PDFs anotados e sincronizar anotações com o OneNote. A linha também conta com busca em anotações manuscritas com tecnologia de IA, com geração de resumos e respostas a perguntas de acompanhamento.

Por ser também um Kindle, o dispositivo dá acesso à loja de e-books da Amazon e ao Kindle Unlimited. Os modelos vêm com três meses grátis do serviço de assinatura, que dá acesso a milhões de títulos. Uma linha de capas premium, feita em couro, será lançada a partir de junho, com preços a partir de R$ 489.

Preço do Kindle Scribe

Confira os preços divulgados pela Amazon:

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Kindle Scribe com caneta magnética chega ao Brasil; veja os preços

Samsung antecipa One UI 8.5: celulares do Brasil já recebem atualização

12 de Maio de 2026, 11:26
Uma mão segura um smartphone com bordas azuis metálicas, exibindo a tela de "Atualização de software". O texto no visor informa: "Baixando e instalando..". Abaixo, uma imagem ilustrativa mostra widgets coloridos e o texto: "Mais você do que nunca. Atualize para o One UI 8.5...". No canto inferior direito da imagem, está o logotipo do site "tecnoblog" em letras brancas sobrepostas a um fundo desfocado.
Galaxy Z Fold 7 começou a receber a One UI 8.5 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung iniciou a liberação da One UI 8.5 no Brasil antes do previsto.
  • Aparelhos da linha Galaxy S25 e dobráveis do ano passado já estão recebendo o update de interface.
  • Caso o smarpthone não exiba o Quick Share com integração ao AirDrop da Apple, é preciso reiniciar o aparelho uma segunda vez.

A Samsung parece ter se antecipado: ela começou a liberar a One UI 8.5 no Brasil mais cedo do que se imaginava. Aparelhos da linha Galaxy S25 e dobráveis lançados no ano passado já estão recebendo a atualização, segundo relatos nas redes sociais.

Até o momento, o update foi confirmado nos seguintes aparelhos por usuários brasileiros:

  • Galaxy S25
  • Galaxy S25 FE
  • Galaxy S25 Ultra
  • Galaxy Z Flip 7
  • Galaxy Z Fold 7

O Tecnoblog havia apurado anteriormente que a distribuição para a linha S25 estava prevista para quinta-feira (14/05). No entanto, a fabricante sul-coreana parece ter acelerado os planos e iniciado a liberação antes da previsão.

A distribuição indica que a Samsung está priorizando os modelos premium e dobráveis mais recentes nesta primeira fase da atualização.

Problemas com o Quick Share? Temos uma resposta

Após a atualização, alguns usuários relataram problemas com a integração entre Galaxy e iPhone via Quick Share/AirDrop. Em resposta ao Tecnoblog, a Samsung informou que, após o update, é preciso reiniciar o smartphone uma segunda vez. Depois disso, a nova função deve aparecer.

A integração estreou no Galaxy S26, mas a fabricante já havia prometido que expandiria a compatibilidade para outros aparelhos com a nova versão da interface. Durante a fase beta da One UI 8.5, os modelos das linhas Galaxy S23, S24 e S25 receberam o recurso, além dos dobráveis e do Galaxy A36.

ontem atualizei o Galaxy S25 para a OneUI 8.5. prometeram compatibilidade com AirDrop mas não funcionou aqui pic.twitter.com/nJGJT3DulI

— Lucas Braga (@LucasBraga) May 12, 2026

O que a One UI 8.5 traz de novo?

A nova versão da interface traz um conjunto de mudanças discretas, mas ainda assim relevantes. Entre os principais recursos, estão:

  • filtro de chamadas reforçado por IA;
  • Bixby com integração aos recursos de IA do Perplexity AI;
  • ferramenta no Samsung Notes capaz de resolver equações matemáticas automaticamente;
  • novos efeitos visuais e navegação mais fluida na interface;
  • widget de alarme integrado à Now Bar;
  • IA para ocultar dados sensíveis em fotos, como números de documentos;
  • sistema que identifica e silencia aplicativos com excesso de notificações.

Samsung antecipa One UI 8.5: celulares do Brasil já recebem atualização

Galaxy Z Fold 7 começou a receber a One UI 8.5 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Edge 70 Pro, com quatro câmeras de 50 MP, chega ao Brasil; saiba quanto custa

12 de Maio de 2026, 10:48
Câmeras do Edge 70 Pro
Conjunto traseiro tem três câmeras de 50 megapixels (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Além de renovar sua linha de dobráveis, a Motorola apresentou ao mercado brasileiro o Edge 70 Pro, com preço sugerido de R$ 4.499. O aparelho é um “quase topo de linha”, com muitas especificações avançadas, mas ainda abaixo do Signature, carro chefe da marca.

Entre os destaques, estão quatro câmeras de 50 megapixels, bateria com capacidade para 6.500 mAh e chip MediaTek Dimensity 8500 Extreme.

Quais são os destaques do Edge 70 Pro?

Smartphone Edge 70 Pro mostrando a tela inicial do Android
Edge 70 Pro tem tela de 6,8 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O Edge 70 Pro tem muitas características que poderiam estar em um smartphone flagship e outras que ficam bem próximas. Entre elas, há um trio de câmeras traseiras (principal, ultrawide e teleobjetiva com zoom de 3,5x) de 50 megapixels. A frontal também tem 50 megapixels.

A bateria usa a tecnologia de silício-carbono, atingindo a capacidade de 6.500 mAh e contando com suporte a recarga rápida de 90 W com fio e 15 W sem fio. O Edge 70 Pro usa chip MediaTek Dimensity 8500 Extreme, que trabalha com 12 GB de RAM. No Brasil, estão disponíveis versões de 256 GB e 512 GB.

A tela do aparelho usa tecnologia AMOLED, tem 6,8 polegadas, resolução 1,5K e taxa de atualização de 144 Hz. Um detalhe de design interessante são as curvas nas quatro bordas.

Edge 70 Pro, com quatro câmeras de 50 MP, chega ao Brasil; saiba quanto custa

Conjunto traseiro tem três câmeras de 50 megapixels (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Edge 70 Pro tem tela de 6,8 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

12 de Maio de 2026, 10:23
Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Saverin teve um importante papel na fundação do Facebook e atua como investidor em startups de setores estratégicos (imagem: Bryan Van Der Beek/The Forbes Collection)

O brasileiro Eduardo Saverin cravou seu nome na história da tecnologia como cofundador do Facebook durante seus anos em Harvard. Em 2004, ele foi o arquiteto financeiro essencial para que a rede social de Mark Zuckerberg ganhasse fôlego e escala global nos primeiros meses.

Longe das operações da Meta Platforms desde 2005, ele comanda sua própria firma de capital de risco: a B Capital Group. Por meio dessa gestora, ele impulsiona startups globais, consolidando-se como um dos maiores investidores do ecossistema de inovação mundial.

A seguir, saiba mais sobre a história de Saverin, como ele se tornou o brasileiro mais rico do mundo e sua participação no Facebook. Também descubra em quanto é avaliada a fortuna do empreendedor.

Quem é Eduardo Saverin?

Eduardo Saverin é um bilionário brasileiro que atuou como cofundador e primeiro diretor financeiro (CFO) na história do Facebook. Ele lidera a B Capital Group, um fundo de capital de risco (venture capital) focado em expandir startups no mercado global de tecnologia.

Qual é a formação de Eduardo Saverin?

Saverin formou-se em economia com honras magna cum laude (alto desempenho acadêmico) pela Universidade de Harvard em 2006, onde presidiu a associação de investimentos. Durante a graduação, utilizou modelos matemáticos de previsão climática para operar no mercado de commodities com contratos futuros de petróleo.

Essa base analítica de alto nível na Ivy League, grupo das universidades mais exclusivas dos EUA, foi o alicerce para sua atuação estratégica. Embora existam especulações sobre cursos de MBA, seu diploma de bacharelado permanece como sua principal e mais relevante credencial acadêmica.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin
Eduardo Saverin é formado em economia na Universidade de Harvard (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Onde Eduardo Saverin mora? 

Saverin reside em Singapura desde 2009, onde mantém propriedades de alto luxo e utiliza a cidade-estado como seu “centro de operações” estratégico. O país tornou-se a base principal do empreendedor para gerir a B Capital Group e coordenar investimentos em tecnologia por todo o continente asiático.

Quais são as empresas de Eduardo Saverin?

Saverin lidera a B Capital Group, firma de venture capital que gere mais de US$ 6 bilhões em ativos. A gestora foca em impulsionar startups de setores estratégicos, como saúde, logística e fintechs (empresas de tecnologia financeira).

Além da participação na Meta Platforms (Facebook), o empresário investe na aceleradora Antler, focada em negócios early-stage (estágio inicial). Seu portfólio diversificado inclui aportes em soluções Saas (Software por assinatura), consolidando sua influência no ecossistema global de tecnologia.

Foto do empreendedor brasileiro Eduardo Saverin e o empreendedor Raj Ganguly
Saverin cofundou a B Capital Group ao lado do empreendedor norte-americano Raj Ganguly (imagem: Reprodução/Forbes)

Eduardo Saverin ainda é dono do Facebook? 

Saverin não é o dono majoritário da Meta Platforms, empresa dona do Facebook, mas permanece como um acionista relevante e cofundador oficial. Estima-se que ele detém cerca de 2% das ações da companhia, participação garantida após acordos judiciais.

Apesar da fatia expressiva, sua posição consiste em ações de Classe A, que oferecem poder de voto reduzido nas decisões corporativas. O empreendedor não exerce funções de gestão na gigante das redes sociais desde 2005, concentrando seus esforços no mercado global de investimentos.

Por que Eduardo Saverin processou o Facebook? 

Eduardo Saverin acionou a Justiça em 2005 após alegar que Mark Zuckerberg orquestrou uma reestruturação para diluir sua participação societária. Nessa manobra, novas ações foram emitidas, reduzindo drasticamente a fatia do brasileiro de 30% para menos de 10%.

O conflito escalou por divergências sobre a monetização do Facebook e acusações de que o sócio teria invalidado acordos de compras de papéis da empresa. Saverin também questionou a legitimidade de manobras contábeis e o uso de fundos da empresa para despesas pessoais.

A disputa foi encerrada em 2009 com um acordo extrajudicial que restituiu a Saverin o título oficial de cofundador da plataforma. Além do reconhecimento histórico, ele garantiu uma participação bilionária em ações, encerrando o imbróglio jurídico que marcou os primeiros anos da companhia.

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (imagem: Divulgação/B Capital Group)

Qual é a fortuna de Eduardo Saverin?

A fortuna de Saverin é estimada em cerca de US$ 33,3 bilhões, segundo a Forbes em maio de 2026, consolidando sua posição como o brasileiro mais rico do mundo. Esse patrimônio provém majoritariamente de suas ações da Meta Platforms, impulsionadas pela valorização ligada ao setor de inteligência artificial.

O bilionário também diversifica seu capital por meio da própria firma de investimentos em tecnologia, a B Capital Group. No ranking global de personalidades de tecnologia, Saverin figura entre os 60 indivíduos mais ricos do planeta, superando outros grandes nomes do cenário.

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

FILE PHOTO: Facebook co-founder Eduardo Saverin speaks at the Tech in Asia conference in Singapore April 12, 2016. (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (Imagem: Divulgação/B Capital Group)

Motorola lança dobráveis Razr Fold e Razr 70 Ultra no Brasil; veja os preços

12 de Maio de 2026, 10:09
Motorola Razr Fold aberto, mostrando a tela inicial do Android. A tela tem 8,08 polegadas e é quase quadrada.
Razr Fold alterna entre formatos de smartphone e tablet (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A Motorola lançou, nesta terça-feira (12/05), o smartphone dobrável Razr Fold no Brasil. O aparelho tem preço sugerido de R$ 15.999 para as versões regulares e R$ 16.999 para a edição especial da Copa do Mundo. A marca também anunciou a chegada do Razr 70 Ultra, com preço sugerido de R$ 12.999.

Além deles, a Motorola também trouxe um smartphone no tradicional formato de barra: o Edge 70 Pro (R$ 4.499).

O Razr Fold foi apresentado no começo do ano, durante a CES 2026, em Las Vegas (Estados Unidos). Primeiro produto da marca no formato de livro, ele desembarca no mercado nacional para competir com nomes como Galaxy Fold 7.

O aparelho vem com uma caneta Motorola Pen Ultra, que conta com tecnologias como sensibilidade à pressão e rejeição de palma. Compatível com o Signature e com alguns dos tablets da Lenovo, ela também será vendida separadamente, com preço sugerido de R$ 999.

Motorola Razr 70 Ultra aberto, mostrando tela de 7 polegadas alongada na vertical
Razr 70 Ultra tem tela interna de 7 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Já o Razr 70 Ultra é o novo aparelho mais avançado da Motorola entre as opções com formato flip. Ele tem chip Snapdragon 8 Elite, da Qualcomm, tela interna de 7 polegadas e bateria de 5.000 mAh.

Quais são os destaques do Razr Fold?

O Razr Fold tem tela externa AMOLED de 6,56 polegadas, com taxa de atualização de 165 Hz, e tela interna pOLED de 8,09 polegadas e 120 Hz. O formato de tablet tem proporção quase quadrada, com 2.200 x 2.480 pixels de resolução.

Motorola Razr Fold com uma caneta Motorola Pen Ultra apoiada sobre ele. Na tela, está escrito "Olá Tecnoblog"
Razr Fold vem com caneta Motorola Pen Ultra

Ele tem 16 GB de RAM, 1 TB de armazenamento e chip Snapdragon 8 Gen 5, o mesmo empregado no Signature. A bateria de silício-carbono tem capacidade para 6.000 mAh e suporte a carregamento rápido de 80 W.

Em câmeras traseiras, são três sensores (principal, ultrawide e zoom de 3x) com 50 megapixels de resolução e capacidade de gravar 8K a 30 fps. A câmera frontal tem 20 megapixels.

Quais são os destaques do Razr 70 Ultra?

Razr 70 Ultra fechado, visto de costas, com acabamento que imita madeira
Razr 70 Ultra tem duas opções de acabamento e cor (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O Razr 70 Ultra é o irmão mais potente do Razr 70, apresentado há algumas semanas. Ele tem chip Snapdragon 8 Elite (de 2024), bateria de 5.000 mAh e carregamento rápido de 68 W.

Ele conta com uma tela interna de 7 polegadas, com resolução 1,5K e taxa de atualização de até 165 Hz. Do lado de fora, uma tela secundária de 4 polegadas, capaz de rodar todos os apps do Android.

Em câmeras, há uma principal, uma ultrawide e uma frontal na tela interna, todas com sensores de 50 megapixels.

Motorola lança dobráveis Razr Fold e Razr 70 Ultra no Brasil; veja os preços

Razr Fold alterna entre formatos de smartphone e tablet (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Razr 70 Ultra tem tela interna de 7 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Razr Fold vem com caneta Motorola Pen Ultra

Razr 70 Ultra tem duas opções de acabamento e cor (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Galaxy A57 (256 GB) já atinge 34% OFF na melhor oferta desde lançamento

11 de Maio de 2026, 12:51
R$ 3.999,0034% OFF

Prós
  • Tela Super AMOLED+ de 120 Hz
  • Certificação IP68
  • Chega com Android 16 e One UI 8.5
  • Dimensões melhores e ficou mais leve
  • Promessa de 6 anos de atualizações
Contras
  • Mesmo trio de câmeras do A56
  • Bateria segue sendo de íon-lítio
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy A57 lançado no Brasil há menos de um mês já se encontra com 34% de desconto. A oferta registrada no Magazine Luiza é a melhor até o momento pela versão de 256 GB, por R$ 2.639 no Pix. O celular intermediário de última geração da Samsung anunciado por R$ 3.999 promete melhorias a geração passada.

Galaxy A57 5G conta com tela Super AMOLED+ e chip Exynos 1680

Foto tirada em evento de lançamento do Galaxy A57 mostra telão com as principais características do painel do smartphone
Galaxy A57 tem tela Super AMOLED+ de 120 Hz (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

O smartphone mantém a construção do painel do A56 com tela de 6,7 polegadas, taxa de atualização de 120 Hz que entrega excelente fluidez durante o uso e resolução Full HD+. A diferença está no avanço para a tecnologia Super AMOLED+, que em tese vai proporcionar maior contraste e cores mais saturadas.

O celular intermediário vem equipado pelo novo processador Exynos 1680 com arquitetura de 4 nanômetros, acompanhado por uma memória RAM de 8 GB. De acordo com a Samsung, o chip oferece otimizações em CPU, GPU e NPU. Portanto, em teoria vai performar melhor em tarefas pesadas, jogos e na execução de funções com IA.

O Galaxy A57 sai da caixa com o Android 16 baseado na mais atual One UI 8.5. Além das já conhecidas ferramentas como Circle to Search e Apagador de Objetos, agora traz outras presentes no Galaxy S26, linha mais avançada da marca. A função “Melhor rosto” combina diversas expressões nas fotos em movimento para entregar o melhor resultado.

Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

O trio de câmeras traseiras segue com a mesma configuração bem honesta da geração passada. Liderado pelo sensor principal de 50 MP com OIS, ultrawide para fotos panorâmicas de 12 MP e macro para resultados bem detalhados de 5 MP. Todo o sistema como a lente frontal de 12 MP fazem vídeos em 4K a 30 fps.

A bateria permanece de íon-lítio com capacidade de 5.000 mAh e carregamento exclusivo com cabo USB-C de até 45 W. A conectividade inclui rede móvel 5G, Wi-Fi 6E e a versão mais avançada de Bluetooth 6.0.

Por fim, o celular está mais fino, menor e mais estreito; a construção em alumínio ficou mais leve, com o total de 179 g. Já o salto para a certificação IP68 promete assegurar melhor resistência à imersão contínua em mais de 1 metro de profundidade na água. O Galaxy A57 está disponível por R$ 2.639 no Pix, com desconto de 34%.

Confira o unboxing do Galaxy A57:

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Galaxy A57 (256 GB) já atinge 34% OFF na melhor oferta desde lançamento

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Novo intermediário da Samsung ficou mais fino, leve e promete melhor desempenho do que a geração passada. Galaxy A57 vem de fábrica com Android 16 e One UI 8.5

Galaxy A57 e A37 tem telas Super AMOLED de 120 Hz (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

11 de Maio de 2026, 11:02
Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Procon Carioca notificou a Apple devido à suposta propaganda enganosa do iPhone, especificamente em relação à Apple Intelligence, que prometia realizar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, mas nunca foi completamente entregue.
  • A Apple terá que responder em 20 dias e fornecer informações sobre as funcionalidades entregues, comunicação aos consumidores brasileiros, materiais publicitários veiculados e medidas para corrigir o problema.
  • Nos EUA, a Apple se comprometeu a pagar até US$ 250 milhões em indenização para compradores de iPhone afetados pela propaganda enganosa.

A Apple entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor do Brasil. O Tecnoblog apurou com exclusividade que o Procon Carioca notificou a empresa e quer esclarecimentos para suposta publicidade enganosa junto a compradores de iPhones lançados a partir de 2023. Na ocasião, a companhia prometeu funções de inteligência artificial que nunca chegaram ao mercado.

Na última sexta-feira (08/05), o Procon Carioca instaurou procedimento administrativo para apurar potencial omissão, descumprimento de oferta e violação ao dever de informação clara, adequada e ostensiva. As práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como o caso começou?

O lançamento do iPhone 16 marcou também a propaganda em torno da Apple Intelligence, tecnologia de inteligência artificial que, segundo os comerciais da Apple, seria capaz de realizar um sem-número de tarefas diretamente no aparelho. O recurso nunca foi completamente entregue, mesmo dois anos depois.

Diante disso, uma consumidora abriu uma ação civil pública na Justiça dos Estados Unidos que resultou, na semana passada, num compromisso formal de pagamento. A Apple se comprometeu a dar até US$ 95 (cerca de R$ 465, em conversão direta) para cada comprador de iPhone.

O acordo vai custar US$ 250 milhões aos (bem recheados) cofres da companhia, o que dá por volta de R$ 1,23 bilhão. A medida vale para iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max. O acordo seja formalmente reconhecido pelo juiz do processo, de acordo com a imprensa americana.

Craig Federighi, VP de engenharia de software da Apple, anunciando o Apple Intelligence
Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

Um dos vídeos de divulgação da Apple Intelligence trazia a atriz Bella Ramsey interagindo com a Siri. Ela perguntava quem era uma determinada pessoa, que havia conhecido num determinado local, e, ao menos em tese, o iPhone conseguia consultar sua base de conhecimento para revelar a informação correta.

O vídeo sumiu dos canais oficiais da Apple no YouTube quando ficou claro que a Apple Intelligence estava muito distante daquela promessa. Alguns executivos da Apple posteriormente se desculparam pelas alegações, digamos assim, exageradas.

A notificação do Procon

iPhone 15 Pro Max
Compradores de iPhone 15 Pro (na foto) e 16 podem ser beneficiados em processo administrativo do Procon Carioca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu apurei que o Procon Carioca cobrou os seguintes esclarecimentos:

  • Quais funcionalidades foram efetivamente entregues no lançamento?
  • Como as informações foram comunicadas aos consumidores brasileiros?
  • Quais materiais publicitários foram veiculados no país?
  • Qual o cronograma de implementação dos recursos anunciados?
  • Dados de reclamações de consumidores e número de pessoas impactadas
  • Medidas adotadas ou previstas para garantir correção e eventual compensação

De acordo com o órgão, o caso suscita “princípios centrais das relações de consumo, como a boa-fé, a transparência e o cumprimento da oferta”.

A Apple tem 20 dias para responder ao Procon Carioca. O Tecnoblog também procurou a empresa, que não irá se pronunciar junto à imprensa.

Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

iPhone 15 Pro Max (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11

1 de Maio de 2026, 16:21
Modo Xbox no Windows 11
Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Modo Xbox foi oficialmente lançado no Windows 11, após fase de teste, permitindo que usuários transformem área de trabalho em painel de jogos em tela cheia;
  • recurso proporciona acesso rápido a jogos instalados e disponíveis via Xbox Game Pass, e proporciona menos distrações;
  • Microsoft iniciou a liberação do Modo Xbox de forma gradual em “mercados selecionados”, o que inclui o Brasil.

Depois de uma fase de testes, o Modo Xbox (Xbox Mode) tornou-se oficial no Windows 11. O recurso, que transforma a área de trabalho do sistema operacional em uma espécie de painel de jogos em tela cheia, começou a ser liberado pela Microsoft para usuários finais, estejam eles usando notebooks, desktops ou tablets.

A proposta é um tanto óbvia: permitir que você tenha acesso rápido ao seu acervo de jogos, bem como possa jogá-los com menos risco de se distrair com outro recurso do computador. Para isso, o novo modo tenta reproduzir, no PC, a experiência de jogar no Xbox, tanto quanto possível.

O acervo de jogos que pode ser acessado inclui tanto aqueles que foram instalados no computador pelas vias tradicionais quanto títulos disponíveis via Xbox Game Pass e outras plataformas compatíveis com o Windows.

É claro que o seu PC continua disponível para outras tarefas: você pode entrar e sair do Modo Xbox a qualquer momento.

Modo Xbox tem origem nos portáteis ROG Xbox Ally

O Modo Xbox é o nome de um recurso que, até recentemente, a Microsoft chamava de Xbox Full Screen Experience (Xbox FSE). O FSB foi implementado inicialmente na linha de portáteis ROG Xbox Ally como uma interface que otimiza a experiência do usuário com esse tipo de dispositivo.

Vem daí outra característica importante do Modo Xbox: a facilidade de navegação por meio de joysticks (e não somente por teclado e mouse, como é típico de PCs).

Com o passar dos meses, a Microsoft expandiu o recurso para outros PCs portáteis para jogos e, no fim de 2025, confirmou a liberação do então XBox FSB para notebooks, desktops e tablets que rodam o Windows 11. A promessa começou a ser cumprida agora.

Xbox FSE para Windows 11
Xbox FSE para Windows 11, agora chamado de Modo Xbox (imagem: reprodução/Microsoft)

Disponibilidade do Modo Xbox no Windows 11

De acordo com a Microsoft, o Modo Xbox já começou a ser liberado. Porém, esse é um processo gradual, que pode levar semanas ou até meses para cobrir todos os PCs.

Como o recurso está sendo disponibilizado via atualização do Windows 11, habilitar a opção “Obter as atualizações mais recentes assim que elas estiverem disponíveis” no Windows Update pode apressar o processo, como a própria Microsoft sugere (isso se o recurso já não estiver ativado, é claro).

Mas grande parte dos usuários terá mesmo que ter paciência. A Microsoft afirma que a liberação começou em “mercados selecionados”. Eis, porém, uma boa notícia para nós: o Brasil está entre esses mercados.

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Xbox FSE para Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Anatel remarca leilão dos 700 MHz

1 de Maio de 2026, 11:26
Martelo de leiloeiro e mapa do Brasil contendo a bandeira nacional e duas torres de celular. Fundo azul com ondas em verde
Leilão de 700 MHz ocorrerá em 4 de maio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

A Agência Nacional de Telecomunicações remarcou o leilão da faixa de 700 MHz para a próxima segunda-feira (04/05), depois que uma ação na Justiça impediu o certame, inicialmente marcado para ontem (30/04). Isso não muda a dinâmica do evento, que irá licitar faixas de espectro para que prestadoras operem a rede de telefonia.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região derrubou uma liminar impetrada pela Telcomp, entidade que representa mais de 70 empresas do setor. A Justiça atendeu a um pedido da Unifique, que argumentou que a modelagem do leilão está alinhada com as diretrizes de política pública estabelecidas pelo Ministério das Comunicações.

Conforme explicamos numa reportagem especial, o formato do leilão privilegia as operadoras regionais. Elas terão mais oportunidade de arrematar as novas faixas de frequência. Caso isso não aconteça, as empresas de porte nacional, como Claro, TIM e Vivo, também poderão comprar mais espectro.

A expectativa é de que faixas licitadas na próxima segunda – caso não tenhamos novas surpresas – sejam usadas primeiro para reforçar o sinal do 4G. No futuro, porém, é possível que também sejam usadas na transmissão do 5G.

As empresas vencedoras do leilão deverão cumprir uma série de obrigações relacionadas à cobertura nas rodovias e em localidades de difícil acesso.

De acordo com a Anatel, a sessão pública terá início às 10h e será transmitida via YouTube.

Anatel remarca leilão dos 700 MHz

Leilão de 700 MHz ocorrerá dia 30 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Operadora promete 5G de graça sempre que a fibra cair

1 de Maio de 2026, 11:09
Símbolos de internet Wi-Fi sem fio
Benefício libera dados móveis sem desconto quando a fibra cai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Unifique oferece o benefício “Conexão Garantida” para clientes de planos com internet fibra e móvel.
  • A novidade libera o uso de dados móveis sem descontar da franquia quando a internet fixa fica fora do ar.
  • O benefício é válido por 1 a 5 dias, conforme a data da visita técnica, e pode ser estendido mediante nova solicitação.

A Unifique passou a oferecer um benefício para clientes de planos com internet fibra e móvel. Chamado de “Conexão Garantida”, o recurso libera o uso de dados móveis sem descontar da franquia quando a internet fixa fica fora do ar.

Com a oferta, os clientes devem permanecer conectados enquanto o problema técnico não é resolvido. A operadora atua principalmente no Sul do Brasil e vende combos de fibra + móvel a partir de R$ 99,90 por mês.

No entanto, a ativação não é automática. O cliente precisa entrar em contato com a operadora, solicitar o reparo da internet e aguardar o agendamento da visita técnica. Só então, se cumprir os critérios, o acesso móvel ilimitado é liberado.

Como funciona?

Peça publicitária com fundo azul vibrante mostra um jovem de pele clara, vestindo camiseta amarela e camisa jeans aberta. Ele sorri enquanto olha para um celular em sua mão direita. No braço esquerdo, ele segura um notebook aberto. À esquerda, lê-se: "unifique", "CONEXÃO GARANTIDA".
Ativação depende de contato com a operadora e visita técnica (imagem: divulgação)

Se a falha não puder ser resolvida remotamente, a Unifique agenda um técnico e ativa o benefício na linha móvel vinculada ao mesmo CPF ou CNPJ. Durante esse período, o uso de dados não é descontado da franquia nem gera cobrança extra.

O acesso vale por 1 a 5 dias, conforme a data da visita. Em alguns casos, pode ser estendido mediante nova solicitação. Quando a internet fixa volta — ou o prazo termina —, o consumo retorna ao normal.

Regras e limitações

A prestadora explica que o benefício tem restrições:

  • vale para apenas uma linha móvel por cliente;
  • não é cumulativo com outras promoções;
  • não gera desconto ou crédito na fatura;
  • não cobre interrupções programadas;
  • pode ser cancelado em caso de uso indevido (a Unifique não detalha o que se enquadra nessa categoria, mas geralmente é o uso da rede para atividades ilícitas).

Operadora promete 5G de graça sempre que a fibra cair

Wi-Fi (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

(imagem: divulgação)

Quanto custa uma máquina de lavar para humanos? O Japão lançou e o Brasil vai querer

30 de Abril de 2026, 21:47

O Japão acaba de elevar o conceito de automação doméstica a um novo patamar com o lançamento da máquina de lavar para humanos. Inspirado em um projeto futurista da década de 70, esse equipamento promete revolucionar a higiene pessoal através de tecnologia de ponta e conforto absoluto. Entenda como funciona essa cápsula que utiliza microbolhas e inteligência artificial para limpar e relaxar o corpo simultaneamente.

O que é a máquina de lavar para humanos?

De acordo com um estudo detalhado pela National Geographic, o dispositivo foi batizado oficialmente de Mirable Project e utiliza um sistema de cápsula fechada altamente tecnológico. O equipamento funciona como um casulo onde o usuário se acomoda confortavelmente enquanto sensores monitoram suas condições físicas em tempo real.

A proposta não é apenas remover a sujeira da pele, mas proporcionar um ambiente de relaxamento profundo, onde o usuário sequer precisa se mexer durante o processo de higienização. A inteligência artificial integrada seleciona a música e o conteúdo visual ideal para cada sessão de banho automático.

🧼 Microbolhas de limpeza: Água rica em oxigênio remove impurezas nos poros sem fricção manual.

💓 Monitoramento vital: Sensores de ECG medem os batimentos para ajustar a temperatura da água.

💆 Relaxamento imersivo: A inteligência artificial projeta imagens relaxantes para descompressão mental.

Como a tecnologia de microbolhas atua na lavagem?

O segredo por trás dessa inovação japonesa está na produção de bolhas microscópicas que conseguem penetrar profundamente nos poros da pele. Essas partículas de água e ar carregadas eletricamente atraem as moléculas de gordura e sujeira, removendo-as naturalmente sem a necessidade de sabões agressivos.

Esse método inovador dispensa o uso de esponjas ou esforço físico, garantindo uma limpeza eficiente e extremamente suave para qualquer tipo de usuário. Além da higiene, a microtecnologia auxilia na circulação sanguínea, promovendo uma sensação de leveza imediata após o término do ciclo.

  • Remoção de toxinas e resíduos profundos nos poros.
  • Hidratação intensa durante todo o fluxo contínuo de água.
  • Prevenção de irritações cutâneas causadas por fricção física.
  • Economia significativa de água em relação ao banho de banheira tradicional.
Quanto custa uma máquina de lavar para humanos? O Japão lançou: e o Brasil vai querer
Bolhas microscópicas carregadas eletricamente removem impurezas da pele sem esforço físico – Expo Mundial de Osaka / Divulgação

Qual é o preço dessa máquina de lavar para humanos?

Embora a tecnologia pareça um sonho futurista para muitos, o custo de aquisição é atualmente o maior impeditivo para a popularização imediata no mercado global. O investimento necessário para ter uma unidade em casa reflete a complexidade dos sensores e materiais utilizados na construção da cápsula.

Os valores de lançamento no Japão superam até mesmo o preço de imóveis compactos em grandes cidades europeias, posicionando o item como um artigo de luxo extremo. No entanto, a empresa desenvolvedora acredita que a produção em escala poderá reduzir esses valores nas próximas décadas.

Especificação Dados Técnicos
Nome do Projeto Mirable Project (Science Co. Ltd)
Duração do Ciclo Aproximadamente 15 minutos
Comparativo de Preço Equivalente a um apartamento em Madri

Quem é o público-alvo para essa inovação?

Inicialmente, o foco estratégico está voltado para hospitais e lares de idosos de alto padrão tecnológico. Nessas instituições, a mobilidade reduzida torna o banho tradicional um desafio diário para cuidadores e pacientes, tornando a cápsula uma solução prática e segura.

Com o passar dos anos, a expectativa é que versões domésticas mais compactas alcancem o mercado de luxo residencial. Entusiastas de biohacking e profissionais que buscam otimização de tempo aliada ao bem-estar são os principais interessados na tecnologia de lavagem automatizada.

Quando veremos esse equipamento no Brasil?

Até o momento, não existe uma previsão oficial para a importação oficial da máquina Mirable para o mercado brasileiro. Os altos custos logísticos e a necessidade de uma rede técnica especializada para manutenção são os principais gargalos para a chegada do produto na América Latina.

Entretanto, a repercussão global do projeto coloca o Brasil no radar de futuras expansões para o setor de bem-estar. Spas de luxo e clínicas de estética avançada podem ser as primeiras a adotar protótipos similares, oferecendo a experiência do banho japonês automático em solo nacional.

Leia mais:

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Motorola lança linha Razr 70 com dois celulares dobráveis flip; veja o preço

29 de Abril de 2026, 13:00
Razr 70 Ultra, smartphone dobrável, sobre uma mesa, dobrado em ângulo de 90 graus, mostrando uma mulher captada pela câmera frontal
Razr 70 Ultra tem câmera frontal de 50 MP (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Motorola lançou a linha Razr 70 com dois celulares dobráveis flip: Razr 70 e Razr 70 Ultra.
  • O Razr 70, versão de entrada, chega ao Brasil por R$ 5999.
  • O Razr 70 Ultra tem chip Snapdragon 8 Elite, bateria de 5.000 mAh e câmeras capazes de gravar em 4K e tecnologia Dolby Vision.

A Motorola apresentou, nesta quarta-feira (29/04), sua família de dobráveis flip para 2026, com o Razr 70 e o Razr 70 Ultra. O Razr 70 chega ao Brasil com preço sugerido de R$ 5.999. Ainda não há informações sobre a chegada dos outros dois modelos ao mercado nacional.

Eles terão a companhia do Motorola Razr Fold, anunciado globalmente em janeiro. Ele é primeiro smartphone da empresa a adotar o formato dobrável fold, alternando entre dimensões de smartphone quando fechado e tablet quando aberto.

Razr 70 Ultra

Vamos começar pelo aparelho mais potente. O Razr 70 Ultra tem chip Snapdragon 8 Elite, bateria de 5.000 mAh e carregamento rápido, com 8 minutos sendo suficientes para garantir autonomia para o dia inteiro. As câmeras são capazes de gravar em 4K e tecnologia Dolby Vision.

O Snapdragon 8 Elite foi apresentado no fim de 2024. Ele é o antecessor do Snapdragon 8 Elite Gen 5, atual carro-chefe da Qualcomm e empregado em smartphones como o Galaxy S26 Ultra, da Samsung.

Dois aparelhos Razr 70 Ultra lado a lado
Tela externa maior é uma das diferenças visíveis do modelo Ultra (imagem: divulgação)

Resumindo: a Motorola não está usando o que há de mais novo e potente no portfólio da fabricante de chips. Isso não significa que o desempenho vá ser ruim — longe disso, o Snapdragon 8 Elite continua entregando muita potência, com uma CPU que chega a 4,47 GHz. Mesmo assim, é uma estratégia que chama a atenção.

Voltando ao Razr 70 Ultra, ele conta com tela interna de 7 polegadas, com resolução 1,5K, brilho máximo de 5.000 nits e taxa de atualização de até 165 Hz. Quando fechado, o aparelho tem uma tela externa de 4 polegadas e brilho máximo de 4.000 nits.

Na construção, o smartphone conta com dobradiça reforçada com titânio e proteção contra água e poeira no padrão IP48. A bateria tem capacidade para 5.000 mAh, suporte a carregamento com fio de 68 W e wireless de 30 W.

O aparelho conta com uma câmera principal, uma ultrawide e uma frontal na tela interna, todas de 50 megapixels.

Razr 70

O Razr 70 é o mais básico dos modelos da família. Visualmente, ele se diferencia por ter uma moldura maior na tela externa. Não por acaso, ela é menor, com apenas 3,6 polegadas. Em outras especificações, o visor do lado de fora usa tecnologia AMOLED, tem taxa de atualização de 90 Hz e brilho máximo de 1.700 nits.

A tela interna AMOLED oferece bastante espaço, com 6,9 polegadas, mas troca a resolução 1,5K Super HD por uma Full HD+. A taxa de atualização é de 120 Hz e o brilho atinge um pico de 3.000 nits.

O Razr 70 usa chip Dimensity 7450X, da MediaTek, com CPU que atinge 2,6 GHz.

Dois aparelhos Razr 70 lado a lado
Razr 70 básico tem tela de 3,6 polegadas (imagem: divulgação)

A construção também conta com dobradiça reforçada com titânio e resistência contra água e poeira no padrão IP48. A bateria menor, com 4.800 mAh, mas oferece suporte a 30 W de recarga com fio, menos que os irmãos maiores. Sem fio, consegue receber 15 W.

Na parte de fora, o Razr 70 conta com duas câmeras de 50 megapixels, a principal e a ultrawide. Na parte de dentro, uma lente com sensor de 32 megapixels.

Motorola lança linha Razr 70 com dois celulares dobráveis flip; veja o preço

Razr 70 Ultra tem câmera frontal de 50 MP (imagem: divulgação)

Tela externa maior é uma das diferenças visíveis do modelo Ultra (imagem: divulgação)

Razr 70 básico tem tela de 3,6 polegadas (imagem: divulgação)

Sky renova marca e confirma internet por satélite no Brasil

29 de Abril de 2026, 10:58
O novo logotipo da Sky
O novo logotipo da Sky (imagem: reprodução/Sky)
Resumo
  • Sky renova sua marca e confirma plano para oferecer internet via satélite no Brasil, além de serviços de telefonia móvel;
  • empresa passa a ter cinco divisões: Sky (TV por assinatura), Sky+ (TV ao vivo e streaming), Sky Empresas (TV para estabelecimentos), Sky Móvel (telefonia 4G e 5G) e Sky Link (internet por satélite);
  • na Sky Móvel, planos incluem opções de 6 GB a 50 GB, com preços variando de R$ 29,90 a R$ 89,90.

Aquela Sky que atuava apenas com TV por assinatura realmente ficou no passado. A companhia também já vende planos de streaming por meio da plataforma Sky+ e, agora, se prepara para oferecer internet via satélite (Sky Link). Para representar a nova fase, a Sky acabou de renovar a sua identidade visual.

O novo logotipo não é, exatamente… novo. O símbolo é muito parecido com o que é adotado pela Sky britânica, com a diferença de que, lá, a marca é colorida. No Brasil e em outros países da América Latina, o logotipo é todo vermelho.

Esse é um detalhe curioso, pois a Sky britânica é uma empresa diferente da Sky da América do Sul, que é controlada pela Waiken ILW. De acordo com o Teletime, houve um acordo entre ambas as partes para que um logotipo similar ao da companhia britânica fosse adotado no Brasil e países vizinhos.

Mais importante, porém, é o que essa mudança representa. O rebranding vem para fazer a Sky estabelecer-se em cinco divisões principais, com as duas últimas sendo novas. São elas:

  • Sky: planos de TV por assinatura
  • Sky+: TV ao vivo e streaming
  • Sky Empresas: planos de TV para bares, hotéis, academias e afins
  • Sky Móvel: planos de telefonia 4G e 5G
  • Sky Link: internet por assinatura

Esse novo posicionamento expressa uma transformação profunda. Aos 30 anos de nossa operação no Brasil, somos uma marca que evoluiu junto com seus clientes e que hoje conecta entretenimento, tecnologia e serviços em um ecossistema integrado.

Eduardo Bernstein, diretor de Comunicação da Sky Brasil

Sky passa a ter 5 divisões principais
Sky passa a ter 5 divisões principais (imagem: reprodução/Sky)

O que é a Sky Móvel?

A Sky Móvel e Sky Link são as divisões que mais chamam a atenção nesta nova fase. Falando da primeira, a Sky Móvel estreou neste mês de abril como uma operadora móvel virtual (MVNO). Como o Tecnoblog revelou com exclusividade, trata-se de uma parceria estabelecida com a Surf Telecom.

Os planos oferecidos no momento, todos pós, são estes (valores sem considerar promoções):

  • Sky Móvel 6 GB: R$ 29,90
  • Sky Móvel 15 GB: R$ 39,90
  • Sky Móvel 30 GB: R$ 69,90
  • Sky Móvel 50 GB: R$ 89,90

E o que é a Sky Link?

A Sky Link surge para concorrer com a Starlink na oferta de acesso à internet via satélite. Para tanto, a Sky utilizará os serviços do Amazon Leo que, assim como a Starlink, operará com satélites de órbita baixa.

Mas, como a rede de satélites da Amazon ainda não está operando comercialmente, não há data confirmada para a estreia da Sky Link. Mas podemos esperar por novidades em breve, afinal, a previsão é a de que o Amazon Leo comece a funcionar ainda em 2026.

Sky renova marca e confirma internet por satélite no Brasil

O novo logotipo da Sky (imagem: reprodução/Sky)

Sky passa a ter 5 divisões principais (imagem: reprodução/Sky)

Exclusivo: Xiaomi 17T passa na Anatel e já pode ser lançado no Brasil

27 de Abril de 2026, 09:50
Imagem mostra o Xiaomi 17T. A fotografia é um close-up nas câmeras.
Câmera teleobjetiva do Xiaomi 17T deve receber upgrade (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Xiaomi 17T passou na Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Celular terá câmera melhorada e possível bateria de 6.500 mAh.
  • O aparelho será fabricado na China e seu lançamento é esperado para maio.

O Xiaomi 15T vai receber um sucessor em breve: o Xiaomi 17T passou na Anatel e está a caminho do Brasil. O novo smartphone topo de linha vinha aparecendo em vazamentos, e seu lançamento é esperado para maio. O modelo foi homologado com o código 2602DPT53G a pedido da DL, que representa a fabricante no país.

A documentação não deixa espaço para dúvidas, já que nela consta o nome comercial “Xiaomi 17T”. Ela também revela o design do aparelho, com fotos externas.

Imagem mostra o celular Xiaomi 17T em homologação na Anatel, com etiquetas de identificação na parte traseira
Xiaomi 17T consta na certificação da Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O design não muda muito em relação ao antecessor: visualmente a principal diferença está no flash, que deixa a localização no “cooktop” e passa a ficar logo ao lado do módulo das câmeras.

Apesar dos rumores apontarem que as câmeras se manterão similares, é possível notar nas imagens que o Xiaomi 17T possui uma teleobjetiva diferente, provavelmente utilizando uma lente periscópica com um zoom maior, como o Xiaomi 15T Pro já oferece.

Por dentro, é esperado um SoC Dimensity 8500, que é ligeiramente melhor que o 8400 Ultra do 15T. O smartphone deve chegar já com Android 16. O certificado também revela a presença de Wi-Fi 6 (sem 6 GHz), Bluetooth, 5G e NFC, características esperadas de um modelo dessa faixa de mercado.

