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PagBank (PAGS34): Lucro sobe 4% e chega a R$ 575 mi no 1T26, abaixo do esperado

12 de Maio de 2026, 18:34

O banco digital PagBank (PAGS34) teve lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre, avanço de 4% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$580 milhões para o banco do grupo UOL, segundo dados da LSEG.

A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, representando um ganho de 6% na comparação anual, tendo como impulso a aceleração da plataforma de banking, disse a empresa.

Já o indicador de rentabilidade ROAE do PagBank avançou para 15,8%, subindo 80 pontos básicos em relação ao ano anterior.

O banco encerrou o trimestre com uma base de 34 milhões de clientes, número 6% maior que o visto ano passado. Por conta disso, o volume de cash-in, que soma as entradas de recursos nas contas digitais em adição ao volume na adquirência, totalizou R$ 81 bilhões no período, alta de 11% no ano.

Os depósitos somaram R$ 42 bilhões, avanço de 23% na base anual. A carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, o que representa um aumento de 36% ano a ano, informou a instituição financeira. O aumento percentual supera levemente o guidance de expansão da carteira que a companhia tinha projetado para o ano, de 25% a 35%.

“Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza”, disse Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, em entrevista coletiva com jornalistas, comentando os números da instituição em meio ao atual cenário macroeconômico doméstico.

Nesse contexto, o banco elevou sua perspectiva para o nível em que a taxa Selic estará no final do ano. “Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, disse Carlos Maud, CEO do PagBank.

Desenrola

Ainda avaliando o cenário macroeconômico, a instituição financeira vê como positivo o Novo Desenrola lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas, mas não enxerga grandes impactos positivos ou negativos na empresa.

“Vemos com bons olhos, até porque estamos com quase toda a população economicamente ativa com algum tipo de apontamento negativo de crédito, e o crédito para o Brasil é muito relevante para impulsionar o consumo. Mas, para nós, ele (Desenrola) tem baixa relevância, até porque o nosso portfólio é pequeno”, destacou o CEO. “O Desenrola 1 pegou um pedaço maior que o Desenrola 2 para a gente.”

No início do mês, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, prevendo utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.

O PagBank também vê pouco impacto das altas taxas da inadimplência no país em seu negócio.

“Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$5 bilhões de carteira de crédito”, destacou o CEO.

Em fevereiro, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto desde agosto de 2017. Em 12 meses, o indicador subiu 1,0 ponto percentual.

Embraer (EMBJ3) enfileira sexto recorde seguido em carteira de pedidos; veja números

27 de Abril de 2026, 17:57

A Embraer (EMBJ3) apurou US$ 32,1 bilhões em pedidos, o sexto recorde seguido, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (27). Trata-se de um aumento de 2% em relação ao quarto trimestre e 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao todo, a companhia entregou 44 aeronaves, considerando todas as unidades de negócios. O resultado
representa um aumento de 47%, “apoiado pelo avanço das iniciativas de nivelamento da produção da companhia”.

As entregas corresponderam a aproximadamente 16% do ponto médio (248 aeronaves) das estimativas anuais de entregas para 2026 (entre 240 e 255 aeronaves) das unidades de aviação executiva e comercial combinadas, ficando quatro pontos percentuais acima da média histórica de 12% para o período, considerando os últimos cinco anos.

Embraer: Segmentos

Entre os aviões comerciais, a carteira chegou a US$ 15 bilhões no 1T26, crescimento de 50% em relação ao no trimestre e 3% superior ao quarto trimestre.

Entre os destaques, a Finnair, maior companhia aérea da Finlândia, realizou pedido de até 46 aeronaves E195‑E2, incluindo encomendas firmes, opções e direitos de compra.

“O acordo fortaleceu a presença da Embraer no mercado europeu e apoiou o papel do programa E2 na renovação de frotas, com foco em eficiência e flexibilidade operacional”, disse.

Já a aviação executiva registrou uma carteira de pedidos de US$ 7,6 bilhões, estável na comparação anual e trimestral.

A divisão entregou 29 aeronaves no trimestre, representando aumento de 26% em relação às 23 aeronaves entregues no 1T25.

Em defesa e segurança, a carteira de pedidos atingiu US$4,4 bilhões no 1T26, com crescimento de 5% na comparação anual e redução de 4% na comparação trimestral.

Entregas agradam

Do lado das entregas, a companhia entregou 47% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Embraer, foram entregues 44 aeronaves, sendo 10 da aviação comercial, com três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.

O número veio significativamente acima das projeções de 31 aeronaves o BTG Pactual.

Na visão do banco, a combinação de um backlog (carteira de pedidos) recorde, tendência ainda sólida de pedidos e entregas mais fortes formam um conjunto de fatores que reduzem o risco no atual cenário macroeconômico e do conflito no Oriente Médio.

“Isso nos dá maior confiança para manter nossa visão positiva sobre a ação, especialmente nos níveis atuais de valuation”, afirmam os analistas do BTG.

O Itaú BBA avalia os números como levemente positivos para a ação, considerando que a companhia conseguiu superar as projeções da casa — que já eram mais otimistas — em meio a um período de alta incerteza e volatilidade, reforçando a confiança incorporada na carteira de pedidos.

Sanepar (SAPR11) desaba com ‘água fria’ em dividendos

24 de Março de 2026, 15:56

A Sanepar (SAPR11) cai forte nesta terça-feira (24) após a agência regulatória do Paraná, a Agepar, propor destinar R$ 3,9 bilhões em precatórios aos usuários — e não à companhia, como o mercado esperava.

Por volta das 15h10, a ação recuava 6,53%, a R$ 41,92. Desde 2025, analistas projetavam que ao menos parte desse valor poderia ser distribuída na forma de dividendos.

Pela proposta, o montante será integralmente direcionado para investimentos não onerosos e/ou descontos nas faturas.

Segundo a agência, a medida busca promover a modicidade tarifária e altera a premissa anterior, que previa o compartilhamento de ganhos com a recuperação de créditos fiscais.

O precatório — que nada mais é do que uma dívida da União — é fruto de ação judicial movida contra o governo federal sobre imunidade tributária recíproca de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica).

De acordo com o analista da Empiricus, Ruy Hungria, o mercado retira do preço das ações essa possibilidade, que representava cerca de 5% do valor do papel.

Já existia um direcionamento do regulador indicando que pelo menos 75% dos ganhos com a recuperação de créditos fiscais deveriam ser repassados para a modicidade tarifária (ou seja, aos consumidores).

Agora, porém, a nova proposta praticamente elimina a chance de que os 25% restantes — ou parte deles — fossem utilizados para pagamento de dividendos.

Notícia negativa

Para a Genial Investimentos, a proposta da Agepar é claramente negativa para a tese de investimento, na medida em que elimina — ao menos em uma análise preliminar — a possibilidade de captura de valor relevante pelos acionistas associada ao precatório.

‘Trata-se de uma reinterpretação regulatória relevante, ao direcionar integralmente o ganho extraordinário para a modicidade tarifária, o que reduz (ou elimina) o potencial de dividendos extraordinários’, afirma a casa.

Na visão da corretora, os preços de tela precificavam entre 25% e 50% do valor total do precatório como potencial dividendo extraordinário — equivalente a algo entre 14% e 28% do valor de mercado da companhia.

Itaú BBA vê oportunidade rara em peso-pesado da bolsa; potencial é de 50%

16 de Março de 2026, 12:44

Quando se fala em varejo, parte dos investidores e do mercado costuma virar a cara. Mas, quando o assunto é o Mercado Livre (MELI), a conversa é outra.

A companhia sempre figura entre as principais escolhas de gestores e analistas. Com o Itaú BBA não foi diferente. Os analistas até reduziram o preço-alvo, de US$ 2.600 para US$ 2.500, porém o valor ainda representa potencial de alta de 50% em relação ao último fechamento.

Os analistas argumentam que reduziram as estimativas para incorporar um período mais longo de margens de lucro operacional (EBIT) mais baixas.

A própria administração reiterou sua confiança em um nível de margem EBIT de aproximadamente 9%, patamar com o qual a MELI encerrou 2025 — sem alavancagem operacional em 2026, dado o nível de investimentos contínuos em frete grátis, cartão de crédito e comércio internacional.

Com isso em mente, o Itaú cortou a projeção de EBIT para 2026 em 13,8%, para US$ 3,5 bilhões (margem de 9,1%), e a de lucro líquido em 14,3%, para US$ 2,37 bilhões.

Para o primeiro trimestre de 2026, os analistas dizem que o nível típico de margem EBIT deverá ficar em torno de 9%.

Crescimento em primeiro lugar, qualidade depois

Um dos pontos que pesam contra a ação é o caminhão de dinheiro que o Mercado Livre gasta em investimentos.

Por outro lado, os resultados aparecem: os indicadores qualitativos e quantitativos sugerem que a execução está indo na direção certa, destaca o Itaú.

Ainda assim, investidores parecem pouco dispostos a pagar por essa melhora.