Imagem mostra um carregador branco, com a descrição "67 W" desenhada na parte lateral
Carregador Xiaomi MDY-15-ET de 67 W (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Na caixa do modelo vendido oficialmente no mercado brasileiro virá o carregador MDY-15-ET, de 67 Watts. Ele recarregará a bateria BM6U, de 6.360 mAh nominais — capacidade que se alinha com os 6.500 mAh típicos que os rumores e vazamentos apontam, com um aumento de 1.000 mAh em relação ao Xiaomi 15T.

Segundo a documentação, o smartphone será fabricado na China. Além disso, ele deverá ter um irmão maior, o Xiaomi 17T Pro, com especificações superiores, mas que ainda não está certificado no Brasil.

Quando chega?

Não temos previsão de quando exatamente será o lançamento, nem valores. Para comparação, o Xiaomi 15T chegou por aqui em outubro de 2025, custando R$ 7.499.

Exclusivo: Xiaomi 17T passa na Anatel e já pode ser lançado no Brasil

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

26 de Abril de 2026, 00:06
Imagem mostra uma mão segurando um iPhone, com a tela exibindo o logo do Tinder
Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)
Resumo
  • Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
  • O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
  • A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
  • No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Ilustração de deepfake
Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

(imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Preço da memória já subiu 30% no Brasil, dizem empresários

23 de Abril de 2026, 17:47
Ilustração que mostra um celular e um notebook ao lado de uma moeda para representar um aumento de preços desses produtos
Encarecimento da memória afeta quase metade da indústria brasileira (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O preço da memória subiu 30% no Brasil, com reajustes de até 100% na cadeia de fornecimento.
  • 47% das empresas eletroeletrônicas relatam aumento nos custos de componentes e matérias-primas.
  • A demanda acelerada por data centers de inteligência artificial causou desequilíbrio no mercado e deve persistir até 2028.

A alta no preço das memórias já é percebida pelo consumidor brasileiro, mas agora aparece com mais clareza nos dados do setor. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os reajustes podem chegar a 100% ao longo da cadeia de fornecimento, e cerca de 30% já é repassado no preço final de notebooks, celulares e TVs.

De acordo com a entidade, 47% das empresas eletroeletrônicas relatam aumento nos custos de componentes e matérias-primas – o terceiro avanço consecutivo desde novembro, quando o índice era de 23%. 

Vale lembrar que os dados se referem ao repasse médio no preço final de produtos acabados. No mercado de componentes avulsos, como módulos de memória RAM e SSDs, o cenário é de volatilidade extrema e os preços, em muitos casos, dobraram ou triplicaram.

Em nota, a Abinee avalia que a situação atual é mais grave do que a observada durante a pandemia. Desta vez, a pressão vem da demanda acelerada por data centers de inteligência artificial, que tem redirecionado a produção de semicondutores e limitado a oferta para o mercado tradicional.

A expectativa é de que o desequilíbrio persista até 2028, projeção que vem sendo repetida por analistas e pela própria indústria há algum tempo. Além das memórias, outros insumos também encareceram, como cobre, alumínio, ouro, prata e plásticos, estes últimos puxados pela alta do petróleo em meio às guerras e tensões geopolíticas.

A escassez ainda não é generalizada, mas já há sinais de deterioração no mercado: 13% das empresas que dependem de semicondutores relatam dificuldades de abastecimento — 5 pontos percentuais a mais do que os 8% observados na pesquisa anterior.

Preço da memória já subiu 30% no Brasil, dizem empresários

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

HBO Max começa a proibir compartilhamento de senha no Brasil

23 de Abril de 2026, 17:06
HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • HBO Max Brasil agora restringe compartilhamento de senhas fora do domicílio do assinante;
  • plataforma passou a oferecer complemento “Membro Extra” para adicionar uma pessoa que não more com o titular;
  • “Membro Extra” custa R$ 14,90 por mês no Brasil; convidado precisa ter 18 anos ou mais e residência no mesmo país do titular da assinatura.

Assina a HBO Max e compartilha a assinatura com pessoas que não moram com você? Então, muita atenção: a versão brasileira da plataforma começou a restringir o compartilhamento de senhas e a oferecer uma opção de “membro extra”, seguindo uma abordagem que existe há um ano na HBO Max dos Estados Unidos.

Esse movimento não surpreende. Em fevereiro deste ano, a HBO Max já havia sinalizado que iria expandir a restrição de compartilhamento de senhas para outros países no decorrer de 2026.

Sabemos, agora, que essa decisão envolve o Brasil. O objetivo da medida é evitar que um assinante compartilhe a sua conta na plataforma com amigos ou familiares que moram em outra casa, como esta página de ajuda da HBO Max explica:

Sua conta HBO Max é para você e para as pessoas com quem você mora. Com o complemento de membro adicional, os assinantes cobrados pela WarnerMedia podem compartilhar seu plano HBO Max com um amigo ou membro da família que não more com eles. É necessário um plano de assinatura base.

Quando a plataforma detecta um acesso que corresponde ao compartilhamento indevido de senha, a reprodução do conteúdo pode ser barrada. Neste caso, a alternativa oferecida pelo serviço de streaming é o “Membro Extra”.

O que é o “Membro Extra” da HBO Max?

É um complemento que permite que o assinante adicione uma pessoa à sua conta no serviço. O Membro Extra passa a ter senha e perfil próprios, e pode aproveitar os recursos do plano base. Contudo, esse tipo de conta só pode assistir ao conteúdo da HBO Max em um dispositivo por vez.

No Brasil, o Membro Extra tem custo adicional de R$ 14,90 por mês. Esse valor independe do plano contratado. Em caso de pagamento anual da assinatura base, o Membro Extra continua sendo cobrado mensalmente. Leve em conta também que a pessoa adicionada deve ter 18 anos de idade ou mais e residir no mesmo país do titular da conta.

Para adicionar uma pessoa à sua assinatura, acesse a versão web da HBO Max, faça login e vá em Obter complementos. Na tela seguinte, escolha “Membro Extra” e clique em “Continuar” para efetuar o pagamento e convidar uma pessoa.

Opção Membro Extra na HBO Max custa R$ 14,90 mensais
Opção Membro Extra na HBO Max custa R$ 14,90 mensais (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que diz a HBO Max sobre o bloqueio de compartilhamento de senhas?

Ao Tecnoblog, a HBO Max enviou o seguinte posicionamento sobre o assunto:

As contas da HBO Max sempre foram destinadas ao titular da conta e às pessoas que moram com ele. Em alguns países da América Latina, iniciamos o gerenciamento do compartilhamento de contas fora da residência do assinante. Assim, a HBO Max passará a oferecer aos titulares a possibilidade de ampliar seu plano, incluindo um “Membro Adicional” (um amigo ou familiar que não mora com eles) por um valor extra, cobrado na fatura do titular.

Este plano oferece ao titular da conta maior flexibilidade e controle sobre os usuários autorizados, e permite que o Membro Adicional tenha uma conta independente, com perfil, recomendações e histórico próprios, mas vinculada à conta principal. O plano está disponível no Brasil, Peru e México e será expandido para mais territórios da América Latina nos próximos meses. A opção é válida para usuários que assinam e pagam a HBO Max diretamente, e não por meio de terceiros que comercializam a plataforma.

Quanto custa a HBO Max no Brasil?

Os planos da HBO Max no mercado brasileiro, sem considerar a opção Membro Extra e promoções, têm os seguintes valores atualmente:

PlanoPreçoCaracterísticas
Básico com AnúnciosR$ 29,90 (mensal) R$ 274,80 (anual)Anúncios limitados
2 telas simultâneas
Full HD
StandardR$ 44,90 (mensal) R$ 418,80 (anual)2 telas simultâneas
Full HD
30 downloads
PlatinumR$ 55,90 (mensal) R$ 538,80 (anual)4 telas simultâneas
Full HD ou 4K
Áudio Dolby Atmos
100 downloads

HBO Max começa a proibir compartilhamento de senha no Brasil

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Opção Membro Extra na HBO Max custa R$ 14,90 mensais (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Honor lança linha 600 com design inspirado no iPhone 17 Pro

23 de Abril de 2026, 16:01
Imagem de um Honor 600 Pro laranja disposto em uma praia, frente ao mar e à luz do sol
Linha Honor 600 parte de design “cópia do iPhone”, mas entrega configurações robustas (imagem: divulgação/Honor)
Resumo
  • A Honor lançou os novos Honor 600 e Honor 600 Pro, modelos que a empresa posiciona como topos de linha acessíveis, com câmera principal de 200 megapixels e baterias de alta capacidade.
  • Os dispositivos têm design inspirado no iPhone 17 Pro e vêm com processadores Snapdragon 7 Gen 4 e Snapdragon 8 Elite na versão Pro, respectivamente.
  • Os aparelhos estão disponíveis na Europa e na Ásia a partir de 30 de abril, com preços que começam em 649,90 euros (cerca de R$ 3.800) para o Honor 600 e 999,90 euros (aproximadamente R$ 5.850) para o Honor 600 Pro.

A Honor anunciou o lançamento global dos novos Honor 600 e Honor 600 Pro, modelos que a empresa posiciona como topos de linha acessíveis. Esses aparelhos chegarão diretamente ao mercado internacional, diferente da geração anterior, que ficou restrita à China.

A estreia ocorre simultaneamente na Europa e na Ásia, com início das vendas previsto para 30 de abril. Os dispositivos chamam atenção por reunir uma câmera principal de 200 megapixels, baterias de alta capacidade e um visual que remete, claramente, à estética adotada pela Apple em seus iPhones mais recentes.

Ainda não há previsão de lançamento do dispositivo no Brasil. Por aqui, a empresa já lista o Honor 600 Lite em seu site oficial, primeiro dispositivo da nova linha e que chegou ao mercado em março.

Estética em linha com a Apple

Imagem de um Honor 600 inclinado em um fundo de céu com nuvens
Honor 600 apresenta tela de 6,57 polegadas com brilho alto (imagem: divulgação/Honor)

O visual da linha 600 lembra, de forma muito próxima, o design implementado pela Apple nos lançamentos do ano passado. Isso se dá, principalmente, graças ao módulo de câmeras e da disposição dos sensores, especialmente na cor alaranjada. Não é a primeira vez, já que a empresa seguiu uma abordagem parecida no Honor Power 2, lançado em janeiro.

Apesar das semelhanças, a empresa mantém algumas escolhas próprias. Ambos os modelos contam com certificação IP69K, que garante resistência a jatos de água de alta pressão e poeira — um nível acima do padrão mais comum no mercado.

O conjunto é complementado por telas AMOLED de 6,57 polegadas, com taxa de atualização de 120 Hz e brilho de pico HDR que chega a 8.000 nits.

Hardware e câmeras

Mockup de especificações técnicas do Honor 600
Honor 600 e 600 Pro chegam com até 12 GB de RAM e 512 de armazenamento (imagem: reprodução/Honor)

Embora compartilhem design e tela, as diferenças entre o Honor 600 e o 600 Pro aparecem principalmente no desempenho e nas câmeras:

  • Processador e memória: o Honor 600 utiliza o Snapdragon 7 Gen 4, enquanto o modelo Pro vem equipado com o Snapdragon 8 Elite, chip presente em flagships de 2025. Ambos oferecem até 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
  • Câmeras: os dois modelos trazem sensor principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP e câmera frontal de 50 MP. O 600 Pro adiciona uma lente teleobjetiva periscópica de 50 MP com zoom óptico de 3,5x.
  • Bateria e carregamento: a capacidade varia por região — 6.400 mAh na Europa e até 7.000 mAh na Ásia. O carregamento com fio é de 80 W em ambos, mas apenas o modelo Pro conta com carregamento sem fio de 50 W.
  • Software e IA: os aparelhos chegam com o MagicOS 10, baseado no Android 16, com recursos de inteligência artificial integrados. Entre eles está o AI Image to Video 2.0, voltado à geração de vídeos, além de um botão físico dedicado para funções de IA.

Preço e disponibilidade

Na Europa, o Honor 600 parte de 649,90 euros (cerca de R$ 3.800), enquanto o Honor 600 Pro começa em 999,90 euros (aproximadamente R$ 5.850).

Segundo o The Verge, o valor do modelo Pro fica próximo ao de um iPhone básico na região, mas ainda abaixo das versões Pro da Apple, justamente as que serviram de referência visual para os novos aparelhos.

Honor lança linha 600 com design inspirado no iPhone 17 Pro

(imagem: divulgação/Honor)

(imagem: divulgação/Honor)

(imagem: reprodução/Honor)

Celular com bateria de 7.000 mAh: 7 modelos para comprar no Brasil em 2026

23 de Abril de 2026, 14:46
Mão segurando smartphone; tela mostra app AccuBattery com capacidade de bateria em 61%
Oppo Find X9 Pro apresenta bateria de 7.500 mAh; confira a lista completa (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Celulares com bateria de 7.000 mAh têm se tornado populares no mercado, já que podem armazenar mais energia do que smartphones mais básicos. Como consequência, esses aparelhos costumam ter mais autonomia de bateria, e passam mais tempo longe da tomada.

Mas analisar a capacidade da bateria de um celular não é tudo: também é preciso observar outras questões como tempo de autonomia, tecnologias que otimizam a eficiência energética do sistema e tipos de carregamento suportados.

Neste guia, confira sete celulares com bateria de 7.000 mAh para comprar em 2026, incluindo informações sobre carregamento e recursos voltados para energia.

1. Realme C85


Prós
  • Bateria de 7.000 mAh
  • Resistência a nível militar
  • Tela com taxa de atualização de 144 Hz
  • Desempenho equilibrado para tarefas mais básicas
Contras
  • Falta de suporte para carregamento sem fio
  • Falta de suporte ao 5G (versão 4G)
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O Realme C85 é alimentado pela maior bateria da linha Realme C até o momento, com capacidade de 7.000 mAh e saúde da bateria teórica de seis anos. A bateria promete autonomia de 21 horas de reprodução contínua de vídeo, desempenho consistente mesmo em temperaturas entre -20 °C e 53 °C, e traz suporte para carregamento rápido de 45 W (cabeado) e carregamento reverso (10 W).

Outros especificações do smartphone incluem tela de 6,8″ com taxa de atualização de 144 Hz, certificação de resistência a nível militar, processador Snapdragon 685 Mobile (versão 4G) ou Mediatek Dimensity 6300 (versão 5G), 4 GB, 6 GB ou 8 GB de RAM, 128 GB ou 256 GB de armazenamento, além de uma câmera traseira com 50 MP.

2. Jovi Y31


Prós
  • Bateria com 7.200 mAh
  • Bateria com saúde teórica de seis anos
  • Certificação IP68, IP69 e IP69+
Contras
  • Tela com resolução HD+
  • Falta de suporte a carregamento sem fio
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A bateria de silício-carbono com capacidade de 7.200 mAh é um dos principais destaques do Jovi Y31. O componente foi desenvolvido para se manter saudável durante seis anos e pode durar até 45 horas em reprodução contínua de vídeo. A bateria ainda é compatível com carregamento rápido via cabo (44 W) e carregamento reverso (7,5 W).

Além da bateria, o Jovi Y31 tem proteção SGS contra quedas, certificação IP68, IP69 e IP69+ contra água e poeira, display de 6,75″ com taxa de atualização de 120 Hz, system-on-a-chip (SoC) Snapdragon 6s 4G Gen 2, 8 GB de RAM, 256 GB ou 512 GB de armazenamento e um kit duplo de câmeras na traseira com lente de 50 MP.

3. Jovi V70


Prós
  • Bateria com boa autonomia
  • Tela com taxa de atualização de até 120 Hz
  • Câmera grande-angular de 200 MP com OIS
  • Desempenho equilibrado
Contras
  • Usa a interface OriginOS
  • Sem carregamento wireless ou reverso
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O Jovi V70 apresenta uma bateria de silício-carbono, com 7.000 mAh de capacidade e autonomia de até 43,8 horas de vídeos no YouTube. O celular é compatível com carregamento rápido de 90 W (com cabo) e leva cerca de 60 minutos para uma recarga de 1% até 100%, segundo a Jovi.

Ainda falando de bateria, o smartphone traz um circuito de alimentação inteligente e um sistema de resfriamento que ajudam a minimizar o calor e prolongar a vida útil do componente.

Processador Dimensity 7360-Turbo, capacidade de 8 GB RAM e 256 GB de armazenamento, recursos com assistência de inteligência artificial (IA) e lente ultra-angular de 200 MP na traseira completam as principais especificações do celular.

4. Oppo A6 Pro


Prós
  • Certificação IP69 contra água e poeira
  • Resistência de nível militar
  • Bateria com boa autonomia
  • Conectividade aprimorada com o AI LinkBoos 3.0
Contras
  • Não possui lente ultra-angular
  • Não é compatível com carregamento sem fio
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Lançado em setembro de 2025, o Oppo A6 Pro chegou ao mercado com uma bateria de 7.000 mAh de capacidade, com durabilidade teórica de cinco anos e autonomia de até 31 dias com o celular em stand by. A bateria ainda traz suporte para recarga reversa (5 V) e carregamento rápido cabeado de 80 W, levando 60 minutos para uma recarga completa.

A bateria de alta capacidade é um dos pontos fortes do smartphone, mas outros destaques incluem resistência IP69 contra água e poeira, câmara de vapor para dissipar o calor, processador Mediatek Dimensity 6300, além da combinação de 8 GB de RAM com 256 GB de armazenamento.

5. Realme 15 Pro


Prós
  • Performance avançada com o Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4
  • Bateria com capacidade de 7.000 mAh
  • Kit de câmeras interessante
Contras
  • Sem suporte para eSIM
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O Realme 15 Pro tem especificações de hardware interessantes, como Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4, 8 GB ou 12 GB de RAM, armazenamento de 128 GB a 512 GB e sistema duplo de câmera com lentes de até 50 MP. Mas um dos principais diferenciais destaques do smartphone está na bateria de silício-carbono com capacidade de 7.000 mAh.

A bateria promete autonomia de até 22 horas de reprodução contínua de vídeos no YouTube e suporta carregamento rápido de 80 W com fio, levando 61 minutos para uma recarga completa.

Também vale mencionar que a bateria conta com um chip de longa duração que previne danos ao componente, e o celular tem uma câmara de vapor para mitigar superaquecimentos em tarefas mais intensivas, como jogos.

6. Realme GT 7


Prós
  • Bateria de 7.000 mAh com certificação TÜV Rheinland
  • Tela OLED com taxa de atualização de 120 Hz
  • Sistema de resfriamento 360º
Contras
  • Sem suporte para carregamento sem fio
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A bateria silício-carbono de 7.000 mAh é o principal destaque do Realme GT 7, tendo recebido a certificação TÜV Rheinland de bateria cinco estrelas.

O componente chega a uma autonomia da bateria de dois (uso moderado) a três dias (uso leve), mantém desempenho estável mesmo em temperaturas entre -20 ºC e 45 ºC, conta com chip que prolonga sua vida útil e traz suporte para carregamento ultra rápido de 120 W, demorando 40 minutos para uma recarga completa.

Internamente, o smartphone da Realme também apresenta um sistema de resfriamento total (360º) para mitigar superaquecimentos, SoC Dimensity 9400e, 8 GB ou 12 GB de RAM, armazenamento de 256 GB ou 512 GB, além de um sistema triplo de câmera com assistência de inteligência artificial.

7. Oppo Find X9 Pro


Prós
  • Sistema avançado com três câmeras
  • Sensor True Color com nove canais espectrais
  • Bateria duradoura de 7.500 mAh
Contras
  • Custo elevado
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Chegando ao fim da lista, Oppo Find X9 Pro traz uma bateria de silício-carbono com capacidade de 7.500 mAh — a maior entre os modelos mencionados nesse guia. O smartphone suporta carregamento rápido SUPERVOOC de 80 W, carregamento reverso (10 W) e é o único celular da lista compatível com carregamento sem fio (SUPERVOOC de 50 W).

A Oppo menciona autonomia suficiente para um dia inteiro, mas testes do Tecnoblog com o Oppo Find X9 Pro apontaram uma duração média ainda maior, de 40 horas e 20 minutos. Já a recarga completa levou cerca de 1 hora e 45 minutos, com o carregador de 80 W que acompanha o celular.

E a bateria robusta não é o único diferencial do celular: o aparelho ainda conta com chipset MediaTek Dimensity 9500, 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, além do chip S1 que otimiza o sinal da rede. Além disso, o sistema triplo de câmeras (com direito a teleobjetiva de 200 MP) coloca o Oppo Find X9 Pro como um dos celulares com melhor câmera da atualidade.

Quais os prós e contras de celulares com bateria de 7.000 mAh?

Smartphones com baterias de 7.000 mAh apresentam diversas vantagens envolvendo autonomia e tecnologias de eficiência energética. Dentre os principais benefícios desses celulares, estão:

  • Baterias mais duradouras: baterias com 7.000 mAh de capacidade conseguem armazenar mais energia, e tendem a durar mais longe das tomadas.
  • Baterias com ciclos mais longos: por armazenarem mais energia, esses celulares têm ciclos de uso mais longos, o que prolonga a durabilidade da bateria.
  • Sistemas de resfriamento: smartphones com baterias de alta capacidade geralmente trazem sistemas de resfriamento avançados para evitar superaquecimentos.
  • Tecnologias em prol da durabilidade da bateria: diversos celulares apresentam recursos e tecnologias para estender a vida útil e a saúde de baterias com alta capacidade.

No entanto, celulares dessa categoria também trazem limitações, como falta de suporte a carregamento wireless. As principais desvantagens de aparelhos com baterias dessa capacidade incluem:

  • Otimizados para fontes mais potentes: a recarga de smartphones com baterias de 7.000 mAh são otimizadas para fontes mais potentes; se você usar carregadores com potência inferior, o carregamento levará mais tempo.
  • Falta de suporte ao carregamento sem fio: muitos dos celulares com bateria de 7.000 mAh não trazem suporte a carregamento sem fio, devido ao excesso de calor gerado e eficiência de recarga menor no processo.
  • Custo mais elevado: apesar de não ser necessariamente uma regra, celulares com baterias de grande capacidade tendem a ser mais caros.

Quantas horas dura uma bateria de 7.000 mAh?

Celulares com bateria de 7.000 mAh costumam durar de dois a três dias. Contudo, a autonomia varia de modelo para modelo, com base no processador, na construção da bateria e hardwares de otimização do sistema.

Vale mencionar que a duração de uma bateria de 7.000 mAh também muda de acordo com o perfil de uso. Como exemplo, um smartphone usado para tarefas leves tende a durar mais que outro celular usado para jogos e tarefas mais intensas, com gráficos no máximo e todas as conexões ativadas.

Carregador carregamento celular Galaxy A54 (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Perfil de uso, capacidade em mAh e recursos de otimização energética interferem na autonomia da bateria (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Celular com bateria de 7.000 mAh desgasta mais rápido?

Não necessariamente. A durabilidade das baterias atuais é baseada no número de ciclos, ou seja, quantas vezes o celular utilizou 100% da bateria (de forma contínua ou espaçada). E como baterias de 7.000 mAh armazenam mais energia que baterias com capacidades menores, elas tendem a durar mais, já que o ciclo de uso é mais longo.

O único ponto é que baterias com 7.000 mAh costumam ser de silício-carbono, e essa composição pode trazer riscos de degradação acelerada por conta da expansão volumétrica e natureza do silício. Felizmente, as fabricantes têm incorporado tecnologias que prolongam a saúde e vida útil desses componentes.

Celular com bateria de 7.000 mAh demora muito para carregar?

Smartphones com bateria de 7.000 mAh geralmente levam cerca de uma hora com adaptadores de 80 W ou superiores, mas o tempo pode se estender a aproximadamente duas horas com fontes menos potentes.

Apesar da lógica de que baterias com maiores capacidades precisam de mais tempo na tomada, a potência de carregamento utilizada e tecnologias de otimização durante a recarga também influenciam no tempo médio de recarga.

Celular com bateria de 7.000 mAh é melhor que 5.000 mAh?

Não necessariamente. Em teoria, celulares com bateria de maior capacidade são melhores porque conseguem armazenar mais energia. Mas a autonomia da bateria também depende da otimização de eficiência energética do smartphone.

Como exemplo, uma bateria de de 7.000 mAh pode durar menos que outra com capacidades inferiores se o sistema não for otimizado para lidar com essa alta capacidade energética.

Celular com bateria de 7.000 mAh tem carregamento por indução?

Geralmente não. Recargas por indução são menos eficientes do que carregamentos cabeados, e costumam suportar potências mais baixas. Isso significa que uma recarga por indução eletromagnética seria ainda mais lenta em uma bateria de 7.000 mAh, que armazena mais energia que componentes inferiores.

Além disso, celulares com carregamento por indução tendem a esquentar mais, já que o processo de indução magnética gera mais calor. E como altas temperaturas são grandes vilões das baterias, há riscos de degradação acelerada.

No entanto, é possível encontrar exceções no mercado como o Oppo Find X9 Pro, que é alimentado por uma bateria com 7.500 mAh e suporta carregamento sem fio de 50 W.

Close no módulo de câmeras do Oppo Find X9 Pro com 4 lentes e um flash
Oppo Find X9 Pro é um exemplo de celular com bateria de 7.000 mAh e com suporte para carregamento por indução (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Celular com 7.000 mAh ou carregamento rápido: o que priorizar?

A escolha entre maior capacidade de bateria (mAh) ou potência de carregamento rápido vai depender das suas necessidades e do seu perfil de uso.

Quem costuma passar o dia fora, sem fácil acesso a tomadas para recarga, deve focar nos limites de miliampere-hora do celular. Essa especificação influencia diretamente na quantidade de energia que a bateria pode armazenar, o que também impacta na autonomia. Em teoria, smartphones com maiores capacidades (em mAh) duram mais longe das tomadas.

Já usuários com acesso facilitado a tomadas podem priorizar a potência de carregamento rápido da bateria, mesmo que o hardware tenha uma capacidade menor. A lógica é simples: se você pode recarregar seu celular a qualquer momento, pode focar na potência suportada visando tempos da recarga mais curtos.

Vale destacar que praticamente todos os celulares com bateria de 7.000 mAh suportam carregamento rápido. Mas é o seu perfil de uso que vai definir qual dessas especificações deverá priorizar.

Existe celular com bateria de 10.000 mAh?

Sim. O Oukitel K10000 Pro chegou ao mercado em 2017 com bateria de 10.000 mAh, enquanto o Realme P4 Power é alimentado por uma bateria com capacidade de 10.001 mAh, por exemplo.

Contudo, smartphones com baterias de 10.000 mAh são vendidos para um público bem específico, já que o padrão dos celulares mais atuais costuma ficar entre 5.000 mAh e 7.000 mAh. E a disponibilidade desses aparelhos também é mais restrita, já que a procura é mais nichada.

Celular com bateria de 7.000 mAh: 7 modelos para comprar no Brasil em 2026

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Guia reúne sete opções de celular com bateria de 7.000 mAh ou superior, indicadas para quem quer autonomia e menos frequência de carregamento

Oppo Find X9 Pro apresenta bateria de 7.500 mAh; confira a lista completa (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Carregador carregamento celular Galaxy A54 (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Oppo Find X9 Pro tem câmeras Hasselblad (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Xbox Game Pass Ultimate fica 36% mais barato no Brasil

21 de Abril de 2026, 16:14
Imagem em fundo preto com diversas capas de games disponíveis no GamePass e dispositivos Xbox no canto
Preço do serviço cai meses após nova política que dobrou valor da assinatura (imagem: divulgação/Xbox)
Resumo
  • A Microsoft reduziu o preço do Xbox Game Pass Ultimate no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 mensais; o PC Game Pass caiu de R$ 69,90 para R$ 59,99.
  • A Microsoft manteve os preços do Essential em R$ 43,90 e do Premium em R$ 59,90 mensais.
  • A partir de 2026, o Game Pass Ultimate e o PC Game Pass não terão novos jogos de Call of Duty no dia do lançamento.

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (21/04) uma redução nos valores das assinaturas do Xbox Game Pass no Brasil. A medida, que segue uma nova estratégia global de preços, foca no plano de maior valor e surge como resposta às críticas da comunidade ao preço atualizado no ano passado.

O plano Game Pass Ultimate passa de R$ 119,90 para R$ 76,90 mensais. O PC Game Pass também cai, de R$ 69,90 para R$ 59,99. Segundo o comunicado oficial, o objetivo é reequilibrar a oferta após um período de instabilidade nos preços e na percepção de valor pelos consumidores.

A redução tenta corrigir o estrago causado pela virada estratégica de outubro do ano passado. Na época, o plano Ultimate sofreu um aumento de 99,9%, saltando de R$ 59,99 para R$ 119,90. A justificativa da Microsoft foi a incorporação de novos recursos e a chegada de franquias da Activision Blizzard ao catálogo.

Os planos Essential e Premium — antigos Core e Standard — não tiveram alterações nesta nova rodada. O Essential segue em R$ 43,90 e o Premium em R$ 59,90 mensais, valores que já haviam subido entre 25% e 33% nos reajustes de outubro.

Correção de rota após aumento de 99%

O corte nos preços ocorre poucas semanas após um memorando interno vazado da nova CEO da divisão Xbox, Asha Sharma, admitir que o Game Pass havia se tornado “caro demais”. Sharma, que substituiu Phil Spencer no final de fevereiro, sinalizou no documento que o custo-benefício da assinatura precisava ser revisto.

Para especialistas do setor, o recuo indica que os aumentos agressivos de 2025 tiveram impacto negativo na retenção de assinantes. A redução anunciada hoje seria o primeiro passo concreto da nova estratégia da executiva.

O Game Pass é o principal produto da empresa hoje, em um cenário de quedas frequentes de faturamento com hardware, enquanto o setor de serviços cresceu, impulsionado pela assinatura. É para tanto que a companhia volta seus esforços por uma nova geração híbrida.

O Project Helix, sucessor dos Xbox Series X/S, deve ser a concretização dos trabalhos da marca por um Xbox cada vez mais multiplataforma. A ideia é que o novo Xbox suporte até mesmo games de PC, seguindo o Modo Xbox para Windows 11 do ROG Xbox Ally.

Call of Duty sai do day one

Imagem promocional de videogame em um ambiente escuro e futurista, mostrando quatro soldados de elite armados e vestindo coletes e equipamentos táticos. O logo do jogo "Call of Duty Black Ops 7" está no canto inferior direito.
Call of Duty: Black Ops 7 (imagem: divulgação)

A queda no preço vem acompanhada de uma mudança que vai desagradar parte dos assinantes. A partir de 2026, os novos títulos da franquia Call of Duty não estarão disponíveis no Game Pass Ultimate ou no PC Game Pass no dia do lançamento.

A nova política prevê que os jogos só entrem no catálogo durante o período de festas de fim de ano do ano seguinte, uma janela de espera de aproximadamente um ano.

Os títulos de Call of Duty já presentes na biblioteca continuam acessíveis normalmente para assinantes dos dois planos.

Xbox Game Pass Ultimate fica 36% mais barato no Brasil

(imagem: divulgação/Xbox)

Check-in digital em hotéis já é obrigatório no Brasil

20 de Abril de 2026, 18:22
Página do FNRH Digital
Página do FNRH Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • check-in com FNRH Digital substitui fichas em papel no cadastro de hóspedes e padroniza o procedimento em todo o Brasil;
  • FNRH Digital foi criada pelo Serpro sob orientação do Ministério do Turismo para reduzir tempo no check-in e erros de preenchimento;
  • sistema usa QR Code ou link, e login Gov.br para pré-preencher dados do hóspede.

Esta segunda-feira (20/04) foi definida como o último dia de prazo para que serviços de hospedagem como hotéis e pousadas de todo o Brasil adotem o sistema da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH Digital), que vem sendo chamado informalmente de “check-in digital”. O objetivo é substituir as fichas em papel no cadastro de hóspedes.

De fato, é comum gastar preciosos minutos fazendo cadastro ao dar entrada em um hotel ou pousada. Durante o procedimento, é necessário informar dados como nome completo, RG, CPF, endereço de residência e meios de contato para, no fim, assinar um formulário em papel.

Nos horários mais movimentados, quando muitos hóspedes chegam de uma vez para fazer check-in, a espera para o procedimento ser realizado pode ser longa e cansativa.

Com a FNRH Digital, esse problema tende a ficar no passado. O sistema foi criado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) sob orientação do Ministério do Turismo para padronizar o check-in em todo o Brasil, o que deve tornar o procedimento não só mais rápido, como também menos suscetível a erros de preenchimento.

Como funciona o check-in digital?

Ao chegar a um serviço de hospedagem, o cliente deve ler, com seu celular, um QR Code que leva para a FNRH Digital. Totens para esse fim também podem ser disponibilizados. No sistema, a pessoa deve fazer login usando a sua conta Gov.br para seus dados de hospedagem serem pré-preenchidos.

O hotel ou pousada também pode enviar o link do check-in digital por e-mail, WhatsApp ou outro meio para que o cliente realize o procedimento antecipadamente, tal como nos serviços de check-in de voos comerciais. Assim, o hóspede só precisa apresentar seu documento de identidade na recepção para retirar a chave ou cartão de acesso ao quarto.

Vale destacar que a autenticação do hóspede com uma conta Gov.br é recomendada, mas não obrigatória. Quem optar pelo não uso desse método tem a opção de preencher o formulário eletrônico da FNRH Digital. É possível também preencher dados de dependentes.

O formulário digital também é oferecido a estrangeiros que, como tal, não têm CPF. Neste caso, os dados devem ser informados tendo o número de passaporte como ponto de partida.

Em todos os casos, os dados dos usuários são resguardados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

FNRH Digital agiliza check-in em serviços de hospedagem
FNRH Digital agiliza check-in em serviços de hospedagem (imagem: Roberto Castro/MTur).

Já posso usar a FNRH Digital na minha próxima hospedagem?

Depende. O sistema em si já é funcional e começou a ser disponibilizado para as empresas de hospedagem em novembro de 2025. O problema é que grande parte dos estabelecimentos do setor ainda não se adequou ao novo sistema, que é de implementação obrigatória. A data limite para isso é 20 de abril de 2026, ou seja, hoje.

De acordo com uma apuração do próprio Ministério do Turismo, mais de 3.400 serviços de hospedagem já aderiram à FNRH Digital, mas o Brasil conta, atualmente, com 19.231 estabelecimentos do tipo (considerando as empresas que estão devidamente inseridas no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos — Cadastur).

Ainda não está claro se haverá um novo prazo, embora isso possa ocorrer devido ao fato de muitos serviços de hospedagem enfrentarem dificuldades técnicas para aderir à FNRH Digital.

De todo modo, as expectativas do governo para o pleno funcionamento do sistema são grandes:

Hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem vão passar a oferecer um check-in muito mais ágil, confortável e seguro. Além de eliminar o uso de papel e contribuir para a sustentabilidade ambiental do nosso país, a nova ficha digital vai facilitar a vida de todos: do hóspede, que não perderá mais tempo com procedimentos demorados em balcões de recepção; e dos empreendedores do setor, que vão ter menos custos e poderão aprimorar seus negócios.

Gustavo Feliciano, Ministro do Turismo

Check-in digital em hotéis já é obrigatório no Brasil

Página do FNRH Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

FNRH Digital agiliza check-in em serviços de hospedagem (imagem: Roberto Castro/MTur).

Escassez de chips de memória pode durar mais que o esperado

20 de Abril de 2026, 11:46
Diversos pentes de memória RAM
Foco das fabricantes em IA já afeta PCs e smartphones (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A escassez global de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028, segundo informações do jornal japonês Nikkei Asia.
  • As fabricantes em memórias de alta largura de banda (HBM) tem focado no mercado de data centers de IA e baixa expansão de memórias de uso geral (DRAM).
  • Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% desse mercado, mas devem conseguir suprir 60% da demanda global somente até o fim de 2027.

Se você pretende fazer um upgrade no PC ou trocar de smartphone, é bom preparar o bolso. A escassez global de chips de memória pode continuar assombrando o mercado de eletrônicos nos próximos anos: novas informações do jornal Nikkei Asia indicam que o cenário não deve ter um alívio antes de 2028. O motivo já sabemos: o boom da inteligência artificial.

Com o desabastecimento batendo à porta desde o fim do ano passado, as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para surfar na onda da IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. É essa conta que está chegando ao bolso do consumidor.

Entre janeiro e março de 2026, os preços da memória deram um salto assustador de cerca de 90% em comparação ao trimestre anterior.

Quando a produção vai dar conta do recado?

Hoje, a matemática não fecha. As líderes do setor preferiram focar as atenções nas memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pisaram no freio da expansão da produção das memórias de uso geral (DRAM). O detalhe é que Samsung, SK Hynix e Micron Technology dominam 90% do mercado global de DRAM e são, basicamente, as únicas que fabricam chips HBM em larga escala.

Segundo o jornal japonês, o ritmo de expansão atual desse trio só será capaz de suprir 60% da demanda global até o final de 2027. A Counterpoint Research, empresa de pesquisas de consumo, estima que o mercado precisaria crescer 12% ao ano na produção para normalizar as coisas, mas os planos atuais preveem uma expansão tímida de 7,5%. O diretor de pesquisa da consultoria, MS Hwang, afirmou que um alívio não deve chegar antes de 2028.

O presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, foi além e jogou um balde de água fria nas expectativas, alertando que os gargalos de fornecimento podem se arrastar até 2030.

imagem do interior do gabinete de computador exibindo a placa-mãe, cooler e pentes de memória RAM
Mercado de hardware deve normalizar só a partir de 2028 (imagem: Erik G/Pexels)

Impacto é global

Esse cenário atinge em cheio os custos de fabricação dos eletrônicos que chegam às prateleiras. A consultoria IDC já prevê um tombo de 13% nas vendas globais de smartphones em 2026, justamente porque a margem de lucro das empresas despencou. Para se ter uma ideia, a memória representa hoje cerca de 20% do custo de um celular de entrada, mas essa fatia deve dobrar, encostando nos 40% até o meio deste ano.

Aqui no Brasil, o sinal de alerta já está aceso. Em conversa com o Tecnoblog, o vice-presidente sênior da Samsung no país, Gustavo Assunção, avisou que os eletrônicos devem ficar até 20% mais caros este ano. A indústria até tentou segurar e absorver os impactos iniciais, mas o salto nos custos da memória RAM tornou o repasse para o consumidor inevitável. O problema também afeta fabricantes como Dell e Lenovo, que já confirmaram que os notebooks vão encarecer globalmente.

A crise força o mercado a tomar decisões drásticas. A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos. Enquanto isso, a japonesa Kioxia (fabricante de memórias flash NAND) condiciona novos investimentos ao crescimento real do setor. Até o futuro PlayStation 6 vem sofrendo com essas dores de cabeça.

Escassez de chips de memória pode durar mais que o esperado

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

TCU questiona MEC por forte dependência da AWS em sistema de educação

20 de Abril de 2026, 11:19
Prédio do Ministério da Educação
Prédio do Ministério da Educação (imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Resumo
  • Tribunal de Contas da União alerta Ministério da Educação (MEC) sobre problemas no Sistema Gestão Presente (SGP), com destaque para a forte dependência da AWS;
  • órgão aponta ainda problemas como registro de estudantes não autenticados ou inexistentes no SGP e baixa rastreabilidade de informações;
  • TCU recomenda ao MEC plano de portabilidade tecnológica, integração de bases para melhorar qualidade de informações e regras automatizadas para reduzir inconsistências no SGP.

Sistema Gestão Presente (SGP) é o nome de uma plataforma implementada pelo Ministério da Educação (MEC) para dar suporte a redes de ensino de todo o Brasil. Mas o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou alguns possíveis complicadores na iniciativa, como uma forte dependência dos serviços da Amazon Web Services (AWS).

Com o SGP, as redes de ensino têm acesso e podem compartilhar dados sobre educação básica em nível nacional. Esses dados são usados para o estabelecimento de políticas públicas que combatem a evasão escolar ou para programas sociais como o Pé-de-Meia, só para dar alguns exemplos.

A relevância do SGP para o sistema educacional brasileiro não é questionada pelo TCU, portanto. O que está na mira do órgão é a abordagem técnica de implementação da plataforma, bem como falhas de validação de dados.

Sobre o último aspecto, chamou a atenção do TCU o fato de ser possível o registro de estudantes não autenticados ou até inexistentes no SGP. “Essa fragilidade pode levar a distorções nas análises e relatórios gerados e impactar a eficácia das políticas educacionais”, explica o órgão.

Outro problema encontrado é a deficiência na rastreabilidade dos dados, pois muitos dos registros são feitos por meio de planilhas, sem uso de bancos de dados estruturados ou sistemas de logs que permitam a identificação da origem daquelas informações.

Mas o uso da AWS como alicerce do Sistema Gestão Presente é tão ou mais preocupante, no entendimento do Tribunal de Contas da União.

Fachada de prédio da Amazon Web Services
Para TCU, sistema do MEC é fortemente dependente da Amazon Web Services (imagem: Tony Webster/Flickr)

Qual o problema do uso da AWS?

Do ponto de vista técnico, a AWS não é um problema em si. A infraestrutura de nuvem da Amazon cumpre a função de sustentar as operações de vários componentes do SGP, de modo que a plataforma fique acessível para instituições educacionais de todo o Brasil.

Porém, na avaliação do TCU, os recursos da AWS são usados de modo tão enfático que o SGP acaba sendo dependente de um único fornecedor de tecnologia (no caso, a Amazon). A auditoria aponta que esse contexto de forte dependência tecnológica pode dificultar a migração de ambiente de nuvem, bem como ocasionar aumento progressivo de custos.

Por conta disso, o TCU recomendou ao Ministério da Educação a elaboração de um plano de portabilidade tecnológica que possa diminuir o risco de o SGP ser prejudicado em caso de necessidade de migração de provedor. O plano deve incluir uma seção que trate especificamente da “priorização dos componentes com maior dependência tecnológica”.

Outras recomendações incluem a identificação de bases de dados que possam ser integradas ao SGP de modo a melhorar a qualidade das informações inseridas na plataforma, bem como a criação de regras automatizadas para mitigar o problema dos registros pouco confiáveis (com erros, inconsistências ou duplicidades).

Não está claro como o MEC lidará com o assunto. De todo modo, no relatório que trata da implementação do SGP, o TCU deixou claro que irá monitorar o seguimento das recomendações.

TCU questiona MEC por forte dependência da AWS em sistema de educação

Prédio do Ministério da Educação (imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Amazon Web Services (Imagem: Tony Webster/Flickr)

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

20 de Abril de 2026, 10:28
Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é o serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink firmou parceria com a Alares para venda conjunta de planos de internet no Brasil.
  • O acordo mira regiões sem fibra óptica, como áreas rurais e localidades mais afastadas, e deve ser divulgado em maio.
  • Os planos devem repetir as ofertas da Starlink no Brasil, com velocidades a partir de 100 Mb/s por R$ 149 por mês.

A Starlink firmou uma parceria com a Alares para ampliar a oferta de seus serviços no Brasil. O acordo prevê a venda conjunta de planos de internet, combinando a infraestrutura de satélites de Elon Musk com a operação comercial da operadora brasileira, segundo informações do jornal Estadão.

As empresas devem focar em regiões onde a fibra óptica não chega, como áreas rurais e localidades mais afastadas. A Alares é a 12ª maior provedora de internet do Brasil, com 1,5% de market share.

De acordo com o jornal, o lançamento das ofertas está previsto para maio. Os planos devem replicar os mesmos já disponíveis diretamente pela Starlink no mercado brasileiro, com velocidades a partir de 100 Mb/s a R$ 149 por mês.

No final de janeiro, a Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes em solo nacional. Já a Alares possui 129 lojas físicas e tem mais de 820 mil clientes registrados na Anatel até fevereiro de 2026. A companhia é controlada pela Grain Management, gestora dos EUA de fundos de private equity.