Desde janeiro, o mercado tem torcido o nariz para as techs por conta do alto investimento em tecnologia e das incertezas envolvendo inteligência artificial.

Os analistas do Itaú lembram que esses investimentos se traduzem em quedas nominais ano a ano no lucro operacional (EBIT) e no lucro por ação (EPS — earnings per share) para uma empresa negociada a um múltiplo preço/lucro (P/L) considerado elevado, de aproximadamente 36 vezes para 2026.

Outras varejistas negociam na faixa de 20 vezes.

A luz no fim do túnel?

A luz no fim do túnel, porém, parece próxima.

Após interagir recentemente com a empresa, os analistas dizem ver as projeções de compra e venda convergindo para um EBIT de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (margem de 9%) para 2026.

Isso pode sinalizar que as revisões para baixo estão próximas do fim.

Poucas coisas são mais prejudiciais para uma ação do que revisões negativas persistentes nos lucros”, afirma o relatório.

Ainda segundo o Itaú BBA, olhando para frente, o segundo semestre de 2026 poderá marcar uma inflexão nas margens, com retomada da expansão ano a ano — o que naturalmente proporcionaria um alívio relevante.

Até lá, é provável que as ações permaneçam sob pressão, sem catalisadores claros no curto prazo. Assim, para fundos de hedge, a relação risco-retorno parece pouco atraente. Para investidores de longo prazo, talvez seja uma daquelas oportunidades que a MELI raramente oferece.”

Dividendos: A elétrica com um dos maiores retornos da cobertura do Bradesco BBI

13 de Março de 2026, 17:00

O investidor que compra elétrica, muitas vezes, quer saber de dividendos. Nesse cardápio, a Axia, antiga Eletrobras, é uma boa opção, segundo analistas do Bradesco BBI.

Em relatório, os analistas elevaram o preço-alvo para o fim de 2026 a R$ 72,00 para AXIA3 (potencial de alta de 19%) e R$ 79,00 para AXIA6 (upside de 20%).

Segundo os analistas, os rendimentos totais (dividendos + recompra de ações) estão entre 7% e 8% em 2026 e 2027 — “entre os mais altos de nossa cobertura”.

Para o banco, apesar de a ação ter subido 82% em 12 meses, o papel ainda guarda potencial. A tese é que o mercado ainda precifica um preço de longo prazo próximo de R$ 210/MWh, nível que o BBI classifica como conservador diante da dinâmica estrutural da matriz brasileira.

Na atualização, os analistas incorporaram às projeções os resultados do quarto trimestre, o aumento do preço estrutural de energia para R$ 230/MWh a partir de 2027 e cerca de R$ 14 bilhões em créditos fiscais reconhecidos no trimestre, “que estimamos serem utilizados ao longo de aproximadamente 20 anos”.

Outro caminho para impulsionar os lucros da Eletrobras é a geração hidrelétrica descontratada, que segue como um dos melhores veículos para capturar a alta nos preços de energia. os ativos térmicos também se beneficiam da maior necessidade de despacho — com a Eneva sendo um destaque adicional.

Apesar disso, o BBI reconhece riscos ligados ao comportamento das chuvas, a eventuais revisões de demanda pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e aos efeitos do leilão de capacidade.

Mas vemos qualquer queda adicional de preços como limitada, dado o nível atual dos reservatórios, o efeito do El Niño sobre a demanda, ajustes metodológicos e a tendência de menor produção média de eólicas e solares nos últimos anos.”

Axia: Bradesco não é o único

O Bradesco não é o único a ver potencial da empresa. Na semana passada, analistas do Safra atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%.

Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.

Bolsa barata, gringo de volta e juros em queda: A equação que pode destravar os IPOs no Brasil

13 de Março de 2026, 07:00

Durante quatro anos, o Brasil não sabia o que era um IPO (oferta pública inicial de ações). Trata-se da maior seca de aberturas de capital da história do mercado.

Nem mesmo em momentos de recessão econômica, como no período de Dilma Rousseff, o país ficou tanto tempo sem ver empresas ingressarem na bolsa. Pelo contrário: nos últimos anos, houve fechamento de capitais. Ao todo, 50 empresas deram adeus à B3.

Uma conjunção de fatores, como a disparada da taxa básica de juros, afastou o fluxo da renda variável. Embora o Ibovespa tenha subido 57% desde 2021, investidores — principalmente os locais — ficaram de fora dessa pernada, atraídos pelos gordos retornos da renda fixa.

Outro entrave para emperrar a janela foi o histórico das empresas que fizeram IPOs. Segundo um estudo da assessoria financeira Seneca Evercore, das 94 empresas que abriram capital desde 2024, apenas 17 ficaram no azul.

Mas, ao que parece, o jogo está para virar. A bolsa mudou a chavinha e disparou 30% em questão de meses. O rali continuou em janeiro e fevereiro, embora o conflito envolvendo o Irã tenha arrefecido um pouco esse movimento.

Enquanto isso, nos Estados Unidos duas fintechs brasileiras abriram capital. O PicPay (PICS) saiu no topo da faixa indicativa e levantou US$ 500 milhões. Parecia um sinal de que os investidores globais estavam famintos por Brasil.

No IPO seguinte, o da Agibank, houve uma mudança de tom. A própria ação do PicPay chegou a despencar 18% dias após a estreia, o que acendeu o sinal amarelo para o apetite do investidor estrangeiro.

Somado a isso, o temor de que as inteligências artificiais pudessem afetar as empresas trouxe pessimismo para as empresas de tech.

Isso acabou resvalando na fintech, que foi obrigada a cortar tanto a faixa indicativa quanto o número de ações ofertadas pela metade. Resultado: o que era para ser uma oferta de US$ 785 milhões acabou saindo por US$ 276 milhões.

Um indicativo de que a janela de IPOs está enferrujada? Não necessariamente.

Mercados diferentes

Segundo especialistas de bancos que conversaram com o Money Times, trata-se de mercados diferentes. A começar pelo perfil das empresas.

Enquanto a bolsa americana atrai mais techs, até o momento, no Brasil a expectativa é que empresas de saneamento e energia — consideradas mais seguras — deem o tom da nova janela.

Pelo menos três companhias mostraram interesse em dar as caras na bolsa: Aegea Saneamento, BRK Ambiental e Compass Gás & Energia.

fora foi uma situação bem específica. Eles tentaram pegar referência de investidores que investem naquele tipo de ativo, e muito investidor que é bastante orientado para tecnologia”, destaca André Moor, chefe do banco de investimento Bradesco BBI.

Ele recorda que surgiu um grande ceticismo em relação a companhias que podem ser mais facilmente disruptadas por inteligência artificial. Isso acabou prejudicando o processo.”

Quem estava olhando o PicPay e também analisando o Agibank acabou tendo que reformatar o deal. No fim das contas, foi meio que azar do Agibank, que pegou essa onda de rotação de portfólio nos Estados Unidos, com investidores reduzindo exposição a tecnologia.”

Mas isso não deveria fechar a janela, destaca ele. Aqui no Brasil, o apetite do investidor estrangeiro continua.

Gabriela Evans, diretora de renda variável do Santander, vai na mesma linha ao afirmar que o “impacto é menor”. Para ela, uma nova janela se abrindo. Apesar disso, a especialista destaca três pontos para que ela deslize com maior facilidade:

  • continuidade do fluxo internacional de recursos;
  • empresas de qualidade e com tamanho relevante;
  • histórias de investimento interessantes para quem está comprando.

Os investidores internacionais estão buscando novas oportunidades em mercados emergentes, e o Brasil hoje ainda se destaca por preço e risco — ou seja, valuations mais baixos e um risco percebido relativamente menor.”

Evans, por outro lado, diz que o investidor local será mais relutante em entrar na festa, pelo menos neste momento. Isso porque a taxa de juros ainda é bastante atrativa e os fundos de renda variável continuam enfrentando saques.

Ou seja, para participar de um IPO, o investidor local muitas vezes teria que vender um ativo que possui. Isso significa que a troca precisa valer muito a pena — seja pelo valuation, pelo setor, pelo potencial de crescimento ou pelo histórico da companhia.

O peso do Ibovespa

Anderson Brito, chefe do banco de investimento do UBS BB, lembra outro ponto: o peso do Ibovespa está mais concentrado em setores que não têm risco estrutural elevado com inteligência artificial.

Ou seja, o que poderia ser um ponto fraco do país vira um diferencial importante em meio a questionamentos sobre possíveis bolhas relacionadas à IA.

Se você olhar a composição do Ibovespa, cerca de 20% a 25% está em serviços financeiros, que, na média, tendem a ser positivamente impactados pela IA, principalmente pela melhoria do cost-to-incomeou seja, redução de custos e ganho de eficiência.”

Outros 20% estão em mineração, setor tradicional que também tende a ser positivamente impactado pela tecnologia.

Em seguida vêm petróleo, gás e combustíveis, que também têm uma dinâmica própria, inclusive relacionada à transição energética.