Vale lembrar que a Amazon tem um projeto semelhante na América do Sul: a companhia de Jeff Bezos fechou um acordo com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite do Amazon Leo na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Errata: o texto informou anteriormente que a Alares seria a 5ª maior provedora de internet do Brasil. A informação foi corrigida.

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

17 de Abril de 2026, 10:47
Ilustração sobre conexão ADSL
Estudo global avaliou os custos de mais de 2.600 planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A plataforma Broadband Genie analisou tarifas em 214 países e mais de 2.600 planos, com dados coletados do fim de janeiro ao início de fevereiro de 2026.
  • O Brasil ocupa a 47ª posição no ranking de preços de banda larga fixa com custo médio mensal de US$ 23,08 (cerca de R$ 114).
  • A banda larga mais barata é do Irã, com US$ 2,61 ao mês (R$ 13), enquanto a internet mais cara é em Wallis e Futuna: US$ 373,88/mês (mais de R$ 1.850).

O acesso à internet de alta velocidade facilita desde o trabalho remoto até serviços de saúde e educação. Para mapear o custo dessa conectividade ao redor do globo, a plataforma britânica de comparação de preços Broadband Genie fez uma classificação: o Brasil ocupa a 47ª posição da lista, próximo das regiões que cobram mais barato.

O levantamento analisou tarifas de banda larga fixa em 214 nações. Os dados, coletados entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, avaliaram mais de 2.600 planos de provedores locais para criar um cenário das tendências de precificação.

Provedores regionais baratearam os preços

O mercado brasileiro de telecomunicações passou por uma transformação nos últimos anos, impulsionada especialmente pelos provedores regionais de internet. O aumento da concorrência fora dos grandes centros e a substituição das antigas redes de cobre pela fibra óptica ajudaram a democratizar o acesso e a manter os preços em um patamar competitivo. O custo médio mensal, segundo o estudo, é de US$ 23,08 (cerca de R$ 114, na cotação atual).

Embora o usuário brasileiro ainda esbarre em questões de estabilidade e qualidade de atendimento, do ponto de vista financeiro, o valor médio cobrado por aqui é mais acessível do que em diversos mercados de primeiro mundo.

O Protocolo de Internet é responsável pelo envio de dados ao destino correto
Expansão dos provedores regionais barateou a internet fixa no país (imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

Estados Unidos e Canadá cobram mais caro

Outra constatação do estudo é que riqueza nacional não é sinônimo de internet mais barata. A América do Norte é a segunda sub-região mais cara do planeta para se contratar banda larga, com um custo médio mensal de US$ 98,40 (quase R$ 490).

Os Estados Unidos, por exemplo, amargam a 167ª posição na tabela geral, cobrando em média US$ 80 por mês de seus assinantes. O Canadá aparece um pouco melhor, em 130º lugar, com a tarifa na casa dos US$ 55,26. Segundo o especialista da Broadband Genie Alex Tofts, mercados consolidados sofrem com um custo de vida geral elevado, o que encarece a mão de obra, as operações técnicas e o repasse ao bolso do consumidor.

O Leste Europeu, por outro lado, trilhou um caminho diferente. A sub-região apresenta um custo médio de apenas US$ 15,76 (menos de R$ 80). “As redes de cobre existentes eram tão inadequadas que os provedores optaram diretamente pela fibra ótica, em vez de desperdiçar dinheiro tentando atualizar linhas obsoletas”, explica Tofts.

Qual país cobra mais barato (e mais caro)?

Quando olhamos para o topo do ranking, a banda larga mais barata do mundo está no Irã, com um custo médio de apenas US$ 2,61 (R$ 13). O baixo valor, no entanto, se deve à forte depreciação do rial iraniano frente ao dólar. O portal The Register destaca a ironia desse primeiro lugar, lembrando que o governo local costuma restringir o acesso à internet dos cidadãos durante tensões geopolíticas.

Logo atrás, aparece a Ucrânia (US$ 5,35), que mantém redes de fibra eficientes mesmo em meio ao conflito no país, seguida por Etiópia (US$ 6,46), Bangladesh (US$ 7,38) e Mongólia (US$ 7,41).

Na outra ponta da tabela, a fatura pesa para quem vive isolado. O território de Wallis e Futuna, no Pacífico Sul, tem a internet mais cara do planeta: US$ 373,88 por mês (mais de R$ 1.850). O valor no arquipélago, com cerca de 11 mil habitantes, mostra na prática a dificuldade logística de instalar e manter redes em ilhas remotas.

Metodologia

Para garantir a precisão da comparação, a pesquisa avaliou contratos em diversas faixas de velocidade. Planos corporativos, pacotes combinados (como combos de TV a cabo e telefonia) e taxas de instalação foram excluídos para encontrar o custo real da conexão.

No entanto, há uma ressalva importante: todos os preços foram simplesmente convertidos de moedas locais para dólares americanos. Isso significa que o levantamento não cruza o valor da fatura de internet com a renda média da população.

Portanto, embora a banda larga de US$ 15 no Leste Europeu seja, por exemplo, numericamente mais em conta que a de US$ 55 no Canadá, o impacto real dessa conta mensal no orçamento doméstico do trabalhador local pode contar uma história diferente.

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Protocolo de Internet é responsável pelo envio de dados ao destino correto (Imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

10 de Abril de 2026, 14:32
Dona do Claude prepara chegada oficial ao Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo em 2026.
  • O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás dos Estados Unidos e da Índia.
  • A Anthropic já contrata para o time comercial em São Paulo e a OpenAI também instala estrutura física na cidade.

A Anthropic está preparando sua entrada oficial no Brasil. A dona do Claude — principal concorrente da OpenAI no mercado de inteligência artificial — planeja abrir um escritório em São Paulo ainda em 2026. A informação ganhou força após declarações de executivos da empresa durante um evento no Vale do Silício e foi confirmada por fontes ouvidas pela Bloomberg Línea.

No evento Brazil at Silicon Valley, nos Estados Unidos, o brasileiro Mike Krieger, hoje à frente do Anthropic Labs, reforçou que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito é o que vai permitir a criação de negócios baseados em IA que realmente funcionem para as particularidades do Brasil.

O mercado brasileiro é, atualmente, o terceiro maior para o Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Ainda segundo a agência, a Anthropic já iniciou a contratação de profissionais para seu time comercial em São Paulo. A estrutura local deve facilitar a aproximação com unicórnios da América Latina, com suporte direto e concessão de créditos.

Anthropic e OpenAI em SP

Foto de Dario Amodei, de camisa branca e terno azul.
Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

A movimentação colocaria as duas maiores startups do setor disputando espaço no mesmo mercado: a OpenAI, dona do ChatGPT e comandada por Sam Altman, também está em processo de instalação de uma estrutura física na capital paulista.

A rivalidade entre as duas empresas vem se tornando cada vez mais próxima a de empresas como Apple e Samsung ou McDonald’s e Burger King, com alfinetadas públicas frequentes.

Apenas nos últimos meses, a empresa de Dario Amodei se aproveitou de decisões polêmicas da OpenAI para se apresentar como uma empresa de IA “do bem”, opondo-se a anúncios nos chatbots e a acordos específicos com o governo dos Estados Unidos. Na outra ponta, Altman sugere que a rival não tem interesse em democratizar o acesso à IA e possui planos elitistas.

Empresa cresce no mercado

A expansão para o Brasil acontece num momento de forte tração financeira. A receita anual da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões no início deste ano (cerca de R$ 150 bilhões), um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões registrados no final do ano passado (R$ 45 bilhões).

Em apenas dois meses, o número de clientes que investem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano no Claude dobrou: de 500 para mais de mil empresas. Com a chegada ao Brasil, a expectativa é ampliar esse volume entre as scale-ups da América Latina.

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

Exclusivo: Amazon libera desconto para brasileiros com Kindle antigo

10 de Abril de 2026, 13:41
Kindle Paperwhite de 1ª geração
Kindle Paperwhite de 1ª geração foi lançado em 2012 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon oferece 20% de desconto na compra de um Kindle novo para brasileiros com modelos antigos elegíveis.
  • A ação vale até 20 de junho. Os aparelhos elegíveis incluem Kindle de 1ª e 2ª geração, Kindle DX, Kindle Keyboard, Kindle Touch, Kindle 4, Kindle 5 e alguns Kindle Fire.
  • Os clientes também recebem R$ 100 em livros na loja oficial. A Amazon afirma que os modelos antigos perderam suporte, compra de livros e restauração.

A Amazon confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que os consumidores brasileiros também terão desconto na compra de um Kindle novo. Nesta semana, a empresa começou a avisar aos donos de Kindles antigos que eles perderão suporte. Na prática, isso significa que não será mais possível comprar livros nem restaurar os aparelhos.

Agora, a companhia de Jeff Bezos nos explica o plano de ação para os clientes que quiserem substituir o Kindle antigo. O desconto poderá chegar a 20% na aquisição de um novo, como o Kindle de 11ª Geração, o PaperWhite de 6ª Geração ou o Colorsoft, com tela colorida.

Como funciona a oferta?

O comunicado por email será enviado aos brasileiros que compraram e ainda usam algum modelo de Kindle afetado pela decisão. Ele tem o assunto “Aviso sobre o Kindle — Dispositivos não serão mais compatíveis” e traz um cupom de 20% de desconto.

A Amazon disse ao Tecnoblog que a oferta vale exclusivamente para os aparelhos elegíveis. São eles:

  • Kindle de 1ª geração (2007)
  • Kindle de 2ª geração (2009)
  • Kindle DX (2009)
  • Kindle DX Graphite (2010)
  • Kindle Keyboard (2010)
  • Kindle 4 (2011)
  • Kindle Touch (2011)
  • Kindle 5 (2012)
  • Kindle Paperwhite de 1ª geração (2012)
  • Kindle Fire de 1ª geração (2011)
  • Kindle Fire de 2ª geração (2012)
  • Kindle Fire HD 7 (2012)
  • Kindle Fire HD 8.9 (2012)

A ação vai até 20 de junho. Além do preço mais baixo, os consumidores beneficiados terão direito a R$ 100 em compras de livros na loja oficial do Kindle. O valor “será adicionado automaticamente à sua conta após a compra de um novo dispositivo”, de acordo com a empresa.

Polêmica do Kindle antigo

A Amazon enfrenta pressão e muitas críticas na internet desde que anunciou o fim do suporte a modelos antigos de Kindle, conforme noticiado pelo Tecnoblog. Alguns consumidores dizem que é obsolescência programada. Outros não se importaram, pois alegam fazer pirataria de todos os livros.

Jeff Bezos
Medida também afeta o tablet Kindle Fire (imagem: divulgação)

O importante é notar que um produto funcional perderá suporte à loja online. Talvez o pior aspecto da decisão, no entanto, seja a impossibilidade de restaurá-lo aos padrões de fábrica. Ao fazer isso, a Amazon alertou que não será possível registrar novamente no aparelho.

Numa nota à imprensa, a companhia declarou que os modelos foram suportados por até 18 anos, “mas a tecnologia avançou muito nesse período, e esses dispositivos não terão mais suporte daqui para frente”. Ela também enfatizou que os livros continuarão acessíveis nos apps do Kindle para celulares ou no site oficial.

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Exclusivo: Amazon libera desconto para brasileiros com Kindle antigo

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Consumidores afetados pelo fim do suporte podem receber cupom de 20% e crédito de R$ 100 para a compra de livros, segundo apurou o Tecnoblog.

Kindle Paperwhite de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

10 de Abril de 2026, 10:52
Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
  • CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
  • plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo com fundo personalizado em imagem de divulgação da empresa
Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1Gb/s de download (imagem: divulgação)

Nova marca de celulares deve estrear no Brasil

9 de Abril de 2026, 16:32
Nothing Phone 4a está a caminho do Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • Nothing homologou o Phone (4a) na Anatel com o código de modelo A069.
  • O modelo tem bateria de 5.080 mAh e suporta recarga de 50 W por USB-PD.
  • A fabricação será feita na China; o preço e a data de venda no Brasil ainda não foram informados.

Mais uma marca de smartphones deve entrar no mercado brasileiro: a Nothing, que homologou o Phone (4a) na Anatel. A empresa, fundada por Carl Pei — também conhecido por criar a marca OnePlus (da Oppo) —, obteve a certificação na quinta-feira passada (02/04).

O pedido foi feito pela New Paths Representação Comercial, empresa que atua como intermediária em processos de homologação. Infelizmente, isso dificulta identificar quem será responsável pela importação e venda do Nothing Phone no Brasil.

A fabricante é conhecida pelo estilo minimalista dos seus modelos e também por ser contra lançar celulares todo ano. Segundo o CEO, a empresa prefere esperar até que um novo produto represente um avanço real.

Certificado de homologação do Nothing Phone 4a (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria do Phone (4a) também já foi certificada, com o código de modelo NT07A. Ela tem 5.080 mAh, como a versão vendida na maioria dos mercados, e não a bateria de 5.400 mAh do modelo vendido na Índia.

Para recarga, você que se vire: o Nothing Phone (4a) não deve vir com carregador na caixa, nem mesmo no Brasil. Ele aceita recarga de 50 W por USB-PD.

Bateria do Nothing Phone 4a (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A fabricação será feita na China, o que deve elevar o valor no varejo, já que não poderá usufruir dos benefícios fiscais de produtos montados por aqui.

O Nothing Phone (4a) foi lançado no exterior no início do mês de março com características intermediárias, como o SoC Snapdragon 7s Gen. Outras características miram mais acima, como o conjunto de câmeras traseiras triplo que inclui uma teleobjetiva periscópio com 3,5x de zoom, geralmente vista apenas em aparelhos topo de linha.

Nothing Phone 4a na cor azul (imagem: divulgação)

O modelo se destaca mesmo pelo design: a traseira é translúcida, revelando partes do interior do aparelho, e possui uma série de 7 indicadores com LEDs. São seis brancos, que podem indicar notificações, carga da bateria e muito mais, e um vermelho, que indica quando a câmera está em uso.

O Nothing Phone (4a) também tem um irmão maior, o Nothing Phone (4a) Pro, com tela maior e melhor, construção superior, SoC ligeiramente melhor e que troca a barra de LEDs por uma “mini tela” de 137 LEDs. Este modelo não está certificado no Brasil.

Quanto vai custar?

Não temos informações sobre quando e por quanto o Nothing Phone (4a) será vendido no Brasil. Para comparação, ele é vendido no Reino Unido por 349 libras esterlinas, cerca de R$ 2.400 em conversão direta.

Nova marca de celulares deve estrear no Brasil

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Fabricante de celulares Nothing homologou o Phone (4a) na Anatel. Empresa foi fundada por Carl Pei, cofundador da marca OnePlus, da Oppo.

Nothing Phone 4a (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Nothing Phone (4a) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Nothing Phone 4a azul (imagem: divulgação)

Exclusivo: Motorola Razr Fold pode chegar ao Brasil a qualquer momento

9 de Abril de 2026, 10:35
Motorola Razr Fold em exposição em Barcelona (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Motorola Razr Fold recebeu homologação da Anatel em 7 de 2026, com código XT2651-1. O modelo já pode ser vendido no Brasil.
  • O aparelho tem 5G, Bluetooth, NFC, Wi-Fi 7, UWB, carregamento sem fio reverso e suporte à Moto Pen Ultra. Ele usa duas baterias, com 5.760 mAh nominais, e traz carregador de 90 W na caixa.
  • O Razr Fold custa 1.999 euros e 1.799 libras. A Motorola prevê venda no Brasil ainda neste semestre.

Agora vai: o Motorola Razr Fold passou pela homologação na Anatel e já pode ser vendido no Brasil. O smartphone dobrável foi foi anunciado durante a CES 2026 e deve competir diretamente com o Galaxy Z Fold 7, da Samsung, oferecendo alguns recursos a mais.

O modelo foi certificado com o código de modelo XT2651-1 na última terça-feira (7), conforme os documentos visualizados pelo Tecnoblog. Este código de modelo está associado ao codinome Horizon26, segundo o leaker Evan Blass, e condiz com o processo de homologação nos Emirados Árabes Unidos.

A documentação confirma características de um telefone topo de linha, como esperado: conectividade 5G, Bluetooth, NFC, Wi-Fi 7 de três bandas, UWB e carregamento sem fio reverso. Na caixa, o Razr Fold virá com o carregador MC-907 de 90 Watts, capacidade maior do que o Razr Fold é capaz de aceitar (80 Watts).

Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola
Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Carregador Motorola MC-907 de 90 W durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

No smartphone estão duas baterias (SH29 e SH31) com capacidades nominais de 2.820 e 2.940 mAh, somando 5.760 mAh nominais. Parece lógico assumir que se tratam de baterias que somam 6.000 mAh típicos, a capacidade divulgada pela Motorola para o Razr Fold.

O Razr Fold suporta o uso de caneta stylus (Moto Pen Ultra), acessório que a concorrente sul-coreana removeu no Galaxy Z Fold 7. O Razr Fold também possui grau de proteção contra líquidos superior ao concorrente: IPX9 versus o IP48 do Fold 7 (no entanto, o produto Samsung oferece alguma proteção contra ingresso de poeira).

Moto Pen Ultra (imagem: divulgação)

O smartphone não deve ser barato: ele será vendido por 1.999 euros no velho continente, 1.799 libras no Reino Unido, valores que, em conversão direta, ficam na faixa dos R$ 12 mil por aqui.

Esperamos que a venda do modelo inicie em breve: já há um cadastro de interesse no site da fabricante e a Motorola já informou no passado que pretende vendê-lo ainda neste semestre.

Exclusivo: Motorola Razr Fold pode chegar ao Brasil a qualquer momento

Motorola Razr Fold (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador Motorola MC-907 de 90 W durante sua certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Moto Pen Ultra (imagem: divulgação)

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

9 de Abril de 2026, 10:31
Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil
Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Finanças com IA chegou ao Brasil e a mais de 100 países; teste começou em agosto de 2025 nos Estados Unidos;
  • serviço reúne cotações de ações, moedas, contratos futuros, criptomoedas, índices e notícias; versão brasileira converte valores para reais e mostra conteúdo do Brasil, naturalmente;
  • IA oferece respostas sobre investimentos, gráficos avançados e notícias em tempo real.

O Google Finanças (Google Finance) foi lançado em 2006, mas até hoje não é muito conhecido. Talvez isso mude um pouco na versão com inteligência artificial do serviço, que foi introduzida em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, agora, chega a outros 100 países. O Brasil está entre eles.

Ao contrário do que o nome pode sugerir, o Google Finanças não é um organizador financeiro pessoal, mas uma plataforma de auxílio a investimentos.

Você pode usá-la para acompanhar o sobe e desce de ações nas principais bolsas de valores do mundo, por exemplo. Também é possível usar o Google Finanças para pesquisar sobre moedas estrangeiras, contratos futuros, criptomoedas e mais.

As informações da plataforma são regionalizadas. Por conta disso, a versão brasileira do Google Finanças faz conversões para reais por padrão, bem como exibe índices e notícias referentes ao Brasil, por exemplo.

Qual o diferencial do Google Finanças com IA?

O Google Finanças com IA oferece três recursos principais:

  • perguntas sobre investimentos: você pode usar o campo de pesquisa do Google Finanças para saber sobre o valor de uma ação, o cenário econômico e assim por diante; a resposta é gerada por IA generativa;
  • gráficos avançados: é possível usar o serviço para gerar gráficos de evolução de ativos, indicadores técnicos e afins; para isso, basta digitar instruções como “gere um gráfico sobre a evolução das ações da Petrobras nos últimos seis meses”;
  • dados e notícias em tempo real: a IA também pode gerar um feed de notícias ou de informações financeiras em tempo real, sob medida.
Google Finanças gerando gráficos
Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Google Finanças com IA começou a ser testado em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, posteriormente, na Índia. Agora, o serviço foi expandido para mais de 100 países, segundo a companhia, como México, Argentina, Colômbia, Chile e, como já ficou claro, Brasil.

Em resumo, o serviço pode te ajudar a tomar decisões referentes a investimentos. Mas o próprio Google alerta que os dados apresentados pela IA podem ter inconsistências, por isso, convém não confiar cegamente na ferramenta no atual estágio.

Para acessar a novidade, basta acessar a versão beta do Google Finanças. Quem já usa o serviço e prefere a versão anterior (sem IA) pode voltar a ela clicando no botão “Clássico”, no topo da página ou no botão de configurações, na versão web móvel.

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

9 de Abril de 2026, 10:00
PGB 2026
PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros (Imagem: divulgação/PGB)
Resumo
  • A PGB 2026 levantou preocupação dos jogadores brasileiros acerca do uso de IA no desenvolvimento de games pela primeira vez, e quase 50% relatam preocupação com essa possibilidade.
  • Número de brasileiros que se consideram gamers caiu para 75,3% (eram 82,2% em 2025), mas 86,7% do público vê nos games uma das atividades de entretenimento digital preferidas.
  • O segmento mobile lidera com 44,1% das preferências, mas há uma tendência de aumento entre gamers de PC, com 21,1%.

A nova edição da PGB (Pesquisa Game Brasil) aponta que já são quase 50% dos gamers brasileiros preocupados com o uso de inteligência artificial em algum nível do desenvolvimento dos jogos. O estudo traz esse dado pela primeira vez, apontando ainda que, apesar da preocupação, a presença de IA não interfere na compra da maioria, já que 39,3% não deixariam de obter um novo game feito em sua maioria com a tecnologia, enquanto 40,9% admitem que haveria essa possibilidade.

Outra informação relevante do estudo é a diminuição do público que se considera gamer no Brasil: dos 82,2% registrados na PGB 2025, o número caiu para 75,3% neste ano.

O levantamento é feito anualmente por SX Group e Go Gamers em parceria com ESPM e Blend New Research. Neste ano, o número de entrevistados foi de 7.115, com idades entre 16 e 55 anos. As respostas foram obtidas entre 5 e 13 de março de 2026.

imagem do controle DualSense do PlayStation 5
Hábito de jogar segue em alta no Brasil, mas público identificado como gamer diminui (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Número menor de gamers, mas não de jogadores

Chama atenção a queda no número de brasileiros que se consideram gamers. O dado foi destaque nas últimas pesquisas divulgadas, ficando acima dos 80% em 2025. Dessa vez, houve uma queda de 6,9 pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, mesmo com a baixa, o hábito de jogar continua forte por aqui: 86,7% dos entrevistados afirmam que os games são uma das principais fontes de entretenimento, enquanto 80,7% apontam a jogatina como sua principal atividade de lazer digital. Segundo a pesquisa, essa diferença entre os dados tem a ver com a identificação do brasileiro, que ficou mais seletiva.

As mulheres seguem à frente: elas representam 52,8% dos entrevistados, enquanto 47,2% são homens. Em relação à geração desses players, há uma mudança significativa na liderança: antes maioria, os millennials perderam o posto para os gen z, que agora compõem 36,5% do total, contra 33,7% do público entre 30 e 44 anos. Na PGB 2025, esse número chegou a 49,4%, uma variação de 15,7 pontos percentuais.

Imagem mostra celular Moto G35 nas mãos de uma mulher. Na tela, há a exibição de um jogo de corrida com cores vibrantes, em tons de vermelho, azul e roxo.
Jogar no celular ainda é a preferência do público brasileiro, mas há tendência de crescimento no PC (Imagem: Divulgação/Motorola)

Preferência por mobile segue forte no Brasil

Jogar no celular tem sido a preferência dos brasileiros há algum tempo. No ano passado, esta plataforma foi citada por 35% e aumentou pata 44,1% em 2026.

Segundo o CEO da Go Gamers, Carlos Silva, os números mostram uma tendência de crescimento de jogadores de PC. Ele afirma que há “um movimento de maior envolvimento e engajamento com os jogos digitais”, comportamento que indica “um público com maior disposição para investir em hardware e jogos”.

O aumento percentual entre gamers de computador, em contrapartida, não é dos mais altos, subindo apenas 0,8%: de 20,3% em 2025 para 21,1% agora em 2026. Já nos consoles, a porcentagem caiu de 24,7% para 24%.

Comportamento de compra na era do cloud gaming

Serviços de jogos na nuvem, como o Xbox Cloud Gaming, levam PGB a questionar preocupação com acesso futuro aos jogos (imagem: divulgação/Xbox)

Os entrevistados também foram questionados a respeito do tipo de acesso aos games, considerando mídia física, digital e via nuvem. Sobre a preocupação em perder acesso aos títulos disponíveis digitalmente, 34,5% responderam que pensam no assunto com algum receio, enquanto 26,8% afirmam não ter nenhuma preocupação. Já aqueles que têm esse receio chegam a 22%, principalmente pela falta de uma edição física para jogar.

Para o professor da ESPM e consultor da Go Gamers, Mauro Berimbau, “o valor não está apenas no ato de jogar”, e sim na possibilidade de revisitar esses games a qualquer momento no futuro. Essa afirmação é corroborada pelos 62,6% do público, que afirmaram ter o hábito de voltar a jogar games antigos ou clássicos por conta própria, enquanto 55,1% do público têm esse costume para se divertir com amigos.

O preço mais baixo foi o principal motivo para comprar um game antigo, segundo 44% dos entrevistados. Outros 36,3% disseram que buscam remakes ou remasterizações, uma tendência atual do setor, por causa do melhor desempenho gráfico. Essa possibilidade foi citada por 36,3% dos entrevistados.

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros

(imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Moto G35 promete boa performance devido ao recurso de RAM Boost Inteligente (Imagem: Divulgação/Motorola)

Xbox Cloud Gaming chega às TVs LG e Fire TV Stick (imagem: divulgação/Xbox)

Jovi amplia produção em Manaus e registra alta nas vendas do V70

7 de Abril de 2026, 20:20
André Varga enfatiza o compromisso da Jovi com o Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Jovi comemora a evolução do negócio no Brasil: o Jovi V70 5G, smartphone mais recente da marca, registrou um volume de vendas 40% maior do que o antecessor, o Jovi V50. A fabricante chinesa, que atende pelo nome de Vivo Mobile Communication no país de origem, não revelou números absolutos de vendas.

Os dados foram apresentados durante um evento na noite de hoje em São Paulo, com a presença do Tecnoblog. A estatística considera os primeiros 25 dias de comercialização. Ainda de acordo com a Jovi, já são dez produtos à venda no mercado brasileiro, um indicativo de que os chineses possuem um projeto robusto para cá.

O V70 5G traz câmera principal de 200 megapixels com estabilização óptica (OIS), zoom de até 30x com 12 megapixels e recursos de inteligência artificial para fotografia. O gerente sênior de produto Douglas Issii destacou que “o brasileiro gosta muito de fotografia”.

Foto em close da parte traseira de um smartphone azul-escuro com acabamento fosco. O destaque é o módulo de câmeras triplas, dispostas verticalmente em uma base oval saliente. As duas lentes superiores são pretas e profundas. A terceira lente, na base, é cercada por um anel prateado brilhante, contendo a inscrição "200MP OIS CAM"
Jovi V70 5G tem câmera de 200 megapixels (imagem: divulgação)

O smartphone conta ainda com bateria de 7.000 mAh, carregamento rápido de 90 W, processador MediaTek Dimensity, conectividade 5G e certificações IP68 e IP69 de resistência a água e poeira.

A empresa baseou o desenvolvimento do aparelho em mais de 4 mil pesquisas de campo no país. “O consumidor final está no centro do processo de decisão, desde o desenvolvimento de produto até o marketing”, disse o diretor Andre Varga.

Segundo os dados divulgados, consumidores brasileiros utilizam mais recursos avançados de câmera – como retrato, selfie, vídeo e zoom – em comparação com a média global, onde o modo padrão predomina.

A fábrica da Jovi em Manaus teve capacidade expandida para 500 mil unidades por ano, cinco vezes mais do que em 2025. A marca ainda celebrou a presença em 1,8 mil pontos de venda.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Jovi

Jovi amplia produção em Manaus e registra alta nas vendas do V70

André Varga enfatiza o compromisso da Jovi com o Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Jovi V70 5G (imagem: divulgação)

Xiaomi prepara dois smartphones básicos para o mercado brasileiro

3 de Abril de 2026, 11:45
Redmi A7 Pro tem bateria de 6.000 mAh (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anatel homologou os smartphones Redmi A7 Pro e Poco C81 para venda no Brasil.
  • O Redmi A7 Pro possui tela IPS de 6,9 polegadas, 4 GB de RAM, câmeras de 13 MP e 8 MP, e bateria de 6.000 mAh.
  • O Poco C81 ainda não foi anunciado, mas terá design em dois tons e características similares ao Redmi A7 Pro.

Redmi A7 Pro e Poco C81 já podem ser vendidos no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) expediu a certificação dos dois modelos ontem (02/04), liberando a comercialização e uso dos dois celulares em território nacional. O documento foi solicitado pela DL, que representa a Xiaomi no país.

Eles têm códigos de modelo 25128RN17L e 25128PC17 (Redmi A7 Pro e Poco C81, respectivamente) e foram homologados em conjunto, indicando que terão características similares — algo bastante comum entre as fabricantes chinesas de celulares, especialmente a Xiaomi. São características básicas, o que os posiciona como smartphones de entrada.

Certificado da Anatel dos celulares Redmi A7 Pro e Poco C81 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Redmi A7 Pro foi anunciado oficialmente pela Xiaomi na última quarta-feira (01/04). Suas especificações incluem:

  • Tela IPS de 6,9 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz;
  • Resolução de apenas 1.600 x 720 pixels;
  • SoC Unisoc T7250 com meros 4 GB de RAM (64 ou 128 GB de armazenamento);
  • Câmera traseira principal de 13 megapixels e frontal de 8 megapixels;
  • Bateria de 6.000 mAh com carregamento de 15 W;
  • E conectividade de apenas 4G, Bluetooth e Wi-Fi 5, mas sem NFC.

Tudo isso rodando o HyperOS 3 da Xiaomi, baseado no Android 16.

Redmi A7 Pro tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

Já o Poco C85 ainda não foi anunciado, mas não deve divergir muito em suas características. Graças às fotos da certificação, sabemos que ele terá um design com pintura em dois tons na traseira, tradicional da linha Poco, e uma das cores deve ser uma espécie de verde ou azul metálico.

Os modelos serão fabricados pela Xiaomi na China e virão com o carregador MDY-18-EG de 15 W na caixa.

Poco C81 durante o processo de certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quando chega?

Ainda não temos informações sobre data de lançamento ou valores no Brasil, mas o Redmi A7 Pro é vendido por 129 euros na Alemanha e na Espanha, em torno de R$ 780 em conversão direta.

O modelo deve competir com celulares básicos como o Galaxy A07 e o antecessor A06, além de rivais de outras fabricantes.

Xiaomi prepara dois smartphones básicos para o mercado brasileiro

Redmi A7 Pro (imagem: divulgação)

Certificado Anatel dos Redmi A7 Pro e Poco C81 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Redmi A7 Pro tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

Poco C81 durante o processo de certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

2 de Abril de 2026, 19:51
A imagem mostra a tela de um smartphone sendo segurado por uma mão. Na parte superior da tela, é possível ver a hora "17:20" e ícones de notificação. Abaixo, há três ícones de aplicativos: o logo colorido do Google, o ícone do Google One e o ícone do Google Ads, todos com design simples e minimalista. A interface do sistema está em um fundo azul claro. A mão que segura o dispositivo está posicionada na lateral.
Google One AI Pro dobra capacidade máxima de armazenamento para assinantes (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google One AI Pro oferece mais que o dobro de armazenamento agora: 5 TB; preço fica em  R$ 48,49 nos dois primeiros meses, depois R$ 96,99 mensais;
  • O plano inclui 1.000 créditos de IA para serviços como Flow e Whisk com o modelo Veo 3.1;
  • Outras opções para Inteligência Artificial incluem o Google One AI Plus com 200 GB e 200 créditos, e o Google One Ultra com 30 TB e 25 mil créditos.

O Google One AI Pro, assinatura para armazenamento extra na nuvem, recebeu um reajuste de espaço e agora oferece até 5 TB para os clientes. A novidade já está disponível no Brasil e sai a partir de R$ 48,49 em período promocional nos dois primeiros meses; depois, o valor volta aos R$ 96,99 originais. Esse é mais que o dobro de espaço oferecido no plano até então, que permitia guardar arquivos até 2 TB.

Agora, usuários interessados em uma quantidade menor de armazenamento podem optar pelo Google One Premium, com os mesmos 2 TB e mensalidade de R$ 49,99. Vale lembrar que os planos de IA começam em R$ 12,49 (One IA Plus de 200 GB), em preço promocional pelos seis primeiros meses.

O anúncio foi feito pelo Google nesta quarta-feira (01/04), conforme repercutiu o site especializado 9to5 Google, e logo em seguida o plano foi revisto no Brasil.

Com a novidade, agora são três opções de assinatura voltadas para o uso de inteligência artificial: Plus, Pro e Ultra. Enquanto os dois primeiros ficam em 200 GB e 5 TB, o plano mais alto permite até 30 TB de arquivos armazenados, entre fotos, documentos, emails e recursos premium de IA. Entre os serviços oferecidos pelo Google estão Gemini, NotebookLM, Flow, Whisk, entre outros.

Por que ter um plano específico de inteligência artificial?

As assinaturas oferecidas pelo Google para usuários profissionais das IAs têm, além do armazenamento extra, outras vantagens específicas. Entre elas estão a oferta de créditos de IA, que podem ser usados para acessar mais funções dentro dos serviços Flow e Whisk, voltados para criação de imagens e vídeos a partir do modelo Veo 3.1.

O plano One AI Plus, por exemplo, permite usar até 200 créditos mensais, enquanto o Google One AI Pro disponibiliza mil créditos para os usuários. Na opção Ultra, que custa elevados R$ 1.209,99 por mês, são 25 mil créditos. Este é claramente um plano mais adequado para empresas ligadas à criatividade, e não é o mais indicado para usuários que trabalham com a ferramenta de forma independente.

Tela de celular mostrando o recurso Gemini Live, um aplicativo de IA que permite transmitir vídeos ao vivo para a inteligência artificial analisar. A imagem mostra uma mão com suéter verde apontando para prédios e táxis amarelos em uma cidade. Na parte inferior há ícones para câmera, compartilhamento de tela, pausa e encerramento da transmissão, com fundo escuro e iluminação azul e roxa.
Recursos como o Gemini Live podem ser explorados com mais armazenamento disponível via Google One AI (imagem: divulgação)

Quem busca apenas expandir o armazenamento em serviços básicos do Google, por exemplo, pode recorrer aos planos One básicos, como o Lite, o Básico e o Padrão, com 30 GB, 100 GB e 200 GB, respectivamente. A opção Premium, por sua vez, tem 2 TB e também cobre recursos de IA.

Preços do Google One

Vamos considerar abaixo os principais planos do Google One oferecidos no Brasil, incluindo o Padrão, o AI Plus, o Premium e o AI Pro, já com os reajustes anunciados.

PadrãoAI PlusPremiumAI Pro
PreçoR$ 14,99R$ 12,50 (6 primeiros meses) / R$ 24,99 (padrão)R$ 49,99R$ 48,49 (2 primeiros meses) / R$ 96,99 (padrão)
Armazenamento200 GB200 GB2 TB5 TB
Gmail, Docs, Sheets e maisSimSimSimSim
Créditos de IANão200 créditos200 créditos1.000 créditos
Tabela elaborada pelo Tecnoblog com base em dados oficiais

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

Nova marca do Google, com “G” num gradiente multicolorido, estreia em maio de 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gemini Live pode entender o que está ao redor do usuário (imagem: divulgação)

Sky confirma rede móvel no Brasil para abril

26 de Março de 2026, 13:07
Imagem com um fundo vermelho vibrante. Em primeiro plano, um smartphone moderno com bordas finas exibe uma tela vermelha com o logotipo branco da empresa "SKY" no centro. Duas torres de telecomunicação estão desfocadas em ambos os lados, com ondas de sinal de celular em arcos amarelos.
Sky lançará rede MVNO no Brasil em abril (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • Sky lançará o serviço Sky Móvel no Brasil em 6 de abril, inicialmente para clientes pós-pagos em São Paulo e Rio de Janeiro.
  • O serviço será aberto ao público geral em maio e a infraestrutura da rede será fornecida pela Surf Telecom.
  • A Sky Móvel oferecerá pacotes de dados de 6 GB a 50 GB, com preços de R$ 29,90 a R$ 89,90.

A Waiken ILW, holding que controla a Sky, confirmou a entrada oficial da marca no mercado brasileiro de telefonia celular. O serviço Sky Móvel de operadora móvel virtual (MVNO) — formato em que a empresa vende planos e chips sem possuir antenas próprias — estreia em 6 de abril. Inicialmente, será restrito a clientes pós-pagos da empresa em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A infraestrutura da nova rede será fornecida pela Surf Telecom, conforme contrato antecipado com exclusividade pelo Tecnoblog no início do mês. A expectativa da companhia é liberar a contratação para assinantes de TV e de banda larga (Zaaz) de todo o país no final de abril, abrindo as vendas para o mercado em geral no decorrer de maio.

Planos, preços e benefícios

O serviço da Sky Móvel terá quatro pacotes de dados: 6 GB, 15 GB, 30 GB e 50 GB, com mensalidades entre R$ 29,90 e R$ 89,90. Para atrair os primeiros clientes, a operadora deve oferecer 50% de desconto durante os três primeiros meses.

A partir do pacote de 15 GB, o serviço inclui chamadas de voz e SMS ilimitados, além de uso ilimitado de WhatsApp e Waze. Os clientes poderão acumular ou transferir os dados não acumulados para o mês seguinte, e a empresa também venderá franquias adicionais caso o consumidor esgote o pacote.

A Sky Móvel confirmou que oferecerá portabilidade para quem quiser migrar mantendo o número atual. A Surf Telecom usa tradicionalmente a infraestrutura de antenas da TIM.

Convergência de serviços

Um homem, com cabelos grisalhos e barba, usando uma camisa polo preta, fala segurando um microfone durante uma apresentação.
Darío Werthein é presidente da nova holding Waiken ILW, que controla a Sky (imagem: reprodução)

Em nota, a Waiken ILW, que afirma ter investido mais de US$ 200 milhões no Brasil (mais de R$ 1 bilhão), aposta na convergência entre seus serviços de fibra da operadora regional Zaaz com o conteúdo de entretenimento da TV e do streaming Sky+.

A proposta é integrar “a conectividade por fibra óptica de máxima velocidade e estabilidade da ZAAZ com uma robusta oferta de entretenimento, informação e esportes”, segundo Dário Werthein, presidente da Waiken ILW, em comunicado.

A aposta no celular não é inédita para o grupo, que já opera serviços móveis na Colômbia sob a marca DirecTV. Além da telefonia móvel, a Sky se prepara para atuar como parceira comercial do Amazon Leo, futuro serviço de internet via satélite de baixa órbita da gigante varejista.

Sky confirma rede móvel no Brasil para abril

Sky pode lançar operadora virtual no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)

Darío Werthein é presidente da nova holding Waiken ILW, que controla a Sky (imagem: reprodução)

Amazon se pronuncia sobre fim de parceria com programas de milhas

25 de Março de 2026, 15:41
Ilustração com várias caixas
Amazon vai parar de acumular milhas em 31 de março (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon encerrará a integração com programas de milhagem Livelo, Latam Pass e Esfera em 31 de março.
  • A categoria de Associados que oferece cashback em reais ou pontos será pausada.
  • Clientes ainda poderão usar pontos Livelo nas compras, mas não acumularão novos pontos ou milhas.

A Amazon confirmou ao Tecnoblog que não vai mais trabalhar com programas de milhagem. Em nota, a empresa explicou que está constantemente avaliando as estratégias para oferecer a melhor experiência aos clientes e que, como parte disso, não terá mais integração com Livelo, Latam Pass e Esfera.

A mudança entra em vigor em 31 de março. Ainda de acordo com o comunicado, a Amazon optou por “pausar” a categoria de Associados que oferecem cashback, seja em reais ou em pontos.

O tema ganhou repercussão nos últimos dias, conforme os adeptos dos programas de pontos começaram a receber e-mails avisando sobre o fim da parceria. Blogs especializados em milhagem, como o Passageiro de Primeiro, passaram a noticiar os comunicados e a incerteza dos consumidores.

Latam Pass enviou comunicado (imagem: reprodução/Passageiro de Primeira)

Portanto, a partir do próximo mês, os clientes da Amazon no Brasil não poderão mais acumular pontos e milhas ao realizarem compras na loja virtual.

Por outro lado, segundo o site iG Turismo, ainda será possível, por exemplo, usar os pontos da Livelo no momento da compra. Aliás, essa tem sido uma das experiências mais tranquilas que eu mesmo tive nos últimos tempos, por funcionar de forma impecável após a integração entre as contas.

Ainda não se sabe o que vai acontecer com outras empresas de cashback, como Méliuz e Inter. Elas não mandaram e-mails sobre a relação com a Amazon, ao menos até o fechamento deste texto.

Especialistas na área acreditam que o movimento da Amazon encerra uma das maneiras mais simples de acumular pontos ou milhas no país.

Amazon se pronuncia sobre fim de parceria com programas de milhas

Amazon (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

25 de Março de 2026, 11:33
Imagem promocional mostra um smartphone em um fundo preto, com a parte da bateria destacada com uma arte que ilustra a capacidade de 10.001 miliampere-hora
Realme P4 Power tem bateria de 10.001 mAh (imagem: divulgação)
Resumo
  • Realme P4 Power foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O celular possui bateria de 10.001 mAh e carregador de 80 W.
  • Ele será fabricado na China ou em Manaus e virá com NFC.

Agora vai: o Realme P4 Power, anunciado no final de janeiro na Índia, já pode ser vendido no Brasil. A certificação do smartphone, com código de modelo RMX5107, foi emitida pela Anatel na segunda-feira (23/03), conforme documentos vistos pelo Tecnoblog.

O modelo se destaca pela enorme bateria (que a Realme chama de Titan), com capacidade de 10.001 mAh típicos (9.900 nominais), inserida num smartphone que possui meros 9,1 milímetros de espessura, graças ao uso de ânodos de silício-carbono. O componente tem código de modelo BLPE07 e também já foi aprovado pela agência reguladora.

Imagem mostra um documento de certificação da Anatel
Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Para recarregar tamanha bateria, a caixa (que também terá cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chip e manuais) inclui o carregador VCB8OABH de 80 W. Este carregador também é utilizado por modelos da Oppo, dona da Realme.

O P4 Power não abre mão de um chip decente, mesmo com uma bateria grande: ele utiliza o SoC Dimensity 7400 Ultra da MediaTek, fabricado no processo de 4 nm da TSMC e com desempenho adequado para a faixa intermediária.

Imagem mostra a bateria do Realme P4 Power sobre uma mesa
Bateria do Realme P4 Power durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

São 8 ou 12 GB de RAM e 128 ou 256 GB de memória interna, duas câmeras traseiras (50 e 8 megapixels), câmera frontal de 16 megapixels e tela AMOLED com taxa de atualização de 144 Hz. Tudo isso rodando o Android 16 (com atualizações prometidas até o Android 20) e com peso de 219 gramas.

Imagem mostra a traseira do P4 Power da Realme. O celular é da cor laranja
Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Curiosamente, a certificação brasileira conta com a presença de NFC, recurso que não está presente no modelo indiano. A certificação também revela que ele será fabricado pela Realme na China ou pela Digitron em Manaus (AM).

Qual o preço?