Utilidades públicas, como energia e saneamento, representam cerca de 11%. Quando você soma tudo isso, estamos falando de mais de 70% do principal índice do Brasil alocado em setores tradicionais ou em setores nos quais o risco estrutural de disrupção é bem menor.”

A conta do mercado é que até 10 empresas possam abrir capital no Brasil neste ano.

Guerra no Irã pode afetar IPOs?

De acordo com Moor, do Bradesco, a expectativa é que o conflito não atrapalhe a janela — desde que seja curto e fique restrito ao Irã, cenário considerado mais provável neste momento.

A gente não está vendo envolvimento direto da China nem da Rússia, por exemplo.”

Moor lembra, ainda, que o Brasil é uma economia relativamente fechada. Cerca de 70% do PIB é consumo doméstico.

As exportações representam algo perto de 30%, e uma parte relevante disso são commodities para a China.

Ninguém está sancionando o Brasil ou impedindo o país de vender para determinados mercados, então o impacto direto tende a ser neutro.”

O que pode acontecer é alguma pressão de curto prazo no câmbio e no preço do petróleo, gerando um pico inflacionário momentâneo. Mas o Banco Central sabe que, no longo prazo, essa pressão tende a cair.”

Preço importa

Virou quase um lugar-comum dizer que o Ibovespa está barato — mas é difícil ignorar o fato.

Mesmo com a valorização recente do mercado local, o Brasil ainda negocia a cerca de 10 a 10,5 vezes preço/lucro (P/L), segundo cálculos de analistas do UBS.

Para comparação:

  • o mercado mexicano negocia perto de 17 vezes;
  • o mercado americano negocia perto de 23 vezes.

Ou seja, ainda existe espaço para o mercado performar, principalmente em um ambiente em que a curva de juros comece a cair.

Hoje os juros estão perto de 15%, mas o consenso do Banco Central aponta para queda. As projeções caminham para 11,5%, com alguns economistas falando em 11% e outros, até em 10,5%.

Follow-ons tiram demanda?

Mas, se os IPOs ainda caminham devagar, os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) seguem a todo vapor.

Neste ano, empresas como Pague Menos (PGMN3), Riachuelo (RIAA3) e Banco Pine (PINE4) foram ao mercado captar recursos. A joia da coroa, porém, deverá ser a privatização da Copasa. Essa demanda poderia tirar o apetite por IPOs?

Segundo Moor, em grande parte, trata-se de teses novas ou com poucas referências na bolsa.

Por isso, normalmente essas ofertas precisam trazer algum diferencial para o investidor. Ou a empresa apresenta um modelo de negócios melhor do que o de alguma referência listada, ou precisa sair com desconto em relação às comparáveis.”

Além disso, ele destaca que muitos follow-ons recentes são relativamente pequenos — ofertas de R$ 300 milhões a R$ 1 bilhão.

Considerando que, em janeiro, entraram cerca de R$ 74 bilhões de recursos estrangeiros no mercado brasileiro, essas ofertas acabam sendo pequenas em relação ao volume de capital disponível.”

E as eleições?

Quis o destino que a volta dos IPOs ocorra justamente em um período eleitoral, conhecido pela volatilidade. Mesmo assim, o investidor estrangeiro parece não estar muito preocupado com isso.

O que a gente tem escutado do investidor institucional internacional é que existe uma visão positiva para a bolsa brasileira, independentemente da eleição”, diz Brito, do UBS BB.

Mais importante, segundo ele, são os juros. Hoje a taxa ainda está elevada e pode terminar o ano entre 12% e 13%. O que os investidores observam muito mais é a curva média esperada, e não apenas a fotografia do DI hoje.”

O melhor cenário para o fim do ano seria algo próximo de 11,5%, e o mercado começa a caminhar nessa direção. Então, o investidor está olhando muito mais a tendência de queda da renda fixa do que o nível atual da taxa de juros.”

Raízen (RAIZ4): Com dívidas de R$ 65 bi, quais os bancos mais expostos?

11 de Março de 2026, 16:25

A Raízen (RAIZ4) bateu o martelo e entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, com dívidas que chegam a R$ 65 bilhões, após meses de negociação. Trata-se da maior operação do tipo no Brasil.

Protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, o movimento busca três meses de fôlego para conseguir se reorganizar e avançar na negociação com credores.

Na lista, obtido pelo Estadão, os bancos dominam. Os maiores credores são instituições gringas, como Bank of New York Mellon, com R$ 18,78 bilhões, e o Grupo ad hoc de bondholders, com R$ 7,49 bi.