Na Índia, o modelo é vendido a partir de 26.499 rúpias, quase R$ 1.500 em conversão direta. No Brasil, continuamos sem previsão de lançamento ou valores oficiais, mas a fabricante já indicou que lançará o modelo em nosso país.

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy do Brasil passa a enviar arquivos para iPhone (e funciona bem!)

25 de Março de 2026, 10:18
Mão segurando celular, com ferramenta de compartilhamento na tela
Galaxy S26 Ultra se comunica com iPhone próximo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung atualizou os Galaxy S26 no Brasil para compartilhar arquivos com iPhones via Bluetooth, preservando metadados de fotos e vídeos.
  • O Quick Share agora identifica iPhones próximos, permitindo envio direto de arquivos, mas não exibe nomes específicos dos dispositivos Apple.
  • A função requer Android com Google Play Services versão 26.11 ou superior e Quick Share atualizado, além de conexões Bluetooth e Wi-Fi ativas.

A Samsung liberou para clientes brasileiros a atualização que permite aos celulares Galaxy compartilhar arquivos diretamente com os iPhones, via Bluetooth. Esse era um pedido antigo que só se tornou viável agora: fazer Quick Share e AirDrop funcionarem em conjunto. O Tecnoblog realizou testes e comprovou que a função está operando conforme o prometido.

Com a atualização de segurança de março, o Quick Share passa a identificar iPhones próximos. No nosso teste, foi possível enviar fotos diretamente de um Galaxy S26 Ultra para um iPhone 15 Pro Max sem intercorrências. Os arquivos recebidos no dispositivo da Apple mantêm os metadados, como identificação do aparelho, data, hora, ISO e foco.

A liberação dessa ferramenta é uma ótima notícia depois de anos de dificuldades para compartilhamento de arquivos entre os sistemas de duas das maiores empresas de tecnologia do planeta.

Como funciona a integração com o iPhone?

A integração utiliza os protocolos de proximidade para permitir a visibilidade entre os sistemas. O Quick Share identifica os nomes dos iPhones ao redor, mesmo quando estão na agenda de contatos.

Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Quick Share compatível com AirDrop veio ativado de fábrica junto com a atualização. Ainda assim, é possível mexer nos ajustes seguindo este caminho: Config → Dispositivos conectados → Quick Share (ou Compartilhamento Rápido) → Ative a opção de Compartilhar com dispositivos Apple.

Requisitos

De acordo com a Samsung, o celular Android precisa rodar a versão 26.11 (ou superior) do Google Play Services e ter o aplicativo Quick Share atualizado pela Galaxy Store. As conexões Bluetooth e Wi-Fi de ambos os aparelhos também devem permanecer ativas durante todo o processo.

Por ora, temos notícias de que a nova ferramenta está disponível apenas para a recém-lançada linha do Galaxy S26. Existe a expectativa de que os sul-coreanos liberem mais mais dispositivos conforme disponibilizam os pacotes de segurança.

Galaxy do Brasil passa a enviar arquivos para iPhone (e funciona bem!)

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Recurso chega com a atualização de segurança de março para a linha Galaxy S26. Funcionalidade preserva metadados de fotos e vídeos.

EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

24 de Março de 2026, 15:22
Ilustração mostra um roteador branco com o símbolo do Wi-Fi ao centro, em cor azul. O fundo da imagem é verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Decisão da FCC restringe venda de roteadores estrangeiros nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC proibiu a venda e importação de roteadores estrangeiros nos EUA, citando riscos à segurança nacional.
  • Medida deve afetar a oferta de equipamentos, pois a maioria dos roteadores usados nos EUA é produzida no exterior.
  • A regra considera “produto estrangeiro” qualquer dispositivo com etapas de produção fora dos EUA, impactando a disponibilidade dos dispositivos.

Uma nova decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) deve mudar o cenário do mercado de internet doméstica nos Estados Unidos. A agência, equivalente à Anatel no Brasil, determinou a proibição da venda e importação de roteadores fabricados fora do país, alegando riscos à segurança nacional.

A medida tem amplo alcance, já que a maioria dos equipamentos utilizados por consumidores americanos é produzida no exterior. Além disso, a regra pode ter reflexos indiretos para brasileiros que costumam viajar aos EUA e trazer roteadores na volta, já que a disponibilidade de modelos no país tende a ser reduzida.

Por que os roteadores foram alvo da restrição?

A decisão segue uma linha semelhante a ações recentes do governo americano envolvendo dispositivos eletrônicos. No ano passado, drones estrangeiros também passaram por restrições após serem classificados como potenciais ferramentas de vigilância.

Segundo o órgão regulador, roteadores produzidos fora dos Estados Unidos representam vulnerabilidades relevantes. A agência afirma que esses dispositivos “representam riscos inaceitáveis para a segurança nacional dos Estados Unidos ou para a segurança e proteção de cidadãos americanos”.

A justificativa inclui dois pontos principais: o risco de falhas na cadeia de suprimentos e possíveis brechas de cibersegurança. As autoridades avaliam que esses dispositivos poderiam ser explorados para comprometer infraestruturas críticas ou causar danos diretos a usuários.

O alerta ganhou força após a descoberta de ataques recentes envolvendo milhares de roteadores comprometidos por botnets. Modelos de marcas conhecidas, como Asus, Cisco, D-Link e Linksys, foram citados entre os alvos.

O que muda para consumidores e mercado?

A regra é abrangente porque considera como “produto estrangeiro” qualquer dispositivo que tenha etapas relevantes de produção fora dos EUA, incluindo fabricação, montagem, design ou desenvolvimento. Isso amplia significativamente o número de equipamentos afetados.

Na prática, empresas até podem tentar provar que seus produtos são seguros para obter exceções. Ainda assim, a tendência é que esse processo seja difícil de viabilizar no curto prazo.

Apesar da proibição, o uso de roteadores já adquiridos continua permitido. Ou seja, consumidores nos EUA não precisarão substituir imediatamente seus aparelhos atuais.

O impacto mais imediato deve ocorrer na oferta de novos dispositivos. Como a produção local ainda não atende à demanda, provedores de internet podem enfrentar dificuldades para fornecer equipamentos a novos clientes. Isso pode gerar atrasos ou limitar opções para quem pretende contratar ou trocar de serviço.

EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

Roteador Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

24 de Março de 2026, 14:37
ilustração sobre conexão ADSL
Internet fibra já é a realidade de 79% dos lares conectados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Internet banda larga e telefonia fixa lideram satisfação, mas pré-pago tem a maior nota individual na avaliação dos consumidores.
  • Segundo a Anatel, provedores regionais superam grandes operadoras na internet fixa.
  • Levantamento da agência ouviu mais de 58 mil pessoas entre 2025 e 2026.

A banda larga e a telefonia fixa são os serviços de telecomunicações mais bem avaliados no Brasil. É o que revela a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2025, divulgada pela Anatel. O levantamento ouviu mais de 58 mil pessoas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026.

No entanto, a maior nota de aprovação (7,87) ficou com o celular pré-pago. Vale lembrar que, na semana passada, a agência revelou que as operadoras voltaram a registrar alta de reclamações, mas concentradas principalmente no serviço pós-pago.

O estudo da Anatel funciona como um termômetro anual do setor, avaliando desde o funcionamento técnico até a clareza nas cobranças. Em 2025, quase todos os segmentos subiram de nível, com exceção da TV por assinatura. O serviço, que sofre com a concorrência direta dos streamings, viu sua nota cair para 7,03.

Quais operadoras lideram o ranking de satisfação?

Os dados detalhados pela agência revelam que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), ou provedores regionais, entregaram mais satisfação do que as gigantes nacionais na internet fixa. No móvel, a briga é decidida nos décimos:

Internet fixa (banda larga):

  • BrSuper: 8,89 (a maior nota do país)
  • Dtel: 8,85
  • Unifique: 8,55
  • Grandes operadoras: Vivo (7,78), Claro (7,14) e TIM (6,97)

Celular pós-pago:

  • Vivo: 7,87
  • Claro: 7,72
  • TIM: 7,09

Celular pré-pago:

  • Claro: 8,02
  • Algar: 7,99
  • Vivo: 7,88

Em nível regional, o Ceará se consolidou como o estado com a melhor banda larga do Brasil, enquanto o Rio Grande do Norte liderou na telefonia fixa (nota 7,57).

Atendimento digital x telefônico

Chips miniSIM da Claro, Vivo e TIM
Pós-pago lidera o volume de reclamações (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Apesar das notas positivas em satisfação, o cenário muda quando o assunto é o volume de queixas. Segundo a Anatel, 80% dos clientes precisaram acionar o suporte nos últimos seis meses. O problema? O atendimento telefônico continua sendo o “calcanhar de Aquiles” do setor.

Com exceção do pré-pago, todos os serviços receberam notas baixas no SAC por voz. A superintendente da Anatel Cristiana Camarate pontua que o consumidor migrou para o digital (apps e chat) em busca de agilidade, mas quando o problema é grave e exige o telefone, a experiência despenca.

Esse gargalo explica por que o número de reclamações subiu 6,91% em 2025, com o pós-pago liderando as queixas devido a erros de cobrança e dificuldades no cancelamento de serviços.

Expansão do 5G e domínio da fibra

Torre de telefonia celular. Foto: Lucas Braga
Uso do 5G cresceu 10 pontos percentuais (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A pesquisa também funciona como um censo tecnológico. A percepção de uso da rede 5G deu um salto de 10% no último ano, acompanhando a expansão da infraestrutura pelo país. Na internet fixa, a fibra óptica é a rainha, sendo a tecnologia utilizada por 79% dos entrevistados.

Outro dado curioso reforça a “cultura do Wi-Fi” no Brasil: 84% dos usuários só navegam em redes sem fio dentro de casa. Até quem tem planos de celular usa o smartphone no Wi-Fi para preservar a franquia de dados (70% no pré e 61% no pós).

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

A velocidade das conexões ADSL podem variar conforme a distância do usuário da central telefônica (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chips (miniSIM) das principais operadoras brasileiras (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sinal 5G precisa melhorar em municípios que tecnologia já existe (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

É oficial: Firefox 149 chega com VPN e tela dividida

24 de Março de 2026, 12:02
Firefox 149 chega com VPN e tela dividida
Firefox 149 chega com VPN e tela dividida (imagem: reprodução/Mozilla)
Resumo
  • Firefox 149 inclui VPN com 50 GB de tráfego gratuito por mês, disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
  • já modo de tela dividida está disponível globalmente, permitindo exibir duas páginas lado a lado;
  • novidade também melhora carregamento de PDFs com aceleração de hardware e bloqueia notificações de sites maliciosos.

A Mozilla prometeu lançar o Firefox 149 nesta terça-feira (24/03) e assim o fez. Essa versão chama a atenção por trazer um pacote de novidades realmente interessantes, a exemplo de um recurso de VPN que oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e do modo de tela dividida.

Uma VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada) é capaz de camuflar o seu endereço IP de modo a reforçar a segurança da sua navegação ou de permitir acesso a páginas web que têm bloqueio regional, por exemplo.

No Firefox 149, o recurso pode ser ativado com um simples clique no botão “VPN” à direita da barra de endereços. Mas é importante saber desde já que, por ora, essa novidade não está disponível no Brasil.

Botão de VPN Firefox 149
Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)

A Mozilla explica que, nesta fase inicial, a função de VPN do navegador está sendo liberada para usuários na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há previsão de disponibilidade em outros países.

Pelo menos o modo de tela dividida foi liberado globalmente. Para ativar o recurso, basta clicar com o botão direito do mouse sobre uma aba e escolher a opção “Adicionar exibição dividida”. Com isso, o Firefox passa a exibir duas páginas ao mesmo tempo, uma ao lado da outra.

Modo de tela dividida do Firefox 149
Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais há de novo no Firefox 149?

Ainda de acordo com a Mozilla, agora o Firefox consegue carregar arquivos PDF mais rapidamente por usar aceleração de hardware (via GPU) nessa tarefa.

Além disso, o Firefox 149 passou a bloquear automaticamente notificações e a revogar permissões de sites sinalizados como maliciosos pela iniciativa Safe Browsing.

Outra novidade é a função que permite ao usuário adicionar pequenas notas às abas. Porém, no momento, esse recurso é experimental, razão pela qual deve ser ativado na área Firefox Labs. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Configurações / Firefox Labs. Ali, marque a opção “Tabs notes”.

Ah, vale relembrar que o Firefox agora também tem um novo mascote, o Kit:

Como obter o Firefox 149?

A versão final do Firefox 149 já está disponível no site oficial. Há versões para Windows, macOS e Linux.

Quem já usa o navegador precisa apenas esperar pela atualização automática para a versão 149. Para acelerar o procedimento, basta abrir o menu principal e ir em Ajuda / Sobre o Firefox. Isso fará o navegador buscar pela versão mais recente.

É oficial: Firefox 149 chega com VPN e tela dividida

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Modo de VPN do Firefox 149 oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e pode ser ativado com um botão na barra de endereços, mas ainda não está disponível no Brasil.

Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)

Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Poco X7 Pro 5G (512 GB) sai 49% mais barato com cupom no Magalu

23 de Março de 2026, 18:43
R$ 5.199,0049% OFF

Prós
  • Alto poder de processamento (MediaTek Dimensity 8400 Ultra)
  • Bateria de 6.000 mAh
  • Carregamento rápido de até 90 W
  • Até 24 GB de RAM
  • Resistência à água e poeira
Contras
  • Câmera frontal não filma em 4K
  • Interface vem com muitos apps pré-instalados
  • Traseira em plástico
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Poco X7 Pro 5G de 512 GB está saindo por apenas R$ 2.631,59 com o cupom PEGA100 no Magalu. O desconto representa quase metade do preço do smartphone da Xiaomi, lançado por R$ 5.199 no Brasil. A ficha técnica concorre com a de outros celulares da categoria intermediário premium, e se destaca pelo desempenho e bateria.

Poco X7 Pro tem RAM de até 24 GB e bateria de 6.000 mAh

Xiaomi Poco X7 Pro (imagem: Divulgação)
Xiaomi Poco X7 Pro (imagem: Divulgação)

O Poco X7 Pro 5G é equipado com processador Dimensity 8400 Ultra de 4 nanômetros e RAM nativa de 12 GB, suportando ainda uma expansão para até 24 GB via RAM Virtual. A título de comparação, o conjunto oferece desempenho superior ao do Samsung Galaxy A56, que roda jogos exigentes na qualidade máxima sem engasgos.

Outro destaque é a grande capacidade da bateria, que com 6.000 mAh deve entregar 20 horas de reprodução de vídeos, segundo a Poco. Além disso, o smartphone ainda vem com carregador de 90 Watts na caixa, garantindo um carregamento rápido e maior praticidade para o usuário.

A tela é outro fator em que o Poco X7 Pro se sai melhor que o concorrente mais próximo Galaxy A56, graças à resolução 1.220 x 2.712 pixels. Demais especificações do display são bastante semelhantes, incluindo tecnologia AMOLED, taxa de atualização de 120 Hz e brilho de até 3.200 nits para boa visualização sob qualquer luz.

Xiaomi Poco X7 Pro (imagem: Divulgação)
Xiaomi Poco X7 Pro (imagem: Divulgação)

Contudo, o jogo de câmeras é um pouco mais simples, trazendo apenas dois sensores na traseira: um principal de 50 MP e uma ultrawide de 8 MP. Para selfies, o sensor é de 20 MP. E a promessa de atualizações do sistema operacional pela Xiaomi também é mais curta, com o celular se limitando até o Android 18.

Vale notar ainda que o Poco X7 Pro não é o modelo mais recente da linha, porém, apesar de já ter sido analisado pelo Tecnoblog, o Poco X8 Pro ainda não foi oficialmente lançado no Brasil. Lembrando que para chegar ao valor de R$ 2.631,59 no Pix pelo Poco X7 Pro, é necessário aplicar o cupom PEGA100 no Magazine Luiza.

Confira o nosso review do Poco X8 Pro

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Poco X7 Pro 5G (512 GB) sai 49% mais barato com cupom no Magalu

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Poco X7 Pro 5G tem RAM expansível até 24 GB e bateria grande de 6.000 mAh; celular da Xiaomi tem redução de quase metade do preço em oferta

Xiaomi Poco X7 Pro (imagem: Divulgação)

Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

23 de Março de 2026, 09:45
Imagem mostra bolas vermelhas e brilhantes, com o logotipo da Claro em branco e organizadas em linhas horizontais e diagonais. O logotipo consiste na palavra "Claro" e um asterisco estilizado na parte superior da letra "a". No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Claro anuncia acordo para adquirir cerca de 73% da Desktop (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Claro firmou um acordo para comprar 73% da Desktop por R$ 2,4 bilhões.
  • O valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões, mas o valor da compra surgiu do endividamento líquido de R$ 1,5 bilhão registrado pela empresa.
  • O pagamento inclui valor inicial e ajustes posteriores, com parte retida em conta garantia para obrigações futuras.

A Claro anunciou nesse domingo (22/03) que fechou um acordo para comprar a Desktop S.A., uma das maiores provedoras regionais de serviços de internet do Brasil. A operadora assinou um contrato para adquirir aproximadamente 73% do capital da empresa, em uma transação estimada em R$ 2,4 bilhões.

Segundo a Claro, o acordo envolve a aquisição de cerca de 84,7 milhões de ações pertencentes a fundadores e investidores, e marca a saída do executivo Denio Alves Lindo, um dos fundadores da companhia. A venda, vale lembrar, precisa ser aprovada pelo Cade e pela Anatel para ser concluída.

A Desktop foi criada em 1997 e consolidou-se como uma das principais operadoras regionais de internet, com forte atuação fora dos grandes centros.

Como foi estruturado o acordo?

De acordo com o comunicado, o valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões. Para chegar ao preço final da operação, foi descontado o endividamento líquido da companhia, que girava em torno de R$ 1,5 bilhão até setembro de 2025.

Com isso, o valor base da transação ficou em cerca de R$ 2,4 bilhões, equivalente a R$ 20,82 por ação, sujeito a ajustes no momento da conclusão do negócio. O pagamento será dividido entre um valor inicial na data de fechamento e eventuais ajustes posteriores, conforme a apuração final da dívida.

Parte do montante ficará retida em uma conta garantia (escrow), utilizada para cobrir possíveis obrigações futuras dos vendedores. Esse valor será liberado de forma gradual ao longo de cinco anos, conforme acordado entre as partes.

As negociações entre as empresas tiveram início ainda em 2025 e avançaram nos meses seguintes. A Desktop chegou a avaliar uma possível transação com a Telefônica Brasil, dona da Vivo, mas o processo não avançou.

A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias. Após o fechamento, a Claro deverá realizar uma oferta pública de aquisição de ações (tag along), garantindo aos acionistas minoritários o direito de vender seus papéis pelo mesmo valor pago aos controladores.

Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

Claro é a segunda maior operadora de telefonia móvel do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

20 de Março de 2026, 11:05
Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Motorola deve lançar novo smartphone no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Motorola homologou na Anatel o modelo XT2607-1, com bateria de 6.500 mAh e carregador de 90 W.
  • Pouco se sabe sobre o aparelho, mas, segundo a certificação, ele vem com 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E.
  • O smartphone será fabricado na China e no Brasil, e pode integrar a linha Edge 70.

A firma de Chicago não para. Desta vez, a Motorola Mobility homologou o XT2607-1, um smartphone sobre o qual pouco sabemos.

O documento, visualizado pelo Tecnoblog, foi expedido pela Anatel na quarta-feira (18/03), por solicitação da filial brasileira da companhia.

O que sabemos sobre o XT2607-1?

Certificado de homologação do XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Já se sabe que o codinome do aparelho é Terrain26, graças ao tradicional leaker Evan Blass. Ele divulgou uma lista de nomes obtida em uma página de suporte da Lenovo, dona da Motorola, mas não revelou qual será o nome comercial do modelo.

A homologação brasileira revela mais alguns detalhes: o modelo tem 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E. A presença de Wi-Fi de 6 GHz implica que o modelo deve ser de gama intermediária para cima, mas não um aparelho topo de linha, já que modelos high-end costumam ser lançados com Wi-Fi 7.

Certificado de conformidade do XT2607-1 revela presença de Wi-Fi 6E (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O documento também revela a bateria: ele virá com o componente denominado ST65, fabricado pela ATL. E, como o nome indica, ela tem 6.500 mAh típicos (6.325 mAh nominais).

Bateria ST65, utilizada no XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O componente tem cerca de 6,5 cm por 9,5 cm e aparenta ser bem fino, apesar da construção com duas células, o que parece indicar o uso de ânodos de silício-carbono, algo que a Motorola tem adotado em vários de seus modelos recentes. Essa bateria recarregará com um carregador de 90 W, o mesmo utilizado pelo Signature.

O smartphone será fabricado na fábrica da Motorola em Wuhan, na China, e na fábrica da Flex em Jaguariúna (SP), no Brasil.

Pelas características, deve se tratar de mais um membro da família Edge 70. Recentemente, a Motorola lançou o Edge 70 e os irmãos Edge 70 e 70 Plus por aqui, mas os Edge 60 Pro e Neo ainda não têm sucessor — nem mesmo no exterior.

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Certificado de homologação do XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de conformidade do XT2607-1 revela presença de Wi-Fi 6E (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

20 de Março de 2026, 10:09
Fones AirPods Max 2 em várias cores
Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple obteve homologação da Anatel para os AirPods Max 2, permitindo a venda no Brasil, com preço de R$ 6.590;
  • AirPods Max 2 possuem chip Apple H2, oferecendo cancelamento de ruído ativo 1,5 vez mais eficaz que a geração anterior;
  • outros recursos incluem tradução de conversas em tempo real, áudio adaptativo e suporte a Áudio Espacial com reprodução a 24 bits e 48 kHz.

Os fones AirPods Max 2 já podem ser comercializados no Brasil. Nesta semana, a Apple obteve a homologação da Anatel necessária para isso. A data de início das vendas no mercado brasileiro ainda não foi definida, mas já sabemos o preço oficial do produto: R$ 6.590.

A documentação liberada pela Anatel mostra que o produto é identificado como “A3454”. Pois bem, no site da Apple, esse código corresponde justamente aos recém-anunciados AirPods Max 2.

É válido relembrar que a homologação junto à Anatel é uma etapa essencial para a venda de produtos com recursos de telecomunicações no Brasil. Essa é uma forma de garantir que o item atende aos parâmetros de qualidade e segurança necessários para equipamentos com essas características operarem no país.

Os AirPods Max 2 foram anunciados pela Apple no começo da semana. Na ocasião, a Apple já havia colocado o produto na versão brasileira de seu site, junto com o já mencionado preço de R$ 6.590.

Ainda falta a informação sobre o início das vendas, mas a homologação do produto pela Anatel sugere que a comercialização começará em breve.

Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel
Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que há de novo nos AirPods Max 2?

A principal novidade dos AirPods Max 2 é a presença do chip Apple H2, que já equipa fones como AirPods 4, AirPods Pro 2 e AirPods Pro 3.

O H2 permite aos AirPods Max 2 terem cancelamento de ruído ativo (ANC) 1,5 vez mais eficaz em relação aos AirPods Max de primeira geração, explica a Apple.

Outros recursos incluem tradução de conversas faladas em tempo real, tecnologia de áudio adaptativo, função de isolamento de voz para chamadas mais claras, redução automática de ruídos do ambiente muito altos e interações com a Siri a partir de gestos com a cabeça.

Mulher usando os fones AirPods Max 2
AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Sobre a qualidade de áudio, os novos fones suportam reprodução a 24 bits e 48 kHz quando o cabo USB-C que acompanha o produto é usado, bem como são compatíveis com Áudio Espacial.

No visual, pouco ou nada muda em relação à geração anterior da linha.

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)

Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

19 de Março de 2026, 18:01
Imagem mostra manchetes do Google Notícias em um iPhone
Imprensa brasileira pede maior regulação do uso de notícias pelo Google (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Em resposta ao Cade, o Google negou que os AI Overviews impactem negativamente o tráfego de notícias no Brasil.
  • Big tech atribui queda de audiência dos veículos à migração dos usuários para consumo de vídeos curtos em redes sociais como TikTok e Instagram.
  • O inquérito do Cade investiga se o Google abusa de sua posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar sua IA.

O Google enviou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sua resposta oficial às acusações de que os resumos gerados por inteligência artificial — os AI Overviews — estariam canibalizando o tráfego de portais de notícias no Brasil. No arquivo, protocolado na segunda-feira (16/03), a empresa nega que a ferramenta cause danos ao jornalismo e pede o arquivamento do inquérito.

No documento, visualizado pelo Tecnoblog, a empresa justifica que a queda de audiência relatada pela imprensa, e o subsequente impacto nas receitas de publicidade, ocorre pela migração do público para vídeos curtos e feeds de redes sociais. Segundo ela, a crise de tráfego seria uma consequência natural da mudança nos hábitos de consumo da internet, não dos resumos de IA.

Sobre o que é o processo?

O inquérito do Cade apura se o Google abusa da posição dominante ao usar conteúdo de veículos de imprensa para treinar e alimentar sua IA generativa. Associações do setor alegam que o AI Overview retém o usuário no próprio buscador ao entregar respostas prontas, reduzindo os cliques para os sites de origem.

A investigação se arrasta desde 2019, quando o problema observado pelas empresas de mídia ainda era o impacto da indexação de conteúdo no Google News na monetização dos veículos. O Cade arquivou o inquérito em 2024 e reabriu o caso há cerca de um ano, mas ainda não seguiu com uma investigação formal.

Homem sobre palco
Inquérito evoluiu para críticas aos Resumos de IA (imagem: reprodução/Google)

Em geral, as empresas cobram que o Google pague pelo uso de conteúdo produzido pelos jornais, argumentando que o buscador lucra com Google Search, Google News e AI Overviews sem dividir as receitas. Anteriormente, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) também exigiu que o Google desative os Resumos de IA por padrão.

De acordo com o Google, porém, já existem mecanismos para que os veículos controlem como seu conteúdo aparece nos resultados. A big tech cita o uso de meta tags como “no-snippet” como uma forma de opt-out. O argumento contrasta com a postura que o Google adotou no Reino Unido nesta mesma semana, onde prometeu criar uma ferramenta de exclusão específica para a IA.

O que o Google responde?

No documento, a empresa afirma que as acusações “não são corroboradas pela cronologia, por comparações entre mercados ou por evidências experimentais controladas” e que a perda de receita dos veículos tem outras raízes.

Segundo o Google, o consumo de notícias migrou para ambientes de vídeos curtos e rolagem infinita, como TikTok, Instagram e YouTube. A gigante de tecnologia argumenta que, nessas redes sociais, o usuário frequentemente consome a narrativa jornalística completa no próprio feed, sem precisar clicar no link para acessar o site original do jornal.

Resumos de IA trazem trechos de matérias diretamente no Google (imagem: reprodução)

Por conta desse novo hábito, o Google defende que métricas antigas — baseadas exclusivamente em visitas às páginas web — não refletem mais o tamanho real da audiência ou o sucesso financeiro de um veículo, oferecendo uma visão distorcida do mercado.

Em diversos momentos, a companhia cita casos de empresas de mídia brasileiras, como o portal Metrópoles e o hub Terra, que teriam contornado o problema com adaptações aos novos modos de consumo.

Google evita falar sobre remuneração

Quanto à pressão dos veículos por uma compensação financeira obrigatória, o Google evitou reabrir a discussão, apoiando-se na sua manifestação anterior enviada ao Cade em novembro de 2025.

Na ocasião, a empresa já havia rejeitado a ideia de remuneração compulsória aos moldes da Austrália e do Canadá. Ela argumenta que a relação com a imprensa já é mutuamente benéfica, pois o buscador entrega valor ao direcionar tráfego gratuito para as páginas monetizarem.

A empresa também não enfrentou as denúncias sobre a qualidade do conteúdo entregue pela IA. No passado, o jornal Aos Fatos colaborou com a consulta pública demonstrando situações de alucinações no algoritmo e questionando a reprodução de material publicitário como jornalístico. As afirmações não tiveram resposta.

Google nega impacto da IA no tráfego de notícias no Brasil

Google Notícias ganha área destacada contra fake news (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

19 de Março de 2026, 10:48
Imagem mostra um tablet Positivo Vision Tab 11 sobre uma mesa de madeira
Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca (imagem: divulgação)
Resumo
  • Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca, com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD.
  • O dispositivo tem conectividade 4G, processador UNISOC T606 e já vem com uma caneta digital na caixa.
  • Ele está disponível no Brasil por R$ 1.499 com capa protetora ou R$ 1.699 com capa teclado.

A Positivo Tecnologia revelou o Positivo Vision Tab 11, novo tablet da marca com recursos voltados ao consumo de conteúdo e produtividade. O dispositivo chega ao mercado brasileiro por R$ 1.499 e, segundo a fabricante, busca aproveitar um mercado em alta no país.

Dados da consultoria IDC indicam que o setor saltou de 1,4 milhão de unidades vendidas em 2022 para mais de 2,1 milhões em 2025, consolidando uma retomada relevante. Aparelhos com telas entre 10 e 11 polegadas passaram a liderar as vendas no país, com mais de 40% da demanda.

O que o Positivo Vision Tab 11 oferece?

O tablet chega com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD. Um dos principais diferenciais é que o aparelho vem com uma caneta digital já na caixa.

O Vision Tab 11 também conta com conectividade 4G nativa, o que amplia as possibilidades de uso fora de redes Wi-Fi. A ideia é permitir acesso à internet em deslocamentos ou ambientes sem conexão fixa, algo cada vez mais demandado em rotinas híbridas.

Pensado para tarefas do dia a dia, o modelo traz processador UNISOC T606, 4 GB de memória RAM e armazenamento interno de 128 GB, com opção de expansão via cartão microSD. A configuração atende a atividades como navegação, aplicativos de trabalho, videoaulas e reuniões online.

Imagem promocional mostra duas pessoas utilizando o novo tablet Positivo Vision Tab 11
Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G (imagem: divulgação)

Outro ponto é a bateria de 6.000 mAh, projetada para garantir autonomia ao longo de um dia de uso moderado. Há ainda a possibilidade de acoplar uma capa com teclado destacável, vendida separadamente.

Quanto custa?

A Positivo posiciona o Vision Tab 11 como uma opção versátil dentro de uma faixa de preço intermediária. No Brasil, o modelo está disponível para compra no site oficial da Positivo e nas varejistas parceiras, em duas versões: uma com capa protetora tradicional, por R$ 1.499, e outra com capa teclado, por R$ 1.699 — ambas acompanhadas de caneta digital.

Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G para uso dentro e fora de casa (imagem: divulgação/Positivo)

Reclamações contra operadoras voltam a subir no Brasil; pós-pago lidera queixas

18 de Março de 2026, 17:35
Uma mão segura um celular Samsung com o app Telefone ligando para Caixa Postal. Imagem ao fundo mostra o logo das operadoras Claro e TIM
Relatório da Anatel mostra alta de reclamações contra operadoras (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel registrou 1.354.791 reclamações contra operadoras de telecomunicações em 2025, um aumento de 6,91% em relação a 2024.
  • Serviços de celular pós-pago lideraram as queixas, com aumento de 14,8%.
  • Devido ao aumento, a agência reguladora anunciou fiscalização e processos de ajuste de conduta para operadoras.

O número de reclamações contra operadoras de telecomunicações no Brasil cresceu, após anos em queda. Um balanço divulgado pela Anatel nessa terça-feira (17/03) revelou o registro de 1.354.791 queixas, um aumento de 6,91% em comparação com as ocorrências documentadas em 2024.

Os dados são do Panorama de Reclamações de 2025. Apesar do crescimento no volume absoluto de contatos feitos pelos consumidores, o Índice de Reclamações por mil assinantes (IR) ficou em 0,38%, o terceiro menor dos últimos dez anos, segundo a agência reguladora.

A alta geral no ano foi impulsionada pela insatisfação dos clientes com os serviços de celular pós-pago, com uma alta de 14,8% nas reclamações, seguido por TV por assinatura (12,6%) e banda larga fixa (6,5%). O telefone fixo foi o único modelo a apresentar queda, saindo de 120.775 para 101.698 reclamações (-15,8%).

gráfico indicando queda nas reclamações entre 2021 e 2024, e alta em 2025
Reclamações voltaram a apresentar alta em 2025 (imagem: reprodução/Anatel)

De onde vieram as reclamações?

No celular pós-pago, o crescimento rompeu uma sequência de quedas que vinha desde 2020 e foi disseminado entre as grandes operadoras.

A TIM liderou o aumento, com 30,1 mil queixas a mais, impulsionadas por um salto de 46,5% nas reclamações sobre cobranças, motivadas por valores em desacordo com o contrato e multas indevidas de fidelização. O número é muito superior ao apresentado pelas outras gigantes: Claro teve um acréscimo de 14,3 mil queixas, e a Vivo 8,1 mil, valor menor, entretanto, ao registrado em 2023.

Na banda larga fixa, o setor teve 28,6 mil registros a mais. A Claro liderou o movimento (+18 mil), além da soma entre Oi e Nio, que juntas acumularam 23,5 mil queixas.

Na TV por assinatura, as reclamações também se concentraram no grupo Claro, com alta de 21,2%, e nos transtornos gerados pela migração dos clientes da Oi TV para a compradora Mileto (+35,4%). Na contramão, a Sky foi a exceção positiva do setor, reduzindo suas queixas em 18,9%.

A telefonia fixa foi o único segmento a manter a tendência histórica de queda, com redução de 15,8% no volume geral. A exceção ficou por conta da Vivo, que registrou 6,8 mil reclamações a mais, concentradas em falhas de qualidade e reparo.

Cobrança e cancelamento lideram

Código de barras de um boleto bancário
Reclamações sobre cobranças lideram o ranking (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Observando os temas que mais geraram dores de cabeça, a Anatel constatou que a maior parte dos assuntos mais reclamados registrou aumento. As queixas saltaram nas seguintes categorias:

  • Cobrança: +52,2 mil reclamações.
  • Cancelamento: +27,9 mil reclamações.
  • Ofertas e promoções: +10,3 mil reclamações.

Por outro lado, as reclamações sobre “Qualidade, funcionamento e reparo” das redes caíram 24,9 mil registros em relação a 2024.

Anatel reforçará fiscalização

Diante da interrupção do ciclo de quedas, a superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Cristiana Camarate, anunciou abertura de processos de fiscalização.

Em comunicado, a agência diz que fará processos de ajuste de conduta para quatro empresas de pequeno porte do segmento. As grandes operadoras, no entanto, passarão por inspeção voltada a possível sancionamento.

Reclamações contra operadoras voltam a subir no Brasil; pós-pago lidera queixas

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O tradicional código de barras do boleto bancário (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Reddit bloqueia menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital

17 de Março de 2026, 15:52
ilustração sobre o Reddit
Reddit bloqueia menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Reddit bloqueou usuários menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital, que exige vinculação de contas a responsáveis maiores de idade;
  • ECA Digital, nome da Lei 15.211/25, estabelece regras para proteger menores online, incluindo supervisão parental e proibição de exploração de dados;
  • empresas que não cumprirem ECA Digital podem enfrentar penalidades; Meta e Riot Games são exemplos de companhias que estão adaptando seus serviços no Brasil.

Nesta terça-feira (17/03), o ECA Digital começou a valer no Brasil. A nova legislação visa proteger crianças e adolescentes em meios digitais, razão pela qual plataformas online precisam se adaptar. Entre elas está o Reddit, que anunciou a suspensão de usuários menores de 16 anos até a adequação do serviço.

A razão disso é que uma das determinações do ECA Digital é a de que crianças e adolescentes somente possam acessar redes sociais se suas contas nesses serviços estiverem vinculadas a um responsável maior de idade, como o pai ou a mãe.

O Reddit começou a avisar seus usuários no Brasil sobre a decisão por e-mail. O trecho principal da mensagem é reproduzido a seguir:

Usuários menores de 16 anos terão suas contas temporariamente suspensas e não poderão criar uma nova até que um pai, mãe ou responsável vincule sua própria conta e dê sua aprovação.

Estamos trabalhando ativamente no desenvolvimento da integração com o Compartilhamento Familiar da Apple e o Google Family Link para permitir que pais e responsáveis no Brasil forneçam sua aprovação a partir de seus próprios dispositivos.

Entraremos em contato novamente quando esta opção estiver disponível. Até lá, usuários menores de 16 anos não poderão criar novas contas e nem acessar contas já existentes no Reddit.

Tal como a mensagem deixa claro, o bloqueio é temporário. Usuários menores de 16 anos poderão acessar o Reddit novamente quando mecanismos de vinculação de responsáveis estiverem prontos na plataforma. Não há prazo para que essa solução seja implementada, porém.

No mesmo e-mail, o Reddit avisa que usuários com idade estimada inferior a 18 anos que tentarem acessar conteúdos restritos à faixa etária pela legislação brasileira precisarão comprovar sua idade para ter o acesso liberado, o que poderá ser feito por vários métodos, como registro de selfie ou fornecimento de documentos.

O aviso de bloqueio a menores de 16 anos do Reddit
O aviso de bloqueio a menores de 16 anos do Reddit (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que é o ECA Digital?

Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, ou ECA Digital, são os nomes apresentáveis da Lei 15.211/25, que estabelece regras para proteger crianças e adolescentes em meios online, o que inclui redes sociais, serviços de mensagens instantâneas, plataformas de jogos, marketplaces e outros.

O ECA Digital tem regras para aspectos como supervisão pelos pais (a regra que levou ao bloqueio de menores de 16 anos pelo Reddit), prevenção de abusos, remoção de conteúdo nocivo e proibição de exploração comercial de dados de menores.

Companhias que não seguirem as novas regras poderão ser punidas com notificações, multas e, em casos extremos, a suspensão de seus serviços no Brasil.

Há um intenso movimento de adaptação. A Meta está ampliando os recursos de controle parental do Instagram, e a Riot Games já exige verificação de idade no Brasil para seus jogos, só para dar alguns exemplos.

Não estranhe se você vir o ECA Digital sendo chamado de “lei Felca”: há quem entenda que as denúncias sobre conteúdos indevidos envolvendo menores de idade feitas pelo influenciador serviram para acelerar a aprovação das determinações.

Em tempo: compreenda o que é o Reddit, se você desconhece a plataforma.

Reddit bloqueia menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital

Saiba como o Reddit se transformou um importante fórum global sobre assuntos diversos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aviso de bloqueio a menores de 16 anos do Reddit (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

17 de Março de 2026, 10:49
Galaxy Z TriFold já aparece indisponível em alguns mercados (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung está encerrando as vendas do Galaxy Z TriFold, lançado há três meses.
  • O dobrável de três telas era vendido por US$ 2.899 e, aparentemente, foi tratado como vitrine tecnológica, com vendas limitadas.
  • Segundo a Bloomberg, a Samsung considera aproveitar elementos do TriFold em futuros dispositivos, apesar do encerramento das vendas.

A Samsung começou a retirar do mercado o Galaxy Z TriFold, seu primeiro smartphone com três dobras, lançado há apenas três meses. A informação é da agência Bloomberg, que afirma que o modelo terá as vendas encerradas gradualmente.

A fabricante não confirmou oficialmente a decisão. Contudo, vale lembrar que o Galaxy Z TriFold sequer foi lançado no Brasil e, desde o início, teve uma disponibilidade vista como limitada, com rumores indicando apenas 40 mil unidades em todo o mundo.

Segundo a Bloomberg, o fim das vendas deve começar pela Coreia do Sul, estendendo-se aos Estados Unidos assim que os estoques acabarem. Nos canais oficiais da empresa, o dispositivo já aparece como “esgotado”, sem previsão de reposição. Por lá, o dispositivo era vendido por US$ 2.899 — cerca de R$ 15.950, em conversão direta.

Vida curta?

Uma trajetória limitada do Galaxy Z TriFold já era esperada. Desde o início, o modelo foi tratado mais como uma vitrine tecnológica do que como um produto de grande escala dentro do portfólio da Samsung, que já comercializa outros dobráveis ao redor do mundo.

Além do preço alto, o aparelho nunca foi distribuído por operadoras ou grandes varejistas, sendo vendido exclusivamente nos canais oficiais da fabricante. Essa estratégia reforçou o caráter experimental do dispositivo, que também teve produção restrita — com relatos de cerca de 6 mil unidades disponibilizadas inicialmente em seu mercado de origem.

Outro fator decisivo é o custo de fabricação. Componentes mais caros e a complexidade do design com duas dobradiças dificultaram a viabilidade comercial do produto, tornando difícil obter margem de lucro mesmo com o preço elevado. A título de comparação, o trifold da Huawei chegou ao Brasil por R$ 32.999.

Imagem mostra Galaxy Z TriFold aberto e fechado
Galaxy Z TriFold teve presença limitada no mercado (imagem: divulgação/Samsung)

Conceito não deve ser descartado

Apesar do encerramento precoce, a Samsung não descarta aproveitar elementos do TriFold em futuros lançamentos. À Bloomberg, o executivo Won-Joon Choi, da divisão mobile da Samsung, afirmou que a empresa ainda avalia a possibilidade de uma nova geração.

Entre os pontos que podem ser reaproveitados estão a tela ampla e o formato mais horizontal, que favorecem o consumo de conteúdo e o uso multitarefa.

Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

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Smartphone com três dobras foi lançado há apenas três meses e já começou a sair do mercado. Estratégia indica que aparelho serviu como vitrine tecnológica.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

ECA Digital entra em vigor nesta terça; saiba o que muda na internet brasileira

17 de Março de 2026, 00:01

Passa a valer hoje o novo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A medida entra em vigor nesta terça-feira (17). Ela — Lei nº 15.211/2025 — foi sancionada em 18 de setembro de 2025.

Seu objetivo é o de atualizar a proteção de menores no país e deixá-la preparada para a era da internet atual, cada vez mais utilizada por bons e maus atores. A lei determina que empresas do setor de tecnologia criem mecanismos de certificação de idade e sistemas de supervisão parental.

Como pena, as companhias que não acatarem as medidas do ECA Digital poderão sofrer sanções que podem chegar a R$ 50 milhões por infração. A proposta, que agora é lei, ganhou força no debate político após uma denúncia feita pelo youtuber Felca, que revelou redes de exploração infantil e adultização de crianças nas plataformas digitais.

“Vários países começaram a adotar algumas medidas. Chegou ao ponto da Austrália proibir o acesso a redes sociais para menores de 16 anos, começou a exigir que pelo menos 13 anos fosse a idade mínima para se entrar em redes sociais em boa parte dos países, mas sentiu-se que isso não era suficiente. Por quê? Porque, infelizmente, não há uma verificação sólida e efetiva da idade das crianças”, pontuou Cláudia Costin, especialista em educação e ex-diretora global de educação do Banco Mundial, ao Olhar Digital.

“Então, muitas crianças entrando em redes sociais, muitos até ataques a escolas planejados na Dark Web por adolescentes, por vezes, então há riscos muito grandes para essas crianças. Então, pelo menos a partir do dia 17 [hoje], começa a viger o ECA digital e eu acho que isso é um avanço. Não vai ser perfeito, mas é um grande avanço“, prosseguiu.

Quais são os principais pontos do ECA Digital?

Agora, entre as medidas que apps, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais precisarão aplicar, estão:

  • Verificação de idade confiável;
  • Ferramentas de supervisão familiar;
  • Resposta ágil a conteúdos ilícitos;
  • Regras específicas para o tratamento de dados e publicidade dirigida a menores.

As empresas passam a ter mais responsabilidades, devendo garantir mais segurança para o acesso de crianças e adolescentes.

“O que o ECA Digital basicamente fez foi ampliar as responsabilidades daquelas empresas que posicionam produtos e serviços digitais no mercado para que estes sejam mais seguros quando são acessados por crianças e adolescentes”, explicou, ao Olhar Digital, Ricardo Lins Horta, Secretário Nacional Interino de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Diferentemente de outros países, como a Austrália, o ECA Digital não força o banimento de certa faixa etária, mas estabelece o seguinte: Nas redes sociais, o conjunto de leis dá destaque à supervisão parental. Isso significa que contas de adolescentes com menos de 16 anos precisarão ser vinculadas às de adultos responsáveis.

As redes precisarão, além de fornecer a supervisão parental, utilizar outros métodos de verificação de idade, como a estimativa etária, que algumas plataformas já utilizam. Caberá à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinar quais serão os métodos utilizados na verificação de idade de jovens e adolescentes.

Já as lojas de aplicativos e sistemas operacionais precisarão disponibilizar o sinal de idade (informação sobre a idade do usuário) para os apps. Nos casos de sites de pornografia, marketplaces e aplicativos de entrega que vendem bebidas alcoólicas ou cigarros, será necessária a verificação de idade.

Contudo, essa verificação ainda não está disponível, sendo aplicada escalonadamente, segundo Horta. Isso deve levar alguns meses.

“Outros países que aprovaram leis de segurança online levaram um período maior e ainda estão implementando. A gente sempre soube que seis meses era um prazo ambicioso, mas, ao encurtar, o governo Lula estava mandando o recado para todo o ecossistema: vamos nos adaptar rápido para proteger esse público“, explicou.

Enquanto as tecnologias permitidas para aferição da idade não são detalhadas, orienta-se tratar os dados pessoais dos usuários com o mínimo necessário para haver a confirmação da idade desses usuários.

Isso se assemelha ao que vemos em locais físicos, como quando você vai a uma festa para maiores de idade, por exemplo, e seguranças conferem seu RG na entrada para determinar se você pode ou não participar. A ideia é igual, com a diferença de que as empresas e serviços com restrições para menores são os “seguranças” que irão “pedir seu RG digital“.

“A gente está pensando, obviamente, em redes sociais, mas, ao mesmo tempo, o ECA Digital tem um efeito ou impacto sistêmico, porque várias das questões que a própria legislação brasileira sempre proibiu ou sempre definiu que não deveriam acontecer com crianças e adolescentes passam a valer também para a internet de forma muito clara. Então, para ficar no exemplo, o ECA de 1990 já dizia que você não poderia ofertar ou vender álcool ou revistas pornográficas para crianças e adolescentes. O que se observava é que, na internet, você não tinha nenhuma forma de controle ou checagem disso”, disse o secretário.

“Vale lembrar que a aferição de idade não se confunde com verificação de identidade. Para acessar um ambiente proibido para crianças e adolescentes, eu não preciso identificar a pessoa. A pessoa pode manter a privacidade dela, acessar aquele ambiente e, ao mesmo tempo, provar que é adulta. A gente já tem várias tecnologias que permitem fazer isso sem você rastrear o que as pessoas fazem na internet: você pode usar, por exemplo, uma credencial etária, uma credencial de idade, que manda só uma única informação para a aplicação — ‘este usuário tem mais de dezoito anos’, por exemplo. E aí você, de fato, separa crianças e adolescentes de um lado, adultos de outro, e consegue proteger esse público, evitando que ele acesse ambientes que não são adequados para a sua idade”, prosseguiu.

A ANPD informou que o regulamento específico para aferição de idade deve ficar pronto até o fim deste ano e, a partir do ano que vem, este será um de seus temas prioritários.

Agora, a conversa que a gente tem que estimular e que a gente quer que ocorra é que as famílias tenham consciência de que o mundo digital é muita coisa. Eu posso, na internet, ter vários usos muito interessantes, educativos, eu posso ter jogos eletrônicos que ajudam a desenvolver habilidades, eu posso fazer trabalhos escolares na internet, eu posso conectar com amigos, tudo bem. Mas a gente precisa que tenha uma consciência de que a autonomia da criança e do adolescente é progressiva. Se eu dou um celular para a criança, para que ela possa comunicar com o pai ou a mãe, que são separados e vivem em lares distintos, por exemplo, é muito ruim que junto com essa funcionalidade protetiva venha junto todo o risco associado da internet em ambientes que são projetados para adultos.

O ECA Digital vem para acabar com isso. Se eu começo a exigir controles etários, se eu tenho mecanismos de supervisão parental ativa melhores, os pais e as mães podem fazer no ambiente digital aquilo que sempre fizeram no ambiente físico. No ambiente offline, pais e mães, avós, tios, tias sempre tiveram que decidir: a partir de qual idade meu filho pode sair sozinho na rua? A partir de qual idade pode dormir fora de casa? A partir de qual idade pode viajar com o amiguinho? São escolhas que as famílias sempre tiveram que fazer. No fundo, antes do ECA digital, o que estava acontecendo é que o ambiente digital estava desempoderando as famílias, porque elas não tinham sequer a oportunidade de exercer esse poder familiar. Agora a gente vai ter mecanismos e ferramentas para que os pais e as mães consigam separar o joio do trigo, separar onde as crianças podem estar, que são ambientes desenhados para serem seguros, de outros onde elas não deveriam estar porque não foram projetadas para serem seguras para esse público.

Ricardo Lins Horta, Secretário Nacional Interino de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em entrevista ao Olhar Digital

“Na prática, o que a lei define como ‘verificação eficaz‘ é um mecanismo que atenda cumulativamente a três requisitos: confiabilidade (capacidade real de distinguir menores de adultos), auditabilidade (possibilidade de verificação e prestação de contas sobre o funcionamento do sistema) e segurança técnica (proteção dos dados coletados no processo, com uso restrito à finalidade de verificação de idade conforme o art. 13)”, explicou Rafael Soares Magalhães, advogado especializado em crimes cibernéticos e compliance digital, mestre em direito, diretor do núcleo de consultas públicas e legislação da OAB/MG, membro da comissão de direito digital e diretor de assuntos legislativos da comissão de defesa e da cidadania dos interesses coletivos da sociedade da OAB/MG.

“A abordagem que vem prevalecendo no debate regulatório é a de proporcionalidade ao risco: quanto maior o risco oferecido pelo serviço (pornografia, apostas, venda de armas e bebidas, redes sociais), mais rigoroso deve ser o mecanismo de verificação. A regulamentação específica, que será expedida por decreto do Poder Executivo (art. 12), deverá definir os requisitos mínimos concretos. Até lá, as empresas devem buscar soluções que superem a mera autodeclaração e que sejam compatíveis com os princípios da LGPD, especialmente minimização de dados e finalidade”, disse.

Costin, por sua vez, concorda com a medida tomada pela Austrália, além de destacar o quão maléfico é o vício para menores. “Preferia dizer que não [a medida da Austrália foi uma boa decisão], mas eu acho acertada. No começo se dizia, não, mas a discórdia é uma rede social que é voltada a adolescentes, mas boa parte dos problemas de bullying, de agressões, vieram da discórdia. Por quê? Porque sem supervisão parental ou de responsáveis é muito complicado, é viciante, que é um outro ponto, que nós adultos sabemos quantos colegas nossos estão viciados no que a gente chama de scrolling, de não conseguem sair dos celulares, não conseguem se concentrar em jantares familiares ou até em conversas com amigos. Então, imagine a criança ou o adolescente que tem o córtex pré-frontal, que é essa parte do cérebro que lida com autorregulação, com autodisciplina, maduro, ele só fica maduro plenamente a partir dos 25 anos. Então, vício virou uma coisa muito complicada“, explanou.

“E também tentar seduzir crianças e adolescentes para comprar coisas que eles não desejam por meio de identificação de gostos, de características, que os algoritmos vão lidando com isso e jogando publicidade, é muito mais grave do que para adultos, porque em adultos, pelo menos alguns de nós selecionam o que de fato quer comprar ou não. Então, tudo isso para dizer que não acho que nós estamos atrasados. Eu acho que nós temos que agir rápido como os demais países”, disse.

Leia mais:

Adolescentes usando o celular
Lei visa dar mais proteção aos menores de idade (Imagem: antoniodiaz/Shutterstock)

O que já está valendo?

Nesta terça-feira (17), já passam a valer pontos, como:

  • Prevenção e mitigação de riscos previstos no art. 6º (exploração sexual, violência, conteúdos nocivos à saúde etc.);
  • Obrigação de configuração padrão no modelo mais protetivo de privacidade e proteção de dados;
  • Vedação à autodeclaração como mecanismo único de verificação de idade para conteúdos impróprios ou proibidos a menores de 18 anos;
  • Proibição de caixas de recompensa (loot boxes) em jogos eletrônicos direcionados ou de acesso provável por crianças e adolescentes;
  • Proibição de monetização e impulsionamento de conteúdos que retratem crianças e adolescentes de forma erotizada ou sexualmente sugestiva;
  • Vinculação obrigatória de contas de menores de 16 anos à conta de um responsável legal no âmbito de redes sociais;
  • Obrigação de retirada de conteúdo violador de direitos de crianças e adolescentes mediante comunicação da vítima, de seus representantes, do Ministério Público ou de entidades representativas, independentemente de ordem judicial;
  • Obrigação de manter representante legal no País com poderes para receber citações e notificações.

Grandes empresas e setores “sensíveis”

Enquanto alguns pontos do ECA Digital serão escalonadamente liberados, espera-se que empresas grandes que já tinham a observação governamental desde o ano passado, como Meta, Roblox e Discord, apliquem as regras de controle parental o quanto antes.

Contudo, alguns setores, como o da pornografia, pode ter que esperar mais. Isso é o que diz a distribuidora de conteúdo adulto Aylo, que aguarda orientações complementares dos órgãos reguladores, ajustando assim os planos de conformidade técnica tão logo as diretrizes sobre coleta de dados de idade forem divulgadas.

A gente tem um objetivo comum. O objetivo de todos os agentes que aprovaram no Congresso o ECA Digital, das entidades da sociedade civil, do Ministério Público, enfim, que apoiaram o ECA Digital, mas também das próprias empresas: oferecerem produtos mais seguros.

Ricardo Lins Horta, Secretário Nacional Interino de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em entrevista ao Olhar Digital

Redes sociais concentram o maior número de obrigações específicas, como vinculação de contas de menores de 16 anos a responsável legal (art. 24), proibição de perfilamento para publicidade (art. 26), regras específicas de tratamento de dados de menores (art. 25), verificação contínua de idade com métodos complementares (art. 24), suspensão de contas com indícios de operação por menor em desconformidade (art. 24) e relatórios semestrais de transparência para provedores com mais de um milhão de usuários menores (art. 31).

Jogos eletrônicos têm obrigações próprias: vedação às loot boxes (art. 20), integralidade das salvaguardas da Lei nº 14.852/2024 (Marco Legal dos Jogos Eletrônicos) para jogos com funcionalidades de interação (art. 21) e limitação padrão de funcionalidades de interação com exigência de consentimento dos pais (art. 21).

Plataformas de streaming e serviços com controle editorial recebem tratamento diferenciado favorável. O art. 39 dispensa provedores de serviços com controle editorial e de conteúdos protegidos por direitos autorais previamente licenciados das obrigações mais pesadas, desde que observem a classificação indicativa, ofereçam transparência na classificação etária, disponibilizem mecanismos de mediação parental e mantenham canais de denúncia.

Lojas de aplicativos e sistemas operacionais têm papel de “guardiões da porta de entrada“: devem aferir idade ou faixa etária dos usuários, permitir configuração de supervisão parental e fornecer sinal de idade via API segura aos provedores de aplicativos (art. 12).

Por último, buscadores e marketplaces estão sujeitos às obrigações gerais proporcionalmente ao seu grau de interferência sobre os conteúdos, o que será definido com mais precisão pela regulamentação (art. 39).

Loot boxes: compras com dinheiro de verdade estão contadas

Você (ou seu filho ou filha) já deve ter se deparado com as chamadas loot boxes, mecanismo que realiza estímulos psicológicos para fazer com que usuários, independentemente de serem crianças, adolescentes ou adultos, gastem dinheiro de verdade dentro do jogo eletrônico no qual está “mergulhado”.

Pois, com o ECA Digital, haverá restrições severas a essas caixas de recompensa, com sua proibição total, pois funcionam como uma espécie de jogo de azar digital. Também está proibida a monetização de conteúdos nos quais menores apareçam em contextos sexualizados.

Todos esses pormenores serão verificados pela ANPD, que virou uma agência reguladora. Agora, ela tem autonomia para elaborar normas e punir empresas e serviços que estejam em desacordo com o ECA Digital.

O secretário do Ministério da Justiça disse que o governo está otimista quando se fala da implementação e aceitação das novas leis. “A gente está vendo várias das grandes empresas que já estavam adotando soluções em outros países trazendo para o Brasil rapidamente soluções que tinham desenvolvido lá fora, porque entenderam que a lei é para valer.”

O ECA Digital amplia a lógica de responsabilidade das plataformas ao estabelecer deveres preventivos, e não apenas reativos. Isso significa que provedores não devem agir exclusivamente após denúncias, mas também implementar mecanismos razoáveis de mitigação de riscos, moderação adequada e ferramentas de proteção voltadas a crianças e adolescentes.

A norma dialoga com o debate constitucional em torno do Marco Civil da Internet e com a evolução da jurisprudência do STF, que vem reconhecendo a necessidade de atuação mais diligente das plataformas em situações de risco evidente a direitos fundamentais. Assim, permanece a proteção à liberdade de expressão, mas reforça-se o dever de cuidado ativo quando estiverem em jogo direitos infantojuvenis.

Daniella Avelar, advogada e presidente da comissão educação digital da OAB-MG, em entrevista ao Olhar Digital

Integração com a LGPD

Segundo Magalhães, o ECA Digital dialoga com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em vários pontos. “O ECA Digital e a LGPD não se excluem, mas se complementam, com prevalência da norma mais protetiva quando se trata de dados de crianças e adolescentes. A própria lei faz referências expressas à LGPD em diversos dispositivos, vinculando seus deveres aos princípios de proteção de dados já vigentes. Em vários pontos, porém, o ECA Digital vai além”, afirmou.

“O fator institucional de integração é a designação da ANPD como autoridade administrativa de ambas as leis, o que concentra na mesma agência a fiscalização de proteção de dados e de proteção digital de crianças, evitando conflitos de competência. Na prática, porém, uma mesma conduta pode configurar infração autônoma a cada uma das leis, devendo ser observado o princípio da vedação à dupla punição pelo mesmo fato”, prosseguiu.

O ECA Digital e a LGPD possuem natureza complementar. Enquanto a LGPD estabelece o regime geral de proteção de dados pessoais, o ECA Digital cria obrigações específicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Na prática, as medidas exigidas pelo ECA Digital, como verificação de idade e mecanismos de segurança, devem ser implementadas em conformidade com os princípios da LGPD, especialmente finalidade, necessidade, transparência e segurança.

Isso significa que a proteção do menor não autoriza coleta excessiva de dados, exigindo soluções tecnicamente eficazes e juridicamente proporcionais.

Daniella Avelar, advogada e presidente da comissão educação digital da OAB-MG, em entrevista ao Olhar Digital

Vai dar certo?

Com todas essas medidas, podemos nos perguntar: o ECA Digital vai dar certo? Ou precisaremos de medidas mais restritivas, como na Austrália?

“Eu acho que nós vamos ter que monitorar o que está acontecendo. Toda legislação, ela começa a atuar a partir da identificação de um fenômeno novo e que merece ser regulado. Nós não temos clareza da extensão dos danos que isso pode trazer, então, eventualmente, nós vamos ter que ir aperfeiçoando durante a implementação”, enfatizou a especialista em educação e ex-diretora global de educação do Banco Mundial.

“Agora, o ECA Digital estabeleceu, também junto com as diretrizes ou referenciais que o próprio Ministério da Educação criou, uma autoridade ligada à proteção de dados. E essa autoridade de proteção de dados vai também ter um papel muito importante, porque nós precisamos evitar que, ao fazer reconhecimento facial, por exemplo, das crianças para checagem de idade, que isso não seja usado para outros fins. Então, a proteção de dados das crianças e adolescentes vai ser muito importante.”

“Como fazer isso melhor? Talvez nós não tenhamos clareza ainda. Então, provavelmente, depois de um ano ou um ano e meio de implementação do ECA Digital, nós vamos ter que revisitar e ver se tudo está funcionando, se a implementação está funcionando bem. E especialmente lembrando que o poder das grandes plataformas, das big techs, é muito grande. Então, há lobbies para que a legislação não traga custos adicionais para eles. E nós, cidadãos, temos que proteger as nossas crianças, mesmo que contrariem interesses imediatos das grandes plataformas“, finalizou.

O post ECA Digital entra em vigor nesta terça; saiba o que muda na internet brasileira apareceu primeiro em Olhar Digital.

Riot Games começa a barrar menores de idade nos seus jogos

16 de Março de 2026, 16:30
Imagem mostra a tela de alteração do idioma do LoL (League of Legends)
League of Legends ficará inacessível para menores de 18 anos (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Riot Games iniciou a verificação de idade no Brasil para cumprir o ECA Digital.
  • Jogos como League of Legends e Teamfight Tactics ficarão inacessíveis para menores de 18 anos.
  • O game Valorant permanece acessível para menores entre 12 e 17 anos, desde que com autorização de responsáveis.

A Riot Games iniciou nesta segunda-feira (16/03) a implementação de um sistema de verificação de idade para jogadores no Brasil. A medida faz parte da adaptação às novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entra em vigor amanhã (17/03).

A mudança será gradual: primeiro, usuários maiores de 18 anos precisam validar suas informações. Já a partir de quarta-feira (18/03), contas registradas como pertencentes a menores terão o acesso suspenso nos jogos da empresa.

Os títulos afetados são League of Legends, Teamfight Tactics, League of Legends: Wild Rift, 2XKO e Legends of Runeterra.

A exceção dentro do catálogo é Valorant. O jogo seguirá acessível para usuários entre 12 e 17 anos, desde que haja autorização de um responsável legal. Nesse caso, será necessário informar o e-mail do responsável, que deverá liberar o acesso por meio de um sistema de controle parental.

Como funciona a verificação de idade?

Segundo a empresa, jogadores adultos precisarão confirmar a idade para continuar utilizando os serviços. O processo pode ser feito por diferentes métodos, incluindo CPF, cartão de crédito ou débito, envio de documento oficial ou validação por reconhecimento facial.

Em comunicado, a empresa afirmou que “jogadores com 18 anos ou mais precisarão passar por um processo de verificação de idade para garantir que atendem ao requisito de idade mínima para nossos jogos”. A companhia também indicou que parte dos usuários já pode ter recebido solicitações antecipadas para validação.

Para menores de idade, a regra é mais restritiva. Com a reclassificação temporária de alguns jogos para maiores de 18 anos, contas de adolescentes ficarão bloqueadas para acesso a esses títulos a partir de 18 de março.

Apesar disso, os perfis não serão apagados. A empresa esclarece que o conteúdo permanece armazenado: “Se a sua conta for bloqueada em/ ou após 18 de março de 2026, saiba que ela está apenas pausada e segura. Tudo estará lá quando você puder acessá-la novamente”.

Algo similar aconteceu no começo do ano, quando o Roblox mudou as regras do chat e impediu que menores de 9 anos conversem sem autorização de um responsável.

Imagem mostra alguns jogos da Riot Games
Jogos da Riot Games terão classificação elevada para 18 anos no Brasil (imagem: divulgação)

ECA Digital muda regras para menores de idade

A decisão da Riot acompanha a entrada em vigor do chamado ECA Digital, previsto para 17 de março. A legislação estabelece regras mais rígidas para proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

Entre as principais exigências está o fim da autodeclaração de idade em plataformas digitais. Empresas passam a ser obrigadas a adotar mecanismos de verificação mais robustos e a restringir conteúdos inadequados para menores.

A lei também determina que serviços digitais implementem ferramentas de controle parental, limitem o acesso a conteúdos sensíveis e, em alguns casos, criem versões específicas para o público jovem.

No caso dos jogos eletrônicos, títulos que incluem mecânicas como recompensas aleatórias — as chamadas loot boxes — devem impedir o acesso de menores ou oferecer alternativas sem esse recurso.

A expectativa da Riot é revisar as classificações etárias dos jogos ao longo do tempo. A empresa afirma que pretende restabelecer o acesso para menores até 2027, desde que as novas regras sejam atendidas e haja consentimento dos responsáveis.

Riot Games começa a barrar menores de idade nos seus jogos

Usuário pode alterar o idioma do League of Legends pelo próprio client do jogo (Imagem Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Alguns jogos da Riot Games terão classificação elevada temporariamente para 18 anos no Brasil (Imagem: Divulgação/Riot Games)

Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil

16 de Março de 2026, 10:48
Razr 60 Ultra aberto no formato de tenda e apoiado sobre mesa. A tela externa tem um contorno colorido, indicando a ativação da Moto AI.
Motorola Razr 60 Ultra vai ganhar sucessor em breve (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Razr 70 Ultra da Motorola foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Com o código de modelo XT2655-1, ele mantém conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7, NFC e UWB.
  • As baterias do Razr 70 Ultra têm capacidade total de 4.800 mAh, indicando um aumento de 300 mAh em relação à versão anterior.

A Motorola Mobility continua investindo em seus smartphones dobráveis. Depois da homologação do irmão menor da linha Razr 70 em janeiro, e do anúncio do Razr Fold no começo deste mês, o Razr 70 Ultra também foi homologado. Com código de modelo XT2655-1, ele teve seu certificado aprovado pela Anatel na última quinta-feira (12/03), conforme a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Certificado de homologação do Razr 70 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A documentação não revela grandes mudanças: ele permanece com conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7 de três bandas, NFC e UWB, características já presentes no Razr 60 Ultra.

As baterias têm códigos de modelo SS37 e SS13, com 3.635 mAh e 1.165 mAh, somando 4.800 mAh nominais. Provavelmente, serão anunciadas como tendo 5.000 mAh típicos.

Ou seja, um aumento de 300 mAh em relação à versão atual, indicando que, ao contrário de vários modelos já lançados pela Motorola, o Razr 70 Ultra ainda não recebeu baterias de silício-carbono.

Na caixa vendida no Brasil, o Razr 70 Ultra virá com o carregador MC-687N, melhor conhecido pelo seu nome comercial de TurboPower 68 W, também o mesmo que já acompanha o Razr 60 Ultra.

Razr 70 na certificação do TENAA chinês (imagem: reprodução/Gizmochina)

O design deve se manter semelhante ao atual. Sabemos que o design do Razr 70 não mudou muito, conforme revelado por sua certificação chinesa, e não há razão para crer que o Razr 70 Ultra diverja.

A linha Razr 60 foi certificada em março do ano passado, e foi lançada aproximadamente um mês depois, em abril, o que pode indicar que o lançamento da nova linha não deve demorar. E provavelmente por um bom motivo: a fabricante detém cerca de metade do mercado de dobráveis nos EUA e na América Latina, segundo a consultoria IDC.

Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil

Motorola Razr 60 Ultra (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Razr 70 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Em dez anos, câncer de pele cresce 1.500% no Brasil

13 de Março de 2026, 05:10

Nos últimos anos, o Brasil tem apontado uma crescente e preocupante elevação nos casos de câncer de pele. Em dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgados pela Agência Brasil, de 2014 até 2024, o número de diagnósticos da doença subiu de cerca de 4 mil para 72 mil, um aumento de 1.500% em apenas 10 anos e esse número pode aumentar ainda mais.

Ainda hoje, o principal método para prevenir o câncer de pele é somente se expor ao sol após a utilização do protetor solar e roupas grossas. Além, é claro, de aplicar a quantidade correta deste produto e reaplicá-lo diariamente enquanto houver contato com o sol.

Para quem tem pressa:

  • A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou que, entre 2014 e 2024, o número de diagnósticos do câncer de pele subiu de cerca de 4 mil para 72 mil, um aumento de 1.500% em apenas 10 anos;
  • As causas variam entre o envelhecimento da população, recorte regional e baixa adesão de prevenções necessárias para combater a doença, principalmente entre homens;
  • A recomendação da SBD é a de aplicar e reaplicar o protetor solar a cada 2 horas ao longo do dia, principalmente durante a prática intensa de atividade física (como correr na rua durante o dia).

O que explica o aumento dos casos de câncer de pele no Brasil?

Pele sendo examinado à procura de câncer
Exame médico de câncer de pele (Imagem: Pixel-Shot/Shutterstock)

Os fatores que explicam o aumento nos casos são diversos. Entre eles, destacam-se o envelhecimento da população, fatores regionais e a baixa adesão a cuidados básicos de prevenção.

O envelhecimento da população é um dos principais aspectos. Nos últimos anos, a expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado, o que faz com que a pele fique exposta à radiação solar por mais tempo ao longo da vida. Essa exposição acumulada pode contribuir para o desenvolvimento da doença. Dados do DATASUS indicam que, entre 2018 e 2023, os registros foram mais frequentes entre idosos de 70 a 79 anos.

Outro fator relevante é a questão regional. A maior concentração de registros ocorre nas regiões Sul e Sudeste do país, o que está relacionado à presença mais significativa de pessoas com pele clara, que são mais sensíveis ao câncer de pele. Em entrevista ao Jornal da USP, o professor Bruno Fantini, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, destaca que o acesso aos exames médicos também influencia esses números.

Nessas regiões, existe um acesso maior e mais rápido aos exames médicos. Sendo assim, a gente acaba registrando um número maior de casos”, afirma.

A baixa adesão a cuidados básicos de prevenção também contribui para esse cenário. Registros divulgados pela Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, com dados do DATASUS, apontam que a maior incidência da doença ocorre entre homens, que representam 52% dos casos.

Em material divulgado pelo A.C.Camargo Cancer Center, o líder do Centro de Referência em Tumores Cutâneos da instituição, Dr. João Duprat, afirmou que a falta de cuidados preventivos — especialmente entre o público masculino — é outro fator que deve ser considerado.

Leia mais:

Como se proteger adequadamente

mulher aplicando protetor solar no ombro direito
Mulher aplicando protetor solar (Reprodução: paultarasenko/Shutterstock)

Na última década, o câncer de pele foi a causa de mais de 30 mil óbitos no país. A alta mortalidade preocupa especialistas que consideram a doença como evitável, sendo necessário reforçar a conscientização dos cuidados a se tomar e da atenção com possíveis sinais da condição. Para Fantini, a saúde pública deve investir em três fatores principais.

O primeiro passo é a educação nas escolas, ensinando as crianças a se protegerem do sol. Em segundo lugar, deve ser facilitada e acelerada a chegada do paciente ao dermatologista, permitindo o diagnóstico precoce. E é fundamental também que as campanhas de prevenção ao câncer de pele sejam ampliadas para o ano todo, e não apenas no verão, uma vez que a informação salva vidas.

— Bruno Fantini, professor na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP

No quesito individual, o doutor João Duprat afirma que, especialmente em um país tropical como o Brasil, com altas temperaturas, é necessário adotar algumas medidas, como aplicar e reaplicar o protetor solar a cada 2 horas ao longo do dia, principalmente durante a prática intensa de atividade física (como correr na rua durante o dia).

É importante reforçarmos o Fator de Proteção Solar (FPS) como principal defesa contra os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB. Além de ficar na sombra na praia, se exercitar ao ar livre com roupas de proteção, usar bonés e chapéus, é importante investir no uso do protetor solar diariamente e da forma correta“, finalizou.

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Em primeira mão: Spotify deixará de vender gift cards no Brasil

12 de Março de 2026, 12:38
Um homem sorridente com fones de ouvido pretos está olhando para um smartphone em suas mãos, com o dedo indicador da outra mão levantado. Ele veste uma camiseta branca e calças cinzas claras. Ao seu redor, há três logos verdes e brancos do Spotify flutuando sobre um fundo verde brilhante. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Spotify deixará de vender gift cards no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify deve descontinuar a venda de gift cards digitais a partir de 30 de março de 2026.
  • O streaming oferece alternativas de pagamento, como planos anuais e semestrais, e métodos como Pix para quem não possui cartão de crédito.
  • Cartões físicos devem permanecer à venda enquanto durarem os estoques nas lojas.

Atualmente, o plano Premium Individual do Spotify custa R$ 23,90 por mês no Brasil. Mas existe uma forma de reduzir um pouco o valor dessa mensalidade: comprando cartões pré-pagos (gift cards). O problema é que, em breve, eles deixarão de ser comercializados pela plataforma de streaming.

Nas lojas Casas Bahia e Nuuvem, consultadas pelo Tecnoblog nesta quinta-feira (12/03), os cartões eram vendidos com os seguintes preços (pode haver variações em outras lojas):

  • Spotify Premium Individual de um mês: R$ 21,90
  • Spotify Premium Individual de três meses: R$ 61,90
  • Spotify Premium Individual de seis meses: R$ 118

O cartão pré-pago de seis meses é o mais vantajoso, pois equivale a R$ 19,66 mensais. Foi exatamente esse cartão que eu comprei no início da semana.

Mas eis que, na página do Spotify em que o código do gift card deve ser inserido, me deparei com um aviso de que os cartões pré-pagos do serviço serão descontinuados.

Os detalhes do aviso informam que os cartões digitais estarão disponíveis para compra até 30 de março de 2026, enquanto os cartões físicos estarão à venda enquanto durarem os estoques das lojas.

Contudo, quem tiver um cartão ainda não resgatado, seja ele digital ou físico, poderá usá-lo após a data em questão. Normalmente, esses cartões valem por 12 meses após a compra, embora o aviso fale que não há prazo de validade.

Aviso de descontinuação de gift cards no Spotify
Aviso de descontinuação de gift cards no Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Existe alguma forma de continuar pagando menos pelo Spotify Premium?

Uma opção consiste em fazer pagamento anual do Spotify Premium Individual. Nela, o preço por um ano é de R$ 239, o que corresponde a R$ 19,92 por mês.

O Spotify também oferece pacotes semestrais e trimestrais, mas nenhum é vantajoso frente à mensalidade padrão de R$ 23,90, veja:

  • opção de seis meses: R$ 143, equivalente a R$ 23,84 por mês
  • opção de três meses: R$ 72, equivalente a R$ 24 por mês (fica até mais caro)

Também existe a opção de pagamento anual no Spotify Premium Duo, que custa R$ 31,90 por mês e aceita dois usuários, e no Spotify Premium Família, para até seis pessoas por R$ 40,90 mensais. Mas, novamente, há pouca ou nenhuma vantagem nessas opções:

  • Duo por um ano: R$ 379, equivalente a R$ 31,59 por mês
  • Família por um ano: R$ 490, equivalente a R$ 40,84 por mês

Para que usava os gift cards por não ter acesso a cartões de crédito, a alternativa está em recorrer a outras modalidades de pagamento, como o Pix.

Gift card digital do Spotify Premium
Gift card digital do Spotify Premium (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que diz o Spotify?

Procurado pelo Tecnoblog, o Spotify confirmou a decisão de descontinuar os cartões pré-pagos:

Estamos descontinuando gradualmente os cartões‑presente físicos como parte da evolução da nossa estratégia, alinhando-a à forma como os assinantes utilizam o Spotify hoje.

Todos os cartões já existentes continuam válidos dentro de seus respectivos prazos de resgate, e os usuários seguem contando com diversas opções de planos e métodos de pagamento.

Apesar de a nota falar apenas em “cartões‑presente físicos”, as versões digitais também serão descontinuadas, conforme o aviso no site da plataforma.

Em primeira mão: Spotify deixará de vender gift cards no Brasil

Spotify (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aviso de descontinuação de gift cards no Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gift card digital do Spotify Premium (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

MacBook Neo é homologado para venda no Brasil

12 de Março de 2026, 10:36
Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o novo laptop de entrada da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • MacBook Neo e MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro foram homologados pela Anatel e podem ser vendidos no Brasil.
  • O Neo vem com SoC A18 Pro, mesmo do iPhone 16 Pro, e custa a partir de R$ 7.299.
  • Já o MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro tem GPU de 20 núcleos, largura de banda de memória de 307 GB/s e custa R$ 33.999.

A Apple tem pressa: pouco mais de uma semana após o anúncio, o novo MacBook Neo, laptop de entrada da fabricante americana, foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no país.

Ele tem o código de modelo A3404 e consta na agência com status “Homologação Emitida”, mas infelizmente ainda não é possível acessar a documentação. No site oficial da Apple no Brasil, o Neo custa a partir de R$ 7.299.

Imagem mostra quatro Macbooks Neo, nas cores branco, rosa, amarelo e azul escuro. O fundo da imagem é branco
MacBook Neo tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

O MacBook Neo vem com o SoC A18 Pro da Apple, já utilizado no iPhone 16 Pro e Pro Max, lançados no final de 2024. O laptop será comercializado em opções com 256 GB de armazenamento ou 512 GB de armazenamento e leitor de digitais Touch ID.

Ambos os modelos vêm com 8 GB de RAM e estão disponíveis em quatro cores: prateado, blush (rosa claro), amarelo-cítrico ou índigo (azul escuro).

Mais um MacBook Pro a caminho

Imagem mostra um certificado de homologação da Anatel
Certificado de homologação do MacBook Pro de 16″ com M5 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como noticiamos na segunda-feira (09/03), vários dos MacBooks com os novos chips M5 foram homologados, mas ainda faltavam três com esta linha de SoCs. Agora só faltam dois: o MacBook Pro de 16 polegadas com chip M5 Pro (modelo A3428) também foi homologado pela Anatel.

A diferença para o seu irmão mais potente fica na GPU, na largura de banda da memória e na capacidade de codificação e decodificação de vídeo ProRes: o M5 Max é oferecido em opções de GPUs de 32 e 40 núcleos com dois motores de vídeo ProRes e larguras de banda de memória de 460 e 614 GB/s.

Já o M5 Pro possui “apenas” 20 núcleos em sua GPU, um motor de conversão de vídeo ProRes e largura de banda de memória de 307 GB/s. Tudo isso tem seu preço: o MacBook Pro de 16 polegadas mais barato (com o M5 Pro) custa R$ 33.999 no site da empresa.

MacBook Neo é homologado para venda no Brasil

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)

Certificado de homologação do MacBook Pro de 16" com M5 Pro (imagme: Everton Favretto/Tecnoblog)

Jovi V70 chega ao Brasil com câmera de 200 MP; veja o preço

11 de Março de 2026, 10:05
Foto em close da parte traseira de um smartphone azul-escuro com acabamento fosco. O destaque é o módulo de câmeras triplas, dispostas verticalmente em uma base oval saliente. As duas lentes superiores são pretas e profundas. A terceira lente, na base, é cercada por um anel prateado brilhante, contendo a inscrição "200MP OIS CAM"
Jovi V70 5G tem câmera principal de 200 MP (imagem: divulgação)
Resumo
  • Jovi V70 chega ao Brasil com câmera principal de 200 MP e bateria de 7.000 mAh.
  • O aparelho possui tela AMOLED de 6,83 polegadas, processador MediaTek Dimensity 7360 e armazenamento de 256 GB ou 512 GB.
  • Celular está disponível para compra a partir de hoje, nas cores azul e lilás, pelo preço inicial de R$ 3.499.

O Jovi V70 5G chega ao Brasil nesta quarta-feira (11/03). O celular intermediário da fabricante chinesa é a versão brasileira do Vivo V70 FE e será vendido pelo preço inicial sugerido de R$ 3.499.

O grande destaque do aparelho é a câmera principal de 200 MP com estabilização óptica de imagem (OIS). Segundo a fabricante, o sensor permite capturar imagens com alto nível de detalhe e fazer recortes posteriores sem perda perceptível de qualidade. O conjunto traseiro inclui ainda uma lente ultrawide de 8 MP, enquanto a câmera frontal tem 32 MP e grava vídeos em 4K.

A bateria também é um dos pontos fortes do modelo. Com 7.000 mAh, ela tem suporte a carregamento rápido de 90 W e promete autonomia para rotinas intensas de uso ao longo do dia.

Tela e hardware

Imagem mostra um celular posicionado horizontalmente flutuando sobre um fundo branco limpo. Abaixo do aparelho, há um reflexo ou projeção de texto em cinza claro que diz "1900 Nits".
Celular tem brilho máximo de até 1.900 nits (imagem: divulgação)

O V70 traz tela AMOLED de 6,83 polegadas com resolução de 2800 × 1260 pixels e taxa de atualização de até 120 Hz. O desempenho fica por conta do processador MediaTek Dimensity 7360, acompanhado de 8 GB de memória RAM e mais 8 GB via RAM Boost. As opções de armazenamento são 256 GB ou 512 GB.

O smartphone sai de fábrica com Android 16 e interface Origin OS 6 e inclui conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4 e NFC para pagamentos por aproximação.

Disponibilidade

O Jovi V70 está disponível a partir de hoje por R$ 3.499 (256 GB) e R$ 3.999 (512 GB), nas cores azul e lilás. 

Ele será vendido por operadoras, varejistas, lojas online parceiras e canais oficiais da Jovi, além da loja física da marca no Shopping Ibirapuera, em São Paulo (SP).

A fabricante informou que quem comprar o smartphone até 31 de maio terá benefícios extras: um ano de cobertura contra quebra de tela, dois anos de garantia do produto, quatro anos de garantia da bateria e cinco anos de revisões periódicas do aparelho.

Jovi V70 chega ao Brasil com câmera de 200 MP; veja o preço

Jovi V70 5G (imagem: divulgação)

Samsung já pode vender no Brasil suas caixas de som “diferentonas”

10 de Março de 2026, 13:15
Imagem da nova caixa de som da Samsung , Music Studio
Caixa de som Music Studio 5 (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • Anatel homologou modelos Music Studio 5 e 7 da Samsung, permitindo sua venda no Brasil;
  • Music Studio 5 possui woofer de 4 polegadas, dois tweeters, Controle Dinâmico de Graves, conectividade Bluetooth e Wi-Fi, porta USB tipo A e conector óptico;
  • Music Studio 7 oferece áudio espacial de 3.1.1 canais, Controle Dinâmico de Graves, áudio de até 24 bits/96 kHz, tweeter de até 35 kHz, porta USB tipo A, HDMI e conexão óptica.

Na primeira olhada, o objeto branco na imagem em destaque parece ser uma arte abstrata. Mas a foto mostra uma caixa de som Music Studio, da Samsung. Dois modelos da linha foram homologados recentemente pela Anatel, o que sugere que as suas vendas oficiais no Brasil podem começar em breve.

A homologação na Anatel é uma etapa necessária para produtos com conectividade sem fio serem comercializados no mercado brasileiro, pois o processo atesta que dispositivos com recursos de telecomunicações atendem aos requisitos técnicos e de segurança do país.

Na documentação à qual o Tecnoblog teve acesso, foi possível constatar que a Samsung executou pedidos de homologação das caixas de som Music Studio 5 (sob codinomes HW-LS50H e HW-LS51H) e Music Studio 7 (modelos HW-LS70H e HW-LS71H).

Como é o Samsung Music Studio 5?

Samsung Music Studio 5 na documentação da Anatel
Samsung Music Studio 5 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Music Studio 5 é o modelo com design inusitado que aparece na imagem de destaque. A caixa de som conta com um woofer de 4 polegadas e dois tweeters “com guia de ondas integrado para um som nítido e equilibrado”, explica a Samsung.

A novidade conta também com a função Controle Dinâmico de Graves, que usa inteligência artificial para reproduzir frequências mais graves sem causar distorção.

O equipamento traz ainda conectividade Bluetooth e Wi-Fi, suporta controle por voz e, claro, é compatível com serviços de streaming de áudio.

A documentação mostra a existência de uma porta USB tipo A para atualização de firmware, além de um conector óptico para áudio na parte inferior da caixa.

E como é o Samsung Music Studio 7?

Samsung Music Studio 7 na documentação da Anatel
Samsung Music Studio 7 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Samsung Music Studio 7 é um pouco maior em relação ao Music Studio 5 e tem formato retangular, se parecendo, portanto, com caixas de som tradicionais. Apesar disso, os cantos arredondados e o círculo frontal dão um ar de modernidade ao equipamento.

Mas os seus recursos é que chamam mais a atenção. Para começar, o Music Studio 7 trabalha com áudio espacial de 3.1.1 canais por meio dos alto-falantes esquerdo, frontal, direito e superior para uma “imersão 3D natural”, afirma a Samsung.

O modelo também conta com o Controle Dinâmico de Graves, bem como processa áudio de até 24 bits/96 kHz (Hi-Resolution Audio). A novidade traz ainda um tweeter que alcança frequências de até 35 kHz.

Além de conectividade sem fio, as fotos obtidas da homologação indicam que o Music Studio 7 tem porta USB tipo A para atualização de firmware, porta HDMI para conexão à TV e conexão óptica.

Há previsão de lançamento no Brasil?

Ainda não. A linha Music Studio foi apresentada no final de 2025. Na ocasião, a Samsung não deu previsão de lançamento ou de preços. Mas, como já dito, a homologação pela Anatel sugere que a chegada às prateleiras não deve demorar. Talvez tenhamos novidades ainda neste semestre.

Samsung já pode vender no Brasil suas caixas de som “diferentonas”

Samsung Music Studio 5 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Music Studio 7 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Motorola lança Moto G77 e Moto G67 no Brasil; veja preços e atributos

9 de Março de 2026, 15:15
Moto G77 em um gramado
O Moto G77 e sua câmera de 108 megapixels (imagem: reprodução/Motorola)
Resumo
  • Moto G77 possui tela AMOLED de 6,8″, resolução 1,5K, 120 Hz, duas câmeras traseiras (108 MP e 8 MP), chip MediaTek Dimensity 6400, 256 GB de armazenamento, 8 GB de RAM, entre outras características;
  • Moto G67 é muito parecido com o G77, mas tem especificações um pouco mais simples em alguns aspectos;
  • Preços oficiais no Brasil começam em R$ 1.799 (sem considerar descontos ou promoções).

A semana começou com uma série de lançamentos da Motorola para o mercado brasileiro. Entre eles estão dois celulares intermediários: o Moto G77 5G e a sua versão simplificada, o Moto G67 5G. Os preços oficiais variam entre R$ 1.799 e R$ 2.499. Vejamos o que cada um oferece.

Como é o Moto G77?

O Moto G77 tem como principal atrativo a sua tela de 6,8 polegadas. Estamos falando de um painel AMOLED com resolução 1,5K “Super HD” que, nas palavras da Motorola, oferece 17% mais nitidez do que um visor full HD. O componente conta ainda com brilho de até 5.000 nits (pico) e taxa de atualização de até 120 Hz, além de cobrir 100% da gama de cores DCI-P3.

Na traseira, a Motorola faz parecer que há quatro câmeras por ali, mas são duas: a principal tem sensor de 108 megapixels e promete sensibilidade à luz nove vezes maior para melhorar o registro de imagens em ambientes escuros. Também há promessa de zoom de até 3x sem perda de qualidade.

A segunda câmera é uma grande angular de 8 megapixels. Na frente, o Moto G77 abriga uma câmera de 32 megapixels.

Por dentro, o aparelho traz um chip MediaTek Dimensity 6400 complementado com 256 GB de armazenamento interno e 8 GB de RAM. Este último componente pode ser virtualmente expandido com a tecnologia RAM Boost, que usa o armazenamento interno para a capacidade chegar a 24 GB.

Outros atributos incluem bateria de 5.200 mAh com carregamento TurboPower de 33 W e certificação militar MIL-STD-810H para resistência física.

Moto G77 tem cores verde-escuro e marrom
Moto G77 tem cores verde-escuro e marrom (imagem: reprodução/Motorola)

E o que o Moto G67 oferece?