Especializada em emissão e distribuição em CRAs (títulos de dívida que financiam o agronegócio), a True Securitizadora vem em terceiro lugar, com R$ 6,43 bilhões.

Apesar disso, os bancões não estão imunes. Segundo a lista, o Bradesco (BBDC4) é o mais exposto, com R$ 2,08 bilhões. Em seguida, aparece o Santander (SANB11), com R$ 1,27 bi. O Itaú BBA possui dívidas de R$ 1,24 bi, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) possui exposição de R$ 1,03 bi.

Segundo um gestor que conversou com o Money Times, as dívidas podem ter algum impacto para os resultados. Porém, por se tratar de uma recuperação extrajudicial, e não judicial, quando não há acordo com os credores, os bancos terão tempo de alongar esses valores.

Veja a lista completa:

Credor Valor
Bank of New York Mellon R$ 18,78 bilhões
Grupo ad hoc de bondholders R$ 7,49 bilhões
True Securitizadora R$ 6,43 bilhões
Pentágono DTVM R$ 6,35 bilhões
BNP Paribas R$ 3,06 bilhões
Rabobank R$ 2,24 bilhões
Bradesco R$ 2,08 bilhões
SMBC R$ 1,95 bilhão
Scotiabank R$ 1,59 bilhão
Santander R$ 1,27 bilhão
Itaú BBA R$ 1,24 bilhão
MUFG R$ 1,18 bilhão
BBVA R$ 1,05 bilhão
Banco do Brasil R$ 1,03 bilhão
Santander Corretora R$ 978 milhões
Bank of America R$ 912 milhões
Opea Securitizadora R$ 906 milhões
US Bank National Association R$ 902 milhões
Bank of China R$ 795 milhões
JPMorgan R$ 789 milhões
BNP Paribas Brasil R$ 606 milhões
Morgan Stanley R$ 584 milhões
HSBC R$ 448 milhões
Citibank R$ 433 milhões
Bank of America Merrill Lynch R$ 389 milhões
Crédit Agricole CIB R$ 271 milhões
XP Comercializadora R$ 170 milhões
Itaú Unibanco (derivativos) R$ 38 milhões
Citibank N.A. R$ 33 milhões
Rabobank (derivativos) R$ 11 milhões

Fonte: Estadão

Como a Raízen chegou até aqui?

A Raízen viu seu endividamento se elevar com o movimento de aquisição de empresas e investimentos em novos projetos de energia que não entregaram o retorno esperado. Há ainda o fator juros elevados, que pesam nas despesas financeiras da Raízen.

A produtora global de açúcar e etanol investiu em negócios não relacionados ao seu ‘core‘, como o etanol de segunda geração e a rede de lojas de proximidade Oxxo, em parceria com a Femsa.

No entanto, a partir da safra 2024/2025, o cenário de secas, queimadas e excesso de chuva reduziram moagem, produtividade e qualidade da cana-de-açúcar.

A empresa também sofreu com a deterioração do perfil de crédito, após sucessivos rebaixamentos pelas agências S&P Global Ratings, Moody’s e Fitch Ratings, o que levou a elevação do custo de capital e redução da previsibilidade financeira.

A trajetória das ações da Raízen desde o IPO também chama atenção. No momento da abertura de capital, os papéis chegaram a ser negociados a R$ 7,40.

Desde então, o preço sofreu forte queda, atingindo níveis próximos de R$ 0,63.

Esse movimento reflete tanto o cenário adverso enfrentado pela empresa quanto as mudanças nas expectativas do mercado em relação ao seu desempenho futuro.

Petrobras (PETR4) nas máximas: Melhor realizar lucro ou comprar mais?

10 de Março de 2026, 16:33

Se a disparada do petróleo animou parte dos investidores, isso não ocorreu com a Genial Investimentos. Em relatório, os analistas dizem que comprar o papel apenas por um efeito que pode acabar a qualquer momento pode ser um risco.

“Aos atuais níveis de preço, vemos as ações de empresas de petróleo passando a entregar rendimentos mais modestos se considerarmos o preço do petróleo em termos normalizados de US$ 70-80 por barril de Brent crude em doze meses”, dizem os analistas.

Para a corretora, a impressão é que “o melhor já passou”, e os investidores precisam ser mais moderados em seus portfólios. Além disso, observam esse cenário até mais como uma possibilidade de realização de lucros nos ativos do que o contrário.

A questão é: comprar petroleiras agora, quando o petróleo está nas máximas, pode não ser uma boa ideia.

“Vamos acompanhar os próximos dias e semanas em relação à evolução do preço do Brent e, eventualmente, alterar nossas recomendações caso o rali nos preços dos ativos continue”.