O Moto G67 é muito parecido com o Moto G77, principalmente por fora. Mas o modelo traz especificações um pouco mais simples. A tela é praticamente a mesma, porém: um painel AMOLED de 6,8 polegadas com resolução 1,5K “Super HD”.

Novamente, a traseira abriga duas câmeras, sendo que a principal traz sensor Sony Lytia 600 de 50 megapixels. A segunda câmera tem lente grande angular e sensor de 5 megapixels. Já a câmera frontal traz sensor de 32 megapixels.

O smartphone é comandado pelo chip MediaTek Dimensity 6300, que trabalha com 128 GB ou 256 GB de armazenamento interno, bem como com 4 GB de RAM expansíveis a até 12 GB via tecnologia RAM Boost. A bateria tem 5.200 mAh e suporta carregamento TurboPower de 33 W.

Moto G67
O Moto G67 (imagem: reprodução/Motorola)

Disponibilidade e preços do Moto G77 e do Moto G67

As vendas do Moto G77 e do Moto G67 já começaram. No site brasileiro da Motorola, os preços sugeridos são os seguintes (sem considerar descontos ou promoções):

  • Moto G77 de 256 GB: R$ 2.499 (cores marrom ou verde-escuro)
  • Moto G67 de 128 GB: R$ 1.799 (cores chumbo ou verde-claro)
  • Moto G67 de 256 GB: R$ 1.999 (cores chumbo ou verde-claro)

Vale destacar que, também nesta segunda-feira (09/03), a Motorola anunciou os seguintes smartphones para o Brasil:

Especificações do Moto G77 e do Moto G67

 Moto G67 5GMoto G77 5G
Tela6,8″, 2712×1220 pixels, Extreme AMOLED, 120 Hz, 5.000 nits6,8″, 2712×1220 pixels, Extreme AMOLED, 120 Hz, 5.000 nits
ProcessadorMediaTek Dimensity 6300MediaTek Dimensity 6400
RAM4 GB (+ 8 GB de RAM Boost)8 GB (+ 16 GB de RAM Boost)
Armazenamento128 GB, 256 GB256 GB
SistemaAndroid 16 com duas atualizações de versãoAndroid 16 com três atualizações de versão
Câmera traseira50 MP + 8 MP (ultrawide)108 MP (principal) + 8 MP (ultrawide)
Câmera frontal32 MP32 MP
Bateria5.200 mAh5.200 mAh
CarregamentoTurboPower de 33 WTurboPower 33 W
Conectividade5G, Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 5.4, NFC5G, Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 5.4, NFC
ResistênciaIP64, MIL-STD-810H, Gorilla Glass 7iIP64, MIL-STD-810H, Gorilla Glass 7i
Dimensões e peso164,2 × 77,4 × 7,33 mm; 182 g164,2 × 77,4 × 7,33 mm; 182 g

Motorola lança Moto G77 e Moto G67 no Brasil; veja preços e atributos

O Moto G77 e sua câmera de 108 megapixels (imagem: reprodução/Motorola)

Moto G77 tem cores verde-escuro e marrom (imagem: reprodução/Motorola)

O Moto G67 (imagem: reprodução/Motorola)

MacBooks com chip M5 são homologados pela Anatel

9 de Março de 2026, 13:44
MacBook Pro com M5 Max (imagem: divulgação/Apple)
Resumo
  • Anatel homologou os MacBooks Air e Pro com chip M5 e o iPad Air com processador M4 para venda no Brasil.
  • O MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Max custa entre R$ 47.999 e R$ 90.399, enquanto os MacBooks Air de 13 e 15 polegadas custam R$ 13.999 e R$ 15.999, respectivamente.
  • Os iPads Air com processador M4, modelos A3459 a A3462, variam de R$ 7.499 a R$ 17.999.

Foi rápido: a Apple anunciou na semana passada os novos MacBooks Air e Pro com chips M5, e eles já podem ser vendidos no Brasil, após serem certificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na sexta-feira (06/03).

Com a certificação, chegam ao país o Macbook Pro de 16 polegadas com o M5 Max (modelo A3429); MacBook Air de 15 polegadas com M5 (A3448) e MacBook Air de 13 polegadas (A3449), também com M5.

O que eles têm de novo?

Certificado de homologação do MacBook Pro de 16″ com M5 Max (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Max é o mais potente entre eles, contando com o novo chip de 18 CPUs e GPU em duas opções: 32 e 40 núcleos.

Também é o mais caro entre as novidades, custando a partir de R$ 47.999 e podendo ir até R$ 90.399 na especificação com tela Nano Texture, 128 GB de RAM e 8 TB de armazenamento.

Ilustração dos chips M5 Pro e M5 Max
Novos modelos têm foco em IA, com aceleradores neurais (imagem: divulgação)

Os MacBooks Air com M5 custam bem menos: no site oficial, o modelo de 13 polegadas parte de R$ 13.999 e o de 15 polegadas, de R$ 15.999. Ambos vêm com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.

Para completar os lançamentos, ainda faltam as certificações dos novos MacBook Pro de 14 polegadas com M5 Pro e Max, o MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro e o novo MacBook Neo.

Preços dos novos MacBooks

  • MacBook Air M5 13″: R$ 13.999
  • MacBook Air M5 15“: R$ 15.999
  • MacBook Pro M5 Pro 14″: R$ 26.999
  • MacBook Pro M5 Max 14″: R$ 44.999
  • MacBook Pro M5 Pro 16″: R$ 33.999
  • MacBook Pro M5 Max 16″: R$ 47.999

iPad Air também está homologado

iPad Air com M4 mostrando janelas com uma videochamada, um app de anotações e um app de design gráfico
Apple enfatiza capacidades multitarefas do iPad Air M4 e do iOS 26 (imagem: divulgação)

Já a nova linha de iPads Air com processador M4 está completa: os modelos A3459, A3460, A3461 e A3462 estão homologados. Eles correspondem, respectivamente, aos iPad Air de 11 polegadas (Wi-Fi e 5G) e aos iPad Air de 13 polegadas (Wi-Fi e 5G).

Os modelos começam em R$ 7.499 (11 polegadas com 128 GB) e vão até R$ 17.999 (13 polegadas com 1 TB de armazenamento).

Certificado de homologação do iPad Air M4 de 13″ com 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

MacBooks com chip M5 são homologados pela Anatel

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Apple recebeu autorização para vender MacBook Air e MacBook Pro com chip M5 no Brasil. Novo iPad Air com processador M4 também foi certificado pela agência.

Certificado Anatel do MacBook Pro de 16" com M5 Max (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Novos modelos têm foco em IA, com aceleradores neurais (imagem: divulgação)

Apple enfatiza capacidades multitarefas do iPad Air M4 e do iOS 26 (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do iPad Air M4 de 13" com 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola Edge 70 chega ao Brasil com design fininho; veja quanto custa

9 de Março de 2026, 13:01
Edge 70 tem acabamento com cores Pantone (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Motorola Edge 70 custa R$ 4.499 e possui design de 5,99 mm de espessura, câmeras de 50 MP, tela P-OLED de 6,7 polegadas e chip Snapdragon 7 Gen 4.
  • O Edge 70 Fusion é mais acessível, custando a partir de R$ 2.999, com espessura de 7,2 mm, chip Snapdragon 7s Gen 3, 8 GB de RAM, e tela AMOLED de 6,78 polegadas.
  • O Edge 70 Fusion Plus combina características do Edge 70 Fusion com câmeras e chip do Edge 70, com Android 16 e três atualizações prometidas.

A Motorola não ficou apenas no Signature: a empresa também olhou para as outras linhas e trouxe mais smartphones para o Brasil. Na família Edge, o Edge 70 tem preço sugerido de R$ 4.499, e o Edge 70 Fusion sai a partir de R$ 2.999.

Como os preços sugerem, o Edge 70 é um aparelho superior. Um dos aspectos em que isso aparece é no design: são apenas 5,99 mm de espessura, pouca coisa mais que o Galaxy S25 Edge (5,8 mm) e o iPhone Air (5,64 mm).

Já o Edge 70 Fusion segue a tradição dessa variante, sendo a opção mais barata da família Edge 70. Por isso, ele não tem o mesmo design fininho nem câmeras com a mesma resolução.

Edge 70 tem câmeras de 50 MP

Além da espessura mínima, o Edge 70 tem nas três câmeras de 50 MP seu principal destaque: a resolução é oferecida pelos sensores da câmera principal, da ultrawide/macro e da frontal/selfie.

Veja alguns detalhes:

  • Câmera principal: 50 MP, gravação de vídeo em 4K, HDR com cobertura três vezes maior.
  • Câmera ultrawide/macro: 50 MP e 120° de campo de visão.
  • Câmera frontal/selfie: 50 MP.

O conjunto conta ainda com sensor de luz 3 em 1, que promete sensibilidade melhor e controle melhor da exposição.

Em outros aspectos técnicos, o Edge 70 tem tela P-OLED de 6,7 polegadas, com taxa de atualização de 120 Hz, pico de brilho de 4.500 nits e proteção Gorilla Glass 7i.

Espessura de 5,99 mm é o destaque do Edge 70 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

No setor de desempenho, o smartphone conta com um chip Snapdragon 7 Gen 4 — lançado em maio de 2025, ele é fabricado com litografia de 4 nm e tem uma CPU capaz de alcançar 2,8 GHz. O Edge 70 é vendido com 12 GB de RAM e opções de armazenamento de 256 ou 512 GB.

A bateria também conta com a tecnologia de silício-carbono, assim como a do Signature, sendo capaz de armazenar 4.800 mAh, com suporte a carregamento com fio de 68 W e sem fio de 15 W.

O Edge 70 vem com Android 16, mas o suporte para atualizações é mais curto que o do Signature: somente quatro updates, chegando ao Android 20.

Edge 70 Fusion é opção mais acessível

A Motorola repetiu anos anteriores e manteve um smartphone Fusion como porta de entrada da família Edge 70.

A principal diferença, claro, é a espessura: 7,2 mm, bem em linha com outros aparelhos. Outras mudanças estão em duas das três câmeras, que não contam com sensores de 50 MP (ultrawide e selfie). Já a principal mantém o Sony Lytia 710 da versão padrão, com 50 MP.

Outra diferença é o chip Snapdragon 7s Gen 3, da Qualcomm. Anunciado em agosto de 2024, ele também é fabricado com litografia de 4 nm, mas tem um pouco menos de potência de CPU, chegando a 2,5 GHz. A quantidade de RAM no smartphone também é menor, com 8 GB, e o armazenamento fica en 256 GB.

De resto, a tela é bem parecida com a do modelo mais caro: uma AMOLED de 6,78 polegadas e 144 Hz de taxa de atualização e 5.200 nits de brilho, com proteção Gorilla Glass 7i. Já a bateria é um pouco maior, com capacidade para 5.200 mAh e suporte a carregamento cabeado de 68 W, mas sem recarga wireless.

Existe ainda a opção do Edge 70 Fusion Plus. Em resumo, ela é um Edge 70 Fusion com câmeras e chip do Edge 70. Eles vêm com Android 16 e promessa de três atualizações do sistema operacional, chegando ao Android 19.

Giovanni Santa Rosa viajou a Porto Feliz (SP) a convite da Motorola

Motorola Edge 70 chega ao Brasil com design fininho; veja quanto custa

Espessura de 5,99 mm é o destaque do Edge 70 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Motorola Signature, novo ultra premium da marca, chega ao Brasil; veja preços

9 de Março de 2026, 12:33
Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Motorola Signature foi lançado no Brasil por R$ 8.999,90, com chip Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
  • O smartphone possui quatro câmeras de 50 MP com sensores Sony, tela AMOLED de 6,8 polegadas e bateria de 5.200 mAh com carregamento de até 90 W.
  • O Signature vem com Android 16 e receberá atualizações até o Android 23, além de contar com a Moto AI para assistentes e sugestões de tarefas.

O Motorola Signature chegou ao Brasil com preço sugerido de R$ 8.999. A marca fez o lançamento local do seu novo modelo ultra premium nesta segunda-feira (09/03)

Apresentado em janeiro de 2026 durante o keynote da Lenovo na CES, em Las Vegas (Estados Unidos), o Signature é a aposta da Motorola para disputar espaço com iPhone, Galaxy S26 e outros smartphones do alto escalão do mercado. Para isso, o Signature traz o chip Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM e câmeras com sensores da Sony.

Snapdragon 8 Gen 5 e 12 GB de RAM

Vamos começar pelo chip. O Snapdragon 8 Gen 5 é a versão não-Elite do Elite Gen 5. A variante mais potente equipa o Samsung Galaxy S26, Realme GT8 Pro e Xiaomi 17, entre outros.

Mesmo assim, o chip não-Elite tem números promissores, como CPU com frequência máxima de 3,8 GHz. O “coração” do smartphone fica completo com os 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.

Câmeras com sensores Sony, tela grande e mais

Signature tem três câmeras de 50 MP (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Outro ponto que a Motorola destaque em seu novo flagship são as quatro câmeras de 50 MP, sendo três delas com sensores da Sony:

  • Principal, com sensor Sony Lytia 828, o maior dessa resolução já usado pela fabricante, capaz de gravar vídeos em 8K.
  • Periscópica, com zoom óptico de 3x e sensor Sony Lytia 600.
  • Ultrawide, com campo de visão de 122°.
  • Selfie, com sensor Sony Lytia 500 e gravação de vídeo em 4K.

A tela AMOLED de 6,8 polegadas é outro ponto interessante do aparelho, oferecendo até 165 Hz de taxa de atualização e 6.200 nits de pico de brilho.

A Motorola seguiu os passos de concorrentes chinesas e empregou a tecnologia de silício-carbono na bateria do Signature. Com isso, ela alcançou 5.200 mAh de capacidade, além de oferecer suporte a carregamento de até 90 W com cabo e 50 W wireles.

Suporte até o Android 23

A Motorola seguiu os passos de concorrentes na hora de oferecer suporte de longo prazo ao Signature. O aparelho vem com Android 16 e promessa de sete atualizações do sistema operacional — o que significa que ele deve receber até o Android 23. Os updates de segurança devem ser distribuídos por sete anos.

Ainda em software, vale lembrar que a Motorola conta com a Moto AI, com ferramentas para sugerir tarefas, gerar imagens e resumir notificações, além de diversas opções de assistentes, como Gemini, Copilot e Perplexity.

Giovanni Santa Rosa viajou a Porto Feliz (SP) a convite da Motorola

Motorola Signature, novo ultra premium da marca, chega ao Brasil; veja preços

Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Signature tem três câmeras de 50 MP (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil

9 de Março de 2026, 10:05
Galaxy A37 já está homologado pela Anatel (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Galaxy A37 foi homologado pela Anatel com código de modelo SM-A376B/DS.
  • O celular deve manter conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth e NFC, além da bateria de 5.000 mAh.
  • O aparelho trará processador Exynos 1480 e GPU Xclipse 530, e poderá ser produzido na Coreia do Sul, Vietnã ou Brasil.

A Samsung continua preparando o terreno para renovar sua popular linha Galaxy A no Brasil: depois do A57, o Galaxy A37 foi homologado pela Anatel. O novo smartphone foi aprovado na última quinta-feira (05/03), com código de modelo SM-A376B/DS, segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Ao contrário do irmão maior, a certificação não revela nenhuma grande novidade: o celular deve manter a conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth e NFC, como o antecessor.

Certificado de homologação do Galaxy A37 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria também não muda: são 5.000 mAh típicos, com o mesmo componente utilizado no A36, A56 e no vindouro A57 (EB-BA566ASY). Para recarregar a bateria, o A37 virá com o mesmo carregador que acompanhará o A57: o EP-TA200 de 15 W.

A principal mudança deve ficar no processador: sai o Snapdragon 6 Gen 3 da Qualcomm e entra o Exynos 1480 da própria Samsung, que estreou em 2024 no Galaxy A55.

Mão segurando carregador de celular sobre fundo abstrato
Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O novo chip deve trazer um aumento de performance de CPU de cerca de 20% em relação ao A36, um aumento significativo. A GPU passa a ser a Xclipse 530, desenvolvida com tecnologia da AMD.

A quantidade de RAM não é revelada pela documentação, mas, considerando a crise atual, não há motivos para a Samsung alterar a quantidade para cima: o A36 é vendido hoje no Brasil em opções de 6 GB (com 128 GB de armazenamento) e 8 GB de RAM (com 256 GB de memória interna).

Também similar ao irmão maior, o A37 poderá ser produzido na Coreia do Sul, Vietnã ou no Brasil (em Manaus e Campinas). Ele deve chegar em quatro cores: awesome charcoal (cinza/preto), awesome graygreen (cinza esverdeado), awesome lavender (violeta) e awesome white (branco).

Mão segurando celular
Galaxy A55 inaugurou o SoC Exynos 1480 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando estará disponível?

Ainda não temos informações sobre a data de lançamento e preços. Para comparação, o Galaxy A36 chegou ao Brasil por R$ 2.699 na versão de 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

Hoje, é possível encontrar o modelo no varejo por preços em torno dos R$ 1.500 ou menos em promoções.

Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil

Galaxy A37 já está homologado pela Anatel (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Galaxy A37 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

Galaxy A55 tira fotos de até 50 megapixels (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

6 de Março de 2026, 10:42
Operação Provedor Legal prendeu seis pessoas (imagem: reprodução/Anatel)
Resumo
  • Anatel e forças policiais realizaram a Operação Provedor Legal em todo o país, visando provedores clandestinos de internet.
  • Do total, 52% dos provedores inspecionados eram ilegais, resultando em 15 empresas autuadas e seis pessoas presas.
  • As autoridades apreenderam R$ 200 mil em infraestrutura irregular, incluindo mais de 500 metros de cabos furtados.

A Anatel, em conjunto com as polícias Federal, Civil e Militar, deflagrou nesta quinta-feira (05/03) a Operação Provedor Legal. De âmbito nacional, a iniciativa mira empresas que comercializam banda larga fixa de forma clandestina.

Seis representantes de provedores piratas foram presos em flagrante e levados à sede da Polícia Federal. Eles responderão criminalmente pelo delito de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações.

A ação busca desarticular provedores clandestinos que prejudicam tanto a infraestrutura nacional quanto a concorrência no mercado de telecomunicações. O balanço oficial da agência mostra a dimensão do problema: mais da metade dos alvos operava fora da legalidade.

Segundo os fiscais, 52% dos provedores inspecionados eram clandestinos. Como resultado do pente-fino, 15 empresas foram autuadas por prestarem serviços de internet sem outorga (a licença exigida por lei) e por utilizarem roteadores e antenas sem homologação da Anatel.

O que foi apreendido na operação?

Mais da metade dos alvos visitados pelos agentes operava de forma clandestina (imagem: reprodução/Anatel)

Durante as buscas, as autoridades confiscaram cerca de R$ 200 mil em infraestrutura instalada em estações irregulares. O detalhe que chamou a atenção dos fiscais foi a origem de parte do material: foram recolhidos mais de 500 metros de cabos furtados de operadoras legalizadas.

Dos 48% restantes, segundo os dados do governo federal, 41% operavam integralmente dentro da lei, sem qualquer irregularidade. Outros 3% utilizavam equipamentos sem certificação, enquanto 4% das inspeções terminaram com laudos inconclusivos — casos que agora passarão por uma análise técnica e documental mais aprofundada da agência.

Proteção da infraestrutura e concorrência

A ofensiva foi coordenada pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da Anatel e integra um plano maior de combate à concorrência desleal. Para o conselheiro da agência, Edson Holanda, a operação nacional é um marco necessário para dar estabilidade ao mercado.

Ele ressalta que a atuação pirata vai muito além de uma simples infração administrativa, sendo um ataque direto à segurança jurídica. “Empresas que investem em outorgas, equipamentos homologados e conformidade fiscal não podem ser prejudicadas por quem opera à margem da lei”, declarou.

A superintendente da SFI, Gesiléa Teles, explicou que as auditorias em campo são rigorosas. As equipes verificam desde as licenças de funcionamento e declarações de assinantes até a legalidade dos contratos de compartilhamento de postes e a origem de todo o maquinário.

Segundo Teles, esta rodada de fiscalizações é apenas o pontapé inicial. Novas fases da operação já estão programadas para manter a pressão contra a pirataria.

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

Documento diz que Brasil tem base militar chinesa; Ministério da Defesa vai se explicar

4 de Março de 2026, 22:01

Um relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Representantes dos EUA aponta que a China opera ou possui acesso a várias instalações espaciais na América Latina com potencial militar. E o Brasil está na lista.

O documento cita a “Estação Terrestre de Tucano“, apresentada, da mesma forma que as demais citadas, como projeto civil e científico. Contudo, congressistas estadunidenses a veem com capacidade de uso duplo, ou seja, também podendo servir ao exército chinês.

Explicações

Com a exposição do relatório, o Ministério da Defesa foi convocado para dar explicações à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) sobre o que seria a Estação Terrestre de Tucano.

  • Nesta terça-feira (3), o CREDN aprovou requerimento de informação destinado à Defesa, de autoria do presidente do Colegiado, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP);
  • Segundo o presidente, “o relatório do Comitê Seletivo do Congresso dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês analisa como a República Popular da China está expandindo sua infraestrutura espacial na América Latina, usando projetos civis e comerciais como fachada para fortalecer a Consciência de Domínio Espacial (CDE) do Exército de Libertação Popular”;
  • “Considerando as implicações sensíveis que o tema acarreta para a segurança do Estado e a integridade do território nacional, impõe-se o pleno esclarecimento dos fatos pelo Ministério da Defesa”, prosseguiu.

Estação Terrestre de Tucano e relatório dos EUA

No relatório, são apontadas 11 instalações ligadas à China no Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile e outros. Tucano foi estabelecida em acordo realizado em 2020 como um projeto entre a startup brasileira Ayla Nanossatélites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology.

Não se sabe a localização exata da estação, apenas que se encontra na região de Salvador (BA). No relatório estadunidense, é descrito o laboratório conjunto de radioastronomia em Serra do Urubu, concebido em 2025 após acordo entre Instituto de Pesquisa em Comunicação de Redes de Ciência e Tecnologia Elétrica da China (CESTNCRI) e universidades federais de Campina Grande (UFCG) e Paraíba (UFPB).

A Beijing Tianlian é vinculada à Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e à China Aerospace Science and Technology Corporation, do governo. Ambas são chaves do programa espacial da China.

Além disso, a falta de informações concisas sobre o uso da estação preocupa os congressistas, que apontam risco de uso para fins militares. Na documentação oficial, o que a estação faz é apoiar satélites de observação da Terra e comunicações espaciais.

O relatório indica que a Beijing Tianlian fornece comunicações de voz e dados entre satélites e o planeta, inclusive para missões tripuladas e satélites desenvolvidos para reconhecimentos. A Alya declarou que a estação daria suporte à constelação de satélites comerciais Alya-1, que observa a Terra.

Os congressistas estadunidenses dão conta de que o acordo entre as empresas prevê troca e armazenamento de dados operacionais por meio de suas redes de antenas interligadas. Eles entendem que essa conexão aumentaria a cobertura de órbitas polares e equatoriais e, por consequência, a capacidade de rastreamento de satélites.

Os parlamentares entendem, ainda, que essa combinação é capaz de aprimorar a “consciência situacional espacial”, o que envolve monitoramento e rastreamento de objetos espaciais.

Dessa forma, diz o documento, seria possível contribuir para inteligência militar, orientação de mísseis e acompanhamento de ativos estrangeiros. Além disso, há uma citação a uma parceria entre Alya e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira (FAB) como apoio à Tucano.

Assim sendo, o comitê entende que essa ligação é uma integração sensível entre a estação em si e estruturas de defesa do Brasil. Ele recomenda que o governo dos EUA reavalie sua cooperação espacial com países que detenham infraestrutura da China e limite a expansão dessas estruturas no hemisfério ocidental.

O relatório aponta ainda que bases, como Tucano, podem aumentar a capacidade chinesa de vigilância e possível interferência em sistemas espaciais de nações consideradas adversárias por Pequim.

Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas, diminuiu a importância do relatório. “Está muito claro hoje que, pelo nível de desenvolvimento tecnológico que esses dois países [Estados Unidos e China] alcançaram, não há qualquer necessidade de uma base fixa localizada em uma área extremamente fácil de ser rastreada e de fácil espionagem“, afirmou ao UOL.

Não imagino um chinês colocando sua tecnologia, principalmente na área militar e com equipamentos sofisticados, em uma área tão vulnerável como o Brasil. Isso é uma piada, não dá nem para levar a sério e mostra o nível de um grupo muito específico nos Estados Unidos que ainda traz esse tipo de discussão”, prosseguiu.

Apesar da preocupação estadunidense, não há provas públicas de uso militar dessa base. Inclusive, o próprio texto admite que as instalações são apresentadas como civis e comerciais e que as suspeitas são originárias da análise de capacidades técnicas e vínculos institucionais com a área espacial da China, operada com políticas de integração civil-militar.

Mapa com indicação da localização das supostas bases militares chinesas
Mapa com indicação da localização das supostas bases militares chinesas (Imagem: Reprodução/The Select Committee on the Chinese Communist Party)

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O que dizem as citadas

A Alya Space alegou, em nota, que atua junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e à União Internacional de Telecomunicações (UIT) e nega ter envolvimento com atividades militares ou de vigilância estratégica. Lembrou, ainda, que sua atuação é inteiramente civil e alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Leia a nota na íntegra:

A Alya Space é uma empresa brasileira do setor espacial, sediada em Salvador (BA) e fundada no final de 2019, dedicada ao desenvolvimento de soluções espaciais sustentáveis voltadas ao monitoramento ambiental, análise territorial e apoio à tomada de decisão estratégica por meio do uso responsável da tecnologia espacial.

A empresa está desenvolvendo uma constelação e possui as licenças de operação expedidas pela UIT (União das Nações para telecomunicações – Genebra) para o lançamento de 216 satélites em órbita baixa da Terra, destinada à geração de imagens de alta resolução e dados analíticos aplicados a áreas como agricultura sustentável, resiliência climática, energia e gestão ambiental.

Atualmente, suas atividades concentram-se em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e provas de conceito tecnológicas, etapa necessária à construção segura e estruturada de um projeto espacial de longo prazo, com operação comercial ativa prevista para 2027.

A conformidade regulatória é um dos pilares centrais da Alya Space. A empresa conduz seus processos em estrita observância às legislações brasileiras e internacionais aplicáveis, atuando junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para licenciamento de radiofrequências e coordenação internacional junto à União Internacional de Telecomunicações (UIT), onde obteve o status de operadora de satélites e autorização para uso orbital de sua constelação, seguindo rigorosamente as normas vigentes em todas as etapas do projeto.

Como parte de sua estratégia, a Alya Space participa de iniciativas internacionais voltadas ao uso sustentável do espaço e à cooperação tecnológica global, alinhando suas atividades à Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 17, que promove parcerias internacionais para o desenvolvimento sustentável.As interpretações que associam a empresa a atividades secretas de vigilância estratégica ou aplicações militares não refletem sua atuação. A Alya Space opera sob princípios estritamente civis, comerciais e alinhados às legislações nacionais e internacionais aplicáveis.

A empresa permanece à disposição das autoridades, parceiros institucionais e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais, reiterando que todas as suas atividades são conduzidas dentro dos marcos legais vigentes e orientadas ao desenvolvimento sustentável da economia espacial e ao benefício coletivo da humanidade.

Alya Space, em nota

O Olhar Digital entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (por conta de se tratar de um assunto que envolve atores estrangeiros), com o Ministério da Defesa (responsável pela FAB e chamado pela CREDN para dar explicações) e com o Ministério da Ciência, Tenologia e Inovações (que cuida do programa espacial brasileiro). Assim que obtivermos um retorno, atualizaremos esta reportagem.

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Após adiar estreia no RJ, Keeta demite funcionários

4 de Março de 2026, 15:00

Nesta quarta-feira (4), a Keeta, app de delivery do grupo chinês Meituan e que desembarcou há pouco no Brasil, realizou cortes de funcionários no Rio de Janeiro (RJ) pouco depois de anunciar o adiamento de sua estreia na cidade carioca.

As demissões foram confirmadas pela empresa. Contudo, alega que são poucas em relação ao total. Ainda diz que os postos de trabalho serão mantidos, mas passarão a integrar a equipe do Estado de São Paulo. Na região paulista, a Keeta atua desde o fim de 2025.

Keeta culpa contratos de exclusividade

  • Na semana passada, ao anunciar o adiamento do lançamento no Rio, a companhia colocou a culpa em contratos de exclusividade existentes entre restaurantes e seus concorrentes, o iFood e o 99Food;
  • Isso, segundo a Keeta, inviabilizou a operação em solo carioca;
  • O CEO da empresa, Tony Qiu, disse, à Folha de S.Paulo, que reportaria a situação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em nota publicada nesta quarta-feira (4), ao confirmar as demissões, a Keeta voltou a bater na mesma tecla. “Cláusulas de exclusividade colocam em risco a livre concorrência no Brasil, não apenas no setor de delivery, mas também em diferentes indústrias, retirando a liberdade de escolha e restringindo oportunidades de geração de renda para os participantes do mercado, incluindo consumidores e parceiros comerciais”, apontou.

Por sua vez, o iFood questiona o posicionamento da concorrente. “Nos causa estranheza que os contratos de exclusividade estejam impactando uma determinada plataforma, sem atingir outros concorrentes que seguem investindo na cidade e expandindo suas operações”, pontuou, também em nota.

À esquerda, um motoboy com uma bolsa da 99Food; à direita, Logo da Keeta em um smartphone
Keeta culpa concorrentes 99Food e iFood e seus contratos de exclusividade (Imagem: Divulgação/99Food/Keeta)

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Outras cidades foram afetadas

Contudo, a Keeta não adiou suas operações somente no Rio de Janeiro. A empresa optou por se manter em São Paulo antes de seguir para outras regiões para ajustar as questões regulatórias, incluindo “resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro”.

Apesar das mudanças, a chinesa manteve o plano anunciado no ano passado, que envolve investir R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo de cinco anos.

Meituan em baixa

Na terça-feira (3), a Meituan, empresa que controla a Keeta, viu sua nota de crédito ser rebaixada de A- para BBB+ pela agência de classificação de risco S&P Global.

Uma das razões principais é a concorrência com o Alibaba na China, mas, também, o “pé no freio” no Brasil. “Acreditamos que ela limitará a escala e o ritmo de entrada no Brasil até que seu negócio de entrega de alimentos na China se estabilize”, explica.

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Apple lança MacBook Neo com chip de iPhone; saiba o preço

4 de Março de 2026, 11:20
MacBook Neo tem quatro opções de cor (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple lançou o MacBook Neo, que utiliza o chip A18 Pro de iPhone.
  • O computador tem tela de 13 polegadas, 8 GB de RAM, até 512 GB de armazenamento e bateria com autonomia para 16 horas.
  • Ele chega ao Brasil por R$ 7.299, sendo R$ 6.700 mais barato que o MacBook Air vendido por aqui.

A Apple apresentou nesta quarta-feira (04/03) o MacBook Neo. No Brasil, ele tem preço sugerido de R$ 7.299 — para efeito de comparação, o MacBook Air mais barato está saindo por R$ 13.999. Nos Estados Unidos, esses dois valores são de US$ 599 e US$ 1.099, respectivamente.

O grande diferencial (que muita gente pode considerar negativo, nesse caso) está no chip: em vez de adotar um processador da linha M, como o resto da linha Mac, ele vem com um A18 Pro, o mesmo presente no iPhone 16 Pro, lançado em 2024.

Os smartphones da Apple são bastante potentes, mas ainda precisamos ver na prática como isso se traduz em um computador completo. A empresa promete, na comparação com PCs com Intel Core Ultra 5, 50% mais velocidade em navegação na web e até três vezes mais velocidade em tarefas de inteligência artificial executadas no próprio dispositivo.

Como é o MacBook Neo?

Em outras especificações importantes, temos tela de 13 polegadas Liquid Retina, 8 GB de RAM, duas portas USB-C (sendo uma USB 3 e outra USB 2) e saída para fone de ouvido, câmera FaceTime HD de 1080p e bateria para até 16 horas de streaming de vídeo, nas estimativas da Apple.

O MacBook Neo tem suporte a um monitor externo de até 4K a 60 Hz, com seu próprio monitor funcionando simultaneamente. Em som, são dois alto-falantes, com suporte a áudio espacial e Dolby Atmos.

MacBook Neo
MacBook Neo tem duas portas USB-C (imagem: divulgação)

Em dimensões, ele tem 1,27 cm de espessura, 29,75 cm de largura e 20,64 cm de comprimento, sendo um pouco menor que o MacBook Air de 13,6 polegadas. O peso é o mesmo: 1,23 kg.

Em comparação com outros modelos da linha, ficou de fora o carregador MagSafe (com encaixe magnético na lateral do aparelho), o teclado retroiluminado e câmeras com Center Stage. Mas, justiça seja feita, estamos falando de aparelhos que custam o dobro do Neo (ou até mais).

MacBook Neo visto de cima
Teclado do Neo não tem iluminação (imagem: divulgação)

O modelo básico, de R$ 7.299, tem 256 GB de armazenamento e não conta com Touch ID no teclado. A versão superior custa R$ 8.499, vem com 512 GB e leitor de digitais. Há quatro opções de cor: prata, blush (rosa), amarelo-cítrico e índigo (cinza azulado escuro).

O que a Apple quer com o MacBook Neo?

O Neo é o MacBook mais barato que a Apple lança no Brasil em mais de uma década, até onde eu consegui checar. O MacBook de 2015 (que pode ser lido como um equivalente do Neo, já que não era Air nem Pro) chegou custando R$ 8.699 — e aí teríamos que considerar inflação e variação do dólar em 11 anos para saber a equivalência em valores atuais.

Apple apresenta Neo como “seu primeiro Mac” (imagem: divulgação)

Pode parecer um preço caro para um notebook com chip de celular? Sim. Mas, ao mesmo tempo, mostra uma estratégia da Apple de marcar presença em um segmento onde ela não estava disponível. E como o varejo quase sempre pratica preços menores do que os sugeridos, ele pode se tornar ainda mais competitivo.

De novo: temos que ver como é o desempenho do A18 Pro em um computador. Só aí vai dar para saber se o Neo é um concorrente sério para laptops com Windows.

Apple lança MacBook Neo com chip de iPhone; saiba o preço

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Computador é opção mais barata da marca, custando quase R$ 7 mil a menos que o MacBook Air. Chip é o mesmo do iPhone 16 Pro do ano passado.

MacBook Neo tem dois alto-falantes laterais (imagem: divulgação)

Teclado do Neo não tem iluminação (imagem: divulgação)

Apple apresenta Neo como "seu primeiro Mac" (imagem: divulgação)

Gemini agora pode analisar imagens de câmeras ao vivo no Google Home

4 de Março de 2026, 09:24
Captura de tela de uma imagem de uma câmera sendo reproduzida. Ao lado, uma tela do Google respondendo perguntas sobre o que ocorre na imagem ao vivo.
Gemini poderá interpretar o que ocorre ao vivo em imagens de câmeras (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Home agora possui o recurso Live Search, que permite ao assistente analisar imagens de câmeras ao vivo.
  • Por enquanto, a função está disponível apenas para assinantes do Google Home Premium, que custa US$ 20 por mês (cerca de R$ 105).
  • Além da novidade, outras atualizações melhoram o controle por voz, incluindo comandos mais precisos e reconhecimento aprimorado de dispositivos.

O ecossistema de dispositivos inteligentes do Google Home recebeu uma atualização com várias novidades na última segunda-feira (02/03), que ampliam a interação do sistema com o Gemini. O chefe da divisão, Anish Kattukaran, anunciou as mudanças pelo X. Entre elas está o Live Search, função para as câmeras inteligentes que permite consultar o assistente sobre o que está sendo captado ao vivo.

Até agora, o Gemini para dispositivos domésticos só conseguia responder perguntas sobre eventos já registrados. Com o Live Search, o Google expande as possibilidades com respostas baseadas na imagem em tempo real.

O recurso, no entanto, está restrito a assinantes do plano avançado do Google Home Premium, que custa US$ 20 por mês (cerca de R$ 105), sem previsão de disponibilidade para usuários no Brasil.

O Gemini for Home foi lançado em outubro do ano passado como substituto oficial do Google Assistente nos dispositivos inteligentes (IoT). “Lançamos o Gemini for Home em acesso antecipado especificamente para aprender com o uso no mundo real”, disse Kattukaran. “Com milhões de vocês testando e moldando essa experiência todos os dias, estamos enviando melhorias de voz regularmente para responder ao feedback”.

Imagem mostra o aplicativo Google Home para configurar o Google Nest Audio
App do Google Home permite controlar dispositivos IoT (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

Comandos mais inteligentes

Além do Live Search, o pacote de atualizações de março traz melhorias no controle de dispositivos por voz. O Gemini passou a entender melhor o contexto dos seguintes comandos:

  • Dizer “apague a cozinha” agora afeta apenas as luzes do cômodo, e não todos os aparelhos conectados.
  • Comandos como “apague todas as luzes” passam a considerar apenas a residência atual, sem afetar uma possível segunda casa também gerenciada pelo app.

Além disso, o assistente ganhou melhor reconhecimento de dispositivos com nomes personalizados. Um item chamado “Table Glow”, por exemplo, agora é corretamente identificado como luminária com base nos metadados do fabricante. Com isso, eles passam a responder comandos genéricos como “acenda as luzes” mesmo sem a palavra “luz” no nome.

Outras correções incluem menos interrupções enquanto o usuário fala, maior confiabilidade na execução de automações criadas por voz e melhor desempenho na reprodução de músicas recém-lançadas. Os modelos de IA usados para respostas também foram atualizados pela empresa.

Gemini agora pode analisar imagens de câmeras ao vivo no Google Home

Aplicativo Google Home para configurar o Google Nest Audio (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Brasileiros repatriados: voo da Emirates está a caminho de Dubai para SP

4 de Março de 2026, 07:25

O primeiro voo partindo de Dubai para São Paulo está a caminho do Aeroporto de Guarulhos. O espaço aéreo por aqui não foi 100% aberto, são voos controlados para repatriação. Ou seja, não dá para ir ao aeroporto e comprar uma passagem. As companhias aéreas são responsáveis por avisar os viajantes “presos” aqui o dia e horário do novo voo. Apenas quem tem essa confirmação deve se deslocar aos aeroportos.

Imagem: Flight Aware

Eu conversei com uma brasileira que estava apenas de passagem por Dubai e precisou ficar na cidade. Colegas de trabalho dela embarcaram nesse primeiro voo e relataram uma situação tranquila no aeroporto.

O voo decolou às 9h37 no horário local, 2h37 no horário de Brasília. A previsão de chegada é por volta das 17h30, no horário de Brasília.

Ataques do Irã aos Emirados Árabes Unidos

Desde sábado, quando os ataques começaram, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos contabiliza os seguintes números:

  • 186 mísseis balísticos lançados em direção aos Emirados Árabes Unidos. Destes, 172 mísseis foram destruídos, 13 caíram no mar e um atingiu o território do país.
  • Oito mísseis de cruzeiro foram detectados e destruídos.
  • 812 drones iranianos foram detectados, dos quais 755 foram interceptados e 57 caíram em território nacional.
  • Três pessoas morreram e 68 ficaram feridas

Nesta outra reportagem, explicamos como funciona o sistema de proteção antimísseis dos Emirados Árabes.

De Dubai, Bruno Capozzi

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Brasil x Venezuela: onde assistir, horário e escalação do amistoso feminino

4 de Março de 2026, 05:00

Seleção Brasileira Feminina encara a Venezuela em um amistoso nesta quarta-feira (04) às 18h30h (horário de Brasília) no Centro de Treinamento da Federação Mexicana, em Toluca.

  • Brasil x Venezuela
    • Competição: Amistoso
    • Data: 04/03 (terça-feira)
    • Horário: 18h30 (horário de Brasília)
    • Local: Centro de Treinamento da Federação Mexicana, em Toluca.

CONFIRA A AGENDA DE JOGOS DOS PRÓXIMOS DIAS!

Onde assistir a Brasil e Venezuela?

O duelo entre Brasil e Venezuela será transmitido ao vivo e com exclusividade pela SporTV (TV fechada).

Prováveis escalações

  • Brasil: Lelê; Fê Palermo, Thais Ferreira, Mariza, Tamires; Maiara, Luana, Duda Sampaio; Gabi Zanotti, Luany e Jaqueline.
    • Técnico: Arthur Elias.
  • Venezuela: Nayluisa Caceres, Enyerliannys Higuera, Day Rodriguez, Yenefer Giménez, Raiderlin Carrasco, Daniuska Rodriguez, Gabriela Garcia, Bárbara Olivieri, Deyna Castellanos, Barbara Martinez, Genesis Florez.
    • Técnico: Ricardo Belli.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Como chega a seleção brasileira?

Com um retrospecto forte nos últimos amistosos e nas edições recentes da Copa América, o Brasil é o favorito diante da Venezuela. Os últimos duelos, pela Copa América (2025 e 2022), terminaram em 2 a 0 e 4 a 0. A Seleção vem de 5 a 2 sobre a Costa Rica, enquanto as venezuelanas perderam por 2 a 1 para o Cruz Azul.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje!

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Apple renova monitores Studio Display; modelo XDR chega a R$ 41.999

3 de Março de 2026, 17:46
Novos monitores Studio Display, todos com 27 polegadas
Novos monitores Studio Display, todos com 27 polegadas (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple Studio Display possui tela Retina LCD de 27 polegadas, resolução 5K, taxa de atualização de 60 Hz e brilho de 600 nits;
  • novo modelo, Apple Studio Display XDR tem painel LCD com mini-LED, retroiluminação de 2.304 zonas, brilho de até 2.000 nits em HDR, gamas de cores P3 e Adobe RGB, além de taxa de atualização de 120 Hz;
  • preços no Brasil variam entre R$ 18.999 (Studio Display) e R$ 41.999 (Studio Display XDR com vidro nano-texture).

A Apple não reservou esta terça-feira (03/03) para anunciar apenas as novas versões do MacBook Pro e do MacBook Air. A linha Studio Display também foi renovada, ganhando até uma versão XDR que trabalha a 120 Hz. No Brasil, os preços variam entre R$ 18.999 e R$ 41.999.

Como é o novo Apple Studio Display?

Agora em sua segunda geração, o Apple Studio Display continua trazendo uma tela Retina LCD de 27 polegadas com resolução 5K (5120×2880 pixels). Além disso, a taxa de atualização máxima permanece em 60 Hz e, o brilho, em 600 nits.

As novidades aparecem em recursos complementares. Um exemplo: a webcam continua tendo um sensor de 12 megapixels, mas promete melhorar o processamento das imagens para torná-las superiores em relação ao Apple Studio Display de primeira geração.

Além disso, agora o monitor conta com um sistema de seis alto-falantes que reproduz áudio espacial e graves até 30% mais profundos. Sendo exato, são quatro woofers e dois tweeters de alto desempenho, conjunto que é complementado com três microfones com “qualidade de estúdio”, de acordo com a Apple.

Outra novidade é o suporte à tecnologia Thunderbolt 5 para alta velocidade na transmissão de imagens e conexão de até quatro monitores da linha em sequência.

Novo Apple Studio Display
Novo Apple Studio Display (imagem: reprodução/Apple)

Como é o Apple Studio Display XDR?

O Apple Studio Display XDR é um modelo novo e que, pelo menos até certo ponto, substitui o Apple Pro Display XDR, que foi descontinuado.

Aqui, também falamos de um monitor Retina de 27 polegadas com resolução 5K e webcam melhorada de 12 megapixels. O conjunto de seis alto-falantes e o trio de microfones novamente marcam presença.