A recomendação da Genial para as petrolíferas é de neutralidade para Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3).

Como analisar os preços do petróleo?

A Genial lembra que o investidor deve pensar não apenas até onde o preço do petróleo pode chegar, mas também onde ele deve se estabilizar. É aí que está o verdadeiro ganho para o investidor.

Para fins de comparação, o preço médio do Brent ao longo de 2022, quando estourou a Guerra na Ucrânia, foi de US$ 99 por barril. Naquele momento, isso acabou gerando cerca de R$ 215 bilhões em proventos.

“Vemos as empresas entregando um rendimento entre 16% e 24%. Ou seja, aos preços atuais, é como se o mercado estivesse precificando os cases com uma premissa de Brent de cerca de US$ 70-80 por barril”.

Ou seja, na prática, o potencial de alta está bem limitado para as empresas de petróleo, tendo em vista a performance recente dos papéis e a incorporação de premissas cada vez mais otimistas nos preços de mercado.

Petrobras

No caso da Petrobras, a Genial diz que a volatilidade das opções dos papéis está praticamente nas máximas. Ou seja, as opções de compra e de venda estão bem “gordas” e pagando bons prêmios.

“Entendemos que algumas estratégias baseadas na venda de volatilidade (straddle, strangle e/ou venda coberta, por exemplo) podem ser exploradas por traders habilidosos”.

Petrobras (PETR4): Petróleo pode turbinar retorno de dividendos — mas tudo depende de um fator

8 de Março de 2026, 09:56

O petróleo teve a maior alta semanal desde a década de 80 impulsionado pela guerra no Irã. Até o começo do ano, a commodity parecia estabilizada em US$ 60 em um momento de oferta elevada e demanda menos aquecida. Mas agora, tudo mudou. De acordo com especialistas, uma guerra prolongada pode deixar os preços altos por boas semanas.

Nesse caso, os mercados estão de olho em como as petrolíferas podem surfar nessa disparada, principalmente a Petrobras (PETR4), maior e empresa mais procurada por investidores. A boa notícias, segundo cálculos do Bradesco BBI, é que companhia pode ver o seu retorno de dividendos alcançar até 12,5% com a disparada dos preços.

Porém, tudo vai depender do grau de repasse aos preços. Desde que mudou a política de preços, o repasse à gasolina não é feito de maneira automática. No cálculo, é considerado outros fatores, como o preço do dólar.

Até quinta-feira o desconto do diesel da Petrobras em relação ao produto importado havia atingido cerca de 30%, a maior defasagem desde 2022, apontou o Goldman Sachs em nota aos clientes.

Petrobras: Dividendos extraordinários no radar?

Depois de anunciar R$ 8,1 bilhões em proventos, investidores tentaram entender se o patamar pode se repetir — e a diretoria reforçou que a companhia não gosta de carregar caixa “sobrando”: se enxergar um nível elevado e sem necessidade para financiar projetos, prefere devolver ao acionista.

“Reforço que nossa estratégia é gerar valor no longo prazo, conciliando investimentos e projetos de alto retorno com nossa política de dividendos”, disse o diretor financeiro (CFO), Fernando Melgarejo, ao apresentar o balanço e a proposta de distribuição.

Em meio à alta do petróleo por causa do conflito no Oriente Médio, Melgarejo admitiu que pode haver espaço para dividendos extraordinários se o caixa ficar acima do necessário.

“Se a gente entender que temos um nível elevado de caixa, a gente adoraria… fazer uma distribuição de dividendos extraordinários, desde que a gente tenha certeza que não há impacto na financiabilidade dos nossos projetos”, afirmou.

Outras petrolíferas

Mas o Bradesco não se limitou a analisar a Petrobras. Segundo os analistas, com o petróleo nas alturas, os maiores benefícios recaem sobre empresas mais alavancadas e com fluxo de caixa mais concentrado no curto prazo, como a Brava (BRAV3).

“A maior assimetria aparece em BRAV3, cujo desempenho recente não reflete integralmente o nível atual da curva futura, onde estimamos potencial de valorização adicional caso os preços do petróleo permaneçam acima dos patamares embutidos nas projeções atuais”.

Por outro lado, nomes de menor sensibilidade marginal —como PRIO (PRIO3), devido à duração mais curta de geração de caixa —tendem a capturar menor variação percentual.