Um dos diferenciais é o painel LCD, que tem retroiluminação com mini-LED que usa 2.304 zonas locais de controle de intensidade do brilho, o que faz esse parâmetro chegar a 1.000 nits em SDR e a até 2.000 nits de pico para HDR.

Também há suporte às gamas de cores P3 e Adobe RGB. A tecnologia Thunderbolt 5 aparece outra vez, com o adendo de poder atuar como hub de recarga de até 140 W, funcionalidade que pode ser útil para o carregamento de um MacBook Pro, por exemplo.

Outra diferença notável do Studio Display XDR é a sua taxa de atualização de até 120 Hz.

Apple Studio Display XDR
Apple Studio Display XDR (imagem: reprodução/Apple)

Quais Macs são compatíveis?

Logo após o anúncio dos novos monitores, o MacRumors checou a lista de compatibilidade do Studio Display e do Studio Display XDR, e descobriu que Macs com chips Intel não estão por ali. Talvez esses equipamentos até possam funcionar com as novidades (aguardemos pelos testes independentes), mas não há garantia disso.

A lista de compatibilidade é esta:

  • MacBook Pro de 16 polegadas (2021 ou superior)
  • MacBook Pro de 14 polegadas (2021 ou superior)
  • MacBook Pro de 13 polegadas (M1, 2020 ou superior)
  • MacBook Air de 15 polegadas (2023 ou superior)
  • MacBook Air de 13 polegadas (M1, 2020 ou superior)
  • Mac Studio (2022 ou superior)
  • Mac Mini (2020 ou superior)
  • Mac Pro (2023 ou superior)
  • iMac de 24 polegadas (2021 ou superior)
Dois monitores Studio Display XDR interconectados
Dois monitores Studio Display XDR interconectados (imagem: reprodução/Apple)

Preços do Studio Display e do Studio Display XDR no Brasil

Os dois monitores entrarão em pré-venda nesta quarta-feira (04/03) no site brasileiro da Apple, com as entregas começando no dia 11 deste mês. Os preços oficiais são estes:

  • Apple Studio Display: R$ 18.999
  • Apple Studio Display com vidro nano-texture: R$ 21.999
  • Apple Studio Display XDR: R$ 38.999
  • Apple Studio Display XDR com vidro nano-texture: R$ 41.999

Vale destacar que os monitores chegam na esteira de outros lançamentos da Apple para esta semana. São eles:

Apple renova monitores Studio Display; modelo XDR chega a R$ 41.999

Novos monitores Studio Display, todos com 27 polegadas (imagem: reprodução/Apple)

Novo Apple Studio Display (imagem: reprodução/Apple)

Apple Studio Display XDR (imagem: reprodução/Apple)

Dois monitores Studio Display XDR interconectados (imagem: reprodução/Apple)

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

3 de Março de 2026, 10:55
Amazon Now entrega em 15 minutos
Amazon Now entrega em 15 minutos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon Now no Brasil entrega em até 15 minutos e oferece frete grátis para assinantes Prime em compras acima de R$ 15;
  • não assinantes Prime pagam taxa de R$ 5,49; serviço disponível em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte;
  • Mais de 5.000 produtos estão disponíveis, principalmente de supermercado, com rastreamento em tempo real.

A Amazon escolheu esta terça-feira (03/03) para a estreia oficial do serviço Amazon Now no Brasil. A novidade permite que compras realizadas na plataforma cheguem em até 15 minutos. Nesta fase inicial, são mais de 5.000 produtos disponíveis (o objeto é expandir esse número), quase todos itens de “supermercado”.

A parte mais interessante é que a taxa de entrega é gratuita para compras acima de R$ 15 para quem é assinante do Amazon Prime. Para não assinantes, a taxa de entrega tem um valor interessante: R$ 5,49.

Haverá cobrança de taxa de serviço, mas em uma data ainda não definida pela Amazon. Por ora, essa taxa não é cobrança.

Com ou sem Amazon Prime, o comprador tem a opção de dar uma gorjeta ao entregador ao receber o pedido. É possível acompanhar o status da entrega via notificações por WhatsApp ou pelo site do serviço. Também há a opção de rastreamento em tempo real da entrega.

Como esperado, é preciso informar um código de entrega para o procedimento ser finalizado com segurança, informação que só deve ser fornecida ao entregador se o pedido tiver chegado como o esperado.

Os pagamentos podem ser feitos via cartão de crédito ou Pix.

Amazon Now já funciona no Brasil
Amazon Now já funciona no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde o Amazon Now está disponível?

Nesta fase inicial, o Amazon Now cobrirá oito cidades brasileiras, começando de São Paulo. Porém, mesmo nos municípios cobertos, é preciso checar se o seu CEP é atendido. As cidades cobertas são estas:

  • São Paulo (SP)
  • Campinas (SP)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Porto Alegre (RS)
  • Curitiba (PR)
  • Fortaleza (CE)
  • Recife (PE)

O serviço já começou a funcionar em São Paulo. Nos demais locais, o serviço será implementado de modo gradual até 8 de março. Para usá-lo, basta acessar a página do Amazon Now.

Como já informado, os produtos disponíveis no novo serviço são quase todos de “supermercado”. Há categorias como laticínios, feira (frutas e legumes), padaria, bebidas, suplementos, limpeza, cuidados pessoais, entre tantas outras.

Todos os produtos vendidos via Amazon Now são identificados com um selo que leva o nome da modalidade.

A Amazon destaca a oferta de produtos congelados, categoria que não é oferecida ou é muito limitada em plataformas concorrentes.

Assinantes do Amazon Prime podem ter, além do frete gratuito, acesso a ofertas exclusivas.

A entrega é feita mesmo em 15 minutos?

 Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience
Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Questionada a respeito pelo Tecnoblog, Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience da Amazon Brasil, explicou que o serviço foi desenvolvido e amplamente testado para a entrega ser feita em até 15 minutos, não havendo prazo de tolerância. Se o cliente tiver algum problema com atrasos, deverá entrar em contato imediatamente com o suporte da Amazon.

Está aí a razão para nem todos os locais das cidades atendidas serem cobertos pelo Amazon Now. Os produtos saem de “micro-centros” de distribuição da Amazon e somente localidades que permitem entregas em até 15 minutos a partir desses pontos são incluídos nas rotas de entrega.

Para garantir a entrega em 15 minutos, o entregador que pega o pedido só pode realizar a entrega daquela compra naquele momento, ou seja, não é possível sair do centro de distribuição com mais de uma compra ao mesmo tempo.

Sobre o Amazon Prime, no Brasil, o plano custa R$ 19,90 por mês ou R$ 166,80 por ano.

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

Amazon Now entrega em 15 minutos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Amazon Now já funciona no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fernanda Grumach, Diretora de Shopping Experience (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

3 de Março de 2026, 10:34
Mercado de celulares de entrada também será atingido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A crise dos chips aumentará os preços das memórias RAM e SSDs, impactando PCs e smartphones até 2028.
  • Notebooks baratos desaparecerão do mercado em até dois anos devido ao aumento dos custos de produção.
  • A demanda dos data centers de IA por memória afetará a disponibilidade de celulares e consoles, atrasando lançamentos.

O segmento de PCs de entrada deve desaparecer do mercado em até dois anos. A previsão drástica é de um novo relatório da consultoria Gartner, que detalha como o boom dos preços de memória em nível global afetará toda a cadeia de produção. Segundo a análise, esse fenômeno reduzirá as remessas globais de computadores em 10,4% e de smartphones em 8,4% já ao longo de 2026.

O que está causando essa crise?

A resposta direta está na estimativa de um aumento de 130% nos preços de memória DRAM e armazenamento SSD ainda este ano. Esse salto astronômico resultará num reajuste inevitável aos consumidores, encarecendo a fabricação de PCs em 17% e de smartphones em 13%, na comparação com 2025.

Toda a indústria tecnológica já se prepara para o que algumas publicações estão chamando de RAMmageddon, impulsionado por uma escassez severa na produção e a fome insaciável dos data centers de inteligência artificial por mais memória.

Historicamente, a memória de um PC representava cerca de 16% do custo total da lista de materiais. Com a crise atual, esse número atingirá 23%. O analista da Gartner Ranjit Atwal explica que essa margem elimina a capacidade das fabricantes e dos fornecedores de absorverem os custos. Como as máquinas de entrada já possuem uma margem de lucro extremamente baixa, produzi-las se tornará um negócio financeiramente inviável.

O resultado? O fim do segmento de computadores baratos e a maior contração nas remessas de dispositivos em mais de uma década.

Fim do notebook “baratinho” no Brasil

imagem de uma mulher segurando um cartão de crédito na frente de um notebook
Comprar um notebook no Brasil exigirá um investimento maior (imagem: Rupixen/Unsplash)

Trazendo essa realidade para o mercado brasileiro, o cenário acende um alerta para o varejo e para o consumidor. Atualmente, é possível encontrar notebooks básicos de entrada no país — geralmente equipados com processadores modestos, 8 GB de RAM e algum SSD — abaixo dos R$ 2 mil.

Se aplicarmos o repasse projetado de 17%, esse equipamento subiria mais de R$ 300. Contudo, no Brasil o cenário é mais complicado. O repasse gringo é focado apenas no custo de fabricação. Por aqui, entram na conta a flutuação do dólar e o efeito cascata dos impostos.

Vale lembrar que, no final de fevereiro, o governo federal chegou a propor o aumento da tarifa de importação de notebooks e smartphones de 16% para 20%. O governo recuou após pressão popular, mas, como os impostos são cobrados sobre o valor do produto importado, uma máquina cuja base já é mais cara em dólar gerará um tributo final maior em reais. Somando a isso a margem de lucro das varejistas, o salto no preço final de prateleira será relevante. Na prática, a barreira financeira para comprar um computador novo deve subir.

Além da alta nos preços, a consultoria aponta para o desinteresse comercial. Em vez de produzir e vender um notebook básico encarecido, as marcas preferem direcionar as memórias escassas para laptops premium, onde as margens de lucro justificam o investimento.

Celulares e consoles também vão sofrer

A demanda dos data centers de IA por chips e memórias também causará um tombo nas vendas de celulares. A Gartner alerta que os usuários de smartphones básicos serão os mais afetados, precisando recorrer cada vez mais a aparelhos de segunda mão.

O setor de games também começa a sentir o baque. A Valve relatou que o Steam Deck tem ficado indisponível com frequência, alertando que o problema se tornará rotineiro devido à falta de componentes. Já a nova geração de consoles pode demorar mais para chegar. Informações divulgadas pela Bloomberg indicam que a Sony avalia adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029. Lançar o hardware nos próximos dois anos significaria esbarrar na escassez de peças ou ter que anunciar um preço final inviável para os compradores.

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Rupixen/Unsplash)

Samsung encerra serviço contra roubos de celulares no Brasil

3 de Março de 2026, 07:24
Fotografia colorida mostra um Galaxy S25 Ultra de costas, com foco nas lentes das câmeras. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Cadeado Galaxy estava disponível em produtos como o S25 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung encerrou o serviço Cadeado Galaxy no Brasil, que custava a partir de R$ 39,90 por ano e oferecia proteção contra roubos de smartphones.
  • O Cadeado Galaxy permitia o bloqueio remoto de dispositivos roubados usando o IMEI e a segurança Samsung Knox.
  • Clientes com licenças ativas continuam com as funcionalidades até o vencimento, e a Samsung reforça a segurança com Knox Matrix e Find.

A Samsung decidiu acabar com o serviço Cadeado Galaxy, que fornecia proteção adicional para smartphones roubados e estava disponível desde julho de 2023. A fabricante confirmou o fim do produto ao Tecnoblog, sem entrar em detalhes sobre o motivo da decisão. A plataforma não recebe novos clientes desde o começo de fevereiro.

Não custa lembrar: o Cadeado Galaxy foi desenvolvido especificamente para o Brasil, país que vive uma epidemia de roubos de telefones. A ideia era oferecer uma central de atendimento disponível 24 horas por dia, com atendentes reais que rapidamente recebiam os chamados de furtos ou roubos. Então, a Samsung enviava um comando remoto ao Galaxy furtado para desativá-lo por completo.

Cadeado Galaxy passou a exibir aviso sobre fim da plataforma (imagem: reprodução/redes sociais)

Na ocasião, um executivo nos explicou que o bloqueio ocorria a partir do IMEI principal do aparelho, em conjunto com a ferramenta de segurança digital Samsung Knox. A assinatura custava a partir de R$ 39,90 por ano, e compradores de produtos recém-lançados ficavam isentos por períodos de até dois anos.

Os funcionários da Samsung costumavam demonstrar orgulho pelo desenvolvimento da tecnologia em território nacional. Por outro lado, nunca divulgaram números de usuários atendidos.

De lá para cá, as ferramentas contra furtos e roubos de smartphones têm se sofisticado. O Google, por exemplo, adicionou ao Android um sistema que detecta se o produto foi subtraído da mão do usuário.

Como fica a segurança dos celulares?

A Samsung nos informou que os clientes que possuem licenças ativas do Cadeado Galaxy continuarão contando com todas as funcionalidades do serviço até o término da validade.

Em nota, a empresa declarou que possui “um compromisso inegociável com a segurança de seus dispositivos, que contam com proteção em múltiplas camadas”. Por exemplo, os Galaxy trazem Knox Matrix e a função Find, de localização de dispositivos.

A gigante sul-coreana citou medidas de segurança reforçadas desde a One UI 7. São “proteções adicionais” que abordam cenários de ameaças mais avançadas ou de alto risco, incluindo casos em que credenciais de acesso podem ter sido expostas.

Samsung encerra serviço contra roubos de celulares no Brasil

Galaxy S25 Ultra traz um conjunto de câmeras com um sensor principal de 200 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

26 de Fevereiro de 2026, 13:50
Ilustração da plataforma Steam
Processo em Nova York alega que mecânicas de CS e Dota 2 configuram apostas ilegais (imagem: reprodução/Valve)
Resumo
  • A Justiça dos EUA acusa a Valve de promover jogos de azar ilegais com loot boxes em franquias como “Counter-Strike 2” e “Dota 2”. A ação alega que essas mecânicas ameaçam o bem-estar de crianças e adolescentes.
  • O processo destaca que a Valve facilita mercados paralelos para a venda de skins, gerando bilhões de dólares.
  • No Brasil, o ECA Digital proíbe loot boxes, classificando-as como exploração da vulnerabilidade de menores.

A Valve, gigante dos games e dona da plataforma Steam, virou alvo da Justiça nos Estados Unidos. Na última quarta-feira (25), a Procuradoria-Geral do Estado de Nova York protocolou um processo contra a desenvolvedora sob acusação de jogos de azar ilegais através das famosas loot boxes (caixas de recompensas virtuais).

A ação afirma que a empresa ameaça o bem-estar de crianças e adolescentes ao expô-los a mecânicas de vício. Segundo a agência Reuters, o processo detalha que sistemas integrados a franquias de grande sucesso da Valve — como Counter-Strike 2, Team Fortress 2 e Dota 2 — funcionam como caça-níqueis e equivalem a “jogos de azar por excelência”, violando a constituição.

A denúncia ressalta ainda que as interfaces dos jogos imitam máquinas de cassino, exibindo uma roleta virtual que gira por diversos itens antes de parar na recompensa final. Esse formato, no entendimento dos representantes de Nova York, cria um ciclo de consumo compulsivo, no qual o usuário busca incessantemente por um item raro e de alto valor, mas na maioria das vezes recebe prêmios que valem centavos.

Como o mercado de skins movimenta dinheiro?

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)
Jogadores gastam dinheiro real na esperança de obter itens raros (imagem: Divulgação/Valve)

Nos jogos operados pela Valve, os usuários geralmente não compram o item desejado diretamente. O modelo de negócios exige que os jogadores adquiram caixas virtuais e gastem dinheiro real na compra de “chaves” digitais para destrancá-las. Conforme a investigação, repercutida pelo site Engadget, a desenvolvedora gerou bilhões de dólares em receita apenas com a comercialização de chaves para a franquia Counter-Strike e taxas cobradas sobre as vendas de itens virtuais realizadas no Mercado da Comunidade Steam.

A ação judicial argumenta que a Valve fortalece seu modelo permitindo — e até facilitando — a existência de mercados paralelos, onde jogadores conseguem vender as skins (alterações cosméticas de armas e personagens) e transferir o valor para dinheiro físico.

Para ilustrar o nível de especulação desse ecossistema, o processo cita um relatório da Bloomberg de 2025, apontando que o mercado paralelo de Counter-Strike já havia ultrapassado a marca de US$ 4,3 bilhões (mais de R$ 22 bilhões). A denúncia também relembra um caso impressionante: a venda de uma única skin de fuzil AK-47, em 2024, pela quantia de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões na cotação atual).

Procurada pela imprensa internacional, a Valve ainda não comentou o processo atual. Contudo, em inquéritos anteriores movidos pela Autoridade Dinamarquesa de Jogos, a empresa negou envolvimento direto com sites independentes de vendas. Na ocasião, a companhia declarou que essas plataformas violam os termos de serviço do Steam ao criar contas falsas para operar a transferência de itens em troca de dinheiro real.

Impactos e proibição no Brasil

O texto da ação alerta que indivíduos introduzidos a dinâmicas de apostas na faixa dos 12 anos apresentam uma probabilidade quatro vezes maior de desenvolver transtornos graves de jogo compulsivo na fase adulta. Sob essa justificativa, a Procuradoria-Geral exige que a Justiça proíba a Valve de continuar violando as leis estaduais, determine a devolução do capital obtido e aplique uma multa punitiva equivalente ao triplo do lucro gerado pelo suposto esquema ilegal.

A pressão sobre a monetização em jogos reflete uma tendência jurídica internacional que vem ganhando força. Como precedente, em janeiro de 2025, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) multou a Cognosphere, estúdio responsável pelo jogo Genshin Impact, em US$ 20 milhões. A empresa foi punida por ocultar as reais probabilidades de ganho em suas caixas de itens e por permitir que menores de 16 anos realizassem compras sem o consentimento dos pais.

No Brasil, o cenário legislativo é mais rígido em relação a essa prática. A recente aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital, conhecido como ECA Digital, proibiu expressamente a oferta de loot boxes em território nacional. A legislação brasileira atual classifica essas mecânicas como recursos de manipulação que exploram a vulnerabilidade dos menores de idade, vetando sua inclusão e comercialização em jogos distribuídos no país.

Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

(Imagem: Reprodução/Valve)

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)

Samsung lança Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro com áudio de alta fidelidade e IA

25 de Fevereiro de 2026, 15:40
Homem usando os fones Galaxy Bud 4 Pro
Os Galaxy Buds 4 Pro oferecem pontas de silicone para melhor isolamento acústico (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro oferecem áudio Hi-Fi de 24 bits e cancelamento de ruído ativo aprimorado;
  • fones Galaxy Buds 4 Pro possuem ANC de cinco níveis e alto-falantes de duas vias com woofer 20% maior;
  • Galaxy Buds 4 custam R$ 1.599 e Galaxy Buds 4 Pro custam R$ 2.099, com pré-venda iniciada em 25/02/2026.

A Samsung usou o Galaxy Unpacked desta quarta-feira (25/02) para o anúncio oficial da linha Galaxy S26, mas o evento também serviu de palco para a apresentação dos fones Galaxy Buds 4 e Galaxy Buds 4 Pro, como os rumores já previam. Os preços oficiais começam em R$ 1.599.

As diferenças entre as duas novidades são visíveis já na primeira olhada. Os fones Galaxy Buds 4 “normais” têm um design mais aberto, de modo que a sua base fique apoiada fora do ouvido, razão pela qual não contam com ponteiras de silicone. Apesar disso, as pontas ficaram menores e mais confortáveis, segundo a Samsung.

Já os fones Galaxy Buds 4 Pro são do tipo intra-auricular (in-ear), ou seja, devem ser encaixados no canal auditivo e, por essa razão, são acompanhados das tais ponteiras de silicone, com algumas opções de tamanho.

Renato Citrini, gerente sênior de produtos da Samsung no Brasil, destaca que os fones Galaxy Buds 4 são indicados para o dia a dia. Já a versão Pro é direcionada a quem faz questão de áudio de altíssima qualidade.

O que os fones Galaxy Buds 4 oferecem?

Começa com o suporte a áudio Hi-Fi de 24 bits. Mas um dos destaques vai para o cancelamento de ruído ativo (ANC), que foi aprimorado para atenuar desde ruídos externos mais intensos (como barulhos do trânsito) até sons de baixa frequência.

Galaxy Buds 4 no estojo
Galaxy Buds 4 tem novo design com tampa transparente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Existe ainda um recurso de nome Chamadas Ultra Nítidas que, como o nome deixa claro, permite ouvir conversas telefônicas ou via videoconferência com mais clareza por meio de uma tecnologia de “banda superlarga” que oferece o dobro de largura em relação ao Bluetooth.

É claro que há integração com assistentes de IA, como Bixby, Google Gemini e Perplexity, que podem ser ativados nos Galaxy Buds 4 com comandos de voz.

A bateria tem 45 mAh, com o estojo de armazenamento oferecendo 515 mAh de capacidade adicional. A autonomia chega a 5 horas com o ANC ligado e a 6 horas com o ANC desligado.

Estojos do Galaxy Buds 4 branco e preto
Fones Galaxy Buds 4 vêm nas cores preto e branco (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

E o que há de legal nos fones Galaxy Buds 4 Pro?

A linha Galaxy Buds 4 Pro tem recursos mais avançados, obviamente. Aqui encontramos ANC de cinco níveis, por exemplo. Além disso, cada lado tem um alto-falante de duas vias, com área de woofer 20% maior em relação à geração anterior para aprimorar a experiência sonora.

Galaxy Buds 4 Pro e seu estojo
Os Galaxy Buds 4 Pro suportam som de alta qualidade (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Nesse sentido, a Samsung também explica que os fones oferecem graves e agudos mais nítidos, tudo isso combinado com áudio de 24 bits/96 kHz.

Outros detalhes interessantes são os controles por gestos com a cabeça, de modo que você possa interagir com a Bixby ou atender a chamadas sem ter que usar as mãos. Neste ponto, vale destacar que os fones Pro também têm integração com assistentes de IA como Gemini, Perplexity e, claro, Bixby.

Já a bateria tem 61 mAh de capacidade que permitem até 6 horas de autonomia com ANC ou 7 horas sem ANC, com o estojo oferecendo capacidade adicional de carga de 530 mAh.

Galaxy Buds 4 Pro
Os Galaxy Buds 4 Pro oferecem pontas de silicone para melhor isolamento acústico (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Disponibilidade e preços dos fones Galaxy Buds 4 no Brasil

As vendas dos novos fones da Samsung começam hoje (25/02) no Brasil, mas em pré-venda. As entregas estão previstas para começarem em 20 de março de 2026. Estes são os preços oficiais (sem considerar descontos ou promoções):

  • Galaxy Buds 4: R$ 1.599, cores preta e branca
  • Galaxy Buds 4 Pro: R$ 2.099, cores preta, branca e rosé (cor exclusiva para a Loja Online Samsung e Samsung Shop)

Em tempo: além dos fones Galaxy Buds 4, do Galaxy S26 e do S26 Plus, a Samsung anunciou o Galaxy S26 Ultra.

Ficha técnica dos fones Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro

Galaxy Buds 4Galaxy Buds4 Pro
Corespreto, brancopreto, branco, rosé (exclusivo online)
Dimensões (por fone)18,25 × 19,2 × 30,57 mm18,05 × 19,48 × 30,9 mm
Dimensões (estojo)51 × 51 × 28,3 mm51 × 51 × 28,3 mm
Peso (fone)4,7 g5,06 g
Peso (estojo)45,7 g44,5 g
Microfones3 microfones digitais3 microfones digitais com HSNR
Qualidade de somUHQ, Hi-Fi 24-bit, Áudio 360UHQ, Hi-Fi 24-bit, Áudio 360
ANC e som ambienteANC, som ambiente, EQ adaptativoANC adaptativo, aom ambiente, detecção de voz/sirene, EQ adaptativo
Capacidade da bateria (fone)45 mAh61 mAh
Capacidade da bateria (estojo)515 mAh530 mAh
Reprodução com ANCAté 5 horas (até 24 horas com estojo)Até 6 horas (até 26horas com estojo)
Reprodução sem ANCAté 6 horas (total até 30 horas com estojo)Até 7 horas (total até 30 horas com estojo)
Tempo de conversa com ANCAté 3,5 horas (total até 18 horas)Até 4,5 horas (total até 20 horas)
Tempo de conversa sem ANCAté 4 horas (total até 20 horas)Até 5 horas (total até 22 horas)
ConectividadeBluetooth 6.1, Auto Switch, AuracastBluetooth 6.1, Auto Switch, Auracast
SensoresHall, pressão, proximidade, toque, acelerômetro, giroscópio, VPUHall, pressão, proximidade, toque, acelerômetro, giroscópio, VPU
Resistência à águaIP54IP57

Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite da Samsung

Samsung lança Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro com áudio de alta fidelidade e IA

Os Galaxy Buds 4 Pro oferecem pontas de silicone para melhor isolamento acústico (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy Buds 4 tem novo design com tampa transparente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy Buds 4 vem nas cores preto e branco (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os Galaxy Buds 4 Pro suportam som de alta qualidade (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os Galaxy Buds 4 Pro oferecem pontas de silicone para melhor isolamento acústico (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Poco F8 Pro e mais celulares da Xiaomi são homologados no Brasil

23 de Fevereiro de 2026, 15:43
Poco F8 Pro vem em três opções de cores (imagem: divulgação/Xiaomi)

A Xiaomi se prepara para lançar quatro novos celulares no Brasil, um deles sendo o Poco F8 Pro, que se destaca pela ficha técnica parruda. Os outros modelos são o Poco X8 Pro e os irmãos Poco M8 Pro e Redmi Note 15 Pro Plus.

A expectativa é de que o lançamento deles aconteça nas próximas semanas. Não há vestígios sobre os preços para o mercado brasileiro.

Poco F8 Pro tem SoC Snapdragon 8 Elite

Poco F8 Pro vem com o chip Snapdragon 8 Elite da Qualcomm (imagem: divulgação/Xiaomi)

O Poco F8 Pro é o modelo mais parrudo da lista: ele vem com SoC Snapdragon 8 Elite da Qualcomm, 12 GB de RAM, memória interna de 256 ou 512 GB.

O trio de câmeras traseiras inclui principal de 50 megapixels com PDAF multi-direcional, EIS e OIS; câmera teleobjetiva de 2,5x de zoom, também de 50 MP com OIS; e uma ultrawide de 8 megapixels. A conectividade inclui 5G, Wi-Fi 7 de duas bandas (sem 6 GHz, infelizmente), Bluetooth e NFC. Tudo isso rodando o Android 16 com a HyperOS 3 da Xiaomi.

Na frente, a tela AMOLED tem 6,59 polegadas e pode exibir conteúdo em Dolby Vision e HDR10+. A câmera frontal tem 20 megapixels e a bateria com ânodos de silício-carbono tem 6.200 mAh e recarregará com o carregador MDY-19-ER de 100 W, incluso na caixa.

Poco X8 Pro 5G ainda não foi anunciado

Poco X8 Pro 5G preto em render vazado (imagem: reprodução/passionategkeez)

O Poco X8 Pro 5G é o modelo mais interessante por ainda não ter sido anunciado oficialmente pela Xiaomi. Seu certificado de homologação, emitido em 19/02, revela que o modelo 2511FPC34G corresponde ao Poco X8 Pro 5G.

Rumores e vazamentos apontam que o smartphone deve utilizar o SoC Dimensity 8500 Ultra da taiwanesa Mediatek, com um núcleo ARM Cortex-A725 de 3,4 GHz, três núcleos A725 de 3,2 GHz e quatro núcleos de 2,2 GHz combinados à GPU Mali-G720 MC8 (8 núcleos) e a NPU 880 da Mediatek, tudo isso na litografia de 4 nm da TSMC.

Certificado de homologação do Poco X8 Pro 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O modelo tem conectividade 5G (como o nome indica), Wi-Fi 6, Bluetooth e NFC, características que se alinham as capacidades do chip utilizado (com a exceção do Wi-Fi 6E, não presente).

No Brasil o X8 Pro 5G será vendido com carregador de 100 W na caixa, o mesmo MDY-19-ER que virá com o F8 Pro, que recarregará a bateria BM6Q, que outras certificações apontam ser de 6.500 mAh.

A documentação da homologação também revela o design, consistente com renders vazados do aparelho.

Poco X8 Pro durante a certificação para a Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Poco X8 Pro também deverá ter um irmão maior, o Poco X8 Pro Max, com SoC melhor e tela maior. Não temos informações se ele será vendido no Brasil, e ele ainda não está certificado aqui.

Poco M8 Pro 5G e Redmi Note 15 Pro+ são irmãos

Redmi Note 15 Pro+ vem em três cores (imagem: reprodução/Xiaomi)

Poco M8 Pro 5G e Redmi Note 15 Pro Plus foram homologados no mesmo certificado, com códigos de modelo 2510EPC8BG e 2510ERA8BG, respectivamente.

Eles mantêm características muito similares entre si: SoC Snapdragon 7s Gen 4, tela AMOLED de 6,83 polegadas compatível com Dolby Vision e HDR10+ e bateria de silício-carbono de 6.500 mAh, que recarrega com o mesmo carregador de 100 W utilizado nos outros dois smartphones.

Os modelos também se destacam por possuírem conexão Wi-Fi 6E, característica que não está presente nos outros modelos mencionados neste post.

A principal divergência entre suas fichas técnicas está nas câmeras: o Redmi vem com câmera principal de 200 megapixels, já o Poco se contenta com uma câmera de apenas 50 megapixels. A outra câmera traseira é igual entre os modelos: uma ultrawide de 8 megapixels.

Poco M8 Pro tem três opções de cores (imagem: divulgação/Xiaomi)

O design também é um ponto de diferenciação dos modelos: o Redmi 15 Pro+ vem com traseira em plástico reforçado com fibra ou silicone que imita couro, dependendo da cor, e o Poco M8 Pro 5G utiliza apenas plástico reforçado em fibra, com design mais agressivo em dois tons, típico da linha Poco.

Poco F8 Pro e mais celulares da Xiaomi são homologados no Brasil

Poco F8 Pro vem em três opções de cores (imagem: divulgação/Xiaomi)

Certificado de homologação do Poco X8 Pro 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Poco X8 Pro durante a certificação para a Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Poco M8 Pro tem três opções de cores (imagem: divulgação/Xiaomi)

Samsung está pronta para vender o Galaxy A57 no Brasil

23 de Fevereiro de 2026, 10:44
Google Play Console revela o design do Galaxy A57 (imagem: reprodução/The Tech Outlook)
Resumo
  • O Galaxy A57 foi homologado pela Anatel e pode ser vendido no Brasil. Ele sucederá o Galaxy A56, mantendo a bateria de 5.000 mAh e ganhando Wi-Fi 6E.
  • O A57 terá o novo SoC Exynos 1680, com três clusters, e uma GPU Xclipse 550. A quantidade de RAM pode variar entre 6 GB e 12 GB, dependendo do país.
  • O design será similar ao A56, mais fino e leve. Ele virá com Android 16 e One UI 8 ou 8.5, além de um carregador de 15 W. O lançamento é esperado para março.

O Galaxy A57 já pode ser vendido no Brasil. O celular mais potente da popular linha Galaxy A recebeu a homologação da Anatel na última quinta-feira (19), segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog. Ele vai suceder o Galaxy A56 e terá algumas novidades na ficha técnica.

O smartphone foi registrado sob código SM-A576B/DS. A documentação também entrega que o smartphone será compatível com o Wi-Fi 6E, que traz benefícios principalmente para quem vive em centros urbanos.

Certificado de homologação do Galaxy A57
Certificado de homologação do Galaxy A57 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Especificações do Galaxy A57

A documentação revela que o A57 manterá a bateria com capacidade de 5.000 mAh do A56 (literalmente, é a mesma bateria). O que não se mantém igual é a conexão Wi-Fi: o Galaxy A57 ganhou Wi-Fi 6E, permitindo conexões em três bandas (2,4, 5 e 6 GHz).

O smartphone deve ser alimentado pelo novo SoC Exynos 1680, que ainda não lançado. Testes no Geekbench indicam que ele manterá a arquitetura de três clusters do antecessor Exynos 1580, com um núcleo de 2,91 GHz, três núcleos de 2,6 GHz e quatro núcleos de 1,95 GHz, além de uma nova GPU Xclipse 550, produzida pela Samsung em parceria com a AMD.

Não está claro a quantidade de RAM, que poderia ser entre 6 GB e 12 GB. Este aspecto do aparelho costuma variar entre os vários países onde o modelo é oferecido e capacidade de memória interna, e que também deve sofrer o impacto da escassez de RAM.

O smartphone terá capacidade para dois chips, algo que o modelo anterior já oferecia.

O design deve se manter similar ao Galaxy A56, conforme imagens no Google Play Console, ferramenta utilizada por desenvolvedores de aplicativos para Android. Ele deverá ficar ligeiramente mais fino e leve. Por falar em Android, o modelo deve manter a excelente política de atualizações da Samsung, com seis anos de atualizações, saindo da caixa com Android 16 combinado com One UI 8 ou a nova One UI 8.5.

No Brasil, a caixa deve incluir carregador de 15 W com cabo USB-A para USB-C. O A57 poderá ser fabricado na terra natal da Samsung, em duas fábricas no Vietnã ou em duas fábricas no Brasil, localizadas em Campinas e Manaus.

Mão segurando carregador de celular sobre fundo abstrato
Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung virá na caixa do Galaxy A57 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

Data de lançamento e preço continuam sob sigilo

Ainda não temos informações sobre preço do Galaxy A57 e sua data de lançamento. Há razões para acreditar que será em março, já que o próximo evento de lançamento da Samsung (Galaxy Unpacked) será na próxima quarta-feira, mas deverá apenas servir para o anúncio da nova linha Galaxy S26 e dos novos acessórios. Além disso, os outros supostos membros da família (Galaxy A27 e A37) ainda não receberam homologação no Brasil.

O antecessor Galaxy A56 foi lançado na primeira semana de março de 2025 e chegou às lojas duas semanas depois pelo preço sugerido de R$ 2.999, que rapidamente caiu. Hoje, a versão de 128 GB é vendida no varejo por R$ 2.000 ou até menos em ofertas.

Samsung está pronta para vender o Galaxy A57 no Brasil

Certificado de homologação do Galaxy A57 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

Perfis da Oppo e Huawei no Brasil sofrem ataque

23 de Fevereiro de 2026, 02:25
Invasão ao perfil da Oppo na madrugada de segunda-feira (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

Na calada da noite, os perfis oficiais da Oppo e da Huawei passaram a exibir postagens de um suposto grupo hacker implorando por visualizações. A atividade maliciosa impactou os perfis no Instagram com milhares de seguidores. Ainda não se sabe exatamente a motivação dos hackers.

O perfil da Oppo é o mais impactado. Com 242 mil seguidores, ele registra quatro posts seguidos repetindo a mesma imagem de fundo preto e texto em letras brancas. Em um deles, a legenda diz que foi “acessado pelo biglongs e pelo mano ottoni”. Ainda utiliza a hashtag “atos burros e suas consequências”.

No caso da Huawei, a ação maliciosa foi rapidamente contida. O Tecnoblog só encontrou uma postagem no perfil de 163 mil seguidores, que foi retirada do ar em questão de minutos.

Equipe da Huawei rapidamente apagou postagem hacker (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Este tipo de atividade é classificado como account take over (TAO) no circuito de cibersegurança, pois indica que o perfil foi tomado à força — por alguma brecha de segurança ou porque os criminosos conseguiram acesso ao login e senha.

Chega a ser curioso que um mesmo responsável tenha atacado duas fabricantes de celulares nesta segunda-feira (23). Nós até checamos, mas não encontramos indícios de atividade hacker nos perfis da Apple, Samsung, Realme e Xiaomi no Instagram.

Perfis da Oppo e Huawei no Brasil sofrem ataque

Equipe da Huawei rapidamente apagou postagem hacker (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple começa a vender o AirTag 2 no Brasil

20 de Fevereiro de 2026, 16:04
Imagem promocional mostra vários AirTags da Apple com chaveiros coloridos em um fundo branco
Apple começa a vender o AirTag 2 no Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • AirTag 2 começou a ser vendido no Brasil com preços oficiais começando em R$ 369;
  • Segunda geração do AirTag inclui chip UWB mais avançado e um novo chip Bluetooth, aumentando a distância de rastreamento;
  • O AirTag 2 integra-se com o recurso Buscar e dispositivos como o Apple Watch Series 9 e Ultra 2.

O AirTag 2 começou a ser vendido oficialmente no Brasil. Até que não demorou para a segunda geração do rastreador de objetos da Apple chegar ao país: a novidade foi anunciada no fim de janeiro. Por aqui, os preços começam em R$ 369.

Para ser exato, o AirTag 2 foi anunciado pela Apple em 26 de janeiro deste ano. Observe, porém, que o número no nome só está sendo usado aqui por comodidade: a Apple chama a novidade de “novo AirTag” ou simplesmente de “AirTag”.

As vendas no Brasil a partir do site da Apple começaram silenciosamente e foram notadas pelo MacMagazine. Os preços para o mercado brasileiro já eram conhecidos desde janeiro, porém:

  • AirTag 2 (uma unidade): R$ 369 ou R$ 332,10 à vista
  • AirTag 2 (quatro unidades): R$ 1.249 ou R$ 1.124,10 à vista

Note que os preços podem ser diferentes em redes varejistas.

Apenas para fins de comparação, nos Estados Unidos, o AirTag 2 tem preço unitário de US$ 29 (R$ 150 na conversão direta).

AirTag 2
O AirTag 2 (imagem: reprodução/Apple)

O que há de novo na segunda geração do AirTag?

Uma das novidades do AirTag 2 é a implementação do mesmo chip Ultra Wideband (UWB) de segunda geração que já está presente nas linhas iPhone 17 e iPhone Air, por exemplo. Também há um novo e mais versátil chip Bluetooth.

Esses atributos contribuem para o AirTag 2 cobrir uma distância de rastreamento até 50% maior em relação ao modelo de primeira geração (introduzido em 2021).

Além disso, o alto-falante embutido é 50% mais potente, o que permite que o usuário o escute em distâncias até duas vezes maiores, novamente em relação ao modelo de primeira geração.

Outras características na nova linha incluem integração com o recurso Buscar, identificadores Bluetooth que mudam regularmente para fins de segurança, além de localização precisa a partir de dispositivos como Apple Watch Series 9 e Ultra 2 (recurso não disponível na primeira geração).

Coincidentemente (ou não), o AirTag 2 terá um novo rival em breve por aqui: a Motorola já prepara a chegada do Moto Tag 2 ao Brasil.

Apple começa a vender o AirTag 2 no Brasil

(imagem: divulgação)

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

20 de Fevereiro de 2026, 14:37
Moto Tag 2 da Motorola na cor Pantone Arabesque (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • O Moto Tag 2, com código XT2561-1, foi homologado pela Anatel em 12 de fevereiro e mantém o design anterior com novas cores e mais recursos, incluindo Bluetooth 6.0 e UWB.
  • O rastreador é compatível com a rede de localização do Google e possui proteção IP68, superior à do modelo anterior.
  • O lançamento no Brasil está previsto para 10 de março, com preço de 39 euros, aproximadamente R$ 240.

Começo de ano movimentado para a Motorola. A empresa de Chicago agora prepara a chegada da nova geração do Moto Tag ao mercado brasileiro, depois de certificar vários smartphones e até um fone de ouvido. O rastreador digital Moto Tag 2 (código de modelo XT2561-1) foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações em 12 de fevereiro, segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog.

O rastreador mantém o design já conhecido, mas vem em duas novas cores da Pantone (Arabesque, um laranja, e Laurel Oak, um cinza esverdeado) e com mais recursos: agora ele utiliza Bluetooth 6.0 com Channel Sounding, que permite localização mais precisa. O aparelho também possui UWB, que aumenta a precisão de localização, similar ao oferecido pelos rivais AirTag (Apple) e Galaxy SmartTag (Samsung).

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Moto Tag 2 segue compatível com a rede de localização do Google, disponível pela ferramenta Encontre Meu Dispositivo. Uma melhoria em relação ao modelo anterior é o grau de proteção contra água, que passou de IP67 para IP68, indicando uma resistência maior à submersão.

O acessório foi anunciado no início de janeiro, durante a feira CES 2026, e é vendido por 39 euros, pouco menos de R$ 240 em conversão direta. Para comparação, o modelo atual é comercializado por R$ 299 no site da Motorola ou ao redor de R$ 250 à vista em outros varejistas.

O produto deve ser lançado em 10 de março, junto do Motorola Signature e outros acessórios, como o Moto Sound Flow, que também possui UWB e está homologado pela Anatel.

Galaxy SmartTag 2 é o principal concorrente no mundo Android (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

Moto Tag 2 da Motorola (imagem: divulgação/Motorola Mobility)

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy SmartTag 2 (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

20 de Fevereiro de 2026, 14:30
Novo dobrável da Samsung vira um tablet de 10 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung disponibilizou um novo lote do Galaxy Z TriFold em sua loja oficial nos Estados Unidos. Mesmo custando quase US$ 3 mil, o estoque do aparelho esgotou em menos de dez minutos. O dispositivo, que chegou ao mercado em 30 de janeiro, segue com disponibilidade restrita e venda exclusiva pelo site da fabricante, sem previsão de chegar às prateleiras do varejo físico.

A rapidez com que as unidades desapareceram levanta questionamentos sobre a estratégia da marca sul-coreana. Segundo apurado pelo The Verge, não está claro se o sucesso se deve a uma demanda explosiva de entusiastas ou se a Samsung está produzindo volumes propositalmente baixos para testar a recepção de um formato tão experimental.

Quanto custa o Galaxy Z TriFold?

Atualmente, o TriFold é comercializado em versão única com 512 GB de armazenamento por US$ 2.899,99 — cerca de R$ 15.950 em conversão direta e sem impostos. Apesar do valor de carro usado, o hardware não oferece uma opção de 1 TB, ponto que tem gerado críticas na comunidade tech, já que o usuário paga o preço de dois flagships convencionais por um único dispositivo.

No Brasil, a Samsung ainda não confirmou o lançamento oficial ou uma possível janela de disponibilidade. No entanto, ao considerar o histórico de tributação e o posicionamento da linha Z no mercado nacional, estima-se que o valor final por aqui ultrapassaria a barreira dos R$ 20 mil, consolidando-o como um dos smartphones mais caros já vendidos.

Mecanismo de dobra tripla permite usar o aparelho em diferentes formatos (imagem: divulgação/Samsung)

Um tablet de 10 polegadas que cabe no bolso

O grande trunfo do Galaxy Z TriFold é sua estrutura de duas dobradiças, que permite três modos de uso. Quando totalmente aberto, o painel atinge 10 polegadas, transformando o celular em um tablet robusto voltado para produtividade. Para efeito de comparação, o Galaxy Z Fold 7 possui uma tela interna de 7,6 polegadas.

Até o momento, não há informações sobre quando a Samsung realizará um novo reabastecimento ou se o TriFold será expandido para outros mercados globais no primeiro semestre de 2026.

Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

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Estados Unidos receberam novo lote de aparelho com tela tripla. Modelo de 512 GB custa quase US$ 2.900.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Ela não morreu: Samsung atualiza Bixby com tecnologia de LLM

20 de Fevereiro de 2026, 12:45
Bixby - palco
Bixby fica mais conversadeira em nova atualização (imagem: reprodução)
Resumo

A assistente virtual Bixby passa a atuar como uma agente conversacional após uma atualização que chega à versão beta da One UI 8.5 a partir desta semana, de acordo com a Samsung. Os consumidores podem controlar os celulares e outros dispositivos da empresa usando linguagem natural, sem precisar lembrar de comandos específicos.

Won-Joon Choi, chefe de operações da divisão móvel da Samsung, explicou que o objetivo do redesenho é reduzir o atrito nas tarefas diárias, habilitando interações mais naturais. Já esperava-se que a empresa levasse a Bixby para esse formato com a contratação de Murat Akbacak, em 2024, hoje vice-presidente sênior da Samsung.

Embora a Bixby não seja o centro das atenções no mercado de assistentes virtuais, a Samsung espera incentivar o uso da ferramenta com a nova atualização. A ideia é que a conversação aproxime a interação com o assistente do que as pessoas já fazem com chatbots de IA.

O que há de novo?

A principal mudança na arquitetura da Bixby é a sua capacidade de entender a intenção do usuário por trás de descrições cotidianas. Em vez de dar instruções genéricas de como navegar pelos menus, a assistente pode identificar o estado atual do aparelho e executar a ação ou sugerir soluções rapidamente.

Um exemplo dado pela empresa é o de ativar a configuração “Manter a tela ativada durante a visualização” se um usuário disser algo como “não quero que a tela apague enquanto ainda estou olhando para ela”. Da mesma forma, ao perguntar “Por que a tela do meu telefone está sempre ligada quando está no meu bolso?”, a IA utilizará o contexto para sugerir atalhos pertinentes, como a “Proteção contra toque acidental”.

GIF demonstrando a Bixby recebendo um comando informal sobre o brilho da tela.
Assistente deve entender comandos informais (imagem: divulgação/Samsung)

Além do controle do sistema operacional, a Bixby passou a suportar buscas na web em tempo real, exibindo resultados diretamente em sua própria interface. Os usuários podem solicitar, por exemplo, opções de hotéis, e a assistente processará o pedido sem a necessidade de redirecionamento para um aplicativo de navegador.

No momento, a nova versão da Bixby atrelada ao beta da One UI 8.5 está disponível apenas em mercados selecionados: Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Polônia, Reino Unido e Estados Unidos.

Embora o Brasil não esteja na lista, as notas oficiais da Samsung confirmam que a ferramenta possui suporte ao reconhecimento de sotaques e expressões em português. A fabricante planeja uma expansão da funcionalidade no futuro.

Ela não morreu: Samsung atualiza Bixby com tecnologia de LLM

Anac planeja criar categoria de piloto para “carro voador” no Brasil

13 de Fevereiro de 2026, 12:59
eVTOL da Eve Air Mobility
eVTOL da Eve Air Mobility (imagem: reprodução/Embraer)
Resumo
  • Anac planeja criar categoria de piloto para eVTOLs no Brasil, com consulta pública aberta até março de 2026;
  • Plano inclui modelo de transição para profissionais que já operam helicópteros ou aviões comuns;
  • Embraer, por meio da Eve Air Mobility, realizou primeiro voo não tripulado de eVTOL em 2025 e espera iniciar operações em 2027.

Será que um dia os “carros voadores” realmente deixarão a fase de protótipo? A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acredita que sim, tanto que o órgão já considera criar uma categoria de piloto específica para a operação de veículos do tipo no Brasil.

O que entendemos como “carro voador” diz respeito, principalmente, a um tipo de equipamento chamado eVTOL, sigla em inglês para “veículo elétrico de decolagem e pouso vertical”.

Esses veículos têm sido desenvolvidos e testados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. No fim de 2025, por exemplo, a Embraer realizou o primeiro voo não tripulado do eVTOL da Eve Air Mobility, sua subsidiária para mobilidade aérea urbana.

Como é a categoria de pilotos que a Anac considera criar?

Ainda não há uma definição clara, até porque a ideia está em fase inicial de desenvolvimento. O que a Anac fez foi abrir uma consulta pública para receber sugestões que possam levar à criação de um conjunto de requisitos para que uma pessoa atue como piloto de eVTOL no Brasil:

A iniciativa busca preparar, de forma gradual e segura, o sistema brasileiro de licenças para a chegada de novos conceitos de aeronaves, popularmente conhecidos como “carros voadores”.

(…) O modelo sugerido contempla um treinamento específico para habilitação em aeronaves com capacidade de decolagem e pouso verticais (VTOL Capable Aircraft — VCA, na sigla em inglês). A denominação VCA visa à harmonização com o que já é adotado na União Europeia.

Agência Nacional de Aviação Civil

Apesar de os requisitos ainda não terem sido definidos, a Anac prevê a criação de um modelo de transição para permitir que pilotos já licenciados para operar aviões ou helicópteros possam atuar com eVTOLs.

Essa abordagem pode ajudar na definição de um modelo de formação específica para “carros voadores”, mesmo para quem não tiver experiência prévia com pilotagem de aeronaves.

eVTOL da Eve em voo não tripulado
eVTOL da Eve em voo não tripulado (imagem: reprodução/Embraer)

Quando teremos “carros voadores” operando no Brasil?

É difícil falar em uma data precisa, afinal, eVTOLs seguem em desenvolvimento. Mas, pelo menos no caso da Eve Air Mobility, a expectativa é a de as operações com os veículos da companhia começarem em 2027 e ganharem escala a partir de 2029.

Para tanto, a Eve já direciona esforços para a certificação do veículo:

A Eve produzirá seis protótipos certificáveis para conduzir a campanha de testes em voo com foco na certificação da aeronave. A empresa segue trabalhando em colaboração com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), autoridade primária do eVTOL da Eve, para avançar na regulação e no processo de certificação.

A Consulta Pública nº 03/2026 da Anac, que trata de requisitos para pilotos de eVTOLs, estará aberta até 16 de março de 2026.

Anac planeja criar categoria de piloto para “carro voador” no Brasil

eVTOL da Eve Air Mobility (imagem: reprodução/Embraer)

eVTOL da Eve em voo não tripulado (imagem: reprodução/Embraer)

Nintendo deixa você testar o Switch 2 de graça em SP

13 de Fevereiro de 2026, 12:02
Console portátil Nintendo Switch 2 aparece flutuando com os Joy-Cons parcialmente destacados. Ao fundo, há a bandeira do Brasil com brilho verde e feixes de luz. Logo do Tecnoblog no canto inferior direito.
Nintendo Switch 2 foi lançado no Brasil em junho de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Evento ocorre no Shopping Anália Franco entre 22 de fevereiro e 3 de março de 2026.

  • Nintendo disponibiliza o Switch 2 para testes gratuitos com diversos jogos da nova geração.

  • Participação exige agendamento prévio dos visitantes.

A Nintendo realizará a etapa de São Paulo (SP) do Mall Tour entre os dias 22 de fevereiro e 3 de março de 2026. O evento acontece no Shopping Anália Franco, na zona leste da capital, e permitirá testar o Nintendo Switch 2.

A Nintendo Mall Tour América Latina passou por outros cinco países da região antes de chegar ao Brasil. Por aqui, ela já esteve em Maceió (AL) e Rio de Janeiro (RJ) entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Depois da capital paulista, ela segue para Curitiba (PR), onde fica no Shopping Mueller entre os dias 7 e 16 de março, e Brasília, onde se instalará no Iguatemi entre 11 e 21 de abril.

O que você pode testar no Nintendo Mall Tour?

Segundo a empresa, os visitantes do espaço poderão testar demonstrações de Mario Kart World e Donkey Kong Bananza no Switch 2, entre outros lançamentos. A nova geração do console portátil chegou ao Brasil em junho de 2025, com preço sugerido de R$ 4.499,90.

Esta é a lista completa de jogos disponíveis para teste no Switch 2 em São Paulo:

  • Donkey Kong Bananza
  • Kirby Air Raiders
  • Mario Kart World
  • Metroid Prime 4: Beyond
  • EA FC 26
  • Super Mario Galaxy 1+2

Haverá também experiências com o Switch original, como Super Mario Galaxy 1+2. Apesar de não ser uma novidade, ele continua à venda e fazendo sucesso — recentemente, o modelo se tornou o console Nintendo mais vendido de todos os tempos, desbancando o DS.

Esta é a lista completa de jogos disponíveis para teste no Switch original em São Paulo:

  • Metroid Prime 4: Beyond
  • EA FC 26
  • Super Mario Bros. Wonder
  • Super Mario Galaxy 1+2

O que mais você precisa saber sobre a Nintendo Mall Tour?

O evento contará ainda com distribuição de brindes, como pôsteres e cartelas de adesivos, mas isso depende do estoque disponível. Os personagens Mario e Luigi estarão presentes para sessões de fotos.

Os horários de funcionamento podem variar e é necessário agendar a visita. A Nintendo recomenda consultar a administradora de cada shopping para obter informações detalhadas.

Com informações do Canaltech

Nintendo deixa você testar o Switch 2 de graça em SP

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Nintendo Mall Tour chega à capital paulista após passar por Maceió e Rio. Evento terá experiências com consoles, além de brindes e personagens.

Nintendo Switch 2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TP-Link homologa roteador mesh parrudo, com Wi-Fi 7 e portas 10G

13 de Fevereiro de 2026, 10:54
Imagem promocional mostra um roteador em formato de torre sobre uma mesa branca
TP-Link Deco BE85 possui Wi-Fi 7 (imagem: divulgação/TP-Link)
Resumo
  • O Deco BE85 é o novo roteador da TP-Link homologado pela Anatel.
  • Ele possui Wi-Fi 7, portas Ethernet de 10 e 2,5 Gb/s, e porta SFP+ para fibra óptica.
  • O modelo oferece suporte a VPN, HomeShield e atua como controlador para o protocolo Matter, com preço estimado de mais de R$ 5.100.

A Anatel homologou o Deco BE85, novo roteador da TP-Link voltado para usuários que buscam alto desempenho sem o design agressivo de modelos convencionais. O dispositivo mantém a estética cilíndrica característica da linha Deco para integração com o ambiente doméstico.

O modelo apresenta suporte ao padrão Wi-Fi 7 operando em três bandas. Nas especificações físicas, o Deco BE85 inclui portas Ethernet de 10 e 2,5 Gb/s, além de uma conexão USB-A 3.0 e uma porta SFP+, configuração que reforça o perfil premium do equipamento.

O aparelho foi homologado pela Anatel nesta quarta-feira (11/02), conforme documentos obtidos pelo Tecnoblog, em conjunto com a versão voltada para provedores, denominada HB810.

Imagem mostra as portas do roteador TP-Link Deco BE85
Portas do TP-Link Deco BE85 (imagem: divulgação)

Ambos possuem o mesmo hardware e diferem apenas no software: o Deco BE85 é focado no mercado de varejo e utiliza o protocolo mesh proprietário da linha Deco, já o HB810 possui recursos de gestão remota para ISPs (Aginet) e utiliza o protocolo EasyMesh da Wi-Fi Alliance, teoricamente tornando-o compatível com mesh até mesmo entre aparelhos de outros fabricantes.

O Deco BE85 possui Wi-Fi 7 (802.11be) em três bandas, prometendo 1.376 Mb/s na faixa de 2,4 GHz, 8.640 Mb/s na faixa de 5 GHz e 11.520 Mb/s na faixa de 6 GHz, somando um total de quase 22 Gb/s teóricos, além de possuir porta USB-A 3.0 que permite compartilhamento de dados na rede. São oito antenas, 12 amplificadores e uma CPU quad-core (baseado na plataforma NPro 7 da Qualcomm), exigindo o uso de duas ventoinhas para refrigerá-lo.

Imagem mostra o certificado de homologação da Anatel do TP-Link Deco BE85
Certificado Anatel do Deco BE85 e HB810 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Das 5 portas de rede, duas utilizam Ethernet de 2,5 Gb/s com conector RJ45, uma utiliza Ethernet de 10 Gb/s com RJ45 e uma delas também é de 10 Gb/s com RJ45, mas opera alternadamente com a porta SFP+, que permite o uso de diversos tipos de cabeamento, inclusive fibra óptica, através de um transceptor.

Em tese, ele pode receber a fibra diretamente do provedor de internet, reduzindo a bagunça na fiação e a necessidade de um segundo dispositivo.

Fotografia de um Transceptor SFP+ da TP-Link
Transceptor SFP+ (imagem: Dmitry Nosachev/Wikimedia Commons)

O modelo também oferece suporte a VPN e HomeShield, que oferece recursos de segurança e controle parental. Para quem possui dispositivos de casa inteligente, o Deco BE85 funciona como controlador para o protocolo Matter.

Todos esses recursos não devem custar barato: o kit com três unidades custa US$ 980 nos Estados Unidos, mais de R$ 5.100. A título de comparação, o Deco BE65, modelo com especificações inferiores, custa em torno de R$ 2.400 no kit com duas unidades.

O modelo ainda não está à venda no Brasil, mas não deve demorar: o BE85 é listado como “em breve” no site da TP-Link e o HB810 aparece como “novo”, sugerindo já estar disponível para compra.

TP-Link homologa roteador mesh parrudo, com Wi-Fi 7 e portas 10G

Certificado Anatel do Deco BE85 e HB810 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Transceptor SFP+(imagem: Dmitry Nosachev/Wikimedia Commons)

Malware em jogos pirateados infecta 25 mil PCs no Brasil

13 de Fevereiro de 2026, 10:45
Ilustração mostra um computador com uma caveira ao centro, sinalizando pirataria. O fundo da imagem é verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
RenEngine Loader ativa o roubo de dados em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um malware foi identificado em 25.220 PCs no Brasil.
  • Ele foi distribuído em uma campanha que usava jogos piratas como vetor, afetando cracks de Far Cry, FIFA, Need for Speed e Assassin’s Creed.
  • O malware rouba dados como senhas e carteiras de criptomoedas e pode permitir controle remoto dos PCs.
  • Ao todo, são mais de 400 mil dispositivos infectados no mundo.

25.220. Esse é o número de computadores no Brasil que podem ter sido infectados em uma nova campanha de malware distribuída por meio de jogos pirateados. Ao todo, mais de 400 mil PCs no mundo foram comprometidos.

O golpe se espalha por instaladores modificados e cracks de quatro franquias populares: Far Cry, Need for Speed, FIFA e Assassin’s Creed. A ameaça foi identificada pela empresa de cibersegurança Cyderes e recebeu o nome de RenEngine Loader.

Os jogos funcionam normalmente após a instalação, mas, em segundo plano, o pacote também executa um malware para roubar dados.

Como o malware funciona no Windows?

O ataque começa quando o usuário baixa um instalador “crackeado” ou modificado em sites de pirataria. Neste caso, o domínio citado no relatório de segurança é o dodi-repacks[.]site. Como lembra o PCMag, esse site já apareceu em outras campanhas maliciosas no passado.

A nova ameaça, no entanto, usa um componente legítimo: o Ren’Py, engine popular para jogos do tipo visual novel. Os criminosos incorporam código malicioso dentro de um launcher. Depois, ao executar o instalador, o jogo é descompactado normalmente e o malware é ativado em segundo plano.

Captura de tela mostra como um malware é distribuído nas versões crackeadas de FarCry 5, Need for Speed Payback e Fifa 21.
Malware é distribuído junto com cracks de jogos populares (imagem: reprodução/Cyderes)

O malware instala um “stealer”, programa especializado em roubar dados sensíveis. Entre as informações coletadas estão:

  • Senhas salvas no navegador;
  • Cookies de sessão;
  • Carteiras de criptomoedas;
  • Dados de preenchimento automático;
  • Informações do sistema;
  • Conteúdo da área de transferência.

Em alguns casos, a empresa de cibersegurança identificou variantes do malware que permitiam espionar os usuários e até controlar os PCs de forma remota.

Brasil é o terceiro país mais afetado

Imagem mostra uma tabela com os dez países mais afetados com um malware de jogos. O Brasil é o terceiro, com 25 mil, duzentos e vinte usuários.
Lista dos 10 países com mais usuários afetados (imagem: reprodução/Cyderes)

A campanha começou a operar ao menos em abril de 2025 e segue ativa em 2026, segundo os pesquisadores. O Brasil é o terceiro país com mais PCs infectados, atrás de Índia e Estados Unidos.

Segundo a Cyderes, são cerca de 5 mil novas infecções por dia. O número total de 400 mil dispositivos corresponde à quantidade de distribuições registradas no servidor de telemetria, mas a empresa pondera que o total real pode ser maior.

Foi possível chegar a esse número graças a um sistema de telemetria embutido no próprio código malicioso em outubro. Esse mecanismo permite acompanhar, em tempo real, a quantidade de máquinas infectadas.

O que fazer?

Parece que a maioria dos antivírus ainda não identifica o estágio inicial do malware como ameaça, o que facilita a infecção sem alertas imediatos. Usuários que suspeitem ter sido afetados podem recorrer à Restauração do Sistema do Windows ou, em último caso, à reinstalação completa do sistema operacional.

Se houver sinais de comprometimento de credenciais, a recomendação é trocar imediatamente as senhas — especialmente de e-mail, serviços bancários e carteiras de criptomoedas — e ativar autenticação em dois fatores sempre que possível.

Malware em jogos pirateados infecta 25 mil PCs no Brasil

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Paramount+ fica mais caro no Brasil; confira os preços

12 de Fevereiro de 2026, 13:29
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount+ fica mais caro no Brasil (imagem ilustrativa: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount+ aumentou os preços no Brasil, com o plano Padrão mensal subindo de R$ 27,90 para R$ 34,90 (25%) e o plano Premium mensal de R$ 34,90 para R$ 44,90 (28%);
  • Planos Padrão oferecem resolução full HD e até duas transmissões simultâneas, enquanto planos Premium oferecem resolução 4K com HDR10 e até quatro transmissões simultâneas;
  • Reajuste é justificado pela inclusão de eventos esportivos ao vivo, como UFC e partidas da Conmebol, além da expansão do catálogo com novos conteúdos originais.

Apesar de não ser tão popular quanto plataformas como Netflix e HBO Max no Brasil, o Paramount+ tem uma base importante de usuários no país. Para eles, o serviço ficou mais caro nesta semana, com reajustes que chegam a 29%.

A principal mudança está no plano Padrão do Paramount+, que saltou de R$ 27,90 para R$ 34,90 por mês, um aumento de 25%. Outro salto vem do plano Padrão com pagamento anual, que saiu de R$ 249,90 para R$ 309,90. Aqui, o reajuste é de 24%.

Mas as opções Premium também passaram por aumento de preços. O resumo dos novos valores é este:

PlanoPreço antigoPreço novoReajuste
Padrão mensalR$ 27,90R$ 34,9025%
Padrão anualR$ 249,90R$ 309,9024%
Premium mensalR$ 34,90R$ 44,9028%
Premium anualR$ 309,90R$ 399,9029%

Os planos Básicos, com transmissão para apenas uma tela e foco em dispositivos móveis, não são mais oferecidos no Brasil. Eles estavam disponíveis por R$ 18,90 por mês ou R$ 169,90 por ano.

Observe que, na prática, os planos Padrão assumiram os valores que, até recentemente, eram cobrados pelos planos Premium.

Quais as diferenças entre os planos atuais do Paramount+?

No Brasil, as principais características entre cada modalidade são as seguintes:

Paramount+ Padrão: resolução full HD, até duas transmissões simultâneas, possibilidade de download para reprodução offline;

Paramount+ Premium: resolução 4K com HDR10, Dolby Vision e Dolby Atmos, até quatro transmissões simultâneas, possibilidade de download para reprodução offline.

Os novos valores já estão em vigor para novos assinantes. Para quem já assinava algum dos planos, o novo preço será aplicado no próximo ciclo de renovação ou a partir de 12 de março de 2026.

Nos e-mails enviados a assinantes, o Paramount+ dá a seguinte justificativa para o reajuste:

O reajuste reflete algumas mudanças recentes no Paramount+. Em janeiro de 2026, nos tornamos a casa do UFC, levando você ainda mais perto do octógono, das maiores lutas, dos atletas mais icônicos e de toda a emoção dos esportes de combate ao vivo, além do futebol ao vivo de alto nível, com partidas da Conmebol Libertadores e Conmebol Sulamericana. Também estamos expandindo continuamente nosso catálogo com novos conteúdos originais e séries exclusivas (…).

Paramount+ fica mais caro no Brasil; confira os preços

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Mais um: Motorola Edge 70 Fusion já pode ser vendido

12 de Fevereiro de 2026, 11:12
Smartphone Motorola Edge 60 Fusion na cor rosa caindo na água, destacando sua resistência à água, com um cenário de pedras e natureza ao fundo.
Edge 60 Fusion deve receber sucessor em breve (imagem: divulgação)
Resumo
  • Motorola Edge 70 Fusion foi certificado pela Anatel para venda no Brasil.
  • O celular tem Wi-Fi 6E, Bluetooth e NFC, com carregador de 68 W e bateria de 7.000 mAh.
  • Por enquanto, não há data de lançamento nem preços definidos.

O início de 2026 continua movimentado para a Motorola: depois de homologar o Moto G17, o Razr 70, o Moto G77 e o Signature, a empresa de Chicago agora certificou o Motorola Edge 70 Fusion. O smartphone, com códigos de modelo XT2605-3 e XT2605-5, foi aprovado pela Anatel na última terça-feira (10/02).

A certificação revela que o Edge 70 Fusion terá 5G, Wi-Fi 6E, Bluetooth e NFC, características esperadas de um modelo em seu segmento de mercado. Na caixa, o carregador MC-687N de 68 Watts será incluso, para recarregar a bateria modelo SA52.

Captura de tela mostra um documento de certificação da Anatel
Certificado Anatel do Motorola Edge 70 Fusion (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Qual a ficha técnica do Edge 70 Fusion?

Rumores apontam que o Edge 70 Fusion virá com SoC Snapdragon 7s Gen 3 (no lugar do MediaTek Dimensity 7400 do modelo atual), 8 ou 12 GB de RAM, memória interna de 256 GB e bateria com ânodos de silício-carbono de 7.000 mAh.

As câmeras devem ser de 50 megapixels, com sensor Sony LYTIA na traseira, uma ultrawide provavelmente de 13 megapixels e uma câmera de 32 megapixels na frente. A tela deve ser AMOLED com resolução “1,5K”, 144 Hz de taxa de atualização, capaz de HDR10+ protegida por vidro Gorilla Glass 7i.

Como de costume nos últimos anos, o smartphine deverá ser vendido em cores da Pantone e com traseira de silicone que imita tecidos, como nylon e linho.

Imagem mostra modelos do smartphone Motorola Edge 70 Fusion
Imagem promocional vazada revela design e cores do Edge 70 Fusion (imagem: Evan Blass)

O modelo será produzido na unidade da Flex em Jaguariúna, no interior de São Paulo, ou na fábrica própria da Motorola/Lenovo em Wuhan, na China.

Não temos informações sobre a data de lançamento nem o preço. O Edge 60 Fusion foi lançado pelo preço de R$ 2.999 e é vendido hoje em torno de R$ 2.000.

Mais um: Motorola Edge 70 Fusion já pode ser vendido

Edge 60 Fusion tem resistência contra água e poeira no padrão IP69 (imagem: divulgação)

Certificado Anatel do Motorola Edge 70 Fusion (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Imagem promocional vazada revela design e cores do Edge 70 Fusion (imagem: Evan Blass)

Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

11 de Fevereiro de 2026, 16:06
Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Microsoft abriu dois prédios de processamento de dados – tecnicamente chamados de data halls – no Brasil. Eles ficam num novo data center localizado no estado de São Paulo e fazem parte do investimento de R$ 14,7 bilhões previsto para o triênio de setembro de 2024 a setembro de 2027.

O anúncio foi feito durante o evento Microsoft AI Tour, realizado na capital paulista com a presença do Tecnoblog. A presidente da Microsoft, Priscyla Laham, explicou que os dois novos prédios são dedicados à nuvem e à inteligência artificial. No caso da IA, neles vai ocorrer de tudo, desde treinamento até inferência.

A companhia tem planos de inaugurar mais data halls neste espaço e novos data centers, como parte do investimento bilionário. Os locais exatos não foram revelados por motivos de segurança. Hoje, a Microsoft mantém duas regiões do Azure no país: em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Quais são os planos da Microsoft para a IA no Brasil?

Laham afirmou que a IA tem o potencial de gerar um salto na produtividade do brasileiro. “A gente saiu de um cenário de IA como assistente pessoal para aplicação em fluxos inteiros de trabalho”, segundo a executiva. O evento contou com a participação de lideranças da Petrobras, Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Bradesco, entre outras organizações.

A Microsoft aproveitou a oportunidade para reforçar o investimento em treinamento. Cerca de 2,8 milhões de pessoas já participaram dos treinamentos em tecnologia do programa ConectAI, atualmente focado em inteligência artificial. Há desde tarefas básicas até programação com uso de ferramentas de IA.

Além da iniciativa aberta ao público em geral, a gigante americana também estima que treinou outros 40 mil funcionários de clientes no país. “Essas pessoas vão ficar mais à vontade para criar coisas com o apoio da inteligência artificial”, conclui Priscyla.

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Microsoft e parceiros mostraram formas de usar Copilot e IA no fluxo de trabalho (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como fica a formação de desenvolvedores?

A diretora de Capacitação em IA, Lucia Rodrigues, lembra que o Brasil está no top 5 do GitHub. No mundo, existem hoje cerca de 400 milhões de desenvolvedores do software, total que deve saltar para 1 bilhão até 2030. “Estamos formando a mão de obra que vai construir o futuro tecnológico do país e do mundo”.

A Microsoft anunciou um novo projeto de capacitação de jovens entre 15 e 18 anos chamado ColAI. Cerca de 20 participantes receberão treinamento em tecnologia, habilidades socioemocionais e pensamento crítico, entre outras competências. A ideia é apoiá-los na inserção no mercado de trabalho. Ele será realizado em uma favela de Poá, que fica na Região Metropolitana de São Paulo, em uma parceria com a instituição Gerando Falcões.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Microsoft

Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Celular que copia iPhone Air deve chegar ao Brasil

11 de Fevereiro de 2026, 10:27
Realme 16 estampa a palavra “Air” em material de divulgação (imagem: divulgação/Realme)

O Realme 16 já pode ser vendido no Brasil: o smartphone, com código de modelo RMX5171, foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações na última segunda-feira (09/02). Ele se destaca pelo Air Design que combina duas câmeras, auto-foco laser e até um espelho para selfies na parte superior traseira, remetendo ao design do iPhone Air e dos Google Pixel.

O modelo foi lançado no Vietnã no final de janeiro, oferecendo SoC MediaTek Dimensity 6400 Turbo, memória interna de 256 GB, RAM de 8 ou 12 GB, conectividade 5G, Wi-Fi 5, NFC e acabamento em duas cores (preto ou branco) com proteções IP66/68/69 e 69K.

Realme 16 durante a certificação
Realme 16 durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Porém, a unidade submetida para a certificação no Brasil utiliza uma cor diferente, um violeta claro ou rosa, abrindo a possibilidade de que mais cores sejam oferecidas em outros mercados. O espelho de selfie também está faltando na unidade utilizada nos ensaios.

Na caixa do aparelho estará um carregador de 45 W, já utilizado por outros modelos da fabricante, além do cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chips e manuais. A fabricação do aparelho será pela própria Realme na China e pela Digitron em Manaus.

Certificado de homologação do Realme 16
Certificado de homologação do Realme 16 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria modelo BLPD07 será importada da China, onde é fabricada pela Dongguan NVT Technology. Ela tem capacidade de 6.550 mAh, divergindo da capacidade do modelo vendido no Vietnã, com 7.000 mAh. O componente é o mesmo utilizado no Realme 15T vendido por aqui.

Ainda não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil nem por quanto. Para fins de referência, o Realme 15 é vendido por R$ 2.699 e o Realme 15T, por 2.399 no varejo.

Realme 16 promete ser duro na queda com proteções IP66/68/69 e 69K (imagem: divulgação/Realme)

Celular que copia iPhone Air deve chegar ao Brasil

Certificado de homologação do Realme 16 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Microsoft: 90% dos adolescentes no Brasil já tomaram “ações defensivas” na internet

10 de Fevereiro de 2026, 18:16

A Microsoft divulgou, nesta terça-feira (10), a décima edição de sua Pesquisa Global de Segurança Online, que analisa como pessoas de diferentes idades utilizam e veem a tecnologia online. A nova edição foi realizada com quase 15 mil adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e adultos, distribuídos em 15 países (incluindo o Brasil).

Uma das principais descobertas foi que a exposição dos adolescentes ao risco aumentou novamente: com discurso de ódio (35%), golpes (29%) e cyberbullying (23%) entre os danos mais comumente sofridos.

Contudo, esses jovens demonstraram ser bastante resilientes: 72% conversaram com alguém após enfrentarem um risco e o comportamento de comunicação aumentou pelo segundo ano consecutivo.

Além disso, é destaque que 91% das pessoas entrevistadas pela Microsoft dizem se preocupar com os danos causados pela inteligência artificial (IA).

Quais dados a Microsoft colheu dos adolescentes no Brasil?

Confira os principais números colhidos no Brasil:

  • 63% dos entrevistados vivenciaram pelo menos um risco online significativo no último ano;
  • As três principais categorias de risco vivenciadas no Brasil são discurso de ódio (36%), violência gráfica e sangrenta do mundo real (28%) e golpes e fraudes online (27%);
  • Adolescentes estão mais preocupados com cyberbullying (36%), enquanto a maioria das demais gerações se preocupa mais com fraudes e golpes online;
  • 81% dos adolescentes que vivenciaram um risco conversaram com alguém ou o denunciaram;
  • 90% dos adolescentes no Brasil tomaram ações defensivas, como bloquear a ameaça, fechar a conta, etc.

“Ano após ano, a pesquisa contou uma história sobre a evolução dos riscos de segurança online e o impacto real delas. Em 2026, o chamado à ação é mais urgente do que nunca – a menos que a indústria possa oferecer experiências seguras e adequadas a cada faixa etária, os jovens correm o risco de perder o acesso à tecnologia”, diz Courtney Gregoire, vice-presidente e diretora de Segurança Digital da Microsoft.

Criança deitada usando um smartphone
Foram ouvidos jovens de vários países (inclusive do Brasil) (Imagem: Arsenii Palivoda/Shutterstock)

Leia mais:

Outras frentes

A Microsoft também fez parceria com a Cyberlite para entender como adolescentes de 13 a 17 anos estão interagindo com companheiros de IA.

“Por meio de oficinas de co-design com estudantes na Índia e em Singapura, estamos capturando as próprias perspectivas dos jovens sobre os benefícios, riscos e dimensões emocionais do uso da IA — insights que irão informar diretamente recursos educacionais para adolescentes, pais e educadores”, prossegue Gregoire.

“As primeiras descobertas do primeiro workshop em dezembro de 2025 mostram que os jovens valorizam a IA como um espaço sem julgamentos, ao mesmo tempo em que reconhecem as desvantagens: riscos para privacidade, excesso de dependência e erosão do pensamento crítico são maiores para eles do que conselhos ruins”, afirma.

Para ter acesso à pesquisa completa, clique aqui. Já neste link, você vê os dados específicos do Brasil (em inglês).

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Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

10 de Fevereiro de 2026, 15:06
ilustração sobre LGPD mostra a estátua da Justiça segurando uma balança. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ANPD pode ganhar independência funcional para aplicar sanções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória que transforma a ANPD em uma agência reguladora com autonomia administrativa e financeira.
  • Com isso, a ANPD poderá regular o ECA Digital, fiscalizando controle parental e proibindo loot boxes para proteger menores online.
  • A medida, no entanto, ainda não está valendo e segue para análise do Senado Federal.

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa segunda-feira (09/02), a Medida Provisória 1.317 de 2025, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora. O texto, de autoria do governo federal, recebeu 271 votos favoráveis e 127 contrários. Com a aprovação, a matéria segue agora para análise do Senado Federal.

A mudança altera a natureza jurídica do órgão. Até então vinculada à Presidência da República, a ANPD passa a ser uma autarquia de natureza especial vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Na prática, essa nova roupagem jurídica assegura à autoridade independência funcional, técnica e decisória, além de autonomia administrativa e financeira, equiparando-a a órgãos como a Anatel ou a Anvisa.

O que muda com a nova regulação?

A nova estrutura ainda não está valendo, pois precisa ser aprovada no Senado Federal. No entanto, ela permite que a agência gerencie patrimônio próprio e mantenha sede definitiva em Brasília. Para viabilizar a transição, a MP foca na profissionalização do quadro de funcionários. O texto aprovado cria a Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados, destinada a especialistas que atuarão diretamente no controle de dados pessoais e inspeções técnicas.

Essa medida transforma 797 cargos efetivos vagos de agentes administrativos em 218 cargos efetivos de especialista em regulação, além de criar 26 novos cargos de comissão ou confiança, de acordo com o Poder360.

Essa reestruturação terá um impacto fiscal de R$ 5,1 milhões por ano. Além do reforço no pessoal, a ANPD passa a contar com um órgão de auditoria interna próprio. O objetivo é fortalecer a fiscalização da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em todo o país, garantindo que a agência tenha recursos para aplicar sanções e auditar empresas de forma independente.

Fiscalização do ECA Digital e proteção de menores

A nova agência reguladora terá um papel fundamental na execução do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. Originada no PL 2.628 de 2022, a norma estabelece regras rígidas para proteger menores de idade no ambiente online, combatendo a exposição a conteúdos violentos e a publicidade predatória.

Entre as novas atribuições da ANPD está a fiscalização de ferramentas de controle parental e a proibição de loot boxes — as polêmicas caixas de recompensa em jogos eletrônicos. A agência deverá assegurar ainda que plataformas digitais criem canais de denúncia acessíveis e combatam a “adultização” precoce na rede.

Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

A LGPD protege todos os dados pessoais de titulares (imagem: Vitor Pádua/ Tecnoblog)

Google adota prova de vida para recuperação de contas no Brasil

9 de Fevereiro de 2026, 12:03
Logotipo do Google
Função dispensa senhas e códigos SMS, dependendo só do reconhecimento facial (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou a recuperação de contas por vídeo selfie no Brasil para facilitar o acesso a dados pessoais em casos de perda ou furto do celular.
  • A recuperação por vídeo selfie requer que o usuário grave um vídeo curto para verificar a identidade, impedindo acessos não autorizados.
  • A função está disponível apenas para Contas do Google pessoais e deve ser configurada previamente.

O Google anunciou nesta segunda-feira (09/02) o lançamento de um novo mecanismo de segurança para o mercado brasileiro: a recuperação de contas por vídeo selfie. Na prática, a funcionalidade recorre a uma espécie de prova de vida, em que a pessoa grava um vídeo curto para verificar a identidade e retomar o acesso aos dados.

A ferramenta foi desenhada para cenários críticos, como a perda, furto ou troca do celular, somando-se às opções de autenticação já existentes, como as chaves de acesso (que utilizam a biometria do dispositivo ou PIN de bloqueio para login) e os contatos de recuperação.

Como funciona a recuperação por vídeo selfie?

A perda de acesso a uma Conta do Google bloqueia acesso a e-mails, documentos, listas de contatos e acervos de fotos. Historicamente, o processo de recuperação fica mais complicado quando o dispositivo principal – utilizado como segundo fator de autenticação via SMS ou notificação – não está disponível.

O novo recurso busca contornar esse problema ao assegurar que uma pessoa real está presente diante da câmera no momento da solicitação, impedindo tentativas de acesso não autorizado por fotografias estáticas ou deepfakes. Dessa forma, apenas o titular da conta consegue realizar o desbloqueio.

“Este recurso oferece uma maneira única e conveniente de verificar que é realmente você, sem precisar carregar um dispositivo específico. Ao introduzir o vídeo selfie, estamos dando aos usuários no Brasil um plano seguro e fácil de usar que funciona mesmo se eles não tiverem o telefone ou não lembrarem a senha”, destaca Alex Freire, diretor sênior de engenharia e líder do centro de engenharia do Google Brasil, em nota à imprensa.

Como ativar a função?

A recuperação por vídeo selfie começa a ser disponibilizada gradualmente no Brasil a partir de hoje. É importante notar que o recurso funciona como prevenção e precisa ser configurado antes que você perca o acesso. Nós tentamos na redação do Tecnoblog, mas ninguém estava com essa opção disponível.

Veja os passos para habilitá-la, de acordo com o Google:

  • Acesse as configurações: no computador ou celular, acesse a opção “Gerencia sua Conta Google” tocando na sua foto de perfil na parte superior da tela;
  • Encontre a opção: acesse “Segurança e login” e role até a seção “Como você faz login no Google”. Se já estiver disponível, é aqui que aparece a nova opção de vídeo selfie;
  • Grave o modelo: por fim, siga as instruções na tela para gravar um vídeo curto do seu rosto.
Sistema compara vídeo gravado na hora com o modelo salvo anteriormente (imagem: reprodução/Google)

Caso o usuário fique fora de sua conta no futuro, o vídeo selfie aparecerá como opção de recuperação. O sistema solicitará a gravação de um novo vídeo curto, onde o indivíduo deverá realizar movimentos simples, como virar a cabeça.

É importante destacar que existem limitações na fase de lançamento. O recurso está disponível apenas para Contas do Google pessoais e não funciona com contas de crianças, contas corporativas do Google Workspace ou para usuários inscritos no Programa de Proteção Avançada.

A novidade faz parte de um esforço da empresa para diversificar e fortalecer as camadas de segurança. O Google reitera que o recurso foi construído sob protocolos de segurança rigorosos. O uso da biometria facial ocorre apenas com consentimento explícito e o usuário mantém controle total sobre os dados, podendo gerenciar ou excluir o vídeo selfie cadastrado através das configurações da conta a qualquer momento.

Google adota prova de vida para recuperação de contas no Brasil

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

Apple quer saber o CPF dos clientes brasileiros

9 de Fevereiro de 2026, 08:54
Email enviado pela Apple solicita o CPF (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple está solicitando CPF e data de nascimento dos consumidores brasileiros devido à reforma tributária.
  • A legislação brasileira exige que dados como nome completo e CPF/CNPJ estejam associados aos meios de pagamento nos serviços da Apple.
  • A reforma tributária exige que empresas emitam documentos fiscais individualizados, vinculando cada transação ao CPF do assinante.

Uma das maiores empresas de tecnologia do planeta, a Apple começou a semana mandando emails para os consumidores brasileiros. A empresa quer saber informações como CPF e data de nascimento, passos necessários para adequações previstas na reforma tributária.

O email da Apple informa que “nome completo e o CPF/CNPJ são necessários”. No corpo da mensagem, a gigante de Cupertino explica que a legislação brasileira exige que tais dados estejam associados aos meios de pagamento utilizados nos serviços da Apple.

A Apple está repetindo a cartilha da Netflix, que solicitou CPF e CEP dos assinantes no começo de janeiro. O Tecnoblog apurou que, no caso do streaming, essa comunicação se daria em ondas ao longo de meses. Conforme explicaram fontes do mercado, o procedimento é necessário para sanear as bases de dados.

Ilustração mostra a marca da Apple e a bandeira do Brasil
Apple cita legislação brasileira em email enviado nesta segunda (09/02) (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por exemplo, a solicitação de CPF está associada à mudança na fiscalização. Até 2025, empresas de serviços digitais poderiam emitir os documentos fiscais em blocos, que incluíam milhares de consumidores. O novo sistema exige que a emissão seja individualizada, de modo a vincular cada transação ao documento do assinante.

A parte curiosa dessa história é que o email dá a entender que a Apple não possui os dados solicitados. No entanto, quando eu cliquei no botão para atualizá-los, cheguei a uma tela da App Store no Mac com o meu cartão de crédito devidamente vinculado ao CPF.

Apple quer saber o CPF dos clientes brasileiros

Email enviado pela Apple solicita o CPF (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple Brasil (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brasil se torna referência para maior rigidez da Europa com redes sociais

9 de Fevereiro de 2026, 08:22
Elon Musk, do X, e Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Brasil bloqueou o X/Twitter em 2024 por descumprimento de ordens judiciais, influenciando políticas europeias de controle sobre redes sociais.
  • França e Espanha adotaram medidas rigorosas contra o X, com propostas de restrição de acesso para menores de 16 anos.
  • União Europeia investiga as práticas do X, enquanto Elon Musk critica as ações governamentais.

O bloqueio do X/Twitter no Brasil em 2024 não ficou só na memória dos usuários brasileiros. Segundo analistas, a recente postura agressiva de governos europeus contra as big techs reverbera a atitude brasileira ao bloquear a plataforma de Elon Musk por descumprimento de ordens judiciais.

Ao New York Times, o especialista espanhol em soberania tecnológica Ekaitz Cancela diz que as ações no continente – como operações policiais na França contra o X e propostas na Espanha de maior responsabilização das redes sobre o conteúdo – “seguem o manual que o Brasil estabeleceu em 2024 quando bloqueou o X por desafiar ordens judiciais”.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou em 3 de fevereiro que avalia banir menores de 16 anos das redes sociais. O plano segue um movimento internacional que ganhou força após a restrição imposta pela Austrália, que começou a valer em novembro de 2025.

Brasil forçou recuo do X em 2024

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o queda da plataforma no Brasil em agosto de 2024 por descumprimento de decisões judiciais, como o bloqueio de contas, levando a um apagão de contas brasileiras na rede por cerca de 39 dias.

Para a operação voltar, a Justiça determinou condições como a nomeação de um representante legal, esclarecimento de informações sobre a situação cadastral e o pagamento de multas acumuladas.

A ação do judiciário brasileiro gerou um impasse pessoal entre Elon Musk e o STF, especialmente com a figura do ministro Alexandre de Moraes, e repercutiu internacionalmente. Apesar de fazer jogo duro e comunicar o bloqueio categorizando as exigências como “ilegais”, o X acatou às ordens do tribunal no fim de setembro e, em outubro, o acesso foi normalizado.

Na visão de Cancela, portanto, a abordagem de enfrentamento às plataformas criou um precedente para que países do outro lado do Atlântico agora transformem “a política tecnológica em arma”, ameaçando a operação das empresas em vez de se limitar a sanções administrativas.

Países fecham o cerco contra big techs

Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs tornam-se alvos de políticas de proteção para menores de idade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na França, a tensão aumentou no início desse mês quando a polícia realizou buscas nos escritórios do X em Paris e promotores emitiram intimações para Elon Musk e para a ex-CEO da X Corp, Linda Yaccarino.

A ação faz parte de uma investigação sobre sete acusações, incluindo cumplicidade na distribuição de pornografia infantil, o que também ocorre no Reino Unido. Além dos países, a União Europeia anunciou que vai analisar as medidas adotadas pela rede e investigar se essas medidas estavam funcionando quando toda a polêmica veio à tona.

Simultaneamente, na Espanha, Sánchez propôs medidas legislativas para proteger menores do que chamou de “velho oeste digital”, barrando o acesso para menores de 16 anos. A ideia é forçar a implementação de sistemas de verificação de idade e rastrear a disseminação de ódio, além de tornar executivos responsáveis por conteúdos ilegais.

Musk, como de costume, não reagiu bem a nenhum dos casos. Na própria rede social, o bilionário atacou o primeiro-ministro espanhol, chamando-o de “tirano e traidor do povo da Espanha”. Quanto à investigação francesa, o X afirma que se trata de uma ação “politizada” que coloca a liberdade de expressão em risco.

Brasil se torna referência para maior rigidez da Europa com redes sociais

Elon Musk vs. União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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