 

‘Eu não acho que mercado aposta na reeleição’: As mensagens e as considerações de Paulo Guedes

6 de Março de 2026, 21:19

Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do Governo Bolsonaro, passou os quatro últimos anos, quando saiu do governo, quase calado. Foram raríssimas as entrevistas e poucos os eventos que o então ‘posto do Ipiranga’ de Bolsonaro participou. Mas, em evento de Fami Capital, o economista resolveu falar (e por uma hora).

Em suas falas, Guedes teceu considerações sobre o complicado momento geopolítico que vive o mundo no momento. Para ele, a mensagem é clara: estamos sob uma nova fase da ordem político-econômica, que possui efeitos, inclusive, no Brasil.

“O mundo está em desordem. E, nesse contexto, surge uma reação conservadora, com avanço de forças de centro-direita. E o Brasil? O que eu acho que está acontecendo aqui? Na minha visão, o Brasil está começando a se parecer um pouco com o Chile em determinado momento político”.

Para ele, as economias enfrentam uma espécie de tsunami de conservadorismo no mundo, resultado de um desgaste muito grande do establishment.

“Os conservadores dão um passo à frente e assumem o volante. Os liberais? Bom, os liberais vão para o banco de trás. Sabe aquela ideia de eficiência econômica? Aquela história de que tudo deve ser guiado pelo mercado e pelo marketing, algo que seria sempre positivo para a espécie humana? Acabou um pouco essa lógica”.

Aliança entre conversadores e liberais

Guedes voltou a repetir um mantra antigo que guiou a campanha de Bolsonaro nas eleições de 2018: a união entre conservadores e liberais, que ele acredita que irá se renovar

“No começo eu vi muita disputa, muita briga entre esses grupos. Mas eles perceberam rapidamente que precisam estar juntos“, afirmou.

O ex-ministro também citou o candidato Flávio Bolsonaro. Ele confirmou que dará  “total apoio”.

“Então você já vê movimentos de aproximação. O Romeu Zema, o Ronaldo Caiado e o Ratinho Júnior, por exemplo, já tiraram foto juntos em vários momentos. O Tarcísio de Freitas também deve estar nesse mesmo campo”.

Ainda segundo Guedes, os mercados começam a perceber esse movimento.

“Eu frequento o mercado financeiro há muitos anos, e tem um padrão que se repete: o dinheiro começa a entrar, a bolsa sobe, sobe mais um pouco, o dólar fica mais calmo”

Isso significa que o mercado está apostando na reeleição Lula? Para Guedes, é um sonoro não.

Safra atualiza Axia (AXIA3;AXIA6) e calcula dividendos; veja se vale a pena

5 de Março de 2026, 12:09

A Axia (AXIA3; AXIA6) é uma das grandes vencedoras da bolsa. Após uma série de contratempos, como problemas com o governo, a empresa deu um salto na bolsa e não para de subir. Nos últimos 12 meses, a disparada foi de 97%. No ano, acumula alta de 19%. Para o Banco Safra, a ação pode subir ainda mais.

Os analistas atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%. Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.

Mais dividendos?

Apontada como uma potencial máquina de dividendos da bolsa, o Safra diz que os preços mais elevados sustentarão os gordos proventos.

Nos cálculos dos analistas, a Axia está positivamente exposta a esse movimento, já que, em média, 17%–33% de seu balanço energético estará disponível para trading em 2026–27.

“Como a maior parte da capacidade é hídrica, a energia está sendo despachada em horários de alto preço spot, suprindo demanda de pico e compensando a queda da solar no fim da tarde. A expectativa de preços spot maiores em 2026 (média de R$ 350/MWh) deve elevar a geração de caixa”.

Além disso, a alavancagem-alvo de 3,0x–4,25x dívida líquida/EBITDA, junto à maior geração de caixa, deve implicar dividendos maiores.

Como foram os resultados da Axia?

A Axia Energia reportou  lucro líquido ajustado de R$ 1,25 bilhão, alta de 141% sobre o mesmo período de 2024, em meio a menor volume de provisões e menor despesa de IR/CS.

A dinâmica mais do que compensou a menor contribuição da geração após a venda de térmicas, de acordo com o balanço divulgado pela antiga Eletrobras.

Apesar do crescimento expressivo na comparação anual da última linha, o resultado — sobretudo em receita e Ebitda frente ao consenso — ficou abaixo das estimativas de parte do mercado.

O principal fator foi o volume de energia vendida menor do que o modelado pelas casas.

Para o UBS BB, “o número ficou abaixo do esperado principalmente decorrente de um volume de energia vendida inferior às nossas estimativas”. Ainda assim, o time liderado por Giuliano Ajeje ponderou que “o crescimento sequencial continua sólido”, indicando que o desvio foi mais pontual do que estrutural.

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